Foto do BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

philippe gaulier foto bob sousa5 O Retrato do Bob: Philippe Gaulier, palhaço mestre
Philippe Gaulier acaba de completar 71 anos. Deu-se de presente aceitar uma viagem ao Brasil. Mas, não para fazer turismo. Muito pelo contrário. Esteve por aqui para disseminar seus conhecimentos sobre o universo clown em disputada oficina no Sesc Belenzinho, em São Paulo. No banco de aluno, os principais mestres do humor e pesquisadores do gênero do País. Palhaço respeitado e aclamado mundialmente, o artista francês é o criador da École Philippe Gaulier, em Paris, que ensina uma arte inteligente e provocativa há mais de 30 anos. Discípulo de Jacques Lecoq, ele apostou nas ideias próprias e ganhou seus seguidores de distintas nacionalidades, mas com uma coisa em comum: o amor pelo riso.

EXCLUSIVO: "Gente séria é muito perigosa", diz Philippe Gaulier

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feira boliviana 2 Teatro Documentário faz intervenção em feira de SP onde bolivianos seriam vendidos por R$ 1.000

Feira boliviana da rua Coimbra, no bairro Brás, em São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os integrantes da Cia. Teatro Documentário realizaram uma intervenção artística neste sábado (12), na feira boliviana da rua Coimbra, no Brás, em São Paulo.

A ação fez parte do projeto Fomento ao Teatro de São Paulo.

A obra abordou aspectos da vida dos imigrantes bolivianos na cidade, como a exploração de sua mão de obra em confecções e a saudade do país de origem.

Muitos bolivianos que passavam pela feira, assim como brasileiros, pararam para ver a performance, que foi feita em um "portunhol" improvisado pelos artistas.

Em fevereiro deste ano, a feirinha da rua Coimbra virou notícia com o fato de um homem tentar "vender" dois imigrantes bolivianos por R$ 1.000 cada um.

Estima-se que a população de bolivianos em São Paulo chegue a 300 mil habitantes, dos quais apenas cerca de 70 mil são registrados oficialmente.

teatro documentario Teatro Documentário faz intervenção em feira de SP onde bolivianos seriam vendidos por R$ 1.000

Cia. Teatro Documentário na ação na feira boliviana do Brás, em São Paulo - Foto: Divulgação

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genet bob sousa Crítica: Genet, o Poeta Ladrão grita contra caretice

Iluminação de Rodrigo Alves cria ambiente poético para Genet, o Poeta Ladrão - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de BOB SOUSA

O gheto no qual habitam prostitutas, garotos de programa e gente viciada em toda espécie de drogas e  na vida bandida é o abrigo do espetáculo Genet, o Poeta Ladrão, encenação de Sergio Ferrara para texto de Zean Salles.

Se num primeiro aquele excesso de homens semidesnudos de corpos esculturais reforça signos homoeróticos, sugerindo que esta parcela da população seria seu público, sua força está justamente em conseguir chegar a uma diversidade maior da sociedade. Afinal, é esta quem precisa perceber o recado contestatório de Genet.

A montagem é uma espécie de homenagem a Jean Genet (1910-1986), o grande poeta francês do submundo. Ele próprio esteve no Brasil para acompanhar a montagem histórica de seu texto O Balcão, dirigida pelo argentino Victor Garcia no Teatro Ruth Escobar, em um Brasil mergulhado no horror da ditadura militar no fatídico ano de 1969. Tal acontecimento serve de pretexto para que a obra comece, para voltar rapidamente ao passado de juventude de Genet, filho de prostituta e de pai desconhecido, perambulando entre a cadeia e as ruas da capital francesa.

A direção aposta em imagens poéticas, reforçadas pela iluminação precisa e propositiva de Rodrigo Alves. Isso atenua o excesso de concretude do texto, muitas vezes escatológico e sexualmente verborrágico. O figurino de Iraci de Jesus veste os homens robustos do elenco com signos femininos, criando uma atmosfera onde os limites sexuais não são dados ou impostos.

Ricardo Gelli, como o protagonista, é o destaque no elenco de dez atores, com nove homens e uma mulher - Gabrielle Lopez. No decorrer da obra, ele vai se impondo aos poucos, para, no ponto extremo da crise quase convulsiva de seu personagem, conquistar de vez o respeito do espectador.

Fransérgio Araújo, como o trôpego parceiro de rua por quem Genet se apaixona, faz uma atuação que caminha próxima à performance. No elenco, ainda estão Nicolas Trevijano, Felipe Palhares, Ralph Maizza, Jhe Oliveira, Magno Argolo, Bruno Bianchi e Rogério Brito, que se destaca com seu tempo próprio para o humor.

Em um mundo no qual o conservadorismo ganha força, o espetáculo Genet, o Poeta Ladrão cumpre missão de apontar um olhar mais libertário para a sexualidade e a vida em si.

Se num primeiro momento o texto pode parecer excessivo em suas expressões chulas e no compromisso com uma vida vista como decadente por boa parte da sociedade, em um segundo olhar, mais preciso, percebe-se que a obra tem aí mesmo seu grito de resistência contra a dita moral, sempre acompanhada dos tais bons costumes. Livrar-se destas amarras comportamentais é o caminho para qualquer olhar inteligente sobre o mundo. E a peça de Ferrara faz isso com os recursos que tem a seu dispor.

Genet, o Poeta Ladrão
Avaliação: Bom
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Genet, o Poeta Ladrão grita contra caretice

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silvana garzaro 2 Domingou: Para Silvana Garzaro

A fotógrafa Silvana Garzaro: inteligência e sensibilidade de uma artista - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Foi com imensa alegria que subi, na última terça, ao palco do Teatro Bibi Ferreira para receber o Prêmio Inspiração do Amanhã pela atuação na cobertura teatral aqui no blog. O troféu, idealizado peça Cia. de Teatro Loucos do Tarô, me encheu de orgulho, sobretudo, por dividir o mesmo palco com gente que admiro desde que me entendo por gente.

Além dos internautas, dos colegas e direção do R7 e dos parceiros de trabalho no dia a dia, os fotógrafos Bob Sousa e Eduardo Enomoto, pensei também em uma baita companheira do meu comecinho de carreira em São Paulo.

Há sete anos vivo de jornalismo cultural nesta que é a maior e mais frenética cidade brasileira. Desde que cheguei na Selva de Pedra, recém-formado pela Universidade Federal de Minas Gerais para participar do Curso Abril de Jornalismo, na Editora Abril, sabia que as coisas não seriam tão fáceis assim. Mas nunca me faltou disposição.

Logo que o curso acabou, assumi vaga de repórter na revista Contigo!, numa aposta da ainda redatora-chefe da publicação Denise Gianoglio. Ainda não estava tão habituado ao mundo das celebridades, com seu excesso de ego, e com os eventos onde todos querem ver e, principalmente, serem vistos. Neste começo profissional, uma pessoa foi fundamental no meu processo de adaptação aos novos tempos: a fotógrafa Silvana Garzaro.

Silvana foi companheira em muitas de minhas primeiras pautas. Por pior que fosse, sempre nos divertíamos. Rápida, certeira, atenta. Não deixava passar uma. No carro, na ida ou na volta, sua diversão sempre foi me contar todos os filmes da Bette Davis, dizendo-me que, se eu queria ser um jornalista respeitado, deveria ver todos eles. Que absurdo não ter visto ainda!

Silvana também contava em detalhes o melhor da noite paulistana, seus personagens, suas lendas. Ela conhece tudo. Viu com os próprios olhos.

Se as celebridades que entrevistava muitas vezes eram ocas, Silvana preenchia meu trabalho de sentido. Inteligentíssima, digna e sensível. Uma verdadeira artista.

Ao subir ali naquele palco na última terça, um tanto quanto encabulado e cegado pela luz, que faz todo discurso parecer um átimo de segundo, pensei em muita gente importante para mim. E, entre elas, pensei em Silvana. No tanto que aprendi com esta profissional das mais competentes que conheci e que nunca, jamais, perdeu sua personalidade. E só os sensíveis percebem que esta é sua melhor parte.

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e gosta de fazer grandes amigos. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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laerte kessimos foto bob sousa Dois ou Um com Laerte Késsimos

O ator Laerte Késsimos pelas ruas da noite de São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de BOB SOUSA

Laerte Késsimos é ator mineiro radicado em São Paulo. É nome conhecido da classe artística, amigo de muita gente, sempre metido em bons trabalhos. Sua peça mais recente foi Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues com direção de Eric Lenate no Teatro do Núcleo Experimental. Na última semana, assustou a todos por ter sido vítima de uma agressão na rua Augusta, em São Paulo, que o deixou com o maxilar quebrado. Ele passou por cirurgia e passa bem. Em recuperação, o ator aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Laerte Késsimos ou Laerte Coutinho?
Laerte Coutinho, é meu xará, é meu amor.

Praça Roosevelt ou rua Augusta?
Roosevelt.

São Paulo ou Governador Valadares?
São Paulo.

Esquerda ou direita?
Não pode ser no meio?

Não vai ter Copa ou Copa para todos?
Vai ter Copa e confusão.

Militância ou preguiça da política?
Preguiça total!

Satyros ou Oficina?
Cada um é cada um.

Vida louca ou vida bandida?
Vida louca.

Sexo verbal ou me enche de amor?
Me enche de amor, né?

O nosso amor a gente inventa ou eu vivo largado no mundo?
O nosso amor a gente inventa!

Leia outras edições da coluna Dois ou Um

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Extraordinário Créditos Thiago Sabino 5 Teatro do Concreto comemora dez anos e cria Extraordinário inspirado na origem de Brasília

Extraordinário: cinco personagens em busca de um homem longe do mundo - Foto: Thiago Sabino

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Brasília, a nova capital do Brasil inaugurada por Juscelino Kubitschek há 54 anos, juntou ao mesmo tempo a realização de uma utopia com a frustração de se viver em uma cidade no meio do nada.

Extraordinário Créditos Thiago Sabino 4 Teatro do Concreto comemora dez anos e cria Extraordinário inspirado na origem de Brasília

Extraordinário celebra dez anos do Teatro do Concreto de Brasília - Foto: Thiago Sabino

Um lugar rodeada pelas imponentes construções de concreto de formas leves projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer e mergulhada na imposição do traçado definido pelo urbanista Lúcio Costa.

Pois um dos filhos mais ilustres desta terra, o Teatro do Concreto, vai mexer exatamente nestas questões iniciais na montagem Extraordinário, que celebra os dez anos da companhia teatral.

A obra tem dramaturgia de Vinícius Souza e direção de Francis Wilker. Ícone do teatro de grupo do Distrito Federal, a companhia tem número dos quais se orgulhar: nesta trajetória, foram sete espetáculos e três publicações.

Na peça, cinco personagens (vividos por Aline Seabra, Alonso Bento, Gleide Firmino, Jhony Gomantos e Nei Cirqueira) são convidados a fazer uma inusitada cobertura: a descoberta de um homem que habita um lugar nunca antes visitado.

A partir disso, o grupo questiona nossa realidade e os caminhos que a humanidade toma neste mundo pós-moderno e repleto de tecnologias. Extraordinário fica em cartaz no CCBB Brasília entre 2 de maio a 1º de junho. Uma exposição fotográfica no local também relembra a trajetória da trupe.

Extraordinário
Quando: Quinta a sábado, 19h30, domingo, 18h. De 2/5/2014 a 1º/6/2014.
Onde: CCBB Brasília (SCES Trecho 2 – Brasília, DF; tel. 0/xx/61 3108-7600)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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magiluth Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os meninos do grupo pernambucano Magiluth em Viúva, porém Honesta - Foto: Divulgação

POR MIGUEL ARCANJO PRADO

A volta dos que não foram
Os danados meninos do Grupo Magiluth, os pernambucanos que mais causam no teatro brasileiro contemporâneo, mandam avisar que chegam a São Paulo no começo da próxima semana. Prometem causar ainda mais, é claro. Eles apresentam de 15 a 20 de abril, terça a sábado, 20h, e domingo, 19h, sua debochada versão para o texto Viúva, porém Honesta (leia a crítica). A obra é de ninguém menos do que Nelson Rodrigues e será encenada no Itaú Cultural (av. Paulista, 149). Já de 23 a 27 de abril, sempre às 20h, eles se apresentam na Funarte São Paulo (al. Nothmann, 1.058), que é onde a peça foi concebida durante a permanência do grupo na fria São Paulo de 2012, quando se hospedaram em um movimentado apartamento de frente para o Minhocão.

Quem é Dorothy Dalton?
O que a coluna não se cansa de perguntar é em quem os peraltas artistas do Magiluth se inspiraram para fazer a versão debochada do crítico teatral mais emblemático da dramaturgia brasileira, Dorothy Dalton. Eles prometem que responderão em breve. Aguardemos.

Melhoras
Tudo correu bem na cirurgia no maxilar do ator Laerte Késsimos, que teve o osso quebrado ao tomar um soco durante confusão na rua Augusta, em São Paulo. Agora, ele está convalescendo. Que ele volte logo aos palcos, é o que todos desejamos.

Recado do Gerald
O diretor Gerald Thomas tomou o microfone do Teatro Anchieta do Sesc Consolação, pouco antes da estreia de Entredentes, nesta quinta (10), para reiterar que ninguém podia fotografar seu espetáculo. E mandou todo mundo desligar o celular.

Não respeitou o Gerald
Mesmo com o recado, a coluna viu um senhorzinho, que ficou parado no corredor, ligando o celular para filmar uma das cenas da obra.

Ansiedade do Gerald
Falando nele, Gerald Thomas deu trabalho nos dias que antecederam a estreia mundial de sua obra. É que ele fica muito nervoso.

Ney Latorraca 007 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ney Latorraca saiu para cumprimentar o público após a sessão sem Thomas - Foto: Leo Franco/AgNews

Cadê o Gerald?
Assim que a peça acabou, Gerald Thomas saiu pela porta dos fundos que dá direto no estacionamento do Sesc Consolação. Não quis cumprimentar ninguém. Os atores Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima tiveram de justificar a ausência pelo nervosismo do mestre.

Cadê os convidados?
Apesar da disputa por convites para a pré-estreia de Entredentes ter sido movimentada, a coluna contou mais de 40 lugares vagos na sessão que abriu a temporada da peça. Uma pena.

Fala do Gerald
Na entrevista exclusiva que deu ao Atores & Bastidores do R7, Gerald Thomas adiantou boa parte do texto de sua nova obra. Leia!

DSC 2500 Silvia Buarque e sua mãe Marieta Severo Estréia da peça O ESTRANHO CASO DO CACHORRO MORTO Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO  Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A atriz Sylvia Buarque beija a mãe, Marieta Severo - Foto: Cristina Granato

Amor de mãe
Marieta Severo fez questão de ir à estreia da peça da filha, Sylvia Buarque, O Estranho Caso do Cachorro Morto, dirigida por Moacyr Goes, na sala Marília Pêra do Teatro Leblon, nesta quinta (10). Marieta ganhou um beijo enorme de sua menina. Que fofo.

Agenda Cultural

Concentração
O ator Rui Ricardo Dias, que viveu Lula no filme Lula O Filho do Brasil, está envolvido em um projeto de peça. O espetáculo é baseado em um grande texto literário brasileiro, com direção de Antônio Januzelli, o Janô, prefessor histórico da Escola de Arte Dratica da USP.

Mala feita
O diretor Celso Frateschi está em turnê pela Grande São Paulo com sua peça Horácio.

Obsessão
A peça Toc Toc já foi vista por 400 mil pessoas em seis anos. A direção é de Alexandre Reinecke, que fez 30 anos de carreira e costuma arrastar multidões para suas comédias. A obra volta ao cartaz dia 18 de abril, às 21h, no Teatro APCD, em Santana, zona norte de São Paulo.

Agenda
O Teatro Ágora abriu a temporada de monólogos Solos Férteis, um Olhar Feminino. Todas as peças com uma só atriz no palco. O início foi com Clara em Neve, de Mari Nogueira, que faz as duas últimas apresentações neste sábado e domingo, às 18h. Depois, nos dias 19, 20, 26 e 27 de abril, tem Cuidado Frágil, ao sábado, 21h, e domingo, 19h. A peça tem Priscila Jácomo dirigida por Daniel Viana e Júlia Barnabé. Por último, virá Monga, com Maria Carolina Dressler dirigida por Juliana Sanches, nos dias 3, 4, 10 e 11 de maio, sábado, 21h, e domingo, 19h. Merda para todos.

MariaCarolinaDressler00145 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Maria Carolina Dressler não para: ela está em várias peças - Foto: Divulgação

Ela não para
Falando em Maria Carolina Dressler, ela não para. Além de estar em um novo processo criativo do Grupo XIX de Teatro, ela encena neste fim de semana no Centro Cultural São Paulo a peça 3 Movimentos, com a Cia. Ocamorana, dentro do projeto que rememora os 50 anos do golpe civil-militar. Além disso ela também está na turnê nacional do espetáculo Carne, da Cia. Kiwi. Nos dias 14 e 15, a obra estará em Santos. Não bastasse tudo isso, ela ainda fará apresentação no interior de São Paulo com a aclamada peça Estrada do Sul, do Grupo XIX, na qual faz uma elegante motorista na obra que tem interação entre público e plateia dentro de automóveis em movimento e em um engarrafamento.

Dança, meu povo
O Sesc Santo Amaro abriga boa parte da programação do 5º Circuito Vozes do Corpo. De 15 de abril a 18 de maio, o evento reúne 30 companhias de dança de distintas regiões do Brasil. Saiba mais.

Rózà
Após fazer sucesso no Festival de Teatro de Curitiba 2014, a peça Rózà estreia no próximo dia 18, na Casa do Povo (r. Três Rios, 252), no Bom Retiro. A peça é inspirada na vida da filósofa Rosa de Luxemburgo, ícone feminino do pensamento de esquerda. O grupo vai aproveitar o ar rústico do espaço paulistano fundado em 1949, que andou esquecido por muito tempo e vem sendo retomado pela classe artística. Que bom.

Glória
Cristine Paoli-Quito está com a moral lá em cima depois da declaração de amor de Philippe Gaulier, o maior mestre de palhaços do mundo, em entrevista exclusiva ao R7. Foi a única artista brasileira citada pelo gênio do clown. E com admiração. Quem pode pode.

Pirou no Pirandello
O primeiro grande sucesso do dramaturgo italiano Pirandello fez a cabeça de Marco Antônio Pâmio.O diretor estreia nesta sexta (11), a peça Assim É (Se lhe Parece) no Teatro do Sesc Vila Mariana. O elenco tem nomes tarimbados do nosso palco, como Bete Dorgam, Joca Andreazza e Hugo Coelho. A obra brinca com a ideia de verdade. Antunes Filho prometeu ir, resta saber se ele vai mesmo...

Meu mundo caiu
Se Maysa Matarazzo estivesse viva, certamente iria à estreia da peça Salve a Dor de Cotovelo, nesta sexta, às 21h30, no Teatro Augusta. No palco, só canções de fossa. A peça é dirigida por Eduardo Mansur e tem no elenco Luiz Araújo, Naíma, Beto Marden e Charles Dalla. Este último, que também é diretor musical da obra, precisou substituir o ator Fernando Rios às pressas, porque ele teve um problema de saúde. A coluna deseja melhoras.

Salve a Dor de Cotovelo2 Marcelo Auge Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Luiz Araújo e Naíma: beijo de amor em peça de dor de cotovelo - Foto: Marcelo Auge

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agenda 11 4 2014 Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 11/04/2014

Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado no telejornal Hora News: Agenda Cultural - Foto: Reprodução

O jornalista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado conta para a apresentadora Lidiane Shayuri as melhores dicas culturais. Tem exposição sobre o Maracatu Rural de Pernambuco no Centro Cultural dos Correios de Salvador, show de Felipe Cordeiro no Pelourinho, o filme Capitão América 2 nos cinemas; e ainda: teatro Mário e as Marias para as crianças e Recusa para os adultos, em São Paulo, com entrada gratuita. Veja o vídeo:

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cia passaro 2 Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Gente jovem reunida: o elenco da nova peça da Cia. do Pássaro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A associação entre o ar e a liberdade de criação artística é o que motiva a paulistana Cia. do Pássaro, em atividade desde 2011, após o encontro dos artistas Alessandro Marba, Dawton Abranches, Geovana Pagel, Giovana Dorna e Pedro de Alcântara.

O grupo apresenta ao público paulistano sua nova obra, Oriki, que mistura fantasmas, mitos e Shakespeare.

Oriki1 credito Ana Paula Hernandez Lara Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Fantasmas no palco: cena da peça da Cia. do Pássaro - Foto: Ana Paula Hernandez

A obra é fruto de um mergulho do grupo na mitologia africana. Dione Carlos assina a dramaturgia, e Dawton Abrances, a direção. Eles fundem elementos africanos a Hamlet, uma das mais emblemáticas peças de William Shakespeare.

Estão no elenco Alessandro Marba, Breno da Matta, Cristiano Belarmino, Deise Rodrigues, Dudu de Oliveira, Fábio Joaquim do Vale, Geovana Pagel, Giovana Dorna, Karina Bastos, Luisa Vilhena e João Carlos Gomes.

Segundo o grupo, "a mitologia africana, enraizada em nosso país no período da colonização, trouxe consigo uma vasta e rica gama de 'fantasmas' capazes de nos promover este contato com a origem".

Ainda de acordo com a Cia dos Pássaros, "nossa cultura aprendeu ao longo dos séculos a repudiar e temer o que lhe é diferente". E é justamente isto o que eles pretendem discutir no espetáculo.

A obra inaugura o projeto Shakeinspire-me, que pretende montar ainda a peça Córtex Falido, também inspirada na obra do dramaturgo inglês.

As peças anteriores da companhia foram a lírica Anjo Caído, apresentada em 2012, quando participou com sucesso no Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, e Inspir.Ações para Voar, dirigida por Pablo Calazans em 2013.

A turma da Cia. dos Pássaros faz intercâmbio constante com outros jovens grupos da cidade de São Paulo, seja emprestando sua sede para ensaios ou apresentações, ou ainda por meio de colaborações artísticas.

Oriki - Kongeriget-Ifé
Quando: domingo, 19h. 60 min. Até 27/4/2014. Depois, sábado, 21h, entre 3 a 31/5/2014
Onde: Cia do Pássaro - Voo e Teatro (r. Álvaro de Carvalho, 177, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7638-0242)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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philippe gaulier foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Philippe Gaulier, com seu chapéu e seu café: "Gente séria é muito perigosa" - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Bob e eu chegamos ao saguão do Hotel Intercontinental, na alemeda Santos, em São Paulo, pontualmente no horário marcado, às 14h da última segunda (7). Philippe Gaulier já nos aguarda, sentado em uma confortável poltrona, tomando café e com um charmoso chapéu panamá. O maior palhaço do mundo tem um ar sóbrio.

Mas, logo ganhamos intimidade tanto para as fotos quanto para esta exclusiva Entrevista de Quinta.

Nascido em Paris, em 4 de março de 1943, Gaulier dirige a escola que leva seu nome na capital francesa. É considerada a mais importante instituição de formação de palhaços do mundo. Foi discípulo de Jacques Lecoq [1921-1999], o grande mestre do clown francês, com quem trabalhou até fundar sua École Philippe Gaulier em 1980. A instituição funcionou também com sucesso em Londres, entre 1991 e 2002, até retornar à sua terra natal.

Gaulier está no Brasil a convite do Sesc São Paulo, para dar a disputada oficina gratuita O Clown Segundo Gaulier, ministrada a 50 artistas e pesquisadores de distintas regiões do Brasil no Sesc Belenzinho até o próximo sábado (12). Estão representados os Estados de São Paulo, Minas, Rio, Pará, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Mato Grosso, Maranhão e Rio Grande do Sul. Segundo o Sesc, a seleção de uma turma tão eclética é forma de espalhar os conhecimentos transmitidos por Gaulier a todo País. O artista também faz palestra grátis nesta quinta (10), às 20h, no Sesc Belenzinho (r. Padre Adelino, 1.000, metrô Belém). As 120 entradas serão distribuídas gratuitamente uma hora antes.

Mas, voltemos ao bate-papo. Nesta conversa com o Atores & Bastidores do R7, Philippe Gaulier falou sobre sua arte, sobre o que pensa de gente séria e ainda declarou seu amor a uma importante artista do clown brasileiro.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – O povo brasileiro tem fama de ser bem-humorado. Você acha que isso ajuda para que o brasileiro seja um bom palhaço?
Philippe Gaulier – Não. Eu penso que Espanha, Itália, França, Suíça, Inglaterra são países que têm tradição na arte clown. Os estudantes londrinos são muito bons. É um país com tradição clown muito forte. Já os alemães, não. Sem chance. O Brasil eu não sei... Apesar de que tive bons estudantes brasileiros de clown em Londres.

philippe gaulier foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Philippe Gaulier: "A função do palhaço é fazer a gente rir, gargalhar"- Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado – Esta é sua primeira vez no Brasil?
Philippe Gaulier – Já estive aqui em 1987. Vim para Porto Alegre, Rio e São Paulo. É um país fantástico, de pessoas fantásticas. Estou muito feliz em voltar. Algumas pessoas escolhem ser fantásticas, outras, tediosas. A Noruega, por exemplo, é um país tedioso.

Miguel Arcanjo Prado – Você foi aluno do também francês Jacques Lecoq [1921-1999], mas você acabou contestando seu mestre. Acha isso necessário em todo artista?
Philippe Gaulier – Acho que sim. O artista precisa contestar seu mestre. Antes de mais nada, tenho de dizer que ele era um professor fantástico. Não concordava com alguns pontos, É impossível se concordar com tudo. Não era idiota para concordar com tudo que meu mestre dizia. A vida sempre nos mostra coisas diferentes, além disso havia uma grande diferença de geração, 30 anos nos separavam. Acredito na necessidade da diversidade de experiências.

Miguel Arcanjo Prado – O bufão é mais perigoso que o palhaço?
Philippe Gaulier – Não é mais perigoso. É diferente. A função do palhaço é fazer a gente rir. Não sorrir apenas, mas rir bastante, gargalhar. É o trabalho dele. Já o bufão tem de dizer a verdade. Vem do gueto para falar a verdade. Mas não é mais perigoso. O [dramaturgo francês] Rabelais [1494-1553] foi criticado na França. [O dramaturgo francês] Moliére [1622-1673] também foi criticado, falavam que ele ria demais em seus textos. Ele mandou todo mundo para aquele lugar, e ainda disse que não fazia rir suficiente.

philippe gaulier foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Philippe Gaulier: "Se alguém fala 'eu sou sério', acho um grande tédio"- Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado – O que é preciso para ser bom palhaço?
Philippe Gaulier –  Cada geração tem dois ou três bons palhaços. É claro que tem de ser engraçado. Se não for engraçado, é melhor virar professor universitário. Porque para ser professor universitário tem de ser sério. E se alguém fala “eu sou sério”, eu acho um grande tédio. A universidade francesa está cheia de gente assim. Eles acham que são sérios, mas na verdade são um saco. É claro que, para ser palhaço, também é bom saber as regras. Aliás, primeiro vêm as regras, depois a imaginação e a descoberta. Mas, antes, as regras. Estudar muito é preciso.

Miguel Arcanjo Prado – Por que gostamos do ridículo que existe em todo palhaço?
Philippe Gaulier –  Porque não é todo mundo que está disposto a isso, a expor seu lado ridículo. Mas, o ridículo é a melhor parte de uma pessoa. Uma pessoa ridícula não tortura a outra. Mas, gente série pode ser muito perigosa. Você aí, virando a página deste seu bloquinho de papel improvisado... Isso é ridículo. Eu precisava lhe dizer isso. E isso é também seu grande charme. Se um dia você decidir falar que você é ridículo virando esta página de bloquinho, você pode vender isso, e quem sabe ser um caminho para você virar um palhaço. Todo mundo é ridículo. O palhaço ganha a vida sendo ridículo. Se você é sensível, você sempre é ridículo.

Miguel Arcanjo Prado – O que você gosta no Brasil?
Philippe Gaulier – Quando eu era jovem, eu via muitos filmes brasileiros, sobretudo os da década de 1960, do Cinema Novo. Também amo a música brasileira. Eu também amo a Cristiane Paoli-Quito [atriz, diretora e palhaça]. Adoro bossa nova. Acho o Brasil um país lindo.

Intérprete: Lana Sultani

Conheça mais sobre o trabalho de Philippe Gaulier

philippe gaulier foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: “Gente séria é perigosa”, diz Philippe Gaulier, o mestre mundial dos palhaços

Acompanhado da tradutora e discípula brasileira Lana Sultani, Philippe Gaulier conversa com Miguel Arcanjo Prado: "Você aí, virando a página deste seu bloquinho de papel improvisado... Isso é ridículo." - Foto: Bob Sousa

 

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