tony reis foto eduardo enomoto 2013 1 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Baiano de Salvador, Tony Reis é um dos destaques do elenco do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tony Reis é despachado. Com o ator baiano de Salvador não tem cara feia. No primeiro diálogo, abre aquele sorriso perfeito e verdadeiro de encantar qualquer um. Está em São Paulo há seis anos. Veio na marra. Tentar o sonho da vida artística. E vê, aos poucos, os projetos virarem realidade. Foi um dos destaques do espetáculo do Oficina Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, de José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond.

Começou cedo no mundo das artes. “Em Salvador, você já nasce fazendo algo artístico. Seus vizinhos batucam, a família brinca de interpretar, tem roda de capoeira, de samba e terreiro em cada esquina”. Assim, afirma que não escolheu a profissão. Foi escolhido por ela.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

A beleza marcante logo o levou para o caminho da publicidade. Fez muitos comerciais e até uma ponta em uma gravação de Malhação em Salvador. Gostou daquela história de representar.

Correu para os cursos de teatro da Funceb e do Sesc Casa do Comércio. Integrou o grupo Psicodélicos, mas, com o tempo, foi percebendo a dificuldade de ser ator na Bahia. Até que tomou uma decisão importante: se mudar para São Paulo.

tony reis foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Tony é persistente e corre atrás do que quer: no começo, sofreu muito em SP - Foto: Eduardo Enomoto

No começo, sofreu muito. Percebeu de cara que os paulistanos eram bem mais fechados e sisudos que os baianos. Fazer amigos demorou. Acabou conseguindo fazer a série televisiva Som e Fúria, dirigida por Fernando Meirelles, nosso grande cineasta de Cidade de Deus. “Vim na cara e na coragem. Meus amigos me falavam, vá conhecer o teatro do Zé Celso. Você vai adorar”.

Resolveu ir ver Cacilda!!, o segundo espetáculo da saga sobre Cacilda Becker feita por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond. Ficou encantando. “Eu me lembro que falei para mim mesmo: é isso o que quero para minha vida”. Há dois anos, integra o Teat(r)o Oficina. “Fui bem recebido e abençoado”, declara.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Ganhou os personagens Sargento e Bicha Lili, em O Assassinato do Anão do Caralho Grande, peça de Plínio Marcos dirigida por Marcelo Drummond. Zé Celso viu, gostou e convocou Reis para fazer Macumba Antropofágica. “Foram só lágrimas quando ele me chamou”, recorda.

Em 13 de dezembro de 2013, volta aos palcos do Oficina em Cacilda!!!!, a última peça da saga. “Sempre acreditei que podia e dei minha cara a tapa. O que me fez chegar até aqui foi a coragem. Costumo dizer que o que não me mata me fortalece.”

tony reis foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

"Costumo dizer que o que não me mata me fortalece", Tony Reis, ator - Foto: Eduardo Enomoto

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lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Paulistano criado na Penha, zona leste paulistana, Lucas Andrade chamou a atenção do público paulistano ao interpretar Caetano Veloso na peça Cacilda!!!, no Teat(r)o Oficina de Zé Celso - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

No mais recente espetáculo de José Celso Martinez Corrêa, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1, escrito em parceria com Marcelo Drummond, o jovem ator paulistano Lucas Andrade, de apenas 18 anos, viveu dois personagens de destaque. Interpretou o estudante Edson Luís, morto pela ditadura militar em 1968, e também o cantor e compositor baiano Caetano Veloso. Seu charme e sotaque baiano em cena chamaram a atenção de todos os espectadores.

Criado na Penha, na zona leste de São Paulo, ele começou a fazer teatro na escola, sob instrução do professor e ator José Barbosa. Tinha apenas 11 anos, mas sentiu que seu rumo era o palco. “Logo procurei o projeto Teatro Vocacional, da Prefeitura de São Paulo. Fazia aulas de teatro no CEU Quintas do Sol”, lembra.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Com o tempo, veio o desejo de “aprofundar mais”. “Eu queria me profissionalizar como ator”, diz. Foi para o Estúdio de Treinamento Artístico (ETA), na Bela Vista, região central de São Paulo. Aos 16 anos, entrou para a Cia. Naturalis. “Meu primeiro espetáculo foi O Pacto, da diretora Poliana Pitteri, em 2012, no Studio 184, ali na praça Roosevelt”, recorda.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Aos 18 anos, Lucas Andrade começou a fazer teatro com 11 anos na escola - Foto: Eduardo Enomoto

Foi conhecendo gente e se enturmando. Até que veio o convite para desfilar na ala cênica da escola de samba Nenê de Vila Matilde, capitaneada pelos integrantes do Teat(r)o Oficina de Zé Celso. “A Elisete Jeremias, o Zé [Celso] e o Tony [Reis] gostaram muito de mim e me deram força para entrar no grupo. Já tinha visto o espetáculo Macumba Antropofágica e havia gostado muito”.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Para o quarto espetáculo sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!!, que estreia no Oficina em 13 de dezembro, já está escalado para personagens importantes. “Um dos personagens será uma homenagem à primeira atriz negra do TBC [Teatro Brasileiro de Comédia]”.

Sobre ter virado Caetano em Cacilda!!!, o jovem teoriza: “Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”. E o que o jovem Lucas acha do Caetano dos tempos atuais, quase cinquenta anos depois do Caetano que ele interpreta? “Hoje, o Caetano ficou mais careta... Na verdade, eu não sei qual está sendo a do Caetano. Eu prefiro a música dele”. As do presente ou as do passado? “As do passado”.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

“Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”, diz Lucas Andrade, um dos caçulinhas do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

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consciencia negra tais araujo bob sousa Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Taís Araújo, no palco do CIT-Ecum: ela abriu caminhos para o negro na TV - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa e Eduardo Enomoto

Este 20 de novembro é Dia da Consciência Negra. Um momento de reflexão sobre a importância dos negros na sociedade e na cultura brasileira, tempo de reforçar a luta contra o absurdo chamado preconceito racial e lutar por oportunidades iguais para todos. Na companhia dos fotógrafos Bob Sousa e Eduardo Enomoto, o Atores & Bastidores do R7 perambulou pelos teatros de São Paulo para preparar este especial. Encontrou artistas negros que fazem toda a diferença em nossos palcos. Veja só que gente interessante:

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Agora nos palcos paulistanos, a atriz carioca Taís Araújo, 34 anos, é uma espécie de porta-bandeira da presença do negro na televisão. Foi a primeira negra protagonista de novela, como nossa eterna Xica da Silva. E também a primeira protagonista negra na Globo, em Da Cor do Pecado. Ela sabe que abriu caminhos. "A TV não é mais a mesa de quando eu comecei; tampouco é melhor. É um caminho lento e vagaroso", diz ao R7, no café do CIT-Ecum, em em São Paulo, onde está em cartaz com o espetáculo Caixa de Areia. "De alguma maneira o mercado se abriu para os atores negros, mas esta presença ainda é bem longe da real proporção na sociedade". Taís sabe que a batalha ainda é grande. “É preciso que o negro seja visto como um artista como qualquer outro. Podemos interpretar qualquer personagem". É por isso que ela se refugia sempre que pode no teatro. Sabe que no palco, o que importa é a personagem, não a etnia da atriz. "O teatro é mais generoso. Escolho o que quero fazer no palco para poder ter mais liberdade. Mas acredito que é preciso virarmos donos das nossas coisas, é preciso ter este impulso”, diz a atriz. Certíssima ela.
(Leia a Entrevista de Quinta com Taís Araújo)

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consciencia negra lucas andrade foto eduardo enomoto 2 Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Lucas Andrade: o negro tem de realizar todos os papéis - Foto: Eduardo Enomoto

Ator do Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, Lucas Andrade, paulistano de apenas 18 anos, chamou a atenção do público ao interpretar Caetano Veloso no espetáculo Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1. O ator diz que se parece mais com Gil, mas gostou da ousadia de Zé Celso em colocá-lo para viver o outro cantor baiano. Isso prova que o teatro não tem a cabeça fechada, careta. Para o jovem, o negro precisa de igualdade. “Não acho que exista diferença entre ator negro ou ator branco. Somos apenas gente e atores que podem interpretar qualquer papel. É claro que o preconceito ainda existe, mas temos de acabar com isso. Não faz mais sentido. Essa coisa de preconceito contra o negro não entra na minha cabeça”. Nem na nossa.
(Leia o perfil completo de Lucas Andrade)

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consciencia negra breno da matta foto eduardo enomoto Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Breno da Matta: "É preciso ver histórias no palco e não a cor da pele" - Foto: Eduardo Enomoto

O ator Breno da Matta, baiano radicado em São Paulo, quer o negro em todos os lugares da vida artística brasileira, incluindo aí o teatro. Não gosta de guetos. Sente falta de ver mais atores negros no palco, “lugar para artistas se expressarem, não para vermos a cor antes do talento”, avalia. “Meu sonho como artista não é a diferenciação. É ver histórias incríveis, discussões relevantes, artistas pulsantes e arte sendo feita e cumprindo sua função para além de uma cor de pele”. Para Breno, a Consciência Negra da data deve ser coletiva. “O negro tem um caminho mais difícil na sociedade, e o artista negro da mesma forma. Infelizmente, é reproduzido um olhar social e histórico sobre o negro. O melhor é cada um olhar o entorno e refletir”. Está coberto de razão.
(Leia o perfil de Breno da Matta)

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consciencia negra aline negra silva foto eduardo enomoto Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Aline Negra Silva: "Ainda há preconceito, mas estamos ganhando espaços" - Foto: Eduardo Enomoto

Para a atriz e diretora Aline Negra Silva, de São Carlos, mas radicada em São Paulo, não existe um lugar especial para o negro no teatro, porque ela não crê em separatismo. “Ainda existe preconceito, mas penso que isso está mudando aos poucos. Mesmo que pouquinho, nós negros estamos ganhando espaços, indo para as ruas, saindo das periferias e ocupando outras partes da cidade”, afirma. Aline tem orgulho da força do negro nesta luta. Sobre o 20 de Novembro, tem posição clara. “Todos os dias do ano deveriam ser Dia da Consciência Negra, do índio e de todas as minorias excluídas deste País. Consciência a gente deve ter sempre. Datas que se tornam feriados em nosso País me dão a sensação de que é um favor. E agradecer a estes que fazem um ‘favor’ é pensar ainda como colonizado, como um servil ao seu benfeitor”. E Aline é dona do próprio nariz.
(Leia a Entrevista de Quinta com Aline Negra Silva)

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consciencia negra tony reis foto eduardo enomoto 2 Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

O ator Tony Reis encontrou no Oficina o espaço para atuar - Foto: Eduardo Enomoto

O baiano de Salvador Tony Reis está radicado em São Paulo há seis anos. Após fazer muitos trabalhos publicitários e estudar teatro em Salvador, mudou para a metrópole "com a cara e a coragem", em busca do sonho artístico. O ator de 33 anos faz parte há dois anos do Teat(r)o Oficina, onde encontrou sua turma e seu espaço. “No começo da minha carreira, pensei em desistir, porque há racismo. Mas a coragem me fez chegar aqui. Tenho por lema que aquilo que não me mata me fortalece”, conta. No grupo comandado por José Celso Martinez Corrêa, ele se sente valorizado a cada dia. Nas montagens da trupe, costuma ganhar personagens de destaque. “Faço todos os papeis aqui no Oficina. O Zé Celso é um diretor que dá oportunidade aos negros. Aqui, me sinto realizado”. A gente vê em seu sorriso.
(Leia o perfil completo de Tony Reis)

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consciencia negra elisete jeremias foto bob sousa Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

Elisete Jeremias: ela não quer pedir, prefere cantar e celebrar seus ancestrais - Foto: Bob Sousa

Elisete Jeremias defende o negro no teatro em lugar de destaque. Ela trabalhou em escolas de samba e blocos de maracatu até chegar ao Teatro Oficina, onde seus “diretores são encantados pela arte afro-brasileira”. E faz valer essa experiência todos os dias, com festa. A artista acredita que o 20 de Novembro ainda é importante, “sobretudo para aqueles que militam”. Mas não faz sua cabeça com o feriado. Ela prefere não pedir, e sim celebrar sua ancestralidade. “Sempre cantando, vibrando ao som dos ditirambos”, diz. Faz bem.

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consciencia negra jenifer costa foto bob sousa Especial Dia da Consciência Negra: Conheça sete artistas negros que se destacam no teatro brasileiro

A atriz mato-grossense Jenifer Costa: "Vejo muitos negros talentosos e com garra" - Foto: Bob Sousa

A atriz Jenifer Costa, de 21 anos, mato-grossense que mora em São Paulo há três anos, sente falta de mais artistas negros no palco. Mas vê mudanças. “É bem raro ver um artista negro tendo destaque, mas ultimamente vejo muitos negros talentosos com garra, começando e se destacando no cenário teatral”. Contudo, vê mais dificuldades no caminho do artista negro. “Ainda existe preconceito, mas vamos vencer isso com persistência e talento. Quando existe um grupo de artistas brancos, ninguém coloca isso em questão. Já quando é um grupo de negros, isso vem à tona. Temos de mudar isso”, defende. Para a atriz da Cia. 7 Pedaços, o 20 de Novembro é um momento de reflexão. “Acho uma data importante, até pela história de Zumbi que representa, como um ícone da resistência negra. É uma data que não combina com preconceito, mas que serve para reforçar a luta contra ele”. Lutemos todos juntos.

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CRESPOS Os Crespos e Zumbi de Augusto Boal chegam aos palcos de SP no Dia da Consciência Negra

Os Crespos estreiam nova peça na Funarte neste feriado da Consciência Negra - Foto: Lau Francisco

Por Miguel Arcanjo Prado

Duas estreias celebram nossas raízes africanas neste Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta (20).

Uma vai no passado para contar a saga do herói negro Zumbi, montagem dirigida por João das Neves em cima do texto clássico de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Já a outra vai investigar a situação contemporânea das mulheres negras, caso da peça do grupo paulistano Os Crespos Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, que estreia na Funarte.

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas faz parte do projeto Dos Desemanches aos Sonhos: Poéticas em Legítima Defesa. A montagem aborda a situação das mulheres negras na atualidade. Temas fortes como traumas, violência masculina, sexo e sobrevivência fazem parte da montagem que ouviu depoimentos de 55 mulheres negras antes de se tornar realidade.

O objetivo é acabar com os estereótipos preconceituosos que pairam ainda hoje sobre as mulheres negras. "Procuramos expor as personalidades das mulheres nos diversos elementos que envolvem o espetáculo", conta Lucelia Sergio, diretora da obra, que contou com a co-direção de Santiago Kuanza e direção de produção de Eneida de Souza.

Um dos charmes da peça é a cenografia proposta por Mayara Mascarenhas, que envolve espaços públicos no entorno da Funarte, como um salão de beleza e um boteco. O público ainda entrará em um apartamento, para conhecer a verdade das personagens. No elenco, estão Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto, Nádia Bittencourt e Dani Nega.

BOAL Os Crespos e Zumbi de Augusto Boal chegam aos palcos de SP no Dia da Consciência Negra

Zumbi: nova montagem do texto de Boal tem entrada gratuita na Caixa Cultural - Foto: Divulgação

Zumbi de volta

Este 20 de Novembro também marca a volta aos palcos paulistanos do espetáculo Zumbi, escrito por Augusto Boal, com entrada gratuita na Caixa Cultural, no centro paulistano.

A montagem é um dos clássicos do teatro nacional. É uma versão contemporânea para Arena Conta Zumbi, de Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música de Edu Lobo, marco dos anos 1960. Desta vez, João das Neves assume a direção; e a cantora Titane faz a direção musical.

Dez atores negros representam todos os personagens no sistema Curinga, criado por Boal: Alysson Salvador, Benjamin Abras, Evandro Nunes, Júlia Dias, Júnia Bertolino, Kátia Aracelle, Nath Rodrigues, Ricardo Campos, Rodrigo Almeida e Rodrigo Jerônimo.

Viúva de Augusto Boal, Cecilia Boal, que cuida do instituto dedicado ao mestre das artes cênicas, afirma ao R7 que a peça é atemporal. "O assunto não se esgotou. O Brasil ainda carrega a herança da escravidão. A intenção do Instituto Augusto Boal não foi fazer uma montagem arqueológica, mas mostrar um tema ainda atual. O racismo ainda continua e precisa ser combatido", afirma.

Para Cecilia Boal, o grande mérito de seu marido foi "promover uma dramaturgia brasileira, colocando o homem brasileiro em cena". Na visão dela, a semente plantada por Boal está florescendo em trabalhos atuais. "Infelizmente, este processo iniciado no Arena foi interrompido pela ditadura militar, mas agora está sendo retomado, com jovens que buscam valorizar o que é nosso, o que é latino-americano".

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas
Quando: Quarta e quinta, 21h. 80 min. Até 19/12/2013 (apresentação especial no dia 21/12/2013, às 20h; e no dia 22/12/2013, às 19h)
Onde: Funarte (al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3662-5177)
Quanto: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Zumbi
Quando: Quinta a domingo, 19h15 (dia 12/12/2013 não haverá peça). 125 min. Estreia nesta quarta (20), às 19h15. Até 15/12/2013
Onde: Caixa Cultural (praça da Sé, 111, metrô Sé, São Paulo, tel. 0/xx/11 3321-4400)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos

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cleo maria andre stefano Selinhos contra o preconceito marcam as Satyrianas 2013; veja outros destaques da festa do teatro

Contra o preconceito: Cléo De Páris e Maria Casadevall dão selinho durante as Satyrianas - Foto: André Stefano

Por Miguel Arcanjo Prado

Bom, agora que a ressaca já passou é hora de lembrar coisas bacanas que rolaram nas Satyrianas 2013. Uma dos charmes que marcaram o evento que recheou a praça Roosevelt, no centro paulistano, entre 14 e 17 de novembro com 78 horas de arte ininterruptas, foi mais uma edição da série selinhos, nas quais os artistas se beijam contra o preconceito. O projeto é idealizado por Fábio Penna e André Stefano. A atriz Maria Casadevall, que virou um rosto conhecido da TV nos últimos tempos, mas sempre fez parte da turma teatral, foi um dos destaques nas bitocas. Veja, aí abaixo. E ainda veja a galeria com os melhores momentos do evento pelo fotógrafo André Stefano.

selinhos andre stefano Selinhos contra o preconceito marcam as Satyrianas 2013; veja outros destaques da festa do teatro

Beija eu, beija eu, beija eu...! Selinhos dominaram as Satyrianas 2013. A partir do alto, em sentido horário: Maria Casadevall e Marba Goicochea; Daniel Gaggini e Gustavo Ferreira; Luisa Juppe e Eric Vecchioni, Joana Guimarães e seu reflexo; Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral; Cléo De Páris e Eric Lenate; Phedra D. Córdoba e Henrique Mello - Fotos: André Stefano

Veja outras imagens marcantes das Satyrianas!

Veja as fotos que Bob Sousa fez durante o evento!

Como sempre, as Satyrianas foram espaços para dramaturgos consagrados, como Lauro César Muniz, e também jovens talentos apresentarem ao público seus novos projetos. Nas AutoPeças, que se passaram dentro de carros, chamou a atenção o texto Noir, do autor gaúcho Afonso Lima. Ele usou como inspiração o clássico Acossado, de Godard e impactou a plateia. Ainda da nova safra de bons textos teatrais está Contra o Jazz, peça de Viviane Roesil com pegada pop e cheia de ironia das mais perspicazes. A peça da moça parece uma mistura de Almodóvar e Tarantino. Foi apresentada dentro do projeto Ouvir Contar, em um apartamento na praça, com direção de Victor Hugo Valois.

ouvi contar viviane roesil Selinhos contra o preconceito marcam as Satyrianas 2013; veja outros destaques da festa do teatro

A dramaturga Viviane Roesil (de amarelo) se destacou nas Satyrianas com Contra o Jazz - Foto: André Stefano

Também se destacou Otto, do jovem Marco Keppler - que é sobrinho do dramaturgo Franz Keppler. Ele provou que o talento para a escrita teatral está no sangue da família, com uma sufocante peça sobre um psicopata que não quer se revelar a si mesmo. A obra, apresentada no banheiro do subsolo da SP Escola de Teatro com inventiva direção de Aline Negra Silva, causou frisson.

otto ed moraes juan manuel tellategui foto igor dalbone Selinhos contra o preconceito marcam as Satyrianas 2013; veja outros destaques da festa do teatro

Os atores Ed Moraes e Juan Manuel Tellategui em Otto: no banheiro da SP Escola de Teatro - Foto: Igor Dalbone

Uma mulher se oferece para lavar os pés do público. Esta era uma das cenas de Iracema, uma performance de 48 horas no ônibus da trupe Sinhá Zózima, instalado na praça Roosevelt. Uma das coisas mais interessantes do festival. A atriz Luciana Ramin recebeu o público no veículo e disse com propriedade o texto de Élida de Almeida com encenação de Anderson Maurício. Na pele de uma usuária de crack, ela envolveu e comoveu a plateia com sua história cheia de poesia. Aliás, coisa comum nas montagens do grupo, que sabe encher de vida colorida a crueza do cinza urbano.

Performance Iracema Selinhos contra o preconceito marcam as Satyrianas 2013; veja outros destaques da festa do teatro

Luciana Ramin foi destaque nas Satyrianas com Iracema, da Trupe Sinhá Zózima - Foto: André Stefano

A festa terminou com o show Podem Vaiar Agora!. Com o nome sugere, uma apresentação despretensiosa, sob comando de Thiago Mendonça. O ator remontou uma banda de garagem tal qual a extinta Aborto Elétrico de Renato Russo e entoou os sucessos do líder da Legião Urbana, a quem interpretou no cinema. Pena que o show, no fim da noite de domingo, durou tão pouco. Foi sujo, underground, frenético e, antes de tudo, a cara das Satyrianas. Quem viu cantou e aplaudiu.

Thiago Mendonça Selinhos contra o preconceito marcam as Satyrianas 2013; veja outros destaques da festa do teatro

Thiago Mendonça cantou sucessos de Renato Russo no show de encerramento das Satyrianas - Foto: André Stefano

Veja mais fotos das Satyrianas 2013 por André Stefano!

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carlos grana elt1 Artistas da Escola Livre de Teatro desocupam prédio após promessas do prefeito de Santo André

Promessas: Prefeito Carlos Grana se encontra com representantes da ELT - Foto: Prefeitura de Santo André

Por Miguel Arcanjo Prado

Após reunião com prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), artistas aprendizes da Escola Livre de Teatro (ELT), resolveram desocupar a Secretaria de Cultura e Turismo do município no ABC paulista. A manifestação era realizada desde o começo do dia. O fim do protesto foi confirmado tanto pelos estudantes quanto pela assessoria da Prefeitura de Santo André ao R7.

Os aprendizes mantém, contudo, a manifestação pacífica prevista para esta terça (19), que deverá sair da praça Rui Barbosa, em frente à ELT, às 13h, em direção ao Paço Municipal de Santo André.

Ao decidirem ocupar o prédio público, os aprendizes queriam a atenção do prefeito Carlos Grana (PT) para a crise que vive a ELT, com situação de atraso nos salários, sucateamento de sua sede, além de ter sido recorrente nos últimos tempos boatos sobre seu fechamento definitivo. O projeto de mais de 20 anos é referência em todo o Brasil em ensino das artes cênicas.

O prefeito de Santo André recebeu os manifestantes no fim da tarde desta segunda (18). Ao final do encontro, os manifestantes resolveram terminar a ocupação, já que Carlos Grana se comprometeu com as reivindicações dos artistas.

Em sua página oficial em uma rede social, o prefeito de Santo André publicou o seguinte comunicado:

“Recebi nesta segunda-feira (18) uma comissão da ELT (Escola Livre de Teatro), após a ocupação do prédio da Secretaria de Cultura e Turismo de Santo André, ocorrida pela manhã. Durante o encontro, que teve duração de cerca de 1h30, pedi a desocupação do espaço e assumi os seguintes compromissos, mediante carta de reivindicações apresentada:

1.) Realizar a licitação para contratação de mestres para 2014 de modo a obedecer rigorosamente as regras, os prazos e datas estipuladas por lei;

2.) Reformar o prédio Conchita de Morais em 2014 sem que ocorra interrupção das aulas. A permanência dos alunos está condicionada à análise técnica. Caso seja necessário a evacuação total do prédio, a administração se compromete a indicar um novo local para as aulas;

3.) Pagar os salários atrasados imediatamente;

4.) Discutir a elaboração de uma lei e orçamento fixo para avaliar a viabilidade do procedimento;

5.) Fazer balanço deste ano em relação às ações propostas e inseridas no plano de governo, em data a ser definida.”

Aprendizes da ELT também fazem comunicado

Neste fim de noite, os aprendizes da ELT também redigiram o comunicado abaixo:

"A comunidade ELT, após um dia inteiro de ocupação, sai do prédio da Secretaria de Cultura mais fortalecida, pois, mesmo diante da argumentação do prefeito de que caso não saíssemos estaríamos declarando guerra e que o diálogo estaria interrompido, conseguimos firmar compromissos públicos.

Esclarecemos que a situação entre a escola e a prefeitura só chegou a este ponto por pura ineficiência da atual gestão da Secretaria de Cultura. Nosso OCUPAÇO explicitou o jogo político de interesses, que promoveu gradualmente o desmanche do que hoje entendemos como Escola Livre de Teatro de Santo André.

Exigimos um posicionamento concreto diante de nossas reivindicações e conseguimos um compromisso público favorável a elas. Estamos mais uma vez dando um voto de confiança para a atual gestão, já que nosso interlocutor será o próprio prefeito. Isso se dará até que o prefeito consiga se reunir com a Secretaria de Cultura para que revejam suas futuras ações. Até lá seguimos em TOTAL ALERTA e atentos aos compromissos firmados hoje [segunda, 18]"

Saiba mais sobre a confusão na ELT!

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Publicado em 18/11/2013 às 13h20

Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado

magali biff bob sousa O Retrato do Bob: Na companhia de Magali BiffMagali Biff é nome grande de nosso teatro, que traz peso e respeito a qualquer obra em que ela esteja. Porque é praticamente uma companhia. O diretor Felipe Hirsch sabe disso. Tanto que a chamou para fazer Puzzle, em cartaz no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Paulistana formada pela tradicional Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo) e cursando atualmente a Faculdade Paulista de Artes, Magali já trabalhou com alguns dos principais nomes de nossos palcos. Gente como José Celso Martinez Corrêa, Cacá Rosset, Roberto Lage e Gerald Thomas. Jamais se esquece de ter sido Vladimir na histórica montagem de Gabriel Villela para Esperando Godot, de Samuel Beckett. Em sua boca, a frase final, "Sim, vamos", foi algo que impactou todo o nosso teatro. Porque fomos todos com Magali Biff.

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elt ocupaco Artistas ocupam Secretaria de Cultura de Santo André em protesto pela Escola Livre de Teatro

Cenas da ocupação da Secretaria de Cultura de Santo André por artistas da Escola Livre de Teatro (ELT); eles querem que a escola não seja sucateada; Prefeitura ainda não se manifestou sobre o caso - Fotos: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Um grupo de cerca de 50 artistas ocupa desde a manhã desta segunda-feira (18) a Secretaria Municipal de Cultura de Santo André, na região do ABC, em São Paulo, no protesto chamado de ELT no Ocupaço. São aprendizes da Escola Livre de Teatro (ELT), que vive a maior crise em seus mais de 20 anos de história, em um impasse entre governo de Santo André, capitaneado pelo prefeito Carlos Grana (PT), e artistas da instituição ligada ao município e que é modelo em todo o País.

elt ocupaco 1 Artistas ocupam Secretaria de Cultura de Santo André em protesto pela Escola Livre de Teatro

Os atores Cacá Carvalho (acima) e Phedra D. Córdoba (abaixo) divulgaram imagens na internet apoiando a ocupação da Secretaria de Cultura de Santo André por artistas da ELT - Fotos: Reprodução

O R7 conversou com os ocupantes, que preferiram não se identificar. Eles contaram que a Prefeitura fechou os diálogos com o grupo e que deseja sucatear a escola e seu projeto artístico-pedagógico.

Ainda segundo os manifestantes, a diretora de cultura Silvia Costa, que havia prometido realizar reuniões para ouvi-los, faltou a vários encontro, além de cancelar outros. Uma aprendiz da escola afirmou que “está avançando o processo de desmanche da ELT” e por isso o grupo “optou por esta atividade mais contundente”, a ocupação.

O grupo de protestantes foi bem recebido pelos funcionários da secretaria, que se simpatizaram com os números de música e de teatro que estão sendo realizados no local. A ocupação começou por volta das 9h30 e conta com presença de atores de grupos teatrais que apoiam a causa da ELT.

Ainda segundo os manifestantes, a Prefeitura ainda não se manifestou. Uma das aprendizes, que falou pelo grupo, fez questão de enfatizar que o movimento é pacífico e afirmou “que não é interesse causar nenhum distúrbio interno”. A mesma estudante afirmou que eles pretende ocupar a secretaria “até que as pautas que reivindicam sejam atendidas”. O grupo ainda diz contar com o apoio de moradores do município.

Um dos principais impasses é que a Prefeitura quer reformar a ELT e transferir os alunos para outro local ainda não definido. Os artistas desconfiam que isso seja uma manobra para tirá-los do local e acabar de vez com a escola.

Prefeitura estuda a ocupação

O R7 apurou que a Prefeitura de Santo André está estudando o movimento e que não pretende tomar nenhuma atitude violenta contra os manifestantes.

A Prefeitura propôs uma reunião ao grupo com o prefeito Celso Grana para o fim da tarde, para que cheguem a um consenso.

O secretário de Cultura, Raimundo Salles, não deve mais tomar frente ao diálogo com os artistas da ELT, visto que a relação entre eles está desgastada. O processo deve ser assumido por Tiago Nogueira, secretário de gabinete do prefeito Carlos Grana, que no momento está em viagem a Cuba e deve assumir a questão apenas em sua volta.

Procurada pelo R7, a Prefeitura de Santo André não se manifestou oficialmente sobre o caso. Na internet, centenas de artistas se manifestam a favor da ELT.

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Grupos teatrais renomados de São Paulo, a Cia. Os Satyros (à esq.) e o Grupo XIX (à dir.) também colocaram fotos na internet apoiando a causa da Escola Livre de Teatro, a ELT - Fotos: Reprodução

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maria robson Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Integrante do grupo Os Satyros, criador das Satyrianas, a atriz Maria Casadevall esteve no evento e ganhou um beijo do amigo Robson Catalunha, produtor do festival paulistano - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Entre esta quinta (14) e este domingo (17), as Satyrianas movimentaram a praça Roosevelt, no centro de São Paulo, por 78 horas. A grande festa das artes - além de teatro, há música, performances, cinema e muito mais - chega ao fim neste domingo, mas ainda dá tempo de conferir algumas imagens que marcaram o festival, como o beijo, acima, que Maria Casadevall ganhou do amigo Robson Catalunha durante a festa. Veja, abaixo, outras imagens do evento:

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A atriz Paloma Duarte é flagrada no meio do público na praça Roosevelt - Foto: Fábio Silva/Coletivo Fotomix

A atriz Paloma Duarte circula pelas Satyrianas. Ela participa da leitura do espetáculo Espelhos Paralelos, de Lauro César Muniz, no Dramamix, com direção de Bárbara Bruno.

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Cena de Histórias de Segunda Mão, nas Satyrianas - Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

Cléo De Páris e Tato Consorti atuam em Histórias de Segunda Mão, de Marici Salomão, com direção de Eric Lenate, dentro do projeto Dramamix.

otto Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Equipe de Otto se reúne após a apresentação na SP Escola de Teatro - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Equipe de Otto, espetáculo de Marco Keppler com direção de Aline Negra Silva, comemora a apresentação, feita em um lugar inusitado: o banheiro do subsolo da SP Escola de Teatro.

limusine Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Interior da limusine que serviu de cenário para peça de Letícia Simões e Robson Catalunha - Foto: Reprodução

Uma luxuosa limusine chamou a atenção de todos na praça Roosevelt. O carro foi cenário da autopeça Manual de Sobrevivência para Aqueles que Não Sabem Dirigir, com texto de Letícia Simões e direção de Robson Catalunha, com atuação de Laerte Késsimos.

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Cena da peça Só... Entre Nós, de Franz Keppler, apresentado no evento - Foto: Priscila Hermanny/Coletivo Fotomix

O dramaturgo Franz Keppler também apresentou produção nova nas Satyrianas, a peça Só... Entre Nós, com Marcia Nemer Jentzsch, Ricardo Henrique e Tiago Martelli, sob direção de Joca Andreazza, dentro do Dramamix.

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O coordenador geral das Satyrianas Gustavo Ferreira: sempre alerta - Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

Gustavo Ferreira, coordenador geral das Satyrianas, resolve as últimas questões do evento durante sua abertura, na quinta (14), na praça Roosevelt, centro paulistano.

ciclistas bonequeiros fotomix giovana pasquini Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Criança se diverte no projeto Ciclistas Bonequeiros em plena praça Roosevelt - Foto: Giovana Pasquini/Coletivo Fotomix

Giovana Pasquini, fotógrafa do Coletivo Fotomix, que registra a festa sob coordenação de Luciana Camargo, fez uma das imagens mais bonitas das Satyrianas 2013: uma criança se diverte no projeto Ciclistas Bonequeiros, que mistura teatro lambe-lambe com teatro de brinquedos em plena praça Roosevelt.

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satyrianas2013 foto bob sousa8 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

Tem stand-up nas Satyrianas no Satyricães: Tiago Carvalho, Lucas Moreira, Rogério Vilela, Neusa Felipe, Criss Paiva, Nany People, Luiz Franca, Pedro Casali, Fernando Strombeck e Átila Shinhi - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O Atores & Bastidores do R7 resolveu zanzar pelas Satyrianas 2013 em busca de gente interessante. Encontramos sete personagens que trombaram conosco. Olha eles aí:

A festa em pessoa, a atriz Nany People é íntima do povo dos Satyros desde antes de sua existência. Afinal, ela integrou o elenco da primeira peça dirigida pelo diretor Rodolfo García Vázquez, Corpo Santo, em 1988, ao lado da amiga Neusa Felipe. Ambas participaram do show de stand-up do projeto Satyricães. Curiosamente, esta é a primeira vez que Nany participa do festival. “Nunca tinha dado tempo. Mas este ano fiz questão de vir, acabei de chegar de Minas e ainda tenho peça hoje à noite. Vim também porque adoro esse projeto Satyricães. Você sabe que eu defendo os animais: tenho quatro cachorros, dois poodles e dois vira-latas”. Danada.

satyrianas2013 foto bob sousa1 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

A atriz Jenifer Costa: do Mato Grosso para a bilheteria das Satyrianas - Foto: Bob Sousa

Com seu belo cabelo black-power e olhar doce, a atriz mato-grossense Jenifer Costa, de 21 anos, trabalha nestas Satyrianas na bilheteria do Satyros Um, na praça Roosevelt, entre 14h e 20h. Radicada em São Paulo há três anos, faz teatro na Cia. 7 Pedaços e estudou na escola de Beto Silveira. “Ficar na bilheteria é engraçado porque eu encontro amigos o tempo todo”, revela. Sorte de quem compra ingresso com ela.

satyrianas2013 foto bob sousa3 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

Paulo Vasconcelos, da Cia. da Revista, gosta de ver gente nas Satyrianas - Foto: Bob Sousa

De sorriso bonito de se ver, o ator da Cia. da Revista, Paulo Vasconcelos participa das Satyrianas há pelo menos cinco edições. “Desta vez, recebemos quatro grupos em nosso espaço”, ele conta. Ele costuma ficar em frente à sede do grupo, vendo a turma passar por ele. “As Satyrianas deixam a praça mais exuberante. É só chegar e se divertir”. Falou tudo.

satyrianas2013 foto bob sousa4 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

Renata Araújo: com o programa por perto para ficar por dentro de tudo - Foto: Bob Sousa

Dona de belos olhos claros, a atriz Renata Araújo não perde uma edição das Satyrianas. De Mogi das Cruzes e radicada na capital paulista há cinco anos, ela aposta sempre na diversidade para fazer sua programação. “Estou aproveitando tudo. As Satyrianas são uma chuva de teatro”, afirma. Faz muito bem.

satyrianas2013 foto bob sousa5 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

Luiz Gil Finguermann, Otávio Donassi e Aloha Queiroz: performance presente - Foto: Bob Sousa

Todos saidinhos, os performers Luiz Gil Finguermann e Aloha Queiroz chamaram a atenção de quem passou pela praca Roosevelt nestas Satyrianas. Fizeram um tributo a Renato Cohen e a Otávio Donassi durante o evento. “Estamos mostrando que a performance também está presente nas Satyrianas”, decretam. É isso mesmo.

satyrianas2013 foto bob sousa6 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

A arte presa no trânsito: Su Norissada, Renata Zettler, Marcio Tito Pellegrini e Tuany Mancini; A Tragédia Pop participa das Satyrianas dentro do carro vermelho - Foto: Bob Sousa

Olha o trânsito! Tem espetáculo dentro de um carro, no projeto Autopecas. Su Norissada, Renata Zettler, Marcio Tito Pellegrini e Tuany Mancini se espremeram no sandero vermelho para ensaiar A Seita do Vazio, do grupo A Tragédia Pop. “As Satyrianas têm um olhar múltiplo”, diz Tito. “É de encher os olhos”, afirma Settler. “É uma oportunidade de fazer coisas diferentes”, acredita Mancini. A quem interessar possa, Norrisada completa, toda séria: “Eu tenho carteira de habilitação, e o carro é meu”. Poderosa.

satyrianas2013 foto bob sousa2 Veja sete olhares para as Satyrianas 2013

Wellington Matos dos Santos chamou os olhares para si nas Satyrianas - Foto: Bob Sousa

Estiloso que só ele, o estudante do ensino médio Wellington Matos dos Santos, de 17 anos, estreou em 2013 como público das Satyrianas. Morador de Taipas, na zona norte paulistana, ele já está metido em artes. “Estou fazendo uma versão de Hair, como o grupo Luscofusco. E também danço na Sopro Escola de Dança. É a primeira vez que participo das Satyrianas. Achei interessante porque é bem acessível a todos, com este esquema de pague quanto puder. E também porque eu gosto deste clima underground da praça Roosevelt”. Quando questionado se havia feito esta produção de moda só para o evento, ele foi direto, mas com sorriso aberto. “Não me produzo. Eu sou assim”. Garoto esperto.

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