Foto Joao Caldas Fº 103037 Crítica: Quando Eu Era Bonita é grito de liberdade feminina

A mulher pode envelhecer: Lulu Pavarin e Ester Laccava em Quando Eu Era Bonita - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Em pleno século 21, o discurso machista de que uma mulher só tem vida útil enquanto é jovem (e bonita) ainda paira de forma assustadora em parte da sociedade. E é reverberado por aí por muita gente que se diz inteligente. O que é um verdadeiro horror.

Por isso, ver uma peça como Quando Eu Era Bonita, um verdadeiro grito de liberdade feminina contra as amarras preconceituosas que sufocam muitas mulheres, é um alento. A obra é escrita e dirigida por Elzemann Neves, que coloca no palco duas mulheres de meia idade em reflexão constante sobre o que sobrou delas e para elas.

Sabiamente, a encenação aposta no que tem de melhor: suas duas boas atrizes no palco, Lulu Pavarin e Ester Laccava. O centro da montagem é o diálogo constante entre ambas, num embate no qual rememoram seus dias de glória, acrescido de tédio profundo com os dias atuais, quando já não são tão mais bonitas assim e o mundo está bem mais careta e complicado.

Ambas fazem opções distintas de entrega às personagens, cada qual com seu brilho. Enquanto Ester demonstra técnica precisa, Lulu Pavarin chama o público para si com tempo cômico e entrega mais performativa à sua personagem. Apesar das nuances distintas, é evidente que há mais cumplicidade do que competição no palco.

Quando Eu Era Bonita é uma peça bem escrita e com duas potentes atrizes para dar ainda mais sentido ainda a cada uma das palavras ditas. De forma envolvente e até mesmo cúmplice, o espetáculo coloca a plateia para refletir que essa história de tempo útil para uma mulher é uma grande bobagem que só interessa a homens e mulheres preconceituosos. Gente interessante pensa diferente. Ainda bem.

Quando Eu Era Bonita
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 21h. 55 min. Até 1º/5/2015
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, metrô República, São Paulo, tel.0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Quando Eu Era Bonita é grito de liberdade feminina

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vladimir capella Diretor e autor Vladimir Capella morre aos 63 anos

Vladimir Capella morreu aos 63 anos em São Caetano do Sul (SP) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O diretor e dramaturgo Vladimir Capella morreu aos 63 anos, às 9h20 da manhã desta terça (21), no Complexo Hospitalar Maria Braido, em São Caetano do Sul, na região do ABC, em São Paulo. Ele estava internado por conta de complicações cardiorrespiratórias.

A informação foi confirmada pelo hospital ao R7.

Capella era considerado um dos maiores expoentes do teatro infanto-juvenil brasileiro.

Nascido em 31 de julho de 1951, em São Caetano do Sul, Capella estudou teatro na Fundação das Artes de São Caetano do Sul.

Foi dramaturgo, músico e diretor de teatro voltado ao público infanto-juvenil. Sua primeira direção foi Panos e Lendas, em 1978, quando já conquistou o público e a crítica especializada.

Vladimir Capella recebeu mais de cem prêmios durante sua carreira e fez montagens de sucesso como Avoar, em 1985, Antes de Ir ao Baile, em 1986 e O Saci, em 1993.

No começo do século 21, fez parcerias de sucesso com a produtora Cintia Abravenel, no extinto Teatro Imprensa, do Grupo Silvio Santos, como O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, em 2003, e A Flauta Mágica, em 2007.

O corpo será enterrado às 10h desta quarta (22) no Cemitério da Cerâmica, em São Caetano do Sul, cidade onde o velório acontece no velório do Hospital São Caetano.

Repercussão na classe artística

A morte de Vladimir Capella deixa a classe artística paulistana profundamente triste neste feriado de Tiradentes. Para Gustavo Kurlat, que trabalhou com Capella em Avoar, o amigo "tinha poesia pairando no ar o tempo todo". Diego Gazin, ator que foi dirigido por Capella em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, afirma que ele era "um diretor incrível".

Já a atriz Maria Bia, que integrou recentemente o elenco do seriado de TV Sexo e as Nega, diz que Capella era uma "pessoa e artista incrível". Mafa Nogueira o define como "o grande professor" que ensinava "sobre a beleza e sobre a coragem". O ator Fábio Penna, que começou a carreira com ele, diz que Capella foi "o maior contador de sonhos" que conheceu.

Em conversa com o Atores & Bastidores do R7, a atriz Lulu Pavarin se emociona ao lembrar-se do amigo.

— Eu sempre dizia para o Vladimir Capella que ele era culpado por eu ter "virado" atriz. Ainda bem tive a oportunidade de agradeço-lo em vida por diversas vezes, pois foi ele que me aconselhou eu fosse atriz, depois de me dirigir num curso de teatro para amadores — eu nunca tinha feito nada de teatro na minha vida até então. Minha gratidão é eterna pois amo minha profissão assim como ele, que contagiou e alegrou a mim e inúmeras pessoas.

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Potestad. Fotos Joao Caldas 3 1024x763 Crítica: Potestad cumpre papel de lembrar horror da ditadura

Os atores Laura Brauer e Celso Frateschi em cena de Potestad - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

É mais que bem-vindo neste momento político em que o Brasil vê parte de sua sociedade conservadora sair às ruas para pedir a volta dos militares um espetáculo que descortine a maldade de um regime de exceção.

No caso, a ditadura sob enfoque é a que vigorou na Argentina entre 1976 e 1983, não diferente em sua crueldade da praticada no Brasil entre 1964 e 1985.

O período sombrio é pano de fundo da peça Potestad, escrita pelo argentino Eduardo Pavlovsky em 1985 para contar um dos mais horrendos crimes cometidos pelos militares naquele país e que até hoje é notícia em todo o mundo: o roubo de bebês de presos políticos nos porões de tortura, adotados por famílias de raptadores.

Celso Frateschi, aguerrido ator da cena teatral e política, aceitou a escolha do texto, feita pelo diretor Pedro Mantovani, como forma de celebrar seus 45 anos de carreira, iniciada no Teatro de Arena em tempos de atores e diretores presos pelo Estado, inclusive ele.

A direção opta por uma encenação crua, na qual na primeira parte do espetáculo o personagem de Frateschi se abre diante de um público iluminado com uma luz de serviço, tal qual um holofote de tortura — o signo do recurso é compreensível, mas em certos momentos prejudica a visão do ator no centro da arena.

Ao lado de um berço coberto por um lençol branco, o senhor revela, aos poucos, que a filha tão amada por ele e sua mulher, na verdade foi retirada de dois torturados mortos, a quem ele, médico, constatou o óbito a serviço dos militares.

Diante da impossibilidade de ter filhos, o médico raptou o bebê. O personagem primeiro se apresenta como vítima de alguém a quem o filho foi retirado, quando, na realidade, é ele o algoz de outra família: de fato, a filha retirada dele foi devolvida à sua família de fato, revelando o crime cometido e do qual não demonstra ter arrependimento.

A encenação prioriza Frateschi no palco. À sua colega de cena, a atriz argentina Laura Brauer, resta ser o contraponto silencioso (mas, potente) para a verborragia excessiva do personagem vivido pelo ator. A atriz poderia ter sido melhor aproveitada pela encenação.

Frateschi tem talento reconhecido, mas, em alguns momentos, a direção o deixa escorregar no grito de fácil impacto, quando uma construção mais intimista teria elevado a potência de seu personagem e seria mais condizente com o tipo portenho por ele interpretado.

De todo modo, Potestad cumpre o papel de reavivar a barbárie dos regimes militares que assolaram a América Latina de três décadas atrás.

É importante não parar de falar sobre o que aconteceu neste lado do mundo, onde homens donos do poder converteram-se na face cruel de um Estado assassino. É importante lembrar. Para que estes tempos não voltem jamais.

Potestad
Avaliação: Bom
Quando: Quinta, sexta e sábado, 21h; domingo e feriado, 19h. 60 min. Até 17/5/2015
Onde: Espaço Cênico do Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, tel. 0/xx/11 3871-7700)
Quanto: R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (meia) e R$ 7,50 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Potestad cumpre papel de lembrar horror da ditadura

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renan tenca foto bob sousa O Retrato do Bob: Renan Tenca, sempre alertaFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator paulistano Renan Tenca integra o Teatro de Narradores desde 2011. No momento, pesquisa os imigrantes haitianos para o projeto Cena Insurgente. O espetáculo fruto da investigação deverá estrear em 2016. Também no próximo ano, estará nas telonas no filme Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert. Enquanto desenvolve os projetos, vive a reta final de sua formação: faz a Escola de Arte Dramática e o bacharelado em direção teatral, ambos na USP. O artista também dirige um grupo, com orientação de Anônio Araújo, que promete mesclar cabaré e dadaísmo. No meio disso tudo, vai se apresentar na 2ª Mostra da Escola de Arte Dramática, que será realizada entre 27 de abril e 3 de maio no Tusp. Estará em duas peças: Ensaio sob(re) Angústia, a partir da obra Angústia, de Graciliano Ramos, sob direção e dramaturgia de Lucienne Guedes, e EXIT, a partir da pesquisa com a máscara do palhaço, sob orientação de Bete Dorgam. O rapaz está sempre alerta.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. 

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recusa ernesto vasconcelos No Dia do Índio, lembre se da peça Recusa

Recusa deu aos atores Eduardo Okamoto e Antônio Salvador o APCA de melhor ator - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Este domingo (19) é Dia do Índio. Infelizmente, o tema indígena ainda é pouco representado nos palcos brasileiros.

O espetáculo Recusa, sucesso em 2012, remou contra essa maré.

Dirigido por Maria Thaís, a obra trouxe os atores Antônio Salvador e Eduardo Okamoto, da Cia. Balagan, em entrega desmedida à cultura indígena.

O desempenho rendeu aos dois o Prêmio APCA de melhor ator.

Com o sucesso, a obra excursionou pelo País para contar a história de dois índios que se recusavam a ter contato com o mundo "civilizado", na dramaturgia de Luiz Alberto Abreu, feia a partir de uma notícia de jornal. Leia a crítica.

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helo cintra foto bob sousa Dois ou Um com Helô Cintra

Helô Cintra está no elenco da peça Florilégio II, em SP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Helô Cintra acaba de entrar para o elenco da peça Florilégio II, em cartaz no Teatro Eva Wilma (r. Antônio de Lucena, 146, Tatuapé), em São Paulo. As sessões são às 18h30 de sábado e domingo até 3 de maio de 2015, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Ela divide o palco com Carlos Moreno, Mira Haar e Adriana Fonseca, todos sob direção de Elias Andreato. A atriz, que também é jornalista, topou o convite de participar da nossa coluna Dois ou Um aqui no Atores & Bastidores do R7. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Capital ou interior?
Capital.

Doce ou salgado?
Salgado, depois um docinho, e depois um salgado...

Antunes ou Zé Celso?
Antunes.

Europa ou Estados Unidos?
Europa.

Rio ou Salvador?
Rio.

Palco ou redação?
Os dois, mas para ambos é imprescindível o bom uso da palavra.

Preto e branco ou colorido?
Colorido.

Terceirização ou direitos trabalhistas?
Direitos trabalhistas.

Voltem militares ou ditadura nunca mais?
Ditadura nunca mais e em nenhuma circunstância.

Faz parte do meu show ou o nosso amor a gente inventa?
Nosso amor é protagonista do meu show e faz parte da gente inventar isso tudo.

Leia outras edições da coluna Dois ou Um

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O FINGIDOR Helio Cicero crédito João Caldas 1024x680 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Helio Cícero na peça O Fingidor: temporada prorrogada no Tucarena - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Prorrogou
Devido ao sucesso, O Fingidor, peça escrita e dirigida por Samir Yazbek, prorrou temporada até 17 de maio no Tucarena, em São Paulo.

Sabedoria popular
A atriz Julia Bobrow chegou à seguinte constatação: "a internet era bem melhor antes do Dubsmash", aquele aplicativo que transformou todo mundo em dublador nato.

Ai, que preguiça!
Já a atriz Luna Martinelli preferiu ser mais direta ao ponto: “Um porre esse aplicativo de dublagem”, vociferou. E ainda acrescentou uma frase pintada num fundo de praia com a seguinte indagação: “Antes do Dubsmash, como você fazia para passar vergonha?”. Eita.

Para ganhar o Oscar
Já o ator Valmir Martins, fã do novo aplicativo, afirmou que acha que as atuações de atores são bem melhores do que os dubladores sem técnicas cênicas. “Eu não gosto quando a pessoa dá o texto com cara de nada. Uó. Me emocione”, afirmou. Então, tá.

Agenda Cultural da Record News

eduardo galeano Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Eduardo Galeano será homenageado na peça América Vizinha - Foto: Divulgação

Luto
Os atores da peça América Vizinha ficaram consternados com a morte de Eduardo Galeano, na última segunda (13). É a que a obra do grupo Los Cucarachos é inspirada no livro O Século do Vento, do grande gênio uruguaio. Vão homenageá-lo na sessão do próximo dia 25, às 17h, na sede do Grupo XIX, na Vila Maria Zélia, com entrada grátis.

Queimada
Regina Duarte é nome mal falado nas rodas de artistas do teatro depois que usou indevidamente uma foto da peça Hygiene, do Grupo XIX de Teatro, para promover as passeatas contra o governo de Dilma. Entenda.

lisbela Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os atores Fernando Prata, Marilice Cosenza, Luiz Araújo, Ligia Paula Machado e Beto Marden, grandes nomes da cena musical, no espetáculo Lisbela e o Prisioneiro, que já conquistou o público paulistano - Foto: Caio Gallucci

Engrenado
O musical Lisbela e o Prisioneiro já é sucesso de público no Teatro Nair Bello, em São Paulo. A montagem nacional chegou com tudo.

Gente
A condição humana é tema da peça O Pio da Coruja, com André Latorre e Zeca Coelho, em cartaz no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, até 27 de junho. Toda sexta, 21h30, com ingresso a R$ 50. A peça tem um polêmico cartaz, com André nu em uma cruz, sobre a qual paira uma coruja.

Escandinavo
O diretor do Satyros, Rodolfo García Vázquez, está em Estocolmo, na Suécia.

juliette2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Elenco masculino da peça Juliette, que estreia no Estação Satyros - Foto: André Stéfano

Falando nisso
Nesta sexta-feira (17), às 21h, no Estação Satyros, na praça Roosevelt, estreia Juliette, a nova montagem do grupo para a obra de Marquês de Sade. Vai dar o que falar, como já adiantam as fotos acima e abaixo.

juliette1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gente jovem reunida no palco: elenco feminino da peça Juliette - Foto: André Stéfano

Acidente
Já a reestreia de A Filosofia na Alcova foi adiada indefinidamente porque a atriz Suzana Muniz quebrou o pé direito ao subir uma escada no Satyros 1. Ela deve voltar a andar normalmente só no fim de maio. Melhoras.

Brilha, Phedra!
Phedra D. Córdoba, a diva cubana do Satyros, já gravou sua participação no novo programa de Tom Cavalcante no Multishow. Ela foi tratada como rainha nos bastidores do canal. Phedra arrasa.

Poesia no palco
Lenerson Polonini é o autor e diretor da peça A Cripta de Poe, que faz apresentações nos dias 24 e 25 de abril, às 20h, no Centro Cultural da Juventude, em São Paulo. É de graça. Multimídia, é inspirado na obra do escritor e poeta Edgar Allan Poe. Vai, gente.

gregorio duvivier Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gregório Duvivier: peça escrita e dirigida por João Falcão no Teatro Porto Seguro - Foto: Divulgação

Moço inteligente
Gregório Duvivier, que anda conquistando a turma jovem e inteligente com sua coluna de jornal, fará seu espetáculo Uma Noite na Lua em São Paulo nos dias 27 de maio, 3 e 10 de junho, sempre às quartas, 21h. No novo palco da cidade, o Teatro Porto Seguro.

Cabeça pensante
Na montagem escrita e dirigida por João Falcão, o ator e humorista conversa consigo mesmo. A imaginação e os devaneios do personagem são acompanhados pela plateia, como se ela estivesse dentro da cabeça do ator.

Noturno
Rodrigo Capella e Dinho Machado fazem o espetáculo de stand-up Comédia em Preto e Branco a Cores no Teatro Folha, em São Paulo, neste sábado (18), à meia-noite. Estão todos convidados.

Quase russo
1Gaivota - É Impossível Viver sem Teatro, com direção de Nelson Baskerville, estreia nesta sexta (17), no Sesc Consolação, em São Paulo. "Não tenho nenhum interesse em encenar clássicos se não puder contextualizá-los nos dias atuais. Meu interesse consiste em fazer com que esses clássicos se comuniquem com as plateias de hoje acostumadas com várias mídias e com acesso ilimitado a uma grande quantidade de informação", diz o diretor sobre sua encenação do clássico russo de Tchekhov.

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Pascoal da Conceição e Julia Ianina em 1Gaivota - Foto: Ligia Jardim

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agenda cultural Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 17/04/2015

Agenda Cultural da Record News: Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado conversam sobre as atrações culturais para o seu fim de semana - Foto: Reprodução

Quer se divertir? No quadro Agenda Cultural, no telejornal Hora News, na Record News, Miguel Arcanjo Prado conta para Lidiane Shayuri as melhores dicas para você em todo o Brasil. Nos cinemas, tem a animação Shaun, o Carneiro, o alternativo Frank e o brasileiro Casa Grande. Jundiaí, no interior de São Paulo, ganha o Sesc Jundiaí com show grátis de Alceu Valença. Na música tem o romantismo do Roupa Nova em Curitiba, a banda de metal suíça Coroner em São Paulo e a diva do samba Alcione na Bahia. Para os mineiros, tem exposição bilionária de Kandinksy com entrada franca. Nos palcos tem a peça Consertando Frank. Veja o vídeo com edição de Aline Rocha Soares e Daniel Mori:

 

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a traidos Ex Rebelde, Arthur Aguiar abandona elenco e prejudica peça

Arthur Aguiar brigou nos bastidores e deixou a peça A-traídos, dirigida por Danielle Winits - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ex-Rebelde Arthur Aguiar deu trabalho nos bastidores da peça A-traídos, dirigida por Danielle Winits, e deixou a montagem de uma hora para a outra, prejudicando a todos os profissionais envolvidos na peça.

Por conta da confusão, a apresentação da montagem em Belo Horizonte, que seria realizada neste fim de semana, foi cancelada.

A Roda Produções, responsável pelo espetáculo na capital mineira, divulgou o seguinte comunicado:

"Comunicamos a todos o cancelamento da apresentação da peça A-traídos, que aconteceria no dia 19 de abril, às 20h30, no Cine Theatro Brasil Vallourec.

Por questões de incompatibilidades profissionais do ator Arthur Aguiar com a produção nacional, responsável pela turnê do espetáculo, o ator deixa de integrar o elenco do espetáculo.

Aos que já garantiram os ingressos sentimos muito pelo transtorno [...]. Emitiremos um comunicado com todas as informações sobre como obter a devolução do dinheiro.

Nós, da Roda Produções, produtora local responsável exclusivamente pela apresentação que seria feita em Belo Horizonte, contamos com a compreensão de todos e pedimos desculpas a todos os envolvidos, em especial ao nosso público.

Atenciosamente,

Roda Produções"

Substituto

A produção do espetáculo no Rio já encontrou um substituto para Arthur Aguiar: o ator Fábio Beltrão, que já fez até fotos de divulgação com o elenco.

O novo cartaz da peça, após a saída de Arthur Aguiar, traz a seguinte frase: "Toda escolha implica perdas".

atraidos Ex Rebelde, Arthur Aguiar abandona elenco e prejudica peça

Após saída de Arthur Aguiar, novo cartaz da peça A-traídos traz a frase: "Toda escolha implica perdas" - Foto: Reprodução

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FOTO 4 Entrevista de Quinta   Teatro é encontro de seres que se escutam, diz Rodrigo Spina

Rodrigo Spina dirige peça de autor romeno com grupo Os Barulhentos em SP- Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O nome do espetáculo é longo. Mas, as referências são muitas.

Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar é a nova peça da Cia. Os Barulhentos, com direção de Rodrigo Spina, em cartaz no Espaço Elevador, em São Paulo [veja serviço ao fim].

O espetáculo saiu do livro Cuidado com as Velhinhas Carentes e Solitárias, do autor romeno contemporâneo Matéi Visniec, radicado na França desde 1987.

A trupe, que fez sucesso nos palcos em 2013 com Muito Barulho por Nada, agora investiga solidão humana no mundo contemporâneo, num mundo cada vez mais tecnológico e vazio de sentidos, onde o privado e o público se misturam com facilidade, gerando angústia constante.

A encenação é um compilado de 15 peças curtas, que se entrecruzam. Para fazer a colcha de retalhos cênica dar certo, o diretor utilizou os conhecimentos que tem em teatro e em cinema.

No elenco estão Cadu Cardoso, Clara Rocha, Domitila Gonzalez, Gustavo Pompiani, Lia Maria, Lucas Horita, Lucas Paranhos, Marina Campanatti, Murilo Zibetti e Pedro Camilo.
Nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, Rodrigo Spina descortina um pouco da obra e de sua carreira. Formado em cinema pela ECA-USP e mestre em artes pela Unicamp, onde é doutorando em artes da cena, ele conta, entre outras coisas, que seu diretor preferido é o italiano Fellini: "Pois sua arte sonha".

Leia com toda a calma do mundo.

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Roupas espalhadas: peça tem instigante cenário criado por Moshe Motta - Foto: Valérie Mesquita

MIGUEL ARCANJO PRADO — Rodrigo, fiquei sabendo que sua peça está toda em tons de cinza; por quê?
RODRIGO SPINA — Ao começarmos a ensaiar a peça, senti que as cenas deveriam ser realistas, críveis, porém com algum tipo de estranhamento, algo que deixasse o espectador com uma sensação esquisita. Assim, ao ver uma realidade fidedigna à sua frente, porém sem cor, o espectador, como alguns já relataram inclusive, tem a sensação de que algo de sua percepção visual foi modificada ou está falha, alguma coisa está fora da ordem comum – conteúdo de todas as cenas do espetáculo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Interessante esta provocação estética.
RODRIGO SPINA — Diferentemente do cinema em preto e branco, que resulta nessa qualidade visual pela captação ou por filtros colocados a posteriori, o teatro completamente em tons de cinza, gera uma sensação de deslocamento da realidade, pois vemos um ator vivo em cena, na nossa frente e sem cor alguma – de acordo com o que Visniec tem no cerne de sua dramaturgia: o estado de coma do mundo contemporâneo, onde estamos cada vez mais acostumados a ver uma vida (?) tornando-se pasteurizada, com menos nuances de cores e sentimentos.

aquiestamos2 Entrevista de Quinta   Teatro é encontro de seres que se escutam, diz Rodrigo Spina

Falta de cores foi opção estética do diretor - Foto: Valérie Mesquita

MIGUEL ARCANJO PRADO — Que poético isso que falou. É por aí mesmo... Mudando de assunto: você se formou em cinema e artes cênicas. Misturou as duas artes na peça?
RODRIGO SPINA — Como diretor, eu conduzo a obra teatral como algo audiovisual, uma combinação de imagens cênicas e sons. Obviamente, essas imagens cênicas são construídas pelos atores, que são ocentro nervoso do teatro, e o sons são combinações de suas vozes, ruídos, as trilhas musicais e seus silêncios. Como sou preparador vocal em teatro e professor de voz para atores, priorizei a aproximação dos atores às palavras de Visniec, a construção de suas imagens internas em seus próprios corpos. Assim, esses atores, jovens brasileiros, poderiam – pela palavra – instaurar questões da guerra do Leste Europeu, por exemplo.

MIGUEL ARCANJO PRADO —Você fez doutorado na Unicamp sobre voz do ator?
RODRIGO SPINA — Meu doutorado foca em estudar a qualidade da escuta do ator e como ela desemboca em sua expressão vocal, ou seja, quero tirar das mãos do ator a exigência de uma impecabilidade fono-articulatória e colocar toda sua atenção no que ele escuta do outro, pelo jogo cênico. Assim, sua voz será resultado de trocas sensíveis entre os interpretes e não de um treinamento isolado e tecnicista.  Sinto que é momento de voltarmos a ter no jogo dos atores a maior fonte fomentadora da cena teatral e não partir das aptidões trabalhadas apartadas de um todo, em busca de um perfeccionismo esvaziado de histórias e cicatrizes.

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Peça é compilado de 15 cenas curtas que se entrecruzam - Foto: Valérie Mesquita

MIGUEL ARCANJO PRADO — Voltando à peça, em que mais ter feito cinema lhe ajudou na direção?
RODRIGO SPINA — Outra vantagem em ter estudado cinema, foi poder “montar” as cenas soltas num fio narrativo – o conhecimento de edição cinematográfico foi muito usado neste espetáculo – quadros de imagens que se resignificam por seu contexto. Por exemplo: um casal discutindo sua relação depois do sexo é totalmente redimensionado, pois é uma ação simultânea a um menino aprendendo a matar pessoas numa fronteira. Como a peça é composta de 14 cenas curtas encadeadas e simultâneas, o espetáculo torna-se um “filme multiplot”, desses que contem várias narrativas entrecortadas.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você escolheu o texto?
RODRIGO SPINA — Esse texto surgiu depois de um passeio por uma livraria em São Paulo, onde vi a coleção do Visniec publicada. Vendo os títulos, um deles chamou minha atenção: Cuidado com as Velhinhas Carentes e Solitárias. Ao pegar o livro e começar a ler, não consegui parar, levei ao grupo e todos se apaixonaram pelas cenas e começamos a montar a peça.

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"Teatro é encontro de seres que se escutam", diz Rodrigo Spina - Foto: Valérie Mesquita

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como se aproximou do autor, Matéi Visniec?
RODRIGO SPINA — Procurei Visniec virtualmente e encontrei-o pelo Facebook. Ele sempre foi muito solícito conosco e ajuda a divulgar sempre que possível. Enviei fotos do espetáculo para ele explicando como tinha feito o encaixe das cenas e as opções estéticas e ele respondeu: “Esse é o tipo de teatro que eu realmente gosto.” Obviamente, fiquei extremamente feliz, pois sinto que existe um encontro muito profícuo entre nós — os Barulhentos e suas palavras.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você também é ator da Cia. Elevador Panorâmico. Como é agora estar no papel de diretor com o grupo Barulhentos?
RODRIGO SPINA — Aprendi a fazer teatro no Elevador. É impossível dizer o contrário. E fazer teatro de grupo – passando por todos setores – montei cenário, operei som e luz, fiz faxina e reformas na sede do grupo e também atuei... [risos]. Meu diretor, o Marcelo Lazzaratto, é meu grande orientador na vida artística. Ele sempre acompanha os processos que dirijo e problematiza algumas escolhas, sugere soluções. Enfim, sinto que o Lazzaratto é um avô artístico dos Barulhentos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Dirigir mudou algo em você?
RODRIGO SPINA — Poder dirigir um grupo de atores tem transformado minha própria vida no palco, pois a maneira com que você esclarece alguma cena a um ator ou conduz o mesmo a fazer certa coisa faz com que você tenha que esclarecer procedimentos de criação de imaginário para si mesmo para que possa esclarecer ao outro. Assim, muito do que venho falado aos meus atores, tento colocar em prática nos espetáculos do Elevador, como ator.

aquiestamos5 Entrevista de Quinta   Teatro é encontro de seres que se escutam, diz Rodrigo Spina

Peça discute a solidão dos seres humanos nos tempos atuais - Foto: Valérie Mesquita

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você acha que o teatro ainda tem importância política no Brasil de hoje?
RODRIGO SPINA — Sim, eu não faria teatro se não acreditasse nisso. A cultura (e no meu caso, meu ofício o teatro) é de fundamental importância para enxergarmos a realidade como ela é. Sinto que as mídias estão cada vez mais controladoras de opiniões e por consequência, as ações dos indivíduos, às vezes, as mais absurdas. Estamos cada vez mais copiando e colando opiniões em nossos “murais” eletrônicos, distanciados cada vez mais de uma relação verdadeira com os outros.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem razão.
RODRIGO SPINA — Há uma certa banalização no uso da palavra hoje em dia, e quero que meu teatro fuja disso. Peço sempre aos atores terem cuidado com a palavra dita e vivida por eles em cena, cuidado em criar as imagens potentes que elas possuem a priori, sentidos profundos e vitais. E o teatro ainda é o lugar de encontro humano, nada além disso – o encontro entre seres que se escutam, onde há lugar para troca real. Isso, de início, já pode ser uma transformação política radical, hoje em dia.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quais são seus diretores preferidos em cinema e teatro?
RODRIGO SPINA — Meu diretor predileto é o Fellini, pois sua arte sonha. Existe algo na obra dele que cala e faz rir. Algo que é gracioso, ao mesmo tempo, totalmente silenciador. Sinto que é quase impossível colocá-lo num único gênero. E esse tipo de arte me atrai. Diretores de cinema e teatro que conseguem ser plurais – abarcando mais sensibilidades humanas do que possíveis rótulos, tornando sua arte polissêmica e abrangente. Gosto muito de cinema mudo de Chaplin e Buster Keaton, o silêncio de Bergman, as cores de Almodóvar e no teatro é inevitável dizer, mas gosto muito do trabalho do Lazzaratto, por motivos óbvios, e do Felipe Hirsch, Márcio Meirelles e o trabalho dos Clowns de Shakespeare.

Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar
Quando: Sábado, 20h, domingo, 19h. 110 min. Até 31/5/2015
Onde: Espaço Elevador (r. Treze de Maio, 222, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3477-7732)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 14 anos

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