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como matar a mae 3 atos guto muniz 1 Crítica: Como Matar a Mãe   3 Atos é dor de abandonar colo para poder sobreviver

Cena da peça Como Matar a Mãe - 3 Atos: montagem de estreia da Sofisticada Companhia de Teatro encerrou a Satyrianas no palco da SP Escola de Teatro - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mãe muitas vezes é ferida complicada, muito profunda. Amor de mãe dói tanto quanto amor de filho. É difícil cortar o cordão umbilical. Muitas coisas ficam pelo caminho, muitas expectativas, exigências, frases ditas, não ditas, possíveis e impossíveis realidades.

Foi tudo isso que a mineira Sofisticada Companhia de Teatro resolveu propor no espetáculo que encerrou a Satyrianas 2014: Como Matar a Mãe - 3 Atos. A montagem não poderia ser mais apropriada para ser a última peça do evento teatral que tem seu epicentro na praça Roosevelt, lugar de muita gente que precisou deixar a mãe para trás para simplesmente seguir em frente e ser.

Como Matar a Mãe - 3 Atos é uma grande catarse. Daquelas necessárias para deixar (em parte) a dor para trás. Bebendo na fonte das grandes figuras maternas do teatro, a obra traz o dilema da relação mãe-filho para o presente e a vida dos artistas no palco, transformando tudo em arte potente, dilacerante.

Os três atores-diretores, Fabiane Aguiar, Léo Kildare Louback e Soraya Martins descortinam parte das próprias relações com suas mães, mas o fazem de forma poética e sensível. E, por isso, tão tocante.

como matar a mae 3 atos guto muniz 2 Crítica: Como Matar a Mãe   3 Atos é dor de abandonar colo para poder sobreviver

Como Matar a Mãe - 3 Atos: biografias se misturam a mitos maternos do teatro - Foto: Guto Muniz

A peça traz a sofisticação de ter trilha executada ao vivo, pelo pianista Thiago Quintino e a cantora apaixonada por cada verso Karine Amorim, o que torna tudo mais pungente. A referência explícita a Almodóvar com a canção Puro Teatro é um dos momentos fortes do espetáculo.

Sempre em jogo e vestindo figurino simples e impactantes ao mesmo tempo, os artistas contam suas histórias-desabafos. Ora são os filhos, ora as próprias mães. Algumas são mais fáceis de serem digeridas, outras ficam atravessadas na garganta.

como matar a mae 3 atos guto muniz 3 Crítica: Como Matar a Mãe   3 Atos é dor de abandonar colo para poder sobreviver

Os atores Soraya Martins e Léo Kildare Louback: duelo cênico potente - Foto: Guto Muniz

Uma cena potente é o embate entre os atores Léo Kildare Louback e Soraya Martins, presentes e intensos. Léo na pele de uma mãe arraigada em sua visão de mundo que fere profundamente a filha, papel de Soraya.

Neste duelo cênico, o racismo ganha contornos familiares-afetivos e é justificado pelo amor. E a grande pergunta inquietante que se deixa, ao fim, é: afinal, amor de mãe justifica tudo?

Pelo jeito, a negação do outro não reduz o sofrimento que este possa ter; muito pelo contrário, o aumenta, provocando dores intransponíveis, profundas.

Mas, para quem deseja sobreviver e se reconstruir com base na própria cabeça, só resta seguir em frente e tentar poetizar as relações reais, transformando-as em arte, coisas que os artistas da Sofisticada Companhia de Teatro fazem muito bem. E isso acaba sendo uma forma de matar a mãe, mas também de deixá-la viva ao mesmo tempo.

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Fabiane Aguiar, Léo Kildare Louback e Soraya Martins formam a Sofisticada Companhia de Teatro - Foto: Guto Muniz

Com Matar a Mãe - 3 Atos
Avaliação: Muito Bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Como Matar a Mãe   3 Atos é dor de abandonar colo para poder sobreviver

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bartolomeu Com viatura de polícia, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é despejado de seu teatro

Caminhões e carro de polícia na porta do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos: despejo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A ação de despejo contra o grupo teatral Núcleo Bartolomeu de Depoimentos foi executada durante toda esta quinta-feira (27). Caminhões retiram os pertences dos artistas de sua sede, na rua Doutor Augusto De Miranda, 786, na Vila Pompeia, na zona oeste de São Paulo.

A ação judicial foi movida pela INK Incorporadora, que pretende construir um prédio no lugar do teatro, que era alugado pela trupe havia oito anos. O grupo havia recebido uma ordem de despejo no último dia 11 de novembro.

Segundo contou ao R7 Eugênio Lima, um dos fundadores do grupo e também DJ e diretor musical do Bartolomeu, carros de polícia e caminhões pararam em frente ao teatro por volta das 7h30.

— Eram quatro viaturas, mais de dez caminhões, o oficial de Justiça e advogados da INK Incorporadora, que pediu o despejo em regime de urgência. Eles pegaram a chave com a menina da limpeza e já foram invadindo.

shapira Com viatura de polícia, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é despejado de seu teatro

Emocionada, Claudia Schapira senta-se no chão durante a ação de despejo do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos: "A gente tem direito à cidade", diz a diretora - Foto: Rudifran Pompeu

Claudia Schapira, diretora do grupo, revela que os artistas fizeram questão de resistir.

— Nossa função é provocar e questionar. A gente não iria sair: "ah, tá bom". A gente tem direito à cidade. Acreditamos que a cidade é nossa e deve ser um lugar de convivência da diversidade.

Ela diz que espera que sirva de algo a resistência do grupo frente à especulação imobiliária.

— Se isso aqui hoje fizer com que os grupos que estejam se tornando patrimônio cultural da cidade ganhem mais respeito e ações efetivas do poder público que vão além da nomeação, então, eu acho que essa baderna serviu para alguma coisa.

bartolomeu eugenio lima Com viatura de polícia, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é despejado de seu teatro

Revoltado, o DJ Eugênio Lima, do Núcleo Bartolomeu, diz: "Estamos sendo expulsos do nosso teatro" - Foto: Divulgação

O grupo entrou com um pedido judicial para tentar cancelar a ação de despejo, mas se o juiz não decidir logo, a construtora pretende demolir o teatro durante a madrugada ou na manhã desta sexta (28), afirmou Lima.

— A gente foi surpreendido e estamos sendo expulsos de nosso teatro.

Os pertences do grupo, entre eles cenários, figurinos e até prêmios recebidos, estão sendo levados para a casa da mãe da artista Roberta Estrela D'Alva, em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista.

Durante o dia, integrantes de outros grupos teatrais de São Paulo foram ao local se solidarizar com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Entre as visitas recebidas, esteve por lá Rudifran Pompeu, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro.

O R7 telefonou para a INK Incorporadora. O funcionário que atendeu disse que não havia mais ninguém no escritório que pudesse comentar o caso. Ele pegou os contatos da reportagem e prometeu um retorno.

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CLAUDIA JUNQUEIRA FRIDA 2 Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

Local e internacional: Mariana Ferrari em cena da peça A Obra Inacabada de Frida Kahlo, da Cia. de Teatro Vermelho, que representou muito bem as artes cênicas da cidade de Presidente Prudente no 21º Fentepp - Foto: Claudia Junqueira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos CLAUDIA JUNQUEIRA

O Fentepp mostra em 2014 que veio com tudo para se tornar o principal festival de teatro do interior de São Paulo. A 21ª edição do Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente já está chegando ao fim. O evento termina na noite deste sábado (29), com a apresentação de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, espetáculo do Teat(r)o Oficina, com direção de José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso. Quem abriu a festa foi Antunes Filho, com Nossa Cidade. No recheio deste sanduíche teatral, o melhor dos nossos palcos, na programação feita em parceria da Prefeitura de Presidente Prudente com o Sesc São Paulo e a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O festival já deixou imagens que já entram para a história do evento e, claro, do teatro brasileiro. A fotógrafa Claudia Junqueira, que acompanha de perto o Fentepp, mandou para o Atores & Bastidores do R7 farto material. Veja aí que beleza de festival:

CONSELHO DE CLASSE 3 CLAUDIA JUNQUEIRA Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

O Rio foi representado pela Cia. dos Atores com seu sucesso de crítica Conselho de Classe - Foto: Claudia Junqueira

DA LICENÇA MINHA GENTE 2 CLAUDIA JUNQUEIRA Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

O Grupo Teatral Cutucurim, de Angra dos Reis (RJ), apresentou Dá Licença, Minha Gente - Foto: Claudia Junqueira

CLAUDIA JUNQUEIRA SABIÁS DO SERTAO Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

Sabiás do Sertão, da Cia. Cênica, representou São José do Rio Preto no Fentepp - Foto: Claudia Junqueira

CLAUDIA JUNQUEIRA O RATO 2 Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

Bonecos: peça O Rato representou o Paraná, com a Pivete Cia. de Arte, de Curitiba - Foto: Claudia Junqueira

CLAUDIA JUNQUEIRA A RAINHA DO RADIO 2 Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

A Cia. A Quatro Mãos, de São Paulo, apresentou a peça A Rainha do Rádio - Foto: Claudia Junqueira

CLAUDIA JUNQUEIRA FELINDA Veja 7 imagens que marcaram o 21º Fentepp

Juazeiro do Norte, no Ceará, mandou representante no Fentepp: Felinda, da Cia. Carroça de Mamulengos - Foto: Claudia Junqueira

Veja a cobertura do Fentepp no R7!

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ivam cabral bob sousa6 Entrevista de Quinta: O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

Ator e dramaturgo do grupo Os Satyros e diretor da SP Escola de Teatro, o paranaense Ivam Cabral é uma das forças que movem o teatro brasileiro contemporâneo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

A chuva se anuncia, enquanto funcionários da Prefeitura colocam luzes de Natal nas árvores da praça Roosevelt. A mesma praça que num passado recente era um lugar perigoso e violento, antes da chegada do grupo Os Satyros e seu teatro em diálogo constante com a cidade. É meio da tarde, faz um pouco de calor. No prédio ao lado do Espaço dos Satyros 1, ocupado pela SP Escola de Teatro, no terceiro andar uma porta se abre. Ivam Cabral surge com um sorriso no rosto. Dá boas vindas, pede que fiquemos à vontade. Tenta desanuviar o peso de uma notícia que precisa contar.

Paranaense de Ribeirão Claro, Ivam Cabral, 51 anos, é um dos mais bem sucedidos artistas do teatro brasileiro. Atuando apenas nos palcos, viu o Satyros conquistar o respeito do público, da crítica e da sociedade, além de atualmente comandar uma das mais importantes escolas artísticas do Brasil, onde nos recebeu para esta exclusiva Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7.

Na quarta-feira passada, 19 de novembro de 2014, enquanto se preparava para realizar a maior edição do festival Satyrianas da história de São Paulo, ele recebeu o diagnóstico de que estava com um tumor maligno na tireoide. A ordem médica foi cirurgia imediata, marcada para a próxima terça (2), no Hospital Sírio-Libanês. Ele ainda aprende a lidar com esta realidade.

Com fala marcada pela emoção misturada à coragem, Ivam comemorou o ano intenso e falou sobre o delicado momento que vive.

Leia com toda a calma do mundo.

ivam cabral bob sousa5 Entrevista de Quinta: O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

Ivam Cabral, em sua sala na SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt, aquela que foi transformada por seu grupo Os Satyros de um lugar perigoso e violento em polo cultural do teatro brasileiro - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como que você recebeu a indicação de Pessoas Perfeitas para o APCA de melhor espetáculo?
IVAM CABRAL — Foi surpreendente. A gente não esperava... É uma peça que a gente fez de forma despretensiosa, sem expectativa. Então, tudo o que acabou acontecendo com a peça foi surpreendente. A gente fez uma peça e, de repente, fez um sucesso. Estamos convidados, e isso te dou em primeira mão, para os festivais de Havana, Cabo Verde, Curitiba, Rio, Brasília e Porto Alegre. É maravilhoso que isso se deu de uma forma tão digna e espontânea.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Vocês fizeram um ano vibrante para o Satyros, cheio de projetos. Como deu conta ?
IVAM CABRAL — Foi um ano surpreendente. Mas muitos projetos começaram antes. A gente viu o Satyros Cinema estrear com o filme Hipóteses para o Amor e a Verdade na Mostra Internacional de Cinema, mas o filme começou muito antes. O projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias também foi gestado ano passado. 2014 foi um ano em que fizemos de tudo: livro, cinema e muito teatro, foram 12 peças inéditas! É uma equipe muito apaixonada. Mas também foi um ano que tivemos condições mínimas para trabalhar, pois tínhamos o incentivo do Fomento ao Teatro. Não é sempre assim. Agora vamos começar uma fase mais complicada, porque não temos subsídios. Mas isso também a gente já conhece, faz parte da nossa rotina ter momentos mais bacanas e momentos de maior aperto.

ivam cabral bob sousa1 Entrevista de Quinta: O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

O ator Ivam Cabral; no detalhe, capa do livro da peça Pessoas Perfeitas - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — A Satyrianas 2014 foi um grande sucesso, que sei que não aconteceu da noite para dia, afinal Os Satyros tem 25 anos e o festival, 15 edições. Mas é fato que hoje vocês chegaram a um lugar de muita importância na cidade. Como o  underground lida com agora ser mainstream?
IVAM CABRAL — Teve uma coisa que eu considero divisor de águas neste ano: a apropriação da Satyrianas pela classe teatral. Muitas companhias incríveis, que não participariam em edições passadas, agora procuraram a gente, quiseram estar juntas. E estar juntos não é só levar este selo da Satyrianas, mas estar junto na apropriação de um espaço público. Então, conquistar isso para nós foi surpreendente. Foi o ano que tivemos a relação mais legal com vizinhos. Por isso, foi surpreendente quando anunciei: 60 mil pessoas e zero de ocorrência policial. Não que a gente esperasse alguma coisa, mas estamos falando de um evento que acontece na rua, então, é involuntário que algum problema pudesse acontecer. Por isso, não ter nenhum registro policial é para se vibrar muito. É o teatro chegando num lugar onde ele tem saúde, tem maturidade. A gente recebe isso com uma alegria que você não tem ideia. Todo mundo que estava na Satyrianas, como você mesmo com sua cobertura no seu blog, estava se sentindo responsável por aquilo dar certo. Acho que o melhor não foi ter crescido em números, mas crescido em projetos, ideias, em maturidade do público e da classe teatral.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que vocês do Satyros vão encerrar mais cedo a temporada de Pessoas Perfeitas [prevista para ir até 14 de dezembro, a temporada termina no domingo, dia 30 de novembro; veja serviço ao fim]?
IVAM CABRAL — Então..., eu já algum tempo estava investigando... E eu descobri um tumor na tireoide. E daí a gente tem de parar para ver o que é que é, né? E eu comecei a ir atrás... E é maligno, e ele tem de ser retirado imediatamente. Não posso esperar mais nem uma semana. Então, eu vou fazer uma cirurgia na semana que vem, morrendo de medo... Mas vamos embora,  vamos ver o que é que é. Dos cânceres é o mais tranquilo, estou falando pelo que meus médicos me falaram. Pode parar aí e não ter nenhum problema, mas pode ter o problema da metástase, então, é isso que eu tenho de cuidar agora, para que não vá para outro lugar do meu corpo e essa história se encerre aí.

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O ator Ivam Cabral conversa com o jornalista Miguel Arcanjo Prado em sua sala de trabalho - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você recebeu a notícia?
IVAM CABRAL — Eu parei de fumar e quis ver como estava meu pulmão e quando você faz o exame, mostra daqui pra baixo [apontando o pescoço]. Daí meu pulmão estava ótimo, mas apareceu esse nódulo. Num primeiro momento, quando falava para as pessoas, elas diziam: "fulano tem, não é nada". Desde abril estou investigando, sempre achando que não era nada. Aí, fiz umas punções e as primeira não davam nada. E a última foi na véspera da Satyrianas. Passei a Satyrianas medindo pressão e coração, fugindo da muvuca... O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas... Voltando a falar deste ano incrível, parar a peça no dia 14 de dezembro já era muito cedo, a gente sempre pensou até próximo do dia 20 de dezembro. Ter de parar agora, então, é brochante. Dá uma dor, até porque tem uma equipe. São muitas pessoas trabalhando com você e de repente você ser responsável porque esse trem pare é chato, você ser o responsável por parar.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Nao tem de ter culpa nenhuma, Ivam. A saúde é o mais importante... Como você viu isso logo no fim de um ano que foi tão produtivo?
IVAM CABRAL — Será que são sinais para dar uma freada e parar? É muito trabalho, eu não fico menos do que oito, nove, dez, 11 horas aqui na SP Escola de Teatro. É todo dia. E daí tem os Satyros, e daí tem os meus projetos pessoais... Eu passei este ano dormindo quatro, cinco horas por noite e achando que isso era normal. Eu nunca achei que dormir menos do que cinco horas por noite não era normal. Pensava: "estou no meu pique, que legal". Talvez isso tudo venha para... Eu tive um problema de saúde muito grande, há três anos, que eu perdi a visão do meu olho direito. Aconteceu durante a peça Cabaret Stravaganza. Na época, poderia ser um tumor, mas não era, o doutor Drauzio Varella me ajudou muito. Mas eu cheguei perto desse horror da vida. Perder uma visão é muito cruel. Então, cara, na época do Cabaret isso já tinha sido um pouco um recado, mas agora vem de verdade. Porque agora é um câncer. E foda-se que ele ele é pequenininho, foda-se que eu vou sair dessa... Mas é para dormir mais, é para ter uma alimentação mais saudável, porque na onda de tudo isso, você não tem tempo para se cuidar, come em qualquer lugar...

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem de sair de São Paulo, parar de respirar esse ar, parar com tanta coisa...
IVAM CABRAL — Eu tenho uma casinha em Parelheiros [extremo sul de São Paulo], no meio do mato, que é uma delícia, mas eu não tenho tempo de ir para lá. Termina a peça aqui, eu vou para lá, só durmo, para acordar ouvindo o passarinho cantando, mas já volto para cá, porque tenho muitas coisas para resolver.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem fé?
IVAM CABRAL — Daí vem o lado caipira do Ivam... Eu sou do interior do Paraná [risos].

MIGUEL ARCANJO PRADO — E eu sou de Minas...
IVAM CABRAL — A minha colonização é toda mineira. A minha região foi ocupada pelos mineiros e a gente é muito mineiro nesse sentido. Eu sou muito cristão. Eu acredito em muitas coisas, não acredito só em uma. Então, eu tenho uma força muito grande. Puta que pariu, eu quero viver muito! Tem muita coisa que eu quero fazer! A SP Escola de Teatro está só engatinhando... Aqui na SP foi um ano de muitos projetos, a gente tem aprendizes dirigindo na Polônia, temos gente na África, na Europa, enfim, a gente quer abrir aqui a Coordenação de Cinema, a de Circo já começa a existir.. No Satyros temos planos de produzir e, sobretudo, levar adiante o Satyros Cinema que está começando. Então, eu tenho muita coisa para fazer, eu não posso ficar mal. Para eu continuar acreditando, o melhor é me apagar aos meu projetos e pensar que a vida segue, entende?

ivam cabral bob sousa3 Entrevista de Quinta: O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

Ivam Cabral: "O que todo mundo pode fazer é torcer para mim pra caramba" - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como as pessoas do seu entorno reagiram?
IVAM CABRAL — Na verdade, nem todo mundo ainda sabe. Você tem uma coisa entre a vítima e o herói nessa hora. Eu posso falar, ai, Miguel, ninguém carrega um peso maior do que suporta. Você conhece a Andrea Zanelato [funcionária da SP Escola de Teatro que enfrenta um câncer]? Então, ela tem vivido essa história com um heroísmo absurdo. E você tem o extremo disso, que é aquela pessoa que começa a reclamar, "ai, vou morrer". Eu não queria ser protagonista nessa hora, eu não sei o que fazer. Aqui na escola pouca gente sabe. Então, é difícil você encontrar um equilíbrio... Eu fico pensando em tantas histórias. Imagina o que a Drica Moraes passou [atriz que enfrentou a leucemia]? O meu diagnóstico é uma fagulhazinha perto do que ela viveu. Se essa mulher chegou nesse ponto de superação, a gente vai encontrando bons exemplos pela vida para ir se inspirando neles para poder também pensar que a gente vai continuar aqui. Mas ainda eu não sei o que fazer com essa história.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Muita gente vai ler esta entrevista e ficar mexido com essa história, porque muita gente gosta de você. O que você diz a essas pessoas?
IVAM CABRAL — O que elas podem fazer é torcer por mim pra caramba, que seja só um susto e um aviso para eu ir mais devagar. Porque eu tenho muita coisa para fazer ainda. Eu estou muito tranquilo, não quero entrar nesse lugar, "ai, meu Deus", e nem de herói. Aí, cara, é só uma virada de história. Espero ainda rir disso, desse nosso encontro, de falar: "meu Deus eu pensava assim naquela época"...

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que você quer agora?
IVAM CABRAL — Eu quero ficar bom de saúde. É só o que me interessa. E o que eu quero para o futuro é saúde. Porque capacidade de trabalho eu tenho. Eu costumo dizer que cheguei muito mais longe do que eu imaginaria, pela minha origem, da pobreza, do lugar de onde eu venho. Essa disposição é tudo na vida. E ela só vem se você pode respirar, levantar, ir à luta. Ter saúde. Porque aí eu posso sonhar. E sonho eu consigo transformar em algo real e vital. Agora, sem saúde é terrível. Torçam por mim.

ivam cabral  bob sousa5 Entrevista de Quinta: O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

O ator Ivam Cabral brinca com sua cachorra Cacilda, mascote da SP Escola de Teatro: "Eu quero ficar bom de saúde. É só o que me interessa", diz o artista - Foto: Bob Sousa

Pessoas Perfeitas
Avaliação: Muito Bom
Quando: Sexta, sábado e domingo, 21h. 80 min. Até 30/11/2014
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, República, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores da praça Roosevelt)
Classificação etária: 16 anos
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capa Livro desvenda 12 anos do Fomento ao Teatro

Capa do livro Fomento ao Teatro: 12 Anos registra história do incentivo teatral - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Lei do Fomento ao Teatro, lançada há 12 anos pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, mudou o cenário do teatro alternativo paulistano, dando a grupos da cidade a possibilidade de montarem seus trabalhos artísticos.

Desde seu surgimento, em 2002, foram 12.560 apresentações de 719 obras. Assim, a Lei do Fomento ajudou a desenvolver tanto o teatro feito na metrópole que hoje já é insuficiente e precisa ser expandida com urgência.

O livro Fomento ao Teatro: 12 Anos descortina estes 12 anos de história e revela que São Paulo tem atualmente 976 lugares de apresentações teatrais.

A organização é de Carlos Antonio Moreira Gomes e Marisabel Lessi de Mello. O livro é dedicado ao crítico e pesquisador teatral Sebastião Milaré, que morreu neste ano e integrou 11 comissões julgadoras do Fomento ao Teatro, nove delas como presidente. A edição inicial é de 5.000 exemplares. Cada um traz mais de 50 fotos.

O lançamento será na próxima segunda (1º), a partir das 19h, na Praça das Artes (av. São João, 281, centro, São Paulo).

A Banda da Cia. do Tijolo será responsável pela música da festa, que tem entrada gratuita.

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José Cetra by Bob Sousa Crítico reclama que não recebeu do FIT Rio Preto

O crítico José Cetra Filho: trabalhou para o FIT Rio Preto, mas não recebeu - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

O crítico teatral José Cetra Filho está indignado porque não recebeu por serviços prestados à edição 2014 do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT Rio Preto, no interior de São Paulo. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São José do Rio Preto.

Em entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7, Cetra conta que foi contratado para fazer pesquisa e textos sobre 45 espetáculos e grupos participantes. E que realizou o serviço a pedido de Marcelo Zamora, coordenador artístico do evento. Contudo, até o momento não recebeu pelo trabalho.

Esta não é a primeira vez que o FIT Rio Preto atrasa o pagamento de profissionais contratados. Em 2013, o R7 realizou reportagem denunciando que artistas ainda não tinham recebido o cachê referente à participação na edição de 2012.

O R7 apurou que, por conta desta situação de não pagamento por parte da Prefeitura de Rio Preto aos profissionais, o Sesc São Paulo, que era parceiro do evento, resolveu retirar seu nome do festival neste ano, preferindo investir no Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, o Fentepp, também no interior paulista.

Cetra revela que não sabia da "fama de mau pagador" do FIT Rio Preto.

— Se soubesse, não teria agido de boa fé só me baseando nas palavras do e-mail do senhor Marcelo Zamora, coordenador artístico do Festival, ligado à Secretaria da Cultura. Sinto-me, em primeiro lugar, indignado por ser tratado de maneira tão negligente, já que eles não atendem telefonemas, quase nunca respondem os e-mails de cobrança e, quando o fazem, é de forma evasiva, sem nada de concreto.

"Quero receber"

O crítico teatral conta que trabalhou cerca de um mês sem parar, "para escrever os 45 textos, pesquisando sobre os grupos e seus espetáculos, assistindo aos seus vídeos e até entrevistando os grupos de Rio Preto, dos quais havia pouca informação disponível".

— Entreguei tudo em dia para, finalmente, ser tratado dessa maneira. Além do mais, o catálogo não foi publicado, o que abortou a difusão do meu trabalho. Lamentável.

Para receber, o crítico pensa em entrar com uma ação judicial contra o FIT Rio Preto, já que tem guardada todas as mensagens de e-mail trocadas com o coordenador do festival.

— Não creio que amigavelmente eu receba, ainda mais agora que  tornei público o assunto. Mas vou lutar até o fim e, se houver Justiça, vou receber. Quero receber.

O R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do FIT Rio Preto, que indicou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Rio Preto, que, procurada, também não comentou o caso. A 14ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto foi realizada de 21 a 30 de agosto de 2014 e contou com mais de 40 espetáculos na programação.

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cleiton pereira Vídeo: Contadores de Mentira recebe Eugenio Barba e Julia Varley do Odin Teatret em Suzano, SP

Cleiton Pereira, do grupo Contadores de Mentira, no estúdio do R7 - Foto: Divulgação

O grupo Contadores de Mentira, de Suzano, na Grande São Paulo, vive um momento importante de sua trajetória. Entre 28 de novembro e 1º de dezembro, a trupe recebe a visita do diretor Eugênio Barba, um dos maiores nomes do teatro mundial, e da atriz Julia Varley, do Odin Teatret. Cleiton Pereira, diretor do Contadores de Mentira, companhia que completa 20 anos em 2015, fala nesta entrevista ao colunista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado sobre a ação do projeto Intercâmbio Ofícios e Raízes. Veja o vídeo:

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ENO 0317 Satyrianas tem 60 mil pessoas e zero violência

Movimentação do público na praça Roosevelt durante a Satyrianas 2014 - Foto: Eduardo Enomoto; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto EDUARDO ENOMOTO

A Satyrianas 2014 teve público de 60 mil pessoas e nenhuma ocorrência policial em suas 78 horas de arte entre 20 e 23 de novembro, informou o grupo Os Satyros, organizador do evento.

O ator Ivam Cabral, criador da festa ao lado do diretor Rodolfo García Vázquez, diz ao R7 que o clima é de comemoração.

satyrianas 2014 Satyrianas tem 60 mil pessoas e zero violência

Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez (ambos de coroa) no encerramento da Satyrianas 2014; à esq., a produtora Carina Moutinho, e ao fundo os atores Fábio Penna e Tiago Leal- Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

— Ver um evento dessa proporção, com 60 mil pessoas, sem nenhum problema de violência, é maravilhoso, até porque a festa acontece em grande parte na rua. É motivo de brinde. Isso mostra que a sensação de pertencimento faz parte da Satyrianas; todo mundo que participa tem certeza que a festa é dele também. Não à toa fazemos peças até na casa das pessoas, no projeto Ouvi Contar.

Para que tudo desse certo, Gustavo Ferreira, coordenador geral da Satyrianas, esteve à frente de uma equipe com mais de 200 pessoas: 120 colaboradores na equipe de apoio, 50 técnicos, 20 produtores e 15 curadores. Robson Catalunha assinou a produção geral do evento.

Foi uma média de oito atividades por hora, totalizando 602 produções artísticas apresentadas, reunindo cerca de 2.500 artistas não só de São Paulo como de outras partes do País e até internacionais.

Veja galeria de fotos da Satyrianas 2014

GAROTA SATYRIANAS Satyrianas tem 60 mil pessoas e zero violência

Phedra D. Córdoba e Cléo De Páris ganham o título de Garota Satyrianas no encerramento da festa - Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

A festa também contou com imprevistos e problemas de produção de última hora. A reportagem do R7 viu algumas peças serem canceladas. Sessões do projeto Autopeças deixaram de ser realizadas por falta de carro — a proposta divulgada era fazer teatro dentro de automóveis. Atrasos de cerca de uma hora nos espetáculos da praça Roosevelt também foram uma constante. Observações importantes para uma melhora nas próximas edições.

Esta foi a 15ª edição da festa, que celebrou os 25 anos do Satyros em 50 espaços paulistanos.

No encerramento, a diva cubana Phedra D. Córdoba, integrante do Satyros, foi eleita Garota Satyrianas e celebrou os 25 anos da trupe. Cléo De Páris também levou o título como debutante pelos 15 anos do evento.

Ambas passaram as coroas recebidas para os idealizadores da festa: Rodolfo Gracía Vázquez e Ivam Cabral. Os aplausos foram fartos.

Veja a cobertura completa do R7 na Satyrianas

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denise fraga O Retrato do Bob: Denise Fraga, de todos nósFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Desde que surgiu no palco como a divertida empregada Olímpia, na peça Trair e Coçar É Só Começar, de Marcos Caruso, a gente aprendeu a rir com Denise Fraga. Ela sempre pareceu muito perto, alguém da família. Carioca de nascimento, virou paulistana por adoção. Mesmo com o sucesso na TV, jamais abandonou os palcos, onde bate ponto sempre. Querida da classe, posou para nosso Bob Sousa no lugar onde se sente mais à vontade: o camarim do teatro. Afinal, ela é daquele tipo de pessoa com quem a gente se sente à vontade, porque parece ser de todos nós.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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Léo Kildare Louback em cena de Como Matar a Mãe - 3 Atos: última peça da Satyrianas - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Como Matar a Mãe - 3 Atos, que será encenada neste domingo (23), às 23h, na SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210), é a última peça a ser apresentada na Satyrianas 2014.

A montagem da Sofisticada Cia. de Teatro, de Belo Horizonte, encerra o festival que contou com participação de cerca de 2.500 artistas em mais de 600 atrações em 78 horas de arte deste as 18h da última quinta (20). Até a meia-noite deste domingo, a praça Roosevelt e outros 50 espaços de São Paulo abrigam ações de teatro, cinema, música, artes plásticas e intervenções urbanas.

A peça tem direção conjunta dos atores Fabiane Aguiar, Soraya Martins e Léo Kildare Louback — este último também responsável pela dramaturgia. Com contribuições biográficas, a peça disseca a relação de mãe e filho, buscando fontes ainda em clássicos teatrais como Medeia, Mãe Coragem e as mulheres de Beckett.

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A atriz Fabiane Aguiar em cena da peça mineira Como Matar a Mãe - 3 Atos - Foto: Guto Muniz

Esta é a primeira vez que o grupo participa da Satyrianas. Louback diz que o grupo quer mexer com São Paulo.

— Trazer para São Paulo a experiência de quebra de paradigmas da família mineira é uma possibilidade muito rica para um artista, ainda mais quando se trata de sua própria biografia. Qual é a família da grande metrópole que precisa ser esfacelada?

Louback também dirigiu, ao lado de Antônia Claret, a peça Carolina de Lorca, apresentada na Satyrianas neste sábado, também na SP Escola de Teatro. No monólogo com a atriz Carolina Corrêa, que fez o texto junto do diretor, o universo da artista que se torna mãe é descortinado ao público.

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Carolina Corrêa em cena da peça Carolina de Lorca, apresentada na Satyrianas - Foto: Divulgação

Garota Satyrianas e Gambiarra

Na reta final da Satyrianas 2014, o fim da noite deste domingo (23) ainda tem às 23h o concurso Garota Satyrianas, na Tenda Música da praça Roosevelt. A última performance é Humanus Higiênicus, dentro do projeto Performix, na Estação Satyros (antigo Satyros 2), às 23h30.

Já a grande festa de encerramento, uma edição especial da Gambiarra, está marcada para começar às 23h59, no Open Bar Club (r. Henrique Schaumann, 794, Pinheiros). No caderno com a programação da Satyrianas que é distribuído ao público em vários pontos da praça Roosevelt há cupons de desconto que permitem o pagamento de R$ 10 para entrar na festa.

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Festa Gambiarra tem edição especial para encerrar a Satyrianas às 23h59 deste domingo (23) - Foto: Divulgação

Veja a cobertura completa do R7 na Satyrianas

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