Posts com a tag "musical"

IMG 8016 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Esplêndidos estreia no Teatro Aliança Francesa - Foto: Ronaldo Gutierrez/Divulgação

O cerco está fechado

O espetáculo Esplêndidos, dirigido por Eduardo Tolentino, traz sete mafiosos que estão cercados no sétimo andar de um hotel de luxo em Paris, na França. O grupo mantém um jovem policial e a filha de um milionário como reféns. A polícia fica sem ação, enquanto a cidade inteira parou querendo saber o que vai acontecer. Luxúria, traição, morte, os célebres bandidos agem em meio ao caos em que tudo é possível para se salvar, até mesmo travestir-se. A peça entra em cartaz nesta sexta-feira (22), no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo, e fica em cartaz até o dia 12 de julho. Apresentações de quinta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h. Ingressos R$ 20 e classificação 14 anos. Informações: 0/xx/11 3017-5699.

Lerê, lerê

Em 2016, a Marcenaria Cultural pretende produzir Escrava Isaura – O Musical. Baseado na obra clássica de Bernardo Guimarães, um dos romances mais conhecidos no mundo, o espetáculo tem estreia prevista já para o primeiro semestre. O projeto é uma coprodução Brasil-EUA, mirando temporada na Broadway (que chique!). A versão terá roteiro adaptado pelos dramaturgos norte-americanos Daniel Bort e Shawn Northrip. O compositor brasileiro Carlos Bauzys será o responsável por conceber as 23 músicas. A direção será de Jeff Whting e os figurinos do incansável Fause Haten. O elenco ainda não foi confirmado.

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Lucas Domso e Charles Paraventi dividem o palco - Foto: Divulgação

Profissional do sexo

O sexo ainda é tabu? Essa é a questão mote da comédia de esquetes dirigida por Claudio Torres Gonzaga, Congresso Nacional de Sexologia, que estreia neste sábado (23), às 19h, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. Com texto de Lucas Domso, que divide os palcos com Charles Paraventi e Daniela Brescianini, o espetáculo apresenta um grupo de especialistas em sexo que pesquisa a fundo a vida sexual de pessoas normais, colocando câmeras em suas casas e participando dos seus cotidianos. A montagem segue em cartaz até 26 de junho. Ingressos: R$ 60. Classificação: 16 anos. Informações: 0/xx/11 3105-3129.

Prorrogado

A Hora e Vez prorrogou temporada no Parlapatões, em São Paulo. Durante o mês de junho, o teatro ganha quatro sessões extras, às sextas-feiras, 19 e 26, às 21h, e aos domingos, 21 e 28, às 19h. O monólogo é inspirado na obra A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa, com Rui Ricardo Ruiz, que também adaptou o texto. A direção é de Antonio Januzelli. Ingressos R$ 30 e classificação 16 anos. Informações: 0/xx/ 3061-9799.

Noitadas em Paris

Mario Bortolotto estreia adaptação do romance Tanto Faz, de Reinaldo Moraes, nesta sexta-feira (22), no Teatro Cemitério de Automóveis, em São Paulo. Bortolotto estará entre os 21 atores do elenco além de assinar direção, sonoplastia e iluminação. A história de concentra nas aventuras etílicas e sexuais do economista Ricardo Mello, durante o período em que esteve em Paris, na França, para cumprir uma bolsa de estudos, no final dos anos 70. Ele não realiza nada, mas se joga numa vida regada a Lou Reed, Burowski, bebidas, mulheres e drogas. A temporada vai até o início de julho. Sextas e sábados, às 21h30, domingos, às 20h30. Ingressos R$ 30 e classificação 16 anos. Informações: 0/xx/11 2371-5744.

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Suzy Rego divide o palco com Eduardo Martini - Foto: Erick Almeida

Coisa de casal

Em Até que o Casamento Nos Separe, o público conhece um pouco da intimidade de Maria Eduarda (Suzy Rego) e Otávio (Eduardo Martini), durante 20 anos de história. Durante a peça eles falam com muito bom humor sobre assuntos pertinentes a qualquer casal: TPM, almoço em família, dia dos namorados, a lua de mel, o cotidiano da casa, a divisão de tarefas, as brigas, o balanço da relação e, claro, de amor. O espetáculo estreia nesta sexta-feira (22), no Teatro União, em São Paulo, e fica em cartaz até o dia 31 de julho. Apresentações às sextas, 21h30, ingressos a R$ 60. Classificação 14 anos. Informações: 0/xx/ 11 2104-2908.

Inscrições abertas
Termina no dia 30 de maio as inscrições para a 1ª Mostra de Teatro de Heliópolis, que selecionará espetáculos produzidos em comunidades populares e periferias do Estado de São Paulo. Realizada pela Associação Ação Comunitária Nova Heliópolis, Cia. de Teatro Heliópolis e MUK, a Mostra acontecerá no período de 1º a 9 de agosto. A programação será composta por oito apresentações de espetáculos teatrais (adultos e infantis), 6 intervenções artísticas, workshop de teatro físico, oficina de produção cultural, rodas de conversas, sarau e debates. A curadoria fica a cargo do crítico e pesquisador Alexandre Mate. Os grupos, entidades ou artistas independentes que se enquadrarem no perfil do evento poderão fazer suas inscrições por meio de uma ficha de inscrição disponível no site (www.ciadeteatroheliopolis.com.br/mostra) do projeto. Os grupos selecionados receberão cachês por suas apresentações. A direção artística fica a cargo de Miguel Rocha e Daniel Gaggini será responsável pela produção do evento.

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nine divulgação Público já pode comprar os ingressos para Nine – Um Musical Felliniano

Nine - O Musical - Divulgação

Do R7

Os ingressos para Nine – Um Musical Felliniano começam nesta terça-feira (5). O espetáculo com direção artística de Charles Möeller e Cláudio Botelho estreia no próximo dia 23 de maio, no novo Teatro Porto Seguro, em São Paulo.

A montagem brasileira vai contar com grande elenco: Totia Meirelles, Carol Castro, Mayana Moura, Malu Rodrigues e Letícia Birkheuer.

O musical ainda contará com participações especiais de Beatriz Segall e Nicola Lama.

Nine – O Musical
Quando: Estreia dia 23 de maio. Quintas, sextas e sábado, às 21h, domingos, às 19h. Vai até o dia 09/08/2015.
Onde: Teatro Porto Seguro (al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, São Paulo. www.ingressorapido.com.br)
Quanto: R$ 50 a R$ 200
Duração: 135 minutos
Classificação: 12 anos

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Musical Os Recicláveis está em cartaz no Teatro Augusta, em São Paulo - Foto: Lenise Pinheiro

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os Recicláveis é um musical pop que anda fazendo sucesso com os adolescentes de São Paulo.

Flávia Garrafa dirige a montagem, baseada nos livros de Toni Brandão, autor consagrado no mercado infanto-juvenil.

Estão no elenco Lucas Padovan, Luiza Porto, Pedro Vicente, Rodrigo Pasquali, Guilherme Zanella, Pauline Mingroni, Erica Monteiro e Daphne Bosaski. A direção musical é de Dimi Kireeff.

A montagem fica em cartaz até 28 de junho de 2015, sempre aos sábados, às 17h30, e aos domingos, às 16h, no Teatro Augusta (r. Augusta, 943, tel. 0/xx/11 3151-4141), com inteira a R$ 50, meia a R$ 25 e classificação etária livre.

Veja o espetáculo em sete imagens:

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Montagem mostra o cotidiano de um garoto que se preocupa com a natureza - Foto: Lenise Pinheiro

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A peça tem pegada jovem: os atores canta e dançam ao vivo - Foto: Lenise Pinheiro

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Os atores sem camisa também provocam frenesi nos espectadores jovens - Foto: Lenise Pinheiro

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Em uma cidade como São Paulo, o musical ensina a ter consciência ecológica - Foto: Lenise Pinheiro

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A peça ensina que, para ser ecológico, ninguém precisa ser chato - Foto: Lenise Pinheiro

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A peça é uma aventura divertida que cativa os adolescentes na plateia - Foto: Lenise Pinheiro

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DSC3956 1024x819 Sucesso no cinema, Lisbela e o Prisioneiro vira musical

Ligia Paula Machado e Luiz Araújo em Lisbela e o Prisioneiro - Foto: Caio Gallucci

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após conquistar as bilheterias do cinema em 2003 sob direção de Guel Arraes, a peça de teatro Lisbela e o Prisioneiro, escrita por Osman Lins em 1964, transforma-se no mais novo musical nacional dos palcos paulistanos.

A montagem estreia na próxima sexta (10), no Teatro Nair Bello, em São Paulo, onde fica em cartaz até 7 de junho.

A montagem capitaneada pela MP Produção Cultural, que já produziu o sucesso O Primo Basílio – O Musical, tem adaptação assinada por Francisca Braga e direção de Dan Rosseto e Ligia Paula Machado.

A trilha traz sucessos de Zé Ramalho, Pixinguinha, Dominguinhos, Caetano Veloso, João Pernambuco e Filipe Catto, sob direção musical de Dyonisio Moreno. Kleber Montanheiro fez o cenário e os figurinos, de inspiração circense.

Triângulo amoroso

O conturbado triângulo protagonista é formado por Ligia Paula Machado, como a jovem inocente Lisbela, Luiz Araújo, como o artista malandro Leléu, por quem ela se apaixona, e Beto Marden, na pele do mauricinho Douglas, com quem a moça tem casamento marcado.

A obra ainda traz nomes experientes no gênero musical para completar o elenco de oito atores: Marilice Cosenza, Nill de Pádua, Fernando Prata, Jonatan Motta e Milene Vianna.

O espetáculo conta com oito músicos, tocando ao vivo: João Paulo Pardal, Renan Cacossi, Maristela Silvério, Jonatan Motta, Azael Rodrigues, Daniel Warchauer e Augusto Brambilla.

Completam o time de artistas cinco acrobatas coordenados por Roger Pendezza e que prometem fazer estripulias no palco.

DSC4480 1024x927 Sucesso no cinema, Lisbela e o Prisioneiro vira musical

Ligia Paula Machado e Beto Marden: musical nacional estreia na sexta (10) - Foto: Caio Gallucci

Lisbela e o Prisioneiro
Quando: Sexta, às 21h30, sábado, às 21h; domingo, às 19h. 105 min. De 10/4/2015 a 7/6/2015
Onde: Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca 3º piso; rua Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3472-2414)
Quanto: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)
Classificação etária: livre

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karin hills foto bob sousa3 O Retrato do Bob: Karin Hils, no topo Foto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Aos 36 anos, a atriz Karin Hils é consciente de que vive o auge de sua carreira de atriz. Afinal, está à frente de um elenco de 30 artistas e oito músicos em um musical que custou R$ 30 milhões. Após protagonizar o seriado Sexo e as Negas, de Miguel Falabella, na Globo, foi convidada para viver a personagem principal da superprodução musical Mudança de Hábito, que estreia na quinta (5), no Teatro Renault, em São Paulo, com produção da Time for Fun, Whoopi Goldberg e Stage Entertainment. Fluminense de Paracambi, é conhecida do grande público desde 2002, quando venceu o reality Popstars, do SBT, e passou a integrar a banda jovem Rouge, sucesso absoluto de público até seu fim, em 2005. Recentemente, além de fazer televisão, Karin passou a atuar com êxito em musicais. Seu currículo já contabiliza grandes espetáculos, como Hairspray, Hair, Alô Dolly! e Xanadu. Agora, chegou sua grande chance: unir a atriz e a cantora em uma só personagem, no centro dos holofotes: Deloris Van Cartier, personagem que Whoopi Goldberg fez entrar para a história do cinema em 1992. Para fazer bonito, enquanto posa para o nosso Bob Sousa, revela que abriu mão até da vida pessoal para se dedicar por completo ao musical. Ela sabe que o topo é para ser vivido com toda intensidade do mundo.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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Allan e Andre NY Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

O diretor André Gress (ao centro) e o produtor Allan Deberton (ao fundo, à dir.) com o elenco norte-americano de Avenida Q, em Nova York: eles vão produzir o musical no Ceará - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O produtor Allan Deberton e o diretor André Gress só têm uma coisa em mente nos próximos meses. Produzir o musical Avenida Q em Fortaleza, no Ceará. A temporada já está marcada: será no mês de julho deste ano, no Teatro ViaSul, com sessões de quinta a domingo.

Ousada, a superprodução quer colocar o Ceará no mapa dos grandes musicais brasileiros, ao lado de São Paulo e do Rio. As inscrições para interessados em participar das audições que formarão o elenco estão abertas até 10 de fevereiro no site do musical. Nove artistas serão selecionados. Haverá audições em Fortaleza e também no Rio.

O musical conta a história de uma avenida do subúrbio nova-iorquino e seus personagens cheios de sonhos. A versão brasileira é de Claudio Botelho, que fez sucesso recentemente em produção no Rio e em São Paulo (leia crítica). Agora, é a vez de Fortaleza.

O Atores & Bastidores do R7 conversou com os artistas responsáveis por este ambicioso projeto nesta Entrevista de Quinta.

Leia com toda a calma do mundo.

Allan e Andre NY Avenue Q Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

André e Allan no cenário de Avenida Q na Broadway - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO – Avenida Q será o primeiro musical da Broadway produzido no Nordeste?
ALLAN DEBERTON – Pelo que temos conhecimento,  com direitos profissionais de produção, com toda a estrutura técnica necessária, montado regionalmente, sim. Avenida Q estreia em Fortaleza com grande parte da equipe com técnicos locais, diretor e produtor cearenses. O espetáculo pretende inaugurar o conceito de temporada deste segmento, ficando em cartaz de quinta a domingo em julho deste ano.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Vocês darão prioridade a artistas do Ceará e do Nordeste nas audições?
ALLAN DEBERTON – Nosso desejo é fomentar regionalmente, descobrir e revelar novos talentos, profissionalizar e desenvolver o setor. Artistas locais competem de igual para igual com candidatos de outros Estados, mas, na hora de escalar o elenco, privilegiaremos o candidato ou candidata mais preparado para dar vida aos personagens.
ANDRÉ GRESS – É um espetáculo que exige muito do ator, pois geralmente interpretam mais de um personagem, com personalidades bem distintas. Além disso, manipulam bonecos, cantam e dançam.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Como surgiu a ideia do projeto?
ALLAN DEBERTON – Nos últimos anos tenho assistido quase todos os musicais montados no Brasil. Lembro que Avenida Q, quando estreou no Rio, em 2009, foi uma das produções mais elogiadas, com teatro sempre cheio e público que não parava de rir. Assisti mais de cinco vezes. E queria muito que os cearenses tivessem essa experiência que eu tive. Comecei a negociar em 2011 os direitos para produzir o espetáculo e, em 2012, conseguimos a autorização. Foi quando conheci André Gress e o convidei para fazer a direção do espetáculo. Sonhador, perfeccionista, audacioso e artista preparado, André trabalhou com grandes diretores da Broadway. Sonhamos juntos e, com ajuda de profissionais competentes, estamos transformando este sonho em realidade.

MIGUEL ARCANJO PRADO – O que este musical tem a dizer ao cearense?
ALLAN DEBERTON – Avenida Q é uma das comédias mais irreverentes da Broadway. Divertido e sarcástico, possui um texto universal, pois a Avenida Q pode ser uma avenida qualquer da Argentina, da China, da Inglaterra e, por que não do Ceará? Moramos na terra do humor, Avenida Q combina muito com Fortaleza.

Allan Deberton Produtor  Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

O produtor teatral Allan Deberton: ele promete colocar Fortaleza entre as grandes capitais do musical no Brasil - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO – Como vocês esperam que o público de Fortaleza receba o musical?
ALLAN DEBERTON – Esperamos que a plateia tenha uma nova experiência. Que aqueles que nunca assistiram a um musical se encantem com o gênero, este encontro será possível porque nossos ingressos serão a preços populares.
ANDRÉ GRESS – E que também aqueles mais viajados, que já assistiram musicais no Brasil ou no exterior, saiam impressionados com nossa produção. Estamos trabalhando para fazer bonito.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Acha que esta montagem abrirá portas para o teatro musical local?
ALLAN DEBERTON – Queremos desenvolver o setor aqui, potencializar. Fortaleza é uma das maiores capitais do Brasil, já recebe grandes shows, tem o segundo maior Réveillon do País e é uma cidade muito turística!  Produzir um musical não é fácil, ainda mais sendo o primeiro deste porte. Mas estamos muito confiantes. Não mediremos forças para oferecer o melhor para nosso público e construir uma história na cidade.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Quem está apoiando o projeto?
ALLAN DEBERTON – Os Correios estão apresentando o espetáculo, nosso patrocinador master, com realização do Ministério da Cultura e apoio cultural da Caixa, FazAuto, Ceará Motos, Ceará Motor, Newland, Bandeirantes Midia Exterior e FisioVida.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Qual a importância de um projeto como este para o mercado artístico local?
ALLAN DEBERTON – Acreditamos que estamos contribuindo com o fortalecimento da classe artística e com a descoberta de novos talentos. Queremos desenvolver a cena local, incentivar, oferecer treinamento, possibilitar visibilidade, formar público. Temos um projeto nobre e estamos em busca de incentivadores.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Como você vê a cena artística daqui a dez anos em Fortaleza para o mercado musical?
ALLAN DEBERTON – Percebemos Fortaleza como uma cidade cada vez mais internacional. A cena cultural tem mudado. De um tempo pra cá foram inaugurados novos cinemas, novos teatros, o Carnaval da cidade está ficando cada vez mais forte e artistas locais são revelados na TV, no cinema, na música e no teatro. O cearense quer que nosso Estado se desenvolva, gostamos de nos sentir capazes. Daqui a dez anos queremos produzir musicais com histórias nossas e que eles tenham tanto sucesso como outros espetáculos da Broadway! Estamos formando um time competente de sonhadores.

Andre Gress diretor Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

O diretor André Gress - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO – Qual dos musicais da Broadway produzidos recentemente no Brasil você mais gostou?
ANDRÉ GRESS – Se for no sentido de musical, fiquei apaixonado pela montagem do diretor João Falcão que retratou a vida de Luiz Gonzaga com muita delicadeza, Gonzagão (leia crítica). Na linha de grandes produções da Broadway fico com a montagem de Priscila, Rainha do Deserto (leia crítica). Fiquei impressionado com a qualidade e beleza do espetáculo.
ALLAN DEBERTON – Adorei Book of Mormons, produção acadêmica da Unirio. Tantos jovens talentos juntos, amor a teatro musical e brilho no olhar destes estudantes me emocionaram muito! O resultado foi um espetáculo que não perdia em nada para a qualidade técnica de musicais profissionais. Hoje, o Leo Bahia, um dos protagonistas da peça, é do elenco de Chacrinha, o Musical.

MIGUEL ARCANJO PRADO – André, por que você trabalha com arte?
ANDRÉ GRESS – Trabalho com arte para suprir uma necessidade de contar histórias. Acredito que cada pessoa tem um papel muito importante na sociedade. Através de produções que misturam várias formas de arte, como canto, dança e interpretação eu me encontro em um local de realização, onde o foco principal é fazer com que o espectador entre em imersão no universo mágico desenvolvido unicamente para retratar uma experiência única e sensorial.

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IMG 9265 Grátis e pop, musical Hairspray discute preconceito

Liza Caetano vive a jovem Tracy no musical Hairspray: entrada grátis em SP- Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Baltimore, 1962. A cidade norte-americana vive a tensão da reivindicação dos direitos iguais entre negros e brancos. Parte destes últimos resiste, não querendo perder a posição privilegiada na sociedade. Outra prefere juntar-se aos negros em sua luta.

Este é o pano de fundo do espetáculo Hairspray - O Musical, da Cia. Instável de Teatro, dirigida por André Latorre com alunos de teatro da Faculdade Paulista de Artes. A obra estreia em São Paulo nesta segunda (1º), no Teatro Ruth Escobar, com entrada gratuita. A temporada vai até 10 de dezembro, de segunda a quarta [veja serviço ao fim].

Hairspray tem música de Marc Shaiman e Scott Wittman e roteiro por Mark O'Donnell e Thomas Meehan, baseados no filme de 1988 de John Waters — e que teve remake produzido em 2007 com direção de Adam Shankmann.

Para o Latorre, o discurso político da obra dialoga com o Brasil de hoje.

hairspray andre latorre Grátis e pop, musical Hairspray discute preconceito

André Latorre, diretor do musical Hairspray: "O preconceito ainda está vivo, mas todos podem e devem lutar pelos seus direitos", afirma o artista - Foto: Divulgação

— Na Baltimore dos anos 1960, as pessoas já sabiam que era errado ter atitudes separatistas,mas continuavam tendo atitudes equivocadas, de forma velada e também explícita. Para nosso desespero, a situação não mudou.

O diretor afirma que "hoje, vemos o preconceito vivo, com pessoas preconceituosas que, se interrogadas, certamente mentirão,dirão que não são preconceituosas".

— Hoje em dia, a cultura do ódio intensifica estas atitudes equivocadas. Mudou a época, mas a maneira de agir é a mesma.

Latorre manteve "falas absurdas" de vários personagens para deixar "explícito onde mora o erro, a segregação".

— Procurei manter isso muito vivo para fazer o público ver que existem pessoas horríveis como aquelas que estão no palco. Procuro intensificar a atitude errônea dos personagens para que isso cause um efeito reflexivo na plateia. Acho essencial ligar a temática com o que estamos vivendo, caso contrário nossa função como artista não se completa. O teatro é um documento e espelho de determinadas épocas.

Coreografias pop

Hairspray também tem diversão, já que a história está ambientada na efervescência da juventude da década de 1960, que acaba de descobrir o rock'n'roll e toda sua energia. Há muitos corpos bailando em cena, coreografados por Nhago Ramos. Muitos mesmo, como conta Latorre.

— Temos 47 atores.Tivemos um processo de trabalho agitado, mas de belas descobertas.Nosso maior desafio foi unir um elenco tão grande. Às vezes, o palco parecia pequeno demais.

Com tanta gente em cena, uma verdadeira engrenagem acontece nos bastidores para que o musical evolua. Capitaneando o elenco gigantesco, o diretor convocou a atriz Liza Caetano para protagonizar a obra.

Ela vive a a adolescente Tracy Turnblad, cujo maior sonho é ser dançarina de um programa de TV, mas que, ao longo da montagem, amadurece ao ponto de ser uma das líderes pelos direitos dos negros na sociedade. Para dar conta das duas sessões diárias, a atriz contou com a ajuda do preparador vocal Mauricio Mangini.

—O processo de ensaio foi pesado. Mas foi aquela coisa de cair de cabeça. Tento manter uma rotina em relação ao físico para ter a resistência que Hairspray me exige. Vejo o musical como uma lição de superação tanto no físico quanto no registro vocal.

liza caetano Grátis e pop, musical Hairspray discute preconceito

A atriz Liza Caetano: preparo vocal e físico para dar conta da adolescente Tracy - Foto: Divulgação

Além de assistir aos dois filmes, a atriz também utilizou sua experiência com o universo lúdico, já que atua na Trupe dos Brincantes, em espetáculos infantis nos CEUs da capital paulista.

— Tracy é diferente de tudo o que eu fiz. Sempre fiz personagens mais velhas. E ela é justamente o contrário: é mais nova, tem um frescor, uma inocência. Tentei construir minha Tracy com a maior veracidade possível.

Liza conta que está satisfeita em fazer um musical que mexe com a sociedade.

— O preconceito ainda está aí. Acho importante a forma como Tracy enfrenta o preconceito e luta por uma sociedade com mais equilíbrio. Diante de tanto preconceito hoje contra homossexuais, negros, nordestinos e mulheres, o Brasil parece que anda para trás. Esse musical é um simulacro da sociedade brasileira atual.

Latorre concorda com sua atriz. E também manda seu recado final.

Hairspray nos dá uma mensagem um tanto amarga, apesar de toda nuvem de laquê que parece fazer a peça ser leve e divertida. O texto nos faz lembrar que o preconceito ainda está vivo,mas que todos podem e devem lutar pelos seus direitos.

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Multidão: Hairspray - O Musical tem 47 artistas no palco do Teatro Ruth Escobar - Foto: Divulgação

Hairspray - O Musical
Quando: Segunda a quarta, 18h e 21h. 100 min. 1º até 10/12/2014
Onde: Teatro Ruth Escobar (r. dos Ingleses, 209, Bela Vista, metrô Brigadeiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3289-2358)
Quanto: grátis (musical universitário sem fins lucrativos)
Classificação etária: Livre

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 Petrônio Gontijo vive produtor de rádio decadente

Caros Ouvintes, com Petrônio Gontijo, faz rir e também comove o público - Foto: Priscila Prade

Com CENTRAL RECORD DE COMUNICAÇÃO

O ator Petrônio Gontijo está em cartaz em São Paulo no espetáculo Caros Ouvintes, no Auditório do Masp, em São Paulo. Ele interpreta um produtor de radionovelas, na montagem que mostra esta forma de entretenimento perdendo espaço irremediavelmente para a televisão. Leia a crítica do R7 para a peça. Abaixo, Petrônio faz um convite para os internautas assistirem à obra. Veja o vídeo:

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 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Agnes Zuliani, Rodrigo Lopez, Alexandre Slaviero, Alex Grulli, Amanda Acosta, Petrônio Gontijo, Eduardo Semerjian e Nathália Rodrigues: elenco potente nas mãos de um autor e diretor sensível em Caros Ouvintes - Foto: Priscila Prade

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Há em Caros Ouvintes um desgosto que paira no ar. Uma melancolia imersa no medo iminente que tira a liberdade, enjaula a arte e assusta a todos. Mas, isso não é algo ruim. Muito pelo contrário, na obra a melancolia é perfeita e potencializa o discurso político que está por detrás do melodrama encenado.

O grande mérito do espetáculo produzido por Ed Júlio é, sob o pretexto de mostrar a decadência no rádio no Brasil à medida que os militares ganham cada vez maior poder na década de 1960, exibir que pensamentos tidos como já vencidos estão de volta. E seguem provocando pavor e ódio.

 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Artistas tentam encenar a última radionovela de uma rádio prestes a fechar as portas - Foto: Priscila Prade

Na obra, um grupo de artistas de rádio oprimidos pelo anunciante ignorante tenta, a duras penas, manter a emissora em funcionamento. Fazem com dignidade os últimos capítulos de sua tradicional radionovela, mesmo que tudo do lado de fora diga que este tempo já passou, com a chegada da televisão repleta de imagens e obviedades.

A realidade de imagens pré-fabricadas parece ter suplantado a possibilidade de se fantasiar uma história a partir de vozes. Cada criando a sua própria, com o que possui. Pensar por conta própria: algo "perigoso" demais.

O cenário de Marco Lima reproduz com elegância — assim como os figurinos de Fabio Namatame — um antigo estúdio de rádio. É uma cenografia cuidadosa, delicada, detalhista, o que potencializa o realismo da história. Wagner Freire criou uma luz que dialoga com os momentos emocionais da peça, sendo quase um ator junto do elenco.

Otávio Martins se destaca como o autor do texto que faz rir e também chorar, sem abrir mão da inteligência. Ele também assume a função de diretor, e conduz a obra de maneira delicada, na qual vai, aos poucos, dando as nuances do que está por vir, em uma simbiose de drama e comédia, como é a vida.

O diretor extrai do elenco o que cada um tem de melhor, gerando um retrato convincente de sua história. Caros Ouvintes não é só uma comédia musical divertida. É bem mais que isso. Traz em seu subtexto um discurso de resistência, de liberdade e, principalmente, de dignidade.

A força reacionária é representada por uma das atrizes da própria radionovela, interpretada brilhantemente por Agnes Zuliani. Na obra, ela é a delatora de seus colegas de esquerda junto ao regime, por crer ser superior aos demais. Sua vaidade e falta de amor ao próximo nada condiz com sua alardeada condição de defensora da família e dos valores cristãos. Porque o que ela tem se parece mais com ódio do que com o amor de Cristo. A cena na qual a personagem discursa é a mais impactante da obra e Agnes mostra ser uma grande atriz.

 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Obra traz artistas de rádio que afundam com a ascensão da televisão no Brasil - Foto: Priscila Prade

Outra que se sobressai é Amanda Acosta, na pele daquela cantora que já não tem mais o brilho de outrora, que faz de sua própria vida a expressão máxima de sua arte. Tal qual uma Maysa Matarazzo. Amanda dá peso à personagem — que nas mãos de uma atriz inexperiente poderia virar uma caricatura —, fazendo de sua cantora mulher crível e admirável. Mesmo decadente, não é digna de pena, mas de admiração.

Rodrigo Lopez, que interpreta o locutor da rádio, também chama a atenção. Seu personagem mantém, na clandestinidade, uma relação de amor com o futuro galã da TV. Tal qual muitos por aí. Contudo, com o sofrimento diante da prisão de seu amado pelos militares, seu amor e preocupação genuínos tocam a todos, fazendo com que a hipocrisia caia por terra, numa vitória do amor ao preconceito.

Eduardo Semerjian, por sua vez, na pele do galã de rádio ultrapassado, que vive de alardear as fãs que já não possui mais, empresta carisma e intensidade ao seu personagem. Ele representa alguém que, independentemente da vaidade que o move, é apenas mais um tentando sobreviver e tendo de encarar o momento em que a vida lhe cospe, usado, gasto. É um grande personagem na carreira do ator no teatro.

Ainda compõem o elenco entrosado Alex Grulli, como o sonoplasta, Alexandre Slaviero, como o patrocinador capitalista, Nathália Rodrigues, como a mocinha que vai virar estrela da TV em breve, e Petrônio Gontijo, que faz o chefe da rádio com a dignidade de um capitão que prefere afundar junto de seu barco a abrir mão de sua ideologia.

Um tipo de gente cada vez mais rara de se ver.

Caros Ouvintes
Avaliação: Muito bom
Quando: Sexta, 18h e 21; sábado, 21h; domingo, 19h30. 100 min. Até 14/12/2014
Onde: Grande Auditório do Masp (av. Paulista, 1578, São Paulo, tel. 0/xx/11 3251-5644)
Quanto: R$ 30 (sex., 18h); R$ 40 (sex., 21h; e dom.) e R$ 50 (sáb.)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

caros ouvintes priscila prade4 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

Cena da peça Caros Ouvintes: musical com discurso político nas entrelinhas - Foto: Priscila Prade

Você gostaria que as radionovelas voltassem?

  • Sim, era maravilhoso o tempo em que a gente podia imaginar toda a história. E os atores das radionovelas eram melhores que os da TV.
  • Não, acho que já passou o tempo das radionovelas e detesto qualquer tipo de saudosismo. Prefiro ver telenovela.
 Crítica: Dignidade vence medo em Caros Ouvintes

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cazuza frejat 1 Musical busca novos Cazuza e Frejat

Thiago Machado e Emílio Dantas: Frejat e Cazuza no musical; produção quer descobrir mais dois atores para os papéis de Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A produção do espetáculo Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, o Musical está em busca de novos atores para interpretarem os papéis de Cazuza e de Frejat.

O espetáculo está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, até 21 de dezembro de 2014.

Os selecionados vão funcionar como stand-in (substituto eventual) de Cazuza, personagem feito por Emílio Dantas, e de Frejat, papel de Thiago Machado.

Podem se inscrever atores entre 20 e 35 anos que tenham experiência, além de atuar, em canto e dança.

No Rio, as audições acontecem nesta terça (21). Em São Paulo, na sexta (24).

Atores profissionais interessados devem mandar currículo resumido e fotos de rosto e de corpo inteiro para o e-mail: cazuzaomusical@audicoes.com.br

Os pré-selecionados receberão resposta com horário e local da audição.

Boa sorte!

Leia a crítica do musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz.

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