Posts com a tag "o mágico de oz"

Por Miguel Arcanjo Prado

São Paulo é um verdadeiro frenesi quando o assunto é teatro. Afinal, as cerca de 200 salas da capital paulista vivem em constante movimento de entra e sai de espetáculo. O Atores & Bastidores do R7 selecionou sete montagens que chegam ao fim na cidade neste fim de semana. Se você já havia pensando em ver alguma delas, é bom correr. Divirta-se!

teatro roberto silvia boriello Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

O ator Roberto Reineger é o protagonista da peça com saga farmacológica de um rapaz - Foto: Silvia Boriello

Roberto e a Filologia das Estrelas
A primeira peça do grupo A Tragédia Pop, com direção e dramaturgia do jovem Marcio Tito Pellegrini, conta a história de Roberto, um rapaz em meio a remédios, drogas e relações superficiais ao seu redor. Tudo diante de um contato dele com alienígenas. O texto é uma viagem biográfica e pós-moderna que é a cara de São Paulo e, sobretudo, da praça Roosevelt, onde está instalado o espetáculo. Preste atenção na atriz Marina Calvão, a que tem sotaque carioca. Ela é um verdadeiro charme. A peça ainda serve para refletir sobre como lidamos com um mundo cada vez mais tecnológicos e com contato humano cada vez mais fragmentado. Na trilha, Caetano Veloso canta com seu sotaque baiano a clássica canção do rock Come As You Are, do Nirvana. Duas vezes.
Sáb (25), 19h, no Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 210, centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345). R$ 20 ou nada. 16 anos. Até 25/5/2013.

teatro joao caldas Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

Melissa Vettore e Leopoldo Pacheco vivem caso lendário de amor no mundo das artes - Foto: João Caldas

Camille e Rodin
Um tórrido amor uniu os artistas Auguste Rodin (1840-1917) e Camille Claudel (1864-1943). O romance não poderia ganhar palco melhor para sua adaptação teatral: o elegante do Teatro do Masp, um dos principais museus da cidade no coração da avenida Paulista. Leopolodo Pacheco e Melissa Vettore vivem o casal de artistas. As nuances de uma paixão que juntou mestre e discípula na mesma cama envolvem o público inteligente. Preste atenção no texto de Franz Klepper, um dos melhores dramaturgos do teatro brasileiro atual. A direção, assinada por Elias Andreato, também é cheia de poesia. Um drama romântico para ser visto com o amor ao lado.
Sex. (24) e sáb. (25), às 21h; dom. (26), às 19h30. No Grande Auditório do Masp (av. Paulista, 1578, Metrô Trianon, tel. 0/xx/11 3171-3627). R$ 20 a R$ 40. 12 anos. Até 26/5/2013.

teatro hotel trombose julieta bacchin Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

Atriz Gislaine Nascimento integra o elenco da Cia. do Mofo em Hotel Trombose, no Tusp - Foto: Julieta Bacchin

Hotel Trombose
A peça é uma adaptação do romance de Felipe Valério pelo diretor Fernando Gimenes. A obra conta a história de cinco estrelas decadentes que vivem em um hotel de quinta categoria. A obra expõe o caráter duro das metrópoles, onde poucos se importam com o outro. A montagem tem histórias fortes, como a de um pedófilo que finge ser um super-heróis para atrair suas vítimas, as crianças. Ainda há espaço para dois irmãos que assistem à mãe morrer afogada em uma banheira, enquanto ambos comem docinhos de festa. Um espetáculo denso com a Cia. do Mofo. Só vá se não estiver deprimido. Ou não.
Sex. (24) e Sáb. (25), às 21h; dom (26), às 20h. No Tusp (rua Maria Antônia, 294, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3123-5233). R$ 20. 14 anos. Até 26/5/2013.

teatro magico oz Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

Malu Rodrigues é a menina Dorothy no musical O Mágico de Oz - Foto: Amauri Nehn/AgNews

O Mágico de Oz
O musical rompe barreiras entre o mundo das crianças e dos adultos, fazendo com que todos embarquem na fantasia da menina Dorothy, vivida pela talentosa Malu Rodrigues, que canta deslumbrantemente. A montagem da tarimbada dupla Charles Möeller e Claudio Botelho tem figurino preciso de Fause Haten e cenários de impressionar qualquer um. André Torquato confirma o talento de sempre como o Espantalho. O italiano Nicola Lama dá a simplicidade necessária a seu Homem de Lata. Heloísa Périssé, como a Bruxa Má do Oeste, mantém seu humor de sempre em improvisações que levam todos às gargalhadas. O único erro é Lúcio Mauro Filho e sua construção caricata do Leão Covarde. Mas a gente logo se esquece dele quando Luiz Carlos Miéle, o pai do showbizz brasileiro, entra em cena como o Mágico. As crianças ainda ficam encantadas com o cachorrinho de verdade que dá vida a Totó, o mascote da protagonista. Na verdade, o "personagem" é "interpretado" por três diferentes cãezinhos. Fofo.
Sex. (24), 21h30; sáb. (25), 16h e 20h; dom. (26), 15h e 19h. No Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, CPTM Santo Amaro, São Paulo, tel. 0/xx/11 5693-4000). R$ 40 a R$ 180. Livre. Até 26/5/2013.

teatro longo adeus Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

Texto de Tennessee Williams mostra homem perdido com suas lembranças - Divulgação

Longo Adeus
O drama escrito pelo norte-americano Tennnesse Wiliams (1911-1983), um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, ganha direção de Flávio Tolezani. O enredo conta a história de um escritor que precisa deixar o apartamento da família onde foi criado. Enquanto os carregadores vão levando os móveis e objetos de seu passado, ele acaba se perdendo em suas lembranças daquele lugar tão importante para a sua trajetória. Um espetáculo denso para refletirmos de como somos frutos de onde viemos.
Sex. (24), 21h30; sáb. (25), 21h; dom. (26), 19h. No Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1323, Metrô Sumaré, São Paulo. Tel 0/xx/11 3801-1843). R$ 30. 12 anos. Até 26/5/2013.

teatro primeiravista enriquediaz Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

Drica Moraes e Mariana Lima fazem embate cênico no Sesc Pompeia - Foto: Enrique Diaz

A Primeira Vista
Duas ótimas atrizes, Drica Moraes e Mariana Lima vivem o embate de duas mulheres que têm uma relação de amor e carinho uma pela outra. A comédia dramática é do canadense Daniel MacIvor, um dos nomes fortes da atual dramaturgia mundial. As recém-conhecidas se tornam amigas e logo viram amantes, mas se separam, discutem a relação, enfim, vivem encontros e desencontros. A direção de Enrique Diaz aposta no talento das atrizes, que não deixam a dever. Uma peça para entender as DRs que fazem a cabeça das mulheres.
Sex. (24) e sáb. (25), 21h; dom. (26), 19h. No Teatro do Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, tel. 0/xx/11 3871-7700). R$ 24. 14 anos. Até 26/5/2013.

teatro milton Veja antes que acabe: este fim de semana é a última chance de ver sete espetáculos em cartaz

Musical com 16 atores só tem dois negros no elenco para cantar obra de Milton Nascimento - Foto: Guga Melgar

Milton Nascimento - Nada Será como Antes - O Musical
A obra de Milton Nascimento, um dos maiores compositores e cantores da MPB, merecia homenagem melhor. O musical traz atores com cara de Malhação e vestidos como modelos de lojas de departamento para cantar, de forma corrida, os sucessos do astro que melhor representou a música mineira no cenário nacional. A obra empacota a produção de Milton em uma embalagem comercial para degustação de uma classe média sem referência cultural e que se deslumbra diante de qualquer coisa com roupagem Broadway. Preste anteção nas coreografias óbvias e em como os intérpretes parecem não saber o que estão cantando. Se assistir ao musical, depois que chegar em casa, tente ouvir todas as canções no original. Será um grande alívio.
Sex. (24), às 18h30 e 21h30; sáb. (25), às 21h; dom. (26), às 20h. No Teatro GEO (r. Coropés, 88, Metrô Faria Lima, São Paulo, tel. 0/xx/11 3728-4930). R$ 100 a R$ 150. 18 anos. Até 26/5/2013.

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magico de oz1coletiva imprensa magico de oz 27621 Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Muita gente teima em classificar o mundo das artes do palco como teatro adulto ou infantil. A definição realmente funciona em muitos casos, mas é jogada por terra em O Mágico de Oz, 31º musical da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho – e o último em parceria com a Aventura Entretenimento – em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo.

heloisa bruxa oz Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e crianças

Heloísa Périssé está irreconhecível como Bruxa Má do Oeste no musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

A superprodução consegue envolver pais e filhos em um misto de fascinação e vontade de voltar a acreditar em um mundo de fantasia. Este é o seu mérito, sobretudo em um mundo de relações cada vez mais fria e técnicas, mediadas por máquinas.

O musical se esmera para contar de forma correta o centenário enredo da menina Dorothy, que resolve fugir de casa porque acredita ser incompreendida pelos tios e é tragada por um furacão que a leva para um novo e perigoso mundo.

A história de Lyman Frank Baum foi imortalizada no cinema em 1939, com Judy Garland no papel principal.

Mas, nos palcos brasileiros, é Malu Rodrigues quem vive a menina. Tem voz doce e afinada e presença de sobra para segurar a personagem – sua atuação destacada lembra a de Amanda Acosta no musical My Fair Lady, em 2007, pelo mesmo nível de técnica aliada ao carisma, que é indispensável nestes casos.

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle: dois destaques do numeroso elenco - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Bruna Gerin, que já havia chamado a atenção por sua capacidade de segurar distintos personagens em uma mesma obra em Hair, se destaca outra vez na pele da tia Em (com a qual faz par com Fernando Vieira, como o Tio Frank) e também como Glinda, a bruxa boa.

A competência neste tipo de obra da dupla Möeller & Botelho se faz presente nos cenários de Rogério Falcão, nos figurinos de Fause Haten, na iluminação de Paulo Cesar Medeiros e na coreografia de Alonso Barros. Todos contribuem à sua maneira para criar uma atmosfera cativante, sem com que o foco na história seja perdido.

Heloísa Périssé dá show ao interpretar a Bruxa Má do Oeste em sua estreia no mundo dos musicais. Irreconhecível por conta da caracterização, a atriz conquista a plateia com um texto divertido e com seus costumeiros – e certeiros – cacos. Não adianta segurá-la. A atriz é bem melhor solta.

Outro nome vindo da TV, Lúcio Mauro Filho, por sua vez, derrapa na sua construção do Leão Covarde. Ele vai por um caminho no qual associa a falta de coragem à homossexualidade, em uma construção gay caricata e forçada, típica do que fazia no humorístico Zorra Total (Globo). Seu personagem destoa do todo da obra por procurar o riso fácil que advém do preconceito embutido em parte da plateia – um pecado imperdoável ao se tratar de um espetáculo dedicado também às crianças e que deveria formar novos valores e não reforçar o deboche do diferente.

Completam os amigos de Dorothy um correto, preciso e discreto Nicola Lama, como o Homem de Lata, e André Torquato, na pele do Espantalho, em uma construção de corpo e voz que reflete trabalho árduo, como o ator já havia demonstrado em Priscilla – Rainha do Deserto.

Outro charme da montagem – além do cachorrinho real de Dorothy que encanta quem adora os animais – é a presença de Luiz Carlos Miéle como o Mágico. Miéle não é ator, e isso todo mundo sabe. Nem cantor. Isso também todos nós sabemos. Mas as duas informações não fazem a menor diferença nem são capazes de tirar sua segurança no palco. Ele assume o personagem com o excesso de charme que lhe é costumeiro e a certeza de ter criado o mundo dos shows neste País. E ponto.

Ao todo, os 35 atores e 16 músicos evidenciam um conjunto coeso em seu propósito de envolver e entreter seu público, não importa qual idade este tenha. Porque, diante do musical O Mágico de Oz, todos voltamos, com gosto, a ser crianças outra vez.

Avaliacao Bom R7 Teatro Crítica: Musical O Mágico de Oz, da dupla Möeller e Botelho, rompe fronteiras entre adultos e criançasO Mágico de Oz
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 16h e 20h; domingo, 15h e 19h. 150 min, com intervalo. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel. 0/xx/11 5693-4000)
Quanto: R$ 40 a R$ 180
Classificação etária: Livre

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andre torquato amauri nehn Entrevista de Quinta: André Torquato, o ator de 19 anos que chegou ao topo do teatro musical

Apesar da pouca idade, André Torquato já é estrela das superproduções - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Parece inacreditável que alguém nascido em 17 de junho de 1993 já seja uma das grandes estrelas do teatro musical brasileiro. Mas é verdade. O nome em questão é o do brasiliense André Torquato, atualmente em cartaz como o Espantalho no musical O Mágico de Oz, no Teatro Alfa, em São Paulo.

Apesar de ter chegado tão cedo ao topo, o rapaz de 19 anos demonstra humildade e tem fala tranquila e centrada. Mora em São Paulo desde 2009, no bairro Vila Mariana, onde divide apartamento com o primo Rafael Villar, que é seu professor de canto.

No palco, costuma surpreender o público não só com a voz, mas também com uma postura corporal impecável.

André deixou a família em Brasília, há quatro anos, quando foi aprovado para viver uma das crianças do musical A Noviça Rebelde, dirigido pela tarimbada dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, a mesma que agora o convidou para ser um dos protagonistas de O Mágico de Oz.

O convite veio após ele ganhar o respeito da crítica como a espevitada drag queen Felícia, do musical Priscilla, Rainha do Deserto, que encerrou temporada no fim de 2012 com casa lotada.

Ouvinte de jazz e fã do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, André Torquato conversou com o Atores & Bastidores do R7 com exclusividade. Falou sobre sucesso, juventude e futuro.

Leia com toda a calma do mundo:

andre torquato2 Entrevista de Quinta: André Torquato, o ator de 19 anos que chegou ao topo do teatro musical

André Torquato nasceu em Brasília (DF) - Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – André, você se destacou em Priscilla, e agora nem fez teste para O Mágico de Oz, foi convidado. Você chegou muito cedo aonde muito ator quer chegar. Como você se segura para não ficar se achando demais?
André Torquato – Em toda profissão, não só a de ator, você nunca chega ao topo. Tem sempre de estudar, buscar novas técnicas e ter pé no chão para sempre ter em mente que precisa aprender. Ninguém é melhor do que ninguém. Cada um tem seu próprio mérito por suas conquistas. Eu cheguei a um lugar legal, mas sempre tem onde chegar mais e aprender mais.

Miguel Arcanjo Prado – O que vc vai fazer depois deste espetáculo?
André Torquato – Vou para Nova York passar seis meses estudando. Como comecei muito cedo, ainda não tive tempo de parar para estudar. Vou para lá estudar teatro.

Miguel Arcanjo Prado – Isso mesmo, porque você está em uma idade na qual todo mundo está começando a faculdade...
André Torquato – É isso mesmo. Por isso, quero estudar para crescer como pessoa também.

andre torquato novica Entrevista de Quinta: André Torquato, o ator de 19 anos que chegou ao topo do teatro musical

O começo nos musicais: André Torquato (acima, à esq.) em A Noviça Rebelde - Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – Eu me lembro de você começando, em A Noviça Rebelde. O fato de ter iniciado muito jovem lhe ajudou a perder o medo e também não se deslumbrar com a profissão?
André Torquato – Eu me lembro que eu era muito deslumbrado no começo. Porque era muito novo mesmo, como você falou.  Tinha 14, 15 anos. Depois que comecei a trabalhar mais, o deslumbre caiu, porque comecei a fazer parte daquilo. Foi bom eu ter começado com personagem menor em Noviça, depois fiz Gipsy e As Bruxas de Eastwick... Aí veio Priscilla e esse boom. E, agora, o Espantalho. Mas você nunca está acomodado, porque o teatro musical é uma arte que se renova muito. Sempre aparecem pessoas novas e muito boas.

andre torquato priscilla onibus Entrevista de Quinta: André Torquato, o ator de 19 anos que chegou ao topo do teatro musical

Grande momento em 2012: André Torquato canta sobre o ônibus de Priscilla, Rainha do Deserto - Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – Priscilla foi um grande momento. Como segurou a peteca de ver todo mundo aos seus pés? Deu vontade de que aquilo durasse para sempre?
André Torquato – Tem de ter um trabalho psicológico para desapegar do personagem. No final é difícil, principalmente Priscilla, que foi especial em todos os aspectos. Mudou a vida de todo mundo que fez. Espero que de quem assistiu também. Priscilla mudou a forma que eu encarava o papel de artista. Depois de Bruxas, eu me senti um pouco de funcionário público. O Priscilla me resgatou essa coisa de ser um artista. De contar uma história que transforme as pessoas. Meu papel é esse! Plantar uma semente por meio da arte, sem levantar bandeira ou fazer protesto. Foi muito difícil dizer adeus [para a personagem Felícia]. Porque estávamos com a expectativa de ir para o Rio e estava lotando até o final. Mas, por questões de patrocínio e produção, acabou. Mas o desapego faz parte da nossa função como ator.

Miguel Arcanjo Prado – Mas você deu sorte de terminar um e receber convite para outro, o que é coisa rara...
André Torquato – Fui convidado, graças a Deus. Porque teste é um horror. Eu detesto teste. É terrível. Sempre fico muito nervoso.

Miguel Arcanjo Prado – Como é fazer o Espantalho?
André Torquato – É diferente de tudo que eu já fiz. É desafiador. A Felícia [personagem em Priscilla] era mais fácil, porque tinha essa coisa explosiva. E eu tenho muito isso, essa coisa à flor da pele, tenho 19 anos, não tem como, né? [risos] Já o espantalho tem essa coisa de articulação frouxa... Então, tenho de me preparar mais antes do Espantalho do que para a Felícia.

Miguel Arcanjo Prado – O teatro musical valoriza muito o corpo. E você tem 19 anos. O que vai fazer quando não for tão novinho e bonitinho? Você tem medo de envelhecer?
André Torquato – Acho que não. Quando o ator envelhece, ganha mais vivência. A idade vai me dar sentimentos que eu ainda nunca vivi, porque tenho 19 anos. Então, o tempo vai me dar mais recursos para criar bons personagens. Por isso não tenho medo de envelhecer. Sei que é fato que o teatro musical exige muito fisicamente do ator. Eu quero curtir essa fase agora, enquanto posso. Mais para frente, penso fazer teatro convencional, TV e cinema. Enquanto isso não chega, quero sugar tudo que puder do teatro musical.

andre torquato magico Entrevista de Quinta: André Torquato, o ator de 19 anos que chegou ao topo do teatro musical

André Torquato (à dir.) posa com o elenco do musical O Mágico de Oz, em cartaz em São Paulo - Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – Você pensa em fazer alguma faculdade?
André Torquato – Sim. Eu tenho um pouco a veia de produção no meu sangue. Meu pai é muito empreendedor, minha irmã também, minha mãe adora produção... Estava na dúvida se fazia faculdade ou não. Acho que, quando voltar de Nova York, vou entrar numa faculdade de produção cultural.

Miguel Arcanjo Prado – Você vai virar um Claudio Botelho do futuro?
André Torquato – [risos] Olha, o Claudio é muito talentoso, é compositor, produtor, diretor... Aí eu já não sei. Depende de onde o curso vai me levar... Eu não achava nunca que seria o Espantalho e cá estou eu [risos].

Miguel Arcanjo Prado – Você quer chegar aonde?
André Torquato – Quero poder continuar transformando as pessoas, no palco, na minha função de artista. É isso que mais amo fazer. Quero fazer isso para o resto da minha vida, não importa que seja no musical, no teatro convencional, no cinema ou na produção.

andre torquato espantalho Entrevista de Quinta: André Torquato, o ator de 19 anos que chegou ao topo do teatro musical

Papel sem fazer teste: André Torquato foi convidado para viver Espantalho de O Mágico de Oz - Divulgação

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magico de ozcoletiva imprensa magico de oz 2905 <i>O Mágico de Oz</i> aposta em novos talentos dos musicais misturados a estrelas da televisão

Aos 19 anos, Malu Rodrigues interpreta a menina Dorothy em O Mágico de Oz -Foto: Amauri Nehn/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Visto por 80 mil pessoas no Rio, o musical O Mágico de Oz, da tarimbada dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, chega a São Paulo nesta sexta (22), com a missão de reconstruir no palco o clima de magia do célebre filme homônimo estrelado por Judy Garland em 1939.

O espetáculo aposta em novas estrelas dos musicais, como André Torquato, Bruna Guerin e Malu Rodrigues, mescladas a estrelas da TV, como Heloísa Périssé e Lúcio Mauro Filho, que estreiam no gênero.

Os números são de impressionar qualquer um: 150 profissionais na produção, 14 cenários, 300 figurinos, 16 músicos e 35 atores no palco.

Quem capitaneia o elenco é a jovem Malu Rodrigues, em seu sexto musical com apenas 19 anos. Ela interpreta Dorothy, a menina do Kansas (EUA), dona do caõzinho Totó, vivido no palco por três cachorrinhos diferentes.

— Foi uma coisa bem complicada aprender a lidar com os cachorros. Nós optamos pela raça do filme, mas eles são muito teimosos. Na primeira semana, eles não entravam quando deveriam. Às vezes, ainda fazem o que querem. Mas sempre, no fim, são os mais aplaudidos [risos].

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Bruna Guerin e Luiz Carlos Miéle em cena do musical - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Miéle é o grande trunfo

O grande charme da montagem fica por conta da participação de Luiz Carlos Miéle, um dos maiores nomes do showbizz nacional, na pele do Mágico.

— Minha mãe era cantora e adorava cantar musicais. Apesar disso, jamais pensei que iria participar de um grande musical. Sempre fiz shows pequenos... Quando me convidaram, disseram que o Mágico não cantaria. Fiquei triste. Mas dois dias depois, o Claudio Botelho me ligou e disse que havia pedido licença nos EUA para escrever uma canção inédita só para eu cantar.

Miéle conta ao Atores & Bastidores do R7 que a interação com a nova geração lhe traz novos aprendizados e revela que esta é “a primeira vez” que ele é dirigido por outra pessoa.

— Minha maior lição neste espetáculo foi a disciplina. Nos meus shows, sempre brinquei e improvisei. Mas no musical tem de ser tudo certinho. Eu juro que até o último dia eu vou fazer tudo no tempo certo [risos].

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Malu Rodrigues, André Torquato e Nicola Lama em cena do espetáculo - Foto: Amauri Nehn/AgNews

Fim de uma parceria

O espetáculo marca o fim da parceria entre a dupla de diretores Möeller & Botelho e a Aventura Entretenimento, que romperam relações no fim do ano passado.

O elenco traz Heloísa Périssé como a Bruxa Má do Oeste, papel que no Rio foi de Maria Clara Gueiros, que não pode acompanhar a turnê paulistana. Heloísa conta que não esperava ser chamada.

— Quando surgiu o convite achei que era brincadeira. Mas a Antonia, minha filha de seis anos, falou que eu tinha de fazer. Quando ela me viu caracterizada de bruxa, ela tomou um susto. Mas tentou disfarçar e falou: “Mamãe, eu sei que é você aí”.

Heloísa contou que penou um pouco no começo dos ensaios, porque “a roda do espetáculo já estava girando”. Ela afirmou que “a presença do Lucinho [Lúcio Mauro Filho] foi definitiva”.

Lúcio Mauro interpreta o Leão.

— Estava vindo de um monólogo e foi uma mudança muito radical. Meus filhos são meus grandes fãs. Eles assistem a peça todo fim de semana e querem vir para São Paulo também.

O ator revela que sua audição foi muito complicada.

— Estava vindo do velório do Chico Anysio, que era como um tio para mim, e estava com a voz rouca do Lúcio Mauro pai. Falei para o Claudio: “Estou muito emocionado ainda”. E ele foi supercompreensivo e me ajudou.

Os dois atores lembram que o espetáculo “reúne toda a família, com piadas para todas as idades”.

Gente nova na praça

Outra mudança no elenco é no personagem Espantalho, sai de cena Pierre Baitelli e entra André Torquato, que fez sucesso no ano passado como a Felícia de Priscilla, Rainha do Deserto, papel que lhe rendeu indicação a Revelação de 2012 aqui no R7. Intérprete do Homem de Lata, o italiano Nicola Lama, radicado no Brasil há sete anos, conta que cantar e atuar em português é a prova da superação de um desafio.

— Começar a atuar em português foi um desafio muito grande para mim. Mas estou me sentido à vontade, porque o personagem me pretege. Inclusive, eu tenho uma armadura [risos].

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O italiano Nicola Lama, o Homem de Lata, e o brasiliense André Torquato, o Espantalho, são destaques no elenco do musical O Mágico de Oz - Foto: Amauri Nehn/AgNews

O Mágico de Oz
Quando:
Sexta, às 21h30. Sábado, às 16h e 20h. Domingo, às 15h e 19h. 150 minutos. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, tel.0/xx/11 5693-4000 ou 0300-789-3377)
Quanto: Sexta (R$ 40 a R$ 140); sábado e domingo (R$ 60 a R$ 180)
Classificação etária: Livre

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foto Guga Melgar 36 Musical <i>O Mágico de Oz</i> chega a SP no dia 22

Após sucesso em terras cariocas, O Mágico de Oz promete conquistar paulistanos - Foto: Guga Melgar

Por Miguel Arcanjo Prado

Está marcada para 22 de fevereiro a estreia do musical O Mágico de Oz, no Teatro Alfa, em São Paulo.

O espetáculo é uma adaptação do clássico texto de L. Frank Baum, que ganhou definitiva versão cinematográfica com Judy Garland, em 1939.

A superprodução carioca é assinada pela mais tarimbada dupla de diretores do mundo dos musicais nacionais: Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Os números são grandiosos. Só o elenco de artistas é composto de 35 atores e 16 músicos. Entre eles estão Luiz Carlos Miéle, Heloisa Perissé, Lucio Mauro Filho, André Torquato, Nicola Lama, e Malu Rodrigues como a menina Dorothy.

Nos bastidores, 150 profissionais dão conta do recado. E não têm tarefa fácil, afinal, são 14 cenários diferentes e mais de 300 figurinos.

Veja, abaixo, algumas imagens deste grande musical:

omagicodeoz guga melgar Musical <i>O Mágico de Oz</i> chega a SP no dia 22

Com números grandiosos, superprodução O Mágico de Oz chega a São Paulo - Fotos: Guga Melgar

O Mágico de Oz
Quando: Sexta, às 21h30; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 15h e 19h. 150 min. Estreia dia 22/2/2013. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, tel. 0/xx/11 5693.4000 e 0300 789 3377)
Quanto: Sextas: R$ 40 (Balcão 2), R$ 70 (Balcão 1), R$ 120 (Plateia) e R$ 140 (Vip)/ Sábados e Domingos: R$ 60 (Balcão 2), R$ 110 (Balcão 1), R$ 160 (Plateia) e R$ 180 (Vip)
Classificação etária: livre

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heloisa Heloísa Périssé resolve virar bruxa má em musical

Heloísa Périssé assinou contrato para substituir Maria Clara Gueiros em musical - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Maria Clara Gueiros não será mais a personagem Bruxa Má do Oeste, no musical O Mágico de Oz.

Na temporada paulistana do espetáculo, ela será substituída por Heloísa Périssé.

A direção é da dupla Claudio Botelho e Charles Moëller, que confirmou em seu site oficial a informação.

A estreia em São Paulo está marcada para o dia 22 de fevereiro, no Teatro Alfa.

Luis Carlos Miele, como o Mágico, e Malu Rodrigues, como a menina Dorothy, continuam no elenco, bem como Lucio Mauro Filho, no papel do Leão.

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magico de oz Veja foto exclusiva de Miéle, <i>O Mágico de Oz</i>

Charme musical: Luiz Carlos Miéle (à esq.) atua com Nicola Lama, o Homem de Lata - Foto: Robert Schwenck

Com investimento de R$ 8 milhões, a superprodução musical O Mágico de Oz estreia nesta sexta (8), no Teatro João Caetano, no tradicional praça Tiradentes, no centro do Rio, com promessa de chegar a São Paulo em 2013.

O grande charme da estreia, claro, é a grande volta de Luiz Carlos Miéle aos palcos.

Este é o maior presente do multiartista pelos seus 74 anos, completados no último 31 de maio.

Gênio do nosso entretenimento, Miéle foi responsável por lançar ao estrelato ninguém menos que Elis Regina, ao lado do eterno parceiro Ronaldo Bôscoli.

Como o blog Atores & Bastidores é fã declarado de Miéle, faz questão de dar a você, caro internauta, uma foto exclusiva dele na pele do Mágico de Oz, ao lado de Nicola Lama, ator que faz o Homem de Lata.

O 31º musical de Cláudio Botelho e Charles Möeller tem um contingente de 35 atores e 16 músicos.

Além do nosso Miéle, estão no elenco Maria Clara Gueiros, como a Bruxa Má, Lúcio Mauro Filho, como o Leão Covarde, e Pierre Baitelli, como o Espantalho, além de Malu Rodrigues, como a menina Dorothy, papel que imortalizou Judy Garland no cinema em 1939.

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