natal angela ribeiro joaquim Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

A atriz Ângela Ribeiro, com seu filhinho, Joaquim: "No Natal, tudo é possível" - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O Natal chega e traz com ele a magia da confraternização em família que envolve a quase todos.

E no mundo do teatro não é diferente.

Artistas do palco aproveitam este momento para refletir sobre o que realmente importa nesta vida.

O Atores & Bastidores do R7 procurou atrizes tarimbadas e pediu que elas compartilhassem conosco seus votos natalinos.

Feliz Natal!

natal julia bobrow Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

Judia, Julia Bobrow acredita que no Natal todos ficam propensos a fazer o bem - Foto: Divulgação

"Eu sou judia, mas acredito que o Natal seja importante para todos. Não pelo cunho religioso ou mercadológico, mas sim pela consciência que essa data traz às pessoas. Nesta época todos ficam mais generosos e estão mais sensíveis a fazer o bem. E não importa a quem: crianças, idosos, animais, enfermos... enfim, não faltam seres que precisam de ajuda! Com certeza, todo mundo se identifica com alguma causa e esta é uma época inspiradora para se dedicar a elas. O meu desejo é que esse 'espírito natalino' se prolongue pelo ano todo. E que neste Natal celebremos a vida - das pessoas e dos animas!"
Julia Bobrow, atriz

natal carol puntel Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

A atriz Carol Puntel passa o Natal com sua família, em Portugal - Foto: Divulgação

"Passo o Natal e o Ano-Novo com minha família, em Portugal. O Natal é momento de reflexão e gratidão! De voltar às raízes e se reconhecer na vida!"
Carol Puntel, atriz

natal angela ribeiro joaquim 22 Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

Joaquim, vestido de Papai Noel, posa no colo da mamãe Angela Ribeiro - Foto: Divulgação

"O que trago em mim dos Natais da infância é a esperança de que tudo é possível. Que assim seja, que em 2014 nos transborde brilho nos olhos e uma imensa vontade de realizar sonhos"
Angela Ribeiro, atriz

natal marilice cosenza Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

Marilice Cosenza: "Natal é tempo de reflexão, agradecimento e fortalecimento" - Foto: Divulgação


"Natal é tempo de reflexão, de agradecimento e de fortalecimento na fé em Jesus Cristo, que com sua vida na Terra veio nos ensinar o verdadeiro sentido da palavra amor!"
Marilice Cosenza, atriz

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hilda furacao 1 Em reprise na TV, Hilda Furacão vai virar musical

Hilda Furacão, sucesso de 1998 é reprisado no Viva e vai virar musical em breve - Foto: Divulgação/Globo

Por Miguel Arcanjo Prado

O escritor mineiro Geraldo Carneiro tem uma só obsessão nos últimos tempos: transpor o romance Hilda Furacão, do também mineiro Roberto Drummond (1933-2002), para o mundo dos musicais.

O livro de 1991 sobre a jovem da sociedade de Belo Horizonte que resolveu virar prostituta do Maravilhoso Hotel da rua Guaicurus, região boêmia da capital mineira, virou minissérie de sucesso na Globo em 1998 – no momento a produção é reprisada no canal pago Viva.

hilda furacao isis valverde ana paula arosio Em reprise na TV, Hilda Furacão vai virar musical

Ísis Valverde (à esq.) pode viver no palco papel imortalizado por Ana Paula Arósio (à dir.) na televisão - Fotos: Divulgação

Carneiro chegou a contar ao jornal O Estado de Minas, em junho deste ano, que deseja nomes tarimbados para compor as músicas de seu musical e sonha com que a atriz mineira Ísis Valverde seja a protagonista. Ela ainda não fechou contrato.

Na TV, Ana Paula Arósio, no auge de sua beleza, imortalizou a personagem, que fazia par romântico com Rodrigo Santoro, na pele de Frei Malthus, o religioso por quem a prostituta se apaixona. Danton Mello interpretava autor, Roberto Drummond, na época da história, a década de 1960, um jovem repórter do jornal O Binômio, que marcou época na imprensa mineira e brasileira.

O projeto do musical é tocado pelo escritório carioca Borges & Fieschi Produções Culturais.

Hilda Furacão já virou peça nos palcos de Belo Horizonte, em montagem dirigida por Marcelo Andrade, com Mariane Vicentini, como Hilda, e Cláudio Lins, como Malthus. A obra esteve em cartaz entre 1997 e 1999. O espetáculo tinha composições de Flávio Venturini e ainda Ney Matogrosso cantando a música tema.

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eduardo enomoto r7 natal 25 marco 2012 Domingou: O que a gente quer no Natal

"E, no fundo, por mais que alguns relutem na dureza da vida líquida, cheia de relações inconsistentes, o que importa realmente no Natal é a veracidade dos sentimentos demonstrados" - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado*
Fotos de Eduardo Enomoto

O Natal é um grande espetáculo cênico. Em um cenário com árvores, luzes e até Papai Noel, personagens de todos os setores da sociedade se movimentam em seus papéis na festa.

estatua eduardo enomoto 1 Domingou: O que a gente quer no Natal

"No Natal, há as crianças que esperam o Bom Velhinho e tentam vencer o sono persistente para vê-lo chegar, crentes da veracidade da fantasia que um dia lhe contaram" - Foto: Eduardo Enomoto

Há o pai e a mãe apressados que enfrentam lojas lotadas para comprar os presentes de última hora. Há as crianças que esperam o Bom Velhinho e tentam vencer o sono persistente para vê-lo chegar, crentes da veracidade da fantasia que um dia lhe contaram.

Há também aqueles que sofrem por perdas atuais ou do passado nesta época do ano e ficam tristes no dia de Natal. Enquanto outros preferem acreditam na tal magia e enchem suas casas de luzes e cores para um momento especial em família.

E, no fundo, por mais que alguns relutem na dureza da vida líquida, cheia de relações inconsistentes, o que importa realmente no Natal é a veracidade dos sentimentos demonstrados.

Porque, ao contrário de um bom espetáculo, no qual os atores são convincentes em sua atuação da mentira, no dia em que o mundo celebra o nascimento de Cristo, o que a gente quer realmente, seja no barraco ou no palácio, é aquele abraço carinhoso de quem nos ama de verdade.

Feliz Natal!

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e acredita no amor. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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oficina livro Teatro Oficina faz 55 anos virar livro labiríntico

Capa do livro do Oficina: projeto gráfico de Mariano Mattos Martins - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Quanta gente já tirou a roupa nos rituais antropofágicos do Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa?

Se a resposta é imprecisa, ainda mais quando contado o público sempre empolgado, há pelo menos um indício.

A turma do Oficina conseguiu fazer outro cálculo ainda mais importantes: quantos atores já estiveram naquele palco. Foram mais de 1.300 desde 1958.

Os nomes, em ordem alfabética, estão no livro Oficina 50+ Labirinto da Criação, que aborda a trajetória de 55 anos de um dos grupos teatrais mais celebrados do País.

O trabalho árduo de pesquisa incluiu buscas minuciosas em estantes universitárias e também em velhas gavetas e baús de artistas que passaram pela companhia.

Nomes importantes da cena paulistana, como Cibele Forjaz, Otavio Ortega, Aury Porto e Pascoal da Conceição escreveram textos inéditos.

Mariano Mattos Martins, que considera o livro “uma mina de ouro”, assumiu o projeto gráfico que quer instigar o leitor com uma proposta labiríntica.

O lançamento será nesta segunda-feira (23), às 20h, dentro do Rito da Ethernidade  de Luiz Antônio. Trata-se de um evento que a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona realiza todos os anos para celebrar a vida de Luiz Antônio Martinez Corrêa, diretor e ator irmão de Zé Celso que foi assassinado em 1987, vítima de crime homofóbico.

Antes, haverá sessão da quarta parte da saga sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema & Teatro, prevista para começar às 14h30 (ingressos a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada).

Já a entrada para o lançamento do livro, que ocorrerá no Nick Bar Taksim que fica no terreno aos fundos do Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo), é gratuita.

A obra custará R$ 20 no lançamento.

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melhores 2013 r7 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Com cerca de 250 mil votos, Internautas do R7 escolheram os Melhores do Teatro R7 2013

O ano de 2013 foi de muita agitação nos teatros brasileiros, cheio de espetáculos marcantes e vigorosos.

E o teatro interessa a muita gente. Foram cerca de 250 mil votos no R7, aqui no Atores & Bastidores, para escolher os Melhores do Teatro R7 2013.

Concorreram sete indicados em 17 categorias, escolhidos pelo jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado e pelo fotógrafo Bob Sousa, especializado em teatro, já que ambos acompanham de perto a cena.

Mas quem deu a palavra final foi você, nosso internauta.

Veja, abaixo, a lista completa dos vencedores. Parabéns a todos!

dentro e lugar longe christiane forcinito Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Dentro É Lugar Longe, da Trupe Sinhá Zózima: Melhor Espetáculo R7 2013 - Foto: Christiane Forcinito

Melhor Espetáculo: Dentro É Lugar Longe, da Trupe Sinhá Zózima
A Trupe Sinhá Zózima fez o público paulistano embarcar em um ônibus no Terminal Parque Dom Pedro II, rumo a reminiscências de um tempo que já se foi. Lembranças brotavam, enquanto o centro da metrópole se descortinava na janela do coletivo. Com direção de Anderson Maurício e dramaturgia de Rudinei Borges, Dentro É Lugar Longe é daqueles espetáculos que ficam no coração da gente.

grace passo Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Grace Passô, Melhor Diretora R7 2013 pelo espetáculo Contrações - Foto: Divulgação

Melhor Diretor: Grace Passô, por Contrações
Experiente nos palcos, a diretora mineira Grace Passô reuniu outras duas conterrâneas em uma encenação marcante, Yara de Novaes e Débora Falabella. Juntas, contaram um infindável embate entre gerente e funcionária, marcado pela opressão e o abuso. Com maestria, a diretora deu um nó na garganta dos espectadores de Contrações, um dos melhores espetáculos do ano, encenado no CCBB-SP.

ricardo gelli bob sousa Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Ricardo Gelli: Melhor Ator R7 2013 por sua atuação em Genet, o Poeta Ladrão - Foto: Bob Sousa

Melhor Ator : Ricardo Gelli, por Genet: O Poeta Ladrão
Ele conquistou o público cheio de libido que foi ver Genet: O Poeta Ladrão, com direção de Sergio Ferrara e dramaturgia de Zen Salles, encenada no Espaço Beta do Sesc Consolação.

yara de novaes bob sousa r7 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Yara de Novaes: Melhor Atriz R7 2013 por sua atuação em Contrações - Foto: Bob Sousa

Melhor Atriz: Yara de Novaes, por Contrações
Na pele de uma gerente pragmática e manipuladora, Yara de Novaes foi de uma grandeza no palco que engoliu tudo ao seu redor. Em uma das melhores performances de sua carreira já recheada de trabalhos impactantes, ela conquistou o público em Contrações, mesmo sendo a vilã da história. A atriz foi de força única e certeza absoluta do que fazia no palco. E ninguém duvidou dela. Juntos, acreditamos todos, assustados.

sergio maggio foto eduardo enomoto Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Sérgio Maggio: Melhor Autor do Teatro R7 2013, por Eros Impuro - Foto: Eduardo Enomoto

Melhor Autor: Sergio Maggio, por Eros Impuro
Com sua Criatura Alaranjadas Cia. de Teatro, o baiano radicado em Brasília aportou em São Paulo em curtíssima temporada com um espetáculo simples, mas de discurso potente: Eros Impuro, também dirigido por ele. O monólogo vivido pelo ator Jones de Abreu, apresentava um texto que é fruto de árdua pesquisa de Sergio Maggio junto a prostitutas e aborda o espinhento tema do abuso sexual infantil. Tudo feito de forma poética e forte, misturando a vida na arte.

mario sergio cabral bob sousa Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Mario Sergio Cabral: Revelação do Teatro R7 2013 por Viúva, porém Honesta, do Magiluth - Foto: Bob Sousa

Revelação: Mario Sergio Cabral, do Grupo Magiluth, por Viúva, porém Honesta
Caçulinha do grupo pernambucano Magiluth, o ator Mario Sergio Cabral apresentou um vigor interminável na montagem debochada do grupo recifense para o texto Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues. Sem pudores ou amarras, Cabral conquistou o público com a verdade de sua loucura em cena. Mostrou que veio para ficar.

ivam cabral bob sousa Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Ivam Cabral: Personalidade Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Personalidade: Ivam Cabral
Fundador do grupo Os Satyros e diretor da SP Escola de Teatro, Ivam Cabral consegue estar a par de tudo quando o assunto é teatro. Cheio de contatos e participante ativos do mundo tecnológico, ele é um dos nomes mais lembrados da cena brasileira. Ivam consegue ser, ao mesmo tempo, o executivo e o artista. Coisa para poucos.

vestido de noiva Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Fran Barros: Melhor Iluminação no Teatro R7 2013 por Vestido de Noiva (foto) - Foto: André Porto

Melhor Iluminação: Fran Barros, por Vestido de Noiva
Na montagem do diretor Eric Lenate para Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues no Teatro do Núcleo Experimental, Fran Barros criou uma atmosfera cheia de dimensões nas quais os personagens se perdiam em agonia, girando a cabeça do público. Artista com assinatura própria, já conquistou lugar entre os melhores iluminadores do teatro brasileiro.

cabaret eduardo enomoto Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Cabaret: André Latorre e Dalila Cruz levam Melhor Cenário do Teatro R7 2013 - Foto: Eduardo Enomoto

Melhor Cenário: André Latorre e Dalila Cruz, por Cabaret, da Cia. Instável
A dupla André Latorre e Dalila Cruz criou, com poucos recursos, o cenário simples e eficiente do musical Cabaret, feito com a Cia. Instável de Teatro, dirigida por Latorre. Todos fomos transportados para a conturbada Alemanha em meio à ascensão do nazismo, onde a dançarina Sally Bowles reinava na noite. Com jovens atores cheios de sede de palco, o musical marcou o ano, com filas intermináveis na sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar, que poucas vezes viu um sucesso tão grande para uma montagem universitária, com alunos da Faculdade Paulista de Artes.

trombose bobsousa2 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Gislaine Nascimento e Fernando Gimenes: Melhor Figurino do Teatro R7 2013 por Hotel Trombose - Foto: Bob Sousa

Melhor Figurino: Gislaine Nascimento e Fernando Gimenes, por Hotel Trombose
A dupla Gislaine Nascimento e Fernando Gimenes criaram um figurino cheio de personalidade e vigor para os personagens de um hotel frio e decadente. Em meio a histórias bizarras em Hotel Trombose, as roupas preencheram o escuro daquelas vidas de um brilho muitas vezes que aqueles personagens não conheciam. Um interessante trabalho da Cia. do Mofo que marcou a temporada.

nossa classe Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Nossa Classe: Melhor Trilha/Música Teatro R7 2013 para Fernanda Maia - Foto: Ronaldo Gutierrez

Melhor Trilha: Fernanda Maia, por Nossa Classe, do Núcleo Experimental
Fernanda Maia é tarimbada quando o assunto é música no teatro. Ela criou um ambiente musical envolvente para que o diretor Zé Henrique de Paula contasse a turbulência política que viveu a Polônia nas primeiras décadas do século 20, com um jovem e aguerrido elenco. As acertadas músicas de Fernanda Maia serviram para atenuar o sofrimento dos personagens e os levarem de vez para dentro do coração da plateia.

festival de curitiba publico daniel sorrentino clix picnik Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Festival de Curitiba: Melhor Festival do Teatro R7 2013 - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Melhor Festival: Festival de Teatro de Curitiba
Com público de 220 mil pessoas na edição de 2013, o Festival de Teatro de Curitiba, dirigido por Leandro Knopfholz, é o maior do Brasil e já tem espaço cativo na agenda de quem se interessa por teatro. Ele foi o preferido dos internautas do R7 pelo segundo ano consecutivo, com sua diversidade exuberante, que na época da Páscoa faz da capital paranaense o centro efervescente das artes cênicas feita no Brasil e no mundo.

magiluth bob sousa 19 6 12 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Grupo Magiluth: o Melhor Grupo do Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Melhor Grupo: Grupo Magiluth, de Recife-PE
Os meninos do Grupo Magiluth, que completa dez anos agora em 2014, revigoraram o teatro feito em Recife. Mas não ficaram presos às fronteiras de Pernambuco. Eles cruzaram o rio Capibaribe e ganharam todo o País, em uma turnê de milhares de quilômetros percorridos em palcos de Norte a Sul do Brasil. Com um repertório marcante e cheio de personalidade, o grupo ainda presenteou o público com uma inventiva montagem de Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues.

antonio peredo1 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

O boliviano Antonio Peredo Gonzales em La Muerte de un Actor: Melhor Espetáculo Estrangeiro do Teatro R7 2013 - Foto: Natalia Peña

Melhor Espetáculo Estrangeiro: La Muerte de un Actor, da Bolívia
O ator boliviano Antonio Peredo conquistou o espectador paulistano com a simplicidade e a poesia de seu espetáculo, La Muerte de un Actor. Com um cenário mais do que diminuto, um ator se traveste de palhaço para fazer uma análise precisa e comovente de sua trajetória artística.

vira latas de aluguel Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

A turma do Vira-Latas de Aluguel, em Heliópolis (SP): Melhor Projeto do Teatro R7 2013 - Foto: Divulgação

Melhor Projeto: Vira-Latas de Aluguel, de Daniel Gaggini
O diretor Daniel Gaggini levou o ambiente do filme Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, para a comunidade de Heliópolis, em São Paulo, e produziu o espetáculo Vira-Latas de Aluguel, que interage coloca os moradores no centro da arte. A montagem tem elenco composto por jovens que passaram em um processo de seleção que pincelou os principais talentos da comunidade. A obra ainda dialoga diretamente com o projeto Cine Favela, que exibe filmes em uma concorrida e pequenina sala de cinema no local.

Teatro do Núcleo Experimental1 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Teatro do Núcleo Experimental: Melhor Teatro R7 2013 - Foto: Divulgação

Melhor Teatro: Teatro do Núcleo Experimental
Localizado em uma charmosa loja da rua Barra Funda, número 637, o Teatro do Núcleo Experimental, comandado por Zé Henrique de Paula, Sergio Mastropasqua e Claudia Miranda, já virou referência em espetáculos de qualidade com gente jovem reunida. O local ainda tem o charmoso Café Experimental, ideal para bater aquele papo antes e depois da peça. É obrigatório frequentá-lo para quem gosta de teatro bem feito e também de ver gente bonita e interessante.

sp escola de teatro Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

SP Escola de Teatro: Melhor Instituição do Teatro R7 2013 - Foto: Divulgação

Melhor Instituição: SP Escola de Teatro
Com cursos profissionalizantes regulares gratuitos nas áreas artísticas, a SP Escola de Teatro já é referência quando o assunto é ensino das artes do palco. Por isso é a Melhor Instituição ligada ao teatro escolhida pelos internautas do R7 pelo segundo ano consecutivo. Com seus aprendizes e mestres, ela movimenta a cena paulistana com sua gente cheia de vontade de fazer. De lá estão saindo a cada fornada artistas de primeira qualidade. Além disso, a escola promove constantes cursos gratuitos de extensão cultural voltados à comunidade em geral. Tanto a sede no Brás quanto a da praça Roosevelt já são endereços obrigatórios para quem deseja fazer descobertas em nosso teatro.

Veja a porcentagem de votos dos vencedores e de todos os que concorreram!

Saiba também quem foram os vencedores em 2012!

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carol rodrigues eduardo enomoto 1 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues: logo na primeira peça ela foi eleita Musa do Teatro R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Carol Rodrigues é boa atriz. E é linda. É também articulada. Fala bem, com um charmoso sotaque goiano.

Rodrigues é o sobrenome do avô paterno que acabou não saindo em seu nome oficial. Resolveu então adotá-lo e reinventar seu nome artístico, antes Carol Carolina. Quer coisas novas em 2014.

Termina agora o curso de atuação da SP Escola de Teatro e foi eleita Musa do Teatro R7 por sua atuação em seu primeiro espetáculo profissional: Entre Ruínas Quase Nada, do Teatro do Abandono, encenado na Casa do Povo, em São Paulo.

E isso ocorreu mesmo com sua beleza escondida atrás da feiura do fantasma de um homem com voz gutural que interpretava. Mas seu charme e vigor cênico estavam mais do que presentes.

carol rodrigues eduardo enomoto 2 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é de Goiânia, mas vive em São Paulo desde 2008 - Foto: Eduardo Enomoto

Morou até os 24 anos em Goiânia, caçula dos quatro filhos do empresário Wilton Divino da Silva e da pedagoga Vânia Silva. Com os irmãos encaminhados, entrou para o curso de relações públicas da Universidade Federal de Goiás. Durante a graduação, chegou a morar um ano em Segóvia, onde cursou a Universidade de Valladolid.

Entretanto, o teatro era uma vontade desde criança. Aos 13, entrou para um curso de teatro da Escola Musyca, onde teve aulas com Mazé Alves. Mas a urgência do vestibular a fez deixar o palco para outro momento.

carol rodrigues eduardo enomoto 5 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Morena de beleza que hipnotiza quem está à sua volta, a goiana Carol Rodrigues quer viver da profissão de atriz; ela já conquistou os internautas do R7 e acaba de se formar em atuação - Foto: Eduardo Enomoto

Chegou a São Paulo em 2008, para fazer uma pós-graduação em comunicação empresarial. Foi morar com amigos. “São Paulo é assim: você chega e jogam um chumbo na sua cabeça”, lembra.

Aprendeu a andar de ônibus e de metrô, sofreu saudade da família, demorou a encontrar sua turma. Resolveu ser atriz. “O choque da cidade me fez olhar o que eu realmente queria”.

carol rodrigues eduardo enomoto 3 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é relações públicas pela Universidade Federal de Goiás - Foto: Eduardo Enomoto

Aí o teatro apareceu. Após cursar uma escola para atores com a qual não se identificou, ficou sabendo pela amiga atriz Inara Vechina das inscrições para a SP Escola de Teatro, gratuita, o que fazia grande diferença. Passou. “Foi uma luz no fim do meu túnel”, conta.

Logo, foi conhecendo caras diversas do teatro brasileiro. E foi se compreendendo também. “Foi um crescimento que achei que nunca fosse alcançar. Entendi o que eu era e o que queria”, lembra.

carol rodrigues eduardo enomoto 4 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues acaba de concluir o curso de atuação da SP Escola de Teatro - Foto: Eduardo Enomoto

Aprendeu muitas coisas na marra. Conta que encontrou gente disposta a ajudá-la, como o coordenador de seu curso, Francisco Medeiros, o Chiquinho, e o diretor de sua peça, Filipe Brancalião.

Sobre qual é o lugar da beleza estonteante que tem, pensa, e responde: “A beleza sempre foi algo com que eu me preocupava. Sempre busquei trabalhos que pudessem me colocar em outro lugar que não fosse o da garota bonita. Fiz trabalhos assim durante todo o curso. O engraçado foi que no meu último experimento no curso, fiquei bonita em cena. Mas veio no momento certo. Já estava tranquila em relação a isso”, diz.

carol rodrigues eduardo enomoto 7 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Dona de beleza estonteante, Carol Rodrigues sempre buscou personagens complexos para interpretar, pois não quer ser apenas a garota bonita - Foto: Eduardo Enomoto

Com o diploma na mão, quer uma coisa só: “trabalhar muito”. Não tem preconceitos com seu ofício. “Quero fazer teatro, cinema e televisão. Ser atriz é algo que me faz ser quem sou, que me revelou como pessoa. Existe uma realidade sensível no artista que o coloca e o chama. Como atriz, faço uma expressão de vida. Se puder viver disso, vou ser muito feliz”.

Que assim seja.

carol rodrigues eduardo enomoto 6 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues apenas começa a subir escada de sua trajetória como atriz; ela vai longe - Foto: Eduardo Enomoto

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tiago leal eduardo enomoto 1 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Gaúcho da fronteira, Tiago Leal chamou a atenção dos internautas do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tiago Leal é gaúcho de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai. Foi criado em fazenda, longe de gente e bem mais perto da natureza. Talvez, por isso, seja ainda tímido diante de uma equipe de reportagem. Ele foi eleito Muso do Teatro R7, por conta de sua atuação no espetáculo Adormecidos, do grupo Os Satyros, em São Paulo — a obra volta ao cartaz em janeiro de 2014.

Caçula e único homem dos três filhos do fiscal rural Alberto Leal e sua esposa, Vania, ele confessa: “Sempre tive fobia de gente”. Quando era menino e chegava visita em casa, se escondia. Aos 17 anos, quando era hora de partir da cidade pequena em busca de estudo universitário, que não havia por lá, resolveu repetir o terceiro ano do ensino médio para adiar a decisão. “Gostava de ir de bicicleta para a escola. Sempre fui bicho do mato”.

Costumava brincar no teatro abandonado da sua cidade, sem saber que um dia faria do palco sua profissão.

tiago leal eduardo enomoto 2 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Tiago Leal estudou teatro em Porto Alegre e também no CPT de Antunes Filho - Foto: Eduardo Enomoto

Aos 18, não teve jeito, foi estudar direito em Porto Alegre, para alegria de sua mãe. Do lado do apartamento onde se instalou, no boêmio bairro do Bonfim, havia o Teatro Escola de Porto Alegre. Resolveu dividir seu tempo entre o estágio no Tribunal de Justiça e o palco vizinho.

Logo se enturmou e foi chamado para fazer a peça A Guerra dos Ratos, com direção de Zé Adão Barbosa, com Cia. das Índias. “Foi lá também que a Cléo De Páris começou”, revela, sobre sua hoje companheira na Cia. Os Satyros.

Neste tempo, “dormia seis horas por dia e trabalhava que nem um cavalo”. Mas fazia o que queria. “Meu diretor falava que quem nasceu para fazer teatro tinha uma maldição [risos]”.

Formou-se advogado, mas nem foi buscar o diploma. Enveredou-se de vez pelos palcos. “Fui emendando uma peça atrás da outra”, lembra. Foi dirigido por Marco Fronchetti, até que Júlio Conte lhe chamou para fazer a remontagem da peça Bailei na Curva, que tinha também no elenco o hoje consagrado ator de cinema Júlio Andrade. Viveu o sucesso.

tiago leal eduardo enomoto 31 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Tiago Leal é integrante há oito anos do grupo teatral Os Satyros - Foto: Eduardo Enomoto

“Aproveitei para juntar um dinheiro e vir para São Paulo tentar pela segunda vez o CPT [Centro de Pesquisa Teatral] de Antunes Filho”. Dessa vez, o grande diretor lhe aprovou. “Mudei com a cara, a coragem e a grana do espetáculo”, recorda.

Sobre como foi sair da posição confortável de ator de uma peça de sucesso em Porto Alegre para o posto de jovem pupilo de Antunes na capital paulista, ele opina: “Sempre fui de um lugar muito pequeno, então, não tinha nada a perder”. Ficou dois anos no CPT, até que o dinheiro acabou e ele precisou sobreviver na metrópole.

“Dividia um quarto com quatro pessoas e precisava pegar água no Sesc para beber”, lembra, sobre a fase difícil. Surgiu a possibilidade de atuar no infantil É o Bicho, dirigido por Rosi Campos. “Passei como substituto do Kayky Brito. Então, o público ia vê-lo e dava de cara comigo [risos]”. Ele recorda que foi divertido fazer o teste. “De repente, estavam todos os ‘atores sérios’ do Antunes vestidos de mosquito da dengue, de urso, de criança na audição, porque todo mundo precisava sobreviver. Lembro-me que rimos muito daquela situação”.

E aí o grupo Os Satyros surgiu em sua vida. Está há oito anos na trupe fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. “Fiz muitas coisas com eles, como a peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que virou filme depois”.

tiago leal eduardo enomoto 41 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Bem-humorado, o ator Tiago Leal ainda se lembra dos tempos difíceis de quando chegou em São Paulo: "Já dividi muito sofá e animei muita criança no Sesc Itaquera" - Foto: Eduardo Enomoto

Hoje, mora sozinho em uma região nobre do centro paulistano, o que considera uma conquista. “Já dividi muito sofá velho e animei muitas crianças no Sesc Itaquera [risos]”. Com campanhas publicitárias aliadas ao posto fixo no grupo teatral, conseguiu se estabilizar. Mas sabe que tudo sempre é imprevisível nesta profissão. “Eu gosto muito de interior. Gosto de assistir ao Globo Rural de domingo. Quem sabe um dia eu não vá criar galinhas em um sítio?”, especula.

Está se preparando para uma maratona de peças com os Satyros em 2014, ano em que o grupo vai celebrar seus 25 anos. “Estou ensaiando muito e também dou aulas na oficina de atores do grupo”.

Aos 39 anos, diz que os amigos brincam, dizendo que ele é uma senhora inglesa muito fina e um maloqueiro aprisionados juntos em um corpo de playboy. Sobre o corpo sarado e os braços fortes que chamam a atenção e fizeram dele Muso do Teatro R7, desconversa. “Estão me zoando com essa história de ser muso. Até parei de nadar, porque acho que estou muito grande”. A quem interessar possa, ele nada todos os dias às 7 da manhã na piscina do estádio do Pacaembu.

Acanhado, diz que não entende por que desperta o interesse dos outros. “Acho a minha vida tão sem graça. Sempre achei a vida do outro mais interessante. Acho que por isso virei ator”.

tiago leal eduardo enomoto 5 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

“Acho a minha vida tão sem graça. Sempre achei a vida do outro mais interessante. Acho que por isso eu virei ator”, diz o ator Tiago Leal, que sonha em um dia poder voltar para o interior - Foto: Eduardo Enomoto

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dinheiro getty images Veja dez dicas para ator conseguir ganhar dinheiro

Falta grana: é complicada a vida de quem deseja sobreviver no Brasil como ator - Foto: Getty Images

O ator pode ganhar dinheiro com a sua profissão... Saiba como no texto abaixo:

dionisio neto marcio del nero Veja dez dicas para ator conseguir ganhar dinheiro

O ator Dionisio Neto - Foto: Marcio del Nero

Por Dionisio Neto*
Especial para o Atores & Bastidores

1 - Atuando em uma peça de sucesso. Se for produtor é melhor, senão o salário é baixo mesmo se a peça estourar nas bilheterias. (Se você for o produtor e ganhar dinheiro vão dizer que você está roubando.)

2 - Fazendo comerciais. São 15 nãos para um sim. E o cache que vão te pagar vai te prender por um ano. Ou seja, divida o cachê por 12. É uma miséria.

3 - Fazendo filmes. Aqui se ganha por diaria. É pouco. Se for produtor é melhor. Raramente o ator ganha porcentagem de bilheteria.

4 - Dando aulas de atuação. Uma merreca. Não paga nem o condomínio.

5 - Tendo um contrato de novela. O salário dura o tempo da novela. Raramente se renova. E se renova, demora. Acabando a novela fica-se desempregado.

6 - Tendo um contrato longo com a TV Globo ou Record - dura de 4 a 5 anos. Muitos reclamam de barriga cheia. É a unica maneira de ganhar-se dinheiro mesmo não trabalhando. E no intervalo dá para fazer cinema, publicidade e teatro. É o melhor que há no mercado. Todo o resto é provisório.

7 - Ganhar na loteria. É quase tão fácil quanto manter-se como ator.

8 - Virar produtor e ganhar editais e patrocínios. É tão fácil quanto ganhar na loteria.

9 - Fazendo um personagem popular e ser chamado para campanhas de publicidade. É tão fácil quanto ganhar na loteria.

10 - Mudar de profissão.

Ps. A gente trabalha muito, ganha pouco, mas pelo menos a gente (às vezes) se diverte.

*Dionisio Neto é ator, dramaturgo e diretor. Ele estudou teatro no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho. Também é formado em letras pela USP (Universidade de São Paulo). Natural de São Luís do Maranhão, vive em São Paulo. Já fez teatro, cinema e TV.

 

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mojo daniel mays rupert grint Zé in London   Você tem ideia do que aconteceu?

Daniel Mays (à esq.), destaque do elenco, contracena com Rupert Grint, o Rony Weasley da saga cinematográfica infanto-juvenil Harry Potter no espetáculo Mojo, em Londres - Foto: Simon Annand/Divulgação

Com astro da saga Harry Potter no elenco, remontagem do sucesso teatral Mojo hipnotiza público londrino mais uma vez, 18 anos depois, com o mesmo diretor Ian Rickson

ze henrique de paula eduardo enomoto Zé in London   Você tem ideia do que aconteceu?

Zé Henrique de Paula - Foto: Eduardo Enomoto

Por Zé Henrique de Paula, em Londres
Especial para o Atores & Bastidores*

Ver uma peça da qual você participou – como diretor, ator ou em outra função – ser montada por outro grupo de artistas é sempre uma experiência intensa e fascinante.

Alguns anos atrás, eu me lembro de ter estreado Senhora dos Afogados apenas alguns meses antes da versão dirigida por Antunes Filho. No ano passado, João Fonseca dirigiu R&J, de Joe Calarco, que eu montei com o Núcleo Experimental em 2006.

E neste ano, Débora Falabella e Yara de Novaes estão em Contrações, de Mike Bartlett, texto britânico que dirigi em 2011 (com o nome de O Contrato), com Sergio Mastropasqua e Renata Calmon no elenco.

Na semana passada, mais uma vez passei por essa experiência ao assistir ao espetáculo Mojo, de Jez Butterworth, no Harold Pinter Theatre. Foi em 2007, e basicamente com o mesmo elenco que tinha estado em R&J, que estreamos Mojo na sala pequena do Teatro Augusta.

Em cartaz até 8 de fevereiro de 2014 no Harold Pinter Theatre de Londres, essa remontagem tem sido aguardada com grande expectativa, em parte por ter um elenco que conta com alguns nomes importantes  da cena inglesa, como Ben Whishaw (conhecido por interpretar o agente Q em Operação Skyfall), Brendan Coyle (Mr. Bates da série Downton Abbey) e Rupert Grint (o Rony da saga Harry Potter).

Além disso, é a primeira vez que a peça é remontada em Londres, desde sua estreia no Royal Court em 1995.

ben whishaw Zé in London   Você tem ideia do que aconteceu?

Destaque, Ben Whishaw está assustador como o delirante e melancólico Baby- Foto: Simon Annand/Divulgação

O diretor Ian Rickson – o mesmo da montagem original – foca sua concepção nas relações entre os personagens, o que dá margem para que os atores criem um conjunto de interpretações extremamente coeso e, ao mesmo tempo, com excelentes momentos individuais.

Sem que haja nenhum prejuízo da unidade, duas interpretações se sobressaem, ao meu ver: o delirante e melancólico Baby (Ben Whishaw, assustador em cena) e o eletrizante Potts (Daniel Mays, em performance exuberante e cheia de humor).

Cenários e figurinos nos remetem diretamente à época da ação da peça: o bairro do Soho, na Londres de 1958. O ritmo é quase sempre alucinante, mas com momentos delicados de respiro, onde a dor e o desespero dos personagens emergem de forma pungente.

Mojo foi recebida com aclamação de público e crítica em 1995. Naquela época, o teatro inglês enveredava por aquilo que se cunhou posteriormente com o título de “in-yer-face theatre”. Um teatro áspero, desagradável, despudoradamente conectado com a desilusão diante da sociedade contemporânea e, por vezes, bastante verborrágico.

Sintomática foi a reação da senhorinha de cabelos brancos sentada ao meu lado: ao final do primeiro ato, as luzes da plateia se acendem para o intervalo e ela, polidamente, se dirige a mim e me questiona: “Você tem a mais pálida ideia do que foi isso tudo que acabou de acontecer em cima do palco?”.

Ps. Feliz Natal a todos e um ótimo Ano-Novo!

*Zé Henrique de Paula é diretor teatral no Núcleo Experimental, em São Paulo, e e atualmente faz mestrado na University of Essex, em Londres, de onde colabora para o blog cobrindo a cena inglesa.

mojo 2 Zé in London   Você tem ideia do que aconteceu?

Elenco de Mojo: espetáculo está causando furor na cena teatral de Londres - Foto: Divulgação

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inquietos eduardo enomoto 1 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cia. dos Inquietos conversa durante o ensaio de Oliver: espetáculo estreia em 2014 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

“É muito difícil mostrar um projeto que está previsto para estrear daqui a três meses; hoje o que você vai ver é apenas um apontamento”, explica o ator e diretor Ed Moraes, antes de descortinar, com exclusividade para o Atores & Bastidores do R7, o projeto do espetáculo Oliver, da paulistana Cia. dos Inquietos, previsto para chegar aos palcos brasileiros no primeiro semestre de 2014.

Trata-se de uma peça audaciosa, como a reportagem percebeu ao ver um dos ensaios, no galpão do Grupo Parlapatões, no bairro Pompeia, na zona oeste paulistana.

Já havíamos encontrado o grupo ensaiando semanas antes, no Teatro Pequeno Ato, na República, onde também trabalharam no início dos ensaios.

“Estamos contando com muitas parcerias, amigos queridos que nos ajudam”, conta Ed Moraes, pouco antes de iniciar uma passagem geral da montagem que virou uma obsessão em sua vida nos últimos meses. Ele respira Oliver sem parar.

oliver 2 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cartazes instigantes já divulgam Oliver: sentido auditivo terá importância fundamental no espetáculo dirigido por Ed Moraes e escrito por Leandro D'Errico

Apesar do pedido de segredo sobre os meandros da obra – a reportagem vai dar apenas pistas do que o público atestará quando a estreia acontecer –, o que vimos foi um espetáculo que promete inovação tecnológica e uma nova forma de se encarar o teatro, fazendo uma brincadeira com os sentidos de todos os espectadores, e também dos próprios artistas comandados por Moraes.

Rotoscopia e binaural

Nomes de técnicas cinematográficas como rotoscopia fazem parte do cotidiano dos Inquietos, que terão a parte sonora do espetáculo finalizada por Tiago D'Errico em um estúdio de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O universo – e a estética – dos quadrinhos domina o espetáculo escrito por Leandro D'Errico. O autor, assim como o diretor, Ed Moraes, também atuam na obra, ao lado de Denise Machado, Felipe Schermann, Giovanni Venturini, João Paulo Bienemann e Tereza Xavier.

Diante de um cenário de ares pós-modernos, a plateia vai ouvir o diálogo do elenco por meio de potentes fones de ouvido, por meio da técnica binaural, que permite com que os espectadores ouçam a história como se estivessem dentro dela.

Uma campanha iniciada pela companhia nas redes sociais já dá indícios à importância auditiva para se compreender a obra.

Otávio Ortega será o diretor musical da obra, que tem também Anne Cerutti nos figurinos.

O enredo gira em torno de um interrogatório. O clima de tensão paira no ar. Elementos de uma narrativa pop estão presentes de forma vigorosa.

O elenco, aguerrido e resistente, vai trabalhar utilizando máscaras que dão estética própria e marcante a Oliver.

Esperemos pois a já aguardada estreia. Porque o que vimos, como afirmou Moraes, é apenas um apontamento do que virá.

inquietos eduardo enomoto 2 oliver Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Público vai usar fones de ouvido para assistir ao espetáculo Oliver, da Cia. dos Inquietos - Foto: Eduardo Enomoto

 

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