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1934107 66983580330 2121 n 1 Entrevista de Quinta   Charles Paraventi: Gosto de ver o público rindo

Por BRUNA CRISTINA FERREIRA*

Charles Paraventi enxerga a comédia como um meio de fazer as pessoas saírem um pouco das loucuras que veem no mundo, do cotidiano duro, da realidade áspera. O objetivo é simples: fazer rir.

Nascido em Nova York, nos Estados Unidos, ele começou a carreira de artista com apenas cinco anos. Sim, ele confirma essa história ao Atores & Bastidores. Na época, ela fazia shows de mágica em um clube brasileiro e sua assistente de palco era sua mãe, grande incentivadora de sua carreira.

Em 1986, já no Brasil, se destaca entre os amigos com suas imitações, era elogiado pelos textos e interpretação fácil. Atualmente, ele está em cartaz na peça Congresso Nacional de Sexologia, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. O espetáculo fica em cartaz até o dia 26 de junho.

Na entrevista abaixo, você conhece um pouquinho mais sobre esse artista, que sempre soube seu lugar na profissão e não se deixou enveredar pelo caminho controverso da celebridade.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como é a comédia Congresso Nacional de Sexologia?
CHARLES PARAVENTI – A peça é dividida em esquetes de humor. São três especialistas em sexo, que vão tratar de assuntos do cotidiano de todas as pessoas. Existem ainda algumas outras questões como abusos, a homossexualidade. Em uma das esquetes, um filho conta para o pai que é gay. O menino cresceu a vida inteira flamenguista por causa do pai, mas faremos uma brincadeira com a faixa da camisa do Vasco, que vira uma faixa de miss no contexto da peça.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – A peça, então, mistura temáticas para fazer humor.
CHARLES PARAVENTI – Sim. São seis histórias e três atores em cena.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como foi a preparação? Você teve alguma liberdade para criar os personagens?
CHARLES PARAVENTI - O roteiro foi mais um guia para nós. Quando ele chega às mãos dos atores, vamos testando o que funciona e o que não funciona. Então, trabalhos bastante na peça. Acabamos de mudar o figurino, por exemplo, pois achamos que não deu certo.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Vocês se prepararam em quanto tempo?
CHARLES PARAVENTI - Juntos, nós ensaiamos por cinco meses. Antes disso, fiquei um tempo decorando o texto em casa. O processo todo foi bem legal, a gente se dá muito bem. O Lucas [Domso] eu conheço há muito tempo, mas a Daniela [Brescianini] conheci agora e estamos nos dando bem em cena.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Tenho a impressão de que você foi construindo boa parte de sua carreira no humor.
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho, sim, uma história no humor. Acho que tenho uma facilidade. Eu gosto de ver o pessoal rir. Acho que são poucos os momentos que temos na vida para sentir prazer, são raros. As coisas andam tão complicadas, por isso gosto de ver o público rindo, se distraindo. Na comédia, essa resposta é mais imediata do que nos outros gêneros.

cns071 Entrevista de Quinta   Charles Paraventi: Gosto de ver o público rindo

Congresso Nacional de Sexologia - Foto: Divulgação

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Está difícil fazer humor com o politicamente correto?
CHARLES PARAVENTI - Eu acho que a comédia tem uma característica interessante em poder criticar as coisas de uma forma saudável. Pode brincar com a política, com os costumes, ela tem essa licença, mas é claro que não dá para abusar. Não dá para ferir a pessoa. Uma coisa é botar o dedo na ferida, outra é agredir moralmente uma pessoa.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Eu não sabia, mas você começou a trabalhar com cinco anos? Sério?
CHARLES PARAVENTI - É verdade. Eu comecei muito cedo. Eu nasci em Nova York e lá tinha um clube, onde eu fazia shows de mágica aos cincos anos. Minha mãe era minha assistente. Minha mãe viu aquela vontade que eu tinha e sempre me deu uma força. Eu sempre gostei de palco. A coisa do entretenimento eu fiz muito cedo. Sempre soube o que seria, qual seria minha carreira, e essa certeza me ajudou muito.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você sempre foi artista, então. Alguma vez você teve alguma crise com a coisa da celebridade, quando se tornou conhecido?
CHARLES PARAVENTI - Pois é. Eu nunca tive dúvidas de que seria artista, por isso não tenho crise. A fama eu achava um pouco efêmera. Isso tinha que ser uma consequência do trabalho.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Mas sempre foi assim?
CHARLES PARAVENTI - Já tive problemas. Acho que quando você vira celebridade, você perde um pouco do humano, do ser humano, da essência. Já sofri com paparazzo, não posso esperar no ponto de ônibus, que isso se torna uma coisa ruim.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Eu soube dessa história [Charles foi fotografado aguardando um ônibus em um ponto no bairro do Recreio, no Rio de Janeiro, no ano passado e acabou virando notícia].
CHARLES PARAVENTI - Não estou dizendo que o transporte público não é ruim. É ruim, sim [risos]! Só que isso não é anormal.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – O que você está planejando agora?
CHARLES PARAVENTI - Eu fiz muita coisa no cinema e agora estou escrevendo meu primeiro longa-metragem, que vai se chamar Cidade de Alá. Eu ando preocupado, pois o Brasil tem uma tradição de tolerância religiosa, muitas religiões convivem e formam o brasileiro, nós temos uma tradição de acolhimento. Tenho medo de que um dia se possa instalar um tipo de célula terrorista e escrevi o roteiro com essa ideia na cabeça.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Então, vai ser um drama?
CHARLES PARAVENTI - Sim, vai ser um drama. É um menino, que nasceu em uma comunidade no Rio de Janeiro, que tem uma história com o Carnaval. A mãe desse menino é jovem e solteira e acaba conhecendo um gringo, que trabalha com petróleo. Esse menino, então, vai parar no Oriente Médio e ter contato com o ódio aos Estados Unidos. A história se desenrola a partir de então. Estou quase finalizando, está quase tudo pronto.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Para encerrar falando novamente sobre a peça, você contou agora que brinca com Flamengo e Vasco. Aqui nos palcos de São Paulo, tem alguma chance de virar um Corinthians e Palmeiras?
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho uma admiração muito grande pelo futebol paulista, mas vamos deixar as brincadeiras entre Flamengo e Vasco mesmo. Acho que a aceitação vai ser maior [risos]!

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Qual a diferença entre o palco no Rio de Janeiro e em São Paulo?
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho um pouco de medo de fazer teatro em São Paulo. Não sei se é medo, vai... Tenho a impressão de que São Paulo tem um público que vai mais ao teatro, está mais ativo, pensa mais, lê mais jornal. O paulista tem um engajamento maior no cotidiano. O carioca é mais praia, menos preocupado com os problemas. Não quero falar mal do povo carioca, só acho o paulista mais exigente. O carioca é esperto. O paulista é perspicaz [risos]!

Congresso Nacional de Sexologia
Quando: Sábados, 19h. Até o dia 26/6/2015
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista. Informações: 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 60
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos

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MundoMudo JorgeEtecheber 11 Companhia teatral reflete sobre o velho e o novo enquanto celebra 25 anos

MundoMudo reflete sobre o velho e o novo - Foto: JorgeEtecheber/Divulgação

A Cia Azul Celeste, de São José do Rio Preto, cidade do interior de São Paulo, tem mil motivos para celebrar em 2015. Neste ano, ela comemora 25 anos de existência e dá melhor forma possível: nos palcos.

O grupo estreia, no próximo dia 27 de maio, o espetáculo MUNDOMUDO, no Teatro do Sesc Pinheiros, com direção de Georgette Fadel e dramaturgia de Cíntia Alves.

No espetáculo, os atores Jorge Vermelho e Henrique Nerys dão vida a dois palhaços que investigam a relação cultural entre o velho e o novo por meio dos valores difundidos na sociedade contemporânea, mas não espere clichês. A atmosfera é cruel no picadeiro metafórico, cada um defende seu ponto de vista exibindo suas diferenças de poder.

A obra é inspirada no palhaço das obras de Samuel Beckett e também trata de assuntos como o isolamento, o aprisionamento e o abandono.

Antes de colocar o pé na estrada com 25 anos de existência, a companhia teatral chegou a cogitar um “recolhimento” no aniversário, mas decidiu, mais uma vez, colocar as coisas para acontecer, de acordo com Jorge Vermelho.

— Talvez nosso silencia não seria entendido. Foi então que decidimos investigar a relação humana por meio do não dito, as entrelinhas. Nesse mergulho surgiu a vontade de retomar a pesquisa sobre circo-teatro, pois a Cia. já havia investigado essa estética, o que resultou em dois trabalhos: O Céu Uniu Dois Corações, de 1991, e Coração Materno.

Georgette Fadel explica também a escolha por um tom sombrio.

— O que se vê em cena beira o grotesco e retrata as atrocidades da existência humana. O resultado foi uma peça de uma crueldade enorme, mas com uma plástica linda.Sorte a nossa que eles decidiram comemorar nos palcos.

MUNDOMUDO
Quando: Estreia dia 27 de maio, às 20h30. Temporada de quinta a sábado, às 20h30. Vai até o dia 4/6/2015.
Onde: Auditório do Sesc Pinheiros (R. Paes Leme, 195, Pinheiros. Telefone 0/xx/11 3095-9400)
Quanto: R$ 25
Classificação: 14 anos

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miguel arcanjo prado bruna ferreira foto eduardo enomoto Bruna Ferreira assume nas férias de Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado e Bruna Ferreira na redação do R7: ela assume nas férias do colega - Foto: Eduardo Enomoto

Durante as férias do jornalista e editor de Cultura do R7, Miguel Arcanjo Prado, neste mês de maio, os blogs Atores & Bastidores e R7 Cultura serão assumidos pela jornalista Bruna Ferreira.

Bruna é formada em jornalismo pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), onde atualmente cursa a pós-graduação, no mestrado. Ela está no R7 há cinco anos e, atualmente, é repórter da equipe de Entretenimento do portal. Arcanjo volta ao comando dos blogs em 5 de junho.

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16306811983 79586dc9e6 z Veja primeiras imagens do Festival de Curitiba 2015

Cena de Cinderela, do Balé Teatro Guaíra, que abriu o Festival de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os maiores expoentes do teatro brasileiro rumam para a capital paranaense. Muitos, já estão por lá. Foi aberta, na noite desta terça (24), a 24ª edição do Festival de Teatro de Curitiba. A primeira peça foi uma filha da terra: Cinderela, do Balé do Teatro Guaíra, no palco mais imponente do Estado e um dos principais do País. Veja as primeiras imagens do maior evento teatral da América Latina, que, neste ano, tem 422 peças na programação até o próximo dia 5 de abril. É teatro que não acaba mais.

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Multidão comemorou o começo do principal festival teatral brasileiro em Curitiba - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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O saguão do Teatro Guaíra ficou lotado na primeira sessão do Festival - Foto: Nilton Russo/Clix

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Fogos de artifício anunciaram o começo do Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

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A maior festa do teatro brasileiro coloriu o céu da capital paranaense - Foto: Nilton Russo/Clix

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Os bailarinos fizeram bonito no palco do Teatro Guaíra, em Cinderela - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Na manhã desta quarta (25) a peça Desvio foi encenada nas ruas curitibanas - Foto: Lina Sumizono

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O diretor do Festival de Teatro de Curitiba, Leandro Knopfholz, recebe os convidados do evento - Foto: Clix

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A peça Agnessa também foi uma das primeiras do Fringe, a mostra paralela - Foto: Nilton Russo/Clix

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O dramaturgo Samir Yazbek está em Curitiba e foi flagrado na pausa para um café - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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E não falta teatro para os pequeninos: Abel e a Fera encantou as crianças na manhã desta quarta (25) em Curitiba - Foto: Lina Sumizono/Clix

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Espetáculo Iepe, da Trupe Temdona, foi apresentado nas Ruínas de São Francisco, nesta quarta (25), em Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Acompanhe em tempo real o R7 no Festival de Teatro de Curitiba 2015!

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entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 3 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

O jornalista Miguel Arcanjo Prado, autor do blog Atores & Bastidores - Foto: Eduardo Enomoto

Por BRUNA FERREIRA*
Fotos EDUARDO ENOMOTO

Antes que você se pergunte o que está acontecendo, sim, esta é uma Entrevista de Quinta com o dono da casa. Encontramos ele na janela lateral do quarto de dormir. Gritamos um “oi” da rua de paralelepípedo e ele respondeu prontamente: “Entra! Vou passar um café”.

Bom, não foi isso o que aconteceu, mas é sempre assim que imagino o Miguel Arcanjo Prado, recebendo suas visitas todas, em uma cidade mineira incrustada numa cadeia de montanhas, suas cachoeiras e seus papos no portão.

Jornalista, colunista de teatro, editor de Cultura do R7, formado pela UFMG e pós-graduado pela USP, ele é também crítico da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Miguelito, como é chamado pelos amigos, defende o teatro como defende o jornalismo.

Aqui, para começarmos o ano nos sentindo em casa, ele conta um pouco de sua trajetória e do Atores & Bastidores: uma aventura cheia de Paulos, Fernandonas e até uma entrevista sentado na privada.

Leia com toda a calma do mundo.

BRUNA FERREIRA — Quando você começou a cobrir teatro?
MIGUEL ARCANJO PRADO — Foi logo que entrei para fazer estágio na TV Globo Minas, em 2005. Pedi ao meu chefe de então, o Paulo Valladares, para entrevistar para o site da emissora os artistas que iam divulgar suas peças no telejornal MGTV 1ª Edição. Foi assim que entrevistei nomes como Marco Nanini, Paulo Autran, Marília Gabriela e Lilia Cabral antes mesmo de me formar. Quando me formei, me mudei no começo de 2007 para São Paulo, porque havia passado no Curso Abril de Jornalismo, da Editora Abril. Tive aulas com nomes como Mônica Bergamo, Carlos Tramontina, JR Duran, Roberto Civita e Thomaz Souto Corrêa, que é o meu grande padrinho na minha chegada em São Paulo — as madrinhas são Wania Capelli e Alice Cruz, que também trabalhavam na Abril. Depois, fui trabalhar de repórter na Contigo!, onde a Denise Gianoglio, editora-chefe, me deu a coluna de Teatro, que na época tinha duas páginas semanais. Depois fui pra Ilustrada da Folha Online, e mais uma vez o teatro apareceu. O então editor da Ilustrada, Sergio Ripardo, me convocou para cobrir o Festival de Teatro de Curitiba, onde acabei me enturmando com o pessoal do teatro de vez e passei a escrever críticas. Depois, fui para o jornal Agora São Paulo e, ao saber que gostava de teatro, a editora do caderno Show me deu a coluna de teatro, com críticas, notas e entrevistas, que saía toda sexta-feira. E aí veio o R7 e a história se repetiu... Geralmente, o teatro acaba ganhando cobertura nos veículos quando tem um jornalista na redação que é apaixonado por ele, como é o meu caso.

BRUNA FERREIRA — É verdade que você quase não virou jornalista?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
É verdade, por pouco eu virei geógrafo! Minhas disciplinas preferidas eram Geografia e História. Quando fiz o vestibular de 2001, passei em História na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e Geografia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Escolhi a UFMG porque era em BH, minha cidade. Acho que Geografia foi importante porque me deu uma base de conhecimentos gerais que me ajudou no jornalismo. Mas, quando fui chegando à metade do curso, percebi que não estava feliz. Fui fazer uma disciplina optativa no curso de Comunicação Social, chamada História do Jornalismo Brasileiro, com a professora Ângela Carrato. Ao ouvi-la, fiquei encantado e resolvi que aquela seria minha profissão. Troquei de curso e, no começo de 2003, começava Comunicação Social. Às vezes penso em terminar Geografia... Parece brincadeira, mas eu já estudei muita rocha nos trabalhos de campo no interior de Minas para a disciplina Geomorfologia Climática Estrutural! [risos]

entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 2 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

"Gosto da forma como os mineiros enxergam o mundo", diz Arcanjo - Foto: Eduardo Enomoto

BRUNA FERREIRA — Acho engraçado que você sempre se apresenta como um “jornalista mineiro”. Por quê?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Como diz o Drummond, Minas é sempre um retrato na parede. E, ai, como dói! [risos] Na verdade, mesmo lá em BH, eu tinha uma amiga do curso de Geografia, a Luiza Barros, que dizia que eu era “um anjo barroco mineiro com alma baiana e jeito carioca”. Acho que só sobrou o barroco mineiro [risos]. Gosto da "mineiridade", da forma como os mineiros enxergam o mundo, do alto da montanha, sempre com calma, sem essa afobação paulistana. Em Minas, o tempo é outro. E, modéstia à parte, mineiros costumam ser bons jornalistas e bons escritores [risos]. Meu primeiro texto publicado na imprensa, em 2003, no jornal O Pasquim 21, foi apresentado por um mineiro, o Zélio Alves Pinto, irmão do Ziraldo. Era uma crônica sobre um garotinho chamado Lucas, que conheci no bandejão da Faculdade de Direito da UFMG, na praça Afonso Arinos... Quer coisa mais mineira?

BRUNA FERREIRA — Sem sair de Minas Gerais, você tem uma mania que quem te conhece já ouviu: adora citar um conhecimento antigo, um ditado, que aprendeu com sua mãe ou outra pessoa de sua família [risos]. Eles são muito importantes na sua formação?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Minha mãe gosta de dizer: é de pequeno que se torce o pepino. Os ditados populares sempre fizeram parte da minha vida. Minha avó Oneida, nascida em Ouro Preto, sempre tinha um ditado para cada situação. E minha mãe, Nina, também tem até hoje. Acabo nem percebendo quando uso esse tipo de expressão. Sai de forma natural mesmo, uai... [risos].

BRUNA FERREIRA — Quando o blog Atores & Bastidores nasceu, lembro de que foi uma conquista. Como isso aconteceu?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
O blog foi um projeto que desenvolvi com muito carinho. Era um sonho antigo poder me dedicar integralmente à cobertura cultural e, sobretudo, à cobertura teatral, depois do começo da carreira dividido com o jornalismo de celebridades, com o qual aprendi muito. Fiquei muito feliz quando o Antonio Guerreiro, o diretor do R7 e grande amante do teatro, aprovou a ideia, que logo recebeu apoio também do diretor de conteúdo do portal, o Luiz Pimentel. Outra grande incentivadora do blog foi a Fabíola Reipert, que é uma jornalista de coração enorme, divertidíssima e que senta-se ao meu lado na redação. O blog vai completar três anos em 1º de março de 2015. É um dos mais lidos do portal e é campeão nacional em sua categoria. Hoje, tem o respeito do público, da imprensa e da classe artística. Isso é fruto de trabalho árduo diário e me enche de orgulho.

BRUNA FERREIRA — Na estreia do blog, você recebeu palavras de incentivo de pessoas importantes da classe artística. Alguém em especial te impressionou com as palavras?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Muitos foram generosos e deram lindos depoimentos para a abertura do blog. Gente querida como o Manoel Carlos, o Aguinaldo Silva, o Gilberto Braga, o Alcides Nogueira, a Beth Goulart, o Antunes Filho, a Beatriz Segall, o Ivam Cabral... Mas um depoimento foi marcante, porque foi dado pessoalmente. Logo antes de o blog estrear, me encontrei com a Fernanda Montenegro na saída do Teatro João Caetano, na praça Tiradentes, no Rio. Parei para conversar com ela e comentei do blog que estava para sair e disse que adoraria ter um depoimento dela abrindo. Ela falou: "Pode anotar aí". E completou: "Quanto mais se falar de teatro e, principalmente, por meio de seu blog, melhor para todos nós. Com este novo espaço, Miguel Arcanjo nos ajuda e muito. Desejo um resultado lindo e que o teatro seja sempre o foco dessa brilhante iniciativa". Fiquei emocionado. Foi assim que o Atores & Bastidores estreou com pé direito, tendo Fernanda Montenegro como madrinha.

entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 1 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado já recebeu ligação de Paulo Autran, agradecendo uma matéria - Foto: Eduardo Enomoto

BRUNA FERREIRA — O blog terá novidades em 2015?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Neste janeiro, voltei da folga de Réveillon em Minas e entrei em uma correria desatada. Já tenho dois blogs: o Atores & Bastidores e o R7 Cultura, que nasceu há poucos meses e também já é um dos mais lidos do portal. Além disso, estou fazendo até o dia 26 deste mês o blog da Fabíola Reipert, que saiu de férias e me pediu para segurar as pontas até sua volta. Mas, assim que conseguir um respiro, quero pensar coisas novas. Penso em dar mais voz ao internauta e investir mais em perfis e ensaios dos artistas do teatro, além de manter as críticas e as colunas que são sucesso: O Retrato do Bob, Entrevista de Quinta, Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais, Dois ou Um e Domingou. E quero continuar trabalhando com os dois melhores fotógrafos do mundo: Eduardo Enomoto e Bob Sousa. Além de ter a inteligência do Átila Moreno no Rio. E ter o luxo de ter você, Bruna Ferreira, me substituindo quando eu entrar de férias. Mas isso ainda vai demorar alguns meses... Ah, quero também cobrir mais festivais de teatro neste ano. Pode convidar que eu vou.

BRUNA FERREIRA - Alguma situação lhe marcou muito na cobertura teatral?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Sim. Todos os meus contatos com o Paulo Autran. A primeira vez que o entrevistei, ainda era estagiário da TV Globo Minas, e ele estava em Belo Horizonte para fazer a peça Adivinhe Quem Vem para Rezar. Lembro que ele foi muito carinhoso comigo e falou que eu era muito novinho [risos]. Depois, nos reencontramos em São Paulo em 2007, quando já estava fazendo a coluna de teatro da revista Contigo!. Ainda era novinho, tinha 25 anos [risos]. Fiz uma matéria com ele sobre a inauguração do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros. No dia em que a revista saiu, o telefone da redação tocou e Shirley Souza, da secretaria, falou: "Miguel, tem um Paulo querendo falar com você". Quando atendi, para minha surpresa, do outro lado da linha era o Paulo Autran, dizendo que havia comprado a revista na banca, lido e gostado muito da minha matéria com ele. Falou que sabia que eu devia estar muito ocupado e que não se estenderia muito, que só havia ligado para agradecer. Fiquei boquiaberto com o gesto humilde dele. Pouco tempo depois ele morreu.... Infelizmente, artistas assim não existem mais...

BRUNA FERREIRA — Falando nos mestres, já dividi com você a responsabilidade de cobrir algumas tristes despedidas para a classe artística: Cleyde Yáconis, Walmor Chagas, Paulo Goulart... Nunca esqueço do cuidado que você tem com o texto, a foto... Por quê?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Olha, Bruna, no país sem memória, fazer uma despedida à altura do artista que morreu é uma obrigação do jornalismo cultural, cada vez mais maltratado e jogado no escanteio. Acho que cobrir com cuidado e carinho e, sobretudo, com ética, é o maior tributo que podemos prestar a estes artistas em sua partida. A profissão de jornalista tem muita responsabilidade neste momento. E o público sempre reconhece e valoriza uma cobertura bem feita. Você é testemunha disso.

BRUNA FERREIRA — O internauta que entra em seu blog já se acostumou com as votações que você promove. Musas, musos e até os melhores do ano. Você se surpreende com os resultados?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Claro! O Muso e a Musa do Teatro foi uma brincadeira que eu propus, e a classe artística teve o bom humor em embarcar. O teatro tem de parar de querer ser essa coisa sisuda, antiga, chata, cheirando a museu. O teatro é vivo, é feito também por gente jovem, descolada. Por que não um pouco de bom humor? O jornalismo não pode perder o bom humor. Agora teve esse atentado horroroso lá em Paris, que é um atentado contra a imprensa como um todo, contra a liberdade de expressão. Não podemos aceitar. Eu comecei em O Pasquim 21, um semanário bem humorado e politizado. E tento manter isso sempre. A coluna Por Trás do Pano - Rapidinhas Teatrais também tem esse clima, é meio que uma homenagem aos grandes colunistas que o Brasil já teve, com texto cheio de personalidade, gente como Ricardo Amaral e o Zózimo Barrozo do Amaral. Já na votação dos Melhores do Teatro R7, o fotógrafo Bob Sousa, meu fiel companheiro na cobertura teatral, e eu indicamos sete nomes em cada categoria. Depois, é o público quem decide. Quem consegue conquistar mais votos leva. É democrático.

BRUNA FERREIRA — Nestes últimos anos, li muitas entrevistas no blog. A Entrevista de Quinta já virou uma marca. Se tivesse que escolher as mais marcantes, quais seriam?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Entrevista boa é aquela que o entrevistado expõe seu pensamento sem medo, sem culpa. O público não aguenta mais artista querendo ser certinho, politicamente correto. Eu me inspirei nas entrevistonas do Pasquim para fazer a Entrevista de Quinta. Hoje, é um dos poucos espaços que restam na grande imprensa para o artista do teatro expor seu pensamento. Não é uma materinha com uma aspa por e-mail no meio. É uma conversa de verdade! As mais marcantes, ambas na companhia do Bob Sousa, sem dúvida, foram a do Antunes Filho, que me deu exclusividade sobre sua última peça, Nossa Cidade, que depois ganhou todos os prêmios, e, claro, a do Zé Celso Martinez Corrêa, que resolveu me dar entrevista no banheiro de seu apartamento e me colocou sentado na privada! Essa entrou para a história do teatro nacional e repercute até hoje. Muitos coleguinhas vêm zoar, perguntando o que eu fui fazer com o Zé Celso no banheiro [risos]!

BRUNA FERREIRA — Quando você faz uma crítica de peça, nem sempre o que tem a dizer sobre o espetáculo é bom. Já passou perrengue na hora de falar mal de uma peça?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Aprendi com meu professor de crítica teatral, o Kil Abreu, que "a crítica não deve ser o exercício da maldade". Acho essa frase ótima. Sempre que vejo uma peça vou de coração aberto. Agora, é claro que quando não gosto, preciso expor meu pensamento. É meu trabalho. Mas minhas críticas são respeitosas e sempre argumento o porquê de não ter gostado. Muitos artistas têm maturidade para respeitar. Claro que sempre tem aquele que leva no pessoal, vai no Facebook desabafar, ataca o crítico, faz baixaria. Acho isso lamentável. O artista tem de estar preparado para o diálogo com o outro. E, sobretudo, para ouvir o que o outro tem a dizer. Se ainda não está preparado para respeitar o crítico, é melhor não convidá-lo. Melhor ainda: faz o espetáculo em casa, para a mãe e a avó. Assim, só vai ouvir elogios.

entrevista de quinta miguel arcanjo prado foto eduardo enomoto 4 Entrevista de Quinta: O teatro está mais vivo do que nunca, diz Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado: "O teatro está mais vivo do que nunca" - Foto: Eduardo Enomoto

BRUNA FERREIRA — Três perguntas bem rápidas: qual sua peça favorita? O que está lendo? O que anda ouvindo?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Vou falar as que mais me marcaram: primeiro, O Mistério da Feiurinha, que vi ainda criança no Teatro Sesi Minas, lá em BH. A segunda, vi no fim da adolescência, também em BH: Todas as Belezas do Mundo, da Cia. Clara, dirigida pelo Anderson Aníbal e que tinha a Grace Passô no elenco, ainda começando a carreira, mas já uma grande atriz. Para terminar, uma de São Paulo: Luis Antonio - Gabriela, da Cia. Mugunzá, que foi muito emocionante. Vi a estreia no porão do Centro Cultural São Paulo e lembro-me que fiquei impactado. De livro, sempre estou lendo algo. Li muita coisa da pós-graduação, Bauman, Jung, Thompson, Kellner, mas, de romance, li recentemente Boquitas Pintadas, uma novela do escritor argentino Manuel Puig. Ando ouvindo muito os discos do Caetano nos anos 1970, em especial Cinema Transcendental, Transa, Bicho e Joia. E também o novo disco do cantor uruguaio Jorge Drexler, Bailar en la Cueva. É ótimo e tem uma música que se chama Bolívia, que me faz lembrar da nossa amiga boliviana Elba Kriss. Ah, também ouço muito Fito Paez e Fabiana Cantilo, roqueiros argentinos. Além da turma do Clube da Esquina, porque mineiro de verdade nunca deixa de ouvir.

BRUNA FERREIRA — Recentemente você fez especialização na USP?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Pois é, agora sou especialista em Mídia, Informação e Cultural pela ECA. Chique, né? [risos] Mas você, Bruna, é mais chique, porque já está na metade do mestrado [risos]. Minha dissertação foi a cobertura atual dos grupos Os Satyros e Oficina nos jornais Folha e Estadão. Meu recorte pegou o período das manifestações de junho de 2013 e ambas companhias levaram a questão política para o palco. Foi uma pesquisa muito prazerosa e instigante e tive um orientador ótimo, o Dr. Danilo Oliveira, que é jovem e gosta de teatro. Gostei muito de retomar a vida acadêmica e quem sabe entro no mestrado em 2015?

BRUNA FERREIRA — Nestes dez anos de cobertura teatral, o que conseguiu encontrar?
MIGUEL ARCANJO PRADO —
Encontrei muitas pessoas interessantes. Muitos artistas instigantes. Zé Celso, Antunes Filho, Phedra D. Córdoba, Marba Goicochea, Zé Henrique de Paula, Yara de Novaes, Pedro Granato, Eva Wilma, Leopoldo Pacheco, Amanda Acosta, Angelo Antonio, Paulo Autran, Ivam Cabral, Rodolfo García Vázquez e tantos outros... Todos dialogaram comigo de alguma forma. E também muita gente bacana nos bastidores, como a Célia, a Beth, a Dani e a Selma, da Morente Forte, a Adriana Balsanelli, o Renato Fernandes, a Eliane Verbena, o Leandro Knopfholz, do Festival de Curitiba, o Michel Ferrabbiamo, produtor cultural lá de Ipatinga, os meninos do Magiluth, de Recife, o Phillipe Serra, leitor fiel do blog que mora no Espírito Santo... É tanta gente do bem! Costumo dizer que prefiro cobrir teatro a TV porque os artistas do teatro são mais inteligentes. É claro que tem gente inteligente na televisão também, mas os do teatro costumam ser mais verdadeiros, menos marqueteiros, sabe? Eu gosto de gente de verdade. Esse negócio de pose, de ar blasé, não faz muito meu estilo. E tem muita gente batalhando neste país para fazer teatro. Apesar de sempre quererem a morte dele, o teatro está mais vivo do que nunca. Acho que o que mais me motiva neste trabalho é dar voz a estes artistas. Deixar essa turma mandar seu recado. E acho que o teatro é parceiro do blog porque entendeu que ele joga luz, traz um glamour, uma vida nova ao mundo dos palcos. Com uma pitada de mineirice, é claro! [risos].

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.

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melhores 2013 r7 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Com cerca de 250 mil votos, Internautas do R7 escolheram os Melhores do Teatro R7 2013

O ano de 2013 foi de muita agitação nos teatros brasileiros, cheio de espetáculos marcantes e vigorosos.

E o teatro interessa a muita gente. Foram cerca de 250 mil votos no R7, aqui no Atores & Bastidores, para escolher os Melhores do Teatro R7 2013.

Concorreram sete indicados em 17 categorias, escolhidos pelo jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado e pelo fotógrafo Bob Sousa, especializado em teatro, já que ambos acompanham de perto a cena.

Mas quem deu a palavra final foi você, nosso internauta.

Veja, abaixo, a lista completa dos vencedores. Parabéns a todos!

dentro e lugar longe christiane forcinito Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Dentro É Lugar Longe, da Trupe Sinhá Zózima: Melhor Espetáculo R7 2013 - Foto: Christiane Forcinito

Melhor Espetáculo: Dentro É Lugar Longe, da Trupe Sinhá Zózima
A Trupe Sinhá Zózima fez o público paulistano embarcar em um ônibus no Terminal Parque Dom Pedro II, rumo a reminiscências de um tempo que já se foi. Lembranças brotavam, enquanto o centro da metrópole se descortinava na janela do coletivo. Com direção de Anderson Maurício e dramaturgia de Rudinei Borges, Dentro É Lugar Longe é daqueles espetáculos que ficam no coração da gente.

grace passo Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Grace Passô, Melhor Diretora R7 2013 pelo espetáculo Contrações - Foto: Divulgação

Melhor Diretor: Grace Passô, por Contrações
Experiente nos palcos, a diretora mineira Grace Passô reuniu outras duas conterrâneas em uma encenação marcante, Yara de Novaes e Débora Falabella. Juntas, contaram um infindável embate entre gerente e funcionária, marcado pela opressão e o abuso. Com maestria, a diretora deu um nó na garganta dos espectadores de Contrações, um dos melhores espetáculos do ano, encenado no CCBB-SP.

ricardo gelli bob sousa Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Ricardo Gelli: Melhor Ator R7 2013 por sua atuação em Genet, o Poeta Ladrão - Foto: Bob Sousa

Melhor Ator : Ricardo Gelli, por Genet: O Poeta Ladrão
Ele conquistou o público cheio de libido que foi ver Genet: O Poeta Ladrão, com direção de Sergio Ferrara e dramaturgia de Zen Salles, encenada no Espaço Beta do Sesc Consolação.

yara de novaes bob sousa r7 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Yara de Novaes: Melhor Atriz R7 2013 por sua atuação em Contrações - Foto: Bob Sousa

Melhor Atriz: Yara de Novaes, por Contrações
Na pele de uma gerente pragmática e manipuladora, Yara de Novaes foi de uma grandeza no palco que engoliu tudo ao seu redor. Em uma das melhores performances de sua carreira já recheada de trabalhos impactantes, ela conquistou o público em Contrações, mesmo sendo a vilã da história. A atriz foi de força única e certeza absoluta do que fazia no palco. E ninguém duvidou dela. Juntos, acreditamos todos, assustados.

sergio maggio foto eduardo enomoto Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Sérgio Maggio: Melhor Autor do Teatro R7 2013, por Eros Impuro - Foto: Eduardo Enomoto

Melhor Autor: Sergio Maggio, por Eros Impuro
Com sua Criatura Alaranjadas Cia. de Teatro, o baiano radicado em Brasília aportou em São Paulo em curtíssima temporada com um espetáculo simples, mas de discurso potente: Eros Impuro, também dirigido por ele. O monólogo vivido pelo ator Jones de Abreu, apresentava um texto que é fruto de árdua pesquisa de Sergio Maggio junto a prostitutas e aborda o espinhento tema do abuso sexual infantil. Tudo feito de forma poética e forte, misturando a vida na arte.

mario sergio cabral bob sousa Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Mario Sergio Cabral: Revelação do Teatro R7 2013 por Viúva, porém Honesta, do Magiluth - Foto: Bob Sousa

Revelação: Mario Sergio Cabral, do Grupo Magiluth, por Viúva, porém Honesta
Caçulinha do grupo pernambucano Magiluth, o ator Mario Sergio Cabral apresentou um vigor interminável na montagem debochada do grupo recifense para o texto Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues. Sem pudores ou amarras, Cabral conquistou o público com a verdade de sua loucura em cena. Mostrou que veio para ficar.

ivam cabral bob sousa Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Ivam Cabral: Personalidade Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Personalidade: Ivam Cabral
Fundador do grupo Os Satyros e diretor da SP Escola de Teatro, Ivam Cabral consegue estar a par de tudo quando o assunto é teatro. Cheio de contatos e participante ativos do mundo tecnológico, ele é um dos nomes mais lembrados da cena brasileira. Ivam consegue ser, ao mesmo tempo, o executivo e o artista. Coisa para poucos.

vestido de noiva Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Fran Barros: Melhor Iluminação no Teatro R7 2013 por Vestido de Noiva (foto) - Foto: André Porto

Melhor Iluminação: Fran Barros, por Vestido de Noiva
Na montagem do diretor Eric Lenate para Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues no Teatro do Núcleo Experimental, Fran Barros criou uma atmosfera cheia de dimensões nas quais os personagens se perdiam em agonia, girando a cabeça do público. Artista com assinatura própria, já conquistou lugar entre os melhores iluminadores do teatro brasileiro.

cabaret eduardo enomoto Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Cabaret: André Latorre e Dalila Cruz levam Melhor Cenário do Teatro R7 2013 - Foto: Eduardo Enomoto

Melhor Cenário: André Latorre e Dalila Cruz, por Cabaret, da Cia. Instável
A dupla André Latorre e Dalila Cruz criou, com poucos recursos, o cenário simples e eficiente do musical Cabaret, feito com a Cia. Instável de Teatro, dirigida por Latorre. Todos fomos transportados para a conturbada Alemanha em meio à ascensão do nazismo, onde a dançarina Sally Bowles reinava na noite. Com jovens atores cheios de sede de palco, o musical marcou o ano, com filas intermináveis na sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar, que poucas vezes viu um sucesso tão grande para uma montagem universitária, com alunos da Faculdade Paulista de Artes.

trombose bobsousa2 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Gislaine Nascimento e Fernando Gimenes: Melhor Figurino do Teatro R7 2013 por Hotel Trombose - Foto: Bob Sousa

Melhor Figurino: Gislaine Nascimento e Fernando Gimenes, por Hotel Trombose
A dupla Gislaine Nascimento e Fernando Gimenes criaram um figurino cheio de personalidade e vigor para os personagens de um hotel frio e decadente. Em meio a histórias bizarras em Hotel Trombose, as roupas preencheram o escuro daquelas vidas de um brilho muitas vezes que aqueles personagens não conheciam. Um interessante trabalho da Cia. do Mofo que marcou a temporada.

nossa classe Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Nossa Classe: Melhor Trilha/Música Teatro R7 2013 para Fernanda Maia - Foto: Ronaldo Gutierrez

Melhor Trilha: Fernanda Maia, por Nossa Classe, do Núcleo Experimental
Fernanda Maia é tarimbada quando o assunto é música no teatro. Ela criou um ambiente musical envolvente para que o diretor Zé Henrique de Paula contasse a turbulência política que viveu a Polônia nas primeiras décadas do século 20, com um jovem e aguerrido elenco. As acertadas músicas de Fernanda Maia serviram para atenuar o sofrimento dos personagens e os levarem de vez para dentro do coração da plateia.

festival de curitiba publico daniel sorrentino clix picnik Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Festival de Curitiba: Melhor Festival do Teatro R7 2013 - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Melhor Festival: Festival de Teatro de Curitiba
Com público de 220 mil pessoas na edição de 2013, o Festival de Teatro de Curitiba, dirigido por Leandro Knopfholz, é o maior do Brasil e já tem espaço cativo na agenda de quem se interessa por teatro. Ele foi o preferido dos internautas do R7 pelo segundo ano consecutivo, com sua diversidade exuberante, que na época da Páscoa faz da capital paranaense o centro efervescente das artes cênicas feita no Brasil e no mundo.

magiluth bob sousa 19 6 12 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Grupo Magiluth: o Melhor Grupo do Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Melhor Grupo: Grupo Magiluth, de Recife-PE
Os meninos do Grupo Magiluth, que completa dez anos agora em 2014, revigoraram o teatro feito em Recife. Mas não ficaram presos às fronteiras de Pernambuco. Eles cruzaram o rio Capibaribe e ganharam todo o País, em uma turnê de milhares de quilômetros percorridos em palcos de Norte a Sul do Brasil. Com um repertório marcante e cheio de personalidade, o grupo ainda presenteou o público com uma inventiva montagem de Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues.

antonio peredo1 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

O boliviano Antonio Peredo Gonzales em La Muerte de un Actor: Melhor Espetáculo Estrangeiro do Teatro R7 2013 - Foto: Natalia Peña

Melhor Espetáculo Estrangeiro: La Muerte de un Actor, da Bolívia
O ator boliviano Antonio Peredo conquistou o espectador paulistano com a simplicidade e a poesia de seu espetáculo, La Muerte de un Actor. Com um cenário mais do que diminuto, um ator se traveste de palhaço para fazer uma análise precisa e comovente de sua trajetória artística.

vira latas de aluguel Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

A turma do Vira-Latas de Aluguel, em Heliópolis (SP): Melhor Projeto do Teatro R7 2013 - Foto: Divulgação

Melhor Projeto: Vira-Latas de Aluguel, de Daniel Gaggini
O diretor Daniel Gaggini levou o ambiente do filme Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, para a comunidade de Heliópolis, em São Paulo, e produziu o espetáculo Vira-Latas de Aluguel, que interage coloca os moradores no centro da arte. A montagem tem elenco composto por jovens que passaram em um processo de seleção que pincelou os principais talentos da comunidade. A obra ainda dialoga diretamente com o projeto Cine Favela, que exibe filmes em uma concorrida e pequenina sala de cinema no local.

Teatro do Núcleo Experimental1 Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

Teatro do Núcleo Experimental: Melhor Teatro R7 2013 - Foto: Divulgação

Melhor Teatro: Teatro do Núcleo Experimental
Localizado em uma charmosa loja da rua Barra Funda, número 637, o Teatro do Núcleo Experimental, comandado por Zé Henrique de Paula, Sergio Mastropasqua e Claudia Miranda, já virou referência em espetáculos de qualidade com gente jovem reunida. O local ainda tem o charmoso Café Experimental, ideal para bater aquele papo antes e depois da peça. É obrigatório frequentá-lo para quem gosta de teatro bem feito e também de ver gente bonita e interessante.

sp escola de teatro Conheça os Melhores do Teatro R7 2013

SP Escola de Teatro: Melhor Instituição do Teatro R7 2013 - Foto: Divulgação

Melhor Instituição: SP Escola de Teatro
Com cursos profissionalizantes regulares gratuitos nas áreas artísticas, a SP Escola de Teatro já é referência quando o assunto é ensino das artes do palco. Por isso é a Melhor Instituição ligada ao teatro escolhida pelos internautas do R7 pelo segundo ano consecutivo. Com seus aprendizes e mestres, ela movimenta a cena paulistana com sua gente cheia de vontade de fazer. De lá estão saindo a cada fornada artistas de primeira qualidade. Além disso, a escola promove constantes cursos gratuitos de extensão cultural voltados à comunidade em geral. Tanto a sede no Brás quanto a da praça Roosevelt já são endereços obrigatórios para quem deseja fazer descobertas em nosso teatro.

Veja a porcentagem de votos dos vencedores e de todos os que concorreram!

Saiba também quem foram os vencedores em 2012!

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muso teatro r7 junho 2013  Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho

Veja indicados e vote em quem você acha mais belo e bela dos palcos - Fotos: Divulgação/MontagemR7

Por Miguel Arcanjo Prado

O mês de junho chega ao fim e é hora de você, nosso internauta, escolher quem merece o título de Muso e Musa do Teatro R7!

Veja, abaixo, os indicados pelo blog e vote nos seus preferidos.

A votação fica aberta até 9h desta terça-feira (2), quando o resultado será publicado aqui.

Os vencedores ganharão entrevista e ensaio fotográfico exclusivo aqui no R7!

Quem foi a Musa do Teatro R7 de junho de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • musa daniela galli ciranda Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Daniela Galli (Ciranda)
    52.1%
  • musa luna martinelli serpente verde sabor maca Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Luna Martinelli (Serpente Verde, Sabor Maçã)
    0.5%
  • musa maite proenca a beira do abismo Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Maitê Proença (À Beira do Abismo me Cresceram Asas)
    6%
  • musa maria de medeiros aos nossos filhos Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Maria de Medeiros (Aos Nossos Filhos)
    14.6%
  • musa priscila reis dentro e lugar longe Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Priscila Reis (Dentro É Lugar Longe)
    26.8%

Quem foi o Muso do Teatro R7 de junho de 2013?

Esta enquete está encerrada
  • muso angelo paes leme Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Ângelo Paes Leme (Uma Vida no Teatro)
    1.1%
  • muso bruno autran the pillowmann o homem travesseiro Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Bruno Autran (The Pillowmann - O Homem Travesseiro)
    1.4%
  • muso hugo bonemer Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Hugo Bonemer (Rock in Rio)
    0.5%
  • muso junior docini dentro e lugar longe Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Junior Docini (Dentro É Lugar Longe)
    66.4%
  • muso paulinho faria o homem com a bala na mao Escolha o Muso e a Musa do Teatro R7 de junho
    Paulinho Faria (O Homem com a Bala na Mão)
    30.7%

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melhores teatro 2012 r7 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Ano de 2012 foi de muitas boas novidades no teatro brasileiro; você escolhe as melhores!

O ano de 2012 foi de muitas novidades teatrais aqui no Atores & Bastidores do R7, espaço no qual as cortinas sempre estiveram abertas para as artes do palco. Como não poderia deixar de ser, em nosso primeiro ano, ninguém melhor do que você, nosso fiel internauta, para escolher quem foram os Melhores do Teatro R7 2012.

O crítico Miguel Arcanjo Prado e o fotógrafo Bob Sousa, que acompanham de perto a cena teatral, escolheram cinco grandes destaques em 16 diferentes categorias: Espetáculo, Diretor, Ator, Atriz, Autor, Revelação, Iluminação, Cenário, Figurino, Personalidade, Trilha/Música, Festival, Grupo, Projeto, Teatro e Instituição. Agora, você escolhe, abaixo, quem merece ganhar em cada categoria. A votação vai até o dia 27 de dezembro, quando o resultado será publicado aqui no blog.

Que vençam os melhores!

Espetáculo

1 melhor espetaculo 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Bichado, Máquina de Dar Certo, O Livro de Itens do Paciente Estevão, Pessoas Absurdas e Priscilla

Qual o melhor espetáculo Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Bichado
    48.4%
  • Máquina de Dar Certo
    32.5%
  • O Livro de Itens do Paciente Estevão
    7.5%
  • Pessoas Absurdas
    3.6%
  • Priscilla - Rainha do Deserto
    8%

Diretor

2 melhor diretor 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Diretor: Felipe Hirsch, Marco Antonio Braz, Roberto Alvim, Roberto Audio e Zé Henrique de Paula

Qual o melhor diretor Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Felipe Hirsch (O Livro de Itens do Paciente Estevão)
    3.3%
  • Marco Antonio Braz (Boca de Ouro e A Falecida)
    2.5%
  • Roberto Alvim (Projeto Peep Clássic Ésquilo)
    39.7%
  • Roberto Audio (Máquina de Dar Certo)
    8.6%
  • Zé Henrique de Paula (Bichado, Mormaço, No Coração do Mundo e Senhora dos Afogados)
    46%


Ator

3 melhor ator 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Ator: Danilo Ghrangheia, Eric Lanate, Giordano Castro, Rodolfo Lima e Tiago Abravanel

Qual o melhor ator Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Danilo Grangheia (O Livro de Itens do Paciente Estevão)
    0.3%
  • Eric Lenate (No Coração do Mundo)
    51.9%
  • Giordano Castro (Um Torto e Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você)
    38.7%
  • Rodolfo Lima (Réquiem para um Rapaz Triste)
    8.7%
  • Tiago Abravanel (Tim Maia - Vale Tudo)
    0.4%


Atriz

4 melhor atriz 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Atriz: Dani Barros, Einat Falbel, Juliana Galdino, Luciana Paes e Vera Holtz

Quem foi a melhor atriz Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Dani Barros (Estamira - Beira do Mundo)
    2.5%
  • Einat Falbel (Bichado)
    65.4%
  • Juliana Galdino (Oresteia)
    24.2%
  • Luciana Paes (Ficção)
    6.1%
  • Vera Holtz (Palácio do Fim)
    1.7%

Autor

5 melhor autor 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Autor: Aldri Anunciação, Cássio Pires, Franz Klepper, Newton Moreno e Ricardo Inhan

Quem foi o melhor autor Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Aldri Anunciação (Namíbia, Não!)
    48.7%
  • Cássio Pires (Ifigênia)
    46.3%
  • Franz Klepper (Córtex e Camille e Rodin)
    1.9%
  • Newton Moreno (Maria do Caritó e Terra Santa)
    0.6%
  • Ricardo Inhan (Mormaço)
    2.4%

Revelação

6 revelacao 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Revelação: André Torquatto, Bárbara Bonnie, Luna Martinelli, Marba Goicochea e Marcos de Andrade

Quem foi a revelação Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • André Torquato (Priscilla - Rainha do Deserto)
    0.1%
  • Bárbara Bonnie (Barafonda e Senhora dos Afogados)
    53.6%
  • Luna Martinelli (Limpe Todo Sangue Antes que Manche o Carpete)
    10.3%
  • Marba Goicochea (Máquina de Dar Certo)
    36%
  • Marcos de Andrade (Toda Nudez Será Castigada)
    0.1%


Iluminação

7 iluminacao 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Iluminação: Breu, Cabaret Stravaganza, No Coração do Mundo, Os Bem-Intencionados e SP Surrealista

Qual a melhor iluminação Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Breu (Tomás Ribas)
    0.5%
  • Cabaret Stravaganza (Rodolfo García Vázquez e Léo Moreira Sá)
    3.3%
  • No Coração do Mundo (Fran Barros)
    10.9%
  • Os Bem-Intencionados (Nadja Naira)
    24.7%
  • SP Surrealista (Rodrigo Alves)
    60.6%


Cenário

8 cenario 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Cenário: A Família Addams, Bichado, Rabbit, Satyros' Satyricon (Trincha, Satyricon e Suburra) e Vermelho

Qual o melhor cenário Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • A Família Addams (Phelim McDermott e Julian Crouch)
    0.6%
  • Bichado (Zé Henrique de Paula)
    3.2%
  • Rabbit (Eric Lenate)
    63.6%
  • Satyros' Satyricon - Trincha, Satyricon e Suburra (Criação coletiva)
    32.3%
  • Vermelho (Jorge Takla)
    0.3%


Figurino

9 figurino 20121 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Figurino: Acordes, Cabaret Stravaganza, Hamlet, No Coração do Mundo, Priscilla, Rainha do Deserto

Qual o melhor figurino Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Acordes (Sônia Ushiyama Souto)
    22.7%
  • Cabaret Stravaganza (Daíse Neves)
    64%
  • Hamlet (Cássio Brasil)
    2.1%
  • No Coração do Mundo (Zé Henrique de Paula)
    9.2%
  • Priscilla - Rainha do Deserto (Tim Chappel e Lizzy Gardiner)
    1.9%


Personalidade

10 personalidade 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Personalidade: Cleyde Yáconis, Maria Alice Vergueiro, Phedra D. Córdoba, Renato Borghi e Zé Celso Martinez Corrêa

Qual a personalidade Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Cleyde Yáconis
    1.5%
  • Maria Alice Vergueiro
    39.5%
  • Phedra D. Córdoba
    50.2%
  • Renato Borghi
    0.7%
  • Zé Celso Martinez Corrêa
    8.1%


Trilha/Música

11 trilha musica 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Trilha/Música: Acordes, Máquina de Dar Certo, Priscilla - Rainha do Deserto, Senhora dos Afogados e Tim Maia

Qual a melhor trilha/música Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Acordes
    29.7%
  • Máquina de Dar Certo
    25.5%
  • Priscilla - Rainha do Deserto
    1.8%
  • Senhora dos Afogados
    41.4%
  • Tim Maia - Vale Tudo
    1.6%


Festival

12 festival 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Festival: Festival de Curitiba, FIT-BH, Mostra Fomento Dez Anos, Mirada e Satyrianas

Qual o melhor festival Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Festival de Curitiba (PR)
    66%
  • FIT-BH (MG)
    0.7%
  • Fomento Dez Anos (SP)
    2.4%
  • Mirada (Santos-SP)
    0.9%
  • Satyrianas (SP)
    29.9%

Grupo

13 grupo 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Grupo: Clowns de Shakespeare, Cia. Bruta de Arte, Cia. Estável, Cia. São Jorge de Variedades e Grupo Magiluth

Qual o melhor grupo Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Clowns de Shakespeare
    1.5%
  • Cia. Bruta de Arte
    4.2%
  • Cia. Estável
    15.2%
  • Cia. São Jorge de Variedades
    41%
  • Grupo Magiluth
    38.2%


Projeto

14 projeto 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Projeto: Barafonda, Bom Retiro - 978 Metros, Galpão 30 anos, Agosto 100 Nelson e Nova Cena Nordestina

Qual o melhor projeto Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Barafonda
    52.9%
  • Bom Retiro - 978 Metros
    8%
  • Galpão 30 Anos
    7.3%
  • Agosto 100 Nelson
    11.7%
  • Nova Cena Nordestina
    20.1%


Teatro

15 teatro 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Teatro: Anchieta - Sesc Consolação, Club Noir, Espaço dos Parlapatões, Núcleo Experimental e Viga Espaço Cênico

Qual o melhor Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Anchieta - Sesc Consolação
    5.9%
  • Club Noir
    38.4%
  • Espaço dos Parlapatões
    2.6%
  • Núcleo Experimental
    51.6%
  • Viga Espaço Cênico
    1.5%


Instituição

16 instituicao 2012 Escolha os Melhores do Teatro R7 em 2012

Instituição: Cooperativa Paulista de Teatro, Funarte, Sesc-SP, SP Escola de Teatro e Tusp

Qual é a melhor instituição Teatro R7 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Cooperativa Paulista de Teatro
    2.6%
  • Funarte
    1.8%
  • Sesc-SP
    10.1%
  • SP Escola de Teatro
    83.1%
  • Tusp
    2.4%

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cleo de paris luiz antonio jr muso musa teatro r7 Luiz Antônio Jr. e Cléo de Páris são Muso e Musa do Teatro R7 no mês de setembro de 2012

Luiz Antônio Jr. e Cléo de Paris tiveram maioria absoluta dos votos dos internautas e foram eleitos o Muso e a Musa do Teatro R7 no mês de setembro de 2012 - Fotos: Arquivo Pessoal

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma votação acirrada aqui no Atores & Bastidores elegeu os Musos do Teatro R7 em setembro de 2012.

Luiz Antônio Jr. é o Muso do Teatro R7. Ele é ator e diretor de A Outra Cia. de Teatro, de Salvador, que fez temporada em São Paulo, na Funarte, em setembro, com as peças Remendo Remendó e Mar me Quer. Ele teve 2.316 votos, 51,6% do total, maioria absoluta.

Em segundo lugar na votação masculina ficou Rodrigo Eloi, jornalista cultural, com 1.134 votos, o que corresponde a 25,3% do total. Já, em terceiro, ficou João Paulo Lorenzon, ator de Eu Vi o Sol Brilhar em Toda a Sua Glória, com 682 votos, ou 15,3%.

muso luizantoniojr Luiz Antônio Jr. e Cléo de Páris são Muso e Musa do Teatro R7 no mês de setembro de 2012

Cléo de Páris é a Musa do Teatro R7. Ela é atriz de Os Satyros, grupo de São Paulo, e integrou, em setembro, os elencos das peças Vestido de Noiva e Cabaret Stravaganza. Ela teve 2.426 votos, 54,8% do total, maioria absoluta.

Em segundo lugar na competição feminina ficou Sandra Modesto, atriz de Luiz Antônio - Gabriela, com 1.531 votos, ou seja, 34,6% do total. Em terceiro lugar ficou Renata Calmon, atriz de Valsa Nº 6, com 264 votos, o que corresponde a 6%.

musa cleodeparis Luiz Antônio Jr. e Cléo de Páris são Muso e Musa do Teatro R7 no mês de setembro de 2012

Em breve, aqui no blog, uma reportagem especial e ensaio fotográfico com os dois vencedores.

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diego gazin capa foto miguelarcanjoprado1 Diego Gazin, o ator que faz acontecer

Diego Gazin é destaque do musical infantil de sucesso A Galinha Pintadinha - Fotos: Miguel Arcanjo Prado

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem vai ao musical infantil A Galinha Pintadinha não imagina quantas histórias moram detrás dos atores no palco. Um deles, responsável por quatro personagens – o pai, o motorista, o fotógrafo e o sapo – tem muito o que contar.

Quando Diego Gazin desembarcou na rodoviária Barra Funda, em São Paulo, em 2000, com apenas 17 anos, só tinha um sonho: que as coisas dessem certo na carreira de ator que construiria a partir dali. Vinha sozinho da pequena Santa Fé, município de 10 mil habitantes no interior do Paraná.

diego gazin texto foto miguelarcanjoprado Diego Gazin, o ator que faz acontecerAprendeu logo que nada acontece da noite para o dia. Sofreu, chorou, correu atrás, levou muita porta na cara. Quase desistiu. Quis o destino que as coisas começassem a acontecer justo no dia em que resolveu que não era para ele aquela vida de batalha sem resultado. Assim foi. Aos poucos. Degrau a degrau.

Outro dia, sua mãe, Ivonete, viajou até São Paulo para vê-lo no palco. Apesar de o espetáculo ser para cima, chorou ao ver o filho num espaço nobre da metrópole, sendo aplaudido pelo público elegante que lotava o Teatro das Artes, no Shopping Eldorado. Foi testemunha da concretização daquela determinação do primogênito de seus três filhos com o comerciante Carlos Gazin. Um dia inesquecível para os dois.

Foi fazendo cursos na cidade natal com professores que vinham de Londrina e Curitiba que Diego resolveu que seria ator. Tinha uns 10, 11 anos. Sabia que debaixo das asas dos pais não teria chance alguma. Era preciso cair no mundo, se arriscar. Filho de família simples, chegou à conclusão que teria de ser por conta própria.

São Paulo foi cruel no começo. Como costuma ser aos forasteiros que se aventuram entre seus prédios e viadutos cinzas. Pegou muito trem lotado e comeu muito miojo. Diz que nunca deixou de ter fé em Deus. Por isso, não foi engolido pela cidade.

Mesmo diante do pouco que ganhava, o dinheiro do curso de teatro no Macunaíma sempre foi sagrado. Formou-se em 2004, com a peça O Pecado de João Agonia. A mãe veio também.

Demorou, mas desde 2006 consegue viver apenas da profissão de ator. Além de trabalhos nos palcos, faz publicidade, que ajuda a segurar as pontas. Quando fica tranquilo, ouve MPB, corre no Ibirapuera ou fica de bobeira em casa, acompanhando Laura Cardoso e Osmar Prado na TV, seus ídolos.

A primeira grande montagem foi em 2007, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, com direção de Vladimir Capella, no extinto Teatro Imprensa capitaneado por Cintia Abravanel, produtora responsável pelo lançamento de muitos talentos jovens. Desde então, as coisas melhoraram. E acontecem para ele, que não marca bobeira.

— É claro que tem hora que dá vontade de parar e de desistir. Mas aí eu penso no monte de coisas que já consegui construir. E se tem uma coisa que eu aprendi é que se a oportunidade não vem até você, você precisa ir atrás da oportunidade.

Hoje, com a maturidade que só a experiência dá, Diego quer mais. Fazer cinema e televisão. Realizar o sonho daquele menino simples de Santa Fé que subiu no ônibus com vontade de vitória.

diego gazin abaixo foto miguelarcanjoprado Diego Gazin, o ator que faz acontecer

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