Posts com a tag "reportagem"

Grupo Krum 6928 Renata Sorrah se junta a elenco dos sonhos em nova peça da Cia. Brasileira

Elenco dos sonhos de Krum, da Cia. Brasileira, é encabeçado por Renata Sorrah - Foto: Nana Moraes

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Imagine só conseguir reunir, em um mesmo elenco teatral, Renata Sorrah, Danilo Grangheia, Grace Passô, Inês Vianna e Rodrigo Bolzan. Não bastasse esses nomes fortes da atuação, a mesma peça ainda traz Cris Larin, Edson Rocha, Ranieri Gonzales e Rodrigo Ferrarini.

O responsável pela façanha que muitos diretores por aí adorariam ter feito é Marcio Abreu, diretor da curitibana Cia. Brasileira de Teatro. Ele comanda esta equipe de ouro na primeira montagem brasileira do texto Krum, escrito pelo israelense Hanoch Levin (1943-1999).

Esta é a segunda vez que Renata Sorrah trabalha com Abreu e seu grupo. A primeira parceria, Esta Criança, em 2012, rendeu à atriz o reconhecimento da crítica e o Prêmio Shell carioca de melhor atriz.

Como de costume, a Brasileira escalou sua equipe forte na criação. Giovana Soar fez a tradução do texto. Já Nadja Naira, ficou mais uma vez responsável pela luz e também pela assistência de direção. Enquanto Fernando Marés fez o cenário e Felipe Stornio, a trilha sonora.

O texto tem como fio condutor a volta para casa do personagem Krum, após anos perambulando pela Europa. No meio do caminho, há dois enterros e dois casamentos.

Para o diretor, "é uma peça sobre pessoas" que coloca "em jogo a matéria humana", com "um olhar cruel e generoso sobre vidas mínimas".

Abreu ainda lembra que o texto é fruto das inquietações do autor na década de 1970 em diálogo com clássicos do teatro. "Há em Tchekhov do entretempo, Beckett do pós-guerra, Levin do final do século 20 e nós hoje algo em comum", avalia. E explica o porquê: "Enquanto o mundo turbulento destila suas violências, as pessoas tentam seguir suas vidas, muitas vezes, sem brilho, confinadas em suas casas ou alimentando expectativas, sonhos de consumo, esperança de dias melhores".

Krum
Quando: Quinta a domingo, 20h. 120 min. Até 26/4/2015
Onde: Teatro Oi Futuro (r. Dois de Dezembro, 63, Flamengo, Rio)
Quanto: R$ 20
Classificação etária: 16 anos

 

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MIT AS IRMÃS MACALUSO CREDITO Carmine Maringola Segunda edição da MITsp prioriza teatro europeu

Uma família cheia de mulheres: As Irmãs Macaluso representa Itália na MITsp - Foto: Carmine Maringola

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os fãs de teatro precavidos já estão com os ingressos escondidos no fundo da gaveta. Após realizar sua primeira edição com entrada franca no ano passado, o que gerou filas gigantes e democráticas em todos os espetáculos, a segunda edição da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo) começa na próxima sexta (6) com a maioria de seus espetáculos pagos e com entradas esgotadas.

O evento, que vai até 15 de março, prioriza o teatro europeu, de onde vêm 70% dos países participantes. Dos dez países na programação, sete são do Velho Continente: Rússia, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Ucrânia, Holanda e Itália. Israel é o único representante da Ásia e, da América Latina, só tem Brasil e Colômbia.

Quem não se adiantou na compra de entradas pode rumar para as filas que restaram: as peças As Irmãs Macaluso e Arquivo terão entrada gratuita, com distribuição sempre uma hora antes de cada sessão — é bom chegar bem mais cedo do que isso para conseguir entrar.

Dinheiro no caixa

O festival está com caixa robusto este ano. Se na primeira edição seu orçamento era de R$ 2,8 milhões, agora a MITsp custou R$ 3,2 milhões, dos quais 70% saíram dos cofres públicos. Portanto, é um festival, em maior parte, financiado por todos  nós, cidadãos pagadores de impostos.

Além do Auditório Ibirapuera, que sediará o lançamento da MITsp nesta quinta (5) para convidados com a montagem russa de A Gaivota, com cinco horas de duração, outros espaços paulistanos fazem parte do circuito de espetáculos: Teatro Sérgio Cardoso, Itaú Cultural, Sesc Consolação, Sesc Ipiranga, Sesc Pinheiros e Teatro Flávio Império.

A MITsp também oferecerá palestras e oficinas gratuitas com nomes fortes do teatro europeu contemporâneo — estas tiveram inscrições prévias no site do evento. O curador do evento é Antonio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem e professor de artes cênicas na USP (Universidade de São Paulo).

MIT A GAIVOTA net CRÉDITO Ekaterina Tsvetkova Segunda edição da MITsp prioriza teatro europeu

A Gaivota, da Rússia, vai abrir a MITsp para convidados na quinta (5) - Foto: Ekaterina Tsevetkova

Peças

Entre os espetáculos, um dos destaques é Canção de Muito Longe, da Holanda, dirigido por Ivo van Hove com o Toneelgroep Amsterdam. A peça tem coprodução da MITsp, trilha do cantor norte-americano Mark Eitzel e dramaturgia do britânico Simon Stephens.

Se as notícias internacionais dão conta da tensão entre Rússia e Ucrânia no leste europeu, o público paulistano poderá conhecer um pouco do teatro recente feito nestes dois povos inimigos no plano da geopolítica.

Da Rússia, vêm os espetáculos Opus Nº 7, com direção de Dimitry Krymov, e A Gaivota, clássico de Tchekhov com direçaõ de Yuri Butusov. Já a Ucrânia envia Woyzeck, outro clássico dirigido por Andriy Zholdak.

Outra obra marcante, Senhorita Julia, de Strindberg, ganha versão inglesa nas mãos da diretora britânica Katie Mitchell. A Suíça manda Stifters Dinge, dirigida por Heiner Goebbels, considerado um encenador radical do teatro atual que faz a peça sem atores.

A italiana Emma Dante traz As Irmãs Macaluso, com a história de uma família de mulheres cheia de tumultos. Já Israel marca presença com o espetáculo de dança contemporânea Arquivo, dirigido por Arkadi Zaides.

MIT MORRER FOTO JHON FREDY CUBILLOS 2 ingresso rapido 2 Segunda edição da MITsp prioriza teatro europeu

Colômbia fará duas peças na MITsp - Foto: Jhon Fredy

Latino-americanos

Além do Brasil, representando pela diretora do Rio Christiane Jatahy com Julia e E Se Elas Fossem para Moscou, o único outro representante da América Latina na MITsp é a Colômbia.

A Fundación La Maldita Vanidad apresenta dois espetáculos de seu repertório: Morrer de Amor, Segundo Ato Inevitável: Morrer e Matando o Tempo, Primeiro Ato Inevitável: Nascer, ambos dirigidos por Jorge Hugo Marín.

O Atores & Bastidores do R7 apurou que ainda há entradas à venda para as seguintes peças: Matando o Tempo, Morrer de Amor, Canção de Muito Longe e Senhorita Julia.

MIT SENHORITA JULIA CREDITO Thomas Aurin Segunda edição da MITsp prioriza teatro europeu

Cena da peça Senhorita Julia: ainda há entradas disponíveis - Foto: Thomas Aurin

Leia entrevista exclusiva com Guilherme Marques, diretor da MITsp

Conheça a programação e saiba como tentar vaga nos cursos da MITsp

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dissecar uma nevasca foto ligia jardim Artistas acusam Tribunal de Justiça de censurar peça por ter palavrões e nudez

Produção de Dissecar uma Nevasca acusa Tribunal de propor cortes à peça - Foto: Ligia Jardim

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A peça Dissecar uma Nevasca teria sofrido censura pela presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, segundo os artistas que participam do espetáculo. O presidente da instituição é José Renato Nalini.

A obra faria temporada na sede do Tribunal de Justiça, que fica na Sé, região central da capital paulista, entre 7 e 29 de março, dentro do projeto Arte e Cultura no TJ.

Segundo André Canto, produtor da peça, a obra "foi censurada pela presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo". De acordo com seu relato em uma rede social, a peça vinha sendo negociada desde outubro.

"Há poucos dias do início dos ensaios eles solicitaram cortes de palavrões no texto e o corte da cena de nudez. Como nós negamos, eles cancelaram a temporada", afirma Canto.

A peça cumpriu temporada, sem cortes, no Sesc Belenzinho, em janeiro deste ano. Ela é inspirada na história da rainha Cristina da Suécia (1626-1689), que herdou o trono com seis anos de idade, com texto da sueca Sara Stridsberg. A montagem é dirigida por Bim de Verdier, que também atua na obra como a Rainha Mãe. Nicole Cordery faz o papel da Menina-Rei. Ainda estão no elenco André Guerreiro, na figura do Poder, Renato Caldas, como o Rei Morto, Daniel Ortega, como o Filósofo, Daniel Costa, como Luve, e Rita Grilo, como Belle. A trilha foi composta em Estocolmo por Leo Correia de Verdier.

O R7 procurou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que enviou a nota abaixo:

"O presidente José Renato Nalini em momento algum solicitou cortes na peça em razão de cenas de nudez. Ele foi ver o espetáculo e só não concordou com a apresentação no Palácio da Justiça porque, além das limitações físicas do prédio para espetáculo de tal envergadura, a apresentação nos finais de semana foge às diretrizes adotadas em razão da necessária economia de água e despesas extras que viriam com horas-extras aos funcionários da administração e segurança do TJSP. Essa situação não foi retratada no ofício encaminhado à direção da peça, por se tratar de questões administrativas.

Se a solicitação foi feita, o foi por pessoas encarregadas de trazer os espetáculos para o projeto Arte e Cultura no TJ que, inadvertidamente, podem ter imaginado que o espetáculo, mais curto e sem cenas de nudez, tivesse condições de ser apresentado em dias de semana, tal qual tem acontecido em todas as apresentações do Arte e Cultura no TJ."

Censura

Na época da ditadura militar (1964-1985) era comum a censura de obras artísticas por conta de nudez, palavrões ou mesmo interpretações subjetivas que não condiziam com a "moral e os bons costumes", como diziam na época os censores.

Artistas como José Celso Martinez Corrêa, Dias Gomes, Chico Buarque e Milton Nascimento sofreram na pele a censura de suas obras. O fim da censura foi uma das maiores conquistas com a redemocratização do País.

Caso Edifício London

Este não teria sido o primeiro caso de censura de um espetáculo teatral nos últimos tempos.

Em março de 2013, a peça Edifício London foi proibida de estrear no Espaço dos Satyros 1, em São Paulo, por conta de uma decisão judicial.

O nome da obra é uma referência ao prédio de onde foi atirada a menina Isabella Nardoni em 2008 pelo pai e a madrasta. A obra artística é inspirada na notícia do crime, fartamente explorada pela mídia, fazendo analogia com outras tragédias da história do teatro, como Macbeth, de Shakespeare, e Medeia, de Eurípedes.

Mesmo afirmando ter feito uma obra de ficção, apenas inspirada em um fato real, o autor, Lucas Arantes, foi condenado em 2014 a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais para a mãe de Isabella, Ana Carolina Jatobá. O advogado do escritor recorre da decisão. A Justiça ainda tirou de circulação o livro com o texto da peça, editado pela Editora Coruja.

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A Exceção e a Regra Cia Estável 0048 Crédito Hayanne Oliveira Cia Estável faz peça grátis nas estações da CPTM

Trem das onze: Cena da peça A Exceção e a Regra, da Cia. Estável - Foto: Hayanne Oliveira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Em meio ao movimento dos trabalhadores apressados, a arte vai surgir. Quem sabe, o apressado morador da Grande São Paulo, até aceite parar um pouco, para ver uma peça de teatro e refletir sobre sua vida.

É isso que propõe um espetáculo que vai ocupar as estações da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos de São Paulo) nos próximos dias, quando a Cia. Estável de Teatro apresenta seu espetáculo A Exceção e a Regra. O texto clássico de Bertolt Brecht tem direção de Renata Zhaneta.

Compõem o elenco Andressa Ferrarezi, Daniela Giampietro, Juliana Liegel, Luiz Calvvo, Nei Gomes, Osvaldo Pinheiro, Sérgio Zanck, Paula Cortezia e Zeca Volga.

Peça em 25 estações

As primeiras apresentações estão marcadas para a linha Esmeralda com sessões dias 6 de março (sexta-feira, às 20h) na Estação Grajaú; dia 7 de março (sábado, às 20h) na Estação Santo Amaro e dia 8 de março (domingo, às 17h) na Estação Ceasa.

Daí, a trupe segue para a linha Rubi: dia 13 de março (sexta-feira, às 20h) na Estação Perus; dia 14 de março (sábado, às 14h) na Estação Francisco Morato; dia 15 de março (domingo, às 14h) na Estação Jundiaí; dia 21 de março (sábado, às 20h) na Estação Caieiras e dia 22 de março (domingo, às 20h) na Estação Franco da Rocha.

Ao todo serão beneficiadas pelo projeto 25 estações em 18 municípios paulistas cobertos pela malha ferroviária da CPTM. E o melhor de tudo: todas as sessões são gratuitas e acontecem nas saídas das estações, possibilitando o acesso do público que não precisa pagar passagem de trem para assistir ao espetáculo. Totalmente democrático e inclusivo.

Contato com o povo

A trama aborda a difícil e tão presente relação entre explorador e explorado, tendo como pano de fundo a conquista da cidade de Urga, rica em petróleo. Segundo o grupo, a peça "a obra brechtiana oferece um importante instrumento para a compreensão das atuais crises do capitalismo e de suas inevitáveis consequências para a ordem mundial".

Não é de hoje que o grupo atua junto ao povo. Há sete anos, desenvolve pesquisa com 1.200 homens em situação de rua, acolhidos no albergue Arsenal da Esperança, na Mooca, zona leste paulistana.

A Cia. Estável de Teatro foi formada há 13 anos com artistas saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Reconhecido por seu trabalho aguerrido, o grupo já levou seis vezes o Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. Além disso, há três anos integra o Movimento de Teatro de Rua, o MTR.

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esparrama Esparrama jorra poesia na secura de São Paulo

Em pleno Minhocão, público assiste à apresentação da peça Esparrama pela Janela - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo Esparrama é uma das novidades mais prazerosas da cena teatral paulistana dos últimos tempos. Eles transformaram o árido Minhocão em uma imensa sala teatral ao ar livre nos dias de domingo, quando o elevado é utilizado como área de lazer pelos moradores do centro.

Em uma cidade cada vez mais mergulhada no caos, sobretudo diante da falta d'água aterrorizante, a poesia do Esparrama é um alento.

É no cenário urbano tão emblemático para São Paulo que eles fazem seu teatro em uma charmosa janela defronte ao horrendo viaduto com nome de ditador.

O sucesso foi instantâneo. O boca a boca e a grande acolhida do projeto na mídia garantiu média de 400 espectadores em cada sessão. Não custa nada lembrar que o Atores & Bastidores do R7 foi o primeiro espaço da grande mídia a noticiar o grupo.

Diante do êxito, o Esparrama já voltou às atividades neste 2015 desde o último domingo (1º), quando estreou seu novo projeto: Janelas do Minhocão, que recebeu recursos do Programa Rumos Itaú Cultural.

A ação artística é divida em três partes. A primeira é o Esparrama Amigos pela Janela, composto por seis apresentações de artistas convidados pelo grupo na janela do Esparrama, que acontecem nos próximos domingos, sempre às 16h, até 8 de março.

O mesmo espaço ainda vai abrigar a nova temporada do espetáculo já consagrado Esparrama pela Janela e ainda o novo espetáculo da trupe, O Menino que Mora no Minhocão.

Alguém duvida que vai ser um sucesso?

Veja o vídeo com a participação do Esparrama no programa Roberto Justus +, da Record:

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bartolomeu Com viatura de polícia, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é despejado de seu teatro

Caminhões e carro de polícia na porta do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos: despejo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A ação de despejo contra o grupo teatral Núcleo Bartolomeu de Depoimentos foi executada durante toda esta quinta-feira (27). Caminhões retiram os pertences dos artistas de sua sede, na rua Doutor Augusto De Miranda, 786, na Vila Pompeia, na zona oeste de São Paulo.

A ação judicial foi movida pela INK Incorporadora, que pretende construir um prédio no lugar do teatro, que era alugado pela trupe havia oito anos. O grupo havia recebido uma ordem de despejo no último dia 11 de novembro.

Segundo contou ao R7 Eugênio Lima, um dos fundadores do grupo e também DJ e diretor musical do Bartolomeu, carros de polícia e caminhões pararam em frente ao teatro por volta das 7h30.

— Eram quatro viaturas, mais de dez caminhões, o oficial de Justiça e advogados da INK Incorporadora, que pediu o despejo em regime de urgência. Eles pegaram a chave com a menina da limpeza e já foram invadindo.

shapira Com viatura de polícia, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é despejado de seu teatro

Emocionada, Claudia Schapira senta-se no chão durante a ação de despejo do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos: "A gente tem direito à cidade", diz a diretora - Foto: Rudifran Pompeu

Claudia Schapira, diretora do grupo, revela que os artistas fizeram questão de resistir.

— Nossa função é provocar e questionar. A gente não iria sair: "ah, tá bom". A gente tem direito à cidade. Acreditamos que a cidade é nossa e deve ser um lugar de convivência da diversidade.

Ela diz que espera que sirva de algo a resistência do grupo frente à especulação imobiliária.

— Se isso aqui hoje fizer com que os grupos que estejam se tornando patrimônio cultural da cidade ganhem mais respeito e ações efetivas do poder público que vão além da nomeação, então, eu acho que essa baderna serviu para alguma coisa.

bartolomeu eugenio lima Com viatura de polícia, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é despejado de seu teatro

Revoltado, o DJ Eugênio Lima, do Núcleo Bartolomeu, diz: "Estamos sendo expulsos do nosso teatro" - Foto: Divulgação

O grupo entrou com um pedido judicial para tentar cancelar a ação de despejo, mas se o juiz não decidir logo, a construtora pretende demolir o teatro durante a madrugada ou na manhã desta sexta (28), afirmou Lima.

— A gente foi surpreendido e estamos sendo expulsos de nosso teatro.

Os pertences do grupo, entre eles cenários, figurinos e até prêmios recebidos, estão sendo levados para a casa da mãe da artista Roberta Estrela D'Alva, em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista.

Durante o dia, integrantes de outros grupos teatrais de São Paulo foram ao local se solidarizar com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Entre as visitas recebidas, esteve por lá Rudifran Pompeu, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro.

O R7 telefonou para a INK Incorporadora. O funcionário que atendeu disse que não havia mais ninguém no escritório que pudesse comentar o caso. Ele pegou os contatos da reportagem e prometeu um retorno.

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José Cetra by Bob Sousa Crítico reclama que não recebeu do FIT Rio Preto

O crítico José Cetra Filho: trabalhou para o FIT Rio Preto, mas não recebeu - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

O crítico teatral José Cetra Filho está indignado porque não recebeu por serviços prestados à edição 2014 do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT Rio Preto, no interior de São Paulo. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São José do Rio Preto.

Em entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7, Cetra conta que foi contratado para fazer pesquisa e textos sobre 45 espetáculos e grupos participantes. E que realizou o serviço a pedido de Marcelo Zamora, coordenador artístico do evento. Contudo, até o momento não recebeu pelo trabalho.

Esta não é a primeira vez que o FIT Rio Preto atrasa o pagamento de profissionais contratados. Em 2013, o R7 realizou reportagem denunciando que artistas ainda não tinham recebido o cachê referente à participação na edição de 2012.

O R7 apurou que, por conta desta situação de não pagamento por parte da Prefeitura de Rio Preto aos profissionais, o Sesc São Paulo, que era parceiro do evento, resolveu retirar seu nome do festival neste ano, preferindo investir no Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, o Fentepp, também no interior paulista.

Cetra revela que não sabia da "fama de mau pagador" do FIT Rio Preto.

— Se soubesse, não teria agido de boa fé só me baseando nas palavras do e-mail do senhor Marcelo Zamora, coordenador artístico do Festival, ligado à Secretaria da Cultura. Sinto-me, em primeiro lugar, indignado por ser tratado de maneira tão negligente, já que eles não atendem telefonemas, quase nunca respondem os e-mails de cobrança e, quando o fazem, é de forma evasiva, sem nada de concreto.

"Quero receber"

O crítico teatral conta que trabalhou cerca de um mês sem parar, "para escrever os 45 textos, pesquisando sobre os grupos e seus espetáculos, assistindo aos seus vídeos e até entrevistando os grupos de Rio Preto, dos quais havia pouca informação disponível".

— Entreguei tudo em dia para, finalmente, ser tratado dessa maneira. Além do mais, o catálogo não foi publicado, o que abortou a difusão do meu trabalho. Lamentável.

Para receber, o crítico pensa em entrar com uma ação judicial contra o FIT Rio Preto, já que tem guardada todas as mensagens de e-mail trocadas com o coordenador do festival.

— Não creio que amigavelmente eu receba, ainda mais agora que  tornei público o assunto. Mas vou lutar até o fim e, se houver Justiça, vou receber. Quero receber.

O R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do FIT Rio Preto, que indicou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Rio Preto, que, procurada, também não comentou o caso. A 14ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto foi realizada de 21 a 30 de agosto de 2014 e contou com mais de 40 espetáculos na programação.

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rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto1 Celular no teatro perturba atores e público?

Rodolfo García Vázquez, dos Satyros: ele deixa público entrar com celular ligado - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator está no palco, no meio da mais dramática cena da obra e eis que um celular toca. Ou então, naquela cena onde a escuridão é fundamental, alguém mexe no celular, que logo acende sua potente luzinha de tela. E há mais: aqueles que teimam em gravar e fotografar a peça sem estarem devidamente autorizados e só param quando são repreendido pela produção ou, pior, pela segurança. O blog já viu todas estas cenas descritas em teatros nos quatro cantos do Brasil, do mais underground ao mais comercial.

Por mais que os avisos sonoros sejam dados antes de as sessões começarem, sempre tem algum esquecido, teimoso ou engraçadinho que teima em ficar com o celular ligado durante a peça.

juliana galdino daniel seabra Celular no teatro perturba atores e público?

Juliana Galdino parou peça para que senhorinhas desligassem o celular - Foto: Daniel Seabra

Atriz parou a cena

No mês passado, a atriz Juliana Galdino, que encenava Tríptico Samuel Beckett, no Espaço Sesc de Copacabana, no Rio, ficou revoltada com um grupo de senhorinhas.

Estas mexiam no celular, iluminando toda a plateia, com a peça em andamento. A atriz fez questão de parar a cena e pedir para que as tais senhoras desligassem seus aparelhos, como noticiou a colunista carioca Anna Ramalho. E só depois continuou a peça.

Ironia fina

A diretora Juliana Sanches, da peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, apresentada este mês em São Paulo, resolveu incorporar o celular à montagem. Não os dos espectadores, mas, sim, os dos próprios atores, que faziam cada qual uma selfie com o público de fundo na cena final. Uma crítica potente ao exibicionismo solitário da pós-modernidade.

Para o crítico Átila Moreno, que presencia constantemente este tipo de situação nos teatro cariocas, isso "é inadmissível".

— Imagina se um cirurgião parasse para atender o celular no trabalho? Eu acho que faltam bom senso e postura das pessoas de se colocarem no lugar do outro. Toda a equipe fica meses se preparando para apresentar a peça no palco. E aí alguém na plateia deixa o celular tocar. Eu não tolero.

América Vizinha 2097 crédito Adriana Balsanelli Celular no teatro perturba atores e público?

Ironia? Elenco da peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, faz selfie em cena - Foto: Adriana Balsanelli

Autorizado para estar de celular ligado

Diante do novo cenário, algumas montagens tentam se adaptar ao novo público. Caso do grupo paulistano Os Satyros. O diretor Rodolfo García Vázquez diz que não vai proibir o celular e que tenta lidar com essa realidade, pelo contrário, incorpora o celular à estética da obra.

— O mundo está em outro momento. Não posso falar: “não ligue o telefone” para meu público. Eu tenho é de fazer um espetáculo tão bom que a pessoa não queira ligar o telefone!

phedra Celular no teatro perturba atores e público?

Phedra D. Córdoba: dependendo da peça, ela deixa o celular, para ninguém a chamar de retrógrada - Foto: Bob Sousa

Na peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que acaba de virar filme homônimo que está sendo exibido na Mostra Internacional de Cinema, o público era encorajado a deixar o celular ligado o tempo todo. A atriz cubana Phedra D. Córdoba, que participou da peça e do filme, diz que, nestes casos, aceita o celular ligado.

— Quando é uma peça que o diretor pediu, tudo bem, porque o diretor quer essa modernidade em cena. Eu sou antiga, né? Mas aceito para não dizerem que sou retrógrada. Mas, em peças que a produção pede para desligar o celular, tem de ter educação e respeito em não deixá-lo tocar e nem com a luz acesa. Porque aí não estou de acordo.

"Dá muito desgosto"

O ator Fagundes Emanuel, que fez peça Nossa Cidade com o exigente Antunes Filho e atualmente está na novela Geração Brasil, na Globo, diz que "não é contra a tecnologia" e lembra que Zé Celso, em seu Teat(r)o Oficina, pede que os celulares fiquem ligados "junto com todos os sentidos".

Ele também lembra que os Parlapatões também dizem, com muito bom humor "não desliguem os celulares, vai que tua mãe ou algum familiar precise de ajuda".

— Quando o artista se propõe a essa e outras interações é interessantíssimo. Mas em uma peça que foi pedido para o celular ser desligado e alguém esquece, quando ele toca se quebra todo o clima.

Fagundes já passou por este tipo de situação.

— Desconcentra muito e já me ocorreu algumas vezes. E quando a pessoa está com pressa para ir embora e fica mandando mensagem para alguém? Dá muito desgosto. E a luz do celular é tão forte que o espectador fica mais iluminado do que os atores no palco [risos].

fagundes emanuel Celular no teatro perturba atores e público?

Fagundes Emanuel: quando o celular toca ou acende a luz "dá muito desgosto"- Foto: Miguel Arcanjo Prado

Você acha correto ficar com celular ligado no teatro?

  • Sim, vai que acontece alguma coisa e alguém precisa me avisar.
  • Não, é uma falta de educação e um desrespeito com os artistas.
  • Depende, se a peça permitir, tudo bem, agora, se o diretor pede para desligar, é bom respeitar.

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eleicoes atores teatro Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

A partir do alto, em sentido horário: Pedro Vilela, Cléo De Páris, Leo Moreira Sá e Rodrigo Negrini: racha por conta do segundo turno das eleições para presidente chegou também na turma dos palcos - Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O clima não é dos melhores no meio teatral quando o assunto é o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo dia 26 de outubro. Assim como no resto do Brasil, os artistas estão em pé de guerra nas redes sociais. Tudo porque alguns votam em Dilma, outros em Aécio e ainda há os que não querem votar e são pressionados pelos dois lados.

As discussões prometem esquentar à medida que o pleito se aproxima. Há farpas por todos os lados. Mas também há demonstrações de amor ao candidato escolhido.

O apoio é mais explícito naqueles que votam em Dilma. Como os atores do Grupo Magiluth, de Recife, que trocaram suas fotos no perfil do Facebook por um retrato no qual suas imagens se fundem com a da candidata à reeleição.

Pedro Vilela, diretor da trupe pernambucana, ironizou, antes de postar um vídeo com o apoio de Chico Buarque à candidata do PT. "Enquanto os eleitores de Aécio postam vídeo com Alexandre Frota apoiando a candidatura, nos resta a doçura de Chico".

eleicoes leo moreira sa pedro vilela Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Leo Moreira Sá e Pedro Vilela: apoio à candidatura de Dilma em suas timelines - Foto: Reprodução

Já o ator e iluminador paulistano Leo Moreira Sá foi sucinto ao dizer porque vota em Dilma: "Se Feliciano está com Aécio, eu não estou", referindo-se ao deputado conhecido por sua homofobia latente e que apoia o tucano.

Mas também há fervor entre os fãs do PSDB. O ator Rodrigo Negrini, que acaba de fazer a temporada do musical Crazy for You com Claudia Raia, bradou em sua timeline: "Vai, Aécio!!!", assim que o nome do tucano foi confirmado no segundo turno. Ele aproveitou a frase para definir seu estado de espírito: "se sentindo esperançoso".

eleicoes cleo de paris rodrigo negrini Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Tucanos: Cléo De Páris e Rodrigo Negrini estão com Aécio no segundo turno - Foto: Reprodução

Outra tucana de carteirinha [e ex-petista, segundo relato da própria], Cléo De Paris, do grupo Os Satyros, já perdeu um monte de amigos virtuais nos últimos meses. Tudo por conta de seu posicionamento político. Cansada de tanto bate-boca virtual, esta semana ela avisou em sua timeline: "Amigo ou não, falou coxinha ou m... que corresponda NOS MEUS POSTS [com caixa alta mesmo], deletei". Recado dado.

O caminho da paz

Enquanto a guerra parece não ter fim, Zé Henrique de Paula, diretor do Núcleo Experimental, preferiu a paz.

Fez uma retirada elegante e até citou Guy Debord, autor do clássico A Sociedade do Espetáculo, de 1967 (se você não conhece, corra urgentemente para uma biblioteca próxima).

eleicoes ze henrique de paula Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Perfil do diretor do Núcleo Experimental Zé Henrique de Paula no Facebook está vazio - Foto: Reprodução

eleicoes ze henrique de paula eduardo enomoto Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Zé Henrique de Paula: Guy Debord para deixar rede social - Foto: Eduardo Enomoto

Zé Henrique se despediu assim: "E tchau pra todo mundo — me mandem e-mails ou me telefonem. Vamos tomar um café, uma cerveja, marcar um almoço, assistir a uma peça, fazer uma viagem, um projeto, uma pedalada. Mas fora daqui".

E postou o trecho abaixo do livro de Debord:

"Tudo que era antes vivido diretamente tornou-se mera representação. O espetáculo não é uma coleção de imagens; é a relação social entre pessoas que é mediada por imagens".

Você já brigou com algum amigo por causa da eleição?

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deu branco Quarteto improvisa peça diferente a cada noite

Improvisação: peça Deu Branco faz apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Por GUILHERME LIMA*

Eles arrancam gargalhada das plateias do Rio de Janeiro e de São Paulo ao mesmo tempo, com a peça Deu Branco. O R7 conversou com o grupo de comediantes formado por quatro cariocas da gema.

A entrevista não podia ser de outro jeito: improvisada.

Para evitar levar bronca por falar muito alto, o papo foi no banheiro.

Os atores Lucas Salles, Raphael Ghaem, Victor Lamoglia e Vitor Thiré explicaram cada detalhe do espetáculo, que pode ser contado e a surpresa não será estragada, já que cada noite é completamente diferente da anterior.

O quarteto abre espaço para o publico, que dá ritmo ao espetáculo.

O único momento em que os comediantes seguem um script é na abertura, na qual acontece o esquenta para a galera entrar no clima.

Lucas Salles define o Deu Branco em uma "sacada filosófica".

— Metaforicamente falando, nós somos a massa e quem é o recheio são eles [o público].

Vitor Thiré contou algumas curiosidades que já rolaram nas apresentações.

— Já ganhamos das fãs cestas básicas com fantasias para a peça. E nós usamos sempre nas improvisações.

Deu Branco, que está pela primeira vez com temporada na capital paulista e na segunda passagem na Cidade Maravilhosa, conta com a apresentação de Daniel Oliveira e participação de Kéfera Buchmann.

A cada nova exibição, o show de cenas improvisadas traz um convidado diferente para compor o time no palco.

O grupo se apresenta toda terça, 21h, no Teatro das Artes, no shopping da Gávea, Rio de Janeiro, até 13 de outubro, a R$ 50 a inteira.

E às sextas-feiras, meia-noite, no Teatro Folha, dentro do shopping Pátio Higienópolis, no bairro Higienópolis, no centro de São Paulo, até 31 de outubro. Na capital paulista, o preço do ingresso é de R$ 40,00, com desconto de 50% para estudantes, professores e idosos.

*Guilherme Lima é repórter de São Paulo do R7.

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