rei leao1 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Tiago Barbosa como Simba, protagonista de O Rei Leão: produção funciona mesmo com atuações irregulares; musical teve investimento de R$ 50 milhões e pode alcançar público de 1 milhão de pessoas - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Com custo de R$ 50 milhões, o mais caro da história dos musicais brasileiro, O Rei Leão é um sucesso retumbante em São Paulo. Se no mundo já acumula público de 65 milhões de pessoas desde que foi lançado na Broadway em 1997, no Brasil pode bater em breve a marca de 1 milhão de espectadores até o fim da temporada, que foi estendida até 14 de dezembro de 2014.

Foram mais de 500 sessões no Teatro Renault, centro paulistano, onde cabem 1.500 pessoas. Público ávido em ver 53 artistas em cena, entre eles nove sul-africanos, além dos alardeados bonecos que dão vida aos animais da savana africana.

A razão de tanto sucesso em terras brasileiras ocorre pela junção de três coisas fundamentais.

Primeiro: a obra é baseada no filme arrasa-quarteirão da Disney de 1994 — com quase US$ 1 bilhão arrecadado é o 20º filme mais lucrativo e a terceira animação mais rentável até hoje.

Segundo motivo: as crianças que ficaram fascinadas por Simba, Nala, Timão e Pumba vinte anos atrás hoje, adultas, levam os filhos às sessões no Teatro Renault. Querem apresentá-los a seus ídolos do passado.

Terceiro e último: a superprodução é impecável e funciona com uma engrenagem capaz até de esconder até atores que ainda engatinham no quesito atuação.

rei leao 4 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

A sul-africana Ntsepa Pitjeng, como Rafiki, um dos destaques no elenco - Foto: João Caldas

É tudo grandioso e envolvente no espetáculo dirigido por Julie Taymor. A começar pela música de qualidade assinada por Elton John e Tim Rice, para o texto redondo de Roger Allers e Irene Mecchi.

Os figurinos de Julie Toymor são impactantes e a cenografia de Richard Hudson transforma o palco no que for preciso para que a história seja contada. E tem a fiel ajuda da luz inteligente de Donald Holder. E, claro, o grande charme são as máscaras e esculturas animadas criados pela dupla Julie Taymor e Michael Curry, que se completam com a maquiagem-arte de Michael Ward.

A orquestra regida por Vânia Pajares — e, sobretudo, os percussionistas Felipe Veiga e Helvio Mendes — é repleta de virtuose. Bem como as coreografias de Garth Fagan supervisionadas por Marey Griffith enchem os olhos, sobretudo em um palco apinhado de gente. A gente até se esquece de ver que um ou outro bailarino atrasou um passo.

E o que dizer das vozes? São belíssimas e potentes, sobretudo por dispor de um elenco majoritariamente negro — uma raridade no mercado de musicais e também no teatro como um todo que precisa ser comemorada.

A cena de abertura é para arrepiar qualquer desavisado. Com o bebê Simba sendo apresentado ao reino animal, surgem nos corredores do teatro os mais diversos bichos, como girafas, hipopótamos e elefantes , rumando ao palco que explode em cores e cantigas africanas.

Em uma boa tática de aproximar o público da história, o corredor é usado diversas vezes ao longo da obra, como quando Simba foge, acreditando ser responsável pela morte do pai.

Falando nele, o enredo de O Rei Leão é um dos melhores roteiros cinematográficos de Hollywood. É didático, sem ser tonto. Traz conflitos fundamentais, uma boa dose de martírio para o herói e, claro, sua redenção para o final feliz com o bem vencendo o mal. É para deixar qualquer grego da antiguidade morrendo de inveja.

rei leao 2 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Cena da apresentação de Simba, na abertura do musical: plateia impactada - Foto: João Caldas

Se toda a parte técnica vai muito bem, a atuação de boa parte do elenco deixa a desejar, aí incluso o alardeado protagonista Tiago Barbosa, selecionado entre milhares. Ele e boa parte de seus colegas, quando abrem a boca, apenas repetem um texto decorado. Falta peso, falta atuação convincente.

Mas há destaques, como a sul-africana Ntsepa Pitjeng, que empresta carisma e potência ao bruxo Rafiki; Felipe Carvalhido, como o amargurado Scar, o tio malvado de Simba; e Claudio Galvan, como o passarinho-mordomo Zazu. Ronaldo Reis também conquista a plateia dando espontaneidade ao seu Timão.

Na sessão vista pelo R7, Queren Raquel e Carolina Miranda também seguraram a personagem Nala, na infância e crescida, respectivamente. Ambas engoliram os simbas Cauã Martins (criança) e Tiago Barbosa (adulto).

Voltando à nostalgia das ex-crianças de 1994 hoje na faixa dos 30, esta encontra uma barreira na versão das canções assinada por Gilberto Gil. O compositor baiano resolveu mexer em letras que já fazem parte do imaginário coletivo em canções como Hakuna Matata.

Boa parte do público aprendeu a cantar as canções tais quais foram traduzidas na versão dublada do filme da Disney de 1994. Portanto, ouvir agora uma nova letra, diferente daquela velha conhecida, é um desalento, um choque emocional. Seria como mexer no tempero da comida da mãe. Dá uma dor no peito, mas, é tudo tão bonito, tão impactante, que dá para sobreviver.

rei leao 3 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Muitas cores e muitas danças: figurino e coreografia brilham aos olhos do público - Foto: João Caldas

O Rei Leão
Avaliação: Bom
Quando: Quarta a sexta, 21h, sábado, 16h e 21h; domingo, 14h e 18h30. 180 min. Até 14/12/2014
Onde: Teatro Renault (av. Brigadeiro Luis Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-5588)
Quanto: R$ 50 a R$ 280
Classificação etária: Livre
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Você acha que foi errado o musical mudar as letras das canções como eram no filme O Rei Leão dublado de 1994?

  • Sim, foi um erro querer criar novas letras, se as outras já eram conhecidas por todos que viram o filme. Gilberto Gil errou.
  • Não, acho que o musical, como um novo produto artístico, pedia letras novas para aquelas canções. Gilberto Gil fez bem em mudar.

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197356 Beatriz Segall resolve dar aula particular de atuação

A atriz Beatriz Segall, na série Lara com Z, de 2011, na Globo: ela vai dar aulas particulares para atores da nova geração - Foto: João Miguel Jr./Globo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Beatriz Segall resolveu, aos 88 anos, dar aulas particulares de atuação para colegas da nova geração. Será "coach" de atores profissionais, como agora está na moda falar.

Currículo para isso ela tem. Afinal, ela é uma das atrizes brasileiras mais respeitadas pelo público e pela crítica.

Para os desmemoriados, Beatriz fez uma das vilãs mais emblemáticas da teledramaturgia nacional, Odete Roitman, na novela Vale Tudo.

Ela garante que "quer passar adiante a experiência que acumulou durante sua longa carreira" e afirma ter "muito prazer" em dar aulas de teatro, uma "ocupação útil e agradável" em sua análise.

Beatriz também afirmou que não pretende mais produzir suas peças, como sempre fez.

Só voltará atuar no teatro quando for convidada por alguma produção já pronta, como no musical de Charles Möeller e Claudio Botelho no qual deverá trabalhar, Pippin, previsto para estrear em 2015.

Você acha um absurdo Beatriz Segall não estar fazendo novelas na TV?

  • beatriz 1 Beatriz Segall resolve dar aula particular de atuação Sim, pois ela é uma atriz muito talentosa. Isso mostra que o Brasil não sabe valorizar os grandes talentos!
  • beatriz 2 Beatriz Segall resolve dar aula particular de atuação Não, acho que o tempo dela na televisão já passou.

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 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Agnes Zuliani, Rodrigo Lopez, Alexandre Slaviero, Alex Grulli, Amanda Acosta, Petrônio Gontijo, Eduardo Semerjian e Nathália Rodrigues: elenco potente nas mãos de um autor e diretor sensível em Caros Ouvintes - Foto: Priscila Prade

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Há em Caros Ouvintes um desgosto que paira no ar. Uma melancolia imersa no medo iminente que tira a liberdade, enjaula a arte e assusta a todos. Mas, isso não é algo ruim. Muito pelo contrário, na obra a melancolia é perfeita e potencializa o discurso político que está por detrás do melodrama encenado.

O grande mérito do espetáculo produzido por Ed Júlio é, sob o pretexto de mostrar a decadência no rádio no Brasil à medida que os militares ganham cada vez maior poder na década de 1960, exibir que pensamentos tidos como já vencidos estão de volta. E seguem provocando pavor e ódio.

 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Artistas tentam encenar a última radionovela de uma rádio prestes a fechar as portas - Foto: Priscila Prade

Na obra, um grupo de artistas de rádio oprimidos pelo anunciante ignorante tenta, a duras penas, manter a emissora em funcionamento. Fazem com dignidade os últimos capítulos de sua tradicional radionovela, mesmo que tudo do lado de fora diga que este tempo já passou, com a chegada da televisão repleta de imagens e obviedades.

A realidade de imagens pré-fabricadas parece ter suplantado a possibilidade de se fantasiar uma história a partir de vozes. Cada criando a sua própria, com o que possui. Pensar por conta própria: algo "perigoso" demais.

O cenário de Marco Lima reproduz com elegância — assim como os figurinos de Fabio Namatame — um antigo estúdio de rádio. É uma cenografia cuidadosa, delicada, detalhista, o que potencializa o realismo da história. Wagner Freire criou uma luz que dialoga com os momentos emocionais da peça, sendo quase um ator junto do elenco.

Otávio Martins se destaca como o autor do texto que faz rir e também chorar, sem abrir mão da inteligência. Ele também assume a função de diretor, e conduz a obra de maneira delicada, na qual vai, aos poucos, dando as nuances do que está por vir, em uma simbiose de drama e comédia, como é a vida.

O diretor extrai do elenco o que cada um tem de melhor, gerando um retrato convincente de sua história. Caros Ouvintes não é só uma comédia musical divertida. É bem mais que isso. Traz em seu subtexto um discurso de resistência, de liberdade e, principalmente, de dignidade.

A força reacionária é representada por uma das atrizes da própria radionovela, interpretada brilhantemente por Agnes Zuliani. Na obra, ela é a delatora de seus colegas de esquerda junto ao regime, por crer ser superior aos demais. Sua vaidade e falta de amor ao próximo nada condiz com sua alardeada condição de defensora da família e dos valores cristãos. Porque o que ela tem se parece mais com ódio do que com o amor de Cristo. A cena na qual a personagem discursa é a mais impactante da obra e Agnes mostra ser uma grande atriz.

 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Obra traz artistas de rádio que afundam com a ascensão da televisão no Brasil - Foto: Priscila Prade

Outra que se sobressai é Amanda Acosta, na pele daquela cantora que já não tem mais o brilho de outrora, que faz de sua própria vida a expressão máxima de sua arte. Tal qual uma Maysa Matarazzo. Amanda dá peso à personagem — que nas mãos de uma atriz inexperiente poderia virar uma caricatura —, fazendo de sua cantora mulher crível e admirável. Mesmo decadente, não é digna de pena, mas de admiração.

Rodrigo Lopez, que interpreta o locutor da rádio, também chama a atenção. Seu personagem mantém, na clandestinidade, uma relação de amor com o futuro galã da TV. Tal qual muitos por aí. Contudo, com o sofrimento diante da prisão de seu amado pelos militares, seu amor e preocupação genuínos tocam a todos, fazendo com que a hipocrisia caia por terra, numa vitória do amor ao preconceito.

Eduardo Semerjian, por sua vez, na pele do galã de rádio ultrapassado, que vive de alardear as fãs que já não possui mais, empresta carisma e intensidade ao seu personagem. Ele representa alguém que, independentemente da vaidade que o move, é apenas mais um tentando sobreviver e tendo de encarar o momento em que a vida lhe cospe, usado, gasto. É um grande personagem na carreira do ator no teatro.

Ainda compõem o elenco entrosado Alex Grulli, como o sonoplasta, Alexandre Slaviero, como o patrocinador capitalista, Nathália Rodrigues, como a mocinha que vai virar estrela da TV em breve, e Petrônio Gontijo, que faz o chefe da rádio com a dignidade de um capitão que prefere afundar junto de seu barco a abrir mão de sua ideologia.

Um tipo de gente cada vez mais rara de se ver.

Caros Ouvintes
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 18h e 21; sábado, 21h; domingo, 19h30. 100 min. Até 14/12/2014
Onde: Grande Auditório do Masp (av. Paulista, 1578, São Paulo, tel. 0/xx/11 3251-5644)
Quanto: R$ 30 (sex., 18h); R$ 40 (sex., 21h; e dom.) e R$ 50 (sáb.)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

caros ouvintes priscila prade4 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Cena da peça Caros Ouvintes: musical com discurso político nas entrelinhas - Foto: Priscila Prade

Você gostaria que as radionovelas voltassem?

  • Sim, era maravilhoso o tempo em que a gente podia imaginar toda a história. E os atores das radionovelas eram melhores que os da TV.
  • Não, acho que já passou o tempo das radionovelas e detesto qualquer tipo de saudosismo. Prefiro ver telenovela.

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marcio aurelio foto bob sousa1 O Retrato do Bob: Marcio Aurelio, o respeitoFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O diretor Marcio Aurelio é cuidadoso com suas obras. Tanto que, frequentemente, assume também cenário e figurinos, para que tudo saia do jeito que ele quer. Desde que estudou com Eugênio Kusnet, enquanto ainda cursava biblioteconomia na USP, decidiu que seu rumo era o teatro. Tanto que fez uma guinada e prosseguiu com mestrado e doutorado na área de artes cênicas da mesma universidade, tornando-se uma das referências na área.  Estreou nos palcos em 1974. E logo a carreira deslanchou, trabalhando com autores como Ziraldo e Alcides Nogueira. A parceria com este último foi fundamental na carreira de ambos. Em 1990, criou a Cia. Razões Inversas, que tem histórico de montagens celebradas pelo público e crítica. Artista completo, domina os clássicos sem temer o novo, mesclando tudo isso em uma carreira que tem o respeito absoluto de quem ama o teatro brasileiro.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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cazuza frejat 1 Musical busca novos Cazuza e Frejat

Thiago Machado e Emílio Dantas: Frejat e Cazuza no musical; produção quer descobrir mais dois atores para os papéis de Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A produção do espetáculo Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, o Musical está em busca de novos atores para interpretarem os papéis de Cazuza e de Frejat.

O espetáculo está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, até 21 de dezembro de 2014.

Os selecionados vão funcionar como stand-in (substituto eventual) de Cazuza, personagem feito por Emílio Dantas, e de Frejat, papel de Thiago Machado.

Podem se inscrever atores entre 20 e 35 anos que tenham experiência, além de atuar, em canto e dança.

No Rio, as audições acontecem nesta terça (21). Em São Paulo, na sexta (24).

Atores profissionais interessados devem mandar currículo resumido e fotos de rosto e de corpo inteiro para o e-mail: cazuzaomusical@audicoes.com.br

Os pré-selecionados receberão resposta com horário e local da audição.

Boa sorte!

Leia a crítica do musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz.

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Emílio Dantas está aprovado no papel de Cazuza?

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homem de la mancha joao caldas1 Crítica: O Homem de la Mancha é o musical do ano

Cena de O Homem de la Mancha: a melhor produção do ano no gênero musical tem entrada grátis no Teatro do Sesi-SP, na avenida Paulista, até 21/12; Miguel Falabella dirige elenco potente - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O público paulistano tem a possibilidade de ver sem gastar um só centavo o melhor musical apresentado na cidade neste ano de 2014. Trata-se de O Homem de la Mancha, adaptado e dirigido por Miguel Falabella do texto original de Dale Wasserman, com música de Mitch Leigh e letras de Joe Darion, encenado pela primeira vez em 1965 e com produção brasileira histórica em 1972, com Paulo Autran, Bibi Ferreira, Dante Rui e Grande Othelo, sob direção de Flávio Rangel.

Prestes a completar cinco décadas de vida, o espetáculo celebra os 50 anos do Teatro do Sesi São Paulo, onde fica em cartaz com sessões de quarta a domingo até 21 de dezembro de 2014.

cletoohomemdelamanchaFoto Joao Caldas Fº 137697 Crítica: O Homem de la Mancha é o musical do ano

Cleto Baccic, como o protagonista, Dom Quixote: momento importante na carreira do ator - Foto: João Caldas

O Homem de la Mancha de Falabella é um musical redondo, bem produzido. Além de ser puro entretenimento, traz consigo um discurso político inquietante e questionador da sociedade na qual vivemos. Para completar, conta com atuações memoráveis tanto no quesito artístico quanto técnico.

Elenco expressivo

O diretor conseguiu reunir elenco de peso, com nomes expressivos do mundo do musical brasileiro neste século 21. E é generoso com este, dando às atuações papel fundamental na obra. O trio de protagonista é irretocável.

Cleto Baccic constrói um Dom Quixote que exala verdade em cada "loucura". O ator dá intensidade ao personagem, fazendo com que cada palavra que diga tenha perspicácia e sabedoria embutida com nuance. Há evidente trabalho de corpo e voz. E presença de sobra.

O ator segura a obra sem esforço aparente. O que, por si só, é resultado de muito trabalho. Sem dúvida, o personagem de Dom Quixote é um dos grandes momentos na carreira do artista.

sara sarresFoto Joao Caldas Fo 137541 Crítica: O Homem de la Mancha é o musical do ano

Sara Sarres, domínio de voz, corpo e técnica - Foto: João Caldas

Por sua vez, Sara Sarres, outra experiente atriz dos musicais, transmite toda força que sua Aldonza, ou Dulcinéia, necessita para fazer par com Baccic. Tem domínio de voz, corpo e técnica. Com forte presença cênica, empresta altivez e dignidade à sua personagem prostituta e tão maltratada pela vida. Quem não se apaixonar por ela é porque não tem libido.

Mas o grande charme no trio de protagonistas é, sem dúvida, Jorge Maya. Na pele de Sancho, o fiel escudeiro de Dom Quixote, o ator arrebata a plateia com um carisma genuíno e um preciso tempo para comédia.

O restante do elenco segue atrás do ritmo do trio de protagonistas. E o faz muito bem. Guilherme Sant'Anna, com sua voz de trovão, é sempre uma aparição interessante. Carlos Capeletti, mesmo em papel pequeno, se faz presente e mostra seu domínio do humor.

Outros grandes nomes dos musicais também aproveitam bem o que têm e mostram serviço, gente como Frederico Silveira, Ivan Parente (que segurou muito bem o posto de protagonista na produção anterior de Falabella, A Madrinha Embriagada) e Kiara Sasso, uma das estrelas do gênero, agora em um papel simples, mas que ela sabe potencializar.

Coro vigoroso

O coro segue no mesmo ritmo. Mesmo no fundo, no alto de uma escada ou num canto escuro do palco, estão todos ali, vivenciando cada emoção que a obra propõe. E o público percebe esse vigor dos artistas e se envolve com a história.

Por isso, merecem citação nome por nome: Ivanna Domenyco, Edgar Bustamente, Frederico Reuter, Arízio Magalhães, Fabi Bang, Luciana Milano, Anelita Gallo, Clarty Galvão, Carol Isolani, Ingrid Gaigher, Jana Amorim, Mariana Saraiva, Naomy Schölling, Elton Towersey, Ditto Leite, Felipe Guadanucci, Johnny Camolese, Jessé Scarpellini, Julio Mancini, Lázaro Menezes, Marcelo Góes, Pedro Arrais, Philipe Azevedo, Tiago Kaltenbacher, Tony Germano, Ygor Zago e Vandson Paiva.

Técnica em harmonia

Na parte técnica, Claudio Bauzys faz uma direção musical que faz a história fluir em ritmo harmonioso, e o mérito também é de Gabriel D'Angelo, que criou o desenho de som da obra. Nada soa agressivo, é tudo um fluído constante. Destaque para o talento da orquestra regida por Ronnie Kneblewski.

homem de la mancha joao caldas2 Crítica: O Homem de la Mancha é o musical do ano

Cena do musical O Homem de la Mancha: produção nacional de musicais mostra sua excelência - Foto: João Caldas

Kátia Barros, por sua vez, mostra criatividade revigorante nas coreografias que o elenco executa de forma precisa. Ultimamente, os musicais andam repletos de coreografias preguiçosas e ver este trabalho em cena é um alento a quem aprecia a dança.

A estética do musical teve forte inspiração na obra de Arthur Bispo do Rosário, ícone das artes plásticas brasileiras que passou a vida inteira internada num manicômio.

Ela está nos figurinos do emblemático Claudio Tovar, que exalam brasilidade em cada tela e são peças fundamentais na ambientação, dialogando constantemente com o cenário de Matt Kinley — outro achado diante dos pavorosos cenários de LED ou de plataformas de madeira que enfeiam muitos musicais em São Paulo.

Também merece menção a luz envolvente e inteligente de Drika Matheus, que dialoga diretamente com cada emoção da peça. E, em muitos momentos, a transforma em pintura.

O Homem de la Mancha é uma produção que mostra o nível de excelência conquistado pelo teatro musical nacional, que nada fica a dever para qualquer outro feito no exterior. Ele só precisa de apoio. De gente que acredite que é possível. E mostra isso ao fazer um clássico mundial com nossa pitada brasileira em uma resultado de qualidade inquestionável.

homem de la mancha joao caldas3 Crítica: O Homem de la Mancha é o musical do ano

O Homem de la Mancha: musical do ano de 2014 deve ser visto por todos - Foto: João Caldas

O Homem de la Mancha
Avaliação: Ótimo
Quando: quarta a sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 19h. 105 min. Até 21/12/2014
Onde: Teatro do Sesi-SP (av. Paulista, 1313, São Paulo, tel. 0/xx/11 3284-9787)
Quanto: Grátis (reservar pelo site ou telefone)
Classificação etária: 10 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: O Homem de la Mancha é o musical do ano

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rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto1 Celular no teatro perturba atores e público?

Rodolfo García Vázquez, dos Satyros: ele deixa público entrar com celular ligado - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator está no palco, no meio da mais dramática cena da obra e eis que um celular toca. Ou então, naquela cena onde a escuridão é fundamental, alguém mexe no celular, que logo acende sua potente luzinha de tela. E há mais: aqueles que teimam em gravar e fotografar a peça sem estarem devidamente autorizados e só param quando são repreendido pela produção ou, pior, pela segurança. O blog já viu todas estas cenas descritas em teatros nos quatro cantos do Brasil, do mais underground ao mais comercial.

Por mais que os avisos sonoros sejam dados antes de as sessões começarem, sempre tem algum esquecido, teimoso ou engraçadinho que teima em ficar com o celular ligado durante a peça.

juliana galdino daniel seabra Celular no teatro perturba atores e público?

Juliana Galdino parou peça para que senhorinhas desligassem o celular - Foto: Daniel Seabra

Atriz parou a cena

No mês passado, a atriz Juliana Galdino, que encenava Tríptico Samuel Beckett, no Espaço Sesc de Copacabana, no Rio, ficou revoltada com um grupo de senhorinhas.

Estas mexiam no celular, iluminando toda a plateia, com a peça em andamento. A atriz fez questão de parar a cena e pedir para que as tais senhoras desligassem seus aparelhos, como noticiou a colunista carioca Anna Ramalho. E só depois continuou a peça.

Ironia fina

A diretora Juliana Sanches, da peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, apresentada este mês em São Paulo, resolveu incorporar o celular à montagem. Não os dos espectadores, mas, sim, os dos próprios atores, que faziam cada qual uma selfie com o público de fundo na cena final. Uma crítica potente ao exibicionismo solitário da pós-modernidade.

Para o crítico Átila Moreno, que presencia constantemente este tipo de situação nos teatro cariocas, isso "é inadmissível".

— Imagina se um cirurgião parasse para atender o celular no trabalho? Eu acho que faltam bom senso e postura das pessoas de se colocarem no lugar do outro. Toda a equipe fica meses se preparando para apresentar a peça no palco. E aí alguém na plateia deixa o celular tocar. Eu não tolero.

América Vizinha 2097 crédito Adriana Balsanelli Celular no teatro perturba atores e público?

Ironia? Elenco da peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, faz selfie em cena - Foto: Adriana Balsanelli

Autorizado para estar de celular ligado

Diante do novo cenário, algumas montagens tentam se adaptar ao novo público. Caso do grupo paulistano Os Satyros. O diretor Rodolfo García Vázquez diz que não vai proibir o celular e que tenta lidar com essa realidade, pelo contrário, incorpora o celular à estética da obra.

— O mundo está em outro momento. Não posso falar: “não ligue o telefone” para meu público. Eu tenho é de fazer um espetáculo tão bom que a pessoa não queira ligar o telefone!

phedra Celular no teatro perturba atores e público?

Phedra D. Córdoba: dependendo da peça, ela deixa o celular, para ninguém a chamar de retrógrada - Foto: Bob Sousa

Na peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que acaba de virar filme homônimo que está sendo exibido na Mostra Internacional de Cinema, o público era encorajado a deixar o celular ligado o tempo todo. A atriz cubana Phedra D. Córdoba, que participou da peça e do filme, diz que, nestes casos, aceita o celular ligado.

— Quando é uma peça que o diretor pediu, tudo bem, porque o diretor quer essa modernidade em cena. Eu sou antiga, né? Mas aceito para não dizerem que sou retrógrada. Mas, em peças que a produção pede para desligar o celular, tem de ter educação e respeito em não deixá-lo tocar e nem com a luz acesa. Porque aí não estou de acordo.

"Dá muito desgosto"

O ator Fagundes Emanuel, que fez peça Nossa Cidade com o exigente Antunes Filho e atualmente está na novela Geração Brasil, na Globo, diz que "não é contra a tecnologia" e lembra que Zé Celso, em seu Teat(r)o Oficina, pede que os celulares fiquem ligados "junto com todos os sentidos".

Ele também lembra que os Parlapatões também dizem, com muito bom humor "não desliguem os celulares, vai que tua mãe ou algum familiar precise de ajuda".

— Quando o artista se propõe a essa e outras interações é interessantíssimo. Mas em uma peça que foi pedido para o celular ser desligado e alguém esquece, quando ele toca se quebra todo o clima.

Fagundes já passou por este tipo de situação.

— Desconcentra muito e já me ocorreu algumas vezes. E quando a pessoa está com pressa para ir embora e fica mandando mensagem para alguém? Dá muito desgosto. E a luz do celular é tão forte que o espectador fica mais iluminado do que os atores no palco [risos].

fagundes emanuel Celular no teatro perturba atores e público?

Fagundes Emanuel: quando o celular toca ou acende a luz "dá muito desgosto"- Foto: Miguel Arcanjo Prado

Você acha correto ficar com celular ligado no teatro?

  • Sim, vai que acontece alguma coisa e alguém precisa me avisar.
  • Não, é uma falta de educação e um desrespeito com os artistas.
  • Depende, se a peça permitir, tudo bem, agora, se o diretor pede para desligar, é bom respeitar.

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carolina de lorca Peça Carolina, de Lorca questiona maternidade

Carolina, de Lorca: reflexões sobre o papel social da mãe - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Gerar um filho costuma ser algo inquietante, sobretudo para mulheres artistas. De uma forma ou de outra, essa mudança na vida feminina reflete na obra produzida.

No caso da atriz e bailarina Carolina Corrêa, a gestação, com seus anseios e conflitos, foi parar no palco.

Ela está só no palco na peça Carolina, de Lorca, dirigida por Léo Kildare Louback e Antônia Claret, com realização do Grupo dos Dois.

Após fazer temporada em Buenos Aires e no Rio, a obra está em cartaz em Belo Horizonte neste sábado (18), 20h, e domingo (19), 19h, no Auditório do Centro de Referência da Moda (r. da Bahia, 1149), com entrada gratuita.

Quem pensa que a peça apresenta apenas uma visão lugar-comum da maternidade se engana.

Louback, também dramaturgo da obra, afirma que há “muita espera, dor e sofrimento na mulher obrigada a parir o menino, a ser mãe, atenciosa, competente e tudo o que o papel social pede, enquanto, muitas vezes, ela gostaria de estar em algum outro lugar da existência”.

A montagem buscou referências distintas, que passam pelo teatro documental e a performance, além de flertar com dança, música e cinema e, como entrega o título, com a obra de García Lorca, sobretudo a personagem Yerma, que lida com as questões da maternidade e se mescla à própria atriz no palco.

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coluna doze homens Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Doze Homens e uma Sentença está de volta no Teatro Nair Bello, em São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Cadeia ou liberdade?
Uma das melhores peças dos últimos tempos, Doze Homens e Uma Sentença volta ao cartaz com elenco novo em São Paulo. A direção é de Eduardo Tolentino de Araújo. Com Norival Rizzo, Zécarlos Machado, Riba Carlovich, Adriano Bedin, Augusto Cesar, Brian Penido Ross, Fernando Medeiros, Gustavo Trestini, Ivo Muller, Manolo Rodrigues, Oswaldo Ávila, Ricardo Dantas e Rodolfo Freitas. Ufa.

Até quando?
Doze Homens e uma Sentença fica até 7 de dezembro, sexta e sábado, 21h30, e domingo, 18h, no Teatro Nair Bello do shopping Frei Caneca. A peça já teve no elenco o saudoso Zé Renato. O enredo mostra a reunião secreta de um titubeante júri que precisa decidir se o réu é culpado ou inocente. O ingresso é R$ 50 na sexta e no domingo e R$60 no sábado. Vai, gente.

Peça nova
Kiko Marques marcou para o próximo dia 25 de outubro, às 20h, a estreia da peça FazDeConta, que ele dirige. Será no Instituto Cultural Capobianco, no Anhangabaú. O texto é do britânico Alan Ayckbourn, queridinho do teatro mundial por sua perspicácia. Um detalhe: no elenco está Fernando Neves, do grupo Os Fofos Encenam. Esse povo do teatro adora um troca-troca...

Resume pra gente?
Na peça, em uma noite de tempestade, Justin e Julie-Ann irão anunciar formalmente seu noivado aos pais. Aí, uma visita inusitada faz com que se descortine diante do rapaz o futuro assustador que o espera com este casamento. Igual a muito relacionamento por aí. Ai, que medo!

Agenda Cultural da Record News

Trem de Minas
Reiner Tentente, ator experiente do mundo dos musicais, dará workshop em Belo Horizonte, neste sábado, na CASA (Centro de Artes Savassi). Quem faz a produção do curso é Suellen Ogando, a espevitada atriz mineira que vive fazendo aparições na TV.

Ausências
Na estreia do filme Hipóteses para o Amor e Verdade, todo mundo comentou a ausência da atriz Cléo De Páris, uma das estrelas do primeiro longa do Satyros. Outro do elenco que não pode ir foi o ator Tadeu Ibarra. E a estreia do filme caiu justo no aniversário dele.

Corre-corre
Robson Catalunha, também ator do filme, chegou esbaforido na última hora. Esse menino não para.

Divando
Phedra D. Córdoba estava linda, magra e diva. Recebeu cumprimentos de todos assim que o filme acabou. E fez questão de reforçar: ela está em dois filmes, já que o documentário Cuba Libre, que conta sua volta a Havana, estreou algumas semanas atrás. Essa Phedra é danada, né?

Carne Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Maria Carolina Dressler e Fernanda Azevedo em cena da peça Carne: questões femininas - Foto: Divulgação

Esse mundo é meu!
Depois de criticar a multinacional petrolífera ao receber o Prêmio Shell de Melhor Atriz neste ano, Fernanda Azevedo anda trabalhando como nunca. Agora, a atriz faz par com a colega Maria Carolina Dressler na peça Carne, da Kiwi Cia. de Teatro. Fernando Kinas dirige a montagem que fala sobre a opressão das mulheres. E ainda expõe a violência de gênero, infelizmente ainda tão comum no Brasil.

Adeus, Frida
Maria Carolina Dressler mal teve tempo de deixar Frida Kahlo, personagem que fazia na peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, e já caiu na estrada na companhia de Fernanda Azevedo. Carne fica em turnê até 1º de novembro. Elas se apresentam nas seguintes cidades: Catanduva (17/10), Buritama (18/10), José Bonifácio (19/10), Vargem Grande do Sul (23/10), Itapetininga (24/10), Palmital (30/10), Piraju (31/10) e Pompeia (1º/11). Anotou tudo direitinho? Porque como diz o coleguinha Marcelo Rezende, dá trabalho pra fazer...

Conselho de classe
A coluna pede que ninguém se mate por conta das eleições. Espera com fé que o dia 26 vai chegar. E vai passar.

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Peça Selvagens - Homens de Olhos Tristes fará sessão beneficente em São Paulo - Foto: Divulgação

Caridade
A peça Selvagens - Homem de Olhos Tristes resolveu fazer sessão beneficente nos dias 22 e 23 de outubro, sempre às 21h, no Club Noir, no centro paulistano. O espectador só precisa levar um quilo de alimento ou uma roupa em bom estado e trocar por um ingresso. Tudo será doado para a Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social). Porque, como dizia a Hebe, coisa boa a gente doa.

Sem choro nem vela
O grupo Coisa Antiga faz show no dia 25 de outubro, às 18h, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo. A entrada é gratuita. O projeto de eventos com chorinho de Luis Avelima quer transformar o lugar, todo fim de tarde de sábado, em uma verdadeira meca do estilo musical. No repertório, estarão Pixinguinha e Waldir Azevedo. Estão todos convidados.

Bocejo
O Núcle Arte Ciência no Palco gosta de misturar teatro e educação. Na próxima quarta (22), estreia a peça Matéria Obscura, no palco do tradicional Teatro de Arena Eugênio Kusnet, no centro de São Paulo. A trama acontece no mágico intervalo que existe entre a vigília e o sono. Aquele que quando você viu já dormiu. Tipo na sala de aula...

coluna florilegio oto Joao Caldas Fo 2013a Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Florilégio: espetáculo homenageia a era de ouro do rádio brasileiro - Foto: João Caldas

Repertório
Cartola, Ataulfo Alves, Zé Keti, Dorival Caymmi, Assis Valente, Lupicínio Rodrigues... Não se trata de uma coletânea que será lançada, mas da volta do espetáculo Florilégio aos palcos paulistanos. No elenco, estão Carlos Moreno, Mira Haar e Patricia Gasppar. A nova temporada é no Teatro Alfa, até 30 de novembro. Sempre sábado e domingo, 20h, com ingresso a R$ 40. Viva a música brasileira.

Manos e minas
A Sala Renê Gumiel da Funarte de São Paulo recebe o projeto Identidade Hip Hop neste fim de semana dentro da Ocupação Ambargris - Cerco Choreográfico. É só chegar lá.

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Espetáculo paulista Sabiás do Sertão está fazendo sucesso Brasil afora - Foto: Divulgação

Mala feita
Depois de chamar a atenção do público e da crítica em importantes festivais teatrais neste ano, a Cia. Cênicas ganhou o ProAC para circular pelas ruas. Só nos próximos dias, o grupo estará em Florianópolis, em Caraguatatuba e Araçatuba, estas duas últimas no interior paulista. Vão apresentar Sabiás do Sertão e Auto da Anunciação. Em novembro também estão com a agenda cheia, vão passar por Ponta Grossa, no Paraná, e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. É viagem que não acaba mais.

Mala desfeita
Depois de rodar esse mundão de Deus e enfrentar as mais diversas temperaturas e condições climáticas por conta do Palco Giratório do Sesc, os integrantes do Grupo Magiluth já descansam em suas respectivas residências em Recife.

magiluth Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Após meses na estrada, os meninos do Magiluth descansam (ou não) em Recife - Foto: Divulgação

Você acha certo brigar com amigo por conta da eleição?

  • Sim, se ele não pensa como eu não tem como sermos amigos.
  • Não, acho que amizade mora acima de política.
  • Ai, que complicado...Depende do que ele disser...

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mostra 10 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra
O diretor Rodolfo García Vázquez e o roteirista e ator Ivam Cabral: filme na Mostra - Foto: Edson Degaki

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma da praça Roosevelt invadiu a rua Augusta. Na noite desta quinta (17), artistas do palco foram à sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo, para assistir à estreia do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, do Satyros Cinema, com direção de Rodolfo García Vázquez e roteiro de Ivam Cabral. O fim da exibição foi prejudicado por um funcionário da Mostra Internacional de Cinema (entenda o porquê). Entre os convidados, estavam amigos do grupo e integrantes do elenco do longa. Ausências de Nany People e Cléo De Páris foram sentidas. Veja quem apareceu por lá:

Leia também a crítica do filme!

mostra12 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Gustavo Ferreira e Paulinho Faria, do elenco de Hipóteses para o Amor e a Verdade - Foto: Edson Degaki

lorena borges phedra d cordoba Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Lorena Borges e Phedra D. Córdoba acompanharam o lançamento - Foto: Edson Degaki

 

mostra 1 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Ivam Cabral abraça o colega Fábio Penna, à esquerda, o ator Henrique Mello - Foto: Edson Degaki

mostra 5 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Público vê Hipóteses para o Amor e a Verdade: à esq., em primeiro plano, o ator Paulinho Faria - Foto: Edson Degaki

mostra 13 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Tiago Leal, que vive um homem de classe média paulistana no filme - Foto: Edson Degaki

 

mostra 11 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Ivam Cabral e o psicanalista Contardo Calligaris depois da sessão - Foto: Edson Degaki

mostra 91 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Público paulistano acompanha atentamente a chegada do Satyros ao cinema na Mostra 2014 - Foto: Edson Degaki

 

mostra 14 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Robson Catalunha, que interpreta um jovem depressivo no filme - Foto: Edson Degaki

Você acha que o grupo Satyros se dará bem no cinema tanto quanto no teatro?

  • Sim, eles são talentosos e ousados. Vão arrasar nos cinemas também.
  • Não, acho que o forte do grupo é só o teatro.
  • Sei lá, ainda não tenho uma bola de cristal!

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