Posts com a tag "musical"

Rita Lee e Mel Lisboa Créditos Danilo Quadros Rita Lee vê musical sobre ela e chora de emoção

Rita Lee se emocionou vendo o musical, que tem atuação de Mel Lisboa como a cantora - Foto: Danilo Quadros

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A cantora Rita Lee resolveu assistir mais uma vez ao musical Rita Lee Mora ao Lado, em cartaz no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, em São Paulo.

A produção conta a vida da roqueira. Ela esteve na plateia do último sábado (19), ao lado do marido, Roberto de Carvalho.

Carinhosa, Rita fez questão de conversar com o elenco e todos da produção.

Rita, que havia visto a peça pela primeira vez em abril, agradeceu nos bastidores a protagonista Mel Lisboa.

— É maravilhoso poder ver tudo isso acontecendo enquanto estou viva.

A cantora contou que na primeira vez que viu a peça não chorou, mas, na segunda vez, não segurou as lágrimas ao ouvir a música Coisas da Vida.

Roberto de Carvalho afirmou que se divertiu vendo a produção, que chamou de “leve”, “efervescente” e “pop”.

Diante da repercussão, o espetáculo prorrogou temporada até 31 de agosto.

Rita Lee e Roberto de Carvalho com o elenco produção e direção do Espetáculo Rita Lee Mora Ao Lado Créditos Danilo Quadros Rita Lee vê musical sobre ela e chora de emoção

Rita Lee e Roberto de Carvalho posam com a equipe do musical Rita Lee Mora ao Lado - Foto: Danilo Quadros

Leia a crítica da peça

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

sergio maciel lucinha araujo Ex namorado e mãe de Cazuza prestigiam estreia do musical sobre o cantor em São Paulo

O ex-namorado de Cazuza, Sérgio Maciel, o Serginho, e a mãe do cantor, Lucinha Araújo, prestigiaram Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz no Teatro Procópio Ferreira, em SP - Foto: Caio Duran e Thiago Duran/AgNews; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um batalhão de artistas compareceu ao Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, na noite desta segunda (21), para acompanhar a sessão para convidados do musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz. A obra, escrita por Aloisio de Abreu e dirigida por João Fonseca, chega à capital paulista após temporada de sucesso no Rio. Emilio Dantas vive Cazuza. O charme da apresentação especial paulistana foi a presença na plateia de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, e de Sergio Maciel, o Serginho, que foi namorado do cantor. Ambos subiram ao palco, ao fim, após convite do elenco. Também estavam na plateia, entre outros, o casal Michel Teló e Thaís Fersoza e o diretor José Possi Neto. Veja a galeria completa com quem esteve por lá!

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

musical cassia eller divulgacao Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Dramaturgia e atuações fracas: musical faz homenagem a Cassia Eller no Rio com covers de seus sucessos - Foto: Divulgação

Por ÁTILA MORENO*
Especial para o Atores & Bastidores

Eu queria ser Cássia Eller.
Como no título da canção de Péricles Cavalcante, Cássia Eller - o Musical, encenado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB-RJ), tenta pegar a essência da homenageada.

Os diretores João Fonseca e Vinícius Arneiro se arriscam na empreitada de levar para os palcos a vida de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Tarefa complicadíssima.

Cássia Eller (1962-2001) é uma daquelas figuras de um brado retumbante, que se exige muita parcimônia de qualquer pessoa que se atreve, ao menos, dar um panorama sobre sua intimidade e carreira. Cair entre o “8 ou 80” é uma linha tênue.

Por um lado, a dupla acertou na produção das canções, ao escolher Lan Lan para cuidar dessa parte. A percussionista conviveu, dividiu momentos afetivos e tocou ao lado de Cássia durante anos. Nada mais plausível que o repertório casasse perfeitamente no espetáculo.

Ao lado de uma banda talentosa, os fãs serão transmutados para um lugar mágico, bem intimista. Nessa viagem, estão Malandragem (Cazuza/Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz), Por Enquanto (Renato Russo), Gatas Extraordinárias (Caetano Veloso), entre outras canções. O ponto alto fica com as composições de Nando Reis: All Star, O Segundo Sol, Relicário e Luz dos Olhos.

musical cassia eller divulgacao2 Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Cena de Cássia Eller - O Musical: banda é o grande destaque da produção - Foto: Divulgação

Mesmo assim, a peça está longe de ser um espetáculo teatral musical ou mesmo um conjunto sobre os principais fatos da meteórica trajetória da cantora.

O texto de Patrícia Andrade dá só alguns acordes suaves sobre o início da carreira, os amores de Cássia, especialmente a relação com Maria Eugênia, e sua morte repentina. Tudo é jogado de maneira superficial, sem aprofundamento algum.

Cássia Eller não trazia magnitude só na interpretação musical ou na habilidade de transitar facilmente pelo samba, forró, country, blues e reggae. A "pessoa Cássia Eller" era riquíssima na complexidade e nas histórias que colecionava.

A impressão é que a peça quis focar só nas estripulias sexuais, em relações que só ajudavam a montar um roteiro de uma vida clichê, presente em qualquer artista rock and roll que está por aí.

Coube a cantora Tacy de Campos encarnar Cássia Eller. A semelhança vocal é irrefutável, mas não auxilia nenhum pouco a atuação, que deixa a desejar.

Pessoalmente, Cássia delineava uma mulher frágil e introspectiva. Característica que batia de frente com sua maquiagem performática nos palcos: um trovão agressivo e desinibido.

Tacy não dá conta nem de um nem de outro. Não se consegue enxergar nada além de um cover muito bem executado.

Salvo alguns, o elenco vive na corda bamba. Evelyn Castro se destaca entre os demais, pela invejável potência vocal, e é uma das poucas atrizes com uma alta carga dramática. Emerson Espíndola convence na difícil tarefa de interpretar vários e decisivos personagens, infelizmente muito pouco explorados no roteiro.

O cenário preto, simplista demais, ajudou a deixar tudo excessivamente fúnebre e colegial, já não bastasse o tom monocromático em toda peça.

A predileção de Cássia Eller por flores, principalmente margaridas e rosas, que têm um papel fundamental nos momentos amorosos da cantora, passa longe de ter alguma referência em mais de duas horas e meia de peça, sem intervalo.

Por fim, o que se tem, no máximo, é um cover, com alguns elementos teatrais. Não um musical, como a montagem se propõe a ser.

 

Cássia Eller - o Musical
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a sexta, às 19h; sábado, às 19h30, e domingo às 19h. 140 min. Até 20/07/2014
Onde: Teatro CCBB RJ (Rua Primeiro de Março, 66 - Centro), Rio, tel. 0/xx/21
Quanto:  R$ 10,00 inteira/ R$ 5,00 meia
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers
*Jornalista mineiro radicado no Rio, Átila Moreno é graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas.Curta nossa página no Facebook!Leia também:Fique por dentro do que rola no mundo teatralDescubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

miranda por mirandafoto de Bruno Veiga Carmen Miranda ressuscita em São Paulo

Stella Miranda, como a diva Carmen Miranda no musical do Teatro Augusta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Muito do imaginário coletivo mundial sobre o Brasil ainda é aquele construído pela atriz e cantora Carmen Miranda nos filmes que conquistaram Hollywood.

A Pequena Notável, como era chamada, criou o mito da mulher brasileira, feliz, cheia de malemolência e, claro, excessivamente tropical.

O ícone, com seus trejeitos inconfundíveis, é revisitado no musical brasileiríssimo Miranda por Miranda. Nele, a atriz Stella Miranda, que idealizou e dirige o projeto, assume a personagem.

Não faltam no repertório clássicos de nomes fundamentais do cancioneiro brasileiro, como Ary Barroso e Assis Valente.

Com elenco enxuto, Stella Miranda surge no palco acompanhada dos atores Luciano Andrey — que protagonizou o musical Priscilla, Rainha do Deserto —, Rogério Guedes, Renato Bellini e Will Anderson.

Além dos atores, a montagem conta com música executada ao vivo com banda sob comando do diretor musical Tim Rescala, composta por Laura Visconti, André Santos e Leandro Lui.

A figurinista Rita Murtinho chamou para si a responsabilidade de fazer uma releitura das roupas emblemáticas de Carmen, com auxílio de Ligia Rocha.

Pelo jeito, não vão faltar balangandãs.

Miranda por Miranda
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; e domingo, 19h. 80 min. Até 27/7/2015
Onde: Teatro Augusta (r. Augusta, 943, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3151-2464)
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

rita lee Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Mel Lisboa é Rita Lee: ainda falta muito para chegar à original - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rock não é inocente. Nem infantil. Muito pelo contrário. Pelo menos o bom e velho rock’n’roll é ânsia de vida adulta, de rebeldia, de transgressão, de contestação. De eterna juventude.

Rita Lee, o grande nome feminino do rock brasileiro que leva a alcunha de rainha do estilo, é tudo isso e mais um pouco, com uma boa pitada de ironia fina, sempre coerente com o que foi e o que é.

O musical Rita Lee Mora ao Lado, em cartaz em São Paulo, coloca-se na missão de celebrá-la. Contudo, parece desconhecer a essência da homenageada. Peca por ser inocente na abordagem, na direção e na interpretação de uma das vidas mais interessantes de nossa música.

rita lee 21 Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Na foto, até que ficou parecida: Mel Lisboa vive a roqueira Rita Lee - Foto: Divulgação

Classificado para maiores de 14 anos, o espetáculo parece destinado a crianças de quatro. O didatismo e a atuação próxima à do teatro infantil menospreza a capacidade de entendimento do espectador.

A encenação tem momentos constrangedores de preconceito – como quando exagera seus atores em “sapatões” e “veados” caricatos para falar das amizades da cantora em seu período na prisão.

A obra reduz a rebeldia contundente da música e da vida de Rita Lee e seus amigos, em tempos cruéis de ditadura, a níveis de comédia pastelão que não funciona. Como na cena em que Gilberto Gil explica ao delegado por que fuma maconha. A cara de idiota forçosa e a ausência de discurso são tudo que Gil nunca foi.

Há mais caricatura, como a Elis Regina de braços sempre rodopiantes, mesmo que a música não seja Arrastão. Ou um Tim Maia forçosamente misturando versos de suas canções ao texto.

E o que dizer do espalhafatoso Caetano Veloso que junta Tropicália e É Proibido Proibir em um mesmo pacote urgente e sem potência? Por fim, Ney Matogrosso surge histriônico em vez de exuberante, como o é no original. Faltou direção para conter o ator Fabiano Augusto, até porque é um dos que cantam melhor. Se apostasse mais na sutileza, teria feito algo mais crível.

Talvez a única caricatura que funcione seja a de Hebe Camargo. Apesar de a atriz Débora Reis imitar a apresentadora na velhice e não a de quase cinquenta anos atrás, período retratado no palco, o público se diverte. Pelo menos por conta da falta que sente da Hebe original, agarrando-se emocionalmente ao embuste.

Em suas duas horas e meia sem intervalo, o musical, em vez de se concentrar na trajetória de vida da homenageada, perde tempo. Como em insistir na história fictícia da vizinha invejosa da cantora, que acompanha seus passos sempre desejando seu fracasso – é uma energia para lá de negativa que conduz a peça. A atriz Carol Portes tenta jogar humor na personagem, mas é tudo tão exagerado e o texto é tão complicado, que ela fica muitas vezes exposta ao ridículo.

Parece que a obra não acredita na potência da vida e da obra Rita Lee Jones. Tanto que abre mão de executar canções fundamentais de sua trajetória para enfiar músicas de seus contemporâneos. Só no bis é que surgem aquelas canções que queríamos ouvir com calma, mas de forma apressada, porque já ninguém aguenta mais.

mel lisboa de rita lee Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Mel Lisboa, caracterizada como Rita Lee: faltou ao musical focar mais na vida e na obra da artista - Foto: Divulgação

O musical ainda peca em questões técnicas básicas. Repletas da obviedade de movimentos, as coreografias têm ar de preguiça criativa. O figurino, quando teria um dos melhores momentos da moda mundial para retratar, sobretudo vestindo artistas que costumavam abusar da originalidade nas vestimentas, fazendo delas formas de protesto, prefere opções reducionistas e de gosto duvidoso.

A luz, assinada por Debora Dubois e Robson Bessa, pouco mostra a que veio. Um dos poucos momentos em que dialoga de fato com o que se passa no palco é quando Rita dá ao marido a notícia de gravidez, ou quando a cantora praticamente é morta no palco, já nos momentos finais da obra. Há um extenso momento-obituário, no qual a peça resolve matar uma legião de gente, inclusive quem nem sequer havia aparecido até então na história. Tem até Cássia Eller.

Na incumbência de retratar a vida de uma cantora, boa parte do elenco não canta bem, incluindo aí a protagonista, vivida por Mel Lisboa.

Mel se esforça, dá para ver trabalho. Mas ainda não estava pronta para tão importante missão. Ela até reproduz gestos da cantora, sobretudo uma Rita mais corcunda dos tempos atuais, mas falta-lhe vigor e segurança. E carisma ao executar as canções.

A banda, formada pelos músicos Felipe Cruz, Gregory Paoli, Junior Gaz, Marcio Guimarães e Robson Couto, faz seu trabalho. Em muitos momentos, parecem estar desconexos do que se passa no palco, preferindo concentrar-se em garantir as notas, mesmo que os vocalistas não as atinjam.

Algumas opções da direção são arriscadas e expõem indevidamente o ator no palco. Como a escolha de uma atriz que se assemelha fisicamente, mas não tem sequer metade da potência vocal de Gal Costa para viver a baiana, que é uma das maiores cantoras que o mundo já ouviu.

A dramaturgia, baseada no livro homônimo de Henrique Bartschi e assinada por Debora Dubois, Márcio Macena e Paulo Rogério Lopes não segura um espetáculo. Peca por didatismo e por forçar a graça, quando na verdade produz constrangimento.

A direção, de Márcio Macena e Debora Dubois, é despreparada para o que se propôs fazer. É perceptível a boa vontade e o intuito de fazer uma grande homenagem a Rita. Contudo, tal tributo soa às avessas. Dá vontade de sair correndo do teatro e correr para os braços da Rita Lee verdadeira, ainda original, rebelde, irônica, forte. Tudo que o musical não é.

rita lee 3 Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Cena do musical Rita Lee: direção é inocente para o que se propôs a fazer - Foto: Divulgação

Rita Lee Mora ao Lado
Avaliação: Fraco
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. 150 min sem intervalo. Até 27/7/2014
Onde: Teatro das Artes do Shopping Eldorado (av. Rebouças, 3970, CPTM Hebraica Rebouças, São Paulo, tel. 0/xx/11 3034-0075)
Quanto: R$ 60 a R$ 100
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Musical Rita Lee Mora ao Lado não entende potência roqueira da homenageada

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

nas alturas 2 Crítica: Dança potente não salva musical Nas Alturas

Cena do musical Nas Alturas: street dance é destaque na montagem do texto da Broadway - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A montagem brasileira para o espetáculo norte-americano In the Heights, chamado por aqui de Nas Alturas – Um Musical da Broadway, chega ao fim neste domingo (25) no Teatro Bradesco, em São Paulo. André Dias é o responsável pela direção, enquanto que Paulo Nogueira assina a direção musical.

Em Nova York, a montagem foi conquistando público aos poucos, desde sua estreia na off-Broadway em 1999 até chegar às salas grandiosas da Broadway em 2008. Tudo por levar para o palco o mundo dos imigrantes latino-americanos tão comuns em Nova York, representados no bairro Washington Heights, cenário onde a história se passa.

A encenação brasileira tenta reproduzir a realidade latino-americana nova-iorquina — o cenário da montagem é um dos melhores dos musicais apresentados em 2014. Porém, a sensação é de que algo não sai a contento.

Algumas tentativas de aproximação da história tão norte-americana com a plateia paulistana soam forçadas, como ouvir um personagem chegar à cena dizendo que estava preso na Marginal, sendo que os cartazes atrás dele estão em inglês e os prédios de Nova York permanecem no horizonte.

nas alturas Crítica: Dança potente não salva musical Nas Alturas

Musical Nas Alturas foca na comunidade latino-americana nos EUA - Foto: Divulgação

O enredo escrito por Lin-Manuel Miranda é praticamente o de um folhetim básico e sem muita força dramática: o grande problema em questão é o de uma jovem que abandona a universidade, para desgostos dos pais latinos, que sonham em ver a filha diplomada nos EUA. Para desgosto ainda maior dos pais, ela namora um jovem que não tem a mesma origem. Aí mora um dos melhores aspectos do texto, que poderia ser melhor explorado: a discussão do preconceito justamente dentro de uma comunidade que tanto pena por ele.

Leia também: Brasil abre o palco para teatro da América Latina

A homenagem aos latinos muitas vezes não soa como tal, já que sobram estereótipos, a começar nos figurinos de corres berrantes. É como ver uma visão de um norte-americano branco para os latinos que insistem em atravessar a fronteira de seu rico país. Falta um olhar mais crítico. Um dos subtextos presentes é de que um latino não consegue levar os estudos a sério e só pode vencer na vida se ganhar um bilhete na loteria. Fazer o “sonho americano” a partir do próprio mérito não seria possível para os latinos?

A montagem paulistana apresenta versões complicadas para algumas canções, cujos versos parecem teimar em não entrar na melodia, além do excesso de concretude, ou falta de poesia, dos mesmos.

As coreografias de Andy Blankenbuehler são potentes. Talvez, seja o melhor deste musical. Nos números de street dance, há uma força jovem presente, e até certo exibicionismo. E o elenco, composto de excelentes bailarinos, dá conta do recado.

Fica, entretanto, a sensação de que, em alguns momentos, a dança conjunta peca pelo excesso, deixando o palco confuso. O objetivo é mesmo impactar e deixar o espectador sem fôlego, mas isso o tempo todo dispersa a plateia, que fica sem foco. Muitas vezes, menos é mais.

nas alturas 4 Crítica: Dança potente não salva musical Nas Alturas

Casal de protagonistas: falta peso às atuações - Foto: Divulgação

O elenco poderia ter sido mais exigido e trabalhado, sobretudo para não deixar tão evidente a imaturidade, escancarada nas atuações. Muitos não conseguem sustentar um diálogo de mais de três frases. Outros apelam para uma atuação mais próxima à do teatro infantil.

Na execução das canções, a técnica é evidente, mas falta a sensibilidade de perceber que algumas colocações, sobretudo em agudos, deixam irritantes as vozes de algumas atrizes. Baixar o tom e trabalhar os graves teria sido melhor para os ouvidos mais sensíveis.

Há que se dizer que o elenco está entregue, mesmo que de forma quase inocente. Parece não ter consciência de seus percalços, executando as marcações da forma que podem. Aí, faltou uma mão mais pesada da direção em lapidar a turma com cuidado, sobretudo para não expor o elenco desta forma.

A exceção positiva está em Cleide Queiroz, na pele da “abuela” latina. Mais madura e com estrada artística, é a única a trazer algum tipo de verdade à encenação. A plateia retribui com aplausos generosos à sua performance.

O que Nas Alturas – Um Musical da Broadway explicita é que a produção brasileira de musicais anda tão farta que já podemos até a nos dar ao luxo de fazer um espetáculo que não dá tão certo assim.

Nas Alturas – Um Musical da Broadway
Avaliação: Fraco
Quando: Domingo, 19h30. 140 min. Até 25/5/2014
Onde: Teatro Bradesco – Shopping Bourbon (r. Turiassu, 2.100, Perdizes, São Paulo, tel. 0/xx/11 3670-4100)
Quanto: R$ 30 a R$ 180
Classificação etária: 10 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Dança potente não salva musical Nas Alturas

Leia também: Brasil abre o palco para teatro da América Latina

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

pesadelo Crítica: Cabeça decapitada falante trava guerra fantástica com homem no musical Pesadelo

Musical Pesadelo, da Cia Sala Escura de Teatro, está em cartaz no Rio de Janeiro - Foto: Humberto Araújo

Por ÁTILA MORENO, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

Inimigos declarados também são aliados ocultos, já dizia Deepak Chopra no livro Efeito Sombra. Por mais que o escritor indiano não seja uma referência assumida no espetáculo Pesadelo, em cartaz no Rio, a última parte da Trilogia da Cia Sala Escura de Teatro, há de se considerar que esta frase e a filosofia por trás do livro caem muito bem no abismo enigmático encenado pelo grupo.

A história mirabolante conquista pelo seu realismo fantástico. O personagem principal, interpretado pelo convincente Bruno Quaresma, se depara, depois de um dia estressante, num universo particular e intrigante.

pesadelo maria assuncao1 Crítica: Cabeça decapitada falante trava guerra fantástica com homem no musical Pesadelo

A atriz Maria Assunção vive a cabeça decapitada no musical de realismo fantástico - Foto: Humberto Araújo

A cabeça de uma mulher (a atriz Maria Assunção) toma vida e resolve raptar o protagonista para um mundo onírico/paralelo. Ali, ambos vão travar um duelo sem saída.

E detalhe, tudo isso orquestrado por uma banda ao fundo e mais 12 atores em cena, desfilando pelo inferno ou purgatório, como queira o espectador. Sim, estamos falando de um musical fantasmagórico, em que os delírios se tornam bastante inquietantes, por sinal.

O autor e diretor Iuri Kruschewsky, que se inspirou nas obras do psiquiatra suíço Carl Jung e do romancista britânico Lewis Carroll, de Alice no País das Maravilhas, consegue trazer uma originalidade, difícil de encontrar hoje nos palcos, inclusive nos musicais.

O texto é afiadíssimo, propositalmente confuso e irônico, e não poupa espaço para dilacerar as sensações do público.

Por mais que Pesadelo caia na tentação de trazer tantas referências e cacofonias, e ainda com elenco de apoio fraco, a peça acerta justamente por agrupar outros notáveis elementos teatrais.

A coreógrafa e bailarina Lavínia Bizzotto não poupa movimentos para expressar a sexualidade reprimida de seus personagens.

A cenografia de Flávio Graff invade realmente o palco, com passarelas e vitrines, indicando um labirinto mental. A figurinista Elisa Faulhaber dá o tom claustrofóbico e escuro que a peça exige.

No entanto, o ponto alto está nas mãos de Maria Assunção. A atriz tem a difícil tarefa de convencer o público de que ali está uma cabeça falante. Mas ela vai além. Dá consistência a seu complexo personagem, com os mais variados níveis de tensão, rancor e solidão, vociferados sem dó para o público.

Pesadelo vai desmembrando as agruras de homem aparentemente preso no seu próprio pesadelo? Ou é a batalha dele contra seus medos? Ou mesmo uma interminável guerra contra o seu passado? Não espere respostas prontas e se atente para um final desafiador.

Pesadelo
Avaliação: Bom
Quando: Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 20h. 1h25. Até 25/05/2014
Onde: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Rua Humaitá 163, Humaitá, Rio, tel. 0/xx/21 2535-3846)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Cabeça decapitada falante trava guerra fantástica com homem no musical Pesadelo

*Jornalista mineiro radicado no Rio, Átila Moreno é graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

retratos bob sousa luciano andrey O Retrato do Bob: Luciano Andrey, múltiplo talento
Foto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem está acostumado a ver Luciano Andrey atuando em grandes palcos pode não saber que o artista também mostra seu talento nos bastidores do mundo teatral. Protagonista marcante para a montagem musical de Priscilla, Rainha do Deserto, ele agora é responsável, ao lado de Bianca Tadini, pela elogiada versão brasileira para o musical Jesus Cristo Superstar, sucesso no Teatro do Complexo Ohtake Cultural. Formado pela EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo), ele faz teatro desde a adolescência. Já atuou em montagens como Ópera do Malandro, Mambo Italiano, A Madrinha Embriagada, Vingança, My Fair Lady, West Side Story e O Rei e Eu, estes três últimos de Jorge Takla, com quem voltou a trabalhar no musical sobre a vida de Cristo. Porque Luciano é artista de múltiplo talento.

Leia mais sobre Luciano Andrey!

Jesus Cristo Superstar
Quando:
quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 130 min. Até 8/6/2014.
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: de R$ 25 (meia) a R$ 230
Classificação etária: 12 anos

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

elis regina 2 Crítica: Musical faz Elis virar mocinha da Broadway

Laila Garin na melhor cena do musical: Elis pouco antes da morte - Foto: Felipe Panfili/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Apesar de ter tido como um de seus mestres um norte-americano vindo da Broadway, a gaúcha Elis Regina (1945-1982) não soava a uma princesinha dos musicais. Pelo contrário, a vida e a obra da maior cantora que o Brasil conheceu eram muito autênticas.

Elis, a Musical, peça de Nelson Motta e Patrícia Andrade, com direção do estreante em teatro Dennis Carvalho, tenta minimizar as contradições da vida de Elis, tornando-a mais homogênea, mais "mocinha". O espetáculo diminui a força da Elis real na tentativa de torná-la um produto palatável e comercial, quando justamente o que Elis fez foi provar que poderia ser um produto midiático de sucesso sem abrir mão do talento e da personalidade. Provava isso a cada especial de TV ou entrevista: sempre articulada, sincera e contraditória.

elis regina 5 Crítica: Musical faz Elis virar mocinha da Broadway

Talento de Laila Garin é destaque - Foto: Felipe Panfili/AgNews

A superprodução funciona mais como recital musical do que propriamente como espetáculo teatral. Antes de tudo, é preciso ressaltar o canto da atriz baiana Laila Garin. Mesmo aprisionada pela urgência e frivolidade do formato, recria Elis a seu modo e assombra a todos a cada canção - o talento evidente a distancia de boa parte do elenco. E ganha respeito como atriz na cena dramática em que recria a última entrevista de Elis a um programa de TV, semanas antes de sua morte. É seu grande momento.

Percebe-se que parte da plateia reage à obra de forma passional, o que é comum quando artistas que habitam o inconsciente coletivo "ressuscitam" no palco.  Foi assim também com Tim Maia - Vale Tudo. A emoção costuma ser imediata, e o critério para julgamento fica um tanto quanto anuviado.

Os homens de Elis

De forma simples, o enredo apresenta Elis como a menina pobre que conquistou o mundo. Apesar de a encenação fazer sumir o último namorado da cantora, o advogado Samuel MacDowell Figueiredo, com quem ela falou por telefone pouco antes da morte, sobraram Ronaldo Bôscoli, o primeiro marido, e César Camargo Mariano, o segundo. Diante do que lhes é dado pelo enredo e direção, os atores fazem o que podem.

Tuca Andrade vai bem como Ronaldo Bôscoli, pai do primeiro filho de Elis, João Marcello. Mesmo com o roteiro deixando o personagem próximo a um vilão de peça infantil, ele o torna crível.

Claudio Lins aposta na leveza para compor César Camargo Mariano, o pai de Pedro Mariano e Maria Rita, os dois últimos filhos de Elis.

Outro homem importante para Elis, o bailarino norte-americano Lennie Dale, ganha cena à altura. Este criou o movimento cênico de braços que marcaria a cantora. Na pele de Dale, Danilo Timm mostra-se um exímio bailarino e defende sua cena com brilho, carisma e precisão coreográfica.

Faz falta alguma referência à diretora Myriam Muniz, que criou com Elis o espetáculo Falso Brilhante, o mais importante da carreira da cantora. Ela não é lembrada no musical, que prioriza os personagens cariocas, em detrimento dos paulistas, mesmo tendo Elis escolhido viver em São Paulo, onde morreu.

elis regina Crítica: Musical faz Elis virar mocinha da Broadway

Elis, a Musical traz Laila Garin como a maior cantora do Brasil - Foto: Felipe Panfili/AgNews

Perplexidade

Algumas cenas causam perplexidade: como os bailarinos que se arrastam pelo chão com manequins, ou as imitações bizarras de Paulo Francis e Marília Gabriela. A caracterização de Francis é absurda porque se apropria da locução arrastada que marcaria o jornalista na tela da Globo em um plano pessoal no qual ele não falava daquele jeito. Já a imitação de Marília Gabriela é ainda mais complicada.

À medida que a obra usa nomes reais e fatos de quem sempre esmiuçou sua vida diante das câmeras de TV, é preciso, pelo menos, manter certa coerência com os fatos.

Alguns fatos sofrem reducionismo, como a briga com o cartunista Henfil, depois que este enterrou Elis em uma charge. Isto se deu após ela cantar nas Olimpíadas do Exército em tempos que artistas partiam para o exílio justamente por não colaborar com o regime. Elis, neste momento da obra, parece ingênua, coisa que nunca foi.

O próprio autor da peça, Nelson Motta, aparece como personagem, mas omite o caso de amor que teve com Elis, enquanto esta era casada com Bôscoli. Só fica o lado de Elis mulher humilhada e maltratada pelo primeiro marido. Não custa nada lembrar que o apelido dela era Pimentinha.

Incômodo com a morte trágica

Regina Echeverria, que escreveu a biografia Furacão Elis, afirma que "Elis morreu, de fato, de uma dose letal de Cinzano e cocaína. Um erro de dose. Um acidente". O próprio autor do musical, Nelson Motta, contou o mesmo em seu livro Noites Tropicais: "sempre preocupada com a voz, a garganta, seus maiores bens, [Elis] estava evitando inalar cocaína, preferindo misturá-la com uísque: dessa forma a droga vai para o estômago e demora mais a entrar na corrente sanguínea, tornando muito difícil controlar as quantidades. Foi o que matou Elis".

Mas há, no musical, um incômodo em lidar com a morte de Elis. Talvez seja por isso que a direção perde a chance de finalizar o espetáculo quando Laila tem sua grande cena, com Elis sozinha e frágil diante da luz, respondendo a uma entrevista. Dá nó na garanta.

elis regina 3 Crítica: Musical faz Elis virar mocinha da Broadway

Parece que é preciso encobrir a morte de Elis com muita cor e Carnaval - Foto: Felipe Panfili/AgNews

Mas, logo, apressados bailarinos deslizantes entram com confetes e serpentinas para carnavalizar tudo. Como se fosse proibido sentir tristeza pela partida precoce e trágica da cantora. Querer maquiar tal dor é ferir tudo que Elis foi: uma artista coerente com suas fragilidades até mesmo no momento da morte, aos 36 anos, trancada no quarto, com três filhos pequenos para criar.

Elis, a Musical enquadra a memória de nossa maior cantora nestes novos tempos do politicamente correto. Está ali uma grande cantora, mas falta a grande artista, tão viva e inquieta, sem meias verdades, que gostava de instigar, de desnortear, de provocar. O que fica é a pergunta: o que Elis Regina acharia da ideia de convertê-la em mocinha da Broadway?

Elis, a Musical
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 16h (sem Laila Garin) e 20h; domingo, 17h; quinta, 21h. 180 min. Até 13/7/2014
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, CPTM Santo Amaro, São Paulo, tel. 0/xx/11 5693-4000)
Quanto: R$ 40 a R$ 180
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Musical faz Elis virar mocinha da Broadway

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

feira de opinião Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cia Antropofágica reúne interessados em mudar o mundo - Divulgação

O que você pensa do Brasil de hoje?
É com esta pergunta que a I Feira Antropofágica de Opinião ou II Feira Paulista de Opinião pretende reunir gerações diferentes e interessadas em discutir as questões atuais, contradições e novos caminhos possíveis da política e na estética. O encontro acontece nos dias 15 e 16 de fevereiro, das 14h às 22h, no Centro Cultural Tendal da Lapa, em São Paulo. O diretor da Companhia Antropofágica, Thiago Vasconcelos, quer reunir coletivos teatrais, e músicos e poetas e “proporcionar tensões” que apontem “novos caminhos”. O evento é uma homenagem ao que aconteceu em 1968, em resistência à repressão da ditadura militar e que contou com nomes como Augusto Boal, Bráulio Pedroso, Gianfrancesco Guarnieri, Lauro César Muniz, Jorge Andrade, Plínio Marcos, Ary Toledo, Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil e Sérgio Ricardo. Dentre os convidados estão Cecília Boal, Umberto Magnani e Chico de Assis. A entrada é gratuita. Informações no tel. 0/xx/11 3871-0373.

Cidade Luz
Um reencontro cheio de promessas de amor em Paris, na capital da França, embalado pelas canções mais românticas do século XX. Nós Sempre Teremos Paris é uma opção para os apaixonados e para quem espera se apaixonar, que entra em cartaz nesta sexta-feira (14), no Teatro Raul Cortez, em São Paulo. O espetáculo musical com Françoise Forton terá curta temporada atéo dia 30 de março, às sextas, sábados e domingos, com ingressos populares de R$ 40. Promete emocionar os corações com versões de La Vie en Rose e Garota de Ipanema. Vendas pelo telefone 0/xx/11 4003-1212.

hell Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Hell chega a Porto Alegre - Foto: Reprodução/Instagram

No Sul
Bárbara Paz mandou avisar no Instagram que está chegando em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no Theatro São Pedro, com o espetáculo Hell. As apresentações são em todo o fim de semana. Na semana passada, o teatro cancelou os espetáculos por conta das homenagens ao ator e músico Nico Nicolaiewsky, um dos criadores do espetáculo Tangos e Tragédias, que morreu aos 56 anos vítima do câncer. As sessões de Hell acontecerão normalmente.

50 anos de golpe militar
A peça Pedro e o Capitão volta em 2014 a São Paulo, no Teatro Jaraguá, para curta temporada até o dia 1o de maio, às terças, quartas e quintas, às 21h. O espetáculo é a primeira montagem no Brasil do texto do uruguaio Mario Benedetti. Um preso político (Pedro) encontra-se cara a cara com seu interrogador (Capitão) e deste confronto surgem homens de carne e osso, que compartilham inseguranças e resistências. Indicado para maiores de 16 anos com ingressos no valor de R$ 20. Vendas no tel. 0/xx/11 4003-1212.

Mais musical
Lupicínio Rodrigues é o grande homenageado de Vingança, espetáculo musical de Anna Toledo, que reestreia no CCBB, em São Paulo, em temporada às quartas, quintas e sextas, às 20h, até o dia 18 de abril. Três triângulos amorosos, muita boemia, paixões e traições no Sul do Brasil,na década de 1950, embalados por canções de sucesso como Vingança, Maria Rosa, Nervos de Aço, Felicidade entre outras. Pra curar a dor de cotovelo com músicas executadas ao vivo. O espetáculo é indicado para maiores de 16 anos e custa R$ 10.

Comédia dramática
A Sede das Cias, de Ivan Sugahara e Tárik Puggina, traz o espetáculo Preciso Andar até o dia 24 de fevereiro, de sexta a segunda, às 20h, no Rio de Janeiro. Esta é a primeira montagem carioca do autor inglês Nick Payne e mostra seis personagens que passam por transformações em suas vidas. Crises ligadas ao amor e à sexualidade. A peça é indicada para maiores de 16 anos e tem ingressos de R$ 30. Informações no tel. 0/xx/21 2137-1271.

Preciso Andar menor Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça trata questões como o amor e o sexo - Foto: Divulgação

 

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com