acuriosahistoriadeFOTO lidia ueta Peça brinca com conto de fadas João e Maria

A Curiosa História De... está em cartaz neste mês de julho no Teuni, em Curitiba com versão moderninha da fábula de João e Maria - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

João e Maria vão modificar para sempre a vida um do outro. Qual será o motivo? Este é o mete do espetáculo A Curiosa História De..., que está em cartaz no Teatro Teuni, em Curitiba.

No texto de Pagu Leal, três narradores contam a história do encontro de um homem e uma mulher em uma metrópole; com diferentes pontos de vista, é claro.

A direção é de Rafael Camargo. No elenco, estão, além da dramaturga e do diretor, os atores Diego Marchioro e Martina Gallarza.

Como os nomes dos personagens entregam, a peça da Inusitada Cia. foi inspirada na clássica história de João e Maria, aqueles dois gulosos que acabam presos pela bruxa má por degustar sua casa feita de doces.

Para quem pensa que a montagem tem ares de contos de fadas, os artistas avisam que ela "tem uma reflexão crua sobre aspectos profundos da paternidade".

A Curiosa História De...
Quando: Sexta a sábado, 20h, domingo, 19h. Até 3/8/2014
Onde: Teuni - Teatro Experimental da UFPR (praça Santos Andrade, prédio histórico da UFPR, centro, Curitiba)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

torcida eduardo enomoto Artistas comentam vergonha do Brasil na Copa

Torcedor fica em desalento diante da eliminação do Brasil pela Alemanha - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto EDUARDO ENOMOTO

Foi vergonhosa a eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão, em Belo Horizonte, nesta histórica terça (8). Perder por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal foi desalentador. Os artistas e personalidades da área cultural que acompanhavam a partida também não acreditaram no que viram. Em tempos de redes sociais, todos deram seus pitacos.. O Atores & Bastidores do R7 selecionou algumas das melhores frases. Veja só:

"Neymar, a essa hora, está agradecendo ao Zuñiga"
Adriana Balsanelli, assessora teatral

"A seleção demonstrou falta de estrutura emocional e tática"
Cida Souza, fotógrafa

"Sou brasileiro: ah, gente, a abertura [da Copa] estava bem pior, vai"
André Martins Faria, ator

"Uma hora amava, agora xinga"
Douglas Apelfeller Leite, ator

"Agora que acabou o pão e circo, comam brioches"
Daniela Machado, produtora teatral

torcida sergio gava Artistas comentam vergonha do Brasil na Copa

Uma imagem diz mais do que mil palavras: o ator Sérgio Gava morde o escudo da Seleção - Foto: Reprodução

"Galvão acabou de dizer: uma seleção de homens contra os nossos meninos. Peraí, eles não eram nossos gigantes heróis?"
Carlos Nunes, ator e comediante

"Oktoberfest! Agora, em Belo Horizonte"
Fabricio Castro, ator e diretor

"O duro é ler os 'patriotas'  chutando cachorro morto"
Lulu Pavarin, atriz

"Vamos parar tudo e dançar o Lepo Lepo? Os alemães já sabem a coreografia"
Natália Zonta, jornalista

"Coitada da psicóloga"
Laerte Késsimos, ator

"E pra lembrar do Neymar, Será que ele está chorando... Ou rindo?"
Cléo De Páris, atriz

"Eu queria compartilhar tudo que vocês estão escrevendo aqui. Estou rindo tanto com os posts. Na criatividade e no bom humor, pelo menos, a taça é nossa. Ô povo criativo, ô povo divertido!"
Milena Murno, jornalista

brasil2 Artistas comentam vergonha do Brasil na Copa

Jogadores da Seleção Brasileira não acreditam ao ver mais um gol da Alemanha

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

formação15 La Paz Artistas vão aos Andes para ver essência do Peru

Aprendizes da Escola Livre de Teatro posam durante a viagem aos Andes - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Altitude não é problema para a turma 15 da Escola Livre de Teatro de Santo André, no ABC Paulista, que estuda o realismo fantástico sul-americano por meio de um autor do Peru.

Manuel Scorza1 Artistas vão aos Andes para ver essência do Peru

Manuel Scorza (1928-1983): obra do peruano vai virar espetáculo na ELT - Foto: Divulgação

O grupo resolveu investigar a obra do autor peruano Manuel Scorza como base de seu espetáculo de formatura. A dedicação é tanta que os aprendizes resolveram viajar para os Andes.

A turma partiu para Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e pegou o famoso Trem da Morte até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. De lá, seguiram para o lago Titicaca, na fronteira com o Peru, onde visitaram as cidades históricas de Puno e de Cuzco.

Essência dos romances

Depois, ainda encontraram fôlego para ir à cidade de Cerro de Pasco, e também aos povoados  de Yanahuanca e Rancas. A visita a estes dois últimos lugares foi de importância crucial, já que são os locais dos massacres de povos indígenas e mestiços abordados  na obra de Scorza.

Com tudo isso na bagagem, o grupo voltou para a ELT, onde agora constrói seu espetáculo. Na equipe de orientação estão Antônio Rogério Toscano, na direção, Alexandre Dal Farra, na dramaturgia, Cuca Bolaffi, na atuação, e Fabrício Zavanella, na parte musical.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

musical cassia eller divulgacao Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Dramaturgia e atuações fracas: musical faz homenagem a Cassia Eller no Rio com covers de seus sucessos - Foto: Divulgação

Por ÁTILA MORENO*
Especial para o Atores & Bastidores

Eu queria ser Cássia Eller.
Como no título da canção de Péricles Cavalcante, Cássia Eller - o Musical, encenado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB-RJ), tenta pegar a essência da homenageada.

Os diretores João Fonseca e Vinícius Arneiro se arriscam na empreitada de levar para os palcos a vida de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Tarefa complicadíssima.

Cássia Eller (1962-2001) é uma daquelas figuras de um brado retumbante, que se exige muita parcimônia de qualquer pessoa que se atreve, ao menos, dar um panorama sobre sua intimidade e carreira. Cair entre o “8 ou 80” é uma linha tênue.

Por um lado, a dupla acertou na produção das canções, ao escolher Lan Lan para cuidar dessa parte. A percussionista conviveu, dividiu momentos afetivos e tocou ao lado de Cássia durante anos. Nada mais plausível que o repertório casasse perfeitamente no espetáculo.

Ao lado de uma banda talentosa, os fãs serão transmutados para um lugar mágico, bem intimista. Nessa viagem, estão Malandragem (Cazuza/Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz), Por Enquanto (Renato Russo), Gatas Extraordinárias (Caetano Veloso), entre outras canções. O ponto alto fica com as composições de Nando Reis: All Star, O Segundo Sol, Relicário e Luz dos Olhos.

musical cassia eller divulgacao2 Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Cena de Cássia Eller - O Musical: banda é o grande destaque da produção - Foto: Divulgação

Mesmo assim, a peça está longe de ser um espetáculo teatral musical ou mesmo um conjunto sobre os principais fatos da meteórica trajetória da cantora.

O texto de Patrícia Andrade dá só alguns acordes suaves sobre o início da carreira, os amores de Cássia, especialmente a relação com Maria Eugênia, e sua morte repentina. Tudo é jogado de maneira superficial, sem aprofundamento algum.

Cássia Eller não trazia magnitude só na interpretação musical ou na habilidade de transitar facilmente pelo samba, forró, country, blues e reggae. A "pessoa Cássia Eller" era riquíssima na complexidade e nas histórias que colecionava.

A impressão é que a peça quis focar só nas estripulias sexuais, em relações que só ajudavam a montar um roteiro de uma vida clichê, presente em qualquer artista rock and roll que está por aí.

Coube a cantora Tacy de Campos encarnar Cássia Eller. A semelhança vocal é irrefutável, mas não auxilia nenhum pouco a atuação, que deixa a desejar.

Pessoalmente, Cássia delineava uma mulher frágil e introspectiva. Característica que batia de frente com sua maquiagem performática nos palcos: um trovão agressivo e desinibido.

Tacy não dá conta nem de um nem de outro. Não se consegue enxergar nada além de um cover muito bem executado.

Salvo alguns, o elenco vive na corda bamba. Evelyn Castro se destaca entre os demais, pela invejável potência vocal, e é uma das poucas atrizes com uma alta carga dramática. Emerson Espíndola convence na difícil tarefa de interpretar vários e decisivos personagens, infelizmente muito pouco explorados no roteiro.

O cenário preto, simplista demais, ajudou a deixar tudo excessivamente fúnebre e colegial, já não bastasse o tom monocromático em toda peça.

A predileção de Cássia Eller por flores, principalmente margaridas e rosas, que têm um papel fundamental nos momentos amorosos da cantora, passa longe de ter alguma referência em mais de duas horas e meia de peça, sem intervalo.

Por fim, o que se tem, no máximo, é um cover, com alguns elementos teatrais. Não um musical, como a montagem se propõe a ser.

 

Cássia Eller - o Musical
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a sexta, às 19h; sábado, às 19h30, e domingo às 19h. 140 min. Até 20/07/2014
Onde: Teatro CCBB RJ (Rua Primeiro de Março, 66 - Centro), Rio, tel. 0/xx/21
Quanto:  R$ 10,00 inteira/ R$ 5,00 meia
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers
*Jornalista mineiro radicado no Rio, Átila Moreno é graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas.Curta nossa página no Facebook!Leia também:Fique por dentro do que rola no mundo teatralDescubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

samba futebol clube Conheça os indicados ao Prêmio Shell do Rio no primeiro semestre de 2014

Samba Futebol Clube é o espetáculo com mais indicações ao Prêmio Shell do Rio - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Foi divulgada nesta segunda (7) a lista dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro do Rio, referentes ao primeiro semestre de 2014. A cerimônia de entrega da 27ª edição só acontecerá no começo de 2015.

A peça com mais indicações é o musical Samba Futebol Clube, presente em seis categorias: autor, direção, figurino, iluminação, música e inovação.

Outros destaques são E Se Elas Fossem para Moscou, com cinco indicações, e Irmãos de Sangue, também com cinco.

O júri carioca é formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Moacir Chaves.

Cada vencedor leva um troféu com o logotipo da multinacional e R$ 8.000.

Veja os indicados:

Direção
André Curti e Artur Ribeiro por Irmãos de Sangue
Christiane Jatahy por E se Elas Fossem para Moscou?
Gustavo Gasparani por Samba Futebol Clube

Ator
André Curti por Irmãos de Sangue
Artur Ribeiro por Irmãos de Sangue
Gustavo Gasparani por Ricado III

Atriz:
Julia Bernat por E se Elas Fossem para Moscou?
Stella Rabello por E se Elas Fossem para Moscou?

Cenário:
André Curti e Artur Ribeiro por Irmãos de sangue
Marcelo Lipiani por E se Elas Fossem para Moscou?

Figurino:
Antonio Medeiros por 2 X Matei
Marcelo Olinto por Samba Futebol Clube

Iluminação:
Bertrand Perez e Artur Ribeiro por Irmãos de Sangue
Paulo Cesar Medeiros por Samba Futebol Clube

Música:
Felipe Radicetti por Sacco e Vanzetti
Nando Duarte por Samba Futebol Clube

Categoria Inovação:
Christiane Jatahy pela construção de uma dramaturgia singular através da integração de teatro e cinema no espetáculo E se elas fossem para Moscou?
Elenco de Samba Futebol Clube, que tornou possível a renovação da estrutura do musical através de sua capacidade de atuar com excelência nas diversas funções do gênero

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

maria thereza vargas foto bob sousa4 O Retrato do Bob: Maria Thereza Vargas, memória viva do teatro brasileiroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Maria Thereza Vargas cuida do teatro brasileiro como uma mãe a um filho querido. Uma das principais pesquisadoras de nosso palco, viveu neste ano de 2014 a glória de ser condecorada com o Grande Prêmio da Crítica da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) pela sua dedicação às artes cênicas e pelo livro Cacilda Becker - Uma Mulher de Muita Importância, lançado pela Imprensa Oficial. Paulistana, a estudiosa se formou em dramaturgia e em crítica teatral pela EAD (Escola de Arte Dramática), onde também coordenou a secretaria. Já atuou em variados órgãos de preservação da nossa cultura e lançou obras de referência sobre o nosso teatro, como Cem Anos de Teatro em São Paulo, em parceria com o crítico Sábato Magaldi. Afinal, Maria Thereza Vargas é a memória viva de nosso teatro.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

joelhada ou cotovelada Domingou: Joelhada em Neymar ou cotovelada de Leonardo? É preciso acalmar os ânimos...

Neymar fica fora da Copa 2014 ao levar uma joelhada do colombiano Zuniga; em 1994, o brasileiro Leonardo dá forte cotovelada que tira Tab Ramos, dos EUA, do Mundial de 20 anos atrás - Foto: Getty Images

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O lance que tirou Neymar da Copa do Mundo na última sexta (4), depois de levar uma forte joelhada pelas costas do colombiano Zuñiga, tirou também muitos brasileiros do sério.

É compreensível, afinal nos vimos sem o nosso maior craque no principal momento de uma Copa em nosso País. Até aí tudo bem. Que o jogador colombiano foi covarde e merece ser punido também. A dor nacional é grande. Contudo, o ódio em muitos passou dos limites, partindo para a falta de civilização e violência compulsória.

A partir da confirmação de que nosso craque estava fora do Mundial, muita gente por aí passou a atacar com violência desmedida não só Zuñiga, como também sua família e seus compatriotas. Em claro exemplo de sanha desmedida.

Já diz a máxima que violência gera violência, ao que o poeta de rua muito bem contrapôs: "Gentileza gera gentileza".

neymar sofre Domingou: Joelhada em Neymar ou cotovelada de Leonardo? É preciso acalmar os ânimos...

Neymar sofre, após receber a joelhada nas costas: não podemos perder a razão - Foto: Getty Images

Em qualquer campo de várzea do Brasil ou de qualquer lugar do mundo, a coisa mais comum é um jogador sair ferido após um carrinho ou entrada mais dura do adversário. Quem nunca jogou uma pelada com aquele amigo marrento? Quantas delas não imobilizaram joelhos e tornozelos por aí? Nem por isso, vi o País inteiro pedindo o linchamento sumário do colega de bairro mais agressivo.

É óbvio que o futebol precisa de paz, e os jogadores carecem de mais espírito esportivo. Mas, como mostra a vaia monumental ao hino do adversário, boa parte da torcida brasileira não sabe o que é isso.

Demonstra ser um bando de gente que vai para o jogo como se estivesse a caminho das cruzadas medievais. Aquelas nas quais se matava em nome de Deus. No raciocínio de quem reage de forma selvagem, aquele que feriu nosso soldado deve ser morto. Simples assim.

leonardo cartao vermelho Domingou: Joelhada em Neymar ou cotovelada de Leonardo? É preciso acalmar os ânimos...

Leonardo leva sua punição após fraturar crânio e maxilar do jogador dos EUA: cartão vermelho - Foto: Getty Images

Nestes tempos de tanta irresponsabilidade, inclusive parte da imprensa, incitando bem mais do que uma punição, mas o ódio eterno ao jogador colombiano e a seu país por tabela, não custa nada lembrar de uma fatídica partida da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, mais precisamente no estádio da cidade de São Francisco. Exatamente 20 anos atrás.

Foi quando o nosso lateral Leonardo deu uma forte cotovelada na cabeça do jogador Tab Ramos, dos Estados Unidos, encerrando a participação deste naquela Copa com fraturas no crânio e no maxilar. Na época, Leonardo levou apenas um cartão vermelho, o que deixou os brasileiros desolados.

Até hoje, Ramos, uruguaio naturalizado norte-americano, sente dores na cabeça por conta da agressão do brasileiro. Na época, não vi nenhum brasileiro ou membro de nossa imprensa pedir o linchamento público de Leonardo. Muito pelo contrário, ele foi consagrado como um dos heróis do nosso tetra.

Como diria minha mãe, lá em Minas, pimenta no olho dos outros é colírio. E ela ainda acrescentaria: não dá para jogar pedra no telhado dos outros se o nosso é de vidro. É preciso acalmar os ânimos...

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e detesta violência. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

TeatrodeBonecas ze aires Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Milena Filócomo e Jackeline Stefanski em cena de Teatro de Bonecas - Foto: Zé Aires

Breves apontamentos sobre a importância das escolas de formação de atores e atrizes

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Alexandre Mate: Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE*
Especial para o Atores & Bastidores

A paixão (e, quase sempre, a necessidade) de dedicar-se ao teatro poucas vezes consegue ser explicada racionalmente. Por intermédio de entrevistas ou relatos de artistas pode-se conhecer as aventuras e dificuldades que a quase totalidade teve de vencer para que sua necessidade se transformasse em ação.

Verdade que atualmente, e sobretudo graças inicialmente ao cinema, e no caso brasileiro à televisão, o preconceito contra a arte da representação diminuiu sobremaneira. Portanto, se a representação teatral foi condenada, levando artistas, inclusive à morte, em boa parte da Idade Média na Europa central, hoje, os chamados bem sucedidos na profissão tem uma vida repleta de glórias e de reconhecimento.

O grande poeta português Luís Vaz de Camões, em Sonetos, afirma: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança:/ Todo o mundo é composto de mudança, / Tomando sempre novas qualidades.”

Em tese, o preconceito contra a representação (ou contra os atores e atrizes) existe no mundo ocidental desde a invenção da linguagem teatral pelos gregos da Antiguidade clássica. No teatro popular, homens e mulheres sempre estiveram juntos na cena, mas, no teatro erudito, as mulheres vão para a cena apenas no século 17.

Patriarcal e machista

Como se sabe, vivemos em uma sociedade, desde sempre, patriarcal (e machista, como se costuma dizer). Desse modo, o controle sobre as mulheres vem sendo exercido desde o início da humanidade.

Ibsen  Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Ibsen, criador de Casa de Bonecas - Foto: Divulgação

Em teatro isso também existiu. Apenas para se ter uma ideia do controle exercido sobre as mulheres, a obra teatral mais proibida de toda a história da dramaturgia mundial (e até hoje, de diferentes modos) é o texto de 1879 “Casa de Bonecas”, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen.

De modo bastante sucinto: Nora, casada com Torvald, durante oito anos paga um empréstimo feito às escondidas para salvar o marido de grave doença. Nora faz o empréstimo de um agiota, falsificando a assinatura do próprio pai. Passados oito anos, e liberta do grande pesadelo, o marido está prestes a ser o novo gerente do banco e quer demitir algumas pessoas; uma delas é o agiota. Este não aceita a decisão e chantageia Nora.

Caso ela não o defenda, o agiota diz que escreverá carta contando tudo ao marido. Desesperada, mas acreditando no amor e dedicação ao marido e família durante os oito anos, Nora conta a verdade. Torvald não aceita e condena a esposa sumariamente: ele não pode ter sua imagem afetada.

O agiota se arrepende, Torvald “perdoa” Nora. Esta, absolutamente desamparada, e consciente de ter vivido uma mentira durante os últimos oito anos, vai embora de casa: abandonando o marido e os filhos. Desesperado, Torvald pede-lhe para ficar ainda aquela noite, Nora responde não poder dormir com um estranho!

teatrodebonecas ze aires 2 Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Cena de Teatro de Bonecas, com direção de Adriano Cypriano para o texto de Ibsen - Foto: Zé Aires

Por que a obra Casa de Bonecas vem sendo proibida? Simplesmente porque, pela moral vigente até hoje, não se admite que uma mãe possa abandonar os filhos. Os pais que fazem isso podem até ganhar alguma crítica, mas, o mesmo não é admitido com relação às mães. Montagens antológicas, e mesmo adaptações, vêm sendo feitas da obra. Recentemente, Milena Filócomo adaptou a obra, dirigida por Adriano Cypriano, batizada Teatro de Bonecas.

Escolas têm importância vital

O assunto deste texto são as escolas de formação de intérpretes, prioritariamente em São Paulo. Desse modo, a introdução apresentada oferece algumas determinações na importância do teatro no contexto sociocultural da humanidade. Algumas pessoas aproximam-se do teatro pela representação, outras pelo seu alcance, outras pelas transformações que podem propor na vida das pessoas... Enfim, há uma gama de intenções que aproximam os seres da linguagem. Para facilitar o acesso, preparar os sujeitos, descortinar o mundo do teatro as escolas de formação têm importância vital.

retrato de alfredo mesquita Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Retrato de Alfredo Mesquita, fundador da EAD, pintado por Octávio Araújo em 1976, hoje no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo - Reprodução

Basicamente, e até determinado momento da história, o processo de formação de atores e atrizes ocorria de modo autodidata, isto é, se aprendia fazendo, em cena. Basicamente, e de modo sistemático, a primeira escola de formação de intérpretes em São Paulo foi a Escola de Arte Dramática, a EAD, fundada em 1948, por Alfredo Mesquita.

Sucintamente, a escola foi fundada para formar atores e atrizes para ingressarem no Teatro Brasileiro de Comédia, fundado no mesmo ano e coordenado por Franco Zampari. De lá para cá, a prestigiadíssima escola já formou mais de 60 turmas.

De todas as turmas formadas na escola, o Grupo 59 de Teatro, sem dúvida pode ser destacado. Formado em 2011, e com quatorze integrantes, o grupo montou e mantém em seu repertório: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, dirigida por Cristiane Paoli Quito, Mockinpó, dirigida por Claudia Schapira e a Última História, dirigida por Tiche Vianna.

Fundação das Artes de São Caetano do Sul

A Fundação das Artes de São Caetano do Sul foi criada, em 25 de abril de 1968, pelo saudoso Milton Andrade. Mantida por intermédio do poder público, a escola teve problemas para sua manutenção, e, em sua história, formou inúmeras turmas.

homem cavalo sociedade anonima foto bob sousa Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Cena de Homem-Cavalo & Sociedade Anônima - Foto: Bob Sousa

De todas elas a mais conhecida é a Companhia Estável, formada em 2000, e com mais de dez espetáculos já montados. Atualmente, o grupo apresenta, em espaços híbridos, A Exceção e a Regra, trabalho com direção coletiva; prepara intervenção fundamentada em teatro de agitprop (agitação e propaganda), com direção de Renata Zhaneta e mantém em seu repertório o espetáculo Homem-Cavalo & Sociedade Anônima.

Teatro-escola Macunaíma

Fundada em 1974 pelo casal de Myriam Muniz e Silvio Zilber, o Teatro-escola Macunaíma, atualmente oferece cursos profissionalizantes e livres, para crianças, jovens e adultos.

Exatamente pelos anos de existência e pela quantidade de cursos oferecidos, há uma brincadeira entre os artistas de teatro segundo a qual, não há profissional na cidade que não tenha ministrado aulas na instituição.

Apesar de ter tido grandes profissionais a ensinar e grandes intérpretes formados na instituição, não há um grupo especificamente formado na escola. Atores e atrizes da escola estão espalhados em muitos dos quase 300 grupos de teatro da cidade.

Teatro-escola Célia Helena

O Teatro-escola Célia Helena foi fundado pela inesquecível atriz Célia Helena, em 1977. Atualmente, a escola oferece uma variedade significativa de processos de formação: profissionalizante de ator; cursos livres para crianças, adolescentes e adultos; curso de interpretação superior e curso de pós-graduação lato sensu.

o jardim das cerejeiras valeriemesquitafotografia 9 Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Cena de O Jardim das Cerejeiras - Foto: Valéria Mesquita

Das propostas de formação, o mais tradicional é o curso de formação de atores. De todas as companhias formadas pela escola, a mais conhecida, e com mais de dez montagens, sempre dirigidas por Marcelo Lazaratto, é a Companhia Elevador de Teatro Panorâmico, formada em 2000. Até o mês passado, a companhia ficou em cartaz com O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov.

Escola Livre de Teatro de Santo André

A Escola Livre de Teatro de Santo André foi fundada em 1990 e por ser mantida pelo poder municipal passou por problemas de manutenção. Idealizada pela excepcional criadora e pesquisadora Maria Thais, a escola transformou-se em referência nacional, sobretudo pelos procedimentos de criação, fundamentados no conceito de processo colaborativo.

Compreendendo, pelo menos, três anos de formação, as turmas passam por módulos específicos de formação: teatro épico, teatro realista, circo etc. Até pouco tempo atrás, o incentivo no processo de criação compreendia o desenvolvimento em potência de aprendizes- criadores. Música, coreografia, texto, cena, figurino, maquiagem eram experimentados e criados pelo conjunto de aprendizes.

azar valdemar foto bob sousa Coluna do Mate: Formação é importante no teatro

Cena de Azar do Valdemar - Foto: Bob Sousa

Decorrentes de improvisação e ancorados no conceito de práxis, depois de amplos processos de experimentação, desenvolvia-se um processo de costura ou elaboração final de profissional específico. Das diversas turmas formadas na escola, a Companhia d’Os Inventivos, formada em 2005, e dedicada ao teatro de rua, tem em seu repertório (decorrente da adaptação do romance Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro) uma trilogia que compreende: Canteiro; Bandido É Quem Anda em Bando e Azar do Valdemar, espetáculos dirigidos por Edgar Castro.

Outras instituições

Além das instituições apresentadas, ainda como escolas profissionalizantes, podem ser citadas: Braapa Escola de Atores, Conservatório Dramático Emílio Fontana, Escola de Atores Wolf Maya, Incenna Escola de Teatro, Televisão e Cinema, Instituto de Artes e Ciência – mais conhecida como Indac, RecriArte – Escola de Atores. Entretanto, buscou-se neste texto apresentar nomes de grupos e não de indivíduos. Como no processo de pesquisa não se conseguiu encontrar nomes de companhias formadas nas escolas citadas, destacou-se apenas os nomes destas outras instituições de formação.

Ensino superior

Além das escolas específicas de formação de intérpretes, várias instituições de ensino superior, tanto públicas como particulares, têm ministrado cursos de formação em teatro (licenciatura e bacharelado). Dentre elas, podem ser destacadas: Escola de Comunicações e Artes da USP (bacharelado e licenciatura) – sem dúvida esta é uma das mais importantes instituições na formação de artistas; o Instituto de Artes da Unesp (bacharelado e licenciatura) – escola importante na formação de professores, implantou o curso de formação de intérpretes em 2014; Instituto de Artes da Unicamp (bacharelado) – escola criada na década de 1966, mas o curso de teatro inicia-se na década posterior e foi organizado pelo diretor Celso Nunes; comunicação e artes do corpo da PUC-SP (bacharelado) – a universidade forma profissionais para atuar nas áreas de artes cênicas, como dramaturgo ou criador-intérprete; as universidade São Judas Tadeu, Mozarteum e Anhembi Morumbi, em tese, desenvolvem cursos de licenciatura em artes cênicas.

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro. Ele escreve no blog sempre no começo de cada mês.

Leia outras colunas de Alexandre Mate

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

the old woman 8 lucie jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Milhail Baryshnikov e Willen Dafoe estão na peça que Bob Wilson apresenta em São Paulo - Foto: Lucie Jansch

Por MIGUEL ARCANJO PRADO A peça mais aguardada do mês no Brasil é The Old Woman - A Velha, do diretor norte-americano Robert Wilson, ou apenas Bob Wilson. No elenco, dois grandes nomes: o bailarino russo Mikhail Baryshnikov e o ator norte-americano Willen Dafoe. A criação do diretor e de seus atores se baseia no sombrio romance russo homônimo, escrito por Daniil Kharms em 1939. No enredo, um escritor em crise é atormentado pela imagem de uma velha mulher. A montagem estreou em 2013 na Inglaterra. E sua estreia no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, acontece no dia 24, mas os ingressos começam a ser vendidos no dia 8 no site do Sesc (saiba mais) . Para saciar um pouco de sua curiosidade sobre a obra, o blog separou alguns cliques da encenação feitos pela fotógrafa Lucie Jansch. Veja que beleza:

the old woman 9 lucie jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Os dois atores surgem em cena estilizados como palhaços em The Old Woman - Foto: Lucie Jansch

 

THE OLD WOMAN credit Lucy Jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe colaboraram no processo de criação com Bob Wilson - Foto: Lucie Jansch

the old woman 7 lucie jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

A peça terá apenas 11 sessões entre 24 de julho e 3 de agosto em São Paulo - Foto: Lucie Jansch

the old woman 4 Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

The Old Woman ficará em cartaz no Sesc Pinheiros, no Teatro Paulo Autran - Foto: Lucie Jansch

The Old Woman 1 foto lucie jansch1 Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Ingressos para The Old Woman - A Velha começam a ser vendidos dia 8 no site do Sesc SP e dia 10 na bilheterias das unidades: custa R$ 60 a inteira, R$ 30 a meia e R$ 20 para comerciários e dependentes - Foto: Lucie Jansch

Curta nossa página no Facebook! Leia também: Saiba o que os atores fazem nos bastidores Descubra tudo o que as misses aprontam Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

colunaAS ROSAS NO JARDIM DE ZULA vagner antonio Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

História barra pesada no palco dos Parlapatões: Rosas no Jardim de Zula - Foto: Vagner António

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Trauma familiar
Imagine uma mãe que um dia resolve abandonar os três filhos e ir morar nas ruas, onde se envolve com drogas e prostituição? Pois é. A história barra pesada aconteceu de verdade na família de uma das atrizes da Cia. Um Dia e serviu de dramaturgia para a peça As Rosas no Jardim de Zula. Estreia dia 10 de julho, no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo. No comando, a diretora mineira Cida Falabella, que é prima da atriz Débora Falabella. No elenco, Talita Braga e Andreia Quaresma. Prepare seu coração...

Agenda Cultural da Record News

Valor da vida 1
O diretor e dramaturgo Sergio Maggio, da Criaturas Alaranjadas Cia. de Teatro, de Brasília, ficou impressionado com uma cena que presenciou em Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal.

Valor da vida 2
Eis o relato: “Estava dentro de um ônibus quando ele pegou de raspão um ser humano. O motorista parou de pronto e foi verificar o estado do ser humano, jogado contra a calçada. Houve um alvoroço no coletivo. Outros humanos se apinhavam para ver o ser humano atingido”, conta Maggio.

Valor da vida 3
Contudo, houve uma mudança insperada na comoção pública. “Uma voz feminina constatou. ‘Ah, é um morador de rua, tadinho’. Houve um silêncio e muitos voltaram à posição original, mexendo em seus aparelhos contemporâneos. Parecem que perderam, ao menos, a curiosidade ou a compaixão. Não sei, melhor não julgar o pensamento alheio e seguir acreditando em humanos, como este motorista", finaliza.

coluna Ou voce  poderia me beijar Roney Facchini e Cla udio Curi Foto de Ronaldo Gutierrez 3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Roney Facchini e Claudio Curi: casal gay diante de um grande dilema após 60 anos juntos no Teatro do Núcleo Experimental; tem peça depois do jogo do Brasil - Foto: Ronaldo Gutierrez

Após o jogo
Zé Henrique de Paula e a turma do Núcleo Experimental mandam avisar que nesta sexta (4) tem sessão normal da peça Ou Você Poderia me Beijar, no teatro do grupo, na Barra Funda, em São Paulo. Começa às 21h. Vai, gente!

Novo endereço
O CIT-Ecum teve mesmo de sair no último dia 30 do edifício em frente ao cemitério da Consolação, em São Paulo. Mas não precisa se desesperar. O teatro que mais mobilizou gente nos últimos tempos já está devidamente instalado em novo endereço, na mesma região: em um charmoso casarão localizado na rua Pedro Taques, uma travessa da Consolação, no número 110. Anotou?

Junto e misturado
Teatro e cinema estão juntinhos na peça E Se Elas Fossem para Moscou, que estreia dia 17 de julho no Sesc Belenzinho, sob direção de Christiane Jatahy. Ao mesmo tempo em que a peça é apresentada, um filme é rodado. Uma plateia assiste ao espetáculo e, na sala ao lado, outra assiste ao filme. E a diretora avisa: "Não é teatro filmado. São dois espaços diferentes entrelaçados". Entendeu?

ivam cabral fumando transex andre stefano Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ivam Cabral fuma cigarro em cena da peça Transex: ele tenta abandonar o vício na vida real - Foto: André Stéfano

À flor da pele
O ator Ivam Cabral, do Satyros, está tentando parar de fumar. O moço, que tragava 40 cigarros por dia, já está na abstinência há duas semanas. Se ele ficar nervoso e brigar com você nos próximos dias, releve. Força, Ivam!

Musical nacional
O Musical Ivam Lins em Cena, em cartaz todas as terças de julho às 21h no Teatro Folha, em São Paulo, já fechou sua primeira turnê. Em agosto, fica em cartaz no Teatro Amil, em Campinas, interior paulista. Pede a banda pra tocar um dobrado!

De olho no lance
A peça O Duelo está sendo apresentada em Avignon, na França. De lá, o elenco, que tem Camila Pitanga, Aury Porto e Pascoal da Conceição, acompanha o Brasil na Copa por aqui. Chiquérrimos.

coluna oriki Foto Angela Belei 3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Oriki, da Cia do Pássaro, volta aos palcos em agosto para quatro sessões - Foto: Angela Belei

Retorno
A peça Oriki, da Cia. do Pássaro, vai voltar ao cartaz em curtíssima temporada em agosto, na SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt. Dawton Abranches, diretor da montagem, avisa que haverá sessões nos dias 2, 3, 9 e 10 de agosto, sempre sábado, 20h30; e domingo, 19h, com entrada a R$ 20. Vai juntando o dinheirinho pra não ter de pedir convite amigo...

Filme queimado
A turma do teatro mineiro está com ódio do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, após suas declarações desastrosas depois do viaduto que desabou. Ele disse que estava até estranhando que não tinha acontecido nenhum acidente com tantas obras na cidade. O político já não era muito querido pela classe artística, agora o nível de ódio ultrapassou todos os níveis possíveis.

colunaTeatro Uma Noite em Claro divulgação Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena da peça Uma Noite em Claro, do uruguaio Rafael Curci: temporada no Sesc Itaquera - Foto: Divulgação

Viva Uruguai!
O Uruguai saiu da Copa, mas sua arte continua no Brasil. O uruguaio Rafael Curci é responsável pela dramaturgia, direção e manipulação do espetáculo de teatro de bonecos Um Ratinho e a Lua. Para criá-lo, se inspirou no cinema mudo de Charlis Chaplin e no desenho animado Tom & Jerry. Tem sessão neste domingo (6), às 13h, no Sesc Itaquera, em São Paulo. Na quarta (9), no mesmo horário, ele encena Por uma Flor. Já no domingo (20), apresenta Uma Noite em Claro Lua, também às 13h. Após todos os espetáculos, o artista dará uma oficina de teatro de bonecos. Que beleza!

Síndrome de Gloria Maria?
A atriz Lulu Pavarin passou mal nesta sexta (4) e precisou ir ao hospital. Ela publicou foto de sua fichinha de identificação, mas fez questão de, antes, apagar o item idade. Nem doente ela deixa de ser danada. A coluna deseja melhoras.

Consultório
Falando em visita média, a atriz Maria Carolina Dressler ficou impressionada outro dia, ao ir ao otorrinolaringologista. É que, na sala de espera, em vez das costumeiras revistas de celebridade e aquela revista semanal odiada pelos artistas, só tem livros de arte e de música. Que sirva de exemplo.

suellen ogando 2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Suellen Ogando virou uma das estrelas do programa Máquina da Fama - Foto: Divulgação

Garota da TV
A atriz mineira Suellen Ogando anda fazendo bonito na TV, no programa Máquina da Fama, do SBT. A moça sabe tudo de musicais, tanto que obteve a maior nota já dada na atração. Logo, virou figurinha tarimbada do programa. No dia 28 de julho, vai interpretar a nossa Carmen Miranda. Parabéns.

Revolta
A atriz Cléo De Páris avisou que não vai compartilhar nada no seu Facebook se o "amigo" disser no texto: "compartilhe". Ela explica: "Odeio imperativo". Está coberta de razão.

Performático
O artista Alexandre D'Angeli é mais um daqueles que gostam de revolucionar a ideia de teatro. Tanto que promete botar pra quebrar em sua nova performance, Listening to the Sheep Sleeping. Começa neste sábado (5), sempre às 19h e às 22h. Todos os sábados de julho lá no Sesc Ipiranga, em São Paulo. Eis a sinopse: "a ação performativa traz um sujeito híbrido, um homem carneiro deitado sobre uma cama de casal, onde o público pode se deitar ao lado do performer e escolher entre quatros textos, que foram gravados e disponibilizados em áudio por meio de aparelhos de mp3 e fones de ouvido". Anota, para não esquecer.

colunafoto montagem LISTENING TO THE SHEEP SLEEPING Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Performance Listening to the Sheep Sleeping promete abalar o Sesc Ipiranga - Foto: Divulgação

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com