Posts com a tag "Associação Paulista de Críticos de Artes"

Mostra Conselhodeclasse foto LinaSumizono 2W2A9566 Veja os indicados da APCA no primeiro semestre

Conselho de Classe foi um dos destaques no primeiro semestre pela APCA - Foto: Lina Sumizono/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os críticos de teatro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este colunista é membro, se reuniram na noite desta segunda (4), em São Paulo, para definir os indicados do primeiro semestre de 2014.

Em dezembro, outra reunião avaliará os nomes do segundo semestre, com votação final na assembleia tradiconal da entidade realizada no Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Foram definidos indicados nas categorias: Ator, Atriz, Autor/Dramaturgo, Diretor e Espetáculo.

Os críticos também discutiram possíveis nomes para o Grande Prêmio da Crítica e o Prêmio Especial, mas estes só serão divulgados no fim do ano.

Veja a lista dos indicados do primeiro semestre de 2014 ao Prêmio APCA de Teatro:

ATOR
Ricardo Blat e Thelmo Fernandes (A Arte da Comédia)
Roney Facchini (Ou Você Poderia Me Beijar)
Rubens Caribé (Assim É (se lhe Parece))

ATRIZ
Laila Garin (Elis, A Musical)
Nathalia Timberg (Tríptico Samuel Beckett)
Sandra Dani (Oh, os Belos Dias)

AUTOR / DRAMATURGO
Alexandre Dal Farra (Abnegação)
Jô Bilac (Conselho de Classe)
Leonardo Cortez (Maldito Benefício)

DIRETOR
Bel Garcia e Susana Ribeiro (Conselho de Classe)
Marco Antônio Pâmio (Assim é (se lhe Parece))
Rubens Rusche (Oh Os Belos Dias)

ESPETÁCULO
A Arte da Comédia
Assim é (se lhe Parece)
Conselho de Classe

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aguinaldo cunha foto bob sousa 20132 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani R. da Cunha: presidente da APCA nos últimos quatro anos - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O crítico teatral paulistano Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha acaba de deixar o cargo de presidente da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), que ocupou nos últimos dois biênios (2009/2011 e 2011/2013). Ele foi sucedido pelo crítico de artes visuais José Henrique Fabre Rolim.

Em sua gestão, criou novidades e procurou aproximar mais a instituição do público, além de receber nova geração de críticos.

Formado em direito e em história pela USP (Universidade de São Paulo), Aguinaldo escreveu para importantes publicações, como o lendário Última Hora e o Diário de S. Paulo.

Nesta exclusiva Entrevista de Quinta, concedida em seu apartamento, nos arredores da avenida Paulista – onde também posou para o nosso fotógrafo Bob Sousa – ao Atores & Bastidores do R7, mais do que falar sobre a APCA, Aguinaldo Cristofani fez um balanço de seu amor ao teatro e à cultura.

Lembrou-se da primeira peça que viu, de sua amizade com a prima Myriam Muniz, da crítica que mostrou para ninguém menos do que Decio de Almeida Prado (1917-2000). Apenas algumas das muitas histórias que tem para contar.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Qual o balanço que você faz de sua gestão como presidente da APCA?
Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha – Desenvolvemos um trabalho muito integrado, participativo e colegiado. Tive ótimos companheiros na diretoria, como Rubens Ewald Filho, Celso Curi, Edianez Parente, José Henrique Fabre Rolim, Inês Correia, Mauro Fernando de Mello e Marco Antonio Ribeiro. Realizamos quatro cerimônias de premiação, com toda a solenidade requerida pela tradição da APCA. Vários críticos novos ingressaram na instituição e vários antigos críticos a ela retornaram. Recuperamos o histórico da entidade, inclusive com homenagem especial a seu fundador, o crítico português João Apolinário. O bom funcionamento da instituição, com respeito a seus Estatutos, foi nosso objetivo principal.

O que vocês criaram?
Criamos o Prêmio Especial da APCA, dado pela diretoria em nome de toda a instituição a alguma personalidade ou entidade com trabalho relevante na cultura e nas artes. Instituímos uma nova categoria na APCA, a de Arquitetura, ao lado das dez já existentes (Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão).  Também firmamos parcerias com o Sesc São Paulo e com a Imprensa Oficial do Estado. Obtivemos patrocínio de empresas importantes como as revistas Bravo e Contigo, Companhia Porto Seguro e Companhia Siderúrgica Nacional, graças ao prestígio da Associação, prestígio que vem de longa data.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20136 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

"Prêmios não devem ser supervalorizados. Devem ter apenas importância na medida exata", diz Aguinaldo Cristofani Cunha, que recebeu novos membros na APCA - Foto: Bob Sousa

Qual o peso da APCA para a cultura paulistana e brasileira?
A APCA reúne parte expressiva e atuante do pensamento crítico paulista e brasileiro em 11 artes distintas.  Como entidade de reflexão crítica, de defesa da liberdade de expressão – que está na origem de sua criação – e de incentivo às artes, ela é uma instituição de referência cultural extremamente importante. Respeitada como entidade que reflete as artes e a cultura do ponto de vista da crítica especializada, e que reúne excelente quadro de especialistas.

A que você atribui tamanho peso?
Esse peso vem do reconhecimento de seu papel como instituição de reflexão crítica com longa e séria contribuição cultural. Em 1956, quando os críticos teatrais paulistas desligaram-se da Associação Brasileira de Críticos de Teatro e fundaram a Associação Paulista de Críticos de Teatro, teve início esse processo que culminaria na criação da sigla APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte em 1972, graças à visão e à sensibilidade de João Apolinário. Essa reunião dos críticos teatrais com os das demais artes deu maior visibilidade aos críticos e foi importante na defesa da liberdade de expressão e de manifestação artística durante o regime militar. Uma trajetória que dura desde 1956, portanto, há 57 anos.

A APCA recebeu novos críticos em várias áreas nos últimos anos. Como você vê esta chegada de uma nova geração de críticos em um cenário de crise no jornalismo cultural?
Nestes últimos quatro anos, a APCA recebeu críticos novos em todas categorias. Gente nova que vê a entidade de uma maneira diferente dos que já lá estão e que contribui com muito dinamismo e vigor para a reflexão crítica que se processa anualmente na APCA. Acho fundamental essa interação entre gerações, críticos que atuam desde a década de 1970 com críticos recém-chegados. É uma troca rica de informação e de visão de mundo que se dá entre eles, de forma muito elevada e respeitosa de parte a parte.

Como você avalia esta crise que o jornalismo cultural passa, com cada vez menos espaço?
Essa crise do jornalismo cultural vem de longe. Nos anos 1970 e 1980 já se falava que na década de 1940 o espaço para a crítica era generoso, que Décio de Almeida Prado escrevia longas colunas e que sobre uma mesma peça eram feitos diversos artigos, analisando separadamente o texto, a direção, o cenário, as interpretações etc. O fato é que o mundo mudou, e mudou a imprensa, diminuiu não só o espaço dado à crítica, por exemplo, mas o número de jornais também decresceu, e uma nova mídia, digital, surgiu. É necessário estarmos preparados para a mudança, para o novo.

Como você vê o papel das novas mídias como lugar de exercício da cobertura cultural? Acha que o futuro passa por aí?
Vejo de maneira muito positiva, sou entusiasmado com a internet, suas possibilidades, sua riqueza e agilidade na troca e na disseminação da informação. Quando deixei a crítica em jornal, em fins de 2003, colaborei durante alguns anos na nova mídia, em dois portais, e foi muito gratificante. Espero agora, com o término de meu mandato à frente da APCA, construir meu próprio blog, escrever sobre e acompanhar o teatro brasileiro e assessorar a nova diretoria da APCA na atualização e complementação do fantástico livro “APCA 50 Anos”, editado pela gestão de Leila Reis em 2006, quando as premiações completaram a marca de 50 anos.

Conte-me um momento marcante que você viveu como presidente da APCA.
Foram vários, aprendi muito. Marcou-me muito ver o reconhecimento que existe em relação a ela por parte de gente ilustre. Cito um exemplo apenas: Irene Ravache, ao apresentar a festa de premiação da APCA em 2011, teceu grandes elogios à instituição e disse-me o quanto é importante para os artistas serem premiado pela APCA.  Foram vários os artistas, intelectuais, empresários e gente comum que em conversas comigo foram extremamente generosos com a APCA. Isso me marcou muito.

Você ficou triste com o fim do mandato? Como é deixar o cargo de presidente da APCA para você?
Não fiquei triste, nem poderia, pois tudo tem começo, meio e fim. Nunca desejei ser presidente da APCA, aceitei essa incumbência devido a circunstâncias específicas. São os acasos da vida, nunca desejei nem esperei ser presidente da instituição.  Considero ter cumprido essa missão, com a colaboração de grandes colegas que citei no início dessa entrevista. Deixar o cargo é satisfatório, pois a avaliação que faço do que fizemos – gosto de falar no plural pois nossa gestão foi participativa e colegiada –, é positiva. Desejo ao atual presidente, José Henrique Fabre Rolim, crítico de Artes Visuais desde 1977, e tesoureiro nas diretorias a que presidi, todo sucesso à frente da APCA nos próximos dois anos.

Qual o maior desafio da APCA para o futuro próximo?
São vários: adaptar-se à nova mídia digital de forma mais incisiva, com um site dinâmico e bem completo, altamente informativo sobre a instituição e sua história; acompanhar as artes em seus desdobramentos atuais, modernos – no teatro, por exemplo, prestar maior atenção ao teatro de rua, ao teatro experimental; manter a qualidade de seu excelente quadro de associados, incorporando novos valores e trazendo de volta os que afastaram; obter uma sede própria, uma sala, algo simples, mas onde se possa guardar seus preciosos arquivos; enfim, firmar parcerias de patrocínio mais duráveis, com base em projetos de mais longa duração.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20133 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani entrou para a APCA em 1986 e foi rapidamente acolhido - Foto: Bob Sousa

Agora, vamos lembrar um pouquinho do passado. Conte-me como você entrou para a APCA?
Entrei em 1986, levado por um amigo, Rui Fontana López, crítico de teatro infantil e de dança do Jornal da Tarde. Eu estava me iniciando na crítica, timidamente escrevia resenhas teatrais para as Revistas Around e A-Z. Senti necessidade de me ligar a um órgão especializado na critica, como forma de me desenvolver, me integrar. Fiquei até 1988, ausentei-me por dois anos, voltei em 1991, ausentei-me de novo e só retornei definitivamente em 1995.

E você logo se enturmou?
Fiquei tão impressionado ao entrar na APCA que no ano seguinte, em 1987, aproximei-me de Mariângela Alves de Lima, a quem já conhecia através de um amigo comum, e a quem muito admirava (e admiro), e a convidei para organizar comigo um seminário sobre crítica teatral.  Ela aceitou, veja só, e juntos convidamos Décio de Almeida Prado e Sábado Magaldi para coordenarem o seminário conosco. Um amigo, o ator Cid Pimentel, sugeriu-me a dinâmica do seminário, a metodologia de trabalho. Foi um sucesso, patrocinado pela Funarte, três dias de reflexões e debates no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Esse I Seminário de Crítica Teatral – cujos manuscritos, editados e revistos há anos por Mariângela, estão comigo à espera de publicação – ganhou até prêmio, entregue ao Prof. Décio e ao Prof. Sábato. Eles abriram e encerraram o seminário, que contou com a participação de críticos (Yan MiIchalski veio especialmente do Rio), de artistas (Tonia Carrero, Eduardo Tolentino de Araújo) e da imprensa. O mote do seminário era: “a crítica na visão de quem faz, a crítica na visão dos criticados e a crítica na mídia”.

Você se lembra qual a primeira peça que você viu?
Minha mãe me levava ao teatro, via peças infantis e, com uns oito anos, vi Nossa Vida com Papai, no antigo TBC, com Fernanda Montenegro,  Pega Fogo, numa remontagem do Teatro Cacilda Becker, com Cacilda e Ziembinski e, no mesmo programa de Pega Fogo, uma peça curta de Machado de Assis, O Protocolo, com Cleyde Yáconis. Pega Fogo, peça que marcou a carreira de Cacilda Becker, e O Protocolo foram montadas no antigo Teatro Leopoldo Fróes, derrubado anos depois, e que funcionava na Praça General Jardim, era um anexo da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Não me lembro dos enredos dessas peças, era muito criança, mas lembro-me bem das figuras carismáticas das atrizes protagonistas, Cacilda e Cleyde. Ambas ficaram para mim como grandes referências do teatro brasileiro – veja como a experiência foi marcante! Tive a honra, posteriormente, de ser amigo de Cleyde. A ida ao teatro era – e é - um acontecimento na vida de uma criança, e, é claro, fiquei muito impressionado nessas ocasiões.

 

aguinaldo cunha foto bob sousa 20134 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani é primo de Myriam Muniz, de quem foi amigo íntimo - Foto: Bob Sousa

De qual personalidade de nosso teatro você tem mais saudades?
Tenho saudades de nossa querida Myriam Muniz, minha prima, minha amiga e grande nome do teatro brasileiro – como atriz, diretora e professora. Myriam tinha uma personalidade invulgar, única. Éramos parentes e muito próximos. Myriam e minha mãe, Guiomar Cristofani,  eram primas,  filhas de duas irmãs. Nosso parentesco é pelo lado italiano de nossas famílias. Tanto ela como eu temos ascendência paterna portuguesa e ascendência materna  italiana.  Nossos antepassados comuns, meus bisavós Gaetano Fierro e Maria Thereza Menchise (avós de Myriam e de minha mãe), eram imigrantes do sul da Itália (de Bari e da Basilicata), que chegaram ao Brasil em abril de 1901.

Que privilégio poder ter convivido com a Myriam Muniz!
Como minha mãe e Myriam eram muito unidas, muito amigas, fiquei próximo dela desde criança. Mais tarde, já adulto, fiquei também amigo dela, para além do parentesco. Myriam me informou, me orientou, foi uma das luzes de minha vida (tenho outras, claro, meus pais, meus avós, alguns mestres, alguns amigos...).Sinto muito falta dela, como pessoa e como personalidade, fascinante, de nosso teatro. Agora, os queridos e talentosíssimos Cássio Scapin e Elias Andreato a trouxeram de volta ao palco, num espetáculo emocionante e instigante: Eu Não Dava Praquilo.  Em boa hora, Myriam Muniz está de volta.

Por que você se tornou crítico teatral?
Acasos da vida, digo novamente. Sou formado em Direito [turma de 1972 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da USP] e em História [FFLCH-USP, 1975]. Sempre trabalhei na Administração Pública Paulista, com temas ligados ao Direito Administrativo – fui professor dessa matéria durante doze anos. Quando estava na Faculdade de História, em 1974, escrevi e publiquei oito artigos sobre  o Moderno Teatro Brasileiro no jornal  Última Hora. Meus pais gostaram muito, e eu também, pois ligava a História ao Teatro, duas paixões. Um amigo meu, também advogado e com empresa de comunicação cultural, aconselhou-me então a tentar a critica teatral, como trabalho paralelo ao Direito, já que eu gostava muito de escrever e via tudo de teatro, lia, estudava, acompanhava a temporada e os movimentos teatrais.

E aí você mergulhou na crítica?
Desse modo, sempre por indicação de amigos, tive curtas experiências como critico em 1977 (no Semanário Aqui São Paulo) e em 1979 (no Jornal da República). Mas ainda não estava preparado, faltava-me maior maturidade. Entre 1984/87, fiz resenhas para as Revistas Around e A-Z, pequenos textos escritos sobre teatro.  Somente em fevereiro de 1995, por indicação do critico de cinema Miguel Barbieri Júnior, é que tornei-me critico teatral do Diário Popular, mais tarde Diário de S. Paulo, contratado pela jornalista Yara Martinez. Nesse jornal, permaneci como colaborador até novembro de 2003. Aí, houve uma profissionalização como crítico. Foi sempre um trabalho paralelo ao Direito e à Administração Pública, mas ao qual me dediquei com muita seriedade e profissionalismo.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20131 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani: "O que mais admiro no teatro é seu extraordinário vigor" - Foto: Bob Sousa

Se fosse para você escolher as três melhores peças que você viu na sua vida, quais seriam?
Essa pergunta é muito difícil, Miguel! Assisti tanta coisa boa, que é praticamente impossível escolher apenas três. Prefiro dizer apenas que tenho a maior admiração pelo teatro brasileiro e seus criadores, gente de talento, de garra, de grande criatividade.  Uma vez, ao dar uma palestra na Fundação Athos Bulcão em Brasília, há dez anos, sobre o teatro brasileiro, afirmei que o que mais me admirava em nosso teatro é o seu extraordinário vigor. Penso assim ainda hoje, por isso gosto de exercer a atividade crítica, refletir a respeito.

Você viveu intensamente a história do teatro brasileiro. Pensa em escrever um livro com suas memórias teatrais?
Não vivi tão intensamente assim, não é como me vejo. Desde criança assisto teatro, como disse, por influência e iniciativa familiar e gosto próprio, mas só me envolvi mais diretamente a partir de meu trabalho como crítico de jornal, na década de 1990. Esse envolvimento foi sempre paralelo, nunca dentro do teatro, vendo, lendo e ouvindo histórias, mas raramente participando delas. Não teria bagagem suficiente para escrever memórias teatrais. Sábato Magaldi, o grande crítico e intelectual a quem muito admiro, manteve durante muitos e muitos anos, um diário, escrito cotidianamente, sobre o teatro brasileiro e suas histórias. Isso, sim, são memórias de nossos palcos, mas Sábato disse-me repetidamente que só permitirá que sejam publicado após o desaparecimento de todo os personagens, para não criar situações desagradáveis, o que é perfeitamente compreensível... Pena, não é? Jamais leremos essas preciosidades!

Além da APCA, você também já foi jurado de prêmios como o Shell e o Mambembe. Qual a importância da existência de prêmios como estes para a classe teatral?
Fui jurado do Prêmio Shell por somente dois anos (tive que deixar o júri para ir estudar por algum tempo na Itália, em 1990), do Prêmio Mambembe, infelizmente desaparecido e que deveria retornar no âmbito do Ministério da Cultura, e do Prêmio Governador do Estado, recentemente, quando voltou a ser votado. Os prêmios são importantes para um artista pelo reconhecimento ao talento e à qualidade de seu trabalho – mas não devem ser supervalorizados. Devem ser importantes apenas na medida exata. Fui jurado também de outros prêmios, de incentivo e financiamento do teatro, como o Prêmio Myriam Muniz, o Prêmio Municipal de Fomento ao Teatro, os Prêmios Flávio Rangel e Ademar Guerra.  E o Prêmio PROAC. Todos muito importantes e necessários ao desenvolvimento de nosso teatro.

Qual a dica que você dá a quem deseja escrever críticas ou fazer pesquisa sobre o teatro?
Acho que o estudo é fundamental. Estudar a história do teatro mundial, a história do teatro brasileiro, ler dramaturgia, ler teoria teatral – isso para o crítico obter sólida base cultural, histórica, teórica. Paralelamente, acompanhar o teatro, assistir às temporadas teatrais, acompanhar os movimentos teatrais e estar aberto a todo tipo de teatro, à pesquisa de linguagem, ao teatro experimental, às novas formas com que o teatro se apresenta. Decio de Almeida Prado, a quem mostrei um texto meu, uma critica teatral que tinha escrito (eu era e sou muito amigo da filha dele, Silvia, daí a facilidade de aproximação que pude ter com ele), disse-me, num bilhetinho que me escreveu: a gente aprende a escrever crítica com a prática, tentando, escrevendo. É a pura verdade! Aliás, o aprendizado em relação a tudo se dá assim: na prática, na tentativa de fazer.

Qual a mensagem que você deixa para aqueles que amam o teatro e as artes?
A cultura e a arte fazem parte indissociável da vida dos que gostam de alimentar o espírito. Seja como artista, como intelectual, como espectador, não importa, esse alimento para o espírito é importantíssimo, traz maior qualidade às nossas vidas. O teatro, assim como a música, a literatura, todas as artes, deve ser participante de alguma forma desta nossa trajetória. Não deixo exatamente mensagem, apenas o reconhecimento de como é importante para o ser humano estar aberto á cultura e à arte. Muito obrigado por esta entrevista, Miguel, você que é o mais recente crítico teatral da nossa APCA.

aguinaldo cunha foto bob sousa 20135 Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

"A cultura e a arte fazem parte indissociável da vida dos que gostam de alimentar o espírito", diz o crítico teatral da APCA Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha - Foto: Bob Sousa

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apca presidente jose henrique fabre rolim foto miguelarcanjoprado José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

José Henrique Fabre Rolim foi eleito novo presidente da APCA - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das mais tradicionais instituições culturais do Brasil tem nova diretoria. José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).

Ele foi eleito por unanimidade em assembleia realizada por membros da instituição, no auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, no centro paulistano, na noite desta quarta-feira (21), da qual este vosso jornalista participou. Ele ficará à frente da APCA no biênio 2013/2015.

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Cerimônia: sob apalusos, o antigo presidente, Aguinaldo Cristofani, passa a ata da APCA para o novo comandante da entidade, Fabre Rolim - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Fabre Rolim é associado da APCA desde 1977 e exerceu o cargo de tesoureiro da instituição nos últimos quatro anos, época em que foi presidida pelo crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha (Teatro).

Em sua despedida do cargo de presidente, Cristofani fez discurso emocionado, lembrando da tradição da APCA e do reconhecimento que ela tem pela classe artística e sociedade brasileira de um modo geral. Ele foi aplaudido por todos os membros presentes. Em sua fala, o novo presidente disse que trabalhará para manter o que foi feito e avançar ainda mais.

A chapa eleita é composta por: Presidente - José Henrique Fabre Rolim (Artes Visuais); Vice-Presidente - Rubens Ewald Filho (Cinema); Secretário - Fernando Serapião (Arquitetura); Tesoureiro - Inês Fernandes Correia (Música Popular). O novo Conselho Fiscal da APCA é composto por Dalva de Abrantes (Artes Visuais), Evaristo Martins de Azevedo (Teatro) e Gustavo Ranieri (Literatura).

apca2 José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

Críticos da APCA, a partir da esquerda: Inês Correia, Miguel Arcanjo Prado, Evaristo de Azevedo, Fernando Serapião, Nadia Somekh, Fernanda Teixeira, Vinicio Angelici, Dalva de Abrantes, o ex-presidente Aguinaldo Cristofani e o novo presidente José Henrique Fabre Rolim

Tradição

A APCA tem histórico de muita tradição. Em 31 de agosto de 1951 foi fundada a Associação Brasileira de Críticos de Teatro (ABCT), por iniciativa de um grupo de oito críticos teatrais liderados por Nicanor Miranda.

aguinaldo cristofani apca 300x225 José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

Aguinaldo Cristofani deixou o cargo de presidente da APCA sob os aplausos dos colegas - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Em 1956, sob presidência de Décio de Almeida Prado, a entidade mudou o nome para Associação Paulista de Críticos de Teatro (APCT).

Em 1971, o crítico teatral português João Apolinário, então presidente da APCT, fez a proposta de ampliar a entidade, que passou a abrigar outras áreas artísticas, como forma de se fortalecer no contexto de perseguição política da ditadura militar. Em 1972 o nome da instituição passou a ser APCA.

O prêmio da APCA é distribuído anualmente por cerca de 60 críticos em 11 categorias artísticas, sempre com votação no fim de cada ano e cerimônia de entrega no começo do ano posterior. Ele é um dos mais respeitados prêmios do Brasil. Atualmente, as áreas da APCA são: Artes Visuais, Dança, Arquitetura, Música Popular, Música Erudita, Cinema, Literatura, Televisão, Teatro, Teatro Infantil e Rádio.

apca3 José Henrique Fabre Rolim é o novo presidente da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Artes

Posam com o novo presidente no auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas, José Henrique Fabre Rolim (à frente, à dir.), os membros da nova diretoria da APCA: (a partir da esq.) Inês Correia, Fernando Serapião, Dalva de Abrantes e Evaristo Martins de Azevedo - Foto: Miguel Arcanjo Prado

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indicados apca esio magalhaes maria de medeiros foto eduardo enomoto r7 Veja os indicados da APCA em teatro no 1º semestre

Ésio Magalhães e Maria de Medeiros: indicados pela APCA como melhor ator e atriz - Fotos: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Os críticos de teatro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) – entidade da qual este vosso jornalista faz parte – avaliaram a temporada teatral do primeiro semestre de 2013 (janeiro a julho), em reunião de trabalho informal realizada em São Paulo, na noite desta quarta (7). Os críticos fizeram uma pré-seleção dos melhores do teatro paulista neste período.

Outro encontro será feito em dezembro, para avaliar as produções do segundo semestre. No mesmo mês, acontece a votação final da APCA, quando os vencedores serão escolhidos na assembleia ordinária anual da entidade no Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Como o volume de produções teatrais em São Paulo é farto, a comissão de teatro da APCA tem por hábito se reunir informalmente ao final de cada semestre para discutir e filtrar os principais nomes da temporada em questão.

Veja, abaixo, os indicados da APCA em teatro no primeiro semestre de 2013:

Espetáculo
Cais ou da Indiferença das Embarcações (Velha Companhia)
Folias Galileu (Grupo Folias D’Arte)
Quase Normal
São Manuel Bueno, Mártir (Grupo Sobrevento)

Autor/dramaturgo
Cássio Junqueira e Cássio Scapin – Eu Não Dava Praquilo
Kiko Marques – Cais ou da Indiferença das Embarcações
Laura Castro – Aos Nossos Filhos
Rafaela Penteado, Heloísa Cardoso e elenco – Folias Galileu

Diretor
Dagoberto Feliz – Folias Galileu
Elias Andreato – Eu Não Dava Parquilo e Mirna Sou Eu
Luiz André Cherubini e Sandra Vargas – São Manuel Bueno, Mártir

Ator
Cássio Scapin – Eu Não Dava Praquilo
Ésio Magalhães – WWW para Freedom
Henrique Schafer – Afogando em Terra Firme
Marcos Caruso – Em Nome do Jogo

Atriz
Bete Coelho e Ligia Cortez – A Dama do Mar
Maria de Medeiros – Aos Nossos Filhos
Marília Pêra – Alô, Dolly!
Rosana Stavis – Árvores Abatidas ou para Luis Mello

Prêmio Especial
Domingos Nunez e Cia. Ludens pelos dez anos dedicados ao teatro irlandês
Grupo Tapa pelo projeto Tapa no Arena – uma Ponte na História
Projeto Educacional do Sesi-SP em Teatro Musical

Grande Prêmio da Crítica
Eva Wilma pelos 60 anos de carreira da atriz
Maria Thereza Vargas pela longa e brilhante carreira de pesquisadora teatral e pela autoria do livro Cacilda Becker:Uma Mulher de Muita Importância

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Um dos mais prestigiados prêmios culturais do Brasil está definido. Em assembleia que reuniu 61 críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo na noite desta segunda-feira (10), a APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) escolheu os melhores de 2012 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.

Os críticos do R7 Rubens Ewald Filho (cinema) e Miguel Arcanjo Prado (teatro) participaram da votação de suas respectivas categorias.

Neste ano, a diretoria da APCA concede troféu especial em homenagem ao escritor, historiador e crítico Sábato Magaldi, pela contribuição às artes e à cultura brasileira.

A cerimônia de entrega de todos os prêmios está marcada para 12 de março de 2013, às 20h, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

A APCA pede para lembrar que está em busca de patrocinadores para a realização desta festa, que consagra a classe artística brasileira.

Segue a relação dos premiados, com o teatro em primeiro destaque:

dani barros bob sousa1 Conheça os melhores de 2012 pela APCA

Dani Barros, a melhor atriz de teatro de 2012 pela APCA - Foto: Bob Sousa


TEATRO

Grande Prêmio da Crítica:Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo -  Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira-Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orelha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de ‘Sonhatório’ - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

carminha Conheça os melhores de 2012 pela APCA

Adriana Esteves, como Carminha de Avenida Brasil, é a melhor atriz de TV - Foto: Divulgação/Globo

TELEVISÃO

Grande Prêmio da Crítica: Avenida Brasil (TV Globo) - autor:João Emanuel Carneiro; direção: Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin 
Seriado: FDP (Pródigo/HBO)
Humorista: Marcelo Adnet (MTV Brasil)
Atriz: Adriana Esteves (Avenida Brasil/TV Globo)
Ator: José de Abreu  (Avenida Brasil/TV Globo)
Programa de Comédia: Porta dos Fundos (YouTube)
Revelação: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira - autores de Cheias de Charme (TV Globo)
Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente e Leão Lobo

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra: Paulo Mendes da Rocha
Cliente/promotor: Carlos Augusto Kalil – Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
Obra de arquitetura: Praça das Artes - Brasil Arquitetura+Marcos Cartum
Fronteiras da arquitetura: 30ª Bienal de São Paulo – Metro Arquitetos
Revelação: Pavilhão Humanidades - Carla Juaçaba
Urbanidade: Hector Vigliecca
Projeto referencial: Hidroanel São Paulo – Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga
Votaram: Fernando Serapião, Guilherme Wisnick, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Adriana Varejão, por Histórias às Margens – MAM/SP
Exposição Internacional: Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Acervo do Museu D’Orsay/Paris –CCBB-SP
Exposição: Lígia Pape – Espaço Imantado – Pinacoteca do Estado
Obra Gráfica: Luzes do Norte – Desenhos e Gravuras do Renascimento Alemão – Coleção Edmond Rotschield – Museu do Louvre/Paris
Fotografia: Observadores: Fotografia da Cena Britânica de 1930 até Hoje – Centro Cultural Ruth Cardoso - Fiesp
Retrospectiva: Lygia Clark: Uma Retrospectiva – Itaú Cultural
Iniciativa Cultural: Heitor Martins – Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Votaram: Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim e Luiz Ernesto Machado Kawall

julioandrade Conheça os melhores de 2012 pela APCA

Júlio Andrade, do filme Gonzaga, De Pai para Filho, é o melhor ator de cinema da APCA em 2012

CINEMA

Prêmio Especial do Júri
: Tropicália e Futuro do Pretérito-Tropicalismo Now
Diretor: Eduardo Nunes - Sudoeste
Roteiro: Rogérgio Sganzerla e Helena Ignez - Luz nas Trevas–A volta do Bandido da Luz Vermelha
Ator: Júlio Andrade – Gonzaga, de Pai para Filho
Atriz: Hermila Guedes - Era uma Vez eu, Verônica
Fotografia: Mauro Pinheiro - Sudoeste
Votaram: Luiz Carlos Merten, Neusa Maria Barbosa, Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: Luís Arrieta
Espetáculo: Baderna - Núcleo Luís Ferron
Bailarina: Paula Perillo - Ballet Stagium
Projeto Artístico: Piranha - Wagner Schwartz
Coreógrafo: João Saldanha - Núcleos
Trajetória de pesquisa em dança: Grupo Cena 11 - Carta de Amor ao Inimigo
Elenco: Cia. Dani Lima - 100 Gestos: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton
Votaram: Ana Teixeira, Christine Greiner, Flávia Couto, Joubert Arrais, Helena Katz e Renata Xavier

LITERATURA

Romance: O Céu dos Suicidas - Ricardo Lísias (Alfaguara)
Ensaio/Crítica: O Som da Revolução-Uma História Cultural do Rock 1965/1969 - Rodrigo Merheb  (Ed. Civilização Brasileira
Infanto-Juvenil: A Máquina do Poeta, Nelson Cruz (Ed. SM)
Poesia: Um Útero é do Tamanho de um Punho - Angélica Freitas (Ed. Cosac-Naify)
Contos/Crônicas/Reportagens: Aquela Água Toda - João Anzanello Carrascoza (Cosac-Naify)
Tradução: Ulysses - Caetano W. Galindo (Cia. Das Letras/Penguin)
Biografia: Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo - Mário Magalhães (Cia. Das Letras)
Votaram: Amilton Pinheiro, Dirce Lorimier, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior, Ricardo Nicola, Sérgio Miguez e Ubiratan Brasil

gaby Conheça os melhores de 2012 pela APCA

A paraense Gaby Amarantos é a melhor cantora de 2012 pela APCA - Divulgação

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Paulo Vanzolini (pelo conjunto da obra)
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
Cantor: Silva
Cantora: Gaby Amarantos
Compositora: Badi Assad
Show: Verdade uma Ilusão - Marisa Monte
Revelação: Jair Naves
Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: 100 anos de Eleazar de Carvalho (in Memorian)
Conjunto da carreira: Pianista Eudóxia de Barros
Personalidade: Maestro Diogo Pacheco
Conjunto da obra: Mário Ficarelli
Regente coral: Marcos Júlio Sergl 
Projeto Musical: Rodrigo Massayuki e Orquestra Jovem Villani-Côrtes
Conjunto coral: Côro Luther King
Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Bandeirantes-75 Anos
Internet: Rádio Nor (www.radionaravanda.com)
Musical: Chocolate Quente – Eldorado FM
Cultura: Palavra do Reitor – USP FM 
Humor: Rachando o Bico – Transamérica FM
Iniciativa: Projeto Troféu Catavento - Cultura
Variedades: No Divã com Gikovate - CBN
Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

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