regina duarte2 Regina Duarte usa foto do Grupo XIX de Teatro fora de contexto e se mete em confusão

Fora de contexto: a atriz Regina Duarte tentou associar a imagem de uma peça do Grupo XIX às manifestações deste domingo (12); só que a peça não tem nada a ver com os protestos - Foto: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Regina Duarte, de 68 anos, se meteu em uma confusão neste domingo (12) na rede social Instagram.

Ela usou, fora de contexto, uma imagem do espetáculo Hygiene, do Grupo XIX de Teatro, de São Paulo, para externar seus sentimentos em relação às manifestações contra o governo federal. Só que o espetáculo não tem nada a ver com os protestos. A montagem tem como pano de fundo o processo de urbanização do Brasil no fim do século 19.

Regina retirou a foto da Revista da Folha, onde a imagem saiu na reportagem que divulgou a nova temporada do grupo paulistano em sua sede, na Vila Maria Zélia, na zona leste paulistana.

Regina escreveu a seguinte legenda para a foto da atriz Juliana Sanches no espetáculo Hygiene: "A atriz Juliana Sanches do Grupo XIX de Teatro em foto de Regina Acutu, para a Revista de Domingo, hoje n'A Folha de SP. Significativa , pra mim, da Manifestação de Hoje. Atenção, Brasil! estamos escrevendo a nossa HISTÓRIA [sic]".

regina duarte Regina Duarte usa foto do Grupo XIX de Teatro fora de contexto e se mete em confusão

Manipulação de imagem: Regina Duarte tentou associar a foto com a atriz Juliana Sanches, na peça Hygiene, do Grupo XIX de Teatro, às manifestações contra o governo federal neste domingo (12) - Foto: Reprodução

A atriz Juliana Sanches e o Grupo XIX de Teatro, ao verem a foto da peça utilizada para fins políticos de forma indevida, solicitaram à atriz que retirasse a imagem do ar.

Regina primeiro tentou discutir com os artistas. Confessou que não conhecia a peça, mas "achou a foto bonita". Ela tentou se fazer de vítima de uma possível "censura" e disse que tinha o direito de "expor" seus "sentimentos", não admitindo o uso da imagem fora de contexto.

Juliana Sanches, a atriz do Grupo XIX de Teatro que aparece na foto, tentou esclarecer Regina Duarte do que esta havia feito. Escreveu assim na timeline da colega de profissão: "O que aconteceu é que você utilizou uma foto de uma obra artística, de um espetáculo teatral, e a usou num contexto político, no mínimo polêmico. Isso, sem permissão dos envolvidos nesta obra teatral. Não dá para eu pegar uma foto sua, de um personagem de uma peça que eu não assisti, e dizer que ela representa um posicionamento político meu, por exemplo. Por mais bonita que você possa achar a foto, relacioná-la com uma manifestação publicamente não é um direito. Por favor, peço para retirá-la".

Após a discussão, Regina disse que retiraria a foto do ar, mas até o fechamento desta reportagem, a intérprete da personagem Porcina na novela Roque Santeiro não havia cumprido sua promessa. A veterana atriz da televisão preferiu afirmar que a reclamação tratava-se de "muito barulho por nada" e ainda jurou ser "inocente".

A internauta Elaine Belmonte comentou na timeline de Regina: "Só não entendi porque você, Regina Duarte, usou uma foto de um trabalho artístico que não conhece ao invés de usar uma foto do próprio trabalho, já que é para defender algo em que acredita".

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malice vergueiro foto bob sousa 1 O Retrato do Bob: Maria Alice Vergueiro, a diva vivaFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Aos 80 anos, Maria Alice Vergueiro está em cartaz com Why the Horse? no palco do Teatro do Sesc Santana, em São Paulo, até 10 de maio próximo [leia crítica]. Na obra que dirige, encena sua própria morte e velório. Contudo, na verdade mesmo, o que a peça faz é uma ode à sua própria vida, tão intensa e cheia de arte. Antes de pisar no palco na estreia da última sexta (10), ela recebeu, com exclusividade, o nosso Bob Sousa, seu velho conhecido, no camarim. Quem pensa que o clima era mórbido está redondamente enganado. Por isso, é preciso celebrar Maria Alice Vergueiro, a diva viva.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. 

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América Vizinha8846 crédito Patricia Ribeiro1 1024x735 Livro de Galeano inspirou peça América Vizinha

Cena da peça América Vizinha, inspirada em livro de Eduardo Galeano - Foto: Patrícia Ribeiro

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A notícia da morte de Eduardo Galeano, aos 74 anos, nesta segunda (13), emocionou a equipe da peça América Vizinha, em cartaz em São Paulo. A obra é inspirada no livro O Século do Vento, do célebre autor uruguaio.

A encenação, do grupo Los Cucarachos, formado nos núcleos de pesquisa do Grupo XIX de Teatro, tem direção de Juliana Sanches.

“Estamos todos muito tristes com a morte do Galeano”, conta a diretora ao Atores & Bastidores do R7, ainda consternada. “Estamos preparando uma homenagem para ele em nossa próxima apresentação”, afirma.

América Vizinha terá sessão gratuita no próximo dia 25, na sede do Grupo XIX de Teatro [veja serviço ao fim].

América Vizinha9555 crédito Patricia Ribeiro 1024x683 Livro de Galeano inspirou peça América Vizinha

Obra de Galeano foi ponto de partida para América Vizinha, diz diretora - Foto: Patrícia Ribeiro

Juliana revela que o livro de Galeano “foi um ponto de partida muito rico”, com suas históricas ficcionadas sobre fatos reais da América Latina. “Partimos daí e criamos nossa própria ficção”, conta a diretora, que trabalhou de forma colaborativa com seus 14 atores.

Estão no elenco Amilton de Azevedo, Bruno Piva, Daniel Viana, Débora Ribeiro, Denise Sperandelli, Gabi Costa, Juan Manuel Tellategui, Luisa Dalgalarrondo, Maria Carolina Dressler, Rosana Borges Silva, Tatiana Ribeiro, Thai Leão, Vanessa Candela e Vinicius Brasileiro, além do músico Matías Nuñez.

Veja mais fotos da peça América Vizinha

Na peça, que tem trechos em castelhano, surgem ícones culturais latino-americanos, como Violeta Parra, Carlos Gardel, Frida Khalo, Pablo Neruda e Evita Perón, em um encontro no povoado fictício de San Pueblo Exilado.

 Livro de Galeano inspirou peça América Vizinha

Peça América Vizinha, do grupo Los Cucarachos, traz encontro de ícones latino-americanos - Foto: Patrícia Ribeiro

Para a diretora, “Eduardo Galeano deveria ter durado no mínimo mais 20 anos”. Segundo Juliana Sanches, o trabalho do uruguaio, a quem define como "voz lúcida na loucura latina de nossa vida", foi fundamental para a compreensão de nossa realidade latino-americana.

“Eu gosto do microconto  Me Ajuda a Olhar, do Livro dos Abraços. Conta a história de um menino que vê o mar pela primeira vez e pede ao pai a ajuda para poder olhar o mar. Creio que Galeano nos ajudou a olhar o nosso mar”, diz.

O ator Amilton de Azevedo afirma que "Galeano captou a alma de tudo que se propôs a observar e escrever. Do futebol, da nuestra America, do mais humano".

América Vizinha
Quando: 25/04/2015, sábado, 17h. 90 min. Única apresentação.
Onde: Armazém 19 (r. Mário Costa, 13, Vila Maria Zélia, Belém, São Paulo, tel. 0/xx/11 2081-4647)
Quanto: grátis
Classificação etária: 16 anos

Veja mais fotos da peça América Vizinha

Galeano fotoEugenioMazzinghi Livro de Galeano inspirou peça América Vizinha

O autor uruguaio Eduardo Galeano, que morreu aos 74 anos - Foto: Eugenio Mazzinghi

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lume 2 Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

Público acompanhou a festa de 30 horas dos 30 anos do Lume Teatro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Lume Teatro celebrou suas três décadas de história em 30 horas ininterruptas de arte em sua sede, no bairro Barão Geraldo, em Campinas, São Paulo, neste último fim de semana. Entre as 14h do sábado (11) e as 20h do domingo (12), o público conferiu uma série de apresentações, ações performáticas e vivências para celebrar a companhia, que é uma das mais importantes da cena teatral brasileira. O Atores & Bastidores do R7 mostra em 7 fotos como foi a festa. Veja aí:

lume versao brasileira Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

O espetáculo Versão Brasileira foi uma das atrações da comemoração - Foto: Divulgação

lume yoga Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

O público também fez aula de yoga na manhã de domingo - Foto: Divulgação

lume la scarpetta Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

O espetáculo La Scarpetta lotou a arena montada na sede do Lume Teatro - Foto: Divulgação

lume grupo engasga gato Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

O Grupo Engasga Gato também se apresentou na festa do Lume - Foto: Divulgação

lume familia burg Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

A Família Burg também divertiu adultos e crianças em Campinas - Foto: Divulgação

lume ana cristina colla serestando mulheres Lume Teatro celebra 30 anos com 30 horas de festa

A atriz Ana Cristina Colla conquistou o público em SerEstando Mulheres - Foto: Divulgação

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spescola bobsousa6 SP Escola de Teatro abre 53 vagas gratuitas

O diretor da SP Escola de Teatro, Ivam Cabral, com aprendizes de atuação da escola, em 2012, na sede da praça Roosevelt, em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A SP Escola de Teatro está com inscrições abertas para seus oito cursos regulares e gratuitos. A instituição é ligada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e já é uma das mais importantes na formação de artistas de teatro no Brasil.

Há 53 vagas distribuídas nos cursos de Atuação, Cenografia e Figurino, Direção, Dramaturgia, Humor, Iluminação, Sonoplastia e Técnicas de Palco. As aulas começam no segundo semestre e os cursos duram dois anos, com aulas de terça a sábado, no período matutino ou vespertino, dependendo da turma. São 1.920 horas em quatro módulos semestrais.

As inscrições só podem ser feitas pela internet até 17h de 7 de maio de 2015. É preciso ter mais de 18 anos e ter completado o ensino médio. A taxa de inscrição é de R$ 51. Leia o edital e inscreva-se.

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joana wanner Domingou: Joana Wanner, a minha maior bailarina

Joana Wanner, dançando no palco: quem viu jamais se esquece de sua força cênica - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando se voltar no tempo e se falar da dança realizada em Belo Horizonte no começo do século 21, um nome jamais poderá ser esquecido: o de Joana Wanner, a maior bailarina no mundo, na opinião deste humilde escriba.

Quem viu Joana Wanner dançar no palco sabe o que digo; é impossível esquecer sua força cênica. A cada passo, Joana é uma pulsão viva e envolvente, é o que diz minha memória. Radicado em São Paulo, infelizmente, há tempos não vejo Joana dançar. Mas ela ainda dança, sempre presente, em minha mente.

Considero-me sortudo, porque, além de poder ter visto Joana em inúmeros espetáculos de dança e inclusive ter divido o palco com ela em um, tive a honra de ter esta artista emblemática como coreógrafa por preciosos anos. Boa parte do que sei de dança contemporânea foi Joana quem me ensinou.

Fiz aulas com Joana no extinto Ballet Movimento, comandado pela respeitada coreógrafa Nora Vaz de Mello em um charmoso casarão rosa na rua Padre Odorico, na região da Savassi, em Belo Horizonte. Na época, Joana havia acabado de concluir o curso de direito na UFMG e decidido, corajosamente, que a dança era seu rumo certo.

Ir à aula de dança contemporânea de Joana era sempre um dos melhores momentos da semana para mim. Já na caminhada rumo à escola, depois de passar o dia estudando Geografia na UFMG — nesta época ainda não pensava em ser jornalista —, ia repassando os passos da aula anterior na cabeça, enquanto cruzava a praça da Liberdade, onde bem próximo, minha prima Ludmila Duarte, tão apaixonada pela dança quanto eu, dava aulas de tango.

A chegada à escola era sempre um fuzuê, com as colegas de turma esbaforidas e recém-saídas do colégio Marista, que ficava bem próximo ao Movimento.

Mas Joana não gostava de conversa em aula. Exigia concentração e dedicação por completo. Sua precisão coreográfica ia até o dedo mindinho de seus bailarinos. E a presença integral começava logo no alongamento.

Jamais tive alongamento igual ao que Joana propunha, sempre repleto de nuance e de arte. Aliás, a pastinha com CDs de Joana era um verdadeiro deleite aos ouvidos, sonho de repertório de qualquer artista interessante.

Ela gostava de vozes femininas marcantes da MPB para embalar nosso aquecimento muscular. Ia de Elza Soares a Anna Carolina, cujo disco conheci por completo nos alongamentos de Joana. Porque, muitas vezes, como toda pessoa inteligente, Joana tinha relações intensas com os discos. E todos nós por tabela.

Outro dia, o amigo jornalista Danilo Dainezi, não sei por que, colocou no Facebook a letra da música Zumbi, de Caetano Veloso. Logo, fui inundado por uma cachoeira de memória.

Voltei em um segundo ao processo coreográfico que Joana instaurou na sala de ensaios para esta canção. "Angola, Congo, Benguela, Monjolo, Cabinda, Mina...", como esquecer estes versos? Para eles, Joana Wanner criou movimentos pulsantes, sensoriais e pungentes, presentes em meu corpo até hoje quando escuto a canção. Coisa que só uma grande artista da dança é capaz de criar.

Por isso, eu sempre digo, sem a menor dúvida: Joana Wanner é a minha maior bailarina.

*MIGUEL ARCANJO PRADO é jornalista e queria voltar a dançar com Joana. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada aos domingos no blog Atores & Bastidores do R7.

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 Crítica: Maria Alice Vergueiro morre em cena para viver mais em Why the Horse?

Maria Alice Vergueiro recebe beijo do espectador Rodrigo Eloi após estreia de Why the Horse?, na última sexta (10), no palco do Teatro do Sesc Santana, em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Há uma certa curiosidade mórbida por parte do público diante do espetáculo Why the Horse? [Por que o Cavalo?]. Afinal, antes da estreia, a diretora e protagonista, Maria Alice Vergueiro, afirmou à imprensa que encenaria a própria morte e velório neste espetáculo.

A notícia impactante e a coragem performática da artista em anunciá-la mexeu fundo com o público e, sobretudo, com a classe teatral, da qual Vergueiro, com mais de 50 anos de carreira, é uma das figuras mais queridas e respeitadas.

Com 80 anos completados em 19 de janeiro último, a atriz sofre de Parkinson em estágio avançado. Mas, como diz a acertada música de Gilberto Gil que soa no espetáculo sob direção musical de Otávio Ortega, Maria Alice Vergueiro não tem medo da morte.

Muito pelo contrário, transforma a proximidade do fim em cena viva e pulsante ao lado de seu Grupo Pândega.

 Crítica: Maria Alice Vergueiro morre em cena para viver mais em Why the Horse?

Em primeiro plano, Maria Alice Vergueiro, rodeada pelos atores Luciano Chirolli, Carolina Splendore e Robson Catalunha, na estreia de Why the Horse? - Foto: Bob Sousa

Luciano Chirolli, seu parceiro criativo na vida real, também é o principal companheiro de Maria Alice na peça. Além de ampará-la, a confronta também, nas melhores cenas da montagem feita em formato happening nas bases de Jodorowsky e com parte do público em cima do palco do Teatro do Sesc Santana.

O cenário sóbrio criado por J. C. Serroni traz epitáfios com nomes de mortos famosos do teatro brasileiro e universal, indo desde Paulo Autran a Samuel Beckett, num prenúncio futuro do nome de Maria Alice Vergueiro entre eles.

Guilherme Bonfanti faz desenho de luz sutil e condizente com a proposta estética da obra, criando pequenas atmosferas sensoriais onde a presença dos atores por si só desenvolve a dramaturgia de Fábio Furtado. O fim inexorável também está presente nos figurinos carcomidos criados por Telumi Hellen.

Choro cala profundo

O espetáculo traz um tom de deboche com a própria morbidez que propõe. Mesmo assim, consegue inúmeros momentos de sensibilidade à flor da pele, como quando Chirolli chora copiosamente diante de Vergueiro morta, produzindo um som ininteligível. É uma cena que cala profundo em quem ama o teatro.

Carolina Splendore, Alexandre Magno e Robson Catalunha completam o elenco, servindo de representação para as novas gerações com as quais Vergueiro não se cansa de dialogar, de forma generosa. Prova disso são as selfies que tira com o público ao fim da peça; Vergueiro quer mesmo estar presente por todos os lados. Splendore representa ainda a própria explosão de juventude, contestação e força de Vergueiro de outrora, em uma linda imagem metafórica quando desnuda seus seios.

Em Why the Horse?, Maria Alice Vergueiro mostra ser ainda uma garota atrevida, que não se cansa de fazer suas travessuras artísticas, surpreendendo a todos nós. Desafiadora e performática, ensaia seu próprio fim diante de seu público, que não sabe se rir ou chorar. Mas uma coisa é certa. Ela morre em cena para, assim, viver mais.

Why the Horse?
Avaliação: Ótimo
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. 60 min. Até 10/5/2015
Onde: Teatro do Sesc Santana (av. Luiz Dumont Villares, 579, metrô Jardim São Paulo, São Paulo, tel. 0/xx/11 2971-8700)
Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 9 (comerciário e dependentes)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Maria Alice Vergueiro morre em cena para viver mais em Why the Horse?

Veja trajetória de Maria Alice Vergueiro em 7 fotos

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ato a 4 baixa Ato a Quatro leva relações vazias ao Viga

Peça Ato a Quatro faz temporada no Viga Espaço Cênico, em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de uma temporada bem sucedida no Sesc Pinheiros, a peça britânica Ato a Quatro reestreou neste sábado (11) no Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1.323, metrô Sumaré), em São Paulo, onde cumpre temporada até 31 de maio de 2015.

São 25 cenas curtas que abordam o medo, o desejo e a solidão, entre outros temas. Não ficam de fora o isolamento e a solidão, tão comuns nos tempos atuais, conectados e distantes.

As sessões são aos sábados, 21h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada. A peça dura 75 minutos.

O texto é de Janie Bodie; já a direção é assinada por Bruno Perillo.

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movimento dos sem ingresso Movimento dos Sem Ingresso faz a diferença no Festival de Curitiba com pouso solidário e entradas

Há 12 anos, eles pedem um ingresso sobrando: Movimento dos Sem Ingresso é tradição no Festival de Teatro de Curitiba; na foto, a partir da esq., Roni Mendes, Marisa Thomazzi e Debora Cristina - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

Há 12 anos, eles estão sempre parados na porta do Memorial de Curitiba, QG do Festival de Teatro de Curitiba, com sua plaquinha, incentivando artistas e públicos a doarem entradas das mais de 400 peças do maior evento teatral da América Latina.

Assim que conseguem a doação, correm atrás do público, para deixar as plateias lotadas. É comum ver Marisa Thomazzi, uma de suas integrantes, oferecendo entradas teatrais aos transeuntes do largo da Ordem, no centro histórico curitibano.

Ela faz parte do Movimento dos Sem Ingresso, formado por artistas, produtores e apaixonados pela área teatral cujo único objetivo é ampliar o acesso da população às peças do Festival que chegou ao fim no último domingo (5), após 13 dias e 422 espetáculos apresentados.

1.500 ingressos em 2015

Em 2015, eles conseguiram a doação de 1.500 ingressos.  O número é menor do que os 3.000 ingressos conseguidos em 2014. "Acho que esta queda reflete a crise econômica e também a tendência do próprio Festival, que teve o público diminuído de 230 mil em 2014 para 200 mil em 2015", analisa Anderson Ribeiro, integrante do Movimento Sem Ingresso, em conversa com o Atores & Bastidores do R7.

A relação com a direção do Festival, que já foi tensa no passado, hoje "está ótima", segundo Debora Cristina, fundadora do Movimento dos Sem Ingresso. "Eles [da direção do evento] deixam a gente fazer nosso trabalho. As companhias de teatro nos procuram sempre para nos dar suas cortesias. Nosso papel é redistribuir esses ingressos à população, porque as companhias de fora não conhecem as pessoas daqui de Curitiba, por isso, eles gostam que a gente distribua", revela.

mamulengo do ambrosio doa 1024x614 Movimento dos Sem Ingresso faz a diferença no Festival de Curitiba com pouso solidário e entradas

Conscientes, artistas da peça infantil Mamulengo do Ambrósio, vinda de Garanhuns (PE), doam entradas das sessões em Curitiba para o Movimento dos Sem Ingresso - Foto: Divulgação

Debora conta que o Movimento Sem Ingresso "precisa de mais apoio da imprensa" para que as pessoas saibam de sua existência e busquem os ingressos. "Ano que vem, queremos conseguir mais reportagens, para que o povo venha retirar as entradas que conseguimos. Queremos ir nas TVs e rádios, além de continuar nosso trabalho na internet, onde temos uma página no Facebook".

Além de Debora, Anderson e Marisa, também integram o Movimento dos Sem Ingresso Vanessa Ricette, Roni Mendes, Alleni Botarelli e Raquel Francielli.

Pouso Solidário

Este ano a entidade inovou ao criar o projeto Pouso Solidário, no qual tentaram acomodar em casa de voluntários companhias participantes do Fringe sem lugar para se hospedar em Curitiba. Quatro companhias foram beneficiadas.

"Em 2016, quando o Festival de Curitiba completará 25 anos, queremos ampliar o Pouso Solidário e também conseguir ônibus com a Prefeitura para trazer gente da periferia para ver as peças no centro de Curitiba", afirma Debora Cristina, confiante.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Veja a cobertura do R7 no Festival de Teatro de Curitiba 2015!

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Peça Ricardo III Gustavo Gasparani 05 foto Nill Caniné 1024x682 Dois ou Um com Gustavo Gasparani

Gustavo Gasparani em cena de Ricardo III: em cartaz no Sesc Pinheiros, em SP - Foto: Nill Caniné

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Gustavo Gasparani chega a São Paulo com seu espetáculo de sucesso Ricardo III, de William Shakespeare, com direção de Sergio Modena. O ator acaba de participar do Festival de Teatro de Curitiba com a peça Samba Futebol Clube, dirigida por ele e que lotou o Teatro Guaíra. Ricardo III, encenada pela primeira vez em 1592, fica em cartaz até 23 de maio no auditório do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195), com ingresso a R$ 25 a inteira. Tem sessão de quinta a sábado, sempre às 20h30. O ator topou o desafio de participar da coluna Dois ou Um aqui no Atores e Bastidores do R7. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

William Shakespeare ou Nelson Rodrigues?
Os dois.

Rio ou São Paulo?
As duas.

Paris ou Nova York?
As duas mais Londres.

Fundamentalistas ou libertários?
Libertário!

Uma câmera na mão ou uma ideia na cabeça?
Muitas ideias na cabeça!

Transa ou Cinema Transcendental?
Cinema Transcendental.

Billie Holiday ou Anitta?
Billie.

Mano Brown ou batida policial?
Mano Brown.

Jorge Amado ou Guimarães Rosa?
Os dois.

Chuva, suor e cerveja ou vamos fugir deste lugar?
Chuva, suor e cerveja!

Leia outras edições da coluna Dois ou Um

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