Posts com a tag "miguel arcanjo prado"

protesto eduardo enomoto2 Fui ao protesto em SP: sem polícia, não vi violência

Protesto em SP no lgo. da Batata, nesta segunda (17): mais de 100 mil nas ruas - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Resolvi ir ao protesto em São Paulo nesta segunda (17). Como jornalista, queria ver com meus olhos o que está acontecendo em meu País.

Assim como milhares de brasileiros, tomei tal decisão ao assistir, ao vivo pela TV, a violência policial na última quinta (13) contra os manifestantes e a imprensa no centro paulistano.

Nesta segunda, enquanto o carro com a equipe do R7 descia a rua Cardeal Arcoverde rumo ao largo da Batata, local marcado para o começo do protesto, vi centenas de pessoas caminhando de forma pacífica ao local. Muitos seguravam flores ou a bandeira do Brasil nas mãos.

Veja fotos do protesto em SP: mais de 100 mil nas ruas

rua Fui ao protesto em SP: sem polícia, não vi violência

Povo na rua: democracia - Foto: Eduardo Enomoto

Assim que cheguei ao largo da Batata, pouco antes das 17h, uma multidão já ocupava o lugar. Gente de todas as caras, idades ou posições socioeconômicas. Havia muitos jovens, mas também senhores, senhoras e crianças. Mais de 100 mil pessoas.

Um momento tenso da concentração foi quando uma equipe da TV Globo chegou ao local e foi expulsa, com palavras de ordem que acusavam a emissora de fazer cobertura tendenciosa das manifestações. Outro momento complicado foi quando partidos políticos tentaram levantar bandeiras e foram obrigados a baixá-las pelas palavras de ordem do povo. Ali, não havia espaço para politicagem.

sacada eduardo enomoto Fui ao protesto em SP: sem polícia, não vi violência

Moradores colocam panos brancos nas sacadas em apoio ao protesto em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Os cartazes nas mãos davam o tom pacífico do objetivo daquela gente. Protestavam contra os 20 centavos de aumento no transporte público, mas também contra a PEC-37, o Estatuto do Nascituro, a homofobia, a corrupção, o investimento do dinheiro público em estádios para a Copa. Gritavam que um professor deveria valer mais do que um Neymar. Estavam ali celebrando seu direito democrático de exigir um Brasil melhor.

Nas janelas do entorno do largo da Batata e por toda avenida Faria Lima, moradores estenderam lençóis brancos na janela ou jogaram papéis picados em apoio à multidão. Muitos desceram dos apartamentos e escritórios e juntaram-se à manifestação.

Solidários, compartilhavam a água, comida, impressões e notícias. Logo, um avisou: “Invadiram o Congresso Nacional”.

A boa vontade dos paulistanos com o protesto era tanta que um morador permitiu que nosso fotógrafo subisse ao seu apartamento para fazer a imagem que abriu este texto. Outra moradora forneceu sua internet. Gente que queria dar sua contribuição.

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O jornalista Miguel Arcanjo Prado, durante o protesto na av. Faria Lima, em São Paulo, nesta segunda-feira (17) - Foto: Eduardo Enomoto

Com palavras de ordem que pediam um Brasil melhor, a parte da passeata que acompanhei – porque ela foi se ramificando – passou por toda a avenida Faria Lima, virou na avenida JK e depois parou a marginal Pinheiros, desde a estação Vila Olímpia até a altura do shopping Eldorado. Lá, se dispersou.

Durante todo trajeto, a polícia, ao contrário da última quinta, se manteve distante, quase invisível. Mesmo sem nenhum policial por perto, aquelas pessoas que pediam paz não se mostraram propensas à baderna ou ao vandalismo. Muito pelo contrário, a qualquer sinal de maior exaltação, todos conclamavam a paz.

Vi muitos manifestantes fazendo fila ordeira em uma loja de conveniência de um posto de gasolina da avenida JK, para comprar água, doces e salgadinhos. Só queriam ter energia para continuar.

Durante o trajeto, não encontrei aquele “ódio contra a cidade”, com discursou Arnaldo Jabor na última quarta (12). Pelo contrário, havia cidadãos conscientes de seu direito de protestar sem violência por aquilo que não concordam e de tentar mudar o País.

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"O povo acordou": jovem segura faixa de protesto em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Veja fotos do protesto em SP: mais de 100 mil nas ruas

Veja, abaixo, fotos de artistas do teatro no protesto em SP:

fernando fecchio Fui ao protesto em SP: sem polícia, não vi violência

O ator Fernando Fecchio participou do protesto pelas ruas de São Paulo - Foto: Luna Martinelli

renata calmon Fui ao protesto em SP: sem polícia, não vi violência

A atriz Renata Calmon levou seu cartaz para o protesto em SP nesta segunda (17)

 

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Protesto na av. Paulista: Diego Dac, Felipe Vasconcellos, Talita Avelino, Georgina Castro, Nelise Rodrigues, Cléa Maria, Claudio Dias, Moacir Casimiro e Ed Moraes

 

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Na última quinta (13), a atriz Maria Carolina Dressler sofreu os efeitos das bombas de efeito moral lançadas pela PM na rua da Consolação, em SP

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protesto Artistas do teatro e jornalistas condenam violência policial contra manifestantes em São Paulo

Imagens da violência policial contra a imprensa e os manifestantes em SP nesta quinta (13) - Montagem/R7

Por Miguel Arcanjo Prado

A violência da polícia contra manifestantes nesta quinta (13) em São Paulo provocou reação da classe artística e da imprensa.

A Cooperativa Paulista de Teatro divulgou nota condenando os "excessos cometidos pela Polícia Militar". Veja, abaixo:

"A Cooperativa Paulista de Teatro se posiciona veementemente contra os excessos cometidos pela Polícia Militar durante a manifestação pela redução da tarifa dos transportes públicos em São Paulo ocorrida ontem (13/06). É inadmissível que uma instituição criada para promover a segurança da população atue de modo a:

– criminalizar movimentos sociais impedindo o exercício da liberdade de expressão;
– deter manifestantes sob alegação de formação de quadrilha ou porte de vinagre;
– atacar indiscriminadamente manifestantes, civis e imprensa;
– obstruir vias públicas para impedir o acontecimento da manifestação, como fez na Avenida Paulista;

além de inúmeras outras formas de repessão, que têm sido amplamente divulgadas em redes sociais.

Tais excessos demonstram claramente o abuso de poder por parte do Estado, detentor da força bélica, que atuou com o objetivo de reprimir a população ao invés de apenas conter os possíveis infratores presentes entre os manifestantes.

Por isso, a Cooperativa Paulista de Teatro apoia as reivindicações legítimas dos manifestantes e rechaça o retrocesso causado pelas forças repressoras do Estado através da demonstração desmedida de poder."

Jornalistas presos e vítimas de violência

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo também divulgou nota condenando a violência policial contra a imprensa durante o protesto na esquina de ruas Maria Antônica com Consolação. Veja, abaixo:

reporter folha agredida pela pm Artistas do teatro e jornalistas condenam violência policial contra manifestantes em São Paulo

A repórter Giuliana Vallone, da Folha de S.Paulo, foi atingid ano olho por bala de borracha disparada pela PM - Foto: Diego Zanchetta/Estadão Conteúdo

"Novas cenas de agressões aos jornalistas foram presenciadas no início da noite desta quinta-feira (13) durante manifestação ocorrida no centro de São Paulo.  O jornalista Piero Locateli, da revista Carta Capital, e o repórter cinematográfico do portal Terra, Fernando Borges, foram vítimas de violência policial. O número de vítimas aumentou com os repórteres da TV Folha, Giuliana Vallone - que levou um tiro de bala de borracha no olho - e Fábio Braga, da Folha Online.

Nas manifestações, foram detidos e agredidos pela Polícia Militar, os profissionais Fernando Mellis, do Portal R7, Leandro Machado, repórter da Folha de S. Paulo, e Leandro Morais, repórter fotográfico do UOL. O repórter do jornal Metro, Henrique Beirange, foi atingido por um jato de spray de pimenta. Já o repórter do Portal Terra, Vagner Magalhães, levou um golpe de cacetete de um policial militar, enquanto seu colega, o fotógrafo, Fernando Borges, também foi detido e ficou preso por 40 minutos.

A entidade também exigiu a libertação do jornalista Pedro Ribeiro Nogueira [libertado nesta sexta (14)], do Portal Aprendiz, detido arbitrariamente durante os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público na noite de terça-feira (11) e solicitou às autoridades garantia de integridade física e direito à liberdade de imprensa aos profissionais de imprensa que trabalham na cobertura jornalística das manifestações.

Prevendo novos conflitos, a direção do SJSP enviou ofício à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Tribunal de Justiça de São Paulo, Ouvidoria das Polícias de São Paulo, Corregedoria das Polícias Civil e Militar, Comandos da PM e GCM, ao Palácio dos Bandeirantes, ALESP, entre outros, exigindo providências contra as arbitrariedades ocorridas contra os jornalistas. Este é o teor do documento:

'Tendo em vista que muitos jornalistas foram agredidos e detidos por autoridades policiais enquanto realizavam seu trabalho jornalístico, fato ocorrido na última manifestação e amplamente divulgado pela imprensa, solicitamos garantia à integridade física e o direito à Liberdade de Imprensa aos Jornalistas que cobrem o evento para que possam trabalhar sem o “risco” de serem detidos ilegalmente ou constrangidos no exercício da função de informar o cidadão sobre este acontecimento de importância pública relevante.

Conforme assegura a Constituição Federal, a Liberdade de Imprensa e o Direito à Informação são requisitos fundamentais da democracia e dos princípios republicanos que norteiam o Estado brasileiro e o trabalho do jornalista tem por objetivo cobrir e dar publicidade imparcial aos fatos ocorridos'."

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erro ERRO Grupo se apresenta em Nova York, nos EUA, após ser a sensação do último Festival de Curitiba

ERRO Grupo vai apresentar a perfomance Pedras em Nova York - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Os catarinenses do ERRO Grupo não costumam passar incólumes por lugar algum. Após ser a grande polêmica do último Festival de Curitiba, quanto tiveram a peça Hasard interrompida pela polícia, e participar da Virada Cultural de São Paulo, a trupe vai se apresentar neste mês em Nova York.

O grupo, fundado em 2001, fará a performance Pedras, nas ruas de Manhattan.

A viagem é uma parceria com o Instituto Hemisférico de Performance e Política.

O diretor do ERRO, Pedro Bennaton, já está em solo norte-americano, onde faz residência na Brown University.

A nova performance do ERRO tem como pano de fundo a tragédia de 11 de Setembro de 2001 e sua repercussão na ilha de Florianópolis, onde está sediado.

Pedras será apresentada em Nova York no próximo dia 27 de junho, às 17 horas, na Times Square, Broadway St.. No dia 28, às 15 horas, será apresentada no Zucotti Park e St. Libetty . Já no dia 1 º de julho, o grupo também se apresentará na Broadway St., às 13 horas.

Além de Bennaton, que já está nos Estados Unidos, viajam para o país nos próximos dias, mais três integrantes: Luana Raiter, Sarah Ferreira e Luiz Henrique Cudo.

Luana Raiter conversou com o Atores & Bastidores do R7. Ela contou que esta é primeira vez que o ERRO Grupo se apresenta em Nova York. A trupe já esteve no Texas, na Colombia e na Argentina.  

— Estou muito curiosa para ver a reação das pessoas. É uma performance bem provocativa. Acho que o norte-americano médio, muitas vezes acredita que algo é simplesmente bom ou mal. Queremos ser vistos como uma reflexão e não como uma pura provocação. 

O ERRO Grupo fará um relato da viagem em seu site.

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zozima sinha trupe danilo dantas Crítica: Trupe Sinhá Zózima faz viagem poética para dentro da gente em ônibus pelo centro de SP

Trupe Sinhá Zózima: viagem poética dentro de um coletivo pelo centro de São Paulo - Foto: Danilo Dantas

Por Miguel Arcanjo Prado

Enquanto o fuzuê se faz nas filas dos coletivos do Terminal Parque Dom Pedro 2º, em pleno horário de pico no coração do centro paulistano, eis que, de repente, um grupo diminuto de passageiros é chamado a pegar suas malas antigas de couro e formar uma fila.

dentro malas christiane forcinito1 Crítica: Trupe Sinhá Zózima faz viagem poética para dentro da gente em ônibus pelo centro de SP

Público pega malas antigas de couro antes de embarcar n0 ônibus - Foto: Christiane Forcinito

Juntos, rumam para um ônibus velho que está parado na plataforma em frente. Ele será o veículo que vai transportar a todos a uma viagem poética para dentro de si e de suas mais tocantes lembranças no espetáculo Dentro É Lugar Longe, da Trupe Sinhá Zózima.

Rudnei Borges assina o texto, que foi criado a partir de reminiscências dos próprios atores sobre momentos de sua infância, em lembranças nas quais a vida recém-chegada se mistura com a inevitável aparição da morte. O texto é um dos mais bonitos apresentados neste ano pelo teatro paulistano. É poético, fluído e tocante.

Próximos do público, durante a viagem, ao rememorarem momentos tão tenros de seu passado, os atores levam todos a um mar de lembranças pessoais, sobretudo da infância, algumas já esquecidas pela crueza da vida adulta. Este é o maior mérito desta obra.

O elenco se esforça para ter uma unidade de registro cênico. Alessandra Della Santa, Maria Alencar, Tatiana Lustoza, Junior Docini e Priscila Reis realmente compõem um grupo. Contudo, os dois últimos se destacam. Junior, obviamente, por ser o único homem em cena e ainda tocar a sanfona. Mas também por ter uma leveza no olhar e na fala que traz o espectador sempre para junto dele. Priscila por sua vez também consegue demonstrar maior fluência do texto, que sai mais verdadeiro e menos técnico de sua boca. Mérito do trabalho da atriz.

Anderson Maurício conseguiu fazer uma direção que aproxima o público de cada história, fazendo com que os atores sejam cúmplices dos passageiros-espectadores. Estes são convidados a participar da obra, fornecendo novos elementos para a dramaturgia, sempre viva.

dentro e lugar longe christiane forcinito Crítica: Trupe Sinhá Zózima faz viagem poética para dentro da gente em ônibus pelo centro de SP

Balões coloridos levam poesia à praça Júlio Prestes, na região da cracolândia - Foto: Christiane Forcinito

Durante os 90 minutos da peça, o ônibus faz um percurso pelos principais pontos históricos do centro de São Paulo, em um diálogo verdadeiro com a cidade, no que ela tem de belo e de horror. Em uma das paradas, o público divisa pela janela do coletivo os atores brincando nas escadarias do Teatro Municipal. Em outra, uma das personagens corre eufórica pela praça Coronel Fernando Prestes, no Bom Retiro, ao encontro do pai morto. Há também momentos tensos, como quando o elenco convida o público a olhar pela janela e ver o amontoado de usuários de crack fazendo o uso da droga na região próxima à Estação Júlio Prestes.
 
E é lá que o ônibus chega à sua parada final. Os atores descem e andam de bicicleta pela praça, segurando balões coloridos. A imagem contrasta com alguns viciados que, já conhecedores deste momento da peça, se aproximam do público. E dialogam com a arte. Juntos do público, aplaudem no fim

Dentro É Lugar Longe
Avaliação: Bom
Quando: Quarta, 20h. 90 min. Última apresentação. Até 12/6/2013
Onde: Terminal Parque Dom Pedro 2º, Centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 96292-0447
Quanto: Grátis (retirar senhas uma hora antes; a capacidade é para apenas 28 passageiros)
Classificação etária: Livre
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Trupe Sinhá Zózima faz viagem poética para dentro da gente em ônibus pelo centro de SP

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julia chequer ze celso Depoimento de Zé Celso à polícia é adiado; diretor foi intimado a delatar atores de ato na PUC SP

Policía quer que o diretor do Teatro Oficina, Zé Celso, diga os nomes dos atores que participaram de ato artístico na PUC-SP em novembro de 2012 - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7-7/4/2010

Por Miguel Arcanjo Prado

Foi adiado o depoimento do diretor José Celso Martinez Corrêa à Policía Civil do Estado de São Paulo, que deveria ocorrer nesta terça-feira (11), às 17h. O artista, de 76 anos, foi intimado pelo 23º Distrito Policial de Perdizes, em SP, a comparecer ao local para prestar esclarecimentos e ainda identificar atores de sua companhia que participaram de uma ação artística durante protesto político na PUC-SP em novembro de 2012.

A notícia foi dada pelo blog Atores & Bastidores do R7 nesta segunda-feira (10) e teve ampla repercussão nas redes sociais.

O motivo do adiamento seriam questões burocráticas da própria delegacia, apurou o R7. Ainda não foi marcada a nova data do depoimento de Zé Celso ou de algum representante do Oficina à Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Zé Celso fez parte do grupo de artistas que defendeu a democracia e o fim do regime militar (1964-1985). Ele chegou a ser indenizado por ter sido perseguido e torturado durante a ditadura.

Protesto pelo ensino laico

O motivo da intimação que Zé Celso recebeu, assinada pelo delegado Percival de Moura Alcantara Junior, seria “elucidar os fatos e reconhecer atores de teatro em fotos ou vídeos postadas na web sob o título ‘Decapitação do Papa na PUC’ na ‘Ocupação da PUC’ pela Democracia’".

Em novembro de 2012, Zé Celso e artistas do Teatro Oficina participaram de uma manifestação de estudantes da PUC-SP contra a indicação da professora Anna Cintra à reitoria da universidade, já que ela havia ficado em terceiro lugar na eleição — ela tomou posse em fevereiro deste ano. O ato contou com a adaptação de uma cena da peça Acordes, na qual um boneco gigante, vestido com roupas sacerdotais para a ocasião, era degolado.

O Oficina, em nota, diz que estudantes “foram procurar os artistas do Oficina quando estávamos fazendo a peça Acordes, baseada em texto de Bertolt Brecht”. Ainda de acordo com a nota enviada pelo Oficina ao R7, “os estudantes tinham ocupado a PUC e convidaram a Uzyna Uzona para participar de uma ação pela liberdade do ensino laico. Em Acordes havia uma cena em que um boneco, representando o Capitalismo, era despedaçado por dois palhaços. A cena foi adaptada para a situação que a PUC estava passando e apresentada no evento promovido por estudantes e professores”.

"É um atentado à arte", diz Zé Celso

Zé Celso comentou a intimação recebida em seu blog.

Ele afirmou que “querer incriminar artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberade de expressão do ator”. O diretor afirmou que o teatro é “o espaço da liberdade”. E lembrou de sua luta pela democracia e liberdade de expressão durante os anos de chumbo da ditadura militar.

— Nós das artes, que lutamos contribuindo para abolir a censura no Brasil durante a ditadura militar e ganhamos esta conquista não podemos recuar e aceitar a censura à nossa atividade [...] Este instrumento jurídico, que a Inquisição da PUC conseguiu passar para  uma delegacia de polícia, é uma intimação contra a Constituição do Estado Democrático Laico no Brasil, a favor da reinstauração da censura, contra a qual tanto lutamos nos tempos da ditadura militar. É um atentado à arte, considerada como crime. Não desejo ser cúmplice deste crime por isso vou por a boca no trombone do mundo.

Outro lado

O R7 falou com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e também com a assessoria de imprensa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

A assessoria da PUC afirmou: "Checamos a informação e a PUC-SP não abriu nenhum processo contra o diretor José Celso Martinez Corrêa".

Abaixo, a resposta da Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo:

“Apuramos que, por requisição do Ministério Público, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o fato. A natureza da investigação é o artigo 208 do Código Penal: ‘Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso’. O delegado que preside o inquérito é o titular do 23° DP, Marco Aurélio Floridi Batista.”

No começo do ano, a peça Edifício London, do grupo teatral Os Satyros, foi proibida de estrear em São Paulo por conta de uma decisão judicial.

ze celso martinez correa julia chequer r7 Depoimento de Zé Celso à polícia é adiado; diretor foi intimado a delatar atores de ato na PUC SP

O diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, foi intimado a ir a uma delegacia por conta de um trabalho artístico feito com o Teatro Oficina - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Veja a intimação recebida por Zé Celso:

intimacao ze celso Depoimento de Zé Celso à polícia é adiado; diretor foi intimado a delatar atores de ato na PUC SP

Cópia da intimação policial recebida pelo diretor Zé Celso no Teatro Oficina - Foto: Reprodução/Blog do Zé Celso

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Jose Dias e Antonio Grassi presidente da Funarte  Foto Celmi Yasuda José Dias faz de Teatros do Rio um livro definitivo

O autor de Teatros do Rio, José Dias (à esq.), e o presidente da Funarte, Antonio Grassi: obra de 744 páginas faz levantamento de 300 teatros do Estado do Rio do século 18 ao fim do século 20 - Foto: Celmi Yassuda/Funarte

Por Miguel Arcanjo Prado

A memória do teatro brasileiro, arte tão efêmera, é sempre maltratada e quase nunca se sabe, quase nada se tem. Pois é um alento ver iniciativas como a do recente livro A Crítica de João Apolinário, com um registro importante de um período de efervescência do teatro paulistano, e, agora, o livro de José Dias, carioca doutor em artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele acaba de lançar Teatros do Rio, com apoio da Funarte e do Ministério da Cultura.

Capa em BAIXA Livro da Funarte Teatros do Rio do Seculo XVIII ao Seculo XX José Dias faz de Teatros do Rio um livro definitivoA obra é uma investigação profunda de três centenas de salas de espetáculos do Rio de Janeiro, desde o século 18 até o fim do século 20. É claro que, diante de tal trabalho árduo, o prefácio tinha de ser assinado por ninguém menos do que Bárbara Heliodora, um dos maiores nomes da crítica teatral brasileira e principal crítica do Rio. “Em um País com pouca memória, e de menos memória ainda a respeito das artes, este levantamento e comentário a respeito dos teatros do Rio é uma contribuição preciosa não só para o teatro como também para todos os interessados em nossa vida cultural”, diz dona Bárbara. Falou tudo.

No livro, é possível descobrir qual teatro carioca era muito frequentado pela corte – e ele existe até hoje. Ou ainda saber que em 1826 foi criado um teatrinho na rua dos Arcos, na Lapa. Ficava nos fundos de uma casa e foi inaugurado com o drama O Desertor Francês. Só durou oito anos a diminuta sala. Outras salas que entraram para a história do teatro nacional são abordadas em minúcias pelo autor.

Diante de sua experiência renomada como cenógrafo, José Dias apresenta plantas e projetos estruturais das salas cuja história ele conta. E, é claro, cita aqueles espetáculos que marcaram época nos palcos do Rio.

Plural, o livro não fica restrito apenas à capital; faz também referências a teatros de outras cidades do Rio e também aos mais importantes e antigos teatros brasileiros, como o Teatro Ouro Preto, em Minas, o primeiro do Brasil, e o Santa Isabel, no Recife, entre outros.

Ainda há farto registro fotográfico das salas apresentadas, fazendo sua consulta algo didático e leve. Não é um livro pesado, sisudo. Muito pelo contrário, é atrativo e absolutamente necessário. José Dias fez de seu Teatros do Rio um livro definitivo. Mais uma obra obrigatória na estante de quem ama o teatro e a cultura do Brasil.

Teatros do Rio
Avaliação: Ótimo
Autor: José Dias
Editora: Edição Funarte
Páginas: 744
Quanto: R$ 70
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ José Dias faz de Teatros do Rio um livro definitivo

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ze celso martinez correa julia chequer r7 Polícia intima Zé Celso a dar depoimento por conta de cena de peça Acordes, do Teatro Oficina, em SP

O diretor José Celso Martinez Corrêa foi intimado a ir a uma delegacia por conta de ação artística feita pelo Oficina em protesto da PUC-SP; polícia pede que ele reconheça atores - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7

Por Miguel Arcanjo Prado

O diretor do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, foi intimado pela Polícia Civil de São Paulo a comparecer nesta terça (11), às 17h, ao 23º Distrito Policial de Perdizes, bairro da zona oeste paulistana.

O motivo, segundo a intimação assinada pelo delegado Percival de Moura Alcantara Junior, é “elucidar os fatos e reconhecer atores de teatro em fotos ou vídeos postadas na web sob o título ‘Decaptação do Papa na PUC’ na ‘Ocupação da Puc’ pela Democracia’".

Leia mais: Depoimento de Zé Celso é adiado

Em novembro de 2012, Zé Celso e integrantes do Teatro Oficina participaram de uma manifestação de estudantes da PUC-SP contra a indicação da professora Anna Cintra à reitoria da universidade, já que ela havia ficado em terceiro lugar na eleição — ela tomou posse em fevereiro deste ano. O ato contou com a adaptação de uma cena da peça Acordes, na qual um boneco gigante, vestido com roupas sacerdotais para a ocasião, era decapitado.

Segundo nota divulgada pela companhia teatral localizada na Bela Vista, bairro do centro paulistano, no ano de 2012 “os estuantes da PUC foram procurar os artistas do Oficina quando estávamos fazendo a peça Acordes, baseada em texto de Bertolt Brecht”.

Ainda de acordo com a nota enviada pelo Oficina, “os estudantes tinham ocupado a PUC e convidaram a Uzyna Uzona para participar de uma ação pela liberdade do ensino laico. Em Acordes havia uma cena em que um boneco, representando o Capitalismo, era despedaçado por dois Palhaços. A cena foi adaptada para a situação que a PUC estava passando e apresentada no evento promovido por estudantes e professores”.

Zé Celso comentou a intimação recebida em seu blog. Ele afirmou que “querer incriminar artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberade de expressão do ator”. O diretor afirmou que o teatro é “o espaço da liberdade”. E lembrou de sua luta pela democracia e liberdade de expressão durante os anos de chumbo da ditadura militar.

— Nós das artes, que lutamos contribuindo para abolir a censura no Brasil durante a ditadura militar e ganhamos esta conquista não podemos recuar e aceitar a censura à nossa atividade [...] Este instrumento jurídico, que a Inquisição da PUC conseguiu passar para  uma delegacia de polícia, é uma intimação contra a Constituição do Estado Democrático Laico no Brasil, a favor da reinstauração da censura, contra a qual tanto lutamos nos tempos da ditadura militar. É um atentado à arte, considerada como crime. Não desejo ser cúmplice deste crime por isso vou por a boca no trombone do mundo.

O R7 falou com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e também com a assessoria de imprensa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

A assessoria da PUC afirmou: "Checamos a informação e a PUC-SP não abriu nenhum processo contra o diretor José Celso Martinez Corrêa".

Abaixo, a resposta da Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo:

“Apuramos que, por requisição do Ministério Público, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o fato. A natureza da investigação é o artigo 208 do Código Penal: ‘Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso’. O delegado que preside o inquérito é o titular do 23° DP, Marco Aurélio Floridi Batista.”

No começo do ano, a peça Edifício London, do grupo teatral Os Satyros, foi proibida de estrear em São Paulo por conta de uma decisão judicial.

intimacao ze celso Polícia intima Zé Celso a dar depoimento por conta de cena de peça Acordes, do Teatro Oficina, em SP

Cópia da intimação policial recebida pelo diretor Zé Celso no Teatro Oficina - Foto: Reprodução/Blog do Zé Celso

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Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado

francisco cuoco foto bob sousa 2013 O Retrato do Bob: Francisco Cuoco, mito no teatro
O ator Francisco Cuoco resolveu celebrar os 80 anos, que ele vai completar em 29 de novembro de 2013, com uma verdadeira declaração de amor ao teatro. Ele estreia, nesta quinta (13), no Teatro Vivo, em São Paulo, a peça Uma Vida no Teatro, na qual contracena com Ângelo Paes Leme sob direção de Alexandre Reinecke. A trajetória de seu personagem, Robert, um experiente ator que faz uma parceria com um jovem talento, se confunde com a do próprio Cuoco. "Tenho tudo do Robert, a idade, o caminho percorrido e a exigência consigo mesmo". Um dos principais nomes da teledramaturgia, verdadeiro mito da TV, o artista tem os pés fincados no tablado. "Sou paulistano do Brás e fiz a Escola de Arte Dramática nos áureos tempos da rua Maranhão, com os professore Alfredo Mesquita e Décio de Almeida Prado. Não se pagava nada e a gente ainda tomava uma sopa gostosa que o professor Alfredo oferecia", lembra, nostálgico. Cuoco diz que estes tempos lhe deram sólida formação para toda a carreira. "Poderia ter feito apenas a EAD que já teria sido um aprendizado para toda minha vida", afirma, orgulhoso. "O teatro é a grande escola, tem uma coisa artesanal, uma ligação de alma entre atores e espectadores. Enquanto houver vida, vou buscar sempre os melhores personagens".

Uma Vida no Teatro
Quando: Sexta, 21h30; sáb., 21h; dom., 18h. 70 min. Até 4/8/2013
Onde: Teatro Vivo (av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi, CPTM Morumbi, São Paulo, tel. 0/xx/11 97420-1520)
Quanto: R$ 50 a R$ 60
Classificação etária:  12 anos

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esio magalhaes michelle franca Crítica: Esio Magalhães é o palhaço da nossa geração

Com poesia e simplicidade, ator Esio Magalhães faz público rir e refletir - Foto: Michelle França

Por Miguel Arcanjo Prado

Talento genuíno para o humor é coisa rara. Divertir, de verdade, uma plateia, enquanto a faz refletir é dádiva que poucos artistas conseguem levar a contento. Pois Esio Magalhães é um dos grandes da comédia brasileira.

Na pele do palhaço Zabobrim, o ator surge no palco em WWW para Freedom, espetáculo concebido e dirigido por ele. Com dramaturgia assinada com Tiche Vianna, sua companheira no Barracão Teatro, ele conta a história do palhaço enviado a uma guerra em nome da liberdade.

A montagem é um duro cutucão na invasão norte-americana ao Iraque, em 2003, quando George Bush deu a desculpa esfarrapada de que Saddan Hussein – a quem matou – estava produzindo armamentos nucleares de destruição de massa; fato jamais comprovado.

esio magalhaes michelle franca2 Crítica: Esio Magalhães é o palhaço da nossa geração

Palhaço Zabobrim critica com muito humor a invasão ao Iraque pelos EUA - Foto: Michelle França

Mas o tom político da peça não é duro. Nem didático. Ele se mistura às risadas fartas da plateia, em consonância com o carisma de Esio Magalhães. Dono de invejável preparo físico e de uma autêntica percepção do outro, ele hipnotiza a todos e os conduz no caminho de seu personagem, em conflito diante do comportamento durão que o mundo bélico exige e sua real propensão à brincadeira.

O espetáculo encontrou soluções poéticas singelas e fortes, como a cena do bombardeio aéreo feita por frágeis aviões de papel que deslizam suaves pelo céu do palco.

O palhaço de Esio Magalhães brinca todo o tempo com o ridículo do homem, mostrando a real beleza que mora na simplicidade. Esio tem a magia de conseguir despertar a criança em cada um dos espectadores, sem em momento algum infantilizá-los. O que ele traz à tona é uma pureza esquecida e uma gama de valores humanistas que vêm sendo perdidos diante da crueza da vida, da parafernália tecnológica, do individualismo exarcebado, da violência. Esio Magalhães nos mostra o quanto é bonito olhar para o outro e se importar com ele de fato. E o quanto um sorriso que brota em nossos lábios de forma genuína nos faz mais felizes. Sem sombra de dúvida, Esio Magalhães é o palhaço de nossa geração.

PS. A curtíssima temporada de WWW para Freedom em São Paulo no CIT-Ecum é um pecado. O R7 torce para que a peça volte o mais rápido possível ao cartaz. Porque público não lhe faltará.

Leia entrevista exclusiva com Esio Magalhães

WWW para Freedom
Avaliação: Ótimo
Quando: Domingo, 19h (Último dia). Até 9/6/2013
Onde: CIT – Ecum (r. da Consolação, 1623, Metrô Paulista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-5922)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Esio Magalhães é o palhaço da nossa geração

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malu rocha filha isadora Malu Rocha morre aos 65 anos; corpo é cremado

Atriz Malu Rocha (à esq.), com a filha, Isadora, em foto tirada em 2012 - Foto: Arquivo Pessoal Isadora Ferrite

Por Miguel Arcanjo Prado

Morreu, em São Paulo, aos 65 anos, a atriz Malu Rocha, nesta sexta-feira (7). Ela sofria de mal de Príon, uma doença que degenera os neurônios.

malu rocha atriz Malu Rocha morre aos 65 anos; corpo é cremado

Malu Rocha foi uma das belas atrizes dos palcos paulistanos - Foto: Arquivo pessoal/Isadora Ferrite

O corpo foi velado no Teatro Oficina, no bairro da Bela Vista, grupo com o qual a atriz tinha uma relação de carinho desde que viu O Rei da Vela, em 1967, e decidiu ser atriz. Depois, o corpo foi levado ao cemitério da Vila Alpina, em São Paulo, onde foi cremado no fim da manhã deste sábado (8).

Malu é ex-mulher dos atores Jonas Bloch, Zanoni Ferrite e Herson Capri. Ela teve dois filhos, Isadora, filha de Ferrite, e Pedro, filho de Capri.

Pouco antes de o corpo da artista ser cremado, o R7 conversou com Isadora Ferrite. Emocionada, ela afirmou qeu sua mãe "deixou um grande legado".

— Eu acho que, para mim, que também sou atriz, o que fica de mais forte na personalidade dela é o grande humor que ela via a vida e sua profissão. Para ela, sempre havia possibilidade de ser de outras maneiras. Isso ela ensinou.

Ainda de acordo com Isadora, Malu Rocha "nunca viu as coisas de uma maneira só".

A filha contou que a despedida à mãe foi com festa, como ela gostava.

— A festa da noite desta sexta foi um retrato dela. Foi uma festa de despedida no Teatro Oficina. Todo mundo desenhou no caixão, jogou purpurina e bebeu vinho até a madrugada.

Trajetória no teatro, cinema e TV

Natural de Ourinhos, no interior paulista, Malu Rocha faria 66 anos em 6 de agosto próximo.

No cinema, atuou em filmes como Geração em Fuga, de 1972, O Crime de Zé Bigorna, de 1977, e Como Salvar Meu Casamento, de 1984.

Na TV, fez parte do elenco das novelas Pecado Capital, em 1975, e Eu Prometo, de 1983, e Amor e Ódio, de 2001, esta última no SBT. Sua última atuação na TV foi uma participação na novela Sete Pecados, de Walcyr Carrasco, em 2008, na Globo.

No teatro, atuou nas peças Um Casal Aberto, Ma Non Troppo, de Dario Fo, quando contracenou com o então marido Herson Capri, em 1984, e Boca Molhada de Paixão Calada, de Leilah Assumpção, em 1990. Sua última peça foi O Interrogatório, de 2010, quando foi dirigida por Eduardo Wotzik.

malu rocha filhos Malu Rocha morre aos 65 anos; corpo é cremado

A atriz Malu Rocha, com o gato e os dois filhos, Pedro, filho de Herson Capri, e Isadora, filha de Zanoni Ferrite, em foto de 1985 - Foto: Arquivo pessoal/Isadora Ferrite

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