publico fotos emi hoshi DSC 8152 editada Domingou   O tal do aplauso em pé

Só esperamos o fim para aplaudir em pé, como se deve. Ou não? - Foto: Emi Hoshi/Clix

Por BRUNA FERREIRA*

É certo que qualquer coisa que banaliza incomoda mesmo. Criticamos, queremos saber os motivos, entender os processos e prever as consequências. Na semana passada,o jornal Folha de S.Paulo levantou a questão que já andava causando burburinho nas rodas de bate-papo após os espetáculo teatrais: o tal do aplauso em pé.

Claro que todo mundo já ficou emocionado com uma obra única, uma atuação ímpar ou um exemplo de superação nos palcos, como quando a atriz Cissa Guimarães voltou ao tablado com o espetáculo Doidas e Santas, após a morte do filho Rafael Mascarenhas, em 20 de julho de 2010, ao ser atropelado dentro de um túnel no Rio de Janeiro.

Só que nós também sabemos que não é qualquer espetáculo que nos traz esse tipo de arrebatamento. E vamos, sim, com o coração aberto! Essa história de “falta de sensibilidade” do público, me parece mais história da carochinha ou, como minha avó dizia, conversa para boi dormir.

O fato é que nem todos os espetáculos merecem o tal do aplauso em pé. Só que a gente aplaude. Todos. Como um estourar de pipoca, vai levantando um aqui, outro acolá, e quando vemos estamos lá ovacionando o diretor, o elenco, nós mesmos — que nos comportamos direitinho e desligamos os celulares.

Eu levanto. O Miguel Arcanjo Prado, a sábia voz da consciência deste blog, que está curtindo merecidas férias, já usa melhor o aplauso. No último Festival de Curitiba em que estivemos juntos, vi este bravo colunista censurar com o olhar só de “cogitar” aplaudir uma apresentação ruim. Foi sofrível mesmo, ele tinha razão.

Acontece que eu fico com pena daquele senhor, daquela menina, ou daquele perdido que foi o primeiro a se levantar para o aplauso. Não sei qual é a motivação deles. Se eles realmente amaram o espetáculo, se eles têm parentes no palco, se eles se sentem na obrigação de aplaudir em pé ou só estão deslocados.

É só um mais desavisado levantar, que lá vou eu, convicta, animada, assobiando até... Não adianta, os párias são sempre a minha nação. Os excluídos do teatro, então.

No fundo, a gente está lá aplaudindo, pois sabe que fazer de teatro no Brasil é trabalho para cabra valente. Viva todo mundo! Viva!

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado. Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

 

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marina palha felipe diniz div Dois ou Um com Marina Palha

A atriz Marina Palha fez "Rock In Rio — O Musical" e está na novela "Além do Horizonte" - Foto: Felipe Diniz

Por BRUNA FERREIRA*

A atriz Marina Palha, de 28 anos, pode roubar sua atenção pelo rosto de traços marcantes, o jeito de menina, pela atuação inteligente ou pela voz doce. Aos nove anos fez sua primeira peça, sem ter ideia de que seu futuro já estava traçado naquele momento. Aos 17 anos, fez parte do elenco da peça Confissões de Adolescente e desde então não parou mais. Atualmente no ar como a Joana, da novela global Além do Horizonte, foi no teatro que fez seu nome. Ela participou do musical Rock in Rio, interpretando a cantora Sandy. A oportunidade na TV fez com que ela desistisse do papel no espetáculo Elis, O Musical. É formada em artes cênicas pela UniRio e chegou a estudar em Roma e Los Angeles. Aqui na Dois ou Um ela mostra que gosta tanto das possibilidades quanto das escolhas.

Cantar ou dançar?
Dançar cantando! Impossível separar as duas coisas na minha vida.

Amazônia ou Los Angeles?
Estar na Amazônia me proporcionou momentos de grande sintonia com a natureza e consequentemente comigo mesma. Estar afastada dos grandes centros, naquela imensidão que é a nossa floresta e com os pés descalços na terra, foi um momento riquíssimo! Agora em Los Angeles é um encontro com o fervo da indústria cinematográfica, o que eu também não abriria mão jamais! Diria que fico com os dois, em momentos diferentes da vida.

Rock in Rio ou Os Saltimbancos?
Rock in Rio!

Sandy ou Júnior?
Fico com a individualidade de cada um.

Copa do Mundo ou Eleições 2014?
Pulo [risos]!

Casamento ou namoro?
Casamento. Acredito muito nos laços que a gente estabelece ao longo da vida. Sou de cultivar as relações. "A felicidade só é real quando compartilhada", do filme Na Natureza Selvagem.

Adolescentes ou balzaquianas?
Balzaquianas, certo! A gente melhora muito com o tempo…

Dinheiro ou vocação?
Vocação! Se você investe no que sabe, o dinheiro vem! Mais dia, menos dia, ele vem.

Rolezinho ou comerciantes?
Apoio qualquer tipo de movimento com uma causa. Sem violência, sem baderna, sem invadir o espaço alheio. Fora isso, não vejo sentido.

Cazuza ou Tim Maia?
Cazuza para os momentos de inquietude e Tim Maia no volume máximo.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado. Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

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jesus cristo rep insta Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Igor Rickli para o musical Jesus Cristo Superstar - Foto: Reprodução/Instagram

Transformação
E é assim que ficou Igor Rickli, caracterizado como Jesus Cristo, para o musical Jesus Cristo Superstar. O espetáculo entra em cartaz em março, no Teatro do Complexo Ohtake Cultural, em São Paulo. O musical ainda tem a cantora Negra Li, no papel de Maria Madalena. Esta é a segunda montagem do musical no Brasil.Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e no site da Ticket For Fun.

Sexta insana (e sábado)
O elenco do Terça Insana se apresenta em duas sessões, nos dias 31/01 e 01/02, 21h, no Teatro Bradesco, em São Paulo. No elenco estão Arthur Kohl, Carlos Fariello, Darwin Demarch, Guilherme Uzeda, Nilton Rodrigues,Sidney Rodrigues, Silvetty Montila e Thália Bombinha,além da idealizadora e atriz Grace Gianoukas. A classificação indicativa é 14 anos. Os ingressos vão de R$ 40 a R$ 80.

ESPETACULO 0 CIRCO DE UM HOMEM SO NA FOTO DUBA BECKER CREDITO DE ANDRE SCATOLIN 3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Espetáculo tem temporada prorrogada - Foto: André Scatolin/Divulgação

Mais circo
O espetáculo O Circo de um Homem Só teve a temporada prorrogada até o dia 12 de fevereiro, no Espaço Parlapatões, às quartas, 21h. O acrobata e malabarista Duba Becker é um palhaço solitário que abandona o circo e tenta se adaptar na cidade grande, mas sua vida acaba virando o picadeiro. A direção e o roteiro é de Helena Figueira.

Bons de bola
O Projeto Conexão Cultural, da Tigre, está selecionando peças de teatro que tenham o futebol como temática para seguir em mais uma turnê pelo Brasil, passando por São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Pernambuco e Paraná. As apresentações são feitas emuma estrutura 100% móvel. O Conexão Cultural tem incentivo da Lei Rouanet. Os grupos interessados devem entrar em contato pelos telefones 0/xx/48 9919-1176/3225-2600. Até hoje.

Para a criançada
O Forinho terá sua quarta edição entre os dias 01/02 e 03/02, no Itau Cultural e na Casa das Rosas, em São Paulo, com o tema O Brincar, a Improvisação e a Dança para Crianças. Realizado pela Balangandança Cia e totalmente gratuito, o evento traz questões importantes que envolvem os movimentos, a educação e a infância.

De volta aos palcos
Divórcio volta aos palcos de São Paulo, nesta sexta-feira (31), em temporada no Teatro Fernando Torres, no Tatuapé, às sextas,sábado e domingos. Suzy Rêgo e José Rubens Chachá são dois advogados que foram casados no passado. Um dia, eles se reencontram em uma ação de divórcio. Ela defende o marido. Ele defende a mulher. Agora a guerra na Justiça vira motivo para o ex-casal relembrar a própria separação. Os ingressos vão de R$ 40 a R$ 50. Informações no 0/xx/11 2227-1025.

divorcio foto Renata Bras sem nomes SITE Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Divórcio reestreia nesta sexta-feira (31), em SP - Foto: Otavio Dias/Divulgação

 

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado. Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

 

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Ediana Souza 02 Entrevista de Quinta   Ediana Souza largou o mundo corporativo pelo teatro: Sonho de criança

Ediana Souza interpreta Rebecca Gibbs em "Nossa Cidade" - Foto: Divulgação

Por BRUNA FERREIRA*

Se no palco ela pode viver uma criança, na vida real, essa jovem atriz é uma mineira decidida, de 26 anos, que desbravou a cidade de São Paulo buscando o próprio caminho. A Entrevista de Quinta de hoje é com Ediana Souza, que interpreta a personagem Rebecca Gibbs, no espetáculo Nossa Cidade, de Antunes Filho, que está em cartaz no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, em São Paulo.

Ediana também é formada em publicidade, criação e marketing. Chegou a encarar o mundo corporativo, mas nunca conseguiu se afastar dos palcos. Um sonho que nasceu quando ela ainda era uma menina, que brincava nas ruas de Belo Horizonte.

Em entrevista ao Atores & Bastidores, Didi, como é mais conhecida pelos amigos, conta um pouco dos seus sonhos e trajetória e mostra que para ser atriz, é preciso um tanto de perseverança e humildade: “Estou dando meus primeiros passos e tenho muito para aprender”.

Para ler com o brilho no olho das pessoas que são realmente apaixonadas pelo que fazem.

14 Entrevista de Quinta   Ediana Souza largou o mundo corporativo pelo teatro: Sonho de criança

Atores & Bastidores - Ediana, você é mineira, não é? Onde nasceu e passou a infância?
Ediana Souza - Sim, nasci e cresci na capital mineira, Belo Horizonte. Passei minha infância à moda antiga, brincando na rua, subindo em árvore e aproveitando os pratos que minha mãe fazia.

Desde criança você queria ser artista?
Sempre. E isso é algo em que eu penso muito, às vezes a gente tem um sonho de criança, mas que depois passa, se transforma em outra coisa. No meu caso isso não aconteceu, ainda bem [risos].

Você tem uma outra formação?
Sim. Fiz minha graduação em publicidade, criação e marketing pelo Mackenzie. Ganhei uma bolsa integral e vi ali, uma boa oportunidade de continuar estudando. Nessa mesma época, tive que optar em continuar em BH e terminar meu curso de teatro ou me mudar para São Paulo e começar uma vida nova. Foi uma decisão muito difícil, mas da qual não me arrependo. Continuei estudando teatro esse tempo todo.

Como foi a experiência trabalhando na área?
Trabalhei durante toda a faculdade. Fiz estágio durante um ano em uma agência que atende distribuidoras de filmes no País. Depois fui estagiar em um banco e fiquei lá por quatro anos na área de projetos culturais e patrocínios. Nesse período conheci o tal “mundo corporativo” e pessoas maravilhosas por quem eu sempre terei um carinho enorme. Ao mesmo tempo, sentia uma profunda falta do teatro, de viver como atriz. Continuei estudando, mas sentia que meu mergulho como artista deveria ser completo.

Hoje você está morando em São Paulo?
Moro há oito anos na cidade e mais da metade deste tempo com amigas que se tornaram minha família paulista [risos].

Como foi a decisão de sair de Minas Gerais e morar em São Paulo? Você sofreu algum perrengue com essa mudança?

De alguma forma eu sabia que esse momento chegaria, mas foi tudo muito de repente. Quando terminei o colégio fiz o Enem e acabei indo bem na prova, o que me garantiu uma bolsa de estudos em São Paulo. Foi um processo difícil, me senti muito sozinha, não tinha grana e, por algum tempo, ninguém em quem me apoiar. Mas cheguei a conclusão de que minha vida dependia de mim e eu teria que correr atrás de muita coisa. Tive que amadurecer rápido.

Quando se acostumou?
Com o tempo você vai se tornando dono da própria vida, vai conhecendo as ruas e os bairros da cidade, fazendo amigos, criando laços.

Em que lugar da cidade podemos esbarrar com você?
Sou muito caseira,mas frequento os bares e restaurantes de Pinheiros e da Augusta e também os cinemas dessa região. E principalmente o Sesc Consolação, que tem sido minha segunda casa.

05 Entrevista de Quinta   Ediana Souza largou o mundo corporativo pelo teatro: Sonho de criança

Elenco de "Nossa Cidade" - Foto: Emidio Luisi/Divulgação

Qual foi sua primeira experiência como atriz? Ficou nervosa?
Ah, acho que foi aos cinco anos quando fiz a Dona Baratinha na escola [risos]. Tinha uma caixa onde eu colocava a cabeça, o disco com a história ficava tocando atrás, um clássico! [risos]. Sempre fiz teatro na escola, mas comecei a levar mais a sério em 2002, mesmo ano em que montamos o Auto de Natal do colégio interno onde estudei. Fiquei nervosa, sem ar, e ao mesmo tempo muito feliz, e ainda fico!

Você fez o CPT (Centro de Pesquisa Teatral), que exige muita dedicação do ator. Foi difícil fazer o curso?
Eu sempre quis estar no CPT por saber que ali é uma grande escola. Tentei o CPTzinho algumas vezes, mas não passei. Um dia o Fê [Felipe Hofstatter, diretor de palco de Nossa Cidade] me ligou para fazer o teste para a Rebecca, fui, fiz o teste, voltei para o trabalho, uma hora depois ele me ligou de novo e no mesmo dia já comecei a ensaiar com o Antunes e o elenco. Não passei pelo curso, mas sabia que era uma grande oportunidade. Eu queria muito estar ali.

Como foi a experiência com o Antunes Filho? Quais lições vai levar para toda a vida?
Ser dirigida pelo Antunes é uma experiência única e muito profunda. Ele é um mestre, aprendi muito, comecei do zero. Não é fácil, é preciso ter persistência, coragem e muita vontade, eu não trocaria o que vivi ali por nada neste mundo. Aprendi que é essencial estudar muito, sempre, ter técnica, domínio do que você está fazendo no palco. É preciso evoluir como artista e ser humano, alimentar o espírito, ver bons filmes, ouvir música, ler muitos livros. Ele sempre manda a gente visitar as exposições de arte que estão na cidade [risos]. E acima de tudo, que não podemos perder a alegria que é viver.

Em que momento você percebeu que ser atriz era a sua verdadeira vocação?
É difícil dizer, estou dando meus primeiros passos e tenho muito para aprender. Sempre ouvi com muita atenção os grandes artistas, suas entrevistas e depoimentos. Lembro de uma entrevista com a Fernanda Montenegro em que perguntada sobre qual conselho ela daria a um jovem ator, ela disse que para descobrir sua vocação, essa pessoa precisa se distanciar, fazer outras coisas, mas se por estar longe do palco, isso lhe trouxer tamanho desassossego, então volte, meu caro, volte. Isso me tocou muito.

Quais as maiores dificuldades que um ator encontra no teatro?
Sinto que conseguir se manter financeiramente e viabilizar os próprios projetos são grandes desafios para o ator.

Você tem vontade de produzir seus próprios espetáculos?
Sim, muita. Acho importante saber todas as etapas do processo da criação à produção, acredito que isso também faz parte da arte de se fazer teatro, assim como no cinema e na televisão, áreas que me interessam muito.

É mais difícil ser atriz ou produtora?
Acredito que ambos tem seus desafios.

Em Nossa Cidade, você interpreta uma menina. Quantos anos você tem? O que você acha quando te oferecem personagens mais novos que você?
Estou com 26 anos. Em um primeiro momento isso me assustava um pouco, mas hoje acho bom ter uma aparência que me dá liberdade de interpretar tanto uma menina quanto uma mulher da minha idade. Faço uma participação como um índio também, e gosto muito.

Para você, sobre o que é, na essência, Nossa Cidade?
Para mim Nossa Cidade tem muitos elementos em sua essência. Fala sobre a grandeza da simplicidade dos eventos cotidianos, da vida humana. Ao mesmo tempo, percebo que a reconstrução feita para essa montagem aponta para as consequências dos nossos atos ontem, hoje e sempre.

03 63270003 Entrevista de Quinta   Ediana Souza largou o mundo corporativo pelo teatro: Sonho de criança

Ediana também é formada em publicidade, criação e marketing - Foto: Divulgação

O espetáculo foi muito elogiado pela crítica. Qual é o clima entre os atores do elenco? Estão mais tranquilos após os elogios ou o nervosismo da estreia permanece?
O elenco de Nossa Cidade é formado por pessoas muito queridas e o clima entre nós é muito bom, estamos sempre ajudando uns aos outros. Bom, é difícil falar por todos, ficamos felizes em saber que a peça está sendo bem recebida pela crítica. O nervosismo da estreia diminuiu um pouco, sim, o que é natural, mas em contrapartida estamos mais atentos ao nosso processo de pesquisa, entendemos que o trabalho não terminou e o Antunes faz questão de frisar isso. A cada dia nossa responsabilidade com o espetáculo se torna maior.

O que pensa fazer depois de Nossa Cidade?
Como estou mergulhada na temporada que reestreou, não pensei muito, mas espero que venham boas oportunidades. Também quero estudar dramaturgia e dar continuidade a alguns projetos pessoais.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado. Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

Nossa Cidade
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. 90 min. Temporada de fim indeterminado
Onde: Teatro Anchieta do Sesc Consolação (r. Dr. Villa Nova, 245, Vila Buarque, Metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 32 (inteira); R$ 16 (meia-entrada): e R$ 6,40 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

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Elenco VIRA LATAS DE ALUGUEL foto by Weslei Barba 1 Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Vira-Latas de Aluguel ganhou melhor projeto do teatro R7 em 2013 - Foto: Weslei Barba/Divulgação

Eleita o Melhor Projeto do Teatro R7 em 2013, a peça Vira-Latas de Aluguel é inspirada no icônico filme de Quentin Tarantino, Cães de Aluguel, de 1992.

Dez atores recrutados na comunidade de Heliópolis, zona sul de São Paulo, carregam a responsabilidade de fazer do espetáculo um sucesso, que voltou ao cartaz até o dia 30 de março deste ano.

Uma van, com lotação de 15 pessoas, leva o público do Sesc Ipiranga até o Metrô Sacomã, em São Paulo, em cerca de dez minutos. O espetáculo já começa a ser encenado no caminho até Heliópolis.

Aqui no Atores & Bastidores, você conhece os dez “heróis” do elenco de Vira-Latas de Aluguel, transformados em HQ pelo quadrinista Alexandre de Maio.

Veja quem é quem no espetáculo:

Bruno Ribeiro Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Bruno Ribeiro interpreta Serjão em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Bruno Ribeiro – Personagem: Serjão
Nasci na Zona Norte de São Paulo, tenho 23 anos e sempre soube que queria ser ator. Confirmei minha paixão pela arte aos 13 anos, quando entrei para o grupo de teatro de minha escola. Tentei fazer outras coisas, estudei hotelaria e comunicação social, mas sabia que faltava algo. Fui estudar teoria do teatro, entrei para o Coletivo Religare, grupo em que fiquei por três anos. Praticante de le parkour e dança contemporânea, vivo agora meu melhor papel, ''Serjão''.

Luciano José Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Luciano José interpreta Raul em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Luciano José – Personagem: Raul
Luciano José, casado, pai, 22 anos e morador da Zona Sul de São Paulo. Trabalho como auxiliar administrativo e participo do coletivo de Audiovisual O Combo de Arte Independente. Desde pequeno, já sonhava em ser ator, mas deixei esse sonho de lado por motivos de classe e condição financeira. Quando descobri que ia ser pai aos 21 anos, pensei que tudo com o que sonhara no passado havia acabado. Foi quando surgiu o projeto Vira-Latas de Aluguel, com o qual vi que meus sonhos só estavam começando.

Diego Renan Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Diego Renan interpreta o jornalista Hélio Pólis em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Diego Renan – Personagem: Jornalista Hélio Pólis
Diego Renan, 24 anos, morador da Vila Liviero. Formado em jornalismo, atualmente estudo história. O processo do espetáculo Vira-Latas de Aluguel me permitiu fazer amigos para a vida inteira, além de “sair da casca” em muitas situações durante as etapas. Aprendi a acreditar em meu potencial e, se não tive uma formação dramatúrgica ao longo da minha vida, a determinação pôde não só reduzir esse déficit, mas também agregar valores totalmente novos.

Cesar Filho Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Cesar Filho interpreta Isqueirinho em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Cesar Filho – Personagem: Isqueirinho
Cesar Filho, 23 anos e natural de São Paulo. Curso graduação em teatro na Unesp e apresento o Bom Som Periferia, programa dedicado à música periférica na web-rádio independente dos alunos da universidade. O Vira-Latas de Aluguel marca um grande passo na minha carreira e, principalmente, a certeza da possibilidade de muitos outros grandes passos, pois este é o meu primeiro trabalho profissional que, graças a muito trabalho coletivo e confiança, vem tomando proporções satisfatórias e surpreendentes.

Ana Carolina Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Ana Carolina interpreta a Carteira em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Ana Carolina – Personagem: Carteira
Ana Carolina, 19 anos. Nasci em São Paulo, mas moro em Guarulhos. Estou no 5º semestre de Rádio e TV e sou estagiária de produção. O projeto Vira-Latas de Aluguel deu um giro de 180º na minha vida e descobri o quão gratificante é atuar. A Carteira tem me proporcionado novas experiências e abriu minha mente e olhos para novos horizontes, além de levar um pouco da minha timidez embora a cada apresentação. Estou simplesmente maravilhada com tudo o que está acontecendo.

James Calegari Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

James Calegari interpreta a Geladeira em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

James Calegari – Personagem: Geladeira
James Luiz Calegari da Silva, 25 anos e morador de Heliópolis. Integrei, por 12 anos, o Instituto Baccarelli e, por sete anos, a Sinfônica Heliópolis da qual me afastei, no final do ano passado, para me dedicar ao teatro. Fazer Vira-Latas de Aluguel me fez relembrar o quanto é bom fazer teatro com pessoas apaixonadas e comprometidas com a arte; passar pelo processo de seleção e pelas oficinas decriação do espetáculo me fez crescer e trouxe novas perspectivas como artista.

Klaviany Cozy Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Klaviany Cozy interpreta a vereadora Feliciana Barros em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Klaviany Cozzy – Personagem: Vereadora Feliciana Barros
Meu nome é Klaviany Cozzy, tenho 26 anos e sou moradora da Comunidade de Heliópolis há, mais ou menos, 20 anos. Além do trabalho de atriz, também sou Agente Comunitária de Saúde em Heliópolis e sou formada em Pedagogia. Aos 17 anos, fugi de casa para fazer teatro. Conheci a Cia. de Teatro Heliópolis e comecei a fazer oficinas. Participar desse projeto mudou a minha relação com minha comunidade, além de ter me trazido o reconhecimento dos moradores e ter adquirido certo respeito e admiração da comunidade.

Eduardo Ferreira Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Eduardo Ferreira interpreta Batata em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Eduardo Ferreira – Personagem: Batata
Eduardo Ferreira, 40 anos, pai de 2 filhos e morador de Guaianases, São Paulo-SP. Fora o teatro, trabalho com vendas de peças para autos, mas atuar é uma coisa que vem de família. Meus pais se conheceram fazendo teatro e, desde criança, se tornou uma paixão, um vício gostoso, um prazer . A ideia que o Daniel Gaggini teve mudou por demais e para sempre nossas vidas. Sei que muitas coisas podem acontecer, mas não consigo me imaginar mais distante deste grupo, destas pessoas e deste espetáculo.

Aga Orimaf  Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

Aga Orimaf interpreta Patrão em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

Aga Orimaf – Personagem: Patrão
Sou Aga Orimaf, tenho 28 anos, moro em Guaianases e trabalho na Procuradoria Judicial da Prefeitura de Santo André como auxiliar administrativo. Comecei a fazer teatro aos sete anos num grupo amador da escola pública em que eu estudava e ao qual pertenço até hoje. O trabalho com o espetáculo Vira-Latas de Aluguel, mais detalhadamente com o diretor Daniel Gaggini, me faz dizer com total certeza que é o projeto/trabalho que mais me enobreceu como artista e ser humano até hoje.

PC Marciano Conheça os dez atores de Heliópolis que fazem sucesso com a peça Vira Latas de Aluguel

PC Marciano interpreta o Pastor Ezequiel em Vira-Latas de Aluguel - Arte: Alexandre de Maio/Divulgação

PC Marciano – Personagem: Pastor Ezequiel
PC Marciano, 35 anos, casado, natural de São Paulo e morador de Heliópolis. A peça traz assuntos polêmicos e reais. Vejo que a obra leva o público a sair do lugar comum e refletir mais sobre tudo. Também existe a questão do público ver de perto uma comunidade e quebrar pontos de vistas, muitas vezes formados pelo preconceito. Acredito muito na arte como agente transformador e busco isso todos os dias na difícil missão de ser ator.

Vira-latas de Aluguel 
Quando: Sábado e domingo, 20h. Até 30/3/2013
Onde: Cine Favela (r. do Pacificador, 288, Heliópolis, São Paulo, tel. 0/xx/11 3141-1595)
Quanto: Grátis (peça para apenas 21 pessoas; reservas no e-mail viralatasdealuguel@gmail.com)
Classificação etária: 16 anos

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7 Menino de dez anos ajuda a salvar planeta da destruição em O Príncipe dos Porquês

Lucas precisa ajudar a salvar o Mundos dos Porquês da destruição - Foto: Alline Ourique/Divulgação

Um planeta habitada por seres mágicos está prestes a ser destruído e só um menino de dez anos, cheio de curiosidade, será capaz de impedir a devastação. Em O Príncipe dos Porquês, as crianças tomam gosto pela língua portuguesa enquanto vivem uma aventura.

O espetáculo teatral infanto-juvenil está em cartaz no Teatro Leblon, no Rio de Janeiro, com texto de estreia no teatro de Letícia Dal-Ri Tórgo e direção de Fábio Espírito Santo.

Na peça, os adultos estão matando o Mundo dos Porquês toda vez que respondem “porque não” para uma criança curiosa. O menino Lucas pode salvar o planeta com a ajuda da Rainha da Curiosidade, Perguntícia, Respostalita, Junto, Separado e Exceção.

Como forma de promoção da cultura e inclusão social, cada apresentação tem 15 lugares cedidos para ONGs e escolas públicas, além de duas sessões, nos dias 01/02 e 08/03, com audiodescrição e intérpretes de libras para crianças cegas e surdas.

O Príncipe dos Porquês
Quando: Sábados e domingos, 17h. Até 16/03/2014
Onde: Teatro Leblon - Sala Marília Pêra (r. Conde Bernadotte, 26, Leblon, Rio de Janeiro, 0/xx/21 2529-7700)
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
Classificação indicativa: Livre

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paulo betti 2178 Paulo Betti comanda sarau gratuito no Sesc: “Espaço absolutamente democrático”

Paulo Betti apresenta a primeira edição do ano do sarau do Sesc Casa da Gávea - Foto: Divulgação

Paulo Betti vai apresentar a primeira edição de 2014 do sarau Mostre Seu Talento em Cinco Minutos, no Sesc da Gávea, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). O evento retorna após um breve recesso.

Criado em junho de 2012, o sarau é uma oportunidade para os artistas mostrarem o que sabem fazer, para um público disposto a compartilhar.

Os trabalhos vão de declamações de poemas até espetáculos de dança, interpretação de canções até esquetes de humor. O ator Paulo Betti, um dos sócios do centro cultural, fala sobre a criação do evento.

— O sarau do Sesc Casa da Gávea começou durante a Rio + 20, e se tornou um espaço absolutamente democrático, um ponto de encontro de artistas, um lugar de contatos, conexões e acolhimento. Nesse momento em que a cidade do Rio de Janeiro é objeto de desejo da maioria dos artistas do País, na Casa da Gávea, eles podem, no sarau, apresentar suas qualidades em cinco minutos, para um público sensível e encorajador.

Sarau Mostre Seu Talento em Cinco Minutos
Quando: 28 de janeiro, 20h
Onde: Sesc Casa da Gávea (praça Santos Dumont, 116, Gávea, Rio de Janeiro 0/xx/21 2239-3511)
Quanto: Grátis
Classificação indicativa: Livre

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Foto de BOB SOUSA

bri fioca foto bob sousa 14 O Retrato do Bob   Bri Fiocca, a nossa atriz

Bri Fiocca é um dos nomes queridos de nossos palcos. Formada pela Escola de Arte Drmática da USP, ela tem mais de 40 anos dedicados ao ofício de atriz. Esteve em importantes produções, como Jesus Cristo Superstar, e ainda tem filmes e novelas no currículo, como A Próxima Vítima e As Pupilas do Senhor Reitor. Posou para o nosso Bob Sousa, porque é simplesmente a nossa atriz.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

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paulo autran funarte Domingou   Os dilemas de um ator

Paulo Autran em Morte e Vida Severina, direção de Silnei Siqueira, 1969 - Foto: Acervo Funarte

Você pensará em fazer uma novela, pensará em fazer cinema. Você é mais um no meio da multidão... É o amor que vai te mover...

ricardo correa domingou divulgacao Domingou   Os dilemas de um ator

O ator Ricardo Corrêa: amor ao ofício de ator

Por RICARDO CORRÊA*
Especial para o Atores & Bastidores

Com amor à verdade, digo aos artistas de teatro: reze pra dar certo! Além disso, uma boa escola de teatro ajuda, ler todos os grandes autores e mesmo assim concorrer com gente que não sabe nem pronunciar "Godot” do “Beckett”. Daí, torcer muito para fazer uma peça de sucesso. Ter perfil. Saber qual é o teu perfil. Você irá fazer mil testes para comerciais, vai ser editado em um, vai ficar torcendo e saberá mais tarde que seu amigo pegou.  Daí, você pega um de cerveja pra fazer, te reconhecem na rua e passam a acreditar mais em você.

Você pensará em fazer uma novela. Você entra em contato com aquele agente de elenco que seu amigo ator te falou, ele te ignora. Você pensa: o que será que eu fiz? Fique tranquilo. Pra ele você é mais um no meio da multidão. Se você pegar a novela, reze para o contrato se renovar. Porque o dinheiro só vai durar o tempo do contrato.

Você também pode escrever ou produzir algo moderno, que vire hit do momento.  Se você produzir uma peça aumenta um pouco mais o seu ganho. Mas em algum momento vão falar mal de você. Não se assuste. É normal. Seria legal se você fosse indicado a algum prêmio.

Pensará em fazer cinema. Mas como? Conhecer qual produtor de elenco? No cinema você ganha a diária, nome feio, lembra diarista. Aliás, por que será que o ator que fez o filme não ganha por bilheteria?

Abriu aquele edital. Você pode escrever projetos. Você teve aquela ideia ótima e você acredita nela. Mas não tem nenhum nome famoso no teu projeto? Ah, mas aquele grupo conhecido com gente mais famosa pegou? Pegou três editais ao mesmo tempo? É isso acontece! Mas não desista.

Você pode trabalhar durante o dia num shopping e a noite fazer teatro.  Em qual hora do dia você lê o seu livro de teoria sobre o Brecht?

Pode rolar aquela animação de festa, o teatro empresa, monstros em parques... Mudar de profissão.

Você poderá dar aula de teatro. Você vai se deparar com certas dificuldades. Certo? Mas vai que pegue aulas numa escola de formação de atores. Ótimo. Na maioria das vezes, você vai ralar o tchan e não vai ganhar muito. Terá que ir pra lugares distantes, acreditando no poder de transformação que o teatro possui.

Esse poder que o teatro tem é que vai te mover muitas vezes a continuar, inclusive quando pensar em desistir. Mas respire. Fique calmo. É o amor que vai te mover a continuar no teatro.  Esse amor nutre.

Me despeço com amor à verdade.

*Ricardo Corrêa é ator. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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1340 3302450775849 613034807 n Dois ou Um com Andréa Bassitt

Andréa Bassitt assina a direção da peça "Ele, Ela, Os Outros" - Foto: Divulgação

Por BRUNA FERREIRA*

Andréa Bassitt, 47 anos, assina a direção do espetáculo Ele, Ela, Os Outros, uma adaptação de doze crônicas de Luis Fernando Veríssimo, e conta com Amanda Mendes e Rodrigo Frampton no elenco. A peça está em cartaz no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, em São Paulo), até o dia 6 de março, às quartas e quintas, 21h, com ingressos de R$ 20 a R$ 30 e duração de 60 minutos. A classificação indicativa é 14 anos. Para a coluna Dois ou Um, a atriz, diretora e dramaturga, nascida em São José do Rio Preto, mostrou que é a favor do bom-humor. Sempre. Andréa é formada pela Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo) e fez a personagem Guida, na novela Passione, da Globo. Ela também é autora de As Turca e da série Operilda, que incentiva o gosto pela música erudita nas crianças. Conheça mais um pouco da artista.

Atuar ou dirigir?
Atuar. Dirigir exige muitas tomadas de decisões e responsabilidade. É mais puxado!

Homem ou mulher?
Pra muitas coisas, homens; são menos complicados. Pra outras, melhor mulheres, são mais sensíveis.

Discutir relação ou terapia de casal?
Nenhum. Os dois são muito chatos.

Lua de mel ou bodas de ouro?
Lua de mel, é mais divertido. E, em geral, estamos mais jovens!

Novela das nove ou teatro de rua?
Os dois. Sendo bom, qualquer um vale.

Luis Fernando Veríssimo ou Manoel Carlos?
Luis Fernando Veríssimo, pelo o humor e pela linguagem inteligente e direta.

Copa do mundo ou Eleições 2014?
Nenhuma. As duas têm participação política, que anda totalmente desinteressante e descredibilizada.

Carnaval ou música erudita?
Os dois. Um tem a ver com uma cultura primitiva, que está dentro de nós, brasileiros. Carnaval é alegria! E a música erudita é inerente ao ser humano.

Elis Regina ou Rita Lee?
As duas. Uma é voz, a outra é som!

Amanda Mendes ou Rodrigo Frampton?
Os dois. Sem Amanda, não haveria "Ela". Sem Rodrigo, "Ele" não existiria . Os dois é que dão vida à cena, às ideias. E estão fazendo isso muito bem!

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado. Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

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