laerte kessimos foto bob sousa Dois ou Um com Laerte Késsimos

O ator Laerte Késsimos pelas ruas da noite de São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de BOB SOUSA

Laerte Késsimos é ator mineiro radicado em São Paulo. É nome conhecido da classe artística, amigo de muita gente, sempre metido em bons trabalhos. Sua peça mais recente foi Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues com direção de Eric Lenate no Teatro do Núcleo Experimental. Na última semana, assustou a todos por ter sido vítima de uma agressão na rua Augusta, em São Paulo, que o deixou com o maxilar quebrado. Ele passou por cirurgia e passa bem. Em recuperação, o ator aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Laerte Késsimos ou Laerte Coutinho?
Laerte Coutinho, é meu xará, é meu amor.

Praça Roosevelt ou rua Augusta?
Roosevelt.

São Paulo ou Governador Valadares?
São Paulo.

Esquerda ou direita?
Não pode ser no meio?

Não vai ter Copa ou Copa para todos?
Vai ter Copa e confusão.

Militância ou preguiça da política?
Preguiça total!

Satyros ou Oficina?
Cada um é cada um.

Vida louca ou vida bandida?
Vida louca.

Sexo verbal ou me enche de amor?
Me enche de amor, né?

O nosso amor a gente inventa ou eu vivo largado no mundo?
O nosso amor a gente inventa!

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Extraordinário Créditos Thiago Sabino 5 Teatro do Concreto comemora dez anos e cria Extraordinário inspirado na origem de Brasília

Extraordinário: cinco personagens em busca de um homem longe do mundo - Foto: Thiago Sabino

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Brasília, a nova capital do Brasil inaugurada por Juscelino Kubitschek há 54 anos, juntou ao mesmo tempo a realização de uma utopia com a frustração de se viver em uma cidade no meio do nada.

Extraordinário Créditos Thiago Sabino 4 Teatro do Concreto comemora dez anos e cria Extraordinário inspirado na origem de Brasília

Extraordinário celebra dez anos do Teatro do Concreto de Brasília - Foto: Thiago Sabino

Um lugar rodeada pelas imponentes construções de concreto de formas leves projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer e mergulhada na imposição do traçado definido pelo urbanista Lúcio Costa.

Pois um dos filhos mais ilustres desta terra, o Teatro do Concreto, vai mexer exatamente nestas questões iniciais na montagem Extraordinário, que celebra os dez anos da companhia teatral.

A obra tem dramaturgia de Vinícius Souza e direção de Francis Wilker. Ícone do teatro de grupo do Distrito Federal, a companhia tem número dos quais se orgulhar: nesta trajetória, foram sete espetáculos e três publicações.

Na peça, cinco personagens (vividos por Aline Seabra, Alonso Bento, Gleide Firmino, Jhony Gomantos e Nei Cirqueira) são convidados a fazer uma inusitada cobertura: a descoberta de um homem que habita um lugar nunca antes visitado.

A partir disso, o grupo questiona nossa realidade e os caminhos que a humanidade toma neste mundo pós-moderno e repleto de tecnologias. Extraordinário fica em cartaz no CCBB Brasília entre 2 de maio a 1º de junho. Uma exposição fotográfica no local também relembra a trajetória da trupe.

Extraordinário
Quando: Quinta a sábado, 19h30, domingo, 18h. De 2/5/2014 a 1º/6/2014.
Onde: CCBB Brasília (SCES Trecho 2 – Brasília, DF; tel. 0/xx/61 3108-7600)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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magiluth Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os meninos do grupo pernambucano Magiluth em Viúva, porém Honesta - Foto: Divulgação

POR MIGUEL ARCANJO PRADO

A volta dos que não foram
Os danados meninos do Grupo Magiluth, os pernambucanos que mais causam no teatro brasileiro contemporâneo, mandam avisar que chegam a São Paulo no começo da próxima semana. Prometem causar ainda mais, é claro. Eles apresentam de 15 a 20 de abril, terça a sábado, 20h, e domingo, 19h, sua debochada versão para o texto Viúva, porém Honesta (leia a crítica). A obra é de ninguém menos do que Nelson Rodrigues e será encenada no Itaú Cultural (av. Paulista, 149). Já de 23 a 27 de abril, sempre às 20h, eles se apresentam na Funarte São Paulo (al. Nothmann, 1.058), que é onde a peça foi concebida durante a permanência do grupo na fria São Paulo de 2012, quando se hospedaram em um movimentado apartamento de frente para o Minhocão.

Quem é Dorothy Dalton?
O que a coluna não se cansa de perguntar é em quem os peraltas artistas do Magiluth se inspiraram para fazer a versão debochada do crítico teatral mais emblemático da dramaturgia brasileira, Dorothy Dalton. Eles prometem que responderão em breve. Aguardemos.

Melhoras
Tudo correu bem na cirurgia no maxilar do ator Laerte Késsimos, que teve o osso quebrado ao tomar um soco durante confusão na rua Augusta, em São Paulo. Agora, ele está convalescendo. Que ele volte logo aos palcos, é o que todos desejamos.

Recado do Gerald
O diretor Gerald Thomas tomou o microfone do Teatro Anchieta do Sesc Consolação, pouco antes da estreia de Entredentes, nesta quinta (10), para reiterar que ninguém podia fotografar seu espetáculo. E mandou todo mundo desligar o celular.

Não respeitou o Gerald
Mesmo com o recado, a coluna viu um senhorzinho, que ficou parado no corredor, ligando o celular para filmar uma das cenas da obra.

Ansiedade do Gerald
Falando nele, Gerald Thomas deu trabalho nos dias que antecederam a estreia mundial de sua obra. É que ele fica muito nervoso.

Ney Latorraca 007 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ney Latorraca saiu para cumprimentar o público após a sessão sem Thomas - Foto: Leo Franco/AgNews

Cadê o Gerald?
Assim que a peça acabou, Gerald Thomas saiu pela porta dos fundos que dá direto no estacionamento do Sesc Consolação. Não quis cumprimentar ninguém. Os atores Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima tiveram de justificar a ausência pelo nervosismo do mestre.

Cadê os convidados?
Apesar da disputa por convites para a pré-estreia de Entredentes ter sido movimentada, a coluna contou mais de 40 lugares vagos na sessão que abriu a temporada da peça. Uma pena.

Fala do Gerald
Na entrevista exclusiva que deu ao Atores & Bastidores do R7, Gerald Thomas adiantou boa parte do texto de sua nova obra. Leia!

DSC 2500 Silvia Buarque e sua mãe Marieta Severo Estréia da peça O ESTRANHO CASO DO CACHORRO MORTO Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO  Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A atriz Sylvia Buarque beija a mãe, Marieta Severo - Foto: Cristina Granato

Amor de mãe
Marieta Severo fez questão de ir à estreia da peça da filha, Sylvia Buarque, O Estranho Caso do Cachorro Morto, dirigida por Moacyr Goes, na sala Marília Pêra do Teatro Leblon, nesta quinta (10). Marieta ganhou um beijo enorme de sua menina. Que fofo.

Agenda Cultural

Concentração
O ator Rui Ricardo Dias, que viveu Lula no filme Lula O Filho do Brasil, está envolvido em um projeto de peça. O espetáculo é baseado em um grande texto literário brasileiro, com direção de Antônio Januzelli, o Janô, prefessor histórico da Escola de Arte Dratica da USP.

Mala feita
O diretor Celso Frateschi está em turnê pela Grande São Paulo com sua peça Horácio.

Obsessão
A peça Toc Toc já foi vista por 400 mil pessoas em seis anos. A direção é de Alexandre Reinecke, que fez 30 anos de carreira e costuma arrastar multidões para suas comédias. A obra volta ao cartaz dia 18 de abril, às 21h, no Teatro APCD, em Santana, zona norte de São Paulo.

Agenda
O Teatro Ágora abriu a temporada de monólogos Solos Férteis, um Olhar Feminino. Todas as peças com uma só atriz no palco. O início foi com Clara em Neve, de Mari Nogueira, que faz as duas últimas apresentações neste sábado e domingo, às 18h. Depois, nos dias 19, 20, 26 e 27 de abril, tem Cuidado Frágil, ao sábado, 21h, e domingo, 19h. A peça tem Priscila Jácomo dirigida por Daniel Viana e Júlia Barnabé. Por último, virá Monga, com Maria Carolina Dressler dirigida por Juliana Sanches, nos dias 3, 4, 10 e 11 de maio, sábado, 21h, e domingo, 19h. Merda para todos.

MariaCarolinaDressler00145 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Maria Carolina Dressler não para: ela está em várias peças - Foto: Divulgação

Ela não para
Falando em Maria Carolina Dressler, ela não para. Além de estar em um novo processo criativo do Grupo XIX de Teatro, ela encena neste fim de semana no Centro Cultural São Paulo a peça 3 Movimentos, com a Cia. Ocamorana, dentro do projeto que rememora os 50 anos do golpe civil-militar. Além disso ela também está na turnê nacional do espetáculo Carne, da Cia. Kiwi. Nos dias 14 e 15, a obra estará em Santos. Não bastasse tudo isso, ela ainda fará apresentação no interior de São Paulo com a aclamada peça Estrada do Sul, do Grupo XIX, na qual faz uma elegante motorista na obra que tem interação entre público e plateia dentro de automóveis em movimento e em um engarrafamento.

Dança, meu povo
O Sesc Santo Amaro abriga boa parte da programação do 5º Circuito Vozes do Corpo. De 15 de abril a 18 de maio, o evento reúne 30 companhias de dança de distintas regiões do Brasil. Saiba mais.

Rózà
Após fazer sucesso no Festival de Teatro de Curitiba 2014, a peça Rózà estreia no próximo dia 18, na Casa do Povo (r. Três Rios, 252), no Bom Retiro. A peça é inspirada na vida da filósofa Rosa de Luxemburgo, ícone feminino do pensamento de esquerda. O grupo vai aproveitar o ar rústico do espaço paulistano fundado em 1949, que andou esquecido por muito tempo e vem sendo retomado pela classe artística. Que bom.

Glória
Cristine Paoli-Quito está com a moral lá em cima depois da declaração de amor de Philippe Gaulier, o maior mestre de palhaços do mundo, em entrevista exclusiva ao R7. Foi a única artista brasileira citada pelo gênio do clown. E com admiração. Quem pode pode.

Pirou no Pirandello
O primeiro grande sucesso do dramaturgo italiano Pirandello fez a cabeça de Marco Antônio Pâmio.O diretor estreia nesta sexta (11), a peça Assim É (Se lhe Parece) no Teatro do Sesc Vila Mariana. O elenco tem nomes tarimbados do nosso palco, como Bete Dorgam, Joca Andreazza e Hugo Coelho. A obra brinca com a ideia de verdade. Antunes Filho prometeu ir, resta saber se ele vai mesmo...

Meu mundo caiu
Se Maysa Matarazzo estivesse viva, certamente iria à estreia da peça Salve a Dor de Cotovelo, nesta sexta, às 21h30, no Teatro Augusta. No palco, só canções de fossa. A peça é dirigida por Eduardo Mansur e tem no elenco Luiz Araújo, Naíma, Beto Marden e Charles Dalla. Este último, que também é diretor musical da obra, precisou substituir o ator Fernando Rios às pressas, porque ele teve um problema de saúde. A coluna deseja melhoras.

Salve a Dor de Cotovelo2 Marcelo Auge Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Luiz Araújo e Naíma: beijo de amor em peça de dor de cotovelo - Foto: Marcelo Auge

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agenda 11 4 2014 Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 11/04/2014

Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado no telejornal Hora News: Agenda Cultural - Foto: Reprodução

O jornalista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado conta para a apresentadora Lidiane Shayuri as melhores dicas culturais. Tem exposição sobre o Maracatu Rural de Pernambuco no Centro Cultural dos Correios de Salvador, show de Felipe Cordeiro no Pelourinho, o filme Capitão América 2 nos cinemas; e ainda: teatro Mário e as Marias para as crianças e Recusa para os adultos, em São Paulo, com entrada gratuita. Veja o vídeo:

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cia passaro 2 Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Gente jovem reunida: o elenco da nova peça da Cia. do Pássaro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A associação entre o ar e a liberdade de criação artística é o que motiva a paulistana Cia. do Pássaro, em atividade desde 2011, após o encontro dos artistas Alessandro Marba, Dawton Abranches, Geovana Pagel, Giovana Dorna e Pedro de Alcântara.

O grupo apresenta ao público paulistano sua nova obra, Oriki, que mistura fantasmas, mitos e Shakespeare.

Oriki1 credito Ana Paula Hernandez Lara Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Fantasmas no palco: cena da peça da Cia. do Pássaro - Foto: Ana Paula Hernandez

A obra é fruto de um mergulho do grupo na mitologia africana. Dione Carlos assina a dramaturgia, e Dawton Abrances, a direção. Eles fundem elementos africanos a Hamlet, uma das mais emblemáticas peças de William Shakespeare.

Estão no elenco Alessandro Marba, Breno da Matta, Cristiano Belarmino, Deise Rodrigues, Dudu de Oliveira, Fábio Joaquim do Vale, Geovana Pagel, Giovana Dorna, Karina Bastos, Luisa Vilhena e João Carlos Gomes.

Segundo o grupo, "a mitologia africana, enraizada em nosso país no período da colonização, trouxe consigo uma vasta e rica gama de 'fantasmas' capazes de nos promover este contato com a origem".

Ainda de acordo com a Cia dos Pássaros, "nossa cultura aprendeu ao longo dos séculos a repudiar e temer o que lhe é diferente". E é justamente isto o que eles pretendem discutir no espetáculo.

A obra inaugura o projeto Shakeinspire-me, que pretende montar ainda a peça Córtex Falido, também inspirada na obra do dramaturgo inglês.

As peças anteriores da companhia foram a lírica Anjo Caído, apresentada em 2012, quando participou com sucesso no Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, e Inspir.Ações para Voar, dirigida por Pablo Calazans em 2013.

A turma da Cia. dos Pássaros faz intercâmbio constante com outros jovens grupos da cidade de São Paulo, seja emprestando sua sede para ensaios ou apresentações, ou ainda por meio de colaborações artísticas.

Oriki - Kongeriget-Ifé
Quando: domingo, 19h. 60 min. Até 27/4/2014. Depois, sábado, 21h, entre 3 a 31/5/2014
Onde: Cia do Pássaro - Voo e Teatro (r. Álvaro de Carvalho, 177, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7638-0242)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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philippe gaulier foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Philippe Gaulier, com seu chapéu e seu café: "Gente séria é muito perigosa" - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Bob e eu chegamos ao saguão do Hotel Intercontinental, na alemeda Santos, em São Paulo, pontualmente no horário marcado, às 14h da última segunda (7). Philippe Gaulier já nos aguarda, sentado em uma confortável poltrona, tomando café e com um charmoso chapéu panamá. O maior palhaço do mundo tem um ar sóbrio.

Mas, logo ganhamos intimidade tanto para as fotos quanto para esta exclusiva Entrevista de Quinta.

Nascido em Paris, em 4 de março de 1943, Gaulier dirige a escola que leva seu nome na capital francesa. É considerada a mais importante instituição de formação de palhaços do mundo. Foi discípulo de Jacques Lecoq [1921-1999], o grande mestre do clown francês, com quem trabalhou até fundar sua École Philippe Gaulier em 1980. A instituição funcionou também com sucesso em Londres, entre 1991 e 2002, até retornar à sua terra natal.

Gaulier está no Brasil a convite do Sesc São Paulo, para dar a disputada oficina gratuita O Clown Segundo Gaulier, ministrada a 50 artistas e pesquisadores de distintas regiões do Brasil no Sesc Belenzinho até o próximo sábado (12). Estão representados os Estados de São Paulo, Minas, Rio, Pará, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Mato Grosso, Maranhão e Rio Grande do Sul. Segundo o Sesc, a seleção de uma turma tão eclética é forma de espalhar os conhecimentos transmitidos por Gaulier a todo País. O artista também faz palestra grátis nesta quinta (10), às 20h, no Sesc Belenzinho (r. Padre Adelino, 1.000, metrô Belém). As 120 entradas serão distribuídas gratuitamente uma hora antes.

Mas, voltemos ao bate-papo. Nesta conversa com o Atores & Bastidores do R7, Philippe Gaulier falou sobre sua arte, sobre o que pensa de gente séria e ainda declarou seu amor a uma importante artista do clown brasileiro.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – O povo brasileiro tem fama de ser bem-humorado. Você acha que isso ajuda para que o brasileiro seja um bom palhaço?
Philippe Gaulier – Não. Eu penso que Espanha, Itália, França, Suíça, Inglaterra são países que têm tradição na arte clown. Os estudantes londrinos são muito bons. É um país com tradição clown muito forte. Já os alemães, não. Sem chance. O Brasil eu não sei... Apesar de que tive bons estudantes brasileiros de clown em Londres.

philippe gaulier foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Philippe Gaulier: "A função do palhaço é fazer a gente rir, gargalhar"- Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado – Esta é sua primeira vez no Brasil?
Philippe Gaulier – Já estive aqui em 1987. Vim para Porto Alegre, Rio e São Paulo. É um país fantástico, de pessoas fantásticas. Estou muito feliz em voltar. Algumas pessoas escolhem ser fantásticas, outras, tediosas. A Noruega, por exemplo, é um país tedioso.

Miguel Arcanjo Prado – Você foi aluno do também francês Jacques Lecoq [1921-1999], mas você acabou contestando seu mestre. Acha isso necessário em todo artista?
Philippe Gaulier – Acho que sim. O artista precisa contestar seu mestre. Antes de mais nada, tenho de dizer que ele era um professor fantástico. Não concordava com alguns pontos, É impossível se concordar com tudo. Não era idiota para concordar com tudo que meu mestre dizia. A vida sempre nos mostra coisas diferentes, além disso havia uma grande diferença de geração, 30 anos nos separavam. Acredito na necessidade da diversidade de experiências.

Miguel Arcanjo Prado – O bufão é mais perigoso que o palhaço?
Philippe Gaulier – Não é mais perigoso. É diferente. A função do palhaço é fazer a gente rir. Não sorrir apenas, mas rir bastante, gargalhar. É o trabalho dele. Já o bufão tem de dizer a verdade. Vem do gueto para falar a verdade. Mas não é mais perigoso. O [dramaturgo francês] Rabelais [1494-1553] foi criticado na França. [O dramaturgo francês] Moliére [1622-1673] também foi criticado, falavam que ele ria demais em seus textos. Ele mandou todo mundo para aquele lugar, e ainda disse que não fazia rir suficiente.

philippe gaulier foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Philippe Gaulier: "Se alguém fala 'eu sou sério', acho um grande tédio"- Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado – O que é preciso para ser bom palhaço?
Philippe Gaulier –  Cada geração tem dois ou três bons palhaços. É claro que tem de ser engraçado. Se não for engraçado, é melhor virar professor universitário. Porque para ser professor universitário tem de ser sério. E se alguém fala “eu sou sério”, eu acho um grande tédio. A universidade francesa está cheia de gente assim. Eles acham que são sérios, mas na verdade são um saco. É claro que, para ser palhaço, também é bom saber as regras. Aliás, primeiro vêm as regras, depois a imaginação e a descoberta. Mas, antes, as regras. Estudar muito é preciso.

Miguel Arcanjo Prado – Por que gostamos do ridículo que existe em todo palhaço?
Philippe Gaulier –  Porque não é todo mundo que está disposto a isso, a expor seu lado ridículo. Mas, o ridículo é a melhor parte de uma pessoa. Uma pessoa ridícula não tortura a outra. Mas, gente série pode ser muito perigosa. Você aí, virando a página deste seu bloquinho de papel improvisado... Isso é ridículo. Eu precisava lhe dizer isso. E isso é também seu grande charme. Se um dia você decidir falar que você é ridículo virando esta página de bloquinho, você pode vender isso, e quem sabe ser um caminho para você virar um palhaço. Todo mundo é ridículo. O palhaço ganha a vida sendo ridículo. Se você é sensível, você sempre é ridículo.

Miguel Arcanjo Prado – O que você gosta no Brasil?
Philippe Gaulier – Quando eu era jovem, eu via muitos filmes brasileiros, sobretudo os da década de 1960, do Cinema Novo. Também amo a música brasileira. Eu também amo a Cristiane Paoli-Quito [atriz, diretora e palhaça]. Adoro bossa nova. Acho o Brasil um país lindo.

Intérprete: Lana Sultani

Conheça mais sobre o trabalho de Philippe Gaulier

philippe gaulier foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Acompanhado da tradutora e discípula brasileira Lana Sultani, Philippe Gaulier conversa com Miguel Arcanjo Prado: "Você aí, virando a página deste seu bloquinho de papel improvisado... Isso é ridículo." - Foto: Bob Sousa

 

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golpe Teatro de Narradores expõe no palco tortura e militância durante a ditadura militar no Brasil

Agruras da ditadura militar estão nas duas peças do Teatro de Narradores, com entrada gratuita no Teatro João Caetano, em São Paulo; em cena, a atriz Klarah Lobato - Foto: Rodrigo Pereira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nunca é tarde para repensar e discutir, ainda mais em um País com gente que ainda confessa em praça pública ter saudade dos militares no poder.

O palco, como sempre, dá sua contribuição ao debate, desta vez com o Teatro de Narradores, que mergulha na temática que domina a pauta, com a lembrança dos 50 anos de golpe civil-militar no Brasil.

O grupo, sob direção de José Fernando de Azevedo, apresenta duas obras no Teatro João Caetano (r. Borges da Lagoa, 650, Vila Clementino, metrô Santa Cruz, São Paulo). Elas discutem as marcas que a ditadura deixou entre nós. E o melhor: ambas têm entrada franca.

A primeira é Ensaio sobre o Sim e o Não, que será apresentada às sextas, às 21h. Inspirada na peças didáticas de Brecht discute a militância contra a repressão. No elenco, estão os atores Teth Maiello e Vitor Placca, os cantores Abner Santana, Ana Elisa Portes, Bruno de Sá Nunes, Camila Rabelo, Felipe Vidal, Fernando Henrique Ribeiro, Mariana Trento, Nicolas Salaberry, Renato Spinosa, Raphael A. Pinto, e o pinaista Walter Rodrigues.

Já a segunda, Retrato Calado Primeira Parte Cena Primitiva, terá sessões aos sábados, 21h, e domingo, 19h. Nesta, o doloroso tema da tortura invade o palco, com referência no livro de Luiz Roberto Salinas Fortes, que descreveu os horrores dos porões da ditadura. No elenco, estão os atores Ana Elisa Mello, Klarah Lobato, Renan Trindade, Teth Maiello, Vitor Placca, e o músico Thiago Salas.

A temporada, que integra o projeto Corifeus, dura até o fim do mês.

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DSC 2148 Aderbal Freire Filho Marieta Severo Ary Fontoura 8º Prêmio APTR Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO  8º Prêmio APTR consagra Incêndios e Conselho de Classe em noite de gala no Rio; veja quem levou

Aderbal Freire-Filho, Marieta Severo e Ary Fontoura comemoram Prêmio APTR - Foto: Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma verdadeira constelação de celebridades esteve no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Méier, na zona norte carioca, para celebrar o teatro no 8º Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio), nesta terça (8).

O ator Ary Fontoura foi o grande homenageado da festa, que também prestou tributo póstumo aos artistas Paulo Goulart, José Wilker, Walmor Chagas, Jorge Dória, Kalma Murtinho, Marga Jacoby, Norma Bengell, Cleide Yáconis, Virgínia Lane, Fauzi Arap e Sebastião Vasconcelos, que morreram recentemente.

Os vencedores foram escolhidos por críticos e profissionais ligados ao teatro.

As peças que tinham mais indicações foram Incêndios, com dez (leia crítica). Ela acabou levando quatro troféus. Conselho de Classe, com sete indicações, levou três (leia crítica).

Cada vencedor foi agraciado com R$ 15 mil. Apenas a categoria melhor produção levou R$ 20 mil. No total, foram distrubuídos R$ 200 mil.

Para a próxima edição, em 2015, o prêmio promete mudanças: só poderão ganhá-los os espetáculos previamente inscritos. Os jurados da edição foram Daniel Shenker, Lionel Fischer, Macksen Luiz, Mauro Ferreira, Rafael Teixeira, Rodrigo Monteiro, Tania Brandão, Barbara Heliodora, Angela Reis, Gilberto Bartholo, e Reinaldo Ferreir, além do voto do colegiado da APTR.

Veja, abaixo, quem levou:

Homenageado: Ary Fontoura

Espetáculo:Incêndios

Direção: Bel Garcia e Susana Ribeiro, por Conselho de Classe

Autor: Jô Bilac, por Conselho de Classe

Ator protagonista: Marcelo Olinto, por Conselho de Classe

Atriz protagonista: Marieta Severo, por Incêndios

Ator coadjuvante: George Sauma, por A Importância de ser Perfeito

Atriz coadjuvante: Kelzy Ecard, por Incêndios, e Clarisse Derzié Luz, por À Beira do Abismo me Cresceram Asas

Cenário: Fernando Mello da Costa, por Incêndios

Figurino: Thanara Schonardie, por A Importância de ser Perfeito

Iluminação: Maneco Quinderé, por Jim

Música: Ricco Vianna, por Jim

Produção: Elis - a Musical

Categoria especial: Camilla Amado

DSC 2143 Vencedores do Prêmio 8º Prêmio APTR Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO  8º Prêmio APTR consagra Incêndios e Conselho de Classe em noite de gala no Rio; veja quem levou

Vencedores do 8º Prêmio APTR do Rio comemoram no palco - Foto: Cristina Granato

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eva wilma eduardo enomoto Eva Wilma será estrela do 7º Festival Ibero Americano de Teatro de São Paulo no Memorial

Eva Wilma: homenageada no 7º Festibero - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de EDUARDO ENOMOTO

Após ser aclamada com os últimos troféus especiais do Prêmio APCA e do Prêmio Shell pelos 60 anos de carreira e 80 de vida, a atriz Eva Wilma será homenageada mais uma vez.

Ela é a estrela principal da 7ª edição do Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. O evento acontecerá no Memorial da América Latina, ao lado da estação Barra Funda da CPTM e do metrô, entre os próximos dias 22 e 27 de abril, com entrada gratuita.

Eva vai abrir a mostra, com sua peça Azul Resplendor, que tem texto do peruano Eduardo Adrianzén.

Como o auditório Simón Bolívar pegou fogo em novembro do ano passado e segue interditado, uma lona será montada na Praça da Sombra. Também acontecerão peças ao ar livre em frente à Praça da Mão, um dos símbolos de São Paulo.

Ainda estão programadas oficinas, palestras e debates. Conheça a programação completa do Festibero!

Ao todo, serão 15 espetáculos. Além do Brasil, Seis países são representados: Portugal (Aos Nossos Filhos, com Maria de Medeiros e Laura Castro), Espanha (Decameron, de Cándido Pazó), Argentina (Como Arenas Entre Lãs Manos, com Ana María Cores), Bolívia (Y Si Te Canto Canciones de Amor, com a Cia. Tucura Cunumi),  Paraguai (Emiliano, com Fábio Chamorro) e México (A Vivir,  de Odin Dupeyron).

As obras brasileiras programadas são: Azul Resplendor (com Eva Wilma), Genet: o Poeta Ladrão (direção Sérgio Ferrara), Dentro é o Lugar Longe (com a Trupe Sinhá Zózima), Polvos Poéticos (com o Grupo Sensus), Marias da Luz (com As Graças), Cabeça de Papelão (com a Cia. da Revista), Borandá (com Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes), O Fiscal Federal (com Teatro Experimental do Sesc do Amazonas) e Relampião (com a Cia. do Miolo e Cia. Paulicéia).

As peças ocorrerão sempre a partir das 17h, entre 22 e 27 de abril. Os cerca de 9.000 ingressos serão distribuídos nos dias das respectivas peças a partir das 14h.

O Memorial da América Latina fica na av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, na Barra Funda, em São Paulo.

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Festival de Curitiba Daniel Sorrentino El Hombre Venido de Ninguna Parte Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

El Hombre Venido de Ninguna Parte abre o Festival de Curitiba 2014 - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Produção ANA CRIS WILLERDING/Clix

O Festival de Teatro de Curitiba terminou no último domingo (6), com público de 230 mil pessoas em 13 dias da maior festa as artes cênicas brasileiras. E, como o teatro é arte efêmera, ele entra para a história por meio das imagens captadas durante as disputadas sessões do evento.

Como já é tradição, o fotógrafo Daniel Sorrentino, criador da agência Clix, comanda um aguerrido time de profissionais da imagem que garantem que os espetáculos garantam seu lugar na posteridade. O Atores & Bastidores do R7 pediu aos fotógrafos que escolhessem suas melhores fotos no evento e contassem por quê.

É de Sorrentino o clique acima, feito na peça El Hombre Venido de Ninguna Parte, que abriu o festival. O fotógrafo explica por que optou por ela: "Escolhi uma foto da abertura do evento. Como coordenador fico responsável pela equipe de talentos fotográficos do Festival e passo a maior parte do tempo correndo atrás das pautas e dos pedidos de última hora. Tenho pouco tempo para fotografar os espetáculos e aproveito para clicar bastante durante a peça de abertura. O espetáculo escolhido para a abertura sempre simboliza o auge de um trabalho de um ano todo, uma expectativa que público e organizadores têm para o evento como um todo. A foto mostra o momento desta explosão e a alegria que ainda está por vir".

Veja, abaixo, as outras imagens escolhidas e as declarações dos respectivos fotógrafos responsáveis por tanta beleza:

Festival de Curitiba Annelize Tozetto Jim Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

Eriberto Leão na peça Jim no Guairão - Foto: Annelize Tozetto/Clix

"Escolhi uma imagem da peça Jim, uma produção carioca apresentada no Teatro Gaíra. Essa foto demonstra que toda a ansiedade que eu sentia - só porque iria fotografar Jim no Guairão - foi canalizada para que eu capturasse momentos que traduzem a energia que era Jim Morrison nos palcos e na vida."
Annelize Tozetto, fotógrafa

 Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

Foi preciso muita técnica para captar Dona MacBeth - Foto: Daniel Isolani/Clix

"Escolhi uma foto que fiz do drama curitibano Dona MacBeth, da Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo, apresentado no Teatro Novelas Curitibanas. A uma distância de dois metros do ator, sob uma iluminação extremamente pontual e um diálogo quase que sussurrante tive que fotografar o espetáculo em poucos instantes. Munido de uma 5DMKIII e uma 135mm F/2, abusei da abertura e usei o Iso mais elevado que a câmera me ofereceu."
Daniel Isolani, fotógrafo

Festival de Curitiba Emi Hoshi Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

A força de uma atriz potente no palco, Greice Barros - Foto: Emi Hoshi/Clix

"Escolhi uma imagem da peça curitibana Obscura Fuga da Menina Apertando sobre o Peito um Lenço de Renda, no Teatro Novelas Curitibanas, com a CiaSenhas de Teatro. A atriz em destaque é a Greice Barros. Eu achei a atuação dela formidável! Eu teria só fotografado-a! Um super bravo para ela!"
Emi Hoshi, fotógrafa

Festival de Curitiba Ernesto Vasconcelos Roza Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

A poesia que vem da escuridão em Rózà - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

"Optei por uma imagem da peça Rózà, de São Paulo, apresentada no Centro de Eventos Sistema Fiep. Na maioria das vezes, uma luz comum não transmite a ideia do autor."
Ernesto Vasconcelos, fotógrafo

Festival de Curitiba Ester Gehlen O Beijo da Lua e da Vitória Régia Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

A força do índio brasileiro marcou presença no evento - Foto: Ester Gehlen/Clix

"Escolhi uma foto feita durante a peça O Beijo da Lua e da Vitória Régia, que foi apresentada na Sala Londrina, com os artistas da Cia. Revelação de Teatro, de Campo Novo, no Mato Grosso. Escolhi esta foto por causa da estética indígena maravilhosa desse espetáculo. Ela me passa uma sensação muito boa."
Ester Gehlen, fotógrafa

Festival de Curitiba Humberto Araújo Otelo Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

Bonecos e atores em um retrato no palco - Foto: Humberto Araújo/Clix

"Uma das fotos mais especiais que fiz durante o festival, na verdade, trata-se de um retrato e não uma foto de cena. Foi no dia de estreia da peça Otelo, do Chile. Especial porque aconteceu de forma surpreendente, espontânea e improvisada, afinal estamos de falando de teatro! Soma-se a isso um clássico de Shakespeare, em um dos teatros mais tradicionais de Curitiba -  o Teatro Guaíra (o "Guairão"), com um elenco estrangeiro  - o casal chileno Teresita Iacobelli e Jaime Lorca. Cheguei bem cedo pela coxia e eles estavam no palco, ensaiando. Esperei um momento de descontração e pedi licença para entrar no palco. Apresentei-me e pedi um retrato, coisa rápida... Já tinha estudado essa montagem que eles fazem com cabeças de bonecos e num "portunhol" bem básico disse que queria dar destaque para os bonecos. Indiquei uma posição com luz favorável, e eles, numa generosidade incrível, fizeram a pose da foto. No dia seguinte, uma das produtoras do festival disse que a Teresita tinha adorado o retrato.”
Humberto Araújo, fotógrafo

Festival de Curitiba Jana Rizziolli Louvores Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

O questionamento artístico em uma peça experimental - Foto: Janaína Rizziolli/Clix

"Escolhi uma imagem da peça experimental curitibana Louvores, do Grupo pLÓpTuS, que propõe a reflexão sobre dogmas religiosos e a criação de uma nova maneira de ver, trazendo para a foto a mesma proposta."
Janaína Rizziolli, fotógrafa

Festival de Curitiba Jorge Mariano O Melhor Show do Mundo na Minha Opiniao Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

O êxtase do palhaço Ritalino no Festival de Curitiba - Foto: Jorge Mariano

"Esta foto é da peça O Melhor Show do Mundo, na Minha Opinião, da Cia. Triolé Cultural, de Londrina, interior do Paraná. O palhaço Ritalino, interpretado pelo Tiago Marques, estava eufórico por ter a plateia cheia e uma iluminação excelente. Essa imagem é do fim do espetáculo, em que ele joga confetes e agradece ao público. Dá para ver a felicidade estampada no rosto dele e uma verdadeira satisfação em estar ali. Essa, sem dúvida, é minha melhor foto do Festival de Curitiba 2014."
Jorge Mariano, fotógrafo

Festival de Curitiba Juliana Hilal Nem Mesmo Todo o Oceano Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

O homem no vazio da opressão da ditadura - Foto: Juliana Hilal/Clix

"Escolhi uma imagem da peça Nem Mesmo Todo o Oceano, uma montagem carioca que foi apresentada no palco do Teatro Guairinha. A foto capta o ápice de uma peça incrível, com uma iluminação especial que é quase uma personagem do espetáculo. A intensidade do ator, somada à dramaticidade da luz criaram um breve momento único que agora existe para sempre."
Juliana Hilal, fotógrafa

Festival de Curitiba Lina Sumizono O Olhar de Neuza Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

A multiplicação de uma atriz em luz e sombras - Foto: Lina Sumizono/Clix

"Minha melhor foto é uma composição de movimentos da atriz congelados numa cena. É um trabalho autoral, fugindo do padrão da estética de fotografia de palco. Foi feita na peça curitibana O Olhar de Neuza, da Cia. do Abração, no auditório Raul Cruz."
Lina Sumizono, fotógrafa

toca 12 Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

O aplauso de pé do Guairão para atores e equipe técnica de A Toca do Coelho - Foto: Nilton Russo/Clix

"A minha melhor foto foi no espetáculo A Toca do Coelho, de São Paulo, no Teatro Gairão. Foi uma foto difícil de conseguir, teve um pouco de malandragem para poder subir no palco do teatro Guaíra lotado e fazer a foto dos artistas de costas para a plateia junto de sua equipe técnica. Mas correu tudo bem e o resultado é esse aí."
Nilton Russo, fotógrafo

Festival de Curitiba Samira Chami Neves El Hombre Venido de Ninguna Parte Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

A mão que pode esmagar ou acalentar o homem - Foto: Samira Chami Neves/Clix

"É uma imagem da peça chilena El Hombre Venido de Ninguna Parte, da Cia La Grand Reyneta. Registrar o gesto, o som, o significado das palavras é mais do que simplesmente clicar, é do silêncio da imagem ser pego e fazer os olhos e ouvidos serem capazes de ir até as emoções não esperadas, como na vida, com seu cenário de artistas e palavras na sua mais pura passagem."
Samira Chami Neves, fotógrafa

Festival de Curitiba Susan Sampaio O Homem que Acreditava Veja as melhores fotos do Festival de Curitiba 2014

Referências emotivas num palco de Caio Fernando Abreu - Foto: Susan Sampaio/Clix

"Escolhi uma foto da peça gaúcha de Passo Fundo O Homem que Acreditava, apresentada no Teatro Mini-Guaira pelo Núcleo Rindo à Toa. O drama fala de um escritor, Caio Fernando Abreu, sua vida, seus medos e seus amores... A imagem demonstra o mundo adulto do escritor, e a esperança de um mundo melhor pela fantasia da criança."
Susan Sampaio, fotógrafa

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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