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magiluth cadillac bob sousa2 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac entre os integrantes do Grupo Magiluth no palco da avenida Paulista - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

"Num tempo de Anittas e Valescas, ninguém entendeu o Brasil como Rita Cadillac", disse o diretor Pedro Vilela, do Grupo Magiluth, no palco do Itaú Cultural, na avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta sexta (18). A frase foi dita após a sessão da peça Viúva, porém Honesta, antes que Vilela entregasse um buquê de rosas vermelhas a Rita Cadillac, presente na plateia.

A companhia teatral de Recife cumpre temporada na capital paulista com sua versão debochada para o texto clássico do dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues. Havia fila para ver a obra que dobrava a esquina e não era possível ver seu fim.

magiluth cadillac bob sousa3 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac diante do cartaz de Viúva, porém Honesta: sessões no Itaú Cultural e na Funarte SP - Foto: Bob Sousa

Rita assistiu, na primeira fila, à sessão da obra a convite do Atores & Bastidores do R7 e do Grupo Magiluth. Sua canção É Bom para o Moral é a principal da trilha sonora da obra teatral.

Ao ouvi-la, Rita se emocionou, assim como a plateia. Assim que a peça acabou, foi chamada ao palco para receber a homenagem.

A dançarina do Chacrinha revelou aos artistas que ama Pernambuco. "Só não fui morar lá porque a Gretchen foi antes, e iam dizer que eu tinha copiado ela", contou, enquanto posava para fotos.

Entrevista de Quinta: "Viramos o Pequeno Príncipe", diz Grupo Magiluth

Rita fez questão de posar com os integrantes do Magiluth: Pedro Vilela, Pedro Wagner, Mário Sergio Cabral, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Thiago Liberdade e Lucas Torres.

"A peça me divertiu muito. Nunca imaginei que minha música poderia entrar em uma peça de teatro, que eu poderia ser lembrada por artistas tão bons", revelou, emocionada, à reportagem.

Convertida em ícone cult, Rita ainda lembrou da importância do texto. "Mesmo que eles revolucionem na montagem, ainda é Nelson Rodrigues. Amanhã, estes meninos vão fazer muito sucesso e eu vou dizer: eu estava lá, sendo homenageada por eles. É uma honra para mim. Obrigada, Magiluth", afirmou.

A ex-chacrete contou que a partir de agora virou fã de carteirinha da peça e do Grupo Magiluth. "Eu amei tanto que vou levar uma turma de amigos para ver na Funarte, nesta semana agora. Ainda quero chamar os meninos para comer algo comigo", prometeu Rita Cadillac.

Sobre receber a homenagem em um palco em plena avenida Paulista, Rita, aquela que inventou o beijinho no bumbum muito antes do beijinho no ombro, definiu: "Este é o meu beijinho no ombro para as outras!".

O Grupo Magiluth, que está completando dez anos, faz sessões gratuitas de Viúva, porém Honesta até domingo no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro), sábado, 20h, e domingo, 19h. Entre 23 e 27 de abril, eles se apresentam sempre às 20h na Funarte de São Paulo (al. Nothamann, 1058, metrô Marechal Deodoro), também com entrada gratuita.

magiluth cadillac bob sousa1 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac se emociona com homenagem do Grupo Magiluth em Viúva, porém Honesta - Foto: Bob Sousa

Entrevista de Quinta: "Viramos o Pequeno Príncipe", diz Grupo Magiluth

Leia a crítica de Viúva, porém Honesta

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magiluth foto bob sousa11 Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

Os sete integrantes do Grupo Magiluth, na tradicional rua Avanhandava, no centro paulistano: "Viramos o Pequeno Prínicipe"; a partir da esq.: Thiago Liberdade, Lucas Torres, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Pedro Wagner, Pedro Vilela e Mário Sergio Cabral  - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Eles agora não estão mais em um apartamento de frente para o Minhocão, mas, em um hotel bacaninha do centro paulistano. Após a marcante estada em São Paulo no inverno de 2012, o Grupo Magiluth está de volta à metrópole que abriga todas as matizes do pulsante teatro brasileiro.

Agora, os garotos do mais inquieto teatro pernambucano são sete: Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Pedro Vilela, Pedro Wagner e Thiago Liberdade – este último uma espécie de filho pródigo que retornou ao grupo que ajudou a fundar dez anos atrás.

As fronteiras de Recife já foram perpassadas há muito por estes artistas, que em breve atravessam o oceano Atlântico para uma parceria com uma companhia europeia. Outro dia, uma fã, sim eles têm fãs, disse que o Magiluth é seu novo Pequeno Príncipe. Os Novos Pernambucanos do teatro brasileiro adoram uma relação próxima com a plateia.

Ficam até o fim do mês em São Paulo com sua debochada versão para a peça Viúva, porém Honesta, do também pernambucano Nelson Rodrigues. O espetáculo já causou furor por todo o País e chega ao olhar do exigente público paulista com a maturidade de mais de cem apresentações.

Eles passam o feriadão de Páscoa no palco do Itaú Cultural, onde se apresentam até este domingo (20), com entrada gratuita. Depois, entre 23 e 27 de abril, sempre às 20h, se apresentam na Funarte de São Paulo [veja os serviços ao fim da entrevista].

O septeto recebeu o Atores & Bastidores do R7 com exclusividade para esta Entrevista de Quinta. Em um bate-papo inteligente e bem-humorado após o café da manhã, falaram coisas fundamentais. E ainda responderam quem inspirou o Dorothy Dalton, o lendário crítico teatral criado por Nelson Rodrigues que surge na peça do grupo de forma provocativa.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Como é esta volta a São Paulo quase dois anos depois? E vocês trouxeram o frio de novo...
Giordano Castro – Quanto frio que a gente passou naquela outra vez! Agora, a gente chegou e esfriou  [risos]
Pedro Vilela – A gente montou o Viúva, porém Honesta aqui em São Paulo, na Funarte, naquela vez. Foram dois meses ensaiando. É importante estrear  aqui após fazer 132 apresentações em 2013. Esta turnê que fizemos nos últimos meses nos trouxe maturidade no ofício. Mas, também a gente percebe que muitas dificuldades permanecem dois anos depois, sejam de comunicação e de estrutura de trabalho.

Miguel Arcanjo Prado – Estar em São Paulo é importante?
Pedro Wagner – Vir para cá sempre causa certo furor. Este trabalho demorou muito para chegar aqui. É um lerê da porra conseguir descer, conseguir chegar a São Paulo. Mas quando a gente chega é muito instigante. E também já temos amigos na cidade.
Pedro Vilela – São Paulo é o olho do furacão. É bom estar por aqui.

Miguel Arcanjo Prado – Eu percebo que vocês estão sempre em troca com outros grupos do Brasil. Gostam de trabalhar em rede?
Giordano Castro – Estamos sempre em trocas com outros artistas. Na época da montagem, também. E não só com grupos, como também com nosso público. Em Recife tem uma turma que acompanha de perto o trabalho do Magiluth.

Miguel Arcanjo Prado – Para vocês estar em São Paulo ajuda quando voltam em Recife? Porque percebi que depois daquele 2012 vocês voltaram por cima para lá...
Pedro Vilela – Recife ainda precisa que alguém de fora reconheça algo, para então passar a ter reconhecimento por lá...
Pedro Vilela – Quando voltamos, parecia a volta dos Beatles [risos].
Erivaldo Oliveira – Mas tinha um público que já nos acompanhava. E nem é um público de teatro geral, não. É um público que via as peças do Magiluth. Gente que nos ajudou a consolidar nosso trabalho.
Mário Sergio Cabral – Hoje, a gente circula o Brasil e também faz todo o Estado do Pernambuco sempre.

Miguel Arcanjo Prado – Vocês têm uma relação muito forte com Recife?
Pedro Vilela – A gente propõe festival de teatro, o Trema!, realiza intervenções nas ruas, propõe ingressos ao preço de pague quanto puder.
Pedro Wagner – Acho que esse reconhecimento hoje é possível, bem como essas ações porque conseguimos entrar em alguns lugares.
Mário Sérgio Cabral – Eu me lembro da nossa entrevista de 2012, da gente dizendo que nunca tinha conseguido patrocínio do governo de Pernambuco. Hoje, esta circulação tem apoio estadual.
Pedro Vilela – A gente ainda não se apresentou em Recife neste ano. Só temos previsto fazer Luiz Lua Gonzaga em maio, no Palco Giratório, do Sesc. Mas estamos dando um jeito de conseguir fazer mais apresentações. Estar ausente muito tempo é perigoso. Queremos voltar.
Giordano Castro – Somos de Recife. Viver lá nos interessa para nós e para o nosso trabalho. Dar este retorno à cidade é massa.

Miguel Arcanjo Prado – É uma relação forte?
Pedro Wagner – É tão forte a relação que temos com Recife que digo que ela é de amor e ódio. É tão intenso que fomos para as ruas. Não tínhamos trabalhado com performance e arte urbana até então. E foi ótimo. A cidade está um caos nestas vésperas da Copa, o trânsito está caótico. Fomos para a rua e descobrimos outras perspectivas.
Pedro Vilela – Viramos quase guerrilheiros [risos].
Pedro Wagner – Nossa página no Facebook virou espaço de denúncia.
Mário Sérgio Cabral – Isso mudou nossa postura. Por exemplo, o Giordano foi morar perto do trabalho. E ele sempre era o mais tranquilo nos ensaios. A gente, que vinha de longe e ficava preso no trânsito, chegava estressado. Recife hoje vive uma angústia.

magiluth foto bob sousa121 Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

Grupo Magiluth na garoa de São Paulo: os Novos Pernambucanos do teatro - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado – Vocês são muito conectados nas redes sociais. Este trabalho de comunicação é consciente?
Thiago Liberdade – É totalmente consciente, é um reflexo desta nova era. Nossa primeira preocupação, lá no comecinho, foi em chamar o design e amigo Guilherme Luigi, para fazer a parte gráfica. Hoje, eu assumi esta parte.
Pedro Vilela – A gente começou sem nada. Então, percebemos que o melhor trabalho para fidelizar nosso público eram um bom trabalho de comunicação. Investimos em cartazes, bottons, camisetas... E nosso público sempre sentiu essa necessidade de se aproximar da gente.
Pedro Wagner – Nosso público tem relação de amizade mesmo com a gente. É muito doido isso. Teve uma espectadora que disse que nós somos seu novo Pequeno Príncipe [risos].
Thiago Liberdade – Por isso sempre viajamos em bloco, todos juntos. Isso é importante para mantermos nossa unidade não só no palco, como também no escritório, na comunicação.

Miguel Arcanjo Prado – É mais fácil circular hoje?
Giordano Castro – Hoje, existe uma rota de fuga, um circuito criado pelos próprios grupos. Mesmo em comunicação.
Thiago Liberdade – Se não conseguimos entrar em alguns espaços, criamos nossos espaços e comunicamos.

Miguel Arcanjo Prado – Quais são os próximos planos?
Pedro Vilela – Estamos começando um novo processo de investigação para estrear em 2015, sobre o fenômeno de fé fervorosa no Brasil contemporâneo. Também vamos fazer intercâmbio com o grupo português Mala Voadora. Vamos estrear lá em 2015 e no Brasil em 2016. É uma peça sobre felicidade.

Miguel Arcanjo Prado – Como é fazer Viúva com tanta estrada?
Lucas Torres – Foi uma peça que a gente teve estrutura para montar e ensaiar. Então, estreamos de forma tranquila. E a circulação tem sido assim também. Trabalhamos com plateias distintas, com diferentes níveis de humor.
Erivaldo Oliveira – Tem plateia que dá angústia. Fica lá quietinha, não produz nenhum som. Você tem sensação de que não estão reagindo, aí vem uma reação ao fim. E é positiva sempre.
Lucas Torres – Mesmo quem não gosta do tipo de humor que fazemos entra no jogo. Porque ele é muito dinâmico entre público e a gente.
Pedro Vilela – Hoje tenho de segurar os meninos e falar: não é stand-up, hoje ficou poluído demais. Porque se eles ficam soltos, fazem o que querem.

Miguel Arcanjo Prado – E como é este encontro com Nelson Rodrigues?
Pedro Wagner – Outro dia o Kil Abreu [crítico teatral], apesar de ainda não ter visto, disse que era o encontro de duas gerações de pernambucanos apimentados. Porque o Nelson tinha pimenta também. Ele escrevia com sangue nos olhos.
Mário Sergio Cabral – A gente faz teatro como se fosse a última vez. Eu tenho sempre que me aquecer muito.
Girdano Castro – A gente faz com um tesão do caralho.
Pedro Wagner – É isso. A gente tem tesão! O grupo é só de homens. Tem uma energia muito forte, sexual, presente. Somos homens libertinos.
Giordano Castro – Somos descarados uns com os outros [risos].

Miguel Arcanjo Prado – Por que vocês resolveram dar este olhar debochado a esta obra do Nelson?
Pedro Vilela – Gente, o próprio Nelson diz que Viúva, porém Honesta é uma farsa irresponsável.
Pedro Wagner – Hoje em dia, está ficando melhor ler Nelson Rodrigues do que ver montagens. Porque colocaram ele no pedestal e fazem coisas muito respeitosas.
Giordano Castro – Incharam o Nelson com tanto respeito. Não é que a gente não o respeite, mas, nós, como artistas, precisamos nos colocar na obra.
Pedro Vilela – O filho dele foi ver no Rio e veio conversar com a gente depois. Ele nos disse: “Meu pai ficaria muito feliz”. A neta dele também adorou.
Pedro Wagner – A gente se apresentou na festa de 15 anos da neta do Nelson.

Miguel Arcanjo Prado – Apesar de eu achar ótima, soube de gente que ficou com raiva da representação que vocês fazem da crítica teatral na figura do personagem Dorothy Dalton, o crítico da nova geração, com aquele cachecol. Apesar do frio, eu nem vim de cachecol hoje [risos].
Pedro Wagner – Então, a gente está colocando essa turma para sentir a sensação que a gente tem quando lê uma crítica [risos]. Quem levar muito a sério é pior para a própria pessoa. Tudo que falamos está no texto. O Nelson Rodrigues escreveu o Dorothy Dalton para um crítico específico, o Miroel Silveira. Tanto que é bem achatado o personagem. O nosso Dorothy Dalton é mais aberto. Não é para ser levado tão a sério.

Miguel Arcanjo Prado – Quem é o Dorothy Dalton do Magiluth?
Pedro Vilela – Se me perguntassem se você é o nosso Dorothy Dalton, eu responderia que sim e que não. Porque é você, e também você não é ele. Sim, porque, hoje em dia, você é o crítico que se coloca em seus textos, não tem medo de falar, cria “bafão”, ou seja, que não é aquele crítico chato, antigo. Você é realmente o crítico da nova geração, da nossa geração. Neste aspecto você é o Dorothy Dalton.
Pedro Wagner – Até porque parte da crítica ficou muito chata. Tem crítica que consegue ser mais chata que a peça!
Pedro Vilela – Mas eu digo que você não é ele também, porque o Dorothy Dalton não sabe o que está querendo dizer. Você não é assim.
Pedro Wagner – Resumindo: o Dorothy Dalton é bem mais irresponsável que você [risos].

Viúva, porém Honesta
Avaliação: Muito bom
Quando e onde: 15 a 19 de abril, às 20h; dia 20, às 19h no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro); 23 a 27 de abril, às 20h, na Funarte (al. Nothmann, 1058, metrô Marechal Deodoro)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

magiluth foto bob sousa10 Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

Magiluth conquista SP: humor cáustico pernambucano para clássico de Nelson Rodrigues - Foto: Bob Sousa

Leia mais sobre o Magiluth no R7

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luiz renata pires erivaldo oliveira Mostra Sesc de Teatro de Rua tem 22 espetáculos gratuitos em SP até o dia 29 de setembro

O ator Erivaldo Oliveira, do Grupo Magiluth, que faz Luiz Lua Gonzaga no festival - Foto: Renata Pires/Fundarpe

Por Miguel Arcanjo Prado

Quem gosta de teatro tem de ir para a rua a partir desta sexta (20) para conferir a Mostra Sesc de Teatro de Rua, que vai até o dia 29, com 22 espetáculos gratuitos em 16 unidades do Sesc São Paulo, na capital e no interior.

São 19 companhias nacionais e duas internacionais, totalizando 68 apresentações. Seis Estados brasileiros estão representados (Ceará, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul), além de produções da Itália e da Holanda.

Tal diversidade é fruto do trabalho de uma curadoria formada por 17 programadores do Sesc, sob coordenação de Armando Fernandes, responsável pela área de teatro da instituição.

— A configuração promove a variedade de olhares. Foram compartilhados os repertórios pessoais de 17 profissionais. Esta experiência é muito rica e contribui para uma pesquisa ampliada. O resultado da abrangência é um mosaico de diferentes poéticas dos espetáculos.

A abertura do evento será nesta sexta (20), às 20h30, no Parque da Independência, no Ipiranga, São Paulo, quando o mineiro Grupo Galpão apresenta Os Gigantes da Montanha, peça de Pirandello com direção de Gabriel Vilella.

Ainda chama a atenção na programação a peça Luiz Lua Gonzaga, do pernambucano Grupo Magiluth, que se apresenta na quarta (25), às 19h, no Sesc Consolação. A obra homenageia Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Confira a programação completa da Mostra Sesc de Teatro de Rua

os gigantes da montanha guto muniz Mostra Sesc de Teatro de Rua tem 22 espetáculos gratuitos em SP até o dia 29 de setembro

Os Gigantes da Montanha, montagem do mineiro Galpão, vai abrir a Mostra Sesc de Teatro - Foto: Guto Muniz

Veja dicas da Agenda Cultural da Record News (toda sexta, ao vivo, meio-dia) no vídeo:

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magiluth renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Lucas Torres, em cena de Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Renata Pires

O assunto no Festival de Inverno de Garanhuns de 2013 é um só: a peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, de Recife.

A montagem, que já causou frisson no Festival de Teatro de Curitiba deste ano (leia a crítica do R7) e é aguardada com ansiedade em São Paulo, foi apresentada na cidade do interior pernambucano com teatro lotado.

A obra de Nelson Rodrigues encontrou na irreverência dos garotos de Recife seu par perfeito, gerando uma encenação de impacto e ousadia. Os meninos do Magiluth debocham de tudo e são sensação por onde passam.

Em Garanhuns, mais uma vez, foram aplaudidos de pé.

A fotógrafa Renata Pires registrou a encenação na cidade. Veja, abaixo, as belíssimas imagens:

magiluth festival de inverno garanhuns 2013 foto renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Grupo Magiluth, de Recife, é o grande destaque do Festival de Inverno de Garanhuns (PE), com a ótima montagem da peça Viúva, porém Honesta, do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

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Foto de Bob Sousa
Texto de Miguel Arcanjo Prado

pedro wagner foto bob sousa O Retrato do Bob: Pedro Wagner, o doce mistério
O ator pernambucano de Garanhuns Pedro Wagner é o último dos seis integrantes do Grupo Magiluth a aparecer nesta coluna, retratado pelo nosso Bob Sousa. Talvez porque seja misterioso demais. Talvez porque seja doce demais. Talvez porque seja inteligente demais. Talvez porque seja magro demais. Talvez porque provoque carinho demais. Talvez porque nos leva a ter cuidado demais. Talvez porque cause confusão demais. Talvez porque tenha força demais. Talvez porque nos embaralhe demais. Talvez porque seja artista demais. Deve ser por isso que demorou tanto. Porque Pedro Wagner é difícil de desvendar. Um doce mistério.

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magiluth2 victor juca Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Magiluth assume seu caos sem nenhuma culpa e com muita ironia e vira destaque no Festival de Curitiba em 2013 - Foto: Victor Jucá/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba

O Grupo Magiluth, de Recife (PE), estreou nesta quarta (3) sua montagem de Viúva, porém Honesta no Festival de Curitiba.

A trupe composta por seis atores pernambucanos – Pedro Vilela, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Mario Sergio Cabral, Lucas Torres e Pedro Wagner – apresenta uma versão irreverente e cheia de personalidade para o texto escrito por Nelson Rodrigues, conterrâneo centenário do grupo. É de se espantar que a obra não tenha feito parte da mostra oficial do evento.

Apesar do ingrato horário das 13h, a estreia aconteceu com casa cheia e vigorosos aplausos no TEUNI. A apresentação se repete sempre às 13h até sábado (6).

viuva sergio silvestri Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Magiluth faz Nelson Rodrigues com deboche e irreverência - Foto: Sergio Silvestri/Clix

Em Viúva, porém Honesta, o Magiluth reforça o deboche presente na “farsa irresponsável”, como denominou o próprio Nelson Rodrigues quando a escreveu na década de 50. Integrantes da geração que adora ironizar a tudo e a todos em frases sob encomenda para as redes sociais, os Novos Pernambucanos do Teatro Brasileiro não salvam ninguém, nem a eles mesmos.

Descascam a hipocrisia sexual brasileira, a imprensa fazedora de manchetes, os críticos teatrais – com sua pompa de arrogância e excesso de sensibilidade – e o próprio teatro, ao desconstruir todas as estruturas cênicas sob os olhos do público.

Nem a expressão “batata”, lugar-comum na obra de Nelson Rodrigues, se salva e é personificada no palco para desespero do elenco e diversão do público diante da obviedade transgressora da proposta.

Até a faxineira do teatro, que teimou em ver a estreia pela fresta da cortina lateral, tornando evidente sua presença, contribuiu sem querer para que a balbúrdia fosse instaurada.

Sabedores de que a originalidade é o maior trunfo que um artista pode ter, os rapazes arretados do Magiluth recriam a obra de Nelson Rodrigues com seus olhares e corpos ímpares cheios de vigor.

Caos e pênis de borracha

Com a libido em riste, brincam com os personagens da peça sobre a jovem viúva filha de um dono de jornal, que passam pelas mãos de todos. A mistura é tanta que até eles se confundem. Ou não. E o público ri e os acompanha na festa quase sem fim.

A iluminação contribui para o caos, bem como os figurinos e os objetos cenográfico cheios de significados que ajudam na composição dos personagens – sejam tranças loiras, boinas, blocos ou até mesmo um pênis de borracha.

A desconstrução começa de cara. Enquanto a plateia se acomoda e recebe rosas vermelhas para serem atiradas nos aplausos final, os meninos do Magiluth se despem aos poucos do figurino elegante com o qual estão vestidos.

O espírito de grupo é presente em todos os momentos. Até nas atuações. Os garotos se defendem, se ajudam, se empurram e formam um todo bonito e coeso. Tudo converge para um destaque conjunto.

O caos está presente o tempo todo, seja nos pulos, nos berros, nos corpos, na mistura eclética ou mesmo nas coreografias cafonas para as músicas bizarras que passam por sucessos, como É Bom para o Moral, de Rita Cadillac, ou do Loco Mía, aquele grupo composto por garotos espanhóis que cantavam no Xou da Xuxa nos anos 1980.

Em Viúva, porém Honesta, o Grupo Magiluth é coerente com a trajetória arriscada e hipnotizante que desenham para si mesmos. Se arriscam. Pulam de cabeça sem medo. Há tanta verdade na loucura deles que ninguém consegue passar incólume à presença dos rapazes. É como se, num passe de mágica, todos ficássemos magiluthzados.

viuva sergio silvestri2 Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Meninos do Magiluth no palco do Festival de Curitiba - Foto: Sergio Silvestri/Clix

Viúva, porém Honesta - Grupo Magiluth
Avaliação: Muito bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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Foto de Bob Sousa

lucas torres bob sousa O Retrato do Bob: Lucas Torres e seus discos de vinil
O ator pernambucano Lucas Torres está metido até a alma no teatro que o Grupo Magiluth faz por aí. Nos últimos tempos, por conta das incansáveis turnês da trupe de Recife, tem viajado um bocado. E, em cada canto onde pisa, sempre vai em busca de mais uma peça para sua coleção de discos de vinil. O moço é apaixonado pelos LPs. E foi entre seus vinis que posou para o nosso Bob Sousa. Novas aquisições não vão faltar, já que o grupo passará 2013 na estrada. Com seu jeito tímido e doce, Lucas conquista a gente de cara. E quando está no palco, tem uma simplicidade que enternece. Vida longa a ele. E aos meninos do Magiluth, os Novos Pernambucanos do Teatro Brasileiro.

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Magiluth Aquilo que o meu olhar guardou para voce Foto de Mauricio Cuca 1 Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

Grupo Magiluth, de Recife (PE), conquista os palcos de todo o Brasil: os atores Giordano Castro, Pedro Vilela e Erivaldo Oliveira em cena do espetáculo Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você - Foto: Maurício Cuca

Por Miguel Arcanjo Prado

O Grupo Magiluth é uma das mais promissoras companhias do Nordeste brasileiro. Tanto que o blog os apelidou de Os Novos Pernambucanos do teatro nacional. E, cientes de que o Brasil é merecedor de ver este teatro produzido em Recife, eles começam nesta quinta (14), em Belo Horizonte, uma turnê nacional sem precedentes na história da trupe recifense.

Até o final do primeiro semestre, levarão seus espetáculos a dez Estados brasileiros: Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro (veja, abaixo, a agenda completa).

O primeiro lugar em que eles aportam é a capital mineira, onde se apresentam a partir desta quinta-feira (14), no Teatro do Espaco Espanca! (Rua Aarão Reis, 542, Centro, BH, tel. 0/xx/11 3657.7348).

Leia: R7 invade apartamento do Grupo Magiluth

1 Torto Mauricio Cuca 2 Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

Giordano Castro no ótimo monólogo 1 Torto - Foto: Maurício Cuca

O espetáculo Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você será apresentado nos dias 14, 16 e 17 de marco (quinta, sábado e domingo), às 21h.

Ele mostra o dilema de um grupo de rapazes e suas relações afetivas em um ambiente urbano. Um dos charmes do espetáculo é sempre dialogar com a cidade onde ele é apresentado. A direção é do grupo em parceria com Luiz Fernando Marques.

No elenco, estão Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Pedro Wagner e Pedro Vilela. Leia a crítica.

Já nos dias 16 e 17 (sábado e domingo) também tem o espetáculo solo 1 Torto, que rendeu indicação a Giordano Castro de Melhor Ator R7 de 2012, às 19h.

O espetáculo intimista, que tem direção de Pedro Wagner e dramaturgia do próprio ator, fala do dilema do ator diante de sua arte e tem ampla participação do público. Leia a crítica.

Os ingressos da curta temporada do Grupo Magiluth em Belo Horizonte estão a preço popular: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada.

Veja a agenda do grupo nos próximos meses e programe-se para ver os meninos de Recife:

agenda magiluth Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

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IMG 7693 Grupo Magiluth celebra centenário de Gonzagão com turnê teatral nas ruas de Pernambuco

Quando a zabumba encontra o teatro de rua: Magiluth celebra o conterrâneo centenário Luiz Gonzaga

Por Miguel Arcanjo Prado

Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, completaria cem anos no próximo dia 13 de dezembro. Mas, se a festança já começou nos shows e cinemas de todo Brasil, ela não poderia deixar de ocupar o palco também. Ou melhor, ocupar o teatro de rua.

E claro que tal homenagem teria de vir de uma trupe pernambucana. E ninguém melhor do que o Grupo Magiluth, que representa o novo teatro de Recife, ser o responsável por transformar a música de Gonzagão em beleza cênica nas cidades de Recife, Olinda, Garanhuns, Caetés, Caruaru e Vitória.

O espetáculo Luiz Lua Gonzaga estreia neste sábado (8) e fica em cartaz até o próximo dia 16 em sua turnê frenética de fim de ano.

Com o novo projeto, os meninos do Magiluth demonstram que já estão craques em homenagear centenários. Já que celebraram o do dramaturgo Nelson Rodrigues, outro pernambucano ilustre, em agosto último, com uma montagem inteiramente masculina de Viúva, porém Honesta, que causou frenesi no Rio, em Salvador e no Recife.

O novo projeto tem apoio da Funarte, pelo Prêmio Funarte Centenário Luiz Gonzaga, que patrocinou 30 iniciativas em todo país de diferentes linguagens que visassem celebrar nosso grande cantor e compositor nordestino.

Como o ritmo do xaxado pede, o Magiluth vai ao encontro do povo no espetáculo de rua. Erivaldo Oliveira, ator da trupe, diz que objetivo é aproximar o grupo da gente que não tem costume de frequentar o teatro.

IMG 7717 Grupo Magiluth celebra centenário de Gonzagão com turnê teatral nas ruas de Pernambuco

Quando a música encontra o teatro: Luiz Lua Gonzaga

Pedro Wagner, também ator, lembra que a música é parte primordial do trabalho. Para darem conta do recado, os seis meninos do Magiluth chamaram os músicos Pedro Cardoso e João Tragtenberg, este último um catarinense que viajou a Pernambuco para aprender a tocar sanfona com o Mestre Camarão.

Pedro Vilela, diretor da montagem, prefere a palavra celebração a espetáculo para defini-la, já que o objetivo mesmo é homenagear o conterrâneo tão importante. Um dos charmes é um boneco manipulado pelo elenco, criado pelo ator Lucas Torres. “O objetivo é remeter à tradição das feiras populares, tão comuns no Nordeste”, revela.

Quem pensa que a obra é um relato enciclopédico se engana redondamente. Giordano Castro, responsável pela dramaturgia, diz que o objetivo “não foi realizar uma biografia, mas ativar questões que estão na obra de Luiz Gonzaga e na memória popular do nordestino”.

Completa o elenco Mario Sergio Cabral, o caçulinha do Magiluth e, claro, Muso do Teatro R7. A produção executiva é assinada pela sempre competente Mariana Rusu.

Veja abaixo quando e onde o Magiluth se apresenta, sempre com entrada gratuita:

ETAPA 1
Dia 8/12 – Sábado
16:00 – Praça Tertuliano Feitosa (Praça do Hipódromo) – Hipódromo, Recife.
20:00 – Praça da Sé - Olinda

Dia 10/12 – Segunda-feira
16:00 – Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura – Alto José Bonifácio, Recife.
20:00 – Biblioteca Popular do Coque – Coque, Recife.

Dia 11/12 – Terça-feira
16:00 – Terminal do Alto do Capitão
20:30 – Praça do Arsenal – Bairro do Recife, Recife.

ETAPA 2
Dia 15/12 – Sábado
16:00 – Garanhuns - Parque Euclides Dourado
20:00 – Caetés - Praça da Matriz

Dia 16/12 – Domingo
16:00 – Caruaru - Parque Severino Montenegro
20:00 – Vitória – Praça do Distrito de Pirituba

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1torto juliana galvao Humano e sensível, 1 Torto do Grupo Magiluth mostra força cênica do ator Giordano Castro

Um grande ator: público fica sem saber se Giordano Castro conversa ou atua – Foto: Juliana Galvão

Por Miguel Arcanjo Prado

Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você foi a primeira obra que vi do Grupo Magiluth, que se apresentou no Festival de Curitiba, no começo deste ano. Naquele momento, não gostei.

Aquele monte de rapazes tentando fazer confidências à plateia, puxando o público até o centro do palco do Teatro Paiol, me soou demasiado. Foi o que escrevi.

Meses mais tarde, eis que o Magiluth aporta em São Paulo. Trazem não só Aquilo, como outros dois espetáculos, 1 Torto e O Canto de Gregório. Fiz questão de conhecê-los, apelidá-los de Novos Pernambucanos do Teatro e ver, é claro, os outros espetáculos. Gregóriofoi criticado aqui, mas ainda faltava descrever o que me significou ver 1 Torto.

Demorei, porque foi difícil encontrar um formato de escrita para uma experiência tão humana. Talvez, por isso, escrevo em primeira pessoa.

O monólogo é interpretado por Giordano Castro, o mais cativante cenicamente dos seis rapazes de Pernambuco. Giordano tem a magia que só os grandes atores têm. É engraçado, misterioso, vago e complexo. Faz a gente querer olhar para ele. Descobrí-lo.

No desenrolar do espetáculo, expõe coisas que passam em sua cabeça, olhando direto nos olhos do público, que fica desconcertado muitas vezes, sem saber se o ator conversa realmente ou atua.

Eis aí o grande mérito da montagem. Giordano se sente tão à vontade na obra – e no tablado – que seduz o espectador como quem não quer nada. E convida este a definir com ele o cenário, a posição dos objetos cênicos, o desenrolar da história, numa mais que acertada opção da direção sensível de Pedro Wagner.

No dia em que vi o espetáculo, havia pouco público. Para falar a verdade, quando cheguei, havia quase nenhum. Apenas eu e uma moça. Giordano e Pedro Wagner, à porta, espiavam para ver se chegaria mais alguém. Até que surgiu um casal. E a sessão foi feita.

O que poderia ser um fator de desânimo a qualquer um, serviu de inspiração ainda maior para o ator em seu fazer artístico. O espetáculo, de proposta já intimista, ficou ainda mais próximo, mais perto.

Foi como uma inconfidência feita num canto qualquer, sem que os outros escutassem. Algo íntimo, para ficar registrado apenas na memória.

Apesar de tão parecida com a proposta de Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você, a proposta de 1 Torto chega mais forte. Porque é mais densa. Mais intensa. Condensada na figura de Giordano. Não há dispersão. Apenas há um ator que tenta abrir seu coração vermelho e brilhante à plateia, que se vê hipnotizada pela verdade ou mentira visceralmente interpretada.

PS. Não bastasse o clima personalista, ao fim, Giordano ofereceu a sessão “a um jornalista que falou mal da gente, mas que depois nos conhecemos e ficamos amigos”. Uma frase tão simples, bela e verdadeira como aquilo que havia acabado de ver no palco daquela pequena sala da Funarte paulistana.

1 Torto
Avaliação: Ótimo

Leia mais sobre o Magiluth

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