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11159122 10153192366570520 1490292911 o 678x1024 Atriz do Satyros quebra o pé e estreia de A Filosofia na Alcova é adiada

Suzana Muniz quebrou o pé direito ao descer uma escada no Satyros 1 - "Fiquei muito triste, já estava tudo pronto para a estreia", ela diz - Foto: José Rubens Moldero

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Suzana Muniz, do grupo Os Satyros, quebrou o pé direito. Por conta do acidente, foi adiada a estreia da peça A Filosofia na Alcova, marcada para a próxima sexta-feira (17) e que inauguraria o novo espaço da trupe na praça Roosevelt, em São Paulo, a Estação Satyros.

Segundo informou a produtora Daniela Machado ao R7, ainda não há data definida para a nova estreia, pois o diretor da obra, Rodolfo García Vázquez, está em viagem a Estocolmo, na Suécia. Só quando este voltar ao Brasil é que o destino da peça será definido.

Suzana Muniz contou ao Atores & Bastidores do R7 que ficou “muito triste” com o ocorrido. “Já havíamos apresentado a peça em Piracicaba e estava tudo pronto para a estreia em São Paulo. Mas, acidentes acontecem e é preciso superá-los. Daqui a pouco estou boa novamente”, diz.

Ela conta que o acidente aconteceu no momento em que subiu a escada de metal no fundo do Espaço dos Satyros 1, para acertar um detalhe de iluminação na peça Célula Mater, feita com seus alunos da Oficina de Teatro do Satyros.

“Errei o degrau e torci o pé. Mas, aguentei as duas sessões da peça e só depois fui para o hospital”, recorda.

Além da bota ortopédica até o dia 25 de maio, a atriz também está utilizando muletas para se locomover.

Em A Filosofia da Alcova, de Marquês de Sade, Suzana Muniz vive a personagem Madame de Mistival, “a mãe conservadora que faz um contraponto aos libertinos da peça”, explica a atriz carioca radicada em São Paulo.

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DSC3956 1024x819 Sucesso no cinema, Lisbela e o Prisioneiro vira musical

Ligia Paula Machado e Luiz Araújo em Lisbela e o Prisioneiro - Foto: Caio Gallucci

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após conquistar as bilheterias do cinema em 2003 sob direção de Guel Arraes, a peça de teatro Lisbela e o Prisioneiro, escrita por Osman Lins em 1964, transforma-se no mais novo musical nacional dos palcos paulistanos.

A montagem estreia na próxima sexta (10), no Teatro Nair Bello, em São Paulo, onde fica em cartaz até 7 de junho.

A montagem capitaneada pela MP Produção Cultural, que já produziu o sucesso O Primo Basílio – O Musical, tem adaptação assinada por Francisca Braga e direção de Dan Rosseto e Ligia Paula Machado.

A trilha traz sucessos de Zé Ramalho, Pixinguinha, Dominguinhos, Caetano Veloso, João Pernambuco e Filipe Catto, sob direção musical de Dyonisio Moreno. Kleber Montanheiro fez o cenário e os figurinos, de inspiração circense.

Triângulo amoroso

O conturbado triângulo protagonista é formado por Ligia Paula Machado, como a jovem inocente Lisbela, Luiz Araújo, como o artista malandro Leléu, por quem ela se apaixona, e Beto Marden, na pele do mauricinho Douglas, com quem a moça tem casamento marcado.

A obra ainda traz nomes experientes no gênero musical para completar o elenco de oito atores: Marilice Cosenza, Nill de Pádua, Fernando Prata, Jonatan Motta e Milene Vianna.

O espetáculo conta com oito músicos, tocando ao vivo: João Paulo Pardal, Renan Cacossi, Maristela Silvério, Jonatan Motta, Azael Rodrigues, Daniel Warchauer e Augusto Brambilla.

Completam o time de artistas cinco acrobatas coordenados por Roger Pendezza e que prometem fazer estripulias no palco.

DSC4480 1024x927 Sucesso no cinema, Lisbela e o Prisioneiro vira musical

Ligia Paula Machado e Beto Marden: musical nacional estreia na sexta (10) - Foto: Caio Gallucci

Lisbela e o Prisioneiro
Quando: Sexta, às 21h30, sábado, às 21h; domingo, às 19h. 105 min. De 10/4/2015 a 7/6/2015
Onde: Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca 3º piso; rua Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3472-2414)
Quanto: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)
Classificação etária: livre

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sergio maciel lucinha araujo Ex namorado e mãe de Cazuza prestigiam estreia do musical sobre o cantor em São Paulo

O ex-namorado de Cazuza, Sérgio Maciel, o Serginho, e a mãe do cantor, Lucinha Araújo, prestigiaram Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz no Teatro Procópio Ferreira, em SP - Foto: Caio Duran e Thiago Duran/AgNews; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um batalhão de artistas compareceu ao Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, na noite desta segunda (21), para acompanhar a sessão para convidados do musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz. A obra, escrita por Aloisio de Abreu e dirigida por João Fonseca, chega à capital paulista após temporada de sucesso no Rio. Emilio Dantas vive Cazuza. O charme da apresentação especial paulistana foi a presença na plateia de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, e de Sergio Maciel, o Serginho, que foi namorado do cantor. Ambos subiram ao palco, ao fim, após convite do elenco. Também estavam na plateia, entre outros, o casal Michel Teló e Thaís Fersoza e o diretor José Possi Neto. Veja a galeria completa com quem esteve por lá!

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juca 1 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

Os atores Odilon Wagner, Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi posam com a dramaturga Célia Forte na pré-estreia do espetáculo Rei Lear, no Teatro Eva Herz, em São Paulo - Foto: Francisco Cepeda

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma plateia de nomes poderosos das artes cênicas brasileiras acompanhou a pré-estreia para convidados da peça Rei Lear, de William Shakespeare, com Juca de Oliveira, nesta quinta (17). A montagem começa a celebrar os 80 anos de Juca, a serem completos em 16 de março de 2015. A obra está em cartaz no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura da avenida Paulista, em São Paulo, sob direção de Elias Andreato e adaptação de texto de Geraldo Carneiro. Antes de a sessão começar, o diretor do teatro, Dan Stulbach, agradeceu a presença de todos e afirmou ficar emocionado em abrir espaço no palco para o grande ator Juca de Oliveira. Na plateia, nomes como Irene Ravache, Jandira Martini, Walderez de Barros, Bruna Lombardi, Carlos Alberto Riccelli, Gésio Amadeu, Marcos Caruso e Odilon Wagner aplaudiram. Veja as fotos de quem esteve por lá:

juca 9 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

O ator Gésio Amadeu prestigiou o amigo Juca de Oliveira - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

juca 7 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

Irene Ravache e Clarisse Abujamra trocaram figurinhas antes da sessão - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

 

juca 6 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

Fúlvio Stefanini e Marcos Caruso também marcaram presença no teatro - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

juca 4 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

Jandira Martini fez questão de conferir Juca de Oliveira como Rei Lear - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

 

juca 31 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

Ana Lúcia Torre mostrou o programa da peça antes de entrar no teatro - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

 

juca 81 Grandes nomes do teatro prestigiam estreia de Juca de Oliveira como Rei Lear em São Paulo

Denise Fraga foi com o marido, o diretor Luiz Villaça - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

 

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174 Tatu Gabus Mendes Glória Pires Orlando Moraes e Antonia Frering Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO Peça Relações Aparentes reúne famosos no Rio

Tato Gabus (esq.) recebe abraço de Gloria Pires e Orlando Moraes, com Antonia Frering - Foto: Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Foi movimentada a estreia da peça Relações Aparentes, no Rio, neste último fim de semana, no Teatro Sesc Ginástico. Teve de tudo. Desde a crítica teatral Bárbara Heliodora até Gloria Pires com o marido, Orlando Moraes. A comédia do britânico Alan Ayckbourn — que tem 74 espetáculos encenados em 35 países — tem direção de Ary Coslov e Edson Fieschi. A peça conta a história de um jovem casal que passa por uma suspeita de infidelidade. No elenco, Tato Gabus Mendes, Antonia Frering, Giselle Batista e Frank Borges. Veja quem foi nas fotos abaixo:

053 Barbara Heliodora e Jacqueline Laurence Teatro RELAÇÕES APARENTES Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO Peça Relações Aparentes reúne famosos no Rio

A crítica Barbara Heliodora foi com a amiga Jacqueline Laurence - Foto: Cristina Granato

071 Maria Zilda e sua esposa Ana Kalil Teatro RELAÇÕES APARENTES Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO Peça Relações Aparentes reúne famosos no Rio

Já a atriz Maria Zilda foi acompanhada da companheira Ana Kalil - Foto: Cristina Granato

 

084 Denise Bandeira e Renata Sorrah Teatro RELAÇÕES APARENTES Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO1 Peça Relações Aparentes reúne famosos no Rio

Musa de Cazuza, Denise Bandeira (esq.) foi com Renata Sorrah - Foto: Cristina Granato

243 Felipe Dylon e Aparecida Petrowky Teatro RELAÇÕES APARENTES Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO Peça Relações Aparentes reúne famosos no Rio

O casal Felipe Dylon e Aparecida Petrowky também prestigiou a peça - Foto: Cristina Granato

Relações Aparentes
Quando: Quinta a domingo, 19h. 90 min. Até 15/6/2014
Onde: Sesc Ginástico (av. Graça Aranha, 187, Centro, Rio, tel.0/xx/11 2279-4027)
Quanto: Quinta - R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 10 (comerciário); sexta a domingo - R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) e R$ 15 (comerciário)
Classificação etária: 12 anos

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Como matar a m e em 3 atos 1455 20140316 0381 Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Léo Kildare Louback: relação com a mãe passada a limpo no palco - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ao ver os primeiros ensaios para o texto que dissecava parte da relação que tem com o filho, a mãe não gostou. Ficou um ano sem falar com o filho artista. O tempo passou, o projeto tomou corpo. Agora, só lhe resta sentar-se na primeira fila da plateia.

As nuances da relação muitas vezes difícil entre mãe e filho estarão no palco do Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a partir desta quinta (24), em Como Matar a Mãe - 3 Atos, texto do mineiro Léo Kildare Louback.

Aos 29 anos completados no último dia 20, ele é um dos mais inquietos artistas da nova geração teatral de Minas Gerais. Na obra debutante de sua Sofisticada Companhia de Teatro, divide direção e atuação com as atrizes Fabiane Aguiar e Soraya Martins, suas colegas de grupo.

Além de ator e dramaturgo, Louback é formado em letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, e atua ainda como tradutor de alemão. Atualmente, ainda faz pós-graduação em produção cultural.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, direto de Belo Horizonte, ele conta que o processo da peça foi difícil. "Investigamos limites entre ficção e memória. Nossas mães verdadeiras são tema, bem como mães da literatura e do teatro".

Como matar a mãe em 3 atos guto muniz Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Fabiane Aguiar, Soraya Martins e Léo Kildare Louback: Sofisticada Companhia de Teatro - Foto: Guto Muniz

O grupo está em processo desde julho de 2011. "Digo que esta peça foi a partir da minha mãe e das cartas não respondidas para meu pai", revela. Louback conta que nada foi fácil. "Minha mãe chegou a ver um esboço e ficou um ano sem conversar comigo. Mas, agora, já está mais tranquila. Tanto que ela e as mães das outras atrizes estarão na estreia".

Nome provocante

Sobre o provocante nome da obra, o ator e dramaturgo diz que vem da necessidade de "se livrar desse cordão umbilical eterno que aprisiona muitos". E ainda avançou em seu texto para uma visão da maternidade sem dogmas. "Queremos matar a ideia de amor romântico e humanizar essa mãe. Ela é uma pessoa e não um mito", define.

Trabalhar com memórias foi "superdramático" segundo o artista: "Porque mexe demais na caixa de pandora de cada um de nós". O cuidado também foi necessário na finalização, para não deixar "cenas muito fortes ou pesadas para as mães", já que sempre tiveram em mente convidá-las. "Sempre pensamos nelas, que elas estariam no palco se vendo retratadas", revela.

Em meio a tanto drama, a peça também guarda espaço para momentos bem-humorados, segundo Louback. "Há cenas muito cômicas, que diluem um pouco deste drama", entrega. E diz que, após BH, quer conquistar outras plateias: "Queremos viajar todo o Brasil".

Como matar a m e em 3 atos 1455 20140316 0129 Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Cena da peça Como Matar a Mãe - 3 Atos: dramaturgia mistura realidade e ficção - Foto: Guto Muniz

Peça, festival e livro

Além de Como Matar a Mae - 3 Atos, Léo Kildare Louback estreia no dia 29 de abril no Rio a peça Carolina de Lorca, com sua autoria e direção. "É um trabalho que une dança, teatro e performance. Busquei inspiração na mulher misteriosa que foi Clarice Lispector".

carol Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Léo Kildare Louback também é autor e diretor de Carolina de Lorca, com Carolina Correa - Foto: Guto Muniz

A peça foi feita a partir de uma proposição da atriz Carolina Correa, que faz o monólogo escrito e dirigido por Louback. Esta havia sido mãe e vivia o dilema de tocar a carreira artística e cuidar do filho bebê. "Tem muita espera, dor e sofrimento desta mulher social obrigada a parir o menino, a ser mãe, atenciosa, competente e tudo o que o papel social pede, enquanto que, muitas vezes, ela gostaria de estar em algum outro lugar de existência", define o autor.

Após o Rio, a peça será apresentada em julho na Argentina, onde Kildare dará uma oficina de dramaturgia baseada em biografias.

Em maio, ele lança o livro de contos Sobrevoo ou a Literatura Nasce com a Morte de um Pássaro, pela Editora Scriptum. O conto que dá título à obra já virou peça dirigida pelo autor e também um curta-metragem em 2009, sob direção de Cardes Amâncio.

Sobre em navegar em tantas vertentes artísticas, Louback define, de forma direta e ao mesmo tempo profunda: "Tento compreender pela arte o colapso que me habita".

Como Matar a Mãe - 3 Atos
Quando: Quinta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h. De 24/04/2014 a 18/05/2014
Onde: Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Belo Horizonte, tel. 0/xx/31 3236-7400)
Quanto: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Classificação etária: 16 anos

Carolina de Lorca
Quando: 29/4/2014, terça - Única apresentação
Onde: Solar de Botafogo (r. General Polidoro, 180, Botafogo, Rio, tel. 0/xx/21 2543-5411)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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cia passaro 2 Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Gente jovem reunida: o elenco da nova peça da Cia. do Pássaro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A associação entre o ar e a liberdade de criação artística é o que motiva a paulistana Cia. do Pássaro, em atividade desde 2011, após o encontro dos artistas Alessandro Marba, Dawton Abranches, Geovana Pagel, Giovana Dorna e Pedro de Alcântara.

O grupo apresenta ao público paulistano sua nova obra, Oriki, que mistura fantasmas, mitos e Shakespeare.

Oriki1 credito Ana Paula Hernandez Lara Peça da Cia do Pássaro mistura fantasmas e mitos

Fantasmas no palco: cena da peça da Cia. do Pássaro - Foto: Ana Paula Hernandez

A obra é fruto de um mergulho do grupo na mitologia africana. Dione Carlos assina a dramaturgia, e Dawton Abrances, a direção. Eles fundem elementos africanos a Hamlet, uma das mais emblemáticas peças de William Shakespeare.

Estão no elenco Alessandro Marba, Breno da Matta, Cristiano Belarmino, Deise Rodrigues, Dudu de Oliveira, Fábio Joaquim do Vale, Geovana Pagel, Giovana Dorna, Karina Bastos, Luisa Vilhena e João Carlos Gomes.

Segundo o grupo, "a mitologia africana, enraizada em nosso país no período da colonização, trouxe consigo uma vasta e rica gama de 'fantasmas' capazes de nos promover este contato com a origem".

Ainda de acordo com a Cia dos Pássaros, "nossa cultura aprendeu ao longo dos séculos a repudiar e temer o que lhe é diferente". E é justamente isto o que eles pretendem discutir no espetáculo.

A obra inaugura o projeto Shakeinspire-me, que pretende montar ainda a peça Córtex Falido, também inspirada na obra do dramaturgo inglês.

As peças anteriores da companhia foram a lírica Anjo Caído, apresentada em 2012, quando participou com sucesso no Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, e Inspir.Ações para Voar, dirigida por Pablo Calazans em 2013.

A turma da Cia. dos Pássaros faz intercâmbio constante com outros jovens grupos da cidade de São Paulo, seja emprestando sua sede para ensaios ou apresentações, ou ainda por meio de colaborações artísticas.

Oriki - Kongeriget-Ifé
Quando: domingo, 19h. 60 min. Até 27/4/2014. Depois, sábado, 21h, entre 3 a 31/5/2014
Onde: Cia do Pássaro - Voo e Teatro (r. Álvaro de Carvalho, 177, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7638-0242)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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Foto 15 Teatro de Bonecas Zé Aires Teatro de Bonecas põe identidade em xeque

Milena Filócomo atua com Jackeline Stefanski em Teatro de Bonecas - Foto: Zé Aires

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As atrizes Milena Filócomo e Jackeline Stefanski estarão no palco do Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a partir desta segunda (13) na peça Teatro de Bonecas.

Concepção e dramaturgia são assinadas por Milena, que chamou Adriano Cypriano para dirigir a montagem.

A inspiração, claro, foi o espetáculo clássico Casa de Bonecas, de Ibsen.

A obra, de pegada poética, tem diálogo com a dança e traz cenas coreografadas.

Nela, as atrizes criam memórias para Nora, personagem criada por Ibsen, e discutirão o tema da identidade.

Tudo embalado pela trilha original composta por Kika. Vander Lins assina a produção geral.

Questões existenciais permeiam a encenação. O diretor, que também assina a iluminação, define sua montagem como "um espetáculo de teatro que se faz de memórias e de farrapos autobiográficos que postos juntos, em exótica coleção, tocam a audiência".

— O espectador toma como seu aquilo criado pelo artista. Imagens e histórias que de tão sinceramente humanas já não podem ter um único dono, senão toda a humanidade. E assim é com Teatro de Bonecas.

Teatro de Bonecas
Quando: Segunda e terça, 20h. 90 min. Até 4/2/2014
Onde: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3288-0136)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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inquietos eduardo enomoto 1 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cia. dos Inquietos conversa durante o ensaio de Oliver: espetáculo estreia em 2014 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

“É muito difícil mostrar um projeto que está previsto para estrear daqui a três meses; hoje o que você vai ver é apenas um apontamento”, explica o ator e diretor Ed Moraes, antes de descortinar, com exclusividade para o Atores & Bastidores do R7, o projeto do espetáculo Oliver, da paulistana Cia. dos Inquietos, previsto para chegar aos palcos brasileiros no primeiro semestre de 2014.

Trata-se de uma peça audaciosa, como a reportagem percebeu ao ver um dos ensaios, no galpão do Grupo Parlapatões, no bairro Pompeia, na zona oeste paulistana.

Já havíamos encontrado o grupo ensaiando semanas antes, no Teatro Pequeno Ato, na República, onde também trabalharam no início dos ensaios.

“Estamos contando com muitas parcerias, amigos queridos que nos ajudam”, conta Ed Moraes, pouco antes de iniciar uma passagem geral da montagem que virou uma obsessão em sua vida nos últimos meses. Ele respira Oliver sem parar.

oliver 2 Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Cartazes instigantes já divulgam Oliver: sentido auditivo terá importância fundamental no espetáculo dirigido por Ed Moraes e escrito por Leandro D'Errico

Apesar do pedido de segredo sobre os meandros da obra – a reportagem vai dar apenas pistas do que o público atestará quando a estreia acontecer –, o que vimos foi um espetáculo que promete inovação tecnológica e uma nova forma de se encarar o teatro, fazendo uma brincadeira com os sentidos de todos os espectadores, e também dos próprios artistas comandados por Moraes.

Rotoscopia e binaural

Nomes de técnicas cinematográficas como rotoscopia fazem parte do cotidiano dos Inquietos, que terão a parte sonora do espetáculo finalizada por Tiago D'Errico em um estúdio de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O universo – e a estética – dos quadrinhos domina o espetáculo escrito por Leandro D'Errico. O autor, assim como o diretor, Ed Moraes, também atuam na obra, ao lado de Denise Machado, Felipe Schermann, Giovanni Venturini, João Paulo Bienemann e Tereza Xavier.

Diante de um cenário de ares pós-modernos, a plateia vai ouvir o diálogo do elenco por meio de potentes fones de ouvido, por meio da técnica binaural, que permite com que os espectadores ouçam a história como se estivessem dentro dela.

Uma campanha iniciada pela companhia nas redes sociais já dá indícios à importância auditiva para se compreender a obra.

Otávio Ortega será o diretor musical da obra, que tem também Anne Cerutti nos figurinos.

O enredo gira em torno de um interrogatório. O clima de tensão paira no ar. Elementos de uma narrativa pop estão presentes de forma vigorosa.

O elenco, aguerrido e resistente, vai trabalhar utilizando máscaras que dão estética própria e marcante a Oliver.

Esperemos pois a já aguardada estreia. Porque o que vimos, como afirmou Moraes, é apenas um apontamento do que virá.

inquietos eduardo enomoto 2 oliver Cia. dos Inquietos e Ed Moraes criam Oliver, espetáculo tecnológico para sacudir o teatro

Público vai usar fones de ouvido para assistir ao espetáculo Oliver, da Cia. dos Inquietos - Foto: Eduardo Enomoto

 

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origem destino Peça aceita pagamento em bilhete único e coloca público para viajar por SP dentro de um ônibus

Personagens de Origem Destino levam público a uma viagem por SP - Foto: Tetembua Dandara

Por Miguel Arcanjo Prado

A praça da Sé é o coração do centro de São Paulo. É de lá que parte o ônibus que leva público e personagens da nova peça da Cia. Auto-Retrato, Origem Destino, que estreia neste domingo (1º). O preço para ver a montagem é o valor de uma passagem de ônibus, R$ 3; é aceito o pagamento em bilhete único.

O ponto final é no bairro de Santo Amaro, na zona sul. Oito atores e quatro músicos do quarteto instrumental À Deriva acompanham a viagem, que passa por rios concretados para virarem importantes vias da capital paulista, como o Anhangabaú, o Saracura e o Pinheiros.

O grupo de dez anos de vida quer descortinar a cidade aos olhos do espectador. Geografia se funde com arte para colocar o que está do lado de fora da janela em evidência.

Para tanto, eles ouviram depoimentos dos moradores pelas ruas da cidade, para que Marcos Gomes construísse a dramaturgia. Andrea Tedesco e Mauricio Veloso assinam a direção.

No elenco estão Beto Sporleder, Camilo Schaden, Carla Kinzo, Daniel Muller, Guilherme Marques, Marcio Castro, Marina Corazza, Marina Tranjan, Natacha Dias, Rui Barossi e Thais Almeida Prado, Julio Lorosh, Marcos Gomes, Mariana Miranda, Sergio Spina e Suelen Ribeiro.

Origem Destino
Quando: Terças, ao meio-dia, e domingos, às 11h. 150 min. Temporada de 1º a 17/12/2013.
Onde: Saída da Praça da Sé, em frente à Catedral, no centro de São Paulo, metrô Sé
Quanto: R$ 3,00 (preço da passagem de um ônibus; pode ser pago com bilhete único)
Classificação etária: livre

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