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maria de medeiros eduardo enomoto1 Exclusivo: Miguel Arcanjo entrevista atriz portuguesa Maria de Medeiros para o R7

Maria de Medeiros lança disco e filme no Brasil, além de atuar em peça - Foto: Eduardo Enomoto/Veja galeria!

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

A atriz, cantora e cineasta portuguesa Maria de Medeiros concedeu entrevista exclusiva ao R7.

Veja a galeria de fotos da entrevista!

A estrela internacional de filmes como Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no qual foi namorada de Bruce Willis, está em cartaz com a peça Aos Nossos Filhos no Tuca, em São Paulo.

O trabalho na obra lhe rendeu indicação como melhor atriz ao Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).

Ela também lança o filme documentário Repare Bem no Festival de Gramado e ainda o disco Pássaros Eternos, seu terceiro álbum e dessa vez com composições próprias. A atriz falou sobre sua carreira e estes novos trabalhos.

Quer concorrer a par de ingresso para a peça? Comente este post e diga por que quer ver a peça de Maria de Medeiros, Aos Nossos Filhos.

Veja o vídeo, abaixo, com a entrevista completa:

miguel arcanjo prado maria de medeiros foto eduardo enomoto Exclusivo: Miguel Arcanjo entrevista atriz portuguesa Maria de Medeiros para o R7

Miguel Arcanjo Prado conversa com Maria de Medeiros: estrela no R7 - Veja mais fotos de Eduardo Enomoto!


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galvarino pierre duarte Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Dor em família: drama chileno Galvarino é o grande destaque do FIT Rio Preto 2013 - Foto: Pierre Duarte

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

Um filho desaparecido e a família que ficou em uma espera sem fim. Uma babá que reaparece e faz florescer a decadência de uma família. Lembranças de integrantes da banda que tocava para o narcotraficante Pablo Escobar mortos em um atentado a bomba.

Os espetáculos latino-americanos do Festival Internacional de São José do Rio Preto, o FIT 2013, estão recheado de dramas familiares. São eles o chileno Galvarino, o argentino Emilia e o colombiano Discurso de um Hombre Decente.

Não por acaso, o tema da 13ª edição, que vai até o próximo dia 13 de julho, é a proximidade entre realidade e ficção.

Dois deles estarão em São Paulo capital nesta semana: Galvarino, nos dias 10 e 11, 21h, no Sesc Pompeia; e Discurso de um Hombre Decente, nos dias 9 e 10, também às 21h, no Sesc Vila Mariana.

galvarino pierre duarte 2 paula gonzales seguel Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Arrebatadora: diretora e atriz Paula González Seguel em cena de Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Desaparecimento e descaso político

O espetáculo chileno Galvarino, a grande sensação do evento, é baseado na história real do tio da diretora Paula González Seguel, da Compañia Teatro Kimen, de Santiago.

Galvarino existiu de verdade e foi morar na Rússia nos anos 1970. Desapareceu logo após a queda do comunismo, na década de 1990. O drama da família mapuche, a principal etnia chilena, à espera de notícias rendeu uma obra que conta com a própria diretora interpretando sua tia e contracenando com o próprio avô, Luis Seguel, que na peça interpreta o pai de sua personagem. A atriz Elza Quinchaleo vive a mãe de Galvarino.

Esta é a primeira vez que a montagem, com dramaturgia e codireção de Marisol Veja Medina, é apresentada fora do Chile. Em conversa exclusiva com o R7, Paula conta que a obra aborda “uma situação dolorosa para sua família”.

– A dor é muito forte e ficou guardada durante muito tempo em silêncio. O povo mapuche foi vítima de muita injustiça e descaso das autoridades. De alguma maneira, o teatro está dando visibilidade internacional a isso.

Paula recorda que conheceu seu tio quando era pequena, quando este visitou os familiares. Ela o foi buscar no aeroporto, poucos anos antes de ele retornar à Rússia, onde desapareceu. Ela crê que o descaso das autoridades para o caso está mais ligado a fatores sociais do que de etnia.

– Acho que, mais do que por sermos mapuche, isso aconteceu porque se tratava de uma família pobre.

Ela lembra que a tia que interpreta, Marisol Ancamil, foi ver a obra em Santiago do Chile e se emocionou muito.

– Foi muito forte para ela. Tratamos de fazer uma denúncia com nossa história. Porque, antes de tudo, é uma história universal de injustiça.

emilia gustavo pascaner Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Cena da obra argentina Emilia, que conta a história de uma babá que volta do passado - Foto: Gustavo Pascaner

Passado à tona

Os argentinos do TeatroTimbre4 também aportaram em São José do Rio Preto com um drama familiar. Trata-se da peça Emilia, que conta a história do reencontro da babá com a criança que cuidou no passado, agora pai de uma família prestes a entrar em colapso.

Em conversa exclusiva com o R7, o diretor e dramaturgo Claudio Tolcachir que se inspirou no reencontro que teve com sua própria babá para escrever a peça. Mas adianta que isso foi só o ponto de partida, e que a obra é uma ficção.

– Cecília [o nome da babá verdadeira] foi ver a peça em Buenos Aires e se emocionou muito.

Claudio não gosta de definir sua peça como um drama familiar. Prefere dizer que está contando “história de pessoas”.

– As famílias não me interessam, mas, sim, seus personagens.

discurso de un hombre decente pierre duarte Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

Tom político: o rapper Jeihhco, de Medellín, fala discursos de Pablo Escobar ao som da Banda Marco Fidel Suárez, a mesma que tocou e foi vítima do narcotraficante mais famoso da Colômbia - Foto: Pierre Duarte

Vítimas do narcotráfico

Já a montagem colombiana Discurso de um Hombre Decente, do Mapa Teatro, tem como pano de fundo as palavras de Pablo Escobar, o narcotraficante mais famoso da América Latina, morto em 1993.

Além das projeções de seu rosto no palco, e de suas palavras na voz do rapper Jaison Castaño, o Jeihhco, há uma lembrança bem mais real sobre o tablado: a Banda Marco Fidel Suárez, que acompanha a peça ao vivo, é a mesma que tocava em comícios de Escobar pela Colômbia. Ou melhor: falta-lhe três de seus integrantes, que morreram em um atentado a bomba na praça de Toros La Macarena em Medellín, em 16 de fevereiro de 1991.

Discurso de un hombre decente2 c Mapa Teatro Teatro de perto: dramas familiares ganham força em espetáculos latinos do FIT Rio Preto 2013

É preciso saber viver: o músico Danilo Jimenez (foto) trabalhou com Pablo Escobar - Divulgação

O líder da banda, Danilo Jimenez, um dos sobreviventes, revela ao R7 que sua mulher, Gabriela Jaramillo, foi a quarta vítima – ela ficou gravemente ferida e acabou morrendo 16 anos após viver em estado vegetativo, em consequência do que sofreu.

Danilo até hoje não escuta bem, em consequência da explosão.

– Um dia, por intermédio de outra pessoa, o Pablo Escobar me chamou e disse que queria trabalhar conosco tocando para ele em seus comícios. Tenho muitas lembranças ingratas desta época, porque passamos muito mal. São lembranças difíceis de reviver no palco, mas isso ajuda a divulgar ao mundo o que aconteceu na Colômbia.

Apesar de tanto sofrimento provocado pela guerra do narcotráfico, Don Danilo, como é respeitosamente chamado por seus colegas, afirma que “já perdoou Pablo Escobar”.

– Sei valorizar a vida e aproveitar cada instante dela. Não tenho mais espaço para mágoas em meu coração. Viver é o mais importante.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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shapiro mirada camila marquez Exclusivo: entrevista com o diretor russo Adolf Shapiro: “O teatro russo é o melhor do mundo”

Diretor russo Adolf Shapiro (o terceiro da dir. p/ a esq., de roupa escura e óculos) com a mundana companhia em um dos ensaios de Pais e Filhos no Festival Mirada, na cidade de Santos (São Paulo) - Foto: Camila Marquez

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 a Santos**

Adolf Shapiro é um dos maiores nomes vivos do teatro russo. Aos 73 anos, faz intercâmbio com o Brasil ao dirigir a montagem paulistana Pais e Filhos, da mundana companhia. Estreia nesta terça, às 21h30, no Teatro Coliseu, em Santos. A adaptação do romance homônimo do russo Ivan Turguêniev (1818-1883) é um dos destaques da programação do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos.

Shapiro está no Brasil desde 13 de agosto e fica até 8 de outubro. Ele estará na estreia do espetáculo em São Paulo, no dia 28 de setembro, no Sesc Pompeia.

O artista começou a dirigir peças na Letônia, na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, com apenas 23 anos. Hoje, é referência mundial no método de Stanislavski, já que estudou com Maria Knébel (1898-1985), que foi discípula do próprio Constantin Stanislavski (1863-1938).

O mestre russo conversou com o R7 em uma mesa à beira da piscina do Sesc Santos, no último domingo (9), enquanto fumava um cigarro e tomava um café. Leia a entrevista exclusiva:

Miguel Arcanjo Prado – O que você conhecia do teatro brasileiro antes de trabalhar com a mundana companhia?
Adolf Shapiro – O teatro brasileiro, antes de mais nada, estava na minha imaginação, porque eu não o conhecia. Claro que lia algo a respeito, mesmo porque trabalhei bastante na América Latina, sabia um pouco do estilo de vida dos brasileiros, mas não posso dizer que conhecia o teatro do Brasil. Hoje, não conheço ainda. Porque passei a maior parte do tempo em São Paulo e sei que o País é grande, com variados climas, economias e, claro, distintos teatros. Conheço um pouco já, mas meu interesse em conhecer mais é muito grande.

Miguel Arcanjo Prado – Como você teve contato com a mundana companhia?
Adolf Shapiro – O primeiro contato foi por meio da Elena Vássina [professora de letras russas da USP, Universidade de São Paulo]. Ela esteve no Festival Internacional Tchekhov em Moscou e me apresentou ao Danilo Santos de Miranda [diretor regional do Sesc São Paulo]. E quando apareceu a oportunidade de vir ao Brasil, eu aceitei. Não só para trabalhar, mas para descobrir coisas novas também.

adolf shapiro Exclusivo: entrevista com o diretor russo Adolf Shapiro: “O teatro russo é o melhor do mundo”

O diretor russo Adolf Shapiro

Miguel Arcanjo Prado – O que você acha dos atores brasileiros?
Adolf Shapiro – Eu sempre respondo da mesma forma no mundo inteiro a esta pergunta. Todos os bons atores são individualmente bons e todos os atores ruins são idênticos uns aos outros em qualquer lugar do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Como é trabalhar com a mundana companhia?
Adolf Shapiro – É muito interessante trabalhar com a mundana companhia. Não são apenas talentosos, mas têm conteúdo. Isso diz respeito às aspirações deles. É a preparação para um processo experimental. É a segunda vez que trabalhamos juntos e isso testemunha nossa boa relação.

Miguel Arcanjo Prado – A mundana companhia fez sucesso recentemente em São Paulo, Belo Horizonte e Rio com a montagem de O Idiota, de Dostoievski, com grande procura do público pela peça. Você imaginava que os brasileiros gostassem tanto da cultura russa?
Adolf Shapiro – Eu imaginava que havia certo interesse, sim. Em primeiro lugar, porque fui convidado a trabalhar aqui no Brasil. E a minha desconfiança de que havia interesse na cultura russa me veio antes, quando trabalhei na Nicarágua, na época da Revolução Sandinista. Quando cheguei lá vi que um pequeno teatro tinha na entrada um retrato de Tchekhov. Montei Gogol na Venezuela e notei que havia um interesse. Só não sabia que ele era tão grande aqui no Brasil.

Miguel Arcanjo Prado – Isso lhe espanta?
Adolf Shapiro – Não existe nada de surpreendente nisso. Não quero parecer patriota, mas a literatura russa é um dos grandes fenômenos culturais mundiais. Às vezes, nós os russos não temos essa dimensão, assim como os colombianos não entendem que o Gabriel García Márquez é um mito da literatura mundial, ou muitos brasileiros desconhecem como Jorge Amado é conhecido e lido em outros países como a Rússia.

Miguel Arcanjo Prado – Já que você falou em patriotismo, vou fazer uma pergunta mais provocativa. O teatro russo é o melhor do mundo?
Adolf Shapiro – Sem dúvida alguma. O teatro russo é o melhor do mundo. Nisto não há espaço para a dúvida. Toda o teatro mundial da segunda metade do século 20 ocorreu por influência do teatro russo. De Stanislavski, de Tchekhov. Isso não é opinião minha. É fato. Tennessee Williams e Bertold Brecht diziam isso. Mesmo quem não é fã do teatro russo reconhece que ele é um fenômeno. Nos centros teatrais do mundo inteiro a grande influência é o teatro psicológico russo. E isso vem muito pela força da literatura russa, tão poderosa e que ajudou na criação do teatro psicológico.

Miguel Arcanjo Prado – Você estudou diretamente com Maria Knébel, discípula direta de Stanislavski. Você se considera um representante dele no Brasil?
Adolf Shapiro – Não. Eu não me considero um representante de carne e osso de Stanislavski. Seria muita pretensão de minha parte. Apenas tento compartilhar esses ensinamentos com as pessoas, mas sem o objetivo de fazer disso minha pregação pessoal. Eu compartilho isso com eles pensando que eles serão capazes de filtrar. Apesar de eu ter uma grande reverência por este conhecimento, eu não acho que exista regras e leis para todos os tempos teatrais. No teatro, não podemos ser continuadores. Temos de ser pesquisadores.

Miguel Arcanjo Prado – O Brasil viveu uma ditadura militar de direita, entre 1964 e 1985, que demonizava tudo o que vinha da União Soviética. Você sabia disso?
Adolf Shapiro – Eu sei que houve uma ditadura militar, mas não sabia que eles proibiam tudo que era russo. Mas eu não me surpreendo, porque qualquer ditadura gera pessoas loucas. O que diz respeito aos dias de hoje, o Brasil é um dos países que mais se desenvolveram no mundo. E é impossível se desenvolver isoladamente. O mundo de hoje é interligado. E se a gente não descobrir outros lugares do mundo, o desenvolvimento torna-se impossível. O problema do mundo contemporâneo está em como manter todo esse contato com o outro e continuar com as particularidades individuais. Esse é um grande problema para os países em desenvolvimento.

Miguel Arcanjo Prado – Qual a sensação você vai levar do Brasil quando voltar à Rússia?
Adolf Shapiro – Vou levar a sensação de que esse país tem uma noção clara de futuro e está direcionado ao futuro.

*Entrevista com tradução simultânea pelo intérprete de russo Diego Moschkovich.

**O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc Santos.
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magico de oz Veja foto exclusiva de Miéle, <i>O Mágico de Oz</i>

Charme musical: Luiz Carlos Miéle (à esq.) atua com Nicola Lama, o Homem de Lata - Foto: Robert Schwenck

Com investimento de R$ 8 milhões, a superprodução musical O Mágico de Oz estreia nesta sexta (8), no Teatro João Caetano, no tradicional praça Tiradentes, no centro do Rio, com promessa de chegar a São Paulo em 2013.

O grande charme da estreia, claro, é a grande volta de Luiz Carlos Miéle aos palcos.

Este é o maior presente do multiartista pelos seus 74 anos, completados no último 31 de maio.

Gênio do nosso entretenimento, Miéle foi responsável por lançar ao estrelato ninguém menos que Elis Regina, ao lado do eterno parceiro Ronaldo Bôscoli.

Como o blog Atores & Bastidores é fã declarado de Miéle, faz questão de dar a você, caro internauta, uma foto exclusiva dele na pele do Mágico de Oz, ao lado de Nicola Lama, ator que faz o Homem de Lata.

O 31º musical de Cláudio Botelho e Charles Möeller tem um contingente de 35 atores e 16 músicos.

Além do nosso Miéle, estão no elenco Maria Clara Gueiros, como a Bruxa Má, Lúcio Mauro Filho, como o Leão Covarde, e Pierre Baitelli, como o Espantalho, além de Malu Rodrigues, como a menina Dorothy, papel que imortalizou Judy Garland no cinema em 1939.

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