cibele forjaz foto bob sousa 1 Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Cibele Forjaz, uma das artistas-mulheres gigantes do teatro brasileiro - Foto: Bob Sousa

Existem diferenças, em teatro, do trabalho apresentado pelas mulheres? O universo feminino observa e traduz o mundo de modos diferenciados àqueles dos homens?

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

O pesquisador Alexandre Mate - Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE*
Especial para o R7

Houve um tempo, pelo menos no teatro erudito (aquele praticado nos espaços de quem detinha o poder político e a riqueza econômica) em que as mulheres não atuavam nas representações teatrais. Homens apresentavam todas as personagens femininas.

No teatro grego da Antiguidade clássica, havia um figurino que escondia os intérpretes atrás de diversos tipos de máscaras faciais, onkus (espécies de adereços de cabeça), coturnos (sapatos com imensos saltos altos) e capas de diferentes tamanhos. Os corpos dos atores “sumiam” no figurino.

Em razão desse processo de montagem (será que as conhecidas drag queens de hoje teriam alguma inspiração nisso?), não se afigurava inaceitável que os homens, em situações distintas aparecessem e se colocassem no lugar de mulheres. Ou seja, o travestimento no teatro não era algo estranho.

Até os dias atuais é comum aceitar que homens, preparados desde pequenos, apresentam os papeis femininos na Ópera de Pequim, por exemplo. Múltiplas são as tradições ligadas à cultura popular em que os homens aparecem travestidos como mulher.

Se bem que na totalidade das tradições populares sempre se saiba, sobretudo pelo comportamento chamado jocoso, que são homens vestidos de mulheres. Na cidade paulistana de Santos, por exemplo, e até pouco tempo atrás, normalmente uma semana antes do início das tradições carnavalescas, bandos de homens grotescamente vestidos como mulheres, participavam do chamado Banho da Doroteia.

banho da doroteia Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Homens viram mulheres no tradicional Banho da Doroteia, em Santos - Foto: Divulgação

Sexo como tabu

No filme Traídos pelo Desejo, de Neil Jordan, um ex-militante do IRA (Irish Republican Army), apaixona-se pela namorada de um soldado inglês que, de certo modo, ele ajudou a matar. Sentindo-se culpado o ex-militante aproxima-se da moça, apaixona-se por ela, mas quando vão ter a primeira relação, o rapaz se surpreende com o pênis da “moça”.

As artes da representação estão repletas desse tipo de situação, Madame Buterfflay, ópera de Giacomo Puccini, com libreto (texto escrito) de Luigi Illica e Giusepe Giacosa, apresenta a história do relacionamento entre um diplomata francês e um cantor da ópera de Pequim.

Recentemente, e com inspiração em Guimarães Rosa, o dramaturgo Newton Moreno escreve a premiadíssima peça Agreste. No pungente e belo texto, Moreno apresenta a história de um casal segregado em uma pequena comunidade que, com a morte do marido, no dia em que o corpo deste é preparado pelas carpideiras, se descobre que “ele” não é ele, mas ela.

A partir desta evidência, a mulher passa a ser acusada e a sofrer todo tipo de admoestação. Entretanto, não se sabe se ela sabia que o marido era uma mulher... Situação decorrente em sociedades em que o sexo é visto e tido como tabu.

Não são poucos os lugares no mundo em que as mulheres, ainda, não se despem para fazer sexo com seus maridos, que se pratica a relação sexual com luz acesa, que as mulheres podem demonstrar qualquer prazer com o ato...

Mulheres artistas

Mulheres continuam, ainda, a serem massacradas dos mais diferentes modos e pelos mais sutis e explícitos estratagemas. Entretanto, essa sempre urgente e necessária questão não se caracteriza no assunto deste texto. Gostaria de tratar de algumas mulheres artistas, que conciliam carreira universitária – em universidades públicas e estaduais -, afazeres domésticos (algumas têm filhos) e carreira teatral.

Desse modo, e circunstanciado pelas limitações de espaço desta coluna, lembrei-me das gigantes: Andréia Nhur, Beth Lopes, Cibele Forjaz e Maria Thais (da Universidade de São Paulo); Neyde Veneziano e Verônica Fabrini (da Universidade Estadual Paulista) e de Lúcia Romano (do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”).

Se pudesse discorrer de cada uma delas precisaria de inúmeras e, ao mesmo tempo, incontáveis páginas... De qualquer modo, e de maneira absolutamente sucinta, é preciso destacar alguns detalhes:

andreia beth1 Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Mulheres de destaque: à esq., Andréia Nhur; à direita, Beth Lopes - Fotos: Bruna Moreschi e Caroline Moreas

Andréia Nhur pertence a uma família de artistas ilustres (Janice Vieira e Roberto Gill Camargo, são seus pais) e atua, de modo colossal, como atriz-bailarina do Grupo Katharsis, sediado em Sorocaba (interior de São Paulo).

Beth Lopes, nascida e formada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é diretora e fundadora da Companhia de Teatro em Quadrinhos (SP), cuja pesquisa estética é pioneira, com substancial e surpreendente resultado ligado ao experimentalismo.

Cibele Forjaz tem sua formação, pesquisas e trabalhos todos desenvolvidos em São Paulo. A artista é fundadora e diretora da Companhia Livre e tem desenvolvido um trabalho insano. Cibele dirige e vive de maneira intensa.

De seu processo de formação, seguramente o Teat(r)o Oficina (ou Uzyna Uzona), principalmente como iluminadora foi o mais intenso.

Como diretora, investigando atualmente questões mais antropológicas, as questões indígenas e africanas têm se caracterizado em seus focos principais. Seu último espetáculo, imbricando teatro e dança, com direção partilhada com Lu Favoretto, foi Xapiri Xapirepë.

Maria Thais, nascida no sertão da Bahia, em Piritiba, fez parte de seus estudos no Rio de Janeiro e em São Paulo – hoje uma referência mundial em teatro – é diretora e fundadora da Companhia de Teatro Balagan.

Como pesquisadora, articuladora de propostas pedagógico-artísticas (ela foi a criadora da Escola Livre de Teatro de Santo André) e diretora, Maria Thais tem uma carreira admirável e suas obras, sobretudo na última década, tem se dedicado a um admirável processo de pesquisa de estudos culturais.

O último espetáculo da diretora foi Recusa (que ainda se apresenta em ocasiões específicas), obra surpreendente e promotora de uma emoção próxima do indescritível.

maria thais daniel sorrentino Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Maria Thais: "obra promotora de emoção próxima do indescritível" - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Professora da Universidade Estadual de Campinas (cidade que fica a cerca de 80 km de São Paulo), e atuando no Instituto de Artes, Verônica Fabrini tem desenvolvido um coerente e constante processo de pesquisa, sobretudo, como diretora teatral.

Alguns dos espetáculos dirigidos pela diretora, na Boa Companhia (de Campinas), principalmente Primus (há mais de dez anos vem sendo apresentado), articulam experimentalismo e emoção de modo rigoroso. Atualmente, Verônica participa, como atriz, do espetáculo Agda, dirigido por Moacir Ferraz.

veronica fabrini neyde veneziano Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

À esquerda, a "coerente" Verônica Fabrini; à direita, a "ousada" Neyde Veneziano - Fotos: Divulgação

Neyde Veneziano pesquisadora de formas “escondidas e colocadas abaixo do tapete”, por sujeitos mais ligados a certo tipo de teatro, tem apresentado obras escritas da maior relevância para o estudo do teatro.

Como diretora, Neyde é ousada e transita com várias características do teatro de revista e da comédia popular (suas fontes majoritárias de pesquisa). Seus dois últimos espetáculos foram Mistero Buffo, do pesquisador italiano de teatro popular, Dario Fo, e A Noiva do Condutor, de Noel Rosa, atualmente, em circulação pelo interior paulista.

lucia romano Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Lúcia Romano: na universidade, no teatro e também no cinema - Foto: Divulgação

A atriz Lúcia Romano, nascida e com formação, basicamente, desenvolvida em São Paulo, é, sem dúvida, uma das mais importantes atrizes de sua geração. Lúcia fez Escola de Arte Dramática (formação de atriz), é bacharel em Teoria do Teatro (ECA-USP), e seus estudos de pós-graduação se desenvolveram na PUC de São Paulo (mestrado) e, também, na ECA-USP (doutorado).

Atualmente, a atriz tem desenvolvido seus últimos trabalhos em teatro pela Companhia Livre, com destaque para Raptada pelo Raio 2.0 (2011 - que está sendo reensaiado), O Idiota (2012), A Travessia da Calunga Grande (2012), Pais e Filhos (2012-2013), Xapiri Xapirepë (2014), Ponto de Partida (2014).

Lúcia Romano das artistas selecionadas tem se dedicado exclusivamente à atuação, cujas ações se estendem também para a televisão e o cinema. Em cinema, neste ano, e a obra precisa ser assistida, a atriz tem participação no filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2013), dirigido por Daniel Ribeiro.

Grandes mulheres, excepcionais artistas, obras exemplares...

De fato, arrisco a afirmar que, algumas vezes, pode-se perceber um trabalho feminino se distinguindo do masculino... Homens podem fazer e apresentar mulheres (a recíproca também se verifica), algumas – e raras vezes – com sensibilidade e beleza; diretoras teatrais, por sua condição de gênero (são mulheres), podem também apresentar particularidades que diretores homens não alcancem...

Gosto do trabalho teatral apresentado pelas artistas mulheres. Se for bacana o que aqui aparece escrito tente perceber que o afirmado é verdadeiro: existem diferenças, em teatro, do trabalho apresentado pelas mulheres? O universo feminino observa e traduz o mundo de modos diferenciados àqueles dos homens?

Perguntas. Perguntas! Perguntas? Perguntas...

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro. Ele escreve sua coluna no blog sempre no primeiro domingo de cada mês.

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magiluth foto bob sousa7 PEDRO WAGNER Dois ou Um com Pedro Wagner

O ator pernambucano Pedro Wagner, que viaja o Brasil com o Grupo Magiluth - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Pedro Wagner já está com o pé nesta estrada. Junto de seu Grupo Magiluth, sediado em Recife e que completa dez anos, o pernambucano de Garanhuns viaja o Brasil dentro do projeto Palco Giratório, promovido pelo Sesc. Após Teresópolis (RJ), estão no Rio Grande do Norte. Neste sábado (2), se apresentam com Viúva, porém Honesta em Natal. Já na terça (5), fazem sessão em Mossoró, no interior do Estado. Até o fim do mês, passam por João Pessoa, Vitória, Campo Grande, Teresina, Floriano, Parnaíba, São Paulo e Belo Horizonte. Em meio à correria da viagem, o ator aceitou participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Recife ou Portugal?
Um caos chamado Recife.

Rússia ou Ucrânia?
Ucrânia!

Israel ou Palestina?
Palestina!!

Gerald ou Roberto?
Sou mais a Coelho e a Galdino.

Ariano Suassuna ou Bob Wilson?
Cansei de ambos há muito, muito tempo.

Zé Celso ou Bob Wilson?
Zé Celso ever <3

Dilma ou Aécio?
Dilma icon sad Dois ou Um com Pedro Wagner

Ocupe Estelita ou viva a especulação imobiliária?
Eu sou contra os barões, contra o "Novo Recife", contra a neo casa grande e senzala... Sou pelo #Resiste, sou pelo #Ocupe, sou pelo Estelita, sou por esse emaranhado de gente que chamamos de cidade. Sou pelas pessoas.

Filme pro povo rir ou Novo Cinema Pernambucano?
Cinema!!!

Faz parte do meu show ou o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído?
Andar distraído?? Nunca! Esse é o sonho dos reaças!! E Cazuza sempre foi mas genial que o Titãs decadentista dos anos 2000 [risos]... Ahhh faz, faz parte do NOSSO show sim. icon smile Dois ou Um com Pedro Wagner

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coluna Maria Cecilia Mansuratriz e Jorge Mesquitaator. By Filipe Luchessi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os atores Maria Cecília Mansur e Jorge Mesquita no curta Toystation - Foto: Filipe Luchessi

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Curta na praça
O curta-metragem Toystation acaba de ser lançado e já chama a atenção da classe artística com seu ar surreal. A produção é da Ritmo Visual Filmes, feita de forma independente, na base da garra mesmo. O diretor Pedro H. Marques conta à coluna que “o objetivo é ajudar o espectador a apreciar mais e tomar conhecimento da beleza". Quer que todos deixem a imaginação bem livre.  O que é ótimo, por sinal. Quer viajar também?  Veja o curta.

coluna Foto Pedro H. M. Marques Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O cineasta Pedro Marques está lançando seu curta-metragem Toystation - Foto: Filipe Luchessi

Labuta
Ah, o jovem cineasta Pedro H. Marques também cuida da parte de vídeos do grupo teatral Os Satyros. Aliás, essa turma da praça Roosevelt não é boba, nada.

gerald thomas foto © Nil Caniné 5243 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gerald Thomas provocou fúria ao falar sobre teatro brasileiro - Foto: Nil Caniné

Barraco no teatro
Causou nervosismo em parte da classe teatral as polêmicas declarações de Gerald Thomas, que disse que o teatro brasileiro é "mesquinho, bobo e provinciano". Teve diretor que tomou as dores e foi para o Facebook do Gerald esbravejar até ser bloqueado por este. Depois, foi para a própria timeline dizer que é vítima da "inveja" alheia. E mandou mensagem para Gerald, in box, prometendo quebrar os dentes do diretor assim que ele colocar os pés no Brasil.

Barraco no teatro 2
Lá em Brasília, o dramaturgo Sergio Maggio concluiu: "Volta e meia, Gerald põe um fogo na roda". Em São Paulo, o jornalista Bruno Machado, conhecedor dos pormenores do teatro, definiu para a posteridade: "Essa discussão deveria se chamar Casos de Teatro, com Christina Rocha — Tema de hoje: Vocês ainda estão falando de Beckett?".

Comida de grife
A turma do Teat(r)o Oficina manda avisar que o bistrô Le Cassarole, aquele do Largo do Arouche que até apareceu em música do Criolo, é o responsável pela gastronomia do Nick Bar, onde o público e atuadores de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada se reúnem antes (a partir das 18h), no intervalo e depois das sessões do musical, no terreno do entorno Oficina, todo sábado e domingo. As comidinhas e bebidas custam entre R$ 8 e R$ 20. É pelo bar que o público entra desta vez, já que a bilheteria foi realocada nos fundos do prédio projetado por Lina Bo Bardi, cujo centenário é celebrado nesta temporada. Leia a Entrevista de Quinta que Zé Celso deu ao blog no banheiro de seu apê.

Agenda Cultural da Record News

Encontro marcado
A Cia. EnvieZada, do Rio, agendou para 7 de agosto a estreia da peça Meu Caro Vizinho, no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo. O texto é do canadense Thomas Morgan Jones. Vai, gente!

Papai, mamãe, titia
Um dia antes, no dia 6 de agosto, Blota Filho e Eduardo Martini reestreiam no Teatro Itália, em São Paulo, a comédia Chá das 5. Dizem por aí que é um verdadeiro acerto de contas familiar. Eita.

iepe Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Iepe tem sessão grátis neste sábado, às 19h, em São Bernardo do Campo - Foto: Divulgação

Príncipe ou mendigo?
Um dos mais prestigiados dramaturgos da região do ABC Paulista, Luís Alberto de Abreu, terá texto encenado neste sábado (2), às 19h, com entrada grátis. Mas fique esperto: é apresentação única. Depois, não reclame. Trata-se da peça Iepe. Será no Centro Livre de Artes Cênicas, o Clac, em São Bernardo do Campo (praça São José, 240, Baeta Neves). A montagem da trupe Temdona é dirigida por Pedro Alcântara e tem no elenco André Felix, Rodrigo Sampaio, Rosane Rodrigues e Thais Irentti, artistas saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. O enredo conta a história de um camponês que vive bêbado e, de repente, é colocado no lugar de um barão. Quem dera se isso acontecesse sempre...

coluna amantes MLiotti 71 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Trio masculino mostra sua visão sobre as mulheres na primeira peça de Marcelo Serrado - Foto: Divulgação

O homem que amava as mulheres
Após o estouro como o personagem gay Crô, na TV e no cinema, Marcelo Serrado resolveu escrever e dirigir uma peça para falar do universo masculino. Chama-se A História dos Amantes. Estreia no dia 15 de agosto no Teatro dos Grandes Atores, no Rio. No elenco, estão Bruno Gissoni, Daniel Rocha e Hugo Bonemer. É uma comédia sobre como os homens enxergam as mulheres...

Alô, mamãe!
Virou moda. Como os ingressos para The Old Woman são disputados a tapa no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, quem consegue a dádiva de ver a peça de Bob Wilson com Baryshnikov e Willem Dafoe logo faz questão de tirar foto do ingresso e do palco. E postar instantaneamente nas redes sociais. Pra ninguém duvidar, né? Leia a crítica.

galvarino pierre duarte 4 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Galvarino (Chile) participa da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP - Foto: Pierre Duarte

Teatro grátis
Começa nesta sexta a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo. São 12 peças de 11 lugares da América Latina e até uma da Europa. E o melhor: ninguém paga nada. Se a coluna fosse você, iria. Confira a programação completa.

Mirada
Falando em festival, a coluna descobriu que o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo, será realizado entre 4 e 13 de setembro. Ainda tivemos acesso ao número de espetáculos: serão 41, sendo 25 internacionais e 16 nacionais. Vai abalar as estruturas. O blog vai cobrir o evento todinho e contar tintim por tintim, é claro.

Mercosul
O diretor, ator e dramaturgo mineiro Léo Kildare Louback acaba de voltar de Buenos Aires, onde foi dar uma oficina. Assim que colocou os pés em Belo Horizonte, ainda falando castellano, ficou sabendo que sua peça Como Matar a Mãe - 3 Atos participará do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Outra peça na qual atua, Between, também foi selecionada. Está feliz da vida.

coluna ivam Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ivam Cabral revela a maquiagem que usará na peça Pessoas Perfeitas, do Satyros - Foto: Divulgação

Carão
É assim, tal qual está na foto acima, que o ator Ivam Cabral aparecerá na nova peça dos Satyros, Pessoas Perfeitas, que estreia dia 15 de agosto na praça Roosevelt. Estão todos convidados.

Ausência
A nova peça do grupo, dirigida por Rodolfo García Vázquez, não tem Cléo De Páris. Nem Phedra D. Córdoba. Tem gente que está deprimida com a notícia.

Libera geral
É nesta sexta (1º), a partir das 19h, na Fnac da av. Paulista, 901, em São Paulo, o lançamento da biografia de Ronnie Von. Ao contrário de Roberto Carlos, que manda recolher livros por aí, o ex-roqueiro psicodélico e hoje apresentador comportado deixou os autores, Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel, escreverem o que queriam sobre ele. Eles contaram tudo sobre Ronnie Von - O Príncipe Que Podia Ser Rei na última Entrevista de Quinta.

juan anderson Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nova temporada grátis: Juan Manuel Tellategui (o alemão Ernest) e Anderson D'Kássio (o norte-americano Cliff) em cena do musical Cabaret, novas sessões sextas e sábados, às 21h, até setembro, em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Venha pro Cabaret!
Também no centro paulistano, volta ao cartaz neste sábado (2), às 21h, no Espaço da Cia. do Pássaro (r. Álvaro de Carvalho 177, metrô Anhangabaú), o musical Cabaret, dirigido por André Latorre. A entrada é gratuita. Toda sexta e sábado, 21h, até o fim de setembro. No elenco, estão Rita Gutt, Anderson D'Kássio, Juan Manuel Tellategui, Gabriel Ivanoff e Liza Caetano, entre outros. Chegue cedo, para não disputar ingresso a tapa na fila. Quem foi à temporada de 2013 no Teatro Ruth Escobar sabe do que a coluna está falando...

Diversidade
Tem um filme na gaveta com a temática de diversidade? As inscrições de filmes para o festival Mix Brasil estão abertas até o fim do mês. Saiba mais.

coluna atoca Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nova formação de elenco da peça A Toca do Coelho: três atores deixaram a peça - Foto: João Caldas

Mudança de hábito
Como o blog adiantou com exclusividade nesta semana, a peça A Toca do Coelho reestreia dia 15 em Vitória, no Espírito Santo, no Teatro Universitário, com elenco reformulado. Saíram Maria Fernanda Cândido, Selma Egrei e Felipe Hintzé. Do elenco original da peça dirigida por Dan Sutulbach só restaram Reynaldo Gianecchini e Simone Zucato. Os substitutos são Bárbara Paz, Neusa Maria Faro e Rafael de Bona. A foto acima é da nova formação e também em primeiríssima mão para a coluna.

Encontro marcado
Os críticos teatrais da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) se encontram na próxima segunda (4) para discutir os melhores espetáculos do primeiro semestre em São Paulo. O encontro, já tradicional acontece duas vezes por ano no apartamento do crítico e ex-presidente da instituição Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha.

Cidadão do mundo
Pedro Granato mal voltou de Nova York, onde fez um mergulho com outros diretores de diversas partes do mundo, e já está em ritmo frenético. Neste sábado, estreia nova peça, Submarino, no Teatro da Cultura Inglesa de São Paulo. Também dará uma oficina no Centro Cultural São Paulo que prevê a montagem de um espetáculo — já tem gente se matando por uma das vagas. Ah, ele contou para a coluna que, entre os amigos que fez na temporada nos Estados Unidos, está o artista russo Maxim Didenko. Isso é que é intercâmbio!

coluna granato Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Amigos de infância: o russo Maxim Didenko e o brasileiro Pedro Granato, em Nova York - Foto: Divulgação

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miguel arcanjo prado agenda cultural record news Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 01/08/2014

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas culturais na Record News - Foto: Divulgação

Veja as dicas do colunista e editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado no telejornal Hora News, na Record News, nesta sexta (1º). Tem a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo; o lançamento da biografia Ronnie Von - O Príncipe que Podia Ser Rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel; a exposição Sou Frida!, sobre Frida Kahlo, em Brasília; a Feijoada da Negra Jhô, em Salvador, show de Maria Rita em Curitiba; o projeto Sinfônica Pop, com Milton Nascimento, em BH; a 18ª edição do Festival de Cinema Judaico em São Paulo; o filme brasileiro O Homem das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes; e a animação Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate. Com edição de Aline Rocha Soares e Cinthia Lima. Veja o vídeo:

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elis regina Conheça os indicados ao 2º Prêmio Bibi Ferreira

Laila Garin está indicada como melhor atriz por sua atuação em Elis, a Musical - Foto: Felipe Panfili/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Acaba de sair a lista com os indicados à 2ª edição do Prêmio Bibi Ferreira, dedicado ao teatro musical brasileiro. Concorreram espetáculos apresentados entre 1º de julho de 2013 a 30 de junho de 2014. Veja quem foi nomeado:

1. MELHOR MUSICAL
A Madrinha Embriagada - Atelier de Cultura e SESI-SP
Crazy For You - Chaim Produções, Coarte Produções, Raia Produções e XYZ Live
Elis, A Musical - Aventura Entretenimento
Gonzagão, A Lenda - Sarau Agência de Cultura Brasileira
Jesus Cristo Superstar - T4F Entretenimento e Takla Produções

2. MELHOR MUSICAL BRASILEIRO
Elis, A Musical - Aventura Entretenimento
Gonzagão, A Lenda - Sarau Agência de Cultura Brasileira
Palavra de Mulher - Mesa 2 Produções

3. MELHOR ATRIZ
Claudia Raia - Crazy For You
Giulia Nadruz - Shrek, O Musical
Laila Garin - Elis, A Musical
Sara Sarres - A Madrinha Embriagada
Tânia Alves - Palavra de Mulher

4. MELHOR ATOR
Aloísio de Abreu - Nós Sempre Teremos Paris
Igor Rickli - Jesus Cristo Supertar
Ivan Parente - A Madrinha Embriagada
Jarbas Homem de Mello - Crazy For You
Marcelo Mimoso - Gonzagão, A Lenda

5. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Kiara Sasso - A Madrinha Embriagada
Helen de Castro - Crazy For You
Liane Maya - Crazy For You
Nanni de Souza - Rita Lee Mora ao Lado

6. MELHOR ATOR COADJUVANTE
Adrén Alves - Gonzagão, A Lenda
Frederico Silveira - Jesus Cristo Superstar
Marcelo Klabin - O Rei Leão
Marcos Tumura - Crazy For You
Ronaldo Reis - O Rei Leão

7. ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Camila Braunna - Shrek, O Musical
Diego Luri - Shrek, O Musical
Tiago Barbosa - O Rei Leão

8. MELHOR DIREÇÃO
Dennis Carvalho - Elis, A Musical
Fernando Cardoso - Palavra de Mulher
João Falcão - Gonzagão, A Lenda
Jorge Takla - Jesus Cristo Superstar
Miguel Falabella - A Madrinha Embriagada

9. MELHOR DIREÇÃO MUSICAL
Alexandre Elias - Gonzagão, A Lenda
Carlos Bauzys - A Madrinha Embriagada
Delia Fischer - Elis, A Musical
Marconi Araújo - Crazy For You
Ogair Junior - Palavra de Mulher

10. MELHOR COREOGRAFIA
Alonso Barros - Elis, A Musical
Duda Maia - Gonzagão, A Lenda
Kátia Barros - A Madrinha Embriagada

11. MELHOR CENOGRAFIA
Jorge Takla e Paulo Correa - Jesus Cristo Superstar
Marcos Flaksman - Elis, A Musical
Paula De Paoli - Shrek, A Musical

12. MELHOR FIGURINO
Fause Haten - A Madrinha Embriagada
Kika Lopes - Gonzagão, A Lenda
Luciano Ferrari - Shrek, O Musical

13. MELHOR DESENHO DE LUZ
Maneco Quinderé - Elis, A Musical
Ney Bonfante - Jesus Cristo Superstar
Wagner Freire - Crazy For You

14. MELHOR DESENHO DE SOM
Fernando Fortes - Shrek, O Musical
Gabriel D'Angelo - A Madrinha Embriagada
Tocko Michelazzo - Crazy For You

15. MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Arthur Xexéo - Nós Sempre Teremos Paris
João Falcão - Gonzagão, A Lenda
Nelson Motta e Patricia Andrade - Elis, A Musical

16. MELHOR VERSÃO
Bianca Tadini e Luciano Andrey - Jesus Cristo Superstar
Claudio Botelho - Shrek, O Musical
Miguel Falabella - A Madrinha Embriagada

17. PRÊMIO DE HONRA
Chico Buarque

18. MELHOR MUSICAL VOTO POPULAR
Nomes serão divulgados no dia 15/8/2014

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the old woman 8 lucie jansch Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Willem Dafoe e Mikhail Baryshnikov estão na nova peça de Bob Wilson em SP - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Certo frenesi tomou conta da classe artística e do público teatral paulistano nos últimos dias. Todos imbuídos de um só objetivo: ver a peça The Old Woman (A Velha), de Robert Wilson, ou apenas Bob Wilson para os mais íntimos, e depois exibir o ingresso nas redes sociais, é claro.

the old woman 1 Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

The Old Woman fica em SP até 3/8 - Foto: Lucie Jansch

Nos novos tempos é preciso provar que realmente esteve em uma das disputadas sessões no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. Vai que alguém duvida.

Também pudera tamanho afoitamento: o novo espetáculo do diretor texano traz um duelo cênico potente entre dois grandes nomes das artes cênicas: o russo Mikhail Baryshnikov, considerado um dos maiores bailarinos da história, e o ator estadunidense Willem Dafoe, estrela do cinema e também do teatro, já que foi integrante até 2005 do cultuado grupo nova-iorquino The Wooster Group.

Wilson, que já virou habitué da cena paulistana após bem-sucedida parceria com o Sesc São Paulo, desta vez apresenta uma obra de ritmo desconexo, mergulhada no absurdo, mas, ainda assim, presa de alguma forma à estética que dá fama ao diretor há quatro décadas.

Como bem definiu Zé Celso na semana passada, Bob Wilson é um artista plástico do teatro. E é bom lembrar que, apesar de ele estar há tanto tempo na estrada teatral, boa parte do público brasileiro só agora tem oportunidade de ver seu trabalho de perto. Assim, é até compreensível o deslumbre.

Mesmo tendo duas estrelas a seu dispor, Wilson as trata como marionetes, por mais que haja uma rebelião interna em cada uma delas. As 12 cenas-instalação são comandada pela figura de dois palhaços, diferentes e iguais ao mesmo tempo.

A sofisticação está no cenário minimalista de pitadas surreais, bem como na luz bem marcada de A.J. Weissbard ou nos figurinos de Jacques Reynaud – com a dupla usando o mesmo surrado terno, mas com gravatas diferenciadas: a de Dafoe é borboleta, a de Baryshnikov, tradicional.

the old Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Dafoe e Baryshnikov fazem dupla no palco do Teatro Paulo Autran, em SP - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

A peça foi criada a partir do livro escrito pelo russo surrealista Daniil Kharms, que morreu de fome em 1942 em um hospital psiquiátrico de Leningrado (hoje São Petersburgo), então cercada por tropas nazistas.

Mas, apesar de começar a obra justamente com um texto sobre a sensação cortante da fome, Wilson imprime ironia perspicaz ao espetáculo, ao estabelecer um jogo de sentido com o espectador, aproximando-se neste absurdo do surreal do próprio autor, a quem o próprio Wilson confessou não ter entendido bulhufas. E esse desentendimento desesperado acompanha a montagem.

the old woman 2 Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Peça de Bob Wilson foi inspirada por livro de russo surrealista - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

Se alguém aí exige uma dramaturgia linear tudo gira em torno de um escritor que encontra um cadáver de uma velha em seu apartamento. Pode ser uma dessas que caem pela janela. Ele resolve, então, guarda-lo em uma mala, com a qual parte em uma viagem de trem, onde a mala desaparece. Simples assim.

Em meio a esta simplicidade caótica, próxima ao desenho animado, observações ferinas surgem, como sobre a afetação feminina, as crianças com seu excesso de movimentação irritante ou mesmo a impossibilidade de contar até oito. Nos devaneios cabem até teoremas geométricos. É tudo um delírio, e os dois atores em cena embarcam no jogo proposto pelo diretor.

A entrega de ambos é total. Há trabalho evidente. E mais: conseguem colocar-se também como artistas diante da redoma que as obras de Wilson têm. Mesmo amarrados ao rigor técnico, Baryshnikov e Dafoe apresentam novas propostas e dialogam o tempo todo: com a obra, com o público, com o autor e com o severo diretor. Estão presentes, se divertem.

Há um ar cartoon na mútua destruição, tal qual Tom & Jerry, seguida do riso, da fuga permanente, do recurso das reiterações. Tem espaço até para o canto e a dança, humanos e patéticos em sua espetacularização. Até porque a realidade achata a vida. E o surrealismo imerso no absurdo a liberta de todos os limites, como é próprio do teatro.

The Old Woman (A Velha)
Avaliação: Muito bom
Quando: Quarta a sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 18h. 100 min. Até 3/8/2014
Onde: Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, metrô Faria Lima, São Paulo, tel. 0/xx/11 3095-9400)
Quanto: R$ 60 (ingressos esgotados)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

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gerald thomas fotos emi hoshi DSC 2875 Teatro brasileiro é mesquinho, bobo e provinciano, diz Gerald Thomas

Gerald Thomas resolveu abrir o jogo sobre o que pensa do teatro brasileiro - Foto: Emi Hoschi/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O diretor Gerald Thomas resolveu vociferar parte do teatro brasileiro nesta quinta (31).

Em seu desabafo, entre outras coisas, Thomas criticou o frenesi atual em torno de Bob Wilson em São Paulo e a reiteração de velhas discussões, em vez de se pensar temas mais atuais.

Justiça seja feita: Thomas estreou neste ano a peça Entredentes em São Paulo, na qual colocou em discussão no palco a situação tensa entre Israel e Palestina, antes de a guerra atual começar, e também entre Rússia e Ucrânia, antes do avião comercial ser abatido.

Leia, abaixo, o que ele disse:

"Sabe o que me deixa realmente PASMO? É que quase NINGUÉM da "comunidade" teatral brasileira queira discutir esses assuntos : Hamas X Israel e vice versa - EBOLA - Ucrânia. Ou seja, coisas do interesse mundial Ao invés disso , discutem (é inacreditável) (AINDA) o teatro de Bob Wilson. Que vergonha!!!! Que gente retardada. Não é a toa que o teatro brasileiro é MESQUINHO, bobo e provinciano. Sempre foi, me dói o fato de insistirem em continuar a .....entenderam, né? QUE VERGONHA ! Eles estão discutindo "Beckett" meu deus do céu! E Bob Wilson - não é à toa que essa província ai não progride! É gente do passado com discussões (inúteis, inverteis ) do passado. Vivam de relíquias e morem numa loja de antiguidades. Abaixo, foto de capa do Estadão: GROW UP you mental retards!

Gerald"

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Imagem de 17 anos atrás: Gerald Thomas na capa do Caderno 2, do Estadão, em 1987 - Foto: Reprodução

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ronnie von 2 Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

Ronnie Von, nos tempos em que ganhou o apelido Pequeno Príncipe - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Elegante é ser amante dos livros; não proibi-los. Pois um dos homens mais sofisticados da história da Música Popular Brasileira resolveu fechar os olhos para o que diziam dele. Ou melhor, para o que escreviam sobre ele.

O cantor emblemático da década de 1960 e 1970, aquele que descobriu os Beatles por estas bandas, que deu o nome do grupo Os Mutantes e que muito tempo depois se tornaria o apresentador comportado da atualidade preferiu deixar a cargo dos jornalistas Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel a missão de contar sua história, repleta de altos e baixos.

livro Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

Capa da biografia de Ronnie Von - Foto: Divulgação

Tudo está condensado no livro Ronnie Von - O Príncipe que Podia ser Rei (Editora Planeta, R$ 34,90). O lançamento é nesta sexta (1º), na Livraria Fnac (av. Paulista, 901), em São Paulo, a partir das 19h. Com direito até a pocket show do biografado.

A obra celebra os 70 anos de vida de Ronnie Von, completados no dia 17 deste mês. Durante a feitura do livro, ele colaborou com memórias doces e também amargas, em mais de cem horas de entrevistas — outras cem horas foram dedicadas a 50 pessoas que o rodeiam.

Após tanta conversa, os biógrafos encontraram fôlego para esta Entrevista de Quinta. Guerreiro, diretor-geral de Novas Mídias da Record e diretor-geral do R7, e Pimentel, diretor de conteúdo do mesmo portal, contaram como foi o trabalho de recriar a vida do Pequeno Príncipe, apelido dado por Hebe Camargo.

Revelam dificuldades, fatos marcantes e a surpreendente liberdade dada pelo personagem central. Quem ganha é o futuro.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado — Qual foi a história mais difícil de arrancar de Ronnie Von?
Antonio Guerreiro — Não posso dizer que houve história difícil. Houve momentos mais tensos, mas que é natural na vida de qualquer pessoa. Ronnie conduz a narrativa de maneira tão elegante que mesmo os temas mais áridos ganhavam contornos mais leves. E isso acaba por ser um grande desafio para quem escreve o livro.
Luiz Cesar Pimentel — Ronnie tem uma postura muito positiva em relação à vida, o que acaba transferindo para as pessoas e, por sua vez, acaba contaminando até seu modo de enxergar adversidades. Dito isso, o mais difícil foi trazer à tona os assuntos nas suas reais dimensões, pois ele sempre tende a, talvez por defesa, editar na memória afetiva o que foi positivo de cada coisa. Assuntos de carreira não foram difíceis, mas os sentimentais sempre existia um certo desconforto, como os quatro casamentos por que passou.

Guerreiro  045 foto Edu Moraes Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

Antonio Guerreiro: "Houve momentos tensos, mas é natural na vida de qualquer pessoa" - Foto: Edu Moraes

Miguel Arcanjo Prado — Quais são os três fatos que consideram mais marcantes na vida dele?
Luiz Cesar Pimentel — Os pais, principalmente o pai, pois foi quem o levou indiretamente à música. Essa história é sensacional e está, claro, no livro. A doença “incurável” (aspas necessárias), que ele venceu em 1980. A biografia dele. Já leu? [risos] Brincadeira. Colocaria como terceiro a sequência de discos psicodélicos que gravou no final dos 1960 e inídico da década de 1970, e que foram redescobertos recentemente e o posicionaram junto à nova geração.
Antonio Guerreiro — Concordo com o que o Luiz disse, mas existem vários top 3 como o momento do boom como cantor, a separação de sua primeira mulher e a carreira como apresentador.

Miguel Arcanjo Prado — Os dois atualmente ocupam postos de gerenciamento à frente da redação do R7. Como foi, ao fazer o livro, voltar ao lugar de repórter, de entrevistador?
Luiz Cesar Pimentel — Você bem sabe que uma vez repórter, sempre repórter. A gente (ou eu, pois posso falar por mim) acaba exercendo isso todos os dias na função dentro de um veículo de comunicação. Quanto mais próximo do administrativo, mais há que se ter atenção em exercitar essa musculatura, tanto de repórter quanto de redator. E, cá entre nós, não é sacrifício nenhum. Aliás, são as coisas que mais gosto na nossa profissão – conversar, cavar e contar uma boa história. Foi isso que nos levou à faculdade de jornalismo, né?
Antonio Guerreiro — Confesso que se pensar nisso eu não escreveria nem a biografia nem qualquer outra coisa. A solução é dormir três horas por dia.

pimentel Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

O jornalista Luiz Cesar Pimentel: "Medo de biografia é pra quem tem o rabo preso"- Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado — Vi que Ronnie não fez o papel de censor de sua própria história, como querem outros grandes nomes da MPB. Qual a importância de terem tido essa liberdade e também deste exemplo do Ronnie para a futura relação entre outros artistas e futuros biógrafos?
Luiz Cesar Pimentel — Claro que é o mundo ideal. Te dá liberdade plena de exercício. Mas por outro lado, para biografar um cara como ele, se torna até arriscado. Calma que explico. O Ronnie é um cara dificílimo de encontrar alguém que fale mal. Não por ele ser sobrehumano, nada disso. Mas porque ele tem um bom caráter. Ótimo, aliás. Pessoas assim não prejudicam deliberadamente ninguém. Nessa, as referências que íamos encontrando nas entrevistas com pessoas que participaram da vida dele sempre eram positivas. O que poderia tender a uma chapa-branca no veículo que pilotamos. Sendo que tudo que queríamos era humanizá-lo, sem julgamento. E conseguimos, com boa parte de falhas que o próprio nos forneceu em sua trajetória. Medo de biografia, cá pra nós, é pra quem tem o rabo preso, né, não?

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tempos de marilyn 1 Peça desnuda o mito Marilyn Monroe no palco

Muitas visões sobre uma mesma estrela chamada Marilyn Monroe: as atrizes Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira estão em cena no espetáculo Tempos de Marilyn, de Sérgio Roveri - Foto: Victor Affaro

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O vestido esvoaçante ficou no imaginário sensual do mundo. Seu canto de Parabéns pra Você também. E as pernas. E a pinta. Tudo isso reforçado pela morte repentina, aos 36 anos. Uma menina, como nossa Elis. Se todos comungam do mito, poucos refletem sobre a mulher. Quem seria a pessoa detrás da estrela?

Tempos de Marilyn, peça escrita pelo dramaturgo Sérgio Roveri, se propõe justamente a isso: desnudar no palco a mulher Marilyn.

tempos de marilyn 2 Peça desnuda o mito Marilyn Monroe no palco

Peça no Viga Espaço Cênico tem direção de José Roberto Jardim - Foto: Victor Affaro

José Roberto Jardim assume a direção da obra, que estreia na próxima terça (5), no Viga Espaço Cênico, em São Paulo. Ele assina ainda a cenografia, a iluminação e a trilha sonora.

No tablado, Marilyn se encontra com Norma Jean, o nome real da estrela de Hollywood.

Marilyn foi muita coisa em pouco tempo. E fica a cargo das atrizes Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira darem espaço para que as facetas de Marilyn brotem sob o holofote.

A diva foi de loura burra à mulher de um dos mais prestigiados dramaturgos na cena nova-iorquina. Sempre tomada por amores fatais, como o célebre caso extraconjugal que teve com o presidente Kennedy.

Caio da Rocha, que assina figurino e a direção de arte da obra, esnobou a caracterização costumeira de Marilyn para apresentar uma nova ótica sobre a atriz.

Para Sérgio Roveri, "nenhuma outra mulher ofereceu tanto combustível à cultura pop quanto Marilyn; sua imagem é tão conhecida quanto a embalagem da Coca-Cola".

José Roberto Jardim, por sua vez, conta que não tremeu diante do nome potente no cartaz. "Queria extrair um olhar que fugisse do ícone já estabelecido. Concentrei-me no que transbordava dolorosamente de sua alma”, afirma.

Tempos de Marilyn
Quando: Terça e quarta, 21h. 50 min. De 5/8/2014 a 29/10/2014
Onde: Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1.323, metrô Sumaré, São Paulo, tel. 0/xx/11 3801-1843)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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tocadocoelho Três atores deixam peça de Gianecchini

A Toca do Coelho: os três da esquerda saíram; só ficaram Gianecchini e Simone Zucato (ambos à direita) - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um furacão passou no elenco da peça A Toca do Coelho, com Reynaldo Gianecchini.

Após temporadas de sucesso em São Paulo e no Rio, além da participação no último Festival de Teatro de Curitiba, a peça praticamente reestreia em Vitória, no Espírito Santo, já que há fortes mudanças no elenco.

As sessões, promovidas pela WP Produções, serão nos dias 15 (para convidados), 16 e 17 de agosto, para o público em geral, no Teatro Universitário da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

Três dos cinco atores da peça deixaram a montagem. A saída mais sentida é de Maria Fernanda Cândido, que protagonizava a obra ao lado de Gianecchini. Foi substituída por Bárbara Paz.

Outra saída foi de Selma Egrei, que fazia a sogra de Gianecchini. Em seu lugar, entrou Neusa Maria Faro.

Para completar a debandada, até o jovem ator Felipe Hintze pediu para deixar o espetáculo após passar em um teste na Globo. Será substituído por Rafael de Bona.

Do elenco original, além de Gianecchini, só ficou a atriz Simone Zucato, que também é produtora da peça dirigida por Dan Stulbach.

Simone, que não perde tempo, já tem nova produção na manga para 2015: a peça Falling, de Deanna Jent, que fez sucesso na Broadway.

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