tais araujo foto bob sousa 20133 Taís Araújo mergulha no caótico do coletivo teatral em busca de identidade e autonomia artística

Intimista: Taís Araújo está em cartaz com Caixa de Areia no CIT-Ecum - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

Assim que Bob e eu chegamos ao CIT-Ecum percebemos que os primeiros preparativos para a estreia de Caixa de Areia, de Jô Bilac e dirigida por ele com Sandro Pamponet, na noite deste sábado (9), estão sendo tomados. É fim de tarde de sexta-feira (8). O som das buzinas do trânsito que para na descida da rua da Consolação invade a coxia do teatro, onde o contrarrega Marcel Formiga termina de pintar uma escada de preto.

Logo, Taís Araújo surge detrás do vidro da entrada, sob o sol forte, voltando do almoço. Eu mesmo vou abrir a porta. “Olha você aí, Miguel. Quanto tempo!”, ela diz, abrindo o sorriso. Corre para deixar a bolsa no camarim e volta pronta para nossa entrevista. Porque no teatro as coisas são bem mais simples. E verdadeiras. Não faz falta o glamour fabricado das estrelas da TV.

E Taís Araújo já entrou para a história da televisão. Prestes a completar 35 anos no próximo dia 25, aos 17 foi a primeira atriz negra a protagonizar uma novela, Xica da Silva, exibida pela Manchete em 1996 e depois sucesso em diversos países. Repetiu também o feito na Globo, em Da Cor do Pecado, folhetim de 2004.

Mas, aqui, ela é apenas uma atriz de teatro. Pede para subirmos ao café, no segundo andar, que está vazio, para o papo fluir com mais calma. Escolhe uma cadeira onde bate o sol. Assim começamos esta entrevista exclusiva.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Taís, nossa última conversa foi em 2007, quando você fazia O Método Gronholm, no Teatro das Artes, e Os Solidores, com o André Fusko, no Espaço dos Parlapatões, aqui em São Paulo...
Taís Araújo – É verdade, faz um tampão. Eu me lembro que você tinha acabado de chegar em São Paulo, né?

Pois é... E por que ficou tanto tempo longe de São Paulo?
Acho que foi por conta da correria, mesmo. A peça Amores, Perdas e Meus Vestidos só veio para Santo André, mas não fizemos São Paulo. Eu já estava com sete meses do João Vicente [filho da atriz com o marido, o ator Lázaro Ramos] e não podia viajar mais de avião. Mas eu nem me lembrava que fazia tanto tempo assim...

Qual sua relação com o teatro de São Paulo?
Olha, sempre que venho, com exceção da peça que fiz com o Fusko, venho com atores do Rio. Eu sou carioca. Mas o que fica de São Paulo sempre é essa riqueza cultural. Tem teatro para todos os tipos de público. E aqui as pessoas assistem ao teatro e gostam. Acho que ir ao teatro faz parte dos paulistanos.

Como você foi parar nesta turma do Jô Bilac, que faz um teatro mais alternativo no Rio?
A aproximação rolou porque eu queria fazer um espetáculo antes de voltar a fazer novela [ a última da atriz foi Cheias de Charme, em 2012]. Aí, minha produtora me apresentou ao Jô Bilac. Eu já tinha visto peças dele e gostado muito. Ele me falou dessa história de Caixa de Areia, sobre uma crítica que reencontra sua história. O que mais me pegou foi que ele propôs ir escrevendo a peça conformes fôssemos ensaiando. No começo, só havia três páginas de texto.

E você gostou desse processo colaborativo?
Adorei. É importante fazer coisas diferentes. No nosso processo, todo mundo teve voz ativa. É caótico isso, mas também todo mundo é dono. Você ganha autonomia, exercita o lado criativo.

tais araujo foto bob sousa 20131 Taís Araújo mergulha no caótico do coletivo teatral em busca de identidade e autonomia artística

Taís Araújo: no caótico do grupo teatral ela ganha mais autonomia - Foto: Bob Sousa

Você acha o diálogo no teatro mais livre que na TV?
Olha, na televisão existe diálogo. Eu sempre criei meus personagens com ajuda do diretor, da figurinista... Não é tão solitário como muita gente pensa. Pelo menos para mim, eu sempre preciso do coletivo. A diferença do teatro é que aqui a voz de todo mundo tem o mesmo peso, não tem a hierarquia da TV.

Por que vocês escolheram o CIT-Ecum?
A nossa maior preocupação era ir para o teatro certo. A peça é intimista. Quem conhece as pecas do Jô Bilac já sabe o que vai encontrar. Esse teatro encaixa com a gente. Todo mundo fala muito bem daqui. Que é o teatro perfeito para nosso espetáculo.

Você vai ficar morando em São Paulo por um tempo?
Não. Venho toda sexta e volto toda segunda, porque aqui o horário de teatro no domingo é mais tarde, né? Vocês em São Paulo fazem às oito da noite. O Lázaro vai vir aos fins de semana sempre que puder e o João Vicente também.

Como é sua personagem?
Faço a Marisa, que é mãe da Ana. A peça conta a história da Ana, personagem que a Julia Marini e a Cris Larin dividem. A Ana é uma crítica de arte que passa a analisar a vida dela. E nisso volta às relações do passado. E a Marisa é o oposto da Ana. É verborrágica, não quer se aprofundar em nada, vive na superficialidade. Então, elas têm uma relação desencaixada. Quando é jovem, a Ana tem aversão pela mãe. Mas com a idade, lança um olhar mais generoso para a mãe. Começa a compreender.

Você que escolheu a personagem?
Na verdade eu não quis nada. Ela pulou para mim com os olhos fechados [risos]. Foi no processo. O Jô falou, “eu pensei de você ler hoje isso”, e ela foi se estabelecendo nos ensaios.

Qual a importância para você, uma atriz de televisão conhecida no mundo todo, fazer uma peça assim?
Fazer uma peça assim é muito importante para mim, Miguel. Um é que eu não estou acostumada a isso e isso é muito bom. Eu entro em contato com outro lugar, outro tipo de atores, outras realidades. Eu estou produzindo também. Compartilho isso com eles. É enriquecedor e delicioso o nosso processo caótico de liberdade.

Mas muitos por aí pensariam que você poderia estar fazendo um teatro comercial, enorme, e não um teatro pequeno, alternativo.
Mas eu faço justamente porque não acho pequeno. Acho este teatro que estou fazendo de um valor gigantesco. Eu tenho nos últimos dez anos intercalado teatro e novela. Estou querendo produzir mais teatro.

Por quê?
Por que quero trabalhar como atriz o resto da minha vida. Eu comecei muito cedo, Miguel, você sabe. Sempre fui muito receosa com minha profissão. Quando fiz 28, 29 anos, naquela época que a gente se conheceu, eu falei para mim: “É isso. É minha profissão. Tenho de investir cem por cento nela”. O teatro me ajuda a construir essa atriz que eu quero ser. Quero ser uma atriz diversa, que consiga brincar com vários gêneros. E o teatro sempre foi muito generoso comigo neste sentido.

tais araujo foto bob sousa 2013 2 Taís Araújo mergulha no caótico do coletivo teatral em busca de identidade e autonomia artística

Taís Araújo conversa com Miguel Arcanjo Prado no CIT-Ecum: "Quero ser uma atriz diversa" - Foto: Bob Sousa

Caixa de Areia
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 20h. 70 min. Até 15/12/2013
Onde: CIT-Ecum (r. da Consolação, 1623, metrô Paulista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-5922)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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georgette bobsousa4 Dois ou Um com Georgette Faddel

A atriz e diretora de teatro Georgette Faddel em pose para a coluna Dois ou Um - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Georgette Faddel é atriz e diretora. Formada pela EAD da USP (Universidade de São Paulo), está em cartaz na peça Puzzle, de Felipe Hirsch, no Sesc Pinheiros, e dirige O Duelo, da mundana companhia, no Centro Cultural São Paulo, com Camila Pitanga no elenco. Ela ainda faz parte do espetáculo Barafonda, da Cia. São Jorge de Variedades, que volta ao cartaz no próximo 22 de novembro. A artista é a primeira a participar de Dois ou Um, a mais nova coluna do Atores & Bastidores do R7, publicada todos os sábados a partir de hoje. Dez perguntas diretas cheias de possibilidades. Ou não.

São Jorge de Variedades ou mundana companhia?
Hahahahahahahaha!!!!

Teatro comercial ou alternativo?
Comercio? Alternativa? TEATRO

PT ou PSDB?
Nóis

Biógrafos ou Paula Lavigne?
Bio

Gata ou cachorra?
A minha gata-cachorra

Palco italiano ou do jeito que der?
O que for preciso

Camila Pitanga ou Regina Duarte?
A primeira amo, a segunda não conheço

Zé Celso ou Antunes Filho?
Juntos no coro

Cazuza ou Renato Russo?
Um em cada ouvido

Brecht ou Beckett?
Um nas mãos, outro nos pés


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aline negra silva foto eduardo enomoto 2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Aline Negra Silva: direção da peça Otto, de Marco Klepper, na Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

Gata na praça
Aline Negra Silva está na correria dos ensaios da leitura dramática que vai dirigir nesta Satyrianas, festival que começa nesta quinta (14), com 78 horas de arte na praça Roosevelt, reduto do teatro alternativo paulistano. Está sob seu comando a peça Otto, escrita pelo dramaturgo Marco Klepper. O enredo mostra um inusitado encontro de dois homens. No elenco, estão dois atores tão queridos da coluna quanto a diretora: Ed Moraes e Juan Manuel Tellategui. A apresentação será no sábado (16), às 22h, na SP Escola de Teatro (pça. Roosevelt, 210). Quem não for vai perder. Veja a programação completa das Satyrianas!

Agenda Cultural da Record News (toda sexta, meio-dia)

camila Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Camila Pitanga: humilde - Divulgação

Gata no ABC
Chama a atenção de todo mundo no Sesc Santo André a simpatia e simplicidade da atriz Camila Pitanga. Ela faz a peça O Duelo, com a mundana companhia, por lá, até este domingo (10). Camila já havia demonstrado a todo mundo sua humildade durante os ensaios, realizados na Casa Livre, quando pegava o metrô, descia na estação Marechal Deodoro, e andava pela região do Minhocão como qualquer pobre mortal. É assim que se faz, garota!

Volta pro CCSP
O Duelo só volta ao Centro Cultural São Paulo na quinta, 21 de novembro. Falando nisso, esta sessão terá ingressos a R$ 3. Vai ser um fuzuê só. A peça vai até 15 de dezembro, com ingresso a R$ 30 nos outros dias.

 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Enrique Diaz trará Daniel MacIvor ao Sesc Pompeia para fazer workshop com atores - Foto: Nathalie Melot

Monstruosidade 1
Enrique Diaz, nosso grande diretor aí acima e aí embaixo, em fotos exclusivas que mandou para a coluna, tem uma relação intensa com o dramaturgo Daniel MacIvor. Do canadense, dirigiu os sucessos In on It e À Primeira Vista. Agora, embarca em um texto dele em seu primeiro monólogo da carreira, Cine_Monstro. Diaz fará 13 personagens. "Ele escreveu a peça para ser feita por um ator só, no caso, ele mesmo, quando a peça estreou nos anos 1990. É interessante conhecer o texto e saber que o público vai traçando relações entre as diferentes personagens e histórias, até perceber que o quadro geral revela uma série de coisas que não estavam previstas", revela Diaz. A estreia paulistana está marcada para 22 de novembro, no Sesc Pompeia.

Mostruosidade 2
E o próprio MacIvor virá ao Brasil para prestigiar o já amigo. No dia 12 de dezembro, o autor participará de um bate-papo com o público e ainda vai prestigiar a leitura de sua próxima peça, The Best Brother. Além disso, haverá um workshop para atores e estudantes de teatro no dia 14 de dezembro, sábado, das 14h às 18h. As inscrições serão abertas em 7 de dezembro. A temporada vai de 22 de novembro a 15 de dezembro, com entrada a R$ 40 a inteira, R$ 20 a meia-entrada e R$ 8 para comerciários e dependentes. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. Vai, gente!

enrique diaz nathalieMelot Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O ator e diretor Enrique Diaz, em pose exclusiva para a coluna no palco de Cine_Monstro - Foto: Nathalie Melot

Dose dupla 1
Nossa atriz Cléo De Páris, mais apaixonada do que nunca, faz jornada dupla na praça Roosevelt a partir desta sexta (8). Estará em Édipo na Praça e em Nosferatu, ambas em cartaz no Espaço dos Satyros Um. Leia a entrevista na qual ela conta tudo, inclusive o nome do namorado.

monga Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Monguinha: atriz de Monga deu mimo aos colegas - Foto: Reprodução

Dose dupla 2
Outra que está em jornada dupla é a atriz Maria Carolina Dressler. Aos fins de semana, ela está em cartaz em Estrada do Sul, do Grupo XIX, na Vila Maria Zélia. Já às quartas, assume o monólogo Monga no Sesc Santo André.

Mimo
Falando em Monga, Maria Carolina Dressler preparou um mimo para toda a equipe da obra. No dia da estreia, na última quarta (6), ela distribuiu uma fofinha macaquinha de chocolate, feita por Ligia Barros, para todo mundo. Na obra, ela vive a mulher que se transforma em gorila. A peça já está na boca do povo.

De volta ao assunto
Falando em Satyrianas outra vez, os atores Robson Catalunha e Gustavo Ferreira, que trabalham que nem loucos para botar o festival de pé, mandam avisar que ninguém os procure, por favor, depois da próxima terça (12). É que estarão mergulhados até a alma no evento. Só um adendo: eles só abrem brecha na agenda para propostas de coisas que lhe deem o mais absoluto prazer. Combinado?

Guti-guti
Os trofeus da eleição do Grande Prêmio 'Os Mais Mais' da Semana da Criança - 1ª Edição, feita aqui no blog, serão entregues no Satyros III, no domingo (17), às 23h15. Veja quem ganhou.

Bate-papo
A coluna também estará representada nas Satyrianas. Este vosso escriba e o grande fotógrafo Bob Sousa farão bate-papo com o público na sexta (15), às 18h, no Espaço dos Satyros Um. Esperamos encontrar você por lá!

bob miguel Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Bob Sousa e Miguel Arcanjo Prado: bate-papo na Satyrianas dia 15, às 18h, no Satyros Um - Foto: Daniela Sousa

Na prensa
Falando em Bob Sousa, seu livro, Retratos do Teatro, já está na gráfica. O lançamento, no fim deste mês, será no palco de um dos mais tradicionais teatros de São Paulo. Quem viver verá.

Para todos
Bob Sousa, nosso fotógrafo socialista, lutou para que seu livro fosse de livre acesso. Uma versão digital estará disponível na internet para quem quiser ver.

Data
A estreia da peça Bola de Ouro está marcada para a próxima quinta (14), no Sesc Santo Amaro. O texto é o primeiro do dramaturgo francês Jean-Pierre Serrazac.

Hora de dar tchau!
Vindo de Brasília, o espetáculo Eros Impuro encerra temporada em São Paulo neste fim de semana no Teatro Pequeno Ato, ali pertinho do Arena. A obra (leia a crítica) mistura artes plásticas com artes cênicas, para contar a vida de um homem atormentado por um abuso no passado. Se quiser conferir, é bom correr.

eros impuro eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Sergio Maggio e Jones de Abreu: despedida de São Paulo com Eros Impuro - Foto: Eduardo Enomoto

Samir em Santana
Samir Yazbek, dramaturgo querido da coluna, tem retrospectiva de sua obra no Sesc Santana. O projeto Imersão Samir Yazbek vai até 15 de dezembro. A peça Frank faz temporada sábado, 21h, e domingo, 18h. Ainda há outros trabalhos da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, fundada por Yazbek com Helio Cicero, com sessões sempre às sextas: As Folhas do Cedro (8 a 15 de novembro), Fogo Fátuo (22 de novembro) e O Fingidor (29 de novembro e 6 e 13 de dezembro). Só coisa boa.

Taís em Sampa
Taís Araújo estreia neste sábado (9) a peça Caixa de Areia, em São Paulo, no CIT-Ecum. O texto é de Jô Bilac e tem direção do autor e de Sandro Pamponet. No elenco, estão ainda Luiz Henrique Nogueira, Jaderson Fialho, Cris Larin e Julia Marini. Fica em cartaz até 15 de dezembro, com entrada a R$ 40 a inteira. Toda sexta e sábado, 21h, e domingo, 20h. Estão todos convidados. Lázaro Ramos irá.

tais araujo 3 foto paula kossatz1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Taís Araújo no CIT-Ecum: temporada de Caixa de Areia estreia neste sábado (9) em SP - Foto: Paula Kossatz

Então, é Natal...
Em um bar do centro paulistano tudo pode acontecer na noite de Natal. Este é o enredo da peça O Natal Mais Feliz da Minha Vida está em cartaz no N.Ex.T., na rua Rego de Freitas, 454, na República, em São Paulo, até 14 de dezembro. Tem sessão toda quinta, 21h30; sexta, 22h30; e sábado, 21h30. O texto e a direção são de Antonio Rocco. No elenco, estão Antonio Destro, Jacqueline Obrigon, Javert Monteiro, Celso Melez, Débora Ester, Gigante Cesar, Mário Matias, Sérgio Melo e Ralph Maizza. A entrada é R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Simone adoraria.

Retorno
O musical Godspell volta ao Teatro Commune, em São Paulo, nesta sexta (8). Fica por lá até 1º de dezembro de 2013. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. Leia a crítica.

Coleguinha no palco 1
O coleguinha Leão Lobo, que também é ator além de jornalista, volta aos palcos neste sábado (9), na peça O Mambembe, no Teatro Commune (r. da Consolação, 1218), em São Paulo. O texto de Arthur de Azevedo ganha direção de Jair Aguiar com a Cia. das Artes. A obra conta a saga de uma divertida trupe de artistas pelos cafundós do Brasil. "A última vez que atuei foi em 2005, O que Aconteceu com Shirley Taylor, com direção da Fafy Siqueira, e agora estou voltando. No meio disso, tenho feito coisas na TV paga, relacionadas a humor, com o Rafael Queiroga, e o quadro às quintas no Programa do Ratinho", conta Leão à coluna.

Coleguinha no palco 2
Leão Lobo conta como surgiu o convite: "Eu dei uma oficina na escola dos meninos da Cia. das Artes e eles me chamam há um bom tempo. Fiquei muito feliz em agora poder aceitar convite. Até cancelei uma viagem aos EUA para fazer a peça", revela. Sobre sua personagem, diz que ela é serelepe: "Eu faço a Dona Rita, é a madrinha da mocinha da história. Mas na verdade, ela é uma amante da representação. Porque como O Mambembe fala de atores, a Dona Rita é a atriz do espetáculo, ela nasceu para representar. É mais atriz do que a mocinha! É uma personagem muito engraçada, porque é a própria mãe de miss. O texto é a primeira grande comédia do teatro brasileiro". A temporada vai até 8 de dezembro, sábado, 19h, e domingo, 18h. O ingresso custa R$ 20 para todos, em preço promocional. Merda, Leão!

leao sergio massa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

De volta ao palco: Leão Lobo (à esq) contracena com Antonio Netto em O Mambembe - Foto: Sergio Massa

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cleo bobsousa4 Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

Cléo De Páris, a musa da praça Roosevelt: duas peças ao mesmo tempo - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

Cléo De Páris, a atriz que é musa do Satyros, tem a partir desta sexta-feira (8) uma missão dupla a ser enfrentada na praça Roosevelt; mais especificamente no Espaço dos Satyros Um, o badalado teatro alternativo paulistano.

A atriz gaúcha estará em duas peças na mesma noite. Às 20h, pode ser vista como Jocasta em Édipo na Praça. Já à meia-noite, ela reestreia a peça Nosferatu, escrita por ela e dirigida por Fabio Mazzoni, na qual contracena com Eric Lenate.

Recentemente, Cléo foi vítima de ataque midiático. Um jornal carioca publicou fotos da atriz com a amiga Maria Casadevall, estrela da novela Amor à Vida. Nas fotos, na realidade divulgação da peça Nossa Gata Preta e Branca no Espaço dos Parlapatões em 2012, nas quais as personagens das duas trocavam um selinho. A reportagem usou a imagem para insinuar que as atrizes teriam sido namoradas.

Nesta entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7, Cléo comenta o episódio publicamente pela primeira vez, fala da jornada dupla no palco e ainda fez a revelação sobre quem é seu novo namorado.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Cléo, você estreou Nosferatu no Sesc Consolação. Vai ser mais gostoso fazer no Satyros?
Cléo De Páris – Acredito que sim. Eu adoro o palco do Satyros Um. Sempre que estou ensaiando me imagino lá... Virou, sei lá, uma obsessão [risos]. E me sinto amparada, protegida. Não temos a estrutura do Sesc, mas a relação mais humana e direta compensa sempre. Além disso, o espaço é bastante parecido com a sala Beta do Sesc, onde fazíamos a peça, e isso facilita muito.

Você gosta desse horário da meia-noite?
Gosto muito! Acho que é uma opção interessante para uma cidade como São Paulo e ainda mais pela questão do trânsito. Esse horário permite que você saia do trabalho, jante, passe em casa e tranquilamente vá ao teatro mais tarde. Também nossa peça tem apenas 50 minutos.

Você já fez peça neste horário?
Eu fiz A Filosofia na Alcova [peça dos Satyros] durante dois anos no horário da meia-noite. Sempre com muito público. Difícil é fazer duas peças no mesmo dia, o que vai acontecer comigo agora também... Saio do Édipo na Praça e depois tem Nosferatu. Mas é por pouco tempo e são trabalhos que gosto tanto!

Cléo, a pergunta que não quer se calar na praça Roosevelt: você e Eric Lenate [diretor e ator que contracena com ela em Nosferatu] estão namorando?
Sim.

Agora vamos falar de um assunto delicado. Como você reagiu àquela história das fotos de divulgação da peça que você fez no ano passado com a Maria Casadevall terem sido publicadas por um jornal carioca insinuando que vocês seriam namoradas?
Você até tinha me perguntado naquela época se eu queria falar algo, daquela gente que se dava ao trabalho de copiar nossas fotos de Instagram para tentar levantar polêmica. Eu não quis comentar nada na época, Miguel, primeiro pra não causar mais rebuliço e atrapalhar a Maria, segundo porque não tenho qualquer respeito por quem publicou aquelas bobagens. Mas, agora, gostaria de dizer uma coisa: gostaria de dizer que fiquei pasma com aquilo e fiquei pasma em ver o quanto as pessoas são preconceituosas de fato. Porque, a meu ver, pouco importa se fôssemos, tivéssemos sido namoradas!  E mais, o que eu precisaria desmentir? Não tem nada de ofensivo nisso. As pessoas ainda tratam como xingamento ser gay? As pessoas ainda tratam como ofensa? As pessoas acham que podem "macular" a imagem de alguém com isso? Acho absurdo ao extremo esse pensamento. Não fiquei chateada, achei até divertido por um lado. Mas é muito triste na verdade que o mundo seja assim. É muito triste que a imprensa seja assim, no geral. É muito triste que muitas pessoas com as quais nos relacionamos ainda sejam assim.

cleo de paris andre stefano Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

À esquerda, Cléo De Páris com Eric Lenate em Nosferatu; à direita, ela em Édipo na Praça - Fotos: André Stéfano

Édipo na Praça
Avaliação: Bom
Quando:
Sexta, sábado e domingo, 20h. 75 min. Até 30/11/2013
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

Nosferatu
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sexta e sábado, meia-noite. 50 min. Até 14/12/2013
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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ENO 0891 Entrevista de Quinta: Faço teatro por legítima defesa e por anarquia, diz Marcelo Marcus Fonseca

Marcelo Marcus Fonseca, no Teatro do Incêndio: garra na falta de grana - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

O Teatro do Incêndio resolveu arregaçar as mangas e mergulhar até 15 de dezembro de 2013 no projeto Primavera do Incêndio, com três peças em cartaz ao mesmo tempo e leituras dramáticas.

Além de A Baby Sitter, que encerra temporada no Sesc Pinheiros neste fim de semana, o grupo ainda apresenta em sua sede, na rua Santo Antônio, 723, na Bela Vista, em São Paulo, os espetáculos Fim de Curso e São Paulo Surrealista.

O Atores & Bastidores do R7 foi até a sede da companhia com sua fachada grafitada e conversou com Marcelo Marcus Fonseca, diretor da trupe, nesta Entrevista de Quinta.

Ele falou da dificuldade de fazer teatro sem financiamento público, falou da deficiência da atual Lei do Fomento, lembrou o começo da carreira na década de 1980 e afirmou que que realiza seu ofício "por anarquia".

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Por que você resolveu fazer esta mostra Primavera no Incêndio?
Marcelo Marcus Fonseca – A gente iria ficar com o Baal – O Mito da Carne até o fim do ano, mas o Sesc me telefonou querendo fazer o projeto de A Baby Sitter, que a gente tinha enviado para eles no ano passado. Aí, como estávamos começando a fazer Fim de Curso, que é do mesmo autor, o francês René de Obaldia, resolvemos fazer a mostra e colocar também São Paulo Surrealista.

Como vocês estão sobrevivendo?
Este foi um dos motivos também da mostra. Estamos sem apoio da Lei de Fomento, sem ProAC, pagando um aluguel altíssimo... Nós só tínhamos a nossa possibilidade de colocar a companhia para trabalhar com nossos espetáculos.

Está dando certo?
Está dando certo parcialmente. Não é possível viver da bilheteria como uma grande produção que tem dinheiro para investimento grande em mídia.

É difícil sobreviver fazendo teatro de grupo em São Paulo?
É muito difícil! Meu grupo hoje está com mais de 30 pessoas e todas pessoas precisam sobreviver, pagar os aluguéis, comer. A gente não consegue produzir decentemente os espetáculos sem um apoio do governo.

ENO 0872 copy Entrevista de Quinta: Faço teatro por legítima defesa e por anarquia, diz Marcelo Marcus Fonseca

"Lei do Fomento não acompanhou crescimento dos grupos", diz Fonseca - Foto: Eduardo Enomoto

A Lei do Fomento não dá mais?
A Lei do Fomento do Teatro, que é municipal, é nossa maior conquista, mas ela não acompanhou o crescimento dos grupos em São Paulo. A Lei do Fomento tem de entender que 30 grupos por ano subsidiados não condiz mais com a realidade muito maior de cena teatral paulistana que ela própria criou.

Por que vocês resolveram investir em espaço próprio?
Tivemos um acesso de loucura e investimos no espaço. Por mais difícil que seja, conseguimos um importante acervo de figurino, luz, temos liberdade de ensaiar e pensar dentro daquele espaço. São coisas que muitos artistas não têm. Se a gente não tivesse feito isso não teríamos o acesso de loucura de fazer três peças em dois meses. Isso de criar um repertório é um desejo nosso para o começo do ano que vem. Atualmente, estamos com quatro espetáculos prontos para serem apresentados em qualquer lugar: Fim de Curso, A Baby Sitter, Baal – O Mito da Carne e São Paulo Surrealista. Para manter tudo isso a gente nunca sabe como fará, o que dirá o dia de amanhã. Hoje, ainda estamos conseguindo trabalhar. Estamos correndo atrás de patrocínio.

Como entrou no teatro?
Eu sou de São Paulo, nasci em Santo André e morei em Taubaté. Cheguei em São Paulo com 12 para 13 anos. Vi um programa de televisão falando de um curso de teatro. Eu fui e fiz três semanas, era aos sábados. Aí, um grupo estava saindo para fazer uma peça infantil. E eu, em vez e ir para o curso, ia ver a peça. Comecei a ver teatro, fui começando a conhecer este cenário, que era o teatro paulistano da década de 1980.

Como era?
A cena paulistana de São Paulo naquela época era uma cidade do interior! Conheci o Fauzi Arap, o Plínio Marcos, o Marcos Caruso, Celso Luis Paulini, que para mim era um Beckett brasileiro.

Você se metia com essa gente tão novinho?
Sim! Eu frequentava as leituras, ia às reuniões, tinha 14, 15 anos. Eu ficava olhando e eles pareciam uns oráculos para mim. O Celso inclusive me contou certa vez que tinha feito uma peça para mim, Aquela que Não Sai dos Nossos Braços, mas ele morreu e não acharam nem o rascunho da peça!

E você foi se enturmando...
Assim fui conhecendo pessoas, meus mestres, que na maioria dos casos me deram livros, me dirigiram, conversaram muito comigo...

Quando você virou diretor?
Foi aos 22 anos. Quando eu virei diretor de teatro eu tive a sorte de duas pessoas acharem isso muito natural e interessante, o Fauzi Arap e o Zé Celso me orientaram muito. O primeiro espetáculo que dirigi foi Exagerei no Rímel, isso me ajudou na direção para sempre. Era um exercício. Três cenas curtas onde provava que ação dramática era uma coisa e movimento era outra completamente diferente, foi em 1993, os atores não se moviam. Foi num lugar que nem existe mais. As coisas no mundo vão acabando... [pensativo] A segunda peça já foi parar no Sesc Consolação. Foi Os Olhos Cor de Mel de James Jean, com a Patrícia Lucchesi e Kate Hansen.

Como nasceu o Teatro do Incêndio?
O Incêndio nasceu logo no começo da minha carreira. Desde 1987, eu era ator. Em 1985, eu quis dirigir um Brecht, e o destino me levou à primeira peça dele, Baal. Mas eu não tinha dinheiro, nenhuma perspectiva, mas queria fazer aquilo. Tive a sorte de ter o apoio do Antônio Carlos Sartini, que hoje dirige o Museu da Língua Portuguesa, mas na época era diretor de cultura na Secretaria de Estado da Cultura. Ele me apoiou muito. Ele acreditou que eu poderia dar certo e me deixou fazer algumas coisas para dar um passo adiante. Ele permitiu que eu fizesse residência na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Como foi?
Fiquei dez meses ensaiando sem saber o que fazer, e o Fauzi Arap ia me ver, me xingava, dizia que eu estava errando, mas com o tempo foi dizendo os acertos também [risos]. Como fiquei dez meses ensaiando com um monte de gente, você acaba formando um grupo. Ali nasceu o desejo de fazer peças com aquelas pessoas, criar vínculos. Aí estreamos o Teatro aos Tragos, nasceu no sacrifício. Estreamos Baal – O Mito da Carne em 1996, e o Zé Celso nos convidou para fazer a temporada no Teatro Oficina. Aí foi um sucesso!

E como veio nome Teatro do Incêndio?
Em 2000, mergulhei no Artaud, e vi a trilogia do Roger Vitrac, que trabalhou com ele, que tinha esse nome. Na hora pensei: isso é nome de um grupo de teatro. Aí trocamos o nome para Teatro do Incêndio.

Qual conselho você dá a jovens diretores?
Um conselho que eu daria para diretores novos? Como se torna um diretor? Peter Brook, em O Ponto de Mudança, fala: ‘dirija em qualquer lugar, em qualquer direção, de alguma forma’. Porque a energia do trabalho gera energia. Não importa como, você precisa fazer!

Por que você faz teatro?
Por necessidade, por legítima defesa e por anarquia.

ENO 0861 copy Entrevista de Quinta: Faço teatro por legítima defesa e por anarquia, diz Marcelo Marcus Fonseca

"Faço teatro por legítima defesa e por anarquia", Marcelo M. Fonseca - Foto: Eduardo Enomoto

A Baby Sitter
Avaliação: Bom
Quando: Sexta e sábado, 20h30. 60 min. Até 9/11/2013
Onde: Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, Pinheiros, SP, tel. 0/xx/11 3095-9400)
Quanto: R$ 4 a R$ 20
Classificação etária: 14 anos

São Paulo Surrealista
Quando: Quarta e quinta, 21h. Até 12/12/2013
Onde: Teatro do Incêndio (r. Santo Antônio, 723, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3107-2578)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

Fim de Curso
Quando: Sexta, sábado, 21h; domingo, 19h. Até 15/12/2013
Onde: Teatro do Incêndio (r. Santo Antônio, 723, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3107-2578)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Leituras Dramáticas
Quando: Terça, às 20h. Até 10/12/2013
Onde: Teatro do Incêndio (r. Santo Antônio, 723, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3107-2578)
Quanto: pague quanto der

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cacilda Sylvia Prado foto3 Jennifer Glass Medo de doença levou Zé Celso a fazer Cacilda!!!

Sylvia Prado interpreta Cacilda Becker no polêmica da devolução do prêmio Saci ao Estadão - Foto: Jennifer Glass

Por Miguel Arcanjo Prado

Foi por medo de ter contraído Aids nos anos 90 que o diretor José Celso Martinez Corrêa resolveu escrever a série teatral Cacilda!!!!, dividida, pelo menos, em quatro peças.

Na época, Zé notou que estava com feridas na perna e sofria com febre alta. Inicialmente, pensou que havia contraído o vírus HIV.

cacilda ze celso claire jean Medo de doença levou Zé Celso a fazer Cacilda!!!

Zé Celso (foto) escreveu e dirigiu Cacilda!!! ao lado de Marcelo Drummond - Foto: Claire Jean

O artista então fez uma promessa: se não houvesse pegado Aids, encenaria nos palcos a história da atriz Cacilda Becker (1921-1969), de quem foi amigo.

Mais tarde, os exames confirmaram que Zé Celso não estava com Aids, mas, sim, sofria de erisipela, uma infecção na pele facilmente tratada com antibiótico. Feliz com o resultado, o diretor cumpre sua promessa até hoje. A história está contada no programa da obra.

Leia a crítica de Cacilda!!!

As quase mil páginas de texto sobre Cacilda Becker escritas por Zé Celso em parceria com Marcelo Drummond já renderam três espetáculos. A temporada paulistana do terceiro, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1 tem suas últimas apresentações neste sábado (9) e domingo (10), a partir das 18h, no Teat(r)o Oficina.

O grupo já montou em 1998 Cacilda!, com Beth Coelho, Giulia Gam e Leona Cavalli vivendo a protagonista. Em 2009, foi a vez da segunda peça, Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, com Ana Guilhermina no papel-título.

Desta vez, Camila Mota e Sylvia Prado dividem-se como Cacilda Becker. Ambas integraram os coros das duas primeiras montagens.

Em Cacilda!!!, o Oficina aborda a fase de Cacilda Becker como primeira atriz do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e invade os anos 1960, quando Cacilda liderou a classe teatral e participou da polêmica devolução do Prêmio Saci ao jornal Estado de S. Paulo, acusado pelos artistas de ser conivente com a ditadura militar e a repressão. O jornal, naquela época, escreveu um editorial apoiando a censura da peça Roda Viva, dirigida por Zé Celso com o Oficina, fato retratado no espetáculo.

Sessão extra

Nesta segunda (11), vai ter uma sessão extra gratuita às 19h, no próprio Oficina.

Depois, o grupo vai se concentrar para a quarta peça da saga, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro. Após duas semanas de apresentações no Sesc Santo André e Piracicaba, a obra estreia no Oficina no dia 13 de dezembro de 2013, para duas semanas em cartaz.

cacilda Camila Mota e Liz Reis foto Jennifer Glass Medo de doença levou Zé Celso a fazer Cacilda!!!

Camila Mota (de vermelho) também interpreta Cacilda Becker em Cacilda!!! - Foto: Jennifer Glass

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado (9) e domingo (10), às 18h. 5 horas com 30 min de intervalo. Até 10/11/2013. Sessão extra gratuita na segunda (11), às 19h.
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 5 (moradores do Bixiga mediante comprovante de residência)
Classificação etária: 18 anos

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jorge doria gaiola das loucas Sem preconceito com o riso farto, Jorge Dória foi um dos grandes nomes de nossa comédia teatral

Jorge Dória (à esq.) com Carvalhinho em A Gaiola das Loucas, 1994, dirigida por Jorge Fernando - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O carioca Jorge Pires Ferreira, o nosso ator Jorge Dória, que morreu nesta quarta (6), aos 92 anos, vítima de complicações renais e cardiorrespiratórias, deixa um verdadeiro rombo no teatro brasileiro.

Ator de comédia de raro talento, ele soube como poucos cavar a gargalhada genuína e inteligente em suas plateias.

Se seu rosto se tornou conhecido e admirado nacionalmente por conta do alcance da televisão, mas sua carreira deu importantes passos no palco do teatro brasileiro, onde foi o preferido de diretores como Domingos de Oliveira e João Bethencourt.

Tudo começou em 1940, quando entrou para a Companhia Eva Todor, na qual permaneceu por uma década girando o país ao lado da grande estrela, como conta a Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro.

Nos anos 1960, conseguiu a glória de ter um texto escrito por Vinícius de Moraes – em parceria com Pedro Bloch e Gláucio Gil – para interpretar no palco, Procura-se uma Rosa, cuja direção foi assumida por Léo Jusi.

Em 1973, outro marco: Dr. Fausto da Silva, de Paulo Pontes com direção de ninguém menos do que Flávio Rangel.

Peça polêmica em plena ditadura

A experiência farta lhe deu coragem para assumir nos anos 1970 a produção de suas peças, colocando na direção o parceiro João Bethencourt.

gaiola 1974 funarte 300x226 Sem preconceito com o riso farto, Jorge Dória foi um dos grandes nomes de nossa comédia teatral

Cena de A Gaiola das Loucas na montagem de 1974, com Jorge Dória ao centro: homossexualidade retratada no palco em plena ditadura militar - Foto: Acervo Funarte

Assim, vieram Plaza Suíte em 1971, Chicaco 1930, no ano seguinte, Freud Explica, Explica, em 1973, A Gaiola das Loucas, em 1974 - um marco por tratar do tema da homossexualidade em plenos anos de chumbo da ditadura - , Sodoma, o Último a Sair Apague a Luz, de 1978, e O Senhor É Quem, de 1980.

Nos anos 1980, se aproxima do diretor Domingos de Oliveira, com quem vai trabalhar em Amor Vagabundo (ou Eternamente Nunca) em 1982, em Escolas de Mulheres, de 1984 – que lhe rendeu o Prêmio Mambembe de melhor ator –, em A Morte do Caixeiro Viajante, de 1986, e em Os Prazeres da Vida, de 1987.

Dória também foi dirigido por Wolf Maya nos palcos em 1983, em Belas Figuras, peça de Ziraldo. José Renato também foi outro diretor com quem trabalhou em 1988 na peça A Presidenta.

Suas peças mais recentes foram O Senhor É Quem, com texto e direção de João Bethencourt, em 1993, a remontagem de A Gaiola das Loucas com direção de Jorge Fernando, estrondoso sucesso em 1994; e a derradeira, em 1999, O Avarento, de Molière, com direção de João Bethencourt. É curioso observar que esta também foi a última peça feita por Paulo Autran.

De forte carisma cênico, Jorge Dória ficou conhecido por fazer os espetáculos adequarem-se a ele, que tinha total domínio da plateia e uma veia cômica natural e inesquecível. Para despeito da crítica, no palco fazia o que bem lhe entendesse. Porque tinha certeza que do seu ofício quem mais sabia era ele próprio.

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ze in london the curious1 Zé in London: Morte de cachorro na vizinhança e fantasmas instigam plateia teatral inglesa

Jovem investiga morte de cachorro no bairro e hipnotiza plateia de Londres - Foto: Manuel Harlan

Direto da capital inglesa, o diretor teatral paulista Zé Henrique de Paula conta no R7 as principais novidades do efervescente teatro londrino

ze henrique de paula eduardo enomoto Zé in London: Morte de cachorro na vizinhança e fantasmas instigam plateia teatral inglesa

Zé Henrique de Paula - Foto: Eduardo Enomoto

Por Zé Henrique de Paula, de Londres
Especial para o Atores & Bastidores*

A pacata vizinhança onde moram o garoto Christopher e seu pai é abalada por um estranho crime: Wellington, o cachorro de sua vizinha Sra. Shears, aparece morto de manhã, no meio da rua, com um ancinho cravado em seu corpo.

Durante duas horas e quarenta minutos, Christopher irá fazer de tudo para tentar desvendar o cruel assassinato e, em meio à investigação (como um Sherlock Holmes adolescente) ele mal sabe que, além do criminoso, irá descobrir a si próprio.

Esta é a premissa do espetáculo The Curious Incident of the Dog in the Night-Time (O Curioso Incidente com o Cachorro Durante a Noite), adaptado do romance escrito por Mark Haddon em 2003.

A peça, em cartaz até outubro de 2014, arrebatou nada menos do que sete Olivier Awards – o maior prêmio do teatro inglês – em 2013, além de ter recebido cotação máxima de quase todos os críticos nos periódicos londrinos.

A peça aborda de maneira consistente e, ao mesmo tempo, delicada, uma condição que afeta o jovem protagonista: a síndrome de Asperger.

Como ele mesmo se define no início da peça, Christopher é “um perito em matemática com algumas dificuldades de comunicação”.

A encenação de Marianne Elliot (que foi co-diretora do mega sucesso War Horse) traduz brilhantemente em imagens o mundo que povoa a mente de Christopher: números, equações e formas geométricas invadem o palco através de sofisticados efeitos de luz e projeções nas paredes e no chão do cenário.

O efeito é arrebatador, mas o que mais fascina na montagem é o trabalho dos atores, que alternam com extrema competência momentos de absoluto realismo e detalhadas sequências de teatro físico. O trabalho de preparação corporal e coreografia dessas sequências foi feito por dois renomados diretores daqui, Steven Hogget e Scott Graham, que respondem pela direção artística de uma companhia chamada Frantic Assembly. Confira tudo isso no clipe do espetáculo!

*****

Muitos teatros de Londres recebem subsídio do governo, em diferentes níveis e quantias. Normalmente, esse subsídio responde parcialmente pela sobrevida dos espaços; o restante vem da arrecadação de bilheteria, assinaturas, patrocínio privado e doações (muito comum por aqui).

almeida theatre ghosts Zé in London: Morte de cachorro na vizinhança e fantasmas instigam plateia teatral inglesa

Ghosts está em cartaz no Almeida Theatre, em Londres - Divulgação

Um destes espaços é o Almeida Theatre, um tradicional reduto dedicado aos clássicos e à nova dramaturgia.

Atualmente em cartaz, está o drama Ghosts (Espectros), do norueguês Henrik Ibsen (veja também o clipe do espetáculo).

Dirigida pelo veterano Richard Eyre e em cartaz até 23 de novembro, a montagem tem tratamento de época e atores impecáveis.

Quando assisti ao espetáculo, boa parte da plateia estava visivelmente tocada ao final. Vale lembrar que o brasileiro Francisco Medeiros também dirigiu Espectros em São Paulo dois anos atrás, com Clara Carvalho, Flavio Barollo e Nelson Baskerville no elenco.

Pois clássico de verdade é assim: dialoga com a plateia em qualquer lugar!

*Zé Henrique de Paula é diretor teatral no Núcleo Experimental, em São Paulo, e e atualmente faz mestrado na University of Essex, em Londres, de onde colabora para o blog cobrindo a cena inglesa.

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cacilda 10 claire jean 2 Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Cena do protesto feito com atrizes em 1968 contra a censura é reproduzida em Cacilda!!! - Foto: Claire Jean

Por Miguel Arcanjo Prado

O Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa sempre teve como público cativo jovens sedentos por mudar o mundo.

O frescor revolucionário, surgido nos anos 1960, sobrevive na farta interação entre artistas e plateia que promove o espaço projetado há 20 anos pela arquiteta de esquerda Lina Bo Boardi no bairro do Bixiga, tradicional zona teatral paulistana.

cacilda 10 claire jean Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Zé Celso: teatro com frescor revolucionário - Foto: Claire Jean

Durante muito tempo, porém, o protesto era apenas uma nostalgia, mas, nos dias de hoje, Zé Celso e sua turma estão diante de uma plateia aguerrida que povoou as ruas nos protestos do último mês de junho ou na tomada da reitoria da USP (Universidade de São Paulo).

Assim, o espetáculo Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1, o terceiro da trupe a contar a saga da atriz Cacilda Becker (1921-1969), que praticamente morreu no palco, é invadido pelo discurso político atual, presente na boca e no coração dos jovens atores e do público.

Zé Celso e Marcelo Drummond, autores e diretores em conjunto do espetáculo, provam que sabem dialogar com sua história, sua gente e seu tempo. Cacilda!!! poderia ser uma peça presa ao passado, didática e professoral. Mas não o é.

Eles falam da especulação imobiliária que quer construir torres gigantes ao lado do Oficina, tirando a vista da cidade que o teatro tem. Denunciam a cooptação de artistas pelo mercado, tirando de suas bocas qualquer tipo de discurso político em prol de grana no bolso. Ridicularizam a imagem de Bárbara Paz em sua propaganda de joias em meio a gás lacrimogêneo e black blocs. Enfim, são artistas com a gente pensava que já não se fazem mais.

Cacilda!!! é espetáculo vivo. O público e artistas se misturam com gosto. E, melhor, a obra não deixa de contar a história que propôs revelar às novas gerações. Num país sem memória como o nosso, tal atitude é digna de farto aplauso. Cacilda!!! é, antes de tudo, uma peça brasileira, que valoriza o que é nosso, o que temos de melhor: a nossa arte.

cacilda 10 lucas andrade nash laila foto claire jaen Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Gente entregue no palco do Oficina: Lucas Andrade, como Caetano Veloso, e Nash Laila, como Pinga-Fogo, papel emblemático de Cacilda Becker - Foto: Claire Jean

O elenco, dos protagonistas ao coro, passando pelos técnicos, cinegrafistas e até a fotógrafa, estão vivos, presentes e entregues. Diante de tanta verdade, a plateia se esforça para manter o pique durante as cinco horas de peça e os 30 minutos de intervalo – edição de espetáculo não faz parte do mundo de Zé Celso, todo mundo já sabe. Mas vale a pena a vigília antropofágica carnavalesca, mesmo que em alguns momentos o fôlego do público derrape um pouco.

Com toda a sensualidade explícita que emana dos atores do Oficina, em nudez que gera espanto, curiosidade ou vigor, dependendo de quem vê, o espetáculo apresenta nomes fundamentais da história do teatro brasileiro, pouco lembrados ou cultuados, como Ruth Escobar (Camila Mota), produtora do espetáculo Roda Viva, do Oficina, censurado e perseguido pela repressão da ditadura militar. Há também um ainda libertário Caetano Veloso (Lucas Andrade) da década de 1960 – bem diferente do atual em sua cruzada pela censura prévia às biografias –, com sua tropicália que convive em harmonia com a mesa de pingue-pongue para os amigos em seu apartamento paulista, e o apaixonado crítico teatral Decio de Almeida Prado (Beto Mettig), entre outros.

cacilda 10 claire jean danielle rosa Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Danielle Rosa surge sensual em uma das cenas do primeiro ato - Foto: Claire Jean

Fatos históricos importantes como a morte do estudante Edson Luis em 1968, morto por militares – e fundido com o atual Amarildo na montagem – e a passeata contra a censura com atrizes de peso à frente também fazem parte da obra.

Zé Celso e Marcelo Drummond ainda rememoram um episódio que marcou a cultura e a imprensa nacional: a devolução dos prêmios Saci, concedido pelo Estadão. Na época, o jornal publicou editorial defendendo a censura da peça Roda Viva, o que levou os artistas a tomarem tal atitude, que contou com o apoio de Cacilda Becker, na época a maior atriz do Brasil.

cacilda 10 camila mota foto claire jean1 Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Intensa e presente: Camila Mota, a Cacilda Becker do primeiro ato da peça - Foto: Claire Jean

Camila Mota e Sylvia Prado se dividem no papel-título com maestria. Ambas são grandes atrizes com audácia para aceitar viver Cacilda. Nash Laila, que entre outros papeis faz Cleyde Yáconis, irmã de Cacilda, e também o personagem Pega-Fogo, o moloque que trouxe respeito ainda maior à carreira de Cacilda, também se sobressai com forte presença e entrega desmedia. No mesmo tom estão Ana Hartmann e Danielle Rosa, responsável por algumas das cenas mais sensuais da montagem.

A música feita ao vivo por Adriano Salhab, Carina Iglecias, Felipe Botelho – que dirige a banda – , Giuliano Ferrari, Juliana Perdigão, Letícia Coura, Nana Carneiro da Cunha e Pedro Gongom Manesco é outro destaque da montagem. Como sempre, os músicos do Oficina envolvem a plateia com sua música inebriante que dá ritmo preciso à encenação.

Cacilda!!! é um grito de resistência nacional em um mundo artístico repleto de pelegos. É teatro que não olha para seu próprio umbigo. Muito pelo contrário, olha para seu entorno, para a rua, para a cidade, e brada por revolução a plenos pulmões.

cacilda 10 sylvia prado foto claire jean Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Sylvia Prado, como Cacilda no segundo ato: entrega do prêmio Saci é lembrada - Foto: Claire Jean

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado (9) e domingo (10), às 18h. 5 horas. Até 10/11/2013
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 5 (moradores do Bixiga mediante comprovante de residência)
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

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barbara paz black bloc anderson borde agnews Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina

Pegou mal na classe: Bárbara Paz, em pose de dondoca em meio aos protestos - Foto: Anderson Borde/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

O polêmico editorial publicitário protagonizado pela atriz Bárbara Paz para uma marca de joias foi parar no atual espetáculo do Teat(r)o Oficina, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1.

A peça, escrita e dirigida por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond, termina temporada em São Paulo no próximo fim de semana (leia a crítica).

O ensaio de Bárbara, inspirado no movimento dos black bloc – os mascarados que são presença constante nos recentes protestos pelo País –, traz a atriz, vestida de dondoca e coberta de joias, sendo agarrada por um policial em meio a supostas bombas de gás lacrimogêneo.

O ensaio sofreu crítica nas redes sociais, onde foi acusado de ser oportunista.

Ele também é ridicularizado na peça do Oficina.

Na parte final da obra, quando a montagem critica atores que tiveram suas origens no teatro e que se vendem ao mercado, a foto com Bárbara Paz é projetada nos telões do Oficina.

O público vai ao delírio e aplaude, como observou o R7 na sessão do último sábado (2).

Bárbara Paz chegou a usar o Teat(r)o Oficina, projetado há 20 anos pela arquiteata Lina Bo Boardi, como cenário para as fotos nuas que fez para a revista masculina Playboy em 2007.

A atriz, atualmente vivendo uma dondoca que foi casada com um gay na novela Amor à Vida (Globo), já foi dirigida nos palcos paulistanos por nomes como Eduardo Tolentino (Grupo Tapa), Hugo Possolo (Parlapatões), Francisco Medeiros, Bibi Ferreira e Paulo Autran.

Você acha que Bárbara Paz exagerou ao usar protestos para vender joia?

  • barbara  Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina Sim, esta campanha é ridícula. O Oficina faz bem em expor isso.
  • barbara2 Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina Não, acho plausível todas as artimanhas para incentivar o consumo.

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado (9) e domingo (10), às 18h. 5 horas. Até 10/11/2013
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 5 (moradores do Bixiga mediante comprovante de residência)
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina

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