Posts com a tag "miguel arcanjo prado"

coluna Maria Cecilia Mansuratriz e Jorge Mesquitaator. By Filipe Luchessi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os atores Maria Cecília Mansur e Jorge Mesquita no curta Toystation - Foto: Filipe Luchessi

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Curta na praça
O curta-metragem Toystation acaba de ser lançado e já chama a atenção da classe artística com seu ar surreal. A produção é da Ritmo Visual Filmes, feita de forma independente, na base da garra mesmo. O diretor Pedro H. Marques conta à coluna que “o objetivo é ajudar o espectador a apreciar mais e tomar conhecimento da beleza". Quer que todos deixem a imaginação bem livre.  O que é ótimo, por sinal. Quer viajar também?  Veja o curta.

coluna Foto Pedro H. M. Marques Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O cineasta Pedro Marques está lançando seu curta-metragem Toystation - Foto: Filipe Luchessi

Labuta
Ah, o jovem cineasta Pedro H. Marques também cuida da parte de vídeos do grupo teatral Os Satyros. Aliás, essa turma da praça Roosevelt não é boba, nada.

gerald thomas foto © Nil Caniné 5243 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Gerald Thomas provocou fúria ao falar sobre teatro brasileiro - Foto: Nil Caniné

Barraco no teatro
Causou nervosismo em parte da classe teatral as polêmicas declarações de Gerald Thomas, que disse que o teatro brasileiro é "mesquinho, bobo e provinciano". Teve diretor que tomou as dores e foi para o Facebook do Gerald esbravejar até ser bloqueado por este. Depois, foi para a própria timeline dizer que é vítima da "inveja" alheia. E mandou mensagem para Gerald, in box, prometendo quebrar os dentes do diretor assim que ele colocar os pés no Brasil.

Barraco no teatro 2
Lá em Brasília, o dramaturgo Sergio Maggio concluiu: "Volta e meia, Gerald põe um fogo na roda". Em São Paulo, o jornalista Bruno Machado, conhecedor dos pormenores do teatro, definiu para a posteridade: "Essa discussão deveria se chamar Casos de Teatro, com Christina Rocha — Tema de hoje: Vocês ainda estão falando de Beckett?".

Comida de grife
A turma do Teat(r)o Oficina manda avisar que o bistrô Le Cassarole, aquele do Largo do Arouche que até apareceu em música do Criolo, é o responsável pela gastronomia do Nick Bar, onde o público e atuadores de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada se reúnem antes (a partir das 18h), no intervalo e depois das sessões do musical, no terreno do entorno Oficina, todo sábado e domingo. As comidinhas e bebidas custam entre R$ 8 e R$ 20. É pelo bar que o público entra desta vez, já que a bilheteria foi realocada nos fundos do prédio projetado por Lina Bo Bardi, cujo centenário é celebrado nesta temporada. Leia a Entrevista de Quinta que Zé Celso deu ao blog no banheiro de seu apê.

Agenda Cultural da Record News

Encontro marcado
A Cia. EnvieZada, do Rio, agendou para 7 de agosto a estreia da peça Meu Caro Vizinho, no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo. O texto é do canadense Thomas Morgan Jones. Vai, gente!

Papai, mamãe, titia
Um dia antes, no dia 6 de agosto, Blota Filho e Eduardo Martini reestreiam no Teatro Itália, em São Paulo, a comédia Chá das 5. Dizem por aí que é um verdadeiro acerto de contas familiar. Eita.

iepe Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Iepe tem sessão grátis neste sábado, às 19h, em São Bernardo do Campo - Foto: Divulgação

Príncipe ou mendigo?
Um dos mais prestigiados dramaturgos da região do ABC Paulista, Luís Alberto de Abreu, terá texto encenado neste sábado (2), às 19h, com entrada grátis. Mas fique esperto: é apresentação única. Depois, não reclame. Trata-se da peça Iepe. Será no Centro Livre de Artes Cênicas, o Clac, em São Bernardo do Campo (praça São José, 240, Baeta Neves). A montagem da trupe Temdona é dirigida por Pedro Alcântara e tem no elenco André Felix, Rodrigo Sampaio, Rosane Rodrigues e Thais Irentti, artistas saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. O enredo conta a história de um camponês que vive bêbado e, de repente, é colocado no lugar de um barão. Quem dera se isso acontecesse sempre...

coluna amantes MLiotti 71 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Trio masculino mostra sua visão sobre as mulheres na primeira peça de Marcelo Serrado - Foto: Divulgação

O homem que amava as mulheres
Após o estouro como o personagem gay Crô, na TV e no cinema, Marcelo Serrado resolveu escrever e dirigir uma peça para falar do universo masculino. Chama-se A História dos Amantes. Estreia no dia 15 de agosto no Teatro dos Grandes Atores, no Rio. No elenco, estão Bruno Gissoni, Daniel Rocha e Hugo Bonemer. É uma comédia sobre como os homens enxergam as mulheres...

Alô, mamãe!
Virou moda. Como os ingressos para The Old Woman são disputados a tapa no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, quem consegue a dádiva de ver a peça de Bob Wilson com Baryshnikov e Willem Dafoe logo faz questão de tirar foto do ingresso e do palco. E postar instantaneamente nas redes sociais. Pra ninguém duvidar, né? Leia a crítica.

galvarino pierre duarte 4 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Galvarino (Chile) participa da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de SP - Foto: Pierre Duarte

Teatro grátis
Começa nesta sexta a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo. São 12 peças de 11 lugares da América Latina e até uma da Europa. E o melhor: ninguém paga nada. Se a coluna fosse você, iria. Confira a programação completa.

Mirada
Falando em festival, a coluna descobriu que o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo, será realizado entre 4 e 13 de setembro. Ainda tivemos acesso ao número de espetáculos: serão 41, sendo 25 internacionais e 16 internacionais. Vai abalar as estruturas. O blog vai cobrir o evento todinho e contar tintim por tintim, é claro.

Mercosul
O diretor, ator e dramaturgo mineiro Léo Kildare Louback acaba de voltar de Buenos Aires, onde foi dar uma oficina. Assim que colocou os pés em Belo Horizonte, ainda falando castellano, ficou sabendo que sua peça Como Matar a Mãe - 3 Atos participará do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Outra peça na qual atua, Between, também foi selecionada. Está feliz da vida.

coluna ivam Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Ivam Cabral revela a maquiagem que usará na peça Pessoas Perfeitas, do Satyros - Foto: Divulgação

Carão
É assim, tal qual está na foto acima, que o ator Ivam Cabral aparecerá na nova peça dos Satyros, Pessoas Perfeitas, que estreia dia 15 de agosto na praça Roosevelt. Estão todos convidados.

Ausência
A nova peça do grupo, dirigida por Rodolfo García Vázquez, não tem Cléo De Páris. Nem Phedra D. Córdoba. Tem gente que está deprimida com a notícia.

Libera geral
É nesta sexta (1º), a partir das 19h, na Fnac da av. Paulista, 901, em São Paulo, o lançamento da biografia de Ronnie Von. Ao contrário de Roberto Carlos, que manda recolher livros por aí, o ex-roqueiro psicodélico e hoje apresentador comportado deixou os autores, Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel, escreverem o que queriam sobre ele. Eles contaram tudo sobre Ronnie Von - O Príncipe Que Podia Ser Rei na última Entrevista de Quinta.

juan anderson Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nova temporada grátis: Juan Manuel Tellategui (o alemão Ernest) e Anderson D'Kássio (o norte-americano Cliff) em cena do musical Cabaret, novas sessões sextas e sábados, às 21h, até setembro, em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Venha pro Cabaret!
Também no centro paulistano, volta ao cartaz neste sábado (2), às 21h, no Espaço da Cia. do Pássaro (r. Álvaro de Carvalho 177, metrô Anhangabaú), o musical Cabaret, dirigido por André Latorre. A entrada é gratuita. Toda sexta e sábado, 21h, até o fim de setembro. No elenco, estão Rita Gutt, Anderson D'Kássio, Juan Manuel Tellategui, Gabriel Ivanoff e Liza Caetano, entre outros. Chegue cedo, para não disputar ingresso a tapa na fila. Quem foi à temporada de 2013 no Teatro Ruth Escobar sabe do que a coluna está falando...

Diversidade
Tem um filme na gaveta com a temática de diversidade? As inscrições de filmes para o festival Mix Brasil estão abertas até o fim do mês. Saiba mais.

coluna atoca Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nova formação de elenco da peça A Toca do Coelho: três atores deixaram a peça - Foto: João Caldas

Mudança de hábito
Como o blog adiantou com exclusividade nesta semana, a peça A Toca do Coelho reestreia dia 15 em Vitória, no Espírito Santo, no Teatro Universitário, com elenco reformulado. Saíram Maria Fernanda Cândido, Selma Egrei e Felipe Hintzé. Do elenco original da peça dirigida por Dan Sutulbach só restaram Reynaldo Gianecchini e Simone Zucato. Os substitutos são Bárbara Paz, Neusa Maria Faro e Rafael de Bona. A foto acima é da nova formação e também em primeiríssima mão para a coluna.

Encontro marcado
Os críticos teatrais da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) se encontram na próxima segunda (4) para discutir os melhores espetáculos do primeiro semestre em São Paulo. O encontro, já tradicional acontece duas vezes por ano no apartamento do crítico e ex-presidente da instituição Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha.

Cidadão do mundo
Pedro Granato mal voltou de Nova York, onde fez um mergulho com outros diretores de diversas partes do mundo, e já está em ritmo frenético. Neste sábado, estreia nova peça, Submarino, no Teatro da Cultura Inglesa de São Paulo. Também dará uma oficina no Centro Cultural São Paulo que prevê a montagem de um espetáculo — já tem gente se matando por uma das vagas. Ah, ele contou para a coluna que, entre os amigos que fez na temporada nos Estados Unidos, está o artista russo Maxim Didenko. Isso é que é intercâmbio!

coluna granato Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Amigos de infância: o russo Maxim Didenko e o brasileiro Pedro Granato, em Nova York - Foto: Divulgação

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miguel arcanjo prado agenda cultural record news Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 01/08/2014

O colunista Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas culturais na Record News - Foto: Divulgação

Veja as dicas do colunista e editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado no telejornal Hora News, na Record News, nesta sexta (1º). Tem a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo; o lançamento da biografia Ronnie Von - O Príncipe que Podia Ser Rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel; a exposição Sou Frida!, sobre Frida Kahlo, em Brasília; a Feijoada da Negra Jhô, em Salvador, show de Maria Rita em Curitiba; o projeto Sinfônica Pop, com Milton Nascimento, em BH; a 18ª edição do Festival de Cinema Judaico em São Paulo; o filme brasileiro O Homem das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes; e a animação Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate. Com edição de Aline Rocha Soares e Cinthia Lima. Veja o vídeo:

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elis regina Conheça os indicados ao 2º Prêmio Bibi Ferreira

Laila Garin está indicada como melhor atriz por sua atuação em Elis, a Musical - Foto: Felipe Panfili/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Acaba de sair a lista com os indicados à 2ª edição do Prêmio Bibi Ferreira, dedicado ao teatro musical brasileiro. Concorreram espetáculos apresentados entre 1º de julho de 2013 a 30 de junho de 2014. Veja quem foi nomeado:

1. MELHOR MUSICAL
A Madrinha Embriagada - Atelier de Cultura e SESI-SP
Crazy For You - Chaim Produções, Coarte Produções, Raia Produções e XYZ Live
Elis, A Musical - Aventura Entretenimento
Gonzagão, A Lenda - Sarau Agência de Cultura Brasileira
Jesus Cristo Superstar - T4F Entretenimento e Takla Produções

2. MELHOR MUSICAL BRASILEIRO
Elis, A Musical - Aventura Entretenimento
Gonzagão, A Lenda - Sarau Agência de Cultura Brasileira
Palavra de Mulher - Mesa 2 Produções

3. MELHOR ATRIZ
Claudia Raia - Crazy For You
Giulia Nadruz - Shrek, O Musical
Laila Garin - Elis, A Musical
Sara Sarres - A Madrinha Embriagada
Tânia Alves - Palavra de Mulher

4. MELHOR ATOR
Aloísio de Abreu - Nós Sempre Teremos Paris
Igor Rickli - Jesus Cristo Supertar
Ivan Parente - A Madrinha Embriagada
Jarbas Homem de Mello - Crazy For You
Marcelo Mimoso - Gonzagão, A Lenda

5. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Kiara Sasso - A Madrinha Embriagada
Helen de Castro - Crazy For You
Liane Maya - Crazy For You
Nanni de Souza - Rita Lee Mora ao Lado

6. MELHOR ATOR COADJUVANTE
Adrén Alves - Gonzagão, A Lenda
Frederico Silveira - Jesus Cristo Superstar
Marcelo Klabin - O Rei Leão
Marcos Tumura - Crazy For You
Ronaldo Reis - O Rei Leão

7. ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Camila Braunna - Shrek, O Musical
Diego Luri - Shrek, O Musical
Tiago Barbosa - O Rei Leão

8. MELHOR DIREÇÃO
Dennis Carvalho - Elis, A Musical
Fernando Cardoso - Palavra de Mulher
João Falcão - Gonzagão, A Lenda
Jorge Takla - Jesus Cristo Superstar
Miguel Falabella - A Madrinha Embriagada

9. MELHOR DIREÇÃO MUSICAL
Alexandre Elias - Gonzagão, A Lenda
Carlos Bauzys - A Madrinha Embriagada
Delia Fischer - Elis, A Musical
Marconi Araújo - Crazy For You
Ogair Junior - Palavra de Mulher

10. MELHOR COREOGRAFIA
Alonso Barros - Elis, A Musical
Duda Maia - Gonzagão, A Lenda
Kátia Barros - A Madrinha Embriagada

11. MELHOR CENOGRAFIA
Jorge Takla e Paulo Correa - Jesus Cristo Superstar
Marcos Flaksman - Elis, A Musical
Paula De Paoli - Shrek, A Musical

12. MELHOR FIGURINO
Fause Haten - A Madrinha Embriagada
Kika Lopes - Gonzagão, A Lenda
Luciano Ferrari - Shrek, O Musical

13. MELHOR DESENHO DE LUZ
Maneco Quinderé - Elis, A Musical
Ney Bonfante - Jesus Cristo Superstar
Wagner Freire - Crazy For You

14. MELHOR DESENHO DE SOM
Fernando Fortes - Shrek, O Musical
Gabriel D'Angelo - A Madrinha Embriagada
Tocko Michelazzo - Crazy For You

15. MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Arthur Xexéo - Nós Sempre Teremos Paris
João Falcão - Gonzagão, A Lenda
Nelson Motta e Patricia Andrade - Elis, A Musical

16. MELHOR VERSÃO
Bianca Tadini e Luciano Andrey - Jesus Cristo Superstar
Claudio Botelho - Shrek, O Musical
Miguel Falabella - A Madrinha Embriagada

17. PRÊMIO DE HONRA
Chico Buarque

18. MELHOR MUSICAL VOTO POPULAR
Nomes serão divulgados no dia 15/8/2014

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the old woman 8 lucie jansch Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Willem Dafoe e Mikhail Baryshnikov estão na nova peça de Bob Wilson em SP - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Certo frenesi tomou conta da classe artística e do público teatral paulistano nos últimos dias. Todos imbuídos de um só objetivo: ver a peça The Old Woman (A Velha), de Robert Wilson, ou apenas Bob Wilson para os mais íntimos, e depois exibir o ingresso nas redes sociais, é claro.

the old woman 1 Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

The Old Woman fica em SP até 3/8 - Foto: Lucie Jansch

Nos novos tempos é preciso provar que realmente esteve em uma das disputadas sessões no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. Vai que alguém duvida.

Também pudera tamanho afoitamento: o novo espetáculo do diretor texano traz um duelo cênico potente entre dois grandes nomes das artes cênicas: o russo Mikhail Baryshnikov, considerado um dos maiores bailarinos da história, e o ator estadunidense Willem Dafoe, estrela do cinema e também do teatro, já que foi integrante até 2005 do cultuado grupo nova-iorquino The Wooster Group.

Wilson, que já virou habitué da cena paulistana após bem-sucedida parceria com o Sesc São Paulo, desta vez apresenta uma obra de ritmo desconexo, mergulhada no absurdo, mas, ainda assim, presa de alguma forma à estética que dá fama ao diretor há quatro décadas.

Como bem definiu Zé Celso na semana passada, Bob Wilson é um artista plástico do teatro. E é bom lembrar que, apesar de ele estar há tanto tempo na estrada teatral, boa parte do público brasileiro só agora tem oportunidade de ver seu trabalho de perto. Assim, é até compreensível o deslumbre.

Mesmo tendo duas estrelas a seu dispor, Wilson as trata como marionetes, por mais que haja uma rebelião interna em cada uma delas. As 12 cenas-instalação são comandada pela figura de dois palhaços, diferentes e iguais ao mesmo tempo.

A sofisticação está no cenário minimalista de pitadas surreais, bem como na luz bem marcada de A.J. Weissbard ou nos figurinos de Jacques Reynaud – com a dupla usando o mesmo surrado terno, mas com gravatas diferenciadas: a de Dafoe é borboleta, a de Baryshnikov, tradicional.

the old Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Dafoe e Baryshnikov fazem dupla no palco do Teatro Paulo Autran, em SP - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

A peça foi criada a partir do livro escrito pelo russo surrealista Daniil Kharms, que morreu de fome em 1942 em um hospital psiquiátrico de Leningrado (hoje São Petersburgo), então cercada por tropas nazistas.

Mas, apesar de começar a obra justamente com um texto sobre a sensação cortante da fome, Wilson imprime ironia perspicaz ao espetáculo, ao estabelecer um jogo de sentido com o espectador, aproximando-se neste absurdo do surreal do próprio autor, a quem o próprio Wilson confessou não ter entendido bulhufas. E esse desentendimento desesperado acompanha a montagem.

the old woman 2 Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Peça de Bob Wilson foi inspirada por livro de russo surrealista - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

Se alguém aí exige uma dramaturgia linear tudo gira em torno de um escritor que encontra um cadáver de uma velha em seu apartamento. Pode ser uma dessas que caem pela janela. Ele resolve, então, guarda-lo em uma mala, com a qual parte em uma viagem de trem, onde a mala desaparece. Simples assim.

Em meio a esta simplicidade caótica, próxima ao desenho animado, observações ferinas surgem, como sobre a afetação feminina, as crianças com seu excesso de movimentação irritante ou mesmo a impossibilidade de contar até oito. Nos devaneios cabem até teoremas geométricos. É tudo um delírio, e os dois atores em cena embarcam no jogo proposto pelo diretor.

A entrega de ambos é total. Há trabalho evidente. E mais: conseguem colocar-se também como artistas diante da redoma que as obras de Wilson têm. Mesmo amarrados ao rigor técnico, Baryshnikov e Dafoe apresentam novas propostas e dialogam o tempo todo: com a obra, com o público, com o autor e com o severo diretor. Estão presentes, se divertem.

Há um ar cartoon na mútua destruição, tal qual Tom & Jerry, seguida do riso, da fuga permanente, do recurso das reiterações. Tem espaço até para o canto e a dança, humanos e patéticos em sua espetacularização. Até porque a realidade achata a vida. E o surrealismo imerso no absurdo a liberta de todos os limites, como é próprio do teatro.

The Old Woman (A Velha)
Avaliação: Muito bom
Quando: Quarta a sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 18h. 100 min. Até 3/8/2014
Onde: Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, metrô Faria Lima, São Paulo, tel. 0/xx/11 3095-9400)
Quanto: R$ 60 (ingressos esgotados)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

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gerald thomas fotos emi hoshi DSC 2875 Teatro brasileiro é mesquinho, bobo e provinciano, diz Gerald Thomas

Gerald Thomas resolveu abrir o jogo sobre o que pensa do teatro brasileiro - Foto: Emi Hoschi/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O diretor Gerald Thomas resolveu vociferar parte do teatro brasileiro nesta quinta (31).

Em seu desabafo, entre outras coisas, Thomas criticou o frenesi atual em torno de Bob Wilson em São Paulo e a reiteração de velhas discussões, em vez de se pensar temas mais atuais.

Justiça seja feita: Thomas estreou neste ano a peça Entredentes em São Paulo, na qual colocou em discussão no palco a situação tensa entre Israel e Palestina, antes de a guerra atual começar, e também entre Rússia e Ucrânia, antes do avião comercial ser abatido.

Leia, abaixo, o que ele disse:

"Sabe o que me deixa realmente PASMO? É que quase NINGUÉM da "comunidade" teatral brasileira queira discutir esses assuntos : Hamas X Israel e vice versa - EBOLA - Ucrânia. Ou seja, coisas do interesse mundial Ao invés disso , discutem (é inacreditável) (AINDA) o teatro de Bob Wilson. Que vergonha!!!! Que gente retardada. Não é a toa que o teatro brasileiro é MESQUINHO, bobo e provinciano. Sempre foi, me dói o fato de insistirem em continuar a .....entenderam, né? QUE VERGONHA ! Eles estão discutindo "Beckett" meu deus do céu! E Bob Wilson - não é à toa que essa província ai não progride! É gente do passado com discussões (inúteis, inverteis ) do passado. Vivam de relíquias e morem numa loja de antiguidades. Abaixo, foto de capa do Estadão: GROW UP you mental retards!

Gerald"

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Imagem de 17 anos atrás: Gerald Thomas na capa do Caderno 2, do Estadão, em 1987 - Foto: Reprodução

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tempos de marilyn 1 Peça desnuda o mito Marilyn Monroe no palco

Muitas visões sobre uma mesma estrela chamada Marilyn Monroe: as atrizes Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira estão em cena no espetáculo Tempos de Marilyn, de Sérgio Roveri - Foto: Victor Affaro

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O vestido esvoaçante ficou no imaginário sensual do mundo. Seu canto de Parabéns pra Você também. E as pernas. E a pinta. Tudo isso reforçado pela morte repentina, aos 36 anos. Uma menina, como nossa Elis. Se todos comungam do mito, poucos refletem sobre a mulher. Quem seria a pessoa detrás da estrela?

Tempos de Marilyn, peça escrita pelo dramaturgo Sérgio Roveri, se propõe justamente a isso: desnudar no palco a mulher Marilyn.

tempos de marilyn 2 Peça desnuda o mito Marilyn Monroe no palco

Peça no Viga Espaço Cênico tem direção de José Roberto Jardim - Foto: Victor Affaro

José Roberto Jardim assume a direção da obra, que estreia na próxima terça (5), no Viga Espaço Cênico, em São Paulo. Ele assina ainda a cenografia, a iluminação e a trilha sonora.

No tablado, Marilyn se encontra com Norma Jean, o nome real da estrela de Hollywood.

Marilyn foi muita coisa em pouco tempo. E fica a cargo das atrizes Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira darem espaço para que as facetas de Marilyn brotem sob o holofote.

A diva foi de loura burra à mulher de um dos mais prestigiados dramaturgos na cena nova-iorquina. Sempre tomada por amores fatais, como o célebre caso extraconjugal que teve com o presidente Kennedy.

Caio da Rocha, que assina figurino e a direção de arte da obra, esnobou a caracterização costumeira de Marilyn para apresentar uma nova ótica sobre a atriz.

Para Sérgio Roveri, "nenhuma outra mulher ofereceu tanto combustível à cultura pop quanto Marilyn; sua imagem é tão conhecida quanto a embalagem da Coca-Cola".

José Roberto Jardim, por sua vez, conta que não tremeu diante do nome potente no cartaz. "Queria extrair um olhar que fugisse do ícone já estabelecido. Concentrei-me no que transbordava dolorosamente de sua alma”, afirma.

Tempos de Marilyn
Quando: Terça e quarta, 21h. 50 min. De 5/8/2014 a 29/10/2014
Onde: Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1.323, metrô Sumaré, São Paulo, tel. 0/xx/11 3801-1843)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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tocadocoelho Três atores deixam peça de Gianecchini

A Toca do Coelho: os três da esquerda saíram; só ficaram Gianecchini e Simone Zucato (ambos à direita) - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um furacão passou no elenco da peça A Toca do Coelho, com Reynaldo Gianecchini.

Após temporadas de sucesso em São Paulo e no Rio, além da participação no último Festival de Teatro de Curitiba, a peça praticamente reestreia em Vitória, no Espírito Santo, já que há fortes mudanças no elenco.

As sessões, promovidas pela WP Produções, serão nos dias 15 (para convidados), 16 e 17 de agosto, para o público em geral, no Teatro Universitário da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

Três dos cinco atores da peça deixaram a montagem. A saída mais sentida é de Maria Fernanda Cândido, que protagonizava a obra ao lado de Gianecchini. Foi substituída por Bárbara Paz.

Outra saída foi de Selma Egrei, que fazia a sogra de Gianecchini. Em seu lugar, entrou Neusa Maria Faro.

Para completar a debandada, até o jovem ator Felipe Hintze pediu para deixar o espetáculo após passar em um teste na Globo. Será substituído por Rafael de Bona.

Do elenco original, além de Gianecchini, só ficou a atriz Simone Zucato, que também é produtora da peça dirigida por Dan Stulbach.

Simone, que não perde tempo, já tem nova produção na manga para 2015: a peça Falling, de Deanna Jent, que fez sucesso na Broadway.

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pandolfo bereba Príncipe feio e chato mostra o avesso do galã

Peça Pandolfo Bereba será apresentada gratuitamente em bibliotecas de São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O mundo dos contos de fadas é povoado por príncipes galãs, repletos de dádivas. Só que, na vida real, a qualidade nem sempre vem conjunta com a beleza. Muitas vezes, estão até separadas.

E é bom que as crianças saibam disso desde pequeninas, para não comprar gato por lebre no futuro.

Pois a peça infantil Pandolfo Bereba justamente descontrói o mito do príncipe encantado. A montagem será apresentada gratuitamente em bibliotecas de São Paulo [veja serviço abaixo].

A obra da Cia. Circo de Trapo tem direção de Fábio Brandi Torres e conta a história baseada no livro homônimo escrito por Eva Furnari.

Pandolfo não é bonito, nem encantador. Mas, é príncipe. Assim, vive solitário em seu castelo. Como adora julgar os outros, não tem muitos amigos. Até que conhece uma garota que modifica sua visão de mundo.

No elenco, estão artistas saídos de importantes escolas de artes cênicas do Estado de São Paulo: Marco Ponce, Rosana Borges e Verônica Nóbili, vindos, respectivamente, do Teatro-Escola Macunaíma, da ELT (Escola Livre de Teatro) e da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo).

O diretor afirma que a peça quer mesmo revê padrões e que seu protagonista “mostra que toda imagem pode ter o seu avesso, até mesmo um príncipe encantado”.

Está coberto de razão.

Pandolfo Bereba
Quando: 2/8/2014 (sábado), 14h
Onde: Biblioteca Pública Hans Christian Anderson (av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, São Paulo, tel. 0/xx/11 2295-3447)
Quando: 3/8/2014 (domingo), 11h
Onde: Biblioteca Pública Padre José de Anchieta (r. Antônio Maia, 651, Perus, São Paulo, tel. 0/xx/11 3917-0751)
Quanto: Grátis
Classificação etária: livre

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antonio petrin foto bob sousa2 O Retrato do Bob: Antônio Petrin, ator de qualidadeFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Aos 76 anos, o ator Antônio Petrin, nascido em Laranjal Paulista, não quer saber de pausa no trabalho. Nome forte do nosso teatro, acaba de fazer o personagem Viriato, na novela Em Família, de Manoel Carlos. Na TV, fez papeis emblemáticos, como o Tenório de Pantanal, na Manchete, em 1990. Só no SBT, atuou em dez novelas. Na Record, esteve em Marcas da Paixão, em 2000, e Essas Mulheres, de 2005. No cinema, entre outros, atuou no clássico O Beijo da Mulher-Aranha, de Hector Babenco, de 1985. É formado em 1967 pela Escola de Arte Dramática, a EAD, então dirigida por Alfredo Mesquita. Desde então, trabalhou com uma constelação de nomes dos nossos palcos: Gianni Ratto, Flávio Rangel, Ulisses Cruz, Mauro Rasi, José Renato, Marcio Aurélio, Sérgio Ferrara, Francisco Medeiros, Roberto Bomtempo, Roberto Lage e Alexandre Reinecke, entre outros. Com currículo potente, vive lutando por inteligência na dramaturgia. Por essas e outras, é um ator de qualidade.

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joao ubaldo rubem alves ariano suassuna Domingou: E o que a gente faz sem eles?

João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna: o que nós faremos sem eles? - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

O ano está sendo cruel com nossos grandes nomes da literatura. Acabamos de perder Ariano Suassuna, Rubem Alves e João Ubaldo Ribeiro. Numa tacada só, cruel, de uma vez.

A chaga do Gabriel García Márquez ainda não havia sido fechada... Tampouco a do Jorge Amado e a de Zélia Gattai, que já se foram há mais tempo, mas ainda fazem muita falta.

Foi nas bibliotecas das escolas públicas de Belo Horizonte onde estudei que conheci e me apaixonei por todos eles.

Ficavam lá, na estante, à espreita, esperando que os escolhesse. E não titubeava nunca. Alguns, a leitura se dava fácil, de cara. Outros, demandavam tempo. Em ambos os casos, sempre era bom.

Sempre é bom ter um bom livro de companhia.

E eles estão desaparecendo, diante da urgência do novo, do rápido, do tecnológico, da pouca paciência para se dialogar realmente com um autor.

A pergunta fica no ar: será que os tempos atuais, tão velozes e líquidos, não nos deixa mais ter tempo de conhecer os novos gênios da literatura? Ou será que eles não existem mais?

E o que faremos sem eles? Como vamos nos entender? Como vamos nos enxergar?

Será que o que nos resta é ficar no limbo da falta de palavras, da falta de poesia, em um luto constante?

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e gosta de ler. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

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