renato 519x640 Dois ou Um com Renato Prieto

Renato Prieto está na peça Encontros (Im)possíveis em SP - Foto: Guilherme Costa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Renato Prieto está em cartaz em São Paulo com o espetáculo Encontros (Im)possíveis, no Teatro Jaraguá. Na obra, interpreta um jornalista que consegue realizar um sonho antigo: entrevistar celebridades mundiais que já morreram. Entre os nomes estão Gandhi, Martin Luther King, Frank Sinatra e Marilyn Monroe. A obra tem sessão sábado, 19h, e domingo, 17h, até 14 de dezembro, com entrada a R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada. O ator aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Cinema ou teatro?
Teatro(1º lugar sempre) e cinema.

Rio ou São Paulo?
Juntos no liquidificador daria um suco quase perfeito...

Seca ou chuva?
Chuva.

Gandhi ou Martin Luther King?
Gandhi com a força política de Martin..Martin com a sabedoria de Gandhi.

Direita ou esquerda?
Centro... Não gosto de nada radical...

Gente ou bicho?
Os dois.

Democracia ou ditadura?
Democracia.

Freud ou Jung?
Jung...

Carmen Miranda ou Marilyn Monroe?
Carmen.

Macarrão ou arroz com feijão?
Feijão com arroz.

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agenda cultural Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 07/11/2014

Miguel Arcanjo Prado apresenta a Agenda Cultural na Record News - Foto: Divulgação

O colunista e editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado conta as melhores dicas para o seu fim de semana na Agenda Cultural da Record News. Tem show duplo e grátis de Marcia Castro em São Paulo. O Teatro Oficina encerra o Festival das Cacildas. Um grupo francês de dança celebra dez anos em SP. Gal Costa canta em Salvador. Em BH, tem show da banda Nem Secos de graça no domingão, e ainda o Grupo Serelepe lança novo disco: Locotoco. E ainda as estreias nas telonas: Mil Vezes Boa Noite, Interestelar e A Mansão Mágica.  Veja o vídeo:

Editado por Aline Rocha Soares e Miguel Arcanjo Prado, com produção de Gabriele Moreno. 
Colaboram: André de Jesus, Giva Edilene, Clesio Meneses, Moacir Moreira e José Claudio Manso, da Record News.

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daniela cury Vídeo: Encontro explosivo provoca riso na peça Três Mulheres Baixas; Daniela Cury fala da comédia

Colunista Miguel Arcanjo Prado entrevista a atriz Daniela Cury no R7 - Foto: Divulgação

A atriz Daniela Cury esteve no R7 para falar sobre a peça Três Mulheres Baixas em entrevista ao colunista Miguel Arcanjo Prado. A comédia escrita por Emílio Boechat mostra três mulheres que se encontram em um prédio em uma situação explosiva. A direção é de Lavínia Pannunzio. Tem sessão toda sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h, no Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449). A entrada custa R$ 40. Mas atenção: no domingo (9), quem falar na bilheteria que viu esta entrevista no R7 paga apenas R$ 15. Veja o vídeo:

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teatrodebonecas fotoBobSousa4 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

A atriz Milena Filó, em cena da peça Teatro de Bonecas, em cartaz em SP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A atriz Milena Filó é a verdadeira mãe do espetáculo Teatro de Bonecas, em cartaz no Teatro Pequeno Ato, em São Paulo, até o fim do mês [veja serviço ao fim].

Na peça, na qual atua ao lado de Jaqueline Stefanski, sob direção de Adriano Cypriano, investida os limites entre a realidade e a arte, tendo como inspiração o clássico texto Casa de Bonecas, escrito pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen em 1879.

O mergulho foi tão profundo no espetáculo que ela foi tema do mestrado em artes que a atriz concluiu na Unesp, onde também se graduou em artes cênicas.

Nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, Milena falou sobre a peça, sobre sua vida, sua arte, seu sonho.

Leia com toda a calma do mundo.

teatrodebonecas fotoBobSousa5 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

Milena Filó em cena do espetáculo que fica em cartaz até o fim do mês em SP - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que Teatro de Bonecas?
MILENA FILÓ — Porque é inspirado no texto Casa de Bonecas, do Ibsen, mas, principalmente, em uma fala da personagem Nora, quando ela diz para o marido: “Esta casa nunca passou de um teatro”. Ela diz isso quando está indo embora, porque ela quer dizer que nunca foi ela mesma lá, que sempre interpretou. Isso é a base, a camada principal da peça. A gente fala dessa relação, principalmente das atrizes, de viver interpretando, e quase nunca ser você mesmo. É uma dualidade. Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida.

MIGUEL ARCANJO PRADO — A vida é um grande teatro?
MILENA FILÓ — Exatamente, trazemos esta questão para a peça. O quanto a gente ficcionaliza as nossas relações, os encontros, o quanto a gente cria uma ficção... A gente inventa coisas que não existiu no encontro para a história ficar melhor. Na busca de interpretar essa personagem, essas duas atrizes, eu e Jaqueline, acabamos nos identificando muito com as situações, como término de relacionamento, busca de espaço e de identidade. A gente coloca muito de nós duas na peça.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você acha que as redes sociais ajudaram a aumentar essa representação social?
MILENA FILÓ — Bastante. No Facebook, às vezes a gente posta imagens, mesmo de momentos da vida, que parecem uma coisa incrível. A imagem é muito bonita, ficcional e nem sempre corresponde à realidade. Muitas vezes, a pessoa estava sozinha, triste naquele lugar, e para os amigos de Facebook parece que aquilo foi um grande acontecimento. Tudo fica maior.

teatrodebonecas fotoBobSousa3 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

Jaqueline Stefanski e Milena Filó: parceria no palco entre as duas atrizes - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Isso mexe com você?
MILENA FILÓ — Muito. O acesso e a rapidez, uma informação você consegue que chegue em cem pessoas em um segundo. É muito rápido, é instantâneo. Antes, você esperava semanas por uma cartas. Hoje, é tudo muito rápido, veloz. Antes, essa representação existia, mas de forma mais moderada.

MIGUEL ARCANJO PRADO —Representar sem parar dá um vazio na vida?
MILENA FILÓ — Esse grau de exigência do outro, de ter de corresponder a essa demanda, chega o momento que você não é nada. Essa é uma fala da peça: "Parece que de fato eu nunca fiz nada". São tantas coisas para agradar o outro que no final você acaba não tendo nada.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Tudo isso é muito pessimista. O que a gente faz?
MILENA FILÓ — É uma constatação de que atualmente a gente vive com um grau de rapidez muito grande. Mas tem o lado bom, é que você consegue transformar as coisas, fazer mudanças. Antes, você ficava muito tempo apegado a algo. Agora, você consegue dialogar mais. O espetáculo tem várias camadas. O Alexandre Mate, que orientou meu mestrado na Unesp, que foi sobre a peça, fala que o espetáculo é um palimpsesto, que é como uma cebola, que tem várias camadas, que vão sendo desvendadas. Elas vão se despelando pelo olhar do público. E não é necessário que todos vejam todas as camadas. O melhor é que isso é o que o pós-moderno trás. Você tem a camada da personagem, da atriz, das amigas, da irmã, você consegue ter todas as camadas ali.

teatrodebonecas fotoBobSousa2 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

Milena Filó transformou a pesquisa para a peça Teatro de Bonecas em mestrado - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você fez um mestrado sobre a peça?
MILENA FILÓ — O meu mestrado, na Unesp, fala exatamente dessa questão de dualidade. Chama-se Alteridade Trocadas – O Encontro de Duas Ficções. É a mistura do que é real e do que é ficcional. Muitas vezes, o teatro se torna muito mais real do que qualquer realidade. A lupa dele torna tudo muito mais real. E no mestrado eu falo também de um termo das artes plásticas que se chama pentimentos, que significa arrependimento: é o traço que o pintor fez e passa uma tinta em cima e depois de muito tempo, esta vai se descascando e vemos o traço que ele se arrependeu. A peça traz esse inacabado para mostrar o processo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Onde você nasceu?
MILENA FILÓ — Eu nasci em São Paulo e passei a infância em Bragança Paulista até os nove anos. Depois, voltei para cá.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem uma irmã atriz, a Aline Filócomo. Como é isso para você?
MILENA FILÓ — São as dores e as delícias. De irmão. Minha irmã é minha melhor amiga. Começamos a fazer dança juntos, fizemos piano juntas, violão juntas e depois teatro. Só que cada uma foi para um caminho... A gente sempre troca experiências. Eu faço uma participação no espetáculo do grupo dela, a Cia. Hiato, Ficção, que ela fala de mim, da relação de irmãs atrizes. E ela fala nesse monólogo todo o espetáculo Teatro de Bonecas, e eu entro no final. E ela usa essa dança, da nossa peça, no monólogo dela. A minha relação com minha irmã muita gente conhece por uma peça.

teatrodebonecas fotoBobSousa1 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

"Minhas referências são Pina Baush e Marina Abramovic", diz atriz Milena Filó - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — E sua relação com a Jaqueline Stefanski, a outra atriz da peça?
MILENA FILÓ — Tem uma história engraçada. A Jaqueline é irmã de atriz também. Ela é irmã da Fernanda Stefanski, que trabalha junto com minha irmã, a Aline, na Cia. Hiato. E as duas são as mais velhas e eu e a Jaqueline somos as mais novas [risos]. E tem mais: a Aline e a Fernanda estudaram juntas na USP. Já a Jaqueline e eu estudamos juntas na Unesp. São muitas coincidências [risos]. A gente sempre se encontrava indo ver as peças das irmãs. Eu comecei a pesquisa desse espetáculo com uma outra atriz. Aí, por percalços da vida, esta atriz teve que sair e surgiu a Jaqueline; foi quase olhar para o lado. Foi incrível porque a gente se sente super bem em cena. A gente tem um jogo gostoso, descobrimos coisas novas todos os dias. Gostamos de mudar, experimentar, colocar. Eu trouxe um texto novo outro dia e ela falou: "Tudo bem, vamos lá". Ela se joga. Também não posso deixar de falar do diretor, Adriano Cypriano, e da Kika, responsável pela trilha sonora, que são outros parceiros de longa data. E principalmente o diretor, que comprou a minha ideia desde o início.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que você quer fazer daqui a 30 anos?
MILENA FILÓ — Eu quero fazer teatro, estar atuando e escrevendo cada vez mais. Essa é minha primeira dramaturgia adulta, já tinha escrito o infantil A Viagem de Ultravioleta, com o Fábio Superti. Eu quero cada vez mais me aprimorar nisso. Sou uma pessoa que gosta muito de experimentar. Minhas referências são Pina Bausch e Marina Abramovic, gente que trouxe coisas novas e instigantes para a arte.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que você virou atriz?
MILENA FILÓ — A minha mãe foi uma grande incentivadora neste sentido, ela era professora e sempre adorava dança e teatro. Desde pequena, colocou minha irmã e eu para fazermos dança. Não era uma coisa que a gente ia de má vontade. A gente gostava. Eu dou aula para criança e sei que, quando ela não quer fazer, é tortura. Nas férias, na casa da minha avó, a gente fazia peças para a família no porão. Isso já era uma diversão e um trabalho que a gente fazia, cobrava, fazia divulgação. E depois esse caminho só foi estreitando. Quando fui escolher uma faculdade eu já fazia curso técnico de teatro. Aos 15, já ia para festival de teatro e dança desde a adolescência, pelo interior do Estado. Já estava ali. A arte sempre foi o meu lugar.

Teatro de Bonecas
Quando: Sábado, 21h, domingo, 19h. 75 min. Até 30/11/2014
Onde: Teatro Pequeno Ato (r. Teodoro Baima, 78, República, São Paulo, tel. 0/xx/11 99642-8350)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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preto no branco1 Crítica: Preto no Branco reforça o preconceito

Bruna Thedy e Sidney Santiago Kuanza em cena da peça Preto no Branco - Foto: Ronaldo Gutierrez

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

 "A carne mais barata do mercado é a carne negra"
 (A Carne, de Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelletti, na voz de Elza Soares)

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o diretor Zé Henrique de Paula e seu Núcleo Experimental são artistas talentosos, aguerridos, de boa vontade e que afirmam buscar melhorar a sociedade na qual fazem sua arte, mesmo que haja, neste caminho, tropeços imprevisíveis.

É preciso reconhecer tal qualidade do grupo e de seu diretor. Posto isto, passemos a explicar o porquê da perplexidade diante do espetáculo Preto no Branco, em cartaz em São Paulo.

Após tocar no tema da homossexualidade na peça Ou Você Poderia me Beijar, de forma sutil e poética, Zé Henrique de Paula e seu Núcleo Experimental resolveram falar de racismo de uma forma dura e cruel.

Efeito colateral

O texto combina violência com a ironia típica do humor inglês — distante da plateia brasileira, que insiste em enxergá-lo de forma literal.Assim, o discurso desejado tem efeito contrário.

preto no branco 21 Crítica: Preto no Branco reforça o preconceito

Clara Carvalho e Marco Antônio Pâmio em cena da peça Preto no Branco - Foto: Ronaldo Gutierrez

Preto no Branco é um discurso (branco) sobre o racismo que os negros sofrem. Isso começa no próprio título brasileiro, que sugere uma invasão negra de um espaço previamente do branco (o título original inglês é menos explícito em relação ao enfrentamento racial: Mirror Teeth, "dentes no espelho").

Pensada originalmente para a sociedade inglesa, a peça, ao ser transposta para outra realidade, a brasileira, que vive um momento de ebulição de seus preconceitos, jogando por terra o mito de povo cordial, ganha novos contornos, novos significados e novas apreensões. Assim, a peça, no encontro com o público brasileiro, acaba subvertida.

Gargalhadas preconceituosas

A autoria é do jovem britânico (branco) Nick Gill, que parece ter tido boa intenção ao escrever a obra. O recurso que ele utiliza é evidenciar a problemática, expondo padrões de comportamento preconceituosos em relação ao negro (e também às mulheres). Só que, em vez de a obra tornar-se uma experiência pedagógica para o público brasileiro, opera como reforço do preconceito que deseja combater.

Na sessão vista pelo R7, grande parte da plateia se identificou com a família (branca) racista. Cada frase preconceituosa no palco gerava gargalhadas. E o texto é repleto de frases duras e cruéis que, ditas fora do palco, levariam à prisão a quem as proferisse.

Em forma de riso, parte do público desvenda um racismo velado, que não deixa de ofender e oprimir. Esta encenação possibilita isso. Uma analogia possível seria colocar judeus para ouvirem piadas no palco sobre o holocausto e ainda terem o espectador da poltrona ao lado gargalhando.

Lembrando o teórico francês do teatro contemporâneo Jean-Pierre Serrazac, no seu livro Crítica do Teatro, "o espectador compreende se é compreendido e só é compreendido se compreender”. Assim, o espetáculo, pensado como um alerta, torna-se uma aberração de si próprio no encontro com um espectador que não consegue dialogar com a ironia proposta pela dramaturgia.

Diante da proposta estética, parte do público se sente à vontade para externar seu preconceito também.

preto no branco 31 Crítica: Preto no Branco reforça o preconceito

Thiago Carreira e Bruna Thedy na peça Preto no Branco - Foto: Ronaldo Gutierrez

O pensado originalmente em Preto no Branco é pervertido por seu estilo realista, que faz com que o público se identifique com os personagens arquetípicos de uma família classe média branca racista e, mais ainda, pela potência das atuações de seu talentoso elenco: Clara Carvalho (a mãe), Marco Antônio Pâmio (o pai), Thiago Carreira (o filho), Bruna Thedy (a filha e a namorada do filho) e Sidney Santiago Kuanza (o jovem namorado negro e um policial negro).

O papel do negro

O enredo se baseia na história de uma família que se espanta com o novo namorado da filha, negro e muçulmano. E segue apresentando como esta família lida com o “incômodo” dentro de casa. A encenação respeita as gags de humor propostas pela dramaturgia, com entradas e saídas de atores ao modo vaudeville.

Em Preto no Branco o lugar do negro é: inferior, subalterno, submisso, desejável só para a prática sexual, assediado, subjugado, aliciado e estuprador.

Basta ver o percurso do único ator negro na obra. O primeiro personagem, o jovem namorado (negro), aceita as humilhações às quais é exposto sem revidar, até ser persuadido a tornar-se uma espécie de capanga do pai (branco) da namorada, para ser parte da família.

O segundo personagem, o jovem policial (negro) que investiga um crime ocorrido, a princípio aparece como um possível redentor. Mas, logo é subjugado e incentivado pela família (branca) a cometer um crime bárbaro, que no discurso racista da própria peça seria comum aos negros.

Para que não haja dúvidas, o crime hediondo (cometido contra uma jovem branca desacordada) é apresentado de forma violenta e realista até que as luzes se apagam. Esta é a última imagem do negro que a peça deixa.

PS. Seria interessante (e provocante) para a realidade da plateia brasileira uma encenação que propusesse o enredo da peça com uma família negra se espantando com o namorado branco da filha.

Preto no Branco
Avaliação: Fraco
Quando: Sexta, 20h; sábado, 19h; domingo, 18h. 90 min. Até 30/11/2014
Onde: Sesc Bom Retiro (al. Nothmann, 185, Bom Retiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3332-3600)
Quanto: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia-entrada); R$ 9 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Preto no Branco reforça o preconceito

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ze celso julia chequer r7 Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

Zé Celso prestou depoimento no Fórum Criminal por conta de cena de peça - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Integrantes do Teat(r)o Oficina fizeram um ato artístico em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, na tarde desta quarta (5). A ação ocorreu durante depoimento do diretor José Celso Martinez Corrêa, do Zé Celso, 77 anos, e da produtora do Oficina, Ana Rúbia, e dos artistas Tony Reis e Mariano Mattos Martins, à Justiça.

O Oficina está sendo acusado de “crime contra a paz pública” por conta de uma encenação artística — um trecho da peça Acordes, inspirada em Bertolt Brecht — em novembro de 2012 na PUC-SP. Um padre se sentiu ofendido pela peça e deu queixa contra o grupo. Zé Celso considera a ação judicial de um “ato contra a liberdade de expressão”.

O R7 esteve no local e acompanhou a movimentação de fora. O depoimento não pôde ser coberto pela imprensa.

"Arte não é crime"

Segundo relato dos artistas, a Promotoria acusou os integrantes do Oficina de se esconderem atrás da arte que fazem para poderem incitar o crime contra a paz pública. O promotor propôs que o Oficina pagasse uma multa de um salário mínimo ao padre. Os artistas recusaram a proposta, por entenderem que esta ofendia toda a classe artística.

Para eles, aceitar o pagamento da multa implicaria em concordar que toda a arte possa ser criminalizada se alguém da plateia se sentir ofendido por algo dito em cena. O que feriria a liberdade de expressão garantida na Constituição e o próprio sentido da arte.

Zé Celso ficou indignado com o que ouviu na audiência, como contou ao R7 assim que saiu do Fórum Criminal.

— Ele [o promotor] ofereceu pagarmos um salário mínimo e ficar isso tudo por aí. O que eu ouvi do promotor é um crime contra a arte. Ele diz que nós nos escondemos na arte para dizer impropérios e incitar o crime contra a paz pública. Isso para mim é um crime contra a arte. A arte é livre!

O diretor do Oficina lembrou que muitos lutaram durante a ditadura pela liberdade de expressão artística e pelo fim da censura.

— Ninguém se esconde atrás da arte. Cacilda Becker quando vai ao DOPS acusada de fazer propaganda soviética por ler Pablo Neruda, ela diz: "Meu único partido é o teatro". Esta cena está em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe [peça do Oficina em cartaz]. O promotor acha que a arte é um biombo que se usa. É importante ser divulgado que estão querendo tirar a liberdade da arte. Nós não somos criminosos, os artistas lutaram muito pela liberdade e a cultura livre no Brasil e, em 2014, apesar desse movimento de ódio, a censura ainda é livre. Isso que está acontecendo é uma ofensa a todos os que lutaram pela liberdade na ditudura! Não podemos aceitar.

Mariano Mattos Martins, artista que também esteve na audiêcia, falou ao R7 que " a arte está sendo colocada como o crime; a ditadura acabou faz tempo, mas parece que não."

— A gente não aceitou isso [de pagar a multa]. A gente vai continuar, porque não aceitamos ser criminosos por fazer arte. Querem colocar a cultura e os artistas na marginalidade e diminuir o poder e a importância da arte teatral.

ze celso martinez correa julia chequer r7 Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

O diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, foi intimado a depor nesta quarta (5) no Fórum Criminal de SP por conta de um trabalho artístico feito com o Teatro Oficina em novembro de 2012 na PUC-SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Ato artístico

Na calçada do Fórum, na avenida Doutor Abraão Ribeiro, os artistas fizeram um discurso de paz enquanto os integrantes do Oficina prestavam esclarecimentos à Justiça. Eles entoaram o cântico que traz os seguintes versos: “Paz, amor e paz. E muito mais”. A música faz parte da trilha da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, no momento em que a atriz Cacilda Becker dá depoimento ao DOPS nos anos de chumbo da ditadura.

Nesta cena, a personagem Maria Della Costa, interpretada pela atriz Juliane Elting, diz a seguinte frase: “Não achamos lógico, neste momento ilógico, nós, por personagens vividos, sermos... punidos!”.

A atriz Camila Mota, integrante do Oficina, falou com o editor de Cultura do portal R7, Miguel Arcanjo Prado, durante o ato artístico em frente ao Fórum Criminal. Veja a entrevista no vídeo abaixo:

+ Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

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julia chequer ze celso Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso terá de depor no Fórum Criminal da Barra Funda, em SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7-7/4/2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nesta quarta (5), José Celso Martinez Corrêa, o  Zé Celso, 77 anos, terá de depor, às 14h, no Juizado Especial Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo, onde tem audiência preliminar do processo 0056740-71.2013.8.26.0050, no caso movido por um promotor da Justiça Pública.

+ Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

A Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, da qual Zé Celso é diretor, é acusada de “crime contra a paz pública”. Tudo porque Zé Celso e seus artistas encenaram uma adaptação de uma cena do musical Acordes em 2012, no campus da PUC-SP.

A encenação pública do texto inspirado em Bertolt Brecht foi realizada em novembro de 2012 a convite dos estudantes em protesto contra a posse de Anna Maria Marques Cintra, que havia ficado em terceiro lugar na eleição para o cargo de reitor da instituição.

Os artistas da companhia farão um ato pela paz em frente ao Fórum no horário do depoimento.

Em texto publicado em seu blog quando a ação foi movida, Zé Celso definiu sua convocação pela Justiça de “um ato contra a liberdade de expressão”.

— Querer incriminar os artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberdade de expressão do ator.

Assombro

O diretor vê com assombro o crescente conservadorismo no País. Ele e seus artistas também ficaram assustados com a passeata na avenida Paulista que pediu a intervenção militar no País no último sábado (1º).

Sempre antenado com seu tempo, a marcha da extrema direita estará no palco do Oficina no próximo fim de semana, quando o grupo encerra o Festival das Cacildas, com entrada gratuita. O depoimento desta quarta (5) também deverá entrar na obra.

Vítima da ditadura

O Teat(r)o Oficina foi uma das grandes vítimas da ditadura civil-militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985.

ze celso julia chequer r7 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso, no dia em que recebeu o pedido de desculpas de representates do governo federal por ter sido torturado durante a ditadura militar, em 2010 - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Durante os anos de chumbo, os atores do grupo foram violentamente agredidos, e Zé Celso precisou partir para o exílio na década de 1970, após ser preso e torturado.

Mas ele e seu Oficina sobreviveram ao horror e estão aí para confrontar com arte o rompante antidemocrático da extrema direita brasileira.

Cenas reais

Zé Celso colocou no palco cenas reais dos golpistas em marcha pela Paulista, com suas vestimentas ufanistas em verde e amarelo e até discurso do cantor Lobão.

O ator Beto Mettig conta ao R7 que imagens reais passarão nos telões do Oficina.

— Tanto Cacilda!!!!! quanto Walmor y Cacilda são montagens vivas. A cada semana elas refletem o que os artistas vivem e o que o próprio País está passando, tanto no texto quanto nas interações que o espetáculo tem.

Só mais duas sessões

Serão apenas duas sessões: uma apresentação de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada, no sábado (8), 19h, e de Walmor y Cacilda 64 – Robogolpe, no domingo (9), 19h. Ambas com legendas em inglês.

Cerca de 60 artistas desfilam pela passarela-palco do Oficina nas duas montagens, agora, mais politizadas do que nunca.

Cacilda!!!!! descortina o embate entre Cacilda Becker e Tônia Carrero, mostrando o fim de uma era do teatro nacional, marcada pelas produções luxuosas do TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia.

Walmor y Cacilda é um espetáculo-manifesto de Zé Celso sobre os horrores praticados pelo golpe civil-militar de 1964, sobretudo no mundo artístico.

Festival e dezembro pulsante

Ainda neste mês, o grupo se apresentará com Walmor y Cacilda no Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), que acontece entre 22 e 29 de novembro.

Em dezembro, o Oficina fará outra maratona: apresenta cinco espetáculos da série Cacilda um após o outro, entre 12 e 23 de dezembro. Antes, fará a Lavagem do Bixiga, no dia 2 de dezembro, e no dia 5 de dezembro uma concorrida festa em homenagem a Lina Bo Bardi.

Zé Celso e sua aguerrida turma não param. Ainda bem.

oficina2 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

A atriz Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Gal Oppido

Festival das Cacildas
Quando: sábado (8) e domingo (9), às 19h
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores do Bixiga)
Classificação etária: 14 anos

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 Petrônio Gontijo vive produtor de rádio decadente

Caros Ouvintes, com Petrônio Gontijo, faz rir e também comove o público - Foto: Priscila Prade

Com CENTRAL RECORD DE COMUNICAÇÃO

O ator Petrônio Gontijo está em cartaz em São Paulo no espetáculo Caros Ouvintes, no Auditório do Masp, em São Paulo. Ele interpreta um produtor de radionovelas, na montagem que mostra esta forma de entretenimento perdendo espaço irremediavelmente para a televisão. Leia a crítica do R7 para a peça. Abaixo, Petrônio faz um convite para os internautas assistirem à obra. Veja o vídeo:

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phedra rebeca Gata de Phedra D. Córdoba engole botão e atriz cubana se desespera para pagar veterinário

Phedra D. Córdoba, com sua gatinha Rebeca, no apartamento da atriz na praça Roosevelt: conta do veterinário chegou perto dos R$ 4.000 e ela precisa de ajuda - Foto: Júlia Bobrow

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A diva cubana do teatro brasileiro Phedra D. Córdoba vive uma situação tensa. Não é porque o documentário Cuba Libre, sobre seu retorno a Havana, foi um sucesso. Nem por sua atuação destacada no filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Tampouco porque participou recentemente do Programa do Jô, na Globo.

O motivo da aflição é de âmbito financeiro: Phedra não tem dinheiro para pagar a conta de quase R$ 4.000 do veterinário, depois que sua gatinha caçula Rebeca "engoliu um botão enorme" e precisou fazer cirurgia às pressas.

Tudo aconteceu na semana que Phedra deu entrevista a Jô Soares. Phedra gravou na segunda. Já na terça, percebeu que sua gatinha de sete meses estava estranha. "Ela começou a vomitar, ficar quietinha e não conseguia fazer cocô direito", conta ao R7.

A bichana foi piorando ao longo da semana. Na sexta, logo após ver a glória de sua entrevista no Programa do Jô, Phedra resolveu levar a gata ao veterinário, na madrugada. Botou na bolsa todo o dinheiro que tinha em casa: R$ 800.

Lá, o diagnóstico foi preciso: Rebeca havia engolido um botão. A ordem de cirurgia foi imediata para salvar a vida da gatinha. Ficou quatro dias internada.

Ao receber a conta, na alta do animal, Phedra quase caiu para trás ao ver a cifra próxima aos R$ 4.000.

Desesperada, ligou para amiga Júlia Bobrow, que também é atriz do grupo Os Satyros e é conhecida em São Paulo por ser ferrenha defensora dos animais.

rebeca Gata de Phedra D. Córdoba engole botão e atriz cubana se desespera para pagar veterinário

Rebeca, durante sua internação para fazer cirurgia e tirar o botão que ela engoliu - Foto: Júlia Bobrow

Prestativa, Júlia conversou com a direção do centro veterinário, se comprometendo que a conta seria paga.

Antenada, Júlia fez um comunicado aos fãs de Phedra e amantes dos animais, pedindo que ajudem a atriz por meio de uma vaquinha virtual (saiba como doar).

Phedra está desolada com a situação.

— Eu fico chateada! Ai, é uma vergonha! Não sei o que fazer, se não fosse a Julinha...

A diva cubana conta que "Rebequinha" já está em casa, onde foi recebida com festa por seu outro gato, o já famoso Primo Bianco.

— Ele estava muito nervoso nos dias em que ela ficou no hospital, agora ele vem dar lambidinhas na cabecinha dela.

O R7 perguntou a Phedra se ela acha muito estranho acontecer tudo isso com sua gata justo na semana em que ela brilhou sentada ao lado de Jô Soares. Eis a resposta.

— Muita gente botou olho ruim em mim, sim. Eu sei que muita gente teve inveja de eu ir lá no Jô Soares. Acho que pegou na gata, porque eu tenho o corpo fechado. Sei que foi um comentário danado na praça Roosevelt... Mas eu e minha gatinha vamos sair dessa com a ajuda da Júlia Bobrow e de quem gosta da gente!

phedra de cordoba eduardo enomoto Gata de Phedra D. Córdoba engole botão e atriz cubana se desespera para pagar veterinário

Phedra D. Córdoba, com o gato Primo Bianco: ele ficou nervoso com Rebeca no hospital - Foto: Eduardo Enomoto

Você acha que a gata de Phedra engoliu o botão por conta de olho gordo de gente invejosa porque ela foi no Jô Soares?

  • Sim, ela lançou dois filmes, fez peças e ainda apareceu no Jô. Foi mau olhado, sim!
  • Não, acho essa coisa de crendice uma grande besteira. Foi apenas um acidente doméstico!
 Gata de Phedra D. Córdoba engole botão e atriz cubana se desespera para pagar veterinário

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rafael steinhauser bob sousa1 O Retrato do Bob: Rafael Steinhauser, o ator executivo
Foto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rafael Steinhauser acaba de estrear o projeto Karamázov, dirigido por Ruy Cortez na SP Escola de Teatro, baseado no livro Os Irmãos Karamázov, clássico do russo Fiódor Dostoiévski adaptado em palcos brasileiros pela primeira vez. Ele reencontra o diretor com quem tem antiga parceria. Sua paixão pelos palcos surgiu primeiro como espectador. Antes de subir nos tablados, o argentino naturalizado brasileiro construiu uma bem sucedida carreira no mundo corporativo, no qual é um respeitado executivo. Só depois é que se arriscou em um curso de teatro. Mas, ele tomou tanto gosto pela coisa que resolveu levar a sério e estudou na Escola-Teatro Célia Helena. Desde então, faz uma peça atrás da outra, sem abandonar o mundo dos negócios. É o ator-executivo dos palcos brasileiros, com aquele charme portenho.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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