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O mês de julho chega ao fim e é hora de você, internauta do R7, escolher quem foi a musa e o muso do teatro. Veja as fotos e dê seu voto!

Candidatas a musa do teatro
musa bruna linzmeyer adeus a carne Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Bruna Linzmeyer, de Adeus à Carne ou Go to Brazil
musa camila camargo Slavianski Bazaar1 Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Camila Camargo, de Slavianski Bazaar
musa mariana de goes cafe cabaret Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Mariana de Góes, de Café Cabaret
musa melissa vettore camille e rodin Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Melissa Vettore, de Camille e Rodin
musa sofia boito bom retiro 358 metros Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Sofia Boito, de Bom Retiro, 958 metros

Quem foi a musa do teatro em julho de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Bruna Linzmeyer - Adeus à Carne
    12.6%
  • Camila Camargo - Slavianski Bazaar
    7.9%
  • Mariana de Góes - Café Cabaret
    78%
  • Melissa Vettore - Camille e Rodin
    0.4%
  • Sofia Boito - Bom Retiro, 958 metros
    1.2%


Candidatos a muso do teatro

muso assis benevenuto outro lado Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Assis Benevenuto, de Outro Lado
muso daniel alvim maria miss Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Daniel Alvim, de Maria Miss
muso dudu galvao sua inceleca ricardo iii Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Dudu Galvão, de Sua Incelença, Ricardo III
muso marco ricca boca de ouro Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Marco Ricca, de Boca de Ouro
muso thiago machado priscilla Escolha a musa e o muso do teatro em julho
Thiago Machado, de Priscilla, Rainha do Deserto

Quem foi o muso do teatro em julho de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Assis Benevenuto - Outro Lado
    10.1%
  • Daniel Alvim - Maria Miss
    35.9%
  • Dudu Galvão - Sua Incelença, Ricardo III
    45.4%
  • Marco Ricca - Boca de Ouro
    1%
  • Thiago Machado - Priscilla, Rainha do Deserto
    7.6%

O Retrato do Bob: Einat Falbel, toda a força de uma atriz pós-desilusão

Coluna do Miguel Arcanjo n° 183: Adeus, Playcenter

Mito morto há 60 anos, Evita foi atriz consagrada

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Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Einat Falbel foto bob sousa O Retrato do Bob: Einat Falbel, toda a força de uma atriz pós desilusão
Se o pai da atriz Einat Falbel tivesse demorado mais um ano para deixar a Polônia rumo ao Brasil ela não estaria por aqui. Foi em 1938, um ano antes de a 2ª Guerra Mundial começar, que o judeu polonês Pinkas Falbel resolveu largar a terra natal rumo à até então desconhecida América do Sul. O restante da família Falbel que ficou na Polônia foi dizimado pelo nazismo.

Em uma viagem à Terra Santa, ele conheceu a brasileira Ester Lea, por quem se apaixonou e trouxe para viver com ele em São Paulo, onde os Falbel começaram vida nova. Tiveram quatro filhos, um homem e três mulheres, entre eles a caçula, Einat, sempre metida em artes.

Criada entre os bairros Lapa e Higienópolis, já pequenina, fez um espetáculo para o prédio inteiro. Tios, primos, pais e irmãos viram ali despontar o talento da menina que amava os Saltimbancos.

Na escola, Einat tinha como professora de artes ninguém menos do que a futura atriz de sucesso Lilia Cabral, que é formada em belas artes pela USP (Universidade de São Paulo) e deu aulas antes da TV. Foi vendo uma peça infantil de Lilia que Einat se deslumbrou.

— Lembro da sensação que tive: de estar diante de um fenômeno.

Durante um bom tempo viveu uma dicotomia: ser bailarina ou atriz? O teatro acabou falando mais alto, mas não abandonou os passos. Continuou com as aulas de dança em paralelo e hoje é também professora de expressão corporal.

— Ás vezes mentia para meus pais. Dizia que estava indo para a o balé e ia para o teatro.

A influência de Lilia foi grande. Tanto que, assim como a professora, se formou em educação artística na faculdade.

— Já tinha feito Macunaíma [escola de teatro no bairro Campos Elíseos] quando adolescente, mas bati o martelo mesmo em relação ao teatro quando resolvi me matricular no Célia Helena [outra tradicional escola de atores paulistana].

É claro que a decisão sofreu resistência da família.

— Meus pais não queriam que eu fosse atriz. Queriam que eu tivesse uma profissão mais convencional. Diziam para mim que “na vida você não faz o que quer, você faz o que tem de fazer”.

Ela não deu muita bola ao discurso. E insistiu no que sabia ser sua vocação. Do Célia Helena foi para o Grupo Tapa, sua “grande escola”. Lá, fez Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, em 1994, seu primeiro grande espetáculo. Ficou com eles sete anos.

Depois, teve uma passagem de quatro anos pela Companhia do Feijão. Aí, resolveu ficar “free”, como gosta de brincar, dando uma gostosa risada.

Fez cinema. Atuou em O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias e Lula – O Filho do Brasil. Em 2013, estreia na TV na série O Negócio, da HBO, sobre prostituição de luxo. Vai ser a secretária das garotas de programa.

Em 2007, entrou para a turma do Núcleo Experimental, do diretor Zé Henrique de Paula. Fez Dona Eduarda em Senhora dos Afogados, outra vez Nelson Rodrigues.

Até que surgiu em sua vida a possibilidade de se tornar Agnes, a garçonete solitária e decadente do espetáculo Bichado, que se apaixona por um ex-combatente da Guerra do Golfo com sérios problemas psiquiátricos, vivido pelo ator Paulo Cruz.

— A Agnes tem aquela coisa da mulher quando passa de uma certa idade e vê que a vida não aconteceu como ela projetou. As mulheres fazem muita bobagem para preencher esse vazio.

No espetáculo, a personagem embarca na loucura do amante como forma de ter alguém.

—Ela é capaz de comprar uma psicose só para preencher o buraco que tem. Isso é uma coisa muito feminina. Acho que a peça é muito isso, o que uma pessoa é capaz de fazer para que a vida faça algum sentido. Eu me identifico com ela em muitas coisas. Antes, saía da peça muito cansada, acho que agora, quase no fim da temporada, o corpo está se acostumando. Eu adoro o que a Agnes faz comigo. Ela mexe muito com tudo. É que ator adora sofrer, né [risos].

Quando questionada por que permaneceu no teatro, reflete um pouco, e chega à conclusão.

— Teatro é um vício. É maior do que o ego. É maior do que a gente. Muita gente vai procurar o teatro, neste mundo fast celebrity, para ser amado. Mas não é isso. Com o tempo, o elogio e o aplauso é pouco. É porque o teatro é muito além disso. E essa é uma descoberta que cada ator precisa fazer.

Bem resolvida com seus 42 anos, Einat Falbel comemora os personagens densos que a idade lhe proporciona.

—Eu não posso mais fazer a Julieta, né? [gargalhada]. Agora, meus personagens são pós-desilusão.

Leia a crítica de Bichado

Coluna do Miguel Arcanjo n° 183: Adeus, Playcenter

 
Por trás do pano – Rapidinhas teatrais Mito morto há 60 anos, Evita foi atriz consagrada

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sua incelenca Clowns de Shakespeare misturam guerra inglesa e sertão nordestino em <i>Sua Incelença, Ricardo III</i>

Espetáculo do Clowns de Shakespeare chega a São Paulo após rodar todo o Brasil - Foto: Pablo Pinheiro

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das estreias mais aguardadas nos palcos paulistanos acontece na próxima quarta (25), no Sesc Belenzinho: a chegada do espetáculo Sua Incelença, Ricardo III, com o grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte.

A temporada será gratuita, até 16 de agosto, com sessões de terça a quinta, sempre às 20h30. Serão distribuídos dois ingressos por pessoa uma hora antes de cada sessão.

A obra, de 90 minutos, é uma adaptação do grupo potiguar em parceria com o diretor mineiro Gabriel Villela para o tradicional texto de Shakespeare encenado pela primeira vez no fim do século 16, retratando a Guerra das Rosas, a sangrenta disputa pelo trono inglês entre 1455 e 1485.

Contudo, sai de cena o ar soturno inglês e ganham espaço as cores do nordeste mescladas a referências ao rock britânico contemporâneo, colocando no mesmo balaio as “incelenças”, como são chamados os cantos fúnebres das carpideiras, e os sons modernos das bandas Supertramp e Queens, por exemplo.

A trupe chega a São Paulo após rodar muita estrada. Já estiveram antes em 27 cidades de 18 Estados das cinco regiões brasileiras.

O espetáculo estreou em 2010, em Natal, após três anos de pesquisa do grupo, que se inspirou na pequenina Acari, no sertão do Rio Grande do Norte, para buscar referências para a montagem. Desde então, passaram por festivais renomados, como os internacionais de Santiago, no Chile, e de Belo Horizonte e de São José do Rio Preto, aqui no Brasil.

O grupo Clows de Shakespeare é formado pelos atores Camille Carvalho, Diana Ramos, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Renata Kaiser, Nara Kelly e Titina Medeiros.

Sua Incelença, Ricardo III
Quando: Terça a quinta, às 20h30. Até 16/8/2012. Estreia dia 25/7/2012.
Onde: Sesc Belenzinho (r. Padre Adelino, 1.000, Metrô Belém, São Paulo, tel. 0/xx/11 2076/9700)
Quanto: Grátis (retirar ingresso uma hora antes de cada sessão)
Classificação: Livre

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Por Miguel Arcanjo Prado
patricia vilela Por trás do pano   Rapidinhas teatraisNova global
A talentosa atriz Patrícia Vilela, gaúcha radicada em São Paulo, acaba de assinar contrato com a Globo. Vai trabalhar na nova temporada de Malhação. Fará uma médica, Raquel, mãe da protagonista, que será interpretada pela atriz Alice Wegmann. O trabalho mais recente no teatro de Patrícia foi na peça Festim Diabólico, na qual interpretava uma soturna mordoma de um casal gay. Versátil, Patrícia consegue ir, com desenvoltura, do Espaço dos Satyros, onde costuma fazer espetáculos, à Escola de Atores Wolf Maya, onde é professora. A coluna deseja muito sucesso para a atriz na TV. Porque ela merece.

Coisas de Nelson
Já que o assunto é Nelson Rodrigues, por conta do centenário de nascimento do nosso dramaturgo, no CCBB – SP, na Sé, em São Paulo, está em cartaz Rodriguianas: Tragédias para Rir. O espetáculo dirigido por Luís Artur Nunes foi extraído das picantes crônicas A Vida Como Ela É, publicadas originalmente no lendário jornal Última Hora. E o ingresso é baratíssimo: R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia-entrada. Não dá para perder.

Galpão em Sampa
O Grupo Galpão, de Belo Horizonte, vai comemorar em São Paulo seus 30 anos, com temporada de quatro espetáculos, entre 28 de julho e 14 de outubro. O primeiro é Romeu e Julieta, que levou milhares às praças da capital mineira no último FIT-BH. Será apresentado de graça, no próximo dia 28, às 16h, no Parque da Juventude. Dá para ver a grandeza do Galpão por alguns de seus números: em 30 anos foram 20 espetáculos vistos por mais de 1,4 milhão de pessoas em mais de 2,5 mil apresentações em 600 cidades de 18 diferentes países, em 41 festivais internacionais e 70 nacionais. Ufa!

Enquanto Alice não vem
A Cia. dos Imaginários prepara, ainda para este ano, uma releitura de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll. Os preparativos terão de conviver por enquanto com Kafka, já que a trupe volta a encenar Nikasstrasse, 36, adaptação do romance Metamorfose, a partir do dia 2 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Mistura boa.

De filó

A turma mineira da Oficcina Multimédia utilizou 600 quilômetros de linha de costura nas telas transparentes de filó do espetáculo As Últimas Flores do Jardim das Cerejeiras, inspirado no texto de Tchekhov. Elas separam os atores do público, criando um ambiente pensado por Ione de Medeiros, inspirado na obra Penetráveis, de Hélio Oiticica. Estreia em agosto, no Teatro Coletivo, na rua da Consolação, em São Paulo. A peça vai reabrir o espaço, após uma ampla reforma.

Gringo na área

Estão abertas até o dia 25 as inscrições para o curso gratuito de dramaturgia de Henry Thorau. Ele é professor titular da Universidade de Trier, na Alemanha. As aulas serão na SP Escola de Teatro da praça Roosevelt, no centro paulistano. Saiba como tentar uma vaga.

Quer ser artista?

Falando na SP Escola de Teatro, a partir da próxima segunda (23), serão abertas as incrições para o novo processo seletivo da instituição. São 139 vagas em oito cursos gratuitos: Atuação, Cenografia e Figurino, Direção, Dramaturgia, Humor, Iluminação, Sonoplastia e Técnicas de Palco. A duração é de dois anos. Leia o edital do processo seletivo.
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new york Musical <i>New York, New York</i> volta a preço popular

Juan Alba foi mantido do elenco original e agora fará par com Kiara Sasso - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem não viu o musical New York, New York no ano passado, porque os ingressos achava os ingressos caros, tem uma grande chance a partir do próximo mês. A superprodução volta ao cartaz em Sao Paulo, entre 17 de agosto e 7 de outubro com ingresso a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada.

Tudo é grandioso em New York, New York.São 16 atores-cantores, 25 músicos, 13 bailarinos... Contudo, a volta aos palcos perde a voz límpida de Alessandra Maestrini, substituída por Kiara Sasso, queridinha no mundo dos musicais.

Ela viverá agora a cantora Francine Evans, apaixonada pelo músico Johnny Boyle, interpretado por Juan Alba, mantido do elenco original. Kiara tem uma missão e tanto pela frente, já que Alessandra arrebatava o público com seu carisma e voz.

Esta é a primeira vez que o texto escrito em 1977 por Earl Mac Rauch se transforma em musical – o que parece inacreditável, tamanho encaixe perfeito que ele faz com as canções apresentadas.

Tudo só foi possível graças à iniciativa do maestro brasileiro Fábio Gomes de Oliveira, que teve o atrevimento de mandar um e-mail ao escritor, pedindo autorização para transformar sua obra em um musical no Brasil.

Já adaptado ao cinema por Martin Scorsese, com Liza Minnelli e Robert De Niro de protagonistas, no Brasil New York, New York tem o comando do tarimbado diretor José Possi Neto, que confere ritmo, cor e pulso forte à montagem.

Apesar da luz ser confusa em alguns momentos e haver muita movimentação no palco nas primeiras cenas, com interpretações paralelas em excesso, desconcentrando o público dos primeiros diálogos dos protagonistas, logo o musical se acerta no talento dos artistas escolhidos com esmero.

A competente Big Band faz execuções primorosas de clássicos norte-americanos feitos entre os anos 1930 a 1950, com Sing, Sing, Sing e New York, New York, que são cantados no original em inglês.

Anselmo Zolla ousou em coreografias acrobáticas e bem executadas por seu time de bailarinos, bem como acertou em chamar Kika Sampaio para criar os números de sapateado cheios de ritmo.

O cenário de J. C. Serroni mescla projeções com armações de ferro para criar os edifícios de Nova York, assim como os figurinos do Atelier Chris Daud para Claudeteedeca e Miko Hashimoto ajudam a colocar a plateia na atmosfera de reconstrução de uma vida de “american dreams”, no pós 2ª Guerra Mundial.

Ver New York, New York é voltar aos tempos românticos, no qual a gente parecia acreditar, mesmo a duras penas, que o sonho é possível. E por que não?

New York, New York - O Musical
Avaliação: Muito bom
Quando: Quintas, às 21h, sextas, às 21h30, sábados, às 17h e 21h, e domingos, às 16h. De 17/8/2012 até 7/10/2012.
Onde: Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3288-0136)
Quanto: R$ 40
Classificação: 12 anos

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O Retrato do Bob: Samir Yazbek, sem fronteira

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saci Companhia Dom Caixote leva Saci Pererê ao Japão

Trupe conta com doação de amigos e público para representar Brasil no Japão – Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O folclore brasileiro vai romper fronteiras mais uma vez por meio do teatro. E dessa vez quem dará o ar da graça na Terra do Sol Nascente é o nosso Saci-Pererê, o moleque levado de uma perna só.

A Cia. Dom Caixote de Teatro, dirigida por Luiz Felipe Petuxo em São Paulo, embarca no próximo dia 25 para o Japão. A trupe, que já tem nove peças no repertório, foi convidada a apresentar seu espetáculo Pererê – Em Busca do Saci no Festival Kijimuna Festa 2012.

O evento reúne produções destinadas ao público jovem do mundo inteiro na cidade de Okinawa entre 28 de julho e 5 de agosto. A organização é da Assitej, organização internacional de teatro para crianças e jovens ligada à Unesco e presente em mais de 80 países.

A companhia promete fazer um diário de bordo da viagem em seu site oficial.

A montagem, com dramaturgia de Paulinho Rocco, ganhou o prêmio de melhor espetáculo infantil do Festival de Teatro Cidade de São Paulo 2011.

No elenco estão os atores Agatha Paulita, Carolina Malta, Daniel San Martin, Paulo Pellegrini, Paulinho Rocco, Sabrina Caldini, Sandra Nagy e Vitor Faria. Além da direção, Luiz Felipe Petuxo assina também a iluminação. Já o som é de Rafael Parra.

A equipe ainda tem o contrarregra Murilo Richard, o figurinista Vinícius Almes e a cenografia de Lu Grecco em parceria com o diretor. Petuxo vai aproveitar a estada no Japão para ministrar por lá a oficina Uso Consciente da Imaginação na Criação do Personagem.

Na volta ao Brasil, a turma da Dom Caixote ocupa o Teatro Itália, no centro paulistano, entre 11 de agosto e 30 de setembro, com os espetáculos O Corcunda de Notre Dame, aos sábados, às 17h, e A Bruxinha que Era Boa, aos domingos, às 16h. O endereço é av. Ipiranga, 344. Os ingressos serão R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).

Vale a pena conferir e parabenizar os bravos meninos por representarem o Brasil em terras tão longínquas.

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Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

O dramaturgo Samir Yazbek sempre soube ficar perto de grandes mestres. Tanto que acabou se tornando um deles na arte de escrever uma peça.

No mês passado, foi o primeiro brasileiro a ter um espetáculo – O Ritual – encenado no National Theatre, em Londres.

Aproveitou a viagem para emendar férias pela Europa até o fim deste mês.

E a arte desse paulistano não tem mesmo fronteira: ele acaba de ter um livro com quatro peças dele publicado no México.

À frente da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, que fundou em 2007 ao lado do ator Helio Cicero, sempre tem recado novo a dar nos palcos.

Ícone da chamada Geração 90, coleciona prêmios que reconhecem seu talento. Foi assim em 1999, com O Fingidor, que lhe deu o Prêmio Shell. Em 2010, As Folhas de Cedro lhe garantiu o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Pelo jeito, a estante do dramaturgo, que posou compenetrado para o nosso Bob Sousa, ainda tem espaço para novos troféus.

samir yazbek foto bob sousa O Retrato do Bob: Samir Yazbek, sem fronteira

Samir Yazbek, um dramaturgo representando o Brasil mundo afora - Foto: Bob Sousa

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Por Miguel Arcanjo Prado

fabio assuncao Por trás do pano – Rapidinhas teatraisGalã na direção
Fábio Assunção, na foto ao lado, está concentradíssimo nos ensaios do espetáculo O Expresso do Pôr do Sol, que vai marcar sua estreia como diretor teatral. A obra, que ele também produz, estreia em 1° de setembro, no Tucarena, em São Paulo.

Só gente boa
Fábio, que não é bobo nada, cercou-se de um belo time. Cacá Amaral e Guilherme Sant’Anna estão no elenco. O texto original do escritor norte-americano Cormac McCarthy foi traduzido por Nelson Amorim e adaptado para os palcos por ninguém menos que Maria Adelaide Amaral. Fabio Namatame já costura o figurino, e Caetano Vilela começa a acertar a luz. Coisa fina.

Sem nervosismo, gente
O diretor Roberto Alvim, sempre verborrágico, foi sucinto em autodefinir seu trabalho: “O que estamos fazendo é impedindo as pessoas de dizer o que é o teatro. Isso irrita alguns.” Recado dado.

Magro
Consagrado, o espetáculo Luis Antonio – Gabriela voltará ao cartaz em São Paulo no segundo semestre. O ator Marcos Felipe, o protagonista, comemora os resultados de uma dieta.

O amor é lindo
Satisfeito com a boa acolhida do espetáculo Adeus à Carne ou Go to Brazil, o diretor Michel Melamed costuma protagonizar cenas de romance com sua musa, a bela Bruna Linzmeyer, na cantina Piolin, no Baixo Augusta. É de enternecer até o mais arredio garçom.

Minas com Campinas
A mineirinha Grace Passô assina a direção do novo espetáculo do Lume Teatro, de Campinas. A obra se chama Os Bem-Intencionados e tem criação colaborativa dela com a trupe. Estreia em São Paulo nos próximos dias 27 e 28, no salão de baile da União Fraterna, dentro da Mostra Sesc de Artes. A peça conta a história de um grupo que tenta entender por que quer ser artista. A partir de 1° de agosto aporta no Sesc Pompeia. Tem de ir.

Quase um soviético
A quem interessar possa, o ator Ivam Cabral curte férias até o fim deste mês na Rússia. Só para quem pode.

Vestido de Noiva
Falando no Ivam, o sensível fotógrafo André Stéfano fez o registro do novo elenco dos Satyros para a remontagem de Vestido de Noiva, que celebrará Nelson Rodrigues no Rio. Norma Bengell, cadeirante e falida, foi substituída por Helena Ignez, outra bela do passado. Phedra D. Córdoba continua na obra, diva e linda.

vestido de noiva andre stefano Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Os Satyros levam seu Vestido de Noiva para o Rio - Foto: André Stéfano

Cristiano Kunitake, o bravo samurai do teatro

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cristiano kunitake foto eduardo enomoto r7 4 Cristiano Kunitake, o bravo samurai do teatro

Cristiano Kunitake, muso do teatro lançado no espetáculo Barafonda - Foto: Eduardo Enomoto/R7

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

O ator curitibano Cristiano Kunitake  corre atrás do que quer. Aos 21 anos, conquista, a cada dia, São Paulo.

Integrante do do elogiado espetáculo Barafonda, da Cia. São Jorge de Variedades, se destacou no numeroso elenco e foi eleito muso do teatro pelos internautas do R7.

A montagem conta a história do bairro da Barra Funda, na zona oeste paulistana, onde ele conversou e posou para o Atores & Bastidores.

Filho de mãe brasileira, Vera, que morreu quando ele ainda era pequeno, e pai japonês, o também Cristiano Kunitake, chegou a morar no Japão com um tio por dois anos, no fim da infância. Mas, logo voltou aos cuidados da avó paterna no Paraná, Hideko Kunitake, de quem “sente muita saudade”.

Na adolescência, veio o interesse pelo teatro. Foi Andréa Pavelski, uma amiga desde a pré-escola, quem lhe apresentou novas possibilidades.

— Ela virou modelo e me disse que iria se mudar para São Paulo. Fiquei com vontade de fazer algo que não sabia bem o que seria. Mas queria ser alguma coisa, mesmo desse tamaninho.

cristiano kunitake samurai Cristiano Kunitake, o bravo samurai do teatro

Cristiano Kunitake: força de um samurai

Do alto de seu 1,60 metro e 55 quilos, Cristiano buscou cursos de interpretação na capital paranaense. Logo, se apaixonou pelo teatro. A busca pelo novo em cada cena lhe trouxe possibilidade profissional. A família japonesa não gostou da história. Mas não desistiu, mesmo diante do que diziam.

— Sempre me falaram que ia ser difícil, porque eu sou baixinho, japonês...

Deixou para a cabeça alheia os preconceitos. Correu atrás. Sua primeira peça foi Não É Mais um Dramalhão Mexicano, que agitou o Teatro Odelair Rodrigues durante o Festival de Curitiba de 2008.

Com os trabalhos, conseguiu seu sonhado registro de ator. Era o que faltava para dar um passo ainda maior: tentar a carreira em São Paulo.

Mesmo com a família contra, juntou R$ 500 e partiu rumo à metrópole, mesmo sem conhecer ninguém. Foi para um pensionato. Sobreviveu nem sabe como. Buscou emprego em todos os lugares. E o mais importante: não desistiu.

—Minha avó ficou preocupada, mas sempre acreditou na minha força de vontade. Lembro que no primeiro dia pensei: o que eu vou fazer, meu Deus? Fui procurar uma agência de atores. Nem dinheiro para fazer o book eu tinha. Eles foram legais e falaram que eu poderia pagar com o primeiro cachê.

Quando pensou que nada daria certo, conseguiu fazer um bom comercial, para a Coca-Cola Zero. Jamais vai se esquecer.

— Estava pronto para desistir e voltar para Curitiba. Aí fiz o teste e passei. Pensei: ou eu largo tudo de uma vez ou vou me doar por completo.

Resolveu investir a grana em seu aperfeiçoamento. Foi fazer o curso de interpretação para cinema da renomada Fátima Toledo – preparadora do elenco do filme Tropa de Elite. Lá, conheceu o amigo Anderson D’ Kássio, ator e cantor, que lhe falou que podiam dividir um apartamento e que havia uma tal companhia São Jorge de Variedades que estava selecionando elenco.

Foi bater à porta do grupo, na Barra Funda, com a cara e a coragem.

— Fui frequentando e, quando vi, estava completamente tomado pelo processo do espetáculo Barafonda. Este momento que estou vivendo hoje, com a São Jorge de Variedades, é o mais importante da minha carreira até o momento.

vida de republica Cristiano Kunitake, o bravo samurai do teatro

Kunitake (à dir.) na série Vida de República - Divulgação

Cristiano acaba de rodar o seriado Vida de República, para o canal Futura, dirigido por Janaína Fischer e Marcio Schoenardie, na Casa de Cinema de Porto Alegre. E ainda sonha fazer cinema e outros projetos na TV. Mas não pretende largar o teatro. Muito pelo contrário.

— Eu deixo rolar, mas sou trabalhador. Apanhei muito aqui em São Paulo, mas só me fez crescer. Quero viver experiências que só o teatro proporciona. Como vou dar vazão a tudo que quero comunicar às pessoas? Acho que o teatro é uma boa ferramenta.

Sem medo de trabalhar duro, Cristiano Kunitake mostra que tem tudo para chegar aonde quiser.

— Acho que tenho essa coisa de japonês, de querer fazer sempre bem feito, para ser o melhor. Meu plano é evoluir com a maior verdade que eu puder passar. Penso todos os dias por que faço isso... Estou tentando ainda descobrir. Mas uma certeza eu tenho: eu amo ser ator.

cristiano kunitake poster eduardo enomoto Cristiano Kunitake, o bravo samurai do teatro

Cristiano Kunitake: persistência de um guerreiro na batalha teatral - Foto: Eduardo Enomoto/R7

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bichado ronaldogutierrez Inventivo, <i>Bichado</i> põe o dedo na ferida da solidão

Cores para uma história dura: Bichado é uma das boas surpresas de 2012 - Fotos: Ronaldo Gutierrez

Por Miguel Arcanjo Prado

No Brasil, cerca de 11,6% da população vive só. Desses, 1,6 milhão estão no Estado de São Paulo. E é na capital paulista, com seu ritmo frenético e frio, que está a síntese da vida solitária brasileira.

Apesar de ambientado em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos, o espetáculo Bichado dialoga com a capital formada por migrantes ao trazer a crueza que está no aprender a ser só. O espetáculo é uma das boas surpresas de 2012 nos palcos paulistanos.

A obra está em cartaz no novíssimo Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda.

A começar pelo caminho entre a estação do metrô Marechal Deodoro e a rua quase deserta onde está instalado o teatro, tudo leva o espectador a entrar no clima da peça dirigida pelo inventivo Zé Henrique de Paula.

Com produção caprichada de Sergio Mastropasqua, ele conseguiu traduzir com personalidade própria o texto do premiado norte-americano Tracy Letts.

Assim que entra na diminuta sala, o público se depara com a ação cênica em curso. Logo, embarca na história, convidado pela sedução presente no colorido do figurino e do cenário, que reproduz de forma naturalista o quarto de hotel onde vive garçonete decadente Agnes, interpretada por Einatt Fallbel.

Com vigor e verdade impressionantes, a atriz conquista o público como aquela mulher perdida no mundo e que, diante de tal constatação, se refugia nas drogas como forma de esquecer a mediocridade cotidiana.

Apesar do naturalismo do cenário, a obra ganha ares de realismo fantástico quando o que soaria surreal torna-se crível. E isso é feito pouco a pouco. Ponto para o texto e para a direção.

Tudo muda na vida solitária de Agnes quando aparece na vida dela o desertor da Guerra do Golfo Peter, interpretado por um intenso Paulo Cruz. Não é preciso muito para a carente garçonete se envolver com o rapaz. O problema é que o forasteiro vive em estado constante de perturbação, crente que foi cobaia de uma nova arma biológica que o teria deixado “bichado”.

A paranoia do personagem serve de metáfora para o que muitas vezes acontece no mundo tão conectado e, ao mesmo tempo, distante dos dias de hoje. Tal qual Peter, que não aceita ser um mero soldado incompetente, dando para si importante papel de vítima do mundo militar, muitos personagens do mundo contemporâneo tentam seus momentos fugazes de atenção nas redes sociais da vida, para sublimar o vazio da derrota social concreta.

No espetáculo, para não se ver só outra vez, a garçonete incorpora o discurso do ex-soldado, embarcando em uma relação doentia sem volta. Relação esta que supre a necessidade de encontrar algum sentido para a vida sem esperanças que leva, nem que seja o compartilhamento – num primeiro momento pouco crível e, depois, cheio de veracidade – das ideias do rapaz.

O afinado elenco preparado por Inês Aranha ainda tem Alexandre Freitas (impagável como o ex-marido machão e bandido de Agnes, que faz uma entrada no palco que demonstra criatividade da direção), Adriana Alencar (convincente como a amiga lésbica R.C da garçonete) e Rodrigo Caetano (que mergulha de cabeça na pequena cena surreal e precisa que faz na obra ao lado do casal em transe).

Apesar de denso, o espetáculo tem vários momentos bem-humorados. E é desse humor que nasce a identificação do público com muito do que está por detrás daquelas situações absurdas num primeiro olhar. A direção consegue respiros importantes, como os números musicais que trazem canções ao vivo de Amy Winehouse e Britney Spears, representando as “viagens” dos personagens.

A tal Guerra do Golfo – que torna o espetáculo parte da trilogia da guerra proposta por Zé Henrique de Paula, ao lado de Casa Cabul (Afeganistão) e As Troianas (2ª Guerra) – serve apenas de desculpa para se discutir algo muito mais universal: a tristeza que um ser humano solitário sente. E este é o ponto forte da obra.

A montagem do Núcleo Experimental faz a solidão de Agnes e seu desespero para supri-la soar cortante em uma cidade fria como São Paulo, onde muitos vivem seus dramas solitários trancafiados nas milhares de janelas dos apartamentos da Selva de Pedra.

O que a obra de fato diz, sobretudo com o final impactante, é que somos seres sociais, com desejo de amar e de ser amado. De compartilhar a vida com o outro. Nem que para isso precisemos perder nossas próprias vidas.

Bichado
Avaliação: Ótimo
Quando: sábado, às 21h. Domingo, às 19h. Segunda, às 21h. Até 6/8/2012
Onde: Teatro do Núcleo Experimental (r. Barra Funda, 637, Metrô Marechal Deodoro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3259-0858)
Quanto: R$ 30
Classificação: 16 anos

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