Posts com a tag "bob sousa"

agenda cultural21112014 1 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 21/11/2014

O editor de Cultura e colunista do R7 Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas culturais em todo o Brasil na Agenda Cultural da Record News: toda sexta-feira, ao meio-dia, tem diversão para você - Foto: Reprodução

No telejornal Hora News, da Record News, o editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado, colunista do R7, dá as melhores dicas no quadro Agenda Cultural. Tem Criolo em BH, Zé Ramalho no Rio, Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), exposição Retratos do Teatro de Bob Sousa, Satyrianas, Globe Theater em São Paulo no Sesc Pinheiros, exposição Arquitetura Política de Lina Bo Bardi, além dos filmes Sétimo, com Ricardo Darín, e Elsa & Fred. Veja o vídeo:

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phedra cordoba bob sousa4 Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Diva maior da praça Roosevelt: Phedra D. Córdoba fará show e terá vida contada em filme no primeiro dia das Satyrianas, nesta quinta (20), a partir das 20h, na Matilha Cultural - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Entre as 18h desta quinta (20) e a meia noite de domingo (23) acontece a 15ª da Satyrianas 2014. O evento reúne 2.500 artistas de diversas áreas, como teatro, música, cinema, circo e artes plásticas. O epicentro da festa paulistana é a praça Roosevelt, no centro. Pensando nisto, o Atores & Bastidores do R7 selecionou sete destaques do evento pela região. Aproveite!

1 - Show e filme de Phedra D. Córdoba
Logo na primeira noite da Satyrianas, a maior diva da praça Roosevelt, Phedra D. Córdoba (foto acima), fará pocket show antes da exibição do documentário sobre sua volta a Havana: Cuba Libre, de Evaldo Mocarzel. Quinta (20), a partir das 20h, na Matilha Cultural (r. Rego de Freitas, 542, do outro lado da rua da Consolação, de frente para a praça Roosevelt). Pague quanto puder.

satyrianas hugo possolo foto weslei soares Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Hugo Possolo vai se apresentar com os Parlapatões na praça Roosevelt - Foto: Weslei Soares

2 - Combo Paralapatões
O circo armado na praça Roosevelt recebe o espetáculo Parlapatões: Clássicos do Circo, com números de grande sucesso da trupe paulistana, que conta com Raul Barretto, Hugo Possolo (fotoa acima), Fabek Capreri, Alexandre Bamba e Hélio Pottes. Sábado (22), 18h, na praça Roosevelt. Pague quanto puder.

satyrianas ivan bernadelli divulgacao Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Barroco: bailarino Ivan Bernadelli está na Satyrianas com a Dual Cena Contemporânea - Foto: Divulgação

3 - Sagrado e profano
O mundo do barroco, a mineração e a escravidão são temas do espetáculo de dança Terra Trêmula da Dual Cena Contemporânea dirigida por Ivan Bernadelli (foto acima), que dança ao lado de Mônica Augusto e Junior Gonçalves. Sexta (21), 23h30, no 6º andar da SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210). Pague quanto puder.

satyrianas chefs na rua Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Edição especial do projeto Chefs na Rua vai alimentar os artistas e o público - Foto: Divulgação

4 - Ai, que fome!
Entre uma peça e outra dá para dar uma abastecida na Feirinha Gastronômica montada na praça Roosevelt pelo mesmo grupo que realiza o projeto Chefs na Rua (foto acima). Dez barraquinhas servem gostosuras indianas e nordestinas, como o famoso sanduíche Cabra da Peste (carne de sol desfiada com queijo coalho e torresmo com queijo gratinado no pão ciabatta). Quinta (20), de 18h às 23h59; sex (21), sáb. (22) e dom. (23), das 12h às 23h59, na praça Roosevelt. Preço variado.

satyrianas como matar a mae guto muniz soraya martins Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Soraya Martins está na peça Como Matar a Mãe - 3 Atos na Satyrianas - Foto: Guto Muniz

5 - Alô, mamãe!
A peça da Sofisticada Cia. de Teatro, de Minas Gerais, faz um mergulho na biografia dos artistas para expor no palco o difícil relacionamento entre mães e filhos. Como Matar a Mãe - 3 Atos fez sucesso em Belo Horizonte e traz Léo Kildare Louback (também autor) ao lado de Fabiane Aguiar e Soraya Martins (foto acima). Domingo (23), às 23h, na SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210). Pague quanto puder.

satyrianas coracao dark room ricardo correa Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Cabeça atormentada: Ricardo Corrêa está em cena em Coração Dark Room - Foto: Divulgação

6 - No escurinho
Inspirada livremente na obra de Caio Fernando Abreu, a peça Coração Dark Room faz um mergulho na mente de um assassino em série com direção e atuação de Ricardo Corrêa (foto acima). Sexta (21), 23h59, no Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158). Pague quanto puder.

satyrianas carlos jordao divulgacao Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

O ator Carlos Jordão: peça da Satyrianas será feita com ajuda do Whatsapp - Foto: Divulgação

7 - Olho no celular
Telefone não é problema nesta peça da Satyrianas 2014: Whatsapp - Teatro Sonoro. Os três atores, Aleirbag Pas, Carlos Jordão (foto acima) e Diana Souza convidam os transeuntes da praça a conhecerem um novo e instigante formato teatral feito em um grupo do aplicativo Whatsapp. Cada grupo e temática terão duração de seis horas. O texto e a direção são de José Sampaio (foto). Sexta (21) e domingo (23), às 22h, na praça Roosevel. Pague quanto puder.

Veja o site da Satyrianas e monte sua programação!

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bob sousa foto isabela sousa Entrevista de Quinta: Meu livro Retratos do Teatro está da Escola Wolf Maya à EAD, diz Bob Sousa

O fotógrafo do teatro Bob Sousa: exposição para abrir e fechar 2014 - Foto: Isabela Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O fotógrafo paulistano Bob Sousa começou o ano de 2014 com a exposição de fotografias de cenas teatrais Revelando a Caixa Preta no Sesc Consolação, em São Paulo. E vai encerrá-lo da mesma forma: com a exposição Retratos do Teatro, no Sesc Thermas de Presidente Prudente, interior do Estado. É a primeira de seu livro homônimo, lançado há um ano pela Editora Unesp.

A mostra fica em cartaz a partir desta sexta (21) e vai até 21 de dezembro, com entrada gratuita, de terça a domingo, das 9h às 18h. Ela faz parte da 21º edição do Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), organizado pelo Sesc São Paulo em parceria com a Prefeitura da cidade e o Governo de São Paulo.

Nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, Bob, que tem no portal a coluna O Retrato do Bob, falou sobre a repercussão de seu livro, da exposição, de seu trabalho, de seu mestrado, além de se definir: "Sou um cara do teatro".

Leia com toda a calma do mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Esta é a primeira exposição do Retratos do Teatro?
BOB SOUSA — Sim. Depois do lançamento do livro, no final do ano passado, esta é a primeira mostra que será apresentada com parte dos retratos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como surgiu a ideia desta exposição? Como foi a parceria com o Sesc?
BOB SOUSA — A Adriana Macedo, que integra a equipe de curadoria do festival neste ano, foi quem teve a ideia de levar a exposição para o festival, pois já tínhamos realizado o lançamento do livro e a mostra Revelando a Caixa Preta em parceria com o Sesc. O convite foi feito pela unidade do Sesc de Presidente Prudente, na figura do João Roberto, gerente adjunto da unidade. A Mariana Fessel, programadora de artes visuais, está cuidando de tudo. E, claro, o Danilo Santos de Miranda [diretor regional do Sesc São Paulo], que tem um olhar perspicaz para meu trabalho e foi quem apresentou meu livro no lançamento.

antunes ze celso bob sousa Entrevista de Quinta: Meu livro Retratos do Teatro está da Escola Wolf Maya à EAD, diz Bob Sousa

Dois mestres de nosso teatro: Antunes Filho e Zé Celso no olhar de Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Dá frio na barriga estar em um festival com Antunes e Zé Celso como é o caso do Fentepp neste ano?
BOB SOUSA — É uma grande responsabilidade. A ideia da exposição no festival vem do fato de ter estes dois grandes nomes abrindo e fechando o Fentepp, e o livro também foi elaborado com essa disposição: os guardiões do teatro brasileiro abrem e fecham as páginas do livro, que começa com Antunes e termina com Zé Celso, igualzinho ao festival.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quem são os 20 retratados escolhidos? O que eles representam?
BOB SOUSA — Tentei ser o mais abrangente possível já que seriam apenas 20 retratos. É muito difícil realizar a curadoria de um projeto como esse, mas tive a ajuda do pesquisador teatral Alexandre Mate. Além dos mestres já citados, teremos Maria Alice Vergueiro, Cacá Rosset, Ivam Cabral e Antonio Fagundes, entre outros.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você também fará uma palestra?
BOB SOUSA — A ideia é contar um pouco como foi o projeto do livro. Cada retrato tem uma história e foi muito bonito vivenciar tudo isso. Acho que o grande público tem interesse em saber um pouco sobre esses grandes artistas que construíram a nossa cena teatral.

caca rosset bob sousa Entrevista de Quinta: Meu livro Retratos do Teatro está da Escola Wolf Maya à EAD, diz Bob Sousa

O ator e diretor Cacá Rosset está na exposição Retratos do Teatro - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — O lançamento do livro Retratos do Teatro completou um ano, qual avaliação você faz da trajetória dele?
BOB SOUSA — A distribuição foi bastante abrangente e o livro já é fonte de consulta em diversos espaços voltados às artes cênicas. A Marta Suplicy, ex-ministra da Cultura, conheceu a obra e solicitou que as bibliotecas dos CEUS's recebessem o livro. Os artistas também têm muito carinho pelo livro e ajudam na divulgação. O livro já foi apresentados para alunos de diversas escolas de teatro e universidades: do Wolf Maya à EAD.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual o papel que o fotógrafo teatral tem neste meio artístico?
BOB SOUSA — O fotógrafo é o olhar da sociedade. No teatro, ele cumpre o papel de guardião de uma memória, de um tempo. É por meio de fotografias que muitos dos espetáculos serão lembrados posteriormente. Fotografar encenações teatrais exige muito preparo e doação e apesar da explosão digital e das redes sociais, os fotógrafos de teatro ainda são poucos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quando e como você começou a fotografar teatro?
BOB SOUSA — Foi no começo do século [risos]. Meu trabalho já tem mais de uma década. São mais de 500 retratos e 300 espetáculos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que você achou da cena teatral paulistana neste ano?
BOB SOUSA — Por conta dos estudos do mestrado no Instituto de Artes da Unesp, orientado pelo Alexandre Mate, tenho acompanhado a cena teatral com menos intensidade, mas penso que foi um ano bastante produtivo para o teatro paulistano. Destaco os 25 anos da Cia. dos Satyros como grande acontecimento deste ano e que será comemorado na Satyrianas que começa nesta quinta.

ivam cabral bob sousa Entrevista de Quinta: Meu livro Retratos do Teatro está da Escola Wolf Maya à EAD, diz Bob Sousa

Ivam Cabral, fundador do grupo Os Satyros, foi clicado por Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você já está terminando o mestrado?
BOB SOUSA — Essa experiência tem sido muito intensa. Me interessava encontrar "o lugar da fotografia na cena teatral paulistana". A minha carreira surgiu da minha curiosidade e vasculhei os quatro cantos da cena teatral paulistana tentando encontrar um lugar para o meu trabalho. Hoje sei que sou um cara do teatro.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você estudou e trabalhou muito neste ano. Vai tirar férias?
BOB SOUSA — Este ano começou com uma exposição no Sesc Consolação e termina com a exposição no Fentepp. Fui da semiótica à história do teatro mundial. Preciso de férias. Eu mereço.

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lizette negreiros bob sousa1 O Retrato do Bob: A majestade de Lizette NegreirosFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Foi em 1969 que Lizette Negreiros partiu de Santos, onde nasceu no Morro de São Bento, rumo a São Paulo para fazer Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. O chamado era para dividir palco com o grande Paulo Autran, em sua companhia, dirigida por Silnei Siqueira. Logo, emendou Hamlet, convidada por Flávio Rangel para substituir Zezé Motta como Hécuba. Com a peça, contracenou com a fina flor do teatro brasileiro: Walmor Chagas — considerado o melhor Hamlet já visto no teatro brasileiro —, Lilian Lemmertz, Jonas Bloch, Beatriz Segall, Cláudio Corrêia e Castro, Otávio Augusto e Zanoni Ferreti. Daí, passou a ser requisitada pelos mais importantes artistas teatrais do País. E acabou se encontrando no teatro infanto-juvenil seu ponto certo, ao lado do Grupo de Teatro Ventoforte. Venceu duas vezes o Prêmio APCA de melhor atriz, entre outros troféus. A veia artística foi despertada lá no comecinho, ouvindo o pai tocar violão. Pelo jeito, aquela menina já tinha este ar de rainha, esta majestade.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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antunes ze celso bob sousa Antunes abre e Zé Celso fecha festival de Presidente Prudente, que chega à maioridade

Dois monstros do teatro brasileiro juntos no festival: Antunes abre e Zé Celso fecha Fentepp - Fotos: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Por longos anos São José do Rio Preto abrigou o mais importante festival de teatro do interior paulista, com seu FIT (Festival Internacional de Teatro). Pois 2014 pode mudar essa tradição, com a chegada de um reformulado Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), realizado pela Prefeitura de Presidente Prudente, no interior paulista, em parceria com o Sesc São Paulo e a Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

A curadoria foi feita por Rodrigo Elói (coordenação) e Adriana Macedo, do Sesc São Paulo; Luiz Fernando Marques, o Lubi, diretor convidado do Grupo XIX; e Denilson Biguetti, da Secretaria Municipal de Cultura de Presidente Prudente.

O objetivo é impulsionar o evento em sua maioridade, já que chega à 21ª edição entre 21 e 29 de novembro próximo. São 25 espetáculos de todo o País que fazem 47 apresentações em espaços fechados, como Centro Cultural Matarazzo e o Sesc Thermas de Presidente Prudente, e abertos, como ruas e praças da cidade. Quatro companhias foram convidadas e as outras, selecionados pela curadoria num total de 300 inscritos.

Os ingressos já estão à venda e custam R$ 17 a inteira, R$ 8,50 a meia-entrada, válida para a classe teatral prudentina, estudantes, aposentados, servidores de escolas públicas e deficientes, mediante comprovação. Já comerciários e dependentes pagam só R$ 5. Os espetáculos infantis e com classificação livre têm entrada gratuita.

Antunes, Zé e Bob

Para impressionar, a programação traz dois bastiões do teatro brasileiro. Ela abre com Nossa Cidade, o premiado recente espetáculo do diretor Antunes Filho. E fecha com Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, do Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso.

bob sousa Antunes abre e Zé Celso fecha festival de Presidente Prudente, que chega à maioridade

O fotógrafo do teatro Bob Sousa, em autorretrato: primeira exposição do livro Retratos do Teatro

Além dos dois ícones, o evento ainda terá a primeira exposição do livro Retratos do Teatro (Ed. Unesp), do fotógrafo Bob Sousa, colaborador deste blog. Serão 20 retratos de ícones dos palcos, entre os quais estão Antunes Filho e Zé Celso, é claro.

A programação ainda traz um dos espetáculos mais aclamados de 2014, o carioca Conselho de Classe, da Cia. dos Atores,  com sua inteligente abordagem do ambiente da escola pública brasileira abandonada pelos governantes.

Mas nem só de megassucessos se faz uma programação de um festival nacional de teatro. Assim, grupos de variadas partes do Brasil foram selecionados pela curadoria do festival.

Paulistas dominam programação

Há faltas sentidas, como de um grupo mineiro, ou de representantes das regiões Centro-Oeste e Norte, que não integram o Fentepp. Há uma centralização em espetáculos paulistas, para um festival que deseja ser nacional.

O poético Sabiás do Sertão, da Cia. Cênica de São José do Rio Preto, foi um dos selecionados — outras duas peças da mesma cidade são Mundomudo, da Cia. Azul Celeste, e Expresso Caracol, da Cia. dos Pés.

A pintora mexicana Frida Khalo é homenageada na peça Obra Inacabada de Frida Khalo, do grupo local Cia. de Teatro Vermelho, único representante de Presidente Prudente no Fentepp. Ainda do interior paulista tem Quem Roubou meu Sapatinho, do Grupo Teatral InSônia, de Ribeirão Preto.

A turma da Baixada Santista, que atualmente tem um importante festival internacional também promovido pelo Sesc, o Mirada, em Santos, está muito bem representada com o grupo Teatro do Kaos, de Cubatão, que apresenta Os Sapatos que Deixei pelo Caminho.

Além de Antunes e Zé Celso, a capital paulista domina a programação, com ainda os espetáculos A Rainha do Rádio, da Cia. A Quatro Mãos, O Menino que Mordeu Picasso, da Charge Produções Artísticas, Acusação a uma Atriz, da MiniCia. Teatro, Otelo e a Loira de Veneza ou o Pancadão da Traição, da Cia. Lona de Retalhos, A Morte de Ivan Ilitch, do Núcleo Caixa Preta, Monóculo, do Tecelagem Grupo de Teatro, e Pop, da Cia. Noz de Teatro.

Outros Estados

De outros estados do Sudeste, o Espírito Santo manda Anjos e Abacates, da Repertório Artes Cênicas e Cia., de Vitória. Já o Rio envia Dá Licença, Minha Gente, do Grupo Teatral Cutucurim, de Angra dos Reis.

O Nordeste é representado por Felinda, da Cia. Carroças de Mamulengos, da cidade cearense de Juazeiro do Norte, e por Fúlvio e o Mar, do Coletivo Atores à Deriva, de Natal.

Du Sul tem a peça Das Águas, da Cia. Carona, da cidade catarinense de Blumentau, Um Dois, Três: Alice!, da Téspis Cia. de Teatro, da cidade catarinense Itajaí, e Bilie, da curitibana Dezoito Zero Um Cia. de Teatro. Além dos também curitibanos da Pivete Cia. de Arte, que apresentam a peça O Rato, e Londrina, também no Paraná, que envia Números, da Cia. Os Palhaços de Rua.

Saiba mais sobre o 21º Fentepp!

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arte humus bobsousa45 Peça em SP provoca solitários e individualistas

Solidão, que nada: peça de Evill Rebouças mostra o individualismo nas cidades - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Sabe aquele mundo cheio de gente individualista e sozinha?

Pois é ele mesmo o tema da peça O Desvio do Peixe no Fluxo Contínuo do Aquário, que faz temporada a partir desta terça (11), no Teatro do Incêndio (r. da Consolação, 1219, tel. 0/xx/11 2609-8561), em São Paulo. Tem sessão toda terça e quarta, 20h, até 17 de dezembro de 2014, com entrada a R$ 30.

O texto de Evill Rebouças, que também dirige a obra, fala das "relações de isolamento e aproximação entre pessoas que vivem sob o mesmo teto".

Estão no elenco da Cia. Artehúmus de Teatro Daniel Ortega, Edu Silva, Solange Moreno, Natália Guimarães e Cristiano Sales.

Luis Rossi assina o cenário, enquanto a luz fica a cargo de Edu Silva. Já os figurinos são de Daniel Ortega.

arte humus bobsousa98 Peça em SP provoca solitários e individualistas

Peça da Cia. Artehúmus de Teatro fica em cartaz até dezembro no Teatro do Incêndio - Foto: Bob Sousa

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marcio telles bob sousa O Retrato do Bob: Marcio Telles, teatro e CarnavalFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O artista Marcio Telles marcou época no elenco do Teat(r)o Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, neste começo de século 21. Ator, bailarino, coreógrafo e homem do mundo do samba, fez parte dos espetáculos Os Bandidos, Cacilda!! e O Banquete. Agora, está concentrado no Carnaval. É diretor de harmonia da tradicional escola de samba paulistana Nenê de Vila Matilde. Convocou a turma do Oficina para compor a última ala a desfilar pela agremiação no Anhembi em 2015, com o enredo Moçambique – A Lendária Terra do Baobá Sagrado. Assim, une duas de suas grandes paixões: teatro e Carnaval.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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teatrodebonecas fotoBobSousa4 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

A atriz Milena Filó, em cena da peça Teatro de Bonecas, em cartaz em SP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A atriz Milena Filó é a verdadeira mãe do espetáculo Teatro de Bonecas, em cartaz no Teatro Pequeno Ato, em São Paulo, até o fim do mês [veja serviço ao fim].

Na peça, na qual atua ao lado de Jaqueline Stefanski, sob direção de Adriano Cypriano, investida os limites entre a realidade e a arte, tendo como inspiração o clássico texto Casa de Bonecas, escrito pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen em 1879.

O mergulho foi tão profundo no espetáculo que ela foi tema do mestrado em artes que a atriz concluiu na Unesp, onde também se graduou em artes cênicas.

Nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, Milena falou sobre a peça, sobre sua vida, sua arte, seu sonho.

Leia com toda a calma do mundo.

teatrodebonecas fotoBobSousa5 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

Milena Filó em cena do espetáculo que fica em cartaz até o fim do mês em SP - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que Teatro de Bonecas?
MILENA FILÓ — Porque é inspirado no texto Casa de Bonecas, do Ibsen, mas, principalmente, em uma fala da personagem Nora, quando ela diz para o marido: “Esta casa nunca passou de um teatro”. Ela diz isso quando está indo embora, porque ela quer dizer que nunca foi ela mesma lá, que sempre interpretou. Isso é a base, a camada principal da peça. A gente fala dessa relação, principalmente das atrizes, de viver interpretando, e quase nunca ser você mesmo. É uma dualidade. Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida.

MIGUEL ARCANJO PRADO — A vida é um grande teatro?
MILENA FILÓ — Exatamente, trazemos esta questão para a peça. O quanto a gente ficcionaliza as nossas relações, os encontros, o quanto a gente cria uma ficção... A gente inventa coisas que não existiu no encontro para a história ficar melhor. Na busca de interpretar essa personagem, essas duas atrizes, eu e Jaqueline, acabamos nos identificando muito com as situações, como término de relacionamento, busca de espaço e de identidade. A gente coloca muito de nós duas na peça.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você acha que as redes sociais ajudaram a aumentar essa representação social?
MILENA FILÓ — Bastante. No Facebook, às vezes a gente posta imagens, mesmo de momentos da vida, que parecem uma coisa incrível. A imagem é muito bonita, ficcional e nem sempre corresponde à realidade. Muitas vezes, a pessoa estava sozinha, triste naquele lugar, e para os amigos de Facebook parece que aquilo foi um grande acontecimento. Tudo fica maior.

teatrodebonecas fotoBobSousa3 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

Jaqueline Stefanski e Milena Filó: parceria no palco entre as duas atrizes - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Isso mexe com você?
MILENA FILÓ — Muito. O acesso e a rapidez, uma informação você consegue que chegue em cem pessoas em um segundo. É muito rápido, é instantâneo. Antes, você esperava semanas por uma cartas. Hoje, é tudo muito rápido, veloz. Antes, essa representação existia, mas de forma mais moderada.

MIGUEL ARCANJO PRADO —Representar sem parar dá um vazio na vida?
MILENA FILÓ — Esse grau de exigência do outro, de ter de corresponder a essa demanda, chega o momento que você não é nada. Essa é uma fala da peça: "Parece que de fato eu nunca fiz nada". São tantas coisas para agradar o outro que no final você acaba não tendo nada.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Tudo isso é muito pessimista. O que a gente faz?
MILENA FILÓ — É uma constatação de que atualmente a gente vive com um grau de rapidez muito grande. Mas tem o lado bom, é que você consegue transformar as coisas, fazer mudanças. Antes, você ficava muito tempo apegado a algo. Agora, você consegue dialogar mais. O espetáculo tem várias camadas. O Alexandre Mate, que orientou meu mestrado na Unesp, que foi sobre a peça, fala que o espetáculo é um palimpsesto, que é como uma cebola, que tem várias camadas, que vão sendo desvendadas. Elas vão se despelando pelo olhar do público. E não é necessário que todos vejam todas as camadas. O melhor é que isso é o que o pós-moderno trás. Você tem a camada da personagem, da atriz, das amigas, da irmã, você consegue ter todas as camadas ali.

teatrodebonecas fotoBobSousa2 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

Milena Filó transformou a pesquisa para a peça Teatro de Bonecas em mestrado - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você fez um mestrado sobre a peça?
MILENA FILÓ — O meu mestrado, na Unesp, fala exatamente dessa questão de dualidade. Chama-se Alteridade Trocadas – O Encontro de Duas Ficções. É a mistura do que é real e do que é ficcional. Muitas vezes, o teatro se torna muito mais real do que qualquer realidade. A lupa dele torna tudo muito mais real. E no mestrado eu falo também de um termo das artes plásticas que se chama pentimentos, que significa arrependimento: é o traço que o pintor fez e passa uma tinta em cima e depois de muito tempo, esta vai se descascando e vemos o traço que ele se arrependeu. A peça traz esse inacabado para mostrar o processo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Onde você nasceu?
MILENA FILÓ — Eu nasci em São Paulo e passei a infância em Bragança Paulista até os nove anos. Depois, voltei para cá.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem uma irmã atriz, a Aline Filócomo. Como é isso para você?
MILENA FILÓ — São as dores e as delícias. De irmão. Minha irmã é minha melhor amiga. Começamos a fazer dança juntos, fizemos piano juntas, violão juntas e depois teatro. Só que cada uma foi para um caminho... A gente sempre troca experiências. Eu faço uma participação no espetáculo do grupo dela, a Cia. Hiato, Ficção, que ela fala de mim, da relação de irmãs atrizes. E ela fala nesse monólogo todo o espetáculo Teatro de Bonecas, e eu entro no final. E ela usa essa dança, da nossa peça, no monólogo dela. A minha relação com minha irmã muita gente conhece por uma peça.

teatrodebonecas fotoBobSousa1 Entrevista de Quinta: Muitas vezes em cena você é mais você do que na vida, diz atriz Milena Filó

"Minhas referências são Pina Baush e Marina Abramovic", diz atriz Milena Filó - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — E sua relação com a Jaqueline Stefanski, a outra atriz da peça?
MILENA FILÓ — Tem uma história engraçada. A Jaqueline é irmã de atriz também. Ela é irmã da Fernanda Stefanski, que trabalha junto com minha irmã, a Aline, na Cia. Hiato. E as duas são as mais velhas e eu e a Jaqueline somos as mais novas [risos]. E tem mais: a Aline e a Fernanda estudaram juntas na USP. Já a Jaqueline e eu estudamos juntas na Unesp. São muitas coincidências [risos]. A gente sempre se encontrava indo ver as peças das irmãs. Eu comecei a pesquisa desse espetáculo com uma outra atriz. Aí, por percalços da vida, esta atriz teve que sair e surgiu a Jaqueline; foi quase olhar para o lado. Foi incrível porque a gente se sente super bem em cena. A gente tem um jogo gostoso, descobrimos coisas novas todos os dias. Gostamos de mudar, experimentar, colocar. Eu trouxe um texto novo outro dia e ela falou: "Tudo bem, vamos lá". Ela se joga. Também não posso deixar de falar do diretor, Adriano Cypriano, e da Kika, responsável pela trilha sonora, que são outros parceiros de longa data. E principalmente o diretor, que comprou a minha ideia desde o início.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que você quer fazer daqui a 30 anos?
MILENA FILÓ — Eu quero fazer teatro, estar atuando e escrevendo cada vez mais. Essa é minha primeira dramaturgia adulta, já tinha escrito o infantil A Viagem de Ultravioleta, com o Fábio Superti. Eu quero cada vez mais me aprimorar nisso. Sou uma pessoa que gosta muito de experimentar. Minhas referências são Pina Bausch e Marina Abramovic, gente que trouxe coisas novas e instigantes para a arte.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que você virou atriz?
MILENA FILÓ — A minha mãe foi uma grande incentivadora neste sentido, ela era professora e sempre adorava dança e teatro. Desde pequena, colocou minha irmã e eu para fazermos dança. Não era uma coisa que a gente ia de má vontade. A gente gostava. Eu dou aula para criança e sei que, quando ela não quer fazer, é tortura. Nas férias, na casa da minha avó, a gente fazia peças para a família no porão. Isso já era uma diversão e um trabalho que a gente fazia, cobrava, fazia divulgação. E depois esse caminho só foi estreitando. Quando fui escolher uma faculdade eu já fazia curso técnico de teatro. Aos 15, já ia para festival de teatro e dança desde a adolescência, pelo interior do Estado. Já estava ali. A arte sempre foi o meu lugar.

Teatro de Bonecas
Quando: Sábado, 21h, domingo, 19h. 75 min. Até 30/11/2014
Onde: Teatro Pequeno Ato (r. Teodoro Baima, 78, República, São Paulo, tel. 0/xx/11 99642-8350)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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rafael steinhauser bob sousa1 O Retrato do Bob: Rafael Steinhauser, o ator executivo
Foto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rafael Steinhauser acaba de estrear o projeto Karamázov, dirigido por Ruy Cortez na SP Escola de Teatro, baseado no livro Os Irmãos Karamázov, clássico do russo Fiódor Dostoiévski adaptado em palcos brasileiros pela primeira vez. Ele reencontra o diretor com quem tem antiga parceria. Sua paixão pelos palcos surgiu primeiro como espectador. Antes de subir nos tablados, o argentino naturalizado brasileiro construiu uma bem sucedida carreira no mundo corporativo, no qual é um respeitado executivo. Só depois é que se arriscou em um curso de teatro. Mas, ele tomou tanto gosto pela coisa que resolveu levar a sério e estudou na Escola-Teatro Célia Helena. Desde então, faz uma peça atrás da outra, sem abandonar o mundo dos negócios. É o ator-executivo dos palcos brasileiros, com aquele charme portenho.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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elisete jeremias otto barros eduardo enomoto bob sousa Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Elisete Jeremias e Otto Barros são diretores da ala do Oficina na Nenê - Fotos: Bob Sousa e Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA e EDUARDO ENOMOTO

O Teat(r)o Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso, terá ala especial no desfile da escola de samba Nenê de Vila Matilde no Carnaval 2015.

Será a ala 23, a última da escola, intitulada Um Povo que Sorri. Ela tem a importante missão de encerrar o Carnaval paulistano, já que a Nenê é a última agremiação do grupo especial a desfilar, com previsão de entrada na avenida às 6h do dia 14 de fevereiro de 2015.

Os diretores de ala são Elisete Jeremias e Otto Barros. Elisete já foi diretora de cena do Oficina, posto hoje ocupado por Otto, seu pupilo.

ze celso bob sousa5 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Zé Celso vai expor experiência no exílio em Moçambique no Anhembi - Foto: Bob Sousa

Ela conta ao Atores & Bastidores do R7 que sua função na escola “é a mesma que exercia no teatro”. E diz que o Oficina já tem história com a Nenê.

—O Oficina já saiu em 2013 na ala Canudos, com Zé Celso fazendo o Antônio Conselheiro, e grande parte do elenco fazendo personagens de Os Sertões.

Moçambique e Zé Celso

O enredo da Nenê neste ano é Moçambique – A Lendária Terra do Baobá Sagrado.

Marcio Telles, diretor de Harmonia da Nenê, estará no Oficina nesta quinta (30), para acertar todos os detalhes do Carnaval com os artistas da companhia. Ele ouvirá ainda o depoimento de Zé Celso, que estava exilado em Moçambique quando houve a revolução no país africano, que culminou na independência do país em 1975. A experiência do diretor ajudará na dramaturgia da ala.

A encenação da ala no Anhembi está a cargo do ator e diretor do Oficina Marcelo Drummond. Luciano Chirolli, outro grande nome dos palcos, será o coordenador de evolução.

Na equipe da ala ainda estão Felipe Stucchi, que fará o registro fotográfico, e Victor Gally, responsável pela comunicação.

Há vagas

Os integrantes do Oficina terão prioridade para ocuparem as 80 vagas da ala. Mas, como revela Elisete, sobrarão vagas, que serão disponibilizadas para pessoas da comunidade artística interessadas em ir para o Anhembi ao lado da turma de Zé Celso.

— Com certeza abriremos vagas para a comunidade artística interessada. As pessoas têm de ter pelo menos 18 anos, de ter disposição, disponibilidade, disciplina para os ensaios, entusiasmo, resistência e emoção!

marcelo drummond bob sousa Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Marcelo Drummond será responsável pela encenação da ala - Foto: Bob Sousa

Quem tiver interesse em desfilar pode fazer um cadastro no site montado pela ala. Precisa informar nome, e-mail, telefone, número de figurino, número de sapato e dizer no campo mensagem por que deseja desfilar.

Os ensaios já começaram na quadra da escola e serão intensificados no fim do ano e também em janeiro e fevereiro de 2015.

Histórico

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nenê de Vila Matilde foi fundada em 1949 por Seu Nenê, lendária figura do samba paulistano e é uma das mais tradicionais agremiações carnavalescas do Brasil.

A escola já levou 11 vezes o título de campeã do Carnaval de São Paulo, sendo tricampeã duas vezes. É a entidade com mais títulos durante o século 20.

Já o Teat(r)o Oficina foi fundado por Zé Celso em São Paulo 1958 e é considerado um dos mais importantes grupos teatrais do mundo.

nene mocambique 2015 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Imagem oficial do enredo da Nenê de Vila Matilde para o Carnaval 2015 - Foto: Divulgação

Você tem vontade de desfilar no Carnaval?

  • Sim, é meu grande sonho. Só de pensar me arrepio. Seria a glória!
  • Não, prefiro ver pela TV. Sou muito tímido e acho as fantasias cafonas.

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