Posts com a tag "centro cultural são paulo"

mostra mexico1 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena do espetáculo mexicano Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O melhor do teatro latino-americano dá suas caras em seis espaços de São Paulo até o próximo dia 10 de agosto.

A 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ocupa seis espaços culturais.

metropole Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

A Inquieta Cia. de Teatro (CE) apresenta Metrópole - Foto: Divulgação

Entre os internacionais, há representantes do México (Cia. Lagartijas Tiradas al Sol), Argentina (Banquete Escénico), Chile (Teatro Kimen), Uruguai (Murga Madre), Equador (Contraelviento Teatro) e França (GRRR - Risos, Raiva e Resistência).

O Brasil está representado por companhias de Porto Alegre/RS (Cia. Stravaganza di Teatro), Natal/RN (Clowns de Shakespeare), Itajaí/SC (Experimentus Teatrais), Fortaleza/CE (Inquieta Cia. de Teatros), Belo Horizonte /MG (Espanca) e de São Paulo/SP (Balagan).

Um diferencial desta edição é que a mostra está nos quatro cantos da metrópole, incluindo aí a periferia.

galvarino 9 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Elza Quinchaleo e Luis Seguel, em cena da peça chilena Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Além das tradicionais apresentações no Centro Cultural São Paulo, quatro CEUs (Casa Blanca, Paraisópolis, Quinta do Sol e Pêra Marmelo) e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes também sediam a mostra.

Ao todo, são 43 sessões gratuitas de 12 diferentes grupos, dos quais metade é internacional .

Entre os destaques internacionais, está a peça chilena Galvarino, do Teatro Kimen, a argentina Carnes Tolendas, da Cia. Banquete Escénico, a montagem mexicana Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, a peça uruguaia Madre Murga, Murga Madre, do grupo Murga Madre, e a encenação francesa Noches Lejos de Los Andes... o Diálogos con Mi Dentista, do GRRR - Risos Raiva e Resistência. Conheça a programação completa.

plateia ccsp Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Plateia lota o Centro Cultural São Paulo para ver a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - Foto: Marcia Marques

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo existe desde 2006 e é realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Sem contar com a edição atual, o evento já proporcionou a apresentação de 43 grupos brasileiros, 37 latino-americanos, quatro europeus, um estadunidense e um africano.

Carnes Tolendas Foto Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena da peça argentina Carnes Tolendas, com a história de uma travesti - Foto: Divulgação

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Abnegação Tablado de Arruar Foto de Jonas Tucci 01 Reunião secreta de partido pode mudar o destino do País e dos personagens de Abnegação

Uma decisão política pode mudar tudo em Abnegação - Foto: Jonas Tucci/Divulgação

Quatro homens e uma mulher vão tomar uma decisão que pode mudar o destino do País e de suas vidas e as consequências podem ser catastróficas. Em Abnegação, na calada da noite, membros de um partido político discutem o que fazer sobre um acontecimento do passado que veio à tona.

São quatro da manhã, em um local remoto, com muitas garrafas de bebida. Eles se desesperam, bebem e até dançam o arrocha Vem Ni Mim, Dogde Ram, sucesso de Israel Novais. Só no segundo ato, o público vai descobrir o que a decisão do grupo acarretou na vida daquelas pessoas.

O espetáculo do Tablado de Arruar tem texto de Alexandre Dal Farra, que divide a direção com Clayton Mariano. No elenco estão André Capuano, Alexandra Tavares, Carlos Morelli, Vinicius Meloni e Vitor Vieira. A peça dá continuidade à pesquisa feita em Mateus 10, que ganhou o prêmio Shell de melhor autor para Dal Farra.

Clayton diz que a direção privilegia o texto e a interpretação.

— Nosso foco está no ator e na dramaturgia. Isso já é uma marca do nosso trabalho. Durante os ensaios trabalhamos muito com a improvisação, com o jogo em cena e com a concepção de cada personagem. Trazemos o texto e uma ideia geral das características que cada uma daquelas personagens carregam. E assim, vamos criando a atmosfera, o ambiente, a sensação de que alguma coisa está acontecendo, dos conchavos e complôs tão característicos do jogo político.

O autor do texto não esconde a inspiração no atual momento político do Brasil e o que o eleitor viu após a ascensão do PT (Partido dos Trabalhadores) ao poder.

— Creio que esse lugar singular que o PT ocupa gera um tipo de contradição que influi nos seus integrantes de forma interessante. Embora sejam pessoas profundamente abnegadas, com um passado de militância política, agora estão envolvidos em jogos de poder que contradizem aquilo que inicialmente buscavam. Isso gera uma certa maneira de se relacionar com o poder, a meu ver bastante particular.

Abnegação Tablado de Arruar Foto de Jonas Tucci 05 Reunião secreta de partido pode mudar o destino do País e dos personagens de Abnegação

Situação política do PT inspirou peça - Foto: Jonas Tucci/Divulgação

Abnegação
Quando: Sextas e sábados, 20h30, domingos, 19h30; até o dia 30 de março
Onde: Espaço Cênico Ademar Guerra - Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10
Classificação indicativa: 14 anos

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ricardo terceiro Sucesso em 2013, Ricardo III reestreia no CCSP

Mayara Magri e Chico Carvalho em cena da peça Ricardo III: de volta, agora no CCSP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo Ricardo III reestreia em São Paulo nesta sexta (17), no Centro Cultural São Paulo.

A montagem foi um dos sucessos nos palcos em 2013.

Com atuação elogiada pela classe artística e também pela crítica, Chico Carvalho é o protagonista do elenco, que conta também com Mayara Magri no papel de Rainha Elizabeth.

A temporada segue até 23 de fevereiro de 2014, com direção de Marcelo Lazzaratto e o enredo que conta a história inglesa durante a Guerra das Rosas, ocorrida entre 1455 e 1485.

A peça faz parte do projeto Shakespeare – Projeto 39, que promete encenar todas as 39 peças escritas por William Shakespeare (1564-1616) nos próximos dez anos.

A próxima montagem será Os Dois Cavalheiros de Verona, que terá direção de Kleber Montanheiro. Na sequência, Vladimir Capella assumirá Romeu e Julieta, Cacá Rosset fará As Alegres Comadres de Windsor. Já a atriz Maria Fernanda Cândido estará em Troilo e Créssida, cujo nome do diretor ainda não foi revelado.

Ricardo III
Quando: Sexta e sábado, 20h30; domingo, 19h30. Até 23/2/2014
Onde: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada); preço popular de R$ 3 na sessão do dia 21/2/2014
Classificação etária: 12 anos

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oduelo Crítica: O Duelo produz instantes sublimes de teatro

Aury Porto e Camila Pitanga, em cena de O Duelo, da mundana companhia, no CCSP - Foto: Divulgação

Por Beth Néspoli*
Especial para o Atores & Bastidores

Vi O Duelo, da mundana companhia, no Centro Cultural São Paulo. Minha experiência como espectadora leva-me a dizer: se você teve vontade de ver e hesitou devido à longa duração (3h20), atravesse essa barreira e vá correndo, porque a temporada está no fim.

No teatro, às vezes, experimenta-se simultaneamente o envolvimento emocional e/ou racional com a ficção e prazer propiciado pela observação dos procedimentos criativos. Há muitos momentos assim em O Duelo.

Num deles, o grupo consegue instaurar com poucos elementos o intenso frescor do banho de mar, com direito a mergulho e natação, compartilhado pelas mulheres interpretadas por Camila Pitanga e Carol Brada.

Toda a ação transcorre na região do Cáucaso, em uma Rússia quente e litorânea e, nessa cena, o espectador não apenas é tocado pela situação ficcional, na qual a leveza do momento de lazer contrasta com a peso das emoções veladas da personagem vivida por Camila, como pode deleitar-se com as soluções cênicas criadas para colocar no palco o mar e seus fluxos.

Em outro momento do espetáculo, discreto estímulo sonoro, coreografia precisa que beira à imobilidade e algumas poucas palavras são elementos mobilizados para convocar a imaginação do espectador na criação de um amplo cenário.

O silêncio denso que se segue produz um daqueles instantes sublimes de teatro em que sentimos o próprio corpo plantado no presente e, ao mesmo tempo, transportado para a ficção. Experiência para ficar na memória.

O Duelo diverte o espectador, sem nada ter de frívolo. Mais do que isso, é encenação relevante para o momento histórico vivido no Brasil, esse nosso tempo em que ‘a ferro e fogo’ deixou de ser apenas uma metáfora para disputas de pensamento.

O tradicional duelo, com padrinhos e pistolas se faz presente, mas passa ao largo do motivo banal e não se restringe ao momento específico em que dois homens empunham armas.

Em jogo está um embate de visões de mundo que atravessa todo o espetáculo. Em uma das pontas um homem em crise existencial (Aury Porto) flagrado num momento de passagem e muitas dúvidas. Abandonou um modo de ser, mas ainda não se apropriou do que quer vir a ser.

Na outra ponta, um cientista determinado e pleno de certezas (Pascoal da Conceição). Para mediar o constante duelo entre eles Tchekhov cria um personagem (Vanderlei Bernardino), não por acaso um médico como ele próprio o era, que respeita diferenças e aposta no diálogo.

Já as partes em conflito só conseguem ver duas soluções para suas diferenças: o afastamento geográfico ou a eliminação do oponente. Não é um teatro de tese. O que acompanhamos no palco são atos de gente em seu cotidiano. E a abordagem não é coral. É atravessando subjetividades e relações interpessoais que Tchekhov trata da sociabilidade.

O homem em crise é de origem aristocrática e deixou a cosmopolita São Petersburgo para viver no distante Cáucaso, com sua mulher (Camila Pitanga) que, por sua vez, ousou abandonar o marido para se lançar na aventura. Porém dois anos depois – é quando tem início a narrativa – ambos se sentem entediados e solitários.

Cada cena do espetáculo está repleta de pequenos duelos, alguns com desdobramentos terríveis, muitos originados da oposição entre o comportamento do casal e os hábitos conservadores da distante província.

A linguagem do drama – mesmo que quebrado por procedimentos épicos como faz a mundana companhia – exige intérpretes com domínio técnico para dar forma não estereotipada a emoções e sentimentos múltiplos e contraditórios.

Nesse quesito é inegável a qualidade do conjunto de atores de O Duelo e não raro aquele já citado duplo prazer é proporcionado pela atuação do elenco. Por exemplo, na cena que poderíamos chamar de duelo final entre a mulher vivida por Camila Pitanga e seu opressor, o policial interpretado por Sérgio Siviero que a assedia sexualmente, é possível estar a um só tempo em estado de comoção pela tragédia iminente e apreciar o investimento criativo conjunto de atores e direção.

Uma miríade de sentimentos é trazida à tona por meios de recursos como o movimento corporal da atriz que oscila entre o vergar-se e o aprumar-se, a modulação da sua voz e a manipulação do figurino. Tudo na sua atuação converge para intensificar a atmosfera de impotência da presa que no breve instante que antecede a captura faz as últimas tentativas para escapar.

Do lado do predador, em vez do esperado gesto curto e reto da força bruta, Siviero opta pelo movimento sinuoso e por botes curtos, o que amplia em muito a densidade do momento. O desenho final contribui para ressaltar a opressão sobre o feminino como questão cultural grave.

Embora situado na Rússia de dois séculos atrás, o espetáculo diz muito sobre os nossos tempos. O Duelo fica em cartaz no CCSP até o dia 15 de dezembro de 2013. Não deixe de ver.

*Beth Néspoli é jornalista especializada em teatro e doutoranda em artes cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo).

O Duelo
Quando: Quinta a domingo, 19h30. 210 min. Até 15/12/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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mix umporto Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1

Regina Braga interpreta poetisa norte-americana que se apaixonou por brasileira - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O 21º Festival MixBrasil não se concentra só em exibir filmes. O evento reservou espaço também para o teatro em sua programação de 2013, que vai até o próximo domingo (17), em São Paulo.

As apresentações de espetáculos que abordam o tema da diversidade acontecem no Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro), sempre com entrada a apenas R$ 1. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do CCSP.

Na programação, estão montagens que fizeram sucesso nos palcos paulistanos, como Lou&Leo e Um Porto para Elizabeth Bishop, com a atriz Regina Braga. Nós, do Atores & Bastidores do R7, separamos abaixo as peças que ainda dá tempo de ver:

mix damadanoite1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Dama da noite
O monólogo tem texto de Caio Fernando Abreu adaptado por Andre Leahun e Luiz Fernando Almeida. Este último encarna a personagem e as angústias de um ser humano que não se sente inserido no mundo que vê e vive. Quando: Quarta (13), 20h30, 50 min., sala Ademar Guerra 1

mix garotosdanoite1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Garotos da Noite
Com direção de Rene Santos, a peça mostra o mundo dos garotos de programa paulistanos. Três personagens mostram suas inquietações, vícios e desejos. Com Alexandre Cruz, Thiago Salles, Wilsinho Torres. Quando: Sexta (15), 21h30; e domingo (17), 21h30, 60 min., sala Ademar Guerra 1

mix louleo andre stefano1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Lou&Leo
O artista e ativista transexual Leo Moreira Sá, ex-bateirista da banda punk Mercenárias, conta a trajetória em busca de sua identidade. Uma peça repleta de sexo, drogas e rock’n’roll. Veja as fotos de bastidores. Quando: Terça (12), 21h30, 50 min., sala Ademar Guerra 1

mix tercanohiper1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Terça no Hiper
Com direção Vany Alves e com Fábio Ferretti, a peça conta a história de Paula, que cuida do pai e resolve ir ao Hiper fazer as compras. Lá, encontra olhares acusadores que remetem a seu passado. Quando: Quinta (14) e sábado (16), 60 min., sala Ademar Guerra 2

mix umporto21 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Um porto para Elizabeth Bishop
Com direção de José Possi Neto, traz a atriz Regina Braga na pele de Elizabeth Bishop, poeta norte-americana que morou no Rio e em Ouro Preto. A artista se apaixonou por uma brasileira e decidiu viver no Brasil. Quando: Quinta (14) e sexta (15), às, 21h, 70 min., sala Jardel Filho

Veja a programação teatral completa do Festival MixBrasil!

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lou Após história de seu irmão travesti, Baskerville dirige vida do transexual Léo Moreira Sá

Leo Moreira Sá divide palco com Beatriz Aquino para contar sua vida de romance - Foto: Lucas Bêda

Por Miguel Arcanjo Prado

Nelson Baskerville se consagrou como diretor teatral com o espetáculo Luis Antônio – Gabriela. A peça da Cia. Mugunzá estreou em 2011, abocanhou todos os prêmios possíveis e ainda faz frenética turnê Brasil afora. A montagem, sobre seu irmão travesti, ganhou o respeito do público e da crítica.

Agora, o diretor santista volta à temática gay, mas com uma história completamente diferente, mas tão verdadeira quanto a primeira: a vida do transexual Leo Moreira Sá.

A peça, que tem argumento de Leo e dramaturgia assinada por ele com o diretor, se chama Lou&Leo, e cumpre curta temporada no Centro Cultural São Paulo. Na montagem, divide o palco com a atriz Beatriz Aquino.

Leo tem o que pode se chamar de vida que dá um romance. Fazer uma peça parece ter sido fichinha. Veio do interior para a capital, estudou ciências Sociais na FFLCH na USP, foi baterista da banda punk Mercenárias, viveu a tórrida noite paulistana dos anos 1980, namorou a travesti Gaby, teve lanchonete na Faculdade de Direito do largo São Francisco, cheirou muita cocaína, foi preso, depois virou ator e iluminador laureado com o Prêmio Shell junto da Cia. de Teatro Os Satyros. E o mais intrigante: era mulher e virou homem.

Baskerville conta que sua chegada ao projeto tão pessoal de Leo partiu do convite do próprio artista.

— Leo me procurou após uma apresentação de Luís Antônio-Gabriela. O conhecia do Satyros. Gabriela o tinha tocado. Então, me convidou para uma mesa de discussões sobre Teatro e Diversidade Sexual, na qual fui com prazer. Era uma continuação de uma dívida que eu contraíra com Luís Antônio; e depois da estreia do espetáculo, em 2011, nunca deixei de atender a um só convite que discutisse esse assunto.

O diretor lembra que se surpreendeu quando Leo pegou o microfone e começou a falar de transexualidade.

— Ele falava com tanta propriedade sobre o tema que eu não conseguia entender qual a ligação dele com tal assunto. Talvez ele também tivesse um irmão, irmã, parente transexual. Saí do encontro sem saber e sem perguntar. Logo depois, ele me procurou novamente para me convidar a dirigir um espetáculo que falava de sua vida e na primeira reunião constatei. Leo havia sido Lou. Não consegui disfarçar o espanto e fascínio que tive ali na frente dele.

Bem humorados, os dois costumam chamar Lou&Leo de “um Luís Antônio-Gabriela invertido”.

Lou&Leo
Quando: Terça, quarta e quinta, às 21h. 50 min. Até 11/7/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo – Sala Ademar Guerra (r. Vergueiro, 1.000, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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anatomia woyzeck Barbeiro apunhala amante e vira peça de teatro

Anatomia Woyzeck encerra trilogia sobre violência da Cia. Razões Inversas no CCSP - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Um barbeiro apunhala sua amante, na cidade alemã de Leipzig, sem motivo aparente. Tudo indica que foi um crime passional.

O crime ocorrido em 1921 é a base do enredo do espetáculo Woyzeck,  escrito pelo alemão Georg Büchner. A obra ganha adaptação no Brasil sob o título Anatomia Wyzeck e é levada ao palco do Centro Cultural São Paulo pela Cia. Razões Inversas.

A montagem fecha a trilogia do grupo sobre a violência, que contou com as peças Agreste (2004) e Anatomia Frozen (2009).

Peça clássica do teatro moderno, a obra de Büchner discute a origem social da violência e como ela surge na mente humana.

Marcio Aurélio assume a direção do drama, que foi a obra alemã pioneira em contar com personagens proletários. A peça foi listada por Artaud em sua seleção do Teatro da Crueldade.

Os atores Clóvis Gonçalves, Pedro Marcelo e Washington Luiz compõem o elenco.

Anatomia Woyzeck
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. 60 min. Até 30/6/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1000, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10 (bilheteria abre duas horas antes); no dia 31/5/2013 o ingresso vai custar R$ 2
Classificação etária: 16 anos

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flor de macambira jose ismary Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Cena de Flor de Macambira, do Coletivo Teatral SerTão Teatro (João Pessoa - PB), eleita a melhor peça da 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo pelos internautas do R7 - Foto: José Ismary

Por Miguel Arcanjo Prado

A simplicidade do interior brasileiro, com seu mundo de moças virgens e coronéis inescrupulosos, cativou o público paulistano que viu a 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo (leia cobertura completa do R7), que aconteceu no Centro Cultural São Paulo, entre 16 e 21 de abril, reunindo 11 espetáculos de sete países em apresentações gratuitas.

Em votação promovida pelo R7, os internautas escolheram a montagem Flor de Macambira, do Coletivo Teatral SerTão Teatro, de João Pessoa, na Paraíba, como a melhor peça do evento. O espetáculo dirigido por Christina Streva obteve 45,1% dos votos, ficando em primeiro lugar. Repleto de música e muito humor, a obra já circulava no boca a boca feito pelo público do festival como um dos melhores. No elenco, estão Gladson Galego, Isadora Feitosa, Cida Costa, Rafael Guedes, Thardelly Lima, Zé Guilherme e Pollyanna Barros.

Leia a coluna Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

salmo91 Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Baianos do Ateliê VoadOR ficaram em segundo lugar na preferência do público, com Salmo 91 - Divulgação

O segundo melhor espetáculo, na opinião do internauta do R7, foi Salmo 91, do Ateliê VoadOR Companhia de Teatro, de Salvador, na Bahia, dirigida por Djalma Thürler. Eles emocionaram a plateia ao contar a história de vida dez presos mortos no massacre do Carandiru, justamente no dia em que 23 policiais foram condenados a 126 anos de cadeia pelo crime. Além do ótimo texto de Dib Carneiro Neto, baseado no livro de Dráuzio Varella, a obra contou com o vigor do elenco formado por Fábio Vidal, Rafael Medrado, Duda Woyda, Lucas Lacerda e Lúcio Tranchesi. Os baianos obtiveram 21,9% dos votos dos internautas.

talco alonso Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Cubanos do Argos Teatro (à esq.) e argentinos da Cia. de Fósforos (à dir.) dividem terceiro lugar - Divulgação

Em terceiro lugar houve empate: o grupo cubano Argos Teatro, que apresentou a peça Talco - Un Drama de Tocador, e o grupo argentino Compañia Nacional de Fósforos, que apresentou a obra Alonso y Aguirre - Perdidos en el Inframundo, obtiveram, cada um, 12,5% dos votos.

Os cubanos impressionaram o público brasileiro com o submundo de drogas e prostituição de Havana, com elenco vigoroso conduzido pelo diretor Carlos Celdrán formado pelos atores Waldo Franco, José Luis Hidalgo, Alexander Díaz e Rachel Pastor.  Já os argentinos romperam a barreira do idioma e fizeram rir os brasileiros com a história de dois espanhóis desastrados no Novo Mundo, com dois humoristas de talento no palco, Cristian Palácios e Juan Manuel Caputo.

A 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo é um projeto idealizado e formatado por Ney Piacentini, com coordenação geral de Alexandre Roit. A equipe do projeto contou com Marlene Salgado, Alexandre Kavanji, Luiz Amorim, Iarlei Sena, Dudu Oliveira, Fábio Spila, Isadora Giuntini, Géssica Arjona, Jhaíra, André Martins, Aurélio Prates, Eugênio La Salvia, Harley Nóbrega, Isabel WR, Maria Aparecida, Mayra Rizzo, Paula Zanetti, Tathiane Mattos, Vanessa Portugal, Wallyson Mota, Camila Scudeler, Fábio Salem, Isabela Jordani, João das Neves, Marietta Santi, Percy Encinas, Zecarlos de Andrade, Pedro Penafiel, Fabiano Moreira, Fernanda Pessoa, Luiz Gustavo Cruz, Fabiano Moreira e Carlos Escher.

Qual foi o melhor espetáculo da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP?

Esta enquete está encerrada
  • Karaokê la Orquesta Vacía (Equador)
    1.1%
  • A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru (SP)
    0.5%
  • Coraje II (Porto Rico)
    1.1%
  • Flor de Macambira (Paraíba)
    45.1%
  • Os Ancestrais (Minas Gerais)
    1.6%
  • Halcon de Oro (Peru)
    1.9%
  • Cara de Cuero (Chile)
    0.3%
  • Alonso y Aguirre (Argentina)
    12.5%
  • Talco - Un Drama de Tocador (Cuba)
    12.5%
  • Bandeira de Retalhos (Rio)
    1.6%
  • Salmo 91 (Bahia)
    21.9%

Veja a cobertura completa da Mostra Latino-Americana no R7!

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talco Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Cena da obra cubana Talco, do Argos Teatro, destaque da Mostra Latino-americana de Teatro de Grupo

Por Miguel Arcanjo Prado

Durante seis dias São Paulo respirou as artes cênicas produzidas na América Latina, durante a 8ª Mostra Latino-americana de Teatro de Grupo, que terminou no último domingo (21), no Centro Cultural São Paulo.

Onze grupos de sete diferentes países apresentaram-se para o público paulistano em sessões gratuitas e representaram a diversidade do teatro feito nesta região do Planeta. Cada qual trouxe uma obra com sua visão de mundo, sua arte, seu recado, em um teatro marcado por muita opinião.

20 Argos Teatro 300x199 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Argos Teatro: representante cubano em SP

Os cubanos do Argos Teatro foram, sem dúvida, o grande destaque. A peça Talco – Um Drama de Tocador apresentou atuações precisas em harmonioso conjunto formado pelos atores Waldo Franco, José Luis Hidalgo, Alexander Díaz e Rachel Pastor. Juntos, revelaram o submundo das drogas e da prostituição de uma Havana que mistura calor e decadência.

O diretor Carlos Celdrán (leia entrevista) potencializou a história com flashbacks e fez aposta certa no talento de seus intérpretes. A obra é forte, densa e bem construída. O alto nível artístico a coloca entre o melhor do teatro latino-americano, com personalidade própria e, claro, excesso de charme, como costumam ser os cubanos.

19 Compania Nacional de Fosforos 300x200 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Hermanos argentinos: riso sem barreira do idioma

Argentinos fazem rir
Outros que conquistaram o público com simpatia de sobra foram os argentinos Cristian Palácios e Juan Manuel Caputo, a dupla da peça Alonso y Aguirre – Perdidoss em El Inframundo, da Cia. Nacional de Fósforos. A montagem infantil – que teria funcionado melhor em um horário da tarde – fez rir os espectadores paulistanos de variadas idades. Diante do talento dos rapazes para o humor, o público pouco se importou com a barreira do idioma – argentinos imitando um castelhano da Espanha – e mergulharam juntos na fantasia proposta pela obra sobre dois colonizadores picaretas com recursos simples e certeiros. Afinal de contas, o roteiro faz parte do passado de todos nós, latinos explorados por europeus ou norte-americanos.

bandeira de retalhos Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Bandeira de Retalhos, de Sérgio Ricardo, narra resistência popular no Vidigal – Divulgação

Política e música do Nós do Morro
Os cariocas do grupo Nós do Morro investiram forte no discurso político, mas sem ser chatos, e também agradaram ao público paulistano com a montagem Bandeira de Retalhos, peça de Sérgio Ricardo dirigida por Guti Fraga e Fátima Domingues. Nada mais autêntico do que ver os artistas moradores da favela do Vidigal contarem seu próprio passado de ameaças de expulsão e opressão policial. Tudo feito em meio à boa música – também de Sérgio Ricardo – que conduz a história. A direção soube bem aproveitar o que cada ator poderia oferecer de melhor, criando um conjunto harmonioso e tocante. O público mergulha na simplicidade das atuações cheias de vontade e força. Apesar da longa duração, o espectador acompanha até o fim a saga daqueles moradores que buscam preservar o direito de moradia e de existência numa sociedade que os exclui. O grande achado da dramaturgia é dar este recado sem fazer maniqueísmos. Na peça, o pobre não é apenas o bonzinho oprimido pelo rico maldoso, mas pode ser também vilão, porque é gente também.

17 SerTao Teatro 300x199 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Paraibanos conquistaram plateia de SP com interior

Simplicidade brasileira
Os paraibanos do grupo Coletivo Teatral Sertão Teatro abusaram da simplicidade genuína do interior do Brasil para conquistar a plateia com o espetáculo Flor de Macambira. A obra representou arquétipos de nosso interior, como a menina pura e o coronel inescrupuloso e sanguinário, gerando comunicação imediata com o espectador, que comentou a obra pelos corredores do Centro Cultural SP. A brasilidade evidente no espetáculo dirigido por Christina Streva - de figurinos impecáveis - encheu os olhos de quem viu.

21 Atelie voador 300x200 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Baianos falaram do Massacre do Carandiru com vigor

Massacre do Carandiru
Outro espetáculo de forte teor social foi Salmo 91, com o grupo baiano Ateliê Voador Companhia de Teatro, sob direção de Djalma Thürler. Eles levaram ao palco o conhecido texto de Dib Carneiro Neto baseado na obra do médico Dráuzio Varella, já encenado na cidade. A obra dá vida, em monólogos interpretados por afinado elenco, formado por Fábio Vidal, Rafael Medrado, Duda Woyda, Lucas Lacerda e Lúcio Trancesi, a dez personagens mortos no Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram assassinados por policiais militares no então maior presídio do País após uma rebelião. A montagem baiana é mais solta e menos técnica do que a paulistana de cinco anos atrás. Os atores do Ateliê muitas vezes não resistem e se comunicam diretamente com a plateia – fazendo do riso destes um respiro perigoso em meio a tanta tensão. Apesar disso, mantêm o peso do texto que busca lembrar que aquelas vítimas eram seres humanos, com tudo de bom e de ruim que isso significa. E a montagem ganhou ainda maior impacto por ser apresentada no mesmo dia em que policiais que participaram do crime foram condenados a mais de uma centena de anos de cadeia pela Justiça.

Teatro Invertido 300x224 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Mineiros fazem peça de Grace Passô: cenário contundente

Família mineira soterrada
Os mineiros do Teatro Invertido apostaram na história de uma família soterrada, criada por Grace Passô, na peça Os Ancestrais. O discurso social da montagem, mais forte no começo, acaba se misturando com os dramas pessoais dos irregulares personagens. O cenário de Fernando Marés se destaca, cheio de terra e sujeira, como metáfora do lixo social no qual aquela família está mergulhada. Apesar de alguns incômodos, sobretudo no final esperado e em algumas atuações sem viço, o espetáculo tem mérito: não tem medo de se arriscar.

19 Teatro Rabia 300x226 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Teatro Rabia: dramaturgia da fria Alemanha

Drama frio e saturado
Já os chilenos da Compañia Teatro Rabia ficaram devendo com o espetáculo Cara de Cuero, dirigido por Rodrigo Molina Meza. A montagem, apresentada no programa como uma reflexão sobre a violência do Estado pela força policial, não corresponde ao anúncio e acaba sendo um drama raso – e já saturado – sobre um casal decadente e alcoolizado, trancafiado por vontade própria em um apartamento. A dramaturgia fria e fraca, versão de um texto do alemão Helmut Krausser, pouco dialoga com América Latina, foco da mostra. Além disso, os atores Mirta Traslaviña Acosta e Herman Heyne derrapam em uma construção forçada de seus personagens e evidente falta de domínio de técnica corporal. Além disso, a máscara de couro utilizada pelo ator em boa parte da peça fez com que sua fala fosse ininteligível. Uma abertura maior na região da boca teria resolvido o problema.

18 CEXES 300x225 Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo

Grupo peruano levou poesia ao palco do CCSP

Expandindo fronteiras
Os peruanos do Centro de Experimentación Escénica saíram-se melhor com o espetáculo Halcon de Oro – Q´orihuana. Um misto de teatro, performance e pantonima, o espetáculo revela – sem falas – os sentimentos e os desvarios de um ex-combatente trancado em um manicômio, interpretado pelo intérprete potente Rodolfo Rodríguez, que contracena com o preciso Alfredo Alarcón. A peça experimenta as fronteiras do teatro e as expande, sem fazer disso uma aventura artística egoísta, como nos cansamos de ver. Muito pelo contrário, pega o público pela mão e o leva junto naquela viagem. Aí, faz todo o sentido.

Diversidade no palco
A 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ainda contou com as apresentações do equatoriano El Muégano Teatro, que apresentou Karaokê la Orquesta Vacía; do paulistano Mamulengo da Folia, com A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru; e da porto-riquenha Cia. Taller de Otra Cosa, que levou ao palco a obra Coraje II. Com altos e baixos, o evento cumpriu sua função: mostrar o que os grupos latino-americanos de teatro andam produzindo, em uma chance única para o público paulistano dialogar com espetáculos e artistas de distintos lugares, cada qual com sua visão de mundo e seu recado artístico. Que venha a 9ª edição!

Avaliacao Bom R7 Teatro Crítica: Cubanos se destacam na 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo
Avaliação: Bom

Vote e escolha o melhor espetáculo! O resultado sai aqui no blog na sexta (26)!

Qual foi o melhor espetáculo da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP?

Esta enquete está encerrada
  • Karaokê la Orquesta Vacía (Equador)
    1.1%
  • A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru (SP)
    0.5%
  • Coraje II (Porto Rico)
    1.1%
  • Flor de Macambira (Paraíba)
    45.1%
  • Os Ancestrais (Minas Gerais)
    1.6%
  • Halcon de Oro (Peru)
    1.9%
  • Cara de Cuero (Chile)
    0.3%
  • Alonso y Aguirre (Argentina)
    12.5%
  • Talco - Un Drama de Tocador (Cuba)
    12.5%
  • Bandeira de Retalhos (Rio)
    1.6%
  • Salmo 91 (Bahia)
    21.9%

Veja a cobertura completa da Mostra Latino-Americana no R7!

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salmo 91  Artistas comemoram condenação de policiais do Carandiru no fim da Mostra Latino Americana

Elenco do espetáculo baiano Salmo 91, que encerrou a Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo

Por Miguel Arcanjo Prado

A 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo terminou, na noite deste domingo (21), com discurso político no palco do Centro Cultural São Paulo.

A última peça da mostra foi Salmo 91, com texto de Dib Carneiro Neto baseado no livro de Dráuzio Varella dá história de vida a alguns dos detentos mortos no massacre do Carandiru, em 1992. A montagem foi apresentada no dia em que 23 policiais responsáveis pela chacina foram condenados pela Justiça a 156 anos de cadeia. A data emblemática foi lembrada no palco.

Após vigoroso aplauso da plateia, o diretor do grupo baiano Ateliê Voador, Djalma Thürler, subiu ao palco a convite do elenco formado pelos atores Duda Woyda, Fábio Vidal, Lucas Lacerda, Lúcio Tranchesi e Rafael Medrado.

Emocionado, o diretor lembrou que o espetáculo era apresentado no mesmo dia da condenação de policiais responsáveis pelo crime de assassinar 111 presos.

– Tínhamos apresentado a peça no dia em que o massacre do Carandiru fez 20 anos, no ano passado. E, agora, fazer o espetáculo neste dia é algo importante e muito especial para nós, pois somos um grupo que batalha pelos direitos humanos.

Na plateia, estava o autor da peça, o jornalista Dib Carneiro Neto. Em conversa com o R7, ele lembrou que “o massacre foi um marco em nossa história”.

– Ver este tema resgatado por um julgamento 20 anos depois é muito importante. Neste momento em que abro a internet e vejo um monte de gente reacionária, é muito importante mostrar no palco que os mortos eram seres humanos. Então, esta é uma peça de defesa dos direitos humanos, como bem falou o diretor no palco.

Os atores Pascoal da Conceição e Ando Camargo, que participaram do elenco da primeira montagem da peça, dirigida pelo mineiro Gabriel Villela em 2007, também estavam na plateia. Pascoal contou que teve “um olhar bem técnico” para a peça dos baianos e que, por isso, “não conseguiu entrar na emoção da obra”. Ando Camargo contou que a música de Eliana de Lima que permanece na montagem baiana foi “um caco” criado por ele nos ensaios.

Camargo ressaltou a importância da obra continuar na pele de outros atores.

– É uma obra que tem de estar sempre em cartaz. É uma história que precisa ser contada sempre.

Pascoal da Conceição concordou com o colega.

– Fiquei feliz de ver que a força do texto resiste. Até porque é um assunto que não está resolvido ainda. Existe ainda na sociedade um desejo de vingança muito grande.

Ao fim da montagem, o coordenador-geral da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, Alexandre Roit, agradeceu nominalmente a toda a equipe do festival e pediu ao público que "retorne no próximo ano com a mesma energia". Foram seis dias de foco nas artes cênicas, com 11 espetáculos vindos de sete diferentes países da América Latina. Todos com entrada gratuita.

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