montagem teatro Ana Paula Grande e Lucas Andrade são Musa e Muso do Teatro R7 de agosto de 2014

Ana Paula Grande e Lucas Andrade são Musa e Muso do Teatro R7 - Foto: Divulgação e Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após uma semana de votação acirrada, o internauta escolheu a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto de 2014.

A atriz Ana Paula Grande e o ator Lucas Andrade foram os eleitos pela maioria do público.

Ana Paula Grande é atriz da peça Tem Alguém que Nos Odeia, em cartaz no Teatro da Livraria Cultura do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Ela, que é brasiliense radicada na capital paulista, obteve 10.779 votos, ou 42,5% da votação feminina.

Em segundo lugar ficou Cintia Fer, atriz de Cabaret, o Musical, em cartaz no Espaço Cia. das Artes, em São Paulo, com 10.447 votos, ou 41,2% do total.

Já Lucas Andrade é ator da peça Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada, do Teat(r)o Oficina, de São Paulo. O paulistano obteve 1.957 votos, o que corresponde a 42,1% da votação.

Em segundo lugar, ficou Gabriel Staufer, ator de O Grande Circo Místico, em cartaz no Theatro NET São Paulo, com 1.724 votos, o que corresponde a 37,1% da votação.

Em breve, você verá os vencedores aqui no blog.

Parabéns aos ganhadores e a todos que concorreram!

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la tristura materia prima Cinco peças do Mirada sobem a serra rumo a SP

Pré-adolescentes falam texto de adultos na peça espanhola Matéria Prima: curtíssima temporada no Teatro Anchieta do Sesc Consolação nesta terça (9) e quarta (10) no Extensão Mirada em SP - Foto: Mário Zamora

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Santos

Não só os moradores da Baixada Santista podem ter acesso a peças do Mirada 2014, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos.

A mostra, que vai até o dia 13 com 40 peças de 12 países, selecionou algumas montagens para subirem a serra e conquistarem palcos da capital paulista e de unidades no interior de São Paulo.

A partir desta terça (9) começa a programação do Extensão Mirada, com cinco diferentes peças até 21 de setembro em cinco unidades do Sesc São Paulo: Bom Retiro, Campo Limpo, Consolação e Pompeia, na capital, e São José do Rio Preto, no interior.

Estão na programação viajante as peças Matéria-Prima/Espanha (Sesc Consolação, dias 09 e 10/09), El Husar de la Muerte/Chile (Sesc Campo Limpo, dia 14/09), SPAM/Argentina (Sesc Bom Retiro, dias 17 e 18/09), El Vientre de la Ballena/Colômbia (Sesc São José do Rio Preto, dia 17/09); Sesc Pompeia dias 20 e 21/09) e La Imaginación del Futuro/Chile (Sesc Consolação, dias 24 e 25/09).

Os ingressos do Extensão Mirada custam de R$ 12 a R$ 40.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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Utopia Foto Dani Sandrini 3614 Crítica: Maria Pagés põe fogo no palco do Teatro Coliseu com flamenco contra a caretice do mundo

Maria Pagéns dança no Teatro Coliseu, em Santos, durante o Mirada 2014: em seu corpo a dança flamenca ganha contornos inimagináveis, como as da das curvas no concreto de Oscar Niemeyer - Foto: Dani Sandrini

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O vermelho que envolve o corpo da bailarina Maria Pagés é um grito de resistência contra a morte da utopia. Afinal, se não há mais a possibilidade de se sonhar com algo melhor, o que nos resta?

No corpo de Pagés, a dança flamenca ganha contornos inimagináveis tais quais os das curvas propostas no concreto do arquiteto Oscar Niemeyer, com o qual dialoga no espetáculo Utopia, um dos destaques do Mirada 2014, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos realizado pelo Sesc São Paulo até o próximo dia 13.

Na montagem, a coreógrafa e bailarina espanhola e seu grupo investigam os limites da ideologia impossível no embalo da onda que se ergueu no mar. O espetáculo, apresentado diante de um boquiaberto Teatro Coliseu, em Santos, no último fim de semana, é um convite ao sonho que não pode ser esmagado pela realidade mesquinha e conservadora.

Marcha careta

Ela faz isso muito bem ao substituir uma marcha militar repleta de caretas medonhas por samba solar. É um samba de beira de praia, acompanhado de forma vibrante pelos bailarinos. É a forma de Pagés dialogar com o Brasil e a cidade que a recebe.

O espetáculo assume nuances distintas. Vai do fogo puro a momentos de introspecção. E mesmo após o samba, no Brasil praticamente o fim de tudo, ela consegue voltar a momentos mais densos, um grande feito.

A música, executada ao vivo por Ana Ramón, Chema Uriarte, Fred Martins, José Fyty Carrillo, Juan de Mairena, Rubén Levaniegos e Sergio Menem enche ainda mais a dança de sentido em um diálogo que atinge diretamente o coração do espectador, tudo sob o comando de som minucioso de Albert Cortada.
 
Bailarinos entregues

Maria Pagés, que não é boba, além de ter José Barrios como assistente coreográfico, faz questão de ser cercada de um time de bailarinos cheios de paixão e que merecem ser nomeados: Eva Varela, José Barrios, José Antonio Jurado, Isabel Rodríguez, Maria Pagés, Paco Berbel e Rubén Puertas.

Juntos formam um conjunto coeso e entregue, merecedor dos aplausos fartos no final da obra e que enganaram até o operador da cortina do Teatro Coliseu, que teimou em fechá-la antes do tempo correto do fim da obra na sessão vista pelo R7. Mas nada que a força de Maria Pagés e seu grupo não tirassem de letra.

Utopia
Avaliação: Ótimo
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Maria Pagés põe fogo no palco do Teatro Coliseu com flamenco contra a caretice do mundo

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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patricia moreira leite racista Opinião: Torcedora do Grêmio é racista e criminosa

Patrícia Moreira da Silva, torcedora do Grêmio, é racista e merece punição exemplar da Justiça: ela convence muito mais quando exibe seu ódio racial do que quando encena choro de falso arrependimento - Foto: Reprodução


Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A torcedora racista do Grêmio, Patrícia Moreira da Silva, é péssima atriz. Daquelas que o choro não convence. Muito pelo contrário, ela convence muito mais quando demonstra seu ódio racial de forma genuína diante das câmeras de TV, do que quando encena um chorar arrependido para as mesmas câmeras, após ensaio apressado de seu advogado.

A moça que chamou o jogador do Santos Aranha de "macaco" pelo fato de ele ser negro não é vítima. É racista e criminosa, como diz a Lei.

O ladrão que lhe roubou ou o assassino que matou um parente seu merece que o crime seja esquecido pela Justiça porque, orientado pelo advogado, fez um teatro de quinta categoria frente às câmeras dizendo-se arrependido?

A Justiça deve ser imune a emoções baratas, forjadas. Aranha, o jogador do Santos que foi vítima da moça racista, está certo em exigir Justiça. Afinal, como a gente aprende de pequeno, quem perdoa é Deus.

Apesar do choro copioso, a tal moça não está nada arrependida do que fez, tanto que continua afirmando que “não é racista”. Ela está, isso sim, é com saudade da vida tranquila que tinha, onde podia ser racista sem ninguém perceber.

Se ela tivesse o mínimo de dignidade, admitiria que é racista, sim. Porque é. E isso está comprovado. Ela não xinga jogador branco de macaco, mas, sim, um jogador negro.

O advogado da gremista Patrícia Moreira da Silva diz que chamar um negro de macaco no contexto do futebol não é racismo. Como assim? O futebol paira acima da Constituição? No raciocínio bizarro que tenta emplacar, os alemães que mataram judeus no contexto do nazismo não são criminosos? Tenha dó.

O ódio racial que Patrícia Moreira da Silva demonstrou é exemplo do racismo velado que vivemos no Brasil, onde todo mundo diz: "imagina, não sou racista, até tenho um amigo negro". Contudo, muitos por aí colocam suas manguinhas racistas de fora quando, em uma situação de tensão, resolvem utilizar a pigmentação na pele de alguém como xingamento.

Neste país colonizado chamado Brasil, que cultua desde sempre os que têm aparência europeia em detrimento àqueles claramente descendentes dos índios dizimados ou dos negros que vieram nos desumanos porões dos navios negreiros, predomina a hipocrisia de não se aceitar o racismo exercido no dia a dia. Ele existe, sim, tal qual foi captado pelas câmeras de TV no estádio de futebol. E encará-lo de frente, e não tentar amenizá-lo com choro, é o primeiro passo para se acabar com ele.

E o pior de tudo: em vez de se dar punição exemplar para a racista Patrícia Moreira da Silva, até porque existe uma lei que criminaliza o racismo neste País, parte da sociedade e até mesmo da própria imprensa sai em defesa da moça depois de seu choro treinado pelo advogado, querendo torná-la uma pobre coitadinha. Coisa que sua imagem de ódio exibida pela TV deixou claro que não é.

Patrícia Moreira da Silva é racista e pedir perdão não basta. Ela precisa ser punida exemplarmente, para, quem sabe, aprender que ela é tão descendente de macacos quanto qualquer pessoa que lhe ocorra xingar. Para aprender que os seres humanos precisam ser respeitados com igualdade e que não se pode utilizar de forma baixa e criminosa a etnia de ninguém - nem também a sexualidade - como forma de xingamento. O Brasil precisa entender que é um país multicultural, multiétnico e diverso sexualmente e que não deve mais tolerar gente como ela, que só traz vergonha, atraso e indignação.

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en borrador mirada Paraguai tem sede de ver e ser visto no Mirada

O ator paraguaio Silvio Rodas, durante sessão de Entre A y B em Santos - Foto: Paola Irún

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

Fazer teatro no Paraguai não é tarefa fácil. Mas eles resistem. O En Borrador Teatro en Construcción é o representante deste país na terceira edição do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, o Mirada.

O grupo apresentou no último fim de semana a peça Entre A y B (Entre A e B), na Casa da Frontaria Azulejada, prédio histórico do centro santista. A obra é um espetáculo de costumes que faz uma ponte entre o Paraguai do começo do século 20 com o dos anos 1970. O público, itinerante, acompanha o percurso da história, um jogo entre os atores baseado na teoria de seis graus de separação entre qualquer ser humano.

O projeto é idealizado por Paola Irún, responsável pela versão final da dramaturgia – feita em colaboração com o elenco – e pela direção.

Carlos Spatuzza, diretor de arte da obra, conta que foi preciso um processo de reconhecimento do novo espaço no centro histórico de Santos para adaptar a encenação ao lugar.

“Trabalhei o tempo todo com eles, durante o desenvolvimento da peça. Elementos figurativos e reais vão se sobrepondo. Precisei recorrer toda a Casa da Frontaria Azulejada, que é um lindo lugar, para ambientar a peça aí”, explica à reportagem.

A construção da peça exigiu trabalho de dois meses, com seis horas diárias de trabalho em meio a muita improvisação. A viagem ao Brasil contou com um contratempo: o ator Héctor Silva não pode viajar e precisou ser substituído por Nelson Videros.

Ver e ser visto

Silvio Rodas, ator do grupo, diz ao R7 que estar em Santos é importante para eles. “O teatro do Paraguai ainda não tem tanta saída internacional quanto sua música ou suas artes plásticas”, explica.

E diz que é uma resistência viver da arte em Assunção. “Produzimos muito, mas falta continuidade dos espetáculos. Temos pouco público e as temporadas não costumam durar muito. Sair do Paraguai é importante para vermos e sermos vistos”, define.

Rodas parece saído dos anos 1970 para os dias atuais, com sua calça de tecido mole e a bolsa de pano à tiracolo. Ele conta que o grupo viajou em 2012 para Nova York, com a peça Versión 6. Neste ano, com Entre A e B, estiveram também no México, em maio.

Como as sessões da peça da trupe já terminaram, agora os meninos do En Borrador se dedicam até quinta (11) a uma residência artística com o grupo [ph2] estado de teatro, de São Paulo. Investigam o ano de 1985, objeto do trabalho conjunto.

“Estamos compartindo experiências. Há muito entusiasmo. Quem sabe isso não se torne um espetáculo em parceria mais para frente?”, aposta Rodas.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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adanias sousa bob sousa O Retrato do Bob: Adanias Sousa, o persistenteFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Adanias Sousa faz o possível para estar em cena. E o impossível também. Atualmente, vive o judeu Herr Schultz em Cabaret, o Musical, que faz temporada gratuita até o fim do mês, com direção de André Latorre, no Espaço Cia. do Pássaro, em São Paulo. Graduado em artes plásticas, tem pós-graduação em artes cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Já dirigiu também o musical Gota D'Água. Além de estar no palco, também cumpre as funções do cargo de secretário de Cultura de Cajamar, município da Grande São Paulo. E ainda encontra tempo para integrar o Coral da Cidade de São Paulo. É, realmente, um persistente.

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modernos Quinteto moderninho chama a atenção no Mirada

A partir da esq.: Felipe, Ametônyo , Túlio, Gabriela e Isabela chamam a atenção do público do Mirada 2014 com seu visual moderninho; eles poderiam ou não ser uma banda de punk-rock em um filme de Almodóvar dos anos 80? - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

No prédio da Casa da Frontaria Azulejada, no centro histórico da cidade de Santos, um quinteto de  moderninhos chama a atenção de quem acaba de sair da sessão do espetáculo Entra A e B, do grupo paraguaio En Borrador Teatro en Construcción, que integra a programação internacional do Mirada 2014, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos.

Os cinco jovens amigos têm ares de quem acabou de sair daquele filme Pepe, Lucy, Bom y Otras Chicas del Montón, de Pedro Almodóvar, de 1980 - se não viu ainda, corra pra ver.

Exibem cada qual um visual punk-artístico que, combinados, formam um conjunto de forte poder visual. Poderiam ser uma banda de punk-rock de sucesso, se não estivéssemos nos tempos de funk e sertanejo universitário nas paradas de sucesso.

A reportagem quis conhecer melhor os meninos. São o ator paulista Felipe Rocha, o ator paraibano Ametônyo Silva, o bailarino catarinense Túlio Rosa, a atriz santista Gabriela Moraes e a bailarina paulista Isabela Gonçalves.

Felipe está trabalhando nas atividades formativas do Mirada, ao lado de Cibele Forjaz. Ametônyo faz artes cênicas na USP (Universidade de São Paulo) e está conhecendo o festival. Túlio, por sua vez, entrou de carona no carro que descia a serra e está descobrindo tudo. “É minha primeira vez no Mirada, minha primeira vez em Santos, meu primeiro dia, minha primeira peça. Simplesmente entrei no carro e estou aqui”, explica.

Já Gabriela, que também estuda artes cênicas na USP, faz as vezes de anfitriã, já que é nativa da cidade. “Vim em todos os Miradas”, diz, toda experiente. “Acho um festival muito relevante para a cena cultural brasileira”, decreta.

Já Isabela, a ruivinha de cabelo raspado do lado, conta que é de Presidente Prudente, mas mora em São Paulo. Ela também estreia no festival teatral que movimenta a Baixada Santista até o dia 13 de setembro. “Já tinha vindo na Bienal da Dança e quis conhecer o festival de teatro. Tenho amigos se apresentando. Vamos ver como é que é”.

A reportagem encerrou o bate-papo – até porque eles precisavam entrar na fila para ver outra peça, a paulista Stereo Franz – dizendo que eles deveriam montar uma banda urgentemente. Pelo menos visualmente, já estão prontos. Eles sorriram e responderam: Quem sabe?

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

 

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ricardo tabarro foto miguel arcanjo prado Dramaturgo misterioso intriga público do Mirada

Ricardo Tabarro: peças escritas durante o Mirada 2014 - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

Um senhor, elegantemente vestido com um terno cinza, chama a atenção de quem passa pelas mesinhas do café à beira da piscina do Sesc Santos. Artistas e público que estão no Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, logo o percebem, apesar de toda a sua discrição.

O homem sempre está com uma agenda do ano de 2010 e um caderninho de folhas pautadas, no qual escreve sem parar suas anotações com um lápis preto. Sempre com a mão esquerda. É canhoto.

Muita gente se pergunta: o que tanto ele escreve?

A reportagem, curiosa, quer saber quem ele é. Simpático, conta que se chama Ricardo Tabarro, que é descendente de italianos que vieram para São Paulo. Há três anos mora em Santos, com a irmã. Afirma ter 58 anos.

Diz que faz questão de acompanhar o Mirada, porque também é artista. “Sou escritor de peça de teatro”, afirma.

Ele ainda conta que teve um passado de glória. E que fez o filho de Sérgio Cardoso e Dina Sfat em uma novela na extinta TV Tupi. E de Paulo Goulart e Nicette Bruno também, segundo ele. E afirma que foi ao enterro de Sérgio Cardoso, onde viu uma cena inesquecível. “Eu vi ele se mexer no caixão”, declara, antes de voltar, compenetrado, aos seus escritos.

*Colaborou Fabiana Maly. O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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2014 09 06 Banhos Roma Foto Dani Sandrini 3456 Vida de boxeador decadente é pretexto para atores mexicanos refletirem mazelas de seu país no Mirada

Jorge León e Viany Salinas em cena de Baños Roma (Banhos Roma): história de lutador do México vira ponte para descortinar realidade do norte do país - Foto: Dani Sandrini

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Santos

Os mexicanos do Teatro Línea de Sombra já chegaram ao Mirada 2014 como um dos destaques do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo na Baixada Santista até o próximo dia 13.

Se em 2012, causaram frenesi com Amarillo, obra na qual revelaram os horrores da imigração ilegal entre México e Estados Unidos. Desta vez, na peça Baños Roma (Banhos Roma), investiga uma figura mítica do box mundial: José Ángel Nápolis, ou apenas Mantequilla, apelido que consagrou o lutador cubano naturalizado mexicano.

No presente, Mantequilla refugiou-se em Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, em pleno deserto, desprovido da opulência dos tempos de outrora.

Com o pretexto de se aproximar desta figura pop emblemática de seu país, o grupo se aproxima de um universo bem maior de questões que vão além da história do boxeador que chegou a ser amigo de Alain Delon. Para o público brasileiro, Mantequilla poderia ser um Maguila dos dias atuais ou um Anderson Silva no futuro.

Relatos e tecnologia

Baños Roma vai na mesma linha estética de Amarillo: um teatro narrativo, com pitadas de documentário, mergulhado em um mar tecnológico acrescido de imagens poéticas, em uma descontrução pós-dramática.

E é nessa desconstrução que a construção da história se faz presente, na mistura dos relatos pessoais do elenco no palco à investigação da história do boxeador. Afinal, como dizem os artistas em cena: "quando uma história é contada ela já está alterada". Ou "as fotografias não mentem, tampouco revelam a verdade".

O embate que faz a peça ser vibrante e mantém a atenção do espectador durante toda a encenação. O elenco surge em um registro sem afetações, o que contribui ainda mais para dar peso à obra.

Alicia Laguna, uma potente atriz, se junta a Jorge León, ator que também já lutou boxe, Malcom Vargas – grafiteiro que faz uma simples e impactante cena na qual conta seus embates com os policiais de Ciudad Juarez durante a pesquisa para a peça, Viany Salinas – com sua voz diminuta, mas presente - e Zuadd Atala compõem o elenco, que conta ainda com o cantor Jesús Hernandez, com sua voz gutural já conhecida do público santista.

Revelações

Mais do que revelar a história de Mantequilla, Baños Roma descortina o processo pelo qual a peça foi feita, sem que isso soe chato ou apenas um exercício de ego, como é muito comum no teatro pós-moderno.

Tudo o que eles contam no palco tem peso e beleza artística, ademais de criarem imagens repletas de poesia enquanto fazem seus relatos.

Baños Roma que titula a peça na verdade é o clube social da cidade, que já viveu tempos de glória no passado, e hoje se tornou um lugar decadente. Uma analogia à própria história do boxeador Mantequilla, que hoje apenas fuma em frente à sua casa na cidade, e também à história de Ciudad Juárez, uma terra de ninguém, onde o medo está por perto.

Ao contar a saga para revelar Mantequilla, os atores do Línea de Sombra desvendam um pouco de si e, sobretudo, expõem parte das agruras de uma região do México entregue nas mãos dos traficantes e onde o direito básico de ir e vir precisa ser justificado a cada instante. Como em muitos lugares deste nosso Brasil.

Baños Roma (Banhos Roma)
Avaliação: Muito bom

Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Vida de boxeador decadente é pretexto para atores mexicanos refletirem mazelas de seu país no Mirada

Entrevista: Jorge León e Viany Salinas, atores de Baños Roma

R7 conversou com exclusividade com os atores mexicanos Jorge León e Viany Salinas, da peça Baños Roma (Banhos Roma), do Teatro Línea de Sombra, apresentada no Mirada 2014. Leia o bate-papo:

Miguel Arcanjo Prado – Jorge, você também é boxeador?
Jorge León – Comecei sendo ator antes de ser boxeador. Topei com um projeto que me exigiu aprender boxe. Aí lutei cinco anos. Fiz 21 lutas, obtive 18 vitórias, um empate e duas derrotas.

Miguel Arcanjo Prado – Então, você entrou no projeto por isso?
Jorge León – Também. Fiz teatro na Universidade Nacional Autônoma do México e fui aluno do Jorge Vargas [diretor do Teatro Línea de Sombra]. Comentei com ele que havia lutado boxe e ele me chamou para fazer este projeto. O mais curioso é que minha mãe, a atriz Sonia León, fez uma fotonovela com o Mantequilla em 1974. Então, foi uma coisa do destino.

Miguel Arcanjo Prado – Você também é do norte do México, lugar onde se passa a peça?
Jorge León – Sim, sou de Hermosillo Sonor. Há 15 anos vivo na Cidade do México. O norte do país foi isolado na guerra do narcotráfico. É a região mais violenta do país. Regressar ao norte para mim foi regressar às minhas origens.

Miguel Arcanjo Prado – O processo investigativo da peça foi complicado?
Jorge León – Nos passaram muitas coisas nestes dois meses que estivemos em Ciudad Juarez. Aí, um dia, no hotel, nos demos conta de que era tudo muito maior do que havíamos pensado no começo. É uma cidade onde tudo se sabe e havia muita desconfiança em relação ao nosso trabalho. Chegamos a receber ameaças por telefone. A obra fala de tudo o que nos sucedeu buscando contar a história de Mantequilla.
Viany Salinas – Eu não fui à viagem e soube de tudo por eles. E resolvemos colocar isso também na peça. As coisas aconteceram de uma maneira não planejada. Surgiram coisas surpreendentes no processo desta peça que precisavam ser contadas no palco.

Miguel Arcanjo Prado – Viany, você esteve no Mirada em 2012. Como é voltar para o festival?
Viany Salinas – Estivemos com Amarillo em 2012, o Jorge nesse ano veio também, mas com Incêndios. Acho que o Amarillo abriu portas para o grupo no mundo todo, inclusive aqui no Brasil. Tivemos muita sorte. Acho que este convite para voltar é sinal de que acreditam no nosso trabalho. Ficamos muito felizes com isso.

Miguel Arcanjo Prado – Jorge, é verdade que quando você contou para o Mantequilla que sua mãe havia feito uma fotonovela com ele nos anos 70 ele nem ligou?
Jorge León – Foi isso mesmo. Eu esperava que ele fosse ter uma reação forte, mas ele nem parecia se lembrar e não deu muita importância. Aí eu percebi que aquilo era muito mais importante para mim do que para ele. Aquela fotonovela era uma memória da minha infância.

Miguel Arcanjo Prado – Em Amarillo, o grupo descortinou a imigração ilegal para os EUA pela fronteira do México. Agora, fala da situação de medo no norte do País, ao contar a história de um boxeador que foi parar na região. Vocês gostam de fazer um teatro que exponha a problemática social?
Jorge León – Não entendemos um teatro que não sirva à realidade, que esteja apartado dela. Nossa prioridade é mexer com a realidade e desenvolver nossa estética a partir daí. É preciso falar o que está sucedendo. Curiosamente, o Teatro Línea de Sombra se apresenta mais no estrangeiro do que no México. É que há tems que não são muito cômodos de se verem no palco, sobretudo para os governantes mexicanos.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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azar valdemar foto bob sousa Coluna do Mate: Teatro e feira são semelhantes
Cena da peça Azar do Valdemar: feira e teatro têm semelhanças - Foto: Bob Sousa

As semelhanças entre os modos de seduzir utilizados por feirantes e por artistas do teatro de rua

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Teatro e feira são semelhantes

O pesquisador Alexandre Mate - Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE*
Especial para o R7

Ao consultar a origem histórica da palavra “feira” pode-se levar um imenso susto. Do latim fḝrîa, a palavra refere-se a dia consagrado ao repouso, festa, férias; folga, descanso. A palavra ganha, já ao tempo de sua criação, conotação dita vulgar, referindo-se indiretamente a mercado. Tal modificação no sentido da ação pressuposta pela palavra ocorre em razão de muitos dos dias de férias ou de festas existirem como consagração aos rituais de natureza religiosa e, por conseguinte, ao livre comércio, ou ao comércio praticado como decorrência à data consagrada.

É importante lembrar, que os dias de festa são aqueles consagrados ao ócio de boa parte da população, mas não às gentes do teatro e das feiras. Ainda nesse particular, e como até hoje, muitos desses dias têm sido consagrados à paz e à tranquilidade. Portanto, com o relaxamento do corpo e distensão do espírito, homens e mulheres estariam mais dispostos a relacionarem-se com ações distanciadas de seu cotidiano.

De qualquer modo, a convenção do(s) dia(s) de descanso, pela permanente desigualdade entre os que têm e os “despossuídos”, o que se sabe é que os dias de feira se estenderam, em muitos casos, de segunda a segunda. Gente à margem dos sistemas constituídos, feirantes e artistas de teatro de rua precisam, literalmente, montar a cena. Artistas do teatro de rua e os feirantes têm muitas semelhanças em seu trabalho, senão vejamos:

- preparação do “cenário” ou adequação ao cenário urbano já existente. Feirantes e artistas, nos dia de trabalho, precisam sair muito antes de casa, com os apetrechos às costas ou no meio de transporte a ser utilizado e uma super-disposição corporal. Ao chegar ao lugar de seu trabalho, rapidamente, e por intermédio de muita força física, artistas e feirantes transformam o lugar indistinto em espaço de trabalho, para iniciar a “função”.

- preparado o cenário, inicia-se a função. Sob o sol (escaldante ou tépido) ou sob a chuva (forte ou chuvisco), os artistas da cena de rua, montado o cenário, apresentam uma série de características para chamar a atenção e cativar o passante. Durante a função, ambos (feirantes e artistas) farão o possível para conservar e manter a atenção dos sujeitos aos motivos fundamentais de sua existência: comprar coisas ou assistir à obra.

- Moça bonita não paga, mas também não leva!

- Quem pode ou quer colaborar com o próximo número?

- Olhaí, olhaí... Tá fresquinho. Pode até apalpar pra sentir o gostinho da fruta...

- Tem alguém corajoso aqui, “mutcho macho” que pode colaborar?

Os bordões se seguem, permanentemente desafiando e conclamando os que passam e os que se aproximam para intervir e se relacionar.

Na rua, quem passam, quem compra, quem assiste, de modos diferenciados, mudam suas funções sociais: assumem novos papéis. Artistas de rua precisam ser sedutores! Precisam ter carisma, precisam trazer para perto a gente que “pisa nos astros distraída”... Desse modo, e pouco importam as condições exteriores (e tantas vezes as interiores também), os artistas da rua “vendem seu peixe”. Doam-se, com tanto contra, sua obra, que só existe em processo de troca. Assim, quando feirantes vendem, quando artistas recebem a participação do público, a feira (também como festa) se cumpriu.

tomate feira tl 20110505 Coluna do Mate: Teatro e feira são semelhantes

- Cumprida a função, o cenário é desmontado. Novamente, e de modo semelhante, feirantes e artistas guardam seus apetrechos, desmontam a barraca, carregam até o meio de transporte usado e dirigem-se para suas casas. Às vezes, os feirantes param nos entrepostos para reabastecer-se de mercadorias (mais horas de trabalho); artistas, às vezes, param na rua 25 de Março (ou outras) para restaurar suas traquitanas de uso.

Trabalho muito duro e estafante, mas que confere alegria ao viver. Os trabalhadores das duas diferentes cenas, apesar das dificuldades, em tantos casos, não gostariam de mudar de ofício.

Estranhos fenômenos de escolha para ser e estar no mundo, pensam tantos...

Invariavelmente, o teatro e o comércio populares foram sempre praticados por gente desterrada e colocada à margem. Indispostos quanto ao prestígio e impossibilitados de acesso ao construído e instituído pelos Estados, os sujeitos (feirantes ou artistas) expulsos dos mercados oficiais, teimosamente, criaram brechas para sobreviver e aporrinhar a paciência de quem gostaria de ver tudo nos seus respectivos quadrados

De qualquer forma, terminada a função, antes ou depois da parada para reabastecimento, os comentários sobre o vivido e o trocado caracterizam-se em narrativas tão importantes quanto o futebol, a telenovela, as conquistas amorosas... A oralidade reina antes e depois, as relações instituídas no cotidiano preenchem, de verdade, a vida.

Daqueles primeiros e aludidos dias de festa – que segregaram em centro e periferia a desigualdade entre aqueles que têm e os que, quase além de si, pouco têm –, a “feira do viver” estendeu-se pelos tempos. Desse modo, de resistência em resistência, a gente que não consegue ser enquadrada em estruturas montadas e preparadas para determinados fins tem permanecido.

Principalmente, esses homens e mulheres da resistência, estão nos espaços que mudam sua função habitual para facilitar a vida daqueles que, tantas vezes, tem dificuldade maior de ter acesso aos espaços consagrados a certo tipo de ação. Nas feiras-livre pode-se ver, sobretudo, os velhinhos que tem dificuldade maior de andar tanto para abastecer suas casas. Assistindo ao espetáculo de rua pode-se ver um imenso contingente de pessoas que não teriam acesso à linguagem teatral não fossem esses artistas em sua modalidade teatral, que é o teatro de rua.

De certo modo, o teatro de rua, apresentado no corpo vivo da cidade, se caracteriza em certa distensão das atividades mais ligadas ao cotidiano dos transeuntes, dos andarilhos, dos desmotorizados... Entretanto, a linguagem teatral, no que diz respeito à recepção, é complexa, intensa, múltipla e paradoxal. A mesma cena pode ser percebida por inúmeras, e às vezes, opostas interpretações. No chamado teatro de caixa (aquele apresentado dentro de espaços teatrais), tudo tende a ser preparado para que o foco de atenção do espectador conflua para a cena. De modo oposto, na rua, há uma disputa de muitas ações, que tendem a roubar o foco da cena teatral.

Em razão disso, e pelo fato de múltiplas terem sido as experiências de resistência dos artistas da rua e o desenvolvimento de expedientes para sobreviver, é que o teatro de rua, talvez de todas as modalidades à disposição, seja aquele que mais se renova ou que mais potencializa seus achados e a interação com o público.

Fazer teatro em palco é difícil, e é infinitamente mais difícil fazê-lo em espaços públicos. Será que os ditos e nomeados “monstros sagrados do teatro” conseguiriam fazer uma cena na rua? Enfrentando sol e chuva, a polifonia (barulhos, falas e ruídos) da cidade, as intervenções de não atores que querem participar do espetáculo??? Muito provavelmente, não! Então, se o teatro de rua é tão mais difícil, porque tantos o criticam? Por que a experiência profissional de artistas tão valorosos da vida teatral não consta das histórias do teatro? Que outro motivo, senão o preconceito de classe, mesmo, explicaria tanto descaso?

Por último, aos leitores desta coluna e interessados em teatro, atualmente, muitos espetáculos de rua têm sido apresentados em diferenciados locais da cidade. Sugiro que eles sejam assistidos e que se possa criar hipóteses dos motivos pelos quais as obras da rua sejam tão contestadas (tantas vezes sem mesmo conhece-las...).

No processo de luta contra os artistas populares, e múltiplas foram as contendas e lutas enfrentadas contra todo tipo de agressão (do descaso às condenações diversas), os artistas das ruas sempre tiveram de criar todo tipo de estratagema tático para sobrevier, lutar e resistir.

A busca pelas paisagens inusitadas e pelas cenas fantásticas, que cantam os homens e mulheres comuns, em seus cotidianos, tem epicizado (no sentido de levar assuntos da história social) a cena da rua. Na rua todos os gêneros e estilos se misturam e se aproximam. Todo tipo de recursos tem sido usados para apresentar as obras. Claro, como comentado, na rua a competição por focos de atenção é fundamental, então tudo cabe para apresentar histórias no/ do aqui-agora: fogos de artifício, brinquedos, bonecos, miniaturas... Tudo já foi experimentado pelos “feirantes do teatro” no sentido de construir a cena e fincá-la no coração de homens e mulheres, velhos e crianças, transeuntes apressados ou moradores de rua.

Tudo já foi experimentado, e muito, ainda, há a ser feito e apreciado.

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro. Ele escreve sua coluna no blog sempre no primeiro domingo de cada mês.

 

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