Posts com a tag "miguel arcanjo prado"

miguel arcanjo prado eloisa vitz Corrupção e disputa por poder são tema de Reino, do Grupo Gattu; veja entrevista com Eloisa Vitz

Miguel Arcanjo Prado entrevista Eloisa Vitz, da peça Reino, na redação do R7 - Foto: Divulgação

O editor de Cultura e colunista de teatro do R7, Miguel Arcanjo Prado, recebeu na redação do portal, em São Paulo, a atriz, diretora e dramaturga do Grupo Gattu, Eloisa Vitz. Ela falou sobre o espetáculo Reino (leia a crítica), que está em cartaz A obra é uma comédia política pop, que consegue ser leve, irônica e inteligente. A peça é encenada no novo espaço aberto pela trupe, o Teatro do Sol, em Santana, na zona norte de São Paulo. Veja o vídeo:

 

 

reino 4 Corrupção e disputa por poder são tema de Reino, do Grupo Gattu; veja entrevista com Eloisa Vitz

Reino, do Grupo Gattu: discussão inteligente e bem humorada do Brasil no Teatro do Sol - Foto: Divulgação

 

Reino
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. 75 min. Até 28/9/2014 com possibilidade de prorrogar
Onde: Teatro do Sol (r. Damiana da Cunha, 413, Santa Terezinha, Santana, São Paulo, tel. 0/xx/11 3791-2023)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Corrupção e disputa por poder são tema de Reino, do Grupo Gattu; veja entrevista com Eloisa Vitz

 

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magiluth foto bob sousa3 Grupo Magiluth volta a SP com Viúva, porém Honesta para 2 sessões pelo Palco Giratório

O ator Giordano Castro, em cena da peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

O Grupo Magiluth volta a apresentar sua irreverente versão para a peça Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues, em São Paulo.

A obra já rodou o Brasil, sempre com sucesso de público e de crítica. O texto, mais que atual, é uma “farsa irresponsável”, como bem definiu Nelson Rodrigues, e faz crítica ferrenha à imprensa e à sociedade brasileira.

A peça foi concebida em São Paulo, durante a permanência do grupo pernambucano na cidade em 2012. A obra já fez temporada de sucesso em São Paulo neste ano, com filas dobrando o quarteirão no Itaú Cultural da avenida Paulista.

Os rapazes de Recife agora se apresentam nesta terça (26) e quarta (27), no Teatro do Sesc Santana, na zona norte da capital paulista. O ingresso custa R$ 20 a inteira, R$ 10 a meia-entrada, mas comerciário e dependente paga apenas R$ 5.

O Grupo Magiluth é formado por Pedro Vilela, Pedro Wagner, Giordano Castro, Lucas Torres, Erivaldo Oliveira, Mário Sergio Cabral e Thiago Liberdade, os sete Novos Pernambucanos do teatro brasileiro.

magiluth foto bob sousa4 Grupo Magiluth volta a SP com Viúva, porém Honesta para 2 sessões pelo Palco Giratório

Grupo Magiluth em cena: deboche, irreverência e talento pernambucano no teatro brasileiro - Foto: Bob Sousa

Leia mais sobre o Magiluth no R7

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julio cortazar Centenário de Julio Cortázar é celebrado no ABC

Julio Cortázar nasceu há exatos cem anos: autor de Rayela (Jogo da Amarelinha) é ícone da literatura - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Esta quinta (26) é a data em que Julio Cortázar completaria 100 anos. Sua legião de leitores em todo o mundo celebram o autor. E, no Brasil, não é diferente. Para celebrar o centenário do escritor argentino, o Sesc Santo André, no ABC Paulista, em São Paulo, sedia o projeto Cortázar e os Absurdos do Mundo.

Além de leitura de suas obras, a programação ainda tem dança, música.

Cortázar, que morreu em 1984, é considerado um dos mais importantes autores do século 20 e tornou-se expoente do gênero realismo fantástico. Sua obra influenciou outras artes além da literatura, como o teatro e o cinema.

Astuto observador do cotidiano, ele usava seu texto para expor o absurdo do mundo.

Na programação especial do Sesc Santo André tem oficina criativa, histórias contadas para as crianças e um debate sobre a obra de Cortázar marcado para 16 de setembro, com o filósofo Fabiano Barboza Viana, o jornalista Reynaldo Damazio e o escritor Julián Fuks.

Nesta quinta (28), um show de jazz mistura-se ao texto de Cortázar, já que ele era fã do gênero musical, tanto que o homenageou no livro Rayuela (Jogo da Amarelinha, em português), escrito em 1963 e seu grande best-seller.

Julio Cortázar nasceu na embaixada da Argentina, em Bruxelas, em 26 de agosto de 1914. Aos quatro anos voltou com seus pais para a Argentina, onde morou em Banfield. Em 1935 formou-se professor e deu aulas e começou a trabalhar no mercado editorial. Em 1937, mudou-se para Paris, onde viveu grande parte de sua vida e morreu em 12 de fevereiro de 1984.

Conheça a programação do projeto Cortázar e os Absurdos do Mundo.

Cortázar por fernando santiago Centenário de Julio Cortázar é celebrado no ABC

Julio Cortázar retratado pelo artista Fernando Santiago: centenário celebrado - Foto: Divulgação

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marcella franco miguel arcanjo prado Marcella Franco e Miguel Arcanjo Prado falam do centenário do escritor argentino Julio Cortázar

Miguel Arcanjo Prado e Marcella Franco falam sobre Julio Cortázar no R7 - Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (26) é celebrado o centenário de nascimento do escritor argentino Julio Cortázar. Para comemorar a data e lembrar o importante autor do realismo fantástico, os colunistas do R7 Marcella Franco e Miguel Arcanjo Prado comentam alguns fatos da vida do artista. E ainda dão uma dica de um projeto que o homenageia no Sesc Santo André, no ABC Paulista. Veja o vídeo:

 

julio cortazar2 Marcella Franco e Miguel Arcanjo Prado falam do centenário do escritor argentino Julio Cortázar

Julio Cortázar completaria cem anos se estivesse vivo nesta terça-feira (26) - Foto: Divulgação

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claudia raia 3 Claudia Raia faz temporada popular do musical Crazy for You com meia a partir de R$ 25 em SP

Claudia Raia em Crazy for You: musical se despede com preços populares em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Claudia Raia vai se despedir do musical Crazy for You do jeito que gosta: nos braços do povo.

Desta quinta (28) até 21 de setembro, faz temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com ingressos a partir de R$ 25 e R$ 30 em valores de meia-entrada [veja serviço ao fim da reportagem].

A volta da obra escrita por Ken Ludwig à capital paulista acontece após o espetáculo excursionar por Paulínia, Belo Horizonte, Rio, Porto Alegre, Recife, Salvador e Curitiba. E o melhor: sempre com casa cheia. Tanto que o musical já foi visto por 125 mil pessoas. Um número impressionante em se tratando de teatro.

claudia raia 4 Claudia Raia faz temporada popular do musical Crazy for You com meia a partir de R$ 25 em SP

Cena do musical Crazy for You: temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso - Foto: Divulgação

Claudia manda avisar que é a última chance de vê-la sapateando ao lado do namorado, Jarbas Homem de Mello, neste espetáculo dirigido por José Possi Neto, já que a produção terá fim na última sessão, a do dia 21 de setembro.

Sairá de cena muito bem, já que abocanhou nove indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, especializado no teatro musical. "Essas nove indicações celebram as vitórias que foram muitas com esse espetáculo, que, ao meu ver, é um entretenimento completo”, comemora a atriz.

Ela ainda se diz "muito orgulhosa" dos resultados da obra que conta a história do playboy Bobby (Jarbas Homem de Mello) que se apaixona pela caipira Polly (Claudia Raia), em uma história que define como "leve e divertida".

crazy Claudia Raia faz temporada popular do musical Crazy for You com meia a partir de R$ 25 em SP

Crazy for You tem 26 artistas sapateando coreografias vindas da Broadway - Foto: Divulgação

No elenco de 26 artistas ainda estão os atores Marcos Tumura, Rodrigo Miallaret, Hellen de Castro, Rodrigo Negrini, Alessandra Peixoto, Andrezza Meddeiros, Carla Vazquez, Daniel Cabral, Eduardo Martinz, Elcio Bonazzi, Jefferson Ferreira,João Sá, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Mariana Matavelli, Marilice Cosenza, Mateus Ribeiro, Matheus Paiva, Nina Sato, Patrick Amstalden, Paulo Benevides, Raquel Quarterone e Paulo Santos.

Miguel Falabella fez a versão brasileira das canções com letras de Ira Gershwin e melodia de George Gershwin. Marconi Araújo assume a direção musical da peça, que tem 14 músicos em cena sob comando da maestrina Beatriz de Luca. Wagner Freire fez a luz, Fábio Namatame, os 130 figurinos, e Duda Arruk, o cenário de dez toneladas.

As coreografias foram ensaiadas por Angelique Ilo, que trabalha diretamente com a coreógrafa da Broadway Susan Stroman, criadora dos passos da obra, e que contou com a ajuda de Jeff Whiting e da brasileira Chris Matallo.

claudia raia 2 Claudia Raia faz temporada popular do musical Crazy for You com meia a partir de R$ 25 em SP

Claudia Raia repete a dobradinha com o namorado Jarbas Homem de Mello, que já deu certo no musical Cabaret: Crazy for You é puro entretenimento - Foto: Divulgação

Leia a crítica de Miguel Arcanjo Prado para Crazy for You

Crazy for You
Quando: Quinta e sexta, 21h, sábado, 17h e 21h, domingo, 18h. 150 min. Até 21/9/2014
Onde: Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3288-0136)
Quanto: R$ 50 e R$ 60 (inteira)
Classificação etária: Livre

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matias umpierrez foto bob sousa O Retrato do Bob: Matías Umpierrez, solidão que nadaFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Matías Umpierrez conquista o público paulistano com seu projeto TeatroSOLO. Até setembro, ocupa variados espaços da cidade com espetáculos escritos e dirigidos por ele e que são vistos por apenas um espectador por sessão. Para o diretor, a solidão não é algo terrível, mas, sim, uma capacidade de comunicação e reflexão mais íntima. Além da terra natal, Buenos Aires, seu projeto já aportou em Nova York e na Espanha. O portenho já fez teatro, televisão e cinema em seu país. De 2007 até este ano, coordenou a área teatral do Centro Cultural Rojas, da Universidade de Buenos Aires. Posou para o nosso Bob Sousa com ar de que aprender a ser só nem sempre precisa ser um problema.

Visite o site de Bob Sousa

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cazuza leo aversa Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

Papel para se pedir de joelhos: Emílio Dantas conquista respeito como Cazuza - Foto: Leo Aversa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Cazuza sempre foi um herói às avessas dentro da cultura brasileira recente. Ele não morava no Olimpo, mas "no lado escuro da vida". Sua obra o tornou referência na música popular brasileira produzida durante a efervescente década de 1980, da qual ele foi chamado de o poeta máximo.

Cazuza era um artista que tinha coragem de sobra, seja para xingar quem lhe desse na telha ou para abrir publicamente sua sexualidade e também sua contaminação pelo vírus da Aids — em um tempo em que a doença carregava consigo um estigma de preconceito infinitamente maior do que o dos dias atuais.

Cazuza tinha personalidade e fazia com que sua arte caminhasse lado a lado com os dissabores de sua vida. Não era desses "artistas" pré-fabricados e trancados no armário da mediocridade dos tempos atuais.

Pois bem. Diante disso tudo, retratar Cazuza no teatro é tarefa de responsabilidade grandiosa. É preciso coragem do tamanho da que tinha o homenageado.

Pois João Fonseca teve e adaptou para os palcos a vida do roqueiro, mais uma vez sob a ótica autorizada de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza. Antes de ressuscitar Cazuza no palco, em Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, o Musical, Fonseca já havia feito o mesmo, e com sucesso, com Tim Maia, personagem que catapultou o ator Tiago Abravanel ao estrelato fazendo teatro — coisa raríssima no Brasil atual.

Lucinha é a maior guardiã da obra de Cazuza. Mesmo sendo mãe de filho único, sabe o filho que teve. Por isso, na medida do possível, tenta manter sua reprodução fiel ao original, pelo menos até onde deixa o mundo do showbiz.

Verdade seja dita: a peça é mais próxima de Cazuza do que o filme Cazuza - O Tempo Não Para, de 2004, dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho — pelo menos a obra teatral não dá chá de sumiço em Ney Matogrosso, figura essencial na vida e na trajetória artística de Cazuza, como o longa-metragem fez. Na peça, Ney aparece interpretado com competência e charme por Fabiano Medeiros.

O papel de Cazuza deveria ser o sonho para qualquer ator de musical na faixa dos 30 anos e com algum talento dramático. Desses para se implorar de joelhos para fazer. Pois o sortudo em ganhá-lo foi Emílio Dantas. Aprovado pelos pais de Cazuza, é claro.

cazuza leo aversa 4 Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

Musical se sustenta no talento dramático de Susana Ribeiro, como Lucinha, e Emílio Dantas, como Cazuza: ótimos embates cênicos entre mãe e filho - Foto: Leo Aversa

E Emílio não faz feio. Muito pelo contrário, faz um Cazuza crível, em sua rebeldia aliada ao excesso de carisma que o fez estrela nacional. É impressionante a semelhança do timbre de voz. Emílio canta como Cazuza, fala com o Cazuza, gesticula como Cazuza e, mais do que tudo, apronta como Cazuza. É o melhor papel da carreira do ator, e ele parece saber disso. Tanto que mergulha de cabeça e conquista respeito.

O talento do ator, aliado ao da atriz Susana Ribeiro, corretíssima na pele de Lucinha, é o que sustenta a montagem. As melhores cenas são as de embate entre os dois.

Na parte técnica, o cenário assinado por Nello Marrese é praticamente inexistente — trata-se de um conglomerado de plataformas de madeira apenas, mas a iluminação de Daniela Sanches e Paulo Nenem se sai melhor, conseguindo diálogo com a história escrita por Aloísio de Abreu, que faz boa adaptação do livro Só as Mães São Felizes, de Lucinha Araújo e Regina Echeverria.

Carol Lobato, por sua vez, revive a exuberância visual oitentista nos figurinos que transportam todos para a chamada "década perdida".

O restante do elenco é coerente com o gênero e executa o trabalho a contento. Cantam e dançam bem. E seguram como podem, vez ou outra, alguma ceninha dramática. Vão bem os integrantes da banda Barão Vermelho, Thiago Machado, Igor Miranda, Diego Montez e Saulo Segreto, assim como Bruno Narchi, que dá peso ao seu Serginho, um dos principais namorados de Cazuza.

Mas há incômodos. André Dias constrói um Ezequiel Neves — produtor do Barão e espécie de guru de Cazuza — em um registro totalmente diferente do restante do elenco. Há trabalho evidente do ator nesta construção, e ela poderia até se destacar, caso estivesse em outro contexto. Contudo, na interação com o restante da obra, há um ruído que faz com que Zeca vire uma caricatura. Este crítico foi amigo de Ezequiel Neves e é sabedor de que o jornalista e produtor musical era realmente um escândalo em pessoa. E até mesmo nas cartas que escrevia. Mas, mesmo assim, ainda era gente de carne e osso e não um desenho animado falante como surge no musical.

Outra que destoa é Brenda Nadler como Bebel Gilberto. Ela faz uma Bebel que parece ter misturado uísque com tranquilizantes o tempo todo. Tudo bem que a Bebel de hoje tem uma voz um tanto quanto adormecida, mas é sensacionalista levar isso a uma Bebel praticamente adolescente, que é a da peça. Também cansa os maneirismos da atriz na tentativa de quebrar forçosamente a quarta parede e provocar graça junto ao público — sobretudo na cena da composição de Eu Preciso Dizer que Te Amo, onde ela está em um registro completamente destoante de seus colegas.

Outro incômodo está na segunda metade do roteiro: a quantidade sem fim de cenas do sofrimento de Cazuza na luta contra a Aids. Todos sabemos que a doença foi cruel com ele e seus pais, mas não é preciso gastar tanto tempo cênico com esse sofrimento. Tem uma hora que a sensação é de que já deu para entender e a peça já está passando do ponto.

Se o filme, como já foi dito, cometeu graves omissões, a peça é mais condizente com a história, retratando sem hipocrisia detalhes da vida de Cazuza, desde seu vício em cocaína até mesmo fatos como a capa em que a revista Veja praticamente matou o cantor em vida, além da emblemática e corajosa entrevista na qual Cazuza assumiu ser portador do vírus HIV em uma época que a doença ainda chamada de "peste gay" era alvo de preconceito feroz.

O musical cumpre a função apresentar um personagem fundamental de nossa cultura ao mesmo tempo em que deixa o público entretido. É primordial que em tempos tão caretas a nova geração conheça um pouco da vida e da obra de um artista que não teve medo de se reinventar constantemente e de compartilhar com o público seus reais pensamentos — e medos também. O musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz cumpre a missão: é um espetáculo que procura ser fiel ao homem que conseguiu aliar entretenimento da grande massa ao pensamento inteligente e à música de qualidade. E que faz uma baita falta.

Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz
Avaliação: Muito bom
Quando: Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h30 e 21h30. 165 min. Até 26/10/2014
Onde: Teatro Procópio Ferreira (r. Augusta, 2.823, Cerqueira César, São Paulo, tel. 0/xx/11 3083-4475)
Quanto: R$ 50 a R$ 180
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

cazuza leo aversa 2 Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

Cazuza com a banda Barão Vermelho do musical em cartaz em SP: bem melhor do que o filme - Foto: Leo Aversa

Leia a crítica de Átila Moreno para o espetáculo durante a temporada no Rio

 

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foto tinkstock Domingou: Vale a pena perder um amigo na eleição?

"Estamos cansados de tanta mentira, hipocrisia e gente querendo se meter em direito individual alheio" - Foto: Tinkstock

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

A época de eleições é sempre um baú de pólvoras. Afinal, política é como futebol ou religião, reza a máxima. Em tempos de redes sociais, onde ofender o outro para todo o sempre é possível em um clique, a explosão é cada vez mais intensa, sobretudo na internet.

Outro dia, um conhecido, sábio, disse que se privou de brigar com qualquer pessoa até outubro por conta de alguma campanha política já em vigor. Disse que vai ignorá-la solenemente. Não sei se está correto, mas não achei a ideia de todo mal.

Já um outro amigo, tão sábio quanto, revelou que bloqueia quem apresente nas redes sociais ideias consideradas por ele perigosas. Diz que é melhor manter bem longe gente que expressa tal tipo de índole política. Assim, prefere deletá-la, sumariamente, sem chance de réplica. Não sei também se está correto, mas confesso que não achei sua ideia de jogar fora.

Fato é que, em tempos eleitorais, estamos todos mais sensíveis. Até porque estamos cansados de tanta mentira, hipocrisia e gente querendo se meter em direito individual alheio para fazer cena e ganhar determinados setores de eleitores. É muito desinteresse ao outro.

Que eu saiba, ainda vivemos em um estado laico, onde não se deve misturar convicções políticas com dogmas religiosos, como muitos vêm fazendo. Ou queremos nos tornar um Estado-religioso?

Para ter uma sociedade mais justa e igualitária, é preciso de calma, diálogo, bom senso, respeito aos direitos humanos e aos direitos individuais sobre todas as coisas. Não é porque se é maioria que se pode passar por cima do outro. Aqui vale lembrar o extremismo do nazismo, que até hoje envergonha a Alemanha. Ou mesmo a nossa vergonhosa escravidão, que já foi legitimada pela Constituição.

Os tempos mudam, e a humanidade (pelo menos espera-se) evolui junto. Contudo, pelo andar da carruagem, confesso que dá certo receio diante do Brasil e, principalmente, da timeline da gente.

E fica a pergunta: vale a pena perder um amigo nesta eleição?

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e aprendeu ainda criança que quem quer ser respeitado deve respeitar o outro. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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elefante 11 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena da peça Elefante, do Rio, que integra o Cena Contemporânea, em Brasília - Foto: Phillip Lavra

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Teatro no Planalto Central
O Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília está dando o que falar em sua 15ª edição. Neste domingo (24) e segunda (25), sempre às 21h, tem a montagem Elefante, do Rio, com a Probástica Cia. de Teatro, no Teatro Funarte Plínio Marcos. O evento vai até dia 31 de agosto com 23 peças na programação.

Encontro marcado
Fred Bottrel, jornalista e ator que acompanha de perto o evento, já tem uma história para contar do Cena Contemporânea 2014: "Helena e Jesus, arquitetos espanhóis radicados na Holanda, perdidos na saída do teatro, no CCBB, imaginavam como voltariam para o hotel. Aceitaram carona no taxi que eu havia pedido. Carol, moradora da Asa Norte, completou o bonde. Papo divertido até o Setor Hoteleiro Norte; encontro animado, inusitado e feliz. Se a vida é a arte do encontro, e o teatro é a metáfora da vida, viva o Cena Contemporânea! Viva Brasília". Viva.

O teatro e a cidade
O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos promove na próxima quarta (27), às 20h, em sua sede, em São Paulo, o debate A Cidade que Queremos. Em pauta, a fase difícil que muitos teatros paulistanos estão passando por conta da especulação imobiliária. Cada debatedor terá 15 minutos para expor seu ponto de vista sobre o assunto. A plateia poderá participar também da discussão. A metrópole agradece.

Clique
Vai ter gente doidinha para fazer pose na Baixada Santista. Porque acontece entre 26 de agosto e 3 de setembro o 3º Eco - Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos, em Santos, litoral paulista. O projeto é uma parceria entre o Sesc São Paulo e o Estúdio Madalena e reúne 20 coletivos fotográficos. O evento é parceiro do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, que começa no dia 4 de setembro e vai até o dia 13 do mesmo mês.

regina duarte gabriela netos thiago duran agnews Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Regina Duarte, com a filha Gabriela e os netos: ida ao teatro em São Paulo - Foto: Thiago Duran/AgNews

Cinderela
Regina Duarte foi com a filha Gabriela e os netos assistir ao musical Cinderela, no Teatro Bradesco, em São Paulo, no último fim de semana. Até selfie com elenco tiraram. E posaram para a coluna, é claro.

Falando nisso
Gabriela Duarte estará em breve no palco do Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo.

Liberdade
Christian Chávez, o ator mexicano que integrou o grupo RBD, falou à coluna sobre ser verdadeiro com seu público em relação à sua sexualidade: "Cada um tem de tomar sua decisão. Mas, acho que, depois que você a toma, é uma liberação. É uma liberdade que tem um preço, sim. Mas, pouco a pouco, vamos mudando a forma de pensar das pessoas". Está coberto de razão. Leia a entrevista completa.

lidiane sarah Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Lidiane Shayuri levou sua filha, Sarah, para ver A Saga de Dom Caixote, no Teatro Alfa - Foto: Divulgação

Pequena Sarah
Apresentadora da Record News, Lidiane Shayuri levou sua filha, a pequena Sarah, para ver A Saga de Dom Caixote, no Teatro Alfa, em São Paulo. Como o nome indica, a peça é inspirada no clássico Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. A menina ficou encantada, como conta a mamãe coruja à coluna. "Os atores interagem com a plateia e gostamos bastante. A Sarah gargalhou alto em vários momentos com as trapalhadas dos personagens", revela Lidiane.

Teatro sem idade
Falando em pequeninos, começa neste sábado o Festival Internacional de Teatro para Bebês em São Paulo. A promoção é do Grupo Sobrevento. Veja a programação. As mamães e os papais já estão empolgados para levar a criançada. Coisa boa.

Laila ou Elis?
Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical, mostrou que é mulher inteligente na última Entrevista de Quinta. Não leu? Ainda dá tempo!

teatro infantil Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça infantil O Beco dos Gatos pede doação de ração para gatinhos abandonados - Foto: Divulgação

Adote um gatinho!
A peça infantil O Beco dos Gatos resolveu entrar na campanha da ONG Adote um Gatinho. Encerrando temporada no MuBe Nova Cultural neste sábado (23), às 15h, a peça já foi vista por mais de 20 mil pessoas. Além disso, a produção pede que os espectadores levem um quilo de ração para gatos, para doação a gatinhos abandonados. Que graça.

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agenda22082014 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 22/08/2014

Agenda Cultural: Lidiane Shayuri recebe o colunista Miguel Arcanjo Prado - Foto: Divulgação

A Agenda Cultural do telejornal Hora News, na Record News está recheada de dicas em todo o Brasil. A apresentadora Lidiane Shayuri recebe o colunista Miguel Arcanjo Prado. Entre as atrações, os filmes Tudo Acontece em Nova York e Mercenários 3. Tem o Festival Cena Contemporânea, em Brasília, e o Festival Internacional de Teatro para Bebês em São Paulo. E ainda: Ira! em Santa Catarina, Elba Ramalho em Salvador e Racionais MCs em BH. Além do grupo Los Sebosos Postizos no Rio. Com edição de Aline Rocha Soares e Cinthia Lima. Veja o vídeo!

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