Monga Maria Carolina Dressler crédito Adriana Balsanelli Monga, a mulher macaca, ganha versão nos palcos por Maria Carolina Dressler após pesquisa na Itália

Maria Carolina Dressler vai fundo nos dilemas de Monga em peça no Santo André - Foto: Adriana Balsanelli

Por Miguel Arcanjo Prado

A mulher que vira macaca encanta e assusta gerações. Monga não é só esta figura lendária do mundo dos espetáculos como também é o título do primeiro espetáculo solo da atriz Maria Carolina Dressler, que estreia nesta quarta (6), às 21h, no Sesc Santo André, onde cumpre temporada até o começo de dezembro.

O texto foi escrito pela atriz em parceria com a diretora, Juliana Sanches, do Grupo XIX de Teatro, e contou com supervisão do diretor italiano Pietro Floridia, do Teatro Dell’Argine de Bolonha – que dirigiu a atriz em duas peças com o XIX: O Castelo, em 2012, e a recente Estrada do Sul.

Durante a pesquisa, parte dela feita na Itália, Dressler conheceu a fundo o cinema grotesco de Marco Ferreri (1928-1997), referência na montagem, sobretudo com a sua mulher-macaca do filme La Donna Scimmia (1964).

— Foi com a obra dele que definitivamente pude entender porque o número da Monga me causava tanto fascínio. Ferreri brinca com o humano animalizado para falar do resgate da humanidade, da identidade, da origem, do renascimento e da liberdade

Ainda nos estudos na Itália, Dressler passou pelo Museo Nazionale del Cinema, em Torino, o Centro Sperimentale di Cinema, em Roma, e a Università degli Studi di Verona.

Monga Maria Carolina Dressler crédito Adriana Balsanelli 2 Monga, a mulher macaca, ganha versão nos palcos por Maria Carolina Dressler após pesquisa na Itália

Para montar Monga, Maria Carolina Dressler fez pesquisa na Itália - Foto: Adriana Balsanelli

— Falei com pessoas que conheceram e trabalharam com Ferreri, como Mario Canale e Alberto Scandola. Tive acesso a um vasto material de arquivo. Assim como os personagens de Ferreri, que sempre buscam suas origens, senti que a viagem foi para mim uma jornada de identificação e reencontro.

Tormento da mulher-macaca

A peça tem drilha sonora de Daniel Maia, locuções de Flavio Faustinnoni e figurinos de Luciano Ferrari, que remete a animais em cores e desenhos. A cenografia, uma jaula de ferro que funciona como uma espécie de quarto-camarim, foi criada por Paula de Paoli com influência direta das gaiolas da artista plástica Louise Bourgeois (1911-2010).

A obra investiga o tormento desta mulher que vira macaca aos olhos do público, seus conflitos internos, descortinando fatos de sua infância, adolescência e juventude – repletos de dramas pessoais. Vídeos e locuções ajudam a criar o clima de delírio no qual a personagem vive.

A mexicana Julia Pastrana (1834-1860), que nasceu com a doença hipertricose, que cobre o corpo de pelos – herdada também por seu filho – foi usada por seu marido em espetáculos que a tornaram precursora do número hoje mundialmente conhecido como Monga, ainda presente em parques e quermesses interioranas.

— A personagem foi batizada de Julia em referência à mexicana, mas trata-se de uma Monga fictícia, que nos permitiu criar uma narrativa baseada em personagens dos filmes de Ferreri e nos conflitos de vítimas de exposição e isolamento.

Dressler ainda teve contato com Romeu del Duque, que é considerado o pai da Monga do extinto parque paulistano Playcenter, que assustou gerações de crianças e adolescentes.

— Meu propósito é homenagear Marco Ferreri e todos os artistas que montam ou já montaram o número da Monga em algum lugar do mundo.

Monga
Quando: Quarta, 21h. 50 min. Até 11/12/2013
Onde: Sesc Santo André (r. Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo Adré, São Paulo, tel. 0/xx/11 4469-1200)
Quanto: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada) e R$ 2 (comerciário e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

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Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado

georgette fadel foto bob sousa 2013 O Retrato do Bob: Georgette Faddel, artista do povo
No auge dos 40 anos, a artista de Laranjal Paulista Georgette Faddel é um dos nomes mais ativos do teatro brasileiro. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo), nem ela mesma sabe como dá conta de tanta coisa. Talvez seja por isso que todos a respeitam. Porque Georgette não brinca em serviço, por mais que tudo pareça uma grande diversão diante de seu talento. No momento, dirige O Duelo, peça da mundana companhia com Camila Pitanga em cartaz no Centro Cultural São Paulo. Nesse meio tempo, esteve no mês passado na Alemanha com o diretor Felipe Hirsch apresentando a peça Puzzle, da qual é atriz e que estreia no próxima quinta (7) no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. Para completar a festa, ainda se junta à sua turma da Cia. São Jorge de Variedades entre 22 de novembro e 21 dezembro de 2013 na volta do consagrado espetáculo Barafonda, que invade as ruas do bairro da Barra Funda, em São Paulo, sextas e sábados, a partir das 15h, com saída da praça Marechal Deodoro. No meio da agenda frenética, arranjou tempo para receber com aquele sorriso no rosto o Atores & Bastidores, na Casa Livre, em São Paulo, espécie de seu segundo lar. Posou com gosto para o nosso Bob Sousa. Taí, a nossa corintiana chamada Georgette Fadel. Porque esta artista é realmente do povo.

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carol carolina chico carvalho musos teatro Carol Carolina e Chico Carvalho são eleitos Musa e Muso do Teatro R7 de outubro de 2013

Os atores Carol Carolina e Chico Carvalho: os novos Musos do Teatro R7 no mês de outubro de 2013

Por Miguel Arcanjo Prado

Após votação acirrada, os atores Carol Carolina e Chico Carvalho são os novos Musa e Muso do Teatro R7.

Os dois chamaram a atenção do público brasileiro atuando nos palcos em outubro de 2013 e foram eleitos pelos internautas do R7.

Na votação feminina, a atriz Carol Carolina ficou em primeiro lugar. Ela obteve 15.284 votos, ou 51% do total. A atriz está na peça Entre Ruínas Quase Nada, em cartaz em São Paulo, na Casa do Povo.

Em segundo lugar, ficou Débora Falabella, atriz da peça Contrações, com 46,3% ou 13.873 votos.

Já na votação masculina, o ator Chico Carvalho foi o primeiro colocado, com 4.004 votos, ou 47,6% do total. Ele é ator da peça Ricardo III, que está em cartaz no Teatro João Caetano, em São Paulo.

Em segundo lugar ficou Raphael Viana, da peça Superadas, com 45,2 % ou 3.795 votos.

Em breve, aqui no blog, você verá um ensaio exclusivo e um perfil dos vencedores: Carol Carolina e Chico Carvalho.

Parabéns aos dois e a todos que concorreram!

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datilógrafas Domingou: Vamos queimar todos os críticos!

Datilógrafas bem comportadas: o crítico costuma ser mais sincero e menos hipócrita - Foto: Reprodução

“A crítica é uma opinião mais franca do que em geral a que as pessoas dão. Essa é uma experiência que tive várias vezes. Via um espetáculo que era fraco, todo mundo metia o pau, eu escrevia e o autor tinha um choque porque só eu tinha escrito que o espetáculo era fraco. Porque todo mundo que vai, abraça, diz que é uma maravilha, que gostou”
Decio de Almeida Prado (1917 – 2000), crítico teatral, no livro A Crítica Cúmplice, de Ana Bernstein

Por Miguel Arcanjo Prado*

Deixar alguém colocar o dedo na ferida é tarefa para poucos corajosos. E, sobreviver a isso com dignidade, é ainda privilégio de um grupo bem menor.

Porque vivemos no mundo onde se espera a fofura e os fartos elogios de todos – nem que sejam fabricados. Que o diga Caetano Veloso, Chico Buarque e Roberto Carlos em sua vergonhosa cruzada contra os biógrafos livres e tentativa de imposição de censura prévia a um trabalho de pesquisa isenta.

E no meio do fuzilamento está o crítico, seja ele teatral ou de qualquer outra área. É atacado com pedras malcriadas simplesmente por expor uma opinião que difere destes tempos de bonança e hipocrisia.

Tal comportamento de ataque feito um cão raivoso não demonstra respeito ao pensamento diferente e ao diálogo real – na teoria é tudo bem mais fácil. Atacar quem não aplaudiu é comportamento tacanho. Obtuso.

Ora bolas, artista que deseja escutar apenas elogios, deveria convidar a avó para assistir à montagem e depois pedir à pobre coitada que datilografe um texto para ser pregado no mural do teatro. Assim, os confrontos verborrágicos recorrentes seriam evitados.

A situação é muito simples: se o grupo de artistas não tem disposição em ver publicada uma crítica sincera e não vendida, basta não convidar críticos verdadeiros para apreciar seu trabalho. Este deve ser feito apenas para o circuito de amigos, familiares ou gente interesseira.

Porque, após o convite feito, não adianta depois demonizar a sinceridade do crítico. Porque esta é bem mais difícil de engolir do que a hipocrisia com a qual estamos acostumados, mas, por isso mesmo, é mais necessária do que nunca. Quem não está disposto a isto que mande logo os críticos para a fogueira.

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e defende a liberdade de expressão. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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a baby sitter bob sousa Crítica: Espetáculo A Baby Sitter lança olhar irônico e ferino para casamento fracassado

Espetáculo A Baby Sitter expõe no palco a loucura de um casamento fracassado  em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

Casamentos muitas vezes se transformam em situações insuportáveis que são suportadas  apenas em virtude de outros. Um bebê, por exemplo, pode ser boa desculpa para ficar junto àquela pessoa que, sabe-se bem, não é a “da sua vida”.

Além disso, a hipocrisia social também ajuda a manter tal situação. Apesar dos avanços comportamentais que faz hoje o divórcio mais aceitável do que em tempos passados, muitos relacionamentos sobrevivem apenas na base da agressão mútua e no enfado completo.

É com esta situação que se depara o público que vai ver A Baby Sitter, texto do francês René de Olbadia e traduzido por Clara Caravalho, encenado pelo Teatro do Incêndio, com direção de Marcelo Marcus Fonseca, em São Paulo.

No palco, o casal formado pelos atores Eloisa Vitz e Marcelo Marcus Fonseca aguarda ansioso a chegada da babá que cuidará do filho deles, para que possam ir a mais um compromisso social exibir a imagem de casal feliz de comercial de margarina – que destoa completamente da realidade vigente.

Tudo muda com a chegada da garota que vai cuidar da criança – não a imaginada por eles, mas a que a realidade (ou a surrealidade?) mandou.

Caroline Marques vive uma babá histérica, que combina fanatismo religioso com dosagens generosas de sensualidade bizarra. A estranha personagem acabará sendo cooptada como cobaia no laboratório de sentimentos do casal em crise. Era a peça que faltava no jogo.

No elenco, uma segura Eloisa Vitz se destaca por optar por um registro mais sutil e crível do que o de seus colegas.

O texto lembra o do filme Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, adaptação para o cinema da peça de Edward Albee com direção de Mike Nichols. No longa, obrigatório, Elizabeth Taylor e Richard Burton vivem um casal em pé de guerra e que faz de outro casal de jovens visitantes o álibi para exporem toda a sua loucura.

É este clima de ironia soturna próximo da demência, embalado pelo baixo tocado ao vivo por Caiti Hauck, que se instaura na sala de estar em A Baby Sitter.

À medida que o jogo entre os personagens ganha corpo, a razão vai se esvaindo. Porque conviver com o inimigo é tarefa sadomasoquista por demais.

Mas, fazer o que se há gente que só encontra prazer em ferir e ser ferido? Este é o recado sem contornos eufemísticos que A Baby Sitter dá.

A Baby Sitter
Avaliação: Bom
Quando:
Sexta e sábado, 20h30. 60 min. Até 9/11/2013
Onde: Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, Pinheiros, SP, tel. 0/xx/11 3095-9400)
Quanto: R$ 4 a R$ 20
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Espetáculo A Baby Sitter lança olhar irônico e ferino para casamento fracassado

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MONGA14 Andreia Iseki Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Maria Carolina Dressler estreia Monga no próximo dia 6 de novembro no Sesc Santo André - Foto: Andreia Iseki

Por Miguel Arcanjo Prado

Trancafiada
A atriz Maria Carolina Dressler está nos preparativos finais para a estreia de seu espetáculo solo Monga, marcada para 21h da próxima quarta (6), no Sesc Santo André, na Grande São Paulo. Com direção de Juliana Sanches, do Grupo XIX, e supervisão do italiano Pietro Floridia, a montagem conta a história da clássica personagem da mulher que se transforma em macaco. Promete!

Agenda Cultural da Record News
Toda sexta, meio-dia, ao vivo, nos canais 179 (Sky) e 93 (Net) - saiba como sintonizar! Entre os destaques, está a peça Entre Ruínas Quase Nada, do Teatro do Abandono (leia a crítica).

Troca-troca
A Cia. Paradoxo do Caos marcou para o dia 5 de novembro, no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo, a estreia de sua versão para A Serpente, última peça de Nelson Rodrigues. Na obra, duas irmãs trocam de marido. Safadas.

Nervosinho
Um diretor incipiente com o rei na barriga agrediu fisicamente um dramaturgo porque não chegavam a um denominador comum. Que feio!

Aceito
O diretor Marco Antônio Braz convidou Celso Frateschi para integrar o elenco da peça Bola de Ouro. A estreia do texto do francês Jean-Pierre Sarrazac é no dia 14 de novembro, no Sesc Santo Amaro. Walter Breda, Marlene Fortuna, Luis Serra e Carolina Gonzalez completam o elenco. No palco, um confronto de gerações. Dá pano pra manga...

divida Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Herbert Silva: ator está no filme (Dí)vida, que participou do Festival de Cinema de Bogotá, entre outros - Foto: Divulgação

Cinema & teatro
Olha aí, acima, o ator Herbert Silva, no filme (Dí)vida, com direção de Cleber Almeida, que está rodando festivais mundo afora e acaba de passar na Colômbia. Além disso, o moço também está em cartaz na peça Depois da Vida, no Club Noir, em São Paulo, toda quinta e sexta, às 21h, até 15 de novembro. Estão todos convidados.

Apaixonados
Um namoro inusitado anda dando o que falar na praça Roosevelt, reduto do teatro paulistano. O amor é lindo...

Estreia
Baseado na obra do moçambicano Mia Couto, o espetáculo Sem Palavras, da Penélope Cia. de Teatro, estreia nesta sexta (1º), na Casa das Rosas, em São Paulo. Haverá sessões também nos dias 8 e 29 de novembro, sempre às 20h. A peça também será apresentada no Aúthos Pagano, na rua Tomé de Souza, 997, no Alto da Lapa, nos dias 9 e 23 de novembro, às 17h. Todas as sessões são gratuitas. Não dá para reclamar, né?

sem palavras Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Obra do moçambicano Mia Couto inspirou o espetáculo paulistano Sem Palavras - Foto: Divulgação

Teatro da diversidade
O 21º Festival Mix Brasil terá uma programação teatral intensa. O evento começa na próxima quinta (7) e vai até 17 de novembro de 2013. As peças serão encenadas no Centro Cultural São Paulo, com ingresso a apenas R$ 1. Na programação, está Lou&Leo, de Leo Moreira Sá com direção de Nelson Baskerville. Regina Braga também confirmou presença com Um Porto para Elizabeth Bishop. Veja a programação completa!

Aviso do Zé
Zé Celso Martinez Corrêa, nosso grande diretor, pede para avisar que neste dia 1º, "Dia de Todos os Santos & Santas, Demônios & Demônias, Vegetais & Minerais & Mamíferos & AryHélicos" terá sessão especial da peça Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, às 19h, em seu Teatro Oficina, em São Paulo. "No segundo ato da peça, receberemos o cortejo da assembleia do Parque Augusta: RE Existência versus Especulação Imobiliária", conta o diretor.

Centenário
O espetáculo Prazer, da mineira Luna Lunera, faz sua centésima apresentação nesta sexta (1º), no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte. Parabéns.

Thiago Amoral cosmicdanc fashion week foto ligia jardim01 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Fause Haten cumprimenta Thiago Amoral (à dir.) após performance na SPFW - Foto: Ligia Jardim

Na moda
O ator Thiago Amoral causou no desfile de Fause Haten nesta São Paulo Fashion Week. O artista fez a perfomance Cosmic Dance em plena avenida Paulista. Depois, Amoral e Haten comemoraram juntos o êxito com um abraço. Olha aí, acima.

Viva Marx!
Após temporada carioca, a Cia do Latão estreia O Patrão Cordial no Sesc Belenzinho no próximo dia 8 de novembro. Teatro guerrilheiro.

Ai, que chique!
O grupo mineiro Quatroloscinco está feliz da vida. Agora em novembro, participa da Bienal de Teatro da USP com Outro Lado, e do Festival Internacional de Teatro Unipersonal de Montevidéu, no Uruguai, com Get Out!, cujo texto será lançado em livro. E ainda restará espaço na agenda para uma viagem rápida ao Ceará, onde apresenta É Só Uma Formalidade na Mostra Nacional Sesc Cariri de Culturas. Danados!

Reta final
Olha, aí, abaixo, os atores (a partir da esquerda) Rodrigo Sampaio, Alexandre Ganico (no fundo), Lukas Torres e Nayara Meneghelli, em um dos ensaios finais da peça Agruras - Ensaio sobre Desamparo. A obra estreia no próximo dia 9 de novembro no Teatro Heleny Guariba, na praça Roosevelt, em São Paulo, onde fica em cartaz até 1º de dezembro. Todo sábado, 20h, e domingo, 19h. O ingresso vai custar R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. Rudnei Borges assina dramaturgia e direção. Merda pra eles!

teatro Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Agruras - Ensaio sobre Desamparo estreia no dia 9 de novembro em São Paulo - Foto: Christiane Forcinito

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coluna mate Otto Dix Portrait of the Journalist Sylvia Von Harden Coluna do Mate: Homens viram mulheres no palco

Quadro Retrato da Jornalista Sylvia Von Harden, de Otto Dix - Foto: Reprodução

É preciso muita força masculina para que homens consigam construir personagens femininas no teatro

alexandre mate foto bob sousa Coluna do Mate: Homens viram mulheres no palco

Alexandre Mate: Foto: Bob Sousa

Por Alexandre Mate*
Especial para o Atores & Bastidores

Na tradição do teatro popular, homens e mulheres sempre estiveram lado a lado no sentido da construção e criação do espetáculo teatral. Diferentemente do modo ocorrido, e desde a antiguidade clássica grega, as mulheres foram impedidas de se apresentarem como atrizes.

No teatro erudito (aquele bancado e protegido pelo Estado ou pelos endinheirados), as mulheres vão para a cena somente no século 17. Até esse período, portanto, na produção teatral não popular, todas as personagens femininas foram apresentadas por homens.

De certa forma, é bastante comum, e também em nossos dias, falar em “guerra conjugal”. Homens e mulheres andam juntos na vida, guerreando em boa parte das vezes, mas se acertando, reavaliando suas trajetórias comuns e partilhadas. Homens e mulheres têm características pessoais e singulares, mas têm, também, aspectos que são mais difíceis de imitar.

A linguagem teatral se fundamenta no espetáculo, mas, de diferentes formas, se organiza juntando, nos processos de interpretação: a imitação, que ocorre por meio de ações, e a narração. Intérpretes, dependendo do gênero teatral, buscam imitar por meio do corpo e dos gestos e, também, da fala. A criação e apresentação da personagem ocorre, então, por meio da junção de apreensões, intuições, suspeitas, observação de comportamentos sociais, idealizações (boas e ruins) sobre sujeitos existentes.

Sabe-se, primeiro por proibição, depois por identificação e, também, por variadas necessidades, que muitos atores interpretaram e interpretam mulheres. Muito difícil apresentar, a não ser repetindo a impressão de alguém, como determinados homens apresentavam as personagens femininas ao longo da história.

Há um livro muito interessante, chamado A Máscara de Apolo, em que a autora Mary Renault apresenta algumas evidências históricas de como os atores se comportavam na antiguidade clássica grega. Nesta obra, o ator Niquérato apresenta uma série de dificuldades sobre a arte de representação e as diferenças na “composição” de suas personagens, fossem masculinas ou femininas.

Alguns visitantes estrangeiros em suas andanças pelo Brasil, durante o período colonial relatam suas impressões e preconceitos sobre, por exemplo, como os negros (e não havia atores brancos) apresentavam-se como Julieta. No filme britânico Shakespeare Apaixonado, de 1998, são mostradas algumas dificuldades para a personagem Viola De Lesseps apresentar-se como Julieta.

Na ópera tradicional chinesa, conhecida como “Ópera de Pequim” (atualmente, Ópera de Beijing”), até hoje as mulheres não entram; dentre outras obras, acerca dos modos de preparação dos atores para fazerem os papéis femininos na tradição mencionada, o filme chinês Adeus, Minha Concubina, de 1993, apresenta uma emocionante história de transformação de um menino em personagem feminina.

adeus concubina Coluna do Mate: Homens viram mulheres no palco

No filme Adeus, Minha Concubina, homens não entram na Ópera de Pequim - Foto: Divulgação

Enfim, vários são os relatos na história sobre proibições e modos como os atores apresentaram as personagens femininas.

Na tradição popular, porque os modos de criação sempre contam com a cumplicidade do público, ao se passar por mulher, o objetivo do travestido é enganar alguém, normalmente um opressor. Em tal tradição, o ator não imita de modo ilusionista a mulher, ele apenas se veste de mulher.

Portanto, o homem não quer ser mulher, ele não pretende vender uma “imagem de”. Não propriamente ligado a essa tradição, mas bastante atento a ela, Madame Satã (João Francisco dos Santos), apresentado como famoso transformista do Rio de Janeiro, sempre deixou absolutamente claro o quanto era necessário ser macho para ser homossexual no Brasil.

De outra forma, talvez, ao fazer um papel, “sexualmente feminino”, Madame Satã evidenciava o homem que era: não enganava ninguém. Tal aproximação faz-se necessária porque muitos são os homens que não perdem sua condição de homens, mesmo que suas escolhas não correspondam aos papéis, impostos também moralmente.

Voltando ao teatro, houve atores que se apresentaram em papéis femininos na história do teatro paulistano, de maneira antológica: dignizando as mulheres e sem afetações idealizadas (e na totalidade absoluta das vezes) sobre o que seria a mulher. Tive a oportunidade de assistir Roberto Cordovani, na década de 1980, apresentando-se como Greta Garbo em Olhares de Perfil e em Amar, Verbo Intransitivo, de modo impecável; Elias Andreato, em 1986, criando uma professora de inglês em Hello, boy!.

coluna mate cordovani Coluna do Mate: Homens viram mulheres no palco

Cartaz de Olhares em Perfil: Roberto Cordovani viveu Greta Garbo nos palcos - Foto: Divulgação

Recentemente, na pele da excepcional atriz Miryam Muniz, sem quaisquer afetações, sem figurinos, jogos de luzes, cenários..., Cássio Scapin apresenta-se de modo surpreendente no Eu Não Dava Praquilo.

Scapin incorpora em sua composição características absolutamente singulares da atriz, sobretudo modo de falar; modos de olhar, de expressão facial e gestos (principalmente ao fumar). O ator apresenta a atriz, de modo algo semelhante àquele apresentado por Marcelo Médici, em Cada um com Seus Pobrema. A diferença entre as interpretações reside no fato de Médici investir mais no tratamento cômico. Segundo Médici, em diversas ocasiões, a própria atriz ligava para ele para “ouvir-se”.

Ainda que de modo mais grotesco, porque a estética assim o exigia, na montagem de As Três Velhas, dirigida por Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli, em determinados momentos do espetáculo tinha uma delicadeza surpreendente. Em Orquestra de Senhoritas, de 1974, Paulo Goulart apresentava uma austera maestrina (Madame Hortense), ainda que em chave de comicidade e grotesco, o ator teve um trabalho surpreendente; mesmo vestido exageradamente, podia-se divisar uma humanidade muito interessante na composição e criação da personagem.

Tentei passear por alguns momentos da história do teatro, com ênfase à linguagem produzida na cidade de São Paulo. Muito tem acontecido e sido apresentado na Sampa desvairada, se Sylvia von Harden pintada por Otto Dix, em imagem apresentada no início deste texto confunde e delicia, mesmo sem confundir, mas deliciando ao extremo, pensei em finalizar este sucinto texto com a representação de cena antológica de Oscarito e Grande Otelo, em Carnaval do fogo, de 1949 ou Oscarito e Eva Todor em Os dois ladrões, de 1960.

Nos dois filmes, e vale a pena assisti-los na íntegra, têm-se excelentes atores apresentando mulheres. Sabe-se, todo o tempo que são homens, mesmo no segundo caso, na cena antológica de espelho. Oscarito, nesta cena, veste-se e comporta-se como a personagem apresentada por Eva Todor, mas pode-se perceber, ator e atriz revertendo o comando.

coluna mate orquestra senhoritas paulo goulart Coluna do Mate: Homens viram mulheres no palco

Paulo Goulart foi uma maestrina na peça Orquestra de Senhoritas, de 1974 - Foto: Divulgação

*Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista), pesquisador de teatro e integra o júri do Prêmio Shell de Teatro. Ele escreve no blog sempre no dia 1º.

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muso musa teatro r7 outubro 2013 Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro

Escolha quem merece ganhar o título de Musa e Muso do Teatro R7 em outubro de 2013

Por Miguel Arcanjo Prado

Outubro de 2013 chega ao fim e é hora de você, internauta do portal, escolher quem merece o título de Muso e Musa do Teatro R7.

Veja, abaixo, os indicados, e vote em seus preferidos. O resultado será publicado aqui no blog Atores & Bastidores na próxima segunda (4), às 11h.

Os vencedores ganharão perfil e ensaio fotográfico exclusivo no R7.

Boa sorte a todos!

Quem é a Musa do Teatro R7 de outubro de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • musa adriane galisteu tres dias de chuva Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Adriane Galisteu (Três Dias de Chuva)
    1.1%
  • musa camila pitanga o duelo Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Camila Pitanga (O Duelo)
    1.1%
  • musa carol carolina entre ruinas quase nada Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Carol Carolina (Entre Ruínas Quase Nada)
    51%
  • musa debora falabella contracoes Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Débora Falabella (Contrações)
    46.3%
  • musa maria manoella natimorto Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Maria Manoella (O Natimorto)
    0.5%

Quem é o Muso do Teatro R7 de outubro de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • muso chico carvalho ricardo iii Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Chico Carvalho (Ricardo III)
    47.6%
  • muso fabio porchat fora do normal Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Fábio Porchat (Fora do Normal)
    3.9%
  • muso laerte kessimos vestido de noiva Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Laerte Késsimos (Vestido de Noiva)
    1.5%
  • muso nicolas trevijano genet o poeta ladrao Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Nicolas Trevijano (Genet, o Poeta Ladrão)
    1.8%
  • muso raphael viana superadas Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de outubro
    Raphael Viana (Superadas)
    45.2%

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entre ruinas carol carolina foto ana cariane Crítica: Teatro do Abandono põe fantasmas para contar histórias de ruínas em palco aniquilado

Carol Carolina é homem boêmio e surpreende em Entre Ruínas Quase Nada - Foto: Ana Cariane

Por Miguel Arcanjo Prado

Tudo costuma ser tão veloz e emergente que muitas vezes nos perdemos das coisas, amedrontados ou — por que não? — fatigados. Porque é difícil continuar em frente sem sentir uma ponta de abandono, um desejo de desistência iminente, de impotência mesmo.

Tais sentimentos ou sensações de nossos dias estão por trás do primeiro espetáculo do Teatro do Abandono, Entre Ruínas Quase Nada, apresentado na carcomida Casa do Povo, no Bom Retiro, que aos poucos vai sendo ressurreta pelo esforço de artistas da metrópole como eles e o Teatro da Vertigem, que lá apresentou parte de seu Bom Retiro 958 Metros.

Após esperar no salão de entrada do prédio, o público é convidado pelos personagens-fantasmas a entrar no teatro abandonado, onde os mesmos vão disputar a atenção dos espectadores com o objetivo de contar sua história de abandono e ruína.

entre ruinas tadeu ibarra foto ana cariane Crítica: Teatro do Abandono põe fantasmas para contar histórias de ruínas em palco aniquilado

Figurinos de Entre Ruínas Quase Nada chamam a atenção; em cena, o ator Tadeu Ibarra - Foto: Ana Cariane

A disputa entre os personagens pelo palco é uma fina ironia à competição árdua que existe nesta profissão na qual o elenco – oriundos da SP Escola de Teatro – acaba de chegar.

Filipe Brancalião assume a direção e tenta dar ordem e espaço a cada um destes fantasmas libertos.

A música, executada com charme e desenvoltura por Thaís Oliveira e seu acordeom, preenche o vazio de viço. Os personagens cantam em fraseados musicais distintos, mas organizados, denotando algo incomum no teatro alternativo: estão afinados – mérito do diretor musical Cristiano Gouveia.

A direção encadeia os fantasmas como se fossem uma trupe do além, com suas regras próprias e respeito mútuo — nem que seja só no intento de um dia ter vez.

O figurino de Clau Carmo é propositivo, se faz presente; dialoga com o texto e com os personagens. E ainda enche os olhos da plateia naquele breu do teatro abandonado. Falando em breu, a iluminação dura de Adriana Marques expõe o abandono do cenário real.

Mesmo com a ideia de fragmentação evidente, faltou à dramaturgia, assinada por Jucca Rodrigues, dar uma unidade ao espetáculo - ela está mais presente no elenco do que no texto.

No elenco, Juliana Ostini, Verônica Mello, Paola Dourge, Tadeu Ibarra e Carol Carolina formam um conjunto interessante. Dá vontade de vê-los. Estão presentes e intensos.

Dois atores se destacam: Tadeu Ibarra e Carol Carolina. Ambos estão em um registro teatral mais sutil e potente.

Tadeu dá o texto de forma leve e despretensiosa. O ator tem uma graça em cena que lhe é intrínseca. E faz um trabalho que torna seu corpo uma verdadeira marionete viva. Sua cena, a do suicida assassinado, é um momento em que direção se funde com texto e atuação num resultado envolvente.

Já Carol Carolina apresenta um trabalho de composição de personagem com resultado crível e também cativante. Transforma-se num homem boêmio, charmoso e galanteador.  É atriz talentosa, com potencial para ir longe.

Entre Ruínas Quase Nada é um resultado artístico que reveste de poesia as indefinições da geração contemporânea, perdida e sem rumo, mas que, com um sopro de vida, ainda consegue despertar a alma absorta em uma onda cadavérica para contar mais uma história.

Porque há que seguir em frente. A velocidade de quem vem atrás não nos deixa parar. Sequer frear. Buscar um rumo é preciso.

entre ruinas todos foto ana cariane Crítica: Teatro do Abandono põe fantasmas para contar histórias de ruínas em palco aniquilado

Jovens com sede de palco: Entre Ruínas Quase Nada é a primeira peça do Teatro do Abandono - Foto: Ana Cariane

Entre Ruínas Quase Nada
Avaliação: Bom
Quando: Sábado, 21h; domingo, 20h. 70 min. Até 10/11/2013
Onde: Casa do Povo (r. Três Rios, 252, Bom Retiro, metrô Tiradentes, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7954-4345)
Quanto: Pague quanto quiser (como são só 20 lugares, é preciso reservar ingresso por telefone ou pelo e-mail doabandono@gmail.com)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Teatro do Abandono põe fantasmas para contar histórias de ruínas em palco aniquilado

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ENO 0087 copy Junior Docini, o ator que desbrava a metrópole com jeito de menino do interior

"Gosto de experimentar no palco", diz Junior Docini, ator de São Caetano do Sul, em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Apesar do impacto visual inicial que provoca, o ator Junior Docini, eleito Muso do Teatro R7, logo se mostra homem simples. O jeitão de menino de interior contrasta com a figura imponente.

Nasceu em 21 de julho de 1987, em São Caetano do Sul, no ABC paulista, onde vive até hoje. “Sempre vivi em São Caetano, gosto de lá, onde está minha família, meus amigos”.

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Junior Docini emocionou a família em cena de Dentro É Lugar Longe, da Trupe Sinhá Zózima - Foto: Eduardo Enomoto

Segundo dos três filhos do gerente comercial Adevanir Docini e da dona de casa Nanci Nascimento Docini, viveu cedo a perda do pai. Na peça Dentro É Lugar Longe, com a trupe Sinhá Zózima, revive esta dor em cena.

“Procurei o pai que nunca conheci. Minha família se emocionou muito quando viu a peça”, conta. Carrega consigo, orgulhoso, o nome do pai. É Adevanir Antônio Docini Junior.

Cresceu brincando na rua, perto das duas avós e da mãe, a quem chama de “sua vida”.

Sobre a beleza, desconversa. Diz que ficou assustado com a história de ser eleito Muso do Teatro R7. “Sempre fui o feio da turma quando criança. Na adolescência, era gordinho, baixinho e na escola me deram o apelido de Tio Chico, igual ao personagem da Família Addams”, conta, sorrindo.

Foi aos 15 anos que seu corpo mudou. Espichou de uma vez só, emagreceu. “Aí a beleza começou a aparecer”. Andou de skate, jogou futebol, teve a banda de rock Apolo 87, em parceria com o irmão músico, Eduardo, o Duda. O baixista do grupo, João Pedro, um dia lhe convidou para ir a um curso de teatro.

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Eleito Muso do Teatro R7, Junior Docini diz que nem sempre foi bonito: "Na adolescência, era baixinho, gordinho. Tão feio que meus amigos que apelidaram de Tio Chico, aquele personagem da Família Addams" - Foto: Eduardo Enomoto

Bonitão, Junior logo chamou a atenção de todo mundo. Quando viu, já estava escalado para as peças do Teatro Experimental Maria Tita, com o qual viajou muito nos festivais da vida. Aos 18 anos, entrou para a Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Não parou mais. Hoje, é orientador na instituição.

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Junior Docini diz que herdou a veia artística da mãe, dona Nanci, que adora cantar - Foto: Eduardo Enomoto

Herdou a veia artística da mãe, que adora cantar. “A dona Nanci é a rainha do videokê do bairro. Meus amigos adoram ir lá em casa cantar com ela”.

Diz que adora fazer peça da Trupe Sinhá Zózima, que acontecem dentro de um ônibus em movimento. “Assim que o Anderson Mauricio [diretor] me chamou eu fui. Nem quis saber de grana. Fui pela arte”.  Além de Dentro É Lugar Longe, atuou também em Cordel do Amor sem Fim.

“Também fiz o Folias [grupo teatral do bairro Santa Cecília, em São Paulo] entre 2009 e 2011. Sempre estou em algum espetáculo em cartaz”, entrega. “Sou um ator que gosta de mudança, de experimentar. Gosto de andar por aí, de pesquisar”, define.

Será protagonista do próximo longa de Fauzi Mansur, que deve ser lançado em breve. Tem vontade de fazer mais cinema e também televisão. “Meu sonho é fazer outros tipos de atuação”.

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Junior Docini está em cartaz em Dois Perdidos Numa Noite Suja, com texto de Plínio Marcos e direção de Amir Haddad; ele também será protagonista do próximo longa de do cineasta Fauzi Mansur - Foto: Eduardo Enomoto

Atualmente, além de viajar com a Sinhá Zózima, se prepara para a estreia de Dois Perdidos Numa Noite Suja, texto de Plínio Marcos com a Cia. do Lixo [veja serviço abaixo]. Contracena com Valter Carriel na obra dirigida por Amir Haddad, a quem define como "um sábio, um mestre”.

Envolto em tantos projetos, Junior ainda encontra tempo para fazer capoeira. “Sou professor de capoeira. Sabia que já fui campeão brasileiro e paulista?”. Bom, isso já é assunto para um outro dia...

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Apesar da beleza evidente, Junior Docini tem jeitão de menino do interior - Foto: Eduardo Enomoto

Dois Perdidos numa Noite Suja
Quando: Quarta a domingo, 20h e 21h30. De 8/11/2013 até 8/12/2013
Onde: Espaço Cultural Criar (r. Limeira, 148, Jardim Pedroso, Mauá, São Paulo, tel. 0/xx/11 5084-0620)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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