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ENO 0155 A força da dança da musa Mariana Matavelli

A bailarina e atriz Mariana Matavelli: das aulas no ABC para os palcos do mundo - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

Se alguém contasse para a menina de São Bernardo do Campo que um dia ela seria uma das garotas da TV, provavelmente não acreditaria.

A filha do fotógrafo Fernando Ferreira e da assistente administrativa Maria Aparecida começou bem cedo.

Mariana Matavelli, bailarina e atriz que integrou a montagem da peça Garota Glamour, de Wolf Maya, em 2007, hoje vive o próprio enredo da montagem em sua vida. A obra mostrava os bastidores da televisão, com meninas cheias de sonhos.

Recentemente, foi eleita Musa do Teatro R7, por sua atuação no musical Crazy for You, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello.

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Mariana Matavelli: muitas aulas de dança até alcançar o sucesso - Foto: Eduardo Enomoto

Glamour não falta à trajetória de Mariana. E muito suor também.

Com dois anos, já fazia ballet e ginástica artística. Enquanto dava seus primeiros movimentos, teve o corpo treinado para ter graça, forma e elegância.

Estudou em escolas como o Instituto de Arte Coreográfica e o Ballet Quartier Latin, ambos em Santo André, no ABC Paulista. Competiu em grandes festivais, como o de Joinville, onde ganhou o primeiro lugar em dança neoclássica.

mariana matavelli eduardo enomoto A força da dança da musa Mariana Matavelli

Mariana Matavelli: ela é uma das garotas da TV - Foto: Eduardo Enomoto

Passou a explorar cada vez mais os caminhos da dança. Fez jazz, sapateado, street dance, dança de salão. Queria testar seus limites, com fome de aprendizado.

Aos 15 anos, dançou pela primeira vez na TV, no Criança Esperança, da Globo. Foi um momento marcante, de muita emoção para aquela menina.

Encorajada pela experiência, no ano seguinte fez os testes para o espetáculo O Musical dos Musicais, de Wolf Maya. Passou.

A menina que pensava fazer arquitetura ou fisioterapia, se viu mergulhada, de repente, no teatro.

— Era muito tímida, fechada. O teatro me ajudou a me abrir, a começar a falar mais, aprendi muito. Nunca imaginei que faria um musical.

O talento foi logo percebido e Wolf Maya a convidou para fazer seu novo musical, Garota Glamour, que revelou nomes como Felipe Galgani, Paola Crosara, Marilice Consenza, Rosy Aragão, Andreia Vieira, Bruna Guerin e Karin Roepcke.

— Já estava mais madura no palco, com mais noção.

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O talento de Mariana Matavelli logo a levou para dançar na televisão - Foto: Eduardo Enomoto

Na mesma época, ficou amiga da colega de elenco Paola Crosara, que assumiu a coreografia do balé da Record. Foi chamada para dançar no programa O Melhor do Brasil, ainda com Márcio Garcia. Logo, este foi para a Globo e Rodrigo Faro assumiu o programa. E Mariana permaneceu.

— Dancei em todos os programas da Record.

No último mês, participou com destaque do quadro Isso eu Faço, no programa Hora do Faro. Rodrigo Faro, ao saber que Mariana Matavelli foi eleita Musa do Teatro R7, falou à reportagem: "Os internautas do R7 são espertos, porque a Mari é excelente. Eu já esperava a vitória dela!".

O empenho de Mariana nos bastidores da TV foi logo percebido por Paola, que a convidou para ajuda-la na coreografia das meninas.

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Mariana Matavelli já dançou para grandes cantores como Leonardo e Gusttavo Lima - Foto: Eduardo Enomoto

Em 2009, quis experimentar novos palcos e entrou para o grupo de bailarinos do cantor Leonardo. Ficou três anos e teve a experiência de dançar em todo o Brasil, e também no exterior, em lugares como Angola e Estados Unidos.

No mesmo tempo, também integrou a companhia da coreógrafa Fernanda Chamma, o baile da dupla Teodoro e Sampaio e até dançou na gravação do DVD de Gusttavo Lima.

— Minha vida era uma loucura. Vinha para casa só para trocar a mala.

Com o incentivo da TV, começou também a coreografar nos palcos. Foi assistente da direção de coreografia do musical Meu Amigo Charlie Brown.

— Bailarina não é para a vida toda. Penso, no futuro, em continuar na área de musicais, trabalhando como coreógrafa. Gosto também de estar na plateia, vendo se tudo ficou perfeito. Já estou abrindo novos caminhos.

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Um degrau de cada vez — Mariana Matavelli investe também na carreira de coreógrafa: "Vou abrindo caminhos" - Foto: Eduardo Enomoto

Em 2013, ficou sabendo das audições do novo musical de Claudia Raia, Crazy for You. Resolveu que poderia ser uma boa oportunidade para sossegar um pouco em casa e se concentrar.

— Assim que soube das audições, voltei a fazer aula de sapateado e jazz. Fui fazer o teste e sabia que iria passar. Senti que era meu.

Fez a temporada de sucesso em São Paulo e no momento está também na temporada carioca.

— No segundo semestre vamos voltar para São Paulo para fazer uma temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso. O musical Crazy for You é um grande sucesso.

Mariana conta que no musical o cuidado com o artista é muito grande.

— A Claudia Raia é muito cuidadosa, prestativa. Presta atenção no elenco. Se não está bom, ela chega e fala. Se vê alguém com dor, fala para não fazer. Ela sempre tenta resolver os problemas que surgem nos bastidores. Ela é muito dedicada com o que faz. E isso é um exemplo para todos nós.

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Após estudar muito, Mariana Matavelli ganhou vaga no musical Crazy for You, de Claudia Raia, em cartaz no Rio e que volta a SP no segundo semestre: "Sabia que era meu" - Foto: Eduardo Enomoto

Nos bastidores de Crazy for You, reencontrou amigas dos tempos de Garota Glamour.

— A gente brinca muitos nos bastidores e vê o tanto que cada uma de nós cresceu. O mundo dá muitas voltas. Estamos mais amadurecidas. Então, este reencontro é muito forte para todos nós.

Sobre investir mais em atuação, ela diz que prefere misturá-la sempre aos passos. Daí sua preferência pelos musicais. E diz, sem sombra de dúvida:

— A dança é o meu forte.

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Mariana Matavelli quer trajetória no mundo dos musicais: "A dança é o meu forte" - Foto: Eduardo Enomoto

 

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Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 4 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Aos 24 anos, o artista carioca Otto Barros é o diretor de cena do Teatro Oficina, um dos mais importantes grupos teatrais do Brasil dirigido por Zé Celso Martinez Corrêa em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

Quando deixou o tradicional bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, Otto Barros pensou que fosse parar em Buenos Aires, sonho antigo que ele não sabe direito explicar por quê.

otto barros foto eduardo enomoto 8 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros: ele queria ir para Buenos Aires, mas terminou em São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Acabou no meio do caminho, em São Paulo, ou Sampã, como dizem os integrantes do Teat(r)o Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, do qual faz parte.

Otto tem nome que homenageia o tio que deu força para o namoro de seus pais. Nasceu no Rio, em um inverno, no dia 15 de junho de 1989. A vida artística deu sinais ainda na escola, nas peças infantis. Cresceu e o teatro invadiu sua vida.

A estreia profissional foi aos 15 anos, com a diretora Goreth Albuquerque, em Roda Mundo Severino, uma adaptação de Morte e Vida Severina, do poeta João Cabral de Mello Neto.

Depois, foi trabalhar com Nelsinho Rodrigues, filho do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, em uma adaptação para A Vida como Ela É.

O ano de 2010 chegou e com ele veio o desejo de ir embora do Rio. Entrou em uma crise e resolveu sair fora. Justamente nesta época, o Oficina estava em cartaz na cidade. Ele ainda não fazia ideia da existência do grupo.

Estava cansado das oficinas de teatro, “com aquela coisa de ficar andando pelo espaço”, e foi ver Cacilda!!. A então diretora de cena do Oficina, Elisete Jeremias, o confundiu com um dos oficineiros e pediu que o ajudasse a embalar algumas coisas. Obedeceu. Está no Oficina até hoje.

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Em 2010, Otto Barros deixou o bairro de Vila Isabel, no Rio, pelo centro paulistano - Foto: Eduardo Enomoto

O convite inicial foi se mudar para São Paulo, para ser assistente de Elisete, que logo virou mestre. Sua mãe, Denise, ficou preocupada. Mas apoiou o filho. É do tipo “protetora à distância até hoje”, define.

Fez as malas sem pensar muito e chegou em São Paulo em 27 de novembro de 2010, justamente quando o grupo fazia Dionisíacas, logo após Silvio Santos ceder o terreno ao lado para o Oficina utilizar em suas peças, marco histórico na disputa entre Zé Celso e o empresário.

Após mais de três anos na cidade, diz que ainda não conhece a metrópole direito — a primeira vez que pisou no Memorial da América Latina foi para fazer esta reportagem. Também conta que ainda sofre com o frio. Revela que estar no Oficina é uma espécie de mergulho intenso, com uma relação de afeto com os companheiros de cena.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 31 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Após mais de três anos em São Paulo, Otto Barros diz que ainda não conhece a cidade - Foto: Eduardo Enomoto

Dois anos depois que chegou, Elisete Jeremias deixou o Oficina. Otto precisou assumiu as rédeas da função de diretor de cena. Já a tinha substituído certa vez, em Macumba Antropofágica, quando ela precisou ausentar-se para participar da Quadrienal de Praga.

“Sem dúvida foi uma passagem de bastão. Mas não foi uma substituição. Não cheguei porque ela saiu. Ficamos dois anos trabalhando juntos. A saída da Elisete foi algo natural. Sinto que ela vai voltar em algum momento. Ela é de casa. O Oficina sente assim. Ela só está dando um tempo”. Conta que os ensinamentos de Elisete são utilizados em seu cotidiano. “Quando surge um problema, eu penso: ‘como que a Elisete resolveria isso?’. Sempre me ajuda. Ela ainda está presente. Deixou um legado.”

No Oficina, o diretor de cena está evidente o tempo todo. Integra o elenco no teatro projetado por Lina Bo Bardi que aboliu a diferenciação entre palco, plateia e coxia. Não há bastidores. Tudo é cena. Otto considera isso maravilhoso: “Tudo se mistura e passa por mim”.

Como sua função que exige atenção o tempo todo — é responsável pelo bom andamento técnico dos espetáculos, que no Oficina podem ultrapassar as cinco horas —, diz que é um trabalhão atuar e manter-se atento ao mesmo tempo. Mas sempre tudo dá certo. “Tem uma magia, as pessoas estão atentas aos sinais”. Para estar alerta, faz questão de chegar cedo e se aquecer por pelo menos duas horas.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 61 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros precisa estar atento o tempo todo durante as peças do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Revela que a maquiagem pesada e o figurino que usa em Walmor Y Cacilda 64: O Robogolpe, a atual peça do Oficina, o ajuda a entrar no clima: “É uma pintura quântica. Tudo parece um quadro de Picasso”.

Otto conta que Zé Celso virou um “amigo muito querido”. Afirma que o diretor “é um encenador muito esperto, que sabe o que quer e aproveita muito as pessoas no jogo”. “O Zé é um gênio do amor, da sensibilidade e do teatro. Traduz nele mesmo sua direção. Ele faz um movimento e eu já saco o que ele quer. E não tem essa coisa de mito. Eu chego ao teatro e ele está lá, se alongando. Quando pede para eu ir buscar um lanche, o chapeiro da lanchonete já sabe fazer do jeito que ele gosta. O Zé é simples. E genial ao mesmo tempo”, define.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros mora no 19º andar de um edifício na avenida São João - Foto: Eduardo Enomoto

Quando precisa de tempo para si, vai para a varanda de seu apartamento, no alto do 19º andar do edifício na esquina de avenida São João com Duque de Caxias, coração do centro paulistano. “Gosto do centro, da cidade. Essa coisa de ficar no campo andando a cavalo e comendo fruta não é comigo. Não consigo”. É claro que há inconvenientes, mas prefere ver o lado bom. “Outro dia roubaram minha bicicleta, mas agora estou andando a pé e estou achando ótimo”.

Sobre o futuro, diz não fazer planos: “Acho ótimo não saber tudo o que quero. Estou vivendo. Só sei que quero continuar no teatro. Ah, e quero mais dinheiro para o teatro do que para a Copa”.

Otto Barros Foto Eduardo Enomoto 2014 2 “Quero mais dinheiro para teatro do que para Copa”, diz Otto Barros, diretor de cena do Oficina

Otto Barros: "Mais dinheiro para teatro do que para Copa do Mundo" - Foto: Eduardo Enomoto

Walmor y Cacilda 64: O Robogolpe
Quando: Sábado, 21h; domingo, 19h. 120 min. Até 29/6/2014
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores da Bela Vista, com comprovante de residência); grátis no dia 17/5/2014 por conta da Virada Cultural, ingressos distribuídos a partir das 20h
Classificação etária: 16 anos

Agradecimento: Memorial da América Latina (Marília Balbi) e Oficina (Beto Mettig).

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Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 1 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

A leveza da atriz peruana Marba Goicochea: poesia na arte brasileira - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

Numa cidade feita de gente de toda parte do Brasil e do mundo, cada qual carregando o seu sotaque, sua cultura, a fala da atriz peruana Marba Goicochea é a cara de São Paulo.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 2 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba Goicochea no Memorial da América Latina: peruana é a cara da arte de São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

O teatro paulistano, que afirma sempre por aí ter pretensões de dialogar com a diversidade a seu entorno, precisa saber que artistas como ela são fundamentais.

Por isso, a ausência de Marba Goicochea nos palcos empobrece a arte e a cidade.

Marba fez sucesso em peças como El Truco, com Os Satyros, em 2007, e Máquina de Dar Certo, com a Cia. Bruta de Arte, dirigida por Roberto Audio, em 2012.

Sempre utilizando sua figura ímpar como potência poética.

Marba veio de Lima, no Peru, já faz mais de dez anos. Até pouco tempo atrás, morava na praça Roosevelt, reduto do teatro paulistano, onde tem amigos por todos os lados.

Agora, está na vizinha rua Avanhandava, onde há menos barulho de skates e bares, permitindo um sono melhor. Afinal, ela acorda cedo para dar suas aulas de espanhol.

A atriz é doce. Tem uma energia do bem. Que encanta e comove. Passar um tempo ao lado de Marba mexe com a gente.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 8 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

É cheia de doçura e sensibilidade que Marba Goicochea posa para o fotógrafo Eduardo Enomoto

É com essa doçura que ela posa para o fotógrafo Eduardo Enomoto no Memorial da América Latina. Tímida, vai ouvindo as dicas. Aprende rápido. Faz bonito.

Depois, debaixo de uma sombra, tenta, com o português mais lindo do mundo, explicar sua ausência nos palcos. Diz não foi uma decisão só sua. Foram circunstâncias da vida. E também de oportunidades que não chegaram. Mas vão chegar.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 4 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba ficou mais de um ano longe dos palcos: circunstâncias da vida - Foto: Eduardo Enomoto

Seu retorno foi no último festival Satyrianas, no fim de 2013, na peça Escola de Tiranos, dirigida por Fransérgio Araújo, com a pesquisa Teatro Selvagem da Cia. Ópera Ritual.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 51 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

A atriz peruana Marba Goicochea: sem ela, e seu sotaque, o teatro fica sem sem poesia - Foto: Eduardo Enomoto

Mesmo no horário das 4h da madrugada houve fila e disputa por entradas. Muitos saíram falando que o grande charme era a menina que falava castelhano.

Por mais que ela seja tímida, sempre é assim quando ela é colocada sob os holofotes.

Marba gosta de trabalhar em processos colaborativos. Onde possa propor algo como artista. Assim será na performance Estylhaço Black!_Obra-Player, uma série de intervenções no espaço urbano, misturando realidade e ficção a partir de junho. A direção é de Pedro Paulo Rocha, filho do cineasta baiano Glauber Rocha, um dos maiores nomes do cinema brasileiro.

Enquanto outras oportunidades não vêm no teatro, no cinema e na TV, ela aproveita o tempo livre para estudar.

Já é formada em cinema e TV no curso de Ciências da Comunicação da Universidad de Lima. E também se formou em musicoterapia no Brasil. E acaba de trancar o oitavo semestre de psicologia para investir no curso de licenciatura em português e espanhol.

Revela que quer melhorar a língua falada de seu cotidiano brasileiro e ainda obter titulação para continuar suas aulas de espanhol em escolas também – Marba é professora requisitada na cidade, reverenciada por alunos que vão de empresários a crianças.

Se a língua máterna caminha junto de seu português, o sotaque sempre foi um fantasma. Que conseguiu assustá-la muitas vezes.

olhos marba goicochea foto eduardo enomoto 2014 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Os olhos de Marba Goicochea: a doce força de uma atriz que resiste - Foto: Eduardo Enomoto

Marba já escutou que precisava perder seu sotaque a qualquer custo. Senão, não teria trabalho. Mas – ainda bem – ouviu de gente mais sensível que seu sotaque trata-se, justamente, de seu bem mais precioso, seu diferencial expressivo.

Num mundo tão pasteurizado pela televisão, que uniformiza tudo e todos, é fundamental que o teatro abra espaço para a resistência de distintos sons. Sons que são realidade na metrópole cosmopolita.

Marba sabe que precisa enfrentar o preconceito por falar diferente dos demais. Mas, pelo menos, já desistiu de se tornar igual a todo mundo. O que faz muito bem.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 61 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba Goicochea já desistiu de tentar ser igual a todos e perder o sotaque, o que faz muito bem - Foto: Eduardo Enomoto

“Fico triste que ainda exista este tipo de preconceito, porque queria trabalhar muito mais. Já cheguei a pensar: será que eu devo mesmo perder o sotaque? Amo atuar. Ficar longe da minha profissão é muito duro. É triste. Quem é contra o sotaque internacional, também vai ser contra o sotaque baiano, mineiro... É um preconceito retrógrado nesta época de tanto intercâmbio mundial. Falar que eu preciso perder o sotaque é o mesmo que dizer que o brasileiro precisa se adaptar ao inglês americano para conquistar algum lugar no mundo. Por que tem de perder o sotaque? Se ele é justamente a nossa riqueza? É a diferença que deixa a vida mais bonita”, diz.

Marba está coberta de razão.

Marba Goicochea Foto Eduardo Enomoto 2014 31 A poesia do sotaque peruano de Marba Goicochea

Marba Goicochea: "A diferença é que deixa a vida mais bonita" - Foto: Eduardo Enomoto

Agradecimento: Memorial da América Latina (Marília Balbi); Carmem San Diego (maquiagem); Finéias (cabelo) e Otto Barros.

Leia o perfil de Marba Goicochea!

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ERN 46821 Jovem ator de Maringá, Nathan Gualda espera crescer na carreira após Festival de Curitiba

Nathan Milléo Gualda: após teatro, ele também quer fazer cinema e TV - Foto: Ernesto Vasconcelos/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotoa de ERNESTO VASCONCELOS e JULIANA HILAL/Clix

No Festival de Teatro de Curitiba, que acontece até o próximo domingo (6), jovens atores sonham em crescer na carreira e conquistar novos públicos. Gente como Nathan Milleó Gualda, de 21 anos.

Natural de Maringá, no interior do Paraná, ele mora em Curitiba há quatro anos e três meses, como conta ao Atores & Bastidores do R7. Dividiu apartamentos com primas, mas agora já tem sua independência e mora sozinho na capital paranaense.

– Fiz o bacharelado em artes cênicas na FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e também o curso de formação de atores do Cena 1. Meus pais sempre me apoiaram.

Tanto empenho já rendeu frutos. Ele ganhou em 2013 o Troféu Gralha Azul de ator revelação pelo desempenho na obra Algum Pontinho no Caminho entre o Céu e a Terra.

Agora, teve uma chance importante neste festival. Fez um pequeno papel na premiada peça carioca A Arte da Comédia, na qual viveu o sacristão.

Ele também integra dois infantis em cartaz no evento: Os Fantásticos Equilibristas e Rapunzel e Mais Algumas Histórias Cabeludas, todas dirigidas por Mauricio Vogue no teatro Regina Vogue. E quer mais.

– Acho que as coisas estão começando a acontecer para mim aqui em Curitiba. Quero muito fazer cinema e também sou aberto à TV. E nunca parar de fazer teatro, porque para mim o teatro é um ato de amor ao próximo, de mostrar novas possibilidades de vida.

IMG 6302 Jovem ator de Maringá, Nathan Gualda espera crescer na carreira após Festival de Curitiba

Nathan Milléo Gualda: de Maringá, ele dá os primeiros passos em Curitiba - Foto: Juliana Hilal/Clix

 

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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beatriz aquino foto bob sousa 143 Conheça Beatriz Aquino, a beleza e o talento da musa do teatro que veio do mundo dos negócios

Beatriz Aquino, no palco do Espaço dos Satyros: musa do teatro - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Quem viu a peça Lou&Leo sabe que a atriz Beatriz Aquino é uma musa indiscutível. Chamou tanto a atenção nos palcos do Centro Cultural São Paulo e do Espaço dos Satyros 1 que foi eleita Musa do Teatro R7 pelos internautas do portal.

Cearense de Fortaleza, Beatriz teve o primeiro contato com a arte por meio da dança. Fã de Fernanda Montenegro, Pedro Paulo Rangel e Cassia Kiss, fazia balé e dança contemporânea nos tempos de pré-adolescência.

Sentiu pela primeira vez aquele frio na barriga do palco quando se apresentava em festivais. “Adorava aquela sensação”, confessa. Conta que herdou a sensibilidade da mãe, que é artesã. É caçula de oito irmãos. Em casa, “sempre foi uma bagunça”.

Com o crescimento veio a necessidade do trabalho. E a arte precisou ser deixada de lado. Mudou-se para São Paulo aos 17 anos e se formou em publicidade e propaganda pela Anhembi Morumbi, mas foi para o mundo dos negócios.

“Trabalhei durante anos como headhunter [caçadora de talentos coorporativos] em consultorias internacionais”. Conta que morou em lugares como Paris, Milão e Nova York. Mas não se sentia completa. “As relações eram muito frias, sempre voltadas ao business e à produtividade”.

Mesmo com dinheiro no bolso, se sentia “sufocada”. Decretou, então, uma revolução em sua vida; não queria mais aquilo, mas não sabia direito como recomeçar.

beatriz aquino foto bob sousa 141 Conheça Beatriz Aquino, a beleza e o talento da musa do teatro que veio do mundo dos negócios

Beatriz Aquino é de Fortaleza, morou em Paris, Nova York e Milão, e hoje vive em São Paulo - Foto: Bob Sousa

“Nesse processo de autoconhecimento, me lembrei da sensação que tinha quando dançava”, revela. Ainda em Paris, se matriculou em um centro cultural. Fez dança do ventre, capoeira, dança moderna e yoga. Com sede de aprendizado, fez workshop com a turma do Theatre du Soleil.

Assim que voltou ao Brasil, em 2010, se matriculou na Escola de Teatro Macunaíma: “Ali, nos palcos, realmente me encontrei”. Viveu “anos mágicos” no contato com professores e colegas artistas. Teve contato com textos profundos, como de Federico García Lorca.

Em 2012, estreou profissionalmente como atriz, no espetáculo A Flor de Varsóvia, texto de Luccas Papp e direção de Jacy Lage. E foi um grande desafio, já que fazia a antagonista, uma psiquiatra francesa que enlouquece ao perder os filhos na 2ª Guerra Mundial.

Sede de aprendizado

Foi ao ver a peça Luis Antonio – Gabriela, da Cia. Mugunzá, que decidiu que queria trabalhar com o diretor Nelson Baskerville. A montagem era sobre o irmão travesti do diretor. Um sucesso de público e de crítica. “Ele consegue tirar sensibilidade e beleza de um mundo ainda muito marginalizado. Acho que esse é o papel da arte no mundo. Dar voz a quem não tem”, define.

Ao saber que Baskerville dirigiria Lou&Leo, a peça biográfica sobre Leo Moreira Sá, que nasceu mulher e se tornou um homem, ela se ofereceu para dar assistência na peça. “Estava disposta a fazer qualquer trabalho desde que pudesse estar perto do Nelson, aprendendo”.

No dia a dia de leituras e ensaios ganhou a personagem Gabi, par romântico do protagonista. “No início, o Nelson não queria que a Gabi fosse personificada, mas durante o processo foi surgindo muita coisa e a Gabi nasceu”.

Para ela, a personagem é “quase um ser etéreo, meio anjo, meio demônio”. No palco, foi desafiada mais uma vez. “Tive de repensar minha relação com o corpo, pois, na peça, eu tirava a parte de cima da roupa”. E ainda cantava, conquistando de vez o público.

Em 2014, sonha em conseguir uma personagem de forte carga dramática. Acaba de voltar de Florença, na Itália, onde estudou o teatro italiano. Mergulhou em Pirandello e na comédia dell’arte.

Sem depender do tônus da pele

Revela que lida bem com a beleza. E confessa que se acha bonita, sim. “Não todos os dias, claro”, diz, sorrindo.

— Senti isso quando trabalhava no mundo corporativo. É aquela velha história, você tem que provar em dobro que é bom. Mas hoje já mudou. No Teatro não tem espaço pra isso. Você tem que estar entregue. Se for ali pra se exibir, leva uma rasteira na hora! É por isso que me apaixonei, pois posso fazer teatro até ficar velhinha, sem depender do tônus da minha pele [risos].

No futuro, quer fazer muito teatro e cinema. Num futuro mais distante, sonha em montar uma escola de teatro para crianças, em uma cidadezinha do interior de Minas ou de São Paulo.

Por conta de sua conexão com o mundo espiritual, diz que perdeu os medos. E cita Elis Regina para definir o que lhe deixa completa.

— “Eu quero uma casa no campo, onde eu passa ficar do tamanho da paz”. Este é meu conceito de felicidade.

beatriz aquino foto bob sousa 142 Conheça Beatriz Aquino, a beleza e o talento da musa do teatro que veio do mundo dos negócios

Beatriz Aquino: seu ideal de felicidade é "uma casa no campo" - Foto: Bob Sousa

 

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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carol rodrigues eduardo enomoto 1 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues: logo na primeira peça ela foi eleita Musa do Teatro R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Carol Rodrigues é boa atriz. E é linda. É também articulada. Fala bem, com um charmoso sotaque goiano.

Rodrigues é o sobrenome do avô paterno que acabou não saindo em seu nome oficial. Resolveu então adotá-lo e reinventar seu nome artístico, antes Carol Carolina. Quer coisas novas em 2014.

Termina agora o curso de atuação da SP Escola de Teatro e foi eleita Musa do Teatro R7 por sua atuação em seu primeiro espetáculo profissional: Entre Ruínas Quase Nada, do Teatro do Abandono, encenado na Casa do Povo, em São Paulo.

E isso ocorreu mesmo com sua beleza escondida atrás da feiura do fantasma de um homem com voz gutural que interpretava. Mas seu charme e vigor cênico estavam mais do que presentes.

carol rodrigues eduardo enomoto 2 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é de Goiânia, mas vive em São Paulo desde 2008 - Foto: Eduardo Enomoto

Morou até os 24 anos em Goiânia, caçula dos quatro filhos do empresário Wilton Divino da Silva e da pedagoga Vânia Silva. Com os irmãos encaminhados, entrou para o curso de relações públicas da Universidade Federal de Goiás. Durante a graduação, chegou a morar um ano em Segóvia, onde cursou a Universidade de Valladolid.

Entretanto, o teatro era uma vontade desde criança. Aos 13, entrou para um curso de teatro da Escola Musyca, onde teve aulas com Mazé Alves. Mas a urgência do vestibular a fez deixar o palco para outro momento.

carol rodrigues eduardo enomoto 5 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Morena de beleza que hipnotiza quem está à sua volta, a goiana Carol Rodrigues quer viver da profissão de atriz; ela já conquistou os internautas do R7 e acaba de se formar em atuação - Foto: Eduardo Enomoto

Chegou a São Paulo em 2008, para fazer uma pós-graduação em comunicação empresarial. Foi morar com amigos. “São Paulo é assim: você chega e jogam um chumbo na sua cabeça”, lembra.

Aprendeu a andar de ônibus e de metrô, sofreu saudade da família, demorou a encontrar sua turma. Resolveu ser atriz. “O choque da cidade me fez olhar o que eu realmente queria”.

carol rodrigues eduardo enomoto 3 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é relações públicas pela Universidade Federal de Goiás - Foto: Eduardo Enomoto

Aí o teatro apareceu. Após cursar uma escola para atores com a qual não se identificou, ficou sabendo pela amiga atriz Inara Vechina das inscrições para a SP Escola de Teatro, gratuita, o que fazia grande diferença. Passou. “Foi uma luz no fim do meu túnel”, conta.

Logo, foi conhecendo caras diversas do teatro brasileiro. E foi se compreendendo também. “Foi um crescimento que achei que nunca fosse alcançar. Entendi o que eu era e o que queria”, lembra.

carol rodrigues eduardo enomoto 4 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues acaba de concluir o curso de atuação da SP Escola de Teatro - Foto: Eduardo Enomoto

Aprendeu muitas coisas na marra. Conta que encontrou gente disposta a ajudá-la, como o coordenador de seu curso, Francisco Medeiros, o Chiquinho, e o diretor de sua peça, Filipe Brancalião.

Sobre qual é o lugar da beleza estonteante que tem, pensa, e responde: “A beleza sempre foi algo com que eu me preocupava. Sempre busquei trabalhos que pudessem me colocar em outro lugar que não fosse o da garota bonita. Fiz trabalhos assim durante todo o curso. O engraçado foi que no meu último experimento no curso, fiquei bonita em cena. Mas veio no momento certo. Já estava tranquila em relação a isso”, diz.

carol rodrigues eduardo enomoto 7 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Dona de beleza estonteante, Carol Rodrigues sempre buscou personagens complexos para interpretar, pois não quer ser apenas a garota bonita - Foto: Eduardo Enomoto

Com o diploma na mão, quer uma coisa só: “trabalhar muito”. Não tem preconceitos com seu ofício. “Quero fazer teatro, cinema e televisão. Ser atriz é algo que me faz ser quem sou, que me revelou como pessoa. Existe uma realidade sensível no artista que o coloca e o chama. Como atriz, faço uma expressão de vida. Se puder viver disso, vou ser muito feliz”.

Que assim seja.

carol rodrigues eduardo enomoto 6 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues apenas começa a subir escada de sua trajetória como atriz; ela vai longe - Foto: Eduardo Enomoto

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tiago leal eduardo enomoto 1 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Gaúcho da fronteira, Tiago Leal chamou a atenção dos internautas do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tiago Leal é gaúcho de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai. Foi criado em fazenda, longe de gente e bem mais perto da natureza. Talvez, por isso, seja ainda tímido diante de uma equipe de reportagem. Ele foi eleito Muso do Teatro R7, por conta de sua atuação no espetáculo Adormecidos, do grupo Os Satyros, em São Paulo — a obra volta ao cartaz em janeiro de 2014.

Caçula e único homem dos três filhos do fiscal rural Alberto Leal e sua esposa, Vania, ele confessa: “Sempre tive fobia de gente”. Quando era menino e chegava visita em casa, se escondia. Aos 17 anos, quando era hora de partir da cidade pequena em busca de estudo universitário, que não havia por lá, resolveu repetir o terceiro ano do ensino médio para adiar a decisão. “Gostava de ir de bicicleta para a escola. Sempre fui bicho do mato”.

Costumava brincar no teatro abandonado da sua cidade, sem saber que um dia faria do palco sua profissão.

tiago leal eduardo enomoto 2 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Tiago Leal estudou teatro em Porto Alegre e também no CPT de Antunes Filho - Foto: Eduardo Enomoto

Aos 18, não teve jeito, foi estudar direito em Porto Alegre, para alegria de sua mãe. Do lado do apartamento onde se instalou, no boêmio bairro do Bonfim, havia o Teatro Escola de Porto Alegre. Resolveu dividir seu tempo entre o estágio no Tribunal de Justiça e o palco vizinho.

Logo se enturmou e foi chamado para fazer a peça A Guerra dos Ratos, com direção de Zé Adão Barbosa, com Cia. das Índias. “Foi lá também que a Cléo De Páris começou”, revela, sobre sua hoje companheira na Cia. Os Satyros.

Neste tempo, “dormia seis horas por dia e trabalhava que nem um cavalo”. Mas fazia o que queria. “Meu diretor falava que quem nasceu para fazer teatro tinha uma maldição [risos]”.

Formou-se advogado, mas nem foi buscar o diploma. Enveredou-se de vez pelos palcos. “Fui emendando uma peça atrás da outra”, lembra. Foi dirigido por Marco Fronchetti, até que Júlio Conte lhe chamou para fazer a remontagem da peça Bailei na Curva, que tinha também no elenco o hoje consagrado ator de cinema Júlio Andrade. Viveu o sucesso.

tiago leal eduardo enomoto 31 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Tiago Leal é integrante há oito anos do grupo teatral Os Satyros - Foto: Eduardo Enomoto

“Aproveitei para juntar um dinheiro e vir para São Paulo tentar pela segunda vez o CPT [Centro de Pesquisa Teatral] de Antunes Filho”. Dessa vez, o grande diretor lhe aprovou. “Mudei com a cara, a coragem e a grana do espetáculo”, recorda.

Sobre como foi sair da posição confortável de ator de uma peça de sucesso em Porto Alegre para o posto de jovem pupilo de Antunes na capital paulista, ele opina: “Sempre fui de um lugar muito pequeno, então, não tinha nada a perder”. Ficou dois anos no CPT, até que o dinheiro acabou e ele precisou sobreviver na metrópole.

“Dividia um quarto com quatro pessoas e precisava pegar água no Sesc para beber”, lembra, sobre a fase difícil. Surgiu a possibilidade de atuar no infantil É o Bicho, dirigido por Rosi Campos. “Passei como substituto do Kayky Brito. Então, o público ia vê-lo e dava de cara comigo [risos]”. Ele recorda que foi divertido fazer o teste. “De repente, estavam todos os ‘atores sérios’ do Antunes vestidos de mosquito da dengue, de urso, de criança na audição, porque todo mundo precisava sobreviver. Lembro-me que rimos muito daquela situação”.

E aí o grupo Os Satyros surgiu em sua vida. Está há oito anos na trupe fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. “Fiz muitas coisas com eles, como a peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que virou filme depois”.

tiago leal eduardo enomoto 41 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Bem-humorado, o ator Tiago Leal ainda se lembra dos tempos difíceis de quando chegou em São Paulo: "Já dividi muito sofá e animei muita criança no Sesc Itaquera" - Foto: Eduardo Enomoto

Hoje, mora sozinho em uma região nobre do centro paulistano, o que considera uma conquista. “Já dividi muito sofá velho e animei muitas crianças no Sesc Itaquera [risos]”. Com campanhas publicitárias aliadas ao posto fixo no grupo teatral, conseguiu se estabilizar. Mas sabe que tudo sempre é imprevisível nesta profissão. “Eu gosto muito de interior. Gosto de assistir ao Globo Rural de domingo. Quem sabe um dia eu não vá criar galinhas em um sítio?”, especula.

Está se preparando para uma maratona de peças com os Satyros em 2014, ano em que o grupo vai celebrar seus 25 anos. “Estou ensaiando muito e também dou aulas na oficina de atores do grupo”.

Aos 39 anos, diz que os amigos brincam, dizendo que ele é uma senhora inglesa muito fina e um maloqueiro aprisionados juntos em um corpo de playboy. Sobre o corpo sarado e os braços fortes que chamam a atenção e fizeram dele Muso do Teatro R7, desconversa. “Estão me zoando com essa história de ser muso. Até parei de nadar, porque acho que estou muito grande”. A quem interessar possa, ele nada todos os dias às 7 da manhã na piscina do estádio do Pacaembu.

Acanhado, diz que não entende por que desperta o interesse dos outros. “Acho a minha vida tão sem graça. Sempre achei a vida do outro mais interessante. Acho que por isso virei ator”.

tiago leal eduardo enomoto 5 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

“Acho a minha vida tão sem graça. Sempre achei a vida do outro mais interessante. Acho que por isso eu virei ator”, diz o ator Tiago Leal, que sonha em um dia poder voltar para o interior - Foto: Eduardo Enomoto

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danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Criada em Vitória da Conquista, na Bahia, Danielle Rosa é o furacão do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Quem vê Danielle Rosa no palco do Teat(r)o Oficina, em São Paulo, fica boquiaberto. A atriz exala confiança em cada cena. Seduz. Um verdadeiro furacão.

Quando a gente se encontra com Danielle fora do contexto cênico percebe que ela é calma, tranquila. Parece um pouco tímida, mas se entrega. É verdadeira.

Nasceu em Campinas, São Paulo, por um mero acaso. Considera-se baiana de Vitória da Conquista, terra de Glauber Rocha, onde morou de um aos 18 anos, quando abandonou a terra natal para estudar artes cênicas na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Caçula dos cinco filhos da dona de casa Dinalva Rosa Oliveira e de João de Oliveira, que já morreu, infelizmente, ela diz ser filha "de família meio nômade".

— Decidi ser atriz com 11 anos. Lembro-me que um dia acordei e falei: vou ser atriz. Foi como se tivesse ouvido um chamado.

danielle rosa 3 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Danielle Rosa é formada em artes cênicas pela UFBA e faz teatro desde os 15 anos - Foto: Eduardo Enomoto

Só começou nos palcos aos 15, primeiro com o grupo teatral do Instituto de Educação Euclides Dantas, onde estudou. Depois, com o grupo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).

— Mudei-me para Salvador em 2013. Fui morar na Casa do Estudante da UFBA. Logo, montei com amigos o grupo Finos Trapos.

Mas a Bahia logo ficou pequena para o sonho simples e tão difícil de Danielle: sobreviver de sua profissão de atriz. Foi quando viu Os Sertões, encenação de José Celso Martinez Corrêa para o romance de Euclydes da Cunha com o Oficina em 2007. Conheceu ali o teatro que queria fazer. Decidiu que era hora de mudar-se mais uma vez.

— Vim para São Paulo com a cara e a coragem. Pensei comigo: não posso ficar esperando, preciso correr atrás do que acredito.

Sofreu muito na metrópole, mas decidiu "aguentar até o limite". Quando sente falta do acolhimento baiano, volta à terra natal para fazer "um respiro".

Entrou para o Oficina em 2011. No ano seguinte, embarcou com o grupo para a Europa, onde se apresentou na Bélgica e em Portugal com o espetáculo Bacantes. Depois, integrou Acordes, e, agora, Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, no qual chamou a atenção do R7 e de todo o público como aquela sereia do inconsciente de todos nós.

danielle rosa 2 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Sensual e de forte presença, Danielle Rosa foi um dos destaques de Cacilda!!! do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, viaja com o quarto e último espetáculo da saga sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro, que tem estreia marcada no palco do Oficina para o próximo dia 14 de dezembro.  Em meio a tantas peças, Danielle sonha ainda em fazer cinema, em conquistar estabilidade profissional cada dia mais.

Diz que gosta do jeito de fazer teatro de Zé Celso e sua turma. Conta que em "cada dia de ensaio é preciso estar plena", que vive "uma descoberta diária". Questionada de onde vem a força que demonstra em cena, pensa e responde.

— O aqui e agora é único. Isso dá muita vida a tudo o que acontece. Cada dia em que saio do fosso para fazer a cena é especial.

Sobre o destaque que teve em Cacilda!!!, explica de forma serena.

— Acho que aconteceu em parte porque sou a primeira a aparecer nua [risos]. Eu lido de forma natural com a nudez. Não penso nisso e busco a segurança no olhar das pessoas. Acredito muito em meu trabalho e neste teatro que faço. E também sou segura com meu corpo. Acho, que de alguma forma, o público sente isso também. No Oficina, sempre estou à vontade.

danielle rosa 4 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

De alma baiana, a atriz Danielle Rosa é um furacão cheio de serenidade - Foto: Eduardo Enomoto

 

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tony reis foto eduardo enomoto 2013 1 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Baiano de Salvador, Tony Reis é um dos destaques do elenco do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tony Reis é despachado. Com o ator baiano de Salvador não tem cara feia. No primeiro diálogo, abre aquele sorriso perfeito e verdadeiro de encantar qualquer um. Está em São Paulo há seis anos. Veio na marra. Tentar o sonho da vida artística. E vê, aos poucos, os projetos virarem realidade. Foi um dos destaques do espetáculo do Oficina Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, de José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond.

Começou cedo no mundo das artes. “Em Salvador, você já nasce fazendo algo artístico. Seus vizinhos batucam, a família brinca de interpretar, tem roda de capoeira, de samba e terreiro em cada esquina”. Assim, afirma que não escolheu a profissão. Foi escolhido por ela.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

A beleza marcante logo o levou para o caminho da publicidade. Fez muitos comerciais e até uma ponta em uma gravação de Malhação em Salvador. Gostou daquela história de representar.

Correu para os cursos de teatro da Funceb e do Sesc Casa do Comércio. Integrou o grupo Psicodélicos, mas, com o tempo, foi percebendo a dificuldade de ser ator na Bahia. Até que tomou uma decisão importante: se mudar para São Paulo.

tony reis foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

Tony é persistente e corre atrás do que quer: no começo, sofreu muito em SP - Foto: Eduardo Enomoto

No começo, sofreu muito. Percebeu de cara que os paulistanos eram bem mais fechados e sisudos que os baianos. Fazer amigos demorou. Acabou conseguindo fazer a série televisiva Som e Fúria, dirigida por Fernando Meirelles, nosso grande cineasta de Cidade de Deus. “Vim na cara e na coragem. Meus amigos me falavam, vá conhecer o teatro do Zé Celso. Você vai adorar”.

Resolveu ir ver Cacilda!!, o segundo espetáculo da saga sobre Cacilda Becker feita por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond. Ficou encantando. “Eu me lembro que falei para mim mesmo: é isso o que quero para minha vida”. Há dois anos, integra o Teat(r)o Oficina. “Fui bem recebido e abençoado”, declara.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Ganhou os personagens Sargento e Bicha Lili, em O Assassinato do Anão do Caralho Grande, peça de Plínio Marcos dirigida por Marcelo Drummond. Zé Celso viu, gostou e convocou Reis para fazer Macumba Antropofágica. “Foram só lágrimas quando ele me chamou”, recorda.

Em 13 de dezembro de 2013, volta aos palcos do Oficina em Cacilda!!!!, a última peça da saga. “Sempre acreditei que podia e dei minha cara a tapa. O que me fez chegar até aqui foi a coragem. Costumo dizer que o que não me mata me fortalece.”

tony reis foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Tony Reis, o ator que conquista o público do Oficina de Zé Celso com seu sorriso cativante

"Costumo dizer que o que não me mata me fortalece", Tony Reis, ator - Foto: Eduardo Enomoto

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lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Paulistano criado na Penha, zona leste paulistana, Lucas Andrade chamou a atenção do público paulistano ao interpretar Caetano Veloso na peça Cacilda!!!, no Teat(r)o Oficina de Zé Celso - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

No mais recente espetáculo de José Celso Martinez Corrêa, Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1, escrito em parceria com Marcelo Drummond, o jovem ator paulistano Lucas Andrade, de apenas 18 anos, viveu dois personagens de destaque. Interpretou o estudante Edson Luís, morto pela ditadura militar em 1968, e também o cantor e compositor baiano Caetano Veloso. Seu charme e sotaque baiano em cena chamaram a atenção de todos os espectadores.

Criado na Penha, na zona leste de São Paulo, ele começou a fazer teatro na escola, sob instrução do professor e ator José Barbosa. Tinha apenas 11 anos, mas sentiu que seu rumo era o palco. “Logo procurei o projeto Teatro Vocacional, da Prefeitura de São Paulo. Fazia aulas de teatro no CEU Quintas do Sol”, lembra.

Leia o especial do Dia da Consciência Negra!

Com o tempo, veio o desejo de “aprofundar mais”. “Eu queria me profissionalizar como ator”, diz. Foi para o Estúdio de Treinamento Artístico (ETA), na Bela Vista, região central de São Paulo. Aos 16 anos, entrou para a Cia. Naturalis. “Meu primeiro espetáculo foi O Pacto, da diretora Poliana Pitteri, em 2012, no Studio 184, ali na praça Roosevelt”, recorda.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 2 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

Aos 18 anos, Lucas Andrade começou a fazer teatro com 11 anos na escola - Foto: Eduardo Enomoto

Foi conhecendo gente e se enturmando. Até que veio o convite para desfilar na ala cênica da escola de samba Nenê de Vila Matilde, capitaneada pelos integrantes do Teat(r)o Oficina de Zé Celso. “A Elisete Jeremias, o Zé [Celso] e o Tony [Reis] gostaram muito de mim e me deram força para entrar no grupo. Já tinha visto o espetáculo Macumba Antropofágica e havia gostado muito”.

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Para o quarto espetáculo sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!!, que estreia no Oficina em 13 de dezembro, já está escalado para personagens importantes. “Um dos personagens será uma homenagem à primeira atriz negra do TBC [Teatro Brasileiro de Comédia]”.

Sobre ter virado Caetano em Cacilda!!!, o jovem teoriza: “Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”. E o que o jovem Lucas acha do Caetano dos tempos atuais, quase cinquenta anos depois do Caetano que ele interpreta? “Hoje, o Caetano ficou mais careta... Na verdade, eu não sei qual está sendo a do Caetano. Eu prefiro a música dele”. As do presente ou as do passado? “As do passado”.

lucas andrade foto eduardo enomoto 2013 3 Conheça Lucas Andrade, o jovem ator que se destacou como Caetano Veloso em peça do Oficina

“Eu não tenho cara de Caetano, tenho cara de Gil. No delírio do Zé Celso, o Gil adolescente virou Caetano”, diz Lucas Andrade, um dos caçulinhas do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

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