Posts de 16/02/2013

crucreditoHugoRocha 21 Com violência escancarada, espetáculo brasiliense <i>Cru</i> quer conquistar público paulistano

Peça Cru mostra encontro de trio regado a medo e muita violência - Foto: Hugo Rocha

Por Miguel Arcanjo Prado

O ser humano é ruim de nascença? Com esta pergunta provocativa começa a entrevista do Atores & Bastidores do R7 com a brasiliense Cia. Plágio de Teatro, realizada na noite da última quinta (14), após a forte tempestade que castigou São Paulo.

O elenco está cansado, mas feliz, depois do último ensaio antes da estreia tão aguardada, feito enquanto o aguaceiro inundava a cidade.

Eles chegam para apresentar a peça Cru, que estreou nesta sexta (15) e fica em cartaz até 14 de março, em corajosa temporada de terça a domingo, no Teatro Ivo 60, após percorrer 50 cidades Brasil afora e até Milão, na Itália, e acumular 13 prêmios.

Quem resolve responder o questionamento é Alexandre Ribondi, autor da peça e co-diretor do espetáculo, ao lado de Sergio Sartório, que também compõe o elenco com Chico Sant’Anna e Vinícius Ferreira.

— Ruim de nascença, não... Mas o homem se torna violento em algum momento. Em qual? Por que alguns viramos monstros? Não sei se uma obra de arte tem de ter estas respostas, mas apontamos caminhos em Cru.

Leia a crítica: Forte e seco como um soco, espetáculo Cru sufoca espectador com violência e tormento

O espetáculo conta a história de um encontro entre um forasteiro, um travesti e um matador de aluguel, em um açougue de beira de estrada nos confins do Brasil, como revela o dramaturgo.

— São personagens sem eira nem beira. Não têm para onde correr.

O grupo conta que a temporada em São Paulo foi uma aposta deles, com recursos próprios e do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. Conta que fazer teatro em Brasília é tão difícil quanto em qualquer outro lugar.

cru michele saraiva sesc rondonia Com violência escancarada, espetáculo brasiliense <i>Cru</i> quer conquistar público paulistano

Espetáculo Cru já foi visto em 50 cidades no Brasil e em Milão, Itália - Foto: Michele Saraiva/Sesc Rondônia

Sobre homens

Ribondi diz que sua peça “é sobre homens”. E faz questão de ressaltar seu elenco.

— Estamos diante de três grandes atores. São artistas da melhor qualidade.

 Sérgio Sartório, que vive Cunha, o “vértice do encontro mostrado na peça”, diz que o espetáculo “combina com São Paulo”.

— Todo mundo está muito preocupado o tempo todo com a violência. Além disso, São Paulo é uma cidade onde as pessoas estão muito sozinhas. Mas, no fundo, a peça tem uma linguagem universal, porque toca em questões muito humanas.

Sartório define Cunha, o matador de aluguel, como “um cara que já está no fim da linha, com dignidade zero, que nunca recebeu uma gota de amor”.

O enredo é desenrolado quando o personagem de Chico Sant’Anna, o forasteiro Zé, resolve contratar os serviços de Cunha, sempre assessorado pelo travesti Frutinha (Vinícius Ferreira). Chico diz que buscou seu personagem soturno e misterioso “em algum lugar dentro de mim”. Paulista de Penápolis, conta que vive há 40 anos em Brasília, “uma capital cercada de Goiás por todos os lados”.

— Os interiores do Brasil são distintos e iguais ao mesmo tempo. O Zé é um arremedo de ser humano, solitário, tentando se redimir de um erro no passado. É um cara que sofre pra caramba.

"Feios e violentos"

Vinícius Ferreira, que defende sua Frutinha em cena com unhas, dentes, facas e giletes, diz que a personagem é “uma criatura extremamente perigosa, mas que carrega um amor maternal pelo Cunha muito grande”.

— A Frutinha é o oráculo. É aquela que revela o que vai acontecer. Ela antevê o tempo todo o futuro e diz, sem sombra de dúvida: “Isso vai  dar merda”.

Ribondi reconhece que seus personagens “são escatologicamente feios e violentos”, mas contrabalança.

— No fundo, eles são pessoas que pedem amor o tempo inteiro.

Leia a crítica: Forte e seco como um soco, espetáculo Cru sufoca espectador com violência e tormento

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cru michele saraiva sesc rondonia horizontal Crítica: Forte e seco como soco, espetáculo Cru sufoca espectador com violência e tormento

Chico Sant'Anna, Sérgio Sartório e Vinícius Ferreira atuam em Cru, da Cia Plágio de Teatro, em cartaz no Teatro Ivo 60, em SP - Foto: Michele Saraiva/Sesc Rondônia

Por Miguel Arcanjo Prado

A diminuta sala do teatro Ivo 60, no centro paulistano, reforça a proposta do espetáculo Cru, da Cia. Plágio de Teatro, de Brasília.

O ambiente deixa o público em uma proximidade absurda e desconcertante com o intrigante trio de personagens da peça escrita por Alexandre Ribondi: Zé, Cunha e Frutinha.

Zé é um forasteiro que vai até um açougue de beira de estrada para contratar os serviços de Cunha, um matador de aluguel sem escrúpulos que vive com o travesti Frutinha, espécie de mãe postiça do bandido.

A direção, assinada por Ribondi e Sérgio Sartório (que também interpreta Cunha) faz sua grande aposta na força do trabalho do elenco e, sobretudo, na química que os três têm em cena.

Leia a entrevista com a Cia. Plágio de Teatro sobre a peça Cru

O texto coeso e perspicaz de Ribondi surge natural na boca dos atores. Em poucos instantes, o espectador é envolvido por aquele encontro cheio de mistério e medo e, logo, percebe estar no lugar de um voyeur, que vê tudo sem ser percebido pelos protagonistas da história.

Os figurinos de Cyntia Carla, bem como o cenário simples e a luz dura e imóvel assinados por Sartório, interferem o mínimo possível, deixando o espectador vidrado no desenrolar daquele encontro.

 O trio de atores mostra uma cumplicidade rara. Cada um respeita o tempo do outro e, mesmo quando se atropelam com falas truncadas, o fazem para reforçar o clima tenso que a obra pede. Afinal, a violência, sempre, começa na fala.

Chico Sant’Anna, como o forasteiro misterioso Zé, demonstra maturidade em sua atuação, começando com o mínimo e deixando que o tempo faça seu personagem crescer. O mesmo caminho é trilhado por Vinícius Ferreira, que faz da travesti Frutinha um homem cheio de testosterona e sede de sangue, com suas facas e giletes, fazendo dessa dicotomia entre imagem feminina e ação masculina o seu grande trunfo.

O vértice do enredo mora no personagem de Sartório, o matador de aluguel Cunha. Com evidente trabalho de pesquisa de corpo e de voz, o ator consegue representar com toda força a bestialidade, que convive, a duras penas, com certa dose de humanidade. E é por isso que seu personagem é tão interessante.

Em conjunto, o trio se enfrenta e se encoraja, se analisa e se afasta, levando a tensão provocada pela violência ao seu ápice.

Diante de tamanha força, o espetador, assim como qualquer vítima de qualquer tipo de violência, só torce para que tudo acabe logo, não importa se para o bem ou para o mal. O desejo é apenas que termine, porque a vioência, nua e crua, é algo insuportável. E criar esta sensação é o grande mérito de Cru, um espetáculo tão necessário.

Cru
Avaliação: Ótimo
Quando: Terça a sábado, às 21h; e domingo, às 19h. 55 min. Até 14/3/2013
Onde: Teatro Ivo 60 (r. Teodoro Baima, 78, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 9642-8350)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

Leia a entrevista com a Cia. Plágio de Teatro sobre a peça Cru

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foto Guga Melgar 36 Musical <i>O Mágico de Oz</i> chega a SP no dia 22

Após sucesso em terras cariocas, O Mágico de Oz promete conquistar paulistanos - Foto: Guga Melgar

Por Miguel Arcanjo Prado

Está marcada para 22 de fevereiro a estreia do musical O Mágico de Oz, no Teatro Alfa, em São Paulo.

O espetáculo é uma adaptação do clássico texto de L. Frank Baum, que ganhou definitiva versão cinematográfica com Judy Garland, em 1939.

A superprodução carioca é assinada pela mais tarimbada dupla de diretores do mundo dos musicais nacionais: Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Os números são grandiosos. Só o elenco de artistas é composto de 35 atores e 16 músicos. Entre eles estão Luiz Carlos Miéle, Heloisa Perissé, Lucio Mauro Filho, André Torquato, Nicola Lama, e Malu Rodrigues como a menina Dorothy.

Nos bastidores, 150 profissionais dão conta do recado. E não têm tarefa fácil, afinal, são 14 cenários diferentes e mais de 300 figurinos.

Veja, abaixo, algumas imagens deste grande musical:

omagicodeoz guga melgar Musical <i>O Mágico de Oz</i> chega a SP no dia 22

Com números grandiosos, superprodução O Mágico de Oz chega a São Paulo - Fotos: Guga Melgar

O Mágico de Oz
Quando: Sexta, às 21h30; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 15h e 19h. 150 min. Estreia dia 22/2/2013. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, tel. 0/xx/11 5693.4000 e 0300 789 3377)
Quanto: Sextas: R$ 40 (Balcão 2), R$ 70 (Balcão 1), R$ 120 (Plateia) e R$ 140 (Vip)/ Sábados e Domingos: R$ 60 (Balcão 2), R$ 110 (Balcão 1), R$ 160 (Plateia) e R$ 180 (Vip)
Classificação etária: livre

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