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2014 09 10 Teatro ofic Walmor cacilda Foto Nilani Goettems 7653 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Multiétnico: Teat(r)o Oficina apresenta Walmor y Cacilda 64: Robogolpe no Mirada 2014 - Foto: Nilani Goettems

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos

A terra que revelou Pelé e Neymar para o mundo virou também palco do teatro ibero-americano no Brasil. Buscar a integração maior entre o teatro brasileiro e o de outros países latino-americanos, além de Espanha e Portugal, é o chamariz do Mirada, cujo nome já deixa clara a ideia de um olhar contínuo.

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Peça São Jorge Menino é apresentada à beira mar em Santos, durante o Mirada 2014 - Foto: Nilani Goettems

A terceira edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos chega ao fim neste sábado (13) tendo apresentado 40 espetáculos na Baixada Santista, dos quais 25 foram internacionais.

O público final é de 70 mil pessoas, mais que três vezes a capacidade do estádio da Vila Belmiro, do Santos Futebol Clube, onde Pelé e Neymar foram revelados.

O número de público em 2014 é menor que os 100 mil de 2012 e maior do que os 50 mil de 2010. Segundo a organização, o número caiu em relação à última edição porque esta contou com o evento Rodrigueanas, que reuniu muitas pessoas pelas ruas santistas, com as noivas que homenageavam o centenário de Nelson Rodrigues.

Mais uma vez, o eventou buscou apresentar o melhor do teatro produzido na Península Ibérica e na América Latina, como forma de se traduzir a diversidade da região. O Chile, país convidado de honra, apresentou peças potentes como Otelo e Castigo.

Tradução de culturas

Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, avaliou o festival em conversa exclusiva com o R7.

"A América Latina toda reflete sobre sua identidade no Mirada. Isso você vê nos trabalhos de todos os países, que traduzem as suas culturas. Refletem o passado, o presente e o futuro. Assim, o porvir é sempre positivo", afirma.

neto Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, faz o balanço: "A equipe do Mirada merece meu respeito" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Para Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, o Mirada já conseguiu o "reconhecimento internacional". "Tivemos a procura de muitos produtores de fora que quiseram acompanhar o festival", conta.

Segundo ele, 93% dos espetáculos tiveram lotação esgotada. "Apenas em alguns casos específicos tivemos espectadores que compraram ingresso e não apareceram", conta. Esta edição contou com quatro novos espaços na cidade, totalizando 25 palcos.

Neto diz ao R7 que está satisfeito com sua equipe, formada por 280 funcionários do Sesc Santos e mais 90 emprestados de outras unidades da rede Sesc em São Paulo. "Isso sem contar em mais de 500 pessoas da rede em São Paulo que nos ajudaram a planejar o Mirada".

A cidade de Santos, na visão de Neto, precisa melhorar a rede hoteleira para atender às exigências de um festival do porte do Mirada, que aumentou o número de artistas de 420 em 2012 para 600 em 2014. "É uma cidade de tradição de turismo de fim de semana, com muitos leitos em pequenos estabelecimentos e poucos grandes hotéis. Como temos o objetivo de estabelecer a troca e a convivência entre os artistas, isso precisa melhorar. Mas faço questão de agradecer a parceria com a Prefeitura de Santos, fundamental para o festival".

Neto finaliza a terceira edição do Mirada agradecendo a todos que colaboraram com o evento. "O Mirada é feito para as pessoas. E o fazemos respeitando os trabalhadores e as questões de segurança. Deu tudo certo. A equipe do festival merece todo o meu respeito", diz.

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A atriz Juliane Elting, do Teat(r)o Oficina, durante sessão do Mirada, em Santos - Foto: Nilani Goettems

Troca de experiências

O Mirada atraiu muita gente de teatro com vontade de trocar experiências e fazer parcerias. Este tema é obsessão do produtor Felipe González, diretor da Difusa Fronte(i)ra, a única produtora especializada em produção cultural da América Latina. A entidade tem sede em São Paulo, mas com direito a braços em cidades como Buenos Aires e Cidade do México.

treze sonhos ou somente um atravessad por um passaro jorge pizarro Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Peça 13 Sonhos (Ou Somente um Atravessado por Um Pássaro), da Colômbia - Foto: Jorge Pizarro

“Queremos facilitar a circulação da cultura na América Latina, aproximando grupos, e tentando proporcionar criações coletivas. Existimos desde 2006 e produzimos uma média de cinco projetos novos por mês”, revela.

Ele ainda dá uma pista a quem quiser procurá-lo: “Gostamos de trabalhos que quebram a estrutura do teatro tradicional”, diz González.

Trabalhos como o colombiano 13 Sonhos, que fez uma instalação na garagem do Sesc Santos, e o mexicano Banhos Roma com uma narrativa fragmentada e tecnológica foram nesta linha no Mirada, enquanto que o mexicano Menores que o Guggenheim fez humor com o fazer teatro.

"Compartilhamento de vivências"

A diretora paraguaia Paola Irún também aposta em uma integração cada vez maior do teatro latino-americano. Com seu grupo En Borrador fez uma residência conjunta com o [ph2] estado de teatro, grupo paulistano, durante o festival.

“O Mirada é um espaço onde convivem olhares diferentes, um lugar de compartilhamento de vivências”, diz Irún. A brasileira Paola Lopes, do [ph2], concorda: “A troca é fundamental na criação de qualquer projeto artístico consistente”.

Jorge Baez, ator paraguaio do En Borrador, diz que o “desafio é imenso” e que o Mirada é um avanço importante. “É um festival com variadas propostas estéticas. O panorama que apresenta é enorme”.

lucas andrade nash laila Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Os atores Lucas Andrade e Nash Laila em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Ennio Brauns

Ponto para Zé Celso

Apesar de o Mirada ter acertado em muitos aspectos, o R7 sentiu falta, por exemplo, de atores negros nas montagens. Contam-se nos dedos da mão as companhias que tinham integrantes negros em seus elencos. Ao lado do Projeto Bispo e de Pindorama, o Teat(r)o Oficina foi uma das exceções no contexto do festival, ao apostar em um elenco multiétnico. Ponto para o seu diretor, Zé Celso.

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Festival Mirada dialoga com a cidade de Santos: teatro por toda a cidade do litoral de SP - Foto: Nilani Goettems

Um festival que se propõe a ser um panorama da diversidade latino-americana precisa se atentar para a representação étnica no palco, sobretudo com grupos importantes produzindo um teatro negro de vigor na atualidade, como Os Crespos e Coletivo Negro, em São Paulo, e o Bando de Teatro Olodum, em Salvador. Fica a observação como incentivo a um aprimoramento no futuro.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

Olhar múltiplo

Rafael Viana, da equipe nacional do projeto do Sesc Palco Giratório, participa do Mirada como forma de fazer descobertas.

Ele conta que neste ano o Palco Giratório faz circular 30 espetáculos por 700 cidades brasileiras. E reforça a importância de um olhar múltiplo: “Nossa equipe do Palco Giratório tem 30 curadores. Isso é fundamental para que as escolhas sejam diversas. Vir ao Mirada é uma forma de fazer um intercâmbio de ideias e experiências”, conta.

O professor da Unesp Alexandre Mate, um dos mais importantes pesquisadores do teatro brasileiro, também aposta no diálogo. “É importante saber o que pensam os promotores de cultura na América Latina. São Paulo tem uma produção teatral incontestável, mas faltam espaços de interlocução como o Mirada promove.”

Fernando Yamamoto, produtor do grupo potiguar Clowns de Shakespeare, que estreou a obra Nuestra Senhora de las Nuvens no Mirada, afirma que participar do festival vai marcar a trajetória da companhia. “Poucos festivais têm esse espaço de troca, geralmente, a gente chega, monta, se apresenta e vai embora sem conhecer ninguém. No Mirada, isso é diferente”, declara.

isabel ortega Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Isabel Ortega: foco na qualidade - Foto: Divulgação

Qualidade

Isabel Ortega, da equipe de curadoria do Mirada, diz que é importante acompanhar de perto o evento para que ele seja aperfeiçoado. “Este ano ele cresceu quase que o dobro em relação à última edição. E temos de estar atentos para que este crescimento na quantidade não afete a qualidade, que é um dos diferenciais do Mirada”, afirma.

Pepe Blamé Meira, diretor do Festival Internacional de Teatro de Cádiz e também integrante da curadoria do Mirada, declara que o evento precisa continuar sendo “heterogênio e multicultural”, com espaço “para qualquer tipo de linguagem”.

Olhar santista

Junior Brassalotti, ator do Projeto Bispo, que reuniu artistas de Santos na programação do Mirada, lembra que o olhar para fora não pode deixar também para trás o olhar para a própria cidade de Santos e seus artistas: “O Mirada também ressignifica a cidade e valoriza a autoestima do artista local”. A peça dele trabalhou com moradores do centro de Santos.

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Sérgio Luís Oliveira, curador do Mirada: troca entre o teatro ibero-americano - Foto: Reprodução

O gerente do Sesc Santos, Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, concorda. “O desafio é crescer na ocupação da cidade de Santos e fazermos também esse olhar pra dentro. O Mirada nasceu com o olhar para fora, agora tem o desafio de olhar para a gente de Santos também”, pondera.

O programador de teatro do Sesc Santos, Leonardo Nicoletti, lembra que "o teatro santista vive um período de efervescência e de forte luta política". Assim, em sua opinião, "o Mirada, sobretudo por ter uma obra da cidade, o Projeto Bispo, valoriza as artes cênicas locais e fortalece as ações teatrais de interferência na cidade".

danilo Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc SP: "Adesão do público da Baixada Santista ao Mirada foi maravilhosa" - Foto: Divulgação

Para Danilo  Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, a "adesão foi maravilhosa" do público da Baixada Santista ao Mirada. "A reação do público foi extraordinária. O Mirada fortalece o teatro da América Latina", afirma.

Cidade de Pelé, Neymar e teatro

O jornalista e crítico teatral colombiano Alberto Sanabria, do jornal El Tiempo, conta que gostou muito de acompanhar o festival e diz, sem pestanejar: “Santos era apenas a cidade do Pelé e do Neymar para os colombianos. Agora, é também a cidade do teatro”.

Sergio Luís Oliveira, curador do Mirada, finaliza, dizendo que o intercâmbio concreto é o que diferencia o festival de outros no Brasil: “Além da peça, temos oficinas, workshops, bate-papo, encontrões. Para nós a ideia de convívio é importante. Queremos estabelecer, cada vez mais, conexões entre pessoas durante o Mirada”.

Que venha o próximo.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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jaime lorca otelo Chile marca Mirada 2014 com teatro potente

Jaime Lorca e Teresita Iacobelli em Otelo: peça chilena foi uma das melhores do Mirada 2014 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

Depois de México e Argentina, chegou a vez do Chile ocupar o principal posto do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo.

Com sete peças na programação, o país é o homenageado desta terceira edição, que chega ao fim neste sábado (13), como convidado de honra, em parceria com a Fundación Teatro a Mil, que promove o famoso festival teatral Santiago a Mil.

O Teatro La Memoria apresentou Castigo, um drama de um artista passando a limpo sua relação com o pai. Já o tradicional Teatro Camino mostrou O Jardim das Cerejeiras, clássico texto de Tchekhov. A Imaginação do Futuro foi o espetáculo escolhido pela Companhia La Resentida, com os últimos dias de Salvador Allende no comando do país. Enquanto que o Teatro en el Blanco apresentou A Reunião, que causou muito impacto no festival. Assim como Otelo, da Comapanhia Viajeinmóvil, apontada por muitos como a melhor peça do Mirada 2014.

O Chile ainda apresentou dois espetáculos de rua: O Homem Vindo de Lugar Nenhum, da Companhia Gran Rayneta, e O Cavaleiro da Morte, do Coletivo La Pato Gallina. Assim, encerra o evento tendo exibido um teatro de potência incontestável.

Véronique Mondini, representante do Conselho Nacional de Cultura e Artes do Chile, conta ao R7 que a diversidade dos palcos chilenos está muito bem representada no evento.

“São cinco peças de sala e duas de rua, em uma seleção feita pelo Sesc em conjunto com o comitê diretivo do Mirada. Ser o país convidado de honra em um dos mais importantes festivais da América Latina é motivo de orgulho para o Chile”, afirma.

O governo chileno dividiu as contas com o Sesc, pagando o transporte aéreo e o transporte cenográfico. A entidade brasileira custeou a estadia, a alimentação e os cachês das companhias.

“O Mirada já é um festival grande e de muita influência. Participar dele é um passo para a internacionalização cada vez maior do teatro chileno, que aposta no projeto Iberescena desde 2006, apoiando a integração artística na região”, afirma Mondini.

Modelo de gestão

A representante chilena diz que ficou impressionada com o modelo institucional do Sesc, uma instituição privada que funciona como o setor público, levando cultura, alimentação e esporte à população a preços mais em conta.

“Ainda é um modelo utópico para a realidade do Chile, mas este tipo de troca promovida pelo Mirada é importante, porque vemos que é possível. Isso nos permite voltar e propor novos modelos”, declara.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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juliane elting walmor cacilda jennifer glass Oficina passa como furacão pelo Mirada e deixa Santos sob impacto e com gostinho de quero mais

Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe; em Santos, a Robocopa virou Robovoto; Zé Celso ficou chateado com Engenho do Samba vazio, ao contrário dos cartazes de "ingressos esgotados" - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O Teat(r)o Oficina já subiu a serra de volta a São Paulo, mas Santos ainda vive seu impacto. O grupo dirigido por José Celso Martinez Corrêa fez duas apresentações no Engenho do Samba da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe pelo Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc.

Pouco antes de embarcar de volta à capital paulista, Letícia Coura, atriz do grupo, conta ao R7 que a nova encenação incorporou o clima pré-eleições e impactou o público. “A Robocopa virou o Robovoto. Walmor y Cacilda reflete cada vez mais o que estamos vivendo”, afirma.

O R7 apurou que uma coisa deixou Zé Celso chateado: apesar de cartazes do Sesc Santos anunciarem que as duas sessões estavam esgotadas, o espaço não lotou em nenhuma apresentação.

A turma do Oficina não entendeu o porquê e ficou com vontade de ter feito um diálogo maior com os moradores da comunidade na qual se apresentou.

Ninguém sabe se foi por isso, mas Zé Celso não apareceu na sede do Sesc Santos, preferindo ficar concentrado com seus atores.

Dança no jantar

Mas estes deram as caras nos espaços de convivência do festival. E sacudiram tudo como um potente furacão. Alguns atores até circularam sem camisa pelo Sesc Santos, arrancando olhares empolgados de muita gente graúda, como o cubano Ariel Rocha e o brasileiro Acauã Sol. Outros fizeram bonito em uma pista de dança improvisada, caso de Danielle Rosa, Tony Reis, Beto Mettig e Alessandro Leivas. Sem contar com a participação especialíssima da cantora Juliana Perdigão na festança.

Os jantares na comedoria do Sesc Santos ficaram animadíssimos com a turma do Oficina. A atriz Juliane Elting foi uma das que puxou uma roda de dança no espaço ao som da DJ Evelyn Cristina, que tocou sucessos da música brasileira em sintonia perfeita com o grupo. “Jantar com DJ é maravilhoso. A gente começou a puxar todo mundo, aí veio gente das outras companhias. Soube que muita gente quando nos viu falou: ai, que bom que chegou o Oficina”, conta ao R7. A reportagem também ouviu a frase.

Gostinho de quero mais

Foi a primeira vez que Juliane esteve em Santos. Ela ficou encantada com a cidade. “Fiquei surpreendida, porque imaginava uma cidade apenas com um porto, repleta de containers e poluição, mas é uma cidade linda, com muito verde. Estou indo para São Paulo com vontade de voltar”, revelou.

Juliane Elting se juntou a Nash Laila e Letícia Coura, outras duas atrizes do Oficina, para ficar mais um dia no festival por conta própria. “Foi uma passagem relâmpago a nossa”, define Nash. “Mas teve coisas incríveis, como o vídeo que o Sesc TV fez com as Cacildas dançando na praia. E o lugar no qual fomos instalados era incrível, apesar de não ter lotado, infelizmente. Mesmo assim, voltamos para São Paulo com gostinho de quero mais”, finaliza.

Fato é que, após a partida do Oficina, nesta quinta (11), os espaços de convivência do Mirada no Sesc Santos ficaram muito mais sem graça.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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Françoise Forton e Aline Peixoto JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell50 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Olhar de uma mulher solitária no porão do Laura Alvim: as atrizes Françoise Forton e Aline Peixoto encenam a obra soturna de Ana Cristina Cesar em frente ao mar carioca - Foto: André Muzzel/AG. Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O porão da Casa Laura Alvim, que fica de frente à praia de Ipanema, no Rio, já viu obras com densidade completamente inversa ao clima de balneário que o rodeia.

Mais uma entra para esta coleção: Jazz do Coração. O espetáculo parte de cartas e poemas da escritora Ana Cristina Cesar, que também já foi tema da peça Um Navio no Espaço, de 2010, com Paulo José e Ana Kutner, pai e filha, no elenco.

Em temporada às terças e quartas, a nova montagem busca descortinar a obra de uma artista misteriosa e inquieta, que entrou para a geração de poetas alternativos da contracultura da década de 1970.

No palco, estão Françoise Forton e Aline Peixoto, dirigidas por Delson Antunes. Ambas dividem o papel de Ana Cristina César.

A obra, chamada de “drama-poético-musical” pelos artistas, ainda tem trilha sonora assinada por Pedro Luis.

Françoise Forton e Delson Antunes JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell19 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Idealizadores da peça: Françoise Forton e o ator Delson Antunes - Foto: André Muzzel/Ag. Cristina Granato

O diretor conta que a peça “tem um clima quase confessional” e fala “sobre relações, expectativas, do lado afetivo, dos amigos e muito da solidão, da carência, do amor”.

Françoise, que idealizou o projeto ao lado do diretor, revela que estava com vontade de fazer a peça há muito tempo. “Queria falar também da mulher, do feminino, mas buscava palavras ditas de outra forma, um outro olhar, e é impossível passar impunemente sobre a obra da Ana Cristina César. O texto dela é humano, feminino e atual. Sempre será”, finaliza.

Ana Cristina Cesar nasceu no Rio em 1952. Revelou-se como escritora na década de 1970. Fez letras na PUC-Rio, mestrado em comunicação na UFRJ e mestrado em tradução literária na Universidade de Essex, Inglaterra. Em 1983, aos 31 anos, a autora cometeu suicídio, jogando-se da janela do apartamento dos pais,  no oitavo andar de um prédio em Copacabana. Assim como na música Eu Tive um Sonho, de George Israel e Paula Toller.

Jazz do Coração
Quando: Terça e quarta, 21h. 70 min. Até 24/09/2014
Onde: Casa de Cultura Laura Alvim – Porão (av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio, tel. 0/xx/21 2332 2016
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 10 anos

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la funcion por hacer Cena Contemporânea chega à 15ª edição: “Festival profissionaliza teatro no DF”, diz Guilherme Reis

Cena da peça La Función por Hacer, da Espanha: destaque na programação - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Apesar de ser uma cidade com forte poder aquisitivo, fazer teatro em Brasília sempre foi difícil. Mas os artistas locais são resistentes e, atualmente, a cidade tem um dos mais importantes festivais teatrais do Brasil.

O concreto planejado será invadido pela poesia solta do teatro a partir desta terça (19), quando peça carioca Conselho de Classe será apresentada no Teatro Funarte Plínio Marcos. Ela abre a 15ª edição do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que acontece na capital federal até 31 de agosto.

São 13 dias de programação com 23 peças vindas da Argentina, da França, da Escócia e da Espanha, além, é claro, do Brasil. “O Cena Contemporânea tem 19 anos de história e completa 15 edições. Hoje, cresceu muito e se comunica com o Brasil inteiro e também com o melhor do teatro mundial”, diz Guilherme Reis, diretor e curador do evento.

Entre as novidades, estão Tomorrow, espetáculo co-produzido pelo próprio Cena Contemporânea em parceria com a Grã-Bretanha e com a Escócia, e a peça La Función por Hacer, da Cia. Kamikaze, eleita uma das melhores peças do teatro espanhol nos últimos 20 anos. Ainda no time de atrações internacionais, está a presença do bailarino e coreógrafo francês Jérôme Bel.

mundareu Cena Contemporânea chega à 15ª edição: “Festival profissionaliza teatro no DF”, diz Guilherme Reis

Olhar para a produção local: cena da peça Mundaréu, do Distrito Federal - Foto: Divulgação

Repercussão na classe artística

Parte do calendário cultural brasiliense, o Cena Contemporânea tem acolhida forte entre a classe artística e a juventude do Distrito Federal. Gente que aguarda ansiosa por sua chegada, como o dramaturgo Sergio Maggio.

— O Cena Contemporânea acentuou o tráfego de espetáculos com processos de pesquisas para Brasília. Antes, essas montagens estavam restritas às programações do CCBB e da Caixa, havendo um domínio das montagens mais comerciais.

Maggio, que é dramaturgo da brasiliense Criaturas Alaranjadas Cia. de Teatro, conta que foi no festival que, no começo dos anos 2000, por exemplo, Brasília viu pela primeira vez um Pret-à-Porter de Antunes Filho. Também foi frequentando uma oficina de dramaturgia no Cena Contemporânea, com o argentino Santiago Serrano, que ele tomou uma importante decisão, como revela ao R7.

— Foi aí que decidi escrever dramaturgia. O Cena foi ajudando a tirar esse atraso cultural, o que fez um imenso bem aos fazedores de teatro e ao público.

Troca entre artistas

De olho em trocas como estas, além das peças, o Cena continua com atividades formativas na programação. Um dos destaques é a oficina de atuação de Cacá Carvalho, que apresenta sua Trilogia de Pirandello no festival. Outras oficinas concorridas são a de dramaturgia com o autor argentino Santiago Serrado, e a de clown com o palhaço argentino Gabriel Chame.

O diretor do festival diz ao R7 que o Cena Contemporânea “é importante na formação de público”.

— Ele trouxe a juventude às salas de teatro. E renova seu público a cada ano. Já estamos com 90% dos ingressos vendidos.

O Cena Contemporânea é uma parceria da Cena Promoções Culturais com a Fundação Athos Bulcão. Entre os patrocinadores, estão Petrobras, Banco do Brasil e Funarte.

Para Guilherme Reis, o evento “influencia e contribui para profissionalizar o teatro de Brasília”. E faz questão de dividir o êxito com sua equipe. “Trabalho há mais de dez anos com a mesma equipe, o que possibilitou que fosse uma equipe especializada e de qualidade”, finaliza.

Conheça a programação completa do Cena Contemporânea 2014!

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grande circo 2 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Guerra ambienta as canções criadas pela dupla Edu Lobo e Chico Buarque em 1982 - Foto: Leo Aversa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Músicas velhas conhecidas são unidas por uma nova história. Na qual ganham vida personagens emblemáticas como a sensual Lily Braun ou a bailarina perfeita Beatriz. Esta é a proposta do musical O Grande Circo Místico, com melodias de Edu Lobo e letras de Chico Buarque. A obra estreia nesta quinta (14), em sessão para convidados, no Theatro NET São Paulo.

grande circo 5 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Lily Braun dá as caras no musical - Foto: Leo Aversa

Originalmente, as músicas foram compostas para o Ballet do Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1982. As produtoras Maria Siman e Isabel Lobo incumbiram os dramaturgos Newton Moreno e Alessandro Toller de criar a história que unisse as canções inspiradas no poema O Grande Circo Místico, do livro A Túnica Inconsúltil, escrito pelo poeta alagoano Jorge de Lima em 1938.

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

Eles criaram um melodrama circense ambientado em clima de guerra, aproveitando a efeméride dos 100 anos da 1ª Guerra Mundial neste 2014. "Tivemos total liberdade para criar a história que ligasse estas canções emblemáticas para tantas gerações", conta Moreno. "A história é contada a partir das músicas", completa Toller.

Quem assume o comando da empreitada é o diretor João Fonseca, responsáveis por musicais de sucesso como Tim Maia - Vale Tudo e Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, este último em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. "O brasileiro tem a música muito forte em sua cultura", afirma.

A montagem traz ainda o visagismo (maquiagem) assinado pelo também ator Leopoldo Pacheco. "Fiz uma maquiagem funcional. Algumas deram mais trabalho, como a da mulher barbada", afirma. E conta que o clima nos bastidores é mesmo de circo, como se todos fossem uma grande família. "Sou muito amigo de todos no espetáculo; fiz o visagismo de Maria do Caritó, que o João Fonseca dirigiu com a Lilia Cabral; e também já trabalhei muito com Os Fofos Encenam, do Newton Moreno, então, sinto-me em casa", revela.

No elenco encabeçado por Fernando Eiras e Letícia Colin, estão ainda os atores Isabel Lobo, Gabriel Stauffer, Ana Baird, Reiner Tenente, Paula Flaibann, Marcelo Nogueira, Felipe Habib, Renan Mattos, Thadeu Torres, Leonardo Senna, Juliana Medella, Leo Abel, Natasha Jascalevich, Douglas Ramalho, Luciana Pandolfo e Beatriz Lucci.

grande circo Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Gabriel Satuffer, que vive o mocinho, canta em uma das cenas de O Grande Circo Místico - Foto: Leo Aversa

A banda, que executa ao vivo as canções dos dois atos, é formada por João Bittencourt, Daniel Filho, Evandro Bezerra, Sá Reston e Paulinho Vicente. Todos sob direção musical de Ernani Maleta. A equipe técnica ainda tem Tania Nardini na coreografia, luz assinada por Luiz Paulo Nenen, cenário por Nello Marrese e figurinos desenhados por Carol Lobato.

Para o diretor, João Fonseca, o gênero musical está atraindo cada vez mais público para o teatro. "É um processo lento, o público vai sendo formado e educado aos poucos. Mas já há uma demanda muito grande, o que é ótimo para todos nós artistas", finaliza.

grande circo 3 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Elenco numeroso faz o musical O Grande Circo Místico no Theatro NET São Paulo - Foto: Leo Aversa

O Grande Circo Místico
Quando: Quinta a sábado, 21h, domingo, 19h. 180 min. Até 28/9/2014
Onde: Theatro NET São Paulo (r. Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212)
Quanto: R$ 50 a R$ 150
Classificação etária: 12 anos

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

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fuera argentina1 FIT Rio Preto 2014 tem 44 peças de nove países

Leticia Vetrano vive Maria Peligro no sucesso argentino Fuera! - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O R7 teve acesso às informações do 14º FIT Rio Preto (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto), tradicional evento teatral do interior paulista que acontece de 21 a 30 de agosto.

Após o rompimento da parceria com o Sesc São Paulo, a Prefeitura de São José do Rio Preto assume sozinha o evento.

Serão 44 peças de nove países, incluindo o Brasil. Há 19 de teatro adulto, 12 de rua, nove para público infantil ou juvenil e ainda quatro na mostra Olhar Diverso, voltada à temática de gênero.

Estão representados México, Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, França, Inglaterra e Peru. Entre os brasileiros, há peças de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Ceará.

A direção definiu que o conceito presente nas 106 apresentações em 25 espaços é "aproximação e expansão".

Todas as sessões terão ingresso a um quilo de alimento não perecível. Os alimentos irão para o Fundo Social de Solidaridade. A distribuição das entradas começa na próxima terça (12).

Algumas regras já foram definidas: cada pessoa poderá retirar um ingresso por espetáculo, não sendo possível retirada de ingressos para dois ou mais espetáculos que acontecem no mesmo dia e horário.

Além de São José do Rio Preto, haverá sessões também nos distritos de Engenheiro Schmitt e de Talhado, e na cidade vizinha de Cedral. A curadoria é assinada por Antonio do Valle, de São Paulo, Cesar Augusto, do Rio de Janeiro, Manoel Neves Filho, de São José do Rio Preto, e Paula de Renor, de Pernambuco.

Entre os destaques gringos estão as argentinas Fuera! e La Idea Fija; a mexicana El Rumor del Incéndio, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol; e Saxophonissimo, da Compagnie Les Dèsaxès, da França. Entre os nacionais, destacam-se Esta Criança, da paranaense Cia. Brasileira de Teatro, com a estrela Renata Sorrah; Sinfonia Sonho, do carioca Teatro Inominável; Os Gigantes da Montanha, dos mineiros do Grupo Galpão; e BR-Trans, do cearense Coletivo Artístico As Travestidas. Confira a programação completa.

Leia a cobertura do R7 no FIT Rio Preto

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kleber montanheiro bob sousa21 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Kleber Montanheiro vive Geni no musical Ópera do Malandro - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Diz a letra da canção que Geni é boa pra apanhar, boa pra cuspir e, claro, que ela dá pra qualquer um. A personagem maldita de Ópera do Malandro volta a ganhar vida nos palcos paulistanos a partir desta quinta (7) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), na montagem da Cia. da Revista para o espetáculo criado em 1978 pelo hoje setentão Chico Buarque de Holanda.

Cabe ao diretor da trupe, Kleber Montanheiro, que deu ar atemporal à encenação, viver a polêmica personagem travesti. Ele diz que sua Geni “é mais marginal, mais bandida”.

Conta que se “inspirou livremente em Madame Satã”, o emblemático boêmio carioca que nos cinemas foi vivido por Lázaro Ramos. Assim, sua Geni é mais barra pesada. Não é feminina, mas “andrógina”, com a personagem transitando entre “a masculinidade e a leveza feminina”, define.

opera malandro bob sousa1 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Erica Montanheiro e Flávio Tolezani em Ópera do Malandro - Foto: Bob Sousa

Ao todo, no palco, estão 18 atores — 13 da companhia e cinco convidados — e 16 canções executadas. Flávio Telezani vive o malandro Max. O grupo conta que o excesso de preto no figurino é homenagem a estilistas potentes como Jean Paul Gaultier, Alexander McQueen e Coco Chanel.

Além de Montanheiro e Tolezani, no elenco de Ópera do Malandro ainda estão Heloísa Maria, Adriano Merlini, Natália Quadros, Pedro Henrique Carneiro, Pedro Bacellar, Paulo Vasconcelos, Gabriel Hernandes, Gabriela Segato, Daniela Flor, Bruna Longo, Luzia Torres, Nina Hotimsky e os convidados Gerson Steves, Erica Montanheiro, Alessandra Vertamatti e Mateus Monteiro.

Os atores cantam ao vivo, acompanhados pelos músicos Gabriel Hernandes (violão), Nina Hotimsky (acordeom), Demian Pinto (piano), Chico Filho (sax) e Beto Dodré (percussão).

Após cumprir a curta temporada de 22 sessões de quarta a segunda no CCBB, na Sé, o musical irá para a nova sede da Cia. da Revista, na alameda Nothmann, 1.135, no bairro de Santa Cecília, centro paulistano, onde estreia em 13 de setembro.

Estética brasileira

O diretor do CCBB-SP, Marcos Mantoan, declara que a montagem segue o fluxo de musicais nacionais no espaço, que já abrigou Vingança, com músicas de Lupicínio Rodrigues, e vai ser palco, no segundo semestre, de musicais sobre Cássia Eller e Odair José. Ele diz que o objetivo é “valorizar a cultura e a estética brasileira”.

Mesmo estreando Ópera do Malandro, a Cia. da Revista já prepara novo espetáculo: Reconstrução, que estreia em 18 de setembro em sua sede.

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Elenco de Ópera do Malandro ocupa o palco do CCBB-SP até o fim do mês - Foto: Bob Sousa

Ópera do Malandro
Quando: Quarta a sábado, 20h; domingo, 19h; segunda, 20h. 150 min. Até 31/8/2014 (Não haverá peça nos dias 25 e 27/8)
Onde: CCBB-SP (r. Álvares Penteado, 112, Sé, São Paulo, tel.0/xx/11 3113-3651)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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plinio marcos Sambas de Plínio Marcos viram show em São Paulo

Homenagem do filho: Plínio Marcos gravou disco de sambas há 40 anos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de um verdadeiro furacão de remontagens de textos do jornalista e dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999) em São Paulo, chegou a vez de o mesmo ganhar também homenagem de sua família neste ano que lembra os 15 anos de sua partida.

Neste Dia dos Pais (10), a partir das 15h, uma roda de samba apresenta as 13 canções do disco Plínio Marcos em Prosa e Samba – Nas Quebradas do Mundaréu, que completa 40 anos, no Teatro de Garagem (r. Silveira Rodrigues, 331, Vila Romana, São Paulo, tel. 0/xx/11  99122-8696). A entrada custa R$ 20.

O show contará com a presença de Kiko Barros, filho de Plínio. Ele se emociona em relembrar o pai no palco e fala da importância deste trabalho específico.

— Plínio sempre deu luz ao samba de São Paulo e fez alguns projetos que envolviam o tema além desse. Quero mostrar que a terra da garoa tem muita coisa de qualidade quando o assunto é samba.

O repertório inclui sambas tradicionais paulistas. O show será repetido todo segundo domingo do mês até o fim do ano.

Para quem não sabe, Plínio também foi compositor e gravou o LP com composições próprias, lançado em 1974 pelo selo popular Chantecler, da gravadora Continental. O álbum ainda trazia participações de Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro. Raro, hoje o disco é raridade e alvo de disputa de colecionadores.

A direção desta homenagem é de Anette Naiman, e o show contará com a banda Lolombolo diá Piratininga.

roda de samba 1 Sambas de Plínio Marcos viram show em São Paulo

Sambistas vão tocar as canções do disco emblemático de Plínio Marcos - Foto: Divulgação

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mostra mexico1 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena do espetáculo mexicano Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O melhor do teatro latino-americano dá suas caras em seis espaços de São Paulo até o próximo dia 10 de agosto.

A 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ocupa seis espaços culturais.

metropole Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

A Inquieta Cia. de Teatro (CE) apresenta Metrópole - Foto: Divulgação

Entre os internacionais, há representantes do México (Cia. Lagartijas Tiradas al Sol), Argentina (Banquete Escénico), Chile (Teatro Kimen), Uruguai (Murga Madre), Equador (Contraelviento Teatro) e França (GRRR - Risos, Raiva e Resistência).

O Brasil está representado por companhias de Porto Alegre/RS (Cia. Stravaganza di Teatro), Natal/RN (Clowns de Shakespeare), Itajaí/SC (Experimentus Teatrais), Fortaleza/CE (Inquieta Cia. de Teatros), Belo Horizonte /MG (Espanca) e de São Paulo/SP (Balagan).

Um diferencial desta edição é que a mostra está nos quatro cantos da metrópole, incluindo aí a periferia.

galvarino 9 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Elza Quinchaleo e Luis Seguel, em cena da peça chilena Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Além das tradicionais apresentações no Centro Cultural São Paulo, quatro CEUs (Casa Blanca, Paraisópolis, Quinta do Sol e Pêra Marmelo) e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes também sediam a mostra.

Ao todo, são 43 sessões gratuitas de 12 diferentes grupos, dos quais metade é internacional .

Entre os destaques internacionais, está a peça chilena Galvarino, do Teatro Kimen, a argentina Carnes Tolendas, da Cia. Banquete Escénico, a montagem mexicana Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, a peça uruguaia Madre Murga, Murga Madre, do grupo Murga Madre, e a encenação francesa Noches Lejos de Los Andes... o Diálogos con Mi Dentista, do GRRR - Risos Raiva e Resistência. Conheça a programação completa.

plateia ccsp Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Plateia lota o Centro Cultural São Paulo para ver a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - Foto: Marcia Marques

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo existe desde 2006 e é realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Sem contar com a edição atual, o evento já proporcionou a apresentação de 43 grupos brasileiros, 37 latino-americanos, quatro europeus, um estadunidense e um africano.

Carnes Tolendas Foto Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena da peça argentina Carnes Tolendas, com a história de uma travesti - Foto: Divulgação

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