leandro knopfholz annelize tozetto Com 422 peças, Festival de Teatro de Curitiba é o principal do Brasil: “Não é só para classe teatral, é para o público também”, diz Leandro Knopfholz

Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba, na manhã desta terça (24): "Não é um evento só para a classe teatral, é para o grande público também" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos ANNELIZE TOZETTO e
DANIEL SORRENTINO/Clix

Se o número de público acumulado em 24 edições o transformasse em uma cidade, o Festival de Teatro de Curitiba seria a terceira maior do Brasil. Já levou 5 milhões de pessoas ao teatro, número menor apenas do que as populações de São Paulo e do Rio. A própria Curitiba com seu 1,8 milhão de habitantes ficaria em nono lugar na mesma lista. Já se a brincadeira fosse transformar cada peça apresentada no Festival em uma cidade, o Festival de Teatro de Curitiba, com suas mais de 7.000 peças encenadas até hoje, ganharia fácil do próprio Brasil, que só teria 5.570 municípios a oferecer.

É com esta mistura de grandiosidade e tradição que começa nesta terça (24) e vai até o próximo 5 de abril a 24ª edição do maior e mais importante festival das artes cênicas no País: o Festival de Teatro de Curitiba, o maior da América Latina.

Curitiba teve público de 230 mil na última edição

Em tempos de crise econômica e com a concorrência de outros eventos do tipo, como a MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), Curitiba exibe seus números na batalha cênica. Só em 2014, o festival paranaense levou 230 mil pessoas ao teatro com um orçamento de R$ 6,5 milhões e quase 500 espetáculos.

Para se comparar, a MITsp deste ano, com orçamento de R$ 3,2 milhões para 12 peças, teve 17,5 mil pessoas de público em números prévios, já que o balanço final do festival paulista não foi divulgado pelos seus organizadores até o fechamento desta reportagem, nove dias após A MITsp acabar.

Ainda comparado à recente MITsp, o Festival de Teatro de Curitiba tem retorno de público maior: 13 vezes mais espectadores. E também leva mais gente ao teatro gastando menos. O gasto por espectador em 2014 em Curitiba foi de R$ 28,26. Já a segunda edição da MITsp, neste ano, gastou 653% a mais com cada espectador: R$ 182,85 por pessoa.

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Fila gigante de público no centro histórico curitibano para ver uma peça de teatro: 230 mil pessoas foram ao Festival de Teatro de Curitiba em 2014 - Foto: Daniel Sorrentino/Clix/Arquivo R7

O orçamento do Festival de Teatro de Curitiba em 2015 é de R$ 6,5 milhões, o mesmo número de 2014 — mas que vale menos, já que a inflação foi alta nos últimos 12 meses e o dólar subiu a níveis estratosféricos. O número é distante dos R$ 8 milhões de 2013, ano de orçamento recorde. Mas, o evento segue firme com uma receita simples.

O R7 apurou que, para seguir grandioso mesmo com os cortes, a direção do evento conta com a colaboração de artistas, empresários, produtores e parceiros de longa data, que toparam renegociar valores. É assim que Curitiba segue apostando na diversidade de estilos e também numérica como receita de seu sucesso.

Nos 13 dias de evento deste ano serão 422 espetáculos ao todo: 29 na Mostra Oficial e 393 no Fringe, a tradicional mostra paralela, onde se pode ver de tudo um pouco, como é desejável no ambiente artístico democrático. E há novidades. Este ano serão sete estreias nacionais e quatro espetáculos internacionais: A House in Asia, Double Rite, Surfacing e Numax. A peça Dias de Luta, Dias de Glória, com a trajetória de Chorão, da banda Charlie Brown Jr. é um dos destaques também.

dias de gloria luis franca Com 422 peças, Festival de Teatro de Curitiba é o principal do Brasil: “Não é só para classe teatral, é para o público também”, diz Leandro Knopfholz

O roqueiro Chorão será homenageado no palco do Festival de Teatro de Curitiba: Dias de Luta, Dias de Glória, peça sobre sua vida e sua música, está na programação - Foto: Luis França/Divulgação

O Festival de Teatro de Curitiba movimenta a economia não só da capital paranaense como a nacional também, sobretudo a área ligada aos transportes, serviços e hotelaria. Afinal, cerca de 1.500 artistas do País e de fora dele rumam para a cidade para participar de espetáculos (fora os turistas apaixonados pelo teatro que programa férias para o período em Curitiba), o que o torna o um festival definitivamente de peso e de repercussão nacional como nenhum outro.

Quem recebe toda essa gente a partir desta terça-feira (24) é Leandro Knopfholz, fundador e diretor geral do festival. Em tempos de crise, faz questão de agradecer os patrocinadores: a apresentação do Banco Itaú e Tradener, e os patrocínios da Renault do Brasil, da Petrobras, da Copel, da Fundação Cultural de Curitiba/Prefeitura de Curitiba e da UEG Araucária, além do apoio da Itaipu Binacional.

Direto de Curitiba, Knopfholz conversou, com exclusividade, com o Atores & Bastidores do R7 sobre o evento e seu atual cenário na manhã desta terça (24).

Leia com toda a calma do mundo.

leandro knopfholz annelize tozetto2 Com 422 peças, Festival de Teatro de Curitiba é o principal do Brasil: “Não é só para classe teatral, é para o público também”, diz Leandro Knopfholz

Leandro Knopfholz: "Festival de Curitiba não esconde informações, somos transparentes" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como o Festival de Teatro de Curitiba reage à forte concorrência de outros festivais, como a MITsp?
LEANDRO KNOPFHOLZ — O Festival de Teatro de Curitiba tem a proposta de conversar com o público. É seu grande diferencial. O teatro é a manifestação mais antiga que a gente conhece. Desde que o homem sentou-se em volta da fogueira para contar com um graveto que um bicho grande corria atrás dele, fazia teatro de alguma forma. O teatro continua sendo uma forma envolvente de se contar uma história. Isso é simples, mas é muito. A gente vive o momento em que a atenção das pessoas está cada vez mais dividida, as pessoas conversam com você e param para ver o celular. A atenção está dispersa por uma série de tecnologias, mas hoje você não tem só mais o graveto. Tem diversas formas de se contar a história. Mas, antes de tudo, ela precisa se comunicar. O festival entende teatro como uma arte que se comunica com o público, com espetáculos impactantes e que tocam as pessoas em diversas camadas, racional e emocionalmente.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O Festival de Teatro de Curitiba desmistifica o teatro?
LEANDRO KNOPFHOLZ — Sim. O Festival entende o teatro como uma arte que comunica. Ele convida o público para ir ao teatro de uma maneira corriqueira, como se fosse ao cinema. Não sei por que o teatro ainda tem uma cara mais solene. Se eu te convido para ir ao cinema, a gente sai do trabalho e vai. Já o teatro tem aquela coisa de ir para a casa antes e se arrumar todo. A gente quer desmistificar o teatro, mostrar que ele é uma coisa bacana, fácil, não precisa criar barreiras formais para ir ao teatro. O teatro é fácil, direto, se comunica e é envolvente.

rua FOTO daniel sorrentino Com 422 peças, Festival de Teatro de Curitiba é o principal do Brasil: “Não é só para classe teatral, é para o público também”, diz Leandro Knopfholz

Espaço para o teatro de rua: Festival de Teatro de Curitiba tem boa relação entre investimento e retorno de público - Foto: Daniel Sorrentino/Clix/Arquivo R7

MIGUEL ARCANJO PRADO — Voltando a comparar vocês com a MITsp, Curitiba tem público de 230 mil pessoas contra 17,5 mil do festival paulista em números prévios. Como vocês conseguem atingir tanta gente?
LEANDRO KNOPFHOLZ — Acho que um dos nossos diferenciais é o Fringe, a nossa mostra paralela democrática, que faz com que os números fiquem muito maiores e que oneram menos o festival do que uma mostra internacional. E acho que a gente busca o público. Pensamos: quanto mais cheia a sala mais barato fica o espetáculo. Se a casa fica vazia, uma peça pode custar R$ 10 mil por pessoa, se você enche, esse valor pode cair  para R$ 10. Por isso, a gente vai atrás do público.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O orçamento é o mesmo do ano passado, mas o cenário atual é de crise econômica e alta do dólar. Como vocês lidam com isso?
LEANDRO KNOPFHOLZ — A gente diminuiu a programação de 38 para 29 peças na Mostra Oficinal e cortamos uma série de coisas. Tivemos de cortar custos, sim. Diminuímos convidados e outra série de questões. Renegociei com alguns fornecedores. A tradição nos ajudou, isso sem dúvida. A credibilidade e o carinho com o evento foram coisas importantes para realizar esta edição. O festival sem dúvida tem um patrimônio que é sua história e sua tradição, que são as relações criadas, que transcendem o contato puramente comercial. O festival é ume esforço conjunto de todos os envolvidos. E isso é muito importante.

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Público vê peça gratuita do Festival de Curitiba: "A cidade, em todas as suas camadas, está envolvida no evento; e você só pode ser global se você é forte local", diz Leandro Knopfholz - Foto: Daniel Sorrentino/Clix/Arquivo R7

MIGUEL ARCANJO PRADO — O Festival de Teatro de Curitiba sempre faz questão de divulgar seu balanço em seu último dia de evento. Outros festivais seguram os números ou sequer os divulgam. O balanço da MITsp por exemplo não sai até esta nossa conversa, nove dias após o término. Qual a importância para você de um evento deste porte ser transparente com a imprensa, os artistas e o público?
LEANDRO KNOPFHOLZ — Respeitamos muito o público, a imprensa, os artistas, os produtores e os patrocinadores. Eu acho que o mundo é cada vez mais transparente. Na TV digital que meu pai comprou você vê a espinha da apresentadora do telejornal. É impossível você esconder qualquer coisa. O cidadão está com o dedo no nariz e alguém tira uma foto e coloca na rede social. O mundo é online, a TV é digital. A informação circula muito rápido. Não tem como maquiar ou distorcer. A gente tem uma filosofia aqui de administrar por indicadores. Para você administrar você tem de medir. Como trabalhamos com muitos fornecedores e parceiros, a gente tenta fazer com que essa informação flua da maneira mais rápida, precisa e transparente possível. A gente não esconde nada.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que o Festival de Teatro de Curitiba tem que os outros festivais não têm?
LEANDRO KNOPFHOLZ — Tem uma história de 24 edições e isso leva a tudo: às relações interpessoais consolidadas, à tradição, ao carinho e ao orgulho que a classe teatral de todo o País e o curitibano tem do evento. O envolvimento das pessoas com o evento no dia a dia é incrível. Ontem, por exemplo, fui pegar meu carro estacionado, e a moça da zona azul do trânsito viu que eu era “o cara do festival” e veio me pedir se eu tinha o livrinho da programação, porque ela queria se programar. Isso é uma percepção que a cidade, em todas as suas camadas, está envolvida no evento. E você só pode ser global se você é forte local. Por isso, o Festival de Teatro de Curitiba é o maior e o mais importante festival de teatro do Brasil, conhecido em todo o mundo. Porque o Festival de Teatro de Curitiba não é um evento só para a classe teatral, é para o grande público também.

sorrentino Com 422 peças, Festival de Teatro de Curitiba é o principal do Brasil: “Não é só para classe teatral, é para o público também”, diz Leandro Knopfholz

Público lota arquibancadas na peça chilena El Hombre Venido de Ninguna Parte, em 2014, na praça Santos Andrade, uma das principais de Curitiba - Foto: Daniel Sorrentino/Clix/Arquivo R7

Leia a cobertura do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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lee taylor eduardo enomoto r7 4 Lee Taylor busca ajuda para espetáculo do NAC

Lee Taylor: NAC faz campanha para montar seu novo espetáculo - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Lee Taylor, ator e coordenador do NAC (Núcleo de Artes Cênicas), está em busca de apoio para o novo espetáculo do grupo, DOC. (des)prezados.

O objetivo é angariar fundos para a montagem da peça, que já conquistou 115 colaboradores até o momento. A montagem é inspirada em depoimentos de pessoas comuns que viveram situações de desprezo.

“Faltam apenas três dias na campanha e precisamos de mais parceiros para atingirmos nossa meta, pois se isso não acontecer, perderemos todo o valor arrecadado nestes 60 dias de campanha”, explica Lee.

A meta é arrecadar R$ 10.600, dos quais R$ 8.140 já foram arrecadados até a manhã desta terça (24).

Quem se interessar pode contribuir com R$ 30, o que garante um ingresso quando a peça estrear. Já quem doar R$ 40 vai ganhar um par de entradas. Saiba aqui como colaborar.

O NAC também está com inscrições abertas para sua nova turma de atores. O último dia para se inscrever é esta quarta (25). Saiba mais e faça aqui sua inscrição. Desde 2014, o NAC tornou-se um curso de extensão, em nível de aperfeiçoamento, do Instituto de Artes da Unesp. Atualmente o faz residência artística na Casa das Caldeiras.

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ariane rocha Após Vitória, Ariane Rocha faz teatro no Rio

Antonio Bento Ferraz, Emilio Boechat e Ariane Rocha no palco - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Ariane Rocha não quer saber de descanso. Mal terminou a novela Vitória, na Record, na última sexta (20), ela voltou ao teatro.

Ariane está no elenco da peça O Sol Está Quente e a Água Está Ótima, em cartaz no Teatro O Tablado, no bairro Jardim Botânico, zona sul do Rio. Ela contracena na obra com seu namorado, Antonio Bento Ferraz.

“Não quero parar de trabalhar, nada de férias agora", afirma, resoluta. A peça é de autoria de Emilio Boechat, também do time de roteiristas da nova novela da Record, Os Dez Mandamentos.

A atriz ainda faz parte do canal Aturando, no Youtube, com bastidores da TV. A série já vai para a terceira temporada.

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fernanda chamma foto bob sousa O Retrato do Bob: Fernanda Chamma, dança calienteFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Fernanda Chamma transformou-se em um dos nomes mais fortes da dança para musicais no Brasil. Bailarina formada em clássico, migrou para a linha de shows e fez cursos de especialização nos Estados Unidos e na Inglaterra. Não à toa, foi escolhida pela equipe de Whoopi Goldberg para ser a diretora residente no Brasil do musical Mudança de Hábito, em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo, onde posou para o nosso Bob Sousa. Além das aparições na TV, como jurada do Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, também coreografa números de dança na teledramaturgia da Globo. Nos palcos, foi responsável pelo bailado de sucesso de musicais como Alô, Dolly!, A Gaiola das Loucas, Hairspray e Garota Glamour, entre outros. Ainda dirigiu a versão argentina de A Família Addams, em Buenos Aires, no ano passado. Afinal, Fernanda é dança caliente.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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156211 Claudio Marzo foi o ator de teatro que virou galã

Claudio Marzo, na novela Desejo Proibido, de 2007, na Globo - Foto: João Miguel Jr.

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Claudio Marzo, que morreu neste domingo (22), aos 74 anos, no Rio, foi um dos grandes atores que o Brasil conheceu, sobretudo por uma das mais bem sucedidas carreiras na televisão, onde fez personagens de destaque. Começou no teatro, mas foi na TV que se tornou galã de sucesso e reconhecido.

O paulistano integrou o começo do Teat(r)o Oficina, dirigido até hoje por José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso. Além de atuar no palco, como na peça Pequenos Burgueses, de 1963,  também fazia dublagens. Em 1965, recebeu a proposta para entrar no primeiro elenco da Globo, e mudou-se de São Paulo para o Rio. Na segunda novela da emissora, A Moreninha, já estava no elenco.

Mas, Marzo já tinha experiência em televisão. Tinha sido figurante da TV Paulista e também ator da TV Tupi. Ao projeto Memória Globo, ele declarou o que pensava em sua juventude: "Na época, eu acreditava, ingenuamente até, que o teatro pudesse modificar o mundo”, afirmou.

regina claudio Claudio Marzo foi o ator de teatro que virou galã

Com Regina Duarte, Claudio Marzo formou um dos casais de maior sucesso na TV - Foto: Divulgação

Foi em Véu de Noiva, de 1969, de Janete Clair, na qual fez par com Regina Duarte que se tornou um galã reconhecido em todo o País. Mas foi em 1970 que conheceu o sucesso estrondoso da novela Irmãos Coragem, também de Janete e na qual deu vida a Duda, um dos irmãos mineiros.

Ainda em depoimento para o Memória Globo, ele revelou que foi difícil lidar com o sucesso televisivo, sobretudo por ter vindo dos palcos. Este era seu grande dilema: um ator de teatro que virou galã: "Eu não queria fazer sucesso em televisão. Eu queria ser ator de teatro, entende? E achava que, na minha cabeça, na época, fazer sucesso em televisão era uma coisa que te queimava. Novela, televisão, isso era uma coisa inferior. Mas eu precisava trabalhar”, declarou.

Entre 1988 e 1993, ficou fora da Globo, período em que trabalhou na extinta TV Manchete, onde participou, entre outras produções, do clássico Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, uma de suas novelas preferidas. A volta à Globo foi em Fera Ferida, de Walther Negrão, em 1993. Em 1995, atuou no remake de Irmãos Coragem, como o coronel Pedro Barros. O trabalho mais recente do ator na TV foi na série Guerra e Paz, de 2009, como Capitão Guerra.

Entre suas peças marcantes, estão O Santo Inquérito, de 1976, A Serpente, de 1980, O Tiro Que Mudou a História, de 1991, e Anos de Fausto e Fausto, de 1999.

No cinema, atuou em produções clássicas, como O Homem Nu, baseado no romance de Fernando Sabino e com direção de Hugo Carvana, em 1997. Por seu desempenho, levou o Kikito de melhor ator no Festival de Gramado.

1997 o ator claudio marzo em cena do filme o homem nu de hugo carvana 1379514222698 666x1024 Claudio Marzo foi o ator de teatro que virou galã

Claudio Marzo em cena do filme O Homem Nu, de Hugo Carvana - Foto: Divulgação

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Pre estreia do espetaculo teatral Paixao e Furia Callas o Mito 10 Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

Bailarinos do Studio3 Cia. de Dança agradecem os aplausos do público de SP - Foto: Raphael Castello/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Studio3 Cia. de Dança retorna a São Paulo com seu espetáculo Paixão e Fúria - Callas o Mito, após passar por Paris e Milão. A obra, que está no Teatro Sérgio Cardoso, tem coreografia de Anselmo Zolla e direção teatral, roteiro e cenário de José Possi Neto, além de direção geral de Evelyn Baruque.

Com argumento de Michel Archimbaud, o espetáculo conta, por meio da dança contemporânea, a vida de Maria Callas (1923-1977), considerada a maior cantora lírica do mundo durante o século 20.

Veja galeria completa de fotos do espetáculo!

Dividido em cinco atos, a montagem repleta de poesia perpassa a vida da artista, com figurinos impactantes  e uma iluminação que casa com os sentimentos propostos pela dança. Cheias de força, Marilena Ansaldi e Vera Lafer dividem a personagem-título, oferecendo nuances distintas à mesma Callas.

A diversidade também está presente no corpo de bailarinos formado Alexandre Nascimento, Anderson Ribeiro, Beth Risoléu, Dilênia Reis, Edgar Dias, Israel Alves, Jefferson Damasceno, Jurandir Fanarof, Laudinei Delgado, Laura Mayer, Liliane Benevento, Liris do Lago, Luciano Martins, Mara Mesquita, Melissa Soares, Paula Miessa, Paula Zonzini, Sérgio Galdino e Vera Lafer.

Veja galeria completa de fotos do espetáculo!

Estes trazem uma nova proposição à dança, mostrando que corpos distintos podem se expressar de forma envolvente no palco. O espetáculo faz última apresentação neste domingo (22), às 18h, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

A sessão deste sábado (21) recebeu nomes como Zizi Possi, Claudia Raia, Sophia Raia, Jarbas Homem de Mello e Chico César. Veja:

Sophia Raia e Claudia Raia e Jarbas Homem de Melo Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

Claudia Raia foi acompanhada da filha, Sophia, e do namorado, Jarbas Homem de Mello: ao fim do espetáculo, a atriz gritou "bravo" várias vezes da plateia - Foto: Raphael Castello/AgNews

Zizi Possi e Jose Possi Neto 2 Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

Zizi Possi foi prestigiar a obra dirigida pelo irmão, José Possi Neto - Foto: Raphael Castello/AgNews

Pre estreia do espetaculo teatral Paixao e Furia Callas o Mito 8 Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

Vera Lafer, à direita, agradece o aplauso do público - Foto: Raphael Castello/AgNews

Pre estreia do espetaculo teatral Paixao e Furia Callas o Mito 3 Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

Marilena Ansaldi agradece os fortes aplausos - Foto: Raphael Castello/AgNews

Pre estreia do espetaculo teatral Paixao e Furia Callas o Mito 91 Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

Os bailarinos foram fortemente aplaudidos e a cortina precisou ser reaberta, para que eles continuassem agradecendo ao público do Teatro Sérgio Cardoso - Foto: Raphael Castello/AgNews

Chico Cesar 2 Paixão e Fúria dá vida a Maria Callas com dança poética

O cantor e compositor Chico César também prestigiou a noite - Foto: Raphael Castello/AgNews

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opera do malandro theatro NET 10 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

Adrén Alves, o grande destaque do elenco, é ovacionado pelo público paulista - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A noite desta sexta-feira (20) foi de pré-estreia para convidados em São Paulo do musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque, com direção de João Falcão. Um dos charmes da montagem é ter papéis femininos vividos por homens. O grande destaque do elenco é o ator Adrén Alves, na pele da inescrupulosa Vitória. A sessão reuniu personalidades no Theatro NET São Paulo, no shopping Vila Olímpia. Veja quem foi:

rubens ewald filho 2 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

O jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho esteve na sessão - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

talytha pugliesi 3 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

A top model Talytha Pugliesi chamou a atenção com seu vestido vermelho - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

marina de sabrit 2 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

A socialite Marina de Sabrit também compareceu ao musical - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

fernando haddad e ana estela e filho 5 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, levou sua família à peça - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

CEP 2365 2 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

Thammy Gretchen também chamou a atenção entre os convidados - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

opera do malandro theatro NET 8 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

O ator Eduardo Landim, que vive Geni, ficou emocionado com os aplausos - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

opera do malandro theatro NET 27 Chega a São Paulo Ópera do Malandro de Chico Buarque por João Falcão; veja quem já viu

Elenco e músicos do musical Ópera do Malandro são aplaudidos de pé em SP - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

 

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AGNews Ailton Graca e Marcello Airoldi Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

Marcello Airoldi e Aílton Graça dividem a cena no espetáculo Intocáveis - Foto: Raphael Castello/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os atores Aílton Graça e Marcelo Airoldi estrearam a peça Intocáveis no Teatro Renaissance (al. Santos, 2233), em São Paulo, nesta sexta (20).

Eles receberam amigos da classe artística em uma sessão especial. A obra é a primeira adaptação no teatro para o homônimo filme francês de 2011, dirigido por Olivier Nakache e Éric Toledano, que mostra a convivência e a amizade entre um homem negro pobre e um rico branco em Paris. O longa foi inspirado em fatos reais.

A montagem tem direção geral de Iacov Hillel, adaptação de José Rubens Siqueira e produção de Marcella Guttmann. No elenco, ainda estão Eliana Guttman, Bruna Miglioranza, Livia La Gatto, Ricardo Ripa e Sidney Santiago Kuanza. Zezé Motta ainda faz participação em vídeo.

A temporada paulistana vai até 31 de maio, sexta, 21h30, sábado, 21h, e domingo, 19h30. O ingresso custa R$ 80 na sexta e no domingo, já no sábado é R$ 100, em valores de inteira.

Veja quem foi ver a peça:

Wilson de Santos Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

Wilson de Santos prestigiou os dois amigos na pré-estreia - Foto: Raphael Castello/AgNews

Luiz Villaca e Denise Fraga 2 Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

Luiz Villaça e Denise Fraga também foram assistir à peça Intocáveis - Foto: Raphael Castello/AgNews

Jandira Martini 2 Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

Jandira Martins prestigiou a estreia da peça baseada no famoso filme francês - Foto: Raphael Castello/AgNews

Eliana Rocha Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

A atriz Eliana Rocha também estava na lista dos convidados do elenco - Foto: Raphael Castello/AgNews

33LEO 3439 Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

A atriz Lívia La Gatto, que foi eleita Musa do Teatro R7, e que está no elenco - Foto: Léo Franco/AgNews

30LEO 3430 Veja quem esteve na estreia de Intocáveis, com Ailton Graça e Marcello Airoldi

O ator Sidney Santiago Kuanza, que também está no elenco - Foto: Leo Franco/AgNews

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3 Helena Ranaldi chora em estreia de peça com elenco de anões

Helena Ranaldi ficou muito emocionada com o aplauso final para a peça - Foto: Raphael Castello/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Helena Ranaldi ficou muito emocionada na noite de estreia para convidados da peça A Fantástica Casa de Bonecas, no Teatro das Artes, no shopping Eldorado, em São Paulo, neste sexta (20). Clarisse Abujamra substituiu José Wilker na direção da obra. Inspirada no texto do norueguês Henrik Ibsen, a peça é produzida por Gugs Henrique, em março. No palco, Helena contracena com dois atores anões: Fernando Vigui e Giovanni Venturini. A obra ainda tem no elenco Lara Córdula, Lili Colonnese, Veronica Ned.

A montagem, em cartaz sexta e sábado, 21h30, apresenta a rotina de Nora, vivida por Helena. Ela é uma mulher que vive para a casa e o marido. Um dia, decide jogar tudo para o alto e se rebela contra essa falsa ideia de vida perfeita, já que ela e o marido só estão juntos para manter as aparências. O cenário é, literalmente, uma casa de boneca, na qual os anões passeiam tranquilamente, enquanto o restante dos personagens se aperta e rasteja para caber no espaço. O ingresso é R$ 80 a inteira e R$ 40 a meia-entrada.

 Helena Ranaldi chora em estreia de peça com elenco de anões

A Fantástica Casa de Bonecas está em cartaz no Teatro das Artes, em SP - Foto: Raphael Castello/AgNews

2 Helena Ranaldi chora em estreia de peça com elenco de anões

Helena, que é paulista, agradeceu os fortes aplausos da plateia paulistana - Foto: Raphael Castello/AgNews

11 Helena Ranaldi chora em estreia de peça com elenco de anões

Betty Lago prestigiou Helena Ranaldi na estreia - Foto: Raphael Castello/AgNews

10 Helena Ranaldi chora em estreia de peça com elenco de anões

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ENO 0031 Marba Goicochea e Fransérgio Araújo levam Teatro Selvagem ao Peru

Marba Goicochea e Fransérgio Araújo: levando o Teatro Selvagem ao Peru - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

O ator e diretor mineiro Fransérgio Araújo e a diretora peruana Marba Goicochea, ambos radicados em São Paulo, se preparam para levar o Teatro Selvagem ao Peru.

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Ícone do teatro peruano, Mario Alejandro, do Cuatrotablas, apoia a viagem do Teatro Selvagem a Lima - Foto: Divulgação

O grupo conta com a parceria do diretor peruano Mario Alejandro, do grupo Cuatrotablas, um dos mais importantes de Lima.

"Fransérgio Araújo é especialista em Artaud e ex-ator do famoso grupo paulista Oficina e agora pode cooperar na investigação de ator com o Cuatrotablas. Junto de Marba e de outros atores, continuará a investigação do Teatro Selvagem", afirma Alejandro ao Atores & Bastidores do R7 diretor de Lima.

A residência do Teatro Selvagem será na Casa da Literatura Peruana, onde fazem oficina entre 2 e 5 de abril. No dia 8 de abril, apresentam o espetáculo O Mal Dito (El Mal Dicho, que foi traduzido por Marba - leia a crítica do R7), inspirado na obra do uruguaio Isidore Ducasse. Nos dias 11 e 12 fazem residência em Carapongo.

Para completar a verba necessária para a viagem, eles estão fazendo a rifa da Cesta Selvagem, com produtos e guloseimas peruanas. Cada cota custa R$ 10 (quem quiser colaborar pode escrever para o e-mail marbagoicochea@yahoo.com).

Veja entrevista em vídeo com Marba e Fransérgio sobre a viagem do Teatro Selvagem ao Peru:

ENO 0036 Marba Goicochea e Fransérgio Araújo levam Teatro Selvagem ao Peru

Marba Goicochea, em primeiro plano: tradução da peça e produção internacional - Foto: Eduardo Enomoto

Marba, que faz a produção internacional da viagem, é pura alegria: "Estou muito feliz. Para mim é muito importante poder levar o Teatro Selvagem para meu país, o Perú. Poder compartilhar com minha gente esta pesquisa, que graças a Fransérgio Araújo, sou parte", afirma.

ENO 0046 Marba Goicochea e Fransérgio Araújo levam Teatro Selvagem ao Peru

Fransérgio Araújo: ele quer levar o Teatro Selvagem para toda América Latina - Foto: Eduardo Enomoto

Fransérgio também comemora a viagem. E pretende ir além: "O Teatro Selvagem pretende seguir sua pesquisa por países latino-americanos. Onde reside uma cultura indígena forte que progride dentro do mundo globalizado cada vez mais carente de novas possibilidades", conclui.

Leia a crítica da peça O Mal Dito, do Teatro Selvagem

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