Posts com a tag "oficina"

Ze Celso foto JENNIFER GLASS Oficina faz sessão extra para encerrar temporada de peça de Artaud

Zé Celso em cena da peça que traz texto radiofônico de Artaud - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Diante do sucesso de púbico, o Teat(r)o Oficina resolveu criar uma sessão extra no último fim de semana da peça Pra Dar um Fim no Juízo de Deus, encenada em sua sede, no Bixiga, em São Paulo.

Assim, haverá sessões na sexta (10), às 22h30, no sábado (11), às 21h, e no domingo (12), às 20h.

A obra escrita por Artaud é dirigida por José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, e traz no elenco, além do diretor, os atores Marcelo Drummond, Pascoal da Conceição, Camila Mota, Roderick Himeros, Joana Medeiros, Nash Laila, Daniel Kairoz, Lucas Andrade, Madalena Bernardes e Ariel Rocha.

O ingresso custa R$ 40 a inteira, R$ 20 a meia-entrada, e moradores do bairro do Bixiga pagam apenas R$ 5. O Oficina fica na rua Jaceguai, 520. A peça dura uma hora e a classificação etária é 18 anos. As apresentações têm legendas em inglês.

Veja mais fotos da montagem:

Pascoal da Conceicao foto JENNIFER GLASS Oficina faz sessão extra para encerrar temporada de peça de Artaud

O ator Pascoal da Conceição em cena da peça no Oficina - Foto: Jennifer Glass

Pradarumfim foto2 JENNIFER GLASS Oficina faz sessão extra para encerrar temporada de peça de Artaud

Cena do espetáculo dirigido por Zé Celso no Oficina - Foto: Jennifer Glass

Pradarumfim foto JENNIFER GLASS Oficina faz sessão extra para encerrar temporada de peça de Artaud

Lucas Andrade, Joana Medeiros e Nash Laila em cena do espetáculo - Foto: Jennifer Glass

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Ze Celso Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Zé Celso, no palco do Oficina: de volta a Artaud 19 anos depois - Foto: Ayume Oliveira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após mergulho intenso na saga de Cacilda Becker, o Teat(r)o Oficina estreia seu novo espetáculo, desta vez um texto de Antonin Artaud (1896-1948). Na verdade, trata-se de uma nova montagem para a mesma peça que o Oficina montou 19 anos atrás.

A peça Pra Dar um Fim no Juízo de Deus, foi escrita para o rádio e é adaptada para os palcos por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso. A montagem estreia neste sábado (21), equinócio de outono, como lembram os artistas do Oficina.

A temporada será curtíssima: somente até 12 de abril, sempre aos sábados, 21h, e domingos, às 20h, no Oficina (veja serviço ao fim). E tem mais: a nova produção só dura uma hora. O que é verdadeiro milagre quando se trata do grupo mais aguerrido do teatro brasileiro.

Pascoal da Conceicao Pradarumfim foto2 Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Pascoal da Conceição está de volta ao elenco do Oficina na montagem - Foto: Ayume Oliveira

Zé Celso cria uma espécie de Juízo Final nos atuais tempos de "Apocalipse do Crash Global, em pleno rebaixamento do poder humano na Cultura, emerge no corpo a corpo vivo com o poder do Teatro, para refazer nossa anatomia, livre dos automatismos dos juízos que nos impedem de viver", como define.

Já praxe no grupo, as sessões terão legendas em inglês (pode levar seu amigo gringo) e também serão transmitidas ao vivo pelo site do Oficina.

Camila Mota Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Camila Mota: "o rito dialoga com maneiras de reinterpretar a vida" - Foto: Ayume Oliveira

A atriz Camila Mota diz que "o rito dialoga com maneiras de reinterpretar a vida, dando voz para o texto ser ouvido no lugar em que ele precisa ser ouvido, com toda a sua contemporaneidade e para além do estigma do autor louco”, fazendo referência ao histórico do ícone do teatro na França.

Perseguido, a vida inteira, Artaud foi internado por nove anos em hospícios, só lendo libertado no fim da Segunda Guerra Mundial. A peça foi escrita pouco tempo depois, em 1948, pouco antes de sua morte.

Marcelo Drummond Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Em dose dupla: Marcelo Drummond também participou da montagem de 1996 - Foto: Ayume Oliveira

A primeira montagem do Oficina para o texto foi em 1996, no Masp, o Museu de Arte de São Paulo, para celebrar o centenário de Artaud. O sucesso foi tanto que ganhou em seguida temporada no Oficina e, depois, na Casa das Rosas, também em São Paulo. A peça ainda fez turnê na Bahia, onde se apresentou na capela do Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, pelo interior de São Paulo, em Recife e no Rio.

"Sua grande beleza de Ator, que se vê em seus filmes, estava detonada por torturas de choques elétricos do sistema psiquiátrico da época", lembra Zé Celso, sobre Artadu. "Mas a sabedoria nascida de seu Corpo machucado por todas as suas dores fez dele o grande Curandeiro do século 20. Em 1948 tinha escrito o texto para uma transmissão pela Radio Nacional Francesa - que foi proibida, mas foi gravada e  publicada, tornando-se uma Cápsula Revolucionária da Cultura do Corpo Humano”, declara.

Roderick Himeros Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Carne nova: Roderick Himeros faz parte do time de jovens atores da montagem - Foto: Ayume Oliveira

O elenco traz gente nova, mas há quatro nomes que integraram o elenco da primeira montagem de 19 anos atrás: Zé Celso (Velho Artaud), Marcelo Drummond (Artaud Monge Massieu), Pascoal da Conceição (Artaud Marat) e Camila Mota (Artaud Beatriz Cenci). Eles se unem em cena aos novatos Roderick Himeros (Índio Tarahumara Xamã do Rito), Joana Medeiros, Nash Laila, Daniel Fagundes, Rodrigo Andreolli, Lucas Andrade e Ariel Roche (Artauds Despedaçados).

Fazendo a música ao vivo estão Carina Iglesias (percussão xamânica) e Felipe Massumi (cello e canto). Completam o time Marília Gallmeister e Carila Matzembacher, na arquitetura cênica, enquanto o vídeo tem direção de Igor Marotti e a direção de cena fica sob comando de Otto Barros.

Pra Dar um Fim no Juízo de Deus, de Antonin Artaud
Quando: Sábado, 21h, domingo, 20h. 60 min. Até 12/04/2015.
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia); moradores do Bixiga pagam R$ 5
Classificação etária: 18 anos

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Foto Paulo Pinto LIGASP Fotos PúblicaCarnavalSPNene de Vila Matilde2 Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Zé Celso é destaque no desfile da Nenê de Vila Matilde - Foto: Paulo Pinto/LigaSP/Fotos Pública

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um dos maiores diretores teatrais da história do Brasil, Zé Celso Martinez Corrêa, do Teat(r)o Oficina, foi destaque no desfile da Nenê de Vila Matilde.

O artista dispensou fantasia luxuosa e preferiu apostar na simplicidade de uma bata e calça branca, destacando-se em meio ao show de cores da escola.

Eufórica, a agremiação da zona leste paulistana encerrou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, no sambódromo do Anhembi, em São Paulo, já no começo da manhã deste sábado (14).

O enredo da Nenê foi Moçambique - A Lendária Terra do Baobá Sagrado. A tradicional escola, que já obteve 11 títulos do Carnaval paulistano, fez desfile luxuoso e embalado pelo ritmo afro.

elisete jeremias Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Elisete Jeremias, diretora da ala Um Povo que Sorri, com atores do Oficina - Foto: Divulgação

Zé Celso participou ativamente do Carnaval da Nenê neste ano, já que o diretor viveu em Moçambique durante seu exílio na década de 1970 e participou da revolução naquele país.

Cerca de 80 atores do Teat(r)o Oficina desfilaram na ala Um Povo que Sorri, sob direção de Elisete Jeremias, que foi durante muitos anos diretora de cena do Oficina. A ala teve coreografia de Marcio Telles e encenação de Marcelo Drummond.

Foto Paulo Pinto LIGASP Fotos PúblicaCarnavalSPNene de Vila Matilde3 Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Moçambique no Anhembi: Zé Celso vibra durante passagem da Nenê - Foto: Paulo Pinto/LigaSP/Fotos Pública

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oficina guilherme godoy2 Oficina faz jantar forte para desfilar com a Nenê

Com Elisete Jeremias à frente, ala do Oficina na Nenê ensaia no Anhembi - Foto: Guilherme Godoy

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Já está tudo pronto para o desfile do Teat(r)o Oficina na ala Um Povo que Sorri, que vai encerrar o carnaval da Nenê de Vila Matilde, na primeira noite do Carnaval de São Paulo, na madrugada deste sábado (14).

Para que os 80 atores estejam bem dispostos no sambódromo do Anhembi, haverá um jantar com comidas típicas de Moçambique na sede do Oficina, no Bixiga, a partir das 23h deste sexta (13). De lá, já devidamente alimentados, os atores partirão para o sambódromo.

Os pratos serão preparados pelo ator e chef oficial do Oficina, Alessandro Ubirajara, que também é artista plástico e faz pratos cheios de conceito. Ao R7, ele revela o cardápio: “Xima e Caril de Amendoim com Galinhas. Shima ou Xima é uma massa de milho cozida com água e sal, alimento forte que salvou a vida de muitas famílias em época de guerra ou seca”.

alessandro ubirajara foto bob sousa6 Oficina faz jantar forte para desfilar com a Nenê

Alessandro Ubirajara é o chef responsável pela comida moçambicana - Foto: Bob Sousa

A parceria do Oficina com a escola já dura cinco anos. O diretor José Celso Martinez Corrêa e a atriz e modelo Vera Valdez serão destaques da ala. Não custa nada lembrar que Vera foi a modelo queridinha de ninguém menos do que Coco Chanel. A cantora Célia Nascimento também estará no desfile.

O enredo da Nenê, sob comando do carnavalesco Magoo, é Moçambique – A Lendária Terra do Baobá Sagrado. Quando esteve no exílio, Zé Celso participou da revolução socialista no país africano. Zé aproveitou a deixa para exibir aos foliões o documentário 25, feito por ele e Celso Lucas em 1975 sobre a Revolução de Moçambique.

oficina ricardo martins Oficina faz jantar forte para desfilar com a Nenê

Ala Um Povo que Sorri ensaia no palco do Oficina - Foto: Ricardo Martins

A Nenê de Vila Matilde já conquistou 11 títulos de campeã do Carnaval de São Paulo. A ala Um Povo que Sorri é dirigida por Elisete Jeremias, e conta com o apoio de Marcio Telles, diretor de harmonia da Nenê, que também coreografou a ala ao lado de Uilson Alves. Victor Gally assina a produção executiva, e Marcelo. Drummond, a encenação.

Rodrigo Fidelis, Carlota Joaquina e Camila Mota vão garantir a boa evolução da ala na avenida, enquanto Bernardo Cruz ficará de olho na harmonia.

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liz reis foto bob sousa O Retrato do Bob: Liz Reis, fogo puroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No intenso grupo de atores do Teat(r)o Oficina, Liz Reis logo chama a atenção. A atriz nascida em Santo André, no ABC Paulista, também é diretora e transita entre palco e academia com propriedade. É pós-graduada em artes pela USP (Universidade de São Paulo). Atua nas montagens Cacilda!!!, Cacilda!!!! e Cacilda!!!!!, sob direção do gênio Zé Celso Martinez Corrêa. Mas já esteve também ao lado de outros nomes potentes de nossos palcos, como Rudifran Pompeu, Marco Antônio Braz e Marcelo Marcus Fonseca, do Teatro do Incêndio. Afinal, Liz é fogo puro.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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WALMOR Y CACILDA23 CLAUDIA JUNQUEIRA Fentepp leva 7 mil ao teatro e vira gente grande

Zé Celso em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe: grande estrela do Fentepp - Foto: Claudia Junqueira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto CLAUDIA JUNQUEIRA

O Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente) chegou à sua 21ª sem medo de cumprir a maioridade. Pelo contrário, mostrou maturidade de quem virou gente grande no cenário dos festivais teatrais brasileiros. Prova disso são as 7 mil pessoas que o evento levou ao teatro entre 21 e 29 de novembro último, uma média de quase 800 espectadores por dia de evento.

Realizado pela Prefeitura de Presidente Prudente em parceria com o Sesc São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo, o Fentepp 2014 teve 47 apresentações de 25 espetáculos. Entre eles, Nossa Cidade, de Antunes Filho, que abriu a programação, e Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, que encerrou o evento em uma espécie de catarse coletiva em defesa do teatro, quando o diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, defendeu as artes cênicas contra a especulação imobiliária que provoca fechamento de teatros em São Paulo.

Renata Salvador, gerente do Sesc Thermas de Presidente Prudente, conta ao R7 que a população da cidade abraçou o Fentepp. E isso ajudou para que o evento “fosse percebido de outra maneira no cenário nacional”.

— Fizemos muita coisa na rua, sempre pensando na qualidade da programação. O Fentepp 2014 foi um feliz encontro de ideias.

Ela ainda revela que um sucessos deste ano foi o ponto de encontro, “onde público e artistas puderam se encontrar após as peças, para trocar impressões”.

A curadoria do Fentepp foi feita por Rodrigo Eloi, Adriana Cruz Macedo, Luiz Fernando Marques Lubi e Denilson Biguete.

WALMOR Y CACILDA 13 Fentepp leva 7 mil ao teatro e vira gente grande

Os atores Daniel Kairoz, Juliane Elting e Nash Laila em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe: peça do Oficina foi apresentada no ginásio de Presidente Prudente no 21º Fentepp - Foto: Claudia Junqueira

“Degrau por degrau”

O secretário de Cultura de Presidente Prudente, Fábio Nougueira, reconhece a maturidade do evento e faz questão de ressaltar que ela só ocorreu porque “o Fentepp galgou degrau por degrau”.

Ele conta ao R7 que, desde a primeira edição, realizada em 1985, o evento revela grandes nomes na cena teatral, como Mário Bortolotto e Marco Ricca, que participaram do festival no começo de suas carreiras. Nougueira lembra que, no começo, o evento era feito por amor ao teatro. Os artistas não recebiam cachê ou verba para alimentação e eram alojados “debaixo da arquibancada do ginásio municipal”.

— Hoje, o Fentepp lotou os três melhores hotéis da cidade e ganhou relevância nacional. Isso é fruto de um trabalho em equipe.

Destaque nacional

Tanta sintonia fez o Fentepp em 2014 ofuscar o FIT Rio Preto. O Festival Internacional de São José do Rio Preto fez uma edição morna em 2014, sem cobertura da imprensa nacional e ainda vive uma crise, com acusações de que não paga em dia os artistas contratados.

Tal situação do vizinho faz o Fentepp emergir não só como o grande festival do interior do Estado de São Paulo como o coloca na posição de um dos principais do País. E Prudente, pelo jeito, pretende continuar na rota teatral nacional durante todo o ano, já que inaugurou há seis meses o Teatro Municipal Paulo Roberto Lisboa, no Centro Cultural Matarazzo, como conta o secretário de Cultura do município.

— O que a gente quer é fazer bem feito, com os pés no chão. E com muito respeito ao artista, desde o camarim até o cachê pago, porque hoje estou secretário de Cultura, mas eu sou um homem de teatro. Queremos que Prudente seja a grande casa do teatro brasileiro.

WALMOR Y CACILDA37 CLAUDIA JUNQUEIRA Fentepp leva 7 mil ao teatro e vira gente grande

O ator Beto Mettig, que apresentou Walmor y Cacilda 64: Robogolpe com o Teat(r)o Oficina: "Fentepp está no caminho para se tornar, cada vez, mais um festival de peso e projeção nacional" - Foto: Claudia Junqueira

O cuidado é sentido pelos artistas. Kesler Contiero, integrante da Cia. dos Pés, de São José do Rio Preto, que apresentou a peça Expresso Caracol no evento, afirma que o Fentepp “tem uma equipe de apoio que trabalha junto com a gente”. Beto Mettig, que integrou o grupo de mais de 50 artistas do Teat(r)o Oficina, que foram ao Fentepp, concorda.

— Não é simples administrar uma estrutura grande como a do Oficina e tudo ocorreu sem problemas, sobretudo pelo empenho de toda equipe. Acho que o Fentepp está no caminho para se tornar, cada vez mais, um festival peso e projeção nacional.

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ze celso1 bob sousa O Retrato do Bob: Zé Celso, cabeça do teatroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O que seria do teatro brasileiro sem José Celso Martinez Corrêa? Zé Celso é pura arte viva, inquietante, provocativa. Não teme, enfrenta. Não se acomoda, inova. Tem sede de teat(r)o sem fim. Em tempos de retrocesso, no último mês precisou depor no Fórum Criminal da Barra Funda por conta de uma cena teatral. Denunciou o absurdo. No último fim de semana, fez barulho no Fentepp, o Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente. Defendeu com veemência nossos palcos acuados pela especulação imobiliária. E ele ainda prepara muita coisa para dezembro, mês farto em seu Teat(r)o Oficina. Nesta terça (2), recebe a escola de samba Nenê de Vila Matilde para uma noite de samba, já que seu grupo será a ala Um Povo que Sorri, que encerrará o desfile da agremiação e do Carnaval paulista em 2015. Vão cantar Moçambique, velha conhecida de Zé Celso no exílio. No dia 5 de dezembro, celebra o centenário da arquiteta Lina Bo Bardi, que projetou o Oficina ao lado de Edson Elito. Já entre 12 e 23 de dezembro, faz apresentações dos cinco espetáculos da série Cacilda. No último dia, acontece também o Rito da Ethernidade de Luis, que rememora o irmão de Zé Celso, o diretor Luis Antônio Martinez Corrêa, assassinado em 1987. O teatro brasileiro precisa de Zé Celso, sua cabeça. Evoé.

Saiba mais sobre o Teat(r)o Oficina

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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julia chequer ze celso Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso terá de depor no Fórum Criminal da Barra Funda, em SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7-7/4/2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nesta quarta (5), José Celso Martinez Corrêa, o  Zé Celso, 77 anos, terá de depor, às 14h, no Juizado Especial Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo, onde tem audiência preliminar do processo 0056740-71.2013.8.26.0050, no caso movido por um promotor da Justiça Pública.

+ Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

A Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, da qual Zé Celso é diretor, é acusada de “crime contra a paz pública”. Tudo porque Zé Celso e seus artistas encenaram uma adaptação de uma cena do musical Acordes em 2012, no campus da PUC-SP.

A encenação pública do texto inspirado em Bertolt Brecht foi realizada em novembro de 2012 a convite dos estudantes em protesto contra a posse de Anna Maria Marques Cintra, que havia ficado em terceiro lugar na eleição para o cargo de reitor da instituição.

Os artistas da companhia farão um ato pela paz em frente ao Fórum no horário do depoimento.

Em texto publicado em seu blog quando a ação foi movida, Zé Celso definiu sua convocação pela Justiça de “um ato contra a liberdade de expressão”.

— Querer incriminar os artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberdade de expressão do ator.

Assombro

O diretor vê com assombro o crescente conservadorismo no País. Ele e seus artistas também ficaram assustados com a passeata na avenida Paulista que pediu a intervenção militar no País no último sábado (1º).

Sempre antenado com seu tempo, a marcha da extrema direita estará no palco do Oficina no próximo fim de semana, quando o grupo encerra o Festival das Cacildas, com entrada gratuita. O depoimento desta quarta (5) também deverá entrar na obra.

Vítima da ditadura

O Teat(r)o Oficina foi uma das grandes vítimas da ditadura civil-militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985.

ze celso julia chequer r7 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso, no dia em que recebeu o pedido de desculpas de representates do governo federal por ter sido torturado durante a ditadura militar, em 2010 - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Durante os anos de chumbo, os atores do grupo foram violentamente agredidos, e Zé Celso precisou partir para o exílio na década de 1970, após ser preso e torturado.

Mas ele e seu Oficina sobreviveram ao horror e estão aí para confrontar com arte o rompante antidemocrático da extrema direita brasileira.

Cenas reais

Zé Celso colocou no palco cenas reais dos golpistas em marcha pela Paulista, com suas vestimentas ufanistas em verde e amarelo e até discurso do cantor Lobão.

O ator Beto Mettig conta ao R7 que imagens reais passarão nos telões do Oficina.

— Tanto Cacilda!!!!! quanto Walmor y Cacilda são montagens vivas. A cada semana elas refletem o que os artistas vivem e o que o próprio País está passando, tanto no texto quanto nas interações que o espetáculo tem.

Só mais duas sessões

Serão apenas duas sessões: uma apresentação de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada, no sábado (8), 19h, e de Walmor y Cacilda 64 – Robogolpe, no domingo (9), 19h. Ambas com legendas em inglês.

Cerca de 60 artistas desfilam pela passarela-palco do Oficina nas duas montagens, agora, mais politizadas do que nunca.

Cacilda!!!!! descortina o embate entre Cacilda Becker e Tônia Carrero, mostrando o fim de uma era do teatro nacional, marcada pelas produções luxuosas do TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia.

Walmor y Cacilda é um espetáculo-manifesto de Zé Celso sobre os horrores praticados pelo golpe civil-militar de 1964, sobretudo no mundo artístico.

Festival e dezembro pulsante

Ainda neste mês, o grupo se apresentará com Walmor y Cacilda no Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), que acontece entre 22 e 29 de novembro.

Em dezembro, o Oficina fará outra maratona: apresenta cinco espetáculos da série Cacilda um após o outro, entre 12 e 23 de dezembro. Antes, fará a Lavagem do Bixiga, no dia 2 de dezembro, e no dia 5 de dezembro uma concorrida festa em homenagem a Lina Bo Bardi.

Zé Celso e sua aguerrida turma não param. Ainda bem.

oficina2 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

A atriz Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Gal Oppido

Festival das Cacildas
Quando: sábado (8) e domingo (9), às 19h
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores do Bixiga)
Classificação etária: 14 anos

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nash laila foto bob sousa2 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila: musa do novíssimo cinema brasileiro e também do Oficina - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

A pequenina Nash Laila é dona de um talento gigante. Quem a vê no palco do Teat(r)o Oficina sabe muito bem. Quem viu seus filmes também. É atriz intensa e potente.

Tanto que começou cedo e logo se destacou no cinema brasileiro, em longas como Deserto Feliz — com o qual levou o prêmio de melhor atriz do Festival do Cinema Brasileiro em Paris —, Amor, Plático e Barulho — que lhe rendeu o Troféu Candango de melhor atriz coadjuvante do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — e Tatuagem, melhor filme no Festival de Gramado.

É uma das musas do novíssimo cinema nacional de qualidade.

Em São Paulo, esta pernambucana filha da cabeleireira Cida Silva e do transportador Carlos Medeiros assumiu as rédeas da própria vida.

Dona do próprio nariz, deu esta Entrevista de Quinta ao R7 na plateia do Oficina, lugar no qual se sente livre.

Falou sobre sua trajetória e ainda desabafou: "O mundo está muito caretão". Tem razão.

Leia com toda a calma do mundo.

nash laila foto bob sousa1 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila está vivendo há dois anos e meio em São Paulo - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Você está há quanto tempo em São Paulo?
Nash Laila — Há dois anos e meio. Fiz o filme Tatuagem, do Hilton Lacerda, e achei que era o momento de dar uma virada e me mudar para cá.

Miguel Arcanjo Prado —Você é de Recife?
Nash Laila — Cresci em Jaboatão, que fica do lado. Morava no bairro Sucupira, com rua de terra, perto da mata. Adorava roubar fruta na árvore, passei a infância brincando na rua. Com 16 anos, fui morar em Olinda.

Miguel Arcanjo Prado — Nesta época já pensava em ser atriz?
Nash Laila — Desde criança eu queria ser atriz. Fazia sempre o auto de Natal [risos]. Aos 13 anos, entrei em um curso de teatro. Depois fui trabalhar com o diretor Jorge Clésio. Fiquei três anos com ele, dos 15 aos 18. Saí para fazer meu primeiro filme, Deserto Feliz.

Miguel Arcanjo Prado — Foi neste que você virou musa do Festival do Rio?
Nash Laila — Foi muito engraçado, porque concorria com um monte de famosa e o povo devia pensar: quem é essa. Foi muito bacana. O filme era muito forte, era uma menina que sofria exploração sexual e terminava se apaixonando por um alemão.

nash laila foto bob sousa4 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila foi criada brincando na rua, subindo em árvore para pegar fruta - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Foi difícil para você fazer este filme tão novinha?
Nash Laila — Foi um susto. Mas diante do abismo, eu pulei. O Paulo Caldas [diretor do filme] me ouvia muito. Foi um trabalho que me marcou. Viajei bastante por conta do filme. Um ano depois de terminar de filmar este filme estávamos no Festival de Berlim. Foi muito doido. Muita responsabilidade. Cinema é um processo de várias mãos. No teatro, é a gente e o público. Cinema é edição, montagem, o olhar do diretor...

Miguel Arcanjo Prado — E aí você virou a garota do novo cinema pernambucano?
Nash Laila — Pois é [risos]... Eu fiquei dois anos divulgando o filme. Já estava meio que na correnteza, sabe? Agora, vai, pensei. Aí eu passei no vestibular da UFPE [Universidade Federal de Pernambuco], para artes cênicas e fui fazer um intercâmbio na França, em Clermont-Ferrand. Foi ótimo, uma experiência incrível. Mas, voltei e senti um certo vazio.

Miguel Arcanjo Prado —Por quê?
Nash Laila — Recife é muito cultural, mas, ao mesmo tempo, é muito paradona em determinadas épocas. Aí eu fiz a minissérie Santo por Acaso e uma participação em O País do Desejo. Aí surgiu o Tatuagem.

Miguel Arcanjo Prado — Como você entrou para o elenco?
Nash Laila — Logo que voltei da França, fiz a o processo de seleção com o Hilton Lacerda [diretor de Tatuagem]. Eu estava com muita vontade de fazer o filme. Acabou dando certo. O processo foi todo colaborativo. Então, esse núcleo, do Chão de Estrelas, meio que carregava o filme consigo.

nash laila foto bob sousa5 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila ainda tem jeito de menina, apesar de já ser uma atriz potente - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — O que você acha do cinema fora do eixo Rio-São Paulo?
Nash Laila — Acho maravilhoso. Essa galera de Recife, Ceará, Minas, está buscando seu lugar no cinema brasileiro e quebrando muitos tabus. Recife é uma cidade com artistas que estão buscando seu lugar, sua própria produção. Já tem a Escola de Cinema da UFPE, uma lei para o setor.

Miguel Arcanjo Prado — Depois de Tatuagem você fez outro filme?
Nash Laila — Fiz Amor, Plástico e Barulho, da Renata Pinheiro, que tinha feito a direção de arte de Tatuagem. Esse é um filme de mulher: dirigido por mulher, montado por mulher.

Miguel Arcanjo Prado — Como você foi parar no Oficina?
Nash Laila — Em 2007, vi Os Sertões lá em Recife. E isso mudou minha vida. Eu precisava fazer isso. Eu fui fazendo amigos. Depois que acabou o Tatuagem, ficou aquele clima... Então, resolvi arriscar. No Oficina, comecei sendo público e isso modificou o rumo das minhas escolhas. Estar aqui hoje é como uma síntese das coisas.

nash laila foto bob sousa3 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O Oficina é o lugar onde me sinto à vontade", diz atriz Nash Laila - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado — Por quê?
Nash Laila — No Teat(r)o Oficina me sinto à vontade. É um lugar no qual consigo me libertar no teatro, me identifico com muita coisa. A música aqui é muito forte, impulsiona. O Oficina mistura tudo o que eu gosto. Estou no Oficina desde 5 de maio de 2012. Já fiz seis peças com o Zé [Celso, diretor do Oficina].

Miguel Arcanjo Prado — Como é lidar com tantos artistas no Oficina?
Nash Laila — A grande força do Oficina é o coro, isso que me arrebatou. O Zé é muito ligado nas pessoas. Ele é muito sensível ao presente. Toda vez que ele saca que a pessoa está presente, ele vai junto.

Miguel Arcanjo Prado — Como é sua relação com São Paulo?
Nash Laila — É muito louca. De desde quando falava: jamais moro em São Paulo. Até agora que grande parte dos meus amigos moram aqui. Fui criando uma rotina, um jeito de viver. Antes, morava com meus pais. Aqui, eu me vi sozinha, tendo de fazer minhas coisas. Hoje, em São Paulo eu me sinto em casa. Claro que estou cansada do barulho, sinto saudade do mar... Acho que sou um peixinho. São Paulo para mim é maravilhosa, desde que eu vá e volte.

nash laila foto bob sousa6 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

Nash Laila, com Cacilda ao fundo, no Oficina: "Tento me colocar o máximo" - Foto: Bob Sousa

Miguel Arcanjo Prado —Você fez no Oficina papeis importantes, como a Cacilda menina.
Nash Laila — O Zé fala de atuadores. Essa palavra tem um grande símbolo. O atuador se coloca mais do que o ator. Tanto nas escolhas quanto no processo eu tento me colocar o máximo.

Miguel Arcanjo Prado — O que você quer da vida?
Nash Laila — Eu? Tanta coisa... A gente está vivendo um momento muito sensível. O mundo está muito caretão. A gente tem que quebrar tudo, para ter um pouco de afeto. No nosso trabalho, mexemos com fogo. Gente é uma coisa que amo e odeio.

nash laila foto bob sousa7 Entrevista de Quinta: O mundo está caretão, diz Nash Laila, musa do Oficina e do cinema brasileiro

"O mundo está muito caretão. Tem que quebrar tudo, para ter afeto", diz Nash - Foto: Bob Sousa

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juliane elting walmor cacilda jennifer glass Oficina passa como furacão pelo Mirada e deixa Santos sob impacto e com gostinho de quero mais

Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe; em Santos, a Robocopa virou Robovoto; Zé Celso ficou chateado com Engenho do Samba vazio, ao contrário dos cartazes de "ingressos esgotados" - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O Teat(r)o Oficina já subiu a serra de volta a São Paulo, mas Santos ainda vive seu impacto. O grupo dirigido por José Celso Martinez Corrêa fez duas apresentações no Engenho do Samba da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe pelo Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc.

Pouco antes de embarcar de volta à capital paulista, Letícia Coura, atriz do grupo, conta ao R7 que a nova encenação incorporou o clima pré-eleições e impactou o público. “A Robocopa virou o Robovoto. Walmor y Cacilda reflete cada vez mais o que estamos vivendo”, afirma.

O R7 apurou que uma coisa deixou Zé Celso chateado: apesar de cartazes do Sesc Santos anunciarem que as duas sessões estavam esgotadas, o espaço não lotou em nenhuma apresentação.

A turma do Oficina não entendeu o porquê e ficou com vontade de ter feito um diálogo maior com os moradores da comunidade na qual se apresentou.

Ninguém sabe se foi por isso, mas Zé Celso não apareceu na sede do Sesc Santos, preferindo ficar concentrado com seus atores.

Dança no jantar

Mas estes deram as caras nos espaços de convivência do festival. E sacudiram tudo como um potente furacão. Alguns atores até circularam sem camisa pelo Sesc Santos, arrancando olhares empolgados de muita gente graúda, como o cubano Ariel Rocha e o brasileiro Acauã Sol. Outros fizeram bonito em uma pista de dança improvisada, caso de Danielle Rosa, Tony Reis, Beto Mettig e Alessandro Leivas. Sem contar com a participação especialíssima da cantora Juliana Perdigão na festança.

Os jantares na comedoria do Sesc Santos ficaram animadíssimos com a turma do Oficina. A atriz Juliane Elting foi uma das que puxou uma roda de dança no espaço ao som da DJ Evelyn Cristina, que tocou sucessos da música brasileira em sintonia perfeita com o grupo. “Jantar com DJ é maravilhoso. A gente começou a puxar todo mundo, aí veio gente das outras companhias. Soube que muita gente quando nos viu falou: ai, que bom que chegou o Oficina”, conta ao R7. A reportagem também ouviu a frase.

Gostinho de quero mais

Foi a primeira vez que Juliane esteve em Santos. Ela ficou encantada com a cidade. “Fiquei surpreendida, porque imaginava uma cidade apenas com um porto, repleta de containers e poluição, mas é uma cidade linda, com muito verde. Estou indo para São Paulo com vontade de voltar”, revelou.

Juliane Elting se juntou a Nash Laila e Letícia Coura, outras duas atrizes do Oficina, para ficar mais um dia no festival por conta própria. “Foi uma passagem relâmpago a nossa”, define Nash. “Mas teve coisas incríveis, como o vídeo que o Sesc TV fez com as Cacildas dançando na praia. E o lugar no qual fomos instalados era incrível, apesar de não ter lotado, infelizmente. Mesmo assim, voltamos para São Paulo com gostinho de quero mais”, finaliza.

Fato é que, após a partida do Oficina, nesta quinta (11), os espaços de convivência do Mirada no Sesc Santos ficaram muito mais sem graça.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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