Foto de BOB SOUSA 
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

laura cardoso foto bob sousa O Retrato do Bob: Laura Cardoso, artista de respeito

Laura Cardoso: aos 86 anos, ela segue encantando o público diariamente - Foto: Bob Sousa

Qual atriz de 86 anos está por aí, trabalhando como uma menina e arrebatando espectadores diariamente?  Pois a paulistana Laura Cardoso faz tudo isso e muito mais. Não é à toa que esta mulher formidável se tornou uma das artistas mais admiradas e cultuadas pelo público brasileiro, seja no teatro, no cinema ou na televisão. E os paulistanos ainda têm a chance de vê-la de perto, no palco, até o próximo dia 25 de maio. Afinal, ela é estrela da peça A Última Sessão, sucesso no Teatro Shopping Frei Caneca. Laura é uma espécie de mestre de cerimônia do espetáculo escrito e dirigido por Odilon Wagner que traz no elenco mestres veteranos de nossas artes cênicas. Defensora ferrenha da liberdade e do pensamento inteligente, Laura faz sempre questão de dar dicas preciosas aos jovens. Porque tem frescor, como demonstra nesta pose para o nosso Bob Sousa. Afinal, referência incontestável, Laura Cardoso é artista de respeito.

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peter luppa 2 Ator alemão de Hamlet, do Berliner Ensamble, vibra com aplauso fervoroso dos mineiros no FIT BH

Peter Luppa integra o elenco de Hamlet, do grupo alemão Berliner Ensamble - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O pequeno ator alemão Peter Luppa é cuidadoso ao falar do Brasil. Escolhe bem as palavras. Afinal, esta é a segunda vez que visita o País, que diz gostar muito. A primeira foi 25 anos atrás, para férias inesquecíveis nas praias do Nordeste. Agora, veio por motivo de trabalho.

Luppa integra o elenco de Hamlet, a montagem do Berliner Ensamble que arrastou cerca de 3.500 pessoas ao Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em duas apresentações neste fim de semana, com filas gigantescas que acompanhavam a fachada do prédio na av. Afonso Pena. Faz o Bobo da Corte e tem mudanças de figurino tão rápidas que deixam a plateia boquiaberta.

Hamlet era o espetáculo era o mais aguardado no FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte), que celebra 20 anos de história nesta edição de 2014.

Durante o café da manhã com o Atores & Bastidores do R7, Peter Luppa conta que “o público foi ótimo”. Mas, revela que o grupo viveu momentos de tensão para encenar o clássico de William Shakespeare na capital mineira.

– Lá em Berlim, fazemos em palco giratório. Aqui, ficamos sabemos que não teríamos este recurso, pois o palco é estático. Então, tivemos de mudar muitas marcações. Em Berlim, as paredes giravam sozinhas, aqui tivemos de empurrar mesmo.

O ator revela que, apesar “ficou visualmente bonito o resultado”. Fruto de ensaios por dois dias exaustivos em Berlim e mais dois em Belo Horizonte, onde também tiveram de lidar com um palco que tem “o dobro do tamanho” do original alemão.

Ele diz gostar da “mentalidade brasileira”. E explica que nos considera um povo “muito tranquilo”. Diz que tal comportamento “é bom para o coração e para a circulação”. Conta que diante de qualquer problema, os brasileiros lhe dizem com toda a calma do mundo “nós vamos conseguir”, o que lhe deixa impressionado com tamanha autoconfiança. Sobre o carinho do público mineiro, Luppa filosofa.

– O aplauso no Brasil é muito mais caloroso do que na Alemanha. Lá, aplaudem assim [imita um aplauso preguiçoso, fazendo cara de nojo]. Aqui, não, é intenso. Tem outro tipo de amor e se entrega no aplauso. As pessoas se emocionam. É como se o público amasse aquelas pessoas que estão no palco. É de coração. A nós, só nos resta dizer: muito obrigado!

hamlet berliner ensamble Ator alemão de Hamlet, do Berliner Ensamble, vibra com aplauso fervoroso dos mineiros no FIT BH

Cena da obra alemã Hamlet, principal atração do FIT-BH, encenada no Palácio das Artes - Foto: Divulgação

Agradecimento: Daniel Hazan (intérprete de alemão)

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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la tristura materia prima Alemães, espanhóis e paulistas disputam público do FIT BH

Pré-adolescentes falam texto de adultos na peça Matéria Prima - Foto: Mário Zamora

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O espetáculo Hamlet, do grupo alemão Berliner Ensamble, é o mais concorrido deste segundo fim de semana do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte).

Com ingressos esgotados para as duas sessões no Palácio das Artes, o maior teatro da capital mineira com seus 1.705 lugares, a montagem do clássico texto de William Shakespeare atrai a atenção dos mineiros.

Dirigida por Leandro Haussmann, a peça teve parceria com o Governo da Alemanha para ser encenada no festival. O grupo precisou fazer mudanças no cenário, já que seu teatro na Alemanha possuiu palco giratório.

Para se adaptarem ao palco estático do Palácio das Artes, precisaram de dois dias de ensaios para que a estreia deste sábado (17) ficasse perfeita.

Os aplausos calorosos no final recompensaram o esforço. Peter Luppa, ator da companhia, conta ao Atores & Bastidores do R7 que o elenco ficou emocionado com reação tão calorosa.

— Foi um aplauso muito caloroso e sincero. A gente sentia que o público demonstrava amar os artistas que estavam naquele palco.

Outra peça concorrida deste fim de semana é Matéria Prima, da Espanha, apresentada no recém-reformado Teatro Francisco Nunes. A peça do grupo La Tristura apresenta atores pré-adolescentes dizendo textos de adultos e impressiona.

Adormecidos Tiago Leal José Alessandro Sampaio Luiza Gottschalk e Katia Calsavara Foto de Andre Stefano e1389915301193 Alemães, espanhóis e paulistas disputam público do FIT BH

Cena da peça Adormecidos: Satyros emocionam plateia mineira no FIT-BH - Foto: Andre Stefano

Obra que também impressionou o público mineiro foi Adormecidos, do grupo paulistano Os Satyros, apresentada na Furnarte-MG. Muita gente chorou ao fim do texto do norueguês Jon Fosse dirigido por Rodolfo García Vázquez. No palco, dramas potentes de dois casais.

Atriz do grupo, Katia Calsavara conta ao R7 que, assim como ocorreu com os alemães, foi trabalhoso o processo de remontagem da peça em palco diferente.

— A peça foi concebida para o espaço dos Satyros, que é alternativo e pequenino, com público de 40 pessoas. Tivemos de adaptá-lo para o palco italiano, com uma plateia três vezes maior ao que estávamos acostumados. Mas funcionou muito neste formato também, e o público foi bem receptivo.

Outra peça paulista, de São José do Rio Preto, emocionou quem estava na praça Duque de Caxias, no tradicional bairro de Santa Tereza, neste sábado. Musical brasileiro, Sabiás do Sertão levou para a cena o período de ouro da música de raiz no interior do Brasil.

Muitos espectadores cantaram junto e se comoveram ao lembrar-se dos velhos tempos. Luiz Carlos Laranjeiras, que dirige a Cia. Cênica, divide com todos os integrantes o sucesso.

— O ator é o centro de tudo que acontece no teatro. Nós fazemos um trabalho coletivo e estar aqui e ter esta visibilidade e este acolhimento do público e da crítica é algo muito importante.

Produção local

Produções mineiras também têm lugar na programação do FIT-BH e disputam a preferência do público conterrâneo. A montagem local Aldebaran, que mistura fábulas no palco do Teatro Bradesco, também é um dos espetáculos mais procurados deste segundo fim de semana do evento.

E o medo de avião embala o monólogo Get Out, do grupo mineiro Quatroloscinco, apresentado no Teatro José Aparecido de Oliveira, dentro da Biblioteca Pública. Com o mote da fobia de altura, a peça coloca em debate os pensamentos e imagens pré-concebidos.

O FIT-BH continua até o próximo dia 25 de maio. Ao todo são 54 produções de 11 diferentes países. Nesta próxima semana estão na programação sucessos internacionais, como a peça argentina Emilia e as cubanas Rapsodia para el Mulo e Fichenla si Pueden, e nacionais, como Cine_Monstro, do Rio.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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Redação JB anos 80 Domingou: História do Jornalismo no Brasil ou simplesmente um texto para Angela Carrato

"Angela falava de gente como João do Rio, Claudio Abramo e Samuel Wainer" - Foto: Redação do JB nos anos 80

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

Outro dia, estava na correria, frente ao computador, e eis que pipoca na rede social um pedido de amizade que me fez voltar no tempo. Dessas viagens imediatas e sem aviso prévio.

Tratava-se de Angela Carrato, minha primeira professora de jornalismo na Fafich, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, onde me formei em comunicação social. Angela foi minha professora antes de tudo. Explico.

Antes de fazer jornalismo, cursei dois anos de geografia, também na UFMG. Contudo, o tempo foi passando e, assim como metade da minha turma, não estava muito satisfeito com a tal da geomorfologia climática estrutural. Nem com a aula de estatística.

Resolvi que precisava de um respiro. E, para desanuviar a cabeça, matriculei-me em uma disciplina optativa do jornalismo, lugar que, no fundo, sabia ser meu destino. O nome da matéria era História do Jornalismo no Brasil. E era Angela Carrato quem ministrava.

Desde a primeira aula, eu mal podia esperar pela próxima. Angela falava de gente como João do Rio, Claudio Abramo e Samuel Wainer. E sempre com muita propriedade. Ela sabia de tudo. E contava nos mínimos detalhes. Lembro-me que até trouxe o José Maria Rabelo, do histórico jornal O Binômio, para dar uma palestra no auditório. Foi um sucesso.

Nesta mesma época, o Roberto Drummond, jornalista que escreveu Hilda Furacão, também esteve para um debate com os alunos na minha velha conhecida arena da Fafich. Ouvia em deleite suas respostas.

E foi, assim, no cotidiano das aulas de Angela Carrato que decidi que o jornalismo era mesmo meu destino imprescindível. Foi ali, vendo ela falar com tanto orgulho de nomes que marcaram esta profissão tão dura e tão importante no Brasil que decidi abandonar meus colegas geógrafos do Instituto de Geociências e rumar sem volta para o curso de comunicação social da Fafich.

Foi uma das decisões mais acertadas da minha vida. E alguma parte do jornalista que sou hoje se deve a Angela Carrato, que agora, para meu espanto, está a um clique no espaço pós-moderno que é a rede social.

Ainda não tive coragem de falar nada com ela. Porque, diante de alguém com tanto peso na minha formação, não poderia ser uma conversa banal, supérflua, de internet. Sou mineiro. E ela também. Por isso, preferi este texto tão simples e tão verdadeiro.

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e tem saudade da Fafich. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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sabias jorge etecheber 3 Musical Sabiás do Sertão é raiz brasileira no FIT BH

Cena da peça musical Sabiás do Sertão: artistas paulistas encantam mineiros - Foto: Jorge Etecheber

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Além de Minas Gerais e dos espetáculos internacionais, cinco Estados brasileiros mandaram seus artistas para o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte), que acontece na capital mineira até o próximo dia 20.

Um destas companhias visitantes é a Cia. Cênica, vinda de São José do Rio Preto, cidade do interior de São Paulo também famosa por seu Festival Internacional de Teatro.

O grupo existe desde 2007 e tem foco nas tradições populares do Brasil. A produção deles é tão intensa que a trupe mantém atualmente cinco peças em circulação — todas com foco em temáticas nacionais.

A escolhida para participar do FIT-BH é Sabiás do Sertão, apresentada neste fim de semana no FIT-BH. A obra estreou na sexta (16), no Conjunto Estrela Dalva. Neste sábado (17), às 18h, será apresentada na praça Duque de Caixas, em Santa Tereza. Já no domingo (18), às 16h, será encenada no Parque Guilherme Lage.

A montagem é definida pelo grupo como "um teatro musical brasileiro em um ato, uma chegança e uma andança", com direção de Luiz Carlos Laranjeiras, com co-direção de Fagner Rodrigues, que merece reconhecimento por ser o autor de espetáculo tão importante em tempos que engolimos qualquer coisa vinda da Broadway e muitas vezes damos as costas para o que temos por aqui.

sabias estevam collar 1 Musical Sabiás do Sertão é raiz brasileira no FIT BH

Sabiás do Sertão: raízes no palco - Foto: Estevam Collar

Em foco, ícones da nossa música caipira: a dupla Cascatinha & Inhana, casal no palco e na vida real, espécie de porta-bandeira de nossa música de raiz.

A montagem, com dramaturgia de Clara Roncati, revive a história da dupla, que cantou no rádio e em circos interioranos, por meio de uma companhia teatral mambembe.

Ritmos como toadas, boleros e guarânias — que evidenciam a influência de nossos vizinhos aqui na América Latina — estão presentes na obra e cativam o público, que canta junto, emocionado em reviver um tempo e um tipo de arte tão caro à nossa história artística e musical.

Que bom que ainda há artistas que, tal qual um sabiá do sertão teimoso, resistem em falar e cantar as nossas coisas.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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coluna Ou Você Poderia Me Beijar 2 ronaldo gutierrez Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Em primeiro plano, o ator Felipe Ramos, em cena da peça Ou Você Poderia me Beijar - Foto: Ronaldo Gutierrez

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Beija eu
Está de volta a partir desta sexta (16) a peça Ou Você Poderia me Beijar, do britânico Neil Bartlett, com direção de Zé Henrique de Paula. A obra ocupa o palco do Teatro do Núcleo Experimental, com Clara Carvalho, Roney Facchini, Marco Antonio Pâmio, Thiago Carreira, Rodrigo Caetano, Felipe Ramos e Claudio Curi. No texto, um casal precisa lidar com a morte do cônjuge após 60 anos juntos. A peça aborda temas como direitos civis dos casais homossexuais e como a sociedade trata os idosos. “Numa sociedade em que cada vez mais os direitos civis dos homossexuais entram na pauta diária das discussões, cabe ao teatro, como manifestação cultural que dá voz aos anseios de diversos grupos sociais, discutir esse assunto em profundidade”, diz Zé Henrique de Paula. Falou bonito.

Prazo
A nova temporada vai até 27 de julho. Sempre sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h. A inteira é R$ 50; a meia é R$ 25. Mas quem frequenta o Núcleo Experimental sempre e tem cadastro por lá paga apenas R$ 10 (informações pelo telefone 0/xx/11 3259-0898). O endereço é rua Barra Funda, 637, em São Paulo.

Agenda Cultural da Record News; veja o vídeo abaixo:

coluna ancestrais guto muniz Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Kelly Crifer em cena da peça Os Ancestrais, do Teatro Invertido: grátis na Caixa Cultural - Foto: Guto Muniz

Mineiros em viagem
A turma do Teatro Invertido, de Belo Horizonte, vai celebrar seus dez anos de grupo na Caixa Cultural, na praça da Sé, 111, em São Paulo. Eles apresentam a peça Os Ancestrais, com direção e texto de Grace Passô, entre 22 de maio e 1º de junho, sempre de quinta a domingo, 19h15, com entrada gratuita. A obra já passou pelo Festival de Teatro de Curitiba e pela 8ª Mostra Latino-americana de Teatro de Grupo. Leonardo Lessa, um dos fundadores do Invertido, diz que a obra “amadureceu” antes de chegar a São Paulo. Ele declara que o grupo não gosta de colocar “camisa de força” em seus trabalhos, permitindo que evoluam com o tempo.

Oficina
O Teatro Invertido também dará oficina O Processo Criativo em Questão, com a participação de Kenia Dias, diretora de movimento de Os Ancestrais. Inscrições com currículo e carta de interesse para contato@teatroinvertido.com.br.

Enredo
Os Ancestrais conta a história de um grupo de pessoas que estão soterradas. Sob os escombros, os membros refletem sua vida e sua realidade. O cenário, com terra de sobra, é assinado por Fernando Marés. No elenco, estão Dimitrius Possidônio, Kelly Crifer, Janaína Morse, Leonardo Lessa e Rita Maia.

Plínio na área
E tem mais Plínio Marcos nos palcos. Seu texto Navalha na Carne ganha nova montagem sob direção de Marcos Loureiro e inaugura novo espaço no Teatro Garagem, rua Silveira Rodrigues, 331, na Vila Romana, em São Paulo. Em cena, os dilemas da prostituta Neusa Sueli (Anette Naiman), do cafetão Vado (Fransérgio Araújo) e do gay Veludo (Wilson Loria). Loureiro diz que “adora Plínio” e que está contente em encenar “pela primeira vez” uma obra de nosso dramaturgo maldito.

Intimista
Apenas 25 pessoas podem assistir cada sessão de Navalha na Carne. A inspiração estética da montagem foi a rua Augusta, reduto boêmio paulistano. A temporada irá até 6 de julho, sempre sexta e sábado, 21h30 e domingo 20h, com entradas a R$ 40.

Por Acaso Navalha Foto Ronaldo Dimer 7 net Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Cena da peça Por Acaso, Navalha, com Bárbara Salomé, em primeiro plano - Foto: Ronaldo Dimer

Navalha 2
Está em cartaz outra montagem para Navalha na Carne, do mesmo Plínio Marcos e também intimista. É Por Acaso, Navalha, com direção de Fernando Aveiro. Fica até 4 de agosto no Espaço Mínimo, na rua Barão do Bananal, 854, na Vila Pompeia, em São Paulo. No elenco, Bárbara Salomé, como Neusa Sueli, Murilo Inforsato como Vado, e Humberto Caligari como Veludo. Sábado e segunda, 21h, domingo, 19h. Ingressos a R$ 30. Nesta só são aceitas 20 pessoas por sessão. A dica é ver as duas versões. E depois você conta para a coluna de qual gostou mais, tá?

Viva o Peru!
O espetáculo peruano Impulso será apresentado no Sesc Santo André, no ABC, nos dias 24, às 12h e 19h, e no dia 25 de maio, às 16h e às 19h, dentro da programação do Festival Internacional Sesc de Circo. A entrada é gratuita.

bob sousa Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Bob Sousa, em autorretrato: fotógrafo fala de sua arte no Senac Santana, em SP - Foto: Bob Sousa

Bob e o teatro
Bob Sousa, nosso grande fotógrafo do teatro brasileiro, participa nesta sexta (16), no Senac Santana, em São Paulo, do projeto Cena Redonda: Uma Arte, Diversos Olhares. Ele vai falar sobre olhar imprescindível em nossos palcos. O encontro faz parte da 6ª edição do Comunicarte. É isso aí, Bob!

Peruana
A atriz Marba Goicochea ensaia uma performance com Pedro Paulo Rocha, filho de Glauber Rocha. Saiba mais.

Teatro no livro
Leonardo Cortez e Marcelo Lazarato estão ansiosos. É que hoje estreia o texto do primeiro com direção do segundo no Centro Cultural São Paulo. O nome da peça é Maldito Benefício. Que for ver vai levar o texto da peça de presente. A edição é simples e charmosa, em forma de brochura. A temporada vai até 29 de junho, sempre sexta e sábado, 21h, e domingo, 20h. O ingresso custa R$ 20, mas no dia 23 de maio vai custar apenas R$ 3. Não dá para perder, né?

Os Crespos 059 o Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Sidney Santiago Kuanza, em cena do monólogo do grupo Os Crespos - Foto: Pablo Rodrigues

Malandro
Cartas a Madame Satã encerra temporada neste fim de semana no Teatro Studio Heleny Guariba, na praça Roosevelt. Tem sábado, 21h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 15. Em cena, Sidney Santiago Kuanza assume o monólogo escrito por José Fernando de Azevedo e dirigido por Lucélia Santos. As sessões estão concorridas.

Solidão, que nada
A editora nVersos lança o livro da peça Córtex, de Franz Klepper. A obra é sobre um homem solitário e perturbado. O espetáculo teve encenação de sucesso em 2012 no CCBB de São Paulo, com Otavio Martins no palco, sob direção de Nelson Baskerville. O livro tem 112 páginas e custa apenas R$ 15.

coluna maria callas vera lafer foto annelize tozetto Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

A bailarina Vera Lafer no espetáculo que homenageia Maria Callas - Foto: Annelize Tozetto

Dança conjunta
Paixão e Fúria – Callas, o Mito é o espetáculo de dança que está fazendo sucesso no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A obra é parceria do Studio 3 Cia. de Dança com a bailarina Vera Lafer à frente do time de 20 bailarinos. Ainda há a participação especial de Marilena Ansaldi, que foi solista na década de 1950 do Theatro Municipal de São Paulo e na década de 1960 do Balé Bolshoi, na Rússia. A coreografia é de Anselmo Zolla, com roteiro e direção de José Possi Neto. Só tem mais duas sessões: nesta sexta e sábado, 21h, com entrada a R$ 40. Após Sampa, a obra irá para Milão e Paris. Chiquérrimo.

get out Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Assis Benevenuto no seu monólogo Get Out, que fala do medo de avião - Foto: Divulgação

Malas prontas
Depois de se apresentar neste fim de semana no Teatro da Biblioteca, em Belo Horizonte, dentro da programação do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua), a peça Get Out, do grupo Quatroloscinco, parte para o interior paulista. A obra participa do circuito Tusp. No dia 24, estará em Bauru, às 20h. No dia 25 de maio, às 20h, em São Carlos. Já no dia 30 de maio, às 21h, em Ribeirão Preto. Para terminar, no dia 31 de maio, às 20h, em Piracicaba. Coisa boa.

curitiba 1 jorge mariano whiskyehamburguer Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Patricia Vilela e Mario Bortolotto em Whisky e Hamburguer - Foto: Jorge Mariano/Clix

Extra, extra!
Amiga da coluna, a atriz gaúcha Patrícia Vilela manda avisar que a peça Whisky e Hamburguer, que ela faz ao lado de Mário Bortolotto, terá sessões extras neste fim de semana. Sexta e sábado, 21h30, e domingo, 20h30. Lá no Teatro Cemitério de Automóveis, na rua Frei Caneca, 384. Está todo mundo convidado.

Satyros em BH
Olha aí, abaixo, o elenco do espetáculo Adormecidos, do grupo Os Satyros, que participa do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte) neste fim de semana. Nesta sexta (16), José Sampaio, Tiago Leal, Luiza Gottschalk e Katia Calsavara aproveitaram para conhecer o CCBB-BH, na praça da Liberdade, antes de ir para a Funarte, na rua Januária, no bairro Floresta, onde se apresentam. Posaram com exclusividade para a coluna. Ô trem bão, sô!

satyros bh Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

José Sampaio, Tiago Leal, Luiza Gottschalk e Katia Calsavara, do Satyros: quase mineiros no FIT-BH - Divulgação

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agenda cultural record news Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 16/05/2014

Agenda Cultural da Record News: muita cultura para todos nós - Fotos: Divulgação

Não falta cultura na Record News. Na Agenda Cultural do Hora News desta sexta-feira (16), o colunista Miguel Arcanjo Prado revela para a apresentadora Lidiane Shayuri as melhores dicas da Virada Cultural que vai acontecer no fim de semana em São Paulo. E ainda conta as novidades de dois festivais teatrais de Minas Gerais: o FIT-BH e o Tiradentes em Cena. No cinema, tem A Recompensa, com Jude Law, a Mostra do Filme Livre no CCBB-SP com o melhor da produção nacional recente, a estreia do filme Gata Velha Ainda Mia, de Rafael Primot com Regina Duarte, e a exibição de Como o Seu Dragão 2 em Cannes. Com edição de Aline Rocha Soares, editora da Record News. Veja o vídeo:

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Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 4 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Aos 24 anos, o artista carioca Otto Barros é o diretor de cena do Teatro Oficina, um dos mais importantes grupos teatrais do Brasil dirigido por Zé Celso Martinez Corrêa em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

Quando deixou o tradicional bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, Otto Barros pensou que fosse parar em Buenos Aires, sonho antigo que ele não sabe direito explicar por quê.

otto barros foto eduardo enomoto 8 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros: ele queria ir para Buenos Aires, mas terminou em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Acabou no meio do caminho, em São Paulo, ou Sampã, como dizem os integrantes do Teat(r)o Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, do qual faz parte.

Otto tem nome que homenageia o tio que deu força para o namoro de seus pais. Nasceu no Rio, em um inverno, no dia 15 de junho de 1989. A vida artística deu sinais ainda na escola, nas peças infantis. Cresceu e o teatro invadiu sua vida.

A estreia profissional foi aos 15 anos, com a diretora Goreth Albuquerque, em Roda Mundo Severino, uma adaptação de Morte e Vida Severina, do poeta João Cabral de Mello Neto.

Depois, foi trabalhar com Nelsinho Rodrigues, filho do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, em uma adaptação para A Vida como Ela É.

O ano de 2010 chegou e com ele veio o desejo de ir embora do Rio. Entrou em uma crise e resolveu sair fora. Justamente nesta época, o Oficina estava em cartaz na cidade. Ele ainda não fazia ideia da existência do grupo.

Estava cansado das oficinas de teatro, “com aquela coisa de ficar andando pelo espaço”, e foi ver Cacilda!!. A então diretora de cena do Oficina, Elisete Jeremias, o confundiu com um dos oficineiros e pediu que o ajudasse a embalar algumas coisas. Obedeceu. Está no Oficina até hoje.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 5 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Em 2010, Otto Barros deixou o bairro de Vila Isabel, no Rio, pelo centro paulistano - Foto: Eduardo Enomoto

O convite inicial foi se mudar para São Paulo, para ser assistente de Elisete, que logo virou mestre. Sua mãe, Denise, ficou preocupada. Mas apoiou o filho. É do tipo “protetora à distância até hoje”, define.

Fez as malas sem pensar muito e chegou em São Paulo em 27 de novembro de 2010, justamente quando o grupo fazia Dionisíacas, logo após Silvio Santos ceder o terreno ao lado para o Oficina utilizar em suas peças, marco histórico na disputa entre Zé Celso e o empresário.

Após mais de três anos na cidade, diz que ainda não conhece a metrópole direito — a primeira vez que pisou no Memorial da América Latina foi para fazer esta reportagem. Também conta que ainda sofre com o frio. Revela que estar no Oficina é uma espécie de mergulho intenso, com uma relação de afeto com os companheiros de cena.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 31 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Após mais de três anos em São Paulo, Otto Barros diz que ainda não conhece a cidade - Foto: Eduardo Enomoto

Dois anos depois que chegou, Elisete Jeremias deixou o Oficina. Otto precisou assumiu as rédeas da função de diretor de cena. Já a tinha substituído certa vez, em Macumba Antropofágica, quando ela precisou ausentar-se para participar da Quadrienal de Praga.

“Sem dúvida foi uma passagem de bastão. Mas não foi uma substituição. Não cheguei porque ela saiu. Ficamos dois anos trabalhando juntos. A saída da Elisete foi algo natural. Sinto que ela vai voltar em algum momento. Ela é de casa. O Oficina sente assim. Ela só está dando um tempo”. Conta que os ensinamentos de Elisete são utilizados em seu cotidiano. “Quando surge um problema, eu penso: ‘como que a Elisete resolveria isso?’. Sempre me ajuda. Ela ainda está presente. Deixou um legado.”

No Oficina, o diretor de cena está evidente o tempo todo. Integra o elenco no teatro projetado por Lina Bo Bardi que aboliu a diferenciação entre palco, plateia e coxia. Não há bastidores. Tudo é cena. Otto considera isso maravilhoso: “Tudo se mistura e passa por mim”.

Como sua função que exige atenção o tempo todo — é responsável pelo bom andamento técnico dos espetáculos, que no Oficina podem ultrapassar as cinco horas —, diz que é um trabalhão atuar e manter-se atento ao mesmo tempo. Mas sempre tudo dá certo. “Tem uma magia, as pessoas estão atentas aos sinais”. Para estar alerta, faz questão de chegar cedo e se aquecer por pelo menos duas horas.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 61 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros precisa estar atento o tempo todo durante as peças do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Revela que a maquiagem pesada e o figurino que usa em Walmor Y Cacilda 64: O Robogolpe, a atual peça do Oficina, o ajuda a entrar no clima: “É uma pintura quântica. Tudo parece um quadro de Picasso”.

Otto conta que Zé Celso virou um “amigo muito querido”. Afirma que o diretor “é um encenador muito esperto, que sabe o que quer e aproveita muito as pessoas no jogo”. “O Zé é um gênio do amor, da sensibilidade e do teatro. Traduz nele mesmo sua direção. Ele faz um movimento e eu já saco o que ele quer. E não tem essa coisa de mito. Eu chego ao teatro e ele está lá, se alongando. Quando pede para eu ir buscar um lanche, o chapeiro da lanchonete já sabe fazer do jeito que ele gosta. O Zé é simples. E genial ao mesmo tempo”, define.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros mora no 19º andar de um edifício na avenida São João - Foto: Eduardo Enomoto

Quando precisa de tempo para si, vai para a varanda de seu apartamento, no alto do 19º andar do edifício na esquina de avenida São João com Duque de Caxias, coração do centro paulistano. “Gosto do centro, da cidade. Essa coisa de ficar no campo andando a cavalo e comendo fruta não é comigo. Não consigo”. É claro que há inconvenientes, mas prefere ver o lado bom. “Outro dia roubaram minha bicicleta, mas agora estou andando a pé e estou achando ótimo”.

Sobre o futuro, diz não fazer planos: “Acho ótimo não saber tudo o que quero. Estou vivendo. Só sei que quero continuar no teatro. Ah, e quero mais dinheiro para o teatro do que para a Copa”.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 2 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros: "Mais dinheiro para teatro do que para Copa do Mundo" - Foto: Eduardo Enomoto

Walmor y Cacilda 64: O Robogolpe
Quando: Sábado, 21h; domingo, 19h. 120 min. Até 29/6/2014
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores da Bela Vista, com comprovante de residência); grátis no dia 17/5/2014 por conta da Virada Cultural, ingressos distribuídos a partir das 20h
Classificação etária: 16 anos

Agradecimento: Memorial da América Latina (Marília Balbi) e Oficina (Beto Mettig).

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de tudo aquilo Cia. Depois do Fim vê dilema da despedida e cria De Tudo Aquilo que Eu Fiz Apenas para te Dizer Adeus

Peça com egressos da Escola Livre de Teatro discute a dificuldade do adeus - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando uma turma de escola de teatro chega ao fim sempre é um dilema: o que fazer? A turma 14 da Escola Livre de Santo André, que se formou após a confusão que a escola viveu no ano passado, com um quase fechamento abrupto, conseguiu a façanha de pegar o diploma e uma parte resolveu criar a Cia. Depois do Fim.

Em pauta no palco, o dilema da despedida, neste mundo repleto de relações velozes e líquidas, como define Zigmunt Bauman, um dos papas do pensamento pós-moderno.

de tudo aquilo 2 Cia. Depois do Fim vê dilema da despedida e cria De Tudo Aquilo que Eu Fiz Apenas para te Dizer Adeus

Como dar fim a um ciclo? Questionamentos viraram peça de teatro na Casa Livre - Foto: Divulgação

O resultado é a peça De Tudo Aquilo que Eu Fiz Apenas para te Dizer Adeus, com direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, do Grupo XIX. O nome lembra o de outra montagem dirigida que contou com colaboração de Lubi, Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você, do grupo Magiluth, de Pernambuco.

Thiago Antunes, da Cia. 8 Nova Dança, faz a co-direção e Fabricio Zavanella, da Cia. do Mofo, a direção musical. Estão em cartaz na Casa Livre, na Barra Funda [veja serviço ao fim], a convite de Cibele Forjaz.

A obra é fruto de um ano de pesquisa. Nos primeiro seis meses, viram filmes e leram textos sobre a temática da despedida. Depois, se concentraram na criação da peça, coletiva.

Dos 26 aprendizes só restaram seis no grupo: Binho Cidral, Filipe Ramos, Leonardo Henrique, Natália Nery, Rodrigo Polla e Romário Oliveira. Dizem que o trabalho "é fruto de um convívio diário, de descobertas, criações, lutas, onde rimos, choramos e nos demos as mãos".

De Tudo Aquilo que Eu Fiz Apenas para te Dizer Adeus
Quando: Sábados, 21h; domingos, 20h. Até 15/6/2014
Onde: Casa Livre (rua Pirineus, 107, metrô Marechal Deodoro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3257 6652)
Quanto: R$ 16
Classificação etária: 14 anos

 

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raul fora da lei Capital mineira do cinema, Tiradentes quer teatro

Em Tiradentes: ator Roberto Bomtempo vive Raul Seixas no musical Raul Fora da Lei - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A histórica Tiradentes, que se tornou a capital do cinema em Minas com sua tradicional Mostra de Cinema de Tiradentes — que fez sua 17ª edição no começo do ano —, agora também quer o título de capital teatral do Estado.

Enquanto em Belo Horizonte acontece até o dia 20 o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua), o pequenino município do interior mineiro dá largada nesta sexta (16) à 2ª edição da Mostra de Teatro Tiradentes em Cena.

Apesar de jovem, o evento já tem números de impressionar. Neste ano, até o próximo dia 24 de maio, serão apresentados 28 espetáculos teatrais, além de intervenções cênicas, oficinas e palestras.

E o melhor: tudo de graça. Além de Minas, há peças fluminenses e paulistas.

Um palco já está montado na praça principal de Tiradentes. Atividades também vão acontecer no Sesi Centro Cultural Yves Alves, além de em outros espaços alternativos da cidade histórica.

Roberto Bomtempo, ao lado de sua mulher, a atriz Miriam Freeland, promete sacudir os mineiros no sábado à noite com o musical Raul Fora da Lei, uma homenagem ao roqueiro Raul Seixas que fez sucesso no Rio 15 anos atrás e volta especialmente para o festival.

Estão na programação peças como Calango Deu, com Suzana Nascimento, Bicho do Mato, com os Tapetes Contadores de Historia, Eu Vi o Sol Brilhar em Toda Sua Glória, com João Paulo Lorezon e Billdog, com Gustavo Rodrigues.

Idealizadora do evento, Aline Garcia diz que os moradores e os empresários de Tiradentes acolheram o festival teatral: "Isso prova que estamos no caminho certo, e reforça a vocação da cidade para eventos de qualidade", diz.

Neste ano, 382 espetáculos se inscreveram para o Tiradentes em Cena, dos quais sobraram os 28 escolhidos. Em 2014, a homenagem é ao grupo mineiro Ponto de Partida, com 33 anos de história com 21 artistas sempre trabalhando.

Conheça a programação do Tiradentes em Cena!

tiradentes as santinhas da comedia Capital mineira do cinema, Tiradentes quer teatro

Peça As Santinhas da Comédia é apresentada na praça de Tiradentes (MG) - Foto: Divulgação

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