satyrianas andre stefano Satyrianas vêm aí: inscrições vão até dia 10

Divas: Phedra D. Córdoba (à esq.) cai no samba com passista em plena praça Roosevelt, nas Satyrianas - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chega a primavera e a turma do teatro paulistano já fica em polvorosa.

Todo mundo quer aprontar alguma coisa nas Satyrianas, o festival que promove 78 horas ininterruptas de arte na praça Roosevelt, em São Paulo, e em outros espaços da cidade.

Neste ano, as inscrições foram prorrogadas até o próximo dia 10 de outubro no site do evento. Tem espaço para teatro, cinema, dança, música e performances.

Segundo os organizadores, a Satyrianas de 2014 vão entrar para a história, por conta de coincidirem com os 25 anos do grupo Os Satyros.

Em informe, o grupo diz: "Os Satyros tem muitos motivos para festejar. São 25 anos de história. História de resistência e conquistas, lutas e descobertas. Um grupo que se estabeleceu no meio do governo Collor e teve que abandonar o Brasil para poder sobreviver, que se dividiu entre o Brasil e a Europa durante mais de uma década e que só voltou a sua São Paulo do coração em dezembro de 2000, estabelecendo-se na praça Roosevelt", afirma.

E ainda declara: "Nenhum desses obstáculos foi fácil de superar, assim como também não é fácil para os milhares de artistas de teatro deste país que, como nós, lutam por dar ao público novos olhares sobre o mundo".

Ainda de acordo com Os Satyros, o espírito original das Satyrianas será mantido: "uma festa dos artistas do palco para a cidade".

Em tempo, a Satyrianas 2014 vai acontecer entre 20 e 23 de novembro.

Anote na agenda.

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mirada performance coletivo pao e circo Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

Atriz faz performance em frente ao mar no Mirada 2014 - Foto: Coletivo Pão & Circo

"De um território que está por explodir/ Sim
Mas é preciso ser sutil/ Pois justo na terra de ninguém
Sucumbe um velho paraíso/ Sim, bem em cima do barril
Exato na zona de fronteira/ Eu improviso o Brasil.
Rei/ Sei que sou/ Sempre fui/ Sempre serei
Oba/ De um continente por se descobrir
Já/ Alguns sinais/ Estão aí/ Sempre a brotar
Do ar/ De um território que está por explodir/
E/ Minha cabeça voa assim
Acima de todas as montanhas e abismos
Que há no país/ Mas algo chama a atenção
Ninguém jamais canta duas vezes uma mesma canção."
João Bosco (Zona de Fronteira)

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

O pesquisador teatral Alexandre Mate - Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE
Especial para o R7*

De 4 a 13 de setembro de 2014 foi desenvolvido na bela cidade paulista de Santos, e em outras circunvizinhas, a terceira edição do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos. Com programação intensa e diversificada, a edição deste ano homenageou o Chile e sua produção teatral.

Ao todo, constaram da programação a apresentação de mais de quarenta espetáculos, representando doze países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Paraguai, Peru e Portugal. Especificamente do Chile, sete espetáculos, com diversas pesquisas de linguagem, constaram da programação.

Além dos espetáculos, foram inseridas na programação: duas mesas de discussão, sendo uma do teatro latino-americano e outra do teatro ibérico; três mesas, com temáticas distintas – dramaturgia, encenação e crítica teatral; dois “encontrões” – para que representantes de grupo nacionais e internacionais apresentassem procedimentos e alvos com relação aos seus processos de criação; e um encontro para troca de informações entre os representantes de festivais nacionais e internacionais.

mirada a imaginacao do futuro Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

Cena do espetáculo chileno A Imaginação do Futuro: Chile foi homenageado - Foto: Divulgação

Pela multiplicidade de propostas, ficou bastante difícil a uma única pessoa assistir a todos os espetáculos e a participar das ações formativas (nome atribuído ao conjunto de eventos em que era possível dialogar e trocar pensares, apreensões críticas. De qualquer modo, e sem dúvida, mesmo havendo tantas obras, tratou-se de um grande evento cultural.

Do tamanho e envergadura ao Mirada, não existe outro festival do mesmo tamanho e representatividade. Na condição de fomentador (cujo sentido se refere a aquecer), o festival (cuja origem da palavra diz respeito a festa, festividade), o Mirada aqueceu os povos que, em festa, mostraram suas obras, carregadas de crenças e costumes diversos, sotaques, imagens lindas, grandes intérpretes e organizadores da cena.

mirada cibele forjaz coletivo pao e circo Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

Cibele Forjaz promoveu encontros artísticos - Foto: Coletivo Pão & Circo

Atendendo ao convite da encenadora Cibele Forjaz, inseri-me na parte referente aos processos de formação e acompanhei a todos os encontros de reflexão e discussão. Nesse sentido, apresentei um relatório à coordenadora, buscando apresentar o que consegui flagrar e reproduzir criticamente com relação aos encontros.

Portanto, e em síntese (o relatório final teve 16 páginas), apresento a seguir algumas questões que se afiguram fundamentais com relação ao teatro praticado em parte substancial da América Latina, Portugal e Espanha.

— Ainda há poucas influências e conhecimento entre as produções teatrais brasileiras, latino-americanas, espanhola e portuguesa. Artistas dos diversos países (dos dois continentes: americano e europeu) conhecem apenas uma ou outra produção, um ou outro criador (na área de direção, criação do texto e atuação).

— A despeito de tantas serem as diferenças entre as produções internas e aquelas externas dos países latino-americanos, a atividade teatral, majoritariamente, se desenvolve nas grandes cidades e, sobretudo, nas capitais dos países.

mirada encontrao coletivo pao e circo Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

Cena de um dos "Encontrões" promovido pelo Mirada 2014 no Sesc Santos; à esq., o pesquisador Alexandre Mate - Foto: Coletivo Pão & Circo

— Em boa parte das produções teatrais da atualidade, e tendo em vista as falas e espetáculos convidados, os temas desenvolvidos ligam-se às questões sociais urgentes e à recuperação de memórias de fazeres sociais significativos.

— À exceção da fala de Ramiro Osório (que já foi ministro da cultura da Colômbia), que apresentou aspectos do teatro colombiano, mexicano e espanhol (porque já viveu e trabalhou nos três países), a Colômbia, de fato, parece ser o único país na América Latina com efetiva política de governo na área de cultura. Ações governamentais têm sido desenvolvidas sazonal ou esporadicamente, mas sem continuidade, nos outros países da América Latina. Em Portugal, de acordo com fala apresentada por João Garcia Miguel, há um programa de fomento e incentivos, cujo espetáculo, resultante de um processo patrocinado pelo Estado, para prestar contas, precisa ficar em curtíssima temporada: o que não amadurece os espetáculos e tampouco os artistas da cena.

mirada projeto bispo eduardo amaro Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

Cena da peça santista Projeto Bispo no Mirada 2014 - Foto: Eduardo Amaro

— Em muitos países latino-americanos, tendo em vista a produção praticada pela totalidade dos grupos não afinados ao modelo empresarial, a “qualidade” das obras e o classista conceito de “excelência” tem sido revisitado. Atualmente, são as singularidades e particularidades de criação que têm caracterizado o imenso trabalho de “tecimento criativo” do teatro. Grace Passô, em fala sobre a dramaturgia contemporânea, afirmou que nosso tempo reclama formas diferentes de escrita e de processos de negociação entre os artistas-criadores.

— O fazer teatro, lembrou a atriz e encenadora mineira Yara de Novaes, ainda que, com múltiplas diferenças, pressupõe o trabalho militante, diferentemente do montar uma peça. O diretor de Natal (RN), Fernando Yamamoto afirma haver no teatro de grupo, em tese, 4 categorias de formação de coletivos: grupos com direção permanente; grupos com direção permanente, mas com convites eventuais a novos profissionais da direção;  grupos de atores/ atrizes que, às vezes, convidam profissionais para dirigir; grupos de atores/ atrizes que trabalham sem direção.

— Em Portugal e Espanha, e isso decorrente, também, de questões continentais uma aderência muito significativa às proposições de mestres europeus, sem referência àqueles locais.

— Criadores de obras, sobretudo da Espanha e Portugal, mas não exclusivamente, apresentam teses sobre seus fazeres sem reverberação concreta dos discursos no resultado das obras.

mirada centro coletivo quero Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

Centro histórico de Santos é ocupado pelo Mirada 2014 - Foto: Coletivo Querô

— Diferentemente do (im)posto em algumas rodas e instituições no Brasil, na América Latina, o chamado teatro pós-dramático não tem acento ou parece não ter grande importância. Em sua fala, a importante pesquisadora do teatro latino-americano da atualidade, Beatriz Risk, ao comentar produções teatrais específicas (do México e da Colômbia), aponta a interação identitária sendo construída nos espetáculos, por meio do trânsito dialético, e em processo de permanentemente revisitação, com a alteridade.

— Artistas latino-americanos, de modo oposto ao praticado e (im)posto no Brasil, não usam a palavra depoimento. Em várias oportunidades, quando, do ponto de vista do senso comum se usaria a palavra-conceito entre nós, artistas e pensadores latino-americanos usam, em geral, a palavra testemunho. Afinal, o teatro não é um tribunal, cartório ou delegacia de polícia para que artistas tenham de depor sobre o que quer que seja.

Que possam vir muitas outras edições do Mirada e que aprendamos a criar territórios de conhecimentos e de trocas significativas de experiência.

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho") e pesquisador de teatro. Ele escreve sua coluna no blog sempre no primeiro domingo de cada mês.

mirada identidade visual coletivo pao e circo Coluna do Mate: Uma mirada pelo Mirada

"Que possam vir muitas outras edições do Mirada", espera Alexandre Mate - Foto: Coletivo Pão & Circo

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Washington Alta Res 5403 Dois ou Um com Washington Luiz

O ator Washington Luiz, da peça Marica, encara a coluna Dois ou Um - Foto: Laércio Luz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Washington Luiz atua em Marica, monólogo sobre ninguém menos do que o escritor espanhol Federico García Lorca (1898-1936). A peça está em cartaz na sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo (r. Rui Barbosa, 153). As apresentações, com direção de Marcio Aurélio, acontecem sexta, sábado e domingo, às 20h, até 26 de outubro, com entrada a R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. O texto foi escrito pelo argentino Pepe Cibrián Campoy, um dos maiores nomes do gênero musical na América Latina. Formado em artes cênicas pela Unicamp e com currículo que inclui uma temporada na Espanha e trabalhos com nomes como José Celso Martinez Corrêa e Cacá Rosset, Washington Luiz topou o convite do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Luciana Genro ou Levy Fidelix?
Absurdo ver que até hoje conceitos fascistas de maioria impondo-se a qualquer minoria ainda se articula em mentes estreitas. Luciana Genro, ainda que meu voto para presidente não vai para ela.

Oscar Wilde ou Kafka?
Ui! Dois grandes da literatura. Difícil a resposta... Mas, se tivesse que ler algum deles agora mesmo, gostaria de penetrar no universo corrosivo e cheio de detalhes do Wilde.

García Lorca ou Madame Satã?
Gosto da atitude que Madame Satã imprimiu à sua vida transgressora. Gosto da poesia libertária que García Lorca nos deixou como legado. Fico com os dois, porque me parece uma combinação perfeita!

Buenos Aires ou São Paulo?
Buenos Aires, sem dúvida! Essa cidade me inspira boemia, arte e paixão. Sinto-me numa miniatura de toda a Espanha, com lugares que me lembram, ora Madri, ora Barcelona, ora Sevilha... E as suas árvores! Quero um dia fazer um livro de fotografias somente com as árvores de Buenos Aires.

Cibrián-Mahler ou Möeller-Botelho?
Cibrián-Mahler. Pelo percurso percorrido, pela originalidade, pela união de música e poesia.

Moria Casán ou Susana Vieira?
Susana Vieira! Adoro esta mulher. Desde criança. Ela em Anjo Mau faz parte de meu folclore pessoal. E já tive o imenso prazer de trabalhar com a Susana e ficava extasiado ao ver como sua figura num set de gravação esbanjava alegria e domínio de uma forma de representar.

Marcio Aurelio ou Zé Celso?
Os dois são meus mestres. E os dois me ensinaram, sobretudo, que para ser artista é preciso, acima de tudo, não viver em cima do muro.

Lobão ou Cazuza?
Pela poesia, Cazuza.

A Casa de Bernarda Alba ou Bodas de Sangue?
Neste momento em que vivemos, acho que tem mais a ver A Casa de Bernarda Alba. Temos de refletir se queremos deixar que idiotas definam nosso futuro.

Daqui até a eternidade ou Nada es para sempre?
Daqui até a eternidade. Carrego comigo, na minha alma, todos os amores que, felizmente, já pude sentir ao longo desta vida. Até parece que todos estes amores são um só. Grande, inteiro e verdadeiro.

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agendinha Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 3/10/2014

Colunista Miguel Arcanjo Prado apresenta a Agenda Cultural no telejornal Hora News, na Record News

O fim de semana está aí e o colunista Miguel Arcanjo Prado conta as melhores dicas para você se divertir em todo o Brasil na Agenda Cultural do Hora News, na Record News!

Com edição de Aline Rocha Soares e Cinthia Lima.

Veja o vídeo:

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musos setembro 2014 2 Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro

Eles arrebentaram nos palcos: quem é o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro?

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

É hora de você, internauta do R7, escolher quem merece o título de Muso e Musa do Teatro R7 de setembro de 2014.

Veja os indicados abaixo e vote nos seus preferidos.

A votação fica aberta até o meio-dia da próxima quinta (9). Logo após o encerramento, o resultado será publicado aqui no blog.

Parabéns a todos os indicados e boa sorte!

Quem é a Musa do Teatro R7 de setembro de 2014?

Esta enquete está encerrada
  • musa beatriz barros o girador Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Beatriz Barros (O Girador)
    80.7%
  • musa bruna anauate tem alguem que nos odeia Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Bruna Anauate (Tem Alguém que Nos Odeia)
    0.2%
  • musa carolina henriques cacilda a rainha decapitada Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Carolina Henriques (Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada)
    7%
  • musa gilda nomacce gotas dagua sobre pedras escaldantes Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Gilda Nomacce (Gotas D'água sobre Pedras Escaldantes)
    11.4%
  • musa lua blanco se eu fosse voce Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Lua Blanco (Se Eu Fosse Você - O Musical)
    0.6%

Quem é o Muso do Teatro R7 de setembro de 2014?

Esta enquete está encerrada
  • muso alvaro jorquera ousadia Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Álvaro Jorquera (Ousadia)
    8.1%
  • muso bruno lourenco o girador Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Bruno Lourenço (O Girador)
    90.5%
  • muso felipe folgosi opus 12 para vozes humanas Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Felipe Folgosi (Opus 12 para Vozes Humanas)
    0.3%
  • muso gustavo rodrigues billdog Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Gustavo Rodrigues (Billdog)
    0.2%
  • muso thiago machado cazuza pro dia nascer feliz Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de setembro
    Thiago Machado (Cazuza, Pro Dia Nascer Feliz)
    0.8%

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COLUNAOs Sapatos que Deixei pelo Caminho Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Teatro do Kaos encena Os Sapatos que Deixei pelo Caminho em São Paulo - Foto: Sander Newton

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Andança
O Teatro do Kaos, principal grupo de Cubatão, subiu a serra para fazer temporada no Viga Espaço Cênico, ali pertinho o metrô Sumaré, em São Paulo. A turma apresenta a peça Os Sapatos que Deixei pelo Caminho, com direção de Marcos Felipe, da Mugunzá Cia. de Teatro, e argumento de Lourimar Vieira, que comanda o grupo com 17 anos de história na Baixada Santista.  A temporada vai até 26 de outubro, sexta e sábado, 21h, domingo, 19h, com entrada a R$ 20 a inteira. Conta a história de Poim, um migrante nordestino que tenta realizar seus sonhos em São Paulo. Poesia não vai faltar. Estão todos convidados.

Dança da chuva
Ao ver a chuva que voltou a cair, mesmo que timidamente, por São Paulo, a atriz Cléo De Páris declarou: "Ainda bem que voltou a chover. Já estava pensando que teríamos que explicar para as gerações futuras o que é um guarda-chuva: 'isso a gente usava no tempo em que caía água do céu'."

Gravidez
Phedra D. Córdoba não se conteve e fez uma revelação no último dia da peça Não Morrerás, com texto de Dráuzio Varella, no último domingo (28), no Satyros 1, em São Paulo. A atriz Katia Calsavara está grávida. De uma menina. Atuou a temporada já com a bebezinha em seu ventre. A coluna manda os parabéns à nova mamãe do pedaço. Que, por sinal, é também ótima atriz!

COLUNAO Pequeno Casaco Solitário Grupo Bagaceira web Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Cena da peça Pequeno Casaco Solitário, do Grupo Bagaceira, no Ceará - Foto: Divulgação

Criança feliz
Os cearenses estão rindo à toa. E não é só porque é deles o título de Miss Brasil. É que começa na próxima quinta (9) quarta edição do TIC 2014, o Festival Internacional de Teatro Infantil do Ceará. A programação, gratuita, acontece em oito locais de Fortaleza e Sobral. O tema? Solte a sua Imaginação. Eita!

Noite de gala
A entrega do 2º Prêmio Bibi Ferreira, dedicado ao teatro musical, já tem data marcada. Será em 13 de outubro, às 19h30, no Theatro São Pedro, na Barra Funda, São Paulo. A nata teatral paulistana já está convidada. O traje black tie é obrigatório. Chiquérrimo.

Mais um
São Paulo ganha novo teatro nesta sexta (3). É o Armazém Cultural SP, na rua dos Cariris, 48, em Pinheiros. Pertinho da estação do metrô Faria Lima. O comando do espaço é de Eduardo Peixoto e Lucas Lentini. A temporada será aberta com uma apresentação de Kabarett, da Cia. da Revista. Venham todos para o cabaret!

COLUNAAut 2 Oficina dos Menestréis 07 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Deto Montenegro, com atores autistas da Oficina dos Menestréis: exemplo de cidadania - Foto: Divulgação

Teatro para todos
Depois de participar da novela O Rebu na Globo, o ator Deto Montenegro voltou com tudo aos trabalhos na Oficina dos Menestreis, em São Paulo. Ele reúne 27 atores no musical Aut 2, feito com crianças e adolescentes autistas. Todos os domingos de outubro, às 16h30, no Teatro Dias Gomes. Belo exemplo.

Patrimônios paulistanos
Vinte e dois grupos de teatro de São Paulo foram declarados patrimônio imaterial pelo Conpresp, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo: Centro Internacional de Teatro Ecum (Cit Ecum); Teatro Oficina Uzyna Uzona; Teatro da Vertigem; Espaço Satyros; Galpão do Folias; Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; Espaço Os Fofos Encenam; Casa Laboratório para as Artes do Teatro (Cacá Carvalho); Sede Luz Do Faroeste; Casa Livre (Cia Livre); Casarão da Escola Paulista de Restauro (antigo Redimunho de Teatro); Teatro Heleny Guariba (antigo Studio 184); Teatro Commune; Club Noir; Teatro do Incêndio; Espaço da Cia do Feijão; Espaço Maquinaria; Teatro do Ator; Casa Balagan e Café Concerto Uranus. Parabéns a todos pela vitória.

Maternal
Stella Freitas e Cassia Linhares estão na montagem Querida Mamãe, de Maria Adelaide Amaral, que estreia nesta sexta (3), no Teatro J. Safra, em São Paulo. A direção é do casal Susana Garcia e Herson Capri.

COLUNAlagrimas 2 priscila pradekn 600x548 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Nome gigante: Paula Cohen embarca em espetáculo solo sob direção de Pedro Granato - Foto: Priscila Prade

Reta final
Paula Cohen está concentrada para a estreia de seu espetáculo solo  neste sábado (4), às 20h30, no Teatro MuBE Nova Cultural, no Jardim Europa, em São Paulo. Prepare-se que o nome da peça é enorme mesmo: As Lágrimas Quentes de Amor que Só o Meu Secador Sabe Enxugar. O texto é da própria atriz junto do diretor Pedro Granato. Demorou três anos para ficar pronto. Vai, gente.

Nova casa
Ex-pupilo de Antunes Filho, o ator Lee Taylor já se sente em casa no Instituto de Artes da Unesp, na Barra Funda, em São Paulo. Levou para lá o NAC, seu Núcleo de Artes Cênicas. Agora é curso de extensão na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", a convite do professor doutor Alexandre Mate.

COLUNAameninaeopassaroencantado Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

A Menina e o Pássaro Encantado leva a obra de Rubem Alves para as crianças - Foto: Divulgação

Viva Rubem Braga!
O grande escritor e educador Rubem Alves, que nos deixou este ano, certamente ficaria feliz ao saber da estreia do espetáculo A Menina e o Pássaro Encantado. Em cena, a atriz Mariana Castilho, fã do autor, interage com projeções e canções, o que deixa as crianças hipnotizadas diante de tanta beleza. A direção é de Adriane Gomes, que idealizou o projeto ao lado da atriz. A peça fica em cartaz de 4 a 26 de outubro, aos sábados e domingos, às 15h, no Teatro da Livraria da Vila do shopping JK Iguatemi. O ingresso sai R$ 30 inteira e R$ 15 a meia-entrada.

Largadas no mundo
Diogo Spinelli está fazendo os últimos preparativos para a estreia da peça A Idade da Ameixa, que vai dirigir com a Cia. Alô, Doçura, no Teatro Comunne, em São Paulo. A primeira sessão é neste sábado (4). Fará temporada até 25 de outubro, sábado, 21h30, e domingo, 20h30, com entrada a R$ 30. O texto é do argentino Aristides Vargas. Conta a história de duas irmãs que se veem sozinhas no mundo com a morte da mãe.

COLUNAa margem Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Enquanto tiver água: peça paulistana acontece às margens da represa Billings - Foto: Divulgação

Beira
Em tempos de anúncio de falta de água na torneira, a represa Billings, na zona sul de São Paulo, é o cenário da nova peça da Cia. Humbalada, À Margem. A montage tem entrada gratuita e conta a história de três nômades que chegam em um barco e contam causos de sua trajetória pelas ruas do bairro Jardim Gaivotas. O escritor mineiro Guimarães Rosa também serviu de inspiração. A temporada é de sexta a domingo, às 16h, até 26 de outubro. A peça dura 120 minutos e pode ser vista por 60 pessoas em cada sessão. A entrada é gratuita. Coisa bonita de se ver.

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america vizinha juliana sanches Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Juliana Sanches dirige América Vizinha, que o Grupo XIX estreia nesta sexta (3) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Soy loco por ti, América, compuseram Gilberto Gil, Torquato Neto e Capinam em 1967. Quase 50 anos depois, o Brasil ainda mantém uma relação que vai pouco além do objetivo de integração proposto na música. Infelizmente, ainda impera o desconhecimento de brasileiros em relação à cultura de vizinhos na América Latina.

Em vias de aproximação maior, pelo menos nos palcos, o espetáculo América Vizinha, que o Grupo XIX de Teatro estreia nesta sexta (3), é uma iniciativa para promoção de um diálogo maior entre nossas artes cênicas e aquela produzida nos países limítrofes. Estão no elenco: Amilton de Azevedo, Bruno Piva, Daniel Viana, Débora Ribeiro, Denise Sperandelli, Gabi Costa, Juan Manuel Tellategui, Luísa Dalgalarrondo, Maria Carolina Dressler, Maria Isabela, Rosana Borges Silva, Thai Leão, Tatiana Ribeiro, Vanessa Candela e Vinicius Brasileiro.

A montagem faz par com ações como o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, a Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo ou o Festival Internacional Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. Porque muito precisa ser feito neste sentido.

A obra integra a Mostra Grupo XIX, que vai até 4 de novembro com seis peças gratuitas desenvolvidas pelos artistas da companhia e atores convidados, em sua charmosa sede, o Armazém XIX, na Vila Maria Zélia, zona leste paulistana. Além de América Vizinha, também serão apresentadas Memórias de Cabeceira, Foi num Carnaval que Passou: Cenas para Ver com Máscaras, Galeria Metrópole e Dramaturgias Secretas de uma Vida Sexual Pública.

Nesta Entrevista de Quinta o R7, Juliana Sanches, diretora de América Vizinha, fala sobre este trabalho e a relação dos brasileiros com seus vizinhos no continente, além de explicar, o que é preciso, em sua visão, para que uma mudança ocorra. E para melhor.

Leia com toda a calma do mundo.

america vizinhaRodolfo Ferronatto 8 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Criada pelos atores e a diretora, América Vizinha olha para a América Latina - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Você acha que nós brasileiros pensamos erroneamente que não somos latino-americanos? Por quê?
Juliana Sanches —
Sim, acredito que vem desde a escola, em que aprendemos mais sobre a Europa, a escola nos liga mais com Portugal que com os vizinhos que fazem divisa conosco. Na adolescência, tem também o mercado musical, predominantemente norte-americano e inglês. Enfim, acho que não somos estimulados a nos interessar pelos vizinhos, e assim, não nos identificamos. Perdemos muito com isso, é muito triste.

Miguel Arcanjo Prado — O português é uma barreira entre o Brasil e o restante da América Latina? Como quebrar essa barreira?
Juliana Sanches — Eu acredito que a barreira vai além da língua. É nossa própria ignorância e falta de interesse. Nós mesmos costumamos misturar tudo num caldeirão, ignorando as diferenças entre esses países e nossa própria semelhança com eles. Na língua, todo mundo acaba se entendendo, mas tem uma arrogância, ao meu ver.

Miguel Arcanjo Prado — Quais países da América Latina você conhece?
Juliana Sanches — Eu só conheço o Brasil daqui. E olha que já fizemos peças em vários países europeus e até africanos. Foi essa constatação triste da minha falta de conhecimento que me estimulou iniciar essa pesquisa. Agora, quero muito poder conhecê-los, é a minha meta particular, quero começar já! [risos]

america vizinha Rodolfo Ferronatto 4 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

O ator Bruno Piva em cena de América Vizinha: "o processo foi muito solar", diz diretora - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Como foi o processo da peça?
Juliana Sanches —
Como disse, o tema veio da constatação da minha ignorância. O processo foi muito solar, um clima que casou muito com minha ideia pessoal dessa América Latina (imagino cores de pôr do Sol com gente quente e sofrida). Os artistas-criadores foram de muita inventividade e amizade, foi muito prazeroso e acolhedor. Acho que isso me chamou a atenção, a formação desse grupo tão especial.

Miguel Arcanjo Prado — São quantos atores? Como eles contribuíram?
Juliana Sanches — São 15 atores-criadores. Desde o início as perguntas e respostas possíveis foram articuladas em forma de cenas, imagens, ideias, de forma que muitas destas cenas estão no experimento na íntegra ou em releituras inseridas no contexto.

Miguel Arcanjo Prado — Você frequenta festivais de teatro latino-americano? Juliana Sanches — Frequento os que temos por aqui. os considero importantíssimos, foi num desses festivais, o Mirada de 2012 que assisti uma montagem de Incêndios de um grupo mexicano e fiquei impressionadíssima com a escola de interpretação deles, tão diferente da nossa, de uma potência absurda. Quero ter a oportunidade de estudar com esses atores, esse registro de atuação é o que mais me atrai.

america vizinhaRodolfo Ferronatto 51 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Amilton de Azevedo, em América Vizinha, inspirada em livro de Eduardo Galeano - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Quais figuras emblemáticas da cultura latino-americana estão na peça? Por que foram escolhidas?
Juliana Sanches — Seguimos uma inspiração forte no livro O Século do Vento, do Eduardo Galeano [escritor uruguaio], que cita diversos personagens. Escolhemos talvez os que nos eram mais familiares ou os que as histórias nos tocaram . Foi dificílimo, pois todo o livro é de uma beleza literária que torna difícil a adaptação teatral, mas, extremamente inspirador. Estão entre nós, Frida Kahlo, Violeta Parra, Pablo Neruda, Lupicínio Rodrigues, Carlos Gardel, Gabriel Gracía Marquez, Che Guevara, Evita, dentre tantos outros...

Leia reportagem especial sobre o teatro na América Latina

Miguel Arcanjo Prado — Como o espetáculo se coloca em relação à realidade atual do Brasil e dos outros países latino-americanos?
Juliana Sanches —
Acho que é a falta de vontade e tolerância da história para conosco, ao mesmo tempo da nossa eterna luta, cheia de beleza e garra e que continua todos os dias. Em época de eleição e debates, percebemos o quanto tudo isso mais parece ficção que realidade, e toda nossa história é assim!

america vizinha juan manuel tellategui foto rodolfo ferronatto Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

O ator Juan Manuel Tellategui, em América Vizinha: "referências de extrema importância" - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Há atores de outros países da América Latina no elenco? Como foi esse diálogo do grupo de brasileiros com artistas estrangeiros? Isso enriqueceu o processo?
Juliana Sanches — Enriqueceu demais! Temos um argentino entre nós [o ator Juan Manuel Tellategui] e coitado! A todo momento, nós o consultávamos muito, além dele ser um gentlement, muito criativo e colaborativo, trouxe referências musicais e visuais de extrema importância no processo. E o lindo é que essa mistura de línguas e culturas estimulou esse clima tão solar. Todos trabalham muito bem juntos, tem uma simbiose acolhedora, fértil.

Miguel Arcanjo Prado — Qual o papel do teatro na troca cultural latino-americana?
Juliana Sanches — Um papel enorme! Temos tanto a aprender e a ensinar! Temos um maior acesso à literatura e, graças a esses festivais, conseguimos acompanhar minimamente o movimento teatral de nossos vizinhos, e eles, o nosso. Ainda acho poucos os festivais e os incentivos para uma peça argentina ou peruana, por exemplo, entrarem em cartaz por aqui. Também acho muito difícil estímulos que nos propicie apresentar nossos espetáculos nesses países. E a troca é sempre tão rica! Eu torço para novas parcerias entre países, mais encontros, mais tomar café na casa do vizinho, sabe?

america vizinhaRodolfo Ferronatto 9 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Cena de América Vizinha, com o ator Daniel Viana em primeiro plano: peça estreia nesta sexta (3) - Foto: Rodolfo Ferronatto

América Vizinha
Quando: 03/10 - sexta, 19h30; 04/10 - sábado, 19h30; 05/10 - domingo,  19h30; 09/10 - quinta, 16h e 19h30; 11/10 - sábado,   19h30; 12/10 - domingo, 19h30. 90 min. Até 12/10/2014
Onde: Armazém XIX (r. Mário Costa, 13, Vila Maria Zélia (fica entre as ruas Cachoeira e dos Prazeres; metrô Belém, São Paulo, tel. 0/xx/11 2081-4647)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 16 anos

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cora coralina Peça sobre Cora Coralina abre com entrada grátis

Amélia Bittencourt está em peça que conta a trajetória da poeta goiana Cora Coralina - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Doceira de mão cheia, foi na terceira idade que a goiana Cora Coralina (1889-1985) tornou-se uma das mais importantes poetas que o Brasil conheceu.

Para celebrar tão importante artista, estreia em São Paulo a peça Cora Coralina - Removendo Pedras e Plantando Flores, no Teatro do MuBE (av. Europa, 218).

A direção é de Lavínia Pannunzio, com texto de Mauro Hirdes que adaptou a biografia da autora, Cora Coragem, Cora Poesia, escrita por sua filha, Vicência Brêtas Tahan.

Nos dois primeiros dias, sábado (4), às 15h, e domingo (5), às 11h, as sessões terão entrada gratuita.

As outras apresentações que se sucederão até 30 de novembro, sempre nestes dias e horários, aos fins de semana, terão entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.

No elenco, estão Amélia Bittencourt, Anna Cecília Junqueira e Josué Torres.

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vertigem2 1 A ULTIMA PALAVRA E A PENULTIMA foto Edu Marin net Túnel debaixo do Viaduto do Chá abriga peça

Peça A Última Palavra e a Penúltima ocupa passagem subterrânea no centro de SP - Foto: Edu Marin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Teatro da Vertigem vai ocupar outra vez o túnel que existe debaixo do viaduto do Chá, cartão-postal do centro de São Paulo.

A peça é A Última Palavra É a Penúltima. Em 2008, a montagem foi feita em parceria com os grupos Kikzira, de Minas Gerais, e LOT, do Peru.

Agora, apenas o Vertigem assume a empreitada sob direção de Antonio Araújo, na temporada que integra a programação da 31º Bienal São Paulo.

As apresentações vão acontecer entre esta sexta (3) e 7 de dezembro de 2014, sempre às 19h e às 21h, de sexta a domingo, na passagem subterrânea entre o viaduto do Chá e a praça Ramos de Azevedo.

Cada sessão é feita para 60 espectadores. Atenção: infelizmente, não há acesso a portadores de necessidades especiais. A entrada é grátis, mas é preciso retirar ingresso no local uma hora antes.

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ilo krugli foto bob sousa R7 O Retrato do Bob: Ilo Krugli, o mestre sem idadeFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O artista Ilo Krugli nasceu em 1930, em Buenos Aires, Argentina, mas seu destino artístico foi mesmo o Brasil, onde chegou em 1960. Figura fundamental da história do teatro feito para as crianças, atuou com destaque tanto nos palcos cariocas como nos paulistas, para onde se transferiu em 1980 e entrou para a história com seu grupo, o Teatro Ventoforte. É diretor, dramaturgo, escritor, artista plástico, cenógrafo e figurinista. Muitas artes em um só grande artista. Junto a mestres como Paulo Freire e Darcy Ribeiro, ajudou a valorizar a arte na educação de nossas crianças. Posou para nosso Bob Sousa com seu jeito simples de ser. Com aquele jeito de mestre sem idade.

Visite o site de Bob Sousa

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