Posts com a tag "centro cultural são paulo"

vinicius piedade Vídeo: Vinícius Piedade faz Mostra de Repertório com três peças no Centro Cultural São Paulo

Miguel Arcanjo Prado entrevista Vinícius Piedade no estúdio do R7 - Foto: Divulgação

O ator Vinícius Piedade esteve no estúdio do R7 para conversar com o colunista Miguel Arcanjo Prado. Ele contou tudo sobre a Mostra de Repertório que faz no Centro Cultural São Paulo, na sala Jardel Filho, com três peças solo em mais de dez anos de carreira. O endereço é r. Vergueiro, 1000, do lado do metrô Vergueiro. As peças são: Carta de um Pirata (sexta, 21h), Cárcere (sábado, 21h) e Identidade (...) (domingo, 20h). O ingresso custa R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. Veja o vídeo com a entrevista:

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vinicius piedade carcere valmir de lara Vinícius Piedade passa carreira a limpo no CCSP

Vinícius Piedade em cena de Cárcere: três monólogos no CCSP - Foto: Valmir de Lara

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Lá se vão pouco mais de uma década de carreira. Para quem conhece a realidade do teatro, sabe que não é fácil a persistência. Só os fortes conseguem.

E, para celebrar este tempo nos tablados, o ator Vinícius Piedade resolveu juntar três monólogos em uma temporada na sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, a partir da próxima sexta (10), ali do lado do metrô Vergueiro.

As peças são: Carta de um Pirata (sexta, 21h), Cárcere (sábado, 21h) e Identidade (...) (domingo, 20h). O ingresso custa R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada.

Somadas, as obras tiveram mais de 800 apresentações no Brasil e também no exterior, em lugares como Estados Unidos, Portugal, Suíça, Alemanha e Cabo Verde. Já que Piedade não gosta de ficar parado.

A temporada paulistana do seu repertório dura até 9 de novembro. Piedade convida todo mundo a comparecer e diz que quer “aprofundar o mergulho na existência humana por meio de personagens em situações limites”.

Veja entrevista com o ator no vídeo:

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mostra mexico1 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena do espetáculo mexicano Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O melhor do teatro latino-americano dá suas caras em seis espaços de São Paulo até o próximo dia 10 de agosto.

A 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ocupa seis espaços culturais.

metropole Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

A Inquieta Cia. de Teatro (CE) apresenta Metrópole - Foto: Divulgação

Entre os internacionais, há representantes do México (Cia. Lagartijas Tiradas al Sol), Argentina (Banquete Escénico), Chile (Teatro Kimen), Uruguai (Murga Madre), Equador (Contraelviento Teatro) e França (GRRR - Risos, Raiva e Resistência).

O Brasil está representado por companhias de Porto Alegre/RS (Cia. Stravaganza di Teatro), Natal/RN (Clowns de Shakespeare), Itajaí/SC (Experimentus Teatrais), Fortaleza/CE (Inquieta Cia. de Teatros), Belo Horizonte /MG (Espanca) e de São Paulo/SP (Balagan).

Um diferencial desta edição é que a mostra está nos quatro cantos da metrópole, incluindo aí a periferia.

galvarino 9 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Elza Quinchaleo e Luis Seguel, em cena da peça chilena Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Além das tradicionais apresentações no Centro Cultural São Paulo, quatro CEUs (Casa Blanca, Paraisópolis, Quinta do Sol e Pêra Marmelo) e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes também sediam a mostra.

Ao todo, são 43 sessões gratuitas de 12 diferentes grupos, dos quais metade é internacional .

Entre os destaques internacionais, está a peça chilena Galvarino, do Teatro Kimen, a argentina Carnes Tolendas, da Cia. Banquete Escénico, a montagem mexicana Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, a peça uruguaia Madre Murga, Murga Madre, do grupo Murga Madre, e a encenação francesa Noches Lejos de Los Andes... o Diálogos con Mi Dentista, do GRRR - Risos Raiva e Resistência. Conheça a programação completa.

plateia ccsp Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Plateia lota o Centro Cultural São Paulo para ver a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - Foto: Marcia Marques

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo existe desde 2006 e é realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Sem contar com a edição atual, o evento já proporcionou a apresentação de 43 grupos brasileiros, 37 latino-americanos, quatro europeus, um estadunidense e um africano.

Carnes Tolendas Foto Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena da peça argentina Carnes Tolendas, com a história de uma travesti - Foto: Divulgação

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Abnegação Tablado de Arruar Foto de Jonas Tucci 01 Reunião secreta de partido pode mudar o destino do País e dos personagens de Abnegação

Uma decisão política pode mudar tudo em Abnegação - Foto: Jonas Tucci/Divulgação

Quatro homens e uma mulher vão tomar uma decisão que pode mudar o destino do País e de suas vidas e as consequências podem ser catastróficas. Em Abnegação, na calada da noite, membros de um partido político discutem o que fazer sobre um acontecimento do passado que veio à tona.

São quatro da manhã, em um local remoto, com muitas garrafas de bebida. Eles se desesperam, bebem e até dançam o arrocha Vem Ni Mim, Dogde Ram, sucesso de Israel Novais. Só no segundo ato, o público vai descobrir o que a decisão do grupo acarretou na vida daquelas pessoas.

O espetáculo do Tablado de Arruar tem texto de Alexandre Dal Farra, que divide a direção com Clayton Mariano. No elenco estão André Capuano, Alexandra Tavares, Carlos Morelli, Vinicius Meloni e Vitor Vieira. A peça dá continuidade à pesquisa feita em Mateus 10, que ganhou o prêmio Shell de melhor autor para Dal Farra.

Clayton diz que a direção privilegia o texto e a interpretação.

— Nosso foco está no ator e na dramaturgia. Isso já é uma marca do nosso trabalho. Durante os ensaios trabalhamos muito com a improvisação, com o jogo em cena e com a concepção de cada personagem. Trazemos o texto e uma ideia geral das características que cada uma daquelas personagens carregam. E assim, vamos criando a atmosfera, o ambiente, a sensação de que alguma coisa está acontecendo, dos conchavos e complôs tão característicos do jogo político.

O autor do texto não esconde a inspiração no atual momento político do Brasil e o que o eleitor viu após a ascensão do PT (Partido dos Trabalhadores) ao poder.

— Creio que esse lugar singular que o PT ocupa gera um tipo de contradição que influi nos seus integrantes de forma interessante. Embora sejam pessoas profundamente abnegadas, com um passado de militância política, agora estão envolvidos em jogos de poder que contradizem aquilo que inicialmente buscavam. Isso gera uma certa maneira de se relacionar com o poder, a meu ver bastante particular.

Abnegação Tablado de Arruar Foto de Jonas Tucci 05 Reunião secreta de partido pode mudar o destino do País e dos personagens de Abnegação

Situação política do PT inspirou peça - Foto: Jonas Tucci/Divulgação

Abnegação
Quando: Sextas e sábados, 20h30, domingos, 19h30; até o dia 30 de março
Onde: Espaço Cênico Ademar Guerra - Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10
Classificação indicativa: 14 anos

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ricardo terceiro Sucesso em 2013, Ricardo III reestreia no CCSP

Mayara Magri e Chico Carvalho em cena da peça Ricardo III: de volta, agora no CCSP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo Ricardo III reestreia em São Paulo nesta sexta (17), no Centro Cultural São Paulo.

A montagem foi um dos sucessos nos palcos em 2013.

Com atuação elogiada pela classe artística e também pela crítica, Chico Carvalho é o protagonista do elenco, que conta também com Mayara Magri no papel de Rainha Elizabeth.

A temporada segue até 23 de fevereiro de 2014, com direção de Marcelo Lazzaratto e o enredo que conta a história inglesa durante a Guerra das Rosas, ocorrida entre 1455 e 1485.

A peça faz parte do projeto Shakespeare – Projeto 39, que promete encenar todas as 39 peças escritas por William Shakespeare (1564-1616) nos próximos dez anos.

A próxima montagem será Os Dois Cavalheiros de Verona, que terá direção de Kleber Montanheiro. Na sequência, Vladimir Capella assumirá Romeu e Julieta, Cacá Rosset fará As Alegres Comadres de Windsor. Já a atriz Maria Fernanda Cândido estará em Troilo e Créssida, cujo nome do diretor ainda não foi revelado.

Ricardo III
Quando: Sexta e sábado, 20h30; domingo, 19h30. Até 23/2/2014
Onde: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada); preço popular de R$ 3 na sessão do dia 21/2/2014
Classificação etária: 12 anos

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oduelo Crítica: O Duelo produz instantes sublimes de teatro

Aury Porto e Camila Pitanga, em cena de O Duelo, da mundana companhia, no CCSP - Foto: Divulgação

Por Beth Néspoli*
Especial para o Atores & Bastidores

Vi O Duelo, da mundana companhia, no Centro Cultural São Paulo. Minha experiência como espectadora leva-me a dizer: se você teve vontade de ver e hesitou devido à longa duração (3h20), atravesse essa barreira e vá correndo, porque a temporada está no fim.

No teatro, às vezes, experimenta-se simultaneamente o envolvimento emocional e/ou racional com a ficção e prazer propiciado pela observação dos procedimentos criativos. Há muitos momentos assim em O Duelo.

Num deles, o grupo consegue instaurar com poucos elementos o intenso frescor do banho de mar, com direito a mergulho e natação, compartilhado pelas mulheres interpretadas por Camila Pitanga e Carol Brada.

Toda a ação transcorre na região do Cáucaso, em uma Rússia quente e litorânea e, nessa cena, o espectador não apenas é tocado pela situação ficcional, na qual a leveza do momento de lazer contrasta com a peso das emoções veladas da personagem vivida por Camila, como pode deleitar-se com as soluções cênicas criadas para colocar no palco o mar e seus fluxos.

Em outro momento do espetáculo, discreto estímulo sonoro, coreografia precisa que beira à imobilidade e algumas poucas palavras são elementos mobilizados para convocar a imaginação do espectador na criação de um amplo cenário.

O silêncio denso que se segue produz um daqueles instantes sublimes de teatro em que sentimos o próprio corpo plantado no presente e, ao mesmo tempo, transportado para a ficção. Experiência para ficar na memória.

O Duelo diverte o espectador, sem nada ter de frívolo. Mais do que isso, é encenação relevante para o momento histórico vivido no Brasil, esse nosso tempo em que ‘a ferro e fogo’ deixou de ser apenas uma metáfora para disputas de pensamento.

O tradicional duelo, com padrinhos e pistolas se faz presente, mas passa ao largo do motivo banal e não se restringe ao momento específico em que dois homens empunham armas.

Em jogo está um embate de visões de mundo que atravessa todo o espetáculo. Em uma das pontas um homem em crise existencial (Aury Porto) flagrado num momento de passagem e muitas dúvidas. Abandonou um modo de ser, mas ainda não se apropriou do que quer vir a ser.

Na outra ponta, um cientista determinado e pleno de certezas (Pascoal da Conceição). Para mediar o constante duelo entre eles Tchekhov cria um personagem (Vanderlei Bernardino), não por acaso um médico como ele próprio o era, que respeita diferenças e aposta no diálogo.

Já as partes em conflito só conseguem ver duas soluções para suas diferenças: o afastamento geográfico ou a eliminação do oponente. Não é um teatro de tese. O que acompanhamos no palco são atos de gente em seu cotidiano. E a abordagem não é coral. É atravessando subjetividades e relações interpessoais que Tchekhov trata da sociabilidade.

O homem em crise é de origem aristocrática e deixou a cosmopolita São Petersburgo para viver no distante Cáucaso, com sua mulher (Camila Pitanga) que, por sua vez, ousou abandonar o marido para se lançar na aventura. Porém dois anos depois – é quando tem início a narrativa – ambos se sentem entediados e solitários.

Cada cena do espetáculo está repleta de pequenos duelos, alguns com desdobramentos terríveis, muitos originados da oposição entre o comportamento do casal e os hábitos conservadores da distante província.

A linguagem do drama – mesmo que quebrado por procedimentos épicos como faz a mundana companhia – exige intérpretes com domínio técnico para dar forma não estereotipada a emoções e sentimentos múltiplos e contraditórios.

Nesse quesito é inegável a qualidade do conjunto de atores de O Duelo e não raro aquele já citado duplo prazer é proporcionado pela atuação do elenco. Por exemplo, na cena que poderíamos chamar de duelo final entre a mulher vivida por Camila Pitanga e seu opressor, o policial interpretado por Sérgio Siviero que a assedia sexualmente, é possível estar a um só tempo em estado de comoção pela tragédia iminente e apreciar o investimento criativo conjunto de atores e direção.

Uma miríade de sentimentos é trazida à tona por meios de recursos como o movimento corporal da atriz que oscila entre o vergar-se e o aprumar-se, a modulação da sua voz e a manipulação do figurino. Tudo na sua atuação converge para intensificar a atmosfera de impotência da presa que no breve instante que antecede a captura faz as últimas tentativas para escapar.

Do lado do predador, em vez do esperado gesto curto e reto da força bruta, Siviero opta pelo movimento sinuoso e por botes curtos, o que amplia em muito a densidade do momento. O desenho final contribui para ressaltar a opressão sobre o feminino como questão cultural grave.

Embora situado na Rússia de dois séculos atrás, o espetáculo diz muito sobre os nossos tempos. O Duelo fica em cartaz no CCSP até o dia 15 de dezembro de 2013. Não deixe de ver.

*Beth Néspoli é jornalista especializada em teatro e doutoranda em artes cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo).

O Duelo
Quando: Quinta a domingo, 19h30. 210 min. Até 15/12/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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mix umporto Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1

Regina Braga interpreta poetisa norte-americana que se apaixonou por brasileira - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O 21º Festival MixBrasil não se concentra só em exibir filmes. O evento reservou espaço também para o teatro em sua programação de 2013, que vai até o próximo domingo (17), em São Paulo.

As apresentações de espetáculos que abordam o tema da diversidade acontecem no Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro), sempre com entrada a apenas R$ 1. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do CCSP.

Na programação, estão montagens que fizeram sucesso nos palcos paulistanos, como Lou&Leo e Um Porto para Elizabeth Bishop, com a atriz Regina Braga. Nós, do Atores & Bastidores do R7, separamos abaixo as peças que ainda dá tempo de ver:

mix damadanoite1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Dama da noite
O monólogo tem texto de Caio Fernando Abreu adaptado por Andre Leahun e Luiz Fernando Almeida. Este último encarna a personagem e as angústias de um ser humano que não se sente inserido no mundo que vê e vive. Quando: Quarta (13), 20h30, 50 min., sala Ademar Guerra 1

mix garotosdanoite1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Garotos da Noite
Com direção de Rene Santos, a peça mostra o mundo dos garotos de programa paulistanos. Três personagens mostram suas inquietações, vícios e desejos. Com Alexandre Cruz, Thiago Salles, Wilsinho Torres. Quando: Sexta (15), 21h30; e domingo (17), 21h30, 60 min., sala Ademar Guerra 1

mix louleo andre stefano1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Lou&Leo
O artista e ativista transexual Leo Moreira Sá, ex-bateirista da banda punk Mercenárias, conta a trajetória em busca de sua identidade. Uma peça repleta de sexo, drogas e rock’n’roll. Veja as fotos de bastidores. Quando: Terça (12), 21h30, 50 min., sala Ademar Guerra 1

mix tercanohiper1 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Terça no Hiper
Com direção Vany Alves e com Fábio Ferretti, a peça conta a história de Paula, que cuida do pai e resolve ir ao Hiper fazer as compras. Lá, encontra olhares acusadores que remetem a seu passado. Quando: Quinta (14) e sábado (16), 60 min., sala Ademar Guerra 2

mix umporto21 Teatro sobre a diversidade ganha o palco do CCSP durante o Festival MixBrasil com entrada a R$ 1Um porto para Elizabeth Bishop
Com direção de José Possi Neto, traz a atriz Regina Braga na pele de Elizabeth Bishop, poeta norte-americana que morou no Rio e em Ouro Preto. A artista se apaixonou por uma brasileira e decidiu viver no Brasil. Quando: Quinta (14) e sexta (15), às, 21h, 70 min., sala Jardel Filho

Veja a programação teatral completa do Festival MixBrasil!

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lou Após história de seu irmão travesti, Baskerville dirige vida do transexual Léo Moreira Sá

Leo Moreira Sá divide palco com Beatriz Aquino para contar sua vida de romance - Foto: Lucas Bêda

Por Miguel Arcanjo Prado

Nelson Baskerville se consagrou como diretor teatral com o espetáculo Luis Antônio – Gabriela. A peça da Cia. Mugunzá estreou em 2011, abocanhou todos os prêmios possíveis e ainda faz frenética turnê Brasil afora. A montagem, sobre seu irmão travesti, ganhou o respeito do público e da crítica.

Agora, o diretor santista volta à temática gay, mas com uma história completamente diferente, mas tão verdadeira quanto a primeira: a vida do transexual Leo Moreira Sá.

A peça, que tem argumento de Leo e dramaturgia assinada por ele com o diretor, se chama Lou&Leo, e cumpre curta temporada no Centro Cultural São Paulo. Na montagem, divide o palco com a atriz Beatriz Aquino.

Leo tem o que pode se chamar de vida que dá um romance. Fazer uma peça parece ter sido fichinha. Veio do interior para a capital, estudou ciências Sociais na FFLCH na USP, foi baterista da banda punk Mercenárias, viveu a tórrida noite paulistana dos anos 1980, namorou a travesti Gaby, teve lanchonete na Faculdade de Direito do largo São Francisco, cheirou muita cocaína, foi preso, depois virou ator e iluminador laureado com o Prêmio Shell junto da Cia. de Teatro Os Satyros. E o mais intrigante: era mulher e virou homem.

Baskerville conta que sua chegada ao projeto tão pessoal de Leo partiu do convite do próprio artista.

— Leo me procurou após uma apresentação de Luís Antônio-Gabriela. O conhecia do Satyros. Gabriela o tinha tocado. Então, me convidou para uma mesa de discussões sobre Teatro e Diversidade Sexual, na qual fui com prazer. Era uma continuação de uma dívida que eu contraíra com Luís Antônio; e depois da estreia do espetáculo, em 2011, nunca deixei de atender a um só convite que discutisse esse assunto.

O diretor lembra que se surpreendeu quando Leo pegou o microfone e começou a falar de transexualidade.

— Ele falava com tanta propriedade sobre o tema que eu não conseguia entender qual a ligação dele com tal assunto. Talvez ele também tivesse um irmão, irmã, parente transexual. Saí do encontro sem saber e sem perguntar. Logo depois, ele me procurou novamente para me convidar a dirigir um espetáculo que falava de sua vida e na primeira reunião constatei. Leo havia sido Lou. Não consegui disfarçar o espanto e fascínio que tive ali na frente dele.

Bem humorados, os dois costumam chamar Lou&Leo de “um Luís Antônio-Gabriela invertido”.

Lou&Leo
Quando: Terça, quarta e quinta, às 21h. 50 min. Até 11/7/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo – Sala Ademar Guerra (r. Vergueiro, 1.000, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
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anatomia woyzeck Barbeiro apunhala amante e vira peça de teatro

Anatomia Woyzeck encerra trilogia sobre violência da Cia. Razões Inversas no CCSP - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Um barbeiro apunhala sua amante, na cidade alemã de Leipzig, sem motivo aparente. Tudo indica que foi um crime passional.

O crime ocorrido em 1921 é a base do enredo do espetáculo Woyzeck,  escrito pelo alemão Georg Büchner. A obra ganha adaptação no Brasil sob o título Anatomia Wyzeck e é levada ao palco do Centro Cultural São Paulo pela Cia. Razões Inversas.

A montagem fecha a trilogia do grupo sobre a violência, que contou com as peças Agreste (2004) e Anatomia Frozen (2009).

Peça clássica do teatro moderno, a obra de Büchner discute a origem social da violência e como ela surge na mente humana.

Marcio Aurélio assume a direção do drama, que foi a obra alemã pioneira em contar com personagens proletários. A peça foi listada por Artaud em sua seleção do Teatro da Crueldade.

Os atores Clóvis Gonçalves, Pedro Marcelo e Washington Luiz compõem o elenco.

Anatomia Woyzeck
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. 60 min. Até 30/6/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1000, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10 (bilheteria abre duas horas antes); no dia 31/5/2013 o ingresso vai custar R$ 2
Classificação etária: 16 anos

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flor de macambira jose ismary Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Cena de Flor de Macambira, do Coletivo Teatral SerTão Teatro (João Pessoa - PB), eleita a melhor peça da 8ª Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo de São Paulo pelos internautas do R7 - Foto: José Ismary

Por Miguel Arcanjo Prado

A simplicidade do interior brasileiro, com seu mundo de moças virgens e coronéis inescrupulosos, cativou o público paulistano que viu a 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo (leia cobertura completa do R7), que aconteceu no Centro Cultural São Paulo, entre 16 e 21 de abril, reunindo 11 espetáculos de sete países em apresentações gratuitas.

Em votação promovida pelo R7, os internautas escolheram a montagem Flor de Macambira, do Coletivo Teatral SerTão Teatro, de João Pessoa, na Paraíba, como a melhor peça do evento. O espetáculo dirigido por Christina Streva obteve 45,1% dos votos, ficando em primeiro lugar. Repleto de música e muito humor, a obra já circulava no boca a boca feito pelo público do festival como um dos melhores. No elenco, estão Gladson Galego, Isadora Feitosa, Cida Costa, Rafael Guedes, Thardelly Lima, Zé Guilherme e Pollyanna Barros.

Leia a coluna Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

salmo91 Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Baianos do Ateliê VoadOR ficaram em segundo lugar na preferência do público, com Salmo 91 - Divulgação

O segundo melhor espetáculo, na opinião do internauta do R7, foi Salmo 91, do Ateliê VoadOR Companhia de Teatro, de Salvador, na Bahia, dirigida por Djalma Thürler. Eles emocionaram a plateia ao contar a história de vida dez presos mortos no massacre do Carandiru, justamente no dia em que 23 policiais foram condenados a 126 anos de cadeia pelo crime. Além do ótimo texto de Dib Carneiro Neto, baseado no livro de Dráuzio Varella, a obra contou com o vigor do elenco formado por Fábio Vidal, Rafael Medrado, Duda Woyda, Lucas Lacerda e Lúcio Tranchesi. Os baianos obtiveram 21,9% dos votos dos internautas.

talco alonso Peça paraibana Flor de Macambira é a melhor da 8ª Mostra Latino Americana em votação do R7

Cubanos do Argos Teatro (à esq.) e argentinos da Cia. de Fósforos (à dir.) dividem terceiro lugar - Divulgação

Em terceiro lugar houve empate: o grupo cubano Argos Teatro, que apresentou a peça Talco - Un Drama de Tocador, e o grupo argentino Compañia Nacional de Fósforos, que apresentou a obra Alonso y Aguirre - Perdidos en el Inframundo, obtiveram, cada um, 12,5% dos votos.

Os cubanos impressionaram o público brasileiro com o submundo de drogas e prostituição de Havana, com elenco vigoroso conduzido pelo diretor Carlos Celdrán formado pelos atores Waldo Franco, José Luis Hidalgo, Alexander Díaz e Rachel Pastor.  Já os argentinos romperam a barreira do idioma e fizeram rir os brasileiros com a história de dois espanhóis desastrados no Novo Mundo, com dois humoristas de talento no palco, Cristian Palácios e Juan Manuel Caputo.

A 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo é um projeto idealizado e formatado por Ney Piacentini, com coordenação geral de Alexandre Roit. A equipe do projeto contou com Marlene Salgado, Alexandre Kavanji, Luiz Amorim, Iarlei Sena, Dudu Oliveira, Fábio Spila, Isadora Giuntini, Géssica Arjona, Jhaíra, André Martins, Aurélio Prates, Eugênio La Salvia, Harley Nóbrega, Isabel WR, Maria Aparecida, Mayra Rizzo, Paula Zanetti, Tathiane Mattos, Vanessa Portugal, Wallyson Mota, Camila Scudeler, Fábio Salem, Isabela Jordani, João das Neves, Marietta Santi, Percy Encinas, Zecarlos de Andrade, Pedro Penafiel, Fabiano Moreira, Fernanda Pessoa, Luiz Gustavo Cruz, Fabiano Moreira e Carlos Escher.

Qual foi o melhor espetáculo da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP?

Esta enquete está encerrada
  • Karaokê la Orquesta Vacía (Equador)
    1.1%
  • A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru (SP)
    0.5%
  • Coraje II (Porto Rico)
    1.1%
  • Flor de Macambira (Paraíba)
    45.1%
  • Os Ancestrais (Minas Gerais)
    1.6%
  • Halcon de Oro (Peru)
    1.9%
  • Cara de Cuero (Chile)
    0.3%
  • Alonso y Aguirre (Argentina)
    12.5%
  • Talco - Un Drama de Tocador (Cuba)
    12.5%
  • Bandeira de Retalhos (Rio)
    1.6%
  • Salmo 91 (Bahia)
    21.9%

Veja a cobertura completa da Mostra Latino-Americana no R7!

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