Lagrimas 1 priscila prade Entrevista de Quinta: Sou uma mulher intensa, apaixonada pela vida, diz atriz Paula Cohen

A atriz Paula Cohen: "Choro sem barreiras, da mesma maneira que rio" - Foto: Priscila Prade

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Paula Cohen faz seu primeiro espetáculo solo, criado a quatro mãos junto do diretor Pedro Granato. O nome da obra, que demorou três anos para ficar pronta, é mesmo gigante: As Lágrimas Quentes de Amor Que Só Meu Secador Sabe Enxugar.

Em cena na comédia melodramática, uma mulher que busca sua identidade própria após uma desilusão no amor. Paula dá intimidade ao público, na peça que chega encerra temporada no Teatro MuBE Nova Cultural, em São Paulo, neste domingo [veja serviço ao fim].

Nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, a atriz falou sobre como a obra foi construída, sobre sua infância e ainda comentou o que acha de a sociedade brasileira estar tão dividida às vésperas do segundo turno.

Leia com toda a calma do mundo.

lagrimas ding musa Entrevista de Quinta: Sou uma mulher intensa, apaixonada pela vida, diz atriz Paula Cohen

Até domingo (26): Paula Cohen em cena da peça As Lágrimas Quentes - Foto: Ding Musa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Seu secador já enxugou muitas lágrimas quentes suas?
PAULA COHEN — Muitas! Eu sou uma mulher bastante intensa, apaixonada pela vida! Vou com tudo. Choro sem barreiras, da mesma maneira que rio.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como surgiu a ideia da peça?
PAULA COHEN — Eu queria muito fazer um solo. Achava que já estava na hora. Amo poesia e estava apaixonada por Florbela Espanca. Resolvi que seria ela a minha personagem, na sua alma eu mergulharia. Então, a caminho de Fortaleza, para fazer Navalha na Carne, falando com Pedro Granato, decidimos que queríamos trabalhar juntos de novo e esse seria o mote. Começamos alguns encontros para a pesquisa de dramaturgia. Foi passando o tempo e um dia chegamos os dois com algo para falar um para o outro. E incrivelmente era a mesma coisa : "Vamos mudar tudo? Nós dois escrevemos. Vamos fazer algo novo, algo que fale mais sobre nós, sobre as nossas gerações. Sobre os nossos tempos. A nossa forma de relacionar"... Enfim, aí nasceu As Lágrimas Quentes de Amor Que Só Meu Secador Sabe Enxugar.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você conheceu como o Pedro Granato? O que você admira nele?
PAULA COHEN — A gente se conhece há muito tempo, meio que através de amigos. Eu já admirava o trabalho dele. Vi um curta que ele fez que eu adorava, Tragédia Brutal. Mas nos conhecemos mesmo quando ele me convidou para fazer Neusa Sueli, Plínio Marcos. Ele veio e nos entregou um envelope rosa, que continha o texto de Navalha na Carne, um para cada um, um para mim, um para Gustavo Machado e outro para Gero Camilo. Aí a Gira estava armada! Isso foi mais ou menos em 2008. O Pedro é um excelente diretor! Tem todos os ingredientes necessários para isso. É altamente sensível, tem um senso estético apuradíssimo, é muito inteligente, humorado. A gente sempre cria muito à vontade juntos, nos divertimos muito. Ele pega no meu pé, exige a máxima de mim, e eu gosto disso. Ele é bem disciplinado, apaixonado pelo que faz . Me identifico muito com ele. É um parceiro absoluto para a vida toda.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi o processo criativo a quatro mãos?
PAULA COHEN — Foi demais. Durante um período de três anos, não cotidianamente, mas com uma certa frequência, íamos entendendo que história contaríamos. Partimos de alguns textos que eu tinha no meu blog na época, chamado Eletrocardiograma. A partir daí começamos a criar quem seria essa mulher? Qual a sua história? Passamos por muitos caminhos, e alguns tratamentos. Às vezes, sentíamos que faltava algo, aí ele me encomendava, ou escrevia, e depois mexíamos um no texto do outro. Tem que haver muita sintonia e intimidade para isso funcionar. Com a gente deu muito certo.

lagrimas 3 priscila prade Entrevista de Quinta: Sou uma mulher intensa, apaixonada pela vida, diz atriz Paula Cohen

"O público está dentro da peça, é uma espécie de cúmplice", diz Paula Cohen - Foto: Priscila Prade

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que fez temporada tão curta? A peça vai voltar?
PAULA COHEN — Por vários fatores, hoje em dia colocar uma peça em cartaz na cidade demanda muito empenho e estrutura. Somos muito guerreiros nós artistas produtores. Mas a peça estreou na hora e lugar certo. Está indo muito bem,  a ideia é voltar em cartaz em janeiro.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual a relação que você quer estabelecer com o público nesta peça?
PAULA COHEN — Absolutamente direta. Esta peça é a confissão de Elvira. É o relato e a vivência dessa mulher, neste fragmento da sua vida. O público esta dentro, junto, é uma espécie de cúmplice, ao mesmo tempo que tem a sensação de estar vendo essa figura pelo buraco da fechadura.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quando você era pequenina já queria ser atriz?
PAULA COHEN — Todos que me conhecem desde pequena dizem que é obvio que eu seria atriz. Eu não falava disso. Não era moda na época a criança querer ser atriz. Eu só era uma criança bem aberta e criativa. Fazia as minha pecinhas para o público adulto que frequentava a minha casa, mas não tinha essa intenção clara. Uma vez, minha avó me flagrou no elevador do prédio dela, subindo e descendo mil vezes. Foi ver o que era e eu estava me acabando de chorar, ela preocupada queria saber o que estava acontecendo e eu muito tranquilamente dizia para ela que estava treinando o pranto. Não me lembro disso, ela que me contou depois, para você ter uma ideia do quão menina eu era.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi a sua infância? Você gostava de brincar do que?
PAULA COHEN — Foi maravilhosa! Eu gostava de brincar muito de tudo! Acho que  não parei nunca mais! [risos] Eu tinha uma relação com meu pai muito lúdica. Ele chegava do trabalho e às vezes até me acordava para viajar comigo. Ficávamos horas com direito a chapéu , maquiagem, eu sempre falo que essa vivencia deve ter me empurrado para o palco. A minha mãe me levava muito ao teatro também. Ela adora é a minha companheira até hoje, minha incentivadora máxima! Eu agradeço isso do fundo do meu coração! Mas as minha brincadeiras iam desde fazer perfume com pétalas de flores e álcool, até ser a Nadia Comaneci, minha “ídola” campeã romena de ginástica olímpica. Eu passei muitos anos querendo ser ginasta.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual foi a primeira vez que subiu no palco?
PAULA COHEN — A dança me levou para o palco desde bem pequena. Sempre dancei. Fiz clássico e jazz. Na adolescência, consegui até uma licença do meu colégio e passava as tardes no balé. Não me lembro da primeira vez no palco, mas sempre tive fascinação e sempre de alguma maneira me senti confortável ali. Nos lugares mais improváveis que tinha um palco montado daqui a pouco eu aparecia por lá. Cantava alguma coisa, dançava enfim cara de pau! [risos]

lagrimas 2 priscila prade Entrevista de Quinta: Sou uma mulher intensa, apaixonada pela vida, diz atriz Paula Cohen

"Ser atriz é quase sem escolha! Naturalmente se é!", diz Paula Cohen - Foto: Priscila Prade

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que tem de melhor e de pior em ser atriz?
PAULA COHEN — Eu sou apaixonada pelo fato de viver em estado de criação. O meu ser precisa disso. Então, para mim só tem melhor, no sentido de que não consigo imaginar a minha vida sem esse lugar. Ao mesmo tempo sabemos das dificuldades constantes . Não é fácil e sinceramente não é para todos pois você tem que querer muito. Você lida com a frustração, com a superexposição, é tudo muito à flor da pele... Enfim, tudo isso que já foi tão dito. É quase sem escolha! Naturalmente se é! Eu amo e agradeço viver com a arte.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Porque você faz teatro?
PAULA COHEN — É a maneira que eu tenho de me comunicar com o mundo. É a minha linguagem, minha casa, é a minha vida. O que eu escolhi, ou o que a vida escolheu por mim!

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você vê este racha na sociedade brasileira por conta do segundo turno no domingo agora?
PAULA COHEN — Estou triste demais com a política. Não confio em nenhum desses políticos. Acho que nessa alta instância do poder, esses senhores e senhoras acabam trabalhando para si mesmos. Nessa fogueira de vaidades as plataformas são de interesse próprio. A saúde, a educação, a arte: tudo sucateado! É terrível! Como construímos um país com bases sólidas assim? Ao mesmo tempo, cada individuo tem a sua posição com relação ao que seria menos pior para o país. E isso tem que ser respeitado. Cada um deve ter o direito de votar em quem quiser e não ser agredido por isso! Oi, gente! Liberdade de expressão! Sem isso, estamos lascados! Acho terrível as agressões nas mídias sociais por conta da política. Revela outros buracos da nossa sociedade.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Onde você se imagina daqui a 20 anos?
PAULA COHEN — Certamente nos palcos da vida! Quero também estar escrevendo bastante. E poder passar temporadas por aqui, por ali. O mundo é muito grande! E eu tenho uma relação muito estreita com o Uruguai e a Argentina. Eu sou meio uruguaia, meus pais são uruguaios. Quero sempre transitar por aí e sempre, claro, fazendo muita arte! Só peço que Deus me conserve com energia e inspiração sempre. Evoé!

As Lágrimas Quentes de Amor Que Só Meu Secador Sabe Enxugar
Quando: Sábado, 20h30; domingo, 18h. 70 min. Até 26/10/2014
Onde: Teatro MuBE Nova Cultural (r. Alemanha, 221, Jardim Europa, São Paulo, tel. 0/xx/11 2386-8194)
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

lagrimas ding musa 2 Entrevista de Quinta: Sou uma mulher intensa, apaixonada pela vida, diz atriz Paula Cohen

Paula Cohen em cena no seu primeiro monólogo, com direção de Pedro Granato - Foto: Ding Musa

Você já chorou muito por amor?

  • Sim, afinal de contas, quem não sofreu por amor?
  • Não, minha autoestima é muito elevada e não choro por ninguém!


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SELFIE FOTO SERGIO BAIA 3056 reduzida para divulgação Mateus Solano discute moda do selfie em peça

Miguel Thiré e Mateus Solano discutem moda da selfie no palco: pré-estreia capixaba - Foto: Sergio Baia

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Marcos Caruso está nos últimos preparativos para a peça que dirige com Mateus Solano e Miguel Thiré no elenco: Selfie, que tem pré-estreia em Vitória, no Espírito Santo, nos dias 24, 25 e 26 de outubro agora. As apresentações acontecem no Teatro Universitário da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

Depois da estreia para os capixabas, a obra fará temporada no Rio, no Teatro Miguel Falabella, entre 31 de outubro e 25 de janeiro de 2015.

Mateus Solano se divide entre os ensaios e os cuidados com a mulher, Paula Braun, que está grávida do primeiro filho do casal.

Selfie é um texto de Daniela Ocampo produzido por Carlos Grun que fala da nova mania social de se autofografar o tempo todo. O hábito é recente, tal qual a palavra, que entrou em 2013 para o dicionário.

O texto, que foi criado em um processo colaborativo, fala das relações sociais contemporâneas, cada vez mais mediada por imagens e máquinas. Tudo com muito bom humor.

As apresentações no Espírito Santo fazem parte do 1º Circuito Bandes Inovação de Teatro. Os ingressos para as sessões custam entre R$ 45 e R$ 100.

Você conhece alguém que exagera na moda de fazer selfie o tempo todo?

  • Sim. E fico sem o que dizer, pois acho isso de ficar se fotografando o tempo inteiro insuportável.
  • Não. Não considero que ninguém exagera, porque acho que a gente tem mesmo é de se expor o tempo todo!

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janaina Vídeo: Diretora do grupo de Molière faz Não se Brinca com o Amor; Janaína Suaudeau fala da peça

Miguel Arcanjo Prado entrevista a atriz Janaína Suaudeau, da peça Não se Brinca com o Amor

A atriz Janaína Suaudeau idealizou e está em cartaz na peça Não se Brinca com o Amor, que encerra temporada neste fim de semana no Teatro Aliança Francesa (r. General Jardim, 182, metrô República), em São Paulo, com ingresso a preço popular (R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada). A obra fala do amor entre dois primos. Tem sessão sexta (24) e sábado (25), 20h30, e domingo (26), 18h. Ela convidou a diretora francesa Anne Kessler para comandar a obra escrita por Alfred de Musset, de quem Janaína é fã. Anne é atriz da Comédie-Française, grupo fundado por ninguém menos do que Molière. As apresentações fazem parte das comemorações dos 50 anos do Teatro Aliança Francesa. Veja o vídeo com a entrevista de Janaína Suaudeau:

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pombas urbanas Eraumavezumrei credito tatitbrandao Pombas Urbanas faz 25 anos com 12 sessões grátis

Cena da peça Era uma Vez um Rei, que será apresentada no mês comemorativo dos 25 anos do grupo teatral Pombas Urbanas: cidade de São Paulo em foco com 12 sessões espalhadas pela metrópole - Foto: Tatit Brandão

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A partir desta quinta (23), às 16h, na praça do Correio, centro paulistano, o grupo de teatro Pombas Urbanas começa a fazer uma festa que durará um mês. Até 22 de novembro faz 12 apresentações grátis de quatro espetáculos de seu repertório para celebrar seus 25 anos de história: Era Uma Vez Um Rei, Todo Mundo Tem Um Sonho, Mingau de Concreto e Histórias para Serem Contadas.

Cartões postais paulistanos serão visitados pela arte do grupo, que já agendaram sessões na avenida São João e no parques da Água Branca, do Carmo e Jacuí.

Ainda no clima de celebração, uma exposição de fotos com a trajetória da trupe acontece em sua sede, o Centro Cultural Arte em Construção (av. dos Metalúrgicos, 2.100, Cidade Tiradentes, São Paulo, tel. 0/xx/2285-7758). No dia 30 de outubro, data oficial de seu aniversário de 25 anos, haverá uma festinha no local a partir das 20h com entrada gratuita.

Além das comemorações, o grupo já está montando sua nova peça, Cidade Desterrada, que deve estrear em junho de 2015.

O Pombas Urbanas surgiu em 1989 e tem como foco pesquisar a cidade de São Paulo e seus habitantes. Desde 2004, tem sede própria na Cidade Tiradentes, emblemático bairro da zona leste paulistana. Veja a programação completa.

Você acha que o teatro deve falar da realidade social?

  • Sim, afinal o palco é sempre um espaço de reflexão!
  • Não, acho que o teatro tem de ser apenas fantasia.

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luiz guilherme record Luiz Guilherme é serial killer em peça em SP

O ator Luiz Guilherme vive assassino em série em peça de teatro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No momento em que o Brasil discute a profusão de assassinos seriais que trazem o medo à sociedade, uma peça vai abordar o tema no palco. Afinal, o teatro está sempre atento ao que se passa na sociedade.

O ator Luiz Guilherme se prepara para conquistar o público paulistano com a peça O Velho, que estreia em 5 de novembro no Teatro Augusta (r. Augusta, 943, tel. 0/xx/11 3151-4141 ).

Na obra, vai interpretar um senhor setentão que resolve confessar ter cometido 45 assassinatos a um jovem repórter, papel de Antonio Fragoso.

A peça escrita por Márcio Alemão Delgado tem inspiração no clássico de Hollywood O Silêncio dos Inocentes. Assim como o papel de Anthony Hopkins no filme, o assassino de Luiz Guilherme também tentará seduzir o jornalista durante a entrevista, gerando um clima de tensão desconcertante.

A obra ficará em cartaz até 27 de novembro, sempre quarta se quintas, 21h, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada. A direção é de Sacha Celeste.

Veja o vídeo com o convite do ator Luiz Guilherme, feito pela equipe de Comunicação da Record:

Você acha que estão aumentando os assassinos em série no Brasil?

  • Sim, agora eles estão ficando comum por aqui, como nos Estados Unidos.
  • Não, acho que são apenas casos isolados, não vejo um aumento.

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rei leao1 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Tiago Barbosa como Simba, protagonista de O Rei Leão: produção funciona mesmo com atuações irregulares; musical teve investimento de R$ 50 milhões e pode alcançar público de 1 milhão de pessoas - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Com custo de R$ 50 milhões, o mais caro da história dos musicais brasileiro, O Rei Leão é um sucesso retumbante em São Paulo. Se no mundo já acumula público de 65 milhões de pessoas desde que foi lançado na Broadway em 1997, no Brasil pode bater em breve a marca de 1 milhão de espectadores até o fim da temporada, que foi estendida até 14 de dezembro de 2014.

Foram mais de 500 sessões no Teatro Renault, centro paulistano, onde cabem 1.500 pessoas. Público ávido em ver 53 artistas em cena, entre eles nove sul-africanos, além dos alardeados bonecos que dão vida aos animais da savana africana.

A razão de tanto sucesso em terras brasileiras ocorre pela junção de três coisas fundamentais.

Primeiro: a obra é baseada no filme arrasa-quarteirão da Disney de 1994 — com quase US$ 1 bilhão arrecadado é o 20º filme mais lucrativo e a terceira animação mais rentável até hoje.

Segundo motivo: as crianças que ficaram fascinadas por Simba, Nala, Timão e Pumba vinte anos atrás hoje, adultas, levam os filhos às sessões no Teatro Renault. Querem apresentá-los a seus ídolos do passado.

Terceiro e último: a superprodução é impecável e funciona com uma engrenagem capaz até de esconder até atores que ainda engatinham no quesito atuação.

rei leao 4 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

A sul-africana Ntsepa Pitjeng, como Rafiki, um dos destaques no elenco - Foto: João Caldas

É tudo grandioso e envolvente no espetáculo dirigido por Julie Taymor. A começar pela música de qualidade assinada por Elton John e Tim Rice, para o texto redondo de Roger Allers e Irene Mecchi.

Os figurinos de Julie Toymor são impactantes e a cenografia de Richard Hudson transforma o palco no que for preciso para que a história seja contada. E tem a fiel ajuda da luz inteligente de Donald Holder. E, claro, o grande charme são as máscaras e esculturas animadas criados pela dupla Julie Taymor e Michael Curry, que se completam com a maquiagem-arte de Michael Ward.

A orquestra regida por Vânia Pajares — e, sobretudo, os percussionistas Felipe Veiga e Helvio Mendes — é repleta de virtuose. Bem como as coreografias de Garth Fagan supervisionadas por Marey Griffith enchem os olhos, sobretudo em um palco apinhado de gente. A gente até se esquece de ver que um ou outro bailarino atrasou um passo.

E o que dizer das vozes? São belíssimas e potentes, sobretudo por dispor de um elenco majoritariamente negro — uma raridade no mercado de musicais e também no teatro como um todo que precisa ser comemorada.

A cena de abertura é para arrepiar qualquer desavisado. Com o bebê Simba sendo apresentado ao reino animal, surgem nos corredores do teatro os mais diversos bichos, como girafas, hipopótamos e elefantes , rumando ao palco que explode em cores e cantigas africanas.

Em uma boa tática de aproximar o público da história, o corredor é usado diversas vezes ao longo da obra, como quando Simba foge, acreditando ser responsável pela morte do pai.

Falando nele, o enredo de O Rei Leão é um dos melhores roteiros cinematográficos de Hollywood. É didático, sem ser tonto. Traz conflitos fundamentais, uma boa dose de martírio para o herói e, claro, sua redenção para o final feliz com o bem vencendo o mal. É para deixar qualquer grego da antiguidade morrendo de inveja.

rei leao 2 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Cena da apresentação de Simba, na abertura do musical: plateia impactada - Foto: João Caldas

Se toda a parte técnica vai muito bem, a atuação de boa parte do elenco deixa a desejar, aí incluso o alardeado protagonista Tiago Barbosa, selecionado entre milhares. Ele e boa parte de seus colegas, quando abrem a boca, apenas repetem um texto decorado. Falta peso, falta atuação convincente.

Mas há destaques, como a sul-africana Ntsepa Pitjeng, que empresta carisma e potência ao bruxo Rafiki; Felipe Carvalhido, como o amargurado Scar, o tio malvado de Simba; e Claudio Galvan, como o passarinho-mordomo Zazu. Ronaldo Reis também conquista a plateia dando espontaneidade ao seu Timão.

Na sessão vista pelo R7, Queren Raquel e Carolina Miranda também seguraram a personagem Nala, na infância e crescida, respectivamente. Ambas engoliram os simbas Cauã Martins (criança) e Tiago Barbosa (adulto).

Voltando à nostalgia das ex-crianças de 1994 hoje na faixa dos 30, esta encontra uma barreira na versão das canções assinada por Gilberto Gil. O compositor baiano resolveu mexer em letras que já fazem parte do imaginário coletivo em canções como Hakuna Matata.

Boa parte do público aprendeu a cantar as canções tais quais foram traduzidas na versão dublada do filme da Disney de 1994. Portanto, ouvir agora uma nova letra, diferente daquela velha conhecida, é um desalento, um choque emocional. Seria como mexer no tempero da comida da mãe. Dá uma dor no peito, mas, é tudo tão bonito, tão impactante, que dá para sobreviver.

rei leao 3 Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Muitas cores e muitas danças: figurino e coreografia brilham aos olhos do público - Foto: João Caldas

O Rei Leão
Avaliação: Bom
Quando: Quarta a sexta, 21h, sábado, 16h e 21h; domingo, 14h e 18h30. 180 min. Até 14/12/2014
Onde: Teatro Renault (av. Brigadeiro Luis Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-5588)
Quanto: R$ 50 a R$ 280
Classificação etária: Livre
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Musical O Rei Leão enche olhos do público

Você acha que foi errado o musical mudar as letras das canções como eram no filme O Rei Leão dublado de 1994?

  • Sim, foi um erro querer criar novas letras, se as outras já eram conhecidas por todos que viram o filme. Gilberto Gil errou.
  • Não, acho que o musical, como um novo produto artístico, pedia letras novas para aquelas canções. Gilberto Gil fez bem em mudar.

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197356 Beatriz Segall resolve dar aula particular de atuação

A atriz Beatriz Segall, na série Lara com Z, de 2011, na Globo: ela vai dar aulas particulares para atores da nova geração - Foto: João Miguel Jr./Globo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Beatriz Segall resolveu, aos 88 anos, dar aulas particulares de atuação para colegas da nova geração. Será "coach" de atores profissionais, como agora está na moda falar.

Currículo para isso ela tem. Afinal, ela é uma das atrizes brasileiras mais respeitadas pelo público e pela crítica.

Para os desmemoriados, Beatriz fez uma das vilãs mais emblemáticas da teledramaturgia nacional, Odete Roitman, na novela Vale Tudo.

Ela garante que "quer passar adiante a experiência que acumulou durante sua longa carreira" e afirma ter "muito prazer" em dar aulas de teatro, uma "ocupação útil e agradável" em sua análise.

Beatriz também afirmou que não pretende mais produzir suas peças, como sempre fez.

Só voltará atuar no teatro quando for convidada por alguma produção já pronta, como no musical de Charles Möeller e Claudio Botelho no qual deverá trabalhar, Pippin, previsto para estrear em 2015.

Você acha um absurdo Beatriz Segall não estar fazendo novelas na TV?

  • beatriz 1 Beatriz Segall resolve dar aula particular de atuação Sim, pois ela é uma atriz muito talentosa. Isso mostra que o Brasil não sabe valorizar os grandes talentos!
  • beatriz 2 Beatriz Segall resolve dar aula particular de atuação Não, acho que o tempo dela na televisão já passou.

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 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Agnes Zuliani, Rodrigo Lopez, Alexandre Slaviero, Alex Grulli, Amanda Acosta, Petrônio Gontijo, Eduardo Semerjian e Nathália Rodrigues: elenco potente nas mãos de um autor e diretor sensível em Caros Ouvintes - Foto: Priscila Prade

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Há em Caros Ouvintes um desgosto que paira no ar. Uma melancolia imersa no medo iminente que tira a liberdade, enjaula a arte e assusta a todos. Mas, isso não é algo ruim. Muito pelo contrário, na obra a melancolia é perfeita e potencializa o discurso político que está por detrás do melodrama encenado.

O grande mérito do espetáculo produzido por Ed Júlio é, sob o pretexto de mostrar a decadência no rádio no Brasil à medida que os militares ganham cada vez maior poder na década de 1960, exibir que pensamentos tidos como já vencidos estão de volta. E seguem provocando pavor e ódio.

 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Artistas tentam encenar a última radionovela de uma rádio prestes a fechar as portas - Foto: Priscila Prade

Na obra, um grupo de artistas de rádio oprimidos pelo anunciante ignorante tenta, a duras penas, manter a emissora em funcionamento. Fazem com dignidade os últimos capítulos de sua tradicional radionovela, mesmo que tudo do lado de fora diga que este tempo já passou, com a chegada da televisão repleta de imagens e obviedades.

A realidade de imagens pré-fabricadas parece ter suplantado a possibilidade de se fantasiar uma história a partir de vozes. Cada criando a sua própria, com o que possui. Pensar por conta própria: algo "perigoso" demais.

O cenário de Marco Lima reproduz com elegância — assim como os figurinos de Fabio Namatame — um antigo estúdio de rádio. É uma cenografia cuidadosa, delicada, detalhista, o que potencializa o realismo da história. Wagner Freire criou uma luz que dialoga com os momentos emocionais da peça, sendo quase um ator junto do elenco.

Otávio Martins se destaca como o autor do texto que faz rir e também chorar, sem abrir mão da inteligência. Ele também assume a função de diretor, e conduz a obra de maneira delicada, na qual vai, aos poucos, dando as nuances do que está por vir, em uma simbiose de drama e comédia, como é a vida.

O diretor extrai do elenco o que cada um tem de melhor, gerando um retrato convincente de sua história. Caros Ouvintes não é só uma comédia musical divertida. É bem mais que isso. Traz em seu subtexto um discurso de resistência, de liberdade e, principalmente, de dignidade.

A força reacionária é representada por uma das atrizes da própria radionovela, interpretada brilhantemente por Agnes Zuliani. Na obra, ela é a delatora de seus colegas de esquerda junto ao regime, por crer ser superior aos demais. Sua vaidade e falta de amor ao próximo nada condiz com sua alardeada condição de defensora da família e dos valores cristãos. Porque o que ela tem se parece mais com ódio do que com o amor de Cristo. A cena na qual a personagem discursa é a mais impactante da obra e Agnes mostra ser uma grande atriz.

 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Obra traz artistas de rádio que afundam com a ascensão da televisão no Brasil - Foto: Priscila Prade

Outra que se sobressai é Amanda Acosta, na pele daquela cantora que já não tem mais o brilho de outrora, que faz de sua própria vida a expressão máxima de sua arte. Tal qual uma Maysa Matarazzo. Amanda dá peso à personagem — que nas mãos de uma atriz inexperiente poderia virar uma caricatura —, fazendo de sua cantora mulher crível e admirável. Mesmo decadente, não é digna de pena, mas de admiração.

Rodrigo Lopez, que interpreta o locutor da rádio, também chama a atenção. Seu personagem mantém, na clandestinidade, uma relação de amor com o futuro galã da TV. Tal qual muitos por aí. Contudo, com o sofrimento diante da prisão de seu amado pelos militares, seu amor e preocupação genuínos tocam a todos, fazendo com que a hipocrisia caia por terra, numa vitória do amor ao preconceito.

Eduardo Semerjian, por sua vez, na pele do galã de rádio ultrapassado, que vive de alardear as fãs que já não possui mais, empresta carisma e intensidade ao seu personagem. Ele representa alguém que, independentemente da vaidade que o move, é apenas mais um tentando sobreviver e tendo de encarar o momento em que a vida lhe cospe, usado, gasto. É um grande personagem na carreira do ator no teatro.

Ainda compõem o elenco entrosado Alex Grulli, como o sonoplasta, Alexandre Slaviero, como o patrocinador capitalista, Nathália Rodrigues, como a mocinha que vai virar estrela da TV em breve, e Petrônio Gontijo, que faz o chefe da rádio com a dignidade de um capitão que prefere afundar junto de seu barco a abrir mão de sua ideologia.

Um tipo de gente cada vez mais rara de se ver.

Caros Ouvintes
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 18h e 21; sábado, 21h; domingo, 19h30. 100 min. Até 14/12/2014
Onde: Grande Auditório do Masp (av. Paulista, 1578, São Paulo, tel. 0/xx/11 3251-5644)
Quanto: R$ 30 (sex., 18h); R$ 40 (sex., 21h; e dom.) e R$ 50 (sáb.)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

caros ouvintes priscila prade4 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Cena da peça Caros Ouvintes: musical com discurso político nas entrelinhas - Foto: Priscila Prade

Você gostaria que as radionovelas voltassem?

  • Sim, era maravilhoso o tempo em que a gente podia imaginar toda a história. E os atores das radionovelas eram melhores que os da TV.
  • Não, acho que já passou o tempo das radionovelas e detesto qualquer tipo de saudosismo. Prefiro ver telenovela.

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marcio aurelio foto bob sousa1 O Retrato do Bob: Marcio Aurelio, o respeitoFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O diretor Marcio Aurelio é cuidadoso com suas obras. Tanto que, frequentemente, assume também cenário e figurinos, para que tudo saia do jeito que ele quer. Desde que estudou com Eugênio Kusnet, enquanto ainda cursava biblioteconomia na USP, decidiu que seu rumo era o teatro. Tanto que fez uma guinada e prosseguiu com mestrado e doutorado na área de artes cênicas da mesma universidade, tornando-se uma das referências na área.  Estreou nos palcos em 1974. E logo a carreira deslanchou, trabalhando com autores como Ziraldo e Alcides Nogueira. A parceria com este último foi fundamental na carreira de ambos. Em 1990, criou a Cia. Razões Inversas, que tem histórico de montagens celebradas pelo público e crítica. Artista completo, domina os clássicos sem temer o novo, mesclando tudo isso em uma carreira que tem o respeito absoluto de quem ama o teatro brasileiro.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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cazuza frejat 1 Musical busca novos Cazuza e Frejat

Thiago Machado e Emílio Dantas: Frejat e Cazuza no musical; produção quer descobrir mais dois atores para os papéis de Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A produção do espetáculo Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, o Musical está em busca de novos atores para interpretarem os papéis de Cazuza e de Frejat.

O espetáculo está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, até 21 de dezembro de 2014.

Os selecionados vão funcionar como stand-in (substituto eventual) de Cazuza, personagem feito por Emílio Dantas, e de Frejat, papel de Thiago Machado.

Podem se inscrever atores entre 20 e 35 anos que tenham experiência, além de atuar, em canto e dança.

No Rio, as audições acontecem nesta terça (21). Em São Paulo, na sexta (24).

Atores profissionais interessados devem mandar currículo resumido e fotos de rosto e de corpo inteiro para o e-mail: cazuzaomusical@audicoes.com.br

Os pré-selecionados receberão resposta com horário e local da audição.

Boa sorte!

Leia a crítica do musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz.

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