frederico reder bob sousa31 Entrevista de Quinta: “Theatro NET não tem preconceito”, diz Frederico Reder

Frederico Reder: aos 30 anos, ele tem um teatro no Rio e outro em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

O produtor Frederico Reder passou o último mês em uma correria desatada. Dono do Theatro NET São Paulo, que completa um mês de vida no próximo dia 18 de agosto no Shopping Vila Olímpia, ele se revezou entre administração, atendimento ao público, vendas na bilheteria, contato com os artistas e com a imprensa e o que mais aparecesse na sua frente.

Obsessivo, acompanha de perto o trabalho das cerca de 90 pessoas que fazem do Theatro NET Rio, há dois anos, e do Theatro NET São Paulo, há quase um mês, uma receita de sucesso. Com programação eclética, ele afirma que seu palco "não tem preconceito".

Nesta Entrevista de Quinta ao R7, concedida na plateia de sua sala paulistana, Reder falou de sua paixão pelos palcos e do tanto que aprendeu em São Paulo, quando mudou-se para a metrópole aos 19 anos a convite de Cíntia Abravanel, que fez história à frente do Teatro Imprensa até este ser fechado por seu pai, Silvio Santos, em 2011.

O executivo do teatro, que tem apenas 30 anos, ainda afirmou que quer diálogo com a classe artística paulistana e declarou que suas portas estão abertas a novas ideias.

Leia com toda calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado — Você é o carioca que veio para conquistar as terras paulistanas?
Frederico Reder – Não. Eu quero conquistar o Brasil e o mundo, São Paulo ainda é pequeno [risos]. Estou brincando. Conquistei São Paulo dentro de mim quando vim morar aqui com 19 anos. Eu nasci no Rio e a Cíntia Abravanel me convidou para vir para cá em 2002 e em 2003 eu vim. Agora, volto com um teatro que é uma receita de sucesso no Rio. Conquistar São Paulo é uma delícia, é minha segunda casa. Desde 2003 tenho casa aqui e quero ficar.

frederico reder bob sousa11 Entrevista de Quinta: “Theatro NET não tem preconceito”, diz Frederico Reder

Frederico Reder: antes de abrir dois teatros, ele teve preciosas lições com Cíntia Abravanel - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Então você é cria da Cintia Abravanel e daquela turma dela do Teatro Imprensa?
Frederico Reder – Eu tinha uma produção de um espetáculo, que era o Cantarolando. Era um infantil onde eu já era louco, produzia, dirigia, fazia cenário, figurino, maquiagem. A Cíntia achou lindo e maravilhoso. Que bom que ela gostou. Porque aí minha vida mudou e eu vim morar aqui. Depois do Imprensa fizemos várias temporadas em São Paulo. Fui muito feliz, minha filha nasceu, muita coisa mudou.

Miguel Arcanjo Prado — Como surgiu a ideia do Theatro NET no Rio e como ele chegou em São Paulo?
Frederico Reder –
Primeiro, uma coisa que sempre digo é que nunca sonhei em ter um teatro. Eu sempre sonhei em ter um circo. E eu tive meu circo. Mas depois de um tempo surgiu a oportunidade de revitalizar o Theatro Tereza Rachel no Rio. Ainda em São Paulo, um amigo produtor me propôs revitalizar um teatro. Mas, tinha 20 anos e achei aquilo muito longe da minha realidade. No fim de 2009 e começo de 2010, chegou o momento e comecei uma negociação com a Tereza Rachel que durou dois anos. Em 4 de abril de 2012 inauguramos e inventamos esse palco para todas as artes, com plateia para todos os públicos. Sempre tentando acertar e colocando em prática tudo que nós pudemos conviver em outras praças e casas e ser o melhor para o artista e o público.

Miguel Arcanjo Prado — Como veio o nome NET?
Frederico Reder –
A NET já era minha patrocinadora no projeto Circuito Cultural. Então, resolvi convidar a NET para ser mantenedora. Será que você não me ajuda a pagar essa conta e fazer tudo bem feito? Ela topou e foi uma delícia. Estamos aqui, dois anos e meio de sucesso no Rio, e quase um mês de sucesso em São Paulo.

Miguel Arcanjo Prado — Sei que foi uma correria a véspera da inauguração do teatro, vocês tiveram de cancelar uma apresentação para convidados do show do Gil. Foi um parto difícil?
Frederico Reder –
Foram alguns meses de parto, estou me recuperando ainda, o pós-parto é doloroso. Principalmente um teatro de 2.000 metros quadrados, 800 lugares e um teatro que inaugura com Gilberto Gil. Imagina o tamanho desta minha barriga. Mas pari e estou feliz. A criança é linda, as pessoas estão gostando, está no berçário, já saiu da incubadora e agora é rumo ao sucesso.

Miguel Arcanjo Prado — Todo mundo que chega aqui no Theatro NET São Paulo percebe que o clima de teatro não rola só no palco. Tem toda uma ambientação que faz você se sentir em um cenário o tempo todo. Como foi essa ideia?
Frederico Reder –
Sempre acreditei que a noite precisa ser um espetáculo. A saída com o cônjuge, o primo, o filho, a avó, a tia ou mesmo sozinho, você quer que o programas seja completo. Para isso o espetáculo e o atendimento tem de ser incrível. Acredito muito neste "sistema Disney de operação". Se a gente puder sempre se dedicar para a pessoa se surpreender do banheiro ao foyer a forma como o público vai ser recebido no teatro, que ótimo. É nosso foco. Quero melhorar a cada dia!

Miguel Arcanjo Prado — Por que o Gil para abrir?
Frederico Reder –
No Rio eu tive a alegria de Bibi Ferreira inaugurar meu palco. O Gil tinha feito a comemoração dos dois anos do Theatro NET Rio e resolvemos abrir aqui com ele, com pé direito. Gil é um dos maiores artistas deste País. É nosso ex-ministro e um grande articulador da cultura. Bibi e Gil são os primeiros da minha lista sempre.

Leia também: Guerra põe amor à prova em O Grande Circo Místico

frederico reder bob sousa51 Entrevista de Quinta: “Theatro NET não tem preconceito”, diz Frederico Reder

Dono de teatro no Rio e em São Paulo, Frederico Reder comanda equipe de 90 pessoas - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Como você faz a programação?
Frederico Reder – Eu não faço nada e ao mesmo tempo faço tudo. Coordeno uma equipe grande, com cerca de 30 pessoas. É a mesma que faz Theatro NET Rio e Theatro NET São Paulo. E cada teatro tem mais 30 pessoas para operar, então são quase cem pessoas. Na realidade, quero que o espaço seja democrático. Eu quero tudo. Abrimos com Gil, agora estreia O Grande Circo Místico, um dos maiores musicais, com músicas do Edu Lobo e do Chico Buarque.

Miguel Arcanjo Prado — O Theatro NET é um teatro sem preconceito?
Frederico Reder – Totalmente. O Theatro NET não tem preconceito. Acho que preconceito não mora aqui e não tem vez no nosso palco. A cortina não abre para o preconceito por aqui. Ele não existe nem na coxia.

Miguel Arcanjo Prado — A gente sabe que o teatro paulistano tem sua turma, suas especificidades, sua tradição. Você abre o teatro nesta cidade onde ele é muito importante. O que você tem a dizer para a classe teatral paulistana?
Frederico Reder – Primeiro, quero dizer que a  cortina vermelha é a minha praia mais do que a areia. Então, mesmo sendo carioca, mesmo morando no Rio, o teatro é mais  minha praia do que o mar. E eu sou muito mais “paulistano” da forma de fazer do que carioca. Sou carioca com muito orgulho, na verdade eu sou fluminense, porque nasci em São Gonçalo. Mas aprendi muito com São Paulo, nesta coisa do atendimento, do serviço de excelência. Os grupos paulistanos são muito bem-vindos. Quero que me procurem, porque eu já estou atrás deles. Convido todo mundo da classe teatral a vir aqui. Mas deixo uma dica: quero fazer coisas diferentes. Não venha me oferecer o que já foi feito. Este palco é para ousar. É para a gente ir além e provocar o público. Vamos inventar moda. Estou aqui para isso.

frederico reder bob sousa41 Entrevista de Quinta: “Theatro NET não tem preconceito”, diz Frederico Reder

Frederico Reder, do Theatro NET: "Vamos inventar moda. Estou aqui para isso" - Foto: Bob Sousa

Leia também: Guerra põe amor à prova em O Grande Circo Místico

 

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grande circo 2 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Guerra ambienta as canções criadas pela dupla Edu Lobo e Chico Buarque em 1982 - Foto: Leo Aversa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Músicas velhas conhecidas são unidas por uma nova história. Na qual ganham vida personagens emblemáticas como a sensual Lily Braun ou a bailarina perfeita Beatriz. Esta é a proposta do musical O Grande Circo Místico, com melodias de Edu Lobo e letras de Chico Buarque. A obra estreia nesta quinta (14), em sessão para convidados, no Theatro NET São Paulo.

grande circo 5 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Lily Braun dá as caras no musical - Foto: Leo Aversa

Originalmente, as músicas foram compostas para o Ballet do Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1982. As produtoras Maria Siman e Isabel Lobo incumbiram os dramaturgos Newton Moreno e Alessandro Toller de criar a história que unisse as canções inspiradas no poema O Grande Circo Místico, do livro A Túnica Inconsúltil, escrito pelo poeta alagoano Jorge de Lima em 1938.

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

Eles criaram um melodrama circense ambientado em clima de guerra, aproveitando a efeméride dos 100 anos da 1ª Guerra Mundial neste 2014. "Tivemos total liberdade para criar a história que ligasse estas canções emblemáticas para tantas gerações", conta Moreno. "A história é contada a partir das músicas", completa Toller.

Quem assume o comando da empreitada é o diretor João Fonseca, responsáveis por musicais de sucesso como Tim Maia - Vale Tudo e Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, este último em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. "O brasileiro tem a música muito forte em sua cultura", afirma.

A montagem traz ainda o visagismo (maquiagem) assinado pelo também ator Leopoldo Pacheco. "Fiz uma maquiagem funcional. Algumas deram mais trabalho, como a da mulher barbada", afirma. E conta que o clima nos bastidores é mesmo de circo, como se todos fossem uma grande família. "Sou muito amigo de todos no espetáculo; fiz o visagismo de Maria do Caritó, que o João Fonseca dirigiu com a Lilia Cabral; e também já trabalhei muito com Os Fofos Encenam, do Newton Moreno, então, sinto-me em casa", revela.

No elenco encabeçado por Fernando Eiras e Letícia Colin, estão ainda os atores Isabel Lobo, Gabriel Stauffer, Ana Baird, Reiner Tenente, Paula Flaibann, Marcelo Nogueira, Felipe Habib, Renan Mattos, Thadeu Torres, Leonardo Senna, Juliana Medella, Leo Abel, Natasha Jascalevich, Douglas Ramalho, Luciana Pandolfo e Beatriz Lucci.

grande circo Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Gabriel Satuffer, que vive o mocinho, canta em uma das cenas de O Grande Circo Místico - Foto: Leo Aversa

A banda, que executa ao vivo as canções dos dois atos, é formada por João Bittencourt, Daniel Filho, Evandro Bezerra, Sá Reston e Paulinho Vicente. Todos sob direção musical de Ernani Maleta. A equipe técnica ainda tem Tania Nardini na coreografia, luz assinada por Luiz Paulo Nenen, cenário por Nello Marrese e figurinos desenhados por Carol Lobato.

Para o diretor, João Fonseca, o gênero musical está atraindo cada vez mais público para o teatro. "É um processo lento, o público vai sendo formado e educado aos poucos. Mas já há uma demanda muito grande, o que é ótimo para todos nós artistas", finaliza.

grande circo 3 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Elenco numeroso faz o musical O Grande Circo Místico no Theatro NET São Paulo - Foto: Leo Aversa

O Grande Circo Místico
Quando: Quinta a sábado, 21h, domingo, 19h. 180 min. Até 28/9/2014
Onde: Theatro NET São Paulo (r. Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212)
Quanto: R$ 50 a R$ 150
Classificação etária: 12 anos

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

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zé celso eduardo campos Estou em estado de choque, diz Zé Celso sobre morte de Eduardo Campos

O diretor do Teat(r)o Oficina Zé Celso Martinez Corrêa (à esq.) lamenta a morte trágica do político pernambucano Eduardo Campos (à dir.) em acidente aéreo: amigo da família - Fotos: Julia Chequer/Arquivo R7 e Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A notícia da morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência do Brasil pelo PSB, nesta quarta (12), em um acidente aéreo em Santos (SP), foi recebida com muito pesar pelo diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso. Leia, abaixo, o depoimento exclusivo do artista do Teat(r)o Oficina ao R7:

"Acordei tarde porque trabalhei até ás 5h. Soube da notícia há pouco tempo e estou em estado de choque neste dia 13 de agosto.

Ontem mesmo comentávamos no Studio Paraíso, onde moro, da qualidade da entrevista dele na Globo, onde se saiu muito bem, e sentimos que Campos na Presidência era uma possibilidade muito boa para o Brasil, mesmo já tendo decidido meu voto para Dilma.

Amo muito a família de Eduardo Campos. Em Paris, fui muito bem acolhido por sua tia-avó Violeta Arraes no tempo de exílio.

Tornei-me amigo de seus tios: Guel Arraes e seus irmãos.  É mais um Capítulo da Tragédia Brasileira neste dia em que há nove anos morria seu avô: o magnífico Miguel Arraes , amado pelo povo pernambucanoe brasileiro como o Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Vai fazer muita falta no Brasil em que se conta nos dedos os políticos com o talento de Eduardo.

É como morrer uma pessoa muito próxima.

Estou de luto.

Zé Celso"

Outros artistas do teatro também lamentam morte de Eduardo Campos

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eduardo campos Morte de Eduardo Campos choca artistas do teatro

Eduardo Campos morreu nesta quarta (13) em um desastre aéreo em Santos (SP) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República do Brasil nas próximas eleições, causou forte repercussão junto à classe teatral brasileira.

Vários artistas se manifestaram sobre o desastre aéreo que tirou a vida do político aos 49 anos, em Santos, nesta quarta-feira (13).

Veja alguns depoimentos:

"Estou em estado de choque."
Zé Celso, diretor teatral

"Estou abalado com essa tragédia, com a interrupção de uma vida em seu clímax. Os ingredientes de grande dramaticidade que envolvem esse acidente fazem com que eu abandone os maniqueísmos e repare no que está por traz do fato, no ser humano e sua complexidade."
Renato Andrade, dramaturgo

"Lamento profundamente a morte de Eduardo Campos. Penso na família dele agora. Não tem como não ficar chocada."
Lulu Pavarin, atriz

"Apesar de discordâncias quanto ao desenvolvimento das políticas culturais em Pernambuco, a morte de Eduardo Campos é uma grande perda para a democracia brasileira. Além dele, morreram também no desastre amigos próximos. O Grupo Magiluth estende seus sentimentos à família de Campos e também aos familiares de todas as vítimas deste acidente."
Pedro Vilela, diretor do Grupo Magiluth, de Recife

"Perdem seus eleitores, mas perde, principalmente, a democracia brasileira"
Marilice Cosenza, atriz

“Morreu o melhor político disparado desse País, na minha opinião . Estou órfão de candidato. Muito triste.”
Ricardo Gelli, ator

"Vibrações para a passagem de todos os que estavam no jato que caiu, e força às famílias. E força para nós, nessa perplexidade diante de tanta coisa em pouco tempo."
Letícia Tomazella, atriz

"Chocado com a morte de Eduardo Campos e com as reações que provocou".
Mario Viana, dramaturgo

"Nessas horas em que alguém morre, independentemente de quem seja, as redes sociais acabam revelando aquilo que as pessoas são."
Mateus Barbassa, diretor teatral

"O Brasil perde muito com a morte de Eduardo Campos."
Pedro Lucínio, cineasta

"Triste a morte do Eduardo Campos. Triste mesmo."
Cléo De Páris, atriz

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marilice cosenza foto caio galucci Claudia Raia faz mudanças em Crazy for You para temporada popular em São Paulo

Marilice Cosenza ganhou duas personagens no musical Crazy for You - Foto: Caio Galucci

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O musical Crazy for You volta a São Paulo no próximo 28 de agosto, em temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, após excursionar pelas principais capitais brasileiras. O musical ficará desta vez em cartaz até 21 de setembro, de quinta a domingo, com entrada a R$ 50 e R$ 60.

O espetáculo voltará à capital paulista com mudanças no elenco.

Claudia Raia e seu namorado, Jarbas Homem de Mello, continuam no posto de protagonistas, é claro. Contudo, a atriz Marilice Cosenza, que já integrava o coro, agora ganhou também as personagens  Lottie Child e Patricia Fodor, conforme anunciado pela produção.

Marilice tem no currículo grandes musicais como Garota Glamour, de Wolf Maya, e a produção da Broadway Avenida Q. A atriz está empolgada com o desafio. "Tenho de agradecer a toda a equipe pela confiança em meu trabalho", diz. Ela ainda afirma que fará da nova temporada uma experiência "muito divertida".

crazy claudia Claudia Raia faz mudanças em Crazy for You para temporada popular em São Paulo

Claudia Raia nos bastidores da superprodução musical Crazy for You: de volta a SP - Foto: Divulgação

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Bacall Lauren 15 817x1024 Morre atriz Lauren Bacall aos 89 anos

Lauren Bacall morreu em casa, aos 89 anos, nos Estados Unidos, nesta terça (12) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após perder Robin Williams nesta segunda (11), os Estados Unidos perdeu nesta terça (12) mais um grande nome de Hollywood. Lauren Bacall morreu aos 89 anos em sua casa.

Ela foi casada com o ator de Casablanca Humphrey Bogart e estrelou filmes de sucesso, entre eles Como se Casar com um Milionário, ao lado de Marilyn Monroe, em 1953.

Nova-iorquina, Lauren começou sua carreira no teatro, na Broadway.

Estreou em 1942, na peça Johnny Two by Four (Johnny Dois por Quatro, em tradução livre).

Era fã de Bette Davis e fez o papel de Margo Channing na versão musical de A Malvada, filme de 1950 estrelado por Davis.

Ela ganhou o Tony, o Oscar do teatro norte-americano, em 1970, com a peça Aplauso, e em 1981, com A Mulher do Ano.

Em 1996, ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no longa O Espelho Tem Duas Faces.

Ela deixa três filhos.

A morte da atriz foi noticiada pelo site norte-americano TMZ, o mesmo que deu a morte de Michael Jackson.

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Lauren Bacall ao lado de Marilyn Monroe, com quem estrelou Como Agarra um Milionário - Foto: Divulgação

 

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reino 4 Crítica: Na comédia Reino, Grupo Gattu renova teatro político com leveza, ironia e inteligência

Reino, do Grupo Gattu: discussão inteligente e bem humorada do Brasil no Teatro do Sol - Foto: Ary Brandi

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Muita gente por aí pensa que o teatro político precisa ser sisudo e enfadonho. Ou ter um certo ar de catequese, no qual pobres bons aprenderão que ricos são maus. Nada disso.

O espetáculo Reino, escrito e dirigido por Eloisa Vitz e encenado por seu Grupo Gattu, prova exatamente que o teatro político pode ser o contrário de tudo isso e, assim, bem mais potente em seu discurso:  é uma comédia política pop, que consegue ser leve, irônica e inteligente ao mesmo tempo. E nada inocente.

Primeiro texto assinado por Eloisa Vitz — que já escreveu Rapunzel e Frisante sob o pseudônimo Tito Sianini —, conta a história de uma rainha déspota que se sente ameaçada de perder seu poder. A arrogância com que trata os subalternos pode gerar a qualquer momento nos mesmos uma traição. Este é seu verdadeiro temor. Porque o povo ela sabe que já está domesticado.

reino 2 Crítica: Na comédia Reino, Grupo Gattu renova teatro político com leveza, ironia e inteligência

Daniel Gonzales e Miriam Jardim - Foto: Ary Brandi

A premissa do texto serve para um desabafo da própria autora e seu grupo para o Brasil atual. Naquele reino longínquo os problemas são muito parecidos com os do nosso cotidiano, como a água que periga secar nas torneiras da maior cidade do País sem que nenhum governante assuma a responsabilidade. Ou a liquidação de cargos em Brasília por um apoio interesseiro e desavergonhado.

Diante de Reino, a gente ri muito, mas é de desespero, por tornar-se consciente de não ter por onde escapar. O Gattu, com seu teatro de poucos recursos financeiros, mas cheio de perspicácia, aclara tudo de forma desconcertante.

Num primeiro momento, a montagem pode até ter ares de teatro infantil, mas que o espectador não se confunda. Logo, a peça revela que sua complexidade vai bem além. É teatro mais do que adulto. Seu diálogo com a linguagem do infantil serve, inclusive, para mostrar como muitas vezes ainda somos crianças quando o assunto é evolução social. Quem sabe contando a nossa periclitante situação com ares de conto de fadas acordemos do mundo da fantasia no qual nos instalamos.

Como diz certa hora o texto: o rio fede e nem percebemos mais. Acostumamo-nos com o descaso, com as regras já dadas, em nossa passividade cotidiana. E quem está no poder tripudia do povo alienado — seja os da dita direita ou os da dita esquerda. Este é o grito do Gattu.

Em um palco praticamente desprovido de cenário e vestidos por Ana Fernandes, a produção foca no trabalho de seus atores o sustento da obra. E eles estão ali, presentes. Eloisa Vitz é atriz potente. Faz uma rainha que não titubeia e reina sobre a peça. Ela tem uma das vozes femininas mais bonitas do teatro paulistano; assim, ouvi-la é sempre um grande prazer. Além disso, sabe dar peso exato a cada palavra, coisa rara hoje em dia.

reino 7 Crítica: Na comédia Reino, Grupo Gattu renova teatro político com leveza, ironia e inteligência

A autora e diretora de Reino, Eloisa Vitz - Foto: Ary Brandi

Outro achado no elenco é Marilia Goes, que se divide em variados papéis. A atriz tem frescor e um tempo para comédia evidente. Nas coreografias — sim, os personagens dançam muitas vezes, o que é ótimo — é a que baila com maior graça, sincronia e destreza.

Miriam Jardim faz o papel de uma espécie de escada para o humor da peça, como o assessor-capacho da rainha. Seu personagem serve até para cutucar a soberba da crítica de arte preguiçosa e pretensiosamente intelectualizada. Ainda completam o elenco em sintonia os atores Daniel Gonzales, Laura Vidotto e Victor Delboni, este substituindo temporariamente Mariana Fidelis, e a cantora lírica Gabriela Pastorin.

A peça é encenada no novo espaço aberto pela trupe, o Teatro do Sol, na zona norte paulistana. Charmoso e sofisticado como as melhores salas alternativas do teatro europeu, portenho ou nova-iorquino. A turma do Gattu tem bom gosto, demonstrado já no hall de entrada e confirmado nas poltronas vermelhas e confortáveis na qual recebe seu público e até no monumental espelho do banheiro.

Em Reino, o que Eloisa Vitz e o Grupo Gattu fazem é um grande desabafo. De quem quer fazer teatro neste País que pouco dá valor às artes. A peça renova o teatro político brasileiro, aproximando-o do grande público, aquele tanto necessita refletir. E compartilha com este o seu discurso, dando ao espectador o poder de decisão do final da obra. Ao descortinar as entranhas do poder com deboche, o Grupo Gattu mostra que é guerreiro, resistente e que não desistirá assim tão fácil.

Melhor para o teatro brasileiro e para todos nós.

Reino
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. 75 min. Até 28/9/2014 com possibilidade de prorrogar
Onde: Teatro do Sol (r. Damiana da Cunha, 413, Santa Terezinha, Santana, São Paulo, tel. 0/xx/11 3791-2023)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Na comédia Reino, Grupo Gattu renova teatro político com leveza, ironia e inteligência

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muso musa do teatro r7 thiago carreira giovanna romanelli Thiago Carreira e Giovanna Romanelli são Muso e Musa do Teatro R7 de julho de 2014

Conquistaram internautas: Thiago Carreira e Giovanna Romanelli são Muso e Musa do Teatro R7 - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após uma votação intensa, os internautas elegeram o Muso e a Musa do Teatro R7 de julho de 2014.

Com 62,6% da votação masculina, somando 1.018 votos, Thiago Carreira é o novo Muso do Teatro R7. Ele integra o elenco da peça Ou Você Poderia Me Beijar, do Teatro do Núcleo Experimental, em São Paulo.

Em segundo lugar, ficou Daniel Carvalho Faria, da peça Vermelho Amargo, em cartaz no Sesc Pinheiros, com 32,1%, que equivalem a 522 votos.

Com 59,2% da votação feminina, somando 1.570 votos, Giovanna Romanelli é a nova Musa do Teatro R7. Ela atua na peça Não Fornicarás, do Satyros, no Espaço dos Satyros Um, em São Paulo.

Em segundo lugar, ficou Einat Falbel, atriz da peça Bichado, em cartaz no Viga Espaço Cênico, com 36,8%, equivalentes a 975 votos.

Parabéns aos vencedores e a todos os concorrentes!

Em breve, aqui no blog, você verá entrevista perfil e ensaio fotográfico exclusivo com os novos musos.

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DSC 6308 ÓPERA DO MALANDRO Agosto 2014 Foto CRISTINA GRANATO  “Chico foi quem mais me influenciou”, diz João Falcão, diretor de Ópera do Malandro no Rio

Cena da montagem carioca de Ópera do Malandro, dirigida por João Falcão - Foto: Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma sessão disputada reuniu convidados especiais como Elba Ramalho e Emiliano Queiroz para ver a versão carioca de Ópera do Malandro, de Chico Buarque, com direção de João Falcão, no Theatro NET Rio, nesta segunda (11). A peça estreou por lá no último fim de semana.

DSC 6333 Emiliano Queiroz ÓPERA DO MALANDRO Agosto 2014 Foto CRISTINA GRANATO  “Chico foi quem mais me influenciou”, diz João Falcão, diretor de Ópera do Malandro no Rio

Emiliano Queiroz aplaude Ópera do Malandro no Rio - Foto: Cristina Granato

Assim como em Gonzagão, musical de João Falcão visto por 100 mil pessoas e que celebrou com sucesso Luiz Gonzaga, a sua versão de Ópera do Malandro aposta num elenco basicamente masculino e só tem uma atriz: Larissa Luz.

Ainda integram o elenco Moyseis Marques, Adrén Alves, Alfredo del Penho, Bruce de Araújo, Davi Guilhermme, Eduardo Landin, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Léo Bahia, Rafael Cavalcanti, Renato Luciano, Ricca Barros e Thomás Aquino.

Os homens vivem também papeis femininos. “Colocar atores para interpretar mulheres vem ao encontro de uma tradição teatral secular e também com uma antiga pesquisa minha”, diz Falcão.

O diretor, que chamou Beth Lemos para a direção musical, conta que Chico foi a “figura artística que mais lhe influenciou”. Para compor a peça, misturou as músicas do espetáculo a canções do disco Malandro e também do filme homônimo dirigido por Ruy Guerra em 1985.

— É um momento muito inspirado e consagrador para o Chico. As canções de Ópera do Malandro ganharam fôlego fora do teatro. Tornaram-se tão conhecidas que muita gente não sabe que foram feitas para o palco.

Outra versão do mesmo musical é apresentada em São Paulo, com a Cia. da Revista, no CCBB-SP, com direção de Kleber Montanheiro.

Uma verdadeira enxurrada de montagens de obras teatrais de Chico Buarque estão nos palcos por conta dos 70 anos de vida do compositor. Na capital paulista ainda estão em cartaz Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos, no Teatro Faap, e O Grande Circo Místico, que estreia nesta quinta (14), no Theatro NET São Paulo.

DSC 6353 Emilíano Queiroz João Falcão e Elba Ramalho ÓPERA DO MALANDRO Agosto 2014 Foto CRISTINA GRANATO  “Chico foi quem mais me influenciou”, diz João Falcão, diretor de Ópera do Malandro no Rio

O diretor João Falcão (ao centro), entre Emiliano Queiroz e Elba Ramalho, que foram ver sua versão para Ópera do Malandro, de Chico Buarque, no Rio - Foto: Cristina Granato

Ópera do Malandro
Quando: Quinta e sexta, 21h, sábado, 21h30, domingo, 20h. 150 min. Até 26/10/2014
Onde: Theatro NET Rio (r. Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, Rio, tel. 0/xx/21 2147-8060)
Quanto: R$ 100 a R$ 150 (inteira)
Classificação etária: 14 anos

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Robin Williams 3 Morte de Robin Williams deixa nó na garganta

Morre Robin Williams: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" - Foto: ArtStar/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte repentina e tão cedo do ator estadunidense Robin Williams, com apenas 63 anos, nesta segunda (11), deixa um buraco enorme em Hollywood. Ele foi achado morto, em casa, e a polícia suspeita de suicídio.

A perda é grande. Afinal, ele foi um dos mais talentosos e sensíveis atores do cinema recente. Fez uma carreira de escolhas felizes, encontrando em seu caminho personagens emblemáticos e nunca fúteis. Sempre com um discurso político ou social forte. Ele sempre tinha algo a dizer. E dizia. Mesmo em silêncio.

O homem que fazia tantos rir sofria de depressão. Mesmo nas comédias, tinha um ar grave, quase sisudo, dono de um olhar distante, desconcertante. Uma profundidade como poucos conseguem neste gênero. Ver Williams atuar era ver um pedaço de sua alma.

Filho de uma ex-modelo e de um alto executivo, era uma criança tímida em Chicago, que gostava de imitar a avó. Na adolescência, viu que poderia fazer graça para os outros e ganhar dinheiro com isso.

Tornou-se comediante de stand-up e entrou para a televisão. Daí, para o cinema, com tanto talento exposto, foi um pulo.

Nas telonas, sua memorável atuação em 1987 em Bom Dia, Vietnã lhe deu respeito junto ao público e à crítica. Em 1989, conquistou o público com Sociedade dos Poetas Mortos, que logo se tornou um clássico.

E a década de 1990 foi crucial. Emplacou um sucesso atrás do outro. Com uma carreira marcada por escolhas distintas e igualmente boas, foi o Gênio da animação Alladin, de 1992, e também encabeçou o elenco de A Gaiola das Loucas, de 1996, que abriu a discussão sobre o respeito à diversidade das famílias — isso bem antes de o casamento gay ser sancionado em muitos países. Ele já tinha se travestido em 1993 e feito todo mundo rir em Uma Babá Quase Perfeita.

Em 1997, ganhou Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em Gênio Indomável. E não parou de nos dar atuações memoráveis, como em Path Adams (1998), em O Homem Bicentenário (1999) ou em Inteligência Artificial (2001).

Ao ver sua partida abrupta, nos damos conta de que talvez Williams não tenha conseguido lidar com tanta sensibilidade, com tanto talento. Ele nos deixa com a certeza de que poderia ter nos dado ainda muito mais. Por isso, essa tristeza gigante, o vazio cortante, o nó na garganta. Não há espaço para julgá-lo. Talvez, seja como cantou Caetano: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

Lembre a carreira de Robin Williams

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