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america vizinha juliana sanches Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Juliana Sanches dirige América Vizinha, que o Grupo XIX estreia nesta sexta (3) - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Soy loco por ti, América, compuseram Gilberto Gil, Torquato Neto e Capinam em 1967. Quase 50 anos depois, o Brasil ainda mantém uma relação que vai pouco além do objetivo de integração proposto na música. Infelizmente, ainda impera o desconhecimento de brasileiros em relação à cultura de vizinhos na América Latina.

Em vias de aproximação maior, pelo menos nos palcos, o espetáculo América Vizinha, que o Grupo XIX de Teatro estreia nesta sexta (3), é uma iniciativa para promoção de um diálogo maior entre nossas artes cênicas e aquela produzida nos países limítrofes.

Ele faz par com nos ações como o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, a Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo ou o Festival Internacional Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. Porque muito precisa ser feito neste sentido.

A obra integra a Mostra Grupo XIX, que vai até 4 de novembro com seis peças gratuitas desenvolvidas pelos artistas da companhia e atores convidados, em sua charmosa sede, o Armazém XIX, na Vila Maria Zélia, zona leste paulistana. Além de América Vizinha, também serão apresentadas Memórias de Cabeceira, Foi num Carnaval que Passou: Cenas para Ver com Máscaras, Galeria Metrópole e Dramaturgias Secretas de uma Vida Sexual Pública.

Nesta Entrevista de Quinta, Juliana Sanches, diretora de América Vizinha, fala sobre este trabalho e a relação dos brasileiros com seus vizinhos no continente, além de explicar, o que é preciso, em sua visão, para que uma mudança ocorra. E para melhor.

Leia com toda a calma do mundo.

america vizinhaRodolfo Ferronatto 8 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Criada pelos atores e a diretora, América Vizinha olha para a América Latina - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Você acha que nós brasileiros pensamos erroneamente que não somos latino-americanos? Por quê?
Juliana Sanches —
Sim, acredito que vem desde a escola, em que aprendemos mais sobre a Europa, a escola nos liga mais com Portugal que com os vizinhos que fazem divisa conosco. Na adolescência, tem também o mercado musical, predominantemente norte-americano e inglês. Enfim, acho que não somos estimulados a nos interessar pelos vizinhos, e assim, não nos identificamos. Perdemos muito com isso, é muito triste.

Miguel Arcanjo Prado — O português é uma barreira entre o Brasil e o restante da América Latina? Como quebrar essa barreira?
Juliana Sanches — Eu acredito que a barreira vai além da língua. É nossa própria ignorância e falta de interesse. Nós mesmos costumamos misturar tudo num caldeirão, ignorando as diferenças entre esses países e nossa própria semelhança com eles. Na língua, todo mundo acaba se entendendo, mas tem uma arrogância, ao meu ver.

Miguel Arcanjo Prado — Quais países da América Latina você conhece?
Juliana Sanches — Eu só conheço o Brasil daqui. E olha que já fizemos peças em vários países europeus e até africanos. Foi essa constatação triste da minha falta de conhecimento que me estimulou iniciar essa pesquisa. Agora, quero muito poder conhecê-los, é a minha meta particular, quero começar já! [risos]

america vizinha Rodolfo Ferronatto 4 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

O ator Bruno Piva em cena de América Vizinha: "o processo foi muito solar", diz diretora - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Como foi o processo da peça?
Juliana Sanches —
Como disse, o tema veio da constatação da minha ignorância. O processo foi muito solar, um clima que casou muito com minha ideia pessoal dessa América Latina (imagino cores de pôr do Sol com gente quente e sofrida). Os artistas-criadores foram de muita inventividade e amizade, foi muito prazeroso e acolhedor. Acho que isso me chamou a atenção, a formação desse grupo tão especial.

Miguel Arcanjo Prado — São quantos atores? Como eles contribuíram?
Juliana Sanches — São 15 atores-criadores. Desde o início as perguntas e respostas possíveis foram articuladas em forma de cenas, imagens, ideias, de forma que muitas destas cenas estão no experimento na íntegra ou em releituras inseridas no contexto.

Miguel Arcanjo Prado — Você frequenta festivais de teatro latino-americano? Juliana Sanches — Frequento os que temos por aqui. os considero importantíssimos, foi num desses festivais, o Mirada de 2012 que assisti uma montagem de Incêndios de um grupo mexicano e fiquei impressionadíssima com a escola de interpretação deles, tão diferente da nossa, de uma potência absurda. Quero ter a oportunidade de estudar com esses atores, esse registro de atuação é o que mais me atrai.

america vizinhaRodolfo Ferronatto 51 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Amilton de Azevedo, em América Vizinha, inspirada em livro de Eduardo Galeano - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Quais figuras emblemáticas da cultura latino-americana estão na peça? Por que foram escolhidas?
Juliana Sanches — Seguimos uma inspiração forte no livro O Século do Vento, do Eduardo Galeano [escritor uruguaio], que cita diversos personagens. Escolhemos talvez os que nos eram mais familiares ou os que as histórias nos tocaram . Foi dificílimo, pois todo o livro é de uma beleza literária que torna difícil a adaptação teatral, mas, extremamente inspirador. Estão entre nós, Frida Kahlo, Violeta Parra, Pablo Neruda, Lupicínio Rodrigues, Carlos Gardel, Gabriel Gracía Marquez, Che Guevara, Evita, dentre tantos outros...

Leia reportagem especial sobre o teatro na América Latina

Miguel Arcanjo Prado — Como o espetáculo se coloca em relação à realidade atual do Brasil e dos outros países latino-americanos?
Juliana Sanches —
Acho que é a falta de vontade e tolerância da história para conosco, ao mesmo tempo da nossa eterna luta, cheia de beleza e garra e que continua todos os dias. Em época de eleição e debates, percebemos o quanto tudo isso mais parece ficção que realidade, e toda nossa história é assim!

america vizinha juan manuel tellategui foto rodolfo ferronatto Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

O ator Juan Manuel Tellategui, em América Vizinha: "referências de extrema importância" - Foto: Rodolfo Ferronatto

Miguel Arcanjo Prado — Há atores de outros países da América Latina no elenco? Como foi esse diálogo do grupo de brasileiros com artistas estrangeiros? Isso enriqueceu o processo?
Juliana Sanches — Enriqueceu demais! Temos um argentino entre nós [o ator Juan Manuel Tellategui] e coitado! A todo momento, nós o consultávamos muito, além dele ser um gentlement, muito criativo e colaborativo, trouxe referências musicais e visuais de extrema importância no processo. E o lindo é que essa mistura de línguas e culturas estimulou esse clima tão solar. Todos trabalham muito bem juntos, tem uma simbiose acolhedora, fértil.

Miguel Arcanjo Prado — Qual o papel do teatro na troca cultural latino-americana?
Juliana Sanches — Um papel enorme! Temos tanto a aprender e a ensinar! Temos um maior acesso à literatura e, graças a esses festivais, conseguimos acompanhar minimamente o movimento teatral de nossos vizinhos, e eles, o nosso. Ainda acho poucos os festivais e os incentivos para uma peça argentina ou peruana, por exemplo, entrarem em cartaz por aqui. Também acho muito difícil estímulos que nos propicie apresentar nossos espetáculos nesses países. E a troca é sempre tão rica! Eu torço para novas parcerias entre países, mais encontros, mais tomar café na casa do vizinho, sabe?

america vizinhaRodolfo Ferronatto 9 Entrevista de Quinta: Precisamos tomar café na casa do vizinho, diz Juliana Sanches, do Grupo XIX

Cena de América Vizinha, com o ator Daniel Viana em primeiro plano: peça estreia nesta sexta (3) - Foto: Rodolfo Ferronatto

América Vizinha
Quando: 03/10 - sexta, 19h30; 04/10 - sábado, 19h30; 05/10 - domingo,  19h30; 09/10 - quinta, 16h e 19h30; 11/10 - sábado,   19h30; 12/10 - domingo, 19h30. 90 min. Até 12/10/2014
Onde: Armazém XIX (r. Mário Costa, 13, Vila Maria Zélia (fica entre as ruas Cachoeira e dos Prazeres; metrô Belém, São Paulo, tel. 0/xx/11 2081-4647)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 16 anos

Leia reportagem especial sobre o teatro na América Latina

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cora coralina Peça sobre Cora Coralina abre com entrada grátis

Amélia Bittencourt está em peça que conta a trajetória da poeta goiana Cora Coralina - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Doceira de mão cheia, foi na terceira idade que a goiana Cora Coralina (1889-1985) tornou-se uma das mais importantes poetas que o Brasil conheceu.

Para celebrar tão importante artista, estreia em São Paulo a peça Cora Coralina - Removendo Pedras e Plantando Flores, no Teatro do MuBE (av. Europa, 218).

A direção é de Lavínia Pannunzio, com texto de Mauro Hirdes que adaptou a biografia da autora, Cora Coragem, Cora Poesia, escrita por sua filha, Vicência Brêtas Tahan.

Nos dois primeiros dias, sábado (4), às 15h, e domingo (5), às 11h, as sessões terão entrada gratuita.

As outras apresentações que se sucederão até 30 de novembro, sempre nestes dias e horários, aos fins de semana, terão entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.

No elenco, estão Amélia Bittencourt, Anna Cecília Junqueira e Josué Torres.

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vertigem2 1 A ULTIMA PALAVRA E A PENULTIMA foto Edu Marin net Túnel debaixo do Viaduto do Chá abriga peça

Peça A Última Palavra e a Penúltima ocupa passagem subterrânea no centro de SP - Foto: Edu Marin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Teatro da Vertigem vai ocupar outra vez o túnel que existe debaixo do viaduto do Chá, cartão-postal do centro de São Paulo.

A peça é A Última Palavra É a Penúltima. Em 2008, a montagem foi feita em parceria com os grupos Kikzira, de Minas Gerais, e LOT, do Peru.

Agora, apenas o Vertigem assume a empreitada sob direção de Antonio Araújo, na temporada que integra a programação da 31º Bienal São Paulo.

As apresentações vão acontecer entre esta sexta (3) e 7 de dezembro de 2014, sempre às 19h e às 21h, de sexta a domingo, na passagem subterrânea entre o viaduto do Chá e a praça Ramos de Azevedo.

Cada sessão é feita para 60 espectadores. Atenção: infelizmente, não há acesso a portadores de necessidades especiais. A entrada é grátis, mas é preciso retirar ingresso no local uma hora antes.

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ilo krugli foto bob sousa R7 O Retrato do Bob: Ilo Krugli, o mestre sem idadeFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O artista Ilo Krugli nasceu em 1930, em Buenos Aires, Argentina, mas seu destino artístico foi mesmo o Brasil, onde chegou em 1960. Figura fundamental da história do teatro feito para as crianças, atuou com destaque tanto nos palcos cariocas como nos paulistas, para onde se transferiu em 1980 e entrou para a história com seu grupo, o Teatro Ventoforte. É diretor, dramaturgo, escritor, artista plástico, cenógrafo e figurinista. Muitas artes em um só grande artista. Junto a mestres como Paulo Freire e Darcy Ribeiro, ajudou a valorizar a arte na educação de nossas crianças. Posou para nosso Bob Sousa com seu jeito simples de ser. Com aquele jeito de mestre sem idade.

Visite o site de Bob Sousa

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pessoas perfeitas 1 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Eduardo Chagas e Marta Baião estão grandiosos na peça Pessoas Perfeitas, do Satyros - Foto: André Stéfano

Por BRUNA FERREIRA*

Deve ter alguma coisa no anonimato que reúne as pessoas. Pode ser um tipo de prazer em passar despercebido pela multidão ou, talvez, a solidão e angústia de ser só mais um no todo incontrolável.

pessoas perfeitas 2 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Henrique Mello e Julia Bobrow em cena da peça - Foto: André Stéfano

É nesse lugar de encontro entre desconhecidos, fugaz e imprevisível, que está o mote do espetáculo Pessoas Perfeitas, do Satyros.

Os personagens são caricaturas de moradores de São Paulo. As histórias, em princípio, parecem distantes umas das outras, mas todas mostram pessoas em fuga. Todas também estão em busca. A vida anônima, solitária e difícil na grande metrópole as une.

Medalha (Julia Bobrow) é uma jovem mística que deixa o interior para viver uma experiência transcendente na cidade logo após perder os pais. Ela se apaixona por Binho (Henrique Mello), um garoto de programa, que se esconde dos pais, um açougueiro chamado Robalo (Eduardo Chagas) e sua mulher, Cacilda (Marta Baião).

Vez ou outra, Robalo frequenta uma linha de disque amizade, onde conhece Sarah (Ivam Cabral), travesti cujo nome de batismo é Ruy e que passa os próprios dias cuidando da mãe com Alzheimer. Não por acaso, a senhora adoentada se chama Esperança e sua vida encontra-se por um fio, a metáfora para a existência de todos os personagens.

Sarah/Ruy tem uma irmã, Maristela (Adriana Capparelli), uma cantora decadente e solitária que está sozinha e morrendo de câncer na laringe. Ela chega ao fim da vida movida a cigarros, lembranças de uma vida que não aconteceu e uma paixão doentia por Elder (Fábio Penna), um poeta fracassado, que debocha da humanidade enquanto bebe uísque e cheira cocaína.

Força poética dos párias

O Satyros, mais uma vez, tem o mérito de mostrar a força poética dos párias da sociedade, trazem a invisibilidade para a luz; ela vem à tona com o lirismo e a violência que lhe são devidos. Este é um trabalho que o grupo teatral vem se especializando ao longo dos anos e em outras produções.

pessoas perfeitas 3 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Ivam Cabral, ator da peça e também autor, ao lado do diretor Rodolfo García Vázquez - Foto: André Stéfano

A direção é de Rodolfo García Vázquez, que também assina o texto com Ivam Cabral. Este último, dá vida a Sarah/Ruy, personagem mais cheio de contornos da peça.

Diferente das demais, talvez por sua própria condição, Sarah não abraça a infelicidade, ela constrói a si mesma e se refaz. O público acaba se agarrando às expectativas dela, mas é preciso se lembrar, que em Pessoas Perfeitas, dona Esperança está entre a vida e a morte.

Grandioso trabalho é feito por Eduardo Chagas e Marta Baião. Robalo tem ares de palhaço tragicômico, sua suavidade quebra o ritmo do espetáculo e fica ainda mais evidente no contraste com sua principal parceira de cena, Cacilda. Marta Baião empresta uma dignidade para sua personagem que, em determinado momento, faz o escárnio da plateia e do mundo calar a boca, culpado e cúmplice.

A peça vem fazendo tanto sucesso junto ao público que teve temporada estendida. As apresentações são de quinta a domingo, mas é bom chegar cedo para garantir um lugar. As sessões costumam lotar e quem não aceita sentar nas escadas, acaba saindo com ingressos para o dia seguinte.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.

Pessoas Perfeitas
Avaliação: Muito bom
Quando: Quinta a domingo, às 21h. 80 min. Até 26/10/2014
Onde: Espaço dos Satyros Um (Praça Roosevelt, 214, Consolação, tel. 0/xx/11 3258 -6345)
Quanto: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia-entrada) R$ 5 (moradores da Praça Roosevelt)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

pessoas perfeitas 4 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Elenco de Pessoas Perfeitas, do Satyros: moradores do centro paulistano com poesia - Foto: André Stefano

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ivam cabral pessoas perfeitas foto andre stefano O camarim de Pessoas Perfeitas, o efêmero e Paulo Autran

O ator Ivam Cabral em cena da peça Pessoas Perfeitas, em cartaz no Satyros 1, em SP - Foto: André Stefano

"Trajetórias de atores dignos se cruzaram num mesmo momento, na cabeça de um espectador anônimo"

rodolfo O camarim de Pessoas Perfeitas, o efêmero e Paulo Autran

O diretor Rodolfo García Vázquez - Foto: Eduardo Enomoto

Por RODOLFO GARCÍA VÁZQUEZ
Especial para o R7*

O camarim de Pessoas Perfeitas fica no corredor antes da entrada e/ou saída do teatro. Isso significa que, para o bem e para o mal, os atores ficam expostos aos olhares do público em ambas as situações.

São atores de coragem, ficarem ali expostos aos olhos do público, ao final do espetáculo, desnudos de maquiagens, perucas e personagens. Mas acontecem pequenas coisas extraordinárias, especialmente com os espectadores que saem mais tocados do espetáculo.

Alguns param diante do camarim de seus personagens/atores favoritos e parece que especulam com os olhos como surgiu a magia daquilo que acabaram de assistir.

Diante de Adriana Capparelli , dizem “Boa noite, Maristela!”. Diante de Julia Bobrow e Henrique Mello, especulam se é possível que aquele amor de palco continue no camarim. Diante de Marta, especulam onde estaria Suzana e olham para Eduardo Chagas Ator buscando a fragilidade que ele leva ao palco. Ao ver o Fábio Penna, relembram seu descaso pela mulher por ele apaixonada há 20 anos.

Com Ivam Cabral, nesta sexta (26), por exemplo, aconteceu algo tocante. Um espectador parou no meio do corredor, e visivelmente emocionado, disse: “Ivam, você faz três personagens completamente diferentes, e passa de um para o outro com tanta facilidade, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu não consigo me lembrar de outro ator a fazer isso com tanta naturalidade, só mesmo o Paulo Autran".

É o tipo de elogio que um ator recebe com o coração cheio de espanto e alegria. E no caso do Ivam, ainda mais, por saber o tamanho do amor e carinho que ele e o Paulo tinham um pelo outro, desde os anos 1980 até os últimos dias do Paulo.

Trajetórias de atores dignos se cruzaram num mesmo momento, na cabeça de um espectador anônimo (que a partir desse momento passou a ter um nome, Igor). Nessas horas, o teatro deixa de ser efêmero e alcança outros horizontes.

*Rodolfo García Vázquez é diretor e fundador do grupo teatral Os Satyros.

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deu branco Quarteto improvisa peça diferente a cada noite

Improvisação: peça Deu Branco faz apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Por GUILHERME LIMA*

Eles arrancam gargalhada das plateias do Rio de Janeiro e de São Paulo ao mesmo tempo, com a peça Deu Branco. O R7 conversou com o grupo de comediantes formado por quatro cariocas da gema.

A entrevista não podia ser de outro jeito: improvisada.

Para evitar levar bronca por falar muito alto, o papo foi no banheiro.

Os atores Lucas Salles, Raphael Ghaem, Victor Lamoglia e Vitor Thiré explicaram cada detalhe do espetáculo, que pode ser contado e a surpresa não será estragada, já que cada noite é completamente diferente da anterior.

O quarteto abre espaço para o publico, que dá ritmo ao espetáculo.

O único momento em que os comediantes seguem um script é na abertura, na qual acontece o esquenta para a galera entrar no clima.

Lucas Salles define o Deu Branco em uma "sacada filosófica".

— Metaforicamente falando, nós somos a massa e quem é o recheio são eles [o público].

Vitor Thiré contou algumas curiosidades que já rolaram nas apresentações.

— Já ganhamos das fãs cestas básicas com fantasias para a peça. E nós usamos sempre nas improvisações.

Deu Branco, que está pela primeira vez com temporada na capital paulista e na segunda passagem na Cidade Maravilhosa, conta com a apresentação de Daniel Oliveira e participação de Kéfera Buchmann.

A cada nova exibição, o show de cenas improvisadas traz um convidado diferente para compor o time no palco.

O grupo se apresenta toda terça, 21h, no Teatro das Artes, no shopping da Gávea, Rio de Janeiro, até 13 de outubro, a R$ 50 a inteira.

E às sextas-feiras, meia-noite, no Teatro Folha, dentro do shopping Pátio Higienópolis, no bairro Higienópolis, no centro de São Paulo, até 31 de outubro. Na capital paulista, o preço do ingresso é de R$ 40,00, com desconto de 50% para estudantes, professores e idosos.

*Guilherme Lima é repórter de São Paulo do R7.

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Cacilda A Rainha Decapitada foto Ennio Brauns Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Joana Medeiros (Tonia Carrero) e Camila Mota (Cacilda Becker): sessões grátis - Foto: Ennio Brauns

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Dose dupla
Zé Celso e a turma do Teat(r)o Oficina pedem para avisar o povo que este fim de semana tem sessão dupla na sede do grupo, na rua Jaceguai, 520, no Bixiga, São Paulo.

Troca-troca
Serão duas sessões. No sábado (27), 18h, tem Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada. Já no domingo (28), tem Walmor y Cacilda 64 - Robogolpe, também às 18h. As apresentações fazem parte da programação do Mês da Cultura Independente, um festival promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, sob comando do ex-ministro Juca Ferreira, que adora frequentar o Oficina.

0800
O melhor de tudo: as duas sessões serão gratuitas. É uma chance única para quem ainda não viu as recentes obras do Oficina. Zé Celso quer casa lotada, portanto vá e leve seus amigos. Combinado?

reynaldo laila Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Reynaldo Machado e Laila Garin nos bastidores do espetáculo Elis, a Musical - Foto: Divulgação

Superamigos
Reynaldo Machado, o ator que faz o teatro musical estremecer, entrou de última hora para Elis, a Musical, que faz turnê pelo País, para viver Jair Rodrigues. Originalíssimo, já ficou amigo de infância de Laila Garin, que interpreta a nossa eterna Pimentinha. Olha, que graça, aí acima, os dois posando, com exclusividade para a coluna!

Tricô
As atrizes Adriane Esteves e Maria Fernanda Cândido circulavam no maior bate-papo e sem nenhuma maquiagem na última terça-feira (23), em um shopping de Brasília. Pareciam melhores amigas.

Por pouco
Gilda Nomacce quase levou para a casa o prêmio de melhor atriz de curta no 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Ela vive uma estranha doceira no filme Nua por Dentro do Couro, do jovem cineasta Lucas Sá, que concorria no evento com uma pitada de terror pop. Na reta final da decisão do júri, Gildinha perdeu para Maeve Jinkings, que levou seu troféu Candango de melhor atriz de curta por sua excelente performance em Estátua!, filme de Gabriela Amaral Almeida, também com pegada de pregar susto no espectador.

Revolta
Falando em Festival de Brasília, teve ator profissional que ficou revoltado com o fato de alguns prêmios de melhor ator e melhor atriz terem sido dado a não-atores.

Agenda Cultural da Record News

Pirou no Pirandello
Cacá Carvalho fechou temporada de sua peça umnenhumcemmil, de Pirandello, na Funarte de São Paulo (al. Nothmann, 1.058). As apresentações serão nos dias 3 e 4 de outubro, às 20h, e no dia 10 de outubro, às 18h e às 20h. A entrada é franca.

Titia
A atriz Cléo De Páris está toda feliz com o nascimento do primeiro sobrinho, Ian José. Parabéns.

abra Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Elenco de Abra a Janela Antes de Começar, de Silvia Gomez com direção de Fábio Mazzoni: temporada no Sesc Consolação, quinta e sexta, às 20h, até 31 de outubro - Foto: Divulgação

Deixa o sol entrar
Abra a Janela Antes de Começar é o novo texto da dramaturga mineirinha radicada em São Paulo Silvia Gomez. Estreou nesta quinta (25), no Espaço Beta do Sesc Consolação, com direção de Fábio Mazzoni. O elenco traz nomes de peso do teatro paulistano: Jorge Emil, Marcos de Andrade, Marcelo Villas Boas e Simone Iliescu, aquela atriz que cantava lindamente Roberto Carlos em um dos Prêt-à-Porter de Antunes Filho.

Amor e dor
O ator Dionísio Neto fará na próxima quinta (2) a Trilogia do Amor de Walcyr Carrasco. Será no Teatro Garagem, em São Paulo, a partir das 20h. A entrada é R$ 30.

Clique amigo
A moda selfie já chegou até o Grupo XIX de Teatro, um dos mais tradicionais da cena paulistana. O elenco da nova peça da trupe, América Vizinha, com direção de Juliana Sanches, foi flagrado em uma sessão conjunta de autorretratos. Mas, calma, não foi nenhum momento de ego coletivo. Tudo faz parte do enredo, que vai tratar a nova moda em uma das cenas. Em tempo: a peça chega aos palcos dia 3 de outubro, às 19h30, na Vila Maria Zélia, zona leste paulistana. A entrada é grátis. Vai, gente.

América Vizinha 2097 crédito Adriana Balsanelli Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Elenco de América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, entra na onda selfie - Foto: Adriana Balsanelli

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didi dede Filme clássico dos Trapalhões vira musical

Renato Aragão e Dedé Santana acompanham os ensaios do musical Saltimbancos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de se dedicarem à obra de Chico Buarque, os diretores cariocas Charles Möeller e Claudio Botelho vão reunir jornalistas na quinta-feira da próxima semana (1º) para anunciar todos os detalhes de sua nova empreitada nos palcos: Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical.

livian aragao cristiana pompeo Filme clássico dos Trapalhões vira musical

Livian Aragão, filha de Didi, se concentra nos ensaios do musical baseado no filme do pai - Foto: Divulgação

O espetáculo será a versão teatral para o filme clássico do quarteto formado por Dedé, Didi, Mussum e Zacarias, de 1981, dirigido por J. B. Tanko, com a participação de Lucinha Lins como mocinha da história.

O longa ainda conta com a atriz Mila Moreira e é considerado pela crítica o melhor filme do grupo.

Claro que, para produzir o espetáculo, Möeller e Botelho foram pedir a bênção a Renato Aragão, que estará no anúncio do musical ao lado de Dedé Santana.

Ambos estão no elenco e têm frequentado os ensaios. Até porque também está no espetáculo a filha de Renato Aragão, Livian Aragão, em seu primeiro papel de destaque nos palcos.

Os atores da superprodução fez aulas na Escola Nacional do Circo. Aprenderam técnicas como malabares e acrobacias aéreas.

O espetáculo ainda conta com os atores Tadeu Mello, Adriana Garambone, Marcelo Octavio, Nicola Lama, Ada Chaseliov e Roberto Guilherme, o Sargento Pincel.

Neste sábado (27), o espetáculo já será apresentado, em ritmo de pré-estreia, com a presença de público na Cidade das Artes, no Rio, onde estreia oficialmente no dia 3 de outubro.

saltimbancos Filme clássico dos Trapalhões vira musical

Cena do filme Os Saltimbancos Trapalhões, de 1981, considerado o melhor do grupo - Foto: Divulgação

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iepe 4 Comédia política Iepe participa de ocupação com temporada no Casulo das Artes, em São Paulo

Thais Irentti e André Félix na peça Iepe, da Trupe Temdona: primeira temporada em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Diz o ditado que basta dar poder a alguém que logo você descobre quem ele é de fato. Este é o pano de fundo de uma peça que chega a São Paulo com jovens atores no elenco.

Depois de ser apresentado na região do ABC Paulista e até mesmo dentro de um ônibus, o espetáculo Iepe, da Trupe Temdona, participa da ocupação do Casulo das Artes, em São Paulo (r. Sebastião Guimarães Correa, 235, metrô São Judas, tel. 0/xx/11 2594-4379).

A primeira temporada do grupo na capital paulista acontece toda sexta de outubro, às 20h, com inteira a R$ 20 e meia a R$ 10.

A companhia é formada por atores saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. O texto é do premiado dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Conta a história de Iepe, um pobre beberrão que um dia descobre que se tornou um rei por acaso.

É claro que, na nova posição, ele vai colocar as manguinhas de fora. No elenco estão André Félix, Thais Irentti, Rodrigo Sampaio e Rosane Rodrigues, sob direção de Pedro Alcântara.

"Queremos que o espectador viaje junto com os atores na história", afirma o diretor.

Iepe (leia a crítica) é um dos 15 projetos selecionados para ocupar o Casulo das Artes, lugar que pretende congregar diversas vertentes artísticas em um mesmo espaço cultural.

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