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magico de oz1coletiva imprensa magico de oz 27621 Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Muita gente teima em classificar o mundo das artes do palco como teatro adulto ou infantil. A definição realmente funciona em muitos casos, mas é jogada por terra em O Mágico de Oz, 31º musical da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho – e o último em parceria com a Aventura Entretenimento – em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo.

heloisa bruxa oz Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Heloísa Périssé está irreconhecível como Bruxa Má do Oeste no musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

A superprodução consegue envolver pais e filhos em um misto de fascinação e vontade de voltar a acreditar em um mundo de fantasia. Este é o seu mérito, sobretudo em um mundo de relações cada vez mais fria e técnicas, mediadas por máquinas.

O musical se esmera para contar de forma correta o centenário enredo da menina Dorothy, que resolve fugir de casa porque acredita ser incompreendida pelos tios e é tragada por um furacão que a leva para um novo e perigoso mundo.

A história de Lyman Frank Baum foi imortalizada no cinema em 1939, com Judy Garland no papel principal.

Mas, nos palcos brasileiros, é Malu Rodrigues quem vive a menina. Tem voz doce e afinada e presença de sobra para segurar a personagem – sua atuação destacada lembra a de Amanda Acosta no musical My Fair Lady, em 2007, pelo mesmo nível de técnica aliada ao carisma, que é indispensável nestes casos.

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle: dois destaques do numeroso elenco - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Bruna Gerin, que já havia chamado a atenção por sua capacidade de segurar distintos personagens em uma mesma obra em Hair, se destaca outra vez na pele da tia Em (com a qual faz par com Fernando Vieira, como o Tio Frank) e também como Glinda, a bruxa boa.

A competência neste tipo de obra da dupla Möeller & Botelho se faz presente nos cenários de Rogério Falcão, nos figurinos de Fause Haten, na iluminação de Paulo Cesar Medeiros e na coreografia de Alonso Barros. Todos contribuem à sua maneira para criar uma atmosfera cativante, sem com que o foco na história seja perdido.

Heloísa Périssé dá show ao interpretar a Bruxa Má do Oeste em sua estreia no mundo dos musicais. Irreconhecível por conta da caracterização, a atriz conquista a plateia com um texto divertido e com seus costumeiros – e certeiros – cacos. Não adianta segurá-la. A atriz é bem melhor solta.

Outro nome vindo da TV, Lúcio Mauro Filho, por sua vez, derrapa na sua construção do Leão Covarde. Ele vai por um caminho no qual associa a falta de coragem à homossexualidade, em uma construção gay caricata e forçada, típica do que fazia no humorístico Zorra Total (Globo). Seu personagem destoa do todo da obra por procurar o riso fácil que advém do preconceito embutido em parte da plateia – um pecado imperdoável ao se tratar de um espetáculo dedicado também às crianças e que deveria formar novos valores e não reforçar o deboche do diferente.

Completam os amigos de Dorothy um correto, preciso e discreto Nicola Lama, como o Homem de Lata, e André Torquato, na pele do Espantalho, em uma construção de corpo e voz que reflete trabalho árduo, como o ator já havia demonstrado em Priscilla – Rainha do Deserto.

Outro charme da montagem – além do cachorrinho real de Dorothy que encanta quem adora os animais – é a presença de Luiz Carlos Miéle como o Mágico. Miéle não é ator, e isso todo mundo sabe. Nem cantor. Isso também todos nós sabemos. Mas as duas informações não fazem a menor diferença nem são capazes de tirar sua segurança no palco. Ele assume o personagem com o excesso de charme que lhe é costumeiro e a certeza de ter criado o mundo dos shows neste País. E ponto.

Ao todo, os 35 atores e 16 músicos evidenciam um conjunto coeso em seu propósito de envolver e entreter seu público, não importa qual idade este tenha. Porque, diante do musical O Mágico de Oz, todos voltamos, com gosto, a ser crianças outra vez.

Avaliacao Bom R7 Teatro Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e criançasO Mágico de Oz
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 16h e 20h; domingo, 15h e 19h. 150 min, com intervalo. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel. 0/xx/11 5693-4000)
Quanto: R$ 40 a R$ 180
Classificação etária: Livre

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magico de ozcoletiva imprensa magico de oz 2905 <i>O Mágico de Oz</i> aposta em novos talentos dos musicais misturados a estrelas da televisão

Aos 19 anos, Malu Rodrigues interpreta a menina Dorothy em O Mágico de Oz -Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Visto por 80 mil pessoas no Rio, o musical O Mágico de Oz, da tarimbada dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, chega a São Paulo nesta sexta (22), com a missão de reconstruir no palco o clima de magia do célebre filme homônimo estrelado por Judy Garland em 1939.

O espetáculo aposta em novas estrelas dos musicais, como André Torquato, Bruna Guerin e Malu Rodrigues, mescladas a estrelas da TV, como Heloísa Périssé e Lúcio Mauro Filho, que estreiam no gênero.

Os números são de impressionar qualquer um: 150 profissionais na produção, 14 cenários, 300 figurinos, 16 músicos e 35 atores no palco.

Quem capitaneia o elenco é a jovem Malu Rodrigues, em seu sexto musical com apenas 19 anos. Ela interpreta Dorothy, a menina do Kansas (EUA), dona do caõzinho Totó, vivido no palco por três cachorrinhos diferentes.

— Foi uma coisa bem complicada aprender a lidar com os cachorros. Nós optamos pela raça do filme, mas eles são muito teimosos. Na primeira semana, eles não entravam quando deveriam. Às vezes, ainda fazem o que querem. Mas sempre, no fim, são os mais aplaudidos [risos].

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle em cena do musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Miéle é o grande trunfo

O grande charme da montagem fica por conta da participação de Luiz Carlos Miéle, um dos maiores nomes do showbizz nacional, na pele do Mágico.

— Minha mãe era cantora e adorava cantar musicais. Apesar disso, jamais pensei que iria participar de um grande musical. Sempre fiz shows pequenos... Quando me convidaram, disseram que o Mágico não cantaria. Fiquei triste. Mas dois dias depois, o Claudio Botelho me ligou e disse que havia pedido licença nos EUA para escrever uma canção inédita só para eu cantar.

Miéle conta ao Atores & Bastidores do R7 que a interação com a nova geração lhe traz novos aprendizados e revela que esta é “a primeira vez” que ele é dirigido por outra pessoa.

— Minha maior lição neste espetáculo foi a disciplina. Nos meus shows, sempre brinquei e improvisei. Mas no musical tem de ser tudo certinho. Eu juro que até o último dia eu vou fazer tudo no tempo certo [risos].

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Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Fim de uma parceria

O espetáculo marca o fim da parceria entre a dupla de diretores Möeller & Botelho e a Aventura Entretenimento, que romperam relações no fim do ano passado.

O elenco traz Heloísa Périssé como a Bruxa Má do Oeste, papel que no Rio foi de Maria Clara Gueiros, que não pode acompanhar a turnê paulistana. Heloísa conta que não esperava ser chamada.

— Quando surgiu o convite achei que era brincadeira. Mas a Antonia, minha filha de seis anos, falou que eu tinha de fazer. Quando ela me viu caracterizada de bruxa, ela tomou um susto. Mas tentou disfarçar e falou: “Mamãe, eu sei que é você aí”.

Heloísa contou que penou um pouco no começo dos ensaios, porque “a roda do espetáculo já estava girando”. Ela afirmou que “a presença do Lucinho [Lúcio Mauro Filho] foi definitiva”.

Lúcio Mauro interpreta o Leão.

— Estava vindo de um monólogo e foi uma mudança muito radical. Meus filhos são meus grandes fãs. Eles assistem a peça todo fim de semana e querem vir para São Paulo também.

O ator revela que sua audição foi muito complicada.

— Estava vindo do velório do Chico Anysio, que era como um tio para mim, e estava com a voz rouca do Lúcio Mauro pai. Falei para o Claudio: “Estou muito emocionado ainda”. E ele foi supercompreensivo e me ajudou.

Os dois atores lembram que o espetáculo “reúne toda a família, com piadas para todas as idades”.

Gente nova na praça

Outra mudança no elenco é no personagem Espantalho, sai de cena Pierre Baitelli e entra André Torquato, que fez sucesso no ano passado como a Felícia de Priscilla, Rainha do Deserto, papel que lhe rendeu indicação a Revelação de 2012 aqui no R7. Intérprete do Homem de Lata, o italiano Nicola Lama, radicado no Brasil há sete anos, conta que cantar e atuar em português é a prova da superação de um desafio.

— Começar a atuar em português foi um desafio muito grande para mim. Mas estou me sentido à vontade, porque o personagem me pretege. Inclusive, eu tenho uma armadura [risos].

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O italiano Nicola Lama, o Homem de Lata, e o brasiliense André Torquato, o Espantalho, são destaques no elenco do musical O Mágico de Oz - Foto: Amauri Nehn/AgNews

O Mágico de Oz
Quando:
Sexta, às 21h30. Sábado, às 16h e 20h. Domingo, às 15h e 19h. 150 minutos. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel.0/xx/11 5693-4000 ou 0300-789-3377)
Quanto: Sexta (R$ 40 a R$ 140); sábado e domingo (R$ 60 a R$ 180)
Classificação etária: Livre

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