premio bibi ferreira naira messa Prêmio Bibi Ferreira 2014 valoriza musical nacional
Jarbas Homem de Mello e Laila Garin: melhor ator e melhor atriz - Foto: Naira Messa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O principal recado da segunda edição do Prêmio Bibi Ferreira foi a valorização de um teatro musical com temática brasileira. Isso é evidente quando se elencam as montagens que mais abocanharam troféus: Gonzagão, a Lenda, A Madrinha Embriagada e Elis, a Musical.  A primeira, com quatro prêmios, relembrou a música de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A segunda, também com quatro, homenageou o musical brasileiro. Por fim a terceira, com três, celebrou a Pimentinha, Elis Regina.

Foi em clima de confraternização que os artistas nacionais do gênero musical se reuniram no histórico Theatro São Pedro, na Barra Funda, região central da capital paulista, na noite desta segunda (13).

A cerimônia foi em tom de gala, já que a organização exigiu traje black-tie de seus convidados como condição de passagem pelo tapete vermelho.

O grande destaque da noite foi Bibi Ferreira, que subiu ao palco, cantou e foi ovacionada. Aos 92 anos, ela segue em cartaz na cidade com Bibi canta Sinatra. Maior exemplo não há. Cheia de elegância e com um penteado ousado, Alessandra Maestrini foi a mestre de cerimônias.

premio bibi ferreira naira messa2 Prêmio Bibi Ferreira 2014 valoriza musical nacional

Alessandra Maestrini foi a apresentadora da noite de gala no Theatro São Pedro - Foto: Naira Messa

Veja, abaixo, os vencedores:

Melhor Musical
Crazy for You

Melhor Musical Voto Popular
A Madrinha Embriagada

Melhor atriz
Laila Garin - Elis, a Musical

Melhor atriz coadjuvante
Kiara Sasso - A Madrinha Embriagada

Melhor direção
João Falcão - Gonzagão, a Lenda

Melhor coreografia
Alonso Barros - Elis, a Musical

Melhor cenografia
Marcos Flaksman - Elis, a Musical

Melhor desenho de luz
Ney Bonfante - Jesus Cristo Superstar

Melhor roteiro original
João Falcão - Gonzagão, a Lenda

Melhor musical brasileiro
Gonzagão, a Lenda

Melhor ator
Jarbas Homem de Mello - Crazy for You

Melhor ator coadjuvante
Frederico Silveira - Jesus Cristo Superstar

Melhor direção musical
Alexandre Elias - Gonzagão, a Lenda

Melhor ator/atriz revelação
Tiago Barbosa - O Rei Leão

Melhor figurino
Fause Haten - A Madrinha Embriagada

Melhor desenho de som
Gabriel D'Angelo - A Madrinha Embriagada

Melhor versão
Claudio Botelho - Shrek, o Musical

premio bibi ferreira naira messa3 Prêmio Bibi Ferreira 2014 valoriza musical nacional

Aos 92 anos, Bibi Ferreira foi homenageada pelo prêmio que leva seu nome - Foto: Naira Messa

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noite improviso Márcio Ballas e Edu Nunes improvisam juntos em SP

Márcio Ballas e Edu Nunes: união pelo riso no palco do Teatro APCD, em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois da febre do stand-up, o improviso também virou um grande sucesso de público nos teatros Brasil afora.

No espetáculo Noite de Improviso, ele é exercitado em dose dupla: Marcio Ballas e Edu Nunes se esforçam para manter a plateia sempre com aquela gargalhada gostosa.

A dupla faz apresentação única nesta sexta (17), às 21h30, no Teatro APCD (r. Voluntários da Pátria, 547, Santana, São Paulo, tel. 0/xx/11 2223-2424), com entrada a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).

Para deixar o peso da semana para trás e começar leve o fim de semana.

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cortico Cia. Histriônica de Teatro faz turnê por Portugal

Direto da Unicamp para a Terrinha: espetáculo O Cortiço, da Cia. Histriônica, representa Brasil em Portugal - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Desde que Cabral por aqui aportou, tem sempre alguém querendo voltar para a Terrinha. Pois a peça O Cortiço, baseada no romance de Aluísio Azevedo, conseguiu a façanha: vai representar o Brasil nos palcos de Portugal. Os integrantes da Cia. Histriônica de Teatro embarcam para lá nesta terça (14). Já estão todos com as malas prontas. A turnê vai até o fim do mês, com apresentações no interior e também na capital, Lisboa. Os artistas são alunos do quarto ano do curso de artes cênicas da Unicamp e estão empolgadíssimos com a viagem internacional. Até campanha de financiamento coletivo das passagens eles fizeram. A direção é de Marcelo Lazzaratto e Grécia Navarro. Quem ficar curioso sobre a aventura pode acompanhar os detalhes da viagem no blog do grupo.

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bia borin foto bob sousa O Retrato do Bob: Bia Borin, de tudo, um muitoFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Bia Borin vive a responsabilidade de desvendar Marilyn Monroe no palco, na peça Tempos de Marilyn, de Sergio Roveri com direção de José Roberto Jardim. A obra fica em cartaz em São Paulo até o fim do mês no Viga Espaço Cênico. Inteligente, a atriz brasiliense cursou artes cênicas na USP e também fez o Núcleo de Artes Cênicas do Sesi. Mas sabe que canudo é só o começo. Tanto que correu atrás da vida e foi aprender mais com grandes nomes do teatro, como Esio Magalhães, Roberto Lage e Dagoberto Feliz. E voou mais longe: fez residência na Inglaterra com Alan Ayckbourn, ícone do West End londrino, acompanhando a peça Neighbourhood Watch, no tradicional Stephen Joseph Theater. No corre-corre da vida de artista, ainda arruma tempo para estar na série Experimentos Extraordinários, do Cartoon Network. E fazer, como gosta de dizer, "de tudo, um muito". Está mais do que certa.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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crianca teatro r7 2014 caetano vilela danielle rosa Caetano Vilela e Danielle Rosa levam o título de Criança Teatro R7 2014

Caetano Vilela e Danielle Rosa levam o título de Criança Teatro R7 2014 - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após muita discussão entre os membros do júri e intensa votação aqui no blog, enfim saíram os vencedores do Criança Teatro R7 2014.

A brincadeira começou em 2013, por conta das fotos infantis nas redes sociais por conta do Dia das Crianças, celebrado neste domingo (12).

O eleito pelo júri formado por Ivam Cabral, Robson Catalunha, Gustavo Ferreira e Tato Consorti foi o iluminador Caetano Vilela. Ele é a Criança Teatro R7 2014 pelo voto do júri oficial.

Já na votação popular, levou o título de Criança Teatro R7 2014 a atriz Danielle Rosa, do Teat(r)o Oficina. Entre os 13 nomes indicados, a atriz baiana obteve 52,3% dos votos, maioria indiscutível.

Parabéns aos dois vencedores, a todos os indicados e a todos que participaram da brincadeira.

E viva a criança dentro de todos nós!

juri Caetano Vilela e Danielle Rosa levam o título de Criança Teatro R7 2014

Júri mais do que sapeca: Ivam Cabral, Gustavo Ferreira, Robson Catalunha e Tato Consorti escolheram a Criança Teatro R7 2014; internauta também deu sua opinião - Fotos: Arquivo pessoal

Veja a porcentagem de votos que cada um levou!

Veja as crianças que fizeram sucesso em 2013!

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juri Escolha a Criança Teatro R7 de 2014

Júri mais do que sapeca: Ivam Cabral, Gustavo Ferreira, Robson Catalunha e Tato Consorti escolhem a Criança Teatro R7 2014; internauta agora também pode votar - Fotos: Arquivo pessoal

miguel bebe Escolha a Criança Teatro R7 de 2014Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Emérito na categoria "Eu Quero Apertar Esta Bochecha, Coisinha Linda"

Neste 12 de outubro, Dia das Crianças, nada melhor do que voltar a brincar. Diante do sucesso das fotos dos artistas pequeninos, publicadas pelos próprios nas redes sociais, convidamos o júri especial e também você para eleger a Criança Teatro R7 2014. Serão duas categorias: voto popular e voto do júri formado por Ivam Cabral, Gustavo Ferreira, Robson Catalunha e Tato Consorti. Na companhia do editor deste blog, o júri escolheu os indicados. O resultado sai aqui nesta segunda (13), às 9h. Veja os indicados fofíssimos e ajude a escolher o vencedor!

Quem é a Criança Teatro R7 de 2014?

Esta enquete está encerrada
  • crianca teatro r7 2014 caetano vilela 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Caetano Vilela
    6.3%
  • crianca teatro r7 2014 danielle rosa 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Danielle Rosa
    52.3%
  • crianca teatro r7 2014 fabio ock 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Fábio Ock
    2.5%
  • crianca teatro r7 2014 gui weber 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Guilherme Weber
    2.5%
  • crianca teatro r7 2014 henrique mello 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Henrique Mello
    13.5%
  • crianca teatro r7 2014 jefferson matias1 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Jefferson Matias
    5.9%
  • crianca teatro r7 2014 leticia sabatella 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Letícia Sabatella
    1.7%
  • crianca teatro r7 2014 lucia verissimo 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Lúcia Veríssimo
    0.4%
  • crianca teatro r7 2014 lulu pavarin 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Lulu Pavarin
    4.2%
  • crianca teatro r7 ondina clais castilho 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Ondina Clais Castilho
    0.4%
  • crianca teatro r7 2014 rubens caribe 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Rubens Caribé
    0.8%
  • crianca teatro r7 2014 silvia lourenco 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Silvia Lourenço
    0.8%
  • crianca teatro r7 2014 ze celso 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Zé Celso (José Celso Martinez Corrêa)
    8.4%

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agenda 10 10 2014 miguel arcanjo Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 10/10/2014

Miguel Arcanjo Prado dá dicas culturais para todo o Brasil na Record News - Foto: Divulgação

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas para o seu fim de semana no telejornal Hora News, na Record News. É a Agenda Cultural. Em São Paulo, tem a 38ª Mostra Internacional de Cinema, além também do novo show de Emicida e da peça América Vizinha, com direção de Juliana Sanches do Grupo XIX de Teatro. No Rio, tem Adriana Calcanhotto. E em Florianópolis, Oswaldo Montenegro.

Com edição de Aline Rocha Soares, Cinthia Lima e Gabriele Moreno.

Veja o vídeo:

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Escapamento Antonio Ginco e Marco Faustino foto Renato Grieco Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Antônio Ginco e Marco Faustino na peça Escapamento: estreia dia 15 - Foto: Renato Grieco

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Você vai chegar lá
O Brasil está ficando cada vez mais velho. E é bom aprender a respeitar quem chega à terceira idade, até mesmo porque um dia todos nós chegaremos lá e não desejamos ser tratados como lixo. Por isso, é importantíssimo que o palco discuta também a temática. É o que faz a peça Escapamento, que estreia no próximo dia 15 no Espaço Elevador, em São Paulo. A direção é de Valter Bahia Filho, com a Cia. Trilhas da Arte. Ficará em cartaz quartas e quintas, 21h, até 13 de novembro. Vai, gente!

Ser ou não ser
A jornalista e dramaturga Silvia Gomez resolveu trazer para os dias atuais a aflição do personagem Gregor Samsa, que acorda um dia e descobre que virou inseto, no livro Metamorfose, publicado por Kafka em 1915. Na peça Abra a Janela Antes de Começar, ele é um executivo preso às angústias de um mundo de bônus, relatórios, e-mails, posts e mensagens de WhatsApp. Ou seja: o nosso inferno de cada dia.

silvia gomez emidio luisi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A dramaturga Silvia Gomez: inferno cotidiano com pitadas de Kafka no Espaço Beta - Foto: Emídio Luisi

Eis a questão
“Num tempo em que o fluxo de notificações e a comunicação seguem um ritmo vertiginoso, ser suficiente e adequado é tarefa complicada. Então, o que pode acontecer quando o que você é parece não ser suficiente para o mundo hoje? Talvez você precise inventar outra coisa para você, metamorfosear-se", explica Silvia Gomez. A direção é de Fábio Mazzoni. A peça está em cartaz até 31 de outubro, quinta e sexta, 20h, no Espaço Beta do Sesc Consolação. Estão todos convidados.

Ódio no coração
Assim como boa parte do Brasil, a turma teatral também está se digladiando nas redes sociais por conta do segundo turno das eleições. Se no primeiro turno todo mundo da arte amava Luciana Genro, agora, a polarização é entre PT e PSDB. O fervor é presente em ambos os lados. Os ataques mútuos acontecem nas redes sociais, onde muita gente desfez "amizades". Sem dó nem piedade.

Observação
Aliás, o Facebook já deveria ter trocado há muito tempo o uso da palavra "amizade" por outra mais condizente, como "contato" ou mesmo "conhecido". Porque amigo de verdade é aquele para se guardar do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves, dentro do coração. Como falava a canção.

Ego
Falando em rede social, a coluna tem uma observação a compartilhar: muita gente do teatro adora sair por aí pedindo atenção e divulgação para seus projetos, mas é incapaz de curtir ou compartilhar nas redes sociais os projetos ou vitórias dos colegas. O teatro precisa aprender a ser mais unido e olhar menos para o próprio umbigo. Todos ganhariam bem mais.

Luta de classe
Voltando a falar das eleições, a coluna, que é atenta a tudo, observa que os artistas do teatro alternativo, ou pobre mesmo, para deixarmos eufemismos de lado, bradam voto em Dilma. Já uma boa parcela dos artistas dos musicais comerciais, aqueles com muito dinheiro, não se avexam em declarar voto em Aécio.

michelle ferreira foto bob sousa1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Autora pop: Michelle Ferreira vai falar sobre reality shows em sua nova peça - Foto: Bob Sousa

O Retorno
Michelle Ferreira, queridinha da nova geração teatral, está nos últimos preparativos para seu novo espetáculo. Será sobre reality shows, com a sua A Má Companhia Provoca. A estreia será em novembro, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

América Vizinha 1
O elenco da peça América Vizinha, dirigido por Juliana Sanches no Grupo XIX de Teatro, está em polvorosa. A obra ganhou o ProAC Primeiras Obras. Voltará ao cartaz em 2015. Coisa boa.

america vizinha Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

América Vizinha: últimos dias da peça no Armazém XIX na Vila Maria Zélia, em SP - Foto: Divulgação

América Vizinha 2
As duas últimas apresentações de América Vizinha em 2014 serão feitas neste sábado e domingo, 19h30, no Armazém XIX da Vila Maria Zélia, no Belém, zona leste paulistana. Como está lotando e é de graça, é bom ligar antes e pedir para reservar entrada. Para garantir, né?

Freud explica
Após fazer temporada no Rio, a atriz Janaína Leite, do Grupo XIX, voltará a São Paulo com a peça solo Conversas com o Meu Pai. A obra estará em cartaz novamente a partir de 24 de outubro no Centro Cultural São Paulo. Na montagem inspirada em sua própria vida, a atriz fala de sua relação com o pai.

iepe Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Iepe: à esquerda, André Félix, que quebrou a perna, à direita, Anderson Galvão, o substituto - Foto: Divulgação

Quebre a perna!
A turma da Trupe Temdona passou o maior aperto nos últimos dias. O protagonista da peça Iepe, André Félix, quebrou a perna às vésperas da estreia. A brincadeira é que ele levou a sério demais a expressão "quebre a perna", utilizada pelos artistas antes de uma estreia para desejar sorte. O ator Anderson Galvão foi convocado de última hora para assumir o personagem beberrão do texto de Luis Alberto de Abreu. Mas já está tudo nos conformes. Tanto que os meninos estreiam nesta sexta (10), às 21h, no Casulo das Artes (rua Sebastião Guimarães Correa, 235, perto do metrô São Judas). Ficam em cartaz todas as sextas-feiras do mês de outubro. O ingresso é R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. Teatro político com muito humor.

Poesia além da vida
A poetisa norte-americana Sylvia Plath resolveu acabar com a própria vida aos 30 anos, em 1963. Mas, ela ganha vida outra vez na obra Ilhada em Mim - Sylvia Plath, de autoria Gabriela Mellão, com direção de André Guerreiro Lopes. A artista é vivida pela atriz Djin Sganzerla, que é filha dos cineastas Rogério Sganzerla e Helena Ignez. A peça está em cartaz no Sesc Pinheiro, até 1º de novembro, sempre quinta, sexta e sábado, 20h30. Recado dado.

Mergulho profundo
Para representar as aflições da poetisa suicida, Djin fica mergulhada no palco, que é transformado em um grande espelho d'água pela cenografia de André Guerreiro Lopes. A peça ainda tem grife: o figurino é assinado pelo estilista e agora também homem do teatro Fause Haten. Chique, né?

phedra cordoba bob sousa3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Phedra D. Córdoba: ela foi chamada para participar de um programa de TV - Foto: Bob Sousa

O chamado
A diva cubana Phedra D. Córdoba está empolgadíssima. Foi convidada para participar de um programa de TV. Eita.

Acordadíssima
O ex-Dzi Croquettes Claudio Tovar vai se jogar no mundo infantil. Ou melhor, já se jogou há muito tempo. Depois de marcar época na década de 1970 com sua performance transgressiva no palco, ele acaba de adaptar o texto do clássico infantil A Bela Adormecida. Virou A Bela Adormecida Uma Ópera Rock. A peça, moderníssima, estreia em novembro no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A protagonista é Giselle Medeiros, que participou da primeira versão de Chiquititas no SBT. Você se lembra?

Gente de teatro
A coluna encerra com uma foto que junta dois guardiões do teatro paulistano em um abraço: a jornalista e programadora de teatro do Sesc Consolação, Adriana Macedo, querida da coluna, e o grande diretor Antunes Filho. A foto foi tirada no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do Sesc Consolação, onde Adriana e Antunes sempre batem aquele papo gostoso. O teatro, quase sempre, é a pauta.

coluna adriana macedo antunes filho Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Adriana Macedo e Antunes Filho no CPT do Sesc Consolação: amizade nos bastidores do palco - Foto: Arquivo pessoal

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nao conte ricardo correa 2 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Ricardo Corrêa, autor de Não Conte a Ninguém, no Espaço dos Parlapatões - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Enquanto o Brasil pega fogo nesta véspera segundo turno, o ator e dramaturgo Ricardo Corrêa prefere ir além das redes sociais e dar seu recado no palco.

Escreveu a peça Não Conte a Ninguém, encenada até 28 de outubro no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo, sempre às terças, às 21h, com entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.

A obra fala de amor e conta a história do adolescente Deco, que começa a descobrir sua primeira paixão e precisa lidar com isso e também com a reação social a ela. A peça toca em tabus que estão mexendo com a sociedade brasileira contemporânea.

Com direção de Davi Reis, a obra da Cia. Artera de Teatro se coloca no papel de discutir a sexualidade sem preconceitos. No elenco, estão Ana Paula Justino, Davi Reis, Jessica Drago, Rodrigo Pasquali, além do próprio Ricardo.

Nesta Entrevista de Quinta ao R7, Ricardo Corrêa fala sobre como a obra foi desenvolvida e ainda diz o que pensa de temas polêmicos da atualidade. Ele ainda declara qem quem votará no segundo turno.

Leia com toda a calma do mundo.

nao conte ricardo correa 5 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Ricardo Corrêa e Davi Reis em cena da peça Não Conte a Ninguém, em São Paulo - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi o processo criativo?
RICARDO CORRÊA —
A primeira versão da peça nasceu em 2004, depois de alguns anos decidi montá-la. Foi um processo árduo de descobertas. Deixei meus personagens soltos, eles foram me dizendo quais eram seus caminhos na história. O diretor e ator Davi Reis soube trilhar o caminho da encenação junto com o elenco. Também as canções (cantamos ao vivo) do Diogo Soares e Thiago Maziero transformaram muito do que escrevi em música e sonoridade e inserções em audiovisual e animações criadas pelo Zeca Rodrigues, que são parceiros fundamentais da Cia Artera.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como surgiu a ideia da peça? É seu primeiro texto? Como foi escrever?
RICARDO CORRÊA —
Eu queria escrever uma peça que mostrasse que as pessoas são iguais, que elogiasse a descoberta do amor na adolescência. Não é a minha primeira peça, já escrevi outras. Depois de anos, a inscrevi em um edital e ganhei o prêmio para montá-la. Nesses anos, me deparei com a necessidade de ir mexendo no texto, que foi um aprendizado, está sendo muito prazeroso fazer este espetáculo para o jovem e para a população LGBT, num momento no qual a discussão está em vigor.

nao conte ricardo correa 4 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Sem preconceito: peça discute o amor - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que vocês resolveram discutir esses temas?
RICARDO CORRÊA — Acho que tem pouca coisa pro jovem e acho que é necessário se falar das minorias. Queríamos falar poeticamente desse universo tão delicado. Este espetáculo é um elogio ao amor. Existe um conjunto de assuntos que nós na Cia. Artera gostamos de falar e são assuntos que tem a ver normalmente com intolerância, preconceito, minorias, às vezes de maneira mais pesada, às vezes de uma maneira mais leve, mais lírica, mais poética como em Não Conte a Ninguém.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quando você era pequeno do que gostava de brincar?
RICARDO CORRÊA —
Colecionava bonecos em miniatura e gostava de inventar histórias com eles.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você começou no teatro?
Como foi sua adolescência?
RICARDO CORRÊA —
Era um adolescente como outro qualquer, cheio de incertezas, buscando pertencimento ao mundo, inadequado. O teatro me direcionou, comecei a fazer teatro muito jovem na cidade de Taboão da Serra, onde meus amigos eram pessoas mais maduras. Minha adolescência se deu no meio teatral.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você gostaria de voltar a ser adolescente?
RICARDO CORRÊA —
Não, só se fosse como no filme Peggy Sue - Seu Passado a Espera, onde a personagem da atriz Kathleen Turner à beira do divórcio desmaia e volta no tempo e vê a vida com o olhar mais maduro.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Onde você estudou? Qual boa lembrança tem dessa época?
RICARDO CORRÊA —
Estudei a vida inteira em escola pública. Tenho saudade da minha primeira professora, das reuniões na casa de amigos pra fazer trabalho e do cheiro que o mimeógrafo deixava nas folhas.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você vê o aumento do conservadorismo no Brasil?
RICARDO CORRÊA —
Bem, cada um tem o direito civil de agir e seguir a religião que queira, logo não há justificativa para o Estado restringir comportamentos homoafetivos ou de outra natureza. Enquanto se discute sobre direitos humanos, vemos o aumento do conservadorismo no país e a violência nas ruas. Quando o argumento deixa de ser político, relacionando-o à religião, temos um sério problema: a intolerância e a falta de proteção a liberdade humana.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você acha que o Brasil está caminhando para a direita? Por quê?
RICARDO CORRÊA —
O gigante acordou nervoso e ele quer socar alguém. Mas como que esse gigante despolitizado vai saber em quem que ele quer bater? Ser politizado é entender como funcionam as relações de poder em cada sociedade e no mundo em geral. É compreender que, por trás das relações de troca no mercado existem relações de exploração. Que, por trás das relações de voto, existem relações de dominação. Que, por trás das relações de informação, há um processo de alienação. Se houvesse educação nesse país as coisas seriam diferentes.

nao conte ricardo correa 3 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Não Conte a Ninguém pode ser vista até o fim do mês: toda terça, 21h, no Parlapatões - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual o principal problema da sociedade brasileira hoje em sua visão?
RICARDO CORRÊA — Nossa sociedade enfrenta hoje em dia problemas que estão muito ligados às obrigações do governo, como a violência, saúde e corrupção.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como viu as declarações do candidato Levy Fidelix durante os debates?
RICARDO CORRÊA — Eu vi como uma fala odiosa e homofóbica, fiquei perplexo em constatar que um sujeito como ele estava se candidatando a Presidente da República. Ele incitou à violência e à discriminação contra a população LGBT através de um verdadeiro discurso de ódio e ofensa à comunidade LGBT em geral.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você já decidiu o voto no segundo turno? Por quê?
RICARDO CORRÊA — Sim. Vou de Dilma. Por que o PT tem um projeto de políticas sociais.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que você faz teatro?
RICARDO CORRÊA — É como se no teatro existisse a possibilidade de um refúgio, a possibilidade de experimentar uma outra realidade, um outro tipo de organização social. É como se o teatro pudesse me salvar do caos, me permitisse a loucura, mas tendo a “coerência” absoluta do mundo ao redor, e ao mesmo tempo a possibilidade de sonhar, de cantar, de dançar, sonhos que são de uma banalidade extrema… que é o de tentar transformar. Fazer teatro é falar outra língua, um idioma incompreensível, indizível, o teatro nos faz traduzir esse idioma incompreensível, significá-lo para nós mesmos e para o espectador, para que ele também possa dialogar em seu idioma mais secreto e íntimo.

nao conte ricardo correa1 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

O ator e dramaturgo Ricardo Corrêa: "Fazer teatro é falar outra língua" - Foto: Divulgação

Não Conte a Ninguém
Quando: Terça, 21h. 60 min. Até 28/10/2014
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Franklin Roosevelt, 158, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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De O Girador, Bruno Lourenço e Beatriz Barros são os novos Muso e Musa do Teatro R7 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após votação acirrada, os atores Bruno Lourenço e Beatriz Barros foram eleitos Muso e Musa do Teatro R7 de setembro de 2014.

Eles chamaram a atenção do público na peça O Girador, encenada por William Costa Lima em São Paulo.

E a vitória de ambos foi esmagadora.

Na votação masculina, o paulistano Bruno Lourenço obteve 3.717 votos, o que corresponde a 90,5% do total.

Já na votação feminina, a pernambucana radicada em São Paulo Beatriz Barros conquistou 2.352 votos, o que corresponde a 80,7% do total.

Parabéns aos vencedores e a todos que concorreram. Viva o teatro, sempre!

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