Posts com a tag "cinema"

chaveiro Argentino O Chaveiro abre 9º Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo no Memorial

Cena do filme argentino O Chaveiro, que abre a programação do Festival Latino-Americano de Cinema de São Paulo nesta quarta (23), no Memorial da América Latina, em sessão para convidados  - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A noite desta quarta (23) será de festa na tenda-cinema com 500 lugares montada no Memorial da América Latina, na Barra Funda, capital paulista. Com exibição para convidados às 20h30, o filme O Chaveiro inaugura o 9º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

A partir desta quinta (24) até a próxima quarta (30), serão exibidos gratuitamente para o público 114 filmes de 16 países na programação gratuita que acontece no Memorial e também no Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural da Juventude e Centro Cultural da Penha (confira a programação completa).

Dirigido por Natalia Smirnoff, O Chaveiro (El Cerrajero) conta a história de Sebastián, um chaveiro de 33 anos que não quer saber de compromisso sério até ouvir uma novidade de uma mulher com a qual se relaciona. Após o longa, haverá festa com personalidades do cinema, ao som do DJ Tatá Aeroplano.

Neste ano, terão homenagens ao diretor argentino Pablo Trapero, à atriz e produtora argentina Marina Gusmán, à atriz brasileira Leandra Leal e ao diretor brasileiro Silvio Tendler.

Veja fotos da abertura do festival!

A programação tem preciosidades que fizeram sucesso no últimos festivais internacionais, como Refugiado, do argentino Diego Lerman, Os Insólitos Peixes-Gato, da mexicana Claudia Sainte-Luce, e Hotel Nueva Isla, dos cubanos Irene Gutierrez e Javier Labrador.

Ainda serão exibidos filmes inéditos como o cubano Vende-se, de Jorge Perugorría, o mexicano Rezeta, de Fernando Frías de la Parra, o chileno Matar a Um Homem, de Alejandro Fernández Almendra, o uruguaio O Militante de Manolo Nieto,  o paraguaio A Leitura de Justino, de Arnaldo André, o equatoriano A Morte de Jaime Roldós, de Manolo Sarmiento e Lisandra I, o boliviano Conto Sem Fadas, de Sergio Briones, o peruano Planta Madre, de Gianfranco Quattrini, e o colombiano Terra Sobre a Língua, de Rubén Mendonza.

Veja fotos da abertura do festival!

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agenda cultural 17 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 27/06/2014

Agenda Cultural da Record News: os apresentadores Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas na Agenda Cultural do telejornal Hora News, na Record News, na companhia da apresentadora Lidiane Shayuri. Com edição de Aline Rocha Soares. Tem Jogo do Brasil e Chile no Memorial da América Latina, com direito a festa junina latino-americana e show de variedades. Tem dança da Quasar Cia. de Dança no CCBB em Brasília, com o espetáculo No Singular. Em BH, tem a mostra Gênesis, do fotógrafo Sebastião Salgado. Também tem fim da temporada da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, no Teatro Oficina, em São Paulo. Na Bahia, tem show de Mariella Santiago na Caixa Cultural de Salvador. Nos cinemas, tem o filme argentino O Estudante, o longa norte-americano Paixão Inocente, e o infantil Os Muppets 2 - Procurados e Amados. Veja o vídeo:

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cais fotos ligia jardim Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

Peça de sucesso vai virar documentário: Cais ou da Indiferença das Embarcações - Foto: Ligia Jardim

Por AGUINALDO CRISTOFANI RIBEIRO DA CUNHA
Especial para o Atores & Bastidores*

O teatro é, por definição, efêmero, permanece somente na memória de quem vê, no registro efetuado pelas críticas teatrais, na dramaturgia da época e, eventualmente, em filmagens do espetáculo tal qual é feito no palco – mas sem a força e a energia que a montagem cênica tem, ao  interagir com o público.

Temos na lembrança a memória de vigorosos espetáculos que vimos: como esquecer, por exemplo,  espetáculos como Longa Jornada de um Dia para Dentro da Noite, Os Sete Alfuentes do Rio OtaMelodrama ou de Cacilda! e demais montagens do Oficina, ou das montagens de Antunes? Ficam marcadas na memória dos espectadores, pela sua qualidade e vigor cênico.

Da mesma forma, como importante registro teatral estão as críticas: lendo os textos primorosos de Decio de Almeida Prado, surge-nos diante dos olhos o Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC,  em seu esplendor nos anos 1950. O que dizer, então, do registro teatral feito pelas peças de Plínio Marcos, de Jorge Andrade, de Gianfrancesco Guarnieri? O retrato histórico de uma época pela dramaturgia contemporânea é importante marco na memória teatral.

cais ligia jardim Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

Cena de Cais: peça de Kiko Marques fez sucesso e ganha registro no cinema por Nelson Rodrigues - Foto: Ligia Jardim

Espetáculos filmados também são uma das especialidades da BBC britânica, que filma principalmente peças teatrais baseadas em Shakespeare, como Júlio César, Ricardo III, Henrique V....

Essência

No caso de  Cais ou da Indiferença das Embarcações, texto e direção de Kiko Marques, montagem da Velha Companhia —  sucesso absoluto de público e de crítica na temporada teatral paulistana de 2013, premiado pela APCA e pelo Shell – um outro tipo de registro deve ser feito proximamente, marcando bem o encontro do teatro com o cinema e, com muita originalidade, propondo um prolongamento do texto teatral para além dele, um prolongamento cinematográfico, mas mantendo a essência e as reflexões propostas pelo espetáculo teatral.

Através de documentário concebido e dirigido pelo cineasta Nelson Rodrigues,  documentário esse  que se propõe não a registrar o teatro filmado, mas sim, a partir do espetáculo,  recuperar em paralelo as histórias das personagens e as das pessoas reais que lhes deram vida, o espetáculo Cais terá sua continuação, o prolongamento cinematográfico acima referido – o que é muito bom, para a memória teatral.

Memórias

O espetáculo,  segundo Nelson, “é uma reconstrução das memórias de infância de Kiko Marques sobre o cais da Vila do Abraão, na Ilha Grande. A partir das pessoas que povoaram sua meninice, Kiko traçou os laços afetivos que unem três gerações de uma mesma família. O filme mostra como são fortes esses envolvimentos, que nem mesmo o tempo, o passar do tempo, consegue apagá-los. O título surgiu de uma comparação entre homens e barcos. Os homens e suas compulsões e os barcos na sua indiferença, indiferença que confere a fatos reais, um caráter de poesia e humor. Os barcos afundam e continuam a existir. Os barcos riem e contam histórias. Os homens não. Eles vivem, e viver....”.

nelson rodrigues filme Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

O documentarista Nelson Rodrigues: responsável pelo projeto - Foto: Eduardo Enomoto

Falando especificamente sobre esse oportuno e mais que bem-vindo documentário, Nelson Rodrigues lembra que seu projeto “fala de um encontro que pode  mudar toda uma vida....O documentário pretende causar inquietação no espectador, de modo a fazê-lo viajar para dentro de si mesmo e, daí, perceber suas próprias projeções para que se torne um ser humano melhor, mais íntegro, mais harmonizado com seus anseios. Quer que ele se aprofunde nas histórias dos ilhéus como se fossem espelhos de suas próprias vidas. Como se o espectador de alguma forma pudesse escolher entre o cais dos homens e o das embarcações.  A Ilha Grande, palco da ação, vai se transformando ao longo dos anos, e ganhando novos contornos com o aparecimento de novos personagens. São eles, com suas características individuais, que impelem aquele lugar a se tornar diferente”.

Teatro e história

O diretor acentua que o documentário terá dois contextos, um “teatral” (fragmentos do próprio espetáculo) e outro “histórico” (moradores da ilha), “a fim de recuperar as histórias reveladoras do lugar. Traça-se, assim, um paralelo entre o texto de Kiko Marques e as  pessoas que lá ficaram”.

O projeto, com cerca de 60% de cenas já gravadas,  está em fase final de captação de recursos para conclusão das filmagens na Ilha Grande. O lançamento do filme está previsto para o primeiro trimestre de 2015. Nelson assegura que um ponto importante é fugir do teatro filmado, propondo-se a “eternizar na linguagem cinematográfica o esplendor cênico, porque o e teatro é um momento único, é trazer a câmera junto ao corpo do ator para dar mais vida à interpretação e a esse espaço sagrado”.

Lembrando como teve certeza de que Cais era o espetáculo ideal para tornar-se o foco de seu projeto “teatro versus cinema”, Nelson Rodrigues conta que ficou muito impressionado com a peça ao assisti-la: “Resolvi estudar / entender aquele lugar, a Ilha Grande. Fui para lá com uma câmera na mão e ao desembarcar no cais da Vila do Abraão percebi que aquele local tinha uma energia inexplicável Fiquei sentado no cais olhando o mar e me perguntando... Iniciei as conversas com os moradores da ilha e percebi uma conexão com o texto de Kiko Marques (histórias do presídio, de amor e das embarcações). Naquela semana tive a certeza de que era o filme que eu buscava”.

Nelson finaliza sua abordagem do documentário relembrando uma frase dita pelo veterano ator Walter Portela, (que faz o narrador em Cais):

“O Cais é poesia que se levanta do livro e se faz humana, e para fazer-se humana ela chora, grita e se desespera”.

O espetáculo, reestreará em São Paulo proximamente – para sorte de quem ainda não o assistiu. Teremos, então, o espetáculo e seu prolongamento, o documentário. Sorte de todos nós.

*Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha é crítico teatral membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade que presidiu.

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hi fi gsize5 Filme de Lufe Steffen esquadrinha história da diversidade na noite paulistana; entrada é grátis

Cena do filme São Paulo em Hi-Fi: documentário mostra glamour da noite em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A noite paulistana é a mais movimentada do País. Um verdadeiro palco fervilhante. Em seu cotidiano, cabe de tudo, sobretudo a diversidade. E ela tem muita história para contar, sobretudo de seus tempos mais glamorosos. O filme São Paulo em Hi-Fi foi atrás justamente disso.

O documentário do cineasta paulista Lufe Steffen tem sessões especiais nesta semana, no Cine Olido, com entrada a R$ 1, e na Academia Paulista de Letras, de graça [veja serviço ao fim].

hifi22 Filme de Lufe Steffen esquadrinha história da diversidade na noite paulistana; entrada é grátis

Noite paulistana era só glamour - Foto: Divulgação

Em foco nos cem minutos do filme, o auge da noite gay paulistana, entre as décadas de 1960 e 1980. De pano de fundo das histórias contadas, a ditadura militar e sua repressão, a revolução sexual, o desbunde e o surgimento da Aids. Tudo passado em casas que entraram para a história, como Medieval, Val Improviso, NostroMondo e  Corintho, entre outras.

O foco das exibições é o público que está na cidade para 18ª Parada do Orgulho LGBT, que será realizada no domingo (4) na avenida Paulista e rua da Consolação.

Steffen comemora as sessões especiais: “Estas exibições, na semana da Parada, vão instigar ainda mais as reflexões que o filme provoca, de como tudo mudou, ou não”, avalia.

São Paulo em Hi-Fi
Onde: Cine Olido (avenida São João, 473, metrô República)
Quando:
29.04 | terça - 19h
30.04 | quarta - 17h
Quanto: R$ 1

Onde: Academia Paulista de Letras (Largo do Arouche, 324, metrô República)
Quando:
01.05 | quinta – 17h
03.05 | sábado – 18h
Quanto: grátis

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agenda foto Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 25/04/2014

A Agenda Cultural do Hora News desta sexta (25) traz como destaque o show do grupo de samba Adora-Roda em Salvador na segunda (28), no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Salvador Shopping, com entrada gratuita. Tem também Gusttavo Lima em Mogi-Guaçu, no interior de São Paulo, neste sábado (26), a partir das 19h, com entrada a R$ 30. E ainda estreias no cinema como Yves Saint-Laurent e Sete Caixas, este último filme vindo diretamente do Paraguai. Veja o vídeo com a apresentadora Lidiane Shayuri e o colunista Miguel Arcanjo Prado:

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miguel arcanjo agenda cultural 18 04 2014 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 18/04/2014

Miguel Arcanjo Prado na Agenda Cultural do Hora News, na Record News: dicas para todo País - Foto: Divulgação

O jornalista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas na Agenda Cultural do Hora News, na Record News, nesta sexta (18). Tem o Festibero, com 15 peças grátis de sete países no Memorial da América Latina. Tem também sessões grátis da peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, no Itaú Cultural e na Funarte de São Paulo. E mais: show da banda de rock Cascadura em Salvador. Em Minas Gerais, tem o Rodeio Show de Pedro Leopoldo, com a dupla Fernando e Sorocaba. E ainda as estreias nos cinemas: o filme francês O Palácio Francês, do brasileiro Copa de Elite e do venezuelano Pelo Malo. Veja o vídeo:

Leia a coluna Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

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Elder 164 Entrevista de Quinta – Elder Fraga transforma conto de Plínio Marcos no curta Os Bons Parceiros

O cineasta, ator e produtor Elder Fraga: curta com violência crua de Plínio Marcos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Na próxima terça-feira (25), o cineasta e ator Elder Fraga completará 39 anos com um presente especial: a estreia do seu quarto curta-metragem, Os Bons Parceiros, às 21h30 na sala 4 do Espaço Itaú da rua Augusta, 1.470, em São Paulo. A entrada é gratuita. O filme é baseado em um conto do jornalista e dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999), nome forte do teatro nacional. Nesta Entrevista de Quinta, Elder falou sobre o projeto e sobre o autor, a quem conheceu pessoalmente. Leia com toda a calma do mundo.

foto 7 Vivian Fernadez Entrevista de Quinta – Elder Fraga transforma conto de Plínio Marcos no curta Os Bons Parceiros

Cena do curta Os Bons Parceiros, que estreia no dia 25 em SP - Foto: Vivian Fernandez

Miguel Arcanjo Prado - Qual a história do filme Os Bons Parceiros?
Elder Fraga - Cinco amigos da periferia resolvem em uma noite se juntar para fazer um arrastão e levantar uma grana. O curta dura 20 minutos.

Você pretende levar o filme para festivais?
A gente estreia no Espaço Itaú na Augusta e pretendo trabalhar o curta dentro e fora do Brasil. Estamos fazendo as legendas em inglês e espanhol. A partir de março queremos mandar o filme para o mundo todo.

Você tem novos projetos no cinema?
Tenho dois. Um curta, que deve se chamar Matinê e será protagonizado pelo ator Júlio Rocha, e começo os trabalhos do meu primeiro longa-metragem, que vai abordar o mundo das lutas do MMA e quero rodar em 2015.

Qual é sua relação com o Plínio Marcos?
Minha estreia profissional foi com Barrela, peça do Plínio com direção do Sergio Ferrara em 1999. Neste período pude conviver com o Plínio. Tive um contato com ele bem próximo.

Conte mais.
Ele não saía do teatro. Ele amava tanto a montagem que falou que nossa montagem Barrela "pegava no breu". A gente chegava no Teatro de Arena e ele já estava lá, sentadinho. Eu tinha 20 e poucos anos e ficava impressionado com sua figura, ali, tão perto.

cartaz Entrevista de Quinta – Elder Fraga transforma conto de Plínio Marcos no curta Os Bons Parceiros

Cartaz do filme Os Bons Parceiros, de Elder Fraga

E ele morreu no mesmo ano?
Sim. Ele morreu antes de a temporada acabar. Aí, eu comecei a ler a obra dele. Antes de morrer, ele tinha dito que queria que a gente montasse O Abajur Lilás também, mas não deu tempo de ele ver. Tinha o Fransérgio Araújo e a Esther Góes. Fizemos uma turnê grande.

E aí você virou especialista em fazer obra do Plínio?
Mais ou menos, porque depois o Antonio de Andrade me chamou para fazer O Homem de Papel e eu acabei não fazendo...

E como o Plínio voltou?
Ganhei o livro As Histórias das Quebradeiras do Mundaréu, de autoria do Plínio Marcos. Comecei a devorar esse livro e comecei a imaginar os contos em filmes, porque ele descreve os lugares, o ambiente, com aquela violência crua. E pensei: isso dá um filme. Seria legal levar Plínio para o cinema.

E como fez para conseguir os direitos?
Entrei em contato com Kiko Barros, que é filho dele, e ele me deu carta branca para fazer. A obra do Plínio é atual. Mantive a essência do conto, apenas com uma cara mais moderna. Coloquei cenas de 3D e animação.

Foi difícil lançar o curta?
Rodei o filme dois anos atrás, sem apoio nenhum. Eu tentei editais, mas estava muito difícil. Consegui juntar alguns parceiros do cinema para produzir de forma independente.

Quem compõe o elenco?
Já tinha uns nomes na cabeça, porque gosto de chamar eu mesmo os atores. Já tinha trabalhado com o Luciano Quirino na série 9mm [Fox], e o convidei para ser o Fogueira, que é o chefão dos bandidos. Depois fui atrás de um ator bacana para fazer um antagonista. Estava no festival com outro filme meu, Nigéria, e o Thogun falou que queria trabalhar comigo. Sou fã dele do Tropa de Elite e de O Palhaço. E tem ainda o Ricardo Gelli, o Laerte Késsimos, o Daniel Torres e o Johnnas Oliva. Chamei o Bruno Giordano para fazer a preparação do elenco.

Além de cineasta e ator, você também é produtor teatral. Como é isso?
Sempre fui ator. Eu me formei no Indac, onde tive o primeiro contato com o Sérgio Ferrara. De lá ele me convidou para fazer o Barrela. Depois, eu fiz uma sequência de espetáculos com ele, e ele me convidou para abrir uma produtora: Fraga e Ferrara Produções em 2006. E daí de lá para cá eu comecei a produzir tudo que ele faz. Aí não consegui mais atuar, porque sempre achei muito difícil atuar e produzir ao mesmo tempo. Sempre prefiro fazer uma coisa de cada vez, para que saia bem feita.

foto 4 Vivian Fernadez Entrevista de Quinta – Elder Fraga transforma conto de Plínio Marcos no curta Os Bons Parceiros

Os Bons Parceiros mostra um grupo de amigos bandidos em uma noite louca - Foto: Vivian Fernandez

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daniel gaggini otavio pacheco1 Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

O cineasta e diretor teatral Daniel Gaggini: sonho realizado de transpor Cães de Aluguel, de Tarantino, para a realidade dos moradores de Heliópolis, em São Paulo - Foto: Otávio Pacheco

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator, diretor e cineasta paulistano Daniel Gaggini tem uma missão e tento pela frente. Transpor a obra cinematográfica Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, para o teatro. Mas com direito a uma charme especial.

A empreitada contará com atores da comunidade de Heliópolis, em São Paulo, que vão misturar a realidade que vivem com a obra.

O projeto teve inscrições de 115 atores. Destes, 30 fizeram aulas de capacitação teatral. Daí, 16 foram aprovados no processo de imersão, recebendo bolsas de R$ 500. Ao final, dez foram selecionados para a montagem, que deve estrear em 18 de outubro, no bairro, com entrada gratuita. O nome será Vira-Latas de Aluguel.

Além disso, Gaggini também está presente nos cinemas, com o longa-metragem Satyrianas – 78 horas em 78 minutos, que dirigiu com Fausto Noro e o Otávio Pacheco. O longa roda festivais mundo afora e agora estreia comercialmente no Brasil, misturando ficção e realidade para contar a história do festival teatral de primavera organizado pelo grupo Os Satyros, do qual Gaggini fez parte nos anos 1990.

Gaggini também é curador e produtor do Cine Favela, que exibe filmes gratuitos em Heliópolis. Ele conversou com o Atores & Bastidores do R7 sobre seus projetos. Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – De onde veio a ideia de transformar o filme de Tarantino em uma peça com atores de Heliópolis?
Daniel Gaggini – Eu assisti ao filme em 1993, quando estava com os Satyros em Portugal.

Ah, então você é da fase pobre e porralouca dos Satyros na Europa?
Sim, eu sou um Dinosatyros! [risos]

Mas vamos voltar à ideia de fazer peça com o filme...
Eu fiquei superimpressionado com o filme e pensei que um dia queria montá-lo no teatro. Daí, corte seco, 20 anos se passaram e eu falei: “meu Deus, eu tenho de ter um propósito, ter algo para dizer”. Não queria só pegar um filme do Tarantino e montar uma peça. Eu trabalho em Heliópolis desde 2009, com o projeto Cine Favela, e pensei: "poxa, está aqui". Fiz uma sessão em 2012 de vários filmes clássicos e a comunidade se identificou muito com Cães de Aluguel.

E você quis trabalhar com gente da comunidade?
Em vez de montar uma peça eu montei o projeto de capacitação teatral. No mês passado, trabalhamos com 16 jovens. A gente não vai transpor o filme para o teatro. Ele é apenas um ponto de partida para o nosso espetáculo. O enredo é o mesmo, mas com as cores de Heliópolis.

vira latas de aluguel Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

Daniel Gaggini (à esq., de azul claro) posa com os primeiros selecionados do projeto Vira-Latas de Aluguel, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo - Divulgação

E onde vão se apresentar?
Vamos encenar nas ruas e vamos interagir com a comunidade, vamos usar um bar, um galpão, a rua. Vai ser lindo e vai envolver todo mundo.

Quem patrocina o projeto?
O Instituto Pepsi Co. financiou todo o projeto por meio do ProAC estadual. Eles se encantaram com o projeto de capacitação e foram patrocinadores exclusivos.

Como foi selecionar os atores na comunidade? Ficou com pena de não poder selecionar todo mundo?
Doeu muito fazer a seleção. Iam ficar só nove, mas eu coloquei mais um e são dez. Eu trabalho em comunidade há muito tempo. Veio tanta gente que não conhecia. Há muitos talentos! Tenho um rapaz, James Calegari, que é da Orquestra Sinfônica de Heliópolis, e toca mais de 80 instrumentos. Tem a Klaviany Cozy, uma atriz da Cia. de Teatro de Heliópolis, que também é ótima. E tem até jornalista no meio desses selecionados. É uma mistura muito grande e gostosa. Eles escreveram o texto, eu fui só coordenador de dramaturgia. Estão dando os toques de lá e o linguajar da comunidade. É uma peça genuinamente de Heliópolis.

E o filme Satyrianas [leia a crítica]?
Eu divido o filme com outros dois diretores, o Fausto Noro e o Otávio Pacheco. O filme vai passar agora no Festival de Inverno no Uruguai e estreamos em 30 de agosto nos cinemas de São Paulo, co distribuição da Vitrine Filmes. O filme estreou no Festival do Rio, no ano passado, e o jornal O Globo nos deu Prêmio Especial. Em São Paulo, foi um dos cinco filmes mais votados em mais de 400 da Mostra Internacional. Agora, paralelamente ao lançamento no Brasil, vamos também participar dos festivais internacionais.

rodolfo ivam Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

Mestres de Daniel Gaggini: os artistas Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral, a dupla criadora do Satyros e das Satyrianas - Divulgação

Como foi o reencontro com os Satyros pelo filme?
Foi uma das maiores emoções da minha vida. Eu entrei nos Satyros em 1990 e fiquei até 1995. Eu fiquei quatro anos com eles na Europa. Vivi este momento mágico. Eu fui com 16 anos! Eu andava com autorização para fazer uma peça proibida para menores de 18! [risos]

E mais de 20 anos depois você faz o filme sobre o festival deles...
O filme foi uma possibilidade de um reencontro nosso. Foi uma forma de eu retribuir tudo que eles fizeram para minha visão artística, tanto o Ivam Cabral quanto o Rodolfo García Vázquez [fundadores dos Satyros]. Foi uma loucura, porque levei a ideia para os outros dois diretores uma semana antes de as Satyrianas acontecer! Foi um filme feito com a cara e a coragem. E isso tem muito a ver com o que o Satyros me ensinou.

heliopolis sulia folli Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

Comunidade de Heliópolis (foto), em SP, está envolvida com o projeto Vira-Latas de Aluguel - Foto: Súlia Folli

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Evaldo Mocarzel foto Piu Dip Evaldo Mocarzel quebra muro entre teatro e cinema na mostra Novas Dramaturgias em Tempos Digitais

O cineasta, dramaturgo e jornalista Evaldo Mocarzel: empenhado em decifrar os palcos - Foto: Piu Dip

Por Miguel Arcanjo Prado

Espetáculos teatrais em vídeo não costumam resultar em boa experiência. Afinal de contas, o teatro é vivo e efêmero demais para o registro. Certo? Errado. Pelo menos, se esta pergunta for feita ao cineasta Evaldo Mocarzel, que é curador da mostra Teatro SP: Novas Dramaturgias em Tempos Digitais, que acontece desta quarta }(28) até domingo (2) no Itaú Cultural, em São Paulo (veja mais abaixo).

br3 Evaldo Mocarzel quebra muro entre teatro e cinema na mostra Novas Dramaturgias em Tempos Digitais

BR3, do Teatro da Vertigem: o começo de tudo

Em conversa com o Atores & Bastidores do R7, Mocarzel afirma que sua busca vai “bem mais além” do que um mero registro audiovisual de uma montagem. “Tudo começou com o BR-3, do Teatro da Vertigem em um barco no rio Tietê, um registro que foi feito na guerrilha”, lembra. Foi quando resolveu que não bastava gravar, mas “fazer um registro da íntegra da peça que fosse retrabalhado pela linguagem cinematográfica e ainda um trabalho de entrevistas, com a linguagem do documentário”.

Foi um sucesso. Os grupos gostaram da ideia e desde então Mocarzel não parou mais. Já fez filmes de mais de 20 trabalhos de ponta do teatro paulistano, de grupos como Os Fofos Encenam, Satyros, Vertigem e XIX.

O foco logo passou a não ser apenas filmar o resultado final, a peça, como também os longos processos criativos e colaborativos que os artistas fazem antes de uma encenação estrear. “Tem muita riqueza no processo que acaba desaparecendo completamente na montagem”, explica.

memoria da cana Evaldo Mocarzel quebra muro entre teatro e cinema na mostra Novas Dramaturgias em Tempos Digitais

Um olho no presente e outro no futuro: cena de Memória da Cana, da Cia. Os Fofos Encenam, filmado por Mocarzel

Ao esmiuçar esses detalhes, o cineasta tem consciência do trabalho de memória póstuma que realiza: “Sempre tenho a preocupação de eternizar a peça na linguagem audiovisual, promovendo um diálogo entre teatro e cinema”, conclui.

Quem pensa que há rios de dinheiro para os projetos de Mocarzel se engana. Muitos filmes são bancados pelos próprios grupos.

O cineasta conta que o prazer está embutido na tarefa, já que conseguiu, com o projeto, conviver de perto com as principais companhias paulistanas, das quais é fã confesso. “Eu sou um cineasta e dramaturgo. Então, por trás do documentarista tem um dramaturgo que grita”, entrega.

Tanta proximidade, faz ele concluir, sem pestanejar: “O teatro paulistano tem a cara do mundo. É um teatro de ponta”.

Mostra Teatro SP: Novas Dramaturgias Em Tempos Digitais
De 28 de novembro a 2 de dezembro de 2012 (quinta-feira a domingo)

Espaço Itaú de Cinema – Shopping Frei Caneca
(Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, tel. 0/xx/11 3472-2368, Grátis )

Dia 28 (quarta-feira) – Sessão Especial - 21h – Hysteria (71 minutos), de Ava Rocha e Evaldo Mocarzel
Espaço Itaú de Cinema – Sala 6 (118 lugares) - Entrada franca - sujeito à lotação da sala

Itaú Cultural - Sala Vermelha
(Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô – Tel. 0/xx11 2168-1776, Grátis)

Dia 29 (quinta-feira) – Documentários Cênicos - 16h - Exibição do longa documental "Vila Verde" (80 minutos) - 18h - Exibição do longa documental "Dizer e Não Pedir Segredo" (90 minutos) - 20h - Exibição de "Festa de Separação" (26 minutos) + debate com Janaína Leite, Luiz Fernando Marques, Marcelo Soler, Nelson Baskerville e mediação de Evaldo Mocarzel.

Dia 30 (sexta-feira) – Intervenção Urbana - 16h: Exibição de "BR-3 (a peça)" (150 minutos) - 18h30: Exibição de "BR-3 (o documentário)" (80 minutos) - 20h: Exibição de "A Última Palavra é a Penúltima" (26 minutos) + debate com Eliana Monteiro, Luiz Fernando Marques, Georgette Fadel, Kil Abreu e mediação de Evaldo Mocarzel.

Dia 1º (sábado) – Dramaturgias Expandidas - 16h: Exibição de "Memória da Cana" (140 minutos) - 18h: Exibição de "Cia.Livre 10 Anos" (120 minutos) - 20h: Exibição da versão curta do documentário "Memória da Cana" (26 minutos) + debate com Newton Moreno, Cibele Forjaz, Rodolfo García Vázquez, Cecília Salles e mediação de Evaldo Mocarzel.

Dia 2 (domingo) – Hibridização de Linguagens - 16h: Exibição de "Kastelo" (100 minutos) - 18h: Exibição de "Assombrações do Recife Velho" (71 minutos) - 20h: Exibição do curta-metragem "A Cicatriz é a Flor" (20 minutos) + debate com Felipe Hirsch, Beto Brant, Antonio Araújo, Claudia Schapira e mediação de Evaldo Mocarzel.

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O fim de semana tem atrações para todos os gostos e bolsos em São Paulo.

Veja no vídeo abaixo as dicas do jornalista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado para seu fim de semana, no telejornal Record News SP, apresentado por Lidiane Shayuri.

Com Nathalia Boscolo, editora da Record News

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