maria manoella foto bob sousa O Retrato do Bob: Maria Manoella, em todas as frentesFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Maria Manoela, que atualmente é a personagem Branca na novela Sete Vidas (Globo), é atriz carioca de coração paulistano. Apesar de ter nascido no Rio, foi em São Paulo que se criou, estudou no Teatro Escola Célia Helena e conheceu os palcos e fez sucesso em peças como A Casa de Bernarda Alba, em 2003, e Cruel, em 2011. Do tablado, o salto para o cinema — onde atuou em longas como O Palhaço, A Mulher Invisível e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa — e a televisão foi só consequência de uma trajetória na qual dá um passo de cada vez. Por isso, hoje, é atriz de todas as frentes.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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clix festival curitiba ana cris willerding tres um solo de trio Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Cores curitibanas: Ana Cris Willerding escolheu seu clique para a peça Três - Um Solo de Trio

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

O Festival de Teatro de Curitiba chegou ao fim neste domingo (5). Em 13 dias de evento, foram apresentados na capital paranaense 422 espetáculos, o que faz dele o maior em sua área em toda a América Latina. Não faltaram artistas talentosos querendo conquistar o público com suas criações em palcos variados. Os 12 tarimbados fotógrafos da equipe da Clix, responsável pelo registro do Festival para a posteridade sob comando de Daniel Sorrentino e edição de Ana Cris Willerding, elegeram, a pedido do Atores & Bastidores do R7, seu clique preferido nesta 24ª edição. Veja as belas imagens e mate a saudade.

clix festival curitiba annelize tozetto oe Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Pura elegância: a fotógrafa Annelize Tozetto escolheu o clique com o ator Eduardo Okamoto, na peça OE

clix festival curitiba daniel sorrentino bifes 1 Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Solo no palco: o fotógrafo Daniel Sorrentino elegeu seu clique da montagem curitibana Bifes - 1

clix festival curitiba ernesto vasconcelos nomades Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Canto para a luz: o fotógrafo Ernesto Vasconcelos escolheu o clique da peça Nômades

clix festival curitiba ester gehlen piratas e os cacadores do tesouro perdido Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Holofote: a fotógrafa Ester Gehlen elegeu seu registro para Piratas e os Caçadores do Tesouro Perdido

clix festival curitiba humberto araujo nego Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Salto no Guairão: o fotógrafo Humberto Araújo elegeu seu registro para o espetáculo Nêgo

clix festival curitiba jorge mariano veenstra map of the limbo Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Explosão de luz: o fotógrafo Jorge Mariano elegeu seu clique para Veenstra Map of the Limbo

clix festival curitiba leonardo lima tucantaconto Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Contra em azul: o fotógrafo Leonardo Lima escolheu sua imagem de Tucantaconto

clix festival curitiba lina sumizono bita e os animais Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Multicores infantis: a fotógrafa Lina Sumizono escolheu seu clique para o infantil Bita e os Animais

clix festival curitiba nilton russo a princesa cansada e o animal bocejante Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Mascarado: o fotógrafo Nilton Russo escolheu seu clique para A Princesa Cansada e o Animal Bocejante

clix festival curitiba solomon lady di Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

Vermelhou: o fotógrafo Solomon escolheu o registro da peça Lady Day

clix festival curitiba virginia benevenuto se esta rua fosse minha Veja as 12 melhores fotos do Festival de Teatro de Curitiba 2015

A loucura sou eu: a fotógrafa Virginia Benevenuto elegeu seu clique de Se Esta Russa Fosse Minha

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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anta Artistas do Fringe superam famosos no Festival de Teatro de Curitiba 2015

Adriano Petermann em A Anta de Copacabana, apresentada no Fringe: ator é o grande destaque masculino no Festival de Teatro de Curitiba 2015 - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

Artistas desconhecidos do grande público mostraram muito mais fôlego do que as celebridades da televisão neste 24º Festival de Teatro de Curitiba, que chegou ao fim neste domingo (5), após 13 dias e 422 peças na programação.

As peças do Fringe, a mostra paralela com atores vindos dos quatro cantos do País na raça, foram muito mais instigantes do que as apresentadas na Mostra Oficial repleta de artistas mais famosos.

Público do Festival de Curitiba supera o do Lollapalooza

Veja as 12 melhores fotos do Festival de Curitiba

Veja as peças do Fringe em 20 imagens marcantes

Sem apoio financeiro e muitas vezes bancadas pela garra dos próprios artistas, as peças do Fringe tiveram atores presentes no palco de forma interessante e intensa. Já peças como famosos, como Através de um Espelho ou Depois do Ensaio, derraparam com apresentações insossas e atuações desprovidas de verdade.

Além disso, mais do que na Mostra Oficial, no Fringe pulsaram temas que mobilizam a sociedade, em espetáculos que dialogam com o contemporâneo e a realidade nacional, repleta de problemas.

O ator Adriano Petermann mostrou segurança e propriedade no monólogo A Anta de Copacabana (leia crítica), o boca a boca mais comentado do Fringe em 2015, com direção de Rafael Camargo. Tornou célebre a frase: "Tudo uma cambada de filha da puta". Outra peça que conquistou o público e foi comentada em cada esquina curitibana foi Tchekhov, na Mostra Ave Lola, com o tradicional grupo da capital paranaense.

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Comédia O Último Copo abordou crise hídrica e alfinetou PT e PSDB no palco - Foto: Nilton Russo/Clix

A comédia O Último Copo, apresentada pela Cia. Aerolito, de Curitiba, sob direção do Palhaço Macacheira, fez o público do TUC (Teatro Universitário de Curitiba) refletir sobre a situação de falta d’água que atormenta grandes cidades brasileiras. Em linguagem clown, a Palhaça Semilla e o Palhaço Tchonsky fizeram o público entrar em sua proposta altamente subversiva em relação ao poder instalado, seja ele à direita ou à esquerda. Riram tanto do tucano quanto da estrela vermelha. E o público foi ao delírio.

O mesmo palco do TUC abordou a sexualidade dos moradores de rua e o problema do vício no crack, mazela que tanto perturba nosso ambiente urbano, na peça Estação dos Passageiros Invisíveis. Os artistas da InMundos Companhia Teatral, de Juiz de Fora, Minas Gerais, apresentaram um panorama desconcertante. A atriz Pri Helena destacou-se com uma atuação segura e nada histriônica.

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Qual o preço do caráter? O ator André Félix em Iepe, da Trupe Temdona - Foto: Annelize Tozetto/Clix

O poder e sua influência no comportamento de uma pessoa foi o foco da peça Iepe, da Trupe Temdona, de São Caetano do Sul, região do ABC Paulista. Já os gaúchos do Grupo Trilho de Teatro Popular, de Porto Alegre, mostraram no espetáculo Umbigo a situação de isolamento do homem atual. Ambos recados cheios de potência.

A violência urbana permeou A Bolsa, com Taciana Moura Morais, de Fortaleza, Ceará. Em uma encenação simples, a atriz deu vida à angústia de uma mulher vítima de uma assalto que revira sua cabeça por completo. Já o amor e suas mazelas foi tema da peça paulistana Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, inspirada pelo disco homônimo de Marisa Monte e em fatos reais vividos pelos integrantes do grupo Atocontínuo.

geleia geral Artistas do Fringe superam famosos no Festival de Teatro de Curitiba 2015

Geleia Geral mostrou vida e obra de Torquato Neto com vigor, poesia e inocência - Foto: Divulgação

Um espetáculo original foi Geleia Geral, do grupo Conexão Street, de Teresina, Piauí. Vitorino Rodrigues criou uma encenação surreal para apresentar a vida e a obra do compositor Torquato Neto, um dos criadores da Tropicália. Com um misto de vigor e inocência, a trupe comoveu o público do Café Teatro Toucher la Lune com sua apresentação corajosa, experimental e viva.

Fernanda Fuchs foi um dos destaques femininos no Fringe. A atriz de Curitiba mostrou vigor e domínio da plateia em Corrente Fria, Corrente Quente, peça escrita por ela mesma. No monólogo, vive uma menina que espera, em um porto, o pai voltar do mar. Com um canto envolvente, convida a plateia a embarcar em seus devaneios sensoriais sem medo. E o público vai junto, sem culpa ou vergonha, no ritual cênico estabelecido.

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Relato bíblico sob a prisma do teatro contemporâneo: A Vaca Pródiga - Foto: Annelize Tozetto/Clix

A Vaca Pródiga, da Cia. de Teatro de Breque, de Curitiba, mostrou irreverência cênica ao misturar parábola bíblica e teatro contemporâneo sob direção de Nina Rosa Sá e com Pablito Kucarz e Tatiana Blum no elenco. O deboche também esteve presente em O Jumento e a Moça, do grupo Anaïs Teatrum, de Palhoça, Santa Catarina, que, de forma simples, desconstruiu tabus sexuais desavergonhadamente.

O discurso político e pró-diversidade também esteve presente no Fringe. Homofobia – Livre-se Desse Preconceito falou deste mal tão em voga em nossa sociedade, sobretudo entre políticos conservadores. A peça da Cia. de Teatro Saltimbancos, de Curitiba, fez graça com um tal de Infeliciano, que tenta impedir a felicidade alheia a todo o custo. O público aprovou. Na cena off Festival, Simone Magalhães foi ovacionada na Casa Selvática com seu show Por que Não Tem Paquita Preta? (leia a crítica).

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Fagner Zadra, que ficou tetraplégico em um acidente na festa de abertura do Festival de Teatro de Curitiba de 2014, riu de sua situação na comédia "sit down" Rizadra e foi muito aplaudido pelo público pela coragem - Foto: Nilton Russo/Clix

Rir da própria situação como forma de exorcizar o que não se explica foi o que garantiu o sucesso do espetáculo Rizadra – Sit Down Comedy. Como o nome do espetáculo indica, o ator e humorista Fagner Zadra, que ficou tetraplégico após um acidente na abertura do Festival de Teatro de Curitiba em 2014 (leia entrevista exclusiva), cria um novo gênero de humor “stand-up” (de pé, em inglês): o “sit down” (sentado, em inglês). Ao brincar consigo mesmo, conseguiu respeito e aplauso cúmplice do público.

O Fringe ainda deu espaço a trabalhos experimentais e frutos de árdua pesquisa. Como a do gênero horror, abordado na Mostra Glóriah Vigor Mortis, com peças assustadoras dirigidas por Paulo Biscaia Filho e atores da Cia. Vigor Mortis com toda a intensidade que o estilo pede.

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Flávio Magalhães em cena de Encruzilhada: encontro com o outro - Foto: Lina Sumizono/Clix

Encruzilhada, com o Grupo de Pesquisa e Experimentação em Arte e Cultura da Unespar, também de Curitiba, apresentou um trio de artistas entregues no palco. Com música ao vivo, convidaram o público a adentrar um espaço diminuto onde se desnudaram e expuseram delicado estudo do movimento corporal para estabelecer uma conexão real entre gente.

Também na linha experimental e repleta de ousadia, outro grande destaque do Festival de Teatro de Curitiba em 2015 foi a peça Escravagina, com a atriz Maite Schneider. Na obra, a transexual desnuda seu corpo e alma em um grito de fúria contra o sistema opressor e em busca do amor verdadeiro, aquele que deixa o outro existir, em vez de exigir sua morte. Nesta montagem, Cesar Almeida encontra direção sensível para deixar que a performance aconteça sem barreiras. E o público compreende a necessidade de Maite transbordar-se diante de todos para seguir em frente com dignidade. Foi aplaudida de pé.

escravagina Artistas do Fringe superam famosos no Festival de Teatro de Curitiba 2015

Escravagina: Maite Schneider fez grito de amor e fúria no palco do Mini-Guaíra - Foto: Divulgação

Público do Festival de Curitiba supera o do Lollapalooza

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Veja as peças do Fringe em 20 imagens marcantes

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16316228503 f7be916b4b k 1024x683 Com quase 400 peças, Fringe movimenta Curitiba; veja 20 fotos

Amanda Amaral na comédia O 8º Andar, dirigida por Roger Batista no Fringe, no Festival de Curitiba - Foto: Jorge Mariano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

Não existe lugar mais democrático do que o palco do Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba. Em espaços espalhados por toda a cidade, artistas vindos de todo o Brasil tentam um lugar ao sol na cena teatral brasileira. Há de tudo. Mas, cada peça acaba encontrando seu público no Festival, que chega ao fim neste domingo (5). O Fringe em 2015 teve mais de 400 montagens exibidas e a participação de cerca de 2.700 artistas. O Atores & Bastidores do R7 separou algumas imagens feitas pelos fotógrafos da brava equipe da Clix. Veja só quanta coisa diferente:

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Cena do show Amira Massabki e Quebrada Trio - Freakmusic Tupiniquim dos Tempos Atuais de Agora - Foto: Jorge Mariano/Clix

 

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Cena do infantil A Banca Tribus Apresenta Pararatimbu - Foto: Solomon/Clix

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Abel e a Fera encantou as crianças nas ruas de Curitiba - Foto: Lina Sumizono/Clix

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Os pequeninos se divertiram com o infantil paranaense A Busca de Tu-Hu - Foto: Lina Sumizono/Clix

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Irreverente, A Vaca Pródiga misturou parábola bíblica com o mundo teatral - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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E teve outra vaca no Fringe: cena da peça A Vaca Lelé - Foto: Ester Gehlen/Clix

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Peça carioca Beleza Negra celebrou a cultura afro-brasileira nas ruas curitibanas - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

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Peça catarinense Baú do Tesouro hipnotizou o público no largo da Ordem - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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O Coletivo Lambe Lambe, de Pernambuco, instigou o público paranaense com seu teatro de miniaturas - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

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Performance Fissura envolveu o público com véu nas ruas curitibanas - Foto: Solomon/Clix

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Cena da performance Encruzilhada, que falou sobre o encontro com o outro - Foto: Lina Sumizono/Clix

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"Permitir-se ao outro é estar em uma encruzilhada", perguntou o espetáculo Encruzihada - Foto: Lina Sumizono/Clix

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Cena de Iliada Canto XIV, com Eliane Campelli, na Sala Londrina - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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A comédia catarinense O Jumento e a Moça divertiu o público com muita irreverência - Foto: Ester Gehlen/Clix

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O Jumento e a Moça apostou na irreverência para quebrar tabus sexuais - Foto: Ester Gehlen/Clix

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A banda Pakitos Cuecacuela animou o centro de Curitiba - Foto: Solomon/Clix

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Público assiste à peça Vizinhos em frente à UFPR - Foto: Jorge Mariano/Clix

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Peça Tennessee celebrou o grande autor norte-americano - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Fagner Zadra se apresenta no espetáculo Tesão Piá, sucesso em Curitiba - Foto: Ester Gehlen/Clix

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pqnãotempaquitapreta 063 emiphotoart DSC 0148 680x1024 Crítica: Simone Magalhães dá relevância à cena off do Festival de Curitiba com show inesquecível

Simone Magalhães: ela é a grande diva dos palcos curitibanos - Foto: Emi Hoshi/Emi PhotoArt

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba
Fotos EMI HOSHI/Emi PhotoArt

O nome do show já é instigante: Por que Não Tem Paquita Preta?. De cara, é uma colocação política, étnica e performática da cantora e atriz Simone Magalhães.

Ela é um dos ícones dos palcos paranaenses e brasileiros. Como o Brasil tem complexo de vira-lata, como diria Nelson Rodrigues, ela ficou de fora da programação oficial do Festival de Teatro de Curitiba 2015.

Suas apresentações se deram na cena off, a convite da sacudida turma de artistas da Casa Selvática, uma charmosa propriedade da Selvática Ações Artísticas de dois andares na rua Nunes Machado, 950, no bairro curitibano Rebouças.

O público chega ávido. Toma cerveja enquanto não começa. Logo, é convidado a se acomodar na pequena sala, preparada com luzes e até um efeito de fumaça para receber Simone, seu violão e sua grande voz.

Ela chega com tudo, fazendo os corações e mentes girarem de imediato.

pqnãotempaquitapreta 060 emiphotoart DSC 0135 1024x679 Crítica: Simone Magalhães dá relevância à cena off do Festival de Curitiba com show inesquecível

Simone Magalhães mistura experiências pessoais e música em seu show Por que Não Tem Paquita Preta?, apresentado na Casa Selvática, em Curitiba - Foto: Emi Hoshi/Emi PhotoArt

A partir de experiências pessoais, a artista traz ao palco situações comuns neste Brasil cada vez menos tolerante com a diversidade, mergulhado no preconceito e no ódio.

Para ela, mesmo vítima por exemplo de uma violenta batida policial nas ruas curitibanas, o amor fraternal é capaz de vencer. E sua arte também.

Sofrendo na pele tais mazelas, Simone é um extravaso de amor no palco. Brinca e diz que, se pudesse, levava todo mundo para a sua cama. Ela se apaixona fácil. E a gente por ela também.

Dona de um carisma inigualavelmente intenso, Simone consegue fazer o público transitar por momentos duros em seu show, narrando fatos impactantes, de tristeza e também de conscientização.

Mas, ela consegue recuperar o ritmo em um passe de mágica. É inacreditável a forma em que transita por tantas emoções de maneira singular e potente, nos levando juntos.

pqnãotempaquitapreta 047 emiphotoart DSC 0083 680x1024 Crítica: Simone Magalhães dá relevância à cena off do Festival de Curitiba com show inesquecível

Na cena off, show de Simone Magalhães foi uma das experiências artísticas mais significativas realizadas durante Festival de Teatro de Curitiba 2015 - Foto: Emi Hoshi/Emi PhotoArt

O show de Simone Magalhães Por que Não Tem Paquita Preta? é um das propostas mais significativas que aconteceram neste Festival de Teatro de Curitiba de 2015. E, ironicamente, não fez parte dele, oficialmente. É uma resistência underground, onde geralmente a grande arte costuma habitar.

O espetáculo de Simone Magalhães poderia ser considerado como uma versão análoga à do norte-americano Holcomber Waller - que ganhou o palco do Guairinha na Mostra Oficial com seu espetáculo Surfacing -,  só que vernácula e provocativa.

Simone é muito mais gente, muito mais Brasil, muito mais artista, muito mais interessante, muito mais talento, muito mais música, muito mais teatro. Por isso, ela deveria ter destaque não só na cena curitibana, como na brasileira e nas próximas edições deste Festival de Teatro de Curitiba. O público pede.

Ainda bem que existem os resistentes artistas da Casa Selvática para reparar que Simone merece o espaço do palco, lugar onde se encontra para dialogar com o público ávido por experiências intensas, “fazendo a gira girar”.

Simone Magalhães em Por que Não Tem Paquita Preta?
Avaliação: Ótimo
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Simone Magalhães dá relevância à cena off do Festival de Curitiba com show inesquecível

pqnãotempaquitapreta 069 emiphotoart DSC 0176 1024x679 Crítica: Simone Magalhães dá relevância à cena off do Festival de Curitiba com show inesquecível

Simone Magalhães com a turma da Selvática Ações Artísticas - Foto: Emi Hoshi/Emi PhotoArt

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IMG 0906 1024x682 Com 200 mil espectadores, Festival de Teatro de Curitiba supera público do Lollapalooza em 47%

Leandro Knopfhoz, no centro de Curitiba: "Festival de Teatro de Curitiba olha para dentro do Brasil e é a principal vitrine dos palcos no País; já temos três patrocínios para 2016", garante o diretor do maior evento teatral da América Latina - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos DANIEL SORRENTINO/Clix

Em ano de crise econômica, o Festival de Teatro de Curitiba fecha sua 24ª edição neste domingo (5) com público de 200 mil pessoas, informa seu diretor, Leandro Knopfholz, ao Atores & Bastidores do R7. O número de 2015 é menor que os 230 mil de 2014, mas é 47% maior do que as 136 mil pessoas que foram ao festival de música Lollapalooza, realizado em São Paulo nos dias 28 e 29 de março último. O que faz o teatro superar a música, arte que é muito mais popular no País.

Se comparado a outro festival teatral, o número de público do Festival de Teatro de Curitiba é 13 vezes maior do que o de seu principal concorrente, a MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), cuja segunda edição foi realizada no mês passado e que fechou com público de 15,2 mil espectadores em suas peças.

A comparação é inevitável, já que a MITsp abocanhou parte do patrocínio que o banco Itaú dava a Curitiba. Mesmo assim, a direção do evento paranaense, que teve orçamento de R$ 6 milhões em 2015, garante sua próxima edição em 2016, quando celebrará 25 anos de trajetória.

"Já temos três patrocinadores fechados para 2016, Tradner, UEG Araucária e Copel. E teremos uma conversa próxima com o Itaú. Curitiba segue com seu peso nacional. É a mais importante vitrine para o teatro brasileiro", afirma o diretor do Festival de Teatro de Curitiba, Leandro Knopfholz.

O executivo diz não temer a concorrência da MITsp. "Quanto mais se falar de teatro melhor", afirma. E reitera que seu objetivo é "entender a cena brasileira, diferentemente da MITsp, que olha para fora do Brasil". Em sua visão, "Curitiba olha para dentro do Brasil".

Além de teatro, o Festival de Curitiba teve a Gastronomix, mostra gastronômica que serviu 27 mil refeições a um público de 9.300 pessoas no Museu Oscar Niemeyer com 25 chefs de todo o Brasil.

5.700 pessoas envolvidas e impacto de R$ 15 milhões

Segundo Knopfholz, em 2015, o Festival de Teatro de Curitiba gerou 900 empregos diretos e 1.500 indiretos. "Além disso, foram 2.700 artistas no Fringe e 600 na Mostra Oficial", revela. Tudo somado dá 5.700 pessoas envolvidas no evento, número que impacta a economia em tempos de recessão. "Segundo um estudo da Secretaria Municipal de Turismo de Curitiba, a movimentação que o Festival faz na economia da cidade é de R$ 15 milhões".

Por conta da crise, o evento cortou drasticamente a lista de jornalistas convidados. "Antes, chamávamos 40 veículos de todo o Brasil, mas com a diminuição orçamentária, tivemos que reduzir esse número para 15 veículos. Mas, esperamos que seja uma situação momentânea, porque gostamos de dialogar com todo o País", afirma.

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Leandro Knopfholz fala sobre globais x artistas do teatro do Fringe: "A gente não diferencia ninguém, todos são artistas e tem o mesmo peso", afirma - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Peças globais e artistas de longe

Sobre a qualidade questionável de alguns espetáculos da Mostra Oficial deste ano, Knopfholz afirma que "tem uma comissão curadora responsável por isso" e que "a programação reflete o que tem nos palcos".

"Sempre pergunto para os curadores, quem você acha que ficou de fora e poderia ter estado aqui? O Festival traz um apanhado, tem ano que as pessoas se identificam mais, menos, mas é um retrato do momento", diz. Os curadores deste ano foram Lúcia Camargo, Celso Curi e Tania Brandão.

Curitiba tem a dicotomia de ter peças com atores famosos geralmente lotadas na Mostra Oficial, e ao mesmo tempo ter peças vindas de todos os lugares do Brasil disputando atenção do público e da mídia no Fringe, a mostra paralela com quase 400 obras. Um dos exemplos foi o espetáculo piauiense Geleia Geral, do grupo Conexão Street, que investiu R$ 5.000 do próprio bolso dos artistas em sua vinda para Curitiba com a peça sobre a vida e obra do compositor Torquato Neto.

Para Knopfholz, ambos tipos de montagens têm peso na receita do Festival, que contou este ano com 422 espetáculos. "Todo mundo tem peso, o caldeirão é o interessante do festival. É claro que é mais difícil colocar 30 pagantes no espetáculo vindo do Piauí do que 2.000 pessoas na plateia da peça do Marco Nanini ou outra figura conhecida da televisão", considera.

Mas afirma não fazer diferenciação de artistas. "A função do Festival é colocar todos no mesmo patamar. Mas a gente não diferencia ninguém, todos são artistas e têm o mesmo peso na divulgação no site ou no nosso livro de programação. Também não fazemos diferenciação de preço. A ideia é deixar o público escolher", declara.

IMG 0772 1024x682 Com 200 mil espectadores, Festival de Teatro de Curitiba supera público do Lollapalooza em 47%

Leandro Knopfholz: "O que a gente aprendeu nestes 24 anos é se relacionar" - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Lugar para todos?

Chamou a atenção a baixa quantidade de peças curitibanas na Mostra Oficial - este ano foi só Cinderela, dança do Balé Teatro Guaíra, que entrou no lugar de uma peça norte-americana cancelada de última hora. Na programação nobre do evento, reinaram produções vindas do eixo Rio-São Paulo.

Knopfholz admite que pode ser interessante buscar maior aproximação com a cena teatral local curitibana, para que possam estrear montagens no Festival, bem como também com grupos de outros lugares do Brasil. "O Festival tem um trabalho com a cena local, de apoio às mostras locais, que é importante e traz bastante retorno", justifica, dizendo que vai pensar em como integrar melhor a cena local e a nacional fora do eixo Rio-SP na programação da Mostra Oficial.

25 anos em 2016

Para o diretor do Festival de Teatro de Curitiba, lidar com pessoas distintas durante o evento é o grande desafio anual. "Às vezes o diretor é mais preciosista para afinar uma luz. O que a gente aprendeu nestes anos é se relacionar. Vamos comemorar isso na 25a edição, no ano que vem", promete.

Knopfholz afirma que considera que se o Festival fosse realizado no eixo Rio-São Paulo teria maior apoio de parte da mídia nacional. "Parte do charme e da elegância do festival é porque ele é realizado em Curitiba, mas é claro que se fosse feito do mesmo jeito no Rio ou em São Paulo, ele teria mais projeção".

Com o Festival chegando ao fim, ele já pensa no futuro. "Tivemos todos os patrocinadores presentes e esperamos fechar todos os patrocínios para 2016 até maio. Agora, vamos fechar os números e fazer uma avaliação do que aconteceu e pensar no próximo, que com certeza acontecerá e será de uma edição festiva, celebrando nossos 25 anos. Muitas pessoas ficaram amigas aqui em Curitiba, quero todos que fizeram parte do Festival voltem para celebrar conosco", finaliza.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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memorias cronicas Grupo de SP investe R$ 3.000 para estar no Festival de Curitiba com peça inspirada em Marisa Monte

Disco de Marisa Monte foi o mote criativo do espetáculo do Grupo Atocontínuo - Foto: João Hannuch

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Foto JOÃO HANNUCH

O Grupo Atocontínuo, que trabalha desde 2007 em São Paulo, está no Festival de Teatro de Curitiba com a peça Memórias, Crônicas e Declarações de Amor.

A peça foi inspirada no álbum homônimo da cantora carioca Marisa Monte, lançado em 2000 e que faz a cabeça da trupe. No palco, falam de relações de amor vividas pelos atores.

A peça será apresentada neste sábado (4), 20h, e no domingo (5), 14h, no Teatro Cleon Jacques (r. Mateus Leme, 4777).

Esta é a segunda vez que o grupo participa do Fringe, a mostra paralela do Festival. Eles já estiveram no evento em 2011. O texto é de Danilo Dal Lago, com direção de Rafael Truffaut. No elenco, estão Eder Bastos, Fernanda Hebe, Fernanda Otaviano, Simone Pierri, Tom Paranhos e Vanessa Ouros.

O grupo tem artistas egressos da SP Escola de Teatro, do Incenna, ECA-USO e de outras instituições paulistanas. "Estamos estreando a peça no Festival de Curitiba, pretendemos estrear em São Paulo no segundo semestre. Vai ser uma aquecida e um começo de diálogo com o público", afirma Tom Paranhos.

Ele revela que a companhia investiu R$ 3.000 de suas economias para estar com oito artistas no Festival. Simone Pierri ressalta o fato de em Curitiba o grupo se apresentar "para um público desconhecido".

"Muitas vezes em estreia em São Paulo, sempre temos conhecidos na plateia. A previsibilidade de reação é maior, já em um Festival você encara uma interação direta com o público que ainda não nos conhece nem nossa proposta".

Vanessa Ouros concorda. "É arriscado, então você não sabe o que esperar. "É um desafio bom para o artista estar fora de casa", finaliza.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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vigor mortis Crítica: Vigor Mortis toca o terror no Festival de Curitiba com propriedade

Rubia Romani em cena de Crime no Manicômio: sangue e desespero - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

A Cia. Vigor Mortis resolveu investir pesado no gênero terror neste Festival de Teatro de Curitiba 2015.

O grupo paranaense, já destaque no gênero, está em cartaz com três montagens na Mostra Glóriah Vigor Mortis: Duplo Homicídio na Chaptal 20: Crime no Manicômio, Duplo Homicídio na Chaptal 20: Farol em Fúria e Vigor Mortis Jukebox Vol. 1.

O Atores & Bastidores do R7 assistiu à sessão de Crime no Manicômio.

O espetáculo, com cenário potente, assim como seus figurinos e efeitos visuais, conta a história de uma paciente do hospício que tenta se livrar do local, estabelecendo uma relação de cumplicidade com seu médico.

Contudo, precisa permanecer mais uma noite internada. Estas últimas horas podem ser cruciais para sua sobrevivência, já que está rodeada de loucura em última instância, com colegas transtornadas.

A peça abusa do trash de um modo a dar inveja a Zé do Caixão. E o faz com propriedade.

vigor mortis 2 Crítica: Vigor Mortis toca o terror no Festival de Curitiba com propriedade

Público delira com horror proposto pela Cia. Vigor Mortis, dirigida por Paulo Biscaia Filho em Curitiba - Foto: Divulgação

O público delira e se diverte com as cenas mais macabras. A obra ainda conversa com nosso contexto latino-americano, colocando uma das personagens para falar em castellano (Eliane Campelli, em ótimo desempenho), o que é um acerto e tanto em um festival que se propõe a fazer diálogo internacional.

No texto e direção de Paulo Biscaia Filho, destacam-se as atuações presentes de Eliane Campelli, Guenia Lemos, Michelle Rodrigues, Raphael Cassou, Raquel Rizzo e Rubia Romani, esta última na pele da jovem frágil internada. Os atores estão vivos no palco, e isso é fundamental.

A montagem tem ritmo e potência, com seu terror feito de forma crível e ao mesmo tempo de ar debochado.

Com sua mostra especial, a trupe Vigor Mortis renova o gênero do horror de forma instigante neste Festival de Teatro de Curitiba 2015, deixando sua marca em pesadelos futuros da plateia curitibana.

Duplo Homicídio na Chaptal 20: Crime no Manicômio
Avaliação: Muito bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Vigor Mortis toca o terror no Festival de Curitiba com propriedade

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16827100899 09a52f2ef8 k 1024x683 Desalinho aborda incesto no Festival de Curitiba com ator vindo de banda que abriu o Lollapalooza

Carolina Ferman e Gabriel Vaz vivem um amor proibido na peça Desalinho; o ator integra a banda Baleia, que abriu o Lollapalooza em São Paulo - Foto: Solomon/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos SOLOMON/Clix

O polêmico tema do incesto, mergulhado em poesia, é pano de fundo da peça Desalinho. A obra, repleta de lirismo, é baseada na vida e na obra da poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930) e foi apresentada no Festival de Teatro de Curitiba 2015 no Teatro Paiol.

Um dos destaques é a participação no elenco do ator e músico Gabriel Vaz, da banda Baleia, que abriu o último Lollapalooza, festival musical em São Paulo na última semana.

A montagem carioca é dirigida por Isaac Bernat, com autoria de Marcia Zanelatto. No elenco, estão Carolina Ferman, Kelzy Ecard e Gabriel Vaz.

Os artistas participaram pela primeira vez do maior festival das artes cênicas no Brasil e confessaram ao Atores & Bastidores do R7 estarem emocionados, em entrevista concedida no café Solar do Rosário, no centro histórico curitibano.

"Tenho 34 anos de carreira e sempre quis estar no Festival de Curitiba", conta Isaac. A autora, Marcia, faz coro. "É a realização de um sonho, o que nos comove muito", diz. Ela conta que a obra estreou no Sesc Copacabana e que viajar é uma forma de "deixar a obra respirar".

Kelzy comemora a apresentação no histórico palco do Teatro Paiol, inaugurado em 1972 por Vinicius de Moraes. "É um lugar que carrega muita história. Tem um significado especial", declara.

16987327606 4ee2deef3b k 1024x683 Desalinho aborda incesto no Festival de Curitiba com ator vindo de banda que abriu o Lollapalooza

Carolina Ferman contracena com Kelzy Ecard, que vive uma enfermeira na peça, no palco do Paiol: "lugar histórico" - Foto: Solomon/Clix

Isaac diz que a peça traz a palavra poética para a cena. "Os atores fazem as coisas ficarem macias, existe muita dor, mas muita beleza também", explica. "Os atores estão conectados profundamente nesta peça", define. A obra conta a vida da poetisa (Carolina Ferman) e seu encontro com uma enfermeira (Kelzy Ecard), com a qual rememora a relação conturbada com seu irmão (Gabriel Vaz).

Carolina concorda: "A peça é feita da força deste encontro. Fala de amor, perdão, renúncia. É um mar infinito".

Como já dito, Gabriel Vaz veio diretamente do agitado festival de música Lollapalooza em São Paulo para o Festival de Teatro de Curitiba. Ele abriu o festival musical com sua banda Baleia e mergulhou no teatro em seguida. Mas, não reclama da correria.

Ele conta que a obra dialoga diretamente com a música que faz. "É uma peça que não tem medo de ser profundamente humana. Isso é muito corajoso hoje em dia. E a peça exige coragem não só da gente como do público também".

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16347458324 86043f37aa k 1024x683 Veja Pessoas Perfeitas em Curitiba em 7 fotos

Eduardo Chagas e Marta Baião em cena de Pessoas Perfeitas em Curitiba - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba
Fotos Ernesto Vasconcelos/Clix

O grupo Satyros apresentou no Festival de Teatro de Curitiba 2015 sua peça Pessoas Perfeitas, consagrada pela crítica em São Paulo, com o Prêmio APCA de melhor espetáculo e o Prêmio Shell de melhor autoria para Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. O maior evento do teatro no Brasil vai até este domingo (5). As sessões do Satyros, disputadas, foram no palco do tradicional Teatro Paiol. As apresentações representaram uma volta em grande estilo à cidade que abrigou até 2005 uma das sedes do grupo que já tem 26 anos de trajetória. O fotógrafo Ernesto Vasconcelos, da Clix, acompanhou a sessão. Leia aqui entrevista com o Satyros e, abaixo, veja como foi:

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Pessoas Perfeitas é inspirada na vida de moradores do centro de SP - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Na obra, Ivam Cabral (à dir.) faz um homem com dupla personalidade - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Julia Bobrow faz uma jovem inocente que se apaixona por um garoto de programa, papel de Henrique Mello - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Fábio Penna vive um homem perturbado, mergulhado intensamente no pó - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Cena de Pessoas Perfeitas no Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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Pessoas Perfeitas foi um dos destaques da Mostra Oficial do Festival de Curitiba 2015 - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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