Klaviany Cozy e Aga Orimaf foto by Wesley Barba Eleito Melhor Projeto em Teatro de 2013 no R7, Vira Latas de Aluguel volta a Heliópolis

Klaviany Cozy e Aga Orimaf em cena de Vira-latas de Aluguel - Foto: Wesley Barba

Por Miguel Arcanjo Prado

Após ganhar como Melhor Projeto do Teatro R7 em 2013 em voto popular dos internautas do portal, a peça Vira-Latas de Aluguel volta ao cartaz no bairro Heliópolis, zona sul de São Paulo, no próximo sábado (11).

Daniel Gaggini assina a direção da montagem, inspirada no filme Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino.

A obra tem atores recrutados na comunidade: Ana Carolina, Aga Orimaf, Bruno Ribeiro, Cesar Filho, Diego Renan, Eduardo Ferreira, James Calegari, Klaviany Cozy, Luciano José e PC Marciano.

A produção do espetáculo disponibiliza uma van - com lotação de 15 pessoas - que sai do Sesc Ipiranga, às 20 horas em ponto (Rua Bom Pastor, 822, São Paulo), e segue para o Metrô Sacomã (saída para a rua Bom Pastor) às 20h10, exatos dez minutos depois. O trajeto até Heliópolis dura cerca de dez minutos.

A peça começa a ser encenada dentro do veículo.

Leia a Entrevista de Quinta com Daniel Gaggini

Gaggini é velho conhecido da comunidade de Heliópolis, onde dirige o Festival Cine Favela de Cinema.

As novas sessões de Vira-Latas de Aluguel são realizadas aos sábados e domingos a partir das 20h.

Para garantir lugar na plateia, o espectador precisa reserva ingresso por telefone ou email: (11) 3141-1595 / 11 98483-8263 e viralatasdealuguel@gmail.com.

Um dos charmes da peça é fazer referência ao cotidiano de Heliópolis, como conta o diretor.

— Os personagens são moradores da região e suas histórias se confundem com a história do bairro. A forma como os moradores se comunicam é fruto de intensa pesquisa, que leva ao palco os sons das ruas, a música alta que impede de escutar qualquer outra coisa. A trama amarra no contexto questões sociais, políticas e religiosas.

Ele ainda revela que a montagem é calcada no realismo.

— Ao escolher trabalhar com uma história que se passa na comunidade, o objetivo foi integrar o espaço externo ao espetáculo. No boteco em que acontece a primeira cena, o público terá a oportunidade de assistir aos atores interpretando, mas também de compartilhar espaços com os frequentadores do lugar, ouvir a música que eles escutam, andar nas calçadas, observar como os carros disputam passagem entre as ruelas.

Bruno Ribeiro foto by Weslei Barba Eleito Melhor Projeto em Teatro de 2013 no R7, Vira Latas de Aluguel volta a Heliópolis

Bruno Ribeiro em cena do espetáculo dirigido por Daniel Gaggini - Foto: Weslei Barba

Vira-latas de Aluguel
Quando: Sábado e domingo, 20h. Até 9/2/2013
Onde: Cine Favela (r. do Pacificador, 288, Heliópolis, São Paulo, tel. 0/xx/11 3141-1595)
Quanto: Grátis (peça para apenas 21 pessoas; reservas no e-mail viralatasdealuguel@gmail.com)
Classificação etária: 16 anos

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Armadilhas Brasileiras foto de José Romero Cia. do Feijão faz temporada gratuita em São Paulo do espetáculo Armadilhas Brasileiras

Armadilhas Brasileiras: de volta a SP após percorrer seis capitais brasileiras - Foto: José Romero

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Cia. do Feijão marcou para o dia 18 de janeiro de 2014 a reestreia em São Paulo do espetáculo Armadilhas Brasileiras.

Após a primeira estreia na capital paulista, em abril do ano passado, a montagem caiu na estrada.

Esteve em Natal, Recife, João Pessoa, Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro.

A nova temporada, na sede do grupo, na República, tem entrada gratuita.

Pedro Pires assina a direção e também a dramaturiga, feita com Zernesto Pessoa.

No palco, estão os atores Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Flávio Pires, Guto Togniazzolo e Vera Lamy.

O enredo conta a história de um grupo de artistas que preparam um espetáculo sobre a influência da Crise de 1929 nos trabalhadores brasileiros.

Armadilhas Brasileiras
Quando:
Sábado, 21h, domingo e segunda, 20h. 120 min. Até 17/3/2014
Onde: Companhia do Feijão (r. Dr. Teodoro Baima, 68, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3259-9086)
Quanto:
Grátis (distribuição de entradas por ordem de chegada uma hora antes, não há reservas)
Classificação etária:
14 anos

 

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joao caldas Elias Andreato e Claudio Fontana vivem embate de compositores em Um Réquiem para Antonio

Elias Andreato e Claudio Fontana vivem uma rixa entre compositores no Tucarena - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O jornalista e dramaturgo Dib Carneiro Neto lança texto inédito no Tucarena, em São Paulo, no próximo dia 17 de janeiro de 2014.

Trata-se de Um Réquiem para Antonio, que trará Elias Andreato e Claudio Fontana juntos mais uma vez nos palcos.

A direção é do mineiro Gabriel Villela, que completa 25 anos de carreira.

O enredo é baseado no embate entre o compositor italiano Antônio Salieri (1750 – 1825), papel de Andreato – que teve a ideia da peça –, e o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), papel de Fontana. Este diz que a peça reúne “artistas que se admiram e se complementam”.

A italiana Francesca Della Monica assina a parte musical da obra. Ela afirma que sua relação com Villela “é o encontro entre duas almas gêmeas que tem um sentido comum da arte, do teatro entendido como lugar da poesia e terra de cruzamento das experiências estéticas mais importantes".

Mais uma vez, o diretor mergulha na linguagem circense para dar vida a sua história. Ele diz que seu coração "mora no popular".

Um Réquiem para Antonio
Quando: Sexta e sábado, 22h; domingo, 19h. 70 min.
Onde: Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo, tel.0/xx/11 3670-8454)
Quanto: R$ 40 (sexta) e R$ 50 (sábado e domingo)
Classificação etária: 14 anos

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circo duba becker Palhaço abandona circo e se perde na metrópole em O Circo de um Homem Só, da Cia. Suno

Duba Becker vive palhaço perdido na metrópole no espetáculo O Circo de um Homem Só - Foto: André Scatolin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Este janeiro será mês do riso no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo.

Entre 8 e 29 de janeiro de 2014, fica em cartaz no famoso palco da praça Roosevelt o espetáculo O Circo de um Homem Só, com o artista Duba Becker.

Além de acróbata e malabarista, na obra da Cia. Suno, Becker é um palhaço que se aventura na metrópole, após deixar um circo.

A direção é de Helena Figueira e, a produção, de André Moretti.

Duba Becker tem currículo extenso e já se apresentou em países como Alemanha, Argentina, Chile, Portugal e Itália.

O Circo de um Homem Só
Quando: Quartas, 21h. 50 min. Até 29/1/2014
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: Livre

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tim maia Tim Maia   Vale Tudo, o Musical está de volta

Cantor Tim Maia é interpretado pelo ator Danilo de Moura no musical - Foto: Caio Gallucci

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Retorna ao palco do Teatro Procópio Ferreira, nesta sexta (3), o espetáculo Tim Maia - Vale Tudo, o Musical, que causa frenesi nas plateias há dois anos.

Sucesso de público, a montagem que começou com Tiago Abravanel como protagonista, agora tem Danilo de Moura no papel de Sebastião Rodrigues Maia (1942-1998), o cantor que revolucionou a música pop brasileira com canções que ficaram eternizadas.

A montagem traz 25 músicas e tem direção de João Fonseca.

Ela conta a trajetória de Tim dos 12 aos 55 anos, mostrando sua amizade com nomes importantes da MPB, como Elis Regina.

Leia a crítica.

Tim Maia – Vale Tudo, o Musical
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, às 21h30; sábado, às 17h e 21h; e domingo, às 18h. 170 min.
Onde: Teatro Procópio Ferreira (r. Augusta, 2.823, Jardins, São Paulo, tel. 0/xx/11 3083-4475)
Quanto: R$ 50 a R$ 120
Classificação: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Tim Maia   Vale Tudo, o Musical está de volta

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muso musa dezembro 2013 teatro r71 Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro

Mês de dezembro de 2013 foi repleto de musos e musas em nossos palcos - Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O mês de dezembro de 2013 foi recheado de bons trabalhos nos palcos e também de belos artistas.

O Atores & Bastidores preparou uma seleção de atores e atrizes para que você escolha quem merece o título de Muso e Musa do Teatro R7 de dezembro de 2013.

Veja os indicados e escolha seus preferidos.

A votação vai até as 11h da próxima terça (7), quando o resultado será publicado aqui no blog.

Os ganhadores terão perfil e ensaio fotográfico no portal.

Parabéns a todos os indicados e boa sorte!

Quem é o Muso do Teatro R7 de dezembro de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • muso daniel alvim no quarto ao lado Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Daniel Alvim (No Quarto ao Lado)
    78.5%
  • muso felipe guerra azul resplendor Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Felipe Guerra (Azul Resplendor)
    9.9%
  • muso helder mariani folias galileu Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Helder Mariani (Folias Galileu)
    1.2%
  • muso jarbas homem de mello crazy for you Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Jarbas Homem de Mello (Crazy for You)
    5.3%
  • muso thiago ledier universos Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Thiago Ledier (Universos)
    5.1%

Quem é a Musa do Teatro R7 de dezembro de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • musa camila pitanga o duelo Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Camila Pitanga (O Duelo)
    5%
  • musa claudia raia crazy for you Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Claudia Raia (Crazy for You)
    5.1%
  • musa kiara sasso a madrinha embriagada Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Kiara Sasso (A Madrinha Embriagada)
    15.3%
  • musa maria carolina dressler monga Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Maria Carolinha Dressler (Monga)
    18.7%
  • musa sara sarres a madrinha embriagada Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de dezembro
    Sara Sarres (A Madrinha Embriagada)
    55.9%

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teatro 2013 Coluna do Mate   Quantidade e qualidade fez de São Paulo a capital do teatro brasileiro em 2013

Destaques do teatro em 2013: Folias Galileu, Eu não Dava Praqulo e Relampião - Fotos: Divulgação

Variedade, quantidade e qualidade estiveram presentes na cena vibrante da capital paulista durante o ano que passou

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate   Quantidade e qualidade fez de São Paulo a capital do teatro brasileiro em 2013

Alexandre Mate: Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE*
Especial para o Atores & Bastidores

O pesquisador paulistano de teatro José Cetra filho apresenta uma análise surpreendente. Segundo o pesquisador, foram apresentados 578 espetáculos cujos textos foram criados por dramaturgos brasileiros.

Sem sombra de dúvida, trata-se de número importantíssimo, sobretudo se se levar em consideração o fato de os autores brasileiros, com raríssimas exceções, terem permanentemente brigado para que seus textos pudessem ser montados. Essa luta vem de muito longe. Também na área teatral, foi preciso vencer a tese perversa segundo a qual “o melhor sempre vem de fora!”

Os pesquisadores da área teatral encontram documentos e informações desse tipo de luta desde o período colonial. Em um encontro sobre dramaturgia, ocorrido na década de 1980, Jorge Andrade, um de nossos mais importantes dramaturgos, em um encontro sobre dramaturgia, denunciava a luta permanente contra os autores estrangeiros. Segundo o autor, que também escrevia telenovelas, ele estava cansado de escrever textos de teatro para ficarem engavetados.

Segundo o dramaturgo, um capítulo de telenovela conseguia um número maior de público à melhor e mais bem sucedida peça em cartaz. Evidentemente, o autor sabia que o teatro, naquele momento histórico, não era tão importante quanto, culturalmente, eram as telenovelas. Do mesmo modo, ainda que as telenovelas continuem a ter alguma importância em todo o Brasil, o número de espetáculos apresentados, pelo menos na cidade de São Paulo, é bastante relevante e significativo. Apesar de vivermos em uma megalópole, serem mais de 700 estreias por ano é um dado fundamental de certa mudança de perfil do público.

Diversas são as causas para a mudança: término da ditadura civil-militar, o teatro aproxima-se mais das necessidades das pessoas, novas leis de incentivo ao teatro foram criadas... Enfim, a linguagem teatral na cidade é surpreendente. Há espetáculos sendo apresentados em espaços tradicionais, em novos e mais diversos espaços alternativos: nas ruas e praças, em salas de visitas, em janelas de apartamentos... Se, como apresentam os documentos oficiais, a cidade foi fundada por um padre dramaturgo (José de Anchieta), o desejo pela linguagem continua vivo e muito intenso.

barafonda bob sousa3 Coluna do Mate   Quantidade e qualidade fez de São Paulo a capital do teatro brasileiro em 2013

Barafonda percorreu ruas de tradicional bairro paulistano com a Cia. São Jorge de Variedades - Foto: Bob Sousa

A temporada teatral em 2013, como costuma acontecer, apresentou obras antológicas... O mais importante representante na montagem de bons espetáculos é o que atualmente se denomina por teatro de grupo. Em tese, e de modo bastante sucinto, o conceito teatro de grupo se refere aos coletivos teatrais, fundados e gestados por conjunto de pessoas, cuja sociedade é cooperativada e o processo de criação é chamado colaborativo. Trata-se, portanto, de um tipo de sociedade cuja forma de produção é rigorosamente coletiva e fora do modo de produção empresarial.

Atualmente, são perto de 300 grupos de teatro que podem ser inseridos nessa categoria de agrupamento. Um ou outro espetáculo na cidade tem destaque fora dessa proposta, mas as obras que tem destaque e que surpreendem pela inventividade, forma relacional, modo singular de usar as técnicas e características teatrais são aquelas criadas pelos teatros de grupo. É extremamente difícil destacar, desse imenso número, mas quem gosta de bom teatro, pelo tema/ assunto, interpretação, inventividade, modo de acolhimento e recebimento do público, tenderá ao encantamento com alguns dos espetáculos destacados abaixo. Muitos descritos, nem sempre ligados ao teatro de grupo, já cumpriram carreira, mas a maioria deverá retornar à cena:

Antígona Recortada - apresentada pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, na sede do grupo (bairro Pompeia, na zona oeste paulistana) e apresenta o antigo mito grego vivendo na periferia da cidade; A Morte de Ivan Ilitch, tem interpretação impecável de Cácia Goulart; A Mandrágora, apresentada pelo grupo Tapa, surpreende por estetização objetiva e poética; A Ópera do Trabalho, o grupo de teatro de rua, depois do excepcional Ser tão ser: Narrativas de Outra Margem, apresenta seu último trabalho pelas ruas da cidade, expondo, por intermédio da música, o constante processo de exploração da classe trabalhadora; Avental Todo Sujo de Ovo, melodrama cuja inspiração veio da música Mamãe, mamãe, de Herivelto Martins; Barafonda – apresentada pela Companhia São Jorge de Variedades. Esta última sai da Praça Marechal Deodoro e percorre dois quilômetros pelo bairro da Barra Funda, em São Paulo. Com quatro horas de duração, o espetáculo, em determinado momento, para na sede da companhia: serve café, água e guloseimas.

Após a pausa, volta para as ruas e segue até o coração do bairro, depois do leito da estrada de ferro; em projeto surpreendente, denominado Baú de Arethuzza, Fernando Neves, da Companhia Fofos Encenam, adapta e dirigi cinco espetáculos ligados à tradição do circo-teatro. São eles: “Antes do Enterro do Anão, Vancê Não Viu Minha Fia?, A Canção de Bernardete, A Ré Misteriosa e Se o Anacleto Soubesse.

Cais ou da Indiferença das Embarcações, apresentada pela Velha Companhia, é ambientada em cais da Ilha Grande (RJ); Cantata, para um Bastidor de Utopias, ao tomar texto clássico de Federico García Lorca, a Companhia do Feijão apresenta obra magistral, revolucionando o espaço onde a encenação ocorre; Eu Não Dava Praquilo, apresentado pelo ator Cassio Scapin, que apresenta de modo espetacular a saudosa atriz e diretora Myriam Muniz; Ficção obra constituída por monólogos apresentados excepcionalmente por ator e atrizes da Companhia Hiato, mescla vida pessoal e cultural, de modo articulado demonstrando, de certo modo, que tudo é, rigorosamente, ficção; Folias Galileu, apresentada pelo Galpão do Folias, tem intérpretes excelentes, que apresentam seus pontos de vista sobre Galileu Galilei (que não aparece em cena) e uma cenografia heliocêntrica, que gira em torno de uma “maestrina” aristocrata, que estabelece os deslocamentos das cenas apresentadas em diversos espaços do teatro (e fora dele).

mateus carrieri nossa cidade emidio luisi Coluna do Mate   Quantidade e qualidade fez de São Paulo a capital do teatro brasileiro em 2013

Nossa Cidade, espetáculo de Antunes Filho, também foi destaque em 2013 - Foto: Emidio Luisi

Nossa Cidade, de modo absolutamente pousado na interpretação, Antunes Filho, classiciza o importante texto de Thorton Wilder, no Teatro Anchieta; O Patrão Cordial, último espetáculo da Companhia do Latão, articula o texto O sr. Puntila e seu Criado Matti, de Bertolt Brecht e o texto O Homem Cordial, de Sérgio Buarque de Holanda; Os Adultos Estão na Sala espetáculo escrito e dirigido pela promissora e (já potente) Michelle Ferreira; a Companhia do Miolo e a Companhia Paulicea, juntas, apresentam nas ruas da cidade, o surpreendente Relampião; Ricardo III, um dos textos de Shakespeare mais montados no Brasil, insere-se em projeto ousadíssimo, que tem produção de Alexandre Brasil e Erike Busoni, cuja pretensão vislumbra a montagem de todas as obras do texto. Chico Simões é o ator protagonista e apresenta trabalho surpreendente; em releitura repleta de bons achados, Vestido de Noiva deverá continuar em cartaz no Núcleo Experimental.

Evidentemente, o que fica patente com esse breve texto, além da riqueza da linguagem teatral, é que se deixou, simplesmente de fora, mais de outros tantos e excelentes trabalhos bem realizados, naquela que se pode chamar (sem pretensão de estarmos sendo imperialistas): capital do teatro brasileiro.

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista), pesquisador de teatro e integra o júri do Prêmio Shell de Teatro. Ele escreve no blog sempre no dia 1º.

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anonovo livia la gatto1 Artistas do teatro revelam votos para 2014

A atriz Livia La Gatto: "Que 2014 nos descabele de emoção, desafios e conquistas" - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O ano de 2013 chega ao fim desta terça-feira (31). Logo mais, surge 2014, cheio de novidades. Contudo, antes da Virada, o Atores & Bastidores do R7 pediu para alguns nomes que fazem o teatro acontecer revelarem para a gente seus votos de Ano-Novo. Veja aí:

“Que os bons ventos tragam força, união e amor no coração. Que nos descabele de emoção, desafios e conquistas. Mais gratidão e menos reclamação. Mais "nós" e menos "eu", porque nenhuma estrela brilha sozinha, como dizia uma grande amiga. Que a peça Cuidado; Garoto Apaixonado apaixone muito mais. Obrigada família, amigos e alunos queridos por me ensinarem tanto”.
Livia La Gatto, atriz da peça Cuidado, Garoto Apaixonado

anonovo mariana mantavelli1 Artistas do teatro revelam votos para 2014

A atriz e bailarina Mariana Mantavelli: "Que em 2014 cada um tenha consciência de seus atos" - Foto: Divulgação

"O ano não será novo se continuarmos a cometer os mesmos erros. Que cada um tenha consciência de seus atos e sejam pessoas melhores a cada dia! Um 2014 repleto de grandes realizações regado de muita luz, paz, amor e alegria!"
Mariana Matarelli, atriz do musical Crazy for You

anonovo maria carolina dressler Artistas do teatro revelam votos para 2014

A atriz Maria Carolina Dressler: "Um 2014 de velhas alegrias e velhos amores" - Foto: Divulgação

""Um ano novo cheio das velhas alegrias e velhos amores, de novas descobertas, caminhos, surpresas, abraços, luta e esperança"
Maria Carolina Dressler, atriz da peça Monga

anonovo rodrigo Artistas do teatro revelam votos para 2014

O ator Rodrigo Negrini: "Um 2014 de muitos sorrisos, amigos e trabalho" - Foto: Divulgação

Desejo para 2014 um ano de muitos sorrisos, amigos, trabalhos. Muita saúde, diversão, prosperidade! Que seja um ano abençoado e melhor que todos os outros anos que já passaram! Com sonhos se tornando realidade! Beijos e feliz 2014!
Rodrigo Negrini, ator do musical Crazy for You

 

ano novo carla vazquez Artistas do teatro revelam votos para 2014

A atriz Carla Vazquez: "Sonhar com o que acreditamos dá certo" - Foto: Caio Gallucci


“Sei que sonhar com o que acreditamos dá certo. Estudar e não cair com todos os ‘nãos’ que recebemos no caminho é sempre válido. Pois quando conseguimos algo tão sonhado, o gostinho é muito melhor. Assim, 2013 termina e vai ser assim que 2014 começará: com muito estudo e vontade de superação cada vez mais! Feliz Ano-Novo!”
Carla Vazquez, atriz do musical Crazy for You

 

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Monga Maria Carolina Dressler crédito Adriana Balsanelli Crítica: Monga desconstrói ideia de beleza pelo olhar do outro e mostra quão interessante somos

Maria Carolina Dressler: Monga é fruto de árdua pesquisa da atriz no Brasil e na Itália - Foto: Adriana Balsanelli

Por Miguel Arcanjo Prado

O mundo cada vez mais diverso vive a dicotomia de ser cada vez mais careta e restritivo. Assim, vemos tristes histórias nas quais o que é diferente é excluído ou vira atração para chacota pública. Uma verdadeira involução humana.

Quem vê a atriz Maria Carolina Dressler no monólogo Monga, dirigido por Juliana Sanches, passa por tais reflexões enquanto acompanha o sofrimento daquela mulher aprisionada naquela jaula – um cenário potente criado por Paula de Paoli inspirada nas gaiolas da artista plástica Louise Bourgeois (1911-2010).

E referências intelectuais dão a obra um tom pungente, onde a pesquisa é evidente. O espetáculo é resultado de trabalho investigativo de Dressler sobre o assunto, seja no Brasil como também fora dele, já que ela esteve na Itália na fase de gestação da peça.

O interesse inicial veio do número da Monga, a mulher que vira macaco, conhecido em todo o mundo e que habitava as memórias de infância da atriz. Daí, partiu para a pesquisa sobre a vida da mexicana Julia Pastrana (1834-1860), que tinha o corpo coberto por pelos e foi transformada em atração bizarra pelo próprio marido. Somando-se a isso, entre outras coisas, veio a investigação do trabalho do cineasta italiano Marco Ferreri, que abordou a temática em seus filmes.

Seja em projeção na tela que faz teatro se misturar ao cinema, no discurso fragmentado da personagem ou nas imagens poéticas que o corpo de Dressler cria no ambiente cênico, tais referências se fazem presentes e convidam o público a entrar na história.

A obra contou com supervisão do diretor italiano Pietro Floridia, do Teatro Dell’Argine, de Bologna e que dirigiu Dressler e Sanches na recente peça Estrada do Sul, do Grupo XIX de Teatro, em São Paulo. A peça foi apresentada neste dezembro, no Sesc Santo André, em São Paulo, e fará turnê pelo Estado em 2014. Em 1º de fevereiro, fará duas apresentações no Sesc Araraquara. No dia 14 de março, faz apresentação única no Sesc Ribeirão Preto.

Apesar de a parte documental ser o ponto de partida da encenação, o que toca o espectador nesta obra é a “mulher interessante” que Dressler cria.

O discurso leva a plateia a aceitar o outro ali presente de forma desconcertante no corpo da artista. Dressler assume a feiura daquela personagem e a desconstrói. Até porque esta feiura só existe no olhar do outro, não no olhar da personagem sobre si mesma.

Assim, a beleza da atriz convive de forma contraditória com a imagem repulsiva daquela mulher-macaco presente no discurso do outro não assimilado por esta.

E é aí que mora o maior mérito do espetáculo. Dizer que o feio pode ser belo. E que, mesmo que os outros façam afirmações preconceituosas e apressadas, é preciso acreditar no quão interessante podemos ser. Basta que quebremos o espelho do outro e acreditemos um pouco mais em nós mesmos.

Monga
Avaliação: Muito bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Monga desconstrói ideia de beleza pelo olhar do outro e mostra quão interessante somos

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phedra maria casadevall1 Phedra D. Córdoba passa Natal com Maria Casadevall

Núria Casadevall, Phedra D. Córdoba e Maria Casadevall: Natal em família - Foto: Arquivo pessoal

Por Miguel Arcanjo Prado

A atriz e diva cubana Phedra D. Córdoba passou a noite de Natal na casa da amiga e colega de grupo teatral Os Satyros, Maria Casadevall — que atualmente interpreta a personagem Patrícia na novela Amor à Vida.

Já é tradição Phedra ser convidada para a festa da família Casadevall.

Ela, Maria e Nuria Casadevall, tia de Maria e presidente do site Tempo de Mulher, posaram com exclusividade para o blog durante o festejo realizado em São Paulo.

Coisa bonita de se ver.


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