16953527082 7afbf9c4a7 k 1024x683 Crítica: A Anta de Copacabana vira sensação em Curitiba e revela talento de Adriano Petermann

Adriano Petermann protagoniza A Anta de Copacabana: um dos melhores atores do Festival de Curitiba 2015 - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos VIRGINIA BENEVENUTO/Clix

Um teatrinho pequeno e charmoso, com forma de canoa, é o cenário para uma das peças mais comentadas do Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba em 2015. Trata-se da sala diminuta da Bicicletaria Cultural, point jovem e alternativo da capital paranaense.

É o lugar que abriga, todos os dias do festival às 19h, o monólogo A Anta de Copacabana, escrito e dirigido pelo artista paranaense Rafael Camargo, com larga trajetória pelos palcos nacionais.

A sala pequena provoca uma relação intimista entre ator  e plateia, potencializando a experiência estética que a obra propõe.

Quem protagoniza a montagem que virou burburinho é Adriano Petermann, que já é um dos melhores atores desta edição do Festival.

Na proposta de encenação calcada no minimalismo expressivo, o ator utiliza apenas seu rosto, diante de um foco de luz em uma sala totalmente escura. Petermann mostra domínio técnico a cada palavra dita, em variações vocais e de repetição dando novos significados a cada frase proferida.

Faz um personagem instigante. Este paira sobre o bairro carioca de Copacabana, onde acontecem diferentes formas de ocupação do espaço público, como a praia, a procissão, a banda, o bloco de Carnaval.

Diante da rua, da vida e dos outros, chega à conclusão de que é "tudo uma cambada de filha da puta".

Não está de todo errado.

A Anta de Copacabana
Avaliação: Muito bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: A Anta de Copacabana vira sensação em Curitiba e revela talento de Adriano Petermann

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Diante do mundo, personagem de A Anta de Copacabana chega à conclusão: "Tudo uma cambada de filha da puta" - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16962528566 35b287e331 k 1024x683 Ator busca raízes japonesas em peça no Festival de Curitiba

Eduardo Okamoto em cena da peça OE no Festival de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

O ator Eduardo Okamoto, que já ganhou um Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) pelo desempenho na peça Recusa, resolveu estrear no Festival de Teatro de Curitiba 2015 e ao mesmo tempo acertar as contas com seus antepassados. Isso com seu novo espetáculo: o monólogo OE, apresentado no palco do Sesc da Esquina.

O nome do espetáculo é uma referência ao autor japonês no qual a peça se inspira, Kenzaburo Oe, atualmente com 80 anos.

Ao Atores & Bastidores do R7, Okamoto conta que a peça nasceu de um desejo de construir uma relação artística com a cultura de seus ascendentes, os japoneses.

"Meu avô paterno era japonês e meu pai foi a primeira geração que nasceu no Brasil. Meu pai queria que eu fosse brasileiro, porque sabia que havia muito preconceito com orientais no Brasil", recorda.

Há quatro anos, o ator resolveu comprar em uma livraria paulistana o livro Jovens de um Novo Tempo, Despertai, do autor japonês Kenzaburo.

"O livro tem um aspecto de pai e filho, também presente na obra e, de uma certa forma, na minha viagem ao Japão", conta.

Okamoto viajou para Yokohama, no Japão, onde esteve no Kazuo Ohno Dance Studio, hoje conduzido pelo filho de Kazuo, Yoshito Ohno. "Queria sabe como é o corpo lá", afirma.

A peça é dirigida por Marcio Aurelio e tem dramaturgia assinada por Cassio Pires. Este conta que "não foi uma adaptação, foi uma recriação".

Pires afirma ao R7 que fez "um poema para a cena" que partiu do romance, "uma série de pequenas narrativas que produzem imagens dispostas de uma maneira não linear". Ele enxugou as 400 páginas do livro em 14 páginas do texto cênico.

Okamoto diz que a peça "é o fluxo da vida, da verdade". Para ele, é "a vida se fazendo em nós, a forma como a vida grande vai atravessando a nossa vida particular".

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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Peça OE é inspirada por livro do autor japonês Kenzaburo - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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IMG 9578 1024x682 Mesmo sob chuva, Gastronomix serve 27 mil pratos

Aula-show de Alex Atala lotou o hall do Museu Oscar Niemeyer no sábado (28) - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos DANIEL SORRENTINO/Clix

Nem a chuva que teimou cair sobre Curitiba no fim de semana fez os moradores da cidade desistirem de comer gostosuras preparadas por cozinheiros famosos em todo o País.

O Gastronomix, a feirinha de alta gastronomia do Festival de Teatro de Curitiba, serviu 27 mil refeições em seus dois dias de evento no jardim do Museu Oscar Niemeyer, no último fim de semana, informou a organização.

O Atores & Bastidores do R7 apurou que 9.300 pessoas estiveram no local, que teve 25 chefs, duas cervejarias, duas vinículas e uma empresa especialização. A grande atração foi a aula-show de Alex Atala, que ficou lotada. O chef foi o mais assediado e era parado a todo instante para tirar selfie com o público.

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Alex Atala foi muito assediado pelo público do Gastronomix, em Curitiba - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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IMG 9507 1024x682 Ladrões roubam figurinos da peça O Jumento e a Moça em Curitiba

Grupo Anaïs Teatrum, de O Jumento e a Moça, foi vítima de roubo em Curitiba - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos DANIEL SORRENTINO/Clix

Os atores do grupo Anaïs Teatrum, de Palhoça, Santa Catarina, estão desolados.

É que a trupe foi a segunda a ser vítima de roubo durante sua participação no Festival de Teatro de Curitiba.

A Cia. Teatro Investigação, de Suzano (SP) também teve instrumentos roubados.

No caso dos meninos do Anaïs Teatrum, parceiros da companhia catarinense Os Bruxos da Corte, o alvo foram os figurinos.

Após se apresentarem com a peça O Jumento e a Moça (que já havia chamado a atenção do blog) no Café Teatro Toucher La Lune, os artistas foram para um happy hour no bar Café do Teatro, no centro da capital paranaense.

Deixaram a Kombi da trupe estacionada na rua, com todos os equipamentos dentro do automóvel.

Quando voltaram, o carro estava arrombado, e os figurinos haviam sido roubados.

Desesperados, os atores deram voltas pelo centro. Acabaram recuperando algumas peças largadas pelos ladrões nas proximidades do Teatro Guaíra.

Segundo relato do diretor Takashi Severo ao Atores & Bastidores do R7, um dos itens roubados foi um pênis de plástico, que era utilizado na comédia. Ele conta que recuperaram quase tudo.

"Ao retornarmos para a Kombi marcianita, descobrirmos o furto. Saímos à procura dos ladrões, na certeza que estavam por perto, pois a mala quebrada era muito pesada e nada tinha de valor - apenas para nossa trupe aquilo era um tesouro", conta.

"Foi uma grande festa reencontrar nossos figurinos e adereços largados pelos cantos do teatro, entre mijos e lixos de mendigos. Tivemos apenas o penico e a máquina fotográfica cenográfica quebrada furtada”, comemora.

E ainda alfineta os bandidos: "Talvez os ladrões tenham se assustado com o tamanho dos paus do jumento. Fomos salvos pelos paus... [risos]".

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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IMG 5762 1024x682 Exclusivo   Ator Fagner Zadra fala sobre acidente no Festival de Curitiba que o deixou tetraplégico

Guerreiro: diagnosticado tetraplégico, um ano depois o ator Fagner Zadra toma café sozinho enquanto conversa com o R7 em Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Na festa de abertura do Festival de Teatro de Curitiba do ano passado, uma peça de isopor da decoração se desprendeu do teto e caiu na cabeça do ator gaúcho Fagner Zadra.

Ele ficou consciente o tempo todo e revela que, naquele momento, percebeu que havia perdido os movimentos dos braços e pernas. Diante da constatação, seu objetivo era se manter vivo. "Na hora fiquei desesperado, mas depois pensei: eu tenho de continuar respirando para manter a oxigenação do meu cérebro", revela em entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7.

Um ano depois do acidente, Zadra, de 31 anos, conta com a juda de enfermeiro e fisioterapeuta, além do apoio fundamental de sua família, de Leandro Knopfholz (diretor do Festival de Teatro de Curitiba) e do carinho do público.

Resolveu enfrentar a situação de estar em uma cadeira de rodas com humor: voltou a fazer seu espetáculo solo no último dia 8 de março, no Teatro Positivo, onde foi aplaudido de pé assim que entrou na plateia.

Nesta conversa, o artista, que estudou engenharia civil na UFPR (Universidade Federal do Paraná) e agora estuda cinema, fala sobre o acidente, como vem se recuperando e afirma que nunca pensou em processar o Festival. Prefere encarar o que aconteceu como uma fatalidade.

Leia com toda a calma do mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Você conseguiu superar o acidente?
FAGNER ZADRA - Cara, você tem que ter uma meta na vida. A minha primeira meta era ficar vivo. Depois, voltar para meu trabalho, fazer o que gosto. Isso, mais a força, mais os cuidados, o Festival me cuidou muito, minha mãe, minha família, o público. Isso tudo e uma força de vontade imensa me fez voltar. Um ano depois, já estou aí trabalhando, com peças lotadas no Festival.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Seu acidente aconteceu na festa de abertura do Festival no ano passado. Você chegou a pensar em processar o Festival?
FAGNER ZADRA - Não, em nenhum momento. Ate porque o Leandro [Knopfholz, diretor do Festival de Curitiba] é meu amigo. Surgiram boatos, mas eram todos falsos. Isso de processar nunca existiu em nenhum momento.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Você buscou culpar alguém pelo que aconteceu ou acha que foi uma fatalidade?
FAGNER ZADRA - Não adianta culpar ninguém. O que aconteceu aconteceu. Culpar o quê? Eu acho que era para acontecer, não adianta ficar olhando para trás. É olhar o que vou fazer com isso agora. Ficar procurando culpado para quê? Já estou eu ferrado, para que vou ferrar mais alguém também?

MIGUEL ARCANJO PRADO - Qual foi seu diagnóstico?
FAGNER ZADRA - Teoricamente eu fiquei tetraplégico. Pelo meu nível de lesão eu não deveria estar aqui. Deveria estar só na cama, mexendo só a cabeça [o ator deu a entrevista em um café curitibano, e bebia sozinho seu café sem ajuda de terceiros]. Minha medula ainda está muito inchada. Minhas evoluções não deveriam ter acontecido tecnicamente. Mas a minha vida sempre foi excêntrica.

IMG 5754 682x1024 Exclusivo   Ator Fagner Zadra fala sobre acidente no Festival de Curitiba que o deixou tetraplégico

Fagner Zadra: um ano após o acidente, ele já está de volta aos palcos - Foto: Annelize Tozetto/Clix

MIGUEL ARCANJO PRADO - Você rompeu qual vértebra?
FAGNER ZADRA - A C5, C6, C7 e T1, foi bem extensa a lesão. Geralmente, quem tem uma lesão dessa só começa a mexer os braços após um ano. E eu já estou aí, na rua, independente.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Quem te deu mais apoio?
FAGNER ZADRA - A minha família, a minha mãe, meu pai, o Leandro, do Festival, que nunca me deixou. Meus amigos também, meu tio Geraldo, que mora aqui também. Minha mãe veio do Rio Grande do Sul no dia do acidente e nunca mais voltou. Fica grudada comigo como se fosse o primeiro dia do acidente.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Você está namorando?
FAGNER ZADRA - Não.
MIGUEL ARCANJO PRADO - Você botou uma cadeira de rodas no símbolo do seu show; fazer piada com isso é uma forma de superar?
FAGNER ZADRA - A minha vida inteira, meus textos e shows foram baseados em mim, nas minhas desgraças e minhas vitórias. No humor, sempre tem que ter um alvo. Acho mais fácil atirar em mim mesmo. Lógico que faço piada do cotidiano, mas agora que estou nessa condição, faço piada disso. Por que não fazer? Não fazer seria uma forma de exclusão. Quando estreei meu show no Teatro Positivo, no dia 8 de março agora, havia muitos tetraplégicos. Eles adoraram. Porque ninguém brinca com eles. E não brincar com isso também é uma forma de discriminação.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Você tem uma empatia muito grande dos moradores de Curitiba pelo sucesso do Tesão Piá, que ironizava os curitibanos. Como foi a reação do público?
FAGNER ZADRA - É fantástico. As pessoas vêm na rua para me dar um abraço. Cheguei em Curitiba com uma mala e 20 reais no bolso sem saber o que iria fazer. Sou de Sarandir, no Rio Grande do Sul. E dez anos depois eu vejo a cidade me abraçar. Isso me emociona muito. Quando voltei com meu solo, eu fui aplaudido de pé. É um carinho que nem tenho como retribuir.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Qual humorista é seu ídolo?
FAGNER ZADRA - O Chico Anysio, que trabalhou e criou personagens até o fim. Ele é o maior referencial.

MIGUEL ARCANJO PRADO - O que você espera para o futuro?
FAGNER ZADRA - Estou estudando cinema, penso em continuar fazendo humor, dirigir. Também estou cuindando do canal Foca no Circo, no YouTube, além do meu próprio canal. Quero fazer as pessoas rirem até onde der. Até porque não sei se no dia de amanhã vai cair alguma coisa na minha cabeça de novo. Vai saber, né [risos]. Quero levar felicidade e alegria para a galera. Agora, eu vejo a vida por outra forma. Não só pela altura, né. Tenho 1,80 metro, mas agora vejo todo mundo na altura do glúteo [risos].

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16982946345 fd885a77da k 1024x683 Grupo de teatro é vítima de roubo em Curitiba

Cena da peça A Olaria do Jackson do Pandeiro - Teatro Baile - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos VIRGÍNIA BENEVENUTO/Clix

A Cia. Teatro da Investigação (CIT), de Suzano, na Grande São Paulo, foi vítima de roubo durante o Festival de Teatro de Curitiba.

O grupo apresentou a peça A Olaria do Jackson do Pandeiro - Teatro Baile, baseada na cultura popular brasileira. A trupe teve furtados os instrumentos musicais que utiliza na montagem.

Depois da apresentação no Memorial de Curitiba, neste domingo (29), os integrantes do grupo deixaram no carro a sanfona italiana o violão que utilizam na obra. Assim que saíram de perto do automóvel, este foi arrombado pelo ladrão, que levou os instrumentos de trabalho da trupe.

Os artistas ficaram desolados e, para fazer a apresentação desta segunda (30), contaram com a solidariedade de um outro grupo no Fringe, o Olho Rasteiro, de Paulo Chierentini, que lhes ofereceu outros instrumentos para que a montagem não fosse cancelada.

A direção da obra é de Edu Brisa, também autor do texto. No elenco estão Camila Borges, Carlo Guimaris, Danuza Novaes, Flavio Pessoa, Geovane Fermac, Harry de Castro, Natália Baviera e Thapióka.

Mesmo com o perrengue, os artistas de Suzano apresentaram a peça com toda energia para o público curitibano. Merecidamente, foram ovacionados ao fim das apresentações.

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Cena da peça da Cia. Teatro da Investigação no Memorial de Curitiba - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

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16357710673 ed2befbf2d k 1024x683 Festival de Curitiba já está bombando; veja 30 fotos

Gabriela Duarte em cena de Através de um Espelho, que lotou o Teatro da Reitoria - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

O Festival de Teatro de Curitiba já está bombando. O evento completa uma semana de teatro por toda a capital paranaense com gente vinda dos quatro cantos do Brasil. Até o próximo domingo (5), há peças para todos os gostos e bolsos na programação que conta com 422 montagens. O Atores & Bastidores do R7 selecionou 30 imagens que mostram a diversidade do mais importante festival das artes cênicas brasileiras. As fotos são da aguerrida equipe fotográfica da Clix. Veja só que beleza:

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Atores da peça The Celio Cruz Show, um dos destaques do Fringe - Foto: Nilton Russo/Clix

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Cena da peça infantil Aranha Marrom, sucesso entre as crianças no Fringe - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

Gastronomix Guritiba Leonardo Lima 17 Festival de Curitiba já está bombando; veja 30 fotos

Cena da peça Tucantaconto, apresentada no Guritiba, a mostra infantil do Festival de Curitiba - Foto: Leonardo Lima/Clix

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Peça O Pastor, sensação na abertura, instigou o público no Teatro Mini-Guaíra - Foto: Solomon/Clix

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Marco Nanini lotou o gigante Teatro Positivo com Beije Minha Lápide - Foto: Humberto Araújo/Clix

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Bonecas foram destaque no cenário da peça Cyclus, apresentada no Fringe - Foto: Nilton Russo/Clix

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Alexandre Lino e Leo Campos em cena da peça Acabou o Pó no Fringe - Foto: Solomon/Clix

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O humorista Oscar Filho faz seu show de stand-up no Risorama em Curitiba - Foto: Nilton Russo/Clix

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Fernanda Paixão em cena de Love, peça dirigida por Karla Concá - Foto: Jorge Mariano/Clix

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Peça As Velhacas divertiu o público do Fringe com duas idosas divertidas - Foto: Jorge Mariano/Clix

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Cena da comédia As Velhacas, apresentada no Fringe, a mostra paralela - Foto: Jorge Mariano/Clix

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O infantil A História de Azulzinho encantou os pequeninos em Curitiba - Foto: Nilton Russo/Clix

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Cena da peça Circulando, de teatro de rua, na praça curitibana - Foto: Lina Sumizono/Clix

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Peça Vegan VJ dialogou com as artes visuais e projeções - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

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Equipe do espetáculo de dança Nêgo se reúne após conversa com a imprensa em Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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O diretor dinamarquês de Double Rite, Palle Granhoj - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Cena da peça de rua Três - Um Solo em Trio no centro histórico curitibano - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Público entra no Guairinha para assistir à peça dinamarquesa Double Rite - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Atrizes dinamarquesas em cena da peça Double Rite no Festival de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Cena da peça A Princesa e a Lagartixa, que encantou as crianças no Fringe - Foto: Solomon/Clix

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Chef Alex Atala é tietado durante o Gastronomix, o feira gastronômica do Festival de Curitiba, realizada no fim de semana no Museu Oscar Niemeyer - Foto: Jorge Mariano/Clix

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A atriz Julia Bobrow na peça Pessoas Perfeitas, do Satyros, no Teatro Paiol - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Elenco do Satyros no palco do Paiol em Pessoas Perfeitas - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

 

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Cena da peça mineira Drummond, apresentada no Teatro Bom Jesus - Foto: Lina Sumizono/Clix

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O ator Adriano Petermann em cena da peça A Anta de Copacabana, de Rafael Camargo, uma das mais comentadas do Fringe - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

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Dinho Machado e Rodrigo Capella participam do Risorama, a mostra de stand-up do Festival de Curitiba que é sucesso de público - Foto: Nilton Russo/Clix

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Cena da peça O Que Precisamos, apresentada no Fringe - Foto: Solomon/Clix

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Personagens de O Rei Leão divertem as crianças durante o Gastronomix - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Cena da peça Vigor Mortins Jukebox Vol.1, apresentada no Fringe - Foto: Nilton Russo/Clix

 

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IMG 2292 682x1024 Público fica excitado em Curitiba, diz Marco Nanini

Marco Nanini no Festival de Curitiba: "Público fica excitado" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

O ator Marco Nanini celebra estar mais uma vez na programação da Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba, o mais importante do País. Ele apresenta no evento a peça Beije Minha Lápide, após temporadas de sucesso no Rio e em São Paulo.

A obra de Jô Bilac e dirigida por Bel Garcia fala de um homem que é preso por tentar romper a barreira de vidro para beijar o túmulo do escritor Oscar Wilde. A última apresentação da peça no evento é nesta segunda (30), às 21h, no Teatro Positivo.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, Nanini conta que sempre fica emocionado ao participar do Festival.

"É um festival eclético e o público fica muito excitado em Curitiba. Então, é uma ótima relação. Esta é a terceira vez que venho", diz.

Nanini ama tanto o teatro que tem o seu próprio, o Galpão Gamboa, no Rio.

"Ao lado do Fernando Libonate e do César Augusto fazemos várias temporadas de outras companhias no espaço. Trabalhamos com a formação de plateia", explica.

O ator se despediu há pouco tempo de Lineu, o pai no seriado A Grande Família, que ficou no ar 14 anos com sucesso. "Fiz o Lineu 14 anos, a peça Irma Vap fiz por 11 anos. Sou ator de personagens que duram muito. Acho que tinha de ter uma vida mais comprida", brinca o ator de 66 anos.

Comida mineira e Oscar Wilde

Ele conta que, após Curitiba, viaja com a peça, indo inclusive para Belo Horizonte, onde morou na infância no Hotel Amazonas, no qual seu pai foi gerente. "Estou me preparando, porque a gente engorda em Minas", diz, bem-humorado. "Minhas funcionárias lá em casa são mineiras que nem você, aí você já viu a comida boa que elas fazem".

Nanini gosta de fazer teatro: "Sempre fiz, mesmo com A Grande Família no ar, porque o palco recicla o ator. Teatro é artesanal, tem público ao vivo, é outra conversa".

Foi Nanini quem desejou abordar o universo de Oscar Wilde no palco. "Sempre tive um interesse muito grande nele. Oscar Wilde tem uma obra brilhante e uma vida trágica", afirma.

Para o futuro, além de circular com a peça Beije Minha Lápide, prepara uma montagem de Ubu Rei e deve voltar em breve à televisão: "No final do ano devo começar uma novela, mas a Globo não decidiu ainda qual será", finaliza.

IMG 2362 682x1024 Público fica excitado em Curitiba, diz Marco Nanini

Sucesso da TV, Nanini não abandona o teatro: "Palco recicla o ator" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16778439810 afa124ff69 k 1024x683 Crítica: Nêgo esfrega racismo na cara da elite curitibana com dança potente

Black power: Bailarinos do espetáculo Nêgo dançam no palco do Guairão - Foto: Humberto Araújo/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos HUMBERTO ARAÚJO/Clix

A plateia do tradicional Teatro Guaíra não estava lotada para ver a apresentação de estreia de Nêgo (Eu.Ele.Nós. Tudo Preto!) no Festival de Teatro de Curitiba. E era noite de sábado (28), a mais nobre do evento no mais nobre palco.

Pelo menos a curadoria, que escalou vários espetáculos sobre a cultura judaica, lembrou-se também de escalar pelo menos uma montagem de um grupo étnico-social que também foi vítima de genocídio e que segue sendo perseguido no País: o negro.

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Montagem Nêgo tem coreografias duras para denunciar violência do racismo - Foto: Humberto Araújo/Clix

Com direção de Sonia Destri Li com a Companhia Urbana de Dança, a obra é uma coreografia street/contemporânea potente e politizada, que escancara o racismo cotidiano (e muitas vezes velado) tão presente no Brasil.

De cara, joga uma luz em contra na cara do público, tal qual os faróis de uma viatura que muitos brasileiros negros trabalhadores precisam encarar na rua. Porque o racismo dói, é violento e existe. Mesmo que de forma silenciosa.

E Curitiba não fica atrás. Na plateia do Guairão, praticamente não havia negros. O espaço é comumente o da elite branca curitibana. De negros, havia este crítico, um ou outro espectador com muita sorte, alguns seguranças e os bailarinos no palco.

E os artistas merecem ser nominados: Tiago Souza, Raphael Russier, Miguel Fernandez, André Virgílio, Johnny Brito, Julio Rocha, Jessica Nascimento, Allan Wagner e Rafael Balbino.

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Zumbi é evocado durante a dança de Nêgo para lembrar o genocídio cometido contra esta etnia - Foto: Humberto Araújo/Clix

Com uma iluminação na penumbra e uma trilha que mistura sonoridades urbanas da favela com sons de batuques africanos, incluindo a evocação de Zumbi na bela voz da bailarina Jessica Nascimento, o espetáculo é duro em sua concepção estética tal qual é um ato de racismo. Não quer atenuar sua denúncia com beleza plástica. O que faz muito bem.

Enquanto os bailarinos dançavam muitas vezes passos violentos, ouvia-se uma a voz a repetir as palavras repletas de discriminação que um negro precisa escutar sobre sua etnia diariamente neste Brasil racista: "neguinho, azul, criolo, macaco, moreno, moreninho, escurinho, tição" e tantas outras mais.

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Corpos negros em movimento no palco da tradicional elite branca curitibana - Foto: Humberto Araújo/Clix

Ao fim, com a exaustão de uma dança repetida muitas vezes, tal qual a luta pela resistência negra, só resta uma palavra, como rebate a isso tudo: Nêgo. Um retrato da agonia de uma etnia vítima de preconceito diário.

Diante da montagem aguerrida, o R7 percebeu que alguns espectadores preferiram deixar o teatro no meio da obra. Talvez, não suportaram serem esbofeteados com a verdade do racismo que cometem cotidianamente de forma velada em nome da tal falácia da cordialidade racial.

Contudo, a maioria do público permaneceu até o fim. E aplaudiu fartamente o espetáculo. E de pé.

Nêgo (Eu.Ele.Nós. Tudo Preto!) 
Avaliação: Ótimo
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Nêgo esfrega racismo na cara da elite curitibana com dança potente

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Nêgo é retrato da agonia de uma etnia negra, vítima de preconceito diário - Foto: Humberto Araújo/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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gabriela duarte 1024x734 Gabriela Duarte homenageia em Curitiba produtor teatral desaparecido

Gabriela Duarte oferece Através de um Espelho ao produtor Giuliano Ricca - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Foto ANNELIZE TOZETTO/Clix

A atriz Gabriela Duarte está no Festival de Teatro de Curitiba, onde apresenta a peça Através de um Espelho, com texto de Ingmar Bergman adaptado para o teatro por Jenny Worton e dirigida por Ulysses Cruz.

A obra é encenada neste domingo (29), 19h, e segunda (30), no Teatro da Reitoria, com entrada entre R$ 30 e R$ 60.

A montagem do texto vindo da Broadway teve produção de Giuliano Ricca, irmão do ator Marco Ricca desaparecido em outubro do ano passado. O nome dele, como diretor de produção, consta no programa da obra em Curitiba.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, Gabriela revela sua gratidão a Giuliano e o sofrimento de toda a equipe com seu desaparecimento.

"É uma situação muito difícil. Se não fosse por ele, eu não teria feito esse espetáculo", afirma. "Ele abraçou essa ideia desde o começo e é o coração desta montagem".

A atriz, que afirma ainda não saber o que dizer sobre a terrível situação do desaparecimento do colega, revela que a temporada curitibana é simplesmente dedicada a Giuliano Ricca.

"Internamente, eu dedico a ele essa peça todos os dias", revela.

Giuliano Ricca sumiu ao fazer uma viagem de carro de São Paulo ao Rio, em outubro de 2014. Até hoje a polícia não tem pistas de sua localização. Sua família e seus amigos seguem angustiados e desolados.

giuliano ricca Gabriela Duarte homenageia em Curitiba produtor teatral desaparecido

O produtor teatral Giuliano Ricca: família ainda busca informações sobre o que aconteceu com ele, desaparecido desde outubro de 2014 - Foto: Divulgação

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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