Posts com a tag "magiluth"

Foto de Bob Sousa
Texto de Miguel Arcanjo Prado

pedro wagner foto bob sousa O Retrato do Bob: Pedro Wagner, o doce mistério
O ator pernambucano de Garanhuns Pedro Wagner é o último dos seis integrantes do Grupo Magiluth a aparecer nesta coluna, retratado pelo nosso Bob Sousa. Talvez porque seja misterioso demais. Talvez porque seja doce demais. Talvez porque seja inteligente demais. Talvez porque seja magro demais. Talvez porque provoque carinho demais. Talvez porque nos leva a ter cuidado demais. Talvez porque cause confusão demais. Talvez porque tenha força demais. Talvez porque nos embaralhe demais. Talvez porque seja artista demais. Deve ser por isso que demorou tanto. Porque Pedro Wagner é difícil de desvendar. Um doce mistério.

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magiluth2 victor juca Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Magiluth assume seu caos sem nenhuma culpa e com muita ironia e vira destaque no Festival de Curitiba em 2013 - Foto: Victor Jucá/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba

O Grupo Magiluth, de Recife (PE), estreou nesta quarta (3) sua montagem de Viúva, porém Honesta no Festival de Curitiba.

A trupe composta por seis atores pernambucanos – Pedro Vilela, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Mario Sergio Cabral, Lucas Torres e Pedro Wagner – apresenta uma versão irreverente e cheia de personalidade para o texto escrito por Nelson Rodrigues, conterrâneo centenário do grupo. É de se espantar que a obra não tenha feito parte da mostra oficial do evento.

Apesar do ingrato horário das 13h, a estreia aconteceu com casa cheia e vigorosos aplausos no TEUNI. A apresentação se repete sempre às 13h até sábado (6).

viuva sergio silvestri Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Magiluth faz Nelson Rodrigues com deboche e irreverência - Foto: Sergio Silvestri/Clix

Em Viúva, porém Honesta, o Magiluth reforça o deboche presente na “farsa irresponsável”, como denominou o próprio Nelson Rodrigues quando a escreveu na década de 50. Integrantes da geração que adora ironizar a tudo e a todos em frases sob encomenda para as redes sociais, os Novos Pernambucanos do Teatro Brasileiro não salvam ninguém, nem a eles mesmos.

Descascam a hipocrisia sexual brasileira, a imprensa fazedora de manchetes, os críticos teatrais – com sua pompa de arrogância e excesso de sensibilidade – e o próprio teatro, ao desconstruir todas as estruturas cênicas sob os olhos do público.

Nem a expressão “batata”, lugar-comum na obra de Nelson Rodrigues, se salva e é personificada no palco para desespero do elenco e diversão do público diante da obviedade transgressora da proposta.

Até a faxineira do teatro, que teimou em ver a estreia pela fresta da cortina lateral, tornando evidente sua presença, contribuiu sem querer para que a balbúrdia fosse instaurada.

Sabedores de que a originalidade é o maior trunfo que um artista pode ter, os rapazes arretados do Magiluth recriam a obra de Nelson Rodrigues com seus olhares e corpos ímpares cheios de vigor.

Caos e pênis de borracha

Com a libido em riste, brincam com os personagens da peça sobre a jovem viúva filha de um dono de jornal, que passam pelas mãos de todos. A mistura é tanta que até eles se confundem. Ou não. E o público ri e os acompanha na festa quase sem fim.

A iluminação contribui para o caos, bem como os figurinos e os objetos cenográfico cheios de significados que ajudam na composição dos personagens – sejam tranças loiras, boinas, blocos ou até mesmo um pênis de borracha.

A desconstrução começa de cara. Enquanto a plateia se acomoda e recebe rosas vermelhas para serem atiradas nos aplausos final, os meninos do Magiluth se despem aos poucos do figurino elegante com o qual estão vestidos.

O espírito de grupo é presente em todos os momentos. Até nas atuações. Os garotos se defendem, se ajudam, se empurram e formam um todo bonito e coeso. Tudo converge para um destaque conjunto.

O caos está presente o tempo todo, seja nos pulos, nos berros, nos corpos, na mistura eclética ou mesmo nas coreografias cafonas para as músicas bizarras que passam por sucessos de Rita Cadilac ou do Loco Mía, aquele grupo composto por garotos espanhóis que cantavam no Xou da Xuxa nos anos 80.

Em Viúva, porém Honesta, o Grupo Magiluth é coerente com a trajetória arriscada e hipnotizante que desenham para si mesmos. Se arriscam. Pulam de cabeça sem medo. Há tanta verdade na loucura deles que ninguém consegue passar incólume à presença dos rapazes. É como se, num passe de mágica, todos ficássemos magiluthzados.

viuva sergio silvestri2 Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Meninos do Magiluth no palco do Festival de Curitiba - Foto: Sergio Silvestri/Clix

Viúva, porém Honesta - Grupo Magiluth
Avaliação: Muito bom

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba

erivaldo oliveira bob sousa O Retrato do Bob: Erivaldo Oliveira, o ator do Grupo Magiluth que por pouco virou padre

Ator nascido em Caetés e criado em Garunhuns, em Pernambuco, Erivaldo Oliveira está apreensivo com a estreia de Viúva, porém Honesta no Festival de Curitiba, dentro da mostra paralela Fringe. Ele, que já levou o troféu de melhor ator de 2013 da Apacepe (Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), apresenta o espetáculo de Nelson Rodrigues a partir de quarta (3), às 13h, no TEUNI. Está nervoso, porque está com dor de garganta. Ao mesmo tempo, quer que tudo passe logo, para o nervosismo ir embora. Mesmo assim, não perde a fala mansa, herdada da mãe, Severina Clara Oliveira, a dona Roxa, que completou 73 anos há poucas semanas. É o 17º filho dela. Caçula, sempre foi o príncipe de casa. Religiosa, a mãe, moradora de Garanhuns (PE), queria que ele fosse padre. Ele até tentou, mas o amor pelo teatro falou mais forte. Largou as expectativas de vestir a batina e entrou para o Magiluth em 2010. Desde então, só viu o grupo recifense crescer e conquistar os palcos do Brasil afora. Aos 27 anos, tem viajado muito. E em cada lugar por onde passa faz questão de comprar uma lembrancinha para a mãe, de quem morre de saudade. Foi ela quem lhe fez o pedido: "Por onde você passar, meu filho, me traz uma coisinha".

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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Foto de Bob Sousa

lucas torres bob sousa O Retrato do Bob: Lucas Torres e seus discos de vinil
O ator pernambucano Lucas Torres está metido até a alma no teatro que o Grupo Magiluth faz por aí. Nos últimos tempos, por conta das incansáveis turnês da trupe de Recife, tem viajado um bocado. E, em cada canto onde pisa, sempre vai em busca de mais uma peça para sua coleção de discos de vinil. O moço é apaixonado pelos LPs. E foi entre seus vinis que posou para o nosso Bob Sousa. Novas aquisições não vão faltar, já que o grupo passará 2013 na estrada. Com seu jeito tímido e doce, Lucas conquista a gente de cara. E quando está no palco, tem uma simplicidade que enternece. Vida longa a ele. E aos meninos do Magiluth, os Novos Pernambucanos do Teatro Brasileiro.

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Magiluth Aquilo que o meu olhar guardou para voce Foto de Mauricio Cuca 1 Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

Grupo Magiluth, de Recife (PE), conquista os palcos de todo o Brasil: os atores Giordano Castro, Pedro Vilela e Erivaldo Oliveira em cena do espetáculo Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você - Foto: Maurício Cuca

Por Miguel Arcanjo Prado

O Grupo Magiluth é uma das mais promissoras companhias do Nordeste brasileiro. Tanto que o blog os apelidou de Os Novos Pernambucanos do teatro nacional. E, cientes de que o Brasil é merecedor de ver este teatro produzido em Recife, eles começam nesta quinta (14), em Belo Horizonte, uma turnê nacional sem precedentes na história da trupe recifense.

Até o final do primeiro semestre, levarão seus espetáculos a dez Estados brasileiros: Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro (veja, abaixo, a agenda completa).

O primeiro lugar em que eles aportam é a capital mineira, onde se apresentam a partir desta quinta-feira (14), no Teatro do Espaco Espanca! (Rua Aarão Reis, 542, Centro, BH, tel. 0/xx/11 3657.7348).

Leia: R7 invade apartamento do Grupo Magiluth

1 Torto Mauricio Cuca 2 Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

Giordano Castro no ótimo monólogo 1 Torto - Foto: Maurício Cuca

O espetáculo Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você será apresentado nos dias 14, 16 e 17 de marco (quinta, sábado e domingo), às 21h.

Ele mostra o dilema de um grupo de rapazes e suas relações afetivas em um ambiente urbano. Um dos charmes do espetáculo é sempre dialogar com a cidade onde ele é apresentado. A direção é do grupo em parceria com Luiz Fernando Marques.

No elenco, estão Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Pedro Wagner e Pedro Vilela. Leia a crítica.

Já nos dias 16 e 17 (sábado e domingo) também tem o espetáculo solo 1 Torto, que rendeu indicação a Giordano Castro de Melhor Ator R7 de 2012, às 19h.

O espetáculo intimista, que tem direção de Pedro Wagner e dramaturgia do próprio ator, fala do dilema do ator diante de sua arte e tem ampla participação do público. Leia a crítica.

Os ingressos da curta temporada do Grupo Magiluth em Belo Horizonte estão a preço popular: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada.

Veja a agenda do grupo nos próximos meses e programe-se para ver os meninos de Recife:

agenda magiluth Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

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IMG 7693 Grupo Magiluth celebra centenário de Gonzagão com turnê teatral nas ruas de Pernambuco

Quando a zabumba encontra o teatro de rua: Magiluth celebra o conterrâneo centenário Luiz Gonzaga

Por Miguel Arcanjo Prado

Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, completaria cem anos no próximo dia 13 de dezembro. Mas, se a festança já começou nos shows e cinemas de todo Brasil, ela não poderia deixar de ocupar o palco também. Ou melhor, ocupar o teatro de rua.

E claro que tal homenagem teria de vir de uma trupe pernambucana. E ninguém melhor do que o Grupo Magiluth, que representa o novo teatro de Recife, ser o responsável por transformar a música de Gonzagão em beleza cênica nas cidades de Recife, Olinda, Garanhuns, Caetés, Caruaru e Vitória.

O espetáculo Luiz Lua Gonzaga estreia neste sábado (8) e fica em cartaz até o próximo dia 16 em sua turnê frenética de fim de ano.

Com o novo projeto, os meninos do Magiluth demonstram que já estão craques em homenagear centenários. Já que celebraram o do dramaturgo Nelson Rodrigues, outro pernambucano ilustre, em agosto último, com uma montagem inteiramente masculina de Viúva, porém Honesta, que causou frenesi no Rio, em Salvador e no Recife.

O novo projeto tem apoio da Funarte, pelo Prêmio Funarte Centenário Luiz Gonzaga, que patrocinou 30 iniciativas em todo país de diferentes linguagens que visassem celebrar nosso grande cantor e compositor nordestino.

Como o ritmo do xaxado pede, o Magiluth vai ao encontro do povo no espetáculo de rua. Erivaldo Oliveira, ator da trupe, diz que objetivo é aproximar o grupo da gente que não tem costume de frequentar o teatro.

IMG 7717 Grupo Magiluth celebra centenário de Gonzagão com turnê teatral nas ruas de Pernambuco

Quando a música encontra o teatro: Luiz Lua Gonzaga

Pedro Wagner, também ator, lembra que a música é parte primordial do trabalho. Para darem conta do recado, os seis meninos do Magiluth chamaram os músicos Pedro Cardoso e João Tragtenberg, este último um catarinense que viajou a Pernambuco para aprender a tocar sanfona com o Mestre Camarão.

Pedro Vilela, diretor da montagem, prefere a palavra celebração a espetáculo para defini-la, já que o objetivo mesmo é homenagear o conterrâneo tão importante. Um dos charmes é um boneco manipulado pelo elenco, criado pelo ator Lucas Torres. “O objetivo é remeter à tradição das feiras populares, tão comuns no Nordeste”, revela.

Quem pensa que a obra é um relato enciclopédico se engana redondamente. Giordano Castro, responsável pela dramaturgia, diz que o objetivo “não foi realizar uma biografia, mas ativar questões que estão na obra de Luiz Gonzaga e na memória popular do nordestino”.

Completa o elenco Mario Sergio Cabral, o caçulinha do Magiluth e, claro, Muso do Teatro R7. A produção executiva é assinada pela sempre competente Mariana Rusu.

Veja abaixo quando e onde o Magiluth se apresenta, sempre com entrada gratuita:

ETAPA 1
Dia 8/12 – Sábado
16:00 – Praça Tertuliano Feitosa (Praça do Hipódromo) – Hipódromo, Recife.
20:00 – Praça da Sé - Olinda

Dia 10/12 – Segunda-feira
16:00 – Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura – Alto José Bonifácio, Recife.
20:00 – Biblioteca Popular do Coque – Coque, Recife.

Dia 11/12 – Terça-feira
16:00 – Terminal do Alto do Capitão
20:30 – Praça do Arsenal – Bairro do Recife, Recife.

ETAPA 2
Dia 15/12 – Sábado
16:00 – Garanhuns - Parque Euclides Dourado
20:00 – Caetés - Praça da Matriz

Dia 16/12 – Domingo
16:00 – Caruaru - Parque Severino Montenegro
20:00 – Vitória – Praça do Distrito de Pirituba

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corteoBouncing Beds Richard Termine3 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Corteo faz temporada no Brasil em seis cidades entre março de 2013 e fevereiro de 2014

Por Miguel Arcanjo Prado

Cirque du Soleil tupiniquim
Corteo (foto acima), novo espetáculo do Cirque de Soleil, que estreia em São Paulo em 30 de março de 2013, tem 200 pessoas na equipe que percorrerá seis capitais brasileiras até  fevereiro de 2014. Desse total, só cinco são artistas brasileiros. Então, tá.

Filharada pelo mundo
Como a coluna é atrevida, perguntou ao diretor, o suíço Daniele Finzi Pasca, como eles fazem para namorar, já que vivem viajando pelo mundo. Sem nenhuma vergonha, ele contou que os artistas resolvem este probleminha geográfico namorando entre si. “Alguns deixam filhos no interior e também fora da companhia [risos]. No momento, temos 20 crianças viajando conosco”. Essa gente de circo tem uma energia danada...

camila comin Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Brasileirinha Camila Comin: fadinha do Soleil em casa

Alô, mamãe!
Camila Comin (foto), a ginasta brasileira que entrou para o Soleil em 2004, promete brilhar no espetáculo Corteo, já visto por 6,5 milhões de pessoas em todo o mundo. À coluna, ela contou que sua família, que é de São Paulo, estará na estreia na primeira fila. Fofo, né?

Salgadinho
A Time Four Fun, que trouxe o espetáculo ao Brasil em parceria com a Fast Shop, espera público de 1 milhão de pessoas na temporada nacional, que terá 380 apresentações em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Dessa vez, Recife e Salvador, por questão de logística, não verão o Cirque du Soleil. Os ingressos vão variar entre R$ 190 e R$ 450 a inteira. É bom já ir juntando grana...

patrick schuhmann Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Alemão Patrick Schuhmann, de Corteo: quer ficar mulato

Consciência negra
O artista alemão Patrick Schuhmann, que está em Corteo, pisou no Brasil pela primeira vez nesta semana. Simpático, contou à coluna que pretende frequentar as praias brasileiras e conhecer os pontos turísticos do Rio, como o Corcovado e o Pão de Açúcar. E jurou de pés juntos que vai conseguir, em no máximo um ano, ficar da cor deste vosso colunista. Engraçadinho.

Hoje tem marmelada
Falando em circo, o Sesc Ipiranga, em São Paulo, programou uma série de espetáculos circenses para a criançada durante todo o mês de dezembro, quando começam as férias escolares. Será sempre aos sábados e domingos, com entrada gratuita.

Desfeita
O diretor Antunes Filho foi ver Lulu, de Bob Wilson, no Sesc Pinheiros. Foi embora na metade no espetáculo.

luisantonio bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Luis Antonio - Gabriela : agora ou nunca - Foto: Bob Sousa

Depois não diz que não avisei
A última temporada de Luis Antonio – Gabriela, o celebrado espetáculo da Cia. Mugunzá dirigido por Nelson Baskerville, fica em cartaz até o dia 16 de dezembro. Está de quinta a domingo, no Teatro Alfredo Mesquita, em Santana. O ingresso é R$ 20. Depois não diz que não avisei.

Diga ao povo que fico
O espetáculo 12 Homens e uma Sentença, que tinha o saudoso José Renato no primeiro elenco, encerra temporada no dia 2 de dezembro no Teatro Cultura Artística Itaim. Em dois anos, a montagem foi vista por 30 mil pessoas e levou o APCA de Melhor Espetáculo. Em seguida, será apresentada em Lisboa, Portugal, nos dias 5 e 6 de dezembro, no Teatro Nacional Dona Maria 2ª. Ora, pois.

cqc portugues Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Português fará piada em Guarulhos

CQC português
Falando em Portugal, o ex-repórter do CQC de Portugal João Pedro Santos, o João Patrício, se apresenta em Guarulhos (SP), no Teatro Maria Blagitz (av. Sete de Setembro, 1.450, Vila Galvão), nos dias 30 de novembro, às 22h, e 1º de dezembro, 21h. O espetáculo de humor stand-up se chama De Brasil a Portugal. O ingresso é R$ 40. O moço, todo cheio de graça, promete fazer o público rir com muita sátiras aos portugueses e também aos brasileiros. Não vai sobrar ninguém para contar história. Pelo jeito, ele anda querendo vaga no CQC do Brasil... Podia ficar na vaga deixada por Rafinha Bastos. Ou não.

ed moraes Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ed Moraes: ai, como sofre!

Ed no barril
Ah, a peça Um Verão Familiar encerra temporada na próxima semana. É aquela da Cia. dos Inquietos na qual o ator Ed Moraes (foto) vive um jardineiro atormentado pela família, sempre metido em um tonel de água, tadinho. As últimas apresentações são na terça (27) e na quarta (28), sempre às 21h. O ingresso é R$ 20 a inteira. Prestigie.

Turma reunida
Trabalhos dos grupos teatrais paulistanos Os Fofos Encenam e Os Satyros são temas de filmes que estão na programação da mostra Teatro SP: Novas Dramaturgias em Tempos Digitais, que acontece no Itaú Cultural entre 28 de novembro e 2 de dezembro. A curadoria é do coleguinha Evaldo Mocarzel, que participará dos debates que ocorrerão após a exibição de filmes, três a cada dia. Saiba a programação.

Teatro à beira mar
Começa nesta sexta (23) a 9ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra, a Fita. São 46 espetáculos na cidade litorânea fluminense, sendo 11 estreias nacionais. O evento vai até 9 de dezembro. Saiba o que vai estar por lá.

viuva Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Só dá o Magiluth em Recife

Glória do Magiluth
O Grupo Magiluth apresenta sua versão masculina para Viúva, Porém Honesta, de Nelson Rodrigues, no Teatro Santa Isabel, em Recife, neste sábado (24) e domingo (25), dentro do Festival Recife do Teatro Nacional. Sucesso absoluto. As pessoas disputam a tapas as entradas. A coluna adoraria ir.

De volta
Mormaço, do amigo mineirinho da coluna Ricardo Inhan com direção de Zé Henrique de Paula, volta nesta sexta, às 21h, ao Teatro do Núcleo Experimental, na rua Barra Funda, 637, em Sampa. É de graça. Vai, gente.

Campinas na Funarte
O projeto Ocupação Coletivos Unicamp leva à Funarte de São Paulo, em dezembro, os grupos Estação Teatro, que apresenta Santiago Morto (de 29 de novembro a 21 de dezembro, quintas e sextas-feiras, às 21 horas) e a Cia Galeria 4, que leva ao palco Morte e Vida Severina (de 1º a 16 de dezembro, sábados às 21 horas e domingos, às 20 horas). Eles convidam todo mundo.

Prorrogou
A peça Odisséia, com direção de Marco Antonio Rodrigues e dramaturgia de Samir Yazbek, fica no Galpão do Folias, na Santa Cecília, em São Paulo, até 9 de dezembro.

mulheres pobres Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Mulheres Pobres: nos palcos

Mulheres pobres
Sátira do reality Mulheres Ricas que bombou na internet, Mulheres Pobres chega aos palcos na próxima terça (27), no Teatro do Centro da Terra (r. Piracuama, 19, Sumaré). Fica em cartaz até 18 de dezembro, segundas e terças, às 21h. A direção é de Sílen de Castro. No elenco, estão Cecé Fialho, Daphne Bozaski, Fernanda Magnani, Flavia Strongolli e Jana Mundana. Prometem provocar muitas risadas no público paulistano. Tal qual a turma de Val Marchiori, só que ao contrário.

Guernica 75 anos
O diretor Cesar Almeida leva aos palcos curitibanos o texto Guernica, de Fernando Arrabal, com preço popular de R$ 10 a inteira. O espetáculo relembra os 75 anos do bombardeio nazista da cidade basca. O horror foi imortalizado pela tela homônima de Pablo Picasso, em 1937. A produção da Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo fica em cartaz até 2 de dezembro, no Teatro Guaíra. Sexta, 21h; sábado, 18h e 21h; e domingo, 20h. No elenco estão Regina Vogue, Iria Braga, Maurício Vogue, Diogo Biss e Renato Sbardelotto. Turma boa.

guernica java tarsis Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Espetáculo Guernica rememora os 75 anos do bombardeio no País Basco - Foto: Javã Tarsis

 

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pedro vilela bob sousa Entrevista de Quinta – Pedro Vilela, ator e diretor

Pedro Vilela idealizou o Trema! Festival de Teatro de Grupo de Recife - Fotos: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O ator e diretor pernambucano Pedro Vilela é o homem que faz acontecer o grupo Magiluth, de Recife.

A turma de seis atores, formada por ele, Pedro Wagner, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Mario Sergio Cabral e Lucas Torres, acaba de fazer o balanço do primeiro Trema! – Festival de Teatro de Grupo, que ocupou cinco espaços no Recife, entre 8 e 14 de outubro.

Para fechar com chave de ouro eles ainda comemoram a aprovação dos projetos do grupo no Funcultura de Pernambuco – coisa inédita até então.

Barbudão e de fala tranquila, Pedro Vilela conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta.

Leia com toda calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Qual o balanço que você faz do Trema!?
Pedro Vilela – Nesta primeira edição, saímos com saldo extremamente positivo. Tivemos uma excelente média de público nos espetáculos e abrimos uma via de pensamento sobre o teatro de grupo em Recife. Já estamos pensando a próxima edição, buscando articulações e com o desejo de ampliarmos as ações.

Miguel Arcanjo Prado – De onde veio a ideia de fazer o festival?
Pedro Vilela – Queríamos um espaço de encontro e compartilhamento de grupos teatrais. Conseguimos reunir gente de Minas, do Paraná, de São Paulo e aqui de Recife. Tem muitos eventos aleatórios que não deixam nada para a cidade. O desejo é antigo. Foi um projeto arriscado. Fizemos sem nenhum dinheiro captado. Tudo é através de parcerias. Encontramos grupos que toparam essa parceria, que toparam alterar a rota e colocar Recife no caminho.  O projeto em si tem um pensamento coletivo. Vem do desejo de encontrar-se. Ninguém veio ganhar dinheiro, mas trocar uma ideia.

Miguel Arcanjo Prado – E vai ser anual?
Pedro Vilela – A ideia é que seja anual e que possa crescer cada vez mais. No próximo ano, queremos captação de recursos. A ideia é aumentar a programação e receber mais grupos de Recife. A gente tem que fazer muita atividade condensada.

Miguel Arcanjo Prado – Mas como fizeram um festival sem grana?
Pedro Vilela – A gente tenta se virar nos 30 [risos]. O Trema! teve uma equipe de colaboradores muito fortes que ajudaram a tocar o festival. Conseguimos parceria com o Sesc Pernambuco, que deu a hospedagem, e também com uma rede conveniada de restaurante. As pessoas vieram sem cobrar cachê. O festival é onde aponta o teatro de grupo, que criam estratégias de circulação e compartilhamento. São os próprios grupos descobrindo maneiras de circular. Se a gente não se une para construir alternativa de sobrevivência fica muito difícil.

Miguel Arcanjo Prado – É difícil fazer teatro em Recife?
Pedro Vilela – As dificuldades encontradas em Recife não são muito diferentes do resto do País. Questões de captação, fomento, crise de público... Precisamos estar juntos – nós, artistas – em buscar de entender em qual mercado estamos inseridos e como podemos agir perante ele. E acima de qualquer coisa, cobrar do poder público as parcerias que são necessárias.

Miguel Arcanjo Prado – Falando em parceria, vocês ganharam um edital agora...
Pedro Vilela – Tivemos o prazer de aprovar quatro projetos no Fundo de Cultura de Pernambuco, o Funcultura. Com eles realizaremos manutenção de pesquisa, de temporadas e circulação dos espetáculos. Ou seja, 2013 já se abre com muitas ações para realizar o que nos deixa bastante motivado para trajetória.

Miguel Arcanjo Prado – Pelo que vi, 2012 foi um ano excelente para o Magiluth, com a participação no Festival de Curitiba, a temporada de dois meses em São Paulo e ainda apresentações no Rio e em Salvador. Quais são os próximos passos de vocês?
Pedro Vilela – Estamos em busca de uma nova sede. Precisamos de um espaço novo que possa agregar todas as ações que desejamos realizar em Recife. Um local onde possamos realizar nossas temporadas, que possamos gerir da maneira que acreditamos e acima de tudo um ponto referencial para o público recifense. Estamos próximos disso.

Miguel Arcanjo Prado – Sua esposa, a Mariana Rusu, está sempre com vocês nos projetos, ajudando na produção. Como é ter uma mulher que apoia seu trabalho artístico?
Pedro Vilela – Uma felicidade só. Tive a sorte de encontrar na minha trajetória uma mulher/esposa/amante/produtora. É minha joia. Preciso cuidar pra não perder! [risos]

magiluth bob sousa Entrevista de Quinta – Pedro Vilela, ator e diretor
O ator e diretor Pedro Vilela, com a camisa do Náutico, seu time do coração, faz pose com o Magiluth para o fotógrafo Bob Sousa
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Foto de Bob Sousa

mario sergio cabral bob sousa O Retrato do Bob: Mario Sergio Cabral, a chama acesa do caçula do Magiluth
Por Miguel Arcanjo Prado

Mario Sergio Cabral é o caçula do Magiluth. Literalmente. É irmão mais novo de Pedro Wagner, também ator do grupo que faz e acontece em Recife. E foi por influência do irmão que Mario começou a fazer teatro em Guaranhuns, no interior de Pernambuco, onde viveu até os 18 anos.

Começou nos palcos em 2001 e logo ficou “maravilhado”. Aos 17, se enturmou com Erivaldo Oliveira, hoje também no Magiluth, e criou o grupo Abre as Pernas Cacilda!. Queriam “entrar pelas entranhas” do teatro nacional.

A primeira peça, Âmago, já abocanhou troféus no Festival de Inverno de Guaranhuns. “Dos 11 prêmios, ganhamos dez”, lembra, orgulhoso. Logo, Erivaldo e ele rumaram para Recife, a capital, onde o irmão Pedro já estava. Foi em 2009. “Cheguei em um tempo que já estava tudo fechado, então fiquei acompanhando os meninos do Magiluth na técnica”.

Em 2012, surgiu a grande chance. O diretor, Pedro Vilela, o convidou para a temporada do grupo na Funarte de São Paulo. “Ele me ligou no Dia das Mães. Disse para ele que eu não precisava pensar. Que eu ia”. Trancou a curso de artes cênicas da Universidade Federal de Pernambuco, largou o emprego e foi.

E valeu a pena. Na capital paulista, ganhou, aos 23 anos, seu primeiro papel como ator na companhia, na versão dos rapazes para Viúva Porém Honesta, de Nelson Rodrigues. Desde então, se apresentou com o grupo no Rio, em Salvador e na consagradora sessão no Teatro Santa Isabel, no Recife: “Tinha fila que dava volta no quarteirão”.

Sobre ter sido eleito Muso do Teatro do R7 no último mês de agosto, com 8.650 votos – a maior votação já conquistada por um ator no concurso até o momento –, ele brinca, lembrando de uma frase que Thiago Liberdade, ator que integrou o começo do Magiluth, gostava de falar. “Ele sempre dizia: ‘Gente, vocês precisam chamar o Mario Sergio, tem de ter um homem bonito no Magiluth’” [risos]. Conta que a rapaziada não ficou com ciúme. “Eles abraçaram minha campanha”. E faz questão de ressaltar uma ajuda fundamental: “Da minha namorada, Clarice Mendes”. O amor é lindo.

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1torto juliana galvao Humano e sensível, 1 Torto do Grupo Magiluth mostra força cênica do ator Giordano Castro

Um grande ator: público fica sem saber se Giordano Castro conversa ou atua – Foto: Juliana Galvão

Por Miguel Arcanjo Prado

Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você foi a primeira obra que vi do Grupo Magiluth, que se apresentou no Festival de Curitiba, no começo deste ano. Naquele momento, não gostei.

Aquele monte de rapazes tentando fazer confidências à plateia, puxando o público até o centro do palco do Teatro Paiol, me soou demasiado. Foi o que escrevi.

Meses mais tarde, eis que o Magiluth aporta em São Paulo. Trazem não só Aquilo, como outros dois espetáculos, 1 Torto e O Canto de Gregório. Fiz questão de conhecê-los, apelidá-los de Novos Pernambucanos do Teatro e ver, é claro, os outros espetáculos. Gregóriofoi criticado aqui, mas ainda faltava descrever o que me significou ver 1 Torto.

Demorei, porque foi difícil encontrar um formato de escrita para uma experiência tão humana. Talvez, por isso, escrevo em primeira pessoa.

O monólogo é interpretado por Giordano Castro, o mais cativante cenicamente dos seis rapazes de Pernambuco. Giordano tem a magia que só os grandes atores têm. É engraçado, misterioso, vago e complexo. Faz a gente querer olhar para ele. Descobrí-lo.

No desenrolar do espetáculo, expõe coisas que passam em sua cabeça, olhando direto nos olhos do público, que fica desconcertado muitas vezes, sem saber se o ator conversa realmente ou atua.

Eis aí o grande mérito da montagem. Giordano se sente tão à vontade na obra – e no tablado – que seduz o espectador como quem não quer nada. E convida este a definir com ele o cenário, a posição dos objetos cênicos, o desenrolar da história, numa mais que acertada opção da direção sensível de Pedro Wagner.

No dia em que vi o espetáculo, havia pouco público. Para falar a verdade, quando cheguei, havia quase nenhum. Apenas eu e uma moça. Giordano e Pedro Wagner, à porta, espiavam para ver se chegaria mais alguém. Até que surgiu um casal. E a sessão foi feita.

O que poderia ser um fator de desânimo a qualquer um, serviu de inspiração ainda maior para o ator em seu fazer artístico. O espetáculo, de proposta já intimista, ficou ainda mais próximo, mais perto.

Foi como uma inconfidência feita num canto qualquer, sem que os outros escutassem. Algo íntimo, para ficar registrado apenas na memória.

Apesar de tão parecida com a proposta de Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você, a proposta de 1 Torto chega mais forte. Porque é mais densa. Mais intensa. Condensada na figura de Giordano. Não há dispersão. Apenas há um ator que tenta abrir seu coração vermelho e brilhante à plateia, que se vê hipnotizada pela verdade ou mentira visceralmente interpretada.

PS. Não bastasse o clima personalista, ao fim, Giordano ofereceu a sessão “a um jornalista que falou mal da gente, mas que depois nos conhecemos e ficamos amigos”. Uma frase tão simples, bela e verdadeira como aquilo que havia acabado de ver no palco daquela pequena sala da Funarte paulistana.

1 Torto
Avaliação: Ótimo

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[r7video]

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