festival de curitiba 1 erika zanatta Festival de Curitiba em 7 cliques de Erika Zanatta

Cena de teatro de rua no Festival de Curitiba 2013 - Foto: Erika Zanatta

Por Miguel Arcanjo Prado

O mês de abril chega ao fim. Ele foi marcado nos palcos pelo Festival de Curitiba, que reuniu mais 400 espetáculos na capital paranaense. O maior evento das artes cênicas do País deixou saudade em quem participou, seja no tablado ou na plateia. A fotógrafa paranaense Erika Zanatta acompanhou o evento com sua máquina sempre a postos e enviou para o blog sete imagens que marcaram o evento.

festival de curitiba erika zanatta Festival de Curitiba em 7 cliques de Erika Zanatta

Festival de Curitiba 2013 no olhar da fotógrafa Erika Zanatta

Curta nossa página no Facebook!

Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Foto de Bob Sousa
Texto de Miguel Arcanjo Prado

pedro wagner foto bob sousa O Retrato do Bob: Pedro Wagner, o doce mistério
O ator pernambucano de Garanhuns Pedro Wagner é o último dos seis integrantes do Grupo Magiluth a aparecer nesta coluna, retratado pelo nosso Bob Sousa. Talvez porque seja misterioso demais. Talvez porque seja doce demais. Talvez porque seja inteligente demais. Talvez porque seja magro demais. Talvez porque provoque carinho demais. Talvez porque nos leva a ter cuidado demais. Talvez porque cause confusão demais. Talvez porque tenha força demais. Talvez porque nos embaralhe demais. Talvez porque seja artista demais. Deve ser por isso que demorou tanto. Porque Pedro Wagner é difícil de desvendar. Um doce mistério.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

magico de oz1coletiva imprensa magico de oz 27621 Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Muita gente teima em classificar o mundo das artes do palco como teatro adulto ou infantil. A definição realmente funciona em muitos casos, mas é jogada por terra em O Mágico de Oz, 31º musical da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho – e o último em parceria com a Aventura Entretenimento – em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo.

heloisa bruxa oz Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Heloísa Périssé está irreconhecível como Bruxa Má do Oeste no musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

A superprodução consegue envolver pais e filhos em um misto de fascinação e vontade de voltar a acreditar em um mundo de fantasia. Este é o seu mérito, sobretudo em um mundo de relações cada vez mais fria e técnicas, mediadas por máquinas.

O musical se esmera para contar de forma correta o centenário enredo da menina Dorothy, que resolve fugir de casa porque acredita ser incompreendida pelos tios e é tragada por um furacão que a leva para um novo e perigoso mundo.

A história de Lyman Frank Baum foi imortalizada no cinema em 1939, com Judy Garland no papel principal.

Mas, nos palcos brasileiros, é Malu Rodrigues quem vive a menina. Tem voz doce e afinada e presença de sobra para segurar a personagem – sua atuação destacada lembra a de Amanda Acosta no musical My Fair Lady, em 2007, pelo mesmo nível de técnica aliada ao carisma, que é indispensável nestes casos.

magico de oz3coletiva imprensa magico de oz 2407 300x200 Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle: dois destaques do numeroso elenco - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Bruna Gerin, que já havia chamado a atenção por sua capacidade de segurar distintos personagens em uma mesma obra em Hair, se destaca outra vez na pele da tia Em (com a qual faz par com Fernando Vieira, como o Tio Frank) e também como Glinda, a bruxa boa.

A competência neste tipo de obra da dupla Möeller & Botelho se faz presente nos cenários de Rogério Falcão, nos figurinos de Fause Haten, na iluminação de Paulo Cesar Medeiros e na coreografia de Alonso Barros. Todos contribuem à sua maneira para criar uma atmosfera cativante, sem com que o foco na história seja perdido.

Heloísa Périssé dá show ao interpretar a Bruxa Má do Oeste em sua estreia no mundo dos musicais. Irreconhecível por conta da caracterização, a atriz conquista a plateia com um texto divertido e com seus costumeiros – e certeiros – cacos. Não adianta segurá-la. A atriz é bem melhor solta.

Outro nome vindo da TV, Lúcio Mauro Filho, por sua vez, derrapa na sua construção do Leão Covarde. Ele vai por um caminho no qual associa a falta de coragem à homossexualidade, em uma construção gay caricata e forçada, típica do que fazia no humorístico Zorra Total (Globo). Seu personagem destoa do todo da obra por procurar o riso fácil que advém do preconceito embutido em parte da plateia – um pecado imperdoável ao se tratar de um espetáculo dedicado também às crianças e que deveria formar novos valores e não reforçar o deboche do diferente.

Completam os amigos de Dorothy um correto, preciso e discreto Nicola Lama, como o Homem de Lata, e André Torquato, na pele do Espantalho, em uma construção de corpo e voz que reflete trabalho árduo, como o ator já havia demonstrado em Priscilla – Rainha do Deserto.

Outro charme da montagem – além do cachorrinho real de Dorothy que encanta quem adora os animais – é a presença de Luiz Carlos Miéle como o Mágico. Miéle não é ator, e isso todo mundo sabe. Nem cantor. Isso também todos nós sabemos. Mas as duas informações não fazem a menor diferença nem são capazes de tirar sua segurança no palco. Ele assume o personagem com o excesso de charme que lhe é costumeiro e a certeza de ter criado o mundo dos shows neste País. E ponto.

Ao todo, os 35 atores e 16 músicos evidenciam um conjunto coeso em seu propósito de envolver e entreter seu público, não importa qual idade este tenha. Porque, diante do musical O Mágico de Oz, todos voltamos, com gosto, a ser crianças outra vez.

Avaliacao Bom R7 Teatro Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e criançasO Mágico de Oz
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 16h e 20h; domingo, 15h e 19h. 150 min, com intervalo. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel. 0/xx/11 5693-4000)
Quanto: R$ 40 a R$ 180
Classificação etária: Livre

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

cirquesoleil Crítica: Anã voadora brilha em Corteo, espetáculo humano e menos pirotécnico do Cirque du Soleil

Público se enternece com artista anã içada por balões - Foto: Sean Gallup/Getty Images

Miguel Arcanjo Prado, do R7

Uma anã que voa içada por balões é responsável pela cena de maior impacto do espetáculo Corteo, do Cirque du Soleil, em cartaz no parque Villa-Lobos, em São Paulo. Sob direção de Daniele Finzi Pasca, esta é a quinta visita da trupe ao País.

Em um circo repleto de artistas que fazem proezas de cair o queixo de qualquer um utilizando o próprio corpo, é tocante que a cena mais forte venha de uma simples e enternecedora imagem.

Mas isso condiz com a proposta deste espetáculo, que tem roteiro baseado em um funeral de um palhaço.

Apesar do risco que é ter um tema tão down para um espetáculo circense, o Soleil mostra por que é o mais importante e aclamado circo do mundo: consegue envolver a plateia na atmosfera densa, sem contudo deixar de entreter cada espectador.

E o faz com toda simplicidade possível – mesmo que fruto do alto nível de profissionalismo já conhecido da trupe, com uso de tecnologia de ponta.  Mesmo assim, isso tudo não tira o foco do mais importante: o artista que está no palco, seu sorriso, seu olhar.

O intervalo de 30 minutos é longo demais, mas serve para os artistas descansarem um pouco e para que o público consuma os produtos da lojinha do Cirque du Soleil, estrategicamente a postos no saguão.

cirquesoleil2 Crítica: Anã voadora brilha em Corteo, espetáculo humano e menos pirotécnico do Cirque du Soleil

Número de saltos mortais nas gigantes camas elásticas agradam a plateia - Foto: Sean Gallup/Getty Images

Além da anã voadora, outro charme do espetáculo é a tentativa de alguns artistas falarem português, que se mescla ao italiano e ao inglês em grande parte do espetáculo. A plateia adora o sotaque gringo.

O palco de 360 graus faz com que todos tenham excelente visão de tudo que acontece nos 19 números exibidos. O cenário enche os olhos, como os lustres que servem de apoio para as quatro contorcionistas aéreas.

Mesmo com os efeitos, o Cirque du Soleil deixa claro que, nesta obra, preferiu investir no carisma de seus artistas.

Em muitos momentos, o espectador tem a impressão de estar naqueles circos mambembes do passado. E, conseguir tal ar é uma verdadeira proeza em se tratando do circo que possui os mais caros ingressos. E é também o grande acerto, já que nossos olhos estão fartos de tanta pirotecnia e necessitados de uma maior dose de humanidade.

Avaliacao Muito Bom R7 Teatro Crítica: Anã voadora brilha em Corteo, espetáculo humano e menos pirotécnico do Cirque du Soleil
Corteo – Cirque du Soleil
Avaliação: Muito Bom
Quando: Terça a quinta, 21h; sexta e sábado, 17h; domingo, 16h e 20h. 150 min. Até 21/7/2013
Onde: Parque Villa-Lobos (av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001, Alto de Pinheiros, São Paulo, tel. 0/xx/11 3023-0316 e 4004-5588)
Quanto: R$ 190 a R$ 440 (quem paga mais R$ 190 pode ir ao Tapis Rouge, tenda com bufê de comida e bebidas e banheiros exclusivos)
Classificação etária: 12 anos (menores que esta idade devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis)

Leia a coluna Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Cantina photoby IdilSukan DrawHQ 08 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Espetáculo australiano Cantina é destaque na programação do Sesc - Foto: Idil Sukan

Por Miguel Arcanjo Prado

Viva o circo!
No mês de maio o Sesc São Paulo apresentará em dez dias 18 grupos de circo do Brasil e seis internacionais em sete unidades (Belenzinho, Bom Retiro, Itaquera, Ipiranga, Pinheiros, Santana e Santo André). É o Circos - Festival Internacional Sesc de Circo, que vai celebrar o centenário do Circo Nerino e rememorar o lendário palhaço Piolin, cuja morte completa 40 anos. Além disso, os 90 anos de Roger Avanzi, o palhaço Picolino, serão lembrados também. Integram a programação os brasileiros Intrépida Trupe, Acrobático Fratelli, Nau de Ícaros, La Mínima, Solas de Vento, Circo Amarillo, Grupo Ares e Irmãos Sabatino. Os gringos são formados por grupos vindos do Canadá, França, Austrália, Espanha, Itália e Dinamarca. Além de espetáculos, haverá workshops, intervenções e mesas de dabates. "O conjunto de espetáculos, muitos inéditos, atestam a capacidade que a linguagem do circo tem de contar uma história com seus próprios recursos cênicos", diz Danilo Santos de Miranda, diretor reginal do Sesc São Paulo. Para se inscrever nos workshops e conferir a programação completa, clique aqui.

Teatro no Memorial
A comédia de Pirandello O Homem, a Besta e a Virtude será apresentada de graça no Memorial da América Latina, em São Paulo. Será no auditório Simón Bolívar: sábado (27), às 20h30; domingo (28), às 19h; e na quarta (1º), feriado, às 17h. Os ingressos começam a ser distribuídos no local duas horas antes, dois por pessoa. A peça é estrelada pela atriz Débora Duboc (leia entrevista com ela). A primeira versão da peça no Brasil foi protagonizada por ninguém menos do que Fernanda Montenegro, em 1962. Coisa fina.

Melhor da Mostra
O espetáculo paraibano Flor de Macambira, do grupo SerTão Teatro, foi eleito o melhor da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo pelos internautas do R7. Saiba mais.

Agenda Cultural

umaaliceimaginaria Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Uma Alice moderna

A volta de Alice
Os meninos da Cia. dos Imaginários pedem para avisar que o espetáculo Uma Alice Imaginária (foto ao lado), versão moderninha da obra clássica de Lewis Caroll, volta ao cartaz, em São Paulo, no dia 11 de maio, no Teatro Commune (r. da Consolação, 1218). Ficam por lá até 16 de junho, sempre sábado, às 21h, e domingo, às 20h. A entrada vai custar R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. Estão todos convidados.

Banco escolar
A Cia. Arthur Arnaldo fará um ensaio aberto da peça Coro dos Maus Alunos para convidados na próxima terça (30), na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo. Eles estreiam para o público na próxima sexta (3), com entrada grátis. Já tem gente doida para ir para a fila dos ingressos...

Acabou
Por questões técnicas, o Teatro União Cultural cancelou a temporada de As Cinzas do Velho a partir deste sábado (27).

ameninaquebrilha Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Princesa com brilho

Fosforecente
A Cia. Loucos do Tarô deu uma repaginada no elenco de A Menina que Brilha (foto ao lado), que volta ao cartaz neste sábado (27), no Teatro Macunaíma (r. Adolfo Gordo, 238), em São Paulo. Ficarão por lá até 12 de maio, sempre sábado, 21h, e domingo, 20h. O ingresso é uma pechincha: apenas R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. A peça conta a história de um príncipe que conhece uma menina que brilha e consegue desaparecer. Que coisa!

Ô ô ô ô...
Já estão abertas as vendas de ingressos para Rock in Rio – O Musical. Após causar no Rio, a superprodução estreia em São Paulo, no Teatro Alfa, no dia 7 de junho. Fica em cartaz até 4 de agosto. O preço varia de R$ 40 a R$ 180. Vai guardando o dinheirinho, gente!

danilo dainezi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Danilo Dainezi: teatro no rádio

Dainezi no ar 1
O jornalista Danilo Dainezi, querido da coluna, vai estrear nesta segunda (29) o quadro No Palco, na Rádio Cultura Brasil (1200 AM), da Fundação Padre Anchieta. Toda segunda-feira, Danilo vai falar sobre teatro dentro do programa Galeria, apresentado por Alexandre Ingrevallo, das 8h30 às 11h. Apaixonado pelas artes cênicas, Dainezi é espectador assíduo do que acontece nos palcos paulistanos: "Gostaria de apresentar aos ouvintes da rádio Cultura um pouco da rica produção teatral que há na cidade". 

Dainezi no ar 2
O quadro de Danilo Dainezi terá três minutos. A cada semana, falará sobre uma peça em cartaz na cidade. A estreia será com As Estrelas Cadentes do Meu Céu são Feitas de Bombas do Inimigo, peça da Cia. Provisório-Definitivo. A peça é sobre diários de guerra, com direção de Nelson Baskerville, e está em cartaz no Viga Espaço Cênico.

Dainezi no ar 3
Como bom jornalista que é, Dainezi promete dar voz a todos: "A ideia é cobrir a agenda da cidade, de uma forma mais ilustrada, com depoimentos de diretores, dramaturgos e atores, sonoras de trilhas dos espetáculos e alguns trechos das peças". A coluna deseja sucesso ao coleguinha na empreitada. E avisa que vai ouvir o programa toda semana, é óbvio. Como diz a gente do teatro: "Merda, Danilo!"

Livre expressão
A Cia. Mariana Muniz uniu dança e linguagem de sinais no espetáculo de rua Gestos. Estreia neste sábado, às 11h e 15h, no Metrô Trianon Masp, em São Paulo. No dia 18 de maio, às 16h, será apresentado na praça Oswaldo Cruz. Já no dia 19 de maio, às 18h, sobem ao palco do Teatro Sérgio Cardoso. Bela pesquisa artística.

Reforço no riso
A turma do Comédia ao Vivo, espetáculo de stand-up toda sexta-feira, à meia-noite, no Teatro Renaissance, em São Paulo, ganhou reforço. Os humoristas Murilo Gun, Diogo Portugal e Mauricio Meirelles entram para o elenco fixo da trupe do riso. O espetáculo já foi visto por 40 mil pessoas, desde a estreia, em 2008. Essa gente do stand-up é danada!

palco plateia Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gustavo Gasparani e José Wilker - Foto: Cristina Granato

Bate-papo com Wilker
O ator e diretor José Wilker, agora também apresentador de talk show, entrevistou o ator Gustavo Gasparani para o programa Palco e Plateia, focado no mundo teatral. Wilker, sempre uma simpatia com a coluna, fez questão de nos mandar uma foto de bastidor do encontro, no clique certeiro da fotógrafa Cristina Granato. O bate-papo descontraído entre os dois artistas rolou no Oi Futuro, em Ipanema, no Rio. O programa estreia nesta terça (30), às 21h30, no Canal Brasil. Tem de ver.

Grana preta
A Petrobrás vai patrocinar 134 projetos de 11 áreas culturais, somando R$ 67 milhões investidos em cultura. Aqui você vê quem ganhou a grana do petróleo.

timmaiamusical Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Abravanel e Moura: Tim Maia - AgNews

Dessa vez ele vai
Se Tim Maia costumava faltar em seus próprios shows, o mesmo não vai acontecer com seus covers no mundo dos musicais, Danilo de Moura e Tiago Abravanel. A dupla da pesada sobe unida ao palco do Barzzin (r. Vinicius de Moraes, 75), em Ipanema, no Rio, neste domingo (28), para o show da banda Cia Mil Cento e Onze, de Danilo. A entrada é R$ 20 e o horário faz homenagem à banda: a apresentação começa às 23h11. Os dois atores-cantores garantem muito suingue a quem for.

Vingança
O musical Vingança estreia no CCBB de São Paulo no dia 1º de maio. Luciano Andrey, estrela de Priscilla, está no elenco.

Yazbek de graça
A peça O Ritual, de Samir Yazbek, fará apresentações nos dias 4, 5 e 12 de maio, às 16h, no Teatro Cultura Inglesa (r. Dep. Lacerda Franco, 333, Pinheiros), em São Paulo. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão.

teatro estacao Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Silvia Suzy: monólogo

Clássicos no palco
Isabel Allende e José Saramago estão entre os escritores que inspiraram o monólogo Como Água que sobre a Água Corresse, que estreia neste sábado (27), no Estação Cultural (r. Rui Barbosa, 574, Bela Vista), em São Paulo. Será apresentado sábado, 21h, domingo, 19h, e segunda, 20h, com entrada a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Fica em cartaz até 1º de julho. A atriz Silvia Suzy, fundadora da Cia. Inadequada, é dirigida por Arthur Miranda.

Um palco no Tusp
O Tusp, o Teatro da Universidade de São Paulo, está com inscrições abertas até o dia 6 de junho de 2013 para peças que desejam ocupar o espaço entre 1º de agosto e 29 de setembro, de quinta a domingo. As inscrições são recebidas na secretaria do Tusp, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, ou enviadas pelo correio, com data de postagem até 4 de junho. Para saber detalhes do edital, clique aqui. Boa sorte!

esio magalhaes Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ésio Magalhães - no CIT-Ecum

Barracão na Consolação
Ésio Magalhães, o grande ator do Barracão Teatro, manda avisar que ele fará breve temporada do espetáculo WWW para Freedom no CIT-Ecum, de sexta a domingo, entre 17 de maio e 9 de junho. A direção é de sua fiel parceira, Tiche Vianna. Ele disse à coluna que pretende lotar o espaço em todas as apresentações e que, para isso, conta com o boca a boca feito por você, nosso querido internauta. Topa colaborar?

Núcleo prorroga
A peça Universos, com Renata Calmon e Thiago Ledier sob direção de Zé Henrique de Paula, foi prorrogada até o dia 16 de maio. Sempre terça, quarta e quinta, 21h, no Teatro do Núcleo Experimental (r. Barra Funda, 637, Metrô Marechal), em São Paulo. A crítica da obra sai aqui no blog na próxima terça.

Borges no palco
João Paulo Lorenzon faz seu monólogo Eu Vi o Sol Brilhar em Toda a Sua Glória até dia 25 de maio no Sesc Ipiranga. É inspirado em Jorge Luiz Borges, o grande escritor argentino.

Festa argentina em SP
Falando em nossos hermanos, um grupo de artistas argentinos promove neste sábado (27) à noite a festa Pies Descalzos. Quem colocar o nome na lista paga R$ 15 para entrar. Saiba mais.

dani barros Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Dani Barros: melhor atriz

A volta de Estamira
Após concorrida temporada no Sesc Pompeia, o premiadíssimo monólogo Estamira, com Dani Barros, melhor atriz de 2012 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual este vosso colunista é membro), está de volta a São Paulo. Ficará em cartaz de 31 de maio a 6 de julho de 2013 no Sesc Ipiranga. Corra, porque os ingressos serão disputados a tapa.

Substituição 1
Por conta de sua atuação na peça Barafonda, celebrado espetáculo de rua da Cia. São Jorge de Variedades que volta agora em maio (leia a reportagem), a atriz Bárbara Bonnie, eleita pelos internautas do R7 a Revelação em 2012, ganhou uma stand-in na montagem Judas em Sábado de Aleluia. É a atriz Priscilla Oliva. Fica em cartaz aos sábados e domingos, às 16h, no Teatro do Núcleo Experimental (r. Barra Funda, 637), em São Paulo.

Substituição 2
O ator Henrique Mello deixou a montagem Inferno na Paisagem Belga, do grupo Os Satyros. Em seu lugar, entrou Óscar Silva, que já fazia assistência de direção para Rodolfo García Vázquez na obra, que conta ainda no elenco com Ivam Cabral, Robson Catalunha e Thiago Capella Zanotta. Reestreiam nesta sexta (26) e ficam em cartaz às sextas e sábados, 21h, até 29 de junho, no Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214), em São Paulo. A obra conta o tórrido caso de amor gay dos poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud. Bafo!

Gente de Teatro
Olhaí abaixo a Claudia Miranda, a produtora executiva do Núcleo Experimental, trabalhando em sua mesa, na sede da trupe, na Barra Funda, em São Paulo, no registro certeiro do nosso fotógrafo Eduardo Enomoto. Sempre atenta a tudo o que se passa pelo espaço, eleito o Melhor Teatro de São Paulo em 2012 pelos internautas do R7, Claudia resolve tudo e faz o lugar acontecer. Apaixonada pela arte do palco, é uma espécie de fiel escudeira do diretor Zé Henrique de Paula e do diretor de produção Sergio Mastropasqua, que também atua. Acostumada aos bastidores, recentemente, Claudia deu um pulo no palco, na montagem Cabaret - E o Tal Mundo Não se Acabou. O que fez muito bem. Afinal, ela merece o holofote também.

claudia miranda nucleo experimental eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Claudia Miranda, a produtora que faz o Núcleo Experimental acontecer em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

flor de macambira jose ismary Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Cena de Flor de Macambira, do Coletivo Teatral SerTão Teatro (João Pessoa - PB), eleita a melhor peça da 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo pelos internautas do R7 - Foto: José Ismary

Por Miguel Arcanjo Prado

A simplicidade do interior brasileiro, com seu mundo de moças virgens e coronéis inescrupulosos, cativou o público paulistano que viu a 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo (leia cobertura completa do R7), que aconteceu no Centro Cultural São Paulo, entre 16 e 21 de abril, reunindo 11 espetáculos de sete países em apresentações gratuitas.

Em votação promovida pelo R7, os internautas escolheram a montagem Flor de Macambira, do Coletivo Teatral SerTão Teatro, de João Pessoa, na Paraíba, como a melhor peça do evento. O espetáculo dirigido por Christina Streva obteve 45,1% dos votos, ficando em primeiro lugar. Repleto de música e muito humor, a obra já circulava no boca a boca feito pelo público do festival como um dos melhores. No elenco, estão Gladson Galego, Isadora Feitosa, Cida Costa, Rafael Guedes, Thardelly Lima, Zé Guilherme e Pollyanna Barros.

Leia a coluna Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

salmo91 Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Baianos do Ateliê VoadOR ficaram em segundo lugar na preferência do público, com Salmo 91 - Divulgação

O segundo melhor espetáculo, na opinião do internauta do R7, foi Salmo 91, do Ateliê VoadOR Companhia de Teatro, de Salvador, na Bahia, dirigida por Djalma Thürler. Eles emocionaram a plateia ao contar a história de vida dez presos mortos no massacre do Carandiru, justamente no dia em que 23 policiais foram condenados a 126 anos de cadeia pelo crime. Além do ótimo texto de Dib Carneiro Neto, baseado no livro de Dráuzio Varella, a obra contou com o vigor do elenco formado por Fábio Vidal, Rafael Medrado, Duda Woyda, Lucas Lacerda e Lúcio Tranchesi. Os baianos obtiveram 21,9% dos votos dos internautas.

talco alonso Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Cubanos do Argos Teatro (à esq.) e argentinos da Cia. de Fósforos (à dir.) dividem terceiro lugar - Divulgação

Em terceiro lugar houve empate: o grupo cubano Argos Teatro, que apresentou a peça Talco - Un Drama de Tocador, e o grupo argentino Compañia Nacional de Fósforos, que apresentou a obra Alonso y Aguirre - Perdidos en el Inframundo, obtiveram, cada um, 12,5% dos votos.

Os cubanos impressionaram o público brasileiro com o submundo de drogas e prostituição de Havana, com elenco vigoroso conduzido pelo diretor Carlos Celdrán formado pelos atores Waldo Franco, José Luis Hidalgo, Alexander Díaz e Rachel Pastor.  Já os argentinos romperam a barreira do idioma e fizeram rir os brasileiros com a história de dois espanhóis desastrados no Novo Mundo, com dois humoristas de talento no palco, Cristian Palácios e Juan Manuel Caputo.

A 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo é um projeto idealizado e formatado por Ney Piacentini, com coordenação geral de Alexandre Roit. A equipe do projeto contou com Marlene Salgado, Alexandre Kavanji, Luiz Amorim, Iarlei Sena, Dudu Oliveira, Fábio Spila, Isadora Giuntini, Géssica Arjona, Jhaíra, André Martins, Aurélio Prates, Eugênio La Salvia, Harley Nóbrega, Isabel WR, Maria Aparecida, Mayra Rizzo, Paula Zanetti, Tathiane Mattos, Vanessa Portugal, Wallyson Mota, Camila Scudeler, Fábio Salem, Isabela Jordani, João das Neves, Marietta Santi, Percy Encinas, Zecarlos de Andrade, Pedro Penafiel, Fabiano Moreira, Fernanda Pessoa, Luiz Gustavo Cruz, Fabiano Moreira e Carlos Escher.

Qual foi o melhor espetáculo da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP?

Esta enquete está encerrada
  • Karaokê la Orquesta Vacía (Equador)
    1.1%
  • A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru (SP)
    0.5%
  • Coraje II (Porto Rico)
    1.1%
  • Flor de Macambira (Paraíba)
    45.1%
  • Os Ancestrais (Minas Gerais)
    1.6%
  • Halcon de Oro (Peru)
    1.9%
  • Cara de Cuero (Chile)
    0.3%
  • Alonso y Aguirre (Argentina)
    12.5%
  • Talco - Un Drama de Tocador (Cuba)
    12.5%
  • Bandeira de Retalhos (Rio)
    1.6%
  • Salmo 91 (Bahia)
    21.9%

Veja a cobertura completa da Mostra Latino-Americana no R7!

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

BalletMaribor1 Festival reúne grupos de dança em três capitais

Grupo esloveno Maribor Ballet integra a programação de importante festival de dança - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Entre 1º de abril e 9 de maio, São Paulo, Rio e Curitiba vão entrar no ritmo da dança. O Auditório Ibirapuera, o Theatro Municipal do Rio e o Teatro Guaíra receberão algumas das principais companhias do mundo no Festival O Boticário na Dança.

Grupos como Shen Wei Dance Arts (EUA), Hofesh Shechter (Reino Unido), Peeping Tom (Bélgica) e Maribor Ballet (Eslovênia), que se apresentam pela primeira vez no Brasil; além de Grupo de Rua (Rio de Janeiro), Quasar (Goiânia) e Mimulus (Belo Horizonte). Os organizadores divulgaram que esperam público de 20 mil pessoas em todas as apresentações.

Estarão representados no evento diferentes estilos, como dança contemporânea, neoclássica, de rua, de salão, moderna, jazz e dança teatro, entre outras.

Os ingressos em São Paulo custarão R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Já no Rio, os ingressos irão de R$ 20 a R$ 70 (valores de inteira). Já em Curitiba, os preços serão de R$ 30 a R$ 50 (também valores de inteira). 

A programação do festival ainda terá quatro workshops gratuitos ministrados por profissionais dos grupos Peeping Tom (Bélgica), Hofesh Shechter Company (Reino Unido), Maribor Ballet (Eslovênia) e Quasar Cia. de Dança (Brasil). Dos quatro workshops previstos, três serão realizados em São Paulo - Peeping Tom (Bélgica), Hofesh Shechter Company (Reino Unido) e Quasar Cia. de Dança (Brasil), nos dias 3, 4 e 5 de maio, respectivamente, no Itaú Cultural.

Já o encontro com os profissionais do Maribor Ballet (Eslovênia) será no dia 8 de maio, no Teatro Guaíra, em Curitiba. As inscrições para os interessados serão feitas pelos telefones: (11) 2168-1876, em São Paulo; e (41) 3233-1315 em Curitiba, a partir de 15 de abril. Saiba a programação completa.

Shen Wei Folding   Shu Lai Photographer web Festival reúne grupos de dança em três capitais

Shen Wei Dance Arts é o representante norte-americano no festival de dança - Foto: Shu Lai

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Lulu Pavarin Eduardo Enomoto 3 Entrevista de Quinta   Lulu Pavarin, a atriz que faz o que quer: Hoje, eu acho que estou no ponto

Lulu Pavarin: cria de nomes como Antunes Filho, Plínio Marcos e Eduardo Tolentino - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Lulu Pavarin é uma das damas atuais do teatro brasileiro. Atriz de experiência farta, está em cartaz no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo, toda quinta, às 21h, com o monólogo tragicômico Como Ser uma Pessoa Pior, no qual é dirigida por Mario Bortolotto.

Falando em diretor, Lulu tem currículo de impressionar qualquer um: foi dirigida por artistas reconhecidos como Antunes Filho, Eduardo Tolentino, Gabriel Villela, Hugo Possolo, Alexandre Reinecke e até o grande jornalista e dramaturgo Plínio Marcos, de quem se tornou amiga.

Além do monólogo, ela reestreia em junho, no Teatro João Caetano, em São Paulo, a peça Serpente Verde, Sabor Maçã, texto de Jô Bilac para a Cia. das Trevas, na qual é atriz convidada. E ainda batalha para conseguir patrocínio para sua nova peça, Não Somos Amigas, escrita por Michelle Ferreira.

Simpática e carinhosa, Lulu recebeu o Atores & Bastidores do R7 em seu apartamento, na região da av. Paulista, em São Paulo, para esta Entrevista de Quinta.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Lulu, que história é essa de você ensinar a ser uma pessoa pior? São Paulo já não está cheio de gente mestre nisso? [risos]
Lulu Pavarin – [risos] É verdade, São Paulo já tem muita gente ruim [gargalhada]. Eu tive vontade de viver esta mulher, que é tão segura de si. Ela fala da codependência, que são pessoas que dependem de um relacionamento destrutivo para viver. A pessoa não existe se não se sentir importante para o outro.

Lulu Pavarin Eduardo Enomoto 1 Entrevista de Quinta   Lulu Pavarin, a atriz que faz o que quer: Hoje, eu acho que estou no ponto

Lulu Pavarin, atriz que domina o drama e a comédia: "Quando falava, todos riam" - Foto: Eduardo Enomoto

Está cheio de gente assim...
Eu tive uma amiga que foi dependente química. Aí fui visita-la na reabilitação e saí de lá entendendo melhor também esta questão da codependência. O argumento da peça é meu. Aí chamei o Germano Melo, com quem já havia trabalhado lá no Antunes [Filho], e a Michelle Ferreira, que é uma jovem dramaturga de muito talento. A peça foi montada aqui, nesta mesa, na sala da minha casa, onde estamos conversando. Na pesquisa, ouvi de pessoa codependente que falava que preferia que o outro morresse para ela conseguir dormir em paz.

E como foi a construção desta mulher que tenta deixar a obsessão?
O Mário Bortolotto [diretor] criou minha personagem no dia a dia. Ele falava: você não vai ser boazinha! Ele me deu a alma da personagem. Começamos fazendo o horário da meia-noite no Parlapatões, e foi aquele sucesso, viajamos muito e cheguei a apresentar para 750 pessoas em São João da Boa Vista [SP]. Agora, estamos voltando no horário da quinta nos Parlapatões, vamos ver o que vai acontecer. Eu investi um dinheirinho nesta peça! [risos]

As pessoas se identificam com esta mulher tão problemática?
Sim. As mulheres, sobretudo, se identificam muito. Tem gente que até leva caderninho para anotar as dicas [risos]. Eu tiro sarro de tudo! Não deixo sobrar nada. A personagem se curou lendo muitos livros de autoajuda.

Como é o nome dela?
Amábile. Peguei este nome agradável para contrapor. É o nome de uma tia minha. Ainda bem que ela não assistiu [risos]. Mas a personagem não é ruim, ela só quer se curar. As minhas companheiras de cena são uma samambaia e um copo de uísque [risos].

planiomarcos sergio araki ae 1974 redacaoestadodesaopaulo Entrevista de Quinta   Lulu Pavarin, a atriz que faz o que quer: Hoje, eu acho que estou no ponto

O jornalista e dramaturgo Plínio Marcos no extinto Jornal da Tarde, em 1974 - Foto: Sergio Araki/AE

É verdade que você foi amiga do Plínio Marcos?
Sim. Eu fui dirigida por ele com um texto dele. Ele chegou um dia no restaurante Orvieto [atual Luna di Capri, na região do Baixo Augusta, centro paulistano] e disse pra todo mundo: “Gente, ganhei uma verba da Prefeitura e vou fazer uma peça. Você, você, você [apontando para as pessoas nas mesas] vai trabalhar comigo.” Só que ele me pulou na hora de apontar. Aí eu fui embora para casa chorando. Aí, o Ênio Gonçalves [ator] e a Mara Faustino [atriz] me defenderam para ele. Disseram que eu era boa e que ele deveria me colocar na peça. Aí, ele respondeu: “Eu vou fazer o quê? Liga para esta menina e manda ela voltar”. Conclusão: fizemos a peça Jesus Homem e nos tornamos grandes amigos.

Como era o Plínio?
O Plínio começava a contar uma história na mesa do bar e, quando via que ninguém estava prestando atenção, ele falava: “aí, veio um carro de polícia e pá”. Aí, todo mundo voltava a prestar a atenção! [risos] Ele, além de dramaturgo, foi um grande jornalista. Ele sabia tornar uma história saborosa!

E seu caso de amor nos palcos com o Antunes Filho?
O Antunes foi me ver no teatro e cismou que eu tinha uma voz muito boa e me convidou para trabalhar com ele. A primeira peça foi Paraíso Zona Norte. Viajei para vários países com ele. Foi um grande mestre na minha vida.

E como foi trabalhar com o Gabriel Villela?
Olha, nunca ri tanto nos bastidores de uma peça como ria com o Gabriel Villela em Guerra Santa. Ele contava os "causos" de Minas e eram todos muito engraçados. E todos tinham a ver com a família dele, claro. Eu ri do dia em que entrei ao dia que saí.

Que tipo de atriz você é?
Eu sou dramática! Quem lê isso vai rir, mas o Antunes não me deixava fazer graça, porque dizia que as pessoas riam de mim com facilidade. Uma vez ele me deu só uma falinha, bem pequenininha, mas na hora em que eu falava, todo mundo ria. Aí, ele cortou. Já o Eduardo Tolentino, no Grupo Tapa, trabalhou essa coisa de careta. Hoje, eu consigo fazer o que eu quero. Eu abuso do drama e da comédia. Eu gosto de diretor. Sou uma atriz intuitiva, isso a gente tem, mas se o diretor não te der mais, não tem graça. Por isso, eu abuso mesmo dos meus diretores!

passione Entrevista de Quinta   Lulu Pavarin, a atriz que faz o que quer: Hoje, eu acho que estou no ponto

Lulu Pavarin contracena com Marcelo Médici em Passione: ela quer voltar à TV - Foto: João Miguel Jr./Globo

Sua novela mais recente foi Passione. Você tem vontade de voltar à TV?
Sim. Eu estou com saudade da TV. Tenho sentido falta de roteiro, de texto para decorar, de gravar, sabe? Quando comecei a fazer TV era muito difícil, tinha filho pequeno [o jornalista Guilherme Pavarin], então, era um sofrimento. Não tinha internet que nem hoje para dar tchauzinho pelo computador. Às vezes eu viajava também com as peças e tinha de esperar a telefonista da Venezuela por três horas até que ela conseguisse completar a ligação. Hoje, penso que seria uma delícia poder gravar minha novelinha no Rio. Acho que a gente, infelizmente, precisa ficar vleha para amadurecer. Então, eu acho que hoje eu estou no ponto.

Lulu Pavarin Eduardo Enomoto 6 Entrevista de Quinta   Lulu Pavarin, a atriz que faz o que quer: Hoje, eu acho que estou no ponto

Além de fazer teatro, Lulu Pavarin quer voltar à TV: "Hoje acho que estou no ponto" - Foto: Eduardo Enomoto

Como Ser uma Pessoa Pior
Quando: Quinta, 21h. 45 min. Até 9/5/2013
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449 )
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

pies descalzos De Buenos Aires para São Paulo: argentinos querem se misturar a brasileiros na festa Pies Descalzos

Festa argentina Pies Descalzos acontece neste sábado (27) na Bela Vista, em SP - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Que tal esquecer a bobeira de rivalidade entre Brasil e Argentina em uma festa cheia de gente bonita e descolada?

Esta é a proposta da festa Pies Descalzos, que é trazida de Buenos Aires para São Paulo pelos argentinos Pablo Orso, Maximiliano Libera e Diego Mariano Ramallo, em parceria com o brasileiro Paulo Papaleo, do centro cultural Mundo Pensante (r. Treze de Maio, 825, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 5082-2657). É lá que o evento acontece neste sábado (27), a partir das 23h, com ingresso a R$ 25 (quem colocar o nome na lista paga R$ 15 - email: fiestapiesdescalzos@gmail.com).

Como o nome diz, todo mundo precisa ir fantasiado e  tirar o sapato ao entrar.

Pablo Orso, que já esteve quatro vezes no Brasil, diz que ele e seus dois amigos argentinos estão sendo bem recebidos na capital paulista. E espera que a festa, que existe em Buenos Aires há seis anos, faça sucesso por aqui.

— Essa história de rivalidade não existe quando conhecemos as pessoas uma a uma. Eu acredito na diversidade. São Paulo é uma cidade muito parecida com Buenos Aires.

Ele explica como é o clima da festa.

— É uma festa performática, para deixar a vergonha de lado. Todo mundo precisa vir fantasiado e deixar o sapato na entrada, para dançar descalço. As fantasias têm ser bregas ou ridículas. Porque, se você já está vestido de forma ridícula, o medo de parecer ridículo acaba. É uma festa grupal, não é só para olhar. O tempo todo acontecem intervenções. É uma experiência para ser vivida.

Orso diz que o evento é muito frequentado pela classe artística portenha. E espera levar a gente do teatro paulistano para sua festa.

— Normalmente, as pessoas que vao à festa são do teatro, da dança, do yoga. Gente que gosta de dançar e se divertir, mas não gosta do clima de boates. Preferem um espaço mais alternativo, para dançar mais solto.

Ele garante que no som haverá música de todo o tipo: "eletrônica, latina, cumbia, salsa, música brasileira e até música clássica".

— A gente quer que a festa seja periódica, sim. São Paulo é uma cidade cosmopolita. Apesar de ter essa aparência dura, as pessoas daqui gostam de festa.

Apresentação grátis no Memorial

O grupo fará uma espécie de aquecimento nesta quinta (25), quando faz uma intervenção urbana às 20h, na galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina, ao lado do metrô Barra Funda, durante a abertura da exposição coletiva Primeiro de Maio. A entrada é gratuita.

Orso diz que vão surpreender o público ao fazer um uso inusitado da arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, com a apresentação Los Pintores, feita pelos quatro amigos.

— O prédio do Memorial tem uma arquitetura muito peculiar. Estão todos convidados a ver o que vamos fazer por lá. Não vou contar muito para não estragar a surpresa.

pies descalzos paulo diego maximiliano pablo De Buenos Aires para São Paulo: argentinos querem se misturar a brasileiros na festa Pies Descalzos

(A partir da esq.) O brasileiro Paulo Papaleo, e os argentinos Diego Mariano Ramallo, Maximiliano Libera e Pablo Orso: mistura de São Paulo e Buenos Aires em festa moderninha na Bela Vista - Divulgação

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

prazer Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichês

Cenário é destaque na montagem mineira Prazer, da Luna Lunera - Foto: Emi Hoshi/Clix

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Quando o público entra na sala de teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, para assistir Prazer, da premiada companhia mineira Luna Lunera, se depara com algo inicialmente diferente.
 
Antes de tudo começar, os atores já estão no palco: dispersos no espaço, mas concentrados em si, riscando a parede com frases marcantes, inspiradas ou tiradas do universo de Clarice Lispector (1920-1977). 
 
O espetáculo faz uma leve referência à obra Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da escritora ucraniana naturalizada brasileira, que serviu de base para o grupo. Clarice era uma das poucas do ramo, que conseguia transferir as angústias do cotidiano, por meio de uma literatura sofisticada.
 
Apesar de ser totalmente diferente do romance entre Lóri e Ulisses no livro, aqui a trama gira em torno de quatro amigos, que vivem dilemas e uma crise que não parecem ter fim. Um deles chega de um intercâmbio e vai se encontrar com os companheiros que não via há muito tempo.
 
No entanto, a peça não aprofunda quando traz tamanha complexidade destes quatro personagens, interpretados por Marcelo Souza e Silva, Cláudio Dias, Isabela Paes e Odilon Esteves.
 
Quando ganha ritmo, a montagem se perde em clichês, pois quem nunca viu essa história de grupos de amigos que estão procurando se acertar? E olha que a companhia bem que tenta trazer um pouco de frescor, com a direção compartilhada entre os próprios atores e outros artistas como Éder Santos, Jô Bilac, Mário Nascimento, Roberta Carreri.
 

prazer 2 Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichês

Prazer está em cartaz no CCBB-RJ - Foto: Emi Hoshi/Clix

Só que isso às vezes se torna confuso, resultando numa falta de sintonia e equilíbrio estético, como um pêndulo sem demarcar nenhuma hora, e só fazendo mesmo muito barulho, principalmente pela trilha sonora, que traz canções da banda brasileira Los Hermanos e do grupo inglês Coldplay.
 
Artifício que deixou a peça um pouco adolescente e pop, com movimentos corporais que se mostram até dispensáveis em alguns momentos.
 
O figurino de Marney Heitmann acerta, mas ao retratar o personagem de Odilon Esteves deixa uma dúvida: por que diabos um homem enfermeiro, com um perfil tão ranzinzo e “quadrado”, está usando saia?
 
Se na direção, o excesso de estilos pesou, não se pode dizer o mesmo da estrutura cênica, que salva boa parte desse espetáculo. O cenário, idealizado por Ed Andrade, ajudou a trazer luz para uma peça que fala das trevas de cada ser humano. Além do mais, não é meramente decorativo e chega a ser quinto ator ou elemento primordial na trama.
 
É uma cenografia que consegue dialogar, incitar e provocar, muito mais que os próprios protagonistas, trazendo diversas linguagens como videografismos, pichações e projeções.  Estas muitas bem trabalhadas pela equipe composta por Eder Santos, André Hallak, Leandro Aragão e Barão Fonseca. Vale ficar atento com a figura do cachorro projetado na parede.
 
Os atores, infelizmente, trazem uma atuação demasiadamente forçada e insossa. Salvo, às vezes, o personagem de Odilon Esteves, que parece conquistar mais o público, por meio de sua crítica ácida com os demais. 
 
Prazer pode soar simpática para quem assiste algo da companhia pela primeira vez. Mas se compararmos com a sofisticação de Aqueles Dois, nota-se que algo ficou entre a pichação e o trabalho de um grafiteiro. 

*Átila Moreno é jornalista.

Avaliacao Fraco R7 Teatro Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichêsPrazer
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a domingo, 19h. 105 min. Até 02/06/2013
Onde: CCBB – Centro Cultural do Banco do Brasil (r. Primeiro de Março, 66, 5ºandar, Centro, Rio de Janeiro, tel. 0/xx/21 3808-2020)
Quanto: R$ 6 (inteira) R$ 3 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A