Posts com a tag "cinema"

agenda cultural 1024x735 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 20/03/2015

Lidiane Shayuri recebe Miguel Arcanjo Prado na Agenda Cultural da Record News

O colunista Miguel Arcanjo Prado conta para Lidiane Shayuri as melhores dicas culturais no quadro Agenda Cultural, no telejornal Hora News, na Record News. Tem a peça Noturno, do Teatro Invertido, no CCBB, em BH. Em São Paulo, tem a peça espanhola Uma Casa na Ásia, no Sesc Santana. Na capital paranaense tem o Festival de Teatro de Curitiba. E mais: o uruguaio Jorge Drexler faz a turnê Bailar en la Cueva em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Para as crianças, tem a visita ao Museu da Imigração, em São Paulo. E, nos cinemas, a estreia do premiado filme brasileiro Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queiroz. Veja o vídeo:

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odete lara1 Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Odete Lara foi uma das atrizes mais bonitas que o Brasil conheceu - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Brasil perdeu nesta quarta (4) a grande atriz Odete Lara, aos 85 anos, no Rio. O velório acontece no Parque Lage, e o corpo será cremado nesta quinta (5), em Nova Friburgo, região serrana fluminense.

Com quatro dezenas de filmes no currículo, Odete foi um dos principais rostos de nosso cinema nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Sua beleza encantou não só diretores de televisão, teatro e cinema como também a medalhões da música popular brasileira, já que a atriz também cantava. E bem.

Paulistana, era filha de imigrantes italianos, de quem puxou os olhos claros e profundos. Trabalhou nas extintas TVs Tupi e Excelsior e encantou grandes nomes como Chico Buarque e Vinícius de Moraes. Fez shows ao lado de ambos e ainda gravou o disco Vinicius e Odete Lara, em 1963, com composições do Poetinha e Baden Powell, pela gravadora Elenco.

Mas os felizardos que tiveram o prazer de chamá-la de minha mulher foram só três: o dramaturgo e diretor Oduvaldo Vianna Filho, o novelista Euclydes Marinho e o cineasta Antonio Carlos Fontoura. Ela não teve filhos.

Como uma grande diva misteriosa, Odete resolveu abandonar a carreira de atriz no auge, quando se converteu ao budismo e se isolou na região serrana fluminense. O público jamais entendeu sua ausência, mas soube respeitar sua escolha. Ela recusou fazer a personagem Odete Roitman na novela Vale Tudo, de 1988, papel que marcaria para sempre a trajetória de sua substituta, Beatriz Segall, e a história da televisão.

Sua última aparição em novela foi em Pátria Minha, em 1994. Depois, não quis saber mais dos holofotes.

O Atores & Bastidores do R7 presta uma última homenagem à atriz com sete fotos que explicitam sua enorme beleza e sua trajetória ímpar em nossa cultura.

odete lara3 Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Ao lado de Jece Valadão, no clássico filme Boca de Ouro, de Nelson Pereira dos Santos, baseado na peça de Nelson Rodrigues, em 1963 - Foto: Divulgação

odete lara8 antoniodasmortes Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Odete Lara no filme Antonio das Mortes, dirigido por Glauber Rocha, em 1969 - Foto: Divulgação

odete lara Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Odete Lara em cena do filme Rainha Diaba, de 1974 - Foto: Divulgação

odete lara 7 Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Odete Lara contracena com Cláudio Marzo, no filme Copacabana me Engana, de 1968, dirigido por Antonio Carlos da Fontoura - Foto: Divulgação

odete lara2 Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Politizada à esquerda, Odete Lara participa com coragem de passeata contra a ditadura militar (quinta da esq. p/a dir.) na década de 1960, ao lado das colegas Eva Todor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz e Norma Bengell - Foto: Divulgação

 Brasil perde Odete Lara: veja a bela atriz em 7 fotos

Odete Lara no filme Rainha Diaba, de Antonio Carlos da Fontoura, de 1974 - Foto: Divulgação

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agenda cultural janeiro16 2015 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 16/01/2015

Miguel Arcanjo Prado apresenta toda sexta-feira a Agenda Cultural na Record News

O editor de Cultura do R7 e colunista da Record News, Miguel Arcanjo Prado, dá as melhores dicas culturais para seu fim de semana na Agenda Cultural do Hora News. Tem Milton Nascimento e a peça Caros Ouvintes em São Paulo. Na Bahia, tem o furacão Ivete Sangalo na Praia do Forte. Já em Balneário Camburiú tem Só pra Contrariar e Raça Negra. Nos cinemas tem o drama Livre e a animação Os Pinguins de Madagascar. Veja o vídeo:

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agendinha Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 5/12//2014

Miguel Arcanjo Prado conta as melhores dicas para o seu fim de semana - Foto: Divulgação

O editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas para o seu fim de semana na Record News, no telejornal Hora News, na Agenda Cultural. Tem show da banda Casuarina em Salvador e do Sorriso Maroto em BH. Em São Paulo, tem a Feira Preta no domingo, no Anhembi. Já nos cinemas tem a comédia romântica Simplesmente Acontece e o filme Bob Esponja - Uma Aventura Fora D'água. Veja o vídeo:

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agenda cultural 14 11 2014 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 14/11/2014

Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas para o seu fim de semana na Record News

O editor de Cultura do R7, Miguel Arcanjo Prado, conta no telejornal Hora News, na Record News, nesta sexta (14), as melhores dicas para o seu fim de semana. Tem a volta da peça Reino, do Grupo Gattu, escrita e dirigida por Eloisa Vitz. Também tem o 22º Festival Mix Brasil, cujo um dos destaques é o curta A Ala, dirigido pelo cineasta Fred Bottrel. Ainda há dicas de shows: Saulo Fernandes e Luiz Caldas se apresentam em Salvador, já Roberta Sá faz show em Belo Horizonte. No cinemas, tem o filme Saint-Laurent, sobre o grande estilista, e os brasileiros, Trinta, contando a história do carnavalesco Joãosinho Trinta, e Ventos de Agosto, do pernambucano Gabriel Mascaro. Veja o vídeo:

Editado por Décio Munhóz e Miguel Arcanjo Prado, com produção de Gabriele Moreno. 
Colaboram: André de Jesus, Giva Edilene, Clesio Meneses, Moacir Moreira e José Claudio Manso, da Record News.

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mostra 10 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra
O diretor Rodolfo García Vázquez e o roteirista e ator Ivam Cabral: filme na Mostra - Foto: Edson Degaki

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma da praça Roosevelt invadiu a rua Augusta. Na noite desta quinta (17), artistas do palco foram à sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo, para assistir à estreia do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, do Satyros Cinema, com direção de Rodolfo García Vázquez e roteiro de Ivam Cabral. O fim da exibição foi prejudicado por um funcionário da Mostra Internacional de Cinema (entenda o porquê). Entre os convidados, estavam amigos do grupo e integrantes do elenco do longa. Ausências de Nany People e Cléo De Páris foram sentidas. Veja quem apareceu por lá:

Leia também a crítica do filme!

mostra12 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Gustavo Ferreira e Paulinho Faria, do elenco de Hipóteses para o Amor e a Verdade - Foto: Edson Degaki

lorena borges phedra d cordoba Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Lorena Borges e Phedra D. Córdoba acompanharam o lançamento - Foto: Edson Degaki

 

mostra 1 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Ivam Cabral abraça o colega Fábio Penna, à esquerda, o ator Henrique Mello - Foto: Edson Degaki

mostra 5 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Público vê Hipóteses para o Amor e a Verdade: à esq., em primeiro plano, o ator Paulinho Faria - Foto: Edson Degaki

mostra 13 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Tiago Leal, que vive um homem de classe média paulistana no filme - Foto: Edson Degaki

 

mostra 11 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Ivam Cabral e o psicanalista Contardo Calligaris depois da sessão - Foto: Edson Degaki

mostra 91 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Público paulistano acompanha atentamente a chegada do Satyros ao cinema na Mostra 2014 - Foto: Edson Degaki

 

mostra 14 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Robson Catalunha, que interpreta um jovem depressivo no filme - Foto: Edson Degaki

Você acha que o grupo Satyros se dará bem no cinema tanto quanto no teatro?

  • Sim, eles são talentosos e ousados. Vão arrasar nos cinemas também.
  • Não, acho que o forte do grupo é só o teatro.
  • Sei lá, ainda não tenho uma bola de cristal!
 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

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nash laila foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila: musa do novíssimo cinema brasileiro e também do Oficina - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A pequenina Nash Laila é dona de um talento gigante. Quem a vê no palco do Teat(r)o Oficina sabe muito bem. Quem viu seus filmes também. É atriz intensa e potente.

Tanto que começou cedo e logo se destacou no cinema brasileiro, em longas como Deserto Feliz — com o qual levou o prêmio de melhor atriz do Festival do Cinema Brasileiro em Paris —, Amor, Plático e Barulho — que lhe rendeu o Troféu Candango de melhor atriz coadjuvante do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — e Tatuagem, melhor filme no Festival de Gramado.

É uma das musas do novíssimo cinema nacional de qualidade.

Em São Paulo, esta pernambucana filha da cabeleireira Cida Silva e do transportador Carlos Medeiros assumiu as rédeas da própria vida.

Dona do próprio nariz, deu esta Entrevista de Quinta ao R7 na plateia do Oficina, lugar no qual se sente livre.

Falou sobre sua trajetória e ainda desabafou: "O mundo está muito caretão". Tem razão.

Leia com toda a calma do mundo.

nash laila foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila está vivendo há dois anos e meio em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você está há quanto tempo em São Paulo?
Nash Laila — Há dois anos e meio. Fiz o filme Tatuagem, do Hilton Lacerda, e achei que era o momento de dar uma virada e me mudar para cá.

Miguel Arcanjo Prado —Você é de Recife?
Nash Laila — Cresci em Jaboatão, que fica do lado. Morava no bairro Sucupira, com rua de terra, perto da mata. Adorava roubar fruta na árvore, passei a infância brincando na rua. Com 16 anos, fui morar em Olinda.

Miguel Arcanjo Prado — Nesta época já pensava em ser atriz?
Nash Laila — Desde criança eu queria ser atriz. Fazia sempre o auto de Natal [risos]. Aos 13 anos, entrei em um curso de teatro. Depois fui trabalhar com o diretor Jorge Clésio. Fiquei três anos com ele, dos 15 aos 18. Saí para fazer meu primeiro filme, Deserto Feliz.

Miguel Arcanjo Prado — Foi neste que você virou musa do Festival do Rio?
Nash Laila — Foi muito engraçado, porque concorria com um monte de famosa e o povo devia pensar: quem é essa. Foi muito bacana. O filme era muito forte, era uma menina que sofria exploração sexual e terminava se apaixonando por um alemão.

nash laila foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila foi criada brincando na rua, subindo em árvore para pegar fruta - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Foi difícil para você fazer este filme tão novinha?
Nash Laila — Foi um susto. Mas diante do abismo, eu pulei. O Paulo Caldas [diretor do filme] me ouvia muito. Foi um trabalho que me marcou. Viajei bastante por conta do filme. Um ano depois de terminar de filmar este filme estávamos no Festival de Berlim. Foi muito doido. Muita responsabilidade. Cinema é um processo de várias mãos. No teatro, é a gente e o público. Cinema é edição, montagem, o olhar do diretor...

Miguel Arcanjo Prado — E aí você virou a garota do novo cinema pernambucano?
Nash Laila — Pois é [risos]... Eu fiquei dois anos divulgando o filme. Já estava meio que na correnteza, sabe? Agora, vai, pensei. Aí eu passei no vestibular da UFPE [Universidade Federal de Pernambuco], para artes cênicas e fui fazer um intercâmbio na França, em Clermont-Ferrand. Foi ótimo, uma experiência incrível. Mas, voltei e senti um certo vazio.

Miguel Arcanjo Prado —Por quê?
Nash Laila — Recife é muito cultural, mas, ao mesmo tempo, é muito paradona em determinadas épocas. Aí eu fiz a minissérie Santo por Acaso e uma participação em O País do Desejo. Aí surgiu o Tatuagem.

Miguel Arcanjo Prado — Como você entrou para o elenco?
Nash Laila — Logo que voltei da França, fiz a o processo de seleção com o Hilton Lacerda [diretor de Tatuagem]. Eu estava com muita vontade de fazer o filme. Acabou dando certo. O processo foi todo colaborativo. Então, esse núcleo, do Chão de Estrelas, meio que carregava o filme consigo.

nash laila foto bob sousa5 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila ainda tem jeito de menina, apesar de já ser uma atriz potente - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — O que você acha do cinema fora do eixo Rio-São Paulo?
Nash Laila — Acho maravilhoso. Essa galera de Recife, Ceará, Minas, está buscando seu lugar no cinema brasileiro e quebrando muitos tabus. Recife é uma cidade com artistas que estão buscando seu lugar, sua própria produção. Já tem a Escola de Cinema da UFPE, uma lei para o setor.

Miguel Arcanjo Prado — Depois de Tatuagem você fez outro filme?
Nash Laila — Fiz Amor, Plástico e Barulho, da Renata Pinheiro, que tinha feito a direção de arte de Tatuagem. Esse é um filme de mulher: dirigido por mulher, montado por mulher.

Miguel Arcanjo Prado — Como você foi parar no Oficina?
Nash Laila — Em 2007, vi Os Sertões lá em Recife. E isso mudou minha vida. Eu precisava fazer isso. Eu fui fazendo amigos. Depois que acabou o Tatuagem, ficou aquele clima... Então, resolvi arriscar. No Oficina, comecei sendo público e isso modificou o rumo das minhas escolhas. Estar aqui hoje é como uma síntese das coisas.

nash laila foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O Oficina é o lugar onde me sinto à vontade", diz atriz Nash Laila - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Por quê?
Nash Laila — No Teat(r)o Oficina me sinto à vontade. É um lugar no qual consigo me libertar no teatro, me identifico com muita coisa. A música aqui é muito forte, impulsiona. O Oficina mistura tudo o que eu gosto. Estou no Oficina desde 5 de maio de 2012. Já fiz seis peças com o Zé [Celso, diretor do Oficina].

Miguel Arcanjo Prado — Como é lidar com tantos artistas no Oficina?
Nash Laila — A grande força do Oficina é o coro, isso que me arrebatou. O Zé é muito ligado nas pessoas. Ele é muito sensível ao presente. Toda vez que ele saca que a pessoa está presente, ele vai junto.

Miguel Arcanjo Prado — Como é sua relação com São Paulo?
Nash Laila — É muito louca. De desde quando falava: jamais moro em São Paulo. Até agora que grande parte dos meus amigos moram aqui. Fui criando uma rotina, um jeito de viver. Antes, morava com meus pais. Aqui, eu me vi sozinha, tendo de fazer minhas coisas. Hoje, em São Paulo eu me sinto em casa. Claro que estou cansada do barulho, sinto saudade do mar... Acho que sou um peixinho. São Paulo para mim é maravilhosa, desde que eu vá e volte.

nash laila foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila, com Cacilda ao fundo, no Oficina: "Tento me colocar o máximo" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado —Você fez no Oficina papeis importantes, como a Cacilda menina.
Nash Laila — O Zé fala de atuadores. Essa palavra tem um grande símbolo. O atuador se coloca mais do que o ator. Tanto nas escolhas quanto no processo eu tento me colocar o máximo.

Miguel Arcanjo Prado — O que você quer da vida?
Nash Laila — Eu? Tanta coisa... A gente está vivendo um momento muito sensível. O mundo está muito caretão. A gente tem que quebrar tudo, para ter um pouco de afeto. No nosso trabalho, mexemos com fogo. Gente é uma coisa que amo e odeio.

nash laila foto bob sousa7 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O mundo está muito caretão. Tem que quebrar tudo, para ter afeto", diz Nash - Foto: Bob Sousa

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Vinícius Ferreira Foto 6 de Minervino Júnior Dois ou Um com Vinícius Ferreira

Vinícius Ferreira, do filme Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, em cartaz nos cinemas - Foto: Minervino Júnior

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Vinícius Ferreira é o protagonista do filme Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, do diretor Gustavo Galvão, de Brasília. No road movie, vive Pedro, um homem que resolve partir de casa e partir sem rumo pelas estradas do cerrado. O longa está em cartaz nas principais capitais brasileiras e tem no elenco nomes da cena paulistana, como Marat Descartes e Mário Bortolotto. Há cerca de um ano, Vinícius deixou Brasília para morar em São Paulo. Ainda está em clima de romance com a metrópole. Ele aceitou o convite do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Cerrado ou floresta?
Os dois. Do cerrado, adoro o clima seco, o horizonte a perder de vista e toda a variedade da flora. São inúmeras as flores que brotam por lá. Mas as florestas me deixam extasiado com sua magnitude verde. Adoro, sobretudo, a Mata Atlântica, mas confesso que me sinto afogado com toda aquela umidade.

Pé na estrada ou pé na porta?
Não gosto de arrombar portas. Apesar de ariano, prefiro o velho e educado "toc... toc...". Pé na estrada, isso sim faz sentido.

Brasília ou São Paulo?
Brasília pra criar filhos e Sampa pra ser livre.

Só danço samba ou não sei sambar?
Sou pé de valsa. Quando danço me sinto em algum lugar entre as nuvens e o céu.

Piada a qualquer preço ou respeito ao próximo?
Acho o politicamente correto chato e redundante, mas respeito... sempre.

Concreto confuso ou concreto planejado?
Sou da cidade da arquitetura de concreto. Portanto: Concreto Planejadamente Confuso.

Asa Norte ou Asa Sul?
Asa Sul, que é mais misturada. Da Asa Norte, prefiro os bares com os amigos.

Cinema ou teatro?
Sou um homem de teatro e minha amante é o cinema.

Dia ou noite?
Noite! Mas aprendi a apreciar o dia pelos meus filhos.

Não existe amor em SP ou ele ficou bestificado com a cidade?
"Pra quem vem de outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade, por que és o avesso do avesso". Estou em romance com São Paulo. Aprendi a blindar suas mazelas e olhá-la sob a perspectiva do amor. Dou bom dia às pessoas e tudo. Curto bastante o som do Criolo, mas tenho Renato Russo em meu DNA.

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Bacall Lauren 15 817x1024 Morre atriz Lauren Bacall aos 89 anos

Lauren Bacall morreu em casa, aos 89 anos, nos Estados Unidos, nesta terça (12) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após perder Robin Williams nesta segunda (11), os Estados Unidos perdeu nesta terça (12) mais um grande nome de Hollywood. Lauren Bacall morreu aos 89 anos em sua casa.

Ela foi casada com o ator de Casablanca Humphrey Bogart e estrelou filmes de sucesso, entre eles Como se Casar com um Milionário, ao lado de Marilyn Monroe, em 1953.

Nova-iorquina, Lauren começou sua carreira no teatro, na Broadway.

Estreou em 1942, na peça Johnny Two by Four (Johnny Dois por Quatro, em tradução livre).

Era fã de Bette Davis e fez o papel de Margo Channing na versão musical de A Malvada, filme de 1950 estrelado por Davis.

Ela ganhou o Tony, o Oscar do teatro norte-americano, em 1970, com a peça Aplauso, e em 1981, com A Mulher do Ano.

Em 1996, ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no longa O Espelho Tem Duas Faces.

Ela deixa três filhos.

A morte da atriz foi noticiada pelo site norte-americano TMZ, o mesmo que deu a morte de Michael Jackson.

Marilyn Monroe and Lauren Bacall marilyn monroe 16211591 500 601 Morre atriz Lauren Bacall aos 89 anos

Lauren Bacall ao lado de Marilyn Monroe, com quem estrelou Como Agarra um Milionário - Foto: Divulgação

 

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Robin Williams 3 Morte de Robin Williams deixa nó na garganta

Morre Robin Williams: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" - Foto: ArtStar/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte repentina e tão cedo do ator estadunidense Robin Williams, com apenas 63 anos, nesta segunda (11), deixa um buraco enorme em Hollywood. Ele foi achado morto, em casa, e a polícia suspeita de suicídio.

A perda é grande. Afinal, ele foi um dos mais talentosos e sensíveis atores do cinema recente. Fez uma carreira de escolhas felizes, encontrando em seu caminho personagens emblemáticos e nunca fúteis. Sempre com um discurso político ou social forte. Ele sempre tinha algo a dizer. E dizia. Mesmo em silêncio.

O homem que fazia tantos rir sofria de depressão. Mesmo nas comédias, tinha um ar grave, quase sisudo, dono de um olhar distante, desconcertante. Uma profundidade como poucos conseguem neste gênero. Ver Williams atuar era ver um pedaço de sua alma.

Filho de uma ex-modelo e de um alto executivo, era uma criança tímida em Chicago, que gostava de imitar a avó. Na adolescência, viu que poderia fazer graça para os outros e ganhar dinheiro com isso.

Tornou-se comediante de stand-up e entrou para a televisão. Daí, para o cinema, com tanto talento exposto, foi um pulo.

Nas telonas, sua memorável atuação em 1987 em Bom Dia, Vietnã lhe deu respeito junto ao público e à crítica. Em 1989, conquistou o público com Sociedade dos Poetas Mortos, que logo se tornou um clássico.

E a década de 1990 foi crucial. Emplacou um sucesso atrás do outro. Com uma carreira marcada por escolhas distintas e igualmente boas, foi o Gênio da animação Alladin, de 1992, e também encabeçou o elenco de A Gaiola das Loucas, de 1996, que abriu a discussão sobre o respeito à diversidade das famílias — isso bem antes de o casamento gay ser sancionado em muitos países. Ele já tinha se travestido em 1993 e feito todo mundo rir em Uma Babá Quase Perfeita.

Em 1997, ganhou Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em Gênio Indomável. E não parou de nos dar atuações memoráveis, como em Path Adams (1998), em O Homem Bicentenário (1999) ou em Inteligência Artificial (2001).

Ao ver sua partida abrupta, nos damos conta de que talvez Williams não tenha conseguido lidar com tanta sensibilidade, com tanto talento. Ele nos deixa com a certeza de que poderia ter nos dado ainda muito mais. Por isso, essa tristeza gigante, o vazio cortante, o nó na garganta. Não há espaço para julgá-lo. Talvez, seja como cantou Caetano: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

Lembre a carreira de Robin Williams

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