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Françoise Forton e Aline Peixoto JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell50 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Olhar de uma mulher solitária no porão do Laura Alvim: as atrizes Françoise Forton e Aline Peixoto encenam a obra soturna de Ana Cristina Cesar em frente ao mar carioca - Foto: André Muzzel/AG. Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O porão da Casa Laura Alvim, que fica de frente à praia de Ipanema, no Rio, já viu obras com densidade completamente inversa ao clima de balneário que o rodeia.

Mais uma entra para esta coleção: Jazz do Coração. O espetáculo parte de cartas e poemas da escritora Ana Cristina Cesar, que também já foi tema da peça Um Navio no Espaço, de 2010, com Paulo José e Ana Kutner, pai e filha, no elenco.

Em temporada às terças e quartas, a nova montagem busca descortinar a obra de uma artista misteriosa e inquieta, que entrou para a geração de poetas alternativos da contracultura da década de 1970.

No palco, estão Françoise Forton e Aline Peixoto, dirigidas por Delson Antunes. Ambas dividem o papel de Ana Cristina César.

A obra, chamada de “drama-poético-musical” pelos artistas, ainda tem trilha sonora assinada por Pedro Luis.

Françoise Forton e Delson Antunes JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell19 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Idealizadores da peça: Françoise Forton e o ator Delson Antunes - Foto: André Muzzel/Ag. Cristina Granato

O diretor conta que a peça “tem um clima quase confessional” e fala “sobre relações, expectativas, do lado afetivo, dos amigos e muito da solidão, da carência, do amor”.

Françoise, que idealizou o projeto ao lado do diretor, revela que estava com vontade de fazer a peça há muito tempo. “Queria falar também da mulher, do feminino, mas buscava palavras ditas de outra forma, um outro olhar, e é impossível passar impunemente sobre a obra da Ana Cristina César. O texto dela é humano, feminino e atual. Sempre será”, finaliza.

Ana Cristina Cesar nasceu no Rio em 1952. Revelou-se como escritora na década de 1970. Fez letras na PUC-Rio, mestrado em comunicação na UFRJ e mestrado em tradução literária na Universidade de Essex, Inglaterra. Em 1983, aos 31 anos, a autora cometeu suicídio, jogando-se da janela do apartamento dos pais,  no oitavo andar de um prédio em Copacabana. Assim como na música Eu Tive um Sonho, de George Israel e Paula Toller.

Jazz do Coração
Quando: Terça e quarta, 21h. 70 min. Até 24/09/2014
Onde: Casa de Cultura Laura Alvim – Porão (av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio, tel. 0/xx/21 2332 2016
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 10 anos

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la funcion por hacer Cena Contemporânea chega à 15ª edição: “Festival profissionaliza teatro no DF”, diz Guilherme Reis

Cena da peça La Función por Hacer, da Espanha: destaque na programação - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Apesar de ser uma cidade com forte poder aquisitivo, fazer teatro em Brasília sempre foi difícil. Mas os artistas locais são resistentes e, atualmente, a cidade tem um dos mais importantes festivais teatrais do Brasil.

O concreto planejado será invadido pela poesia solta do teatro a partir desta terça (19), quando peça carioca Conselho de Classe será apresentada no Teatro Funarte Plínio Marcos. Ela abre a 15ª edição do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que acontece na capital federal até 31 de agosto.

São 13 dias de programação com 23 peças vindas da Argentina, da França, da Escócia e da Espanha, além, é claro, do Brasil. “O Cena Contemporânea tem 19 anos de história e completa 15 edições. Hoje, cresceu muito e se comunica com o Brasil inteiro e também com o melhor do teatro mundial”, diz Guilherme Reis, diretor e curador do evento.

Entre as novidades, estão Tomorrow, espetáculo co-produzido pelo próprio Cena Contemporânea em parceria com a Grã-Bretanha e com a Escócia, e a peça La Función por Hacer, da Cia. Kamikaze, eleita uma das melhores peças do teatro espanhol nos últimos 20 anos. Ainda no time de atrações internacionais, está a presença do bailarino e coreógrafo francês Jérôme Bel.

mundareu Cena Contemporânea chega à 15ª edição: “Festival profissionaliza teatro no DF”, diz Guilherme Reis

Olhar para a produção local: cena da peça Mundaréu, do Distrito Federal - Foto: Divulgação

Repercussão na classe artística

Parte do calendário cultural brasiliense, o Cena Contemporânea tem acolhida forte entre a classe artística e a juventude do Distrito Federal. Gente que aguarda ansiosa por sua chegada, como o dramaturgo Sergio Maggio.

— O Cena Contemporânea acentuou o tráfego de espetáculos com processos de pesquisas para Brasília. Antes, essas montagens estavam restritas às programações do CCBB e da Caixa, havendo um domínio das montagens mais comerciais.

Maggio, que é dramaturgo da brasiliense Criaturas Alaranjadas Cia. de Teatro, conta que foi no festival que, no começo dos anos 2000, por exemplo, Brasília viu pela primeira vez um Pret-à-Porter de Antunes Filho. Também foi frequentando uma oficina de dramaturgia no Cena Contemporânea, com o argentino Santiago Serrano, que ele tomou uma importante decisão, como revela ao R7.

— Foi aí que decidi escrever dramaturgia. O Cena foi ajudando a tirar esse atraso cultural, o que fez um imenso bem aos fazedores de teatro e ao público.

Troca entre artistas

De olho em trocas como estas, além das peças, o Cena continua com atividades formativas na programação. Um dos destaques é a oficina de atuação de Cacá Carvalho, que apresenta sua Trilogia de Pirandello no festival. Outras oficinas concorridas são a de dramaturgia com o autor argentino Santiago Serrado, e a de clown com o palhaço argentino Gabriel Chame.

O diretor do festival diz ao R7 que o Cena Contemporânea “é importante na formação de público”.

— Ele trouxe a juventude às salas de teatro. E renova seu público a cada ano. Já estamos com 90% dos ingressos vendidos.

O Cena Contemporânea é uma parceria da Cena Promoções Culturais com a Fundação Athos Bulcão. Entre os patrocinadores, estão Petrobras, Banco do Brasil e Funarte.

Para Guilherme Reis, o evento “influencia e contribui para profissionalizar o teatro de Brasília”. E faz questão de dividir o êxito com sua equipe. “Trabalho há mais de dez anos com a mesma equipe, o que possibilitou que fosse uma equipe especializada e de qualidade”, finaliza.

Conheça a programação completa do Cena Contemporânea 2014!

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grande circo 2 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Guerra ambienta as canções criadas pela dupla Edu Lobo e Chico Buarque em 1982 - Foto: Leo Aversa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Músicas velhas conhecidas são unidas por uma nova história. Na qual ganham vida personagens emblemáticas como a sensual Lily Braun ou a bailarina perfeita Beatriz. Esta é a proposta do musical O Grande Circo Místico, com melodias de Edu Lobo e letras de Chico Buarque. A obra estreia nesta quinta (14), em sessão para convidados, no Theatro NET São Paulo.

grande circo 5 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Lily Braun dá as caras no musical - Foto: Leo Aversa

Originalmente, as músicas foram compostas para o Ballet do Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1982. As produtoras Maria Siman e Isabel Lobo incumbiram os dramaturgos Newton Moreno e Alessandro Toller de criar a história que unisse as canções inspiradas no poema O Grande Circo Místico, do livro A Túnica Inconsúltil, escrito pelo poeta alagoano Jorge de Lima em 1938.

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

Eles criaram um melodrama circense ambientado em clima de guerra, aproveitando a efeméride dos 100 anos da 1ª Guerra Mundial neste 2014. "Tivemos total liberdade para criar a história que ligasse estas canções emblemáticas para tantas gerações", conta Moreno. "A história é contada a partir das músicas", completa Toller.

Quem assume o comando da empreitada é o diretor João Fonseca, responsáveis por musicais de sucesso como Tim Maia - Vale Tudo e Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, este último em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. "O brasileiro tem a música muito forte em sua cultura", afirma.

A montagem traz ainda o visagismo (maquiagem) assinado pelo também ator Leopoldo Pacheco. "Fiz uma maquiagem funcional. Algumas deram mais trabalho, como a da mulher barbada", afirma. E conta que o clima nos bastidores é mesmo de circo, como se todos fossem uma grande família. "Sou muito amigo de todos no espetáculo; fiz o visagismo de Maria do Caritó, que o João Fonseca dirigiu com a Lilia Cabral; e também já trabalhei muito com Os Fofos Encenam, do Newton Moreno, então, sinto-me em casa", revela.

No elenco encabeçado por Fernando Eiras e Letícia Colin, estão ainda os atores Isabel Lobo, Gabriel Stauffer, Ana Baird, Reiner Tenente, Paula Flaibann, Marcelo Nogueira, Felipe Habib, Renan Mattos, Thadeu Torres, Leonardo Senna, Juliana Medella, Leo Abel, Natasha Jascalevich, Douglas Ramalho, Luciana Pandolfo e Beatriz Lucci.

grande circo Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Gabriel Satuffer, que vive o mocinho, canta em uma das cenas de O Grande Circo Místico - Foto: Leo Aversa

A banda, que executa ao vivo as canções dos dois atos, é formada por João Bittencourt, Daniel Filho, Evandro Bezerra, Sá Reston e Paulinho Vicente. Todos sob direção musical de Ernani Maleta. A equipe técnica ainda tem Tania Nardini na coreografia, luz assinada por Luiz Paulo Nenen, cenário por Nello Marrese e figurinos desenhados por Carol Lobato.

Para o diretor, João Fonseca, o gênero musical está atraindo cada vez mais público para o teatro. "É um processo lento, o público vai sendo formado e educado aos poucos. Mas já há uma demanda muito grande, o que é ótimo para todos nós artistas", finaliza.

grande circo 3 Guerra põe amor à prova em O Grande Círco Místico

Elenco numeroso faz o musical O Grande Circo Místico no Theatro NET São Paulo - Foto: Leo Aversa

O Grande Circo Místico
Quando: Quinta a sábado, 21h, domingo, 19h. 180 min. Até 28/9/2014
Onde: Theatro NET São Paulo (r. Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212)
Quanto: R$ 50 a R$ 150
Classificação etária: 12 anos

Leia também a Entrevista de Quinta com Frederico Reder, do Theatro NET

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fuera argentina1 FIT Rio Preto 2014 tem 44 peças de nove países

Leticia Vetrano vive Maria Peligro no sucesso argentino Fuera! - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O R7 teve acesso às informações do 14º FIT Rio Preto (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto), tradicional evento teatral do interior paulista que acontece de 21 a 30 de agosto.

Após o rompimento da parceria com o Sesc São Paulo, a Prefeitura de São José do Rio Preto assume sozinha o evento.

Serão 44 peças de nove países, incluindo o Brasil. Há 19 de teatro adulto, 12 de rua, nove para público infantil ou juvenil e ainda quatro na mostra Olhar Diverso, voltada à temática de gênero.

Estão representados México, Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, França, Inglaterra e Peru. Entre os brasileiros, há peças de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Ceará.

A direção definiu que o conceito presente nas 106 apresentações em 25 espaços é "aproximação e expansão".

Todas as sessões terão ingresso a um quilo de alimento não perecível. Os alimentos irão para o Fundo Social de Solidaridade. A distribuição das entradas começa na próxima terça (12).

Algumas regras já foram definidas: cada pessoa poderá retirar um ingresso por espetáculo, não sendo possível retirada de ingressos para dois ou mais espetáculos que acontecem no mesmo dia e horário.

Além de São José do Rio Preto, haverá sessões também nos distritos de Engenheiro Schmitt e de Talhado, e na cidade vizinha de Cedral. A curadoria é assinada por Antonio do Valle, de São Paulo, Cesar Augusto, do Rio de Janeiro, Manoel Neves Filho, de São José do Rio Preto, e Paula de Renor, de Pernambuco.

Entre os destaques gringos estão as argentinas Fuera! e La Idea Fija; a mexicana El Rumor del Incéndio, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol; e Saxophonissimo, da Compagnie Les Dèsaxès, da França. Entre os nacionais, destacam-se Esta Criança, da paranaense Cia. Brasileira de Teatro, com a estrela Renata Sorrah; Sinfonia Sonho, do carioca Teatro Inominável; Os Gigantes da Montanha, dos mineiros do Grupo Galpão; e BR-Trans, do cearense Coletivo Artístico As Travestidas. Confira a programação completa.

Leia a cobertura do R7 no FIT Rio Preto

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kleber montanheiro bob sousa21 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Kleber Montanheiro vive Geni no musical Ópera do Malandro - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Diz a letra da canção que Geni é boa pra apanhar, boa pra cuspir e, claro, que ela dá pra qualquer um. A personagem maldita de Ópera do Malandro volta a ganhar vida nos palcos paulistanos a partir desta quinta (7) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), na montagem da Cia. da Revista para o espetáculo criado em 1978 pelo hoje setentão Chico Buarque de Holanda.

Cabe ao diretor da trupe, Kleber Montanheiro, que deu ar atemporal à encenação, viver a polêmica personagem travesti. Ele diz que sua Geni “é mais marginal, mais bandida”.

Conta que se “inspirou livremente em Madame Satã”, o emblemático boêmio carioca que nos cinemas foi vivido por Lázaro Ramos. Assim, sua Geni é mais barra pesada. Não é feminina, mas “andrógina”, com a personagem transitando entre “a masculinidade e a leveza feminina”, define.

opera malandro bob sousa1 “Minha Geni é bandida como Madame Satã”, diz Kleber Montanheiro que estreia Ópera do Malandro

Erica Montanheiro e Flávio Tolezani em Ópera do Malandro - Foto: Bob Sousa

Ao todo, no palco, estão 18 atores — 13 da companhia e cinco convidados — e 16 canções executadas. Flávio Telezani vive o malandro Max. O grupo conta que o excesso de preto no figurino é homenagem a estilistas potentes como Jean Paul Gaultier, Alexander McQueen e Coco Chanel.

Além de Montanheiro e Tolezani, no elenco de Ópera do Malandro ainda estão Heloísa Maria, Adriano Merlini, Natália Quadros, Pedro Henrique Carneiro, Pedro Bacellar, Paulo Vasconcelos, Gabriel Hernandes, Gabriela Segato, Daniela Flor, Bruna Longo, Luzia Torres, Nina Hotimsky e os convidados Gerson Steves, Erica Montanheiro, Alessandra Vertamatti e Mateus Monteiro.

Os atores cantam ao vivo, acompanhados pelos músicos Gabriel Hernandes (violão), Nina Hotimsky (acordeom), Demian Pinto (piano), Chico Filho (sax) e Beto Dodré (percussão).

Após cumprir a curta temporada de 22 sessões de quarta a segunda no CCBB, na Sé, o musical irá para a nova sede da Cia. da Revista, na alameda Nothmann, 1.135, no bairro de Santa Cecília, centro paulistano, onde estreia em 13 de setembro.

Estética brasileira

O diretor do CCBB-SP, Marcos Mantoan, declara que a montagem segue o fluxo de musicais nacionais no espaço, que já abrigou Vingança, com músicas de Lupicínio Rodrigues, e vai ser palco, no segundo semestre, de musicais sobre Cássia Eller e Odair José. Ele diz que o objetivo é “valorizar a cultura e a estética brasileira”.

Mesmo estreando Ópera do Malandro, a Cia. da Revista já prepara novo espetáculo: Reconstrução, que estreia em 18 de setembro em sua sede.

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Elenco de Ópera do Malandro ocupa o palco do CCBB-SP até o fim do mês - Foto: Bob Sousa

Ópera do Malandro
Quando: Quarta a sábado, 20h; domingo, 19h; segunda, 20h. 150 min. Até 31/8/2014 (Não haverá peça nos dias 25 e 27/8)
Onde: CCBB-SP (r. Álvares Penteado, 112, Sé, São Paulo, tel.0/xx/11 3113-3651)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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plinio marcos Sambas de Plínio Marcos viram show em São Paulo

Homenagem do filho: Plínio Marcos gravou disco de sambas há 40 anos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de um verdadeiro furacão de remontagens de textos do jornalista e dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999) em São Paulo, chegou a vez de o mesmo ganhar também homenagem de sua família neste ano que lembra os 15 anos de sua partida.

Neste Dia dos Pais (10), a partir das 15h, uma roda de samba apresenta as 13 canções do disco Plínio Marcos em Prosa e Samba – Nas Quebradas do Mundaréu, que completa 40 anos, no Teatro de Garagem (r. Silveira Rodrigues, 331, Vila Romana, São Paulo, tel. 0/xx/11  99122-8696). A entrada custa R$ 20.

O show contará com a presença de Kiko Barros, filho de Plínio. Ele se emociona em relembrar o pai no palco e fala da importância deste trabalho específico.

— Plínio sempre deu luz ao samba de São Paulo e fez alguns projetos que envolviam o tema além desse. Quero mostrar que a terra da garoa tem muita coisa de qualidade quando o assunto é samba.

O repertório inclui sambas tradicionais paulistas. O show será repetido todo segundo domingo do mês até o fim do ano.

Para quem não sabe, Plínio também foi compositor e gravou o LP com composições próprias, lançado em 1974 pelo selo popular Chantecler, da gravadora Continental. O álbum ainda trazia participações de Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro. Raro, hoje o disco é raridade e alvo de disputa de colecionadores.

A direção desta homenagem é de Anette Naiman, e o show contará com a banda Lolombolo diá Piratininga.

roda de samba 1 Sambas de Plínio Marcos viram show em São Paulo

Sambistas vão tocar as canções do disco emblemático de Plínio Marcos - Foto: Divulgação

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mostra mexico1 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena do espetáculo mexicano Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O melhor do teatro latino-americano dá suas caras em seis espaços de São Paulo até o próximo dia 10 de agosto.

A 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo ocupa seis espaços culturais.

metropole Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

A Inquieta Cia. de Teatro (CE) apresenta Metrópole - Foto: Divulgação

Entre os internacionais, há representantes do México (Cia. Lagartijas Tiradas al Sol), Argentina (Banquete Escénico), Chile (Teatro Kimen), Uruguai (Murga Madre), Equador (Contraelviento Teatro) e França (GRRR - Risos, Raiva e Resistência).

O Brasil está representado por companhias de Porto Alegre/RS (Cia. Stravaganza di Teatro), Natal/RN (Clowns de Shakespeare), Itajaí/SC (Experimentus Teatrais), Fortaleza/CE (Inquieta Cia. de Teatros), Belo Horizonte /MG (Espanca) e de São Paulo/SP (Balagan).

Um diferencial desta edição é que a mostra está nos quatro cantos da metrópole, incluindo aí a periferia.

galvarino 9 Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Elza Quinchaleo e Luis Seguel, em cena da peça chilena Galvarino - Foto: Pierre Duarte

Além das tradicionais apresentações no Centro Cultural São Paulo, quatro CEUs (Casa Blanca, Paraisópolis, Quinta do Sol e Pêra Marmelo) e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes também sediam a mostra.

Ao todo, são 43 sessões gratuitas de 12 diferentes grupos, dos quais metade é internacional .

Entre os destaques internacionais, está a peça chilena Galvarino, do Teatro Kimen, a argentina Carnes Tolendas, da Cia. Banquete Escénico, a montagem mexicana Derritiré con un cerillo la Nieve de Un Volcán, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, a peça uruguaia Madre Murga, Murga Madre, do grupo Murga Madre, e a encenação francesa Noches Lejos de Los Andes... o Diálogos con Mi Dentista, do GRRR - Risos Raiva e Resistência. Conheça a programação completa.

plateia ccsp Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Plateia lota o Centro Cultural São Paulo para ver a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - Foto: Marcia Marques

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo existe desde 2006 e é realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Sem contar com a edição atual, o evento já proporcionou a apresentação de 43 grupos brasileiros, 37 latino-americanos, quatro europeus, um estadunidense e um africano.

Carnes Tolendas Foto Teatro da América Latina tem sessões grátis em SP

Cena da peça argentina Carnes Tolendas, com a história de uma travesti - Foto: Divulgação

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bichado chorinho toctoc vinganca Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

A partir do alto, em sentido horário: Bichado, Chorinho, Vingança e Toc Toc: quatro sucessos do teatro paulistano estão de volta ao cartaz - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Peça boa precisa de uma segunda chance. Afinal, nem sempre o público paulistano consegue fôlego para acompanhar tudo que está no cartaz. Pois quatro montagens de diferentes estilos que fizeram sucesso junto ao público estão de volta aos palcos. Aproveite a oportunidade!

bichado1 Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Einat Falbel: eleita melhor atriz em 2012 pelos internautas do R7, ela está de volta com Bichado - Foto: Ronaldo Gutierrez

Bichado
O tragicomédia do norte-americano Tracy Letts ganha versão potente pelo diretor Zé Henrique de Paula, do Núcleo Experimental. Em um quarto barato, uma garçonete quarentona e um ex-combatente da Guerra do Golfo se encontram, em um amor explosivo. Ambos, querem fugir de seus fracassos e da solidão. Em 2012, a peça levou três prêmios dos internautas do R7: Melhor Espetáculo, Melhor Diretor e Melhor Atriz, para Einat Falbel, que continua como a garçonete Agnes. Ainda estão no elenco Paulo Olyva, Adriana Alencar, Rodrigo Caetano, Fabio Redkowicz e Felipe Ramos. Quando a solidão é capaz de criar ilusões perigosas.
Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1323, Pinheiros, metrô Sumaré, São Paulo, tel. 0/xx/11 3801-1843). Quarta e quinta, 21h. R$ 40. 16 anos. Até 4/9/2014. Leia a crítica.

chorinho Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Claudia Mello e Denise Fraga levam Chorinho ao palco do Tucarena - Foto: João Caldas

Chorinho
Fauzi Arap, que morreu em 2013, é o autor e diretor, ao lado de Marcos Loureiro, desta peça que é sucesso desde 2007, quando tinha Claudia Mello e Caio Blat no elenco. Agora, Blat é substituído à altura por Denise Fraga. A encenação mostra o encontro de uma aposentada e uma moradora de rua. O contato entre dois diferentes mundos gera enorme reflexão. Um teatro político feito com muito talento e delicadeza.
Tucarena (r. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212). Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50. 12 anos. Até 27/7/2014.

TOC TOC 06 red1 Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Agora na zona norte: sala de espera divertida faz rir o público em Toc Toc - Foto: Tutti Pasqua

Toc Toc
Tem gente que não consegue ter sossego. Este é o mote da peça que aborda a doença TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), sob direção de Alexandre Reinecke, um dos diretores mais produtivos de nosso teatro. Na espera de uma consulta médica, os personagens se encontram e começam a contar seus dilemas, divertindo a plateia. No elenco estão Adriana Fonseca, Andréa Mattar, Didio Perini, Ithamar Lembo, João Bourbonnais, Laura Carvalho, Maitê Diniz e Paula Tonolli. Quando a loucura alheia vira trampolim para o riso.
Teatro APCD (r. Voluntários da Pátria, 547, Santana, metrô Tietê,  São Paulo, tel. 0/xx/11 2223-2424). Sábado, 21h; domingo, 19h; R$ 50 e R$ 60. 14 anos. Até 28/9/2014.

vinganca joao caldas Quatro sucessos voltam aos palcos em São Paulo

Astros do teatro musical, Amanda Acosta e Leandro Luna estão em Vingança - Foto: João Caldas

Vingança
O musical escrito por Anna Toledo é baseado nas canções do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, autor de Nervos de Aço. A peça investe na nossa MPB para conquistar o público com muita paixão em cena, sob direção de André Dias. Na montagem, um amor fogoso entre uma dançarina e um contraventor no começo do século 20. No elenco, estão Amanda Acosta, Leandro Luna, Andrea Marquee, Anna Toledo, Jonathas Joba e Sérgio Rufino. Uma volta aos tempos de amores impossíveis e melodramáticos.
Teatro Jaraguá (r. Martins Fontes, 71, Centro, metrô Anhangabaú, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-4380). Quarta e quinta, 21h. R$ 40. 16 anos. Até 11/9/2014. Leia a crítica.

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leo kildare louback Ator que morou na Alemanha vai torcer pela Argentina na final da Copa do Mundo do Brasil 2014

O ator Léo Kildare Louback na Alemanha: ele vai torcer pela Argentina - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Apesar de ter morado mais de um ano na Alemanha, o ator, diretor e dramaturgo Léo Kildare Louback, da Sofisticada Cia. de Teatro, de Belo Horizonte, revelou ao Atores & Bastidores do R7 que vai torcer pela Argentina. Nesta final de Copa do Mundo no Brasil 2014, neste domingo (13), no Maracanã, ele prefere os hermanos, e explica o porquê. Veja a entrevista:

Miguel Arcanjo Prado — Como foi ver a Alemanha ganhar do Brasil de 7 a 1?
Léo Kildare Louback —
Não vi. Ouvi. E logo recebi algumas mensagens de amigos alemães, que não resistiram e debocharam, me perguntando como eu estava me sentindo. Engraçado. Pra mim, dá igual. Mas interessante ter que responder para amigos sobre a sensação de derrota. Por se tratar da Alemanha, país que tenho imensas afinidades, eu não consigo tampouco ficar triste. É bom ver alemães comemorando em êxtase. Eles lotaram o Brandenburger Tor, em Berlim, festejando. É uma euforia não costumeira de se ver.

hamburgo 2 Ator que morou na Alemanha vai torcer pela Argentina na final da Copa do Mundo do Brasil 2014

Hamburgo, na Alemanha, onde Kildare viveu - Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado —Para quem vai torcer neste domingo?
Léo Kildare Louback — Para a Argentina, pois me solidarizo mais pelos hermanos que pelos Brüder. Sinto-me mais envolvido pela cultura latina seja como for e futebol pertence, assim como todo esporte, à formação de uma cultura. Não legitimo essa rivalidade inventada entre Argentina e Brasil, mas sei que após uma possível vitória e o título, teremos que aprender a administrar nossa momentânea “desvantagem” como derrotados nos campos, para compartir de boas vibrações para nossa vizinha. Além disso, sabe-se, pelo que se pode já observar nas redes sociais, que muita gente vincularia uma possível vitória alemã a questões de caráter político e social, comparando-a com o Brasil, reavivando as Guerras Mundiais, misturando as presidentes e criando uma Angela Rousseff ou uma Dilma Merkel, pra confundir ainda mais nosso país de ideologias nebulosas. Não podemos ter um país europeu desenvolvido como campeão de mais nada, porque o bom exemplo dele vira um descontentamento irracional e pouco analítico de boa parte da população brasileira.

Miguel Arcanjo Prado — Por que você morou na Alemanha?
Léo Kildare Louback — Morei em Hamburgo pouco mais de um ano. Fui em 2008 e voltei em 2009, como parte do meu intercâmbio. Sou formado em Língua e Literatura Alemã pela UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais] e precisava ver por dentro como a estrutura linguística e cultural daquele país se manifestava. Foi determinante sentir essa experiência, no sentido nietzschiano de atravessamento no corpo, para me familiarizar com tudo aquilo que, na universidade, eu só via na teoria.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a principal característica da cultura alemã?
Léo Kildare Louback — Há um distanciamento aparente que os faz serem chamados de frios. Uma vez falei com um amigo de Berlim que os alemães eram frios, mas esquentavam com o tempo. Ele ficou revoltado e disse, que a palavra “frio” significava algo bastante pejorativo para eles, a que eles não gostavam de ser vinculados. Depois fui entender que era outra coisa. Eles demoram a se tornar amigos, mas quando são, é pra toda vida, mesmo.

Miguel Arcanjo Prado —O que você mais gosta na cultura alemã, por quê?
Léo Kildare Louback — O afã das pessoas em geral por adquirir conhecimento. Teatro, óperas, concertos, festivais de música que vão do electro ao erudito, cinema, literatura e ciência se conjugam em um mix de coisas que conduz a sociedade ao esclarecimento, a partir dessa educação que vai além da sala de aula. Saber como forma de bem, para eles é tão ou mais sólido que o patrimônio físico que se possa adquirir. A famosa disciplina alemã é muito baseada nisso, para além da pontualidade ou sinceridade, por exemplo. É uma disciplina que precisa ser adquirida por quem deseja se munir de argumentos e esclarecimento sobre seu país e as questões que perpassam a história e a atualidade do mundo, em geral. É um país onde o acesso aos bens imateriais é de extrema relevância para o bem-estar dos que ali vivem, inclusive os estrangeiros.

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divulgação  Cogitação Feita de Farinha Leite e Ovos Relatos de sonhos de artistas viram peça em SP

Peça com artistas saídos da ELT está em cartaz em São Paulo até 3/8 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Imagine só um grupo que se reúne todos os dias para contar o que sonhou na noite anterior. Foi mais ou menos assim o processo criativo da peça Cogitação Feita de Farinha, Leite e Ovos, que está sendo encenada na Casa Livre, em São Paulo.

Os artistas, todos saídos da Escola Livre de Teatro de Santo André, no ABC Paulista, misturaram variadas linguagens artísticas a seus sonhos: entrou na jogada o teatro físico e a linguagem do palhaço.

A obra traz dois trabalhadores em situações distintas. Um, chamado de Sonhador, não dorme para vender suas horas de trabalho e tentar comprar sonhos. Já o outro, Morfeu, quer fazer uma revolução e tomar o poder.

A peça teve colaboração de Pedro Mantovani e do diretor Luís Fernando Marques, o Lubi do Grupo XIX de Teatro.

A montagem integra o projeto Festival Pé Dentro, Pé fora, criado pela atriz Cibele Forjaz para expor trabalhos de atores iniciantes na carreira.

No elenco, estão Daniel Gregório, Jonathan Well e Karen Lenv. Esta última é também a autora do texto.

Cogitação Feita de Farinha, Leite e Ovos
Quando: Sábados e domingos, às 19h. Até 3/8/2014
Onde: Casa Livre (rua Pirineus, 107, Barra Funda, São Paulo, 0/xx/11 3257-6652.
Quanto: R$ 16
Classificação etária: 14 anos

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