bandeira eua Domingou: Bandeira besta ou a alma de Minas

Pode até ter virado moda nas ruas, mas bandeira dos EUA na roupa é mesmo uma besteira – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado*

Uma coisa tem chamado minha atenção ultimamente nas ruas de São Paulo: a quantidade de pessoas vestidas com roupas estampadas com a bandeira dos Estados Unidos.

Não quero parecer extremamente antiamericanista, mas acho tal moda um atestado de ignorância. Penso comigo: será que os amigos da terra do Tio Sam saem por aí saltitando com roupinhas em verde e amarelo pelas ruas nova-iorquinas?

Além de essa nova moda ser cafona até não mais poder – a opinião vale para quem se veste com a bandeira da Inglaterra também –, o que está por trás dela é o que assusta realmente: o sentimento de entrega cultural barato e sem resistência de quem usa tais indumentárias.

Será que estas pessoas não conseguem ter um mínimo de senso patriótico antes de sair comprando as blusas e calças americanizadas? Será que jamais leram ou assistiram a reportagens dos últimos tempos contando que os EUA nos espionam sem nenhuma vergonha?

Fico pensando se um dia os filhos de Tio Sam realmente invadissem o Brasil – num futuro distante, mas absolutamente possível –, em busca da nossa Amazônia ou de nosso petróleo.

Pelo que vejo hoje nas ruas, penso que eles não encontrariam resistência alguma. Boa parte da população empunharia, empolgada, as bandeirolas dos EUA pelas ruas brasileiras, deslumbrada com o novo líder.

Gente besta, isso sim.

MiltonNascimento UmaTravessiaDVD Domingou: Bandeira besta ou a alma de Minas

Coisa do Brasil: Milton Nascimento é a voz da alma de Minas - Foto: Divulgação

Ah, se você, como eu, tem absoluta preguiça de ver esse povo vestido com a bandeira norte-americana, corra então para ver o DVD novo de Milton Nascimento, Uma Travessia, que celebra seus 50 anos de carreira.

Milton é Brasil puro. E para puxar mais sardinha para minha terra, ela é a voz da alma de Minas. Todo mineiro tem nele um parente. A gente escuta Milton e os meninos do Clube da Esquina e entende tudo.

O show, gravado ao vivo pelo Canal Brasil, contou com participação mais do que especial de Lô Borges, em um bonito e comovente encontro com Bituca. Vale a pena comprar e ouvir.

E ainda tem um charme a mais para este vosso escriba. O show foi produzido pela Marolo Produções, que é da minha amiga Maria Dolores, em sociedade com o músico Flávio Duarte. Maria também é jornalista e foi minha veterana no curso de Comunicação Social da Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Sacudida, escreveu a biografia Travessia – A Vida de Milton Nascimento (Editora Record), e desde então não para de criar coisas boas e inteligentes.

hilda furacao Domingou: Bandeira besta ou a alma de Minas

Hilda e Malthus: reprise no Viva - Foto: Divulgação

Já que estamos tão mineiros, um último aviso: o Canal Viva está reprisando a minissérie Hilda Furacão, de 1998. Imperdível.

Além das belezas estonteantes de Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro, a minissérie escrita por Glória Perez a partir do livro de Roberto Drummond tem atores de peso como Paulo Autran e Walderez de Barros em cenas antológicas.

Ambientada em Belo Horizonte e no interior mineiro, a minissérie é uma das poucas vezes que Minas foi representada com dignidade e qualidade na TV.

Lembro-me que, quando era calouro na Fafich, o Roberto Drummond apareceu por lá, um ano antes de morrer, para falar sobre sua carreira. Claro que todo mundo só queria saber de Hilda Furacão.

Perguntei-lhe se ela estava viva ainda e se mantinham algum contato após o sucesso televisivo de sua história. Mineiramente, Roberto fez mistério. Falou muito e não me entregou nada. Faz falta.

Para Juan, aniversariante do dia.


*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e tem orgulho de ser mineiro e brasileiro. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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barbara bonnie foto victor pavao Dois ou Um com Bárbara Bonnie

Bárbara Bonnie é um dos nomes de destaque na nova geração do teatro paulista - Foto: Victor Pavão

Por Miguel Arcanjo Prado

Bárbara Bonnie é atriz. E canta também. Muito bem por sinal. A partir deste fim de semana, a paulistana volta a ser a musa indiscutível do espetáculo Barafonda, da Cia. São Jorge de Variedades, que percorre as ruas do bairro da Barra Funda, em São Paulo. Eleita em 2012 pelos internautas atriz revelação daquele ano por seu trabalho também em Senhora dos Afogados, do Núcleo Experimental, Bárbara topou participar da nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas diretas cheias de possibilidades. Ou não.

Leila Diniz ou Cacilda Becker?
As duas!

Criolo ou Emicida?
Criolo.

Theatro Municipal ou ruas da Barra Funda?
As ruas da Barra Funda.

Rap ou bossa nova?
Os dois.

Chico ou Caetano?
Chico.

Nelson Rodrigues ou Samuel Beckett?
Nelson.

Georgette Faddel ou Regina Duarte?
Georgette.

Biógrafos ou biografados?
Os dois.

Chinelo ou salto alto?
Chinelo.

Solteirice sem amarras ou amor juntinho?
Amor juntinho.

Leia o perfil de Bárbara Bonnie

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maria casadevall robson catalunha foto andre stefano Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Aquela cheirada no cangote: Maria Casadevall é agarrada por Robson Catalunha - Foto: André Stefano

Por Miguel Arcanjo Prado

O chapéu de Maria
Maria Casadevall resolveu brilhar nas Satyrianas 2013. Além de ter distribuído bitocas em todos os coleguinhas do teatro alternativo, a integrante mais famosa do grupo Os Satyros ficou na boca do povo por conta dos chapéus carnavalescos que usava em cada aparição. Como se houvesse jeito de alguém não notá-la, né? A moça ganhou até cheirada no cangote do amigo Robson Catalunha, produtor geral do evento. Danado.

Público
Segundo a organização, as Satyrianas 2013 teve público de 50 mil pessoas. Foram 2.500 artistas participantes em 227 atrações em mais de 500 apresentações realizadas em cerca de 50 espaços de São Paulo entre os dias 14 e 17 de novembro; 130 pessoas trabalharam diretamente no evento. Foram 78 horas de festa. Lembrando que a primeira Satyrianas aconteceu em 1991. Ai, como o tempo voa!

Amigos do peito
Ivam Cabral ficou de braços dados o tempo todo com Maria Casadevall, andando do Satyros Um até o Parlapatões e vice-versa. Houve quem pensasse que fosse uma performance. Eita.

Cadê a gelada?
Chamou a atenção a falta de tino comercial do povo da praça Roosevelt. Durante as Satyrianas, a maioria das cervejas sempre estava quente. Preguiça...

Thiago Mendonça1 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Além de cantar músicas de Renato Russo no fim das Satyrianas, Thiago Mendonça também fez desenhos dos atores do grupo Os Satyros para distribuir ao público das Satyrianas - Foto: André Stefano

O autor
A coluna descobriu quem é o autor dos desenhos de Phedra D. Córdoba e de outros integrantes dos Satyros que apareceram sob forma de adesivo na praça Roosevelt durante as Satyrianas: é o ator Thiago Mendonça, que fez recentemente Renato Russo no cinema e que agora não desgruda da trupe paulistana. O menino é multitalentoso.

Falando nele...
Thiago fez o show de encerramento das Satyrianas com uma banda de garagem no Satyros III (sim, o antigo bar Rose Velt agora tem este nome). Chamou a atenção a sujeira e o descompasso do som dos meninos. Nada mais underground. Pena que o show durou tão pouco. Quando o povo começou a se empolgar, inventaram de entregar o troféu Garotas Satyrianas... Ai, ai...

cleo de paris maria casadevall foto andre stefano Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Cléo De Páris e Maria Casadevall: juntinhas em cima da caixa no fim das Satyrianas - Foto: André Stefano

Para o alto e avante
Ah, durante o show, Maria Casadevall e Cléo De Páris subiram em uma caixinha para ficar em nível mais alto do que os pobres mortais.

Abre a porta, mariquinha!
Falando em pobres mortais, antes de o show começar para todos, o Satyros III ficou fechado só para a turma dos Satyros assistir à passagem de som. O público ficou quase meia hora além do horário marcado do lado de fora, vendo os VIPs saltitarem pelo vidro. A porta só abriu quando a classe operária reclamou e exigiu a abertura da porta, já que o show estava divulgado como livre e no horário das 22h30. Xi...

Nervosa
Em uma das sessões de Édipo na Praça nas Satyrianas, Cléo De Páris, a Jocasta da peça, estava revoltada porque o som não funcionava direito durante a música que canta na obra, a breguíssima Evidências. Bateu o pé e disse que só faria seu grande número quando tudo funcionava perfeitamente. O povo da técnica ficou em polvorosa.

Gritos
Óscar Silva, por sua vez, ouviu gritos de "gostoso" de algumas moças em faniquito na cena em que seu Édipo faz sexo com Jocasta em plena praça, logo após Cléo cantar.

De onde veio tanta gente?
Quem estava acostumado a ver o coro mais minguado de Édipo na Praça, ficou impressionado com mais de cem integrantes que surgiram para a última apresentação das Satyrianas, no domingo (17). Até o ator Adanias Souza, que viveu o judeu Schulzz no musical Cabaret, em julho deste ano, estava lá cantando em Tebas. A peça ainda terá mais duas apresentações: 1º e 8 de dezembro de 2013, às 20h, no Satyros I.

Bebum
Um bêbado desceu as escadas da plateia dos Parlapatões, em plena sessão de A Casa Amarela nas Satyrianas, com Gero Camilo, e tentou fazer xixi na coxia. Foi um Deus nos acuda!

Agenda Cultural da Record News (toda sexta, meio-dia, ao vivo)

flavio santos oficina foto eduardo enomoto Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O funcionário do Teat(r)o Oficina Flávio Santos: ele ainda não pensou em atuar - Foto: Eduardo Enomoto

Nos bastidores do Oficina
Olhaí, acima, o Flávio Santos, na plateia do Teatro Oficina, onde o moço trabalha há quatro anos, cuidando para que tudo esteja limpo e em ordem. A coluna, que esteve por lá nesta semana, quando o nosso fotógrafo Eduardo Enomoto fez o clique, perguntou ao rapaz se ele já pensou em ser ator. Ele disse que ainda não. Agora não vão faltar convites...

Quase global
Falando em convite, Raul Barretto, dos Parlapatões, foi chamado para fazer a próxima novela das seis da Globo, dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Está podendo.

Formando
Leandro Nunes defende seu trabalho de conclusão de curso em jornalismo, na Universidade Anhembi Morumbi, na próxima segunda (25). Ao lado de Helena Yamagata,  e Italo Rufino, fez uma grande reportagem sobre o Teatro da Vertigem para uma edição especial da revista Samuel. O nome da matéria é Vertigem – Cena em Desequilíbrio. Coisa boa.

Conversa de mineiros
O Cine Theatro Brasil, que ficou fechado 15 anos e foi reinaugurado recentemente, abriga só até domingo os painéis Guerra e Paz, de Portinari, na praça Sete, em Belo Horizonte. Quem está na capital mineira tem de ir. De 10h às 19h, com entrada gratuita. A dica é do ator mineiro radicado no Rio Otto Jr. Inteligentíssimo, por sinal.

A viagem
A peça paulistana Inferno na Paisagem Belga será apresentado no 9º Festival de Teatro de Fortaleza, no Ceará, às 22h desta segunda (25), no Teatro Antonieta Noronha. Boa viagem.

marcelo marcus fonseca ivam cabral foto bob sousa Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Marcelo Marcus Fonseca e Ivam Cabral: livros novos no mercado - Fotos: Bob Sousa

Me dá que eu dou
No dia seguinte, terça (26), Ivam Cabral lança o livro de crônicas Terras de Lá e Cá, pela editora Giostri, na SP Escola de Teatro da praça Roosevelt, às 18h30. No mesmo dia e horário também serão lançados a revista A[L]BERTO e o projeto Chame Cacilda, uma rede virtual de colaboração entre a gente do teatro. Tipo troca-troca.

Mais livro
Também na terça (26), Marcelo Marcus Fonseca lança seu segundo livro: De Dionísio para Koré, pela editora Kazuá, às 20h, na sede do Teatro do Incêndio (r. Santo Antônio, 723, Bela Vista, São Paulo). Ele manda convidar todo mundo.

Stanislavski 150
Ney Piacentini manda avisar que os 150 anos de nascimento de Constantin Stanislavski, o grande mestre teatral eslavo, serão comemorados com um seminário entre 10 e 12 de dezembro de 2013 na SP Escola de Teatro. O evento tem parceria do Centro ITI Brasil (International Theater Institute), ligado à Unesco, e do Sated-SP (Sindicato dos Artistas e Técnicos do Estado de São Paulo). A entrada é gratuita. Inscrições e informações pelo e-email: secretaria@itibrasil.org.br.

Cacá no CCSP
Entre 10 de dezembro de 2013 e 7 de fevereiro de 2014, o grande ator Cacá Carvalho dará a oficina grátis A ação vocal no trabalho do ator – Uma experiência a partir de Rei Lear, de Shakespeare no Centro Cultural São Paulo.

Debate
A situação do negro no Brasil será discutida no dia 14 de dezembro, a partir das 9h, no auditório Paulo Emílio da Escola de Comunicação e Artes da USP, na Cidade Universitária. A entrada é gratuita.

Lembrar para não esquecer
Falando em situação do negro, a peça Negrinha, na qual uma senzala é recriada, volta ao cartaz neste sábado (23), no CIT Ecum. A obra tem Sara Antunes, dirigida por Luiz Fernando Marques do Grupo XIX.

ed moraes daniel tavares Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Ed Moraes (à esq.) e Daniel Tavares estão em Limpe Todo o Sangue Antes que Manche o Carpete, no CIT-Ecum - Foto: Divulgação

Dose dupla
O dramaturgo carioca Jô Bilac está em cartaz em dose dupla no CIT-Ecum. Além de Caixa de Areia, que tem Taís Araújo no elenco, ele também é autor de Limpe Todo Sangue Antes que Manche o Carpete, com a Cia. dos Inquietos de Ed Moraes, em cartaz por lá quintas e sextas, 21h. O ingresso é R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada.

Pintura íntima
Falando em CIT-Ecum, a coluna flagrou, aí abaixo, o contrarregra do espetáculo Caixa de Areia, Marcel Formiga, mineiro radicado no Rio e a trabalho em Sampa, pintando de preto uma escada que serve de cenário à obra. O clique é de Bob Sousa.

marcel formiga escada foto bob sousa 2013 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Marcel Formiga pinta a escada do cenário da peça Caixa de Areia, no CIT-Ecum - Foto: Bob Sousa

Sucesso
A peça Contrações, com Débora Falabella e Yara de Novaes dirigidas por Grace Passô (é quase uma Inconfidência Mineira) foi prorrogada até 21 de dezembro de 2013 no CCBB de São Paulo. Tem de ir porque é ótimo.

Coisas do nosso tempo
Duas peças em São Paulo abordam as lembranças do passado tão recorrente na terceira idade. A primeira é Florilégio Musical II – Nas Ondas do Rádio, em cartaz até 8 de dezembro de 2013 na Casa Brasileira. No elenco, estão Mira Haar, Carlos Moreno e Patrícia Gaspar. Todos sob direção de Elias Andreato. A segunda é Duas Mulheres que Dançam, com Karin Rodrigues e Amazyles de Almeida, sob direção de José Sebastião Maria de Souza. Até 15 de dezembro no Teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura da avenida Paulista. Anotou?

Caneta de ouro
A saudosa Tatiana Belinky fez a tradução da peça A Esposa e a Noiva, ao lado de Maria Aparecida Botelho Pereira Soares. A obra estreia nesta sexta (22), no Sesc Pinheiros, com direção de Antonio Gilberto e Luciana Fróes em cena. Vai até 21 de dezembro de 2013, sexta e sábado, 20h30. Aviso dado.

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Cartografia do Abismo: peça baiana com Caio Rodrigues acontece em um forte de Salvador - Foto: Filipe Cartaxo

Menino do forte
Estreia nesta sexta (22), em Salvador, o espetáculo solo Cartografia do Abismo, com o ator baiano Caio Rodrigues. A direção é de Luís Alberto Alonso. A peça acontece em um espaço inusitado: o Forte do Barbalho, construído em 1638. Sempre sexta, sábado e domingo, 20h, até 1º de dezembro de 2013. A obra foi inspirada em Antonin Artaud (1896-1948) e Vincent Van Gogh (1853-1890). O ingresso é R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada). Os baianos têm de ir.

Na prensa
Olhaí, abaixo, que bonito o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa, da Editora Unesp, sendo impresso na gráfica. O lançamento é nesta quarta (27), 20h, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo. Vai bombar.

livro bob grafica Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa, sendo impresso, em imagem exclusiva da coluna - Foto: Tiago Cheregati

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azul resplendor 03 joao caldas Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

Pedro Paulo Rangel e Eva Wilma fazem Azul Resplendor grátis na Mostra 2013 em Cena - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

O ano vai chegando ao fim e é hora de lembrar que os palcos paulistanos nunca estiveram tão recheados de produções teatrais para todos os gostos e bolsos. Foi tanta coisa que não deu tempo de ver tudo. Pois o público paulistano terá uma espécie de repescagem teatral do que rolou de bom durante o ano nos teatros da cidade. E o melhor, vai ver tudo sem pagar nada.

Sete teatros de bairro serão palco da Mostra 2013 em Cena, organizada pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Ela acontecerá de 29 de novembro a 15 de dezembro, com 27 espetáculos ao todo, sendo 16 obras de teatro adulto e 11 de teatro infantil. Todas com entrada gratuita.

Participam da programação os teatros Alfredo Mesquita (zona norte), Cacilda Becker (zona oeste), João Caetano e Leopoldo Fróes (zona sul), Martins Penna, Zanoni Ferrite e ao Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes (zona leste).

Peças de destaque estão na programação, como Azul Resplendor, que celebra os 60 anos de carreira e 80 de vida da atriz Eva Wilma. Ainda estão no programa obras como Folias Galileu, O Fantasma do Som, Homem Não Entra, Os Adultos Estão na Sala e ¡Salta!. Para retirar até dois ingressos por pessoa, basta chegar ao teatro com uma hora de antecedência a cada sessão.

Não vai perder outra vez!

Veja, abaixo, a programação completa:

Programação para o público adulto

|Retirar ingresso, até um par por pessoa, uma hora antes.

anatomia woyzeck Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

Anatomia Woyzeck encerra trilogia sobre violência da Cia. Razões Inversas na Mostra 2013 em Cena - Foto: João Caldas

ANATOMIA WOYZECK
Cia. Razões Inversas. Dramaturgia a partir de fragmentos de Georg Büchner. Dir.: Marcio Aurelio. Com Clóvis Gonçalves, Paulo Marcello e Washington Luiz. 60 min. +14 anos.
Soldado dedicado à mulher e ao filho ganha alguns trocados a mais se submetendo em ser cobaia de experiências médicas. Em uma delas, passa a ter alucinações que o levam a questionar a moral e os costumes sociais e a tomar atitudes drásticas.
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel.2295-0401. De 29/11 a 1º/12, 19h
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul
| tel. 5541-7057. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

AZIRILHANTE
Cia. Simples. Texto e dir.: Daniela Duarte. Concepção e interpretação: Flavia Melman. 70 min. +10 anos.
Ambientada numa cozinha, a peça mostra o depoimento fragmentado de três personagens: uma mãe bipolar, uma menina que não tem uma boa história para contar e uma atriz em crise.
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul
| tel. 5541-7057. Dia 1º/12, 20h

AZUL RESPLENDOR
Texto: Eduardo Adrianzén. Com Eva Wilma, Pedro Paulo Rangel, Dalton Vigh e outros. Dir.: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. 100 min. +14 anos.
A peça retrata o ofício do ator por meio dos jogos de poder, afetos, ilusões e frustrações durante o ensaio de um espetáculo. Uma famosa atriz dramática, aposentada precocemente, vê-se novamente cercada por diversos colegas, como o coadjuvante recalcado, o diretor prepotente, a assistente de direção sem identidade e os atores jovens em busca de fama.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul.| tel. 5573-3774 e 5549-1744. De 29/11 a 1º/12, 19h

FOLIAS GALILEU
Folias D’Arte. Dramaturgia e interpretação: Ailton Graça, Gisele Valeri, Rodrigo Scarpelli e outros. 100 min. +10 anos.
Numa espécie de excursão, o público se depara com um caleidoscópio da narrativa do importante cientista Galileu frente ao seu dilema ético.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. De 29/11 a 1º/12, 19h
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

O LIVRO DA GRANDE DESORDEM E DA INFINITA COERÊNCIA
Estúdio Lusco-Fusco. Texto: August Strindberg (inspirado no livro autobiográfico “Inferno” e em fragmentos de “Um Sonho”, de sua autoria). Adapt. e dir.: André Guerreiro Lopes. Com Helena Ignez, Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes e Eduardo Mossri. Trilha sonora ao vivo: Gregory Slivar. 75 min. +12 anos.
Mosaico visual e sonoro que une as linguagens da música, videoarte e teatro físico para retratar a experiência de um artista que abandona sua zona de segurança e se lança em uma jornada incerta, em busca do desconhecido.
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. De 29/11 a 1º/12, 19h

nossa classe31 Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

Nossa Classe mostra fatos históricos na Polônia pré-Segunda Guerra Mundial - Foto: Ronaldo Gutierrez

NOSSA CLASSE
Núcleo Experimental. Texto: Tadeusz Slobodzianek (inspirado no livro “Vizinhos”, de Jan T. Gross). Trad., adapt. e dir.: Zé Henrique de Paula. Com Bruno Gael, Estrela Strauss, Fabio Redkowicz e outros. 90 min. +16 anos.
Relato de um acontecimento real: o massacre ocorrido na cidade polonesa de Jedwabne, em 10 de julho de 1941, poucas semanas depois que o exército de Hitler iniciou seu avanço em direção ao leste da Polônia. Na ocasião, toda a população de origem judaica da cidade foi dizimada.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte.
| tel. 2221-3657. De 29/11 a 1º/12, 19h

TERÇA NO HIPER
Cia. Ferris. Texto: Emmanuel Darley. Dir.: Vany Alves. Trad. e interpretação: Fábio Ferretti. 60 min. +12 anos.
Ao se reencontrar com o pai idoso que necessita de cuidados, após anos sem se falar, filha relembra seu passado na cidadezinha onde viveu a infância antes de decidir mudar de sexo.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste.| tel. 2216-1520. De 29/11 a 1º/12, 19h
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul
| tel. 5541-7057. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

OS ADULTOS ESTÃO NA SALA
A Má Companhia Provoca. Texto e dir.: Michelle Ferreira. Com Flávia Strongolli, Maura Hayas e Michelle Boesche. 70 min. +14 anos.
Numa metrópole de terceiro mundo, uma ponte que leva nada a lugar nenhum está sendo construída. Enquanto isso, num apartamento, um menino ouve a conversa entre três mulheres e acha que os adultos estão confusos e que algo acontece quando eles se reúnem.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

HOMEM NÃO ENTRA
Cia. Pessoal do Faroeste. Texto: Paulo Faria e Rodrigo Pereira. Dir.: Paulo Faria. Com Juliana Fagundes, José Roberto Jardim, Beto Magnani e outros. Coro: Aldo Bispo, Heitor Vallim e outros. Sonoplastia e percussão ao vivo: Jorge Peña. 60 min. +14 anos.
Faroeste ambientado em São Paulo, em 1953, no dia do fechamento da zona de confinamento da prostituição do Bom Retiro, a famosa Boca do Lixo. Lá, um pistoleiro e uma prostituta querem se vingar do xerife que domina a região na base da violência, arbitrariedade e corrupção.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. De 6 a 8/12. 6ª, 20h. Sáb., 17h30 e 20h. Dom., 17h30 e 19h30

SENHORITA JÚLIA
Grupo Tapa. Texto: August Strindberg. Dir.: Eduardo Tolentino de Araújo. Com Anna Cecília Junqueira, Augusto Zacchi e Paloma Galasso. 70 min. +14 anos.
Escrita em 1887, a peça é um marco da dramaturgia naturalista. Por meio do embate entre uma jovem aristocrata e seu criado, Strindberg aborda temas recorrentes em sua obra, como a disputa entre sexos e classes e a contradição entre erotismo e realidade.
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

SONATA A KREUTZER - UMA HISTÓRIA PARA O SÉCULO 19
Texto: Liev Tolstói. Dramaturgia: Cássio Pires. Dir.: Marcello Airoldi. Com André Capuano e Ernani Sanchez. 80 min. +16 anos.
Quatro discos contendo a “Sonata a Kreutzer”, de Beethoven, tocados em uma velha vitrola, provocam as memórias de Pózdnichev, homem que assassinou sua mulher.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte.
| tel. 2221-3657. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

UNIVERSOS
Núcleo Experimental. Dir.: Zé Henrique de Paula. Com Thiago Ledier e Bruna Thedy. 70 min. +12 anos.
Apicultor conhece uma cientista em um churrasco e inicia uma relação com infinitos desdobramentos em cenas que se repetem de forma diferente, possibilitando rumos diversos à história do casal.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste. | tel. 2216-1520. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

BORRASCA
Cemitério de Automóveis. Texto e dir.: Mário Bortolotto. Com Mário Bortolotto, Gustavo Haddad, João Miguel e outros. 50 min. +14 anos.
Por meio da história de três amigos, o texto fala de amizade, traições, compreensão e decisões que precisam ser tomadas para prosseguir com as vidas dos que ficaram. A novidade do espetáculo é que 11 atores se revezam nos dois personagens da peça a cada dia da temporada.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte.
| tel. 2221-3657. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

EU CÃO EU
Parlapatões, Patifes & Paspalhões. Texto e interpretação: Hugo Possolo. Dir.: Rodolfo García Vázquez. 60 min. +16 anos.
Insatisfeito com sua vida, homem passa a observar a liberdade que um cachorro vira-lata tem ao andar tranquilamente pelas ruas.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste. | tel. 2216-1520. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

Salta5508 crédito Cacá Bernardes Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

¡Salta! está na mostra da Prefeitura de SP

¡SALTA!
Coletivo Teatro Dodecafônico. Dramaturgia: Veronica Stigger. Dir.: Verônica Veloso. Intérpretes-criadores: Beatriz Cruz, Gabriela Cordaro, Joaquim Lino e outros. 70 min. +16 anos.
Em uma casa com piscina em algum lugar da América Latina, o ócio, o calor e a espera anunciam algo que aconteceu ou está por acontecer a cinco pessoas.
| Somente 100 lugares. Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

SÃO MANUEL BUENO, MÁRTIR
Grupo Sobrevento. Texto: Miguel de Unamuno. Dramaturgia e dir.: Luiz André Cherubini e Sandra Vargas. Com Sandra Vargas, Maurício Santana e Luiz André Cherubini. Músicos: William Guedes, Carlos Amaral, Marina Estanislau e outros. 80 min. +16 anos.
Dom Manuel, um padre que duvida da fé e da existência de Deus, tem sua vida narrada por 30 bonecos de forma pouco ortodoxa, em uma arena ocupada por uma mesa que representa o mundo.
| Somente 68 lugares. Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

Programação para o público infantojuvenil

|Retirar ingresso, até um par por pessoa, uma hora antes.

BEM DO SEU TAMANHO
Núcleo Caboclinhas. Obra original: Ana Maria Machado. Adapt.: Evill Rebouças. Dir.: Edu Silva. Com Giuliana Cerchiari, Luciana Silveira, Aline Anfilo e Geni Cavalcante. 50 min. Livre.
Tentando descobrir seu tamanho, garota chega a uma cidadezinha típica do interior e conhece, nessa trajetória, pessoas que a ajudam e outras que a confundem.
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul. | tel. 5541-7057. Dia 1º/12, 16h
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste.| tel. 2216-1520. Dias 7 e 8/12, 16h

O BURACO DO MURO
Maracujá Laboratório de Artes. Argumento: Sidnei Caria, Silas Caria, Camila Ivo, Lucas Luciano e Eder dos Anjos. Concepção, dramaturgia e dir.: Sidnei Caria. Com Lucas Luciano, Eder dos Anjos e Ronaldo Liano. 50 min. Livre.
Três crianças avessas à leitura, mas fanáticas por internet, recebem mensagens misteriosas em seus celulares que falam de um tesouro escondido atrás do muro. Ao encontrarem diversos objetos e livros, envolvem-se em uma brincadeira que muda suas vidas.
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. Dias 7 e 8/12, 16h

ofantasmadosom Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

O Fantasma do Som: infantil para os pequenos - Divulgação

O FANTASMA DO SOM
Banda Mirim. Texto e dir.: Marcelo Romagnoli. Com Alexandre Faria, Claudia Missura ou Tatiana Thomé e outros. Participação especial: Giovanni Venturini. 60 min. Livre.
Num estúdio sonoro vive um fantasma que acompanha a gravação da rádio-novela que pode salvar todo mundo da falência. O musical brinca com as várias possibilidades do som e propõe a misteriosa arte de ouvir.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. Dias 30/11 e 1º/12, 16h

A PRINCESA E O DRAGÃO
Cia. Ópera na Mala. Texto e música ao vivo: Sergio Serrano. Dir. e interpretação: Cris Miguel. 50 min. Livre.
Inspirada em história da cultura eslovena, a peça, com bonecos, música e brincadeiras, mostra como a princesa Liubliana enfrentou dragões.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste.| tel. 2216-1520. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. Dias 7 e 8/12, 16h
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul. | tel. 5541-7057. Dias 14 e 15/12, 16h

MENINO LUA
Teatro do Bardo. Texto e dir.: Fernanda Maia. Com Aretê Bellar, Cy Teixeira, Felipe Ramos e outros. 90 min. Livre.
Inspirado em Luiz Gonzaga, o espetáculo acompanha Lua, menino sanfoneiro que decide, com a ajuda de uma amiga, acabar com a seca do sertão. No caminho, encontram um bando de fugitivos, uma família de retirantes e o terrível bruxo Mané Onça.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. Dias 14 e 15/12, 16h

QUEM TEM MEDO DO ESCURO?
Caravana Cia. de Teatro. Texto: Márcio Araújo e Fernanda Morais (a partir de uma ideia original de Evandro Rigonatti). Dir.: Evandro Rigonatti. Com Fabiana Carlucci, Camila Graziano e Elber Marques. Músico: Tato Fischer. 60 min. Livre.
Enquanto crianças se preparam para dormir em um quarto escuro, a imaginação traz à tona bruxas, fantasmas e monstros, projetados na silhueta dos móveis.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte. | tel. 2221-3657. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. Dias 14 e 15/12, 16h

A RAINHA PROCURA...
Cia. do Quintal. Concepção e dir.: César Gouvêa. Com Rhena de Faria, Davi Taiu, Claudio Thebas e outros. 60 min. Livre.
Na tentativa de recuperar seu reino, rainha abre testes para bispos, cavalos, torres e peões. Porém seus planos mudam de rumo com a aparição de dois palhaços que preferem ser bobos da corte a servir como defensores do território.
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. Dias 30/11, 1º ,7 e 8 /12, 16h
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste. | tel. 2216-1520. Dias 14 e 15/12, 16h

ÁGUA
Clã - Estúdio das Artes Cômicas. Dir.: Cida Almeida. Com Caio Franzolin, Caio Marinho, Gabriel Küster e outros. 55 min. Livre.
Após desperdiçar água, uma trupe de palhaços passa por incríveis aventuras marinhas e ribeirinhas nesta homenagem aos circos “panos de roda”, os famosos “tomara que não chova”.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – área do circo. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. Dias 7 e 8/12, 16h (em caso de chuva, o espetáculo acontece em área interna do CFCCT)

COCÔ DE PASSARINHO
Cia. Noz de Teatro, Dança e Animação. Dir.: Anie Welter (livremente inspirado na obra homônima de Eva Furnari). Intérpretes-criadores: GpeteaH, Anie Welter, Rafael Petri e outros. 50 min. Livre.
Em uma praça, os moradores de uma vila têm de enfrentar um problema diário: o cocô que os passarinhos fazem em suas cabeças. Um dia, um vendedor de flores passa pela cidade e uma situação inesperada transforma a vida de todos.
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. Dias 7 e 8/12, 16h
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte. | tel. 2221-3657. Dias 14 e 15/12, 16h

FILHOTE DE CRUZ CREDO
Cia. O Grito. Dramaturgia: Alessandro Hernandez. Dir.: Roberto Morettho. Com Alessandro Hernandez, Andréa Manna, Denis Antunes e Tertulina Alves. 60 min. Livre.
Com a fama de ser “o menino mais feio do mundo”, garoto, filho de uma giganta, vive isolado em sua casa. Ao tentar descobrir os segredos do rio que cerca a cidade, conhece uma menina que mudará a forma dele olhar o mundo e a si próprio.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte. | tel. 2221-3657. Dias 7 e 8/12, 16h
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. Dias 14 e 15/12, 16h

CARTAS DE UM MENINO VIAJANTE
Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos. Texto e dir.: Márcio Pontes. 45 min. Livre.
Homem encontra um menino que dorme no banco de uma estação e nutre por ele um sentimento paternal. Ao despertar, o garoto conta sua história com a ajuda de cartas guardadas em uma mala.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. Dias 14 e 15/12, 16h

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Retratos do Teatro CAPA bob sousa Entrevista de Quinta   Bob Sousa lança Retratos do Teatro e diz: Fotografei quase todo mundo

Em primeira mão, a capa do livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa, com o ator Thiago Lacerda, de costas: o livro do fotógrafo será lançado dia 27, no Teatro Anchieta, do Sesc Consolação, em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

Diante de tantos rostos fotografados, Bob Sousa escolheu a imagem de um ator de costas, voltado para a sala de teatro, à espera do público, para ilustrar seu livro. O personagem em questão é Thiago Lacerda, e o retrato foi realizado no Tuca, em São Paulo, durante temporada de Hamlet, de William Shakespeare, uma das principais obras do teatro mundial em montagem dirigida por Ron Daniels.

Bob Sousa é parte de nosso teatro brasileiro. Fotógrafo dedicado ao registro de espetáculos e dos artistas que o fazem na contemporaneidade, é figura conhecida nos palcos paulistanos pelo cotidiano de seu trabalho.

Trabalho este que agora é imortalizado no livro Retratos do Teatro [Editora Unesp], que será lançado às 20h da próxima quarta (27), em encontro para convidados no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo.

A pedido do autor, que quer ver a memória do teatro preservada, o livro será gratuito e terá uma versão digital disponibilizada na internet no site da editora.

Nas 240 páginas da obra, 169 nomes cruciais do teatro paulistano aparecem em 164 imagens garimpadas por Bob ao longo de quatro anos, período no qual visitou cerca de 300 montagens, em projeto orientado por Alexandre Mate, pesquisador de teatro da Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde o fotógrafo faz mestrado. O livro traz desde nomes consagrados até atores que dão seus primeiros passos na carreira, mostrando o olhar abrangente e perspicaz.

Aos 41 anos, o paulistano que mantém a coluna semanal O Retrato do Bob aqui no Atores & Bastidores do R7, conversou sobre este momento importante de sua carreira nesta Entrevista de Quinta.

Leia com toda a calma do mundo:

bob sousa Entrevista de Quinta   Bob Sousa lança Retratos do Teatro e diz: Fotografei quase todo mundo

Bob Sousa, em pose para a filha, Isabela Sousa: 169 personalidades do teatro brasileiro retratadas

Miguel Arcanjo Prado – Bob, o que representa para você lançar este livro?
Bob Sousa – Olha, Miguel, você sabe: é a realização de um sonho. Sempre achei algo muito distante do cotidiano da minha fotografia a ideia de lançar um livro, mas, de uns tempos pra cá, resolvi focar nessa atividade e buscar uma possibilidade de realização. Também tive muito apoio da classe teatral. As pessoas torceram muito por isso, para que o livro virasse realidade. Em cada teatro por onde passei, recebi palavras de incentivo.

Como você escolheu a capa?
Eles estavam ensaiando Hamlet no palco e fiz várias imagens. Quando fui editar, percebi que esta imagem, com o ator de costas, remetia a uma ideia que busquei para o livro: quem são estes retratados do livro? Abra e veja. A segunda, é que a figura do Thiago Lacerda ficou parecendo apenas um tecido que flutua no palco. E me lembrei na hora de uma frase de A Tempestade, de Shakespeare, que diz: "Somos do tecido de que são feitos os sonhos". Era a capa.

Quem são os seus fotografados?
Dizer que fotografei todo o teatro paulistano é uma utopia, mas cheguei bem perto [risos]. Fotografei quase todo mundo!

Por que você fotografou desde nomes já consagrados até principiantes?
Procurei ser o mais abrangente possível nas escolhas e eleger ao menos um representante das várias vertentes teatrais praticadas na cidade de São Paulo. O recorte apresenta 164 retratos de 169 pessoas. Também tenho a grande sorte de ter o Alexandre Mate como orientador do meu mestrado no Instituto de Artes da Unesp. Segui meus instintos, é claro, mas também contei com a orientação dele.

Qual importância você acha que seu livro terá no futuro?
Acho ainda prematuro fazer essa análise... Mas acho que o caráter documental e artístico do projeto pode abrir várias possibilidades para a obra. Porque não tem nada parecido com o Retratos do Teatro. E, como será doado para bibliotecas e escolas de teatro, penso que possa ser usado como fonte de consulta. Tenho muito orgulho de ter aberto essa porta. E é bom lembrar que pesquisa continua.

Por que você se interessa pelas pessoas mais do que pelos personagens?
Passei grande parte da minha carreira fotografando espetáculos. Os retratos surgiram da necessidade de me aproximar dos artistas, trocar ideias, falar de teatro. Foi um mergulho intenso no universo teatral da cidade. Não sou mais o mesmo do início da pesquisa.

Qual é a cara da sua fotografia?
Minha fotografia é simples. Sempre foi. Retratos são encontros. O resultado desses encontros está revelado na fotografia. Cada um dá o que tem.

Como será o lançamento do livro?
Recebi um convite maravilhoso do Sesc, grande parceiro na minha trajetória, e a festa será no Teatro Anchieta, templo sagrado do teatro brasileiro. Teremos uma mesa de bate-papo sobre a "A importância da documentação iconográfica (fotográfica) para a construção da memória histórico/cultural da produção teatral paulistana e brasileira". Espero que todos os retratados possam comparecer para brindarmos esse momento. Estou muito feliz. Tenho de agradecer à turma do Sesc Consolação, que tanto me apoiou: Felipe Mancebo, Tiago de Souza e Adriana Macedo.

É verdade que seu livro será disponibilizado gratuitamente para todos; foi uma escolha sua?
Sim. O livro não será vendido. Ele será doado para os retratados, bibliotecas e escolas de teatro. Como a tiragem é limitada, teremos uma versão on-line no site da Editora Unesp. Essa foi a forma encontrada para que a obra pudesse ser apreciada por um número maior de pessoas. Sempre foi a premissa básica do projeto a socialização desse trabalho.

Marcos  Caruso bob sousa Entrevista de Quinta   Bob Sousa lança Retratos do Teatro e diz: Fotografei quase todo mundo

Marcos Caruso: retrato foi feito em clima descontraído por conta de uma foto do passado - Foto: Bob Sousa

Conte uma história de bastidor dos retratos...
O livro é repleto de histórias maravilhosas. Encontros fantásticos. Poderia escrever um livro sobre essas histórias... [pensativo] Uma que me marcou foi a do Marcos Caruso. Levei para ele um exemplar do livro do César Vieira [dramaturgo e pesquisador teatral], que tem o Caruso na capa. Quando ele viu a foto, com ele cabeludo há mais de 40 anos, ele ficou bem emocionado. Depois disso, foi ótimo fazer a foto dele. Outra foto que não me esqueço foi a do Antunes Filho. Na época, ainda tínhamos um relacionamento incipiente, mas, apesar disso, nosso encontro artístico me emocionou muito. Ele gostou tanto do ensaio que solicitou uma das imagens depois para ilustrar uma entrevista que deu. A do Danilo Santos de Miranda também foi interessante. Ele foi bem humilde, e me perguntou por que ele? Falei era porque ele apoiava muito o teatro! [risos]

Qual retrato deu mais trabalho para fazer e qual foi o mais fácil?
Algumas pessoas não se sentem confortáveis com uma lente apontada para si. Alguns retratos foram mais demorados, mas nenhum foi difícil. Um bem fácil foi o da Nathália Rodrigues. Ela foi modelo e é uma pessoa maravilhosa. Foi tudo muito fácil. Difícil foi escolher um entre tantos retratos bacanas. E você foi um dos que mais me enrolou para fazer [risos].

É que em casa de ferreiro o espeto é de pau... [risos] Mas, me conta, foi muito difícil fazer a seleção final do livro?
A pior parte é a edição. A edição do recorte, do momento, do ângulo na hora do clique e a escolha da imagem final. Mas o instinto sempre aponta para uma imagem derradeira. A imagem que vai representar aquele encontro. A experiência ajuda bastante.

Quem lhe ajudou para que o livro virasse realidade?
Tenho uma lista imensa para agradecer, gastaria toda a sua Entrevista de Quinta [risos]. Mas, claro, preciso agradecer a todo mundo da Editora Unesp: José Castilho Marques Neto, Jézio Bomfim, Leandro Rodrigues, Célia Demarchi, Jennifer Rangel e Luciana do Vale. Ao pessoal da Fundação Vunesp na figura da presidente Sheila Zambello de Pinho.

Eita, teve muita gente nos bastidores, hein?
O livro já é um agradecimento ao teatro paulistano, mas destacaria, fundamentalmente, minha esposa, Daniela, meus filhos, Isabela, Letícia e Pedro, e toda a equipe de produção, representada nas figuras da Renata Araújo, produtora do livro, e do Camilo Vannuchi, que editou tudo. Tem também o Oscar D'Ambrosio, Marcelo Carneiro, o Tiago Cheregati, o Adriano Castro, a Nanci Roberta, a Laura Salerno e a Fernanda Moura. Formamos um grupo muito bom. Tenho muito orgulho dessa equipe.

Quem não saiu neste terá outra chance de estampar um livro de Bob Sousa?
O projeto continua. Foram feitos mais de 400 retratos pra esse trabalho. Penso em lançar outros volumes. Vamos ver até onde o fôlego aguenta.

Por que você fotografa os artistas de teatro?
É o meu mundo. Minha paixão de infância. A fotografia e o teatro. Sou um privilegiado em poder unir essas duas paixões. Lewis Hine, fotógrafo americano que passou grande parte da vida fotografando injustiças sociais, dizia: “Se eu pudesse contar a história com palavras, não precisaria carregar uma câmera”. Essa é a minha história. Vamos em frente.

autorretrato bobsousa Entrevista de Quinta   Bob Sousa lança Retratos do Teatro e diz: Fotografei quase todo mundo

Bob Sousa, em autorretrato: ele conta a história do teatro contemporâneo com suas fotos

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Por Miguel Arcanjo Prado

Falta de grana no bolso não é mais desculpa para deixar de ir ao teatro. O Atores & Bastidores do R7 descobriu quatro peças que estão em cartaz em espaços municipais de São Paulo com um preço mais do que camarada: de graça!

Veja, abaixo, as quatro opções e escolha um ou todos os espetáculos:

teatro cidadao perfeito Veja quatro peças em SP sem pagar nadaO Cidadão Perfeito
Cia. Humbalada. Criação e encenação: grupo e Filipe Brancalião. Com Bruno César Lopes, Vanessa Rosa e Tatiana Monte. 75 min. +12 anos.
Comédia que retrata a influência da mídia nas eleições do país. Durante um reality show , será escolhido o presidente do Brasil. O programa mostra visitas ao Congresso, cultos e cerimônias religiosas, entre outras atrações televisivas.
Centro Cultural da Juventude – anfiteatro. Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo. Próximo do Terminal de Ônibus Cachoeirinha, Zona Norte. | tel. 0/xx/11 3984-2466. Dia 22, 20h. Grátis (retirar ingresso a partir das 19h na recepção do CCJ)

teatro alagba Veja quatro peças em SP sem pagar nadaCondição de Vida
Cia. Alagbá’s de teatro. 60 min. Livre.
Monólogo que retrata a história de um idoso que reflete sobre sua vida profissional, familiar e social, cheia de fracassos, vitórias, alegrias e outras sensações.
Biblioteca Pública Belmonte. Biblioteca Pública Belmonte (Temática em Cultura Popular). R. Paulo Eiró, 525, Santo Amaro, Zona Sul, São Paulo. | tel. 0/xx/11 5687-0408 e 5691-0433. Dia 21, 19h30. Grátis

teatro sexo verbal Veja quatro peças em SP sem pagar nadaSexo Verbal - Sacanagem Não É o Que Fazemos na Cama, É o Que Fazem Conosco!
Núcleo Cênico ProjetoBaZar. 80 min. +18 anos.
A sexualidade humana com base no universo literário. Cada personagem apresenta sua história e abre um diálogo com o público, usando palavras, imagens e expressões corporais.
Biblioteca Pública Cassiano Ricardo. Av. Celso Garcia, 4.200, Tatuapé, Zona Leste, São Paulo. | tel. 0/xx/11 2092-4570 e 2942-9952. Dia 22, 19h30. Grátis

teatro denise stoklos Veja quatro peças em SP sem pagar nadaVozes Dissonantes
Com Denise Stoklos. 75 min. +14 anos.
O espetáculo solo mostra brasileiros que se manifestaram a favor de mais solidariedade no país durante cinco séculos de história, por meio de personalidades como Padre Antônio Vieira e José Bonifácio e textos de Euclides da Cunha e outros.
Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima. Av. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, Próximo da Praça Benedito Calixto, Zona Oeste, São Paulo. | tel. 0/xx/11 3082-5023 e 3063-3064. Dias 27 e 28, 19h. Grátis (retirar senha a partir das 18h)

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tony reis foto eduardo enomoto 2013 1 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Baiano de Salvador, Tony Reis é um dos destaques do elenco do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tony Reis é despachado. Com o ator baiano de Salvador não tem cara feia. No primeiro diálogo, abre aquele sorriso perfeito e verdadeiro de encantar qualquer um. Está em São Paulo há seis anos. Veio na marra. Tentar o sonho da vida artística. E vê, aos poucos, os projetos virarem realidade. Foi um dos destaques do espetáculo do Oficina Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, de José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond.

Começou cedo no mundo das artes. “Em Salvador, você já nasce fazendo algo artístico. Seus vizinhos batucam, a família brinca de interpretar, tem roda de capoeira, de samba e terreiro em cada esquina”. Assim, afirma que não escolheu a profissão. Foi escolhido por ela.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

A beleza marcante logo o levou para o caminho da publicidade. Fez muitos comerciais e até uma ponta em uma gravação de Malhação em Salvador. Gostou daquela história de representar.

Correu para os cursos de teatro da Funceb e do Sesc Casa do Comércio. Integrou o grupo Psicodélicos, mas, com o tempo, foi percebendo a dificuldade de ser ator na Bahia. Até que tomou uma decisão importante: se mudar para São Paulo.

tony reis foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Tony é persistente e corre atrás do que quer: no começo, sofreu muito em SP - Foto: Eduardo Enomoto

No começo, sofreu muito. Percebeu de cara que os paulistanos eram bem mais fechados e sisudos que os baianos. Fazer amigos demorou. Acabou conseguindo fazer a série televisiva Som e Fúria, dirigida por Fernando Meirelles, nosso grande cineasta de Cidade de Deus. “Vim na cara e na coragem. Meus amigos me falavam, vá conhecer o teatro do Zé Celso. Você vai adorar”.

Resolveu ir ver Cacilda!!, o segundo espetáculo da saga sobre Cacilda Becker feita por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond. Ficou encantando. “Eu me lembro que falei para mim mesmo: é isso o que quero para minha vida”. Há dois anos, integra o Teat(r)o Oficina. “Fui bem recebido e abençoado”, declara.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Ganhou os personagens Sargento e Bicha Lili, em O Assassinato do Anão do Caralho Grande, peça de Plínio Marcos dirigida por Marcelo Drummond. Zé Celso viu, gostou e convocou Reis para fazer Macumba Antropofágica. “Foram só lágrimas quando ele me chamou”, recorda.

Em 13 de dezembro de 2013, volta aos palcos do Oficina em Cacilda!!!!, a última peça da saga. “Sempre acreditei que podia e dei minha cara a tapa. O que me fez chegar até aqui foi a coragem. Costumo dizer que o que não me mata me fortalece.”

tony reis foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

"Costumo dizer que o que não me mata me fortalece", Tony Reis, ator - Foto: Eduardo Enomoto

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

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lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Paulistano criado na Penha, zona leste paulistana, Lucas Andrade chamou a atenção do público paulistano ao interpretar Caetano Veloso na peça Cacilda!!!, no Teat(r)o Oficina de Zé Celso - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

No mais recente espetáculo de José Celso Martinez Corrêa, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1, escrito em parceria com Marcelo Drummond, o jovem ator paulistano Lucas Andrade, de apenas 18 anos, viveu dois personagens de destaque. Interpretou o estudante Edson Luís, morto pela ditadura militar em 1968, e também o cantor e compositor baiano Caetano Veloso. Seu charme e sotaque baiano em cena chamaram a atenção de todos os espectadores.

Criado na Penha, na zona leste de São Paulo, ele começou a fazer teatro na escola, sob instrução do professor e ator José Barbosa. Tinha apenas 11 anos, mas sentiu que seu rumo era o palco. “Logo procurei o projeto Teatro Vocacional, da Prefeitura de São Paulo. Fazia aulas de teatro no CEU Quintas do Sol”, lembra.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Com o tempo, veio o desejo de “aprofundar mais”. “Eu queria me profissionalizar como ator”, diz. Foi para o Estúdio de Treinamento Artístico (ETA), na Bela Vista, região central de São Paulo. Aos 16 anos, entrou para a Cia. Naturalis. “Meu primeiro espetáculo foi O Pacto, da diretora Poliana Pitteri, em 2012, no Studio 184, ali na praça Roosevelt”, recorda.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Aos 18 anos, Lucas Andrade começou a fazer teatro com 11 anos na escola - Foto: Eduardo Enomoto

Foi conhecendo gente e se enturmando. Até que veio o convite para desfilar na ala cênica da escola de samba Nenê de Vila Matilde, capitaneada pelos integrantes do Teat(r)o Oficina de Zé Celso. “A Elisete Jeremias, o Zé [Celso] e o Tony [Reis] gostaram muito de mim e me deram força para entrar no grupo. Já tinha visto o espetáculo Macumba Antropofágica e havia gostado muito”.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Para o quarto espetáculo sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!!, que estreia no Oficina em 13 de dezembro, já está escalado para personagens importantes. “Um dos personagens será uma homenagem à primeira atriz negra do TBC [Teatro Brasileiro de Comédia]”.

Sobre ter virado Caetano em Cacilda!!!, o jovem teoriza: “Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”. E o que o jovem Lucas acha do Caetano dos tempos atuais, quase cinquenta anos depois do Caetano que ele interpreta? “Hoje, o Caetano ficou mais careta... Na verdade, eu não sei qual está sendo a do Caetano. Eu prefiro a música dele”. As do presente ou as do passado? “As do passado”.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

“Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”, diz Lucas Andrade, um dos caçulinhas do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

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consciencia negra tais araujo bob sousa Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Taís Araújo, no palco do CIT-Ecum: ela abriu caminhos para o negro na TV - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa e Eduardo Enomoto

Este 20 de novembro é Dia da Consciência Negra. Um momento de reflexão sobre a importância dos negros na sociedade e na cultura brasileira, tempo de reforçar a luta contra o absurdo chamado preconceito racial e lutar por oportunidades iguais para todos. Na companhia dos fotógrafos Bob Sousa e Eduardo Enomoto, o Atores & Bastidores do R7 perambulou pelos teatros de São Paulo para preparar este especial. Encontrou artistas negros que fazem toda a diferença em nossos palcos. Veja só que gente interessante:

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Agora nos palcos paulistanos, a atriz carioca Taís Araújo, 34 anos, é uma espécie de porta-bandeira da presença do negro na televisão. Foi a primeira negra protagonista de novela, como nossa eterna Xica da Silva. E também a primeira protagonista negra na Globo, em Da Cor do Pecado. Ela sabe que abriu caminhos. "A TV não é mais a mesa de quando eu comecei; tampouco é melhor. É um caminho lento e vagaroso", diz ao R7, no café do CIT-Ecum, em em São Paulo, onde está em cartaz com o espetáculo Caixa de Areia. "De alguma maneira o mercado se abriu para os atores negros, mas esta presença ainda é bem longe da real proporção na sociedade". Taís sabe que a batalha ainda é grande. “É preciso que o negro seja visto como um artista como qualquer outro. Podemos interpretar qualquer personagem". É por isso que ela se refugia sempre que pode no teatro. Sabe que no palco, o que importa é a personagem, não a etnia da atriz. "O teatro é mais generoso. Escolho o que quero fazer no palco para poder ter mais liberdade. Mas acredito que é preciso virarmos donos das nossas coisas, é preciso ter este impulso”, diz a atriz. Certíssima ela.
(Leia a Entrevista de Quinta com Taís Araújo)

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consciencia negra lucas andrade foto eduardo enomoto 2 Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Lucas Andrade: o negro tem de realizar todos os papéis - Foto: Eduardo Enomoto

Ator do Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, Lucas Andrade, paulistano de apenas 18 anos, chamou a atenção do público ao interpretar Caetano Veloso no espetáculo Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1. O ator diz que se parece mais com Gil, mas gostou da ousadia de Zé Celso em colocá-lo para viver o outro cantor baiano. Isso prova que o teatro não tem a cabeça fechada, careta. Para o jovem, o negro precisa de igualdade. “Não acho que exista diferença entre ator negro ou ator branco. Somos apenas gente e atores que podem interpretar qualquer papel. É claro que o preconceito ainda existe, mas temos de acabar com isso. Não faz mais sentido. Essa coisa de preconceito contra o negro não entra na minha cabeça”. Nem na nossa.
(Leia o perfil completo de Lucas Andrade)

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consciencia negra breno da matta foto eduardo enomoto Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Breno da Matta: "É preciso ver histórias no palco e não a cor da pele" - Foto: Eduardo Enomoto

O ator Breno da Matta, baiano radicado em São Paulo, quer o negro em todos os lugares da vida artística brasileira, incluindo aí o teatro. Não gosta de guetos. Sente falta de ver mais atores negros no palco, “lugar para artistas se expressarem, não para vermos a cor antes do talento”, avalia. “Meu sonho como artista não é a diferenciação. É ver histórias incríveis, discussões relevantes, artistas pulsantes e arte sendo feita e cumprindo sua função para além de uma cor de pele”. Para Breno, a Consciência Negra da data deve ser coletiva. “O negro tem um caminho mais difícil na sociedade, e o artista negro da mesma forma. Infelizmente, é reproduzido um olhar social e histórico sobre o negro. O melhor é cada um olhar o entorno e refletir”. Está coberto de razão.
(Leia o perfil de Breno da Matta)

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consciencia negra aline negra silva foto eduardo enomoto Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Aline Negra Silva: "Ainda há preconceito, mas estamos ganhando espaços" - Foto: Eduardo Enomoto

Para a atriz e diretora Aline Negra Silva, de São Carlos, mas radicada em São Paulo, não existe um lugar especial para o negro no teatro, porque ela não crê em separatismo. “Ainda existe preconceito, mas penso que isso está mudando aos poucos. Mesmo que pouquinho, nós negros estamos ganhando espaços, indo para as ruas, saindo das periferias e ocupando outras partes da cidade”, afirma. Aline tem orgulho da força do negro nesta luta. Sobre o 20 de Novembro, tem posição clara. “Todos os dias do ano deveriam ser Dia da Consciência Negra, do índio e de todas as minorias excluídas deste País. Consciência a gente deve ter sempre. Datas que se tornam feriados em nosso País me dão a sensação de que é um favor. E agradecer a estes que fazem um ‘favor’ é pensar ainda como colonizado, como um servil ao seu benfeitor”. E Aline é dona do próprio nariz.
(Leia a Entrevista de Quinta com Aline Negra Silva)

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consciencia negra tony reis foto eduardo enomoto 2 Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

O ator Tony Reis encontrou no Oficina o espaço para atuar - Foto: Eduardo Enomoto

O baiano de Salvador Tony Reis está radicado em São Paulo há seis anos. Após fazer muitos trabalhos publicitários e estudar teatro em Salvador, mudou para a metrópole "com a cara e a coragem", em busca do sonho artístico. O ator de 33 anos faz parte há dois anos do Teat(r)o Oficina, onde encontrou sua turma e seu espaço. “No começo da minha carreira, pensei em desistir, porque há racismo. Mas a coragem me fez chegar aqui. Tenho por lema que aquilo que não me mata me fortalece”, conta. No grupo comandado por José Celso Martinez Corrêa, ele se sente valorizado a cada dia. Nas montagens da trupe, costuma ganhar personagens de destaque. “Faço todos os papeis aqui no Oficina. O Zé Celso é um diretor que dá oportunidade aos negros. Aqui, me sinto realizado”. A gente vê em seu sorriso.
(Leia o perfil completo de Tony Reis)

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consciencia negra elisete jeremias foto bob sousa Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Elisete Jeremias: ela não quer pedir, prefere cantar e celebrar seus ancestrais - Foto: Bob Sousa

Elisete Jeremias defende o negro no teatro em lugar de destaque. Ela trabalhou em escolas de samba e blocos de maracatu até chegar ao Teatro Oficina, onde seus “diretores são encantados pela arte afro-brasileira”. E faz valer essa experiência todos os dias, com festa. A artista acredita que o 20 de Novembro ainda é importante, “sobretudo para aqueles que militam”. Mas não faz sua cabeça com o feriado. Ela prefere não pedir, e sim celebrar sua ancestralidade. “Sempre cantando, vibrando ao som dos ditirambos”, diz. Faz bem.

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consciencia negra jenifer costa foto bob sousa Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

A atriz mato-grossense Jenifer Costa: "Vejo muitos negros talentosos e com garra" - Foto: Bob Sousa

A atriz Jenifer Costa, de 21 anos, mato-grossense que mora em São Paulo há três anos, sente falta de mais artistas negros no palco. Mas vê mudanças. “É bem raro ver um artista negro tendo destaque, mas ultimamente vejo muitos negros talentosos com garra, começando e se destacando no cenário teatral”. Contudo, vê mais dificuldades no caminho do artista negro. “Ainda existe preconceito, mas vamos vencer isso com persistência e talento. Quando existe um grupo de artistas brancos, ninguém coloca isso em questão. Já quando é um grupo de negros, isso vem à tona. Temos de mudar isso”, defende. Para a atriz da Cia. 7 Pedaços, o 20 de Novembro é um momento de reflexão. “Acho uma data importante, até pela história de Zumbi que representa, como um ícone da resistência negra. É uma data que não combina com preconceito, mas que serve para reforçar a luta contra ele”. Lutemos todos juntos.

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CRESPOS Os Crespos e Zumbi de Augusto Boal chegam aos palcos de SP no Dia da Consciência Negra

Os Crespos estreiam nova peça na Funarte neste feriado da Consciência Negra - Foto: Lau Francisco

Por Miguel Arcanjo Prado

Duas estreias celebram nossas raízes africanas neste Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta (20).

Uma vai no passado para contar a saga do herói negro Zumbi, montagem dirigida por João das Neves em cima do texto clássico de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Já a outra vai investigar a situação contemporânea das mulheres negras, caso da peça do grupo paulistano Os Crespos Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, que estreia na Funarte.

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas faz parte do projeto Dos Desemanches aos Sonhos: Poéticas em Legítima Defesa. A montagem aborda a situação das mulheres negras na atualidade. Temas fortes como traumas, violência masculina, sexo e sobrevivência fazem parte da montagem que ouviu depoimentos de 55 mulheres negras antes de se tornar realidade.

O objetivo é acabar com os estereótipos preconceituosos que pairam ainda hoje sobre as mulheres negras. "Procuramos expor as personalidades das mulheres nos diversos elementos que envolvem o espetáculo", conta Lucelia Sergio, diretora da obra, que contou com a co-direção de Santiago Kuanza e direção de produção de Eneida de Souza.

Um dos charmes da peça é a cenografia proposta por Mayara Mascarenhas, que envolve espaços públicos no entorno da Funarte, como um salão de beleza e um boteco. O público ainda entrará em um apartamento, para conhecer a verdade das personagens. No elenco, estão Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto, Nádia Bittencourt e Dani Nega.

BOAL Os Crespos e Zumbi de Augusto Boal chegam aos palcos de SP no Dia da Consciência Negra

Zumbi: nova montagem do texto de Boal tem entrada gratuita na Caixa Cultural - Foto: Divulgação

Zumbi de volta

Este 20 de Novembro também marca a volta aos palcos paulistanos do espetáculo Zumbi, escrito por Augusto Boal, com entrada gratuita na Caixa Cultural, no centro paulistano.

A montagem é um dos clássicos do teatro nacional. É uma versão contemporânea para Arena Conta Zumbi, de Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música de Edu Lobo, marco dos anos 1960. Desta vez, João das Neves assume a direção; e a cantora Titane faz a direção musical.

Dez atores negros representam todos os personagens no sistema Curinga, criado por Boal: Alysson Salvador, Benjamin Abras, Evandro Nunes, Júlia Dias, Júnia Bertolino, Kátia Aracelle, Nath Rodrigues, Ricardo Campos, Rodrigo Almeida e Rodrigo Jerônimo.

Viúva de Augusto Boal, Cecilia Boal, que cuida do instituto dedicado ao mestre das artes cênicas, afirma ao R7 que a peça é atemporal. "O assunto não se esgotou. O Brasil ainda carrega a herança da escravidão. A intenção do Instituto Augusto Boal não foi fazer uma montagem arqueológica, mas mostrar um tema ainda atual. O racismo ainda continua e precisa ser combatido", afirma.

Para Cecilia Boal, o grande mérito de seu marido foi "promover uma dramaturgia brasileira, colocando o homem brasileiro em cena". Na visão dela, a semente plantada por Boal está florescendo em trabalhos atuais. "Infelizmente, este processo iniciado no Arena foi interrompido pela ditadura militar, mas agora está sendo retomado, com jovens que buscam valorizar o que é nosso, o que é latino-americano".

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas
Quando: Quarta e quinta, 21h. 80 min. Até 19/12/2013 (apresentação especial no dia 21/12/2013, às 20h; e no dia 22/12/2013, às 19h)
Onde: Funarte (al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3662-5177)
Quanto: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Zumbi
Quando: Quinta a domingo, 19h15 (dia 12/12/2013 não haverá peça). 125 min. Estreia nesta quarta (20), às 19h15. Até 15/12/2013
Onde: Caixa Cultural (praça da Sé, 111, metrô Sé, São Paulo, tel. 0/xx/11 3321-4400)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos

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