Posts com a tag "peça"

anatomia woyzeck Barbeiro apunhala amante e vira peça de teatro

Anatomia Woyzeck encerra trilogia sobre violência da Cia. Razões Inversas no CCSP - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Um barbeiro apunhala sua amante, na cidade alemã de Leipzig, sem motivo aparente. Tudo indica que foi um crime passional.

O crime ocorrido em 1921 é a base do enredo do espetáculo Woyzeck,  escrito pelo alemão Georg Büchner. A obra ganha adaptação no Brasil sob o título Anatomia Wyzeck e é levada ao palco do Centro Cultural São Paulo pela Cia. Razões Inversas.

A montagem fecha a trilogia do grupo sobre a violência, que contou com as peças Agreste (2004) e Anatomia Frozen (2009).

Peça clássica do teatro moderno, a obra de Büchner discute a origem social da violência e como ela surge na mente humana.

Marcio Aurélio assume a direção do drama, que foi a obra alemã pioneira em contar com personagens proletários. A peça foi listada por Artaud em sua seleção do Teatro da Crueldade.

Os atores Clóvis Gonçalves, Pedro Marcelo e Washington Luiz compõem o elenco.

Anatomia Woyzeck
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. 60 min. Até 30/6/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1000, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10 (bilheteria abre duas horas antes); no dia 31/5/2013 o ingresso vai custar R$ 2
Classificação etária: 16 anos

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prazer Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichês

Cenário é destaque na montagem mineira Prazer, da Luna Lunera - Foto: Emi Hoshi/Clix

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Quando o público entra na sala de teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, para assistir Prazer, da premiada companhia mineira Luna Lunera, se depara com algo inicialmente diferente.
 
Antes de tudo começar, os atores já estão no palco: dispersos no espaço, mas concentrados em si, riscando a parede com frases marcantes, inspiradas ou tiradas do universo de Clarice Lispector (1920-1977). 
 
O espetáculo faz uma leve referência à obra Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da escritora ucraniana naturalizada brasileira, que serviu de base para o grupo. Clarice era uma das poucas do ramo, que conseguia transferir as angústias do cotidiano, por meio de uma literatura sofisticada.
 
Apesar de ser totalmente diferente do romance entre Lóri e Ulisses no livro, aqui a trama gira em torno de quatro amigos, que vivem dilemas e uma crise que não parecem ter fim. Um deles chega de um intercâmbio e vai se encontrar com os companheiros que não via há muito tempo.
 
No entanto, a peça não aprofunda quando traz tamanha complexidade destes quatro personagens, interpretados por Marcelo Souza e Silva, Cláudio Dias, Isabela Paes e Odilon Esteves.
 
Quando ganha ritmo, a montagem se perde em clichês, pois quem nunca viu essa história de grupos de amigos que estão procurando se acertar? E olha que a companhia bem que tenta trazer um pouco de frescor, com a direção compartilhada entre os próprios atores e outros artistas como Éder Santos, Jô Bilac, Mário Nascimento, Roberta Carreri.
 

prazer 2 Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichês

Prazer está em cartaz no CCBB-RJ - Foto: Emi Hoshi/Clix

Só que isso às vezes se torna confuso, resultando numa falta de sintonia e equilíbrio estético, como um pêndulo sem demarcar nenhuma hora, e só fazendo mesmo muito barulho, principalmente pela trilha sonora, que traz canções da banda brasileira Los Hermanos e do grupo inglês Coldplay.
 
Artifício que deixou a peça um pouco adolescente e pop, com movimentos corporais que se mostram até dispensáveis em alguns momentos.
 
O figurino de Marney Heitmann acerta, mas ao retratar o personagem de Odilon Esteves deixa uma dúvida: por que diabos um homem enfermeiro, com um perfil tão ranzinzo e “quadrado”, está usando saia?
 
Se na direção, o excesso de estilos pesou, não se pode dizer o mesmo da estrutura cênica, que salva boa parte desse espetáculo. O cenário, idealizado por Ed Andrade, ajudou a trazer luz para uma peça que fala das trevas de cada ser humano. Além do mais, não é meramente decorativo e chega a ser quinto ator ou elemento primordial na trama.
 
É uma cenografia que consegue dialogar, incitar e provocar, muito mais que os próprios protagonistas, trazendo diversas linguagens como videografismos, pichações e projeções.  Estas muitas bem trabalhadas pela equipe composta por Eder Santos, André Hallak, Leandro Aragão e Barão Fonseca. Vale ficar atento com a figura do cachorro projetado na parede.
 
Os atores, infelizmente, trazem uma atuação demasiadamente forçada e insossa. Salvo, às vezes, o personagem de Odilon Esteves, que parece conquistar mais o público, por meio de sua crítica ácida com os demais. 
 
Prazer pode soar simpática para quem assiste algo da companhia pela primeira vez. Mas se compararmos com a sofisticação de Aqueles Dois, nota-se que algo ficou entre a pichação e o trabalho de um grafiteiro. 

*Átila Moreno é jornalista.

Avaliacao Fraco R7 Teatro Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichêsPrazer
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a domingo, 19h. 105 min. Até 02/06/2013
Onde: CCBB – Centro Cultural do Banco do Brasil (r. Primeiro de Março, 66, 5ºandar, Centro, Rio de Janeiro, tel. 0/xx/21 3808-2020)
Quanto: R$ 6 (inteira) R$ 3 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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recusa ernesto vasconcelos Crítica: Recusa mergulha na cultura indígena com afinada dupla de atores com entrega desmedida

Recusa deu a Eduardo Okamoto e Antônio Salvador o APCA de melhor ator - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Por Miguel Arcanjo Prado

O árduo trabalho de pesquisa teatral é evidente na encenação do espetáculo Recusa, da Cia. Balagan, com direção de Maria Thaís.

Em cena, Eduardo Okamoto e Antonio Salvador, que dividiram o Prêmio APCA de melhor ator em 2012, vivem os dois índios Pripkura que rejeitam a civilização do homem branco.

Em um trabalho exaustivo e convincente, a dupla faz jus ao reconhecimento que teve. Entregam-se aos personagens sem medo ou receio, demonstrando domínio de corpo, voz e olhar.

Leia também: Recusa faz turnê pelo País

Os mitos indígenas são incorporados na história – incluindo aí a inspiração narrativa mitológica em pares apontada pelo antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908-2009) como característica dos indígenas do Novo Mundo.

Os atores representam bichos, riem, gritam e, sobretudo, falam língua indígena.

No começo, a sensação é de estranhamento, mas, aos poucos, o público mergulha, por meio da fala e gestos, na cultura apresentada no palco.

recusa ernesto vasconcelos 2 Crítica: Recusa mergulha na cultura indígena com afinada dupla de atores com entrega desmedida

Recusa: entrega desmedida - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Luiz Alberto Abreu assina a dramaturgia, que partiu da notícia de jornal sobre os dois índios que não quiseram contato com o mundo civilizado e faz do corpo dos atores sua grande história.

A narrativa não é convencional; engloba pensamentos, situações e sensações daqueles índios diante do mundo. Na primeira parte, provoca mais interesse que nos momentos finais, quando o público sente o começo de um cansaço. Um pequeno corte teria feito bem ao espetáculo.

A direção acerta ao priorizar o trabalho dos atores. Não há pirotecnias fora do corpo destes. O delicado cenário assinado por Márcio Medina – responsável também pelos figurinos – é de simplicidade poética. Contudo, a iluminação de Davi de Brito poderia ter tido uma proposta de maior peso, o que não acontece.

Apesar da contundência da atuação de ambos, Okamoto consegue se destacar, mais preciso e sem arroubos.

A reiteração faz o espetáculo perder impacto na parte derradeira. Um destes momentos é a longa inserção da história de Macunaíma, livro de Mário de Andrade de 1928, que, apesar de ser feita de forma crítica, soa forçada.

Recusa é um teatro feito no corpo de uma afinada dupla de atores entregues à missão de dar vida no mundo e na arte civilizada a dois índios que desprezaram tudo o que vinha do homem branco. Esta é a grande dualidade da peça e também seu maior mérito.

Recusa
Avaliação: Bom

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Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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barafonda bob sousa1 Aclamada por público e crítica, peça Barafonda está de volta às ruas de São Paulo no mês de maio

Elenco da peça Barafonda, da Cia. São Jorge de Variedades, em foto de Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

Os integrantes da Cia. São Jorge de Variedades estão em polvorosa. Tudo porque o celebrado espetáculo de rua Barafonda está de volta (leia a crítica).

As apresentações, que percorrem o antigo bairro industrial paulistano da Barra Funda, recomeçam no próximo dia 3 de maio.

Vão acontecer toda sexta e sábado, às 15h, até o dia 1º de junho. O ponto de partida é a praça Marechal Deodoro, do lado da estação de metrô do mesmo nome. A andança dura quatro horas. Durante o trajeto de cerca de dois quilômetros, o público vê mesclada a história do bairro com as tragédias gregas Prometeu Acorrentado (no Minhocão, no caso) e As Bacantes.

O espetáculo tem dramaturgia e direção conjunta da companhia, com coordenação geral da atriz Patrícia Gifford.

No elenco, estão dois atores eleitos Musos do Teatro R7, Cristiano Kunitake e Bárbara Bonnie, também eleita atriz revelação em 2012 pelos internautas do portal.

Ao todo são 25 atores e quatro músicos. A peça ganhou o Prêmio CPT de dramaturgia, direção, trabalho apresentado em rua. E também foi indicada ao Prêmio Governador do Estado de São Paulo, como melhor espetáculo, e ao Prêmio Shell, na categoria especial pela montagem e criação.

Quem não viu tem de ver.

Leia a crítica da peça!

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teatro Peça brasileira é convidada para ir à Alemanha

Peça brasileira tem formato inédito no mundo e faz temporada alemã - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O ineditismo de uma montagem teatral brasileira chamou a atenção dos alemães.

A peça paulistana Eu – Negociando Sentidos foi convidada a fazer residência artística em Munique, na Alemanha.

O espetáculo é a primeira produção da ExCompanhia de Teatro, com direção e idealização de Bernardo Galegale e Gustavo Vaz.

No elenco brasileiro estiveram os atores Bárbara Mello, Johnnas Oliva e Thiago Andreuccetti. Contudo, na Alemanha, a montagem será feita com artistas locais.

Rui Xavier assina a supervisão de dramaturgia.

Na onda pós-moderna, a peça se define como um “espetáculo transmídia”.

De acordo com os diretores, o formato “promove diversos momentos de experiência do público participante”.

A trama é desenvolvida por três semanas e leva a plateia a misturar realidade e ficção. Além de ver os personagens presencialmente, os espectadores podem conversar com eles ao longo da temporada pelas redes sociais da internet e também pelo telefone celular ou e-mail.

O enredo original é baseado na história de um casal, formado por um performer, Leonardo, e uma fotógrafa, Sofia, que se mudam de Campinas para São Paulo. Os encontros são filmados, gerando o que o grupo chama de Docuficção.

A temporada alemã faz parte do programa Plus Brasil e vai até o fim do mês de março. No novo enredo, será contada a história da performer Helga Wozel, que vai para a Europa participar de uma residência artística e é atormentada por uma mulher em seus sonhos. Participam também as atrizes Camila Rhodi e Gabi Pinheiro.

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nucleo teatro1 Peça <i>*555</i> desvenda vida sofredora dos trabalhadores de call center no palco do Tusp

Cenas do espetáculo *555, do Núcleo Asteriskos de Investigação Teatral: eles farão apenas duas apresentações em mostra experimental do Tusp, em São Paulo - Fotos: Cristiane Gomes

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das mais novas e sofridas profissões, a de operador de telemarketing — ou atendente de call center, como agora virou moda dizer —, é tema do espetáculo que o Núcleo Asteriskos de Investigação Teatral apresenta no Tusp, em São Paulo, na próxima quinta (14) e sexta (15), às 20h.

O nome da montagem é *555. Ela faz parte da Mostra Experimentos 2013 do Tusp.

O grupo de artistas é oriundo da SP Escola de Teatro. 

Durante uma hora, cinco personagens que trabalham em um call center revelam-se ao público, mostrando seus dilemas em enfrentar uma profissão cheia de cobrança e competitividade.

A dramaturgia de Cristiane Gomes e Patrícia Negrão ainda aborda as conflituosas relações que tais profissionais acabam desenvolvendo com seus colegas, diante da forte pressão que o meio de trabalho exerce sobre eles.

Cristiano Dantas assume a direção do elenco formado por Ariane Alves, Fernando Lopes, Lucas França, Nilton Melo e Priscila Gomes.

O trio Aline Delouya, Benedito Ferreira e Guilherme Catofaroni assina a cenografia e o figurino. Enquanto Igor Sully Cardioli assume a luz, e Alex Matos, a sonoplastia. Evaristo Moura é o técnico de palco da trupe, que contou com a orientação de Alessandro Toller. 

*555
Quando: Quinta e sexta, às 20h. 14 e 15/3/2013. Únicas apresentações.
Onde: Tusp (r. Maria Antônia, 294, Consolação, Metrô República ou Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3123-5233)
Quanto: Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: 10 anos

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regina duarte raimunda raimunda Regina Duarte se perde em Raimunda, Raimunda

Mesmo equivocada como diretora, Regina Duarte dá o máximo da atriz em Raimunda, Raimunda - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Regina Duarte foi bem-intencionada ao montar o espetáculo Raimunda, Raimunda, escrito pelo piauiense Francisco Pereira da Silva (1918-1985). Contudo, a peça apresentada no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, até este domingo (16), deixa algo bem claro: Regina é uma atriz dedicada e talentosa, mas, pelo menos por enquanto, não é uma boa diretora.

Depois de tentar, sem sorte, encontrar um profissional que assumisse seu projeto, ela resolveu tomar as rédeas da direção de sua volta ao teatro.

Leia entrevista com Regina Duarte

Com assistência de direção de Amanda Mendes, ela costurou, sem nenhuma coerência aparente, em dois atos díspares, dois textos do escritor nordestino.

O primeiro, Ramanda e Rudá, tem ares futuristas. Nele, Regina interpreta uma mulher acompanhada por um hermafrodita, por quem tem desejos sexuais, em um mundo transformado em caos.

O espectador, no começo perdido da peça, até se sente tocado pela discussão de pano de fundo ecológico, mas logo esta é suplantada pela vulgar sanha sexual da personagem de Regina em cima do rapaz, que nada quer com ela.

Já o segundo ato, Raimunda Pinto, mais dinâmico e ao mesmo tempo tão absurdo quanto o primeiro, conta a história de Raimunda, menina pobre do sertão cearense que sofre com lábio leporino. A moça tenta se tornar enfermeira no Rio de Janeiro. A viagem, cheia de peripécias, acaba por revolucionar sua vida.

Nesta parte da obra, de ar mambembe, Regina surge mais solta como atriz, fazendo uma personagem leve e divertida, mesmo diante da adaptação complicada.

Em muitos momentos, a encenação de Raimunda, Raimunda se parece com teatro escolar, de tão simplória que são as soluções cênicas encontradas por Regina diretora.

O cenário assinado por José Dias é pobre e preguiçoso. Não ajuda muito. Já os figurinos de Regina Carvalho, com colaboração de Beth Filipecki, até fazem uma graça em determinados momentos, mas sem grandes arroubos, bem como a iluminação de Djalma Amaral e Wilson Reiz.

regina duarte apos encenar raimunda raimunda Regina Duarte se perde em Raimunda, Raimunda

Elenco não acompanha Regina Duarte - Divulgação

Mas a parte mais triste desta história é o jovem elenco que contracena com a atriz: Allan Souza Lima, André Cursino, Creo Kellab, Henrique Pinho, Ricardo Soares, Rodrigo Becker, Rodrigo Candelot e Saulo Segreto.

Nenhum dos rapazes parece acreditar no que fazem ali e surgem no palco de forma insossa. O resultado é uma interpretação covarde e sem entrega, enquanto Regina fica ali ao lado, sozinha, dando o máximo de si numa crença praticamente cega no projeto que ela embalou com tanto esmero.

Pelo menos, nossa grande atriz é coerente até o fim, quando, do nada, se transforma na bomba de Hiroshima e sai rolando pelo palco.

Raimunda, Raimunda
Avaliação: Ruim
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h, domingo, 18h. Até 16/12/2012
Onde: Teatro Raul Cortez (rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 3254-1631)
Quanto: R$ 50 a R$ 60
Classificação: 14 anos

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nivea stelmann Nívea Stelmann estrela peça de Mauro Rasi em 2013

Nívea Stelmann vai atuar em texto do grande Mauro Rasi em São Paulo em 2013 - Foto: Cia. da Foto/Divulgação

Por Rafael Cavalcanti, do R7, no Rio

Nívea Stelmann está feliz da vida e quer entrar 2013 com pé direito. Ou melhor, pé no tablado.

Ela se prepara para estrear a peça Batalha de Arroz Num Ringue Pra Dois, de Mauro Rasi, no dia 11 de janeiro.

O espetáculo vai ser dirigido por Jaqueline Laurence. Além de Nívea, tem no elenco o ator Maurício Machado. Ela conta ao Atores & Bastidores  do R7, toda feliz, como está se sentindo.

— Fazer uma peça do Mauro Rasi é uma honra, ser dirigida pela Jaqueline é um presente, e o Maurício é um grande ator teatral. Além disso, a peça fez um grande sucesso. Ou seja, tem tudo para dar certo.

Resoluta, a moça revela que o espetáculo ficará em cartaz no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, em São Paulo.

Sorte para ela.

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ensaio todos1 Gato da novela Rebelde quer achar amor verdadeiro

Turma da peça Corações Psicodélicos faz pose para o R7 durante ensaio - Divulgação

Por Nina Ramos, do R7, no Rio

Marcos Ferian não tirou muito tempo de férias após o fim de Rebelde (Record). O ator, que na trama teen interpretou o bonitão Guto, já mergulhou em novo projeto.

Para quem curte teatro e é fã dele, papel e caneta na mão! Marcos estreia, no dia 28 de novembro, a peça Corações Psicodélicos na FITA, Festa Internacional de Teatro de Angra, em Angra dos Reis (RJ).

marcos ferian Gato da novela Rebelde quer achar amor verdadeiro

Gato da novela Rebelde, Marcos Ferian fará peça em Angra dos Reis

A direção e autoria do espetáculo têm assinatura de Afra Gomes e Leandro Goulart, os mesmo diretores do sucesso Garotos.

No elenco, além de Marcos, estão Ingrid Klug, Gabriella Cavalcanti, Arthur Manhães, e ainda as cantoras Suzana Santana, Paula Pardon e Kyane Kunha.

Marcos conversou com o R7 logo no início dos trabalhos, quando o grupo se reuniu para fazer a primeira leitura.

— Meu personagem é o Tato, melhor amigo de Malu (Ingrid Klug). Ele é um cara sarado e cheio de marra, que vive em um mundinho perfeito: grana, baladas e a melhor academia. É um solteiro convicto e feliz. Mas um dia ele ouve que o mundo vai acabar e entra em pânico! Ele não quer terminar sozinho e, desesperado, passa a correr atrás do amor perfeito.

Corações Psicodélicos vai mexer com assuntos tipicamente adolescentes, como preconceito, amor, bullying e amizade. Além disso, o espetáculo é embalado por muita música e humor.

Corações Psicodélicos
Estreia: 28 de novembro de 2012
Onde: FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra).
Mais informações:http://www.fita.art.br/

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foto 1 Estudantes de teatro experimentam nas Satyrianas

Luisa Juppe, aprendiz de direção da SP Escola de Teatro, estreia nas Satyrianas - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

As Satyrianas, maratona de 78 horas culturais que ocorre a partir das 18h desta quinta (1º) na praça Roosevelt, em São Paulo, é alvo do interesse de estudantes de teatro. Gente que quer não apenas assistir, mas para experimentar encenar um espetáculo de uma forma profissional pela primeira vez.

Luisa Juppe (foto acima) faz parte deste time. Ela, que veio de Florianópolis para estudar direção na SP Escola de Teatro, se forma no fim do ano e vê no festival a oportunidade do encontro com o público fora do ambiente escolar.

A jovem dirige O Que Era para Ser Amor, peça que será apresentada às 17h30 desta sexta (2) no Espaço dos Satyros 1. Em conversa com o Atores & Bastidores do R7 ela demonstrou estar empolgada.

— Estou participando pela primeira vez. É a minha estreia como diretora. Vai ser bem importante para mim, porque vou ver como estou me saindo. A Satyrianas é um espaço democrático para toda a classe artística. Resolvi botar na prática mesmo para ver o que resulta dessa pesquisa que estou fazendo em cima de um teatro performático.

Leia a entrevista com o coordenador das Satyrianas, Gustavo Ferreira

Descubra as histórias mais engraçadas do evento teatral

Veja, abaixo, alguns trabalhos de aprendizes da SP Escola de Teatro que serão apresentados nas Satyrianas. Em todos o público paga quanto quiser:

Espetáculos:

Realismo – O Reality Show 
Baseada na experiência da guerra e sua reverberação que modifica o indivíduo, a peça revela a vida do soldado Luther através da figura do Exercito travestido em mulher-apresentadora de um programa de televisão. Luther um homem cuja experiência é transformada pela invasão de um programa sensacionalista, revela um showbusiness de horror, violência e humor negro que absorve a vida e atransforma em mercadoria. Texto: Criação Coletiva - Direção: Emerson Anunciação - Elenco: Aline Negra Silva e Denis Buenos - Quando: Quinta 1 de novembro, 20h - Onde: Satyros II. 

O Louco, a Caixa e o Homem
“Com licença, saberia me informar para onde estou indo?” – Um encontro entre um homem e um estranho portando uma caixa. A adaptação da história em quadrinhos homônima de Daniel Esteves se utiliza do encontro de duas linguagens artísticas, o teatro e os quadrinhos, para tratar do encontro com o outro. Texto: Daniel Esteves - Direção: Natasha Karasek - Elenco: André Haidamus e Willy Balieiro - Quando: Sexta 2 de Novembro 16h30 - Onde: Espaço dos Satyros I.

O que Era pra Ser Amor
O amor que cega, deixa o coração doendo, o estômago embrulhando, na opinião do poeta que insiste vivê-lo plenamente, da paixão à queda. Ou, pelo menos, o que era pra ser. Mas apenas senti-lo pode ser bem mais doloroso que vivê-lo, não fosse tão performático. Texto: Leandro Doregon - Direção: Luisa Juppe - Elenco: Ana Carolina Marinho e Marina Moreno - Sonoplastia: Carolina Guimaris e Luana Hansen - Iluminação: Leo Moreira Sá - Cenografia: Bruno Alves Manso - Quando: Sexta 2 de Novembro 17h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

A.B.ismo
A história de um homem que procura um lugar para morar no Centro da cidade e o encontro dele com o proprietário de um apartamento. As cenas  foram escritas em partes, em decorrência da própria criação dos atores em contato com fragmentos do texto criado pelo autor, que modificava as cenas para criar um mosaico de relações: Quem é “A” e “B” um para o outro? São amigos? Irmãos? Parentes? Amantes? Texto: Lucas Arantes - Direção e Elenco: André Mendes e Giba Freitas - Quando: Sábado 3 de Novembro 17h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

Placebo
O que escolher quando é necessário optar entre um realidade enlouquecedora e uma ilusão cómoda? Dois personagens em ruínas representam uma sátira da inercia humana. Texto e Direção: Bruno Carboni - Elenco: Juliana Spadot e Gutho Vieira dos Santos - Quando: Sexta 2 de Novembro 14h30 - Onde: Espaço dos Satyros I.

Alice 1.0
Três personagens, contadores de histórias, que se encontrarão a serviço da Srta. Alice. Com o auxílio de objetos do cotidiano destas três personagens, elas criarão e darão vida, através da técnica de animação de objetos, à personagem central Alice, que inicia a históriaconfessando ao público um segredo sobre si revelado ao se olhar no espelho. O que Alice viu? O que a deixou se sentindo tão culpada a ponto de querer se confessar a público? Texto: Criação Coletiva - Direção: Talita Rosa Elenco: Érica Caprotti, Ana Antunes e Negra Silva - Quando: Sexta 2 de Novembro 15h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

Cabarezim do Humor
O espetáculo é formado por cenas de diferentes estilos a linguagem do humor, como mímica, clown, paródia, stand up e esquetes, e sempre conta com um Mestre de Cerimônia e seus assistentes de palco para apresentar e conduzir o magnífico espetáculo. Texto, Elenco e Direção: Aprendizes do Curso de Humor da SP Escola de Teatro. Quando: Quinta 1º . Horário: meia-noite. Sexta (2), 21h. Onde: Tenda Residência, praça Roosevelt.

Projeto Ouvi Contar 
(leituras dramáticas feitas em residências na região da praça Roosevelt)

118 Esquinas, de Débora Brenga
Um ciclista é atropelado por um carro em uma avenida movimentada da metrópole resultando em um congestionamento que alcança 118 esquinas. O caos é instaurado.  Texto e Direção: Débora Brenga - Elenco: Bruna Potenza, Fernando Alves, Priscilla Amaral, Véver Bertucci. Espectadores: 15. Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 17h.

60 segundos, de Mariana de Menezes
Em polissituações de tantos espaços em poucos segundos, a cidade acontece e desacontece enquanto o meio dia é tocado pelo sino. As vozes e descrições são estilhaçadas, inaugurando imagens fragmentárias diluídas pela efemeridade dos acasos. 60 segundos condensados por um liquidificador do espaço social e subjetivo. Autora: Mariana de Menezes - Direção: Mariana de Menezes - Elenco: Adir Fonseca Jr., Beatriz Lopes, Tamiris Maróstica e Vanessa Ferreira Sousa - Sonoplastia: Carlos Ronchi - Espectadores: 15 pessoas - Data: Sábado, 03 de novembro, 20h e 21h.

Exercício para a Escrita do Nada – nº1, de Marcio Tito Pellegrini
Dois personagens percebem que são inventados enquanto falam e empreendem uma tentativa de fuga do rumo dramático -  Direção: Felipe Uchôa - Elenco: Heloísa Cardoso, Katia Calsavara - Espectadores: 10 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h e 18h.

Fragmentos de Um Dia Comum, de Victor Hugo Valois
Numa metrópole, pacientes sofrem com o descaso médico. Direção: Victor Ribeiro - Sonoplastia: Pammela Gentil - Elenco: Débora Ramos Ribeiro, Yuri Fernandes Lima e Victor Monteiro - Espectadores: 05 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h.

MANUAL doispontos Insaciável Barra Mórbida, de Heloísa Cardoso 
Uma mulher à beira da morte - Direção: Paulo Gircys - Elenco: Camilla Martinez, Carolina Decris, Clarissa Franchi, Heloísa Cardoso, Raquel Medici - Espectadores: 10 - Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 18h.

O Mosquito, de Lucas Venturin
Um mosquito percorre a casa de várias personagens e revela os anseios existenciais de pessoas em conflito com a própria condição humana -  Direção: Jonas Mendes - Elenco: Rodrigo Mazzoni - Sonoplastia:Vitor Monaco - Espectadores: 5 - Data: Sábado, 03 de novembro, 19h.

Ronin, de Lucas Iglessias
A peça busca desvendar o suicídio de Yukio Mashima - Direção: Lucas Iglessias - Elenco: Cristiano Alfer, Lucas Iglessias, Melina Barbosa, Stella Menz, Thadeo Ibarra - Espectadores: 10 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h. (10 pessoas) e Domingo, 04 de novembro, 15h.

Vende-se, Marco Keppler
Desfazer-se de um bem é desfazer-se de memórias? - Direção: Aline Negra Silva. Elenco: Celso Amâncio, Viviane Corbani, Jackie Dolstoy - Espectadores: 05 - Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 21h e Sábado, 03 de novembro, 21h.

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