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menina sem qualidades Felipe Hirsch aposta em temas adultos e gente do teatro na série A Menina sem Qualidades na MTV

A brasileira Bianca Comparato (à esq.) e a argentina Inés Efron em A Menina sem Qualidades (MTV) - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O curitibano Felipe Hirsch resolveu sair da posição confortável de grande diretor de teatro para se arriscar na televisão. Citando referências que vão de Paulo Leminski a Maiakovski, ele é o comandante da primeira série produzida pela MTV Brasil, A Menina sem Qualidades, adaptação feita por ele, Marcelo Backes e Renata Melo para o romance escrito pela alemã Juli Zeh.

O programa, que tem parceria com a produtora Quanta, foi apresentado à imprensa nesta segunda (20) e tem estreia marcada para a próxima segunda-feira (27), às 23h. Os 12 episódios serão exibidos em quatro semanas.

A série não tem medo de tabus. Já no primeiro capítulo, exibe beijo na boca lésbico entre a protagonista e sua namorada. Com cenas de sexo, de violência e de uso de cigarro, álcool e drogas, foi classificada para acima dos 16 anos. Isto evidencia a proposta da MTV em conquistar um público mais adulto.

bianca comparato Felipe Hirsch aposta em temas adultos e gente do teatro na série A Menina sem Qualidades na MTV

Frágil e forte: Bianca Comparato mostra talento como Ana, em A Menina sem Qualidades - Divulgação

Apesar de tratar da vida complicada de uma adolescente no ensino médio, a série tem temática que mais parece ser o retrato de uma garota urbana próxima aos 30, tamanha a densidade de sua protagonista, Ana, interpretada com competência por Bianca Comparato.

Com cara de menina, mas com 27 anos, Bianca consegue mesclar com perfeição a fragilidade e a força que sua personagem tem. É uma mulher forte, mas ainda adolescente.

A atriz conta que a cena mais complicada foi na qual sua personagem tira a virgindade de um colega, que acabou ficando de “uma forma atrapalhada mesmo, bem adolescente”.

— A Ana tem muita maturidade. Me preparei a vida inteira para este papel. Tudo foi um grande desafio. Não houve cena “simplesinha”.

Diferentes do mundo

O diretor de programação da MTV, Zico Góes, diz que A Menina sem Qualidades “é uma série para várias idades”.

— Não estamos só com adolescentes. A gente se propõe a fazer uma programação mais abrangente.

O executivo garante que a série com pegada de cinema “se encaixa na estratégia de programação da emissora” que deseja "fazer projetos diferentes do que todo mundo faz".

A inovação pode permitir à emissora, segundo Góes, vender o projeto a outros canais, sobretudo após a cota de produções nacionais para a TV paga. Apesar da vontade, Góes diz que as as MTV mundo afora, com produções cada vez mais comerciais e focadas na audiência, não estão em seu foco.

— Não sei se A Menina sem Qualidades cabe na ‘família MTV’.

javier1 Felipe Hirsch aposta em temas adultos e gente do teatro na série A Menina sem Qualidades na MTV

Intercâmbio: argentino Javier Drolas, de Medianeras, está na primeira série da MTV - Divulgação

A diretora da MTV Brasil, Helena Bagnoli, classifica a série como “um conteúdo mais sofisticado do que se encontra na TV aberta”. E afirmou a emissora pretende continuar o caminho na teledramaturgia. Segundo a executiva, a MTV vai exibir uma série produzida pela Rio Filmes já no segundo semestre. E não descartou um novo projeto para Hirsch no canal.

— Quem sabe no ano que vem Hirsch não esteja com a gente em outro projeto?

Argentinos na tela

A série também chama a atenção por ter dois atores argentinos entre seus protagonistas. Ambos foram garimpados em filmes que fizeram sucesso no país vizinho: Javier Drolas, de Medianeras, e Inés Efron, de XXY.

Inés conta que aceitou o convite na base da confiança no trabalho de Hirsch, de quem já ouvia falar.

— Foi uma aventura. E fiquei impressionada com o modo de fazer aqui no Brasil, que é muito improvisado. 

Drolas afirma que o intercâmbio de atores na série reflete “a situação atual de imigração entre os povos latinos”.

Bianca Comparato também ressalta o trabalho com os hermanos.

— Acho que uma proposta como esta abre mais oportunidades de trabalho entre artistas brasileiros e argentinos. Mais intercâmbio latino-americano. Aprendi muito com meus colegas argentinos, sobretudo a potência da sutileza e do simples.

luna martinelli Felipe Hirsch aposta em temas adultos e gente do teatro na série A Menina sem Qualidades na MTV

Com talento comprovado nos palcos, atriz Luna Martinelli é destaque de A Menina sem Qualidades, na MTV - Divulgação

Gente de teatro

Para fazer A Menina sem Qualidades, a MTV Brasil abriu seleção de elenco que contou com 9.000 inscritos, dos quais 60 fizeram testes com Hirsch e 15 ficaram na produção, compondo o núcleo jovem da série e participações pontuais.

Gente como a talentosa Luna Martinelli, que, apesar da pouca idade, segura o papel de mãe da protagonista. Na sessão para a imprensa e convidados, a aparição da atriz, segura e carismática, como a mãe bêbada que recebe a filha e seu coleguinha em casa, gerou reação positiva na plateia. Martinelli foi indicada a atriz revelação em 2012 pelo R7, por seu trabalho na peça Limpe Todo o Sangue Antes que Manche o Carpete, da Cia. dos Inquietos.

Outro egresso dos palcos é José Sampaio, vindo do grupo teatral Os Satyros, que também se destaca no segundo episódio, como o amigo roqueiro da protagonista. A série ainda tem participações de estrelas do teatro paulistano, como Laerte Késsimos e Marcos Felipe, o protagonista da peça Luis Antonio - Gabriela.

Público “noiado”

O diretor Felipe Hirsch afirma que sua série “tem capacidade de gerar paixão” e espera que isso aconteça com seus telespectadores.

Com cenas construídas com poucos planos e tomadas longas, com poéticos planos-sequências, ele sabe que vai na contramão da linguagem frenética da teledramaturgia brasileira atual, contaminada pela velocidade da internet e pela linguagem dos videoclipes difundidos pela própria MTV.

Questionado pelo R7 sobre a proposta visual incomum em tempos atuais, o diretor diz que ser diferente é realmente o objetivo.

— No momento em que todos vão para essa linguagem clipada, criada por ela mesma, a MTV vai para o outro lado. Independentemente do impacto todo da velocidade, temos de ficar atenteos em relação ao olhar e à respiração. A gente exige tudo com muita luz, tudo muito frenético, muito “noiado”. Mas, existe outra maneira de se concentrar em algo. E isso tem a ver com apurar nossos sentidos. Tem a ver com o tempo. Com escutar o tempo. Isso é muito importante.

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henrique mello eduardo enomoto 1 Henrique Mello, o ator com identidade consciente

Aos 30 anos, o ator Henrique Mello faz teatro há mais de uma década - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Quando está livre, o ator Henrique Mello procura, incansavelmente, músicas novas. Gosta de estar à frente. Geralmente, escuta aquilo que todo mundo vai ouvir bem depois. Não curte o que todos ouvem. “É o tipo de música que só serve para trepar”.

O segundo dos três filhos de Ivaldo e Aparecida nasceu em Sorocaba, no interior de São Paulo. Durante a infância e a adolescência, tinha sonho de ser músico. Mas não foi assim.

Aos 17 anos, o teatro surgiu de forma inesperada. A caminho do trabalho, em uma copiadora, encontrou jogado na calçada um texto teatral. Levou para a casa e começou a brincar de decorá-lo. O prazer era tanto que descobriu uma possibilidade: atuar.

Correu para as aulas do Instituto Cultural Vila Leão, onde estudou teatro por quatro anos. Até que veio a grande mudança. Um amigo lhe falou da oficina de teatro do grupo Os Satyros, na praça Roosevelt, em São Paulo.

Entrou num ônibus rumo à metrópole. Um mês depois, recebeu convite para a reconhecida trupe de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez.

Sem lugar para ficar na cidade, terminou no porão da casa do amigo Heitor Saraiva. Depois, se virou, como todo mundo que chega a São Paulo com um sonho de vida.

Na época, namorava com a atriz Samira Lochter, também integrante da companhia, com quem foi dividir apartamento. O amor durou cinco anos. Mas, se a relação acabou, ficou a amizade. Diz que se cuidam.

No teatro frenético e urbano dos Satyros, fez de tudo. Uma montagem atrás da outra. 120 Dias de Sodoma, Justine, Filosofia da Alcova, Vestido de Noiva, Cabaret Stravaganza, Inferno na Paisagem Belga, peça que acaba de deixar. Teve contato com um mundo repleto de diversidade. Diz que isso foi essencial na construção de sua carreira.

Nascido em 11 de julho de 1982, é do signo de câncer com ascendente em touro. Fez 30 anos. Idade fatídica. Se deu conta disso no último Réveillon. Não se arrepende das “porralouquices” dos 20 e poucos e tantos anos, mas afirma: “Meus ídolos não morreram de overdose”.

Sabe que a época é de tomada de consciência. Chega à conclusão de que o corpo pede outras coisas. Envelhecer, não parece ser um problema. “Gosto de ficar mais responsável. Hoje, não me importo tanto com o que os outros pensam”.

No começo do ano, foi para Estocolmo, com a peça Cabaret Stravaganza. Ficou impressionado em como os suecos valorizam o teatro. Sonha com que um dia seja assim também no Brasil.

Apesar de ser um dos musos automáticos da praça Roosevelt, onde faz sucesso nas mesas e bares, diz que não se acha bonito. “Sou muito inseguro com minha aparência”. Conta que seus personagens nunca foram galãs, que já fez “até um libertino que matava a mãe e transava com homens”.

Revela que está solteiro, mas que “até o fim da vida” encontra “a pessoa ideal”. “Gostaria muito de amar”, conclui, com ar melancólico.

Espera, no futuro, fazer muito teatro. E quer trabalhar com cinema, e, se pintar, faz TV também. “Quero tocar meus projetos de forma digna, seguir os passos de um artista independente que consegue sobreviver de sua arte”.

Quando vê o que já fez na última década, diz, certeiro: “Não tenho nada para me arrepender”. E aponta para o futuro: “Já tenho uma identidade; agora, só preciso focar”.

henrique mello eduardo enomoto 4 Henrique Mello, o ator com identidade consciente

O ator Henrique Mello: "“Já tenho uma identidade; agora, só preciso focar” - Foto: Eduardo Enomoto

Agradecimento: Centro da Cultura Judaica de São Paulo

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anatomia woyzeck Barbeiro apunhala amante e vira peça de teatro

Anatomia Woyzeck encerra trilogia sobre violência da Cia. Razões Inversas no CCSP - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Um barbeiro apunhala sua amante, na cidade alemã de Leipzig, sem motivo aparente. Tudo indica que foi um crime passional.

O crime ocorrido em 1921 é a base do enredo do espetáculo Woyzeck,  escrito pelo alemão Georg Büchner. A obra ganha adaptação no Brasil sob o título Anatomia Wyzeck e é levada ao palco do Centro Cultural São Paulo pela Cia. Razões Inversas.

A montagem fecha a trilogia do grupo sobre a violência, que contou com as peças Agreste (2004) e Anatomia Frozen (2009).

Peça clássica do teatro moderno, a obra de Büchner discute a origem social da violência e como ela surge na mente humana.

Marcio Aurélio assume a direção do drama, que foi a obra alemã pioneira em contar com personagens proletários. A peça foi listada por Artaud em sua seleção do Teatro da Crueldade.

Os atores Clóvis Gonçalves, Pedro Marcelo e Washington Luiz compõem o elenco.

Anatomia Woyzeck
Quando: Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. 60 min. Até 30/6/2013
Onde: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho (r. Vergueiro, 1000, Metrô Vergueiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10 (bilheteria abre duas horas antes); no dia 31/5/2013 o ingresso vai custar R$ 2
Classificação etária: 16 anos

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herbert silva miguel arcanjo prado 3 Ator vive menino que vê desenterro de cadáveres

Herbert Silva está no elenco da peça Nekrópolis, que tem entrada franca em SP - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por Miguel Arcanjo Prado

Mesmo com 24 anos, o ator paulistano Herbert Silva ainda tem cara de menino. E vai se aproveitar disso para encarar um personagem forte no teatro, na peça Nekrópolis, que estreia nesta quinta (9) em São Paulo, com direção de Juliana Galdino e que fica em cartaz até o fim de junho, às quintas e sextas, às 21h, com entrada gratuita no Club Noir.

herbert silva miguel arcanjo prado 2 Ator vive menino que vê desenterro de cadáveres

Herbert Silva vai interpretar na peça um garoto vê desenterro de cadáveres - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Ele viverá um garoto de dez anos que vê uma gangue desenterrar cadáveres e os expõe no parquinho onde costuma brincar. “É uma criança viciada em videogames violentos”, revela o ator, que acredita que “a peça faz uma crítica ao descaso público”.

Herbert, que já fez as peças Hi-5 e Bicha Oca, esta última fazendo par com Rodolfo Lima em cena, entrou no elenco após fazer um curso com a diretora.

Diz que aprendeu muito. Até porque cada integrante do elenco tinha um estilo próprio e todos precisaram ser moldados ao modo de fazer teatro do Club Noir.

— Eu gosto muito da direção da Juliana Galdino, porque eu me identifico com essa visão do teatro que quebra o realismo. Ela é rígida e exige muito do ator. Então, é uma troca constante entre ator e diretor.

Nekrópólis
Quando: Quinta e sexta, 21h. Até o fim de junho de 2013
Onde: Club Noir (r. Augusta, 331, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3257-8129)
Quanto: Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: 18 anos

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gaivota Beto Bellini leva Tchekhov à praça Roosevelt

Peça "e teatro dentro do teatro" segundo o diretor Beto Bellini - Foto: Demian Golovaty

Por Miguel Arcanjo Prado

Após realizar a montagem Slavianski Bazaar no ano passado, na qual comparava a efervescência cultural da praça Roosevelt, em São Paulo, ao lendário bar russo onde se reunia os membros do Teatro de Arte de Moscou, o diretor Beto Bellini resolveu investir em um clássico teatral, mas a seu modo.

Adaptou livremente A Gaivota, de Tchekhov, no que resultou o espetáculo A Gaivota no Infinito do Espelho, que pode ser visto no Espaço dos Satyros 1, em São Paulo, sempre às quartas e quintas, às 21h, até 6 de junho.

Como também integra o elenco, convidou Marcelo Galdino para dirigir a peça com um "grupo heterogêneo" composto por 13 atores.

Bellini define obra como “teatro dentro do teatro”, já que, em seu espetáculo, os personagens estão às voltas com uma montagem de A Gaivota. Mas tudo não passa de lembranças de um homem que resolve refletir sobre sua vida em um cemitério.

O diretor, que já produziu uma montagem de A Gaivota no Rio, em 1996, com direção de Jorge Takla, diz que “os textos de Tchekhov são de abrangência universal” e que, ao refazer clássicos quer “agregar pessoas, para o exercício do pensamento”.

O elenco da produção do Faz Centro de Criação é composto por Gisa Guttervil, Beto Bellini, Flávio Quental, Deborah Graça, Joana Pegorari, Danilo Amaral, Amanda Pereira,Gustavo Merighi, Letícia Trebbi, Rebeca Zadra, Paloma Souza, Arthur Alavarse e Luci Savassa.

A peça tem cenografia do próprio diretor, iluminação de Pâmola Cidrack, figurinos de Daíse Neves e trilha sonora de Henrique Mello.

A Gaivota no Infinito do Espelho
Quando:
Quarta e quinta, às 21h. 80 min. Até 6/6/2013
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, Centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-0994)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada); moradores da praça Roosevelt, com comprovante de endereço, pagam R$ 5
Classificação etária: 14 anos

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OS FILHOS DA DITA Grupo de Teatro Arlequins foto 02 Ditadura militar é tema de peça na zona leste de SP

Ana Maria Quintal e Camila Scudeler integram elenco do espetáculo Os Filhos da Dita - Foto: Marisa Quintal

Por Miguel Arcanjo Prado

Enquanto o cantor Lobão sai por aí falando mal de colegas e defendo militares, além de culpar a esquerda pela feroz ditadura que assolou o Brasil entre 1964 e 1985, tudo para promover seu livro, outros artistas preferem tocar no tema de forma mais sensata e responsável.

Este é o caso da peça Os Filhos da Dita, espetáculo de Éjo de Rocha Miranda e Ana Maria Quintal com o Grupo de Teatro Arlequins.

Resultado de ampla pesquisa, a obra tenta construir uma ponte entre os anos de chumbo e a formação do Brasil contemporâneo. O grande achado é conseguir abordar um tema tão espinhoso de forma bem humorada.

A história recente do País é apresentada na obra como desdobramento não apenas da ditadura, mas, sobretudo, de um ano fatídico para a realidade nacional: o de 1968, aquele que o jornalista Zuenir Ventura alcunhou como sendo “o ano que não terminou”, em seu livro homônimo.

Basta lembrar que, repleto de agitação civil e militar, 1968 culminou com a promulgação do Ato Institucional n° 5, que cassou os direitos e as liberdades civis.

Segundo os meninos do Arlequins, grupo que tem 27 anos e já fez 11 espetáculos, é importante relembrar que a realidade democrática é fruto de árduo envolvimento político de jovens do passado, sobretudo diante da crise pela qual passa a contemporânea “juventude sem perspectiva”.

Sérgio Santiago assina a direção do espetáculo, que tem Ana Maria Quintal e Camila Scudeler no elenco.

OS FILHOS DA DITA Grupo de Teatro Arlequins foto 03 Ditadura militar é tema de peça na zona leste de SP

Teatro Arlequins faz ponte entre os tempos da ditadura e o Brasil atual - Foto: Marisa Quintal

 

Os Filhos da Dita
Quando: Sexta e sábado, 20h; domingo, 19h. 65 min. Até 2/6/2013
Onde: Teatro Teatro Zanoni Ferrite – Biblioteca Paulo Setúbal (avenida Renata, 163, Vila Formosa, São Paulo, tel. 0/xx/11 2216-1520)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

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valeska reis eduardo enomoto Musical sobre samba procura artistas negros

Musical quer atores, cantores e bailarinos negros, como a bela Valeska Reis, em pose no Carnaval de São Paulo em 2013 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

Atores negros têm a oportunidade de participar de um novo musical paulistano: O Fino no Samba, que vai cantar nosso ritmo mais celebrado.

O Teatro Itália, que produzirá a obra com texto de Elisio Lopes Jr., direção de Kleber Bortes Sobrinho e direção musical de Bruno Elisabetsky, está em busca do elenco.

Podem se inscrever atores, cantores e bailarinos negros, entre 20 e 40 anos. É preciso comprovar experiência artística. Os currículos com foto podem ser enviados para o e-mail audicaofinodosamba@gmail.com até esta terça (7).

Os selecionados para a audição, que será realizada no Teatro Itália (av. Ipiranga, 344, subsolo do Edifício Itália, São Paulo), na segunda (13), será avisados por email até esta quinta (9).

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Gueminho Bernardes 02   foto Vanessa DAguiar Humorista tira sarro de autoajuda em stand up Como Fracassar na Vida e Ser Infeliz no Amor

Gueminho Bernardes faz apresentação única em SP - Foto: Vanessa D'Aguiar

Por Miguel Arcanjo Prado

As prateleiras de qualquer livraria estão repletas de livros que vendem soluções milagrosas para a vida profissional e pessoal. Segundo tais obras, basta você seguir todos os passos descritos para atingir o sucesso.

Pois o humorista Gueminho Bernardes não acredita em nada disso. Muito pelo contrário, tira sarro da onda autoajuda em seu espetáculo de stand-up Como Fracassar na Vida e Ser Infeliz no Amor, que faz apresentação única em São Paulo nesta sexta (3), no Espaço dos Parlapatões, às 23h59. Ele explica ao R7 o porquê da peça.

— Eu não quis tirar onda; na verdade, quis triturar os paradigmas do autoajuda. Essa coisa do motivacional me irrita muito. Sucesso e felicidade não são coisas que cabem em fórmulas. Isso tudo é uma bobagem, mas sustenta uma indústria que funciona muito bem.

Apesar do discurso contestatório, Bernardes, que também é redator do humorístico da Globo Zorra Total, entrou na onda literária e lançou o texto da peça em livro homônimo pela Editora Giostri.

— Busquei inspiração na minha própria vida. O título é muito provocativo e incomoda as pessoas. Resolvi mostrar o outro lado da moeda, o inverso do caminho da autoajuda. As pessoas procuram o sucesso, mas não procuram saber por que elas fracassam. É um trabalho de humor, mas humor com opinião. No palco, defendo meu ponto de vista.

Morador de Juiz de Fora (MG), onde nasceu, ele é criador do Teatro de Quintal, com o qual já montou mais de 40 textos. Entre suas criações mais conhecidas do grande público, está a personagem Dilma do Zorra Total, feita em parceria com Gustavo Mendes.

Como Fracassar na Vida e Ser Infeliz no Amor
Quando: Sexta (3), às 23h59. 80 min. Apresentação única
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Franklin Roosevelt, 158, Centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258.4449)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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impromadrid Grupo espanhol faz apresentação grátis em SP

Impromadrid faz apresentação única e gratuita no Teatro Vivo, em São Paulo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O grupo espanhol Impromadid se apresenta nesta quinta (2), em São Paulo, no Teatro Vivo, com entrada gratuita.

O espetáculo Corten 2.0 faz parte do Festival Internacional de Improvisação, o Fimpro.

O evento também conta com oficina grátis de máscara balinesa com o argentino Marcelo Savignone nesta sexta (3) e Sábado (4). Após São Paulo, o festival segue para Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Aracaju e Belém.

Realizadora do festival em parceria com a Cia. Bárbara, Mariana Lima Muniz diz que o improviso é um gênero que não para de crescer.

— Improvisar é radicalizar a efemeridade do teatro. O público não sabe o que vai ver e os atores não sabem o que vão fazer, essa é a delícia de fazer e ver um espetáculo de improvisação.

Fimpro – Festival Internacional de Improvisação
Corten 2.0
Quando: Quinta (2), às 21h. 80 min. Única apresentação
Onde: Teatro Vivo (avenida Chucri Zaidan, 860, Morumbi, São Paulo, tel. 0/xx/11 7420-1520 )
Quanto: Grátis
Classificação etária: 14 anos

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pies descalzos De Buenos Aires para São Paulo: argentinos querem se misturar a brasileiros na festa Pies Descalzos

Festa argentina Pies Descalzos acontece neste sábado (27) na Bela Vista, em SP - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Que tal esquecer a bobeira de rivalidade entre Brasil e Argentina em uma festa cheia de gente bonita e descolada?

Esta é a proposta da festa Pies Descalzos, que é trazida de Buenos Aires para São Paulo pelos argentinos Pablo Orso, Maximiliano Libera e Diego Mariano Ramallo, em parceria com o brasileiro Paulo Papaleo, do centro cultural Mundo Pensante (r. Treze de Maio, 825, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 5082-2657). É lá que o evento acontece neste sábado (27), a partir das 23h, com ingresso a R$ 25 (quem colocar o nome na lista paga R$ 15 - email: fiestapiesdescalzos@gmail.com).

Como o nome diz, todo mundo precisa ir fantasiado e  tirar o sapato ao entrar.

Pablo Orso, que já esteve quatro vezes no Brasil, diz que ele e seus dois amigos argentinos estão sendo bem recebidos na capital paulista. E espera que a festa, que existe em Buenos Aires há seis anos, faça sucesso por aqui.

— Essa história de rivalidade não existe quando conhecemos as pessoas uma a uma. Eu acredito na diversidade. São Paulo é uma cidade muito parecida com Buenos Aires.

Ele explica como é o clima da festa.

— É uma festa performática, para deixar a vergonha de lado. Todo mundo precisa vir fantasiado e deixar o sapato na entrada, para dançar descalço. As fantasias têm ser bregas ou ridículas. Porque, se você já está vestido de forma ridícula, o medo de parecer ridículo acaba. É uma festa grupal, não é só para olhar. O tempo todo acontecem intervenções. É uma experiência para ser vivida.

Orso diz que o evento é muito frequentado pela classe artística portenha. E espera levar a gente do teatro paulistano para sua festa.

— Normalmente, as pessoas que vao à festa são do teatro, da dança, do yoga. Gente que gosta de dançar e se divertir, mas não gosta do clima de boates. Preferem um espaço mais alternativo, para dançar mais solto.

Ele garante que no som haverá música de todo o tipo: "eletrônica, latina, cumbia, salsa, música brasileira e até música clássica".

— A gente quer que a festa seja periódica, sim. São Paulo é uma cidade cosmopolita. Apesar de ter essa aparência dura, as pessoas daqui gostam de festa.

Apresentação grátis no Memorial

O grupo fará uma espécie de aquecimento nesta quinta (25), quando faz uma intervenção urbana às 20h, na galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina, ao lado do metrô Barra Funda, durante a abertura da exposição coletiva Primeiro de Maio. A entrada é gratuita.

Orso diz que vão surpreender o público ao fazer um uso inusitado da arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, com a apresentação Los Pintores, feita pelos quatro amigos.

— O prédio do Memorial tem uma arquitetura muito peculiar. Estão todos convidados a ver o que vamos fazer por lá. Não vou contar muito para não estragar a surpresa.

pies descalzos paulo diego maximiliano pablo De Buenos Aires para São Paulo: argentinos querem se misturar a brasileiros na festa Pies Descalzos

(A partir da esq.) O brasileiro Paulo Papaleo, e os argentinos Diego Mariano Ramallo, Maximiliano Libera e Pablo Orso: mistura de São Paulo e Buenos Aires em festa moderninha na Bela Vista - Divulgação

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