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Por Miguel Arcanjo Prado

Beth Goulart volta ao Rio de Janeiro com seu espetáculo solo Simplesmente Eu, Clarice Lispector (leia entrevista exclusiva com a atriz).

A estreia, para convidados, aconteceu nesta sexta (17), no Teatro Fashion Mall, no shopping Fashion Mall, em São Conrado, na zona sul carioca.

A união da família Goulart chamou a atenção dos presentes.

Paulo Goulart, que está em tratamento contra um câncer, fez questão de ir prestigiar a filha, acompanhado da mulher, Nicette Bruno.

A peça já foi vista por mais de 700 mil pessoas e caminha para bater o recorde de 1 milhão de espectadores.

Veja, algumas das imagens da noite de festa na família Goulart.

simplesmente eu poster daniel delmiro Paulo Goulart e Nicette Bruno aplaudem estreia da filha, Beth Goulart, no Rio de Janeiro

Família em festa no Teatro Fashion Mall: Acima e abaixo, Beth Goulart e Nicette Bruno paparicam Paulo Goulart; ao centro: Nicette, Paulo, Vanessa Goulartt (filha de Bárbara Bruno), Beth Goulart e seu filho, João Gabriel - Fotos: Daniel Delmiro/AgNews

Simplesmente Eu, Clarice Lispector
Avaliação: Ótimo
Quando: Sexta e sábado, 21h30; domingo, 20h. 60 min. Até 28/7/2013
Onde: Teatro Fashion Mall - Shopping Fashion Mall (estrada da Gávea, 899, São Conrado, Rio, tel. 0/xx/21 2422-9800)
Quanto: R$ 60 (sexta) e R$ 70 (sáb. e dom.)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Paulo Goulart e Nicette Bruno aplaudem estreia da filha, Beth Goulart, no Rio de Janeiro

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emi hoshi DSC 5696 Mineiros levam Prazer ao Festival de Curitiba

Integrantes da Luna Lunera, os atores Marcelo Souza e Silva, Zé Walter Albinati, Isabela Paes e Odilon Esteves conversam com o R7 no Memorial de Curitiba; eles apresentam a peça Prazer - Foto: Emi Hoshi/Clix

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba
Fotos de Emi Hoshi/Clix

A Cia. Luna Lunera, de Belo Horizonte, estreia neste sábado (6), no Teatro Bom Jesus, o espetáculo Prazer, no Festival de Curitiba.

Os atores da trupe mineira já circulam pelo evento e posaram com exclusividade para o R7 no Memorial de Curitiba.

O espetáculo, codirigido por todos os integrantes, tem coordenação dramatúrgica de Jô Bilac, e conta a história do reencontro de quatro amigos. O ponto de partida foi a obra Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da escritora Clarice Lispector.

Ainda integra o elenco o ator Cláudio Dias, que não participou do ensaio porque tinha ido tomar um café. Coisa mais mineira.

Ah, em 2008, a Luna Lunera foi o grande destaque do Festival de Curitiba, com o espetáculo Aqueles Dois.

emi hoshi DSC 5703 Mineiros levam Prazer ao Festival de Curitiba

Cinco anos depois do sucesso de Aqueles Dois no evento, a Cia. Luna Lunera, de Belo Horizonte, volta ao Festival de Teatro de Curitiba: Odilon Esteves, Isabela Paes, Zé Walter Albinati e Marcelo Souza e Silva - Foto: Emi Hoshi/Clix

 

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

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nucleo teatro1 Peça <i>*555</i> desvenda vida sofredora dos trabalhadores de call center no palco do Tusp

Cenas do espetáculo *555, do Núcleo Asteriskos de Investigação Teatral: eles farão apenas duas apresentações em mostra experimental do Tusp, em São Paulo - Fotos: Cristiane Gomes

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das mais novas e sofridas profissões, a de operador de telemarketing — ou atendente de call center, como agora virou moda dizer —, é tema do espetáculo que o Núcleo Asteriskos de Investigação Teatral apresenta no Tusp, em São Paulo, na próxima quinta (14) e sexta (15), às 20h.

O nome da montagem é *555. Ela faz parte da Mostra Experimentos 2013 do Tusp.

O grupo de artistas é oriundo da SP Escola de Teatro. 

Durante uma hora, cinco personagens que trabalham em um call center revelam-se ao público, mostrando seus dilemas em enfrentar uma profissão cheia de cobrança e competitividade.

A dramaturgia de Cristiane Gomes e Patrícia Negrão ainda aborda as conflituosas relações que tais profissionais acabam desenvolvendo com seus colegas, diante da forte pressão que o meio de trabalho exerce sobre eles.

Cristiano Dantas assume a direção do elenco formado por Ariane Alves, Fernando Lopes, Lucas França, Nilton Melo e Priscila Gomes.

O trio Aline Delouya, Benedito Ferreira e Guilherme Catofaroni assina a cenografia e o figurino. Enquanto Igor Sully Cardioli assume a luz, e Alex Matos, a sonoplastia. Evaristo Moura é o técnico de palco da trupe, que contou com a orientação de Alessandro Toller. 

*555
Quando: Quinta e sexta, às 20h. 14 e 15/3/2013. Únicas apresentações.
Onde: Tusp (r. Maria Antônia, 294, Consolação, Metrô República ou Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3123-5233)
Quanto: Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: 10 anos

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Madame B   Fita Demo foto caca bernardes <i>Madame Bovary</i> inspira peça punk de garagem

Mariana Senne (à dir.) e o ator basco Ieltxu Martinez Ortueta se unem por um sonho - Foto: Cacá Bernardes

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem não sonhou ter uma banda? A atriz brasileira Mariana Senne e o ator basco Ieltxu Martinez Ortueta quiseram. Ele até foi mais longe e chegou, na adolescência, a fazer teste para vocalista, mas foi rejeitado na época. Contudo, nunca é tarde para se resolver este tipo de problema.

O espetáculo Madame B – Fita Demo, de certa forma, é embalado pelo velho sonho. A dupla chama a peça de “um espetáculo punk de garagem”. Como tal, não teria lugar melhor para a reestreia, após a temporada de sucesso no Sesc Pinheiros em 2012. A Casa Livre, espaço cênico alternativo localizado no número 107 da pequenina rua dos Pirineus, nos arredores do soturno Minhocão, em São Paulo, onde farão apenas 12 apresentações até o fim do mês.

Para completar, encontraram uma diretora aberta ao diálogo com os dois atores criadores, a sempre inclusiva Cibele Forjaz, que “tem abertura para escutar nossas utopias e horizontes”, como define Mariana, idealizadora do projeto.

Adrenalina e bovarismo

Depois de atravessar o trânsito infernal da região do Minhocão em pleno horário de pico, o Atores & Bastidores do R7 encontrou os dois atores e a diretora mergulhados na tranquilidade do aquecimento do último ensaio antes da estreia. Mariana diz que “a adrenalina é um alimento, uma delícia”. Enquanto Ieltxu arrisca um som na guitarra.

Apesar de a peça ter sido inspirada no livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert, um dos principais clássicos da literatura mundial, Cibele conta que a obra “não é uma adaptação do livro, como foi em O Idiota [espetáculo que dirigiu com a mundana companhia, baseado na obra do russo Dostoievski]”.

— É uma recriação a partir do livro. A história é outra. É a da Madame B, uma brasileira, dos tempos atuais, e do gringo, um entregador.

Em tempos de sucesso do Facebook, onde as pessoas criam avatares de si mesmas, a peça propõe a discussão do bovarismo, termo inspirado no livro de Flaubert, como conta a diretora.

— O bovarismo é o desejo que as pessoas ou povos sentem de ser aquilo que não são. Tem muito a  ver com o consumo, com essa construção de uma pessoa fantasia, de uma máscara. No livro, a Madame Bovary compra tanto que acaba tendo um fim trágico por causa da dívida. A peça é uma banda punk de garagem que faz um manifesto antibovarista.

Estrutura de cine pornô

O texto é do português Jorge Louraço, que utilizou a estrutura de cine pornô para construir sua dramaturgia. Apesar do diálogo, ninguém tira a roupa em cena. Cibele conta que ficou feliz com o convite para dirigir, pois é “parceira e amiga” de Mariana há muito tempo.

— Dificilmente faço o meu teatro. Eu faço o nosso teatro. A Casa Livre e a Cia. Livre é uma zona aberta para parcerias e tensões. Aberta pra o encontro.

Antes de pensar o projeto, Mariana leu vários romances na intuição de que poderia achar algo para ser levado aos palcos. Quando se deparou com Flaubert não teve dúvida. Encontrou aquilo que “poderia dar jogo”. Logo, pensou na parceria com Ieltxu, com quem vinha tendo um namoro cênico há tempos. Ao ouvir a proposta, ele topou de cara.

madame b fita demo foto caca bernardes <i>Madame Bovary</i> inspira peça punk de garagem

Madame B - Fita Demo está em cartaz na Casa Livre, em São Paulo - Foto: Cacá Bernardes

Mariana revela que o processo de montagem “foi uma lida muito bruta”, que todos “vieram com garra”, mas não havia grana no começo, o que ela diz, sem papas na língua, ser “uma merda”. Após muita batalha, conseguiram o apoio do Proac [Programa de Apoio à Cultura] e, mais tarde, do Sesc, o que possibilitou que a encenação virasse realidade.

— No romance, ela é uma mulher que está na província, encantada com a ideia de ir para Paris. Trouxemos para perto de nós essa ideia. Quais são os nosso bovarismos? Nosso desejos mais íntimos, nossas ilusões perversas nunca alcançadas?

Sotaque na metrópole cosmopolita

Tantas perguntas mexeram com a cabeça de Ieltxu, que trouxe a contribuição de seu olhar especial, o olhar estrangeiro.

— O que é real na peça é o fato de eu não ser brasileiro. Sou um europeu que mora aqui há dez anos. A América Latina sempre teve esse olhar para a Europa. E isso está na peça. Ver no outro algo melhor e mais deslumbrante. O fato de eu estar aqui há tanto tempo me deixa enxergar que as coisas não são bem assim.

Ele conta que o fato de não ser brasileiro nunca foi problema para realizar o seu teatro em São Paulo.

— O que faço é muito autoral. Nunca escondi quem sou, o meu sotaque. Para mim, isso é natural. Em todos espetáculos sou eu, um ator basco, que tenho sotaque. Eu entendo perfeitamente o português. Já aconteceu de acharem que eu era um ator brasileiro criando um sotaque castelhano. Para mim isso é muito louco [risos].

Ieltxu ressalta que o espetáculo tem a cara de São Paulo.

— Estamos fazendo um espetáculo urbano, que tem o apartamento, o consumo, essa coisa da velocidade, de como o outro te enxerga. A nossa história é punk.

Antes de a reportagem partir, Cibele faz uma última e pertinente observação.

— Acho que é ótimo a peça estrear aqui em uma garagem, no lugar onde foi feita. É o lugar de ela partir para o mundo. Se você puder, coloque na matéria, por favor, que é uma temporada muito rápida. A gente precisa muito de um boca a boca. Então, peço a todos que corram e venham logo!

Madame B – Fita Demo
Onde: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. 80 min. Estreia em 8/3/2013. Até 31/3/2013.
Onde: Casa Livre (r. dos Pirineus, 107, Metrô Marechal Deodoro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3257-6652)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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ed london bobsousa3 “Faltou sensibilidade”, diz Gloria Perez sobre peça inspirada em Isabella Nardoni; Marcilio Moares defende encenação do grupo Os Satyros

Cena do espetáculo Edifício London, impedido de estrear: censura provoca polêmica na sociedade - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado 

A censura judicial à peça Edifício London gera polêmica não só na sociedade como também no meio artístico (saiba aqui o que aconteceu). O texto foi escrito pelo dramaturgo Lucas Arantes e seria encenado pelo grupo teatral paulistano Os Satyros, com direção de Fabricio Castro, como antecipou o R7 em dezembro de 2012.

O espetáculo teve como inspiração o assassinato da menina Isabella Nardoni, jogada da janela pelo próprio pai e a madrasta, que permanecem presos após serem condenados pelo crime.

Uma liminar conseguida pelos advogados da mãe da garota, Ana Carolina Oliveira, impediu a estreia do espetáculo na noite deste sábado (2).

Gloria Perez: "Faltou sensibilidade"

Procurada pelo Atores & Bastidores do R7, a escritora Gloria Perez, autora da novela Salve Jorge (Globo), deu sua opinião sobre o caso. Na época em que a menina Isabella Nardoni foi assassinada, quase cinco anos atrás, Gloria, que também teve a filha Daniella Perez assassinada, deu apoio à mãe da garota, Ana Carolina Oliveira.

Gloria falou que a liberdade de expressão é tão importante quanto os direitos individuais.

– É um assunto muito delicado [o cancelamento da peça pela Justiça]; dou razão à mãe da Isabella: a liberdade de expressão é um direito muito caro a todos nós e duramente conquistado, mas os direitos individuais não são menos importantes e também estão resguardados pela Constituição.

Gloria ainda explicou o porquê de seu apoio à mãe de Isabella.

– Deve ser muito doloroso para a família de Isabella ver aquela tragédia transformada numa encenação teatral, que como todo espetáculo, não terá compromisso em se ater à verdade dos fatos. Faltou sensibilidade. É o que eu penso.

Marcilio Moraes: "Em plena ditadura houve espetáculo semelhante e não houve censura"

Já o novelista da Record Marcílio Moraes é favorável ao espetáculo. Em texto escrito por meio da Associação de Roteiristas, entidade da qual é conselheiro, o autor lembrou que escreveu, em 1979, um espetáculo baseado em um crime semelhante ao de Isabella Nardoni, O Último Dia de Aracelli, que contou com Aracy Balabanian no elenco.

– Como esta [peça] do grupo Satyros, [a minha também] baseava-se num caso policial, de uma menina assassinada anos antes, no Espírito Santo. Escrevi a peça a partir de um romance de José Louzeiro, reportagens e documentos judiciais. Naquela época, ainda existia a censura e, além dela, tivemos medo de alguma ação contra o espetáculo, porque a sórdida história envolvia gente poderosa.

Mas, segundo Moraes, não houve censura ao seu espetáculo.

– Mas nada aconteceu. O espetáculo fez carreira, teve boas críticas e indicações para prêmios. Não sei se é o caso, mas o pessoal dos Satyros poderia usar este exemplo. Mostrar que em plena ditadura houve um espetáculo semelhante ao deles que não sofreu cerceamentos.

Multa é de R$ 10 mil; Satyros vão recorrer

Em sua página oficial, o grupo Os Satyros, comandado pelos artistas Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, publicou nota dizendo que irá respeitar a Justiça, mas que recorreria da liminar. Caso a obra seja encenada, a multa é de R$ 10 mil.

Leia o comunicado oficial dos Satyros:

"A Cia de Teatro Os Satyros informa que, em respeito a decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Desembargador Dr. Fortes Barbosa, da 6a. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a estreia da peça teatral 'Edifício London', escrita pelo talentoso dramaturgo Lucas Arantes e que teve como ponto de partida e inspiração as peças teatrais Macbeth, de William Shakespeare, Medéia, de Eurípedes, e o caso policial brasileiro que abalou o país e ficou conhecido como Caso Isabella, foi cancelada.

Informamos que serão adotadas todas as medidas necessárias fazer valer o que prescreve o inciso IX, do artigo 5o., da Constituição Federal brasileira, que diz, de forma clara e precisa, que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença."

E você, o que pensa dessa polêmica? Opine!

Você é contra ou a favor de a Justiça ter proibido a estreia da peça Edifício London, de Lucas Arantes, inspirada no Caso Isabella Nardoni, com o grupo Os Satyros?

  • Sou contra a proibição da peça. Porque acho que os artistas têm o livre direito de refletir sobre o que acontece na sociedade. Proibir o espetáculo é a volta da censura.
  • Sou a favor da proibição da peça. Porque acho que a mãe da menina Isabella tem o direito de não querer que a história de sua filha inspire um espetáculo.

cartaz edificio london “Faltou sensibilidade”, diz Gloria Perez sobre peça inspirada em Isabella Nardoni; Marcilio Moares defende encenação do grupo Os Satyros

Cartaz do espetáculo Edifício London, impedido de estrear por conta de uma liminar judicial

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BiografiaNãoAutorizada TiagoRobert e MarcosOliveira foto de FranciscoJúnior 6 Ator decadente resolve contar podres da TV na comédia <i>Biografia Não Autorizada</i> em SP

Marcos Oliveira e Tiago Robert protagonizam peça Biografia Não Autorizada, de Daniel Torrieri Baldi e Maristela Bueno, em SP - Foto: Francisco Júnior

Por Miguel Arcanjo Prado

A profissão de ator costuma ser recheada de altos e baixos. Um dia a mesma estrela de tempos de outrora pode se tornar um artista desconhecido do novo público, sobretudo em um país sem memória como é o Brasil.

O espetáculo Biografia Não Autorizada propõe exatamente esta discussão, claro que calcado em muito humor. A peça estreia em São Paulo nesta sexta-feira (1º), no Teatro MuBE Nova Cultural.

Marcos Oliveira, o Beiçola de A Grande Família (Globo), vive este ator, Modesto Valadares, que vive em um pequenino apartamento, onde estão entulhados os restos de seu passado glorioso. O personagem desconta no álcool suas frustrações profissionais.

O ator revela que seu personagem é uma representação de casos muito comuns em nosso País.

— Muitos atores passam pelo auge e depois chegam ao fundo do poço. A peça questiona essa instabilidade. É muito fácil você ter reconhecimento e depois não ter mais; é nesse momento que a gente começa a lidar com os nossos sonhos e pesadelos.

Para vingar seu ostracismo, resolve contar todos os podres da TV em um livro biográfico. Mas, vai sofrer um embate com sua consciência, interpretada por Tiago Robert, ator que foi destaque do musical Garota Glamour, de Wolf Maya.

O texto foi escrito a quatro mãos, em uma parceria dos dramaturgos Daniel Torrieri Baldi e Maristela Bueno. A direção é de Jair Assumpção. Para ele, “a peça representa o tragicômico da vida do ponto de vista de um ator que teve os holofotes da televisão ao seu favor e, na velhice, se vê relegado ao terceiro plano”.

— Este texto revela o saber irônico da comédia da vida com sua dor física, moral e emocional. O público vai se identificar com a humanidade da personagem que traz a comédia nas memórias absurdas e a visão cômica do real.

Os figurinos são assinados por Paula Sabbatini. Já o desenho de luz é de Salsicha. Mônica Nassif fez a direção de arte; Fábio Sá, a sonoplastia, e Nara Marques, a assistência de direção.

Biografia Não Autorizada
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. 70 min. Estreia em 1º/3/2013. Até 5/5/2012.
Onde: Teatro MuBE Nova Cultural (rua Alemanha, 221, Jardim Europa, São Paulo, tel. 0/xx/11 4301-7521)
Quanto: R$ 40 ( sessões beneficentes nos dias 2 e 3/3 (sábado e domingo) e dias 7 e 14/3 (sessões extras, quintas-feiras, 21h) o ingresso será trocado por 1 kg de alimento não perecível)
Classificação etária: Livre

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experimental eduardo enomoto2 R7 invade ensaio da peça <i>Universos</i>, que estreia nesta terça no Teatro do Núcleo Experimental

Zé Henrique de Paula conversa com Renata Calmon e Thiago Ledier no ensaio - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

O Atores & Bastidores do R7 resolveu dar uma passada rápida no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda, onde estreia nesta terça-feira (26) o espetáculo Universos.

Encontramos o diretor Zé Henrique de Paula dando as últimas dicas para os compenetrados atores Renata Calmon e Thiago Ledier, que atuam na nova montagem do espaço eleito pelos internautas o Melhor Teatro R7 de 2012.

Como avisamos de nossa passagem de última hora, resolvemos não interferir muito no trabalho dos meninos, e deixá-los à vontade para acertar os últimos detalhes para a estreia.

A obra inaugura a nova trilogia do grupo, que agora falará de amor. A última trilogia foi baseada na guerra, com as peças Mormaço, No Coração do Mundo e Troianas. Além de Universos, a nova trilogia do amor terá ainda Ou Então Você Podia Me Beijar, de Neil Bartlett, e Nossa Música, de Abi Morgan. Todas vão estrear no espaço até o fim do ano.

Quem assina o texto é o jovem dramaturgo inglês Nick Payne, com tradução de Renata Calmon. A atriz interpreta Melissa, uma cientista que se aproxima do apicultor Roger (Ledier).

Paula mantém sua turma, com Fernanda Maia na direção musical, Inês Aranha na preparação do elenco e Cy Teixeira, que assina os figurinos com ele, também autor da cenografia. Herbert Bianchi faz a assistência de direção, e Fran Barros, a iluminação. A produção está a cargo de Sergio Mastropasqua e Claudia Miranda.

O diretor afirma que utilizou até conceitos da física para a montagem, como a "teoria da entropia, que afirma que o universo tende a caminhar da ordem ao caos".

experimental eduardo enomoto R7 invade ensaio da peça <i>Universos</i>, que estreia nesta terça no Teatro do Núcleo Experimental

O diretor Zé Henrique de Paula observa Renata Calmon e Thiago Ledier em cena - Foto: Eduardo Enomoto

Universos
Quando: terça a quinta, às 21h. 70 min. Estreia em 26/2/2013. Até 25/4/2013.
Onde: Teatro do Núcleo Experimental (r. Barra Funda, 637, Barra Funda, Metrô Marechal Deodoro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3259-0898)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada e público cadastrado)
Classificação etária: 12 anos

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magico de ozcoletiva imprensa magico de oz 2905 <i>O Mágico de Oz</i> aposta em novos talentos dos musicais misturados a estrelas da televisão

Aos 19 anos, Malu Rodrigues interpreta a menina Dorothy em O Mágico de Oz -Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Visto por 80 mil pessoas no Rio, o musical O Mágico de Oz, da tarimbada dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, chega a São Paulo nesta sexta (22), com a missão de reconstruir no palco o clima de magia do célebre filme homônimo estrelado por Judy Garland em 1939.

O espetáculo aposta em novas estrelas dos musicais, como André Torquato, Bruna Guerin e Malu Rodrigues, mescladas a estrelas da TV, como Heloísa Périssé e Lúcio Mauro Filho, que estreiam no gênero.

Os números são de impressionar qualquer um: 150 profissionais na produção, 14 cenários, 300 figurinos, 16 músicos e 35 atores no palco.

Quem capitaneia o elenco é a jovem Malu Rodrigues, em seu sexto musical com apenas 19 anos. Ela interpreta Dorothy, a menina do Kansas (EUA), dona do caõzinho Totó, vivido no palco por três cachorrinhos diferentes.

— Foi uma coisa bem complicada aprender a lidar com os cachorros. Nós optamos pela raça do filme, mas eles são muito teimosos. Na primeira semana, eles não entravam quando deveriam. Às vezes, ainda fazem o que querem. Mas sempre, no fim, são os mais aplaudidos [risos].

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle em cena do musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Miéle é o grande trunfo

O grande charme da montagem fica por conta da participação de Luiz Carlos Miéle, um dos maiores nomes do showbizz nacional, na pele do Mágico.

— Minha mãe era cantora e adorava cantar musicais. Apesar disso, jamais pensei que iria participar de um grande musical. Sempre fiz shows pequenos... Quando me convidaram, disseram que o Mágico não cantaria. Fiquei triste. Mas dois dias depois, o Claudio Botelho me ligou e disse que havia pedido licença nos EUA para escrever uma canção inédita só para eu cantar.

Miéle conta ao Atores & Bastidores do R7 que a interação com a nova geração lhe traz novos aprendizados e revela que esta é “a primeira vez” que ele é dirigido por outra pessoa.

— Minha maior lição neste espetáculo foi a disciplina. Nos meus shows, sempre brinquei e improvisei. Mas no musical tem de ser tudo certinho. Eu juro que até o último dia eu vou fazer tudo no tempo certo [risos].

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Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Fim de uma parceria

O espetáculo marca o fim da parceria entre a dupla de diretores Möeller & Botelho e a Aventura Entretenimento, que romperam relações no fim do ano passado.

O elenco traz Heloísa Périssé como a Bruxa Má do Oeste, papel que no Rio foi de Maria Clara Gueiros, que não pode acompanhar a turnê paulistana. Heloísa conta que não esperava ser chamada.

— Quando surgiu o convite achei que era brincadeira. Mas a Antonia, minha filha de seis anos, falou que eu tinha de fazer. Quando ela me viu caracterizada de bruxa, ela tomou um susto. Mas tentou disfarçar e falou: “Mamãe, eu sei que é você aí”.

Heloísa contou que penou um pouco no começo dos ensaios, porque “a roda do espetáculo já estava girando”. Ela afirmou que “a presença do Lucinho [Lúcio Mauro Filho] foi definitiva”.

Lúcio Mauro interpreta o Leão.

— Estava vindo de um monólogo e foi uma mudança muito radical. Meus filhos são meus grandes fãs. Eles assistem a peça todo fim de semana e querem vir para São Paulo também.

O ator revela que sua audição foi muito complicada.

— Estava vindo do velório do Chico Anysio, que era como um tio para mim, e estava com a voz rouca do Lúcio Mauro pai. Falei para o Claudio: “Estou muito emocionado ainda”. E ele foi supercompreensivo e me ajudou.

Os dois atores lembram que o espetáculo “reúne toda a família, com piadas para todas as idades”.

Gente nova na praça

Outra mudança no elenco é no personagem Espantalho, sai de cena Pierre Baitelli e entra André Torquato, que fez sucesso no ano passado como a Felícia de Priscilla, Rainha do Deserto, papel que lhe rendeu indicação a Revelação de 2012 aqui no R7. Intérprete do Homem de Lata, o italiano Nicola Lama, radicado no Brasil há sete anos, conta que cantar e atuar em português é a prova da superação de um desafio.

— Começar a atuar em português foi um desafio muito grande para mim. Mas estou me sentido à vontade, porque o personagem me pretege. Inclusive, eu tenho uma armadura [risos].

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O italiano Nicola Lama, o Homem de Lata, e o brasiliense André Torquato, o Espantalho, são destaques no elenco do musical O Mágico de Oz - Foto: Amauri Nehn/AgNews

O Mágico de Oz
Quando:
Sexta, às 21h30. Sábado, às 16h e 20h. Domingo, às 15h e 19h. 150 minutos. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel.0/xx/11 5693-4000 ou 0300-789-3377)
Quanto: Sexta (R$ 40 a R$ 140); sábado e domingo (R$ 60 a R$ 180)
Classificação etária: Livre

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crucreditoHugoRocha 2 Saiba quem levou um par de ingressos para ver Cru

Após rodar o País, peça brasiliense Cru chega a São Paulo - Foto: Hugo Rocha

VEJA, ABAIXO, QUEM GANHOU UM PAR DE ENTRADAS PARA A PEÇA CRU

Os internautas abaixo foram contemplados, cada um, com um par de entradas para ver a peça Cru, no Teatro Ivo 60 (r. Teodoro Baima, 78, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 9642 8350). Todos deverão retirar seus ingressos no dia em que escolheram ver o espetáculo, mostrando documento de identidade na bilheteria, pelo menos 30 minutos antes de cada sessão:

Sábado (16/2/2013), às 21h - Ana Carolina Medeiros
Domingo (17/2/2013), às 19h - Thiago de Araújo
Terça (19/2/2013), às 21h - Juliana Passos
Sexta (22/2/2013), às 21h - Tainá Anastácio
Sábado (23/2/2013), às 21h - Pedro de Biasi
Domingo (24/2/2013), às 19h - Flávia Teles

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A Cia. Plágio de Teatro estreia em São Paulo, nesta sexta (15), o espetáculo Cru.

E você pode concorrer a um par de entradas, comentando aqui esta mensagem com a resposta à seguinte pergunta: "O que torna o homem violento?". Não se esqueça de colocar seu e-mail e dizer para qual dia gostaria de ganhar seus dois ingressos.

O resultado será publicado aqui no blog nesta sexta (15), às 15h.

A peça está em cartaz no Teatro Ivo 60 (r. Teodoro Baima, 78, Metrô República - ao lado do Teatro de Arena, São Paulo), de terça a sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

A peça de Alexandre Ribondi narra o encontro perigoso entre o forasteiro evangélico Zé (Chico Sant’Anna), o violento pistoleiro de aluguel, Cunha (Sérgio Sartório), e o dono do açougue, um travesti chamado de Frutinha (Vinicius Ferreira). O texto discute temas atuais como a violência, a falta de segurança, a banalização da vida, a vingança e o ódio social. 

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A Nossa Gata Preta e Branca Cléo de Páris e Maria Casadevall Foto de André Stefano   Cópia Atrizes brincam de verdade e mentira em <i>A Nossa Gata Preta e Branca</i>, que chega aos Parlapatões

Cléo de Páris (à esq.) e Maria Casadevall (à dir.) estrelam Nossa Gata Preta e Branca - Foto: André Stéfano

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem estiver no Espaço dos Parlapatões a partir desta sexta (15) diante das atrizes Cléo De Páris e Maria Casedevall não saberá ao certo se elas atuam ou se contam histórias próprias.

Este é mesmo o objetivo da direção proposta de Tiago Leal, que assina sua primeira direção com a peça Nossa Gata Preta e Branca. O diretor conversou com o Atores & Bastidores do R7  e contou que a obra foi um encontro de amigos.

— Foi uma série de coincidências esta peça. A Cléo e eu trabalhamos juntos há sete anos nos Satyros [grupo de teatro paulistano]. E resolvemos fazer isso para as Satyrianas [festival teatral de primavera dos Satyros], pois eu não participava fazia muitos anos. A Cléo e a Maria me procuraram dizendo que tinham um título, não tinham a peça, mas que queriam que eu dirigisse [risos].

Diante da proposta, ele aceitou e as convocou para um processo criativo em conjunto. No desenrolar, viu as duas atrizes revelarem muitas coisas que gostariam de contar no palco. Contudo, Leal freiou o impulso verborrágico das meninas e, juntos, contruíram um roteiro no qual tudo se misturou, "para tornar o jogo mais interessante", deixando o público sem saber ao certo o que é verdade ou mentira.

—É uma grande brincadeira que acabou virando um espetáculo. Apesar de já ter feito assistência de direção para o Rodolfo [García Vázquez] nos Satyros, esta é minha primeira direção só minha. Ainda não caiu a ficha, só vai cair, acho, no dia da estreia.

Ao assumir o palco dos Parlapatões, o projeto dos Satyros busca demonstrar ainda mais o caráter fraterno entre as duas companhias pioneiras na ocupação da praça Roosevelt, reduto do teatro alternativo no centro paulistano.

Além do roteiro e da criação em colaboração com o diretor, as duas atrizes assinam também os figurinos e adereços. César Genaro assume a iluminação. O espetáculo, a cara da praça, é apresentado no horário alternativo da meia-noite. Como teria de ser.

A Nossa Gata Preta e Branca
Quando: Sexta, à meia-noite. 50 min. Até 8/3/2013.
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Franklin Roosevelt, 158, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258.4449)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 16 anos

A Nossa Gata Preta e Branca Cléo de Páris e Maria Casadevall Foto2 de André Stefano   Cópia Atrizes brincam de verdade e mentira em <i>A Nossa Gata Preta e Branca</i>, que chega aos Parlapatões

A Nossa Gata Preta e Branca está em cartaz no Parlapatões, sextas, à meia-noite - Foto: André Stéfano

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