Foto de BOB SOUSA

jorge takla foto bob sousa 2014 O Retrato do Bob: Jorge Takla, mestre dos musicaisJorge Takla, libanês radicado no Brasil, é um dos grandes nomes do gênero musical paulistano. Diretor exigente, ele acaba de estrear mais uma superprodução, Jesus Cristo Superstar, no Complexo Ohtake Cultural. Formado pela Escola de Belas Artes e também pelo Conservatório Nacional de Arte Dramática da França, em Paris, antes de conquistar o mercado nacional se destacou no estrangeiro. Trabalhou com o diretor norte-americano Robert Wilson em Nova York, cidade onde dirigiu produções de sucesso na década de 1970. No fim desta mesma década focou a carreira no Brasil. Entre seus grandes sucessos por aqui estão My Fair Lady (2007) e Master Class (1996), quando Marília Pêra viveu a diva Maria Callas. Também comandou recentes montagens nacionais de sucessos da Broadway como West Side Story (2008), O Rei e Eu (2010) e Evita (2011). Não é à toa que ele é chamado de mestre dos musicais.

Jesus Cristo Superstar
Quando:
quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 130 min. Até 8/6/2014.
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: de R$ 25 (meia) a R$ 230
Classificação etária: 12 anos

Leia reportagem sobre Jesus Cristo Superstar

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paulo goulart Domingou: O que faremos sem os Paulos?

Paulo Goulart, que morreu aos 81 anos, deixa um vazio no mundo das artes - Foto: Divulgação/Globo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Não bastasse a dor de termos perdido há quase sete anos o primeiro, agora vem a partida do segundo que nos dilacera a todos. Afinal, os Paulos sempre foram fundamentais ao teatro brasileiro e, sem ambos, tudo se torna absolutamente vazio. Porque o buraco que deixaram não é capaz de ser preenchido. Porque ambos eram gigantes no que faziam.

Paulo Goulart, que o Brasil perdeu nesta última semana aos 81 anos, era generoso em seu ofício. E não guardava tal qualidade para si. Fazia questão de compartilhá-la com todos ao redor e também fez questão de perpetuá-la aos filhos e netos, todos com sua mesma índole admirada por todos. O que poderia sair da mistura de genes de Paulo Goulart e Nicette Bruno, o casal mais querido do mundo das artes? Só coisa boa, definitivamente. Sua obsessão com o outro era tanta que criou o projeto Teatro nas Universidades, que leva há dez anos as artes cênicas a estudantes, exemplo na formação de público teatral e desenvolvimento cultural.

O outro Paulo também era marcado por sua generosidade extrema. Paulo Autran, que nos deixou aos 85 anos em 2007, era um grande. Quem acompanhou o teatro sabe que ele fazia questão de ir a todas as estreias para prestigiar o trabalho dos colegas, fossem famosos ou não. Chegava discreto e tratava a todos os jornalistas e fotógrafos como colegas. A fotógrafa Silvana Garzaro é testemunha. Porque Paulo Autran amava mesmo era o teatro e sua magia que acontece uma vez só, a cada sessão. E sabia que ele carece de divulgação e que sua simples presença tornava cada fato relevante.

Por que os meios de comunicação deram aos dois despedidas dignas de um chefe de Estado? Porque ambos eram reis da arte. Porque tanto Autran quanto Goulart sempre viram nos meios de comunicação uma maneira de fazer difundir aquilo no qual acreditavam. A elegância com que manejavam entrevistadores e fotógrafos garantia um respeito a ambos inquestionável. Simples assim.

Nossos dois gigantes souberam conquistar não só o público de seus teatros, como também os telespectadores de suas novelas e os jornalistas encarregados de cobri-las bem como os fotógrafos que tudo registram para a posteridade. Tal humildade no manejar da vida os tornavam ainda mais brilhantes. Ainda mais referência de todos. E é por isso que pergunto, neste mundo apinhado de celebridades ocas: o que faremos sem os Paulos?

paulo autran funarte Domingou: O que faremos sem os Paulos?

Paulo Autran em Morte e Vida Severina, direção de Silnei Siqueira, 1969 - Foto: Acervo Cedoc-Funarte

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e amava os Paulos. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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Alexandra Richter Dois ou Um com Alexandra Richter

Alegria em voo solo no palco: atriz Alexandra Richter está na comédia Minimanual de Qualidade de Vida, no Teatro Jaraguá, no coração do centro de São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A carioca Alexandra Richter é rosto conhecido de nossa comédia televisiva. Mas também faz bonito no palco. Uma das estrelas lançadas pelo humorístico Zorra Total, na Globo, ela volta a São Paulo com mais um espetáculo teatral. Depois dos sucessos Divã e A História de Nós 2, esta última vista por 300 mil pessoas, agora é a vez de Minimanual de Qualidade de Vida, que está em cartaz no Teatro Jaraguá, no centro paulistano, com direção de Daniela Ocampo e texto de Ana Paula Botelho [veja serviço ao fim]. A peça aborda a excessiva falta de tempo das pessoas no mundo contemporâneo. Na TV, esteve também em Os Normais e Carga Pesada, além das novelas Laços de Família, Coração de Estudante, Cheias de Charme e Passione. No momento, bate ponto também em Malhação. A atriz aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 e topou participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Zorra ou novela?
No Zorra fui descoberta, novela ainda estou descobrindo.

Drama ou comédia?
Comédia, mas personagens vivendo situações dramáticas rendem muito humor.

Centro paulistano ou centro carioca?
Ah! Os dois.

Maldade na vida ou maldade em cena?
Só em cena.

Manifestações de rua ou euforia pela Copa?
Manifestações de rua sem vandalismo.

Estresse e muita grana ou vida zen sem lenço nem documento?
Grana, com escolhas certas pra não ter estresse.

Povo de Brasília ou políticos de Brasília?
Agumas pessoas de Brasília, principalmente a turma da ONG Contas Abertas.

Um domingo no parque ou um domingo de praia?
Um domingo no parque.

Detalhes tão pequenos de nós dois ou Que tudo mais vá pro inferno?
Detalhes tão pequenos de nós dois.

No palco sozinha ou  um camarim lotado de gente?
Ultimamente, num palco sozinha.

Minimanual de Qualidade de Vida
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. 60 min. Até 27/4/2014
Onde: Teatro Jaraguá (r. Martins Fontes, 71, centro, São Paulo, metrô Anhangabaú, tel. 0/xx/11 3255-4380)
Quanto: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 60 (sábado)
Classificação etária: 12 anos

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ENO 0075 Família e Brasil choram no adeus a Paulo Goulart

Dor incomensurável: amparada pelas filhas Beth Goulart (à esquerda) e Barbara Bruno, a viúva de Paulo Goulart, a atriz Nicette Bruno, se emociona ao se despedir do marido no cemitério da Consolação, em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Por BRUNA FERREIRA e MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de EDUARDO ENOMOTO

Músicas de dois de nossos grandes compositores embalaram o triste adeus ao ator Paulo Goulart, um dos maiores atores do teatro e da televisão no Brasil, nesta sexta (14), no cemitério da Consolação, em São Paulo.

Ele morreu nesta quinta (13), aos 81 anos, depois de lutar bravamente contra um câncer. O velório aconteceu durante toda a madrugada e manhã no Theatro Municipal, onde o povo foi se despedir de seu grande artista.

Paulo Goulart era como se fosse nosso pai

Enquanto o corpo descia ao mausoléu da família, em frente a uma árvore plantada pelo próprio casal Paulo Goulart e Nicette Bruno, a família, os amigos e centenas de fãs do artista entoaram Eu Sei que Vou te Amar, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

enterro paulo gulart foto eduardo enomoto Família e Brasil choram no adeus a Paulo Goulart

Família Goulart dá o último adeus a Paulo Goulart, que morreu aos 81 anos - Foto: Eduardo Enomoto

Depois, o povo demonstrou seu amor por Paulo e puxou, de forma espontânea, Canção da América, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Aquela que diz que amigo é coisa pra se guardar "do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves, dentro do coração".

Paulo Goulart era como se fosse nosso pai

Em meio às lágrimas, a viúva Nicette Bruno se despediu de seu amado, sempre amparada pelos filhos, Beth Goulart, Barbara Bruno e Paulo Goulart Filho, e também pelos netos.

O povo, acompanhou de forma respeitosa a cerimônia do adeus, sabedor de perder um de seus maiores e mais generosos artistas. Toda a classe artística e a imprensa brasileira estão de luto fechado por Paulo Goulart.

ENO 0242 Família e Brasil choram no adeus a Paulo Goulart

Família de artistas: Vanessa Goulartt, Beth Goulart, Nicette Bruno, Paulo Goulart Filho e Barbara Bruno se despedem de Paulo Goulart e olham para a árvore plantada pelo casal Bruno-Goulart no cemitério da Consolação - Foto: Eduardo Enomoto

Veja mais imagens da despedida a Paulo Goulart

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recusa1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Aclamada pela crítica, Recusa faz temporada gratuita no Bom Retiro, em SP - Foto: Alê Catan/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Brincar de índio
Recusa, peça da Cia. Teatro Balagan, volta ao cartaz no próximo dia 19. Dessa vez, fica até dia 12 de abril na Oficina Cultural Oswald de Andrade, que fica na rua Três Rios, 363, no Bom Retiro, em São Paulo. A entrada será grátis, de quarta a sábado, sempre às 20h, até 12 de abril. Os ingressos serão distribuídos meia hora antes. Vai ter gente se estapeando para ver Antonio Salvador e Eduardo Okamoto de indiozinhos...

Embarque imediato
Na sequência, a peça segue para Rondônia, onde será vista em Porto Velho e Ji-Paraná, cidade do índio que inspirou a peça dirigida por Maria Thaís e escrita por Luis Alberto de Abreu. Depois, vão para Belém e Altamira, no Pará. Tudo com o apoio do Prêmio Myriam Muniz, da Funarte, é claro.

Números
Além de ganhar APCA e Shell, Recusa já esteve em 18 cidades de oito Estados, além de ter sido apresentada em todas as comunidades indígenas da cidade de São Paulo. Eita.

Significado
Ah, Balagan, que dá nome ao grupo que faz Recusa, pode significar teatro de feira, baderna, bagunça ou confusão. O internauta escolhe a definição que melhor lhe apetecer.

paulo goulart globo Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Classe artística se despede do ator Paulo Goulart (foto) nesta sexta-feira (14) - Foto: Divulgação/Globo

Adeus, Paulo
A classe artística se despede nesta sexta (14) de Paulo Goulart, que morreu aos 81 anos na quinta (13), vítima do câncer. O velório vai até a hora do almoço no Theatro Municipal de São Paulo. Depois, o corpo segue para o Cemitério da Consolação, onde será enterrado às 14h.

Troca-troca
Oscar Magrini precisou sair da peça Tudo sobre os Homens. Partiu para outros projetos profissionais. Em seu lugar, assume Juan Alba, a convite do diretor Flávio Faustinoni. Reestreia dia 4 de abril, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. Recado dado.

Fuzuê
A sessão de Sobre o Conceito de Rosto no Filho de Deus, de Romeo Castellucci, que abriu a MITsp (Mostra Internacional de Teatro) no sábado passado (8) ficou marcada pelo número de convidados que superava o número de lugares disponíveis. Gente graúda do teatro paulistano ficou do lado de fora e foi embora para casa revoltada. Com razão.

Estrela
A atriz espanhola Angelica Liddell, que apresentou a peça Eu Não Sou Bonita nesta quinta (13) dentro da programação da MITsp, mandou avisar que não receberia jornalistas nem fotógrafos. Na montagem, ela se corta ao vivo e contracena com um cavalo de verdade no palco. Então, tá.

edgar Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ricardo Corrêa, na peça Edgar: drama de um homem que sofre de enxaqueca eterna - Foto: Divulgação

Peça da meia-noite
O drama psicológico Edgar fica em cartaz no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo, todo sábado à meia-noite, até 31 de maio. Thiago Balieiro dirige o elenco formado por Alex Houf, Angela Ribeiro, Marisa Paiva, Roberto Rezende e Ricardo Corrêa. A dramaturgia é fruto de obra conjunta do grupo Eco Teatral. Conta a história de um homem cuja cabeça não para de doer, coitado.

Shows grátis
O Memorial da América Latina, em São Paulo, celebra seus 25 anos com três grandes shows gratuitos, sempre às 18h: no domingo (16), tem Elba Ramalho. Na segunda (17), Felipe Catto. Já na terça (18), para encerrar a festa, sobe ao palco Marcelo Jeneci. Imperdível.

Festibero
Falando em Memorial, o presidente da instituição, João Batista de Andrade, contou à coluna que mesmo com a reforma do auditório Simón Bolívar, que pegou fogo no fim de 2013, está mantido o Festibero, o Festival Ibero-americano de Teatro de São Paulo. Este ano o evento deve priorizar espetáculos de rua ou que possam ser feitos em tendas. Ele só está esperando sair o laudo final do prédio atingido pelo fogo, o que deverá ocorrer até maio, para marcar a data do evento. O Festival Latino-Americano de Cinema de São Paulo também está mantido, com exibição de filmes em tendas.

Agenda Cultural da Record News

Encontro marcado
A Cia. Elevador Panorâmico marcou para o dia 22 de março, no Teatro do Sesc Bom Retiro, em São Paulo, a estreia de sua nova peça: O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov. Marcelo Lazzaratto comanda tudo.

bandeiraderetalhos Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena de Bandeira de Retalhos: os cariocas do Nós do Morro fazem turnê com a peça - Foto: Divulgação

Circulando
O musical Bandeira de Retalhos, do grupo carioca Nós do Morro, será apresentado na periferia do Rio e no litoral fluminense. Nos próximos dias será encenado no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, e no Teatro Carlos Zéfiro, em Anchieta.

Novos tempos
Muita gente ainda sente a saída da jornalista Erika Riedel do posto de diretora de Comunicação e Ideias da SP Escola de Teatro.

alice braga eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Alice Braga, na festa da APCA: só simpatia - Foto: Eduardo Enomoto

Lição
Alice Braga, nossa atriz que faz sucesso em Hollywood e já protagonizou filme ao lado de Will Smith, deu exemplo de simpatia e humildade na entrega do Prêmio APCA. Foi carinhosa com todos. Atendeu a todos os pedidos de entrevista e mais: chegou sozinha e foi embora do mesmo jeito, andando sem nenhum temor pelas ruas do bairro Pinheiros, em São Paulo, até encontrar um táxi. Gente como a gente.

Frase
A melhor frase do Prêmio APCA foi dita nos bastidores, pelo jornalista João Fernando, do Estadão. Ele não entendeu como a funkeira Anitta não foi buscar seu troféu de revelação em música popular. "Gente, se até a Tomie Ohtake, que tem cem anos, veio buscar o seu APCA, ninguém mais pode dar desculpa para faltar". Disse tudo. Leia a cobertura completa. Veja as fotos também.

Shell SP
Depois do APCA, é a vez da entrega do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo. Será na noite da próxima terça (18), na Estação São Paulo, também no bairro de Pinheiros, na zona oeste paulistana. Renata Sorrah vai apresentar. E também vai ter jantar, viu, gente?

Shell Rio
Falando em Shell, no dia da entrega da versão carioca do prêmio, que aconteceu no mesmo dia da APCA, na terça (11), uma pessoa na plateia gritou "Nazaré Tedesco" assim que viu Renata Sorrah subir ao palco. É o preço de uma personagem bem-feita.

sofia botelho lenz Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A atriz Sofia Botelho lambuza a cara em cena da peça Lenz, um Outro, da Cia. 28 Patas Furiosas - Foto: Divulgação

Gente nova na área
Um novo grupo teatral anda chamando a atenção na cena paulistana. Chama-se 28 Patas Furiosas. A trupe já está chegando com tudo, com direito a espaço próprio na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo. Eles estreiam no dia 22 de março a peça Lenz, um Outro. Fica em cartaz até dia 4 de maio. A obra é uma adaptação de uma novela alemã.

A nova da Hiato 1
Leonardo Moreira, diretor da Cia. Hiato, vai passar o fim de semana dando os retoques finais de 2 Ficções. Resolveu estrear a nova peça no mesmo dia do Prêmio Shell de São Paulo, na terça (18), no Sesc Pompeia. Luciana Paes, uma das melhores da trupe, não vai estar na temporada por conta da novela Além do Horizonte. Uma pena.

A nova da Hiato 2
Thiago Amaral, ator da Hiato, vive um drama sem fim. Ele concorre ao Prêmio Shell como melhor ator. Mas não poderá ir à festa da premiação, porque tem de estar na estreia de sua peça. Está com o coração despedaçado, pobrezinho.

bull joao caldas Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Bull vai abordar o inferno que pode se tornar o ambiente de trabalho - Foto: João Caldas

Gente maldita
Sabe aquelas pessoas insuportáveis que ficam atormentando os colegas de trabalho com piadinhas maldosas? Elas são o foco da peça Bull, que vai abordar o espinhoso tema do bullying profissional. Estreia dia 9 de abril, no Tucarena, em São Paulo. A direção é de Eduardo Muniz e Flávio Tolezani. Cynthia Falabella, irmã de Débora Falabella, fará uma das vilãs da história. O texto é do inglês Mike Bartlett.

Viagem marcada
Falando em Débora Falabella, assim que voltar da lua de mel com Murilo Benício na Índia, a atriz cumprirá extensa agenda de viagens com a peça Contrações pelo Brasil. A montagem lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor atriz, que dividiu com a colega de cena Yara de Novaes, que foi buscar o troféu na última terça (11) acompanhada de Nina, filha de Débora. A primeira apresentação é no Festival de Teatro de Curitiba, que começa no próximo dia 25.

nany Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Vai fazer falta: Nany People não é mais apresentadora do Risorama em Curitiba - Foto: Divulgação

Está acabando
Falando no Festival de Teatro de Curitiba, o diretor do evento, Leandro Knopfholz pede para avisar que está tudo pronto para o maior festival teatral do País. O Risorama, a mostra de stand-up que sempre é o maior sucesso de público, já está com entradas esgotadas para praticamente quatro dias. Após dez anos na apresentação, Nany People, querida da coluna, deixou o evento por não chegar a um denominador comum que agradasse ambas as partes. Confirmaram Diogo Portugal, Marcio Ballas, Marco Luque, Rafael Cortez, Fabio Porchat, e Rafinha Bastos e até Sérgio Mallandro.

Crítica vale meia
Na Mostra Ademar Guerra, que acontecerá dentro do Fringe, a mostra Paralela do Festival de Curitiba, o espectador poderá pagar meia-entrada se comprometer-se a escrever uma crítica da peça ao fim dos oito espetáculos que serão apresentados no Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná entre 27 de março e 6 de abril. Desse jeito, vai faltar vaga na APCA...

Gula
O festival Gastronomix terá mais uma edição no Festival de Teatro de Curitiba. Desta vez, dois chefs internacionais vão participar: o italiano Luciano Boseggia e o argentino  Guido Tassi. A comilança vai acontecer nos dias 5 e 6 de abril no Museu Oscar Niemeyer. Aquele do olho.

Tal pai, tal filho
Assim como o pai, Chico Anysio, o ator Bruno Mazzeo agora também tem um espetáculo solo para chamar de seu. Ele vai se apresentar no Festival de Teatro de Curitiba com Sexo, Drogas & Rock'n'roll, no Teatro Guaíra. Na montagem, dirigida por Victor Garcia Peralta, vive variados personagens que vão desde um sem-teto a uma estrela do rock. Esta será a primeira vez que o moço faz teatro fora do Rio. "Não tenho a menor ideia de como será a reação do público curitibano", diz. Logo, veremos.

Vida livre
Silvero Pereira representa a diversidade sexual no Festival de Teatro de Curitiba na peça BR-Trans. Vai dar vida a travestis, transformistas e mulheres transexuais.

buraco Lamira Foto Adilvan Nogueira 39 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Grupo Buraco D'Oráculo em cena: exemplo de cidadania em São Miguel Paulista - Foto: Adilvan Nogueira

Exemplo
O grupo Buraco D'Oráculo movimenta a região de São Miguel Paulista, no extremo da zona leste de São Paulo, em abril, com sua oitava Mostra de Teatro de São Miguel. A população da região, carente de bons projetos culturais, abraça a mostra com todo o carinho possível. A coluna dá parabéns à trupe pela brilhante iniciativa. Que venha muito mais!

Homenagem
O diretor teatral João das Neves, que fez história com o Grupo Opinião na década de 1960, é o grande homenageado do 2º Prêmio Acessibilidade 2013. Será entregue na próxima quarta (19), na sede da praça Roosevelt da SP Escola de Teatro. Na primeira edição, a homenageada foi a atriz Maria Alice Vergueiro. Aquela do Tapa na Pantera.

Em tempo
João das Neves dirigiu no ano passado a atriz portuguesa Maria de Medeiros na peça Aos Nossos Filhos, que fez sucesso em São Paulo.

Xico no palco
O inteligentíssimo jornalista Xico Sá é autor do livro que originou a peça homônima Big Jato. Estreia neste sábado (15), no Teatro Café Pequeno, no Rio. No palco, Diogo Camargos sob direção de Morgana Kretzmann. Estão todos convidados.

Existe amor em SP
Lucinha Lins está adorando sua temporada em São Paulo por conta da peça Palavra de Mulher, em cartaz no Teatro Renaissance até o dia 23 deste mês. Está cada vez mais paulistana...

Busão
A coluna não entendeu o espanto de um jornal carioca em ver a atriz Lucélia Santos andar de ônibus no Rio. Em São Paulo, praticamente toda a classe teatral anda de metrô. E até famosos como Camila Pitanga, que pegava a linha Vermelha para ensaiar na Casa Livre, na Barra Funda. Usar transporte público não é vergonha. Muito pelo contrário, é exemplo de cidadania e consciência. Afinal, a coluna também anda de ônibus e de metrô sem nenhuma vergonha. Estamos com Lucélia!

Nelson sentimental
Nilton Bicudo volta com o espetáculo Myrna Sou Eu no dia 12 de abril, no Teatro Eva Herz, em São Paulo. A direção é de Elias Andreato. Já o texto é de ninguém menos do que Nelson Rodrigues. O nosso grande mestre.

crespos Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Meninos do Coletivo de Teatro Os Crespos farão performance no largo do Arouche, em SP - Foto: Divulgação

Beijo gay
Os arretados integrantes do Coletivo de Teatro Os Crespos farão uma intervenção que promete causar no Largo do Arouche, no centro paulistano, no dia 23 de maio, um domingo, a partir das 16h. Vão abordar a homoafetividade entre homens negros. O nome da intervenção é Terra Estranha - Fragmentos a James Baldwin. Eugênio Lima assina a direção, que contou com a ajuda de Lucélia Sergio. Atuam Sidney Santian Kuanza, Luís Navarro, Vitor Bassi, Sírius Amen e ainda há a participação do Coletivo Elo da Corrente. Aos domingos, o largo do Arouche vira point de paquera jovem.

Noite de Improviso 02 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Noite de Improviso vai levar comédia ao vivo para o CIT-Ecum, em São Paulo - Foto: Divulgação

Riso farto
O CIT-Ecum, em São Paulo, vai abrigar entre os dias 21 e 23 de março a Noite de Improviso, com direção de Márcio Ballas. Ao lado dos humoristas Marco Gonçalves e Guilherme Tomé, ele promete uma hora e meia de muito riso. Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h, com entrada a R$ 30. Quem for ver rirá.

Eu voltei...
Dagoberto Feliz, o melhor diretor de 2013 pela APCA, avisa que seu espetáculo Folias Galileu estará de volta ao Galpão do Folias a partir de 19 de abril. Ficará em cartaz até 1º de junho. Coisa boa.

Torneira fechada
Enquanto São Paulo vive o drama de um possível racionamento de água, por conta da chuva que não cai na região da Cantareira, que tal levar seu filho para ver a peça Água, que conscientiza as crianças sobre este precioso bem de todos nós? Ficará em cartaz no Teatro Cacilda Becker, na Lapa, em São Paulo, de 28 de março a 27 de abril. Sábado e domingo, às 16h, com ingresso a R$ 10. Ótima pedida para a criançada.

agua Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Espetáculo infantil água ensina as crianças a cuidar deste importante bem natural - Foto: Divulgação

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paulo goulart rafael franca globo Paulo Goulart era como se fosse nosso pai

Classe artística de luto: o ator Paulo Goulart (1933-2014) formou com Nicette Bruno uma das famílias mais queridas  e admiradas do mundo das artes no Brasil - Foto: Rafael França/Globo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Paulo Goulart, que perdemos nesta quinta-feira (13), aos 81 anos, após lutar bravamente contra um câncer, era praticamente pai de todos nós.

Nos acostumamos a ver seu rosto na TV ou no teatro, sempre com personagens marcantes onde empenhava seu conhecido talento. Além disso, ao lado de Nicette Bruno, tão grande atriz quanto ele foi um ator de peso, formou uma das famílias mais queridas e admiradas do teatro e da televisão. Um tipo de gente generosa e inteligente, como já, infelizmente, se tornou coisa rara.

Entrevistei Paulo Goulart várias vezes. Sempre me recebeu com um carinho incomensurável e uma generosidade que me faziam sentir como se fosse da família, como se a conversa não fosse entre um jornalista e um ator, mas, sim, entre dois amigos. Era de um respeito profissional com a imprensa e com a classe artística que servia de escola aos demais.

Jamais vou me esquecer quando entrevistei o casal Bruno-Goulart em 2008, no Festival de Teatro de Curitiba, na capital paranaense.

Cheguei no Teatro Guaíra sem avisar ninguém. Falei que era jornalista na portaria, e um produtor me deixou passar, mas contou que os dois ainda não haviam chegado. Resolvi esperar.

Pouco depois, vi aparecerem Paulo e Nicette, de mãos dadas, como um casal de adolescentes apaixonados. Expliquei que queria muito fazer uma matéria exclusiva com os dois, por conta do aniversário de 54 anos de casamento que eles celebravam no palco. Elegantes, aceitaram de cara o convite e me convidaram a continuar a conversa no camarim.

Enquanto a entrevista seguia, Paulo falou que queria ir ao palco. Estava preocupado se todos da plateia teriam uma boa visão do palco do Guairão, um dos maiores teatros do País, com mais de 2.000 lugares. O espetáculo era O Homem Inesperado, na qual ele fazia um escritor que se encontrava com uma fã em um trem. Fã esta vivida por Nicette. Os dois estavam formidáveis em cena. E o público se apaixonava por ambos, é claro.

Durante a conversa, os dois se lembraram do dia em que se conheceram e do dia do casamento, na Igreja de Santa Cecília, no centro paulistano. Naturalmente, percebi que continuavam igualmente apaixonados um pelo outro.

Fui embora do teatro naquele dia feliz. Por ainda ter tido tempo de conviver com artistas da geração do Paulo e da Nicette, gente que de fato ama a profissão de ator e sabe que ela pouco tem a ver com o novo discurso da "celebridade".

A última vez que falei com Paulo foi em 2011. Infelizmente, foi um dia triste. Nos encontramos no velório do diretor José Renato, no Teatro de Arena. Paulo sentia a perda de um amigo. E agora, é nossa vez de sentir sua perda.

Paulo Goulart era, antes de tudo, um artista preocupado com seu tempo e com o seu Brasil. Sobretudo com a educação das futuras gerações. Tanto que criou o projeto Teatro nas Universidades, que se propõe a levar as artes cênicas para universitários em todo País. Era seu xodó.

Seus filhos e netos, que são todos a cara dele tanto quanto de Nicette, seguem firmes por aí, herdeiros do talento, do carisma e da sensibilidade dos patriarcas desta família tão digna e cara às nossas artes. São como irmãos de todos nós. Porque Paulo Goulart era como se fosse o nosso pai. Adeus, Paulo. Seus filhos já morrem de saudade.

PS. O velório de Paulo Goulart será no Theatro Municipal de São Paulo, a partir das 23h30. O enterro será às 14h desta sexta (14), no Cemitério da Consolação, também na capital paulista.

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RD Maurício Soares Filho foto Bia Serranoni 17.ALTA  Entrevista de Quinta – Maurício Soares Filho mergulha em Drummond e provoca: “Quem nunca sonhou em ir para uma ilha deserta?”

O paulistano Maurício Soares Filho, em cena de Resíduo Drummond - Foto: Bia Serranoni

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Maurício Soares Filho está mergulhado na obra do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Formado em artes cênicas e em letras pela Unicamp (Universidade de Campinas), ele se aventura no espetáculo solo Resíduo Drummond, em cartaz até 27 de abril no Teatro da Livraria da Vila do shopping JK Iguatemi, em São Paulo [veja serviço ao fim].

Com direção de Luciana Garcia, a obra é uma homenagem ao poeta itabirano. Em cena, a visão de mundo do grande mestre de nossa literatura, fruto de um ano de pesquisa, quando a dupla estudou em pormenores oito livros do poeta.

Apaixonado por Drummond, Maurício conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta. Falou de literatura, dos momentos marcantes nos palcos e ainda revelou o que deixa ele muito irritado.

Leia com toda a calma do mundo.

RD Maurício Soares Filho foto Bia Serranoni 17.ALTA 2 Entrevista de Quinta – Maurício Soares Filho mergulha em Drummond e provoca: “Quem nunca sonhou em ir para uma ilha deserta?”

Ator e professor: Maurício Soares Filho é formado em letras e em artes cênicas pela Unicamp - Foto: Bia Serranoni

Miguel Arcanjo Prado – Qual a importância de ter feito letras além de artes cênicas?
Maurício Soares Filho – Primeiro entrei em Artes Cênicas na Unicamp, em 1987. Nossa, faz muito tempo! Logo, percebi que, embora o curso fosse ótimo e me atraísse muito, eu precisaria de uma base teórica maior para conseguir compreender os textos e mergulhar de cabeça na profissão de ator. O que eu não imaginava era que também seria tão feliz dando aulas e que me sentiria realizado na relação com os alunos por meio da literatura. No ano seguinte, 1988, prestei letras na própria Unicamp e consegui passar. Naquela época, era possível fazer dois cursos em uma universidade pública, desde que você fosse aprovado duas vezes no vestibular, que foi justamente o que aconteceu comigo. É claro que foi complicado, que vivi momentos de divisão e dúvida, mas, no final, deu tudo certo.

Como você vê a experiência de ser professor junto da profissão de ator?
Acho que a profissão de professor está diretamente relacionada ao trabalho de ator. A cada aula é como se estivéssemos representando um pouco e, especialmente em Literatura, o trabalho com textos também tem muito a ver com o teatro. O professor representa uma pessoa que ele não é, tem um texto na cabeça e precisa atingir seu público. Não é exatamente igual ao que acontece no teatro? Além disso, a movimentação dentro da sala de aula e a projeção vocal também são elementos que podem trazer um diferencial bem importante para o sucesso de uma aula.

Você tem uma história boa da época de aluno da Unicamp?
São muitas as histórias, é claro... Uma que posso destacar e que não é exatamente engraçada é justamente a do teste para o Macbeth que fiz quando estava terminando a Unicamp. Eu já dava muitas aulas e estava de casamento marcado, lua de mel e tudo! Aí apareceu essa chance e eu fui mais por desencargo de consciência do que por acreditar que conseguiria um espaço. Depois de um dia em Campinas, fui classificado para uma “segunda fase” em São Paulo que aconteceria durante uma semana, sempre das 14h às 23h todos os dias. Sem nenhuma garantia, sem nenhuma remuneração e tendo que “abandonar” provisoriamente o resto da vida inteira. Fui. E dei um jeito com as escolas, e consegui dinheiro (nem sei como) para ir e voltar de São Paulo todos os dias, e essa semana se transformou em três, porque o diretor Ulysses Cruz não se decidia... No final, fui o único escolhido de toda a leva que fez o teste em Campinas e foi um momento de realização que experimentei poucas vezes na vida! Eu nem comentei que iria casar e tal...

E como fez?
Bem pertinho do casamento eu pedi para faltar durante três dias, uma sexta, um sábado e um domingo para poder ir pelo menos até Campos do Jordão com minha esposa. Deu certo! Casei, fiz a peça, viajei muito com a companhia e consegui manter minhas aulas para o ano seguinte, porque sempre soube que o sucesso não duraria para sempre e que eu precisaria do dinheiro das escolas para sobreviver!

Quando você veio morar em São Paulo?
Sou de São Paulo. Nasci na rua Tamandaré (um dos locais em que trabalho hoje como professor), no bairro da Aclimação. Fui para Campinas apenas por causa da Unicamp e voltei para cá logo que me formei. Depois, fui me especializar em Londres, onde fiquei dois anos e meio estudando teatro. Voltei para o Brasil e passei de novo por Campinas. Atualmente moro em Perdizes, onde estou desde 2006 e não trocaria essa cidade por lugar nenhum! Mentira... Talvez pelo Rio de Janeiro, porque adoro uma praia [risos].

O que lhe atrai em São Paulo?
Gosto dos cinemas, dos restaurantes, da vida na avenida Paulista, gosto de me sentir no olho do furacão, onde tudo está acontecendo. Além disso, acho que este é o melhor lugar do Brasil para criar meus filhos, por todas as opções que uma cidade como essa oferece, apesar dos problemas!

mauricio soares Entrevista de Quinta – Maurício Soares Filho mergulha em Drummond e provoca: “Quem nunca sonhou em ir para uma ilha deserta?”

Maurício Soares Filho é paulistano da Aclimação e vive em Perdizes, zona oeste de São Paulo - Foto: Bia Serranoni

Quem são seus pais?
Nasci em março de 1969, em São Paulo. Minha mãe é psicóloga e meu pai empresário e advogado. Ninguém tem qualquer relação com o meio artístico.

Quando você era criança o que mais gostava de fazer?
Sempre gostei de teatro e de televisão. Sempre! Gostava de decorar poemas, de fazer “showzinhos” para a família, de gravar músicas do rádio no gravador cassete e, você não vai acreditar, brincar de escolinha! Sempre fui um menino que preferia ficar dentro de casa, nunca gostei muito de esportes e nem de sair à noite. Embora seja muito extrovertido, sempre gostei de ler e escrever e passava muito tempo sozinho.

Por que você gosta do Drummond?
Eu gosto do Drummond porque ele traz respostas para as questões que me inquietam como homem contemporâneo. Ele fala sobre esse conflito que todos nós temos entre participação e alienação, o que não se refere apenas à questão social, mas também às atitudes que temos frente à vida. Podemos simplesmente construir uma vida tranquila, em uma ilha deserta e cuidarmos das nossas questões individuais sem olhar para o mundo em torno? Isso é possível? Como sobreviver em um ambiente tão árido como é a sociedade de hoje em dia em tantos aspectos? Quem nunca sonhou em abandonar tudo e ir para uma ilha deserta se isolar?

Todo mundo...
Aprendi a gostar de Drummond na sala de aula e tudo começou com o livro Rosa do povo, considerado uma das suas obras-primas. Preparei uma aula especial sobre essa obra e aquilo me instigou, me moveu muito. A partir daí, percebi o potencial teatral que aqueles textos traziam e resolvi transformar tudo o que sentia em um espetáculo que falasse, não sobre o Drummond, mas sobre tudo o que ele pode transmitir e representar para quem se dispõe e lê-lo ou, no nosso caso, a vivenciá-lo no teatro.

Qual poesia do Drummond você mais gosta?
Puxa! São tantos. Gosto muito do poema Resíduo, que dá nome ao espetáculo. Versos como “Abre os vidros de loção e abafa o insuportável mau cheiro da memória” falam diretamente à minha alma. Ainda mais no meu caso, que sou o tipo de cara que se lembra de tudo! Isso pode ser uma benção, ou uma praga! Gosto também bastante de um texto chamado Mãos Dadas, que termina com a afirmação: “O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente!” Como eu disse antes: gosto das obras que dialogam comigo, que respondem às minhas buscas mais íntimas!

Por que você resolveu ser ator?
Não resolvi ser ator. Sinto que isso estava resolvido desde a minha concepção. Não me lembro de algum dia em que tenha cogitado não representar, não fazer teatro. Tenho mesmo a sensação de que esta decisão é anterior à minha existência em si. Aliás, o amor pelo teatro é tão grande e tão complicado que, se pudesse decidir, provavelmente não faria uma opção tão complexa! Que eu seria ator, eu sempre soube, a questão era como. Optei pela universidade porque acredito no estudo e na preparação física e intelectual como um caminho para o artista se instrumentalizar. Afinal, como disse muitas vezes a Fernanda Montenegro: “o trabalho do ator é composto de 5% de inspiração e 95% de transpiração!”.

Você também escreve poesia?
Não escrevo poemas não. Não me sinto capaz de fazer isso. O contato com os textos do Drummond e do Fernando Pessoa me fez perceber que esse tipo de coisa não é pro meu bico! Gostaria muito de escrever um livro de ficção. Tenho planos e até metade de uma primeira incursão na literatura esboçada!

O que te irrita nas pessoas?
Muita coisa me irrita. Acho que sou um cara bem irritado! Talvez o pior seja aquele tipo de pessoa que vive como se não existisse mais ninguém. É o cara que olha as mensagens de celular no cinema, que estaciona o carro sem observar as faixas que dividem as vagas, que para o carrinho de supermercado no meio do corredor e que fica rindo e falando alto no restaurante. Aliás, falar durante um filme no cinema também é algo que me deixa irritadíssimo! Como eu disse, sou, em geral, bem irritado [risos].

Qual peça você mais gostou de fazer em sua carreira?
Vivi momentos inesquecíveis ao lado de Antonio Fagundes em Macbeth, de Shakespeare, dirigido por Ulysses Cruz. Viajamos o Brasil inteiro e éramos um elenco muito grande. Fiz vários amigos e tínhamos sempre casa lotada, além da oportunidade de falar o texto do Shakespeare, é claro! Isso foi em 1992 e eu tinha acabado de me casar e de me formar na Unicamp. Posso dizer que foi um período de sonho, de verdade! Mais recentemente tive a honra de trabalhar com Silnei Siqueira, um grande diretor de teatro recém-falecido e com quem fiz O Apocalipse ou o Capeta de Caruaru, de Aldomar Conrado. O texto é muito engraçado e foi encenado pelo Teatro do Largo, um grupo que nasceu dentro da faculdade de direito do Largo São Francisco e no qual trabalhei durante algum tempo. Mas é com o Resíduo que tenho tido as alegrias de hoje em dia. O trabalho de direção da Luciana Garcia trouxe uma linha para os poemas, criando uma história que conduz o espectador de uma maneira que eu nunca pensei que seria possível. Tenho me sentido abençoado por ter a oportunidade de estar em cartaz na cidade que eu amo, com uma equipe tão talentosa e dizendo esses textos que me dizem tanto respeito. Sou um cara de muita sorte.

Por que você faz teatro?
Faço teatro porque não consigo viver sem isso. É bem simples, na verdade. Já tentei ficar um tempo longe do palco e sempre ficava bem mal. O contato com o texto, com o personagem e, principalmente, com o público me alimenta. Além dessa necessidade quase egoísta, estou em um momento em que de fato acredito que sou um instrumento que pode transmitir os textos do Drummond para pessoas que talvez ainda não o conheçam e, se já o conhecerem, podem começar a vê-lo por ângulos diferentes. O teatro é o veículo que uso para chegar até as pessoas e transmitir tudo o que penso sobre estar vivo!

RD Maurício Soares Filho foto Bia Serranoni 1.ALTA  Entrevista de Quinta – Maurício Soares Filho mergulha em Drummond e provoca: “Quem nunca sonhou em ir para uma ilha deserta?”

O ator Maurício Soares Filho: "No teatro transmito tudo o que penso" - Foto: Bia Serranoni

Resíduo Drummond
Quando: Sábado, 20h, domingo, 18h. 75 min. Até 27/4/2014
Onde: Teatro da Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi (av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo, tel. 0/xx/11 5180-4790)
Quanto: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos


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apca 1 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Fernanda Lima, Mateus Solano, Yara de Novaes e Nina, filha de Débora Falabella - Fotos: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

A beleza estonteante da apresentadora Fernanda Lima, o novo visual do ator Mateus Solano e até a fofura da filha de Débora Fallabela representando a mãe foram alguns dos destaques da entrega do Troféu da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) — entidade da qual este vosso jornalista é membro —, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, na noite desta terça (11). Também chamou a atenção a ausência da cantora Anitta, eleita revelação musical, que não apareceu na festa, enquanto a centenária arquiteta Tomie Ohtake fez questão de ir receber no palco seu troféu da APCA.

A 58ª edição do prêmio consagrou os melhores das artes eleitos por 52 críticos em atividade na capital paulista em 11 categorias no ano de 2013: arquitetura, artes visuais, música erudita, dança, música popular, rádio, literatura, cinema, teatro, teatro infantil e televisão.

Apresentaram a noite Marcelo Tas, ao lado de sua mulher, Bel Kovarick; esta com uma performance titubeante. Mika Lins dirigiu a noite, que contou com roteiro do jornalista Dib Carneiro Neto.

Veja galeria de fotos da festa da APCA!

O presidente da APCA, José Henrique Fabre Rolim, abriu a entrega, afirmando “a importância e a tradição da entidade”. Foi seguido pelo diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, que ressaltou a função dos críticos como donos de um “olhar interessado para a cultura”.

A arquiteta Tomie Ohtake e a crítica teatral Ilka Zanotto receberam homenagem especial e foram ovacionadas pela plateia. Tomie, centenária e discreta, preferiu não discursar. Já Ilka dedicou o prêmio à atriz Myriam Muniz e às colegas Maria Thereza Vargas e Mariângela Alves de Lima.

apca 3 eduardo enomoto1 Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Melhor atriz e melhor ator de TV: Bianca Comparato e Mateus Solano - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Novo visual

Mateus Solano causou frisson com seu novo visual: bigode e um projeto de barba. Revelou que a mudança é “para deixar o Félix”, personagem gay da novela Amor à Vida que lhe rendeu o prêmio de melhor ator de TV. Contou que “sentiu orgulho” em receber um “prêmio tão importante”.

— Cada capítulo me desafiou, do primeiro ao último. E foram 222! Agradeço ter mantido o respeito do público, da crítica e de meus colegas.

Atriz brasileira que conquistou Hollywood, Alice Braga foi receber o troféu de melhor seriado de TV para Latitudes. Afirmou que a APCA “tem uma linda noção de arte” e que ser agraciada “traz valor a qualquer carreira”. Também revelou que pretende investir mais no Brasil neste 2014.

Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Elizabeth Savalla, melhor atriz de TV também por Amor à Vida, lembrou que ganhou o prêmio há 40 anos, quando ainda estava na EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo). E brincou: “Espero que não demorem tanto para me dar outra vez”.

Bianca Comparato, que dividiu o prêmio de melhor atriz de TV com Savalla, dedicou ao diretores Felipe Hirsch e Selton Mello, que, respectivamente, a dirigiram em A Menina sem Qualidades, na extinta MTV Brasil, e Sessão de Terapia, no GNT. Hirsch, que levou melhor diretor por A Menina Sem Qualidades, lembrou a importância que a MTV Brasil teve na indústria criativa da televisão nacional.

Artistas que morreram em 2013 foram lembrados: Cleyde Yáconis, Jorge Dória, Ênio Gonçalves, Fauzi Arap, Glauco Mirko Laurelli e Silnei Siqueira.

Diversidade sexual e ausência de Anitta

Fernanda Lima, que teve a beleza elogiada no palco por Marcelo Tas, foi com o diretor Ricardo Waddington receber o prêmio de melhor programa de variedades para Amor & Sexo. Para ela, a APCA “reconhece o talento em várias áreas artísticas e é dada por críticos especializados, por isso tem tanto peso”. A apresentadora afirmou que “jamais esperava ganhar tão cedo em minha carreira” e dedicou seu troféu “à diversidade sexual”.

Dona Jacira, mãe do rapper Emicida, subiu ao palco e explicou que o filho está em viagem ao Texas, nos EUA. Recebeu por ele o troféu de melhor intérprete de música popular e bradou: “A rua é nóis”. Anitta, que ganhou troféu revelação em música popular, não apareceu para receber. Ficou em casa e apenas mandou mensagem de texto pelo celular da empresária, que leu o recadinho no microfone.

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Tomie Ohtake, Eva Wilma e Antunes Filhos: premiados com o APCA - Fotos: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

“Críticas jogam luz”

Homenageada especial na área de dança, a coreógrafa e bailarina Ruth Rachou foi aplaudida de pé. O mesmo aconteceu com Eva Wilma, que levou homenagem especial na área de teatro. Ela dividiu o prêmio com "todos os profissionais que trabalharam com ela ao longo de seus 60 anos de carreira" e fez dedicação especial a dois diretores cruciais em sua trajetória: José Renato e Antunes Filho.

Antunes, por sua vez, que levou melhor espetáculo com Nossa Cidade, agradeceu a Ilka Zanotto pelas “críticas que sempre jogaram luz” em seu trabalho e também ao diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

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Leonardo Ventura e Antunes Filho: melhor espetáculo de teatro para Nossa Cidade - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

A crítica Maria Thereza Vargas, que abocanhou o grande prêmio da crítica teatral, agradeceu aos colegas jornalistas e confessou que tinha “a impressão de que este seria” seu “último prêmio”. Dedicou o troféu “à Maria Clara Becker Chagas, filha de Walmor Chagas e Cacilda Becker, a quem devo a melhor parte de minha vida profissional”. Ela foi premiada pelo livro sobre Cacilda Becker e pela sua marcante trajetória como pesquisadora teatral.

Ainda na área teatral, Kiko Marques levou melhor dramaturgo por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, com a Velha Companhia. “Receber um prêmio depois do Antunes não é fácil”, brincou. Dedicou à filha, Anita, que nasceu durante a temporada do aclamado espetáculo.

Cassio Scapin, o melhor ator de teatro por Eu Não Dava Praquilo, no qual interpretou Myriam Muniz, em memória de quem dedicou seu troféu, contou que esta foi a segunda vez que levou o troféu para casa, já que ganhou revelação no começo da carreira.

Filha de Débora Falabella

Um dos momentos mais enternecedores foi quando Yara de Novaes subiu de mãos dadas com Nina, filha de Débora Falabella – que em viagem à Índia – para receber o troféu de melhor atriz de teatro que ambas ganharam pela peça Contrações, do Grupo 3 de Teatro. “A Débora queria muito estar aqui, por isso mandou a filha dela, a Nina, para representá-la”.

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Denise Fraga e Cássio Scapin: melhor atriz de cinema e melhor ator de teatro da APCA - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Dagoberto Feliz, eleito melhor diretor de teatro por Folias Galileu, lembrou que seu grupo, o Folias D’Arte, só existe graças ao Programa de Fomento ao Teatro, incentivo público às artes cênicas dado pela Prefeitura de São Paulo. E ainda agradeceu aos “críticos que ainda escutam o que está acontecendo na cidade”.

Fernando Neves subiu ao palco com seu grupo, Os Fofos Encenam, para receber o prêmio especial em teatro pelo projeto Baú da Arthuzza e dedicou “aos grandes atores populares do Brasil, que começaram tudo”. Citou Dercy Gonçalves, Oscarito e Grande Otelo. Os agraciados do teatro infantil chamaram a atenção de todos pela empolgação. As companhias subiram no palco com todos os integrantes para receber os troféus.

Também marcaram presença na festa Celso Láfer, ex-ministro das Relações Exteriores e professor de direito, que escreveu um livro sobre Norberto Bobbio, premiado em literatura, o arquiteto Carlos Lemos, que dedicou seu prêmio a Oscar Niemayer. Homenageada na categoria música popular, Angela Maria não pôde estar presente.

Veja, abaixo, todos os nomes dos vencedores da APCA:

apca 6 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Dagoberto Feliz, melhor diretor de teatro, Kiko Marques, melhor autor de teatro, e Felipe Hirsch, melhor diretor de TV: agraciados com o APCA - Foto: Eduardo Enomoto; veja galeria de fotos da festa da APCA!

Veja galeria de fotos da festa da APCA!

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica: Maria Thereza Varga (pela brilhante trajetória profissional de pesquisadora teatral e pelo livro Cacilda Becker – Uma Mulher de Muita Importância)

Espetáculo: Nossa Cidade (CPT – direção de Antunes Filho)

Diretor: Dagoberto Feliz (espetáculo Folias Galileu)

Autor: Kiko Marques (por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, da Velha Companhia)

Ator: Cássio Scapin (por Eu Não Dava Praquilo)

Atriz: Débora Falabella e Yara De Novaes (por Contrações)

Prêmio Especial: Projeto Baú de Arethuza (Cia. Os Fofos Encenam)

Prêmio Especial: Eva Wilma (60 Anos de Carreira)

Homenagem a Artistas Falecidos: Cleyde Yáconis, Fauzi Arap e Ênio Gonçalves

Votaram: Afonso Gentil, Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão,  Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici.

TEATRO INFANTIL

Grande Prêmio da Crítica: A Rainha Procura (Cia. do Quintal)

Melhor Espetáculo de Animação/Bonecos: Cocô de Passarinho (Cia. Noz)

Melhor Espetáculo de Dança Para Crianças: Uma Trilha para sua História (direção de Gustavo Kurlat)

Melhor Espetáculo de Rua Para Crianças: Mário e as Marias (Cia. Lúdicos)

Melhor Espetáculo Musical para Crianças: Empate entre Operilda na Orquestra Amazônica (Oásis Produção, dir. de Regina Galdino) e Menino Lua (dir. Fernanda Maia)

Melhor Espetáculo para Jovens: Lampião e Lancelote (dir. Débora Dubois)

Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa.

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra
: Carlos A. C. Lemos

Melhor obra: Biblioteca Brasiliana Mindlin – Autores: Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb

Obra referencial: Centro Paula Souza – Autores: Pedro Taddei e Francisco Spadoni

Registro de arquitetura: Nelson Kon

Fronteiras da arquitetura: Bom Retiro 958 metros – Autores: Guilherme Bonfanti (luz) e Carlos Teixeira (direção de arte)

Promoção à pesquisa: Concurso Estação Antártica Comandante Ferraz/ SECIRM – Secretaria da Comissão Interministerial para Recursos do Mar/ Secretário Geral Contra-Almirante Marcos Silva Rodrigues

Urbanidade: Conjunto Residencial Jardim Edite – Autores: MMBB Arquitetos (Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco) e H+F Arquitetos (Eduardo Ferroni e Pablo Hereñú)

Votaram: Abílio Guerra, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli.

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Maria Martins – Metamorfoses - MAM

Exposição Internacional: Mestres do Renascimento - CCBB

Exposição: Waldemar Cordeiro – Itaú Cultural

Multimídia: William Kentridge – Pinacoteca do Estado

Fotografia: Sebastião Salgado – Sesc Belenzinho

Retrospectiva: Antonio Henrique Amaral – Pinacoteca do Estado

Homenagem: Walter Zanini

Votaram: Antonio Santoro Jr., Antonio Zago, Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Luiz Ernesto Machado Kawall, Marcos Rizolli e Paulo Klein.

CINEMA

Filme: O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho

Prêmio Especial do Júri: Esse Amor que nos Consome, de Allan Ribeiro

Diretor: Kleber Mendonça Filho, por O Som ao Redor

Roteiro: Hilton Lacerda, por Tatuagem

Ator: Rodrigo Garcia, por Tatuagem

Atriz: Denise Fraga, por Hoje

Documentario: O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares

Votaram: Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo.

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: 50 Anos de Dança Moderna, de Ruth Rachou

Pesquisa em Dança: Grupo Proposição, pela investigação continuada

Bailarina Revelação: Alda Maria Abreu, do Taanteatro, por Androgyne Sagração do Fogo

Projeto Artístico: O Confete da Índia, de André Masseno

Criação em Dança: Projeto Propulsão/O que faz Viver-parte 2: Seguinte, da Keyzetta e Cia.

Criadora-Intérprete: Maria Paula Rego Monteiro, pelo solo Terra, do Grupo Grial

Bailarino: Luciano Fagundes, por Húmus, da Companhia Antônio Nóbrega

Votaram: Ana Teixeira, Flávia Couto, Helena Katz, Joubert Arrais, Katia Calsavara e Renata Xavier.

LITERATURA

Grande Prêmio da Crítica: Toda Poesia, de Paulo Leminski (Cia. das Letras)

Romance: Lívia e o Cemitério Africano, de Alberto Martins (Editora 34)

Ensaio/Crítica/Reportagem: Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex (Geração Editorial)

Infanto-Juvenil: As Gêmeas da Família, de Stella Maris Rezende (Globo Livros)

Poesia: Rabo de Baleia, de Alice Sant’Anna (Cosac Naify)

Contos/Crônicas: Garimpo, de Beatriz Bracher (Editora 34)

Tradução: A Anatomia da Melancolia – Volume IV – A Terceira Partição - Melancolia, de Robert Burton. Por Guilherme Gontijo Flores. (Editora UFPR)

Biografia/Memória: Norberto Bobbio: Trajetória e Obra, de Celso Lafer (Editora Perspectiva)

Votaram: Amilton Pinheiro, Gabriel Kwak, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior e Ubiratan Brasil.

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Ângela Maria

Grupo Vocal: Aindaessência

Grupo de Rock: Selton

Intérprete: Emicida

Compositor: Arnaldo Antunes

Projeto Especial: Terruá Pará

Revelação: Anitta

Álbum: Antes que Tu Conte Outra - Apanhador Só

Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa.

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: Aylton Escobar - compositor

Conjunto da obra: Maria Helena Rosas Fernandes - compositora

Personalidade: Edino Krieger

Projeto Musical I : Semana Eleazar de Carvalho – Concurso Anual Jovens Solistas

Projeto Musical II: Sérgio Bittencourt Sampaio e sua Pesquisa Musicológica em Livros

Obra vocal: Ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda

Prêmio Especial: Centro de Integração Documentação e Difusão Cultural – Unicamp na pessoa de Denise Garcia

Menções honrosas: I) Série Radiofônica de 13 programas (Cultura FM), por Samuel Kerr - Seminários de Música da Pró-Arte

II) Coral Paulistano sob a regência de Thiago Pinheiro

Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: 89 FM – pelo retorno da Rádio Rock

Internet: Rádio Sarau – www.radiosarau.com

Musical: Ricardo Corte Real – Programa Jazz Caravan – USP FM e Educativa FM de Rio Preto

Revelação: Programa João Carlos Martins – Cultura FM - SP

Humor: Band Coruja – Band FM

Prêmio Especial do Juri: Roberto Carmona – Transamérica FM – pelos 50 anos de reportagem esportiva

Variedades: Panelinha – Rádio Estadão AM/FM

Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo.

TELEVISÃO

Série: Latitudes, (TNT/YouTube – produtora Los Bragas)

Atriz: Bianca Comparato (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil e Sessão de Terapia/GNT) e Elizabeth Savalla (Amor à Vida/TV Globo)

Ator: Mateus Solano (Amor À Vida/TV Globo)

Direção: Felipe Hirsch (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil)

Programa de Variedades: Amor e Sexo (TV Globo)

Programa Jornalístico/Documentário: Presidentes Africanos (Band/Discovery - produtora Cinegroup)

Programa Infantil: Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas (Cartoon Network – produtora Glaz)

Menções Honrosas: I - Canal Arte 1 (Iniciativa Grupo Band) e II - “Sai de Baixo” (Reunião - 4 novos Episódios – Canal Viva)

Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fernanda Teixeira, João Fernando, Keila Jimenez, Leão Lobo e Paulo Gustavo Pereira.

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renata sorrah aderbal freire filho Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Renata Sorrah entrega Prêmio Shell de melhor diretor a Aderbal Freire-Filho - Foto: Divulgação/Shell

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Diante das manifestações populares, que ocorreram em 2013 e seguem neste ano, o Prêmio Shell de Teatro do Rio também iniciou a noite de entrega, nesta terça (11), em tom de protesto. A cerimônia foi no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, zona sul carioca. Contudo, barricadas e confrontos violentos ficaram de lado na capital fluminense, pelo menos desta vez.

O grupo Reage Artista, indicado a uma das categorias do evento, subiu ao palco fantasiado com capas prateadas, carregando uma faixa com os dizeres “Lei de Incentivo à Cultura Rio Já”. Uma clara referência ao Movimento das Diretas Já.

premiados1 Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Premiados posam juntos na cerimônia de entrega do Prêmio Shell do Rio - Foto: Divulgação/Shell

Em seguida, a atriz Renata Sorrah, vencedora do prêmio de melhor atriz em 2013, deu início à apresentação, aos gritos de alguém na plateia reverenciando sua personagem Nazaré Tedesco, na novela Senhora do Destino.

Ela provocou mais risos quando soltou “Eu sempre sonhei em fazer isso”, ao anunciar um dos primeiros prêmios da noite, quando tirou o papel do envelope.

shell laila garin Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Laila Garin: melhor atriz por Elias, a Musical - Foto: Divulgação/Shell

Quem ganhou foi Gabriel Moura, que concorria na categoria Música, pelo espetáculo Cabaré Dulcina. Enfático, ele não deixou de alfinetar as políticas culturais em relação ao teatro.

Logo após, vieram os vencedores na categoria iluminação, com Tomás Ribas por Moi Lui; figurino com Thanara Schönardie, por A Importância de Ser Perfeito; e cenário com Aurora dos Campos, por Conselho de Classe. Conselho de Classe e Elis, a Musical foram as peças com maior número de indicações, três cada uma.

Neste ano, uma das novidades é a categoria especial passar a ser chamada de inovação. Marcus Vinícius Faustini foi premiado pelo conceito e proposta do Festival Home Theatre. O movimento Reage Artista, que era um dos concorrentes, mereceu destaques do ganhador durante o agradecimento.

Aplaudido de pé, por todos, Aderbal Freire-Filho conquistou a concha dourada como melhor diretor, por Incêndios (confira a crítica da coluna aqui). Ele também foi uns do que direcionou uma crítica ácida à falta de incentivo cultural no país: “a pobreza do teatro é maior do que eu pensava”.

Emocionado, Aderbal agradeceu a toda equipe e ofereceu o prêmio a Marieta Severo, que não concorria à categoria de atriz neste ano. “O palco é o paraíso do ator, é o reino deles, e este vai especialmente para Marieta Severo”, diz.

Outros prêmios mais esperados da noite vieram em seguida. Julia Spadaccini, com A Porta da Frente, foi a melhor autora. Ela também concorria com sua outra peça, Aos Domingos, na mesma categoria.

enrique diaz Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

No palco, em família: Enrique Diaz é o melhor ator por Cine Monstro - Foto: Divulgação/Shell

Enrique Diaz, por Cine Monstro, ganhou como melhor ator, e Laila Garin, por Elis, a Musical, venceu a categoria melhor atriz, disputadíssima por Bárbara Paz, Zezé Polessa, Camilla Amado e Suely Franco.

A homenagem especial deste ano foi para a suíça Marie Louise Nery, por sua contribuição, durante cinco décadas, como aderecista, figurinista, cenógrafa e formadora de profissionais do teatro no Brasil.

renata Marie Louise Nery Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Ao lado da apresentadora Renata Sorrah, a suíça Marie Louise Nery (de branco), homenageada no Prêmio Shell - Foto: Divulgação/Shell

No telão, a plateia pôde vivenciar os momentos mais marcantes da carreira dela: o desfile da escola de samba Salgueiro, em 1959, uma das primeiras revoluções na estética do carnaval carioca, e o trabalho no programa Sítio do Pica-Pau Amarelo, de 1977 a 1986, confeccionando quase 150 bonecos.

Nos seus quase 90 anos, ela resistiu à dificuldade de locomoção e subiu ao palco, dando um pequeno agradecimento, mas carregado de grande emoção.

O Prêmio Shell de Teatro foi criado em 1989 e é considerado referência. A premiação é realizada no Rio e em São Paulo, onde acontecerá na próxima terça (18). O júri da capital carioca é formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Sérgio Fonta.

shell noite1 Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Noite do Prêmio Shell reuniu a classe teatral carioca no Espaço Tom Jobim - Foto: Divulgação/Shell

Veja, abaixo, em negrito, quem levou:

Música:
Delia Fischer por “Elis, a musical”
Ricco Vianna por “Jim”
Gabriel Moura por “Cabaré Dulcina”
Rodrigo Penna por “Edukators”

Iluminação:
Maneco Quinderé por “Jim”
Paulo Cesar Medeiros por “Venus em visom”
Renato Machado por “Vestido de Noiva”
Tomás Ribas por “Moi Lui”

Figurino:
Marília Carneiro por “Elis, a musical”
Thanara Schönardie por “A importância de ser perfeito”
Antônio Guedes por “O médico e o monstro”
Marcelo Pies por “Como vencer na vida sem fazer força"

Cenário:
Aurora dos Campos por “Conselho de Classe”

Joelson Gusson por “As horas entre nós”
André Sanches por “Vestido de Noiva”
Rogério Falcão por “Como vencer na vida sem fazer força”

Inovação:
Aderbal Freire-Filho, pela mobilização da classe teatral em busca da recuperação da Sociedade Brasileira de Autores (SBAT).
Movimento “Reage Artista”, por ampliar a participação dos artistas cariocas no planejamento cultural da cidade do Rio de Janeiro.
Sede das Companhias, pela dinamização do espaço com uma proposta inovadora de ocupação, promovida pelo encontro da Cia dos Atores, Os dezequilibrados e Pangeia Cia de Teatro.
Marcus Vinícius Faustini, pelo conceito e proposta do “Festival Home Theatre”.

Direção:
Aderbal Freire-Filho por “Incêndios
Bel Garcia e Susana Ribeiro por “Conselho de Classe”
Isabel Cavalcanti por “Moi Lui”
Rodrigo Portella por “Uma história oficial”

Autor:
Jô Bilac por “Conselho de Classe”
Julia Spadaccini por “A porta da frente”
Rodrigo Portella por “Antes da Chuva”
Julia Spadaccini por “Aos domingos”

Ator:
Daniel Dantas por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Enrique Diaz por “Cine Monstro”
Ricardo Blat por “A arte da comédia”
Thelmo Fernandes por “A arte da comédia”

Atriz:
Bárbara Paz por “Venus em visom”
Laila Garin por “Elis, a musical”
Zezé Polessa por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Camilla Amado por “O lugar escuro”
Suely Franco por “As mulheres de Grey Gardens- o musical”

*Átila Moreno é jornalista formado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas.

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jesus star bob sousa3 “Se acha sensual, é problema seu”, diz diretor Jorge Takla sobre polêmica Jesus Cristo Superstar

Martírio de Jesus ao ritmo de rock n' roll: Igor Rickli interpreta Cristo no musical - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Quase 45 anos depois de seu lançamento na Broadway, o musical Jesus Cristo Superstar ainda consegue causar polêmica.

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Negra Li é Maria Madalena na peça - Foto: Bob Sousa

O foco da vez é a imagem de divulgação da versão brasileira do espetáculo, que traz o Igor Rickli, que vive Jesus, sem camisa, com a coroa de espinhos e a mão nos bolsos de uma calça.

A superprodução que estreia no Teatro do Complexo Ohtake Cultural nesta sexta (14) tem direção de Jorge Takla e produção da T4F.

Apesar de confidenciar à reportagem, nos bastidores da coletiva de imprensa de lançamento da montagem, que “polêmica ajuda a vender ingresso”, o diretor Jorge Takla afirmou que não quer ofender ninguém com a imagem.

— A imagem que a Igreja Católica tem de Jesus é semelhante à nossa. Toda igreja tem um Jesus sem camisa, com coroa de espinhos e com a fraldinha. Nós ainda estamos com calça jeans no nosso.

O diretor afirma que a escolha de Rickli para o papel não foi dele. E revela que havia três atores finalistas para o papel, e que a decisão final partiu do escritório londrino que detém os direitos da montagem do musical de Andrew Lllowd Webber e Tim Rice.

Takla conta que fez uma versão "mais clean" em comparação com o original, "mais hippie". A versão para as letras, elogiada pelo diretor, é assinada por Bianca Tadini e Luciano Andrey. A coreografia é de Anselmo Zolla.

"É problema seu"

Questionado pelo R7 sobre a sensualidade da foto de divulgação, o diretor fez a seguinte afirmação:

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Igor Rickli, ainda de camisa, na cena do Gólgota - Foto: Bob Sousa

— Se você acha que é sensual, é um problema seu. Eu não acho. Mas tenho de dar parabéns ao departamento de marketing.

Rickli contou que já sente a reação das pessoas diante da polêmica em torno de seu personagem.

— Algumas pessoas ficaram ofendidas, outras gostaram [da foto de divulgação com ele sem camisa]. Eu me simpatizo com a figura de Cristo. Ontem, no ensaio aberto, muitas pessoas disseram que o musical conseguiu tocá-las. Quanto a estar sem camisa no cartaz, é um tabu que está na cabeça das pessoas.

Takla fez questão de dizer que é “católico e cristão”. E que respeita todas as religiões.

— O Brasil é um país laico. Essa peça não fere em nada minha fé. É normal uma obra de arte gerar polêmica. Ela serve para isso. Todo mundo tem o direito de não gostar como temos o direito de nos expressar. Polêmica é normal, acho saudável.

Durante a entrevista coletiva de lançamento do espetáculo, na última segunda (10), Takla dizia aos jornalistas que aproveitassem a passagem de cena, porque depois “teriam de comprar ingressos para ver”. O problema foi que a luz do teatro acabou justamente na cena da crucificação, na qual Rickli fica sem camisa, deixando a todos no escuro.

Jesus Cristo Superstar
Quando: quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 130 min. Até 8/6/2014.
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: de R$ 25 (meia) a R$ 230
Classificação etária: 12 anos

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Cena da crucificação de Jesus Cristo Superstar: luz acabou no minuto seguinte - Foto: Bob Sousa

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