1521353 588269131247285 1531641574 n Prêmio Acessibilidade 2013 quer superar o preconceito da inclusão social

Prêmio Acessibilidade 2013 abre votação até o dia 31 de janeiro no site da SP Escola de Teatro

Por BRUNA FERREIRA*

A SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco vai realizar pela primeira vez em sua história o Prêmio Acessibilidade 2013, uma proposta que pretende homenagear e tornar visível a ação dos profissionais e projetos voltados ao acesso à cultura.

O prêmio é dividido em cinco categorias: artes do palco, políticas públicas, cidadania, equipamentos culturais e personalidade do ano. Os indicados foram escolhidos por um júri composto por Antenor José de Oliveira Neto, Cid Blanco Junior, Cássio Rodrigo, Ivam Cabral, Leandro Knopfholz, Leonidas Oliveira e Luiz Carlos Lopes.

A votação é aberta ao público no site da SP Escola de Teatro (www.spescoladeteatro.org.br/premio-acessibilidade/) até o dia 31 de janeiro. A entrega do prêmio será no dia 18 de março na sede da instituição, na Praça Roosevelt, em São Paulo.

Em entrevista ao Atores & Bastidores, o diretor executivo da escola, Ivam Cabral, falou sobre a necessidade de incentivar esse tipo de trabalho e explicou a escolha pelo termo acessibilidade em vez de inclusão.

— É a primeira edição do prêmio. Ele acabou de ser criado, mas se consolidou após muitas discussões sobre como deveria ser feito. Aqui na SP Escola de Teatro temos evitado falar em inclusão social, pois acreditamos que ninguém precisa ser incluído. O termo já é carregado de preconceito. O que acreditamos é que as pessoas precisam de acesso.

ivam cabral bob sousa Prêmio Acessibilidade 2013 quer superar o preconceito da inclusão social

Ivam Cabral: Personalidade Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Ivam entende ainda o papel da  instituição nos debates sobre acesso à arte. Uma das ações da escola, por exemplo, será promover um curso sobre as palavras, estudando os termos que são pejorativos.

— Precisamos discutir se falamos preto ou negro, travesti ou transexual. Falar em deficiência física hoje é quase nojento. O nosso vocabulário está carregado com nossas próprias dificuldades em lidar com as questões. É preciso dialogar com as pessoas, não apenas querer inclui-las.

O diretor da instituição ainda acredita que a premiação coloca em evidência a capacidade de mobilização da classe artística.

— Nós temos encarado que a pedagogia não está na sala de aula. Pedagogia nós fazemos ao atender ao telefone. Ela está no dia a dia. A gente está no terreno da educação, que é uma troca de saberes. Eu não sei mais do que ninguém. De certa forma é uma função nossa discutir a sociedade. A gente precisa rediscutir o nosso lugar no mundo. A gente precisa falar de cidadania, pois é só partindo deste princípio que seremos capazes de entender as nossas diferenças.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.  Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

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Foto de BOB SOUSA

caca rosset foto bob sousa 14 O Retrato do Bob   O charme de Cacá Rosset

Cacá Rosset é um patrimônio de nosso teatro. Cheio de charme, ele é articulado e sabe se impor. Vai completar 60 anos no dia 9 de março deste 2014. Formado em direção teatral pela Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo), ele fez história com o Teatro do Ornitorrinco, ao lado de Maria Alice Vergueiro e Luiz Roberto Galizia. Criador de polêmicas, já trabalhou também na TV e chegou a assinar uma coluna em jornal. Afinal, o palco é mesmo pequeno para o tamanho do talento deste homem das artes.

Visite o site de Bob Sousa

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bruna ferreira foto eduardo enomoto Domingou   Minha pequena Bruna Ferreira

Bruna Ferreira na redação do R7: ela fará o blog até 18/2/2014 - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Entrar em férias é preciso. Descansar a cabeça, renovar a alma. Faço isso a partir desta segunda (20).

Mas também é preciso deixar o filho em boas mãos. E tive a sorte de encontrar mãos pequenas e delicadas, mas imensamente generosas, para cuidar deste Atores & Bastidores em meu período de ausência.

Bruna Ferreira, jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde também cursa atualmente o mestrado, é quem assume este espaço até o dia 18 de fevereiro de 2014.

A escolha não poderia ser melhor. Bruna é inteligentíssima, competente e dedicada. Profissional com quem já trabalhei muito e em quem confio plenamente. Possuiu visão aguçada para o jornalismo cultural e, assim como eu, é uma apaixonada pelo teatro e pelos artistas.

Portanto, todos estarão em boas mãos.

Vou tranquilo para as férias na expectativa de que criem uma relação de troca cultural intensa e proveitosa para todos. Porque o blog foi criado para isso. Para prestigiar o teatro brasileiro diariamente, com toda a competência do mundo.

Minha pequena Bruna Ferreira, com quem tanto me identifico, é a jornalista ideal para ocupar o comando. Deixo vocês em ótimas mãos.

Aquele abraço e até a volta!

 

bruna ferreira e miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto Domingou   Minha pequena Bruna Ferreira

Bruna Ferreira e Miguel Arcanjo Prado na redação do R7 em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e gosta de viajar. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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rodrigo sampaio Dois ou Um com Rodrigo Sampaio

Rodrigo Sampaio é ator da Trupe Temdona, que se apresenta em São Caetano - Foto: Debora Ishikawa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Rodrigo Sampaio, de 26 anos, está no elenco da peça Iepe, com texto de Luis Alberto de Abreu e direção de Pedro Alcântara, com a Trupe Temdona. A montagem fica em cartaz em curtíssima temporada, a preço popular de R$ 10, a partir deste sábado (18) até o dia 26 de janeiro de 2014. Sempre aos sábados, às 20h, e domingo, às 19h, na Fundação das Artes de São Caetano do Sul (r. Visconde de Inhaúma, 730, em São Caetano). Rodrigo e a trupe voltam à casa, já que todos foram formados pela instituição do ABC Paulista. O ator, natural de São Bernardo do Campo e morador do Ipiranga, em São Paulo, também é jornalista e se divide entre o palco e a escrita. Ele topou participar da nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Rolezinho ou donos de shopping?
Rolezinho.

Esquerda ou direita?
Ambidestro.

Thiaguinho ou Marcelo Jeneci?
Jeneci. Barba grande e lápis no olho, sim.

Anitta ou Maria Rita?
Coreografia O Show das Poderosas.

Ator ou jornalista?
Ator.

Rita Lee ou Rita Cadilac?
Tia Lee.

Lula ou Dilma?
Dilma Bolada.

São Bernardo ou São Francisco?
São Berrrnarrrdo.

Praça Roosevelt ou avenida Paulista?
Roosevelt.

Amor de índio ou amor bandido?
Simplesmente amor.

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20140117 Revelando a CaixaPreta BobSousa 017 Bob Sousa abre mostra Revelando a Caixa Preta no Sesc Consolação

Ator se vê retratado na exposição Revelando a Caixa Preta, de Bob Sousa; veja galeria completa - Foto: Chello Fotógrafo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Parte da classe teatral paulistana se reuniu na noite desta sexta (17) no terceiro andar do Sesc Consolação, no centro de São Paulo, para conferir a abertura da mostra Revelando a Caixa Preta. A exposição traz 30 imagens do fotógrafo Bob Sousa, colunista deste blog, que registram a temporada 2013 no Espaço Beta do prédio, destinado a espetáculos experimentais. Veja como foi o lançamento na galeria!

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foto 03 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Esparrama pela Janela encanta transeuntes no Minhocão, em São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Olha a janela!
Quem passa pelo Minhocão aos domingos tem a chance, a partir deste dia 19 e até o dia 23 de fevereiro, de ver o espetáculo Esparrama pela Janela, do Grupo Esparrama. Na montagem, sucesso em 2013, os personagens interagem com os transeuntes do elevado a partir de janelas de um edifício em frente. Mais de 1,6 mil pessoas já viram. Todo domingo, às 16h, de graça. Coisa boa.

Bem-vinda, Regina!
Com muitos anos de carreira, ainda é de se admirar a humildade de Regina Duarte. Na reestreia de Bem-vindo, Estranho, na noite desta quinta-feira (16), no Teatro Vivo, em São Paulo, ela demonstrou mais uma vez esta qualidade. Ovacionada pela plateia, a atriz se admirou ao ver tanta gente reunida para vê-la: “Com tanto espetáculo maravilhoso em cartaz, você escolheram vir aqui. Obrigada!”. Fofa.

Dança das cadeiras
Foi tanta gente que se juntou para ver a reestreia da peça, que a produção foi enchendo os corredores do teatro de cadeiras improvisadas. A peça atrasou mais de 15 minutos. Assim que as luzes se apagaram, os mais afoitos começaram a arrastar os assentos para conseguir uma visão melhor. Eita.

Agenda Cultural da Record News (toda sexta, meio-dia)

Campanha
O Prêmio Acessibilidade 2013 tem votação aberta até 31 de janeiro de 2013, no site da SP Escola de Teatro. A entrega será no dia 18 de março, na sede da praça Roosevelt, em São Paulo.

negrinha monga Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Sara Antunes, em Negrinha (à esq.), e Maria Carolina Dressler, em Monga: viagem pelo Brasil - Fotos: Divulgação

Boa viagem!
Duas peças comentadas em 2013 começam turnê em 2014. Negrinha, de Sara Antunes, fará apresentações em Alagoas e Bahia entre janeiro e fevereiro. Uma das apresentações, no dia 25 de janeiro, será no Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga. Já no dia 26/1, às 20h, se apresenta no Museu Palácio Floriano Paixoto, em Maceió. No dia 30, às 20h, na Casa do Samba de Santo Amaro. E nos dias 3 e 4 de fevereiro, tem sessão às 20h no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em Salvador. Já Monga, de Maria Carolina Dressler, excursiona pelo interior de São Paulo. Dia 1º de fevereiro tem sessão dupla, às 19h e 21h, no Sesc Araraquara. Já no dia 14 de março, às 21h, estará no Sesc Ribeirão Preto. E, nos dias 4 e 5 de março, no Teatro Castro Alves de Araçatuba. Viagem gostosa.

Pernas de Laurinha
Todo mundo só comentava as pernas de Laura Cardoso na sessão para convidados da peça A Última Sessão, nesta quinta (16), no Teatro Frei Caneca, em São Paulo. Aos 86 anos, a atriz ainda bate um bolão. Veja as fotos!

Verão na USP
Neste e no próximo mês, a USP abriga o projeto Cinema na Grama. Ele espera exibe grandes clássicos do cinema ao ar livre em um painel LED de 30 metros quadrados da Tenda Cultural Ortega y Gasset, que fica na praça do Relógio, no Campus Butantã. As exibições acontecem todo sábado e terça às 19h até o dia 11 de fevereiro. Se tiver chuva, a sessão é cancelada. Estão previstos filmes como A Rosa Púrpura do Cairo, nos dias 1º e 4 de fevereiro, e Cinema, Aspirinas e Urubus, nos dias 8 e 11 de fevereiro. Estão todos convidados.

Criança feliz
O shopping Vila Olímpia faz seu 1º Festival de Teatro Infantil até 2 de fevereiro. Tem sessão grátis todos os dias às 16h no piso térreo. Pode levar as crianças.

Novidade
Fernanda Maia compôs música original para o musical infanto-juvenil O Jovem Príncipe e a Verdade. Estreia neste sábado (18), no Teatro Viradalata, em São Paulo. Regina Galdino assina a direção para o texto inédito de Jean-Claude Carrière. Coisa fina.

Férias
Por conta das férias deste vosso colunista, a partir desta segunda (20) e até o dia 18 de fevereiro de 2014, a jornalista e repórter do R7 Bruna Ferreira assume o Atores & Bastidores. Vocês estarão em companhia de uma profissional competente e inteligentíssima. Bruna até faz mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP, onde também se formou em jornalismo. Cuidem bem dela e do blog na minha ausência. Um abraço carinhoso e até a volta!

miguel arcanjo prado bruna ferreira Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os jornalistas Miguel Arcanjo Prado e Bruna Ferreira na redação do R7 nesta sexta (17): ele sai de férias e ela assume o blog até 18 de fevereiro de 2014 - Foto: Eduardo Enomoto

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ricardo terceiro Sucesso em 2013, Ricardo III reestreia no CCSP

Mayara Magri e Chico Carvalho em cena da peça Ricardo III: de volta, agora no CCSP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo Ricardo III reestreia em São Paulo nesta sexta (17), no Centro Cultural São Paulo.

A montagem foi um dos sucessos nos palcos em 2013.

Com atuação elogiada pela classe artística e também pela crítica, Chico Carvalho é o protagonista do elenco, que conta também com Mayara Magri no papel de Rainha Elizabeth.

A temporada segue até 23 de fevereiro de 2014, com direção de Marcelo Lazzaratto e o enredo que conta a história inglesa durante a Guerra das Rosas, ocorrida entre 1455 e 1485.

A peça faz parte do projeto Shakespeare – Projeto 39, que promete encenar todas as 39 peças escritas por William Shakespeare (1564-1616) nos próximos dez anos.

A próxima montagem será Os Dois Cavalheiros de Verona, que terá direção de Kleber Montanheiro. Na sequência, Vladimir Capella assumirá Romeu e Julieta, Cacá Rosset fará As Alegres Comadres de Windsor. Já a atriz Maria Fernanda Cândido estará em Troilo e Créssida, cujo nome do diretor ainda não foi revelado.

Ricardo III
Quando: Sexta e sábado, 20h30; domingo, 19h30. Até 23/2/2014
Onde: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada); preço popular de R$ 3 na sessão do dia 21/2/2014
Classificação etária: 12 anos

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lucinha lins joao caldas Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins canta no espetáculo Palavra de Mulher, que estreia em SP - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os 70 anos de vida de Chico Buarque, que serão completos em 19 de junho de 2014, serão celebrados com sua música a partir deste sábado (18)  em São Paulo. Para isso, um time de atrizes que tem tudo a ver com universo do compositor assume suas canções no palco.

Clássicos como Folhetim, Olho nos Olhos, Tango de Nancy e Atrás da Porta estão no repertório do espetáculo que tem direção e concepção de Fernando Cardoso, que procurou fazer um recorte do universo feminino nas canções de Chico.

Estreia no Teatro Renaissance, o espetáculo musical Palavra de Mulher, após temporadas de sucesso em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Vitória, Santos e Sorocaba.

Em clima de cabaré, Virgínia Rosa, Tania Alves e Lucinha Lins interagem com o público, que se identifica com as músicas que elas cantam.

Esta não é a primeira vez que Lucinha Lins se aventura no universo de Chico Buarque. Lúcia Maria Werner Vianna de Carvalho Lins já viveu Vitória-Régia, a vilã de Ópera do Malandro, e a prostituta Nancy, de O Corsário do Rei, ambos espetáculos do compositor. No cinema, ainda fez interpretação definitiva para a Gata de Os Saltimbancos, no filme Os Saltimbancos Trapalhões.

Lucinha Lins conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta. A atriz de 60 anos falou sobre essa familiaridade com o músico, o mundo dos musicais e o espetáculo.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Você acaba de fazer o musical Rock in Rio, que lhe rendeu elogios da crítica. Agora você volta com mais um musical a São Paulo?
Lucinha Lins – Pois é. Mas são espetáculos completamente diferentes. Rock in Rio era uma megaprodução, com bailarinos, orquestras, com raízes na produção de Broadway. Já Palavra de Mulher é completamente diferente. Não é um musical. É um show teatralizado. São três cantoras, Virígina Rosa, Tania Alves e eu, e três músicos, que fizeram arranjos maravilhosos. Estar ao lado deles é um privilégio. O repertório é lindo e faz parte da vida de todo mundo!

Chico sabe falar para as mulheres...
O Chico entra no universo feminino. Ele diz que é porque ele não sabe, que ele não conhece, mas é curioso. E isso nos encanta completamente. É um universo de músicas passionais, dor de cotovelo, amor, tesão, paixão. Tudo se passa num cabaré. É um espetáculo muito simples e simpático.

palavra de mulher joao caldas Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Chico na veia: Tania Alves, Lucinha Lins e Virgínia Rosa em Palavra de Mulher - Foto: João Caldas

Vocês brincam com as músicas?
A partir das letras, brincamos com certos personagens, sou a madame, a cafetina. As meninas seriam as garotas do cabaré. Ao mesmo tempo, a gente sai desses personagens e conversa com a plateia. A gente mostra um pouco da influência de Chico na nossa vida e interage com o público. A plateia canta junto, e isso me emociona.

lucinha ivan lins Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha nos tempos do casamento com Ivan Lins - Foto: Amílton Vieira/AgNews

Você foi casada com o Ivan Lins [atualmente a atriz é casada com o ator Claudio Tovar]. Você tinha muito contato com o Chico nesta época?
Quando eu fazia parte do mundo da música, quando era casada com o Ivan, a minha casa foi um ponto de referência. Porque lá se faziam encontros da nata da música popular brasileira. O Chico é extremamente carinhoso comigo. Não é alguém que eu encontre toda hora, mas quando a gente se encontra é um carinho, uma maravilha, um abraço gostoso.

O Chico é muito importante na sua trajetória no teatro?
Cantei Chico primeiro em Os Saltimbancos Trapalhões. Depois, tive a sorte de fazer Corsário do Rei, com direção do Augusto Boal, ao lado do Marco Nanini, com música feita por Edu Lobo e Chico Buarque para a minha personagem, o Tango de Nancy. E depois fiz a Vitória-Régia na Ópera do Malandro, direção do Charles Möeller e do Claudio Botelho. E agora, Palavra de Mulher. Tenho Chico na veia! O Claudio Botelho falou que eu sou buarquena demais.

Você é a eterna Gata de Os Saltimbancos...
Tive a sorte de cantar profissionalmente Chico, quando fiz Os Saltimbancos Trapalhões. Sempre me dizem isso, que eu sou a eterna Gata. Mexer com criança é uma coisa muito boa, muito séria, muito bonita e muito simples.

saltimbancos Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins com Os Trapalhões: interpretação definitiva para a charmosa Gata no filme Os Saltimbancos Trapalhões - Divulgação

Eu jamais vou me esquecer de você naquele filme. Eu era pequenino quando vi...
Com o passar dos anos tomei consciência dessa responsabilidade. O que você pode dar essa criança é muito sério e é muito lindo. Eu tenho declarações de amor em estacionamento de shopping, farmácia, festas. Já entrei em consultório que o médico olhou pra mim e ficou vermelho. E foi maravilhoso porque ele não resistiu e falou: “Antes de qualquer coisa eu preciso lhe dizer que você foi uma das paixões da minha vida. Eu tenho 34 anos, sou casado, tenho filhos, e você é inesquecível no meu coração”. Eu comecei a chorar. Trabalhei muito com criança no teatro e também na TV, onde cheguei a ter um programa infantil na Manchete. Na peça, quando eu brinco e canto “Nós gatos já nascemos pobre...”, independentemente da idade, a plateia exala um som que eu acho que é o som do carinho, um som de alma, do coração. Todos cantam.

lucinha claudio lins agnews Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha com o filho Claudio Lins - Foto: AgNews

Seu filho com o Ivan Lins, o Claudio Lins, também está fazendo carreira no teatro musical. O que você acha?
O Claudinho é um artista muito especial. Com todo orgulho de mãe, ele é extremamente determinado e disciplinado. Ele fez Ópera do Malandro também. E entrou no último mês no Rock in Rio, quebrando um galho, ele fez o pai e eu a mãe! E agora está fazendo Elis, a Musical. Ele canta muito bem. Ele está dançando também. Ele faz parte de uma geração de atores espetacular. Eles vão abrindo portas e possibilidades.

Você acha que o musical veio para ficar?
Sim. Mas a gente pode esquecer do circo teatro. Musical sempre existiu no Brasil. Nos filmes da Atlântida, as atrizes sempre dançavam e cantavam. Eu acho que o musical no Brasil sempre existiu. Houve um tempo em que ele foi considerado cafona, e a gente ia lá para fora para ficar babando. Aos poucos, foram voltando muito baseado nos moldes da Broadway. Fomos trazendo isso e abrindo espaço para que estes espetáculos falassem também de nós. E estamos crescendo cada vez mais. Hoje, o público quer ver musicais com temas do Brasil. Fazer musical é barra pesadíssima. São extremamente cansativos e são caríssimos. É difícil fazer musical, mas isso está acontecendo no Brasil porque agora está se voltando para essa coisa brasileira. Os produtores querem produções brasileiras. E eu acho isso muito bom. Acho gostoso o público querer ver musicais cada vez mais brasileiros.

lucinha lins vidas jogo Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins em seu trabalho mais recente na TV, a Zizi da novela Vidas em Jogo - Foto: Munir Chatack/Record

E quando você volta para a TV?
Eu sou contratada da Record, emissora que eu adoro. Sou uma mulher de muita sorte. Trabalhei em todas as emissoras de televisão. Tudo que eu fiz na televisão até hoje foi muito bom. Sempre. Eu tive muita sorte com autores, personagens e diretores. Eu sou autoditada, eu aprendi na raça. E foi me dada uma confiança que hoje eu agradeço muito, e eu corri atrás para honrar essa confiança. Na Record, fiz três trabalhos até hoje: Vidas Opostas, Chamas da Vida e Vidas em Jogo, todas as três novelas de sucesso. Pela primeira vez na minha vida eu aceitei a ser contratada por uma emissora. Eu não fui contratada da Globo, ao contrário do que muita gente pensa, lá sempre fiz obra certa. Na Record, tenho a possibilidade de trabalhar a minha vida no teatro sendo contratada. E sempre fui presenteada com grandes personagens. Estou ansiosa para minha próxima personagem!

Vocês estão celebrando os 70 anos do Chico. Nem parece...
Este é o ano Chico Buarque, porque tem os 70 anos dele. Ano que vem são os 70 anos de Ivan Lins.

Você está com 60 anos, apesar de não parecer. Como foi fazer esta idade?
Olha, Miguel, eu prefiro começar pelos 40. Aos 40, eu me achei importantíssima, poderosa, gostosa. Cinquenta eu fiz assim: “então, tá. Agora eu sou uma adulta entrando na terceira idade, é assim. Não encham meu saco, não tenho mais paciência para certas coisas”. Agora, aos 60 anos, eu levei um susto, não fiquei confortável.

Por quê?
É um pouco assustador fazer 60 anos. Eu já vivi mais de 50% da minha existência. Você leva um susto e pensa: “caramba, será que eu entrei na reta final?”. Tem o encontro que lhe diz que a imortalidade não existe, a mortalidade bate na sua cabeça, e eu acho morrer muito chato. Não é que eu esteja sendo mórbida. É uma real que você faz assim: “caramba, eu preciso pensar melhor, jogar menos fora, ligar menos para as coisas. Não quero desperdiçar”. Aprendi que preciso me ligar mais em mim.

Palavra de Mulher
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. 85 min. Até 2/3/2014
Onde: Teatro Renaissance (alameda Santos, 2.233, Cerqueira César, São Paulo, metrô Consolação; tel. 0/xx/11 3069-2286)
Quanto: sextas (inteira R$ 50,00 e meia R$ 25,00), sábado (inteira R$ 80 e meia R$ 40) e domingo (inteira R$ 70 e meia R$ 35)
Classificação etária: 12 anos

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bob sousa as estrelas cadentes3 2013 Bob Sousa faz exposição Revelando a Caixa Preta com fotos de espetáculos no Espaço Beta do Sesc

Na mostra: cena da peça As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Durante todo o ano de 2013, um espectador especial era presença obrigatória na plateia das peças apresentadas no Espaço Beta do Sesc Consolação, em São Paulo. Sua chegada, sempre discreta, era inconfundível. Geralmente, usava jaqueta e botas. Mas, o que o distinguia realmente dos demais espectadores era sua câmera Nikon, sempre posicionada para registrar a efemeridade daqueles espetáculos. Tratava-se de Bob Sousa.

O fotógrafo paulistano abre nesta sexta-feira (17), às 20h, no saguão do espaço onde trabalhou durante o ano passado, a exposição Revelando a Caixa Preta. Nela, apresenta 30 fotografias que registraram espetáculos nos quais estiveram envolvidos importantes nomes da cena brasileira, como Nelson Baskerville, Eric Lenate, Cléo De Páris, Marcos Damasceno, Samir Yasbek e Sergio Ferrara, entre outros.

Esta é a volta de Bob ao Sesc Consolação, onde lançou em dezembro de 2013 o livro Retratos do Teatro, evento que contou com a presença da nata do teatro paulistano.

Além de ter a coluna semanal O Retrato do Bob aqui no Atores & Bastidores, Bob Sousa é um dos mais requisitados fotógrafos de teatro do Brasil. Suas imagens já foram publicadas em jornais como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e em revistas como Veja São Paulo, Época São Paulo e a extinta Bravo!.

A exposição Revelando a Caixa Preta vai até 30 de março, com entrada gratuita.

Revelando a Caixa Preta, de Bob Sousa
Quando: De 17/1/2014 a 30/3/2014; segunda a sexta, 13h às 22h. Sábado, 10h às 19h.
Onde: Sesc Consolação – 3º andar (r. Dr. Vila Nova, 245, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: grátis
Classificação etária: livre

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claudia jarbas crazy for you Crítica: Musical Crazy for You leva entretenimento à plateia no ritmo do sapateado bem executado

Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello: dupla é o casal número 1 dos musicais - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello sabem que sua parceria no palco e nos camarins dá certo como atrativo para o público. O casal já se tornou o mais importante de nossa produção de musicais nacionais adaptados da Broadway.

Se em Cabaret a dupla no palco chamou a atenção tanto dos espectadores quanto da crítica – e logo se tornou um casal na vida real –, em Crazy for You, em cartaz no Teatro do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, não é diferente.

A química entre os dois artistas é uma das molas propulsoras do sucesso da temporada em questão. Dá para sentir a energia de que eles estão ali se divertindo, fazendo o que sempre sonharam.

Se o ambiente em Cabaret era denso com os nazistas à espreita, em Crazy for You tudo é bem mais leve e colorido.

claudia jarbas Crítica: Musical Crazy for You leva entretenimento à plateia no ritmo do sapateado bem executado

Claudia e Jarbas: comédia na veia - Foto: Divulgação

O musical de George e Ira Gershwin e Ken Ludwig conta a história de uma caipira, Polly, que se apaixona por um sapateador bem nascido em Nova York e rejeitado pela Broadway, Bobby. Juntos, no fim de mundo onde ela mora, eles vão tentar salvar o teatro da família dela.

Sandro Chaim, mais uma vez, é cuidadoso na produção e arregimentou nomes importantes da cena, como Fábio Namatame, que assina o figurino, Duda Arruk, responsável pelo cenário, e Wagner Freire, que capitaneou a iluminação.

Miguel Falabella fez uma versão brasileira que respeita o texto original e dá um charme local à montagem, fazendo daquele interior norte-americano um interior universal, que poderia ser tanto interior mineiro quanto o paulista, por exemplo. José Possi Neto assina a direção geral e, desta vez, parece exigir mais do elenco do que em Cabaret. É evidente o aperfeiçoamento da equipe.

O grande charme deste musical é sua coreografia de sapateado, muito bem executada pelo elenco, o que demonstra que os ensaios exaustivos sob comando da coreógrafa Angelique Ilo geraram resultado evidente.

Claudia e Jarbas têm carisma para segurar boa parte da montagem e as atuações de ambos superam em muito a de boa parte do coro – onde muitos cantam e dançam divinamente, mas quando o assunto é atuar escorregam para uma interpretação infantilizada. Já Claudia e Jarbas, experientes, não embarcam nesta roubada, apesar de estarem engraçadíssimos.

Inclusive é esta capacidade como atriz de Claudia Raia que faz com que o público faça vista grossa para a falta de potência vocal da artista. Ela até executa as notas – deixando evidente o trabalho lapidar do diretor musical Marconi Araújo –, mas não tem linda voz. Guerreira, não faz disso um martírio e explora o que pode oferecer.

coro claudia Crítica: Musical Crazy for You leva entretenimento à plateia no ritmo do sapateado bem executado

Claudia Raia rodeada de suas meninas do coro: coreografias bem executadas - Foto: Divulgação

No elenco, alguns atores se destacam: Rodrigo Negrini imprime força e viço a seu Lank Hawkins, o ambicioso dono do hotel interiorano. Seus embates com outros personagens são críveis e o fazem destacar. Hellen de Castro, como a dondoca Irene Roth, também chama a atenção, sobretudo pela bela voz e a segurança em cena.

Outro charme é Carla Vazquez, como a atrapalhada e desmiolada dançarina da Broadway Patsy. A atriz possui dom inato para a comédia e não soa forçada. Muito pelo contrário, suas aparições, com seu rosto e sorriso marcantes, são cheias de graça e provocam imediata identificação e acolhida do público.

No coro feminino, Mariana Matavelli ganha o olhar do espectador nos números de dança pela leveza e precisão técnica com que executa os passos. Ainda se destacam Marilice Cosenza, com olhar marcante e presença intensa, bem como Mariana Gallindo, dona de charme evidente.

No todo, o espetáculo funciona perfeitamente em seu objetivo de provocar um momento agradável para seu público. Afinal, Crazy for You é um musical feito puramente para entreter sem nenhuma culpa. E consegue cumprir a contento sua missão, criando uma atmosfera em que acreditamos que todos os problemas do mundo podem ser resolvidos com o simples ato de sapatear.

crazy for you Crítica: Musical Crazy for You leva entretenimento à plateia no ritmo do sapateado bem executado

Hellen de Castro e Rodrigo Negrini, em primeiro plano: destaques do elenco - Foto: Divulgação

Crazy for You
Avaliação: Muito bom
Quando: Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 170 min. Até 7/2/2014
Onde: Teatro do Instituto Tomie Ohtake (r. Coropés, 88, Pinheiros, metrô Faria Lima, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-5588)
Quanto: R$ 50 a R$ 200
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Musical Crazy for You leva entretenimento à plateia no ritmo do sapateado bem executado

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