coluna GÓLGOTA PICNIC 1 Foto Davir Ruano NET Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Espetáculo Gólgota Picnic, da Cia. La Carnicería, da Espanha, integra a programação da MITsp com direção de Rodrigo García; a peça tem 25 mil pães espalhados pelo palco como cenário - Foto: Davir Ruano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Teatro do bom grátis
A 1ª MITsp, a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, começa neste sábado (8) e vai até o dia 16 com 11 peças internacionais gratuitas em vários palcos de São Paulo. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão. Nesta sexta (7), tem sessão exclusiva para convidados da peça Sobre o Conceito de Rosto no Filho de Deus, dirigida pelo italiano Romeo Castellucci. Outro destaque é a espanhola Gólgota Picnic, que tem 25 mil pães como cenário. Veja a programação completa!

Fomento
Saiu nesta sexta (7) a lista dos contemplados pelo Fomento ao Teatro de SP. Veja quem levou.

Hoje tem marmelada!
A Cia. Nau de Ícaros segue a ocupação no Sesc Pompeia, em São Paulo. Neste fim de semana, apresenta Os Artistas, com dois palhaços que divertem pais e filhos. No sábado (8) e domingo (9), às 17h.

Agenda Cultural da Record News

Tchau
A peça Bola de Ouro faz sua última sessão no Teatro Faap nesta sexta (7). A direção é de Marco Anônio Braz. A montagem é o primeiro texto do francês Jean-Pierre Sarrazac encenado no País. No elenco, estão Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luiz Amorim e Carolina Gonzalez. Última chance.

Vinicius de Vida Amor e Morte 31 61   Miró Parma Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Fogo e paixão: peça vai mostrar a força de Vinicius de Moraes em São Paulo - Foto: Miró Parma

Poetinha
Já está tudo no ponto para a estreia da peça Vinicius de Vida, Amor e Morte, da Cia. Coisas Nossas de Teatro. É logo mais, na noite desta sexta (7), no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, onde ficam em temporada até o fim do mês, sempre aos fins de semana. Dagoberto Feliz está todo prosa em dirigir o projeto. Salve, Vinicius!

Refestança 1
A festa Stapafúrdya, que anda fazendo sucesso entre a classe teatral, promete abalar as estruturas do Hotel Cambridge, no centro paulistano, na noite desta sexta (7). A balada vai celebrar os 25 anos do grupo Os Satyros, que estreia novo projeto no sábado (8), E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias. Leia entrevista exclusiva com o diretor Rodolfo García Vázquez sobre os espetáculos.

Refestança 2
No alto-falante da Stapafurdya “swings quentes tropicais e brasilidades com excitantes batidas”. O ingresso antecipado é R$ 20, na lista é R$ 25 (stapafurdya@gmail.com) e na porta sem lista custa R$ 30. A produção pede a quem deseja frequentar a festa ir “com leves e poucas roupas e, se desejar, fique sem também: o mais importante é que venha sem pudor e sem vergonha de ser feliz”. Recado dado.

coluna daniel viana Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Daniel Viana: de Shirley Temple no Carnaval

Quem perguntou?
O ator e escritor Daniel Viana, que já foi eleito Muso do Teatro R7, resolveu se vestir de Shirley Temple no Carnaval em homenagem à eterna atriz-mirim de Hollywood que morreu neste ano. Ao vê-lo fantasiado, uma amiga sem nenhum senso de humor vociferou seu preconceito: “Vi você vestido de mulherzinha no Carnaval. Acho horrível essas coisas”. Virou ex-amiga, é claro.

Sem lenço, sem documento
A atriz cearense Georgina Castro se jogou tanto na folia paulistana que terminou o Carnaval sem celular, chave de casa, identidade e cartão do banco. É que algum maldito espertinho aproveitou a muvuca para levar tudo. Mundo cruel.

Existe amor em SP
Georgina Castro escreveu para a coluna para contar que acharam sua carteira e devolveram seus documentos e os cartões também. Ufa!

Game over
Um amigo do ator Ed Moraes estava tão animado para ir curtir um bloco que deletou boa parte do que havia no computador do moço durante um dos esquentas para a folia. Ed entrou em desespero. Com razão.

Etiqueta carnavalesca
A coluna aproveita a onda foliã para estabelecer sete princípios de etiqueta carnavalesca que fariam bem a todos: 1º - Jamais reconheça um colega fantasiado, a menos que ele lhe cumprimente espontaneamente.  2º - Jamais comente de forma pejorativa a fantasia do amigo, lembre-se que Carnaval é época de deixar a caretice de lado. 3º - Jamais mexa no computador de seu amigo se estiver bêbado. 4º - Jamais leve todos os documentos e cartões de banco para a folia. 6º - Não fique se fotografando no bloco a cada instante. Tente vivê-lo. 6º - Não fique fotografando as outras pessoas do bloco, deixe as pobrezinhas curtirem o Carnaval em paz e sem chance de registro daquele momento lúdico para a posteridade. 7º - Se você não curte o Carnaval e prefere ficar no Facebook patrulhando a vida alheia, se esconda no meio do mato e desfrute sozinho de sua amargura.

colunaminimanual DMV 1594 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Alexandra Richter: de volta a São Paulo com comédia no Teatro Jaraguá, no centro - Foto: Divulgação

Viver a vida
Alexandra Richter, que está no ar na TV em Malhação, estreia nesta sexta (7), às 21h30, a comédia Minimanual de Qualidade de Vida. Ela faz sátira às palestras de autoajuda. Daniela Ocampo dirige a obra, que escreveu junto de Ana Paula Botelho.

Chumbo grosso
O Sesc Consolação fará a partir de 11 de março uma série de debates sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil. Inscrições no site da instituição.

O drama de Ivam
Ivam Cabral quer retomar sua temporada de bafos no Facebook. É que o atore e diretor da SP Escola de Teatro não tem vontade de guardar a língua na boca. Ele foi sincero: “A vida anda tão chata que se eu começar a utilizar o espaço no Facebook para reclamar do País e de tudo que me aflige, esse perfil vai ficar insuportável”. A coluna dá todo o apoio a Ivam de falar o que bem entender.

festival de curitiba mariana e alice Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

As fofas Mariana e Alice vestiram a camisa do Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Mariela Kapper/Reprodução

Vestindo a camisa
Mariela Kapper, amiga de Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba, resolveu vestir suas filhinhas, as fofas Mariana e Alice, com a camisa do evento que começa no próximo dia 25 de março. As pequenas são fãs do teatro desde que estavam na barriga da mamãe. Mariela conta que são verdadeiras artistas: "São atrizes desde muito cedo, pois aqui em casa todo dia tem drama para mamar, comédia ao acordar e tragédia na hora de dormir!". A coluna já elegeu a linda dupla como as grandes musas do festival. São umas gracinhas, né?

Eu voltei
A peça Sala de Espera, dirigida por Thiago Franco Balieiro com a turma do Eco Teatral, volta ao cartaz nesta sexta (7), no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo. No elenco, Chico Ribas, João Attuy, Luís Gustavo Luvizotto, Paulo Balistrieri e Rafael Lozano. Ficam por lá até 30 de maio, sempre às sextas, às 21h. O ingresso custa R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada. Ah, no sábado, no mesmo lugar à meia-noite, o grupo apresenta a peça Edgar. O valor da entrada é o mesmo também. Vai, gente.

coluna sala de espera giorgio donofrio Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Inspirada em Kafka, peça Sala de Espera está de volta no Parlapatões às sextas - Foto: Giorgio Donofrio

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rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto1 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez, na mesa de luz do Espaço dos Satyros Um: aposta no teatro expandido - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

O R7 chega ao escritório do grupo teatral Os Satyros, em cima de seu teatro, na praça Roosevelt, centro de São Paulo, e encontra o diretor Rodolfo García Vázquez em reunião com sua equipe. O relógio já passou das 14h e ele ainda não almoçou.

Assim que nos vê, aproveita a chegada da reportagem como desculpa para propor uma pausa para o almoço. Como o fotógrafo Eduardo Enomoto e eu já havíamos almoçado, aceitamos o convite para acompanha-lo em qualquer lugar onde se encontre comida nos arredores da praça que virou sinônimo da trupe de Rodolfo e Ivam Cabral, fundada há 25 anos.

Enquanto dá as últimas orientações, Rodolfo conta que mal teve tempo de comemorar seu aniversário, na terça-feira (4), tamanha a correria para a estreia do projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, neste sábado (8), quando haverá uma maratona com as sete peças em sequência, cada uma representando um dos "sete mandamentos do mundo ciborgue", criados pelo grupo. Depois, cada uma vai ocupar um dia da semana no Satyros com entrada gratuita. Cada espetáculo tem um tema diferente e dramaturgia escrita por nome tarimbado de nossa sociedade. Um deles terá até "sexo ciborgue".

Assim que chega na calçada, Rodolfo se encontra com outro diretor, Alexandre Reinecke, que conta que também está ensaiando uma peça no teatro vizinho Parlapatões e dá um abraço de boa sorte no diretor dos Satyros.

Debaixo de chuva, chegamos a um restaurante na esquina da rua da Consolação com Nestor Pestana. Rodolfo pede bife à parmegiana com fritas e legumes salteados. A Entrevista de Quinta do Atores & Bastidores do R7 começa.

Leia com toda a calma do mundo.

jose sampaio evandro carvalho suzana muniz samira lochter marcelo maffei rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto3 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Tarde nos Satyros, com a maquete iluminada por pedaladas na bicicleta: (a partir da esq.) José Sampaio, Evandro Carvalho, Suzana Muniz, Samira Lochter, Marcelo Maffei e Rodolfo García Vázquez - Foto: Eduardo Enomoto

Miguel Arcanjo Prado – Como foi ganhar o Fomento [verba municipal de incentivo ao teatro; o Satyros obteve R$ 729 mil] para fazer este projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias?
Rodolfo García Vázquez –
Ficamos felizes. Até porque ficamos quatro anos sem ganhar. A última vez foi em Cabaret Stravaganza. E ainda mais por ganhar nestes nossos 25 anos.

Como o projeto surgiu?
Em 2009, começamos a pesquisar o que resultou a peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que virou filme que será lançado neste ano. Aí começamos com a pesquisa do Teatro Expandido. Percebemos que a humanidade está vivendo um outro momento. Nós não somos só os nossos corpos.

E somos o quê?
Nós somos o corpo mais as extensões tecnológicas dele. Não se pode viver mais na sociedade sem próteses cibernéticas. Acho que se a humanidade existe hoje assim, o teatro não pode passar ileso a isso. Na época do Hipóteses, a gente trabalhou com telefonia, ligava para o público, abria a internet em cena. É uma coisa que já vínhamos desenvolvendo. Cheguei a escrever um artigo sobre isso no primeiro número da revista A[L]BERTO, que é publicada pela SP Escola de Teatro [Rodolfo faz parte do time de formadores da instituição].

Para quem o Teatro Expandido quer falar?
Para a humanidade expandida. Em Cabaret Stravaganza a gente falava de cirurgia plástica, de internet, de medicamentos que as pessoas tomam e que criam novas personalidades para as pessoas. Tudo isso tem impacto e cria uma nova forma de ser humano. A noção de identidade não é só mais física, é também digital.

rodolfo garcia vazquez pablo benitez robo fabio ock bruno gael satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto21 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

A partir do alto, em sentido horário: Rodolfo García Vázquez se encontra com o colega Alexandre Reinecke na praça Roosevelt; o artista plástico uruguaio Pablo Benítez Tiscornia prepara os robôs; robô em cena no palco; e Fábio Ock e Bruno Gael terminam os vídeos do projeto - Fotos: Eduardo Enomoto

E quem compõe seu elenco?
Eu prefiro não chamar de elenco. Prefiro chamar de grupo de artistas. Temos umas 30 pessoas na equipe. São atores ciborgues falando para espectadores ciborgues. Os atores entram com celular em cena. Ele é uma prótese do ator.

Então, você não entrou na campanha contra o celular no teatro?
Eu não! Eu penso exatamente o contrário. O mundo está em outro momento. Não posso falar: “não ligue o telefone” para meu público. Eu tenho é de fazer um espetáculo tão bom que a pessoa não queira ligar o telefone!

jose sampaio eduardo enomoto satyros 5 320141 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

A energia dos Satyros: ator José Sampaio pedala para iluminar cidade-maquete - Foto: Eduardo Enomoto

Como são os sete espetáculos?
No sábado agora, vamos fazer todos em sequência, para a estreia, e depois, no primeiro mês, vamos fazer um por cada dia da semana, com entrada gratuita. São peças curtas, entre 45 e 60 minutos. Cada espetáculo partiu de um binômio da questão ciborgue e teve um texto de um provocador convidado.

Como assim?
Por exemplo, o primeiro, Não Amarás, partiu do binômio "amor e solidão". Os atores fizeram investigações a partir disso e o chamamos o psicanalista Contardo Calligaris para ser o provocador e escrever um texto. O segundo é Não Fornicarás, que aborda o sexo corporal e sexo digital, e teve texto da Rosana Hermann [colunista do R7]. O terceiro é Não Permanecerás, que aborda a relação espaço e tempo, com texto do jornalista Pedro Burgos. A quarta é Não Saberás, que fala de ciência e natureza, com texto do engenheiro genético Marcos Piani, que trabalhou no departamento de Defesa dos EUA. A quinta é Não Salvarás, que aborda fé e ateísmo e tem texto do escritor Xico Sá. A sexta é Não Morrerás, que aborda corpo e morte, com texto do médico Drauzio Varella. E, por último, a sétima é Não Vencerás, que fala de poder e individualidade, com texto da dramaturga Maricy Salomão.

Como você reuniu este time?
A gente já conhecia a maioria deles. Queríamos que escrevessem algo para eles mesmos. Lançamos um desafio e eles responderam.

rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto3 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez no escritório dos Satyros em meio à cenografia de E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias - Foto: Eduardo Enomoto

E vai ter mais peça nestes 25 anos dos Satyros?
Sim, estamos ensaiando um texto do seu colega [o jornalista] Sérgio Roveri, que se chama O que Vem com a Maré, que terá três versões assinadas cada um por um diretor, um deles sou eu e os outros ainda estamos definindo. Vamos estrear em abril. E ainda vamos ter um infantil.

Agora vamos para a parte polêmica. Que história é essa de “peça do Satyros terá sexo explícito”?
O que é sexo explícito neste novo mundo? Se você ligar para uma mulher num telefone de bate-papo e fizer sexo com ela, ela ter um orgasmo, isso é sexo explícito?

Eduardo Enomoto [fotógrafo do R7] – Eu acho que não.

Rodolfo García Vázquez – Por quê?

Eduardo Enomoto – Porque acho que sexo tem de ter contato, pegação. Senão é sexo virtual, ninguém enconstou em ninguém.

Rodolfo García Vázquez – É isso que estamos questionando. Estamos falando de sexo expandido.

Miguel Arcanjo Prado – Deixa eu ser mais claro, então: vai ter sexo físico, com penetração?
Rodolfo García Vázquez – Eu te devolvo a pergunta: qual é o nome do projeto? E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias. Não é E Se Fez a Humanidade Física em Sete Dias. Então, vai ter sexo ciborgue. Será a primeira peça de sexo explícito cibernético do teatro brasileiro.

Houve muito burburinho quando se falou no tal “sexo explícito” na peça de vocês... Teve gente que já saiu condenando...
A gente já passou dessa fase de se assustar com sexo. Gente, o povo não viu nossa Trilogia Libertina? [peças dos Satyros com versões para os textos de Marquês de Sade que marcaram a trajetória do grupo]. Já fizemos isso de sexo há muito tempo. Falar sem ver é fácil. É preciso ver o contexto. As pessoas estão muito caretas. Quando estávamos começando em 1990 fizemos A Filosofia na Alcova. Uma amiga me falou: “duvido que você tenha coragem de montar isso”. Mas isso já tem 25 anos! Como as pessoas ainda se preocupam tanto com isso? Naquela época a gente tinha 20 e poucos anos e queria barbarizar mesmo. Hoje, eu não estou mais nessa fase, é o que eu posso te dizer.

Acha que há muita censura até mesmo dentro da classe artística?
Olha, eu vou defender sempre a liberdade de expressão. Porque a direita está se organizando muito e ocupando lugares que a esquerda deixou livre para a direita ocupar. E estou com medo deste mundo de hoje.

rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto4 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez brinca com a boneca que integra a cenografia de sua obra - Foto: Eduardo Enomoto

Acha que as pessoas ainda não perceberam a força do mundo digital?
Eu sinto que as pessoas ainda não se deram conta do impacto brutal da ciência e da tecnologia em nossas vidas. Hoje você pode se confessar para o Papa pelo Twitter. A gente faz cenário com um aplicativo. Vou te mostrar [pega o celular e coloca um aplicativo que mostra o universo, com estrelas, planetas e constelações]. Olha isso, Miguel, se eu apontar para lá [virando-se para o balcão], ele me mostra que se eu for em linha reta eu chego em Júpiter. Isso é uma bússola astronômica.

O Galileu Galilei [astrônomo italiano, 1564-1642] iria cair para trás!
É isso que estou falando. Hoje qualquer um tem uma bússola astronômica! Você acha que tendo uma ferramenta como essa nas mãos eu vou me preocupar com pênis e vagina?

E como os atores reagiram à polêmica?
Eles ficaram com medo, é claro. Ficaram assustados. Porque teve gente de distorceu tudo. Olha, a gente já passou por muita polêmica na vida. E eu te digo uma coisa: Aqui nos Satyros nós não temos medo de polêmica!

Então me conta uma cena que você ainda não revelou para ninguém.
Está bom. Vou te contar. Tem dois atores vestidos de zebra. E eles simulam sexo. Aí, a gente transmite em tempo real para um site de encontros sexuais. E coloca essas pessoas que estão vendo no mundo todo ao vivo. Tem gente que gosta de ver duas pessoas vestidas de zebra transando. E até se masturba.

daniela machado carina moutinho suzana muniz rodolfo garcia vazquez vinicius alves satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Trabalho nos bastidores dos Satyros: (a partir da esquerda) Daniela Machado, Carina Moutinho, Suzana Muniz, Rodolfo García Vázquez e Vinicius Alves - Foto: Eduardo Enomoto

É um novo teatro que você está propondo?
O teatro do jeito que as pessoas estão pensando vai morrer. Eu não quero mais falar da tradição. Daqui a 30 anos ninguém vai ser capaz de acompanhar a evolução dentro de sua própria área de atuação. A ciência e a tecnologia vão explodir o conhecimento humano. E eu não consigo pensar em uma arte que não esteja conectada umbilicalmente com seu tempo. Tem gente que fala que a gente é futurista. Estão errados. Gente, 2001 – Uma Odisseia no Espaço [filme de 1968 do cineasta Stanley Kubrick] já passou. Isso era futurismo. Estamos em 2014, no século 21.

Vi que você acaba de passar para o mestrado em artes cênicas da USP. Está gostando de voltar a estudar lá?
Eu fiz ciências sociais na USP, acabei não concluindo e fui fazer administração na Fundação Getúlio Vargas. Mas depois voltei nas sociais para fazer mestrado. Agora, ir para a ECA é um privilégio poder voltar a uma instituição tão desafiadora. Espero aprender muito.

ivam cabral rodolfo garcia vazquez 1989 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

O começo de uma história chamada Satyros há 25 anos: Ivam Cabral (de barba) e Rodolfo García Vázquez em uma mesa de bar no largo do Arouche, centro de São Paulo, em foto de 1989 - Foto: Arquivo pessoal

Outro dia o Ivam Cabral [cofundador do Satyros com Rodolfo] colocou na internet uma foto de vocês dois em 1989 no largo do Arouche. O que mudou daquele menino para este Rodolfo que está na minha frente?
Eu acho que aprendi a confiar mais em mim. Eu era muito ambicioso, o Ivam também, A gente ficava pensando em fazer algo importante. A gente era mesmo muito louco. Acho que com o tempo deixamos de dar ouvido a coisas que nos magoavam muito. Acho que estou mais feliz comigo agora.

E do que você morre de saudade naquele menino sonhador que você foi um dia?
O que eu sinto falta daquele período é ter um horizonte grande à frente. Naquela época eu tinha uma página em branco. Hoje a página já está metade escrita. Eu sinto saudade dessa página em branco!

rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto6 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez em sua mesa de trabalho: "Sinto falta da página em branco" - Foto: Eduardo Enomoto

E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias
Quando: Sábado (8), maratona com todas as peças a partir das 16h até 1h; depois, uma peça a cada dia da semana, sempre às 19h. Até 28/9/2014.
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: grátis até 8/4/2014. Depois, R$ 20 cada peça.
Classificação etária: 16 anos

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Hysteria boa aérea Grupo XIX celebra dez anos com peças históricas

Últimas sessões: cena de Hysteria, primeira peça do Grupo XIX que está de volta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O público paulistano tem a chance de celebrar os dez anos do Grupo XIX, um dos mais importantes da cidade, vendo seus espetáculos mais emblemáticos, em uma mostra na histórica Vila Maria Zélia, bairro operário pioneiro na zona leste, sede da trupe (r. Mário Costa, 13, entre ruas Cachoeira e dos Prazeres, Belém, São Paulo tel. 0/xx/11 2081-4647).

Até o dia 16 de março, sempre aos fins de semana, o grupo apresenta as peças Hygiene (sábado, 16h), Hysteria (domingo, 16h) e Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Aconcendo (sábado e domingo, 18h30). Esta última tem sessões gratuitas. As duas primeiras têm entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia.

O diretor do grupo, Luiz Fernando Marques, o Lubi, diz que o objetivo é que “um maior número de pessoas conheça o trabalho do XIX”. Sobre a Vila Maria Zélia, tem opinião certeira.

—Queremos que os moradores da Vila e do entorno continuem a desfrutar deste espaço fértil e de vivência cultural, além de ampliar ainda mais a utilização do espaço, inclusive convidando outros grupos para ensaiar, apresentar e coabitar a Vila.

No enredo das peças estão temas ligados ao século 19. Em Hysteria, primeira peça do grupo, é abordado o período em que mulheres consideradas histéricas eram internadas em sanatórios. Em Hygiene, ganha vez a luta operária brasileira por direitos trabalhistas na virada do século 19 para o 20. Já em Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo, o grupo mergulha no universo de Nelson Rodrigues, a partir da obra Vestido de Noiva.

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a ultima sessao1 Crítica: Com dramaturgia confusa, elenco guerreiro e tarimbado sustenta espetáculo A Última Sessão

Elenco potente segura o espetáculo A Última Sessão, em cartaz em SP - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um time de atores tarimbados nos palcos dá ao espetáculo A Última Sessão o suporte que a dramaturgia deixa faltar. Por isso, o elenco guerreiro é o grande destaque desta montagem.

É claro que merece forte aplauso a realização de um espetáculo com atores na faixa etária acima dos 60, 70 e até 80 anos. Em um País onde se cultua o jovem incessantemente, a iniciativa do autor e diretor Odilon Wagner merece elogios fartos.

Contudo, a sensação que se tem ao ver a peça é que o texto não está à altura do elenco que a produção conseguiu reunir.

No palco, Laura Cardoso, Nívea Maria, Etty Fraser, Sylvio Zilber, Miriam Mehler, Sonia Guedes, Gésio Amadeu, Yunes Chami, Gabriela Rabelo e Marlene Collé formam um grupo de pessoas na terceira idade que acabam por fazer um embate revelador de seus respectivos passados de erros, culpas e ressentimentos.

Se a montagem acerta ao mostrar estes idosos como pessoas comuns, com erros e acertos, não infantilizando a velhice, falta estopo a alguns personagens e há ainda situações incômodas: como o racismo explícito sofrido pelo personagem de Gésio Amadeu, com palavras duras que deixam a plateia constrangida. E o pior: depois a cena é vergonhosamente justificada e atenuada pelo próprio texto. Alguns personagens não se desenvolvem: a de Gabriela Rabelo parece sequer ter função na história. Em alguns momentos, a trama mergulha em enredos dignos da novelista cubana Glória Magadan.

ultimasessão Crítica: Com dramaturgia confusa, elenco guerreiro e tarimbado sustenta espetáculo A Última Sessão

Cena de A Última Sessão: elenco é mais potente do que a dramaturgia - Foto: João Caldas

Mesmo com tais empecilhos, a peça consegue, aos poucos, abarcar o público para a convenção proposta. Contudo, quando o espectador consegue finalmente mergulhar na história, ele é sacudido na cadeira por uma guinada perigosa da trama, que mergulha num abismo profundo de emoções psicodramáticas, quebrando o clima e a convenção até então estabelecidos.

O elenco faz milagre com o que tem. Laura Cardoso se destaca como uma senhora moderníssima, libertária e livre de culpas. É realmente uma atriz conhecedora de seu ofício e sabe como dominar a plateia. Sonia Guedes, com sua personagem contida e angustiada, também é outro destaque justamente indo por outro lado: com uma proposta sutil e crível. Etty Fraser também é outra que conquista a plateia sobretudo com os fartos palavrões na boca de sua personagem – coisa que os brasileiros adoram ouvir.

O elenco de A Última Sessão é realmente guerreiro, porque consegue segurar a verossimilhança e carisma de seus personagens mesmo quando a peça imerge em uma confusão psicodramática.

A Última Sessão
Avaliação: Bom
Quando:  Quinta, 16h; sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. 90 min. Até 27/4/2014
Onde: Teatro Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, 7º piso, metrô Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3472-2229)
Quanto: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Com dramaturgia confusa, elenco guerreiro e tarimbado sustenta espetáculo A Última Sessão

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agora vai Bloco Agora Vai promete reunir turma do teatro

Agora Vai promete agitar a Barra Funda nesta Terça-feira de Carnaval - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do teatro que está em São Paulo neste Terça-feira de Carnaval tem programa certo para o fim da tarde e começo da noite: o desfile do bloco Agora Vai, que celebra dez anos. O bloco sempre atrai atores, atrizes, diretores, dramaturgos, músicos, jornalistas e outros amantes das artes.

A concentração está marcada para começar às 17h, na rua Marta, nas proximidades do largo Padre Péricles, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista.

Foliões fantasiados são bem-vindos.

Parte do desfile do bloco, previsto para começar às 19h, será feita em cima do Minhocão.

O desfile, gratuito, está previsto para durar até 22h.

A turma promete fazer um rolezinho no Elevado Costa e Silva, o horrendo nome oficial do Minhocão.

Veja fotos do desfile de 2013!

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carnaval ed moraes Artistas do teatro pulam o Carnaval

Com direito a fantasia, o ator e diretor Ed Moraes, da Cia. dos Inquietos, faz um Carnaval em homenagem ao Oriente Médio nas ruas de São Paulo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O clima de folia contagiou também os artistas do teatro brasileiro. O Atores & Bastidores do R7 fez uma pincelada e descobriu que alguns nomes importantes de nossos palcos andam se acabando na folia. Fazem muito bem.

carnaval luna martinelli Artistas do teatro pulam o Carnaval

A atriz Luna Martinelli se fantasiou de Frida, a pintora mexicana, e curtiu blocos de SP

carnaval lulu pavarin Artistas do teatro pulam o Carnaval

Lulu Pavarin (ao centro) brinca nos blocos de SP rodeada de amigos

carnaval cleo de paris Artistas do teatro pulam o Carnaval

A atriz Cléo De Páris, do grupo Os Satyros, saiu no Anhembi com a Vai-Vai

carnaval beto mettig danielle rosa Artistas do teatro pulam o Carnaval

Beto Mettig e Danielle Rosa, do Oficina, curtem o Carnaval de Salvador

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carnaval de rua bh2 Domingou: O Carnaval da resistência

Festa sem amarras e gratuita: Carnaval de rua renasceu em Belo Horizonte após anos de cidade vazia na folia - Foto: Divulgação/Comunidade Caranval de Rua BH

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Carnaval no Brasil surgiu como uma manifestação popular de resistência. Era o grito de liberdade possível, em quatro dias de folia que fosse, quando a turma que mandava em tudo fazia vista grossa para todo mundo junto e misturado.

Só que a festa de quem estava fora do sistema foi ficando tão grande, tão divertida e tão mais interessante, que logo o mercado resolveu botar as manguinhas de fora e cooptar o Carnaval do povo.

agora vai erica catarina Domingou: O Carnaval da resistência

Bloco Agora Vai: dez anos de resistência no Carnaval de rua de SP - Foto: Erica Catarina/Divulgação Bloco Agora Vai

Logo, os desfiles ganharam sambódromos com transmissão ao vivo para todo o mundo, arquibancadas caríssimas e, claro, os camarotes para as celebridades, que se tornaram o único assunto possível. Na Bahia, não foi diferente, com os blocos afro e afoxés jogados no escanteio em nome de estrelas fabricadas do axé.

Nos lugares onde não havia um Carnaval a ser vendido, o pouco que existia foi mirrado e pressionado por muitos governantes para deixar de existir. Assim, durante muitos anos vimos cidades brasileiras como São Paulo ou Belo Horizonte perderem seu Carnaval de rua que outrora havia sido tradicional e que nos novos tempos parecia absurdo de existir de forma espontânea sem que houvesse uma estrutura de venda por trás.

Pois, não é que o povo resistiu mais uma vez e reinventou o Carnaval?

Seja com a luta dos blocos afro em Salvador, botando a boca no trombone para terem mais visibilidade, ou os blocos de rua que hoje invadem Belo Horizonte e São Paulo, com ou sem permissão do poder público, além do Rio, onde já voltaram a ser tradição.

Porque o Carnaval não precisa de camarote nem de transmissão ao vivo na TV. Muito menos de celebridade. O Carnaval de fato, aquele que fez nosso País conhecido no mundo todo, só precisa de uma fantasia improvisada, um coração brasileiro – mesmo que estrangeiro – e aquele espírito de alegria simples e festiva que mora em todo folião que resiste.

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e acredita na resistência. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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dagoberto feliz foto bob sousa Dois ou Um com Dagoberto Feliz

Dagoberto Feliz é ator e diretor respeitado pela classe teatral paulistana - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de BOB SOUSA

O ator e diretor Dagoberto Feliz, um nomes expressivos do grupo Folias, de São Paulo, também é palhaço, bacharel em direito e músico. Ele se aventura por uma empreitada na MPB com o espetáculo Vinicius, de Vida, Amor e Morte, sob sua direção, que estreia às 20h, do dia 7 de março, no Sesc Santo Amaro, onde cumpre temporada até o fim do mês, sempre às sextas, 20h, e sábado e domingo, às 19h. Este é o segundo espetáculo dele em parceria com a Cia. Coisas Nossas de Teatro, que havia estreado em 2010 Noel Rosa, o Poeta da Vila e Seus Amores. Desta vez, a trupe mergulha nas paixões e na canção do nosso Poetinha. Dagoberto, que sabe das coisas, aceito o convite do Atores & Bastidores do R7 e topou participar de nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidade. Ou não.

Folias ou Carnaval?
Folias, claro! É junto com a moçada.

Vinicius de Moraes ou Thiaguinho?
Vinicius de Moraes claro, até porque não sei quem é Thiaguinho...

Santa Cecília ou Jardins?
Santa Cecília. Um pouco mais arborizada. Mas um pouco de Perdizes também, afinal encontro muita gente de "tiatro" por aqui...

Solo ou todo mundo junto?
Quem disse que solo é solitário? Mas... todo mundo junto é mais gostoso.

Teatro para rir ou para pensar?
Teatro já é suficiente a procura para que aconteça-encontro-aliados-parceiros-cumplicidade.

Advogado ou palhaço?
Bem... Sou apenas um bacharel... Então.. Palhaço... Embora deva ser mais mais non-sense ser advogado atualmente.. Queria ver como seria a tese de defesa de uma petição contra a exibição de Jesus Cristo Superstar, por exemplo, deve ser de chorar muito com um misto de pena/raiva e mau humor...

Música ou Teatro?
Um dia alguém muito sacana falou que haveria diferença entre todos os segmentos artísticos... Pena... Padecemos até hoje por isso... Prefiro o termo artes cênicas... É tudo!

Roberto Jefferson ou José Genuino?
José Genoino.

Propaganda a qualquer preço ou o preço de uma propaganda?
O que é propaganda???

Chega de Saudade ou Samba da Bênção?
Samba da Bênção para que possamos sonhar com dias melhores...

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satyros andre stefano Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

A partir do alto, em sentido, horário: Robson Catalunha, Fabio Penna e Júlia Bobrow, atores do grupo Os Satyros: peça promete sexo explícito em uma das peças com transmissão pela internet - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sexo (além do) verbal
O diretor Rodolfo García Vázquez e seu grupo Os Satyros farão uma maratona de nove horas seguidas para comemorar os 25 anos da companhia no próximo sábado (8), a partir das 16h. A série se chama E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias. Ah, é a tal série que terá a divulgada cena de sexo explícito transmitida online, como se fez todo o estardalhaço possível nos últimos dias. A coluna verá na estreia e depois conta tudo direitinho.

Para o alto e avante!
Integrantes do grupo Os Satyros estarão em cima do carro alegórico Salomé, da tradicional escola de samba paulistana Vai-Vai, no desfile desta sexta (28) no Anhembi, em São Paulo. A agremiação homenageia a cidade de Paulínia.

Agenda Cultural da Record News (toda sexta, meio-dia)

Eu voltei
Hugo Possolo volta neste sábado, às 22h, com o monólogo Eu Cão Eu, dirigido por Rodolfo García Vázquez. No Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo.

reynaldo machado Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O ator Reynaldo Machado (foto) expôs sua indignação com caso de claro racismo - Foto: Divulgação


Racismo

A prisão injusta do ator Vinícius Romão de Sousa, no Rio, reverberou na classe artística. O ator Reynaldo Machado, que foi estrela da montagem de Hair de Charles Möeller e Claudio Botelho, botou a boca no trombone: “Um negro é ator e psicólogo, mas trabalha como vendedor de roupa num shopping. Saindo do trabalho é confundido com um ladrão por uma mulher. Ela o acusa injustamente. Ele vai preso, passa 15 dias na cadeia e depois é liberto provisoriamente. Por que isso? Porque ele é negro. E quem vai negar?”. A coluna reforça: quem?

Noite de gala
A APCA entrega seu prêmio no dia 11, às 19h30, no Teatro Paulo Autran, em São Paulo, em cerimônia para convidados. Saiba mais detalhes.

Mesmo dia
O Prêmio Shell resolveu mais uma vez marcar sua entrega na mesma data da APCA, como havia feito no ano passado: o prêmio carioca será entregue também na noite do dia 11, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. É uma pena dois prêmios tão importantes para nosso teatro terem de dividir o holofote na mesma noite...

renata sorrah marcos issa argosfoto Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Renata Sorrah recebe Prêmio Shell de melhor atriz por Esta Criança em 2013: agora ela vai apresentar a festa no Rio e também em São Paulo - Foto: Marcos Issa/Argosfoto

Sorrah à frente
Já o Prêmio Shell de São Paulo será entregue no dia 18, na Estação São Paulo, em Pinheiros. Renata Sorrah vai apresentar tanto no Rio quanto em São Paulo.

Artista na folia
O bloco Agora Vai, que completa 10 anos e reúne a turma sacudida da Cia. São Jorge de Variedades, promete reunir a nata do teatro alternativo paulistano na Terça-feira de Carnaval, a partir das 17h, no largo Padre Péricles, na Barra Funda. Prometem fazer o Minhocão tremer, como sempre. Um trecho da marchinha tema deste ano diz: “Tem rolezinho no jardim do elevado”. Eita.

Cartas marcadas?
Tem muita gente por aí com a absoluta certeza de que a lista dos aprovados para as oficinas com artistas estrangeiros na MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo) só tinha cartas marcadas. Se o objetivo era inscrever gente tarimbada, por que então abrir inscrições para todo mundo? A pergunta que não quer calar...

jesus cristo superstar Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O polêmico cartaz de Jesus Cristo Superstar: mais de 40 anos de atraso - Foto: Jairo Goldflus

Moral e bons costumes
E a polêmica sobre o musical Jesus Cristo Superstar? Tem gente por aí garantindo que ela tem pelo menos 40 anos de idade. E de atraso intelectual, é claro.

Novidade
Jarbas Homem de Mello anunciou a Ronnie Von: Cantando na Chuva será o próximo musical dele e de sua namorada, Claudia Raia.

Manhattan 1
André Torquato, nosso jovem e talentoso ator de musicais, está adorando a temporada de estudos em Nova York. Mas tem dias em que morre de saudade do cinza de São Paulo. A gente entende.

joaquim lino nova york Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O ator e cineasta Joaquim Lino: temporada de estudos em Nova York - Foto: Divulgação

Manhattan 2
Falando em Nova York, o nosso ator, cineasta e muso Joaquim Lino também anda estudando por lá. Ele mandou para a gente um registro dele na Big Apple. Para ninguém morrer de saudade.

Pediu pra sair
Após o sucesso da montagem Vira-Latas de Aluguel, o ator e diretor Daniel Gaggini resolveu deixar o Cine Favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Sai com a sensação de missão cumprida em busca de novos desafios. Vai deixar saudade por lá.

lee taylor eduardo enomoto r7 2 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Lee Taylor: andanças pelo Sesc Consolação geraram curiosidade - Foto: Eduardo Enomoto

Filho pródigo?
Teve gente que se assustou ao ver Lee Taylor circulando pelo Sesc Consolação, pensando que o ator estava de volta ao CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho. Doce engano. Ele só estava por lá acertando os detalhes de sua peça com o NAC (Núcleo de Artes Cênicas) que estreia no Espaço Beta do terceiro andar no dia 24 de março. Saiba mais.

Pegou bem
O fato de Lilia Cabral ter ido ao primeiro dia de aula da EAD (Escola de Arte Dramática da USP) e ter participado da homenagem a professores da instituição levantaram a bola da atriz junto à classe artística paulistana.

bob sousa curso Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Bob Sousa posa com os alunos do curso de fotografia teatral no Sesc Consolação - Foto: Franklin Diogenes

O curso do Bob
Olhe aí, acima, que bonita, a turma do curso de fotografia teatral dado por Bob Sousa, nosso grande retratista, no Sesc Consolação, em São Paulo. Os aprendizes fotografaram Nossa Cidade, de Antunes Filho, no Teatro Anchieta, e Zucco, da Ordinária Companhia, no CIT-Ecum. Começaram com tudo.

Gente que trabalha
Os musicais da cidade seguem firmes e fortes no fim de semana de Carnaval. Crazy for You, no Teatro Bradesco, Tim Maia – Vale Tudo, no Teatro Procópio Ferreira, O Rei Leão, no Teatro Renault, A Madrinha Embriagada, no Teatro do Sesi, e Alice, o Musical, no Teatro Fernando Torrres, seguem sua programação normal durante o reinado de Momo. O público paulistano agradece.

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lilith marcelo villas boas 2 Lee Taylor volta o Sesc Consolação com peça do NAC baseada no mito da primeira mulher de Adão

Lilith se passa em uma festa na qual os convidados revelarão segredos - Foto: Marcelo Villas Boas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator e diretor Lee Taylor está de volta ao Sesc Consolação. Mas, vamos com calma. Não é para retornar ao grupo de artistas comandados por Antunes Filho, do qual participou por quase uma década como estrela principal, mas, sim, para apresentar a nova peça criada no NAC (Núcleo de Artes Cênicas), que ele coordena desde que saiu do CPT (Centro de Pesquisa Teatral).

O nome do espetáculo é LILITH S.A., e a estreia está marcada para o dia 24 de março no Espaço Beta do Sesc Consolação, em São Paulo. Taylor divide a direção com Luiz Claudio Cândido. O espetáculo também é uma homenagem aos 450 anos de nascimento de William Shakespeare.

lee taylor foto eduardo enomoto Lee Taylor volta o Sesc Consolação com peça do NAC baseada no mito da primeira mulher de Adão

Lee Taylor dirige montagem do NAC no Sesc Consolação - Foto: Eduardo Enomoto

A montagem é fruto do curso Poética do Ator, feito por 20 alunos peneirados em quase 500 inscritos. Apenas quatro atores sobraram no elenco final da montagem: Camila de Maman Anzolin, Fernando Oliveira, Frann Ferraretto, Renata Becker.

Taylor segue os passos do mestre Antunes e apresenta em sua obra o palco nu, apenas com três cadeiras de escritório, além da luz de Fran Barros e da sonoplastia de Fernando Oliveira.

O enredo parte da história do mito de Lilith, que teria sido a primeira mulher de Adão, antes de Eva, e que resolveu rebelar-se para ser igual ao homem.

Michelle Ferreira, dramaturga reconhecida da nova cena paulistana, colaborou com a dramaturgia da montagem, que também teve farta contribuição dos atores envolvidos.

No enredo, os personagens estão em uma festa empresarial de uma multinacional, onde acabarão por confessar seus desejos mais obscuros.

LILITH S.A
Quando: Segunda, às 20h. 60 min. Estreia 24/3/2014. Até 29/4/2014.
Onde: Sesc Consolação – Espaço Beta (r. Dr. Vila Nova, 245, 3º andar, Vila Buarque, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada e usuário do Sesc) e R$ 2 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

Leia o que já foi publicado sobre Lee Taylor

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