fagundes emanuel 3 Entrevista de Quinta: Não tem essa de TV ou teatro, somos todos atores, diz Fagundes Emanuel

Antes da Globo, Fagundes Emanuel fez o CPT de Antunes Filho e a SP Escola de Teatro - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A carinha não engana. O ator Fagundes Emanuel só tem 20 anos. Mas o pernambucano de nascimento e paulistano do coração tem currículo de deixar muita gente por aí de queixo caído. Depois de transitar pelo teatro paulistano, o jovem faz no momento sua primeira novela, Geração Brasil, no horário das 19h da Globo, na qual faz o personagem Mosca.

A trama já lhe traz reconhecimento nas ruas, mas o rapaz mantém o mesmo jeito de menino do teatro que sempre teve. Quem já o viu no bloco carnavalesco Agora Vai, no Minhocão, sabe muito bem. É desencanado e nada deslumbrado. Tanto que pegou o trem para se encontrar com a reportagem do R7 no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, para esta Entrevista de Quinta.

Afinal, Fagundes Emanuel não é só um rostinho jovem da TV: tem trajetória de peso no teatro paulistano. Vindo do projeto Teatro Vocacional no CEU Perus, na periferia da metrópole, logo se enturmou com companhias teatrais de respeito, como a Cia. do Feijão e a Cia. São Jorge de Variedades. Ainda cursou humor na prestigiada SP Escola de Teatro e fez o CPT (Centro de Pesquisa Teatral), de Antunes Filho, atuando na última peça do mestre, Nossa Cidade. A obra foi sucesso de público e de crítica, com o Troféu APCA de melhor espetáculo e o Prêmio Shell de melhor direção em 2013.

À vontade e sempre com um sorriso no rosto, Fagundes deu uma entrevista cheia de sinceridade. Coisa rara nos dias de hoje.

Leia com toda a calma do mundo.

fagundes emanuel 7 Entrevista de Quinta: Não tem essa de TV ou teatro, somos todos atores, diz Fagundes Emanuel

Fagundes Emanuel vive entre o Rio e SP: "São Paulo está no coração" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — Como você foi parar na novela Geração Brasil?
Fagundes Emanuel — Aconteceu por acaso, foi engraçado como se deu, tudo começou quando eu estava numa festa de aniversário de um amigo, que é fundador do Bloco Agora Vai, do qual faço parte em São Paulo. Estava rolando uma roda de samba, e eu tocava pandeiro, foi quando me chegou uma moça e perguntou se eu era músico, respondi a ela que não e disse que sou ator. Ela disse que trabalhava na TV Globo com cadastro de novos atores e perguntou-me se eu poderia fazer um cadastro na Globo São Paulo, pois, estavam procurando atores com o meu perfil.

Miguel Arcanjo Prado — E aí?
Fagundes Emanuel — Passou-se um tempo, um ano talvez, e participei do clipe/curta dirigido pelo Heitor Dhalia da música Moon, do querido Thiago Pethit. Certo dia me ligaram já da Globo Rio, dizendo que tinham me visto no clipe e que queriam fazer um teste comigo. No primeiro momento, recusei, fiquei em dúvida, pois nunca tinha ido ao Rio de Janeiro, perguntei se não haveria a possibilidade do teste ser em São Paulo mesmo, ela disse que não e que os diretores queriam me conhecer e falar comigo, me ver pessoalmente.

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Fagundes Emanuel conseguiu entrar na TV a partir de um convite em uma festa - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — E o que você fez?
Fagundes Emanuel — Eu respondi dizendo que ia pensar e ligaria mais tarde. Pensei dois segundos depois da ligação terminada, e retornei, já comprando as passagens e pedindo o texto do teste [risos]. Fiz o teste e passei.

Miguel Arcanjo Prado — Como foi recebido pelos atores de televisão?
Fagundes Emanuel — Acho que não tem essa distinção de ator de televisão, ator de cinema, ator de teatro, acho que somos todos apenas atores, que se adaptam a cada veículo de forma que sempre mantendo sua essência e sem perder o valor que a arte tem. Da mesma forma que o palhaço se adapta para o palco, o ator se adapta para o teatro de rua, para a televisão, para a praça. Imagino sempre que estou brincando de teatro. Mas respondendo à sua pergunta, fui otimamente recebido por todos, e já de cara fiz amizade.

Miguel Arcanjo Prado — Com quem?
Fagundes Emanuel — Sempre tive a sorte grande de fazer amizades em todos os trabalhos que passo, e dessa vez não foi diferente, logo de cara encontrei um povo lindo de Pernambuco, meus conterrâneos e vizinhos de prédio, os músicos e atores Johnny Hooker, Samuel Vieira e Julia Konrad. Além de Titina Medeiros e Luis Miranda, que é nosso padrinho, no caso nossa grande mãe (Dorothy), dentre tantos outros queridos, que não me deixam sozinho no Rio.

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Fagundes Emanuel começou no teatro no CEU Perus, em São Paulo - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — Por que resolveu ser ator?
Fagundes Emanuel — Não, nunca resolvi ser ator, desde criança brinco disso. Lembro que na pré-escola sempre me vestia de palhaço, ficava fazendo graça, sempre fui o mais levado dos meninos e um dos mais ridículos. Via beleza no ridículo e ainda vejo [risos]. Não foi bem uma coisa que eu escolhi. Aconteceu, e acontece.

Miguel Arcanjo Prado — Você nasceu onde?
Fagundes Emanuel — Nasci em Taquaritinga do Norte, uma cidadezinha do agreste de Pernambuco, pois onde meus pais moravam na época, na vizinha Santa Maria do Cambucá, não tinha maternidade. Não tenho lembranças claras de lá, meus pais foram morar em São Paulo quando tinha mais ou menos dois anos de idade. Fui criado até os 6 anos em Caieiras, município da Grande São Paulo, e vivi a maior parte da minha vida no bairro do coração, em Perus, na periferia de São Paulo capital, no conjunto habitacional Recanto dos Humildes.

Miguel Arcanjo Prado — Do que gostava de brincar quando criança?
Fagundes Emanuel — Acho difícil essa pergunta, porque não tinha uma coisa apenas, brincava de tudo [risos]. Mas, acho o que mais me marcou foi o futebol, as relações, a competição, o jogo, olhos nos olhos, parceria, ódio. Tudo rola num jogo de futebol! Sempre me atraiu também os jogos de tabuleiro e de lógicas,  claro que não poderia faltar os video-games [risos].

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Logo que começou no teatro, Fagundes Emanuel se interessou pela linguagem do palhaço e do humor e resolveu investir nisso - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — Quando e onde começou a fazer teatro?
Fagundes Emanuel — Comecei a fazer teatro aos 13 anos, no CEU Perus (Centro Educacional Unificado), no Projeto Vocacional, um programa municipal que reúne diversos artistas valiosos que dão aulas em equipamentos públicos nas periferias e no centro de São Paulo. Mais uma vez tive a sorte de ter professores, no caso artistas orientadores, como são chamados no projeto, maravilhosos. Considero como minha primeira professora a artista e amiga Paula Klein. No mesmo ano com uma iniciativa do projeto de pesquisar os arredores, e a história do seu bairro, foi quando plantaram a sementinha do teatro em mim. Começamos a pesquisar a história do bairro de Perus e descobrimos uma fábrica de cimento abandonada uma greve que durou sete anos, Queixadas, Pelegos. Um cemitério com vala comum dos
militares da ditadura. Foi inevitável um espetáculo marcante em minha vida! Fizemos com dramaturgia própria uma peça a céu aberto e itinerante chamada A Revolta dos Perus, com o grupo até então amador chamado Grupo Pandora, que fazia parte do Vocacional.

Miguel Arcanjo Prado — Aí você começou a estudar atuação?
Fagundes Emanuel — No ano seguinte ao que comecei a fazer teatro, peguei gosto pela coisa, estava apaixonado não tinha como explicar... Virei, como dizem por aí, "Rato de oficina". Em São Paulo tem muita coisa boa rolando. E assim fui, bebendo de várias fontes, a primeira e acho que uma das mais importantes em minha formação como ator, foi uma oficina que a Cia. do Feijão oferecia nos quatro cantos da cidade: norte, sul, leste, oeste. Que tinha como mote principal: memória e utopia.

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Assim que descobriu o palco, Fagundes Emanuel virou "rato de oficina" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — Bem interessante...
Fagundes Emanuel — Foi maravilhoso tive o prazer de conviver com os artistas incríveis da Cia. do Feijão durante quase um ano, onde o trabalho era bem focado no ator, aprendi muito com minha capitã e querida Vera Lamy. De lá não parei mais, e fui começando a experimentar novas linguagens dentro do teatro, foi quando descobri a máscara do palhaço e o brincante popular, foquei nisso por um tempão! Como não tinha idade pra fazer teatro-escola, fazia o que podia de oficinas.

Miguel Arcanjo Prado — Foi nesta época que você conheceu a turma da Cia. São Jorge de Variedades:
Fagundes Emanuel — Assim que terminei o colégio comecei a frequentar a Cia. São Jorge de Variedades, eles estavam no processo de Barafonda, fui muito bem recebido, me sentia em casa, lá fiz de tudo, de produção a construção de adereços e figurinos, até que entrei na peça e fiz umas participações como músico-ator. Em paralelo tinha meu grupo na época para experimentar coisas que surgiam e já caminhávamos para o profissionalismo.

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Fagundes Emanuel fez Barafonda, da Cia. São Jorge, e toca no bloco Agora, Vai - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — E quando você entrou na SP Escola de Teatro?
Fagundes Emanuel —
Prestei vestibular para a SP Escola de Teatro no curso de Humor, para continuar e fortalecer minha pesquisa no palhaço e humor no teatro. Passei e fiz o primeiro módulo do curso. Foi quando o Raul Teixeira, que é coordenador de sonoplastia na escola e do CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do Antunes Filho, me parou no corredor da escola e me perguntou se eu não queria fazer um teste no CPT. Disse que sim, fiz o teste e passei.

Miguel Arcanjo Prado — Você e seus testes... [risos]
Fagundes Emanuel — O CPT foi o inicio de um processo incrível com duração de quase dois anos, e essa sim foi minha escola de formação profissional. Com a convivência com o mestre Antunes Filho, tive a chance e o prazer de aprender um pouco o método de ator que ele desenvolve no decorrer de sua vida. E, sem dúvidas, ter o privilégio de passar por uma das escolas mais importantes do teatro brasileiro. Só tenho a agradecer!

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Quando recebeu o convite da Globo, Fagundes Emanuel precisou sair da peça Nossa Cidade, de Antunes Filho: ele precisou tomar a decisão que lhe traz certo sofrimento ainda nos dias de hoje - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — Como foi pra você ter de sair de Nossa Cidade para fazer a novela na Globo? Como foi a conversa com o Antunes?
Fagundes Emanuel — Minha conversa com Antunes não existiu, aconteceu tudo tão de repente que acabei não tendo tempo de conversar diretamente com ele, e quando tive tempo, a coragem e a vergonha me impediram... É uma divida amarga que carrego comigo! Saí da peça quando ela estava no melhor momento, estava engatada, tudo rolando, tínhamos acabado de ganhar o APCA, o elenco em harmonia, foi e é uma dor no peito ter que largar um trabalho tão lindo e sensível dessa forma, às pressas. Mas são escolhas, né? Duro, mas é a realidade. Não sei se fiz a escolha certa, mas me arrisquei. Vim experimentar coisas novas e estou tendo a chance de aprender uma nova linguagem, que não é menor ou maior que qualquer outra.

Miguel Arcanjo Prado — O que pretende fazer depois que a novela acabar? Fica no Rio ou volta pra São Paulo?
Fagundes Emanuel —
Ainda não pensei sobre isso, o primeiro pensamento é voltar pra terra da garoa. Talvez, começar um novo projeto, não sei... Vamos com calma, tudo depende, ainda tenho muito tempo. O Rio realmente é encantador. Mas São Paulo está no coração.

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O ator Fagundes Emanuel, aos 20 anos: "Ainda tenho muito tempo" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado — Qual a melhor e a pior coisa de ser ator?
Fagundes Emanuel —
A melhor coisa... Acho que seja essa liberdade de fazer e ser o que quiser, poder transitar por diversos mundos, usando sempre o poder de comunicar algo ao outro, explorar e descobrir. E a pior, não sei se classificaria assim, mas já que esta é a palavra, seria a desvalorização do artista, não é nem do ator, do artista. Tenho tantos amigos que são formados e até mesmo mestres em artes e estão sempre em crise com falta de apoio, isso realmente assombra todos nós, e me deixa muito triste essa instabilidade financeira e de mercado. É realmente cruel e, infelizmente, é uma realidade que não é de hoje. Sempre fomos mambembes. Comendo pão com ovo!

Miguel Arcanjo Prado — O que dá para adiantar do seu personagem em Geração Brasil?
Fagundes Emanuel —
Ah! [risos] Não posso dizer... Tem de ser surpresa!

fagundes emanuel 1 Entrevista de Quinta: Não tem essa de TV ou teatro, somos todos atores, diz Fagundes Emanuel

Fagundes Emanuel: "A melhor coisa em ser ator é transitar por diversos mundos" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

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bichado chorinho toctoc vinganca Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

A partir do alto, em sentido horário: Bichado, Chorinho, Vingança e Toc Toc: quatro sucessos do teatro paulistano estão de volta ao cartaz - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Peça boa precisa de uma segunda chance. Afinal, nem sempre o público paulistano consegue fôlego para acompanhar tudo que está no cartaz. Pois quatro montagens de diferentes estilos que fizeram sucesso junto ao público estão de volta aos palcos. Aproveite a oportunidade!

bichado1 Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Einat Falbel: eleita melhor atriz em 2012 pelos internautas do R7, ela está de volta com Bichado - Foto: Ronaldo Gutierrez

Bichado
O tragicomédia do norte-americano Tracy Letts ganha versão potente pelo diretor Zé Henrique de Paula, do Núcleo Experimental. Em um quarto barato, uma garçonete quarentona e um ex-combatente da Guerra do Golfo se encontram, em um amor explosivo. Ambos, querem fugir de seus fracassos e da solidão. Em 2012, a peça levou três prêmios dos internautas do R7: Melhor Espetáculo, Melhor Diretor e Melhor Atriz, para Einat Falbel, que continua como a garçonete Agnes. Ainda estão no elenco Paulo Olyva, Adriana Alencar, Rodrigo Caetano, Fabio Redkowicz e Felipe Ramos. Quando a solidão é capaz de criar ilusões perigosas.
Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1323, Pinheiros, metrô Sumaré, São Paulo, tel. 0/xx/11 3801-1843). Quarta e quinta, 21h. R$ 40. 16 anos. Até 4/9/2014. Leia a crítica.

chorinho Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Claudia Mello e Denise Fraga levam Chorinho ao palco do Tucarena - Foto: João Caldas

Chorinho
Fauzi Arap, que morreu em 2013, é o autor e diretor, ao lado de Marcos Loureiro, desta peça que é sucesso desde 2007, quando tinha Claudia Mello e Caio Blat no elenco. Agora, Blat é substituído à altura por Denise Fraga. A encenação mostra o encontro de uma aposentada e uma moradora de rua. O contato entre dois diferentes mundos gera enorme reflexão. Um teatro político feito com muito talento e delicadeza.
Tucarena (r. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212). Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50. 12 anos. Até 27/7/2014.

TOC TOC 06 red1 Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Agora na zona norte: sala de espera divertida faz rir o público em Toc Toc - Foto: Tutti Pasqua

Toc Toc
Tem gente que não consegue ter sossego. Este é o mote da peça que aborda a doença TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), sob direção de Alexandre Reinecke, um dos diretores mais produtivos de nosso teatro. Na espera de uma consulta médica, os personagens se encontram e começam a contar seus dilemas, divertindo a plateia. No elenco estão Adriana Fonseca, Andréa Mattar, Didio Perini, Ithamar Lembo, João Bourbonnais, Laura Carvalho, Maitê Diniz e Paula Tonolli. Quando a loucura alheia vira trampolim para o riso.
Teatro APCD (r. Voluntários da Pátria, 547, Santana, metrô Tietê,  São Paulo, tel. 0/xx/11 2223-2424). Sábado, 21h; domingo, 19h; R$ 50 e R$ 60. 14 anos. Até 28/9/2014.

vinganca joao caldas Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Astros do teatro musical, Amanda Acosta e Leandro Luna estão em Vingança - Foto: João Caldas

Vingança
O musical escrito por Anna Toledo é baseado nas canções do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, autor de Nervos de Aço. A peça investe na nossa MPB para conquistar o público com muita paixão em cena, sob direção de André Dias. Na montagem, um amor fogoso entre uma dançarina e um contraventor no começo do século 20. No elenco, estão Amanda Acosta, Leandro Luna, Andrea Marquee, Anna Toledo, Jonathas Joba e Sérgio Rufino. Uma volta aos tempos de amores impossíveis e melodramáticos.
Teatro Jaraguá (r. Martins Fontes, 71, Centro, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-4380). Quarta e quinta, 21h. R$ 40. 16 anos. Até 11/9/2014. Leia a crítica.

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sóentrenós2 Crítica: Com texto de Franz Keppler, Só... Entre Nós é ousada no tema, mas conservadora na forma

Peça Só... Entre Nós aborda o tema da traição e do amor em polêmico triângulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um triângulo amoroso é algo tido como ousado. Mas, todo mundo já viu um. Seja na vida fantasiosa dos palcos ou na vida real, na qual também pipoca em abundância.

Se é tema controverso, torna-se ainda mais, pelo menos pelos padrões morais conservadores da atual sociedade brasileira, quando há uma mulher e dois homens.

Aí mora a ousadia da peça Só... Entre Nós, de Franz Keppler, um dos dramaturgos da nova cena paulistana; escreveu também as recentes Córtex e Divórcio.

Só por subverter o triângulo da ótica machista costumeira o espetáculo já ganha pontos. Ainda mais por usar como referência explícita textos de Caio Fernando Abreu, nosso gaúcho que poetizou o sofrimento solitário na metrópole paulistana. Os prédios ao fundo, sempre espreitam tudo, mas não oferecem ajuda.

Se é ousada no tema, a montagem é conservadora na forma.

Pelo jeito, em vez de jogar gás na polêmica, o diretor da obra, Joca Andreazza, prefere transformá-la em delicadeza e usa um tom quase que reverente para contar a história, excessivamente narrada. Apresenta aqueles três seres humanos com seus amores concomitantes.

Andreazza impõe sua direção, segurando seus atuadores e demonstrando um respeito ao texto que soa excessivo em alguns momentos. Uma pequena dose de ousadia tivesse feito bem à obra e subvertesse um pouco a narrativa desprovida de ação.

O elenco respeita a marcação e faz o que pode. Os movimentos são básicos, quase robóticos. Os atores Marcia Nemer-Jentzsch, Ricardo Henrique e Tiago Martelli são talentosos, mas, se  tivessem ficado mais soltos, talvez conseguissem conversar mais com os sentimentos presentes no texto em sua atuação.

Afinal, um teatro narrativo não precisa ser estático emocionalmente. Pode, e é um alento, ser invadido pelo vigor. Fernanda Montenegro, na peça Viver sem Tempos Mortos, com direção de Felipe Hirsch, deu uma verdadeira lição de como isso é possível.

Só... Entre Nós
Avaliação: Bom
Quando:
Terça, 20h (último dia). Até 15/7/2014
Onde: Espaço Beta do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Com texto de Franz Keppler, Só... Entre Nós é ousada no tema, mas conservadora na forma

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FOTO 04 Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Cena do espetáculo Pièces montées – Le Jour de la Noce & Les Brumes du Lendemain - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um palco crucial para a história do teatro brasileiro. Assim pode ser considerado o tablado do Teatro Aliança Francesa, no número 182 da rua General Jardim, na República, centro de São Paulo.

teatro alianca francesa Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Palco do Teatro Aliança Francesa: muito da história do teatro passou por este lugar que completa 50 anos - Foto: Divulgação

O espaço foi aberto no fatídico mês de 1964, às vésperas do golpe militar de 50 anos atrás. Serviu como base da resistência artística e também completa 50 anos, sempre incentivando a aproximação cultural entre o teatro francês e o brasileiro.

Já passaram por seu palco nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Sérgio Cardoso, Marília Pêra, Antônio Fagundes, Eva Wilma, Regina Duarte, Stenio Garcia e Sandra Corveloni.

Neste ano, uma programação especial comemora o cinquentenário do espaço, com atividades geridas pelo diretor pedagógico-cultural, Marc Boisson, e terá Sérgio Coelho comandado as atividades paralelas, com leituras e debates.

No dia 27 de agosto acontecerá a festa de abertura com uma apresentação especial da peça Não se Brinca com o Amor, de Alfred de Musset, com direção de Anne Kessler, da Comédie Française, em uma montagem com atores brasileiros que estará em temporada entre 5 de setembro e 26 de outubro.  No enredo da tragicomédia de inspiração autobiográfica, a história de Camille e Perdican, dois jovens que predestinados a se casar desde a infância a se casar.

Nos dias 29 e 30 de agosto haverá o espetáculo Conto sobre Mim – Contes sur Moi, uma produção Brasil–Québec, com direção de Julie Vincent: cinco cenas curtas protagonizadas, cada uma, por pares de personagens que vivem em cinco décadas diferentes do século passado.

Ainda tem mais: em única apresentação, no dia 02 de setembro, acontece Pièces Montées – Le Jour de la Noce & Les Brumes du Lendemain, do Théâtre AMAZONE - La Rochelle (França), com direção e adaptação de Laurence Andreini, livremente inspirado em Bourvil, Brecht, Lagarce, passando por Pinter, Brassens e Albee. A trama narra as etapas mais emocionantes da experiência de um casal a partir do momento da escolha de sua união.

alexandre borges estevam avellar Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Alexandre Borges dirige Muro de Arrimo - Foto: Estevam Avellar

O dia 7 de outubro reserva a La Compagnie Théâtre des Hommes, que encena o espetáculo Où on va, Papa?’, com direção de Layla Metssitane. Inspirado no premiado livro homônimo do escritor Jean-Louis Fournier, com certo humor negro, esse conto de fadas às avessas conta relatos de um pai com seus filhos portadores de necessidades especiais.

Sucesso de 1975

Fechando o ciclo de eventos e comemorações, em novembro estreia o espetáculo Muro de Arrimo de Carlos Queiroz Telles, que marcou história no Teatro Aliança Francesa em 1975. Quando estreou, o monólogo deu destaque ao pedreiro Lucas, então interpretado por Antônio Fagundes, com direção de Antônio Abujamra.

Tanto que , na época, recebeu os prêmios Molière e Anchieta de melhor autor para Carlos Queiroz Telles; Molière de melhor direção para Antônio Abujamra e APCA de revelação de cenografia, para o então estreante Elifas Andreato, irmão do ator Elias Andreato.

Nessa nova montagem, o papel do pedreiro Lucas ficará com o ator Fioravante Almeida, e a direção, com Alexandre Borges.

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sabato magaldi foto bob sousa8 O Retrato do Bob: Sábato Magaldi, o imortalFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sábato Magaldi é um dos maiores críticos  e pensadores da história do teatro brasileiro. É considerado a maior referência sobre a obra de Nelson Rodrigues. Desde 1994, ocupa a cadeira 24 da Academia Brasileira de Letras. Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu em 9 de maio de 1927, formou-se em direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e também estudou estética na Sorbonne, em Paris. Começou na crítica teatral no Rio, no Diário Carioca, em 1950. Três anos depois, atendeu ao convite de Alfredo Mesquista para dar aula de história do teatro brasileiro na EAD (Escola de Arte Dramática), em São Paulo, cidade na qual vive e onde foi retratado por Bob Sousa, em sua casa, no bairro Higienópolis. No mesmo período em que começou a lecionar na EAD, foi redator e repórter teatral do Estadão, que tinha como crítico Décio de Almeida Prado. Depois, assumiu a crítica do extinto Jornal da Tarde, onde ficou até se aposentar, em 1988. É doutor pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo) e professor emérito da Escola de Comunicações e Artes desde 2000. É mesmo um imortal.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

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encerramento copa getty Crítica: Encerramento supera abertura da Copa, mas ainda fica devendo

Festa de encerramento da Copa do Brasil 2014: Shakira, com o filho, Alexandre Pires, Carlinhos Brown e Ivete Sangalo no palco do Maracanã - Foto: Getty Images

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A festa de encerramento da Copa do Brasil 2014, neste domingo (13), no Maracanã, foi um pouco melhor do que a fraquíssima abertura no Itaquerão, em São Paulo.

Mesmo assim, passou longe da grandeza das festas populares que o Brasil sabe fazer tão bem e pelas quais é conhecido no mundo inteiro.

Ainda prevaleceu um ar de apresentação de alunos de escola primária, com evoluções fracas e buracos gigantescos no gramado do estádio.

Enxuto, o encerramento foi calcado sobretudo no carisma da colombiana Shakira e da baiana Ivete Sangalo: a primeira, que levou seu bebê para o palco, entoou seu hit extra-oficial da Copa, a segunda, seus velhos sucessos do tipo "tira o pé do chão".

A Acadêmicos da Grande Rio representou o samba, mas sem nenhuma evolução marcante, a não ser as baianas empunhando bandeiras das nações participantes do Mundial. O resto foi o básico que se vê em qualquer destes shows turísticos para gringo ver.

Carlinhos Brown aproveitou bem a exposição ao lado de Shakira e bradou seu "la la la". Alexandre Pires também fez uma apresentação correta, mas nada empolgante.

As coreografias apresentadas foram simples, algo bem longe do excessivo gingado costumeiro do brasileiro.

E, claro, se houvesse o quesito evolução em um possível julgamento da abertura e do encerramento da Copa, certamente haveria eliminação, tamanhos os buracos evidentes. A impressão seria como ver a maioria da escola que ensaiou faltar ao desfile.

Ver a Fifa fazer duas festas com tanta pobreza cênica e falta de criatividade contrasta com o País que sediou a Copa, no qual parte da população já nasce requebrando e até existe um Estado onde ninguém nasce, mas estreia. Mas já foi. Tem gente que não aprende com os erros. Fazer o quê?

Festa de Encerramento da Copa do Mundo do Brasil 2014
Avaliação: Regular
Avalicacao Regular R7 Teatro PQ Crítica: Encerramento supera abertura da Copa, mas ainda fica devendo

encerramento copa getty 2 Crítica: Encerramento supera abertura da Copa, mas ainda fica devendo

Gramado do Maracanã ficou repleto de buracos durante a festa - Foto: Wagner Carmo/STR/Gazeta Press

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leo kildare louback Ator que morou na Alemanha vai torcer pela Argentina na final da Copa do Mundo do Brasil 2014

O ator Léo Kildare Louback na Alemanha: ele vai torcer pela Argentina - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Apesar de ter morado mais de um ano na Alemanha, o ator, diretor e dramaturgo Léo Kildare Louback, da Sofisticada Cia. de Teatro, de Belo Horizonte, revelou ao Atores & Bastidores do R7 que vai torcer pela Argentina. Nesta final de Copa do Mundo no Brasil 2014, neste domingo (13), no Maracanã, ele prefere os hermanos, e explica o porquê. Veja a entrevista:

Miguel Arcanjo Prado — Como foi ver a Alemanha ganhar do Brasil de 7 a 1?
Léo Kildare Louback —
Não vi. Ouvi. E logo recebi algumas mensagens de amigos alemães, que não resistiram e debocharam, me perguntando como eu estava me sentindo. Engraçado. Pra mim, dá igual. Mas interessante ter que responder para amigos sobre a sensação de derrota. Por se tratar da Alemanha, país que tenho imensas afinidades, eu não consigo tampouco ficar triste. É bom ver alemães comemorando em êxtase. Eles lotaram o Brandenburger Tor, em Berlim, festejando. É uma euforia não costumeira de se ver.

hamburgo 2 Ator que morou na Alemanha vai torcer pela Argentina na final da Copa do Mundo do Brasil 2014

Hamburgo, na Alemanha, onde Kildare viveu - Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado —Para quem vai torcer neste domingo?
Léo Kildare Louback — Para a Argentina, pois me solidarizo mais pelos hermanos que pelos Brüder. Sinto-me mais envolvido pela cultura latina seja como for e futebol pertence, assim como todo esporte, à formação de uma cultura. Não legitimo essa rivalidade inventada entre Argentina e Brasil, mas sei que após uma possível vitória e o título, teremos que aprender a administrar nossa momentânea “desvantagem” como derrotados nos campos, para compartir de boas vibrações para nossa vizinha. Além disso, sabe-se, pelo que se pode já observar nas redes sociais, que muita gente vincularia uma possível vitória alemã a questões de caráter político e social, comparando-a com o Brasil, reavivando as Guerras Mundiais, misturando as presidentes e criando uma Angela Rousseff ou uma Dilma Merkel, pra confundir ainda mais nosso país de ideologias nebulosas. Não podemos ter um país europeu desenvolvido como campeão de mais nada, porque o bom exemplo dele vira um descontentamento irracional e pouco analítico de boa parte da população brasileira.

Miguel Arcanjo Prado — Por que você morou na Alemanha?
Léo Kildare Louback — Morei em Hamburgo pouco mais de um ano. Fui em 2008 e voltei em 2009, como parte do meu intercâmbio. Sou formado em Língua e Literatura Alemã pela UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais] e precisava ver por dentro como a estrutura linguística e cultural daquele país se manifestava. Foi determinante sentir essa experiência, no sentido nietzschiano de atravessamento no corpo, para me familiarizar com tudo aquilo que, na universidade, eu só via na teoria.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a principal característica da cultura alemã?
Léo Kildare Louback — Há um distanciamento aparente que os faz serem chamados de frios. Uma vez falei com um amigo de Berlim que os alemães eram frios, mas esquentavam com o tempo. Ele ficou revoltado e disse, que a palavra “frio” significava algo bastante pejorativo para eles, a que eles não gostavam de ser vinculados. Depois fui entender que era outra coisa. Eles demoram a se tornar amigos, mas quando são, é pra toda vida, mesmo.

Miguel Arcanjo Prado —O que você mais gosta na cultura alemã, por quê?
Léo Kildare Louback — O afã das pessoas em geral por adquirir conhecimento. Teatro, óperas, concertos, festivais de música que vão do electro ao erudito, cinema, literatura e ciência se conjugam em um mix de coisas que conduz a sociedade ao esclarecimento, a partir dessa educação que vai além da sala de aula. Saber como forma de bem, para eles é tão ou mais sólido que o patrimônio físico que se possa adquirir. A famosa disciplina alemã é muito baseada nisso, para além da pontualidade ou sinceridade, por exemplo. É uma disciplina que precisa ser adquirida por quem deseja se munir de argumentos e esclarecimento sobre seu país e as questões que perpassam a história e a atualidade do mundo, em geral. É um país onde o acesso aos bens imateriais é de extrema relevância para o bem-estar dos que ali vivem, inclusive os estrangeiros.

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bonner poeta Globo joga culpa do fracasso do Brasil na Argentina

Bonner bufa na bancada do Jornal Nacional após Argentina chegar à final - Foto: Reprodução/Globo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo foi deplorável. Com o mocinho da história se revelando vilão para seus fãs, desmontando sonhos e expectativas de glória.

A seleção brasileira encerrou, neste sábado (12), sua participação na Copa do Mundo do Brasil 2014 de forma deplorável. O quarto lugar depois de deixar a Holanda fazer 3 a 0 já nem assustou a cansada torcida brasileira que viu, na terça (8), seu país perder de 7 a 1 para a Alemanha nas semifinais do Mundial.

O que chama a atenção nos últimos dias, tanto quanto nossa vergonhosa seleção, é o intuito da Globo em jogar parte da culpa da mediocridade apresentada pelo nosso futebol nas costas da Argentina. Mesmo que isso não faça nenhum sentido.

A tática da Globo, que detém os direitos de transmissão do futebol brasileiro, é clara: empurrar a revolta que brasileiros estão tendo de sua própria seleção para os hermanos. Assim, tenta preservar o que ainda sobra de seu bem precioso, com o qual tanto dinheiro ganha. Para não perder seu público cativo, a Globo faz a baixeza de culpar que não tem culpa nenhuma.

Nestes últimos dias, a emissora, parceira de longa data da CBF e da Fifa, passou dos limites em atuações questionáveis de sua equipe. No dia em que a Argentina foi classificada, como noticiou a colunista do R7 Fabíola Reipert, o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, rompeu o padrão do próprio noticiário que afirma ser imparcial, ao emitir opinião clara sobre uma notícia sem usar o formato de editorial. Usou seu espaço privilegiado para dizer, como se estivesse em uma mesa de bar, que não gostou da Argentina ter chegado à final. Sua colega de bancada, Patrícia Poeta, no mesmo dia, seguiu seu editor-chefe, e abriu o JN dizendo: "A dor de nossa derrota é agravada por nossos rivais".

Como bem observou o colega jornalista Mauricio Stycer, a Globo manipulou, inclusive, a fala de nosso craque Neymar, quando, para surpresa da emissora, ele afirmou que vai torcer para a Argentina ganhar a Copa do Brasil, porque é amigo de Messi e Mascherano. O mesmo Jornal Nacional editou a fala para que parecesse exatamente o contrário do que ele disse.

Afinal, na visão da Globo, o vilão da Copa não é nossa fraca seleção, tampouco seu técnico, Felipão, desde o começo colocada por ela nos papéis de mocinhos. A emissora já escalou há muito tempo o malvado desta história: a Argentina. E, pelo jeito, não pretende mudar seu roteiro do espetáculo às vésperas de cair o pano.

brasil3 Globo joga culpa do fracasso do Brasil na Argentina

Holanda faz o segundo gol em cima do Brasil em Brasília, neste sábado (12); final foi de 3 a 0 para os europeus, o que nos deixou no quarto lugar da Copa realizada em nossa casa - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

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divulgação  Cogitação Feita de Farinha Leite e Ovos Relatos de sonhos de artistas viram peça em SP

Peça com artistas saídos da ELT está em cartaz em São Paulo até 3/8 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Imagine só um grupo que se reúne todos os dias para contar o que sonhou na noite anterior. Foi mais ou menos assim o processo criativo da peça Cogitação Feita de Farinha, Leite e Ovos, que está sendo encenada na Casa Livre, em São Paulo.

Os artistas, todos saídos da Escola Livre de Teatro de Santo André, no ABC Paulista, misturaram variadas linguagens artísticas a seus sonhos: entrou na jogada o teatro físico e a linguagem do palhaço.

A obra traz dois trabalhadores em situações distintas. Um, chamado de Sonhador, não dorme para vender suas horas de trabalho e tentar comprar sonhos. Já o outro, Morfeu, quer fazer uma revolução e tomar o poder.

A peça teve colaboração de Pedro Mantovani e do diretor Luís Fernando Marques, o Lubi do Grupo XIX de Teatro.

A montagem integra o projeto Festival Pé Dentro, Pé fora, criado pela atriz Cibele Forjaz para expor trabalhos de atores iniciantes na carreira.

No elenco, estão Daniel Gregório, Jonathan Well e Karen Lenv. Esta última é também a autora do texto.

Cogitação Feita de Farinha, Leite e Ovos
Quando: Sábados e domingos, às 19h. Até 3/8/2014
Onde: Casa Livre (rua Pirineus, 107, Barra Funda, São Paulo, 0/xx/11 3257-6652.
Quanto: R$ 16
Classificação etária: 14 anos

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coluna sala de estar Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Sala de Estar tem seis segredos revelados ao público - Foto: Marco Aurélio Olímpio

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Conta tudo!
O Grupo Sobrevento estreia nova peça em 19 de julho em São Paulo. Sala de Estar fica em cartaz até 31 de agosto, em sua sede, na rua Coronel Albino Bairão, 42, na Mooca. E o melhor: de graça. Sábado e domingo, 18h e 20h. Em cena, seis atores revelam seis segredos inconfessáveis. Promete que não conta pra ninguém!

Agenda Cultural

samira lochter Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A atriz Samira Lochter conseguiu ingresso para ver o novo espetáculo de Bob Wilson - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Correria
Muita gente tentou. Mas nem todos conseguiram comprar entradas para a nova peça de Bob Wilson em São Paulo.

Frenesi
Todo mundo quer ver o bailarino russo Baryshnikov e o astro de Hollywood Dafoe no palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros. Tem gente que está até passando mal.

Ufa!
A quem interessar possa, após árdua luta, a atriz Samira Lochter conseguiu seu ingresso para ver The Old Woman - A Velha. Parabéns.

O diretor
Mudança de planos. Agora é Fabio Mazzoni quem vai dirigir a nova peça da diva cubana Phedra D. Córdoba. Vai dar o que falar...

rita gutt eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Rita Gutt como Sally Bowles no musical Cabaret, com direção de André Latorre - Foto: Eduardo Enomoto

A vida é um Cabaret, meu bem...
A atriz Rita Gutt, que canta melhor do que muita gente importante por aí, voltará a interpretar a diva Sally Bowles. O musical Cabaret volta em agosto no Espaço Cia. do Pássaro, no centro de São Paulo. O primeiro mês da temporada será com o mesmo elenco que fez sucesso na montagem um ano atrás, aquele que tinha filas gigantes na porta do Teatro Ruth Escobar.

Riso farto
A comédia Manual da Bisca volta ao cartaz para terceira temporada em São Paulo no dia 24 de Julho. Na estreia, vai comemorar a centésima apresentação. Ficará até 9 de outubro, no Teatro Maria Della Costa, na Bela Vista, sempre às quintas, 21h. Mais de 60 mil pessoas já viram o espetáculo.

Festa julina
A Casa Cult, que anda arrebentando em Ipatinga, no Vale do Aço Mineiro, faz seu primeiro arraial neste sábado (12). Começa às 19h, em frente ao  Teatro Zélia Olguin (av. Itália, 1.890, Cariru, Ipatinga). Se a coluna pudesse, marcava presença.

cleo de paris foto bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cléo De Páris diz que, após torcer contra o Brasil, pode fazer vilã na TV - Foto: Bob Sousa

A malvada 1
A atriz Cléo De Páris torceu tanto contra o Brasil na Copa que deu certo. O País tomou de 7 a 1 da Alemanha e ficou fora do título do Mundial. Agora, ela diz que já está preparada pra fazer sua primeira vilã televisiva.

A malvada 2
Falando nisso, Cleozinha está com Marilyn Monroe na cabeça. E cita a diva hollywoodiana: "Tenho pecados, mas não sou o diabo. Sou boa, mas não um anjo". Danada.

juliana sanches Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A atriz e diretora Juliana Sanches: nada de rivalidade entre Brasil e Argentina - Foto: Divulgação

Viva a América Latina 1
Sobre o fim de semana de Copa, Juliana Sanches, atriz e diretora do Grupo XIX de Teatro, manda avisar: "Vou torcer muito para o Brasil no sábado. E, domingo, torcerei para a Argentina". Faz muito bem.

Viva a América Latina 2
Julianinha está dirigindo um novo espetáculo do XIX sobre a América Latina, com estreia prevista para setembro. Vai se chamar América Vizinha. Aguardemos.

Mi Buenos Aires Querido
A quem está com ódio mortal da Argentina, porque nos ultrapassou em nossa própria Copa, o ator Tadeu Ibarra tem uma opinião inquestionável: "Essa rivalidade toda é mentira que eu sei... Na primeira promoção da Gol vai todo mundo pra Buenos Aires tomar vinho, comer alfajor e dançar tango". Alguém duvida?

0800
A temporada da peça Reino, no Teatro do Sol, em Santana, é grátis no mês de julho.

Oh, Minas Gerais!
A frase é de Josie Jerônimo, jornalista mineira radicada em Brasília e que sabe tudo de tudo: "Mineiro é tão bairrista, mas tão bairrista, que usa o jingle da Rádio Itatiaia como toque do celular".

cazuza musical Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Emilio Dantas: nome foi aprovado pelos pais de Cazuza para o musical - Foto: Divulgação

Cazuzado 1
O diretor João Fonseca diz que não teve dúvidas em escolher o ator Emílio Fonseca para viver Cazuza, no musical que estreia dia 18 no Teatro Procópio Ferreira. "Desde o começo, achava que ele era o ator ideal", confessa.

Cazuzado 2
Apesar da resolução do diretor, o nome precisou passar pelo crivo de João e Lucinha Araújo, pais de Cazuza. Em tempo: o musical foi a última grande homenagem ao filho que o pai do músico viu, ainda na temporada carioca. Ele morreu em novembro do ano passado. Pai e filho verão do céu a estreia paulistana.

Bate cabeça
O ator Vinicius Piedade encarna um publicitário que perde a memória até o fim do mês no monólogo Identidade (...). No Teatro da Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis. Sábado, 20h30, e domingo, 18h30. Entrada a R$ 40 a inteira. Estão todos convidados.

Força e dor
Nenhuma forma de amor pode ser proibida. Quem vê o espetáculo de dança Bent - O Canto Preso fica por dentro disso de uma forma mais do que poética. A coreografia da Cia. Carne Agonizante tem no palco uma contundente mistura de nazismo e homossexualidade. De 17 de julho a 3 de agosto, no Kasulo, que fica na rua Souza Lima, 300, na Barra Funda, em São Paulo. E o melhor: é de graça e tem sessão quinta, sexta e sábado, 21h, e domingo, 20h. Vai, gente!

coluna bent1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Guerra, homossexualidade e nazismo: temas fortes na dança da Cia. Carne Agonizante - Foto: FK

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