juri Escolha a Criança Teatro R7 de 2014

Júri mais do que sapeca: Ivam Cabral, Gustavo Ferreira, Robson Catalunha e Tato Consorti escolhem a Criança Teatro R7 2014; internauta agora também pode votar - Fotos: Arquivo pessoal

miguel bebe Escolha a Criança Teatro R7 de 2014Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Emérito na categoria "Eu Quero Apertar Esta Bochecha, Coisinha Linda"

Neste 12 de outubro, Dia das Crianças, nada melhor do que voltar a brincar. Diante do sucesso das fotos dos artistas pequeninos, publicadas pelos próprios nas redes sociais, convidamos o júri especial e também você para eleger a Criança Teatro R7 2014. Serão duas categorias: voto popular e voto do júri formado por Ivam Cabral, Gustavo Ferreira, Robson Catalunha e Tato Consorti. Na companhia do editor deste blog, o júri escolheu os indicados. O resultado sai aqui nesta segunda (13), às 9h. Veja os indicados fofíssimos e ajude a escolher o vencedor!

Quem é a Criança Teatro R7 de 2014?

Esta enquete está encerrada
  • crianca teatro r7 2014 caetano vilela 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Caetano Vilela
    6.3%
  • crianca teatro r7 2014 danielle rosa 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Danielle Rosa
    52.3%
  • crianca teatro r7 2014 fabio ock 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Fábio Ock
    2.5%
  • crianca teatro r7 2014 gui weber 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Guilherme Weber
    2.5%
  • crianca teatro r7 2014 henrique mello 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Henrique Mello
    13.5%
  • crianca teatro r7 2014 jefferson matias1 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Jefferson Matias
    5.9%
  • crianca teatro r7 2014 leticia sabatella 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Letícia Sabatella
    1.7%
  • crianca teatro r7 2014 lucia verissimo 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Lúcia Veríssimo
    0.4%
  • crianca teatro r7 2014 lulu pavarin 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Lulu Pavarin
    4.2%
  • crianca teatro r7 ondina clais castilho 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Ondina Clais Castilho
    0.4%
  • crianca teatro r7 2014 rubens caribe 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Rubens Caribé
    0.8%
  • crianca teatro r7 2014 silvia lourenco 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Silvia Lourenço
    0.8%
  • crianca teatro r7 2014 ze celso 150x150 Escolha a Criança Teatro R7 de 2014
    Zé Celso (José Celso Martinez Corrêa)
    8.4%

Veja as crianças que fizeram sucesso em 2013!

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agenda 10 10 2014 miguel arcanjo Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 10/10/2014

Miguel Arcanjo Prado dá dicas culturais para todo o Brasil na Record News - Foto: Divulgação

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas para o seu fim de semana no telejornal Hora News, na Record News. É a Agenda Cultural. Em São Paulo, tem a 38ª Mostra Internacional de Cinema, além também do novo show de Emicida e da peça América Vizinha, com direção de Juliana Sanches do Grupo XIX de Teatro. No Rio, tem Adriana Calcanhotto. E em Florianópolis, Oswaldo Montenegro.

Com edição de Aline Rocha Soares, Cinthia Lima e Gabriele Moreno.

Veja o vídeo:

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Escapamento Antonio Ginco e Marco Faustino foto Renato Grieco Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Antônio Ginco e Marco Faustino na peça Escapamento: estreia dia 15 - Foto: Renato Grieco

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Você vai chegar lá
O Brasil está ficando cada vez mais velho. E é bom aprender a respeitar quem chega à terceira idade, até mesmo porque um dia todos nós chegaremos lá e não desejamos ser tratados como lixo. Por isso, é importantíssimo que o palco discuta também a temática. É o que faz a peça Escapamento, que estreia no próximo dia 15 no Espaço Elevador, em São Paulo. A direção é de Valter Bahia Filho, com a Cia. Trilhas da Arte. Ficará em cartaz quartas e quintas, 21h, até 13 de novembro. Vai, gente!

Ser ou não ser
A jornalista e dramaturga Silvia Gomez resolveu trazer para os dias atuais a aflição do personagem Gregor Samsa, que acorda um dia e descobre que virou inseto, no livro Metamorfose, publicado por Kafka em 1915. Na peça Abra a Janela Antes de Começar, ele é um executivo preso às angústias de um mundo de bônus, relatórios, e-mails, posts e mensagens de WhatsApp. Ou seja: o nosso inferno de cada dia.

silvia gomez emidio luisi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A dramaturga Silvia Gomez: inferno cotidiano com pitadas de Kafka no Espaço Beta - Foto: Emídio Luisi

Eis a questão
“Num tempo em que o fluxo de notificações e a comunicação seguem um ritmo vertiginoso, ser suficiente e adequado é tarefa complicada. Então, o que pode acontecer quando o que você é parece não ser suficiente para o mundo hoje? Talvez você precise inventar outra coisa para você, metamorfosear-se", explica Silvia Gomez. A direção é de Fábio Mazzoni. A peça está em cartaz até 31 de outubro, quinta e sexta, 20h, no Espaço Beta do Sesc Consolação. Estão todos convidados.

Ódio no coração
Assim como boa parte do Brasil, a turma teatral também está se digladiando nas redes sociais por conta do segundo turno das eleições. Se no primeiro turno todo mundo da arte amava Luciana Genro, agora, a polarização é entre PT e PSDB. O fervor é presente em ambos os lados. Os ataques mútuos acontecem nas redes sociais, onde muita gente desfez "amizades". Sem dó nem piedade.

Observação
Aliás, o Facebook já deveria ter trocado há muito tempo o uso da palavra "amizade" por outra mais condizente, como "contato" ou mesmo "conhecido". Porque amigo de verdade é aquele para se guardar do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves, dentro do coração. Como falava a canção.

Ego
Falando em rede social, a coluna tem uma observação a compartilhar: muita gente do teatro adora sair por aí pedindo atenção e divulgação para seus projetos, mas é incapaz de curtir ou compartilhar nas redes sociais os projetos ou vitórias dos colegas. O teatro precisa aprender a ser mais unido e olhar menos para o próprio umbigo. Todos ganhariam bem mais.

Luta de classe
Voltando a falar das eleições, a coluna, que é atenta a tudo, observa que os artistas do teatro alternativo, ou pobre mesmo, para deixarmos eufemismos de lado, bradam voto em Dilma. Já uma boa parcela dos artistas dos musicais comerciais, aqueles com muito dinheiro, não se avexam em declarar voto em Aécio.

michelle ferreira foto bob sousa1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Autora pop: Michelle Ferreira vai falar sobre reality shows em sua nova peça - Foto: Bob Sousa

O Retorno
Michelle Ferreira, queridinha da nova geração teatral, está nos últimos preparativos para seu novo espetáculo. Será sobre reality shows, com a sua A Má Companhia Provoca. A estreia será em novembro, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

América Vizinha 1
O elenco da peça América Vizinha, dirigido por Juliana Sanches no Grupo XIX de Teatro, está em polvorosa. A obra ganhou o ProAC Primeiras Obras. Voltará ao cartaz em 2015. Coisa boa.

america vizinha Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

América Vizinha: últimos dias da peça no Armazém XIX na Vila Maria Zélia, em SP - Foto: Divulgação

América Vizinha 2
As duas últimas apresentações de América Vizinha em 2014 serão feitas neste sábado e domingo, 19h30, no Armazém XIX da Vila Maria Zélia, no Belém, zona leste paulistana. Como está lotando e é de graça, é bom ligar antes e pedir para reservar entrada. Para garantir, né?

Freud explica
Após fazer temporada no Rio, a atriz Janaína Leite, do Grupo XIX, voltará a São Paulo com a peça solo Conversas com o Meu Pai. A obra estará em cartaz novamente a partir de 24 de outubro no Centro Cultural São Paulo. Na montagem inspirada em sua própria vida, a atriz fala de sua relação com o pai.

iepe Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Iepe: à esquerda, André Félix, que quebrou a perna, à direita, Anderson Galvão, o substituto - Foto: Divulgação

Quebre a perna!
A turma da Trupe Temdona passou o maior aperto nos últimos dias. O protagonista da peça Iepe, André Félix, quebrou a perna às vésperas da estreia. A brincadeira é que ele levou a sério demais a expressão "quebre a perna", utilizada pelos artistas antes de uma estreia para desejar sorte. O ator Anderson Galvão foi convocado de última hora para assumir o personagem beberrão do texto de Luis Alberto de Abreu. Mas já está tudo nos conformes. Tanto que os meninos estreiam nesta sexta (10), às 21h, no Casulo das Artes (rua Sebastião Guimarães Correa, 235, perto do metrô São Judas). Ficam em cartaz todas as sextas-feiras do mês de outubro. O ingresso é R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. Teatro político com muito humor.

Poesia além da vida
A poetisa norte-americana Sylvia Plath resolveu acabar com a própria vida aos 30 anos, em 1963. Mas, ela ganha vida outra vez na obra Ilhada em Mim - Sylvia Plath, de autoria Gabriela Mellão, com direção de André Guerreiro Lopes. A artista é vivida pela atriz Djin Sganzerla, que é filha dos cineastas Rogério Sganzerla e Helena Ignez. A peça está em cartaz no Sesc Pinheiro, até 1º de novembro, sempre quinta, sexta e sábado, 20h30. Recado dado.

Mergulho profundo
Para representar as aflições da poetisa suicida, Djin fica mergulhada no palco, que é transformado em um grande espelho d'água pela cenografia de André Guerreiro Lopes. A peça ainda tem grife: o figurino é assinado pelo estilista e agora também homem do teatro Fause Haten. Chique, né?

phedra cordoba bob sousa3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Phedra D. Córdoba: ela foi chamada para participar de um programa de TV - Foto: Bob Sousa

O chamado
A diva cubana Phedra D. Córdoba está empolgadíssima. Foi convidada para participar de um programa de TV. Eita.

Acordadíssima
O ex-Dzi Croquettes Claudio Tovar vai se jogar no mundo infantil. Ou melhor, já se jogou há muito tempo. Depois de marcar época na década de 1970 com sua performance transgressiva no palco, ele acaba de adaptar o texto do clássico infantil A Bela Adormecida. Virou A Bela Adormecida Uma Ópera Rock. A peça, moderníssima, estreia em novembro no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A protagonista é Giselle Medeiros, que participou da primeira versão de Chiquititas no SBT. Você se lembra?

Gente de teatro
A coluna encerra com uma foto que junta dois guardiões do teatro paulistano em um abraço: a jornalista e programadora de teatro do Sesc Consolação, Adriana Macedo, querida da coluna, e o grande diretor Antunes Filho. A foto foi tirada no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do Sesc Consolação, onde Adriana e Antunes sempre batem aquele papo gostoso. O teatro, quase sempre, é a pauta.

coluna adriana macedo antunes filho Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Adriana Macedo e Antunes Filho no CPT do Sesc Consolação: amizade nos bastidores do palco - Foto: Arquivo pessoal

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nao conte ricardo correa 2 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Ricardo Corrêa, autor de Não Conte a Ninguém, no Espaço dos Parlapatões - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Enquanto o Brasil pega fogo nesta véspera segundo turno, o ator e dramaturgo Ricardo Corrêa prefere ir além das redes sociais e dar seu recado no palco.

Escreveu a peça Não Conte a Ninguém, encenada até 28 de outubro no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo, sempre às terças, às 21h, com entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.

A obra fala de amor e conta a história do adolescente Deco, que começa a descobrir sua primeira paixão e precisa lidar com isso e também com a reação social a ela. A peça toca em tabus que estão mexendo com a sociedade brasileira contemporânea.

Com direção de Davi Reis, a obra da Cia. Artera de Teatro se coloca no papel de discutir a sexualidade sem preconceitos. No elenco, estão Ana Paula Justino, Davi Reis, Jessica Drago, Rodrigo Pasquali, além do próprio Ricardo.

Nesta Entrevista de Quinta ao R7, Ricardo Corrêa fala sobre como a obra foi desenvolvida e ainda diz o que pensa de temas polêmicos da atualidade. Ele ainda declara qem quem votará no segundo turno.

Leia com toda a calma do mundo.

nao conte ricardo correa 5 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Ricardo Corrêa e Davi Reis em cena da peça Não Conte a Ninguém, em São Paulo - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi o processo criativo?
RICARDO CORRÊA —
A primeira versão da peça nasceu em 2004, depois de alguns anos decidi montá-la. Foi um processo árduo de descobertas. Deixei meus personagens soltos, eles foram me dizendo quais eram seus caminhos na história. O diretor e ator Davi Reis soube trilhar o caminho da encenação junto com o elenco. Também as canções (cantamos ao vivo) do Diogo Soares e Thiago Maziero transformaram muito do que escrevi em música e sonoridade e inserções em audiovisual e animações criadas pelo Zeca Rodrigues, que são parceiros fundamentais da Cia Artera.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como surgiu a ideia da peça? É seu primeiro texto? Como foi escrever?
RICARDO CORRÊA —
Eu queria escrever uma peça que mostrasse que as pessoas são iguais, que elogiasse a descoberta do amor na adolescência. Não é a minha primeira peça, já escrevi outras. Depois de anos, a inscrevi em um edital e ganhei o prêmio para montá-la. Nesses anos, me deparei com a necessidade de ir mexendo no texto, que foi um aprendizado, está sendo muito prazeroso fazer este espetáculo para o jovem e para a população LGBT, num momento no qual a discussão está em vigor.

nao conte ricardo correa 4 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Sem preconceito: peça discute o amor - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que vocês resolveram discutir esses temas?
RICARDO CORRÊA — Acho que tem pouca coisa pro jovem e acho que é necessário se falar das minorias. Queríamos falar poeticamente desse universo tão delicado. Este espetáculo é um elogio ao amor. Existe um conjunto de assuntos que nós na Cia. Artera gostamos de falar e são assuntos que tem a ver normalmente com intolerância, preconceito, minorias, às vezes de maneira mais pesada, às vezes de uma maneira mais leve, mais lírica, mais poética como em Não Conte a Ninguém.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quando você era pequeno do que gostava de brincar?
RICARDO CORRÊA —
Colecionava bonecos em miniatura e gostava de inventar histórias com eles.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você começou no teatro?
Como foi sua adolescência?
RICARDO CORRÊA —
Era um adolescente como outro qualquer, cheio de incertezas, buscando pertencimento ao mundo, inadequado. O teatro me direcionou, comecei a fazer teatro muito jovem na cidade de Taboão da Serra, onde meus amigos eram pessoas mais maduras. Minha adolescência se deu no meio teatral.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você gostaria de voltar a ser adolescente?
RICARDO CORRÊA —
Não, só se fosse como no filme Peggy Sue - Seu Passado a Espera, onde a personagem da atriz Kathleen Turner à beira do divórcio desmaia e volta no tempo e vê a vida com o olhar mais maduro.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Onde você estudou? Qual boa lembrança tem dessa época?
RICARDO CORRÊA —
Estudei a vida inteira em escola pública. Tenho saudade da minha primeira professora, das reuniões na casa de amigos pra fazer trabalho e do cheiro que o mimeógrafo deixava nas folhas.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você vê o aumento do conservadorismo no Brasil?
RICARDO CORRÊA —
Bem, cada um tem o direito civil de agir e seguir a religião que queira, logo não há justificativa para o Estado restringir comportamentos homoafetivos ou de outra natureza. Enquanto se discute sobre direitos humanos, vemos o aumento do conservadorismo no país e a violência nas ruas. Quando o argumento deixa de ser político, relacionando-o à religião, temos um sério problema: a intolerância e a falta de proteção a liberdade humana.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você acha que o Brasil está caminhando para a direita? Por quê?
RICARDO CORRÊA —
O gigante acordou nervoso e ele quer socar alguém. Mas como que esse gigante despolitizado vai saber em quem que ele quer bater? Ser politizado é entender como funcionam as relações de poder em cada sociedade e no mundo em geral. É compreender que, por trás das relações de troca no mercado existem relações de exploração. Que, por trás das relações de voto, existem relações de dominação. Que, por trás das relações de informação, há um processo de alienação. Se houvesse educação nesse país as coisas seriam diferentes.

nao conte ricardo correa 3 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

Não Conte a Ninguém pode ser vista até o fim do mês: toda terça, 21h, no Parlapatões - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual o principal problema da sociedade brasileira hoje em sua visão?
RICARDO CORRÊA — Nossa sociedade enfrenta hoje em dia problemas que estão muito ligados às obrigações do governo, como a violência, saúde e corrupção.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como viu as declarações do candidato Levy Fidelix durante os debates?
RICARDO CORRÊA — Eu vi como uma fala odiosa e homofóbica, fiquei perplexo em constatar que um sujeito como ele estava se candidatando a Presidente da República. Ele incitou à violência e à discriminação contra a população LGBT através de um verdadeiro discurso de ódio e ofensa à comunidade LGBT em geral.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você já decidiu o voto no segundo turno? Por quê?
RICARDO CORRÊA — Sim. Vou de Dilma. Por que o PT tem um projeto de políticas sociais.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que você faz teatro?
RICARDO CORRÊA — É como se no teatro existisse a possibilidade de um refúgio, a possibilidade de experimentar uma outra realidade, um outro tipo de organização social. É como se o teatro pudesse me salvar do caos, me permitisse a loucura, mas tendo a “coerência” absoluta do mundo ao redor, e ao mesmo tempo a possibilidade de sonhar, de cantar, de dançar, sonhos que são de uma banalidade extrema… que é o de tentar transformar. Fazer teatro é falar outra língua, um idioma incompreensível, indizível, o teatro nos faz traduzir esse idioma incompreensível, significá-lo para nós mesmos e para o espectador, para que ele também possa dialogar em seu idioma mais secreto e íntimo.

nao conte ricardo correa1 Entrevista de Quinta É preciso falar das minorias, diz Ricardo Corrêa, da peça Não Conte a Ninguém

O ator e dramaturgo Ricardo Corrêa: "Fazer teatro é falar outra língua" - Foto: Divulgação

Não Conte a Ninguém
Quando: Terça, 21h. 60 min. Até 28/10/2014
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Franklin Roosevelt, 158, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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muso musa setembro 2014 r7 teatro bruno lourenco beatriz barros Bruno Lourenço e Beatriz Barros são Muso e Musa do Teatro R7 de setembro de 2014

De O Girador, Bruno Lourenço e Beatriz Barros são os novos Muso e Musa do Teatro R7 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após votação acirrada, os atores Bruno Lourenço e Beatriz Barros foram eleitos Muso e Musa do Teatro R7 de setembro de 2014.

Eles chamaram a atenção do público na peça O Girador, encenada por William Costa Lima em São Paulo.

E a vitória de ambos foi esmagadora.

Na votação masculina, o paulistano Bruno Lourenço obteve 3.717 votos, o que corresponde a 90,5% do total.

Já na votação feminina, a pernambucana radicada em São Paulo Beatriz Barros conquistou 2.352 votos, o que corresponde a 80,7% do total.

Parabéns aos vencedores e a todos que concorreram. Viva o teatro, sempre!

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dib Dib Carneiro Neto lança primeiro livro de poesias

Dib Carneiro Neto lança livro de poesias Dia de Ganhar Presente - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Dib Carneiro Neto é um grande nome do jornalismo cultural brasileiro. Também é dramaturgo reconhecido. O que pouca gente sabe é que ele ainda é poeta.

livro dib Dib Carneiro Neto lança primeiro livro de poesias

Capa do livro de poemas de Dib Carneiro Neto

O público poderá conhecer este seu outro lado no livro Dia de Ganhar Presente, que ele lança na próxima segunda (13), pela Editora Íthala, em São Paulo.

A sessão de autógrafos está marcada para começar às 19h, na Livraria Saraiva do shopping Pátio Higienópolis, região central da capital paulista.

No livro de 124 páginas estão garimpados mais de 50 poemas escritos para o blog semanal de poesia Segundas Líricas, mantido pelo autor desde agosto de 2012.

Mesmo tendo escrito originalmente para a internet, ele não sossegou até ver as poesias publicadas à moda antiga, no papel, seu velho confidente.

Segundo relato de Dib, ele começou a escrever sem muita pretensão, aproveitando madrugadas insones para colocar a inspiração no papel.

Deu certo e o público aprovou.

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120 dias Satyros revê 25 anos de underground em palestra

Gente jovem reunida: o ator Rafael Mendes, na peça 120 Dias de Sodoma, em 2009, um dos marcos nos 25 anos da trajetória do grupo Os Satyros, ícone da cena underground - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As comemorações dos 25 anos do grupo Os Satyros parecem nunca ter fim.

Para quem sempre ouve falar da famigerada trupe, mas nunca se ateve aos detalhes de sua história, há uma chance imperdível.

Nesta sexta (10), às 19h, a dramaturga Marici Salomão fará palestra no Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República).

O tema é: Análise sobre a Trajetória dos Satyros Desde Sua Chegada à Praça Roosevelt.

120 dias dani agostini 2 Satyros revê 25 anos de underground em palestra

Marco libertário da Roosevelt: cena da peça 120 Dias de Sodoma, da Cia. Os Satyros - Foto: Dani Agostini

Salomão promete esmiuçar o caminho percorrido pelo grupo ícone do underground, que chegou a atuar na Europa na década de 1990, onde fez sucesso e também passou por dificuldades, como qualquer artista.

O encontro faz parte do projeto Pessoas Perfeitas, título da atual peça que o grupo fundado por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez encena no mesmo local na sequência (leia a crítica por Bruna Ferreira).

A entrada na palestra é gratuita.

Em tempo: no próximo dia 29 de outubro o Itaú Cultural (av. Paulista, 149) abre o Festival Satyros 25 anos, com entrada grátis. Haverá peças do grupo, além de debates com os fundadores e também o filme que Evaldo Mocarzel gravou, tendo como tema a trupe teatral paulistana. Saiba mais.

120 dias dani agostini Satyros revê 25 anos de underground em palestra

Marquês de Sade e Satyros: aristocracia em xeque em 120 Dias de Sodoma - Foto: Dani Agostini

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vinicius piedade carcere valmir de lara Vinícius Piedade passa carreira a limpo no CCSP

Vinícius Piedade em cena de Cárcere: três monólogos no CCSP - Foto: Valmir de Lara

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Lá se vão pouco mais de uma década de carreira. Para quem conhece a realidade do teatro, sabe que não é fácil a persistência. Só os fortes conseguem.

E, para celebrar este tempo nos tablados, o ator Vinícius Piedade resolveu juntar três monólogos em uma temporada na sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, a partir da próxima sexta (10), ali do lado do metrô Vergueiro.

As peças são: Carta de um Pirata (sexta, 21h), Cárcere (sábado, 21h) e Identidade (...) (domingo, 20h). O ingresso custa R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada.

Somadas, as obras tiveram mais de 800 apresentações no Brasil e também no exterior, em lugares como Estados Unidos, Portugal, Suíça, Alemanha e Cabo Verde. Já que Piedade não gosta de ficar parado.

A temporada paulistana do seu repertório dura até 9 de novembro. Piedade convida todo mundo a comparecer e diz que quer “aprofundar o mergulho na existência humana por meio de personagens em situações limites”.

Veja entrevista com o ator no vídeo:

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diogo spinelli bob sousa O Retrato do Bob: Diogo Spinelli, mestre e aprendizFoto BOB SOUSA*

Foi aos dez anos, assistindo ao grupo XPTO no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo, que Diogo Spinelli se encantou com o teatro. Na adolescência, levou a paixão a sério e começou a fazer peças na escola. Na hora do vestibular, prestou artes cênicas e entrou para a USP. Logo, virou aprendiz de nomes como Maria Thais, Cibele Forjaz e Sérgio de Carvalho. Após a formatura, virou ele próprio mestre para adolescentes que, como ele um dia, se encantam pelos palcos. Em 2011, com amigas atrizes, fundou a Cia. Alô, Doçura!. Sob sua direção, o grupo encena A Idade da Ameixa, do argentino Aristides Vargas, no Teatro Commune. Spinelli ainda encontra tempo para investigar o grupo potiguar Clowns de Shakespeare em seu mestrado. Afinal, gosta de ser, ao mesmo tempo, mestre e aprendiz.

*Bob Sousa é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp).

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satyrianas andre stefano Satyrianas vêm aí: inscrições vão até dia 10

Divas: Phedra D. Córdoba (à esq.) cai no samba com passista em plena praça Roosevelt, nas Satyrianas - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chega a primavera e a turma do teatro paulistano já fica em polvorosa.

Todo mundo quer aprontar alguma coisa nas Satyrianas, o festival que promove 78 horas ininterruptas de arte na praça Roosevelt, em São Paulo, e em outros espaços da cidade.

Neste ano, as inscrições foram prorrogadas até o próximo dia 10 de outubro no site do evento. Tem espaço para teatro, cinema, dança, música e performances.

Segundo os organizadores, a Satyrianas de 2014 vão entrar para a história, por conta de coincidirem com os 25 anos do grupo Os Satyros.

Em informe, o grupo diz: "Os Satyros tem muitos motivos para festejar. São 25 anos de história. História de resistência e conquistas, lutas e descobertas. Um grupo que se estabeleceu no meio do governo Collor e teve que abandonar o Brasil para poder sobreviver, que se dividiu entre o Brasil e a Europa durante mais de uma década e que só voltou a sua São Paulo do coração em dezembro de 2000, estabelecendo-se na praça Roosevelt", afirma.

E ainda declara: "Nenhum desses obstáculos foi fácil de superar, assim como também não é fácil para os milhares de artistas de teatro deste país que, como nós, lutam por dar ao público novos olhares sobre o mundo".

Ainda de acordo com Os Satyros, o espírito original das Satyrianas será mantido: "uma festa dos artistas do palco para a cidade".

Em tempo, a Satyrianas 2014 vai acontecer entre 20 e 23 de novembro.

Anote na agenda.

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