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fernanda carvalho miguel arcanjo Vídeo: Livro do vestibular, Til de José de Alencar vira peça; veja entrevista com Fernanda Carvalho

Miguel Arcanjo Prado conversa com a atriz Fernanda Carvalho, da peça Til - Foto: Reprodução

A atriz Fernanda Carvalho esteve no R7 para falar da peça Til. Baseada no romance homônimo de José de Alencar, a obra se passa em Campinas (SP), no século 19. Versátil no palco, Fernanda interpreta três personagens. Til tem sessão toda quarta, às 20h, até o mês de dezembro, no Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luís Antônio, 931, no Bixiga), em São Paulo. Veja o vídeo:

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nash laila foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila: musa do novíssimo cinema brasileiro e também do Oficina - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A pequenina Nash Laila é dona de um talento gigante. Quem a vê no palco do Teat(r)o Oficina sabe muito bem. Quem viu seus filmes também. É atriz intensa e potente.

Tanto que começou cedo e logo se destacou no cinema brasileiro, em longas como Deserto Feliz — com o qual levou o prêmio de melhor atriz do Festival do Cinema Brasileiro em Paris —, Amor, Plático e Barulho — que lhe rendeu o Troféu Candango de melhor atriz coadjuvante do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — e Tatuagem, melhor filme no Festival de Gramado.

É uma das musas do novíssimo cinema nacional de qualidade.

Em São Paulo, esta pernambucana filha da cabeleireira Cida Silva e do transportador Carlos Medeiros assumiu as rédeas da própria vida.

Dona do próprio nariz, deu esta Entrevista de Quinta ao R7 na plateia do Oficina, lugar no qual se sente livre.

Falou sobre sua trajetória e ainda desabafou: "O mundo está muito caretão". Tem razão.

Leia com toda a calma do mundo.

nash laila foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila está vivendo há dois anos e meio em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você está há quanto tempo em São Paulo?
Nash Laila — Há dois anos e meio. Fiz o filme Tatuagem, do Hilton Lacerda, e achei que era o momento de dar uma virada e me mudar para cá.

Miguel Arcanjo Prado —Você é de Recife?
Nash Laila — Cresci em Jaboatão, que fica do lado. Morava no bairro Sucupira, com rua de terra, perto da mata. Adorava roubar fruta na árvore, passei a infância brincando na rua. Com 16 anos, fui morar em Olinda.

Miguel Arcanjo Prado — Nesta época já pensava em ser atriz?
Nash Laila — Desde criança eu queria ser atriz. Fazia sempre o auto de Natal [risos]. Aos 13 anos, entrei em um curso de teatro. Depois fui trabalhar com o diretor Jorge Clésio. Fiquei três anos com ele, dos 15 aos 18. Saí para fazer meu primeiro filme, Deserto Feliz.

Miguel Arcanjo Prado — Foi neste que você virou musa do Festival do Rio?
Nash Laila — Foi muito engraçado, porque concorria com um monte de famosa e o povo devia pensar: quem é essa. Foi muito bacana. O filme era muito forte, era uma menina que sofria exploração sexual e terminava se apaixonando por um alemão.

nash laila foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila foi criada brincando na rua, subindo em árvore para pegar fruta - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Foi difícil para você fazer este filme tão novinha?
Nash Laila — Foi um susto. Mas diante do abismo, eu pulei. O Paulo Caldas [diretor do filme] me ouvia muito. Foi um trabalho que me marcou. Viajei bastante por conta do filme. Um ano depois de terminar de filmar este filme estávamos no Festival de Berlim. Foi muito doido. Muita responsabilidade. Cinema é um processo de várias mãos. No teatro, é a gente e o público. Cinema é edição, montagem, o olhar do diretor...

Miguel Arcanjo Prado — E aí você virou a garota do novo cinema pernambucano?
Nash Laila — Pois é [risos]... Eu fiquei dois anos divulgando o filme. Já estava meio que na correnteza, sabe? Agora, vai, pensei. Aí eu passei no vestibular da UFPE [Universidade Federal de Pernambuco], para artes cênicas e fui fazer um intercâmbio na França, em Clermont-Ferrand. Foi ótimo, uma experiência incrível. Mas, voltei e senti um certo vazio.

Miguel Arcanjo Prado —Por quê?
Nash Laila — Recife é muito cultural, mas, ao mesmo tempo, é muito paradona em determinadas épocas. Aí eu fiz a minissérie Santo por Acaso e uma participação em O País do Desejo. Aí surgiu o Tatuagem.

Miguel Arcanjo Prado — Como você entrou para o elenco?
Nash Laila — Logo que voltei da França, fiz a o processo de seleção com o Hilton Lacerda [diretor de Tatuagem]. Eu estava com muita vontade de fazer o filme. Acabou dando certo. O processo foi todo colaborativo. Então, esse núcleo, do Chão de Estrelas, meio que carregava o filme consigo.

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Nash Laila ainda tem jeito de menina, apesar de já ser uma atriz potente - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — O que você acha do cinema fora do eixo Rio-São Paulo?
Nash Laila — Acho maravilhoso. Essa galera de Recife, Ceará, Minas, está buscando seu lugar no cinema brasileiro e quebrando muitos tabus. Recife é uma cidade com artistas que estão buscando seu lugar, sua própria produção. Já tem a Escola de Cinema da UFPE, uma lei para o setor.

Miguel Arcanjo Prado — Depois de Tatuagem você fez outro filme?
Nash Laila — Fiz Amor, Plástico e Barulho, da Renata Pinheiro, que tinha feito a direção de arte de Tatuagem. Esse é um filme de mulher: dirigido por mulher, montado por mulher.

Miguel Arcanjo Prado — Como você foi parar no Oficina?
Nash Laila — Em 2007, vi Os Sertões lá em Recife. E isso mudou minha vida. Eu precisava fazer isso. Eu fui fazendo amigos. Depois que acabou o Tatuagem, ficou aquele clima... Então, resolvi arriscar. No Oficina, comecei sendo público e isso modificou o rumo das minhas escolhas. Estar aqui hoje é como uma síntese das coisas.

nash laila foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O Oficina é o lugar onde me sinto à vontade", diz atriz Nash Laila - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Por quê?
Nash Laila — No Teat(r)o Oficina me sinto à vontade. É um lugar no qual consigo me libertar no teatro, me identifico com muita coisa. A música aqui é muito forte, impulsiona. O Oficina mistura tudo o que eu gosto. Estou no Oficina desde 5 de maio de 2012. Já fiz seis peças com o Zé [Celso, diretor do Oficina].

Miguel Arcanjo Prado — Como é lidar com tantos artistas no Oficina?
Nash Laila — A grande força do Oficina é o coro, isso que me arrebatou. O Zé é muito ligado nas pessoas. Ele é muito sensível ao presente. Toda vez que ele saca que a pessoa está presente, ele vai junto.

Miguel Arcanjo Prado — Como é sua relação com São Paulo?
Nash Laila — É muito louca. De desde quando falava: jamais moro em São Paulo. Até agora que grande parte dos meus amigos moram aqui. Fui criando uma rotina, um jeito de viver. Antes, morava com meus pais. Aqui, eu me vi sozinha, tendo de fazer minhas coisas. Hoje, em São Paulo eu me sinto em casa. Claro que estou cansada do barulho, sinto saudade do mar... Acho que sou um peixinho. São Paulo para mim é maravilhosa, desde que eu vá e volte.

nash laila foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila, com Cacilda ao fundo, no Oficina: "Tento me colocar o máximo" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado —Você fez no Oficina papeis importantes, como a Cacilda menina.
Nash Laila — O Zé fala de atuadores. Essa palavra tem um grande símbolo. O atuador se coloca mais do que o ator. Tanto nas escolhas quanto no processo eu tento me colocar o máximo.

Miguel Arcanjo Prado — O que você quer da vida?
Nash Laila — Eu? Tanta coisa... A gente está vivendo um momento muito sensível. O mundo está muito caretão. A gente tem que quebrar tudo, para ter um pouco de afeto. No nosso trabalho, mexemos com fogo. Gente é uma coisa que amo e odeio.

nash laila foto bob sousa7 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O mundo está muito caretão. Tem que quebrar tudo, para ter afeto", diz Nash - Foto: Bob Sousa

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jaime lorca Entrevista de Quinta: “Teatro não precisa ser difícil para ser bom”, diz chileno Jaime Lorca no Mirada

O ator e diretor chileno Jaime Lorca: teatro simples, sensível e inteligente no Mirada; sua peça Otelo é um dos destaques do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos - Foto: La Segunda/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O ator, dramaturgo e diretor chileno Jaime Lorca fuma tranquilamente seu cigarro na calçada em frente ao Teatro Guarany, no centro histórico de Santos, litoral paulista. Afinal, precisa de um pouco de calma após viver um turbilhão de emoções no palco com Otelo. A peça que já é apontada como um dos grandes destaques do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo e que nesta terceira edição homenageia o teatro do Chile, com sete obras deste país na programação.

Enquanto conversa com o Atores & Bastidores do R7, nesta Entrevista de Quinta, o importante nome do teatro chileno precisa parar a fala várias vezes para agradecer aos gestos espontâneos do público, que não se cansa de parabenizá-lo.

Sua versão de Otelo é simples e sofisticada. O texto clássico de William Shakespeare sobre o marido que desconfia da mulher até um fim trágico ganha novas nuances, novas miradas.

Em cena, ele e a atriz Teresista Iacobelli manipulam marionetes com precisão técnica aliada a muita emoção, criando uma história na qual é impossível não mergulhar. Isso acrescido da companhia da música de José Salinas, do figurino de Loreto Monsalve e da luz de Tito Velásquez, num conjunto harmonioso.

Na conversa, Lorca falou sobre seu teatro simples e inteligente ao mesmo tempo e ainda do sucesso no Mirada com a peça de sua Cia. Viajeinmóvil.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Como vocês conseguem criar esta atmosfera tão impressionante como vista em Otelo?
Jaime Lorca – Fazemos sempre teatro com objeto, somando atores e marionetes. Até porque somos, antes de tudo, uma companhia de teatro. Os atores estão no centro.

Miguel Arcanjo Prado – Ficou impressionado com o aplauso tão caloroso, com direito a muitos gritos de “bravo” nas sessões de Otelo no Mirada?
Jaime Lorca – Foi uma reação muito linda. Eu creio que o público recebe a obra muito bem porque ela fala de temas que estão muito perto de cada um de nós. Shakespeare é universal, é próximo. Para entendê-lo, não é necessário ter antes uma gama de conhecimentos. Daí sua genialidade. Otelo é como um instrumento musical que tem todas as notas, desde aquelas mais difíceis e sublimas àquelas mais fáceis. Teatro não precisa ser difícil para ser bom.

Miguel Arcanjo Prado – Teatro pode ser inteligente e descomplicado?
Jaime Lorca – Sim! Claro. É bom lembrar que colocaram Shakespeare em um lugar difícil hoje em dia que não é o lugar dele. Ele escrevia suas peças nos anos 1600. Nessa época ninguém sabia ler e escrever. E ele se comunicava com todos. Por isso causa tanta comoção seus textos.

Miguel Arcanjo Prado – A obra tem múltiplas leituras?
Jaime Lorca – Sim. Muitas questões estão detrás de Otelo. No Chile, por exemplo, é muito associada ao femicídio, que é quando companheiros matam suas mulheres. É muito atual. Chegamos a apresentar a peça em uma prisão feminina e as detentas tinha reações muito fortes, comentavam a peça do começo ao fim. Gritavam, emocionadas: “assassino”, “estuprador”. Foi realmente muito impressionante. Fazer essa analogia com o homem de hoje é a nossa ideia.

Miguel Arcanjo Prado – É impressionante a sintonia sua com a companheira de cena, Teresita Iacobelli. Como vocês conseguem tamanha afinidade?
Jaime Lorca – A ideia da peça é fazer um jogo com os dois atores. Teresita e eu trabalhamos juntos há oito anos e desenvolvemos juntos essa técnica que você viu no palco.

Miguel Arcanjo Prado – A peça já viajou muito?
Jaime Lorca – Sim. No Brasil, já estivemos no Festival de Teatro de Curitiba, e também em Florianópolis e vamos para Belo Horizonte. Já viajamos muito. Agora, vamos começar uma turnê longa. Vamos passar por Argentina, Espanha, Portugal, México, Peru, Estados Unidos, Hungria e Bolívia.

Miguel Arcanjo Prado – Você não vai sair do avião...
Jaime Lorca – [risos] Isso mesmo... Nós gostamos muito do que fazemos. É artesanal. No Chile, também sempre percorremos o país de ponta a ponta. Teatro não é divertimento, é educação. Por isso, nossa peça quer dialogar com o público. Quero que as pessoas completem os espaços vazios. Não dá para comer pipoca no teatro.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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2014 09 06 Banhos Roma Foto Dani Sandrini 3456 Vida de boxeador decadente é pretexto para atores mexicanos refletirem mazelas de seu país no Mirada

Jorge León e Viany Salinas em cena de Baños Roma (Banhos Roma): história de lutador do México vira ponte para descortinar realidade do norte do país - Foto: Dani Sandrini

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Santos

Os mexicanos do Teatro Línea de Sombra já chegaram ao Mirada 2014 como um dos destaques do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo na Baixada Santista até o próximo dia 13.

Se em 2012, causaram frenesi com Amarillo, obra na qual revelaram os horrores da imigração ilegal entre México e Estados Unidos. Desta vez, na peça Baños Roma (Banhos Roma), investiga uma figura mítica do box mundial: José Ángel Nápolis, ou apenas Mantequilla, apelido que consagrou o lutador cubano naturalizado mexicano.

No presente, Mantequilla refugiou-se em Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, em pleno deserto, desprovido da opulência dos tempos de outrora.

Com o pretexto de se aproximar desta figura pop emblemática de seu país, o grupo se aproxima de um universo bem maior de questões que vão além da história do boxeador que chegou a ser amigo de Alain Delon. Para o público brasileiro, Mantequilla poderia ser um Maguila dos dias atuais ou um Anderson Silva no futuro.

Relatos e tecnologia

Baños Roma vai na mesma linha estética de Amarillo: um teatro narrativo, com pitadas de documentário, mergulhado em um mar tecnológico acrescido de imagens poéticas, em uma descontrução pós-dramática.

E é nessa desconstrução que a construção da história se faz presente, na mistura dos relatos pessoais do elenco no palco à investigação da história do boxeador. Afinal, como dizem os artistas em cena: "quando uma história é contada ela já está alterada". Ou "as fotografias não mentem, tampouco revelam a verdade".

O embate que faz a peça ser vibrante e mantém a atenção do espectador durante toda a encenação. O elenco surge em um registro sem afetações, o que contribui ainda mais para dar peso à obra.

Alicia Laguna, uma potente atriz, se junta a Jorge León, ator que também já lutou boxe, Malcom Vargas – grafiteiro que faz uma simples e impactante cena na qual conta seus embates com os policiais de Ciudad Juarez durante a pesquisa para a peça, Viany Salinas – com sua voz diminuta, mas presente - e Zuadd Atala compõem o elenco, que conta ainda com o cantor Jesús Hernandez, com sua voz gutural já conhecida do público santista.

Revelações

Mais do que revelar a história de Mantequilla, Baños Roma descortina o processo pelo qual a peça foi feita, sem que isso soe chato ou apenas um exercício de ego, como é muito comum no teatro pós-moderno.

Tudo o que eles contam no palco tem peso e beleza artística, ademais de criarem imagens repletas de poesia enquanto fazem seus relatos.

Baños Roma que titula a peça na verdade é o clube social da cidade, que já viveu tempos de glória no passado, e hoje se tornou um lugar decadente. Uma analogia à própria história do boxeador Mantequilla, que hoje apenas fuma em frente à sua casa na cidade, e também à história de Ciudad Juárez, uma terra de ninguém, onde o medo está por perto.

Ao contar a saga para revelar Mantequilla, os atores do Línea de Sombra desvendam um pouco de si e, sobretudo, expõem parte das agruras de uma região do México entregue nas mãos dos traficantes e onde o direito básico de ir e vir precisa ser justificado a cada instante. Como em muitos lugares deste nosso Brasil.

Baños Roma (Banhos Roma)
Avaliação: Muito bom

Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Vida de boxeador decadente é pretexto para atores mexicanos refletirem mazelas de seu país no Mirada

Entrevista: Jorge León e Viany Salinas, atores de Baños Roma

R7 conversou com exclusividade com os atores mexicanos Jorge León e Viany Salinas, da peça Baños Roma (Banhos Roma), do Teatro Línea de Sombra, apresentada no Mirada 2014. Leia o bate-papo:

Miguel Arcanjo Prado – Jorge, você também é boxeador?
Jorge León – Comecei sendo ator antes de ser boxeador. Topei com um projeto que me exigiu aprender boxe. Aí lutei cinco anos. Fiz 21 lutas, obtive 18 vitórias, um empate e duas derrotas.

Miguel Arcanjo Prado – Então, você entrou no projeto por isso?
Jorge León – Também. Fiz teatro na Universidade Nacional Autônoma do México e fui aluno do Jorge Vargas [diretor do Teatro Línea de Sombra]. Comentei com ele que havia lutado boxe e ele me chamou para fazer este projeto. O mais curioso é que minha mãe, a atriz Sonia León, fez uma fotonovela com o Mantequilla em 1974. Então, foi uma coisa do destino.

Miguel Arcanjo Prado – Você também é do norte do México, lugar onde se passa a peça?
Jorge León – Sim, sou de Hermosillo Sonor. Há 15 anos vivo na Cidade do México. O norte do país foi isolado na guerra do narcotráfico. É a região mais violenta do país. Regressar ao norte para mim foi regressar às minhas origens.

Miguel Arcanjo Prado – O processo investigativo da peça foi complicado?
Jorge León – Nos passaram muitas coisas nestes dois meses que estivemos em Ciudad Juarez. Aí, um dia, no hotel, nos demos conta de que era tudo muito maior do que havíamos pensado no começo. É uma cidade onde tudo se sabe e havia muita desconfiança em relação ao nosso trabalho. Chegamos a receber ameaças por telefone. A obra fala de tudo o que nos sucedeu buscando contar a história de Mantequilla.
Viany Salinas – Eu não fui à viagem e soube de tudo por eles. E resolvemos colocar isso também na peça. As coisas aconteceram de uma maneira não planejada. Surgiram coisas surpreendentes no processo desta peça que precisavam ser contadas no palco.

Miguel Arcanjo Prado – Viany, você esteve no Mirada em 2012. Como é voltar para o festival?
Viany Salinas – Estivemos com Amarillo em 2012, o Jorge nesse ano veio também, mas com Incêndios. Acho que o Amarillo abriu portas para o grupo no mundo todo, inclusive aqui no Brasil. Tivemos muita sorte. Acho que este convite para voltar é sinal de que acreditam no nosso trabalho. Ficamos muito felizes com isso.

Miguel Arcanjo Prado – Jorge, é verdade que quando você contou para o Mantequilla que sua mãe havia feito uma fotonovela com ele nos anos 70 ele nem ligou?
Jorge León – Foi isso mesmo. Eu esperava que ele fosse ter uma reação forte, mas ele nem parecia se lembrar e não deu muita importância. Aí eu percebi que aquilo era muito mais importante para mim do que para ele. Aquela fotonovela era uma memória da minha infância.

Miguel Arcanjo Prado – Em Amarillo, o grupo descortinou a imigração ilegal para os EUA pela fronteira do México. Agora, fala da situação de medo no norte do País, ao contar a história de um boxeador que foi parar na região. Vocês gostam de fazer um teatro que exponha a problemática social?
Jorge León – Não entendemos um teatro que não sirva à realidade, que esteja apartado dela. Nossa prioridade é mexer com a realidade e desenvolver nossa estética a partir daí. É preciso falar o que está sucedendo. Curiosamente, o Teatro Línea de Sombra se apresenta mais no estrangeiro do que no México. É que há tems que não são muito cômodos de se verem no palco, sobretudo para os governantes mexicanos.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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 Vídeo: Homofóbico persegue casal de lésbicas em peça; veja entrevista com atriz Ana Paula Grande

Peça Tem Alguém que Nos Odeia mostra casal de lésbica cercado pelo ódio: elenco tem as atrizes Bruna Anauate e Ana Paula Grande no Teatro da Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi - Foto: Pedro Karg

A atriz Ana Paula Grande esteve no estúdio do R7 para conversar com o colunista Miguel Arcanjo Prado. Ela falou sobre a peça na qual atua, Tem Alguém Que Nos Odeia, com texto de Michelle Ferreira e direção de José Roberto Jardim, em cartaz até o fim de setembro no Teatro da Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Em pauta, uma tema mais do que atual: a homofobia. Ela contracena com Bruna Anauate, sua colega na Cia. Le Cucá; as atrizes formam um casal de lésbicas que é perseguido por um vizinho homofóbico. A entrada é R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada. Tem sessão sábado, 20h, e domingo, 18h. Veja o vídeo com a entrevista completa:

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deto montenegro Vídeo: Oficina dos Menestréis faz musicais com estudantes; veja entrevista com Deto Montenegro

Miguel Arcanjo Prado entrevista o diretor Deto Montenegro, da Oficina dos Menestréis - Foto: Divulgação

O diretor da Oficina dos Menestréis, Deto Montenegro, esteve no estúdio do R7, para conversar com o colunista Miguel Arcanjo Prado sobre os dois musicais que ele dirige ao lado de Candé Brandão com alunos da rede pública, no Teatro Dias Gomes, em São Paulo. As apresentações acontecem nos dias 30 e 31 de agosto e 6 e 7 de setembro, sempre às 16h30, com entrada gratuita. Veja o vídeo:

 

Musicais da Oficina dos Menestréis com alunos da Escola Estadual João Comênius

A Dança dos Signos
Quando: Dias 30 e 31 de agosto, às 16h30
Sinopse: O espetáculo musical a A Dança dos Signos, de Oswaldo Montenegro, entrou em cartaz pela primeira vez em 1982, no Rio de Janeiro e, desde então, tem uma história de sucesso tanto de público como de crítica, sendo visto por mais de um milhão de pessoas por todo o Brasil.

O Vale Encantado
Quando: Dias 6 e 7 de setembro, às 16h30
Sinopse: Em O Vale Encantado, musical de Oswaldo Montenegro, moram os personagens do mundo da fantasia. Ali eles vivem uma vida normal, mas, cada vez que uma criança está prestes a sonhar, eles são convocados para entrar no sonho e executam as histórias que a gente conhece. Produzido pela Oficina dos Menestréis, o espetáculo conta as aventuras de seus personagens de maneira alegre e divertida, deixando fluir a emoção do texto, por meio da música, dos efeitos de luz e do diálogo. Com música ao vivo e mais de 50 artistas no palco, Vale Encantado é, na expressão mais simples, “um musical infantil pra gente grande”.

Onde: Teatro Dias Gomes (r. Domingos de Morais, 348, Vila Mariana, metrô Ana Rosa, São Paulo, tel. 0/xx/11 5575-7472)
Quanto: Grátis
Classificação etária: Livre

coluna Oficina dos Menestréis Alunos Ensino Médio projetoCOMENIUS 11 Vídeo: Oficina dos Menestréis faz musicais com estudantes; veja entrevista com Deto Montenegro

Alunos da rede pública fazem dois musicais em São Paulo com a Oficina dos Menestréis - Foto: Divulgação

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marcos tumura Vídeo: É preciso estudar para fazer musical, diz Marcos Tumura, de Crazy for You com Claudia Raia

Marcos Tumura, de Crazy for You, é um dos grandes nomes do teatro musical feito no Brasil - Foto: Reprodução

O ator Marcos Tumura, do musical Crazy for You, com Claudia Raia, esteve na redação do R7, onde conversou com o colunista Miguel Arcanjo Prado. Além de falar do espetáculo, que faz temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com meia-entrada a R$ 25 e R$ 30, ele ainda deu conselhos a quem quer se tornar uma estrela de musical como ele. Veja o vídeo:


Crazy for You
Avaliação: Muito bom
Quando:
Quinta e sexta, 21h, sábado, 17h e 21h, domingo, 18h. 150 min. Até 21/9/2014
Onde: Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3288-0136)
Quanto: R$ 50 e R$ 60 (inteira)
Classificação etária: Livre
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Vídeo: É preciso estudar para fazer musical, diz Marcos Tumura, de Crazy for You com Claudia Raia

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leticia coura foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: Quero fazer a discografia do Oficina, diz atriz e cantora Letícia Coura

A atriz e cantora Letícia Coura: ela gosta de samba, e de teatro também - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A mineirinha de Belo Horizonte Letícia Coura é uma das figuras emblemáticas do teatro paulistano. Na cidade há mais de 20 anos, logo se misturou à turma do palco e também ao pessoal da música. Transita pelas duas áreas com todo o conforto do mundo.

Ela integra o grupo Revista do Samba, que acaba de lançar seu quinto disco, Samba do Revista. O trio, que ainda tem Vitor da Trindade e Beto Bianchi, é considerado referência em seu estilo musical. Além de cantora, também é atriz e integra o elenco do Teat(r)o Oficina dirigido por Zé Celso.

Agora em setembro, estará com o grupo no Mirada, o Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos, apresentando a peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, na qual vive a atriz Cleyde Yáconis, mais uma personagem emblemática para seu currículo, onde já figura Tarsila do Amaral.

Letícia recebeu o Atores & Bastidores do R7 para esta Entrevista de Quinta em uma tarde de sol no Teat(r)o Oficina, no Bixiga, região central de São Paulo.

Ao contar sua história, explicou sua batida perfeita entre a música e o teatro. E ainda revelou seu projeto futuro: construir a discografia das músicas das cinco décadas do Oficina.

Leia com toda a calma do mundo.

leticia coura foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: Quero fazer a discografia do Oficina, diz atriz e cantora Letícia Coura

Letícia Coura e seu cavaquinho: ela quer construir a discografia do Teat(r)o Oficina - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você é de Belo Horizonte, né?
Letícia Coura — Sim, mas já estou tanto tempo aqui em São Paulo que, às vezes, parece que minha vida em BH foi em outra encarnação [risos]. Meus pais eram do interior de Minas, meu pai era desembargador e minha mãe, contadora.

Miguel Arcanjo Prado — Como era quando criança?
Letícia Coura — Era a mais animada da sala, na festa junina, então, era emprestada para as quadrilhas das outras salas. Sempre gostei de música. Fiz violão clássico, depois passei para o popular, cantei em coral... Como cantora sou ótima atriz e como atriz sou uma ótima cantora [risos].

Miguel Arcanjo Prado —E quando chegou a hora do vestibular?
Letícia Coura — Escolhi comunicação na UFMG, sou sua colega de curso. Tenho uma irmã médica e um irmão arquiteto. Já estudava música, mas fiz comunicação. Na época da faculdade, comecei a fazer performance e vídeo. Fiquei um ano fora, morei em Genebra e Londres, e um pouquinho na França. Lá na Suíça toquei numa banda. Estudei inglês, viajei...

Miguel Arcanjo Prado — E foi bom dar este tempo?
Letícia Coura — Foi bom sair de casa, porque me virei sozinha. Trabalhei em restaurante, essas coisas. Ir para a Europa me fez ver que eu era ligada à cultura brasileira. Vi que conhecia muito a música brasileira. E quis voltar para o Brasil.

leticia coura foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: Quero fazer a discografia do Oficina, diz atriz e cantora Letícia Coura

Letícia Coura nasceu em Belo Horizonte, morou na Europa, mas foi parar em SP - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado —Aí você terminou o curso na Fafich [Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG]?
Letícia Coura — Terminei, fiz jornalismo e publicidade. Acho que fiz curso superior porque disseram para mim que se um dia eu fosse presa teria direito à cela especial [risos].

Miguel Arcanjo Prado — E o que você fez?
Letícia Coura — Abri uma produtora com amigos lá em BH. Aí fiz um concurso para ser jornalista do Tribunal do Trabalho e passei. Acho que foi a única felicidade que dei para a minha mãe [risos].

Miguel Arcanjo Prado — Mãe mineira adora ver filho passando em concurso público [risos]. E aí você virou servidora?
Letícia Coura — Sim. Mas este trabalho me possibilitou fazer um monte de coisa que tinha vontade. Estudei dança, fiz balé, gafieira, dança afro...E continuei na música. Era um trabalho que não atrapalhava... Tive muita influência do Clube da Esquina, comecei a fazer shows pelo DCE [Diretório Central dos Estudantes da UFMG]. Aí resolvi pedir transferência para São Paulo.

Miguel Arcanjo Prado — E conseguiu?
Letícia Coura — Sim. Cheguei em São Paulo em 1991. No começo, me dava uma angústia, sabe. Aí no prédio em que fui morar tinham dois músicos. Comecei a fazer a ULM [Universidade Livre de Música] e montei um show com o Chico Amaral [compositor mineiro, parceiro em vários sucessos do Skank] lá em BH. Ficava um pé lá, outro pé cá.

Miguel Arcanjo Prado — E o teatro?
Letícia Coura — A Titane [cantora mineira] estava morando em São Paulo e me indicou para fazer uma peça com a Beatriz Azevedo, porque ela precisava de uma cantora. Chamava-se I Love. Fizemos turnê em Campinas e tudo!

leticia coura foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: Quero fazer a discografia do Oficina, diz atriz e cantora Letícia Coura

Foi ao ver peça do Oficina com Raul Cortez que Letícia ficou cativada pelo grupo - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — E o Oficina?
Letícia Coura — Morava na rua Vergueiro e fui ver As Boas do Oficina no Centro Cultural São Paulo, com o Raul Cortez no elenco. Era tão bonito! Lembro que pensei: ainda bem que me mudei para esta cidade que tem uma peça como essa. Aí a Beatriz me chamou para ir num ensaio de Hamlet, no Oficina. Lembro que era um Domingo de Ramos. Neste dia conheci o Zé [Celso, diretor do Oficina]. E aí acabei entrando para o Oficina e larguei o emprego no Tribunal do Trabalho.

Miguel Arcanjo Prado — Foi uma decisão difícil?
Letícia Coura — Foi. Estava tudo muito puxado, ensaios. E vi que não queria mais. Pedi para sair e não me arrependi. Já estava ligada ao teatro, então tive de fazer uma opção. É claro que de grana foi complicado. Comecei a dar aula de canto e aquilo me abriu um mundo.

Miguel Arcanjo Prado — Você resolveu investir na música?
Letícia Coura — Sim. Gravei o disco Bambambã, que é um disco com interpretações bem teatrais. Fiz turnê. Também fiz as Bacantes, no Oficina, na virada de 1999 para 2000. Depois, fui fazer peça no Satyros. Fiz a primeira peça com eles na praça Roosevelt. Lembro do Rodolfo [García Vázquez, diretor do Satyros] passando cera no chão antes de o teatro abrir [risos]. Conheci o Ivam [Cabral, ator] quando eles estavam voltando de Portugal. Ele tinha trazido um autor francês, Bernard-Marie Koltés e eu havia feito a tradução. Fizemos Retábulo da Avareza, Luxúria e Morte, no elenco tinha o Ivam, a Patrícia Vilela, o Daniel Gaggini, o Tadeu Perroni...

leticia coura foto bob sousa5 Entrevista de Quinta: Quero fazer a discografia do Oficina, diz atriz e cantora Letícia Coura

Letícia Coura integra o trio Revista do Samba, reconhecido até na Europa - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Ainda não tinha a Phedra D. Córdoba?
Letícia Coura — Não! Eu lembro do dia em que a Phedra foi ver o Retábulo pela primeira vez. Lembro que o Ivam ficou todo intrigado, perguntando quem era aquela senhora [risos]... Depois a Phedra fazia ótimas apresentações no bar dos Satyros!

Miguel Arcanjo Prado —E a música?
Letícia Coura — Aí lancei meu segundo disco, Vian, em um show no Satyros, com direção do Rodolfo, com os poemas do autor francês Boris Vian musicados. O Ivam foi muito importante nesta época e fazia o show comigo, criamos juntos. Era em linguagem de cabaret. Foi uma época boa... O Satyros tinha coisa a semana inteira. Quando não fazia meu show, ficava na bilheteria. Depois, montei a Revista do Samba, que é o trio no qual estou até hoje ao lado do Vitor da Trindade e do Beto Bianchi. Foi a gente que fez o show da reabertura do Bar Brahma, na clássica esquina da Ipiranga com São João.

Miguel Arcanjo Prado — O grupo tem muito prestígio.
Letícia Coura — Olha, gravamos o primeiro disco, Clássicos do Samba, e logo fizemos turnê na Europa. O segundo disco, Outras Bossas, só saiu na Europa. Em 2005, fizemos o projeto Revista Bixiga Oficina do Samba, resgatando sambas paulistanos e trabalhando com as crianças do bairro.

Miguel Arcanjo Prado — E aí você passou a se dividir entre o grupo e as peças do Oficina?
Letícia Coura — Sim. Fiz Os Sertões, O Banquete, tudo... Neste ano, em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, que agora vamos apresentar no Mirada, lá em Santos, faço a Cleyde Yáconis. Já fiz também a Tarsila do Amaral... São personagens muito ricas e emblemáticas. Sempre trabalho a música dentro do Oficina. E sabe qual é o meu grande sonho?

Miguel Arcanjo Prado — Qual?
Letícia Coura — É um dia consegui fazer a discografia inteira das peças do Oficina. Porque a história musical do grupo é muito rica e merece ser registrada para o futuro.

leticia coura foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: Quero fazer a discografia do Oficina, diz atriz e cantora Letícia Coura

A cantora e atriz Letícia Coura, no Teat(r)o Oficina: onde une teatro e música - Foto: Bob Sousa

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fernanda viacava Vídeo: Atriz Fernanda Viacava fala sobre interpretar uma prostituta em Abajur Lilás, de Plínio Marcos

Atriz Fernanda Viacava fala sobre a peça Abajur Lilás, de Plínio Marcos, em cartaz em São Paulo - Foto: Divulgação

O colunista do R7 Miguel Arcanjo Prado recebeu na redação do portal a atriz Fernanda Viacava, que faz parte do elenco da peça Abajur Lilás, texto de Plínio Marcos dirigido por André Garolli com a Cia. Triptal em cartaz no Teatro Nair Bello, no shopping Frei Caneca, em São Paulo. Em um bate-papo descontraído, ela falou do desafio de fazer teatro independente, das relações humanas na obra do autor e ainda convidou o público a assistir à montagem. Veja o vídeo:

Abajur Lilás
Quando: Sexta, 21h30, sábado, 21h, domingo, 19h. 80 min. Até 14/9/2014
Onde: Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca 3º piso (rua Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3472-2414)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

 

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miguel arcanjo prado eloisa vitz Vídeo: Corrupção e disputa por poder são tema de Reino, do Gattu; veja entrevista com Eloisa Vitz

Miguel Arcanjo Prado entrevista Eloisa Vitz, da peça Reino, na redação do R7 - Foto: Divulgação

O editor de Cultura e colunista de teatro do R7, Miguel Arcanjo Prado, recebeu na redação do portal, em São Paulo, a atriz, diretora e dramaturga do Grupo Gattu, Eloisa Vitz. Ela falou sobre o espetáculo Reino (leia a crítica), que está em cartaz A obra é uma comédia política pop, que consegue ser leve, irônica e inteligente. A peça é encenada no novo espaço aberto pela trupe, o Teatro do Sol, em Santana, na zona norte de São Paulo. Veja o vídeo:

 

 

reino 4 Vídeo: Corrupção e disputa por poder são tema de Reino, do Gattu; veja entrevista com Eloisa Vitz

Reino, do Grupo Gattu: discussão inteligente e bem humorada do Brasil no Teatro do Sol - Foto: Divulgação

 

Reino
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. 75 min. Até 28/9/2014 com possibilidade de prorrogar
Onde: Teatro do Sol (r. Damiana da Cunha, 413, Santa Terezinha, Santana, São Paulo, tel. 0/xx/11 3791-2023)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Vídeo: Corrupção e disputa por poder são tema de Reino, do Gattu; veja entrevista com Eloisa Vitz

 

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