Posts com a tag "cinema"

nash laila foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila: musa do novíssimo cinema brasileiro e também do Oficina - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A pequenina Nash Laila é dona de um talento gigante. Quem a vê no palco do Teat(r)o Oficina sabe muito bem. Quem viu seus filmes também. É atriz intensa e potente.

Tanto que começou cedo e logo se destacou no cinema brasileiro, em longas como Deserto Feliz — com o qual levou o prêmio de melhor atriz do Festival do Cinema Brasileiro em Paris —, Amor, Plático e Barulho — que lhe rendeu o Troféu Candango de melhor atriz coadjuvante do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — e Tatuagem, melhor filme no Festival de Gramado.

É uma das musas do novíssimo cinema nacional de qualidade.

Em São Paulo, esta pernambucana filha da cabeleireira Cida Silva e do transportador Carlos Medeiros assumiu as rédeas da própria vida.

Dona do próprio nariz, deu esta Entrevista de Quinta ao R7 na plateia do Oficina, lugar no qual se sente livre.

Falou sobre sua trajetória e ainda desabafou: "O mundo está muito caretão". Tem razão.

Leia com toda a calma do mundo.

nash laila foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila está vivendo há dois anos e meio em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você está há quanto tempo em São Paulo?
Nash Laila — Há dois anos e meio. Fiz o filme Tatuagem, do Hilton Lacerda, e achei que era o momento de dar uma virada e me mudar para cá.

Miguel Arcanjo Prado —Você é de Recife?
Nash Laila — Cresci em Jaboatão, que fica do lado. Morava no bairro Sucupira, com rua de terra, perto da mata. Adorava roubar fruta na árvore, passei a infância brincando na rua. Com 16 anos, fui morar em Olinda.

Miguel Arcanjo Prado — Nesta época já pensava em ser atriz?
Nash Laila — Desde criança eu queria ser atriz. Fazia sempre o auto de Natal [risos]. Aos 13 anos, entrei em um curso de teatro. Depois fui trabalhar com o diretor Jorge Clésio. Fiquei três anos com ele, dos 15 aos 18. Saí para fazer meu primeiro filme, Deserto Feliz.

Miguel Arcanjo Prado — Foi neste que você virou musa do Festival do Rio?
Nash Laila — Foi muito engraçado, porque concorria com um monte de famosa e o povo devia pensar: quem é essa. Foi muito bacana. O filme era muito forte, era uma menina que sofria exploração sexual e terminava se apaixonando por um alemão.

nash laila foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila foi criada brincando na rua, subindo em árvore para pegar fruta - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Foi difícil para você fazer este filme tão novinha?
Nash Laila — Foi um susto. Mas diante do abismo, eu pulei. O Paulo Caldas [diretor do filme] me ouvia muito. Foi um trabalho que me marcou. Viajei bastante por conta do filme. Um ano depois de terminar de filmar este filme estávamos no Festival de Berlim. Foi muito doido. Muita responsabilidade. Cinema é um processo de várias mãos. No teatro, é a gente e o público. Cinema é edição, montagem, o olhar do diretor...

Miguel Arcanjo Prado — E aí você virou a garota do novo cinema pernambucano?
Nash Laila — Pois é [risos]... Eu fiquei dois anos divulgando o filme. Já estava meio que na correnteza, sabe? Agora, vai, pensei. Aí eu passei no vestibular da UFPE [Universidade Federal de Pernambuco], para artes cênicas e fui fazer um intercâmbio na França, em Clermont-Ferrand. Foi ótimo, uma experiência incrível. Mas, voltei e senti um certo vazio.

Miguel Arcanjo Prado —Por quê?
Nash Laila — Recife é muito cultural, mas, ao mesmo tempo, é muito paradona em determinadas épocas. Aí eu fiz a minissérie Santo por Acaso e uma participação em O País do Desejo. Aí surgiu o Tatuagem.

Miguel Arcanjo Prado — Como você entrou para o elenco?
Nash Laila — Logo que voltei da França, fiz a o processo de seleção com o Hilton Lacerda [diretor de Tatuagem]. Eu estava com muita vontade de fazer o filme. Acabou dando certo. O processo foi todo colaborativo. Então, esse núcleo, do Chão de Estrelas, meio que carregava o filme consigo.

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Nash Laila ainda tem jeito de menina, apesar de já ser uma atriz potente - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — O que você acha do cinema fora do eixo Rio-São Paulo?
Nash Laila — Acho maravilhoso. Essa galera de Recife, Ceará, Minas, está buscando seu lugar no cinema brasileiro e quebrando muitos tabus. Recife é uma cidade com artistas que estão buscando seu lugar, sua própria produção. Já tem a Escola de Cinema da UFPE, uma lei para o setor.

Miguel Arcanjo Prado — Depois de Tatuagem você fez outro filme?
Nash Laila — Fiz Amor, Plástico e Barulho, da Renata Pinheiro, que tinha feito a direção de arte de Tatuagem. Esse é um filme de mulher: dirigido por mulher, montado por mulher.

Miguel Arcanjo Prado — Como você foi parar no Oficina?
Nash Laila — Em 2007, vi Os Sertões lá em Recife. E isso mudou minha vida. Eu precisava fazer isso. Eu fui fazendo amigos. Depois que acabou o Tatuagem, ficou aquele clima... Então, resolvi arriscar. No Oficina, comecei sendo público e isso modificou o rumo das minhas escolhas. Estar aqui hoje é como uma síntese das coisas.

nash laila foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O Oficina é o lugar onde me sinto à vontade", diz atriz Nash Laila - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Por quê?
Nash Laila — No Teat(r)o Oficina me sinto à vontade. É um lugar no qual consigo me libertar no teatro, me identifico com muita coisa. A música aqui é muito forte, impulsiona. O Oficina mistura tudo o que eu gosto. Estou no Oficina desde 5 de maio de 2012. Já fiz seis peças com o Zé [Celso, diretor do Oficina].

Miguel Arcanjo Prado — Como é lidar com tantos artistas no Oficina?
Nash Laila — A grande força do Oficina é o coro, isso que me arrebatou. O Zé é muito ligado nas pessoas. Ele é muito sensível ao presente. Toda vez que ele saca que a pessoa está presente, ele vai junto.

Miguel Arcanjo Prado — Como é sua relação com São Paulo?
Nash Laila — É muito louca. De desde quando falava: jamais moro em São Paulo. Até agora que grande parte dos meus amigos moram aqui. Fui criando uma rotina, um jeito de viver. Antes, morava com meus pais. Aqui, eu me vi sozinha, tendo de fazer minhas coisas. Hoje, em São Paulo eu me sinto em casa. Claro que estou cansada do barulho, sinto saudade do mar... Acho que sou um peixinho. São Paulo para mim é maravilhosa, desde que eu vá e volte.

nash laila foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila, com Cacilda ao fundo, no Oficina: "Tento me colocar o máximo" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado —Você fez no Oficina papeis importantes, como a Cacilda menina.
Nash Laila — O Zé fala de atuadores. Essa palavra tem um grande símbolo. O atuador se coloca mais do que o ator. Tanto nas escolhas quanto no processo eu tento me colocar o máximo.

Miguel Arcanjo Prado — O que você quer da vida?
Nash Laila — Eu? Tanta coisa... A gente está vivendo um momento muito sensível. O mundo está muito caretão. A gente tem que quebrar tudo, para ter um pouco de afeto. No nosso trabalho, mexemos com fogo. Gente é uma coisa que amo e odeio.

nash laila foto bob sousa7 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O mundo está muito caretão. Tem que quebrar tudo, para ter afeto", diz Nash - Foto: Bob Sousa

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Vinícius Ferreira Foto 6 de Minervino Júnior Dois ou Um com Vinícius Ferreira

Vinícius Ferreira, do filme Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, em cartaz nos cinemas - Foto: Minervino Júnior

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Vinícius Ferreira é o protagonista do filme Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, do diretor Gustavo Galvão, de Brasília. No road movie, vive Pedro, um homem que resolve partir de casa e partir sem rumo pelas estradas do cerrado. O longa está em cartaz nas principais capitais brasileiras e tem no elenco nomes da cena paulistana, como Marat Descartes e Mário Bortolotto. Há cerca de um ano, Vinícius deixou Brasília para morar em São Paulo. Ainda está em clima de romance com a metrópole. Ele aceitou o convite do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Cerrado ou floresta?
Os dois. Do cerrado, adoro o clima seco, o horizonte a perder de vista e toda a variedade da flora. São inúmeras as flores que brotam por lá. Mas as florestas me deixam extasiado com sua magnitude verde. Adoro, sobretudo, a Mata Atlântica, mas confesso que me sinto afogado com toda aquela umidade.

Pé na estrada ou pé na porta?
Não gosto de arrombar portas. Apesar de ariano, prefiro o velho e educado "toc... toc...". Pé na estrada, isso sim faz sentido.

Brasília ou São Paulo?
Brasília pra criar filhos e Sampa pra ser livre.

Só danço samba ou não sei sambar?
Sou pé de valsa. Quando danço me sinto em algum lugar entre as nuvens e o céu.

Piada a qualquer preço ou respeito ao próximo?
Acho o politicamente correto chato e redundante, mas respeito... sempre.

Concreto confuso ou concreto planejado?
Sou da cidade da arquitetura de concreto. Portanto: Concreto Planejadamente Confuso.

Asa Norte ou Asa Sul?
Asa Sul, que é mais misturada. Da Asa Norte, prefiro os bares com os amigos.

Cinema ou teatro?
Sou um homem de teatro e minha amante é o cinema.

Dia ou noite?
Noite! Mas aprendi a apreciar o dia pelos meus filhos.

Não existe amor em SP ou ele ficou bestificado com a cidade?
"Pra quem vem de outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade, por que és o avesso do avesso". Estou em romance com São Paulo. Aprendi a blindar suas mazelas e olhá-la sob a perspectiva do amor. Dou bom dia às pessoas e tudo. Curto bastante o som do Criolo, mas tenho Renato Russo em meu DNA.

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Bacall Lauren 15 817x1024 Morre atriz Lauren Bacall aos 89 anos

Lauren Bacall morreu em casa, aos 89 anos, nos Estados Unidos, nesta terça (12) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após perder Robin Williams nesta segunda (11), os Estados Unidos perdeu nesta terça (12) mais um grande nome de Hollywood. Lauren Bacall morreu aos 89 anos em sua casa.

Ela foi casada com o ator de Casablanca Humphrey Bogart e estrelou filmes de sucesso, entre eles Como se Casar com um Milionário, ao lado de Marilyn Monroe, em 1953.

Nova-iorquina, Lauren começou sua carreira no teatro, na Broadway.

Estreou em 1942, na peça Johnny Two by Four (Johnny Dois por Quatro, em tradução livre).

Era fã de Bette Davis e fez o papel de Margo Channing na versão musical de A Malvada, filme de 1950 estrelado por Davis.

Ela ganhou o Tony, o Oscar do teatro norte-americano, em 1970, com a peça Aplauso, e em 1981, com A Mulher do Ano.

Em 1996, ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no longa O Espelho Tem Duas Faces.

Ela deixa três filhos.

A morte da atriz foi noticiada pelo site norte-americano TMZ, o mesmo que deu a morte de Michael Jackson.

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Lauren Bacall ao lado de Marilyn Monroe, com quem estrelou Como Agarra um Milionário - Foto: Divulgação

 

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Robin Williams 3 Morte de Robin Williams deixa nó na garganta

Morre Robin Williams: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" - Foto: ArtStar/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte repentina e tão cedo do ator estadunidense Robin Williams, com apenas 63 anos, nesta segunda (11), deixa um buraco enorme em Hollywood. Ele foi achado morto, em casa, e a polícia suspeita de suicídio.

A perda é grande. Afinal, ele foi um dos mais talentosos e sensíveis atores do cinema recente. Fez uma carreira de escolhas felizes, encontrando em seu caminho personagens emblemáticos e nunca fúteis. Sempre com um discurso político ou social forte. Ele sempre tinha algo a dizer. E dizia. Mesmo em silêncio.

O homem que fazia tantos rir sofria de depressão. Mesmo nas comédias, tinha um ar grave, quase sisudo, dono de um olhar distante, desconcertante. Uma profundidade como poucos conseguem neste gênero. Ver Williams atuar era ver um pedaço de sua alma.

Filho de uma ex-modelo e de um alto executivo, era uma criança tímida em Chicago, que gostava de imitar a avó. Na adolescência, viu que poderia fazer graça para os outros e ganhar dinheiro com isso.

Tornou-se comediante de stand-up e entrou para a televisão. Daí, para o cinema, com tanto talento exposto, foi um pulo.

Nas telonas, sua memorável atuação em 1987 em Bom Dia, Vietnã lhe deu respeito junto ao público e à crítica. Em 1989, conquistou o público com Sociedade dos Poetas Mortos, que logo se tornou um clássico.

E a década de 1990 foi crucial. Emplacou um sucesso atrás do outro. Com uma carreira marcada por escolhas distintas e igualmente boas, foi o Gênio da animação Alladin, de 1992, e também encabeçou o elenco de A Gaiola das Loucas, de 1996, que abriu a discussão sobre o respeito à diversidade das famílias — isso bem antes de o casamento gay ser sancionado em muitos países. Ele já tinha se travestido em 1993 e feito todo mundo rir em Uma Babá Quase Perfeita.

Em 1997, ganhou Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em Gênio Indomável. E não parou de nos dar atuações memoráveis, como em Path Adams (1998), em O Homem Bicentenário (1999) ou em Inteligência Artificial (2001).

Ao ver sua partida abrupta, nos damos conta de que talvez Williams não tenha conseguido lidar com tanta sensibilidade, com tanto talento. Ele nos deixa com a certeza de que poderia ter nos dado ainda muito mais. Por isso, essa tristeza gigante, o vazio cortante, o nó na garganta. Não há espaço para julgá-lo. Talvez, seja como cantou Caetano: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

Lembre a carreira de Robin Williams

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Eric Laerte Késsimos Público pode ver três curtas de graça em SP

O ator Laerte Késsimos, no curta Eric: exibição grátis em SP com outras duas produções - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do cinema (e do teatro também) tem encontro marcado na próxima segunda (11) na sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, na rua Augusta, 1.740, em São Paulo.

Três sessões seguidas, a partir das 21h30, apresentam em primeiríssima mão três curtas ao público.

Eric, de Herbert Bianchi, O Segredo dos Adultos, de Ivan Nakamura e Jotagá Crema, e Polícia e Ladrão, de Marcela Cardoso.

A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada.

Todos os filmes têm nomes garimpados no teatro paulistano, como Laerte Késsimos, que participa de Eric e Polícia e Ladrão, e Sergio Mastropasqua, que está no elenco de Eric e de O Segredo dos Adultos.

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chaveiro Argentino O Chaveiro abre 9º Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo no Memorial

Cena do filme argentino O Chaveiro, que abre a programação do Festival Latino-Americano de Cinema de São Paulo nesta quarta (23), no Memorial da América Latina, em sessão para convidados  - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A noite desta quarta (23) será de festa na tenda-cinema com 500 lugares montada no Memorial da América Latina, na Barra Funda, capital paulista. Com exibição para convidados às 20h30, o filme O Chaveiro inaugura o 9º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

A partir desta quinta (24) até a próxima quarta (30), serão exibidos gratuitamente para o público 114 filmes de 16 países na programação gratuita que acontece no Memorial e também no Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural da Juventude e Centro Cultural da Penha (confira a programação completa).

Dirigido por Natalia Smirnoff, O Chaveiro (El Cerrajero) conta a história de Sebastián, um chaveiro de 33 anos que não quer saber de compromisso sério até ouvir uma novidade de uma mulher com a qual se relaciona. Após o longa, haverá festa com personalidades do cinema, ao som do DJ Tatá Aeroplano.

Neste ano, terão homenagens ao diretor argentino Pablo Trapero, à atriz e produtora argentina Marina Gusmán, à atriz brasileira Leandra Leal e ao diretor brasileiro Silvio Tendler.

Veja fotos da abertura do festival!

A programação tem preciosidades que fizeram sucesso no últimos festivais internacionais, como Refugiado, do argentino Diego Lerman, Os Insólitos Peixes-Gato, da mexicana Claudia Sainte-Luce, e Hotel Nueva Isla, dos cubanos Irene Gutierrez e Javier Labrador.

Ainda serão exibidos filmes inéditos como o cubano Vende-se, de Jorge Perugorría, o mexicano Rezeta, de Fernando Frías de la Parra, o chileno Matar a Um Homem, de Alejandro Fernández Almendra, o uruguaio O Militante de Manolo Nieto,  o paraguaio A Leitura de Justino, de Arnaldo André, o equatoriano A Morte de Jaime Roldós, de Manolo Sarmiento e Lisandra I, o boliviano Conto Sem Fadas, de Sergio Briones, o peruano Planta Madre, de Gianfranco Quattrini, e o colombiano Terra Sobre a Língua, de Rubén Mendonza.

Veja fotos da abertura do festival!

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agenda cultural 17 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 27/06/2014

Agenda Cultural da Record News: os apresentadores Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas na Agenda Cultural do telejornal Hora News, na Record News, na companhia da apresentadora Lidiane Shayuri. Com edição de Aline Rocha Soares. Tem Jogo do Brasil e Chile no Memorial da América Latina, com direito a festa junina latino-americana e show de variedades. Tem dança da Quasar Cia. de Dança no CCBB em Brasília, com o espetáculo No Singular. Em BH, tem a mostra Gênesis, do fotógrafo Sebastião Salgado. Também tem fim da temporada da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, no Teatro Oficina, em São Paulo. Na Bahia, tem show de Mariella Santiago na Caixa Cultural de Salvador. Nos cinemas, tem o filme argentino O Estudante, o longa norte-americano Paixão Inocente, e o infantil Os Muppets 2 - Procurados e Amados. Veja o vídeo:

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cais fotos ligia jardim Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

Peça de sucesso vai virar documentário: Cais ou da Indiferença das Embarcações - Foto: Ligia Jardim

Por AGUINALDO CRISTOFANI RIBEIRO DA CUNHA
Especial para o Atores & Bastidores*

O teatro é, por definição, efêmero, permanece somente na memória de quem vê, no registro efetuado pelas críticas teatrais, na dramaturgia da época e, eventualmente, em filmagens do espetáculo tal qual é feito no palco – mas sem a força e a energia que a montagem cênica tem, ao  interagir com o público.

Temos na lembrança a memória de vigorosos espetáculos que vimos: como esquecer, por exemplo,  espetáculos como Longa Jornada de um Dia para Dentro da Noite, Os Sete Alfuentes do Rio OtaMelodrama ou de Cacilda! e demais montagens do Oficina, ou das montagens de Antunes? Ficam marcadas na memória dos espectadores, pela sua qualidade e vigor cênico.

Da mesma forma, como importante registro teatral estão as críticas: lendo os textos primorosos de Decio de Almeida Prado, surge-nos diante dos olhos o Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC,  em seu esplendor nos anos 1950. O que dizer, então, do registro teatral feito pelas peças de Plínio Marcos, de Jorge Andrade, de Gianfrancesco Guarnieri? O retrato histórico de uma época pela dramaturgia contemporânea é importante marco na memória teatral.

cais ligia jardim Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

Cena de Cais: peça de Kiko Marques fez sucesso e ganha registro no cinema por Nelson Rodrigues - Foto: Ligia Jardim

Espetáculos filmados também são uma das especialidades da BBC britânica, que filma principalmente peças teatrais baseadas em Shakespeare, como Júlio César, Ricardo III, Henrique V....

Essência

No caso de  Cais ou da Indiferença das Embarcações, texto e direção de Kiko Marques, montagem da Velha Companhia —  sucesso absoluto de público e de crítica na temporada teatral paulistana de 2013, premiado pela APCA e pelo Shell – um outro tipo de registro deve ser feito proximamente, marcando bem o encontro do teatro com o cinema e, com muita originalidade, propondo um prolongamento do texto teatral para além dele, um prolongamento cinematográfico, mas mantendo a essência e as reflexões propostas pelo espetáculo teatral.

Através de documentário concebido e dirigido pelo cineasta Nelson Rodrigues,  documentário esse  que se propõe não a registrar o teatro filmado, mas sim, a partir do espetáculo,  recuperar em paralelo as histórias das personagens e as das pessoas reais que lhes deram vida, o espetáculo Cais terá sua continuação, o prolongamento cinematográfico acima referido – o que é muito bom, para a memória teatral.

Memórias

O espetáculo,  segundo Nelson, “é uma reconstrução das memórias de infância de Kiko Marques sobre o cais da Vila do Abraão, na Ilha Grande. A partir das pessoas que povoaram sua meninice, Kiko traçou os laços afetivos que unem três gerações de uma mesma família. O filme mostra como são fortes esses envolvimentos, que nem mesmo o tempo, o passar do tempo, consegue apagá-los. O título surgiu de uma comparação entre homens e barcos. Os homens e suas compulsões e os barcos na sua indiferença, indiferença que confere a fatos reais, um caráter de poesia e humor. Os barcos afundam e continuam a existir. Os barcos riem e contam histórias. Os homens não. Eles vivem, e viver....”.

nelson rodrigues filme Teatro encontra cinema em documentário sobre peça Cais ou da Indiferença das Embarcações

O documentarista Nelson Rodrigues: responsável pelo projeto - Foto: Eduardo Enomoto

Falando especificamente sobre esse oportuno e mais que bem-vindo documentário, Nelson Rodrigues lembra que seu projeto “fala de um encontro que pode  mudar toda uma vida....O documentário pretende causar inquietação no espectador, de modo a fazê-lo viajar para dentro de si mesmo e, daí, perceber suas próprias projeções para que se torne um ser humano melhor, mais íntegro, mais harmonizado com seus anseios. Quer que ele se aprofunde nas histórias dos ilhéus como se fossem espelhos de suas próprias vidas. Como se o espectador de alguma forma pudesse escolher entre o cais dos homens e o das embarcações.  A Ilha Grande, palco da ação, vai se transformando ao longo dos anos, e ganhando novos contornos com o aparecimento de novos personagens. São eles, com suas características individuais, que impelem aquele lugar a se tornar diferente”.

Teatro e história

O diretor acentua que o documentário terá dois contextos, um “teatral” (fragmentos do próprio espetáculo) e outro “histórico” (moradores da ilha), “a fim de recuperar as histórias reveladoras do lugar. Traça-se, assim, um paralelo entre o texto de Kiko Marques e as  pessoas que lá ficaram”.

O projeto, com cerca de 60% de cenas já gravadas,  está em fase final de captação de recursos para conclusão das filmagens na Ilha Grande. O lançamento do filme está previsto para o primeiro trimestre de 2015. Nelson assegura que um ponto importante é fugir do teatro filmado, propondo-se a “eternizar na linguagem cinematográfica o esplendor cênico, porque o e teatro é um momento único, é trazer a câmera junto ao corpo do ator para dar mais vida à interpretação e a esse espaço sagrado”.

Lembrando como teve certeza de que Cais era o espetáculo ideal para tornar-se o foco de seu projeto “teatro versus cinema”, Nelson Rodrigues conta que ficou muito impressionado com a peça ao assisti-la: “Resolvi estudar / entender aquele lugar, a Ilha Grande. Fui para lá com uma câmera na mão e ao desembarcar no cais da Vila do Abraão percebi que aquele local tinha uma energia inexplicável Fiquei sentado no cais olhando o mar e me perguntando... Iniciei as conversas com os moradores da ilha e percebi uma conexão com o texto de Kiko Marques (histórias do presídio, de amor e das embarcações). Naquela semana tive a certeza de que era o filme que eu buscava”.

Nelson finaliza sua abordagem do documentário relembrando uma frase dita pelo veterano ator Walter Portela, (que faz o narrador em Cais):

“O Cais é poesia que se levanta do livro e se faz humana, e para fazer-se humana ela chora, grita e se desespera”.

O espetáculo, reestreará em São Paulo proximamente – para sorte de quem ainda não o assistiu. Teremos, então, o espetáculo e seu prolongamento, o documentário. Sorte de todos nós.

*Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha é crítico teatral membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade que presidiu.

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hi fi gsize5 Filme de Lufe Steffen esquadrinha história da diversidade na noite paulistana; entrada é grátis

Cena do filme São Paulo em Hi-Fi: documentário mostra glamour da noite em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A noite paulistana é a mais movimentada do País. Um verdadeiro palco fervilhante. Em seu cotidiano, cabe de tudo, sobretudo a diversidade. E ela tem muita história para contar, sobretudo de seus tempos mais glamorosos. O filme São Paulo em Hi-Fi foi atrás justamente disso.

O documentário do cineasta paulista Lufe Steffen tem sessões especiais nesta semana, no Cine Olido, com entrada a R$ 1, e na Academia Paulista de Letras, de graça [veja serviço ao fim].

hifi22 Filme de Lufe Steffen esquadrinha história da diversidade na noite paulistana; entrada é grátis

Noite paulistana era só glamour - Foto: Divulgação

Em foco nos cem minutos do filme, o auge da noite gay paulistana, entre as décadas de 1960 e 1980. De pano de fundo das histórias contadas, a ditadura militar e sua repressão, a revolução sexual, o desbunde e o surgimento da Aids. Tudo passado em casas que entraram para a história, como Medieval, Val Improviso, NostroMondo e  Corintho, entre outras.

O foco das exibições é o público que está na cidade para 18ª Parada do Orgulho LGBT, que será realizada no domingo (4) na avenida Paulista e rua da Consolação.

Steffen comemora as sessões especiais: “Estas exibições, na semana da Parada, vão instigar ainda mais as reflexões que o filme provoca, de como tudo mudou, ou não”, avalia.

São Paulo em Hi-Fi
Onde: Cine Olido (avenida São João, 473, metrô República)
Quando:
29.04 | terça - 19h
30.04 | quarta - 17h
Quanto: R$ 1

Onde: Academia Paulista de Letras (Largo do Arouche, 324, metrô República)
Quando:
01.05 | quinta – 17h
03.05 | sábado – 18h
Quanto: grátis

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agenda foto Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 25/04/2014

A Agenda Cultural do Hora News desta sexta (25) traz como destaque o show do grupo de samba Adora-Roda em Salvador na segunda (28), no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Salvador Shopping, com entrada gratuita. Tem também Gusttavo Lima em Mogi-Guaçu, no interior de São Paulo, neste sábado (26), a partir das 19h, com entrada a R$ 30. E ainda estreias no cinema como Yves Saint-Laurent e Sete Caixas, este último filme vindo diretamente do Paraguai. Veja o vídeo com a apresentadora Lidiane Shayuri e o colunista Miguel Arcanjo Prado:

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