Posts com a tag "peças"

ze celso1 bob sousa Veja 7 peças de graça na Virada Cultural

Zé Celso vai cantar músicas acompanhado de piano na Virada - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem pensa que a Virada Cultural de São Paulo é feita apenas de shows musicais está redondamente enganado. A maratona de eventos culturais tem espetáculos de teatro gratuitos para o público da maior cidade brasileira. O blog selecionou sete peças da programação. Veja só que beleza:

Zé Celso ao piano
O quê: Diretor Zé Celso canta músicas especialmente preparadas para a sessão
Quando: Sábado (20), 23h59
Onde: Praça Dom José Gaspar, no centro

Pradarumfim foto JENNIFER GLASS Veja 7 peças de graça na Virada Cultural

Lucas Andrade, Joana Medeiros e Nash Laila em Pra Dar um Fim no Juízo de Deus - Foto: Jennifer Glass

Pra Dar um Fim no Juízo de Deus
O quê: Em 60 minutos o Teat(r)o Oficina volta ao clássico de Artaud
Quando: Sábado (20), 21h
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga; ingressos distribuídos duas horas antes)

chorao Veja 7 peças de graça na Virada Cultural

Chorão é celebrado no musical Dias de Luta Dias de Glória - Foto: Divulgação

Dias de Luta, Dias de Glória
O quê: Musical sobre a vida do cantor Chorão e sua trajetória com a banda Charlie Brown Jr.
Quando: Sábado (20), 23h59
Onde: Palco da Praça Princesa Isabel

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Cena do musical Rita Lee Mora ao Lado: na Praça Princesa Isabel - Foto: Divulgação

Rita Lee Mora ao Lado
O quê: Musical sobre a vida da roqueira Rita Lee com Mel Lisboa
Quando: Domingo (21), 2h
Onde: Palco da Praça Princesa Isabel

quem tem medo de travesti foto leonardo pequiar 2 f0fd9e55939a7a058404df6b1de808dd Veja 7 peças de graça na Virada Cultural

Quem Tem Medo de Travesti? sacode o Copan na madrugada do domingo da Virada - Foto: Leonardo Pequiar

Quem Tem Medo de Travesti?
O quê: O universo trans de uma forma divertida e provocante
Quando: Domingo (21), 3h
Onde: Palco da Rua Araújo, 200, ao lado do Copan

lisbela Veja 7 peças de graça na Virada Cultural

Marilice Consenza e Ligia Paula Machado em cena de Lisbela e o Prisioneiro - Foto: Caio Gallucci

Lisbela e o Prisioneiro
O quê: Clássica história de amor ambientada no nordeste e que já foi sucesso nos cinemas
Quando: Domingo (21), 13h30
Onde: Palco da Praça Princesa Isabel

autodabarcadoinferno Veja 7 peças de graça na Virada Cultural

Auto da Barca do Inferno vai encerrar a Virada no palco do Teatro Commune - Foto: Sergio Massa

Auto da Barca do Inferno
O quê: espetáculo da Cia. das Artes com o texto clássico de Gil Vicente
Quando: Domingo (21), 17h30
Onde: Teatro Commune (r. da Consolação, 1218)

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Para quem está procurando o que fazer com a criançada no próximo feriado, o Atores & Bastidores dá sete sugestões de peças para a família toda.

Os espetáculos estão em cartaz em São Paulo e tem classificação livre.

DSC3956 Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Lisbela e o Prisioneiro – O Musical

Espetáculo dirigido por Dan Rosseto (veja entrevista no blog), Lisbela e o Prisioneiro – O Musical está em cartaz no Teatro Nair Bello. Inspirado na obra original de Osman Lins conta a história de Leléu (Luiz Araújo), um artista mambembe que chega a uma pequena cidade com seu circo, após mexer com a mulher de um matador de aluguel. Enquanto tenta fugir do marido ciumento, Leléu se apaixona pela doce Lisbela (Ligia Paula Machado),  que também está de casamento marcado. A peça conta com números de trapézio, tecido acrobático, malabares, palhaço e muito mais. Os acompanhantes dos pequenos ainda podem se encantar com canções de Zé Ramalho, Pixinguinha, Dominguinhos e Caetano Veloso.

Serviço
Quando: sextas, 21h30, sábados, 21h, domingos, 19h. Até o dia 7/6/2015 (última oportunidade)
Onde: Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca, r. Frei Caneca, 569, Consolação. Informações: www.ingresso.com)
Quanto: R$ 80
Duração: 105 minutos

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Amizade entre amigas ficará abalada após confusão - Foto: Matheus Heck/Divulgação

O Alvo

Uma briguinha adolescente vira assunto sério quando a jovem Maria Claudia (“a menina mais zoada do colégio”) sai rolando escada abaixo e vai parar no hospital. Apesar do mote muito sério, o espetáculo O Alvo, com texto e direção de Pedro Garrafa, trata de forma jovem e descontraída a questão do bullying na sociedade atual. Amanda, Maria Anna, Rebecca e Nina são amigas inseparáveis desde o ensino fundamental, mas terão a amizade abalada após o acontecimento. A peça começa com as quatro na sala de espera da diretoria do colégio. Pedro Garrafa, que também é professor de teatro, viu a necessidade de dialogar com os adolescentes sobre o assunto e reparou que, quase sempre, o bullying é atribuído ao outro, nunca é reconhecido em si. O projeto foi concebido para auxiliar os educadores a tratarem o assunto nas instituições de ensino e fala também sobre vitimização, relações de poder e estrutura social dentro da escola. No elenco estão Andressa Andreato, Julia Freire, Caroline Duarte, Natalia Viviani e Kuka Annunciato.

Serviço
Quando: sábados, às 17h30. Até o dia 4/7/2015
Onde: Teatro Livraria da Vila (Shopping JK Iguatemi, av. Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo. Informações: www.ingressorapido.com.br)
Quanto: R$ 40
Duração: 50 minutos

Espetaculo Circulo de Giz Fotografo Thiago Leite Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Espetáculo Círculo de Giz - Fotógrafo: Thiago Leite/Divulgação

Círculo de Giz

Um menino internado decide encenar uma história antiga que represente a história de sua vida e escolhe uma antiga fábula chinesa para tanto. No elenco, sua mãe e os funcionários do hospital. A história que se desenrola a partir dessa vontade pode ser vista em Círculo de Giz, espetáculo da Cia. Paidéia de Teatro, na sede do grupo, em São Paulo. A peça é resultado de uma parceria de seis anos firmada entre o grupo e a Cia. Grips Theater de Berlim, onde a peça já foi apresentada. O espetáculo também já foi apresentado na cidade de Düsseldorf. O texto da peça é assinado pelos alemães Armin Petras e Lara Kugelmann, sendo que este último esteve no Brasil para trabalhar os improvisos coreográficos. Em setembro é a vez da companhia alemã vir ao Brasil encenar o espetáculo. A história é linda e vai emocionar a todos.

Serviço:
Quando: Quintas, às 10h30 (para escolas), sábados e domingos, às 17h. Até o dia 5/6/2015 (última oportunidade).
Onde: Cia. Paidéia (r. Darwin, 153, Santo Amaro, ao lado do Boa Vista Shoppng. Informações: 0/xx/11 5522-1283)
Quanto: R$ 20
Duração: 70 minutos

 Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Pedro e o Lobo - Foto: Divulgação

Pedro e o Lobo

A Cia. Imago resolveu contar uma história que marcou gerações. A fábula russa narra a aventura do menino Pedro, que descobre o quanto é importante falar a verdade e como uma “mentirinha” pode ter graves consequências. Com direção de Fernando Anhê, a peça usa manipulação de bonecos e ensina para a garotada os instrumentos que existem em uma orquestra. O passarinho é o flautim, o gato é o clarinete, o lobo é as trompas e Pedro virou as cordas. Em cartaz desde janeiro e ainda fazendo sucesso.

Serviço
Quando: sábados e domingo, 17h40. Até o dia 26/7/2015.
Onde: Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, São Paulo. Informações: www.ingresso.com.br)
Quanto: R$ 30
Duração: 55 minutos

aventura na neve Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Aventura na Neve - Foto: Divulgação

Aventura na Neve

Se você tem filhos pequenos, com certeza, conhece essa história! Elsa é a filha mais velha do rei e da rainha de Arendella. Ela descobre ainda criança que tem o poder de congelar tudo a sua volta. Ainda menina, ela passa a acreditar que o dom pode causar muitos problemas a todos, especialmente a sua irmãzinha Anna. As duas acabam crescendo distantes, mas se reencontram já adultas. O que seria uma retomada emocionante da amizade, vira uma grande confusão quando Elsa perde o controle de seus poderes. A peça, inspirada do sucesso da Disney, está em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, com direção de Sebastião Apollonio.

Serviço
Quando: Sábados e domingos, 16h30. Até o dia 30 de agosto.
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luís Antonio, 931, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 50
Duração: 50 minutos

os saltimbancos Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Os Saltimbancos - Foto: Divulgação

Os Saltimbancos

A peça é inspirada no famoso conto dos irmãos Grimm e conta a história de quatro bichos, que se encontram e começam a reclamar da vida de maus-tratos. Um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata decidem formar um grupo musical e fazer sucesso na cidade, só que no meio do caminho encontram seus antigos donos. Uma história atemporal, que encanta em forma de musical infantil. Sérgio Bardotti é o responsável pela adaptação de Chico Buarque.

Serviço
Quando: sábado, 17h30. Até julho de 2015.
Onde: Teatro Ruth Escobar (r. dos Ingleses, 209, Bela Vista. Informações: 0/xx/11 3289-2358)
Quanto: R$ 40 (adultos) e R$ 20 (crianças até 12 anos)
Duração: 60 minutos

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Chovendo na Roseira - Foto: Divulgação

Chovendo na Roseira

Laura é uma menina viciada em joguinhos eletrônicos. Esperta como todas as crianças de sua geração, ela descobre um mundo novo ao deixar a tecnologia de lado para explorar o jardim de sua casa. Ela fará amizade com um sapo, um pássaro e uma cigarra e com a nova turma vai brincar e aprender canções de Tom Jobim, Jackson do Pandeiro, Dolores Duran, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, Djavan e muitos outros.

Serviço
Quando: Sábados e domingos, 15. Até o dia 28/6/2015 (não haverá espetáculo no dia 7/6)
Onde: Teatro Eva Herz (Conjunto Nacional, av. Paulista, 2073, Bela Vista. Informações: www.ingresso.com)
Quanto: R$ 30
Duração: 50 minutos

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anta Artistas do Fringe superam famosos no Festival de Teatro de Curitiba 2015

Adriano Petermann em A Anta de Copacabana, apresentada no Fringe: ator é o grande destaque masculino no Festival de Teatro de Curitiba 2015 - Foto: Virginia Benevenuto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

Artistas desconhecidos do grande público mostraram muito mais fôlego do que as celebridades da televisão neste 24º Festival de Teatro de Curitiba, que chegou ao fim neste domingo (5), após 13 dias e 422 peças na programação.

As peças do Fringe, a mostra paralela com atores vindos dos quatro cantos do País na raça, foram muito mais instigantes do que as apresentadas na Mostra Oficial repleta de artistas mais famosos.

Público do Festival de Curitiba supera o do Lollapalooza

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Sem apoio financeiro e muitas vezes bancadas pela garra dos próprios artistas, as peças do Fringe tiveram atores presentes no palco de forma interessante e intensa. Já peças como famosos, como Através de um Espelho ou Depois do Ensaio, derraparam com apresentações insossas e atuações desprovidas de verdade.

Além disso, mais do que na Mostra Oficial, no Fringe pulsaram temas que mobilizam a sociedade, em espetáculos que dialogam com o contemporâneo e a realidade nacional, repleta de problemas.

O ator Adriano Petermann mostrou segurança e propriedade no monólogo A Anta de Copacabana (leia crítica), o boca a boca mais comentado do Fringe em 2015, com direção de Rafael Camargo. Tornou célebre a frase: "Tudo uma cambada de filha da puta". Outra peça que conquistou o público e foi comentada em cada esquina curitibana foi Tchekhov, na Mostra Ave Lola, com o tradicional grupo da capital paranaense.

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Comédia O Último Copo abordou crise hídrica e alfinetou PT e PSDB no palco - Foto: Nilton Russo/Clix

A comédia O Último Copo, apresentada pela Cia. Aerolito, de Curitiba, sob direção do Palhaço Macacheira, fez o público do TUC (Teatro Universitário de Curitiba) refletir sobre a situação de falta d’água que atormenta grandes cidades brasileiras. Em linguagem clown, a Palhaça Semilla e o Palhaço Tchonsky fizeram o público entrar em sua proposta altamente subversiva em relação ao poder instalado, seja ele à direita ou à esquerda. Riram tanto do tucano quanto da estrela vermelha. E o público foi ao delírio.

O mesmo palco do TUC abordou a sexualidade dos moradores de rua e o problema do vício no crack, mazela que tanto perturba nosso ambiente urbano, na peça Estação dos Passageiros Invisíveis. Os artistas da InMundos Companhia Teatral, de Juiz de Fora, Minas Gerais, apresentaram um panorama desconcertante. A atriz Pri Helena destacou-se com uma atuação segura e nada histriônica.

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Qual o preço do caráter? O ator André Félix em Iepe, da Trupe Temdona - Foto: Annelize Tozetto/Clix

O poder e sua influência no comportamento de uma pessoa foi o foco da peça Iepe, da Trupe Temdona, de São Caetano do Sul, região do ABC Paulista. Já os gaúchos do Grupo Trilho de Teatro Popular, de Porto Alegre, mostraram no espetáculo Umbigo a situação de isolamento do homem atual. Ambos recados cheios de potência.

A violência urbana permeou A Bolsa, com Taciana Moura Morais, de Fortaleza, Ceará. Em uma encenação simples, a atriz deu vida à angústia de uma mulher vítima de uma assalto que revira sua cabeça por completo. Já o amor e suas mazelas foi tema da peça paulistana Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, inspirada pelo disco homônimo de Marisa Monte e em fatos reais vividos pelos integrantes do grupo Atocontínuo.

geleia geral Artistas do Fringe superam famosos no Festival de Teatro de Curitiba 2015

Geleia Geral mostrou vida e obra de Torquato Neto com vigor, poesia e inocência - Foto: Divulgação

Um espetáculo original foi Geleia Geral, do grupo Conexão Street, de Teresina, Piauí. Vitorino Rodrigues criou uma encenação surreal para apresentar a vida e a obra do compositor Torquato Neto, um dos criadores da Tropicália. Com um misto de vigor e inocência, a trupe comoveu o público do Café Teatro Toucher la Lune com sua apresentação corajosa, experimental e viva.

Fernanda Fuchs foi um dos destaques femininos no Fringe. A atriz de Curitiba mostrou vigor e domínio da plateia em Corrente Fria, Corrente Quente, peça escrita por ela mesma. No monólogo, vive uma menina que espera, em um porto, o pai voltar do mar. Com um canto envolvente, convida a plateia a embarcar em seus devaneios sensoriais sem medo. E o público vai junto, sem culpa ou vergonha, no ritual cênico estabelecido.

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Relato bíblico sob a prisma do teatro contemporâneo: A Vaca Pródiga - Foto: Annelize Tozetto/Clix

A Vaca Pródiga, da Cia. de Teatro de Breque, de Curitiba, mostrou irreverência cênica ao misturar parábola bíblica e teatro contemporâneo sob direção de Nina Rosa Sá e com Pablito Kucarz e Tatiana Blum no elenco. O deboche também esteve presente em O Jumento e a Moça, do grupo Anaïs Teatrum, de Palhoça, Santa Catarina, que, de forma simples, desconstruiu tabus sexuais desavergonhadamente.

O discurso político e pró-diversidade também esteve presente no Fringe. Homofobia – Livre-se Desse Preconceito falou deste mal tão em voga em nossa sociedade, sobretudo entre políticos conservadores. A peça da Cia. de Teatro Saltimbancos, de Curitiba, fez graça com um tal de Infeliciano, que tenta impedir a felicidade alheia a todo o custo. O público aprovou. Na cena off Festival, Simone Magalhães foi ovacionada na Casa Selvática com seu show Por que Não Tem Paquita Preta? (leia a crítica).

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Fagner Zadra, que ficou tetraplégico em um acidente na festa de abertura do Festival de Teatro de Curitiba de 2014, riu de sua situação na comédia "sit down" Rizadra e foi muito aplaudido pelo público pela coragem - Foto: Nilton Russo/Clix

Rir da própria situação como forma de exorcizar o que não se explica foi o que garantiu o sucesso do espetáculo Rizadra – Sit Down Comedy. Como o nome do espetáculo indica, o ator e humorista Fagner Zadra, que ficou tetraplégico após um acidente na abertura do Festival de Teatro de Curitiba em 2014 (leia entrevista exclusiva), cria um novo gênero de humor “stand-up” (de pé, em inglês): o “sit down” (sentado, em inglês). Ao brincar consigo mesmo, conseguiu respeito e aplauso cúmplice do público.

O Fringe ainda deu espaço a trabalhos experimentais e frutos de árdua pesquisa. Como a do gênero horror, abordado na Mostra Glóriah Vigor Mortis, com peças assustadoras dirigidas por Paulo Biscaia Filho e atores da Cia. Vigor Mortis com toda a intensidade que o estilo pede.

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Flávio Magalhães em cena de Encruzilhada: encontro com o outro - Foto: Lina Sumizono/Clix

Encruzilhada, com o Grupo de Pesquisa e Experimentação em Arte e Cultura da Unespar, também de Curitiba, apresentou um trio de artistas entregues no palco. Com música ao vivo, convidaram o público a adentrar um espaço diminuto onde se desnudaram e expuseram delicado estudo do movimento corporal para estabelecer uma conexão real entre gente.

Também na linha experimental e repleta de ousadia, outro grande destaque do Festival de Teatro de Curitiba em 2015 foi a peça Escravagina, com a atriz Maite Schneider. Na obra, a transexual desnuda seu corpo e alma em um grito de fúria contra o sistema opressor e em busca do amor verdadeiro, aquele que deixa o outro existir, em vez de exigir sua morte. Nesta montagem, Cesar Almeida encontra direção sensível para deixar que a performance aconteça sem barreiras. E o público compreende a necessidade de Maite transbordar-se diante de todos para seguir em frente com dignidade. Foi aplaudida de pé.

escravagina Artistas do Fringe superam famosos no Festival de Teatro de Curitiba 2015

Escravagina: Maite Schneider fez grito de amor e fúria no palco do Mini-Guaíra - Foto: Divulgação

Público do Festival de Curitiba supera o do Lollapalooza

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*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Acompanhe em tempo real o R7 no Festival de Teatro de Curitiba 2015!

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vendramini José Eduardo Vendramini faz dose dupla no teatro

José Eduardo Vendramini: dramaturgo tem duas peças em cartaz ao mesmo tempo - Foto: Roberto Ikeda

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O dramaturgo José Eduardo Vendramini está mais do que prestigiado nos palcos nesta semana. É que duas peças escritas por ele estão em cartaz simultaneamente.

Querido Brahms fica em temporada até domingo (28), no Teatro J. Safra, em São Paulo. Na mesma cidade, também está Cartas Libanesas, sexta e sábado, no Sesc Ipiranga, que faz temporada até 30 de maio.

Em Cartas Libanesas, peça idealizada por Eduardo Mossri, foi escrita por Vendramini a partir de cartas que a avó do ator recebia do seu avô, imigrante libanês, que tentava ganhar a vida no Brasil no início do século 20.

Eduardo levou essas cartas para José Eduardo Vendramini, que também tem ascendência libanesa. Além das cartas, Vendramini pesquisou relatos verídicos de imigrantes libaneses no Brasil para construir o monólogo que conta a vida do personagem Miguel, que leva o mesmo nome do avô do autor.

Querido Brahms tem Carolina Kasting Werner Schünemann e Olavo Cavalheiro no elenco. A peça conta a história de amor, amizade e lealdade entre Clara Schumann, Robert Schumann e Johannes Brahms. A direção é de Tadeu Aguiar.

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pombas urbanas Eraumavezumrei credito tatitbrandao Pombas Urbanas faz 25 anos com 12 sessões grátis

Cena da peça Era uma Vez um Rei, que será apresentada no mês comemorativo dos 25 anos do grupo teatral Pombas Urbanas: cidade de São Paulo em foco com 12 sessões espalhadas pela metrópole - Foto: Tatit Brandão

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A partir desta quinta (23), às 16h, na praça do Correio, centro paulistano, o grupo de teatro Pombas Urbanas começa a fazer uma festa que durará um mês. Até 22 de novembro faz 12 apresentações grátis de quatro espetáculos de seu repertório para celebrar seus 25 anos de história: Era Uma Vez Um Rei, Todo Mundo Tem Um Sonho, Mingau de Concreto e Histórias para Serem Contadas.

Cartões postais paulistanos serão visitados pela arte do grupo, que já agendaram sessões na avenida São João e no parques da Água Branca, do Carmo e Jacuí.

Ainda no clima de celebração, uma exposição de fotos com a trajetória da trupe acontece em sua sede, o Centro Cultural Arte em Construção (av. dos Metalúrgicos, 2.100, Cidade Tiradentes, São Paulo, tel. 0/xx/2285-7758). No dia 30 de outubro, data oficial de seu aniversário de 25 anos, haverá uma festinha no local a partir das 20h com entrada gratuita.

Além das comemorações, o grupo já está montando sua nova peça, Cidade Desterrada, que deve estrear em junho de 2015.

O Pombas Urbanas surgiu em 1989 e tem como foco pesquisar a cidade de São Paulo e seus habitantes. Desde 2004, tem sede própria na Cidade Tiradentes, emblemático bairro da zona leste paulistana. Veja a programação completa.

Você acha que o teatro deve falar da realidade social?

  • Sim, afinal o palco é sempre um espaço de reflexão!
  • Não, acho que o teatro tem de ser apenas fantasia.
 Pombas Urbanas faz 25 anos com 12 sessões grátis

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la tristura materia prima Cinco peças do Mirada sobem a serra rumo a SP

Pré-adolescentes falam texto de adultos na peça espanhola Matéria Prima: curtíssima temporada no Teatro Anchieta do Sesc Consolação nesta terça (9) e quarta (10) no Extensão Mirada em SP - Foto: Mário Zamora

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Santos

Não só os moradores da Baixada Santista podem ter acesso a peças do Mirada 2014, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos.

A mostra, que vai até o dia 13 com 40 peças de 12 países, selecionou algumas montagens para subirem a serra e conquistarem palcos da capital paulista e de unidades no interior de São Paulo.

A partir desta terça (9) começa a programação do Extensão Mirada, com cinco diferentes peças até 21 de setembro em cinco unidades do Sesc São Paulo: Bom Retiro, Campo Limpo, Consolação e Pompeia, na capital, e São José do Rio Preto, no interior.

Estão na programação viajante as peças Matéria-Prima/Espanha (Sesc Consolação, dias 09 e 10/09), El Husar de la Muerte/Chile (Sesc Campo Limpo, dia 14/09), SPAM/Argentina (Sesc Bom Retiro, dias 17 e 18/09), El Vientre de la Ballena/Colômbia (Sesc São José do Rio Preto, dia 17/09); Sesc Pompeia dias 20 e 21/09) e La Imaginación del Futuro/Chile (Sesc Consolação, dias 24 e 25/09).

Os ingressos do Extensão Mirada custam de R$ 12 a R$ 40.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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bichado chorinho toctoc vinganca Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

A partir do alto, em sentido horário: Bichado, Chorinho, Vingança e Toc Toc: quatro sucessos do teatro paulistano estão de volta ao cartaz - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Peça boa precisa de uma segunda chance. Afinal, nem sempre o público paulistano consegue fôlego para acompanhar tudo que está no cartaz. Pois quatro montagens de diferentes estilos que fizeram sucesso junto ao público estão de volta aos palcos. Aproveite a oportunidade!

bichado1 Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Einat Falbel: eleita melhor atriz em 2012 pelos internautas do R7, ela está de volta com Bichado - Foto: Ronaldo Gutierrez

Bichado
O tragicomédia do norte-americano Tracy Letts ganha versão potente pelo diretor Zé Henrique de Paula, do Núcleo Experimental. Em um quarto barato, uma garçonete quarentona e um ex-combatente da Guerra do Golfo se encontram, em um amor explosivo. Ambos, querem fugir de seus fracassos e da solidão. Em 2012, a peça levou três prêmios dos internautas do R7: Melhor Espetáculo, Melhor Diretor e Melhor Atriz, para Einat Falbel, que continua como a garçonete Agnes. Ainda estão no elenco Paulo Olyva, Adriana Alencar, Rodrigo Caetano, Fabio Redkowicz e Felipe Ramos. Quando a solidão é capaz de criar ilusões perigosas.
Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1323, Pinheiros, metrô Sumaré, São Paulo, tel. 0/xx/11 3801-1843). Quarta e quinta, 21h. R$ 40. 16 anos. Até 4/9/2014. Leia a crítica.

chorinho Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Claudia Mello e Denise Fraga levam Chorinho ao palco do Tucarena - Foto: João Caldas

Chorinho
Fauzi Arap, que morreu em 2013, é o autor e diretor, ao lado de Marcos Loureiro, desta peça que é sucesso desde 2007, quando tinha Claudia Mello e Caio Blat no elenco. Agora, Blat é substituído à altura por Denise Fraga. A encenação mostra o encontro de uma aposentada e uma moradora de rua. O contato entre dois diferentes mundos gera enorme reflexão. Um teatro político feito com muito talento e delicadeza.
Tucarena (r. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212). Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50. 12 anos. Até 27/7/2014.

TOC TOC 06 red1 Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Agora na zona norte: sala de espera divertida faz rir o público em Toc Toc - Foto: Tutti Pasqua

Toc Toc
Tem gente que não consegue ter sossego. Este é o mote da peça que aborda a doença TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), sob direção de Alexandre Reinecke, um dos diretores mais produtivos de nosso teatro. Na espera de uma consulta médica, os personagens se encontram e começam a contar seus dilemas, divertindo a plateia. No elenco estão Adriana Fonseca, Andréa Mattar, Didio Perini, Ithamar Lembo, João Bourbonnais, Laura Carvalho, Maitê Diniz e Paula Tonolli. Quando a loucura alheia vira trampolim para o riso.
Teatro APCD (r. Voluntários da Pátria, 547, Santana, metrô Tietê,  São Paulo, tel. 0/xx/11 2223-2424). Sábado, 21h; domingo, 19h; R$ 50 e R$ 60. 14 anos. Até 28/9/2014.

vinganca joao caldas Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Astros do teatro musical, Amanda Acosta e Leandro Luna estão em Vingança - Foto: João Caldas

Vingança
O musical escrito por Anna Toledo é baseado nas canções do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, autor de Nervos de Aço. A peça investe na nossa MPB para conquistar o público com muita paixão em cena, sob direção de André Dias. Na montagem, um amor fogoso entre uma dançarina e um contraventor no começo do século 20. No elenco, estão Amanda Acosta, Leandro Luna, Andrea Marquee, Anna Toledo, Jonathas Joba e Sérgio Rufino. Uma volta aos tempos de amores impossíveis e melodramáticos.
Teatro Jaraguá (r. Martins Fontes, 71, Centro, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-4380). Quarta e quinta, 21h. R$ 40. 16 anos. Até 11/9/2014. Leia a crítica.

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FOTO 04 Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Cena do espetáculo Pièces montées – Le Jour de la Noce & Les Brumes du Lendemain - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um palco crucial para a história do teatro brasileiro. Assim pode ser considerado o tablado do Teatro Aliança Francesa, no número 182 da rua General Jardim, na República, centro de São Paulo.

teatro alianca francesa Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Palco do Teatro Aliança Francesa: muito da história do teatro passou por este lugar que completa 50 anos - Foto: Divulgação

O espaço foi aberto no fatídico mês de 1964, às vésperas do golpe militar de 50 anos atrás. Serviu como base da resistência artística e também completa 50 anos, sempre incentivando a aproximação cultural entre o teatro francês e o brasileiro.

Já passaram por seu palco nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Sérgio Cardoso, Marília Pêra, Antônio Fagundes, Eva Wilma, Regina Duarte, Stenio Garcia e Sandra Corveloni.

Neste ano, uma programação especial comemora o cinquentenário do espaço, com atividades geridas pelo diretor pedagógico-cultural, Marc Boisson, e terá Sérgio Coelho comandado as atividades paralelas, com leituras e debates.

No dia 27 de agosto acontecerá a festa de abertura com uma apresentação especial da peça Não se Brinca com o Amor, de Alfred de Musset, com direção de Anne Kessler, da Comédie Française, em uma montagem com atores brasileiros que estará em temporada entre 5 de setembro e 26 de outubro.  No enredo da tragicomédia de inspiração autobiográfica, a história de Camille e Perdican, dois jovens que predestinados a se casar desde a infância a se casar.

Nos dias 29 e 30 de agosto haverá o espetáculo Conto sobre Mim – Contes sur Moi, uma produção Brasil–Québec, com direção de Julie Vincent: cinco cenas curtas protagonizadas, cada uma, por pares de personagens que vivem em cinco décadas diferentes do século passado.

Ainda tem mais: em única apresentação, no dia 02 de setembro, acontece Pièces Montées – Le Jour de la Noce & Les Brumes du Lendemain, do Théâtre AMAZONE - La Rochelle (França), com direção e adaptação de Laurence Andreini, livremente inspirado em Bourvil, Brecht, Lagarce, passando por Pinter, Brassens e Albee. A trama narra as etapas mais emocionantes da experiência de um casal a partir do momento da escolha de sua união.

alexandre borges estevam avellar Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Alexandre Borges dirige Muro de Arrimo - Foto: Estevam Avellar

O dia 7 de outubro reserva a La Compagnie Théâtre des Hommes, que encena o espetáculo Où on va, Papa?’, com direção de Layla Metssitane. Inspirado no premiado livro homônimo do escritor Jean-Louis Fournier, com certo humor negro, esse conto de fadas às avessas conta relatos de um pai com seus filhos portadores de necessidades especiais.

Sucesso de 1975

Fechando o ciclo de eventos e comemorações, em novembro estreia o espetáculo Muro de Arrimo de Carlos Queiroz Telles, que marcou história no Teatro Aliança Francesa em 1975. Quando estreou, o monólogo deu destaque ao pedreiro Lucas, então interpretado por Antônio Fagundes, com direção de Antônio Abujamra.

Tanto que , na época, recebeu os prêmios Molière e Anchieta de melhor autor para Carlos Queiroz Telles; Molière de melhor direção para Antônio Abujamra e APCA de revelação de cenografia, para o então estreante Elifas Andreato, irmão do ator Elias Andreato.

Nessa nova montagem, o papel do pedreiro Lucas ficará com o ator Fioravante Almeida, e a direção, com Alexandre Borges.

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blog madame sata Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

O ator Sidney Santiago Kuanza em cena da peça Cartas a Madame Satã... - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo recebe neste fim de semana um contingente de mais de 4 milhões de turistas, que são atraídos à cidade por conta da 18ª Parada Gay, ou Parada do Orgulho LGBT, o maior evento do calendário da cidade. Eles gastam cerca de R$ 188 milhões. E boa parte deste contingente costuma ser público interessado em atividades culturais. O Atores & Bastidores do R7 selecionou alguns espetáculos na cidade que dialogam com este público. Veja só:

Os Crespos 035 ok 1 Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Peça da Cia. Os Crespos na Roosevelt - Foto: Divulgação

Cartas a Madame Satã ou Me Desespero Sem Notícias Suas 
A nova produção da Cia. Os Crespos mostra um homem, vivido por Sidney Santiago Kuanza. Ele está em um quarto, onde que escreve cartas para Madame Satã, o lendário personagem da Lapa, bairro boêmio do Rio. Os atores Vitor Bassi e Luis Navarro participam em vídeo. Lucélia Sergio dirige a obra que aborda a homoafetividade de homens negros. "Vamos falar do assunto sem nos deixar intimidar por tabus", diz a diretora.
No Teatro Studio Heleny Guariba (praça Roosevelt, 184, metrô República, tel. 0/xx/11 3259-6940). Dia 2/5, 21h; 3/5, 21h; 4/5, 19h; 9/5, 21h; 10/5, 23h59; 11/5, 22h; 17/5, 21h; e 18/5, 19h. 14 anos. R$ 15. Até 18/5/2014.

Dark Room Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Dark Room: descobertas - Foto: Divulgação

Dark Room
O texto de Mário Viana conta a história de um jovem chamado Wesley (Márcio Lima), que vai descobrir uma verdade desconcertante sobre seu pai. O mundo gay serve de cenário para esta descoberta, que promete deixar a plateia com o coração na mão em muitos momentos. No elenco, também estão Murillo Effe, que dirige a obra, e Natasha Rasha.
No Teatro do Ator (praça Roosevelt, 184, metrô República, tel. 0/xx/11 3257-3207). Sexta, 21h30. 16 anos. R$ 50. Até 25/7/2014.

o amante do meu marido Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

O Amante do Meu Marido: riso e preconceito - Foto: Divulgação

O Amante do Meu Marido
Um senhor aposentado tem um velho sonho: encenar uma peça de teatro. Até que consegue trabalho no palco, como um homossexual em uma peça. A situação gera situações complicadas para ele. Por meio do riso, a peça deixa evidente que o preconceito ainda está arraigado em boa parte da população.
No Teatro Ruth Escobar (r. dos Ingleses, 209, metrô Brigadeiro, tel. 0/xx/11 3289-2358). Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h30. 12 anos. R$ 50 e R$ 60 (sáb). Até 29/6/2014.

as mocas o ultimo beijo ricardo martins Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Cena de As Moças: amor delicado - Foto: Ricardo Martins

As Moças - O Último Beijo
Na tumultuada década de 1960, com a ditadura e a repressão de pano de fundo, enquanto os jovens vivem o começo da era de liberação sexual, uma jornalista e uma jovem atriz dividem um apartamento e fazem importantes descobertas.
No Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, metrô República, tel. 0/xx/11 3258-4449). Quarta e Quinta, 21h. 14 anos. R$ 40. Até 15/5/2014.

humanidade Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Cena da peça Não Fornicarás - Foto: André Stefano

E se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias
O grupo Os Satyros encena sete diferentes montagens todo domingo, a partir das 14h, cada uma com 50 minuto s de durção. Todas abordam a relação do homem contemporâneo com as novas tecnologias. E com o sexo também. Em Não Morrerás (15h30), a diva Phedra D. Córdoba canta Beatles.
No Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República, tel. 0/xx/11 3258-6345). Domingo, entre 14h e 23h59. 16 anos. R$ 20. Até 28/9/2014.

 

PHEDRA ANDRE STEFANO Peças abordam diversidade sexual em São Paulo

Phedra D. Córdoba canta Beatles em Não Morrerás: todo domingo, às 15h30, no Satyros 1 - Foto: André Stéfano

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curitiba 11 otempoefluidoaqui jorge mariano Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Jovens atores ocuparam o palco na peça O Tempo É Fluido Aqui - Foto: Jorge Mariano/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

O Fringe é a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, que chega ao fim neste domingo (6), após 13 dias de festa teatral na capital paranaense e público total de 230 mil pessoas no maior evento das artes cênicas do Brasil. Destacar-se em meio a mais de 400 peças é tarefa difícil. O Atores & Bastidores do R7 reuniu algumas imagens de montagens que marcaram o evento com sua proposta de diversidade, como a obra curitibana O Tempo É Fluido Aqui (foto acima), dirigida e escrita por Alexandre Bonin, que reuniu jovem elenco para discutir as escolhas de cada um.

Veja, abaixo, outras peças que deram seu recado no Fringe:

curitiba 1 jorge mariano whiskyehamburguer Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Patricia Vilela e Mario Bortolotto em Whisky e Hamburguer - Foto: Jorge Mariano/Clix

Dramaturgo reconhecido, Mario Bortolotto estreou no Festival de Teatro de Curitiba seu novo drama, Whisky e Hamburguer, no qual contracenou com Patricia Vilela. A obra conta a história de um homem abandonado pela mulher, que mergulha na depressão até receber a visita de uma amiga.

curitiba 2 resta um jorge mariano Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Resta 1 foi a a posta da Cia. Antropofocus no Festival de Curitiba 2014 - Foto: Jorge Mariano/Clix

E no Fringe não faltou espaço para comédia. A peça Resta 1, da Antropofocus, de Curitiba, reuniu um verdadeiro time de improvisadores no palco. Com direção de Andrei Moscheto, a obra divertiu o público do Teatro Regina Vogue.

curitiba 3 sobreatosepalavras annelize tozetto1 Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Mineiros se inspiraram em Goethe para criar Sobre Atos e Palavras - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Vindos de Belo Horizonte, os artistas da Cia. Exposta de Teatro apresentaram a peça Sobre Atos e Palavras. Em cena, um embate entre um escritor e um advogado inspirado no livro Fausto, de Goethe. Com direção de Mariana Bizzotto, a obra foi encenada por Bia Rodrigues, Thiago Di Nazaré e Marco Fugga.

curitiba 4 nordeste pra frente lina sumizono Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

A turma do grupo Bando do Padim Vô, de Camaçari (BA), mostrou a força nordestina no palco - Foto: Lina Sumizono/Clix

O Fringe também guardou lugar para as tradições nordestinas. O espetáculo Nordeste pra Frente, do Bando do Padim Vô, de Camaçari, na Bahia, levou o ritmo de sua terra para o palco do Solar do Barão. O público vibrou com o musical composto de cordéis dos nove Estados da região mais alegre do País. A direção é de Enoque Norberto.

curitiba 5 e toda vez que ela passa susan sampaio Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

João Butoh dirigiu atores da melhor idade em E Toda Vez que Ela Passa Vai Levando Qualquer coisa Minha - Foto: Susan Sampaio/Clix

E houve espaço também para atores da melhor idade. A peça E Toda Vez que Ela Passa Vai Levando Qualquer Coisa Minha, dirigida por João Butoh com artistas da cidade paulista de São Simão, comoveu os curitibanos com seus fantasmas andando pelo centro histórico.

curitiba 6 o testamento do cangaceiro lina sumizono Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Vindo de Catanduva (SP), espetáculo O Testamento do Cangaceiro agradou quem assistiu à obra no centro curitibano - Foto: Lina Sumizono/Clix

A força do cangaço brasileiro invadiu as ruas do centro curitibano com a peça O Testamento do Cangaceiro, da Cia. Dell'arte, de Catanduva, no interior de São Paulo. Contaram a história de Cearin, um moço nordestino que tenta a sorte na cidade grande. O povo aplaudiu.

curitiba 7 oqueequeobaianotem daniel isolani Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Força e charme do povo da Bahia povoaram a peça O Que É Que Esse Baiano Tem?, do grupo Teatral Aslucianas, do Rio - Foto: Daniel Isolani/Clix

Quem viu a apresentação da peça O Que É Que Esse Baiano Tem? poderia imaginar que o grupo era de Salvador. Grande engano, a montagem é carioquíssima. Na verdade, é uma homenagem à Bahia feita pelo Grupo Teatral Aslucianas, do Rio, embalada pelas canções de Dorival Caymmi, que completaria 100 anos em 2014. Belo presente.

curitiba 8 para poe humberto araujo Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Thiago Inácio em cena de Para Poe, da Cia. Transitória, de Curitiba - Foto: Humberto Araújo/Clix

A turma da Cia. Transitória manteve sua presença forte na mostra Coletivo de Pequenos Conteúdos, no TUC (Teatro Universitário de Curitiba), dentro do Fringe. Uma das obras apresentadas foi Para Poe, com um ser exótico com dramas existenciais vindos direto da década de 1980. Surreal.

curitiba 9 inquilibrio ester gehlen Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Adriano Brandão, de Cascavel, interior do Paraná dá o grito que o transforma no palhaço Tupisco Papipaquígrafo - Foto: Ester Gehlen/Clix

O palhaço também foi para a rua durante o Festival de Teatro de Curitiba. Neste caso, vindo diretamente de Cascavel, no interior do Paraná. Seu nome? Tupisco Papipaquígrafo, criação do artista Adriano Brandão, que conclamou o público a usar a imaginação em Inquilíbrio. Coisa boa.

curitiba 10 mercedez com z jorge mariano Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Comédia do Distrito Federal foi representada com Mercedes com Z - Foto: Jorge Mariano/Clix

Os brasilienses não poderiam ficar de fora do Fringe. A trupe Os Melhores do Mundo levou sua peça Mercedes com Z, dirigida por Adriana Nunes. Com um cenário digno de Almodóvar, contou as mazelas de uma simples dona de casa. Com direito a muito riso e também emoção.

curitiba 12 ohomemqueacreditava susan sampaio Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Vindo de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, monólogo O Homem que Acreditava homenageou o escritor gaúcho Caio Fernando Abreu - Foto: Susan Sampaio/Clix

E houve direito também a homenagem literária no Festival de Teatro de Curitiba, 2014. O monólogo O Homem que Acreditava lembrou a obra de Caio Fernando Abreu no Fringe, no Teatro Mini-Guaíra. Marcio Meneghell, do Núcleo Rindo à Toa, subiu ao palco dirigido por Edson Bueno. Comoveu a plateia.

curitiba 13 oolhardeneuza lina sumizono Veja destaques do Fringe no Festival de Curitiba

Fabiana Ferreira assumiu o palco com o monólogo O Olhar de Neuza - Foto: Lina Sumizono/Clix

E entre os monólogos do Fringe esteve O Olhar de Neuza, sobre as agruras de uma mulher na menopausa. A peça da Cia do Abração, de Curitiba, integrou a Mostra Internacional de Solos do evento.Fabiana Ferreira assumiu a personagem-título, sob direção de Letícia Guimarães. Mostrou que é preciso se redescobrir.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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