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Ze Celso e Juliana Perdigao CACILDA foto Jennifer Glass Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

O diretor paulista Zé Celso e a cantora mineira Juliana Perdigão em cena no Oficina - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma sacudida do Teat(r)o Oficina manda avisar: é agora ou nunca. Expliquemos.

cacilda jennifer glass Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Elenco potente no Oficina: (a partir do alto, em sentido horário) Tony Reis, Lucas Andrade e Beto Mettig - Foto: Jennifer Glass

Neste fim de semana, acontecem as duas últimas sessões da saga sobre a atriz Cacilda Becker (1921-1969) capitaneada por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso, e Marcelo Drummond.

Sempre com seu numeroso e fogoso elenco que conta com mais de 60 artistas, é claro.

Cacilda!!! Glória no TBC e 68 AquiAgora tem última sessão neste sábado (22), às 18h. Já no domingo é a vez da despedida de Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema & Teatro, também às 18h.

Ambas acontecem no histórico prédio do Oficina, projetado há 20 anos por Lina Bo Bardi (r. Jaceguai, 520, São Paulo). O ingresso custa R$ 40 a inteira, mas moradores do Bixiga pagam apenas R$ 5, mediante comprovação de endereço.

Para incentivar os indecisos, alguns membros da equipe do Oficina explicam, abaixo, por que todo mundo deve ir.

Veja só que beleza:

camila mota foto bob sousa1 Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Camila Mota vive Cacilda Becker na saga comandada por Zé Celso - Foto: Bob Sousa

“O prazer de viver uma experiência extenuante. As peças Cacilda!!! e !!!! tem longa duração, por volta de 5h30 cada uma – são extenuantes e propiciam ao público a possibilidade de uma revolução nos corpos semelhante à provocada pelas baladas. Mas são de outra natureza, são espetáculos de teatro, uzynas geradoras de energia e transformação criadas por um coro, banda, tecnologia, uma pequena multidão da Cia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona que há 55 anos tem como uma das bases de seu trabalho a cultivação de poder humano, das permanentes transformações do corpo. É catarse com roteiro: começo, meio e fim pras infinitas absorções de cada sessão.”
Camila Mota – Atriz

danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Danielle Rosa é uma das estrelas das montagens do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

“Os Cantos. Ouve-se dos camarins, das galerias, da pista, dos arcos. Ah!!!! É o canto da panspermina, canto de uma sereia? É o Canto do Pica-Pau. Entre Ps dos picos e Bs dos beijos. O canto que me canta, que te canta e encanta quem atravessa os arcos da rua Lina Bardi. Cacilda tem dessas coisas. Músicas prenhes de vida, envoltas por acordes macios e cortantes. Textos em forma de poesia que refletem na vida real. Mas qual o verdadeiro realismo do Teatro ou da Vida?”
Danielle Rosa – Atriz

roderick himeros1 Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

O ator Roderick Himeros integra o grupo de 60 atuadores do Oficina - Foto: Deivid Leme

“Estamos no líquido amniótico de Cacilda; ouça as múltiplas exclamações. Ah! Ah! Ah! Ah! Abre os ouvidos, interjeiciona junto à atriz matriz. A taquicardia ritma as intensidades das emoções na emissão da matriz – para atingir quem tem suas antenas porosas para o AquiAgora."
Roderick Himeros – Ator

leticia coura Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Letícia Coura também está no elenco da saga sobre Cacilda Becker - Foto: Jennifer Glass

“Estamos de novo tendo a coragem e a cara-de-pau de cantar/recriar Villa Lobos!!! Choro 3, o Pica-Pau, que inspira e excita todo o primeiro ato de Cacilda!!! e volta inteiro em Cacilda!!!!. Só pra ver o coro cantando isso já vale ir viver as duas peças, sábado e domingo. E é bom assim: imersão!!!!”
Letícia Coura – Atriz

Leia mais depoimentos sobre a peça!

Veja tudo o que foi publicado no R7 sobre a saga Cacilda no Oficina!

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beto mettig foto bob sousa Dois ou Um com Beto Mettig
Por Miguel Arcanjo Prado

Foto de Bob Sousa

Beto Mettig é baiano, mas já entendeu São Paulo há um bom tempo. Radicado na metrópole paulista há quatro anos, é formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, onde também fez o Curso Livre de Artes Cênicas da UFBA. Atualmente, se divide no Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa entre os papéis de ator e também de jornalista responsável pela assessoria do grupo. Recentemente, juntou os dois no palco em Cacilda!!!, espetáculo da saga sobre Cacilda Becker no qual viveu, entre outros personagens, o crítico teatral Decio de Almeida Prado. Bem antes, ainda em sua Salvador natal, aprontou muito com a Cia. Baiana de Patifaria, além de ter feito o musical Lábaro Estrelado, no qual contracenava com Laila Garin, que hoje vive Elis Regina no aclamado musical carioca. Beto, que é cheio de charme e tem muita história para contar, topou participar da nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas diretas cheias de possibilidades. Ou não.

Silvio Santos ou Zé Celso?
Que tal os dois numa banheira de espuma, sem culpa nenhuma? O Brasil, o teatro e a TV iam ganhar muito!

Cidade da Bahia ou Sampa Desvairada?
Trago Salvador dentro de mim. Vivo desvairadamente feliz aqui em Sampã.

Gil ou Caetano?
Caetano.

Bandeira vermelha ou azul?
Joga um branco no meio e vira a bandeira da Bahia! Tem que ter axé para encarar uma guerra ou viver em paz.

Ator ou jornalista?
Minha gente é a do teatro. Meu vocabulário, meu texto, minhas referências, meu humor, tudo vem daí.  Quando sou jornalista, sou também ator.

José Genoino ou José Serra?
José Celso.

Manifesto Antropofágico de 1922 ou Tropicália ou Panis et Circencis de 1968?
Sou cada vez mais inclusivo. Quero todos!

Nudez ou caretice?
Precisa responder...!? A caretice está cada vez mais perigosa.

Cacilda ou Sertões?
Fui público em Os Sertões. Em Cacilda estou em cena, na criação, e não tem nada comparável a viver uma experiência como essa. Mas essas duas odisseias do Oficina estão mais ligadas do que parece...

Bixiga ou Higienópolis?
Edifício Louveira, na rua Piauí, ou Oficina, na rua Jaceguai...? Posso ser feliz com Vilanova Artigas e Lina Bo Bardi. Temos os dois em São Paulo, não precisamos reduzir nada! Mas a mistura de culturas do Bixiga ainda tem o poder, como poucos, de fazer São Paulo lembrar de onde vem muita coisa incrível dessa cidade.

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danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Criada em Vitória da Conquista, na Bahia, Danielle Rosa é o furacão do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Quem vê Danielle Rosa no palco do Teat(r)o Oficina, em São Paulo, fica boquiaberto. A atriz exala confiança em cada cena. Seduz. Um verdadeiro furacão.

Quando a gente se encontra com Danielle fora do contexto cênico percebe que ela é calma, tranquila. Parece um pouco tímida, mas se entrega. É verdadeira.

Nasceu em Campinas, São Paulo, por um mero acaso. Considera-se baiana de Vitória da Conquista, terra de Glauber Rocha, onde morou de um aos 18 anos, quando abandonou a terra natal para estudar artes cênicas na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Caçula dos cinco filhos da dona de casa Dinalva Rosa Oliveira e de João de Oliveira, que já morreu, infelizmente, ela diz ser filha "de família meio nômade".

— Decidi ser atriz com 11 anos. Lembro-me que um dia acordei e falei: vou ser atriz. Foi como se tivesse ouvido um chamado.

danielle rosa 3 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Danielle Rosa é formada em artes cênicas pela UFBA e faz teatro desde os 15 anos - Foto: Eduardo Enomoto

Só começou nos palcos aos 15, primeiro com o grupo teatral do Instituto de Educação Euclides Dantas, onde estudou. Depois, com o grupo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).

— Mudei-me para Salvador em 2013. Fui morar na Casa do Estudante da UFBA. Logo, montei com amigos o grupo Finos Trapos.

Mas a Bahia logo ficou pequena para o sonho simples e tão difícil de Danielle: sobreviver de sua profissão de atriz. Foi quando viu Os Sertões, encenação de José Celso Martinez Corrêa para o romance de Euclydes da Cunha com o Oficina em 2007. Conheceu ali o teatro que queria fazer. Decidiu que era hora de mudar-se mais uma vez.

— Vim para São Paulo com a cara e a coragem. Pensei comigo: não posso ficar esperando, preciso correr atrás do que acredito.

Sofreu muito na metrópole, mas decidiu "aguentar até o limite". Quando sente falta do acolhimento baiano, volta à terra natal para fazer "um respiro".

Entrou para o Oficina em 2011. No ano seguinte, embarcou com o grupo para a Europa, onde se apresentou na Bélgica e em Portugal com o espetáculo Bacantes. Depois, integrou Acordes, e, agora, Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, no qual chamou a atenção do R7 e de todo o público como aquela sereia do inconsciente de todos nós.

danielle rosa 2 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Sensual e de forte presença, Danielle Rosa foi um dos destaques de Cacilda!!! do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, viaja com o quarto e último espetáculo da saga sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro, que tem estreia marcada no palco do Oficina para o próximo dia 14 de dezembro.  Em meio a tantas peças, Danielle sonha ainda em fazer cinema, em conquistar estabilidade profissional cada dia mais.

Diz que gosta do jeito de fazer teatro de Zé Celso e sua turma. Conta que em "cada dia de ensaio é preciso estar plena", que vive "uma descoberta diária". Questionada de onde vem a força que demonstra em cena, pensa e responde.

— O aqui e agora é único. Isso dá muita vida a tudo o que acontece. Cada dia em que saio do fosso para fazer a cena é especial.

Sobre o destaque que teve em Cacilda!!!, explica de forma serena.

— Acho que aconteceu em parte porque sou a primeira a aparecer nua [risos]. Eu lido de forma natural com a nudez. Não penso nisso e busco a segurança no olhar das pessoas. Acredito muito em meu trabalho e neste teatro que faço. E também sou segura com meu corpo. Acho, que de alguma forma, o público sente isso também. No Oficina, sempre estou à vontade.

danielle rosa 4 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

De alma baiana, a atriz Danielle Rosa é um furacão cheio de serenidade - Foto: Eduardo Enomoto

 

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tony reis foto eduardo enomoto 2013 1 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Baiano de Salvador, Tony Reis é um dos destaques do elenco do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tony Reis é despachado. Com o ator baiano de Salvador não tem cara feia. No primeiro diálogo, abre aquele sorriso perfeito e verdadeiro de encantar qualquer um. Está em São Paulo há seis anos. Veio na marra. Tentar o sonho da vida artística. E vê, aos poucos, os projetos virarem realidade. Foi um dos destaques do espetáculo do Oficina Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, de José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond.

Começou cedo no mundo das artes. “Em Salvador, você já nasce fazendo algo artístico. Seus vizinhos batucam, a família brinca de interpretar, tem roda de capoeira, de samba e terreiro em cada esquina”. Assim, afirma que não escolheu a profissão. Foi escolhido por ela.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

A beleza marcante logo o levou para o caminho da publicidade. Fez muitos comerciais e até uma ponta em uma gravação de Malhação em Salvador. Gostou daquela história de representar.

Correu para os cursos de teatro da Funceb e do Sesc Casa do Comércio. Integrou o grupo Psicodélicos, mas, com o tempo, foi percebendo a dificuldade de ser ator na Bahia. Até que tomou uma decisão importante: se mudar para São Paulo.

tony reis foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Tony é persistente e corre atrás do que quer: no começo, sofreu muito em SP - Foto: Eduardo Enomoto

No começo, sofreu muito. Percebeu de cara que os paulistanos eram bem mais fechados e sisudos que os baianos. Fazer amigos demorou. Acabou conseguindo fazer a série televisiva Som e Fúria, dirigida por Fernando Meirelles, nosso grande cineasta de Cidade de Deus. “Vim na cara e na coragem. Meus amigos me falavam, vá conhecer o teatro do Zé Celso. Você vai adorar”.

Resolveu ir ver Cacilda!!, o segundo espetáculo da saga sobre Cacilda Becker feita por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond. Ficou encantando. “Eu me lembro que falei para mim mesmo: é isso o que quero para minha vida”. Há dois anos, integra o Teat(r)o Oficina. “Fui bem recebido e abençoado”, declara.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Ganhou os personagens Sargento e Bicha Lili, em O Assassinato do Anão do Caralho Grande, peça de Plínio Marcos dirigida por Marcelo Drummond. Zé Celso viu, gostou e convocou Reis para fazer Macumba Antropofágica. “Foram só lágrimas quando ele me chamou”, recorda.

Em 13 de dezembro de 2013, volta aos palcos do Oficina em Cacilda!!!!, a última peça da saga. “Sempre acreditei que podia e dei minha cara a tapa. O que me fez chegar até aqui foi a coragem. Costumo dizer que o que não me mata me fortalece.”

tony reis foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

"Costumo dizer que o que não me mata me fortalece", Tony Reis, ator - Foto: Eduardo Enomoto

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lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Paulistano criado na Penha, zona leste paulistana, Lucas Andrade chamou a atenção do público paulistano ao interpretar Caetano Veloso na peça Cacilda!!!, no Teat(r)o Oficina de Zé Celso - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

No mais recente espetáculo de José Celso Martinez Corrêa, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1, escrito em parceria com Marcelo Drummond, o jovem ator paulistano Lucas Andrade, de apenas 18 anos, viveu dois personagens de destaque. Interpretou o estudante Edson Luís, morto pela ditadura militar em 1968, e também o cantor e compositor baiano Caetano Veloso. Seu charme e sotaque baiano em cena chamaram a atenção de todos os espectadores.

Criado na Penha, na zona leste de São Paulo, ele começou a fazer teatro na escola, sob instrução do professor e ator José Barbosa. Tinha apenas 11 anos, mas sentiu que seu rumo era o palco. “Logo procurei o projeto Teatro Vocacional, da Prefeitura de São Paulo. Fazia aulas de teatro no CEU Quintas do Sol”, lembra.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Com o tempo, veio o desejo de “aprofundar mais”. “Eu queria me profissionalizar como ator”, diz. Foi para o Estúdio de Treinamento Artístico (ETA), na Bela Vista, região central de São Paulo. Aos 16 anos, entrou para a Cia. Naturalis. “Meu primeiro espetáculo foi O Pacto, da diretora Poliana Pitteri, em 2012, no Studio 184, ali na praça Roosevelt”, recorda.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Aos 18 anos, Lucas Andrade começou a fazer teatro com 11 anos na escola - Foto: Eduardo Enomoto

Foi conhecendo gente e se enturmando. Até que veio o convite para desfilar na ala cênica da escola de samba Nenê de Vila Matilde, capitaneada pelos integrantes do Teat(r)o Oficina de Zé Celso. “A Elisete Jeremias, o Zé [Celso] e o Tony [Reis] gostaram muito de mim e me deram força para entrar no grupo. Já tinha visto o espetáculo Macumba Antropofágica e havia gostado muito”.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Para o quarto espetáculo sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!!, que estreia no Oficina em 13 de dezembro, já está escalado para personagens importantes. “Um dos personagens será uma homenagem à primeira atriz negra do TBC [Teatro Brasileiro de Comédia]”.

Sobre ter virado Caetano em Cacilda!!!, o jovem teoriza: “Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”. E o que o jovem Lucas acha do Caetano dos tempos atuais, quase cinquenta anos depois do Caetano que ele interpreta? “Hoje, o Caetano ficou mais careta... Na verdade, eu não sei qual está sendo a do Caetano. Eu prefiro a música dele”. As do presente ou as do passado? “As do passado”.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

“Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”, diz Lucas Andrade, um dos caçulinhas do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

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Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado

camila mota foto bob sousa1 O Retrato do Bob: Camila Mota, nossa nova Cacilda
No palco, Camila Mota é intensa, presente, completa. Divide a responsabilidade de viver Cacilda Becker com Sylvia Prado na montagem Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, que o Teat(r)o Oficina de Zé Celso Martinez Corrêa encerra temporada nesta segunda (11), com entrada gratuita. Se na primeira fase da obra faz a protagonista, na segunda parte dá vida a Ruth Escobar, outro nome fundamental de nosso teatro. Mineirinha de Belo Horizonte, Camila também morou no Rio, onde chegou a estudar ciências sociais e teatro. Mas o segundo chamado falou mais alto. Sobretudo o feito pelo Oficina, onde estreou em 1998, na primeira montagem da saga sobre Cacilda feita por Zé Celso e Marcelo Drummond. Dedicada, é a atriz coringa de Zé Celso, porque costuma decorar todos os papéis. Já rodou o Brasil e o mundo com a companhia do Bixiga, lugar onde se sente em casa e posou para o nosso Bob Sousa, vestida de Cacilda Becker em Esperando Godot. Taí nossa nova Cacilda.

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ze jennifer glass Oficina faz sessão grátis de Cacilda!!! nesta segunda

Zé Celso encerra temporada de Cacilda!!! nesta segunda, às 19h, com entrada grátis - Foto: Jennifer Glass

Por Miguel Arcanjo Prado

É a última chance. Nesta segunda (11), vai ter uma sessão gratuita às 19h do espetáculo Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1 no Teat(r)o Oficina, no Bixiga, em São Paulo. Ela encerra a temporada da obra, que dura cinco horas com 30 minutos de intervalo. A apresentação integra o Circuito de Teatro em Português, cuja oitava edição acontece até o dia 21 com outras obras gratuitas em SP (saiba mais).

Cacilda!!! é a terceira parte da saga de José Celso Martinez Corrêa sobre a atriz Cacilda Becker (1921-1969).

A quarta peça da saga, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro, será feita na sequência: após duas semanas de apresentações no Sesc Santo André e Piracicaba, a obra estreia no Oficina no dia 13 de dezembro de 2013, para duas semanas em cartaz.

Foram quase mil páginas de texto sobre Cacilda Becker escritas por Zé Celso em parceria com Marcelo Drummond que já renderam três espetáculos desde a década de 1990. Zé resolveu escrever a obra por medo de estar doente.

O grupo já montou em 1998 Cacilda!, com Beth Coelho, Giulia Gam e Leona Cavalli vivendo a protagonista. Em 2009, foi a vez da segunda peça, Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, com Ana Guilhermina no papel-título.

Desta vez, Camila Mota e Sylvia Prado dividem-se como Cacilda Becker. Ambas integraram os coros das duas primeiras montagens.

Em Cacilda!!!, o Oficina aborda a fase de Cacilda Becker como primeira atriz do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e invade os anos 1960, quando Cacilda liderou a classe teatral e participou da polêmica devolução do Prêmio Saci ao jornal Estado de S. Paulo, acusado pelos artistas de ser conivente com a ditadura militar e a repressão.

O jornal, naquela época, escreveu um editorial apoiando a censura da peça Roda Viva, dirigida por Zé Celso com o Oficina, fato retratado no espetáculo (leia a crítica do espetáculo).

ze jennifer glass 2 Oficina faz sessão grátis de Cacilda!!! nesta segunda

Danielle Rosa, em primeiro plano, é um dos destaques de Cacilda!!!, do Teat(r)o Oficina - Foto: Jennifer Glass

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Segunda (11), 19h. 18h. 5 horas. Última chance.
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Oficina faz sessão grátis de Cacilda!!! nesta segunda

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cacilda Sylvia Prado foto3 Jennifer Glass Medo de doença levou Zé Celso a fazer Cacilda!!!

Sylvia Prado interpreta Cacilda Becker no polêmica da devolução do prêmio Saci ao Estadão - Foto: Jennifer Glass

Por Miguel Arcanjo Prado

Foi por medo de ter contraído Aids nos anos 90 que o diretor José Celso Martinez Corrêa resolveu escrever a série teatral Cacilda!!!!, dividida, pelo menos, em quatro peças.

Na época, Zé notou que estava com feridas na perna e sofria com febre alta. Inicialmente, pensou que havia contraído o vírus HIV.

cacilda ze celso claire jean Medo de doença levou Zé Celso a fazer Cacilda!!!

Zé Celso (foto) escreveu e dirigiu Cacilda!!! ao lado de Marcelo Drummond - Foto: Claire Jean

O artista então fez uma promessa: se não houvesse pegado Aids, encenaria nos palcos a história da atriz Cacilda Becker (1921-1969), de quem foi amigo.

Mais tarde, os exames confirmaram que Zé Celso não estava com Aids, mas, sim, sofria de erisipela, uma infecção na pele facilmente tratada com antibiótico. Feliz com o resultado, o diretor cumpre sua promessa até hoje. A história está contada no programa da obra.

Leia a crítica de Cacilda!!!

As quase mil páginas de texto sobre Cacilda Becker escritas por Zé Celso em parceria com Marcelo Drummond já renderam três espetáculos. A temporada paulistana do terceiro, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1 tem suas últimas apresentações neste sábado (9) e domingo (10), a partir das 18h, no Teat(r)o Oficina.

O grupo já montou em 1998 Cacilda!, com Beth Coelho, Giulia Gam e Leona Cavalli vivendo a protagonista. Em 2009, foi a vez da segunda peça, Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, com Ana Guilhermina no papel-título.

Desta vez, Camila Mota e Sylvia Prado dividem-se como Cacilda Becker. Ambas integraram os coros das duas primeiras montagens.

Em Cacilda!!!, o Oficina aborda a fase de Cacilda Becker como primeira atriz do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e invade os anos 1960, quando Cacilda liderou a classe teatral e participou da polêmica devolução do Prêmio Saci ao jornal Estado de S. Paulo, acusado pelos artistas de ser conivente com a ditadura militar e a repressão. O jornal, naquela época, escreveu um editorial apoiando a censura da peça Roda Viva, dirigida por Zé Celso com o Oficina, fato retratado no espetáculo.

Sessão extra

Nesta segunda (11), vai ter uma sessão extra gratuita às 19h, no próprio Oficina.

Depois, o grupo vai se concentrar para a quarta peça da saga, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro. Após duas semanas de apresentações no Sesc Santo André e Piracicaba, a obra estreia no Oficina no dia 13 de dezembro de 2013, para duas semanas em cartaz.

cacilda Camila Mota e Liz Reis foto Jennifer Glass Medo de doença levou Zé Celso a fazer Cacilda!!!

Camila Mota (de vermelho) também interpreta Cacilda Becker em Cacilda!!! - Foto: Jennifer Glass

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado (9) e domingo (10), às 18h. 5 horas com 30 min de intervalo. Até 10/11/2013. Sessão extra gratuita na segunda (11), às 19h.
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 5 (moradores do Bixiga mediante comprovante de residência)
Classificação etária: 18 anos

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cacilda 10 claire jean 2 Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Cena do protesto feito com atrizes em 1968 contra a censura é reproduzida em Cacilda!!! - Foto: Claire Jean

Por Miguel Arcanjo Prado

O Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa sempre teve como público cativo jovens sedentos por mudar o mundo.

O frescor revolucionário, surgido nos anos 1960, sobrevive na farta interação entre artistas e plateia que promove o espaço projetado há 20 anos pela arquiteta de esquerda Lina Bo Boardi no bairro do Bixiga, tradicional zona teatral paulistana.

cacilda 10 claire jean Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Zé Celso: teatro com frescor revolucionário - Foto: Claire Jean

Durante muito tempo, porém, o protesto era apenas uma nostalgia, mas, nos dias de hoje, Zé Celso e sua turma estão diante de uma plateia aguerrida que povoou as ruas nos protestos do último mês de junho ou na tomada da reitoria da USP (Universidade de São Paulo).

Assim, o espetáculo Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1, o terceiro da trupe a contar a saga da atriz Cacilda Becker (1921-1969), que praticamente morreu no palco, é invadido pelo discurso político atual, presente na boca e no coração dos jovens atores e do público.

Zé Celso e Marcelo Drummond, autores e diretores em conjunto do espetáculo, provam que sabem dialogar com sua história, sua gente e seu tempo. Cacilda!!! poderia ser uma peça presa ao passado, didática e professoral. Mas não o é.

Eles falam da especulação imobiliária que quer construir torres gigantes ao lado do Oficina, tirando a vista da cidade que o teatro tem. Denunciam a cooptação de artistas pelo mercado, tirando de suas bocas qualquer tipo de discurso político em prol de grana no bolso. Ridicularizam a imagem de Bárbara Paz em sua propaganda de joias em meio a gás lacrimogêneo e black blocs. Enfim, são artistas com a gente pensava que já não se fazem mais.

Cacilda!!! é espetáculo vivo. O público e artistas se misturam com gosto. E, melhor, a obra não deixa de contar a história que propôs revelar às novas gerações. Num país sem memória como o nosso, tal atitude é digna de farto aplauso. Cacilda!!! é, antes de tudo, uma peça brasileira, que valoriza o que é nosso, o que temos de melhor: a nossa arte.

cacilda 10 lucas andrade nash laila foto claire jaen Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Gente entregue no palco do Oficina: Lucas Andrade, como Caetano Veloso, e Nash Laila, como Pinga-Fogo, papel emblemático de Cacilda Becker - Foto: Claire Jean

O elenco, dos protagonistas ao coro, passando pelos técnicos, cinegrafistas e até a fotógrafa, estão vivos, presentes e entregues. Diante de tanta verdade, a plateia se esforça para manter o pique durante as cinco horas de peça e os 30 minutos de intervalo – edição de espetáculo não faz parte do mundo de Zé Celso, todo mundo já sabe. Mas vale a pena a vigília antropofágica carnavalesca, mesmo que em alguns momentos o fôlego do público derrape um pouco.

Com toda a sensualidade explícita que emana dos atores do Oficina, em nudez que gera espanto, curiosidade ou vigor, dependendo de quem vê, o espetáculo apresenta nomes fundamentais da história do teatro brasileiro, pouco lembrados ou cultuados, como Ruth Escobar (Camila Mota), produtora do espetáculo Roda Viva, do Oficina, censurado e perseguido pela repressão da ditadura militar. Há também um ainda libertário Caetano Veloso (Lucas Andrade) da década de 1960 – bem diferente do atual em sua cruzada pela censura prévia às biografias –, com sua tropicália que convive em harmonia com a mesa de pingue-pongue para os amigos em seu apartamento paulista, e o apaixonado crítico teatral Decio de Almeida Prado (Beto Mettig), entre outros.

cacilda 10 claire jean danielle rosa Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Danielle Rosa surge sensual em uma das cenas do primeiro ato - Foto: Claire Jean

Fatos históricos importantes como a morte do estudante Edson Luis em 1968, morto por militares – e fundido com o atual Amarildo na montagem – e a passeata contra a censura com atrizes de peso à frente também fazem parte da obra.

Zé Celso e Marcelo Drummond ainda rememoram um episódio que marcou a cultura e a imprensa nacional: a devolução dos prêmios Saci, concedido pelo Estadão. Na época, o jornal publicou editorial defendendo a censura da peça Roda Viva, o que levou os artistas a tomarem tal atitude, que contou com o apoio de Cacilda Becker, na época a maior atriz do Brasil.

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Intensa e presente: Camila Mota, a Cacilda Becker do primeiro ato da peça - Foto: Claire Jean

Camila Mota e Sylvia Prado se dividem no papel-título com maestria. Ambas são grandes atrizes com audácia para aceitar viver Cacilda. Nash Laila, que entre outros papeis faz Cleyde Yáconis, irmã de Cacilda, e também o personagem Pega-Fogo, o moloque que trouxe respeito ainda maior à carreira de Cacilda, também se sobressai com forte presença e entrega desmedia. No mesmo tom estão Ana Hartmann e Danielle Rosa, responsável por algumas das cenas mais sensuais da montagem.

A música feita ao vivo por Adriano Salhab, Carina Iglecias, Felipe Botelho – que dirige a banda – , Giuliano Ferrari, Juliana Perdigão, Letícia Coura, Nana Carneiro da Cunha e Pedro Gongom Manesco é outro destaque da montagem. Como sempre, os músicos do Oficina envolvem a plateia com sua música inebriante que dá ritmo preciso à encenação.

Cacilda!!! é um grito de resistência nacional em um mundo artístico repleto de pelegos. É teatro que não olha para seu próprio umbigo. Muito pelo contrário, olha para seu entorno, para a rua, para a cidade, e brada por revolução a plenos pulmões.

cacilda 10 sylvia prado foto claire jean Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

Sylvia Prado, como Cacilda no segundo ato: entrega do prêmio Saci é lembrada - Foto: Claire Jean

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado (9) e domingo (10), às 18h. 5 horas. Até 10/11/2013
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 5 (moradores do Bixiga mediante comprovante de residência)
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Atual, Cacilda!!! é o protesto do Oficina

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barbara paz black bloc anderson borde agnews Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina

Pegou mal na classe: Bárbara Paz, em pose de dondoca em meio aos protestos - Foto: Anderson Borde/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

O polêmico editorial publicitário protagonizado pela atriz Bárbara Paz para uma marca de joias foi parar no atual espetáculo do Teat(r)o Oficina, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1.

A peça, escrita e dirigida por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond, termina temporada em São Paulo no próximo fim de semana (leia a crítica).

O ensaio de Bárbara, inspirado no movimento dos black bloc – os mascarados que são presença constante nos recentes protestos pelo País –, traz a atriz, vestida de dondoca e coberta de joias, sendo agarrada por um policial em meio a supostas bombas de gás lacrimogêneo.

O ensaio sofreu crítica nas redes sociais, onde foi acusado de ser oportunista.

Ele também é ridicularizado na peça do Oficina.

Na parte final da obra, quando a montagem critica atores que tiveram suas origens no teatro e que se vendem ao mercado, a foto com Bárbara Paz é projetada nos telões do Oficina.

O público vai ao delírio e aplaude, como observou o R7 na sessão do último sábado (2).

Bárbara Paz chegou a usar o Teat(r)o Oficina, projetado há 20 anos pela arquiteata Lina Bo Boardi, como cenário para as fotos nuas que fez para a revista masculina Playboy em 2007.

A atriz, atualmente vivendo uma dondoca que foi casada com um gay na novela Amor à Vida (Globo), já foi dirigida nos palcos paulistanos por nomes como Eduardo Tolentino (Grupo Tapa), Hugo Possolo (Parlapatões), Francisco Medeiros, Bibi Ferreira e Paulo Autran.

Você acha que Bárbara Paz exagerou ao usar protestos para vender joia?

  • barbara  Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina Sim, esta campanha é ridícula. O Oficina faz bem em expor isso.
  • barbara2 Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina Não, acho plausível todas as artimanhas para incentivar o consumo.

Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sábado (9) e domingo (10), às 18h. 5 horas. Até 10/11/2013
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 5 (moradores do Bixiga mediante comprovante de residência)
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Bárbara Paz é ridicularizada em peça do Oficina

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