agenda cultural 13 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 06/06/2014

Imagens da Agenda Cultural no Hora News desta sexta-feira (6), na Record News - Divulgação

Sexta-feira é dia de cultura no Hora News, na Record News, com a Agenda Cultural. O colunista Miguel Arcanjo Prado conta para a apresentadora Lidiane Shayuri as melhores dicas em todo o Brasil. Nesta sexta (6), houve a estreia da entrevista no estúdio, que contou com a presença do ator Rui Ricardo Diaz, que faz a peça A Hora e a Vez, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. E ainda tem mais: show de Mariene de Castro na Bahia e de Isabela Taviani no Rio. Para as crianças, o espetáculo de dança Pequena Coleção de Todas as Coisas, no Sesc Pompeia. E a estreia nas telonas de Old Boy - Dias de Vingança, do diretor norte-americano Spike Lee. Veja o vídeo:

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laila garin taiguara nazareth Laila Garin e Taiguara Nazareth são Musa e Muso do Teatro R7 de maio de 2014

Laila Garin, de Elis, a Musical, e Taiguara Nazareth, de A Curra: Musa e Muso do Teatro R7 - Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Laila Garin e o ator Taiguara Nazareth foram os preferidos dos internautas do portal e são os novos Musa e Muso do Teatro R7 do mês de maio de 2014.

O paulistano Taiguara Nazareth atua na peça A Curra, em cartaz no Teatro Paiol, em São Paulo, na qual vive o personagem Faísca. Ele obteve 52,3% da votação masculina (5.131 votos) e é o Muso do Teatro R7.

Já a baiana Laila Garin vive Elis Regina, no espetáculo Elis, a Musical, em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo. Ela obteve 63,1% da votação feminina (517 votos) e é a Musa do Teatro R7.

Em breve, você verá aqui no Atores & Bastidores entrevista e ensaio fotográfico exclusivo com os vencedores.

Parabéns aos ganhadores a todos que concorreram!

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amorimperfeito Mulher vai ao cirurgião e pede para ficar feia

Peça Amor Imperfeito discute padrões de beleza no Espaço dos Parlapatões - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma empresária bem sucedida se encontra com um médico solteirão que não quer saber de casamento.

Ela o procura porque deseja ardentemente fazer uma cirurgia nada convencional: ela quer ficar feia.

Este é o enredo da peça Amor Imperfeito, que está em cartaz no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo [veja serviço ao fim].

A montagem escrita por Walter Cereja é livremente inspirada no texto de Cesare Belsito. A direção é de André Grecco.

De pano de fundo, a tecnologia que influencia o comportamento humano. E ainda, uma forte discussão dos padrões de beleza atuais. Tudo com base nos tratados sobre a vida líquida do sociólogo polonês Zigmunt Bauman.

No elenco, estão os atores Kris Bulos e Walter Cereja.

Leia a Entrevista de Quinta com Pedro Granato!

Amor Imperfeito
Quando: Terça e quarta, 21h. 60 min. Até 30/7/2014
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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Bibi Ferreira foto divulgacao Studio Prime 2 Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

Bibi Ferreira completou 92 anos no último domingo (1º) - Foto: Divulgação/Studio Prime

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Talvez só Dercy Gonçalves tenha superado a longevidade artística de Bibi Ferreira. A atriz completou 92 anos de vida e de carreira, já que atua desde que nasceu, no último domingo (1º).

bibi ferreira procopio aida Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

A menina Bibi Ferreira, com os pais: o ator brasileiro Procópio Ferreira e a bailarina argentina Aída Izquierdo - Foto: Arquivo pessoal

Filha do ator brasileiro Procópio Ferreira com a bailarina argentina Aída Izquierdo, Abigail Izquierdo Ferreira segue em cartaz com seu formidável Bibi — Histórias & Canções no Teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo.

Com fôlego de menina, surpreende a plateia com jovialidade e apuro técnico vocal. Quem não viu corra para ver. Bibi continua a nossa grande atriz de sempre, segurando o trono de maior nome dos musicais brasileiros.

O espetáculo é bem-humorado, com Bibi, piadista, revelando histórias de seu passado entremeadas por músicas que sintetizam sua trajetória brilhante.

Em plena época de Copa do Mundo, Bibi Ferreira vai passar os fins de semana não vendo jogos de futebol pela TV, mas, sim, no palco, comunicando-se com sua plateia. Faz muito bem.

Vida longa a Bibi!

Crítica: Bibi mostra por que é diva (publicada em 13/8/2012)

O espetáculo Bibi – Histórias e Canções, em cartaz no Teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, é um verdadeiro depoimento vivo de técnica, talento e incrível força de uma grande atriz e cantora.

Espirituosa, Bibi segura o exigente público paulistano nas mãos. Afinal, íntima dos palcos da cidade, se sente em casa.

Bibi Ferreira 6 Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

Bibi Ferreira, no palco: ela é o próprio teatro brasileiro

Sente-se tão à vontade que se permite brincar, tal qual uma garotinha de 13, 14 anos, a idade que jura que tinha quando os grandes fatos contados na montagem lhe aconteceram. O público ri. O público chora. O público é feliz com Bibi.

Este jornalista que vos escreve, na estreia se atreve a gritar “linda!”. Ela para tudo. E pede que a plateia repita o elogio. E ainda diz que, pelo fato de a imprensa andar espalhando por aí que ela tem 90 anos, ficou mais difícil arrumar namorado. E finaliza, afirmando estar solteira e disponível. O público delira com Bibi.

Ao revisitar as canções que marcaram sua trajetória de nove décadas de vida, Bibi Ferreira passa pelo que de melhor produziu a música do século 20, que viveu plenamente, com glória e saúde.

Dirigida por João Falcão e acompanhada da orquestra impecável regida pelo maestro Flávio Mendes, Bibi interpreta 30 músicas. Vai das grandes óperas e musicais da Broadway a clássicos de nossa MPB e até faz pilhéria com nosso Hino Nacional. Bibi pode. E, claro, canta Edith Piaf, e brinca dizendo que vive às custas da diva francesa há 27 anos.

O amigo e empresário Nilson Raman faz justa participação para fazer dobradinha com a diva. E conta que ela vai se apresentar em Nova York. Mais do que merecido. O mundo precisa testemunhar que o Brasil tem Bibi.

Palavras são pequenas para descrever o que é ver Bibi no palco. Porque ela é maior que o próprio palco. Bibi Ferreira é o próprio teatro brasileiro, vivo, resistente, talentoso e feliz. Viva Bibi.

Bibi Ferreira 1 Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

Bibi Ferreira, em sua juventude: nome fundamental do teatro brasileiro - Foto: Arquivo pessoal

Bibi - Histórias & Canções
Avaliação: Ótimo (leia a crítica)
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. 80 min. Até 27/7/2014
Onde: Teatro Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, 6º andar, Consolação, tel. 0/xx/11 3472-2226)
Quanto: R$ 120 a R$ 160
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

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ChicoBuarque2 CRED DaryanDornelles rolling stone Com travesti Geni, Ópera do Malandro volta à Barra Funda para celebrar 70 anos de Chico Buarque

Chico Buarque completa 70 anos em 19/6 - Foto: Daryan Dornelles/Rolling Stone/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chico Buarque fará 70 anos no próximo dia 19. Se a turma da música tem motivo de sobra para celebrar o cantor e compositor, o pessoal do teatro também quer entrar na festa. Afinal, Chico também é importante dramaturgo, autor de musicais nacionais, como Roda Viva.

Outro de seus textos mais marcantes foi montado em São Paulo, no tradicional Theatro São Pedro, na Barra Funda, no ano de 1978: Ópera do Malandro. Tinha direção de Luís Antônio Martinez Correa, irmão de Zé Celso que foi assassinado em 1987.

opera do malandro programa da peca sao paulo Com travesti Geni, Ópera do Malandro volta à Barra Funda para celebrar 70 anos de Chico Buarque

Capa do programa da primeira montagem de Ópera do Malandro - Foto: Divulgação

O elenco da primeira montagem tinha nomes de peso até hoje reconhecidos no meio cultural brasileiro. Emiliano Queiróz viveu o travesti Geni. Ainda integravam o time de atores Elba Ramalho, Neuza Borges, Claudia Jimenez, Otávio Augusto, Marieta Severo, Maria Alice Vergueiro, Ary Fontoura, Claudio Mamberti, Walter Breda e José Rubens Cha Cha.

Trinta e seis anos depois, a montagem ganha releitura no mesmo bairro da Barra Funda, a alguns quarteirões do Teatro São Pedro, na nova sede da Cia. da Revista.

Fazer uma espécie de retorno às origens da obra foi o que moveu o premiado diretor Kléber Montanheiro e sua turma a realizar a encenação. Esta abrirá o novo espaço do grupo, após permanência de cinco anos na praça Roosevelt.

A nova sede, na alameda Nothmann, 1.135, é ampla e promete abrigar o melhor do teatro de grupo paulistano.

A montagem de Ópera do Malandro faz parte do projeto Chico 70, que celebra as sete décadas de vida do filho do sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda. A estreia está prevista para o começo de agosto.

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pedro granato foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

O diretor paulistano Pedro Granato: o teatro dele tem múltiplas caras - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Pedro Granato é um dos diretores mais inventivos da nova geração do teatro brasileiro. Eclético, atua em várias nuances do teatro, porque não gosta de se repetir e quer mudar sempre.

Ele é dono do Teatro Pequeno Ato, que anda reavivando a rua Teadoro Baima como reduto teatral paulistano. É lá que fica também o histórico Teatro de Arena, seu vizinho.

Ele mantém no cartaz até 11 de junho sua peça Quanto Custa?, na qual disseca as relações de poder tendo como base Bertold Brecht (1898-1956), com cuidadosa estética soturna.

Granato também dirigiu Il Viaggio, no qual mergulhou no universo dos sonhos do cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993).

Referências não faltam ao diretor, filho de artista plástico e formado em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Há mais de uma década, se enveredou pelo teatro, seja no tablado, na caixa preta ou na rua, sem deixar de flertar com o cinema e a música sempre que pode.

Num começo de uma tarde fria de outono, enquanto o centro paulistano fervilhava do lado de fora, Pedro Granato recebeu o Atores & Bastidores do R7 no Teatro Pequeno Ato para esta Entrevista de Quinta. Falou sobre sua vida e seu teatro.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado — Como foi sua infância?
Pedro Granato — Foi bem paulistana. Fui criado na esquina das avenidas Rebouças e Henrique Schaumann. Nasci rodeado de arte, com meu pai montando a exposição dele na Bienal...

Miguel Arcanjo Prado — Quem são seus pais?
Pedro Granato —Meu pai é o artista plástico Ivald Granato. E minha mãe, Lais Granato, é psicóloga e ceramista. Sou o caçula.

Miguel Arcanjo Prado — Do que você gostava de brincar quando era pequeno?
Pedro Granato — Brincava fazendo quadrinhos com meu irmão, o Diogo Granato, que hoje é bailarino. Também gostávamos de fazer instalações com cobertas, criávamos montanhas [risos].

Miguel Arcanjo Prado — E na adolescência: você era do tipo rebelde ou do tipo introspectivo?
Pedro Granato —Tive todas as fases. Fui nerd, depois fui rebelde, depois fui o que fazia piadas no fundo da sala, depois o fã de punk rock, o popular que organiza festas, o politizado do grêmio...

pedro granato foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

Filho de artistas, Pedro Granato viveu desde pequeno rodeado de arte - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Pelo jeito você era inquieto!
Pedro Granato — Sim. Minha casa era uma loucura! Minha música de infância era Bob Dylan e Lou Reed. Não tem como não ser um pouco maluco naquela casa [risos].

Miguel Arcanjo Prado — Essa coisa de ser filho de artistas lhe influenciou?
Pedro Granato — Sim. Eu logo fui fazer oficinas de tudo que você possa imaginar. Como meu irmão dançava, fiz dança, circo, teatro... Até que veio o vestibular e entrei no cinema na ECA [Escola de Comunicações e Artes] da USP [Universidade de São Paulo].

Miguel Arcanjo Prado — Você já queria dirigir?
Pedro Granato — Já. Era final dos anos 1990 e tinha aquela coisa de falarem que diretor de cinema não sabe dirigir ator. Então, fui fazer teatro no Grupo Tapa e no Folias. Foi assim que comecei no teatro.

Miguel Arcanjo Prado — E aí foi se enturmando com a turma dos palcos?
Pedro Granato — Sim. Fiquei amigo de um monte de gente da EAD [Escola de Arte Dramática da USP]. Acabamos montando o grupo Ivo 60, que durou 12 anos. Era eu, a Ana Flávia Chrispiniano, que hoje está morando no Rio, o Felipe Sant’Angelo, que virou roteirista, a Mariana Leite, que se mudou para Chicago, e o Pedro Felício, que ainda está no teatro e atua em Quanto Custa?. Mas, mesmo com o grupo, sempre deixei claro que gostaria de fazer as minhas coisas também, de forma paralela.

Miguel Arcanjo Prado — E o cinema?
Pedro Granato — Fui fazendo curtas. Fiz um, chamado X, que tinha o Rafael Cortez, que hoje ficou famoso e apresenta programa na Record. Ele fazia uma versão do Ben Silver, o protagonista de Roda Viva, peça do Chico Buarque. O meu curta de formatura foi Uma Tragédia Brutal, com Gustavo Machado e Tatiana Thomé; era uma coisa meio Beijo no Asfalto do século 21. Gravamos na esquina onde fica hoje o Teatro Pequeno Ato, na Ipiranga com Teodoro Baima. Engraçado, porque nem pensava que um dia teria um teatro aqui...

Miguel Arcanjo Prado — Você gosta do Nelson Rodrigues?
Pedro Granato — Adoro. Ele é meu livro de cabeceira sempre. Nelson é o cara do nosso teatro!

pedro granato foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

Pedro Granato é bem relacionado na turma do teatro: "Conheço quase todo mundo" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você tem muitos amigos no teatro?
Pedro Granato — Conheço quase todo mundo. Na época do Ivo 60 ganhamos cinco Fomentos [programa municipal de financiamento teatral de SP]. Então, nos aproximamos muito do movimento do teatro de grupo, do pessoal da Cia. São Jorge de Variedades, do Bartolomeu... Não me vejo como um cara do cinema. Acho que sou mais um cara do teatro.

Miguel Arcanjo Prado — Quem é o Berlam?
Pedro Granato — Ele foi um personagem que eu criei [risos]. Fazia muitos shows com ele, era meio cabaré, fiz shows em circos. Ele é muito divertido, afetado e as pessoas adoram. Mas aí decidi parar porque ele começou a ficar muito famoso e as pessoas me confundiam com ele [risos].

Miguel Arcanjo Prado — Onde ele foi parar?
Pedro Granato — Eu mandei o Berlam para umas férias na Bahia [risos]. Mas devo a ele uma aproximação grande com o mundo musical.

Miguel Arcanjo Prado — Você também dá aula?
Pedro Granato — Dou. Sou professor há três anos no Teatro Escola Célia Helena. Adoro ser professor, de incentivar as pessoas a fazerem teatro. Porque é muito foda. Eu vim de família de artistas, mas nem todo mundo tem essa sorte. Então, o que eu puder botar pilha nos outros eu boto. Dando aula, as relações ficam mais profundas. Dá para meter o dedo na ferida, bater de frente. Com jeito, é claro.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a cara do seu teatro?
Pedro Granato — Nunca tive a pretensão de ter só um grupo, ou fazer só um tipo de teatro. Sempre quis ser diretor. E gosto que os atores estejam no centro da minha obra, se desdobrando em vários personagens. Que estejam fazendo mesmo a peça acontecer em cena, manipulando o cenário, a luz. Esteticamente, gosto muito de variar.

Miguel Arcanjo Prado — Por quê?
Pedro Granato — Porque gosto que cada trabalho tenha sua cara própria, sua concepção visual. Gosto que um trabalho seja esteticamente diferente do outro. Tenho essa coisa brechtiana do humor, de brincar com a linguagem. Também tenho muito cuidado com a direção de arte das minhas obras. Tenho essa herança familiar das artes plásticas. Geralmente, começo uma peça pela imagem que eu vejo dela.

Miguel Arcanjo Prado — Quem são suas referências?
Pedro Granato — Olha, a Cristiane Paoli-Quito foi muito importante para mim; estudei palhaço com ela. Também aprendi muito com a Tiche Vianna, o Ésio Magalhães e a Bete Dorgam. E depois tive o prazer de dirigir esses meus professores. E também a cineasta Laís Bodanzky, com quem trabalhei e é uma grande referência também. No cinema, eu piro em Almodóvar, Kubrick e Fellini. Este último me pegou muito quando dirigi Il Viaggio.

Miguel Arcanjo Prado — Quais são os novos projetos?
Pedro Granato — O Teatro Pequeno Ato segue a todo vapor. Resolvi continuar com o espaço depois que o Ivo 60 acabou. E ele tem dado certo, tenho mantido espetáculos em cartaz e alugado também para outros grupos ensaiarem. É uma fábrica de arte. O Ed Moraes, por exemplo, ensaia a nova peça dele aqui. Estou dirigindo um solo da Paula Cohen e um espetáculo de rua. Também estou gostando muito de escrever.

Miguel Arcanjo Prado — Aonde você quer chegar?
Pedro Granato — Prefiro al andar se hace el camino.... Agora, vou estudar em julho um mês no Lincoln Center, em Nova York. Vou fazer um laboratório de diretores, para pensar o teatro para as novas gerações. É preciso que o teatro se renove com essa gente que está chegando. Eu nunca fui do teatro clássico, de fazer tragédia grega para depois fazer Shakespeare. Sempre fui fazendo o meu teatro. E acho que essa divisão entre as artes vai cair. Quero misturar tudo, construir coisas novas, híbridas. Quero dar grandes pulos, não pulinhos. Quero dirigir teatro, show, rua, solos e, quem sabe, uma ópera... Adoro dirigir, construir histórias. As crises e inquietações da minha própria vida estão em todas as obras minhas. E eu gosto de público. Acho que saí do cinema e fui para o teatro porque tinha uma urgência de comunicação com o público. Gosto de fazer e ver as pessoas responderem ali, na minha cara e, quem sabe, mudar tudo no dia seguinte.

pedro granato foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

O diretor Pedro Granato: "Quero misturar tudo, construir coisas novas, híbridas" - Foto: Bob Sousa

Quanto Custa?
Avaliação: Muito bom
Quando: Terça e quarta, 21h30. 60 min. Até 11/6/2014
Onde: Teatro Pequeno Ato (r. Teodoro Baima, 78, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 99642-8350)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

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imagem release 220264 Deborah Colker convoca Celso Kamura em Belle

Celso Kamura prepara visual de bailarina do espetáculo Belle, de Deborah Colker - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A presidente Dilma Rousseff terá de dividir o profissional que cuida de seu visual com Deborah Colker.

É que a coreógrafa carioca convidou o cabeleireiro e maquiador para assinar a beleza de seus bailarinos no espetáculo Belle.

A nova montagem de Colker é inspirada no filme La Belle de Jour, de Luiz Buñel, de 1947, por sua vez feito a partir do romance do franco-argentino Joseph Kessel, lançado em 1928.

Kamura conta que se inspirou na década de 1960 para compor a beleza dos artistas em cena. “Usamos sombras coloridas, e também delineador para dar um retrô ao make”. A patrocinadora é a marca de cosméticos brasileira Océane Femme.

Além de Kamura, também integram a equipe artística do espetáculo o estilista Samuel Cirnansck, que fez os figurinos da obra, todos bordados à mão.

Belle será apresentado em cinco cidades brasileiras neste ano: Rio de Janeiro, de 13 à 16/6; Curitiba, dias 19 e 20/7; Maringá, dias 22 e 23/7; São Paulo, de 29 à 31/8 e de 2 à 7/9; Porto Alegre, dias 17 e 18/9; depois, seguirá para o Uruguai e a Argentina.

Cia. Deborah Colker Belle 2 Crédito Flavio Colker Deborah Colker convoca Celso Kamura em Belle

Cena de Belle, da Cia. Deborah Colker: turnê pelo Brasil, Uruguai e Argentina - Foto: Flavio Colker

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muso do teatro musa do teatro maio 2014 r7 1 Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio

Beleza diversa nos palcos brasileiros: escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de maio - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O mês de maio de 2014 chegou ao fim. E é hora de você, internauta do Atores & Bastidores do R7, escolher quem merece o título de Musa e Muso do Teatro R7.

O blog selecionou cinco candidatos para cada categoria. Agora, é só dizer quem você prefere.

A votação vai até a manhã de sexta (6), quando o resultado será publicado aqui no blog.

Os vencedores ganharão reportagem e ensaio fotográfico exclusivo no portal.

Boa sorte!

Quem é a Musa do Teatro R7 de maio de 2014?

Esta enquete está encerrada
  • musa aysha nascimento entre Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Aysha Nascimento (Entre)
    1.7%
  • musa barbara salome por acaso navalha Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Bárbara Salomé (Por Acaso, Navalha)
    12.3%
  • musa bibi ferreira bibi historias e cancoes Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Bibi Ferreira (Bibi, Histórias e Canções)
    6.3%
  • musa laila garin elis a musical Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Laila Garin (Elis, a Musical)
    63.1%
  • musa soraya martins como matar a mae 3 atos Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Soraya Martins (Como Matar a Mãe - 3 Atos)
    16.5%

Quem é o Muso do Teatro R7 de maio de 2014?

Esta enquete está encerrada
  • muso bruno gael nao morreras Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Bruno Gael (Não Morrerás)
    42.9%
  • muso leo kildare louback como matar a mae 3 atos Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Leo Kildare Louback (Como Matar a Mãe - 3 Atos)
    4.5%
  • muso robson catalunha tres vezes roveri Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Robson Catalunha (3X Roveri)
    0.1%
  • muso sidney santiago kuanza cartas a madame sata ou eu me desespero sem noticias suas Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Sidney Santiago Kuanza (Cartas a Madame Satã)
    0.2%
  • muso taiguara nazareth a curra Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de maio
    Taiguara Nazareth (A Curra)
    52.3%

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Foguetes Maravilha Sindrome de Chimpanzé foto de Felipe Lima04 Foguetes Maravilha ocupa Sesc Belenzinho em SP

Cena da peça Síndrome de Chimpanzé, do grupo Foguetes Maravilha - Foto: Felipe Lima

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os artistas cariocas Alex Cassal e Felipe Rocha querem conquistar os paulistanos com seu grupo Foguetes Maravilha durante a Copa do Mundo.

A trupe apresenta cinco espetáculos e realiza duas oficinas no Sesc Belenzinho a partir de 11 de junho.

As obras são Ele Precisa Começar, Ninguém Falou que Seria Fácil, 2 Histórias, Síndrome de Chimpanzé e Desejo-Manifesto.

Já as oficinas são Jogo Cênico, nos dias 21 e 22 de junho, entre 11h e 17h e também Criação e Dramaturgia, nos dias 28 e 29 de junho e 3, 4, 5, 6, 15 e 16 de julho, das 11 às 16 horas.

Saiba mais sobre a ocupação do Foguetes Maravilha.

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lauanda varone marco keppler Jovens dramaturgos querem conquistar público para novas peças de teatro durante a Copa do Mundo

Em primeiro plano, a atriz Lauanda Varone na peça Vende-se de Marco Keppler - Foto: Marco Keppler

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Em plena época de Copa do Mundo, um grupo de quatro novos dramaturgos estão confiantes em seus textos. Tanto que colocam no palco, com entrada gratuita, suas primeiras obras justamente no mês em que o futebol domina a pauta. Afinal, querem mesmo é saber de teatro.

O nome do projeto é Cenas Insurgentes, criado no Teatro de Narradores. Ele abarca o Coletivo de Dramaturgos, com autores teatrais recém-formados no curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro.

Cristiano alfer e cristina santos foto lucas venturin Jovens dramaturgos querem conquistar público para novas peças de teatro durante a Copa do Mundo

Os atores Cristiano Alfer e Cristina Santos em cena de Habeas Porcus, de Lucas Venturin - Foto: Lucas Venturin

Todas as peças serão apresentadas entre 13 e 22 de junho com entrada gratuita. Saiba um pouco sobre cada uma delas:

Jairo Alves mergulha no universo em crise de um homem desempregado em Nomes, Verbos e Objetos, com direção de Eder Bastos. Ficará no Teatro Alfredo Mesquita (av. Santos Dumont, 1770, Santana, zona norte ). Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h.

Lucas Venturin usou o mundo interiorano para criar Habeas Porcus, com direção de Jonas Mendes. Estará em cartaz no Teatro Zanoni Ferrite (av. Renata, 163, Vila Formosa, zona leste). Sexta e sábado, 20h, domingo, 19h.

Marco Keppler desvenda um baú de memórias na peça Vende-se, que ganha direção de Victor Ribeiro. Estará em cartaz no Teatro Leopoldo Fróes (r. Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro, zona sul). Sexta e sábado, 20h, domingo, 19h.

Mariana Menezes, por sua vez, entrou no espinhento tema das ausências familiares para compor a obra Restos, com direção de Vane, que ocupará o Teatro Cacilda Becker (r. Tito, 295, Lapa, zona oeste). Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h.

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