blog madame sata Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

O ator Sidney Santiago Kuanza em cena da peça Cartas a Madame Satã... - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo recebe neste fim de semana um contingente de mais de 4 milhões de turistas, que são atraídos à cidade por conta da 18ª Parada Gay, ou Parada do Orgulho LGBT, o maior evento do calendário da cidade. Eles gastam cerca de R$ 188 milhões. E boa parte deste contingente costuma ser público interessado em atividades culturais. O Atores & Bastidores do R7 selecionou alguns espetáculos na cidade que dialogam com este público. Veja só:

Os Crespos 035 ok 1 Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Peça da Cia. Os Crespos na Roosevelt - Foto: Divulgação

Cartas a Madame Satã ou Me Desespero Sem Notícias Suas 
A nova produção da Cia. Os Crespos mostra um homem, vivido por Sidney Santiago Kuanza. Ele está em um quarto, onde que escreve cartas para Madame Satã, o lendário personagem da Lapa, bairro boêmio do Rio. Os atores Vitor Bassi e Luis Navarro participam em vídeo. Lucélia Sergio dirige a obra que aborda a homoafetividade de homens negros. "Vamos falar do assunto sem nos deixar intimidar por tabus", diz a diretora.
No Teatro Studio Heleny Guariba (praça Roosevelt, 184, metrô República, tel. 0/xx/11 3259-6940). Dia 2/5, 21h; 3/5, 21h; 4/5, 19h; 9/5, 21h; 10/5, 23h59; 11/5, 22h; 17/5, 21h; e 18/5, 19h. 14 anos. R$ 15. Até 18/5/2014.

Dark Room Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Dark Room: descobertas - Foto: Divulgação

Dark Room
O texto de Mário Viana conta a história de um jovem chamado Wesley (Márcio Lima), que vai descobrir uma verdade desconcertante sobre seu pai. O mundo gay serve de cenário para esta descoberta, que promete deixar a plateia com o coração na mão em muitos momentos. No elenco, também estão Murillo Effe, que dirige a obra, e Natasha Rasha.
No Teatro do Ator (praça Roosevelt, 184, metrô República, tel. 0/xx/11 3257-3207). Sexta, 21h30. 16 anos. R$ 50. Até 25/7/2014.

o amante do meu marido Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

O Amante do Meu Marido: riso e preconceito - Foto: Divulgação

O Amante do Meu Marido
Um senhor aposentado tem um velho sonho: encenar uma peça de teatro. Até que consegue trabalho no palco, como um homossexual em uma peça. A situação gera situações complicadas para ele. Por meio do riso, a peça deixa evidente que o preconceito ainda está arraigado em boa parte da população.
No Teatro Ruth Escobar (r. dos Ingleses, 209, metrô Brigadeiro, tel. 0/xx/11 3289-2358). Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h30. 12 anos. R$ 50 e R$ 60 (sáb). Até 29/6/2014.

as mocas o ultimo beijo ricardo martins Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Cena de As Moças: amor delicado - Foto: Ricardo Martins

As Moças - O Último Beijo
Na tumultuada década de 1960, com a ditadura e a repressão de pano de fundo, enquanto os jovens vivem o começo da era de liberação sexual, uma jornalista e uma jovem atriz dividem um apartamento e fazem importantes descobertas.
No Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, metrô República, tel. 0/xx/11 3258-4449). Quarta e Quinta, 21h. 14 anos. R$ 40. Até 15/5/2014.

humanidade Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Cena da peça Não Fornicarás - Foto: André Stefano

E se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias
O grupo Os Satyros encena sete diferentes montagens todo domingo, a partir das 14h, cada uma com 50 minuto s de durção. Todas abordam a relação do homem contemporâneo com as novas tecnologias. E com o sexo também. Em Não Morrerás (15h30), a diva Phedra D. Córdoba canta Beatles.
No Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República, tel. 0/xx/11 3258-6345). Domingo, entre 14h e 23h59. 16 anos. R$ 20. Até 28/9/2014.

 

PHEDRA ANDRE STEFANO Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Phedra D. Córdoba canta Beatles em Não Morrerás: todo domingo, às 15h30, no Satyros 1 - Foto: André Stéfano

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coluna Por Acaso Navalha barbara salome Foto Ronaldo Dimer 8 net Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Bárbara Salomé vive prostituta de Plínio Marcos: Neusa Sueli - Foto: Ronaldo Dimer

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Plínio 1
Uma das musas da coluna, Bárbara Salomé está no elenco da peça Por Acaso, Navalha, uma adaptação para o texto Navalha na Carne, de Plínio Marcos. Será a prostituta Neusa Sueli, papel que já foi de Vera Fischer. A peça da Cia. Caixote ocupa o Espaço Mínimo, um charmoso casarão no bairro Pompeia, em São Paulo, e é apresentada para apenas 20 pessoas por sessão. Ainda estão no elenco Murilo Inforsato e Humberto Caligari. Fernando Aveiro dirige a montagem. A estreia está marcada para este sábado (3). Os ingressos já estão sendo disputados.

Plínio 2
Aveiro conta que o espetáculo é uma verdadeira instalação. Tanto que não quer saber de divisão entre palco e plateia. Um dos charmes serão espelhos trabalhados em serigrafia com rostos vazios, que serão espalhados pelo ambiente, além de bonecos em tamanho de seres humanos reais. A produção de Camila Biodan tem direção de arte de Rosângela Ribeiro e obras do artista plástico Pedro Farled. Cada espectador vai poder escolher a perspectiva para acompanhar a obra. Eita.

Plínio 3
A temporada de Por Acaso, Navalha vai até 4 de agosto, sempre sábado e segunda, 21h; e domingo, 19h. O endereço é rua Barão do Bananal, 854. Custa R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada. Anotou direitinho?

Agenda Cultural

Gestante
Angela Ribeiro, atriz querida da coluna, aparece gravidíssima, no filme Do Lado de Fora, nos cinemas neste feriadão. A coluna viu a cena. Quem pensa que a barrigona é de Joaquim, seu filho, se engana. Quando ela filmou, o menino já havia nascido. Tanto que o próprio Joaquim estreia nos cinemas neste filme. O longa de Alexandre Carvalho é uma comédia com fundo dramático: conta a história de dois jovens gays que vão à Parada de São Paulo e acabam presenciando uma agressão homofóbica. Angela faz a mulher grávida do homem agredido. Com certeza, vai ter muita confusão, mas com direito a risos também.

Pequeno susto
Após ficar doentinha, a atriz e cantora Laila Garin volta a protagonizar Elis, a Musical no próximo dia 6 de maio. Ela não faz as sessões deste fim de semana no Teatro Alfa, em São Paulo.

 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Menino Maluquinho: após sucesso nas livrarias e bibliotecas, história criada por Ziraldo também está no palco - Foto: Divulgação

Maluquinho 1
A criançada se diverte no musical infantil O Menino Maluquinho, baseado na obra de Ziraldo. A superprodução está em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, onde fica até o dia 25 de maio com ingressos entre R$ 30 e R$ 100. Está lotando.

Maluquinho 2
A diretora Daniela Stirbulov comanda 14 crianças em cena entre 8 de 11 anos. A orquestra tem 12 músicos adultos e cinco mirins. João Lucas Martins vive o personagem-título. A peça ainda tem Jean Paulo Campos, o Cirilo de Carrossel, como o amiguinho Lúcio. Uma graça.

Maluquinho 3
Escrito há mais de 30 anos, o livro O Menino Maluquinho já teve mais de 100 edições e 3 milhões de exemplares vendidos. Números para deixar qualquer um de queixo caído.

Maluquinho 4
O grande mérito de O Menino Maluquinho foi ter eternizado na literatura uma infância que se perdeu no tempo e no avanço do mundo pós-moderno. Uma pena.

reino Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Reino: nova peça do Grupo Gattu inaugura Teatro do Sol em Santana, São Paulo - Foto: Amanda Semerjion

Casa do Gattu
Grupo Gattu inaugurou seu novo espaço, o Teatro do Sol, neste 1º de maio. Com 14 anos de história, eles agora apresentam a comédia policial Reino, com direção de Eloisa Vitz. Ela conta que fez questão de abrir os horizontes do grupo para a zona norte da cidade, lugar onde nasceu e foi criada. “A zona horte tem um público adorável e se mostra como um novo ambiente de vivências culturais. Esse potencial pode ser visto com a reforma do teatro Alfredo Mesquita e a abertura da biblioteca municipal do Parque do Povo e do próprio parque”, diz. Reino fica em cartaz sexta, 21h30, sábado, 21h, e domingo, 20h. O Teatro do Sol fica na rua Damiana da Cunha, 413, em Santana. Sua visita é bem-vinda.

Teatro vem aí
O FIT-BH começa na próxima terça (6), com a apresentação de Prazer no Teatro Francisco Nunes, recém reformado ao custo de R$ 11 milhões. Leia a Entrevista de Quinta sobre o Festival Internacional de Palco & Rua de Belo Horizonte, que compelta 20 anos.

hotel trombose 08 foto Tathy Yazigi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Carolina Splendore, em cena de Hotel Trombose: agora no ABC - Foto: Tathy Yazigi

Novidade na praça
Enquanto se prepara para a estreia em setembro de sua nova peça, Mamute, de Dione Carlos, a Cia. do Mofo segue com a turnê do espetáculo Hotel Trombose. O grupo até está parecendo uma estrela de rock. Depois de circular sete cidades do interior paulista, aporta em Santo André, na região do ABC, nos domingos de maio, sempre às 20h, com entrada gratuita, no Espaço Cia. do Nó (r. Regente Feijó, 359A, Vila Assunção, tel. 0/xx/11 4436-7789). Vai, gente!

Fotografei você na minha Rolleiflex...
Parece que fotografar (e publicar) foto de pelo pubiano entrou na moda dos atores mais saidinhos. James Franco, astro de Hollywood, acaba de mostrar os seus em uma selfie. Já por aqui no Brasil, Laerte Késsimos registrou em foto um pelinho que ficou em seu sabonete. Então, tá.

Namorinho no palco 1
Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello pedem para avisar que estreiam no Rio o musical Crazy for You no próximo dia 16 de maio. Vai ficar no Teatro Bradesco carioca até 1º de junho, com direção de José Possi Neto. Tem gente por aí dizendo que desta vez Claudia emplaca o namorado na Globo.

Namorinho no palco 2
José Possi Neto contou à coluna que já está tudo acertado para a próxima produção da dupla de namorados mais badalada do teatro musical brasileiro: Cantando na Chuva, que ele também vai dirigir.

coluna a hora errada Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena da peça A Hora Errada, com Magali Biff e Zémanuel Piñero, no Sesc Consolação - Foto: Divulgação

Fora da nova ordem mundial
O escritor paulistano Lourenço Mutarelli escreveu a peça A Hora Errada, que ganha direção de Tomás Rezende, no Sesc Consolação. A estreia está marcada para 8 de maio, no Espaço Beta, onde fica toda quinta e sexta, às 20h, até 13 de junho, com entrada a R$ 10. O elenco, de peso, traz Magali Biff e Zémanuel Piñero. A peça discute uma nova ordem mundial. Mais que pertinente.

Eu sou homem com H
Juan Alba encabeça a peça Tudo sobre os Homens, que cumpre temporada até 1º de junho no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. Sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 40. Também estão no elenco Denis Victorazo e Flávio Faustinoni, que dirige a peça. No palco, a crise masculina. Ai, ai.

Não tem explicação...
O ator Valmir Martins anda sem paciência para os amigos que não entendem nada nas redes sociais. "Em plena era do Google tem gente que pede pra explicar as coisas no Facebook", declarou. Tomou, papudo?

Pra gringo ver
Ivam Cabral, que não consegue guardar nenhuma novidade, espalhou: tem gente querendo fazer uma versão do festival Satyrianas na Europa. Mistura fina.

Dark Room
Estreia nesta sexta (2), no Teatro do Ator, na praça Roosevelt, em São Paulo, a peça Dark Room. O texto é do dramaturgo Mário Viana. Estão falando por aí que a peça "é quase um thriller".

Olha a bruxa!
O clássico infantil João e Maria, dos Irmãos Grimm, ganha versão teatral com música da Orquestra Filarmônica Infanto-Juvenil de São Paulo, regida por Daniel Cornejo. E ainda ambienta a história na cultura nordestina. A estreia é neste sábado (3), no Teatro João Caetano, em São Paulo. Márcio Araújo dirige a montagem. Todo sábado e domingo, 16h, até 15 de junho. O ingresso é baratinho: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. Não tem desculpa para não ir.

SissyEiko EsparramaPelaJanela08.12.13 1541 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena de Esparrama pela Janela: poesia em meio ao concreto do Minhocão - Foto: Sissy Eiko

Outra vez
Após sucesso retumbante o espetáculo Esparrama pela Janela volta a ser apresentado no Minhocão, em São Paulo, neste domingo (4), às 16h. Coisa boa.

Aulas internacionais
Ícone do teatro em seu país, o italiano Enrico Bonavera estará em São Paulo entre 12 e 23 de maio, quando ministrará uma oficina de Commedia Dell Arte no Teatro Commune. São 15 vagas. O valor é R$ 550 por 18 horas de aula. Informações pelo telefone: 0/xx/11 3476-0792. Vai ser concorrido.

Repeteco
Paulo Goulart Filho sobe ao palco do Teatro Itália sob direção da irmã, Bárbara Bruno, na peça 13. A estreia está marcada para 7 de maio. Ele divide cena com Roberto Arduin. A peça é uma remontagem do sucesso de 1979 com Paulo Goulart e Rubens de Falco. O texto de Sérgio Jockimann conta a história de um empresário, seu motorista e um bilhete de loteria. Claro que vai ter polêmica.

Nova Viúva
Após o Grupo Magiluth causar furor em São Paulo em abril com sua montagem debochada para Viúva, porém Honesta, a Cia. Loucos do Tarô apresenta sua versão para o mesmo texto de Nelson Rodrigues. Ficam em cartaz entre 3 e 18 de maio. Sábado, 21h, e domingo, no Teatro Macunaíma (r. Adolfo Gordo, 238, Barra Funda, tel. 0/xx/11 3217-3400, R$ 20). Na farsa irresponsável de Nelson, Ivonete fica viúva e decide não mais sentar-se. Zé Aires dirige a versão.

coluna loucos do taro viuva Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Stella Portieri em Viúva, porém Honesta da Cia. Loucos do Tarô - Foto: Divulgação

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que papel miseravel1 Vista por 1 milhão de pessoas em 14 anos, comédia Que Papel Miserável faz temporada em São Paulo

Sucesso de Minas Gerais, Que Papel Miserável faz temporada em São Paulo no Bibi Ferreira - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Poucas produções nacionais podem se vangloriar de ter levado 1 milhão de pessoas ao teatro. Pois esta é a marca alcançada pela comédia Que Papel Miserável, em cartaz há 14 anos e que faz temporada no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo.

Em cena, a atriz mineira Loló Nevvés interpreta Milonga, uma dona de casa que descobre o fim de seu casamento por meio de uma estarrecedora carta do marido.

Após mais de 15 anos de convivência mútua, ela se sente sozinha e depressiva. Por isso, procura um psiquiatra. O profissional dá um conselho tiro e queda: que ela desabafe suas angústias, pondo tudo para fora.

Quem se diverte com tantas histórias é o público, que logo vira confidente de Milonga.

Loló Nevves já participou de programas de TV como Domingão do Faustão e Fantástico, além de ter atuado no filme Menino Maluquinho. Ela é uma das humoristas de maior repercussão na cena belo-horizontina.

Além de atuar, ela também assume a direção e a produção da peça.

Que Papel Miserável
Quando: Sábado, 22h45. 60 min. Até 26/7/2014
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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tempos modernos Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Charles Chaplin em cena do filme Tempos Modernos: exploração do trabalhador em cena - Foto: Divulgação

Trabalhador no palco marca a história do teatro brasileiro e mundial

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Alexandre Mate: Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE*
Especial para o Atores & Bastidores

Decorrente de processo de luta ocorrido em Chicago (Estados Unidos), em 1866, um grupo de trabalhadores foi morto por policiais a serviço de seus empregadores. De maneira bem sucinta, a revolta dos trabalhadores iniciou-se no dia 1º de maio e prolongou-se por outros dias tendo como principal motivo a redução da jornada de trabalho para oito horas por dia.

Exatamente em razão de tal acontecimento, alguns anos depois da morte de dezenas de trabalhadores, foi decretado oPrimeiro de Maio como uma data para lembrar aqueles que morreram em processo de luta contra a superexploração. Aquela luta, que continua, tem o principal objetivo de dar dignidade aos sujeitos históricos que mantém o mundo funcionado, isto é, as mulheres e homens trabalhadores.

Atualmente, em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, comemora-se o Dia do Trabalhador. Durante longos anos nas escolas que frequentei, sobretudo em períodos ditatoriais, comemorava-se o Dia do Trabalho. Entre “Dia do Trabalhador” e “Dia do Trabalho” pode-se perceber uma série de tentativas de manobra, tanto com relação ao acontecimento de 1866 quanto ao “perigo” que os trabalhadores representaram para os patrões.

simon radowiztky Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Trecho de jornal com depoimento do líder operário Simón Radowiztky, após ser preso em defesa dos trabalhadores: ícone do 1º de Maio argentino no começo do século 20, época de efervescência nas fábricas do mundo - Foto: Divulgação

Teatro Livre na França

Exatamente pelo fato de os trabalhadores virem sendo considerados perigosos ao longo da história, obras de arte protagonizadas ou que destacassem esse imenso exército de gente não são tão comuns na história. De modo bastante sucinto, um encenador chamado André Antoine funda em Paris, no ano de 1887, o chamado Teatro Livre (Théâtre Libre).

andre antoine1 Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Cartaz do Teatro Livre de André Antoine - Foto: Divulgação

O nome livre atribuído ao teatro se devia ao fato de seu criador pretender, por meio de criação de uma sociedade de sócios do referido teatro, apresentar obras sem que o Estado viesse a proibir. Exatamente pelo fato de ter sócios e não cobrar ingressos, os espetáculos apresentados no espaço não poderiam ser considerados comerciais.

Como muitos dos frequentadores do espaço eram, também, trabalhadores, alguns textos passaram a apresentar os trabalhadores como protagonistas. Ao organizar e criar seu teatro, Antoine buscou viabilizar as ideias do autor francês Emile Zola. Dentre as mais belas obras de Zola, Germinal (que também pode ser encontrada em versão cinematográfica) é uma dessas obras que precisa ser lida/ assistida de vez em sempre.

Uma das primeiras e mais importantes obras de teatro a apresentar o trabalhador como protagonista e sua revolta contra a exploração foi Os Tecelões, do alemão Gerhart Hauptmann, escrita em 1892. A partir dessa obra e, sobretudo, do ideário do teatro livre francês, muitos coletivos foram formados.

Grandes nomes na Alemanha

Entre as décadas de 1910 e 1920 desenvolveu-se um teatro proletário na Alemanha, que teve como seus principais representantes o encenador Erwin Piscator e o teatrólogo Bertolt Brecht. Os dois alemães, principalmente por acreditarem que o teatro representava também um experimento de natureza social (e não apenas estético), desenvolveram um amplo programa de ação teatral, tendo como tema os conflitos e contradições decorrentes do mundo do trabalho. Para os dois, o teatro tinha uma função de inventariar o mundo, de denunciar os maus tratos, de apontar saídas para as crises entre o capital e o trabalho.

brecht piscator Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Brecht e Piscator: artistas alemães colocaram o trabalhador no palco - Fotos: Divulgação

Bertolt Brecht, exatamente por escolher o trabalhador e o trabalho como assunto da totalidade de suas obras – e por lembrar que nenhuma relação humana é natural, e que tudo é produzido por interesses específicos -, é acusado dos mais absurdos preconceitos. De qualquer modo, os acusadores de Brecht não figuram da história, e o grande homem de teatro, que foi e é Brecht, caracteriza-se em referência para todos aqueles que produzem teatro dentro de uma perspectiva mais histórica e social.

Arena no Brasil

Decorrente grandemente das ideias dos dois criadores alemães, na cidade de São Paulo apenas em 1958 se apresentou uma obra teatral cujo assunto principal, ou, pelo menos determinante das ações, era uma greve. Trata-se de Eles Não Usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.

eles nao usa black tie eugenio kusnet lelia abramo Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Eugênio Kusnet e Lélia Abramo em cena de Eles Não Usam Black-tie, de 1958 - Foto: Divulgação

Guarnieri nasceu na Itália, em 1934, mas ainda bebê vem ao Brasil. Filho de pai artista e comunista, na adolescência, Guarnieri funda, em 1955, com outros jovens - cujos pais também eram simpatizantes do comunismo -, o Teatro Paulista dos Estudantes – TPE.

Em 1956, os fundadores do TPE aceitam o convite do fundador e diretor artístico do Teatro de Arena da cidade de São Paulo, José Renato e se incorporam no importante grupo de teatro paulistano.

Antes de participar da montagem de Eles Não Usam Black-tie, os jovens do TPE atuaram no espetáculo dirigido por Augusto Boal (brasileiro recém-chegado da Universidade de Columbia - Nova Iorque, onde estudara teatro), chamado Ratos e Homens, de John Steinbeck. Esta montagem aproximou Boal dos jovens irrequietos do TPE que queriam fazer teatro político e que os trabalhadores fossem protagonistas.

Por problemas de natureza econômica, o Teatro de Arena que estava prestes a ser fechado, com a estreia de Eles Não Usam Black-tie, em 22 de fevereiro de 1958, e o estrondoso sucesso de espetáculo, o grupo consegue se reequilibrar economicamente.

A partir da criação da obra, Guarnieri traz a classe trabalhadora para a cena, na condição de protagonista. A tocante obra de Guarnieri foi adaptada para o cinema por Leon Hirszman (1981) e pode e deve ser assistida por quem se interessa pelo assunto.

Eles n o usam black tie Coluna do Mate: Trabalhadores invadem o teatro

Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri no cartaz do filme Eles Não Usam Black-tie - Foto: Divulgação

Nela, o conflito entre um pai, militante político e engajado politicamente, enfrenta o filho, conservador e que pensa apenas em si, na eclosão de uma greve na fábrica em que ambos trabalham. A partir do sucesso e evidência de “Eles não usam black-tie”, a partir de abril de 1958, no mesmo teatro, foi criado um processo de criação e de discussão pública e coletiva de textos teatrais, conhecida com o nome de Seminários de Dramaturgia do Arena.

Com Eles não usam black-tie e os Seminários de Dramaturgia do Arena, os integrantes do grupo passaram a estudar as propostas de Bertolt Brecht. Por intermédio das propostas do autor alemão (Brecht) e de um amplo processo de criação desenvolvida no grupo, pela primeira vez no Brasil, e de modo programático, se discutiu a práxis (teoria e prática) brechtiana.

Racha no Arena

Por último, apesar de o grupo (Arena) conseguir promover ações significativas com relação a uma dramaturgia repleta de personagens da classe trabalhadora, houve um racha interno. Nesse racha, alguns permanecem no Arena e outros, liderados, sobretudo, por Oduvaldo Vianna Filho, foram para o Rio de Janeiro e criaram os Centros de Cultura Popular da União Nacional dos Estudantes - CPC da UNE. De 1961 a 1964, os CPCs caracterizaram-se na experiência mais radical e politizada, tendo os trabalhadores como protagonistas, do teatro brasileiro.

Apesar de todas as oposições históricas, de um modo e de outro, representações simbólicas da classe trabalhadora (homens e mulheres) têm conseguido protagonizar muitas obras teatrais. Então, e não apenas no dia Primeiro de Maio: viva os trabalhadores (homens e mulheres) de todas as periferias do mundo!

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro. Ele escreve no blog sempre no dia 1º.

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fit hamlet Entrevista de Quinta: Copa não prejudicou e FIT BH é o maior internacional do País, diz diretor

Hamlet, da Berliner Ensamble, da Alemanha, é a grande atração do FIT-BH: 6 a 20 de maio - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Do alto da montanha, o horizonte do mineiro sempre pareceu mais distante. "Sou do mundo, sou Minas Gerais", diz uma conhecida canção do Estado que abriga o festival teatral brasileiro que tem mais peças gringas na programação: o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e & Rua de Belo Horizonte), que será realizado entre 6 e 25 de maio de 2014. Além do Brasil, dez países estão representados.

Ao todo, são 18 espetáculos internacionais em uma lista de 55 peças nesta 12ª edição, que marca os 20 anos do evento. Comparando, a MIT_SP (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), realizada em março, teve dez peças internacionais. Já a edição 2014 do Festival de Teatro de Curitiba teve cinco peças internacionais, apesar de ser o maior de público, 230 mil pessoas em 2014, e em quantidade de peças, quase 500 na última edição.

Por sua vez, o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, apesar dos 25 espetáculos internacionais em sua última edição, em 2012, não entra na briga, por ter como foco apenas produções ibero-americanos, enquanto que o FIT-BH abriga o teatro do mundo todo. Neste ano, além das 18 montagens internacionais, há 12 produções nacionais, vindas de 5 Estados, e também 25 espetáculos mineiros. No total, 163 apresentações.

Nesta Entrevista de Quinta, o Atores & Bastidores do R7 conversou com exclusividade com Leônidas José de Oliveira, presidente desde outubro de 2012 da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, responsável pelo FIT-BH.

Arquiteto e filósofo pela PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), ele é mestre em restauração do patrimônio pela Universidade de Roma e doutor em gestão da cultura e do patrimônio cultural pela Universidade de Valladolid, na Espanha.

Oliveira falou sobre o tamanho do festival, sua proximidade com a Copa do Mundo e a relação do evento com a cidade. E ainda contou quanto público espera, além de comentar a polêmica sobre o não pagamento de parte de fornecedores da última edição e também o atraso na venda dos ingressos.

Leia com toda a calma do mundo.

fit leonidas jose oliveira Entrevista de Quinta: Copa não prejudicou e FIT BH é o maior internacional do País, diz diretor

Leônidas José de Oliveira: "Copa não atrapalhou o FIT-BH; somos o maior em peças internacionais" - Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado — A Copa do Mundo prejudicou o FIT-BH?
Leônidas José de Oliveira — Não, de forma alguma. Porque nós fizemos no ano passado, em 2013, uma pré-produção. Já contatamos os grupos e fizemos os orçamentos, reservamos hotéis. Então, a organização no ano anterior possibilitou que a gente conseguisse tarifas de transporte e hospedagem mais baratas.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a maior característica do FIT-BH?
Leônidas José de Oliveira — Estamos trabalhando muito a questão da interação, da coexistência de diferentes correntes estéticas do teatro nestes 20 dias de FIT-BH. Neste sentido, teremos o Fitinho, que tem uma estética para as crianças. Mas não abrimos mão de obras clássicas importantes, como Hamlet, pela Berliner Ensamble. Esta escolha foi também para homenagear os 450 anos de William Shakespeare. Queremos a apropriação do espaço urbano pela arte. Tem peças que vão percorrer as ruas, abertos e sem grades, para que as pessoas possam se apropriar da arte.

Miguel Arcanjo Prado — O FIT-BH celebra 20 anos. A cidade vai ganhar algum presente?
Leônidas José de Oliveira — Belo Horizonte passa por um momento muito esperado: vamos entregar junto com o FIT-BH o Teatro Francisco Nunes, que estava fechado, em reforma, há cinco anos. O Chico Nunes, como nós o chamamos aqui em BH, é um dos principais teatros do Brasil. Tanto que escolhemos este palco para abrirmos o FIT-BH no dia 6. E no dia 7 vamos entregar outro teatro municipal, o Teatro Marília, para a cidade. Ambos completamente revitalizado e com equipamentos de ponta. A reforma custou R$ 13 milhões,s endo R$ 11 milhões do Francisco Nunes e R$ 2 milhões do Marília.

fit francisco nunes Entrevista de Quinta: Copa não prejudicou e FIT BH é o maior internacional do País, diz diretor

Área interna do Teatro Francisco Nunes, em BH: reforma custou R$ 11 milhões - Foto: Adão de Souza/PBH

Miguel Arcanjo Prado — Um dos charmes do FIT-BH é o Ponto de Encontro que acontecia no Parque Municipal. Ele vai existir neste ano?
Leônidas José de Oliveira — Não será mais possível fazer no Parque por questões de meio ambiente. Então, estamos estudando um novo lugar para fazer o Ponto de Encontro. Mas, certamente, ele vai existir. O lugar deve ser fechado até o começo da próxima semana.

Miguel Arcanjo Prado — Como foi feita a seleção dos espetáculos?
Leônidas José de Oliveira — Tem uma comissão de curadores, Jefferson da Fonseca e Geraldo Peninha. No ano de 2013, eles viajaram por diversos países latino-americanos, da Europa, e de outros continentes, assistindo a diversos espetáculos para ver o que entravam no conceito do FIT-BH. Eles escolheram espetáculos que mostrem uma nova forma de interpretação artística e que trouxesse ganho para Belo Horizonte. E também a escolha dos espetáculos locais foi neste sentido.

fit Prazer Cia Luna Lunera Credito Ricardo Albertini 09 Entrevista de Quinta: Copa não prejudicou e FIT BH é o maior internacional do País, diz diretor

Cena de Prazer, da Cia. Luna Lunera, que vai abrir o FIT-BH no Teatro Francisco Nunes - Foto: Ricardo Albertini

Miguel Arcanjo Prado — Qual o lugar que a produção local mineira ocupa no festival?
Leônidas José de Oliveira — Belo Horizonte tem  uma produção teatral muito grande, importante, de ponta e que não deve nada a grandes grupos internacionais. Criamos um projeto, Intercena, onde a Fundação Municipal de Cultura vai patrocinar a vinda de programadores e curadores de festivais internacionais para conhecer a produção local. Queremos internacionalizar as artes cênicas mineira. Nesta edição, são 25 trabalhos mineiros selecionados por uma comissão de especialistas a partir de um edital.

Miguel Arcanjo Prado — Algum festival teatral serve de inspiração para o FIT-BH?
Leônidas José de Oliveira — Sim. O de Lille, na França, que é uma cidade-irmã de Belo Horizonte, e os festivais de Barcelona e de Buenos Aires, que também foram referências importantes para este FIT-BH.

Miguel Arcanjo Prado — O Festival de Teatro de Curitiba, que é o maior do Brasil em número de espetáculos, serve de inspiração?
Leônidas José de Oliveira — O de Curitiba é o maior do Brasil porque tem muitos espetáculos locais. Agora, o maior festival em espetáculos internacionais é o FIT-BH.

fit grace Entrevista de Quinta: Copa não prejudicou e FIT BH é o maior internacional do País, diz diretor

Grace Passô em cena da peça Líquido Tátil, que está na programação - Foto: Guto Muniz

Miguel Arcanjo Prado — Vocês esperam quanto de público neste ano?
Leônidas José de Oliveira — Esperamos 200 mil pessoas [Curitiba teve 230 mil pessoas em 2014]. Isto representa crescimento de 25% em relação à última edição, que teve 150 mil pessoas de público. Nada mais justo esperar este crescimento, até porque crescemos em apresentações. Esta é a maior edição, tanto que não coube em 15 dias, tivemos que passar para 20, porque os teatros da cidade não comportavam tudo em duas semanas.

Miguel Arcanjo Prado — Qual o valor do investimento no FIT-BH?
Leônidas José de Oliveira — Foram R$ 7 milhões, dos quais R$ 6 milhões vieram de recursos da Prefeitura de Belo Horizonte e R$ 1 milhão de parcerias com a iniciativa privada e com o Governo da Alemanha, que nos ajudou a trazer o Berliner Ensamble com Hamlet. Afinal, são 45 artistas mais o cenário.

Miguel Arcanjo Prado — E sobre a polêmica do não pagamento de quem participou da última edição? Qual o tamanho da dívida? Quando vai ser paga?
Leônidas José de Oliveira — Não existe dívida, porque gastou-se além do contratado. Agora, os documentos já chegaram. Vou lhe explicar: o FIT-BH de 2012 foi orçado em R$ 5 milhões. Só que no acontecimento houve necessidades que fizeram ser gasto mais do que estava previsto. Como gastou a mais, precisa passar pela auditoria do município. Eu acredito que nos próximos meses vamos começar o processo de pagamento. Porque a finalização da auditoria já está acontecendo. A soma é de R$ 1,03 milhão.

Miguel Arcanjo Prado — Tem algum artista que não recebeu?
Leônidas José de Oliveira — Não tem nenhum artista nesta lista, apenas fornecedores. Todos os artistas foram pagos.

Miguel Arcanjo Prado — Por que houve atraso na venda dos ingressos, prevista para ter começado na última segunda?
Leônidas José de Oliveira — Houve um problema técnico com a empresa contratada para vender online. Mas já foi resolvido e a venda começa nesta quinta-feira (1º).

Miguel Arcanjo Prado — Qual a relação dos belo-horizontinos com o FIT-BH?
Leônidas José de Oliveira — A relação de Belo Horizonte com o teatro é antiga. A cidade tem tradição em produzir óperas e peças de teatro. Exemplo disso é a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, que em sua 47ª edição, entre fevereiro e março deste ano, colocou em cartaz 170 peças com público de 400 mil pessoas. Isso, aliado aos 20 anos de FIT-BH, criou no belo-horizontino o gosto pelo teatro. A classe artística mineira também é muito atuante. Belo horizonte tem excelentes escolas de teatro e vários grupos de renome internacional. Isso cria público cativo. O FIT-BH é o espaço para esta classe artística e este público trocar experiências com o mundo inteiro. E toda população abraça o evento; vamos fazer espetáculos nas nove regionais de Belo Horizonte e também nos aglomerados na periferia da cidade. Queremos os artistas não só na região centro-sul, mas também em espaços alternativos, dialogando com a população.

Conheça a programação completa do FIT-BH

galpao guto muniz Entrevista de Quinta: Copa não prejudicou e FIT BH é o maior internacional do País, diz diretor

Grupo Galpão faz Romeu e Julieta na praça do Papa, no FIT-BH 2012: 16 mil pessoas - Foto: Guto Muniz

Acompanhe a cobertura do R7 no FIT-BH!

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cais fotos ligia jardim Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

Peça de sucesso vai virar documentário: Cais ou da Indiferença das Embarcações - Foto: Ligia Jardim

Por AGUINALDO CRISTOFANI RIBEIRO DA CUNHA
Especial para o Atores & Bastidores*

O teatro é, por definição, efêmero, permanece somente na memória de quem vê, no registro efetuado pelas críticas teatrais, na dramaturgia da época e, eventualmente, em filmagens do espetáculo tal qual é feito no palco – mas sem a força e a energia que a montagem cênica tem, ao  interagir com o público.

Temos na lembrança a memória de vigorosos espetáculos que vimos: como esquecer, por exemplo,  espetáculos como Longa Jornada de um Dia para Dentro da Noite, Os Sete Alfuentes do Rio OtaMelodrama ou de Cacilda! e demais montagens do Oficina, ou das montagens de Antunes? Ficam marcadas na memória dos espectadores, pela sua qualidade e vigor cênico.

Da mesma forma, como importante registro teatral estão as críticas: lendo os textos primorosos de Decio de Almeida Prado, surge-nos diante dos olhos o Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC,  em seu esplendor nos anos 1950. O que dizer, então, do registro teatral feito pelas peças de Plínio Marcos, de Jorge Andrade, de Gianfrancesco Guarnieri? O retrato histórico de uma época pela dramaturgia contemporânea é importante marco na memória teatral.

cais ligia jardim Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

Cena de Cais: peça de Kiko Marques fez sucesso e ganha registro no cinema por Nelson Rodrigues - Foto: Ligia Jardim

Espetáculos filmados também são uma das especialidades da BBC britânica, que filma principalmente peças teatrais baseadas em Shakespeare, como Júlio César, Ricardo III, Henrique V....

Essência

No caso de  Cais ou da Indiferença das Embarcações, texto e direção de Kiko Marques, montagem da Velha Companhia —  sucesso absoluto de público e de crítica na temporada teatral paulistana de 2013, premiado pela APCA e pelo Shell – um outro tipo de registro deve ser feito proximamente, marcando bem o encontro do teatro com o cinema e, com muita originalidade, propondo um prolongamento do texto teatral para além dele, um prolongamento cinematográfico, mas mantendo a essência e as reflexões propostas pelo espetáculo teatral.

Através de documentário concebido e dirigido pelo cineasta Nelson Rodrigues,  documentário esse  que se propõe não a registrar o teatro filmado, mas sim, a partir do espetáculo,  recuperar em paralelo as histórias das personagens e as das pessoas reais que lhes deram vida, o espetáculo Cais terá sua continuação, o prolongamento cinematográfico acima referido – o que é muito bom, para a memória teatral.

Memórias

O espetáculo,  segundo Nelson, “é uma reconstrução das memórias de infância de Kiko Marques sobre o cais da Vila do Abraão, na Ilha Grande. A partir das pessoas que povoaram sua meninice, Kiko traçou os laços afetivos que unem três gerações de uma mesma família. O filme mostra como são fortes esses envolvimentos, que nem mesmo o tempo, o passar do tempo, consegue apagá-los. O título surgiu de uma comparação entre homens e barcos. Os homens e suas compulsões e os barcos na sua indiferença, indiferença que confere a fatos reais, um caráter de poesia e humor. Os barcos afundam e continuam a existir. Os barcos riem e contam histórias. Os homens não. Eles vivem, e viver....”.

nelson rodrigues filme Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

O documentarista Nelson Rodrigues: responsável pelo projeto - Foto: Eduardo Enomoto

Falando especificamente sobre esse oportuno e mais que bem-vindo documentário, Nelson Rodrigues lembra que seu projeto “fala de um encontro que pode  mudar toda uma vida....O documentário pretende causar inquietação no espectador, de modo a fazê-lo viajar para dentro de si mesmo e, daí, perceber suas próprias projeções para que se torne um ser humano melhor, mais íntegro, mais harmonizado com seus anseios. Quer que ele se aprofunde nas histórias dos ilhéus como se fossem espelhos de suas próprias vidas. Como se o espectador de alguma forma pudesse escolher entre o cais dos homens e o das embarcações.  A Ilha Grande, palco da ação, vai se transformando ao longo dos anos, e ganhando novos contornos com o aparecimento de novos personagens. São eles, com suas características individuais, que impelem aquele lugar a se tornar diferente”.

Teatro e história

O diretor acentua que o documentário terá dois contextos, um “teatral” (fragmentos do próprio espetáculo) e outro “histórico” (moradores da ilha), “a fim de recuperar as histórias reveladoras do lugar. Traça-se, assim, um paralelo entre o texto de Kiko Marques e as  pessoas que lá ficaram”.

O projeto, com cerca de 60% de cenas já gravadas,  está em fase final de captação de recursos para conclusão das filmagens na Ilha Grande. O lançamento do filme está previsto para o primeiro trimestre de 2015. Nelson assegura que um ponto importante é fugir do teatro filmado, propondo-se a “eternizar na linguagem cinematográfica o esplendor cênico, porque o e teatro é um momento único, é trazer a câmera junto ao corpo do ator para dar mais vida à interpretação e a esse espaço sagrado”.

Lembrando como teve certeza de que Cais era o espetáculo ideal para tornar-se o foco de seu projeto “teatro versus cinema”, Nelson Rodrigues conta que ficou muito impressionado com a peça ao assisti-la: “Resolvi estudar / entender aquele lugar, a Ilha Grande. Fui para lá com uma câmera na mão e ao desembarcar no cais da Vila do Abraão percebi que aquele local tinha uma energia inexplicável Fiquei sentado no cais olhando o mar e me perguntando... Iniciei as conversas com os moradores da ilha e percebi uma conexão com o texto de Kiko Marques (histórias do presídio, de amor e das embarcações). Naquela semana tive a certeza de que era o filme que eu buscava”.

Nelson finaliza sua abordagem do documentário relembrando uma frase dita pelo veterano ator Walter Portela, (que faz o narrador em Cais):

“O Cais é poesia que se levanta do livro e se faz humana, e para fazer-se humana ela chora, grita e se desespera”.

O espetáculo, reestreará em São Paulo proximamente – para sorte de quem ainda não o assistiu. Teremos, então, o espetáculo e seu prolongamento, o documentário. Sorte de todos nós.

*Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha é crítico teatral membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade que presidiu.

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mario espinosa enrique singer Paulistas têm chance de conhecer teatro mexicano

Os mexicanos Mario Espinosa (à esq.) e Enrique Singer estarão no Brasil - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A dramaturgia mexicana poderá ser conhecida entre 6 e 9 de maio em São Paulo.

O Ciclo Tusp de Leituras Públicas apresenta nestes dias o tema Teatro Mexicano Contemporâneo.

O projeto gratuito é feito em parceria com a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e a SP Escola de Teatro, onde acontecerão as leituras, que serão mediadas por Otacílio Alacran, agente cultural do Tusp. O endereço é praça Roosevelt, 210, no centro paulistano, sempre às 19h30.

Os diretores Mario Espinosa e Enrique Singer, da Unan, estarão presentes no Brasil. Ferdinando Martins, diretor do Tusp, e Ivam Cabral, da SP Escola de Teatro, também participarão.

O projeto é uma contrapartida ao que aconteceu em 2013, quando o Tusp levou a dramaturgia recente brasileira para o México. Conheça a programação completa.

Circuito Tusp de Teatro

Além do intercâmbio com o México, acontece entre 21 de maio e 1º de junho o Circuito Tusp de Teatro. A 11ª edição do projeto acontecerá em Bauru, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos, cidades do interior paulista.

Participam as peças Outro Lado e Get Out, do grupo mineiro Quatroloscinco, BadenBaden, do Coletivo Baal, e Arqueologias do Presente - A Batalha da Maria Antônia, do coletivo OPOVOEMPÉ. Todos participaram da I Bienal Internacional de Teatro da USP, realizada em 2013. Todas as apresentações serão gratuitas. Saiba mais.

Fachada TUSP Foto Elcio Silva Paulistas têm chance de conhecer teatro mexicano

Histórico prédio do Tusp na rua Maria Antônia: centro de pensamento do teatro - Foto: Elcio Silva

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zucco bob sousa2 EAD celebra 66 anos com 7 peças grátis na USP

O ator Rafael Lozano, na peça Zucco, que abriu a Mostra de Teatro da EAD na USP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Começou nesta segunda (28), com a apresentação da peça Zucco, dirigida por José Fernando Azevedo, a Mostra Teatral da EAD - Processos e Perspectivas.

Integram o projeto debates e sessões teatrais gratuitas promovidas pela Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo).

zucco bob sousa3 EAD celebra 66 anos com 7 peças grátis na USP

Juliana Belmonte, em cena de Zucco - Foto: Bob Sousa

As discussões são na própria EAD. Já as sessões teatrais ocupam o palco da Tenda Cultural Ortega y Gasset, instalada na praça do Relógio, no campus do bairro Butantã.

Esta é a primeira edição da mostra e celebra os 66 anos da EAD, que serão completados no próximo dia 2 de maio. O que a torna a mais tradicional escola teatral do Brasil.

O evento especial vai até 3 de maio. Ao todo, sete espetáculos serão apresentados: além de Zucco, também haverá A Pior Banda do Mundo, Mockinpó: Estudo sobre um Homem Comum, O Homem Feio, Strangenos, Cartas a Madame Satã, ou Eu me Desespero sem Notícias Tuas e Cenas para Usar Luvas.

Entre os debatedores convidados, estão nomes como Luiz Fernando Marques, Cristiane Paoli-Quito, Tiche Vianna e Georgette Faddel, todos com antiga relação com a instituição.

O diretor da EAD, José Fernando Azevedo, diz que a ela é o espaço de "encontro entre tradição e invenção". É este choque sempre inquieto que está sendo exibido no palco.

Conheça a programação completa da Mostra Teatral da EAD!

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ivanov jorge etecheber3 Cearenses fazem Tchékhov grátis em SP e BH

De graça: Ivanov, do grupo Teatro Máquina, do Ceará, faz temporada em SP e BH - Foto: Jorge Etecheber

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Teatro Máquina se prepara para uma série de quatro sessões grátis em São Paulo e mais quatro em Belo Horizonte de sua montagem Ivanov.

O grupo de Fortaleza, Ceará, se apresenta de 2 a 4 de maio no CIT-Ecum, no centro paulistano. No fim de semana seguinte, de 9 a 11 de maio, faz temporada no Galpão Cine Horto, em BH.

A peça, de tom melancólico, integrou o último FIT Rio Preto (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto), quando foi vista pelo R7leia a crítica.

O segundo texto escrito em 1897 pelo autor russoAnton Tchékhov (1860-1904) revela a trajetória de um homem que vive em conflito, afinal, sua mulher está morrendo e ele se vê apaixonado por uma jovem.

A obra representa a decadência da aristocracia rural russa no século 19, às vésperas da revolução comunista que criaria a União Soviética no começo do século 20. Fran Teixeira assume a direção da montagem.

No elenco, estão Aline Silva, Ana Luiza Rios, Edivaldo Batista, Bruno Lobo, Levy Mota e Loreta Dialla.

Ivanov
Temporada em SP
Quando: Sexta, 21h; sábado, 19h e 21h; domingo, 20h. 70 min. De 2/5/2014 a 4/5/2014
Onde: CIT-Ecum (r. da Consolação, 1623, metrô Paulista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3129-9132)
Quanto: grátis
Temporada em BH
Quando: Sexta, 20h; sábado, 19h e 21h; domingo, 19h. 70 min. De 9/5/2014 a 11/5/2014
Onde: Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, metrô Horto, Belo Horizonte, tel. 0/xx/31 3481-5580)
Quanto: grátis tanto em SP quanto em BH
Classificação etária: 14 anos

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Foto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO
retratos bob sousa2 bianca tadini O Retrato do Bob: Bianca Tadini, estrela completa
Bianca Tadini é um dos talentos consistentes da geração de artistas brasileiros com preparo completo para atuar em musicais. Seja no tablado ou nos bastidores. Tanto que é responsável, ao lado do ator Luciano Andrey, pela elogiada versão brasileira do musical Jesus Cristo Superstar, em cartaz em São Paulo sob direção de Jorge Takla. A atriz formada na arte dos musicais pela American Musical and Dramatic Academy, de Nova York, gosta de desafios. E se prepara para eles. Aluna de nomes importantes do canto em musical, como Mary Setrakian (que preparou Nicole Kidman para Moulin Rouge), Daniel Salve, Donna Reid e Marconi Araújo, é cantora afinada. E dança como ninguém. Tem currículo de impressionar muita gente. Nos Estados Unidos, integrou elenco de produções como Soap Opera, Ellis Island e Cinderella. Por aqui, fez Rent, Aí Vem o Dilúvio, My Fair Lady, O Fantasma da Ópera, Evita, O Rei e Eu, Mamma Mia, New York New York, além de ter protagonizado O Mágico de Oz e West Side Story. Com esta produção, levou o Prêmio Qualidade Brasil de 2008 de melhor atriz de musical. Não bastasse tudo isso, nas horas vagas, é dubladora de alguns dos desenhos mais vistos pelas crianças brasileiras. Afinal, Bianca Tadini é estrela completa.

Jesus Cristo Superstar
Quando:
quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 130 min. Até 8/6/2014.
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: de R$ 25 (meia) a R$ 230
Classificação etária: 12 anos

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Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

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