Posts com a tag "claudio botelho"

magico de oz1coletiva imprensa magico de oz 27621 Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Muita gente teima em classificar o mundo das artes do palco como teatro adulto ou infantil. A definição realmente funciona em muitos casos, mas é jogada por terra em O Mágico de Oz, 31º musical da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho – e o último em parceria com a Aventura Entretenimento – em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo.

heloisa bruxa oz Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Heloísa Périssé está irreconhecível como Bruxa Má do Oeste no musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

A superprodução consegue envolver pais e filhos em um misto de fascinação e vontade de voltar a acreditar em um mundo de fantasia. Este é o seu mérito, sobretudo em um mundo de relações cada vez mais fria e técnicas, mediadas por máquinas.

O musical se esmera para contar de forma correta o centenário enredo da menina Dorothy, que resolve fugir de casa porque acredita ser incompreendida pelos tios e é tragada por um furacão que a leva para um novo e perigoso mundo.

A história de Lyman Frank Baum foi imortalizada no cinema em 1939, com Judy Garland no papel principal.

Mas, nos palcos brasileiros, é Malu Rodrigues quem vive a menina. Tem voz doce e afinada e presença de sobra para segurar a personagem – sua atuação destacada lembra a de Amanda Acosta no musical My Fair Lady, em 2007, pelo mesmo nível de técnica aliada ao carisma, que é indispensável nestes casos.

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle: dois destaques do numeroso elenco - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Bruna Gerin, que já havia chamado a atenção por sua capacidade de segurar distintos personagens em uma mesma obra em Hair, se destaca outra vez na pele da tia Em (com a qual faz par com Fernando Vieira, como o Tio Frank) e também como Glinda, a bruxa boa.

A competência neste tipo de obra da dupla Möeller & Botelho se faz presente nos cenários de Rogério Falcão, nos figurinos de Fause Haten, na iluminação de Paulo Cesar Medeiros e na coreografia de Alonso Barros. Todos contribuem à sua maneira para criar uma atmosfera cativante, sem com que o foco na história seja perdido.

Heloísa Périssé dá show ao interpretar a Bruxa Má do Oeste em sua estreia no mundo dos musicais. Irreconhecível por conta da caracterização, a atriz conquista a plateia com um texto divertido e com seus costumeiros – e certeiros – cacos. Não adianta segurá-la. A atriz é bem melhor solta.

Outro nome vindo da TV, Lúcio Mauro Filho, por sua vez, derrapa na sua construção do Leão Covarde. Ele vai por um caminho no qual associa a falta de coragem à homossexualidade, em uma construção gay caricata e forçada, típica do que fazia no humorístico Zorra Total (Globo). Seu personagem destoa do todo da obra por procurar o riso fácil que advém do preconceito embutido em parte da plateia – um pecado imperdoável ao se tratar de um espetáculo dedicado também às crianças e que deveria formar novos valores e não reforçar o deboche do diferente.

Completam os amigos de Dorothy um correto, preciso e discreto Nicola Lama, como o Homem de Lata, e André Torquato, na pele do Espantalho, em uma construção de corpo e voz que reflete trabalho árduo, como o ator já havia demonstrado em Priscilla – Rainha do Deserto.

Outro charme da montagem – além do cachorrinho real de Dorothy que encanta quem adora os animais – é a presença de Luiz Carlos Miéle como o Mágico. Miéle não é ator, e isso todo mundo sabe. Nem cantor. Isso também todos nós sabemos. Mas as duas informações não fazem a menor diferença nem são capazes de tirar sua segurança no palco. Ele assume o personagem com o excesso de charme que lhe é costumeiro e a certeza de ter criado o mundo dos shows neste País. E ponto.

Ao todo, os 35 atores e 16 músicos evidenciam um conjunto coeso em seu propósito de envolver e entreter seu público, não importa qual idade este tenha. Porque, diante do musical O Mágico de Oz, todos voltamos, com gosto, a ser crianças outra vez.

Avaliacao Bom R7 Teatro Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e criançasO Mágico de Oz
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 16h e 20h; domingo, 15h e 19h. 150 min, com intervalo. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel. 0/xx/11 5693-4000)
Quanto: R$ 40 a R$ 180
Classificação etária: Livre

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milton nascimento pb Crítica: Musical banaliza obra de Milton Nascimento

Musical homenageia Milton Nascimento, mas não perto da força do original - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Milton Nascimento faz parte do primeiro time da MPB. Reverenciado pelos grandes, tem 70 anos de vida e uma carreira de 50 anos na qual criou um estilo que marcou para sempre a música de Minas, do Brasil e do mundo. Assim como seu conterrâneo Guimarães Rosa, ele conseguiu tornar o local universal, “ser do mundo, ser Minas Gerais”.

Mexer em tão expressiva obra é arriscado. A dupla de diretores Charles Möeller e Claudio Botelho resolveu tentar e fez o musical Milton Nascimento – Nada Será como Antes, em cartaz no Teatro GEO, em São Paulo.

Möeller e Botelho são nomes tarimbados quando o assunto é reproduzir no Brasil musicais consagrados na Broadway. Tanto que ganharam a merecida alcunha de Reis dos Musicais — o ótimo O Mágico de Oz, em cartaz no Teatro Alfa, é um exemplo de acerto dos dois. Contudo, ao se embrenharem em um terreno bem mais complexo, o da canção brasileira, os dois acabaram reproduzindo uma sequência de clichês que, em vez de homenagear, banaliza a obra de Milton Nascimento. Ela até está lá, mas sem essência alguma.

O musical, orçado em mais de R$ 1 milhão, não se propõe a contar a vida de Milton. O que faz é sequenciar uma seleção de canções do mestre por uma hora e meia, divididas em estações do ano. Mas este não é o problema. O incômodo vem de como elas são apresentadas.

milton musical 1 Crítica: Musical banaliza obra de Milton Nascimento

Cantores do musical de Milton executam obra prima da MPB como se fosse trilha da Disney

Negros são míseros 14%

O elenco até se esforça, mas já começa devendo num primeiro olhar. Apenas dois atores são negros, Cássia Raquel e Wladimir Pinheiro – que sequer aparecem no cartaz do musical. Eles representam míseros 14% do total, enquanto são brancos 86% do elenco de um musical sobre um artista negro. Mas também este não é o problema. É fato que a música de Milton é universal e não pode ser classificada dentro de uma etnia, mas no mínimo seria elegante ter mais vozes negras no coral.

Apesar de terem as mais belas vozes, nem os dois atores negros conseguem salvar o elenco, que peca no global por falta de carisma ou presença cênica. A sensação que se tem é que ninguém sabe ao certo o que canta. É como se o elenco de Malhação fosse convidado a subir ao palco e cantar. Não há alma. Se Elis Regina, maior intérprete da obra de Milton além do próprio, estivesse viva para ver, provavelmente não suportaria ficar até o final.

Che Guevara de boutique

São plastificados e corretinhos demais. Parecem saído de um comercial de refrigerante. Até quando buscam alguma ancestralidade africana no batuque e no jogar de cabelos, o fazem de uma forma aparentemente sem consciência. Pedro Sol, que assume ares de galã da trupe, causa constrangimento ao surgir fantasiado de Che Guevara de boutique para cantar Para Lennon & McCartney.

Nos Bailes da Vida ganha arranjo americanizado. Outras músicas emblemáticas como Paisagem da Janela são apresentadas em forma de spot radiofônico de 30 segundos, perdendo sua força na forma banal como são apresentadas. Arranjos de qualidade duvidosa também estão presentes em Nuvem Cigana e Girassol. E Clube da Esquina n°2 é entoada com esforço perceptível e as notas não chegam a contento.

Paula e Bebeto dói nos ouvidos e a coreografia rasa de Encontros e Despedidas é totalmente desnecessária, assim como o topless de Tatih Köhler simulando ser uma sereia. Surge gratuito e injustificável artisticamente. Parece que alguém, no meio dos ensaios, sugeriu: acho que falta alguma das meninas mostrar os seios.

Outro fator de irritação é a pressa com as músicas surgem, não permitindo envolvimento com sua mensagem. Antes a direção houvesse feito cortes que permitisse maior apreciação das escolhidas. Falta paciência com a própria obra que querem homenagear.

Barroco de loja de departamentos

O cenário assinado por Rogério Falcão tenta reproduzir o que seria uma casa mineira. O trenzinho de madeira no canto do palco talvez seja o único respiro real de Minas que paira pelo cenário. Mas as pinturas na parede lembram uma peça publicitária de uma coleção passada de loja de departamento de shopping. É um barroco mercantilizado e empastelado. Aleijadinho morreria de pena se visse.

Os figurinos vão pela mesma linha. As roupas assinadas por Charles Möeller parecem saídas da mesma coleção passada de loja de departamento que inspirou o cenário.

Enquanto o Milton Nascimento real foi imortalizado com camisetinhas e suando bicas nos clipes do Fantástico, o elenco, que não derrama uma gota sequer de suor, veste uma quantidade absurda de casacos pesados, que estão mais para Suécia do que para Minas Gerais.

milton nascimento 2 Crítica: Musical banaliza obra de Milton Nascimento

Limpinho e certinho, o elenco do musical peca no quesito carisma e personalidade

A tentativa de coreografar algumas canções com mexer de cabeças e balanços para os lados parece muitas vezes primária, salvo quando, o elenco simula um trem utilizando o recurso simples das caixas no palco.

Bola de Meia, Bola de Gude parece um momento de teatro de quermesse. Mas talvez falar em quermesse seja demais para um musical que parece colocar Minas e Texas num mesmo balaio, já que as meninas usam botas de couro e jaquetas com franjas countries.

Falta personalidade

A força de nossa música sempre esteve na composição única e no canto cheio de personalidade de nossos artistas. E Milton Nascimento, com sua voz reverenciada por nomes como Mercedes Sosa e Elis Regina, é um de nossos maiores representantes. Por isso, assusta ver o elenco cantar sua obra como se fosse trilha de animação da Disney. Dá vontade de citar Caetano e dizer: “Vocês não entendem nada”.

Mas a surpresa mais ingrata é ver Canção da América cantada em inglês. É triste ver a música que marcou um período em que o Brasil retomava a democracia roubada pelos militares, que desapareceram com tantos amigos nos porões da repressão, entregue dessa forma ao idioma colonizador. É ver prostituída uma canção emblemática e símbolo de quem perdeu a vida resistindo justamente a isso.

Feito para homenagear, o musical Milton Nascimento – Nada Será como Antes parece empobrecer a música de Milton Nascimento, transformando-a em uma cópia pausterizada para ser vendida em prateleira de supermercado. A montagem é fraca e sem força. Tudo o que, definitivamente, Milton Nascimento não é.

Milton Nascimento – Nada Será como Antes
Avaliação: Fraco
Quando: Sextas, às 21h30. Sábados, às 19h e 21h30. Domingos, às 19h. 90 min. Até 26/5/2013
Onde: Teatro GEO (Rua Coropés, 88 – Pinheiros, Metrô Faria Lima, São Paulo, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: R$ 100 a R$ 150
Classificação etária: 12 anos

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magico de ozcoletiva imprensa magico de oz 2905 <i>O Mágico de Oz</i> aposta em novos talentos dos musicais misturados a estrelas da televisão

Aos 19 anos, Malu Rodrigues interpreta a menina Dorothy em O Mágico de Oz -Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Visto por 80 mil pessoas no Rio, o musical O Mágico de Oz, da tarimbada dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, chega a São Paulo nesta sexta (22), com a missão de reconstruir no palco o clima de magia do célebre filme homônimo estrelado por Judy Garland em 1939.

O espetáculo aposta em novas estrelas dos musicais, como André Torquato, Bruna Guerin e Malu Rodrigues, mescladas a estrelas da TV, como Heloísa Périssé e Lúcio Mauro Filho, que estreiam no gênero.

Os números são de impressionar qualquer um: 150 profissionais na produção, 14 cenários, 300 figurinos, 16 músicos e 35 atores no palco.

Quem capitaneia o elenco é a jovem Malu Rodrigues, em seu sexto musical com apenas 19 anos. Ela interpreta Dorothy, a menina do Kansas (EUA), dona do caõzinho Totó, vivido no palco por três cachorrinhos diferentes.

— Foi uma coisa bem complicada aprender a lidar com os cachorros. Nós optamos pela raça do filme, mas eles são muito teimosos. Na primeira semana, eles não entravam quando deveriam. Às vezes, ainda fazem o que querem. Mas sempre, no fim, são os mais aplaudidos [risos].

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle em cena do musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Miéle é o grande trunfo

O grande charme da montagem fica por conta da participação de Luiz Carlos Miéle, um dos maiores nomes do showbizz nacional, na pele do Mágico.

— Minha mãe era cantora e adorava cantar musicais. Apesar disso, jamais pensei que iria participar de um grande musical. Sempre fiz shows pequenos... Quando me convidaram, disseram que o Mágico não cantaria. Fiquei triste. Mas dois dias depois, o Claudio Botelho me ligou e disse que havia pedido licença nos EUA para escrever uma canção inédita só para eu cantar.

Miéle conta ao Atores & Bastidores do R7 que a interação com a nova geração lhe traz novos aprendizados e revela que esta é “a primeira vez” que ele é dirigido por outra pessoa.

— Minha maior lição neste espetáculo foi a disciplina. Nos meus shows, sempre brinquei e improvisei. Mas no musical tem de ser tudo certinho. Eu juro que até o último dia eu vou fazer tudo no tempo certo [risos].

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Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Fim de uma parceria

O espetáculo marca o fim da parceria entre a dupla de diretores Möeller & Botelho e a Aventura Entretenimento, que romperam relações no fim do ano passado.

O elenco traz Heloísa Périssé como a Bruxa Má do Oeste, papel que no Rio foi de Maria Clara Gueiros, que não pode acompanhar a turnê paulistana. Heloísa conta que não esperava ser chamada.

— Quando surgiu o convite achei que era brincadeira. Mas a Antonia, minha filha de seis anos, falou que eu tinha de fazer. Quando ela me viu caracterizada de bruxa, ela tomou um susto. Mas tentou disfarçar e falou: “Mamãe, eu sei que é você aí”.

Heloísa contou que penou um pouco no começo dos ensaios, porque “a roda do espetáculo já estava girando”. Ela afirmou que “a presença do Lucinho [Lúcio Mauro Filho] foi definitiva”.

Lúcio Mauro interpreta o Leão.

— Estava vindo de um monólogo e foi uma mudança muito radical. Meus filhos são meus grandes fãs. Eles assistem a peça todo fim de semana e querem vir para São Paulo também.

O ator revela que sua audição foi muito complicada.

— Estava vindo do velório do Chico Anysio, que era como um tio para mim, e estava com a voz rouca do Lúcio Mauro pai. Falei para o Claudio: “Estou muito emocionado ainda”. E ele foi supercompreensivo e me ajudou.

Os dois atores lembram que o espetáculo “reúne toda a família, com piadas para todas as idades”.

Gente nova na praça

Outra mudança no elenco é no personagem Espantalho, sai de cena Pierre Baitelli e entra André Torquato, que fez sucesso no ano passado como a Felícia de Priscilla, Rainha do Deserto, papel que lhe rendeu indicação a Revelação de 2012 aqui no R7. Intérprete do Homem de Lata, o italiano Nicola Lama, radicado no Brasil há sete anos, conta que cantar e atuar em português é a prova da superação de um desafio.

— Começar a atuar em português foi um desafio muito grande para mim. Mas estou me sentido à vontade, porque o personagem me pretege. Inclusive, eu tenho uma armadura [risos].

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O italiano Nicola Lama, o Homem de Lata, e o brasiliense André Torquato, o Espantalho, são destaques no elenco do musical O Mágico de Oz - Foto: Amauri Nehn/AgNews

O Mágico de Oz
Quando:
Sexta, às 21h30. Sábado, às 16h e 20h. Domingo, às 15h e 19h. 150 minutos. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel.0/xx/11 5693-4000 ou 0300-789-3377)
Quanto: Sexta (R$ 40 a R$ 140); sábado e domingo (R$ 60 a R$ 180)
Classificação etária: Livre

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foto Guga Melgar 36 Musical <i>O Mágico de Oz</i> chega a SP no dia 22

Após sucesso em terras cariocas, O Mágico de Oz promete conquistar paulistanos - Foto: Guga Melgar

Por Miguel Arcanjo Prado

Está marcada para 22 de fevereiro a estreia do musical O Mágico de Oz, no Teatro Alfa, em São Paulo.

O espetáculo é uma adaptação do clássico texto de L. Frank Baum, que ganhou definitiva versão cinematográfica com Judy Garland, em 1939.

A superprodução carioca é assinada pela mais tarimbada dupla de diretores do mundo dos musicais nacionais: Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Os números são grandiosos. Só o elenco de artistas é composto de 35 atores e 16 músicos. Entre eles estão Luiz Carlos Miéle, Heloisa Perissé, Lucio Mauro Filho, André Torquato, Nicola Lama, e Malu Rodrigues como a menina Dorothy.

Nos bastidores, 150 profissionais dão conta do recado. E não têm tarefa fácil, afinal, são 14 cenários diferentes e mais de 300 figurinos.

Veja, abaixo, algumas imagens deste grande musical:

omagicodeoz guga melgar Musical <i>O Mágico de Oz</i> chega a SP no dia 22

Com números grandiosos, superprodução O Mágico de Oz chega a São Paulo - Fotos: Guga Melgar

O Mágico de Oz
Quando: Sexta, às 21h30; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 15h e 19h. 150 min. Estreia dia 22/2/2013. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, tel. 0/xx/11 5693.4000 e 0300 789 3377)
Quanto: Sextas: R$ 40 (Balcão 2), R$ 70 (Balcão 1), R$ 120 (Plateia) e R$ 140 (Vip)/ Sábados e Domingos: R$ 60 (Balcão 2), R$ 110 (Balcão 1), R$ 160 (Plateia) e R$ 180 (Vip)
Classificação etária: livre

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milton cd guga melgar tl Antes de estrear em SP, musical sobre a obra de Milton Nascimento inova e lança CD

Canções de Milton Nascimento são encenadas em musical. Foto: Guga Melgar

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

Após cinco meses em cartaz no Rio de Janeiro, o musical Milton Nascimento – Nada Será Como Antes dá mais um passo em busca da inovação e lança um CD com as canções do artista mineiro encenadas no espetáculo.

Para quem ainda não viu a montagem, Charles Möeller e Claudio Botelho, a dupla que reina em absoluto no mundo dos musicais por aqui, idealizaram e dirigem o projeto que apresenta a vida de Milton e homenageia seus 50 anos de carreira.

miltoncd capa Antes de estrear em SP, musical sobre a obra de Milton Nascimento inova e lança CD

Foto: Divulgação

Canções como Maria Maria, Travessia, Cais, Morro Velho, Fé Cega, Faca Amolada, e muitas outras estão no CD, que segue o mesmo repertório da peça. O álbum, à venda nas principais lojas, foi gravado com o elenco original do espetáculo, com a mesma orquestração e com qualidade de estúdio.

Milton participou ativamente dos ensaios e releituras de suas canções. O mineirinho do Clube da Esquina trocou ideias com Delia Fischer, a arranjadora do projeto, e ainda sugeriu detalhes de canto aos atores Claudio Lins e Marya Bravo, que lideram o elenco de 14 componentes.

Milton Nascimento – Nada Será Como Antes fica em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio, até dia 3 de março. No dia 22 do mesmo mês, os paulistas terão a chance de conferir o trabalho de perto no Teatro GEO.

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milton foto Guga Melgar 18 Estreia de musical com obra de Milton Nascimento fortalece Broadway nacional

Elenco do musical Milton Nascimento - Nada Será Como Antes - Foto: Guga Melgar/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A partir desta quinta-feira (9) até 25 de novembro de 2012, a obra de Milton Nascimento será cantada nas noites de quinta a domingo no Theatro Net Rio, no coração de Copacabana, no Rio. O elenco de 14 atores-cantores regidos pela tarimbada dupla Charles Möeller e Claudio Botelho assume a missão, que celebra os 70 anos de vida e os 50 de carreira do mais expoente músico de Minas Gerais.

Milton Nascimento – Nada Será como Antes – O Musical é a primeira produção da dupla ao lado da GEO Eventos – antes eles faziam parceria com a Aventura Entretenimento.

Sem ser uma biografia – apesar da escritora e jornalista mineira Maria Dolores ter escrito o ótimo livro Travessia - A Vida de Milton Nascimento – , o espetáculo passa pelas principais canções do líder do lendário Clube da Esquina, movimento surgido em Belo Horizonte que marcou a música brasileira na década de 1970.

O musical confirma uma tendência nas produções brasileiras em priorizar temática nacional em vez de importar espetáculos da Broadway. Além de Milton e o sucesso retumbante de Tim Maia - Vale Tudo, nos próximos meses surgirão nos palcos musicais sobre Jair Rodrigues e Elis Regina, só para ficar em dois medalhões de nossa música.

Botelho, que afirma ser fã de Milton desde a adolescência, justifica o enredo de 90 minutos, passando pela música do compositor, dizendo que “o que importa é a obra, não o autor”.

Rogério Falcão criou um cenário que buscou a essência de Minas, remetendo ao interior de uma tradicional casa mineira, que vai dialogar com a luz de Paulo César Medeiros.

Möeller, que também assina os figurinos, bateu um papo com o R7, no qual falou do espetáculo, de projetos futuros e ainda esclareceu o rompimento com a Aventura e o fato de o elenco do musical ter apenas dois atores negros.

Estão no palco Marya Bravo, Claudio Lins, Tatih Kohler, Pedro Sol, Estrela Blanco, Jules Vandystadt, Cassia Raquel, Jonas Hammar, Wladimir Pinheiro e Sergio Dalcin, acompanhados pelos músicos Délia Fischer – também responsável pelos arranjos –, Lui Coimbra, Whatson Cardozo e Pedro Aune.

Leia a entrevista:

charles moeller Estreia de musical com obra de Milton Nascimento fortalece Broadway nacional

Ao lado de Claudio Botelho, Charles Möeller (foto) é rei dos musicais - Divulgação

R7 – Você e Claudio Botelho são os reis do musicais e isso ninguém discute. Mesmo diante do sucesso e do reconhecimento, vocês fazem questão de se reinventar sempre. Por quê?
Charles Möeller – Sempre temos isso como meta: nos desconstruir. Por isso é muito importante fazer o Milton logo depois de uma mega produção como o Mágico, em que era preciso coordenar uma série infinita de equipes, efeitos, onde tudo era mega. Eu poderia dirigir este espetáculo no piloto automático, mas me obriguei a não tirar nenhum velho coelho que eu tinha na cartola. A cada novo espetáculo, acabamos puxando o nosso próprio tapete por ser quase que o oposto do anterior. Foi assim quando fizemos Gypsy e logo depois fizemos Hair, para em seguida fazer Um Violinista no Telhado. São linguagens próximas, mas espetáculos que tem conceitos bem distantes.

R7 – Por que vocês saíram da Aventura e foram para a GEO?
Charles Möeller – É sempre bom esclarecer que não saímos da Aventura por conta de um convite da GEO. Resolvemos sair da Aventura para poder atender nossos desejos pessoais, para realizar os nossos projetos que nem sempre encontravam eco na antiga produtora. Com a nossa saída, recebemos esta proposta da GEO e demos início a esta parceria que está sendo maravilhosa. Eles já são novos e queridos companheiros de jornada.

R7 – O Milton deu sugestões no musical?
Charles Möeller – Ele assistiu somente na semana passada ao ensaio geral. Ele nos deu total liberdade para tudo: na escolha do repertório, no conceito do roteiro, na direção musical.

foto Guga Melgar 12 Estreia de musical com obra de Milton Nascimento fortalece Broadway nacional

Tambores no musical de Milton - Foto: Guga Melgar

R7 – Por que há só dois atores negros em um elenco de 14 pessoas em um musical sobre a música de um artista negro?
Charles Möeller – Milton é um negro que fala do branco, do latino, do índio... Ele fala da América e da África, é multifacetado, multicultural, assim como o elenco que está no palco. Acho que não faria sentido fazer um espetáculo somente com atores negros, ou estabelecer um numero, uma cota, seria um clichê já que Milton nunca levantou esta bandeira. E a obra dele é muito maior do que um gueto ou segmento, ele tem todas as cores , todas as raças, por isso temos todas as cores no palco!

R7 – Vocês pretendem investir mais em musicais nacionais? Por quê?
Charles Möeller – Nunca deixamos o musical nacional de lado. Na nossa vida, parece que é a peça que nos escolhe e não o contrário. Realizamos uma série de musicais internacionais, mas conseguimos fazer, no meio do caminho, o Sassaricando, o 7 – O Musical, o É com Esse que eu Vou. Pretendemos fazer em breve o Verônica ou 13, o nosso próximo musical autoral.

R7 – Vocês vão abandonar as adaptações de musicais da Broadway?
Charles Möeller – Não, vamos estrear em janeiro, no teatro GEO, em São Paulo, a nossa versão para Como Vencer na Vida sem Fazer Força, com o Luiz Fernando Guimarães e o Gregório Duvivier.

Milton Nascimento – Nada Será Como Antes – O Musical
Quando: Quinta a sábado, às 21h. Domingo, às 20h. Até 25/11/2012
Onde: Theatro Net Rio (r. Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, Rio, tel. 0/xx/21 2147-8060)
Quanto: R$ 110 (plateia e frisas) e R$ 80 (balcão)
Classificação: Livre

O Retrato do Bob: Paulo Cruz, um ator em constante experimentação

Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O Retrato do Bob: Einat Falbel, toda a força de uma atriz pós-desilusão
 

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Musical sobre Milton Nascimento custou R$ 1 milhão

Coluna do Miguel Arcanjo n° 183: Adeus, Playcenter

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cidade de deus Filme <i>Cidade de Deus</i> vai virar musical violento

Cidade de Deus marcou o cinema brasileiro em 2002: vai virar musical em 2013 - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O longa-metragem Cidade de Deus, que causou rebuliço em 2002 por mostrar ao mundo a violência nas favelas cariocas vai virar um musical.

Quem vai assumir a empreitada de levar para os palcos o filme de Fernando Meirelles indicado a quatro Oscar é a tarimbada dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que saiu da Aventura Entretenimento e caiu nos braços da recém-criada GEO Eventos.

A briga foi porque os dois queriam ter mais liberdade para investir em musicais nacionais, de olho no sucesso retumbante de Vale Tudo – Tim Maia, dirigido por João Fonseca.

Na casa nova, trataram de comprar os direitos do filme. O contrato foi fechado nesta semana, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Ambiciosos, querem levar o musical Cidade de Deus, além de Rio e São Paulo, para a Broadway, em Nova York. Eles têm o mesmo plano para  a remontagem do musical Orfeu Negro, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, que estreia em 2013.

Möeller e Botelho vão abrir audições para Cidade de Deus em todo o Brasil para encontrar gente nova para o musical. Dizem que querem atores negros.

A notícia é comemorada pelos atores negros que fazem musicais no país. No espetáculo Milton Nascimento – Nada Será como Antes, que a dupla estreia no Rio no próximo dia 9 de agosto com músicas do compositor negro da MPB, há apenas dois atores negros em um elenco de 14 artistas, ou seja, nem 15 % do total.

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milton nascimento musical Musical sobre Milton Nascimento custou R$ 1 milhão

Wladimir Pinheiro (à esq.) é o novo Milton Nascimento (à dir.) aos olhos do público - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Os 70 anos de vida de Milton Nascimento e os 50 de carreira serão comemorados no palco.

Estreia no dia 9 de agosto, no Teatro NET, no Rio, o musical Nada Será como Antes - Milton Nascimento. A direção é da tarimbada dupla Cláudio Botelho e Charles Moëller, que rompeu com a Aventura Entretenimento, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, e agora se associou à GEO Eventos.

O elenco já ensaia exaustivamente para fazer bonito no musical orçado em R$ 1 milhão. 

A superprodução tem no elenco o ator e cantor Wladimir Pinheiro, que será uma espécie de nova versão de Milton para o público. Ele já foi dirigido por Sergio Britto, em Macbeth, e Aderbal Freire Filho, no espetáculo Orfeu, mas agora será o foco.

pedro sol estrela blanco p Musical sobre Milton Nascimento custou R$ 1 milhão

Irmãos de Lua Blanco, Pedro Sol e Estrela Blanco estão no elenco do musical carioca - Divulgação

Irmãos de Lua Blanco no elenco
Ainda estão no elenco de 14 atores, entre outros, Cláudio Lins, Jonas Hammar, Marya Bravo, Sérgio Dalcin, Cássia Raquel, Tatih Köhler, Jules Vandystadt, Estrela Blanco e Pedro Sol Blanco, estes dois últimos irmãos da atriz Lua Blanco, da novela Rebelde, da Record.

O musical não tem uma história com princípio, meio e fim. Muito pelo contrário, o enredo é construído a partir das canções de Milton Nascimento. Como foi feito em Beatles no Céu de Diamantes, da mesma dupla Moëller & Botelho.

No repertório, estão confirmadas mais de 50 músicas, entre elas Maria Maria, Cais, Travessia, Paula e Bebeto, Caçador de Mim, Nos Bailes da Vida, Canto Latino e Nada Será como Antes, que titula o musical.

cartaz milton nascimento Musical sobre Milton Nascimento custou R$ 1 milhão

Cartaz do novo musical: depois do sucesso de Tim Maia, é a vez de Milton Nascimento no palco - Divulgação

 
 

 

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magico de oz Veja foto exclusiva de Miéle, <i>O Mágico de Oz</i>

Charme musical: Luiz Carlos Miéle (à esq.) atua com Nicola Lama, o Homem de Lata - Foto: Robert Schwenck

Com investimento de R$ 8 milhões, a superprodução musical O Mágico de Oz estreia nesta sexta (8), no Teatro João Caetano, no tradicional praça Tiradentes, no centro do Rio, com promessa de chegar a São Paulo em 2013.

O grande charme da estreia, claro, é a grande volta de Luiz Carlos Miéle aos palcos.

Este é o maior presente do multiartista pelos seus 74 anos, completados no último 31 de maio.

Gênio do nosso entretenimento, Miéle foi responsável por lançar ao estrelato ninguém menos que Elis Regina, ao lado do eterno parceiro Ronaldo Bôscoli.

Como o blog Atores & Bastidores é fã declarado de Miéle, faz questão de dar a você, caro internauta, uma foto exclusiva dele na pele do Mágico de Oz, ao lado de Nicola Lama, ator que faz o Homem de Lata.

O 31º musical de Cláudio Botelho e Charles Möeller tem um contingente de 35 atores e 16 músicos.

Além do nosso Miéle, estão no elenco Maria Clara Gueiros, como a Bruxa Má, Lúcio Mauro Filho, como o Leão Covarde, e Pierre Baitelli, como o Espantalho, além de Malu Rodrigues, como a menina Dorothy, papel que imortalizou Judy Garland no cinema em 1939.

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reynaldo machado foto “<i>Hair</i> salvou minha vida”, diz Reynaldo Machado

Reynaldo Machado é o novo talento que Hair revelou para o Brasil - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Reynaldo Machado é do tipo que chega e acontece. Sem pedir licença. Sabe o que quer. E, mesmo quando parece não saber direito, diz com uma certeza profunda de tudo. Ainda que depois mude de ideia. Afinal, quem disse que artista precisa ser coerente? Na boca dele, tudo é verdade. E, na força contagiante de sua presença, a gente acredita. E torce por ele.

Em mais de 40 anos, o musical Hair lançou novos artistas onde foi encenado. Se a primeira versão por aqui lançou nomes como Antonio Fagundes e Sonia Braga, a remontagem da turma de hippies que chegou ao fim no último mês, em São Paulo, também apresentou ao público um nome forte: Reynaldo Machado.

Em uma simples frase, o ator precisa a importância em sua trajetória do personagem Hud, o ícone black power do jovem grupo “paz & amor”.

Hair salvou a minha vida.

E não se trata de uma frase de efeito. O carioca de 22 anos, 1,86 metro de altura, 85 quilos e ritmista de tamborim da bateria da Império Serrano tinha tudo para não ser ninguém. Nasceu pobre, negro, de comunidade.

Até os seis anos, viveu em um internato. Mas resolveu transformar a revolta em arte. Foi sempre a estrela dos autos de Natal, Páscoa, Primavera ou qualquer outra data do calendário escolar que permitisse o palco.

— Com seis anos, já sabia o que queria para minha vida: ser artista. E é um problema quando alguém ainda criança já sabe o que quer.

Enfrentou todo mundo. A já distante família e a vida.

—Eu apronto mesmo. Preto e pobre tem de saber se defender. E acontecer.

Na vitrola da infância, os gringos Michael Jackson e Aretha Franklin se misturavam aos brasileiríssimos Roberto Carlos e Benito de Paula, criando o canto de Reynaldo. Nas oficinas de teatro da vida, o ator se moldou.

Na escola, se impôs. Foi perseguido, mas jamais se sujeitou. Preferiu virar a “atração-mor”. Para se defender, criou uma personagem, “titia”, que logo cativou a todos com o humor ácido de suas verdades nuas e cruas.

Aos 12 anos, encontrou abrigo na casa de dona Marieta. Uma senhora que o conheceu em um curso de música e decidiu ajudá-lo. Morou com ela até 2010, quando o câncer matou sua benfeitora.

Reynaldo viu seu mundo cair. Foi morar em um lugar barra pesada do Rio com um amigo travesti que amava cantar Happy Day. Três meses depois, o amigo foi morto. Gastou o resto do pouco que tinha para dar um enterro digno àquele que havia lhe estendido a mão. Foi no meio desse turbilhão que soube dos testes para Hair. Nem sabe direito como foi parar lá. Só sabe que, entre milhares, foi escolhido.

O sucesso do musical em um teatro no Leblon deu uma guinada em sua vida. Foi morar com amigos em um apartamento em Copacabana. Mas o dente de siso resolveu nascer justo na primeira semana. Teve de ficar na plateia até melhorar.

—Foi bom porque pude ver o espetáculo de fora. Chorei muito.

Com o primeiro salário, comprou instrumentos para o curso de percussão que dá em Petrópolis a crianças carentes. Aprendeu cedo que “hoje você tem. Amanha, não”. E que é preciso aproveitar os bons momentos.

Reynaldo cumpriu a temporada carioca e foi com a obra para São Paulo, onde boa parte do elenco original foi renovado por “atores de musical” locais. Mesmo assim, permaneceu até duas semanas antes do fim. Foi quando, em comum acordo com a direção, saiu, dias antes da derradeira (e lotada) semana popular no Auditório Ibirapuera.

—Não saí brigado com ninguém. Hair salvou a minha vida. Aprendi a ser mais educado, a amar as pessoas. Em Hair, não precisei usar a “titia”. Mas aqui em São Paulo as coisas não bateram como no Rio. Depois que saí, voltei para ver. Vieram me perguntar se eu estava com ciúme. Gente, ciúme de quê? O Hud já está aí há mais de 40 anos e já foi de tantos atores. Também me perguntaram como tive coragem de ver. Ué, gente, eu fui. O ator que me substituiu está de parabéns. E ponto. O Charles Möeller [diretor da obra], por quem tenho maior carinho, sempre me disse: “se a vida te der um limão, faca uma caipirinha” [risos].

Do um ano e meio como Hud, guarda lembranças engraçadas, como a da famosa cena em que o elenco todo fica nu.

—Nessa hora, eu ficava olhando para todo mundo, e via que as pessoas ficavam comentando o tamanho do p... dos atores. Um dia, no Rio, sei lá o que me deu e eu estava ficando de p... duro. Tive de fingir um desmaio [gargalhadas].

reynaldo machado meio “<i>Hair</i> salvou minha vida”, diz Reynaldo Machado

Apesar do bom humor permanente, as verdades de Reynaldo nem sempre são bem-vindas.

— Para mim, viver da arte do fingimento só funciona quando estou no palco e muito bem pago. Senão, eu sou sincero, meu bem. Se me zoam porque eu sou preto, porque não posso zoar quem canta desafinado? Só que eu digo na cara, não nas costas. As pessoas maduras continuam me adorando. É que eu digo as verdades com humor.

Ele comemora a ascensão dos musicais no Brasil, e ainda o crescimento no número de atores negros nos espetáculos. E arrisca o motivo.

— Você já viu coro só com branco funcionar? Eu não [risos]. É que negro, canta, né? Mas o problema é que agora virou moda todo mundo se descobrir ator de musical [risos]. E tem aquela besteira de preconceito, de ator “de teatro” não gostar de “ator de musical”. Isso é uma palhaçada, porque nos Estados Unidos, se você é ator está subtendido que você também sabe cantar e dançar. Aqui, tem de botar no currículo: “sou ator, cantor e bailarino”. Eu tenho uma preguiça de ter de dizer isso tudo... Mas sabe mesmo qual é a verdade? Ator que só faz teatro fala mal de quem faz musical por pura inveja. Porque ator de musical ganha dez vezes mais.

Quando questionado se não tem medo de ficar com a pecha de arrogante por expor seus pensamentos, Reynaldo diz que sabe “que a arrogância é muitas vezes arma de defesa”, mas que “o segredo é fazer a galera rir”.

— A minha vida tem uma coisa engraçada, todo lugar de onde fui expulso, depois voltei e me trataram como um rei.

Sabe entrar em palácio e em barraco com a mesma dignidade. Diz que gostaria de ter tido mais suporte da mãe, mas a falta de apoio foi parte crucial na sua formação e trajetória.

— Essa é a função do artista. Usar tudo de ruim que a vida lhe dá a seu favor. Porque saber tudo e ter tudo é um saco. Mas é claro que eu queria ter nascido rico [risos].

Como a gargalhada gostosa denota, Reynaldo não é do tipo que guarda raiva. Muito pelo contrário. É ciente da simplicidade da vida, em suas palavras: “a pessoa nasce, cresce, cumpre um objetivo e depois morre. E acaba tudo”. É por isso que tem urgência de “cumprir sua missão”.

—Eu acredito que eu vá ser um dos maiores artistas do Brasil. Eu só sou pobre por pouco tempo. Mas não coloca assim, senão vão sair por aí dizendo que eu sou arrogante [risos].

Fica tranquilo, Reynaldo. Com o tamanho do seu talento, só vai dizer isso quem tiver medo de você. Vai logo acontecer. E não peça licença.

reynaldo machado hair guga melgar “<i>Hair</i> salvou minha vida”, diz Reynaldo Machado

Reynaldo Machado em Hair: quando seu Hud entrava em cena não tinha para ninguém - Foto: Guga Melgar

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Fame estreia neste sábado com vontade de levantar plateia

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