bibi ferreira studio prime Bibi Ferreira faz show grátis no Ibirapuera

A diva Bibi Ferreira, aos 91 anos, está cheia de vigor no palco - Foto: Studio Prime

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Aos 91 anos, a cantora e atriz Bibi Ferreira sobe ao palco na área externa do Auditório Ibirapuera, no parque Ibirapuera, em São Paulo, neste sábado (22).

A diva dos palcos se apresenta às 20h.

Acompanhada de uma orquestra, ela fará o show Bibi - Histórias e Canções, que comemora suas nove décadas de vida.

A entrada é gratuita.

Em maio, Bibi Ferreira estreia seu novo espetáculo no Teatro Shopping Frei Caneca, Bibi canta Sinatra.

Em 1º de junho próximo a artista completa 92 anos de vida.

Leia a crítica do espetáculo de Bibi Ferreira!

Nove artistas declaram seu amor a Bibi Ferreira

 

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 Dois ou Um com Laura Carvalho

A atriz Laura Carvalho, que está em cartaz na peça Toc Toc, no Teatro APCD - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz paulistana Laura Carvalho, que atua na peça Toc Toc, dirigida por Alexandre Reinecke no Teatro APCD, em São Paulo, aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 em participar da nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Paulo Goulart ou Caio Castro?
Paulo Goulart, sempre.

Chico ou Caetano?
Sou fã dos dois, mas fico com o Chico  pela teatralidade das letras.

Copa ou manifestações?
Na Copa, Copa. Na manifestação,  manifestação.

Feijoada ou pizza?
Feijoada.

Tulipa Ruiz ou Anitta?
Tulipa Ruiz.

Woody Allen ou Pedro Almodóvar?
Também sou fã dos dois,  mas fico com Woddy Allen que foi meu primeiro amor no cinema.

Broadway ou teatro de grupo?
Teatro de grupo. Minha  formação foi com a Companhia Armazém de Teatro e com o Grupo Tapa, sou do Grupo  das Dores de Teatro e do Nosso Grupo de Teatro. Sou uma atriz de  grupo.

Mensalão ou cartel do metrô?
Sou contra caixa 2 tanto em  campanha quanto no governo. Sou a favor de que todos os casos de corrupção sejam  julgados e que todos sejam julgados com imparcialidade.

Praia ou piscina?
Piscina.

Amor tranquilo ou amor bandido?
Amor tranquilo.

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morro kiwi foto bob sousa2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Fernanda Azevedo em cena da peça Morro como um País - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Atriz como já não se faz mais
Taí a Fernanda Azevedo, em Morro como um País, da Kiwi Cia. de Teatro, que teve coragem de dizer o que pensa ao receber o Prêmio Shell de melhor atriz nesta semana. A coluna está com ela. E não abre mão. Ah, a foto é do grande Bob Sousa, é claro.

Em tempo
Morro como um País volta ao cartaz no CIT-Ecum na próxima quarta (26), às 21h. O Cordão da Mentira fará roda de samba crítico após a peça. Leia a entrevista com Fernanda.

phedra d cordoba paduardo agnews Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Phedra D. Córdoba, no Prêmio Shell: puro glamour - Foto: Paduardo/AgNews

Phedra D. Córdoba
Além de Fernanda Azevedo, só deu Phedra D. Córdoba, do grupo Os Satyros, no Prêmio Shell de Teatro de São Paulo.

Protesto
Voltando a falar do protesto da melhor atriz, Fernanda Azevedo é a polêmica do mês. Ela discursou contra a Shell e muita gente que se diz da classe artística saiu para criticar a moça pelas costas ou nas redes sociais, onde coragem não falta. Houve um tempo em que artistas de verdade costumavam apoiar ou, pelo menos, respeitar protesto de colega. Hoje, saem em defesa de uma multinacional sem sequer serem pagos para isso. Os tempos estão mesmo tenebrosos...

MG 2140 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Kiko Marques com sua filha, a pequena Anita, que nasceu na temporada da peça Cais ou da Indiferença das Embarcações, que lhe deu os prêmios Shell e APCA - Foto: Paduardo/AgNews

Autor-papai
Mas nem só de protesto foi o Prêmio Shell de Teatro paulista. Kiko Marques foi consagrado o autor do ano. Isso ninguém discute. Depois do APCA, ele abocanhou também o Shell de melhor autor por Cais - Ou da Indiferença das Embarcações. Querido da coluna, que já até dividiu classe de dramaturgia de José Sanchis Sinisterra com o moço, ele fez questão de dedicar os troféus para sua pequena Anita. A fofíssima filha de Kiko que nasceu na temporada. A coluna pediu o clique de pai e filha. Eles posaram com gosto para o fotógrafo Paduardo, da AgNews. Tudo de bom para os dois!

Agenda Cultural da Record News (toda sexta, 11h30)

Horário novo
A Agenda Cultural que este vosso colunista faz na Record News mudou de horário. Agora é toda sexta, 11h30 da manhã. Olha o vídeo aí acima!

Dose dupla

A peça O Gigante Egoísta, de Oscar Wilde, está fazendo dobradinha em dois teatros paulistanos: no sábado, às 11h, pode ser vista no Sesc Consolação. Já no domingo, 14h, no Sesc Santana. Fica em cartaz até 27 de abril. A adaptação é dirigida por Henrique Gonçalves e Gustavo Bicalho, que também assina a versão do texto. Pode levar os pequenos. E nem vai doer no bolso: inteira a R$ 8 e meia-entrada a R$ 4. Comerciários e dependentes pagam só R$ 1,60. Fala sério!

publico fotos emi hoshi DSC 8152 editada Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Público lota centro histórico curitibano no Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Emi Hoshi/Clix

Festival de Teatro de Curitiba
Começa na próxima terça-feira (25) o 23º Festival de Teatro de Curitiba. São mais de 450 peças durante 13 dias em 65 espaços curitibanos. São 66 peças de graça! Conheça a programação.

O que pegou?
Gerald Thomas não faz mais parte da programação Festival de Teatro de Curitiba com seu Entredentes. A informação é que a peça ainda estreia em São Paulo no próximo dia 10 no Sesc Consolação. Se ele quiser, é claro.

Número
A organização espera mais de 220 mil pessoas de público no Festival de Teatro de Curitiba 2014. Viva o teatro. Só de fotógrafos contratados pelo festival tem mais de 20. Mais de 60 jornalistas de todo o Brasil deverão cobrir o evento. A coluna encabeça este número, é claro.

Animação total
Zezé Polessa, que vai estar no festival com a peça Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, mandou avisar que, apesar de se apresentar só nos dias 3 e 4 de abril, vai chegar na cidade no dia 1º de abril, para poder conferir trabalhos dos coleguinhas. Uma graça.

Diva
Dizem que a atriz e cantora irlandesa Camille O'Sullivan, da peça inglesa The Rape of Lucrece, vai causar no Festival de Teatro de Curitiba. Há quem jure de pés juntos que ela é uma diva caída do céu. Ah, por conta dos 450 anos de nascimento de William Shakespeare, o festival terá quatro montagens de textos do Bardo. A da moça está entre elas.

Cantinho paulista
Diversidade é o lema de Sergio Ferrara na curadoria da Mostra Ademar Guerra dentro do Festival de Teatro de Curitiba. Patrocinada pelo governo do Estado de São Paulo, a mostra vai levar expoentes da cena paulista para a capital paranaense. William Alexandrino faz a produção executiva. Boa viagem a todos!

Capixabas e baianos
Os Estados do Espírito Santo e da Bahia também estarão com mostras especiais dentro do Fringe, a mostra paralela de Curitiba, com a programação de seus artistas. Coisa boa! A coluna só sente a falta de uma mostra mineira, que este ano não acontecerá. Uma pena.

premio sp escola Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

João das Neves (de branco) agradece a homenagem; à esq., Contardo Calligaris, à direita Cléo De Páris e Eric Lenate, que apresentaram a festa - Foto: Divulgação/SP Escola de Teatro

Homenagem
O diretor João das Neves, que é bem tímido, se esforçou para subir no palco para receber o 2º Prêmio SP Escola de Teatro. Ele merece.

Peça
A Cia. Elevador Panorâmico manda avisar que a estreia de O Jardim das Cerejeiras no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, é neste sábado (22). Vai, gente.

Cegonha
Igor Rickli e Aline Aline Wirley, atores de musicais, esperam o primeiro filho. Ela está de quatro meses. O casal já contou a novidade a familiares e amigos.

De volta
Nilton Bicudo volta a se travestir para fazer a peça Myrna Sou Eu. Reestreia dia 12 de abril no Teatro Eva Herz, em São Paulo. Elias Andreato dirige.

Impostores
A coluna ficou sabendo que tem gente frequentando teatro por aí dizendo fazer parte de nossa equipe. O que é mentira. Que feio...

Shakespeare em Sampa
René Piazentini estreia nesta sexta (21) com a Cia. dos Imaginários Sobre a Tempestade, inspirado no livro de Shakespeare, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo. Saiba mais. Merda pra eles.

Sobre A Tempesta Mariana Noguera 3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena do espetáculo Sobre a Tempestade, em cartaz no Teatro Alfredo Mesquita - Foto: Mariana Nogueira

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fernanda azevedo paduardo agnews pb Opinião: Fernanda desafiou a fantasia e apanhou

Agraciada com Prêmio Shell de melhor atriz, Fernanda Azevedo discursa contra a empresa multinacional; a fala da atriz gerou reação controversa de alguns membros da classe artística paulistana - Foto: Paduardo/AgNews;

Por KIL ABREU*
Especial para o Atores & Bastidores

Como disse o [dramaturgo] Mario Viana, o Miguel fez o que precisava ser feito: ir ouvir melhor a Fernanda Azevedo sobre o porquê de ter dito o que disse ao receber o Prêmio Shell de Teatro.

Fui do júri do Shell por sete, oito anos. Não estou entre os que julgam que basta se colocar fora das estruturas para que as coisas se modifiquem (o que supõe já a pretensão de que nossa presença ou ausência faz alguma diferença).

Ainda acho que se você tem algo a dizer e a fazer isso pode/deve ser dito e feito em qualquer lugar onde haja espaço. Desde que seja de verdade. Salvo engano, foi o que a Fernanda Azevedo fez, à maneira dela.

Como não achar coerente - e até esperado - que uma artista vinda da cena militante se posicione dessa forma? O contrário é que seria triste.

Em uma época na qual ter ponto de vista em arte é quase uma ofensa deveríamos aplaudir senão a fala ao menos a atitude (se é que uma coisa pode ser separada da outra).

O Miguel fez bem ao ir tentar esclarecer o ponto de vista. Não precisamos concordar, mas ele está lá.

Leia entrevista exclusiva com Fernanda Azevedo
Veja a cobertura completa do Prêmio Shell de Teatro de SP

Curioso é que os colegas de ofício da Fernanda a condenem em geral não pelo teor do discurso, mas, sobretudo, por não ter devolvido o cheque. A mediação, portanto, é feita pela grana (que, aliás, é indecente se for igual a dos últimos anos) e pela imagem que o Premio projeta.

Não deixa de ser uma maneira de empenhar ali uma fantasia, uma expectativa em relação a algo tão especial no imaginário que não pode ser objeto de crítica. Desafiou a fantasia, apanhou.

Nem eu, que já trabalhei para a Shell e não sou artista, faria certas defesas de uma maneira tão contundente.

*Kil Abreu é jornalista, mestre em artes cênicas pela USP (Universidade de São Paulo), crítico teatral, ex-jurado do Prêmio Shell de Teatro e curador teatral do CCSP (Centro Cultural São Paulo).

Leia entrevista exclusiva com Fernanda Azevedo
Veja a cobertura completa do Prêmio Shell de Teatro de SP

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eco teatral giorgio donofrio kevin david Atormentado e trancafiados ocupam Parlapatões com peças Edgar e Sala de Espera do Eco Teatral

Relações de poder em Sala de Espera (à esq.) e eterna dor de cabeça em Edgar (à dir.); peças do grupo Eco Teatral ocupam o Espaço dos Parlapatões - Fotos: Giorgio Donofrio e Kevin David

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo Eco Teatral, dirigido por Thiago Franco Balieiro, bate ponto em dose dupla aos fins de semana no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo, até 31 de maio. A turma encena dois espetáculos por lá.

Às sextas, às 21h, apresentam a peça Sala de Espera. O espetáculo foi criado a partir da fábula Diante da Porta da Lei, do livro O Processo de Franz Kafka.

A obra apresenta os personagens presos em uma claustrofóbica sala de espera onde tudo acontece. Com direito a Charles Chaplin como referência, o grupo descortina algumas relações de poder. No elenco estão Chico Ribas, João Attuy, Luís Gustavo Luvizotto, Paulo Balistrieri e Rafael Lozano. Bruna Lima faz a assistência de direção.

Já aos sábados, à meia-noite, é a vez de Edgar, um drama psicológico, ocupar o palco. Desta vez, o grupo foi beber na fonte de Samuel Beckett para contar a história de um homem atormentado em busca de si mesmo.

O pobre coitado sofre de terríveis dores de cabeça e não tem sossego de viver. No elenco estão Alex Houf — que também faz assistência de direção —, Angela Ribeiro, Marisa Paiva, Roberto Rezende e Ricardo Corrêa.

Sala de Espera e Edgar
Quando: Sexta, 21h (Sala de Espera); e sábado, 0h (Edgar)
Onde: Espaço dos Parlapatões (pça. Roosevelt, 158, São Paulo, metrô República, 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação: 12 anos

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Lamira Artes Cênicas Do Repente foto divulgação 1b Buraco dOráculo leva 12 peças grátis para praça de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo

Vindo de Tocantins, grupo Lamira Artes Cênicas apresenta Do Repente em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem mora em São Miguel Paulista, região da zona leste paulistana, terá a chance única de ver 12 espetáculos grátis na 8ª edição da Mostra de Teatro de São Miguel Paulista.

O evento acontece entre 4 e 13 de abril na praça do Casarão, que fica do lado da estação Vila Mara da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no bairro Jardim Helena.

patologias pato mojado teatro y circo credito miguel bombero Buraco dOráculo leva 12 peças grátis para praça de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo

Vindos de Rosário, na Argentina, artistas do Pato Mojado Teatro e Circo integram a programação da mostra - Foto: Divulgação

A organização é do aguerrido grupo Buraco d'Oráculo e foca no teatro de rua. Vão se apresentar artistas dos quatro cantos do País e também da América Latina.

Além de representantes de Porto Alegre, Londrina, Palmas, Maracanaú, Recife, Macapá e de distintas as regiões paulistas, haverá ainda um grupo vindo de Rosário, na Argentina.

Participam importantes grupos de teatro de rua, como Cia Teatral Parlendas, Cia. de Teatro Nu Escuro, Os Mamatchas, Lamira Artes Cênicas, Cia. Dell'Arte de Teatro, Cia. de Teatro, Circo e Música Pato Mojado, Cia. Estável de Teatro, Grupo Garajal, Grupo Cafuringa, Mamulengo da Folia e Oigalê.

A mostra tem apoio do ProAC Festivais e Mostras, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. A festa na praça também celebra os 15 anos do grupo e os 12 anos de presença na zona leste.

As peças vão acontecer sempre de sexta a domingo, nos horários das 15h30, das 17h ou das 19h. As peças são aptas a todos os públicos.

Conheça a programação completa da 8ª Mostra de Teatro de São Miguel Paulista!

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lee nac bob sousa5 Entrevista de Quinta – Lee Taylor divide direção com Luiz Claudio Cândido e quer foco no ator

Luiz Claudio Cândido e Lee Taylor: direção a quatro mãos em LILITH S.A. - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Nada mais natural que dois atores lapidados por um dos mais exigentes diretores da história do teatro brasileiro fossem também exigentes e focados no trabalho da atuação quando na direção. Lee Taylor e Luiz Claudio Cândido, que passaram pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho no Sesc Consolação, dizem que o foco agora é o trabalho do ator.

Eles dirigem a quatro mãos LILITH S.A., peça que estreia na próxima segunda (24) no Espaço Beta do Sesc Consolação, em São Paulo, e que marca o reencontro dos dois com o espaço fundamental em suas respectivas formações. A montagem é a primeira peça teatral do NAC (Núcleo de Artes Cênicas) fundado por Lee há cerca de um ano.

O espetáculo mostra uma empresa à beira da falência justo quando comemora seu centenário. Na festa de comemoração, os funcionários revelam desejos mais ocultos. O texto, produzido pela equipe com colaboração dramatúrgica de Michelle Ferreira, partiu do mito de Lilith, cujas lendas dizem ter sido a primeira mulher de Adão.

No elenco, estão Camila de Maman Anzolin, Fernando Oliveira, Frann Ferraretto e Renata Becker. Fran Barros, que acaba de ganhar o Prêmio Shell de melhor iluminação por Vestido de Noiva, assina a luz. Hercules Morais faz a assistência de direção.

Numa tarde nos arredores do Sesc Consolação, Lee e Luiz conversaram com o Atores & Bastidores do R7 para esta Entrevista de Quinta. Falaram sobre o espetáculo e planos para o futuro.

Leia com toda a calma do mundo.

lee nac bob sousa41 Entrevista de Quinta – Lee Taylor divide direção com Luiz Claudio Cândido e quer foco no ator

Amizade no teatro: Lee Taylor e Luiz Claudio Cândido fizeram artes cênicas juntos na USP - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Como vocês se conheceram?
Luiz Claudio Cândido – A gente se conheceu no curso de graduação em Artes cênicas, na USP.
Lee Taylor – Fomos da mesma turma de graduação na ECA [Escola de Comunicações e Artes] em 2002. Chegamos a realizar alguns trabalhos juntos na época, antes da minha entrada no CPT [Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho], e agora retomamos a parceria. Já o Hercules Morais, assistente e artista pedagogo do NAC, foi participante de um dos CPTzinhos em que ministrei aulas.

Como é dirigir a quatro mãos? Vocês brigam muito?
Lee – Antes de mim, o Luiz já tinha passado pelo CPT e esse é um fator bem importante para a afinidade artística entre nós no trabalho realizado no NAC, pois além da USP, também temos o CPT como experiência em comum. Acho a proposta de uma direção compartilhada bastante desafiadora, que vai ao encontro do espírito de coletividade inerente ao teatro. No caso de LILITH S.A., todo o processo de criação de cenas partiu dos atores, a direção trabalhou para potencializar, estruturar, alinhavar, dar condições e estimular a autoria de cada integrante do elenco. Uma ou outra criação de cena partiu da direção, porém apenas para dar corpo à encenação. Acredito que múltiplas visões tornaram o trabalho mais complexo e rico de camadas. Tivemos liberdade absoluta para interferir e modificar no que fosse necessário para a obra, e isso só foi possível porque colocamos a obra e a coletividade em primeiro lugar. O embate criativo é natural, pois todos buscam contribuir com sua sensibilidade e singularidade para a criação do trabalho, mas o diálogo artístico se estabeleceu em alto nível com bastante maturidade. O grande diferencial desse trabalho e o nosso diferencial (meu e do Luiz), é usar a encenação como processo artístico-pedagógico. Em LILITH S.A. nosso trabalho está a serviço dos atores e não o contrário. Acima da encenação e dos diretores está o aprendizado dos atores ao passar por essa experiência.
Luiz – É um exercício constante, desafiador e profundamente valoroso, de olhar para si e para o outro. Não é só ir lá e dirigir e pronto. Não, você tem que se encontrar consigo mesmo e com o outro. E é deste encontro que surge algo vital para os dois: no nosso caso, tudo aquilo que está no nosso espetáculo. É necessário que você preste atenção tanto em você mesmo quanto no outro e isso, nos dias de hoje, já dá bastante trabalho. Aprender a ouvir, a ceder, a se posicionar, a respeitar as fragilidades de cada um, etc., etc. É um exercício de alteridade. Com o desenrolar do processo criativo a gente foi afinando tanto a relação um com o outro que começamos a entender até aquilo que não era dito com palavras, mas com um olhar, um movimento da cabeça, uma respiração… Ah! E tudo isso, claro, mergulhado em muito, muito trabalho diário de séria e rigorosa pesquisa teatral. Por mais incrível que possa parecer, não me lembro de ter brigado com o Lee. Tivemos muitos embates criativos nos quais cada um defendeu suas ideias, seus pontos de vistas, suas escolhas estéticas, mas briga nunca. O Lee é generoso, inteligente e sensível, qualidades fundamentais em um artista.

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Lee Taylor e Luiz Claudio Cândido: embate criativo, mas sem brigas - Foto: Bob Sousa

Por que mexer com o mito da criação da humanidade?
Luiz – Para mim, vem de uma inquietação, de uma vontade de olhar mais atentamente para a humanidade em si, diante do contexto histórico atual: quais são os valores que estão nos norteando? Como estes valores regem as relações entre os seres humanos, entre estes e a natureza? O que é a humanidade hoje? Olhar para a humanidade não como algo natural, mas construído historicamente e que, portanto, pode ser modificada, reinventada.
Lee  – É uma oportunidade de problematizarmos a condição humana e olharmos com estranhamento para certos paradigmas que aparentemente estão sendo descontruídos, mas que ainda carecem de tempo para se consolidarem. Além disso, a configuração do elenco, composto por três mulheres e um homem, influenciou bastante na escolha do mito de Lilith. De alguma forma o mito se manifestou nas primeiras improvisações anteriores a escolha de Lilith como material de criação. O preponderante no espetáculo é a questão da insatisfação da mulher quando colocada em uma posição de submissão em relação ao homem. O confronto, fruto dessa tensão, é um tema extremamente contemporâneo e que merece ser discutido por uma perspectiva dialética, para isso recorremos ao universo shakespeariano.

Lee, como é voltar ao Sesc Consolação sem ser do CPT?
Lee – Eu me sinto em casa, conheço praticamente todos os funcionários, o Sesc Consolação é um espaço privilegiado em São Paulo. Fiz questão de estrear o primeiro espetáculo da primeira turma do NAC no Espaço Beta e agradeço ao Felipe Mancebo [gerente do Sesc Consolação] e a sua equipe por acreditar no trabalho.

O Antunes já cruzou contigo nos corredores, como foi?
Lee – Sempre nos cruzamos, praticamente toda semana, estou sempre no Sesc, nada mudou na nossa relação depois de um ano da minha saída do CPT. O Antunes não gosta muito de ir às estreias, por isso ele já combinou comigo que vai aparecer no decorrer da temporada.

O que vocês planejam para o NAC neste ano?
Lee – Este ano será fundamental para a consolidação do NAC como espaço de pesquisa teatral continuado em São Paulo. Em breve estarão abertas as inscrições para o processo seletivo do curso Poética do Ator. No ano passado tivemos quase 500 inscritos para 20 vagas e já temos mais de 600 interessados cadastrados pelo site do NAC aguardando a seleção da nova turma. Logo após a estreia do espetáculo divulgaremos as novidades para esse ano.

Qual é o objetivo do NAC?
Lee – Para além das palavras e das ideias bem intencionadas, o objetivo do NAC está sendo esboçado na prática e pode ser visto neste espetáculo. Tivemos a oportunidade de promover um processo que favoreceu a emancipação artística de cada um dos atores envolvidos. Se esses quatro atores não se tornarem grandes atores no futuro, pois já demonstraram essa potencialidade durante os ensaios, serão no mínimo pessoas com uma sensibilidade diferenciada e mais conscientes de si próprias. O espetáculo é um desafio para todos os envolvidos, é bastante radical e arriscado nesse sentido, pois tudo depende da sensibilidade dos atores na cena. Mas o elenco realiza cenas de grande dificuldade de maneira sublime e com muita sensibilidade. Essas últimas semanas, Luiz e eu viramos espectadores e ficamos comovidos com atuações extremamente poéticas desempenhadas por cada um dos atores. Não quero gerar expectativas, mas acredito que o público que puder conferir o espetáculo vai se surpreender com uma atuação de alto nível.

Como vocês selecionaram o elenco do espetáculo?
Luiz – Assisti o exercício final do Módulo 1 de todos os participantes do curso do NAC. Depois teci meus comentários com o Lee e fomos realizando a difícil tarefa da seleção. Difícil porque o nível dos artistas era muito bom, eles estavam muito bem preparados técnica e sensivelmente. Mas era necessária a seleção e acredito que fizemos ótimas escolhas.
Lee – Foi uma etapa bastante difícil que demandou dias de discussões entre mim, o Hercules e o Luiz. Depois de três meses de curso todos os 20 atores que ingressaram no NAC demostraram grande capacidade e interesse em participar da montagem, mas, infelizmente, por uma questão de aprofundamento do trabalho já prevíamos a escolha de poucos atores para a construção do espetáculo. Levamos em consideração toda potencialidade artística e singularidade dos envolvidos além do desempenho de cada um durante a primeira etapa do curso. Outro fator importante foi uma busca por reunir atores que pudessem se configurar como um coletivo forte e criativo. No entanto, o principal fator foi a disponibilidade do elenco em se arriscar artisticamente num trabalho que não faz concessões, no qual o foco principal é o desenvolvimento do trabalho do ator, e que, por esse motivo, exige dos atores um posicionamento crítico e artístico além de uma plena responsabilidade pela criação e um amplo compromisso com o espetáculo como um todo.

Lee, como vai o mestrado [em artes cênicas] na USP?
Lee – Restam apenas alguns meses para a conclusão da dissertação sobre pedagogia do ator que venho desenvolvendo sob orientação da professora doutora Maria Thais. Por conta da finalização do espetáculo do NAC não tenho conseguido me dedicar o quanto gostaria, mas a partir da próxima semana pretendo voltar a dar prioridade à escrita.

O que vocês pretendem no futuro?
Lee – Tenho recebido alguns convites para atuar em teatro, cinema e televisão, mas nada até agora me deu mais prazer artístico do que fazer parte desse processo que estamos desenvolvendo no NAC, por isso pretendo continuar dando prioridade a esse trabalho.
Luiz – Aqui no NAC a gente vivencia muitas coisas durante o processo de criação. É um processo artístico e pedagógico que nos transforma como artista e como Homem. Não tem como sairmos do mesmo jeito que entramos. É muito estudo, rigor, horas e horas de dedicação ao trabalho, muitas e muitas cenas criadas e abandonadas e recriadas e retomadas e muitas vozes discutindo, pensando arte coletivamente. E isso é completamente apaixonante, alegre, celebrativo. O que eu pretendo é que venham outros processos criativos no NAC tão ricos quanto o da LILITH S.A. Vida longa ao NAC!

LILITH S.A.
Quando: Segunda e terça, 20h. 60 min. Até 29/4/2014
Onde: Espaço Beta do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, metrô Santa Cecília, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada); e R$ 2 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

lee nac bob sousa6 Entrevista de Quinta – Lee Taylor divide direção com Luiz Claudio Cândido e quer foco no ator

Lee Taylor e Luiz Claudio Cândido: eles querem colocar o NAC no mapa teatral - Foto: Bob Sousa

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MG 273411 Exclusivo   Fernanda Azevedo, atriz que protestou no Prêmio Shell de Teatro, diz: “As pessoas não querem se comprometer com discurso político”

Fernanda Azevedo, da Kiwi Cia. de Teatro: ela levou o Prêmio Shell de melhor atriz e discursou contra a petrolífera multinacional - Foto: Paduardo/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Fernanda Azevedo foi o grande destaque do 26º Prêmio Shell de São Paulo, entregue nesta terça (18). Ao receber o troféu de melhor atriz, ela protestou contra a multinacional petrolífera, e lembrou que a Shell contribuiu com a ditadura. A peça de Fernanda é Morro como um País - Cenas sobre a Violência de Estado, que volta ao cartaz no próximo dia 26 no CIT-Ecum, em São Paulo [veja serviço ao fim]. O espetáculo faz uma ponte entre os dias atuais e os tenebrosos tempos do regime ditatorial militar no Brasil. Fernanda conversou com o Atores & Bastidores do R7 com exclusividade sobre a atitude corajosa, e a repercussão de seu discurso. Leia com toda a calma do mundo.

MG 2418 Exclusivo   Fernanda Azevedo, atriz que protestou no Prêmio Shell de Teatro, diz: “As pessoas não querem se comprometer com discurso político”

Renata Sorrah entrega a Fernanda Azevedo o Prêmio Shell de melhor atriz - Foto: Paduardo/AgNews

Miguel Arcanjo Prado — Como surgiu a ideia do discurso?
Fernanda Azevedo — Tudo que a gente faz, todas as ações da Kiwi Cia. de Teatro são discutidas em equipe.  Nós discutimos o quanto era importante falar sobre a participação da Shell junto a regimes opressores. Porque isso é coerente com o trabalho artístico da nossa companhia. Principalmente o atual, Morro como um País, que traz à tona como os regimes violentos de Estado repercutem até hoje. E que contaram com apoios de empresas como a Shell. Nada mais natural do que, ao receber um premio de uma empresa que contribuiu com regime totalitários, que a gente fale sobre isso.

Como você encarou o silêncio de boa parte da plateia formada por artistas quando você fez seu discurso?
Acho natural. As pessoas podem ter receio de se comprometer com discurso que não fariam.  Teve metade de silêncio, mas teve também uma parte que aplaudiu. Infelizmente, vivemos num tempo que as pessoas não querem se comprometer com um discurso político como esse. Isso não me espanta. O importante é que recebemos apoio de grupos muito próximos a nós, que veem o teatro como uma ferramenta de transformação da sociedade. Existem muitos destes grupos em São Paulo. Muitos outros fariam este mesmo discurso. O próprio Rogério Tarifa, da Cia. do Tijolo, fez um discurso contra a militarização da polícia. Não estamos sozinhos.

Houve pessoas da classe artística que criticaram seu discurso. O diretor Ruy Filho, por exemplo, escreveu em uma rede social que “Denunciar é fácil e positivo. Coerente é negar o prêmio. Mas aí não é tão fácil assim”. Como você encara isso?
A classe artística é uma coisa muito ampla.  Existem muitos setores. O Ruy Filho tem um discurso contrário à nossa defesa há muito tempo, como as críticas que ele faz à Lei do Fomento ao Teatro, que nós defendemos. Não me espanta nem um pouco ele falar isso. Vivemos num ambiente bastante conservador, e a classe artística está incluída nisso. Não estamos fora do mundo. Da mesma forma como eu tenho o direito de expressar meu pensamento, as pessoas têm o direito de expressar o pensamento delas. O importante é termos direito a falar o que pensamos e dialogar. Estamos vivendo em um tempo em que não dá para ficar muito calado. E acho que o teatro tem tudo a ver com isso. A gente vive neste mundo. Nós da Kiwi não vamos nos calar porque tem pessoas que não concordam conosco. Com relação ao prêmio, não somos favoráveis a premiações. Gostaríamos que o País tivessse políticas públicas de cultura concretas. Acho que o Prêmio Shell é um reconhecimento ao trabalho, mas não é ele que vai fazer com que nossa companhia mude nosso pensamento.

Vocês vão fazer nova temporada de Morro como um País?
Vamos voltar com Morro como um País agora no CIT-Ecum,  de 26 de março a 17 de abril. É uma temporada muito importante, já que teremos a data dos 50 anos do golpe-civil militar. Ficaremos quartas e quintas, 21h. Na estreia, no dia 26, teremos o Cordão da Mentira tocando sambas de protesto conosco.

O que é o Cordão da Mentira, que estava inclusive escrito em sua camisa no Prêmio Shell?
É um cordão carnavalesco criado há três anos, formado por artistas e ativistas, com um desfile criativo para discutir a falta de Justiça no Brasil, fazendo relação da violência de ontem com a violência de hoje. O Cordão da Mentira vai sair no dia 1º de abril, às 17h30, em frente ao antigo DOPS [prédio de tortura durante o regime militar], onde hoje é a Estação Pinacoteca, na Luz, e vamos percorrer as ruas do centro levando nosso samba crítico e intervenção teatral para discutirmos a sociedade que queremos 50 anos após o golpe civil-militar.

Vocês vão viajar com Morro como um País?
Vamos, sim. Estreamos em 23 de abril no Rio, onde ficamos até 2 de maio na Sede das Companhias, na Lapa. Depois, faremos turnê pelo Nordeste e por Brasília. Este será um ano muito importante para a Kiwi Cia. de Teatro.

MG 2430 Exclusivo   Fernanda Azevedo, atriz que protestou no Prêmio Shell de Teatro, diz: “As pessoas não querem se comprometer com discurso político”

A atriz Fernanda Azevedo durante seu discurso no Prêmio Shell - Foto: Paduardo/AgNews

Leia a cobertura completa do Prêmio Shell de Teatro de SP

Morro como um País - Cenas sobre a Violência de Estado
Quando: Quarta e quinta, 21h. 90 min. De 26/3/2014 a 17/4/2014
Onde: CIT-Ecum (rua da Consolação, 1623, metrô Paulista, São Paulo, tel.0/xx/11 2122-4070)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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musos mariana matavelli cristiano meirelles Mariana Matavelli e Cristiano Meirelles são Musa e Muso do Teatro R7 Verão 2014

Mariana Matavelli e Cristiano Meirelles: Musa e Muso do Teatro R7 Verão 2014 - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após votação acirrada, a Musa e o Muso do Teatro R7 Verão 2014 são Mariana Matavelli e Cristiano Meirelles.

Atriz e bailarina paulista de São Bernardo do Campo, Mariana Matavelli obteve 76% dos votos dos internautas do portal, totalizando 6.881 votos e é a Musa do Teatro R7 Verão 2014. Ela é atriz do musical Crazy for You, dirigido por José Possi Neto e em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo.

Em segundo lugar na votação feminina, ficou Cibele Bissoli, da peça Vinicius de Vida, Amor e Morte, com 19,2% dos votos, o que corresponde a 1.470 votos.

Ator mineiro de Belo Horizonte Cristiano Meirelles conquistou 1.245 votos, ou 55,8% do total da votação masculina e é o Muso do Teatro R7 Verão 2014. Ele é ator da peça Orfeu Mestiço, uma Hip-Hópera Brasileira, em cartaz no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, em São Paulo.

Em segundo lugar, com 553 votos, ficou Tony Reis, ator do Teat(r)o Oficina. Ele obteve 24,8% da votação masculina.

Em breve, você verá aqui no blog ensaio fotográfico exclusivo e entrevista perfil com os ganhadores.

Parabéns aos vencedores e a todos que concorreram!

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fernanda azevedo shell paduardo agnews Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

A atriz da Kiwi Cia. de Teatro, Fernanda Azevedo, eleita melhor atriz do 26º Prêmio Shell de Teatro, falou em seu discurso que Shell apoiou ditadura - Foto: Paduardo/AgNews; veja a galeria de fotos da festa do teatro!

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Se na entrega carioca há uma semana houve protesto, a entrega do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na Estação São Paulo, nesta terça (18), também ficou marcada por um discurso politizado e corajoso. Fernanda Azevedo, que ganhou o prêmio de melhor atriz por sua atuação na peça Morro como um País - Cenas sobre a Violência de Estado, da Kiwi Cia. de Teatro, aproveitou a deixa para discursar contra a própria Shell.

Ao subir no palco, ela fez um discurso contra a empresa que patrocina a premiação dando R$ 8.000 a cada vencedor. Fernanda lembrou que sua peça fala das agruras que o golpe militar de 1964 instaurou no Brasil sob forma de ditadura. E reiterou que, no ano do cinquentenário do golpe civil-militar, precisava dizer algumas palavras. Eis o discurso que ela proferiu:

— Como este prêmio tem o patrocínio da Shell, eu gostaria de ler quatro linhas sobre esta empresa. O texto é de Eduardo Galeano [escritor uruguaio, autor de As Veias Abertas da América Latina]. "No início de 1995, o gerente geral da Shell na Nigéria explicou assim o apoio de sua empresa à ditadura militar desse país: Para uma empresa comercial que se propõe a realizar investimentos é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso."

Leia entrevista exclusiva com Fernanda Azevedo!

A plateia, formada majoritariamente por artistas de teatro, ouviu em silêncio.

Ao fim, ela afirmou que foi "uma questão de coerência com nosso trabalho" ter proferido tal discurso, pensado pelo grupo Kiwi. E reiterou que as ditaduras são "civis e militares".

Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

shell eva wilma paduardo Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

Eva Wilma ofereceu seu Prêmio Shell especial à memória do diretor José Renato - Foto: Paduardo/AgNews; Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

Eva Wilma foi a grande homenageada por seus 80 anos de vida e 60 de carreira. Dedicou a todos que trabalharam com ela e ao diretor José Renato, "que me desencaminhou para o teatro", em suas palavras.

Assim como na entrega carioca, Renata Sorrah foi a apresentadora da noite. O ator Paulo Goulart, que morreu na última quinta aos 81 anos, foi lembrado e aplaudido de pé.

MG 2074 Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

A atriz cubana Phedra D. Córdoba, do premiado grupo Os Satyros, foi um dos destaques da festa do Prêmio Shell de Teatro em São Paulo - Foto: Paduardo/AgNews; Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

A turma do grupo Os Satyros subiu em peso no palco para receber na categoria Inovação, por conta do projeto Satyrianas. Gustavo Ferreira leu discurso e agradeceu até a cantora Vanusa, que inspirou as Satyrianas.

Antunes Filho ganhou melhor direção, mas não apareceu. Foi representado pelo ator Leonardo Ventura.

Cantata para um Bastidor de Utopias, da Cia. do Tijolo, foi a peça mais premiada, com dois troféus, melhor cenário e melhor música.

Veja, abaixo, os vencedores de todas as categorias:

Autor:
Kiko Marques por Cais ou da Indiferença das Embarcações

Direção:
Antunes Filho por Nossa Cidade

Ator:
Chico Carvalho por Ricardo III

Atriz:
Fernanda Azevedo, Morro como um País

Cenário:
Rogério Tarifa por Cantata para um Bastidor de Utopias

Figurino:
Miko Hashimoto por Operação Trem-Bala

Iluminação:
Fran Barros por Vestido de Noiva

Música:
Jonathan Silva e William Guedes por Cantata para um Bastidor de Utopias

Inovação:
Os Satyros pela projeção, permanência e abrangência do evento “Satyrianas” na condição de fenômeno histórico-artístico e social.

Homenagem Especial
Eva Wilma, pelos 60 anos dedicados ao teatro

shell ganhadores paduardo Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

Vencedores do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo - Foto: Paduardo/AgNews; veja a galeria de fotos da festa do teatro!

Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

shell renata sorrah Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

Renata Sorrah foi a apresentadora do Prêmio Shell de São Paulo - Foto: Paduardo/AgNews; Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

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