Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado

pedro paulo rangel foto bob sousa 2013 1 O Retrato do Bob: Pedro Paulo Rangel, o grande
Pedro Paulo Rangel é pequeno na estatura e grande no talento. Sabedor disso, resolveu, com a chegada dos 65 anos, que só vai fazer o que quiser. Não tem tempo a perder. O carioca morador de Copacabana incluiu aí um necessário reencontro com o teatro paulistano, onde começou sua carreira e viveu entre 1968 e 1972, período em que fez história nos palcos da cidade com a turma do Teatro Oficina de Zé Celso Martinez Corrêa. Renato Borghi, amigo daqueles tempos, foi quem propôs o reencontro: convidou Pepê, como é chamado carinhosamente pelos amigos, para estrelar a peça Azul Esplendor, ao lado de Eva Wilma, no Teatro Renaissance, na região da avenida Paulista. Nestes fins de semana, Pepê busca reconhecer a São Paulo que tanto mudou quatro décadas depois que ele partiu do Bixiga rumo ao trabalho na TV Globo, no Rio. “Foi em São Paulo que aprendi a dirigir. Hoje, não sei se teria coragem de sair com um carro por esse trânsito louco”, brinca, com seu bom-humor que o faz amado pelo público de todo o Brasil. Revela que se decepciona com o mundo atual. “Hoje, o novo é que é o melhor, o bom. Não se valoriza o passado no Brasil, no teatro. Vejo grandes atores morrerem na miséria. Isso é muito triste”, declara. Diz que, por isso, o passado o acompanha cotidianamente. “Não quero parecer retrógrado, mas tive ótimas experiências no passado, não posso renegar”. Mas também reserva lugar para o futuro. “Vou trabalhar enquanto puder. No palco, exerço a minha vaidade”, define. E quem ganha com isso é a gente, grande Pepê.

Azul Resplendor
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. 100 min. Até 13/10/2013
Onde: Teatro Renaissance (al. Santos, 2.233, Cerqueira César, Metrô Consolação/Paulista, tel. 0/xx/11 3069-2286)
Quanto: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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fagundes caio duran Antonio Fagundes estreia Tribos, a segunda peça com o filho, Bruno Fagundes, em São Paulo

Bruno posa com o pai, Antonio Fagundes, após a pré-estreia do último sábado (14) - Foto: Caio Duran/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator Antonio Fagundes resolveu repetir a dobradinha nos palcos com seu filho, Bruno Fagundes.

Os dois, que já estiveram juntos no tablado em Vermelho, no ano passado, estrearam neste domingo (15) para o público, no Tuca, em São Paulo, a comédia Tribos.

Se em Vermelho eles eram mestre e aprendiz, agora vivem pai e filho. Antonio é Christopher, pai do jovem Bill, papel de Bruno.

A peça, com texto de Nina Raine traduzido por Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz, ainda tem a participação de Arieta Corrêa, atual namorada de Antonio Fagundes, que vive uma garota prestes a ficar surda a quem Bill vai conhecer.

A montagem usa as limitações físicas para questionar as dificuldades de convivência.

No elenco, ainda estão Eliete Cigaarini, que trabalhou com Bruno Fagundes quando este dava os primeiros passos no teatro, Guilherme Magon (o escritor Clifford do musical Cabaret com Claudia Raia) e Maíra Dvorek.

Tribos
Quando: Sexta e sábado, 21h30; domingo, 18h. 80 min. Não informado o fim da temporada
Onde: Tuca (r. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo, tel. 0/xx/11 3670-8455)
Quanto: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 60 (sábado)
Classificação etária: 14 anos

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As Cinzas do Velho Foto Vitor Vieira 2 Crítica: As Cinzas do Velho transforma humor ácido de Kelly McAllister em um besteirol lugar comum

A atriz Antoniela Canto, em As Cinzas do Velho, que encerra temporada em São Paulo - Foto: Vitor Vieira

Por Miguel Arcanjo Prado

O argumento da peça As Cinzas do Velho, do norte-americano Kelly McAllister, é instigante. Dois irmãos distantes precisam se reencontrar após a morte do pai, que pediu em testamento que ambos depositassem suas cinzas em um festival hippie em pleno deserto norte-americano.

Para realizar a inglória tarefa, eles precisam viajar juntos e acabam presos em um hotel de beira de estrada. Lá, entram em contato com outros personagens bizarros: a doce dona da pensão, casada com um marido violento e estúpido, e um casal hippie a caminho do festival. Diante desses encontros, eles precisam enfrentar as diferenças do passado.

As Cinzas do Velho Foto Vitor Vieira 10 Crítica: As Cinzas do Velho transforma humor ácido de Kelly McAllister em um besteirol lugar comum

Alexandre Cruz e Marcelo Braga interpretam dois irmãos na montagem brasileira - Foto: Vitor Vieira

Apesar de o roteiro propor um ar aguçado e inteligente, a montagem brasileira de As Cinzas do Velho, que encerra temporada neste domingo (15), no Teatro João Caetano, vai exatamente pelo caminho contrário.

A direção de Luís Artur Nunes e as atuações do elenco buscam o caminho do besteirol e da caricatura. Em vez de deixar que as situações aconteçam de forma mais natural, o que seria muito mais interessante, já que os acontecimentos já são absurdos por si só, tudo é sublinhado e o riso é quase que implorado à plateia – que se recusa a ceder ao apelo na maioria do tempo.

Falta verdade e unidade ao elenco formado por Alexandre Cruz, Marcelo Braga, Antoniela Canto, Cibele Bissoli, Leandro Madeiros e Luciano Schwab. Antoniela Canto é quem mais tenta sair do lugar-comum, mas acaba inundada pelo mar histriônico ao seu redor.

Não ficam claras algumas propostas da encenação, como o fato de alguns atores manterem a quarta parede enquanto outros tentam insistentes comunicação e cumplicidade com a plateia, no estilo ator-vedete. Chega a ser incômodo não poder entender qual é a convenção que se está propondo ao espectador.

A impressão que se tem é que faltou melhor compreensão do humor ácido e não óbvio do texto, como a montagem brasileira pretende. E também uma dosagem no registro histriônico da maioria dos atores. A obra paulistana, que é originalmente uma mistura de drama e comédia, não chega a ser propriamente engraçada nem a comover.

As Cinzas do Velho
Avaliação: Fraco
Quando: Domingo, 19h. 100 min. Até 15/9/2013
Onde: Teatro João Caetano (r. Borges da Lagoa, 650, Vila Clementino, Metrô Santa Cruz, São Paulo, tel. 0/xx/11 5573-3774)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: As Cinzas do Velho transforma humor ácido de Kelly McAllister em um besteirol lugar comum

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Circo 2013 Abertura palhaços foto Adriano Escanhuela 65 4 Festival Paulista de Circo leva riso a Piracicaba

Palhaços garantem a alegria de adultos e crianças no Festival Paulista de Circo - Foto: Adriano Escanhuela

Por Miguel Arcanjo Prado

A cidade de Piracicaba, no interior paulista, se despede neste domingo (15) do 6º Festival Paulista de Circo, após quatro dias de festa.

Circo 2013 Abertura Bruno Edson homenagem foto Adriano Escanhuela Festival Paulista de Circo leva riso a Piracicaba

Euilibrista Bruno Edson recebe homenagem da Secretária Municipal de Ação Cultural de Piracicaba, Rosângela Camolese - Foto: Adriano Escanhuela

O mais tradicional evento circense paulista contou com 55 atrações, como o palhaço Adão e a Banda Paralela.

Este ano, o equilibrista de objetos Bruno Edson recebeu homenagem pelos 64 anos de sua vida que ele dedicou ao circo.

Toda a programação do festival é gratuita.

A realização do evento é da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo

Para saber quais são as atrações deste último dia, clique aqui.

Circo 2013 Abertura início foto Adriano Escanhuela 65 1 Festival Paulista de Circo leva riso a Piracicaba

Público de Piracicaba faz fila para prestigiar o circo na cidade - Foto: Adriano Escanhuela

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vestido de noiva Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Vestido de Noiva está com estreia marcada para 20 de setembro, no Núcleo Experimental - Foto: André Porto

Por Miguel Arcanjo Prado

Mais um Vestido
Olhaí, acima, a imagem exclusiva da coluna da nova montagem de Vestido de Noiva. Dessa vez, é o jovem e promissor diretor Eric Lenate quem dirige o clássico texto de Nelson Rodrigues que dividiu as águas do teatro brasileiro. A estreia é no dia 20 de setembro, no Teatro do Núcleo Experimental. A nata do teatro paulistano vai. A coluna, é claro, foi convidada.

Belezura
A direção de arte da peça promete abalar as estruturas dos palcos da cidade. O projeto gráfico, assinado por Laerte Késsimos, que também atua na obra, está um escândalo. Ivam Cabral, que de tudo faz parte, disse que é um dos cartazes mais lindos para o texto de Nelson. Eita.

Agenda Cultural

giane Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gianecchini: no Teatro Faap - Foto: AgNews

Detalhes
O ator Reynaldo Gianecchini estava um amor de pessoa na coletiva de imprensa da peça A Toca do Coelho, que ele estreia no Teatro Faap no dia 21 de setembro, com direção de Dan Stulbach. Respondeu a tudo, educadíssimo. Teve gente que até se espantou. O mesmo não se pode dizer de Maria Fernanda Cândido, sua companheira na montagem. Ela só deu entrevistas exclusivas para as TVs que estavam por lá. Deixou o pessoal de veículos impressos esperando e, depois, foi embora sem falar com os coleguinhas que estavam lá para divulgar o trabalho dela. Coisa feia.

Fofo
Dan Stulbach fez questão de agradecer a todos os jornalistas presentes, lembrando da dificuldade que é conseguir espaço para o teatro na mídia brasileira. Um gentleman!

Ogros
Até hoje reverbera na imprensa o fato de os atores do musical Shrek, em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, terem dado entrevista coletiva caracterizados como os personagens. Teve jornalista que ficou constrangido em entrevistar o Burro Falante...

Fervo
O grupo Quizomba fará show na Gambiarra do próximo dia 20, na The Week paulistana.

os gigantes da montanha guto muniz Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os Gigantes da Montanha, montagem do mineiro Galpão, vai abrir a Mostra Sesc de Teatro - Foto: Guto Muniz

Vamos pra rua?
Começa na próxima sexta (20) e vai até o dia 29 de setembro a Mostra Sesc de Teatro de Rua. A programação é imperdível. Serão 22 espetáculos, dois quais dois são internacionais, vindos da Holanda e da Itália. Dezesseis unidades do Sesc São Paulo participam da festa. Serão 68 apresentações ao todo. E o melhor: tudo é de graça. Eclético, o evento contou com 17 curadores que foram pesquisar o melhor do teatro de rua feito no Brasil. Estão representados os Estados Ceará, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os mineiros do Galpão fazem a abertura, estreando em São Paulo seu novo espetáculo, Os Gigantes da Montanha, com direção de Gabriel Villela, no parque da Independência, onde Dom Pedro 1º deu o famoso grito.

Despedida do Brasil
A portuguesa Maria de Medeiros, indicada ao APCA e ganhadora do Kikito em Gramado, faz show neste sábado (14), às 22h30, na Casa de Francisca, em São Paulo, do seu novo disco: Pássaros Eternos. Ela também canta, uai.

Festança
Também acontece neste sábado (14) a festa Ordinight, da Ordinária Companhia de Teatro. Começa 23h. Nome na lista (ordinight@gmail.com) paga R$ 10. Na porta é R$ 15. E só aceita dinheiro vivo. No Espaço Maquinaria (r. 13 de Maio, 240, Bela Vista). Só pode entrar quem tiver mais de 18 anos, viu, gente?

festvale Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Turma do Teatro Invertido, de BH, faz pose no Festivale, em São José dos Campos - Divulgação

Na estrada
A peça Os Ancestrais, do Teatro Invertido com direção de Grace Passô, acaba de participar do Festivale, em São José dos Campos, em São Paulo. Presidente Prudente recebe a trupe, que tem a linda atriz Kelly Crifer no elenco, neste sábado (14), às 22h, na Fentep.

Mais Tapa
Os meninos do Grupo Tapa mandam avisar que de 2 a 31 de outubro ficam com quatro trabalhos em cartaz no Teatro de Arena: Desgraças de uma Criança, As Viúvas, A Moratória e Retratos Falantes. Vai, gente!

maria antonia Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Batalha da rua Maria Antônia, que aconteceu em 68: 45 anos

Batalha
O Tusp celebra os 45 anos da lendária batalha da rua Maria Antonia no mês de outubro. O evento Rua Maria Antônia - 45 anos da Batalha terá programação gratuita, como filmes, palestras e a peça Arqueologias do Presente: A Batalha da Maria Antônia, do grupo OPOVOEMPÉ. Tellé Cardim, nossa grande jornalista da Record que fez parte da histórica batalha, disse à coluna que dará as caras por lá. Todo mundo tem de prestigiar.

A pergunta que não quer calar...
Será que José Dirceu vai aparecer nas comemorações dos 45 anos da Batalha da Maria Antonia?

Bienal
No dia 31 de outubro será aberta a 1ª Bienal Internacional de Teatro da USP, também no Tusp da Maria Antonia.

magiluth renata pires Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Lucas Torres, em Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, que faz nove anos - Foto: Renata Pires/Fundarpe

Magiluth, 9 anos
Os arretados pernambucanos do Grupo Magiluth celebram os nove anos da trupe em sessão especial de gala da impactante montagem de Viúva, porém Honesta, neste domingo (15), às 19h, no Teatro Santa Isabel, em Recife. Nestes nove anos, foram sete peças: Corra (2007), Ato (2008), Um Torto (2010), O Canto de Gregório (2011), Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você (2012), Viúva, porém Honesta (2012) e Luiz Lua Gonzaga (2012). Parabéns, garotos!

Sotaque mineiro
Dois espetáculos de Minas Gerais fazem curta temporada no CIT-Ecum, em São Paulo: Por Parte de Pai, de 20 a 24 de setembro; e Cachorros Não Sabem Blefar, de 27 de setembro a 6 de outubro. Tem de ir, sô.

chiquinho Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Francisco Medeiros, o Chiquinho, fez questão de ir prestigiar o Festival do Teatro Brasileiro - Foto: Divulgação

Flagra
O premiado diretor Francisco Medeiros, o nosso Chiquinho, prestigiou o Festival do Teatro Brasileiro, no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo. O evento apresenta o melhor da cena paranaense na capital paulista e vai até o próximo dia 28 de setembro. Saiba aqui a programação.

Referência
A programação do CIT-Ecum é tão boa, dinâmica e inquieta que dá até nervoso na gente.

Na Roosevelt
As artistas Dulce Muniz e Egla Monteiro estreiam no dia 24 de setembro Dois Solos em Processo, no Teatro Studio Heleny Guariba. Ficam por lá até 3 de dezembro, com entrada gratuita. Todos estão convidados.

A Outra Cidade Ludmila Rosa e Bernardo Marinho crédito Alcinoo Giandinoto 0258b menor Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os atores Ludmila Rosa e Bernardo Marinho integram o elenco de A Outra Cidade - Foto: Alcino Giandinoto

Tsunami
Pedro Brício estreia seu novo espetáculo, A Outra Cidade, com texto e direção assinados por ele, no dia 19 de setembro, no CCBB do Rio. Rui Cortez fez direção de arte, cenário e figurino. No elenco estão Bernardo Marinho, Branca Messina, Celso André, Erica Migon, Ludmila Rosa, Sávio Moll e Sergio Módena. Fica em cartaz até 17 de novembro, de quinta a domingo, às 19h30, com ingresso a R$ 10. A peça, calcada no realismo fantástico, conta a história de uma pequena cidade latino-americana prestes a ser invadida por um tsunami.

Acabamento
O grande Antunes Filho está dando os últimos retoques em sua nova peça, Nossa Cidade, de Thorton Wilder. A estreia é dia 4 de outubro, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação. Tem gente disputando ingresso a tapa.

Bêbado
Dois bêbados santistas resolveram assistir à apresentação do espetáculo Vácuo I, Impostor, na praia do Gonzaga, na última quinta (12). Um deles, após beber mais um gole de cachaça, começou a gritar, vendo os três bailarinos que caminhavam pela areia: "É defunto! É espírito maldito!". Ao ser convidado a se retirar por um segurança do Sesc, o bêbado decretou sua insatisfação com a dança contemporânea de pegada performática: "Por que vocês não botam break?"

Intelectualidade
Uma intelectual convidada a participar da Bienal Sesc de Dança em Santos confessou em voz alta sua grande obsessão no evento: pedir para a amiga Dalvinha Brandão (personagem drag queen do artista Gustavo Bittencourt) fazer um "ranking de machos e bofes" entre os bailarinos participantes. Então, tá.

bienal sesc Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

8ª Bienal Sesc de Dança: foram 22 espetáculos em 18 espaços santistas por sete dias; veja cobertura do R7

Cadê o Brasil?
Faltou uma boa dose de brasilidade à Bienal Sesc de Dança. Com síndrome de parecer europeia, até os cartazes do evento mostravam uma Santos invernal e desbotada, bem diferente da luz tropical que não costuma faltar na cidade litorânea.

Pinóquio
Uma pessoa poderosa no mundo da dança confessou à coluna: "Se alguns do teatro têm o nariz em pé, muitos da dança têm o nariz que encosta na lua".

Vamos a pileta?
A piscina da cobertura do hotel Parque Balneário, um dos mais tradicionais de Santos, foi o local mais visitado pelos artistas da Bienal Sesc de Dança em sua ânsia de dialogar com a cidade.

Gente de Teatro
Celso Frateschi, querido da coluna e intérprete de Jacó na minissérie José do Egito, não fica quieto um minuto. Além do sucesso na TV e de dirigir o Tusp, ele manda avisar que reabre seu Teatro Ágora, em São Paulo, no próximo dia 20 de setembro, sexta, às 21h. O endereço é rua Rui Barbosa, 672. Ficará em cartaz quinta, sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). A peça apresentada será Teatro Nosso de Cada Dia, na qual ele dirige e atua. Merda!

celso frateschi joaocaldas Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Celso Frateschi: após sucesso na Record, ele está de volta ao Teatro Ágora - Foto: João Caldas

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bienal cia etra danca alexandre nunes Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

Cia Etra de DançA Contemporânea chamou a atenção do público com balões vermelhos - Foto: Alexandre Nunes

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O grande público que esperava ver coreografias executadas com precisão e bailarinos de corpos perfeitos fazendo estripulias com o corpo não encontrou lugar na Bienal Sesc de Dança, realizada na cidade de Santos, no litoral paulista, entre 5 e 12 de setembro último.

O evento priorizou trabalhos de pegada mais intelectualizada e bem mais próximos da performance do que da dança tradicional. O que se viu, em grande parte das apresentações, foram "performances cabeça" e de pegada "egotrip".

O Sesc Santos não informou o balanço de público até o fechamento desta reportagem.

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, afirma ao R7 que “os objetivos foram atingidos”. Segundo ele, que não quis revelar números, houve 15% de crescimento de público em espetáculos fechados em relação à edição de 2011.

— Isso mostra nossos acertos. O público está entendendo cada vez mais o movimento da dança. Acho que gostar ou não gostar faz parte do processo democrático.

O festival pretende continuar na mesma linha nas próximas edições, segundo Neto.

— A dança convencional não é nossa proposta. O movimento do corpo é que é nosso objetivo. Não tem pecado nenhum fazer a dança tradicional, mas nosso conceito é outro. O Sesc continua com a proposta do movimento. Propor, provocar e discutir está dentro do nosso contexto.

Público de artistas

Com uma programação focada na “dança cabeça” o festival não foi tão abraçado pelo público santista como acontece como Mirada, o festival bienal teatral realizado também no Sesc Santos.

A maioria das apresentações negou o caráter espetacular da dança – houve até quem brincasse com isso, como a montagem carioca Exhibition, que deixou a plateia a ver navios no saguão do teatro.

Entre os mais queridos do público que conversou com a reportagem, estiveram A Projetista, com a mineira Dudude, e os belgas O Que o Corpo Não Lembra, que abriu a Bienal, e Têtes a Têtes, dedicado ao público infantil.

preto Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

O piauiense De Repente Fica Tudo Preto de Gente chamou a atenção na Bienal de Santos - Foto: Divulgação

No geral, a programação teve forte olhar para a Europa, virando as costas para os movimentos populares de dança brasileira. Houve raras exceções, como a montagem paulista Baderna, também uma das peças apontadas pelo público como destaque com sua brasilidade evidente.

Houve também polêmicas, como a falha técnica nas caixas de som do espetáculo A Sagração da Primavera, do francês Xavier Le Roy, que resolveu fazer pronunciamento à plateia antes de o espetáculo começar. E também o piauiense De Repente Fica Tudo Preto de Gente, que chocou o público santista com a nudez explícita dos bailarinos, que se esfregavam e sujavam as pessoas com suas peles cobertas de óleo e carvão.

A funcionária pública de Santos Áurea Maria Vieira, que correu dos bailarinos neste último para não se sujar, disse que ficou satisfeita com a provocação.

— Achei diferente de tudo o que eu já vi. Gostei, sim!

Pegada "egotrip"

Apesar desta proposta de diálogo com a cidade de Santos ser a premissa, o que a reportagem percebeu, muitas vezes, foi que parte das apresentações era assistida pelos próprios artistas integrantes do festival, que se aplaudiam mutuamente.

bienal muso Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

Espaço de discussão artística, o blog da Bienal Sesc de Dança escolheu os "top gatos" do evento - Foto: Divulgação

Incluindo aí espetáculos apresentados ao ar livre, como a sessão de Vácuo I, Impostor, da paulistana Key Zetta e Cia. A obra foi encenada na areia da praia do Gonzaga e, mesmo assim, não reuniu grande público local. A grande maioria era de membros do festival e de funcionários do próprio Sesc.

Dois homens bêbados chegaram a atrapalhar a apresentação, dizendo que os bailarinos, que caminhavam pela areia em tempo letárgico, pareciam “defuntos” e “espíritos malditos”. Logo, foram convidados a se retirar do local pela segurança do Sesc Santos.

A pegada "egotrip" foi sentida também no blog oficial do festival, que escolheu os "dez top gatos do evento". Um dos textos, sobre um bailarino que apareceu de toalha em uma performance, diz: “um moço bonito desses te aparece de toalha, saído do banho, dá até uma umidade na mais exigente das bacurinhas” [sic]. Quem quiser pode ler o texto completo.

Uruguaios fazem sucesso

Mais do que dialogar com a cidade, a Bienal Sesc de Dança serviu também de lugar de troca entre os artistas participantes.

A trupe uruguaia Compañia de Danza Periférico, de Montevidéu, fez sucesso no evento. Sobretudo os bailarinos.

Além da investigação que eles fazem sobre o tango, todos queriam saber também sobre o presidente José Mujica, famoso mundialmente pelo governo de esquerda que descriminalizou o uso da maconha e legalizou o casamento gay naquele país.

O bailarino Sebastián Niz conta ao R7 que “realmente houve uma mudança no Uruguai”.

sebastian niz Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

O uruguaio Sebastián Niz: sucesso na Bienal Sesc de Dança - Foto: Divulgação

— Melhorou muito o apoio à cultura no governo de Mujica. Mas ainda há muitas coisas a se fazer. Porque o custo de vida no Uruguai está muito duro para nós.

O bailarino afirma estar encantado com o Brasil.

— O que eu gosto no Brasil é que é um país cosmopolita e latino ao mesmo tempo. É muito diferente do Uruguai, mas não me sinto um estranho por aqui.

Anibal Domíguez, também bailarino uruguaio, fez questão de elogiar a equipe do festival, dizendo que “todos foram muito bem tratados” e que “tudo é de primeira qualidade”. Revela que esta foi a terceira vez que o grupo se apresenta no Brasil – eles já estiveram no Rio e em Salvador. E declara que pretendem voltar o mais breve possível.

— Aqui no Brasil, as pessoas são felizes. Por isso, os uruguaios se sentem muito bem por aqui [risos].

 *O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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fabio porchat 2 divulgação Fábio Porchat hipnotiza plateia com estreia de Fora do Normal, em São Paulo

Fábio Porchat estreia Fora do Normal em São Paulo (foto: divulgação)

Por Andrea Miramontes
Especial para o Atores & Bastidores*

Ele fala umas 15 mil palavras por segundo. Prende a respiração e vai. Inacreditavelmente, todo mundo entende. E ri demais.

O moço é mesmo engraçado. Stand up comedy, apresentação qual o humorista se despe de personagens e faz rir com histórias cotidianas, é um desafio grande para o artista. Ou ele prende a plateia de cara ou que trate de pegar o microfone e sair de mansinho.

Porchat se manteve lá, preencheu o palco, o teatro e provocou aplausos no meio da tagarelice. Da queda de cabelo da mulher à aventura com massagistas no Japão, tudo vira piada.

O comediante estreou a montagem Fora do Normal em São Paulo, depois de passar por cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte, Cuiabá, Recife, Natal, Manaus, entre outras.

Ele, que é um dos sócios, atores e roteiristas do sucesso Porta dos Fundos, também já marcou presença na TV. Foi roteirista de programas da Rede Globo, como Os Caras de Pau e Esquenta. Atualmente, está no ar em A Grande Família.

Fora do Normal pede que você relaxe e entre na piada. A risada é certa, momento ótimo para esquecer a correria do cotidiano. Ou melhor, para rir dela também.

*Andrea Miramontes é jornalista, editora e colunista do R7.

Fora do Normal
Quando: sextas e sábados às 21h e 23h; 60 min; até 30/11/2013
Onde: Teatro Frei Caneca (rua Frei Caneca, 569, 7º andar, tel. 0/xx/11/ 3472-2229/ 3472-2230)
Quanto: R$ 80
Classificação: 14 anos

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circo Piracicaba vira capital nacional do circo

Beleza da arte circense vai ocupar Piracicaba com o 6º Festival Paulista de Circo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A partir desta quinta (12), a cidade de Piracicaba, a 160 km da capital paulista, se torna a capital nacional da arte circense. Com direito a palhaços, malabaristas e trapezistas espalhados pelas ruas do município.

Afinal, vai começar a 6ª edição do Festival Paulista de Circo, com toda programação gratuita.

E este ano tem uma novidade promete a inclusão de uma plateia especial: haverá autodescrição dos espetáculos, além de tradução em libras.

O evento é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com parceria da Associação Paulista dos Amigos da Arte e a Secretaria de Cultura do Município de Piracicaba.

A festa vai até o domingo (15), com 55 atrações, além de oficinas voltadas para as crianças. Ainda há o apoio cultural da Cooperativa Brasileira de Circo.

O homenageado deste ano é o equilibrista de objetos Bruno Edson, que completa 73 anos em outubro e desde os oito trabalha em circo. Ele será celebrado na abertura do evento, com a Banda Paralela.

A curadoria do festival é de Hugo Possolo e Alessandra Brantes. No evento, ainda haverá espaço para shows de cabaré, com nomes expressivos do circo nacional.

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2013 09 10 Baderna Foto Ed Figueiredo 14 1 África, samba e show de drag viram Baderna, espetáculo cativante da Bienal Sesc de Dança

Baderna mistura dança contemporânea com elementos pop e rituais da cultura afro-brasileira - Foto: Ed Figueiredo

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

Nome mais apropriado não poderia haver para o espetáculo que o Núcleo Luis Ferron Brasil apresentou na Bienal Sesc de Dança, que termina nesta quinta (12) em Santos (SP): Baderna.

A palavra, exclusividade da língua portuguesa e comumente usada por conservadores a qualquer ato que se atreva a mudar a ordem instaurada, teve origem curiosa.

No século 19, a artista italiana Maria Bederna veio se apresentar no Rio e resolveu acrescentar à dança de sua companhia passos de ritmos negros, como o lundu.

Os ensaios de Baderna e sua trupe eram regados a batuques que varavam a noite, gerando incômodo aos vizinhos aristocratas, que logo diziam quando a viam passar, com ar de desdém: “Lá vem a Baderna”. Daí, seu nome passou a ser associado à ideia de confusão e desordem social.

Pois a obra de Luis Ferron quer contestar exatamente isso. Mostrando que Baderna é algo bom, criativo, inteligente, instigante.

2013 09 10 Baderna Foto Ed Figueiredo 8 11 África, samba e show de drag viram Baderna, espetáculo cativante da Bienal Sesc de Dança

Beleza da Casa da Frontaria Azulejada de Santos abrigou o espetáculo paulista Baderna na Bienal Sesc de Dança - Foto: Ed Figueiredo

A pesquisa da dança e da cultura afro-brasileira que tanto interessou a italiana Baderna, que pagou com o próprio nome tal corajosa aproximação, também norteia o espetáculo paulista.

Apresentado na Casa da Frontaria Azulejada, importante prédio histórico do centro de Santos, com belíssimas ruínas, a montagem ganhou força e energia com o espaço no qual se instalou.

Entre a plateia, distribuída em banquinhos mesclados a instrumentos percussivos usados pelos intérpretes, Luis Ferron, Daniela Dini, Alysson Santos, Mauricio Bade, Maurici Brasil e Teo Ponciano executaram passos das danças afros, realizando uma performance que fez referência ao mundo do Carnaval, do samba, das religiões afro-brasileiras e da televisão.

O espetáculo é bem-humorado e em alguns momentos Luis Ferron incorpora uma espécie de apresentadora drag  queen que conduz a ação do grupo, com voz modificada por recursos tecnológicos.

Realiza-se um concurso de rainha de bateria e até um desfile de moda em um corredor improvisado pelo movimento rápido do público – que atreve-se até a participar.

Apesar de perder um pouco de força pela duração de 90 minutos, o que faz com que muitas coisas se repitam – um pequeno corte teria feito muito bem ao espetáculo – a montagem envolve a plateia para dentro de seu discurso.

Projeções, como o coração refletido no peito de cada integrante da plateia no poético final, ajudam a criar o clima pós-moderno que abriga o espetáculo, um dos mais interessantes apresentados nesta Bienal Sesc de Dança, que chega ao fim nesta quinta (12).

O recado de valorização da cultura afro-brasileira é dado, além da denúncia de que esta está sendo apropriada pela força (midiática) da grana que ergue e destrói coisas belas, como poeticamente descreveu Caetano Veloso. Mas faz isso sem ser chato no discurso, muito pelo contrário: Baderna é vibrante e cativa.

Baderna Foto Ed Figueiredo 421 1 África, samba e show de drag viram Baderna, espetáculo cativante da Bienal Sesc de Dança

Projeções nas paredes históricas do prédio ajudaram a ambientar o espetáculo - Foto: Ed Figueiredo

 *O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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ed figueiredo Artistas se contorcem feito lagarta debaixo de papel no Museu do Café durante a Bienal Sesc de Dança

Artistas do Paraná criam formas com o corpo debaixo do papel na Bienal de Sesc Dança - Foto: Ed Figueiredo

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O Museu do Café, tradicional prédio turístico do centro histórico de Santos, no litoral paulista, virou cenário de uma inusitada performance artística na Bienal Sesc de Dança.

Na sala principal do edifício, um grupo de três intérpretes se enfiou debaixo de uma quantidade enorme de papel branco, como se fosse lagartas em casulos.

Karenina de Los Santos, Bruna Spoladore e Ana Beatriz Figueiredo fizeram movimentos lentos debaixo do amontoado de papel, criando formas poéticas e até surpreendentes durante 40 minutos, no espetáculo Big Bang Boom, da paranaense Michele Moura.

O público, no começo, demonstrou surpresa e curiosidade diante da performance. Mas, houve também quem fizesse cara de tédio ou até cochilasse diante dos lentos movimentos feitos abaixo do papel, como observou a reportagem do R7. Boa parte da plateia da performance era constituída de outros artistas que participam da Bienal de Sesc de Dança, que termina nesta quinta (12).

ed figueiredo 21 Artistas se contorcem feito lagarta debaixo de papel no Museu do Café durante a Bienal Sesc de Dança

Tradicional edifício histórico do centro de Santos, Museu do Café foi palco para Big Bang Boom - Foto: Ed Figueiredo

O programa de Big Bang Boom diz que “entre camadas de papel sobrepostas” as artistas criam “relevos, texturas e figuras abstratas”. E ainda informa que “o processo de destruição e criação é evidenciado de forma lenta, e a intensidade da ação é capaz de abalar a percepção que se tem do tempo e do espaço”.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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