Posts com a tag "festival"

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Rodolfo García Vázquez, fundador da Satyrianas ao lado de Ivam Cabral, na porta de seu teatro, o Satyros 1, na praça Roosevelt, na noite desta quinta (20) - Foto: Eduardo Enomoto

Fotos EDUARDO ENOMOTO

O fotógrafo do R7 Eduardo Enomoto acompanhou de perto a primeira noite da Satyrianas 2014 na praça Roosevelt, centro de São Paulo. O evento vai até meia-noite de domingo (23), com mais de 600 atrações e 2.500 artistas participantes. A maioria das atrações tem entrada a pague quanto puder. Em sua andança pela festa cultural que envolve teatro, música, dança e circo e artes visuais, nosso fotógrafo clicou a potência do evento, além de revelar algumas das muitas de suas caras. Veja só que beleza!

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Público acompanha apresentação de circo na praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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A dramaturga e roteirista Viviene Roesil na primeira noite da Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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Bruno Carboni, Regi Ferreira, Flávio Moarbach e Daniela Aoki, da equipe da peça Placebo, da Cia. Rizomática, no Estação Satyros, na praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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Artistas se apresentam no alto de um guindaste na iluminada praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Wilson de Santos em frente ao Espaço dos Parlapatões, na Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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A atriz do Oficina e cantora do grupo Revista do Samba Letícia Coura - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Fernando Lufer, na bilheteria do Espaço dos Satyros 1 - Foto: Eduardo Enomoto

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O produtor geral da Satyrianas Robson Catalunha, durante andança na Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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A assessora do teatro Beth Gallo, no recém reformado Estação Satyros - Foto: Eduardo Enomoto

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Daniela Jaime Levino cospe artigo da Constituição na apresentação do Corpos em Fluxo - Foto: Eduardo Enomoto

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A dramaturga e produtora teatral Célia Regina Forte recebe o abraço do ator e coordenador da Satyrianas Gustavo Ferreira, logo após ela apresentar a peça Tudo Certo, Tudo Bem, Tanto Faz, na abertura do Dramamix - Foto: Eduardo Enomoto

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As atrizes Lauanda Varone e Liza Caetano, da peça Hermanas Son Las Tetas, posam em frente ao Espaço dos Satyros 1 onde se apresentaram - Foto: Eduardo Enomoto

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Gente bonita: público acompanha maratona de peças da Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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Balão colore o céu da praça Roosevelt durante a Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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O jornalista Wanderley Sanches e o dramaturgo Mario Viana na praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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Equipe da peça Hermanas Son Las Tetas: Lauanda Varone, Liza Caetano, Allan Christos, Jamile Nunes, Osvaldo Stevnv e o autor e diretor Juan Manuel Tellategui (com o frango) - Foto: Eduardo Enomoto

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O diretor José Sampaio, diante da apresentação de seu grupo Corpos em Fluxo - Foto: Eduardo Enomoto

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Público embarca na viagem sensorial promovida pelo Grupo Sensus - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Allan Christos no camarim do Espaço dos Satyros 1, onde se apresentou em Hermanas Son Las Tetas - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Rodrigo Sampaio e o jornalista Bruno Machado no Espaço dos Satyros 1 - Foto: Eduardo Enomoto

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Do alto de um guindaste na praça Roosevelt, artista apontam o público abaixo - Foto: Eduardo Enomoto

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Os atores Raphael Bueno e Régis Santos na escadaria da praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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O dramaturgo Leandro Nunes, que participa da Satyrianas com a peça Zodíaco - Foto: Eduardo Enomoto

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Andrea Zanelato, funcionária da SP Escola de Teatro, abraça a mãe, Tereza Zanelato - Foto: Eduardo Enomoto

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Público descansa e bate-papo na escadaria da praça Roosevelt, em frente aos teatros - Foto: Eduardo Enomoto

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Liza Caetano e Lauanda Varone em cena de Hermanas Son Las Tetas - Foto: Eduardo Enomoto

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Lauanda Varone posa com o aquário-altar de mestres do teatro da peça Hermanas Son Las Tetas, pouco antes de a encenação começar no Satyros 1 - Foto: Eduardo Enomoto

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O jornalista e editor deste blog Miguel Arcanjo Prado no encontro com o coordenador geral da Satyrianas, o ator Gustavo Ferreira, na sala de imprensa do evento - Foto: Eduardo Enomoto

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Iluminado de azul, guindaste se transforma em palco aéreo na Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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Eduardo Enomoto (à direita), em "selfie" iluminada com os artistas nas alturas - Foto: Eduardo Enomoto

 

Veja programação completa da Satyrianas

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phedra cordoba bob sousa4 Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Diva maior da praça Roosevelt: Phedra D. Córdoba fará show e terá vida contada em filme no primeiro dia das Satyrianas, nesta quinta (20), a partir das 20h, na Matilha Cultural - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Entre as 18h desta quinta (20) e a meia noite de domingo (23) acontece a 15ª da Satyrianas 2014. O evento reúne 2.500 artistas de diversas áreas, como teatro, música, cinema, circo e artes plásticas. O epicentro da festa paulistana é a praça Roosevelt, no centro. Pensando nisto, o Atores & Bastidores do R7 selecionou sete destaques do evento pela região. Aproveite!

1 - Show e filme de Phedra D. Córdoba
Logo na primeira noite da Satyrianas, a maior diva da praça Roosevelt, Phedra D. Córdoba (foto acima), fará pocket show antes da exibição do documentário sobre sua volta a Havana: Cuba Libre, de Evaldo Mocarzel. Quinta (20), a partir das 20h, na Matilha Cultural (r. Rego de Freitas, 542, do outro lado da rua da Consolação, de frente para a praça Roosevelt). Pague quanto puder.

satyrianas hugo possolo foto weslei soares Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Hugo Possolo vai se apresentar com os Parlapatões na praça Roosevelt - Foto: Weslei Soares

2 - Combo Paralapatões
O circo armado na praça Roosevelt recebe o espetáculo Parlapatões: Clássicos do Circo, com números de grande sucesso da trupe paulistana, que conta com Raul Barretto, Hugo Possolo (fotoa acima), Fabek Capreri, Alexandre Bamba e Hélio Pottes. Sábado (22), 18h, na praça Roosevelt. Pague quanto puder.

satyrianas ivan bernadelli divulgacao Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Barroco: bailarino Ivan Bernadelli está na Satyrianas com a Dual Cena Contemporânea - Foto: Divulgação

3 - Sagrado e profano
O mundo do barroco, a mineração e a escravidão são temas do espetáculo de dança Terra Trêmula da Dual Cena Contemporânea dirigida por Ivan Bernadelli (foto acima), que dança ao lado de Mônica Augusto e Junior Gonçalves. Sexta (21), 23h30, no 6º andar da SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210). Pague quanto puder.

satyrianas chefs na rua Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Edição especial do projeto Chefs na Rua vai alimentar os artistas e o público - Foto: Divulgação

4 - Ai, que fome!
Entre uma peça e outra dá para dar uma abastecida na Feirinha Gastronômica montada na praça Roosevelt pelo mesmo grupo que realiza o projeto Chefs na Rua (foto acima). Dez barraquinhas servem gostosuras indianas e nordestinas, como o famoso sanduíche Cabra da Peste (carne de sol desfiada com queijo coalho e torresmo com queijo gratinado no pão ciabatta). Quinta (20), de 18h às 23h59; sex (21), sáb. (22) e dom. (23), das 12h às 23h59, na praça Roosevelt. Preço variado.

satyrianas como matar a mae guto muniz soraya martins Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Soraya Martins está na peça Como Matar a Mãe - 3 Atos na Satyrianas - Foto: Guto Muniz

5 - Alô, mamãe!
A peça da Sofisticada Cia. de Teatro, de Minas Gerais, faz um mergulho na biografia dos artistas para expor no palco o difícil relacionamento entre mães e filhos. Como Matar a Mãe - 3 Atos fez sucesso em Belo Horizonte e traz Léo Kildare Louback (também autor) ao lado de Fabiane Aguiar e Soraya Martins (foto acima). Domingo (23), às 23h, na SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210). Pague quanto puder.

satyrianas coracao dark room ricardo correa Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

Cabeça atormentada: Ricardo Corrêa está em cena em Coração Dark Room - Foto: Divulgação

6 - No escurinho
Inspirada livremente na obra de Caio Fernando Abreu, a peça Coração Dark Room faz um mergulho na mente de um assassino em série com direção e atuação de Ricardo Corrêa (foto acima). Sexta (21), 23h59, no Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158). Pague quanto puder.

satyrianas carlos jordao divulgacao Veja 7 destaques da Satyrianas na praça Roosevelt

O ator Carlos Jordão: peça da Satyrianas será feita com ajuda do Whatsapp - Foto: Divulgação

7 - Olho no celular
Telefone não é problema nesta peça da Satyrianas 2014: Whatsapp - Teatro Sonoro. Os três atores, Aleirbag Pas, Carlos Jordão (foto acima) e Diana Souza convidam os transeuntes da praça a conhecerem um novo e instigante formato teatral feito em um grupo do aplicativo Whatsapp. Cada grupo e temática terão duração de seis horas. O texto e a direção são de José Sampaio (foto). Sexta (21) e domingo (23), às 22h, na praça Roosevel. Pague quanto puder.

Veja o site da Satyrianas e monte sua programação!

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satyrianas andre stefano Satyrianas vêm aí: inscrições vão até dia 10

Divas: Phedra D. Córdoba (à esq.) cai no samba com passista em plena praça Roosevelt, nas Satyrianas - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chega a primavera e a turma do teatro paulistano já fica em polvorosa.

Todo mundo quer aprontar alguma coisa nas Satyrianas, o festival que promove 78 horas ininterruptas de arte na praça Roosevelt, em São Paulo, e em outros espaços da cidade.

Neste ano, as inscrições foram prorrogadas até o próximo dia 10 de outubro no site do evento. Tem espaço para teatro, cinema, dança, música e performances.

Segundo os organizadores, a Satyrianas de 2014 vão entrar para a história, por conta de coincidirem com os 25 anos do grupo Os Satyros.

Em informe, o grupo diz: "Os Satyros tem muitos motivos para festejar. São 25 anos de história. História de resistência e conquistas, lutas e descobertas. Um grupo que se estabeleceu no meio do governo Collor e teve que abandonar o Brasil para poder sobreviver, que se dividiu entre o Brasil e a Europa durante mais de uma década e que só voltou a sua São Paulo do coração em dezembro de 2000, estabelecendo-se na praça Roosevelt", afirma.

E ainda declara: "Nenhum desses obstáculos foi fácil de superar, assim como também não é fácil para os milhares de artistas de teatro deste país que, como nós, lutam por dar ao público novos olhares sobre o mundo".

Ainda de acordo com Os Satyros, o espírito original das Satyrianas será mantido: "uma festa dos artistas do palco para a cidade".

Em tempo, a Satyrianas 2014 vai acontecer entre 20 e 23 de novembro.

Anote na agenda.

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2014 09 10 Teatro ofic Walmor cacilda Foto Nilani Goettems 7653 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Multiétnico: Teat(r)o Oficina apresenta Walmor y Cacilda 64: Robogolpe no Mirada 2014 - Foto: Nilani Goettems

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos

A terra que revelou Pelé e Neymar para o mundo virou também palco do teatro ibero-americano no Brasil. Buscar a integração maior entre o teatro brasileiro e o de outros países latino-americanos, além de Espanha e Portugal, é o chamariz do Mirada, cujo nome já deixa clara a ideia de um olhar contínuo.

2014 09 08 S. Jorge Menino Foto Nilani Goettems 6758 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Peça São Jorge Menino é apresentada à beira mar em Santos, durante o Mirada 2014 - Foto: Nilani Goettems

A terceira edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos chega ao fim neste sábado (13) tendo apresentado 40 espetáculos na Baixada Santista, dos quais 25 foram internacionais.

O público final é de 70 mil pessoas, mais que três vezes a capacidade do estádio da Vila Belmiro, do Santos Futebol Clube, onde Pelé e Neymar foram revelados.

O número de público em 2014 é menor que os 100 mil de 2012 e maior do que os 50 mil de 2010. Segundo a organização, o número caiu em relação à última edição porque esta contou com o evento Rodrigueanas, que reuniu muitas pessoas pelas ruas santistas, com as noivas que homenageavam o centenário de Nelson Rodrigues.

Mais uma vez, o eventou buscou apresentar o melhor do teatro produzido na Península Ibérica e na América Latina, como forma de se traduzir a diversidade da região. O Chile, país convidado de honra, apresentou peças potentes como Otelo e Castigo.

Tradução de culturas

Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, avaliou o festival em conversa exclusiva com o R7.

"A América Latina toda reflete sobre sua identidade no Mirada. Isso você vê nos trabalhos de todos os países, que traduzem as suas culturas. Refletem o passado, o presente e o futuro. Assim, o porvir é sempre positivo", afirma.

neto Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, faz o balanço: "A equipe do Mirada merece meu respeito" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Para Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, o Mirada já conseguiu o "reconhecimento internacional". "Tivemos a procura de muitos produtores de fora que quiseram acompanhar o festival", conta.

Segundo ele, 93% dos espetáculos tiveram lotação esgotada. "Apenas em alguns casos específicos tivemos espectadores que compraram ingresso e não apareceram", conta. Esta edição contou com quatro novos espaços na cidade, totalizando 25 palcos.

Neto diz ao R7 que está satisfeito com sua equipe, formada por 280 funcionários do Sesc Santos e mais 90 emprestados de outras unidades da rede Sesc em São Paulo. "Isso sem contar em mais de 500 pessoas da rede em São Paulo que nos ajudaram a planejar o Mirada".

A cidade de Santos, na visão de Neto, precisa melhorar a rede hoteleira para atender às exigências de um festival do porte do Mirada, que aumentou o número de artistas de 420 em 2012 para 600 em 2014. "É uma cidade de tradição de turismo de fim de semana, com muitos leitos em pequenos estabelecimentos e poucos grandes hotéis. Como temos o objetivo de estabelecer a troca e a convivência entre os artistas, isso precisa melhorar. Mas faço questão de agradecer a parceria com a Prefeitura de Santos, fundamental para o festival".

Neto finaliza a terceira edição do Mirada agradecendo a todos que colaboraram com o evento. "O Mirada é feito para as pessoas. E o fazemos respeitando os trabalhadores e as questões de segurança. Deu tudo certo. A equipe do festival merece todo o meu respeito", diz.

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A atriz Juliane Elting, do Teat(r)o Oficina, durante sessão do Mirada, em Santos - Foto: Nilani Goettems

Troca de experiências

O Mirada atraiu muita gente de teatro com vontade de trocar experiências e fazer parcerias. Este tema é obsessão do produtor Felipe González, diretor da Difusa Fronte(i)ra, a única produtora especializada em produção cultural da América Latina. A entidade tem sede em São Paulo, mas com direito a braços em cidades como Buenos Aires e Cidade do México.

treze sonhos ou somente um atravessad por um passaro jorge pizarro Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Peça 13 Sonhos (Ou Somente um Atravessado por Um Pássaro), da Colômbia - Foto: Jorge Pizarro

“Queremos facilitar a circulação da cultura na América Latina, aproximando grupos, e tentando proporcionar criações coletivas. Existimos desde 2006 e produzimos uma média de cinco projetos novos por mês”, revela.

Ele ainda dá uma pista a quem quiser procurá-lo: “Gostamos de trabalhos que quebram a estrutura do teatro tradicional”, diz González.

Trabalhos como o colombiano 13 Sonhos, que fez uma instalação na garagem do Sesc Santos, e o mexicano Banhos Roma com uma narrativa fragmentada e tecnológica foram nesta linha no Mirada, enquanto que o mexicano Menores que o Guggenheim fez humor com o fazer teatro.

"Compartilhamento de vivências"

A diretora paraguaia Paola Irún também aposta em uma integração cada vez maior do teatro latino-americano. Com seu grupo En Borrador fez uma residência conjunta com o [ph2] estado de teatro, grupo paulistano, durante o festival.

“O Mirada é um espaço onde convivem olhares diferentes, um lugar de compartilhamento de vivências”, diz Irún. A brasileira Paola Lopes, do [ph2], concorda: “A troca é fundamental na criação de qualquer projeto artístico consistente”.

Jorge Baez, ator paraguaio do En Borrador, diz que o “desafio é imenso” e que o Mirada é um avanço importante. “É um festival com variadas propostas estéticas. O panorama que apresenta é enorme”.

lucas andrade nash laila Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Os atores Lucas Andrade e Nash Laila em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Ennio Brauns

Ponto para Zé Celso

Apesar de o Mirada ter acertado em muitos aspectos, o R7 sentiu falta, por exemplo, de atores negros nas montagens. Contam-se nos dedos da mão as companhias que tinham integrantes negros em seus elencos. Ao lado do Projeto Bispo e de Pindorama, o Teat(r)o Oficina foi uma das exceções no contexto do festival, ao apostar em um elenco multiétnico. Ponto para o seu diretor, Zé Celso.

2014 09 08 Comunicacao Visual Foto nilani goettems 6680 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Festival Mirada dialoga com a cidade de Santos: teatro por toda a cidade do litoral de SP - Foto: Nilani Goettems

Um festival que se propõe a ser um panorama da diversidade latino-americana precisa se atentar para a representação étnica no palco, sobretudo com grupos importantes produzindo um teatro negro de vigor na atualidade, como Os Crespos e Coletivo Negro, em São Paulo, e o Bando de Teatro Olodum, em Salvador. Fica a observação como incentivo a um aprimoramento no futuro.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

Olhar múltiplo

Rafael Viana, da equipe nacional do projeto do Sesc Palco Giratório, participa do Mirada como forma de fazer descobertas.

Ele conta que neste ano o Palco Giratório faz circular 30 espetáculos por 700 cidades brasileiras. E reforça a importância de um olhar múltiplo: “Nossa equipe do Palco Giratório tem 30 curadores. Isso é fundamental para que as escolhas sejam diversas. Vir ao Mirada é uma forma de fazer um intercâmbio de ideias e experiências”, conta.

O professor da Unesp Alexandre Mate, um dos mais importantes pesquisadores do teatro brasileiro, também aposta no diálogo. “É importante saber o que pensam os promotores de cultura na América Latina. São Paulo tem uma produção teatral incontestável, mas faltam espaços de interlocução como o Mirada promove.”

Fernando Yamamoto, produtor do grupo potiguar Clowns de Shakespeare, que estreou a obra Nuestra Senhora de las Nuvens no Mirada, afirma que participar do festival vai marcar a trajetória da companhia. “Poucos festivais têm esse espaço de troca, geralmente, a gente chega, monta, se apresenta e vai embora sem conhecer ninguém. No Mirada, isso é diferente”, declara.

isabel ortega Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Isabel Ortega: foco na qualidade - Foto: Divulgação

Qualidade

Isabel Ortega, da equipe de curadoria do Mirada, diz que é importante acompanhar de perto o evento para que ele seja aperfeiçoado. “Este ano ele cresceu quase que o dobro em relação à última edição. E temos de estar atentos para que este crescimento na quantidade não afete a qualidade, que é um dos diferenciais do Mirada”, afirma.

Pepe Blamé Meira, diretor do Festival Internacional de Teatro de Cádiz e também integrante da curadoria do Mirada, declara que o evento precisa continuar sendo “heterogênio e multicultural”, com espaço “para qualquer tipo de linguagem”.

Olhar santista

Junior Brassalotti, ator do Projeto Bispo, que reuniu artistas de Santos na programação do Mirada, lembra que o olhar para fora não pode deixar também para trás o olhar para a própria cidade de Santos e seus artistas: “O Mirada também ressignifica a cidade e valoriza a autoestima do artista local”. A peça dele trabalhou com moradores do centro de Santos.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

sergio1 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Sérgio Luís Oliveira, curador do Mirada: troca entre o teatro ibero-americano - Foto: Reprodução

O gerente do Sesc Santos, Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, concorda. “O desafio é crescer na ocupação da cidade de Santos e fazermos também esse olhar pra dentro. O Mirada nasceu com o olhar para fora, agora tem o desafio de olhar para a gente de Santos também”, pondera.

O programador de teatro do Sesc Santos, Leonardo Nicoletti, lembra que "o teatro santista vive um período de efervescência e de forte luta política". Assim, em sua opinião, "o Mirada, sobretudo por ter uma obra da cidade, o Projeto Bispo, valoriza as artes cênicas locais e fortalece as ações teatrais de interferência na cidade".

danilo Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc SP: "Adesão do público da Baixada Santista ao Mirada foi maravilhosa" - Foto: Divulgação

Para Danilo  Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, a "adesão foi maravilhosa" do público da Baixada Santista ao Mirada. "A reação do público foi extraordinária. O Mirada fortalece o teatro da América Latina", afirma.

Cidade de Pelé, Neymar e teatro

O jornalista e crítico teatral colombiano Alberto Sanabria, do jornal El Tiempo, conta que gostou muito de acompanhar o festival e diz, sem pestanejar: “Santos era apenas a cidade do Pelé e do Neymar para os colombianos. Agora, é também a cidade do teatro”.

Sergio Luís Oliveira, curador do Mirada, finaliza, dizendo que o intercâmbio concreto é o que diferencia o festival de outros no Brasil: “Além da peça, temos oficinas, workshops, bate-papo, encontrões. Para nós a ideia de convívio é importante. Queremos estabelecer, cada vez mais, conexões entre pessoas durante o Mirada”.

Que venha o próximo.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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jaime lorca otelo Chile marca Mirada 2014 com teatro potente

Jaime Lorca e Teresita Iacobelli em Otelo: peça chilena foi uma das melhores do Mirada 2014 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

Depois de México e Argentina, chegou a vez do Chile ocupar o principal posto do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo.

Com sete peças na programação, o país é o homenageado desta terceira edição, que chega ao fim neste sábado (13), como convidado de honra, em parceria com a Fundación Teatro a Mil, que promove o famoso festival teatral Santiago a Mil.

O Teatro La Memoria apresentou Castigo, um drama de um artista passando a limpo sua relação com o pai. Já o tradicional Teatro Camino mostrou O Jardim das Cerejeiras, clássico texto de Tchekhov. A Imaginação do Futuro foi o espetáculo escolhido pela Companhia La Resentida, com os últimos dias de Salvador Allende no comando do país. Enquanto que o Teatro en el Blanco apresentou A Reunião, que causou muito impacto no festival. Assim como Otelo, da Comapanhia Viajeinmóvil, apontada por muitos como a melhor peça do Mirada 2014.

O Chile ainda apresentou dois espetáculos de rua: O Homem Vindo de Lugar Nenhum, da Companhia Gran Rayneta, e O Cavaleiro da Morte, do Coletivo La Pato Gallina. Assim, encerra o evento tendo exibido um teatro de potência incontestável.

Véronique Mondini, representante do Conselho Nacional de Cultura e Artes do Chile, conta ao R7 que a diversidade dos palcos chilenos está muito bem representada no evento.

“São cinco peças de sala e duas de rua, em uma seleção feita pelo Sesc em conjunto com o comitê diretivo do Mirada. Ser o país convidado de honra em um dos mais importantes festivais da América Latina é motivo de orgulho para o Chile”, afirma.

O governo chileno dividiu as contas com o Sesc, pagando o transporte aéreo e o transporte cenográfico. A entidade brasileira custeou a estadia, a alimentação e os cachês das companhias.

“O Mirada já é um festival grande e de muita influência. Participar dele é um passo para a internacionalização cada vez maior do teatro chileno, que aposta no projeto Iberescena desde 2006, apoiando a integração artística na região”, afirma Mondini.

Modelo de gestão

A representante chilena diz que ficou impressionada com o modelo institucional do Sesc, uma instituição privada que funciona como o setor público, levando cultura, alimentação e esporte à população a preços mais em conta.

“Ainda é um modelo utópico para a realidade do Chile, mas este tipo de troca promovida pelo Mirada é importante, porque vemos que é possível. Isso nos permite voltar e propor novos modelos”, declara.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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El jardin de los cerezos foto Dana Hosova11 Peças do Mirada têm entrada a partir de R$ 7,50

Cena da peça chilena El Jardin de Cerezos (O Jardim das Cerejeiras) - Foto: Dana Hasova

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os ingressos para a terceira edição do Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos já estão à venda e têm preços convidativos ao bolso dos fãs de teatro: o mais barato custa R$ 7,50 e o mais caro, R$ 40, além de ter na programação espetáculos gratuitos. O festival foi lançado na última quinta (14) com produções de 12 países.

Moradores de São Paulo que desejarem acompanhar as peças que serão encenadas em Santos e em mais seis cidades da Baixada Santista entre 4 e 13 de setembro podem comprar as entradas no site ou nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo.

Terão direito a ônibus gratuito que os levará até o Sesc Santos e os trará de volta após os espetáculos do dia. O coletivo sairá do Sesc Vila Mariana (r. Pelotas, 141) e o lugar precisa ser reservado pelo telefone 0/xx/11 5080-3100.

Opção para escolher é o que não falta. São 40 espetáculos ao todo, sendo 25 internacionais. Caso sobrem entradas, elas serão vendidas também nos dias de sessão, nas bilheterias dos respectivos teatros uma hora antes de a peça começar.

O Chile é o grande homenageado desta edição do Mirada, que também tem peças da Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Paraguai, Peru e Portugal, além do Brasil.

Entre as peças nacionais disputadas pelo público, estão Walmor y Cacilda 64, o Teat(r)o Oficina, Fausto, da Cia. São Jorge de Variedades, e Puzzle A, de Felipe Hirsch com a Cia. Ultralíricos. Entre as gringas, já chamam a atenção dos espectadores Criadouro, do Centro Cultural da PUC do Peru, Matéria Prima, da Espanha, com o grupo La Tristura, e Banhos Roma, do México, com o Teatro Línea de Sombra, que na última edição causou furor com Amarillo.

Conheça a programação completa do Mirada.

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la funcion por hacer Cena Contemporânea chega à 15ª edição: “Festival profissionaliza teatro no DF”, diz Guilherme Reis

Cena da peça La Función por Hacer, da Espanha: destaque na programação - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Apesar de ser uma cidade com forte poder aquisitivo, fazer teatro em Brasília sempre foi difícil. Mas os artistas locais são resistentes e, atualmente, a cidade tem um dos mais importantes festivais teatrais do Brasil.

O concreto planejado será invadido pela poesia solta do teatro a partir desta terça (19), quando peça carioca Conselho de Classe será apresentada no Teatro Funarte Plínio Marcos. Ela abre a 15ª edição do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que acontece na capital federal até 31 de agosto.

São 13 dias de programação com 23 peças vindas da Argentina, da França, da Escócia e da Espanha, além, é claro, do Brasil. “O Cena Contemporânea tem 19 anos de história e completa 15 edições. Hoje, cresceu muito e se comunica com o Brasil inteiro e também com o melhor do teatro mundial”, diz Guilherme Reis, diretor e curador do evento.

Entre as novidades, estão Tomorrow, espetáculo co-produzido pelo próprio Cena Contemporânea em parceria com a Grã-Bretanha e com a Escócia, e a peça La Función por Hacer, da Cia. Kamikaze, eleita uma das melhores peças do teatro espanhol nos últimos 20 anos. Ainda no time de atrações internacionais, está a presença do bailarino e coreógrafo francês Jérôme Bel.

mundareu Cena Contemporânea chega à 15ª edição: “Festival profissionaliza teatro no DF”, diz Guilherme Reis

Olhar para a produção local: cena da peça Mundaréu, do Distrito Federal - Foto: Divulgação

Repercussão na classe artística

Parte do calendário cultural brasiliense, o Cena Contemporânea tem acolhida forte entre a classe artística e a juventude do Distrito Federal. Gente que aguarda ansiosa por sua chegada, como o dramaturgo Sergio Maggio.

— O Cena Contemporânea acentuou o tráfego de espetáculos com processos de pesquisas para Brasília. Antes, essas montagens estavam restritas às programações do CCBB e da Caixa, havendo um domínio das montagens mais comerciais.

Maggio, que é dramaturgo da brasiliense Criaturas Alaranjadas Cia. de Teatro, conta que foi no festival que, no começo dos anos 2000, por exemplo, Brasília viu pela primeira vez um Pret-à-Porter de Antunes Filho. Também foi frequentando uma oficina de dramaturgia no Cena Contemporânea, com o argentino Santiago Serrano, que ele tomou uma importante decisão, como revela ao R7.

— Foi aí que decidi escrever dramaturgia. O Cena foi ajudando a tirar esse atraso cultural, o que fez um imenso bem aos fazedores de teatro e ao público.

Troca entre artistas

De olho em trocas como estas, além das peças, o Cena continua com atividades formativas na programação. Um dos destaques é a oficina de atuação de Cacá Carvalho, que apresenta sua Trilogia de Pirandello no festival. Outras oficinas concorridas são a de dramaturgia com o autor argentino Santiago Serrado, e a de clown com o palhaço argentino Gabriel Chame.

O diretor do festival diz ao R7 que o Cena Contemporânea “é importante na formação de público”.

— Ele trouxe a juventude às salas de teatro. E renova seu público a cada ano. Já estamos com 90% dos ingressos vendidos.

O Cena Contemporânea é uma parceria da Cena Promoções Culturais com a Fundação Athos Bulcão. Entre os patrocinadores, estão Petrobras, Banco do Brasil e Funarte.

Para Guilherme Reis, o evento “influencia e contribui para profissionalizar o teatro de Brasília”. E faz questão de dividir o êxito com sua equipe. “Trabalho há mais de dez anos com a mesma equipe, o que possibilitou que fosse uma equipe especializada e de qualidade”, finaliza.

Conheça a programação completa do Cena Contemporânea 2014!

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fit publico pracaestacao guto muniz FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

FIT-BH 2014: Às vésperas da Copa, multidão se junta na praça da Estação, em Belo Horizonte, não para ver futebol ou protestar, mas para acompanhar a peça Jamais 203, da trupe francesa Générick Vapeurdo - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

A 12ª edição do FIT-BH, o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte, entra para a história como aquela que conseguiu resistir ao atropelo da Copa do Mundo, mas acabou sofrendo arranhões de uma leve batida.

Às vésperas da Copa, Belo Horizonte, uma das cidades-sede, é um grande canteiro de obras. Desde o Aeroporto de Confins — submerso em uma poeira que invade guichês, suja malas e prejudica a respiração do passageiro e dos trabalhadores do local —, até as principais vias da cidade, a percepção é de caos contínuo e muito estresse, já que, ao que parece, nada ficará pronto até o Mundial.

Diante disso, a resistência do FIT-BH à Copa é algo a se comemorar. Até o próximo dia 25, a 12ª edição do evento bianual apresenta 54 peças de 11 diferentes países em espaços distintos da capital mineira. O público mineiro, como sempre, abraçou o festival, mas, neste ano, o evento soa mais distante e evidencia alguns problemas.

Muito já se falou sobre o fato de o FIT-BH precisar disputar atenções com gigantes: como ocorre em anos pares, precisa brigar com Copa ou Olimpíada, e também costuma ser ameaçado por disputas eleitorais, já que eleições nacionais e locais também são em anos pares. Por isso, artistas mineiros já sugeriram que o festival bianual fosse transferido para anos ímpares. Tal reivindicação jamais foi atendida pelo poder público.

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Atração internacional no FIT-BH: público belo-horizontino faz fila no Parque Municipal para ver o espetáculo espanhol Matéria Prima no Teatro Francisco Nunes, reformado ao custo de R$ 11 milhões - Foto: Divulgação

Improviso e logística

Atualmente, o FIT-BH é administrado pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, ligada à Prefeitura de BH. O custo anunciado da edição 2014 é de R$ 7 milhões, o que faz dela a maior de todas, assim como a projeção de público de 230 mil pessoas até o próximo domingo (25), quando o festival que começou no último dia 6 chega ao fim.

Apesar de resistir ao ano do futebol, as marcas dos arranhões sofridos ficaram evidentes neste FIT-BH. Está no ar uma certa dose de improviso e inexperiência na execução do festival, com recorrentes problemas de logística. Não há também iniciativa de promover encontro entre jornalistas e artistas, ficando isso restrito a ações improvisadas no café da manhã do hotel.

Em tempos que comunicação ocupa lugar de destaque em qualquer evento ou organização, não houve sala de imprensa ou qualquer menção de entrevista coletiva para algum grupo, coisa que já existiu em edições anteriores e é praxe em eventos como o Festival de Teatro de Curitiba. Isso contradiz os 20 anos de história do FIT-BH, uma experiência de sobra para já ter aprendido a fazer a contento um evento de tal dimensão.

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Cena da pernambucana Salada Mista, que integra o Fitinho, novidade infantil no FIT-BH - Foto: Divulgação

Artistas comemoram

Apesar das falhas operacionais, participar do FIT-BH é motivo de comemoração para muitos artistas. O ator pernambucano Flávio Santana, do espetáculo Salada Mista, da Cia. 2 em Cena de Teatro Circo e Dança, de Recife, conta que “a Copa prejudicou o teatro de uma maneira geral em todo o Brasil”.

Para Santana, investimentos no setor escassearam. Por isso, espera que, após o Mundial, “as coisas voltem ao normal ou, quem sabe, melhorem”. O artista conta que “apesar do frio” do clima de montanha, sentiu acolhida calorosa dos mineiros. “Estar num festival como o FIT-BH é muito importante, porque é uma janela que se abre tanto para o público quanto para outros festivais”, diz.

A produtora Carina Moutinho, do grupo paulista Os Satyros, elogia a estrutura que o festival deu ao grupo para a montagem de seu espetáculo, Adormecidos, apresentado no último fim de semana na Funarte MG. “Havia uma preocupação para que nos sentíssemos bem”, afirma.

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Espetáculo paulista Sabiás do Sertão comoveu os belo-horizontinos no FIT-BH com era de ouro do rádio nacional e canções interioranas - Foto: Divulgação

Outro que demonstra estar contente na capital mineira é o diretor Luiz Carlos Laranjeiras, da peça Sabiás do Sertão, da Cia. Cênica, de São José do Rio Preto (SP). “Além de termos tido uma impressionante acolhida do público, tivemos contato com muita gente de teatro. Conheci uma curadora de Cuba, por exemplo. O intercâmbio é fundamental. O festival é um grande espaço para troca de saberes”, define.

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Peter Luppa, como o Bobo da Corte em Hamlet: "Brasileiros aplaudem com o coração" - Foto: Guto Muniz

E tal troca não se restringe a grupos brasileiros. Reconhecido mundialmente, o Berliner Ensamble ficou impressionado com o aplauso de pé de 1.700 pessoas em cada uma das duas sessões de Hamlet no Palácio das Artes. Integrante da trupe alemã, o ator Peter Luppa definiu que “o brasileiro aplaude com o coração”.

Olheiros do mundo

E a troca internacional é almejada por Belo Horizonte para seus artistas. Com o objetivo de ver o teatro mineiro viajando o Brasil e o mundo, o FIT-BH bancou a estada de cerca de 20 programadores teatrais nacionais e internacionais no festival.

Gente como o jornalista e crítico teatral Celso Curi, que integra a curadoria do Festival de Teatro de Curitiba – o maior do Brasil – e também a direção da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo.

Ao lado do parceiro Wesley Kawaai, Curi se concentrou em montagens mineiras. “É fundamental ter o contato com outras formas de ver teatro. Este tipo de intercâmbio funciona como uma escola de programadores”, revela ao R7.

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Grupo de curadores e programadores teatrais que visitam o FIT-BH 2014 - Foto: Guto Muniz

Cadê o Ponto de Encontro?

Uma das ausências mais sentidas durante a maioria do FIT-BH 2014 foi a do tradicional Ponto de Encontro. Antes montado no Parque Municipal, com barraquinhas e shows musicais de nomes locais e nacionais, o espaço era o lugar ideal para que público e artistas se encontrassem depois das apresentações. Neste ano, apesar de prometido pela Fundação Municipal de Cultura, o Ponto de Encontro não existiu.

Pelo menos nos primeiros 15 dias do festival. Isso porque a organização anunciou de última hora para esta quarta (21) a criação de um Cabaré Bar, espécie de ponto de encontro improvisado, quando boa parte dos artistas e jornalistas já deixou a capital mineira.

publico nina becker glenio campregher FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

Público e artistas do FIT-BH assistem a show da cantora Nina Becker no Ponto de Encontro em 2012: este ano o espaço não existiu - Foto: Glênio Campregher

Ausência sentida e drible na Copa

O presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Leônidas Oliveira, chegou a marcar uma entrevista coletiva com os jornalistas que cobrem o FIT-BH no último sábado (17), mas ele não apareceu.

guillermo pellegrino FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

O jornalista e escritor uruguaio Guillermo Pellegrino: "FIT-BH às vésperas da Copa deixa legado cultural permanente" - Foto: Arquivo pessoal

Apesar dos problemas, o jornalista uruguaio Guillermo Pelegrino, que cobre o FIT-BH para a imprensa uruguaia e argentina, elogia a capacidade do teatro e da cultura brasileira de resistir ao maior evento futebolístico do mundo. E revela que ficou surpreso.

— Fiquei impressionado de ver um festival de teatro tão grande tão perto da Copa, de ver o Brasil apostar em cultura às vésperas do Mundial. Acho que, independentemente de qualquer coisa, o FIT-BH, nestes 20 anos de história, deixa um legado cultural permanente para Belo Horizonte e para o Brasil.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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peter luppa 2 Ator alemão de Hamlet, do Berliner Ensamble, vibra com aplauso fervoroso dos mineiros no FIT BH

Peter Luppa integra o elenco de Hamlet, do grupo alemão Berliner Ensamble - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O pequeno ator alemão Peter Luppa é cuidadoso ao falar do Brasil. Escolhe bem as palavras. Afinal, esta é a segunda vez que visita o País, que diz gostar muito. A primeira foi 25 anos atrás, para férias inesquecíveis nas praias do Nordeste. Agora, veio por motivo de trabalho.

Luppa integra o elenco de Hamlet, a montagem do Berliner Ensamble que arrastou cerca de 3.500 pessoas ao Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em duas apresentações neste fim de semana, com filas gigantescas que acompanhavam a fachada do prédio na av. Afonso Pena. Faz o Bobo da Corte e tem mudanças de figurino tão rápidas que deixam a plateia boquiaberta.

Hamlet era o espetáculo era o mais aguardado no FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte), que celebra 20 anos de história nesta edição de 2014.

Durante o café da manhã com o Atores & Bastidores do R7, Peter Luppa conta que “o público foi ótimo”. Mas, revela que o grupo viveu momentos de tensão para encenar o clássico de William Shakespeare na capital mineira.

– Lá em Berlim, fazemos em palco giratório. Aqui, ficamos sabemos que não teríamos este recurso, pois o palco é estático. Então, tivemos de mudar muitas marcações. Em Berlim, as paredes giravam sozinhas, aqui tivemos de empurrar mesmo.

O ator revela que, apesar “ficou visualmente bonito o resultado”. Fruto de ensaios por dois dias exaustivos em Berlim e mais dois em Belo Horizonte, onde também tiveram de lidar com um palco que tem “o dobro do tamanho” do original alemão.

Ele diz gostar da “mentalidade brasileira”. E explica que nos considera um povo “muito tranquilo”. Diz que tal comportamento “é bom para o coração e para a circulação”. Conta que diante de qualquer problema, os brasileiros lhe dizem com toda a calma do mundo “nós vamos conseguir”, o que lhe deixa impressionado com tamanha autoconfiança. Sobre o carinho do público mineiro, Luppa filosofa.

– O aplauso no Brasil é muito mais caloroso do que na Alemanha. Lá, aplaudem assim [imita um aplauso preguiçoso, fazendo cara de nojo]. Aqui, não, é intenso. Tem outro tipo de amor e se entrega no aplauso. As pessoas se emocionam. É como se o público amasse aquelas pessoas que estão no palco. É de coração. A nós, só nos resta dizer: muito obrigado!

hamlet berliner ensamble Ator alemão de Hamlet, do Berliner Ensamble, vibra com aplauso fervoroso dos mineiros no FIT BH

Cena da obra alemã Hamlet, principal atração do FIT-BH, encenada no Palácio das Artes - Foto: Divulgação

Agradecimento: Daniel Hazan (intérprete de alemão)

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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la tristura materia prima Alemães, espanhóis e paulistas disputam público do FIT BH

Pré-adolescentes falam texto de adultos na peça Matéria Prima - Foto: Mário Zamora

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O espetáculo Hamlet, do grupo alemão Berliner Ensamble, é o mais concorrido deste segundo fim de semana do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte).

Com ingressos esgotados para as duas sessões no Palácio das Artes, o maior teatro da capital mineira com seus 1.705 lugares, a montagem do clássico texto de William Shakespeare atrai a atenção dos mineiros.

Dirigida por Leandro Haussmann, a peça teve parceria com o Governo da Alemanha para ser encenada no festival. O grupo precisou fazer mudanças no cenário, já que seu teatro na Alemanha possuiu palco giratório.

Para se adaptarem ao palco estático do Palácio das Artes, precisaram de dois dias de ensaios para que a estreia deste sábado (17) ficasse perfeita.

Os aplausos calorosos no final recompensaram o esforço. Peter Luppa, ator da companhia, conta ao Atores & Bastidores do R7 que o elenco ficou emocionado com reação tão calorosa.

— Foi um aplauso muito caloroso e sincero. A gente sentia que o público demonstrava amar os artistas que estavam naquele palco.

Outra peça concorrida deste fim de semana é Matéria Prima, da Espanha, apresentada no recém-reformado Teatro Francisco Nunes. A peça do grupo La Tristura apresenta atores pré-adolescentes dizendo textos de adultos e impressiona.

Adormecidos Tiago Leal José Alessandro Sampaio Luiza Gottschalk e Katia Calsavara Foto de Andre Stefano e1389915301193 Alemães, espanhóis e paulistas disputam público do FIT BH

Cena da peça Adormecidos: Satyros emocionam plateia mineira no FIT-BH - Foto: Andre Stefano

Obra que também impressionou o público mineiro foi Adormecidos, do grupo paulistano Os Satyros, apresentada na Furnarte-MG. Muita gente chorou ao fim do texto do norueguês Jon Fosse dirigido por Rodolfo García Vázquez. No palco, dramas potentes de dois casais.

Atriz do grupo, Katia Calsavara conta ao R7 que, assim como ocorreu com os alemães, foi trabalhoso o processo de remontagem da peça em palco diferente.

— A peça foi concebida para o espaço dos Satyros, que é alternativo e pequenino, com público de 40 pessoas. Tivemos de adaptá-lo para o palco italiano, com uma plateia três vezes maior ao que estávamos acostumados. Mas funcionou muito neste formato também, e o público foi bem receptivo.

Outra peça paulista, de São José do Rio Preto, emocionou quem estava na praça Duque de Caxias, no tradicional bairro de Santa Tereza, neste sábado. Musical brasileiro, Sabiás do Sertão levou para a cena o período de ouro da música de raiz no interior do Brasil.

Muitos espectadores cantaram junto e se comoveram ao lembrar-se dos velhos tempos. Luiz Carlos Laranjeiras, que dirige a Cia. Cênica, divide com todos os integrantes o sucesso.

— O ator é o centro de tudo que acontece no teatro. Nós fazemos um trabalho coletivo e estar aqui e ter esta visibilidade e este acolhimento do público e da crítica é algo muito importante.

Produção local

Produções mineiras também têm lugar na programação do FIT-BH e disputam a preferência do público conterrâneo. A montagem local Aldebaran, que mistura fábulas no palco do Teatro Bradesco, também é um dos espetáculos mais procurados deste segundo fim de semana do evento.

E o medo de avião embala o monólogo Get Out, do grupo mineiro Quatroloscinco, apresentado no Teatro José Aparecido de Oliveira, dentro da Biblioteca Pública. Com o mote da fobia de altura, a peça coloca em debate os pensamentos e imagens pré-concebidos.

O FIT-BH continua até o próximo dia 25 de maio. Ao todo são 54 produções de 11 diferentes países. Nesta próxima semana estão na programação sucessos internacionais, como a peça argentina Emilia e as cubanas Rapsodia para el Mulo e Fichenla si Pueden, e nacionais, como Cine_Monstro, do Rio.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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