Desagua 5  creditos divulgacao Teatro de Rua: Peça questiona a falta de água em SP

[Des]água: ritos de rios e ruas como forma de interromper o curso do sistema - Foto: João Claudio de Sena

"A gente precisa é de uma revolução"
Coletivo Alma

Por SIMONE CARLETO*
Especial para o R7

No horário de início do espetáculo [Des]água, do Coletivo Alma (Aliança Libertária Meio Ambiente), o grupo forma uma roda para o aquecimento.

Ao emitir os sons da bela vocalização que fazem como preparação para a cena, atraem as pessoas que transitam pelo local. Como comentou Anderson Silva Oliveira, trabalhador do setor de produção de uma fábrica e que ia cortar o cabelo quando observou os instrumentos musicais colocados na praça do Patriarca, em São Paulo, durante apresentação na Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas 2013.

Na mesma praça, o grupo fez temporada do espetáculo até o dia 20 de agosto de 2014 e agora segue para apresentações em diversas cidades do Estado.

Em meio ao trânsito de pessoas e sons próprios do local, com o forte calor do sol, o elenco convocou o público para a representação, desejando boa tarde e abrindo alas para o teatro de rua.

 Teatro de Rua: Peça questiona a falta de água em SP

Coletivo Alma: grupo tem forte militância ambiental na zona leste de São Paulo  - Foto: João Claudio de Sena

Com direção geral de Edgar Castro, os atores e atrizes logo mostram que cantam, dançam, representam e tocam instrumentos, características de artistas que desenvolvem diversas habilidades para conquistar o público. Na rua, a capacidade de comunicação é calcada nessa presença viva.

A trupe se apresenta, contando a respeito de sua origem e militância ambiental na zona leste de São Paulo. A dramaturgia do espetáculo é concebida pelo coletivo com colaboração de Rogério Guarapiran em quadros que podem ser vistos individualmente. No elenco, estão Adilson Fernandes “Camarão”, Adriana Gaeta, Alexandre Falcão, Ana Rolf, Fabrício Zavanella, Letícia Elisa Leal, Mauro Grillo e Thiago Winter.

Eles dão vida às personagens da fábula, mostrando dois povos: o povo bacia, que celebra a natureza, e o povo pneu, que aprisiona a força das águas – e se encontram às margens de um rio morto, entrando em conflito.

Os artistas representam diferentes papéis, com figurinos de Samara Costa em cores que remetem à relação com a terra e a natureza e são transformados com adereços durante o espetáculo. Assim, contam a história de como os seres humanos no sistema capitalista exploram recursos naturais e pessoas como se fossem infinitos.

Cadê o rio?

“Cadê o rio que estava aqui?” Pneus, bacias, balde, moringas, água e a música executada ao vivo com direção de Raniere Guerra dão os tons das cenas, que presentificam a pesquisa realizada em lugares em que o curso dos rios foi canalizado com a urbanização.

Desagua 1 creditos Annaline Curado Teatro de Rua: Peça questiona a falta de água em SP

Cadê o rio que estava aqui? - Foto: Annaline Curado

O grupo discute os desdobramentos e engrenagens de um sistema que chegou a um quadro insustentável: tendo a água como alegoria, mostra-se o esgotamento do planeta.

O coro entoa: “Pra onde você vai? Tudo compra, compra, e nada alivia!”. São apresentados animais em águas contaminadas; população ribeirinha em área que sofre ameaça de remoção. “Como nossa vida rio pode seguir livre?”, diz a integrante do “povo bacia”.

Retrata-se a vida caótica na cidade, em meio ao individualismo, nervosismo, confusão e palavrões; a exploração dos trabalhadores; processos de disputa por lucro, poder; cooptação e alienação.

A empresa que produz água engarrafada [Des]água mostra em detalhes alguns meandros desses processos e ainda distribui uma “amostra grátis” do produto, numa pequenina garrafa.

Proposta à reflexão

Então, a partir da interação com o público e forte presença do caráter ritualístico do teatro, o grupo acentua a possibilidade de reflexão, evidenciando contradições e provocando os presentes a pensar em possíveis soluções.

Desse modo, aprofundam a abordagem sobre o tema de forma contundente e realizam um dos principais aspectos do teatro de forma épica: antes de somente julgar é preciso colocar em questão e em relação.

*Simone Carleto é atriz, diretora e arte-educadora com graduação e mestrado em artes pela Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). Doutoranda pela mesma instituição, com a orientação do prof. dr. Alexandre Mate, pesquisa propostas de formação de atores e atrizes e coordena a Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos. A coluna Teatro de Rua é uma idealização do fotógrafo Bob Sousa; ela é escrita por pesquisadores da pós-graduação do Instituto de Artes da Unesp. 

Desagua 3 creditos Annaline Curado Teatro de Rua: Peça questiona a falta de água em SP

Enquanto o nível do reservatório cai a cada dia, o Coletivo teatral Alma chama atenção da população de SP para a falta de água em espetáculo de rua - Foto: Annaline Curado

 [Des]água
Com o coletivo Alma (Aliança Libertária Meio Ambiente)
Onde e quando:
Atibaia (dia 25 de agosto), às 16h na Praça Guanabara
Itanhaém (dia 27 de agosto) às 19h na Praça Narciso de Andrade (Praça Central)
Jandira (dia 14 de setembro) às 16h no Assentamento do MST
Presidente Prudente (19 de setembro) às 20h no espaço da Federação Prudentina de Teatro
Panorama (dia 20 de setembro) às 19h no Departamento de Cultura
Tupi Paulista (dia 22 de setembro) às 10h na Escola Municipal Prof. Leônidas Ramos de Oliveira
Quanto: Grátis (obs. em caso de chuva as apresentações em espaço aberto serão canceladas).
Classificação etária: Livre

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laila garin bob sousa5 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Atriz e cantora baiana, Laila Garin conquista Brasil ao viver Elis Regina nos palcos- Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

O Brasil descobre o talento de Laila Garin [a pronúncia correta é Garran]. A baiana, filha de uma brasileira e de um francês, conquista o público ao encarnar Elis Regina no espetáculo Elis, a Musical, que volta para São Paulo em mais duas sessões nos próximos dias 30 e 31 de agosto no Espaço das Américas, após temporada de sucesso no Teatro Alfa.

Laila recebe Bob Sousa e eu para esta Entrevista de Quinta no apart hotel onde está morando, na região da avenida Paulista, em São Paulo, cidade que faz parte de sua história, como revela depois.

De repente, a porta do elevador se abre e sua voz se impõe no ar. Chega ao saguão falando ao telefone. Parece que todo mundo quer falar com Laila.

No último sábado (16), Laila fez parte do melhor momento do programa Criança Esperança, na Globo, cantando, tal qual Elis, ao lado de Ney Matogrosso e de colegas de espetáculos musicais, a Canção da América. O Brasil inteiro ficou boquiaberto com o que viu e ouviu.

Durante a conversa com o Atores & Bastidores do R7, entre uma mordia e outra na maçã, falou de forma pausada, dando peso a cada palavra. Tal qual aquela cantora Pimentinha que o Brasil perdeu tão cedo e jamais se conformou.

Leia com toda a calma do mundo.

laila garin bob sousa2 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Laila Garin fez musical e teatro de pesquisa em São Paulo antes de encarar Elis - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Laila, a Elis é muito forte, marcante, como você faz para não virar a Elis diante deste sucesso todo?
Laila Garin — Pela própria abordagem da peça... Ninguém nunca quis que imitasse Elis. Meu trabalho não é imitação; mesmo. Acho que as pessoas entendem como uma homenagem, por mais que lembrem coisas relacionadas a Elis. Tem a parte da saudade de Elis, mas também tem muito de memórias pessoais, de coisa que as pessoas viveram.

Miguel Arcanjo Prado — É que cada um tem a sua Elis...
Laila Garin — Isso. A peça, contando a história da Elis, acaba contando a história da música e do País. São memórias que transcendem a Elis. E é o que a Elis fazia. As pessoas não são tão loucas por Elis só porque ela tem uma voz maravilhosa e ponto. Mas, porque o que ela faz cantando toca as pessoas em suas questões mais pessoais, até porque ela faz isso de uma forma pessoal também.

Miguel Arcanjo Prado — Tem quem pense que você é a Elis reencarnada?
Laila Garin — Eu não tenho como controlar a cabeça das pessoas, mas sinto que o público, quando vem falar comigo, ressalta minhas características como artista. E acho que vai depender também das coisas que vou fazer depois de Elis. Tem muita gente assistindo, graças a Deus. É teatro, não é TV, mas com essa peça a gente conseguiu atingir o máximo de espectadores. É grandioso demais. Mas também tinha gente que me conhecia de outros trabalhos. Eu não me confundo com Elis; de jeito nenhum! [risos]

Miguel Arcanjo Prado — Conheci você no palco do Teatro Itália, fazendo Eu Te Amo Mesmo Assim. Para mim foi uma aparição como foi a de Marisa Monte, fiquei impressionado com sua voz. Como você lida com o fato de um dia estar lá no Teatro Itália, em uma peça pequena, e agora estar neste turbilhão que é o musical, encabeçando uma superprodução, com você na proa de um navio?
Laila Garin — Eu acho que, primeiro, eu não tenho 20 anos de idade. Nem 18. Não sou deslumbrada. Segundo, que esta visão de que agora estou no navio é real porque é uma produção grande, é um navio gigante. Mas continua sendo teatro, é coletivo. Tenho os colegas em cena, preciso do cara da luz, do som, do Dennis [Carvalho, diretor]. Tem um trabalho danado. Essa visão de glamour é mais de fora. Tenho um dia a dia de atleta tendo que cuidar do que como, do que durmo. É uma trabalheira danada!

Miguel Arcanjo Prado — Quando você começou no teatro?
Laila Garin — Comecei cedo. A primeira vez que subi no palco tinha cinco anos. E a partir dos 11 eu nunca parei. Tenho uma visão do artesanato do teatro. E Elis foi construído em cada detalhe. Não é de uma hora para outra que as coisas acontecessem. Elis é um grande passo na minha carreira, nunca recebi e fui indicada para tantos prêmios [ela levou o Prêmio Shell de Melhor Atriz e está indicada ao Prêmio APCA na mesma categoria].

laila garin bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Leila Garin: "Eu não tenho 20 anos de idade. Nem 18. Não sou deslumbrada" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você nunca tinha sentado no sofá do Jô Soares...
Laila Garin — Exatamente. Mas o meu trabalho veio num crescendo, que foi escolhido. Passei sete anos em São Paulo, dos quais cinco fiz teatro de pesquisa. Levava nove meses ensaiando uma peça para 80 espectadores, com o Cacá Carvalho, na Casa Laboratório. Depois, fui para o Rio de Janeiro trabalhar com o João Falcão, fazer Eu te Amo, que você viu. Por mais que fosse pequeno, era para fazer uma temporada e a gente fez sete, com uma repercussão qualitativa intensa. Depois veio o Gonzagão, que teve uma repercussão maior ainda. Você viu também, né?

Miguel Arcanjo Prado — Vi lá no Festival de Curitiba... Queria te perguntar uma coisa: você acha que hoje fazem falta artistas que se coloquem politicamente e façam uma obra mais emblemática, que consiga ir além da voz, que transcenda?
Laila Garin — Eu acho. Mas estamos também em outro contexto. O momento político não é tão claro. Na época da Elis, os inimigos eram mais claros, vivíamos em uma ditadura e a gente precisava de liberdade de expressão. Talvez a gente tenha algumas músicas ou cantores que tomem algum partido. Você tem um hip hop, um rap que tem claramente um discurso social. Mas a Elis não era compositora... E a Elis também foi acusada de várias coisas, de ser muito fria, de ser muito técnica, de estar de um lado, até porque ela já era a cantora desde cedo. Para mim faz falta as vísceras mesmo. Não acho que tem de ficar sabendo da vida pessoal das pessoas, mas quando falo de cantar colocando de si é um engajamento artístico, de alma, de víscera. Às vezes parece que está tudo muito blasé e não tem muita diferença de um cantor para o outro.

Miguel Arcanjo Prado — É verdade.
Laila Garin — Minhas referencias estão todas na geração da Elis praticamente. Por mais que tenham algumas atuais que eu goste muito: eu adoro Renata Rosa [cantora paulistana] e Mayra Andrade [cantora cabo-verdiana]. Eu adoro cantores pop também, mas acho que esse diferencial, assim, está em poucos.

Miguel Arcanjo Prado — Para onde vai o musical?
Laila Garin — Depois de São Paulo, vamos fazer turnê por algumas capitais, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Curitiba.

Miguel Arcanjo Prado — E Salvador?
Laila Garin — Eu estou torcendo, estão organizando aí... Para mim vai ser muito especial ir para Salvador.

Miguel Arcanjo Prado — Você morou na França?
Laila Garin — Meu pai é francês, e eu passei cinco meses na França antes de vir para São Paulo em 2003. Então, passei sete anos aqui e depois fui para o Rio em 2010.

laila garin bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Laila Garin: "Em São Paulo, você exercita um anonimato que faz você pensar qual é o seu valor independentemente do reconhecimento e da aprovação do outro" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você sofreu em São Paulo?
Laila Garin — Aqui eu aprendi a ser uma pessoa melhor. Além de ser filha única, a Bahia tem essa coisa de ser mãe. Na Bahia eu tinha um trabalho reconhecido dentro da classe teatral. Em São Paulo você exercita um anonimato que faz você pensar qual é o seu valor independentemente do reconhecimento e da aprovação do outro. Você tira de você mesmo. Talvez isso volte à sua pergunta primeira. Eu tive essa escola. Primeiro fui para Paris, que apesar de ser bem menor que São Paulo, foi uma porrada. Depois, São Paulo. Tive de chegar, dizer: "oi, sou fulana de tal". Eu vim fazer o musical Grease e pensei que iria conhecer todo mundo do teatro. E nada disso, só fiquei conhecendo o povo do musical.

Miguel Arcanjo Prado — O teatro de São Paulo tem muito disso, de turmas que não se misturam, tem o teatro da praça Roosevelt, o da pesquisa, o musical, o comercial...
Laila Garin — Exatamente. É tão grande e o mercado é tão diverso que conheci primeiro só o povo do musical. Depois passei cinco anos fazendo pesquisa e neguinho do musical nem sabia que eu estava aqui. Foi aqui que eu comecei a ter um pouquinho mais de autonomia. Eu gosto muito de São Paulo.

Miguel Arcanjo Prado — E o Rio?
Laila Garin — O Rio foi solar, foi bem mágico. E pela magia da cidade e pela magia de João Falcão. Fui trabalhar com ele. Eu ia fazer Carmen Miranda com ele e o projeto acabou não acontecendo e fiquei com essa frustração. Também queria ter feito o filme A Máquina e não rolou.... Porque ele é dessa área música e teatro, que sempre acreditei. Estava com um projeto para fazer em Marselha e surgiu o Eu te Amo Mesmo Assim, mas ninguém sabia direito como iria ser. Só sabia que tinha de estrear tal dia. Eu falei: "vocês estão loucos?" Mas eu topei e me mudei para o Rio.

Miguel Arcanjo Prado — Laila, você canta muito bem, faz tempo que não surge no Brasil uma cantora que canta [risos]. E você canta. Não pensa em investir nisso?
Laila Garin — Obrigada [tímida]. O teatro sempre teve em primeiro plano, mas fiz muita coisa como cantora na Bahia. Em São Paulo a coisa não foi muito pra frente. No Rio, fiz um disco, fiz um Som Brasil...A gente está vendo isso agora. Eu sempre cantei atrás de um personagem. Foram estilos muito diversos, do canto lírico ao samba. Estou tentando entender que música pode me traduzir mais.

Miguel Arcanjo Prado — Achar seu recado artístico?
Laila Garin — Recado pode parecer pretensioso, que eu tenho alguma coisa para dizer. Eu não tenho. Tenho perguntas.

Miguel Arcanjo Prado — Já tem compositor mandando música?
Laila Garin — Tem gente que manda coisas... [pensativa] Eu não vou deixar de ser atriz. Estou pesquisando algumas coisas de música, mas o teatro é meu lugar também. Elis tem ainda uma vida longa, depois da turnê nacional a gente vai voltar par ao Rio. Tem de ver como vai isso... Tem coisa aí pela frente...

Miguel Arcanjo Prado — A cena mais importante sua no musical é a da entrevista final de Elis. É ali que você se coloca como grande atriz. Como é fazer esta cena?
Laila Garin — Essa cena foi especial. O Nelson [Motta, autor] e o Dennis [Carvalho, diretor] foram generosos e abertos. Eles aceitaram e a gente fez junto. A gente foi fechando, mexeu um pouquinho no texto, entraram algumas coisas que eu também pude escolher, isso é importante para aproximar, coisas que eu acredito também e que representam a Elis. Isso é delicado. E foi lindo. Algumas pessoas aqui em São Paulo falaram que o musical era chapa branca, que fica muito leve no final, mas é uma citação de um show que a Elis fez com o Daniel Filho. Quando a Elis morreu muita gente ficou falando da autópsia e das questões das drogas, mais do que da perda daquela pessoa e daquela artista que deixaria um buraco imenso. Ficou mais com essa coisa mórbida, que é natural, porque a gente quer ver o corpo estendido no chão, mas já que a gente tem essa natureza ruim, é bom estimular outras coisas do espírito. O Caio Fernando Abreu escreveu na época, lembrando que era a Elis, a artista, que estava indo embora. A peça não tem a coisa realista, do copo de uísque e tudo mais, mas pelo menos tem a tentativa de mostrar o sofrimento, a dor. Tem essas camadas.

Miguel Arcanjo Prado — Laila, por que você é artista?
Laila Garin — Por que eu não tenho outra alternativa.

Miguel Arcanjo Prado — Eu acho que você está falando igual a Elis...
Laila Garin — Como é "falando igual a Elis"?

Miguel Arcanjo Prado — Com esse jeito pausado, dando peso a cada palavra, se colocando. A Elis falava assim.
Laila Garin — Talvez eu já falasse assim. Eu tenho uma mãe [a professora aposentada da Faculdade de Comunicação da UFBA, Nadja Miranda] muito parecida com a Elis. Na franqueza, no temperamento — pelo menos do que eu vi de Elis, porque como ela mesmo diz, ninguém conhece ninguém. É da geração dessas mulheres fortes, que não são nenhum pouco perua, mulherzinha. Talvez até um pouco masculinas no jeito de agir, mas como diz Nelsinho [Motta], se Elis não fosse assim, não teria sobrevivido, até porque vivia num mundo masculino... Mas eu vi muito Elis, estou fazendo Elis cinco vezes por semana, posso estar falando mais pausado. Isso poderia acontecer com qualquer personagem que eu tivesse fazendo, não que a Elis seja uma personagem.

Miguel Arcanjo Prado — Mas não se preocupe, porque é lindo falar assim.
Laila Garin — É que eu tenho essa coisa já. E é o que eu gosto. A mulher que eu acho massa é essa mulher aí.

laila garin bob sousa1 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Laila Garin: "Sou artista porque não tenho outra alternativa" - Foto: Bob Sousa

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andressa urach eduardo enomoto Ex vice Miss Bumbum tenta a sorte no teatro

Mais uma carta na manga: Andressa Urach, que tenta prolongar a fama nos palcos de São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto EDUARDO ENOMOTO

Não se espante. Andressa Urach, aquela moça que ostenta eternamente por aí o título de ex-vice Miss Bumbum, resolveu entrar para o teatro paulistano.

Mandou que avisassem o blog que ela estreia nos palcos no dia 12 de setembro, uma histórica sexta-feira, às 21h30, no Teatro Maria Della Costa (r. Paim, 72, Bela Vista, São Paulo), espaço que completa 60 anos.

Andressa fará participação especial na comédia República das Calcinhas, escrita e dirigida por James Akel, com sessões sexta, 21h30, e sábado, 19h30, até 1º de novembro. Quem quiser conferir os atributos dramáticos da moça em cena terá de desembolsar R$ 60, a inteira, ou R$ 30, se tiver direito à meia-entrada.

Ironicamente, Andressa, tão conhecida por seus atributos físicos posteriores, interpretará uma vendedora de livros.

A divulgação ainda informa que trata-se de uma "comédia política".

Então, tá.

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jarbas homem de mello 2 Namorado de Claudia Raia faz teste com atores

Jarbas Homem de Mello no palco: agora ele vai dirigir um musical e seleciona elenco - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Jarbas Homem de Mello, namorado de Claudia Raia, com quem faz o musical Crazy for You, engatou um novo projeto.

Ele seleciona atores para Constellation - O Musical, que será produzido pela Brainstorming Entretenimento, que gerencia o Theatro NET Rio e Theatro NET São Paulo.

O texto da montagem é de Claudio Magnavita, e Frederico Reder assume a produção, aquele que disse ao R7 que seu teatro "não tem preconceito".

Atores interessados em disputar um papel precisam escrever até as 23h59 desta quarta (20) para o seguinte e-mail: casting@brainstorming.art.br. Precisam mandar currículo, duas fotos — uma de corpo inteiro e outra de rosto — e um link de vídeo no qual esteja cantando uma música, de forma afinada, é claro.

A produção pede que enviem e-mail apenas atores profissionais: atrizes, entre 19 e 50 anos, e atores, entre 19 e 30 anos. As audições serão no Rio com o próprio Jarbas.

A previsão de estreia é para outubro deste ano.

A peça se passa em um voo de uma companhia aérea, que inaugura o trecho entre Rio e Nova York, na década de 1950. Integram o repertório canções da época dourada do rádio, como Only You e Blue Moon. Pelo jeito, vai ser pura nostalgia...

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Françoise Forton e Aline Peixoto JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell50 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Olhar de uma mulher solitária no porão do Laura Alvim: as atrizes Françoise Forton e Aline Peixoto encenam a obra soturna de Ana Cristina Cesar em frente ao mar carioca - Foto: André Muzzel/AG. Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O porão da Casa Laura Alvim, que fica de frente à praia de Ipanema, no Rio, já viu obras com densidade completamente inversa ao clima de balneário que o rodeia.

Mais uma entra para esta coleção: Jazz do Coração. O espetáculo parte de cartas e poemas da escritora Ana Cristina Cesar, que também já foi tema da peça Um Navio no Espaço, de 2010, com Paulo José e Ana Kutner, pai e filha, no elenco.

Em temporada às terças e quartas, a nova montagem busca descortinar a obra de uma artista misteriosa e inquieta, que entrou para a geração de poetas alternativos da contracultura da década de 1970.

No palco, estão Françoise Forton e Aline Peixoto, dirigidas por Delson Antunes. Ambas dividem o papel de Ana Cristina César.

A obra, chamada de “drama-poético-musical” pelos artistas, ainda tem trilha sonora assinada por Pedro Luis.

Françoise Forton e Delson Antunes JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell19 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Idealizadores da peça: Françoise Forton e o ator Delson Antunes - Foto: André Muzzel/Ag. Cristina Granato

O diretor conta que a peça “tem um clima quase confessional” e fala “sobre relações, expectativas, do lado afetivo, dos amigos e muito da solidão, da carência, do amor”.

Françoise, que idealizou o projeto ao lado do diretor, revela que estava com vontade de fazer a peça há muito tempo. “Queria falar também da mulher, do feminino, mas buscava palavras ditas de outra forma, um outro olhar, e é impossível passar impunemente sobre a obra da Ana Cristina César. O texto dela é humano, feminino e atual. Sempre será”, finaliza.

Ana Cristina Cesar nasceu no Rio em 1952. Revelou-se como escritora na década de 1970. Fez letras na PUC-Rio, mestrado em comunicação na UFRJ e mestrado em tradução literária na Universidade de Essex, Inglaterra. Em 1983, aos 31 anos, a autora cometeu suicídio, jogando-se da janela do apartamento dos pais,  no oitavo andar de um prédio em Copacabana. Assim como na música Eu Tive um Sonho, de George Israel e Paula Toller.

Jazz do Coração
Quando: Terça e quarta, 21h. 70 min. Até 24/09/2014
Onde: Casa de Cultura Laura Alvim – Porão (av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio, tel. 0/xx/21 2332 2016
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 10 anos

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narradores Peça expõe desertores e questiona força policial

Peça do Teatro de Narradores quer discutir a força bruta ainda presente na sociedade - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As influências da ditadura militar no comportamento atual da polícia brasileira foram fonte de pesquisa para a peça Ensaio sobre a Esquadronização Geral, que o grupo Teatro de Narradores estreia neste sábado (23), no Teatro Ágora, em São Paulo.

A obra tem dramaturgia e direção de José Fernando de Azevedo e é inspirada no livro Retrato Calado, do filósofo Luiz Roberto Salinas Fortes (1937-1987), ex-professor da USP (Universidade de São Paulo).

Ao lado de nomes como o do diretor do Oficina José Celso Martinez Corrêa e do escritor Ignácio de Loyola Brandão, ele fez parte da geração de jovens que partiu de Araraquara, no interior paulista, rumo a São Paulo na década de 1950 e viram, a partir da década de 1960, os horrores da ditadura militar. No livro que deu origem à peça, Salinas conta o período de tortura que sofreu entre 1970 e 1974.

O espetáculo foca na história de quatro soldados desertores que vivem na clandestinidade e esperam uma nova mobilização. Para fazer a obra, o grupo partiu da pergunta: "O que resta da ditadura?". A forte repressão policial aos protestos recentes no País serviram também para provocar os artistas. "O esforço agora é o de interrogar sobre o tempo presente, sem que isso nos devolva uma revisão melancólica do passado", afirma o diretor.

Ensaio sobre a Esquadronização Geral
Quando: Sábado, 21h; domingo, 19h. Até 28/9/2014
Onde: Teatro Ágora (rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3141-2772)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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bob sousa denise fraga No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

Denise Fraga, atriz; no reflexo do espelho, o fotógrafo teatral Bob Sousa - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

O paulistano Bob Sousa é um dos principais nomes da fotografia teatral brasileira. Com mais de dez anos de carreira, registra para a história o cotidiano da cena paulistana contemporânea. Por suas lentes já passaram alguns dos maiores nomes dos nossos palcos e também gente que dá os primeiros passos na carreira. Neste 19 de agosto, Dia do Ator e também Dia Mundial da Fotografia, nada mais justo do que esta seleção de sete retratos de nomes dos palcos feitos com o olhar deste artista da imagem que tem no R7 a coluna semanal O Retrato do Bob.

bob sousa ruy cortez No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

O ator e diretor Ruy Cortez - Foto: Bob Sousa

 

bob sousa otto jr1 No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

O ator Otto Jr. - Foto: Bob Sousa

 

bob sousa teuda bara No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

A atriz Teuda Bara - Foto: Bob Sousa

 

bob sousa eduardo silva No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

O ator Eduardo Silva - Foto: Bob Sousa

 

bob sousa beto mettig No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

O ator Beto Mettig - Foto: Bob Sousa

 

bob sousa angela ribeiro No Dia do Ator e da Fotografia, veja sete retratos de Bob Sousa

A atriz Angela Ribeiro - Foto: Bob Sousa

 Veja também: 7 artistas clicados por Eduardo Enomoto

Conheça 7 mitos dos palcos brasileiros

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eduardo enomoto phedra d cordoba Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

A atriz cubana Phedra D. Córdoba posa em sua casa com o gato Primo Bianco - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

Um dos melhores fotojornalistas em atividade no Brasil, Eduardo Enomoto é acostumado ao mundo do hard news. Mas, sempre que sua movimentada agenda permite, abre uma brecha para o teatro estar diante de seu clique. Parceiro do blog, está sempre disposto a dar prestígio aos palcos com seu olhar. O fotógrafo da equipe do R7 já coleciona o registro de importantes nomes de uma geração que está botando o teatro paulistano para ferver. Neste 19 de agosto, Dia do Ator e da Fotografia, o blog selecionou sete fotografias deste profissional da melhor qualidade. Veja aí:

eduardo enomoto barbara salome Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

A atriz Bárbara Salomé - Foto: Eduardo Enomoto

 

eduardo enomoto esio magalhaes Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

O ator e palhaço Ésio Magalhães - Foto: Eduardo Enomoto

eduardo enomoto eloisa vitz Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

A atriz e diretora do Grupo Gattu Eloisa Vitz - Foto: Eduardo Enomoto

 

eduardo enomoto marba goicochea Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

A atriz peruana Marba Goicochea - Foto: Eduardo Enomoto

eduardo enomoto cristiano kunitake Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

O ator Cristiano Kunitake - Foto: Eduardo Enomoto

 

eduardo enomoto lauanda varone Veja sete artistas fotografados por Eduardo Enomoto neste Dia do Ator e da Fotografia

A atriz Lauanda Varone - Foto: Eduardo Enomoto

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El jardin de los cerezos foto Dana Hosova11 Peças do Mirada têm entrada a partir de R$ 7,50

Cena da peça chilena El Jardin de Cerezos (O Jardim das Cerejeiras) - Foto: Dana Hasova

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os ingressos para a terceira edição do Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos já estão à venda e têm preços convidativos ao bolso dos fãs de teatro: o mais barato custa R$ 7,50 e o mais caro, R$ 40, além de ter na programação espetáculos gratuitos. O festival foi lançado na última quinta (14) com produções de 12 países.

Moradores de São Paulo que desejarem acompanhar as peças que serão encenadas em Santos e em mais seis cidades da Baixada Santista entre 4 e 13 de setembro podem comprar as entradas no site ou nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo.

Terão direito a ônibus gratuito que os levará até o Sesc Santos e os trará de volta após os espetáculos do dia. O coletivo sairá do Sesc Vila Mariana (r. Pelotas, 141) e o lugar precisa ser reservado pelo telefone 0/xx/11 5080-3100.

Opção para escolher é o que não falta. São 40 espetáculos ao todo, sendo 25 internacionais. Caso sobrem entradas, elas serão vendidas também nos dias de sessão, nas bilheterias dos respectivos teatros uma hora antes de a peça começar.

O Chile é o grande homenageado desta edição do Mirada, que também tem peças da Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Paraguai, Peru e Portugal, além do Brasil.

Entre as peças nacionais disputadas pelo público, estão Walmor y Cacilda 64, o Teat(r)o Oficina, Fausto, da Cia. São Jorge de Variedades, e Puzzle A, de Felipe Hirsch com a Cia. Ultralíricos. Entre as gringas, já chamam a atenção dos espectadores Criadouro, do Centro Cultural da PUC do Peru, Matéria Prima, da Espanha, com o grupo La Tristura, e Banhos Roma, do México, com o Teatro Línea de Sombra, que na última edição causou furor com Amarillo.

Conheça a programação completa do Mirada.

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dia do ator maria esmeralda francisco cuoco fernanda montenegro o beijo no asfalto 1961 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Maria Esmeralda, Francisco Cuoco e Fernanda Montenegro em cena da peça O Beijo no Asfalto, em 1961: um clássico de nossa dramaturgia - Foto: Cedoc/Funarte

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Neste 19 de agosto, comemora-se o Dia do Ator de Teatro. O blog aproveita o dia de celebração para rememorar alguns dos muitos nomes fundamentais para que o teatro brasileiro seja hoje uma arte tão efervescente. Gente que ajudou a fundar a profissão de ator no País e que já entrou para a história. Veja que elenco de primeira:

Visite a galeria: Bob Sousa apresenta 7 retratos de artistas

Veja ainda: 7 atores da cena atual fotografados por Eduardo Enomoto

dia do ator cleyde yaconis 1960 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

A atriz Cleyde Yáconis (1923-2013) foi um dos grandes nomes de nossos palcos - Foto: Cedoc/Funarte

 

dia do ator sergio britto 1981 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Outro mito de nosso teatro é Sérgio Britto (1923-2011) - Foto: Cedoc/Funarte

 

dia do ator dercy goncalves 1948 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Dercy Gonçalves (1907-2008) é considerada a maior atriz de comédia que o Brasil já teve - Foto: Cedoc/Funarte

 

dia do ator maria della costa 1952 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Nascida em 1926, Maria Della Costa também marcou nossos palcos - Foto: Cedoc/Funarte

 

dia do ator tonia carrero 1974 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Nascida em 1922, Tônia Carrero é considerada a mulher mais bonita dos palcos brasileiros - Foto: Cedoc/Funarte

 

dia do ator eva todor No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Eva Todor, nascida em 1919, também é um dos mitos do teatro brasileiro - Foto: Cedoc/Funarte

 

dia do ator ruth de souza 1946 No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Ruth de Souza, nascida em 1921, é outro mito vivo de nosso teatro - Foto: Cedoc/Funarte

 

paulo autran No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

No olimpo das artes cênicas brasileiras não pode faltar Paulo Autran (1922-2007) - Foto: Cedoc/Funarte

cacilda No Dia do Ator, conheça mitos do nosso teatro

Claro que na lista não poderia faltar Cacilda Becker (1921-1969), considerada por muitos a maior atriz de teatro que o Brasil já viu em cena - Foto: Cedoc/Funarte

 

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