Posts com a tag "recife"

ariano suassuna renato rocha miranda Ariano Suassuna tem segunda alta em oito dias

Escritor Ariano Suassuna melhorou e teve alta; mas, segue sem visitas - Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

Por Miguel Arcanjo Prado

O escritor paraibano Ariano Suassuna, de 86 anos, recebeu, nesta quarta (4), sua segunda alta em oito dias do Real Hospital Português de Recife.

A informação foi confirmada pelo centro médico ao R7.

A primeira alta foi no dia 27 de agosto, depois de internação por seis dias após um infarto agudo no miocárdio de pequenas proporções, sofrido por ele em casa. Contudo, dois dias depois da alta, na quinta (29), o autor sentiu-se mal outra vez e foi levado novamente ao hospital, onde esteve na UTI Coronária até o último domingo (1º).

De acordo com o boletim de alta, assinado pela médica cariologista Patrícia Montenegro, o quadro do paciente evoluiu clinicamente bem, permitindo que continue o tratamento em casa, em repouso absoluto pelos próximos 30 dias. As visitas estão proibidas neste período.

Segundo os médicos que atenderam Suassuna, a rapidez no socorro nas duas vezes em que ele passou mal foi de extrema importância para o diagnóstico e tratamento rápido do paciente.

Escritor de extrema importância na literatura brasileira no século 20, é autor de obras como a peça O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, encenadas nos palcos e adaptadas para a TV e o cinema, sempre com êxito de público.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, em 16 de junho de 1927, mas vive em Recife desde 1942. Ele é formado em direito e foi um dos fundadores do Teatro Popular do Nordeste e do Movimento de Cultura Popular. Atualmente, é secretário da Assessoria Especial do Governo de Pernambuco.

Em 2008, recebeu homenagem no Carnaval paulistano, na escola de samba Mancha Verde, que desfilou com o enredo És Imortal! Ariano Suassuna: Sua Vida, Sua Obra, Patrimônio Cultural.

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ariano suassuna renato rocha miranda 2 Ariano Suassuna sai da UTI, mas segue sem visitas

Ariano Suassuna está melhor e saiu da UTI de hospital em Recife - Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

Por Miguel Arcanjo Prado

O Real Hospital Português de Recife divulgou nota neste domingo (1°) para informar que o paciente Ariano Suassuna apresenta excelente recuperação após o procedimento de embolização do aneurisma. Por isso, ele recebeu alta da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) neste domingo.

Ainda de acordo com o boletim assinado pela dra. Verônica Monteiro, cardiologista coordenadora da Unidade Coronária do centro médico, o escritor deverá receber alta hospitalar nos próximos dias, mas permanece com visitas proibidas.

O autor paraibano passou mal pela primeira vez na última quarta (21), quando foi levado de casa ao centro médico pernambucano. Lá, foi detectado que ele havia sofrido um infarto agudo no miocárdio de pequenas proporções.

Na última quinta (29), dois dias após ter a primeira alta, o escritor paraibano Ariano Suassuna, de 86 anos, sentiu-se mal outra vez, em sua casa, em Recife, Pernambuco. Foi levado rapidamente para o Real Hospital Português, onde estava internado desde a última quarta (21) até obter alta na última terça (27), assinada pelo médico cardiologista Sérgio Montenegro.

A rapidez no socorro foi de extrema importância para o diagnóstico e tratamento rápido do paciente.

Escritor de extrema importância na literatura brasileira no século 20, é autor de obras como a peça O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, encenadas nos palcos e adaptadas para a TV e o cinema, sempre com êxito de público.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, em 16 de junho de 1927, mas vive em Recife desde 1942. Ele é formado em direito e foi um dos fundadores do Teatro Popular do Nordeste e do Movimento de Cultura Popular. Atualmente, é secretário da Assessoria Especial do Governo de Pernambuco.

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ariano suassuna renato rocha miranda Suassuna passa mal de novo e volta ao hospital

Escritor Ariano Suassuna voltou a ser internado em Recife - Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

Por Miguel Arcanjo Prado

Dois dias após ter alta, o escritor paraibano Ariano Suassuna, de 86 anos, sentiu-se mal outra vez, em sua casa, em Recife, Pernambuco. Foi levado rapidamente para o Real Hospital Português, onde estava internado desde a última quarta (21) até obter alta na última terça (27), assinada pelo médico cardiologista Sérgio Montenegro.

O autor está sendo examinado de forma minuciosa e continua proibido de receber visitas.

Suassuna está na Unidade Coronária, onde é observado de perto pela equipe do hospital.

Ao dar alta há dois dias, o médico havia ordenado que Suassuna fizesse repouso absoluto por 40 dias. Segundo o novo boletim médico, não há previsão de alta, mas o escritor passa bem.

O autor paraibano passou mal em sua casa, na última quarta (21), quando foi levado ao centro médico pernambucano. Lá, foi detectado que ele havia sofrido um infarto agudo no miocárdio de pequenas proporções.

A rapidez no socorro foi de extrema importância para o diagnóstico e tratamento rápido do paciente.

Escritor de extrema importância na literatura brasileira no século 20, é autor de obras como a peça O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, encenadas nos palcos e adaptadas para a TV e o cinema, sempre com êxito de público.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, em 16 de junho de 1927, mas vive em Recife desde 1942. Ele é formado em direito e foi um dos fundadores do Teatro Popular do Nordeste e do Movimento de Cultura Popular. Atualmente, é secretário da Assessoria Especial do Governo de Pernambuco.

Em 2008, recebeu homenagem no Carnaval paulistano, na escola de samba Mancha Verde, que desfilou com o enredo És Imortal! Ariano Suassuna: Sua Vida, Sua Obra, Patrimônio Cultural.

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ariano suassuna renato rocha miranda 2 Após sofrer infarto, escritor Ariano Suassuna não tem previsão de alta em hospital de Recife

Ariano Suassuna está internado em hospital pernambucano - Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

Por Miguel Arcanjo Prado

O escritor Ariano Suassuna passa bem nesta quinta-feira (22), apurou o R7. Ele está internado no Hospital Português de Recife, para onde foi levado na manhã desta quarta (21), após sofrer um infarto agudo no miocárdio de pequenas proporções, segundo o último boletim médico assinado pelo Dr. Jorge Guimarães.

O autor paraibano tem 86 anos e passou mal em sua casa, na capital pernambucana. A rapidez no socorro foi fundamental para o diagnóstico e o tratamento do paciente.

De acordo com a assessoria do centro médico, Ariano está bem, lúcido e acompanhado de familiares no quarto.

Entre suas obras mais importantes, está a peça O Auto da Compadecida, encenada nos palcos e adaptada para a TV e o cinema, sempre com muito sucesso.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, em 16 de junho de 1927, mas vive em Recife desde 1942. Ele é formado em direito e foi um dos fundadores do Teatro Popular do Nordeste e do Movimento de Cultura Popular. Atualmente, é secretário da Assessoria Especial do Governo de Pernambuco.

Em 2008, recebeu homenagem no Carnaval paulistano, na escola de samba Mancha Verde, que desfilou com o enredo És Imortal! Ariano Suassuna: Sua Vida, Sua Obra, Patrimônio Cultural.

O escritor ainda não tem previsão de alta.

ariano suassuna renato rocha miranda Após sofrer infarto, escritor Ariano Suassuna não tem previsão de alta em hospital de Recife

Grande dramaturgo, o paraibano Ariano Suassuna vive em Pernambuco - Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

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magiluth2 victor juca Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Magiluth assume seu caos sem nenhuma culpa e com muita ironia e vira destaque no Festival de Curitiba em 2013 - Foto: Victor Jucá/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba

O Grupo Magiluth, de Recife (PE), estreou nesta quarta (3) sua montagem de Viúva, porém Honesta no Festival de Curitiba.

A trupe composta por seis atores pernambucanos – Pedro Vilela, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Mario Sergio Cabral, Lucas Torres e Pedro Wagner – apresenta uma versão irreverente e cheia de personalidade para o texto escrito por Nelson Rodrigues, conterrâneo centenário do grupo. É de se espantar que a obra não tenha feito parte da mostra oficial do evento.

Apesar do ingrato horário das 13h, a estreia aconteceu com casa cheia e vigorosos aplausos no TEUNI. A apresentação se repete sempre às 13h até sábado (6).

viuva sergio silvestri Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Magiluth faz Nelson Rodrigues com deboche e irreverência - Foto: Sergio Silvestri/Clix

Em Viúva, porém Honesta, o Magiluth reforça o deboche presente na “farsa irresponsável”, como denominou o próprio Nelson Rodrigues quando a escreveu na década de 50. Integrantes da geração que adora ironizar a tudo e a todos em frases sob encomenda para as redes sociais, os Novos Pernambucanos do Teatro Brasileiro não salvam ninguém, nem a eles mesmos.

Descascam a hipocrisia sexual brasileira, a imprensa fazedora de manchetes, os críticos teatrais – com sua pompa de arrogância e excesso de sensibilidade – e o próprio teatro, ao desconstruir todas as estruturas cênicas sob os olhos do público.

Nem a expressão “batata”, lugar-comum na obra de Nelson Rodrigues, se salva e é personificada no palco para desespero do elenco e diversão do público diante da obviedade transgressora da proposta.

Até a faxineira do teatro, que teimou em ver a estreia pela fresta da cortina lateral, tornando evidente sua presença, contribuiu sem querer para que a balbúrdia fosse instaurada.

Sabedores de que a originalidade é o maior trunfo que um artista pode ter, os rapazes arretados do Magiluth recriam a obra de Nelson Rodrigues com seus olhares e corpos ímpares cheios de vigor.

Caos e pênis de borracha

Com a libido em riste, brincam com os personagens da peça sobre a jovem viúva filha de um dono de jornal, que passam pelas mãos de todos. A mistura é tanta que até eles se confundem. Ou não. E o público ri e os acompanha na festa quase sem fim.

A iluminação contribui para o caos, bem como os figurinos e os objetos cenográfico cheios de significados que ajudam na composição dos personagens – sejam tranças loiras, boinas, blocos ou até mesmo um pênis de borracha.

A desconstrução começa de cara. Enquanto a plateia se acomoda e recebe rosas vermelhas para serem atiradas nos aplausos final, os meninos do Magiluth se despem aos poucos do figurino elegante com o qual estão vestidos.

O espírito de grupo é presente em todos os momentos. Até nas atuações. Os garotos se defendem, se ajudam, se empurram e formam um todo bonito e coeso. Tudo converge para um destaque conjunto.

O caos está presente o tempo todo, seja nos pulos, nos berros, nos corpos, na mistura eclética ou mesmo nas coreografias cafonas para as músicas bizarras que passam por sucessos de Rita Cadilac ou do Loco Mía, aquele grupo composto por garotos espanhóis que cantavam no Xou da Xuxa nos anos 80.

Em Viúva, porém Honesta, o Grupo Magiluth é coerente com a trajetória arriscada e hipnotizante que desenham para si mesmos. Se arriscam. Pulam de cabeça sem medo. Há tanta verdade na loucura deles que ninguém consegue passar incólume à presença dos rapazes. É como se, num passe de mágica, todos ficássemos magiluthzados.

viuva sergio silvestri2 Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

Meninos do Magiluth no palco do Festival de Curitiba - Foto: Sergio Silvestri/Clix

Viúva, porém Honesta - Grupo Magiluth
Avaliação: Muito bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Magiluth debocha de tudo e é sensação no Festival de Curitiba com <i>Viúva, porém Honesta</i>

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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Magiluth Aquilo que o meu olhar guardou para voce Foto de Mauricio Cuca 1 Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

Grupo Magiluth, de Recife (PE), conquista os palcos de todo o Brasil: os atores Giordano Castro, Pedro Vilela e Erivaldo Oliveira em cena do espetáculo Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você - Foto: Maurício Cuca

Por Miguel Arcanjo Prado

O Grupo Magiluth é uma das mais promissoras companhias do Nordeste brasileiro. Tanto que o blog os apelidou de Os Novos Pernambucanos do teatro nacional. E, cientes de que o Brasil é merecedor de ver este teatro produzido em Recife, eles começam nesta quinta (14), em Belo Horizonte, uma turnê nacional sem precedentes na história da trupe recifense.

Até o final do primeiro semestre, levarão seus espetáculos a dez Estados brasileiros: Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro (veja, abaixo, a agenda completa).

O primeiro lugar em que eles aportam é a capital mineira, onde se apresentam a partir desta quinta-feira (14), no Teatro do Espaco Espanca! (Rua Aarão Reis, 542, Centro, BH, tel. 0/xx/11 3657.7348).

Leia: R7 invade apartamento do Grupo Magiluth

1 Torto Mauricio Cuca 2 Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

Giordano Castro no ótimo monólogo 1 Torto - Foto: Maurício Cuca

O espetáculo Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você será apresentado nos dias 14, 16 e 17 de marco (quinta, sábado e domingo), às 21h.

Ele mostra o dilema de um grupo de rapazes e suas relações afetivas em um ambiente urbano. Um dos charmes do espetáculo é sempre dialogar com a cidade onde ele é apresentado. A direção é do grupo em parceria com Luiz Fernando Marques.

No elenco, estão Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Pedro Wagner e Pedro Vilela. Leia a crítica.

Já nos dias 16 e 17 (sábado e domingo) também tem o espetáculo solo 1 Torto, que rendeu indicação a Giordano Castro de Melhor Ator R7 de 2012, às 19h.

O espetáculo intimista, que tem direção de Pedro Wagner e dramaturgia do próprio ator, fala do dilema do ator diante de sua arte e tem ampla participação do público. Leia a crítica.

Os ingressos da curta temporada do Grupo Magiluth em Belo Horizonte estão a preço popular: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada.

Veja a agenda do grupo nos próximos meses e programe-se para ver os meninos de Recife:

agenda magiluth Grupo Magiluth faz turnê teatral por dez Estados brasileiros; Minas Gerais é a primeira parada

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IMG 7693 Grupo Magiluth celebra centenário de Gonzagão com turnê teatral nas ruas de Pernambuco

Quando a zabumba encontra o teatro de rua: Magiluth celebra o conterrâneo centenário Luiz Gonzaga

Por Miguel Arcanjo Prado

Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, completaria cem anos no próximo dia 13 de dezembro. Mas, se a festança já começou nos shows e cinemas de todo Brasil, ela não poderia deixar de ocupar o palco também. Ou melhor, ocupar o teatro de rua.

E claro que tal homenagem teria de vir de uma trupe pernambucana. E ninguém melhor do que o Grupo Magiluth, que representa o novo teatro de Recife, ser o responsável por transformar a música de Gonzagão em beleza cênica nas cidades de Recife, Olinda, Garanhuns, Caetés, Caruaru e Vitória.

O espetáculo Luiz Lua Gonzaga estreia neste sábado (8) e fica em cartaz até o próximo dia 16 em sua turnê frenética de fim de ano.

Com o novo projeto, os meninos do Magiluth demonstram que já estão craques em homenagear centenários. Já que celebraram o do dramaturgo Nelson Rodrigues, outro pernambucano ilustre, em agosto último, com uma montagem inteiramente masculina de Viúva, porém Honesta, que causou frenesi no Rio, em Salvador e no Recife.

O novo projeto tem apoio da Funarte, pelo Prêmio Funarte Centenário Luiz Gonzaga, que patrocinou 30 iniciativas em todo país de diferentes linguagens que visassem celebrar nosso grande cantor e compositor nordestino.

Como o ritmo do xaxado pede, o Magiluth vai ao encontro do povo no espetáculo de rua. Erivaldo Oliveira, ator da trupe, diz que objetivo é aproximar o grupo da gente que não tem costume de frequentar o teatro.

IMG 7717 Grupo Magiluth celebra centenário de Gonzagão com turnê teatral nas ruas de Pernambuco

Quando a música encontra o teatro: Luiz Lua Gonzaga

Pedro Wagner, também ator, lembra que a música é parte primordial do trabalho. Para darem conta do recado, os seis meninos do Magiluth chamaram os músicos Pedro Cardoso e João Tragtenberg, este último um catarinense que viajou a Pernambuco para aprender a tocar sanfona com o Mestre Camarão.

Pedro Vilela, diretor da montagem, prefere a palavra celebração a espetáculo para defini-la, já que o objetivo mesmo é homenagear o conterrâneo tão importante. Um dos charmes é um boneco manipulado pelo elenco, criado pelo ator Lucas Torres. “O objetivo é remeter à tradição das feiras populares, tão comuns no Nordeste”, revela.

Quem pensa que a obra é um relato enciclopédico se engana redondamente. Giordano Castro, responsável pela dramaturgia, diz que o objetivo “não foi realizar uma biografia, mas ativar questões que estão na obra de Luiz Gonzaga e na memória popular do nordestino”.

Completa o elenco Mario Sergio Cabral, o caçulinha do Magiluth e, claro, Muso do Teatro R7. A produção executiva é assinada pela sempre competente Mariana Rusu.

Veja abaixo quando e onde o Magiluth se apresenta, sempre com entrada gratuita:

ETAPA 1
Dia 8/12 – Sábado
16:00 – Praça Tertuliano Feitosa (Praça do Hipódromo) – Hipódromo, Recife.
20:00 – Praça da Sé - Olinda

Dia 10/12 – Segunda-feira
16:00 – Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura – Alto José Bonifácio, Recife.
20:00 – Biblioteca Popular do Coque – Coque, Recife.

Dia 11/12 – Terça-feira
16:00 – Terminal do Alto do Capitão
20:30 – Praça do Arsenal – Bairro do Recife, Recife.

ETAPA 2
Dia 15/12 – Sábado
16:00 – Garanhuns - Parque Euclides Dourado
20:00 – Caetés - Praça da Matriz

Dia 16/12 – Domingo
16:00 – Caruaru - Parque Severino Montenegro
20:00 – Vitória – Praça do Distrito de Pirituba

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Pré Viúva 2 Magiluth em dois cliques: a volta dos filhos pródigos
Por Miguel Arcanjo Prado

Veja aí acima os seis meninos do Magiluth se aquecendo, já paramentados com elegante figurino, pouco antes de subir ao palco do tradicional Teatro Santa Isabel, em Recife, neste domingo (19).

Eles encenaram sua versão totalmente masculina de Viúva, porém Honesta, para celebrar os cem anos de Nelson Rodrigues, que serão completados nesta quinta (23). O dramaturgo pernambucano é o homenageado do 10º Festival Recifense de Literatura, do qual a apresentação fez parte.

Depois de impressionarem o público paulistano durante os meses de junho e julho, quando estiveram estiveram em cartaz na Funarte com três obras, os atores seis atores do Magitulh voltaram com tudo à terra natal.

Pedro Vilela, Lucas Torres, Mario Sergio Cabral, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira e Pedro Wagner foram recebidos com pompas e honra.

O público não ficou de fora desta recepção calorosa. A fila na porta do Santa Isabel deu voltas no quarteirão. Muito gente ficou do lado de fora, com os 700 lugares do teatro ocupados. Ou seja: um grande sucesso.

E olha aí abaixo nossos garotos apaixonados por teatro fazendo pose exclusiva para o Atores & Bastidores. Pela cara, dá para ver que estão bem felizes. Que bom.

Pré Viúva 3 Magiluth em dois cliques: a volta dos filhos pródigos

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O Retrato do Bob: Pedro Vilela, o sonhador coletivo

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pedro vilela magiluth foto bob sousa O Retrato do Bob: Pedro Vilela, o sonhador coletivo

Torcedor do Náutico, o ator e diretor do Magiluth Pedro Vilela posa para Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Pedro Vilela tudo resolve no Magiluth, grupo de Recife do qual São Paulo já sente saudade – eles passaram os últimos dois meses na metrópole paulista, em temporada de três espetáculos na Funarte.

Líder natural da companhia de seis atores pernambucanos, sabe a importância da palavra gestão. E faz valer o que diz desde que entrou no grupo para ser iluminador. Por isso, ganhou respeito e espaço.

Está acabando por se tornar um diretor natural da trupe. Com a montagem de Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues, que apresentam neste domingo (19) no Teatro Santa Isabel, o mais tradicional de Recife, faz sua segunda direção.

A encenação do Magiluth abre o 10° Festival Recifense de Literatura. Depois, esperam conseguir do Poder Público local um teatro que os abrigue na capital pernambucana, porque as coisas não andam nada fáceis para os artistas nos palcos de lá.

A primeira direção de Vilela foi em O Canto de Gregório, apresentando na temporada paulistana e que chega ao Rio em outubro agora.

Quando era pequeno, o menino Pedro, criado no centro recifense, ao lado da Igreja da Santíssima Trindade, chegou até a pensar em ser padre. Foi coroinha e tudo, encantado por toda aquela liturgia da Igreja.

Depois, torcedor do Náutico, quis ser jogador de futebol, mas logo percebeu que sua sina era ser artista. Afinal, qual lugar melhor do que o palco do teatro para realizar trapaças iguais àquelas com as quais se divertia menino, vendo Pica-Pau e Pernalonga aprontar?

No momento, mata a saudade de casa. Mas comemora a temporada em Sampa. Foi criativa. Moraram os seis em um apartamento que respirava arte em todos os cômodos. E usaram extenuantes ensaios na Funarte, a uma quadra do apê, para dar o toque do Magiluth à obra do centenário Nelson Rodrigues, que nasceu em Recife há exatos cem anos no próximo dia 23.

Foi Vilela quem escolheu montar Viúva, porém Honesta, uma farsa irresponsável de nosso dramaturgo, cheia de reviravoltas. A peça foi apresentada no Rio, no Teatro Dulcina, que reuniu artistas de todo o País para homenagear o mestre. Coincidência, ele e os meninos montaram a obra em dois meses, tempo igual ao que Nelson Rodrigues levou para escrevê-la e levá-la ao palco.

Para dar conta de tanta batalha, Pedro Vilela conta com a companhia de Maira Rusu, sua mulher há três anos. Ela passou e passa, a seu lado, por todos os perrengues e conquistas do grupo. Segura a barra.

Aos 27 anos, ele tem um sonho coletivo: ver o Magiluth crescer, conquistar sua sede, onde possam montar seus trabalhos, receber e formar novos artistas na capital pernambucana. Como líder nato, pensa em todos.

— O Magiluth não quer ser um estranho no ninho. Queremos contagiar todo Recife. Por isso, meu sonho é coletivo.

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Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Os atores pernambucanos do Magiluth vivem a “nossa linda juventude”. Por conta da temporada de três peças que fazem até julho na Funarte, em São Paulo, Um TortoO Canto de Gregório e Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você, eles alugaram um apartamento enorme, com vista linda de morrer para o centro, defronte ao Minhocão.

Foi lá que nos receberam de um jeito despretensioso, íntimo e caloroso no fim da manhã da última terça-feira (18).

Com idade entre 23 e 30 anos, os seis atores, Pedro Vilela, Lucas Torres, Mario Sergio Cabral, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira e Pedro Wagner, curtem morar juntos na metrópole.

magiluth bob sousa 19 6 12 Magiluth em SP: seis homens moram juntos em apartamento no Minhocão para viver de teatro

Os Novos Pernambucanos do Teatro: Erivaldo Oliveira, Pedro Wagner, Pedro Vilela, Lucas Torres, Mario Sergio Cabral e Giordano Castro - Magiluth - Foto: Bob Sousa

Quando batemos à porta, alguns saíam do banho. O apartamento é uma espécie de QG dos Novos Pernambucanos do Teatro, apelido que receberam deste jornalista em referência aos Novos Baianos, que sacudiram a música brasileira nos anos 70. “Só a Baby está difícil de achar”, brinca Pedro Wagner.

Mas mulher não faz falta no apartamento no 10º andar do edifício numa esquina da avenida São João. “É que mulher às vezes é muito chata”, confessa Erivaldo. Pedro Vilela parece não concordar. Conta que sua esposa, Mariana, chega nos próximos dias para uma curta temporada no apê.

Novidade de Recife

O grupo surgiu em 2004, quando integrantes da extinta Cia. Gambiarra se juntaram aos primeiros elementos do Magiluth (Marcelo Oliveira, Giodarno Castro, Lucas Torres e Thiago Liberdade – Magiluth é a somatória das primeiras sílabas dos quatro nomes originais). “Somos o KLB do teatro”, gargalham, entre uma tragada e outra no cigarro. Apesar da saída de Marcelo e Thiago, o nome foi mantido.

De cara, os meninos saídos do curso de licenciatura em teatro da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) conquistaram o jovem público recifense, sedento pela novidade: intimista, o Magiluth faz um tipo de teatro incomum no Nordeste. Sempre quiseram fazer o deles, sem vontade de “entrar na noia de teatro de produtores” nem embarcar na limitação de apenas dar aula. “Somos atores, viciados em teatro”, explica Pedro Wagner.

A grande virada veio em 2009, quando começaram a viajar. Porto Alegre, Brasília, São Luís, Rio, Guaranhuns, São Paulo e Curitiba foram desbravadas.

Turbulências e amizades

Quem sofre com tantas viagens é Giordano, que até grita dentro do avião, dependendo da intensidade da turbulência. Para infelicidade do rapaz, já passou por tudo: de turbina com defeito a voo arremetido. Toma remédio para dormir, mas os comprimidos só fazem efeito quando chega ao destino. “As viagens de avião para mim são intermináveis”, confessa.

A participação no projeto Rumos, do Itaú Cultural, em 2011, foi fundamental para selar laços com outras companhias. Se ajudam desde então.

Bem quistos pela turma do teatro, os rapazes já estão ambientados em São Paulo, apesar de sofrerem nos dias de muito frio. Acostumaram-se até com os viciados em crack nas ruas do centro. Nem se assustam mais. Curtem tudo tanto que dizem “não saber ainda o que vai ser a volta ao Recife”. É que os retornos sempre são seguidos de crise.

Entretanto, jamais negam as origens. “É preciso sempre olhar seu quintal para depois olhar o quintal de fora”, diz Mario. Giordano completa: “Somos do Recife. Nossas referências estão todas lá”, enquanto oferece um biscoito.

É à beira do rio Capibaribe que fica a sede alugada do grupo. Que sonham um dia ser própria. “A gente nunca conseguiu projeto nenhum nosso ser aprovado nos editais de Pernambuco. Só conseguimos editais de outros Estados ou nacionais”. Uma vergonha, autoridades pernambucanas.

“Depois de São Paulo e do Festival de Curitiba, a repercussão foi enorme com nosso trabalho”, conta Lucas, satisfeito de ver que o grupo também conquistou a imprensa especializada.

E pelo jeito o sucesso vai continuar, já que, no fim de julho  ocupam o Teatro Vila Velha, em Salvador. Depois, se apresentam no Rio, no começo de agosto, com uma versão só com homens para Viúva, Porém Honesta, do centenário Nelson Rodrigues.

Caos e festa junina

Mas eles curtem mesmo é o presente, coletivo. Aproveitam a vida boa, fazendo o que mais gostam.

Para dar ordem ao caos do apartamento de seis machos, dividem as tarefas domésticas. Na geladeira, fica a escala de quem lava a louça. Foi preciso a burocracia do papel, porque “tiveram alguns probleminhas”.

Como bons pernambucanos, são festeiros. Prometem para breve celebração junina que vai abalar o prédio. Vão chamar amigos íntimos que fizeram na cidade. “Vocês estão na lista de convidados”, nos contam. Lisonjeados, Bob e eu confirmamos: “É claro que vamos”.

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