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abertura copa jefferson bernardes VIPCOMM Crítica: Faltou ziriguidum à abertura da Copa do Brasil, repleta de buracos e com delay

Boca não sincronizou com o som: delay prejudicou quem viu abertura pela TV - Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo de abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians, o Itaquerão, na tarde desta quinta (12), não condiz com a exuberância da cultura e do povo brasileiro. Nem com o que se viu nas últimas edições do evento. Resumindo: foi de uma pobreza só.

Ao contrário das aberturas dos Mundiais recentes, onde se viu o gramado apinhado de artistas minuciosamente coreografados para construírem imagens impactantes e gigantescas, a abertura da Copa do Brasil mostrou gatos pingados em um campo repleto de buracos.

Veja fotos da abertura da Copa 2014!

Tudo era pequeno, pouco, até mesmo na tela em close da TV. Imagina para quem estava no alto da arquibancada. Faltou ousadia, coisa que o brasileiro tem de sobra.

Antes a Fifa houvesse convidado as escolas de samba do Rio e de São Paulo para se juntarem no gramado com seus carros alegóricos e passistas frenéticas. Teria sido bem mais bonito e impactante aos olhos do mundo.

A impressão de quem viu a festa de abertura da Copa do Mundo do Brasil pela TV é que faltava gente não só no centro do espetáculo como também nas arquibancadas, com vazios imensos. Se não tinha mais ingressos à venda, como a Fifa explica tantos buracos?

A direção do evento também pecou, e feio, no quesito do som. As imagens apresentadas para todo o mundo tinham um vergonhoso delay em relação ao que ocorria no palco do Itaquerão.

Assim, as bocas de Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull não coincidiam com o som que se ouvia. Um erro primário e imperdoável em um evento desta magnitude, que expôs os artistas ao ridículo.

Para terminar, faltou ziriguidum à coreógrafa belga Daphné Cornez, responsável pelo que se viu na arena transformada em um grande palco.

E a pergunta que não quer calar: por que a Fifa convocou uma belga para coreografar abertura do País que mais tem ritmo no mundo? Porque uma europeia se temos coreógrafos reconhecidos mundialmente como a carioca Deborah Colker ou o mineiro Rodrigo Perderneiras, do Grupo Corpo?

Realmente, é incompreensível. E imperdoável.

Espetáculo de abertura da Copa do Mundo 2014
Avaliação: Fraco
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Faltou ziriguidum à abertura da Copa do Brasil, repleta de buracos e com delay

abertura copa afp Crítica: Faltou ziriguidum à abertura da Copa do Brasil, repleta de buracos e com delay

Olha o buraco! Vazios no gramado e na arquibancada fizeram desta uma abertura pobre - Foto: AFP

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imagem release 220264 Deborah Colker convoca Celso Kamura em Belle

Celso Kamura prepara visual de bailarina do espetáculo Belle, de Deborah Colker - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A presidente Dilma Rousseff terá de dividir o profissional que cuida de seu visual com Deborah Colker.

É que a coreógrafa carioca convidou o cabeleireiro e maquiador para assinar a beleza de seus bailarinos no espetáculo Belle.

A nova montagem de Colker é inspirada no filme La Belle de Jour, de Luiz Buñel, de 1947, por sua vez feito a partir do romance do franco-argentino Joseph Kessel, lançado em 1928.

Kamura conta que se inspirou na década de 1960 para compor a beleza dos artistas em cena. “Usamos sombras coloridas, e também delineador para dar um retrô ao make”. A patrocinadora é a marca de cosméticos brasileira Océane Femme.

Além de Kamura, também integram a equipe artística do espetáculo o estilista Samuel Cirnansck, que fez os figurinos da obra, todos bordados à mão.

Belle será apresentado em cinco cidades brasileiras neste ano: Rio de Janeiro, de 13 à 16/6; Curitiba, dias 19 e 20/7; Maringá, dias 22 e 23/7; São Paulo, de 29 à 31/8 e de 2 à 7/9; Porto Alegre, dias 17 e 18/9; depois, seguirá para o Uruguai e a Argentina.

Cia. Deborah Colker Belle 2 Crédito Flavio Colker Deborah Colker convoca Celso Kamura em Belle

Cena de Belle, da Cia. Deborah Colker: turnê pelo Brasil, Uruguai e Argentina - Foto: Flavio Colker

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inquietos eduardo enomoto 1 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cia. dos Inquietos conversa durante o ensaio de Oliver: espetáculo estreia em 2014 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

“É muito difícil mostrar um projeto que está previsto para estrear daqui a três meses; hoje o que você vai ver é apenas um apontamento”, explica o ator e diretor Ed Moraes, antes de descortinar, com exclusividade para o Atores & Bastidores do R7, o projeto do espetáculo Oliver, da paulistana Cia. dos Inquietos, previsto para chegar aos palcos brasileiros no primeiro semestre de 2014.

Trata-se de uma peça audaciosa, como a reportagem percebeu ao ver um dos ensaios, no galpão do Grupo Parlapatões, no bairro Pompeia, na zona oeste paulistana.

Já havíamos encontrado o grupo ensaiando semanas antes, no Teatro Pequeno Ato, na República, onde também trabalharam no início dos ensaios.

“Estamos contando com muitas parcerias, amigos queridos que nos ajudam”, conta Ed Moraes, pouco antes de iniciar uma passagem geral da montagem que virou uma obsessão em sua vida nos últimos meses. Ele respira Oliver sem parar.

oliver 2 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cartazes instigantes já divulgam Oliver: sentido auditivo terá importância fundamental no espetáculo dirigido por Ed Moraes e escrito por Leandro D'Errico

Apesar do pedido de segredo sobre os meandros da obra – a reportagem vai dar apenas pistas do que o público atestará quando a estreia acontecer –, o que vimos foi um espetáculo que promete inovação tecnológica e uma nova forma de se encarar o teatro, fazendo uma brincadeira com os sentidos de todos os espectadores, e também dos próprios artistas comandados por Moraes.

Rotoscopia e binaural

Nomes de técnicas cinematográficas como rotoscopia fazem parte do cotidiano dos Inquietos, que terão a parte sonora do espetáculo finalizada por Tiago D'Errico em um estúdio de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O universo – e a estética – dos quadrinhos domina o espetáculo escrito por Leandro D'Errico. O autor, assim como o diretor, Ed Moraes, também atuam na obra, ao lado de Denise Machado, Felipe Schermann, Giovanni Venturini, João Paulo Bienemann e Tereza Xavier.

Diante de um cenário de ares pós-modernos, a plateia vai ouvir o diálogo do elenco por meio de potentes fones de ouvido, por meio da técnica binaural, que permite com que os espectadores ouçam a história como se estivessem dentro dela.

Uma campanha iniciada pela companhia nas redes sociais já dá indícios à importância auditiva para se compreender a obra.

Otávio Ortega será o diretor musical da obra, que tem também Anne Cerutti nos figurinos.

O enredo gira em torno de um interrogatório. O clima de tensão paira no ar. Elementos de uma narrativa pop estão presentes de forma vigorosa.

O elenco, aguerrido e resistente, vai trabalhar utilizando máscaras que dão estética própria e marcante a Oliver.

Esperemos pois a já aguardada estreia. Porque o que vimos, como afirmou Moraes, é apenas um apontamento do que virá.

inquietos eduardo enomoto 2 oliver Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Público vai usar fones de ouvido para assistir ao espetáculo Oliver, da Cia. dos Inquietos - Foto: Eduardo Enomoto

 

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bette wilson de santos joao caldas Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos, caracterizado como a atriz Bette Davis (1908-1989) na peça - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Desde 5 de abril de 2013, data em que Bette Davis completaria 105 anos, o ator Wilson de Santos cumpre a missão de viver no palco a atriz mítica de Hollywood.

Após temporada de sucesso no Teatro Ranaissance, a peça Bette Davis e Eu ocupa o Teatro Santo Agostinho, próximo ao metrô Vergueiro, também em São Paulo.

A montagem, na qual Wilson contracena com Flávia Garrafa sob direção de Alexandre Reinecke, mostra a visita da diva à escritora Elizabeth Fuller em 1985. Visita esta que era para ser um jantar e se prolongou por dias. A escritora transformou a experiência pessoal na peça, que teve tradução para o português por Reinaldo Moraes.

Para fazer o trabalho, Wilson visitou a autora em sua casa, em Connecticut, nos Estados Unidos, durante um processo de gestação da montagem brasileira que levou 12 anos. Mas a longa espera rendeu frutos. A autora o elogiou e disse que ele é a melhor Bette Davis que ela já viu. Além disso, a peça brasileira foi citada no jornal norte-americano The Wall Street Journal.

Wilson de Santos conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta sobre este momento especial em sua carreira.

Leia com toda a calma do mundo:

wilson de santos joao caldas Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

O ator santista Wilson de Santos: 12 anos para tornar realidade peça sobre Bette Davis em SP - Foto: João Caldas

Miguel Arcanjo Prado – De onde vem sua paixão por Bette Davis?
Wilson de Santos – Vem desde que vi os primeiros filmes dela, nos anos 1980, obras como A Malvada. Sabia da grandeza dela como atriz e ícone do cinema, claro, mas nunca fui seguidor realmente de seu trabalho. Até que este texto chegou em minhas mãos e passei a me interessar mais por ela.

Como o texto chegou até você?
Foi através do norte-americano Dan Goggin, autor do meu espetáculo anterior, A Noviça Mais Rebelde, que fui uma proposta minha de fazer um solo da irmã Maria José. Ele assistiu uma montagem americana, em 2001, e me falou que achava que eu deveria fazer a Bette Davis no Brasil. Isso foi em 2001, quando fazia Vitor ou Vitória com a Marília Pêra. Aí, eu fui correr atrás para o projeto virar realidade.

E durou muito tempo até que o sonho virasse realidade?
Foram 12 anos! Foi muita batalha, mas eu estacionei várias vezes, porque achava que tinha de ser no tempo certo, por ser uma produção mais custosa e cuidadosa.

Por que você achou que este era o momento certo?
Eu tinha vindo do desafio de produzir a Noviça por três anos e meio, um solo, que partiu de uma ideia minha. Então, venho da caminhada de me autoproduzir. Achei que agora era a hora. E tudo deu tão certo que estreamos no Teatro Renaissance no dia do aniversário da Bette Davis, em 5 de abril de 2013, quando ela completaria 105 anos! E não foi planejado, foi coisa do destino!

Como é dividir a cena com a Flávia Garrafa e também ser dirigido pelo Alexandre Reinecke?
Eu já conhecia a Flávia Garrafa, mas nunca tinha trabalhado com ela. Estou apaixonado! É uma atriz que tem um pré-disposição para o trabalho incrível. Ela é muito do teatro. Faz mil coisas. Falo que deveríamos ter uma companhia de repertório. Já o Reinecke é uma relação antiga, um amigo. A parceria com ele vem da época de Sua Excelência, o Candidato.

bette2 Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos, em cena de Bette Davis e Eu, no Teatro Santo Agostinho: semelhança incrível - Foto: João Caldas

Vocês estrearam no Ranaissance, que tem um perfil mais elitista, e agora cumprem temporada no Teatro Santo Agostinho, mais popular, perto do metrô Vergueiro. Como vê essa mudança de palco? Espera um novo público?
Esta mudança é fantástica! A temporada no Renaissance foi linda e rendeu muitos frutos, muito público. E agora, eu volto ao Santo Agostinho, onde fiz duas temporadas incríveis da Noviça. Começa do fantástico acesso ao teatro: é só descer no metrô Vergueiro e subir a escadinha [risos]. Também é uma sala muito grande, tem 700 lugares! Então, temos oportunidade de fazer um preço mais acessível. Esperamos que todo mundo venha! Vários grupos que foram ver Noviça já estão agendando voltar para ver Bette Davis e Eu.

wilson autora arquivo pessoal Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos e a autora Elizabeth Fuller: amizade e elogio de quem conheceu a diva - Foto: Arquivo pessoal

Como foi a repercussão nos EUA?
Foi ótima e nos deu muito orgulho! A autora, Elizabeth Fuller, me mandou um elogio, dizendo que sou a melhor Bette Davis que ela já viu. Me falou que, se eu falasse inglês, ela queria que eu fizesse a montagem em Nova York. O The Wall Street Journal citou nossa montagem na matéria que fez sobre a montagem na off-Broadway. Ganhamos um destaque na matéria. Disseram que os brasileiros agora podem escutar Bette Davis entrar na casa da outra personagem e dizer: “Que espelunca!”, em português.

Como é fazer uma personagem feminina para você?
Eu adoro! Isso é algo que faço há muito tempo, desde a época da Cia. Baiana de Patifaria. Com a Bette Davis, o desafio é maior, porque é a Bette Davis. É claro que tem gente que, infelizmente, ainda não conheceu o trabalho dela. Mas também tem o público que conhece a Bette Davis. Então, tivemos muito a preocupação de aproximar minha imagem da dela, com a ajuda de nosso visagista, o Wanterley Dornellas. Busquei muitas imagens dela, principalmente mais velha. Porque eu faço a Bette cinco anos antes da morte, com 76 anos. Assisti entrevistas e revi filmes para pegar as coisas dela na fala, sempre cortante, que era quase uma música. Eu me divirto muito fazendo. Ainda mais com esse momento meu no camarim, de fazer a maquiagem. Eu gosto muito. Costumo dizer que quando faço espetáculo sem maquiagem, eu me sinto pelado! [risos].

Bette Davis e Eu
Quando: Sábado, 22h, e domingo, 20h. 90 min. Até 08/09/2013
Onde: Teatro Santo Agostinho (rua Apeninos, 118, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3029-4858)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

wilson de santos flavia garrafa Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos, com Flávia Garrafa: primeiro trabalho juntos e muita afinidade entre a dupla - Foto: João Caldas

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cabaret eduardo enomoto teatro ruth escobar julho 2013 Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

A atriz Rita Gutt, à frente, encabeça elenco do musical Cabaret: produção universitária tem entrada gratuita no Teatro Ruth Escobar, na Bela Vista, em São Paulo, durante todo mês de julho - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

O público paulistano que adora os musicais e não tem muita grana no bolso agora não tem desculpa para ficar em casa. Estreia nesta terça-feira (2), às 21h, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Cabaret, um dos grandes musicais da Broadway.

E o melhor: por ser uma montagem universitária sem fins lucrativos, a entrada é gratuita. Tem sessão toda segunda, terça e quarta de julho, até o fim do mês, sempre às 19h e às 21h.

A obra de Joe Masteroff, John Kander e Fred Ebb foi lançada na Broadway em 1966, e causou impacto por abordar a chegada do nazismo ao poder na Alemanha pré-2ª Guerra Mundial.

A história chegou ao cinema em 1972, em filme de Bob Fosse estrelado por Liza Minelli, que levou o Oscar de melhor atriz pelo papel de Sally Bowles, a dançarina de cabaré mais lendária da história de Hollywood. No Brasil, Claudia Raia protagonizou o musical no ano passado.

cabaret 2 eduardo enomoto Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Amor impossível em Berlim: a dançarina Rita Gutt, como a dançarina inglesa Sally Bowles, e Anderson D'Kassio, como o escritor norte-americano Cliff - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, na produção da Faculdade Paulista de Artes e Cia. Instável – que existe desde 2001 com 27 espetáculos montados –, a atriz Rita Gutt, paulista de Ibiúna, vive o papel de Sally Bowles. Ela conversou como R7 sobre o desafio de viver uma personagem tão emblemática.

— Para mim, receber este papel foi um presente. É uma responsabilidade enorme fazer um musical de tanto peso. Mas, queremos fazer o nosso Cabaret. O musical tem o nosso jeitinho. Sei que a Sally precisa dançar e cantar, mas ela tem algo introspectivo. Uma dor interna só dela. Tento demonstrar isso enquanto o show não pode parar.

cabaret eduardo enomoto gabriel ivanoff Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Gabriel Ivanoff interpreta o Mestre de Cerimônias do lendário cabaré Kit Kat Club - Foto: Eduardo Enomoto

O ator Anderson D’Kassio, nascido em Macapá e radicado em São Paulo, interpreta Cliff, o escritor norte-americano com quem Sally tem um caso. Já Gabriel Ivanoff, ator de São Caetano do Sul, no ABC paulista, fecha o time de protagonistas como o MC, o andrógeno apresentador do Kit Kat Club, papel que consagrou Jarbas Homem de Mello no ano passado.

A peça ainda conta com participação internacional no elenco. O ator Juan Manuel Tellategui integra o musical, na pele do alemão Ernest Ludwig, uma espécie de antagonista da história. Ele é argentino e já fez musicais e filmes, como Pompeya, de Tamae Garateguy, em sua terra natal.

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Dobradinha de hermanos: a brasileira Rita Gutt contracena com o argentino Juan Manuel Tellategui no musical Cabaret, em cartaz em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Com 42 anos de idade e 24 de experiência no teatro, André Latorre é o cabeça do projeto. Assina direção, figurino, iluminação e cenografia, esta última em parceria com Dalila D’Cruz. Ele ainda contou com a ajuda de Liza Caetano na assistência de direção.

— O Brasil vem se firmando como um grande mercado de musicais, que é umas das frentes de trabalho que mais oferece oportunidade a atores na atualidade, com bons salários. O ator de musical é completo, porque também canta e dança. O mercado não gosta mais de ator que só sabe dizer o texto.

Ele lembra que o fato de a montagem ser gratuita faz com que muitos espectadores que não teriam condição de pagar para ver um musical possam viver esta experiência.

—Fazemos gratuito porque é uma montagem universitária sem fins lucrativos. E quem vier, além de não pagar, terá a oportunidade de ver em primeira mão a nova geração dos musicais brasileiros!

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Com 24 anos de carreira, o diretor André Latorre (à frente com a protagonista, Rita Gutt) posa com a equipe do musical Cabaret na sala Miriam Muniz do Teatro Ruth Escobar, em São Paulo- Foto: Eduardo Enomoto

Além do time de protagonistas, Cabaret ainda conta com Lucimar de Santana, como Fraulein Schneider, a dona da pensão onde vive a protagonista, Adanias Souza, como o velho judeu Herr Schulzz, e Tiago Prado Dort, na pele do jovem nazista.

Os demais personagens, entre eles o fogoso time de dançarinos do Kit Kat Club, são defendidos pelos atores Ismael Resende, Daniel Prata, Wilton Leal, Lucas Figueiredo, Giovanna Cameron, Cínthia Arruda, Ana Paula Faustino, Anny Carvalho, Laís Flinco, Fernanda Carvalho, Agatha Miklos, Silvana Ritter Vargas, Cintia Fer e Karem Almeida.

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Sensualidade e muito bom humor no palco: time de dançarinos do musical Cabaret - Foto: Eduardo Enomoto

Cabaret
Quando: Segunda, terça e quarta, às 19h e às 21h (duas sessões por dia). 100 min. Até 31/7/2013
Onde: Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (60 lugares) (r. dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo, Metrô Brigadeiro. Tel. 0/xx/11 3289-2358).
Quanto: Grátis (ingressos disponíveis para retirada duas horas antes de cada sessão)
Classificação etária: 14 anos

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ed london bobsousa3 Justiça cancela peça Edifício London, inspirada no Caso Isabella Nardoni; Satyros prometem recorrer

Cena do espetáculo Edifício London, fotografado com exclusividade por Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

A Justiça proibiu, por meio de uma liminar, a estreia do espetáculo Edifício London em São Paulo, que ocorreria neste sábado (2), à meia-noite, no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt. A informação foi divulgada pelo próprio grupo teatral, na noite desta sexta (1°), em seu site oficial e nas redes sociais.

A peça, escrita pelo dramaturgo Lucas Arantes, de Ribeirão Preto (SP), e dirigida por Fabrício Castro, foi inspirada no Caso Isabella Nardoni, como antecipou o R7 em dezembro de 2012 com exclusividade. Tanto que seu nome é uma clara referência ao prédio onde o crime ocorreu.

A ação foi movida pelos advogados da mãe da menina Isabella, Ana Carolina Oliveira, que acusou a obra de promover "uma verdadeira aberração". Segundo Ana, ela seria retratada na obra como "uma mulher despreocupada com a prole e envolvida com a vulgaridade". Procurados pela reportagem, integrantes do grupo disseram que Ana Carolina Oliveira não chegou a assistir a peça para fazer tais considerações.

A Cia de Teatro Os Satyros soltou comunicado oficial em seu site, na noite desta sexta-feira (1°), para informar que “em respeito a decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Desembargador Dr. Fortes Barbosa, da 6a. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a estreia da peça teatral Edifício London, escrita pelo talentoso dramaturgo Lucas Arantes e que teve como ponto de partida e inspiração as peças teatrais Macbeth, de William Shakespeare, Medeia, de Eurípedes, e o caso policial brasileiro que abalou o país e ficou conhecido como Caso Isabella, foi cancelada”.

No comunicado, o grupo liderado pelos artistas Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez ainda diz que “serão adotadas todas as medidas necessárias fazer valer o que prescreve o inciso IX, do artigo 5o. da Constituição Federal brasileira, que diz, de forma clara e precisa, que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Caso o grupo descumpra a ordem judicial e o espetáculo seja apresentado, a multa estipulada é de R$ 10 mil. Após a notícia, vários artistas ligados ao teatro se manifestaram na internet e acusaram a decisão de "volta da censura".

Em fevereiro, o Atores & Bastidores do R7 entreveisou os protagonistas da obra, os atores Davi Tostes e Samira Lochter. Na época, eles faziam os últimos ensaios e revelaram que tratariam o tema com respeito. A reportagem ainda trouxe imagens inéditas da obra, feitas pelo fotógrafo Bob Sousa. Durante a entrevista, tanto Samira quanto Davi disseram que estavam "apreensivos" com a estreia.

Também em entrevista ao R7, em dezembro de 2012, o dramaturgo Lucas Arantes afirmou que fez o espetáculo para "discutir o papel da arte como crônica de seu tempo". O texto da peça Edifício London virou livro pela Editora Coruja.

Toda esta polêmica acontece no mês em que a morte da menina completará cinco anos. Na noite do dia 28 de março de 2008, Isabella Nardoni, de cinco anos, morreu após ser atirada pela janela do sexto andar do Edifício London, na zona norte paulistana. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados por homicídio doloso triplamente qualificado e estão presos (veja cobertura completa do R7 sobre o caso).

O que você acha dessa história? Opine, abaixo!

Você é contra ou a favor de a Justiça ter proibido a estreia da peça Edifício London, de Lucas Arantes, inspirada no Caso Isabella Nardoni, com o grupo Os Satyros?

  • Sou contra a proibição da peça. Porque acho que os artistas têm o livre direito de refletir sobre o que acontece na sociedade. Proibir o espetáculo é a volta da censura.
  • Sou a favor da proibição da peça. Porque acho que a mãe da menina Isabella tem o direito de não querer que a história de sua filha inspire um espetáculo.

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magico de ozcoletiva imprensa magico de oz 2905 <i>O Mágico de Oz</i> aposta em novos talentos dos musicais misturados a estrelas da televisão

Aos 19 anos, Malu Rodrigues interpreta a menina Dorothy em O Mágico de Oz -Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Visto por 80 mil pessoas no Rio, o musical O Mágico de Oz, da tarimbada dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, chega a São Paulo nesta sexta (22), com a missão de reconstruir no palco o clima de magia do célebre filme homônimo estrelado por Judy Garland em 1939.

O espetáculo aposta em novas estrelas dos musicais, como André Torquato, Bruna Guerin e Malu Rodrigues, mescladas a estrelas da TV, como Heloísa Périssé e Lúcio Mauro Filho, que estreiam no gênero.

Os números são de impressionar qualquer um: 150 profissionais na produção, 14 cenários, 300 figurinos, 16 músicos e 35 atores no palco.

Quem capitaneia o elenco é a jovem Malu Rodrigues, em seu sexto musical com apenas 19 anos. Ela interpreta Dorothy, a menina do Kansas (EUA), dona do caõzinho Totó, vivido no palco por três cachorrinhos diferentes.

— Foi uma coisa bem complicada aprender a lidar com os cachorros. Nós optamos pela raça do filme, mas eles são muito teimosos. Na primeira semana, eles não entravam quando deveriam. Às vezes, ainda fazem o que querem. Mas sempre, no fim, são os mais aplaudidos [risos].

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle em cena do musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Miéle é o grande trunfo

O grande charme da montagem fica por conta da participação de Luiz Carlos Miéle, um dos maiores nomes do showbizz nacional, na pele do Mágico.

— Minha mãe era cantora e adorava cantar musicais. Apesar disso, jamais pensei que iria participar de um grande musical. Sempre fiz shows pequenos... Quando me convidaram, disseram que o Mágico não cantaria. Fiquei triste. Mas dois dias depois, o Claudio Botelho me ligou e disse que havia pedido licença nos EUA para escrever uma canção inédita só para eu cantar.

Miéle conta ao Atores & Bastidores do R7 que a interação com a nova geração lhe traz novos aprendizados e revela que esta é “a primeira vez” que ele é dirigido por outra pessoa.

— Minha maior lição neste espetáculo foi a disciplina. Nos meus shows, sempre brinquei e improvisei. Mas no musical tem de ser tudo certinho. Eu juro que até o último dia eu vou fazer tudo no tempo certo [risos].

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Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Fim de uma parceria

O espetáculo marca o fim da parceria entre a dupla de diretores Möeller & Botelho e a Aventura Entretenimento, que romperam relações no fim do ano passado.

O elenco traz Heloísa Périssé como a Bruxa Má do Oeste, papel que no Rio foi de Maria Clara Gueiros, que não pode acompanhar a turnê paulistana. Heloísa conta que não esperava ser chamada.

— Quando surgiu o convite achei que era brincadeira. Mas a Antonia, minha filha de seis anos, falou que eu tinha de fazer. Quando ela me viu caracterizada de bruxa, ela tomou um susto. Mas tentou disfarçar e falou: “Mamãe, eu sei que é você aí”.

Heloísa contou que penou um pouco no começo dos ensaios, porque “a roda do espetáculo já estava girando”. Ela afirmou que “a presença do Lucinho [Lúcio Mauro Filho] foi definitiva”.

Lúcio Mauro interpreta o Leão.

— Estava vindo de um monólogo e foi uma mudança muito radical. Meus filhos são meus grandes fãs. Eles assistem a peça todo fim de semana e querem vir para São Paulo também.

O ator revela que sua audição foi muito complicada.

— Estava vindo do velório do Chico Anysio, que era como um tio para mim, e estava com a voz rouca do Lúcio Mauro pai. Falei para o Claudio: “Estou muito emocionado ainda”. E ele foi supercompreensivo e me ajudou.

Os dois atores lembram que o espetáculo “reúne toda a família, com piadas para todas as idades”.

Gente nova na praça

Outra mudança no elenco é no personagem Espantalho, sai de cena Pierre Baitelli e entra André Torquato, que fez sucesso no ano passado como a Felícia de Priscilla, Rainha do Deserto, papel que lhe rendeu indicação a Revelação de 2012 aqui no R7. Intérprete do Homem de Lata, o italiano Nicola Lama, radicado no Brasil há sete anos, conta que cantar e atuar em português é a prova da superação de um desafio.

— Começar a atuar em português foi um desafio muito grande para mim. Mas estou me sentido à vontade, porque o personagem me pretege. Inclusive, eu tenho uma armadura [risos].

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O italiano Nicola Lama, o Homem de Lata, e o brasiliense André Torquato, o Espantalho, são destaques no elenco do musical O Mágico de Oz - Foto: Amauri Nehn/AgNews

O Mágico de Oz
Quando:
Sexta, às 21h30. Sábado, às 16h e 20h. Domingo, às 15h e 19h. 150 minutos. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel.0/xx/11 5693-4000 ou 0300-789-3377)
Quanto: Sexta (R$ 40 a R$ 140); sábado e domingo (R$ 60 a R$ 180)
Classificação etária: Livre

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crucreditoHugoRocha 21 Com violência escancarada, espetáculo brasiliense <i>Cru</i> quer conquistar público paulistano

Peça Cru mostra encontro de trio regado a medo e muita violência - Foto: Hugo Rocha

Por Miguel Arcanjo Prado

O ser humano é ruim de nascença? Com esta pergunta provocativa começa a entrevista do Atores & Bastidores do R7 com a brasiliense Cia. Plágio de Teatro, realizada na noite da última quinta (14), após a forte tempestade que castigou São Paulo.

O elenco está cansado, mas feliz, depois do último ensaio antes da estreia tão aguardada, feito enquanto o aguaceiro inundava a cidade.

Eles chegam para apresentar a peça Cru, que estreou nesta sexta (15) e fica em cartaz até 14 de março, em corajosa temporada de terça a domingo, no Teatro Ivo 60, após percorrer 50 cidades Brasil afora e até Milão, na Itália, e acumular 13 prêmios.

Quem resolve responder o questionamento é Alexandre Ribondi, autor da peça e co-diretor do espetáculo, ao lado de Sergio Sartório, que também compõe o elenco com Chico Sant’Anna e Vinícius Ferreira.

— Ruim de nascença, não... Mas o homem se torna violento em algum momento. Em qual? Por que alguns viramos monstros? Não sei se uma obra de arte tem de ter estas respostas, mas apontamos caminhos em Cru.

Leia a crítica: Forte e seco como um soco, espetáculo Cru sufoca espectador com violência e tormento

O espetáculo conta a história de um encontro entre um forasteiro, um travesti e um matador de aluguel, em um açougue de beira de estrada nos confins do Brasil, como revela o dramaturgo.

— São personagens sem eira nem beira. Não têm para onde correr.

O grupo conta que a temporada em São Paulo foi uma aposta deles, com recursos próprios e do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. Conta que fazer teatro em Brasília é tão difícil quanto em qualquer outro lugar.

cru michele saraiva sesc rondonia Com violência escancarada, espetáculo brasiliense <i>Cru</i> quer conquistar público paulistano

Espetáculo Cru já foi visto em 50 cidades no Brasil e em Milão, Itália - Foto: Michele Saraiva/Sesc Rondônia

Sobre homens

Ribondi diz que sua peça “é sobre homens”. E faz questão de ressaltar seu elenco.

— Estamos diante de três grandes atores. São artistas da melhor qualidade.

 Sérgio Sartório, que vive Cunha, o “vértice do encontro mostrado na peça”, diz que o espetáculo “combina com São Paulo”.

— Todo mundo está muito preocupado o tempo todo com a violência. Além disso, São Paulo é uma cidade onde as pessoas estão muito sozinhas. Mas, no fundo, a peça tem uma linguagem universal, porque toca em questões muito humanas.

Sartório define Cunha, o matador de aluguel, como “um cara que já está no fim da linha, com dignidade zero, que nunca recebeu uma gota de amor”.

O enredo é desenrolado quando o personagem de Chico Sant’Anna, o forasteiro Zé, resolve contratar os serviços de Cunha, sempre assessorado pelo travesti Frutinha (Vinícius Ferreira). Chico diz que buscou seu personagem soturno e misterioso “em algum lugar dentro de mim”. Paulista de Penápolis, conta que vive há 40 anos em Brasília, “uma capital cercada de Goiás por todos os lados”.

— Os interiores do Brasil são distintos e iguais ao mesmo tempo. O Zé é um arremedo de ser humano, solitário, tentando se redimir de um erro no passado. É um cara que sofre pra caramba.

"Feios e violentos"

Vinícius Ferreira, que defende sua Frutinha em cena com unhas, dentes, facas e giletes, diz que a personagem é “uma criatura extremamente perigosa, mas que carrega um amor maternal pelo Cunha muito grande”.

— A Frutinha é o oráculo. É aquela que revela o que vai acontecer. Ela antevê o tempo todo o futuro e diz, sem sombra de dúvida: “Isso vai  dar merda”.

Ribondi reconhece que seus personagens “são escatologicamente feios e violentos”, mas contrabalança.

— No fundo, eles são pessoas que pedem amor o tempo inteiro.

Leia a crítica: Forte e seco como um soco, espetáculo Cru sufoca espectador com violência e tormento

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fonte joao julio mello tl Cildo Meireles vira “fonte” para celebrar 20 anos da companhia Staccato, de Paulo Caldas

Bailarinos dançam com a obra de Cildo Meireles. Foto: João Julio Mello

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

O coreógrafo e bailarino Paulo Caldas resolveu misturar seus passos ritmicamente calculados com a poesia da obra de Cildo Meirelles.

Fontes (1992), trabalho do artista plástico, foi o ponto de partida para o espetáculo Fonte, a nova montagem da companhia Staccato | Paulo Caldas, que celebra 20 anos de existência.

A estreia será no dia 15 de fevereiro, no Mezanino do Espaço SESC, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Para quem não conhece a obra do carioca Cildo, Fontes exibe milhares de réguas penduradas no teto, diversos relógios em exibição nas paredes e incontáveis números feitos de plásticos jogados no chão.

Todos os elementos de medição brincam com a ideia de tempo e espaço ao mesmo tempo em que sabotam sua funcionalidade alterando a ordem numeral da métrica perfeita.

Quando a dança entra na história, os bailarinos Carolina Wiehoff, Maira Aiex, Natasha Mesquita e Toni Rodrigues dividem a cena apresentada com recursos cenográficos e videográficos.

Cildo serve de inspiração, de base, de fonte, e de sua obra os artistas usufruem, ainda, das cores branca e preta para montar o espetáculo.

Fonte
Onde: Espaço Sesc – Mezanino (Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana
Quanto: R$ 20
Horário: quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 19h30
Classificação: livre
Temporada: 15 de fevereiro a 10 de março

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melhoresteatror72012 Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Cerca de 100 mil internautas do portal votaram e elegeram os Melhores do Teatro R7 2012

A cena teatral em 2012 foi repleta de interessantes novidades. Espetáculos marcantes e diversos integraram a cena.

Tal força foi percebida nesta eleição dos Melhores do Teatro R7 2012, que mobilizou mais de 100 mil votos dos internautas do R7 aqui no Atores & Bastidores nos últimos 11 dias.

Cada uma das 16 categorias teve cinco concorrentes indicados em conjunto pelo jornalista e crítico Miguel Arcanjo Prado e o fotógrafo teatral Bob Sousa. As indicações são reflexo do acompanhamento atento da cena teatral brasileira que os dois fazem durante todo o ano.

Mas a palavra final foi dada por você, nosso internauta.

O destaque ficou com a turma do Núcleo Experimental, que abocanhou sete das 16 categorias: Espetáculo, Diretor, Ator, Atriz, Revelação, Trilha/Música e Teatro. Outro destaque é Eric Lenate, que ganhou duas vezes: Melhor Ator e Melhor Cenário. O grupo Os Satyros levou duas categorias: Figurino e Personalidade. Outro grupo que também conquistou duas categorias foi a Cia. São Jorge de Variedades, com Grupo e Projeto.

Veja, abaixo, a lista completa dos vencedores. Parabéns a todos!

1 MelhoresTeatroR72012 Espetaculo Bichado Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Bichado, do Núcleo Experimental, é o Melhor Espetáculo no R7 em 2012 - Foto: Guilherme Griebler

Espetáculo: Bichado, do Núcleo Experimental

2 MelhoresTeatro2012 Diretor Ze Henrique de Paula Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Com trabalho farto, Zé Henrique de Paula é o Melhor Diretor no R7 em 2012 - Foto: Divulgação

Diretor: Zé Henrique de Paula, pela realização de quatro peças em 2012: Bichado, Mormaço, No Coração do Mundo e Senhora dos Afogados

3 MelhoresTeatroR72012 Ator Eric Lenate Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Eric Lenate, da peça No Coração do Mundo, é o Melhor Ator do R7 em 2012 - Foto: Ronaldo Gutierrez

Ator: Eric Lenate, por sua atuação no espetáculo No Coração do Mundo

4 MelhoresTeatroR72012 Atriz Einat Falbel Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Einat Falbel, de Bichado, é a Melhor Atriz do R7 em 2012 - Foto: Guilherme Griebler

Atriz: Einat Falbel, por sua atuação no espetáculo Bichado

5 MelhoresTeatroR72012 Autor AldriAnunciacao Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Aldri Anunciação é o Melhor Autor do R7 em 2012 por Namíbia, Não! - Foto: Rubens Nemitz Jr./Clix

Autor: Aldri Anunciação, dramaturgo da peça Namíbia, Não!

6 MelhoresTeatroR72012 Revelacao Barbara Bonnie Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Bárbara Bonnie, de Senhora dos Afogados e Barafonda, é a Revelação do R7 em 2012 - Foto: Kit Gaion

Revelação: a atriz Bárbara Bonnie, por sua atuação de destaque em Barafonda e Senhora dos Afogados

sp Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Rodrigo Alves levou a Melhor Iluminação por SP Surrealista - Foto: Bob Sousa

Iluminação: Rodrigo Alves, responsável pela luz da peça SP Surrealista

8 MelhoresTeatroR72012 Cenario Rabbit Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Rabbit leva Melhor Cenário no R7 em 2012, feito por Eric Lenate - Foto: Lenise Pinheiro

Cenário: Eric Lenate, autor do cenário do espetáculo Rabbit

9 MelhoresTeatroR72012 Figurino Cabaret Stravaganza Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Daíse Neves leva Melhor Figurino no R7 em 2012, por Cabaret Stravaganza, dos Satyros - Foto: André Stéfano

Figurino: Daíse Neves, pelos inventivos figurinos do espetáculo Cabaret Stravaganza, do grupo Os Satyros

10 MelhoresTeatroR72012 Personalidade Phedra D Cordoba Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

A atriz cubana Phedra De Córdoba, do grupo Os Satyros, é a Personalidade do Teatro R7 em 2012 - Foto: Eduardo Enomoto

Personalidade: Phedra De Córdoba, atriz cubana do grupo Os Satyros e patrimônio do teatro brasileiro

11 MelhoresTeatroR72012 Trilha SenhoradosAfogados Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Fernanda Maia leva Melhor Trilha/Música por Senhora dos Afogados, do Núcleo Experimental - Foto: Kit Gaion

Trilha/Música: Fernanda Maia, pela delicada direção musical de Senhora dos Afogados

12 MelhoresTeatroR72012 Festival Curitiba Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

O Festival de Teatro de Curitiba leva o Melhor Festival do R7 em 2012 - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Festival: Festival de Teatro de Curitiba, o mais tradicional evento teatral e de maior repercussão do País

13 MelhoresTeatroR72012 Grupo CiaSaoJorgeVariedades Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

A Cia. São Jorge de Variedades, de São Paulo, é o Melhor Grupo de Teatro em 2012 no R7 - Foto: Bob Sousa

Grupo: Cia. São Jorge de Variedades, em São Paulo

14 MelhoresTeatroR72012 Projeto Barafonda Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Barafonda, da Cia. São Jorge de Variedades, é o Melhor Projeto de Teatro em 2012 - Foto: Bob Sousa

Projeto: Barafonda, da Cia. São Jorge de Variedades, que contou de forma inventiva e envolvente a história do bairro da Barra Funda, onde fica a sede do grupo

15 MelhoresTeatroR72012 Teatro Nucleo Experimental Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Com programação intensa, o Teatro do Núcleo Experimental é o Melhor Teatro de 2012 no R7 - Foto: Divulgação

Teatro: Teatro do Núcleo Experimental, localizado na rua Barra Funda, 637, em São Paulo, por sua intensa programação de qualidade

16 MelhoresTeatroR72012 Instituicao SPEscoladeTeatro Conheça os Melhores do Teatro R7 2012

Engajada na formação de novos artistas para o palco, a SP Escola de Teatro é a Melhor Instituição de Teatro em 2012 no R7 - Foto: Divulgação

Instituição: SP Escola de Teatro, com sede no Brás e na praça Roosevelt, em São Paulo, lugar de efervescência do pensamento cultural e que já se tornou referência no ensino das artes do palco

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