Posts com a tag "atriz"

paulo autran funarte Domingou   Os dilemas de um ator

Paulo Autran em Morte e Vida Severina, direção de Silnei Siqueira, 1969 - Foto: Acervo Funarte

Você pensará em fazer uma novela, pensará em fazer cinema. Você é mais um no meio da multidão... É o amor que vai te mover...

ricardo correa domingou divulgacao Domingou   Os dilemas de um ator

O ator Ricardo Corrêa: amor ao ofício de ator

Por RICARDO CORRÊA*
Especial para o Atores & Bastidores

Com amor à verdade, digo aos artistas de teatro: reze pra dar certo! Além disso, uma boa escola de teatro ajuda, ler todos os grandes autores e mesmo assim concorrer com gente que não sabe nem pronunciar "Godot” do “Beckett”. Daí, torcer muito para fazer uma peça de sucesso. Ter perfil. Saber qual é o teu perfil. Você irá fazer mil testes para comerciais, vai ser editado em um, vai ficar torcendo e saberá mais tarde que seu amigo pegou.  Daí, você pega um de cerveja pra fazer, te reconhecem na rua e passam a acreditar mais em você.

Você pensará em fazer uma novela. Você entra em contato com aquele agente de elenco que seu amigo ator te falou, ele te ignora. Você pensa: o que será que eu fiz? Fique tranquilo. Pra ele você é mais um no meio da multidão. Se você pegar a novela, reze para o contrato se renovar. Porque o dinheiro só vai durar o tempo do contrato.

Você também pode escrever ou produzir algo moderno, que vire hit do momento.  Se você produzir uma peça aumenta um pouco mais o seu ganho. Mas em algum momento vão falar mal de você. Não se assuste. É normal. Seria legal se você fosse indicado a algum prêmio.

Pensará em fazer cinema. Mas como? Conhecer qual produtor de elenco? No cinema você ganha a diária, nome feio, lembra diarista. Aliás, por que será que o ator que fez o filme não ganha por bilheteria?

Abriu aquele edital. Você pode escrever projetos. Você teve aquela ideia ótima e você acredita nela. Mas não tem nenhum nome famoso no teu projeto? Ah, mas aquele grupo conhecido com gente mais famosa pegou? Pegou três editais ao mesmo tempo? É isso acontece! Mas não desista.

Você pode trabalhar durante o dia num shopping e a noite fazer teatro.  Em qual hora do dia você lê o seu livro de teoria sobre o Brecht?

Pode rolar aquela animação de festa, o teatro empresa, monstros em parques... Mudar de profissão.

Você poderá dar aula de teatro. Você vai se deparar com certas dificuldades. Certo? Mas vai que pegue aulas numa escola de formação de atores. Ótimo. Na maioria das vezes, você vai ralar o tchan e não vai ganhar muito. Terá que ir pra lugares distantes, acreditando no poder de transformação que o teatro possui.

Esse poder que o teatro tem é que vai te mover muitas vezes a continuar, inclusive quando pensar em desistir. Mas respire. Fique calmo. É o amor que vai te mover a continuar no teatro.  Esse amor nutre.

Me despeço com amor à verdade.

*Ricardo Corrêa é ator. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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lucinha lins joao caldas Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins canta no espetáculo Palavra de Mulher, que estreia em SP - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os 70 anos de vida de Chico Buarque, que serão completos em 19 de junho de 2014, serão celebrados com sua música a partir deste sábado (18)  em São Paulo. Para isso, um time de atrizes que tem tudo a ver com universo do compositor assume suas canções no palco.

Clássicos como Folhetim, Olho nos Olhos, Tango de Nancy e Atrás da Porta estão no repertório do espetáculo que tem direção e concepção de Fernando Cardoso, que procurou fazer um recorte do universo feminino nas canções de Chico.

Estreia no Teatro Renaissance, o espetáculo musical Palavra de Mulher, após temporadas de sucesso em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Vitória, Santos e Sorocaba.

Em clima de cabaré, Virgínia Rosa, Tania Alves e Lucinha Lins interagem com o público, que se identifica com as músicas que elas cantam.

Esta não é a primeira vez que Lucinha Lins se aventura no universo de Chico Buarque. Lúcia Maria Werner Vianna de Carvalho Lins já viveu Vitória-Régia, a vilã de Ópera do Malandro, e a prostituta Nancy, de O Corsário do Rei, ambos espetáculos do compositor. No cinema, ainda fez interpretação definitiva para a Gata de Os Saltimbancos, no filme Os Saltimbancos Trapalhões.

Lucinha Lins conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta. A atriz de 60 anos falou sobre essa familiaridade com o músico, o mundo dos musicais e o espetáculo.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Você acaba de fazer o musical Rock in Rio, que lhe rendeu elogios da crítica. Agora você volta com mais um musical a São Paulo?
Lucinha Lins – Pois é. Mas são espetáculos completamente diferentes. Rock in Rio era uma megaprodução, com bailarinos, orquestras, com raízes na produção de Broadway. Já Palavra de Mulher é completamente diferente. Não é um musical. É um show teatralizado. São três cantoras, Virígina Rosa, Tania Alves e eu, e três músicos, que fizeram arranjos maravilhosos. Estar ao lado deles é um privilégio. O repertório é lindo e faz parte da vida de todo mundo!

Chico sabe falar para as mulheres...
O Chico entra no universo feminino. Ele diz que é porque ele não sabe, que ele não conhece, mas é curioso. E isso nos encanta completamente. É um universo de músicas passionais, dor de cotovelo, amor, tesão, paixão. Tudo se passa num cabaré. É um espetáculo muito simples e simpático.

palavra de mulher joao caldas Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Chico na veia: Tania Alves, Lucinha Lins e Virgínia Rosa em Palavra de Mulher - Foto: João Caldas

Vocês brincam com as músicas?
A partir das letras, brincamos com certos personagens, sou a madame, a cafetina. As meninas seriam as garotas do cabaré. Ao mesmo tempo, a gente sai desses personagens e conversa com a plateia. A gente mostra um pouco da influência de Chico na nossa vida e interage com o público. A plateia canta junto, e isso me emociona.

lucinha ivan lins Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha nos tempos do casamento com Ivan Lins - Foto: Amílton Vieira/AgNews

Você foi casada com o Ivan Lins [atualmente a atriz é casada com o ator Claudio Tovar]. Você tinha muito contato com o Chico nesta época?
Quando eu fazia parte do mundo da música, quando era casada com o Ivan, a minha casa foi um ponto de referência. Porque lá se faziam encontros da nata da música popular brasileira. O Chico é extremamente carinhoso comigo. Não é alguém que eu encontre toda hora, mas quando a gente se encontra é um carinho, uma maravilha, um abraço gostoso.

O Chico é muito importante na sua trajetória no teatro?
Cantei Chico primeiro em Os Saltimbancos Trapalhões. Depois, tive a sorte de fazer Corsário do Rei, com direção do Augusto Boal, ao lado do Marco Nanini, com música feita por Edu Lobo e Chico Buarque para a minha personagem, o Tango de Nancy. E depois fiz a Vitória-Régia na Ópera do Malandro, direção do Charles Möeller e do Claudio Botelho. E agora, Palavra de Mulher. Tenho Chico na veia! O Claudio Botelho falou que eu sou buarquena demais.

Você é a eterna Gata de Os Saltimbancos...
Tive a sorte de cantar profissionalmente Chico, quando fiz Os Saltimbancos Trapalhões. Sempre me dizem isso, que eu sou a eterna Gata. Mexer com criança é uma coisa muito boa, muito séria, muito bonita e muito simples.

saltimbancos Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins com Os Trapalhões: interpretação definitiva para a charmosa Gata no filme Os Saltimbancos Trapalhões - Divulgação

Eu jamais vou me esquecer de você naquele filme. Eu era pequenino quando vi...
Com o passar dos anos tomei consciência dessa responsabilidade. O que você pode dar essa criança é muito sério e é muito lindo. Eu tenho declarações de amor em estacionamento de shopping, farmácia, festas. Já entrei em consultório que o médico olhou pra mim e ficou vermelho. E foi maravilhoso porque ele não resistiu e falou: “Antes de qualquer coisa eu preciso lhe dizer que você foi uma das paixões da minha vida. Eu tenho 34 anos, sou casado, tenho filhos, e você é inesquecível no meu coração”. Eu comecei a chorar. Trabalhei muito com criança no teatro e também na TV, onde cheguei a ter um programa infantil na Manchete. Na peça, quando eu brinco e canto “Nós gatos já nascemos pobre...”, independentemente da idade, a plateia exala um som que eu acho que é o som do carinho, um som de alma, do coração. Todos cantam.

lucinha claudio lins agnews Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha com o filho Claudio Lins - Foto: AgNews

Seu filho com o Ivan Lins, o Claudio Lins, também está fazendo carreira no teatro musical. O que você acha?
O Claudinho é um artista muito especial. Com todo orgulho de mãe, ele é extremamente determinado e disciplinado. Ele fez Ópera do Malandro também. E entrou no último mês no Rock in Rio, quebrando um galho, ele fez o pai e eu a mãe! E agora está fazendo Elis, a Musical. Ele canta muito bem. Ele está dançando também. Ele faz parte de uma geração de atores espetacular. Eles vão abrindo portas e possibilidades.

Você acha que o musical veio para ficar?
Sim. Mas a gente pode esquecer do circo teatro. Musical sempre existiu no Brasil. Nos filmes da Atlântida, as atrizes sempre dançavam e cantavam. Eu acho que o musical no Brasil sempre existiu. Houve um tempo em que ele foi considerado cafona, e a gente ia lá para fora para ficar babando. Aos poucos, foram voltando muito baseado nos moldes da Broadway. Fomos trazendo isso e abrindo espaço para que estes espetáculos falassem também de nós. E estamos crescendo cada vez mais. Hoje, o público quer ver musicais com temas do Brasil. Fazer musical é barra pesadíssima. São extremamente cansativos e são caríssimos. É difícil fazer musical, mas isso está acontecendo no Brasil porque agora está se voltando para essa coisa brasileira. Os produtores querem produções brasileiras. E eu acho isso muito bom. Acho gostoso o público querer ver musicais cada vez mais brasileiros.

lucinha lins vidas jogo Entrevista de Quinta   Tenho Chico Buarque na veia, diz Lucinha Lins, atriz de Palavra de Mulher

Lucinha Lins em seu trabalho mais recente na TV, a Zizi da novela Vidas em Jogo - Foto: Munir Chatack/Record

E quando você volta para a TV?
Eu sou contratada da Record, emissora que eu adoro. Sou uma mulher de muita sorte. Trabalhei em todas as emissoras de televisão. Tudo que eu fiz na televisão até hoje foi muito bom. Sempre. Eu tive muita sorte com autores, personagens e diretores. Eu sou autoditada, eu aprendi na raça. E foi me dada uma confiança que hoje eu agradeço muito, e eu corri atrás para honrar essa confiança. Na Record, fiz três trabalhos até hoje: Vidas Opostas, Chamas da Vida e Vidas em Jogo, todas as três novelas de sucesso. Pela primeira vez na minha vida eu aceitei a ser contratada por uma emissora. Eu não fui contratada da Globo, ao contrário do que muita gente pensa, lá sempre fiz obra certa. Na Record, tenho a possibilidade de trabalhar a minha vida no teatro sendo contratada. E sempre fui presenteada com grandes personagens. Estou ansiosa para minha próxima personagem!

Vocês estão celebrando os 70 anos do Chico. Nem parece...
Este é o ano Chico Buarque, porque tem os 70 anos dele. Ano que vem são os 70 anos de Ivan Lins.

Você está com 60 anos, apesar de não parecer. Como foi fazer esta idade?
Olha, Miguel, eu prefiro começar pelos 40. Aos 40, eu me achei importantíssima, poderosa, gostosa. Cinquenta eu fiz assim: “então, tá. Agora eu sou uma adulta entrando na terceira idade, é assim. Não encham meu saco, não tenho mais paciência para certas coisas”. Agora, aos 60 anos, eu levei um susto, não fiquei confortável.

Por quê?
É um pouco assustador fazer 60 anos. Eu já vivi mais de 50% da minha existência. Você leva um susto e pensa: “caramba, será que eu entrei na reta final?”. Tem o encontro que lhe diz que a imortalidade não existe, a mortalidade bate na sua cabeça, e eu acho morrer muito chato. Não é que eu esteja sendo mórbida. É uma real que você faz assim: “caramba, eu preciso pensar melhor, jogar menos fora, ligar menos para as coisas. Não quero desperdiçar”. Aprendi que preciso me ligar mais em mim.

Palavra de Mulher
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. 85 min. Até 2/3/2014
Onde: Teatro Renaissance (alameda Santos, 2.233, Cerqueira César, São Paulo, metrô Consolação; tel. 0/xx/11 3069-2286)
Quanto: sextas (inteira R$ 50,00 e meia R$ 25,00), sábado (inteira R$ 80 e meia R$ 40) e domingo (inteira R$ 70 e meia R$ 35)
Classificação etária: 12 anos

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carol rodrigues eduardo enomoto 1 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues: logo na primeira peça ela foi eleita Musa do Teatro R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Carol Rodrigues é boa atriz. E é linda. É também articulada. Fala bem, com um charmoso sotaque goiano.

Rodrigues é o sobrenome do avô paterno que acabou não saindo em seu nome oficial. Resolveu então adotá-lo e reinventar seu nome artístico, antes Carol Carolina. Quer coisas novas em 2014.

Termina agora o curso de atuação da SP Escola de Teatro e foi eleita Musa do Teatro R7 por sua atuação em seu primeiro espetáculo profissional: Entre Ruínas Quase Nada, do Teatro do Abandono, encenado na Casa do Povo, em São Paulo.

E isso ocorreu mesmo com sua beleza escondida atrás da feiura do fantasma de um homem com voz gutural que interpretava. Mas seu charme e vigor cênico estavam mais do que presentes.

carol rodrigues eduardo enomoto 2 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é de Goiânia, mas vive em São Paulo desde 2008 - Foto: Eduardo Enomoto

Morou até os 24 anos em Goiânia, caçula dos quatro filhos do empresário Wilton Divino da Silva e da pedagoga Vânia Silva. Com os irmãos encaminhados, entrou para o curso de relações públicas da Universidade Federal de Goiás. Durante a graduação, chegou a morar um ano em Segóvia, onde cursou a Universidade de Valladolid.

Entretanto, o teatro era uma vontade desde criança. Aos 13, entrou para um curso de teatro da Escola Musyca, onde teve aulas com Mazé Alves. Mas a urgência do vestibular a fez deixar o palco para outro momento.

carol rodrigues eduardo enomoto 5 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Morena de beleza que hipnotiza quem está à sua volta, a goiana Carol Rodrigues quer viver da profissão de atriz; ela já conquistou os internautas do R7 e acaba de se formar em atuação - Foto: Eduardo Enomoto

Chegou a São Paulo em 2008, para fazer uma pós-graduação em comunicação empresarial. Foi morar com amigos. “São Paulo é assim: você chega e jogam um chumbo na sua cabeça”, lembra.

Aprendeu a andar de ônibus e de metrô, sofreu saudade da família, demorou a encontrar sua turma. Resolveu ser atriz. “O choque da cidade me fez olhar o que eu realmente queria”.

carol rodrigues eduardo enomoto 3 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é relações públicas pela Universidade Federal de Goiás - Foto: Eduardo Enomoto

Aí o teatro apareceu. Após cursar uma escola para atores com a qual não se identificou, ficou sabendo pela amiga atriz Inara Vechina das inscrições para a SP Escola de Teatro, gratuita, o que fazia grande diferença. Passou. “Foi uma luz no fim do meu túnel”, conta.

Logo, foi conhecendo caras diversas do teatro brasileiro. E foi se compreendendo também. “Foi um crescimento que achei que nunca fosse alcançar. Entendi o que eu era e o que queria”, lembra.

carol rodrigues eduardo enomoto 4 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues acaba de concluir o curso de atuação da SP Escola de Teatro - Foto: Eduardo Enomoto

Aprendeu muitas coisas na marra. Conta que encontrou gente disposta a ajudá-la, como o coordenador de seu curso, Francisco Medeiros, o Chiquinho, e o diretor de sua peça, Filipe Brancalião.

Sobre qual é o lugar da beleza estonteante que tem, pensa, e responde: “A beleza sempre foi algo com que eu me preocupava. Sempre busquei trabalhos que pudessem me colocar em outro lugar que não fosse o da garota bonita. Fiz trabalhos assim durante todo o curso. O engraçado foi que no meu último experimento no curso, fiquei bonita em cena. Mas veio no momento certo. Já estava tranquila em relação a isso”, diz.

carol rodrigues eduardo enomoto 7 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Dona de beleza estonteante, Carol Rodrigues sempre buscou personagens complexos para interpretar, pois não quer ser apenas a garota bonita - Foto: Eduardo Enomoto

Com o diploma na mão, quer uma coisa só: “trabalhar muito”. Não tem preconceitos com seu ofício. “Quero fazer teatro, cinema e televisão. Ser atriz é algo que me faz ser quem sou, que me revelou como pessoa. Existe uma realidade sensível no artista que o coloca e o chama. Como atriz, faço uma expressão de vida. Se puder viver disso, vou ser muito feliz”.

Que assim seja.

carol rodrigues eduardo enomoto 6 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues apenas começa a subir escada de sua trajetória como atriz; ela vai longe - Foto: Eduardo Enomoto

Leia o blog de Carol Rodrigues!

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danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Criada em Vitória da Conquista, na Bahia, Danielle Rosa é o furacão do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Quem vê Danielle Rosa no palco do Teat(r)o Oficina, em São Paulo, fica boquiaberto. A atriz exala confiança em cada cena. Seduz. Um verdadeiro furacão.

Quando a gente se encontra com Danielle fora do contexto cênico percebe que ela é calma, tranquila. Parece um pouco tímida, mas se entrega. É verdadeira.

Nasceu em Campinas, São Paulo, por um mero acaso. Considera-se baiana de Vitória da Conquista, terra de Glauber Rocha, onde morou de um aos 18 anos, quando abandonou a terra natal para estudar artes cênicas na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Caçula dos cinco filhos da dona de casa Dinalva Rosa Oliveira e de João de Oliveira, que já morreu, infelizmente, ela diz ser filha "de família meio nômade".

— Decidi ser atriz com 11 anos. Lembro-me que um dia acordei e falei: vou ser atriz. Foi como se tivesse ouvido um chamado.

danielle rosa 3 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Danielle Rosa é formada em artes cênicas pela UFBA e faz teatro desde os 15 anos - Foto: Eduardo Enomoto

Só começou nos palcos aos 15, primeiro com o grupo teatral do Instituto de Educação Euclides Dantas, onde estudou. Depois, com o grupo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).

— Mudei-me para Salvador em 2013. Fui morar na Casa do Estudante da UFBA. Logo, montei com amigos o grupo Finos Trapos.

Mas a Bahia logo ficou pequena para o sonho simples e tão difícil de Danielle: sobreviver de sua profissão de atriz. Foi quando viu Os Sertões, encenação de José Celso Martinez Corrêa para o romance de Euclydes da Cunha com o Oficina em 2007. Conheceu ali o teatro que queria fazer. Decidiu que era hora de mudar-se mais uma vez.

— Vim para São Paulo com a cara e a coragem. Pensei comigo: não posso ficar esperando, preciso correr atrás do que acredito.

Sofreu muito na metrópole, mas decidiu "aguentar até o limite". Quando sente falta do acolhimento baiano, volta à terra natal para fazer "um respiro".

Entrou para o Oficina em 2011. No ano seguinte, embarcou com o grupo para a Europa, onde se apresentou na Bélgica e em Portugal com o espetáculo Bacantes. Depois, integrou Acordes, e, agora, Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, no qual chamou a atenção do R7 e de todo o público como aquela sereia do inconsciente de todos nós.

danielle rosa 2 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Sensual e de forte presença, Danielle Rosa foi um dos destaques de Cacilda!!! do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, viaja com o quarto e último espetáculo da saga sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro, que tem estreia marcada no palco do Oficina para o próximo dia 14 de dezembro.  Em meio a tantas peças, Danielle sonha ainda em fazer cinema, em conquistar estabilidade profissional cada dia mais.

Diz que gosta do jeito de fazer teatro de Zé Celso e sua turma. Conta que em "cada dia de ensaio é preciso estar plena", que vive "uma descoberta diária". Questionada de onde vem a força que demonstra em cena, pensa e responde.

— O aqui e agora é único. Isso dá muita vida a tudo o que acontece. Cada dia em que saio do fosso para fazer a cena é especial.

Sobre o destaque que teve em Cacilda!!!, explica de forma serena.

— Acho que aconteceu em parte porque sou a primeira a aparecer nua [risos]. Eu lido de forma natural com a nudez. Não penso nisso e busco a segurança no olhar das pessoas. Acredito muito em meu trabalho e neste teatro que faço. E também sou segura com meu corpo. Acho, que de alguma forma, o público sente isso também. No Oficina, sempre estou à vontade.

danielle rosa 4 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

De alma baiana, a atriz Danielle Rosa é um furacão cheio de serenidade - Foto: Eduardo Enomoto

 

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Foto de Bob Sousa
Texto de Miguel Arcanjo Prado

julia bobrow foto bobsousa O Retrato do Bob: Julia Bobrow, a atriz que faz do amor aos cães uma nova utopia

Nos últimos dias, um assunto dominou as pautas da imprensa: o resgate dos cachorros da raça beagle de um laboratório de São Paulo, onde os bichinhos serviam de cobaias para testes de cosméticos. Polêmicas à parte, uma figura conhecida do teatro paulistano se destaca por amar os animais, Julia Bobrow, aí de Lolita para nosso Bob Sousa, atriz da Cia. Os Satyros que é ferrenha defensora dos direitos dos bichos. Há tempos, Julia divide seu coração entre os cães e o teatro. Formada pela Escola de Teatro Célia Helena, já fez marcantes montagens, como Rosa de Vidro, dirigida por Ruy Cortez em 2008 a partir do texto Zoológico de Vidro, de Tennessee Williams. No mundo dos amantes dos bichos, é também conhecida por ser dona de Mocinha, uma cachorrinha tetraplégica adotada por ela e que virou sensação com uma página na internet. Porque Julia Bobrow faz da defesa dos bichos uma nova utopia.

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norma bengell1 Artistas lamentam morte de Norma Bengell

A atriz Norma Bengell foi o ícone de uma geração - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A morte da atriz Norma Bengell, aos 78 anos, nesta quarta (9), no Rio, vítima de complicações de um câncer no pulmão, comove a classe teatral. O corpo será cremado nesta quinta (10), às 14h, no Cemitério do Caju, no Rio.

norma bengell cinema Artistas lamentam morte de Norma Bengell

Ela enlouquecia os homens: a atriz Norma Bengell foi musa do cinema brasileiro e europeu - Foto: Divulgação

Norma sempre foi nome reconhecido do cinema, no qual foi musa absoluta e dona do primeiro nu frontal do cinema brasileiro, em Os Cafajestes, de Ruy Guerra, em 1961, e ainda atuou em O Pagador de Promessas, de Ancelmo Duarte, que levou Cannes em 1962.

Mas também Norma marcou a televisão e, claro, os palcos, onde fez desde teatro de revista a montagens de textos clássicos.

Artistas choram a perda

Phedra D. Córdoba, atriz cubana que trabalhou com Norma Bengell por diversas vezes, está abalada com a morte da amiga.

— Éramos amigas desde os anos 1950, quando nós duas dançávamos no teatro de revista. A gente sempre se encontrava na casa da Marina Marcel, que era argentina e nossa amiga em comum, em Botafogo, e ríamos muito. Quando voltamos a trabalhar juntas em 2008, em Vestido de Noiva, dos Satyros, sempre nos lembrávamos dessas histórias. Era uma grande atriz. Temperamental, mas eu gostava muito dela. Eu sofro muito com a partida desta minha amiga. Infelizmente, este é nosso destino: nascer, viver e morrer.

vestido norma ivam Artistas lamentam morte de Norma Bengell

Norma Bengell e Ivam Cabral em 2008, na montagem de Vestido de Noiva dos Satyros - Foto: Flávio Sampaio

O diretor Rodolfo García Vázquez, que levou Norma ao palco em sua penúltima peça, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, em 2008, lembra um fato curioso na morte da atriz.

— A coisa que mais me impressionou foi que Norma morreu um dia depois do Patrice Chéreau [diretor francês] morrer. Eles trabalharam juntos em grandes sucessos. Ela era atriz fetiche dele. Lembro que, quando fui na casa dela, ela me mostrou várias fotos com ele.

Vázquez afirma que Norma foi uma das atrizes mais carismáticas que o Brasil conheceu.

— Ela fez teatro de revista, foi o primeiro nu frontal do cinema, gravou disco, lutou contra a ditadura. Era uma atriz completa e tinha um carisma em cena incrível. Ela entrava e iluminava tudo. A morte de Norma Bengell é uma grande perda para cultura brasileira.

O ator Laerte Késsimos, que foi colega de Norma na peça Vestido de Noiva, também recebe a notícia com pesar.

— Na época da peça, ficamos muito amigos. Ela era muito íntegra com a vida e lutadora para conseguir tudo o que ela queria. Era uma mulher alegre e cheia de vontade de viver. Com ela não tinha frescura.

norma laerte cleo Artistas lamentam morte de Norma Bengell

Bastidores de Vestido de Noiva: Norma Bengell abraça Laerte Késsimos; à dir., Cléo De Páris - Foto: Arq. pessoal

"Ainda sou uma mulher bonita", disse Norma ao R7

A última peça de Norma Bengell foi Dias Felizes, de Samuel Beckett, encenada em 2010 no Teatro do Sesc Ipiranga, em São Paulo, com direção de Emílio Di Biasi, seu amigo de longa data e com quem fez a lendária peça Cordélia Brasil, de Antonio Bivar, em 1968, montagem contestatória que causou revolta entre os militares e Norma chegou a ser sequestrada pela ditadura, contra a qual sempre lutou.

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Norma Bengell, em pose de 2010: "Ainda sou uma mulher bonita", disse à epoca ao R7 - Foto: Suzane Sabbag

Por ocasião da estreia de Dias Felizes, Norma deu entrevista a este jornalista. Disse que era otimista assim como sua personagem “senão, já tinha morrido”. E ainda falou que ainda se sentia bela.

— Ainda sou uma mulher bonita. A beleza apenas muda com a idade.

Polêmicas no palco

Em 2007, Norma viveu uma polêmica no palco do Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, por esquecer no palco o texto da peça O Relato Íntimo de Madame Shakespeare.

Em 2008, quando encenou Vestido de Noiva com Os Satyros, peça na qual reviveu a personagem Madame Clessy, sofreu com problemas técnicos na estreia da obra no Festival de Curitiba. Saiu do palco chorando. Ao R7, em 2010, ela explicou:

norma bengell os cafajestes Artistas lamentam morte de Norma Bengell

Nudez de Norma Bengell no filme Os Cafajestes marcou história do cinema brasileiro

— Aquilo não foi culpa minha. Eu tenho culpa se o som pifou na hora?

"Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo", Norma Bengell

Polêmicas jamais foram novidade na vida de Norma Bengell. Tanto na vida de atriz como também na de diretora de cinema. Em 1996, foi acusada de desviar dinheiro público na prestação de contas do filme O Guarani, que produziu e dirigiu. Isso lhe custou o bloqueio de seus bens. Na última entrevista ao R7, disse que era inocente de todas as acusações.

— Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo. Eles falam porque não têm outro assunto.

Sobre sua fama de atriz difícil, ela falou:

— Eu não me meto no filme dos outros. Mas se me botar dez horas esperando no sol quente, eu reclamo mesmo. Tem de reclamar. Eu disse sim ao que era certo e não ao que estava errado.

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Norma Bengell chegou a lançar disco no auge de sua carreira - Foto: Divulgação

Disco de bossa nova

Norma também foi cantora. Em 1959, lançou o disco Ooooooh! Norma, no qual cantou clássicos da bossa nova que surgia.

— Aquilo foi ideia do Aluizio de Oliveira [dono de gravadora]. Cheguei a fazer show com o João Gilberto no Beco das Garrafas [Copacabana]. Mas, com o tempo, o cinema foi me afastando da música.

Norma sempre lutou pela liberdade democrática no Brasil.

Presa várias vezes durante a ditadura, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma afirmou que não guardava mágoas do passado. Muito pelo contrário:

— Sou uma pessoa muito feliz. Eu tenho minha cachorrinha, que é linda. Vivo muito o presente.

Sobre o tipo de pessoa que poderia conquistar seu coração, ela declarou:

—Eu gosto de pessoa inteligente. Gosto muito de rir, de quem tem humor para a vida. E tem que ter a questão de pele.

norma passeata Artistas lamentam morte de Norma Bengell

Uma atriz com posicionamento político: Norma Bengell (primeira da direita para a esquerda) em passeata com outras atrizes  (a partir da esq.: Eva Todor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell) contra o fim da censura e pela liberdade democrática no Brasil durante a ditadura militar - Foto: Reprodução

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phedra cordoba foto bob sousa 20133 Entrevista de Quinta: “Ele falou que me acho uma estrela; mas eu sou” diz Phedra D. Córdoba

Phedra D. Córdoba, como Tirésias em Édipo na Praça: diva dos palcos brasileiros - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

A atriz Phedra D. Córdoba é uma das figuras mais carismáticas do teatro brasileiro. Em Édipo na Praça, a nova peça da Cia. Os Satyros, faz de sua aparição um momento único. Phedra tem respeito pelo palco, pelo público, pelo seu ofício de artista.

Aos 75 anos, a cubana radicada no Brasil desde 1958, é a grande diva da praça Roosevelt, o principal reduto teatral paulistano. Sempre está por lá, seja no palco ou em algumas das mesas, rodeada de amigos. Diz que é “proletária do teatro brasileiro”, que “vive a vida dentro de um palco”.

Phedra conversou com exclusividade com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta. Falou de tudo: do presente, do passado e do futuro. E ainda revelou que está sofrendo por amor.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Quais são as novidades, Phedra?
Phedra D. Córdoba –
No dia 7 de setembro, eu vou me apresentar no cabaré dos Parlapatões. Fui convidada por Hugo Possolo. Também tem o projeto da peça Madame Pompadour, que o Alexandre Staut escreveu para mim. Eu quero fazer com figurino de Walério Araújo, que é meu amigo. O Alexandre quer o Ivam Cabral para dirigir. Tomara, né?

Você já pensou o repertório para o show nos Parlapatões?
Quero cantar Tango para Tereza [começa a cantarolar] “A luz do cabaret...” Vou cantar também aquela outra que você já conhece Malagueña, do cubano Ernesto Lecuona. Vou usar castanholas!

Agora você está fazendo Tirésias, em Édipo na Praça. Sua cena é bem tecnológica, com você falando com um celular com a imagem de sua boca na frente. É difícil?
É, mas eu gosto de coisas assim, polêmicas. É uma cena muito técnica. Tenho de me concentrar muito. Depois, eu sei muito bem que Tirésias é muito importante na peça. É lembrado o tempo todo. E ainda tem a parte na rua. Quando estou na rua, o povo que passa tira fotografia minha. Estou adorando essa personagem! Ela está consumindo todo o meu tempo; eu nem consegui ir ver a peça do meu amigo Tadeu Ibarra, por exemplo. Eu adoro aquele menino.

Como você recebeu a notícia de que os Satyros ganhou o Fomento [patrocínio cultural do município de São Paulo]?
A primeira pessoa que soube antes de todo mundo foi eu. Porque o Rodolfo me ligou. Ele perguntou: “Está dormindo, amor? Nós ganhamos o Fomento”. Eu disse: “Não acredito!” Ele falou: “Pois acredite! Está no Diário Oficial!” [risos]

E essa história de que você está namorando?
Ai, eu não queria que ninguém soubesse! Você deu a nota na sua coluna e todo mundo veio me perguntar. É que ele é muito reservado, tem 54 anos, é divorciado... Mas eu briguei com ele, porque ele começou a querer me mandar sem a gente ainda ter feito nada na cama.

Onde ele te conheceu?
Ele me viu no teatro, acho que foi fazendo Liz. Porque nesta peça eu estava bonita, meu amor, fazia com a Silvanah Santos duas mexeriqueiras. Éramos lindas. Dizem que eu estou bonita em Édipo na Praça, mas eu não acho!

E como ele se aproximou?
Ele começou a me escrever pelo Facebook. Eu disse: “Não estou aqui para namorar na internet”. Aí, passei o telefone para ele e começamos a namorar pelo telefone. Mas, com o tempo, antes de a gente fazer nada, ele começou a querer me mandar, como se fosse meu marido. Como não gostei, ele falou que eu me acho uma estrela. "Mas eu sou uma estrela, meu bem", eu disse a ele. Agora, estamos brigados.

Você está sofrendo?
Estou. Porque estou apaixonada... Ele soube me namorar, disse que iria me assumir. Mas também ele começou a querer mandar, a dizer: “eu quero você tal hora me esperando”. Eu disse: “eu não sou sua empregada”!

phedra cordoba foto bob sousa 20132 Entrevista de Quinta: “Ele falou que me acho uma estrela; mas eu sou” diz Phedra D. Córdoba

Phedra D. Córdoba: nasceu Felipe Acebal, mas virou a diva que todos conhecem - Foto: Bob Sousa

Bom, então, vamos mudar de assunto e deixar você resolver com ele. Como você saiu de Cuba?
Foi por ter entrado na companhia Cavalcata, onde comecei como corista. Aos poucos, fui agradando e me tornei uma figura. Era uma companhia famosíssima nos anos 1950. Até hoje é reconhecida por todos que conhecem a arte hispânica.

Eles estavam em Cuba?
Isso. Uma vez por ano, depois de Buenos Aires, eles iam para Cuba. Era uma companhia espanhola, mas sempre com grandes figuras cubanas.

Com você entrou?
Foi por meio de um amigo cubano que estudava comigo teatro na Escola Rosalia de Castro, em Havana, que existe até hoje. Hoje, ele mudou de sexo, é ela e está casada na Espanha. Na época, ele me falou: “chega de estudar e ficar sendo amadora, vem comigo que a Cavalcata chegou; vamos lá fazer o teste”. Eu fiz e passei. Nessa época eu tinha 15 anos.

E como foi?
Passei como corista. Mas logo fui me destacando e ganhei um solo. O diretor Ramón Bastida me mandou montar uma coreografia e escolher uma das bailarinas para fazer comigo. E fiquei por um ano na companhia. Quando fiz 16 anos me convidaram para viajar com eles.

Como a família reagiu?
Meu pai, Horácio Acebal, não estava nem aí, já minha mãe, Maria Tereza Betancourt, ficou louca. A minha mãe não queria que eu fosse mulherzinha, porque eu me maquiava muito. A maioria dos coristas eram mariquinhas mesmo. E minha mãe queria que eu fosse hétero que nem os meus irmãos. A mim sempre me pareceu que minha mãe queria ser artista. Nunca me atrevi a falar isso para ela, porque ela tinha um gênio forte que nem eu. Herdei dela, meu amor!

Nessa época como você se chamava?
Eu era Felipe D. Córdoba.

De onde veio o Córdoba?
Meu tio era um ícone do teatro cubano, Sérgio Acebal. Me parece que ele era um pouco homofóbico, porque eu usava Felipe Acebal. E ele não gostou. Disse ao meu pai que eu estava aproveitando o nome dele para ficar famosa. Meu pai ficou bravo, porque o sobrenome era da família inteira e não só dele. Aí eu falei com meu pai: “Eu vou mudar o nome Acebal e vou colocar Córdoba”. Foi por conta do Arturo De Córdova, que levou os mexicanos para Hollywood. Eu o vi fazendo Deus lhe Pague em Havana, peça que o pai da Bibi Ferreira, o Procópio Ferreira, deu para ele. Eu fiquei apaixonada por aquele homem. Foi em 1954 que eu botei Córdoba e não tirei nunca mais.

Como você saiu de Cuba?
Com eu tinha 16 anos, meu pai assinou o passaporte com uma data maior. Então, saí de cuba com 19 anos no documento. Meu pai me deixou viajar e fomos para a Venezuela. Isso foi em 1953. Depois, voltei para Cuba, mas em 1955 saí definitivamente. Era o Fulgêncio Batista quem mandava, o Fidel Castro só fez a Revolução Cubana em 1959, quando eu já estava no Brasil.

E você rodou o mundo?
Nessa turnê eu passei por Panamá, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, Bolívia... Mas eu não me dei bem na Bolívia, porque lá é muito alto e eu até fiquei hospitalizada, porque eu era acostumada a viver no nível do mar. Aí, fomos para Equador, tudo isso como Felipe D. Córdoba. Depois, fui para o Chile, onde fiquei um ano trabalhando em teatro, restaurante e boate. Aí me contrataram para ir a Buenos Aires, onde trabalhei na Companhia Romarías, no Teatro Avenida, na avenida Corrientes. O astro da companhia era Emilio de Utrera, que era flamenguérrimo e já era meu amigo da época da Cavalcata.

Como você veio para o Brasil?
Eu tinha um quadro especial lindíssimo em Buenos Aires, com coristas atrás de mim. Entrava recitando García Lorca, cantava e dançava. Tinha um brasileiro que trabalhava na Embaixada do Brasil e era meu amante. Ele sempre falava que um dia ia me levar ao Brasil, que era amigo de Walter Pinto, grande empresário do teatro brasileiro. Nesse meio tempo, eu fazia outros trabalhos em boates, e conheci Dalva de Oliveira e a Ângela Maria, que estavam fazendo turnês em Buenos Aires. Elas ficaram minhas amigas e me diziam que eu deveria ir, sim, para o Rio. Pois um belo dia, o meu namorado da Embaixada levou o Walter Pinto, que era o grande produtor de teatro de revista, e ele ficou louco comigo. Ele falou: “você é divina, vai arrasar no Rio”.

Quando foi a mudança?
Foi em 1958. Vim contratada por Walter Pinto para trabalhar no Teatro Recreio. Quando cheguei, já estava montado um quadro igual ao que eu tinha em Buenos Aires, comigo descendo, divina, a escadaria. Aí, virei coqueluche no Rio.

E como você virou Phedra?
Ah, meu bem, chegou o Carnaval e fiquei enlouquecida! Eu me vesti de mulher pela primeira vez no Brasil. Conheci um psiquiatra que me falou de um novo sexo, o transexual. Aí, o Américo Leal, pai da Ângela Leal e avô da Leandra Leal, me chamou para trabalhar no Teatro Rival, ainda como Felipe D. Córdoba. Só que conheci em um cabaré da Lapa o diretor do Le Girls, que me falou para fazer o espetáculo de mulher, porque eu já estava tomando hormônio e tinha corpo de mulher. A Rogéria e a Divina Valéria faziam também. Aí eu comecei a fazer diretamente de mulher!

E como escolheu o nome feminino?
Eu morava com um amigo costureiro e ele me ajudou a pesquisar os nomes. De repente, me lembrei que eu gostava muito da história da Phedra. Aí falei para ele. E ele disse que Phedra D. Córdoba não ia pegar. Eu falei: “Eu quero e vai pegar!” Isso foi em 1966. E pegou!

Quando você veio para São Paulo?
Foi em 1969. Estavam perseguindo os comunistas no Brasil e eu sofria, porque era cubana. Eu fiquei com medo de ficar presa e saí do Rio. Fui fazer os cabarés do interior de São Paulo. Eu só pude voltar para viver mesmo em São Paulo depois das Diretas Já.

Implicavam com você por ser cubana?
Eu tinha um empresário muito bom. Eu viajei com Consuelo Leandro e Cauby Peixoto. Ele sempre me dava conselhos. Ele falava: “Não diga nunca que você é cubana, porque vão pensar que você é comunista. Fala que você é da Espanha, para não ter problema”. Aí eu mentia e dizia que era espanhola. Nunca me pediram o documento para ver de qual país eu era.

Com o fim da ditadura militar você pôde revelar a verdade?
Sim! Eu só disse que eu era cubana depois das Diretas Já, quando o Lula já estava famoso, já não precisava mais esse cuidado. Aí eu gritava: “Yo soy cubaaaana” [risos]. Fiquei trabalhando em São Paulo nos anos 1980 e 1990.

phedra cordoba foto bob sousa 20131 Entrevista de Quinta: “Ele falou que me acho uma estrela; mas eu sou” diz Phedra D. Córdoba

Phedra D. Córdoba: muitas histórias para contar e muitos projetos no futuro - Foto: Bob Sousa

Como você conheceu os Satyros?
Foi em 2001, quando eles tinham chegado da Europa. Lá onde é Espaço dos Satyros Um era um restaurante, e o Ivam [Cabral] e o Rodolfo [García Vázquez] estavam reformando para fazer o teatro. Eu passava sempre de dia por ali. E eles sempre se perguntavam: “Quem é essa mulher maravilhosa?” O Ivam falou para um amigo em comum nos apresentar. Um belo dia, estava passando, e eles estavam tomando café no La Barca, e fomos apresentados.

E já rolou a amizade?
Sim. O Ivam me levou para ver a reforma e me convidou para integrar o grupo. Eu falei: “Você nem me conhece!” Ele me disse: “Mas todo mundo te conhece, você é divina e maravilhosa!” [risos]

E você entrou para os Satyros?
Mais ou menos. Eu estava fazendo shows no restaurante Rainha Vitória, perto do largo do Arouche, e eles foram me ver. Ficaram enlouquecidos e me chamaram para fazer parte do Satyros. Eles me queriam na peça Retábulo de Vida e Sangue, que o Ivam fazia uma travesti que se apaixonava por um cantor e depois o matava. Era lindo! Como dançava e falava coisa de Lorca, Rodolfo gostou e me colocou. Só que eu tinha me esquecido que o meu empresário tinha marcado uma viagem para fazer TV na Bahia e em Belo Horizonte. Aí, eu viajei.

Como foi a volta?
Quando eu voltei, o Rodolfo estava bravo comigo. Eu pedi desculpa para ele. Ele disse que montaria outras coisas. Isso era 2002 para 2003. Aí ele me convidou de novo, para fazer A Filosofia na Alcova. Me deu o texto e perguntou se eu gostava ou não da personagem. Eu disse: “Vou ler agora”. Botei meus óculos de leitura, li e respondi: “Faço!” Aí, ele gritou: “A Phedra topou!!!” Foi aí que peguei nome com Os Satyros, fazendo A Filosofia na Alcova. O Sergio Sálvia Coelho, que era crítico da Folha, me botou lá em cima, a Beth Néspoli, do Estadão, também, a Mônica Bergamo, você... Foram vocês que criaram esse nome de diva da praça Roosevelt para mim. E estou aí até hoje!

Veja o vídeo com a reportagem sobre Édipo na Praça:

Édipo na Praça
Quando: Sexta, sábado e domingo, 20h. 100 min. Até 30/11/2013
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Veja as fotos de Bob Sousa de Édipo na Praça!

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livia la gatto eduardo enomoto 2 Livia La Gatto, a atriz que ri com inteligência

Livia La Gatto: quando inteligência se une à visão bem-humorada da vida - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

A atriz Livia La Gatto é despachada. Fala bem, é articulada, tem carisma. É fã de Terça Insana e de Drica Moraes, a quem considera “um estouro”. Gosta de imitar as pessoas, de brinca com a situação. Tem raciocínio rápido. É bem-humorada. Fica feliz em ver as pessoas sorrindo.

livia la gatto eduardo enomoto 10 Livia La Gatto, a atriz que ri com inteligência

O talento de Livia La Gatto chamou a atenção do público na peça Cuidado: Garoto Apaixonado - Foto: Eduardo Enomoto

Na peça adolescente Cuidado: Garoto-Apaixonado, tal qual um Galileu Galilei mudou a ordem de rotação vigente e eclipsou todo o resto como a divertida bibliotecária com sotaque argentino. Fez de sua coadjuvante o papel principal. Coisa de quem tem talento.

Para quem precisa de referências, Lívia lembra uma mistura de Denise Fraga com Ingrid Guimarães. Ao ouvir isso, diz que é elogio, pois admira as duas.

Fazer a peça foi uma insistência dela. Pediu o papel para a diretora Flávia Garrafa. Personagem que a própria Flávia havia interpretado 15 anos atrás, quando Lívia viu a obra, ainda adolescente.

Nasceu em São Paulo. É aquariana, mas diz que o seu ascendente em áries a salvou. Foi criada na zona sul, em Santo Amaro. Há um ano, saiu da casa dos pais para dividir apartamento com duas amigas no largo da Batata, em Pinheiros. Com a troca do trem pelo metrô, ganhou mais tempo na vida.

É filha da psicóloga Rosangela La Gatto e do argentino Guillermo La Gatto, consultor de mercado. É dele o sobrenome que chama a atenção. "Não sei de onde vem, deve ser de uma família italiana antiga [risos]". O pai foi um verdadeiro aventureiro. Em plena ditadura militar argentina, escapou de seu país com amigos em um carro e veio parar no Brasil, onde refez a vida. É dele o sotaque que Lívia faz no palco.

Lívia é filha única. Como o irmão que sempre quis não veio, fez muitos amigos. A primeira peça que fez foi no grupo de teatro da escola, logo depois que viu Marcelo, Marmelo, Martelo e decidiu que seria atriz. Tinha 11 anos.

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A atriz Livia La Gatto teve uma banda que marcou as festas da USP: Los Bagaceras - Foto: Eduardo Enomoto

O grupo de teatro Expressão era conduzido por uma jovem e divertida professora chamada Flávia Garrafa, que mais tarde cruzaria com ela em vários momentos. Não sabia direito por que fazia teatro. Mas esperava ansiosa a semana inteira pela aula de teatro. “Gostava de estar lá”, resume.

Hoje, formada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo, ela também dá aulas. Colou grau e pegou o diploma nesta semana, logo depois desta entrevista e sessão de fotos no R7. Com os alunos, vive o outro lado e gosta.

Lívia trabalha desde muito cedo. “Sempre fui a muambeira da escola, vendia de tudo”, lembra. A grana apertada na família a levou logo a se virar. Foi hostess, animadora de buffet infantil, monitora de acampamento, secretária, atendente de videolocadora – época em que Raul Cortez era seu cliente e seu coração batia forte cada vez que ele a cumprimentava antes de pegar um filme –, garçonete.

Começou a dar aula de teatro com apenas 19 anos. Aprendeu a ganhar seu próprio dinheiro e comprou sua guitarra. Porque Lívia também canta. E compõe. “Gosto da bagaceira dos anos 1980 e 1990”, confessa.

Sempre está metida com algo novo. Acaba de encerrar a temporada de Cuidado: Garoto Apaixonado no Teatro Sérgio Cardoso. Mas, engana-se quem pensa que ela tem mais tempo. Dá aula de teatro na escola pública Oswaldo Aranha e na particular Porto Seguro . E ainda faz aula de sapateado e canto na Casa Operária.

E permanece no cartaz com a peça Salém, dirigida por Júlio Braga, no Teatro Alfredo Mesquita, além de ensaiar a peça O Labirinto de Filó, que estreia em setembro no Espaço Canto Cidadão.

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Livia La Gatto nasceu em São Paulo e é filha de uma brasileira e de um argentino - Fotos: Eduardo Enomoto

Logo que saiu da USP, criou com amigos o Grupo de Teatro Meio, que estudava comédia. Foram corajosos e alugaram um espaço perto do metrô Marechal Deodoro, que ficou quatro anos aberto. “Não ganhou fomento nem patrocínio e, infelizmente precisamos fechar. Eu precisava trabalhar, ganhar dinheiro. Grupo é foda. Vira sua família, mas tem a questão da grana, que você acaba tirando do bolso para o grupo existir”.

Mergulhou também na música. Criou com amigos a banda Los Bagaceras, sucesso nas festas animadas da USP com o hit Amor de Micareta, composto por ela. “Íamos dos Mamonas Assassinas aos Beatles. A gente tocou muito também no Espaço da Cia. da Revista, ali na praça Roosevelt”.

Não perdia a chance de rebater uma piada desde pequena. “É gostoso quando você fala algo e todo mundo ri. Eu gosto de gente bem-humorada. O humor é uma forma de ver o mundo. Na escola, não namorava o bonitão, mas o gordinho engraçadinho [risos]”.

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Livia La Gatto não para: atua em várias peças, e ainda faz aula de sapateado e canto - Foto: Eduardo Enomoto

Fica triste quando sente que gente do teatro tem preconceito com a comédia. Não gosta que vejam o riso como algo menor. “Ator tem de topar tudo, não ter preconceito. Tem gente que sobe no salto sem ter. Fiquei anos estudando comédia na USP, em um grupo de pesquisa, fomos de Os Três Patetas a Friends. O humor é matemático. Tem suas regras e seu tempo”.

Para o futuro, espera coisas boas, trabalhar com grandes atores, crescer em sua profissão. “Eu quero tudo. Quero fazer teatro, cinema, televisão. Quero comunicar com as pessoas. Não quero ficar nessa de só fazer teatro para a classe. Eu gosto de todas as artes juntas, acontecendo”.

livia la gatto eduardo enomoto 1 Livia La Gatto, a atriz que ri com inteligência

Salto para o futuro: Livia La Gatto quer crescer como atriz e se comunicar cada vez mais com o público: "Não quero ficar nessa de só fazer teatro para a classe. Gosto de todas as artes juntas, acontecendo" - Foto: Eduardo Enomoto

Agradecimento: Carmem San Diego (make up)

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maria de medeiros eduardo enomoto1 Exclusivo: Miguel Arcanjo entrevista atriz portuguesa Maria de Medeiros para o R7

Maria de Medeiros lança disco e filme no Brasil, além de atuar em peça - Foto: Eduardo Enomoto/Veja galeria!

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

A atriz, cantora e cineasta portuguesa Maria de Medeiros concedeu entrevista exclusiva ao R7.

Veja a galeria de fotos da entrevista!

A estrela internacional de filmes como Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no qual foi namorada de Bruce Willis, está em cartaz com a peça Aos Nossos Filhos no Tuca, em São Paulo.

O trabalho na obra lhe rendeu indicação como melhor atriz ao Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).

Ela também lança o filme documentário Repare Bem no Festival de Gramado e ainda o disco Pássaros Eternos, seu terceiro álbum e dessa vez com composições próprias. A atriz falou sobre sua carreira e estes novos trabalhos.

Quer concorrer a par de ingresso para a peça? Comente este post e diga por que quer ver a peça de Maria de Medeiros, Aos Nossos Filhos.

Veja o vídeo, abaixo, com a entrevista completa:

miguel arcanjo prado maria de medeiros foto eduardo enomoto Exclusivo: Miguel Arcanjo entrevista atriz portuguesa Maria de Medeiros para o R7

Miguel Arcanjo Prado conversa com Maria de Medeiros: estrela no R7 - Veja mais fotos de Eduardo Enomoto!


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Foto de Bob Sousa
helo cintra foto bob sousa 2013 O Retrato do Bob: O olhar de Heloisa Cintra
Heloisa Cintra vive mergulhada no teatro. É sua paixão, seu trabalho, sua vida, sua família. É atriz formada pelo Teatro Escola Célia Helena. Mas também é jornalista com diploma da PUC-SP. Assim, quando não está no palco, atua como assessora de imprensa para espetáculos teatrais da Arteplural, de Fernanda Teixeira. Helô, como os amigos a chamam, sempre está disposta. Com aquele sorriso no rosto. Está grávida de sete meses de seu segundo filho. Já é mãe do pequeno Gabriel, primeiro fruto de seu casamento com o músico Daniel Maia. Um pé na família, outro no palco. Sua peça mais recente foi O Amante, em 2012, quando foi dirigida por Francisco Medeiros. Passou pelas mãos de importantes mestres do teatro brasileiro, como Elias Andreato, Gabriel Viellela e Marcelo Lazzaratto. E também já esteve do outro lado, quando dirigiu a peça Meu Trabalho É Um Parto, em 2011. De vez em quando, flerta com o cinema e com a TV, sempre com brilho próprio. Porque em todas as frentes, como evidencia este retrato de nosso Bob Sousa, Heloisa Cintra sempre tem o seu olhar.

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