juana molina 4 Domingou: A sensibilidade de Juana Molina

A argentina Juana Molina: ela transforma qualquer som em notas musicais de qualidade - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

O som que rola é tão bom, que até o latido de um cachorro insistente se incorpora a ele, tornando-se apenas mais uma nota musical. Tal sensibilidade é de uma artista que, se fosse possível estabelecer uma lista dos dez mais talentosos músicos contemporâneos, seu nome certamente: a argentina Juana Molina.

juana molina Domingou: A sensibilidade de Juana Molina

Juana Molina: ela é moderna e sensível - Foto: Divulgação

A cantora portenha é um verdadeiro oásis de música conceitual feita com toda a sensibilidade do mundo. E se engana quem pensa que a ela só se interessa instrumentos autóctones; muito pelo contrário, Juana é, ao mesmo tempo, moderna, folclórica, eletrônica. Faz de sintetizadores sua marca. Mas não é uma deslumbrada tecnológica. Muito pelo contrário, transforma sons possíveis pela máquina em música sensível, quase acústica. Artista de seu tempo, compõe com o caos que o mundo atual lhe dá.

Tanto talento está no sangue; é filha do cantor de tango Horacio Molina e da atriz Chunchuna Villafañe. Nascida em 1º de outubro de 1962, em Buenos Aires, começou na música ainda na infância, tocando violão. O toque cosmopolita para seu trabalho veio com o exílio da família em Paris entre 1976 e 1981, por conta da ditadura militar na Argentina.

Assim que retornaram, ela logo se misturou aos artistas que movimentavam a Buenos Aires dos anos 1980, época de puro rock nacional. E acabou se enveredando pelo mundo da atuação. Tornou-se conhecida aos 26 anos, atuando em um programa humorístico na TV. Logo, ganhou programa próprio, Juana e sus Hermanas, no qual debochava do mundo latino-americano.

Mas foi em 1996 que tomou sua decisão mais acertada: mergulhar fundo na música, ouvindo o chamado de seu passado. Seu primeiro disco, já trazia no nome a impossibilidade de defini-la. Chamava-se simplesmente Rara.

juana molina show Domingou: A sensibilidade de Juana Molina

Juana Molina: força tanto gravada quanto em concertos ao vivo, em Buenos Aires e pelo mundo - Foto: Divulgação

Enquanto o Brasil ainda teima em virar as costas para o país vizinho, consumindo qualquer imposição musical interna ou que venha dos Estados Unidos, o mundo já descobriu a potência de Juana Molina.

Tanto que ela costuma fazer turnês disputadas em cidades como Londres, Madri, Chicago, Seatle, São Francisco, Paris, Berlim, Praga, Tóquio e Hong Kong, além de se apresentar cotidianamente em sua Argentina natal.

Para quem precisa de referências alheias, o New York Times chegou a colocar seu terceiro disco, Três Cosas, entre os dez melhores lançados em 2004. E muita gente tarimbada por aí diz que ela é uma Björk da nova geração.

O que Juana Molina propõe com sua música visceral é uma verdadeira experiência sensorial. A artista, que gravada traz o mesmo vigor que exibe em seus concertos, prende seu ouvinte e o leva junto de si para viagens complexas e cheias de significados possíveis. Basta ceder a mão e acompanhá-la em seu som conceitual, cosmopolita e, ao mesmo tempo, altamente próximo de qualquer pessoa sensível.

Para Juan Manuel Tellategui, Diego Herrera, Julio Etchepare, Bruno Machado e Rodrigo Sampaio, ouvintes de Juana Molina.

Ouça uma música de Juana Molina

Assista a uma apresentação de Juana Molina

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e acredita em música como expressão artística. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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luiz antonio jr foto andreia magnani Dois ou Um com Luiz Antônio Jr.

O ator baiano Luiz Antônio Jr.: "Um caminho para seguir" - Foto: Andréa Magnoni

POR MIGUEL ARCANJO PRADO

Luiz Antônio Jr. é ator, diretor e produtor teatral. O baiano de Alagoinhas integra o grupo A Outra Cia. de Teatro. Formado em artes cênicas pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), ele e seus colegas deram os primeiros passos teatrais no histórico Teatro Vila Velha de Salvador, até encontrarem rumo próprio. E sempre estão com projetos novos, já que a criatividade não para. Ele também integra a equipe do Vivadança Festival Internacional. Na correria de tantos projetos, ele parou para responder à nossa coluna Dois ou Um do Atores & Bastidores do R7. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Marcha pela Família ou Ditadura nunca mais?
Ditadura nunca mais!

Discurso incômodo ou artista de bico fechado?
Discurso incômodo. Calar não!

Domingo no Minhocão ou domingo no Porto da Barra?
Domingo no Porto da Barra, sem dúvidas! O mar, a galera, o sol... O Porto da Barra é indiscutível!

Jorge Amado ou Mia Couto?
Mia Couto.

Bahia de todos ou só de alguns?
A Bahia é só de alguns, embora encante a todos... as desigualdades são expostas tal qual seus encantos.

João Gilberto ou Márcio Victor?
Não tenho preferência por nenhum dos dois.

Alagoinhas ou o meu lugar no mundo?
O meu lugar no mundo que já foi e por vezes ainda é em Alagoinhas (meu refúgio, meu canto...), agora tem sido em Salvador, quem sabe no futuro não é Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal, Manaus, Campinas, Curitiba... eu sou do mundo!

Teatro com grana e sem arte ou teatro com arte e sem grana?
Teatro sempre com arte e com grana, que gere grana, que circule grana...

Daqui até a eternidade ou que seja eterno enquanto dure? Prefiro acreditar que o tempo é senhor e a eternidade está na memória de quem é afetado por ele.

Uma rede preguiçosa para deitar ou um tatame para lutar?
Um caminho pra seguir.

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agenda foto Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 25/04/2014

A Agenda Cultural do Hora News desta sexta (25) traz como destaque o show do grupo de samba Adora-Roda em Salvador na segunda (28), no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Salvador Shopping, com entrada gratuita. Tem também Gusttavo Lima em Mogi-Guaçu, no interior de São Paulo, neste sábado (26), a partir das 19h, com entrada a R$ 30. E ainda estreias no cinema como Yves Saint-Laurent e Sete Caixas, este último filme vindo diretamente do Paraguai. Veja o vídeo com a apresentadora Lidiane Shayuri e o colunista Miguel Arcanjo Prado:

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coluna Robogolpe foto   Jennifer Glass Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ditadura e artes em pauta: cena do novo espetáculo de Zé Celso - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Robogolpe
A turma do Teat(r)o Oficina está em polvorosa nesta sexta (25). É que logo mais, às 21h30, eles estreiam sua nova peça: Walmor y Cacilda 64 - Robogolpe. Tem gente disputando a tapa os ingressos. O texto e a direção é de José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso. Desta vez, uma novidade: a peça dura apenas duas horas ou 120 minutos cravados. Pelo menos é o que eles prometem.

Robogolpe 2
A peça está focada na herança maldita que a ditadura militar, que vigorou no País entre 1964 e 1985, deixou para a classe artística. A direção musical é de Adriano Salhab, Montorfano e Giuliano Ferrari. Como sempre, a trilha sonora é original e executada na hora. Porque quem sabe faz ao vivo, diria o pensador Faustão.

Robogolpe  Fotos  Jennifer Glass 12 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Robogolpe no Oficina: ditadura militar sob o olhar de Zé Celso - Foto: Jennifer Glass

Robogolpe 3
A peça ressuscita nomes importantes de nosso teatro: Walmor Chagas é assumido por Marcelo Drummond; já Cacilda Becker é interpretada por Camila Mota; Letícia Coura vive Cleyde Yáconis; e ainda, Juliane Eltiong é Maria Della Costa. Só a nata.

Robogolpe 4
Zé Celso pede para avisar que ele contou com a colaboração da "conselheira poeta" Catherine Hirsch para fazer a peça. Recado dado.

Robogolpe 5
A temporada da nova peça será aos sábados, às 21h, e domingos, às 19h, até 1º de junho de 2014. O Oficina fica na rua Jaceguai, 520, no Bixiga. O ingresso é R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Zé Celso convida todos a irem. Vai, gente.

magiluth bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Erivaldo Oliveira, do Magiluth, em cena de Viúva, porém Honesta em SP - Foto: Bob Sousa

É bom para o moral
Após causar sensação com filas dando volta no quarteirão da avenida Paulista no Itaú Cultural, onde até Rita Cadillac apareceu para ver, os meninos do Grupo Magiluth, de Recife, ocupam até este domingo a Funarte São Paulo com sua vigorosa versão para o espetáculo Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues. Sexta e sábado, 20h, domingo, 19h, com entrada gratuita. O endereço é alameda Nothmann, 1058, perto do metrô Santa Cecília. Você tem de se agitar, não se deixe esfriar...

É bom para o moral 2
Os pernambucanos do Magiluth já têm até um grupo de fãs em São Paulo. Tipo groupie. É que agora eles viraram o Pequeno Príncipe de muita gente...

magiluth bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Grupo Magiluth em São Paulo: sessões grátis de Viúva, porém Honesta na Funarte - Foto: Bob Sousa

De volta
Angela Dip reestreia em São Paulo no dia 3 de maio, às 20h, a peça O Barril. Lá no Teatro da Vila do Shopping JK Iguatemi. A obra estreou em 1998 e já percorreu 47 cidades brasileiras. A direção é de Vivien Buckup, filha de Eva Wilma e John Herbert.

Festibero
Vai até domingo (27) no Memorial da América Latina, em São Paulo, o Festibero (Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo). Tem peça todo dia a partir das 17h com entrada gratuita. Coisa boa.

Fim de festa
Também vai até domingo (27) a temporada de Farnese de Saudade, com Vandré Silveira, na Caixa Cultural de São Paulo, na Sé. A entrada também é gratuita. Todos os dias 19h15.

silvia gomez Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A jornalista e dramaturga mineira Silvia Gomez: leitura de peças na Casa Livre - Foto: Emidio Luisi

Texto vivo
A Cia. Livre de Cibele Forjaz promove entre 6 e 22 de maio o projeto Dramaturgos Brasileiros Contemporâneos. Sempre às terças e quintas, às 20h, na Casa Livre em São Paulo. Serão lidos textos de gente tarimbada, como Silvia Gomez e Cássio Pires. A entrada é gratuita.

Entre tapas e beijos
Daniel Dantas e Zezé Polessa vivem um casal em pé de guerra na peça Quem Tem Medo de Virginia Woolf. Estreia nesta sexta (25), no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, após participar do Festival de Teatro de Curitiba. É bom o público ir com fôlego, porque a obra dura 140 minutos. Mais que o Robogolpe de Zé Celso.

Recordar é viver
Não custa nada lembrar que a obra virou filme obrigatório homônimo com ex-casal Elizabeth Taylor e Richard Burton em 1966. Se não viu, veja.

Polêmica

Uma cena com Nany People está causando burburinho no trailer do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, dos Satyros, que deve estrear em 2015. Leia a Entrevista de Quinta com Nany e veja o trailer.

 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Croqui do cenário da peça Vidas Privadas, que estreia no dia 10 de maio em SP - Foto: Divulgação

Elegância
O cenógrafo Marco Lima recriou uma sacada de um hotel da Riviera Francesa e também a sala de um apartamento parisiense para ambientar a peça Vidas Privadas, do inglês Noel Coward, com direção de José Possi Neto. Estreia dia 10 de maio, no Teatro Jaraguá, em São Paulo. No elenco, José Roberto Jardim, Lavínia Pannunzio, Daniel Alvim e Maria Helena Chira. Très chic.

De olhos bem abertos
A turma da peça Cuidado Frágil, com Priscila Jácomo, avisa que na sessão deste sábado (26), haverá audiodescrição da obra no Teatro Ágora, em São Paulo. Serão 35 lugares na plateia para deficientes visuais ou pessoas com baixa visão. Interessados em reservar podem escrever para cuidadofragilteatro@gmail.com. A peça que tem direção de Daniel Viana e Júlia Barnabé integra o projeto Solos Férteis, um Olhar Feminino, só com monólogos de atrizes.

Gente de Teatro
Eliane Verbena é uma das responsáveis pela divulgação do teatro paulistano. Profissional formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, a mineira radicada em São Paulo comanda a Verbena Comunicação desde 2001.  Sabe tudo de artistas e estreias. Por isso, é gente de teatro.

coluna eliane verbena Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A assessora teatral Eliane Verbena, da Verbena Comunicação: gente de teatro - Foto: Reprodução

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nany people entrevista de quinta r7 Entrevista de Quinta: “É devagar que a vida vai dando certo”, diz Nany People

Nany People: estrela do humor nacional tem trajetória longa nos palcos do Brasil - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A vida é mesmo uma loucura que cai em cima da gente sem aviso. E a atriz e humorista Nany People sabe disso muito bem. Tanto que escolheu o título de TsuNany para seu novo show solo.

Na obra, que está em cartaz há quatro meses lotando o teatro Gazeta toda quinta às 21h e a partir de maio estará no Pikadero Fun House [veja serviços ao final], aborda de forma bem-humorada a imposição de padrões de beleza, sexuais e até tecnológicos na vida atual.

A despedida do Gazeta será no dia 7 de maio para uma apresentação especial em prol do Voluntariado Emílio Ribas. Além disso, Nany excursiona pelo País com Meninas Crescidas Não Choram e planeja segunda viagem ao Japão, onde fará Então Deu no que Deu - Do Outro Lado do Mundo.

A mineira criada em Poços de Caldas tem currículo artístico extenso: trabalhou em inúmeros programas de televisão, foi repórter especial de Hebe Camargo no SBT, integrou o elenco do reality A Fazenda, da Record, entre muitas outras coisas que fez na televisão. No teatro, também já esteve no palco atuando de peças clássicas de Brecht a grandes comédias que arrastam multidões, além de ter trabalhado por dez anos com o casal Nicette Bruno e Paulo Goulart no Teatro Paiol, em São Paulo. No jornalismo impresso, foi colunista da extinta G Magazine. Até porque Nany é avessa a classificações ou ao preconceito.

Querida no mundo das artes e nos bastidores deste, Nany People conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta. Falou de coisas sérias, mas também sorriu da vida, como é o seu cativante modo de ser.

Leia com toda a calma do mundo.

nany people 21 Entrevista de Quinta: “É devagar que a vida vai dando certo”, diz Nany People

Nany People: sessão especial de TsuNany no dia 7 de maio no Teatro Gazeta - Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – Você conseguiu lotar o Teatro Gazeta por quatro meses. Está feliz com esse sucesso numa casa tão importante da avenida Paulista?
Nany People – O balanço desta temporada é muito positivo. Fazer o Teatro Gazeta é um presente. Porque ele é muito importante. E a resposta do público foi enorme! Só estamos saindo porque o teatro é muito procurado por eventos empresariais durante a semana.

Miguel Arcanjo Prado – E vai para onde?
Nany People – Para o Pikadero Fun House, no bairro Vila Olímpia, que é dos meninos do Pânico. Estreamos lá no dia 8 de maio e fico em cartaz também às quintas, 21h, até o fim de junho. Continuar em São Paulo é um presente, porque aqui somos vistos e lembrados no País inteiro.

Miguel Arcanjo Prado – Você está planejando uma despedida especial no Gazeta?
Nany People – Sim. Vai ter no dia 7 de maio, uma quarta, um evento que me obrigo a fazer uma vez por ano, que é uma sessão voltada ao Voluntariado Emílio Ribas. Ele existe há dez anos e sou madrinha. É um trabalho muito lindo que eles fazem no Hospital Emílio Ribas com os pacientes e com as famílias que necessitam.

Miguel Arcanjo Prado – Como vai ser a sessão especial?
Nany People – Vai ser TsuNany do Bem e Convidados. Chamei humoristas amigos, que aceitaram de prontidão a fazer. Outros souberam e se ofereceram. O ingresso vai custar 30 reais e toda a renda será revertida para o Voluntariado Emílio Ribas. Minha meta é lotar os 700 lugares do Gazeta como fizemos durante toda a temporada!

Miguel Arcanjo Prado – Ano passado, eu me lembro que você foi para o Japão? É verdade que vai voltar para lá?
Nany People – Vou pela segunda vez, a convite do Luiz França, nosso embaixador do humor no Japão e está indo pela décima vez. Ano passado, fui em setembro. Fiz 16 shows em nove dias em mais de seis Estados japoneses. Agora, vou fazer o solo especial Então, Deu no que Deu do Outro Lado do Mundo. Fico 15 dias ao todo.

Miguel Arcanjo Prado – E quando voltar do Japão vai fazer o quê?
Nany People – No segundo semestre vou me dedicar a viajar com o espetáculo Meninas Crescidas Não Choram. Vou viajar 16 cidades paulistas pelo ProAC.

nany cartaz Entrevista de Quinta: “É devagar que a vida vai dando certo”, diz Nany People

Nany People em um dos cartazes de divulgação do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade - Arte: Laerte Késsimos

Miguel Arcanjo Prado – E o filme que você fez com o pessoal dos Satyros?
Nany People – Eu fiz com eles o filme Hipóteses para o Amor e a Verdade [veja o trailer], que é baseado na peça deles de 2010 e que deve estrear em 2015. Fui convidada a fazer o filme pela Luiza Gottschalk, que é atriz do grupo e ficou muito amiga minha na Fazenda, na Record. Na peça, a personagem que faço era feita por outra atriz, mas ela teve um problema nos olhos e não pôde entrar no filme. E teve uma pequena mudança. Na peça, era uma guia turística. Agora, virou uma locutora de rádio, para quem os ouvintes ligam e ela narra histórias da cidade de São Paulo.

Miguel Arcanjo Prado – Você sempre participa de vídeos de humor que fazem sucesso na internet.
Nany People – Participei da série do Fábio Rabin que se chama Longa-Metragem. Além disso fiz um vídeo com o dr. Jairo Bouer chamado DR – Destruindo Relacionamentos [risos]. Também fiz o Tapa na Cadela, que é uma paródia do vídeo Tapa na Pantera da Maria Alice Vergueiro [risos].

Miguel Arcanjo Prado – Nany, me explica uma coisa: você já foi do Satyros?
Nany People – Não. A minha história com os Satyros antecede à fundação do próprio Satyros. Eu participei da Cia. de Teatro Ava Gardner, que o Rodolfo García Vázquez dirigia antes de fundar o Satyros. Em 1988, fizemos o espetáculo Qorpo Santo, no Teatro Bexiga. Éramos 16 atores, e o Rodolfo estava começando a dirigir. Fazíamos a sessão maldita, à meia-noite.

Miguel Arcanjo Prado – Devia ser uma loucura...
Nany People – Era uma loucura mesmo. O texto era do José Joaquim de Campos Leão, que foi precursor do teatro do absurdo no Brasil. Ela era gaúcho e foi internado como louco por muito tempo.

Miguel Arcanjo Prado – Era todo mundo jovem?
Nany People – Éramos muito jovens, crianças. Era um jardim de infância! Eu fazia um homem negro que tinha um escravo branco, que era interpretado pelo hoje famoso estilista João Pimenta, que na época dividia apartamento comigo. Estava todo mundo começando.

Miguel Arcanjo Prado – Ainda não tinha o Ivam Cabral?
Nany People – Não, não tinha. O Ivam veio depois, quando chegou de Curitiba e fez um teste para entrar na peça, a convite de um amigo do grupo que era do Paraná. Mas aí depois a peça acabou logo, teve uma confusão e o grupo se desfez. Aí o Rodolfo se juntou com o Ivam para fundar os Satyros em 1989.

Miguel Arcanjo Prado – E como foi este reencontro com eles por meio do filme?
Nany People – Por coisas da vida, ficamos muito tempo sem nos falar. Voltei a ver o Ivam em 1998, quando nos encontramos no Festival de Teatro de Curitiba. Estava fazendo a peça Um Homem É um Homem, de Brecht, com direção do Alexandre Stockler, no Teatro Guairão. Eu interpretava a viúva Begbick e foi um grande momento na minha carreira.  E eles estavam com uma peça no Guairinha, que é do lado. O Ivam veio falar comigo... Anos depois, o Ivam apareceu um dia no Risorama [mostra de stand-up do Festival de Curitiba], que eu apresentei por dez anos. Então, esta reaproximação foi aos poucos. Agora, no filme, foi bem bacana. E eu fiz o filme por amor à arte, porque não teve cachê. O importante é dizer que foi a Luiza quem fez a ponte, quem me convidou realmente. E o Rodolfo foi cuidadoso comigo, me preservando em algumas cenas que na peça eram mais pesadas.

Miguel Arcanjo Prado – Tipo o quê?
Nany People – Gravei dois dias apenas. E tinha uma cena na boate que seria uma orgia no dark room, com uma cena de sexo em cima de um piano. Mas no filme ficou bem mais tranquilo que na peça. É que o filme fala sobre a vida dupla de todas as pessoas de São Paulo... Tem uma cena linda, que ficou quase o quadro Pietá, uma coisa muito renascentista. Tomara que entre na montagem final.

nany people1 Entrevista de Quinta: “É devagar que a vida vai dando certo”, diz Nany People

Nany no palco: ela tem viagem marcada para o Japão - Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – Nany, muita gente não sabe que você é cria de Paulo Goulart e Nicette Bruno. Você sentiu muito a morte do Paulo, né?
Nany People – Sim. Fiz dez anos do Teatro Paiol com o Paulo Goulart e a Nicette Bruno. Eu era camareira do Ronaldo Ciambroni. Mas aí ele foi viajar e surgiu uma vaga de bilheteira no Teatro Paiol, na rua Amaral Gurgel. Comecei ali, depois fui para o escritório, depois para a produção, a técnica, e três anos depois, estreei no palco. Tudo isso fazendo o Teatro Escola Macunaíma e a Extensão Universitária em Interpretação na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). E com honra e louvor [risos]! Porque em 1987, ganhei o Festival de Monólogos de Franca com Porque os Teatros Estão Vazios, de Karl Valentin.

Miguel Arcanjo Prado – Como você se tornou madrinha do Voluntariado Emílio Ribas?
Nany People – Conheci o Voluntariado de tanto levar amigos para lá na época do boom da Aids. Ele é o segundo maior hospital de infectologia do mundo. É um trabalho lindo que eles fazem. Perdi muitos amigos para esta doença terrível. Era uma época que não tinha tratamento, coquetel.

Miguel Arcanjo Prado – Foi barra pesada, né?
Nany People – Eu sou de uma geração que sofreu muito. Eu perdi 13 amigos em um ano. O povo tomava novalgina porque não tinha coquetel! Eu sou de uma geração que a gente andava na rua e as pessoas saiam correndo. Gays não conseguiam alugar apartamento em São Paulo. Era um horror. Eu só sobrevivi porque não tinha muito identidade sexual nesta época. Porque eu tinha uma identidade sexual que transitava entre Maria Gadu e Mart’nália. Como ninguém sabia o que eu era direito, ninguém queria me pegar [risos].

Miguel Arcanjo Prado – Você demorou a ficar bem consigo mesma e a se resolver sexualmente?
Nany People – Miguel, eu fui ter uma vida sexual tranquila só depois dos 35 anos. Tem duas coisas que eu demorei: a dar e a tirar carteira de motorista [risos]. Foi tudo na mesma época. É devagar que a vida vai dando certo [risos].

TsuNany
Quando: 24 de abril (quinta) e 7 de maio (quarta), às 21h. Sessão de 7/5/2014 é beneficente para o Voluntariado Emílio Ribas
Onde: Teatro Gazeta (av. Paulista, 900, metrô Trianon-Masp, São Paulo, tel. 0/xx/11 3253-4102)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) no dia 24/4/2014; já no dia 7/5/2014 a entrada é R$ 30
Classificação etária: 14 anos

Novo serviço a partir de 8/5/2014

TsuNany
Quando: 8/5/2014 a 26/6/2014, quintas, às 21h
Onde: Pikadero Fun House (r. Júlio Diniz, 176, Vila Olímpia, São Paulo, tel. 0/xx/11 3045-4146)
Quanto: R$ 40
Classificação etária: 14 anos

Veja o trailer do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade:

HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE | Trailer Oficial [HD] | HYPOTHESIS FOR LOVE AND TRUTH | Official Main Trailer [HD] from Satyros Cinema on Vimeo.

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omanual grupoobadeteatro foto Comédia inventa um manual para a vida boa

Peça O Manual faz temporada em maio no Teatro Escola Macunaíma - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Se a vida tivesse um manual de instruções tudo seria mais fácil. Pelo menos, saberíamos de cara como o mundo funciona, evitando os tropeços tão costumeiros. Mas, será isto possível? Este é o mote da peça O Manual, do Grupo Oba! de Teatro, que estreia em São Paulo no próximo dia 2 de maio, no Teatro Escola Macunaíma.

A comédia é dirigida por Lucas França, que contou com assistência de Letícia Junqueira. A obra participou da mostra Fringe, no último Festival de Teatro de Curitiba.

A previsão é que fique em cartaz na capital paulista até 25 de maio, sempre aos fins de semana. No elenco, estão Graziela Kannebley, Robson Guedes e Tally Mendonça.

No texto de Tally Mendonça, o próprio Deus desce à Terra para ajudar os homens com uma espécie de "manual da vida". Para tanto, contará com a ajuda de Pedro, um jovem desiludido, e de sua amiga, Luci.

Presente na cena desde 2011, o Grupo Oba! já participou de vários festivais. No repertório atual, além de O Manual, eles também têm a peça infantil Violeta, a Menina Leitora.

O Manual
Quando: Sextas e sábados, 21h. Domingos, 20h. 75 min. Entre 02 e 25/5/2014
Onde: Teatro Escola Macunaíma (r. Adolfo Gordo, 238, Campos Elíseos, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3217-3400)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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suassuna Ariano Suassuna vira polêmica ao deitar no chão de aeroporto; entenda por que o escritor fez isso

Ariano Suassuna deitado no chão do terminal de Brasília: "aeroportos são desconfortáveis" - Foto: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma verdadeira polêmica se instalou na imprensa depois que o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna foi flagrado deitado no chão do aeroporto de Brasília. A imagem foi divulgada na internet na última segunda (21) e provoca comoção por todo o País.

Veja o vídeo:

Em época de véspera de Copa do Mundo, vários terminais aéreos do País vivem um verdadeiro caos. Alguns, parecem campos de guerra.

Em conversa com a reportagem do R7 no Distrito Federal, a assessoria do autor de O Auto da Compadecida confirmou que a foto é mesmo de Suassuna e que ele considera os aeroportos, em geral, muito desconfortáveis e, por isso, mesmo que o voo não esteja atrasado, deita no chão para se esticar.

“Não importa se são dez minutinhos, mas ele faz isso sempre. Não há nada de errado”, informou o assessor.

Suassuna foi homenageado na 2ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília, evento que fez parte das comemorações do aniversário de 54 anos da capital federal. O autor é um dos grandes nomes da literatura nacional e fará 87 anos no dia 16 de junho próximo.

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Como matar a m e em 3 atos 1455 20140316 0381 Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Léo Kildare Louback: relação com a mãe passada a limpo no palco - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ao ver os primeiros ensaios para o texto que dissecava parte da relação que tem com o filho, a mãe não gostou. Ficou um ano sem falar com o filho artista. O tempo passou, o projeto tomou corpo. Agora, só lhe resta sentar-se na primeira fila da plateia.

As nuances da relação muitas vezes difícil entre mãe e filho estarão no palco do Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a partir desta quinta (24), em Como Matar a Mãe - 3 Atos, texto do mineiro Léo Kildare Louback.

Aos 29 anos completados no último dia 20, ele é um dos mais inquietos artistas da nova geração teatral de Minas Gerais. Na obra debutante de sua Sofisticada Companhia de Teatro, divide direção e atuação com as atrizes Fabiane Aguiar e Soraya Martins, suas colegas de grupo.

Além de ator e dramaturgo, Louback é formado em letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, e atua ainda como tradutor de alemão. Atualmente, ainda faz pós-graduação em produção cultural.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, direto de Belo Horizonte, ele conta que o processo da peça foi difícil. "Investigamos limites entre ficção e memória. Nossas mães verdadeiras são tema, bem como mães da literatura e do teatro".

Como matar a mãe em 3 atos guto muniz Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Fabiane Aguiar, Soraya Martins e Léo Kildare Louback: Sofisticada Companhia de Teatro - Foto: Guto Muniz

O grupo está em processo desde julho de 2011. "Digo que esta peça foi a partir da minha mãe e das cartas não respondidas para meu pai", revela. Louback conta que nada foi fácil. "Minha mãe chegou a ver um esboço e ficou um ano sem conversar comigo. Mas, agora, já está mais tranquila. Tanto que ela e as mães das outras atrizes estarão na estreia".

Nome provocante

Sobre o provocante nome da obra, o ator e dramaturgo diz que vem da necessidade de "se livrar desse cordão umbilical eterno que aprisiona muitos". E ainda avançou em seu texto para uma visão da maternidade sem dogmas. "Queremos matar a ideia de amor romântico e humanizar essa mãe. Ela é uma pessoa e não um mito", define.

Trabalhar com memórias foi "superdramático" segundo o artista: "Porque mexe demais na caixa de pandora de cada um de nós". O cuidado também foi necessário na finalização, para não deixar "cenas muito fortes ou pesadas para as mães", já que sempre tiveram em mente convidá-las. "Sempre pensamos nelas, que elas estariam no palco se vendo retratadas", revela.

Em meio a tanto drama, a peça também guarda espaço para momentos bem-humorados, segundo Louback. "Há cenas muito cômicas, que diluem um pouco deste drama", entrega. E diz que, após BH, quer conquistar outras plateias: "Queremos viajar todo o Brasil".

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Cena da peça Como Matar a Mãe - 3 Atos: dramaturgia mistura realidade e ficção - Foto: Guto Muniz

Peça, festival e livro

Além de Como Matar a Mae - 3 Atos, Léo Kildare Louback estreia no dia 29 de abril no Rio a peça Carolina de Lorca, com sua autoria e direção. "É um trabalho que une dança, teatro e performance. Busquei inspiração na mulher misteriosa que foi Clarice Lispector".

carol Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Léo Kildare Louback também é autor e diretor de Carolina de Lorca, com Carolina Correa - Foto: Guto Muniz

A peça foi feita a partir de uma proposição da atriz Carolina Correa, que faz o monólogo escrito e dirigido por Louback. Esta havia sido mãe e vivia o dilema de tocar a carreira artística e cuidar do filho bebê. "Tem muita espera, dor e sofrimento desta mulher social obrigada a parir o menino, a ser mãe, atenciosa, competente e tudo o que o papel social pede, enquanto que, muitas vezes, ela gostaria de estar em algum outro lugar de existência", define o autor.

Após o Rio, a peça será apresentada em julho na Argentina, onde Kildare dará uma oficina de dramaturgia baseada em biografias.

Em maio, ele lança o livro de contos Sobrevoo ou a Literatura Nasce com a Morte de um Pássaro, pela Editora Scriptum. O conto que dá título à obra já virou peça dirigida pelo autor e também um curta-metragem em 2009, sob direção de Cardes Amâncio.

Sobre em navegar em tantas vertentes artísticas, Louback define, de forma direta e ao mesmo tempo profunda: "Tento compreender pela arte o colapso que me habita".

Como Matar a Mãe - 3 Atos
Quando: Quinta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h. De 24/04/2014 a 18/05/2014
Onde: Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Belo Horizonte, tel. 0/xx/31 3236-7400)
Quanto: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Classificação etária: 16 anos

Carolina de Lorca
Quando: 29/4/2014, terça - Única apresentação
Onde: Solar de Botafogo (r. General Polidoro, 180, Botafogo, Rio, tel. 0/xx/21 2543-5411)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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iepe Trupe Temdona faz peça Iepe grátis no ônibus

Iepe: comédia da Idade Média em pleno ônibus no centro paulistano; e de graça - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os passageiros que circularem pelo Terminal Parque Dom Pedro 2º, na região central de São Paulo, têm oportunidade única nesta terça (22), às 20h, de assistir ao espetáculo Iepe.A peça é gratuita e vai acontecer dentro de um ônibus.A montagem tem texto assinado por Luis Alberto de Abreu e é dirigida por Pedro Alcântara.É uma "comédia popular", como dizem os integrantes da Trupe Temdona, com artistas egressos da Fundação Cultural de São Caetano do Sul, na região do ABC.

Eles foram convidados para a sessão especial desta terça pela Trupe Sinhá Zózima, que faz ocupação no terminal com seu ônibus-teatro.

A peça gira em torno do personagem Iepe (André Félix), que vive na Idade Média. Ele gosta de beber e é um camponês que se torna rico de uma forma inesperada. Na verdade, por conta de uma peça armada pelo poderoso Barão (Thais Irentti) e seus serviçais (Rodrigo Sampaio e Rosane Rodrigues).

A obra estreou em 2013 no Polo Cultural Casa de Vidro, em São Caetano do Sul. Ela também esteve no Tusp (Teatro da Universidade de São Paulo) e no Teatro Timotchenco Whebi, em janeiro deste ano.

O diretor da montagem comemora a apresentação no espaço intimista de um ônibus. "Nesta montagem, buscamos aproximar o público da cena, de forma que os espectadores viajem junto com os atores na história de Iepe”, afirma Alcântara.

Iepe
Quando: Terça, 20h. Única apresentação em 22/4/2014
Onde: ônibus da Trupe Sinhá Zózima no Terminal Parque Dom Pedro 2º, no centro de São Paulo
Quanto: Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: Livre

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vermelho amargo 1 Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Cena da peça Vermelho Amargo, primeiro trabalho da Companhia Aberta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após Curitiba, São Paulo. Este é o projeto da Companhia Aberta, formada por artistas mineiros radicados no Rio. O grupo chamou a atenção do público no último Festival de Teatro de Curitiba, com a montagem Vermelho Amargo, sobre um homem que revisita a infância difícil na mostra Fringe.

A peça é baseada no romance de Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012). Tem direção de Diogo Liberano, cenografia de Bia Junqueira e colaboração da atriz Vera Holtz. No elenco, Daniel Carvalho Faria, Davi de Carvalho e o ator convidado Luiz Paulo Barreto.

vermelho amargo 2 Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Sucesso do Fringe: Vermelho Amargo - Foto: Divulgação

Ao Atores & Bastidores do R7 o grupo comemora o êxito curitibano. "O espectador de Curitiba, jornalistas, curadores, críticos e pensadores das artes cênicas puderam conhecer nosso trabalho. Essa troca nos revelou coisas novas sobre o que estamos fazendo e contribuiu para oxigenar a nossa prática", diz Daniel Carvalho Faria.

A trupe afirma acreditar em um "processo permanente" e diz que seu objetivo é "dialogar diretamente com o público".

Aventura paulistana

Assim, chegam a São Paulo em breve com fôlego novo. Vão se instalar na Casa Livre, da Cia. Livre, na Barra Funda, onde criarão a peça O Homem Elefante, de Bernard Pomarence, que terá direção da experiente Cibele Forjaz. A previsão de estreia é para dezembro de 2014, no Teatro Oi Futuro, no Rio.

"Este intercâmbio é uma possibilidade de continuarmos um campo de trabalho que queremos investigar mais: o épico-dramático", revela Davi Carvalho. O grupo conta que a peça é "a história real da vida de um jovem homem deformado e excluído da sociedade, explorado em 'freak-shows'". Para o grupo, "é uma narrativa que reflete e questiona o homem contemporâneo diante da sociedade a partir do diferente, do preconceito".

cibele forjaz vandre silveira Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Cibele Forjaz e Vandré Silveira: diretora e novo integrante da Cia. Aberta - Fotos: Bob Sousa e Rodrigo Castro

Esta segunda montagem do grupo ainda vai marcar a entrada de um novo integrante, Vandré Silveira, que está fazendo sucesso com o monólogo Farnese de Saudade, na Caixa Cultural SP, após conquistar também os cariocas.

E a Companhia Aberta não parece querer saber de descanso. Planeja para 2015 a montagem do texto O Filho de Mil Homens, do escritor português Valter Hugo Mãe. Gostam de passar a literatura para o palco por tratar-se, ambos, de "um universo sem preconceitos", na visão do grupo. O diretor desta montagem ainda está sendo escolhido. Pelo jeito, estes artistas vão longe.
Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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