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1521353 588269131247285 1531641574 n Prêmio Acessibilidade 2013 quer superar o preconceito da inclusão social

Prêmio Acessibilidade 2013 abre votação até o dia 31 de janeiro no site da SP Escola de Teatro

Por BRUNA FERREIRA*

A SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco vai realizar pela primeira vez em sua história o Prêmio Acessibilidade 2013, uma proposta que pretende homenagear e tornar visível a ação dos profissionais e projetos voltados ao acesso à cultura.

O prêmio é dividido em cinco categorias: artes do palco, políticas públicas, cidadania, equipamentos culturais e personalidade do ano. Os indicados foram escolhidos por um júri composto por Antenor José de Oliveira Neto, Cid Blanco Junior, Cássio Rodrigo, Ivam Cabral, Leandro Knopfholz, Leonidas Oliveira e Luiz Carlos Lopes.

A votação é aberta ao público no site da SP Escola de Teatro (www.spescoladeteatro.org.br/premio-acessibilidade/) até o dia 31 de janeiro. A entrega do prêmio será no dia 18 de março na sede da instituição, na Praça Roosevelt, em São Paulo.

Em entrevista ao Atores & Bastidores, o diretor executivo da escola, Ivam Cabral, falou sobre a necessidade de incentivar esse tipo de trabalho e explicou a escolha pelo termo acessibilidade em vez de inclusão.

— É a primeira edição do prêmio. Ele acabou de ser criado, mas se consolidou após muitas discussões sobre como deveria ser feito. Aqui na SP Escola de Teatro temos evitado falar em inclusão social, pois acreditamos que ninguém precisa ser incluído. O termo já é carregado de preconceito. O que acreditamos é que as pessoas precisam de acesso.

ivam cabral bob sousa Prêmio Acessibilidade 2013 quer superar o preconceito da inclusão social

Ivam Cabral: Personalidade Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Ivam entende ainda o papel da  instituição nos debates sobre acesso à arte. Uma das ações da escola, por exemplo, será promover um curso sobre as palavras, estudando os termos que são pejorativos.

— Precisamos discutir se falamos preto ou negro, travesti ou transexual. Falar em deficiência física hoje é quase nojento. O nosso vocabulário está carregado com nossas próprias dificuldades em lidar com as questões. É preciso dialogar com as pessoas, não apenas querer inclui-las.

O diretor da instituição ainda acredita que a premiação coloca em evidência a capacidade de mobilização da classe artística.

— Nós temos encarado que a pedagogia não está na sala de aula. Pedagogia nós fazemos ao atender ao telefone. Ela está no dia a dia. A gente está no terreno da educação, que é uma troca de saberes. Eu não sei mais do que ninguém. De certa forma é uma função nossa discutir a sociedade. A gente precisa rediscutir o nosso lugar no mundo. A gente precisa falar de cidadania, pois é só partindo deste princípio que seremos capazes de entender as nossas diferenças.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.  Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

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O mês chega ao fim e você, caro internauta do Atores & Bastidores, tem a missão de escolher quem merece o título de Musa e Muso do Teatro R7 em agosto de 2012.

O resultado da votação será publicado aqui no blog na próxima segunda (3). Depois, o blog fará um ensaio fotográfico e um perfil especial com os vencedores.

Veja, abaixo, as indicadas ao título de Musa do Teatro R7 e dê seu voto!

musa bibi ferreira Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Bibi Ferreira (Bibi, Histórias & Canções)
musa claudia raia Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Claudia Raia (Cabaret)
musa daniela rocha rosa Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Daniela Rocha Rosa (Boca de Ouro)
musa eloisa vitz Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Eloisa Vitz (Boca de Ouro)
musa kiara sasso Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Kiara Sasso (New York, New York)
musa louise helene schlemm Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Louise Helene Schlemm (Godspell)

Quem foi a musa do teatro em agosto de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Bibi Ferreira (Bibi, Histórias & Canções)
    1.5%
  • Claudia Raia (Cabaret)
    1.6%
  • Daniela Rocha Rosa (Boca de Ouro)
    3.5%
  • Eloisa Vitz (Boca de Ouro)
    54.3%
  • Kiara Sasso (New York, New York)
    6.1%
  • Louise Helene Schlemm (Godspell)
    33%

Veja, abaixo, os atores indicados ao título de Muso do Teatro R7 e dê seu voto!

muso ivam cabral Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Ivam Cabral (Vestido de Noiva)
muso leandro luna Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Leandro Luna (Priscilla, Rainha do Deserto)
muso luiz antonio jr Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Luiz Antônio Jr. (Mar me Quer e Remendo, Remendó)
muso mario sergio cabral Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Mario Sergio Cabral (Viúva, porém Honesta)
muso valmir martins Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Valmir Martins (Mormaço)
muso vladimir brichta Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Vladimir Brichta (Arte)

Quem foi o muso do teatro em agosto de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Ivam Cabral (Vestido de Noiva)
    0.8%
  • Leandro Luna (Priscilla, Rainha do Deserto)
    2.7%
  • Luiz Antônio Jr. (Mar me Quer e Remendo, Remendó)
    33.7%
  • Mario Sergio Cabral (Viúva, porém Honesta)
    36.2%
  • Valmir Martins (Mormaço)
    26.3%
  • Vladimir Brichta (Arte)
    0.3%

[r7video http://videos.r7.com/saiba-tudo-o-que-vai-rolar-na-agenda-cultural-deste-fim-de-semana-1-e-2-/idmedia/5040fd83fc9b5f2856885a19.html]

 
 
 

 

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monologos marco maximo Os Monólogos da Vagina fazem rir e refletir

O novo trio dos Monólogos da Vagina: risadas e pensamento - Foto: Marco Máximo


O mundo feminino é uma gruta praticamente inexpugnável. Pois a autora Eve Ensler resolveu assumir a missão de adentrar este mundo da melhor forma: entrevistando 200 mulheres de diferentes cultura. O tema? A relação delas com sua sexualidade.

O resultado é a popular tragicomédia Os Monólogos da Vagina, de volta a São Paulo no tradicional Teatro Brigadeiro.

Miguel Falabella é responsável pela versão original em português, que diverte e faz refletir a plateia há 12 anos, desde que o incansável produtor Cássio Reis resolveu trazê-la a Brasil.

Reis é o responsável pela nova montagem, sob direção de Imara Reis, na qual o trio da obra é assumido pelas atrizes Adriana Lessa, Chris Couto e Fafy Siqueira. Elas desfilam à plateia depoimentos que vão desde temas mais leves, como a primeira menstruação, a assuntos espinhosos, como a mutilação genital praticada na África.

A direção imprime tempo cômico à encenação. A plateia ri boa parte da obra. Contudo, a inserção abrupta das cenas de carga dramática mais densa, propostas pelo texto, demonstram dificuldade em integrar tais momentos ao geral da proposta cênica, deixando-a em evidência.

Fafy Siqueira se aproveita da farta experiência de humorista para conquistar a plateia, com quem se comunica de forma direta e cúmplice muitas vezes, fazendo a alegria do espectador, sem deixar de ser mais um componente do trio.

Chris Couto é quem mais se destaca, demonstrando um trabalho de atriz intenso, segurando com tanto as cenas solares quanto as mais escuras. É impressionante ver a mesma atriz que há pouco tempo fez uma inglesa em conflito em Casa Cabul arrancar gargalhadas verdadeiras da plateia.

Já Adriana Lessa aparece em desvantagem diante das colegas. O longo tempo fora dos palcos (ela estava havia seis anos sem atuar) é perceptível. Fica distante das parceiras de cena, sobretudo quando interpreta uma idosa que não consegue atingir verdade cênica.

Trabalhando com o simples, o comedido cenário de Anderson Bueno poderia explorar melhor o recurso do telão ao fundo para ambientar as cenas - isso ocorre poucas vezes. Os figurinos de Olintho Malaquias acertam ao situar para o público a faixa etária e cultural das personagens que vão surgindo.

Impressiona perceber que 63 anos após o lançamento do livro O Segundo Sexo por Simone de Beauvoir, marco do pensamento feminista, ainda seja necessária uma obra teatral que discuta a relação da mulher com seu corpo. Tal temática poderia soar ultrapassada em 2012, mas, pelo retorno da plateia, percebe-se que o assunto ainda dá o que falar, rir e refletir.

Os Monólogos da Vagina
Avaliação:
bom
Quando: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h. Até 1º/7/2012
Onde: Teatro Brigadeiro (av. Brigadeiro Luís Antônio, 884, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3107-5774)
Quanto: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 60 (sábado)
Classificação: 12 anos

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Fame estreia neste sábado com vontade de levantar plateia

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Por Miguel Arcanjo Prado

A volta de Corvelone
Sandra Coverlone, nossa superatriz que ganhou Cannes, está de volta como diretora do espetáculo L’Illustre Molière. A obra reestreia nesta sexta, às 20h, no Teatro Aliança Francesa, que retomas suas atividades. Além do elogiado protagonista Guilherme Sant´Anna, a obra tem a estrela dos musicais Amanda Acosta, como Madeleine Béjart. Coisa boa.

Jornada dupla
Zé Henrique de Paula, diretor de Bichado, em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda, é quem assina cenário e figurinos do espetáculo dirigido por Corvelone. A união faz a força.

Planos do Gordo
Além de fazer seu próximo espetáculo com Marília Gabriela e Herson Capri, Jô Soares foi convocado para dirigir uma comédia com os novos nomes do humorístico global Zorra Total. Previsão de estreia no Teatro das Artes, em São Paulo, no segundo semestre. Vai encarar?

Cabaré do ABC em SP
Ainda na República, no Teatro Itália, está em cartaz Sub-Pop-Ópera dos Mendigos. Toda quinta, 21h. A obra do grupo O Maravilhoso Escritório Teatral causou frisson no ABC paulista e fica em cartaz na capital apenas até o fim deste mês. Recado dado.

Presente materno
Às vésperas do Dia das Maes, Regina Duarte confirmou presença na estreia, nesta sexta, da peça A Garota do Adeus, protagonizada por sua filha, Gabriela Duarte, no Teatro Renaissance. Apoio de mãe é fundamental.

Três casais do riso
A comédia Pessoas Absurdas anda fazendo tanto sucesso no Teatro Jaraguá, no centro paulistano, que a produção resolveu prorrogar a temporada até 24 de junho. Viva.

Boa impressão
Marco Ricca está se acercando da obra Nelson Rodrigues, sob direção de Marco Antonio Braz, especialista no mestre de nossa dramaturgia que completaria cem anos em 2012. O blog descobriu que o ator está sendo de uma gentileza só com os colegas de ensaio. Que bom.

“Se você disser que eu desafino amor...”
Os jornalistas que foram à coletiva do musical Fame, que estreia neste sábado no Teatro do Shopping Frei Caneca, ficaram impressionados com o canto da atriz global Paloma Bernardi, uma das estrelas do espetáculo. O problema é que a impressão não foi nada boa.

Leia a reportagem sobre a estreia de Fame

Luto
A dramaturga, roteirista e crítica teatral Christiane Riera morreu, nesta sexta (11), aos 44 anos, vítima de câncer. Ela foi crítica do jornal Folha de S.Paulo, além de ter trabalhado com cinema e série de TV.

Circo Teat(r)o Oficina
Depois de causar na Virada Cultural, como é de seu feitio, o diretor Zé Celso Martinez Corrêa manda avisar que o espetáculo Macumba Antropófaga 2012 fica em cartaz, a partir deste sábado (12), todo sábado e domingo, às 17h, em seu Teat(r)o Oficina, na rua Jaceguai, 520, na Bela Vista. A obra é encenada no terreno vizinho, cedido por Silvio Santos, que vive lua de mel com a trupe após anos de discórdia. A inteira sai R$ 50, mas quem comprovar morar no Bixiga paga só R$ 10.

Novos nomes do humor
A Cia. dos Tantos estreia no Teatro Juca Chaves nesta sexta, às 21h, a comédia Manual da Bisca (foto), com um retrato bem humorado da mulher moderna. Três atores, Janaína Maranhao, Thiago Tavares e Gui D´Avllis, se revezam na pele de 14 personagens. Os ingressos custam de R$ 20 a R$ 40. Os simpáticos meninos do grupo afirmam garantir o riso de quem aparecer por lá toda sexta. O endereço do teatro é rua Joao Cachoeira, 899, dentro do Extra do Itaim.

manual da bisca Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Cena da obra Manual da Bisca, toda sexta, no Teatro Juca Chaves, em SP - Divulgação

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mecanica Retorno de filho pródigo vivido por Eriberto Leão atormenta família em A Mecânica das Borboletas

Pé na estrada: família entra em conflito com a volta de irmão sumido no mundo - Foto: Guga Melgar/Divulgação


Por Miguel Arcanjo Prado

“Eu quero uma casa no campo [...] onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais”. Os versos da composição de Zé Rodrix e Tavito imortalizados por Elis Regina dão a tônica do sentimento do personagem vivido por Eriberto Leão, o filho pródigo de A Mecânica das Borboletas, em cartaz no Sesc Consolação, em São Paulo. Afinal, a obra traz um conflito entre o permanecer e o partir. Entre continuar uma história já estabelecida e criar uma nova vida.

O texto de Walter Daguerre traz clara inspiração do nomadismo proposto pela Geração Beat, cujo livro On The Road, de Jack Kerouac, é a maior expressão. A busca desenfreada pela transformação vinda do pé na estrada foi legitimada pelos beats, pais do movimento hippie e da contracultura das décadas seguintes. Tal procura norteia a obra.

A borboleta do título serve de metáfora ao discurso da encenação. Afinal, o inseto nada mais é do que um resultado de uma intensa transformação. Na peça, elas surgem no bem cuidado jardim onde a matriarca interiorana, vivida por uma densa Suzana Faini, depositou as cinzas de seu marido e a memória de um dos filhos.

Mãe dos gêmeos Remo e Rômulo, ela embarcou na loucura para conviver com a perda não só do companheiro, como também a do filho que fugiu na adolescência, Rômulo, sem deixar rastros de vida ou de morte.

Eriberto Leão assume este personagem com entrega cheia de paixão. Apesar dos clichês que o papel condensa, Leão encarna em Rômulo a mutação que a experiência traz. Tal desejo de partir veio do dos muitos livros lidos na adolescência e a sede de aventura que eles despertaram. Após rodar países, volta, 20 anos depois, como um escritor que vê sua fonte criativa secar e precisa retornar à origem de tudo.

Tal regresso desconcerta a ordem estabelecida naquela família que precisou sobreviver a tal desprezo de um ente que os deixou.

Remo, o irmão que ficou, é quem mais se revolta com o filho pródigo. Otto Jr. interpreta o personagem e cresce na verdade crua que ele representa. O ator consegue representar com veracidade a brutalidade da vida cheia de supressão de anseios daquele jovem largado naquele buraco do mundo.

Afinal, a ele restou a responsabilidade de tocar a oficina do pai, cuidar da mãe, perdida no mundo da dor, e casar-se com a ex-namorada do irmão, Liza. Na pele da personagem, uma segura Ana Kutner mantém o comedimento necessário para que o embate entre os irmãos seja o foco, sem deixar de defender a mulher que, apesar de ter permanecido por ali, consegue fazer um pequeno movimento revolucionário, representado pela criação da cooperativa de mulheres rurais que ela comanda, e ainda transgredir as regras sociais ao se envolver com o cunhado.

Paulo de Moraes assina a direção bem casada com o tom proposto pelo texto, que tem delicada luz de Maneco Quinderé. A cenografia, criada por ele em parceria com Carla Berri, propõe uma fusão entre os ambientes externo e interno da casa, numa metáfora de uma vida integrada à natureza, à qual anseia Rômulo em sua volta. Um vidro, ao fundo, bloqueia o horizonte daquela gente, numa alusão a uma vida condensada em si mesma, numa eterna repetição cotidiana.

O único ponto de escape é a moto Harley Davidson, colocada no plano superior do cenário, construída por Remo peça a peça numa espécie de utopia não concretizada de tentativa de escape, tal qual o irmão no passado.

O único pecado da obra é estender-se em um epílogo desnecessário após a epifania advinda do momento em que a motocicleta cumpre o papel de ser um instrumento de viagem sem volta e sem culpa para o personagem de Otto que, enfim, tem sua vez de viver.

A Mecânica das Borboletas

Avaliação: muito bom

Quando: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h. Até 27/5/2012.

Onde: Teatro Anchieta do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo; tel. 0/xx/11 3234-3000).

Quanto: R$ 32 (inteira); R$ 16 (usuário do Sesc) e R$ 8 (comerciários e dependentes)

Classificação: 12 anos

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Careca
O diretor Gabriel Villela fez Marcello Antony raspar a cabeça para fazer o seu Macbeth. Tipo o Pânico fez com a panicat Babi Rossi.

48 horas
Foi o tempo para acabarem os ingressos para a curtíssima temporada do musical Hair no Auditório Ibirapuera. Há até um movimento por novas sessões. Por enquanto, nada.

Clima
Tem ator do musical em verdadeiro transe pelo espetáculo estar em cartaz em um parque. É que a trama original se passa no Central Park. Aí o povo viajou. Se é que você me entende.

Ausência sentida
Desde a semana passada o ator Reynaldo Machado não mais compõe o elenco de Hair.

Diga ao povo que fico!
Ivam Cabral chegou a anunciar publicamente que deixaria o elenco da peça Cabaret Stravaganza, nos Satyros. Mas depois mudou de ideia.

Metralhadora 1
O diretor Roberto Alvim não gostou do encontro entre o celebrado diretor norte-americano Bob Wilson e artistas brasileiros, promovido pelo Sesc Belenzinho. Achou que os tupiniquins foram deixados de lado. É que os brasileiros mal podiam falar. “Seria melhor chamar um grupo de estudantes, do que chamar artistas que têm uma trajetória longa de pensamento e criação em arte”. Pano rápido [homenagem ao mestre Ricardo Amaral].

Metralhadora 2
Roberto Alvim, sempre protestante, também ficou insatisfeito com o encontro do estudioso do teatro francês Jean-Pierre Sarrazac, promovido pelo Sesc Consolação. Afirmou que o velho fez “um discurso que diz o óbvio ululante”. E que os brasileiros só se maravilharam por terem “mentalidade de colônia”. Que coisa.

Coisa rara
Eriberto Leão atendeu a pedidos de autógrafos e fotos de 42 estudantes do ensino médio de Amparo (SP), que foram ao Sesc Consolação ver a peça dele, A Mecânica das Borboletas. Paciente, posou até com as professoras. Fofo.

It's Raining Men
O trio de protagonistas de Priscilla, Rainha do Deserto, Luciano Andrey, Rubem Gabira e André Torquato, toca na festa Gambiarra nesta segunda (30), às 23h, na The Week. Ingressos R$ 50 e R$ 25 (para artistas com DRT).

Invejinha
Tem gente da cena alternativa que já está falando mal do espetáculo Luis Antonio – Gabriela. Fazer sucesso é pecado?

Mudou tudo
O infantil Os Monstros, o Musical mudou de nome para não assustar os pequenos. Agora se chama Adoráveis Monstros, o Musical. Trocou também o horário. Agora é sábado, às 17h, e domingo, às 16h, no Teatro Itália (av. Ipiranga, 344, República). Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Recado dado.

adoraveis monstros omusical Por trás do pano   rapidinhas teatrais

Adoráveis Monstros, o Musical - história divertida agrada adultos e crianças - Foto: Divulgação

De Matarazzo a guerreiro, veja perfil de Eduardo Semerjian

Erika Riedel inaugura coluna na SP Escola de Teatro

Saiba como ver a peça de Gianecchini de graça

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erika riedel sp escola teatro Erika Riedel inaugura coluna na SP Escola de Teatro

A jornalista Erika Riedel e a sede do Brás da SP Escola de Teatro: um novo espaço para o texto inteligente de uma das grandes mulheres do jornalismo cultural brasileiro na internet - Foto: Divulgação

Erika Riedel é uma das jornalistas mais importantes da história recente da cobertura do teatro brasileiro. Amante do teatro, sempre esteve por perto quando o assunto é a arte dos palcos.

Após trabalho árduo como repórter de teatro no Estadão, a moça mudou de ares e ajudou a fundar a SP Escola de Teatro, onde é diretora de Comunicação e Ideias.

Apesar do cargo executivo, jamais deixou morrer a ótima jornalista que mora dentro dela. Tanto que acaba de estrear uma coluna no site da instituição. Para ler o primeiro texto, no qual Erika fala sobre essa louca vida atual, na qual o real se confunde com o virtual, basta clicar aqui.

Meu primeiro contato com a jornalistas de longos cabelos loiros foi quando era repórter da revista Contigo! e organizava o primeiro Prêmio Contigo! de Teatro, em 2007. Claro que ela era um nome obrigatório para o júri oficial. Na época, aceitou de cara a proposta e fez parte da primeira equipe da premiação hoje consagrada.

Depois, ficamos amigos de fato no Festival de Curitiba de 2008, quando cobri o evento para a Folha Online, e ela, para o Estadão.

Víamos média de quatro espetáculos por dia, rindo à beça pelas ruas da capital paranaense. Desde então, ver Erika em uma peça ou festival, como neste mês, na velha Curitiba, é sempre uma festa.

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eduardo semerjian blog De Matarazzo a guerreiro de Rei Davi, Eduardo Semerjian mostra versatilidade no teatro e na TV

Eduardo Semerjian de cara limpa e como Eliã, de Rei Davi - Fotos:Heloísa Bortz e Michel Ângelo/Record

Por Miguel Arcanjo Prado

Os amigos costumam dizer que Eduardo Semerjian é pé-quente. Afinal, ele foi do milionário André Matarazzo, em Maysa (Globo), ao guerreiro hebreu Eliã, de Rei Davi (Record). Coincidência ou não, ambas as minisséries ficaram em primeiro lugar no Ibope e repercutiram.

Aos 46 anos, o ator é um paulistano típico, fruto de uma mistura de armênios, sírios, portugueses e italianos. O pai chegou a lutar na Revolução Constitucionalista de 1932.

Edu, como os íntimos o chamam, foi criado em um ponto clássico de São Paulo: a rua Augusta. Menino, se encantava com a movimentação no Teatro Record, localizado no número 973, quase em frente a seu prédio. Via as estrelas dos festivais, e os olhos brilhavam. Outra lembrança é o tricampeonato da seleção na Copa do México, em 1970. Juntou-se à massa na rua.

— Nessa época eu era cabeludo, magrinho e bobo.

A adolescência terminou em um mar de indecisão. Quase foi um monte de coisa, mas se formou em comércio exterior. E ainda fez pós-graduação em marketing. Mas não ficou feliz.

— Estava sempre insatisfeito. Aí, resolvi parar com tudo por um tempo e ficar quieto.

Foi quando fez um curso livre de teatro. Apaixonou-se. Daí prestou exame e entrou na Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo), de onde seguiu para a companhia Boi Voador. A mãe, hoje fã, num primeiro momento achou que o filho “estava louco”.

Na década de 1990 foi complicada. Fez apenas quatro peças. Mas a virada veio em 1999, quando o papel de Ricardo Reis na peça O Fingidor lhe deu um norte.

Com 21 peças no currículo, está atualmente em cartaz na comédia Pessoas Absurdas, no Teatro Jaraguá, no centro de São Paulo. Conjugou os ensaios com as gravações na TV. Mas não reclama.

— Estou em uma fase muito boa.

eduardo semerjian pessoas absurdas De Matarazzo a guerreiro de Rei Davi, Eduardo Semerjian mostra versatilidade no teatro e na TV

Eduardo Semerjian, de branco, posa com o elenco de Pessoas Absurdas - Foto: Luciana Serra

Fez participações em filmes importantes do cinema recente, como Nina e Olga, de 2004, e Meu País, de 2011, no qual trocou figurinhas com Rodrigo Santoro no set.

A TV veio por acaso. Foi com um amigo a um teste e acabou entrando na série Carandiru – Outras Histórias. Em Maysa, um amigo lhe disse que tinha um perfil que estavam buscando. Mal fazia ideia de que o diretor, Jayme Monjardim, era filho de seu personagem com da protagonista vivida por Larissa Maciel.

— Só soube que o Jayme era filho da Maysa quando ele me falou que, finalmente, havia encontrado alguém para viver o pai dele, o André Matarazzo.

Coisas da vida.

Maysa possibilitou a Semerjian coisas importantes, como viajar para Veneza, trabalhar com Paulo José, que preparou o elenco, e conhecer o autor Manoel Carlos, de quem guarda doces lembranças de uma roda de conversa inesquecível nos bastidores. E lhe deu o reconhecimento do público.

— Tudo aconteceu rápido. Pensei que fosse até render mais coisas na TV imediatamente, mas acabou não pintando. Aprendi também a lidar com isso.

Após Maysa, saiu da Cia. Arnesto nos Convidou, da qual foi um dos fundadores, e iniciou voo solo de ator no teatro.

— Depois de Maysa, nunca parei de trabalhar. Na TV, fiz Bela, a Feia e Rei Davi, na Record. No teatro, fiz coisas importantes também.

eduardo semerjian maysa De Matarazzo a guerreiro de Rei Davi, Eduardo Semerjian mostra versatilidade no teatro e na TV

Eduardo Semerjian em cenas com Larissa Maciel na minissérie Maysa - Fotos: Renato Rocha Miranda

Quando questionado o que espera para o futuro, é simples e sincero.

— Sonho em engatar um trabalho atrás do outro, sempre com teatro envolvido, mas também fazendo cinema e TV. Algo que me possa me sustentar de maneira decente, fazendo o que amo.

E tenta esclarecer, de uma vez por todas, uma dúvida que lhe persegue: a cor de seus olhos.

—Eu ainda acho que é verde. Mas muita gente me diz que é azul [risos].

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maneco jr1 Peça de Fagundes homenageia filho de Maneco

Manoel Carlos, ao lado de seu filho Maneco Jr.: homem de cultura que faz falta

O jornalista Manoel Carlos Jr., morto em fevereiro deste ano aos 59 anos, ganhou homenagem no espetáculo Vermelho, protagonizado por Antonio Fagundes e seu filho, Bruno, em São Paulo.

No programa da obra, o diretor, Jorge Takla, oferece a montagem à memória do assessor de imprensa, filho do autor de novelas Manoel Carlos.

— Dedico este espetáculo ao nosso querido Manoel Carlos Jr.

Maneco Jr. sempre esteve envolvido com a arte, com o seu escritório Quatro Elementos Comunicação, o que o tornou um dos homens mais importantes do jornalismo cultural paulistano e brasileiro.

Ao saber que este blog falaria de seu filho, o escritor Manoel Carlos nos enviou a carinhosa mensagem abaixo:

— Miguelito, obrigado pelo carinho com meu filho, que me faz tanta falta. Um filho lindo, sempre disposto a ajudar as iniciativas culturais. Hoje estaria feliz também, por ver seu blog trabalhando pelo teatro.

Nota do editor: É este blog quem fica feliz, Maneco, por ter talentos que são também amigos queridos, gente como você e seu filho, Maneco Jr., que partiu tão cedo, deixando todos nós com saudade.

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Comentário enviado por Andrea em 22/4/2012, sobre o post Namíbia, Não! dá voz ao discurso do negro

“Muito boa a resenha!!! Apesar de ter gostado muito da peça (até ja comentei isso aqui no blog) algumas partes nao me agradaram muito....como o falso final como vc cita no texto.”

Resposta do Miguel Arcanjo: Andrea, a obra levanta uma discussão muito importante e este é seu maior valor. Obrigado por ser leitora assídua do blog!

Comentário enviado por Isabela, em 20/4/2012, sobre o post Musicais investem R$ 60 milhões no Brasil

“meu sonho é fazer um musical. o que eu preciso fazer para conseguir ser uma boa atriz de musical?”

Resposta do Miguel Arcanjo: Isabela, acho que seu sonho é muito pertinente. Afinal, os musicais estão crescendo no Brasil. Antes de mais nada, você precisa buscar bons cursos de interpretação, dança e canto. Porque um ator de musical precisa ser completo. Outra dica boa é se misturar, aos poucos, à turma que faz musical. Tem de ter garra e correr atrás. E não desistir diante do primeiro empecilho. Porque só conseguem os que têm obsessão.

Comentário enviado por Josie Jeronimo, em 18/4/2012, sobre o post Amado pela nova classe média, aeroporto e suas contradições viram tema de espetáculo em SP

“Adoro seu blog! Já conseguiu deixar com a sua cara. Beijo!”

Resposta do Miguel Arcanjo: Josie, que honra ter uma renomada jornalista como internauta destas bandas. Obrigado pelo velho carinho. Beijo do seu fã!

Comentário enviado por Silvia, em 15/4/2012, sobre o post Namíbia, Não! dá voz ao discurso do negro

“ser negro é nâo ser vergonhoso ,ser negro é orgulho,raça que muitos nâo tem por ai que carregue é luta dedicaçâo ,amor luta e muito mais é...inexplicavél!!!"!!!!! adoro ser negra e por isso crio meu filhos com lutassssssss e digo a eles como sâo a vida e o mundo lá fora !!!!!”

Resposta do Miguel Arcanjo: Você está certíssima, Silvia. Aprendi com minha avó, pequenino, que temos de ter orgulho de nossa negritude. É assim que, aos poucos, a gente vai quebrando a barreira do preconceito. Abraços e parabéns por educar seus filhos assim!

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