marcelo bones Marcelo Bones vira olheiro do teatro internacional

O ator e diretor mineiro Marcelo Bones agora é olheiro do mercado internacional de teatro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem estava em Belo Horizonte e pôde acompanhar o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua) de 2004, quase caiu para trás com a programação.

O primeiro ano do evento sob comando do ator belo-horizontino Marcelo Bones, fundador do Teatro Andante, levou ninguém menos do que Peter Brook, diretor britânico que é ícone do teatro contemporâneo, pela primeira vez à capital mineira. De rebarba, ainda apresentou a trilogia do Teatro da Vertigem: Paraíso Perdido, O Livro de Jó e Apocalipse 1,11. Foi uma sensação. Quem já amava teatro na capital mineira jamais se esqueceu daquele ano.

Onze anos depois, Bones não está mais à frente do mais tradicional festival de sua terra. Seus caminhos agora são mais amplos. Ele virou olheiro do teatro internacional.

O executivo do teatro acaba de acompanhar de perto o tradicional Festival Santiago a Mil, no Chile, onde representou o Observatório dos Festivais, criado por ele, e a Platô - Plataforma de Internacionalização do Teatro. A viagem foi resultado do prêmio de primeiro lugar no edital Conexão Cultura Brasil #Negócios.

Em 2015, Bones, que é formado em sociologia pela UFMG, tem agenda recheada, como uma espécie de "olheiro internacional" privilegiado em nossos palcos. Já em abril agora, será curador e coordenador da rodada de negócios do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre.

Ele ainda será curador da 2ª Mostra Internacional de Teatro de João Pessoa, na Paraíba, em setembro; e da 3ª Mostra O Mundo Inteiro é um Palco Natal, no Rio Grande do Norte, em outubro; além do Festival FOCO de Teatro Comunitário de Belo Horizonte, em novembro.

A agenda não para por aí: Bones ainda fará os eventos inéditos Mina – 1º Mercado Internacional de Artes Cênicas, que será realizado em Minas Gerais, e o Ciclo de Seminários Internacionais sobre Festivais, que rodará o país discutindo os atuais formatos, impactos econômicos e políticas públicas para festivais.

Os projetos são do Observatório dos Festivais, que, ao lado da Platô, pretende aproximar o teatro brasileiro do teatro realizado em outros países, sobretudo em nossos vizinhos latino.

Pelo jeito, tal qual a letra da canção mineira Para Lennon e McCartney, de seus conterrâneos do Clube da Esquina, Marcelo Bones é do mundo, é Minas Gerais.

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MIT CANCAO DE MUITO LONGE FOTO Jan Versweyveld 3 MITsp cobra ingresso depois de prometer gratuidade; diretor explica o porquê da mudança

Cena da peça Canção de Muito Longe, da Holanda, do diretor Ivo van Hove; obra tem estreia mundial na MITsp, que coproduziu a peça - Foto: Jan Versweyveld

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

“A MITsp vai continuar no ano que vem. E gratuita. A segunda edição será de 6 a 15 de março de 2015 e terá uma novidade: a única atividade que vamos cobrar ingresso vai ser o Cabaré”. Esta é a declaração de Guilherme Marques, diretor da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), na Entrevista de Quinta publicada neste blog em 12 de junho de 2014.

O executivo do teatro se referia à edição de 2015, segunda da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, que será realizada entre 6 e 15 de março, com peças da Rússia, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Ucrânia, Holanda, Itália, Israel e Brasil. Contudo, houve uma mudança importante na declaração dele: o festival agora cobra entrada na maioria de seus espetáculos — R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada, à venda desde o último dia 5.

A cobrança de ingresso vem no momento em que o festival aumentou seu orçamento de R$ 2,8 milhões em 2014 para R$ 3,2 milhões em 2015. O festival conseguiu neste ano um grande patrocinador: o Itaú Unibanco. Além disso, tem correalização de Sesc em São Paulo e de dois órgãos públicos, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

A MITsp ainda conta com dinheiro público vindo das Leis Estadual e Federal de Cultura e do Fundo Nacional de Cultural. Até ano passado, a direção da MITsp pensava que, justamente por contar com verbas do Estado, seria ético não cobrar ingresso do público.

Fato é que o sucesso da primeira edição se deu justamente pela junção de uma programação de alta qualidade internacional à gratuidade, o que gerou filas gigantescas em todas as apresentações. Setores da classe teatral louvaram o fato de a população fazer filas para ver teatro. Outra parte da mesma classe, criticou a gratuidade, que em sua visão gerava filas demoradas.

O Atores & Bastidores do R7 quis saber do diretor do evento, Guilherme Marques, o porquê da mudança de sua opinião sobre a gratuidade na entrada da MITsp. Ele concedeu a entrevista exclusiva abaixo:

guilherme marques bob sousa3 MITsp cobra ingresso depois de prometer gratuidade; diretor explica o porquê da mudança

Guilherme Marques, diretor da MITsp, que passou a cobrar ingresso no festival: "Houve muita reclamação, muita mesmo, de gente que não podia passar tarde inteira na fila" - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que garantiu que a segunda edição da MITsp seria gratuita e agora há cobrança de ingresso? Por que voltou atrás?
GUILHERME MARQUES — Naquele momento, em 2014, era um desejo – não uma garantia – muito forte nosso, da equipe da MITsp, que a Mostra continuasse gratuita, porque pudemos ver o interesse enorme da população pelo tipo de programação que propusemos. Foi arrebatador ver aquelas filas em torno de espetáculos de diretores que nunca haviam estado no Brasil. Entretanto, houve muita reclamação, muita mesmo, de gente que não podia passar uma tarde inteira na fila, esperar 4 ou 5 horas pelo ingresso. E outra reclamação foi a de que não conseguíamos garantir entrada para gente de fora do Estado de São Paulo, nem do Brasil, porque como a pessoa sairia de seu Estado sem saber se entraria nos espetáculos? Então, decidimos cobrar ingressos populares (20 e 10 reais) o que permitiria acesso a todos, gente de São Paulo e de fora. Porém , é importante lembrar que dois espetáculos da mostra (Arquivo e As Irmãs Macaluso) farão sete sessões totalmente gratuitas à população. Todas as atividades reflexivas (Olhares Críticos, Encontros Formativos e Reflexões Estético-Políticas) são totalmente gratuitas.

MIGUEL ARCANJO PRADO - Qual o valor total do orçamento da segunda edição da MITsp? Qual foi o valor total do orçamento da primeira edição da MITsp? Se ele cresceu, por que cobrar ingresso agora?
GUILHERME MARQUES — O valor da MITsp em 2014 foi de 2.850.000,00 (dois milhões, oitocentos e cinquenta mil reais), o valor total da MITsp em 2015 é 3.279.872,00 (três milhões, duzentos e setenta e nove mil, oitocentos e setenta e dois reais). O que determinou a cobrança de ingressos não foi o valor que pode vir a ser arrecadado pela bilheteria, mas sim o acesso maior a pessoas do País inteiro.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual o montante de verba pública dentro deste orçamento (nas duas edições)?
GUILHERME MARQUES — Em 2015, 70% são de recursos públicos (via Proac e Pronac) e 30% de serviços e permutas. Em 2014, 100% foi de recurso público, via Pronac e Proac.

MIGUEL ARCANJO PRADO —  As verbas provêm de quais órgãos/recursos públicos?
GUILHERME MARQUES — Pronac/IR, Proac/ICMS e recurso direto do Município de São Paulo, via Secretaria Municipal de Cultura.

MIGUEL ARCANJO PRADO — As grandes filas de 2014 na MITsp foram encaradas como um problema pelo festival? Por quê?
GUILHERME MARQUES — As filas foram ao mesmo tempo uma satisfação e uma dor de cabeça. Explico. Era a primeira edição de uma mostra que não sabíamos o que poderia dar, se atingiria o público que queríamos, então, em um primeiro momento, ver a fila nos dava a certeza que o caminho era esse. Ao mesmo tempo, se víamos que uma parte da população poderia estar ali naquela fila, uma outra parte, também significativa, não poderia, pelos motivos acima apresentados. E as reclamações, todas justíssimas, nos fizeram rever o esquema dos ingressos. Para tanto, um fator primordial foi estabelecer como critério nessa mudança, o valor de ingresso a preço popular (10 e 20 reais).

MITsp 2015 Woyzeck 16 foto de Vladimir Lupovskoy coletiva1 MITsp cobra ingresso depois de prometer gratuidade; diretor explica o porquê da mudança

Woyzeck, dirigido por Andriy Zholdak, representa a Ucrânia na MITsp 2015 - Foto: Vladimir Lupovskoy

MIGUEL ARCANJO PRADO — O fato de o evento cobrar ingresso em sua segunda edição não o torna menos inclusivo do que foi em sua primeira edição, quando foi gratuito? Por quê?
GUILHERME MARQUES — Se considerarmos que agora, em 2015, existem pessoas de Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, enfim, de vários estados brasileiros se organizando para vir a MITsp, com os ingressos comprados, na mão, e que em 2014 não havia essa possibilidade, desse ponto de vista achamos que houve inclusão de uma parcela de pessoas interessadas em teatro, não necessariamente de São Paulo, que pode agora ter acesso ao evento. Além disso, o fato de trabalharmos com ingressos populares garante a continuidade de um acesso mais democrático.

MIGUEL ARCANJO PRADO — A venda de ingressos de forma antecipada não pode tornar a MITsp um festival voltado mais para a classe artística? Não se corre o risco de que quando o grande público souber do evento não haja mais ingressos à venda? Por quê?
GUILHERME MARQUES — Anunciamos a data dessa MITsp quando terminamos a edição de 2014. Estamos falando publicamente sobre a programação dessa Mostra desde dezembro de 2014, quando divulgamos os espetáculos que viriam. E, desde então, a grande imprensa tem noticiado o evento, portanto, acreditamos que, como em qualquer evento artístico, as pessoas podem se programar para conseguir o ingresso.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O dinheiro público investindo no evento não deveria garantir uma maior democratização do mesmo, com a gratuidade dos ingressos? Por quê?
GUILHERME MARQUES — Justamente. O dinheiro público é o que garantiu o acesso a espetáculos gratuitos e a preços populares e a todas as ações reflexivas (mesas redondas, debates e conferências, além de outras ações reflexivas) gratuitas, além de uma série de workshops e aulas, também gratuitos.

Conheça a programação e saiba como tentar vaga nos cursos da MITsp

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 Somos o maior do Brasil e vamos continuar sendo, diz Leandro Knopfholz, do Festival de Curitiba

Leandro Knopfholz: confiança na tradição de 24 anos de história para manter o Festival de Teatro de Curitiba na liderança, como o maior e mais importante do Brasil em sua área - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto DANIEL SORRENTINO/Clix

O Festival de Teatro de Curitiba faz em 2015 uma edição menor do que a apresentada 2014. O motivo foi a queda de patrocínio para o mais tradicional festival de teatro do Brasil. Mas, nem por isso, o evento abandonou sua fartura cênica.

Mesmo com o cinto apertado, Curitiba segue gigante. Se em 2014 foram mais de 450 peças, em 2015 serão 422 espetáculos apresentados na capital do Paraná nos 13 dias de evento entre 24 de março e 5 de abril: 29 na Mostra Oficial (que em 2014 teve 35 peças) e 393 no Fringe, a mostra paralela. Os números fazem da 24ª edição do evento o maior festival teatral do Brasil em 2015.

Leandro Knopfhoz, diretor geral do evento e seu idealizador, ao lado de Carlos Eduardo Bittencourt, conta que desde que o festival foi fundado, em 1992, mais de 7.000 espetáculos foram apresentados, levando 4,8 milhões de pessoas ao teatro. "Número imbatível", ele reforça.

— Todos os anos reunimos 1.500 profissionais do teatro em Curitiba. O Festival de Teatro de Curitiba é o maior do Brasil, é a maior plataforma de lançamento de espetáculos do País. Neste ano, mesmo com um cenário econômico complicado no País, não será diferente. O Festival de Teatro de Curitiba continua o maior do Brasil. E vai continuar sendo.

O orçamento do evento este ano é de R$ 6 milhões, dos quais apenas R$ 4 foram captados, valor menor do que os R$ 6,5 milhões de 2014 e R$ 8 milhões de 2013. Knofpholz confirma ao R7 os números e o reajuste orçamentário, mas parece confiante na trajetória do evento para sustentar sua grandeza.

— Mesmo o Festival de Teatro de Curitiba tendo de se adaptar às atuais circunstâncias do momento econômico do País, os 24 anos de nossa história nos permitem dizer que estaremos sempre com um evento que é o retrato do teatro brasileiro a cada ano. Isso não mudará.

forces Somos o maior do Brasil e vamos continuar sendo, diz Leandro Knopfholz, do Festival de Curitiba

Forces, da norte-americana Elizabeth Streb, abrirá o Festival de Teatro de Curitiba 2015 - Foto: Divulgação

Cinco peças estrangeiras

Sete estreias nacionais e cinco atrações internacionais (mesmo número de 2014) garantem o peso da Mostra Oficial. As brasileiras são SPon SPof Spend, Post Scriptum, OE, Abnegação 2, Meu Saba, Fishman e Ensaio para um Adeus Inesperado. Já as peças gringas são A House in Asia, Double Rite, Surfacing, Numax e Forces. Esta última, da Cia. Elizabeth Streb, dos EUA, abrirá o festival no Teatro Guaíra, mais tradicional palco paranaense.

pessoas perfeitas 3 Somos o maior do Brasil e vamos continuar sendo, diz Leandro Knopfholz, do Festival de Curitiba

Ivam Cabral em cena de Pessoas Perfeitas, do Satyros: peça estará em Curitiba - Foto: André Stéfano

Sucessos recentes nos palcos brasileiros também darão as caras em Curitiba, como Pessoas Perfeitas, do grupo Os Satyros, Gotas D'Água sobre Pedras Escaldantes, com Gilda Nomacce e Leonardo Chirolli, e Beije Minha Lápide, com Marco Nanini, habitué do evento.

O Fringe permanece como reflexo da diversidade teatral produzida no Brasil. Dez mostras especiais elencam espetáculos em blocos para o público, das quais cinco são inéditas, como a Mostra de Teatro Universitário Grutum, com peças acadêmicas, e a I Mostra Pernambucana de Teatro para a Infância.

Os eventos paralelos foram mantidos: o Gastronomix, com chefes renomados fazendo pratos concorridos, o Guritiba, com peças para os pequeninos, o Mish Mash, com o mundo da mágica, e o Risorama, a mostra de stand-up do Festival de Teatro de Curitiba que sempre é o campeã de público.

Os ingressos para a 24ª edição começam a ser vendidos nesta terça (10). Em 2014, o Festival de Teatro de Curitiba teve público de 230 mil pessoas – 160 mil ingressos foram vendidos e 77 espetáculos foram gratuitos.

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba em 2014!

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luciana garcia foto bob sousa O Retrato do Bob: Luciana Garcia, à frente do teatroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Luciana Garcia começou 2015 com uma grande missão: comandar o Teatro Augusta, em São Paulo, ao lado do também ator Tiago Pessoa. Para tanto, resolveu dar o nome do grande Paulo Goulart à sala principal do tradicional teatro paulistano. Formada pela Casa de Artes de Laranjeiras, no Rio, ela já fez clássicos como Os Miseráveis e Perdoa-me por me Traíres. E foi dirigida por nomes como Inez Viana, Claudio Handrey, Michelle Ferreira e Paulo Afonso de Lima. Além dos tablados, se aventurou ainda no mundo da patinação artística, no qual foi campeã catarinense. Na TV, já fez novelas na Globo na Record e, atualmente, está em Chiquititas, do SBT.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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banda redonda 2 Bloco do teatro, Banda Redonda sai nesta segunda

Banda Redonda desfila no centro de SP: bloco foi fundado em 1972 por artistas e jornalistas - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Eram anos de chumbo da ditadura militar, e o Bar Redondo, em frente ao Teatro de Arena, no centro de São Paulo, era uma espécie de refúgio de artistas, jornalistas e outros boêmios com ideias libertárias. Foi em uma de suas mesas que Carlos Costa, o Carlão, Plínio Marcos, Chico de Assis, Oswaldo Mendes, Luiz Carlos Parreira, Aldo Bueno e Henrique Lisboa, o Taubaté, se uniram para fundar a Banda Redonda.

Quarenta e três anos depois, o bloco mais antigo do centro de São Paulo volta a desfilar, nesta segunda (9), com concentração a partir das 19h, em frente ao Arena, na esquina de rua Teodoro Baima com av. Ipiranga e rua da Consolação, com presença da Corte do Samba Paulista. O desfile começa às 21h.

Carlão define o público do bloco: “Nossa gente é essa aí: atores, jornalistas, boêmios, artistas do cinema, televisão sambistas, pintores, gente da noite, do dia, da madrugada e de todas as horas, enfim, gente que cultua a nossa cultura popular”.

Sambas e marchinhas tocados pelos 30 integrantes da Banda do Fumaça vão animar os foliões. Todos na voz dos cantores Aldo Bueno, Douglas Franco, Germano Mathias, Jandir, João Borba, João Pedro, Mazinho do Salgueiro e Silvio Modesto.

Troféus

Durante a concentração, haverá a entrega do Troféu Banda Redonda, por Carlão, a personalidades da cidade. A lista dos que vão receber a honraria já está prontinha. E o blog adianta os nomes que serão chamados no alto do carro de som: Adriano Diogo (Presidente da Comissão da Verdade do estado de São Paulo Wladimir Herzog), Dulce Muniz (atriz e diretora de teatro), Julio Calasso (ator, documentarista e diretor de cinema), Wilson Martins Poit (Presidente da SPTuris).

E ainda haverá novidade: neste ano, pela primeira vez na história da Banda, o troféu será entregue a uma peça de teatro: "As Insubmissas", de Oswaldo Mendes, em cartaz no Teatro de Arena, espaço que comemora seus 60 anos. Moisés da Rocha, do programa O Samba Pede Passagem, será o apresentador. Já a rainha da Banda Redonda e porta-estandarte é a bailarina Dan Sonora.

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carnaval sargento pimenta Domingou: Não tem água, mas tem Carnaval

Multidão desfile no Bloco do Sargento Pimenta, em São Paulo, neste sábado (7) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O metrô estava lotado. E era sábado à tarde. Gente cantava marchinhas e sambas-enredos pelos corredores. Em grupo. Estavam todos coloridos de alguma forma. Havia um êxtase constante, presente.

Os transeuntes habituais olhavam com um misto de horror e inveja. De onde vinha aquela gente? Da mesma cidade?

Uma menina andava pelas esteiras rolantes ostentando um cocar indígena na cabeça. Outra preferiu o clássico chapéu de enfermeira.

Um homem, jovem e ousado, botou uma peruca loira. Loiríssima. Tal qual uma Susana Giménez. Outro, ainda mais confrontador, estava de vestidinho, rodado e com bolinhas.

E havia uma magrinha, com cara de bem tímida, que se contentou apenas com um adorno no alto de sua cabeça: chifrinhos de diabinha.

E iam todos, satisfeitos, rumo aos blocos que invadiram a cidade cinza.

Até que, no meio da multidão, eis que surge uma mocinha fantasiada. Entre os 18 e 22 anos. Era uma fantasia tímida, sonsa. Parecia quase indefesa. Não fosse o cartaz que trazia, pendurado no pescoço e roçando seu leve busto: "Cadê minha água?".

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MarcelloEscorel fotodeRodrigoCastro 3 Marcello Escorel faz clássico de Nelson Rodrigues

Marcello Escorel está no elenco de Bonitinha, mas Ordinária, no CCBB-RJ - Foto: Rodrigo Castro

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Marcello Escorel é uma das estrelas da adaptação de Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues, pela Companhia Teatro Portátil. A obra está em cartaz no CCBB do Rio, sob direção de Alexandre Boccanera.

O ator, que é contratado da Record, vive o personagem Dr. Werneck. Ele elogia o texto consagrado, definindo-o como "um retrato crítico da civilização tupiniquim". Para o artista, a peça apresenta "o teatro na essência: a simplicidade a serviço do texto e dos atores".

Escorel é velho conhecido da obra de Nelson, já que esta é a terceira vez que atua num texto do autor pernambucano, que escreveu como ninguém sobre a classe média carioca.

A primeira vez foi em 1984, quando atuou em Viúva, porém Honesta, com o Grupo Tapa, com o qual chegou a fazer turnê em Portugal. O ator ainda foi convocado por Gabriel Villela para fazer A Falecida, ao lado de Maria Padilha. Nesta obra, ganhou duas indicações como melhor ator, além de ter viajado para a Áustria com a montagem.

Bonitinha, mas Ordinária fica em cartaz até 1º de março de 2015, de quarta a domingo, às 19h30, no CCBB-RJ (r. Primeiro de Março, 6, Centro, tel. 0/xx/21 3808-2020). O ingresso é barato: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. Por isso, é bom chegar cedo, porque só cabem 40 pessoas por sessão. A classificação etária é 16 anos e a peça dura 75 minutos.

No elenco, ainda estão Ana Moura, Anderson Cunha, Cláudio Gardin, Elisa Pinheiro, Guilherme Miranda, Julia Schaeffer, Laura de Castro, Márcio Freitas e Morena Cattoni.

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Atores do Teatro Kunyn em Buenos Aires 3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Atores do Teatro Kunyn nas ruas de Buenos Aires, Argentina - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Orgia
Ronaldo Serruya, Paulo Arcuri, Luiz Gustavo Jahjah e Luiz Fernando Marques, o Lubi, os integrantes do Teatro Kunyn, passaram o começo do ano em Buenos Aires, na Argentina. Tudo para pesquisar a fundo o tema da peça Orgia ou de como Corpos Podem Substituir as Ideias, que vão estrear em junho no parque Trianon, em plena avenida Paulista, em São Paulo. Ah, quando estrearem Orgias, os meninos também voltam com a peça Dizer e Não Pedir Segredo, apresentada em apartamentos paulistanos.

Orgia 2
Os três atores e Lubi, que também é diretor do Grupo XIX de Teatro, se inspiraram no livro Orgia: Os Diários de Tulio Carella, Recife 1960 para criar a peça, que ainda contará com mais atores no elenco, escolhidos em oficina que começou no último dia 26 e vai até 15 de abril. Só puderam se inscrever homens maiores de 18 anos.

Atores do Teatro Kunyn em Buenos Aires 2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O trio de atores nos bosques do bairro de Palermo, em Buenos Aires - Foto: Divulgação

Orgia 3
É que o livro do dramaturgo, jornalista e poeta argentino Tulio Carella que inspirou a obra conta os encontros sexuais do intelectual com brasileiros no período de dois anos em que viveu na capital de Pernambuco. Ele ficou encantado com os rapazinhos pernambucanos. Na Argentina, os artistas do Teatro Kunyn perambularam por brechós portenhos, onde compraram peças para o figurino da peça.

Orgia 4
Para não fazer feio na língua castellhana em Buenos Aires, os atores do Grupo XIX tiveram aulas particulares de espanhol com o ator argentino Juan Manuel Tellategui, radicado em São Paulo.

Licenciado em teatro
Falando em Tellategui, ele está todo sorridente e muito mais calmo. Entregou esta semana seu Trabalho de Conclusão de Curso de Licenciatura em Teatro na Faculdade Paulista de Artes. Ele, que começou a graduação no IUNA (Instituto Universitário Nacional de Artes de Buenos Aires), terminou no Brasil. Agora, só espera a formatura para posar com capelo, beca e diploma. Parabéns.

Licenciado em teatro 2
O tema da monografia foi O Sistema Pedagógico da SP Escola de Teatro no Processo de Criação Fora do Âmbito Escolar. A pesquisa é resultado do processo da peça Hermanas Son las Tetas, peça escrita e dirigida por Tellategui que esteve no último festival Satyrianas e contou em sua criação com o método estudado por ele no curso de atuação da SP Escola de Teatro, dirigida por Ivam Cabral.

Barulhinho bom
Falando nele, o ator Ivam Cabral anda ouvindo o disco Nostalgia, o novo álbum de Annie Lennox.

Beleza é fundamental
Ivam, ao saber da morte de Odete Lara, nesta semana, decretou: "Odete Lara juntamente com Norma Bengell, Maria Della Costa e Tonia Carrero são as brasileiras mais lindas que pisaram no planeta Terra".

ivam laura Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ivam Cabral e Laura Cardoso em encontro na SP Escola de Teatro - Foto: Divulgação

Grande dama
E Ivam ainda disse outra frase certeira nesta semana. Ao receber a visita de Laura Cardoso na SP Escola de Teatro, resumiu: "Laura é tudo o que eu acredito – e espero – do teatro". Falou bonito.

Generosa
Por falar em Laura Cardoso na SP Escola de Teatro, ela teve de fazer selfie praticamente com a escola inteira. Generosa, não negou um só pedido. Uma fofa.

Tá certa
Marba Goicochea, nossa linda atriz peruana do teatro paulistano, tem uma meta para 2015: ficar longe de gente e de atitudes que drenam a energia da gente. Está coberta de razão.

lidiane Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Lidiane Shayuri e Michael Keller levam Sarah ao Teatro Augusta para ver Cinderela, o Musical; à dir., Lidiane e Sarah com os atores Marcos Teixeira, Natália Foschini - Foto: Divulgação

Sarah e a Cinderela
A apresentadora da Record News Lidiane Shayuri e o repórter do Domingo Espetacular, da Record, Michael Keller levaram a pequenina Sarah ao teatro. Foram ver Cinderela - O Musical. Sarah vibrou com as cenas românticas e, claro, interagiu com o elenco, conta a mamãe à coluna. Ao fim da sessão, fizeram o registro com Cinderela e o Príncipe. A peça dirigida por Marina Costa está em cartaz no Teatro Augusta, em São Paulo, sábado e domingo, às 15h, até 1º de março. A entrada é R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada. Estão todos convidados a levar os pequeninos.

Titio
Depois de Cléo De Páris, agora chegou a vez de o ator Gustavo Ferreira virar titio. Cleozinha, que já é mestre no assunto, vai lhe dar algumas dicas. Este vosso colunista também está à disposição para aconselhar sobre o tema. A primeira dica é comprar um brinquedo bem exclusivo e artesanal para o bebê que vai nascer.

Posso mandar um beijo?
A coluna aproveita a deixa para mandar os parabéns aos primos Luciana Duarte e Gabriel Cerletti pelo nascimento da pequena Lara, lá em Buenos Aires. O titio brasileiro está todo babão. Para Cecília não ficar com ciúme, já que é a sobrinha mineira deste colunista, aqui também vai um beijo pra ela.

Alice Zamur 55 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Alice Zamur mostra toda a sua elasticidade para encarar Alice - Foto: Divulgação

Estica e puxa
Olha quanta elasticidade tem a atriz e cantora Alice Zamur, protagonista de Alice - O Musical. A estreia já está marcada. Será em 21 de fevereiro, no Teatro Viradalata, em São Paulo. Max Oliveira assina a direção. O moço já integrou o elenco de musicais consagrados na cena brasileira, como Cats e Miss Saigon, além de ter feito O Rei Leão na Espanha e Austrália. Que poder!

Pausa para a folia
Os meninos da peça Hamelete - O Cordel pedem para a coluna avisar que não haverá sessões nos dias 14 e 15 de fevereiro, por conta do Carnaval. Mas a peça volta ao Armazém Cultural, em São Paulo, no dia 21 de fevereiro e fica por lá até 29 de março. Recado dado.

dona coca Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Luiz Buranga como a divertidíssima personagem Dona Coca: sucesso baiano - Foto: Divulgação

Coca para todos
Atenção, baianos: o ator Luiz Buranga incorpora a divertida personagem Dona Coca na peça homônima mais uma vez. Tem sessão em Salvador, no Centro Cultural de Plataforma, no sábado (7), às 20h, e no domingo (8), às 17h. O ingresso é baratinho: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. Buranga integra A Outra Cia. de Teatro, grupo talentoso que faz um barulho danado na Bahia. São queridos da coluna.

Nasce um romancista
O ator e jornalista Valmir Martins escreveu dois livros: Tele e Os Poderes. Vai registrar nos próximos dias na Biblioteca Nacional e depois vai mandar para as editoras. A coluna deseja sucesso.

Humildade
Dira Paes foi um amor de pessoa em sua passagem pela 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Tirou foto com quem lhe pediu, sempre com um sorriso no rosto e muita educação.

coluna leo lara sinfonia necropole Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A diretora Juliana Rojas, os atores Eduardo Gomes e Luciana Paes, e o produtor Carlos Barbosa, da Avoa Filmes, na sessão do longa Sinfonia da Necrópole em Tiradentes - Foto: Leo Lara/Universo Produção

Tiradentinos
Os atores Eduardo Gomes e Luciana Paes também foram muito elogiados em sua passagem por Tiradentes, onde participaram da exibição do filme Sinfonia da Necrópole, da cineasta Juliana Rojas, no qual são protagonistas. A exibição lotou o largo das Forras, no centro histórico da cidade mineira, onde foi montado o Cine-Praça. Um verdadeiro sucesso. Edu e Luciana, que são uns queridos, gostaram tanto da cidade histórica mineira que não queriam mais voltar para São Paulo. É que em Tiradentes ainda tem água. A coluna compreende perfeitamente e confessa: teve a mesma dúvida.

Transex
A diretora Cibele Forjaz já marcou a data de estreia da nova peça da Cia. Livre: Maria que Virou Jonas ou A Força da Imaginação. Será no dia 19 de fevereiro, no Sesc Belenzinho, onde fica em cartaz até 15 de março. A obra tem no elenco Lúcia Romano e Jonas Couto, que vivem dois atores transexuais que estão montando a peça A Força da Imaginação. Segundo a diretora, "trata-se de um jogo de metateatro, uma peça dentro da peça". É a décima peça do grupo sediado na Barra Funda e que tem 15 anos de história. Merda.

Síntese
A coluna está com a pulga atrás da orelha: por que os nomes de espetáculos da cena paulistana estão cada vez maiores?

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Phedra D. Córdoba, a diva cubana dos palcos: coroação como rainha da Banda do Fuxico, em São Paulo, neste domingo (8) - Foto: Bob Sousa

Phedra, a Rainha
Phedra D. Córdoba, a Diva Automática, como decretou para todo o sempre Alberto Guzik, será coroada rainha da Banda do Fuxico, bloco carnavalesco que desfila neste domingo, a partir das 10h, no largo do Arouche, centro de São Paulo. A coroação de Phedra deve acontecer à tarde. Ela está em polvorosa para receber a devida homenagem.

Documentário
Falando em Phedra, o documentário sobre sua volta a Cuba, dirigido por Evaldo Mocarzel, já pode ser visto pelos mineiros. O filme Cuba Libre está em cartaz no Cine 104, na praça da Estação, em Belo Horizonte. Mineiros, uni-vos para prestigiar Phedrita!

Banda Redonda
Falando em bloco de Carnaval, a Banda Redonda, tradicional reduto de artistas do teatro, já que teve Plínio Marcos à sua frente por muito tempo, se concentra na segunda (9), a partir das 19h, em frente ao Teatro de Arena, ali na esquina de avenida Ipiranga, rua da Consolação e rua Teodoro Baima, na República. A ida é obrigatória à turma do tablado. Plínio Marcos, do céu, agradece.

lulu librandi amauri nehn1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Lulu Librandi, em foto de 2012: Brasil perde grande produtora teatral - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Luto nos palcos
Foi cremado na tarde desta sexta (6) o corpo da produtora teatral Lulu Librandi. Ela morreu nesta quinta (5), em São Paulo, aos 74 anos, vítima de fibrose pulmonar. Lulu deixa marcada a história do teatro brasileiro com produções fundamentais para nossos palcos.

Agenda Cultural da Record News desta sexta (6):

 

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agenda Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 06/02/2015

Miguel Arcanjo Prado conta as dicas culturais para Lidiane Shayuri no Hora News - Foto: Divulgação

A Agenda Cultural do Hora News, na Record News, está recheada de atrações selecionadas pelo colunista de Cultura, Miguel Arcanjo Prado. Com edição de Aline Rocha Soares. Veja o vídeo!

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recursos humanos marcela falci Competição no trabalho vira tema de peça em SP

Colegas inescrupulosos no trabalho: cena da peça Recursos Humanos - Foto: Marcela Falci

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Você tem algum colega de trabalho que é capaz de fazer qualquer coisa para se dar bem na empresa, inclusive passar por cima de você? Pois é gente assim que aparece na peça Recursos Humanos, escrita e dirigida pelo paulistano Marcos Gomes, formado em ciências sociais pela PUC-SP.

A obra se passa em um ambiente corporativo mergulhado em um regime de competitividade. Nele, trabalham cinco funcionários: o chefe, a secretária e três analistas. Estão tão alienados no trabalho que sequer sabem o que a empresa produz.

Compõemo elenco Álvaro Motta, Carla Kinzo, Marcos Gomes, Rui Xavier e Walter Figueiredo.

Entre outras coisas, a peça aborda a suspensão no tempo provocada pela alienação burocrática. Em lugar tão medonho, não é à toa que uma série de incidentes trágicos vai abalar para sempre a vida dos personagens.

Recursos Humanos
Quando: sábado, 21h, domingo, 20h. 60 min. Até 15/3/2015
Onde: Teatro Pequeno Ato (r. Teodoro Baima, 78, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 99642-8350)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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