ivanov jorge etecheber3 Crítica: Teatro Máquina faz Tchekhov melancólico e arrastado no FIT de São José do Rio Preto

Outonal: peça Ivanov foi defendida pelo grupo Teatro Máquina, do Ceará, no FIT Rio Preto - Foto: Jorge Etecheber

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

Um aristocrata afundado na melancolia de sua biblioteca, enquanto vê seu mundo desabar, é o tema da peça Ivanov, escrita por Anton Tchekhov e levada ao palco do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT Rio Preto 2013, pelo cearense Teatro Máquina.

Leia também: classe teatral quer entrar na onda de protestos

A obra tem direção de Fran Teixeira, que propõe uma encenação clean e melancólica. A falta de ar aparente é confrontada apenas pelo amor em demasiado que sentem por Ivanov suas duas mulheres: a esposa doente e a amante jovem e sonhadora.

ivanov jorge etecheber4 Crítica: Teatro Máquina faz Tchekhov melancólico e arrastado no FIT de São José do Rio Preto

Momento de frescor: Aline Silva contracena com Edivaldo Batista em Ivanov - Foto: Jorge Etecheber

No programa, o grupo diz que buscou “a não-representação para instigar o espectador”. Contudo, tal objetivo não fica tão claro. Mais do que instigado, o espectador acaba se afastando da história diante das longas pausas entre as palavras. As atuações soam pomposas e datadas. Típicas de um teatro aristocrático que já não existe mais.  

Falta viço em grande parte das performances. Assim, a obra muitas vezes se torna sonolenta. Boa parte da plateia cochilou na sessão vista pelo R7 no Sesc Rio Preto.

O personagem título é defendido por Edivaldo Batista. Apesar de presente e dedicado, o ator já começa a obra com o tom exacerbado de melancolia que seria bem mais apropriado para sua finalização. Não há nuances enquanto a obra passa por este.

Ivanov casou-se com uma mulher judia, de olho em uma possível herança, como forma de salvar sua propriedade da falência na Rússia pré-comunismo. O que não acontece, pois a mesma foi deserdada pela família e está gravemente doente, tornando-se um fardo para o marido.

Enquanto a esposa fica sob cuidados do médico Lvov (um Levy Mota que destoa do conjunto), Ivanov mantém um caso com a jovem Sasha. A personagem,  vivida por Aline Silva, é a que tem mais frescor em cena. A atriz consegue dar uma sacudida e acordada em tudo, mas o tom da obra é mesmo para baixo.

Completam o elenco Loreta Dialla, como Gavrila, e Márcio Medeiros, como Bórkin.

O destaque da montagem é o cenário de Frederico Teixeira, que precisou ser reconstruído às pressas em 24 horas em Rio Preto, porque o original se extraviou na viagem.

A cenografia é feita de gigantes portas que se abrem e fecham de forma poética, nunca estando no mesmo lugar. São alegorias da própria vida, cheia de possibilidades que, muitas vezes, podem não ser tão boas assim.

ivanov jorge etecheber2 Crítica: Teatro Máquina faz Tchekhov melancólico e arrastado no FIT de São José do Rio Preto

Cenário, com grandes portas de madeira, é o grande destaque da montagem de Fortaleza - Foto: Jorge Etecheber

Ivanov
Avaliação: Regular
Avalicacao Regular R7 Teatro PQ Crítica: Teatro Máquina faz Tchekhov melancólico e arrastado no FIT de São José do Rio Preto

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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galvarino pierre duarte Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Dor em família: drama chileno Galvarino é o grande destaque do FIT Rio Preto 2013 - Foto: Pierre Duarte

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

Um filho desaparecido e a família que ficou em uma espera sem fim. Uma babá que reaparece e faz florescer a decadência de uma família. Lembranças de integrantes da banda que tocava para o narcotraficante Pablo Escobar mortos em um atentado a bomba.

Os espetáculos latino-americanos do Festival Internacional de São José do Rio Preto, o FIT 2013, estão recheado de dramas familiares. São eles o chileno Galvarino, o argentino Emilia e o colombiano Discurso de um Hombre Decente.

Não por acaso, o tema da 13ª edição, que vai até o próximo dia 13 de julho, é a proximidade entre realidade e ficção.

Dois deles estarão em São Paulo capital nesta semana: Galvarino, nos dias 10 e 11, 21h, no Sesc Pompeia; e Discurso de um Hombre Decente, nos dias 9 e 10, também às 21h, no Sesc Vila Mariana.

galvarino pierre duarte 2 paula gonzales seguel Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Arrebatadora: diretora e atriz Paula González Seguel em cena de Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Desaparecimento e descaso político

O espetáculo chileno Galvarino, a grande sensação do evento, é baseado na história real do tio da diretora Paula González Seguel, da Compañia Teatro Kimen, de Santiago.

Galvarino existiu de verdade e foi morar na Rússia nos anos 1970. Desapareceu logo após a queda do comunismo, na década de 1990. O drama da família mapuche, a principal etnia chilena, à espera de notícias rendeu uma obra que conta com a própria diretora interpretando sua tia e contracenando com o próprio avô, Luis Seguel, que na peça interpreta o pai de sua personagem. A atriz Elza Quinchaleo vive a mãe de Galvarino.

Esta é a primeira vez que a montagem, com dramaturgia e codireção de Marisol Veja Medina, é apresentada fora do Chile. Em conversa exclusiva com o R7, Paula conta que a obra aborda “uma situação dolorosa para sua família”.

– A dor é muito forte e ficou guardada durante muito tempo em silêncio. O povo mapuche foi vítima de muita injustiça e descaso das autoridades. De alguma maneira, o teatro está dando visibilidade internacional a isso.

Paula recorda que conheceu seu tio quando era pequena, quando este visitou os familiares. Ela o foi buscar no aeroporto, poucos anos antes de ele retornar à Rússia, onde desapareceu. Ela crê que o descaso das autoridades para o caso está mais ligado a fatores sociais do que de etnia.

– Acho que, mais do que por sermos mapuche, isso aconteceu porque se tratava de uma família pobre.

Ela lembra que a tia que interpreta, Marisol Ancamil, foi ver a obra em Santiago do Chile e se emocionou muito.

– Foi muito forte para ela. Tratamos de fazer uma denúncia com nossa história. Porque, antes de tudo, é uma história universal de injustiça.

emilia gustavo pascaner Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Cena da obra argentina Emilia, que conta a história de uma babá que volta do passado - Foto: Gustavo Pascaner

Passado à tona

Os argentinos do TeatroTimbre4 também aportaram em São José do Rio Preto com um drama familiar. Trata-se da peça Emilia, que conta a história do reencontro da babá com a criança que cuidou no passado, agora pai de uma família prestes a entrar em colapso.

Em conversa exclusiva com o R7, o diretor e dramaturgo Claudio Tolcachir que se inspirou no reencontro que teve com sua própria babá para escrever a peça. Mas adianta que isso foi só o ponto de partida, e que a obra é uma ficção.

– Cecília [o nome da babá verdadeira] foi ver a peça em Buenos Aires e se emocionou muito.

Claudio não gosta de definir sua peça como um drama familiar. Prefere dizer que está contando “história de pessoas”.

– As famílias não me interessam, mas, sim, seus personagens.

discurso de un hombre decente pierre duarte Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Tom político: o rapper Jeihhco, de Medellín, fala discursos de Pablo Escobar ao som da Banda Marco Fidel Suárez, a mesma que tocou e foi vítima do narcotraficante mais famoso da Colômbia - Foto: Pierre Duarte

Vítimas do narcotráfico

Já a montagem colombiana Discurso de um Hombre Decente, do Mapa Teatro, tem como pano de fundo as palavras de Pablo Escobar, o narcotraficante mais famoso da América Latina, morto em 1993.

Além das projeções de seu rosto no palco, e de suas palavras na voz do rapper Jaison Castaño, o Jeihhco, há uma lembrança bem mais real sobre o tablado: a Banda Marco Fidel Suárez, que acompanha a peça ao vivo, é a mesma que tocava em comícios de Escobar pela Colômbia. Ou melhor: falta-lhe três de seus integrantes, que morreram em um atentado a bomba na praça de Toros La Macarena em Medellín, em 16 de fevereiro de 1991.

Discurso de un hombre decente2 c Mapa Teatro Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

É preciso saber viver: o músico Danilo Jimenez (foto) trabalhou com Pablo Escobar - Divulgação

O líder da banda, Danilo Jimenez, um dos sobreviventes, revela ao R7 que sua mulher, Gabriela Jaramillo, foi a quarta vítima – ela ficou gravemente ferida e acabou morrendo 16 anos após viver em estado vegetativo, em consequência do que sofreu.

Danilo até hoje não escuta bem, em consequência da explosão.

– Um dia, por intermédio de outra pessoa, o Pablo Escobar me chamou e disse que queria trabalhar conosco tocando para ele em seus comícios. Tenho muitas lembranças ingratas desta época, porque passamos muito mal. São lembranças difíceis de reviver no palco, mas isso ajuda a divulgar ao mundo o que aconteceu na Colômbia.

Apesar de tanto sofrimento provocado pela guerra do narcotráfico, Don Danilo, como é respeitosamente chamado por seus colegas, afirma que “já perdoou Pablo Escobar”.

– Sei valorizar a vida e aproveitar cada instante dela. Não tenho mais espaço para mágoas em meu coração. Viver é o mais importante.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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IVANOV DEIVYSON TEIXEIRA 08 Cearenses do Teatro Máquina vão para Edimburgo, na Escócia, após o FIT Rio Preto 2013

Cena do espetáculo Ivanov, apresentado pelo Teatro Máquina no FIT 2013 - Foto: Deivyson Teixeira

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

A trupe cearense Teatro Máquina tem sua primeira viagem internacional marcada após sua participação no FIT 2013, o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no interior paulista.

Eles vão com a cara e a coragem para o Fringe de Edimburgo, na Escócia, o mais importante festival de teatro do mundo, no próximo mês de agosto.

No FIT, eles apresentaram a peça Ivanov, adaptação do texto de Tchékhov. Esta é a segunda vez que o grupo participa do evento em São José do Rio Preto, como conta a atriz Aline Silva.

- Para nós, este é um dos melhores festivais do Brasil, pela qualidade da produção e pela forma como somos recebidos.

O ator Levy Mota faz coro e diz que todos estão "honrados com o convite". Ele conta que o grupo sofreu um extravio do cenário e do figurino.

- Tivemos de improvisar tudo em 24 horas para fazer nossas apresentações no FIT. Foi muito tenso, mas no final, valeu a pena. Temos muito o que agradecer a todos que nos ajudaram.

fringe 300x212 Cearenses do Teatro Máquina vão para Edimburgo, na Escócia, após o FIT Rio Preto 2013

Cena de teatro de rua do Fringe de Edimburgo - Foto: Getty Images

A diretora do Teatro Máquina, Fran Teixeira, conta que a viagem ao Fringe é sonho antigo, só agora viabilizado. Mas levarão outra peça para lá: Leonce e Lena é a montagem escolhida para ser apresentada aos escoceses. Ficará em cartaz por lá de 4 a 25 de agosto. Viajarão sete artistas e um produtor. A diretora faz questão de citar os apoios.

- Temos um apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, sem os quais a viagem seria inviável. E temos, sobretudo, o apoio dos nossos bolsos [risos].

O ator Edivaldo Batista, protagonista de Ivanov, acredita que a participação no Fringe de Edimburgo, seguida ao FIT 2013, "vai engrandecer o currículo do Teatro Máquina".

- As viagens nos dão maturidade e renovam nossas forças. É muito difícil fazer teatro em Fortaleza. Infelizmente, ainda não conseguimos ficar em temporada. Fazer mais de oito apresentações lá ainda é algo impossível. Esperamos que isso mude.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013

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agnes Crítica: Colombianos fazem do narcotraficante Pablo Escobar um mito para criticar guerra à droga

Colombiana Agnes Brekke vive apresentadora de TV fútil na obra com discursos de Pablo Escobar - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

Pablo Escobar foi o mais importante narcotraficante mundial na virada dos anos 1980 para 1990.

Ao vender cocaína ao mundo todo sem a bênção dos grandes traficantes globais, logo virou um homem odiado, sobretudo pelos Estados Unidos. Foi catalogado de perigoso, procurado e seu fim foi trágico: assassinado em uma emboscada em 2 de dezembro de 1993.

Mas a morte só ajudou a transformar seu nome em mito. Na Colombia, Pablo Escobar é lembrando em séries de TVs, documentários e, agora, também no teatro. Afinal, ele foi uma espécie de Robin Hood do narcotráfico.

Foi o político que usou o dinheiro advindo do tráfico de cocaína, mesmo que de forma demagógica, em benefício dos pobres latino-americanos.

Mito ressuscitado

O mito Pablo Escobar é ressuscitado pelo grupo colombiano Mapa Teatro na peça Discurso de un Hombre Decente, que abriu o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT 2013. O evento é organizado pelo Sesc Rio Preto em parceria com a Prefeitura de São José do Rio Preto, cidade do interior paulista. A peça fará duas apresentações nesta semana na capital paulista, no Sesc Vila Mariana (veja serviço ao fim desta reportagem).

A montagem tem dramaturiga e direção dos irmãos Heidi e Rolf Abderhalden. A dupla organizou uma encenação que mistura projeções, performances e música ao vivo executada por uma pequena orquestra. Não há como dar classificação à obra. É uma mistura de variadas nuances artísticas, formando um todo que provoca sensações visuais e sonoras. A peça é bem mais ousada do que as classificações permitem. E este é seu grande charme.

A base são discursos proferidos em comícios por Pablo Escobar, que chegou a ser eleito deputado na Colômbia. O mote da obra é um papel encontrado no bolso do chefe do cartel de Medellín logo após sua morte e que ficou por muito tempo em poder da CIA norte-americana: tratava-se de um discurso de posse presidencial. Pois Escobar tinha certeza de que chegaria lá.

discurso hombre decente 300x200 Crítica: Colombianos fazem do narcotraficante Pablo Escobar um mito para criticar guerra à droga

Imagem de Pablo Escobar aparece projetada - Divulgação

Cores e nomes

A obra flerta com o documentário, bem como com a ficção. É absurda e crível ao mesmo tempo. O cenário, composto de plantas tropicais, é um verdadeiro deslumbre verde. As coloridas e espalhafatosas roupas da banda e da apresentadora também trazem um ar tropicalista à montagem.

Em busca da realidade, mas de caráter surreal, como Jean Paul-Sartre nos classificou, a peça chega a levar ao palco um especialista em drogas para explicar como as mesmas agem no organismo humano, logo no começo da encenação.

Para as apresentações no FIT foram convidados os psiquiatras Cassiano Coelho (que participou da sessão vista pelo R7) e Lezslo Ávila.

Apresentadora fútil

Bastante à vontade, já que domina o tema, o especialista é sabatinado por uma apresentadora de TV bem mais preocupada com sua imagem na tela do que com as respostas. A atriz Agnes Breckke defende com propriedade e muito carisma a personagem, arrancando risos da plateia pela situação bizarra de suas poses sensuais diante de um tema tão grave.

Em conversa com o R7 após a apresentação, Agnes diz que as caras e bocas que faz são uma espécie de “toque teatral” para o momento não parecer uma conferência. E chama a atenção para um fato.

agnes brekke Crítica: Colombianos fazem do narcotraficante Pablo Escobar um mito para criticar guerra à droga

A atriz colombiana Agnes Brekke - Foto: Divulgação

- Nós, latino-americanos, estamos acostumados com esta figura de apresentadora de TV vazia e burra, que não faz ideia do que está perguntando. Apenas lê as fichas que lhe foram dadas. Nos países latino-americanos, o público tem essa referência e ri. O curioso é que, quando nos apresentamos na Europa, o efeito não aconteceu. Porque esse perfil de apresentadora é uma coisa muito nossa.

Se a peça chama a atenção nesta cena, em outras se arrasta por demais nos mesmos efeitos. E também termina de forma abrupta e repentina. Deixando a sensação de que faltou algo mais. Mas impõe seu discurso e provoca, sobretudo com os discursos desafiadores de Escobar, incorporados pela potente voz de Jaison Castaño, rapper colombiano que atua na obra.

Drogas e vítimas

Esta é a segunda vez que o Mapa Teatro está no Brasil. Na primeira, há dois anos, se apresentou em Santos e em São Paulo, também a convite do Sesc.

A diretora Heidi Abderhalden não gosta que classifiquem a peça como a história de Pablo Escobar. “Porque não é isso”, enfatiza. Ela prefere dizer que a obra “aponta para a guerra contra as drogas, que já provocaram vítimas em demasiado na Colômbia e na América Latina”.

- Para fazer a peça tivemos o auxílio de um especialista em retórica. É como se fosse um momento de delírio. Nós defendemos, com este trabalho, a derrota da guerra contra a droga. Porque ela é violenta. Deve acabar! Não estamos defendendo a legalização completa das drogas, mas achamos que os políticos latino-americanos precisam discutir este tema e buscar, junto com a sociedade, novas soluções.

Discurso de un hombre decente2 c Mapa Teatro Crítica: Colombianos fazem do narcotraficante Pablo Escobar um mito para criticar guerra à droga

Danilo Jimenez (foto) trabalhou com Pablo Escobar - Divulgação

Músico conheceu Pablo Escobar

O talismã da peça é o simpático músico Danilo Jimenes, 74 anos, da Banda Marco Fidel Suárez, que tem 70 anos de história e faz, ao vivo, a música da peça.

O grupo musical tocou para Pablo Escobar em vários comícios e chegou a ser vítima de um atentado no qual três instrumentistas morreram e a mulher de Jimenes ficou gravemente ferida, vindo a morrer depois.

Ele conversou com o R7 e lembrou desta época de muito sofrimento para ele e seus amigos.

- Tenho muitas lembranças ingratas porque passamos muito mal esta época. São lembranças difíceis, mas necessárias.

Ele mantém viva suas lembranças de Pablo Escobar.

- Pablo Escobar era um homem respeitoso comigo sempre. Foi uma figura lendária. Dava dinheiro e presentes para os pobres tratando de ganhar votos. Porque seu sonho era chegar à Presidência. Mas, por ironia do destino, o homem que realizou o sonho de tanta gente não conseguiu realizar seu grande sonho.

discurso2 Crítica: Colombianos fazem do narcotraficante Pablo Escobar um mito para criticar guerra à droga

Elenco do Mapa Teatro agradece os aplausos: obra discute a guerra contra as drogas - Divulgação

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

Discurso de un Hombre Decente
Avaliação: Bom
Quando: Terça e quarta, 9 e 10/7/2013, às 21h. 60 min. Únicas apresentações
Onde: Sesc Vila Mariana (r. Pelotas, 141, São Paulo)
Quanto: R$ 3 a R$ 24
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Colombianos fazem do narcotraficante Pablo Escobar um mito para criticar guerra à droga

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Os Bem Intencionados fotos Alessandro Soave 2012 10 Grupo Lume comemora sete peças no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Após participar do Festival de Teatro de Curitiba e fazer temporada de sucesso em São Paulo, peça Os Bem-Intencionados do Lume Teatro participa do FIT 2013 em São José do Rio Preto com ingressos esgotados - Foto: Alessandro Soave

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

O grupo Lume Teatro, de Campinas (SP), está feliz da vida em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Primeiro, porque os ingressos da peça deles acabaram no primeiro dia de venda. Segundo, porque comemoram a sétima vez no FIT, o Festival Internacional de Teatro da cidade, organizado pela Prefeitura e o Sesc Rio Preto.

Desta vez, apresentam Os Bem Intencionados, montagem dirigida pela mineira Grace Passô, do Grupo Espanca!, de Belo Horizonte. Ainda há duas apresentações, neste sábado (6) e domingo (7), às 22h, no ginásio do Sesc Rio Preto.

lume bob sousa 300x203 Grupo Lume comemora sete peças no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Lume Teatro e diretora Grace Passô posam com o Prêmio Shell, em março deste ano - Foto: Bob Sousa

O Lume foi laureado com o último Prêmio Shell de Teatro, pelo conjunto da obra. Reconhecimento pelos 28 anos de atividades e pesquisa teatrais ininterruptas.

Antes do FIT, apresentaram-se também no Festival de Teatro de Curitiba. Ricardo Buccetti, ator da trupe, conta que, em seguida, vão para o Festival de Inverno de Ouro Preto (MG), onde se apresentam nos dias 23 e 24 de julho. Em agosto, aportam em Londrina (PR), onde participam do Festival Internacional de Londrina, o Filo.

"Puxada de tapete"

O Lume sempre faz intercâmbios. É quase inerente ao teatro que eles fazem, já que não possuem diretor fixo, como conta a atriz Raquel Scotti Hirson ao R7.

– Somos sete atores e não temos diretor. E esta montagem, com a mineira Grace Passô, é a primeira na qual somos dirigidos por um brasileiro. Já trabalhamos com diretores do Japão, do Canadá, da Argentina... Para a gente, esta troca é muito importante. Precisamos dessa puxada de tapete. E isso vem desde o Luis Otávio Burnier [fundador do Lume, que morreu precocemente em 1995].

Outra "intrusa" foi a iluminadora Nadja Naira, vinda da Cia. Brasileira a convite da diretora. Fez elogiado trabalho.

osbemintencionados Grupo Lume comemora sete peças no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Música é destaque: peça Os Bem Intencionados mostra grupo de artistas em um bar - Foto: Alessandro Soave

A peça Os Bem Intencionados (leia crítica) mostra um grupo de artistas em uma espécie de bar, onde eles apresentam números musicais e falam das dificuldades da vida artística. Aliás, a música é uma espécie de personagem da montagem.

Marcelo Onofri, diretor musical, diz que buscou referências na história dos próprios artistas do Lume.

– A música da peça veio da combinação de cabeças. As do Lume com a da Grace Passô. A charada foi onde colocar cada referência.

Onofri conta que a trilha da peça é bem eclética.

– Tem Frank Sinatra, Cauby Peixoto, Fábio Jr., Carlos Gardel, Astor Piazzolla... E ainda composições originais, como a que abre a peça.

A canção citada é emblemática. Porque é uma espécie de síntese da mensagem do espetáculo. A canção se chama: Será que Você vai Ver o Que Você Quer Ver?.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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manifestacao larissa macena Vaias e gritos marcam abertura do FIT Rio Preto 2013

Vaias, gritos, apitos e sirenes na porta do teatro: protesto contra abertura do FIT 2013 em sessão fechada marcou começo do evento em São José do Rio Preto (SP) - Foto: Larissa Macena/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto*

Um clima de tensão, com direito a bate-boca, pairou sobre a abertura da 13a edição do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (4). Um grupo de cerca de 100 artistas fez protesto em frente ao Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Todos usavam uma camisa preta, simbolizando o luto, onde se lia: "FIT 2013 - Eu não fui".

Do lado de dentro, o público também protestou e vaiou quando os nomes de políticos da cidade foram citados, incluindo o do secretário municipal de Cultura de São José do Rio Preto, Alexandre Costa. As autoridades municipais ficaram nitidamente constrangidas. Apesar do grande número de gente do lado de fora, o R7 contou mais de 20 poltronas vazias.

Munidos de cartazes, apitos, megafones e muitos gritos de palavras de ordem, os artistas manifestantes atormentaram a vida dos convidados que foram ver a peça Discurso de un Hombre Decente, da Colômbia. A peça tem como ponto de partida discursos do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, assassinado em 1993, para discutir a descriminalização das drogas. De dentro do teatro, se escutava o barulho do protesto. Quem enfrentava a fila para retirar o ingresso ou entrar no teatro, recebia barulho de apitos e sirenes no ouvido.

Um colunista social da cidade chegou a discutir com os manifestantes, dizendo que tal ato não estava respeitando seu direito de ir ver o espetáculo em paz. A situação ficou muito tensa.

"Faltou boa vontade"

Drica Santi, atriz e diretora executiva da Associart e atriz da Cia Fábrica de Sonhos, que apresenta o espetáculo Caipiras no FIT 2013, disse ao R7 que a ação foi um “repúdio à abertura do evento em um teatro fechado”.

– Antes, a abertura sempre ocorreu no Teatro da Represa, que tem capacidade para 6.000 pessoas. Era algo que envolvia toda a cidade. Agora, está num espaço com 424 lugares, dando possibilidade a poucos de participarem da abertura. Eu sei que o Teatro da Represa estava interditado, mas acredito que faltou boa vontade da Prefeitura de São José do Rio Preto e do FIT para encontrar um novo local ao ar livre. Porque espaço não falta na cidade.

Danilo Santos Miranda 300x176 Vaias e gritos marcam abertura do FIT Rio Preto 2013

Diretor reginal do Sesc SP, Danilo Santos de Miranda diz que o protesto fortalece a democracia - Foto: Divulgação

O diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, afirmou à reportagem que não se incomodava com o protesto. Muito pelo contrário.

– Acho normal e não vejo problema nenhum neste tipo de manifestação. Acho importante para a democracia que coisas deste tipo aconteçam. Sou absolutamente a favor.

Jorge Vermelho, que foi coordenador do FIT por muitos anos, atualmente fora da organização, afirmou ao R7 que os manifestantes “não tinham foco”. Questionado pela reportagem que o foco dos protestantes parecia claro – a exigência da abertura do festival ao ar livre –, ele declarou:

– De toda maneira, é legítimo reivindicar que a abertura possa abarcar o maior número possível de pessoas.

Apoio internacional

agnes brekke Vaias e gritos marcam abertura do FIT Rio Preto 2013

Atriz colombiana Agnes Brekke: "Estamos de acordo com que todos tenham acesso ao teatro" - Foto: Divulgação

A atriz colombiana Agnes Brekke, que apresentou a peça do lado de dentro com seu grupo, o Mapa Teatro, disse que os que estavam do lado de fora tinham seu apoio.

– Isso que aconteceu foi muito interessante, do meu ponto de vista. É muito importante que haja este tipo de posicionamento.

A atriz revelou que os artistas colombianos escutaram a manifestação do camarim, antes de entrar no palco. Mas falou que não sentiram incomodados.

– Estamos de acordo com que todos tenham acesso ao festival. Acho bonito isso de os brasileiros se manifestarem com suas exigências.

O tema deste ano é os limites entre realidade e ficção.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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walcyr carrasco  Walcyr Carrasco dá curso para atores em São Paulo

Walcyr Carrasco é um dos professores do curso que começa no fim do mês - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Entre os dias 27 de julho e 4 de agosto deste ano, o trânsito de celebridades pela Escola de Preparação de Atores Incenna, em São Paulo, será frequente.

A instituição anunciou um curso com renomados nomes do teatro e da televisão para o período.

A oficina O Ator - Do sonho à Construção da Carreira será ministrada por ninguém menos do que o jornalista e dramaturgo Walcyr Carrasco, autor da atual novela das 21h da Globo, Amor à Vida.

Ainda integram o time de professores os atores Leonardo Miggiorin e Blota Filho, e o diretor Luis Henrique Rios, da Globo.

O programa vai fazer um panorama prático sobre a profissão e promete dicas importantes aos novos profissionais.

Saiba mais informações aqui.

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discurso hombre decente Protesto e narcotráfico abrem 13º Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Imagem do narcotraficante do cartel de Medellín, Pablo Escobar, assassinado em 1993, é projetada em peça colombiana que abre o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (SP) - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

O problema do narcotráfico na Colômbia e na América Latina como um todo é a premissa do espetáculo que vai abrir o 13º Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, na noite desta quinta (4), no interior de São Paulo. Equanto a peça acontecer no palco, do lado de fora do Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, artistas locais prometem protesto.

Ambas performances combinam com a proposta deste ano: investigar os limites entre ficção e realidade.

A peça de abertura, Discurso de un Hombre Decente, do grupo colombiano Mapa Teatro, tem como ponto de partida um discurso político encontrado no bolso de Pablo Escobar, o lendário chefe do cartel de Medellín, no dia de seu assassinato, em 2 de dezembro de 1993.

Esta é apenas uma das seis montagens internacionais do evento, que tem 37 peças ao todo, somando 90 apresentações em dez dias até o próximo dia 13. A revolta dos artistas locais protestantes é porque apenas cinco peças deste total são da cidade.

represa 2 paulo magri Protesto e narcotráfico abrem 13º Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Vista noturna de São José do Rio Preto - Foto: Paulo Magri/SMCS/Divulgação/Prefeitura S.J.Rio Preto

O FIT 2013 é organizado pelo Sesc Rio Preto em parceria com a Prefeitura de São José do Rio Preto. Marcelo Bones, Luiz Fernando Ramos, Sérgio Luis Venitt de Oliveira, Cynthia Petnys e Antônio Januzeli assinam a curadoria.

Grupos locais acusam o evento de não dar tanta atenção aos artistas da terra onde ocorre.

O secretário de Cultura de São José do Rio Preto, Alexandre Costa, rebate e diz que “abre espaço para a discussão dos modelos atuais dos festivais e as novas possibilidades de gestão cultural em nosso município”.

— Vivemos um momento muito específico no que se refere à produção, circulação e fomento à cultura. Assim, experimentamos uma nova realidade onde o mais importante é o calor da discussão e o caminho natural da arte teatral de nosso tempo.

O diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, afirma que o FIT 2013 “tem como objetivo pensar a reflexão artística do ponto de vista prático”.

Pelo jeito, além de espetáculos de sobra, debate também não vai faltar no evento.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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giuseppe oristanio eduardo enomoto1 Giuseppe Oristanio e Cissa Guimarães vivem casal em crise em Doidas e Santas, que chega a SP

Giuseppe Oristanio está em cartaz no Teatro das Artes, em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Uma das estrelas do time de atores da Record, Giuseppe Oristanio (leia o blog do ator no R7) traz o sucesso da dobradinha no teatro com Cissa Guimarães para São Paulo. Os dois fazem o atormentado casal da peça Doidas e Santas, que estreia nesta sexta (5), no Teatro das Artes. Além do casal protagonista, o elenco da peça escrita por Martha Medeiros ainda tem a atriz Josie Antelo, interpretando três personagens. Ernesto Piccolo assina a direção.

A comédia fez um sucesso danado no Rio desde a estreia, há três anos. Já foi vista por mais de 130 mil pessoas. A trupe também espera lotar o teatro paulistano, como conta Oristanio.

— A gente procura fazer com a mais absoluta verdade. O que significa dormir e acordar com a mesma pessoa por décadas?

Ao que Cissa emenda:

— E o pior: não saber o que se passa na cabeça dele ou dela? [risos]

A peça conta a história de Beatriz (Cissa Guimarães), uma moderna psicanalista casada há décadas com Orlando (Giuseppe Oristanio), com quem tem a filha adolescente Marina (Josie Antello). Um dia, ela percebe que seu casamento já foi por água abaixo. E resolve se aventurar.

cissa guimaraes eduardo enomoto Giuseppe Oristanio e Cissa Guimarães vivem casal em crise em Doidas e Santas, que chega a SP

Cissa Guimarães fica feliz em ver casais gays na plateia: "Feliciano deveria se tratar no SUS" - Foto: Eduardo Enomoto

O projeto começou em um pequeno teatro carioca, no Leblon, para 200 espectadores apenas. Logo, ficou pequeno. Josie Antello conta que o público, que "começou majoritariamente da terceira idade", logo foi se diversificando. A peça agora atinge a todos. E Cissa lembra que há muitos casais gays na plateia.

— Somos a favor de todas as formas de amor. Queremos que todos sejam felizes. Somos contra qualquer preconceito. Essa história de "cura gay" levantada pelo deputado que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara é um absurdo! Minha opinião é que esse Feliciano deveria se tratar no SUS! Foi uma proposta absurda e retrógrada.

Como bom carioca, o diretor, Ernesto Piccolo, diz que prefere fazer piada do assunto.

— É tão ridículo que só tirando graça. Só sacaneando.

Artista consciente, Oristanio aproveita para comentar a atual onda de insatisfação que ronda o Brasil.

— O impulso dessa gente nas ruas é ótimo. O povo está cansado do Congresso Nacional, que é absolutamente voltado para o próprio umbigo. Cansamos de aceitar calados essa pouca-vergonha na política brasileira.

Política à parte, o grupo conta que tem lotou o teatro até em dias de manifestações e jogos da Copa das Confederações. Um timaço.

doidas e santas eduardo enomoto Giuseppe Oristanio e Cissa Guimarães vivem casal em crise em Doidas e Santas, que chega a SP

Equipe da peça Doidas e Santas, que chega a São Paulo após sucesso carioca - Foto: Eduardo Enomoto

Doidas e Santas
Quando: Sexta e sábado, 21h30; domingo, 18h30. 95 min. Até 29/9/2013
Onde: Teatro das Artes (Shopping Eldorado - av. Rebouças, 3.970, São Paulo, CPTM Hebraica-Rebouças, tel. 0/xx/11 3885-5056)
Quanto: R$ 40 (sex.) R$ 80 (sáb.) e R$ 70 (dom.)
Classificação etária: 12 anos

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cabaret eduardo enomoto teatro ruth escobar julho 2013 Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

A atriz Rita Gutt, à frente, encabeça elenco do musical Cabaret: produção universitária tem entrada gratuita no Teatro Ruth Escobar, na Bela Vista, em São Paulo, durante todo mês de julho - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

O público paulistano que adora os musicais e não tem muita grana no bolso agora não tem desculpa para ficar em casa. Estreia nesta terça-feira (2), às 21h, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Cabaret, um dos grandes musicais da Broadway.

E o melhor: por ser uma montagem universitária sem fins lucrativos, a entrada é gratuita. Tem sessão toda segunda, terça e quarta de julho, até o fim do mês, sempre às 19h e às 21h.

A obra de Joe Masteroff, John Kander e Fred Ebb foi lançada na Broadway em 1966, e causou impacto por abordar a chegada do nazismo ao poder na Alemanha pré-2ª Guerra Mundial.

A história chegou ao cinema em 1972, em filme de Bob Fosse estrelado por Liza Minelli, que levou o Oscar de melhor atriz pelo papel de Sally Bowles, a dançarina de cabaré mais lendária da história de Hollywood. No Brasil, Claudia Raia protagonizou o musical no ano passado.

cabaret 2 eduardo enomoto Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Amor impossível em Berlim: a dançarina Rita Gutt, como a dançarina inglesa Sally Bowles, e Anderson D'Kassio, como o escritor norte-americano Cliff - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, na produção da Faculdade Paulista de Artes e Cia. Instável – que existe desde 2001 com 27 espetáculos montados –, a atriz Rita Gutt, paulista de Ibiúna, vive o papel de Sally Bowles. Ela conversou como R7 sobre o desafio de viver uma personagem tão emblemática.

— Para mim, receber este papel foi um presente. É uma responsabilidade enorme fazer um musical de tanto peso. Mas, queremos fazer o nosso Cabaret. O musical tem o nosso jeitinho. Sei que a Sally precisa dançar e cantar, mas ela tem algo introspectivo. Uma dor interna só dela. Tento demonstrar isso enquanto o show não pode parar.

cabaret eduardo enomoto gabriel ivanoff Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Gabriel Ivanoff interpreta o Mestre de Cerimônias do lendário cabaré Kit Kat Club - Foto: Eduardo Enomoto

O ator Anderson D’Kassio, nascido em Macapá e radicado em São Paulo, interpreta Cliff, o escritor norte-americano com quem Sally tem um caso. Já Gabriel Ivanoff, ator de São Caetano do Sul, no ABC paulista, fecha o time de protagonistas como o MC, o andrógeno apresentador do Kit Kat Club, papel que consagrou Jarbas Homem de Mello no ano passado.

A peça ainda conta com participação internacional no elenco. O ator Juan Manuel Tellategui integra o musical, na pele do alemão Ernest Ludwig, uma espécie de antagonista da história. Ele é argentino e já fez musicais e filmes, como Pompeya, de Tamae Garateguy, em sua terra natal.

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Dobradinha de hermanos: a brasileira Rita Gutt contracena com o argentino Juan Manuel Tellategui no musical Cabaret, em cartaz em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Com 42 anos de idade e 24 de experiência no teatro, André Latorre é o cabeça do projeto. Assina direção, figurino, iluminação e cenografia, esta última em parceria com Dalila D’Cruz. Ele ainda contou com a ajuda de Liza Caetano na assistência de direção.

— O Brasil vem se firmando como um grande mercado de musicais, que é umas das frentes de trabalho que mais oferece oportunidade a atores na atualidade, com bons salários. O ator de musical é completo, porque também canta e dança. O mercado não gosta mais de ator que só sabe dizer o texto.

Ele lembra que o fato de a montagem ser gratuita faz com que muitos espectadores que não teriam condição de pagar para ver um musical possam viver esta experiência.

—Fazemos gratuito porque é uma montagem universitária sem fins lucrativos. E quem vier, além de não pagar, terá a oportunidade de ver em primeira mão a nova geração dos musicais brasileiros!

cabaret 1 eduardo enomoto equipe Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Com 24 anos de carreira, o diretor André Latorre (à frente com a protagonista, Rita Gutt) posa com a equipe do musical Cabaret na sala Miriam Muniz do Teatro Ruth Escobar, em São Paulo- Foto: Eduardo Enomoto

Além do time de protagonistas, Cabaret ainda conta com Lucimar de Santana, como Fraulein Schneider, a dona da pensão onde vive a protagonista, Adanias Souza, como o velho judeu Herr Schulzz, e Tiago Prado Dort, na pele do jovem nazista.

Os demais personagens, entre eles o fogoso time de dançarinos do Kit Kat Club, são defendidos pelos atores Ismael Resende, Daniel Prata, Wilton Leal, Lucas Figueiredo, Giovanna Cameron, Cínthia Arruda, Ana Paula Faustino, Anny Carvalho, Laís Flinco, Fernanda Carvalho, Agatha Miklos, Silvana Ritter Vargas, Cintia Fer e Karem Almeida.

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Sensualidade e muito bom humor no palco: time de dançarinos do musical Cabaret - Foto: Eduardo Enomoto

Cabaret
Quando: Segunda, terça e quarta, às 19h e às 21h (duas sessões por dia). 100 min. Até 31/7/2013
Onde: Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (60 lugares) (r. dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo, Metrô Brigadeiro. Tel. 0/xx/11 3289-2358).
Quanto: Grátis (ingressos disponíveis para retirada duas horas antes de cada sessão)
Classificação etária: 14 anos

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