Posts com a tag "dez anos"

Extraordinário Créditos Thiago Sabino 5 Teatro do Concreto comemora dez anos e cria Extraordinário inspirado na origem de Brasília

Extraordinário: cinco personagens em busca de um homem longe do mundo - Foto: Thiago Sabino

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Brasília, a nova capital do Brasil inaugurada por Juscelino Kubitschek há 54 anos, juntou ao mesmo tempo a realização de uma utopia com a frustração de se viver em uma cidade no meio do nada.

Extraordinário Créditos Thiago Sabino 4 Teatro do Concreto comemora dez anos e cria Extraordinário inspirado na origem de Brasília

Extraordinário celebra dez anos do Teatro do Concreto de Brasília - Foto: Thiago Sabino

Um lugar rodeada pelas imponentes construções de concreto de formas leves projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer e mergulhada na imposição do traçado definido pelo urbanista Lúcio Costa.

Pois um dos filhos mais ilustres desta terra, o Teatro do Concreto, vai mexer exatamente nestas questões iniciais na montagem Extraordinário, que celebra os dez anos da companhia teatral.

A obra tem dramaturgia de Vinícius Souza e direção de Francis Wilker. Ícone do teatro de grupo do Distrito Federal, a companhia tem número dos quais se orgulhar: nesta trajetória, foram sete espetáculos e três publicações.

Na peça, cinco personagens (vividos por Aline Seabra, Alonso Bento, Gleide Firmino, Jhony Gomantos e Nei Cirqueira) são convidados a fazer uma inusitada cobertura: a descoberta de um homem que habita um lugar nunca antes visitado.

A partir disso, o grupo questiona nossa realidade e os caminhos que a humanidade toma neste mundo pós-moderno e repleto de tecnologias. Extraordinário fica em cartaz no CCBB Brasília entre 2 de maio a 1º de junho. Uma exposição fotográfica no local também relembra a trajetória da trupe.

Extraordinário
Quando: Quinta a sábado, 19h30, domingo, 18h. De 2/5/2014 a 1º/6/2014.
Onde: CCBB Brasília (SCES Trecho 2 – Brasília, DF; tel. 0/xx/61 3108-7600)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Hysteria boa aérea Grupo XIX celebra dez anos com peças históricas

Últimas sessões: cena de Hysteria, primeira peça do Grupo XIX que está de volta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O público paulistano tem a chance de celebrar os dez anos do Grupo XIX, um dos mais importantes da cidade, vendo seus espetáculos mais emblemáticos, em uma mostra na histórica Vila Maria Zélia, bairro operário pioneiro na zona leste, sede da trupe (r. Mário Costa, 13, entre ruas Cachoeira e dos Prazeres, Belém, São Paulo tel. 0/xx/11 2081-4647).

Até o dia 16 de março, sempre aos fins de semana, o grupo apresenta as peças Hygiene (sábado, 16h), Hysteria (domingo, 16h) e Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Aconcendo (sábado e domingo, 18h30). Esta última tem sessões gratuitas. As duas primeiras têm entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia.

O diretor do grupo, Luiz Fernando Marques, o Lubi, diz que o objetivo é que “um maior número de pessoas conheça o trabalho do XIX”. Sobre a Vila Maria Zélia, tem opinião certeira.

—Queremos que os moradores da Vila e do entorno continuem a desfrutar deste espaço fértil e de vivência cultural, além de ampliar ainda mais a utilização do espaço, inclusive convidando outros grupos para ensaiar, apresentar e coabitar a Vila.

No enredo das peças estão temas ligados ao século 19. Em Hysteria, primeira peça do grupo, é abordado o período em que mulheres consideradas histéricas eram internadas em sanatórios. Em Hygiene, ganha vez a luta operária brasileira por direitos trabalhistas na virada do século 19 para o 20. Já em Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo, o grupo mergulha no universo de Nelson Rodrigues, a partir da obra Vestido de Noiva.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Bicha Oca Teatro Gamboa Anderson Zeg 3 Crítica: <i>Réquiem para um Rapaz Triste   10 Anos</i> consagra Rodolfo Lima como máquina de acreditar

João Pedro Matos e Rodolfo Lima em cena de Bicha Oca: entrega realista - Foto: Anderson Zeg

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator Rodolfo Lima é uma máquina de acreditar. Tanto que fez acontecer com muita determinação a Mostra Réquiem para um Rapaz Triste – 10 anos, que chegou ao fim neste sábado (23), com casa lotada, na Casa Contemporânea, em São Paulo.

Ele se despediu do embalado projeto e agora parte rumo ao mestrado na Unicamp. Nas últimas semanas, entregou-se por completo aos espetáculos. Até taquicardia teve. Mas já passou.

O carro-chefe da mostra foi o emblemático espetáculo Réquiem para um Rapaz Triste, o que tem uma década de vida e que ganhou a sequência inédita Cerimônia do Adeus. Ambos monólogos.

Lima também apresentou outro projeto, Bicha Oca, que fez furor no ano passado no Festival de Curitiba e no qual atua ao lado do ator baiano João Pedro Matos.

Em Réquiem para um Rapaz Triste, Rodolfo Lima vive Alice, mulher triste e solitária baseada nas personagens femininas criadas pelo escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, de quem o ator é fã confesso.

Nesta obra, Lima assume a energia feminina sem subterfúgios ou afetações, criando uma personagem surpreendentemente real e tocante.

Carismática, Alice envolve a plateia com seu relato cru e abandonado, provocando uma miscelânea de sentimentos em quem assiste ao monólogo que percorreu o País em seus dez anos de vida. A atuação na peça lhe rendeu indicação a Melhor Ator R7 em 2012.

Já em Cerimônia do Adeus, o mais novo e controverso espetáculo de Rodolfo Lima, ele apresenta a mesma personagem Alice dez anos depois de Réquiem para um Rapaz Triste, mostrando o que aconteceu com aquela mulher abandonada.

Em Bicha Oca, por sua vez, Lima se transforma e assume o papel de seu Alceu, um homossexual já em idade avançada e que vê o mundo atual com olhos severos e repreensivos, sobretudo a liberdade com a qual os gays da atualidade lidam com sua sexualidade em público. O texto é de Marcelino Freire.

Apesar de condenar a exibição do amor entre dois homens, Alceu mantém um jovem rapaz em casa, interpretado pelo despido e provocantemente belo João Pedro Matos, com quem mantém uma relação cheia de libido.

Rodolfo Lima vai fundo no underground nesta encenação, entregando-se e também conseguindo uma entrega desmedida de Matos. Ambos se despem da vaidade em prol da encenação realista proposta por Rodolfo Lima, que chega a deixar a plateia boquiaberta em alguns momentos.

Assim como em Réquiem para um Rapaz Triste, Lima surge um ator ciente do efeito que provoca no palco e que usa e abusa deste seu talento para provocar e fazer refletir. Como é missão de um grande artista.

E Rodolfo Lima é um grande artista da cena teatral brasileira. Autodidata, vai fundo naquilo que acredita sem receio algum. Máquina de acreditar, faz tudo com tanta verdade que a nós só resta acreditar com ele.

Mostra Réquiem para um Rapaz Triste - 10 Anos
Avaliação: Muito bom

Bicha Oca Teatro Gamboa Anderson Zeg 2 Crítica: <i>Réquiem para um Rapaz Triste   10 Anos</i> consagra Rodolfo Lima como máquina de acreditar

Bicha Oca integrou Mostra Réquiem para um Rapaz Triste na Casa Contemporânea, em SP - Foto: Anderson Zeg

Leia também:

Fique por dentro do que os atores fazem nos bastidores

Descubra agora tudo o que as belas misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

fomento SP tem 100 espetáculos de graça nos 10 anos da Mostra Fomento ao Teatro neste fim de mês

Público paulistano tem a chance de ir ao teatro de graça nos próximos dias - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem diz que não vai ao teatro porque não tem dinheiro no bolso não tem desculpa neste fim de mês.

A Mostra 10 Anos da Lei de Fomento ao Teatro de São Paulo vai apresentar cerca de cem espetáculos em 41 espaços da capital paulista. E o melhor: todos são gratuitos. As montagens são de 95 grupos ou coletivos da cidade.

Haverá muitas peças de rua, sobretudo em regiões onde o teatro não é tão presente.

A Mostra Fomento ao Teatro - 10 Anos será realizada nos dias 21, 22, 23 e 24 de novembro (quarta a sábado desta semana).

A abertura promete ser uma festança só. Na quarta (21), um cortejo sairá do Galpão do Folias, na rua Ana Cintra (do lado da saída do metrô Santa Cecília), e seguirá até a Galeria Olido e praça Dom José Gaspar. Artitas, bandeiras, bonecos e bganda prometem agitar o centro paulistano.

Outro detalhe interessante da programação será um baile às 18h de sexta (23), na praça Dom José Gaspar, ao lado da Biblioteca Mário de Andrade. O coro cênico de rua Cidade Apolínea, o grupo Parlendas, a Cia. Lya Tunde e o cantor de sambas e gafieiras Eric D'Ávila são presenças confirmadíssimas.

A Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo foi uma conquista da comunidade teatral paulistana e deve ser comemorada como se deve: prestigiando os espetáculos.

Para conferir a programação completa e se programar, basta clicar aqui.

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com