fuera argentina1 FIT Rio Preto 2014 tem 44 peças de nove países

Leticia Vetrano vive Maria Peligro no sucesso argentino Fuera! - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O R7 teve acesso às informações do 14º FIT Rio Preto (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto), tradicional evento teatral do interior paulista que acontece de 21 a 30 de agosto.

Após o rompimento da parceria com o Sesc São Paulo, a Prefeitura de São José do Rio Preto assume sozinha o evento.

Serão 44 peças de nove países, incluindo o Brasil. Há 19 de teatro adulto, 12 de rua, nove para público infantil ou juvenil e ainda quatro na mostra Olhar Diverso, voltada à temática de gênero.

Estão representados México, Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, França, Inglaterra e Peru. Entre os brasileiros, há peças de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Ceará.

A direção definiu que o conceito presente nas 106 apresentações em 25 espaços é "aproximação e expansão".

Todas as sessões terão ingresso a um quilo de alimento não perecível. Os alimentos irão para o Fundo Social de Solidaridade. A distribuição das entradas começa na próxima terça (12).

Algumas regras já foram definidas: cada pessoa poderá retirar um ingresso por espetáculo, não sendo possível retirada de ingressos para dois ou mais espetáculos que acontecem no mesmo dia e horário.

Além de São José do Rio Preto, haverá sessões também nos distritos de Engenheiro Schmitt e de Talhado, e na cidade vizinha de Cedral. A curadoria é assinada por Antonio do Valle, de São Paulo, Cesar Augusto, do Rio de Janeiro, Manoel Neves Filho, de São José do Rio Preto, e Paula de Renor, de Pernambuco.

Entre os destaques gringos estão as argentinas Fuera! e La Idea Fija; a mexicana El Rumor del Incéndio, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol; e Saxophonissimo, da Compagnie Les Dèsaxès, da França. Entre os nacionais, destacam-se Esta Criança, da paranaense Cia. Brasileira de Teatro, com a estrela Renata Sorrah; Sinfonia Sonho, do carioca Teatro Inominável; Os Gigantes da Montanha, dos mineiros do Grupo Galpão; e BR-Trans, do cearense Coletivo Artístico As Travestidas. Confira a programação completa.

Leia a cobertura do R7 no FIT Rio Preto

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

kleber montanheiro bob sousa21 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Kleber Montanheiro vive Geni no musical Ópera do Malandro - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Diz a letra da canção que Geni é boa pra apanhar, boa pra cuspir e, claro, que ela dá pra qualquer um. A personagem maldita de Ópera do Malandro volta a ganhar vida nos palcos paulistanos a partir desta quinta (7) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), na montagem da Cia. da Revista para o espetáculo criado em 1978 pelo hoje setentão Chico Buarque de Holanda.

Cabe ao diretor da trupe, Kleber Montanheiro, que deu ar atemporal à encenação, viver a polêmica personagem travesti. Ele diz que sua Geni “é mais marginal, mais bandida”.

Conta que se “inspirou livremente em Madame Satã”, o emblemático boêmio carioca que nos cinemas foi vivido por Lázaro Ramos. Assim, sua Geni é mais barra pesada. Não é feminina, mas “andrógina”, com a personagem transitando entre “a masculinidade e a leveza feminina”, define.

opera malandro bob sousa1 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Erica Montanheiro e Flávio Tolezani em Ópera do Malandro - Foto: Bob Sousa

Ao todo, no palco, estão 18 atores — 13 da companhia e cinco convidados — e 16 canções executadas. Flávio Telezani vive o malandro Max. O grupo conta que o excesso de preto no figurino é homenagem a estilistas potentes como Jean Paul Gaultier, Alexander McQueen e Coco Chanel.

Além de Montanheiro e Tolezani, no elenco de Ópera do Malandro ainda estão Heloísa Maria, Adriano Merlini, Natália Quadros, Pedro Henrique Carneiro, Pedro Bacellar, Paulo Vasconcelos, Gabriel Hernandes, Gabriela Segato, Daniela Flor, Bruna Longo, Luzia Torres, Nina Hotimsky e os convidados Gerson Steves, Erica Montanheiro, Alessandra Vertamatti e Mateus Monteiro.

Os atores cantam ao vivo, acompanhados pelos músicos Gabriel Hernandes (violão), Nina Hotimsky (acordeom), Demian Pinto (piano), Chico Filho (sax) e Beto Dodré (percussão).

Após cumprir a curta temporada de 22 sessões de quarta a segunda no CCBB, na Sé, o musical irá para a nova sede da Cia. da Revista, na alameda Nothmann, 1.135, no bairro de Santa Cecília, centro paulistano, onde estreia em 13 de setembro.

Estética brasileira

O diretor do CCBB-SP, Marcos Mantoan, declara que a montagem segue o fluxo de musicais nacionais no espaço, que já abrigou Vingança, com músicas de Lupicínio Rodrigues, e vai ser palco, no segundo semestre, de musicais sobre Cássia Eller e Odair José. Ele diz que o objetivo é “valorizar a cultura e a estética brasileira”.

Mesmo estreando Ópera do Malandro, a Cia. da Revista já prepara novo espetáculo: Reconstrução, que estreia em 18 de setembro em sua sede.

opera malandro bob sousa4 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Elenco de Ópera do Malandro ocupa o palco do CCBB-SP até o fim do mês - Foto: Bob Sousa

Ópera do Malandro
Quando: Quarta a sábado, 20h; domingo, 19h; segunda, 20h. 150 min. Até 31/8/2014 (Não haverá peça nos dias 25 e 27/8)
Onde: CCBB-SP (r. Álvares Penteado, 112, Sé, São Paulo, tel.0/xx/11 3113-3651)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Ferrnando Bonassi Festival Literário de Votuporanga dialoga com artes

Fernando Bonassi dá palestra no Festival Literário de Votuporanga - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Vai até o próximo domingo (10), no interior paulista, o Festival Literário de Votuporanga, ou Fliv para os mais íntimos.

Em meio aos livros, também há espaço para o teatro na quarta edição do evento realizado pela Associação Cultural Moinho de Ideias em parceria com a Prefeitura de Votuporanga.

No próximo sábado (9), às 17h, no vão livre da Escola de Artes, os roteiristas Fernando Bonassi e Luis Bolognesi fazem a palestra A Palavra Projetada. Estão todos convidados.

Conheça a programação da Fliv.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

plinio marcos Sambas de Plínio Marcos viram show em São Paulo

Homenagem do filho: Plínio Marcos gravou disco de sambas há 40 anos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de um verdadeiro furacão de remontagens de textos do jornalista e dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999) em São Paulo, chegou a vez de o mesmo ganhar também homenagem de sua família neste ano que lembra os 15 anos de sua partida.

Neste Dia dos Pais (10), a partir das 15h, uma roda de samba apresenta as 13 canções do disco Plínio Marcos em Prosa e Samba – Nas Quebradas do Mundaréu, que completa 40 anos, no Teatro de Garagem (r. Silveira Rodrigues, 331, Vila Romana, São Paulo, tel. 0/xx/11  99122-8696). A entrada custa R$ 20.

O show contará com a presença de Kiko Barros, filho de Plínio. Ele se emociona em relembrar o pai no palco e fala da importância deste trabalho específico.

— Plínio sempre deu luz ao samba de São Paulo e fez alguns projetos que envolviam o tema além desse. Quero mostrar que a terra da garoa tem muita coisa de qualidade quando o assunto é samba.

O repertório inclui sambas tradicionais paulistas. O show será repetido todo segundo domingo do mês até o fim do ano.

Para quem não sabe, Plínio também foi compositor e gravou o LP com composições próprias, lançado em 1974 pelo selo popular Chantecler, da gravadora Continental. O álbum ainda trazia participações de Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro. Raro, hoje o disco é raridade e alvo de disputa de colecionadores.

A direção desta homenagem é de Anette Naiman, e o show contará com a banda Lolombolo diá Piratininga.

roda de samba 1 Sambas de Plínio Marcos viram show em São Paulo

Sambistas vão tocar as canções do disco emblemático de Plínio Marcos - Foto: Divulgação

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Eric Laerte Késsimos Público pode ver três curtas de graça em SP

O ator Laerte Késsimos, no curta Eric: exibição grátis em SP com outras duas produções - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do cinema (e do teatro também) tem encontro marcado na próxima segunda (11) na sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, na rua Augusta, 1.740, em São Paulo.

Três sessões seguidas, a partir das 21h30, apresentam em primeiríssima mão três curtas ao público.

Eric, de Herbert Bianchi, O Segredo dos Adultos, de Ivan Nakamura e Jotagá Crema, e Polícia e Ladrão, de Marcela Cardoso.

A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada.

Todos os filmes têm nomes garimpados no teatro paulistano, como Laerte Késsimos, que participa de Eric e Polícia e Ladrão, e Sergio Mastropasqua, que está no elenco de Eric e de O Segredo dos Adultos.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Mostra Conselhodeclasse foto LinaSumizono 2W2A9566 Veja os indicados da APCA no primeiro semestre

Conselho de Classe foi um dos destaques no primeiro semestre pela APCA - Foto: Lina Sumizono/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os críticos de teatro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este colunista é membro, se reuniram na noite desta segunda (4), em São Paulo, para definir os indicados do primeiro semestre de 2014.

Em dezembro, outra reunião avaliará os nomes do segundo semestre, com votação final na assembleia tradiconal da entidade realizada no Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Foram definidos indicados nas categorias: Ator, Atriz, Autor/Dramaturgo, Diretor e Espetáculo.

Os críticos também discutiram possíveis nomes para o Grande Prêmio da Crítica e o Prêmio Especial, mas estes só serão divulgados no fim do ano.

Veja a lista dos indicados do primeiro semestre de 2014 ao Prêmio APCA de Teatro:

ATOR
Ricardo Blat e Thelmo Fernandes (A Arte da Comédia)
Roney Facchini (Ou Você Poderia Me Beijar)
Rubens Caribé (Assim É (se lhe Parece))

ATRIZ
Laila Garin (Elis, A Musical)
Nathalia Timberg (Tríptico Samuel Beckett)
Sandra Dani (Oh, os Belos Dias)

AUTOR / DRAMATURGO
Alexandre Dal Farra (Abnegação)
Jô Bilac (Conselho de Classe)
Leonardo Cortez (Maldito Benefício)

DIRETOR
Bel Garcia e Susana Ribeiro (Conselho de Classe)
Marco Antônio Pâmio (Assim é (se lhe Parece))
Rubens Rusche (Oh Os Belos Dias)

ESPETÁCULO
A Arte da Comédia
Assim é (se lhe Parece)
Conselho de Classe

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

mostra mexico1 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena do espetáculo mexicano Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O melhor do teatro latino-americano dá suas caras em seis espaços de São Paulo até o próximo dia 10 de agosto.

A 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ocupa seis espaços culturais.

metropole Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

A Inquieta Cia. de Teatro (CE) apresenta Metrópole - Foto: Divulgação

Entre os internacionais, há representantes do México (Cia. Lagartijas Tiradas al Sol), Argentina (Banquete Escénico), Chile (Teatro Kimen), Uruguai (Murga Madre), Equador (Contraelviento Teatro) e França (GRRR - Risos, Raiva e Resistência).

O Brasil está representado por companhias de Porto Alegre/RS (Cia. Stravaganza di Teatro), Natal/RN (Clowns de Shakespeare), Itajaí/SC (Experimentus Teatrais), Fortaleza/CE (Inquieta Cia. de Teatros), Belo Horizonte /MG (Espanca) e de São Paulo/SP (Balagan).

Um diferencial desta edição é que a mostra está nos quatro cantos da metrópole, incluindo aí a periferia.

galvarino 9 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Elza Quinchaleo e Luis Seguel, em cena da peça chilena Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Além das tradicionais apresentações no Centro Cultural São Paulo, quatro CEUs (Casa Blanca, Paraisópolis, Quinta do Sol e Pêra Marmelo) e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes também sediam a mostra.

Ao todo, são 43 sessões gratuitas de 12 diferentes grupos, dos quais metade é internacional .

Entre os destaques internacionais, está a peça chilena Galvarino, do Teatro Kimen, a argentina Carnes Tolendas, da Cia. Banquete Escénico, a montagem mexicana Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, a peça uruguaia Madre Murga, Murga Madre, do grupo Murga Madre, e a encenação francesa Noches Lejos de Los Andes... o Diálogos con Mi Dentista, do GRRR - Risos Raiva e Resistência. Conheça a programação completa.

plateia ccsp Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Plateia lota o Centro Cultural São Paulo para ver a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - Foto: Marcia Marques

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo existe desde 2006 e é realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Sem contar com a edição atual, o evento já proporcionou a apresentação de 43 grupos brasileiros, 37 latino-americanos, quatro europeus, um estadunidense e um africano.

Carnes Tolendas Foto Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena da peça argentina Carnes Tolendas, com a história de uma travesti - Foto: Divulgação

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

dafoe aeroporto2 Willem Dafoe é assediado em aeroporto do Rio

A partir do alto, em sentido horário: Dafoe chega ao Aeroporto Santos Dumont, com Baryshnikov ao fundo, com um chapéu; fã pede foto com Dafoe, que atende ao pedido; quando chega no estacionamento, o ator é abordado por um funcionário, que também quer selfie com o astro de Hollywood - Foto: William Oda/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após o sucesso da temporada paulistana de The Old Woman - A Velha (leia a crítica), dirigida por Bob Wilson, o bailarino russo Mikhail Baryshnikov e o ator estadunidense Willem Dafoe, atores da peça, desembarcaram nesta segunda (4), no Rio.

Eles apresentam o espetáculo na capital fluminense entre 8 e 12 de agosto, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca.

Assim que deu a cara no saguão do Aeroporto Santos Dumont, Willem Dafoe foi muito assediado por fãs. Gente que queria um retrato ou uma selfie ao lado do artista.

É bom lembrar que ele fez filmes de sucesso mundial, como Homem-Aranha.

Até no estacionamento, onde pegou um carro ao lado da mulher, a italiana Giada Colagrande, Dafoe precisou atender a um funcionário, que fez questão de tirar o celular para fora e clicar seu rostinho ao lado do astro de Hollywood.

Já Baryshnikov, que estava de chapéu, passou despercebido em sua chegada em terras cariocas.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Por Acaso Navalha Foto Ronaldo Dimer 8 Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Bárbara Salomé como a prostituta Neusa Sueli na peça Por Acaso, Navalha - Foto: Ronaldo Dimer

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Todo mundo, quando nasce, traz consigo, pelo menos hipoteticamente, um mar de possibilidades. A prostituta Neusa Sueli sabe disso muito bem. Contudo, ao longo das escolhas e também das reais possibilidades da vida, nem sempre as coisas caminham para o rumo sonhado.

Muitas vezes, diante do passo errado, fica impossível voltar a outro caminho, tamanho o mergulho na dura realidade do presente.

Por Acaso, Navalha, peça dirigida por Fernando Aveiro e produzida por Camila Biodan com a Cia. Caxote a partir do texto Navalha na Carne, escrito em 1967 pelo jornalista e dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999), traz o desespero da consciência de onde a vida termina, mesmo que a morte ainda esteja distante. Até ela chegar, há uma longa e degradante espera.

O público que entra no teatro-instalação Espaço Mínimo, já se depara com um ambiente trôpego ao subir as escadas. O tom soturno é rodeado por espelhos, ruídos e bonecos. Quase vivos, quase mortos.

Por Acaso Navalha Foto Ronaldo Dimer 7 Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Triângulo mostra a decadência da vida bandida - Foto: Ronaldo Dimer

Logo na entrada, os personagens estão ali, diante do espelho, à espera de ganharem vida. A cada degrau, surge uma memória de um tempo irrecuperável, até que o público chegue ao quarto de Neusa Sueli, onde se dá a encenação.

A direção acerta ao ambientar tudo em um quarto de verdade, onde fica clara a derrota cotidiana de Neusa Sueli, prostituta já no fim da carreira ingrata. No espelho, a frase escrita com batom “Isto NÃO é teatro” provoca o público, enquanto espera que os personagens subam as escadas e comecem tudo. Merece elogio o trabalho da diretora de arte Rosângela Ribeiro e do artista plástico Pedro Farled na ambientação.

No quarto, o espectador, mais do que olhar pelo buraco da fechadura, adentra como fantasma àquele ambiente de desespero.

É lá que Neusa Sueli é submetida aos desmandos violentos e cruéis do cafetão Vado. E também é lá que entra em peleja constante com o travesti Veludo, amigo e inimigo ao mesmo tempo.

O trio de atores está coeso, mas ganha maior força no decorrer da peça. Apesar do naturalismo proposto pela encenação, cada qual apresenta proposta distinta.

Bárbara Salomé constrói uma Neusa desesperançada, imersa no vício e no limbo ao mesmo tempo. A atriz começa mais dura, até que começa a transitar entre fantasia e realidade ao trazer consigo a dor vinda do concreto que nem a droga consegue deter. Neusa precisa de amor, mas não tem. E nem terá. E o pior: sabe disso. E a atriz deixa isso bem claro em sua atuação.

Murilo Inforsato começa com uma construção caricata para seu Vado. Mas, ao longo da encenação, vai tomando as rédeas do personagem e conquistando sua verossimilhança. Ele cresce, sobretudo, a partir do enfrentamento com o travesti Veludo, ganhando a crueldade necessária para a parte final da obra.

por acaso 2 Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Humberto Caligari se destaca como o travesti Veludo em Por Acaso, Navalha - Foto: Ronaldo Dimer

Humberto Caligari faz de sua rápida, porém fundamental participação, como o travesti Veludo, o melhor momento da peça, quando se estabelece um triângulo, humano e baixo. O ator mistura empáfia, segurança, deboche e, sim, muita masculinidade em sua construção. Assim como o Cintura-Fina de Mateus Nachtergaele, na minissérie Hilda Furacão, seu travesti tem uma teatralidade pungente. Diante de um personagem que é caricato por si só, o ator prefere ficar no mínimo e se sobressai.

Por Acaso, Navalha mostra que Plínio Marcos ainda é contundente e atual. E que a vida continua a ser bandida com muita gente. E que não queremos (ou podemos?) arcar com as desgraças alheias. Por isso, tanta indiferença cotidiana.

Se muitos por aí conseguem dar reviravoltas e se reinventar, a outros o fundo do poço parece não ter escapatória. É uma dureza sem saída. O silêncio inescrutável no quarto após a saída derradeira de Neusa Sueli deixa isso claro de uma forma dilacerante.

Por Acaso, Navalha
Avaliação: Bom
Quando:
Segunda, 21h (última sessão). 60 min. Até 4/8/2014
Onde: Espaço Mínimo (r. Barão do Bananal, 854, Vila Pompeia, São Paulo, tel. 0/xx/98919-2773)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

chiquinho foto bob sousa7 O Retrato do Bob: Francisco Medeiros, mestre queridoFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O paulistano Francisco Medeiros, ou Chiquinho para os mais íntimos, acaba de encerrar o ciclo como coordenador do curso de atuação da SP Escola de Teatro. Ele, que já passou também pela ELT (Escola Livre de Teatro) de Santo André e pela EAD (Escola de Arte Dramática), passa a olhar atentamente sua carreira de diretor. O que faz muito bem, afinal é um dos grandes nomes do teatro. Formado em direção teatral pela Universidade de São Paulo, integrou os grupos de dança Stagium e da lendária bailarina e coreógrafa Ruth Rachou. Estreou como diretor em 1972, com Fando e Lis, de Fernando Arrabal. Em 1984, causou furor com Artaud, o O Espírito do Teatro e ganhou o Molière com a obra. Em 1990, fez parceria com o autor Alcides Nogueira em Antares. Em 1995, foi a vez de mergulhar em Tchekhov em A Gaivota, que marcou época no porão do Centro Cultural São Paulo. Sua carreira também coleciona experiências internacionais, como o período em que trabalhou no Theatre for Latin América de Nova York, entre 1979 e 1981, época em que teve mestres como Peter Brook. Também já atuou na imprensa como crítico de teatro para crianças no extinto Jornal da Tarde, no fim dos anos 1970. Sempre atento ao trabalho do ator, Chiquinho é um mestre querido por gerações de novos artistas que chegam ao palco.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com