Posts com a tag "estreia"

cia passaro 2 Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Gente jovem reunida: o elenco da nova peça da Cia. do Pássaro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A associação entre o ar e a liberdade de criação artística é o que motiva a paulistana Cia. do Pássaro, em atividade desde 2011, após o encontro dos artistas Alessandro Marba, Dawton Abranches, Geovana Pagel, Giovana Dorna e Pedro de Alcântara.

O grupo apresenta ao público paulistano sua nova obra, Oriki, que mistura fantasmas, mitos e Shakespeare.

Oriki1 credito Ana Paula Hernandez Lara Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Fantasmas no palco: cena da peça da Cia. do Pássaro - Foto: Ana Paula Hernandez

A obra é fruto de um mergulho do grupo na mitologia africana. Dione Carlos assina a dramaturgia, e Dawton Abrances, a direção. Eles fundem elementos africanos a Hamlet, uma das mais emblemáticas peças de William Shakespeare.

Estão no elenco Alessandro Marba, Breno da Matta, Cristiano Belarmino, Deise Rodrigues, Dudu de Oliveira, Fábio Joaquim do Vale, Geovana Pagel, Giovana Dorna, Karina Bastos, Luisa Vilhena e João Carlos Gomes.

Segundo o grupo, "a mitologia africana, enraizada em nosso país no período da colonização, trouxe consigo uma vasta e rica gama de 'fantasmas' capazes de nos promover este contato com a origem".

Ainda de acordo com a Cia dos Pássaros, "nossa cultura aprendeu ao longo dos séculos a repudiar e temer o que lhe é diferente". E é justamente isto o que eles pretendem discutir no espetáculo.

A obra inaugura o projeto Shakeinspire-me, que pretende montar ainda a peça Córtex Falido, também inspirada na obra do dramaturgo inglês.

As peças anteriores da companhia foram a lírica Anjo Caído, apresentada em 2012, quando participou com sucesso no Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, e Inspir.Ações para Voar, dirigida por Pablo Calazans em 2013.

A turma da Cia. dos Pássaros faz intercâmbio constante com outros jovens grupos da cidade de São Paulo, seja emprestando sua sede para ensaios ou apresentações, ou ainda por meio de colaborações artísticas.

Oriki - Kongeriget-Ifé
Quando: domingo, 19h. 60 min. Até 27/4/2014. Depois, sábado, 21h, entre 3 a 31/5/2014
Onde: Cia do Pássaro - Voo e Teatro (r. Álvaro de Carvalho, 177, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7638-0242)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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Foto 15 Teatro de Bonecas Zé Aires Teatro de Bonecas põe identidade em xeque

Milena Filócomo atua com Jackeline Stefanski em Teatro de Bonecas - Foto: Zé Aires

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As atrizes Milena Filócomo e Jackeline Stefanski estarão no palco do Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a partir desta segunda (13) na peça Teatro de Bonecas.

Concepção e dramaturgia são assinadas por Milena, que chamou Adriano Cypriano para dirigir a montagem.

A inspiração, claro, foi o espetáculo clássico Casa de Bonecas, de Ibsen.

A obra, de pegada poética, tem diálogo com a dança e traz cenas coreografadas.

Nela, as atrizes criam memórias para Nora, personagem criada por Ibsen, e discutirão o tema da identidade.

Tudo embalado pela trilha original composta por Kika. Vander Lins assina a produção geral.

Questões existenciais permeiam a encenação. O diretor, que também assina a iluminação, define sua montagem como "um espetáculo de teatro que se faz de memórias e de farrapos autobiográficos que postos juntos, em exótica coleção, tocam a audiência".

— O espectador toma como seu aquilo criado pelo artista. Imagens e histórias que de tão sinceramente humanas já não podem ter um único dono, senão toda a humanidade. E assim é com Teatro de Bonecas.

Teatro de Bonecas
Quando: Segunda e terça, 20h. 90 min. Até 4/2/2014
Onde: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3288-0136)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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inquietos eduardo enomoto 1 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cia. dos Inquietos conversa durante o ensaio de Oliver: espetáculo estreia em 2014 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

“É muito difícil mostrar um projeto que está previsto para estrear daqui a três meses; hoje o que você vai ver é apenas um apontamento”, explica o ator e diretor Ed Moraes, antes de descortinar, com exclusividade para o Atores & Bastidores do R7, o projeto do espetáculo Oliver, da paulistana Cia. dos Inquietos, previsto para chegar aos palcos brasileiros no primeiro semestre de 2014.

Trata-se de uma peça audaciosa, como a reportagem percebeu ao ver um dos ensaios, no galpão do Grupo Parlapatões, no bairro Pompeia, na zona oeste paulistana.

Já havíamos encontrado o grupo ensaiando semanas antes, no Teatro Pequeno Ato, na República, onde também trabalharam no início dos ensaios.

“Estamos contando com muitas parcerias, amigos queridos que nos ajudam”, conta Ed Moraes, pouco antes de iniciar uma passagem geral da montagem que virou uma obsessão em sua vida nos últimos meses. Ele respira Oliver sem parar.

oliver 2 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cartazes instigantes já divulgam Oliver: sentido auditivo terá importância fundamental no espetáculo dirigido por Ed Moraes e escrito por Leandro D'Errico

Apesar do pedido de segredo sobre os meandros da obra – a reportagem vai dar apenas pistas do que o público atestará quando a estreia acontecer –, o que vimos foi um espetáculo que promete inovação tecnológica e uma nova forma de se encarar o teatro, fazendo uma brincadeira com os sentidos de todos os espectadores, e também dos próprios artistas comandados por Moraes.

Rotoscopia e binaural

Nomes de técnicas cinematográficas como rotoscopia fazem parte do cotidiano dos Inquietos, que terão a parte sonora do espetáculo finalizada por Tiago D'Errico em um estúdio de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O universo – e a estética – dos quadrinhos domina o espetáculo escrito por Leandro D'Errico. O autor, assim como o diretor, Ed Moraes, também atuam na obra, ao lado de Denise Machado, Felipe Schermann, Giovanni Venturini, João Paulo Bienemann e Tereza Xavier.

Diante de um cenário de ares pós-modernos, a plateia vai ouvir o diálogo do elenco por meio de potentes fones de ouvido, por meio da técnica binaural, que permite com que os espectadores ouçam a história como se estivessem dentro dela.

Uma campanha iniciada pela companhia nas redes sociais já dá indícios à importância auditiva para se compreender a obra.

Otávio Ortega será o diretor musical da obra, que tem também Anne Cerutti nos figurinos.

O enredo gira em torno de um interrogatório. O clima de tensão paira no ar. Elementos de uma narrativa pop estão presentes de forma vigorosa.

O elenco, aguerrido e resistente, vai trabalhar utilizando máscaras que dão estética própria e marcante a Oliver.

Esperemos pois a já aguardada estreia. Porque o que vimos, como afirmou Moraes, é apenas um apontamento do que virá.

inquietos eduardo enomoto 2 oliver Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Público vai usar fones de ouvido para assistir ao espetáculo Oliver, da Cia. dos Inquietos - Foto: Eduardo Enomoto

 

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origem destino Peça aceita pagamento em bilhete único e coloca público para viajar por SP dentro de um ônibus

Personagens de Origem Destino levam público a uma viagem por SP - Foto: Tetembua Dandara

Por Miguel Arcanjo Prado

A praça da Sé é o coração do centro de São Paulo. É de lá que parte o ônibus que leva público e personagens da nova peça da Cia. Auto-Retrato, Origem Destino, que estreia neste domingo (1º). O preço para ver a montagem é o valor de uma passagem de ônibus, R$ 3; é aceito o pagamento em bilhete único.

O ponto final é no bairro de Santo Amaro, na zona sul. Oito atores e quatro músicos do quarteto instrumental À Deriva acompanham a viagem, que passa por rios concretados para virarem importantes vias da capital paulista, como o Anhangabaú, o Saracura e o Pinheiros.

O grupo de dez anos de vida quer descortinar a cidade aos olhos do espectador. Geografia se funde com arte para colocar o que está do lado de fora da janela em evidência.

Para tanto, eles ouviram depoimentos dos moradores pelas ruas da cidade, para que Marcos Gomes construísse a dramaturgia. Andrea Tedesco e Mauricio Veloso assinam a direção.

No elenco estão Beto Sporleder, Camilo Schaden, Carla Kinzo, Daniel Muller, Guilherme Marques, Marcio Castro, Marina Corazza, Marina Tranjan, Natacha Dias, Rui Barossi e Thais Almeida Prado, Julio Lorosh, Marcos Gomes, Mariana Miranda, Sergio Spina e Suelen Ribeiro.

Origem Destino
Quando: Terças, ao meio-dia, e domingos, às 11h. 150 min. Temporada de 1º a 17/12/2013.
Onde: Saída da Praça da Sé, em frente à Catedral, no centro de São Paulo, metrô Sé
Quanto: R$ 3,00 (preço da passagem de um ônibus; pode ser pago com bilhete único)
Classificação etária: livre

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CRESPOS Os Crespos e Zumbi de Augusto Boal chegam aos palcos de SP no Dia da Consciência Negra

Os Crespos estreiam nova peça na Funarte neste feriado da Consciência Negra - Foto: Lau Francisco

Por Miguel Arcanjo Prado

Duas estreias celebram nossas raízes africanas neste Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta (20).

Uma vai no passado para contar a saga do herói negro Zumbi, montagem dirigida por João das Neves em cima do texto clássico de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Já a outra vai investigar a situação contemporânea das mulheres negras, caso da peça do grupo paulistano Os Crespos Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, que estreia na Funarte.

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas faz parte do projeto Dos Desemanches aos Sonhos: Poéticas em Legítima Defesa. A montagem aborda a situação das mulheres negras na atualidade. Temas fortes como traumas, violência masculina, sexo e sobrevivência fazem parte da montagem que ouviu depoimentos de 55 mulheres negras antes de se tornar realidade.

O objetivo é acabar com os estereótipos preconceituosos que pairam ainda hoje sobre as mulheres negras. "Procuramos expor as personalidades das mulheres nos diversos elementos que envolvem o espetáculo", conta Lucelia Sergio, diretora da obra, que contou com a co-direção de Santiago Kuanza e direção de produção de Eneida de Souza.

Um dos charmes da peça é a cenografia proposta por Mayara Mascarenhas, que envolve espaços públicos no entorno da Funarte, como um salão de beleza e um boteco. O público ainda entrará em um apartamento, para conhecer a verdade das personagens. No elenco, estão Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto, Nádia Bittencourt e Dani Nega.

BOAL Os Crespos e Zumbi de Augusto Boal chegam aos palcos de SP no Dia da Consciência Negra

Zumbi: nova montagem do texto de Boal tem entrada gratuita na Caixa Cultural - Foto: Divulgação

Zumbi de volta

Este 20 de Novembro também marca a volta aos palcos paulistanos do espetáculo Zumbi, escrito por Augusto Boal, com entrada gratuita na Caixa Cultural, no centro paulistano.

A montagem é um dos clássicos do teatro nacional. É uma versão contemporânea para Arena Conta Zumbi, de Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música de Edu Lobo, marco dos anos 1960. Desta vez, João das Neves assume a direção; e a cantora Titane faz a direção musical.

Dez atores negros representam todos os personagens no sistema Curinga, criado por Boal: Alysson Salvador, Benjamin Abras, Evandro Nunes, Júlia Dias, Júnia Bertolino, Kátia Aracelle, Nath Rodrigues, Ricardo Campos, Rodrigo Almeida e Rodrigo Jerônimo.

Viúva de Augusto Boal, Cecilia Boal, que cuida do instituto dedicado ao mestre das artes cênicas, afirma ao R7 que a peça é atemporal. "O assunto não se esgotou. O Brasil ainda carrega a herança da escravidão. A intenção do Instituto Augusto Boal não foi fazer uma montagem arqueológica, mas mostrar um tema ainda atual. O racismo ainda continua e precisa ser combatido", afirma.

Para Cecilia Boal, o grande mérito de seu marido foi "promover uma dramaturgia brasileira, colocando o homem brasileiro em cena". Na visão dela, a semente plantada por Boal está florescendo em trabalhos atuais. "Infelizmente, este processo iniciado no Arena foi interrompido pela ditadura militar, mas agora está sendo retomado, com jovens que buscam valorizar o que é nosso, o que é latino-americano".

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas
Quando: Quarta e quinta, 21h. 80 min. Até 19/12/2013 (apresentação especial no dia 21/12/2013, às 20h; e no dia 22/12/2013, às 19h)
Onde: Funarte (al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3662-5177)
Quanto: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Zumbi
Quando: Quinta a domingo, 19h15 (dia 12/12/2013 não haverá peça). 125 min. Estreia nesta quarta (20), às 19h15. Até 15/12/2013
Onde: Caixa Cultural (praça da Sé, 111, metrô Sé, São Paulo, tel. 0/xx/11 3321-4400)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos

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IMG 3357 Antunes Filho estreia Nossa Cidade; veja quem foi

Após o espetáculo, Antunes Filho recebeu os convidados em um coquetel - Foto: Leo Franco/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Grandes nomes do teatro e da sociedade foram ao Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo, na noite desta sexta (4), para prestigiar a estreia da peça Nossa Cidade, dirigida por Antunes Filho.

O diretor Nelson Baskerville, as atrizes Laura Cardoso, Julia Lemmertz, Lulu Pavarin, Ondina Clais Castilho e Fernanda Couto, a apresentadora Marina Person e o político Eduardo Suplicy foram alguns dos que fizeram questão de ir dar o abraço no mestre.

Veja, abaixo, algumas imagens da noite:

Laura Cardoso e antunes Filho Antunes Filho estreia Nossa Cidade; veja quem foi

Antiga amizade: a atriz Laura Cardoso prestigiou o mestre Antunes Filho - Foto: Leo Franco/AgNews

A atriz Laura Cardoso estreou nos palcos paulistanos sob comando de Antunes Filho, no espetáculo Plantão 21, em 1959. Desde então, o diretor e a atriz são grandes amigos. A atriz era uma das mais animadas no hall do Teatro Anchieta e fez questão de ar aquele abraço no amigo.

Julia Lemmertz e a filha 002 Antunes Filho estreia Nossa Cidade; veja quem foi

Berço esplêndido: Julia Lemmertz paparicou a filha, Luiza Lemmertz - Foto: Leo Franco/AgNews

Após trabalhar com Jô Soares e Zé Celso Martinez Corrêa, a filha de Julia Lemmertz, Luiza Lemmertz agora atua sob comando de Antunes Filho em Nossa Cidade. Na obra, ela faz uma dona de casa norte-americana, mulher de um dono de jornal do interior interpretado por Mateus Carrieri.

IMG 3369 Antunes Filho estreia Nossa Cidade; veja quem foi

Retorno: Mateus Carrieri, com a mulher, Kelly, comemorou com Antunes - Foto: Leo Franco/AgNews

Em Nossa Cidade, o ator Mateus Carrieri interpreta Sr. Webb, e faz par com Luiza Lemmertz. Na estreia, acompanhado da mulher, Kelly, ele parabenizou Antunes e agradeceu o convite para atuar na montagem. Esta é a grande volta de Carrieri aos palcos paulistanos.  Leia entrevista exclusiva com ele.

IMG 3344 Antunes Filho estreia Nossa Cidade; veja quem foi

Novo predileto: Leonardo Ventura vive o diretor de cena em Nossa Cidade - Foto: Leo Franco/AgNews

O ator Leonardo Ventura tem o papel de diretor de cena em Nossa Cidade, personagem que conduz a história. Ele é o novo eleito do mestre para comandar seu elenco, como já foi Lee Taylor no passado. A obra faz uma análise do comportamento da sociedade norte-americana no século 20. Leia a entrevista exclusiva com Antunes Filho!

Nossa Cidade
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. 90 min. Até 8/12/2013
Onde: Teatro Anchieta do Sesc Consolação (r. Dr. Villa Nova, 245, Vila Buarque, Metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 32 (inteira); R$ 16 (meia-entrada): e R$ 6,40 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

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33 dedos priscila prade Casais vivem confusões em 33 Dedos Bem Aquecidos

Peça mostra casais em situações bem-humoradas no Teatro Jaraguá, em SP - Foto: Priscila Prade

Por Miguel Arcanjo Prado

Rafael Primot vem se destacando na nova geração como um ator e autor que tem o que dizer.

Ele estreia seu quarto texto nesta sexta (20), 33 Dedos Bem Aquecidos, com direção de Alexandre Reinecke. A obra cumprirá temporada até 3 de novembro, no Teatro Jaraguá.

O enredo é uma história de amor típica, mas cheia de personagens inusitados e muito bom humor.

Dani Monteiro vive a jovem bailarina Cris. Já Caio Paduan é Mauro, um charmoso piloto de corrida. Ainda há lugar na peça para Tina, a socióloga recém-formada e manca defendida por Clarissa Kiste, e Omar, o motorista de luvas de couro interpretado pelo autor, Rafael Primot. Dani Monteiro e Caio Paduan ainda dão vida a outro casal, formado por Micha, uma belíssima stripper, e seu namorado.

E Primot não é inventivo só nos palcos, no dia 29 de setembro estreia no Festival do Rio seu filme Gata Velha Ainda Mia, com Regina Duarte e Bárbara Paz. Ele assina roteiro e direção.

33 Dedos Bem Aquecidos
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. 75 min. Até 3/11/2013
Onde: Teatro Jaraguá (r. Martins Fontes, 71, Centro, Metrô Anhangabaú ou República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-4308)
Quanto: R$ 50
Classificação etária: 14 anos

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fagundes caio duran Antonio Fagundes estreia Tribos, a segunda peça com o filho, Bruno Fagundes, em São Paulo

Bruno posa com o pai, Antonio Fagundes, após a pré-estreia do último sábado (14) - Foto: Caio Duran/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator Antonio Fagundes resolveu repetir a dobradinha nos palcos com seu filho, Bruno Fagundes.

Os dois, que já estiveram juntos no tablado em Vermelho, no ano passado, estrearam neste domingo (15) para o público, no Tuca, em São Paulo, a comédia Tribos.

Se em Vermelho eles eram mestre e aprendiz, agora vivem pai e filho. Antonio é Christopher, pai do jovem Bill, papel de Bruno.

A peça, com texto de Nina Raine traduzido por Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz, ainda tem a participação de Arieta Corrêa, atual namorada de Antonio Fagundes, que vive uma garota prestes a ficar surda a quem Bill vai conhecer.

A montagem usa as limitações físicas para questionar as dificuldades de convivência.

No elenco, ainda estão Eliete Cigaarini, que trabalhou com Bruno Fagundes quando este dava os primeiros passos no teatro, Guilherme Magon (o escritor Clifford do musical Cabaret com Claudia Raia) e Maíra Dvorek.

Tribos
Quando: Sexta e sábado, 21h30; domingo, 18h. 80 min. Não informado o fim da temporada
Onde: Tuca (r. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo, tel. 0/xx/11 3670-8455)
Quanto: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 60 (sábado)
Classificação etária: 14 anos

Veja as dicas da Agenda Cultural da Record News (toda sexta, meio-dia, ao vivo):

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divulgacao entreruinas Teatro do Abandono estreia primeira peça em SP

Grupo de jovens artistas se junta em São Paulo para discutir o abandono - Foto: Ana Cariane

Por Miguel Arcanjo Prado

Durante oito meses, um grupo de artistas jovens de São Paulo se reuniu para discutir o abandono. No processo, tiveram papel crucial os livros Diálogo com os Mortos, do filósofo romano Luciano Di Samósata, e Bem-vindo ao Deserto do Real, do filósofo esloveno Slavoj Zizek.

Das inquietações, nasceu a vontade de formar o Teatro do Abandono.

De cara, foram contemplados pelo programa ProAC Primeiras obras e estreiam nos palcos de São Paulo nesta sexta (26), na Casa do Povo.

O lugar tem tudo a ver com o discurso da trupe. Um dos principais centros culturais paulistanos nos anos 1960 e 1970, o prédio se viu abandonado a partir da década de 1980 e, agora, tenta recuperar seus dias de glória apostando em uma programação incipiente e vibrante.

Juca Rodrigues assumiu a tarefa de juntar todos os anseios do coletivo no texto teatral Entre Ruínas Quase Nada. Filipe Brancalião pegou as rédeas da direção.

A peça ainda tem direção musical de Cristiano Gouveia, com música executada por Thaís Oliveira. Clau Carmo assina cenário e figurinos; Adriana Marques, a iluminação.

Os integrantes do Teatro do Abandono se conheceram nos corredores da SP Escola de Teatro, onde estudam diversas áreas teatrais. Dizem que querem “lançar um olhar para os diversos lugares abandonados pelo nosso olhar”.

Tais olhares ganham o corpo do elenco formado por Carol Carolina, Juliana Ostini, Maria Eugenia Pacheco, Paola Dourge e Tadeu Ibarra.

O grupo afirma que a peça reúne “histórias de ruínas não muito distantes de nós”. E que a obra “é um convite para acompanhar os escombros de um lugar abandonado, em que uma comuna de seres desistidos revela suas travessias, tragédias e desistência”.

Pelo jeito, a natureza vai colaborar para o clima de frieza crua da metrópole que pede a montagem. A previsão é de ar gélido nos próximos dias.

Entre Ruínas Quase Nada
Quando:
Sexta e sábado, 20h; domingo, 19h. Estreia em 26/7/2013. 60 min. Até 8/9/2013
Onde: Casa do Povo (r. TrÊs Rios, 252, Bom Retiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7954-4345)
Quanto: pague quanto puder (como são apenas 20 lugares por sessão, os ingressos devem ser reservados por e-mail: doabandono@gmail.com)
Classificação etária: Livre

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cabaret eduardo enomoto teatro ruth escobar julho 2013 Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

A atriz Rita Gutt, à frente, encabeça elenco do musical Cabaret: produção universitária tem entrada gratuita no Teatro Ruth Escobar, na Bela Vista, em São Paulo, durante todo mês de julho - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

O público paulistano que adora os musicais e não tem muita grana no bolso agora não tem desculpa para ficar em casa. Estreia nesta terça-feira (2), às 21h, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Cabaret, um dos grandes musicais da Broadway.

E o melhor: por ser uma montagem universitária sem fins lucrativos, a entrada é gratuita. Tem sessão toda segunda, terça e quarta de julho, até o fim do mês, sempre às 19h e às 21h.

A obra de Joe Masteroff, John Kander e Fred Ebb foi lançada na Broadway em 1966, e causou impacto por abordar a chegada do nazismo ao poder na Alemanha pré-2ª Guerra Mundial.

A história chegou ao cinema em 1972, em filme de Bob Fosse estrelado por Liza Minelli, que levou o Oscar de melhor atriz pelo papel de Sally Bowles, a dançarina de cabaré mais lendária da história de Hollywood. No Brasil, Claudia Raia protagonizou o musical no ano passado.

cabaret 2 eduardo enomoto Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Amor impossível em Berlim: a dançarina Rita Gutt, como a dançarina inglesa Sally Bowles, e Anderson D'Kassio, como o escritor norte-americano Cliff - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, na produção da Faculdade Paulista de Artes e Cia. Instável – que existe desde 2001 com 27 espetáculos montados –, a atriz Rita Gutt, paulista de Ibiúna, vive o papel de Sally Bowles. Ela conversou como R7 sobre o desafio de viver uma personagem tão emblemática.

— Para mim, receber este papel foi um presente. É uma responsabilidade enorme fazer um musical de tanto peso. Mas, queremos fazer o nosso Cabaret. O musical tem o nosso jeitinho. Sei que a Sally precisa dançar e cantar, mas ela tem algo introspectivo. Uma dor interna só dela. Tento demonstrar isso enquanto o show não pode parar.

cabaret eduardo enomoto gabriel ivanoff Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Gabriel Ivanoff interpreta o Mestre de Cerimônias do lendário cabaré Kit Kat Club - Foto: Eduardo Enomoto

O ator Anderson D’Kassio, nascido em Macapá e radicado em São Paulo, interpreta Cliff, o escritor norte-americano com quem Sally tem um caso. Já Gabriel Ivanoff, ator de São Caetano do Sul, no ABC paulista, fecha o time de protagonistas como o MC, o andrógeno apresentador do Kit Kat Club, papel que consagrou Jarbas Homem de Mello no ano passado.

A peça ainda conta com participação internacional no elenco. O ator Juan Manuel Tellategui integra o musical, na pele do alemão Ernest Ludwig, uma espécie de antagonista da história. Ele é argentino e já fez musicais e filmes, como Pompeya, de Tamae Garateguy, em sua terra natal.

cabaret 3 eduardo enomoto com rita gutt e juan manuel tellategui Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Dobradinha de hermanos: a brasileira Rita Gutt contracena com o argentino Juan Manuel Tellategui no musical Cabaret, em cartaz em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Com 42 anos de idade e 24 de experiência no teatro, André Latorre é o cabeça do projeto. Assina direção, figurino, iluminação e cenografia, esta última em parceria com Dalila D’Cruz. Ele ainda contou com a ajuda de Liza Caetano na assistência de direção.

— O Brasil vem se firmando como um grande mercado de musicais, que é umas das frentes de trabalho que mais oferece oportunidade a atores na atualidade, com bons salários. O ator de musical é completo, porque também canta e dança. O mercado não gosta mais de ator que só sabe dizer o texto.

Ele lembra que o fato de a montagem ser gratuita faz com que muitos espectadores que não teriam condição de pagar para ver um musical possam viver esta experiência.

—Fazemos gratuito porque é uma montagem universitária sem fins lucrativos. E quem vier, além de não pagar, terá a oportunidade de ver em primeira mão a nova geração dos musicais brasileiros!

cabaret 1 eduardo enomoto equipe Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Com 24 anos de carreira, o diretor André Latorre (à frente com a protagonista, Rita Gutt) posa com a equipe do musical Cabaret na sala Miriam Muniz do Teatro Ruth Escobar, em São Paulo- Foto: Eduardo Enomoto

Além do time de protagonistas, Cabaret ainda conta com Lucimar de Santana, como Fraulein Schneider, a dona da pensão onde vive a protagonista, Adanias Souza, como o velho judeu Herr Schulzz, e Tiago Prado Dort, na pele do jovem nazista.

Os demais personagens, entre eles o fogoso time de dançarinos do Kit Kat Club, são defendidos pelos atores Ismael Resende, Daniel Prata, Wilton Leal, Lucas Figueiredo, Giovanna Cameron, Cínthia Arruda, Ana Paula Faustino, Anny Carvalho, Laís Flinco, Fernanda Carvalho, Agatha Miklos, Silvana Ritter Vargas, Cintia Fer e Karem Almeida.

cabaret 4 eduardo enomoto Musical Cabaret ganha versão grátis em São Paulo

Sensualidade e muito bom humor no palco: time de dançarinos do musical Cabaret - Foto: Eduardo Enomoto

Cabaret
Quando: Segunda, terça e quarta, às 19h e às 21h (duas sessões por dia). 100 min. Até 31/7/2013
Onde: Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (60 lugares) (r. dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo, Metrô Brigadeiro. Tel. 0/xx/11 3289-2358).
Quanto: Grátis (ingressos disponíveis para retirada duas horas antes de cada sessão)
Classificação etária: 14 anos

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