eduardo enomoto Chorão, um menino perdido que se foi no susto

Cantor Chorão foi um menino perdido que morreu no susto - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

Sei que o blog é de teatro.  Mas o Chorão fez parte de nossa linda juventude. Quem me apresentou o moço, e sua música, foi meu irmão Gabriel, sempre fã incondicional do Charlie Brown Jr.

Chorão falava o que pensava, com aquele jeitão marrento, roqueiro, dono da verdade. E a gente amava. Porque ele tinha carisma, mesmo quando era chato.

E apesar daquela capa toda, o skatista de Santos era um poeta cheio de doçura.

Um menino perdido. Um artista que não deu conta. E se foi, no susto.

[r7video 51375c2e92bbf660abfb8c4a.html]

Com edição de Nathalia Boscolo, da Record News

Leia ainda: Polícia diz que músico cheirou cocaína e teve um surto 

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Foto de Bob Sousa

 O Retrato do Bob: A nobreza de Amanda Banffy
A atriz e diretora Amanda Banffy sofreu há quatro anos uma dor imensa. A morte do pai, homem que migrou da Hungria para o Brasil após o comunismo dominar o país. Mas, em vez de sofrer apenas, utiliza a dor da perda como mola propulsora de sua arte. A imagem do pai exigente a motiva a fazer sempre o melhor. Dele, herdou também o sobrenome importante. Nobres, os Banffy (cujo significado é filho de vice-rei ou governador) estão na região da Transilvânia há mais de mil anos, onde foram donos de inúmeros castelos.  É formada em artes cências pela ECA-USP e também pelo Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho, onde teve a honra de fazer a assistência de direção do grande mestre no espetáculo Policarpo Quaresma. Além dos palcos, flerta também com o cinema e já fez quatro filmes, entre eles Dois Coelhos (2012). Na internet, apresenta o programa Noivas TV Web. Nos palcos, se dedica à montagem de um espetáculo de dramaturgia francesa contemporânea, que terá direção de Eric Lenate. Além disso, estará na peça Os Justos, com direção de Daniel Sommerfeld, e dois filmes: O Fantasma do Cineclube, com direção de Diiomédio Piskator, no qual será a mocinha, Cigana; e G.A.D.O, dirigido por Tony Ciambra. Neste último, vive uma personagem que começa como prostituta, vira freira, mendiga e depois de morta se torna santa. Não é para qualquer um.

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Por Miguel Arcanjo Prado

Na última sexta-feira (1º), a boate paulistana The Week ficou lotada para a celebração dos cinco anos da festa Gambiarra, a mais teatral de todas.

A festa ficou famosa por atrair artistas dos palcos e da televisão.

Frequentador assíduo do evento, o ator Reynaldo Gianecchini se tornou uma espécie de "padrinho" informal, já que sua presença constante ajudou a tornar a festa mais popular.

A cantora Luciana Mello animou o público com um show.

O fotógrafo Bruno Sagacious registrou para o blog alguns momentos da comemoração. Veja:

gambiarra poster Bruno Sagacious Festa teatral Gambiarra completa cinco anos

Comemoração de cinco anos da festa Gambiarra reuniu centenas de artistas na boate The Week - Foto: Bruno Sagacious

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AsEestrelasCadentes. Paula A Thaís M Pedro G e Carlos B Foto de Ligia Jardim ab Grupo teatral vasculha diários de guerra no palco

Peça retrata os horrores da guerra por meio de relatos em diários - Foto: Ligia Jardim

Por Miguel Arcanjo Prado

Desde que foi publicado o relato cotidiano que  a menina Anne Frank fazia em seu diário enquanto se escondia com sua família do horror do nazismo, a visão para a 2ª Guerra Mundial jamais foi a mesma. 

A doce menina Anne, com sua simples escrita cheia de verdade, deu rosto e coração a uma história de perseguição de um povo.

Cinquanta anos depois, outro diário se tornou marco da literatura de guerra: o da menina Zlata Pilipovic, que também retratou de forma única e humana o sofrimento provocado pela guerra sangrenta e separatista que deu fim à antiga Iuguslávia. 

Tanto o diário de Anne quanto o de Zlata serviram de inspiração para o espetáculo As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo, em cartaz no Sesc Consolação, em São Paulo.

A Cia. Provisório Definitivo buscou o experiente Nelson Baskerville para dirigir a montagem, que, ao todo, se utiliza de 12 diários escritos por crianças e jovens durante períodos bélicos, incluindo um bem atual e presente na realidade brasileira: a guerra do tráfico de drogas.

Para Baskerville, a grande riqueza do material estudado pela companhia formada por Carlos Baldim, Paula Arruda, Pedro Guilherme e Thaís Medeiros é "a pureza do olhar sobre a guerra".

— Os diários não mascara ideologicamente a verdade do que acontece.

O grupo prefere nomear a montagem de peça-documentário, mas revela que há licenças poéticas inerentes à liberdade criativa, com conta Pedro Guilherme.

— Mais do que uma cópia fiel dos fatos históricos, nos interessou a leitura artística que poderíamos fazer sobre esses fatos.

As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo
Quando:
Segundas e terças, 21h. 60 min. Até 19/3/2013
Onde: Sesc Consolação - Espaço Beta (rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, Metrô Santa Cecília ou República, tel: 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado e dependentes, +60 anos, professores da rede pública e estudantes); R$ 2,50 (trabalhador no comercio e serviços matriculado e dependentes).
Classificação etária: 14 anos

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ed london bobsousa3 “Faltou sensibilidade”, diz Gloria Perez sobre peça inspirada em Isabella Nardoni; Marcilio Moares defende encenação do grupo Os Satyros

Cena do espetáculo Edifício London, impedido de estrear: censura provoca polêmica na sociedade - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado 

A censura judicial à peça Edifício London gera polêmica não só na sociedade como também no meio artístico (saiba aqui o que aconteceu). O texto foi escrito pelo dramaturgo Lucas Arantes e seria encenado pelo grupo teatral paulistano Os Satyros, com direção de Fabricio Castro, como antecipou o R7 em dezembro de 2012.

O espetáculo teve como inspiração o assassinato da menina Isabella Nardoni, jogada da janela pelo próprio pai e a madrasta, que permanecem presos após serem condenados pelo crime.

Uma liminar conseguida pelos advogados da mãe da garota, Ana Carolina Oliveira, impediu a estreia do espetáculo na noite deste sábado (2).

Gloria Perez: "Faltou sensibilidade"

Procurada pelo Atores & Bastidores do R7, a escritora Gloria Perez, autora da novela Salve Jorge (Globo), deu sua opinião sobre o caso. Na época em que a menina Isabella Nardoni foi assassinada, quase cinco anos atrás, Gloria, que também teve a filha Daniella Perez assassinada, deu apoio à mãe da garota, Ana Carolina Oliveira.

Gloria falou que a liberdade de expressão é tão importante quanto os direitos individuais.

– É um assunto muito delicado [o cancelamento da peça pela Justiça]; dou razão à mãe da Isabella: a liberdade de expressão é um direito muito caro a todos nós e duramente conquistado, mas os direitos individuais não são menos importantes e também estão resguardados pela Constituição.

Gloria ainda explicou o porquê de seu apoio à mãe de Isabella.

– Deve ser muito doloroso para a família de Isabella ver aquela tragédia transformada numa encenação teatral, que como todo espetáculo, não terá compromisso em se ater à verdade dos fatos. Faltou sensibilidade. É o que eu penso.

Marcilio Moraes: "Em plena ditadura houve espetáculo semelhante e não houve censura"

Já o novelista da Record Marcílio Moraes é favorável ao espetáculo. Em texto escrito por meio da Associação de Roteiristas, entidade da qual é conselheiro, o autor lembrou que escreveu, em 1979, um espetáculo baseado em um crime semelhante ao de Isabella Nardoni, O Último Dia de Aracelli, que contou com Aracy Balabanian no elenco.

– Como esta [peça] do grupo Satyros, [a minha também] baseava-se num caso policial, de uma menina assassinada anos antes, no Espírito Santo. Escrevi a peça a partir de um romance de José Louzeiro, reportagens e documentos judiciais. Naquela época, ainda existia a censura e, além dela, tivemos medo de alguma ação contra o espetáculo, porque a sórdida história envolvia gente poderosa.

Mas, segundo Moraes, não houve censura ao seu espetáculo.

– Mas nada aconteceu. O espetáculo fez carreira, teve boas críticas e indicações para prêmios. Não sei se é o caso, mas o pessoal dos Satyros poderia usar este exemplo. Mostrar que em plena ditadura houve um espetáculo semelhante ao deles que não sofreu cerceamentos.

Multa é de R$ 10 mil; Satyros vão recorrer

Em sua página oficial, o grupo Os Satyros, comandado pelos artistas Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, publicou nota dizendo que irá respeitar a Justiça, mas que recorreria da liminar. Caso a obra seja encenada, a multa é de R$ 10 mil.

Leia o comunicado oficial dos Satyros:

"A Cia de Teatro Os Satyros informa que, em respeito a decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Desembargador Dr. Fortes Barbosa, da 6a. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a estreia da peça teatral 'Edifício London', escrita pelo talentoso dramaturgo Lucas Arantes e que teve como ponto de partida e inspiração as peças teatrais Macbeth, de William Shakespeare, Medéia, de Eurípedes, e o caso policial brasileiro que abalou o país e ficou conhecido como Caso Isabella, foi cancelada.

Informamos que serão adotadas todas as medidas necessárias fazer valer o que prescreve o inciso IX, do artigo 5o., da Constituição Federal brasileira, que diz, de forma clara e precisa, que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença."

E você, o que pensa dessa polêmica? Opine!

Você é contra ou a favor de a Justiça ter proibido a estreia da peça Edifício London, de Lucas Arantes, inspirada no Caso Isabella Nardoni, com o grupo Os Satyros?

  • Sou contra a proibição da peça. Porque acho que os artistas têm o livre direito de refletir sobre o que acontece na sociedade. Proibir o espetáculo é a volta da censura.
  • Sou a favor da proibição da peça. Porque acho que a mãe da menina Isabella tem o direito de não querer que a história de sua filha inspire um espetáculo.

cartaz edificio london “Faltou sensibilidade”, diz Gloria Perez sobre peça inspirada em Isabella Nardoni; Marcilio Moares defende encenação do grupo Os Satyros

Cartaz do espetáculo Edifício London, impedido de estrear por conta de uma liminar judicial

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ed london bobsousa3 Justiça cancela peça Edifício London, inspirada no Caso Isabella Nardoni; Satyros prometem recorrer

Cena do espetáculo Edifício London, fotografado com exclusividade por Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

A Justiça proibiu, por meio de uma liminar, a estreia do espetáculo Edifício London em São Paulo, que ocorreria neste sábado (2), à meia-noite, no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt. A informação foi divulgada pelo próprio grupo teatral, na noite desta sexta (1°), em seu site oficial e nas redes sociais.

A peça, escrita pelo dramaturgo Lucas Arantes, de Ribeirão Preto (SP), e dirigida por Fabrício Castro, foi inspirada no Caso Isabella Nardoni, como antecipou o R7 em dezembro de 2012 com exclusividade. Tanto que seu nome é uma clara referência ao prédio onde o crime ocorreu.

A ação foi movida pelos advogados da mãe da menina Isabella, Ana Carolina Oliveira, que acusou a obra de promover "uma verdadeira aberração". Segundo Ana, ela seria retratada na obra como "uma mulher despreocupada com a prole e envolvida com a vulgaridade". Procurados pela reportagem, integrantes do grupo disseram que Ana Carolina Oliveira não chegou a assistir a peça para fazer tais considerações.

A Cia de Teatro Os Satyros soltou comunicado oficial em seu site, na noite desta sexta-feira (1°), para informar que “em respeito a decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Desembargador Dr. Fortes Barbosa, da 6a. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a estreia da peça teatral Edifício London, escrita pelo talentoso dramaturgo Lucas Arantes e que teve como ponto de partida e inspiração as peças teatrais Macbeth, de William Shakespeare, Medeia, de Eurípedes, e o caso policial brasileiro que abalou o país e ficou conhecido como Caso Isabella, foi cancelada”.

No comunicado, o grupo liderado pelos artistas Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez ainda diz que “serão adotadas todas as medidas necessárias fazer valer o que prescreve o inciso IX, do artigo 5o. da Constituição Federal brasileira, que diz, de forma clara e precisa, que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Caso o grupo descumpra a ordem judicial e o espetáculo seja apresentado, a multa estipulada é de R$ 10 mil. Após a notícia, vários artistas ligados ao teatro se manifestaram na internet e acusaram a decisão de "volta da censura".

Em fevereiro, o Atores & Bastidores do R7 entreveisou os protagonistas da obra, os atores Davi Tostes e Samira Lochter. Na época, eles faziam os últimos ensaios e revelaram que tratariam o tema com respeito. A reportagem ainda trouxe imagens inéditas da obra, feitas pelo fotógrafo Bob Sousa. Durante a entrevista, tanto Samira quanto Davi disseram que estavam "apreensivos" com a estreia.

Também em entrevista ao R7, em dezembro de 2012, o dramaturgo Lucas Arantes afirmou que fez o espetáculo para "discutir o papel da arte como crônica de seu tempo". O texto da peça Edifício London virou livro pela Editora Coruja.

Toda esta polêmica acontece no mês em que a morte da menina completará cinco anos. Na noite do dia 28 de março de 2008, Isabella Nardoni, de cinco anos, morreu após ser atirada pela janela do sexto andar do Edifício London, na zona norte paulistana. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados por homicídio doloso triplamente qualificado e estão presos (veja cobertura completa do R7 sobre o caso).

O que você acha dessa história? Opine, abaixo!

Você é contra ou a favor de a Justiça ter proibido a estreia da peça Edifício London, de Lucas Arantes, inspirada no Caso Isabella Nardoni, com o grupo Os Satyros?

  • Sou contra a proibição da peça. Porque acho que os artistas têm o livre direito de refletir sobre o que acontece na sociedade. Proibir o espetáculo é a volta da censura.
  • Sou a favor da proibição da peça. Porque acho que a mãe da menina Isabella tem o direito de não querer que a história de sua filha inspire um espetáculo.

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thiago carreira sergio mastropasqua foto eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Thiago Carreira conversa com Sergio Mastropasqua no Café do Núcleo Experimental - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

Clima de estreia
A coluna flagrou o bate-papo descontraído dos atores Thiago Carreira e Sergio Mastropasqua, no Café do Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda, em São Paulo. Eles acertavam os últimos detalhes da estreia da noite desta sexta-feira (1º): o espetáculo Cândida, de Bernard Shaw Na peça, os dois vão disputar o amor da personagem título, interpretada por Patrícia Pichamone. A direção é de Zé Henrique de Paula. Segunda, sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. O ingresso custa R$ 50 no sábado e R$ 40 nos outros dias. Merda.

yara de novaes bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Yara de Novaes dirige Maria Miss - Foto: Bob Sousa

Mineiros no Ipiranga
A diretora mineirinha Yara de Novaes, amiga da coluna, reestreia a peça Maria Miss, no dia 28, no Sesc Ipiranga, em São Paulo, onde fica em cartaz até 19 de abril. O espetáculo é baseado em texto de outro mineiro, Guimarães Rosa. Daniel Alvim deixou a peça, e o novo elenco é formado por Tania  Casttello, Plínio Soares e Leonardo Bertholini. Turma do bem.

Falando nela...
Yarinha era uma das mais belas na entrega do Prêmio CPT, na última segunda (25), em São Paulo. Veja a cobertura completa da festa!

Filho pródigo
O espetáculo Arte, com Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel, volta ao Rio nesta sexta (1º), no Teatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca.

Agenda Cultural da Record News
[r7video http://noticias.r7.com/videos/teatro-em-sao-paulo-ja-conta-com-horario-alternativo/idmedia/5130d082b61c75d91443eb2e.html]
Com Nathalia Boscolo, editora da Record News

ventos Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Yoshito Ohno em SP - Divulgação

Arte japonesa
Yoshito Ohno, filho Kazuo Ohno, ministra workshop no Sesc São Paulo a partir do próximo dia 4 e apresenta o espetáculo resultado deste trabalho, Ventos do Tempo, no Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245). Será quinta (7) e sexta (8), às 20h, no espaço do Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho, o CPT. A montagem refletirá a arte do butô, criado por seu pai. "Eu reflito repetidamente sobre quais fundamentos Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno criaram o Butô. Eu assisti ambos apresentarem suas filosofias: Hijikata justapõe essência e presença combinando-as de um modo muito particular, enquanto Ohno nos dá uma visão profunda sobre vida e morte e suas conexões com o butô. Meu desejo é que as coisas que aprendi com eles sejam transferidas para as próximas gerações", falou Yoshito. Os ingressos, disputados a tapa, custam apenas R$ 10. Quem conseguir depois dá aqui seu testemunho.

Musos do Teatro
Joaquim Lino e Ellen Nicole são os novos Musos do Teatro R7. Veja os dois.

afrodite Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Dupla discute mundo das mulheres - Divulgação

Mulher em discussão
Estreia neste sábado (2), na Livraria da Vila no Shopping JK, em São Paulo, a comédia Afrodite Já Tinha Celulite. No elenco, estão Juliana Araripe e Camila Raffanti, que fizeram parte do sucesso Confissões das Mulheres de 30. A montagem traz muito humor sobre o universo feminino contemporâneo. Fica em cartaz aos sábados, às 20h, e domingos, às 18h, até 28 de abril. O ingresso custa R$ 60. A direção é do Coletivo de Criação Mano que Da Hora. Criativo o nome, né?

Inscrições abertas
A SP Escola de Teatro tem vagas para cursos gratuitos. Entre eles, de interpretação e de produção executiva para teatro. Saiba mais aqui.

mulheres pobres Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Mulheres Pobres: de gaiatas no navio - Foto: João Caldas

Humor no oceano
Se Mulheres Ricas está chegando ao fim na Band, a peça Mulheres Pobres, sátira do programa de TV, vai de vento em pôpa. Tanto que o espetáculo foi convidado para se apresentar no cruzeiro Costa Favolosa. A obra vai estar a bordo durante o trajeto Angra dos Reis (Rio de Janeiro) / Santos (São Paulo), até este sábado (2). Com produção da  jornalista
Roseli Tardelli e direção de Sílen de Castro, o espetáculo trata das aventuras das personagens criadas pelas próprias
atrizes Cecé Fialho, Daphne Bozaski, Fernanda Magnani, Flavia Strongolli e Jana Mundana. O povo vai rir tanto que nem vai ter enjoo.

Participação especial O cachorro Chico tem participado de algumas sessões do espetáculo Inferno na Paisagem Belga, no Espaço dos Satyros 1, em São Paulo. Mas só entra em cena quando quer.

Geisy no palco
Falando em Inferno na Paisagem Belga, a ex-estudante de turismo Geisy Arruda é citada na peça pelo ator Robson Catalunha, entre as coisas bregas que ele gosta. Gaby Amarantos também. Que graça.

Cantada
O ator João Pedro Matos, que faz despido a peça Bicha Oca, na qual contracena com Rodolfo Lima, ficou constrangido em uma das últimas sessões na Casa Contemporânea, em São Paulo. Um rapaz saidinho da plateia perguntou, na lata, após os aplausos, se o ator baiano estava solteiro. Gente atrevida...

domingos montagner Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Domingos Montagner: no Rio e em Sampa - AgNews

Corre Cotia
Domingos Montagner, o galã da novela Salve Jorge (Globo), não parou seus trabalhos no teatro, mesmo com o sucesso na TV. O que faz muito bem. O moço, que também é palhaço, ajudou a levar a peça Mistero Buffo ao Centro Cultural Wurth, na rua Adolf Wurth, 557, em Cotia, na Grande São Paulo, neste fim de semana. As apresentações serão neste sábado, às 21h, e no domingo, às 20h. A entrada custa R$ 40. Recado dado.

Viagem a BH
A Cia. Elevador de Teatro Panorâmico apresenta o espetáculo Ifigênia em Belo Horizonte nos dias 15, 16 e 17 de março no Grande Teatro do Sesc Palladium. É a primeira vez que a trupe paulistana vai à capital mineira. A direção é de Marcelo Lazzaratto, com dramaturgia de Cássio Pires, inspirado no clássico de Eurípedes. Além da peça, o grupo também vai ministrar um workshop gratuito aos mineiros. É isso aí.

magiluth Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Magiluth roda o Brasil: agora em BH - Foto: Mauricio Cuca

Minas com Pernambuco
Falando em BH, outro grupo de fora também vai invadir a cidade. Os garotos do Grupo Magiluth, de Recife, levam dois espetáculos à capital mineira neste mês: Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você, nos dias 14, 15 e 17, às 21h; e 1 Torto, nos dias 15 e 17 de março, às 19h. Os pernambucanos serão abrigados no Teatro Espanca!, da amiga da coluna Grace Passô. O endereço é rua Aarão Reis, 542 (pertinho da praça da Estação). O ingresso é barato que só: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia. Meus conterrâneos, vamos prestigiar os meninos, uai.

cibele forjaz Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cibele Forjaz: nova peça - Divulgação

Mulher traidora
Madame Bouvary, de Gustave Flaubert, é um dos mais prestigiados romances da literatura universal, com a história de uma mulher que trai seu marido até não mais poder. Pois a diretora Cibele Forjaz foi beber desta fonte para montar sua nova peça, Madame B - Fita Demo, com dramaturgia do português Jorge Louraço. A estreia está marcada para a próxima sexta (8), na Casa Livre, em Sampa. No palco, Mariana Senne, que idealizou o projeto, e Ieltxu Martinez Ortueta, que é basco. Pegada internacional.

Brilhando no Shell
A camareira Ieda Ferreira será homenageada no 25º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo. Há décadas, ela cuida para que tudo esteja em ordem nos bastidores dos espetáculos que ela trabalha. Uma justa homenagem. O Prêmio Shell será entregue em 12 de março, na Estação São Paulo, em Pinheiros.

peter pan Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peter Pan, o Musical chega ao Teatro Augusta - Divulgação

Terra do Nunca
Mais um musical para as crianças! Estreia neste fim de semana no Teatro Augusta (r. Augusta, 943, São Paulo) Peter Pan - O Musical. Fica em cartaz até 26 de maio, sempre aos domingos, às 16h. A inteira é R$ 40. No elenco, estão Aline Carvalho (Wendy), André Haidamus (Smee), Bruno Figueira (menino perdido), Gabriela Carvalho (Sininho e Índia Tigresa),  Larissa Lessa (menino perdido), Lucas Britsky (Capitão Gancho), Matheus Paiva (Peter Pan) e Vinicius Prates (João). O espetáculo tem direção de Tiago Pessoa, da Pessoa Produções. As crianças vão adorar.

Fervo
A festa Gambiarra comemora cinco anos de vida, nesta sexta (1º), com festança na boate paulistana The Week. A coluna vai.

O Pai
Joe Jackson, pai de Michael Jackson, estará na coletiva de imprensa de lançamento do musical Forever King of Pop, na próxima sexta (8), no Hotel Tivoli, da alameda Santos, em São Paulo. O espetáculo será apresentado em 13 de abril, no Ginásio Ibirapuera. Jean Paulo Campos, o Cirilo de Carrossel, será Michael menino.

monica martelli Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Monica Martelli: de volta a SP - Divulgação

Mulher solteira procura
Depois de sete anos em cartaz e público de 1 milhão de pessoas em mais de 1.000 apresentações Brasil afora, a comédia Os Homens São de Marte... E É para Lá que Eu Vou, de Monica Martelli, volta a São Paulo. A peça faz apresentação única no HSBC Brasil no dia 7 de abril, às 20h. Os ingressos vão de R$ 40 a R$ 100. A encenação terá tradução simultanea para Libras, a Linguagem Brasileira dos Sinais. A peça conta a história de Fernanda, uma trintona quase quarentona desesperada para arrumar marido. É para rir até não poder mais.

ofantasmadosom Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O Fantasma do Som no CCSP - Divulgação

Rádio no palco
O  mundo mágico do rádio é o mote do espetáculo O Fantasma do Som. Estreia neste sábado (2), no Centro Cultural São Paulo. A peça é a sexta produção da Banda Mirim, com texto e direção de Marcelo Romagnoli, figurinos de Fábio Namatame e cenário e iluminação de Marisa Bentivegna. Em cena,a atriz Claudia Missura, que fez a empregada Janaína de Avenida Brasil. Ela atua com os atores-cantores Alexandre Faria, Edu Mantovani, Foquinha, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Nô Stopa, Olívio Filho, Rubi, Simone Julian e Tata Fernandes. Fica em cartaz o mês inteiro, quinta e sexta, às 14h30; e sábado, domingo e feriado, às 16h. Os deficientes também terão acesso: nos dias 8 e 22, a apresentação será feita com Libras. Já nos dias 15 e 23, terá audiodescrição. Que sirva de exemplo.

Números do Municipal
A Fundação Theatro Municipal de São Paulo tem hoje 600 funcionários, dos quais metade é no setor artístico. Além disso, 1.400 alunos fazem os cursos da instituição, que agora tem direção artística de John Neschling. Saiba mais sobre os novos projetos por lá.

thiago parera foto eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Thiago Parera posa para o blog no balcão do Café do Teatro do Núcleo Experimental - Foto: Eduardo Enomoto

Gente de Teatro
Quem vai ao Café do Teatro do Núcleo Experimental, na rua Barra Funda, 637, em São Paulo, logo fica encantado com a educação de Thiago Parera, que trabalha no espaço. Ele está por lá desde a inauguração, há um ano, a convite de Zé Henrique de Paula e Sergio Mastropasqua, que comandam o lugar. Faz sempre questão de assistir às peças apresentadas pelo grupo. A que mais gostou até o momento foi Senhora dos Afogados, "pelo texto de Nelson Rodrigues e a ótima música". Ele ressalta o clima bom por lá e conta que não só a turma teatral o frequenta. "Durante o dia vêm muitos moradores do bairro também". Já ficou amigo de muitos atores, como Laerte Késsimos, que deu dicas para ele do mundo audiovisual. Mas, será que tanta proximidade levará Parera para o palco também? "Eu sempre gostei de teatro, mas como espectador", ele fala. Para logo emendar: "Mas, vou fazer uma oficina agora com o Alexandre Meirelles e o Thiago Ledier". Pelo jeito, essa história apenas começa...

O cartaz
Veja aí, abaixo, o cartaz da peça Edifício London, do dramaturgo Lucas Arantes. A arte é de Bruna Ariane. O diretor, Fabrício Castro, contou à coluna que está "com a ansiedade a mil". Não é para menos, o espetáculo promete ser um dos mais polêmicos do ano, pois foi inspirado no assassinato da menina Isabella Nardoni. Estreia neste sábado (2), à meia-noite, no Espaço dos Satyros 1, em São Paulo (leia entrevista com os protagonistas).

cartaz edificio london Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

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musosdoteatro fevereiro2013 Joaquim Lino e Ellen Nicole são Musos do Teatro R7

Joaquim Lino chama a atenção de quem vê ¡Salta!; já Ellen Nicole é destaque da comédia Tia Emanuelle; os dois foram eleitos Muso e Musa do Teatro pelos internautas do R7 - Fotos: Arquivo pessoal

Após disputada votação dos internautas do R7, os atores Joaquim Lino e Ellen Nicole são os mais novos Muso e Musa do Teatro R7.

Os dois chamaram a atenção do público nos palcos paulistanos neste mês de fevereiro de 2013.

Joaquim Lino, que faz aniversário no próximo dia 8 de março, é ator da peça  ¡Salta!, da Cia. de Teatro Dodecafônico. O espetáculo encerra temporada neste fim de semana no Sesc Santo Amaro (leia a crítica aqui). Ele teve 60,9% dos votos da enquete masculina.

Já Ellen Nicole, que obteve 55,5% dos votos na equete feminina, é atriz da comédia Tia Emanuelle, que está em cartaz no Teatro Augusta até 14 de abril.

Em breve você verá, aqui no Atores & Bastidores do R7, reportagem e ensaio fotográfico exclusivos com os dois atores.

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BiografiaNãoAutorizada TiagoRobert e MarcosOliveira foto de FranciscoJúnior 6 Ator decadente resolve contar podres da TV na comédia <i>Biografia Não Autorizada</i> em SP

Marcos Oliveira e Tiago Robert protagonizam peça Biografia Não Autorizada, de Daniel Torrieri Baldi e Maristela Bueno, em SP - Foto: Francisco Júnior

Por Miguel Arcanjo Prado

A profissão de ator costuma ser recheada de altos e baixos. Um dia a mesma estrela de tempos de outrora pode se tornar um artista desconhecido do novo público, sobretudo em um país sem memória como é o Brasil.

O espetáculo Biografia Não Autorizada propõe exatamente esta discussão, claro que calcado em muito humor. A peça estreia em São Paulo nesta sexta-feira (1º), no Teatro MuBE Nova Cultural.

Marcos Oliveira, o Beiçola de A Grande Família (Globo), vive este ator, Modesto Valadares, que vive em um pequenino apartamento, onde estão entulhados os restos de seu passado glorioso. O personagem desconta no álcool suas frustrações profissionais.

O ator revela que seu personagem é uma representação de casos muito comuns em nosso País.

— Muitos atores passam pelo auge e depois chegam ao fundo do poço. A peça questiona essa instabilidade. É muito fácil você ter reconhecimento e depois não ter mais; é nesse momento que a gente começa a lidar com os nossos sonhos e pesadelos.

Para vingar seu ostracismo, resolve contar todos os podres da TV em um livro biográfico. Mas, vai sofrer um embate com sua consciência, interpretada por Tiago Robert, ator que foi destaque do musical Garota Glamour, de Wolf Maya.

O texto foi escrito a quatro mãos, em uma parceria dos dramaturgos Daniel Torrieri Baldi e Maristela Bueno. A direção é de Jair Assumpção. Para ele, “a peça representa o tragicômico da vida do ponto de vista de um ator que teve os holofotes da televisão ao seu favor e, na velhice, se vê relegado ao terceiro plano”.

— Este texto revela o saber irônico da comédia da vida com sua dor física, moral e emocional. O público vai se identificar com a humanidade da personagem que traz a comédia nas memórias absurdas e a visão cômica do real.

Os figurinos são assinados por Paula Sabbatini. Já o desenho de luz é de Salsicha. Mônica Nassif fez a direção de arte; Fábio Sá, a sonoplastia, e Nara Marques, a assistência de direção.

Biografia Não Autorizada
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. 70 min. Estreia em 1º/3/2013. Até 5/5/2012.
Onde: Teatro MuBE Nova Cultural (rua Alemanha, 221, Jardim Europa, São Paulo, tel. 0/xx/11 4301-7521)
Quanto: R$ 40 ( sessões beneficentes nos dias 2 e 3/3 (sábado e domingo) e dias 7 e 14/3 (sessões extras, quintas-feiras, 21h) o ingresso será trocado por 1 kg de alimento não perecível)
Classificação etária: Livre

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O mês de fevereiro de 2013 chega ao fim e chega a hora de você, internauta do Atores & Bastidores do R7, escolher quem foram o Muso e a Musa do Teatro R7!

Veja os indicados e vote em seus preferidos!

O resultado sai aqui no blog, na tarde desta quinta (28). Os vencedores ganharão perfil e ensaio fotográfico aqui no R7.

Quem foi a Musa do Teatro R7 de fevereiro de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • musa ellen nicole 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Ellen Nicole (Tia Emanuelle)
    55.5%
  • musa juliana calderon 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Juliana Calderón (Cabaret - E o Tal Mundo Não se Acabou)
    5.8%
  • musa malu rodrigues 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Malu Rodrigues (O Mágico de Oz)
    16.7%
  • musa nathalia rodrigues 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Nathalia Rodrigues (Divórcio)
    1.1%
  • musa paula giannini 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Paula Giannini (Casal TPM)
    21%

Quem foi o Muso do Teatro R7 em fevereiro de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • muso fabio assuncao 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Fábio Assunção (Adultérios)
    11.9%
  • muso joaquim lino 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Joaquim Lino (¡Salta!)
    60.9%
  • muso jose roberto jardim 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    José Roberto Jardim (Terra de Santo)
    5.1%
  • muso nicola lama 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Nicola Lama (O Mágico de Oz)
    15%
  • muso rafael primot 150x150 Quem foi o Muso e a Musa do Teatro em fevereiro?
    Rafael Primot (Ensaio)
    7.1%

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