Posts com a tag "fotografia"

lizette negreiros bob sousa1 O Retrato do Bob: A majestade de Lizette NegreirosFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Foi em 1969 que Lizette Negreiros partiu de Santos, onde nasceu no Morro de São Bento, rumo a São Paulo para fazer Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. O chamado era para dividir palco com o grande Paulo Autran, em sua companhia, dirigida por Silnei Siqueira. Logo, emendou Hamlet, convidada por Flávio Rangel para substituir Zezé Motta como Hécuba. Com a peça, contracenou com a fina flor do teatro brasileiro: Walmor Chagas — considerado o melhor Hamlet já visto no teatro brasileiro —, Lilian Lemmertz, Jonas Bloch, Beatriz Segall, Cláudio Corrêia e Castro, Otávio Augusto e Zanoni Ferreti. Daí, passou a ser requisitada pelos mais importantes artistas teatrais do País. E acabou se encontrando no teatro infanto-juvenil seu ponto certo, ao lado do Grupo de Teatro Ventoforte. Venceu duas vezes o Prêmio APCA de melhor atriz, entre outros troféus. A veia artística foi despertada lá no comecinho, ouvindo o pai tocar violão. Pelo jeito, aquela menina já tinha este ar de rainha, esta majestade.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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satyrianas 2009 lindsay oliveira Fotógrafos ficarão de olho na Satyrianas 2014

Tiago Martelli e Mariana Hein participam da Satyrianas 2009 - Foto: Lindsay Oliveira/Coletivo Fotomix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Todos os artistas — e pessoas interessantes, é claro — da cidade rumam para a praça Roosevelt, em São Paulo, durante as Satyrianas.

O evento, que debuta em 2014, em sua 15ª edição, que ocorre entre 20 e 23 de novembro, promete as 78 horas ininterruptas de sempre de muita arte. Além de celebrar os 25 anos do grupo Os Satyros, idealizador do festival.

Para registrar tudo para o futuro, um batalhão de fotógrafos acompanhará cada detalhe (muito cuidado na hora de aprontar), seja de teatro, música, cinema ou artes plásticas.

É o Coletivo Fotomix, idealizado por Luciana Camargo e que participa pela sétima vez do evento e inaugura parceria com o projeto Humans of São Paulo, que registra histórias de moradores da metrópole e conta com 30 mil seguidores nas redes sociais.

Uma exposição gratuita ficará em cartaz até dezembro com as melhores fotos do Coletivo Fotomix nas seis edições anteriores no hall da SP Escola de Teatro, também na praça Roosevelt.

O Coletivo Fotomix tem idealização e organização de Luciana Camargo e conta com coordenação de Fábio Silva, Fábio Fioravanti, Giórgio D'Onófrio, Giovana Pasquini e Will Prado.

Participam ainda os fotógrafos convidados Alex Radoux, André Murrer, Bella Tozini, Bruna Fernandes, Daniel Garcia, David Samulionis, Érica Olbera, Gastão Guedes, Inês Correa, Kennedy Silva, Luciana Zacarias, Marco Antonio de Ávila, Natália Ranhel, Nil França, Noel Filho, Paula Cipriano, Paula Nogueira, Renato Peixoto, Vagner Click, Vivi Carvalho e Vivian Sechin.

Conheça a página do Fotomix

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bob sousa livro Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

O fotógrafo Bob Sousa mostra o livro Retratos do Teatro: 169 fotografados - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Tiago Cheregati

“Olha como fiquei bonito. Estou parecendo um galã dos filmes da Metro. Estou um Clark Gable”, disse um sorridente diretor Antunes Filho no saguão do Teatro Anchieta do Sesc Consolação, na noite da última quarta (27).

danilo abre 2 Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

O gerente regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, apresentou o livro ao público, ao lado da programadora de teatro do Sesc Consolação e jornalista Adriana Macedo - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

Ele conferia sua foto, que abre o livro Retratos do Teatro [Editora Unesp], do fotógrafo Bob Sousa, com 169 personalidades do teatro paulistano retratadas. A obra está disponível gratuitamente na internet.

O livro foi lançado com casa lotada. O fotógrafo passou mais de duas horas autografando cerca de 300 exemplares distribuídos gratuitamente aos convidados. Antunes lembrou a importância da iniciativa:

— É do cacete esse livro! O Bob Sousa dá uma força para o teatro. Dá um estímulo estético para a gente. Isso é bom e eu gosto. Para ele, estou sempre às ordens.

Veja galeria de fotos do lançamento de Retratos do Teatro, de Bob Sousa

A cerimônia de lançamento foi aberta pelo gerente regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda. Ele falou que o livro de Bob “ajuda a valorizar o teatro”.

— Temos grandes personalidades do teatro neste livro. É uma honra para o Sesc receber Bob Sousa e seus convidados no Teatro Anchieta, este palco que tem um significado tão importante para o teatro.

danilo santos antunes filho Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

Amigos: Antunes Filho abraça Danilo Santos de Miranda no lançamento - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

Professor e pesquisador de teatro da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Alexandre Mate, falou que Bob Sousa documenta em seu livro uma história importante de nosso teatro.

bob sousa familia Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

Bob Sousa posa com sua mulher, Daniela, e os filhos, Isabela, Letícia e Pedro, no evento - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

— Este livro é uma oportunidade para muitos artistas terem assento na história. O modo de ser de Bob Sousa me lembra uma canção de Beto Guedes que diz “um mais um é sempre mais que dois”. O Bob traz isso: ele se doa às pessoas.

Marta Colabone, gerente de estudos e desenvolvimento do Sesc São Paulo, fez um dos mais belos discursos da noite e afirmou que “Bob Sousa, ao retratar pessoas, retratou vidas”.

Veja galeria de fotos do lançamento de Retratos do Teatro, de Bob Sousa

O ator Lee Taylor lembrou que, “numa era de banalização da imagem, o livro de Bob Sousa revela imagens cheias de sensibilidade”.

O também ator Caco Ciocler, lembrou da “simpatia” que faz com que os artistas se sintam à vontade diante da lente de Bob a quem definiu como “um amigo muito fácil de se ter”.

O público viu um vídeo com os retratos do livro exibidos em um telão, dirigido por Laerte Késsimos, com texto de Camilo Vannuchi e voz de Danilo Grangheia.

Emocionado, Bob Sousa discursou à plateia lotada. Lembrou que sua trajetória foi de muita persistência e brincou que, no começo, sempre lhe perguntavam: “Bob de onde?”.

—Fazer este livro foi viver duas vidas. Sempre me perguntavam: ‘Bob de onde?’. Foi a frase que mais ouvi. Eu sou o Bob do teatro. O teatro me deu tudo!

Clique aqui para baixar o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Veja galeria de fotos do lançamento de Retratos do Teatro, de Bob Sousa

bob sousa autografa Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

Personalidades do teatro paulistano lotaram o saguão do para pegar o autógrafo de Bob Sousa no livro Retratos do Teatro (Editora Unesp), que está disponível na internet gratuitamente - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

 

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Foto de Bob Sousa

renata araujo foto bob sousa O Retrato do Bob: Renata Araújo, de olho no futuroRenata Araújo está envolvida com produção de teatro desde 2006. Danada, além de produtora com diploma de pós-graduação da ECA-USP, é advogada e atriz. Na Impacto R Cultura e Arte, sua empresa, não para nem um minuto sequer. No ano passado, botou no mapa os 21 anos da Cia. Razões Inversas, na qual atuou também como atriz. Agora, cuida da Cia. Perversos Polimorfos, entre outros projetos. Tanto empenho é reconhecido pelos profissionais do teatro, que vivem solicitando seu trabalho. Por isso, essa tem esse olhar certeiro, captado pelo nosso Bob Sousa. Sempre de olho no futuro.

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fotomix Fotógrafos fazem cliques sem parar na Fotomix, maratona de imagens das Satyrianas

Grupo de cerca de 40 fotógrafos registra as Satyrianas sem parar - Foto: Lindsay Oliveira

Por Miguel Arcanjo Prado

Nas Satyrianas, maratona de 78 horas culturais na praça Roosevelt, em São Paulo, um clique pode vir de qualquer lado. Nesta edição, um beijo ousado de um espectador em uma colhinha sexy já rendeu registro certeiro.

eroticoelha Fotógrafos fazem cliques sem parar na Fotomix, maratona de imagens das Satyrianas

Fotógrafa Vivi Carvalho registra a Eróticoelha, do Coletivo Parabelo, na madrugada de sexta (2)

O evento que completa 13 edições neste fim de semana vai até a meia-noite de domingo (4). Ele atrai interesse de um talentoso time de cerca de 40 fotógrafos que fazem questão de registrar tudo o que for possível: o Fotomix.

E é coisa que não acaba mais: só na programação oficial são 316 atividades culturais, como contou ao R7 o coordenador das Satyrianas Gustavo Ferreira.

Idealizado pela fotógrafa Luciana Camargo, o Fotomix integra a programação das Satyrianas – Uma Saudação à Primavera pelo sexto ano consecutivo.

A turma é tarimbada, e já publicou livro sobre os 20 anos da Cia. de Teatro Os Satyros, fundadora das Satyrianas, e teve imagens publicadas até na Holanda. O projeto é feito na raça, já que não há remuneração nem fins lucrativos.

Quem ficou curioso, pode acompanhar as imagens produzidas em tempo real no blog do Fotomix.

Ajudam Luciana na coordenação Carlos Lindsay, Gastão Guedes, Giovana Pasquini, Luciana Camargo, Vivian Sechin e Will Prado. São os chamados Foto Líderes.

 Fotógrafos fazem cliques sem parar na Fotomix, maratona de imagens das Satyrianas

A fotógrafa Luciana Camargo: idealizadora da Fotomix nas Satyrianas, em SP - Foto: Dionysio Moriconi

A brava equipe de fotógrafos é composta por:  André Murrer, André Stéfano, Antônio Carlos Ponzini, Bárbara Ablas, Bela Tozzini, Carlos Lindsay, Dani Agostini, David Samulionis, Dionysio Moriconi, Fabio da Silva, Fabio Fioravanti, Fernando Vilhegas, Gastão Guedes, Giovana Pasquini, Giorgio D’Onofrio, Glaucia Piantonio, Heloisa Pantoja, Hideshiro Kakuda, Jr., Inês Corrêa, Isa Luciana, Julio Gallinaro Maranho, Leonardo Valentin, Liliane Camargo Fragoso, Luciana Camargo, Luiz Filipe, Marcelo Apontes, Márcio Maruxo, Marcos Lamego, Marlon Marinho, Maurício Correia, Mônica Borges, Nina Belloni, Núbia Abe, Priscila Hermanny, Renan Gaspar, Roberto Sungi, Sônia Colvara, Sylvia Sanchez, Vivian Carvalho, Vivian Sechin, Will Prado.  

Veja, abaixo, a entrevista que o Atores & Bastidores fez com a coordenadora do Fotomix, Luciana Camargo:

Miguel Arcanjo Prado – Qual a maior dificuldade em fotografar as Satyrianas?

Luciana Camargo – É ter tanta coisa bacana ocorrendo simultaneamente, a gente se desdobra! Mas também tem o lado técnico da coisa, como operários da luz, temos de lidar com a pouca ou nenhuma luz nas tendas. A falta de estrutura para guarda de equipamentos também é algo complicado, bem como a correria para a publicação das fotos em um respiro entre um espetáculo e outro. 

fotomix 2 Fotógrafos fazem cliques sem parar na Fotomix, maratona de imagens das Satyrianas

Luciana Camargo registra a Satyrianas 2012: Cléo de Páris e Maria Casadevall em A Nossa Gata Preta e Branca

Miguel Arcanjo Prado – Como é feita a coordenação dos trabalhos?
Luciana Camargo – Os fotógrafos mandam seus horários disponíveis ou aponta algum espetáculo específico de seu interesse. Com base nessas informações, distribuímos as atrações para cada fotógrafo por meio de uma escala. Após fotografarem cada peça, eles são orientados a fazer a postagem no blog o mais rápido possível para manter o conceito original "Maratona Fotomix", ou seja, peças e performances ininterruptas. Desde 2009, um núcleo foi criado, o que chamamos de Foto Líderes, cada um com sua função, mas o principal, o de coordenar e cuidar atentamente para que a imagem seja publicada imediatamente.

Miguel Arcanjo Prado – Os fotógrafos trabalham com equipamento próprio? Eles têm liberdade de fotografar o que quiserem?
Luciana Camargo –Sim, todos trabalham com suas máquinas. Mesmo com a escala feita por nós, os fotógrafos têm total liberdade de fotografar o que estiver acontecendo, inclusive outras peças que não estão em sua lista, desde que não prejudique o trabalho do outro, não queremos dois ou mais fotógrafos no mesmo teatro, pois respeitamos muito o trabalho do ator, do diretor e de toda a equipe envolvida. Sabemos que em muitos momentos, um simples clique pode desconcentrar um ator e isso não queremos! 

Miguel Arcanjo Prado – Como vocês fazem para fotografar as peças?
Luciana Camargo – Somos os fotógrafos oficiais das Satyrianas desde 2006, e durante todo o evento o Coletivo está identificado com a camiseta Fotomix, isso é a nossa credencial para entrar em qualquer espaço e sempre fomos muito bem recebidos, existe um respeito muito grande pelo nosso trabalho e de certa forma é uma parceria bacana. É a chance de atores terem um material de altíssima qualidade a custo zero e dos fotógrafos novatos poderem fazer das Satyrianas sua escola.

ines Fotógrafos fazem cliques sem parar na Fotomix, maratona de imagens das Satyrianas

A fotógrafa Inês Correa faz o registro da peça Corpus Cavernosos, uma das primeiras das Satyrianas 2012

Miguel Arcanjo Prado – Você já viveu algo inusitado nas Satyrianas?
Luciana Camargo – Nossa, tem muita coisa! Fotógrafo é um bicho observador por natureza...Teve a noite da homenagem ao Paulo Autran, com muitos balões brancos no ar. Também quando alugamos um helicóptero para fazer fotos aéreas durante 15 minutos. Tem a história de 30 pessoas cantando enlouquecidamente dentro de uma caçamba prestes a virar [risos]. Já tive também de esperar meu horário escalado até às cinco da manhã e descobrir que ele seria cancelado por falta de quórum. E a instalação “Vulvar” no espaço Feminix em 2010 em que mulheres podiam fotografar suas vulvas numa cabine e expor? [risos] Ainda teve a exposição de fotos de Marta Baião, das mulheres de Bukavu no Congo, vítimas de violência sexual. E sempre é inesquecível ver garis assistindo ao Dramamix na madrugada. Ah, também tem mendigos nos pedindo para serem entrevistados...

Veja as imagens do Fotomix!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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silvana garzaro2 Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

Silvana Garzaro é do tipo que não se deslumbra e que sabe o que faz - Fotos: Vitor Pavão e André Ligeiro

Por Miguel Arcanjo Prado

Silvana Garzaro é a fotógrafa de maior personalidade do mercado paulistano. Talvez, isso venha de seu passado de atriz. Diz o que pensa. Não faz tipo. Não se intimida pela celebridade do momento. Fã do filme A Malvada, com Betty Davis, sabe que toda fama passa. Por isso, fotografa com o mesmo profissionalismo e respeito Chico Buarque ou o mais novo ator de Malhação. E exige o mesmo do outro lado da lente. Faz muito bem.

Nascida em Santo André, no ABC paulista, em pleno flower power de 19 de fevereiro de 1971, Silvana pensava que seria bailarina. Dançava sem parar. O bambolê e as pulseiras multicores ajudavam a compor o estilo.

Mas o passo ficou sem graça quando fez dez anos, e sua mãe, Isaura, morreu de um derrame cerebral. Caçula de três irmãos, aprendeu que esta vida não é coisa fácil. Mas nunca teve medo de enfrentá-la.

De bilheteira a atriz; de atriz a fotógrafa

Já em São Paulo, aos 18 anos, começou a estudar teatro. Decidiu que seria atriz. No meio do caminho, casou-se com César Raspini, filho da atriz Aldine Müller, com quem partiu rumo a  Criciúma, em Santa Catarina. Não gostou do frio e voltou a São Paulo.

Foi morar na Bela Vista e arrumou emprego com o amigo Sérgio Mamberti na bilheteira no Teatro Crowne Plaza. Logo, o diretor Sergio Tastaldi resolveu dar a chance de ela fazer um teste. Competiu com atrizes recém-formadas pela USP e passou. Fez a personagem mais engraçada, é claro.

Porém, com as sessões, percebeu que estar no palco não era muito sua onda. Diz que “não tinha pegada de atriz”. Até que Sergio Mamberti a chamou para uma conversa definitiva.

— Ele me disse, daquele jeitão dele, “Silvana, não é que você não tenha talento, isso você tem. Você não tem é vocação para atriz”. E ele estava certo. Ator é que nem bicha. Ninguém vira, já nasce [risos].

silvana garzaro fotos capas Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

Algumas das capas de Silvana Garzaro

Ficou sem carreira. Angustiava-se pensando para que serviria nesta vida. O casamento acabou e, perdida no mundo, recebeu um recado de uma amiga, Meire, que trabalhava na fotografia da revista Veja. A grande editora de fotografia da revista Caras, Nellie Solitrenick, estava precisando de uma assistente. Foi com a cara, a coragem, e seu atrevimento peculiar, e conseguiu o emprego.

— Cheguei lá com meu currículo pobrezinho de atriz. A Nellie amassou meu currículo e disse: “Bem-vinda ao outro lado. Eu sei que você não entende nada do assunto, mas eu gostei de você”.

Em oito meses de aula prática diária, Silvana aprendeu tudo com a mestre.

— A Nellie criticava com propriedade e técnica todas as fotos que recebia. E eu ficava escutando e assimilando tudo. Aprendi o que era abertura de diafragma, velocidade do obturador, uso correto do flash...

Até que veio a morte repentina de Lady Di. Sob comando de Nellie, Silvana ajudou a fechar três revistas Caras em um fim de semana: a normal, a especial Lady Di brasileira e a especial Lady Di argentina. Por ser “ponta firme”, conquistou respeito definitivo de sua mestre.

A primeira foto publicada foi do desfile de João Armentano no Morumbi Fashion, embrião do que viria ser a São Paulo Fashion Week. Quando pegou a câmera na mão, sentiu algo inexplicável: encontrou a resposta para o que queria ser.

Não parou mais. No começo, a atriz que virou fotógrafa sofreu resistência dos colegas. Mas não desistiu e encontrou o seu respeitado lugar no mercado. Trabalhou na Caras, na Contigo, na Junior e nas revistas mais celebradas do país. Fez parte do time de fotografia que criou as revistas IstoÉ Gente, Época e Flash, de Amaury Jr., da qual guarda doces lembranças.

Paparazzi de Gisele Bündchen

Na IstoÉ Gente foi apelidada de paparazzo oficial de Gisele Bündchen, na época no auge da carreira e namorando ninguém menos que Leonardo DiCaprio. Por conta da gaúcha, protagonizou uma discussão brava com Mônica Monteiro, na época empresária da top e que queria impedi-la de fazer fotos da modelo. Tempos depois, a própria Mônica procurou Silvana para dar seu veredicto sobre a tal discussão.

— Estava em um camarote do Anhembi, no Carnaval, e a Mônica Monteiro chegou para mim e me disse: “Você é aquela fotógrafa que brigou comigo?”. Eu, morrendo de medo, respondi que sim e pedi desculpas, e ela: “Menina, eu viajo o mundo inteiro com a Gisele e você é a fotógrafa mais esperta que já vi. Está de parabéns. Eu defendi o meu, e você o seu”. De vilã, eu virei herói [risos].

Encontro histórico de Maria Rita e Ângela Maria

Viveu história hilárias, como ser atropelada por um touro na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, e importantes, como ter promovido o primeiro encontro das cantoras Ângela Maria e Maria Rita.

—Dei a ideia dessa matéria, porque estávamos em Portugal com a Ângela Maria, e a Maria Rita fazia sua primeira turnê por lá. Na hora, lembrei do tanto que a Elis Regina foi fã da Ângela, e dei a sugestão da pauta. Deu trabalho, mas conseguimos promover esse encontro tão significativo para a música brasileira. Acho que a Elis iria gostar disso que eu fiz. Todo mundo chorou muito naquele camarim. Inclusive eu, enquanto fotografava tudo, é claro.

Certa vez, ao fotografar Padre Marcelo no auge do sucesso, percebeu que ele estava cheio de medalhinhas de Santo Antônio. Espirituosa, contou ao sacerdote que seu “Santo Antônio estava em casa, de castigo, de cabeça para baixo, enfiado em um balde com gelo”. O padre achou graça.

— Ele começou a rir e a foto ficou incrível. Aí, depois que terminei, ele me disse: “Filha, venha cá que eu vou rezar para você se casar”. Ele rezou, mas até hoje não deu certo [risos].

Mas e os palcos, Silvana? Será que há a possibilidade de um dia a fotógrafa virar atriz outra vez?

— Sei lá... Às vezes eu penso em voltar a fazer teatro. Não para ser atriz famosa, porque eu sei mais do que ninguém que isso é muito perigoso. Mas porque seria uma boa válvula de escape. Mas tem também essa coisa de entrega total que um ator tem de ter, de virar outra pessoa. Isso me bloqueia um pouco. Eu não consigo ir trabalhar e deixar a Silvana em casa. E esse é meu maior defeito, porque sou o que sou sempre. E, por isso, ou me amam ou me odeiam [risos].

silvana garzaro fotosreportagens Silvana Garzaro, a fotógrafa que era atriz

Momentos da carreira de Silvana Garzaro: o encontro de Maria Rita e Ângela Maria; Barretos, quando foi atroplada por um touro; e Gisele Bündchen com a então sogra, mãe de DiCaprio - paparazzo oficial da top model

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madalena schwartz Livro registra teatro alternativo de SP dos anos 70

Nos embalos dos anos 70 - o ator Tito dá aquela mordida gostosa na colega Aizita Nascimento; a bela imagem faz parte do livro de fotos de Madalena Schwartz lançado pelo IMS/Divulgação

Como diz o amigo do blog Manoel Carlos, o teatro costuma ser o “primo pobre” no mundo das artes. Por isso, qualquer registro que se faça sobre ele é sempre digno de aplausos.

O Instituto Moreira Salles lançou nesta segunda (21), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, o livro Crisálidas.

A obra traz cem fotografias de Madalena Schwartz (1921-1993), que registrou a cena alternativa de seu tempo.

A maioria das fotos são da década de 1970, quando a arte underground passou a ser forma de resistir em pleno ápice da repressão da ditadura militar.

Destaques para as imagens que representavam a libertação sexual tão em voga, como os registros da banda Secos & Molhados e do grupo teatral Dzi Croquettes, que revolucionou a maneira de se fazer um espetáculo.

Madalena nasceu em Budapeste, a cidade às margens do azul Danúbio, na Hungria. Ainda na infância, após a morte da mãe, foi viver com o pai na Argentina. Aos 39 anos, mudou-se com o marido e dois filhos para o centro de São Paulo. Apaixonou-se tanto pela cidade que ficou por aqui até sua morte.

dzi Livro registra teatro alternativo de SP dos anos 70

Paulo Bacellar (Paulette) e Carlinhos, do grupo Dzi Croquettes - Foto: Madalena Schwartaz/IMS

Veja o vídeo sobre o filme do grupo Dzi Croquettes:

[r7video http://entretenimento.r7.com/videos/dzi-croquettes/idmedia/6072d269e15635705ec4e407ff92dfda.html]

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