apca marilia gabriela herson capri Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

Marília Gabriela e Herson Capri apresentaram o Prêmio APCA - Foto: Patricia Patah

Por Miguel Arcanjo Prado

Não poderia haver lugar com nome mais relevante para a entrega do Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). O Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, recebeu celebridades, personalidades e os principais jornalistas da vida cultural brasileira na noite desta terça (12).

Saiba também quem levou o Prêmio Shell!

Marília Gabriela e Herson Capri foram os apresentadores da festa que celebrou os melhores das artes visuais, arquitetura, dança, música popular, música erudita, cinema, literatura, televisão, teatro, teatro infantil e rádio em 2012. Fernando Cardoso foi o diretor geral da cerimônia.

gaby amarantos Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

Melhor cantora de 2012, Gaby Amarantos fez protesto no palco - Foto: Patricia Patah

Gaby Amarantos protesta

A cantora paraense Gaby Amarantos levou o prêmio de melhor cantora. De vestido exuberante, fez discurso em defesa da diversidade.

— Tenho muito orgulho de ter coragem de ser quem eu sou. Tenho orgulho de ser colorida e exuberante. Sou apenas uma dos muitos artistas do Pará, que tem uma música maravilhosa. Quero que o Brasil abra espaço para a diversidade.

Gaby aproveitou seu agradecimento para fazer um ato político e protestou contra o deputado Marco Feliciano (PSC) presidir a Comissão de Direitos Humanos.

O deputado é conhecido por declarações racistas e homofóbicas. Gaby pediu a saída do parlamentar do cargo.

— Queria fazer um apelo para o que está acontecendo hoje com a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Não podemos deixar isso ficar assim!

apca adriana esteves1 Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

Vilã Carminha deu segundo APCA para Adriana Esteves - Foto: Patricia Patah

Carminha e Nilo

José de Abreu, o Nilo, e Adriana Esteves, a Carminha, foram os melhores ator e atriz, pela atuação de ambos em Avenida Brasil. Os dois foram ovacionados pela plateia.

Abreu se emocionou ao receber o prêmio.

— Obrigado à APCA pela coragem de ter dado o prêmio para mim, porque não era protagonista. É um prazer imenso com um papel relativamente pequeno ganhar o prêmio de melhor ator. E feliz de dividir o prêmio com João Apolinário, que fez a primeira crítica de minha primeira peça em 1967. E Sábato Magaldi que, dez anos anos depois, me tirou de Porto Alegre, onde estava escondido da ditadura, e me trouxe para me apresentar no Theatro Municipal de São Paulo. E também quero agradecer aos 354 funcionários da Globo que fizeram Avenida Brasil.

Adriana Esteves também fez discurso emocionado.

jose de abreu Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

José de Abreu foi o melhor ator de TV - Foto: Patricia Patah

— Queria dizer que é uma honra receber o APCA pela segunda vez. Quero agradecer ao João Emanuel Carneiro e seus colaboradores, aos diretores da novela e à toda família de Avenida Brasil. Eu querida dedicar esse prêmio ao meu maior casamento, de 20 anos, que é com a minha empresária Naná!

Ainda na categoria TV, ganhou o melhor programa de comédia Porta dos Fundos, veiculado na internet. O jornalista Alberto Pereira Jr. explicou:

— O melhor programa de humor neste não foi para a TV, foi para a internet, mostrando que há vida inteligente fora da televisão.

O Porta dos Fundos é hospedado no site de humor Kibe Loco, parceiro do R7, criado por Antonio Tabet.

— Receber este prêmio significa que a gente conseguiu levar a TV para a internet e a internet para a TV. Muito obrigado APCA!

Teatro e "fé na humanidade"

Entre os premiados na área teatral, a dupla Eduardo Okamoto e Antônio Salvador, que dividiram o prêmio de melhor ator por Recusa, ofereceram o troféu aos dois índios da etnia Piripkura que inspiraram a peça.

A atriz Juliana Galdino representou o Club Noir no prêmio especial da APCA para o projeto Peep Classic Ésquilo.

— Este prêmio restituiu minha fé na humanidade.

Já Dani Barros, a melhor atriz, dedicou o prêmio à mãe, Maria Helena, e à catadora de lixo Estamira, que inspirou a peça homônima, "por abrir nossos caminhos". Dani ainda protestou contra "os 49 espaços culturais que estão fechados neste momento no Rio".

O diretor Fauzi Arap e o crítico Sábato Magaldi foram homenageados.

Histórico

Fundada em 31 de agosto de 1951, a APCA é a mais tradicional associação de críticos de artes do País — no começo se chamava ABCT (Associação Brasileira de Críticos de Teatro). No começo da década de 1970, a entidade passou a abarcar outras áreas artísticas, em uma iniciativa do crítico João Apolinário, que presidiu a instituição. O atual presidente da APCA é o crítico teatral Aguinaldo Ribeiro da Cunha.

A votação dos melhores do ano passado ocorreu em 10 de dezembro de 2012, no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

Veja a lista completa dos vencedores em todas as categorias:

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica:Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo -  Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira-Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orelha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de ‘Sonhatório’ - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

TELEVISÃO

Grande Prêmio da Crítica: Avenida Brasil (TV Globo) - autor:João Emanuel Carneiro; direção: Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin 
Seriado: FDP (Pródigo/HBO)
Humorista: Marcelo Adnet (MTV Brasil)
Atriz: Adriana Esteves (Avenida Brasil/TV Globo)
Ator: José de Abreu  (Avenida Brasil/TV Globo)
Programa de Comédia: Porta dos Fundos (YouTube)
Revelação: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira - autores de Cheias de Charme (TV Globo)
Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente e Leão Lobo

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra: Paulo Mendes da Rocha
Cliente/promotor: Carlos Augusto Kalil – Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
Obra de arquitetura: Praça das Artes - Brasil Arquitetura+Marcos Cartum
Fronteiras da arquitetura: 30ª Bienal de São Paulo – Metro Arquitetos
Revelação: Pavilhão Humanidades - Carla Juaçaba
Urbanidade: Hector Vigliecca
Projeto referencial: Hidroanel São Paulo – Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga
Votaram: Fernando Serapião, Guilherme Wisnick, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Adriana Varejão, por Histórias às Margens – MAM/SP
Exposição Internacional: Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Acervo do Museu D’Orsay/Paris –CCBB-SP
Exposição: Lígia Pape – Espaço Imantado – Pinacoteca do Estado
Obra Gráfica: Luzes do Norte – Desenhos e Gravuras do Renascimento Alemão – Coleção Edmond Rotschield – Museu do Louvre/Paris
Fotografia: Observadores: Fotografia da Cena Britânica de 1930 até Hoje – Centro Cultural Ruth Cardoso - Fiesp
Retrospectiva: Lygia Clark: Uma Retrospectiva – Itaú Cultural
Iniciativa Cultural: Heitor Martins – Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Votaram: Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim e Luiz Ernesto Machado Kawall

CINEMA

Prêmio Especial do Júri
: Tropicália e Futuro do Pretérito-Tropicalismo Now
Diretor: Eduardo Nunes - Sudoeste
Roteiro: Rogérgio Sganzerla e Helena Ignez - Luz nas Trevas–A volta do Bandido da Luz Vermelha
Ator: Júlio Andrade – Gonzaga, de Pai para Filho
Atriz: Hermila Guedes - Era uma Vez eu, Verônica
Fotografia: Mauro Pinheiro - Sudoeste
Votaram: Luiz Carlos Merten, Neusa Maria Barbosa, Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: Luís Arrieta
Espetáculo: Baderna - Núcleo Luís Ferron
Bailarina: Paula Perillo - Ballet Stagium
Projeto Artístico: Piranha - Wagner Schwartz
Coreógrafo: João Saldanha - Núcleos
Trajetória de pesquisa em dança: Grupo Cena 11 - Carta de Amor ao Inimigo
Elenco: Cia. Dani Lima - 100 Gestos: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton
Votaram: Ana Teixeira, Christine Greiner, Flávia Couto, Joubert Arrais, Helena Katz e Renata Xavier

LITERATURA

Romance: O Céu dos Suicidas - Ricardo Lísias (Alfaguara)
Ensaio/Crítica: O Som da Revolução-Uma História Cultural do Rock 1965/1969 - Rodrigo Merheb  (Ed. Civilização Brasileira
Infanto-Juvenil: A Máquina do Poeta, Nelson Cruz (Ed. SM)
Poesia: Um Útero é do Tamanho de um Punho - Angélica Freitas (Ed. Cosac-Naify)
Contos/Crônicas/Reportagens: Aquela Água Toda - João Anzanello Carrascoza (Cosac-Naify)
Tradução: Ulysses - Caetano W. Galindo (Cia. Das Letras/Penguin)
Biografia: Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo - Mário Magalhães (Cia. Das Letras)
Votaram: Amilton Pinheiro, Dirce Lorimier, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior, Ricardo Nicola, Sérgio Miguez e Ubiratan Brasil

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Paulo Vanzolini (pelo conjunto da obra)
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
Cantor: Silva
Cantora: Gaby Amarantos
Compositora: Badi Assad
Show: Verdade uma Ilusão - Marisa Monte
Revelação: Jair Naves
Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: 100 anos de Eleazar de Carvalho (in Memorian)
Conjunto da carreira: Pianista Eudóxia de Barros
Personalidade: Maestro Diogo Pacheco
Conjunto da obra: Mário Ficarelli
Regente coral: Marcos Júlio Sergl 
Projeto Musical: Rodrigo Massayuki e Orquestra Jovem Villani-Côrtes
Conjunto coral: Côro Luther King
Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Bandeirantes-75 Anos
Internet: Rádio Nor (www.radionaravanda.com)
Musical: Chocolate Quente – Eldorado FM
Cultura: Palavra do Reitor – USP FM 
Humor: Rachando o Bico – Transamérica FM
Iniciativa: Projeto Troféu Catavento - Cultura
Variedades: No Divã com Gikovate - CBN
Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

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shell bob sousa beth nicette ieda timberg Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

Noite de festa teatral e emoção em São Paulo: Nicette Bruno e a filha Beth Goulart apresentam os vencedores do Shell; Nathalia Timberg homenageia a camareira Ieda Ferreira - Fotos: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado*
Fotos de Bob Sousa

O 25º Prêmio Shell de Teatro foi entregue nesta terça (12), em uma noite que reuniu alguns dos principais nomes dos palcos paulistanos, na Estação São Paulo, em Pinheiros, capital paulista.

A festa teve apresentação de Nicette Bruno e Beth Goulart, mãe e filha que fazem parte de uma das mais tradicionais famílias das artes cênicas brasileiras.

Saiba também como foi a entrega do Prêmio APCA!

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem à camareira Ieda Ferreira, por sua dedicação há décadas nos bastidores dos palcos.

O grande vencedor da noite foi o espetáculo L'Ilustre Molière, que levou três troféus.

Veja a lista completa dos vencedores:

Autor
Alexandre Dal Farra por Mateus, 10

Direção

Maria Thaís por Recusa

Ator

Guilherme Sant’Anna por L’illustre Molière        

Atriz

Lavínia Pannunzio por Um Verão Familiar

Cenário

Márcio Medina por Recusa

Figurino:

Zé Henrique de Paula por L'ilustre Molière

Iluminação

Guilherme Bonfanti por Bom Retiro 958 Metros

Música
Fernanda Maia por L’illustre Molière

Categoria Especial
Lume Teatro pelos 25 anos de trabalho permanente de pesquisa

Veja, abaixo, o registro do Prêmio Shell nas lentes do fotógrafo Bob Sousa:

 

fernanda maia ed moraes bob sousa Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

Fernanda Maia levou melhor música por seu trabalho em L'Ilustre Molière; já o ator e produtor Ed Moraes representou a melhor atriz, Lavínia Pannunzio, do espetáculo Um Verão Familiar - Fotos: Bob Sousa

ilustre moliere bob sousa Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

Turma da peça L'ilustre Molière, dirigido por Sandra Corveloni (de cinza), comemorou 3 prêmios - Foto: Bob Sousa

 

lume bob sousa Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

A turma do Grupo Lume, de Campinas (SP), comemorou o prêmio na categoria especial por 25 anos de trabalho permanente de pesquisa teatral - Foto: Bob Sousa

 

guilherme bonfanti bob sousa1 Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

Com a família: Guilherme Bonfanti celebra o prêmio de melhor iluminação - Foto: Bob Sousa

25shell bobsousa3 Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

Jantar do Prêmio Shell reuniu personalidades do teatro em SP - Foto: Bob Sousa

 

 

shell bob sousa Saiba quem levou 25º Prêmio Shell de Teatro em SP

Os cinco jurados do Prêmio Shell: Marici Salomão e Noemi Marinho (as duas à esquerda) e Mario Bolognesi, Alexandre Mate e Carlos Colabone (os três à direita) - Foto: Bob Sousa

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recusa Prêmios APCA e Shell são entregues na mesma noite

Noite dupla: Eduardo Okamoto (à esq.) e Antônio Salvador levaram o APCA de melhor ator pelo espetáculo Recusa; eles também estão indicados ao Prêmio Shell de São Paulo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A noite desta terça-feira (12) será de festa dupla nas artes cênicas em São Paulo.

O Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este vosso colunista é membro, será entregue no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, a partir das 20h. A direção da cerimônia fícará a cargo de Fernando Cardoso.

Apesar de o APCA ter divulgado sua data de entrega desde o mês de dezembro de 2012, outro importante prêmio do meio artístico, o Shell,  marcou também sua cerimônia para o mêsmo dia, bairro e horário.

O Prêmio Shell começa também às 20h , na Estação São Paulo, em Pinheiros, com apresentação de Nicette Bruno e Beth Goulart.

Veja, abaixo, os vencedores da APCA em teatro e também os indicados ao Shell, que só anunciará seus ganhadores na cerimônia.

APCA - TEATRO

Grande Prêmio da Crítica:Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo -  Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira-Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

APCA - TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orelha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de ‘Sonhatório’ - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

INDICADOS AO PRÊMIO SHELL DE SP

Autor
(2º semestre)
Alexandre Dal Farra por Mateus, 10
Evill Rebouças por Maria Miss
(1º semestre)
Ana Roxo por Cabeça de Papelão
Luís Alberto de Abreu por Francesca

Direção
(2º semestre)
Maria Thaís por Recusa
Francisco Medeiros por Facas nas Galinhas       
(1º semestre)
Neyde Veneziano por Mistero Buffo
Sandra Corveloni por L’illustre Molière        

Ator
(2º semestre)
Antonio Salvador e Eduardo Okamoto por Recusa
Vitor Vieira por Mateus, 10
(1º semestre) 
Domingos Montagner por Mistero Buffo
Guilherme Sant’Anna por L’illustre Molière        
João Paulo Lorenzon por Eu Vi o Sol brilhar em Toda sua Glória

Atriz
(2º semestre)
Lavínia Pannunzio por Um Verão Familiar
Tania Casttello por Maria Miss
(1º semestre)
Lucia Romano por A Travessia da Calunga Grande
Walderez de Barros por Hécuba

Cenário
(2º semestre)
Márcio Medina por Recusa
Marco Lima por Facas nas Galinhas
 (1º semestre)
Jorge Takla por Vermelho
Zé Henrique de Paula por Bichado

Figurino:
(2º semestre)
Mira Haar por Rabbit
Zé Henrique de Paula por No Coração do Mundo
(1º semestre)
Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo por Macbeth
Zé Henrique de Paula por L’illustre Molière

Iluminação
(2º semestre)
Guilherme Bonfanti por Bom Retiro 958 Metros
Nadja Naira por Os Bem Intencionados 
(1º semestre)
Lúcia Chedieck por Eu Vi o Sol Brilhar em Toda sua Glória
Wagner Freire e Armazém da Luz por Ifigênia

Música
(2º semestre)
Marlui Miranda por Recusa
Dr. Morris e Maurício Mateus por Facas nas Galinhas 
(1º semestre)
Adilson Rodrigues por Cabeça de Papelão
Ernani Maletta por Hécuba
Fernanda Maia por L’illustre Molière

Categoria Especial
(2º semestre)
Eric Lenate pela força performativa de seus experimentos.
Lume Teatro pelos 25 anos de trabalho permanente de pesquisa.
(1º semestre)
Cia. São Jorge de Variedades pelo trabalho de pesquisa e criação de Barafonda
Companhia Antropofágica pelo processo de pesquisa em Máquinas de Intervenção Urbana

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Foto de Bob Sousa

ricardo gelli bob sousa O Retrato do Bob: Ricardo Gelli, o príncipe no palco
O ator Ricardo Gelli chama a atenção nos palcos paulistanos. Tanto que posou cheio de charme para o nosso Bob Sousa. Torcedor do Corinthians, é  paulistano da zona norte. Desde menino, saiba que sua vida seria no mundo das artes. No começo, sem muita certeza, entrou para a faculdade de artes plásticas, mas logo viu que sua praia eram as artes cênicas. Mas não abandonou de todo a primeira opção. Vez ou outra, além de atuar, assume cenários e adereços de montagens teatrais. Formado pelo Célia Helena, atuou em Rosa de Vidro, dirigida por Ruy Cortêz. E logo se aventurou no caminho de outros diretores, como Ralph Maizza, Lenerson Polonini, Rui Xavier, Mário Bortolotto e Sergio Ferrara, com quem fez no ano passado A Dama do Mar. Neste mês, volta aos palcos como protagonista do juvenil Crônicas de Cavaleiros e Dragões - O Tesouro dos Nibelungos, com direção de Kleber Montanheiro, que estreia dia 20, no SESI-SP. Será Siegfried, um príncipe aventureiro. Vai ter gente querendo ir para a Idade Média...

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nucleo teatro1 Peça <i>*555</i> desvenda vida sofredora dos trabalhadores de call center no palco do Tusp

Cenas do espetáculo *555, do Núcleo Asteriskos de Investigação Teatral: eles farão apenas duas apresentações em mostra experimental do Tusp, em São Paulo - Fotos: Cristiane Gomes

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das mais novas e sofridas profissões, a de operador de telemarketing — ou atendente de call center, como agora virou moda dizer —, é tema do espetáculo que o Núcleo Asteriskos de Investigação Teatral apresenta no Tusp, em São Paulo, na próxima quinta (14) e sexta (15), às 20h.

O nome da montagem é *555. Ela faz parte da Mostra Experimentos 2013 do Tusp.

O grupo de artistas é oriundo da SP Escola de Teatro. 

Durante uma hora, cinco personagens que trabalham em um call center revelam-se ao público, mostrando seus dilemas em enfrentar uma profissão cheia de cobrança e competitividade.

A dramaturgia de Cristiane Gomes e Patrícia Negrão ainda aborda as conflituosas relações que tais profissionais acabam desenvolvendo com seus colegas, diante da forte pressão que o meio de trabalho exerce sobre eles.

Cristiano Dantas assume a direção do elenco formado por Ariane Alves, Fernando Lopes, Lucas França, Nilton Melo e Priscila Gomes.

O trio Aline Delouya, Benedito Ferreira e Guilherme Catofaroni assina a cenografia e o figurino. Enquanto Igor Sully Cardioli assume a luz, e Alex Matos, a sonoplastia. Evaristo Moura é o técnico de palco da trupe, que contou com a orientação de Alessandro Toller. 

*555
Quando: Quinta e sexta, às 20h. 14 e 15/3/2013. Únicas apresentações.
Onde: Tusp (r. Maria Antônia, 294, Consolação, Metrô República ou Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3123-5233)
Quanto: Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: 10 anos

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alo dolly marilia 3 miguel IMG 1662 foto paula kossatz Marília Pêra é o grande trunfo do musical <i>Alô, Dolly</i>; parte do elenco jovem escorrega na caricatura

Miguel Falabella e Marília Pêra: ele abre espaço para ela brilhar - Foto: Paula Kossatz

Por Miguel Arcanjo Prado

Miguel Falabella fez Alô, Dolly! com o coração. Afinal de contas, foi por conta deste musical, que ele assistiu aos oito anos no Teatro João Caetano, no Rio, que resolveu se tornar artista.

Quis o destino que fosse bem sucedido na profissão ao ponto de 47 anos depois poder atuar e dirigir o mesmo espetáculo que embalou seus sonhos de menino.

Falabella, que fez a tradução do texto de Michael Stewart e a versão das músicas de Jerry Herman para o português, foi astuto ao escolher sua companheira de cena. Chamou Marília Pêra, uma das grandes atrizes do País, para viver o papel título da casamenteira nova-iorquina na produção de Sandro Chaim.

A personagem, com sua maladragem e tentativa astuta de sobrevivência dialoga com o Brasil e seu famoso jeitinho. Dolly arranja a vida dos outros, por meio de casamentos afortunados, enquanto tenta também traçar para si um caminho de vitória sem que ninguém perceba, muito menos seu pretendente, o caipira Horácio, interpretado por Falabella.

alo dolly marilia IMG 1662 foto paula kossatz Marília Pêra é o grande trunfo do musical <i>Alô, Dolly</i>; parte do elenco jovem escorrega na caricatura

Marília é o grande trunfo de Alô, Dolly! - Foto: Paula Kossatz

E é Marília o grande trunfo da superprodução em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo. A atriz surge em cena com um respeito que só as grandes têm pelo palco. Apresenta uma personagem bem construída, divertida e com uma leveza cênica pouco vista.

No quesito musical, Marília também demonstra maturidade ao escolher com comedimento a forma como canta.

Conhecedora de seus limites, vai no caminho certo para executar as notas propostas pela competente orquestra de 16 músicos sob a batuta dos maestros Carlos Bauzys e Daniel Rocha.

Com vigor físico impressionante para os 70 anos completos no começo do ano, Marília demonstra ser bailarina dedicada, ao exibir técnica e destreza nas coreografias junto do jovem elenco de ensembles.

Marecem ser citados: Carla Vazquez, Ingrid Gaigher, Karin Hills, Mariana Saraiva, Maysa Mundim, Thati Abra, Alê Limma, Arízio Magalhães, Daniel Cabral, Fabio Yoshihara, Guilherme Pereira, Ivan Parente, Jefferson Ferreira, Leandro Marbali, Marcel Anselme, Thiago Pires e Ygor Zago.

A bem desenhada e empenhada coreografia assinada por Fernanda Chamma é outro trunfo do musical e, inclusive, poderia ter sido mais aproveitada. Em algumas cenas, o incômodo vazio que toma conta do palco poderia ter sido preenchido com o competente time de bailarinos.

coreografia Alo Dolly by CaioGallucci 15 Marília Pêra é o grande trunfo do musical <i>Alô, Dolly</i>; parte do elenco jovem escorrega na caricatura

Aos 70 anos, Marília dança no palco como se fosse uma jovem bailarina - Foto: Caio Gallucci

Como diretor, Miguel Falabella segura o ator para deixar Marília Pêra brilhar. E ainda demonstra vontade de fugir do “personagem Miguel Falabella” na construção do caipira Horácio Vandergelder.

Apesar de escorregar algumas vezes (ora o personagem diz um mineirês “com cê” e em outras, um carioquíssimo “contigo”), o ator consegue segurar seus vícios na maior parte do tempo, e também conquista a plateia.

Elenco jovem derrapa

Se o Miguel Falabella diretor acertou ao deixar Marília dominar a cena, o mesmo demonstrou pouca firmeza com parte do elenco de jovens atores.  

Alessandra Verney, Brenda Nadler, Ester Elias, Frederico Reuter e Ubiracy Paraná do Brasil parecem unidos na tentativa de construir personagens caricatos que mais parecem saídos de uma péssima montagem infantil. Cheios de trejeitos desnecessários e muitas vezes irritantes, eles mais parecem saídos de um vagão do metrô do humorístico Zorra Total do que de um musical da Broadway. Faltou à direção dizer a eles que, muitas vezes, menos é mais.

Mas há salvação no elenco jovem: Thiago Machado surge mais experiente e convincente como o caipira Ambrósio, e Ricardo Pêra, o filho de Marília, também acerta o tom divertido de seu personagem, Rudolph Reisenweber.

Patrícia Bueno, como a velha aristocrata Ernestina Ricca — que está a cara da diva do teatro alternativo paulistano Phedra D. Córdoba —, demonstra maturidade no domínio do tempo cômico; por isso, também se destaca.

Apesar de alguns atropelos, Alô, Dolly! cumpre com a função de entreter o público. E também de realizar o sonho do menino Falabella que, generoso, colocou o foco nesta montagem no talento de uma grande atriz chamada Marília Pêra.

alo dolly marilia 2 IMG 1662 foto paula kossatz Marília Pêra é o grande trunfo do musical <i>Alô, Dolly</i>; parte do elenco jovem escorrega na caricatura

Marília Pêra em cena de Alô, Dolly!: estrela do sonho de Falabella - Foto: Paula Kossatz

Alô, Dolly!
Avaliação: Bom
Quando: Quinta, às 21h; sexta, 21h30; sábado, 18h e 21h30; domingo, 18h. 160 min. (intervalo de 15 min.). Até 2/6/2013
Onde: Teatro Bradesco (1.439 lugares) - Bourbon Shopping São Paulo (rua Turiassu, 2.100 – 3º piso – Pompeia, em São Paulo, tel. 0/xx/4003-1212)
Quanto: R$ 20 a R$ 200
Classificação etária: Livre

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uminimigodopovo Crítica: Teias da corrupção são exibidas no palco do Teatro da Justiça do Rio em <i>Um Inimigo do Povo</i>

Peça Um Inimigo do Povo tem entrada gratuita até o fim do mês no Rio - Foto: Marcelo Carnaval

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

Até que ponto a verdade de um homem entra em choque com a verdade da maioria? Até que ponto a maioria quer encarar de peito aberto a verdade? A voz do povo seria mesmo a voz de Deus?

Nelson Rodrigues já dizia que a unanimidade é burra. Se fosse vivo hoje, talvez, Henrik Ibsen (1828-1906) abraçaria o companheiro dramaturgo brasileiro, e teria a dimensão exata de Um Inimigo do Povo, sua obra sobre poder, corrupção e decadência dos valores humanos.

Quem adapta a história do escritor norueguês e ajuda a levar essas reflexões contemporâneas para os palcos é o projeto Teatro na Justiça, realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Um Inimigo do Povo traz a simplicidade na narrativa ao contar o infortúnio vivido por um homem de bem, o médico Dr. Tomas Stockmann (Marcello Escorel numa delicada e fervorosa atuação).

Ele descobre que um balneário, principal atração turística da cidade, está poluído e oferece sérios riscos à população.  No entanto, Stockmann mal sabe que a cidade já estava lambuzada no chorume imoral.

O protagonista tem a difícil tarefa de convencer o irmão, prefeito da cidade, dos perigos de sustentar uma mentira em benefício do crescimento econômico. 
 

uminimigodopovo2 Crítica: Teias da corrupção são exibidas no palco do Teatro da Justiça do Rio em <i>Um Inimigo do Povo</i>

Espetáculo carioca discute a corrupção - Foto: Marcelo Carnaval

Se sentido acuado e traído, Peter Stockmann (vivido pelo convincente Alexandre Mofati) fará de tudo para sustentar seu legado e poder, inclusive incitar a população contra alguém que tem o seu mesmo laço de sangue. 

Num jogo de manipulação nefasto, o médico acaba sendo jogado contra o próprio povo (a história traz suaves referências ao marxismo, ao socialismo e até mesmo às passagens bíblicas, como a condenação de Jesus Cristo).

Por mais que séculos separem a história contada por Ibsen até os dias atuais, nota-se que o jogo pelo poder continua se encontrando na mesma esquina, ainda mais quando ele se prostitui com os veículos de comunicação e a opinião pública.

Sobram críticas à postura da imprensa, sintetizada na figura do editor do jornal A Voz o Povo.  Eduardo Rieche vive o jornalista Hovstad, que vende a alma ao diabo ou para quem o trouxer qualquer tipo de benefício. Ibsen também destila veneno à inércia de uma classe média, que insiste em ficar sempre em cima do muro, acometida pela síndrome de Pôncio Pilatos, personagem bíblico.

Característica com grande destaque na figura do Sr. Aslaksen, impressor do jornal e presidente da associação dos donos de imóveis, interpretado pelo ótimo Paulo Japyassu, que dosa muito bem elementos cômicos num tema tão denso. 

É interessante notar o trabalho cuidadoso da dramaticidade comandado pela diretora Silvia Monte. Além do mais, cenários, figurinos, maquiagem e iluminação são, impecavelmente, reconstruídos para dar o clima do século 19.
 
O texto mais ágil e dinâmico faz com que as duas horas de espetáculo não fique tediosa, mesmo com um tema reflexivo, que leva a indigestos choques de realidade. Torna-se necessário trazer Inimigo do Povo para o século 21, principalmente, inseri-lo na série de escândalos políticos que vem ocorrendo no Brasil.

Na história de Ibsen, há uma rede de esgoto comprometida pela poluição do balneário. Circunstância que cabe como uma luva no esquema de corrupção executado por meio do valerioduto ou mensalão, e outras denúncias que vêm ocorrendo no País.
 
Infelizmente, usar tal luva não ajuda a limpar muita coisa. Mas, pelo menos, Um Inimigo do Povo sacode a roupagem política enrolada na farsa.  Aquela roupagem usada muitas vezes para um mergulho sem volta e  infectada pelo individualismo.

*Átila Moreno é jornalista e escreveu esta crítica a convite do blog.

Um Inimigo do Povo
Avaliação: Bom
Quando: Terça, quarta e quinta, às 19h. 120 min. (com intervalo de 10 min.). Até 27/3/2013.
Onde: Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – Antigo Palácio da Justiça – Sala Multiuso (r. Dom Manuel, 29, Centro, Rio)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 10 anos

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alo3 miguel marilia Miguel Falabella e Marília Pêra recebem convidados em sessão especial do musical <i>Alô, Dolly</i> em SP

Miguel Falabella e Marília Pêra descem as escadas na cena fina do musical - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

A noite desta sexta-feira (8) foi dia de festa no Teatro Bradesco, em São Paulo, por conta da sessão para imprensa e convidados do musical Alô, Dolly, dirigido por Miguel Falabella, que faz par no palco com Marília Pêra.

A tarimbada dupla recebeu amigos para um coquetel após a apresentação.

O Atores & Bastidores do R7 estava na festa. Veja que apareceu por lá nas fotos abaixo:

alo2 regina rafael mafalda mariana Miguel Falabella e Marília Pêra recebem convidados em sessão especial do musical <i>Alô, Dolly</i> em SP

Em sentido horário, a partir do alto: Regina Volpato, Rafael Cortez, Mafalda Minozzi e Mariana Hein prestigiaram o musical Alô, Dolly em São Paulo - Fotos: Francisco Cepeda/AgNews

Após a sessão, os atores receberam os convidados.

alo5 Miguel Falabella e Marília Pêra recebem convidados em sessão especial do musical <i>Alô, Dolly</i> em SP

À esq., Patrícia Gutkoshi e Julio Rocha; à dir., Marília e Miguel recebem Carlos Alberto Ricceli e Bruna Lombardi após a sessão - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

E Susana Vieira apareceu por lá, após fazer A Partilha no Teatro do Shopping Frei Caneca.

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Susana Vieira (ao centro) levou o namorado, Sandro Pedroso (à esq.), ao coquetel de Miguel Falabella (à dir.) - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

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foto coluna Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos tem pegada de cinema - Foto: Vivian Fernandes

Por Miguel Arcanjo Prado

Vamos fazer um filme?
De olho no público jovem, o premiado diretor Kleber Montanheiro optou por um ritmo dinâmico para deixar com aquele ar cinematográfico as cenas de Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos. Chega aos palcos no dia 20 de março, às 21 horas, no Teatro do SESI-SP. “Tudo acontece muito rápido. As minhas referências vem do mundo contemporâneo, das coisas que a gente vivencia e também de filmes de aventura. O jeito como o cinema evoluiu com a tecnologia, a sonoridade, agilidade das cenas, dinâmica de cortes”, contou Montanheiro à coluna.

virilhas Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Virilhas: peça com temática gay no DF - Divulgação

Última chance
Atenção, turma de Brasília! A peça Virilhas, de Alexandre Ribondi, chega ao fim neste fim de semana. Está no Espaço Cena. Sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h. O ingresso é R$ 20. No elenco, estão Ivan Zanon e Paulo Victor Gandra. O enredo homoerótico mostra os dois homens presos em um apartamento. Um quer ir embora. O outro quer ficar. Alexandre também é autor de Cru, que anda fazendo um sucesso danado no Teatro Ivo 60, em São Paulo.

Vindo de Minas
O Grupo de Dança 1º Ato, de Belo Horizonte, estreia no Sesc Pinheiros, no próximo dia 16, o espetáculo Pó de Nuvens. É inspirado em Guimarães Rosa.

Salve, Caio
A peça Dama da Noite, monólogo com o ator Luiz Fernando Almeida, estará no Fringe, a mostra paralela do Festival de Curitiba. O texto é de ninguém menos do que Caio Fernando Abreu. Promete causar por lá.

Não custa nada lembrar
O blog fará cobertura in loco no Festival de Curitiba.

Agenda Cultural
[r7video http://noticias.r7.com/videos/programe-seu-fim-de-semana-9-e-10-com-as-melhores-dicas-culturais/idmedia/513a02a7b61c5f9d5ca79a86.html]

Aplauso carioca

tais araujo Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Taís Araújo e elenco da peça Caixa de Areia agradecem o público no Teatro do Sesi, no Rio - Foto: Roberto Filho/AgNews

angela ribeiro Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Angela Ribeiro: grávida do pequeno Joaquim

Mulher
A coluna aproveita o Dia Internacional da Mulher neste 8 de março para homenagear a todas as mulheres do teatro. E dizer que sem elas nenhuma arte é possível. No clima da data, exibimos aqui a bela imagem da nossa querida atriz Angela Ribeiro, sempre Musa do Teatro R7, que está grávidíssima do pequeno Joaquim. Apesar da barrigona, como toda mulher batalhadora, ela mantém o trabalho no palco, no espetáculo Máquina de Dar Certo, com a sua Cia. Bruta de Arte. Estão em cartaz no Teatro Martins Penna (largo do Rosário, 20, Penha, São Paulo). Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, até o fim do mês. Só R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. Merece ser visto. E parabéns, mulher!

Acaba
Esta sexta é o último dia para conferir A Nossa Gata Preta e Branca, no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo, à meia-noite. A coluna vai.

Turma toda reunida
Olha que bonito o elenco da comédia Academia das Eruditas, reunido no Teatro Augusta (r. Augusta, 943), em São Paulo. Eles estão em cartaz toda quarta e quinta, às 21h, até 18 de abril. O ingresso é de R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia. Jolanda Gentilezza dirige a montagem, que conta a história de Crisálido, burguês do século 17 que tem duas filhas: Armanda, pretensa erudita e ligada às questões filosóficas como sua madrasta Filamante; e Henriquete, jovem pé no chão cujo maior interesse é se casar. É claro que as duas vão disputar o amor de Leandro, que só pensa no dinheiro da família. Está todo mundo convidado.

Elenco completo   Foto Marcos Souza Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Elenco do espetáculo Academia das Eruditas posa no Teatro Augusta - Foto: Marcos Souza

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Madame B   Fita Demo foto caca bernardes <i>Madame Bovary</i> inspira peça punk de garagem

Mariana Senne (à dir.) e o ator basco Ieltxu Martinez Ortueta se unem por um sonho - Foto: Cacá Bernardes

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem não sonhou ter uma banda? A atriz brasileira Mariana Senne e o ator basco Ieltxu Martinez Ortueta quiseram. Ele até foi mais longe e chegou, na adolescência, a fazer teste para vocalista, mas foi rejeitado na época. Contudo, nunca é tarde para se resolver este tipo de problema.

O espetáculo Madame B – Fita Demo, de certa forma, é embalado pelo velho sonho. A dupla chama a peça de “um espetáculo punk de garagem”. Como tal, não teria lugar melhor para a reestreia, após a temporada de sucesso no Sesc Pinheiros em 2012. A Casa Livre, espaço cênico alternativo localizado no número 107 da pequenina rua dos Pirineus, nos arredores do soturno Minhocão, em São Paulo, onde farão apenas 12 apresentações até o fim do mês.

Para completar, encontraram uma diretora aberta ao diálogo com os dois atores criadores, a sempre inclusiva Cibele Forjaz, que “tem abertura para escutar nossas utopias e horizontes”, como define Mariana, idealizadora do projeto.

Adrenalina e bovarismo

Depois de atravessar o trânsito infernal da região do Minhocão em pleno horário de pico, o Atores & Bastidores do R7 encontrou os dois atores e a diretora mergulhados na tranquilidade do aquecimento do último ensaio antes da estreia. Mariana diz que “a adrenalina é um alimento, uma delícia”. Enquanto Ieltxu arrisca um som na guitarra.

Apesar de a peça ter sido inspirada no livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert, um dos principais clássicos da literatura mundial, Cibele conta que a obra “não é uma adaptação do livro, como foi em O Idiota [espetáculo que dirigiu com a mundana companhia, baseado na obra do russo Dostoievski]”.

— É uma recriação a partir do livro. A história é outra. É a da Madame B, uma brasileira, dos tempos atuais, e do gringo, um entregador.

Em tempos de sucesso do Facebook, onde as pessoas criam avatares de si mesmas, a peça propõe a discussão do bovarismo, termo inspirado no livro de Flaubert, como conta a diretora.

— O bovarismo é o desejo que as pessoas ou povos sentem de ser aquilo que não são. Tem muito a  ver com o consumo, com essa construção de uma pessoa fantasia, de uma máscara. No livro, a Madame Bovary compra tanto que acaba tendo um fim trágico por causa da dívida. A peça é uma banda punk de garagem que faz um manifesto antibovarista.

Estrutura de cine pornô

O texto é do português Jorge Louraço, que utilizou a estrutura de cine pornô para construir sua dramaturgia. Apesar do diálogo, ninguém tira a roupa em cena. Cibele conta que ficou feliz com o convite para dirigir, pois é “parceira e amiga” de Mariana há muito tempo.

— Dificilmente faço o meu teatro. Eu faço o nosso teatro. A Casa Livre e a Cia. Livre é uma zona aberta para parcerias e tensões. Aberta pra o encontro.

Antes de pensar o projeto, Mariana leu vários romances na intuição de que poderia achar algo para ser levado aos palcos. Quando se deparou com Flaubert não teve dúvida. Encontrou aquilo que “poderia dar jogo”. Logo, pensou na parceria com Ieltxu, com quem vinha tendo um namoro cênico há tempos. Ao ouvir a proposta, ele topou de cara.

madame b fita demo foto caca bernardes <i>Madame Bovary</i> inspira peça punk de garagem

Madame B - Fita Demo está em cartaz na Casa Livre, em São Paulo - Foto: Cacá Bernardes

Mariana revela que o processo de montagem “foi uma lida muito bruta”, que todos “vieram com garra”, mas não havia grana no começo, o que ela diz, sem papas na língua, ser “uma merda”. Após muita batalha, conseguiram o apoio do Proac [Programa de Apoio à Cultura] e, mais tarde, do Sesc, o que possibilitou que a encenação virasse realidade.

— No romance, ela é uma mulher que está na província, encantada com a ideia de ir para Paris. Trouxemos para perto de nós essa ideia. Quais são os nosso bovarismos? Nosso desejos mais íntimos, nossas ilusões perversas nunca alcançadas?

Sotaque na metrópole cosmopolita

Tantas perguntas mexeram com a cabeça de Ieltxu, que trouxe a contribuição de seu olhar especial, o olhar estrangeiro.

— O que é real na peça é o fato de eu não ser brasileiro. Sou um europeu que mora aqui há dez anos. A América Latina sempre teve esse olhar para a Europa. E isso está na peça. Ver no outro algo melhor e mais deslumbrante. O fato de eu estar aqui há tanto tempo me deixa enxergar que as coisas não são bem assim.

Ele conta que o fato de não ser brasileiro nunca foi problema para realizar o seu teatro em São Paulo.

— O que faço é muito autoral. Nunca escondi quem sou, o meu sotaque. Para mim, isso é natural. Em todos espetáculos sou eu, um ator basco, que tenho sotaque. Eu entendo perfeitamente o português. Já aconteceu de acharem que eu era um ator brasileiro criando um sotaque castelhano. Para mim isso é muito louco [risos].

Ieltxu ressalta que o espetáculo tem a cara de São Paulo.

— Estamos fazendo um espetáculo urbano, que tem o apartamento, o consumo, essa coisa da velocidade, de como o outro te enxerga. A nossa história é punk.

Antes de a reportagem partir, Cibele faz uma última e pertinente observação.

— Acho que é ótimo a peça estrear aqui em uma garagem, no lugar onde foi feita. É o lugar de ela partir para o mundo. Se você puder, coloque na matéria, por favor, que é uma temporada muito rápida. A gente precisa muito de um boca a boca. Então, peço a todos que corram e venham logo!

Madame B – Fita Demo
Onde: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. 80 min. Estreia em 8/3/2013. Até 31/3/2013.
Onde: Casa Livre (r. dos Pirineus, 107, Metrô Marechal Deodoro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3257-6652)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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