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raul fora da lei Capital mineira do cinema, Tiradentes quer teatro

Em Tiradentes: ator Roberto Bomtempo vive Raul Seixas no musical Raul Fora da Lei - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A histórica Tiradentes, que se tornou a capital do cinema em Minas com sua tradicional Mostra de Cinema de Tiradentes — que fez sua 17ª edição no começo do ano —, agora também quer o título de capital teatral do Estado.

Enquanto em Belo Horizonte acontece até o dia 20 o FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua), o pequenino município do interior mineiro dá largada nesta sexta (16) à 2ª edição da Mostra de Teatro Tiradentes em Cena.

Apesar de jovem, o evento já tem números de impressionar. Neste ano, até o próximo dia 24 de maio, serão apresentados 28 espetáculos teatrais, além de intervenções cênicas, oficinas e palestras.

E o melhor: tudo de graça. Além de Minas, há peças fluminenses e paulistas.

Um palco já está montado na praça principal de Tiradentes. Atividades também vão acontecer no Sesi Centro Cultural Yves Alves, além de em outros espaços alternativos da cidade histórica.

Roberto Bomtempo, ao lado de sua mulher, a atriz Miriam Freeland, promete sacudir os mineiros no sábado à noite com o musical Raul Fora da Lei, uma homenagem ao roqueiro Raul Seixas que fez sucesso no Rio 15 anos atrás e volta especialmente para o festival.

Estão na programação peças como Calango Deu, com Suzana Nascimento, Bicho do Mato, com os Tapetes Contadores de Historia, Eu Vi o Sol Brilhar em Toda Sua Glória, com João Paulo Lorezon e Billdog, com Gustavo Rodrigues.

Idealizadora do evento, Aline Garcia diz que os moradores e os empresários de Tiradentes acolheram o festival teatral: "Isso prova que estamos no caminho certo, e reforça a vocação da cidade para eventos de qualidade", diz.

Neste ano, 382 espetáculos se inscreveram para o Tiradentes em Cena, dos quais sobraram os 28 escolhidos. Em 2014, a homenagem é ao grupo mineiro Ponto de Partida, com 33 anos de história com 21 artistas sempre trabalhando.

Conheça a programação do Tiradentes em Cena!

tiradentes as santinhas da comedia Capital mineira do cinema, Tiradentes quer teatro

Peça As Santinhas da Comédia é apresentada na praça de Tiradentes (MG) - Foto: Divulgação

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es em cena wesley telles ernesto vasconcelos clix Artistas do Espírito Santo fazem Mostra ES em Cena para conseguir destaque no Festival de Curitiba

Wesley Telles, organizador da ES em Cena: "Queremos visibilidade no Brasil" - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de ERNESTO VASCONCELOS/Clix

No meio dos gigantes São Paulo, Minas e Rio na região Sudeste, nunca foi fácil para o Espírito Santo se destacar nacionalmente. Contudo, a turma do teatro deste Estado quer mudar esta realidade. Pelo menos no âmbito dos palcos.

EXCLUSIVO: "Vendemos mais ingresso que Rock in Rio", diz Leandro Knopfholz

Os espírito-santenses chegaram eufóricos ao frenesi do Festival de Teatro de Curitiba. Eles resolveram somar forças e se reunir, pela primeira vez, em uma mostra especial dentro do Fringe, a Mostra ES em Cena. E encontraram palco privilegiado: ocupam a concorrida Sala Londrina, no Memorial de Curitiba, até 30 de março com seus espetáculos.

estorias de um povo Artistas do Espírito Santo fazem Mostra ES em Cena para conseguir destaque no Festival de Curitiba

Cena da peça Estórias de um Povo de Lá, da Mostra ES em Cena no Festival de Curitiba - Foto: Divulgação

O artista Wesley Telles, organizador do projeto, diz que está satisfeito. Natural de Colatina, no norte do Espírito Santo, e radicado em Vitória, capital do Estado, ele conta que esta é a primeira vez que participam da maior festa das artes cênicas do Brasil.

— Trouxemos cinco companhias. O objetivo é romper as barreiras do Espírito Santos e ganhar visibilidade.

bernarda por detras Artistas do Espírito Santo fazem Mostra ES em Cena para conseguir destaque no Festival de Curitiba

Cena de Bernarda por Detrás das Paredes - Foto: Divulgação

A mostra tem apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo e do Ministério da Cultura. A verba serviu para financiar o transporte e a hospedagem da turma em Curitiba. Telles conta que o grupo é uma alegria só na cidade.

— Os atores estão extremamente satisfeitos e emocionados em se apresentar em um festival com essa proporção.

Contudo, quem pensa que os artistas são virgens em viagens se engana redondamente. Antes de aportar no festival, o grupo se apresentou em Salvador, em outubro de 2013, e em São Luís do Maranhão, em janeiro deste ano. E parecem ter gostado de arrumar e desfazer as malas. Querem seguir viajando, como adianta Telles.

— Estaremos entre 23 e 27 de abril no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte. No segundo semestre, queremos nos apresentar no Rio, em São Paulo e em Brasília.

Pelo jeito, a turma gostou da agenda movimentada.

A Mostra ES em Cena tem os seguintes espetáculos: Insone, do Grupo Z, Bernarda por Detrás das Paredes, da Cia. Repertório, Mefisto, da Cia Teatro Urgente, O Pastelão e a Torta, da Cia. Folgazões, e Estórias de um Povo de Lá, do Grupo Gota, Pó e Poeira.

Todas as peças têm entrada gratuita. Após as sessões, os artistas conversam com o público em um bate-papo.

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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Hysteria boa aérea Grupo XIX celebra dez anos com peças históricas

Últimas sessões: cena de Hysteria, primeira peça do Grupo XIX que está de volta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O público paulistano tem a chance de celebrar os dez anos do Grupo XIX, um dos mais importantes da cidade, vendo seus espetáculos mais emblemáticos, em uma mostra na histórica Vila Maria Zélia, bairro operário pioneiro na zona leste, sede da trupe (r. Mário Costa, 13, entre ruas Cachoeira e dos Prazeres, Belém, São Paulo tel. 0/xx/11 2081-4647).

Até o dia 16 de março, sempre aos fins de semana, o grupo apresenta as peças Hygiene (sábado, 16h), Hysteria (domingo, 16h) e Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Aconcendo (sábado e domingo, 18h30). Esta última tem sessões gratuitas. As duas primeiras têm entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia.

O diretor do grupo, Luiz Fernando Marques, o Lubi, diz que o objetivo é que “um maior número de pessoas conheça o trabalho do XIX”. Sobre a Vila Maria Zélia, tem opinião certeira.

—Queremos que os moradores da Vila e do entorno continuem a desfrutar deste espaço fértil e de vivência cultural, além de ampliar ainda mais a utilização do espaço, inclusive convidando outros grupos para ensaiar, apresentar e coabitar a Vila.

No enredo das peças estão temas ligados ao século 19. Em Hysteria, primeira peça do grupo, é abordado o período em que mulheres consideradas histéricas eram internadas em sanatórios. Em Hygiene, ganha vez a luta operária brasileira por direitos trabalhistas na virada do século 19 para o 20. Já em Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo, o grupo mergulha no universo de Nelson Rodrigues, a partir da obra Vestido de Noiva.

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bob sousa as estrelas cadentes3 2013 Bob Sousa faz exposição Revelando a Caixa Preta com fotos de espetáculos no Espaço Beta do Sesc

Na mostra: cena da peça As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Durante todo o ano de 2013, um espectador especial era presença obrigatória na plateia das peças apresentadas no Espaço Beta do Sesc Consolação, em São Paulo. Sua chegada, sempre discreta, era inconfundível. Geralmente, usava jaqueta e botas. Mas, o que o distinguia realmente dos demais espectadores era sua câmera Nikon, sempre posicionada para registrar a efemeridade daqueles espetáculos. Tratava-se de Bob Sousa.

O fotógrafo paulistano abre nesta sexta-feira (17), às 20h, no saguão do espaço onde trabalhou durante o ano passado, a exposição Revelando a Caixa Preta. Nela, apresenta 30 fotografias que registraram espetáculos nos quais estiveram envolvidos importantes nomes da cena brasileira, como Nelson Baskerville, Eric Lenate, Cléo De Páris, Marcos Damasceno, Samir Yasbek e Sergio Ferrara, entre outros.

Esta é a volta de Bob ao Sesc Consolação, onde lançou em dezembro de 2013 o livro Retratos do Teatro, evento que contou com a presença da nata do teatro paulistano.

Além de ter a coluna semanal O Retrato do Bob aqui no Atores & Bastidores, Bob Sousa é um dos mais requisitados fotógrafos de teatro do Brasil. Suas imagens já foram publicadas em jornais como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e em revistas como Veja São Paulo, Época São Paulo e a extinta Bravo!.

A exposição Revelando a Caixa Preta vai até 30 de março, com entrada gratuita.

Revelando a Caixa Preta, de Bob Sousa
Quando: De 17/1/2014 a 30/3/2014; segunda a sexta, 13h às 22h. Sábado, 10h às 19h.
Onde: Sesc Consolação – 3º andar (r. Dr. Vila Nova, 245, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: grátis
Classificação etária: livre

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azul resplendor 03 joao caldas Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

Pedro Paulo Rangel e Eva Wilma fazem Azul Resplendor grátis na Mostra 2013 em Cena - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

O ano vai chegando ao fim e é hora de lembrar que os palcos paulistanos nunca estiveram tão recheados de produções teatrais para todos os gostos e bolsos. Foi tanta coisa que não deu tempo de ver tudo. Pois o público paulistano terá uma espécie de repescagem teatral do que rolou de bom durante o ano nos teatros da cidade. E o melhor, vai ver tudo sem pagar nada.

Sete teatros de bairro serão palco da Mostra 2013 em Cena, organizada pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Ela acontecerá de 29 de novembro a 15 de dezembro, com 27 espetáculos ao todo, sendo 16 obras de teatro adulto e 11 de teatro infantil. Todas com entrada gratuita.

Participam da programação os teatros Alfredo Mesquita (zona norte), Cacilda Becker (zona oeste), João Caetano e Leopoldo Fróes (zona sul), Martins Penna, Zanoni Ferrite e ao Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes (zona leste).

Peças de destaque estão na programação, como Azul Resplendor, que celebra os 60 anos de carreira e 80 de vida da atriz Eva Wilma. Ainda estão no programa obras como Folias Galileu, O Fantasma do Som, Homem Não Entra, Os Adultos Estão na Sala e ¡Salta!. Para retirar até dois ingressos por pessoa, basta chegar ao teatro com uma hora de antecedência a cada sessão.

Não vai perder outra vez!

Veja, abaixo, a programação completa:

Programação para o público adulto

|Retirar ingresso, até um par por pessoa, uma hora antes.

anatomia woyzeck Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

Anatomia Woyzeck encerra trilogia sobre violência da Cia. Razões Inversas na Mostra 2013 em Cena - Foto: João Caldas

ANATOMIA WOYZECK
Cia. Razões Inversas. Dramaturgia a partir de fragmentos de Georg Büchner. Dir.: Marcio Aurelio. Com Clóvis Gonçalves, Paulo Marcello e Washington Luiz. 60 min. +14 anos.
Soldado dedicado à mulher e ao filho ganha alguns trocados a mais se submetendo em ser cobaia de experiências médicas. Em uma delas, passa a ter alucinações que o levam a questionar a moral e os costumes sociais e a tomar atitudes drásticas.
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel.2295-0401. De 29/11 a 1º/12, 19h
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul
| tel. 5541-7057. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

AZIRILHANTE
Cia. Simples. Texto e dir.: Daniela Duarte. Concepção e interpretação: Flavia Melman. 70 min. +10 anos.
Ambientada numa cozinha, a peça mostra o depoimento fragmentado de três personagens: uma mãe bipolar, uma menina que não tem uma boa história para contar e uma atriz em crise.
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul
| tel. 5541-7057. Dia 1º/12, 20h

AZUL RESPLENDOR
Texto: Eduardo Adrianzén. Com Eva Wilma, Pedro Paulo Rangel, Dalton Vigh e outros. Dir.: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. 100 min. +14 anos.
A peça retrata o ofício do ator por meio dos jogos de poder, afetos, ilusões e frustrações durante o ensaio de um espetáculo. Uma famosa atriz dramática, aposentada precocemente, vê-se novamente cercada por diversos colegas, como o coadjuvante recalcado, o diretor prepotente, a assistente de direção sem identidade e os atores jovens em busca de fama.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul.| tel. 5573-3774 e 5549-1744. De 29/11 a 1º/12, 19h

FOLIAS GALILEU
Folias D’Arte. Dramaturgia e interpretação: Ailton Graça, Gisele Valeri, Rodrigo Scarpelli e outros. 100 min. +10 anos.
Numa espécie de excursão, o público se depara com um caleidoscópio da narrativa do importante cientista Galileu frente ao seu dilema ético.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. De 29/11 a 1º/12, 19h
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

O LIVRO DA GRANDE DESORDEM E DA INFINITA COERÊNCIA
Estúdio Lusco-Fusco. Texto: August Strindberg (inspirado no livro autobiográfico “Inferno” e em fragmentos de “Um Sonho”, de sua autoria). Adapt. e dir.: André Guerreiro Lopes. Com Helena Ignez, Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes e Eduardo Mossri. Trilha sonora ao vivo: Gregory Slivar. 75 min. +12 anos.
Mosaico visual e sonoro que une as linguagens da música, videoarte e teatro físico para retratar a experiência de um artista que abandona sua zona de segurança e se lança em uma jornada incerta, em busca do desconhecido.
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. De 29/11 a 1º/12, 19h

nossa classe31 Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

Nossa Classe mostra fatos históricos na Polônia pré-Segunda Guerra Mundial - Foto: Ronaldo Gutierrez

NOSSA CLASSE
Núcleo Experimental. Texto: Tadeusz Slobodzianek (inspirado no livro “Vizinhos”, de Jan T. Gross). Trad., adapt. e dir.: Zé Henrique de Paula. Com Bruno Gael, Estrela Strauss, Fabio Redkowicz e outros. 90 min. +16 anos.
Relato de um acontecimento real: o massacre ocorrido na cidade polonesa de Jedwabne, em 10 de julho de 1941, poucas semanas depois que o exército de Hitler iniciou seu avanço em direção ao leste da Polônia. Na ocasião, toda a população de origem judaica da cidade foi dizimada.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte.
| tel. 2221-3657. De 29/11 a 1º/12, 19h

TERÇA NO HIPER
Cia. Ferris. Texto: Emmanuel Darley. Dir.: Vany Alves. Trad. e interpretação: Fábio Ferretti. 60 min. +12 anos.
Ao se reencontrar com o pai idoso que necessita de cuidados, após anos sem se falar, filha relembra seu passado na cidadezinha onde viveu a infância antes de decidir mudar de sexo.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste.| tel. 2216-1520. De 29/11 a 1º/12, 19h
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul
| tel. 5541-7057. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

OS ADULTOS ESTÃO NA SALA
A Má Companhia Provoca. Texto e dir.: Michelle Ferreira. Com Flávia Strongolli, Maura Hayas e Michelle Boesche. 70 min. +14 anos.
Numa metrópole de terceiro mundo, uma ponte que leva nada a lugar nenhum está sendo construída. Enquanto isso, num apartamento, um menino ouve a conversa entre três mulheres e acha que os adultos estão confusos e que algo acontece quando eles se reúnem.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

HOMEM NÃO ENTRA
Cia. Pessoal do Faroeste. Texto: Paulo Faria e Rodrigo Pereira. Dir.: Paulo Faria. Com Juliana Fagundes, José Roberto Jardim, Beto Magnani e outros. Coro: Aldo Bispo, Heitor Vallim e outros. Sonoplastia e percussão ao vivo: Jorge Peña. 60 min. +14 anos.
Faroeste ambientado em São Paulo, em 1953, no dia do fechamento da zona de confinamento da prostituição do Bom Retiro, a famosa Boca do Lixo. Lá, um pistoleiro e uma prostituta querem se vingar do xerife que domina a região na base da violência, arbitrariedade e corrupção.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. De 6 a 8/12. 6ª, 20h. Sáb., 17h30 e 20h. Dom., 17h30 e 19h30

SENHORITA JÚLIA
Grupo Tapa. Texto: August Strindberg. Dir.: Eduardo Tolentino de Araújo. Com Anna Cecília Junqueira, Augusto Zacchi e Paloma Galasso. 70 min. +14 anos.
Escrita em 1887, a peça é um marco da dramaturgia naturalista. Por meio do embate entre uma jovem aristocrata e seu criado, Strindberg aborda temas recorrentes em sua obra, como a disputa entre sexos e classes e a contradição entre erotismo e realidade.
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

SONATA A KREUTZER - UMA HISTÓRIA PARA O SÉCULO 19
Texto: Liev Tolstói. Dramaturgia: Cássio Pires. Dir.: Marcello Airoldi. Com André Capuano e Ernani Sanchez. 80 min. +16 anos.
Quatro discos contendo a “Sonata a Kreutzer”, de Beethoven, tocados em uma velha vitrola, provocam as memórias de Pózdnichev, homem que assassinou sua mulher.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte.
| tel. 2221-3657. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

UNIVERSOS
Núcleo Experimental. Dir.: Zé Henrique de Paula. Com Thiago Ledier e Bruna Thedy. 70 min. +12 anos.
Apicultor conhece uma cientista em um churrasco e inicia uma relação com infinitos desdobramentos em cenas que se repetem de forma diferente, possibilitando rumos diversos à história do casal.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste. | tel. 2216-1520. De 6 a 8/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

BORRASCA
Cemitério de Automóveis. Texto e dir.: Mário Bortolotto. Com Mário Bortolotto, Gustavo Haddad, João Miguel e outros. 50 min. +14 anos.
Por meio da história de três amigos, o texto fala de amizade, traições, compreensão e decisões que precisam ser tomadas para prosseguir com as vidas dos que ficaram. A novidade do espetáculo é que 11 atores se revezam nos dois personagens da peça a cada dia da temporada.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte.
| tel. 2221-3657. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

EU CÃO EU
Parlapatões, Patifes & Paspalhões. Texto e interpretação: Hugo Possolo. Dir.: Rodolfo García Vázquez. 60 min. +16 anos.
Insatisfeito com sua vida, homem passa a observar a liberdade que um cachorro vira-lata tem ao andar tranquilamente pelas ruas.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste. | tel. 2216-1520. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

Salta5508 crédito Cacá Bernardes Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

¡Salta! está na mostra da Prefeitura de SP

¡SALTA!
Coletivo Teatro Dodecafônico. Dramaturgia: Veronica Stigger. Dir.: Verônica Veloso. Intérpretes-criadores: Beatriz Cruz, Gabriela Cordaro, Joaquim Lino e outros. 70 min. +16 anos.
Em uma casa com piscina em algum lugar da América Latina, o ócio, o calor e a espera anunciam algo que aconteceu ou está por acontecer a cinco pessoas.
| Somente 100 lugares. Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

SÃO MANUEL BUENO, MÁRTIR
Grupo Sobrevento. Texto: Miguel de Unamuno. Dramaturgia e dir.: Luiz André Cherubini e Sandra Vargas. Com Sandra Vargas, Maurício Santana e Luiz André Cherubini. Músicos: William Guedes, Carlos Amaral, Marina Estanislau e outros. 80 min. +16 anos.
Dom Manuel, um padre que duvida da fé e da existência de Deus, tem sua vida narrada por 30 bonecos de forma pouco ortodoxa, em uma arena ocupada por uma mesa que representa o mundo.
| Somente 68 lugares. Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. De 13 a 15/12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

Programação para o público infantojuvenil

|Retirar ingresso, até um par por pessoa, uma hora antes.

BEM DO SEU TAMANHO
Núcleo Caboclinhas. Obra original: Ana Maria Machado. Adapt.: Evill Rebouças. Dir.: Edu Silva. Com Giuliana Cerchiari, Luciana Silveira, Aline Anfilo e Geni Cavalcante. 50 min. Livre.
Tentando descobrir seu tamanho, garota chega a uma cidadezinha típica do interior e conhece, nessa trajetória, pessoas que a ajudam e outras que a confundem.
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul. | tel. 5541-7057. Dia 1º/12, 16h
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste.| tel. 2216-1520. Dias 7 e 8/12, 16h

O BURACO DO MURO
Maracujá Laboratório de Artes. Argumento: Sidnei Caria, Silas Caria, Camila Ivo, Lucas Luciano e Eder dos Anjos. Concepção, dramaturgia e dir.: Sidnei Caria. Com Lucas Luciano, Eder dos Anjos e Ronaldo Liano. 50 min. Livre.
Três crianças avessas à leitura, mas fanáticas por internet, recebem mensagens misteriosas em seus celulares que falam de um tesouro escondido atrás do muro. Ao encontrarem diversos objetos e livros, envolvem-se em uma brincadeira que muda suas vidas.
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. Dias 7 e 8/12, 16h

ofantasmadosom Mostra 2013 em Cena tem 27 peças grátis em SP

O Fantasma do Som: infantil para os pequenos - Divulgação

O FANTASMA DO SOM
Banda Mirim. Texto e dir.: Marcelo Romagnoli. Com Alexandre Faria, Claudia Missura ou Tatiana Thomé e outros. Participação especial: Giovanni Venturini. 60 min. Livre.
Num estúdio sonoro vive um fantasma que acompanha a gravação da rádio-novela que pode salvar todo mundo da falência. O musical brinca com as várias possibilidades do som e propõe a misteriosa arte de ouvir.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. Dias 30/11 e 1º/12, 16h

A PRINCESA E O DRAGÃO
Cia. Ópera na Mala. Texto e música ao vivo: Sergio Serrano. Dir. e interpretação: Cris Miguel. 50 min. Livre.
Inspirada em história da cultura eslovena, a peça, com bonecos, música e brincadeiras, mostra como a princesa Liubliana enfrentou dragões.
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste.| tel. 2216-1520. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. Dias 7 e 8/12, 16h
| Teatro Leopoldo Fróes. Rua Antonio Bandeira, 114, Santo Amaro. Zona Sul. | tel. 5541-7057. Dias 14 e 15/12, 16h

MENINO LUA
Teatro do Bardo. Texto e dir.: Fernanda Maia. Com Aretê Bellar, Cy Teixeira, Felipe Ramos e outros. 90 min. Livre.
Inspirado em Luiz Gonzaga, o espetáculo acompanha Lua, menino sanfoneiro que decide, com a ajuda de uma amiga, acabar com a seca do sertão. No caminho, encontram um bando de fugitivos, uma família de retirantes e o terrível bruxo Mané Onça.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. Dias 14 e 15/12, 16h

QUEM TEM MEDO DO ESCURO?
Caravana Cia. de Teatro. Texto: Márcio Araújo e Fernanda Morais (a partir de uma ideia original de Evandro Rigonatti). Dir.: Evandro Rigonatti. Com Fabiana Carlucci, Camila Graziano e Elber Marques. Músico: Tato Fischer. 60 min. Livre.
Enquanto crianças se preparam para dormir em um quarto escuro, a imaginação traz à tona bruxas, fantasmas e monstros, projetados na silhueta dos móveis.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte. | tel. 2221-3657. Dias 30/11 e 1º/12, 16h
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. Dias 14 e 15/12, 16h

A RAINHA PROCURA...
Cia. do Quintal. Concepção e dir.: César Gouvêa. Com Rhena de Faria, Davi Taiu, Claudio Thebas e outros. 60 min. Livre.
Na tentativa de recuperar seu reino, rainha abre testes para bispos, cavalos, torres e peões. Porém seus planos mudam de rumo com a aparição de dois palhaços que preferem ser bobos da corte a servir como defensores do território.
| Centro Cultural da Penha – Teatro Martins Penna. Largo do Rosário, 20, Penha. Próximo do Shopping Penha. Zona Leste. | tel. 2295-0401. Dias 30/11, 1º ,7 e 8 /12, 16h
| Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa. Zona Leste. | tel. 2216-1520. Dias 14 e 15/12, 16h

ÁGUA
Clã - Estúdio das Artes Cômicas. Dir.: Cida Almeida. Com Caio Franzolin, Caio Marinho, Gabriel Küster e outros. 55 min. Livre.
Após desperdiçar água, uma trupe de palhaços passa por incríveis aventuras marinhas e ribeirinhas nesta homenagem aos circos “panos de roda”, os famosos “tomara que não chova”.
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – área do circo. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. Dias 7 e 8/12, 16h (em caso de chuva, o espetáculo acontece em área interna do CFCCT)

COCÔ DE PASSARINHO
Cia. Noz de Teatro, Dança e Animação. Dir.: Anie Welter (livremente inspirado na obra homônima de Eva Furnari). Intérpretes-criadores: GpeteaH, Anie Welter, Rafael Petri e outros. 50 min. Livre.
Em uma praça, os moradores de uma vila têm de enfrentar um problema diário: o cocô que os passarinhos fazem em suas cabeças. Um dia, um vendedor de flores passa pela cidade e uma situação inesperada transforma a vida de todos.
| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. | tel. 3864-4513. Dias 7 e 8/12, 16h
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte. | tel. 2221-3657. Dias 14 e 15/12, 16h

FILHOTE DE CRUZ CREDO
Cia. O Grito. Dramaturgia: Alessandro Hernandez. Dir.: Roberto Morettho. Com Alessandro Hernandez, Andréa Manna, Denis Antunes e Tertulina Alves. 60 min. Livre.
Com a fama de ser “o menino mais feio do mundo”, garoto, filho de uma giganta, vive isolado em sua casa. Ao tentar descobrir os segredos do rio que cerca a cidade, conhece uma menina que mudará a forma dele olhar o mundo e a si próprio.
| Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte. | tel. 2221-3657. Dias 7 e 8/12, 16h
| Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – teatro. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. | tel.: 2555-2840. Dias 14 e 15/12, 16h

CARTAS DE UM MENINO VIAJANTE
Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos. Texto e dir.: Márcio Pontes. 45 min. Livre.
Homem encontra um menino que dorme no banco de uma estação e nutre por ele um sentimento paternal. Ao despertar, o garoto conta sua história com a ajuda de cartas guardadas em uma mala.
| Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. Zona Sul. | tel. 5573-3774 e 5549-1744. Dias 14 e 15/12, 16h

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 Atriz premiada, Patricia Cipriano vira bilheteira de mineiros no Festival de Curitiba

Atriz premiada no Paraná abandona o glamour para virar bilheteira no Festival de Curitiba - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba

Fotos de Daniel Sorrentino/Clix

Quem pensa que é fácil a vida de uma atriz está redondamente enganado. Não é só palco e glamour.

Que o diga Patrícia Cipriano. Nascida em Lorena (SP) e moradora há nove anos de Curitiba, ela é ganhadora do Troféu Gralha Azul de melhor atriz em 2012, o grande prêmio do teatro paranaense, por seu trabalho na peça Ruim, da Cia. Bife Seco.

Apesar da honraria, a artista pode ser vista no Festival de Curitiba em um lugar nada glamouroso.

Ela dá expediente todos os dias na bilheteria do Teatro Novelas Curitibanas, onde funciona a mostra Teatro para Ver de Perto, com obras de Minas Gerais.

Mas ela não reclama. Artista residente da Casa Selvática, diz ao R7 que buscou conhecer também este lado sem holofote de sua profissão.

- Eu nunca tinha feito produção e quis ter esta experiência no festival. Eu só queria que fosse com os mineiros. É que rola uma amor de Curitiba com Minas, sabe? Adoro mineiro.

Uai, a gente sabe e acha bom demais da conta, sô.

 Atriz premiada, Patricia Cipriano vira bilheteira de mineiros no Festival de Curitiba

Patrícia Cipriano ganhou o Troféu Gralha Azul de melhor atriz em 2012 - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

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mineiros1 Mineiros se unem para conquistar curitibanos

Artistas de Belo Horizonte faz pose para o R7 no Memorial de Curitiba - Foto: Daniel Isolani/Clix

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba
Fotos de Daniel Isolani/Clix

Chamar a atenção do público e da imprensa no Festival de Curitiba não é tarefa fácil. São mais de 400 espetáculos em cartaz. E a missão é ainda mais estando no Fringe, a mostra paralela com 374 peças no Festival de Curitiba 2013.

Há três anos, a exemplo do que os curitibanos já fazem, os mineiros de Belo Horizonte resolveram se unir em uma mostra especial, a Mostra Teatro para Ver de Perto.

A curadoria é do Galpão Cine Horto, importante centro cultural da capital mineira, com coordenação artística de Chico Pelúcio e Leonardo Lessa.

A turma mineirinha ocupa dois teatros na capital paranaense: o Novelas Curitibanas e o Espaço Cênico, com sete espetáculos: A Projetista, com Dudude dirigida por Cristiane Paoli Quito; Entre Nebulosas e Girassóis, da Cia. Teatro Adulto; Memórias em Improviso, de Mano a Mana; Os Ancestrais, do Teatro Invertido (leia a crítica); 15 Centímetros, da Cia. 15 de Teatro; A Noite Devora seus Filhos, do Coletivo Paisagens Poéticas; e Por Parte de Pai, do Grupo Atrás do Pano.

Chico Pelúcio conta que buscou produções recentes cujas montagens coubessem nos espaços curitibanos da mostra.

- Temos objetivo de apresentar um olhar para a nova produção mineira, de grupos que procuram novas linguagens teatrais.

Leonardo Lessa ressaltou "a mistura de gerações" como atrativo da terceira edição. Gente como Dudude, "há 42 anos na lida diária da arte", como a própria estrela do teatro mineiro desde os anos 70 contou.

Além dos espetáculos, eles ainda lançam no Festival de Curitiba a Revista Subtexto nº9, do selo Edições CPMT, distribuída gratuitamente para o público.

mineiros3 Mineiros se unem para conquistar curitibanos

Mineiros levaram sete espetáculos para o Festival de Curitiba 2013 - Foto: Daniel Isolani/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

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Bicha Oca Teatro Gamboa Anderson Zeg 3 Crítica: <i>Réquiem para um Rapaz Triste   10 Anos</i> consagra Rodolfo Lima como máquina de acreditar

João Pedro Matos e Rodolfo Lima em cena de Bicha Oca: entrega realista - Foto: Anderson Zeg

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator Rodolfo Lima é uma máquina de acreditar. Tanto que fez acontecer com muita determinação a Mostra Réquiem para um Rapaz Triste – 10 anos, que chegou ao fim neste sábado (23), com casa lotada, na Casa Contemporânea, em São Paulo.

Ele se despediu do embalado projeto e agora parte rumo ao mestrado na Unicamp. Nas últimas semanas, entregou-se por completo aos espetáculos. Até taquicardia teve. Mas já passou.

O carro-chefe da mostra foi o emblemático espetáculo Réquiem para um Rapaz Triste, o que tem uma década de vida e que ganhou a sequência inédita Cerimônia do Adeus. Ambos monólogos.

Lima também apresentou outro projeto, Bicha Oca, que fez furor no ano passado no Festival de Curitiba e no qual atua ao lado do ator baiano João Pedro Matos.

Em Réquiem para um Rapaz Triste, Rodolfo Lima vive Alice, mulher triste e solitária baseada nas personagens femininas criadas pelo escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, de quem o ator é fã confesso.

Nesta obra, Lima assume a energia feminina sem subterfúgios ou afetações, criando uma personagem surpreendentemente real e tocante.

Carismática, Alice envolve a plateia com seu relato cru e abandonado, provocando uma miscelânea de sentimentos em quem assiste ao monólogo que percorreu o País em seus dez anos de vida. A atuação na peça lhe rendeu indicação a Melhor Ator R7 em 2012.

Já em Cerimônia do Adeus, o mais novo e controverso espetáculo de Rodolfo Lima, ele apresenta a mesma personagem Alice dez anos depois de Réquiem para um Rapaz Triste, mostrando o que aconteceu com aquela mulher abandonada.

Em Bicha Oca, por sua vez, Lima se transforma e assume o papel de seu Alceu, um homossexual já em idade avançada e que vê o mundo atual com olhos severos e repreensivos, sobretudo a liberdade com a qual os gays da atualidade lidam com sua sexualidade em público. O texto é de Marcelino Freire.

Apesar de condenar a exibição do amor entre dois homens, Alceu mantém um jovem rapaz em casa, interpretado pelo despido e provocantemente belo João Pedro Matos, com quem mantém uma relação cheia de libido.

Rodolfo Lima vai fundo no underground nesta encenação, entregando-se e também conseguindo uma entrega desmedida de Matos. Ambos se despem da vaidade em prol da encenação realista proposta por Rodolfo Lima, que chega a deixar a plateia boquiaberta em alguns momentos.

Assim como em Réquiem para um Rapaz Triste, Lima surge um ator ciente do efeito que provoca no palco e que usa e abusa deste seu talento para provocar e fazer refletir. Como é missão de um grande artista.

E Rodolfo Lima é um grande artista da cena teatral brasileira. Autodidata, vai fundo naquilo que acredita sem receio algum. Máquina de acreditar, faz tudo com tanta verdade que a nós só resta acreditar com ele.

Mostra Réquiem para um Rapaz Triste - 10 Anos
Avaliação: Muito bom

Bicha Oca Teatro Gamboa Anderson Zeg 2 Crítica: <i>Réquiem para um Rapaz Triste   10 Anos</i> consagra Rodolfo Lima como máquina de acreditar

Bicha Oca integrou Mostra Réquiem para um Rapaz Triste na Casa Contemporânea, em SP - Foto: Anderson Zeg

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rodolfo lima1 Entrevista de Quinta   peça <i>Réquiem</i> faz 10 anos e Rodolfo Lima dispara: Alice é mais popular que eu

Prestes a começar mestrado na Unicamp, Rodolfo Lima faz mostra teatral em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Rodolfo Lima é um dos nomes fortes do teatro alternativo e resistente paulistano. Contudo, nunca se prendeu à metrópole. Aos trancos e barrancos, cheio de coragem, leva sua arte aos quatro cantos do País, do jeito que pode, com a ajuda de amigos, sempre.

Sua obra mais conhecida é Réquiem para um Rapaz Triste, que completa dez anos de existência. No monólogo, baseado nas personagens femininas de Caio Fernando Abreu, ele interpreta Alice, uma mulher de meia idade que carrega um bocado de sofrimento nas costas. O público costuma sair das sessões com um nó na garganta. O desempenho no trabalho rendeu ao ator a indicação a Melhor Ator R7 de 2012.

Para celebrar a montagem, Lima criou uma mostra que vai até o dia 23 na Casa Contemporânea, na Vila Mariana, em São Paulo (saiba mais).

Além de voltar com a peça que o consagrou, o ator ainda apresenta as montagens Bicha Oca e Cerimônia do Adeus.

Prestes a iniciar mestrado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Rodolfo Lima se encontrou com o Atores & Bastidores do R7 em um descontraído almoço na Sala São Paulo, no centro paulistano, onde falou sobre este momento especial em sua trajetória artística.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Como você conseguiu manter um espetáculo por dez anos de forma independente? Fez algum milagre?
Rodolfo Lima – [risos] Eu não sei qual a receita para que o trabalho atravessasse todos esses anos. Foi acontecendo. Como ele é muito fácil de ser produzido, isso facilitava os convites. Mas antes de tudo o meu desejo de me expressar e de levar para o outro um trabalho que o tocasse e modificasse o seu olhar, impulsionava meu desejo para que eu abrisse mão de outros desejos para poder realizar a peça. Então, é um misto de desejo, sonho realizado, ajuda dos amigos e convite de quem acreditava que o trabalho tinha o que comunicar.

rodolfo lima2 Entrevista de Quinta   peça <i>Réquiem</i> faz 10 anos e Rodolfo Lima dispara: Alice é mais popular que eu

Rodolfo Lima dá vida a Alice - Foto: Eduardo Enomoto

Miguel Arcanjo Prado – Por que você resolveu fazer um espetáculo com textos do Caio Fernando Abreu?
Rodolfo Lima – Caio é meu escritor de cabeceira. Sempre quis ter um – aos 15 anos já era rato de biblioteca – e quando me deparei com o livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso vi ali, um autor que me traduzia, me inquietava, me estimulava e não me fazia tão solitário. Daí para querer encená-lo foi um pulo. Meu primeiro desejo, na verdade, foi encenar À Beira do Mar Aberto, o primeiro texto dele que me arrebatou.

Miguel Arcanjo Prado – Você acabou chegando na Alice, de Réquiem para um Rapaz Triste... Você teve medo de interpretar um personagem feminino?
Rodolfo Lima – Tive medo de não ser verdadeiro. De não desgrudar da minha personalidade. Não necessariamente do universo feminino. Cresci rodeado pelo ele e era natural que eu expurgasse em algum momento essas referências. Quanto à falta de vaidade, o desapego com o corpo... Eu era considerado um estranho. A peça era a minha chance de provar que eu podia fazer algo. Que eu tinha o que comunicar.

Miguel Arcanjo Prado – Como a peça foi recebida quando estreou?
Rodolfo Lima – As pessoas reagiram bem. Precisava de ajustes, claro, mas a recepção foi bem estimuladora. Do Teatro de Arena - Eugênio Kusnet (2002), para o FRINGE (2003) [mostra de teatro independente dentro do Festival de Curitiba] houve mudanças, cheguei no formato ideal. Na época, a crítica atestou e daí, o trabalho começou a ter mais relevância. As pessoas já olhavam com outros olhos.

Miguel Arcanjo Prado – Qual a reação das pessoas na peça? Já teve alguma história inusitada?
Rodolfo Lima – No Réquiem já houve de tudo um pouco [risos]. Gente que quis beijar a personagem, namorada ciumenta que não entendia o encantamento do namorado pela Alice, gente que cantou para ela em cena, que chorou junto, que deu cigarro, lingerie, joias... As pessoas veem a peça e querem ser amiga da personagem. Ela é definitivamente muito mais popular do que eu [risos].

Miguel Arcanjo Prado – É verdade que a turnê na Bahia foi cheia de "acontecimentos"?
Rodolfo Lima – Na Bahia, apresentei a peça em diversos lugares em Salvador, Porto Seguro, Alagoinhas e Santo Amaro da Purificação. Há muitas historias, sim. Afinal, saí  do Sudeste e fui girar o Nordeste. Quando cheguei em Santo Amaro para me apresentar no Teatro Dona Canô, um belo espaço com 400 lugares, pensei: “Meu Deus, e agora?” Não tive dúvidas, reloquei a peça para o hall do teatro - que tem uma escada belíssima - à la Crepúsculo dos Deuses - e disse: “Vou fazer aqui, abra as portas e deixa todo mundo entrar”. A diretora me tachou de louco, eu disse: “Eu sei o que estou fazendo, confie em mim”. E foi assim... no halll do teatro Dona Canô que o publico santoamarense conheceu Alice, com as portas abertas.

Miguel Arcanjo Prado – Conte como foi a passagem da peça pelo Festival de Curitiba?
Rodolfo Lima – Ir a Curitiba era meu sonho. Então, realizá-lo me satisfez completamente, porque saiu uma foto e uma critica na Folha de S.Paulo, assinada pelo Sergio Salvia Coelho. Eram esses meus três sonhos: Curitiba, critica no jornal e foto. Quanta ingenuidade, né? Mas acho bonito isso. Pois eu poderia ter parado de fazer teatro ali. Teria me realizado. Mas a peça, a personagem e as pessoas foram exigindo mais e mais e mais. E cá estou. Comemorando os dez anos, com uma casa só para ela, com toda a sua historia nas paredes.

Miguel Arcanjo Prado – Como a Alice veio para você? Ela te faz sofrer também, porque é muito sofrida, tadinha...
Rodolfo Lima – No começo eu sofria, sim. Sou introspectivo, tenho um processo de mergulho, de vivenciar aquela dor, para saber diferenciar o que é meu e o que é dela. Com o passar do tempo, foi aprendendo que eu não precisava viver aquilo. Que por mais que minha historia burlasse em alguns aspectos com a dela, eu não era ela. O Réquiem foi minha grande escola de interpretação. Gosto de teóricos como o Grotowski, algumas coisas do Stanislavisk, do Artaud e pude aos poucos experimentar no meu corpo e no meu humilde trabalho o que esses homens defendem em seus livros. Hoje, não sofro mais. Ela fica devidamente no lugar dela, e eu saio para rir com os amigos. Mas, sim, ela me esgota energeticamente. No outro dia, preciso ficar recluso, me recuperando da energia desprendida.

Miguel Arcanjo Prado – Como surgiu a ideia dos dez anos da peça uma mostra?
Rodolfo Lima – Queria retornar para todos que me ajudaram - e foram muitas pessoas - um agradecimento público. Então, na Casa Contemporânea, há fotos, textos, rascunhos de projetos, trechos do blog, vídeos sobre o processo, notificando todos que passaram pela história do trabalho. Tenho mais de mil fotos e nunca paguei nenhum fotografo para isso, por exemplo. Minha história, a história da peça foi feita com  ajuda das pessoas que se comoviam ao me ver em cena, com a minha luta, com o drama da personagem. O evento na Casa é para dizer: Obrigado, sem vocês não teria chegado aqui. Pena que muitas das pessoas que fizeram essa história comigo não estarão presente para verificar. Mas eu tentei.

Miguel Arcanjo Prado – Além de Réquiem, tem outras peças também?
Rodolfo Lima – Sim, resolvi colocar outras coisas na mostra. Tem Todas as Horas do Fim, também com textos do Caio Fernando Abreu, Bicha Oca com textos do Marcelino Freire, e devo estrear ainda neste semestre Desamador, com textos de Fabricio Carpinejar. E a Alice ganhou uma continuação para o evento, intitulado Cerimônia do Adeus. Como diretor, também vou fazer Epifanias e Epifanias 2, ambos com crônicas de Abreu.

Miguel Arcanjo Prado – E o que aconteceu com a Alice dez anos depois?
Rodolfo Lima – Sextas e sábados as 21hs até o dia 23 é a chance de você vir conferir [risos]. Não posso revelar, né? Mas o que posso dizer é que a reação das pessoas está sendo de indignação. Gosto dessa reação. Gosto de manifestações, não importa quais. Ficou mais bonito e mais pontual o final, do que eu imaginava, mas... é isso ai. Criamos algo, e quando levamos ao público ele não nos pertence mais, é do público. Então, estou a digerir o que foi feito dela, dez anos depois. É um processo para mim também.

Miguel Arcanjo Prado – O que você pretende fazer daqui pra frente? Quais são seus projetos futuros?
Rodolfo Lima – Agora eu me recolho para cursar o mestrado na Unicamp, onde vou analisar a obra homoerótica do autor Newton Moreno. Também tento dar conta da minha produção crítica, já que escrevi durante seis anos sobre teatro, quero reunir alguns trechos do meu blog para um possível livro e pretendo continuar outras pesquisas, parada por causa das peças que sempre estavam em algum canto do Brasil. Mas, até o meio do ano, vou trazer à cena Desamador, meu novo solo com os textos do Carpinejar. Era para ter estreado no evento, mas não fiquei feliz com o resultado e adiei. Então, estarei estudando e gestando a nova cria. Um processo bastante amoroso e pessoal.

Saiba mais sobre a Mostra Réquiem para um Rapaz Triste - 10 Anos

rodolfo lima3 Entrevista de Quinta   peça <i>Réquiem</i> faz 10 anos e Rodolfo Lima dispara: Alice é mais popular que eu

Rodolfo Lima fez a história de Réquiem para um Rapaz Triste com ajuda de amigos - Foto: Eduardo Enomoto

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requien1Crédito Elói Corrêa2 Rodolfo Lima celebra dez anos da peça Réquiem para um Rapaz Triste com mostra na Vila Mariana

Rodolfo Lima mostra ser um ator de talento em Réquiem para um Rapaz Triste - Foto: Elói Corrêa

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma peça emblemática da carreira do ator Rodolfo Lima e também do teatro paulistano da última década – afinal, ela passou por 23 diferentes espaços da cidade – ganha mostra especial para comemorar seus dez anos de vida. A montagem é Réquiem para um Rapaz Triste, que rendeu a Lima indicação a Melhor Ator R7 em 2012.

A Mostra Réquiem para um Rapaz Triste -10 Anos invade neste domingo (20) a Casa Contemporânea, na Vila Mariana, em São Paulo, onde fica em cartaz até 24 de fevereiro.

O espetáculo chega à primeira década de vida com a experiência de um adulto. Já percorreu as principais cidades do interior do Estado, além de colecionar apresentações Brasil afora, em cidades como Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Rio, Salvador, Santo Amaro da Purificação, Alagoinhas e Porto Seguro, além de ter sido apresentado em versão intimista em 12 casas particulares, no projeto Alice na Sua Casa.

requien2crédito Elói Corrêa1 Rodolfo Lima celebra dez anos da peça Réquiem para um Rapaz Triste com mostra na Vila Mariana

Rodolfo Lima interpreta Alice - Foto: Elói Corrêa

Rodolfo Lima assume que este espetáculo tem uma relação especial em sua trajetória. Conta que sempre há pessoas que choram, que se comovem, que vem falar com ele ao fim da montagem se dizendo tocadas. Uma apresentação teve gostinho especial, a que ele fez no Festival de Curitiba.

— Era um sonho para mim levar a peça para aquele lugar. Foi um enorme sucesso. Na época, o crítico da Folha, Sergio Sálvia Coelho, deu uma crítica favorável, com foto. Então, foi uma enorme repercussão que eu nem esperava. Foi um momento muito importante para mim.

O texto é uma compilação das personagens femininas criadas pelo escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996). O público se depara com Alice, uma mulher de meia idade que resolve rever sua vida de forma crua e dilacerante, em grande performance de Rodolfo Lima.

O evento comemorativo tem o apoio da Secretária de Cultura do Estado de São Paulo, através da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE), e o Centro de Cultura, Memória e Diversidade Sexual.

Novidades

A Mostra Réquiem para um Rapaz Triste – 10 Anos não conta só com o espetáculo que lhe dá o título. Haverá também exibição de vídeos, exposição de fotos do espetáculo feitas por um eclético grupo de fotógrafos e ainda a estreia de uma continuação da montagem, Cerimônia do Adeus, na qual Alice se revê dez anos depois, como conta Lima.

— O que será que aconteceu com ela neste tempo todo? Essa é a grande pergunta que será respondida no espetáculo.

Além disso, serão apresentados outras montagens de Rodolfo Lima com o seu Teatro do Indivíduo: Bicha Oca, feita a partir de textos de Marcelino Freire, na qual ele contracena com o ator baiano João Pedro Matos, e a inédita DESamaDOR, baseada no livro O Amor Esquece de Começar, do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar.

Serão cinco semanas de atividades culturais intensas e imperdíveis. Veja, abaixo, a programação completa:

Réquiem para Um Rapaz Triste – 10 Anos
Quando: 20 de janeiro a 24 de fevereiro 2013
Bicha Oca – Quartas e Quintas, 21h (de 23/01 a 21/02)
Cerimônia do Adeus – Sextas e Sábados, 21h (de 25/01 a 22/02)
Réquiem para um Rapaz Triste – Sábados, 18h (de 26/01 a 23/02)
DESamaDOR - Domingo, às 17h e 19h (de 27/01 a 24/02)
Onde: Casa Contemporânea (r. Capitão Macedo, 370, Vila Mariana, São Paulo, tel. 0/xx/11 2337-3015)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). E grátis às quartas e nas sessões das 18h dos sábados.
Duração: todas as peças têm duração de aproximadamente 50 minutos
Classificação etária: Bicha Oca (18 anos), Réquiem para um Rapaz Triste e Cerimônia do Adeus (16 anos) e DESamaDOR (livre)
Observações: As apresentações ocorridas às quartas-feiras e a primeira sessão dos sábados serão gratuitas, como contrapartida do apoio concedido pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE). A capacidade é de 30 pessoas por sessão. O público poderá reservar lugar pelo e-mail teatrodoindividuo@gmail.com  ou pelo telefone (11) 9-7497-4207.

requien3Crédito Elói Corrêa3 Rodolfo Lima celebra dez anos da peça Réquiem para um Rapaz Triste com mostra na Vila Mariana

Mostra na Casa Contemporânea celebra os dez anos de Réquiem para um Rapaz Triste - Foto: Elói Corrêa

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