Posts com a tag "fit"

poster fitbh pq Festival Internacional de Teatro de BH chega ao fim com mérito de ter levado artista aonde povo está

Diversidade no FIT-BH: cenas de Mistero Buffo (SP), Tranfiguration 1 (França), Oxlajuj B'Aqtun (Guatemala) e A Pequenina América e Sua Avó $ifrada de Escrúpulos (MG) - Fotos: Guto Muniz, Kika Antunes e Glenio Campregher/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

É com tristeza que os belo-horizontinos se despedem, neste domingo (24), da 11ª edição do FIT-BH (Festival de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte).

Foram 16 dias em que a capital mineira respirou arte em suas nove regiões. Afinal, o evento somou 143 apresentações em 60 lugares espalhados (mesmo) pela cidade, com 19 espetáculos internacionais vindos de 12 países, 12 nacionais e dez locais.

Com 18 anos de idade, o que faz com que seja parte da tradição cultural mineira, o festival é abraçado pelo povo belo-horizontino, que compareceu em peso às peças.

E foi no acalento do público generoso que o Galpão celebrou nos os 20 anos da montagem Romeu e Julieta, emblemática para a história do grupo de BH. E a população da cidade não faltou à festa. Só na praça do Papa a obra foi vista por 16 mil pessoas em transe. Quem disse que não há público para o teatro? O Galpão prova que teatro pode ser fenômeno de massa, sim, senhor.

A mistura brasileira e internacional, sobretudo latina, deu o tom. Os baianos do Bando de Teatro Olodum mostraram que fazem pesquisa séria sobre as questões da negritude, com seu Bença, instalado na quadra da escola de samba Cidade Jardim, encravada no alto do morro. Nada mais propício. Atores compenetrados deram o tom (sóbrio) a uma ancestralidade que muitos de nós, infelizmente, teimam ignorar. Fizeram com competência e seriedade.

Os meninos da mundana companhia, de São Paulo, também causaram frisson na cidade com o famigerado O Idiota – Uma Novela Teatral, peça que viu os 600 ingressos das cinco apresentações se esgotarem em poucas horas. Mesmo durando sete horas. A obra ficou na boca do povo.

Da turma que veio da América Latina, quem chamou a atenção foi a singeleza associada ao talento das meninas chilenas da peça Villa + Discurso, dirigida por Guillermo Calderón. A peça é um painel da história recente do Chile, tão parecida com a nossa. A identificação bateu e os mineiros, no histórico prédio da Fafich, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG.

Os argentinos de Daniel Veronese também se sobressaíram com Los Hijos se Han Dormido, que tinha no elenco Luis Ziembrowski.

Com figurino exuberante, os guatemaltecos do espetáculo de rua Oxlajuj B'Aqtun deixaram os olhos do público inebriados com a riqueza cultural das profecias maias.

Mas o grande charme do FIT-BH foi a aproximação real entre público, imprensa e artistas. E não eram poucos: o fetival teve 358 artistas ao todo, dos quais 165 gringos. Diferentemente de outros festivais do Brasil, que mantém burocrático isolamento entre as partes, no FIT-BH a proximidade entre artistas, jornalistas e espectadores foi algo concreto, sobretudo no Ponto de Encontro montado dentro do Parque Municipal, no coração do centro, que reuniu média de 2.000 pessoas por noite.

Lugar para jogar aquela conversa fora sobre teatro, vida e arte, ao sabor de cerveja acompanhada de comida deliciosa, como só os mineiros sabem fazer. Que venha logo o 12º FIT-BH.

poster fitbh gd Festival Internacional de Teatro de BH chega ao fim com mérito de ter levado artista aonde povo está

Teatro para todos os gostos e sotaques no FIT-BH (de cima para baixo, da esq. p/ dir.): Romeu e Julieta (MG), A Mulher sem Pecado (MG), Abito (Itália), Antes do Silêncio (MG), Bença (BA), El Autor Intelectual (Colômbia) e Los Hijos se Han Dormido (Argentina) - Fotos: Guto Muniz, Kika Antunes, Glenio Campregher e Marco Aurélio Prates/Divulgação

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

FIT-BH bate recorde com 358 artistas em 143 apresentações em 16 dias

Com 7 horas, peça O Idiota conquista BH

 

Magiluth em SP: seis homens moram juntos no Minhocão para viver de teatro

O Retrato do Bob: Zé Celso, o mito de batom

Guatemaltecos mostram profecia maia em BH

Ponto de Encontro do FIT-BH reúne artistas e público

Bando de Teatro Olodum revela cultura negra no alto do morro, no FIT-BH

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Descubra agora o segredo de cada miss

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Foram disputadíssimos os 600 ingressos para ver uma das cinco apresentações da montagem O Idiota - Uma Novela Teatral, da paulistana mundana companhia, no FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte). O evento chega ao fim neste domingo (24). 

A peça, adaptação do romance homônimo de Dostoiévski, reverberou entre o público alternativo da capital mineira.

Aury Porto, protagonista da obra, contou ao R7 que pretende tentar voltar com a peça à capital mineira para uma temporada, diante da acolhida tão fervorosa. BH terá de esperar a temporada no Rio, na sequência, acabar.

A fotógrafa Kika Antunes registrou com sensibilidade o espetáculo no Espaço Centoequatro, localizado na Praça da Estação, cartão postal de BH.

Saiba mais sobre a peça O Idiota

Leia mais da cobertura do FIT-BH no R7

Veja, abaixo, as belas imagens:

oidiota poster kika antunes fit bh Com 7 horas, peça O Idiota conquista BH

Mineiros lotaram as cinco apresentações de O Idiota no FIT-BH - Fotos: Kika Antunes/Divulgação

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

 
 

 

Magiluth em SP: seis homens moram juntos no Minhocão para viver de teatro

O Retrato do Bob: Zé Celso, o mito de batom

Guatemaltecos mostram profecia maia em BH

Ponto de Encontro do FIT-BH reúne artistas e público

Bando de Teatro Olodum revela cultura negra no alto do morro, no FIT-BH

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Descubra agora o segredo de cada miss

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Foto de Desirée do Valle 1 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Raoni Carneiro, Bel Kutner e Anderson Muller em pose exclusiva para o blog - Foto: Desirée do Valle

Por Miguel Arcanjo Prado

Bel no comando
Taí na foto acima a amiga da coluna Bel Kutner, em pose exclusiva, dando os últimos toques nos atores Raoni Carneiro e Anderson Muller nos ensaios da peça Maratona de Nova York, que ela dirige. Estreia no dia 6 de julho no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. É a primeira vez que o texto do italiano Edoardo Erba é montado no Brasil. Belzinha, que é tão linda quanto sua mãe, Dina Sfat, e tão querida quanto seu pai, Paulo José, vive na ponte aérea Rio-SP. É que, além de dirigir teatro, ela precisa sofrer um bocado na TV, na pele da reprimida Marialva, em Gabriela. Trabalhadora.

Amor platônico
Dizem as más línguas que uma jovem que escreve sobre o teatro paulistano com afinco é apaixonada por um diretor casado da cena alternativa.

Olhar mineiro
Muita gente elogia o trabalho de Débora Falabella em Avenida Brasil. O que pouca gente sabe é que a diretora Yara de Novaes, mineira radicada em São Paulo, também tem mérito. É ela quem dá aquela força à atriz belo-horizontina na composição da vingativa Nina. O resultado é perceptível.

Portenha
A dramaturga e diretora Grace Passô, do grupo Espanca!, de BH, estreia no segundo semestre uma parceria com o renomado diretor argentino Daniel Veronese: O Líquido Tátil, que o portenho escreveu e vai dirigir com os mineiros. Vai ser apresentada em BH e em Buenos Aires. Grace é danada, né?

Carona
Na última segunda (18), um carro rumava ao aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, levando três mineirinhos a bordo: Grace Passô, Yara de Novaes e este colunista que vos escreve. Bairrismo é pouco.

Chega de saudade
O grupo tcheco Farm in the Cave, que apresentou a peça The Theatre no FIT-BH (Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte), não deixou saudade por lá. O motivo? Rei na barriga.

Villa+Discurso 3 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Belas chilenas - Foto: Daniel Protzner

Bem na fita
Já os belas atrizes Francisca Lewin, Macarena Zamudio e Carla Romero, da obra Villa + Discurso, da foto ao lado, deixaram os mineiros encantados. As chilenas dirigidas por Guillermo Calderón foram de uma simpatia só. No último domingo, passeavam de roupas coloridas pela feira hippie da av. Afonso Pena. Artista também merece se divertir, minha gente. Verdadeiras gracinhas.

Faltou baianidade
Uma antropóloga colombiana radicada em Paris chorava, decepcionada, na porta do hotel Grandarrell, em Belo Horizonte, onde o Bando de Teatro Olodum se hospedou no FIT-BH. Ela, que estuda o grupo baiano, queria uma maior proximidade com o elenco. Só que ninguém a convidou para dividir o quarto. O problema é que, leitora de Jorge Amado, ela contava com uma calorosa recepção baiana e nem cogitou a possibilidade de não ser convidada para dormir com o bando. Teve de ir para um albergue. Que dó.

Multiplicação dos pães
Foi preciso encomendar 25 mil pães em uma fábrica para dar conta das quatro apresentações do espetáculo Gólgota Picnic, do diretor argentino-espanhol Rodrigo García, no FIT-BH. Como o nome adianta, a obra instala um piquenique em pleno Gólgota, onde Cristo morreu na cruz. Não bastasse, ainda há um pianista nu no palco, muito sexo simulado e ainda uma atriz crucificada. A quem interessar possa, os milhares de pães não são para alimentar a plateia, mas para forrar o piso do palco. Nossa, como eles são ousados..

Piriguetagem teatral
Muita gente que foi ao Ponto de Encontro do FIT-BH, festa que reúne artistas e público do festival dentro do Parque Municipal, tem um só alívio: as árvores centenárias não contam o que viram.

Leia a cobertura do Atores & Bastidores do FIT-BH.

Quatro é demais
Deu Shakespeare na cabeça do elenco de Rei Davi, que abalou o ibope da Record no começo do ano. Quatro atores que fizeram a minissérie resolveram interpretar textos do dramaturgo inglês. O primeiro foi Claudio Fontana, o Jonatas, que faz Macbeth. No segundo semestre, vem mais três: Eduardo Semerjian, o Eliã (foto abaixo), estará em Hamlet; Alexandre Barilari, o Urias, fará A Tempestade; e Leonardo Brício, o Rei Davi, interpretará Ricardo III.

eduardo semerjian Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Eduardo Semerjian: de guerreiro Eliã a Rei Cláudio, no Hamlet com Thiago Lacerda - Foto: Divulgação/Record

Magiluth em SP: seis homens moram juntos no Minhocão para viver de teatro

O Retrato do Bob: Zé Celso, o mito de batom

Guatemaltecos mostram profecia maia em BH

Ponto de Encontro do FIT-BH reúne artistas e público

Bando de Teatro Olodum revela cultura negra no alto do morro, no FIT-BH

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Descubra agora o segredo de cada miss

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Muita gente por aí disse que 2012 é o ano do fim do mundo. Tudo segundo as tais profecias do calendário maia, desmentidas depois por um erro de cáculo.

Brincadeiras à parte, a cultura secular desse povo ameríndio é o tema do espetáculo de rua Oxlajuj B'Aqtun (As Profecias Maias), apresentado por artistas do Centro Cultural Sotz'il Jay, da Guatemala, nos parques de Belo Horizonte, dentro da programação de rua do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua).

A peça causou furor nos parques Municipal, Lagoa do Nado e Rosinha Cadar. Crianças e adultos ficaram hipnotizados pela vivacidade e tom ritualístico da obra.

Com direção de Victor Manuel Barillas Crispín, o grupo misturou música, danças, máscaras e imagens que vão ficar na mente dos mineiros, em uma reverência à sabedoria e à integração entre elementos da natureza cultivada pela cultura maia.

Abaixo, um gostinho da peça, pelas lentes dos fotógrafos Glenio Campregher, Kika Antunes e Daniel Protzner.

fit oxlajujbaqtun Guatemaltecos levam profecia maia às ruas de BH

A força da Guatemala nos parques de BH - Fotos: Kika Antunes, Glenio Campregher e Daniel Protzner/Divulgação

O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

Ponto de Encontro do FIT-BH reúne artistas e público

Bando de Teatro Olodum revela cultura negra no alto do morro, no FIT-BH

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

publico nina becker glenio campregher Com shows e comidas típicas no parque, Ponto de Encontro mistura artistas e público no FIT BH

Público acompanha show da grávida Nina Becker no Ponto de Encontro do FIT-BH - Foto: Glenio Campregher/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Todo fim de noite quem curte o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte) tem destino certo: o Ponto de Encontro, localizado dentro do Parque Municipal, no coração do centro da capital mineira.

Um palco montado sob as copas das árvores centenárias recebe uma programação eclética de 50 artistas vindos dos mais variados cantos do País e da cidade selecionados por edital. Em média, 2.000 pessoas por noite conferem as apresentações.

Com ingresso a preço popular (R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada), a plateia é formada, majoritariamente, por jovens universitários, artistas, jornalistas e gente em busca de diversão com cultura, como define Rodrigo Barroso, coordenador do FIT.

carla gomes glenio campregher Com shows e comidas típicas no parque, Ponto de Encontro mistura artistas e público no FIT BH

Cheia de personalidade, show de Carla Gomes fez sucesso - Foto: Glenio Campregher/Divulgação

— O objetivo é propiciar encontro entre artistas, quem trabalha no festival e o público belo-horizontino. Em festival que não tem este espaço, o público se dispersa depois das peças. Por que não ir todo mundo para um mesmo lugar, para falar da peça e ainda apreciar boa música? Além disso, é um espaço para os músicos da cidade mostrarem seus trabalhos, já que 80% da programação do Ponto de Encontro são de artistas locais.

O diretor artístico do FIT-BH, Marcelo Bones, bate ponto (e papo) todas as noites no parque.

— Vou como coordenador e também para curtir. Encontro amigos com os quais gosto de conversar sobre os espetáculos e sentir o retorno do público do festival.

Para quem não abre mão de comer bem, um corredor gastronômico oferece aos visitantes comidas típicas de Minas Gerais, além de bebidas. Há espaço para o feijão tropeiro, uma infinidade de caldos, espetinhos e os disputados pães com linguiça e pernil.

Paladar à parte, o grande barato é realmente o que o nome do lugar propõe: ser o local para artistas, público e imprensa baterem aquele papo. Coisa que falta, por exemplo, ao famigerado Festival de Curitiba.

Protagonista da obra O Idiota, o ator Aury Porto esteve no parque na noite deste sábado (16), e gostou do que viu.

— Diferentemente de outros festivais, percebemos que o Festival de BH tem uma postura de que é feito realmente por gente de teatro. É um festival que se dedica a provocar uma interação entre os artistas participantes e o público da cidade. Aqui, a gente se encontra mais.

O ator, professor de alemão e estudante de letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Leonardo Kildare Louback já colocou o Ponto de Encontro do FIT-BH na sua agenda noturna. E explica o motivo, aliás, que não pode faltar a qualquer boa festa que se preze.

— É um lugar para encontrar gente bonita e inteligente.

alexandredesena glenio campregher Com shows e comidas típicas no parque, Ponto de Encontro mistura artistas e público no FIT BH

Espaço para artistas de BH: o DJ Alexandre de Sena toca no Ponto de Encontro - Foto: Glenio Campregher/Divulgação

O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

Bando de Teatro Olodum revela cultura negra no alto do morro, no FIT-BH

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

idiota cacabernardes Com fôlego de sobra, mineiros disputam ingressos para ver O Idiota, com 7 horas de duração no FIT BH

Furor em BH: Sergio Siviero e Aury Portom em cena de O Idiota - Foto: Cacá Bernardes/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

O ator Aury Porto e sua turma da mundana companhia, de São Paulo, fazem os últimos preparativos para a estreia de O Idiota – Uma Novela Teatral, nesta terça (19), no FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte).

O burburinho na capital mineira é grande em relação à adaptação para os palcos do romance do russo Fiódor Dostoievski.

O motivo não poderia ser outro: a longa duração da obra, que tem sete horas de encenação.

Mas, pelo jeito, o público mineiro tem fôlego de sobra. Os 600 ingressos das cinco apresentações se esgotaram em poucas horas.

Em conversa com o R7, Porto, protagonista da peça dirigida por Cibele Forjaz, contou que ficou impressionado com tanta procura.

— O mineiro tem fogo e desejo por originalidade. Essa grande expectativa é ao mesmo tempo excitante e também nos motiva a querer fazer mais. Quem sabe não ficamos depois uma temporada por aqui?

O espetáculo será apresentado no Espaço Centoequatro, que fica em frente à Praça da Estação, de onde sai o trem diário que liga Belo Horizonte a Vitória (ES). Porto comemora a locação.

— É um lugar lindo. E estar em frente a uma estação de trem que ainda funciona é fenomenal, porque o trem tem um papel fundamental na história da peça. Além disso é um lugar grande, o que possibilitou fazermos, dessa vez, para um público de 120 pessoas, maior do que o público de 90 pessoas por sessão na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo.

Depois de BH, O Idiota segue para temporada de dez apresentações no Rio, entre 14 e 29 de julho, na Fábrica Bhering, no bairro Santo Cristo, região central da capital fluminense.

— É um lugar que já foi usado para locações de TV e cinema e que me foi apresentado pela Mariana Ximenes. Vai ser aberto ao público pela primeira vez. São os desbravamentos, meu caro. Isso é tão arriscado quanto excitante.


*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

benca Bando de Teatro Olodum revela cultura negra em escola de samba no alto do morro, no FIT BH

Bença leva cultura afro-brasileira ao alto do morro - Foto: João Milet Meirelles/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Belo Horizonte*

Há 22 anos o Bando do Teatro Olodum, que revelou nomes como Lázaro Ramos, faz do teatro uma espécie de porta-bandeira para levar questões da negritude aos palcos de Salvador e do mundo.

O espetáculo/instalação Bença, concebido para celebrar as duas décadas do grupo baiano, é um dos destaques deste fim de semana na programação do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte).

Em conversa com o R7, o diretor Márcio Meirelles conta que, originalmente, o espetáculo foi montado para o histórico Teatro Vila Velha, em Salvador, mas que ficou satisfeito em remontar a obra na Escola de Samba Cidade Jardim, localizada no alto da comunidade Santa Maria, na capital mineira.

— Achei genial essa proposta do festival. Falamos de ancestralidade e reverenciamos o povo negro nesta peça. Então, nada melhor do que fazer o espetáculo em uma escola de samba no alto de um morro.

Meirelles lembra que o negro ainda é vítima de preconceito e da "desigualdade social fruto de séculos de opressão". Para ele, a história do Brasil “é uma história de privilégios para determinados grupos” e “reconstruir a autoestima do negro é preciso”.

— Temos de mostrar que outra percepção é possível.

Jorge Washington, ator da peça, também falou ao Atores & Bastidores. Disse que a montagem é sempre recebida com um olhar curioso.

— É sempre um olhar de encantamento por conta do que é dito. Falamos de tempo, de ancestralidade, de respeito. Queremos que o público preste atenção a esta sabedoria negra. E o teatro tem essa função, que é dar um toque nas pessoas.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

Saiba o que fazer no fim de semana na Agenda Cultural

O Retrato do Bob: o riso gostoso de Yara de Novaes

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Veja as dicas da Agenda Cultural da Record News

Leia a coluna Por trás do Pano - Rapidinhas teatrais

Saiba quem são os musos do teatro em maio de 2012

Descubra agora o segredo de cada miss

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

villa discurso “Ferida da ditadura na América Latina ainda é forte”, diz diretor chileno Guillermo Calderón

Discussão politizada: espetáculo chileno Villa + Discurso chega a BH - Foto: Valentino Zaldivar

Por Miguel Arcanjo Prado

Se a língua portuguesa diferencia Brasil dos vizinhos Argentina e Chile, que falam castelhano, nossa história recente nos aproxima. E muito.

Os três países mais importantes da América do Sul saíram de ferozes ditaduras, mergulharam de cara na democracia e, quase que ao mesmo tempo, se viram governados por mulheres que lutaram contra os militares no passado: Dilma Rousseff, por aqui, Cristina Kirchner, na Argentina, e Michelle Bachelet, a primeira delas, no Chile.

O discurso de despedida do poder desta última aliado às lembranças de uma sangrenta ditadura fazem o espetáculo chileno Villa + Discurso, com dramaturgia e direção de Guillermo Calderon, que teve familiares vítimas da repressão.

A obra é encenada a partir desta quinta (14) até domingo (17) no Auditório da Antiga Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) da UFMG, em Belo Horizonte, dentro da programação do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua).

O local é mais do que emblemático. Durante a ditadura militar, a Fafich chegou a ser invadida por agentes da repressão em busca de estudantes e professores ligados à resistência.

Em entrevista exclusiva ao R7, direto de Belo Horizonte, Calderon afirma que fica impressionado com as semelhanças históricas entre seu país e o Brasil.

— A ferida da ditadura ainda é muito forte no Chile e aqui também. Lá, muita gente que participou da ditadura ainda está em cargos públicos. E sei que o mesmo se passa aqui.

Para o dramaturgo e diretor chileno, é preciso investigar o passado e nomear todos que praticaram atos que ferem os direitos humanos, como a torturam, comumente praticada por lá quanto aqui durante os governos militares.

— Não adianta falar só que houve tortura e reparar economicamente quem a sofreu. Isso é uma meia verdade. É um paradoxo. Parece que querem colocar um ponto final na história para que não haja Justiça.

Apesar de celebrar a subida ao poder de uma ex-militante de esquerda, Calderon não aplaude cegamente o que Bachelet fez no governo.

— Ela foi a primeira mulher presidenta, que vinha de esquerda. Mas ela entrou em um esquema neoliberal, que produz uma grande desigualdade social. Tenho um grande apreço pela política social que ela desenvolveu, mas, por outro lado, admininistrou um Estado capitalista muito violento. Ela sofreu na pele essa contradição. Por um lado sinto uma rejeição por ela, por outro, simpatia.

calderon “Ferida da ditadura na América Latina ainda é forte”, diz diretor chileno Guillermo Calderón

Guillermo Calderón: ditadura em discurso no palco do FIT-BH

Na primeira parte da obra, Villa, três mulheres vividas pelas atrizes Francisca Lewin, Macarena Zamudio e Carla Romero discutem a implantação de um memorial na Villa Grimaldi, principal centro de tortura e de extermínio de opositores da ditadura do general August Pinochet. Com personalidades fortes e posturas distintas, elas tentam chegar a um acordo democrático de como deveria ser esse memorial.  

Na segunda, Discurso, as três atrizes se dividem para interpretar Michelle Bachelet, a mulher que veio da esquerda e chegou ao poder, em uma espécie de jogral com a fala da presidenta ao deixar o governo chileno. A obra, intimista, valoriza o trabalho das três atrizes, no tom exato que pede a montagem.

Calderón conta que a peça, já apresentada no Sesc Pompeia, em São Paulo (quando foi vista pelo Atores & Bastidores), e no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no interior paulista, sempre dialoga com os brasileiros.

— Eu gosto muito dessa facilidade que os brasileiros têm em se conectar com o espetáculo. E acho interessante essa aproximação entre Chile e Brasil pelo teatro. O Brasil está olhando mais para a América Latina, para a cultura chilena. Isso é um intercâmbio cultural mais profundo e de grande valor.

O Retrato do Bob: o riso gostoso de Yara de Novaes

No FIT-BH, ator argentino mete a ripa no panelaço

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais

Veja a programação completa do FIT-BH!

Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Veja as dicas da Agenda Cultural da Record News

Leia a coluna Por trás do Pano - Rapidinhas teatrais

Saiba quem são os musos do teatro em maio de 2012

Descubra agora o segredo de cada miss

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Luis Ziembrowski los hijos se han dormido “Panelaço por dólares é encenação de ricos do século 19”, diz ator argentino no FIT BH

Com posição política bem clara, o ator argentino Luis Ziembrowski (à esq.) atua na obra Los Hijos se Han Dormido (à dir.), da Cia. de Daniel Veronese, no FIT-BH, neste fim de semana - Fotos: Perfil/Reprodução e Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Onde tem teatro inteligente há pensamento político. E no Festival Internacional de Palco & Rua de Belo Horizonte, o FIT-BH, que abre neste sábado (8) e vai até o dia 24, não poderia ser diferente.

Uma dos principais grupos dos 13 países presentes no evento, a Cia. do diretor Daniel Veronese, da Argentina, leva ao Palácio das Artes a obra Los Hijos se Han Dormido neste sábado e domingo (9).

Ator da peça, Luis Ziembrowski, premiado como melhor ator no Cine Ceará deste ano pelo filme Um Amor, de Paula Hernández, conversou com o R7 por telefone, direto de BH. Impressionado com o tamanho do teatro onde vai se apresentar, com mais de 1.000 lugares, e com a grandiosidade do festival, que abarca 358 artistas em 143 apresentações, ele revelou sua impressão dos mineiros: "um povo muito carinhoso e hospitaleiro".

Questionado pela reportagem, o artista não deixou de comentar a atual situação política da Argentina, onde houve, nesta semana, protesto com panelaço na praça de Mayo, onde fica a Casa Rosada, sede do governo de Cristina Kirchner, contra a proibição do governo de compra livre de dólares.

— Este protesto foi uma encenação teatral típica do século 19 da classe dominante que se sente afetada em seus interesses. Eles não protestam pela população ou pelo País, mas por si próprios. Parece uma bobagem a princípio, mas quando os poderosos se sentem afetados, eles se dão a conhecer de uma forma muito violenta.

Política à parte, Luis revela que entrou na peça para substituir Osmar Núñez, que precisou deixar o espetáculo, que já teve cinco diferente elencos. A temporada mineira do grupo argentino será curta. Após a apresentação de domingo, partem rumo a Nápolis, na Itália. Depois, já têm na agenda apresentações em Lima, Peru, e uma turnê na Europa em 2013.

A obra estreou há cerca de um ano, no Teatro San Martín, na famosa av. Corrientes, a Broadway argentina.

— A peça é inspirada em A Gaivota, de Tchekhóv. Mas o Veronese fez uma intervenção dentro da obra e produziu uma versão original.

Ziembrowski afirma que os argentinos gostam muito de vir a festivais no Brasil e revelou sentir falta de mais festivais internacionais em sua terra.

— Na Argentina há o Festival Internacional de Teatro de Buenos Aires. Mas falta essa coisa que o Brasil tem, de maior difusão cultural, com festivais em São Paulo, Porto Alegre, Londrina, Santos, São Paulo, Curitiba, Bahia... Lá em Porto Alegre chegou a surgir alguns dramaturgos escrevendo em “portunhol”, mas depois não tive notícias mais. Será que não deu certo? Se não deu, pelo menos foi uma boa tentativa de aproximar argentinos e brasileiros no palco [risos].

Saiba tudo sobre o FIT-BH

Primeiro dia do Fito tem muito batuque em BH

Por trás do pano - Rapidinhas Teatrais 

Veja a programação completa do FIT-BH!

Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Veja as dicas da Agenda Cultural da Record News

Leia a coluna Por trás do Pano - Rapidinhas teatrais

Saiba quem são os musos do teatro em maio de 2012

Descubra agora o segredo de cada miss

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

bh fit1 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Belo Horizonte respira teatro por todos os lados: Fito e FIT neste mês de junho - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

belohorizonte1 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

BH é teatral - Foto: Elba Kriss

BH, a capital do teatro 1
Junho é o mês do teatro em Belo Horizonte. Começa nesta sexta (8) e vai até domingo (10), na Serraria Souza Pinto, a 3ª edição do FITO (Festival Internacional de Teatro de Objetos). A repórter Elba Kriss já está por lá para cobrir tudo para a gente. Parceria da produtora Lina Rosa com o Sesi-MG, o evento terá obras de oito países. Na programação musical, Otto, Naná Vasconcellos e Tizumba. Só batuque bom.

BH, a capital do teatro 2
E neste sábado (9) começa o 11º FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte). Serão 16 dias com 143 apresentações de 358 artistas vindos de 13 países. Ufa! Ah, é claro que este vosso colunista mineiro estará por lá, uai.

Alvim x Vejinha
O diretor Roberto Alvim ficou ressentido com a crítica da Veja São Paulo, sobre sua obra Amante, em cartaz no CCBB, na Sé. Revoltado, Alvim foi para seu Facebook escrever: “Cansado desta m... Aqui vai um aviso para críticos-da-vejinha e odiadores em geral: não esperem que eu mude, não”. Que medo!

Almoço de negócios
Lauro César Muniz, Aderbal Freire Filho, Alcione Araújo e Ivam Cabral tiveram um encontro nesta semana. No cardápio, um novo projeto para os palcos. Aguardemos.

Barbudo na TV
O ator Otto Jr., da peça Outros Tempos, em cartaz no Teatro Augusta, estará na nova temporada de Mandrake na HBO, com direção de José Henrique Fonseca. Na série protagonizada por Marcos Palmeira, Otto será Heitor, parceiro do personagem de Marcelo Serrado. A previsão é que vá ao ar em setembro deste ano. Que bom.

ateondeavistaalcanca blog Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Peça no Coletivo - Divulgação

Segura, peão!
A peça Até Onde a Vista Alcança volta ao cartaz neste sábado (9), em curta temporada até o dia 24 de junho (só não tem no dia 10), no Teatro Coletivo (r. da Consolação, 1.623; sáb., às 19h; dom., às 18h, R$ 40). A obra de Reinaldo Santiago com direção de Jair Aguiar conta a vida dos peões no interior de São Paulo. Coisa de macho.

Bichado
Calma, gente. Vai ter mais. A peça Bichado volta ao Teatro do Núcleo Experimental (r. Barra Funda, 637, Metrô Marechal, SP) no próximo dia 14. Sexta, sábado e segunda, às 21h, e domingo, às 19h. A obra de Tracy Letts, com direção do Zé Henrique de Paula, tem no elenco Paulo Cruz, o muso do teatro do R7 no último mês. O ingresso é R$ 30, mas na sexta-feira é de graça. Mas é bom chegar uma hora antes, porque, senão, vai ficar para fora. Quem avisa amigo é.

O Mágico de Oz
A coluna é fã mesmo de Miéle. Tanto que, na quarta (6), demos com exclusividade ele como o Mágico de Oz. Mas como a gente sempre quer mais, vai aí outra foto inédita:  Miéle, no palco, no último ensaio geral do musical que estreia nesta sexta (8), no Teatro João Caetano, no Rio. Em Sampa, só em 2013. Ótima desculpa para a gente dar um pulo na Cidade Maravilhosa, não é?

mielefoto Guga Melgar 8 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O grande Miéle sobe no palco do Teatro João Caetano em pose para a coluna - Foto: Guga Melgar

Veja a programação completa do FIT-BH!

Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Veja as dicas da Agenda Cultural da Record News

Leia a coluna Por trás do Pano - Rapidinhas teatrais

Saiba quem são os musos do teatro em maio de 2012

Descubra agora o segredo de cada miss

Celulares atormentam Eriberto Leão

O Retrato do Bob: Débora Falabella

Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com