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ricardo terceiro Sucesso em 2013, Ricardo III reestreia no CCSP

Mayara Magri e Chico Carvalho em cena da peça Ricardo III: de volta, agora no CCSP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O espetáculo Ricardo III reestreia em São Paulo nesta sexta (17), no Centro Cultural São Paulo.

A montagem foi um dos sucessos nos palcos em 2013.

Com atuação elogiada pela classe artística e também pela crítica, Chico Carvalho é o protagonista do elenco, que conta também com Mayara Magri no papel de Rainha Elizabeth.

A temporada segue até 23 de fevereiro de 2014, com direção de Marcelo Lazzaratto e o enredo que conta a história inglesa durante a Guerra das Rosas, ocorrida entre 1455 e 1485.

A peça faz parte do projeto Shakespeare – Projeto 39, que promete encenar todas as 39 peças escritas por William Shakespeare (1564-1616) nos próximos dez anos.

A próxima montagem será Os Dois Cavalheiros de Verona, que terá direção de Kleber Montanheiro. Na sequência, Vladimir Capella assumirá Romeu e Julieta, Cacá Rosset fará As Alegres Comadres de Windsor. Já a atriz Maria Fernanda Cândido estará em Troilo e Créssida, cujo nome do diretor ainda não foi revelado.

Ricardo III
Quando: Sexta e sábado, 20h30; domingo, 19h30. Até 23/2/2014
Onde: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada); preço popular de R$ 3 na sessão do dia 21/2/2014
Classificação etária: 12 anos

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origem destino Peça aceita pagamento em bilhete único e coloca público para viajar por SP dentro de um ônibus

Personagens de Origem Destino levam público a uma viagem por SP - Foto: Tetembua Dandara

Por Miguel Arcanjo Prado

A praça da Sé é o coração do centro de São Paulo. É de lá que parte o ônibus que leva público e personagens da nova peça da Cia. Auto-Retrato, Origem Destino, que estreia neste domingo (1º). O preço para ver a montagem é o valor de uma passagem de ônibus, R$ 3; é aceito o pagamento em bilhete único.

O ponto final é no bairro de Santo Amaro, na zona sul. Oito atores e quatro músicos do quarteto instrumental À Deriva acompanham a viagem, que passa por rios concretados para virarem importantes vias da capital paulista, como o Anhangabaú, o Saracura e o Pinheiros.

O grupo de dez anos de vida quer descortinar a cidade aos olhos do espectador. Geografia se funde com arte para colocar o que está do lado de fora da janela em evidência.

Para tanto, eles ouviram depoimentos dos moradores pelas ruas da cidade, para que Marcos Gomes construísse a dramaturgia. Andrea Tedesco e Mauricio Veloso assinam a direção.

No elenco estão Beto Sporleder, Camilo Schaden, Carla Kinzo, Daniel Muller, Guilherme Marques, Marcio Castro, Marina Corazza, Marina Tranjan, Natacha Dias, Rui Barossi e Thais Almeida Prado, Julio Lorosh, Marcos Gomes, Mariana Miranda, Sergio Spina e Suelen Ribeiro.

Origem Destino
Quando: Terças, ao meio-dia, e domingos, às 11h. 150 min. Temporada de 1º a 17/12/2013.
Onde: Saída da Praça da Sé, em frente à Catedral, no centro de São Paulo, metrô Sé
Quanto: R$ 3,00 (preço da passagem de um ônibus; pode ser pago com bilhete único)
Classificação etária: livre

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teatro minhocao Esparrama faz peça de janela frente ao Minhocão

Cenas da peça Esparrama pela Janela, que tem como cenário um prédio frente ao Minhocão - Foto: Sissy Eiko

Por Miguel Arcanjo Prado

Os transeuntes que caminharem pelo Minhocão no centro de São Paulo aos domingos, entre os dias 17 de novembro e 15 de dezembro, terão uma surpresa.

Ao avistarem a janela do terceiro andar do Edifício São Benedito, localizado na rua Amaral Gurgel, 158, à margem do viaduto, verão cenas do espetáculo Esparrama pela Janela. Trata-se de uma inusitada intervenção cênica que será apresentada às 10h30 e às 14h30, cada sessão com 30 minutos de duração.

Diretor da trupe, Iarlei Rangel, conta ao Atores & Bastidores do R7 que metade do grupo mora no apartamento frente ao Minhocão. Daí veio a inspiração para a obra.

— A gente convive com essa loucura de trânsito e barulho infernal. E, ao mesmo tempo, trabalhamos com teatro. Sempre tivemos curiosidade com esse outro uso que a população faz do Minhocão à noite e aos domingos, quando ele é fechado e os pedestres aproveitam para fazer exercícios e outros usos do espaço. Quisemos intervir sobre isso e também mostrar a potencialidade do Minhocão como lugar público e de arte.

O grupo foi fundado em 2012, reunindo interesses em comum dos integrantes em dialogar com a cidade. Além de Rengel, também fazem parte Kleber Brianez, Ligia Campos e Rani Guerra, que integram o elenco.

— Eu sempre fiz teatro de rua, mas teve gente do grupo que trabalhou com teatro em hospitais por exemplo. Lidar a relação do teatro com a cidade faz parte de nossa ideologia.

O enredo construído pelo Grupo Esparrama apresenta um morador que não suporta mais viver de frente ao Minhocão. Afinal, o caos da cidade – barulho e poluição – entra cotidianamente em seu lar diariamente pela janela.

Cansado desta dureza, ele resolve dar poesia e humor à metrópole da janela de seu lar.

A cidade agradece.

teatro minhocao 2 Esparrama faz peça de janela frente ao Minhocão

Grupo Esparrama resolveu transformar experiência do cotidiano urbano em poesia teatral - Foto: Sissy Eiko

Esparrama pela Janela
Quando: domingo, às 10h30 e 14h30. 30 min. De 17/11/2013 a 15/12/2013
Onde: Minhocão (Elevado Costa e Silva), trecho entre metrô Santa Cecília e rua da Consolação, centro, São Paulo
Quanto: grátis
Classificação etária: livre

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lou leo1 R7 invade bastidores da peça LoueLeo; saiba quem faz a obra com a louca vida de Leo Moreira Sá

Elenco de Lou&Leo, capitaneado por Leo Moreira Sá (ao centro, de cinza), faz pose histórica para Bob Sousa: a partir da esq.: Beatriz Aquino, Tom Garcia, Leo Moreira Sá e Lucas Impallatory

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Após cumprir temporadas de sucesso no Centro Cultural São Paulo e no Espaço dos Satyros 1, a peça Lou&Leo, com direção de Nelson Baskerville, volta ao cartaz nesta sexta (4), no Teatro do Ator, na praça Roosevelt, em São Paulo [veja serviço ao fim da reportagem].

A montagem conta a história de vida do transexual Leo Moreira Sá, que nasceu Lourdes e hoje é Leo.

Ele, que integrou a banda de punk rock Mercenárias nos anos 1980, teve uma vida tumultuada, repleta de aventuras, sexo, drogas e rock'n'roll.

O R7 invadiu os bastidores da montagem. E conta para você quem é quem na peça:

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O ator Leo Moreira Sá resolveu contar sua história de vida no palco - Foto: Bob Sousa

Leo Moreira Sá tem história de vida que rende romance. Fazer peça de teatro foi fichinha. Nasceu Lourdes, estudou na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, foi baterista da banda de punk rock feminista Mercenárias, traficou drogas, foi casado com uma travesti, foi preso, saiu da cadeia, se misturou ao teatro e hoje é Leo, querido por todos na praça Roosevelt, reduto do teatro alternativo paulistano. Resolveu fazer de sua vida um espetáculo ao ver Luis Antônio - Gabriela, peça na qual o diretor Nelson Baskerville comoveu todo o Brasil com a Cia. Mugunzá contando a história de seu irmão travesti. Após chorar copiosamente, Leo chamou Baskerville para dirigir também sua história. "No palco, exponho toda a minha verdade, que é bem pesada, mas transformada em poesia", diz.

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Beatriz Aquino, a bela atriz cearense que hipnotiza a plateia em Lou&Leo - Foto: Bob Sousa

Beatriz Aquino é a grande tensão libidinosa de Lou&Leo. A atriz cearense de Fortaleza, radicada em São Paulo há 20 anos, é linda e sexy. "Era consultora de recursos humanos antes de virar atriz. Esta é minha segunda peça", conta. Na montagem, que antes seria um monólogo, mas não resistiu ao furor de sua presença, vive a travesti que foi o grande amor de Leo, Gabriela. Na pele da pesonagem, abusa da sensualidade. E gosta. "Toda mulher tem isso de querer ser sensual. O que mais me atrai nela é o amor livre". E revela que teve contato com a personagem original. "Nos falamos pela internet. A Gaby hoje vive na Europa. Ela me aprovou no papel".

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Lucas Impallatory define: "Eu e o Tom somos o colorido do espetáculo"- Foto: Bob Sousa

O ator Lucas Impallatory é falante, despachado. Lou&Leo é sua terceira peça. Adora o momento de se "montar" para fazer a obra dirigida por Nelson Baskerville. Sempre está em busca de dicas de maquiagem, para compor sua personagem. Ao lado de Tom Garcia, cumpre a função de uma espécie de coro da montagem. Por conta de sua espontaneidade, acabou ganhando uma personagem extra, a chefona da cadeia onde Leo foi preso. "Eu e o Tom somos o colorido do espetáculo", define.

lou leo foto bob sousa 20138 R7 invade bastidores da peça LoueLeo; saiba quem faz a obra com a louca vida de Leo Moreira Sá

Tom Garcia, de Birigui para SP: "A gente chega para iluminar a escuridão" - Foto: Bob Sousa

O ator Tom Garcia vive a outra personagem que traz cor e vida ao drama denso de Lou&Leo. Mais tímido do que Lucas, o artista natural de Birigui, no interior de São Paulo — a mesma terra de Reynaldo Gianecchini —, está na capital paulista há quatro anos. Há três, faz parte de montagens do grupo Os Satyros, como Justine, 120 Dias de Sodoma e Satyros' Satyricon. Este é seu sexto espetáculo na cidade. Sobre seu papel e de Lucas na peça, também dá sua definição: "A gente chega para iluminar a escuridão".

Lou&Leo
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, 23h. 50 min. Até 23/10/2013
Onde: Teatro do Ator (praça Roosevelt, 172, metrô República, centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3257-3207)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ R7 invade bastidores da peça LoueLeo; saiba quem faz a obra com a louca vida de Leo Moreira Sá

CRÍTICA, por Miguel Arcanjo Prado

Lou&Leo expõe de forma poética e crua o artista que fez da vida sua principal obra de arte

A verdade da vida impressiona. Assusta. Seduz. Ainda mais quando é uma vida de histórias fartas para se contar. A de Leo Moreira Sá é assim. Vida de romance. Nasceu mulher, mas quis ser homem. E conseguiu.

Saiu do interior rumo à metrópole. Onde se fez. Entrou na USP, mas largou as ciências sociais para virar baterista da primeira banda de punk rock feminista do País, as Mercenárias. Como toda banda de rock, terminou em briga.

mercenárias R7 invade bastidores da peça LoueLeo; saiba quem faz a obra com a louca vida de Leo Moreira Sá

Leo (à dir.) com as meninas da banda Mercenárias: ícone do rock brasileiro da década de 1980 - Divulgação

Depois, foi dono da boate Circus, que durou seis meses do auge à falência. Depois, teve lanchonete, casou com uma linda travesti chamada Gabi, se afundou nas drogas, virou traficante, foi preso por cinco anos e, por fim, entrou para a trupe do grupo teatral paulistano Os Satyros, onde tudo cabe.

Leo resolveu transforar tudo isso em peça de teatro: Lou&Leo.

A obra é dirigida por Nelson Baskerville, que repetiu elementos cênicos de seu grande sucesso teatral Luis Antonio – Gabriela, com a Cia. Mugunzá, sobre a história de seu irmão travesti.

Se o impacto da encenação como um todo desta última é mais forte, em Lou&Leo o que interessa é a história de Leo Moreira de Sá, nascido Lourdes.

Com ele ali, de verdade, testemunhando com seu corpo o mundo de sexo, drogas & rock’n’roll no qual se meteu para todo o sempre, não há contestação. Nem possibilidade de crítica.

A maior obra de arte de Leo Moreira Sá é ele mesmo. E que obra. Não há como ficar indiferente à sua presença. Aos 54 anos, é um garoto jovem e viril. E, o mais importante, ainda sonha.

Leo repassa sua vida louca aos olhos da plateia de forma dura, mas poética. Estão lá os abusos sofridos na infância, o vestido de bailarina que não cabia em seu corpo infantil, a loucura dos anos 1980, a decadência dos 1990, a ressurreição no século 21. Tudo, é claro, recheado de rock do bom e clima underground.

Além dos dois personagens travestis que fazem o coro, interpretados por Lucas Impallatory e Tom Garcia, no palco, em companhia de Leo, está uma musa automática do teatro brasileiro: Beatriz Aquino. Bela, forte e sedutora, a atriz é puro desejo. Tensão sexual em riste de todos.

Lou&Leo é um atestado que a vida não tem regras ou trilhas a serem seguidas por todos. Cada um tem a sua, com seus tropeços e méritos. Não há o que julgar. O que entender. O que aceitar. Porque a verdade da vida só exige respeito.

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ocasalpalavrakis1 Crítica: Com pais que mataram a filha, O Casal Palavrakis joga verdades cruéis na cara da plateia

Em primeiro plano, Amália Pereira e Angelo Coimbra, em O Casal Palavrakis - Foto: Christiane Forcinito

Por Miguel Arcanjo Prado

Acuado em seu vazio triste cujo fim é a morte, o ser humano é um bicho doentio prestes a ferir o outro. Porque a infelicidade é seu destino. Esta é a visão mórbida sobre nós mesmos que a peça O Casal Palavrakis joga na cara da plateia sem artifícios para atenuar as duras verdades.

O texto da espanhola Angelica Liddel é tão cruel que em alguns momentos soa cômico, sobretudo quando alguns espectadores se identificam com determinadas frases espirituosas e ferinas e soltam risinhos nervosos.

Na visão do texto, a mulher é um bicho medíocre que tenta preencher seu vazio com um homem, um cachorro ou um bebê. Já o homem é um ser fracassado, pervertido e sem escrúpulos.

ocasalpalavrakis3 Crítica: Com pais que mataram a filha, O Casal Palavrakis joga verdades cruéis na cara da plateia

Lauanda Varone, que faz a filha - Foto: Christiane Forcinito

O diretor Reginaldo Nascimento constrói bem este clima de agonia e calca a montagem no trabalho dos atores em cena. Tudo soa como um retorno onírico da filha assassinada pelos pais, que cumpre a função de narrar a história tão absurda e crível ao mesmo tempo.

Lauanda Varone interpreta a menina. A jovem atriz está entregue e sua inocência cênica contribui para a personagem, mas em alguns momentos falta-lhe peso nas palavras ditas para a condução da encenação.

Já o casal perturbado é interpretado por Amália Pereira e Ângelo Coimbra, mais experientes. Os dois conseguem revelar à plateia o clima doentio que os une. A sensação realmente é de sufoco.

Amália se destaca na cena na qual sua personagem, histérica, exige um filho do marido, crendo, erroneamente, que a criança será capaz de suprir os traumas e abusos que sofreu em sua infância.

Já Coimbra traz a seu personagem um ar gutural e perturbado, com fala baixa, grave, dando ar soturno ao homem que se revela um pérfido pedófilo.

Não haveria lugar melhor para que tal espetáculo fosse apresentado. A peça, que já ocupou o certinho Sesc Consolação, encontra lugar bem mais condizente com seu discurso na praça Roosevelt.

Agora, o importante texto da vanguarda espanhola é complementado pelo seu entorno. Afinal de contas, histórias como as contadas por O Casal Palavrakis estão soltas por aí, em partes ou por inteiro, mesmo que dizê-las e enfrentá-las seja um ato de coragem para poucos.

casal Crítica: Com pais que mataram a filha, O Casal Palavrakis joga verdades cruéis na cara da plateia

Amália Pereira dá vida a uma mulher perturbada que tenta resolver seu vazio existencial em cachorros, no homem ou em uma gestação - Foto: Christiane Forcinito

O Casal Palavrakis
Avaliação:
Bom
Quando:
Sábado, 21h. 80 min. Até 28/9/2013
Onde: Teatro Studio Heleny Guariba (praça Franklin Roosevelt, 184, Consolação, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3259-6940)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Com pais que mataram a filha, O Casal Palavrakis joga verdades cruéis na cara da plateia

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bette wilson de santos joao caldas Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos, caracterizado como a atriz Bette Davis (1908-1989) na peça - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Desde 5 de abril de 2013, data em que Bette Davis completaria 105 anos, o ator Wilson de Santos cumpre a missão de viver no palco a atriz mítica de Hollywood.

Após temporada de sucesso no Teatro Ranaissance, a peça Bette Davis e Eu ocupa o Teatro Santo Agostinho, próximo ao metrô Vergueiro, também em São Paulo.

A montagem, na qual Wilson contracena com Flávia Garrafa sob direção de Alexandre Reinecke, mostra a visita da diva à escritora Elizabeth Fuller em 1985. Visita esta que era para ser um jantar e se prolongou por dias. A escritora transformou a experiência pessoal na peça, que teve tradução para o português por Reinaldo Moraes.

Para fazer o trabalho, Wilson visitou a autora em sua casa, em Connecticut, nos Estados Unidos, durante um processo de gestação da montagem brasileira que levou 12 anos. Mas a longa espera rendeu frutos. A autora o elogiou e disse que ele é a melhor Bette Davis que ela já viu. Além disso, a peça brasileira foi citada no jornal norte-americano The Wall Street Journal.

Wilson de Santos conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta sobre este momento especial em sua carreira.

Leia com toda a calma do mundo:

wilson de santos joao caldas Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

O ator santista Wilson de Santos: 12 anos para tornar realidade peça sobre Bette Davis em SP - Foto: João Caldas

Miguel Arcanjo Prado – De onde vem sua paixão por Bette Davis?
Wilson de Santos – Vem desde que vi os primeiros filmes dela, nos anos 1980, obras como A Malvada. Sabia da grandeza dela como atriz e ícone do cinema, claro, mas nunca fui seguidor realmente de seu trabalho. Até que este texto chegou em minhas mãos e passei a me interessar mais por ela.

Como o texto chegou até você?
Foi através do norte-americano Dan Goggin, autor do meu espetáculo anterior, A Noviça Mais Rebelde, que fui uma proposta minha de fazer um solo da irmã Maria José. Ele assistiu uma montagem americana, em 2001, e me falou que achava que eu deveria fazer a Bette Davis no Brasil. Isso foi em 2001, quando fazia Vitor ou Vitória com a Marília Pêra. Aí, eu fui correr atrás para o projeto virar realidade.

E durou muito tempo até que o sonho virasse realidade?
Foram 12 anos! Foi muita batalha, mas eu estacionei várias vezes, porque achava que tinha de ser no tempo certo, por ser uma produção mais custosa e cuidadosa.

Por que você achou que este era o momento certo?
Eu tinha vindo do desafio de produzir a Noviça por três anos e meio, um solo, que partiu de uma ideia minha. Então, venho da caminhada de me autoproduzir. Achei que agora era a hora. E tudo deu tão certo que estreamos no Teatro Renaissance no dia do aniversário da Bette Davis, em 5 de abril de 2013, quando ela completaria 105 anos! E não foi planejado, foi coisa do destino!

Como é dividir a cena com a Flávia Garrafa e também ser dirigido pelo Alexandre Reinecke?
Eu já conhecia a Flávia Garrafa, mas nunca tinha trabalhado com ela. Estou apaixonado! É uma atriz que tem um pré-disposição para o trabalho incrível. Ela é muito do teatro. Faz mil coisas. Falo que deveríamos ter uma companhia de repertório. Já o Reinecke é uma relação antiga, um amigo. A parceria com ele vem da época de Sua Excelência, o Candidato.

bette2 Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos, em cena de Bette Davis e Eu, no Teatro Santo Agostinho: semelhança incrível - Foto: João Caldas

Vocês estrearam no Ranaissance, que tem um perfil mais elitista, e agora cumprem temporada no Teatro Santo Agostinho, mais popular, perto do metrô Vergueiro. Como vê essa mudança de palco? Espera um novo público?
Esta mudança é fantástica! A temporada no Renaissance foi linda e rendeu muitos frutos, muito público. E agora, eu volto ao Santo Agostinho, onde fiz duas temporadas incríveis da Noviça. Começa do fantástico acesso ao teatro: é só descer no metrô Vergueiro e subir a escadinha [risos]. Também é uma sala muito grande, tem 700 lugares! Então, temos oportunidade de fazer um preço mais acessível. Esperamos que todo mundo venha! Vários grupos que foram ver Noviça já estão agendando voltar para ver Bette Davis e Eu.

wilson autora arquivo pessoal Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos e a autora Elizabeth Fuller: amizade e elogio de quem conheceu a diva - Foto: Arquivo pessoal

Como foi a repercussão nos EUA?
Foi ótima e nos deu muito orgulho! A autora, Elizabeth Fuller, me mandou um elogio, dizendo que sou a melhor Bette Davis que ela já viu. Me falou que, se eu falasse inglês, ela queria que eu fizesse a montagem em Nova York. O The Wall Street Journal citou nossa montagem na matéria que fez sobre a montagem na off-Broadway. Ganhamos um destaque na matéria. Disseram que os brasileiros agora podem escutar Bette Davis entrar na casa da outra personagem e dizer: “Que espelunca!”, em português.

Como é fazer uma personagem feminina para você?
Eu adoro! Isso é algo que faço há muito tempo, desde a época da Cia. Baiana de Patifaria. Com a Bette Davis, o desafio é maior, porque é a Bette Davis. É claro que tem gente que, infelizmente, ainda não conheceu o trabalho dela. Mas também tem o público que conhece a Bette Davis. Então, tivemos muito a preocupação de aproximar minha imagem da dela, com a ajuda de nosso visagista, o Wanterley Dornellas. Busquei muitas imagens dela, principalmente mais velha. Porque eu faço a Bette cinco anos antes da morte, com 76 anos. Assisti entrevistas e revi filmes para pegar as coisas dela na fala, sempre cortante, que era quase uma música. Eu me divirto muito fazendo. Ainda mais com esse momento meu no camarim, de fazer a maquiagem. Eu gosto muito. Costumo dizer que quando faço espetáculo sem maquiagem, eu me sinto pelado! [risos].

Bette Davis e Eu
Quando: Sábado, 22h, e domingo, 20h. 90 min. Até 08/09/2013
Onde: Teatro Santo Agostinho (rua Apeninos, 118, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3029-4858)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

wilson de santos flavia garrafa Entrevista de Quinta: Wilson de Santos mergulha no desafio de viver Bette Davis, ícone de Hollywood

Wilson de Santos, com Flávia Garrafa: primeiro trabalho juntos e muita afinidade entre a dupla - Foto: João Caldas

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leo lucas beda Peça LoueLeo volta ao cartaz no Satyros, em SP

Leo Moreira Sá toca bateria em LoueLeo: história de sexo, drogas e rock'n'roll de volta ao palco - Foto: Lucas Beda

Por Miguel Arcanjo Prado

Após temporada de sucesso no Centro Cultural São Paulo, a peça Lou&Leo, dirigida por Nelson Baskerville e protagonizada por Leo Moreira Sá, volta ao cartaz nos palcos paulistanos.

A reestreia será nesta terça (6), às 21h, no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt. Cumprirá temporada por lá toda terça e quarta, às 21h, nos meses de agosto e setembro. Leia, abaixo, a crítica do R7:

Crítica: LoueLeo expõe de forma poética e crua o artista que fez da vida sua principal obra de arte

A verdade da vida impressiona. Assusta. Seduz. Ainda mais quando é uma vida de histórias fartas para se contar. A de Leo Moreira Sá é assim. Vida de romance. Nasceu mulher, mas quis ser homem. E conseguiu.

Saiu do interior rumo à metrópole. Onde se fez. Entrou na USP, mas largou as ciências sociais para virar baterista da primeira banda de punk rock feminista do País, as Mercenárias. Como toda banda de rock, terminou em briga.

mercenárias Peça LoueLeo volta ao cartaz no Satyros, em SP

Leo (à dir.) com as meninas da banda Mercenárias: ícone do rock brasileiro da década de 1980 - Divulgação

Depois, foi dono da boate Circus, que durou seis meses do auge à falência. Depois, teve lanchonete, casou com uma linda travesti chamada Gabi, se afundou nas drogas, virou traficante, foi preso por cinco anos e, por fim, entrou para a trupe do grupo teatral paulistano Os Satyros, onde tudo cabe.

Leo resolveu transforar tudo isso em peça de teatro: Lou &Leo, que volta ao cartaz nesta terça (6), no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt, no centro paulistano.

A obra é dirigida por Nelson Baskerville, que repetiu elementos cênicos de seu grande sucesso teatral Luis Antonio – Gabriela, com a Cia. Mugunzá, sobre a história de seu irmão travesti.

Se o impacto da encenação como um todo desta última é mais forte, em Lou&Leo o que interessa é a história de Leo Moreira de Sá, nascido Lourdes.

Com ele ali, de verdade, testemunhando com seu corpo o mundo de sexo, drogas & rock’n’roll no qual se meteu para todo o sempre, não há contestação. Nem possibilidade de crítica.

A maior obra de arte de Leo Moreira Sá é ele mesmo. E que obra. Não há como ficar indiferente à sua presença. Aos 54 anos, é um garoto jovem e viril. E, o mais importante, ainda sonha.

Leo repassa sua vida louca aos olhos da plateia de forma dura, mas poética. Estão lá os abusos sofridos na infância, o vestido de bailarina que não cabia em seu corpo infantil, a loucura dos anos 1980, a decadência dos 1990, a ressurreição no século 21. Tudo, é claro, recheado de rock do bom e clima underground.

Além dos dois personagens travestis que fazem o coro, interpretados por Lucas Impallatory e Tom Garcia, no palco, em companhia de Leo, está uma musa automática do teatro brasileiro: Beatriz Aquino. Bela, forte e sedutora, a atriz é puro desejo. Tensão sexual em riste de todos.

Lou&Leo é um atestado que a vida não tem regras ou trilhas a serem seguidas por todos. Cada um tem a sua, com seus tropeços e méritos. Não há o que julgar. O que entender. O que aceitar. Porque a verdade da vida só exige respeito.

beatriz aquino Peça LoueLeo volta ao cartaz no Satyros, em SP

Musa automática do teatro brasileiro: Beatriz Aquino é pura tensão sexual na montagem - Divulgação

Lou&Leo
Avaliação: Bom
Quando:
Terça e quarta, 21h. 50 min. Até 25/9/2013
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, centro, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Peça LoueLeo volta ao cartaz no Satyros, em SP

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magiluth renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Lucas Torres, em cena de Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Renata Pires

O assunto no Festival de Inverno de Garanhuns de 2013 é um só: a peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, de Recife.

A montagem, que já causou frisson no Festival de Teatro de Curitiba deste ano (leia a crítica do R7) e é aguardada com ansiedade em São Paulo, foi apresentada na cidade do interior pernambucano com teatro lotado.

A obra de Nelson Rodrigues encontrou na irreverência dos garotos de Recife seu par perfeito, gerando uma encenação de impacto e ousadia. Os meninos do Magiluth debocham de tudo e são sensação por onde passam.

Em Garanhuns, mais uma vez, foram aplaudidos de pé.

A fotógrafa Renata Pires registrou a encenação na cidade. Veja, abaixo, as belíssimas imagens:

magiluth festival de inverno garanhuns 2013 foto renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Grupo Magiluth, de Recife, é o grande destaque do Festival de Inverno de Garanhuns (PE), com a ótima montagem da peça Viúva, porém Honesta, do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

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daniel gaggini otavio pacheco1 Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

O cineasta e diretor teatral Daniel Gaggini: sonho realizado de transpor Cães de Aluguel, de Tarantino, para a realidade dos moradores de Heliópolis, em São Paulo - Foto: Otávio Pacheco

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator, diretor e cineasta paulistano Daniel Gaggini tem uma missão e tento pela frente. Transpor a obra cinematográfica Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, para o teatro. Mas com direito a uma charme especial.

A empreitada contará com atores da comunidade de Heliópolis, em São Paulo, que vão misturar a realidade que vivem com a obra.

O projeto teve inscrições de 115 atores. Destes, 30 fizeram aulas de capacitação teatral. Daí, 16 foram aprovados no processo de imersão, recebendo bolsas de R$ 500. Ao final, dez foram selecionados para a montagem, que deve estrear em 18 de outubro, no bairro, com entrada gratuita. O nome será Vira-Latas de Aluguel.

Além disso, Gaggini também está presente nos cinemas, com o longa-metragem Satyrianas – 78 horas em 78 minutos, que dirigiu com Fausto Noro e o Otávio Pacheco. O longa roda festivais mundo afora e agora estreia comercialmente no Brasil, misturando ficção e realidade para contar a história do festival teatral de primavera organizado pelo grupo Os Satyros, do qual Gaggini fez parte nos anos 1990.

Gaggini também é curador e produtor do Cine Favela, que exibe filmes gratuitos em Heliópolis. Ele conversou com o Atores & Bastidores do R7 sobre seus projetos. Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – De onde veio a ideia de transformar o filme de Tarantino em uma peça com atores de Heliópolis?
Daniel Gaggini – Eu assisti ao filme em 1993, quando estava com os Satyros em Portugal.

Ah, então você é da fase pobre e porralouca dos Satyros na Europa?
Sim, eu sou um Dinosatyros! [risos]

Mas vamos voltar à ideia de fazer peça com o filme...
Eu fiquei superimpressionado com o filme e pensei que um dia queria montá-lo no teatro. Daí, corte seco, 20 anos se passaram e eu falei: “meu Deus, eu tenho de ter um propósito, ter algo para dizer”. Não queria só pegar um filme do Tarantino e montar uma peça. Eu trabalho em Heliópolis desde 2009, com o projeto Cine Favela, e pensei: "poxa, está aqui". Fiz uma sessão em 2012 de vários filmes clássicos e a comunidade se identificou muito com Cães de Aluguel.

E você quis trabalhar com gente da comunidade?
Em vez de montar uma peça eu montei o projeto de capacitação teatral. No mês passado, trabalhamos com 16 jovens. A gente não vai transpor o filme para o teatro. Ele é apenas um ponto de partida para o nosso espetáculo. O enredo é o mesmo, mas com as cores de Heliópolis.

vira latas de aluguel Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

Daniel Gaggini (à esq., de azul claro) posa com os primeiros selecionados do projeto Vira-Latas de Aluguel, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo - Divulgação

E onde vão se apresentar?
Vamos encenar nas ruas e vamos interagir com a comunidade, vamos usar um bar, um galpão, a rua. Vai ser lindo e vai envolver todo mundo.

Quem patrocina o projeto?
O Instituto Pepsi Co. financiou todo o projeto por meio do ProAC estadual. Eles se encantaram com o projeto de capacitação e foram patrocinadores exclusivos.

Como foi selecionar os atores na comunidade? Ficou com pena de não poder selecionar todo mundo?
Doeu muito fazer a seleção. Iam ficar só nove, mas eu coloquei mais um e são dez. Eu trabalho em comunidade há muito tempo. Veio tanta gente que não conhecia. Há muitos talentos! Tenho um rapaz, James Calegari, que é da Orquestra Sinfônica de Heliópolis, e toca mais de 80 instrumentos. Tem a Klaviany Cozy, uma atriz da Cia. de Teatro de Heliópolis, que também é ótima. E tem até jornalista no meio desses selecionados. É uma mistura muito grande e gostosa. Eles escreveram o texto, eu fui só coordenador de dramaturgia. Estão dando os toques de lá e o linguajar da comunidade. É uma peça genuinamente de Heliópolis.

E o filme Satyrianas [leia a crítica]?
Eu divido o filme com outros dois diretores, o Fausto Noro e o Otávio Pacheco. O filme vai passar agora no Festival de Inverno no Uruguai e estreamos em 30 de agosto nos cinemas de São Paulo, co distribuição da Vitrine Filmes. O filme estreou no Festival do Rio, no ano passado, e o jornal O Globo nos deu Prêmio Especial. Em São Paulo, foi um dos cinco filmes mais votados em mais de 400 da Mostra Internacional. Agora, paralelamente ao lançamento no Brasil, vamos também participar dos festivais internacionais.

rodolfo ivam Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

Mestres de Daniel Gaggini: os artistas Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral, a dupla criadora do Satyros e das Satyrianas - Divulgação

Como foi o reencontro com os Satyros pelo filme?
Foi uma das maiores emoções da minha vida. Eu entrei nos Satyros em 1990 e fiquei até 1995. Eu fiquei quatro anos com eles na Europa. Vivi este momento mágico. Eu fui com 16 anos! Eu andava com autorização para fazer uma peça proibida para menores de 18! [risos]

E mais de 20 anos depois você faz o filme sobre o festival deles...
O filme foi uma possibilidade de um reencontro nosso. Foi uma forma de eu retribuir tudo que eles fizeram para minha visão artística, tanto o Ivam Cabral quanto o Rodolfo García Vázquez [fundadores dos Satyros]. Foi uma loucura, porque levei a ideia para os outros dois diretores uma semana antes de as Satyrianas acontecer! Foi um filme feito com a cara e a coragem. E isso tem muito a ver com o que o Satyros me ensinou.

heliopolis sulia folli Entrevista de Quinta: Daniel Gaggini leva Tarantino a Heliópolis e roda mundo com filme sobre Satyros

Comunidade de Heliópolis (foto), em SP, está envolvida com o projeto Vira-Latas de Aluguel - Foto: Súlia Folli

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zucco cau vianna Formandos da EAD mostram vigor com Zucco

Espetáculo Zucco mistura cinema com teatro no palco da EAD, na USP - Foto: Cau Vianna

Por Miguel Arcanjo Prado

Estudar na mais tradicional escola de formação de atores do País tem seu peso. E os formandos da turma 61 da EAD, a Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo), parecem saber disso. É preciso avançar. Se mostrar. Dar cara a tapa.

E o fazem na montagem Zucco, com direção firme do diretor da escola, José Fernando de Azevedo, que faz apresentações gratuitas até este domingo (26) no teatro da EAD, na Cidade Universitária, em São Paulo, com produção de Bertha Heller.

zucco cau vianna 2 Formandos da EAD mostram vigor com Zucco

Rafael Lozano, em primeiro plano, faz Roberto Zucco - Foto: Cau Vianna

Pós-moderna e repleta de recurso tecnológicos no palco e fora dele, a montagem conta a história do serial killer italiano Roberto Zucco, que se matou em 1988 aos 26 anos após cometer uma série brutal de crimes pela Europa, incluindo aí o assassinato de seu pai e de sua mãe.

A tragédia paira na obra do francês Bernard-Marie Koltès, que ficou impressionado com a força daquela história e a transformou em um bem sucedido texto, escrito pouco antes da morte do autor. O personagem parece saído de uma tragédia shakespiriana diretamente para os frenéticos anos 1980, sutilmente lembrados nos figurinos de Aurea Teixeira.

O espetáculo já foi montado há três anos, com sucesso, pelo grupo Os Satyros, com direção de Rodolfo García Vázquez, também na capital paulista. Na montagem, Robson Catalunha assumiu o papel-título.

Na montagem da EAD quem protagoniza é Rafael Lozano. O ator possui corpo rijo e sedutor, mas, falta-lhe, em muitas cenas, a densidade que o papel pede. Mas o  jovem se sobressai na cena cinematográfica que acontece fora do teatro e é acompanhada pelo público pelo telão que invade a bem resolvida cenografia clean de Danilo Eric, em formato de casa.

Outra que faz desta cena o seu grande momento no espetáculo é Melissa Campagnoli, na pele de uma madame segura e destemida em seu encontro com o serial killer. A mesma atriz exala sensualidade desmedida quando interpreta a prostituta.

A atriz Aurea Barros Teixeira também vai bem como a irmã que se torna garota de programa. Já Giuliana Oliveira fica melhor no papel de prostituta do que quando faz a mãe de Zucco.

Luis Gustavo Luvizzotto e Paulo Balistieri se desdobram em variados personagens. O primeiro se sobressai quando faz o menino que é despido aos olhos de todos, em corajosa entrega. Já o segundo tem seu melhor momento como o cafetão.

Gravidíssima em cena, a atriz Angela Ribeiro emociona como a mãe da menina interpretada com segurança por Juliana Belmonte.

O drama do espetáculo, fragmentado, se desenrola em episódios, cada qual com sua gama de suspense. A tragédia não para e a montagem segue seu rumo com canções arranjadas por Vítor Caffaro e executadas pelo afinado elenco – mérito para o preparo vocal de Monica Montenegro –, acompanhado dos músicos Chico Ribas e Raul Lozano. Denilson Marques assina luz fria, tal qual a história que se desenrola no tablado.

Zucco tenta escrutar a cabeça de um assassino. Mas sabe que é algo sem explicação, tal qual é a violência nua e crua. E a montagem da EAD embarca na história com vigor e entrega de quem chega com garra à profissão de ator. Bem-vindos e boa sorte a todos da turma 61.

zucco cau vianna 3 Formandos da EAD mostram vigor com Zucco

Elenco de Zucco demonstra vigor em montagem dirigida por José Fernando de Azevedo - Foto: Cau Vianna

Zucco
Avaliação: Bom
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. Até 26/5/2013
Onde: Teatro Laboratório da EAD – Sala Alfredo Mesquita (r. da Reitoria, 215, travessa da av. Professor Luciano Gualberto, Cidade Universitária da USP, São Paulo, tel. 0/xx/11 3091-4376)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Formandos da EAD mostram vigor com Zucco

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