mudanca habito bob sousa3 Ex Rouge consegue papel de estrela de Hollywood

No topo da carreira: Karin Hils é a protagonista do musical Mudança de Hábito, em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

O Atores & Bastidores do R7 acompanhou o musical Mudança de Hábito, que estreou no último fim de semana, em São Paulo, protagonizado por Karin Hils. A atriz e cantora integrou a banda Rouge e hoje faz sucesso nos palcos. Ela vive o mesmo papel que Whoopi Goldberg interpretou no cinema em 1992: a cantora de cabaré que precisa fingir ser uma freira para se proteger de assassinos. No disfarce, a personagem muda a realidade do coro do convento para sempre. Transformado em musical produzido pela própria Whoopi, o espetáculo foi visto por 5 milhões de pessoas em 11 países. Agora, os brasileiros têm a chance de conferir a superprodução de R$ 30 milhões no Teatro Renault (av. Brigadeiro Luís Antonio, 411, São Paulo, ingressos de R$ 50 a R$ 260; qui. e sex., 21h, sáb. 17h e 21h, dom. 16h e 20h). Fernanda Chamma é a diretora residente. Veja, abaixo, vídeo que contou com produção de Robert Mathias e edição de imagens de Samuel Wendel, e também fotos de Bob Sousa:

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Musical conta a história de Deloris, uma cantora que se refugia em um convento - Foto: Bob Sousa

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Karin Hils vive o papel que foi de Whoopi Goldberg no cinema em 1992 - Foto: Bob Sousa

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Musical custou R$ 30 milhões e foi visto por 5 milhões de pessoas em 11 países - Foto: Bob Sousa

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A superprodução Mudança de Hábito está em cartaz no Teatro Renault, em SP - Foto: Bob Sousa

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agaivota4 Crítica: Butusov liberta A Gaivota para voar com o público

Poética e técnica: cena da peça russa A Gaivota, que abriu a 2ª MITsp: veja galeria- Foto: João Valério

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Remontar um clássico requer coragem e, sobretudo, autenticidade. Para mais do mesmo, é melhor a lembrança e os registros do já feito. E o diretor russo Yuri Butusov demonstra saber disso muito bem com seu olhar contemporâneo para sua encenação de A Gaivota, escrita por Anton Tchekhov (1860-1904).

A obra foi a escolhida para abrir a programação da 2ª MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). É preciso saudar aos diretores do evento, Antonio Araújo e Guilherme Marques, pela eleição assertiva. Afinal, nada seria mais apropriado do que a obra criada por Butusov e o Teatro Satirikon para a abertura de um festival internacional tão significativo, como vem se tornando a MITsp.

Escrita em 1895 como uma comédia e encenada pela primeira vez em 1896, em Moscou, com vaias e fracasso, A Gaivota só alcançou o sucesso dois anos depois, em 1898, na montagem de Constantin Stanislavski (1863-1938). Na obra, o teatro é o meio e o veículo do enredo, autorreferenciando-se por meio do metateatro.

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A encenação russa é repleta de referências ao próprio fazer teatral - Foto: João Valério

A proposta estética de Butusov está dentro das bases que norteiam o teatro pós-moderno. O diretor encena um olhar contemporâneo ao nosso contexto social (do século 21). Ele materializa o texto clássico por meio de recursos potentes que ironizam a própria obra.

O diretor propõe um encontro com o público, convidando-o a participar, co-criando nas lacunas propositais com os diversos enunciadores do discurso que aparecem simultaneamente na peça.

agaivota6 Crítica: Butusov liberta A Gaivota para voar com o público

Obra de Butusov faz conversa de formas - Foto: João Valério

Revelar os recursos com os quais são criadas cenas é a base da versão de Butusov; encena-se o processo e é a partir daí que se revelam as diferentes camadas do metateatro. Há diálogo constante, por meio de referentes de outras expressões artísticas, como a música, a dança e as artes plásticas.

A obra é uma colocação política do diretor cujo resultado se dá na experiência do espectador e não em uma forma. Evidencia-se a qualificação técnica do elenco, revelando destrezas performáticas, tal qual o diretor, presente no palco ao fim de cada ato, deixando-se afetar pela sonoplastia.

Dividida em quatro atos, somando quase cinco horas de espetáculo, a peça desperta interesse a cada minuto. O estado de presença (no presente) dos atores (vivos) convida o público a jogar o jogo proposto, levando-o a um estado lúdico, repleto de prazer criativo e autonomia, a partir de referências pessoais. Butusov liberta A Gaivota para voar com o público.

E é nesta conversa de formas que o diretor apresenta sua extraordinária (que foge dos padrões comuns) versão de A Gaivota. Afinal, como diz o próprio Tchekhov no texto encenado: "Precisamos de novas formas. Formas novas são indispensáveis e, se não existirem, então, é melhor que não haja nada".

A Gaivota (direção Yuri Butusov)
Avaliação: Ótimo
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Butusov liberta A Gaivota para voar com o público

agaivota3 Crítica: Butusov liberta A Gaivota para voar com o público

A Gaivota dialoga com expressões artísticas como música, dança e artes plásticas - Foto: João Valério; veja galeria

Veja como foi a abertura da MITsp

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mitsp a gaivota 2 joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Cena da peça russa A Gaivota, que abriu a 2ª edição da MITsp - Foto: João Valério

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A segunda edição da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo) deu a largada nesta sexta-feira (6) para o público. Até 15 de março, serão apresentados 12 espetáculos de dez países. Na noite desta quinta (5), convidados assistiram à primeira apresentação da peça russa A Gaivota, após a cerimônia de lançamento do festival cênico. O Atores & Bastidores do R7 estava presente. Veja as imagens:

mitsp ze celso joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Zé Celso é aplaudido de pé no Auditório Ibirapuera durante o lançamento da 2ª MITsp - Foto: João Valério

 

mitsp fachada Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Público entra no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, para ver a primeira sessão da MITsp - Foto: João Valério

mitsp saguao joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Convidados da MITsp lotam o saguão do Auditório Ibirapuera antes de a peça começar - Foto: João Valério

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Celso Frateschi se encontra com Zé Celso Martinez Corrêa e trocam ideias - Foto: João Valério

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Zé Celso exibe seu convite para a sessão de abertura da MITsp - Foto: João Valério

mitsp leandro knopfholz joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba, também prestigiou a abertura da MITsp, e aproveitou para colocar o papo em dia com Zé Celso - Foto: João Valério

mitsp guilherme marques joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Guilherme Marques, diretor da MITsp, faz a abertura do evento no palco do Ibirapuera - Foto: João Valério

mitsp luis miranda joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

O ator Luís Miranda foi o mestre de cerimônias da noite de abertura da MITsp - Foto: João Valério

mitsp haddad joao valerio Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também discursou em apoio ao teatro - Foto: João Valério

publicomit Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Público acompanha a programação da MITsp, entre eles os críticos da APCA Vinicio Angelici (de barba e branco) e José Cetra (de verde) - Foto: João Valério

mitdanilo Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

O prefeito de São Paulo, Fernando Hadad, se encontra com Danilo Santos de Miranda, gerente regional do Sesc em São Paulo na MITsp - Foto: João Valério

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Todo o público acompanhou o desempenho visceral dos atores russos de A Gaivota - Foto: João Valério

russos Veja como foi a noite de abertura da 2ª MITsp

Atores russos agradecem ao público de abertura da MITsp pelos aplausos - Foto: João Valério

Leia entrevista exclusiva com Guilherme Marques, diretor da MITsp

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gaivota8 Veja peça russa A Gaivota na 2ª MITsp em 7 fotos

Cena de A Gaivota, da Rússia, que abriu a 2ª MITsp - Foto: João Valério

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nada mais justo do que a peça A Gaivota, de Anton Tchekhov, ter sido escolhida para abrir a 2ª MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em sessão concorrida no Auditório Ibirapuera, nesta quinta (5), o diretor Yuri Butusov colocou seu efervescente grupo de atores para fazer uma releitura frenética e cheia de ironia do clássico russo que é uma verdadeira reverência ao teatro. Veja em sete imagens o que foi a apresentação.

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Cheia de referências ao próprio teatro, a montagem impressionou a plateia brasileira - Foto: João Valério

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A montagem russa ainda tem apresentações até este sábado (7) na MITsp - Foto: João Valério

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Na peça, o diretor Butusov imprime sua visão sobre o clássico de Tchekhov - Foto: João Valério

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Releitura pós-moderna de A Gaivota agradou o público na noite de abertura - Foto: João Valério

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Os números de dança também foram muito comentados pela energia farta no palco - Foto: João Valério

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Um farto banquete é um dos destaques do cenário da montagem russa - Foto: João Valério

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Abertura MITsp Auditorio Fotos Joao Valerio 50 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Zé Celso no Auditório Ibirapuera para a abertura da MITsp: aplaudido de pé - Foto: João Valério

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mitos
Dois bastiões do teatro brasileiro, Zé Celso e Antunes Filho foram à abertura da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), para convidados, na noite desta quinta (5), no Auditório Ibirapuera. Eles resistiram bravamente aos quatro atos da peça russa A Gaivota, que terminou à 1h30 da madrugada desta sexta (6) com plateia bem menor do que começou.

Há vagas
Com tanta gente dando a vida por um ingresso para ver a dita obra, chamou a atenção da coluna o grande número de assentos vagos no Auditório Ibirapuera. Podiam ter chamado os estudantes de teatro para encher o local. Eles ficariam eternamente agradecidos.

Sem noção
Em um dos momentos da encenação pós-moderna para a obra clássica de Tchekhov, um dos atores fica no corredor da plateia. Ao vê-lo ali, uma funcionária do Itaú Cultural, que administra o espaço, foi até o ator, com a obra em andamento, para dizer a ele que não podia ficar parado no corredor. Ordenou que buscasse seu assento. Sem entender o que ela dizia, já que fala russo, o ator deu um grito. A funcionária percebeu, então, que ele era do elenco e subiu rapidamente as escadas do corredor, constrangida.

gaivota ligia jardim Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O diretor de A Gaivota Yuri Botusov, em primeiro plano, no palco do Auditório Ibirapuera - Foto: Ligia Jardim

Animadinho
O diretor Yuri Butusov estava tão animado, mas tão animado na peça, que tinha muito artista na plateia querendo saber a receita de tanta vitalidade.

Ai, que fome!
Uma amiga da coluna presente na abertura fez uma importante observação: quem levasse sanduíche para vender na abertura da MITsp iria ganhar um bom dinheiro. É que como o horário para chegar estava marcado para 18h30 no convite, muita gente atravessou São Paulo, no caos da hora pico, para estar no Ibirapuera a tempo. Na correria, a maioria não comeu. E no coquetel tinha champanhe, o que piorou a situação de muita gente. O café do espaço estava fechado.

Alívio
Teve quem correu à pista de skate ao lado do Auditório Ipirapuera para descolar uma batatinha frita que fosse. Senão, desmaiaria durante a peça.

Alento
Durante o primeiro intervalo, para alegria de muitos, foi servido amendoim, cafezinho e água. Assim, parte do público conseguiu sobreviver.

Precavida
Uma moça, muito esperta e chiquérrima, levou damascos em sua bolsa e comia antes de cada ato. Tinha gente olhando, aguada.

Martírio
A peça, marcada para começar às 20h, só teve início pouco antes das 21h. É que os discursos dos patrocinadores eram intermináveis. Da coxia, o diretor russo olhava, enfastiado.

A GAIVOTA MITsp2015 foto ligia jardim01 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena da peça A Gaivota, que abriu a MITsp nesta quinta (5) - Foto: Ligia Jardim

Homenagem
Justiça seja feita. Danilo Santos de Miranda, do Sesc São Paulo, fez questão de homenagear a todos os artistas e pensadores do teatro presentes no Auditório Ibirapuera na figura de Zé Celso. O diretor do Oficina se levantou para agradecer a deferência. Muitos o aplaudiram de pé.

luis miranda Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Luís Miranda: ousadia e deboche do mestre de cerimônias na abertura da MITsp - Foto: João Valério

Efusivo
Luís Miranda é ator talentoso. Isso todo mundo sabe. Mas, como mestre de cerimônias de abertura da MITsp, ele exagerou. Não pegou bem, por exemplo, quando se desfez do secretário de Estado de Cultura de São Paulo, Marcelo Mattos Araújo, dizendo que preferia receber no palco um diretor de Pinacoteca. A atuação forçada de trechos de Tchekhov entre as falas dos patrocinadores também passou do ponto. Assim como desmerecer a própria peça de abertura, falando de Tchekhov e da grande duração da obra (quase cinco horas com os três intervalos) com ar de desdém. Pegou mal.

A Viagem
Pedro Vilela, diretor do Grupo Magiluth, de Recife, chega a São Paulo nesta sexta (6), acompanhado da mulher, Mariana Holanda Rusu, só para acompanhar a MITsp bem de pertinho.

insubmissas 5 baixa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Carlos Palma dirige a peça Insubmissas, no Teatro de Arena, em SP - Foto: Divulgação

Mulheres rebeldes
O sucesso foi tanto que a turma da peça Insubmissas precisou prorrogar a temporada no Teatro de Arena, em São Paulo, até 29 de março. Quatro mulheres fundamentais na história da ciência são apresentadas. Não faltaram na vida delas pitadas de preconceito, violência e discriminação. Mas, elas guerrearam até o fim. Tem sessão sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h, com o Núcleo Arte Ciência no Palco. Estão todos convidados a ver e a aprender.

A Viagem
A peça América Vizinha, sucesso no ano passado no Grupo XIX de Teatro, agora fará turnê pelo interior de São Paulo. A diretora Juliana Sanches segue no comando.

Atarefado
Ivam Cabral, além de dirigir a cerimônia de entrega do Prêmio APCA no próximo dia 17 de março, também será o responsável pelo cerimonial da festa, com a ajuda de Eric Vecchione e Bruno Galvincio. A noite de gala será no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, sob os olhares atentos do presidente da entidade, José Henrique Fabre Rolim.

Conchinha
O Prêmio Shell este ano resolveu não fazer sua festa justamente no mesmo dia da premiação da APCA. Ainda bem. Dessa vez, a entrega do Prêmio Shell de Teatro em São Paulo será uma semana antes, na próxima terça (10), no Espaço Villa Vérico, na Vila Olímpia. Mariana Lima, que ganhou o prêmio em 2011, vai apresentar. Será que vai ter protesto de novo?

eunaoerabonita Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ester Laccava e Lulu Pavarin em cena da peça Quando Eu Era Bonita - Foto: Divulgação

Embate de divas
Ester Laccava e Lulu Pavarin, duas das melhores atrizes do teatro paulistano, estão juntas na peça Quando Eu Era Bonita, que estreia dia 13 de março no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt. Fazem duas amigas que se encontram na festa de confraternização da firma. Vai dar o que falar.

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agendinha Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 06/03/2015

Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado apresentam a Agenda Cultural no Hora News - Foto: Divulgação

Veja as dicas para você se divertir com Miguel Arcanjo Prado, na Agenda Cultural do Hora News, na Record News. Tem show grátis de Zezé Motta na Caixa Cultural em São Paulo. O sertanejo Cristiano Araújo em Florianópolis. Em São Paulo, tem a segunda edição da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), além da exposição sobre os 40 anos da gatinha japonesa Hello Kitty. E mais: mostra de filmes japoneses em BH e as estreias nas telonas. Veja o vídeo:

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Grupo Krum 6928 Renata Sorrah se junta a elenco dos sonhos em nova peça da Cia. Brasileira

Elenco dos sonhos de Krum, da Cia. Brasileira, é encabeçado por Renata Sorrah - Foto: Nana Moraes

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Imagine só conseguir reunir, em um mesmo elenco teatral, Renata Sorrah, Danilo Grangheia, Grace Passô, Inês Vianna e Rodrigo Bolzan. Não bastasse esses nomes fortes da atuação, a mesma peça ainda traz Cris Larin, Edson Rocha, Ranieri Gonzales e Rodrigo Ferrarini.

O responsável pela façanha que muitos diretores por aí adorariam ter feito é Marcio Abreu, diretor da curitibana Cia. Brasileira de Teatro. Ele comanda esta equipe de ouro na primeira montagem brasileira do texto Krum, escrito pelo israelense Hanoch Levin (1943-1999).

Esta é a segunda vez que Renata Sorrah trabalha com Abreu e seu grupo. A primeira parceria, Esta Criança, em 2012, rendeu à atriz o reconhecimento da crítica e o Prêmio Shell carioca de melhor atriz.

Como de costume, a Brasileira escalou sua equipe forte na criação. Giovana Soar fez a tradução do texto. Já Nadja Naira, ficou mais uma vez responsável pela luz e também pela assistência de direção. Enquanto Fernando Marés fez o cenário e Felipe Stornio, a trilha sonora.

O texto tem como fio condutor a volta para casa do personagem Krum, após anos perambulando pela Europa. No meio do caminho, há dois enterros e dois casamentos.

Para o diretor, "é uma peça sobre pessoas" que coloca "em jogo a matéria humana", com "um olhar cruel e generoso sobre vidas mínimas".

Abreu ainda lembra que o texto é fruto das inquietações do autor na década de 1970 em diálogo com clássicos do teatro. "Há em Tchekhov do entretempo, Beckett do pós-guerra, Levin do final do século 20 e nós hoje algo em comum", avalia. E explica o porquê: "Enquanto o mundo turbulento destila suas violências, as pessoas tentam seguir suas vidas, muitas vezes, sem brilho, confinadas em suas casas ou alimentando expectativas, sonhos de consumo, esperança de dias melhores".

Krum
Quando: Quinta a domingo, 20h. 120 min. Até 26/4/2015
Onde: Teatro Oi Futuro (r. Dois de Dezembro, 63, Flamengo, Rio)
Quanto: R$ 20
Classificação etária: 16 anos

 

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2 Espetáculo La laguna Direção Agostina López Rio faz ponte teatral com a Argentina no Festival Dois Pontos

Cena da peça argentina La Laguna, dirigida por Agostina López - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Não é só o cinema argentino que é bom. O teatro de nosso vizinho também é um dos melhores do mundo, com peças de dramaturgia potencializada pelo talento dos atores portenhos.

Quando o assunto é teatro, Buenos Aires ostenta 150 salas, onde ficam em média 400 espetáculos em cartaz. Na América Latina, apenas São Paulo tem um teatro tão potente.

Pois os cariocas terão a chance de conhecer de perto o teatro argentino no Festival Dois Pontos, que acontece entre 13 e 29 de março, no Rio. Se há dois anos a troca foi com Portugal, desta vez é com nossos hermanos.

4 Espetáculo Melancolia y Manifestaciones Direção Lola Arias Rio faz ponte teatral com a Argentina no Festival Dois Pontos

Cena de Melancolia y Manifestaciones, de Lola Arias, que abre o festival - Foto: Divulgação

A abertura será com a peça Melancolía y Manifestaciones, trabalho autobiográfico de Lola Arias que será apresentado no dia 13 no Teatro Ipanema.

A programação ainda reserva a estreia mundial de Constanza Muere, de Ariel Farace. Seis teatros municipais do Rio e o Galpão Gamboa sediam as apresentações. E o melhor: o preço de todas as sessões é baratinho, apenas R$ 10.

São oito peças argentinas ao todo, sendo duas estreias mundiais. Ainda há duas produções brasileiras, uma mostra de esquetes e três residências que resultarão em apresentações. Ainda há quatro shows e um espetáculo de dança.

André Vieira, coordenador do festival ao lado de Marta Vieira, diz que "a Argentina é um produtor de artes cênicas reconhecido no mundo todo".

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Puzzled foto Adauto Perin 7 Crítica: Puzze (d) é deboche atrevido da ignorância do Brasil

A atriz Magali Biff em cena de Puzzle (d): um retrato desconcertante de nós - Foto: Adalto Perin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os tempos não andam fáceis. No cenário nacional, vemos uma onda crescente de conservadorismo e enfrentamento sem necessidade de uma argumentação racional. Tudo isso marcado pelo desrespeito à diferença do outro, talvez fruto de uma explosiva mistura de política e religião.

A mesma mistura colérica também assusta o mundo lá fora, em demonstrações cada vez mais irracionais de intolerância e necessidade de imposição de uma visão por meio de força violenta. Parece que o mundo esqueceu-se da dialética.

Todas essas inquietudes estão presentes no palco de Puzzle (d), espetáculo dialético dirigido por Felipe Hirsch com seu grupo Ultralíricos. Cercado de profissionais gabaritados da atuação, o diretor faz com que textos literários conversem e se tornem um deboche atrevido da ignorância do Brasil. Esfrega o dedo em muitas das feridas que o País faz questão de exibir, orgulhoso. É, antes de mais nada, uma obra necessária e desconcertante.

A peça é resultado de uma série de três espetáculos criados por conta do ano do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 2013 (Puzzle (a), (b) e (c)), e sua quarta parte foi desenvolvida para a abertura do último festival Mirada, em Santos, em 2014.

Como diz o nome da obra, que em inglês significa quebra-cabeças, Hirsch constrói seu discurso na junção de peças distintas, formadas por textos de autores recentes: André Sant'Anna, Haroldo de Campos, Paulo Leminski e Roberto Bolaño, em pequenos monólogos defendidos por seus atores.

As palavras saem de modo visceral da boca do elenco coeso, que une técnica precisa ao talento evidente para a atuação: Georgette Fadel, Guilherme Weber, Javier Drolas, Luiz Paetöw, Luna Martinelli e Magali Biff.

Magali Biff é um assombro potente a cada aparição, fazendo de sua presença os melhores momentos do espetáculo. É dela a melhor atuação feminina até o momento neste ano nos palcos de São Paulo. Primeiramente, no monólogo irônico sobre a bondade do povo brasileiro. E, mais tarde, está digna de aplauso de pé pelo seu desempenho no texto que é uma verdadeira aula de introdução ao pensamento científico, forte, densa e nada sonolenta.

Outro detalhe que merece atenção é o fato de o ator argentino Javier Drolas falar na peça em seu idioma natal, o castelhano portenho, o que demonstra uma direção aberta à diversidade no palco e sem prisões às amarras mesquinhas da ignorância e do lugar-comum que diretores menos potentes dão aos artistas estrangeiros no País.

Weber demonstra eloquência ao fazer do palco um verdadeiro púlpito. Paetöw mergulha sem medo em uma proposta cheia de técnica e potência. Georgette conquista a todos com um portunhol safado e malandro, provocando o riso cúmplice. Enquanto Luna, mesmo com complicado texto de Bolaño sobre a entrada de Paulo Coelho na Academia Brasileira de Letras, segura a cena, com sua atuação soturna e sempre precisa.

puzzle d adalto perin12 Crítica: Puzze (d) é deboche atrevido da ignorância do Brasil

Mestre do sentido, Felipe Hirsch tem elenco potente em Puzzle (d) - Foto: Adalto Perin

Tudo isso soa em cima de um palco no qual está evidente trabalho minucioso da direção de arte de Daniela Thomas e Felipe Tassara, que foge de nossa bandeira multicor para mergulhar tudo em tinta preta viscosa (atirada pelos atores destemidos no papel branco), repleta de significado poético o cenário — evidenciado pela luz dura proposta por Beto Bruel e em diálogo com o figurino sóbrio de Cristina Camargo — é gigante, mas frágil, tal qual nosso País, o gigante ignorante.

Dissolvente, a obra desconstrói chavões ufanistas aos quais o brasileiro se habituou, para criar uma imagem dilacerante e bem mais condizente com a realidade social contemporânea do País. Sai de cena a suposta cordialidade para entrar o ódio e a burrice presunçosa.

Em Puzzle (d), como um mestre do sentido, Felipe Hirsch fecha seu quebra-cabeça com a paciência de um menino persistente em sua brincadeira, que não desiste até que a junção das peças alcancem o resultado desejado. Assim, apresenta um retrato irônico e ao mesmo tempo despido de truques, que sacode o espectador e funciona como uma mensagem nada sutil, que diz, debochadamente: olha, seu bobo, o Brasil nem você são tão bons assim.

Puzzle (d)
Avaliação: Ótimo
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 18h. 70 min. Até 8/3/2015
Onde: Sesc Vila Mariana (r. Pelotas, 141, Vila Mariana, metrô Ana Rosa, São Paulo, tel. 0/xx/11 5080-3000)
Quanto: R$ 12 a R$ 40
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Puzze (d) é deboche atrevido da ignorância do Brasil

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MIT AS IRMÃS MACALUSO CREDITO Carmine Maringola Segunda edição da MITsp prioriza teatro europeu

Uma família cheia de mulheres: As Irmãs Macaluso representa Itália na MITsp - Foto: Carmine Maringola

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os fãs de teatro precavidos já estão com os ingressos escondidos no fundo da gaveta. Após realizar sua primeira edição com entrada franca no ano passado, o que gerou filas gigantes e democráticas em todos os espetáculos, a segunda edição da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo) começa na próxima sexta (6) com a maioria de seus espetáculos pagos e com entradas esgotadas.

O evento, que vai até 15 de março, prioriza o teatro europeu, de onde vêm 70% dos países participantes. Dos dez países na programação, sete são do Velho Continente: Rússia, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Ucrânia, Holanda e Itália. Israel é o único representante da Ásia e, da América Latina, só tem Brasil e Colômbia.

Quem não se adiantou na compra de entradas pode rumar para as filas que restaram: as peças As Irmãs Macaluso e Arquivo terão entrada gratuita, com distribuição sempre uma hora antes de cada sessão — é bom chegar bem mais cedo do que isso para conseguir entrar.

Dinheiro no caixa

O festival está com caixa robusto este ano. Se na primeira edição seu orçamento era de R$ 2,8 milhões, agora a MITsp custou R$ 3,2 milhões, dos quais 70% saíram dos cofres públicos. Portanto, é um festival, em maior parte, financiado por todos  nós, cidadãos pagadores de impostos.

Além do Auditório Ibirapuera, que sediará o lançamento da MITsp nesta quinta (5) para convidados com a montagem russa de A Gaivota, com cinco horas de duração, outros espaços paulistanos fazem parte do circuito de espetáculos: Teatro Sérgio Cardoso, Itaú Cultural, Sesc Consolação, Sesc Ipiranga, Sesc Pinheiros e Teatro Flávio Império.

A MITsp também oferecerá palestras e oficinas gratuitas com nomes fortes do teatro europeu contemporâneo — estas tiveram inscrições prévias no site do evento. O curador do evento é Antonio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem e professor de artes cênicas na USP (Universidade de São Paulo).

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A Gaivota, da Rússia, vai abrir a MITsp para convidados na quinta (5) - Foto: Ekaterina Tsevetkova

Peças

Entre os espetáculos, um dos destaques é Canção de Muito Longe, da Holanda, dirigido por Ivo van Hove com o Toneelgroep Amsterdam. A peça tem coprodução da MITsp, trilha do cantor norte-americano Mark Eitzel e dramaturgia do britânico Simon Stephens.

Se as notícias internacionais dão conta da tensão entre Rússia e Ucrânia no leste europeu, o público paulistano poderá conhecer um pouco do teatro recente feito nestes dois povos inimigos no plano da geopolítica.

Da Rússia, vêm os espetáculos Opus Nº 7, com direção de Dimitry Krymov, e A Gaivota, clássico de Tchekhov com direçaõ de Yuri Butusov. Já a Ucrânia envia Woyzeck, outro clássico dirigido por Andriy Zholdak.

Outra obra marcante, Senhorita Julia, de Strindberg, ganha versão inglesa nas mãos da diretora britânica Katie Mitchell. A Suíça manda Stifters Dinge, dirigida por Heiner Goebbels, considerado um encenador radical do teatro atual que faz a peça sem atores.

A italiana Emma Dante traz As Irmãs Macaluso, com a história de uma família de mulheres cheia de tumultos. Já Israel marca presença com o espetáculo de dança contemporânea Arquivo, dirigido por Arkadi Zaides.

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Colômbia fará duas peças na MITsp - Foto: Jhon Fredy

Latino-americanos

Além do Brasil, representando pela diretora do Rio Christiane Jatahy com Julia e E Se Elas Fossem para Moscou, o único outro representante da América Latina na MITsp é a Colômbia.

A Fundación La Maldita Vanidad apresenta dois espetáculos de seu repertório: Morrer de Amor, Segundo Ato Inevitável: Morrer e Matando o Tempo, Primeiro Ato Inevitável: Nascer, ambos dirigidos por Jorge Hugo Marín.

O Atores & Bastidores do R7 apurou que ainda há entradas à venda para as seguintes peças: Matando o Tempo, Morrer de Amor, Canção de Muito Longe e Senhorita Julia.

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Cena da peça Senhorita Julia: ainda há entradas disponíveis - Foto: Thomas Aurin

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