robogolpe5 Crítica: Oficina faz de RoboGolpe uma RoboCopa

Acauã Sol e Giuliano Ferrari em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Felipe Stucchi; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Teat(r)o Oficina é atual, mesmo que o título da peça pareça algo do passado. Isso é evidente em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, em cartaz em São Paulo até 29 de junho.

Em um primeiro olhar, a obra coloca no palco como o golpe civil-militar de 1º de abril 1964 atingiu em cheio a classe artística, levando o horror ao teatro. Mas, um segundo olhar, mais atento, desvenda muito além disso.

A obra dialoga com seu presente, com ironia e contestação. E, em tempos de Copa, o Brasil rachado no discurso infantil de bons contra maus precisa de pensadores como os do Oficina, mais comprometidos com a função artística do que com vitória ou derrota no futebol.

robogolpe3 Crítica: Oficina faz de RoboGolpe uma RoboCopa

Sylvia Prado e Juliane Elting em cena - Foto: Felipe Stucchi

A peça é fruto de uma inquietação do diretor José Celso Martinez Corrêa durante as rememorações do cinquentenário do golpe. Para compor a encenação, deglutiu, como sempre, tudo ao redor, expondo no palco este clima de enfrentamentos que vive o País sede da Copa do Mundo. E propondo uma reflexão para além do teatro.

No palco, o recado de Zé Celso é claro e não usa de subterfúgios. Para que tudo fique bem didático, sem ser reducionista, ele brinca com a imagem do Robocop, herói norte-americano recém ressuscitado em Hollywood pelas mãos do cineasta brasileiro e seu xará José Padilha, de Tropa de Elite.

Na peça, Robocop vira o RoboGolpe — ou seria a RoboCopa?.

É o brasileiro escondido atrás da armadura consumista, repressiva e moralista.

robogolpe2 Crítica: Oficina faz de RoboGolpe uma RoboCopa

Zé Celso no Oficina: porrada artística - Foto: Felipe Stucchi

O Carnaval, nossa maior expressão, vira um axé baiano no qual Zé Celso e os atores do Oficina dançam e cantam junto à plateia, entoando o refrão: "Ê... Robocop, RoboGolpe, RoboCopa". Tudo coreografado com cenas de abuso policial ainda presentes no Brasil de hoje.

A partir da provocação feita pela obra, é possível pensar:  o golpe antes vindo pela força bruta autorizada por quem detinha a grana poderia ressurgir travestido de democracia orquestrada? Até porque, no Brasil de hoje, é possível potencializar politicamente vitórias ou derrotas em campo.

Por isso, o discurso do Oficina é contundente, sobretudo por reverberar a quatro meses das eleições. E não sobra nem para a dita esquerda a favor do Mundial, tampouco para a suposta direita torcedora do fracasso do País.

O Oficina é pungente justamente por ser a favor da cultura brasileira e da resistência que ela sempre demonstrou diante de qualquer regime autoritário, seja por armas ou pelo discurso fabricado em agências publicitárias e disseminado em redes sociais. Em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe não há situação nem oposição. Há apenas o que precisa ser dito. E este é o papel de grandes artistas: pensar para além do aprisionamento de estar ligado a qualquer forma de poder.

Veja fotos da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Elenco aguerrido

Quem viu o palco do Oficina apinhado de artistas nas últimas montagens, sente a diminuição no número de atores, fruto da falta de verba para o teatro neste ano pré-eleições e com investimentos priorizados para o futebol.

robogolpe nash laila Crítica: Oficina faz de RoboGolpe uma RoboCopa

A atriz pernambucana Nash Laila: destaque - Foto: Felipe Stucchi

Mas quem permanece é aguerrido. Não deixa a peteca cair. Jovens atores como Lucas Andrade, Roderick Himeros, Liz Reis, Tony Reis, Carolina Henriques, Alessandro Ubirajara, Otto Barros, Marcello Finimundi, Selma Paiva, Glauber Amaral e Pedro Toscano mantêm o público atento e forte.

As atrizes se destacam. A mineira Camila Mota tem atuação sutil e repleta de força, quando faz Cacilda em diálogo com Walmor Chagas (Marcelo Drummond, que tem sua melhor cena quando vive o presidente suicida Getúlio Vargas).

A exuberância da atriz baiana Danielle Rosa também é destaque. Sempre presente, é a imagem mais impactante do começo da obra — assim como a de Zé Celso em uma cadeira de rodas, desconstruída em sua volta triunfal ao fim.

Ainda merecem ser citadas a forte Letícia Coura, como Cleyde Yáconis, e a pequenina Nash Laila, uma pernambucana sem amarras e intensa.

Na representação do embate das atrizes Cacilda Becker e Maria Della Costa com o delegado do DOPS, Sylvia Prado, como Cacilda, e Juliane Elting, como Maria, também têm grandes momentos de força cênica repletas de elegância.

Acauã Sol, como o delegado e também como o RoboGolpe, representa a  crueldade inteligente por trás de tudo, sempre aliada aos entreguistas perfeitamente representadas pelo músico e ator Giuliano Ferrari. Além de Ferrari no piano, baixo e guitarra, a excelente banda do Oficina tem ainda Carina Iglecias, na percussão, Chicão, no piano, Juliana Perdigão, no saxofone, clarinete, clarone e flauta, e Letícia Coura no cavaquinho, além do DJ Jean Carlos na sonoplastia. Uma das melhores bandas em atividade em São Paulo.

 

Veja fotos da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Walmor y Cacilda 64: Robogolpe
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado, 21h; domingo, 19h. 120 min. Até 29/6/2014
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores do bairro com comprovante)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Oficina faz de RoboGolpe uma RoboCopa

Veja fotos da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Veja o vídeo da peça do Oficina:

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walmorycacilda foto felipe stucchi 4 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Walmor y Cacilda 64: Robogolpe está em cartaz até 29 de junho no Oficina - Foto: Felipe Stucchi

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O fotógrafo Felipe Stucchi registrou a encenação de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, no Teat(r)o Oficina, no último sábado (14), em São Paulo. A peça, dirigida por José Celso Martinez Corrêa, fica em cartaz até 29 de junho, sempre aos sábados, 21h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada — moradores do bairro pagam R$ 5. No enredo, os bastidores do golpe civil-militar de 50 anos atrás, associados a fatos contemporâneos, como a Copa do Mundo da Fifa 2014, que acontece no País. Tudo com a visão antropofágica do Oficina, é claro. Afinal, o grupo gosta de fazer um sempre presente e intenso. Leia a crítica da peça!

walmorycacilda foto felipe stucchi 14 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

A atriz Camila Mota, que interpreta Cacilda Becker na peça do Oficina - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 18 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

O diretor José Celso Martinez Corrêa em cena do espetáculo - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 16 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Os atores Marcelo Drummond e Camila Mota, em uma das cenas finais da obra - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 15 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

As atrizes Sylvia Prado e Juliane Elting, como Cacilda Becker e Maria Della Costa - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 12 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

A atriz Danielle Rosa como a Maria Alice Vergueiro durante a encenação - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 8 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

A turma de atores do Teat(r)o Oficina: Walmor y Cacilda 64: Robogolpe (Zé Celso ao fundo) - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 17 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

O ator e diretor de cena do oficina Otto Barros, na parte final da peça, com a banda ao fundo - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 2 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

A turma do Teat(r)o Oficina, com o diretor Zé Celso, canta e dança durante a peça - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

O ator Acauã Sol, que vive o homem transformado no Robocop/Robogolpe - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 6 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Os atores Roderick Himeros, Glauber Amaral e Tony Reis em cena de Robogolpe - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 3 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Os atores Acauã Sol e o músico e ator Giuliano Ferrari em cena da peça - Foto: Felipe Stucchi

walmorycacilda foto felipe stucchi 22 Veja fotos de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe

Atores e público entoam hino do Oficina em volta do teatro no Bixiga - Foto: Felipe Stucchi

Leia a crítica: Oficina faz de RogoGolpe uma RoboCopa

Veja o vídeo com o clipe Robocop RoboGolpe RoboCopa:

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sóentrenós2 Peça tem triângulo amoroso polêmico

Peça Só... Entre Nós Dois está em cartaz no Sesc Consolação - Foto: Michel Igielka

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O jornalista Franz Keppler já é um dos mais dramaturgos brasileiros mais encenados na contemporaneidade. Após fazer sucessos como Divórcio e Camille e Rodin, ele estreia nova peça nos palcos paulistas: Só... Entre Nós, em cartaz no Espaço Beta do Sesc Consolação.

A peça fez sucesso festival Satyrianas do ano passado e traz um polêmico triângulo amoroso formado por um professor de música, sua mulher e seu aluno.

A montagem ganhou direção de Joca Andreazza.

No elenco, estão os jovens atores Ricardo Henrique, Marcia Nemer-Jentzsch e Tiago Martelli.

Keppler conta que o texto nasceu após uma noite na casa de amigos regada a bom vinho.

— Na volta para casa na madrugada fria, a melancolia do clima, o medo das perdas, a lembrança dos amores que terminaram, o vazio das ausências preenchido pelas memórias. Fui dormir embalado por todas essas sensações.

No dia seguinte, veio a "vontade enorme" de escrever, segundo ele. Em pauta, as matizes do amor.

A montagem de Andreazza tem como referência a obra do artista plástico Edward Hopper. Diante das telas dele, o espectador costuma agir como uma espécie de observador oculto. Na peça, o público também é convidado a ver tudo pelo buraco da fechadura.

Andreazza diz que sua encenação não quer ser maior do que "a poesia dura e urbana do tema dos encontros e desencontros". E coloca seus atores em evidência, aproveitando para cutucar a cena atual.

— Mostro os atores como protagonistas da cena teatral, esquecidos pelo teatro pós-dramático, no qual apenas o encenador aparece aos olhos dos espectadores.

Sofisticada, a trilha do espetáculo é composta simplesmente pela Suíte n°1 para Violoncelo, de Bach.

coluna so entre nos Michel Igielka Peça tem triângulo amoroso polêmico

Triângulo amoroso no Sesc Consolação, em SP: Só entre Nós - Foto: Michel Igielka

Só... Entre Nós
Quando: Segunda e terça, 20h. 45 min. Até 15/7/2014
Onde: Espaço Beta do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia) e R$ 2 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

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rafaela cassol foto bob sousa 2014 O Retrato do Bob: Rafaela Cassol, gaúcha no teatroFoto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rafaela Cassol é gaúcha de Três de Maio, mas já está mais paulistana do que nunca, apesar do chimarrão sempre debaixo do braço, como gosta de dizer. Formada em teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, deu os primeiros passos na carreira em Porto Alegre, sob comando do diretor Bob Bahlis. Na mesma época, integrou a turma da Casa de Cinema de Porto Alegre em diversas produções. Em São Paulo, atuou no espetáculo Policarpo Quaresma, sob comando do mestre Antunes Filho. Depois, em 2011, se aventurou na Barra Funda, integrando o elenco da montagem Mormaço, texto do mineiro Ricardo Inham com direção de Zé Henrique de Paula no charmoso Teatro do Núcleo Experimental. Posou para o nosso Bob Sousa cheia de atitude. Está certíssima a guria.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

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tony giusti pos man Olhar na padaria perturba homem de meia idade

O ator Tony Giusti em cena da peça Pós-Man: temporada até 29 de junho - Foto: Cosmo Anastasi

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um olhar recebido incomoda e causa rebuliço na existência de um homem de meia idade.

Esta é a premissa da peça Pós-Man, monólogo com o ator Tony Giusti, em cartaz em São Paulo, no Top Teatro, até o fim deste mês.

A obra tem direção de Einat Falbel, eleita Melhor Atriz do Teatro R7 2012 por sua atuação em Bichado, também melhor espetáculo daquele ano.

O olhar perturbador surge de um outro homem, no dia em que o protagonista vai a uma padaria, na esquina de casa.

A partir daí, muita coisa muda em sua vida, já que ele mergulha em um verdadeiro inferno existencial.

A dramaturgia é assinada também por Giusti.

Pós-Man
Quando: Sábado e domingo, 18h. 60 min. Até 29/6/2014
Onde: Top Teatro (r. Rui Barbosa, 201, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 2309-4102)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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danielle rosa foto eduardo enomoto 2 Domingou:  A presença da atriz Danielle Rosa

Danielle Rosa: sua presença é fundamental no Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

No teatro, o estado de presença é fundamental. José Celso Martinez Corrêa, nosso Zé Celso, do Teat(r)o Oficina, é sabedor disso, com seu teatro ritual.

danielle rosa foto eduardo enomoto 3 Domingou:  A presença da atriz Danielle Rosa

Danielle Rosa: baiana cheia de poesia e vigor - Foto: Eduardo Enomoto

Esta presença indiscutível no palco projetado por Lina Bo Bardi no coração do Bixiga, em São Paulo, é cristalizada hoje pela figura de uma atriz baiana cheia de potência, com poesia até no nome: Danielle Rosa.

Neste sábado (14), dia em que o grupo lembrou os 45 anos da morte de Cacilda Becker no palco e também homenageou a cantora do rádio Marlene, que partiu na última sexta (13), a primeira imagem de impacto na entrada do Oficina, logo no começo da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, era a figura de Danielle Rosa.

Com a potência de seu corpo exuberante, a artista exala uma brasilidade tão próxima a nós, repleta de doçura e vigor desavergonhado.

Danielle, que está até em capa de revista nas bancas de jornal, cheia de liberdade, é uma espécie de síntese destes tantos jovens que chega a São Paulo em busca simplesmente de se encontrar na arte, cheia de percalços no caminho. Porque não é fácil.

Mas ela tem doçura, pega pela mão, embala o canto de tupi or not tupi. Oswald se mistura a Mário de Andrade e Macunaíma somos todos na antropofagia de seu teatro.

Falar de Danielle Rosa é celebrar a reexistência do teatro brasileiro, que, como diz Zé Celso, precisou ressuscitar após o coma com a morte de Cacilda. E o faz na força de jovens artistas como ela. Por isso, celebremos Danielle Rosa, a nossa atriz presente.

Leia também: Danielle Rosa, o furacão sereno do Oficina

danielle rosa foto eduardo enomoto Domingou:  A presença da atriz Danielle Rosa

Danielle Rosa no palco do Teat(r)o Oficina, em São Paulo: uma atriz sempre presente - Foto: Eduardo Enomoto

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e, também, um tanto quanto antropofágico. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

Leia mais sobre Danielle Rosa

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sidney santiago foto roniel felipe Crítica: Cartas a Madame Satã é delicadeza artística

Sidney Santiago em Cartas a Madame Satã: última sessão neste domingo (15) - Foto: Roniel Felipe

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Debaixo de chuva e à noite, um jovem grita da rua por seu amor no alto de um edifício. O desespero do jovem apaixonado é comovedor. A plateia acompanha seu apelo compungida, em silêncio.

Alguns vizinhos do teatro se interessam por aquele jovem. Saem na janela, ao alto, e acompanham o desenrolar daquele pedido apaixonado.

Contudo, o amor não surge, não vem. A plateia é, então, convidada a entrar no teatro, onde encontra no palco o quarto daquele rapaz, que permanece ainda lá fora, sem pestanejar em sua convicção de ser ouvido em algum momento. E amado.

Cartas a Madame Satã ou me Desespero sem Notícias Suas é a terceira peça da trilogia Dos Desmanches aos Sonhos, da Cia. Os Crespos, formada por atores saídos da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo).

Em pauta, no palco, a afetividade, a negritude e o gênero. Tudo misturado em potência poética. Aquele jovem lá fora e que agora chega ao palco é negro. E homossexual.

Em um instigante e potente cenário, mérito de cuidadosa e propositiva direção de arte de Antonio Vanfill, há aparelhos televisores que multiplicam tudo, a fala e as emoções. Pós-moderno o ator se grava e se exibe, dando potência a seu discurso neste mundo que exige a representação tecnológica para que algo seja concreto, por mais absurdo que isso possa parecer.

sidney santiago pablo rodrigues 6 Crítica: Cartas a Madame Satã é delicadeza artística

Sidney Santiago Kuanza no palco - Foto: Roniel Felipe

O jovem é vivido pelo ator Sidney Santiago Kuanza. O personagem  descortina seus sonhos, seus traumas, seus medos, seus desejos e até seus desaforos.

O ator é carismático, talentoso. Navega em desafiantes nuances sem perder o vigor, tampouco a credibilidade. Consegue ganhar o público para si logo nos primeiros momentos da obra, monólogo que ele tira de letra.

Seu personagem se corresponde com Madame Satã, o lendário boêmio da Lapa, no Rio, no século passado. Uma espécie de ídolo em sua vida libertária e contestatória do que tudo está dito e tido como correto e caminho a ser seguido. Ao tomá-lo como ídolo, o personagem faz sua revolução. Nem que seja por cartas apenas.

Lucélia Sergio faz direção sensível, embalando o personagem e construindo imagens de força estética, com a ajuda de adereços empunhados pelo ator, que vão propondo o andamento da obra.

Algumas situações, como quando Santiago repete a figura mestre de cerimônia, exigindo boa noite sonoro da plateia, perdem força quando reiteradas. Há situações cuja força maior reside em serem únicas.

Mas isso não chega a prejudicar o todo da obra. O público parece convicto em acompanha junto do ator as fragmentadas histórias daquele personagem múltiplo, na dramaturgia assinada por José Fernando Azevedo. Na diversidade ele revela realidades possíveis e o público se identifica em algum momento.

A peça brinca desavergonhada com tabus, dando naturalidade aos mesmos a partir da exposição artística sem uso do pudor ou do exagero. E age politicamente expondo a negação do outro, transformado apenas em simples objeto sexual de obrigação viril, como repetidas vezes é o caso do homem negro em nossa sociedade.

Cartas a Madame Satã faz isso com delicadeza artística que não agride, nem espanta, muito pelo contrário, conscientiza, trazendo uma nova percepção possível e transformadora.

Cartas a Madame Satã ou me Desespero sem Notícias Suas
Avaliação: Muito bom
Quando: Domingo, 18h. Única apresentação em 15/6/2014
Onde: Galeria Olido (av. São João, 473, centro, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3331-8399)
Quanto: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Cartas a Madame Satã é delicadeza artística

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cacilda becker 45 anos depois: Morte de Cacilda Becker produziu coma no teatro; mas ressuscitamos, diz Zé Celso

A atriz Cacilda Becker: ela nunca morre no palco do Teat(r)o Oficina - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Vai ser com muito vigor teatral no palco do Oficina, em São Paulo, que os 45 anos de morte da atriz Cacilda Becker (1921-1969) serão lembrados, durante a encenação da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, a partir das 21h deste fatídico sábado (14).

No dia 14 de junho de 1969, Cacilda morreu após 38 dias de coma, depois de sofrer um derrame cerebral em pleno palco, encenando Esperando Godot, de Samuel Beckett (1906-1989).

ze celso foto jennifer glass 45 anos depois: Morte de Cacilda Becker produziu coma no teatro; mas ressuscitamos, diz Zé Celso

Zé Celso em cena de Walmor e Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Jennifer Glass

O diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, escreveu um texto especial por conta da efeméride: 45 anos da Ethernidade de Cacilda.

Nele, pede que as cartas e entrevistas de Cacilda Becker sejam publicadas, "pois sua importância não se refere somente ao teatro brasileiro; é universal".

Na visão de Zé, Cacilda "antropofagiou" a melhor dramaturgia do hemisfério norte, colocando, por exemplo, o minimalismo de João Gilberto na trilha de suas montagens.

— Cacilda eletrificava suas personagens. Criava, como todo grande artista, a partir da devoração de seu corpo feito de ossos, nervos, artérias à mostra. Era muito magrinha, mas tinha o que é mais precioso e necessário em sua arte: as entranhas transparentes de seu Corpo Elétrico Quântico Aceso!

Zé Celso afirma que os textos que Cacilda escreveu, ainda desconhecidos, "contribuem tanto (ou mais) pra esta arte quanto Stanislavski, como Artaud".

—Pena que parte de sua correspondência amorosa com [Adolfo] Céli esteja proibida pelas duas famílias: a de Céli (na Itália, pelo filho do diretor, onde se encontram as cartas) e aqui no Brasil, por seu filho.

WALMOR Y CACILDA fofo5 Gal Oppido 45 anos depois: Morte de Cacilda Becker produziu coma no teatro; mas ressuscitamos, diz Zé Celso

Memória misturada com atualidade: Sylvia Prado, como Cacilda, e Juliane Elting, como Maria Della Costa, na peça Walmor e Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Gal Oppido

Cacilda Rainha

O diretor do Oficina ainda revela que haverá mais uma capítulo da série sobre Cacilda Becker. A primeira peça, Cacilda!, teve Bete Coelho, Leona Cavalli e Giulia Gam no papel título. A segunda, Cacilda!! Estrela Brazyleira a Vagar, teve Ana Guilhermina. A terceira, Cacilda!!! Glória no TBC e 68 AquiAgora, e a quarta, Cacilda!!!! Fábrica de Cinema & Teatro, tiveram o papel título dividido por Sylvia Prado e Camila Mota, que também assumem a atriz na peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, em cartaz. E vem mais por aí, segundo Zé.

— Estamos agora ensaiando a Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada. Acho que montamos no OficinaUzynaUzona 50% da Odisseia. Se a vida me permitir, quero montar toda, pois sinto que temos de passar pra todas as gerações que aqui estão – e pras que virão – o fenômeno fascinante que essa atriz, aatriz, astro deixou no rastro luminoso de sua passagem pela Terra.

Glamour no DOPS

Zé lembra de um episódio curioso vivido por Cacilda durante o regime militar que entrou na peça Robogolpe.

— Veio os 50 anos de Golpe de 64 e eu me lembrei que havia uma parte que se passava durante o Golpe Militar, onde Cacilda Becker, Maria Della Costa (quase toda Classe Teatral de SamPã) foram depor no DOPS em carros de luxo, vestidas com os grandes figurinistas internacionais da época, numa estratégia política absolutamente inédita, inesperada. Na imundice que era o DOPS de São Paulo, deram um show de elegância pop, hipnotizando o delegado com a arte teatral e conseguindo que os teatros fechados pelo Golpe Militar fossem todos reabertos.

Robogolpe  Fotos  Jennifer Glass 2 45 anos depois: Morte de Cacilda Becker produziu coma no teatro; mas ressuscitamos, diz Zé Celso

Camila Mota como Cacilda Becker - Foto: Jennifer Glass

Segundo o artista, Walmor y Cacilda 64: Robogolpe "vai enfrentar a Copa", ficando em cartaz até 29 de junho no Oficina. Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada estreia em 26 de julho.

Falta de grana e nova atriz

A nova obra tem elenco reduzido, "devido à grave situação econômica" do Oficina. E Zé revela que há uma vaga importantíssima no elenco que ainda não foi fechada:

— Estamos em busca desesperada da atriz que possa trazer a beleza e o talento da Tônica Carrero, enfrentando a Rainha Cacilda.

Zé conta que cumpre, com a saga, uma promessa feita ao irmão, Luiz Antônio Martinez Corrêa, assassinado no Natal de 1987.

—A Odisseia foi imaginada antes por meu. Quando fui internado com erizipéla na Ala dos Indigentes na Santa Casa – estava apavorado achando que tinha Aids –, fiz então uma promessa pra Luiz Antônio e pra Cacilda, de escrever a peça que ele tinha começado a imaginar e colocar a grande atriz – até transcendendo a Arte Teatral – como num desfile imenso de escola de Samba. Vamos comemorar dia 14 de junho de 2014 ensaiando estes 45 anos que inicialmente produziram um coma no teatro brasileiro; nós, depois que pusemos na pista Cacilda!, ressuscitamos!

Walmor y Cacilda 64: Robogolpe
Quando: Sábado, 21h; domingo, 19h. 120 min. Até 29/6/2014
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores do bairro com comprovante)
Classificação etária: 16 anos

Conheça o blog do Zé Celso!

Robogolpe  Fotos  Jennifer Glass 4 45 anos depois: Morte de Cacilda Becker produziu coma no teatro; mas ressuscitamos, diz Zé Celso

Marcelo Drummond vive Walmor Chagas e Camila Mota, Cacilda, na peça Robogolpe - Foto: Jennifer Glass

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marcos di ferreira foto marcondes nascimento1 Dois ou Um com Marcos Di Ferreira

O ator Marcos Di Ferreira, da peça Azar do Valdemar, da Cia. dos Inventivos - Foto: Marcondes Nascimento

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, em São Paulo, Marcos Di Ferreira se define como "um ator baiano que mora na Paulicéia desvairada, taurino, apaixonado por cinema, quase narcisista, curioso, às vezes patético, amigo, engraçado nas horas tristes". Ele integra a Cia. dos Inventivos, que acaba de fazer concorrida temporada do espetáculo de rua Azar do Valdemar em pleno coração do centro paulistano. A peça encerra a trilogia do grupo inspirada no livro Viva o Povo Brasileiro, do mestre João Ubaldo Ribeiro. Mexe em feridas nacionais que ainda seguem abertas. A obra volta à praça do Patriarca em julho, assim que a Copa acabar. Marquinhos aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Teatro de rua ou teatro de palco?
A rua foi um chamado de quando ainda estava estudando teatro que acabei gostando. Foi na rua que descobri que sou um artista popular.

Copa ou Cultura?
Cultura sem dúvida. A Copa é um evento internacional, muito dinheiro investido. É festa de gente grande.

Esquerda ou direita?
Eu nasci torto. Gauche. Tenho Paulo Freire em mim.

Ônibus ou metrô?
Ônibus. Ficar por debaixo da terra me assusta. Gosto de ver a rua, a praça, o cachorro que fica em frente à minha portaria, as pessoas, o tempo passar.

Europa ou América Latina?
América Latina. Quero contar historias desse lado.

Vida bandida ou vida louca?
Sou um pouco desse trecho da música Let’s Play That do Torquato Neto interpretada pelo brilhante Jards Macalé: "Eis que esse anjo me disse apertando minha mão com um sorriso entre dentes: vai, bicho, desafiar o coro dos contentes”.

Liberdade para se ter o que se quer ou liberdade para ser o que se é?
Querer e poder são energias opostas que se atraem.

Augusto Boal ou William Shakespeare?
Gosto da cotovia do Shakespeare e do tambor de Boal. Tem signos mais maravilhosos que estes. São chamados. Já falaram que teatro é audiência.

Só se for a dois ou o nosso amor a gente inventa?
Só se for a dois. Sou romântico.

Quero me encontrar, mas não sei onde estou ou eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter de saber quem eu sou?
Saber dói, sangra, fica a cicatriz, mas também marca uma fase, um período. Amo a sabedoria do tempo. Tenho prestado atenção nele passando por mim.

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FOTOS FREDERICO REDER 9 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O carioca Frederico Reder quer conquistar São Paulo com seu Theatro NET - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Homem de teatro
O carioca Frederico Reder, de apenas 30 anos, tem uma só missão em frente: conquistar o seletivo teatro feito em São Paulo. O moço adora um desafio e deseja fazer nome na área de gestão em entretenimento. Tanto que vai inaugurar na metrópole, no bairro Vila Olímpia, o Theatro NET São Paulo, cuja versão carioca é sucesso há dois anos. A abertura está marcada para o dia 16 de julho, em um show exclusivo para convidados com o grande Gilberto Gil. Nada mais apropriado, já que Gil começou a fazer sucesso em todo o País nos tempos em que vivia em São Paulo na década de 1960. Reder já mexe seus pauzinhos para que a nata dos palcos paulistas esteja presente na festa.

Dose dupla
A Cia. das Artes acaba de emplacar mais dois espetáculos nos palcos de São Paulo. Além de estar em cartaz com a peça Bar d'Hotel, no bar do Hotel Cambridge, velho conhecido da turminha alternativa no Vale do Anhangabaú, o grupo se prepara para estrear Foi Boto, Sinhá?. Apesar do nome, a obra é adulta e estreia no Teatro Commune, na rua da Consolação, 1218, no dia 28 de junho, às 21h. Vai, gente!

Agenda Cultural da Record News

phedra d cordoba bob sousa1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Phedra D. Córdoba: ela deveria ter sido convidada para a abertura da Copa - Foto: Bob Sousa

Diva
Por que a Fifa não chamou Phedra D. Córdoba para fazer performance na abertura da Copa? Teria feito mais sucesso...

Justiça seja feita
A Cia. Nau de Ícaros representou bem o teatro paulistano na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão. As coreógrafas Erika Rodrigues e Letícia Doretto fizeram a coreografia do segundo ato, com 180 pessoas envolvidas. O problema foi que a diretora belga que comandou tudo não entende nada de Brasil. Faltou mesmo ziriguidum.

Autógrafo
O dramaturgo e ator Leonardo Cortez, que é irmão do apresentador da Record Rafael Cortez, vai lançar um livro com suas peças. O nome da obra é Comédias Urbanas. Será no dia 16 de junho, às 18h, no Livraria Cultura do Conjunto Nacional, aquela linda, da avenida Paulista. Todos estão convidados.

trip oficina Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Atrizes do Oficina na capa da revista Trip ao lado de Xico Sá: livres e lindas - Foto: Divulgação

Liberdade
Atrizes do Teat(r)o Oficina estão lindas na capa da revista Trip, já nas bancas, ao lado do escritor Xico Sá. Entre elas, a nossa musa Danielle Rosa. Em pauta: cadê o tesão?

Repercussão internacional 1
Beto Mettig, o charmoso baiano que comanda a comunicação do Oficina, comemora que as legendas em inglês na peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe trouxeram sorte ao grupo. O portal internacional de crítica de arte Art Fórum fez uma matéria especial sobre a produção do Tea(r)o Oficina, que disse ser "o grupo" de vanguarda no Brasil e que "continua a ser uma das vozes críticas mais fortes na produção cultural do Brasil. Leia tudinho.

Repercussão internacional 2
O Teat(r)o Oficina também está prestigiado na Alemanha, onde o jornal Sueddeutsche Zeitung publicou extensa reportagem de Kia Vahland sobre o grupo dirigido por Zé Celso Martinez Corrêa.

oficina 1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Repercussão na Europa: reportagem no jornal alemão sobre o Teat(r)o Oficina - Foto: Reprodução

Repercussão internacional 3
O jornal alemão Zeit! parece querer repetir a dose e vai mandar repórter assistir a obra, que chega ao fim no dia 29 de junho. Um sucesso!

Lembrança
Neste sábado (14), o Oficina fará sessão especial de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe para lembrar os 45 anos da morte da atriz. Ou 45 anos de Ethernidade, como eles dizem lá na rua Jaceguai.

O retorno de Jedi
Seis anos em cartaz de forma ininterrupta e ainda tem público sedento por ver. A peça Toc Toc, dirigida por Alexandre Reinecke, já foi vista por 400 mil pessoas. Mas ele, sempre ambicioso, quer aumentar este número. Tanto que marcou data de retorno da montagem ao Teatro APCD, na zona norte de São Paulo. A obra, que entra em rápido recesso a partir deste domingo (15), voltará com tudo no dia 19 de julho. Anotou na agenda?

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José Roberto Jardim, só dá ele no palco e também nos bastidores - Foto: Bob Sousa

Carinhoso
José Roberto Jardim é o mais querido no elenco da peça Vidas Privadas, em cartaz no Hotel Jaraguá. Também pudera. Ele é um doce de pessoa.

Peça no Capô
A produtora cultural Fernanda Capobianco, querida da cena teatral paulistana, já está nos preparativos da nova peça que vai ocupar o Instituto Capobianco a partir do segundo semestre: Gotas D'água sobre Pedras Escaldantes, dirigida por Rafael Gomes. No elenco, estão grandes nomes como Luciano Chirolli e Gilda Nomacce. Gildinha também pode ser vista nos cinemas, no longa de Rafael Primot Gata Velha Ainda Mia, com a namoradinha do Brasil, Regina Duarte.

Mãos ao alto
Daniel Alvim está revoltado com o Brasil. O ator foi assaltado em São Paulo, na esquina das avenidas Dr. Arnaldo e Rebouças, a mão armada, e resolveu desabafar. Disse que a violência é resultado da Copa. Eita.

Mistura fina
A diretora Silvana Garcia pediu a coluna para avisar todo mundo que a estreia de sua peça Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto será no dia 21 de junho, às 21h, na SP Escola de Teatro na praça Roosevelt. A obra é mescla referências de dois nomes da literatura mundial: o argentino Julio Cortázar e o russo Anton Tchekhov. Que interessante.

cleo de paris foto bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cléo De Páris foi ver Praia do Futuro: não se impressionou com sexo gay - Foto: Bob Sousa

Aviso
Cléo De Páris, a maior musa da história do teatro da praça Roosevelt, foi ver o filme Praia do Futuro, com Wagner Moura. Dormiu parte do filme, de tão entediada. E nem ficou impressionada com a bendita cena de sexo gay. Se a tal cena provocou avisos ao público no estado do Rio de Janeiro, Cleozinha acha que deveriam avisar outra coisa: que o elenco foi preparado por Fátima Toledo.

Navegantes
O Grupo Magiluth, atravessou o oceano Atlântico rumo a Portugal, onde preparam peça nova. Esses Novos Pernambucanos são fogo...

Estudantina
Cibele Forjaz, queridíssima do teatro de grupo, vai começar a segunda edição do Festival Pé Dentro e Pé Fora. O evento leva peças de grupos recém-saídos de escolas teatrais para encarar o público de verdade na Casa Livre, na Barra Funda, em São Paulo. Três peças integram a programação: Cogitação Feita de Farinha Leite e Ovos, com alunos da ELT (Escola Livre de Teatro de Santo André), A Rainha do Rádio, com alunos da Unesp, e Viajante, com egressos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. O festival começa no dia 28 de junho, às 21h. A entrada será sempre R$ 16 a inteira e R$ 8 a meia. Cibelinha avisa que estão todos convocados.

Viajante Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena da peça Viajante: direto de São Caetano do Sul para o palco da Casa Livre - Foto: Divulgação

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