Posts de janeiro/2013

mellisboa blogdomiguel Entrevista de Quinta: Mel Lisboa defende a Boca do Lixo e a pornochanchada da sociedade conservadora

Mel Lisboa volta aos palcos de São Paulo com Cine Camaleão - A Boca do Lixo (Foto: Divulgação)

Por Bruna Ferreira, do R7

A pornochanchada brasileira teve seu laboratório em uma região de São Paulo conhecida como "A Boca do Lixo", nos arredores dos Campos Elísios, Bom Retiro, Luz e Santa Efigênia.

O apelido que tenta descrever a região, que nas décadas de 1960 e 1970, era cheia de crimes e prostituição, também dá nome ao espetáculo teatral da Cia. Pessoal do Faroeste, com Mel Lisboa no elenco.

Cine Camaleão - A Boca do Lixo é a flor no lodo, a mostra de que a produção cultural ultrapassa os limites dos liceus e está também nas ruas, em meio à marginalidade, ao horror e ao caos.

A peça retrata a chegada das primeiras produtoras de cinema na região. O espetáculo escrito por Paulo Faria conta a história de Wanda Scarlatti (Mel Lisboa) que quer financiar um filme, desde que protagonize uma cena de sexo explícito. Ela chama Tony Reis (Roberto Leite) para conduzir a produção.

Tony não quer participar da pornochanchada e tenta se aproveitar da situação. O drama trata conflitos humanos destas personagens e consegue trazer um questionamento sobre a sociedade conservadora, que mesmo marginalizando, não consegue reprimir o surgimento de novas linguagens, diferentes, bizarras, perturbadoras, mas tão legítimas quanto todas as outras formas de arte.

Mais uma vez em sua carreira, Mel Lisboa encara os desafios de brincar com o erotismo e mexer com ideias pré-concebidas. Em entrevista ao blog, ela falou sobre o espetáculo.

Leia com toda calma do mundo.

 R7 -  Como você contribuiu na construção da sua personagem?
Mel Lisboa — Eu ajudei a fazer o texto. Ela tem uma coisa de vingança com uma atriz que existiu de verdade, a Wanda Marchetti, atriz de teatro, de cinema, foi da Companhia Procópio Ferreira. A Wanda Scarlatti teria sido filha da camareira da outra, então, a motivação maior da vida dela é ridicularizar, escandalizar a imagem da Wanda Marchetti. Ela vai interpretar a outra em seu próprio filme de sexo explícito. A sua vontade é humilhar a outra.

 R7 - O que você acha do apelido que a região ganhou. A Boca do Lixo faz justiça ao que era produzido na época?
Mel — Eu acho que é uma forma pejorativa de tratar o lugar e a produção. Assim como é tratada a própria pornochanchada no Brasil. Até hoje, aquele lugar é meio à margem mesmo, uma zona em que toda hora tinha assassinato, tinha um corpo, prostituição, crime. Hoje, ainda é assim. É a Cracolândia. A gente está lá, sozinhos, com um multidão de traficantes, que ficam traficando na nossa cara. É uma região pesada, mas o termo Boca do Lixo para a produção é pejorativo. Muita coisa boa foi feita lá.

 R7 -  O grupo vai continuar trabalhando junto após o fim desta temporada?
Mel — A gente vai continuar a pesquisa sobre a Boca do Lixo mesmo, mas vamos sair da época do cinema para a década de 1950. Na época em que proibiram as prostitutas de ficar lá, conhecido como o quadrilátero do pecado, com prostituição e crime. A gente vai fazer um bang-bang, uma faroeste no teatro. Eu vou atuar e a gente vai começar a ensaiar para já estrear em abril.

 R7 - Você completou 31 anos, recentemente. Mudou a forma como você se relaciona com o seu corpo e escolhe os seus trabalhos?
Mel — Eu acho que sim. Quando eu fiz a Anita [Presença de Anita, 2001], eu não tinha qualquer consciência do que é expor o corpo. Não tinha consciência de que a exposição mexe tanto com a cabeça das pessoas. Hoje em dia, eu prefiro limitar um pouco. Não que eu não faça, seria muita hipocrisia, mas acho que é preciso ter um bom motivo. Já mostrei meu corpo na TV, no cinema, na Playboy, mas eu sei que as pessoas têm preconceito, eu percebi isso até estudando sobre as atrizes da Boca do Lixo, da pornochanchada, que sofreram um preconceito imenso por mostrar o corpo. A sociedade brasileira é muito conservadora, hoje eu tenho mais noção.

 R7 - E como está conseguindo conciliar a agenda profissional com as tarefas de mãe [Mel Lisboa tem dois filhos, Bernardo e Clarice]?
Mel — Ah, nem eu sei [risos]. Cada semana é de um jeito! Hoje o Felipe [marido de Mel] pode ficar, tem dia que eu fico, tem dia que preciso ligar para a Nina ficar com eles. A Nina cuida de todo mundo aqui em casa, só que como ela não dorme aqui, preciso avisar com antecedência. Só não sei como vai ser quando eu começar minha próxima novela [risos].

Cine Camaleão - A Boca do Lixo
Quando: Sextas e sábados, às 21h30; domingos, às 19h30. Até 10/2/2013
Onde:  Sede Luz do Faroeste (r. do Triunfo, 305, Metrô Luz, São Paulo. 75 minutos. tel. 0/xx/ 11 3362-8883 ou 11 8249-9713)
Quanto: Antecipados R$ 40. Com uma hora de antecedência, pague o quanto puder
Classificação etária: 16 anos

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repetition antonio garcia tl Ficção ou realidade? Roger Gobeth apresenta ciranda “meta teatral” em <i>Répétition</i>

Roger Gobeth, Tatianna Trinxet e Alexandre Varella no palco. Foto: Antonio Garcia

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

Répétition é o tipo de texto no qual a margem entre ficção e vida real é mínima. A montagem que entrou em cartaz no último dia 18, no Rio de Janeiro, traz Roger Gobeth na pele de um diretor teatral que tem a missão de ensaiar a própria mulher, o melhor amigo e viver com eles, em cena, um triângulo amoroso.

Salada mista? Seria se não fosse os questionamentos e dúvidas que surgem na mente dos três durante o processo do ensaio para o tal espetáculo que irão apresentar. O Atores & Bastidores conversou com Roger, e ele detalhou um pouco mais a ciranda apresentada no palco.

— A peça é um ensaio de uma peça. Os três atores, Dinho, Laura e Luis, dão vida a três personagens, Fernando, Silvia e Marcelo, que vivem um triângulo amoroso na ficção. Algumas questões vão se refletindo na vida real e a história se desenvolve e acaba com um final surpreendente.

Dinho/Fernando é o papel de Roger. Com ele, estão Alexandre Varella e Tatianna Trinxet. O responsável por orquestrar o trio e dar vida ao texto de Flávio de Souza foi ninguém menos que Walter Lima Jr.

— A generosidade e a delicadeza com que o Walter Lima Jr conduziu nossa investigação do texto demonstram a grandeza e a experiência de um cara que, mesmo ocupando a cadeira do diretor, se preocupa em estabelecer uma parceria com todo o grupo envolvido a fim de enobrecer o processo criativo, tornando o produto final naquilo que ele acredita ser o porquê de estarmos ali e que de fato é: um teatro vivo.

A brincadeira meta-teatral encaminha o público para a dúvida: o que é ficção e o que é realidade? Flavio de Souza conduz muito bem a questão, com comicidade, e faz o espetador sair do lugar comum.

— Flavio de Souza não foge da confusão que a metalinguagem traz. Ele vai a encontro a ela e toma partido disso na estrutura de seu texto. Com isso, ele tira do público o olhar passivo sobre o espetáculo e o insere como elemento da obra quando exige dele o raciocínio constante para diferenciar aquilo que é real da montagem que está sendo feita dentro da peça.

Além de Répétition, Roger está diariamente gravando cenas de Danilo para a novela Balacobaco (Record). A agenda apertada exige força de vontade (e muita paixão pela profissão) para dar conta de tudo.

— O processo é exaustivo. Durante dois meses ensaiei no Cosme Velho diariamente das 9h às 15h quando não gravava, e quando gravava ensaiava até 11h. Saia correndo de lá e uma hora e meia depois estava chegando no Recnov para gravar. Agora com a peça em cartaz é a hora da correria inversa pra se chegar ao teatro pra apresentação da peça... Mas tudo vale a pena se a alma não é pequena, não é mesmo?

Roger finalizou o bate-papo com um desabafo digno de um ator apaixonado. Para ele, não interessa a correria, os aborrecimentos do dia a dia e as complicações da vida. Estar no palco “zera” Roger. Para ele, “estar no palco é estar a beira de um abismo. É estar vivo”.

Répétition
Temporada: de 18 de janeiro até 17 de fevereiro
Onde: Espaço Sesc / Sala Multiuso - Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160
Horário: Sextas e sábados às 20h, e domingos às 18h
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia), R$ 5 para associados
Classificação: 14 anos

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milton cd guga melgar tl Antes de estrear em SP, musical sobre a obra de Milton Nascimento inova e lança CD

Canções de Milton Nascimento são encenadas em musical. Foto: Guga Melgar

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

Após cinco meses em cartaz no Rio de Janeiro, o musical Milton Nascimento – Nada Será Como Antes dá mais um passo em busca da inovação e lança um CD com as canções do artista mineiro encenadas no espetáculo.

Para quem ainda não viu a montagem, Charles Möeller e Claudio Botelho, a dupla que reina em absoluto no mundo dos musicais por aqui, idealizaram e dirigem o projeto que apresenta a vida de Milton e homenageia seus 50 anos de carreira.

miltoncd capa Antes de estrear em SP, musical sobre a obra de Milton Nascimento inova e lança CD

Foto: Divulgação

Canções como Maria Maria, Travessia, Cais, Morro Velho, Fé Cega, Faca Amolada, e muitas outras estão no CD, que segue o mesmo repertório da peça. O álbum, à venda nas principais lojas, foi gravado com o elenco original do espetáculo, com a mesma orquestração e com qualidade de estúdio.

Milton participou ativamente dos ensaios e releituras de suas canções. O mineirinho do Clube da Esquina trocou ideias com Delia Fischer, a arranjadora do projeto, e ainda sugeriu detalhes de canto aos atores Claudio Lins e Marya Bravo, que lideram o elenco de 14 componentes.

Milton Nascimento – Nada Será Como Antes fica em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio, até dia 3 de março. No dia 22 do mesmo mês, os paulistas terão a chance de conferir o trabalho de perto no Teatro GEO.

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nabia villela2 bob div O Retrato do Bob: A dedicação da atriz Nabia Villela

Nabia Villela arruma espaço na agenda para posar para o blog. Foto: Divulgação/Bob Sousa

Por Bob Sousa

Nabia Villela, atriz e cantora, iniciou sua carreira nos palcos sob a batuta de ninguém menos que o consagrado diretor Gabriel Villela. Juntos, eles realizaram importantes trabalhos, como Morte e Vida Severina, Os Saltimbancos, Gota D’Água e Hécuba, último trabalho da dupla.

A atriz também dedicou seu talento ao cinema, atuando em Jardim Beleleu, de Ari Candido, A Sombra de Sofia, de Flavia Thompson, e Gogó da Ema, de Caio Vecchio.

Na TV, atuou nas novelas Vende-se um Véu de Noiva (SBT), Revelação (SBT) e na série Bipolar. Atualmente, Nabia vive a personagem Natália Ayala, madrasta do garoto Mario Ayala, na novela infantil Carrossel (SBT).

No teatro, a atriz segue trabalhando ao lado de grandes diretores e vive a personagem Mahala no espetáculo No Coração do Mundo, do Núcleo Experimental, de Zé Henrique de Paula.

Além disso, ela estreia o musical Cabaret... e o Tal do Mundo não se Acabou, com direção de Fernanda Maia, de sexta a domingo, às 21 horas, no Teatro do Núcleo Experimental. Mesmo com tanto trabalho, Nabia ainda teve tempo de posar para um retrato de Bob Sousa. Quanta dedicação.

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teatroderua Coluna do Mate: Teatro de rua e o preconceito

Teatro de rua muitas vezes acaba sendo vítima de preconceito, mas é resistente - Foto: Divulgação

 

alexandremate Coluna do Mate: Teatro de rua e o preconceitoPor Alexandre Mate*
Especial para o Atores & Bastidores

"A tendência de todo discurso radical é conduzir ao desastre: a dialética nos ensina a empregar vantajosamente o conflito dinâmico dos opostos. Experimentar a emoção e conservar ao mesmo tempo o senso crítico não é impossível na prática [...]. Tudo depende do quanto se está treinado para conter certos estímulos, da sabedoria na administração do emocional e do racional."
Dario FO. Manual Mínimo do Ator

O teatro, de modo contrário ao que aparece nas fontes documentais, não nasceu na Grécia. Se o princípio da linguagem teatral é a representação (alguém fingir-se de outro, colocando-se em seu lugar), o teatro nasceu nas ruas e muito antes de sua invenção no século V a.C. No período citado, o processo representacional, que já constava dos rituais em homenagem aos deuses gregos, com destaque a Dioniso e Febo (Apolo), estetizou-se. Por intermédio da estetização dos rituais, a representação, que é um fenômeno social, foi inserida em um processo de estruturação formal, cujos gêneros iniciais foram chamados de tragédia e comédia.

Desde a criação de uma estrutura rígida — compreendendo partes episódicas: mimese (em que as personagens falavam e agiam por si) e partes narradas: diégese (a cargo da personagem coletiva designada coro) — a representação popular, que acontecia no espaço público, é considerada menor, espontaneista, pouco elaborada etc. Evidentemente, o que está em jogo nessa desconsideração à representação popular, sobretudo, é o fato de as obra populares (que, no caso, se chama de teatro de rua) apresentarem uma fábula (história) a partir do ponto de vista dos sujeitos (homens e mulheres) que não fazem parte da elite. Nessa visão, o espaço de representação, desde as origens, em uma espécie de arena para expor ao ridículo os detentores do poder, que, historicamente, sempre transformou a vida do pobre em um “calvário de sofrimento e exploração”. Nos espetáculos populares, é basicamente o único espaço, na vida social, e de modo público, que o explorado tem para glosar o seu explorador.

Durante a Antiguidade clássica romana, o teatro popular acabou por reaparecer ou, pelo menos a não ser escondido como o foi durante a Antiguidade clássica grega. Nesse reaparecimento, vários gêneros de comédia popular foram criados e, porque o riso tem um caráter de reparação do comportamento, se criou a expressão (ridendo castigat mores, que corresponde a riso como castigador dos costumes). Os artistas populares sempre souberam disso. Quando se expõe o poderoso - principalmente o patrão -, cheio de vícios, de autoritarismos, de modo mesquinho e doentio comportamentalmente, evidentemente, o “modelo” acaba por perceber isso, e, por ter o poder, inclusive de memória documental, a perseguir a cultura popular e a impedir que ela seja documentada.

A Idade Média, historicamente, corresponde, no mundo ocidental, ao período de maior perseguição aos artistas populares do teatro. Estes, os artistas populares, transitavam com a irreverência, o deboche, o chamado grotesco (instintos do baixo ventre - fome biológica e sexual) e traziam uma mentalidade e comportamento de sociedade politeísta. A Igreja queria impor um novo valor religioso e um Deus onisciente, onipotente e onipresente e, nesse sentido, erradicar com práticas anteriores. Dentre um conjunto de práticas proibidas e castigadas, o teatro popular foi uma das experiências sociais mais perseguidas. Desse modo, o teatro oficialmente some da vida social (do século V ao século XI não há referências documentais à prática), mas sabe-se que ele esteve presente nos espaços públicos e dentro dos feudos. Sabe-se que o teatro não deixou de existir porque nos concílios de bispos, os artistas populares eram condenados por seus fazeres: danosos ao corpo, deletérios à alma e corruptores do espírito...

No período do Renascimento (a partir do século XVI, na Europa Central), com nova ordem político-social, o teatro passa a ser retomado de modo institucionalizado (a forma artística foi apoiada e alguns artistas mantidos pelo Estados). Na Itália da renascença, e com o advento das primeiras universidades laicas (não religiosas), aparece uma distinção entre o erudito e o popular. Para se ter uma ideia, o primeiro sentido de erudito, do verbo latino erudere, tem sentido de desengrossar. Este pressuposto, dá conta de que o povo não tem civilidade (por isso é comum ouvir que tal pessoa é grossa...), não sabe se portar, não sabe se conduzir, não tem verniz de refinamento... O “alimento” de uma tal distinção se ampara nas distinções de classe.

Além disso, é importante mencionar que a principal característica legislada pelos doutores das universidades concerne à cultura erudita, que é escrita e cultura popular, que é oral. Para se ter uma ideia, nesse momento histórico (século XVI), por exemplo, a comédia era classificada entre sostenuta (sustentada, escrita) e all’ improviso (improvisada), porque, e até hoje, a principal característica do teatro popular é a relação de troca que artistas desenvolvem com o público espectador.

Outra importantíssima informação para apontar as diferenças entre o teatro de elite e o teatro popular (aquele apresentado na rua, com ponto de vista do povo e com características da cultura do povo), diz respeito ao fato de que as mulheres, na condição de atrizes só terem sido admitidas no teatro erudito, desde a Antiguidade clássica grega, no século XVII. Em oposição a esta proibição do direito das mulheres de dedicarem-se ao fazer teatral, no teatro popular, e também desde o mesmo período grego, as mulheres participavam nas cenas dos chamados mimos gregos, que correspondia a uma espécie de farsa popular.

Muito tempo se passou, mas, e com algumas ressalvas, o preconceito com relação ao “teatro de rua”, que é o popular e o irreverente continua até hoje. Muito se tem feito para mudar esse quadro de desconsideração e desrespeito na cidade de São Paulo. Algumas dessas conquistas serão apresentadas futuramente nesta nova seção que se inaugura.

* Alexandre Mate é doutor em história social pela USP, professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro.

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fonte joao julio mello tl Cildo Meireles vira “fonte” para celebrar 20 anos da companhia Staccato, de Paulo Caldas

Bailarinos dançam com a obra de Cildo Meireles. Foto: João Julio Mello

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

O coreógrafo e bailarino Paulo Caldas resolveu misturar seus passos ritmicamente calculados com a poesia da obra de Cildo Meirelles.

Fontes (1992), trabalho do artista plástico, foi o ponto de partida para o espetáculo Fonte, a nova montagem da companhia Staccato | Paulo Caldas, que celebra 20 anos de existência.

A estreia será no dia 15 de fevereiro, no Mezanino do Espaço SESC, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Para quem não conhece a obra do carioca Cildo, Fontes exibe milhares de réguas penduradas no teto, diversos relógios em exibição nas paredes e incontáveis números feitos de plásticos jogados no chão.

Todos os elementos de medição brincam com a ideia de tempo e espaço ao mesmo tempo em que sabotam sua funcionalidade alterando a ordem numeral da métrica perfeita.

Quando a dança entra na história, os bailarinos Carolina Wiehoff, Maira Aiex, Natasha Mesquita e Toni Rodrigues dividem a cena apresentada com recursos cenográficos e videográficos.

Cildo serve de inspiração, de base, de fonte, e de sua obra os artistas usufruem, ainda, das cores branca e preta para montar o espetáculo.

Fonte
Onde: Espaço Sesc – Mezanino (Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana
Quanto: R$ 20
Horário: quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 19h30
Classificação: livre
Temporada: 15 de fevereiro a 10 de março

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Por Bruna Ferreira, do R7

Teatro combina com São Paulo. Para comemorar o aniversário da cidade, o blog lista algumas opções de peças que vão rolar nesta sexta-feira (25) e no fim de semana. Tem opções para todos os tipos de gostos e bolsos. Depois de ver o espetáculo, dê uma passadinha aqui no blog e compartilhe o que achou com os outros internautas!

São Paulo é cheia de encontros como em A Partilha
apartilha foto No aniversário de São Paulo, veja cinco sugestões de peças pela cidade

Quatro irmãs se encontram no velório da mãe e precisam decidir o que fazer com a herança. Com Susana Vieira, Arlette Salles, Patricya Travassos e Thereza Piffer, o público vai se divertir com personagens tão diferentes umas das outras, que juntas relembram o passado e as relações familiares. Um espetáculo que já tem duas décadas, com texto e direção de Miguel Falabella, que narra uma jornada engraçada e emocionante.

A Partilha
Quando: Sextas, às 21h30; sábados, às 19h e às 21h30; domingos, às 18h. 100 minutos. Até 31/3/2013
Onde: Teatro Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, São Paulo. tel. 0/xx/ 11 3472-2229 e 11 3472-2230)
Quanto: R$ 80 e R$ 120
Classificação etária: 12 anos

São Paulo combina com a crítica de Afogando em Terra Firme
afogando foto No aniversário de São Paulo, veja cinco sugestões de peças pela cidade

Vivemos em uma sociedade em que todos querem seus 15 minutos de fama e querem o sucesso com pouco ou nenhum talento. O culto à celebridade é questionado quando Charlie Conrad vira o nome mais aclamado do momento por ser, aparentemente, um completo fracasso. Dá para ser tão enaltecido, sendo assim tão banal? A comédia é do dramaturgo inglês Alan Ayckbourn com direção de Eduardo Muniz, que estudou texto com o autor em 2011.

Afogando em Terra Firme
Quando: Sextas,às 21h30; sábados, às 21h; domingos, às 19h. 100 minutos. Até 24/3/2013
Onde: Teatro Jaraguá (r. Martins Fontes, 71, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/ xx/11 3255-4380 ou 11 2802-4015)
Quanto: R$ 50
Classificação etária: 14 anos

São Paulo são as inquietações de Ensaio Sobre a Queda
queda foto No aniversário de São Paulo, veja cinco sugestões de peças pela cidade

Um homem à beira da morte vai lavar a roupa suja de sua vida com a mulher, os amigos e um suposto filho. O bibliotecário tem ainda uma trágica história envolvendo os pais, mostrando que a vida é uma grande queda. O espetáculo perturbador e crítico tem texto de Carlos Canhameiro e direção de Marcelo Lazzaratto. Na peça, os personagens falam sobre plataformas de diferentes tamanhos. Reestreia da Sala Jardel Filho.

Ensaio Sobre a Queda
Quando: Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h. 90 minutos. Até 10/3/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1000, Metrô Vergueiro, São Paulo, 0/xx/ 11 4003-2050)
Quanto: R$ 20
Classificação etária: 14 anos

São Paulo tem a irreverência de Frisante
frisante foto No aniversário de São Paulo, veja cinco sugestões de peças pela cidade

A peça é encenada em um casarão com o público interagindo com os atores. Está acontecendo uma festa onde será feita a leitura surpresa do testamento da família Olimpo. Sara e André são os únicos herdeiros, mas Sara morre de forma misteriosa. A ambição transforma todos em suspeitos. O espetáculo é uma comédia policial encarada pelo Grupo Gattu, com texto de Tito Sianini e direção de Eloísa Vitz.

Frisante
Quando: sábados, às 21h; domingos e segundas, às 20h. 70 minutos. Tempo indeterminado
Onde: Casa e Teatro Grupo Gattu (r. dos Ingleses, 182, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3791-2023)
Quanto: R$ 40
Classificação etária: livre

Existe amor em SP assim como em Inferno na Paisagem Belga
inferno foto No aniversário de São Paulo, veja cinco sugestões de peças pela cidade

O espetáculo fala da relação entre os poetas franceses Paul Verlaine e Arthur Rimbaud, que tiveram as obras influenciadas pelo intenso romance que viveram após se conhecerem em Paris. Com direção de Rodolfo García Vásquez, a paixão passa pelas estruturas brutas propostas por Descartes: admiração, desejo, amor, alegria, ódio e tristeza. Tudo imerso em muita poesia.

Inferno na Paisagem Belga
Quando: quintas, sextas e sábados, 21h. 60 minutos. Até 16/3/2013
Onde: Espaço do Satyros Um (pça. Franklin Roosevelt, 214, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20
Classificação etária: 16 anos

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rede circo foto eduardo enomoto Sem rede de proteção

"O teatro não tem rede de proteção", Cléo De Páris - Foto: Eduardo Enomoto

cleo Sem rede de proteçãoPor Cléo De Páris*
Especial para o Atores & Bastidores

Sempre nas entrevistas tem essa pergunta: qual a diferença entre teatro, cinema e televisão? A resposta pode ter mil explicações, são veículos diferentes, o teatro é onde o ator tem mais domínio, a troca com o público é incrível... Eu concordo com tudo isso e discorreria um tempão falando dessas diferenças, dos abismos que separam as linguagens. Mas nunca me fizeram essa pergunta.Porque, primeiro, não sou famosa, segundo, não faço tanto cinema e fiz pouca televisão. Se me perguntassem, eu sei o que diria, eu diria assim: o teatro não tem rede de proteção.

É preciso amar o risco pra escolher ser um ator de teatro, um diretor de teatro, um figurinista, um cenógrafo, um contra-regra, um bilheteiro. é preciso abandonar coisas, estar naquele lugar naquela hora que o jornal indica e não importa se 1.000 pessoas vão sair de suas casas pra ficar numa sala escura fechada esperando maravilhas de você ou se serão 5 pessoas. Não importa.

Importa que você vai sair de sua casa nesse dia, durante meses, nessa hora, com vontade ou sem, gripado, triste, preocupado, aflito, desiludido, você vai sair no meio de uma tempestade ou na noite mais linda da primavera, vai desligar a TV, apagar as luzes, pegar um ônibus, vai dizer oi pra seus companheiros, vai sentar na bancada, transformar seu rosto, vestir uma roupa que nunca estará no seu guarda-roupa, mas que fará parte da sua vida pra sempre, e vai fazer de um tudo pra maravilhar 1.000 pessoas ou 5 pessoas.

E você só tem aquela chance, nunca mais. O outro dia vai ser outro, serão outras as pessoas, será outra sua energia, pode quebrar o zíper do vestido, pode faltar luz, pode inundar a cidade, pode dar tudo mais certo, pode dar tudo mais errado, nunca se saberá, o momento é só agora, o teatro é só agora.

Meus amigos próximos não gostam muito de ir em estreias minhas. Eu sei como é, fica aquela vontade de que tudo dê certo, de que as pessoas gostem, de que o amigo mesmo goste e saiba o que falar. Mas tenho um amigo que não vai nunca a meus espetáculos! "Por que?", eu quis saber. "Porque eu sinto medo por você", ele disse, "parece que vou te ver com a cabeça na boca do leão, vou ficar tenso demais".

Entendi, claro, e não cobro sua presença, apesar de ser ele um amigo muito especial. Ele vê meus filmes, que já estão prontos há tempos, vê coisas que saem na mídia a meu respeito, provavelmente leia esse texto, mas na hora da peça, ele sabe que se eu escorregar do trapézio, não terei rede. Ele sabe que alguém pode atender o celular, que um bêbado pode invadir o palco, que o salto do meu sapato pode quebrar (como já quebrou!) que a cortina do cenário pode cair (como já caiu!)...

Ele sabe e eu sei que é um completo absurdo o que eu faço, que é estranho uma pessoa não ter fim de semana, Páscoa, Carnaval, trabalhar doente, ter medo de chorar na hora que não pode, ter medo de não chorar na hora que precisa, ter medo de branco, de soluço, de gaguejar. Mas ele também sabe e eu também sei que não seria feliz sem tantos sonhos e que eles, os sonhos, não precisam de rede de proteção.

*Cléo De Páris é atriz. Ela também tem um blog. Leia! 

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priscila blogmiguel Entrevista de Quinta: Priscila Fantin revela segredos de uma atriz mais famosa por seus amores

Priscila Fantin divide o palco com Herson Capri em São Paulo (Foto: Divulgação)


Por Bruna Ferreira, do R7

Mariah é uma famosa atriz de novelas, acostumada com a imprensa de celebridades no seu encalço. Tudo muda em sua história quando se depara com o que poderia ser mais uma entrevista, para mais um jornalista, mas vira um verdadeiro jogo de sedução.

Pode parecer que Priscila Fantin não teria qualquer dificuldade em dar vida a esta personagem. Só que Mariah veio desafiar a atriz, o público e a sociedade do espetáculo, mostrando que nem sempre o que está escancarado é tão verdadeiro quanto o que está escondido, obscuro, protegido.

Priscila é uma atriz de múltiplas vozes em cada novo trabalho, mas que nunca deixa de buscar sua essência fora dos holofotes. Mariah é a  atriz que joga com a fama, as imagens, as sombras e os reflexos. Na união das duas, a celebridade ganha contornos únicos, cheios de uma humanidade tão negada ao ídolo nos dias atuais.

A atriz deixou a personagem se aproximar: “Ela mudou minha visão sobre a minha própria imagem”.

Theodor Holman assina A Entrevista, que tem direção geral de Daniel Filho, produção geral de Sandro Chaim e direção de Susana Garcia. A peça é uma comédia que mostra o envolvimento da jovem atriz com um conceituado jornalista político, vivido por Herson Capri, que está em decadência e precisa entrevistar a grande estrela, mesmo a contragosto. Do choque entre os dois, o retrato do que é a sociedade contemporânea e a cultura que gira em torno do culto à imagem.

Em entrevista ao blog, Priscila falou sobre o retorno da peça, o que acha do interesse da mídia e das pessoas pela vida pessoal dos famosos e como está fazendo para conciliar a própria agenda com as delícias e deveres de ser mãe do pequeno Romeo, de apenas um aninho.

Leia a entrevista na íntegra:
R7 — Você gosta de atuar nos palcos de São Paulo? O que acha do público paulistano?
Priscila Fantin — Eu tive duas experiências aqui em São Paulo. A primeira foi em 2008, no espetáculo Vergonha dos Pés, era uma peça da Fernanda Young, ficou em cartaz no Teatro Folha e foi muito gostoso! São Paulo tem um público fiel de teatro, uma cultura teatral muito grande. É um pouco diferente do Rio, que está acostumado a ver artista o tempo inteiro, no calçadão, gravando novela... Aqui no Rio, eu acho que só funciona a peça mais comercial, com mais publicidade, os grandes espetáculos mesmo. São Paulo tem um público diferente, um pouco mais intelectual, mas é sempre um público receptivo.

R7 — Como é a parceria com Herson Capri?
Priscila — É muito gostosa, ele é uma pessoa muito tranquila, Herson é na dele, inteligentíssimo, culto. Ele tem 45 anos de carreira, 35 peças já, é um cara que me deixou muito segura de estar com ele. É muito bom ter toda essa experiência ao meu lado.

R7 — O que te atraiu nesta peça?
Priscila — Foi uma conjunção de fatores. Eu já estava com muita vontade de voltar ao trabalho. Desde que eu voltei da licença-maternidade, fiz um filme e estava louca para fazer outra coisa. As pessoas que estavam envolvidas na peça me chamaram a atenção, o convite veio do Chaim, tinha também o Daniel Filho. Achei um assunto muito bacana de se falar, pois acho que, atualmente, está meio desenfreado o culto à celebridade.

R7 — Sua personagem é uma atriz famosa, assediada pela imprensa, conhecida pelo público por sua vida pessoal e amorosa.  Você deu alguma coisa de si mesma para a personagem?
Priscila — Acho que nós temos a mesma profissão e temos até um destaque parecido. No entanto, a minha forma de lidar com isso tudo é totalmente diferente. Não sei se coloquei algo da minha própria experiência na personagem...

R7 — Mas você aprendeu alguma coisa com ela?
Priscila — Ela mudou minha visão sobre a minha própria imagem. Eu sempre quis ser eu mesma. Mesmo com tanta exposição, eu queria ser sempre eu, na minha essência, mas isso nem sempre é possível. A partir do momento que eu dou essa entrevista, as palavras, o discurso, vão se afastando de mim pouco a pouco. Todo mundo quando sai de casa tem uma performance, todos possuem uma relação com a própria imagem que fica distante da nossa essência. A Mariah usa isso. Ela aprendeu a lidar e se aproveita desse lugar dela, de mulher fútil, burra, mas no interior é carente, inteligente. Ao invés de ela lutar contra a imagem criada, ela usa a favor dela. Foi bom para eu aprender também essa possibilidade.

R7 — Como você está conciliando a rotina de trabalho com os compromissos de mãe de um bebê?
Priscila — Acho que deve surgir um convite para a TV em 2013, por enquanto, está tudo certo, mas o Romeo já está com um ano e meio. Eu venho para São Paulo na sexta-feira, já perto do horário da peça. No domingo, assim que acaba, já vou embora para ficar com meu filho, mas está sendo importante este retorno. Principalmente para mim. Preciso me acostumar com a distância... ele até pode sentir saudade da mãe, mas para a criança a vida é muito curiosa, ele fica distraído. É claro, que sinto saudade, mas está sendo bom.

R7 — Se aparecer um convite para a TV este ano, você vai voltar?
Priscila — Ah, vou... Eles me deixaram bastante tempo com o meu filho até. Também estou com saudade da TV, dos estúdios e tudo mais.

A Entrevista
Quando: Sextas, às 21h30; sábados, às 21h; domingos, às 19h. Até 3/2/2013
Onde: Teatro Vivo (av. Chucri Zaidan, 860, Morumbi, São Paulo. 75 minutos. tel. 0/xx/11 7420-1520 ou 11 4003-1212)
Quanto: R$ 50 a R$ 70
Classificação etária: 16 anos

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cabaret Crazy For Jarbas: Claudia Raia irá montar novo musical da Broadway ao lado do namorado

Jarbas Homem de Mello e Claudia Raia: parceria se estende. Foto: Divulgação

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

O namoro de Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello está rendendo frutos para o teatro. Os pombinhos se conheceram nas coxias do musical Cabaret – que acaba de reestrear em São Paulo - e já têm novo projeto para os palcos.

A atriz, considerada uma das mais influentes quando o assunto é musical no Brasil, comprou os direitos de mais uma peça da Broadway. Depois de Cabaret (leia crítica aqui), Claudia irá produzir Crazy For You.

A montagem tem apenas músicas do compositor americano George Gershwin. As informações são da revista Época.

Claudia afirmou que conhece o espetáculo há 25 anos e sempre sonhou em encená-lo. O X da questão era quem seria perfeito para o papel principal masculino. Alguém arrisca um nome?

Quem pensou em Jarbas Homem de Mello acertou em cheio. Claudia disse que o musical parece ter sido “feito sob medida para ele”. Espertinha...

Atualmente, Claudia está no ar como a vilã Lívia em Salve Jorge (Globo). A paixão pelos palcos teve início ainda quando apostava no balé. Claudia dançou na Argentina e em Nova York, onde morou por quatro anos.

Para quem ainda não conferiu Cabaret (e a química entre Claudia e Jarbas), é só correr para o Teatro Procópio Ferreira, na capital paulista.

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