campanha antropositivo Campanha apoia teatro na luta imobiliária

A partir do alto, à esq., em sentido horário: Guilherme Marques, do CIT-Ecum; e os atores Laerte Késsimos, Juliana Galdino e Luna Martinelli na campanha em prol do teatro - Fotos: Patricia Cividanes/Antro Positivo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Já está dando o que falar. A edição de número 10 da revista teatral Antro Positivo, de Ruy Filho e Patricia Cividanes, traz a campanha Deixem o Espaço do Teatro em Paz.

antropositivo bob sousa Campanha apoia teatro na luta imobiliária

Bob Sousa prestigia a campanha da Antro Positivo - Foto: Patricia Cividanes

O motivo é o número crescente de teatros vítimas da especulação imobiliária que são obrigados a fechar as portas, como é o caso do CIT-Ecum, em São Paulo.

Nomes importantes da cena teatral brasileira posaram para a lente da fotógrafa Patricia Cividanes, detrás de faixas de interdição.

Além de Guilherme Marques, diretor do CIT-Ecum, posaram nomes conhecidos dos palcos, como Ivam Cabral, Zé Henrique de Paula, Gustavo Ferreira, Camila Mota, Luna Martinelli, Laerte Késsimos e Juliana Galdino, entre outros.

Entre os apoiadores da causa nobre, que também pede o tombamento do CIT-Ecum, está o fotógrafo Bob Sousa, colunista do Atores & Bastidores do R7.

Viva o teatro.

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ruth de souza Domingou: O teatro do negro e o negro no teatro

A atriz Ruth de Souza, um dos ícones do teatro brasileiro - Foto: Divulgação

"Aliás, por que a maioria dos elencos é branca? Por que não há negros nem nas plateias de teatro, e quando há, contam-se nos dedos? "

fabio oliveira Domingou: O teatro do negro e o negro no teatro

O ator Fabio Oliveira - Foto: Divulgação

Por FABIO OLIVEIRA*
Especial para o Atores & Bastidores

Os nossos 388 anos de escravidão sempre cobrarão seu preço. Nossa sociedade foi construída com base nessa exclusão. E a nós, cidadãos negros, pardos, indígenas, é cobrada a invisibilidade – como porteiros, domésticas, motoristas, ou como presidiários, mendigos, excluídos de todo tipo.

Ser artista e negro no Brasil é um paradoxo: se somos invisíveis, como é que estamos lá, querendo ocupar um espaço?

Vivemos um apartheid, velado, mas presente. Na faculdade, negros éramos apenas eu e mais uma menina. Viemos de onde há pouco ou nada e não somos bem-vindos aonde chegamos: por entrar por meio de cotas, uma moça me disse “então foi você que roubou o lugar da minha prima?”. A prima em questão era branca.

Na formação há quem diga que tem papéis que não são pra você – o advogado, a mulher refinada, a pessoa inteligente – e os que são pra você – a prostituta, o cafetão, o traficante.

É uma formação cara, mais acessível a pessoas brancas. Essas mesmas pessoas são de um lugar social onde a maioria é branca. Poucos convivem com pessoas negras que não sejam empregados, poucos têm amigos negros. Então, o negro é sempre o outro, é sempre de outra realidade.

Se um artista se forma sem questionar esses lugares, tende a replicar esse modelo. Qualquer pessoa negra, em sua obra, estará no limite que impõe o estereótipo: o diferente, o exótico, o outro.

Os donos dos meios de produção no Brasil, inclusive os artísticos, são na maioria brancos. Os negros são técnicos, carregadores, camareiras.

Somos os atores invisíveis nessa construção cultural. E essa mesma classe, dos donos dos meios de produção, protesta quando existe a possibilidade de um edital para artistas negros.

São muito raros os elencos com diversidade étnica. O que não é visto como um problema. Mas deveria. E por isso é fundamental e ao mesmo tempo triste que haja no Brasil grupos negros.

É fundamental para que possamos resistir como artistas, e é triste por que demonstra o pouco espaço em outros lugares, o quanto há ainda de racismo.

Muitos verão esse teatro negro como fenômeno sociológico, antes de fenômeno artístico. Mas e os elencos exclusivamente brancos? Não são também um fenômeno sociológico? Por que seriam mais artísticos?

Aliás, por que a maioria dos elencos é branca? Por que não há negros nem nas plateias de teatro, e quando há, contam-se nos dedos?

Por que a maioria dos produtores é branca? Por que não há diretoras negras no teatro, ou se há, é uma infinita minoria? Por que Chiquinha Gonzaga, negra, foi interpretada por uma mulher branca na TV?

Quantos negros no País foram Hamlet ou Medeia?

Isso está mudando, eu sei. Há exceções. Mas por que tão poucas? O mundo da arte muitas vezes apenas reflete a sociedade racista que temos. Embora após a Lei Áurea possamos andar livremente em qualquer lugar, não, não somos bem-vindos em qualquer lugar.

Ocupamos ainda o espaço da desconfiança, o espaço do medo, o espaço do “outro” em uma sociedade que ainda sonha em ser Europa, ou ao menos, como diz Chico Buarque, sonha tornar-se um imenso Portugal.

*Fabio Oliveira é ator, produtor e cantor, formado pela Universidade Anhembi Morumbi e pela Escola Livre de Teatro. Atuou nos espetáculo Till, dirigido por Renata Zhaneta, Bodas de Sangue, com direção de Simoni Boer, e A Respeito do Caso Dessa Tal de Mafalda, dirigido por Guilherme Sant'anna. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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thais dias foto Alicia Peres2 Dois ou Um com Thais Dias

A atriz Thais Dias, da peça {ENTRE}, Coletivo Negro - Foto: Alicia Peres

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Paulista de Piracicaba e radicada em São Paulo, Thais Dias é uma das coisas mais bonitas de se ver no teatro brasileiro contemporâneo. Tem graça, beleza e viço. Atriz do Coletivo Negro, ela está em cartaz na peça {ENTRE}, no Teatro Martins Penna, no Centro Cultural da Penha, na zona leste paulistana, até 22 de junho, sempre sábado, 20h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 10. A peça mostra o cotidiano de quatro moradores de um conjunto habitacional da periferia, com seus dilemas e suas vidas turbulentas. A atriz aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Entre ou saia?
{ENTRE}! Entre de peito aberto, pés descalços. Entre... e fique à vontade.

A bossa nova é foda ou o hip hop é foda?
Vixi... Phoda é som. Com base, batida, melodia e levada.

O teu cabelo não nega ou como você é bonito de se ver?
O teu cabelo não nega! Meu cabelo. O meu cabelo afirma.

Preto ou branco?
Preto. Preto como é. Como tá. Preto lindo fica. Brilha.

Azul ou amarelo?
Amarelo.

Copa ou Cultura?
Cultura. Sempre.

Liberdade de ser ou liberdade de ter?
Liberdade!

Uma vida na timeline ou uma história bonita só pra nós?
“... Existe de saber coisas filho meu
Não escritas sobre a gente da gente
Nos versos da vida e escritas do tempo, Filho meu
Uma historia pra gente contar...”
(Filho Meu, de Fernando Alabê, espetáculo {ENTRE}, Coletivo Negro de Teatro)
Uma historia nossa. Sendo revirada, revelada, construída, vivida, cheia de corpos, cantos, sentidos e gritos. Hoje não mais silenciosos.

Centro ou periferia?
Periferia! O que me cerca, protege, alimenta e fortalece: cidadã/artista.

A pele escura ou dinheiro não?
A pele escura/A carne dura/A face pura. E o ventre germinando a vontade de ser. Vazar, voar, transpassar poros, atravessar olhos e enraizar. Em solos férteis.

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ney piacentini bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O autor Ney Piacentini: livro analisa carreira de Eugênio Kusnet - Foto: Bob Sousa

País com memória
Ney Piacentini, nosso homem de teatro, está contando as horas para a próxima segunda-feira (9). Às vésperas do Mundial, ele lança no Teatro de Arena, em São Paulo, a partir das 20h, o livro Eugênio Kusnet - Do Ator ao Professor, pela Hucitec Editora. A obra traz a extensa pesquisa que fez sobre nosso grande mestre, e ainda tem direito a bônus: textos de Antunes Filho, João das Neves e Paulo Betti. Detalhe, o Arena hoje leva o nome de Eugênio Kusnet. Antunes prometeu que vai ao lançamento. Será?

País sem memória
É uma tristeza o que está acontecendo com a atriz Maria Gladys, ícone de nossa contracultura. Ela está no interior de Minas passando por dificuldades financeiras. A coluna faz um apelo aos diretores para darem trabalho a esta grande artista. Ela merece.

Agenda Cultural da Record News

Underground 1
Pornô Falcatrua Nº 18.633 reestreia neste sábado (7), no Teatro Cemitério de Automóveis. Aquele do Mário Bortolotto, ali na rua Frei Caneca, 384, em São Paulo. Vai ficar no cartaz até 19 de julho, sexta e sábado, meia-noite. O tal do horário maldito. Ou bendito. Tudo dependo de quem vê....

Mario Bortolloto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O dramaturgo Mario Bortolotto: ele dirige nova peça com texto de Tracy Letts - Foto: Divulgação

Underground 2
Falando em Mario Bortolotto, o diretor manda avisar que estreia peça nova no dia 13 de junho, às 21h30, no Teatro Cemitério de Automóveis. É Killer Joe, escrita pelo norte-americano Tracy Letts, o mesmo de Bichado, do Núcleo Experimental. No elenco estão Aline Abovsky, Ana Hartmann, Carcarah, Fernão Lacerda e Gabriel Pinheiro. A peça conta a história de um jovem que está devendo grana para traficantes. Escrito em 1991, é o texto de estreia de Letts no teatro, feita em 1993. Esta é a primeira montagem no Brasil. Vai abalar.

Reuniãozinha
Ainda discorrendo sobre Mario Bortolotto, o ator, diretor e dramaturgo prometeu ir na próxima segunda (9), no Espaço Contraponto, na Vila Madalena, em São Paulo. Tudo para participar do Drama Session, no qual, segundo contou à coluna o ator Paulinho Faria, jovens autores de teatro mostram seus trabalhos e os debatem depois. A iniciativa é do CDC, o Centro de Dramaturgia Contemporânea, em parceria com a Cia. Contraponto. Também estará presente no dia 9 o dramaturgo Luis Eduardo de Sousa. Já no dia 16, Fabio Brandi Torres e Isadora Salazar participam. E no dia 30 de junho, será a vez de Drika Nery e Cláudia Vasconcellos serem as convidadas. Pode ir, gente. Não paga nada.

coluna palavra cantada Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Palavra Cantada: crianças ficam encantadas com bonecos no Teatro Procópio Ferreira - Foto: Divulgação

Criança feliz
O musical Palavra Cantada Sem Pé nem Cabeça está fazendo o maior sucesso no Teatro Procópio Ferreira. O musical celebra os 20 anos de sucesso da dupla Sandra Peres e Paulo Tatit. Após verem 14 artistas no palco, cantando e dançando com os bonecos Pauleco e Sandreca, as crianças saem da sessão encantadas. Que fofo.

Música 0800
Nem só de teatro vive o homem. Tulipa Ruiz faz shows grátis neste fim de semana. Sábado (7), às 18h, sobe ao palco da Galeria Olido. Já no domingo (8), às 18h, canta no Centro Cultural São Paulo. A programação faz parte do Circuito São Paulo de Cultura, da Prefeitura de São Paulo. Conheça a programação completa.

Musos
Laila Garin é a nova Musa do Teatro R7. Já o Muso do Teatro é Taiguara Nazareth. Veja mais.

beth goulart foto eduardo ielen Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Beth Goulart: ela planeja novo espetáculo para depois de Vitória - Foto: Eduardo Ielen

Eu preciso de teatro
Beth Goulart mal estreou a novela Vitória na Record e já encaminha projeto nos palcos para quando a trama acabar. Ela contou para a coluna que, depois do sucesso do monólogo Simplesmente Eu, Clarice Lispector, ela planeja um espetáculo novo ao lado de uma pessoa muito querida por ela e por todos. Esperemos.

Novidade
O dramaturgo mineiro Ricardo Inhan está escrevendo um novo texto. Chama-se Por Trás do Sol.

Internacional
Pedro Granato, diretor da peça Quanto Custa?, em cartaz no Teatro Pequeno Ato, em São Paulo, está com passagens compradas para Nova York. Ele contou na Entrevista de Quinta que em julho, fará por lá um curso de direção teatral no Lincoln Center. Poderoso.

coluna andre stefano suellen ramos Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

André Stefano e Suellen Ramos pulam em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires - Foto: André Stefano

Saltando por el mundo
Não satisfeito em colocar todo mundo do teatro para saltitar na praça Roosevelt, o fotógrafo André Stefano resolveu ir dar seus pulinhos, ao lado da amada Suellen Ramos, em frente à Casa Rosada, sede do poder argentino, em Buenos Aires. O que será que a presidente Cristina Kirchner achou da ousadia?

Longe do povo
Charles Möeller, o diretor de musicais, parece não estar gostando nada da popularização do Facebook. Escreveu: "Sinto cheiro de Orkut no Face". Eita!

Perto do povo
Bob Sousa, o grande fotógrafo teatral, anda entretido com o teatro de rua. É que esta área teatral interessa, e muito, a pesquisa que ele faz para seu mestrado na Unesp. Coisa fina.

coluna jose sampaio adormecidos Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O ator José Sampaio em cena da peça Adormecidos: de volta ao cartaz nos Satyros - Foto: André Stefano

Quem avisa amigo é...
Robson Catalunha, ator do Satyros, contabilizou e pediu para que a coluna avisasse a toda comunidade teatral, público aí incluso. Seu famigerado grupo vai reestrear neste fim de semana oito peças, todas em dias e horários diferentes. Robinho ainda revela que, ao todo, a trupe de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez está com 11 peças em cartaz em 16 sessões semanais. A quem duvida de tamanho fôlego, ele explica em pormenores: "São sete sessões do projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em sete dias, três sessões da peça Adormecidos, e ainda seis sessões do projeto 3x Roveri". Tomou nota?

Piauí
Falando em Satyros, o internauta Joelson Lucas, de Canto da Parnaíba, no Piauí, pediu para ser amigo de Phedra D. Córdoba no Facebook. A diva cubana aceitou. O menino quase caiu para trás. E escreveu: "Oi, Phedra, muito obrigado por me aceitar na sua pagina, e dizer que é uma honra ter um ícone como você na minha pagina, muito obrigado mesmo e sucesso!". Garoto educado.

Prorrogou
A temporada do monólogo A Hora e a Vez, com Rui Ricardo Diaz no Sesc Ipiranga, em São Paulo, agora vai até 26 de julho.

Fogo e paixão
Três atores da nova geração se encontram no palco do Espaço Beta, no Sesc Consolação, em São Paulo, na peça de Franz Keppler Só... Entre Nós, que causou furor na última Satyrianas. Joca Andreazza dirige Tiago Martelli, Ricardo Henrique e Marcia Nemer-Jentzsch. A estreia está marcada para 16 de junho. Ficará em cartaz até 15 de julho, sempre segunda e terça, 20h, a R$ 10. O enredo apresenta um conturbado triângulo amoroso formado por um professor de música, sua mulher e seu aluno. Bafo...

coluna so entre nos Michel Igielka Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Triângulo amoroso no Sesc Consolação, em SP: Só entre Nós - Foto: Michel Igielka

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agenda cultural 13 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 06/06/2014

Imagens da Agenda Cultural no Hora News desta sexta-feira (6), na Record News - Divulgação

Sexta-feira é dia de cultura no Hora News, na Record News, com a Agenda Cultural. O colunista Miguel Arcanjo Prado conta para a apresentadora Lidiane Shayuri as melhores dicas em todo o Brasil. Nesta sexta (6), houve a estreia da entrevista no estúdio, que contou com a presença do ator Rui Ricardo Diaz, que faz a peça A Hora e a Vez, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. E ainda tem mais: show de Mariene de Castro na Bahia e de Isabela Taviani no Rio. Para as crianças, o espetáculo de dança Pequena Coleção de Todas as Coisas, no Sesc Pompeia. E a estreia nas telonas de Old Boy - Dias de Vingança, do diretor norte-americano Spike Lee. Veja o vídeo:

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laila garin taiguara nazareth Laila Garin e Taiguara Nazareth são Musa e Muso do Teatro R7 de maio de 2014

Laila Garin, de Elis, a Musical, e Taiguara Nazareth, de A Curra: Musa e Muso do Teatro R7 - Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Laila Garin e o ator Taiguara Nazareth foram os preferidos dos internautas do portal e são os novos Musa e Muso do Teatro R7 do mês de maio de 2014.

O paulistano Taiguara Nazareth atua na peça A Curra, em cartaz no Teatro Paiol, em São Paulo, na qual vive o personagem Faísca. Ele obteve 52,3% da votação masculina (5.131 votos) e é o Muso do Teatro R7.

Já a baiana Laila Garin vive Elis Regina, no espetáculo Elis, a Musical, em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo. Ela obteve 63,1% da votação feminina (517 votos) e é a Musa do Teatro R7.

Em breve, você verá aqui no Atores & Bastidores entrevista e ensaio fotográfico exclusivo com os vencedores.

Parabéns aos ganhadores a todos que concorreram!

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amorimperfeito Mulher vai ao cirurgião e pede para ficar feia

Peça Amor Imperfeito discute padrões de beleza no Espaço dos Parlapatões - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma empresária bem sucedida se encontra com um médico solteirão que não quer saber de casamento.

Ela o procura porque deseja ardentemente fazer uma cirurgia nada convencional: ela quer ficar feia.

Este é o enredo da peça Amor Imperfeito, que está em cartaz no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo [veja serviço ao fim].

A montagem escrita por Walter Cereja é livremente inspirada no texto de Cesare Belsito. A direção é de André Grecco.

De pano de fundo, a tecnologia que influencia o comportamento humano. E ainda, uma forte discussão dos padrões de beleza atuais. Tudo com base nos tratados sobre a vida líquida do sociólogo polonês Zigmunt Bauman.

No elenco, estão os atores Kris Bulos e Walter Cereja.

Leia a Entrevista de Quinta com Pedro Granato!

Amor Imperfeito
Quando: Terça e quarta, 21h. 60 min. Até 30/7/2014
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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Bibi Ferreira foto divulgacao Studio Prime 2 Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

Bibi Ferreira completou 92 anos no último domingo (1º) - Foto: Divulgação/Studio Prime

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Talvez só Dercy Gonçalves tenha superado a longevidade artística de Bibi Ferreira. A atriz completou 92 anos de vida e de carreira, já que atua desde que nasceu, no último domingo (1º).

bibi ferreira procopio aida Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

A menina Bibi Ferreira, com os pais: o ator brasileiro Procópio Ferreira e a bailarina argentina Aída Izquierdo - Foto: Arquivo pessoal

Filha do ator brasileiro Procópio Ferreira com a bailarina argentina Aída Izquierdo, Abigail Izquierdo Ferreira segue em cartaz com seu formidável Bibi — Histórias & Canções no Teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo.

Com fôlego de menina, surpreende a plateia com jovialidade e apuro técnico vocal. Quem não viu corra para ver. Bibi continua a nossa grande atriz de sempre, segurando o trono de maior nome dos musicais brasileiros.

O espetáculo é bem-humorado, com Bibi, piadista, revelando histórias de seu passado entremeadas por músicas que sintetizam sua trajetória brilhante.

Em plena época de Copa do Mundo, Bibi Ferreira vai passar os fins de semana não vendo jogos de futebol pela TV, mas, sim, no palco, comunicando-se com sua plateia. Faz muito bem.

Vida longa a Bibi!

Crítica: Bibi mostra por que é diva (publicada em 13/8/2012)

O espetáculo Bibi – Histórias e Canções, em cartaz no Teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, é um verdadeiro depoimento vivo de técnica, talento e incrível força de uma grande atriz e cantora.

Espirituosa, Bibi segura o exigente público paulistano nas mãos. Afinal, íntima dos palcos da cidade, se sente em casa.

Bibi Ferreira 6 Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

Bibi Ferreira, no palco: ela é o próprio teatro brasileiro

Sente-se tão à vontade que se permite brincar, tal qual uma garotinha de 13, 14 anos, a idade que jura que tinha quando os grandes fatos contados na montagem lhe aconteceram. O público ri. O público chora. O público é feliz com Bibi.

Este jornalista que vos escreve, na estreia se atreve a gritar “linda!”. Ela para tudo. E pede que a plateia repita o elogio. E ainda diz que, pelo fato de a imprensa andar espalhando por aí que ela tem 90 anos, ficou mais difícil arrumar namorado. E finaliza, afirmando estar solteira e disponível. O público delira com Bibi.

Ao revisitar as canções que marcaram sua trajetória de nove décadas de vida, Bibi Ferreira passa pelo que de melhor produziu a música do século 20, que viveu plenamente, com glória e saúde.

Dirigida por João Falcão e acompanhada da orquestra impecável regida pelo maestro Flávio Mendes, Bibi interpreta 30 músicas. Vai das grandes óperas e musicais da Broadway a clássicos de nossa MPB e até faz pilhéria com nosso Hino Nacional. Bibi pode. E, claro, canta Edith Piaf, e brinca dizendo que vive às custas da diva francesa há 27 anos.

O amigo e empresário Nilson Raman faz justa participação para fazer dobradinha com a diva. E conta que ela vai se apresentar em Nova York. Mais do que merecido. O mundo precisa testemunhar que o Brasil tem Bibi.

Palavras são pequenas para descrever o que é ver Bibi no palco. Porque ela é maior que o próprio palco. Bibi Ferreira é o próprio teatro brasileiro, vivo, resistente, talentoso e feliz. Viva Bibi.

Bibi Ferreira 1 Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

Bibi Ferreira, em sua juventude: nome fundamental do teatro brasileiro - Foto: Arquivo pessoal

Bibi - Histórias & Canções
Avaliação: Ótimo (leia a crítica)
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. 80 min. Até 27/7/2014
Onde: Teatro Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, 6º andar, Consolação, tel. 0/xx/11 3472-2226)
Quanto: R$ 120 a R$ 160
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Bibi Ferreira celebra 92 anos com vida no palco

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ChicoBuarque2 CRED DaryanDornelles rolling stone Com travesti Geni, Ópera do Malandro volta à Barra Funda para celebrar 70 anos de Chico Buarque

Chico Buarque completa 70 anos em 19/6 - Foto: Daryan Dornelles/Rolling Stone/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chico Buarque fará 70 anos no próximo dia 19. Se a turma da música tem motivo de sobra para celebrar o cantor e compositor, o pessoal do teatro também quer entrar na festa. Afinal, Chico também é importante dramaturgo, autor de musicais nacionais, como Roda Viva.

Outro de seus textos mais marcantes foi montado em São Paulo, no tradicional Theatro São Pedro, na Barra Funda, no ano de 1978: Ópera do Malandro. Tinha direção de Luís Antônio Martinez Correa, irmão de Zé Celso que foi assassinado em 1987.

opera do malandro programa da peca sao paulo Com travesti Geni, Ópera do Malandro volta à Barra Funda para celebrar 70 anos de Chico Buarque

Capa do programa da primeira montagem de Ópera do Malandro - Foto: Divulgação

O elenco da primeira montagem tinha nomes de peso até hoje reconhecidos no meio cultural brasileiro. Emiliano Queiróz viveu o travesti Geni. Ainda integravam o time de atores Elba Ramalho, Neuza Borges, Claudia Jimenez, Otávio Augusto, Marieta Severo, Maria Alice Vergueiro, Ary Fontoura, Claudio Mamberti, Walter Breda e José Rubens Cha Cha.

Trinta e seis anos depois, a montagem ganha releitura no mesmo bairro da Barra Funda, a alguns quarteirões do Teatro São Pedro, na nova sede da Cia. da Revista.

Fazer uma espécie de retorno às origens da obra foi o que moveu o premiado diretor Kléber Montanheiro e sua turma a realizar a encenação. Esta abrirá o novo espaço do grupo, após permanência de cinco anos na praça Roosevelt.

A nova sede, na alameda Nothmann, 1.135, é ampla e promete abrigar o melhor do teatro de grupo paulistano.

A montagem de Ópera do Malandro faz parte do projeto Chico 70, que celebra as sete décadas de vida do filho do sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda. A estreia está prevista para o começo de agosto.

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pedro granato foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

O diretor paulistano Pedro Granato: o teatro dele tem múltiplas caras - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Pedro Granato é um dos diretores mais inventivos da nova geração do teatro brasileiro. Eclético, atua em várias nuances do teatro, porque não gosta de se repetir e quer mudar sempre.

Ele é dono do Teatro Pequeno Ato, que anda reavivando a rua Teadoro Baima como reduto teatral paulistano. É lá que fica também o histórico Teatro de Arena, seu vizinho.

Ele mantém no cartaz até 11 de junho sua peça Quanto Custa?, na qual disseca as relações de poder tendo como base Bertold Brecht (1898-1956), com cuidadosa estética soturna.

Granato também dirigiu Il Viaggio, no qual mergulhou no universo dos sonhos do cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993).

Referências não faltam ao diretor, filho de artista plástico e formado em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Há mais de uma década, se enveredou pelo teatro, seja no tablado, na caixa preta ou na rua, sem deixar de flertar com o cinema e a música sempre que pode.

Num começo de uma tarde fria de outono, enquanto o centro paulistano fervilhava do lado de fora, Pedro Granato recebeu o Atores & Bastidores do R7 no Teatro Pequeno Ato para esta Entrevista de Quinta. Falou sobre sua vida e seu teatro.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado — Como foi sua infância?
Pedro Granato — Foi bem paulistana. Fui criado na esquina das avenidas Rebouças e Henrique Schaumann. Nasci rodeado de arte, com meu pai montando a exposição dele na Bienal...

Miguel Arcanjo Prado — Quem são seus pais?
Pedro Granato —Meu pai é o artista plástico Ivald Granato. E minha mãe, Lais Granato, é psicóloga e ceramista. Sou o caçula.

Miguel Arcanjo Prado — Do que você gostava de brincar quando era pequeno?
Pedro Granato — Brincava fazendo quadrinhos com meu irmão, o Diogo Granato, que hoje é bailarino. Também gostávamos de fazer instalações com cobertas, criávamos montanhas [risos].

Miguel Arcanjo Prado — E na adolescência: você era do tipo rebelde ou do tipo introspectivo?
Pedro Granato —Tive todas as fases. Fui nerd, depois fui rebelde, depois fui o que fazia piadas no fundo da sala, depois o fã de punk rock, o popular que organiza festas, o politizado do grêmio...

pedro granato foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

Filho de artistas, Pedro Granato viveu desde pequeno rodeado de arte - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Pelo jeito você era inquieto!
Pedro Granato — Sim. Minha casa era uma loucura! Minha música de infância era Bob Dylan e Lou Reed. Não tem como não ser um pouco maluco naquela casa [risos].

Miguel Arcanjo Prado — Essa coisa de ser filho de artistas lhe influenciou?
Pedro Granato — Sim. Eu logo fui fazer oficinas de tudo que você possa imaginar. Como meu irmão dançava, fiz dança, circo, teatro... Até que veio o vestibular e entrei no cinema na ECA [Escola de Comunicações e Artes] da USP [Universidade de São Paulo].

Miguel Arcanjo Prado — Você já queria dirigir?
Pedro Granato — Já. Era final dos anos 1990 e tinha aquela coisa de falarem que diretor de cinema não sabe dirigir ator. Então, fui fazer teatro no Grupo Tapa e no Folias. Foi assim que comecei no teatro.

Miguel Arcanjo Prado — E aí foi se enturmando com a turma dos palcos?
Pedro Granato — Sim. Fiquei amigo de um monte de gente da EAD [Escola de Arte Dramática da USP]. Acabamos montando o grupo Ivo 60, que durou 12 anos. Era eu, a Ana Flávia Chrispiniano, que hoje está morando no Rio, o Felipe Sant’Angelo, que virou roteirista, a Mariana Leite, que se mudou para Chicago, e o Pedro Felício, que ainda está no teatro e atua em Quanto Custa?. Mas, mesmo com o grupo, sempre deixei claro que gostaria de fazer as minhas coisas também, de forma paralela.

Miguel Arcanjo Prado — E o cinema?
Pedro Granato — Fui fazendo curtas. Fiz um, chamado X, que tinha o Rafael Cortez, que hoje ficou famoso e apresenta programa na Record. Ele fazia uma versão do Ben Silver, o protagonista de Roda Viva, peça do Chico Buarque. O meu curta de formatura foi Uma Tragédia Brutal, com Gustavo Machado e Tatiana Thomé; era uma coisa meio Beijo no Asfalto do século 21. Gravamos na esquina onde fica hoje o Teatro Pequeno Ato, na Ipiranga com Teodoro Baima. Engraçado, porque nem pensava que um dia teria um teatro aqui...

Miguel Arcanjo Prado — Você gosta do Nelson Rodrigues?
Pedro Granato — Adoro. Ele é meu livro de cabeceira sempre. Nelson é o cara do nosso teatro!

pedro granato foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

Pedro Granato é bem relacionado na turma do teatro: "Conheço quase todo mundo" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você tem muitos amigos no teatro?
Pedro Granato — Conheço quase todo mundo. Na época do Ivo 60 ganhamos cinco Fomentos [programa municipal de financiamento teatral de SP]. Então, nos aproximamos muito do movimento do teatro de grupo, do pessoal da Cia. São Jorge de Variedades, do Bartolomeu... Não me vejo como um cara do cinema. Acho que sou mais um cara do teatro.

Miguel Arcanjo Prado — Quem é o Berlam?
Pedro Granato — Ele foi um personagem que eu criei [risos]. Fazia muitos shows com ele, era meio cabaré, fiz shows em circos. Ele é muito divertido, afetado e as pessoas adoram. Mas aí decidi parar porque ele começou a ficar muito famoso e as pessoas me confundiam com ele [risos].

Miguel Arcanjo Prado — Onde ele foi parar?
Pedro Granato — Eu mandei o Berlam para umas férias na Bahia [risos]. Mas devo a ele uma aproximação grande com o mundo musical.

Miguel Arcanjo Prado — Você também dá aula?
Pedro Granato — Dou. Sou professor há três anos no Teatro Escola Célia Helena. Adoro ser professor, de incentivar as pessoas a fazerem teatro. Porque é muito foda. Eu vim de família de artistas, mas nem todo mundo tem essa sorte. Então, o que eu puder botar pilha nos outros eu boto. Dando aula, as relações ficam mais profundas. Dá para meter o dedo na ferida, bater de frente. Com jeito, é claro.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a cara do seu teatro?
Pedro Granato — Nunca tive a pretensão de ter só um grupo, ou fazer só um tipo de teatro. Sempre quis ser diretor. E gosto que os atores estejam no centro da minha obra, se desdobrando em vários personagens. Que estejam fazendo mesmo a peça acontecer em cena, manipulando o cenário, a luz. Esteticamente, gosto muito de variar.

Miguel Arcanjo Prado — Por quê?
Pedro Granato — Porque gosto que cada trabalho tenha sua cara própria, sua concepção visual. Gosto que um trabalho seja esteticamente diferente do outro. Tenho essa coisa brechtiana do humor, de brincar com a linguagem. Também tenho muito cuidado com a direção de arte das minhas obras. Tenho essa herança familiar das artes plásticas. Geralmente, começo uma peça pela imagem que eu vejo dela.

Miguel Arcanjo Prado — Quem são suas referências?
Pedro Granato — Olha, a Cristiane Paoli-Quito foi muito importante para mim; estudei palhaço com ela. Também aprendi muito com a Tiche Vianna, o Ésio Magalhães e a Bete Dorgam. E depois tive o prazer de dirigir esses meus professores. E também a cineasta Laís Bodanzky, com quem trabalhei e é uma grande referência também. No cinema, eu piro em Almodóvar, Kubrick e Fellini. Este último me pegou muito quando dirigi Il Viaggio.

Miguel Arcanjo Prado — Quais são os novos projetos?
Pedro Granato — O Teatro Pequeno Ato segue a todo vapor. Resolvi continuar com o espaço depois que o Ivo 60 acabou. E ele tem dado certo, tenho mantido espetáculos em cartaz e alugado também para outros grupos ensaiarem. É uma fábrica de arte. O Ed Moraes, por exemplo, ensaia a nova peça dele aqui. Estou dirigindo um solo da Paula Cohen e um espetáculo de rua. Também estou gostando muito de escrever.

Miguel Arcanjo Prado — Aonde você quer chegar?
Pedro Granato — Prefiro al andar se hace el camino.... Agora, vou estudar em julho um mês no Lincoln Center, em Nova York. Vou fazer um laboratório de diretores, para pensar o teatro para as novas gerações. É preciso que o teatro se renove com essa gente que está chegando. Eu nunca fui do teatro clássico, de fazer tragédia grega para depois fazer Shakespeare. Sempre fui fazendo o meu teatro. E acho que essa divisão entre as artes vai cair. Quero misturar tudo, construir coisas novas, híbridas. Quero dar grandes pulos, não pulinhos. Quero dirigir teatro, show, rua, solos e, quem sabe, uma ópera... Adoro dirigir, construir histórias. As crises e inquietações da minha própria vida estão em todas as obras minhas. E eu gosto de público. Acho que saí do cinema e fui para o teatro porque tinha uma urgência de comunicação com o público. Gosto de fazer e ver as pessoas responderem ali, na minha cara e, quem sabe, mudar tudo no dia seguinte.

pedro granato foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

O diretor Pedro Granato: "Quero misturar tudo, construir coisas novas, híbridas" - Foto: Bob Sousa

Quanto Custa?
Avaliação: Muito bom
Quando: Terça e quarta, 21h30. 60 min. Até 11/6/2014
Onde: Teatro Pequeno Ato (r. Teodoro Baima, 78, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 99642-8350)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Entrevista de Quinta: “Divisão entre artes vai cair, quero misturar tudo”, diz diretor Pedro Granato

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