Posts com a tag "festival"

maria robson Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Integrante do grupo Os Satyros, criador das Satyrianas, a atriz Maria Casadevall esteve no evento e ganhou um beijo do amigo Robson Catalunha, produtor do festival paulistano - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Entre esta quinta (14) e este domingo (17), as Satyrianas movimentaram a praça Roosevelt, no centro de São Paulo, por 78 horas. A grande festa das artes - além de teatro, há música, performances, cinema e muito mais - chega ao fim neste domingo, mas ainda dá tempo de conferir algumas imagens que marcaram o festival, como o beijo, acima, que Maria Casadevall ganhou do amigo Robson Catalunha durante a festa. Veja, abaixo, outras imagens do evento:

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A atriz Paloma Duarte é flagrada no meio do público na praça Roosevelt - Foto: Fábio Silva/Coletivo Fotomix

A atriz Paloma Duarte circula pelas Satyrianas. Ela participa da leitura do espetáculo Espelhos Paralelos, de Lauro César Muniz, no Dramamix, com direção de Bárbara Bruno.

historiasdesegundamao fotomix luhcamargo 006 Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Cena de Histórias de Segunda Mão, nas Satyrianas - Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

Cléo De Páris e Tato Consorti atuam em Histórias de Segunda Mão, de Marici Salomão, com direção de Eric Lenate, dentro do projeto Dramamix.

otto Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Equipe de Otto se reúne após a apresentação na SP Escola de Teatro - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Equipe de Otto, espetáculo de Marco Keppler com direção de Aline Negra Silva, comemora a apresentação, feita em um lugar inusitado: o banheiro do subsolo da SP Escola de Teatro.

limusine Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Interior da limusine que serviu de cenário para peça de Letícia Simões e Robson Catalunha - Foto: Reprodução

Uma luxuosa limusine chamou a atenção de todos na praça Roosevelt. O carro foi cenário da autopeça Manual de Sobrevivência para Aqueles que Não Sabem Dirigir, com texto de Letícia Simões e direção de Robson Catalunha, com atuação de Laerte Késsimos.

soentrenos fotomix priscilahermanny 10 Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Cena da peça Só... Entre Nós, de Franz Keppler, apresentado no evento - Foto: Priscila Hermanny/Coletivo Fotomix

O dramaturgo Franz Keppler também apresentou produção nova nas Satyrianas, a peça Só... Entre Nós, com Marcia Nemer Jentzsch, Ricardo Henrique e Tiago Martelli, sob direção de Joca Andreazza, dentro do Dramamix.

20131114 fotomix luhcamargo  4 Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

O coordenador geral das Satyrianas Gustavo Ferreira: sempre alerta - Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

Gustavo Ferreira, coordenador geral das Satyrianas, resolve as últimas questões do evento durante sua abertura, na quinta (14), na praça Roosevelt, centro paulistano.

ciclistas bonequeiros fotomix giovana pasquini Maria Casadevall ganha beijo nas Satyrianas; veja imagens que marcaram o evento do teatro em SP

Criança se diverte no projeto Ciclistas Bonequeiros em plena praça Roosevelt - Foto: Giovana Pasquini/Coletivo Fotomix

Giovana Pasquini, fotógrafa do Coletivo Fotomix, que registra a festa sob coordenação de Luciana Camargo, fez uma das imagens mais bonitas das Satyrianas 2013: uma criança se diverte no projeto Ciclistas Bonequeiros, que mistura teatro lambe-lambe com teatro de brinquedos em plena praça Roosevelt.

Leia mais sobre as Satyrianas no R7!

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danilo gentili thiago bernardes Danilo Gentili é estrela do Risológico em Curitiba

Astro da TV revelado pelo stand-up, Danilo Gentili será celebrado no Risológico - Foto: Thiago Bernardes

Por Miguel Arcanjo Prado

 Curitiba já virou uma espécie de Meca do humor brasileiro. Toda a turma do stand-up costuma sempre dar as caras por lá.

E, no próximo fim de semana, os engraçadinhos de todo o País estarão na capital paranaense. É que lá será realizada desta sexta-feira (5) a domingo (7) a segunda edição do festival Risológico.

Danilo Gentili é a grande estrela do evento e receberá homenagem. Do seu jeito bem-humorado, ele conta ao Atores & Bastidores como se sente.

– Eu me sinto no fim da vida. Receber homenagem é coisa de gente que está morrendo, não?

Brincadeira à parte, Gentili elogia os curitibanos.

– Curitiba é um dos lugares onde mais tenho resposta do público. É uma cidade que sempre valorizou o stand-up no Brasil, tanto que é pioneira nos clubes de comediantes.

A lista de participantes do festival tem 50 humoristas de todo o Brasil.

O festival terá uma mostra paralela, Riso Encena, com seis espetáculos de comédia no teatro Regina Vogue, além de oficinas de humor na Escola de Ator Cômico.

A curadoria geral é do humorista paranaense Marco Zenni. Já Claudio Torres Gonzaga, redator de humor da Globo, é curador do palco principal. Entre os participantes, estão Rodrigo Capella, Marcelo Marrom, Fernando Caruso, Diogo Portugal e Marcos Castro.

Risológico
Quando: sexta-feira (5) a domingo (7). Das 19h30 às 22h50 (sexta) e das 16h30 às 22h50 (sábado e domingo)
Onde: ParkCultural (anexo ao ParkShoppingBarigui) – rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600, Mossunguê, Curitiba, tel. (0xx41) 3315-0808
Quanto: R$ 85 (por dia) e R$ 210 (passaporte para os três dias). Tem meia-entrada para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue e portadores de necessidades especiais.
Classificação: 16 anos
Informações: http://www.risologico.com.br/

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sin titulo2 Sem título, porque não há como nomear

Após passar pelo FIT-BH, obra peruana Sem Título - Técnica Mista foi destaque no Mirada - Divulgação

Por Leonardo Kildare Louback, de Belo Horizonte
Especial para o Atores & Bastidores*

Yuyachkani, estou pensando, estou recordando. Assim se traduz o nome do grupo peruano de 42 anos que aportou mais uma vez no Brasil para se apresentar no Mirada – Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos, no fim de semana passado, depois de uma belíssima passagem por Belo Horizonte, integrando a programação do FIT (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de BH), com seu trabalho Sem Título - Técnica Mista.

O público adentra o espaço sem saber se ali já começa ou se espera começar. A primeira opção é a que vale. Vitrines expõem a história do Peru, como arquivo vivo de uma memória em ebulição. No espaço principal onde se passa o espetáculo, se veem já em cena todos os atores, espalhados, observados. Dali se iniciará uma mudança consecutiva e rápida de cenas que literalmente abrem caminho por entre o público que muitas vezes nem sabe pra onde ir, como metáfora eficaz do que a história faz com seu povo. Atropelo. Fragmento. E o furor de Teresa Ralli.

Um ator, do alto, escreve as histórias contadas pelo povo peruano. Máquina de escrever parece tiro. A força dos gestos que nenhum ator desperdiça. Para certas histórias certas não há espaço para erro de desatenção. Um instrumento típico soa. Na imagem da quádrupla dos atores/personagens cor de terra, nos andinamos e esquecemos até que é teatro.

sin titulo3 Sem título, porque não há como nomearQual o limite? A belíssima aparição da Virgem Maria, encarnada pela atriz Débora Correa, nos tira voz e quase até pensamento. Roupas bordadas com textos, iluminadas no escuro do espaço e da história da violência contra o outro. Até quando este vale de lágrimas aonde eu nunca disse pra me trazer? E quando a gente se encontrará com os demais, na beira de uma manhã eterna?

Como tudo que se refere ao Yuyachkani, não há clichês. Nem mesmo certas nomenclaturas. Segundo as palavras de Jorge Baldeon, responsável pela ambientação do espaço: “Não há cenógrafos, figurinistas, não há objetos cênicos, são elementos plásticos que aportam à atmosfera igualmente que a entrada. É documentação fragmentada, que gera no espectadore mais texturas que uma leitura linear do tema. É uma introdução à obra cênica.”

Nos figurinos-indumentárias está bordada a história do Perú, e para ler, as lanternas dos outros atores nos direcionam. Em espanhol. Em camadas que não amenizam. 140.000 mulheres camponesas, índias, esterilizadas à força por Fujimori. 69.000 peruanas e peruanos mortos pelo Estado. O quechua é falado como legitimação do discurso de desforra. Houve perda humana aos montes, originária de atropelo e exclusão. 17 de janeiro de 1888, a invasão chilena em Chorillos.

Combater o esquecimento é fazer justiça, disse um dos atores do alto de sua máquina-arma. Um militar em pernas de pau estende sua mão enorme para o povo. “Os mortos que matastes gozam de boa saúde”, se lê onde antes se apoiava seu corpo gigante. Bandeira hasteada, bandeira de roupas brancas e vermelhas dos mortos.

Como no Brasil, os políticos não prescindem nem de fala. As máscaras que invadem o palco falam por si. Os gestos e rostos estáticos dizem da essência de uma política latino-americana da corrupção e do deboche na anulação do outro. E no leilão se vende até o corpo. E se faz mágica muito bem feita, para nos distrair e escancarar a habilidade de persuasão dos nossos grandes homens de planaltos ou serras.

sin titulo5 Sem título, porque não há como nomearO dinheiro falso voa pelo espaço cênico advindo de uma caixa de Banco Imobiliário. Dinheiro virtual, como o nosso mesmo o é, sem valor, incontável e passível de nos ser tomado assim, brincando. E grita a especulação em torno de nossos bens materiais e a favor de nossa exploração sem fim. E com acidez feroz, a mais moderna música descaracterizada, sem pátria, anima a festa da depravação política, com a qual também nós brasileiros estamos absurdamente acostumados.

Até no chapéu se pinta história. Os textos das paredes se repetem nas vestes, enquanto as próprias paredes são iluminadas. Tudo simultâneo, como a própria intercalação de cenas de épocas distintas, que traçam o enredo múltiplo, aparentemente desconexo de uma dramaturgia dos sons, do espaço e do corpo estonteantes. Mas acaba em festa. Festa da não desmemorialização de si e da própria história de um grupo não composto somente de artistas, mas de povo, guiados pelas habilidosas mãos do diretor Miguel Rubio Zapata.

A memoria é seletiva. Nada tão maravilhoso como derrubar fronteiras e destruir o egoísmo. A memória precisa de veículos e, com o acordeom, a religiosa canta cancíon desconhecida. Seguirei me recordando de ti, Yuyachkani. Koroshoko.

*Leonardo Kildare Louback é ator, dramaturgo e tradutor. Ele escreveu esta crítica a convite do blog.

Mirada leva 100 mil ao teatro em Santos

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Por Miguel Arcanjo Prado

Novas tendências do teatro latino-americano deram as caras na quinta edição do FilteBahia, o Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia.

O evento movimentou Salvador entre os dias 1º e 9 de setembro.

Foi uma verdadeira maratona nos palcos, com 33 espetáculos na programação.

Além de Salvador, parte da programação aconteceu em Ilhéus, Feira de Santana, Santo Amaro e Lauro de Freitas. Países como México, Colômbia, Chile, Argentina, Bolívia, Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra mandaram representantes, bem como os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Alagoas e Rio Grande do Sul.

Um dos diferenciais desta edição foi a criação da Mostra Internacional de Teatro Baiano, como forma de dar foco aos grupos locais, numa ação do cubano radicado na Bahia Luis Alberto Alonso, diretor artístico do evento, com Rafael Magalhães, o diretor de produção.

O evento teve público de 10,5 mil pessoas, informou a organização.

Abaixo, um gostinho para você, leitor do Atores & Bastidores aqui no R7, do que rolou no FilteBahia:

filtebahia poster FilteBahia põe foco no teatro latino americano

Destaques do FilteBahia (a partir do alto, em sentido horário): La Comida, da Argentina; Testigo de las Ruinas, da Colômbia; Ato de Comunhão, do Rio; AutoMákina, do Rio; Hamlet de los Andes, da Bolívia; e Malasombra, da Espanha - Fotos: Carlos Furman, Ximena Vargas, Paulo Severo, Cristine Rochol, Divulgação e Jaume Caldentey

 

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noivas mirada dorigley ferreira Mirada leva 100 mil ao teatro em Santos e se torna um dos mais importantes festivais da América Latina

Fim do Mirada: cem noivas de Nelson Rodrigues atravessam a balsa de Santos - Fotos: Dorigley Ferreira/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos*

O número é imponente: 100 mil pessoas viram teatro. Este é o balanço da segunda edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, o Mirada, obtido com exclusividade pelo R7.

O evento chegou ao fim neste sábado (15) após 11 dias de intensa programação. O público dobrou em relação à primeira edição, que homenageou a Argentina e teve 50 mil espectadores. Isso acompanha o crescimento de espetáculos: foram 38 em 2012, dos quais 23 internacionais, um aumento de 40% em relação ao ano anterior.

Das 93 sessões apresentadas no festival, 84 tiveram os ingressos esgotados. Apenas os teatros maiores, com mais de 700 lugares, tiveram cadeiras vazias em algumas apresentações. Ao todo, 17 mil ingressos foram vendidos – nos espetáculos de rua a entrada foi gratuita e livre.

Luiz Ernesto Figueiredo Neto, gerente do Sesc Santos, conta ao Atores & Bastidores que a procura pelo festival foi surpreendente.

– O Mirada já nasce grande. O crescimento do público é um reconhecimento à qualidade da programação. Isso nos dá motivação para fazer melhor em 2014.

A diretora teatral Isabel Ortega, brasileira radicada na Espanha e membro do Conselho Diretivo do Mirada, concorda que o espectador foi fiel ao evento.

– Percebi uma reação muito positiva no público. Sempre querendo mais. A qualidade de maneira geral é grande. É difícil conseguir esse equilíbrio entre quantidade e qualidade.

Sidnei Martins, assistente da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo, pretende trazer novos países na próxima edição do festival, para que este “tenha uma abrangência maior”.

– O evento é resultado de um trabalho de aproximação com esses países e de muita pesquisa. O Mirada cresce à medida que tenha uma programação relevante.

Veja a cobertura completa do Mirada no R7!

Artistas santistas se transforam em noivas

Sidnei conta que, além de olhar para o estrangeiro, o evento procurou neste ano se aproximar dos artistas santistas, que fizeram nesta edição uma perfomance com 100 noivas espalhadas pela cidade, em uma homenagem às mulheres criadas por Nelson Rodrigues, dramaturgo cujo centenário foi celebrado em 2012.

Ao todo, 150 profissionais da arte da Baixada Santista participaram do projeto que encantou os transeuntes. A despedida das noivas encerrando o festival neste sábado (15), com todas reunidas na balsa que atravessa de Santos ao Guarujá, foi um dos belos momentos do evento.

Chile será homenageado em 2014

Mesmo finalizado, o Mirada ainda respingará nos palcos paulistanos. Os espetáculos chilenos Gêmeos e El Olivo serão apresentados em São Paulo na sequência.

O México foi o grande celebrado nesta edição do Mirada, com sete espetáculos apresentados. Em 2014, apesar de ainda não ser oficial, a produção teatral do Chile estará em foco.

Gêmeos estará no Sesc Consolação nos próximos dias 19 e 20 de setembro. Já El Olivo ocupará o Sesc Belenzinho também nos dias 19 e 20.

Além dos chilenos, que estreitam laços com o Sesc preparando o terreno para 2014, a peça mexicana Incêndios, aclamada pelo público como uma das melhores do Mirada – ao lado de Amarillo, também do México – também ganhou temporada paulistana. A Companhia Tapioca Inn, com a ótima atriz Karina Gidi, se apresentará no Sesc Belenzinho em março do próximo ano.

Mirada torna Brasil líder teatral

Tais desdobramentos são resultado claro do que se propõe a ser o Mirada: um lugar de encontro e troca entre o teatro brasileiro, latino-americano e ibérico.

Apesar de ser um jovem de duas edições apenas e, sobretudo, por ser um projeto capitaneado pelo Sesc São Paulo, instituição séria e com larga tradição de apoio às artes cênicas, o Mirada já figura entre os principais festivais internacionais de teatro.

Com o evento, o Brasil, de crescimento econômico alardeado aos quatro ventos, conquista também uma espécie de liderança artística teatral na região, servindo de exemplo para que os demais países busquem iniciativas semelhantes de colocar seu teatro e o de seus vizinhos na vitrine mundial. Porque público há. E isso o Mirada já provou com os seus 100 mil aplausos.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc Santos.

Veja, abaixo, no registro sensível do fotógrafo Dorigley Ferreira, imagens das noivas de Nelson  Rodrigues encerrando o Mirada:

poster noivas dorigley ferreira Mirada leva 100 mil ao teatro em Santos e se torna um dos mais importantes festivais da América Latina

Mirada de branco: noivas de Nelson Rodrigues ocuparam Santos durante o festival - Fotos: Dorigley Ferreira/Divulgação

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amarillo Cadáver de imigrante da fronteira entre México e EUA vira poesia teatral em Amarillo, no Mirada

Teatro de linguagem plural: o ator Raúl Gonzáles em cena do ótimo Amarillo - Fotos: Blenda

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos*

Os movimentos migratórios fazem parte da história humana. E a motivação segue a mesma de nossos ancestrais: a sobrevivência.

O espetáculo mexicano Amarillo, destaque do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, toca justamente neste ponto nevrálgico: a busca por melhores condições de vida em outro país, no caso, atravessando a perigosa e vigiada fronteira que divide o México dos Estados Unidos. Que divide o Terceiro do Primeiro Mundo.

Com bela e inventiva encenação assinada pelo diretor Jorge A. Vargas, o texto de Gabriel Contreras parte do personagem interpretado pelo potente ator Raúl Mendoza, que congrega em si todos os migrantes, em um jogo teatral já estabelecido logo no começo com o público. Ele não é apenas um. É a soma de todos.

amarillo dentro2 Cadáver de imigrante da fronteira entre México e EUA vira poesia teatral em Amarillo, no MiradaAmarillo é o nome da cidade do Texas para onde o imigrante sonha ir, em busca de dinheiro, deixando no México seu grande amor, em uma história tão repetida ao longo dos últimos tempos e que deixa, muitas vezes, cadáveres em seu rastro.

O enredo que poderia esbarrar fácil no clichê, é transformado em pura poesia pelo maduro Teatro Línea de Sombra, que existe desde 1993.

O grupo utiliza-se com propriedade de outras expressões artísticas como a videoarte, a dança contemporânea e as artes plásticas. A areia do deserto ganha lugar no palco enterrando sonhos e despedançando corações.

Com uma narratividade que conquista o espectador a cada imagem desenhada durante os 90 minutos da encenação, seja no palco ou na tela projetada ao fundo – uma extensão do tablado – o espetáculo comove sem precisar ser piegas.

O restante do elenco, Alicia Laguna, Antígona Gonzáles, María Luna e Vianey Salinas, contribui na primeira parte do espetáculo para que a história do personagem representado por Raúl seja contada da melhor forma possível, enquanto o ator Jesús Cuevas canta ao vivo e em voz gutural as músicas melancólicas e cheias de angústia compostas por Jorge Verdín e Clorofila.

Na virada do espetáculo, quando as atrizes deixam o posto de meras assistentes técnicas para ganharem presença cênica carregada de poesia, surge o outro lado da imigração: aquele que ficou, sem notícias, representado pelas mulheres deixadas pelos maridos que atravessaram a fronteira. Cheio de vigor, o elenco feminino ganha espaço, e Antígona González impressiona ao dar seu texto. É graciosa, forte e carismática.

O teatro contemporâneo muitas vezes se utiliza de elementos tecnológicos sem muita consciência. Gerando, muitas vezes, a sensação de que os recursos multimídias estão ali apenas por estar. Isso não acontece na montagem.

Em Amarillo, além do vertiginoso trabalho feito pelo elenco, cada efeito é justificado e contribui à história contada da forma mais inventiva possível, gerando um espetáculo de qualidade artística incomensurável.

Amarillo
Teatro Línea de Sombra (México)
Avaliação: Ótimo

amarillo chicas Cadáver de imigrante da fronteira entre México e EUA vira poesia teatral em Amarillo, no Mirada

ENTREVISTA COM O ELENCO
“Dá vontade de ficar no Brasil”

amarillo antigona gonzales raul mendoza Cadáver de imigrante da fronteira entre México e EUA vira poesia teatral em Amarillo, no Mirada

Antígona González e Raúl Mendoza - Fotos: Blenda

A reportagem do R7 conversou com dois atores de Amarillo, Raúl Mendoza e Antígona Gonzáles, logo após a última sessão do espetáculo mexicano no Festival Mirada, nesta quarta (12), na festa noturna à beira da piscina do Sesc Santos.

Entre outras coisas, contaram que a montagem segue sua saga internacional – das 140 apresentações já feitas, metade foi fora do México. Até o fim do ano, estarão na Argentina, nos Estados Unidos, na França e no México – onde se apresentarão em Ciudad Juarez e Chihuahua, na fronteira com os EUA.

Leia a entrevista exclusiva:

Miguel Arcanjo Prado – O espetáculo tem um trabalho de corpo muito exigente. É muito pesado fazê-lo?
Raúl Mendoza – É pesado, sim. Tem de estar descansado. Semana passada fizemos em Bogotá, em uma altitude alta. Foi complicado... Em Santos o problema já foi a umidade [risos]. Mas todos nós no grupo viemos de uma formação de teatro de corpo.

Miguel Arcanjo Prado – Por que você escolheram falar da imigração ilegal entre México e EUA?
Raúl Mendoza – Ninguém está longe de uma situação migratória. Todos temos histórias com a imigração. Não só para os Estados Unidos, mas de imigrantes que vieram para o México ou o Brasil por conta da Segunda Guerra. O espetáculo quer dar visibilidade a este fenômeno. Vamos no particular para falar do universal. Hoje já africanos que vão para Europa, latino-americanos que vão para o Brasil, e sempre há alguém ganhando muito com isso. O tráfico internacional de pessoas é um excelente negócio.

Miguel Arcanjo Prado – Foi difícil vir para o Brasil?
Antígona González – Sim, porque o Instituto Nacional de Belas Artes do México, que está apoiando outras companhias mexicanas no Mirada, não nos apoiou com as passagens aéreas. Disseram que nosso espetáculo já havia viajado muito. Então, só conseguimos vir graças ao patrocínio da Robert Sterling Clark Foundation, dos Estados Unidos, que financiaram nossas passagens.

Miguel Arcanjo Prado – O espetáculo gera imagens belas. Percebe-se a preocupação de vocês em inovar.
Raúl Mendoza – Amarillo é uma espécie de tese de um projeto que buscou nos acercar de outras artes, como as artes plásticas e a dança. O mais rico é a busca por novas linguagens, novas maneiras de dizer.

Miguel Arcanjo Prado – O espetáculo gerou algum desdobramento a vocês?
Raúl Mendoza – Hoje estamos envolvidos com os temas da imigração. Passamos a ser testemunhas do que ocorre. Conseguimos abrir um diálogo interessante com outros países. Muita gente na Europa, onde nos apresentamos, nem sabia que na fronteira entre Estados Unidos e México há um muro.

Miguel Arcanjo Prado – O que vocês estão achando do Brasil?
Antígona González – Eu amo o Brasil e estou apaixonada pelos brasileiros. Quero ficar por aqui. Todo mundo nos trata incrivelmente bem. O tratamento é muito melhor do que nos países de primeiro mundo onde estivemos. Aqui tem uma questão humana muito forte.
Raúl Mendoza – Eu nem posso falar muito [risos]. O mais rico de estar no Brasil é saber que você está na América e enfrenta um outro idioma, o português. Aqui há uma outra energia e todo mundo nos trata muito bem. Também temos a sensação de que aqui há mais dinheiro para o teatro do que no México. Acho que o Mirada é um canal para melhorar as relações entre os países Latino-americanos. Temos de quebrar as fronteiras e permitir que as pessoas se misturem. O século 21 criou muitos guetos, mas o importante é se misturar. E o Mirada faz isso.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc Santos.

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mirada barco Com grandes nomes, Festival Mirada coloca teatro latino e ibérico no mesmo barco em Santos

Barquinho cruza o mar de Santos para levar público à Fortaleza da Barra - Foto: Fernanda Procópio/Sesc

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos*

O barquinho que levou o público para ver a peça Hysteria, do Grupo XIX de Teatro, na Fortaleza da Barra, em Santos, no último fim de semana, serve de metáfora para o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, o Mirada.

O evento congrega na mesma embarcação as diferenças e as semelhanças do teatro produzido atualmente na América Latina, Portugal e Espanha.

O Mirada é o caçulinha dos grandes eventos teatrais do Brasil. Enquanto o Festival de Curitiba acumula 21 edições, e o de Belo Horizonte, 11, o Mirada chega a sua segunda edição.

mirada incendios Com grandes nomes, Festival Mirada coloca teatro latino e ibérico no mesmo barco em Santos

Peça mexicana Incêndios é o grande destaque do Festival Mirada - Foto: Fernanda Procópio/Sesc

Se a estrada é pouca, o prestígio já é grande. O evento do Sesc São Paulo traz ao Brasil importantes nomes da cena teatral latino-americana e ibérica e, claro, dos palcos nacionais.

A atriz e diretora da Escola Superior de Artes Célia Helena, Ligia Cortez, diz ao R7 que percebe um crescimento no evento.

— É um festival jovem, mas muito estruturado. Já tem porte de festival maduro, antigo. E, mais do que apresentar as peças, ele proporciona também o pensamento sobre o teatro. Pretendo voltar sempre.

Ator e diretor do Piollin Grupo de Teatro, que apresentou a peça Retábulo, Luiz Carlos Vasconcelos ressalta a qualidade dos trabalhos.

— É um painel diverso da produção ibero-americana. O Sesc tem um olhar sensível para o teatro.

Aproximação pós-ditaduras

Sidnei Martins, assessor da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo e um dos coordenadores do Mirada, afirma que já estava na hora de a instituição ter seu próprio festival, com o objetivo de aproximar o teatro brasileiro daquele produzido nos países vizinhos.

— O Mirada foi pensando para cumprir esta função. Escolhemos a cidade de Santos para sediá-lo por uma questão simbólica. Afinal, é aqui que fica o porto, que é um lugar de entrada e de saída, um lugar de troca.

Ele lembra que as ditaduras que ocuparam os países latino-americanos nas décadas de 1960, 1970 e 1980 acabaram por isolar a arte teatral de cada um destes países. E que o festival tem o objetivo de romper com esses muros em “um processo de aproximação”.

Roberto Alvim, diretor do Club Noir, concorda. Lembra que durante muito tempo era raro ver, por exemplo, peças brasileiras em Buenos Aires e vice-versa.

— O Brasil ficava distante da América Latina. O Mirada é uma grande iniciativa para acabar com essa barreira. As consequências dele são férteis e imprevisíveis.

mirada aire frio Com grandes nomes, Festival Mirada coloca teatro latino e ibérico no mesmo barco em Santos

Peça Aire Frio representou a ilha de Cuba no festival em Santos - Foto: Fernanda Procópio/Sesc

Tomaz de Aquino, diretor do teatro MiMO, de Fortaleza, no Ceará, conta que o intercâmbio é mesmo prioridade.

— Quero curtir o festival e conhecer o máximo possível dos teatros dos outros países.

Carlos Corona, da Companhia El Farfullero, da Cidade do México, classifica o Mirada como “indispensável”.

— Nós, latinos, pensamos de maneira parecida. É emocionante perceber isso. Quando era estudante, nos anos 90, o teatro brasileiro era famoso no México. Depois, perdemos o contato, que está sendo retomado agora. Espero que o Mirada sirva de inspiração para se criar também um festival desse porte na Cidade do México.

Funil de espetáculos

O conselho diretivo do evento é formado por Danilo Santos de Miranda, diretor reginal do Sesc São Paulo, Pepe Bablé Meira, diretor do Festival Ibero-Americano de Teatro de Cádiz, na Espanha, a diretora brasileira radicada na Espanha, Isabel Ortega, e Ramiro Osório, diretor do Festival de Sevilha.

A tarefa de escolher os 38 espetáculos, dos quais 23 são internacionais, não foi nada fácil. A primeira lista tinha cerca de 200 produções. A decisão final foi feita no que Sidnei Martins chama de “curadoria compartilhada”. Ele ressalta o apoio do Instituto Nacional de Belas Artes do México, o país homenageado nesta edição, que financiou a passagem aérea de mais de 70 artistas mexicanos.

Com tanta gente circulando por Santos em busca de arte, Danilo Santos de Miranda aproveita para ressaltar o mais importante nome do festival.

— No Mirada, o público é fundamental.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc Santos.

mirada publico Com grandes nomes, Festival Mirada coloca teatro latino e ibérico no mesmo barco em Santos

Público admira o cenário-instalação do espetáculo espanhol B.A.R.R.A - Foto: Fernanda Procópio/Sesc

 

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Incendios Roberto Blenda 5 Festival Mirada apresenta 38 espetáculos até o dia 15 em Santos; 23 são produções internacionais

Cena da peça mexicana Incéndios, que integra o 2º Mirada, em Santos - Foto: Roberto Blenda

Por Miguel Arcanjo Prado

Desta quarta-feira (5) até o próximo dia 15, Santos terá teatro por toda parte. A cidade do litoral paulista recebe a segunda edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas.

Apesar de jovem, o evento já é um dos mais importantes da América Latina. Isso se dá por conta dos números do festival.

Durante 11 dias, serão apresentados 38 espetáculos, dos quais 23 são internacionais, e 15, nacionais. Eclético, o Mirada reúne produções da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai, Venezuela e México, que é o grande homenageado desta edição.

Organizado pelo Sesc São Paulo, tem o apoio da Prefeitura de Santos e do Conaculta (Conselho Nacional para Cultura e Artes do México).

As apresentações não acontecem apenas em teatros tradicionais da cidade, como também em praças e na rua. Espaços de Praia Grande, Bertioga, Cubatão, Guarujá e São Vicente, cidades vizinhas a Santos, também integram a mostra.

Para os amantes de outras artes, haverá palestras, lançamentos de livros, shows e performances.

Transporte gratuito

O público paulistano que comprar entradas para o festival em qualquer Sesc terá transporte gratuito até Santos, mediante agendamento prévio e comprovação do pagamento do ingresso. O ônibus partirá, diariamente, do Sesc Vila Mariana.

Segundo a organização do festival, o serviço de transporte contará com um guia de turismo que ficará responsável pelo receptivo e embarque dos passageiros. Apenas nesta quarta (5), o ônibus sairá às 18h. Já de 6 a 15 de setembro, sairá às 15h. O coletivo só retorna a São Paulo após a última apresentação do dia.

O diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, afirma que o evento tem o objetivo de “criar intercâmbio entre artistas que trazem na bagagem suas experiências e técnicas”.

Além de Danilo Santos de Miranda, o Conselho Diretivo do Mirada ainda tem a pesquisadora teatral Isabel Ortega, o diretor do Teatro Mayor de Bogotá, Ramiro Osório, e o diretor do Festival Ibero-Americano de Teatro de Cádiz, Pepe Bablé Meira.

Peruanos, mexicanos e cubanos

A programação tem destaques, como La Maldita Vanidad, da Colômbia, o Teatro de los Andes, da Bolívia, o Grupo Yuyachkani, do Peru, e o Argos Teatro, de Cuba, além dos espanhóis de Els Joglars. Como é o país homenageado, o México leva várias companhias ao festival: Teatro Línea de Sombra, Compahia Tapioca Inn, Por Piedad Producciones, Companhia Nacional de Teatro, Teatro El Farfullero, Artilleria Producciones, El Milagro e Carretera 45 Teatro.

No lado brasileiro, há presenças significativas, como o Grupo Galpão, de Belo Horizonte, o Grupo Piollin, da Paraíba, e a mundana companhia, de São Paulo.

Saiba a programação completa do Mirada!

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Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Muita gente por aí disse que 2012 é o ano do fim do mundo. Tudo segundo as tais profecias do calendário maia, desmentidas depois por um erro de cáculo.

Brincadeiras à parte, a cultura secular desse povo ameríndio é o tema do espetáculo de rua Oxlajuj B'Aqtun (As Profecias Maias), apresentado por artistas do Centro Cultural Sotz'il Jay, da Guatemala, nos parques de Belo Horizonte, dentro da programação de rua do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua).

A peça causou furor nos parques Municipal, Lagoa do Nado e Rosinha Cadar. Crianças e adultos ficaram hipnotizados pela vivacidade e tom ritualístico da obra.

Com direção de Victor Manuel Barillas Crispín, o grupo misturou música, danças, máscaras e imagens que vão ficar na mente dos mineiros, em uma reverência à sabedoria e à integração entre elementos da natureza cultivada pela cultura maia.

Abaixo, um gostinho da peça, pelas lentes dos fotógrafos Glenio Campregher, Kika Antunes e Daniel Protzner.

fit oxlajujbaqtun Guatemaltecos levam profecia maia às ruas de BH

A força da Guatemala nos parques de BH - Fotos: Kika Antunes, Glenio Campregher e Daniel Protzner/Divulgação

O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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publico nina becker glenio campregher Com shows e comidas típicas no parque, Ponto de Encontro mistura artistas e público no FIT BH

Público acompanha show da grávida Nina Becker no Ponto de Encontro do FIT-BH - Foto: Glenio Campregher/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Todo fim de noite quem curte o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte) tem destino certo: o Ponto de Encontro, localizado dentro do Parque Municipal, no coração do centro da capital mineira.

Um palco montado sob as copas das árvores centenárias recebe uma programação eclética de 50 artistas vindos dos mais variados cantos do País e da cidade selecionados por edital. Em média, 2.000 pessoas por noite conferem as apresentações.

Com ingresso a preço popular (R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada), a plateia é formada, majoritariamente, por jovens universitários, artistas, jornalistas e gente em busca de diversão com cultura, como define Rodrigo Barroso, coordenador do FIT.

carla gomes glenio campregher Com shows e comidas típicas no parque, Ponto de Encontro mistura artistas e público no FIT BH

Cheia de personalidade, show de Carla Gomes fez sucesso - Foto: Glenio Campregher/Divulgação

— O objetivo é propiciar encontro entre artistas, quem trabalha no festival e o público belo-horizontino. Em festival que não tem este espaço, o público se dispersa depois das peças. Por que não ir todo mundo para um mesmo lugar, para falar da peça e ainda apreciar boa música? Além disso, é um espaço para os músicos da cidade mostrarem seus trabalhos, já que 80% da programação do Ponto de Encontro são de artistas locais.

O diretor artístico do FIT-BH, Marcelo Bones, bate ponto (e papo) todas as noites no parque.

— Vou como coordenador e também para curtir. Encontro amigos com os quais gosto de conversar sobre os espetáculos e sentir o retorno do público do festival.

Para quem não abre mão de comer bem, um corredor gastronômico oferece aos visitantes comidas típicas de Minas Gerais, além de bebidas. Há espaço para o feijão tropeiro, uma infinidade de caldos, espetinhos e os disputados pães com linguiça e pernil.

Paladar à parte, o grande barato é realmente o que o nome do lugar propõe: ser o local para artistas, público e imprensa baterem aquele papo. Coisa que falta, por exemplo, ao famigerado Festival de Curitiba.

Protagonista da obra O Idiota, o ator Aury Porto esteve no parque na noite deste sábado (16), e gostou do que viu.

— Diferentemente de outros festivais, percebemos que o Festival de BH tem uma postura de que é feito realmente por gente de teatro. É um festival que se dedica a provocar uma interação entre os artistas participantes e o público da cidade. Aqui, a gente se encontra mais.

O ator, professor de alemão e estudante de letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Leonardo Kildare Louback já colocou o Ponto de Encontro do FIT-BH na sua agenda noturna. E explica o motivo, aliás, que não pode faltar a qualquer boa festa que se preze.

— É um lugar para encontrar gente bonita e inteligente.

alexandredesena glenio campregher Com shows e comidas típicas no parque, Ponto de Encontro mistura artistas e público no FIT BH

Espaço para artistas de BH: o DJ Alexandre de Sena toca no Ponto de Encontro - Foto: Glenio Campregher/Divulgação

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