Posts com a tag "atriz"

nydia licia foto bob sousa3 O Retrato do Bob: Nydia Licia e seus fantasmasFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ninguém se Livra de Seus Fantasmas. Foi este o título que a atriz Nydia Licia escolheu para a sua autobiografia, lançada pela Editora Perspectiva. Afinal, a fina flor do teatro brasileiro passou por sua trajetória. Aos 88 anos, esta italiana nascida em Trieste no dia 30 de abril de 1926 é uma das bases de nosso teatro. E também sua memória viva. Memória esta que compartilha em livros fundamentais, como as biografias de Raul Cortez, Rubens de Falco e Sérgio Cardoso, além de Eu Vivi o TBC, todos lançados pela Imprensa Oficial. De família judia, chegou ao Brasil em 1939, fugindo dos horrores do nazi-fascismo. Após participar do Grupo de Teatro Experimental, de Alfredo Mesquita, entrou para o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) em 1950, quando substituiu Cacilda Becker na peça Nick Bar... Álcool, Brinquedos, Ambições dirigida por Adolfo Celi. Casou-se com o ator Sérgio Cardoso, ao lado de quem em 1953 abriu a Cia. Nydia Licia-Sergio Cardoso. Nos anos 1960, já separada, assumiu suas próprias produções. A partir dos anos 1970 se dedicou ao teatro infantil. Nas décadas seguintes, tornou-se uma das mais conceituadas professoras e pesquisadoras do teatro brasileiro. Posou para nosso Bob Sousa com a serenidade de quem não tem medo de fantasmas; muito pelo contrário, os domina como ninguém.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

manoelita lustosa Morre atriz Manoelita Lustosa, aos 72 anos, em BH: Vários artistas se espelhavam nela, diz filha

Manoelita Lustosa era uma das principais atrizes mineiras - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Manoelita Lustosa, que morreu nesta terça (1º), em Belo Horizonte, aos 72 anos, foi um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras.

Antes de ficar conhecida em todo Brasil por atuar em novelas na Record e também na Globo, a atriz fez marcantes montagens no teatro em Minas Gerais.

manoelita bruna Morre atriz Manoelita Lustosa, aos 72 anos, em BH: Vários artistas se espelhavam nela, diz filha

Manoelita Lustosa e Bruna Marquezine, em 2003, na novela Mulheres Apaixonadas: papel marcante - Foto: Divulgação

Ela morreu em casa, de insuficiência respiratória, às 9h. Sua filha, Maria Bethânia Diniz Lustosa, conversou com o Atores & Bastidores do R7.

Emocionada, contou que sua mãe foi exemplo de amor à profissão.

— A mamãe foi uma pessoa muito ativa na área cultural. Ela começou a carreira muito nova. Ela era muito competente no que fazia.

Segundo a filha, Manoelita era muito requisitada por jovens e experientes artistas.

— Vários artistas se espelhavam nela como exemplo de disciplina profissional. Ela era apaixonada pela arte e tinha um respeito enorme pelo trabalho que fazia. Ela amava ser atriz. Sempre foi muito dedicada. É uma perda enorme.

A filha conta que Manoelita não faltou ao teatro nem mesmo quando perdeu o marido, 18 anos atrás. No fim de semana da morte, subiu ao palco. Dizia que “a arte não pode parar”.

Manoelita deixa três filhas: Manoela, Maria Bethânia e Mariana, e seis netos — um casal de cada filha. O corpo será velado a partir do fim da tarde desta terça (1º), no Cemitério Parque da Colina, na região norte de Belo Horizonte, onde deverá ser sepultada na manhã desta quarta (2).

Artistas lamentam

A morte de Manoelita Lustosa foi sentida na classe artística. A diretora e atriz Yara de Novaes, afirmou que "foi uma honra" pode ter trabalho com a atriz, em Um Céu de Estrelas. O produtor Guilherme Marques, do CIT-Ecum, declarou que Manoelita deixou um "legado maravilhoso".

A atriz gaúcha Patrícia Vilela, que atuou ao lado da colega na novela Esmeralda, no SBT, contou ao R7 que ficou muito triste ao saber da notícia.

— A gente se deu tão bem nos bastidores da novela. Era uma grande atriz e uma pessoa maravilhosa.

O ator mineiro Odilon Esteves também lamentou a morte da amiga. E lembrou-se também do episódio em que ela trabalhou logo após perder o marido.

— Manoelita fazia Na Era do Rádio quando seu esposo faleceu. Eu era adolescente e ia ver o espetáculo quase todo dia. Então, saía com eles do teatro para ir ao hospital onde ele estava internado. Na sexta-feira em que ele se foi, não teve apresentação, nem no sábado, mas no domingo, Manoelita já estava de volta ao palco. E presenciei o que só mais tarde, na escola, fui aprender como sendo o caráter votivo dessa profissão: apesar de quase toda adversidade, o artista segue seu trabalho. Uma personagem de Manoelita  cantava Último Desejo, de Noel Rosa, no espetáculo, e naquele domingo as notas da canção se misturaram a um choro profundo. Os espectadores jamais saberiam que não se tratava de representação. Coração apertado hoje! Saudade de Manoelita! E gratidão!

Clássicos e comédia

Natural de Pirapora, às margens do Rio São Francisco, Manoelita foi criada em Sete Lagoas. Desde menina, era encantada com o rádio e, depois, o teatro a TV.

Manoelita Lustosa Terezinha Michel Angelo 2 Morre atriz Manoelita Lustosa, aos 72 anos, em BH: Vários artistas se espelhavam nela, diz filha

Manoelita Lustosa, como Terezinha em Dona Xêpa: último papel na TV - Foto: Michel Ângelo

Foi agitadora cultural e exerceu cargos políticos na área da Cultura na região do Vale do Aço, durante o tempo em que morou na cidade de Timóteo. Mas foi em Belo Horizonte, para onde se mudou no começo da década de 1990, que sua carreira artística deslanchou.

Sua estreia como atriz foi em Tio Vânia, de Tchekhov, dirigida por Luiz Carlos Garrocho e Walmir José. Logo, chamou a atenção de importantes diretores mineiros como Pedro Paulo Cava, com quem fez o musical Na Era do Rádio, e Ílvio Amaral, que a consagrou junto ao público em comédias como É Dando que se Recebe e A Comédia dos Sexos.

Logo, Manoelita se tornou uma das mais respeitadas atrizes da cena local. Atuou em comédias rasgadas e de grande bilheteria na cena belo-horizontina, como Perigo, Mineiros em Férias. Fez ainda textos clássicos do teatro brasileiro, como Perdoa-me por me Traíres, de Nelson Rodrigues.

Seu último papel na TV foi em 2013, como a pasteleira Terezinha, na novela Dona Xêpa, na Record. Outro papel marcante de sua carreira televisiva foi na novela Mulheres Apaixonada, de Manoel Carlos, em 2003, como Inês, a avó maldosa de Salete, papel da então menina Bruna Marquezine.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

thais dias foto Alicia Peres2 Dois ou Um com Thais Dias

A atriz Thais Dias, da peça {ENTRE}, Coletivo Negro - Foto: Alicia Peres

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Paulista de Piracicaba e radicada em São Paulo, Thais Dias é uma das coisas mais bonitas de se ver no teatro brasileiro contemporâneo. Tem graça, beleza e viço. Atriz do Coletivo Negro, ela está em cartaz na peça {ENTRE}, no Teatro Martins Penna, no Centro Cultural da Penha, na zona leste paulistana, até 22 de junho, sempre sábado, 20h, e domingo, 19h, com entrada a R$ 10. A peça mostra o cotidiano de quatro moradores de um conjunto habitacional da periferia, com seus dilemas e suas vidas turbulentas. A atriz aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Entre ou saia?
{ENTRE}! Entre de peito aberto, pés descalços. Entre... e fique à vontade.

A bossa nova é foda ou o hip hop é foda?
Vixi... Phoda é som. Com base, batida, melodia e levada.

O teu cabelo não nega ou como você é bonito de se ver?
O teu cabelo não nega! Meu cabelo. O meu cabelo afirma.

Preto ou branco?
Preto. Preto como é. Como tá. Preto lindo fica. Brilha.

Azul ou amarelo?
Amarelo.

Copa ou Cultura?
Cultura. Sempre.

Liberdade de ser ou liberdade de ter?
Liberdade!

Uma vida na timeline ou uma história bonita só pra nós?
“... Existe de saber coisas filho meu
Não escritas sobre a gente da gente
Nos versos da vida e escritas do tempo, Filho meu
Uma historia pra gente contar...”
(Filho Meu, de Fernando Alabê, espetáculo {ENTRE}, Coletivo Negro de Teatro)
Uma historia nossa. Sendo revirada, revelada, construída, vivida, cheia de corpos, cantos, sentidos e gritos. Hoje não mais silenciosos.

Centro ou periferia?
Periferia! O que me cerca, protege, alimenta e fortalece: cidadã/artista.

A pele escura ou dinheiro não?
A pele escura/A carne dura/A face pura. E o ventre germinando a vontade de ser. Vazar, voar, transpassar poros, atravessar olhos e enraizar. Em solos férteis.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

phedra cordoba bob sousa4 O Retrato do Bob: Phedra D. Córdoba, fundamental

Atriz dos Satyros, Phedra D. Córdoba faz 76 anos: diva dos palcos alternativos - Foto: Bob Sousa

Fotos de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

26 de maio é data especial no teatro brasileiro. Dia de celebrar uma de nossas maiores divas. Afinal, é aniversário de Phedra D. Córdoba, a cubana que se converteu no maior nome dos palcos alternativos deste País. Phedra é Havana, é Walter Pinto, é calle Corrientes, é Medieval, é Nostro Mundo, é Homo Sapiens, é a árvore mais frondosa da Praça Roosevelt, pertence ao público. Phedra faz 76 anos. Merece mimos, carinhos e elogios. Porque conserva uma energia de menina. Quem duvida, vá vê-la cantar Beatles no Espaço dos Satyros 1, na peça Não Morrerás, da qual é estrela absoluta. Porque Phedra não sai do cartaz. Tem carisma de sobra. Tem técnica. Tem viço. Tem bom gosto. Tem elegância sutil. Tudo com seu sotaque gostoso de ouvir. É claro que ela teria de posar para o nosso Bob Sousa em data tão nobre. E em dose dupla. Porque Phedra D. Córdoba é fundamental.

phedra cordoba bob sousa11 O Retrato do Bob: Phedra D. Córdoba, fundamental

Phedra D. Córdoba, aos 76 anos: energia e carisma de uma eterna menina - Foto: Bob Sousa

Saiba mais sobre Phedra D. Córdoba!

Leia também: Brasil abre o palco para teatro da América Latina

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Foto de BOB SOUSA 
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

laura cardoso foto bob sousa O Retrato do Bob: Laura Cardoso, artista de respeito

Laura Cardoso: aos 86 anos, ela segue encantando o público diariamente - Foto: Bob Sousa

Qual atriz de 86 anos está por aí, trabalhando como uma menina e arrebatando espectadores diariamente?  Pois a paulistana Laura Cardoso faz tudo isso e muito mais. Não é à toa que esta mulher formidável se tornou uma das artistas mais admiradas e cultuadas pelo público brasileiro, seja no teatro, no cinema ou na televisão. E os paulistanos ainda têm a chance de vê-la de perto, no palco, até o próximo dia 25 de maio. Afinal, ela é estrela da peça A Última Sessão, sucesso no Teatro Shopping Frei Caneca. Laura é uma espécie de mestre de cerimônia do espetáculo escrito e dirigido por Odilon Wagner que traz no elenco mestres veteranos de nossas artes cênicas. Defensora ferrenha da liberdade e do pensamento inteligente, Laura faz sempre questão de dar dicas preciosas aos jovens. Porque tem frescor, como demonstra nesta pose para o nosso Bob Sousa. Afinal, referência incontestável, Laura Cardoso é artista de respeito.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 1 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

A leveza da atriz peruana Marba Goicochea: poesia na arte brasileira - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

Numa cidade feita de gente de toda parte do Brasil e do mundo, cada qual carregando o seu sotaque, sua cultura, a fala da atriz peruana Marba Goicochea é a cara de São Paulo.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 2 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba Goicochea no Memorial da América Latina: peruana é a cara da arte de São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

O teatro paulistano, que afirma sempre por aí ter pretensões de dialogar com a diversidade a seu entorno, precisa saber que artistas como ela são fundamentais.

Por isso, a ausência de Marba Goicochea nos palcos empobrece a arte e a cidade.

Marba fez sucesso em peças como El Truco, com Os Satyros, em 2007, e Máquina de Dar Certo, com a Cia. Bruta de Arte, dirigida por Roberto Audio, em 2012.

Sempre utilizando sua figura ímpar como potência poética.

Marba veio de Lima, no Peru, já faz mais de dez anos. Até pouco tempo atrás, morava na praça Roosevelt, reduto do teatro paulistano, onde tem amigos por todos os lados.

Agora, está na vizinha rua Avanhandava, onde há menos barulho de skates e bares, permitindo um sono melhor. Afinal, ela acorda cedo para dar suas aulas de espanhol.

A atriz é doce. Tem uma energia do bem. Que encanta e comove. Passar um tempo ao lado de Marba mexe com a gente.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 8 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

É cheia de doçura e sensibilidade que Marba Goicochea posa para o fotógrafo Eduardo Enomoto

É com essa doçura que ela posa para o fotógrafo Eduardo Enomoto no Memorial da América Latina. Tímida, vai ouvindo as dicas. Aprende rápido. Faz bonito.

Depois, debaixo de uma sombra, tenta, com o português mais lindo do mundo, explicar sua ausência nos palcos. Diz não foi uma decisão só sua. Foram circunstâncias da vida. E também de oportunidades que não chegaram. Mas vão chegar.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 4 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba ficou mais de um ano longe dos palcos: circunstâncias da vida - Foto: Eduardo Enomoto

Seu retorno foi no último festival Satyrianas, no fim de 2013, na peça Escola de Tiranos, dirigida por Fransérgio Araújo, com a pesquisa Teatro Selvagem da Cia. Ópera Ritual.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 51 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

A atriz peruana Marba Goicochea: sem ela, e seu sotaque, o teatro fica sem sem poesia - Foto: Eduardo Enomoto

Mesmo no horário das 4h da madrugada houve fila e disputa por entradas. Muitos saíram falando que o grande charme era a menina que falava castelhano.

Por mais que ela seja tímida, sempre é assim quando ela é colocada sob os holofotes.

Marba gosta de trabalhar em processos colaborativos. Onde possa propor algo como artista. Assim será na performance Estylhaço Black!_Obra-Player, uma série de intervenções no espaço urbano, misturando realidade e ficção a partir de junho. A direção é de Pedro Paulo Rocha, filho do cineasta baiano Glauber Rocha, um dos maiores nomes do cinema brasileiro.

Enquanto outras oportunidades não vêm no teatro, no cinema e na TV, ela aproveita o tempo livre para estudar.

Já é formada em cinema e TV no curso de Ciências da Comunicação da Universidad de Lima. E também se formou em musicoterapia no Brasil. E acaba de trancar o oitavo semestre de psicologia para investir no curso de licenciatura em português e espanhol.

Revela que quer melhorar a língua falada de seu cotidiano brasileiro e ainda obter titulação para continuar suas aulas de espanhol em escolas também – Marba é professora requisitada na cidade, reverenciada por alunos que vão de empresários a crianças.

Se a língua máterna caminha junto de seu português, o sotaque sempre foi um fantasma. Que conseguiu assustá-la muitas vezes.

olhos marba goicochea foto eduardo enomoto 2014 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Os olhos de Marba Goicochea: a doce força de uma atriz que resiste - Foto: Eduardo Enomoto

Marba já escutou que precisava perder seu sotaque a qualquer custo. Senão, não teria trabalho. Mas – ainda bem – ouviu de gente mais sensível que seu sotaque trata-se, justamente, de seu bem mais precioso, seu diferencial expressivo.

Num mundo tão pasteurizado pela televisão, que uniformiza tudo e todos, é fundamental que o teatro abra espaço para a resistência de distintos sons. Sons que são realidade na metrópole cosmopolita.

Marba sabe que precisa enfrentar o preconceito por falar diferente dos demais. Mas, pelo menos, já desistiu de se tornar igual a todo mundo. O que faz muito bem.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 61 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba Goicochea já desistiu de tentar ser igual a todos e perder o sotaque, o que faz muito bem - Foto: Eduardo Enomoto

“Fico triste que ainda exista este tipo de preconceito, porque queria trabalhar muito mais. Já cheguei a pensar: será que eu devo mesmo perder o sotaque? Amo atuar. Ficar longe da minha profissão é muito duro. É triste. Quem é contra o sotaque internacional, também vai ser contra o sotaque baiano, mineiro... É um preconceito retrógrado nesta época de tanto intercâmbio mundial. Falar que eu preciso perder o sotaque é o mesmo que dizer que o brasileiro precisa se adaptar ao inglês americano para conquistar algum lugar no mundo. Por que tem de perder o sotaque? Se ele é justamente a nossa riqueza? É a diferença que deixa a vida mais bonita”, diz.

Marba está coberta de razão.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 31 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba Goicochea: "A diferença é que deixa a vida mais bonita" - Foto: Eduardo Enomoto

Agradecimento: Memorial da América Latina (Marília Balbi); Carmem San Diego (maquiagem); Finéias (cabelo) e Otto Barros.

Leia o perfil de Marba Goicochea!

Saiba mais sobre Marba Goicochea!

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

paulo autran funarte Domingou   Os dilemas de um ator

Paulo Autran em Morte e Vida Severina, direção de Silnei Siqueira, 1969 - Foto: Acervo Funarte

Você pensará em fazer uma novela, pensará em fazer cinema. Você é mais um no meio da multidão... É o amor que vai te mover...

ricardo correa domingou divulgacao Domingou   Os dilemas de um ator

O ator Ricardo Corrêa: amor ao ofício de ator

Por RICARDO CORRÊA*
Especial para o Atores & Bastidores

Com amor à verdade, digo aos artistas de teatro: reze pra dar certo! Além disso, uma boa escola de teatro ajuda, ler todos os grandes autores e mesmo assim concorrer com gente que não sabe nem pronunciar "Godot” do “Beckett”. Daí, torcer muito para fazer uma peça de sucesso. Ter perfil. Saber qual é o teu perfil. Você irá fazer mil testes para comerciais, vai ser editado em um, vai ficar torcendo e saberá mais tarde que seu amigo pegou.  Daí, você pega um de cerveja pra fazer, te reconhecem na rua e passam a acreditar mais em você.

Você pensará em fazer uma novela. Você entra em contato com aquele agente de elenco que seu amigo ator te falou, ele te ignora. Você pensa: o que será que eu fiz? Fique tranquilo. Pra ele você é mais um no meio da multidão. Se você pegar a novela, reze para o contrato se renovar. Porque o dinheiro só vai durar o tempo do contrato.

Você também pode escrever ou produzir algo moderno, que vire hit do momento.  Se você produzir uma peça aumenta um pouco mais o seu ganho. Mas em algum momento vão falar mal de você. Não se assuste. É normal. Seria legal se você fosse indicado a algum prêmio.

Pensará em fazer cinema. Mas como? Conhecer qual produtor de elenco? No cinema você ganha a diária, nome feio, lembra diarista. Aliás, por que será que o ator que fez o filme não ganha por bilheteria?

Abriu aquele edital. Você pode escrever projetos. Você teve aquela ideia ótima e você acredita nela. Mas não tem nenhum nome famoso no teu projeto? Ah, mas aquele grupo conhecido com gente mais famosa pegou? Pegou três editais ao mesmo tempo? É isso acontece! Mas não desista.

Você pode trabalhar durante o dia num shopping e a noite fazer teatro.  Em qual hora do dia você lê o seu livro de teoria sobre o Brecht?

Pode rolar aquela animação de festa, o teatro empresa, monstros em parques... Mudar de profissão.

Você poderá dar aula de teatro. Você vai se deparar com certas dificuldades. Certo? Mas vai que pegue aulas numa escola de formação de atores. Ótimo. Na maioria das vezes, você vai ralar o tchan e não vai ganhar muito. Terá que ir pra lugares distantes, acreditando no poder de transformação que o teatro possui.

Esse poder que o teatro tem é que vai te mover muitas vezes a continuar, inclusive quando pensar em desistir. Mas respire. Fique calmo. É o amor que vai te mover a continuar no teatro.  Esse amor nutre.

Me despeço com amor à verdade.

*Ricardo Corrêa é ator. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

lucinha lins joao caldas Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins canta no espetáculo Palavra de Mulher, que estreia em SP - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os 70 anos de vida de Chico Buarque, que serão completos em 19 de junho de 2014, serão celebrados com sua música a partir deste sábado (18)  em São Paulo. Para isso, um time de atrizes que tem tudo a ver com universo do compositor assume suas canções no palco.

Clássicos como Folhetim, Olho nos Olhos, Tango de Nancy e Atrás da Porta estão no repertório do espetáculo que tem direção e concepção de Fernando Cardoso, que procurou fazer um recorte do universo feminino nas canções de Chico.

Estreia no Teatro Renaissance, o espetáculo musical Palavra de Mulher, após temporadas de sucesso em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Vitória, Santos e Sorocaba.

Em clima de cabaré, Virgínia Rosa, Tania Alves e Lucinha Lins interagem com o público, que se identifica com as músicas que elas cantam.

Esta não é a primeira vez que Lucinha Lins se aventura no universo de Chico Buarque. Lúcia Maria Werner Vianna de Carvalho Lins já viveu Vitória-Régia, a vilã de Ópera do Malandro, e a prostituta Nancy, de O Corsário do Rei, ambos espetáculos do compositor. No cinema, ainda fez interpretação definitiva para a Gata de Os Saltimbancos, no filme Os Saltimbancos Trapalhões.

Lucinha Lins conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta. A atriz de 60 anos falou sobre essa familiaridade com o músico, o mundo dos musicais e o espetáculo.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Você acaba de fazer o musical Rock in Rio, que lhe rendeu elogios da crítica. Agora você volta com mais um musical a São Paulo?
Lucinha Lins – Pois é. Mas são espetáculos completamente diferentes. Rock in Rio era uma megaprodução, com bailarinos, orquestras, com raízes na produção de Broadway. Já Palavra de Mulher é completamente diferente. Não é um musical. É um show teatralizado. São três cantoras, Virígina Rosa, Tania Alves e eu, e três músicos, que fizeram arranjos maravilhosos. Estar ao lado deles é um privilégio. O repertório é lindo e faz parte da vida de todo mundo!

Chico sabe falar para as mulheres...
O Chico entra no universo feminino. Ele diz que é porque ele não sabe, que ele não conhece, mas é curioso. E isso nos encanta completamente. É um universo de músicas passionais, dor de cotovelo, amor, tesão, paixão. Tudo se passa num cabaré. É um espetáculo muito simples e simpático.

palavra de mulher joao caldas Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Chico na veia: Tania Alves, Lucinha Lins e Virgínia Rosa em Palavra de Mulher - Foto: João Caldas

Vocês brincam com as músicas?
A partir das letras, brincamos com certos personagens, sou a madame, a cafetina. As meninas seriam as garotas do cabaré. Ao mesmo tempo, a gente sai desses personagens e conversa com a plateia. A gente mostra um pouco da influência de Chico na nossa vida e interage com o público. A plateia canta junto, e isso me emociona.

lucinha ivan lins Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha nos tempos do casamento com Ivan Lins - Foto: Amílton Vieira/AgNews

Você foi casada com o Ivan Lins [atualmente a atriz é casada com o ator Claudio Tovar]. Você tinha muito contato com o Chico nesta época?
Quando eu fazia parte do mundo da música, quando era casada com o Ivan, a minha casa foi um ponto de referência. Porque lá se faziam encontros da nata da música popular brasileira. O Chico é extremamente carinhoso comigo. Não é alguém que eu encontre toda hora, mas quando a gente se encontra é um carinho, uma maravilha, um abraço gostoso.

O Chico é muito importante na sua trajetória no teatro?
Cantei Chico primeiro em Os Saltimbancos Trapalhões. Depois, tive a sorte de fazer Corsário do Rei, com direção do Augusto Boal, ao lado do Marco Nanini, com música feita por Edu Lobo e Chico Buarque para a minha personagem, o Tango de Nancy. E depois fiz a Vitória-Régia na Ópera do Malandro, direção do Charles Möeller e do Claudio Botelho. E agora, Palavra de Mulher. Tenho Chico na veia! O Claudio Botelho falou que eu sou buarquena demais.

Você é a eterna Gata de Os Saltimbancos...
Tive a sorte de cantar profissionalmente Chico, quando fiz Os Saltimbancos Trapalhões. Sempre me dizem isso, que eu sou a eterna Gata. Mexer com criança é uma coisa muito boa, muito séria, muito bonita e muito simples.

saltimbancos Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins com Os Trapalhões: interpretação definitiva para a charmosa Gata no filme Os Saltimbancos Trapalhões - Divulgação

Eu jamais vou me esquecer de você naquele filme. Eu era pequenino quando vi...
Com o passar dos anos tomei consciência dessa responsabilidade. O que você pode dar essa criança é muito sério e é muito lindo. Eu tenho declarações de amor em estacionamento de shopping, farmácia, festas. Já entrei em consultório que o médico olhou pra mim e ficou vermelho. E foi maravilhoso porque ele não resistiu e falou: “Antes de qualquer coisa eu preciso lhe dizer que você foi uma das paixões da minha vida. Eu tenho 34 anos, sou casado, tenho filhos, e você é inesquecível no meu coração”. Eu comecei a chorar. Trabalhei muito com criança no teatro e também na TV, onde cheguei a ter um programa infantil na Manchete. Na peça, quando eu brinco e canto “Nós gatos já nascemos pobre...”, independentemente da idade, a plateia exala um som que eu acho que é o som do carinho, um som de alma, do coração. Todos cantam.

lucinha claudio lins agnews Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha com o filho Claudio Lins - Foto: AgNews

Seu filho com o Ivan Lins, o Claudio Lins, também está fazendo carreira no teatro musical. O que você acha?
O Claudinho é um artista muito especial. Com todo orgulho de mãe, ele é extremamente determinado e disciplinado. Ele fez Ópera do Malandro também. E entrou no último mês no Rock in Rio, quebrando um galho, ele fez o pai e eu a mãe! E agora está fazendo Elis, a Musical. Ele canta muito bem. Ele está dançando também. Ele faz parte de uma geração de atores espetacular. Eles vão abrindo portas e possibilidades.

Você acha que o musical veio para ficar?
Sim. Mas a gente pode esquecer do circo teatro. Musical sempre existiu no Brasil. Nos filmes da Atlântida, as atrizes sempre dançavam e cantavam. Eu acho que o musical no Brasil sempre existiu. Houve um tempo em que ele foi considerado cafona, e a gente ia lá para fora para ficar babando. Aos poucos, foram voltando muito baseado nos moldes da Broadway. Fomos trazendo isso e abrindo espaço para que estes espetáculos falassem também de nós. E estamos crescendo cada vez mais. Hoje, o público quer ver musicais com temas do Brasil. Fazer musical é barra pesadíssima. São extremamente cansativos e são caríssimos. É difícil fazer musical, mas isso está acontecendo no Brasil porque agora está se voltando para essa coisa brasileira. Os produtores querem produções brasileiras. E eu acho isso muito bom. Acho gostoso o público querer ver musicais cada vez mais brasileiros.

lucinha lins vidas jogo Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins em seu trabalho mais recente na TV, a Zizi da novela Vidas em Jogo - Foto: Munir Chatack/Record

E quando você volta para a TV?
Eu sou contratada da Record, emissora que eu adoro. Sou uma mulher de muita sorte. Trabalhei em todas as emissoras de televisão. Tudo que eu fiz na televisão até hoje foi muito bom. Sempre. Eu tive muita sorte com autores, personagens e diretores. Eu sou autoditada, eu aprendi na raça. E foi me dada uma confiança que hoje eu agradeço muito, e eu corri atrás para honrar essa confiança. Na Record, fiz três trabalhos até hoje: Vidas Opostas, Chamas da Vida e Vidas em Jogo, todas as três novelas de sucesso. Pela primeira vez na minha vida eu aceitei a ser contratada por uma emissora. Eu não fui contratada da Globo, ao contrário do que muita gente pensa, lá sempre fiz obra certa. Na Record, tenho a possibilidade de trabalhar a minha vida no teatro sendo contratada. E sempre fui presenteada com grandes personagens. Estou ansiosa para minha próxima personagem!

Vocês estão celebrando os 70 anos do Chico. Nem parece...
Este é o ano Chico Buarque, porque tem os 70 anos dele. Ano que vem são os 70 anos de Ivan Lins.

Você está com 60 anos, apesar de não parecer. Como foi fazer esta idade?
Olha, Miguel, eu prefiro começar pelos 40. Aos 40, eu me achei importantíssima, poderosa, gostosa. Cinquenta eu fiz assim: “então, tá. Agora eu sou uma adulta entrando na terceira idade, é assim. Não encham meu saco, não tenho mais paciência para certas coisas”. Agora, aos 60 anos, eu levei um susto, não fiquei confortável.

Por quê?
É um pouco assustador fazer 60 anos. Eu já vivi mais de 50% da minha existência. Você leva um susto e pensa: “caramba, será que eu entrei na reta final?”. Tem o encontro que lhe diz que a imortalidade não existe, a mortalidade bate na sua cabeça, e eu acho morrer muito chato. Não é que eu esteja sendo mórbida. É uma real que você faz assim: “caramba, eu preciso pensar melhor, jogar menos fora, ligar menos para as coisas. Não quero desperdiçar”. Aprendi que preciso me ligar mais em mim.

Palavra de Mulher
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. 85 min. Até 2/3/2014
Onde: Teatro Renaissance (alameda Santos, 2.233, Cerqueira César, São Paulo, metrô Consolação; tel. 0/xx/11 3069-2286)
Quanto: sextas (inteira R$ 50,00 e meia R$ 25,00), sábado (inteira R$ 80 e meia R$ 40) e domingo (inteira R$ 70 e meia R$ 35)
Classificação etária: 12 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Curta nossa página no Facebook!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

carol rodrigues eduardo enomoto 1 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues: logo na primeira peça ela foi eleita Musa do Teatro R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Carol Rodrigues é boa atriz. E é linda. É também articulada. Fala bem, com um charmoso sotaque goiano.

Rodrigues é o sobrenome do avô paterno que acabou não saindo em seu nome oficial. Resolveu então adotá-lo e reinventar seu nome artístico, antes Carol Carolina. Quer coisas novas em 2014.

Termina agora o curso de atuação da SP Escola de Teatro e foi eleita Musa do Teatro R7 por sua atuação em seu primeiro espetáculo profissional: Entre Ruínas Quase Nada, do Teatro do Abandono, encenado na Casa do Povo, em São Paulo.

E isso ocorreu mesmo com sua beleza escondida atrás da feiura do fantasma de um homem com voz gutural que interpretava. Mas seu charme e vigor cênico estavam mais do que presentes.

carol rodrigues eduardo enomoto 2 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é de Goiânia, mas vive em São Paulo desde 2008 - Foto: Eduardo Enomoto

Morou até os 24 anos em Goiânia, caçula dos quatro filhos do empresário Wilton Divino da Silva e da pedagoga Vânia Silva. Com os irmãos encaminhados, entrou para o curso de relações públicas da Universidade Federal de Goiás. Durante a graduação, chegou a morar um ano em Segóvia, onde cursou a Universidade de Valladolid.

Entretanto, o teatro era uma vontade desde criança. Aos 13, entrou para um curso de teatro da Escola Musyca, onde teve aulas com Mazé Alves. Mas a urgência do vestibular a fez deixar o palco para outro momento.

carol rodrigues eduardo enomoto 5 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Morena de beleza que hipnotiza quem está à sua volta, a goiana Carol Rodrigues quer viver da profissão de atriz; ela já conquistou os internautas do R7 e acaba de se formar em atuação - Foto: Eduardo Enomoto

Chegou a São Paulo em 2008, para fazer uma pós-graduação em comunicação empresarial. Foi morar com amigos. “São Paulo é assim: você chega e jogam um chumbo na sua cabeça”, lembra.

Aprendeu a andar de ônibus e de metrô, sofreu saudade da família, demorou a encontrar sua turma. Resolveu ser atriz. “O choque da cidade me fez olhar o que eu realmente queria”.

carol rodrigues eduardo enomoto 3 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é relações públicas pela Universidade Federal de Goiás - Foto: Eduardo Enomoto

Aí o teatro apareceu. Após cursar uma escola para atores com a qual não se identificou, ficou sabendo pela amiga atriz Inara Vechina das inscrições para a SP Escola de Teatro, gratuita, o que fazia grande diferença. Passou. “Foi uma luz no fim do meu túnel”, conta.

Logo, foi conhecendo caras diversas do teatro brasileiro. E foi se compreendendo também. “Foi um crescimento que achei que nunca fosse alcançar. Entendi o que eu era e o que queria”, lembra.

carol rodrigues eduardo enomoto 4 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues acaba de concluir o curso de atuação da SP Escola de Teatro - Foto: Eduardo Enomoto

Aprendeu muitas coisas na marra. Conta que encontrou gente disposta a ajudá-la, como o coordenador de seu curso, Francisco Medeiros, o Chiquinho, e o diretor de sua peça, Filipe Brancalião.

Sobre qual é o lugar da beleza estonteante que tem, pensa, e responde: “A beleza sempre foi algo com que eu me preocupava. Sempre busquei trabalhos que pudessem me colocar em outro lugar que não fosse o da garota bonita. Fiz trabalhos assim durante todo o curso. O engraçado foi que no meu último experimento no curso, fiquei bonita em cena. Mas veio no momento certo. Já estava tranquila em relação a isso”, diz.

carol rodrigues eduardo enomoto 7 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Dona de beleza estonteante, Carol Rodrigues sempre buscou personagens complexos para interpretar, pois não quer ser apenas a garota bonita - Foto: Eduardo Enomoto

Com o diploma na mão, quer uma coisa só: “trabalhar muito”. Não tem preconceitos com seu ofício. “Quero fazer teatro, cinema e televisão. Ser atriz é algo que me faz ser quem sou, que me revelou como pessoa. Existe uma realidade sensível no artista que o coloca e o chama. Como atriz, faço uma expressão de vida. Se puder viver disso, vou ser muito feliz”.

Que assim seja.

carol rodrigues eduardo enomoto 6 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues apenas começa a subir escada de sua trajetória como atriz; ela vai longe - Foto: Eduardo Enomoto

Leia o blog de Carol Rodrigues!

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Criada em Vitória da Conquista, na Bahia, Danielle Rosa é o furacão do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Quem vê Danielle Rosa no palco do Teat(r)o Oficina, em São Paulo, fica boquiaberto. A atriz exala confiança em cada cena. Seduz. Um verdadeiro furacão.

Quando a gente se encontra com Danielle fora do contexto cênico percebe que ela é calma, tranquila. Parece um pouco tímida, mas se entrega. É verdadeira.

Nasceu em Campinas, São Paulo, por um mero acaso. Considera-se baiana de Vitória da Conquista, terra de Glauber Rocha, onde morou de um aos 18 anos, quando abandonou a terra natal para estudar artes cênicas na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Caçula dos cinco filhos da dona de casa Dinalva Rosa Oliveira e de João de Oliveira, que já morreu, infelizmente, ela diz ser filha "de família meio nômade".

— Decidi ser atriz com 11 anos. Lembro-me que um dia acordei e falei: vou ser atriz. Foi como se tivesse ouvido um chamado.

danielle rosa 3 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Danielle Rosa é formada em artes cênicas pela UFBA e faz teatro desde os 15 anos - Foto: Eduardo Enomoto

Só começou nos palcos aos 15, primeiro com o grupo teatral do Instituto de Educação Euclides Dantas, onde estudou. Depois, com o grupo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).

— Mudei-me para Salvador em 2013. Fui morar na Casa do Estudante da UFBA. Logo, montei com amigos o grupo Finos Trapos.

Mas a Bahia logo ficou pequena para o sonho simples e tão difícil de Danielle: sobreviver de sua profissão de atriz. Foi quando viu Os Sertões, encenação de José Celso Martinez Corrêa para o romance de Euclydes da Cunha com o Oficina em 2007. Conheceu ali o teatro que queria fazer. Decidiu que era hora de mudar-se mais uma vez.

— Vim para São Paulo com a cara e a coragem. Pensei comigo: não posso ficar esperando, preciso correr atrás do que acredito.

Sofreu muito na metrópole, mas decidiu "aguentar até o limite". Quando sente falta do acolhimento baiano, volta à terra natal para fazer "um respiro".

Entrou para o Oficina em 2011. No ano seguinte, embarcou com o grupo para a Europa, onde se apresentou na Bélgica e em Portugal com o espetáculo Bacantes. Depois, integrou Acordes, e, agora, Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, no qual chamou a atenção do R7 e de todo o público como aquela sereia do inconsciente de todos nós.

danielle rosa 2 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Sensual e de forte presença, Danielle Rosa foi um dos destaques de Cacilda!!! do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, viaja com o quarto e último espetáculo da saga sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro, que tem estreia marcada no palco do Oficina para o próximo dia 14 de dezembro.  Em meio a tantas peças, Danielle sonha ainda em fazer cinema, em conquistar estabilidade profissional cada dia mais.

Diz que gosta do jeito de fazer teatro de Zé Celso e sua turma. Conta que em "cada dia de ensaio é preciso estar plena", que vive "uma descoberta diária". Questionada de onde vem a força que demonstra em cena, pensa e responde.

— O aqui e agora é único. Isso dá muita vida a tudo o que acontece. Cada dia em que saio do fosso para fazer a cena é especial.

Sobre o destaque que teve em Cacilda!!!, explica de forma serena.

— Acho que aconteceu em parte porque sou a primeira a aparecer nua [risos]. Eu lido de forma natural com a nudez. Não penso nisso e busco a segurança no olhar das pessoas. Acredito muito em meu trabalho e neste teatro que faço. E também sou segura com meu corpo. Acho, que de alguma forma, o público sente isso também. No Oficina, sempre estou à vontade.

danielle rosa 4 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

De alma baiana, a atriz Danielle Rosa é um furacão cheio de serenidade - Foto: Eduardo Enomoto

 

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com