Posts com a tag "musical"

marcos tumura Vídeo: É preciso estudar para fazer musical, diz Marcos Tumura, de Crazy for You com Claudia Raia

Marcos Tumura, de Crazy for You, é um dos grandes nomes do teatro musical feito no Brasil - Foto: Reprodução

O ator Marcos Tumura, do musical Crazy for You, com Claudia Raia, esteve na redação do R7, onde conversou com o colunista Miguel Arcanjo Prado. Além de falar do espetáculo, que faz temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com meia-entrada a R$ 25 e R$ 30, ele ainda deu conselhos a quem quer se tornar uma estrela de musical como ele. Veja o vídeo:


Crazy for You
Avaliação: Muito bom
Quando:
Quinta e sexta, 21h, sábado, 17h e 21h, domingo, 18h. 150 min. Até 21/9/2014
Onde: Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3288-0136)
Quanto: R$ 50 e R$ 60 (inteira)
Classificação etária: Livre
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Vídeo: É preciso estudar para fazer musical, diz Marcos Tumura, de Crazy for You com Claudia Raia

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cazuza leo aversa Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

Papel para se pedir de joelhos: Emílio Dantas conquista respeito como Cazuza - Foto: Leo Aversa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Cazuza sempre foi um herói às avessas dentro da cultura brasileira recente. Ele não morava no Olimpo, mas "no lado escuro da vida". Sua obra o tornou referência na música popular brasileira produzida durante a efervescente década de 1980, da qual ele foi chamado de o poeta máximo.

Cazuza era um artista que tinha coragem de sobra, seja para xingar quem lhe desse na telha ou para abrir publicamente sua sexualidade e também sua contaminação pelo vírus da Aids — em um tempo em que a doença carregava consigo um estigma de preconceito infinitamente maior do que o dos dias atuais.

Cazuza tinha personalidade e fazia com que sua arte caminhasse lado a lado com os dissabores de sua vida. Não era desses "artistas" pré-fabricados e trancados no armário da mediocridade dos tempos atuais.

Pois bem. Diante disso tudo, retratar Cazuza no teatro é tarefa de responsabilidade grandiosa. É preciso coragem do tamanho da que tinha o homenageado.

Pois João Fonseca teve e adaptou para os palcos a vida do roqueiro, mais uma vez sob a ótica autorizada de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza. Antes de ressuscitar Cazuza no palco, em Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, o Musical, Fonseca já havia feito o mesmo, e com sucesso, com Tim Maia, personagem que catapultou o ator Tiago Abravanel ao estrelato fazendo teatro — coisa raríssima no Brasil atual.

Lucinha é a maior guardiã da obra de Cazuza. Mesmo sendo mãe de filho único, sabe o filho que teve. Por isso, na medida do possível, tenta manter sua reprodução fiel ao original, pelo menos até onde deixa o mundo do showbiz.

Verdade seja dita: a peça é mais próxima de Cazuza do que o filme Cazuza - O Tempo Não Para, de 2004, dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho — pelo menos a obra teatral não dá chá de sumiço em Ney Matogrosso, figura essencial na vida e na trajetória artística de Cazuza, como o longa-metragem fez. Na peça, Ney aparece interpretado com competência e charme por Fabiano Medeiros.

O papel de Cazuza deveria ser o sonho para qualquer ator de musical na faixa dos 30 anos e com algum talento dramático. Desses para se implorar de joelhos para fazer. Pois o sortudo em ganhá-lo foi Emílio Dantas. Aprovado pelos pais de Cazuza, é claro.

cazuza leo aversa 4 Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

Musical se sustenta no talento dramático de Susana Ribeiro, como Lucinha, e Emílio Dantas, como Cazuza: ótimos embates cênicos entre mãe e filho - Foto: Leo Aversa

E Emílio não faz feio. Muito pelo contrário, faz um Cazuza crível, em sua rebeldia aliada ao excesso de carisma que o fez estrela nacional. É impressionante a semelhança do timbre de voz. Emílio canta como Cazuza, fala com o Cazuza, gesticula como Cazuza e, mais do que tudo, apronta como Cazuza. É o melhor papel da carreira do ator, e ele parece saber disso. Tanto que mergulha de cabeça e conquista respeito.

O talento do ator, aliado ao da atriz Susana Ribeiro, corretíssima na pele de Lucinha, é o que sustenta a montagem. As melhores cenas são as de embate entre os dois.

Na parte técnica, o cenário assinado por Nello Marrese é praticamente inexistente — trata-se de um conglomerado de plataformas de madeira apenas, mas a iluminação de Daniela Sanches e Paulo Nenem se sai melhor, conseguindo diálogo com a história escrita por Aloísio de Abreu, que faz boa adaptação do livro Só as Mães São Felizes, de Lucinha Araújo e Regina Echeverria.

Carol Lobato, por sua vez, revive a exuberância visual oitentista nos figurinos que transportam todos para a chamada "década perdida".

O restante do elenco é coerente com o gênero e executa o trabalho a contento. Cantam e dançam bem. E seguram como podem, vez ou outra, alguma ceninha dramática. Vão bem os integrantes da banda Barão Vermelho, Thiago Machado (Frejat), Oscar Fabião (Maurício Barros), Diego Montez (Guto Goffi) e Marcelo Ferrari (Dé Palmeira), assim como Bruno Narchi, que dá peso ao seu Serginho, um dos principais namorados de Cazuza.

Mas há incômodos. André Dias constrói um Ezequiel Neves — produtor do Barão e espécie de guru de Cazuza — em um registro totalmente diferente do restante do elenco. Há trabalho evidente do ator nesta construção, e ela poderia até se destacar, caso estivesse em outro contexto. Contudo, na interação com o restante da obra, há um ruído que faz com que Zeca vire uma caricatura. Este crítico foi amigo de Ezequiel Neves e é sabedor de que o jornalista e produtor musical era realmente um escândalo em pessoa. E até mesmo nas cartas que escrevia. Mas, mesmo assim, ainda era gente de carne e osso e não um desenho animado falante como surge no musical.

Outra que destoa é Brenda Nadler como Bebel Gilberto. Ela faz uma Bebel que parece ter misturado uísque com tranquilizantes o tempo todo. Tudo bem que a Bebel de hoje tem uma voz um tanto quanto adormecida, mas é sensacionalista levar isso a uma Bebel praticamente adolescente, que é a da peça. Também cansa os maneirismos da atriz na tentativa de quebrar forçosamente a quarta parede e provocar graça junto ao público — sobretudo na cena da composição de Eu Preciso Dizer que Te Amo, onde ela está em um registro completamente destoante de seus colegas.

Outro incômodo está na segunda metade do roteiro: a quantidade sem fim de cenas do sofrimento de Cazuza na luta contra a Aids. Todos sabemos que a doença foi cruel com ele e seus pais, mas não é preciso gastar tanto tempo cênico com esse sofrimento. Tem uma hora que a sensação é de que já deu para entender e a peça já está passando do ponto.

Se o filme, como já foi dito, cometeu graves omissões, a peça é mais condizente com a história, retratando sem hipocrisia detalhes da vida de Cazuza, desde seu vício em cocaína até mesmo fatos como a capa em que a revista Veja praticamente matou o cantor em vida, além da emblemática e corajosa entrevista na qual Cazuza assumiu ser portador do vírus HIV em uma época que a doença ainda chamada de "peste gay" era alvo de preconceito feroz.

O musical cumpre a função apresentar um personagem fundamental de nossa cultura ao mesmo tempo em que deixa o público entretido. É primordial que em tempos tão caretas a nova geração conheça um pouco da vida e da obra de um artista que não teve medo de se reinventar constantemente e de compartilhar com o público seus reais pensamentos — e medos também. O musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz cumpre a missão: é um espetáculo que procura ser fiel ao homem que conseguiu aliar entretenimento da grande massa ao pensamento inteligente e à música de qualidade. E que faz uma baita falta.

Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz
Avaliação: Muito bom
Quando: Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h30 e 21h30. 165 min. Até 26/10/2014
Onde: Teatro Procópio Ferreira (r. Augusta, 2.823, Cerqueira César, São Paulo, tel. 0/xx/11 3083-4475)
Quanto: R$ 50 a R$ 180
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

cazuza leo aversa 2 Crítica: Musical Cazuza é melhor do que o filme

Cazuza com a banda Barão Vermelho do musical em cartaz em SP: bem melhor do que o filme - Foto: Leo Aversa

Leia a crítica de Átila Moreno para o espetáculo durante a temporada no Rio

 

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laila garin bob sousa5 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Atriz e cantora baiana, Laila Garin conquista Brasil ao viver Elis Regina nos palcos- Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

O Brasil descobre o talento de Laila Garin [a pronúncia correta é Garran]. A baiana, filha de uma brasileira e de um francês, conquista o público ao encarnar Elis Regina no espetáculo Elis, a Musical, que volta para São Paulo em mais duas sessões nos próximos dias 30 e 31 de agosto no Espaço das Américas, após temporada de sucesso no Teatro Alfa.

Laila recebe Bob Sousa e eu para esta Entrevista de Quinta no apart hotel onde está morando, na região da avenida Paulista, em São Paulo, cidade que faz parte de sua história, como revela depois.

De repente, a porta do elevador se abre e sua voz se impõe no ar. Chega ao saguão falando ao telefone. Parece que todo mundo quer falar com Laila.

No último sábado (16), Laila fez parte do melhor momento do programa Criança Esperança, na Globo, cantando, tal qual Elis, ao lado de Ney Matogrosso e de colegas de espetáculos musicais, a Canção da América. O Brasil inteiro ficou boquiaberto com o que viu e ouviu.

Durante a conversa com o Atores & Bastidores do R7, entre uma mordia e outra na maçã, falou de forma pausada, dando peso a cada palavra. Tal qual aquela cantora Pimentinha que o Brasil perdeu tão cedo e jamais se conformou.

Leia com toda a calma do mundo.

laila garin bob sousa2 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Laila Garin fez musical e teatro de pesquisa em São Paulo antes de encarar Elis - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Laila, a Elis é muito forte, marcante, como você faz para não virar a Elis diante deste sucesso todo?
Laila Garin — Pela própria abordagem da peça... Ninguém nunca quis que imitasse Elis. Meu trabalho não é imitação; mesmo. Acho que as pessoas entendem como uma homenagem, por mais que lembrem coisas relacionadas a Elis. Tem a parte da saudade de Elis, mas também tem muito de memórias pessoais, de coisa que as pessoas viveram.

Miguel Arcanjo Prado — É que cada um tem a sua Elis...
Laila Garin — Isso. A peça, contando a história da Elis, acaba contando a história da música e do País. São memórias que transcendem a Elis. E é o que a Elis fazia. As pessoas não são tão loucas por Elis só porque ela tem uma voz maravilhosa e ponto. Mas, porque o que ela faz cantando toca as pessoas em suas questões mais pessoais, até porque ela faz isso de uma forma pessoal também.

Miguel Arcanjo Prado — Tem quem pense que você é a Elis reencarnada?
Laila Garin — Eu não tenho como controlar a cabeça das pessoas, mas sinto que o público, quando vem falar comigo, ressalta minhas características como artista. E acho que vai depender também das coisas que vou fazer depois de Elis. Tem muita gente assistindo, graças a Deus. É teatro, não é TV, mas com essa peça a gente conseguiu atingir o máximo de espectadores. É grandioso demais. Mas também tinha gente que me conhecia de outros trabalhos. Eu não me confundo com Elis; de jeito nenhum! [risos]

Miguel Arcanjo Prado — Conheci você no palco do Teatro Itália, fazendo Eu Te Amo Mesmo Assim. Para mim foi uma aparição como foi a de Marisa Monte, fiquei impressionado com sua voz. Como você lida com o fato de um dia estar lá no Teatro Itália, em uma peça pequena, e agora estar neste turbilhão que é o musical, encabeçando uma superprodução, com você na proa de um navio?
Laila Garin — Eu acho que, primeiro, eu não tenho 20 anos de idade. Nem 18. Não sou deslumbrada. Segundo, que esta visão de que agora estou no navio é real porque é uma produção grande, é um navio gigante. Mas continua sendo teatro, é coletivo. Tenho os colegas em cena, preciso do cara da luz, do som, do Dennis [Carvalho, diretor]. Tem um trabalho danado. Essa visão de glamour é mais de fora. Tenho um dia a dia de atleta tendo que cuidar do que como, do que durmo. É uma trabalheira danada!

Miguel Arcanjo Prado — Quando você começou no teatro?
Laila Garin — Comecei cedo. A primeira vez que subi no palco tinha cinco anos. E a partir dos 11 eu nunca parei. Tenho uma visão do artesanato do teatro. E Elis foi construído em cada detalhe. Não é de uma hora para outra que as coisas acontecessem. Elis é um grande passo na minha carreira, nunca recebi e fui indicada para tantos prêmios [ela levou o Prêmio Shell de Melhor Atriz e está indicada ao Prêmio APCA na mesma categoria].

laila garin bob sousa4 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Leila Garin: "Eu não tenho 20 anos de idade. Nem 18. Não sou deslumbrada" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você nunca tinha sentado no sofá do Jô Soares...
Laila Garin — Exatamente. Mas o meu trabalho veio num crescendo, que foi escolhido. Passei sete anos em São Paulo, dos quais cinco fiz teatro de pesquisa. Levava nove meses ensaiando uma peça para 80 espectadores, com o Cacá Carvalho, na Casa Laboratório. Depois, fui para o Rio de Janeiro trabalhar com o João Falcão, fazer Eu te Amo, que você viu. Por mais que fosse pequeno, era para fazer uma temporada e a gente fez sete, com uma repercussão qualitativa intensa. Depois veio o Gonzagão, que teve uma repercussão maior ainda. Você viu também, né?

Miguel Arcanjo Prado — Vi lá no Festival de Curitiba... Queria te perguntar uma coisa: você acha que hoje fazem falta artistas que se coloquem politicamente e façam uma obra mais emblemática, que consiga ir além da voz, que transcenda?
Laila Garin — Eu acho. Mas estamos também em outro contexto. O momento político não é tão claro. Na época da Elis, os inimigos eram mais claros, vivíamos em uma ditadura e a gente precisava de liberdade de expressão. Talvez a gente tenha algumas músicas ou cantores que tomem algum partido. Você tem um hip hop, um rap que tem claramente um discurso social. Mas a Elis não era compositora... E a Elis também foi acusada de várias coisas, de ser muito fria, de ser muito técnica, de estar de um lado, até porque ela já era a cantora desde cedo. Para mim faz falta as vísceras mesmo. Não acho que tem de ficar sabendo da vida pessoal das pessoas, mas quando falo de cantar colocando de si é um engajamento artístico, de alma, de víscera. Às vezes parece que está tudo muito blasé e não tem muita diferença de um cantor para o outro.

Miguel Arcanjo Prado — É verdade.
Laila Garin — Minhas referencias estão todas na geração da Elis praticamente. Por mais que tenham algumas atuais que eu goste muito: eu adoro Renata Rosa [cantora paulistana] e Mayra Andrade [cantora cabo-verdiana]. Eu adoro cantores pop também, mas acho que esse diferencial, assim, está em poucos.

Miguel Arcanjo Prado — Para onde vai o musical?
Laila Garin — Depois de São Paulo, vamos fazer turnê por algumas capitais, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Curitiba.

Miguel Arcanjo Prado — E Salvador?
Laila Garin — Eu estou torcendo, estão organizando aí... Para mim vai ser muito especial ir para Salvador.

Miguel Arcanjo Prado — Você morou na França?
Laila Garin — Meu pai é francês, e eu passei cinco meses na França antes de vir para São Paulo em 2003. Então, passei sete anos aqui e depois fui para o Rio em 2010.

laila garin bob sousa3 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Laila Garin: "Em São Paulo, você exercita um anonimato que faz você pensar qual é o seu valor independentemente do reconhecimento e da aprovação do outro" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você sofreu em São Paulo?
Laila Garin — Aqui eu aprendi a ser uma pessoa melhor. Além de ser filha única, a Bahia tem essa coisa de ser mãe. Na Bahia eu tinha um trabalho reconhecido dentro da classe teatral. Em São Paulo você exercita um anonimato que faz você pensar qual é o seu valor independentemente do reconhecimento e da aprovação do outro. Você tira de você mesmo. Talvez isso volte à sua pergunta primeira. Eu tive essa escola. Primeiro fui para Paris, que apesar de ser bem menor que São Paulo, foi uma porrada. Depois, São Paulo. Tive de chegar, dizer: "oi, sou fulana de tal". Eu vim fazer o musical Grease e pensei que iria conhecer todo mundo do teatro. E nada disso, só fiquei conhecendo o povo do musical.

Miguel Arcanjo Prado — O teatro de São Paulo tem muito disso, de turmas que não se misturam, tem o teatro da praça Roosevelt, o da pesquisa, o musical, o comercial...
Laila Garin — Exatamente. É tão grande e o mercado é tão diverso que conheci primeiro só o povo do musical. Depois passei cinco anos fazendo pesquisa e neguinho do musical nem sabia que eu estava aqui. Foi aqui que eu comecei a ter um pouquinho mais de autonomia. Eu gosto muito de São Paulo.

Miguel Arcanjo Prado — E o Rio?
Laila Garin — O Rio foi solar, foi bem mágico. E pela magia da cidade e pela magia de João Falcão. Fui trabalhar com ele. Eu ia fazer Carmen Miranda com ele e o projeto acabou não acontecendo e fiquei com essa frustração. Também queria ter feito o filme A Máquina e não rolou.... Porque ele é dessa área música e teatro, que sempre acreditei. Estava com um projeto para fazer em Marselha e surgiu o Eu te Amo Mesmo Assim, mas ninguém sabia direito como iria ser. Só sabia que tinha de estrear tal dia. Eu falei: "vocês estão loucos?" Mas eu topei e me mudei para o Rio.

Miguel Arcanjo Prado — Laila, você canta muito bem, faz tempo que não surge no Brasil uma cantora que canta [risos]. E você canta. Não pensa em investir nisso?
Laila Garin — Obrigada [tímida]. O teatro sempre teve em primeiro plano, mas fiz muita coisa como cantora na Bahia. Em São Paulo a coisa não foi muito pra frente. No Rio, fiz um disco, fiz um Som Brasil...A gente está vendo isso agora. Eu sempre cantei atrás de um personagem. Foram estilos muito diversos, do canto lírico ao samba. Estou tentando entender que música pode me traduzir mais.

Miguel Arcanjo Prado — Achar seu recado artístico?
Laila Garin — Recado pode parecer pretensioso, que eu tenho alguma coisa para dizer. Eu não tenho. Tenho perguntas.

Miguel Arcanjo Prado — Já tem compositor mandando música?
Laila Garin — Tem gente que manda coisas... [pensativa] Eu não vou deixar de ser atriz. Estou pesquisando algumas coisas de música, mas o teatro é meu lugar também. Elis tem ainda uma vida longa, depois da turnê nacional a gente vai voltar par ao Rio. Tem de ver como vai isso... Tem coisa aí pela frente...

Miguel Arcanjo Prado — A cena mais importante sua no musical é a da entrevista final de Elis. É ali que você se coloca como grande atriz. Como é fazer esta cena?
Laila Garin — Essa cena foi especial. O Nelson [Motta, autor] e o Dennis [Carvalho, diretor] foram generosos e abertos. Eles aceitaram e a gente fez junto. A gente foi fechando, mexeu um pouquinho no texto, entraram algumas coisas que eu também pude escolher, isso é importante para aproximar, coisas que eu acredito também e que representam a Elis. Isso é delicado. E foi lindo. Algumas pessoas aqui em São Paulo falaram que o musical era chapa branca, que fica muito leve no final, mas é uma citação de um show que a Elis fez com o Daniel Filho. Quando a Elis morreu muita gente ficou falando da autópsia e das questões das drogas, mais do que da perda daquela pessoa e daquela artista que deixaria um buraco imenso. Ficou mais com essa coisa mórbida, que é natural, porque a gente quer ver o corpo estendido no chão, mas já que a gente tem essa natureza ruim, é bom estimular outras coisas do espírito. O Caio Fernando Abreu escreveu na época, lembrando que era a Elis, a artista, que estava indo embora. A peça não tem a coisa realista, do copo de uísque e tudo mais, mas pelo menos tem a tentativa de mostrar o sofrimento, a dor. Tem essas camadas.

Miguel Arcanjo Prado — Laila, por que você é artista?
Laila Garin — Por que eu não tenho outra alternativa.

Miguel Arcanjo Prado — Eu acho que você está falando igual a Elis...
Laila Garin — Como é "falando igual a Elis"?

Miguel Arcanjo Prado — Com esse jeito pausado, dando peso a cada palavra, se colocando. A Elis falava assim.
Laila Garin — Talvez eu já falasse assim. Eu tenho uma mãe [a professora aposentada da Faculdade de Comunicação da UFBA, Nadja Miranda] muito parecida com a Elis. Na franqueza, no temperamento — pelo menos do que eu vi de Elis, porque como ela mesmo diz, ninguém conhece ninguém. É da geração dessas mulheres fortes, que não são nenhum pouco perua, mulherzinha. Talvez até um pouco masculinas no jeito de agir, mas como diz Nelsinho [Motta], se Elis não fosse assim, não teria sobrevivido, até porque vivia num mundo masculino... Mas eu vi muito Elis, estou fazendo Elis cinco vezes por semana, posso estar falando mais pausado. Isso poderia acontecer com qualquer personagem que eu tivesse fazendo, não que a Elis seja uma personagem.

Miguel Arcanjo Prado — Mas não se preocupe, porque é lindo falar assim.
Laila Garin — É que eu tenho essa coisa já. E é o que eu gosto. A mulher que eu acho massa é essa mulher aí.

laila garin bob sousa1 Entrevista de Quinta: “Não me confundo com Elis”, diz Laila Garin, protagonista de Elis, a Musical

Laila Garin: "Sou artista porque não tenho outra alternativa" - Foto: Bob Sousa

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jarbas homem de mello 2 Namorado de Claudia Raia faz teste com atores

Jarbas Homem de Mello no palco: agora ele vai dirigir um musical e seleciona elenco - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Jarbas Homem de Mello, namorado de Claudia Raia, com quem faz o musical Crazy for You, engatou um novo projeto.

Ele seleciona atores para Constellation - O Musical, que será produzido pela Brainstorming Entretenimento, que gerencia o Theatro NET Rio e Theatro NET São Paulo.

O texto da montagem é de Claudio Magnavita, e Frederico Reder assume a produção, aquele que disse ao R7 que seu teatro "não tem preconceito".

Atores interessados em disputar um papel precisam escrever até as 23h59 desta quarta (20) para o seguinte e-mail: casting@brainstorming.art.br. Precisam mandar currículo, duas fotos — uma de corpo inteiro e outra de rosto — e um link de vídeo no qual esteja cantando uma música, de forma afinada, é claro.

A produção pede que enviem e-mail apenas atores profissionais: atrizes, entre 19 e 50 anos, e atores, entre 19 e 30 anos. As audições serão no Rio com o próprio Jarbas.

A previsão de estreia é para outubro deste ano.

A peça se passa em um voo de uma companhia aérea, que inaugura o trecho entre Rio e Nova York, na década de 1950. Integram o repertório canções da época dourada do rádio, como Only You e Blue Moon. Pelo jeito, vai ser pura nostalgia...

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grande circo 2 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Guerra ambienta as canções criadas pela dupla Edu Lobo e Chico Buarque em 1982 - Foto: Leo Aversa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Músicas velhas conhecidas são unidas por uma nova história. Na qual ganham vida personagens emblemáticas como a sensual Lily Braun ou a bailarina perfeita Beatriz. Esta é a proposta do musical O Grande Circo Místico, com melodias de Edu Lobo e letras de Chico Buarque. A obra estreia nesta quinta (14), em sessão para convidados, no Theatro NET São Paulo.

grande circo 5 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Lily Braun dá as caras no musical - Foto: Leo Aversa

Originalmente, as músicas foram compostas para o Ballet do Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1982. As produtoras Maria Siman e Isabel Lobo incumbiram os dramaturgos Newton Moreno e Alessandro Toller de criar a história que unisse as canções inspiradas no poema O Grande Circo Místico, do livro A Túnica Inconsúltil, escrito pelo poeta alagoano Jorge de Lima em 1938.

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

Eles criaram um melodrama circense ambientado em clima de guerra, aproveitando a efeméride dos 100 anos da 1ª Guerra Mundial neste 2014. "Tivemos total liberdade para criar a história que ligasse estas canções emblemáticas para tantas gerações", conta Moreno. "A história é contada a partir das músicas", completa Toller.

Quem assume o comando da empreitada é o diretor João Fonseca, responsáveis por musicais de sucesso como Tim Maia - Vale Tudo e Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, este último em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. "O brasileiro tem a música muito forte em sua cultura", afirma.

A montagem traz ainda o visagismo (maquiagem) assinado pelo também ator Leopoldo Pacheco. "Fiz uma maquiagem funcional. Algumas deram mais trabalho, como a da mulher barbada", afirma. E conta que o clima nos bastidores é mesmo de circo, como se todos fossem uma grande família. "Sou muito amigo de todos no espetáculo; fiz o visagismo de Maria do Caritó, que o João Fonseca dirigiu com a Lilia Cabral; e também já trabalhei muito com Os Fofos Encenam, do Newton Moreno, então, sinto-me em casa", revela.

No elenco encabeçado por Fernando Eiras e Letícia Colin, estão ainda os atores Isabel Lobo, Gabriel Stauffer, Ana Baird, Reiner Tenente, Paula Flaibann, Marcelo Nogueira, Felipe Habib, Renan Mattos, Thadeu Torres, Leonardo Senna, Juliana Medella, Leo Abel, Natasha Jascalevich, Douglas Ramalho, Luciana Pandolfo e Beatriz Lucci.

grande circo Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Gabriel Satuffer, que vive o mocinho, canta em uma das cenas de O Grande Circo Místico - Foto: Leo Aversa

A banda, que executa ao vivo as canções dos dois atos, é formada por João Bittencourt, Daniel Filho, Evandro Bezerra, Sá Reston e Paulinho Vicente. Todos sob direção musical de Ernani Maleta. A equipe técnica ainda tem Tania Nardini na coreografia, luz assinada por Luiz Paulo Nenen, cenário por Nello Marrese e figurinos desenhados por Carol Lobato.

Para o diretor, João Fonseca, o gênero musical está atraindo cada vez mais público para o teatro. "É um processo lento, o público vai sendo formado e educado aos poucos. Mas já há uma demanda muito grande, o que é ótimo para todos nós artistas", finaliza.

grande circo 3 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Elenco numeroso faz o musical O Grande Circo Místico no Theatro NET São Paulo - Foto: Leo Aversa

O Grande Circo Místico
Quando: Quinta a sábado, 21h, domingo, 19h. 180 min. Até 28/9/2014
Onde: Theatro NET São Paulo (r. Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212)
Quanto: R$ 50 a R$ 150
Classificação etária: 12 anos

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

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DSC 6308 ÓPERA DO MALANDRO Agosto 2014 Foto CRISTINA GRANATO  “Chico foi quem mais me influenciou”, diz João Falcão, diretor de Ópera do Malandro no Rio

Cena da montagem carioca de Ópera do Malandro, dirigida por João Falcão - Foto: Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma sessão disputada reuniu convidados especiais como Elba Ramalho e Emiliano Queiroz para ver a versão carioca de Ópera do Malandro, de Chico Buarque, com direção de João Falcão, no Theatro NET Rio, nesta segunda (11). A peça estreou por lá no último fim de semana.

DSC 6333 Emiliano Queiroz ÓPERA DO MALANDRO Agosto 2014 Foto CRISTINA GRANATO  “Chico foi quem mais me influenciou”, diz João Falcão, diretor de Ópera do Malandro no Rio

Emiliano Queiroz aplaude Ópera do Malandro no Rio - Foto: Cristina Granato

Assim como em Gonzagão, musical de João Falcão visto por 100 mil pessoas e que celebrou com sucesso Luiz Gonzaga, a sua versão de Ópera do Malandro aposta num elenco basicamente masculino e só tem uma atriz: Larissa Luz.

Ainda integram o elenco Moyseis Marques, Adrén Alves, Alfredo del Penho, Bruce de Araújo, Davi Guilhermme, Eduardo Landin, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Léo Bahia, Rafael Cavalcanti, Renato Luciano, Ricca Barros e Thomás Aquino.

Os homens vivem também papeis femininos. “Colocar atores para interpretar mulheres vem ao encontro de uma tradição teatral secular e também com uma antiga pesquisa minha”, diz Falcão.

O diretor, que chamou Beth Lemos para a direção musical, conta que Chico foi a “figura artística que mais lhe influenciou”. Para compor a peça, misturou as músicas do espetáculo a canções do disco Malandro e também do filme homônimo dirigido por Ruy Guerra em 1985.

— É um momento muito inspirado e consagrador para o Chico. As canções de Ópera do Malandro ganharam fôlego fora do teatro. Tornaram-se tão conhecidas que muita gente não sabe que foram feitas para o palco.

Outra versão do mesmo musical é apresentada em São Paulo, com a Cia. da Revista, no CCBB-SP, com direção de Kleber Montanheiro.

Uma verdadeira enxurrada de montagens de obras teatrais de Chico Buarque estão nos palcos por conta dos 70 anos de vida do compositor. Na capital paulista ainda estão em cartaz Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos, no Teatro Faap, e O Grande Circo Místico, que estreia nesta quinta (14), no Theatro NET São Paulo.

DSC 6353 Emilíano Queiroz João Falcão e Elba Ramalho ÓPERA DO MALANDRO Agosto 2014 Foto CRISTINA GRANATO  “Chico foi quem mais me influenciou”, diz João Falcão, diretor de Ópera do Malandro no Rio

O diretor João Falcão (ao centro), entre Emiliano Queiroz e Elba Ramalho, que foram ver sua versão para Ópera do Malandro, de Chico Buarque, no Rio - Foto: Cristina Granato

Ópera do Malandro
Quando: Quinta e sexta, 21h, sábado, 21h30, domingo, 20h. 150 min. Até 26/10/2014
Onde: Theatro NET Rio (r. Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, Rio, tel. 0/xx/21 2147-8060)
Quanto: R$ 100 a R$ 150 (inteira)
Classificação etária: 14 anos

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Rita Lee e Mel Lisboa Créditos Danilo Quadros Rita Lee vê musical sobre ela e chora de emoção

Rita Lee se emocionou vendo o musical, que tem atuação de Mel Lisboa como a cantora - Foto: Danilo Quadros

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A cantora Rita Lee resolveu assistir mais uma vez ao musical Rita Lee Mora ao Lado, em cartaz no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, em São Paulo.

A produção conta a vida da roqueira. Ela esteve na plateia do último sábado (19), ao lado do marido, Roberto de Carvalho.

Carinhosa, Rita fez questão de conversar com o elenco e todos da produção.

Rita, que havia visto a peça pela primeira vez em abril, agradeceu nos bastidores a protagonista Mel Lisboa.

— É maravilhoso poder ver tudo isso acontecendo enquanto estou viva.

A cantora contou que na primeira vez que viu a peça não chorou, mas, na segunda vez, não segurou as lágrimas ao ouvir a música Coisas da Vida.

Roberto de Carvalho afirmou que se divertiu vendo a produção, que chamou de “leve”, “efervescente” e “pop”.

Diante da repercussão, o espetáculo prorrogou temporada até 31 de agosto.

Rita Lee e Roberto de Carvalho com o elenco produção e direção do Espetáculo Rita Lee Mora Ao Lado Créditos Danilo Quadros Rita Lee vê musical sobre ela e chora de emoção

Rita Lee e Roberto de Carvalho posam com a equipe do musical Rita Lee Mora ao Lado - Foto: Danilo Quadros

Leia a crítica da peça

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sergio maciel lucinha araujo Ex namorado e mãe de Cazuza prestigiam estreia do musical sobre o cantor em São Paulo

O ex-namorado de Cazuza, Sérgio Maciel, o Serginho, e a mãe do cantor, Lucinha Araújo, prestigiaram Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz no Teatro Procópio Ferreira, em SP - Foto: Caio Duran e Thiago Duran/AgNews; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um batalhão de artistas compareceu ao Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, na noite desta segunda (21), para acompanhar a sessão para convidados do musical Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz. A obra, escrita por Aloisio de Abreu e dirigida por João Fonseca, chega à capital paulista após temporada de sucesso no Rio. Emilio Dantas vive Cazuza. O charme da apresentação especial paulistana foi a presença na plateia de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, e de Sergio Maciel, o Serginho, que foi namorado do cantor. Ambos subiram ao palco, ao fim, após convite do elenco. Também estavam na plateia, entre outros, o casal Michel Teló e Thaís Fersoza e o diretor José Possi Neto. Veja a galeria completa com quem esteve por lá!

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musical cassia eller divulgacao Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Dramaturgia e atuações fracas: musical faz homenagem a Cassia Eller no Rio com covers de seus sucessos - Foto: Divulgação

Por ÁTILA MORENO*
Especial para o Atores & Bastidores

Eu queria ser Cássia Eller.
Como no título da canção de Péricles Cavalcante, Cássia Eller - o Musical, encenado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB-RJ), tenta pegar a essência da homenageada.

Os diretores João Fonseca e Vinícius Arneiro se arriscam na empreitada de levar para os palcos a vida de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Tarefa complicadíssima.

Cássia Eller (1962-2001) é uma daquelas figuras de um brado retumbante, que se exige muita parcimônia de qualquer pessoa que se atreve, ao menos, dar um panorama sobre sua intimidade e carreira. Cair entre o “8 ou 80” é uma linha tênue.

Por um lado, a dupla acertou na produção das canções, ao escolher Lan Lan para cuidar dessa parte. A percussionista conviveu, dividiu momentos afetivos e tocou ao lado de Cássia durante anos. Nada mais plausível que o repertório casasse perfeitamente no espetáculo.

Ao lado de uma banda talentosa, os fãs serão transmutados para um lugar mágico, bem intimista. Nessa viagem, estão Malandragem (Cazuza/Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz), Por Enquanto (Renato Russo), Gatas Extraordinárias (Caetano Veloso), entre outras canções. O ponto alto fica com as composições de Nando Reis: All Star, O Segundo Sol, Relicário e Luz dos Olhos.

musical cassia eller divulgacao2 Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Cena de Cássia Eller - O Musical: banda é o grande destaque da produção - Foto: Divulgação

Mesmo assim, a peça está longe de ser um espetáculo teatral musical ou mesmo um conjunto sobre os principais fatos da meteórica trajetória da cantora.

O texto de Patrícia Andrade dá só alguns acordes suaves sobre o início da carreira, os amores de Cássia, especialmente a relação com Maria Eugênia, e sua morte repentina. Tudo é jogado de maneira superficial, sem aprofundamento algum.

Cássia Eller não trazia magnitude só na interpretação musical ou na habilidade de transitar facilmente pelo samba, forró, country, blues e reggae. A "pessoa Cássia Eller" era riquíssima na complexidade e nas histórias que colecionava.

A impressão é que a peça quis focar só nas estripulias sexuais, em relações que só ajudavam a montar um roteiro de uma vida clichê, presente em qualquer artista rock and roll que está por aí.

Coube a cantora Tacy de Campos encarnar Cássia Eller. A semelhança vocal é irrefutável, mas não auxilia nenhum pouco a atuação, que deixa a desejar.

Pessoalmente, Cássia delineava uma mulher frágil e introspectiva. Característica que batia de frente com sua maquiagem performática nos palcos: um trovão agressivo e desinibido.

Tacy não dá conta nem de um nem de outro. Não se consegue enxergar nada além de um cover muito bem executado.

Salvo alguns, o elenco vive na corda bamba. Evelyn Castro se destaca entre os demais, pela invejável potência vocal, e é uma das poucas atrizes com uma alta carga dramática. Emerson Espíndola convence na difícil tarefa de interpretar vários e decisivos personagens, infelizmente muito pouco explorados no roteiro.

O cenário preto, simplista demais, ajudou a deixar tudo excessivamente fúnebre e colegial, já não bastasse o tom monocromático em toda peça.

A predileção de Cássia Eller por flores, principalmente margaridas e rosas, que têm um papel fundamental nos momentos amorosos da cantora, passa longe de ter alguma referência em mais de duas horas e meia de peça, sem intervalo.

Por fim, o que se tem, no máximo, é um cover, com alguns elementos teatrais. Não um musical, como a montagem se propõe a ser.

 

Cássia Eller - o Musical
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a sexta, às 19h; sábado, às 19h30, e domingo às 19h. 140 min. Até 20/07/2014
Onde: Teatro CCBB RJ (Rua Primeiro de Março, 66 - Centro), Rio, tel. 0/xx/21
Quanto:  R$ 10,00 inteira/ R$ 5,00 meia
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers
*Jornalista mineiro radicado no Rio, Átila Moreno é graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas.Curta nossa página no Facebook!Leia também:Fique por dentro do que rola no mundo teatralDescubra tudo o que as misses aprontam

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miranda por mirandafoto de Bruno Veiga Carmen Miranda ressuscita em São Paulo

Stella Miranda, como a diva Carmen Miranda no musical do Teatro Augusta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Muito do imaginário coletivo mundial sobre o Brasil ainda é aquele construído pela atriz e cantora Carmen Miranda nos filmes que conquistaram Hollywood.

A Pequena Notável, como era chamada, criou o mito da mulher brasileira, feliz, cheia de malemolência e, claro, excessivamente tropical.

O ícone, com seus trejeitos inconfundíveis, é revisitado no musical brasileiríssimo Miranda por Miranda. Nele, a atriz Stella Miranda, que idealizou e dirige o projeto, assume a personagem.

Não faltam no repertório clássicos de nomes fundamentais do cancioneiro brasileiro, como Ary Barroso e Assis Valente.

Com elenco enxuto, Stella Miranda surge no palco acompanhada dos atores Luciano Andrey — que protagonizou o musical Priscilla, Rainha do Deserto —, Rogério Guedes, Renato Bellini e Will Anderson.

Além dos atores, a montagem conta com música executada ao vivo com banda sob comando do diretor musical Tim Rescala, composta por Laura Visconti, André Santos e Leandro Lui.

A figurinista Rita Murtinho chamou para si a responsabilidade de fazer uma releitura das roupas emblemáticas de Carmen, com auxílio de Ligia Rocha.

Pelo jeito, não vão faltar balangandãs.

Miranda por Miranda
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; e domingo, 19h. 80 min. Até 27/7/2015
Onde: Teatro Augusta (r. Augusta, 943, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3151-2464)
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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