rita lee Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Mel Lisboa é Rita Lee: ainda falta muito para chegar à original - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rock não é inocente. Nem infantil. Muito pelo contrário. Pelo menos o bom e velho rock’n’roll é ânsia de vida adulta, de rebeldia, de transgressão, de contestação. De eterna juventude.

Rita Lee, o grande nome feminino do rock brasileiro que leva a alcunha de rainha do estilo, é tudo isso e mais um pouco, com uma boa pitada de ironia fina, sempre coerente com o que foi e o que é.

O musical Rita Lee Mora ao Lado, em cartaz em São Paulo, coloca-se na missão de celebrá-la. Contudo, parece desconhecer a essência da homenageada. Peca por ser inocente na abordagem, na direção e na interpretação de uma das vidas mais interessantes de nossa música.

rita lee 21 Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Na foto, até que ficou parecida: Mel Lisboa vive a roqueira Rita Lee - Foto: Divulgação

Classificado para maiores de 14 anos, o espetáculo parece destinado a crianças de quatro. O didatismo e a atuação próxima à do teatro infantil menospreza a capacidade de entendimento do espectador.

A encenação tem momentos constrangedores de preconceito – como quando exagera seus atores em “sapatões” e “veados” caricatos para falar das amizades da cantora em seu período na prisão.

A obra reduz a rebeldia contundente da música e da vida de Rita Lee e seus amigos, em tempos cruéis de ditadura, a níveis de comédia pastelão que não funciona. Como na cena em que Gilberto Gil explica ao delegado por que fuma maconha. A cara de idiota forçosa e a ausência de discurso são tudo que Gil nunca foi.

Há mais caricatura, como a Elis Regina de braços sempre rodopiantes, mesmo que a música não seja Arrastão. Ou um Tim Maia forçosamente misturando versos de suas canções ao texto.

E o que dizer do espalhafatoso Caetano Veloso que junta Tropicália e É Proibido Proibir em um mesmo pacote urgente e sem potência? Por fim, Ney Matogrosso surge histriônico em vez de exuberante, como o é no original. Faltou direção para conter o ator Fabiano Augusto, até porque é um dos que cantam melhor. Se apostasse mais na sutileza, teria feito algo mais crível.

Talvez a única caricatura que funcione seja a de Hebe Camargo. Apesar de a atriz Débora Reis imitar a apresentadora na velhice e não a de quase cinquenta anos atrás, período retratado no palco, o público se diverte. Pelo menos por conta da falta que sente da Hebe original, agarrando-se emocionalmente ao embuste.

Em suas duas horas e meia sem intervalo, o musical, em vez de se concentrar na trajetória de vida da homenageada, perde tempo. Como em insistir na história fictícia da vizinha invejosa da cantora, que acompanha seus passos sempre desejando seu fracasso – é uma energia para lá de negativa que conduz a peça. A atriz Carol Portes tenta jogar humor na personagem, mas é tudo tão exagerado e o texto é tão complicado, que ela fica muitas vezes exposta ao ridículo.

Parece que a obra não acredita na potência da vida e da obra Rita Lee Jones. Tanto que abre mão de executar canções fundamentais de sua trajetória para enfiar músicas de seus contemporâneos. Só no bis é que surgem aquelas canções que queríamos ouvir com calma, mas de forma apressada, porque já ninguém aguenta mais.

mel lisboa de rita lee Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Mel Lisboa, caracterizada como Rita Lee: faltou ao musical focar mais na vida e na obra da artista - Foto: Divulgação

O musical ainda peca em questões técnicas básicas. Repletas da obviedade de movimentos, as coreografias têm ar de preguiça criativa. O figurino, quando teria um dos melhores momentos da moda mundial para retratar, sobretudo vestindo artistas que costumavam abusar da originalidade nas vestimentas, fazendo delas formas de protesto, prefere opções reducionistas e de gosto duvidoso.

A luz, assinada por Debora Dubois e Robson Bessa, pouco mostra a que veio. Um dos poucos momentos em que dialoga de fato com o que se passa no palco é quando Rita dá ao marido a notícia de gravidez, ou quando a cantora praticamente é morta no palco, já nos momentos finais da obra. Há um extenso momento-obituário, no qual a peça resolve matar uma legião de gente, inclusive quem nem sequer havia aparecido até então na história. Tem até Cássia Eller.

Na incumbência de retratar a vida de uma cantora, boa parte do elenco não canta bem, incluindo aí a protagonista, vivida por Mel Lisboa.

Mel se esforça, dá para ver trabalho. Mas ainda não estava pronta para tão importante missão. Ela até reproduz gestos da cantora, sobretudo uma Rita mais corcunda dos tempos atuais, mas falta-lhe vigor e segurança. E carisma ao executar as canções.

A banda, formada pelos músicos Felipe Cruz, Gregory Paoli, Junior Gaz, Marcio Guimarães e Robson Couto, faz seu trabalho. Em muitos momentos, parecem estar desconexos do que se passa no palco, preferindo concentrar-se em garantir as notas, mesmo que os vocalistas não as atinjam.

Algumas opções da direção são arriscadas e expõem indevidamente o ator no palco. Como a escolha de uma atriz que se assemelha fisicamente, mas não tem sequer metade da potência vocal de Gal Costa para viver a baiana, que é uma das maiores cantoras que o mundo já ouviu.

A dramaturgia, baseada no livro homônimo de Henrique Bartschi e assinada por Debora Dubois, Márcio Macena e Paulo Rogério Lopes não segura um espetáculo. Peca por didatismo e por forçar a graça, quando na verdade produz constrangimento.

A direção, de Márcio Macena e Debora Dubois, é despreparada para o que se propôs fazer. É perceptível a boa vontade e o intuito de fazer uma grande homenagem a Rita. Contudo, tal tributo soa às avessas. Dá vontade de sair correndo do teatro e correr para os braços da Rita Lee verdadeira, ainda original, rebelde, irônica, forte. Tudo que o musical não é.

rita lee 3 Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Cena do musical Rita Lee: direção é inocente para o que se propôs a fazer - Foto: Divulgação

Rita Lee Mora ao Lado
Avaliação: Fraco
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. 150 min sem intervalo. Até 27/7/2014
Onde: Teatro das Artes do Shopping Eldorado (av. Rebouças, 3970, CPTM Hebraica Rebouças, São Paulo, tel. 0/xx/11 3034-0075)
Quanto: R$ 60 a R$ 100
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

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abertura copa jefferson bernardes VIPCOMM Crítica: Faltou ziriguidum à abertura da Copa do Brasil, repleta de buracos e com delay

Boca não sincronizou com o som: delay prejudicou quem viu abertura pela TV - Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo de abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians, o Itaquerão, na tarde desta quinta (12), não condiz com a exuberância da cultura e do povo brasileiro. Nem com o que se viu nas últimas edições do evento. Resumindo: foi de uma pobreza só.

Ao contrário das aberturas dos Mundiais recentes, onde se viu o gramado apinhado de artistas minuciosamente coreografados para construírem imagens impactantes e gigantescas, a abertura da Copa do Brasil mostrou gatos pingados em um campo repleto de buracos.

Veja fotos da abertura da Copa 2014!

Tudo era pequeno, pouco, até mesmo na tela em close da TV. Imagina para quem estava no alto da arquibancada. Faltou ousadia, coisa que o brasileiro tem de sobra.

Antes a Fifa houvesse convidado as escolas de samba do Rio e de São Paulo para se juntarem no gramado com seus carros alegóricos e passistas frenéticas. Teria sido bem mais bonito e impactante aos olhos do mundo.

A impressão de quem viu a festa de abertura da Copa do Mundo do Brasil pela TV é que faltava gente não só no centro do espetáculo como também nas arquibancadas, com vazios imensos. Se não tinha mais ingressos à venda, como a Fifa explica tantos buracos?

A direção do evento também pecou, e feio, no quesito do som. As imagens apresentadas para todo o mundo tinham um vergonhoso delay em relação ao que ocorria no palco do Itaquerão.

Assim, as bocas de Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull não coincidiam com o som que se ouvia. Um erro primário e imperdoável em um evento desta magnitude, que expôs os artistas ao ridículo.

Para terminar, faltou ziriguidum à coreógrafa belga Daphné Cornez, responsável pelo que se viu na arena transformada em um grande palco.

E a pergunta que não quer calar: por que a Fifa convocou uma belga para coreografar abertura do País que mais tem ritmo no mundo? Porque uma europeia se temos coreógrafos reconhecidos mundialmente como a carioca Deborah Colker ou o mineiro Rodrigo Perderneiras, do Grupo Corpo?

Realmente, é incompreensível. E imperdoável.

Espetáculo de abertura da Copa do Mundo 2014
Avaliação: Fraco
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Faltou ziriguidum à abertura da Copa do Brasil, repleta de buracos e com delay

abertura copa afp Crítica: Faltou ziriguidum à abertura da Copa do Brasil, repleta de buracos e com delay

Olha o buraco! Vazios no gramado e na arquibancada fizeram desta uma abertura pobre - Foto: AFP

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guilherme marques bob sousa5 Entrevista de Quinta: “Prédio e cultura podem coexistir, diz Guilherme Marques do CIT Ecum

Vitória da especulação imobiliária? O teatro CIT-Ecum, dirigido por Guilherme Marques em São Paulo, está com seu fim decretado para o próximo dia 30 de junho - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

A figura da namoradeira pensativa na janela para o pátio interno do casarão localizado em uma das ruas mais movimentadas do centro paulistano cria a ilusão de que estamos em Minas Gerais.

Quando entramos na cozinha, a sensação é ainda mais interiorana. Estão lá o filtro de barro com água fresca e o café recém-coado estão à nossa espera.

Sentado na mesa de madeira do espaçoso e iluminado cômodo está Guilherme Marques, diretor geral do CIT-Ecum (Centro Internacional de Teatro Ecum). Apesar da calma na fala, seu rosto denuncia a tensão do momento. E não é pelo resultado do Brasil na Copa do Mundo, que começa nesta quinta (12).

No próximo dia 30, se o cenário desfavorável não mudar, Marques terá de juntar sua equipe de 15 pessoas e deixar o colorido imóvel na rua da Consolação, 1623.

Após um ano e dois meses de atividades que envolveram boa parte da classe e do público teatral, com mais de mil postos indiretos de trabalho criados pela programação de qualidade capitaneada pelo diretor artístico Ruy Cortez, o lugar pode fechar suas portas por conta do interesse da proprietária de despejar os inquilinos e vender o imóvel para uma construtora.

A notícia agitou a comunidade teatral, que se mobiliza em redes sociais e até em campanhas junto ao poder público para tentar impedir o esmagamento da cultura pela especulação imobiliária.

Cidadão do mundo e mineiro de Peçanha, cidade com 17 mil habitantes, Marques conversou com exclusividade com o Atores & Bastidores do R7 sobre este complicado momento.

Leia com toda a calma do mundo.

guilherme marques bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Prédio e cultura podem coexistir, diz Guilherme Marques do CIT Ecum

Guilherme Marques, em frente à colorida fachada do CIT-Ecum: "Dói muito sair" - Foto - Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — O CIT-Ecum vai fechar?
Guilherme Marques — O contrato finda agora, dia 30 de junho. Estamos tentando renegociar com a proprietária. A situação é delicada porque viemos na transição de um contrato antigo, que era do Teatro Coletivo, e, em um acordo com a família, o transformamos no CIT-Ecum.

Miguel Arcanjo Prado —Qual o prazo você pediu para prorrogar?
Guilherme Marques — Pelo menos mais seis meses. O ideal seria um contrato de cinco anos. Não sei se vamos conseguir reverter.

Miguel Arcanjo Prado — Vocês têm recebido muito apoio?
Guilherme Marques — Sim. Tem uma campanha forte na classe artística e até na revista teatral Antro Positivo em defesa dos teatros da cidade. Particularmente, eles a desenvolvem neste momento porque o espaço que está mais ameaçado é o CIT-Ecum.

Miguel Arcanjo Prado — Se tiverem de ir para a rua o que farão com todas as coisas do teatro?
Guilherme Marques —
É muito difícil abandonar este espaço... Já conversei com a Prefeitura que nos cedeu um depósito para deixarmos nosso acervo. É doloroso ter de desmontar uma casa com repercussão tão positiva. Dói muito. Mas eu sou do sertão, nasci na roça, tenho essa capacidade de renovação, de recriar, de buscar forças para ir atrás de um novo espaço.

Miguel Arcanjo Prado — Fervilha no teatro brasileiro a discussão sobre a especulação imobiliária. O Zé Celso e a turma do Teatro Oficina brigam com o Silvio Santos há anos. Os Fofos Encenam também quase fecharam o espaço deles e Os Satyros chegaram a anunciar que deixariam a praça Roosevelt. Como você avalia este cenário?
Guilherme Marques — Um diálogo é possível. A construtora não pode abrir o diálogo? Em vez de acabar com o teatro, não dá para anexar ao empreendimento um centro cultural? Eu entendo o lado do proprietário. Mas, é nosso papel abrir para o diálogo e trazer a comunidade para essa discussão de preservação de espaços importantes na cidade. São Paulo não pode só construir prédio, tem de ter cultura também. O movimento cultural também precisa prosperar e crescer. E isso é possível caminhar junto. Em Belo Horizonte, nós temos duas experiências interessantes: o Pedro Paulo Cava manteve o Teatro da Cidade em parceria com a construtora. E a Fundação de Educação Artística da Berenice Menegali também. Os espaços culturais coexistem maravilhosamente bem com os prédios acima deles.

Miguel Arcanjo Prado —Você vê possibilidade de isso acontecer em São Paulo?
Guilherme Marques — Sim. É preciso abrir o diálogo. Existe um movimento, Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo, o MoTIn, que luta pela preservação dos teatros. A Erica Teodoro participa, representando o CIT-Ecum. Eles estão trabalhando muito.

 

guilherme marques miguel arcanjo foto bob sousa Entrevista de Quinta: “Prédio e cultura podem coexistir, diz Guilherme Marques do CIT Ecum

Marques fala ao R7: "A construtora não pode abrir o diálogo? É possível coexistir prédio e cultura" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Quem são seus braços direitos no CIT-Ecum?
Guilherme Marques —
Gostaria de destacar o trabalho da equipe. O Rafael Esteinhauser, que é nosso diretor financeiro e tem sido um colaborador incansável. A Érica Teodoro, a nossa diretora de produção, e o Ruy Cortez, nosso diretor artístico pedagógico, são fundamentais. E o Fernando Mencarelli, que é nosso colaborador mais antigo, é nosso diretor artístico associado. A Ana Teixeira, do Rio, também é importante. Assim como a Maria Thais e o Antônio Araújo, na curadoria artística. O Antônio Araújo é mineiro também.

Miguel Arcanjo Prado — Se tiverem de fechar as portas aqui vocês vão para onde?
Guilherme Marques — É uma boa pergunta. Na verdade ainda não temos nada em vista. É difícil achar um espaço com este perfil de três salas. A programação foi pensada muito pelo perfil do espaço de ter uma programação onde pudesse ter até seis espetáculos acontecendo simultaneamente. Isso é raro. Não temos ainda um local certo em mente. Mas vamos buscá-lo se for preciso.

Miguel Arcanjo Prado — Quando fizeram o contrato vocês não pensaram que um dia ele iria acabar e vocês teriam de ir embora?
Guilherme Marques — Sim, pensamos. O Serginho, do Teatro Coletivo, tinha um contrato bem antigo. Aí começou uma conversa entre o advogado da família e levantou-se a possibilidade da venda do espaço. Mas também foi conversado, naquele momento, a possibilidade da renovação do contrato. Só que a coisa foi caminhando para outro rumo. Aí se consumou a intenção da venda do espaço.

Miguel Arcanjo Prado — Quantos vocês gastaram nas reformas?
Miguel Arcanjo Prado — Quase R$ 350 mil.

Miguel Arcanjo Prado — Vocês foram inocentes de gastar tanto dinheiro em reformar um lugar que não era de vocês e que o dono um dia pudesse pedir para vocês irem embora?
Guilherme Marques — Inocentes, não. Sabíamos do risco que estávamos correndo. Por acreditar, por sermos artistas, por queremos implementar na cidade um projeto como o CIT-Ecum, artístico e pedagógico... A nossa inocência, se houve, foi acreditar que reverteríamos a história. E isso não aconteceu.

Miguel Arcanjo Prado — Surgiu o movimento de tombamento do CIT-Ecum. Você acha que isso vai acontecer?
Guilherme Marques — Estamos muito felizes com esse movimento. Primeiro, porque começou de forma espontânea, pela Cooperativa Paulista de Teatro. Logo a revista Antro Positivo começou um movimento também. Vários artistas se propuseram a ajudar. Estamos conversando na esfera do município. Fomos ao Conselho Municipal do Patrimônio. Tem uma discussão muito interessante que é o pedido de tombamento do patrimônio imaterial, que surgiu no âmbito federal quando o Juca Ferreira, hoje secretário municipal de Cultura, foi ministro da Cultura. Estamos tendo um apoio da população, do movimento teatral, e a imprensa em geral tem nos apoiado muito, como você. A gente nunca sabe... Mas, acho que é possível reverter qualquer situação a partir da mobilização popular.

Miguel Arcanjo Prado —Existe a possibilidade de comprarem um lugar?
Guilherme Marques —
Não. Teríamos de ir para uma sala de produção. A ideia é conseguir um apoio governamental para ir para um teatro. Ou então, ir até para uma sala até reverter a situação.

Miguel Arcanjo Prado — São Paulo tem muitos espaços públicos sem utilização. Vocês gostariam de um convite do poder público para ocupar algum desses prédios ociosos?
Guilherme Marques —
Gostaríamos. Mas se tivermos autonomia para fazer o trabalho que fazemos aqui. Senão, ficamos engessados. As secretarias Municipal e Estadual de Cultura estão nos apoiando.

guilherme marques bob sousa1 Entrevista de Quinta: “Prédio e cultura podem coexistir, diz Guilherme Marques do CIT Ecum

Um futuro para o CIT-Ecum: Guilherme Marques espera ajuda do poder público - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Qual o objetivo do CIT-Ecum?
Guilherme Marques — Olha, Miguel, desde quando pensamos a programação com o Ruy Cortez, foi primordial esse diálogo com os coletivos teatrais. Isso foi muito importante para a casa. Isso é o Ecum desde o início. O Fórum foi pensado para isso.

Miguel Arcanjo Prado — Para quem não conhece a história de vocês, explique como chegaram aqui.

Guilherme Marques — O Fórum Mundial das Artes Cênicas surgiu em 1998, em Belo Horizonte. Levamos os grandes pensadores do teatro. Foram muitas caravanas e, desde então, ele desperta o interesse dos artistas. Em 2009, no Ano da França no Brasil, criamos um centro internacional de pesquisa em artes cênicas, que é o CIT-Ecum.

Miguel Arcanjo Prado — Vocês chegaram a São Paulo bem. O teatro fez muito barulho. E também criaram a MIT-SP, a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Ela também pode acabar?
Guilherme Marques —
A MIT-SP surgiu em Belo Horizonte, após uma conversa que tive com o Antônio Araújo, do Teatro da Vertigem. Trabalhei no Festival Internacional de Teatro de Caracas, na Venezuela, em 1992, e o diretor Carlos Jimenez me perguntou como andava o “Festival da Ruth Escobar”, falando que marcou a cena latino-americana. Eu fique com isso na cabeça. Em 2008, retomei essa conversa com o Tor [Antonio Araújo], falando que São Paulo precisava de voltar a ter um festival assim. Com a mudança para São Paulo, apresentei o projeto e conseguimos de cara o apoio do Marcelo Araújo [secretário Estadual de Cultura], do Juca Ferreira [secretário Municipal de Cultura] e do Banco Itaú.

Miguel Arcanjo Prado — Mas a MIT-SP continua?
Guilherme Marques — A MIT-SP vai continuar no ano que vem. E gratuita. Quer uma informação em primeira mão?

Miguel Arcanjo Prado — Quero. Jornalista adora furo.
Guilherme Marques — A segunda edição será de 6 a 15 de março de 2015 e terá uma novidade: a única atividade que vamos cobrar ingresso vai ser o Cabaré, um bar do festival, um lugar para o encontro de artistas e público depois da peça. Ele será na Praça das Artes, no centro, estamos negociando ainda com a Prefeitura.

Miguel Arcanjo Prado — Como foi para você vir para São Paulo?
Guilherme Marques — Eu me mudei para São Paulo em 2011, a convite do Ruy Cortez. Ele foi participar das ações da escola em Belo Horizonte, e ficou encantado. Estava numa fase que perdi patrocínio em BH, com época política de transição bem difícil. Aí ele deu a ideia de trazer o projeto para São Paulo.

Miguel Arcanjo Prado — Como a cidade lhe recebeu?
Guilherme Marques —
Sou um cara de muita sorte. São Paulo me recebeu bem. Aos 53 anos, posso te afirmar que estou na melhor fase da minha vida. Porque essa idade está me oferecendo oportunidades que eu nunca tive em Belo Horizonte. E olha que fizemos muita coisa em Belo Horizonte também! Saí de casa muito cedo, aos 15 anos, de Peçanha, no Vale do Rio Doce, Minas Gerais. Então, já morei em muitos lugares. Morei na Espanha, Venezuela, Cuba, Rio, e viajei muito [risos].

guilherme marques bob sousa6 Entrevista de Quinta: “Prédio e cultura podem coexistir, diz Guilherme Marques do CIT Ecum

Na janela lateral: esperança no CIT-Ecum - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — “Sou do mundo sou Minas Gerais...”
Guilherme Marques — É [risos]

Miguel Arcanjo Prado — Mas a namoradeira não sai da janela, e o café não sai da cozinha nem o filtro de barro...
Guilherme Marques —
O engraçado é que quando voltei para Belo Horizonte queria ir para o interior ou até voltar para Peçanha [risos]. Aí veio convite para vir São Paulo... Eu comprei um terreno ali perto do Inhotim, em Brumadinho [arredores de Belo Horizonte]. Eu estava com a ideia, ainda tenho, de construir a sede do CIT-Ecum neste terreno, com o pé na água, à beira da montanha, fazer uma cozinha grande, uma hospedaria para receber os artistas...

Miguel Arcanjo Prado — Uma Woodstock do teatro?
Guilherme Marques — Sim! Adorei isso de Woodstock do teatro [risos]. E o Bob vai ser nosso fotógrafo oficial.

guilherme marques bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Prédio e cultura podem coexistir, diz Guilherme Marques do CIT Ecum

Guilherme Marques, do CIT-Ecum: "Sou do sertão, tenho capacidade de renovação" - Foto: Bob Sousa

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Terca Insana   Grace G  Terça Insana debocha da Copa e garante o riso

Grace Gianoukas, em cena do espetáculo de humor Terça Insana: sucesso desde 2001 - Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do espetáculo Terça Insana, comandado por Grace Gianoukas, sempre ri de tudo.

E a Copa do Mundo, que começa nesta quinta (12) no Itaquerão, em São Paulo, não poderia deixar de virar deboche nas mãos do time de humoristas que faz sucesso na noite paulistana desde 2001.

E o deboche já começa no nome da 13ª temporada da trupe, em cartaz às quartas e quintas, às 21h, no Teatro Folha, no Shopping Higienópolis: Terça Insana: Copa, Cozinha e Área de Lazer.

A entrada custa R$ 50 e R$ 60, em valores de inteira. A temporada vai até 26 de junho e é recomendada a maiores de 14 anos.

É claro que as notícias que pipocarem durante o Mundial, no campo ou fora dele, virarão repertório imediato no palco, com um só objetivo: provocar gargalhadas na plateia.

Pelo jeito, temas não faltarão. E a turmas de artistas faz muito bem.

Após tanto estresse por esta Copa, rir um pouco de tudo é preciso.

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Ópera foto Romison Paulo Teatro de Rua: Buraco DOráculo mostra exploração do trabalhador para espantar pobreza e solidão

Cena do espetáculo de rua Ópera do Trabalho, do grupo paulista Buraco D'Oráculo - Foto: Romison Paulo

Por CARLOS ROGÉRIO GONÇALVES DA SILVA*
Especial para o Atores & Bastidores

Em meio ao ruído das buzinas, motores e à passagem de som feita pelas atrizes e atores do Buraco D’Oráculo - instantes antes do início da apresentação de Ópera do Trabalho - um barulho enervante de uma corneta, daquelas de festas infantis, se destacava.

Seu dono, menino negro, pobre e só, divertia-se circulando com alarde entre os apressados transeuntes de vários perfis – de office boys a executivos. Fazia seu espetáculo particular entre os curiosos e o público jovem que aos poucos se acomodava no chão da Praça do Patriarca, cenário do espetáculo no centro paulistano.

Concebido para homenagear José Bonifácio de Andrada e Silva, dito patriarca da Independência, esse espaço é uma síntese do processo histórico-político brasileiro. Afinal, o homenageado esmerou-se na criação de um projeto de País excludente e antidemocrático.

Outra praça não seria tão simbolicamente apropriada à apresentação de um espetáculo para um público leigo, que propõe uma reflexão à luz do sol sobre a exploração do trabalhador brasileiro. Curiosamente a estátua do patriarca está de costas à encenação, tendo a contragosto que ouvir versos como “Eu não posso esperar para valer mais do que eu valho”, “Sou como boi amarrado que não muda de lugar” e “O trabalhador que tudo fez, pode tudo destruir”.

Ópera foto Romison Paulo3 Teatro de Rua: Buraco DOráculo mostra exploração do trabalhador para espantar pobreza e solidão

Peça circula pelo interior paulista com entrada gratuita - Foto: Romison Paulo

Atrizes e atores vestem uniformes marrons, que remetem ao universo do trabalho braçal e ao mesmo tempo dão unidade às personagens. É a classe trabalhadora que, literalmente, terá voz, sendo apresentada por meio de suas variadas faces: a lavadeira, o carvoeiro, o lixeiro, o operário, o camelô.

E volta e meia, marcando presença, o menino pobre, negro com sua indefectível corneta e menos só, assume o protagonismo misturando-se à encenação.

Há uma heterogeneidade nas opções estéticas do pessoal do Buraco d’Oráculo, que utiliza alguns elementos próprios da ópera como fio condutor do espetáculo, porém uma ópera ressignificada e próxima da rua e do trabalhador, com as músicas transformadas em veículos de despertar político.

Didaticamente temas como mais-valia, luta de classes, carestia e conflito entre capital e trabalho são apresentados, seja em um jogo de futebol ou na sátira a célebres e estéreis programas televisivos.

A função didática do espetáculo parece bem-sucedida, na medida em que os trabalhadores que o presenciam ficam absorvidos com a discussão proposta, interagindo e divertindo-se.

Não há como saber se a classe trabalhadora brasileira conseguirá um dia reverter decisivamente o processo de exploração que há séculos lhe acomete ou se o socialismo se difundirá pelo País, porém há um belíssimo saldo da Ópera do Trabalho, apenas possível por ser um espetáculo de rua: a apresentação deu ao menino negro, pobre e só, a possibilidade única e efêmera de ser protagonista de sua própria vida. Talvez, durante a apresentação, ele tenha se esquecido do abandono, da pobreza e da solidão. Talvez.

*Carlos Rogério Gonçalves da Silva é especialista e mestrando em artes no Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista), sob a orientação do prof. dr. Alexandre Mate. Formado em história pela FFLCH/USP e também leciona história no ensino básico. A coluna Teatro de Rua é idealização do fotógrafo Bob Sousa, e é escrita por pesquisadores da pós-graduação do Instituto de Artes da Unesp, onde ele faz mestrado.

Conheça o site do grupo Buraco D'Oráculo

Ópera do Trabalho
Quando e onde: Próximas apresentações no interior de São Paulo
14/6/2014, 20h, em Ilhabela, na praça das Bandeiras
26/6/2014, 20h, em Pirassununga, no Centro de Convenções Professor Faltoso Victorelli
27/6/2014, 15h, em Sertãozinho, na praça 21 de abril
28/6/2014, 20h, em Vargem Grande do Sul, na praça da Matriz
Quanto: grátis, pelo Circuito Cultural Paulista
Classificação etária: Livre

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comi uma galinha Ladrão rouba deputado e questiona o Brasil

Carlos Nunes em cena do espetáculo: questionamento sobre maracutaias - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Conhecido na cena teatral belo-horizontina por suas comédias debochadas, o ator e humorista mineiro Carlos Nunes está em cartaz em São Paulo com uma peça que ri e questiona o mundo político brasileiro, repleto de corrupção.

Em Comi uma Galinha e Tô Pagando o Pato, ele interpreta um presidiário que cumpre pena por ter roubado a galinha de estimação da filha de um deputado. O objetivo era alimentar sua família com fome.

O texto é assinado por Nunes e Nazir Malaheb, com direção de Fernando Couto.

Sentindo-se ultrajado pelo ocorrido, o político resolve fazer um projeto de Lei para tornar a galinha um animal sagrado no País, tal qual a vaca é na Índia.

Ao expor suas agruras na prisão, o protagonista da história cutuca a ferida de um País mergulhado nas maracutaias e gerido por gente de índole duvidosa.

Além de Carlos Nunes, também está em cena o ator André Maurício.

Você acha o Brasil um país de políticos corruptos?

  • Sim, aqui é a terra da maracutaia e os políticos só querem roubar!
  • Não, acho que os políticos são honestos e se importam com o povo.

Comi uma Galinha e Tô Pagando o Pato
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. Até 29/6/2014
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luis Antônio, 931, São Paulo, tel. 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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a toca do coelho leo marinho agnews Com Gianecchini e Maria Fernanda Cândido, peça A Toca do Coelho comemora 100 apresentações

Elenco de A Toca do Coelho celebra cem apresentações com bolo no palco - Foto: Leo Marinho/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O elenco do espetáculo A Toca do Coelho celebrou a centésima apresentação da obra, ocorrida no último sábado (7), na sala Fernanda Montenegro do Teatro Leblon, no Rio.

A peça, que estreou em São Paulo e faz temporada no Rio após circular o Brasil, tem direção de Dan Stulbach.

No elenco, estão Reynaldo Gianecchini, Maria Fernanda Cândido, Selma Egrei, Simone Zucato e Felipe Hintze.

O drama conta a história de um casal que não sabe como lidar com a perda do filho. Leia a crítica.

Quem atua melhor na peça A Toca do Coelho?

  • Selma Egrei
  • Felipe Hintze
  • Simone Zucato
  • Reynaldo Gianecchini
  • Maria Fernanda Cândido

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o comediante Após morte repentina, José Wilker assina direção

Com Ary Fontoura, peça O Comediante tem direção assinada por Wilker - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

José Wilker ainda está presente nos palcos brasileiros.

Apesar de ter morrido repentinamente no mês de abril, aos 69 anos, vítima de um enfarte, a direção da peça O Comediante, em cartaz no Rio, é assinada por ele.

isabel wilker Após morte repentina, José Wilker assina direção

Filha de José Wilker, Isabel Wilker prestigiou a peça nesta segunda (9) - Foto: Leo Marinho/AgNews

A obra, com Ary Fontoura no posto de protagonista, está em cartaz no Teatro Clara Nunes.

Wilker morreu já na reta final dos ensaios da montagem, deixando a equipe desolada.

Após o período de luto, Anderson Cunha assumiu a coordenação da peça e assina a codireção ao lado de Wilker, cujo nome permanece no cartaz.

O enredo apresenta Walter Delon, um ator que está esquecido pelo público há mais de duas décadas.

Aos 81 anos, Ary interpreta o papel no texto do jovem autor Joseph Meyer.

No elenco, ainda estão Angela Rabello, Carolina Loback e Gustavo Arthiddoro.

Você acha que o Brasil esquece seus atores do passado?

  • Sim, o Brasil é um país que não valoriza seus artistas, sobretudo os mais velhos.
  • Não, acho que os atores da antiga ainda são prestigiados.

jose wilker globo Após morte repentina, José Wilker assina direção

José Wilker (1941-2014): ele ensaiou até as vésperas da morte repentina - Foto: Divulgação

O Comediante
Quando: Quinta, sexta e sábado, 21h30, domingo, 20h. 90 min. Até 28/9/2014
Onde: Teatro Clara Nunes - Shopping da Gávea (r. Marquês de São Vicente, 52, Gávea, Rio, tel.0/xx/21 2274-9696)
Quanto: R$ 80 (quinta e sexta) e R$ 90 (domingo e sábado)
Classificação etária: 14 anos

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alexandre frota 1 “Vou falar tudo”, diz Alexandre Frota sobre peça

Alexandre Frota diz que vai abrir o jogo no palco sobre sua carreira - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Alexandre Frota Alexandre Frota está de volta ao teatro, onde começou sua frenética carreira. E resolveu se aventurar no gênero do stand-up com a peça Qual É o Negócio?, em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo.

Frota escolheu um horário para não ter problemas em contar o que quiser: sexta, 23h, e sábado, meia-noite.
Afinal, no texto da obra ele revela boa parte dos bastidores de sua carreira – de galã meteórico da Globo casado com Claudia Raia até quando enveredou para os filmes para adultos e também se tornou diretor de televisão.

Frota sempre teve uma carreira artística única e controversa, que faz de seu nome admirado por uns e odiado por outros. Ou seja, é um dos artistas mais polêmicos do País.

Ele conta que resolveu fazer a peça depois do sucesso do livro-biografia Identidade Frota.

— Vou falar “tudo”, não tenho porque ter papas na língua, o público vai ficar surpreso com a minha história de vida, sempre digo que sou igual a uma fênix, renasço das cinzas.

Ele tem razão.

Qual É o Negócio?
Quando: Sexta, 23h, sábado, 23h58. 60 min. Até 28/6/2014
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luis Antonio, 931, São Paulo, tel. 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Classificação etária: 18 anos

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sesc santos Livro conta história do Sesc SP em fotos

Imagem do Sesc Santos no livro: história institucional contada por meio da fotografia - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Desde a década de 1940, as unidades do Sesc em São Paulo integram o eixo da vida cultural paulista.

sesc2 Livro conta história do Sesc SP em fotos

Capa do livro: Fachada do edifício Alcântara Machado, na rua do Riachuelo, onde funcionou o Restaurante do Comerciário do Sesc, inaugurado em 1959, no centro de SP: na capa do livro - Divulgação

Neste contexto, a instituição é fundamental para o teatro, já que, constantemente, apoia espetáculos de nomes consagrados e também de iniciantes.

Para contar tanta história, nada melhor do que a fotografia. Afinal, ela é quem registra para a posteridade a cara da história.

As Edições Sesc acabam de lançar o livro As Imagens da Imagem do Sesc: Contextos de Uso e Funções Sociais da Fotografia na Trajetória Institucional (R$ 49). A autora é Solange Ferraz de Lima, historiadora da USP (Universidade de São Paulo).

A obra traz retratos marcantes das sedes da instituição e também imagens publicadas em sua revista institucional, que sempre traz a programação das unidades para desfrute de seus sócios.

A garimpagem das fotos não foi tarefa fácil. Isso porque só até o ano 2000, antes das facilidades do mundo atual digital, o acervo do Sesc São Paulo já contava com 70 mil fotografias.

É foto que não acaba mais.

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