agenda cultural janeiro16 2015 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 16/01/2015

Miguel Arcanjo Prado apresenta toda sexta-feira a Agenda Cultural na Record News

O editor de Cultura do R7 e colunista da Record News, Miguel Arcanjo Prado, dá as melhores dicas culturais para seu fim de semana na Agenda Cultural do Hora News. Tem Milton Nascimento e a peça Caros Ouvintes em São Paulo. Na Bahia, tem o furacão Ivete Sangalo na Praia do Forte. Já em Balneário Camburiú tem Só pra Contrariar e Raça Negra. Nos cinemas tem o drama Livre e a animação Os Pinguins de Madagascar. Veja o vídeo:

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Além dos Cravos Grupo Em Foco 4 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Além dos Cravos, do grupo cearense EmFoco, será encenada em cemitérios de SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mundo dos mortos
O Cemitério da Consolação, em São Paulo, é cenário para a estreia em São Paulo da peça Além dos Cravos, do grupo cearense EmFoco. Será neste sábado (17), 16h, entre as tumbas. Como o público é reduzido (só 45 pessoas por sessão) é preciso reservar o ingresso pelo e-mail temporadaemfoco@gmail.com. Ficam por lá de sexta a domingo, sempre às 16h, até 1º de fevereiro. Nos dias 6,7 e 8 de fevereiro, a peça acontece no Cemitério São Paulo. Já nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro, o Cemitério do Araçá recebe a encenação. Será que o Zé do Caixão foi convidado?

Mundo dos vivos
Como não poderia deixar de ser, o grupo EmFoco sempre causa polêmica por onde passa. Ele também encenará em São Paulo a obra Jardim das Espécies. Esta será em um lugar menos fantasmagórico, a Casa Amarela (r. Consolação, 1075). As sessões serão nos dias 26 de janeiro e 2 e 9 de fevereiro, sempre às 20h. A entrada é gratuita. Mas fique esperto: são só 35 pessoas por sessão. Depois, não diga que não avisei...

Ah, eu voltei...
O blog estava de recesso, mas a pressão foi tanta para a coluna mais quente do teatro brasileiro sair nesta sexta (16), que resolvemos trabalhar em triplo e aí ela está. Então, aproveite.

coluna sampando Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Sampando, idealizado por Beto Marden, faz homenagem a São Paulo - Foto: Divulgação

Amor por SP
O aniversário de São Paulo é no dia 25 de janeiro. Mas a festa mesmo vai acontecer no dia 26, quando o espetáculo Sampando será apresentado no Theatro NET São Paulo, no shopping Vila Olímpia. O show especial terá participação de Vanessa Jackson e do grupo Demônios da Garoa, que são a cara da cidade. Tudo sob comando do ator e apresentador Beto Marden, que além de estar no palco, é o idealizador e diretor do projeto.

Cenas de um casamento
Depois de ser vista por 8.000 pessoas, a comédia Até que o Casamento nos Separe encerra temporada no Teatro Gazeta, em São Paulo, no dia 25 de janeiro. Até lá as sessões acontecem sábado e domingo, às 20h. No elenco estão Marco Zenni e Lilian Marchiori. A entrada custa R$ 50 a inteira. Vai, gente.

Agenda Cultural da Record News

Frescura das gotas úmidas
Algumas das canções mais lindas da MPB estão na trilha do espetáculo infantil Chovendo na Roseira, com direção da competente Fernanda Maia com o grupo Teatro do Bardo. A peça inaugura a programação para as crianças do Teatro Alfa, em São Paulo, no próximo dia 24 de janeiro, às 16h. Águas de Março, música imortalizada por Elis Regina e Tom Jobim, está no repertório. Que bom.

coluna so entre nos Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Só... Entre Nós fará apresentação única em Ribeirão Preto, interior paulista - Foto: Divulgação

Quietinho
A peça Só... Entre Nós fará apresentação única no Sesc Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, no próximo dia 21 de janeiro, às 20h30. A obra dirigida por Joca Andreazza tem Marcia Nemer Jentzsch, Ricardo Henrique e Tiago Martelli em um explosivo triângulo amoroso. Eita.

Recorde
A comédia Trair e Coçar, É Só Começar volta ao cartaz em São Paulo nesta sexta (16), no Teatro UMC, em São Paulo. Em 28 anos ininterruptos em cartaz, o texto de Marcos Caruso já foi visto por 6 milhões de espectadores em 9.000 apresentações. Isso já rendeu quatro registros no Guinness Book. Não é pra qualquer um...

Chilena
A peça Carolina de Lorca vai participar do festival Santiago Off, no Chile. As apresentações são nos dias 20 e 21 de janeiro. A direção é de Antônia Claret e Léo Kildare Louback. Já o texto foi escrito por Louback com Carolina Corrêa, que atua no monólogo que fala sobre a maternidade.

coluna Cabaré Glicose Crédito Elenize Dezgeniski Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ricardo Nolasco (à frente) em Cabaré Glicose: temporada em Portugal - Foto: Elenize Dezgeniski

Cruzando o Atlântico
Os curitibanos do Coletivo O Elenco de Ouro juntamente com artistas da Casa Selvática se preparam para realizar três apresentações em Portugal do espetáculo Cabaret Glicose, com dramaturgia e direção de Cleber Braga. As sessões serão nas cidades de Lisboa e Loures, entre 23 e 25 de janeiro. Ainda fazem parte do projeto os artistas Gabriel Machado, Leonarda Glück, Mari Paula, Manolo Kottwitz, Rafael Siqueira Guimarães, Ricardo Nolasco, Stéfano Belo e Victor Hugo. Boa viagem!

Cachoeira
A atriz Eline Porto passa férias na Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Última chance
Está se despedindo de São Paulo a peça pernambucana Complexo de Cumbuca, com atuação de Rodrigo Cavalcanti e direção de Rodrigo Dourado. A obra discute as relações afetivas (e sexuais também) no mundo gay. A última sessão é nesta sexta (16), 21h, na Casa Contemporânea, na Vila Mariana, com entrada a R$ 20 a inteira.

hamelete03 10x15 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Hamelete mistura Shakespeare com literatura de cordel em São Paulo - Foto: Divulgação

Ser ou não ser
Depois de abocanhar quatro prêmios no Festival de Teatro da Cidade de São Paulo, a peça Hamelete volta ao cartaz em São Paulo em 31 de janeiro, no palco do Armazém Cultural SP. O Grupo Careta reconstrói o texto de Shakespeare pela ótica do cordel. Lívia Simardi dirige a obra, que tem texto de Octávio da Matta. No elenco estão Luizinho Beltrame, Alberto Vizoso, Yves Carrasco, Marcelo Jacob, Octávio da Matta, Lívia Simardi e Patrícia Palhares. Ficam em cartaz até 29 de março, sempre sábado, 21h e domingo, 19h, com entrada a R$ 30. Estão todos convidados.

Falando de teatro 1
O teatro de hoje será descortinado nos mínimos detalhes no Seminário São Paulo – Cena Contemporânea. A organização é da Escola Superior de Artes Célia Helena, por meio do Instituto Raul Cortez, em co-patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. A abertura do evento será no dia 25 de janeiro, às 18h, no Teatro Célia Helena.

Falando de teatro 2
O seminário continua entre 2 e 5 de fevereiro, sempre às 20h. A entrada é gratuita. “Será rara oportunidade de refletirmos sobre as especificidades do nosso ofício, com algumas das vozes mais atuantes no cenário teatral paulistano”, diz Ligia Cortez, responsável pelo projeto.

Viva Paulo Goulart!
O Teatro Augusta, em São Paulo, está sob nova direção. Os atores Tiago Pessoa e Luciana Garcia são os novos responsáveis pelo espaço. Na próxima segunda (19), haverá por lá uma homenagem ao ator Paulo Goulart, que morreu no ano passado. A sala nobre do espaço ganhará seu nome. Nicette Bruno, viúva do ator, já confirmou presença.

Animais na Pista Crédito Roberto Setton Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Animais na pista: novo texto de Michelle Ferreira tem direção de Isabel Teixeira no CCSP - Foto: Roberto Setton

Abrindo a porteira
O Centro Cultural São Paulo, tradicional espaço artístico da cidade, inaugura sua programação teatral de 2015 nesta sexta (16) com a estreia de dois espetáculos. O primeiro é Animais na Pista, texto de Michelle Ferreira com direção de Isabel. Já o segundo é (puxe o fôlego) Guerra sem Batalha ou Agora e por um Tempo Muito Longo Não Haverá Mais Vencedores Neste Mundo, Apenas Vencidos (ufa!), com dramaturgia de Carlos Canhameiro a partir de texto de Heiner Müller e encenação da Cia. Les Commediens Tropicales e do quarteto À Deriva.

Novo baiano
O ator paulistano Ed Moraes está tão baiano que até foi à Lavagem do Bonfim, na Colina Sagrada, em Salvador, nesta sexta (16).

Verão com arte
A peça Nem Mesmo Todo o Oceano, com texto de Alcione Araújo e direção de Inez Viana, faz temporada gratuita em vários espaços cariocas entre 24 de janeiro e 18 de março. Leonardo Brício é o protagonista da obra. Coisa boa.

ivam rodolfo Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral andam de elefante na Ásia - Foto: Arquivo pessoal

Constatação
Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez desvendaram tanto da Ásia em sua viagem de férias de verão que já podem substituir Glória Maria no Globo Repórter. E as fotos fantásticas que publicam são dignas de uma National Geographic.

Haja vento
Com a onda de calor insuportável em São Paulo, o jovem dramaturgo Marco Keppler fica o dia inteirinho em frente a um ventilador. Faz bem.

Ai, que calor!
A atriz baiana Danielle Rosa, que curte suas férias do Teat(r)o Oficina em família, em Vitória da Conquista, tem um passatempo predileto por lá para se refrescar do calorão: chupa picolé de copinho.

Dente de Leão Crédito Gabriel Caram Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Dente de Leão representa o grupo Espanca! no Verão Arte Contemporânea - Foto: Gabriel Caram

Morde e assopra
O grupo Espanca! estará no Verão Arte Contemporânea, o VAC, em Belo Horizonte, com sua peça Dente de Leão, escrita por Assis Benevenuto e dirigida por Marcelo Castro. No elenco da peça está Alexandre de Sena, querido da coluna. Fica em cartaz entre 21 e 25 de janeiro no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, com entrada a R$ 16. Eles ficam no lugar da peça Noturno, do Teatro Invertido, que encerra temporada neste domingo (18) por lá.

Parabéns!
A atriz Juliana Sanches, do Grupo XIX de Teatro, vai comemorar seus 40 anos com festança, neste sábado (17), no Morumbi.

Cegonha 1
Os atores Marcos Felipe e Sandra Modesto, da Mugunzá Cia. de Teatro, esperam seu primeiro filho. Parabéns, papais.

Cegonha 2
Outro casal de artistas que está gravidíssimo é Alexandre Guaraci e Stella Menz. Vai ser menina e se chamará Beatriz. E vai ser linda.

guilherme Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Guilherme, filho do diretor do Festival de Teatro de Curitiba, é a cara do pai, Leandro Knopfhoz - Foto: Arquivo pessoal

Cegonha 3
Nasceu com três quilos e 46 centímetros o filho do diretor do Festival de Teatro de Curitiba, Leandro Knopfholz, querido da coluna. O menino não é a cara do pai? Parabéns!

Teatrão
As Criadas, do Grupo Tapa, estreia nesta sexta (16), no Teatro Aliança Francesa. No elenco, Clara Carvalho, Denise Weinberg e Emília Rey, sob direção Eduardo Tolentino. Só feras.

coluna sem drama daniela origuella Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Atriz Ana Souto estreia peça solo no Teatro Ágora, em São Paulo - Foto: Daniela Origuella

Teatro solo
A atriz e dramaturga Ana Souto estreia seu monólogo Sem Drama! (Histórias de Sobrevida) no dia 23 de janeiro, no Teatro Ágora, em São Paulo. Fica por lá até 15 de março, sempre sexta, 21h30, sábado, 21h, e domingo, 18h. Roberto Lage assina a direção da obra. Ana diz que a peça tem um segredo só revelado no palco. Ficou curioso? Então, vá ver.

Nota triste
Kyra Piscitelli, jornalista e crítica teatral querida da coluna, perdeu sua mãe nesta semana. Enviamos nossos sentimentos à colega neste momento de dor imensa. A missa de sétimo dia será na capela Santo Agostinho, no próximo dia 20, às 19h30 (praça Santo Agostinho, 79, metrô Vergueiro).

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teatro invertido guto muniz Entrevista de Quinta: “Queremos nos virar pelo avesso”, dizem atores do Teatro Invertido

Fim do mundo à beira da piscina: cena de Noturno, peça do Teatro Invertido - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O último fim de semana foi de frio na barriga para o grupo mineiro Teatro Invertido, que celebra dez anos de existência neste 2015. A companhia estreou sua sétima peça, Noturno, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, em Belo Horizonte.

A peça abriu o festival Verão Arte Contemporânea, o VAC. As últimas apresentações começam nesta quinta (15) e vão até domingo (18) [veja serviço ao fim].

O texto é assinado por Sara Pinheiro, jovem dramaturga da cena belo-horizontina e fala sobre o fim do mundo na visão de cinco antigos colegas de adolescência, que passam suas vidas a limpo, à beira da piscina, antes que tudo termine.

Monica Ribeiro e Yara de Novaes foram convocadas pelo grupo para assinar a direção a quatro mãos. Compõem o elenco os atores Dimitrius Possidônio, Kelly Crifer, Leonardo Lessa, Rita Maia, Robson Vieira e a atriz convidada Juliene Lellis.

Nesta Entrevista de Quinta, o Atores & Bastidores do R7 conversou com dois deles: Leonardo Lessa e Rita Maia. Falaram que o objetivo do grupo é se virar pelo avesso.

Leia com toda a calma do mundo.

noturno 3 Entrevista de Quinta: “Queremos nos virar pelo avesso”, dizem atores do Teatro Invertido

Sétima peça do Teatro Invertido, Noturno pode ser vista em BH até este domingo (18) - Foto: Guto Muniz

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi trabalhar conjuntamente com a Yara de Novaes e a Monica Ribeiro na direção?
LEONARDO LESSA —
Sempre foi um desejo trabalhar com a diretora Yara de Novaes. Nesse ano de comemoração de nossos 10 anos, nos propusemos a um desafio inédito em nossa trajetória: iniciar uma nova criação a partir de um texto previamente escrito. O nome de Yara nos veio forte e decisivo. Afinal, para inaugurar esse novo caminho, seria fundamental a experiência e a qualidade características de seu trabalho no trato com o texto teatral. Monica, além de grande parceira de Yara em BH, trouxe com muita força o trabalho com o movimento, com a relação tempo-espaço e com a rítmica do corpo-voz.
RITA MAIA — Esse encontro trouxe para nossa atuação um profundo trabalho com a palavra e com os movimentos para a construção da cena. Foram desafios diários que, além de questionar referências e conceitos arraigados desde nossa formação (sem, no entanto, desprezá-los), fortaleceram nossas escolhas como artistas e como grupo.

noturno 4 Entrevista de Quinta: “Queremos nos virar pelo avesso”, dizem atores do Teatro Invertido

Noturno: o mundo está para acabar - Foto: Guto Muniz

MIGUEL ARCANJO PRADO — Já se vão dez anos de Teatro Invertido: qual a análise vocês fazem da trajetória do grupo?
RITA MAIA —
O caminho que traçamos até aqui têm nos dado muito orgulho e satisfação. É sempre bom celebrar e ritualizar uma passagem. Não à toa, estamos nos colocando novos desafios e nos invertendo nesse novo processo criativo.
LEONARDO LESSA — Todos os integrantes do grupo compartilham um desejo de se reinventar sempre, de sair do eixo, virar-se do avesso. Lançando um olhar sobre essa década, temos a certeza de que tudo foi construído aos poucos, com paciência, mas também com coragem para as mudanças e para os novos desafios.
MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual é o principal objetivo para o Invertido em 2015?
RITA MAIA —
Em primeiro lugar (e isso se renova a cada ano) fortalecer cada vez mais nosso funcionamento interno: artístico e produtivo. Um grupo de teatro é uma junção de criadores com características diversas, mas que comungam de um mesmo projeto de arte e de vida. Por isso, também é feito de gestão e planejamento. Uma casa bem organizada é uma casa feliz e produtiva.
LEONARDO LESSA — Nesse momento, alimentamos o grande desejo de expandir fronteiras, inclusive internacionalmente. Para isso, em 2013 criamos, em parceria com nossos conterrâneos dos grupos Espanca!, Luna Lunera e Teatro Andante, a Platô – Plataforma de Internacionalização do Teatro, que é coordenada por Marcelo Bones e tem como objetivo central viabilizar a circulação internacional de nossa produção artística.

noturno 2 Entrevista de Quinta: “Queremos nos virar pelo avesso”, dizem atores do Teatro Invertido

Peça de classe média: texto de Noturno é assinado pela dramaturga mineira Sara Pinheiro - Foto: Guto Muniz

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual é a cara do teatro feito pelo Invertido? Qual é o recado que vocês querem dar?
RITA MAIA —
A nossa cara, talvez, seja não ter uma única cara... Pelo contrário, investimos na possibilidade de reinventar-nos coletivamente a cada novo projeto criativo. Não queremos nos comprometer com padrões estéticos reconhecíveis de antemão.
LEONARDO LESSA — Eticamente, entretanto, temos um compromisso bem definido. Através de nossos espetáculos, interessa-nos falar sobre os dias de hoje, provocar reflexões diretas sobre o homem e a sociedade contemporâneos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Além do VAC, vocês já têm outros festivais em mente? Quais? Vão para Curitiba?
RITA MAIA —
Um espetáculo precisa do encontro com o público para ganhar vida e circular. Para ”Noturno” esse ciclo se inicia efetivamente agora, após nossa estreia em Belo Horizonte.
LEONARDO LESSA — Estamos em contato com curadorias de diversos festivais do País na expectativa de que o trabalho possa ganhar a estrada rapidamente. Em 2015 também planejamos realizar uma temporada do espetáculo em São Paulo, onde estivemos no ano passado com Os Ancestrais e fomos muito bem recebidos.

Noturno
Quando: Quinta a sábado, 21h, domingo, 19h. 60 min. Até 18/1/2015
Onde: Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (av. Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, Belo Horizonte)
Quanto: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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 Domingou: A maré não está pra peixe

Homenagens às vítimas do jornal Charlie Hebdo nas ruas de Paris, França - Foto: Patrick Jackson/BBC

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

Ao ver a barbárie que os terroristas fizeram no jornal Charlie Hebdo em Paris nesta semana, me veio à cabeça as inúmeras charges sobre a violência carioca que utilizaram o Cristo Redentor.

Muitas tinham a estátua do Cristo de olhos vendados, com mãos para cima (tipo, "eu me rendo") e tantas outras. Todas igualmente divertidas e ferinas.

Mesmo assim, não me lembro de nenhum cristão ensandecido aparecer em redação de jornal para fuzilar o pobre coitado do cartunista inteligente e bem-humorado que fez tal charge. Ou caricatura. Ou o que é que lhe tenha dado na telha.

Porque o humor inteligente (e aí não entram esses stand-up de feito por jovenzinhos que só gostam de atacar minorias, porque poderosos dá mais trabalho, né?) é altamente necessário a uma sociedade realmente democrática.

O humor de verdade precisa bater sem dó. Em todos. E precisa ter este direito preservado por toda a sociedade.

Porque quando o humor bate com inteligência, não sobra pra ninguém. Que o diga os militares que mandaram prender toda a redação do nosso Pasquim.

Esses terroristas fundamentalistas querem tolher a liberdade alheia, em nome de Deus (que não tem nada a ver com essa história).

São daquele tipo de gente que não se contenta em ir para o paraíso sozinho e com exclusividade, mas quer atormentar quem não tem tamanha pretensão e não está a fim de seguir suas regras comportamentais. E, pior: quer impor, na base da violência, o que pensa aos outros.

Pelo jeito, nunca ouviram falar em livre arbítrio, essa, sim, uma característica divina.

Gente do mal, que acha que todo mundo precisa ser igual. De gente assim, eu quero distância.

Querer uniformizar tudo e ainda cercear o direito do outro de expor seu pensamento com uma metralhadora na mão... Aí, não dá, meu irmão.

Como diz minha mãe lá em Minas, os seu direito vai até onde começa o do outro.

E isso vale também para aqueles deputados fundamentalistas de Brasília. É bom eles ficarem espertos, porque a maré não está pra peixe...

*MIGUEL ARCANJO PRADO é jornalista e gosta de diversidade e bom humor. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada aos domingos no blog Atores & Bastidores do R7.

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agenda cultural 1 2014 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 9/01/2015

Agenda Cultural: Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas de diversão na Record News

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá, na Agenda Cultural do telejornal Hora News, na Record News, as melhores dicas para o seu fim de semana. Tem Mart'nália no Rio, Saulo em Salvador, Verão Arte Contemporânea em Belo Horizonte, a peça 1 Milhão de Anos em 1 Hora, com Bruno Motta, em São Paulo, e ainda o filme Acima das Nuvens no cinema. Veja o vídeo:

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cassino 1024x682 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Bruno Motta: espetáculo solo em São Paulo importado da Broadway - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

De volta para o passado
O ator, comediante e roteirista Bruno Motta só pensa em seu novo espetáculo solo: 1 Milhão de Anos em 1 Hora. A autoria é do norte-americano Colin Quinn e a peça fez sucesso na Broadway com direção de ninguém menos do que Jerry Seinfeld. No Brasil, é Marcelo Adnet quem assina a versão. Já Claudio Torres Gonzaga assumiu a direção. Fica em cartaz a partir desta sexta (9) até 21 de fevereiro, sempre sexta e sábado, 21h30, no Teatro Nair Bello do shopping Frei Caneca. Aquele que fica dentro da Escola de Atores Wolf Maya. Vai, gente.

A Viagem 
Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez entraram 2015 viajando pela Ásia.

30 anos
As meninas da Morente Forte, produtora e assessoria teatral, estão eufóricas neste 2015. É a que a empresa completará 30 anos de história nos palcos. A comemoração vai durar o ano inteirinho. Com muito trabalho, é claro. Do jeito que Selma, Célia, Dani, Beth  e turma gostam.

Tudo pronto
Wolf Maya, que andava sumido de São Paulo para infelicidade das atrizes principiantes de sua escola no shopping Frei Caneca, fez uma passagem geral nesta quinta (8) e manda avisar que já está tudo pronto para a estreia do musical As Noviças Rebeldes no Theatro NET São Paulo. Então, tá.

Chique no último
Wolfinho, que adora um burburinho, fez questão de agendar sessão exclusiva para a imprensa e convidados. Será na próxima segunda-feira (12). Tem gente se matando por um convite.

Caçador de mim
Caio Fernando Abreu é um dos escritores mais cultuados no meio teatral. Pois ele está presente na praça Roosevelt, reduto do teatro alternativo paulistano, na peça Animais de Hábitos Noturnos que já voltou ao cartaz no Espaço dos Parlapatões nesta quinta (8). Robson Phoenix é responsável pela adaptação do texto.

animais Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

André Fusko, Einat Falbel, Robson Phoenix, Wanessa Morgado e Rodrigo Caetano - Foto: Divulgação

Só dá ela
A quem interessar posssa, a talentosa atriz Einat Falbel é a grande estrela de Animais de Hábitos Noturnos. Em sua boca qualquer texto fica interessante.

É o amor...
Miguel Falabella e Arlete Salles estão vivendo um caso de amor nos bastidores da peça O que o Mordomo Viu. Mas, sem sexo. A estreia é nesta sexta (9), no Teatro Procópio Ferreira, aquele do saguão mais apertado de São Paulo. Arlete entrou no lugar de Marisa Orth, que precisou deixar a peça.

Despedida
Chega a São Paulo, na próxima quinta (15), a última direção de José Wilker no teatro: O Comediante, com o ator Ary Fontoura. A temporada paulistana será no Teatro Raul Cortez. Haverá uma homenagem ao ator e diretor morto no ano passado. Wilker merece.

Mudança de hábito
A peça Caros Ouvintes, que tem no elenco Amanda Acosta, eleita Melhor Atriz do Teatro R7 em 2014, volta ao cartaz na próxima sexta (16), no Teatro das Artes do Shopping Eldorado, em São Paulo.

Pais e filhos
Sabe a Peppa Pig, aquela porquinha que tem gente que jura que se parece com outra coisa? Pois é, ela virou um musical chamado Peppa - A Caça ao Tesouro. Estreia dia 17 de janeiro no Teatro Procópio Ferreira. As crianças vão amar.

meu deus Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Dan Stulbach e Ireve Ravache: despedida da peça Meu Deus! em São Paulo - Foto: João Caldas

Humor divino
Antes de estrear no comando do humorístico CQC, na Band em março, Dan Stulbach fará mais uma temporada da peça Meu Deus!, na qual vive o Todo Poderoso ao lado de Irene Ravache. Agora, a peça ficará no Tuca, onde reestreia no dia 17. No mesmo dia, no vizinho Tucarena, reestreia também Através de um Espelho, com Gabriela Duarte. Estão todos convidados.

Nota triste
Através de um Espelho é a mais recente produção de Giuliano Ricca, o irmão do ator Marco Ricca que ainda está desaparecido, infelizmente.

Pegando fogo
O fogoso Marcelo Marcus Fonseca já definiu a data da estreia em 2015 do musical O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica. Será no dia 24 de janeiro, às 21h, na sede da Cia. Teatro do Incêndio. Ah, o texto da peça é baseado em Schopenhauer e Umberto Eco. Ai, que chique!

Meu nome é trabalho
Suellen Ogando, a mineirinha da pá virada dos musicais, começa 2015 atuando em três diferentes produções. Todas na 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais: o adulto Colados - Uma Comédia Musical Diferente e os infantis O Rei Careca e Branca de Neve e os Sete Anões. Ah, a moça completa 30 anos no próximo dia 24. Para celebrar, fará o show Hollywood on Broadway, no Espaço Cultural Incomodança, em BH. Ela não é danada?

Austríaco
Falando em BH, o ator, diretor e dramaturgo Léo Kildare Louback passou o Ano-Novo na Áustria, antes de encarar a reestreia da peça Como Matar a Mãe - 3 Atos na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança em BH. É que o moço é sofisticado.

Sou do mundo, sou Minas Gerais
Os atores Maria Carolina Dressler e Juan Manuel Tellategui, colegas no espetáculo América Vizinha do Grupo XIX de Teatro em 2014 e queridíssimos da coluna, passaram a Virada do Ano em Diamantina, cidade histórica mineira. Até banho no rio Jequitinhonha eles tomaram. Eita.

Andinos
Pedro Vilela e Maria Holanda Rusu começaram em 2015 descobrindo todos os segredos do Peru.

Candombe uruguaio
O ator Laerte Késsimos resolveu entrar 2015 em Cabo Polônio, cidadezinha no litoral do Uruguai amada pelos hippies.

Todo mundo junto
Falando em Cabo Polônio, boa parte do teatro paulistano teve a mesma ideia de Laerte. Há quem diga que a cidade quase virou uma unidade do Sesc São Paulo...

Quando eu soltar a minha voz...
Já está tudo acertado para a estreia de Josefina Canta na sala experimental do Teatro Augusta, em São Paulo, no próximo dia 16 de janeiro. A peça dirigida por Elzemann Neves mostra uma cantora decadente que quer recuperar seus dias de glória. Igual a tantas por aí...

lagrimas quentes peca Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Paula Cohen está de volta com sua peça de nome gigante - Foto: Divulgação

Repeteco
A atriz Paula Cohen não se cansou de chorar e volta com a peça As Lágrimas Quentes de Amor que Só Meu Secador Sabe Enxugar (o nome é gigantesco mesmo), com direção do espevitado Pedro Granato. A reestreia já foi agendada para 24 de janeiro no MuBE Nova Cultural, em São Paulo. Ela pede para avisar pra todo mundo ir, tá?

Abertura da porteira
Bituca, ou melhor, Milton Nascimento, vai abrir a programação de 2015 do Teatro J. Safra, em São Paulo, no próximo dia 17. Repete o show no dia 18. A primeira peça é Querido Brahms, que estreia dia 30. Carolina Kasting está no elenco dirigido por Tadeu Aguiar.

Titia
Cléo De Páris está apaixonada por sua nova função: ser tia de Ian.

Viva Boal!
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro abre na próxima terça (13), o Projeto Augusto Boal. É a primeira mostra multimídia com vida e obra do dramaturgo e diretor que nasceu em 1931 e nos deixou em 2009. Boal é um dos nomes mais respeitados do teatro brasileiro internacionalmente, com seu Teatro do Oprimido. Toda a trajetória deste grande artista está abarcada no projeto. Vale a pena conferir.

Eu vou ali e volto já...
O blog Atores & Bastidores vai entrar em recesso até o próximo dia 26 de janeiro, quando volta com tudo. O motivo é que este vosso colunista foi convocado para cobrir as férias da colunista Fabíola Reipert em seu blog no R7. Não precisa sofrer, estas duas semanas vão passar tão rápido que você nem vai sentir. Afinal, 2015 já começou em ritmo vertiginoso. Até logo mais, então e feliz 2015!

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entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 3 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

O jornalista Miguel Arcanjo Prado, autor do blog Atores & Bastidores - Foto: Eduardo Enomoto

Por BRUNA FERREIRA*
Fotos EDUARDO ENOMOTO

Antes que você se pergunte o que está acontecendo, sim, esta é uma Entrevista de Quinta com o dono da casa. Encontramos ele na janela lateral do quarto de dormir. Gritamos um “oi” da rua de paralelepípedo e ele respondeu prontamente: “Entra! Vou passar um café”.

Bom, não foi isso o que aconteceu, mas é sempre assim que imagino o Miguel Arcanjo Prado, recebendo suas visitas todas, em uma cidade mineira incrustada numa cadeia de montanhas, suas cachoeiras e seus papos no portão.

Jornalista, colunista de teatro, editor de Cultura do R7, formado pela UFMG e pós-graduado pela USP, ele é também crítico da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Miguelito, como é chamado pelos amigos, defende o teatro como defende o jornalismo.

Aqui, para começarmos o ano nos sentindo em casa, ele conta um pouco de sua trajetória e do Atores & Bastidores: uma aventura cheia de Paulos, Fernandonas e até uma entrevista sentado na privada.

Leia com toda a calma do mundo.

BRUNA FERREIRA — Quando você começou a cobrir teatro?
MIGUEL ARCANJO PRADO — Foi logo que entrei para fazer estágio na TV Globo Minas, em 2005. Pedi ao meu chefe de então, o Paulo Valladares, para entrevistar para o site da emissora os artistas que iam divulgar suas peças no telejornal MGTV 1ª Edição. Foi assim que entrevistei nomes como Marco Nanini, Paulo Autran, Marília Gabriela e Lilia Cabral antes mesmo de me formar. Quando me formei, me mudei no começo de 2007 para São Paulo, porque havia passado no Curso Abril de Jornalismo, da Editora Abril. Tive aulas com nomes como Mônica Bergamo, Carlos Tramontina, JR Duran, Roberto Civita e Thomaz Souto Corrêa, que é o meu grande padrinho na minha chegada em São Paulo — as madrinhas são Wania Capelli e Alice Cruz, que também trabalhavam na Abril. Depois, fui trabalhar de repórter na Contigo!, onde a Denise Gianoglio, editora-chefe, me deu a coluna de Teatro, que na época tinha duas páginas semanais. Depois fui pra Ilustrada da Folha Online, e mais uma vez o teatro apareceu. O então editor da Ilustrada, Sergio Ripardo, me convocou para cobrir o Festival de Teatro de Curitiba, onde acabei me enturmando com o pessoal do teatro de vez e passei a escrever críticas. Depois, fui para o jornal Agora São Paulo e, ao saber que gostava de teatro, a editora do caderno Show me deu a coluna de teatro, com críticas, notas e entrevistas, que saía toda sexta-feira. E aí veio o R7 e a história se repetiu... Geralmente, o teatro acaba ganhando cobertura nos veículos quando tem um jornalista na redação que é apaixonado por ele, como é o meu caso.

BRUNA FERREIRA — É verdade que você quase não virou jornalista?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
É verdade, por pouco eu virei geógrafo! Minhas disciplinas preferidas eram Geografia e História. Quando fiz o vestibular de 2001, passei em História na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e Geografia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Escolhi a UFMG porque era em BH, minha cidade. Acho que Geografia foi importante porque me deu uma base de conhecimentos gerais que me ajudou no jornalismo. Mas, quando fui chegando à metade do curso, percebi que não estava feliz. Fui fazer uma disciplina optativa no curso de Comunicação Social, chamada História do Jornalismo Brasileiro, com a professora Ângela Carrato. Ao ouvi-la, fiquei encantado e resolvi que aquela seria minha profissão. Troquei de curso e, no começo de 2003, começava Comunicação Social. Às vezes penso em terminar Geografia... Parece brincadeira, mas eu já estudei muita rocha nos trabalhos de campo no interior de Minas para a disciplina Geomorfologia Climática Estrutural! [risos]

entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 2 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

"Gosto da forma como os mineiros enxergam o mundo", diz Arcanjo - Foto: Eduardo Enomoto

BRUNA FERREIRA — Acho engraçado que você sempre se apresenta como um “jornalista mineiro”. Por quê?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Como diz o Drummond, Minas é sempre um retrato na parede. E, ai, como dói! [risos] Na verdade, mesmo lá em BH, eu tinha uma amiga do curso de Geografia, a Luiza Barros, que dizia que eu era “um anjo barroco mineiro com alma baiana e jeito carioca”. Acho que só sobrou o barroco mineiro [risos]. Gosto da "mineiridade", da forma como os mineiros enxergam o mundo, do alto da montanha, sempre com calma, sem essa afobação paulistana. Em Minas, o tempo é outro. E, modéstia à parte, mineiros costumam ser bons jornalistas e bons escritores [risos]. Meu primeiro texto publicado na imprensa, em 2003, no jornal O Pasquim 21, foi apresentado por um mineiro, o Zélio Alves Pinto, irmão do Ziraldo. Era uma crônica sobre um garotinho chamado Lucas, que conheci no bandejão da Faculdade de Direito da UFMG, na praça Afonso Arinos... Quer coisa mais mineira?

BRUNA FERREIRA — Sem sair de Minas Gerais, você tem uma mania que quem te conhece já ouviu: adora citar um conhecimento antigo, um ditado, que aprendeu com sua mãe ou outra pessoa de sua família [risos]. Eles são muito importantes na sua formação?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Minha mãe gosta de dizer: é de pequeno que se torce o pepino. Os ditados populares sempre fizeram parte da minha vida. Minha avó Oneida, nascida em Ouro Preto, sempre tinha um ditado para cada situação. E minha mãe, Nina, também tem até hoje. Acabo nem percebendo quando uso esse tipo de expressão. Sai de forma natural mesmo, uai... [risos].

BRUNA FERREIRA — Quando o blog Atores & Bastidores nasceu, lembro de que foi uma conquista. Como isso aconteceu?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
O blog foi um projeto que desenvolvi com muito carinho. Era um sonho antigo poder me dedicar integralmente à cobertura cultural e, sobretudo, à cobertura teatral, depois do começo da carreira dividido com o jornalismo de celebridades, com o qual aprendi muito. Fiquei muito feliz quando o Antonio Guerreiro, o diretor do R7 e grande amante do teatro, aprovou a ideia, que logo recebeu apoio também do diretor de conteúdo do portal, o Luiz Pimentel. Outra grande incentivadora do blog foi a Fabíola Reipert, que é uma jornalista de coração enorme, divertidíssima e que senta-se ao meu lado na redação. O blog vai completar três anos em 1º de março de 2015. É um dos mais lidos do portal e é campeão nacional em sua categoria. Hoje, tem o respeito do público, da imprensa e da classe artística. Isso é fruto de trabalho árduo diário e me enche de orgulho.

BRUNA FERREIRA — Na estreia do blog, você recebeu palavras de incentivo de pessoas importantes da classe artística. Alguém em especial te impressionou com as palavras?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Muitos foram generosos e deram lindos depoimentos para a abertura do blog. Gente querida como o Manoel Carlos, o Aguinaldo Silva, o Gilberto Braga, o Alcides Nogueira, a Beth Goulart, o Antunes Filho, a Beatriz Segall, o Ivam Cabral... Mas um depoimento foi marcante, porque foi dado pessoalmente. Logo antes de o blog estrear, me encontrei com a Fernanda Montenegro na saída do Teatro João Caetano, na praça Tiradentes, no Rio. Parei para conversar com ela e comentei do blog que estava para sair e disse que adoraria ter um depoimento dela abrindo. Ela falou: "Pode anotar aí". E completou: "Quanto mais se falar de teatro e, principalmente, por meio de seu blog, melhor para todos nós. Com este novo espaço, Miguel Arcanjo nos ajuda e muito. Desejo um resultado lindo e que o teatro seja sempre o foco dessa brilhante iniciativa". Fiquei emocionado. Foi assim que o Atores & Bastidores estreou com pé direito, tendo Fernanda Montenegro como madrinha.

entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 1 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado já recebeu ligação de Paulo Autran, agradecendo uma matéria - Foto: Eduardo Enomoto

BRUNA FERREIRA — O blog terá novidades em 2015?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Neste janeiro, voltei da folga de Réveillon em Minas e entrei em uma correria desatada. Já tenho dois blogs: o Atores & Bastidores e o R7 Cultura, que nasceu há poucos meses e também já é um dos mais lidos do portal. Além disso, estou fazendo até o dia 26 deste mês o blog da Fabíola Reipert, que saiu de férias e me pediu para segurar as pontas até sua volta. Mas, assim que conseguir um respiro, quero pensar coisas novas. Penso em dar mais voz ao internauta e investir mais em perfis e ensaios dos artistas do teatro, além de manter as críticas e as colunas que são sucesso: O Retrato do Bob, Entrevista de Quinta, Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais, Dois ou Um e Domingou. E quero continuar trabalhando com os dois melhores fotógrafos do mundo: Eduardo Enomoto e Bob Sousa. Além de ter a inteligência do Átila Moreno no Rio. E ter o luxo de ter você, Bruna Ferreira, me substituindo quando eu entrar de férias. Mas isso ainda vai demorar alguns meses... Ah, quero também cobrir mais festivais de teatro neste ano. Pode convidar que eu vou.

BRUNA FERREIRA - Alguma situação lhe marcou muito na cobertura teatral?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Sim. Todos os meus contatos com o Paulo Autran. A primeira vez que o entrevistei, ainda era estagiário da TV Globo Minas, e ele estava em Belo Horizonte para fazer a peça Adivinhe Quem Vem para Rezar. Lembro que ele foi muito carinhoso comigo e falou que eu era muito novinho [risos]. Depois, nos reencontramos em São Paulo em 2007, quando já estava fazendo a coluna de teatro da revista Contigo!. Ainda era novinho, tinha 25 anos [risos]. Fiz uma matéria com ele sobre a inauguração do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros. No dia em que a revista saiu, o telefone da redação tocou e Shirley Souza, da secretaria, falou: "Miguel, tem um Paulo querendo falar com você". Quando atendi, para minha surpresa, do outro lado da linha era o Paulo Autran, dizendo que havia comprado a revista na banca, lido e gostado muito da minha matéria com ele. Falou que sabia que eu devia estar muito ocupado e que não se estenderia muito, que só havia ligado para agradecer. Fiquei boquiaberto com o gesto humilde dele. Pouco tempo depois ele morreu.... Infelizmente, artistas assim não existem mais...

BRUNA FERREIRA — Falando nos mestres, já dividi com você a responsabilidade de cobrir algumas tristes despedidas para a classe artística: Cleyde Yáconis, Walmor Chagas, Paulo Goulart... Nunca esqueço do cuidado que você tem com o texto, a foto... Por quê?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Olha, Bruna, no país sem memória, fazer uma despedida à altura do artista que morreu é uma obrigação do jornalismo cultural, cada vez mais maltratado e jogado no escanteio. Acho que cobrir com cuidado e carinho e, sobretudo, com ética, é o maior tributo que podemos prestar a estes artistas em sua partida. A profissão de jornalista tem muita responsabilidade neste momento. E o público sempre reconhece e valoriza uma cobertura bem feita. Você é testemunha disso.

BRUNA FERREIRA — O internauta que entra em seu blog já se acostumou com as votações que você promove. Musas, musos e até os melhores do ano. Você se surpreende com os resultados?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Claro! O Muso e a Musa do Teatro foi uma brincadeira que eu propus, e a classe artística teve o bom humor em embarcar. O teatro tem de parar de querer ser essa coisa sisuda, antiga, chata, cheirando a museu. O teatro é vivo, é feito também por gente jovem, descolada. Por que não um pouco de bom humor? O jornalismo não pode perder o bom humor. Agora teve esse atentado horroroso lá em Paris, que é um atentado contra a imprensa como um todo, contra a liberdade de expressão. Não podemos aceitar. Eu comecei em O Pasquim 21, um semanário bem humorado e politizado. E tento manter isso sempre. A coluna Por Trás do Pano - Rapidinhas Teatrais também tem esse clima, é meio que uma homenagem aos grandes colunistas que o Brasil já teve, com texto cheio de personalidade, gente como Ricardo Amaral e o Zózimo Barrozo do Amaral. Já na votação dos Melhores do Teatro R7, o fotógrafo Bob Sousa, meu fiel companheiro na cobertura teatral, e eu indicamos sete nomes em cada categoria. Depois, é o público quem decide. Quem consegue conquistar mais votos leva. É democrático.

BRUNA FERREIRA — Nestes últimos anos, li muitas entrevistas no blog. A Entrevista de Quinta já virou uma marca. Se tivesse que escolher as mais marcantes, quais seriam?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Entrevista boa é aquela que o entrevistado expõe seu pensamento sem medo, sem culpa. O público não aguenta mais artista querendo ser certinho, politicamente correto. Eu me inspirei nas entrevistonas do Pasquim para fazer a Entrevista de Quinta. Hoje, é um dos poucos espaços que restam na grande imprensa para o artista do teatro expor seu pensamento. Não é uma materinha com uma aspa por e-mail no meio. É uma conversa de verdade! As mais marcantes, ambas na companhia do Bob Sousa, sem dúvida, foram a do Antunes Filho, que me deu exclusividade sobre sua última peça, Nossa Cidade, que depois ganhou todos os prêmios, e, claro, a do Zé Celso Martinez Corrêa, que resolveu me dar entrevista no banheiro de seu apartamento e me colocou sentado na privada! Essa entrou para a história do teatro nacional e repercute até hoje. Muitos coleguinhas vêm zoar, perguntando o que eu fui fazer com o Zé Celso no banheiro [risos]!

BRUNA FERREIRA — Quando você faz uma crítica de peça, nem sempre o que tem a dizer sobre o espetáculo é bom. Já passou perrengue na hora de falar mal de uma peça?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Aprendi com meu professor de crítica teatral, o Kil Abreu, que "a crítica não deve ser o exercício da maldade". Acho essa frase ótima. Sempre que vejo uma peça vou de coração aberto. Agora, é claro que quando não gosto, preciso expor meu pensamento. É meu trabalho. Mas minhas críticas são respeitosas e sempre argumento o porquê de não ter gostado. Muitos artistas têm maturidade para respeitar. Claro que sempre tem aquele que leva no pessoal, vai no Facebook desabafar, ataca o crítico, faz baixaria. Acho isso lamentável. O artista tem de estar preparado para o diálogo com o outro. E, sobretudo, para ouvir o que o outro tem a dizer. Se ainda não está preparado para respeitar o crítico, é melhor não convidá-lo. Melhor ainda: faz o espetáculo em casa, para a mãe e a avó. Assim, só vai ouvir elogios.

entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 4 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado: "O teatro está mais vivo do que nunca" - Foto: Eduardo Enomoto

BRUNA FERREIRA — Três perguntas bem rápidas: qual sua peça favorita? O que está lendo? O que anda ouvindo?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Vou falar as que mais me marcaram: primeiro, O Mistério da Feiurinha, que vi ainda criança no Teatro Sesi Minas, lá em BH. A segunda, vi no fim da adolescência, também em BH: Todas as Belezas do Mundo, da Cia. Clara, dirigida pelo Anderson Aníbal e que tinha a Grace Passô no elenco, ainda começando a carreira, mas já uma grande atriz. Para terminar, uma de São Paulo: Luis Antonio - Gabriela, da Cia. Mugunzá, que foi muito emocionante. Vi a estreia no porão do Centro Cultural São Paulo e lembro-me que fiquei impactado. De livro, sempre estou lendo algo. Li muita coisa da pós-graduação, Bauman, Jung, Thompson, Kellner, mas, de romance, li recentemente Boquitas Pintadas, uma novela do escritor argentino Manuel Puig. Ando ouvindo muito os discos do Caetano nos anos 1970, em especial Cinema Transcendental, Transa, Bicho e Joia. E também o novo disco do cantor uruguaio Jorge Drexler, Bailar en la Cueva. É ótimo e tem uma música que se chama Bolívia, que me faz lembrar da nossa amiga boliviana Elba Kriss. Ah, também ouço muito Fito Paez e Fabiana Cantilo, roqueiros argentinos. Além da turma do Clube da Esquina, porque mineiro de verdade nunca deixa de ouvir.

BRUNA FERREIRA — Recentemente você fez especialização na USP?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Pois é, agora sou especialista em Mídia, Informação e Cultural pela ECA. Chique, né? [risos] Mas você, Bruna, é mais chique, porque já está na metade do mestrado [risos]. Minha dissertação foi a cobertura atual dos grupos Os Satyros e Oficina nos jornais Folha e Estadão. Meu recorte pegou o período das manifestações de junho de 2013 e ambas companhias levaram a questão política para o palco. Foi uma pesquisa muito prazerosa e instigante e tive um orientador ótimo, o Dr. Danilo Oliveira, que é jovem e gosta de teatro. Gostei muito de retomar a vida acadêmica e quem sabe entro no mestrado em 2015?

BRUNA FERREIRA — Nestes dez anos de cobertura teatral, o que conseguiu encontrar?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Encontrei muitas pessoas interessantes. Muitos artistas instigantes. Zé Celso, Antunes Filho, Phedra D. Córdoba, Marba Goicochea, Zé Henrique de Paula, Yara de Novaes, Pedro Granato, Eva Wilma, Leopoldo Pacheco, Amanda Acosta, Angelo Antonio, Paulo Autran, Ivam Cabral, Rodolfo García Vázquez e tantos outros... Todos dialogaram comigo de alguma forma. E também muita gente bacana nos bastidores, como a Célia, a Beth, a Dani e a Selma, da Morente Forte, a Adriana Balsanelli, o Renato Fernandes, a Eliane Verbena, o Leandro Knopfholz, do Festival de Curitiba, o Michel Ferrabbiamo, produtor cultural lá de Ipatinga, os meninos do Magiluth, de Recife, o Phillipe Serra, leitor fiel do blog que mora no Espírito Santo... É tanta gente do bem! Costumo dizer que prefiro cobrir teatro a TV porque os artistas do teatro são mais inteligentes. É claro que tem gente inteligente na televisão também, mas os do teatro costumam ser mais verdadeiros, menos marqueteiros, sabe? Eu gosto de gente de verdade. Esse negócio de pose, de ar blasé, não faz muito meu estilo. E tem muita gente batalhando neste país para fazer teatro. Apesar de sempre quererem a morte dele, o teatro está mais vivo do que nunca. Acho que o que mais me motiva neste trabalho é dar voz a estes artistas. Deixar essa turma mandar seu recado. E acho que o teatro é parceiro do blog porque entendeu que ele joga luz, traz um glamour, uma vida nova ao mundo dos palcos. Com uma pitada de mineirice, é claro! [risos].

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.

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Transgressoes mayara luni Pia Fraus faz Transgressões na Roosevelt

Público embarca em viagem sensorial com bonecos em Transgressões - Foto: Mayara Luni

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Cia. Pia Fraus é uma da das mais respeitadas companhias de teatro de bonecos do Brasil. Acostumados ao universo lúdico infantil, desta vez eles resolveram desbravar o mundo dos crescidos em uma montagem destinada ao público adulto.

Tanto que mandam avisar que nesta peça só pode entrar maiores de 16 anos. O nome não poderia ser melhor: Transgressões.

A obra comemora dos 30 anos do grupo dirigido por Beto Andreetta e Wanderley Pires e estreia no Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449) neste sábado (10). Fica por lá até 1º de fevereiro.

São 30 bonecos em cena, todos feitos por Beto Lima e manipulados pelos atores Ana Elisa Mattos, Cristiano Bacelar, David Caldas e Natália Gonsales.

Como mostra a foto acima, sensualidade não falta à peça. Assim sendo, a trupe promete um "mergulho sensorial" para o público que for conferir. Tem sessão no sábado, às 20h, e no domingo, às 19h. Estão todos convidados.

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lisbela e o prisioneiro foto sergio coelho Campanha quer levar 400 mil mineiros ao teatro

Lisbela e o Prisioneiro é uma das estreias na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança em MG - Foto: Sergio Coelho

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Já é tradição há 41 anos em Minas Gerais. O mês de janeiro chega e, com ele, além das férias de verão, vem também o momento de conferir o que há de melhor nos palcos.

satyrianas como matar a mae guto muniz soraya martins 200x300 Campanha quer levar 400 mil mineiros ao teatro

Indicada a Melhor Atriz de 2014 nos Melhores do Teatro R7, Soraya Martins está em Como Matar a Mãe - 3 Atos - Foto: Guto Muniz

Para os mineiros, começo de ano é tempo da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, que começa nesta terça (6) e vai até o dia 8 de março em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Nova Lima, Betim e Itabirito, estas duas últimas cidades participantes pela primeira vez.

Os ingressos para os 161 espetáculos têm preço popular, como manda a tradição: custam entre R$ 5 e R$ 15. Nem dá para reclamar que ir ao teatro dói no bolso.

A organização é do Sinparc (Sindicato dos Produtores de Artes Cênica de Minas Gerais). Na programação, tem de tudo para todos os gostos.

Na dança, destaque para as apresentações dos grupos Primeiro Ato, Armatrux e Quik. Entre os espaços culturais que sediam a Campanha estão o Centro Cultural Banco do Brasil de BH, na praça da Liberdade, e a Funarte-MG, na praça da Estação.

perigo mineiros em ferias danilo mendes Campanha quer levar 400 mil mineiros ao teatro

Perigo, Mineiros em Férias: comédia de sucesso está de volta à Campanha - Foto: Danilo Mendes

Sempre voltam na Campanha peças já conhecidas pelos mineiros, como Aqueles Dois, da Cia. Luna Lunera, Como Matar a Mãe - 3 Atos, da Sofisticada Cia. de Teatro, ou a comédia Perigo, Mineiros em Férias.

Metade da programação em 2015 é de estreias, como Lisbela e o Prisioneiro. O Grupo Galpão, um dos mais tradicionais da cidade, também vai apresentar sua nova peça, De Tempo Somos.

Como a programação é extensa, a dica é visitar o site do Sinparc e escolher o que lhe apetecer — as entradas podem ser compradas pela internet ou nos postos de venda (os endereços estão nos site).

Em 2014, o público da Campanha foi de 385 mil pessoas. A expectativa dos organizadores é chegar a 400 mil ingressos vendidos em 2015.

Que assim seja.

grupo galpao de tempo somos guto muniz Campanha quer levar 400 mil mineiros ao teatro

Nossas músicas: Grupo Galpão vai apresentar o musical De Tempos Somos - Foto: Guto Muniz

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bob sousa O Retrato do Bob: Bem vindo, 2015!Foto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nosso Bob Sousa, homem forte da fotografia teatral brasileira, só quer saber de palco e coxia neste 2015 que apenas começa. Seja criando imagens para esta coluna ou desbravando a pesquisa acadêmica sobre fotografia teatral que desenvolve na pós-graduação da Unesp. Sem fazer segredo sobre seu grande desejo, ele diz, com toda a confiança do mundo: "Já sei o que vou fazer esse ano: fotografar teatro". Bom para todos nós.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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