Posts com a tag "magiluth"

magiluth foto bob sousa7 PEDRO WAGNER Dois ou Um com Pedro Wagner

O ator pernambucano Pedro Wagner, que viaja o Brasil com o Grupo Magiluth - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Pedro Wagner já está com o pé nesta estrada. Junto de seu Grupo Magiluth, sediado em Recife e que completa dez anos, o pernambucano de Garanhuns viaja o Brasil dentro do projeto Palco Giratório, promovido pelo Sesc. Após Teresópolis (RJ), estão no Rio Grande do Norte. Neste sábado (2), se apresentam com Viúva, porém Honesta em Natal. Já na terça (5), fazem sessão em Mossoró, no interior do Estado. Até o fim do mês, passam por João Pessoa, Vitória, Campo Grande, Teresina, Floriano, Parnaíba, São Paulo e Belo Horizonte. Em meio à correria da viagem, o ator aceitou participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Recife ou Portugal?
Um caos chamado Recife.

Rússia ou Ucrânia?
Ucrânia!

Israel ou Palestina?
Palestina!!

Gerald ou Roberto?
Sou mais a Coelho e a Galdino.

Ariano Suassuna ou Bob Wilson?
Cansei de ambos há muito, muito tempo.

Zé Celso ou Bob Wilson?
Zé Celso ever <3

Dilma ou Aécio?
Dilma icon sad Dois ou Um com Pedro Wagner

Ocupe Estelita ou viva a especulação imobiliária?
Eu sou contra os barões, contra o "Novo Recife", contra a neo casa grande e senzala... Sou pelo #Resiste, sou pelo #Ocupe, sou pelo Estelita, sou por esse emaranhado de gente que chamamos de cidade. Sou pelas pessoas.

Filme pro povo rir ou Novo Cinema Pernambucano?
Cinema!!!

Faz parte do meu show ou o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído?
Andar distraído?? Nunca! Esse é o sonho dos reaças!! E Cazuza sempre foi mas genial que o Titãs decadentista dos anos 2000 [risos]... Ahhh faz, faz parte do NOSSO show sim. icon smile Dois ou Um com Pedro Wagner

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thiago liberdade magiluth foto bob sousa8 O Retrato do Bob: Thiago Liberdade, o fim e o início do Grupo Magiluth
Foto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Thiago Liberdade é onde começa e termina o Magiluth, principal grupo teatral surgido em Pernambuco nos últimos tempos. Nascido no Rio, filho de um pernambucano e de uma maranhense, chegou ao Recife com oito anos. Hoje, é pernambucano nato. Começou no teatro por acaso, na montagem que a irmã fazia na escola: Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare. Não parou mais. No vestibular, marcou artes cênicas e entrou para a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Em 2004, fundou o Magiluth com outros três amigos do curso. No nome, as iniciais de cada um. Logo o grupo cresceu, Thiago foi fazer intercâmbio em Portugal, voltou e resolveu que queria cursar design. Em março de 2010, pediu para sair e se concentrar no novo curso. Justamente neste período, o Magiluth circulou pelo Brasil e ganhou reconhecimento nacional. Viu tudo, de longe. Quando voltaram ao Recife, em 2012, para a apresentação consagradora no Teatro Santa Isabel de Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues, Thiago chorou como um menino. No dia seguinte, escreveu uma emocionada carta pedindo para voltar. Foi aceito de cara. Desde então, é responsável pela comunicação e arte gráfica do grupo, uma das melhores do teatro brasileiro contemporâneo. Competente nos bastidores, volta aos palcos aos poucos: já fez algumas substituições em turnês e estará no elenco da nova peça, prevista para estrear em 2015. Não se considera o filho pródigo do Magiluth: “Porque, mesmo de longe, sempre estive presente”, diz. E sabe que sua presença, hoje, é imprescindível: “A gente se mata e renasce todos os dias. Por isso temos unidade. Porque amamos fazer teatro”.

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coluna Robogolpe foto   Jennifer Glass Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ditadura e artes em pauta: cena do novo espetáculo de Zé Celso - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Robogolpe
A turma do Teat(r)o Oficina está em polvorosa nesta sexta (25). É que logo mais, às 21h30, eles estreiam sua nova peça: Walmor y Cacilda 64 - Robogolpe. Tem gente disputando a tapa os ingressos. O texto e a direção é de José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso. Desta vez, uma novidade: a peça dura apenas duas horas ou 120 minutos cravados. Pelo menos é o que eles prometem.

Robogolpe 2
A peça está focada na herança maldita que a ditadura militar, que vigorou no País entre 1964 e 1985, deixou para a classe artística. A direção musical é de Adriano Salhab, Montorfano e Giuliano Ferrari. Como sempre, a trilha sonora é original e executada na hora. Porque quem sabe faz ao vivo, diria o pensador Faustão.

Robogolpe  Fotos  Jennifer Glass 12 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Robogolpe no Oficina: ditadura militar sob o olhar de Zé Celso - Foto: Jennifer Glass

Robogolpe 3
A peça ressuscita nomes importantes de nosso teatro: Walmor Chagas é assumido por Marcelo Drummond; já Cacilda Becker é interpretada por Camila Mota; Letícia Coura vive Cleyde Yáconis; e ainda, Juliane Eltiong é Maria Della Costa. Só a nata.

Robogolpe 4
Zé Celso pede para avisar que ele contou com a colaboração da "conselheira poeta" Catherine Hirsch para fazer a peça. Recado dado.

Robogolpe 5
A temporada da nova peça será aos sábados, às 21h, e domingos, às 19h, até 1º de junho de 2014. O Oficina fica na rua Jaceguai, 520, no Bixiga. O ingresso é R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Zé Celso convida todos a irem. Vai, gente.

magiluth bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Erivaldo Oliveira, do Magiluth, em cena de Viúva, porém Honesta em SP - Foto: Bob Sousa

É bom para o moral
Após causar sensação com filas dando volta no quarteirão da avenida Paulista no Itaú Cultural, onde até Rita Cadillac apareceu para ver, os meninos do Grupo Magiluth, de Recife, ocupam até este domingo a Funarte São Paulo com sua vigorosa versão para o espetáculo Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues. Sexta e sábado, 20h, domingo, 19h, com entrada gratuita. O endereço é alameda Nothmann, 1058, perto do metrô Santa Cecília. Você tem de se agitar, não se deixe esfriar...

É bom para o moral 2
Os pernambucanos do Magiluth já têm até um grupo de fãs em São Paulo. Tipo groupie. É que agora eles viraram o Pequeno Príncipe de muita gente...

magiluth bob sousa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Grupo Magiluth em São Paulo: sessões grátis de Viúva, porém Honesta na Funarte - Foto: Bob Sousa

De volta
Angela Dip reestreia em São Paulo no dia 3 de maio, às 20h, a peça O Barril. Lá no Teatro da Vila do Shopping JK Iguatemi. A obra estreou em 1998 e já percorreu 47 cidades brasileiras. A direção é de Vivien Buckup, filha de Eva Wilma e John Herbert.

Festibero
Vai até domingo (27) no Memorial da América Latina, em São Paulo, o Festibero (Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo). Tem peça todo dia a partir das 17h com entrada gratuita. Coisa boa.

Fim de festa
Também vai até domingo (27) a temporada de Farnese de Saudade, com Vandré Silveira, na Caixa Cultural de São Paulo, na Sé. A entrada também é gratuita. Todos os dias 19h15.

silvia gomez Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A jornalista e dramaturga mineira Silvia Gomez: leitura de peças na Casa Livre - Foto: Emidio Luisi

Texto vivo
A Cia. Livre de Cibele Forjaz promove entre 6 e 22 de maio o projeto Dramaturgos Brasileiros Contemporâneos. Sempre às terças e quintas, às 20h, na Casa Livre em São Paulo. Serão lidos textos de gente tarimbada, como Silvia Gomez e Cássio Pires. A entrada é gratuita.

Entre tapas e beijos
Daniel Dantas e Zezé Polessa vivem um casal em pé de guerra na peça Quem Tem Medo de Virginia Woolf. Estreia nesta sexta (25), no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, após participar do Festival de Teatro de Curitiba. É bom o público ir com fôlego, porque a obra dura 140 minutos. Mais que o Robogolpe de Zé Celso.

Recordar é viver
Não custa nada lembrar que a obra virou filme obrigatório homônimo com ex-casal Elizabeth Taylor e Richard Burton em 1966. Se não viu, veja.

Polêmica

Uma cena com Nany People está causando burburinho no trailer do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, dos Satyros, que deve estrear em 2015. Leia a Entrevista de Quinta com Nany e veja o trailer.

 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Croqui do cenário da peça Vidas Privadas, que estreia no dia 10 de maio em SP - Foto: Divulgação

Elegância
O cenógrafo Marco Lima recriou uma sacada de um hotel da Riviera Francesa e também a sala de um apartamento parisiense para ambientar a peça Vidas Privadas, do inglês Noel Coward, com direção de José Possi Neto. Estreia dia 10 de maio, no Teatro Jaraguá, em São Paulo. No elenco, José Roberto Jardim, Lavínia Pannunzio, Daniel Alvim e Maria Helena Chira. Très chic.

De olhos bem abertos
A turma da peça Cuidado Frágil, com Priscila Jácomo, avisa que na sessão deste sábado (26), haverá audiodescrição da obra no Teatro Ágora, em São Paulo. Serão 35 lugares na plateia para deficientes visuais ou pessoas com baixa visão. Interessados em reservar podem escrever para cuidadofragilteatro@gmail.com. A peça que tem direção de Daniel Viana e Júlia Barnabé integra o projeto Solos Férteis, um Olhar Feminino, só com monólogos de atrizes.

Gente de Teatro
Eliane Verbena é uma das responsáveis pela divulgação do teatro paulistano. Profissional formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, a mineira radicada em São Paulo comanda a Verbena Comunicação desde 2001.  Sabe tudo de artistas e estreias. Por isso, é gente de teatro.

coluna eliane verbena Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A assessora teatral Eliane Verbena, da Verbena Comunicação: gente de teatro - Foto: Reprodução

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magiluth cadillac bob sousa2 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac entre os integrantes do Grupo Magiluth no palco da avenida Paulista - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

"Num tempo de Anittas e Valescas, ninguém entendeu o Brasil como Rita Cadillac", disse o diretor Pedro Vilela, do Grupo Magiluth, no palco do Itaú Cultural, na avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta sexta (18). A frase foi dita após a sessão da peça Viúva, porém Honesta, antes que Vilela entregasse um buquê de rosas vermelhas a Rita Cadillac, presente na plateia.

A companhia teatral de Recife cumpre temporada na capital paulista com sua versão debochada para o texto clássico do dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues. Havia fila para ver a obra que dobrava a esquina e não era possível ver seu fim.

magiluth cadillac bob sousa3 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac diante do cartaz de Viúva, porém Honesta: sessões no Itaú Cultural e na Funarte SP - Foto: Bob Sousa

Rita assistiu, na primeira fila, à sessão da obra a convite do Atores & Bastidores do R7 e do Grupo Magiluth. Sua canção É Bom para o Moral é a principal da trilha sonora da obra teatral.

Ao ouvi-la, Rita se emocionou, assim como a plateia. Assim que a peça acabou, foi chamada ao palco para receber a homenagem.

A dançarina do Chacrinha revelou aos artistas que ama Pernambuco. "Só não fui morar lá porque a Gretchen foi antes, e iam dizer que eu tinha copiado ela", contou, enquanto posava para fotos.

Entrevista de Quinta: "Viramos o Pequeno Príncipe", diz Grupo Magiluth

Rita fez questão de posar com os integrantes do Magiluth: Pedro Vilela, Pedro Wagner, Mário Sergio Cabral, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Thiago Liberdade e Lucas Torres.

"A peça me divertiu muito. Nunca imaginei que minha música poderia entrar em uma peça de teatro, que eu poderia ser lembrada por artistas tão bons", revelou, emocionada, à reportagem.

Convertida em ícone cult, Rita ainda lembrou da importância do texto. "Mesmo que eles revolucionem na montagem, ainda é Nelson Rodrigues. Amanhã, estes meninos vão fazer muito sucesso e eu vou dizer: eu estava lá, sendo homenageada por eles. É uma honra para mim. Obrigada, Magiluth", afirmou.

A ex-chacrete contou que a partir de agora virou fã de carteirinha da peça e do Grupo Magiluth. "Eu amei tanto que vou levar uma turma de amigos para ver na Funarte, nesta semana agora. Ainda quero chamar os meninos para comer algo comigo", prometeu Rita Cadillac.

Sobre receber a homenagem em um palco em plena avenida Paulista, Rita, aquela que inventou o beijinho no bumbum muito antes do beijinho no ombro, definiu: "Este é o meu beijinho no ombro para as outras!".

O Grupo Magiluth, que está completando dez anos, faz sessões gratuitas de Viúva, porém Honesta até domingo no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro), sábado, 20h, e domingo, 19h. Entre 23 e 27 de abril, eles se apresentam sempre às 20h na Funarte de São Paulo (al. Nothamann, 1058, metrô Marechal Deodoro), também com entrada gratuita.

magiluth cadillac bob sousa1 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac se emociona com homenagem do Grupo Magiluth em Viúva, porém Honesta - Foto: Bob Sousa

Entrevista de Quinta: "Viramos o Pequeno Príncipe", diz Grupo Magiluth

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miguel arcanjo agenda cultural 18 04 2014 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 18/04/2014

Miguel Arcanjo Prado na Agenda Cultural do Hora News, na Record News: dicas para todo País - Foto: Divulgação

O jornalista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas na Agenda Cultural do Hora News, na Record News, nesta sexta (18). Tem o Festibero, com 15 peças grátis de sete países no Memorial da América Latina. Tem também sessões grátis da peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, no Itaú Cultural e na Funarte de São Paulo. E mais: show da banda de rock Cascadura em Salvador. Em Minas Gerais, tem o Rodeio Show de Pedro Leopoldo, com a dupla Fernando e Sorocaba. E ainda as estreias nos cinemas: o filme francês O Palácio Francês, do brasileiro Copa de Elite e do venezuelano Pelo Malo. Veja o vídeo:

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magiluth foto bob sousa11 Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

Os sete integrantes do Grupo Magiluth, na tradicional rua Avanhandava, no centro paulistano: "Viramos o Pequeno Prínicipe"; a partir da esq.: Thiago Liberdade, Lucas Torres, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Pedro Wagner, Pedro Vilela e Mário Sergio Cabral  - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Eles agora não estão mais em um apartamento de frente para o Minhocão, mas, em um hotel bacaninha do centro paulistano. Após a marcante estada em São Paulo no inverno de 2012, o Grupo Magiluth está de volta à metrópole que abriga todas as matizes do pulsante teatro brasileiro.

Agora, os garotos do mais inquieto teatro pernambucano são sete: Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Pedro Vilela, Pedro Wagner e Thiago Liberdade – este último uma espécie de filho pródigo que retornou ao grupo que ajudou a fundar dez anos atrás.

As fronteiras de Recife já foram perpassadas há muito por estes artistas, que em breve atravessam o oceano Atlântico para uma parceria com uma companhia europeia. Outro dia, uma fã, sim eles têm fãs, disse que o Magiluth é seu novo Pequeno Príncipe. Os Novos Pernambucanos do teatro brasileiro adoram uma relação próxima com a plateia.

Ficam até o fim do mês em São Paulo com sua debochada versão para a peça Viúva, porém Honesta, do também pernambucano Nelson Rodrigues. O espetáculo já causou furor por todo o País e chega ao olhar do exigente público paulista com a maturidade de mais de cem apresentações.

Eles passam o feriadão de Páscoa no palco do Itaú Cultural, onde se apresentam até este domingo (20), com entrada gratuita. Depois, entre 23 e 27 de abril, sempre às 20h, se apresentam na Funarte de São Paulo [veja os serviços ao fim da entrevista].

O septeto recebeu o Atores & Bastidores do R7 com exclusividade para esta Entrevista de Quinta. Em um bate-papo inteligente e bem-humorado após o café da manhã, falaram coisas fundamentais. E ainda responderam quem inspirou o Dorothy Dalton, o lendário crítico teatral criado por Nelson Rodrigues que surge na peça do grupo de forma provocativa.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Como é esta volta a São Paulo quase dois anos depois? E vocês trouxeram o frio de novo...
Giordano Castro – Quanto frio que a gente passou naquela outra vez! Agora, a gente chegou e esfriou  [risos]
Pedro Vilela – A gente montou o Viúva, porém Honesta aqui em São Paulo, na Funarte, naquela vez. Foram dois meses ensaiando. É importante estrear  aqui após fazer 132 apresentações em 2013. Esta turnê que fizemos nos últimos meses nos trouxe maturidade no ofício. Mas, também a gente percebe que muitas dificuldades permanecem dois anos depois, sejam de comunicação e de estrutura de trabalho.

Miguel Arcanjo Prado – Estar em São Paulo é importante?
Pedro Wagner – Vir para cá sempre causa certo furor. Este trabalho demorou muito para chegar aqui. É um lerê da porra conseguir descer, conseguir chegar a São Paulo. Mas quando a gente chega é muito instigante. E também já temos amigos na cidade.
Pedro Vilela – São Paulo é o olho do furacão. É bom estar por aqui.

Miguel Arcanjo Prado – Eu percebo que vocês estão sempre em troca com outros grupos do Brasil. Gostam de trabalhar em rede?
Giordano Castro – Estamos sempre em trocas com outros artistas. Na época da montagem, também. E não só com grupos, como também com nosso público. Em Recife tem uma turma que acompanha de perto o trabalho do Magiluth.

Miguel Arcanjo Prado – Para vocês estar em São Paulo ajuda quando voltam em Recife? Porque percebi que depois daquele 2012 vocês voltaram por cima para lá...
Pedro Vilela – Recife ainda precisa que alguém de fora reconheça algo, para então passar a ter reconhecimento por lá...
Pedro Vilela – Quando voltamos, parecia a volta dos Beatles [risos].
Erivaldo Oliveira – Mas tinha um público que já nos acompanhava. E nem é um público de teatro geral, não. É um público que via as peças do Magiluth. Gente que nos ajudou a consolidar nosso trabalho.
Mário Sergio Cabral – Hoje, a gente circula o Brasil e também faz todo o Estado do Pernambuco sempre.

Miguel Arcanjo Prado – Vocês têm uma relação muito forte com Recife?
Pedro Vilela – A gente propõe festival de teatro, o Trema!, realiza intervenções nas ruas, propõe ingressos ao preço de pague quanto puder.
Pedro Wagner – Acho que esse reconhecimento hoje é possível, bem como essas ações porque conseguimos entrar em alguns lugares.
Mário Sérgio Cabral – Eu me lembro da nossa entrevista de 2012, da gente dizendo que nunca tinha conseguido patrocínio do governo de Pernambuco. Hoje, esta circulação tem apoio estadual.
Pedro Vilela – A gente ainda não se apresentou em Recife neste ano. Só temos previsto fazer Luiz Lua Gonzaga em maio, no Palco Giratório, do Sesc. Mas estamos dando um jeito de conseguir fazer mais apresentações. Estar ausente muito tempo é perigoso. Queremos voltar.
Giordano Castro – Somos de Recife. Viver lá nos interessa para nós e para o nosso trabalho. Dar este retorno à cidade é massa.

Miguel Arcanjo Prado – É uma relação forte?
Pedro Wagner – É tão forte a relação que temos com Recife que digo que ela é de amor e ódio. É tão intenso que fomos para as ruas. Não tínhamos trabalhado com performance e arte urbana até então. E foi ótimo. A cidade está um caos nestas vésperas da Copa, o trânsito está caótico. Fomos para a rua e descobrimos outras perspectivas.
Pedro Vilela – Viramos quase guerrilheiros [risos].
Pedro Wagner – Nossa página no Facebook virou espaço de denúncia.
Mário Sérgio Cabral – Isso mudou nossa postura. Por exemplo, o Giordano foi morar perto do trabalho. E ele sempre era o mais tranquilo nos ensaios. A gente, que vinha de longe e ficava preso no trânsito, chegava estressado. Recife hoje vive uma angústia.

magiluth foto bob sousa121 Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

Grupo Magiluth na garoa de São Paulo: os Novos Pernambucanos do teatro - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado – Vocês são muito conectados nas redes sociais. Este trabalho de comunicação é consciente?
Thiago Liberdade – É totalmente consciente, é um reflexo desta nova era. Nossa primeira preocupação, lá no comecinho, foi em chamar o design e amigo Guilherme Luigi, para fazer a parte gráfica. Hoje, eu assumi esta parte.
Pedro Vilela – A gente começou sem nada. Então, percebemos que o melhor trabalho para fidelizar nosso público eram um bom trabalho de comunicação. Investimos em cartazes, bottons, camisetas... E nosso público sempre sentiu essa necessidade de se aproximar da gente.
Pedro Wagner – Nosso público tem relação de amizade mesmo com a gente. É muito doido isso. Teve uma espectadora que disse que nós somos seu novo Pequeno Príncipe [risos].
Thiago Liberdade – Por isso sempre viajamos em bloco, todos juntos. Isso é importante para mantermos nossa unidade não só no palco, como também no escritório, na comunicação.

Miguel Arcanjo Prado – É mais fácil circular hoje?
Giordano Castro – Hoje, existe uma rota de fuga, um circuito criado pelos próprios grupos. Mesmo em comunicação.
Thiago Liberdade – Se não conseguimos entrar em alguns espaços, criamos nossos espaços e comunicamos.

Miguel Arcanjo Prado – Quais são os próximos planos?
Pedro Vilela – Estamos começando um novo processo de investigação para estrear em 2015, sobre o fenômeno de fé fervorosa no Brasil contemporâneo. Também vamos fazer intercâmbio com o grupo português Mala Voadora. Vamos estrear lá em 2015 e no Brasil em 2016. É uma peça sobre felicidade.

Miguel Arcanjo Prado – Como é fazer Viúva com tanta estrada?
Lucas Torres – Foi uma peça que a gente teve estrutura para montar e ensaiar. Então, estreamos de forma tranquila. E a circulação tem sido assim também. Trabalhamos com plateias distintas, com diferentes níveis de humor.
Erivaldo Oliveira – Tem plateia que dá angústia. Fica lá quietinha, não produz nenhum som. Você tem sensação de que não estão reagindo, aí vem uma reação ao fim. E é positiva sempre.
Lucas Torres – Mesmo quem não gosta do tipo de humor que fazemos entra no jogo. Porque ele é muito dinâmico entre público e a gente.
Pedro Vilela – Hoje tenho de segurar os meninos e falar: não é stand-up, hoje ficou poluído demais. Porque se eles ficam soltos, fazem o que querem.

Miguel Arcanjo Prado – E como é este encontro com Nelson Rodrigues?
Pedro Wagner – Outro dia o Kil Abreu [crítico teatral], apesar de ainda não ter visto, disse que era o encontro de duas gerações de pernambucanos apimentados. Porque o Nelson tinha pimenta também. Ele escrevia com sangue nos olhos.
Mário Sergio Cabral – A gente faz teatro como se fosse a última vez. Eu tenho sempre que me aquecer muito.
Girdano Castro – A gente faz com um tesão do caralho.
Pedro Wagner – É isso. A gente tem tesão! O grupo é só de homens. Tem uma energia muito forte, sexual, presente. Somos homens libertinos.
Giordano Castro – Somos descarados uns com os outros [risos].

Miguel Arcanjo Prado – Por que vocês resolveram dar este olhar debochado a esta obra do Nelson?
Pedro Vilela – Gente, o próprio Nelson diz que Viúva, porém Honesta é uma farsa irresponsável.
Pedro Wagner – Hoje em dia, está ficando melhor ler Nelson Rodrigues do que ver montagens. Porque colocaram ele no pedestal e fazem coisas muito respeitosas.
Giordano Castro – Incharam o Nelson com tanto respeito. Não é que a gente não o respeite, mas, nós, como artistas, precisamos nos colocar na obra.
Pedro Vilela – O filho dele foi ver no Rio e veio conversar com a gente depois. Ele nos disse: “Meu pai ficaria muito feliz”. A neta dele também adorou.
Pedro Wagner – A gente se apresentou na festa de 15 anos da neta do Nelson.

Miguel Arcanjo Prado – Apesar de eu achar ótima, soube de gente que ficou com raiva da representação que vocês fazem da crítica teatral na figura do personagem Dorothy Dalton, o crítico da nova geração, com aquele cachecol. Apesar do frio, eu nem vim de cachecol hoje [risos].
Pedro Wagner – Então, a gente está colocando essa turma para sentir a sensação que a gente tem quando lê uma crítica [risos]. Quem levar muito a sério é pior para a própria pessoa. Tudo que falamos está no texto. O Nelson Rodrigues escreveu o Dorothy Dalton para um crítico específico, o Miroel Silveira. Tanto que é bem achatado o personagem. O nosso Dorothy Dalton é mais aberto. Não é para ser levado tão a sério.

Miguel Arcanjo Prado – Quem é o Dorothy Dalton do Magiluth?
Pedro Vilela – Se me perguntassem se você é o nosso Dorothy Dalton, eu responderia que sim e que não. Porque é você, e também você não é ele. Sim, porque, hoje em dia, você é o crítico que se coloca em seus textos, não tem medo de falar, cria “bafão”, ou seja, que não é aquele crítico chato, antigo. Você é realmente o crítico da nova geração, da nossa geração. Neste aspecto você é o Dorothy Dalton.
Pedro Wagner – Até porque parte da crítica ficou muito chata. Tem crítica que consegue ser mais chata que a peça!
Pedro Vilela – Mas eu digo que você não é ele também, porque o Dorothy Dalton não sabe o que está querendo dizer. Você não é assim.
Pedro Wagner – Resumindo: o Dorothy Dalton é bem mais irresponsável que você [risos].

Viúva, porém Honesta
Avaliação: Muito bom
Quando e onde: 15 a 19 de abril, às 20h; dia 20, às 19h no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro); 23 a 27 de abril, às 20h, na Funarte (al. Nothmann, 1058, metrô Marechal Deodoro)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

magiluth foto bob sousa10 Entrevista de Quinta: “Viramos o Pequeno Príncipe”, dizem artistas do Grupo Magiluth

Magiluth conquista SP: humor cáustico pernambucano para clássico de Nelson Rodrigues - Foto: Bob Sousa

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roberto audio foto bob sousa 2013 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O grande ator Roberto Audio: oficinas no Teatro da Vertigem - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

Aulas do Audio
Roberto Audio, nosso grande ator retratado aí acima por ninguém menos do que Bob Sousa, vai dar duas oficinas no Teatro da Vertigem, do qual faz parte, entre setembro e novembro. Como a coluna é fã do moço, mais que recomenda as aulas. Saiba mais.

Saiu
A tão aguardada lista do Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo saiu no Diário Oficial desta sexta (16), na página 44. Os grupos que levaram a grana são: Cia da Revista, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo, II Trupe de Choque, As Meninas do Conto,  Cia Teatro Documentário, Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes, Banda Mirim, Engenho Teatral, Os Satyros, Paidéia, Cia do Feijão, Núcleo 184, Grupo XIX e Teatro de Narradores.

Turnê
A mundana companhia, com Aury Porto e Camila Pitanga, estreia neste fim de semana a peça O Duelo, na Serra da Capivara, no Piauí.

Agenda Cultural da Record News

Mineiros em Sampa
O Grupo 3 de Teatro, feito de três mineiros radicados em São Paulo, Débora Falabella, Yara de Novaes e Gabriel Paiva - todos amigos da coluna -, fará temporada popular de suas três montagens no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, de 3 de setembro a 6 de outubro. Terça e quarta, às 21h, será apresentada A Serpente, de Nelson Rodrigues. Quinta e sexta, também às 21h, é a vez de O Continente Negro. Já aos sábados, 21h, e domingo, 18h, terá sessão O Amor e Outros Estranhos Rumores. Os ingressos vão custar R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. A coluna vai em todos.

cachorra Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cadelinha de Fabrício Castro: capetinha - Foto: Arquivo pessoal

Demolidora
Todos os dias, quando volta à casa, o diretor e ator Fabrício Castro encontra um cenário desolador. Sua cadelinha destruiu tudo o que viu em sua frente. A cachorra tem um verdadeira sanha demolidora, o que faz o artista indagar se ela estaria possuída por alguma força do mal. Ele chegou a declarar que acredita que a bichinha tenha sido cachorra em outra encarnação da menina do filme O Exorcista. Tadinha.

Mulher no Bexiga
O drama Cartografia da Mulher Contemporânea marcou sua estreia para dia 22 de agosto, no Espaço Cultural Pinho de Riga (r. Conselheiro Ramalho, 599, Bela Vista, São Paulo). Fica por lá até 13 de setembro, toda quinta e sexta, 21h, por R$ 30 a inteira. Merda!

Coquetel
Maria de Medeiros, nossa grande atriz portuguesa, manda avisar que a pré-estreia de seu documentário, Repare Bem, é nesta segunda (19), 21h, no Espaço Itaú de Cinema da rua Augusta, em São Paulo. Ela investigou um drama que a ditadura militar causou em uma família brasileira. Moça inteligente.

Miriam Mehler em Oscar e a Senhora Rosa  Foto de Gustavo Bakr2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Puro talento: Aos 55 anos de carreira, Miriam Mehler encara 8 personagens - Foto: Gustavo Bakr

Oito personagens, uma grande atriz
A grande atriz Miriam Mehler vai interpretar oito papéis no espetáculo solo Oscar e a Sra. Rosa, que estreia nesta sexta (16), às 21h, no Sesc Pinheiros. A direção é de Tadeu Aguiar. A montagem, que tem texto de Eric Emmanuel Schmidt, comemora os 55 anos de carreira da atriz. E quem ganha presente é o público.

antunes Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Antunes Filho: ensaio de nova peça corre solto no CPT - Divulgação

Só se for a dois
Antunes Filho já decretou: sua montagem de Nossa Cidade, de Thorton Wilder, terá apenas dois atos, e não três como no original.

Motivo
Antunes acha que o público brasileiro não voltaria de um segundo intervalo.

Diferentes
O primeiro ato montado por Antunes é uma comédia de costumes. Já o segundo está mais pesado. O diretor ainda trouxe elementos contemporâneos para a obra ambientada no interior dos Estados Unidos pós-Depressão na década de 1930.

A data
Nossa Cidade tem estreia marcada para 4 de outubro, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação. A coluna já foi convidada, é claro.

Foto Márcia Ribeiro 4 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Sonia Robatto em cena da peça Espelho para Cegos, que estreia no Teatro Vila Velha, em Salvador - Foto: Márcia Ribeiro

Coisa boa na Bahia
Estreia nesta sexta (16), no Teatro Vila Velha, em Salvador, a peça Espelho para Cegos. A peça faz parte das comemorações dos 49 anos do espaço e também dos 54 anos de carreira da atriz Sonia Robatto, fundadora tanto do Vila Velha quanto da Companhia Teatro dos Novos, responsável pela produção. Parabéns!

oficina Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Zé Celso, em cena de Cacilda!!!: faça frio ou faça calor, a peça será apresentada no Oficina - Foto: Jennifer Glass

Cacilda!!!
Os atores do Teatro Oficina devem estar preocupadíssimos com o frio cortante que está fazendo em São Paulo. É que a peça Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, estreia nesta sexta. E todo mundo sabe que Zé Celso adora ver seu elenco despido. Veja mais fotos da montagem! Em tempo, nesta sexta (16), o Oficina completa 52 anos. A coluna manda o mais fraterno voto de parabéns!

Todos na praça
Outros que devem estar preocupados com o frio é a turma de Os Satyros. Eles também estreiam nesta sexta (16) a peça Édipo na Praça, que inicia as comemorações dos 25 anos da trupe cuja diva é a nossa amada Phedra D. Córdoba, a cubana mais porreta do Brasil. A montagem é apresentada metade dentro do teatro e outra metade na praça Roosevelt. É bom ir agasalhado. Veja o vídeo com a reportagem sobre a estreia! E também as fotos exclusivas de Bob Sousa.

Arretados
Os meninos do Grupo Magiluth, amigos da coluna e também do nosso fotógrafo Bob Sousa, estão causando em Recife com a campanha Pague Quanto Puder. Eles pretendem conscientizar a população a valorizar a arte, sem fixar preço para suas obras. Até o fim do mês, ocupam o Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro, com os espetáculos Um Torto e O Canto de Gregório, e o Teatro Arraial, com a peça Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você. Como sempre, as peças publicitárias da trupe são de uma qualidade de deixar qualquer um de queixo caído, como esta aí abaixo, com o ator Erivaldo Oliveira. O autor do cartaz, como sempre, é Guilherme Luigi, designer do Magiluth. Ah, um último aviso: o grupo faz Viúva porém Honesta nesta sexta (16), no Teatro do Sesc, em Petrolina (PE), às 23h, no evento Aldeia do Velho Chico. Esses garotos têm fogo e não param nunca!

magiluth Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Erivaldo Oliveira no cartaz da temporada Pague Quanto Puder do Grupo Magiluth em Recife - Divulgação

Musical
Miguel Falabella estreia o musical A Madrinha Embriagada neste sábado (17), no Teatro do Sesi. A temporada é gratuita e vai até 29 de junho de 2014. Prepare-se para a fila!

Corra pra ver
A peça O Casal Palavraski vai até 28 de setembro no Teatro Studio Heleny Guariba (praça Roosevelt, 184, SP), sempre sábado, 21h, a R$ 30. Reginaldo Nascimento dirige o drama com Amália Pereira, Angelo Coimbra e Lauanda Varone. Estão todos convidados.

Dança, Santos!
O Sesc Santos lança nesta sexta (16) a Bienal Sesc de Dança, que tem estreia marcada para 5 de setembro. O evento vai até 10 de setembro. O grupo belga Última Vez é uma das atrações e enviou com exclusividade para a coluna esta imagem de sua apresentação. Santos vai bailar! Veja o site e saiba tudinho sobre o evento.

O QUE O CORPO NÃO SE LEMBRA FOTO DANNY WILLEMS 1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O que o Corpo Não se Lembra: montagem belga é atração internacional na Bienal Sesc de Dança em Santos - Foto: Danny Willems

Veja as fotos de Bob Sousa de Édipo na Praça!

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magiluth renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Lucas Torres, em cena de Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Renata Pires

O assunto no Festival de Inverno de Garanhuns de 2013 é um só: a peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, de Recife.

A montagem, que já causou frisson no Festival de Teatro de Curitiba deste ano (leia a crítica do R7) e é aguardada com ansiedade em São Paulo, foi apresentada na cidade do interior pernambucano com teatro lotado.

A obra de Nelson Rodrigues encontrou na irreverência dos garotos de Recife seu par perfeito, gerando uma encenação de impacto e ousadia. Os meninos do Magiluth debocham de tudo e são sensação por onde passam.

Em Garanhuns, mais uma vez, foram aplaudidos de pé.

A fotógrafa Renata Pires registrou a encenação na cidade. Veja, abaixo, as belíssimas imagens:

magiluth festival de inverno garanhuns 2013 foto renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Grupo Magiluth, de Recife, é o grande destaque do Festival de Inverno de Garanhuns (PE), com a ótima montagem da peça Viúva, porém Honesta, do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

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magiluth Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Grupo Magiluth se destaca no Festival de Inverno de Garanhuns (PE) - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

Por Miguel Arcanjo Prado

Ai, que saudade docê!
A coluna ficou pensando em um jeito de homenagear Dominguinhos, o príncipe da sanfona que nos deixou nesta semana. O Grupo Magiluth, amigo da coluna, resolveu nossa questão. Eles arrebentaram no Festival de Inverno de Garanhuns, no interior de Pernambuco, com a peça Luiz Lua Gonzaga. Ao homenagearem Gonzagão, eles prestam tributo automático a Dominguinhos, seu herdeiro principal. Viva Dominguinhos, viva Gonzagão, viva o Magiluth, viva o teatro pernambucano e, claro, viva o sertão!

Fofo
Depois que o ator Ed Moraes apareceu por aí em um comercial de telefone pedindo todo mundo para ser seu amigo, ele anda mais paparicado do que nunca.

Agenda Cultural da Record News


Cabaret 1
O musical Cabaret, dirigido por André Latorre no Teatro Ruth Escobar, em SP, virou um verdadeiro escândalo. É tanta gente na fila que nem o diretor acredita. Todo mundo quer ver.

Cabaret 2
O público nem liga para o frio de rachar e chega bem cedo para conseguir os disputados 60 ingressos a cada sessão na Sala Myriam Muniz. São distribuídos, um por pessoa, às 17h, para a sessão das 19h, e às 19h, para a sessão das 21h. A coluna esteve por lá e viu o fuzuê. Tem até fila esperando que algum louco desista. A peça faz as últimas sessões nesta segunda (29), terça (30) e quarta (31). O caldo vai ferver.

CABARET11 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Laís Flinco: a pimentinha do musical Cabaret - Foto: Eduardo Enomoto

Cabaret 3
Falando no musical que arrasta multidões na Bela Vista, uma pequenina atriz se destaca no coro de Cabaret: Laís Flinco. No papel de uma das garotas fogosas do Kit Kat Club, ela saltita, faz biquinho, passa a mão na perna dos espectadores e não para um minuto sequer. Um verdadeiro diabrete. Sapeca e levada, nossa Pimentinha.

Cabaret 4
O público que foi ver a sessão das 21h de Cabaret na última quarta (24) deu um show de má educação. Enquanto a sessão das 19h acontecia, os espectadores que aguardavam do lado de fora para a sessão seguinte falavam alto, gritavam e riam, incomodando quem estava lá dentro vendo o musical. Essa gente deve ter confundido saguão de teatro com mesa de boteco. Coisa feia.

Por que, meu Deus?
Falando em má educação no teatro, por que ainda que tem gente que não desliga o celular ao entrar em uma sala de espetáculo? E o pior: quando ele toca no meio da peça, teima em atendê-lo? A coluna viu a cena em uma sessão do musical Avenida Q, no Teatro Sérgio Cardoso. Uma falta tremenda de respeito com os artistas e o público.

Flávia Strongolli Michelle Boesche e Maura Hayas Os Adultos estão na sala Foto Ligiane Braga3 reduzida Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Flávia Strongolli, Michelle Boesche e Maura Hayas em Os Adultos Estão na Sala - Foto: Ligiane Braga

Nova temporada
A comentada peça Os Adultos Estão na Sala chega ao Tusp em 21 de agosto. Reservem a data na agenda, meu povo!

Na torre
O musical infantil Rapunzel faz temporada no Teatro Santo Agostinho, perto do metrô Vergueiro, de 3 de agosto a 28 de setembro. Sábado, 18h, com inteira a R$ 40. A direção é de Mauro Pucca. Levem as crianças.

Cacilda Glória no TBC Capítulo 1 2 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Turma do Teatro Oficina leva vida de Cacilda Becker aos palcos de S. J. dos Campos - Divulgação

Vai sacudir
Um “samba-enredo delírio musical sobre a vida da atriz Cacilda Becker”. É assim que José Celso Martinez Corrêa, nosso diretor-mito do Oficina, define o novo espetáculo de sua trupe: Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1. Estreia neste sábado (27) e domingo (28), no Sesc São José dos Campos, no interior de São Paulo. Catherine Hirsch e Marcelo Drummond assinam a codireção. Vai abalar.

Tempo de festa
Para celebrar suas quatro décadas de carreira e 70 anos de vida, o autor e diretor Naum Alves de Souza preparou uma peça especial. Trata-se da inédita Operação Trem-Bala. Estreia no dia 2 de agosto, no Instituto Capobianco, em São Paulo. Merda e feliz aniversário!

É hoje
A terceira edição do projeto Cabarezinho acontece nesta sexta (26), a partir das 22h30, no CIT-Ecum em São Paulo. Participam Zimbher, Daniel Conti, Namakaca e Márcio Araújo. Vai, gente!

Os Justos 2b Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Pé na estrada: Amanda Banffy e Tamayo Nazarian em cena do espetáculo Os Justos - Foto: Marília Scarabello

On the Road
A peça Os Justos faz três apresentações no interior de São Paulo nos próximos dias. Neste sábado (27), às 20h, tem sessão no Anfiteatro da Câmara Municipal de Louveira. Já no dia 6 de agosto, às 19h e às 20h30, tem peça no Teatro Polytheama de Jundiaí.

Um lugar para chamar de meu
A Cia. Les Commediens Tropicales abre sede própria no próximo dia 2 de agosto. O endereço é rua Dom José de Barros, 288, no centro paulistano. Vão apresentar três pecas por lá nos próximos meses. A coluna vai conferir.

Gente de teatro
Aos 91 anos e em invejável forma, Bibi Ferreira não é apenas gente de teatro. Ela é o próprio teatro brasileiro. A grande diva pode ser vista até 1° de setembro no musical Bibi Canta e Conta Piaf, no Teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Corra e vá ver.

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Obrigatório ver: a atriz e cantora Bibi Ferreira, nossa diva de 91 anos faz temporada paulistana - Divulgação


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Foto de Bob Sousa
Texto de Miguel Arcanjo Prado

pedro wagner foto bob sousa O Retrato do Bob: Pedro Wagner, o doce mistério
O ator pernambucano de Garanhuns Pedro Wagner é o último dos seis integrantes do Grupo Magiluth a aparecer nesta coluna, retratado pelo nosso Bob Sousa. Talvez porque seja misterioso demais. Talvez porque seja doce demais. Talvez porque seja inteligente demais. Talvez porque seja magro demais. Talvez porque provoque carinho demais. Talvez porque nos leva a ter cuidado demais. Talvez porque cause confusão demais. Talvez porque tenha força demais. Talvez porque nos embaralhe demais. Talvez porque seja artista demais. Deve ser por isso que demorou tanto. Porque Pedro Wagner é difícil de desvendar. Um doce mistério.

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