dias Coluna do Mate: Teatro tomou partido contra ditadura civil militar brasileira, entre 1964 e 1985

Dias Gomes: um dos muitos artistas que resistiram à ditadura civil-militar - Foto: Reprodução

Sujeitos e grupos teatrais se posicionaram contra regime instaurado 50 anos atrás

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Teatro tomou partido contra ditadura civil militar brasileira, entre 1964 e 1985

Alexandre Mate: Foto: Bob Sousa

Por ALEXANDRE MATE
Especial para o Atores & Bastidores*

Toda ditadura é perversa: não há boa ditadura. Ditaduras se impõem e passam por cima de tudo feito tratores e se instauram de modos intervencionistas. Nenhuma ditadura é apenas militar, mesmo aquelas chamadas de militares – como a brasileira (de 1964 a 1985) – sempre contaram com sujeitos e instituições da vida civil para apoiá-las e trabalhar a seu serviço. A ditadura civil-militar brasileira, dentre outros apoios institucionais, teve apoio de órgãos da grande imprensa, talvez por haja tanta insistência em se suprimir a participação civil em sua designação.

Os mais diversos motivos, ao longo de toda a história, têm levado os artistas a escolherem os assuntos que darão sustentação aos textos dramatúrgicos. Acontecimentos históricos, singularidades humanas, ocorrências pessoais, narrações ouvidas, necessidade de registrar as mais diversas impressões sobre assuntos candentes, ou não... Tudo pode servir de base para a criação de uma história apresentada por ato representacional no qual atores e atrizes venham a assumir total ou parcialmente as personagens da narrativa. Experimentos assumidamente estético-sociais tendem a colher seus assuntos do momento histórico vivido. Em razão disso, e tendo em vista a amplitude da forma teatral, cujo fenômeno acontece quando o espetáculo é apresentado, escolhas temáticas podem facilitar as trocas relacionais entre a obra e o público. A organização pelos assuntos de natureza mais amplos, complexos e histórico-políticos, normalmente, se organiza a partir de pressupostos ligados ao que se chama de teatro épico.

O teatro épico compreende a junção de diversos expedientes, quase sempre estruturados na condição de obra que se assume teatral, isto é, que considera o público (mesmo que a luz da plateia esteja apagada) e se relaciona com ele. Nesse modo de apresentar um espetáculo, a relação essencial pressupõe o jogo que se estabelece entre artistas e espectadores: o espectador não sente apenas as emoções das personagens, mas consegue ter um ponto de vista crítico com relação às personagens e ao tema.

Nesse particular, e no sentido de atingir seus alvos, o teatro épico organiza-se a partir de uma narrativa episódica (dividida em partes autônomas e independentes e articuladas ao tema geral). A independência dos episódios forma unidades de significação (como cada capítulo de uma telenovela), os assuntos são sociais e históricos; as personagens precisam ser mais concisas e sem tantos meandros psicológicos.

brecht Coluna do Mate: Teatro tomou partido contra ditadura civil militar brasileira, entre 1964 e 1985

Bertolt Brecht: teatro educa e diverte - Foto: Divulgação

O dramaturgo alemão Bertolt Brecht, ao retomar expedientes do teatro popular e de feira, e sempre atento ao teatro como um experimento estético-social afirma que o teatro tem como função educar e divertir: para ele, educar no sentido de construir uma sociedade mais justa; e, divertir, no sentido de ampliar, de modo prazeroso, a própria apreensão da realidade social. Fundamentado em preceitos brechtianos, o diretor Antônio Mercado, que dirigiu o texto Campeões do mundo, de Dias Gomes, afirma no prefácio da obra, publicada (em 1979), que o teatro é um importante instrumento de ampliação de consciências, que nada muda por si, mas que pode levar o espectador a tornar-se um agente ou protagonista das mudanças fora do palco, no “grande teatro do mundo”.

O teatro também, dependendo de como se apresente (conteúdos, espaços, modos de produção e de recepção), pode ser uma forma de luta contra a opressão, injustiça, os procedimentos de exclusão... Entretanto, trata-se de uma forma estética, que pode mudar certos modos de ver e conceber as estruturas e comportamentos sociais, mas, em si, o teatro não muda as estruturas. A produção dramatúrgica brasileira, e em sendo o Brasil um país periférico, desenvolve-se de modo desigual.

Obras que recortam seus assuntos das crises reais do mundo e apontam o “verdadeiro teatro” como aquele presente no mundo real, tendem, pelo assunto e função social atribuída à arte, a ser épicas, por excelência. Quando a ditadura civil-militar brasileira tomou de assalto a democracia diversos textos, sujeitos e grupos teatrais posicionaram-se contra o novo regime.

No sentido de entender, de algum modo, aquela dramaturgia de texto mais ligada ao momento histórico, e nesse caso, dramaturgia ligada ao processo ditatorial pelo qual passou o país, diversos textos poderiam ser evocados e aqui lembrados.

gianfrancesco guarnieri Coluna do Mate: Teatro tomou partido contra ditadura civil militar brasileira, entre 1964 e 1985

Gianfrancesco Guarnieri: peças contra a censura - Foto: Divulgação

Dentre tantos outros, podem ser destacadas: À prova de fogo (1968), de Consuelo de Castro; Bumba, meu queixada (1978), de César Vieira; Milagre na cela (1977), de Jorge Andrade; O último carro (1967), de João das Neves; Sinal de vida (1972-1979), de Lauro César Muniz; Campeões do mundo (1979), Dias Gomes; Murro em ponta de faca (1978), de Augusto Boal; os textos presentes no livro Feira brasileira de opinião (1978): O engano*, de Carlos Henrique Escobar; Última instância*, de Carlos Queiroz Telles; O túnel*, de Dias Gomes; Janelas abertas*, de Gianfrancesco Guarnieri; O quintal*, de João das Neves; A zebra, de Jorge Andrade; O mito, de Lauro César Muniz; Sobrevividos, de Leilah Assunção; Contatos amazônicos do terceiro grau, de Márcio Souza; Cemitério sem cruzes, de Maria Adelaide Amaral. Com relação às obras apontadas com asterisco, todas estão coligidas no livro Feira brasileira de opinião (1978), e, segundo a apresentação de Ruth Escobar, que foi também quem organizou o espetáculo censurado, assim aparece em seu texto:

A Feira Brasileira de Opinião se coloca na trincheira que batalha os novos tempos – o homem novo, o homem integral que será o produto da superação de todas essas divisões herdadas: divisão de classes, divisão de trabalho intelectual e manual, divisão entre o culto da arte e arte popular.

E quando reunimos os autores em torno da proposta de uma Feria Brasileira não pensamos em termos de arte. Mas sobretudo em termos de retratar o homem brasileiro “aqui e agora”, sobretudo com a preocupação de apontar o perfil dos subúrbios do Brasil, onde este governo revela seu verdadeiro rosto.

Os sujeitos são portadores de um conjunto de crenças. Crenças, tantas vezes idealistas e contraditórias, entretanto, chamados para escrever sobre o que se passava nos subúrbios do país, os 10 autores da Feira Brasileira de opinião não se negaram a fazê-lo. O conjunto dos textos revela um documento absolutamente singular do país sob Estado de Sítio, desde 13 de Dezembro de 1968, quando foi decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5) que cessava os direitos constitucionais.

Outros textos, igualmente importantes a tematizar o Brasil sob a ditadura foram: A ferro e fogo (1981), de Luiz Carlos Moreira, apresentado em São Paulo pelo Grupo Apoena (hoje chamado de Engenho Teatral); Bailei na curva (1986), de Júlio Conti Neto, estreou em Porto Alegre com o Grupo Do Jeito que Dá; Bella ciao (1982); Gota d’água (1975), de Paulo Pontes e Chico Buarque de Hollanda; Morte aos brancos, a lenda de Sepé Tiaraju (1984), de César Vieira, apresentado pelo grupo Teatro Popular União e Olho Vivo; Ponto de partida (1976), de Gianfrancesco Guarnieri – tematizando o assassinado, em setembro de 1975 do jornalista Vladimir Herzog, nas dependências do DOI-Codi de São Paulo; Patética (1976), de João Chaves Ribeiro Neto; Rasga coração (1974), de Oduvado Vianna Filho.

Tendo em vista os limites do espaço aqui disponível, seria impossível apresentar informações das obras aqui apontadas, mas conhecê-las (e à exceção de A ferro e fogo) todas as obras foram publicadas. Se determinadas obras lidam e se estruturam a partir de sujeitos isolados, naquelas acima apontadas os sujeitos protagonistas (ou com função protagônicas), apresentam-se normalmente agrupados e compreendem muito mais do que apenas a si mesmos. Representando agrupamentos sociais, nas obras apontadas, homens e mulheres lutam contra forças destruidoras e arrasadoras.

bella ciao cartaz Coluna do Mate: Teatro tomou partido contra ditadura civil militar brasileira, entre 1964 e 1985

Cartaz de Bella Ciao, marco do teatro brasileiro - Foto: Divulgação

Bella ciao, por exemplo, encontra-se entre os mais importantes textos da década de 1980. Segundo seu autor, Luís Alberto de Abreu - que na ocasião assinou a obra como Alberto de Abreu -, “O processo de trabalho de Bella Ciao iniciou-se no final de 1980 quando a classe trabalhadora, depois de anos de silêncio forçado, solidificava sua posição dentro do espaço político nacional. E sentimos a necessidade de tentarmos aproximar a nossa arte da realidade que palpitava nas ruas.” Trata-se, portanto, de acordo com a declaração que aparece no programa da peça, dirigida por Roberto Vignati, de obra atenta ao processo de democratização do país, a partir de greve de trabalhadores deflagrada em São Bernardo do Campo. Segundo diversas declarações dos integrantes do Grupo Arte Viva - formado por Cacá Amaral, Calixto de Inhamuns, Christiane Tricerri, Gabriela Rabelo, Mário César Camargo, Rosaly Grobman e Zécarlos Machado – do consistente processo de pesquisa sobre os acontecimentos da vida política brasileira, Abreu produziu Bella ciao e Cala boca já morre, cuja estreia ocorre em novembro de 1981, com direção de Ednaldo Freire. Cenografia e figurinos: Irineu Chamiso Jr. Expressão corporal: Rosa Almeida. Efeitos sonoros e escolha de músicas: Roberto Vignati. Música Addio bella Itália, com Solano de Carvalho. De 09/11/1982 a 01/01/1984. Teatro de Arte Israelita Brasileiro (TAIB).

Do ponto de vista de gênero, Bella ciao é um drama épico, dividido em dois atos, sendo no primeiro e no segundo ato. A narrativa desenvolve-se de 1905 (na Itália) até 1937, quando, politicamente, ocorre a implantação de uma ditadura civil por Getúlio Vargas, denominada por Estado Novo (1937 a 1945). Basicamente, aspectos da história do Brasil (e em particular da cidade de São Paulo), atravessam uma família italiana migrante, e moradora na pauliceia desvairada.

Cenografia e figurinos: Irineu Chamiso Jr. Expressão corporal: Rosa Almeida. Efeitos sonoros e escolha de músicas: Roberto Vignati. Música Addio bella Itália, com Solano de Carvalho. De 09/11/1982 a 01/01/1984. Teatro TAIB.

Patética (ou A verdadeira história de Glauco Horowitz), de João Ribeiro Chaves Netto, narrra, no circo, a história de uma família judia, que foge do nazismo e cujo único filho acaba sendo assassinado em uma ditadura militar. Trata-se da história do já mencionado Vladimir Herzog. O texto participou e foi o primeiro prêmio do Concurso Nacional de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro (SNT), de 1977. A montagem teve a seguinte ficha técnica: Direção: Celso Nunes. Assistência de direção: Edson Barbieri. Cenografia e figurinos: Flávio Império. Cenotécnica: Adilson Tadeu e Chimanski. Iluminação: Luís Ricardo Oliveira. Elenco: Ewerton de Castro, Antonio Petrin, Regina Braga, Lílian Lemertz, Vicente Tuttoilmondo e Orlando Oliveira Silva. De 30/04/1980 a 30/11/1980. Teatros Arthur Azevedo, João Caetano e Auditório Augusta.

Obs.: pelo fato de o texto fazer referência a Vladimir Herzog, a obra ficou censurada por aproximadamente 5 anos. Segundo matéria de divulgação, a peça foi escrita em 20 dias, logo após a notícia do “suicídio” do jornalista, ocorrido em 25/10/1975, nas dependências do DOI-CODI, de São Paulo. Cf. Em cartaz, as peças que voltaram do exílio. In: O Estado de S. Paulo, 27/04/1980, p.44.

Nesse ano em que se (anti)comemora os 50 anos do golpe civil-militar é importante ficar atento às programações culturais que serão apresentadas na totalidade das cidades brasileiras. Não apenas é preciso manter viva a memória do ocorrido com relação ao momento histórico e lembrar, citando o filósofo Walter Benjamin que nem mesmo os mortos estarão a salvo se nos esquecermos, e não tentarmos mudar o estado de barbárie que nos cerca por todos os lados.

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador de teatro. Ele escreve no blog sempre no dia 1º.

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Foto de BOB SOUSA
elias andreato foto bob sousa O Retrato do Bob: Elias Andreato, por toda parte
Elias Andreato é nome fundamental de nosso teatro. Ator, diretor, dramaturgo. É um dos artistas mais respeitados dos palcos brasileiros. Nesta semana, se apresenta no Festival de Teatro de Curitiba com a peça Um Réquiem para Antonio, nos dias 1º e 2 de abril no Teatro da Reitoria, na capital do Paraná, seu Estado natal. Mas também mantém presença em São Paulo, onde vive, como diretor da peça Meu Deus!, com Irene Ravache e Dan Stulbach. Porque Elias Andreato está por toda a parte. E sabe tudo.

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laila garin Domingou: Laila Garin é a maior cantora do Brasil

A baianinha Laila Garin tem aquilo que Deus deu; ela vive Elis Regina no Teatro Alfa - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

Na noite deste sábado (29), vi Laila Garin reviver a seu modo Elis Regina e arrepiar a plateia do Teatro Alfa, em São Paulo, no espetáculo Elis, a Musical, com direção de Dennis Carvalho. Independentemente dos percalços da obra, Laila permanece intacta e consegue se transmutar naquela que foi a maior cantora do Brasil. E acaba por merecer também a mesma alcunha.

Baiana de Salvador, onde se formou em teatro na UFBA (Universidade Federal da Bahia), Laila tem aquilo que Deus deu. E técnica também. E força também. E carisma também. E tudo também.

laila garin elis vert Domingou: Laila Garin é a maior cantora do Brasil

Laila não repete Elis; a reinventa - Foto: Divulgação

Laila Garin não repete Elis. A reinventa. A reverencia ao mesmo tempo em que se impõe como artista.

E a artista já havia me impressionado absurdamente em outras duas ocasiões. A primeira delas, quando a conheci no palco, foi em 2011, em uma noite em que resolvi conferir o musical Eu te Amo Mesmo Assim, que reabria o Teatro Itália, no subsolo do Edifício Itália, coração do centro paulistano.

Laila dividia o palco com Osvaldo Mil, com direção de João Sanches e supervisão de João Falcão. Ambos executavam canções de amor e dor de cotovelo. Mas Laila fazia tudo com tanta verdade que a gente ficava com um nó na garganta.

Ao escutar a voz de Laila, tomei um susto e pensei na hora comigo: como esta menina aí no palco não é uma cantora celebrada e conhecida por todos? Onde estão nas lojas os discos de Laila Garin? Fiquei triste de estar em um  País que tinha uma Laila Garin e não lhe dava todo holofote possível. Porque tomei consciência naquele momento que tratava-se de uma grande artista. Foi com esta sensação que saí caminhando pela avenida Ipiranga após ver a obra, com a certeza de que Laila Garin é a maior cantora surgida no país desde o aparecimento de Marisa Monte, que, por sua vez, foi a primeira grande após Elis.

O tempo passou e eis que, no Festival de Teatro de Curitiba de 2013, me reencontro com Laila Garin no palco do gigante Teatro Positivo. Era a estrela absoluta do musical Gonzagão, dirigido por João Falcão. Fazia estripulias com as músicas de Luiz Gonzaga, enchendo-as de vida e cor.

Na época, escrevi, na crítica do espetáculo: "Única mulher em cena, Laila Garin tem uma voz inacreditavelmente suave, além da presença e carisma que a faz desejada não só por todos os homens da trupe quanto por qualquer espectador com alguma libido". Recordo que o produtor teatral mineiro Michel Ferrabbiamo, que me acompanhava naquela sessão, ficou tão apaixonado pela atriz quanto eu. Saímos hipnotizados com sua presença. Os dois sem fala diante daquele momento de suspensão coletiva.

Agora, revejo Laila em uma produção ainda maior, já laureada com o Prêmio Shell de melhor atriz por seu desempenho como Elis. Ainda com aquela força inicial intacta, aquela presença única, aquela energia que contamina tudo e traz para bem perto de si.

Repito: Laila Garin é a maior cantora surgida no Brasil dos últimos tempos. As Anittas e suas baboseiras que me perdoem. Agora, torço ardentemente que o Brasil acorde da dormência anencéfala e a veja. E a celebre. Porque Laila Garin é um verdadeiro achado. Laila Garin é preciosidade raríssima, daquelas que já não se fazem mais.

Leia mais sobre Laila Garin no R7

laila garin elis Domingou: Laila Garin é a maior cantora do Brasil

O Brasil precisa celebrá-la: Laila Garin protagoniza Elis, a Musical e arrepia plateia - Foto: Divulgação

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e gosta de ver no palco artistas de verdade. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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WH 7 Homem abandonado recebe amiga em Whisky e Hambúrguer, com Patrícia Vilela e Bortolotto

Direto de Curitiba: Mário Bortolotto e Patrícia Vilela dividem a cena em Whisky e Hambúrguer - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz gaúcha Patricia Vilela se sente em casa no Festival de Teatro de Curitiba. Afinal, é velha conhecida da cidade. Nesta 23ª edição, retorna de forma especial. Estreia no maior evento das artes cênicas do País a peça Whisky e Hambúrguer, do paranaense radicado em São Paulo Mário Bortolotto, com quem divide a cena.

A montagem encerra a temporada curitibana neste domingo (30), às 22h, no Teatro Cena Hum.

O enredo da obra conta a história de Roberto (Mário Bortolotto). Este foi abandonado pela mulher e está deprimido por isso. Para sair da fossa, vai contar com ajuda da amiga Priscila (Patrícia Vilela). A peça faz parte do Fringe, a mostra paralela do Festival de Curitiba.

Em conversa com o Atores & Bastidores do R7 direto da capital paranaense, Patrícia Vilela diz que estar em Curitiba é "maravilhoso".

WH 81 Homem abandonado recebe amiga em Whisky e Hambúrguer, com Patrícia Vilela e Bortolotto

Mário Bortolotto e Patrícia Vilela aportam em São Paulo após estreia em Curitiba - Foto: Divulgação

— Tem um sabor especial, pois foi aqui que cursei a faculdade de artes cênicas. Foi em Curitiba que adquiri minha formação teatral, minha base, minhas referências. Então, é sempre um prazer retornar para apresentar um trabalho e rever os amigos queridos.

Sono no capacho

Ela conta que histórias para contar sobre o evento não faltam. "O mais maluco é que são tantas peças pra assistir, encontros com amigos, festas que eu quase não durmo quando vou a festivais", revela.

— Numa destas vezes cheguei às oito da manhã, na casa da família da minha amiga Silvanah Santos [atriz que fez história na Cia. Os Satyros] em Curitiba. O porteiro do prédio me deixou subir porque sabia que estava hospedada lá, mas ninguém abriu a porta porque não ouviram a campainha, aí, dormi em cima do capacho até que a empregada chegou! [risos]

Patrícia lembra que há quatro anos esteve no Festival de Teatro de Curitiba com a personagem Safo. Desta vez, encarna uma mulher bem diferente. Mas diz que "ambas" têm temática do amor.

E aproveita a conversa para avisar que não haverá descanso após o Festival de Teatro de Curitiba.

— A estreia nacional foi aqui em Curitiba na última sexta [28]. Encerramos as apresentações neste domingo [30], e na sequência estreamos em São Paulo, no dia 2 de abril, às 21h30 no Teatro Cemitério de Automóveis, ali na rua Frei Caneca, 384. Estão todos convidados.

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1 MelhoresTeatroR72012 Espetaculo Bichado Bichado faz volta triunfal no Festival de Curitiba

Os atores Einat Falbel e Paulo Cruz, protagonistas de Bichado, do Núcleo Experimental de SP: melhor espetáculo de 2012 no R7 está de volta na Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Guilherme Griebler

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um quarto de hotel de beira de estrada abriga um casal controverso. Ele, um ex-combatente no Iraque, ela, uma garçonete largada no mundo. Tal enredo, cheio de potência e poesia, é um dos destaques na programação de 2014 do Festival de Teatro de Curitiba, que começa nesta terça (25) e vai até o próximo 6 de abril na capital paranaense.

Trata-se de Bichado, peça do norte-americano Tracy Letts montada pelo Núcleo Experimental dirigido por Zé Henrique de Paula [leia a crítica do R7 para a obra]. A obra foi eleita melhor espetáculo de 2012 pelos internautas do R7, e ainda levou melhor diretor e melhor atriz, Einat Falbel, naquele ano.

As apresentações, nesta terça (1º) e quarta (2), no Sesc da Esquina, acontecem exatamente dois anos após a estreia da peça, inaugurando a programação do Teatro do Núcleo Experimental, na região da Barra Funda, em São Paulo.

"Volta triunfal"

Em conversa com o Atores & Bastidores do R7, Einat Falbel, protagonista da obra como a garçonete Agnes, que se apaixonada pelo soldado Peter (Paulo Cruz), afirma que esta é "a volta trinfal" do espetáculo.

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— Voltar  com o espetáculo sempre se tornou um sonho para o elenco original. A oportunidade de reestrear no Festival de Curitiba, pra nós, foi literalmente uma luz no fim do túnel, foi a possibilidade de viabilizar a remontagem da peça. Voltar no Festival de Curitiba é o que chamo de uma volta triunfal.

Nova temporada em SP

De Londres, onde faz mestrado, o diretor Zé Henrique de Paula revela ao R7 que não poderá estar em Curitiba, mas comemora o novo impulso que o evento trouxe à peça.

ze henrique de paula eduardo enomoto Bichado faz volta triunfal no Festival de Curitiba

Zé Henrique de Paula: Bichado tem muitas plateias a conquistar - Foto: Eduardo Enomoto

— Depois das apresentações em Curitiba, Bichado reestreia no dia 21 de abril no Teatro CIT-Ecum em São Paulo para uma temporada de seis semanas. A peça ainda tem muito fôlego pela frente e muitas plateias a conquistar.

Para Zé Henrique, que nunca esteve em Curitiba, ter uma peça no evento para seu Núcleo Experimental "é uma oportunidae única", sobretudo por dividir a cena com "os mais importantes espetáculos brasileiros dos últimos tempos". Para ele, sua peça tem recado certeiro a dar.

— Bichado é uma reflexão sobre os tempos modernos e o avanço desenfreado das tecnologias, a diminuição da privacidade e a descrença nos governos e nas formas de poder em geral.

Personagens solitários

O diretor lembra que a peça faz parte da Trilogia da Guerra, jundo com As Troianas e No Coração do Mundo, e "oferece um contraponto que precisávamos para falar dos efeitos da guerra na vida de pessoas comuns e principalmente na vida de quem voltou para casa depois da guerra".

— Mas o que mais me chamou a atenção em Bug (título original de Bichado) foi o encontro de dois personagens extremamente solitários e traumatizados por tragédias particulares (Agnes e Peter) que se reconhecem, se complementam e depois se destroem.

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JIM FTC2014 Credito Divulgacao Eriberto Leão incendeia Festival de Curitiba com discurso psicodélico de Jim Morrison e do The Doors

Eriberto Leão vive homem em busca do discurso de Jim Morrison em Curitiba - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O rock nunca mais foi o mesmo após, em 1965, surgir a banda californiana The Doors, liderada por Jim Morrison (1943-1971), cuja morte aos fatídicos 27 anos ninguém sabe até hoje direito por que ocorreu — a versão mais aceita é de o cantor teria sido vítima de uma overdose de heroína.

Seu rock psicodélico invade o palco do Teatro Guaíra, a partir desta terça (1º), dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba, na peça Jim.

EXCLUSIVO: "Vendemos mais ingresso que Rock in Rio", diz Leandro Knopfholz

Trata-se de um espetáculo-show idealizado por Eduardo Barata e Eriberto Leão, que protagoniza a obra. Walter Daguerre assina o texto; já a direção é de Paulo de Moraes, que também assina a cenografia.

11 músicas

Apesar da semelhança de Leão com Jim, na história ele é João Mota, um homem que não conheceu o cantor, mas que corre atrás das ideias difundidas pelo líder do The Doors. Ele divide a cena com a atriz Renata Guida.

jim Eriberto Leão incendeia Festival de Curitiba com discurso psicodélico de Jim Morrison e do The Doors

Eriberto Leão e Renata Guida estão em Jim: "Homenagem ao artista que abriu portas" - Foto: Divulgação

Ambos são acompanhados por 11 músicos que tocam as 11 canções do espetáculo. Clássicos como Light my Fire, Rides on the Storm e The End estão confirmados no repertório. Esta última música, Leão já havia cantado em sua primeira peça, em 1996.

O ator embalou o projeto por mais de 23 anos até concretizá-lo. "Conheci o som do The Doors aos 18 anos e fiquei alucinado. Sempre soube que um dia iria fazer esta peça", confessa.

E diz que o espetáculo "é uma homenagem ao artista que abriu as portas" de sua "inquietação, das artes dramáticas, da literatura e da percepção", fazendo uma referência ao livro As Portas da Percepção, livro de 1954 de Aldous Huxley, cujo título é inspirado em uma frase de William Blake. A obra serviu também de referência para o nome da banda de Morrison.

Ricco Vianna faz a direção musical; Maneco Quinderé assume a luz, e Rita Murtinho, os figurinos.

Leão espera mobilizar a plateia curitibana, assim com já fez com a carioca. "É um espetáculo que vai além do entretenimento, é ideológico. Acho que tem a ver com o momento que o País vive", encerra.


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entredentes foto © Bob Sousa DSC 8852 “É uma idiotice, é um horror!”, diz Gerald Thomas

Gerald Thomas (ao centro) posa com elenco de seu novo espetáculo, Entredentes: Maria de Lima, Ney Latorraca e Edi Botelho; estreia dia 10 no Sesc Consolação, em SP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de BOB SOUSA

Gerald Thomas é um dos nomes mais inventivos e polêmicos do teatro. Sem medo de dizer o que pensa, ele mantém a verve nesta entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7.

Apesar de ter cancelado sua participação no Festival de Teatro de Curitiba, o diretor fará a estreia mundial de sua nova peça, Entredentes, no próximo 10 de abril, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo. No enredo, o encontro de um islâmico radical com um judeu ortodoxo no Muro das Lamentações, em Jerusalém, Israel.

A montagem marca a volta dele ao território nacional. E ainda comemora o reencontro do diretor com dois atores amigos: Ney Latorraca, que completa 50 anos de carreira, e Edi Botelho, o ator que mais trabalhou com Thomas. Completa o elenco a portuguesa Maria de Lima, pincelada num dos muitos testes que o diretor fez. Thomas diz que é “uma gigantesca atriz”.

Na conversa, o diretor explica por que não foi a Curitiba. E fala o que pensa da burrice do brasileiro, das manifestações, dos black blocks, do conflito no Oriente Médio, da invasão da Rússia na Ucrânia e até do protesto da atriz Fernanda Azevedo no último Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, que não tomou conhecimento, mas opinou mesmo assim. Algumas coisas classificou como "idiotice". Outras preferiu a palavra "horror".

Porque como bom artista que se preze, Thomas não tem medo de perguntas. Nem de respostas.

Leia com toda a calma do mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Quando e por que você teve a ideia de Entredentes? Quanto tempo levou desde o começo de tudo até a estreia?
GERALD THOMAS – Olha, a ideia surgiu durante a tournée com a  minha London Dry Opera Company (viajávamos com Gargolios) e passei pelo Rio pra visitar o Ney e o Edi, em abril de 2012. No terraço da casa deles, ficamos horas vendo o trânsito absurdamente engarrafado na lagoa Rodrigo de Freitas. Esbocei um texto. E lá surgiu. É fascinante como as coisas são. A peça estreia exatamente dois anos depois de ser concebida.

Entredentes toca em um assunto sempre polêmico, que é a disputa entre judeus e palestinos. Qual o recado da peça para este conflito?
GT – O recado é que um simples beijo de amor entre os dois poderia resolver. Uma simples troca de vestimenta/figurino, faz de todas essas disputas, uma enorme idiotice. Mas claro, estou no campo da utopia. Como conheço o território (Israel, Gaza e Cisjordânia) e países do Oriente Médio, sei que o buraco é mais embaixo. Milenar: sunitas contra xiitas contra aloitas contra itas e itas. Uma peça de teatro sublinha algumas questões e levanta milhares de outras. Essa questão tribal entre seres humanos é uma triste metáfora às inversas sobre uma falsa ideia de “globalização” que só veio pra reforçar a ideia de nacionalismos e xenofobias acirradas e cada vez piores. Não serei eu a resolver. Fico feliz que Nelson Mandela tenha sido um herói na questão de reconstruir seu país de uma ruína racial e horrenda. Não pretendo tanto! Mas a peça não fala de palestinos e sim de islâmicos radicais e ortodoxos radicais, como os judeus hassidicos (a Palestina está incluída).

Como Ney Latorraca reagiu ao convite? Como é voltar a trabalhar com ele?
GT- Ah, é uma delicia. O Ney é uma delicia porque ele “saboreia e se delicia no palco”. Para quem é rato de teatro como eu, tenho de me vigiar pra não ter acessos de riso durante o ensaio: o ideal mesmo seria fazer um Being Ney Latorraca. Diferentemente de John Malkovich, o Ney faz com que todos nós, em volta… Diz assim a atriz Maria de Lima na peça: “Como vocês brasileiros dizem Ney no plural?” E o Ney responde: “NeyS, com S”. Ano que vem, serão 20 anos de amizade e trabalho com o Ney. Nos visitamos na minha casa em Londres e em Nova York (mas Quartett também foi ensaiado no palco do grupo Dogma 95, com quem eu fiz Chief Butterknife, em Copenhagen, 1996).

Por que, além do Ney, você escolheu os outros dois artistas do elenco, Edi Botelho e Maria de Lima?
GT- O Edi está comigo desde 1987 (Trilogia Kafka) e viajou o mundo comigo, às vezes no papel principal, como em M.O.R.T.E 2 em Taormina (Sicília, Zurique, Roma e Munique). Além do mais, onde está o Ney, está o Edi. Eu o amo. Além disso, o Edi viajou o mundo comigo durante a Trilogia Kafka (New York no La MaMa, 1988) e o Wiener Festwochen (Festival de Viena, 1989) e participou da minha montagem italiana de Said Eyes of Karlheinz Ohl (Os Ditos Olhos Tristes de Karlheinz Ohl) feito com a Cia. do Grotowski em Pontedera, Italia, em 1990. Quanto a Maria de Lima, a descobri durante os árduos testes em Londres em 2010, pra Throats, a primeira peça da London Dry Opera. É uma gigantesca atriz, algo fenomenal. Você verá em cena: é de arrepiar.

Você tem opinião formada sobre a atriz Fernanda Azevedo, que virou alvo de polêmica na classe artística por discursar contra a Shell [dizendo que a empresa apoiou a ditadura] ao receber o Prêmio Shell de melhor atriz na semana passada?
GT- Desculpa, mas não sei quem é e do que se trata. Mas posso falar da idiotice desses prêmios. Eu mesmo deixei cair (de propósito) a estatueta do Molière (ganhei dois, acho, e achei ridículo aquilo tudo). Caiu e virou cal, giz em pó. Acho o Oscar uma besteira, o Globo de Ouro outra besteira e assim por diante. Não podemos ser endossados pela classe média. Estamos à frente deles. Se nos endossam é porque endossamos os valores deles e quero que se fodam. Sigo o exemplo do meu mestre (com quem trabalhei) Samuel Beckett que não deu a mínima pro Nobel que ganhou em 1969 e nem foi recebê-lo.

Você acha que os artistas de teatro estão mais caretas hoje em dia? Por quê?
GT- Claro que estão. A resposta está em vários lugares: não se ousa mais em teatro e temos a TV e a internet que discutem os assuntos antigamente “fritos” somente nas frigideiras teatrais. E com essa fritura vinha um enorme risco. Hoje todos querem sucesso. Não entendo isso. Eu amo o risco! O mundo deu uma encaretada horrenda. Sou filho dos anos 60 e demonstrei nas ruas de Nova York contra a Guerra do Vietnã, militei na Amnesty International em Londres, na década de 70, e fui a Woodstock antes da industrialização de tudo! Eu lia a coluna de Bernard Levin no Guardian e… Não, não sou nostálgico: sei que um Schoenberg surgira dessas cinzas atuais [risos].

Por que Entredentes foi anunciado no Festival de Teatro de Curitiba 2014 e depois caiu da programação?
GT- Porque adiei a estreia em São Paulo. Eu não pude chegar no Brasil pra continuar os ensaios no dia marcado (coisas a ver com o La MaMa em Nova York) e não via sentido em fazer tudo corrido e mal feito. Pra quê? É a volta do Ney aos palcos depois do piripaque, o coma, que sofreu por 67 dias, e minha primeira produção com atores brasileiros em palcos daqui desde 2008 (Kepler, The Dog). Pra que apressar? Então transferimos a estreia pro dia 10 de abril [no Sesc Consolação, em São Paulo], e o Festival de Curitiba já terá acabado nessa data.

Quais grandes diretores do teatro brasileiro você gostaria de convidar para ver Entredentes? Por quê?
GT- Olha, eu não convido ninguém. Nem brasileiros e nem sei lá de onde. Não acredito mais em nacionalidades. E não acredito em teatro com bandeiras nacionais de país algum. São todos bem-vindos.

Qual sua opinião sobre a invasão da Rússia na região ucraniana da Crimeia?
GT- Essa região do mundo tem definições ambíguas. O que é russo e o que é ucraniano e o que é polonês é uma questão de 300 anos. Somos nós, os ocidentais, que criamos fronteiras e decidimos que o Iraque será o Iraque, que o Irã será o Irã e assim por diante. Se voltarmos aos povos babilônicos ou a Constantinopla, depende do império em vigor, essas fronteiras mudam. Essa Rússia de Putin e dos filhos da Putin só existe desde a Perestroika de Gorbachov/Reagan. O “império soviético” ainda esta de pé. E, economicamente, o Putin fez milagres para que a Rússia se recuperasse do fracasso soviético e de Boris Yeltsin. Então, é como o território do Acre ou o Alaska. Um já foi da Bolívia e o outro, da Rússia e, em 20 anos, não estaremos sequer lembrados do que foi o quê. Alguém, por acaso, sabe que a Alemanha só foi unificada por Bismark e faz (relativamente) pouco tempo? Ainda vai rolar muito sangue.

Qual sua opinião sobre as recentes manifestações no Brasil desde junho de 2013?
GT - Achei lindo. Lindo. Pena que foi esvaziada por um bando de imbecis (os black blocs) e virou violência. Tinha o potencial de ser uma manifestação pacífica, reclamando por direitos básicos num país que não cuida de sua infraestrutura, mas constrói estádios de futebol e endossa a corrupção (Mensalão, entre outras). Pena.

O golpe militar no Brasil completa 50 anos. O que o Brasil ainda não aprendeu com sua própria história?
GT - E nunca aprenderá porque o governo quer manter o povo emburrecido. Aliás, o próprio povo parece querer continuar emburrecido. Como aqui estamos “retumbando as margens plácidas do rio Ipiranga” há tanto tempo, retumbaremos por mais uns séculos: levantes, revoluções são feitas com sangue e não com o chopp na praia e o jogo do Flamengo aos domingos ou essas novelinhas das 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h, 20h, 21h, 22h, 23h, 24horas. É um horror!

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coluna ophelia project ney matogrosso tiago martelli Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Morte de Ofélia: Ney Matogrosso e Tiago Martelli posam na praia dos Amores, no Rio - Foto: Sergio Santoian

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ney e Shakespeare
Ney Matogrosso, nosso grande artista, posou com o ator Tiago Martelli para o fotógrafo carioca Sergio Santoian, para o Ophelia Project. A ideia é abusar da criatividade para recriar a morte de Ofélia, da peça Hamlet, de William Shakespeare. Sempre em cenários naturais. A ambientação escolhida para Ney e Tiago foi a praia dos Amores, no Rio. Além de livro, o projeto também vai virar uma peça a ser encenada até o fim do ano. Também já fotografaram Erom Cordeiro, Alexandre Nero, Angela Dip, Charles Fricks e Marcia Nemer. Coisa fina...

Nova casa
Lee Taylor, querido da coluna, acaba de fechar parceria com a Unesp (Universidade Estadual Paulista) para sediar seu NAC (Núcleo de Artes Cênicas). E já está com inscrições abertas. Ele segue em cartaz com a peça Lilith S.A., no Sesc Consolação, em São Paulo, que dirigiu a quatro mãos com Luiz Claudio Cândido. Leia entrevista com a dupla.

coluna A História do Comunismo Vitor Iemini baixa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça em cartaz no Teatro Cacilda Becker tem comunismo e loucura juntos - Foto: Vitor Iemini


Comunistas?
Os diretores André Abujamra e Miguel Hernandez acreditam que o título da peça A História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais vai ajudar a chamar público para a montagem. Ela estreia nesta sexta (28), no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. É a primeira vez que o texto do romeno radicado na França Matéi Visniec é encenado no País. Hernandez revela que "todos que ouvem o nome do espetáculo ficam curiosos para saber do que se trata. Comunismo e doença mental são termos muito fortes. Na mesma frase, as duas expressões criam um impacto ainda maior”. É verdade.

Stalinistas?
O enredo da obra da Cia. Anjos Pornográficos se passa na Moscou que acaba de ver a morte do ditador Stálin. A peça aborda não só a ideologia comunista como também o tema dos hospitais psiquiátricos. Apesar da dureza dos assuntos, é uma comédia de fina e ácida ironia.

Reforma agrária?
Um verdadeiro acampamento de nomes tarimbados está na coxia da obra: Wagner Freire assina a luz; já André Cortez é responsável pelo cenário. Compõem o numero elenco Alexandre Paes Leme, Camila Velluto, Cassio Prado, Fernanda Oliveira, João Carlos Mattos, Jonathan Natalício, Juliane Arguello, Leonardo Vaz, Ludmila Corrêa, Marcus Veríssimo, Mariana Barbosa, Marieli Goergen, Pipo Beloni, Priscila Dieminger, Rafael Simões, Valdano Souza e Victoria Moliterno. Ufa.

Discurso polêmico?
Miguel Hernandez diz que a mensagem que eles querem transmitir ao público é simples: "O homem precisa de utopias e que elas não morreram com o fim do comunismo. Falar em ideais como o bem comum e a valorização do ser humano é mais do que necessário numa época que não acredita mais na coletividade. Há um individualismo exacerbado e o mercado é que dita as leis. Somos escravizados pelo dinheiro". Vai ter gente que vai adorar o discurso, enquanto outros vão falar mal pelas costas...

Dever de casa
Além de palestras com militantes antimanicomiais e com vítimas de perseguição na ditadura militar, a turma da Cia. Anjo Pornográfico ficou um semestre estudando o comunismo a fundo. Leram de O Manifesto Comunista, de Marx e Engels, a O Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung. A coluna faz questão de ressaltar que ninguém no grupo come criancinhas. Do jeito que o mundo anda, é bem capaz de ter gente que ainda acredita nisso...

Serviço
Ah, a peça A História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais fica no Teatro Cacilda Becker (r. Tito, 295, Lapa) até 27 de abril. Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h. O ingressó é baratíssimo: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). Estão todos convidados.

coluna acto3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Encontro Acto 3 reúne expressivos grupos de teatro em BH - Foto: Ramon Brant

Gente jovem reunida
Termina neste fim de semana em Belo Horizonte o Acto3! - Encontro de Teatro.  O evento é promovido pelo mineiro Grupo Espanca!. Além deles, também participam os curitibanos da Cia. Brasileira, os paulistanos do Grupo XIX de Teatro e os pernambucanos do Grupo Magiluth. Isso é praticamente uma gangue teatral. Das boas.

Gente jovem reunida 2
Marcelo Castro e Gustavo Bones, do Espanca!, vibram com o sucesso da terceira edição do encontro. "O Acto! Encontro de Teatro é fruto do desejo de radicalizar o intercâmbio e a colaboração na criação; de transformação a partir da troca; de criar um intercâmbio que identifique, diferencie e reinvente seus convidados e pessoas interessadas em participar deste encontro", diz Bones à coluna. Já Castro, por sua vez, afirma que o evento "por meio de apresentações de espetáculos, demonstrações de trabalho e conversas entre amigos, alia prática, teoria e reflexão criando um espaço rico de trocas de impressões sobre o teatro, o mundo e sobre nós mesmos". Recado dado.

As Moças O Ultimo Beijo21 604kb Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Angela Figueiredo e Fernanda Cunha estão na peça As Moças: O Último Beijo - Foto: Ricardo Martins

Diversidade
A atriz Angela Figueiredo faz seu primeiro personagem homesseuxal na vida em As Moças. Estreia no dia 2 de abril no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo. André Garolli dirige. Ela faz par com a atriz Fernanda Cunha. O texto é de Isabel Câmara. Conta a história de um amor turbulento entre uma jornalista e uma atriz.

Brecht no Tusp
O Programa de Leituras Públicas do Núcleo de Experiência e Apreciação Teatral do Tusp apresenta a série Brecht contra a Pátria em seu 11º ciclo de leituras. Serão nove textos do dramaturgo alemão, feitos em época de resistência ao nazismo, lidos entre março e junho nas cidades de São Paulo, Piracicaba, São Carlos Bauru e Ribeirão Preto. Em São Paulo, na sede histórica da rua Maria Antônia, 294, o primeiro dia será no próximo dia 7 de abril, com A Exceção e a Regra (1929). A noite terá participação da atriz argentina Laura Brauer. A série continua toda segunda, 17h, com entrada gratuita. Estão todos convidados.

Publicado
A revista Samuel vai publicar neste fim de semana a reportagem Vertigem: Cena em Desequilíbrio. Ela foi feita por Leandro Nunes, Helena Yamagata e Ítalo Rufino como trabalho de conclusão de curso de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo. Parabéns.

Dobradinha
A Cia. Louis Louis comemora 18 anos com direito a dose dupla no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo, entre 5 de abril e 29 de junho. Aos sábados, às 21h, apresentam 700 Mil Horas. Já no domingo, às 19h, é a vez de Falas de um Mímico. Vai, gente.

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Vandré Silveira vira o artista mineiro Farnese de Andrade na Caixa Cultural da Sé - Foto: Rodrigo Castro

Memória viva
O artista plástico mineiro Farnese de Andrade (1926-1996), ícone internacional nos anos 1970, tem sua vida e obra abordadas no espetáculo-instalação Farnese de Saudade. Vandré Silveira vive o artista sob direção de Celina Sodré. Faz temporada de 10 a 17 de abril na Caixa Cultural, na Sé, em São Paulo, com entrada gratuita.  Leia a crítica de Atila Moreno para a peça.

Gorilas
A partir do dia 1º de abril o Centro Cultural São Paulo abre programação especial para lembrar os 50 anos do golpe militar no Brasil. É bom ter memória para que não se repita.

Vigília
O Satyros também entrou na onda e faz uma Vigília pela Liberdade na praça Roosevelt neste fim de semana.

coluna silvana garzaro retrato Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A fotógrafa Silvana Garzaro: cliques para atores da cena paulistana - Foto: Divulgação

Minha vida é um flash
Silvana Garzaro, que já fotografou os principais artistas do Brasil e do mundo, assumiu os books dos atores agenciados da D'Lauro Casting. Silvana, que já foi atriz antes de se tornar uma das mais requisitadas profissionais da fotografia paulistana, resolveu matar as saudades da turma das artes. Faz muito bem.

Ai, minha dor de cotovelo!
Sabe aquele sofrimento quando você é abandonado pelo seu grande amor? Pois é este drama que vai embalar o musical Salve a Dor Cotovelo, com direção de Eduardo Mansur e protagonizado por Luiz Araújo e Naíma, que já se odiavam no musical Zorro e agora se amam. O espetáculo tem músicas brasileiras compostas entre 1920 e 1970, por grandes nomes que vão de Lamartine Babo e Dalva de Oliveira. Claro, que não vai faltar música da Maysa, aquele que sofria demais. Estreia dia 11 de abril, no Teatro Augusta.

Feministas
O Teatro Ágora vai fazer uma temporada de espetáculos solos de mulheres a partir do dia 4 de abril. Já está confirmada na programação Monga, com Maria Carolina Dressler e direção de Juliana Sanches.

Agenda Cultural

coluna fagner zadra Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Fagner Zadra: ele pediu aos amigos para continuarem no Festival de Curitiba - Foto: Divulgação

Humor que segue
Apesar do acidente com o ator Fagner Zadra na abertura do Festival de Teatro de Curitiba, o seu grupo, o Tesão Piá, manteve todas as apresentações no evento, que acontecerão entre 1º e 6 de abril no Teatro Regina Vogue. Após ser atingido na cabeça por uma peça de isopor da decoração da festa do festival, o rapaz de 30 anos segue internado na capital paranaense e apresentou melhoras nas últimas horas. Ele pediu aos companheiros que mantivessem a programação do grupo. O único espetáculo cancelado foi o solo de Fagner Zadra, Rizadra, previsto para este fim de semana no Museu Oscar Niemeyer. Além de Zadra, integram o Tesão Piá Cadu Scheffer, Jéssica Medeiros, Luana Roloff e Samuel Machado. Convidados especiais amigos do ator ferido vão substituir o artista. "A ideia é manter a estrutura da peça e também fazer uma corrente positiva pela rápida recuperação do Fagner”, diz o produtor do grupo, Nizo Gomide.

Comentário curitibano
Tem muita gente que esperava mais da peça Concreto Armado, do jovem carioca Diogo Liberano...

Comentário curitibano 2
Yara de Novaes, da peça Contrações, é uma simpatia só em Curitiba.

mamberti meirelles Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Sergio Mamberti e Marcio Meirelles: encontro em jantar curitibano na última quarta (26) - Foto: Divulgação

Encontro marcado
O paulista Sergio Mamberti se encontrou com o baiano Marcio Meirelles em um jantar no Festival de Teatro de Curitiba. Deram aquele abraço.

Time reunido
Gente tarimbada da cena paulistana como Paulinho Fabiano, Marcelo Lazzaratto, Lúcia Kakazu, Bernadeth Alves, Lu Favoreto, Lúcia Gayotto e Beth Beli fizeram parte do time que preparou a Cia. de Teatro Heliópolis para a peça Um Lugar ao Sol. Eles estreiam neste sábado (29) com direção de Miguel Rocha. A temporada será até 27 de abril, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho (r. Silva Bueno, 1.533, Ipiranga). Willian Costa Lima assina a dramaturgia e William Paiva, a direção musical. Tem peça todo sábado, às 20h; e domingo, 19h. Dalma Régia, David Guimarães e Klaviany Costa estão no elenco. A entrada é R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). Não dói no bolso de ninguém.

coluna um lugar ao sol Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Um Lugar ao Sol é a nova peça da Companhia de Teatro Heliópolis - Fotos: Leo Papel

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ademar guerra os cogitadores Paulistas do interior querem conquistar Curitiba

Jovens atores do grupo Os Cogitadores: oito espetáculos do interior de SP fazem parte da Mostra Ademar Guerra no Festival de Curitiba; programação inclui também bate-papos no Teatro da UFPR - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Num mundo de quase 500 espetáculos conseguir destaque é tarefa árdua. Sabedores disso, os artistas do interior e litoral de São Paulo se reúnem na Mostra Ademar Guerra no Festival de Teatro de Curitiba.

Esta é a primeira vez que o Projeto Ademar Guerra, existente há 16 anos, participa do evento. Ele fomenta grupos teatrais no interior paulista com recursos estaduais.

Artistas do Espírito Santo também querem destaque

Oito espetáculos foram selecionados pelo curador do projeto, Sergio Ferrara. Direto da capital paranaense, ele conta ao Atores & Bastidores do R7 que participar do Fringe, a mostra paralela do evento, "é importante para que os grupos dialoguem com o público e melhorem seus trabalhos".

— Participar do Festival de Curitiba traz a estes grupos o caráter de profissionalização.

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Sergio Ferrara no Festival de Teatro de Curitiba: grupos do interior querem profissionalização nas artes cênicas - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Segundo Ferrara, o Projeto Ademar Guerra está presente em 90 municípios e atende 200 artistas. Estão em Curitiba grupos vindos de cidades como São José do Rio Preto, Botucatu, Presidente Prudente, Tatuí, São José dos Campos, Batatais e Presidente Prudente. Eles comemoram a viagem.

— É primeira vez que o projeto sai do Estado de São Paulo. Viemos para o Festival de Curitiba porque ele tem tradição muito grande e visibilidade enorme. E também para que os grupos entrem em contato com a diversidade artística.

casa de bonecas Paulistas do interior querem conquistar Curitiba

Cena da peça Casa de Bonecas, de Os Bárbaros Cia. de Teatro - Foto: Divulgação

Ferrara conta que os jovens estão empolgados com "a estrutura grande e instigante" do evento. E lembra que já esteve três vezes na Mostra Oficial ao lado de nomes como Maria Alice Vergueiro e Esther Góes, com textos de gente consagrada como Plínio Marcos e Ignacio de Loyola Brandão.

— Tenho orgulho de poder trazê-los a um lugar onde fui reconhecido e aprendi muito.

EXCLUSIVO: "Vendemos mais ingresso que Rock in Rio", diz Leandro Knopfholz

A turma paulista faz apresentações até o fim do festival, em 6 de abril, no Teatro da UFPR, que fica na praça Santos Andrade, no centro curitibano.

Serão apresentados na Mostra Ademar Guerra os espetáculos Cordel do Amor sem Fim, da Cia Atores em Conserva; Um Pequeno Animal Selvagem, da Os Cogitadores Cia. de Teatro; Histórias Lá da Serra, do Grupo Anônimos da Arte; Quadrado, Cia. Núcleo 2; O Arquiteto e o Imperador da Assíria, da Cia. de 2; Angústia, do Mênades & Sátiros Cia. de Teatro; A Barca do Inferno, do Grupo do Athos; e Casa de Bonecas, da Os Bárbaros Cia. de Teatro.

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es em cena wesley telles ernesto vasconcelos clix Artistas do Espírito Santo fazem Mostra ES em Cena para conseguir destaque no Festival de Curitiba

Wesley Telles, organizador da ES em Cena: "Queremos visibilidade no Brasil" - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de ERNESTO VASCONCELOS/Clix

No meio dos gigantes São Paulo, Minas e Rio na região Sudeste, nunca foi fácil para o Espírito Santo se destacar nacionalmente. Contudo, a turma do teatro deste Estado quer mudar esta realidade. Pelo menos no âmbito dos palcos.

EXCLUSIVO: "Vendemos mais ingresso que Rock in Rio", diz Leandro Knopfholz

Os espírito-santenses chegaram eufóricos ao frenesi do Festival de Teatro de Curitiba. Eles resolveram somar forças e se reunir, pela primeira vez, em uma mostra especial dentro do Fringe, a Mostra ES em Cena. E encontraram palco privilegiado: ocupam a concorrida Sala Londrina, no Memorial de Curitiba, até 30 de março com seus espetáculos.

estorias de um povo Artistas do Espírito Santo fazem Mostra ES em Cena para conseguir destaque no Festival de Curitiba

Cena da peça Estórias de um Povo de Lá, da Mostra ES em Cena no Festival de Curitiba - Foto: Divulgação

O artista Wesley Telles, organizador do projeto, diz que está satisfeito. Natural de Colatina, no norte do Espírito Santo, e radicado em Vitória, capital do Estado, ele conta que esta é a primeira vez que participam da maior festa das artes cênicas do Brasil.

— Trouxemos cinco companhias. O objetivo é romper as barreiras do Espírito Santos e ganhar visibilidade.

bernarda por detras Artistas do Espírito Santo fazem Mostra ES em Cena para conseguir destaque no Festival de Curitiba

Cena de Bernarda por Detrás das Paredes - Foto: Divulgação

A mostra tem apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo e do Ministério da Cultura. A verba serviu para financiar o transporte e a hospedagem da turma em Curitiba. Telles conta que o grupo é uma alegria só na cidade.

— Os atores estão extremamente satisfeitos e emocionados em se apresentar em um festival com essa proporção.

Contudo, quem pensa que os artistas são virgens em viagens se engana redondamente. Antes de aportar no festival, o grupo se apresentou em Salvador, em outubro de 2013, e em São Luís do Maranhão, em janeiro deste ano. E parecem ter gostado de arrumar e desfazer as malas. Querem seguir viajando, como adianta Telles.

— Estaremos entre 23 e 27 de abril no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte. No segundo semestre, queremos nos apresentar no Rio, em São Paulo e em Brasília.

Pelo jeito, a turma gostou da agenda movimentada.

A Mostra ES em Cena tem os seguintes espetáculos: Insone, do Grupo Z, Bernarda por Detrás das Paredes, da Cia. Repertório, Mefisto, da Cia Teatro Urgente, O Pastelão e a Torta, da Cia. Folgazões, e Estórias de um Povo de Lá, do Grupo Gota, Pó e Poeira.

Todas as peças têm entrada gratuita. Após as sessões, os artistas conversam com o público em um bate-papo.

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