Posts com a tag "fit-bh"

fitbh melhores espetaculos r7 Internautas do R7 elegem Sabiás do Sertão, Acontecimento em Vila Feliz e Salada Mista as melhores peças do FIT BH 2014

Agradaram ao público mineiro: Sabiás do Sertão, Acontecimento em Vila Feliz e Salada Mista são as melhores peças do FIT-BH 2014 na opinião dos internautas do portal R7 - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os internautas do R7 elegeram as melhores peças apresentadas no FIT-BH 2014 (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte), que terminou no último domingo (25).

Na categoria melhor espetáculo nacional, Sabiás do Sertão, da Cia. Cênicas, de São Paulo, obteve 76,5% dos votos e foi o preferido do público.

Já na categoria melhor espetáculo mineiro, foi escolhido Acontecimento em Vila Feliz, da Cia. Pierrot Lunar, de Belo Horizonte, com 30% dos votos.

Para completar, na categoria melhor espetáculo do Fitinho, a mostra infantil, ganhou Salada Mista, da pernambucana Cia 2 em Cena, com 77,8% dos votos.

Parabéns aos vencedores!

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teatro pereira Vote: Qual foi a melhor peça nacional do FIT BH?

Cena do paranaense A Pereira da Tia Miséria, um dos espetáculos nacionais do FIT-BH - Foto: Glenio Campregher)

O FIT-BH terminou no último domingo (25). Agora, chegou a hora de você escolher qual foi o melhor espetáculo nacional do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte. Vote até a manhã de sábado (31), quando o resultado será publicado aqui no blog!

Qual foi a melhor peça nacional do FIT-BH 2014?

Esta enquete está encerrada
  • A Cobra Vai Fumar - Uma História da FEB (Teatro Popular União e Olho Vivo, SP)
    0%
  • À Distância - Lado A Lado B (Dearaque Cia. de Teatro, SC)
    2.9%
  • A Pereira da Tia Miséria (Núcleo Ás de Paus, PR)
    0%
  • Adormecidos (Cia. Os Satyros - SP)
    7.4%
  • As Raízes do Mineiro Pau e do Boi Pintadinho (Cia Folclórica Boi de Miracema, RJ)
    2.9%
  • CINE_MONSTRO (Enrique Diaz, RJ)
    5.9%
  • Café? (Cia. Efêmera, SP)
    2.9%
  • Duas Mulheres em Preto e Branco (Remo Produções Artísticas, PE)
    1.5%
  • Sabiás do Sertão (Cia. Cênicas - SP)
    76.5%

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osgigantes Vote: Qual é a melhor peça mineira do FIT BH 2014?

Os Gigantes da Montanha, do Galpão, foi uma das peças locais do FIT-BH 2014 - Foto: Guto Muniz

O FIT-BH terminou no último domingo (25). Agora, chegou a hora de você escolher qual foi o melhor espetáculo mineiro do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte. Vote até a manhã de sábado (31), quando o resultado será publicado aqui no blog!

Qual foi a melhor peça mineira do FIT-BH 2014?

Esta enquete está encerrada
  • A Noite Devora seus Filhos (Paisagem Poética, BH)
    5%
  • Acontecimento em Vila Feliz (Cia. Pierrot Lunar, BH)
    30%
  • Aldebaran (Grupo Oficcina Multimédia, BH)
    0%
  • As Rosas no Jardim de Zula (Zula Cia. de Teatro, BH)
    5%
  • De Nós Dois.Só (Quik Cia de Dança, Nova Lima)
    0%
  • De Mala às Artes (Cia Circunstância, BH)
    0%
  • Fábrica de Nuvens (TAZ, BH)
    5%
  • Get Out! (Quatroloscinco, BH)
    10%
  • Isso É para Dor (Primeira Campainha, BH)
    0%
  • John e Joe (Trama, Contagem)
    0%
  • Klássico (com K) (Mayombe Grupo de Teatro, BH)
    5%
  • O Caboclo Zé Vigia (Tirana Cia. de Teatro, BH)
    0%
  • O Líquido Tátil (Espanca!, BH)
    0%
  • O Quadro de Uma Família (Pigmalião Escultura que Mexe, BH)
    5%
  • Oratório - A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança (Burlantins, BH)
    0%
  • Os Gigantes da Montanha (Galpão, BH)
    10%
  • Órbita (Companhia Suspensa, BH)
    5%
  • Prazer (Luna Lunera, BH)
    0%
  • Por Pouco (Cangaral, BH)
    10%
  • Pereiras = Festival de Idéias Brutas ep. 01 + Açougue dos Pereiras (Pereira e Pereira, BH)
    0%
  • Para Se Tá Mal, ensaio de uma manifestação para poder poder (Cóccix Companhia Teatral, BH)
    0%
  • …E peça que nos perdoe (Fernando Barcelo e Lira Ribas, BH)
    5%
  • S/ título, óleo sobre tela (Cia do Chá, BH)
    5%

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fit salada mista Vote: Qual a melhor peça do Fitinho no FIT BH 2014?

Cena da peça pernambucana Salada Mista, que integrou o Fitinho - Foto: Divulgação

O FIT-BH terminou no último domingo (25). Agora, chegou a hora de você escolher qual foi o melhor espetáculo do Fitinho, a programação infantil do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte. Vote até a manhã de sábado (31), quando o resultado será publicado aqui no blog!

Qual foi a melhor peça do Fitinho no FIT-BH 2014?

Esta enquete está encerrada
  • Concerto para Bebés (Musicalmente, Portugual)
    5.6%
  • De Banda para Lua (Armatrux, Nova Lima)
    2.8%
  • Era uma vez Grimm (Balazarte, RJ)
    11.1%
  • Menino Azul (Matraca, BH)
    2.8%
  • Salada Mista (Cia. 2 em Cena, PE)
    77.8%

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emilia timbre 4 Babá volta do passado para perturbar família em crise no drama argentino Emilia, no FIT BH

Emília, do argentino Teatro Timbre4 é uma das atrações internacionais do FIT-BH - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O grupo argentino Teatro Timbre4 participa do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte) sem seu diretor, Claudio Tolcachir.

O argentino circula no tapete vermelho do Festival de Cannes, na França, onde promove o filme El Ardor.

cannes reuters el ardor Babá volta do passado para perturbar família em crise no drama argentino Emilia, no FIT BH

Gael García Bernal, Alice Braga, Pablo Fendick e Claudio Tolcachir (ruivo, de paletó e gravata), no Festival de Cannes, na França, na última segunda (19) - Foto: Reuters

O longa, do também argentino Pablo Fendrik, tem Tolcachir no elenco, além de estrelas internacionais como a brasileira Alice Braga e o mexicano Gael García Bernal.

Enquanto Tolcachir curte o festival francês, seus atores arrebatam Belo Horizonte com o potente drama Emilia, que estreou nesta terça (20) e faz a última apresentação nesta quarta (21), na Funarte MG.

A peça tem no elenco Elena Bogan, Carlos Portaluppi, Adriana Ferrer, Francisco Lumerman e Gabo Correa.

O enredo conta a história do reencontro de um homem já casado e com a família em colapso com sua babá no passado.

A babá, hoje uma senhora idosa, passa a interferir de forma sutil, porém potente, no cotidiano daquela família, gerando situações de enfrentamento.

Quando a peça participou do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, em São Paulo, em 2013, Tolcachir revelou ao Atores & Bastidores do R7 que teve sua própria babá como inspiração para escrever a obra, que define como ficção.

Segundo o diretor, sua própria babá, chamada Cecília, viu a peça em Buenos Aires e se emocionou muito.

Apesar de a família estar em primeiro plano no tablado, Tolcachir não gosta da classificação de “drama familiar” para sua peça.

O artista argentino afirma preferir dizer que “conta história de pessoas”. E define: “As famílias não me interessam, mas, sim, seus personagens”.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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fit publico pracaestacao guto muniz FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

FIT-BH 2014: Às vésperas da Copa, multidão se junta na praça da Estação, em Belo Horizonte, não para ver futebol ou protestar, mas para acompanhar a peça Jamais 203, da trupe francesa Générick Vapeurdo - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

A 12ª edição do FIT-BH, o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte, entra para a história como aquela que conseguiu resistir ao atropelo da Copa do Mundo, mas acabou sofrendo arranhões de uma leve batida.

Às vésperas da Copa, Belo Horizonte, uma das cidades-sede, é um grande canteiro de obras. Desde o Aeroporto de Confins — submerso em uma poeira que invade guichês, suja malas e prejudica a respiração do passageiro e dos trabalhadores do local —, até as principais vias da cidade, a percepção é de caos contínuo e muito estresse, já que, ao que parece, nada ficará pronto até o Mundial.

Diante disso, a resistência do FIT-BH à Copa é algo a se comemorar. Até o próximo dia 25, a 12ª edição do evento bianual apresenta 54 peças de 11 diferentes países em espaços distintos da capital mineira. O público mineiro, como sempre, abraçou o festival, mas, neste ano, o evento soa mais distante e evidencia alguns problemas.

Muito já se falou sobre o fato de o FIT-BH precisar disputar atenções com gigantes: como ocorre em anos pares, precisa brigar com Copa ou Olimpíada, e também costuma ser ameaçado por disputas eleitorais, já que eleições nacionais e locais também são em anos pares. Por isso, artistas mineiros já sugeriram que o festival bianual fosse transferido para anos ímpares. Tal reivindicação jamais foi atendida pelo poder público.

fit bh publico materia prima tfc FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

Atração internacional no FIT-BH: público belo-horizontino faz fila no Parque Municipal para ver o espetáculo espanhol Matéria Prima no Teatro Francisco Nunes, reformado ao custo de R$ 11 milhões - Foto: Divulgação

Improviso e logística

Atualmente, o FIT-BH é administrado pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, ligada à Prefeitura de BH. O custo anunciado da edição 2014 é de R$ 7 milhões, o que faz dela a maior de todas, assim como a projeção de público de 230 mil pessoas até o próximo domingo (25), quando o festival que começou no último dia 6 chega ao fim.

Apesar de resistir ao ano do futebol, as marcas dos arranhões sofridos ficaram evidentes neste FIT-BH. Está no ar uma certa dose de improviso e inexperiência na execução do festival, com recorrentes problemas de logística. Não há também iniciativa de promover encontro entre jornalistas e artistas, ficando isso restrito a ações improvisadas no café da manhã do hotel.

Em tempos que comunicação ocupa lugar de destaque em qualquer evento ou organização, não houve sala de imprensa ou qualquer menção de entrevista coletiva para algum grupo, coisa que já existiu em edições anteriores e é praxe em eventos como o Festival de Teatro de Curitiba. Isso contradiz os 20 anos de história do FIT-BH, uma experiência de sobra para já ter aprendido a fazer a contento um evento de tal dimensão.

fit salada mista FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

Cena da pernambucana Salada Mista, que integra o Fitinho, novidade infantil no FIT-BH - Foto: Divulgação

Artistas comemoram

Apesar das falhas operacionais, participar do FIT-BH é motivo de comemoração para muitos artistas. O ator pernambucano Flávio Santana, do espetáculo Salada Mista, da Cia. 2 em Cena de Teatro Circo e Dança, de Recife, conta que “a Copa prejudicou o teatro de uma maneira geral em todo o Brasil”.

Para Santana, investimentos no setor escassearam. Por isso, espera que, após o Mundial, “as coisas voltem ao normal ou, quem sabe, melhorem”. O artista conta que “apesar do frio” do clima de montanha, sentiu acolhida calorosa dos mineiros. “Estar num festival como o FIT-BH é muito importante, porque é uma janela que se abre tanto para o público quanto para outros festivais”, diz.

A produtora Carina Moutinho, do grupo paulista Os Satyros, elogia a estrutura que o festival deu ao grupo para a montagem de seu espetáculo, Adormecidos, apresentado no último fim de semana na Funarte MG. “Havia uma preocupação para que nos sentíssemos bem”, afirma.

fit bh sabias do sertao FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

Espetáculo paulista Sabiás do Sertão comoveu os belo-horizontinos no FIT-BH com era de ouro do rádio nacional e canções interioranas - Foto: Divulgação

Outro que demonstra estar contente na capital mineira é o diretor Luiz Carlos Laranjeiras, da peça Sabiás do Sertão, da Cia. Cênica, de São José do Rio Preto (SP). “Além de termos tido uma impressionante acolhida do público, tivemos contato com muita gente de teatro. Conheci uma curadora de Cuba, por exemplo. O intercâmbio é fundamental. O festival é um grande espaço para troca de saberes”, define.

peter luppa hamlet FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

Peter Luppa, como o Bobo da Corte em Hamlet: "Brasileiros aplaudem com o coração" - Foto: Guto Muniz

E tal troca não se restringe a grupos brasileiros. Reconhecido mundialmente, o Berliner Ensamble ficou impressionado com o aplauso de pé de 1.700 pessoas em cada uma das duas sessões de Hamlet no Palácio das Artes. Integrante da trupe alemã, o ator Peter Luppa definiu que “o brasileiro aplaude com o coração”.

Olheiros do mundo

E a troca internacional é almejada por Belo Horizonte para seus artistas. Com o objetivo de ver o teatro mineiro viajando o Brasil e o mundo, o FIT-BH bancou a estada de cerca de 20 programadores teatrais nacionais e internacionais no festival.

Gente como o jornalista e crítico teatral Celso Curi, que integra a curadoria do Festival de Teatro de Curitiba – o maior do Brasil – e também a direção da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo.

Ao lado do parceiro Wesley Kawaai, Curi se concentrou em montagens mineiras. “É fundamental ter o contato com outras formas de ver teatro. Este tipo de intercâmbio funciona como uma escola de programadores”, revela ao R7.

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Grupo de curadores e programadores teatrais que visitam o FIT-BH 2014 - Foto: Guto Muniz

Cadê o Ponto de Encontro?

Uma das ausências mais sentidas durante a maioria do FIT-BH 2014 foi a do tradicional Ponto de Encontro. Antes montado no Parque Municipal, com barraquinhas e shows musicais de nomes locais e nacionais, o espaço era o lugar ideal para que público e artistas se encontrassem depois das apresentações. Neste ano, apesar de prometido pela Fundação Municipal de Cultura, o Ponto de Encontro não existiu.

Pelo menos nos primeiros 15 dias do festival. Isso porque a organização anunciou de última hora para esta quarta (21) a criação de um Cabaré Bar, espécie de ponto de encontro improvisado, quando boa parte dos artistas e jornalistas já deixou a capital mineira.

publico nina becker glenio campregher FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

Público e artistas do FIT-BH assistem a show da cantora Nina Becker no Ponto de Encontro em 2012: este ano o espaço não existiu - Foto: Glênio Campregher

Ausência sentida e drible na Copa

O presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Leônidas Oliveira, chegou a marcar uma entrevista coletiva com os jornalistas que cobrem o FIT-BH no último sábado (17), mas ele não apareceu.

guillermo pellegrino FIT BH resiste à Copa do Mundo, mas leva arranhões

O jornalista e escritor uruguaio Guillermo Pellegrino: "FIT-BH às vésperas da Copa deixa legado cultural permanente" - Foto: Arquivo pessoal

Apesar dos problemas, o jornalista uruguaio Guillermo Pelegrino, que cobre o FIT-BH para a imprensa uruguaia e argentina, elogia a capacidade do teatro e da cultura brasileira de resistir ao maior evento futebolístico do mundo. E revela que ficou surpreso.

— Fiquei impressionado de ver um festival de teatro tão grande tão perto da Copa, de ver o Brasil apostar em cultura às vésperas do Mundial. Acho que, independentemente de qualquer coisa, o FIT-BH, nestes 20 anos de história, deixa um legado cultural permanente para Belo Horizonte e para o Brasil.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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peter luppa 2 Ator alemão de Hamlet, do Berliner Ensamble, vibra com aplauso fervoroso dos mineiros no FIT BH

Peter Luppa integra o elenco de Hamlet, do grupo alemão Berliner Ensamble - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O pequeno ator alemão Peter Luppa é cuidadoso ao falar do Brasil. Escolhe bem as palavras. Afinal, esta é a segunda vez que visita o País, que diz gostar muito. A primeira foi 25 anos atrás, para férias inesquecíveis nas praias do Nordeste. Agora, veio por motivo de trabalho.

Luppa integra o elenco de Hamlet, a montagem do Berliner Ensamble que arrastou cerca de 3.500 pessoas ao Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em duas apresentações neste fim de semana, com filas gigantescas que acompanhavam a fachada do prédio na av. Afonso Pena. Faz o Bobo da Corte e tem mudanças de figurino tão rápidas que deixam a plateia boquiaberta.

Hamlet era o espetáculo era o mais aguardado no FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte), que celebra 20 anos de história nesta edição de 2014.

Durante o café da manhã com o Atores & Bastidores do R7, Peter Luppa conta que “o público foi ótimo”. Mas, revela que o grupo viveu momentos de tensão para encenar o clássico de William Shakespeare na capital mineira.

– Lá em Berlim, fazemos em palco giratório. Aqui, ficamos sabemos que não teríamos este recurso, pois o palco é estático. Então, tivemos de mudar muitas marcações. Em Berlim, as paredes giravam sozinhas, aqui tivemos de empurrar mesmo.

O ator revela que, apesar “ficou visualmente bonito o resultado”. Fruto de ensaios por dois dias exaustivos em Berlim e mais dois em Belo Horizonte, onde também tiveram de lidar com um palco que tem “o dobro do tamanho” do original alemão.

Ele diz gostar da “mentalidade brasileira”. E explica que nos considera um povo “muito tranquilo”. Diz que tal comportamento “é bom para o coração e para a circulação”. Conta que diante de qualquer problema, os brasileiros lhe dizem com toda a calma do mundo “nós vamos conseguir”, o que lhe deixa impressionado com tamanha autoconfiança. Sobre o carinho do público mineiro, Luppa filosofa.

– O aplauso no Brasil é muito mais caloroso do que na Alemanha. Lá, aplaudem assim [imita um aplauso preguiçoso, fazendo cara de nojo]. Aqui, não, é intenso. Tem outro tipo de amor e se entrega no aplauso. As pessoas se emocionam. É como se o público amasse aquelas pessoas que estão no palco. É de coração. A nós, só nos resta dizer: muito obrigado!

hamlet berliner ensamble Ator alemão de Hamlet, do Berliner Ensamble, vibra com aplauso fervoroso dos mineiros no FIT BH

Cena da obra alemã Hamlet, principal atração do FIT-BH, encenada no Palácio das Artes - Foto: Divulgação

Agradecimento: Daniel Hazan (intérprete de alemão)

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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la tristura materia prima Alemães, espanhóis e paulistas disputam público do FIT BH

Pré-adolescentes falam texto de adultos na peça Matéria Prima - Foto: Mário Zamora

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte

O espetáculo Hamlet, do grupo alemão Berliner Ensamble, é o mais concorrido deste segundo fim de semana do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte).

Com ingressos esgotados para as duas sessões no Palácio das Artes, o maior teatro da capital mineira com seus 1.705 lugares, a montagem do clássico texto de William Shakespeare atrai a atenção dos mineiros.

Dirigida por Leandro Haussmann, a peça teve parceria com o Governo da Alemanha para ser encenada no festival. O grupo precisou fazer mudanças no cenário, já que seu teatro na Alemanha possuiu palco giratório.

Para se adaptarem ao palco estático do Palácio das Artes, precisaram de dois dias de ensaios para que a estreia deste sábado (17) ficasse perfeita.

Os aplausos calorosos no final recompensaram o esforço. Peter Luppa, ator da companhia, conta ao Atores & Bastidores do R7 que o elenco ficou emocionado com reação tão calorosa.

— Foi um aplauso muito caloroso e sincero. A gente sentia que o público demonstrava amar os artistas que estavam naquele palco.

Outra peça concorrida deste fim de semana é Matéria Prima, da Espanha, apresentada no recém-reformado Teatro Francisco Nunes. A peça do grupo La Tristura apresenta atores pré-adolescentes dizendo textos de adultos e impressiona.

Adormecidos Tiago Leal José Alessandro Sampaio Luiza Gottschalk e Katia Calsavara Foto de Andre Stefano e1389915301193 Alemães, espanhóis e paulistas disputam público do FIT BH

Cena da peça Adormecidos: Satyros emocionam plateia mineira no FIT-BH - Foto: Andre Stefano

Obra que também impressionou o público mineiro foi Adormecidos, do grupo paulistano Os Satyros, apresentada na Furnarte-MG. Muita gente chorou ao fim do texto do norueguês Jon Fosse dirigido por Rodolfo García Vázquez. No palco, dramas potentes de dois casais.

Atriz do grupo, Katia Calsavara conta ao R7 que, assim como ocorreu com os alemães, foi trabalhoso o processo de remontagem da peça em palco diferente.

— A peça foi concebida para o espaço dos Satyros, que é alternativo e pequenino, com público de 40 pessoas. Tivemos de adaptá-lo para o palco italiano, com uma plateia três vezes maior ao que estávamos acostumados. Mas funcionou muito neste formato também, e o público foi bem receptivo.

Outra peça paulista, de São José do Rio Preto, emocionou quem estava na praça Duque de Caxias, no tradicional bairro de Santa Tereza, neste sábado. Musical brasileiro, Sabiás do Sertão levou para a cena o período de ouro da música de raiz no interior do Brasil.

Muitos espectadores cantaram junto e se comoveram ao lembrar-se dos velhos tempos. Luiz Carlos Laranjeiras, que dirige a Cia. Cênica, divide com todos os integrantes o sucesso.

— O ator é o centro de tudo que acontece no teatro. Nós fazemos um trabalho coletivo e estar aqui e ter esta visibilidade e este acolhimento do público e da crítica é algo muito importante.

Produção local

Produções mineiras também têm lugar na programação do FIT-BH e disputam a preferência do público conterrâneo. A montagem local Aldebaran, que mistura fábulas no palco do Teatro Bradesco, também é um dos espetáculos mais procurados deste segundo fim de semana do evento.

E o medo de avião embala o monólogo Get Out, do grupo mineiro Quatroloscinco, apresentado no Teatro José Aparecido de Oliveira, dentro da Biblioteca Pública. Com o mote da fobia de altura, a peça coloca em debate os pensamentos e imagens pré-concebidos.

O FIT-BH continua até o próximo dia 25 de maio. Ao todo são 54 produções de 11 diferentes países. Nesta próxima semana estão na programação sucessos internacionais, como a peça argentina Emilia e as cubanas Rapsodia para el Mulo e Fichenla si Pueden, e nacionais, como Cine_Monstro, do Rio.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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sabias jorge etecheber 3 Musical Sabiás do Sertão é raiz brasileira no FIT BH

Cena da peça musical Sabiás do Sertão: artistas paulistas encantam mineiros - Foto: Jorge Etecheber

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Além de Minas Gerais e dos espetáculos internacionais, cinco Estados brasileiros mandaram seus artistas para o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte), que acontece na capital mineira até o próximo dia 20.

Um destas companhias visitantes é a Cia. Cênica, vinda de São José do Rio Preto, cidade do interior de São Paulo também famosa por seu Festival Internacional de Teatro.

O grupo existe desde 2007 e tem foco nas tradições populares do Brasil. A produção deles é tão intensa que a trupe mantém atualmente cinco peças em circulação — todas com foco em temáticas nacionais.

A escolhida para participar do FIT-BH é Sabiás do Sertão, apresentada neste fim de semana no FIT-BH. A obra estreou na sexta (16), no Conjunto Estrela Dalva. Neste sábado (17), às 18h, será apresentada na praça Duque de Caixas, em Santa Tereza. Já no domingo (18), às 16h, será encenada no Parque Guilherme Lage.

A montagem é definida pelo grupo como "um teatro musical brasileiro em um ato, uma chegança e uma andança", com direção de Luiz Carlos Laranjeiras, com co-direção de Fagner Rodrigues, que merece reconhecimento por ser o autor de espetáculo tão importante em tempos que engolimos qualquer coisa vinda da Broadway e muitas vezes damos as costas para o que temos por aqui.

sabias estevam collar 1 Musical Sabiás do Sertão é raiz brasileira no FIT BH

Sabiás do Sertão: raízes no palco - Foto: Estevam Collar

Em foco, ícones da nossa música caipira: a dupla Cascatinha & Inhana, casal no palco e na vida real, espécie de porta-bandeira de nossa música de raiz.

A montagem, com dramaturgia de Clara Roncati, revive a história da dupla, que cantou no rádio e em circos interioranos, por meio de uma companhia teatral mambembe.

Ritmos como toadas, boleros e guarânias — que evidenciam a influência de nossos vizinhos aqui na América Latina — estão presentes na obra e cativam o público, que canta junto, emocionado em reviver um tempo e um tipo de arte tão caro à nossa história artística e musical.

Que bom que ainda há artistas que, tal qual um sabiá do sertão teimoso, resistem em falar e cantar as nossas coisas.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

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fit quadro de uma familia g FIT BH tem 54 peças de 11 países

Cena da peça mineira Quadro de Uma Família, que integra a programação local do FIT-BH - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A partir desta terça (6), o teatro invade o horizonte mineiro com o 12ª edição do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte). Até o próximo dia 25 serão apresentados 54 espetáculos de 11 países em 168 sessões, o que torna esta edição recorde.

A organização, da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, espera público de 200 mil pessoas nos 15 dias do evento.

A abertura será nesta noite, às 21h, com a apresentação da peça Prazer, da belo-horizontina Cia. Luna Lunera, reinaugurando o Teatro Francisco Nunes, após reforma de R$ 11 milhões.

O fechamento do FIT-BH também será com uma trupe local, o Grupo Galpão, que vai apresentar Os Gigantes da Montanha, versão do diretor mineiro Gabriel Villela para o clássico de Pirandello.

R$ 7 milhões

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura de BH, Leônidas José de Oliveira, “o orçamento da edição 2014 é de R$ 7 milhões, com R$ 6 milhões vindos dos cofres públicos e R$ 1 milhão em parceria com a inciativa privada”. Para ele “o FIT-BH é o espaço para a classe artística e o público trocar experiências com o mundo inteiro”.

O evento abriga um time de curadores de festivais internacionais na capital mineira, como forma de dar visibilidade mundial no futuro para as produções locais.

É o que afirma Cássio Pinheiro, coordenador do FIT-BH. Ele aposta em “uma série de encontros entre produtores locais e 20 programadores de festivais e instituições culturais do país e exterior” para celebrar parcerias.

Alemães e Shakespeare

O Brasil estará representado por produções do Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Destaques para Cine_Monstro, com Enrique Diaz, Adormecidos, com Os Satyros.

Nos 450 anos de Shakespeare, a grande atração é a apresentação do Berliner Ensamble, com sua versão para Hamlet. Outro destaque internacional é Emilia, um drama familiar do grupo argentino Timbre4.

Hamlet Berliner Ensemble FIT BH tem 54 peças de 11 países

Cena da montagem alemã de Hamlet, da Berliner Ensamble - Foto: Divulgação

Fitinho e ingressos

Outra novidade deste ano é o Fitinho. A exemplo do Festival de Teatro de Curitiba, que criou o Guritiba, o FIT-BH começa também a apostar no público infantil com peças endereçadas a esta faixa etária. Tem peça até para os muito pequeninos, como a portuguesa Concertos para Bebês, do grupo Musicalmente.

Os ingressos para as peças do FIT-BH custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Podem ser comprados no site do evento e também nos Posto da Belotur (av. Afonso Pena, 1.055, tel. 0/xx/3277-7666). Cada pessoa pode comprar no máximo seis entradas por vez.

O FIT-BH foi criado em 1994, como junção de um festival de palco, idealizado no Teatro Francisco Nunes, e um de rua, iniciativa do Grupo Galpão. Esta edição, portanto, celebra seus 20 anos de história.

tonico pereira FIT BH tem 54 peças de 11 países

Tonico Pereira: doença afasta ator do FIT-BH - Foto: Divulgação

Cancelamento

A produção precisou cancelar de última hora o espetáculo O Homem Travesseiro, do Rio. Tudo porque o ator Tonico Pereira, que integra a montagem, passa por problemas de saúde que o impedem de viajar do Rio a Belo Horizonte, informou a organização.

Quem comprou entrada para esta peça, que seria apresentada no Teatro Marília, pode ter seu dinheiro de volta ou trocar por outra peça que ainda tenha entradas disponíveis.

Leia a Entrevista de Quinta especial sobre o FIT-BH

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