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apca 1 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Fernanda Lima, Mateus Solano, Yara de Novaes e Nina, filha de Débora Falabella - Fotos: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

A beleza estonteante da apresentadora Fernanda Lima, o novo visual do ator Mateus Solano e até a fofura da filha de Débora Fallabela representando a mãe foram alguns dos destaques da entrega do Troféu da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) — entidade da qual este vosso jornalista é membro —, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, na noite desta terça (11). Também chamou a atenção a ausência da cantora Anitta, eleita revelação musical, que não apareceu na festa, enquanto a centenária arquiteta Tomie Ohtake fez questão de ir receber no palco seu troféu da APCA.

A 58ª edição do prêmio consagrou os melhores das artes eleitos por 52 críticos em atividade na capital paulista em 11 categorias no ano de 2013: arquitetura, artes visuais, música erudita, dança, música popular, rádio, literatura, cinema, teatro, teatro infantil e televisão.

Apresentaram a noite Marcelo Tas, ao lado de sua mulher, Bel Kovarick; esta com uma performance titubeante. Mika Lins dirigiu a noite, que contou com roteiro do jornalista Dib Carneiro Neto.

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O presidente da APCA, José Henrique Fabre Rolim, abriu a entrega, afirmando “a importância e a tradição da entidade”. Foi seguido pelo diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, que ressaltou a função dos críticos como donos de um “olhar interessado para a cultura”.

A arquiteta Tomie Ohtake e a crítica teatral Ilka Zanotto receberam homenagem especial e foram ovacionadas pela plateia. Tomie, centenária e discreta, preferiu não discursar. Já Ilka dedicou o prêmio à atriz Myriam Muniz e às colegas Maria Thereza Vargas e Mariângela Alves de Lima.

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Melhor atriz e melhor ator de TV: Bianca Comparato e Mateus Solano - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Novo visual

Mateus Solano causou frisson com seu novo visual: bigode e um projeto de barba. Revelou que a mudança é “para deixar o Félix”, personagem gay da novela Amor à Vida que lhe rendeu o prêmio de melhor ator de TV. Contou que “sentiu orgulho” em receber um “prêmio tão importante”.

— Cada capítulo me desafiou, do primeiro ao último. E foram 222! Agradeço ter mantido o respeito do público, da crítica e de meus colegas.

Atriz brasileira que conquistou Hollywood, Alice Braga foi receber o troféu de melhor seriado de TV para Latitudes. Afirmou que a APCA “tem uma linda noção de arte” e que ser agraciada “traz valor a qualquer carreira”. Também revelou que pretende investir mais no Brasil neste 2014.

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Elizabeth Savalla, melhor atriz de TV também por Amor à Vida, lembrou que ganhou o prêmio há 40 anos, quando ainda estava na EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo). E brincou: “Espero que não demorem tanto para me dar outra vez”.

Bianca Comparato, que dividiu o prêmio de melhor atriz de TV com Savalla, dedicou ao diretores Felipe Hirsch e Selton Mello, que, respectivamente, a dirigiram em A Menina sem Qualidades, na extinta MTV Brasil, e Sessão de Terapia, no GNT. Hirsch, que levou melhor diretor por A Menina Sem Qualidades, lembrou a importância que a MTV Brasil teve na indústria criativa da televisão nacional.

Artistas que morreram em 2013 foram lembrados: Cleyde Yáconis, Jorge Dória, Ênio Gonçalves, Fauzi Arap, Glauco Mirko Laurelli e Silnei Siqueira.

Diversidade sexual e ausência de Anitta

Fernanda Lima, que teve a beleza elogiada no palco por Marcelo Tas, foi com o diretor Ricardo Waddington receber o prêmio de melhor programa de variedades para Amor & Sexo. Para ela, a APCA “reconhece o talento em várias áreas artísticas e é dada por críticos especializados, por isso tem tanto peso”. A apresentadora afirmou que “jamais esperava ganhar tão cedo em minha carreira” e dedicou seu troféu “à diversidade sexual”.

Dona Jacira, mãe do rapper Emicida, subiu ao palco e explicou que o filho está em viagem ao Texas, nos EUA. Recebeu por ele o troféu de melhor intérprete de música popular e bradou: “A rua é nóis”. Anitta, que ganhou troféu revelação em música popular, não apareceu para receber. Ficou em casa e apenas mandou mensagem de texto pelo celular da empresária, que leu o recadinho no microfone.

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Tomie Ohtake, Eva Wilma e Antunes Filhos: premiados com o APCA - Fotos: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

“Críticas jogam luz”

Homenageada especial na área de dança, a coreógrafa e bailarina Ruth Rachou foi aplaudida de pé. O mesmo aconteceu com Eva Wilma, que levou homenagem especial na área de teatro. Ela dividiu o prêmio com "todos os profissionais que trabalharam com ela ao longo de seus 60 anos de carreira" e fez dedicação especial a dois diretores cruciais em sua trajetória: José Renato e Antunes Filho.

Antunes, por sua vez, que levou melhor espetáculo com Nossa Cidade, agradeceu a Ilka Zanotto pelas “críticas que sempre jogaram luz” em seu trabalho e também ao diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

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Leonardo Ventura e Antunes Filho: melhor espetáculo de teatro para Nossa Cidade - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

A crítica Maria Thereza Vargas, que abocanhou o grande prêmio da crítica teatral, agradeceu aos colegas jornalistas e confessou que tinha “a impressão de que este seria” seu “último prêmio”. Dedicou o troféu “à Maria Clara Becker Chagas, filha de Walmor Chagas e Cacilda Becker, a quem devo a melhor parte de minha vida profissional”. Ela foi premiada pelo livro sobre Cacilda Becker e pela sua marcante trajetória como pesquisadora teatral.

Ainda na área teatral, Kiko Marques levou melhor dramaturgo por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, com a Velha Companhia. “Receber um prêmio depois do Antunes não é fácil”, brincou. Dedicou à filha, Anita, que nasceu durante a temporada do aclamado espetáculo.

Cassio Scapin, o melhor ator de teatro por Eu Não Dava Praquilo, no qual interpretou Myriam Muniz, em memória de quem dedicou seu troféu, contou que esta foi a segunda vez que levou o troféu para casa, já que ganhou revelação no começo da carreira.

Filha de Débora Falabella

Um dos momentos mais enternecedores foi quando Yara de Novaes subiu de mãos dadas com Nina, filha de Débora Falabella – que em viagem à Índia – para receber o troféu de melhor atriz de teatro que ambas ganharam pela peça Contrações, do Grupo 3 de Teatro. “A Débora queria muito estar aqui, por isso mandou a filha dela, a Nina, para representá-la”.

apca 4 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Denise Fraga e Cássio Scapin: melhor atriz de cinema e melhor ator de teatro da APCA - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Dagoberto Feliz, eleito melhor diretor de teatro por Folias Galileu, lembrou que seu grupo, o Folias D’Arte, só existe graças ao Programa de Fomento ao Teatro, incentivo público às artes cênicas dado pela Prefeitura de São Paulo. E ainda agradeceu aos “críticos que ainda escutam o que está acontecendo na cidade”.

Fernando Neves subiu ao palco com seu grupo, Os Fofos Encenam, para receber o prêmio especial em teatro pelo projeto Baú da Arthuzza e dedicou “aos grandes atores populares do Brasil, que começaram tudo”. Citou Dercy Gonçalves, Oscarito e Grande Otelo. Os agraciados do teatro infantil chamaram a atenção de todos pela empolgação. As companhias subiram no palco com todos os integrantes para receber os troféus.

Também marcaram presença na festa Celso Láfer, ex-ministro das Relações Exteriores e professor de direito, que escreveu um livro sobre Norberto Bobbio, premiado em literatura, o arquiteto Carlos Lemos, que dedicou seu prêmio a Oscar Niemayer. Homenageada na categoria música popular, Angela Maria não pôde estar presente.

Veja, abaixo, todos os nomes dos vencedores da APCA:

apca 6 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Dagoberto Feliz, melhor diretor de teatro, Kiko Marques, melhor autor de teatro, e Felipe Hirsch, melhor diretor de TV: agraciados com o APCA - Foto: Eduardo Enomoto; veja galeria de fotos da festa da APCA!

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TEATRO

Grande Prêmio da Crítica: Maria Thereza Varga (pela brilhante trajetória profissional de pesquisadora teatral e pelo livro Cacilda Becker – Uma Mulher de Muita Importância)

Espetáculo: Nossa Cidade (CPT – direção de Antunes Filho)

Diretor: Dagoberto Feliz (espetáculo Folias Galileu)

Autor: Kiko Marques (por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, da Velha Companhia)

Ator: Cássio Scapin (por Eu Não Dava Praquilo)

Atriz: Débora Falabella e Yara De Novaes (por Contrações)

Prêmio Especial: Projeto Baú de Arethuza (Cia. Os Fofos Encenam)

Prêmio Especial: Eva Wilma (60 Anos de Carreira)

Homenagem a Artistas Falecidos: Cleyde Yáconis, Fauzi Arap e Ênio Gonçalves

Votaram: Afonso Gentil, Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão,  Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici.

TEATRO INFANTIL

Grande Prêmio da Crítica: A Rainha Procura (Cia. do Quintal)

Melhor Espetáculo de Animação/Bonecos: Cocô de Passarinho (Cia. Noz)

Melhor Espetáculo de Dança Para Crianças: Uma Trilha para sua História (direção de Gustavo Kurlat)

Melhor Espetáculo de Rua Para Crianças: Mário e as Marias (Cia. Lúdicos)

Melhor Espetáculo Musical para Crianças: Empate entre Operilda na Orquestra Amazônica (Oásis Produção, dir. de Regina Galdino) e Menino Lua (dir. Fernanda Maia)

Melhor Espetáculo para Jovens: Lampião e Lancelote (dir. Débora Dubois)

Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa.

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra
: Carlos A. C. Lemos

Melhor obra: Biblioteca Brasiliana Mindlin – Autores: Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb

Obra referencial: Centro Paula Souza – Autores: Pedro Taddei e Francisco Spadoni

Registro de arquitetura: Nelson Kon

Fronteiras da arquitetura: Bom Retiro 958 metros – Autores: Guilherme Bonfanti (luz) e Carlos Teixeira (direção de arte)

Promoção à pesquisa: Concurso Estação Antártica Comandante Ferraz/ SECIRM – Secretaria da Comissão Interministerial para Recursos do Mar/ Secretário Geral Contra-Almirante Marcos Silva Rodrigues

Urbanidade: Conjunto Residencial Jardim Edite – Autores: MMBB Arquitetos (Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco) e H+F Arquitetos (Eduardo Ferroni e Pablo Hereñú)

Votaram: Abílio Guerra, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli.

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Maria Martins – Metamorfoses - MAM

Exposição Internacional: Mestres do Renascimento - CCBB

Exposição: Waldemar Cordeiro – Itaú Cultural

Multimídia: William Kentridge – Pinacoteca do Estado

Fotografia: Sebastião Salgado – Sesc Belenzinho

Retrospectiva: Antonio Henrique Amaral – Pinacoteca do Estado

Homenagem: Walter Zanini

Votaram: Antonio Santoro Jr., Antonio Zago, Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Luiz Ernesto Machado Kawall, Marcos Rizolli e Paulo Klein.

CINEMA

Filme: O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho

Prêmio Especial do Júri: Esse Amor que nos Consome, de Allan Ribeiro

Diretor: Kleber Mendonça Filho, por O Som ao Redor

Roteiro: Hilton Lacerda, por Tatuagem

Ator: Rodrigo Garcia, por Tatuagem

Atriz: Denise Fraga, por Hoje

Documentario: O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares

Votaram: Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo.

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: 50 Anos de Dança Moderna, de Ruth Rachou

Pesquisa em Dança: Grupo Proposição, pela investigação continuada

Bailarina Revelação: Alda Maria Abreu, do Taanteatro, por Androgyne Sagração do Fogo

Projeto Artístico: O Confete da Índia, de André Masseno

Criação em Dança: Projeto Propulsão/O que faz Viver-parte 2: Seguinte, da Keyzetta e Cia.

Criadora-Intérprete: Maria Paula Rego Monteiro, pelo solo Terra, do Grupo Grial

Bailarino: Luciano Fagundes, por Húmus, da Companhia Antônio Nóbrega

Votaram: Ana Teixeira, Flávia Couto, Helena Katz, Joubert Arrais, Katia Calsavara e Renata Xavier.

LITERATURA

Grande Prêmio da Crítica: Toda Poesia, de Paulo Leminski (Cia. das Letras)

Romance: Lívia e o Cemitério Africano, de Alberto Martins (Editora 34)

Ensaio/Crítica/Reportagem: Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex (Geração Editorial)

Infanto-Juvenil: As Gêmeas da Família, de Stella Maris Rezende (Globo Livros)

Poesia: Rabo de Baleia, de Alice Sant’Anna (Cosac Naify)

Contos/Crônicas: Garimpo, de Beatriz Bracher (Editora 34)

Tradução: A Anatomia da Melancolia – Volume IV – A Terceira Partição - Melancolia, de Robert Burton. Por Guilherme Gontijo Flores. (Editora UFPR)

Biografia/Memória: Norberto Bobbio: Trajetória e Obra, de Celso Lafer (Editora Perspectiva)

Votaram: Amilton Pinheiro, Gabriel Kwak, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior e Ubiratan Brasil.

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Ângela Maria

Grupo Vocal: Aindaessência

Grupo de Rock: Selton

Intérprete: Emicida

Compositor: Arnaldo Antunes

Projeto Especial: Terruá Pará

Revelação: Anitta

Álbum: Antes que Tu Conte Outra - Apanhador Só

Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa.

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: Aylton Escobar - compositor

Conjunto da obra: Maria Helena Rosas Fernandes - compositora

Personalidade: Edino Krieger

Projeto Musical I : Semana Eleazar de Carvalho – Concurso Anual Jovens Solistas

Projeto Musical II: Sérgio Bittencourt Sampaio e sua Pesquisa Musicológica em Livros

Obra vocal: Ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda

Prêmio Especial: Centro de Integração Documentação e Difusão Cultural – Unicamp na pessoa de Denise Garcia

Menções honrosas: I) Série Radiofônica de 13 programas (Cultura FM), por Samuel Kerr - Seminários de Música da Pró-Arte

II) Coral Paulistano sob a regência de Thiago Pinheiro

Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: 89 FM – pelo retorno da Rádio Rock

Internet: Rádio Sarau – www.radiosarau.com

Musical: Ricardo Corte Real – Programa Jazz Caravan – USP FM e Educativa FM de Rio Preto

Revelação: Programa João Carlos Martins – Cultura FM - SP

Humor: Band Coruja – Band FM

Prêmio Especial do Juri: Roberto Carmona – Transamérica FM – pelos 50 anos de reportagem esportiva

Variedades: Panelinha – Rádio Estadão AM/FM

Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo.

TELEVISÃO

Série: Latitudes, (TNT/YouTube – produtora Los Bragas)

Atriz: Bianca Comparato (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil e Sessão de Terapia/GNT) e Elizabeth Savalla (Amor à Vida/TV Globo)

Ator: Mateus Solano (Amor À Vida/TV Globo)

Direção: Felipe Hirsch (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil)

Programa de Variedades: Amor e Sexo (TV Globo)

Programa Jornalístico/Documentário: Presidentes Africanos (Band/Discovery - produtora Cinegroup)

Programa Infantil: Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas (Cartoon Network – produtora Glaz)

Menções Honrosas: I - Canal Arte 1 (Iniciativa Grupo Band) e II - “Sai de Baixo” (Reunião - 4 novos Episódios – Canal Viva)

Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fernanda Teixeira, João Fernando, Keila Jimenez, Leão Lobo e Paulo Gustavo Pereira.

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mateus carrieri nossa cidade emidio luisi Veja os melhores de 2013 pela APCA

Nossa Cidade, de Antunes Filho, levou melhor espetáculo de 2013 da APCA - Foto: Emidio Luisi

Por Miguel Arcanjo Prado

A APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este vosso jornalista é membro, escolheu os melhores de 2013 em assembleia que reuniu 52 críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo na noite desta segunda (9), nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.

A cerimônia de entrega a todos os artistas contemplados nesta 57ª. Edição do Prêmio APCA acontecerá em março de 2014, em data a ser divulgada, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

Veja, abaixo, a relação dos premiados:

 Veja os melhores de 2013 pela APCA

Cassio Scapin foi eleito melhor ator de 2013 pela APCA em 2013 por viver Myriam Muniz - Foto: João Caldas

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica: Maria Thereza Varga (pela brilhante trajetória profissional de pesquisadora teatral e pelo livro Cacilda Becker – Uma Mulher de Muita Importância)

Espetáculo: Nossa Cidade (CPT – direção de Antunes Filho)

Diretor: Dagoberto Feliz (espetáculo Folias Galileu)

Autor: Kiko Marques (por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, da Velha Companhia)

Ator: Cássio Scapin (por Eu Não Dava Praquilo)

Atriz: Débora Falabella e Yara De Novaes (por Contrações)

Prêmio Especial: Projeto Baú de Arethuza (Cia. Os Fofos Encenam)

Prêmio Especial: Eva Wilma (60 Anos de Carreira)

Homenagem a Artistas Falecidos: Cleyde Yáconis, Fauzi Arap e Ênio Gonçalves

Votaram: Afonso Gentil, Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão,  Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici.

contracoes Veja os melhores de 2013 pela APCA

Débora Falabella e Yara de Novaes foram as melhores atrizes de 2013 pela APCA por Contrações - Foto: João Caldas

TEATRO INFANTIL

Grande Prêmio da Crítica: A Rainha Procura (Cia. do Quintal)

Melhor Espetáculo de Animação/Bonecos: Cocô de Passarinho (Cia. Noz)

Melhor Espetáculo de Dança Para Crianças: Uma Trilha para sua História (direção de Gustavo Kurlat)

Melhor Espetáculo de Rua Para Crianças: Mário e as Marias (Cia. Lúdicos)

Melhor Espetáculo Musical para Crianças: Empate entre Operilda na Orquestra Amazônica (Oásis Produção, dir. de Regina Galdino) e Menino Lua (dir. Fernanda Maia)

Melhor Espetáculo para Jovens: Lampião e Lancelote (dir. Débora Dubois)

Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa.

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra
: Carlos A. C. Lemos

Melhor obra: Biblioteca Brasiliana Mindlin – Autores: Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb

Obra referencial: Centro Paula Souza – Autores: Pedro Taddei e Francisco Spadoni

Registro de arquitetura: Nelson Kon

Fronteiras da arquitetura: Bom Retiro 958 metros – Autores: Guilherme Bonfanti (luz) e Carlos Teixeira (direção de arte)

Promoção à pesquisa: Concurso Estação Antártica Comandante Ferraz/ SECIRM – Secretaria da Comissão Interministerial para Recursos do Mar/ Secretário Geral Contra-Almirante Marcos Silva Rodrigues

Urbanidade: Conjunto Residencial Jardim Edite – Autores: MMBB Arquitetos (Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco) e H+F Arquitetos (Eduardo Ferroni e Pablo Hereñú)

Votaram: Abílio Guerra, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli.

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Maria Martins – Metamorfoses - MAM

Exposição Internacional: Mestres do Renascimento - CCBB

Exposição: Waldemar Cordeiro – Itaú Cultural

Multimídia: William Kentridge – Pinacoteca do Estado

Fotografia: Sebastião Salgado – Sesc Belenzinho

Retrospectiva: Antonio Henrique Amaral – Pinacoteca do Estado

Homenagem: Walter Zanini

Votaram: Antonio Santoro Jr., Antonio Zago, Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Luiz Ernesto Machado Kawall, Marcos Rizolli e Paulo Klein.

tatuagem Veja os melhores de 2013 pela APCA

Cena do filme Tatuagem: melhor roteiro e também melhor ator para Rodrigo Garcia pela APCA

CINEMA

Filme: O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho

Prêmio Especial do Júri: Esse Amor que nos Consome, de Allan Ribeiro

Diretor: Kleber Mendonça Filho, por O Som ao Redor

Roteiro: Hilton Lacerda, por Tatuagem

Ator: Rodrigo Garcia, por Tatuagem

Atriz: Denise Fraga, por Hoje

Documentario: O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares

Votaram: Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo.

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: 50 Anos de Dança Moderna, de Ruth Rachou

Pesquisa em Dança: Grupo Proposição, pela investigação continuada

Bailarina Revelação: Alda Maria Abreu, do Taanteatro, por Androgyne Sagração do Fogo

Projeto Artístico: O Confete da Índia, de André Masseno

Criação em Dança: Projeto Propulsão/O que faz Viver-parte 2: Seguinte, da Keyzetta e Cia.

Criadora-Intérprete: Maria Paula Rego Monteiro, pelo solo Terra, do Grupo Grial

Bailarino: Luciano Fagundes, por Húmus, da Companhia Antônio Nóbrega

Votaram: Ana Teixeira, Flávia Couto, Helena Katz, Joubert Arrais, Katia Calsavara e Renata Xavier.

LITERATURA

Grande Prêmio da Crítica: Toda Poesia, de Paulo Leminski (Cia. das Letras)

Romance: Lívia e o Cemitério Africano, de Alberto Martins (Editora 34)

Ensaio/Crítica/Reportagem: Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex (Geração Editorial)

Infanto-Juvenil: As Gêmeas da Família, de Stella Maris Rezende (Globo Livros)

Poesia: Rabo de Baleia, de Alice Sant’Anna (Cosac Naify)

Contos/Crônicas: Garimpo, de Beatriz Bracher (Editora 34)

Tradução: A Anatomia da Melancolia – Volume IV – A Terceira Partição - Melancolia, de Robert Burton. Por Guilherme Gontijo Flores. (Editora UFPR)

Biografia/Memória: Norberto Bobbio: Trajetória e Obra, de Celso Lafer (Editora Perspectiva)

Votaram: Amilton Pinheiro, Gabriel Kwak, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior e Ubiratan Brasil.

anitta Veja os melhores de 2013 pela APCA

A funkeira Anitta foi escolhida revelação de 2013 pelos críticos de música da APCA

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Ângela Maria

Grupo Vocal: Aindaessência

Grupo de Rock: Selton

Intérprete: Emicida

Compositor: Arnaldo Antunes

Projeto Especial: Terruá Pará

Revelação: Anitta

Álbum: Antes que Tu Conte Outra - Apanhador Só

Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa.

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: Aylton Escobar - compositor

Conjunto da obra: Maria Helena Rosas Fernandes - compositora

Personalidade: Edino Krieger

Projeto Musical I : Semana Eleazar de Carvalho – Concurso Anual Jovens Solistas

Projeto Musical II: Sérgio Bittencourt Sampaio e sua Pesquisa Musicológica em Livros

Obra vocal: Ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda

Prêmio Especial: Centro de Integração Documentação e Difusão Cultural – Unicamp na pessoa de Denise Garcia

Menções honrosas: I) Série Radiofônica de 13 programas (Cultura FM), por Samuel Kerr - Seminários de Música da Pró-Arte

II) Coral Paulistano sob a regência de Thiago Pinheiro

Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: 89 FM – pelo retorno da Rádio Rock

Internet: Rádio Sarau – www.radiosarau.com

Musical: Ricardo Corte Real – Programa Jazz Caravan – USP FM e Educativa FM de Rio Preto

Revelação: Programa João Carlos Martins – Cultura FM - SP

Humor: Band Coruja – Band FM

Prêmio Especial do Juri: Roberto Carmona – Transamérica FM – pelos 50 anos de reportagem esportiva

Variedades: Panelinha – Rádio Estadão AM/FM

Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo.

menina sem qualidades Veja os melhores de 2013 pela APCA

Bianca Comparato (à esq.), em A Menina sem Qualidades (MTV Brasil): melhor diretor e melhor atriz de TV pela APCA em 2013 - Foto: Divulgação

TELEVISÃO

Série: Latitudes, (TNT/YouTube – produtora Los Bragas)

Atriz: Bianca Comparato (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil e Sessão de Terapia/GNT) e Elizabeth Savalla (Amor à Vida/TV Globo)

Ator: Mateus Solano (Amor À Vida/TV Globo)

Direção: Felipe Hirsch (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil)

Programa de Variedades: Amor e Sexo (TV Globo)

Programa Jornalístico/Documentário: Presidentes Africanos (Band/Discovery - produtora Cinegroup)

Programa Infantil: Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas (Cartoon Network – produtora Glaz)

Menções Honrosas: I - Canal Arte 1 (Iniciativa Grupo Band) e II - “Sai de Baixo” (Reunião - 4 novos Episódios – Canal Viva)

Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fernanda Teixeira, João Fernando, Keila Jimenez, Leão Lobo e Paulo Gustavo Pereira.

mateus solano1 Veja os melhores de 2013 pela APCA

Mateus Solano, o Félix de Amor à Vida, é o melhor ator de TV em 2013 pela APCA

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mateus carrieri nossa cidade emidio luisi Veja os indicados da APCA em teatro no 2º semestre

Nossa Cidade, de Antunes Filho: indicado melhor espetáculo, diretor e ator - Foto: Emidio Luisi

Por Miguel Arcanjo Prado

Os críticos de teatro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) – entidade da qual este vosso jornalista faz parte – avaliaram a temporada teatral do segundo semestre de 2013 (agosto a dezembro), em reunião de trabalho informal realizada em São Paulo, na noite desta segunda (2). Os críticos fizeram uma pré-seleção dos melhores do teatro paulista neste período.

O encontro definitivo para votar os melhores de 2013 será realizado na noite da próxima segunda (9),  no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, em assembléia ordinária anual da entidade. Como o volume de produções teatrais em São Paulo é farto, a comissão de teatro da APCA tem por hábito se reunir informalmente ao final de cada semestre para discutir e filtrar os principais nomes da temporada em questão.

Veja, abaixo, todos os indicados da APCA em teatro em 2013, no primeiro e no segundo semestre:

Espetáculo

Primeiro Semestre
Cais ou da Indiferença das Embarcações (Velha Companhia)
Folias Galileu (Grupo Folias D’Arte)
Quase Normal
São Manuel Bueno, Mártir (Grupo Sobrevento)

Segundo Semestre
A Madrinha Embriagada (Direção de Miguel Falabella)
Nossa Cidade (Direção de Antunes Filho)
Operação Trem Bala (Direção de Naum Alves de Souza)

Autor/Dramaturgo

Primeiro Semestre
Cássio Junqueira e Cássio Scapin – Eu Não Dava Praquilo
Kiko Marques – Cais ou da Indiferença das Embarcações
Laura Castro – Aos Nossos Filhos
Rafaela Penteado, Heloísa Cardoso e elenco – Folias Galileu

Segundo Semestre
Naum Alves de Souza (Operação Trem Bala)
Newton Moreno (Jacinta)

Diretor

Primeiro Semestre
Dagoberto Feliz – Folias Galileu
Elias Andreato – Eu Não Dava Parquilo e Mirna Sou Eu
Luiz André Cherubini e Sandra Vargas – São Manuel Bueno, Mártir

Segundo Semestre
Antunes Filho (Nossa Cidade)
Naum Alves de Souza (Operação Trem Bala)
Zé Henrique de Paula (Nossa Classe)

Ator

Primeiro Semestre
Cássio Scapin – Eu Não Dava Praquilo
Ésio Magalhães – WWW para Freedom
Henrique Schafer – Afogando em Terra Firme
Marcos Caruso – Em Nome do Jogo

Segundo Semestre
Enrique Diaz (Cine Monstro)
Leonardo Ventura (Nossa Cidade)
Marco Antonio Pâmio (Operação Trem Bala)
ZéCarlos Machado (Retratos Falantes – Brincando com Sanduíche)

Atriz

Primeiro Semestre
Bete Coelho e Ligia Cortez – A Dama do Mar
Maria de Medeiros – Aos Nossos Filhos
Marília Pêra – Alô, Dolly!
Rosana Stavis – Árvores Abatidas ou para Luis Mello

Segundo Semestre
Débora Duboc (Jocasta)
Débora Falabella e Yara de Novaes (Contrações)
Debora Olivieri (Rosa)
Jandira Martini (Prof! Profa!)

Prêmio Especial

Primeiro Semestre
Domingos Nunez e Cia. Ludens pelos dez anos dedicados ao teatro irlandês
Grupo Tapa pelo projeto Tapa no Arena – uma Ponte na História
Projeto Educacional do Sesi-SP em Teatro Musical

Segundo Semestre
Projeto Baú de Arethuza (Cia Os Fofos Encenam)
Projeto Cacilda (Teatro Oficina)
Projeto Puzzle (Direção de Felipe Hirsch)

Grande Prêmio da Crítica

Primeiro e segundo semestre
Eva Wilma pelos 60 anos de carreira da atriz
Maria Thereza Vargas pela longa e brilhante carreira de pesquisadora teatral e pela autoria do livro Cacilda Becker:Uma Mulher de Muita Importância

 

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aguinaldo cunha foto bob sousa 20132 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani R. da Cunha: presidente da APCA nos últimos quatro anos - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O crítico teatral paulistano Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha acaba de deixar o cargo de presidente da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), que ocupou nos últimos dois biênios (2009/2011 e 2011/2013). Ele foi sucedido pelo crítico de artes visuais José Henrique Fabre Rolim.

Em sua gestão, criou novidades e procurou aproximar mais a instituição do público, além de receber nova geração de críticos.

Formado em direito e em história pela USP (Universidade de São Paulo), Aguinaldo escreveu para importantes publicações, como o lendário Última Hora e o Diário de S. Paulo.

Nesta exclusiva Entrevista de Quinta, concedida em seu apartamento, nos arredores da avenida Paulista – onde também posou para o nosso fotógrafo Bob Sousa – ao Atores & Bastidores do R7, mais do que falar sobre a APCA, Aguinaldo Cristofani fez um balanço de seu amor ao teatro e à cultura.

Lembrou-se da primeira peça que viu, de sua amizade com a prima Myriam Muniz, da crítica que mostrou para ninguém menos do que Decio de Almeida Prado (1917-2000). Apenas algumas das muitas histórias que tem para contar.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Qual o balanço que você faz de sua gestão como presidente da APCA?
Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha – Desenvolvemos um trabalho muito integrado, participativo e colegiado. Tive ótimos companheiros na diretoria, como Rubens Ewald Filho, Celso Curi, Edianez Parente, José Henrique Fabre Rolim, Inês Correia, Mauro Fernando de Mello e Marco Antonio Ribeiro. Realizamos quatro cerimônias de premiação, com toda a solenidade requerida pela tradição da APCA. Vários críticos novos ingressaram na instituição e vários antigos críticos a ela retornaram. Recuperamos o histórico da entidade, inclusive com homenagem especial a seu fundador, o crítico português João Apolinário. O bom funcionamento da instituição, com respeito a seus Estatutos, foi nosso objetivo principal.

O que vocês criaram?
Criamos o Prêmio Especial da APCA, dado pela diretoria em nome de toda a instituição a alguma personalidade ou entidade com trabalho relevante na cultura e nas artes. Instituímos uma nova categoria na APCA, a de Arquitetura, ao lado das dez já existentes (Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão).  Também firmamos parcerias com o Sesc São Paulo e com a Imprensa Oficial do Estado. Obtivemos patrocínio de empresas importantes como as revistas Bravo e Contigo, Companhia Porto Seguro e Companhia Siderúrgica Nacional, graças ao prestígio da Associação, prestígio que vem de longa data.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20136 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

"Prêmios não devem ser supervalorizados. Devem ter apenas importância na medida exata", diz Aguinaldo Cristofani Cunha, que recebeu novos membros na APCA - Foto: Bob Sousa

Qual o peso da APCA para a cultura paulistana e brasileira?
A APCA reúne parte expressiva e atuante do pensamento crítico paulista e brasileiro em 11 artes distintas.  Como entidade de reflexão crítica, de defesa da liberdade de expressão – que está na origem de sua criação – e de incentivo às artes, ela é uma instituição de referência cultural extremamente importante. Respeitada como entidade que reflete as artes e a cultura do ponto de vista da crítica especializada, e que reúne excelente quadro de especialistas.

A que você atribui tamanho peso?
Esse peso vem do reconhecimento de seu papel como instituição de reflexão crítica com longa e séria contribuição cultural. Em 1956, quando os críticos teatrais paulistas desligaram-se da Associação Brasileira de Críticos de Teatro e fundaram a Associação Paulista de Críticos de Teatro, teve início esse processo que culminaria na criação da sigla APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte em 1972, graças à visão e à sensibilidade de João Apolinário. Essa reunião dos críticos teatrais com os das demais artes deu maior visibilidade aos críticos e foi importante na defesa da liberdade de expressão e de manifestação artística durante o regime militar. Uma trajetória que dura desde 1956, portanto, há 57 anos.

A APCA recebeu novos críticos em várias áreas nos últimos anos. Como você vê esta chegada de uma nova geração de críticos em um cenário de crise no jornalismo cultural?
Nestes últimos quatro anos, a APCA recebeu críticos novos em todas categorias. Gente nova que vê a entidade de uma maneira diferente dos que já lá estão e que contribui com muito dinamismo e vigor para a reflexão crítica que se processa anualmente na APCA. Acho fundamental essa interação entre gerações, críticos que atuam desde a década de 1970 com críticos recém-chegados. É uma troca rica de informação e de visão de mundo que se dá entre eles, de forma muito elevada e respeitosa de parte a parte.

Como você avalia esta crise que o jornalismo cultural passa, com cada vez menos espaço?
Essa crise do jornalismo cultural vem de longe. Nos anos 1970 e 1980 já se falava que na década de 1940 o espaço para a crítica era generoso, que Décio de Almeida Prado escrevia longas colunas e que sobre uma mesma peça eram feitos diversos artigos, analisando separadamente o texto, a direção, o cenário, as interpretações etc. O fato é que o mundo mudou, e mudou a imprensa, diminuiu não só o espaço dado à crítica, por exemplo, mas o número de jornais também decresceu, e uma nova mídia, digital, surgiu. É necessário estarmos preparados para a mudança, para o novo.

Como você vê o papel das novas mídias como lugar de exercício da cobertura cultural? Acha que o futuro passa por aí?
Vejo de maneira muito positiva, sou entusiasmado com a internet, suas possibilidades, sua riqueza e agilidade na troca e na disseminação da informação. Quando deixei a crítica em jornal, em fins de 2003, colaborei durante alguns anos na nova mídia, em dois portais, e foi muito gratificante. Espero agora, com o término de meu mandato à frente da APCA, construir meu próprio blog, escrever sobre e acompanhar o teatro brasileiro e assessorar a nova diretoria da APCA na atualização e complementação do fantástico livro “APCA 50 Anos”, editado pela gestão de Leila Reis em 2006, quando as premiações completaram a marca de 50 anos.

Conte-me um momento marcante que você viveu como presidente da APCA.
Foram vários, aprendi muito. Marcou-me muito ver o reconhecimento que existe em relação a ela por parte de gente ilustre. Cito um exemplo apenas: Irene Ravache, ao apresentar a festa de premiação da APCA em 2011, teceu grandes elogios à instituição e disse-me o quanto é importante para os artistas serem premiado pela APCA.  Foram vários os artistas, intelectuais, empresários e gente comum que em conversas comigo foram extremamente generosos com a APCA. Isso me marcou muito.

Você ficou triste com o fim do mandato? Como é deixar o cargo de presidente da APCA para você?
Não fiquei triste, nem poderia, pois tudo tem começo, meio e fim. Nunca desejei ser presidente da APCA, aceitei essa incumbência devido a circunstâncias específicas. São os acasos da vida, nunca desejei nem esperei ser presidente da instituição.  Considero ter cumprido essa missão, com a colaboração de grandes colegas que citei no início dessa entrevista. Deixar o cargo é satisfatório, pois a avaliação que faço do que fizemos – gosto de falar no plural pois nossa gestão foi participativa e colegiada –, é positiva. Desejo ao atual presidente, José Henrique Fabre Rolim, crítico de Artes Visuais desde 1977, e tesoureiro nas diretorias a que presidi, todo sucesso à frente da APCA nos próximos dois anos.

Qual o maior desafio da APCA para o futuro próximo?
São vários: adaptar-se à nova mídia digital de forma mais incisiva, com um site dinâmico e bem completo, altamente informativo sobre a instituição e sua história; acompanhar as artes em seus desdobramentos atuais, modernos – no teatro, por exemplo, prestar maior atenção ao teatro de rua, ao teatro experimental; manter a qualidade de seu excelente quadro de associados, incorporando novos valores e trazendo de volta os que afastaram; obter uma sede própria, uma sala, algo simples, mas onde se possa guardar seus preciosos arquivos; enfim, firmar parcerias de patrocínio mais duráveis, com base em projetos de mais longa duração.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20133 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani entrou para a APCA em 1986 e foi rapidamente acolhido - Foto: Bob Sousa

Agora, vamos lembrar um pouquinho do passado. Conte-me como você entrou para a APCA?
Entrei em 1986, levado por um amigo, Rui Fontana López, crítico de teatro infantil e de dança do Jornal da Tarde. Eu estava me iniciando na crítica, timidamente escrevia resenhas teatrais para as Revistas Around e A-Z. Senti necessidade de me ligar a um órgão especializado na critica, como forma de me desenvolver, me integrar. Fiquei até 1988, ausentei-me por dois anos, voltei em 1991, ausentei-me de novo e só retornei definitivamente em 1995.

E você logo se enturmou?
Fiquei tão impressionado ao entrar na APCA que no ano seguinte, em 1987, aproximei-me de Mariângela Alves de Lima, a quem já conhecia através de um amigo comum, e a quem muito admirava (e admiro), e a convidei para organizar comigo um seminário sobre crítica teatral.  Ela aceitou, veja só, e juntos convidamos Décio de Almeida Prado e Sábado Magaldi para coordenarem o seminário conosco. Um amigo, o ator Cid Pimentel, sugeriu-me a dinâmica do seminário, a metodologia de trabalho. Foi um sucesso, patrocinado pela Funarte, três dias de reflexões e debates no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Esse I Seminário de Crítica Teatral – cujos manuscritos, editados e revistos há anos por Mariângela, estão comigo à espera de publicação – ganhou até prêmio, entregue ao Prof. Décio e ao Prof. Sábato. Eles abriram e encerraram o seminário, que contou com a participação de críticos (Yan MiIchalski veio especialmente do Rio), de artistas (Tonia Carrero, Eduardo Tolentino de Araújo) e da imprensa. O mote do seminário era: “a crítica na visão de quem faz, a crítica na visão dos criticados e a crítica na mídia”.

Você se lembra qual a primeira peça que você viu?
Minha mãe me levava ao teatro, via peças infantis e, com uns oito anos, vi Nossa Vida com Papai, no antigo TBC, com Fernanda Montenegro,  Pega Fogo, numa remontagem do Teatro Cacilda Becker, com Cacilda e Ziembinski e, no mesmo programa de Pega Fogo, uma peça curta de Machado de Assis, O Protocolo, com Cleyde Yáconis. Pega Fogo, peça que marcou a carreira de Cacilda Becker, e O Protocolo foram montadas no antigo Teatro Leopoldo Fróes, derrubado anos depois, e que funcionava na Praça General Jardim, era um anexo da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Não me lembro dos enredos dessas peças, era muito criança, mas lembro-me bem das figuras carismáticas das atrizes protagonistas, Cacilda e Cleyde. Ambas ficaram para mim como grandes referências do teatro brasileiro – veja como a experiência foi marcante! Tive a honra, posteriormente, de ser amigo de Cleyde. A ida ao teatro era – e é - um acontecimento na vida de uma criança, e, é claro, fiquei muito impressionado nessas ocasiões.

 

aguinaldo cunha foto bob sousa 20134 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani é primo de Myriam Muniz, de quem foi amigo íntimo - Foto: Bob Sousa

De qual personalidade de nosso teatro você tem mais saudades?
Tenho saudades de nossa querida Myriam Muniz, minha prima, minha amiga e grande nome do teatro brasileiro – como atriz, diretora e professora. Myriam tinha uma personalidade invulgar, única. Éramos parentes e muito próximos. Myriam e minha mãe, Guiomar Cristofani,  eram primas,  filhas de duas irmãs. Nosso parentesco é pelo lado italiano de nossas famílias. Tanto ela como eu temos ascendência paterna portuguesa e ascendência materna  italiana.  Nossos antepassados comuns, meus bisavós Gaetano Fierro e Maria Thereza Menchise (avós de Myriam e de minha mãe), eram imigrantes do sul da Itália (de Bari e da Basilicata), que chegaram ao Brasil em abril de 1901.

Que privilégio poder ter convivido com a Myriam Muniz!
Como minha mãe e Myriam eram muito unidas, muito amigas, fiquei próximo dela desde criança. Mais tarde, já adulto, fiquei também amigo dela, para além do parentesco. Myriam me informou, me orientou, foi uma das luzes de minha vida (tenho outras, claro, meus pais, meus avós, alguns mestres, alguns amigos...).Sinto muito falta dela, como pessoa e como personalidade, fascinante, de nosso teatro. Agora, os queridos e talentosíssimos Cássio Scapin e Elias Andreato a trouxeram de volta ao palco, num espetáculo emocionante e instigante: Eu Não Dava Praquilo.  Em boa hora, Myriam Muniz está de volta.

Por que você se tornou crítico teatral?
Acasos da vida, digo novamente. Sou formado em Direito [turma de 1972 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da USP] e em História [FFLCH-USP, 1975]. Sempre trabalhei na Administração Pública Paulista, com temas ligados ao Direito Administrativo – fui professor dessa matéria durante doze anos. Quando estava na Faculdade de História, em 1974, escrevi e publiquei oito artigos sobre  o Moderno Teatro Brasileiro no jornal  Última Hora. Meus pais gostaram muito, e eu também, pois ligava a História ao Teatro, duas paixões. Um amigo meu, também advogado e com empresa de comunicação cultural, aconselhou-me então a tentar a critica teatral, como trabalho paralelo ao Direito, já que eu gostava muito de escrever e via tudo de teatro, lia, estudava, acompanhava a temporada e os movimentos teatrais.

E aí você mergulhou na crítica?
Desse modo, sempre por indicação de amigos, tive curtas experiências como critico em 1977 (no Semanário Aqui São Paulo) e em 1979 (no Jornal da República). Mas ainda não estava preparado, faltava-me maior maturidade. Entre 1984/87, fiz resenhas para as Revistas Around e A-Z, pequenos textos escritos sobre teatro.  Somente em fevereiro de 1995, por indicação do critico de cinema Miguel Barbieri Júnior, é que tornei-me critico teatral do Diário Popular, mais tarde Diário de S. Paulo, contratado pela jornalista Yara Martinez. Nesse jornal, permaneci como colaborador até novembro de 2003. Aí, houve uma profissionalização como crítico. Foi sempre um trabalho paralelo ao Direito e à Administração Pública, mas ao qual me dediquei com muita seriedade e profissionalismo.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20131 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani: "O que mais admiro no teatro é seu extraordinário vigor" - Foto: Bob Sousa

Se fosse para você escolher as três melhores peças que você viu na sua vida, quais seriam?
Essa pergunta é muito difícil, Miguel! Assisti tanta coisa boa, que é praticamente impossível escolher apenas três. Prefiro dizer apenas que tenho a maior admiração pelo teatro brasileiro e seus criadores, gente de talento, de garra, de grande criatividade.  Uma vez, ao dar uma palestra na Fundação Athos Bulcão em Brasília, há dez anos, sobre o teatro brasileiro, afirmei que o que mais me admirava em nosso teatro é o seu extraordinário vigor. Penso assim ainda hoje, por isso gosto de exercer a atividade crítica, refletir a respeito.

Você viveu intensamente a história do teatro brasileiro. Pensa em escrever um livro com suas memórias teatrais?
Não vivi tão intensamente assim, não é como me vejo. Desde criança assisto teatro, como disse, por influência e iniciativa familiar e gosto próprio, mas só me envolvi mais diretamente a partir de meu trabalho como crítico de jornal, na década de 1990. Esse envolvimento foi sempre paralelo, nunca dentro do teatro, vendo, lendo e ouvindo histórias, mas raramente participando delas. Não teria bagagem suficiente para escrever memórias teatrais. Sábato Magaldi, o grande crítico e intelectual a quem muito admiro, manteve durante muitos e muitos anos, um diário, escrito cotidianamente, sobre o teatro brasileiro e suas histórias. Isso, sim, são memórias de nossos palcos, mas Sábato disse-me repetidamente que só permitirá que sejam publicado após o desaparecimento de todo os personagens, para não criar situações desagradáveis, o que é perfeitamente compreensível... Pena, não é? Jamais leremos essas preciosidades!

Além da APCA, você também já foi jurado de prêmios como o Shell e o Mambembe. Qual a importância da existência de prêmios como estes para a classe teatral?
Fui jurado do Prêmio Shell por somente dois anos (tive que deixar o júri para ir estudar por algum tempo na Itália, em 1990), do Prêmio Mambembe, infelizmente desaparecido e que deveria retornar no âmbito do Ministério da Cultura, e do Prêmio Governador do Estado, recentemente, quando voltou a ser votado. Os prêmios são importantes para um artista pelo reconhecimento ao talento e à qualidade de seu trabalho – mas não devem ser supervalorizados. Devem ser importantes apenas na medida exata. Fui jurado também de outros prêmios, de incentivo e financiamento do teatro, como o Prêmio Myriam Muniz, o Prêmio Municipal de Fomento ao Teatro, os Prêmios Flávio Rangel e Ademar Guerra.  E o Prêmio PROAC. Todos muito importantes e necessários ao desenvolvimento de nosso teatro.

Qual a dica que você dá a quem deseja escrever críticas ou fazer pesquisa sobre o teatro?
Acho que o estudo é fundamental. Estudar a história do teatro mundial, a história do teatro brasileiro, ler dramaturgia, ler teoria teatral – isso para o crítico obter sólida base cultural, histórica, teórica. Paralelamente, acompanhar o teatro, assistir às temporadas teatrais, acompanhar os movimentos teatrais e estar aberto a todo tipo de teatro, à pesquisa de linguagem, ao teatro experimental, às novas formas com que o teatro se apresenta. Decio de Almeida Prado, a quem mostrei um texto meu, uma critica teatral que tinha escrito (eu era e sou muito amigo da filha dele, Silvia, daí a facilidade de aproximação que pude ter com ele), disse-me, num bilhetinho que me escreveu: a gente aprende a escrever crítica com a prática, tentando, escrevendo. É a pura verdade! Aliás, o aprendizado em relação a tudo se dá assim: na prática, na tentativa de fazer.

Qual a mensagem que você deixa para aqueles que amam o teatro e as artes?
A cultura e a arte fazem parte indissociável da vida dos que gostam de alimentar o espírito. Seja como artista, como intelectual, como espectador, não importa, esse alimento para o espírito é importantíssimo, traz maior qualidade às nossas vidas. O teatro, assim como a música, a literatura, todas as artes, deve ser participante de alguma forma desta nossa trajetória. Não deixo exatamente mensagem, apenas o reconhecimento de como é importante para o ser humano estar aberto á cultura e à arte. Muito obrigado por esta entrevista, Miguel, você que é o mais recente crítico teatral da nossa APCA.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20135 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

"A cultura e a arte fazem parte indissociável da vida dos que gostam de alimentar o espírito", diz o crítico teatral da APCA Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha - Foto: Bob Sousa

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apca presidente jose henrique fabre rolim foto miguelarcanjoprado José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

José Henrique Fabre Rolim foi eleito novo presidente da APCA - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das mais tradicionais instituições culturais do Brasil tem nova diretoria. José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).

Ele foi eleito por unanimidade em assembleia realizada por membros da instituição, no auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, no centro paulistano, na noite desta quarta-feira (21), da qual este vosso jornalista participou. Ele ficará à frente da APCA no biênio 2013/2015.

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Cerimônia: sob apalusos, o antigo presidente, Aguinaldo Cristofani, passa a ata da APCA para o novo comandante da entidade, Fabre Rolim - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Fabre Rolim é associado da APCA desde 1977 e exerceu o cargo de tesoureiro da instituição nos últimos quatro anos, época em que foi presidida pelo crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha (Teatro).

Em sua despedida do cargo de presidente, Cristofani fez discurso emocionado, lembrando da tradição da APCA e do reconhecimento que ela tem pela classe artística e sociedade brasileira de um modo geral. Ele foi aplaudido por todos os membros presentes. Em sua fala, o novo presidente disse que trabalhará para manter o que foi feito e avançar ainda mais.

A chapa eleita é composta por: Presidente - José Henrique Fabre Rolim (Artes Visuais); Vice-Presidente - Rubens Ewald Filho (Cinema); Secretário - Fernando Serapião (Arquitetura); Tesoureiro - Inês Fernandes Correia (Música Popular). O novo Conselho Fiscal da APCA é composto por Dalva de Abrantes (Artes Visuais), Evaristo Martins de Azevedo (Teatro) e Gustavo Ranieri (Literatura).

apca2 José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

Críticos da APCA, a partir da esquerda: Inês Correia, Miguel Arcanjo Prado, Evaristo de Azevedo, Fernando Serapião, Nadia Somekh, Fernanda Teixeira, Vinicio Angelici, Dalva de Abrantes, o ex-presidente Aguinaldo Cristofani e o novo presidente José Henrique Fabre Rolim

Tradição

A APCA tem histórico de muita tradição. Em 31 de agosto de 1951 foi fundada a Associação Brasileira de Críticos de Teatro (ABCT), por iniciativa de um grupo de oito críticos teatrais liderados por Nicanor Miranda.

aguinaldo cristofani apca 300x225 José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

Aguinaldo Cristofani deixou o cargo de presidente da APCA sob os aplausos dos colegas - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Em 1956, sob presidência de Décio de Almeida Prado, a entidade mudou o nome para Associação Paulista de Críticos de Teatro (APCT).

Em 1971, o crítico teatral português João Apolinário, então presidente da APCT, fez a proposta de ampliar a entidade, que passou a abrigar outras áreas artísticas, como forma de se fortalecer no contexto de perseguição política da ditadura militar. Em 1972 o nome da instituição passou a ser APCA.

O prêmio da APCA é distribuído anualmente por cerca de 60 críticos em 11 categorias artísticas, sempre com votação no fim de cada ano e cerimônia de entrega no começo do ano posterior. Ele é um dos mais respeitados prêmios do Brasil. Atualmente, as áreas da APCA são: Artes Visuais, Dança, Arquitetura, Música Popular, Música Erudita, Cinema, Literatura, Televisão, Teatro, Teatro Infantil e Rádio.

apca3 José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

Posam com o novo presidente no auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas, José Henrique Fabre Rolim (à frente, à dir.), os membros da nova diretoria da APCA: (a partir da esq.) Inês Correia, Fernando Serapião, Dalva de Abrantes e Evaristo Martins de Azevedo - Foto: Miguel Arcanjo Prado

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indicados apca esio magalhaes maria de medeiros foto eduardo enomoto r7 Veja os indicados da APCA em teatro no 1º semestre

Ésio Magalhães e Maria de Medeiros: indicados pela APCA como melhor ator e atriz - Fotos: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Os críticos de teatro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) – entidade da qual este vosso jornalista faz parte – avaliaram a temporada teatral do primeiro semestre de 2013 (janeiro a julho), em reunião de trabalho informal realizada em São Paulo, na noite desta quarta (7). Os críticos fizeram uma pré-seleção dos melhores do teatro paulista neste período.

Outro encontro será feito em dezembro, para avaliar as produções do segundo semestre. No mesmo mês, acontece a votação final da APCA, quando os vencedores serão escolhidos na assembleia ordinária anual da entidade no Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Como o volume de produções teatrais em São Paulo é farto, a comissão de teatro da APCA tem por hábito se reunir informalmente ao final de cada semestre para discutir e filtrar os principais nomes da temporada em questão.

Veja, abaixo, os indicados da APCA em teatro no primeiro semestre de 2013:

Espetáculo
Cais ou da Indiferença das Embarcações (Velha Companhia)
Folias Galileu (Grupo Folias D’Arte)
Quase Normal
São Manuel Bueno, Mártir (Grupo Sobrevento)

Autor/dramaturgo
Cássio Junqueira e Cássio Scapin – Eu Não Dava Praquilo
Kiko Marques – Cais ou da Indiferença das Embarcações
Laura Castro – Aos Nossos Filhos
Rafaela Penteado, Heloísa Cardoso e elenco – Folias Galileu

Diretor
Dagoberto Feliz – Folias Galileu
Elias Andreato – Eu Não Dava Parquilo e Mirna Sou Eu
Luiz André Cherubini e Sandra Vargas – São Manuel Bueno, Mártir

Ator
Cássio Scapin – Eu Não Dava Praquilo
Ésio Magalhães – WWW para Freedom
Henrique Schafer – Afogando em Terra Firme
Marcos Caruso – Em Nome do Jogo

Atriz
Bete Coelho e Ligia Cortez – A Dama do Mar
Maria de Medeiros – Aos Nossos Filhos
Marília Pêra – Alô, Dolly!
Rosana Stavis – Árvores Abatidas ou para Luis Mello

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joao apolinario Mestre da crítica teatral, João Apolinário ganha dois livros com precioso registro de sua obra

João Apolinário escreveu centenas de críticas teatrais no Última Hora - Foto: Arquivo pessoal

Por Miguel Arcanjo Prado

Um dos acervos mais preciosos do pensamento e da cobertura teatral no Brasil será lançado em dois livros na noite desta quarta (15), em São Paulo, a partir das 20h no Tuca, lendário espaço da resistência artística à ditadura militar.

São dois tomos com parte da obra do jornalista português João Apolinário (1924-1988), que fez carreira em São Paulo.

Farto em imagens (são 329 ao todo), o livro A Crítica de João Apolinário - Memória do Teatro Paulista de 1964 a 1971 reúne 332 críticas de João Apolinário, feitas entre 1964 e 1971, no jornal Última Hora de São Paulo, onde era o crítico teatral.

A obra tem edição da Imagens e apoio do programa Petrobras Cultural.

Os sete anos abordados pela obra coincidem com duro período da repressão a artistas encabeçada pela ditadura militar brasileira, com peças censuradas e atores agredidos.

Sempre com um viés crítico ao capitalismo, o jornalista ficou marcado por textos contundentes e corajosos em um cenário que a cultura brasileira efervescia, e militares levavam inimigos para os escuros porões.

O livro apenas é parte da produção intelectual de Apolinário, que escreveu mais de 500 críticas e deixou mais de 1,2 mil fotografias e 250 programas de espetáculos. O precioso acervo será doado para o Arquivo Edgar Leuenroth (AEL), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para que pesquisadores de teatro tenham acesso ao importante material. 

João Apolinário foi homenageado na última edição do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), entidade da qual este colunista é membro, em março deste ano. Apolinário foi entusiasta da transformação da APCT (Associação Paulista de Críticos de Teatro) na mais abrangente APCA, e foi um dos mais célebres presidentes da entidade e autor de seu estatuto.

Quem foi João Apolinário

Intelectual português que se exilou no Brasil em dezembro de 1963, por oposição cultural ao regime de António de Oliveira Salazar, João Apolinário nasceu no dia 18 de janeiro de 1924 em Belas, Sintra. Tinha dois anos de idade quando começou em seu país um período longo – 48 anos – de enorme austeridade social, política, econômica e cultural.

Tendo frequentado as Faculdades de Direito das Universidades de Coimbra e de Lisboa, onde se graduou, aos 21 anos de idade era jurista, poeta e jornalista.

Foi correspondente de guerra e nessa qualidade fez parte, como tenente do exército francês, em 1945, do primeiro contingente de jornalistas que viu na sua extensão real, física e humana, a devastação causada na Europa pelas forças em conflito na Segunda Guerra Mundial e os horrores dos campos de concentração, o que marcou sua trajetória.

De volta a Portugal em 1949, se opôs ao salazarismo e a todas as formas de opressão. 

Depois de 12 anos de exílio no Brasil voltou a Portugal e, no início de 1975, viveu a liberdade que a Revolução de 25 de Abril de 1974 permitiu. Até outubro de 1988, com 64 anos, em Marvão onde vivia com sua mulher, a pesquisadora brasileira Maria Luiza Teixeira Vasconcelos, João Apolinário preocupou-se muito com sua poesia, sempre irrealizada.

Nos seus últimos14 anos de vida, editou Apátridas, AmorfazerAmor, Poemas Cívicos, O Poeta Descalço, Eco Humus Homem Lógico e deixou inéditos os Sonetos Populares Incompletos.

João Apolinário morreu em 22 de outubro de 1988. É pai do músico João Ricardo, criador do grupo Secos & Molhados, e de Maria Gabriela.

joao apolinario livro Mestre da crítica teatral, João Apolinário ganha dois livros com precioso registro de sua obraCrítica: Dois volumes de A Crítica de João Apolinário são obrigatórios na estante de quem ama o teatro

Quem ama o teatro precisa ler e ter os dois tomos de A Crítica de João Apolinário. Isso não se discute. É obrigatório. Trata-se de memória farta e viva de uma arte efêmera consolidada no papel. Em texto (primoroso) e fotos. E, além disso, faz um panorama de anos importantíssimos para a consolidação de nosso teatro, que não temeu a feroz ditadura que bradava sobre ele, sabedora de que as artes do palco são transformadoras.

A historiadora Maria Luiza Teixeira de Vasconcelos fez organização dedicada da publicação, rica em imagens e com excelente diagramação, que deixa o texto gostoso de ler. Como tem de ser. É um livro acessível a qualquer pessoa que tenha certo interesse pela cultura brasileira.

Em um País sem memória, a edição de um livro como este deve ser aplaudida de pé. Com gritos de "bravo!". Afinal, quando teríamos assim, à mão, na estante de casa, a crítica que João Apolinário escreveu para Arena Conta Zumbi, ou para Opinião, com Nara Leão, ambas montagens de 1965 no lendário Teatro de Arena? Ou ainda, quando poderíamos saborear o texto sobre Liberdade, Liberdade, montagem também de 1965 com Paulo Autran e Tereza Rachel, no Teatro Oficina? E, falando de Oficina, a obra ainda nos dá o deleite de ler o que Apolinário escreveu sobre O Rei da Vela, peça que transformou Zé Celso Martinez Correia em mito, em 1967, e foi propulsora de movimentos sem volta que abalariam a cultura nacional, como a tropicália. E estes são apenas pinceladas entre um verdadeiro baú de pérolas que são os dois livros de João Apolinário. Obras para se ter.

Livros: A Crítica de João Apolinário – Memória do Teatro Paulista de 1964 a 1971; vol. 1 e 2
Avaliação:
Ótimo
Lançamento em São Paulo
Quando: 
Quarta-feira (15), 20h
Onde: TUCA (r. Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo)
Quanto: Volume 1: R$ 52,90 (552 páginas); Volume 2: R$ 59,90 (640 páginas)
Informações: http://memoriajoaoapolinario.blogspot.com.br/
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Mestre da crítica teatral, João Apolinário ganha dois livros com precioso registro de sua obra

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apca marilia gabriela herson capri Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

Marília Gabriela e Herson Capri apresentaram o Prêmio APCA - Foto: Patricia Patah

Por Miguel Arcanjo Prado

Não poderia haver lugar com nome mais relevante para a entrega do Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). O Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, recebeu celebridades, personalidades e os principais jornalistas da vida cultural brasileira na noite desta terça (12).

Saiba também quem levou o Prêmio Shell!

Marília Gabriela e Herson Capri foram os apresentadores da festa que celebrou os melhores das artes visuais, arquitetura, dança, música popular, música erudita, cinema, literatura, televisão, teatro, teatro infantil e rádio em 2012. Fernando Cardoso foi o diretor geral da cerimônia.

gaby amarantos Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

Melhor cantora de 2012, Gaby Amarantos fez protesto no palco - Foto: Patricia Patah

Gaby Amarantos protesta

A cantora paraense Gaby Amarantos levou o prêmio de melhor cantora. De vestido exuberante, fez discurso em defesa da diversidade.

— Tenho muito orgulho de ter coragem de ser quem eu sou. Tenho orgulho de ser colorida e exuberante. Sou apenas uma dos muitos artistas do Pará, que tem uma música maravilhosa. Quero que o Brasil abra espaço para a diversidade.

Gaby aproveitou seu agradecimento para fazer um ato político e protestou contra o deputado Marco Feliciano (PSC) presidir a Comissão de Direitos Humanos.

O deputado é conhecido por declarações racistas e homofóbicas. Gaby pediu a saída do parlamentar do cargo.

— Queria fazer um apelo para o que está acontecendo hoje com a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Não podemos deixar isso ficar assim!

apca adriana esteves1 Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

Vilã Carminha deu segundo APCA para Adriana Esteves - Foto: Patricia Patah

Carminha e Nilo

José de Abreu, o Nilo, e Adriana Esteves, a Carminha, foram os melhores ator e atriz, pela atuação de ambos em Avenida Brasil. Os dois foram ovacionados pela plateia.

Abreu se emocionou ao receber o prêmio.

— Obrigado à APCA pela coragem de ter dado o prêmio para mim, porque não era protagonista. É um prazer imenso com um papel relativamente pequeno ganhar o prêmio de melhor ator. E feliz de dividir o prêmio com João Apolinário, que fez a primeira crítica de minha primeira peça em 1967. E Sábato Magaldi que, dez anos anos depois, me tirou de Porto Alegre, onde estava escondido da ditadura, e me trouxe para me apresentar no Theatro Municipal de São Paulo. E também quero agradecer aos 354 funcionários da Globo que fizeram Avenida Brasil.

Adriana Esteves também fez discurso emocionado.

jose de abreu Prêmio da APCA reúne melhores da cultura; Gaby Amarantos protesta contra Marco Feliciano e Adriana Esteves recebe troféu por Carminha

José de Abreu foi o melhor ator de TV - Foto: Patricia Patah

— Queria dizer que é uma honra receber o APCA pela segunda vez. Quero agradecer ao João Emanuel Carneiro e seus colaboradores, aos diretores da novela e à toda família de Avenida Brasil. Eu querida dedicar esse prêmio ao meu maior casamento, de 20 anos, que é com a minha empresária Naná!

Ainda na categoria TV, ganhou o melhor programa de comédia Porta dos Fundos, veiculado na internet. O jornalista Alberto Pereira Jr. explicou:

— O melhor programa de humor neste não foi para a TV, foi para a internet, mostrando que há vida inteligente fora da televisão.

O Porta dos Fundos é hospedado no site de humor Kibe Loco, parceiro do R7, criado por Antonio Tabet.

— Receber este prêmio significa que a gente conseguiu levar a TV para a internet e a internet para a TV. Muito obrigado APCA!

Teatro e "fé na humanidade"

Entre os premiados na área teatral, a dupla Eduardo Okamoto e Antônio Salvador, que dividiram o prêmio de melhor ator por Recusa, ofereceram o troféu aos dois índios da etnia Piripkura que inspiraram a peça.

A atriz Juliana Galdino representou o Club Noir no prêmio especial da APCA para o projeto Peep Classic Ésquilo.

— Este prêmio restituiu minha fé na humanidade.

Já Dani Barros, a melhor atriz, dedicou o prêmio à mãe, Maria Helena, e à catadora de lixo Estamira, que inspirou a peça homônima, "por abrir nossos caminhos". Dani ainda protestou contra "os 49 espaços culturais que estão fechados neste momento no Rio".

O diretor Fauzi Arap e o crítico Sábato Magaldi foram homenageados.

Histórico

Fundada em 31 de agosto de 1951, a APCA é a mais tradicional associação de críticos de artes do País — no começo se chamava ABCT (Associação Brasileira de Críticos de Teatro). No começo da década de 1970, a entidade passou a abarcar outras áreas artísticas, em uma iniciativa do crítico João Apolinário, que presidiu a instituição. O atual presidente da APCA é o crítico teatral Aguinaldo Ribeiro da Cunha.

A votação dos melhores do ano passado ocorreu em 10 de dezembro de 2012, no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

Veja a lista completa dos vencedores em todas as categorias:

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica:Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo -  Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira-Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orelha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de ‘Sonhatório’ - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

TELEVISÃO

Grande Prêmio da Crítica: Avenida Brasil (TV Globo) - autor:João Emanuel Carneiro; direção: Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin 
Seriado: FDP (Pródigo/HBO)
Humorista: Marcelo Adnet (MTV Brasil)
Atriz: Adriana Esteves (Avenida Brasil/TV Globo)
Ator: José de Abreu  (Avenida Brasil/TV Globo)
Programa de Comédia: Porta dos Fundos (YouTube)
Revelação: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira - autores de Cheias de Charme (TV Globo)
Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente e Leão Lobo

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra: Paulo Mendes da Rocha
Cliente/promotor: Carlos Augusto Kalil – Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
Obra de arquitetura: Praça das Artes - Brasil Arquitetura+Marcos Cartum
Fronteiras da arquitetura: 30ª Bienal de São Paulo – Metro Arquitetos
Revelação: Pavilhão Humanidades - Carla Juaçaba
Urbanidade: Hector Vigliecca
Projeto referencial: Hidroanel São Paulo – Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga
Votaram: Fernando Serapião, Guilherme Wisnick, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Adriana Varejão, por Histórias às Margens – MAM/SP
Exposição Internacional: Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Acervo do Museu D’Orsay/Paris –CCBB-SP
Exposição: Lígia Pape – Espaço Imantado – Pinacoteca do Estado
Obra Gráfica: Luzes do Norte – Desenhos e Gravuras do Renascimento Alemão – Coleção Edmond Rotschield – Museu do Louvre/Paris
Fotografia: Observadores: Fotografia da Cena Britânica de 1930 até Hoje – Centro Cultural Ruth Cardoso - Fiesp
Retrospectiva: Lygia Clark: Uma Retrospectiva – Itaú Cultural
Iniciativa Cultural: Heitor Martins – Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Votaram: Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim e Luiz Ernesto Machado Kawall

CINEMA

Prêmio Especial do Júri
: Tropicália e Futuro do Pretérito-Tropicalismo Now
Diretor: Eduardo Nunes - Sudoeste
Roteiro: Rogérgio Sganzerla e Helena Ignez - Luz nas Trevas–A volta do Bandido da Luz Vermelha
Ator: Júlio Andrade – Gonzaga, de Pai para Filho
Atriz: Hermila Guedes - Era uma Vez eu, Verônica
Fotografia: Mauro Pinheiro - Sudoeste
Votaram: Luiz Carlos Merten, Neusa Maria Barbosa, Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: Luís Arrieta
Espetáculo: Baderna - Núcleo Luís Ferron
Bailarina: Paula Perillo - Ballet Stagium
Projeto Artístico: Piranha - Wagner Schwartz
Coreógrafo: João Saldanha - Núcleos
Trajetória de pesquisa em dança: Grupo Cena 11 - Carta de Amor ao Inimigo
Elenco: Cia. Dani Lima - 100 Gestos: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton
Votaram: Ana Teixeira, Christine Greiner, Flávia Couto, Joubert Arrais, Helena Katz e Renata Xavier

LITERATURA

Romance: O Céu dos Suicidas - Ricardo Lísias (Alfaguara)
Ensaio/Crítica: O Som da Revolução-Uma História Cultural do Rock 1965/1969 - Rodrigo Merheb  (Ed. Civilização Brasileira
Infanto-Juvenil: A Máquina do Poeta, Nelson Cruz (Ed. SM)
Poesia: Um Útero é do Tamanho de um Punho - Angélica Freitas (Ed. Cosac-Naify)
Contos/Crônicas/Reportagens: Aquela Água Toda - João Anzanello Carrascoza (Cosac-Naify)
Tradução: Ulysses - Caetano W. Galindo (Cia. Das Letras/Penguin)
Biografia: Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo - Mário Magalhães (Cia. Das Letras)
Votaram: Amilton Pinheiro, Dirce Lorimier, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior, Ricardo Nicola, Sérgio Miguez e Ubiratan Brasil

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Paulo Vanzolini (pelo conjunto da obra)
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
Cantor: Silva
Cantora: Gaby Amarantos
Compositora: Badi Assad
Show: Verdade uma Ilusão - Marisa Monte
Revelação: Jair Naves
Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: 100 anos de Eleazar de Carvalho (in Memorian)
Conjunto da carreira: Pianista Eudóxia de Barros
Personalidade: Maestro Diogo Pacheco
Conjunto da obra: Mário Ficarelli
Regente coral: Marcos Júlio Sergl 
Projeto Musical: Rodrigo Massayuki e Orquestra Jovem Villani-Côrtes
Conjunto coral: Côro Luther King
Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Bandeirantes-75 Anos
Internet: Rádio Nor (www.radionaravanda.com)
Musical: Chocolate Quente – Eldorado FM
Cultura: Palavra do Reitor – USP FM 
Humor: Rachando o Bico – Transamérica FM
Iniciativa: Projeto Troféu Catavento - Cultura
Variedades: No Divã com Gikovate - CBN
Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

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recusa Prêmios APCA e Shell são entregues na mesma noite

Noite dupla: Eduardo Okamoto (à esq.) e Antônio Salvador levaram o APCA de melhor ator pelo espetáculo Recusa; eles também estão indicados ao Prêmio Shell de São Paulo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A noite desta terça-feira (12) será de festa dupla nas artes cênicas em São Paulo.

O Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este vosso colunista é membro, será entregue no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, a partir das 20h. A direção da cerimônia fícará a cargo de Fernando Cardoso.

Apesar de o APCA ter divulgado sua data de entrega desde o mês de dezembro de 2012, outro importante prêmio do meio artístico, o Shell,  marcou também sua cerimônia para o mêsmo dia, bairro e horário.

O Prêmio Shell começa também às 20h , na Estação São Paulo, em Pinheiros, com apresentação de Nicette Bruno e Beth Goulart.

Veja, abaixo, os vencedores da APCA em teatro e também os indicados ao Shell, que só anunciará seus ganhadores na cerimônia.

APCA - TEATRO

Grande Prêmio da Crítica:Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo -  Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira-Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

APCA - TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orelha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de ‘Sonhatório’ - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

INDICADOS AO PRÊMIO SHELL DE SP

Autor
(2º semestre)
Alexandre Dal Farra por Mateus, 10
Evill Rebouças por Maria Miss
(1º semestre)
Ana Roxo por Cabeça de Papelão
Luís Alberto de Abreu por Francesca

Direção
(2º semestre)
Maria Thaís por Recusa
Francisco Medeiros por Facas nas Galinhas       
(1º semestre)
Neyde Veneziano por Mistero Buffo
Sandra Corveloni por L’illustre Molière        

Ator
(2º semestre)
Antonio Salvador e Eduardo Okamoto por Recusa
Vitor Vieira por Mateus, 10
(1º semestre) 
Domingos Montagner por Mistero Buffo
Guilherme Sant’Anna por L’illustre Molière        
João Paulo Lorenzon por Eu Vi o Sol brilhar em Toda sua Glória

Atriz
(2º semestre)
Lavínia Pannunzio por Um Verão Familiar
Tania Casttello por Maria Miss
(1º semestre)
Lucia Romano por A Travessia da Calunga Grande
Walderez de Barros por Hécuba

Cenário
(2º semestre)
Márcio Medina por Recusa
Marco Lima por Facas nas Galinhas
 (1º semestre)
Jorge Takla por Vermelho
Zé Henrique de Paula por Bichado

Figurino:
(2º semestre)
Mira Haar por Rabbit
Zé Henrique de Paula por No Coração do Mundo
(1º semestre)
Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo por Macbeth
Zé Henrique de Paula por L’illustre Molière

Iluminação
(2º semestre)
Guilherme Bonfanti por Bom Retiro 958 Metros
Nadja Naira por Os Bem Intencionados 
(1º semestre)
Lúcia Chedieck por Eu Vi o Sol Brilhar em Toda sua Glória
Wagner Freire e Armazém da Luz por Ifigênia

Música
(2º semestre)
Marlui Miranda por Recusa
Dr. Morris e Maurício Mateus por Facas nas Galinhas 
(1º semestre)
Adilson Rodrigues por Cabeça de Papelão
Ernani Maletta por Hécuba
Fernanda Maia por L’illustre Molière

Categoria Especial
(2º semestre)
Eric Lenate pela força performativa de seus experimentos.
Lume Teatro pelos 25 anos de trabalho permanente de pesquisa.
(1º semestre)
Cia. São Jorge de Variedades pelo trabalho de pesquisa e criação de Barafonda
Companhia Antropofágica pelo processo de pesquisa em Máquinas de Intervenção Urbana

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Um dos mais prestigiados prêmios culturais do Brasil está definido. Em assembleia que reuniu 61 críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo na noite desta segunda-feira (10), a APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) escolheu os melhores de 2012 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.

Os críticos do R7 Rubens Ewald Filho (cinema) e Miguel Arcanjo Prado (teatro) participaram da votação de suas respectivas categorias.

Neste ano, a diretoria da APCA concede troféu especial em homenagem ao escritor, historiador e crítico Sábato Magaldi, pela contribuição às artes e à cultura brasileira.

A cerimônia de entrega de todos os prêmios está marcada para 12 de março de 2013, às 20h, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

A APCA pede para lembrar que está em busca de patrocinadores para a realização desta festa, que consagra a classe artística brasileira.

Segue a relação dos premiados, com o teatro em primeiro destaque:

dani barros bob sousa1 Conheça os melhores de 2012 pela APCA

Dani Barros, a melhor atriz de teatro de 2012 pela APCA - Foto: Bob Sousa


TEATRO

Grande Prêmio da Crítica:Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo -  Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira-Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orelha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de ‘Sonhatório’ - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

carminha Conheça os melhores de 2012 pela APCA

Adriana Esteves, como Carminha de Avenida Brasil, é a melhor atriz de TV - Foto: Divulgação/Globo

TELEVISÃO

Grande Prêmio da Crítica: Avenida Brasil (TV Globo) - autor:João Emanuel Carneiro; direção: Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin 
Seriado: FDP (Pródigo/HBO)
Humorista: Marcelo Adnet (MTV Brasil)
Atriz: Adriana Esteves (Avenida Brasil/TV Globo)
Ator: José de Abreu  (Avenida Brasil/TV Globo)
Programa de Comédia: Porta dos Fundos (YouTube)
Revelação: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira - autores de Cheias de Charme (TV Globo)
Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente e Leão Lobo

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra: Paulo Mendes da Rocha
Cliente/promotor: Carlos Augusto Kalil – Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
Obra de arquitetura: Praça das Artes - Brasil Arquitetura+Marcos Cartum
Fronteiras da arquitetura: 30ª Bienal de São Paulo – Metro Arquitetos
Revelação: Pavilhão Humanidades - Carla Juaçaba
Urbanidade: Hector Vigliecca
Projeto referencial: Hidroanel São Paulo – Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga
Votaram: Fernando Serapião, Guilherme Wisnick, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Adriana Varejão, por Histórias às Margens – MAM/SP
Exposição Internacional: Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Acervo do Museu D’Orsay/Paris –CCBB-SP
Exposição: Lígia Pape – Espaço Imantado – Pinacoteca do Estado
Obra Gráfica: Luzes do Norte – Desenhos e Gravuras do Renascimento Alemão – Coleção Edmond Rotschield – Museu do Louvre/Paris
Fotografia: Observadores: Fotografia da Cena Britânica de 1930 até Hoje – Centro Cultural Ruth Cardoso - Fiesp
Retrospectiva: Lygia Clark: Uma Retrospectiva – Itaú Cultural
Iniciativa Cultural: Heitor Martins – Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Votaram: Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim e Luiz Ernesto Machado Kawall

julioandrade Conheça os melhores de 2012 pela APCA

Júlio Andrade, do filme Gonzaga, De Pai para Filho, é o melhor ator de cinema da APCA em 2012

CINEMA

Prêmio Especial do Júri
: Tropicália e Futuro do Pretérito-Tropicalismo Now
Diretor: Eduardo Nunes - Sudoeste
Roteiro: Rogérgio Sganzerla e Helena Ignez - Luz nas Trevas–A volta do Bandido da Luz Vermelha
Ator: Júlio Andrade – Gonzaga, de Pai para Filho
Atriz: Hermila Guedes - Era uma Vez eu, Verônica
Fotografia: Mauro Pinheiro - Sudoeste
Votaram: Luiz Carlos Merten, Neusa Maria Barbosa, Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: Luís Arrieta
Espetáculo: Baderna - Núcleo Luís Ferron
Bailarina: Paula Perillo - Ballet Stagium
Projeto Artístico: Piranha - Wagner Schwartz
Coreógrafo: João Saldanha - Núcleos
Trajetória de pesquisa em dança: Grupo Cena 11 - Carta de Amor ao Inimigo
Elenco: Cia. Dani Lima - 100 Gestos: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton
Votaram: Ana Teixeira, Christine Greiner, Flávia Couto, Joubert Arrais, Helena Katz e Renata Xavier

LITERATURA

Romance: O Céu dos Suicidas - Ricardo Lísias (Alfaguara)
Ensaio/Crítica: O Som da Revolução-Uma História Cultural do Rock 1965/1969 - Rodrigo Merheb  (Ed. Civilização Brasileira
Infanto-Juvenil: A Máquina do Poeta, Nelson Cruz (Ed. SM)
Poesia: Um Útero é do Tamanho de um Punho - Angélica Freitas (Ed. Cosac-Naify)
Contos/Crônicas/Reportagens: Aquela Água Toda - João Anzanello Carrascoza (Cosac-Naify)
Tradução: Ulysses - Caetano W. Galindo (Cia. Das Letras/Penguin)
Biografia: Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo - Mário Magalhães (Cia. Das Letras)
Votaram: Amilton Pinheiro, Dirce Lorimier, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior, Ricardo Nicola, Sérgio Miguez e Ubiratan Brasil

gaby Conheça os melhores de 2012 pela APCA

A paraense Gaby Amarantos é a melhor cantora de 2012 pela APCA - Divulgação

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Paulo Vanzolini (pelo conjunto da obra)
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
Cantor: Silva
Cantora: Gaby Amarantos
Compositora: Badi Assad
Show: Verdade uma Ilusão - Marisa Monte
Revelação: Jair Naves
Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: 100 anos de Eleazar de Carvalho (in Memorian)
Conjunto da carreira: Pianista Eudóxia de Barros
Personalidade: Maestro Diogo Pacheco
Conjunto da obra: Mário Ficarelli
Regente coral: Marcos Júlio Sergl 
Projeto Musical: Rodrigo Massayuki e Orquestra Jovem Villani-Côrtes
Conjunto coral: Côro Luther King
Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Bandeirantes-75 Anos
Internet: Rádio Nor (www.radionaravanda.com)
Musical: Chocolate Quente – Eldorado FM
Cultura: Palavra do Reitor – USP FM 
Humor: Rachando o Bico – Transamérica FM
Iniciativa: Projeto Troféu Catavento - Cultura
Variedades: No Divã com Gikovate - CBN
Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

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