Mostra Conselhodeclasse foto LinaSumizono 2W2A9566 Veja os indicados da APCA no primeiro semestre

Conselho de Classe foi um dos destaques no primeiro semestre pela APCA - Foto: Lina Sumizono/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os críticos de teatro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este colunista é membro, se reuniram na noite desta segunda (4), em São Paulo, para definir os indicados do primeiro semestre de 2014.

Em dezembro, outra reunião avaliará os nomes do segundo semestre, com votação final na assembleia tradiconal da entidade realizada no Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Foram definidos indicados nas categorias: Ator, Atriz, Autor/Dramaturgo, Diretor e Espetáculo.

Os críticos também discutiram possíveis nomes para o Grande Prêmio da Crítica e o Prêmio Especial, mas estes só serão divulgados no fim do ano.

Veja a lista dos indicados do primeiro semestre de 2014 ao Prêmio APCA de Teatro:

ATOR
Ricardo Blat e Thelmo Fernandes (A Arte da Comédia)
Roney Facchini (Ou Você Poderia Me Beijar)
Rubens Caribé (Assim É (se lhe Parece))

ATRIZ
Laila Garin (Elis, A Musical)
Nathalia Timberg (Tríptico Samuel Beckett)
Sandra Dani (Oh, os Belos Dias)

AUTOR / DRAMATURGO
Alexandre Dal Farra (Abnegação)
Jô Bilac (Conselho de Classe)
Leonardo Cortez (Maldito Benefício)

DIRETOR
Bel Garcia e Susana Ribeiro (Conselho de Classe)
Marco Antônio Pâmio (Assim é (se lhe Parece))
Rubens Rusche (Oh Os Belos Dias)

ESPETÁCULO
A Arte da Comédia
Assim é (se lhe Parece)
Conselho de Classe

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mostra mexico1 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena do espetáculo mexicano Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O melhor do teatro latino-americano dá suas caras em seis espaços de São Paulo até o próximo dia 10 de agosto.

A 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ocupa seis espaços culturais.

metropole Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

A Inquieta Cia. de Teatro (CE) apresenta Metrópole - Foto: Divulgação

Entre os internacionais, há representantes do México (Cia. Lagartijas Tiradas al Sol), Argentina (Banquete Escénico), Chile (Teatro Kimen), Uruguai (Murga Madre), Equador (Contraelviento Teatro) e França (GRRR - Risos, Raiva e Resistência).

O Brasil está representado por companhias de Porto Alegre/RS (Cia. Stravaganza di Teatro), Natal/RN (Clowns de Shakespeare), Itajaí/SC (Experimentus Teatrais), Fortaleza/CE (Inquieta Cia. de Teatros), Belo Horizonte /MG (Espanca) e de São Paulo/SP (Balagan).

Um diferencial desta edição é que a mostra está nos quatro cantos da metrópole, incluindo aí a periferia.

galvarino 9 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Elza Quinchaleo e Luis Seguel, em cena da peça chilena Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Além das tradicionais apresentações no Centro Cultural São Paulo, quatro CEUs (Casa Blanca, Paraisópolis, Quinta do Sol e Pêra Marmelo) e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes também sediam a mostra.

Ao todo, são 43 sessões gratuitas de 12 diferentes grupos, dos quais metade é internacional .

Entre os destaques internacionais, está a peça chilena Galvarino, do Teatro Kimen, a argentina Carnes Tolendas, da Cia. Banquete Escénico, a montagem mexicana Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, a peça uruguaia Madre Murga, Murga Madre, do grupo Murga Madre, e a encenação francesa Noches Lejos de Los Andes... o Diálogos con Mi Dentista, do GRRR - Risos Raiva e Resistência. Conheça a programação completa.

plateia ccsp Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Plateia lota o Centro Cultural São Paulo para ver a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - Foto: Marcia Marques

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo existe desde 2006 e é realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Sem contar com a edição atual, o evento já proporcionou a apresentação de 43 grupos brasileiros, 37 latino-americanos, quatro europeus, um estadunidense e um africano.

Carnes Tolendas Foto Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena da peça argentina Carnes Tolendas, com a história de uma travesti - Foto: Divulgação

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dafoe aeroporto2 Willem Dafoe é assediado em aeroporto do Rio

A partir do alto, em sentido horário: Dafoe chega ao Aeroporto Santos Dumont, com Baryshnikov ao fundo, com um chapéu; fã pede foto com Dafoe, que atende ao pedido; quando chega no estacionamento, o ator é abordado por um funcionário, que também quer selfie com o astro de Hollywood - Foto: William Oda/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após o sucesso da temporada paulistana de The Old Woman - A Velha (leia a crítica), dirigida por Bob Wilson, o bailarino russo Mikhail Baryshnikov e o ator estadunidense Willem Dafoe, atores da peça, desembarcaram nesta segunda (4), no Rio.

Eles apresentam o espetáculo na capital fluminense entre 8 e 12 de agosto, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca.

Assim que deu a cara no saguão do Aeroporto Santos Dumont, Willem Dafoe foi muito assediado por fãs. Gente que queria um retrato ou uma selfie ao lado do artista.

É bom lembrar que ele fez filmes de sucesso mundial, como Homem-Aranha.

Até no estacionamento, onde pegou um carro ao lado da mulher, a italiana Giada Colagrande, Dafoe precisou atender a um funcionário, que fez questão de tirar o celular para fora e clicar seu rostinho ao lado do astro de Hollywood.

Já Baryshnikov, que estava de chapéu, passou despercebido em sua chegada em terras cariocas.

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Por Acaso Navalha Foto Ronaldo Dimer 8 Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Bárbara Salomé como a prostituta Neusa Sueli na peça Por Acaso, Navalha - Foto: Ronaldo Dimer

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Todo mundo, quando nasce, traz consigo, pelo menos hipoteticamente, um mar de possibilidades. A prostituta Neusa Sueli sabe disso muito bem. Contudo, ao longo das escolhas e também das reais possibilidades da vida, nem sempre as coisas caminham para o rumo sonhado.

Muitas vezes, diante do passo errado, fica impossível voltar a outro caminho, tamanho o mergulho na dura realidade do presente.

Por Acaso, Navalha, peça dirigida por Fernando Aveiro e produzida por Camila Biodan com a Cia. Caxote a partir do texto Navalha na Carne, escrito em 1967 pelo jornalista e dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999), traz o desespero da consciência de onde a vida termina, mesmo que a morte ainda esteja distante. Até ela chegar, há uma longa e degradante espera.

O público que entra no teatro-instalação Espaço Mínimo, já se depara com um ambiente trôpego ao subir as escadas. O tom soturno é rodeado por espelhos, ruídos e bonecos. Quase vivos, quase mortos.

Por Acaso Navalha Foto Ronaldo Dimer 7 Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Triângulo mostra a decadência da vida bandida - Foto: Ronaldo Dimer

Logo na entrada, os personagens estão ali, diante do espelho, à espera de ganharem vida. A cada degrau, surge uma memória de um tempo irrecuperável, até que o público chegue ao quarto de Neusa Sueli, onde se dá a encenação.

A direção acerta ao ambientar tudo em um quarto de verdade, onde fica clara a derrota cotidiana de Neusa Sueli, prostituta já no fim da carreira ingrata. No espelho, a frase escrita com batom “Isto NÃO é teatro” provoca o público, enquanto espera que os personagens subam as escadas e comecem tudo. Merece elogio o trabalho da diretora de arte Rosângela Ribeiro e do artista plástico Pedro Farled na ambientação.

No quarto, o espectador, mais do que olhar pelo buraco da fechadura, adentra como fantasma àquele ambiente de desespero.

É lá que Neusa Sueli é submetida aos desmandos violentos e cruéis do cafetão Vado. E também é lá que entra em peleja constante com o travesti Veludo, amigo e inimigo ao mesmo tempo.

O trio de atores está coeso, mas ganha maior força no decorrer da peça. Apesar do naturalismo proposto pela encenação, cada qual apresenta proposta distinta.

Bárbara Salomé constrói uma Neusa desesperançada, imersa no vício e no limbo ao mesmo tempo. A atriz começa mais dura, até que começa a transitar entre fantasia e realidade ao trazer consigo a dor vinda do concreto que nem a droga consegue deter. Neusa precisa de amor, mas não tem. E nem terá. E o pior: sabe disso. E a atriz deixa isso bem claro em sua atuação.

Murilo Inforsato começa com uma construção caricata para seu Vado. Mas, ao longo da encenação, vai tomando as rédeas do personagem e conquistando sua verossimilhança. Ele cresce, sobretudo, a partir do enfrentamento com o travesti Veludo, ganhando a crueldade necessária para a parte final da obra.

por acaso 2 Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

Humberto Caligari se destaca como o travesti Veludo em Por Acaso, Navalha - Foto: Ronaldo Dimer

Humberto Caligari faz de sua rápida, porém fundamental participação, como o travesti Veludo, o melhor momento da peça, quando se estabelece um triângulo, humano e baixo. O ator mistura empáfia, segurança, deboche e, sim, muita masculinidade em sua construção. Assim como o Cintura-Fina de Mateus Nachtergaele, na minissérie Hilda Furacão, seu travesti tem uma teatralidade pungente. Diante de um personagem que é caricato por si só, o ator prefere ficar no mínimo e se sobressai.

Por Acaso, Navalha mostra que Plínio Marcos ainda é contundente e atual. E que a vida continua a ser bandida com muita gente. E que não queremos (ou podemos?) arcar com as desgraças alheias. Por isso, tanta indiferença cotidiana.

Se muitos por aí conseguem dar reviravoltas e se reinventar, a outros o fundo do poço parece não ter escapatória. É uma dureza sem saída. O silêncio inescrutável no quarto após a saída derradeira de Neusa Sueli deixa isso claro de uma forma dilacerante.

Por Acaso, Navalha
Avaliação: Bom
Quando:
Segunda, 21h (última sessão). 60 min. Até 4/8/2014
Onde: Espaço Mínimo (r. Barão do Bananal, 854, Vila Pompeia, São Paulo, tel. 0/xx/98919-2773)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Por Acaso, Navalha expõe dureza sem saída

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chiquinho foto bob sousa7 O Retrato do Bob: Francisco Medeiros, mestre queridoFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O paulistano Francisco Medeiros, ou Chiquinho para os mais íntimos, acaba de encerrar o ciclo como coordenador do curso de atuação da SP Escola de Teatro. Ele, que já passou também pela ELT (Escola Livre de Teatro) de Santo André e pela EAD (Escola de Arte Dramática), passa a olhar atentamente sua carreira de diretor. O que faz muito bem, afinal é um dos grandes nomes do teatro. Formado em direção teatral pela Universidade de São Paulo, integrou os grupos de dança Stagium e da lendária bailarina e coreógrafa Ruth Rachou. Estreou como diretor em 1972, com Fando e Lis, de Fernando Arrabal. Em 1984, causou furor com Artaud, o O Espírito do Teatro e ganhou o Molière com a obra. Em 1990, fez parceria com o autor Alcides Nogueira em Antares. Em 1995, foi a vez de mergulhar em Tchekhov em A Gaivota, que marcou época no porão do Centro Cultural São Paulo. Sua carreira também coleciona experiências internacionais, como o período em que trabalhou no Theatre for Latin América de Nova York, entre 1979 e 1981, época em que teve mestres como Peter Brook. Também já atuou na imprensa como crítico de teatro para crianças no extinto Jornal da Tarde, no fim dos anos 1970. Sempre atento ao trabalho do ator, Chiquinho é um mestre querido por gerações de novos artistas que chegam ao palco.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

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cibele forjaz foto bob sousa 1 Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Cibele Forjaz, uma das artistas-mulheres gigantes do teatro brasileiro - Foto: Bob Sousa

Existem diferenças, em teatro, do trabalho apresentado pelas mulheres? O universo feminino observa e traduz o mundo de modos diferenciados àqueles dos homens?

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

O pesquisador Alexandre Mate - Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE*
Especial para o R7

Houve um tempo, pelo menos no teatro erudito (aquele praticado nos espaços de quem detinha o poder político e a riqueza econômica) em que as mulheres não atuavam nas representações teatrais. Homens apresentavam todas as personagens femininas.

No teatro grego da Antiguidade clássica, havia um figurino que escondia os intérpretes atrás de diversos tipos de máscaras faciais, onkus (espécies de adereços de cabeça), coturnos (sapatos com imensos saltos altos) e capas de diferentes tamanhos. Os corpos dos atores “sumiam” no figurino.

Em razão desse processo de montagem (será que as conhecidas drag queens de hoje teriam alguma inspiração nisso?), não se afigurava inaceitável que os homens, em situações distintas aparecessem e se colocassem no lugar de mulheres. Ou seja, o travestimento no teatro não era algo estranho.

Até os dias atuais é comum aceitar que homens, preparados desde pequenos, apresentam os papeis femininos na Ópera de Pequim, por exemplo. Múltiplas são as tradições ligadas à cultura popular em que os homens aparecem travestidos como mulher.

Se bem que na totalidade das tradições populares sempre se saiba, sobretudo pelo comportamento chamado jocoso, que são homens vestidos de mulheres. Na cidade paulistana de Santos, por exemplo, e até pouco tempo atrás, normalmente uma semana antes do início das tradições carnavalescas, bandos de homens grotescamente vestidos como mulheres, participavam do chamado Banho da Doroteia.

banho da doroteia Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Homens viram mulheres no tradicional Banho da Doroteia, em Santos - Foto: Divulgação

Sexo como tabu

No filme Traídos pelo Desejo, de Neil Jordan, um ex-militante do IRA (Irish Republican Army), apaixona-se pela namorada de um soldado inglês que, de certo modo, ele ajudou a matar. Sentindo-se culpado o ex-militante aproxima-se da moça, apaixona-se por ela, mas quando vão ter a primeira relação, o rapaz se surpreende com o pênis da “moça”.

As artes da representação estão repletas desse tipo de situação, Madame Buterfflay, ópera de Giacomo Puccini, com libreto (texto escrito) de Luigi Illica e Giusepe Giacosa, apresenta a história do relacionamento entre um diplomata francês e um cantor da ópera de Pequim.

Recentemente, e com inspiração em Guimarães Rosa, o dramaturgo Newton Moreno escreve a premiadíssima peça Agreste. No pungente e belo texto, Moreno apresenta a história de um casal segregado em uma pequena comunidade que, com a morte do marido, no dia em que o corpo deste é preparado pelas carpideiras, se descobre que “ele” não é ele, mas ela.

A partir desta evidência, a mulher passa a ser acusada e a sofrer todo tipo de admoestação. Entretanto, não se sabe se ela sabia que o marido era uma mulher... Situação decorrente em sociedades em que o sexo é visto e tido como tabu.

Não são poucos os lugares no mundo em que as mulheres, ainda, não se despem para fazer sexo com seus maridos, que se pratica a relação sexual com luz acesa, que as mulheres podem demonstrar qualquer prazer com o ato...

Mulheres artistas

Mulheres continuam, ainda, a serem massacradas dos mais diferentes modos e pelos mais sutis e explícitos estratagemas. Entretanto, essa sempre urgente e necessária questão não se caracteriza no assunto deste texto. Gostaria de tratar de algumas mulheres artistas, que conciliam carreira universitária – em universidades públicas e estaduais -, afazeres domésticos (algumas têm filhos) e carreira teatral.

Desse modo, e circunstanciado pelas limitações de espaço desta coluna, lembrei-me das gigantes: Andréia Nhur, Beth Lopes, Cibele Forjaz e Maria Thais (da Universidade de São Paulo); Neyde Veneziano e Verônica Fabrini (da Universidade Estadual Paulista) e de Lúcia Romano (do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”).

Se pudesse discorrer de cada uma delas precisaria de inúmeras e, ao mesmo tempo, incontáveis páginas... De qualquer modo, e de maneira absolutamente sucinta, é preciso destacar alguns detalhes:

andreia beth1 Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Mulheres de destaque: à esq., Andréia Nhur; à direita, Beth Lopes - Fotos: Bruna Moreschi e Caroline Moreas

Andréia Nhur pertence a uma família de artistas ilustres (Janice Vieira e Roberto Gill Camargo, são seus pais) e atua, de modo colossal, como atriz-bailarina do Grupo Katharsis, sediado em Sorocaba (interior de São Paulo).

Beth Lopes, nascida e formada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é diretora e fundadora da Companhia de Teatro em Quadrinhos (SP), cuja pesquisa estética é pioneira, com substancial e surpreendente resultado ligado ao experimentalismo.

Cibele Forjaz tem sua formação, pesquisas e trabalhos todos desenvolvidos em São Paulo. A artista é fundadora e diretora da Companhia Livre e tem desenvolvido um trabalho insano. Cibele dirige e vive de maneira intensa.

De seu processo de formação, seguramente o Teat(r)o Oficina (ou Uzyna Uzona), principalmente como iluminadora foi o mais intenso.

Como diretora, investigando atualmente questões mais antropológicas, as questões indígenas e africanas têm se caracterizado em seus focos principais. Seu último espetáculo, imbricando teatro e dança, com direção partilhada com Lu Favoretto, foi Xapiri Xapirepë.

Maria Thais, nascida no sertão da Bahia, em Piritiba, fez parte de seus estudos no Rio de Janeiro e em São Paulo – hoje uma referência mundial em teatro – é diretora e fundadora da Companhia de Teatro Balagan.

Como pesquisadora, articuladora de propostas pedagógico-artísticas (ela foi a criadora da Escola Livre de Teatro de Santo André) e diretora, Maria Thais tem uma carreira admirável e suas obras, sobretudo na última década, tem se dedicado a um admirável processo de pesquisa de estudos culturais.

O último espetáculo da diretora foi Recusa (que ainda se apresenta em ocasiões específicas), obra surpreendente e promotora de uma emoção próxima do indescritível.

maria thais daniel sorrentino Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Maria Thais: "obra promotora de emoção próxima do indescritível" - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Professora da Universidade Estadual de Campinas (cidade que fica a cerca de 80 km de São Paulo), e atuando no Instituto de Artes, Verônica Fabrini tem desenvolvido um coerente e constante processo de pesquisa, sobretudo, como diretora teatral.

Alguns dos espetáculos dirigidos pela diretora, na Boa Companhia (de Campinas), principalmente Primus (há mais de dez anos vem sendo apresentado), articulam experimentalismo e emoção de modo rigoroso. Atualmente, Verônica participa, como atriz, do espetáculo Agda, dirigido por Moacir Ferraz.

veronica fabrini neyde veneziano Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

À esquerda, a "coerente" Verônica Fabrini; à direita, a "ousada" Neyde Veneziano - Fotos: Divulgação

Neyde Veneziano pesquisadora de formas “escondidas e colocadas abaixo do tapete”, por sujeitos mais ligados a certo tipo de teatro, tem apresentado obras escritas da maior relevância para o estudo do teatro.

Como diretora, Neyde é ousada e transita com várias características do teatro de revista e da comédia popular (suas fontes majoritárias de pesquisa). Seus dois últimos espetáculos foram Mistero Buffo, do pesquisador italiano de teatro popular, Dario Fo, e A Noiva do Condutor, de Noel Rosa, atualmente, em circulação pelo interior paulista.

lucia romano Coluna do Mate: Mulheres gigantes do teatro

Lúcia Romano: na universidade, no teatro e também no cinema - Foto: Divulgação

A atriz Lúcia Romano, nascida e com formação, basicamente, desenvolvida em São Paulo, é, sem dúvida, uma das mais importantes atrizes de sua geração. Lúcia fez Escola de Arte Dramática (formação de atriz), é bacharel em Teoria do Teatro (ECA-USP), e seus estudos de pós-graduação se desenvolveram na PUC de São Paulo (mestrado) e, também, na ECA-USP (doutorado).

Atualmente, a atriz tem desenvolvido seus últimos trabalhos em teatro pela Companhia Livre, com destaque para Raptada pelo Raio 2.0 (2011 - que está sendo reensaiado), O Idiota (2012), A Travessia da Calunga Grande (2012), Pais e Filhos (2012-2013), Xapiri Xapirepë (2014), Ponto de Partida (2014).

Lúcia Romano das artistas selecionadas tem se dedicado exclusivamente à atuação, cujas ações se estendem também para a televisão e o cinema. Em cinema, neste ano, e a obra precisa ser assistida, a atriz tem participação no filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2013), dirigido por Daniel Ribeiro.

Grandes mulheres, excepcionais artistas, obras exemplares...

De fato, arrisco a afirmar que, algumas vezes, pode-se perceber um trabalho feminino se distinguindo do masculino... Homens podem fazer e apresentar mulheres (a recíproca também se verifica), algumas – e raras vezes – com sensibilidade e beleza; diretoras teatrais, por sua condição de gênero (são mulheres), podem também apresentar particularidades que diretores homens não alcancem...

Gosto do trabalho teatral apresentado pelas artistas mulheres. Se for bacana o que aqui aparece escrito tente perceber que o afirmado é verdadeiro: existem diferenças, em teatro, do trabalho apresentado pelas mulheres? O universo feminino observa e traduz o mundo de modos diferenciados àqueles dos homens?

Perguntas. Perguntas! Perguntas? Perguntas...

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro. Ele escreve sua coluna no blog sempre no primeiro domingo de cada mês.

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magiluth foto bob sousa7 PEDRO WAGNER Dois ou Um com Pedro Wagner

O ator pernambucano Pedro Wagner, que viaja o Brasil com o Grupo Magiluth - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Pedro Wagner já está com o pé nesta estrada. Junto de seu Grupo Magiluth, sediado em Recife e que completa dez anos, o pernambucano de Garanhuns viaja o Brasil dentro do projeto Palco Giratório, promovido pelo Sesc. Após Teresópolis (RJ), estão no Rio Grande do Norte. Neste sábado (2), se apresentam com Viúva, porém Honesta em Natal. Já na terça (5), fazem sessão em Mossoró, no interior do Estado. Até o fim do mês, passam por João Pessoa, Vitória, Campo Grande, Teresina, Floriano, Parnaíba, São Paulo e Belo Horizonte. Em meio à correria da viagem, o ator aceitou participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Recife ou Portugal?
Um caos chamado Recife.

Rússia ou Ucrânia?
Ucrânia!

Israel ou Palestina?
Palestina!!

Gerald ou Roberto?
Sou mais a Coelho e a Galdino.

Ariano Suassuna ou Bob Wilson?
Cansei de ambos há muito, muito tempo.

Zé Celso ou Bob Wilson?
Zé Celso ever <3

Dilma ou Aécio?
Dilma icon sad Dois ou Um com Pedro Wagner

Ocupe Estelita ou viva a especulação imobiliária?
Eu sou contra os barões, contra o "Novo Recife", contra a neo casa grande e senzala... Sou pelo #Resiste, sou pelo #Ocupe, sou pelo Estelita, sou por esse emaranhado de gente que chamamos de cidade. Sou pelas pessoas.

Filme pro povo rir ou Novo Cinema Pernambucano?
Cinema!!!

Faz parte do meu show ou o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído?
Andar distraído?? Nunca! Esse é o sonho dos reaças!! E Cazuza sempre foi mas genial que o Titãs decadentista dos anos 2000 [risos]... Ahhh faz, faz parte do NOSSO show sim. icon smile Dois ou Um com Pedro Wagner

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coluna Maria Cecilia Mansuratriz e Jorge Mesquitaator. By Filipe Luchessi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os atores Maria Cecília Mansur e Jorge Mesquita no curta Toystation - Foto: Filipe Luchessi

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Curta na praça
O curta-metragem Toystation acaba de ser lançado e já chama a atenção da classe artística com seu ar surreal. A produção é da Ritmo Visual Filmes, feita de forma independente, na base da garra mesmo. O diretor Pedro H. Marques conta à coluna que “o objetivo é ajudar o espectador a apreciar mais e tomar conhecimento da beleza". Quer que todos deixem a imaginação bem livre.  O que é ótimo, por sinal. Quer viajar também?  Veja o curta.

coluna Foto Pedro H. M. Marques Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O cineasta Pedro Marques está lançando seu curta-metragem Toystation - Foto: Filipe Luchessi

Labuta
Ah, o jovem cineasta Pedro H. Marques também cuida da parte de vídeos do grupo teatral Os Satyros. Aliás, essa turma da praça Roosevelt não é boba, nada.

gerald thomas foto © Nil Caniné 5243 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gerald Thomas provocou fúria ao falar sobre teatro brasileiro - Foto: Nil Caniné

Barraco no teatro
Causou nervosismo em parte da classe teatral as polêmicas declarações de Gerald Thomas, que disse que o teatro brasileiro é "mesquinho, bobo e provinciano". Teve diretor que tomou as dores e foi para o Facebook do Gerald esbravejar até ser bloqueado por este. Depois, foi para a própria timeline dizer que é vítima da "inveja" alheia. E mandou mensagem para Gerald, in box, prometendo quebrar os dentes do diretor assim que ele colocar os pés no Brasil.

Barraco no teatro 2
Lá em Brasília, o dramaturgo Sergio Maggio concluiu: "Volta e meia, Gerald põe um fogo na roda". Em São Paulo, o jornalista Bruno Machado, conhecedor dos pormenores do teatro, definiu para a posteridade: "Essa discussão deveria se chamar Casos de Teatro, com Christina Rocha — Tema de hoje: Vocês ainda estão falando de Beckett?".

Comida de grife
A turma do Teat(r)o Oficina manda avisar que o bistrô Le Cassarole, aquele do Largo do Arouche que até apareceu em música do Criolo, é o responsável pela gastronomia do Nick Bar, onde o público e atuadores de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada se reúnem antes (a partir das 18h), no intervalo e depois das sessões do musical, no terreno do entorno Oficina, todo sábado e domingo. As comidinhas e bebidas custam entre R$ 8 e R$ 20. É pelo bar que o público entra desta vez, já que a bilheteria foi realocada nos fundos do prédio projetado por Lina Bo Bardi, cujo centenário é celebrado nesta temporada. Leia a Entrevista de Quinta que Zé Celso deu ao blog no banheiro de seu apê.

Agenda Cultural da Record News

Encontro marcado
A Cia. EnvieZada, do Rio, agendou para 7 de agosto a estreia da peça Meu Caro Vizinho, no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo. O texto é do canadense Thomas Morgan Jones. Vai, gente!

Papai, mamãe, titia
Um dia antes, no dia 6 de agosto, Blota Filho e Eduardo Martini reestreiam no Teatro Itália, em São Paulo, a comédia Chá das 5. Dizem por aí que é um verdadeiro acerto de contas familiar. Eita.

iepe Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Iepe tem sessão grátis neste sábado, às 19h, em São Bernardo do Campo - Foto: Divulgação

Príncipe ou mendigo?
Um dos mais prestigiados dramaturgos da região do ABC Paulista, Luís Alberto de Abreu, terá texto encenado neste sábado (2), às 19h, com entrada grátis. Mas fique esperto: é apresentação única. Depois, não reclame. Trata-se da peça Iepe. Será no Centro Livre de Artes Cênicas, o Clac, em São Bernardo do Campo (praça São José, 240, Baeta Neves). A montagem da trupe Temdona é dirigida por Pedro Alcântara e tem no elenco André Felix, Rodrigo Sampaio, Rosane Rodrigues e Thais Irentti, artistas saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. O enredo conta a história de um camponês que vive bêbado e, de repente, é colocado no lugar de um barão. Quem dera se isso acontecesse sempre...

coluna amantes MLiotti 71 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Trio masculino mostra sua visão sobre as mulheres na primeira peça de Marcelo Serrado - Foto: Divulgação

O homem que amava as mulheres
Após o estouro como o personagem gay Crô, na TV e no cinema, Marcelo Serrado resolveu escrever e dirigir uma peça para falar do universo masculino. Chama-se A História dos Amantes. Estreia no dia 15 de agosto no Teatro dos Grandes Atores, no Rio. No elenco, estão Bruno Gissoni, Daniel Rocha e Hugo Bonemer. É uma comédia sobre como os homens enxergam as mulheres...

Alô, mamãe!
Virou moda. Como os ingressos para The Old Woman são disputados a tapa no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, quem consegue a dádiva de ver a peça de Bob Wilson com Baryshnikov e Willem Dafoe logo faz questão de tirar foto do ingresso e do palco. E postar instantaneamente nas redes sociais. Pra ninguém duvidar, né? Leia a crítica.

galvarino pierre duarte 4 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Galvarino (Chile) participa da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP - Foto: Pierre Duarte

Teatro grátis
Começa nesta sexta a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo. São 12 peças de 11 lugares da América Latina e até uma da Europa. E o melhor: ninguém paga nada. Se a coluna fosse você, iria. Confira a programação completa.

Mirada
Falando em festival, a coluna descobriu que o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo, será realizado entre 4 e 13 de setembro. Ainda tivemos acesso ao número de espetáculos: serão 41, sendo 25 internacionais e 16 nacionais. Vai abalar as estruturas. O blog vai cobrir o evento todinho e contar tintim por tintim, é claro.

Mercosul
O diretor, ator e dramaturgo mineiro Léo Kildare Louback acaba de voltar de Buenos Aires, onde foi dar uma oficina. Assim que colocou os pés em Belo Horizonte, ainda falando castellano, ficou sabendo que sua peça Como Matar a Mãe - 3 Atos participará do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Outra peça na qual atua, Between, também foi selecionada. Está feliz da vida.

coluna ivam Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ivam Cabral revela a maquiagem que usará na peça Pessoas Perfeitas, do Satyros - Foto: Divulgação

Carão
É assim, tal qual está na foto acima, que o ator Ivam Cabral aparecerá na nova peça dos Satyros, Pessoas Perfeitas, que estreia dia 15 de agosto na praça Roosevelt. Estão todos convidados.

Ausência
A nova peça do grupo, dirigida por Rodolfo García Vázquez, não tem Cléo De Páris. Nem Phedra D. Córdoba. Tem gente que está deprimida com a notícia.

Libera geral
É nesta sexta (1º), a partir das 19h, na Fnac da av. Paulista, 901, em São Paulo, o lançamento da biografia de Ronnie Von. Ao contrário de Roberto Carlos, que manda recolher livros por aí, o ex-roqueiro psicodélico e hoje apresentador comportado deixou os autores, Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel, escreverem o que queriam sobre ele. Eles contaram tudo sobre Ronnie Von - O Príncipe Que Podia Ser Rei na última Entrevista de Quinta.

juan anderson Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nova temporada grátis: Juan Manuel Tellategui (o alemão Ernest) e Anderson D'Kássio (o norte-americano Cliff) em cena do musical Cabaret, novas sessões sextas e sábados, às 21h, até setembro, em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Venha pro Cabaret!
Também no centro paulistano, volta ao cartaz neste sábado (2), às 21h, no Espaço da Cia. do Pássaro (r. Álvaro de Carvalho 177, metrô Anhangabaú), o musical Cabaret, dirigido por André Latorre. A entrada é gratuita. Toda sexta e sábado, 21h, até o fim de setembro. No elenco, estão Rita Gutt, Anderson D'Kássio, Juan Manuel Tellategui, Gabriel Ivanoff e Liza Caetano, entre outros. Chegue cedo, para não disputar ingresso a tapa na fila. Quem foi à temporada de 2013 no Teatro Ruth Escobar sabe do que a coluna está falando...

Diversidade
Tem um filme na gaveta com a temática de diversidade? As inscrições de filmes para o festival Mix Brasil estão abertas até o fim do mês. Saiba mais.

coluna atoca Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nova formação de elenco da peça A Toca do Coelho: três atores deixaram a peça - Foto: João Caldas

Mudança de hábito
Como o blog adiantou com exclusividade nesta semana, a peça A Toca do Coelho reestreia dia 15 em Vitória, no Espírito Santo, no Teatro Universitário, com elenco reformulado. Saíram Maria Fernanda Cândido, Selma Egrei e Felipe Hintzé. Do elenco original da peça dirigida por Dan Sutulbach só restaram Reynaldo Gianecchini e Simone Zucato. Os substitutos são Bárbara Paz, Neusa Maria Faro e Rafael de Bona. A foto acima é da nova formação e também em primeiríssima mão para a coluna.

Encontro marcado
Os críticos teatrais da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) se encontram na próxima segunda (4) para discutir os melhores espetáculos do primeiro semestre em São Paulo. O encontro, já tradicional acontece duas vezes por ano no apartamento do crítico e ex-presidente da instituição Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha.

Cidadão do mundo
Pedro Granato mal voltou de Nova York, onde fez um mergulho com outros diretores de diversas partes do mundo, e já está em ritmo frenético. Neste sábado, estreia nova peça, Submarino, no Teatro da Cultura Inglesa de São Paulo. Também dará uma oficina no Centro Cultural São Paulo que prevê a montagem de um espetáculo — já tem gente se matando por uma das vagas. Ah, ele contou para a coluna que, entre os amigos que fez na temporada nos Estados Unidos, está o artista russo Maxim Didenko. Isso é que é intercâmbio!

coluna granato Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Amigos de infância: o russo Maxim Didenko e o brasileiro Pedro Granato, em Nova York - Foto: Divulgação

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miguel arcanjo prado agenda cultural record news Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 01/08/2014

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas culturais na Record News - Foto: Divulgação

Veja as dicas do colunista e editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado no telejornal Hora News, na Record News, nesta sexta (1º). Tem a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo; o lançamento da biografia Ronnie Von - O Príncipe que Podia Ser Rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel; a exposição Sou Frida!, sobre Frida Kahlo, em Brasília; a Feijoada da Negra Jhô, em Salvador, show de Maria Rita em Curitiba; o projeto Sinfônica Pop, com Milton Nascimento, em BH; a 18ª edição do Festival de Cinema Judaico em São Paulo; o filme brasileiro O Homem das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes; e a animação Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate. Com edição de Aline Rocha Soares e Cinthia Lima. Veja o vídeo:

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elis regina Conheça os indicados ao 2º Prêmio Bibi Ferreira

Laila Garin está indicada como melhor atriz por sua atuação em Elis, a Musical - Foto: Felipe Panfili/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Acaba de sair a lista com os indicados à 2ª edição do Prêmio Bibi Ferreira, dedicado ao teatro musical brasileiro. Concorreram espetáculos apresentados entre 1º de julho de 2013 a 30 de junho de 2014. Veja quem foi nomeado:

1. MELHOR MUSICAL
A Madrinha Embriagada - Atelier de Cultura e SESI-SP
Crazy For You - Chaim Produções, Coarte Produções, Raia Produções e XYZ Live
Elis, A Musical - Aventura Entretenimento
Gonzagão, A Lenda - Sarau Agência de Cultura Brasileira
Jesus Cristo Superstar - T4F Entretenimento e Takla Produções

2. MELHOR MUSICAL BRASILEIRO
Elis, A Musical - Aventura Entretenimento
Gonzagão, A Lenda - Sarau Agência de Cultura Brasileira
Palavra de Mulher - Mesa 2 Produções

3. MELHOR ATRIZ
Claudia Raia - Crazy For You
Giulia Nadruz - Shrek, O Musical
Laila Garin - Elis, A Musical
Sara Sarres - A Madrinha Embriagada
Tânia Alves - Palavra de Mulher

4. MELHOR ATOR
Aloísio de Abreu - Nós Sempre Teremos Paris
Igor Rickli - Jesus Cristo Supertar
Ivan Parente - A Madrinha Embriagada
Jarbas Homem de Mello - Crazy For You
Marcelo Mimoso - Gonzagão, A Lenda

5. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Kiara Sasso - A Madrinha Embriagada
Helen de Castro - Crazy For You
Liane Maya - Crazy For You
Nanni de Souza - Rita Lee Mora ao Lado

6. MELHOR ATOR COADJUVANTE
Adrén Alves - Gonzagão, A Lenda
Frederico Silveira - Jesus Cristo Superstar
Marcelo Klabin - O Rei Leão
Marcos Tumura - Crazy For You
Ronaldo Reis - O Rei Leão

7. ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Camila Braunna - Shrek, O Musical
Diego Luri - Shrek, O Musical
Tiago Barbosa - O Rei Leão

8. MELHOR DIREÇÃO
Dennis Carvalho - Elis, A Musical
Fernando Cardoso - Palavra de Mulher
João Falcão - Gonzagão, A Lenda
Jorge Takla - Jesus Cristo Superstar
Miguel Falabella - A Madrinha Embriagada

9. MELHOR DIREÇÃO MUSICAL
Alexandre Elias - Gonzagão, A Lenda
Carlos Bauzys - A Madrinha Embriagada
Delia Fischer - Elis, A Musical
Marconi Araújo - Crazy For You
Ogair Junior - Palavra de Mulher

10. MELHOR COREOGRAFIA
Alonso Barros - Elis, A Musical
Duda Maia - Gonzagão, A Lenda
Kátia Barros - A Madrinha Embriagada

11. MELHOR CENOGRAFIA
Jorge Takla e Paulo Correa - Jesus Cristo Superstar
Marcos Flaksman - Elis, A Musical
Paula De Paoli - Shrek, A Musical

12. MELHOR FIGURINO
Fause Haten - A Madrinha Embriagada
Kika Lopes - Gonzagão, A Lenda
Luciano Ferrari - Shrek, O Musical

13. MELHOR DESENHO DE LUZ
Maneco Quinderé - Elis, A Musical
Ney Bonfante - Jesus Cristo Superstar
Wagner Freire - Crazy For You

14. MELHOR DESENHO DE SOM
Fernando Fortes - Shrek, O Musical
Gabriel D'Angelo - A Madrinha Embriagada
Tocko Michelazzo - Crazy For You

15. MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Arthur Xexéo - Nós Sempre Teremos Paris
João Falcão - Gonzagão, A Lenda
Nelson Motta e Patricia Andrade - Elis, A Musical

16. MELHOR VERSÃO
Bianca Tadini e Luciano Andrey - Jesus Cristo Superstar
Claudio Botelho - Shrek, O Musical
Miguel Falabella - A Madrinha Embriagada

17. PRÊMIO DE HONRA
Chico Buarque

18. MELHOR MUSICAL VOTO POPULAR
Nomes serão divulgados no dia 15/8/2014

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