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José Cetra by Bob Sousa Crítico reclama que não recebeu do FIT Rio Preto

O crítico José Cetra Filho: trabalhou para o FIT Rio Preto, mas não recebeu - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

O crítico teatral José Cetra Filho está indignado porque não recebeu por serviços prestados à edição 2014 do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT Rio Preto, no interior de São Paulo. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São José do Rio Preto.

Em entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7, Cetra conta que foi contratado para fazer pesquisa e textos sobre 45 espetáculos e grupos participantes. E que realizou o serviço a pedido de Marcelo Zamora, coordenador artístico do evento. Contudo, até o momento não recebeu pelo trabalho.

Esta não é a primeira vez que o FIT Rio Preto atrasa o pagamento de profissionais contratados. Em 2013, o R7 realizou reportagem denunciando que artistas ainda não tinham recebido o cachê referente à participação na edição de 2012.

O R7 apurou que, por conta desta situação de não pagamento por parte da Prefeitura de Rio Preto aos profissionais, o Sesc São Paulo, que era parceiro do evento, resolveu retirar seu nome do festival neste ano, preferindo investir no Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, o Fentepp, também no interior paulista.

Cetra revela que não sabia da "fama de mau pagador" do FIT Rio Preto.

— Se soubesse, não teria agido de boa fé só me baseando nas palavras do e-mail do senhor Marcelo Zamora, coordenador artístico do Festival, ligado à Secretaria da Cultura. Sinto-me, em primeiro lugar, indignado por ser tratado de maneira tão negligente, já que eles não atendem telefonemas, quase nunca respondem os e-mails de cobrança e, quando o fazem, é de forma evasiva, sem nada de concreto.

"Quero receber"

O crítico teatral conta que trabalhou cerca de um mês sem parar, "para escrever os 45 textos, pesquisando sobre os grupos e seus espetáculos, assistindo aos seus vídeos e até entrevistando os grupos de Rio Preto, dos quais havia pouca informação disponível".

— Entreguei tudo em dia para, finalmente, ser tratado dessa maneira. Além do mais, o catálogo não foi publicado, o que abortou a difusão do meu trabalho. Lamentável.

Para receber, o crítico pensa em entrar com uma ação judicial contra o FIT Rio Preto, já que tem guardada todas as mensagens de e-mail trocadas com o coordenador do festival.

— Não creio que amigavelmente eu receba, ainda mais agora que  tornei público o assunto. Mas vou lutar até o fim e, se houver Justiça, vou receber. Quero receber.

O R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do FIT Rio Preto, que indicou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Rio Preto, que, procurada, também não comentou o caso. A 14ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto foi realizada de 21 a 30 de agosto de 2014 e contou com mais de 40 espetáculos na programação.

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rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto1 Celular no teatro perturba atores e público?

Rodolfo García Vázquez, dos Satyros: ele deixa público entrar com celular ligado - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator está no palco, no meio da mais dramática cena da obra e eis que um celular toca. Ou então, naquela cena onde a escuridão é fundamental, alguém mexe no celular, que logo acende sua potente luzinha de tela. E há mais: aqueles que teimam em gravar e fotografar a peça sem estarem devidamente autorizados e só param quando são repreendido pela produção ou, pior, pela segurança. O blog já viu todas estas cenas descritas em teatros nos quatro cantos do Brasil, do mais underground ao mais comercial.

Por mais que os avisos sonoros sejam dados antes de as sessões começarem, sempre tem algum esquecido, teimoso ou engraçadinho que teima em ficar com o celular ligado durante a peça.

juliana galdino daniel seabra Celular no teatro perturba atores e público?

Juliana Galdino parou peça para que senhorinhas desligassem o celular - Foto: Daniel Seabra

Atriz parou a cena

No mês passado, a atriz Juliana Galdino, que encenava Tríptico Samuel Beckett, no Espaço Sesc de Copacabana, no Rio, ficou revoltada com um grupo de senhorinhas.

Estas mexiam no celular, iluminando toda a plateia, com a peça em andamento. A atriz fez questão de parar a cena e pedir para que as tais senhoras desligassem seus aparelhos, como noticiou a colunista carioca Anna Ramalho. E só depois continuou a peça.

Ironia fina

A diretora Juliana Sanches, da peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, apresentada este mês em São Paulo, resolveu incorporar o celular à montagem. Não os dos espectadores, mas, sim, os dos próprios atores, que faziam cada qual uma selfie com o público de fundo na cena final. Uma crítica potente ao exibicionismo solitário da pós-modernidade.

Para o crítico Átila Moreno, que presencia constantemente este tipo de situação nos teatro cariocas, isso "é inadmissível".

— Imagina se um cirurgião parasse para atender o celular no trabalho? Eu acho que faltam bom senso e postura das pessoas de se colocarem no lugar do outro. Toda a equipe fica meses se preparando para apresentar a peça no palco. E aí alguém na plateia deixa o celular tocar. Eu não tolero.

América Vizinha 2097 crédito Adriana Balsanelli Celular no teatro perturba atores e público?

Ironia? Elenco da peça América Vizinha, do Grupo XIX de Teatro, faz selfie em cena - Foto: Adriana Balsanelli

Autorizado para estar de celular ligado

Diante do novo cenário, algumas montagens tentam se adaptar ao novo público. Caso do grupo paulistano Os Satyros. O diretor Rodolfo García Vázquez diz que não vai proibir o celular e que tenta lidar com essa realidade, pelo contrário, incorpora o celular à estética da obra.

— O mundo está em outro momento. Não posso falar: “não ligue o telefone” para meu público. Eu tenho é de fazer um espetáculo tão bom que a pessoa não queira ligar o telefone!

phedra Celular no teatro perturba atores e público?

Phedra D. Córdoba: dependendo da peça, ela deixa o celular, para ninguém a chamar de retrógrada - Foto: Bob Sousa

Na peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que acaba de virar filme homônimo que está sendo exibido na Mostra Internacional de Cinema, o público era encorajado a deixar o celular ligado o tempo todo. A atriz cubana Phedra D. Córdoba, que participou da peça e do filme, diz que, nestes casos, aceita o celular ligado.

— Quando é uma peça que o diretor pediu, tudo bem, porque o diretor quer essa modernidade em cena. Eu sou antiga, né? Mas aceito para não dizerem que sou retrógrada. Mas, em peças que a produção pede para desligar o celular, tem de ter educação e respeito em não deixá-lo tocar e nem com a luz acesa. Porque aí não estou de acordo.

"Dá muito desgosto"

O ator Fagundes Emanuel, que fez peça Nossa Cidade com o exigente Antunes Filho e atualmente está na novela Geração Brasil, na Globo, diz que "não é contra a tecnologia" e lembra que Zé Celso, em seu Teat(r)o Oficina, pede que os celulares fiquem ligados "junto com todos os sentidos".

Ele também lembra que os Parlapatões também dizem, com muito bom humor "não desliguem os celulares, vai que tua mãe ou algum familiar precise de ajuda".

— Quando o artista se propõe a essa e outras interações é interessantíssimo. Mas em uma peça que foi pedido para o celular ser desligado e alguém esquece, quando ele toca se quebra todo o clima.

Fagundes já passou por este tipo de situação.

— Desconcentra muito e já me ocorreu algumas vezes. E quando a pessoa está com pressa para ir embora e fica mandando mensagem para alguém? Dá muito desgosto. E a luz do celular é tão forte que o espectador fica mais iluminado do que os atores no palco [risos].

fagundes emanuel Celular no teatro perturba atores e público?

Fagundes Emanuel: quando o celular toca ou acende a luz "dá muito desgosto"- Foto: Miguel Arcanjo Prado

Você acha correto ficar com celular ligado no teatro?

  • Sim, vai que acontece alguma coisa e alguém precisa me avisar.
  • Não, é uma falta de educação e um desrespeito com os artistas.
  • Depende, se a peça permitir, tudo bem, agora, se o diretor pede para desligar, é bom respeitar.

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eleicoes atores teatro Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

A partir do alto, em sentido horário: Pedro Vilela, Cléo De Páris, Leo Moreira Sá e Rodrigo Negrini: racha por conta do segundo turno das eleições para presidente chegou também na turma dos palcos - Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O clima não é dos melhores no meio teatral quando o assunto é o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo dia 26 de outubro. Assim como no resto do Brasil, os artistas estão em pé de guerra nas redes sociais. Tudo porque alguns votam em Dilma, outros em Aécio e ainda há os que não querem votar e são pressionados pelos dois lados.

As discussões prometem esquentar à medida que o pleito se aproxima. Há farpas por todos os lados. Mas também há demonstrações de amor ao candidato escolhido.

O apoio é mais explícito naqueles que votam em Dilma. Como os atores do Grupo Magiluth, de Recife, que trocaram suas fotos no perfil do Facebook por um retrato no qual suas imagens se fundem com a da candidata à reeleição.

Pedro Vilela, diretor da trupe pernambucana, ironizou, antes de postar um vídeo com o apoio de Chico Buarque à candidata do PT. "Enquanto os eleitores de Aécio postam vídeo com Alexandre Frota apoiando a candidatura, nos resta a doçura de Chico".

eleicoes leo moreira sa pedro vilela Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Leo Moreira Sá e Pedro Vilela: apoio à candidatura de Dilma em suas timelines - Foto: Reprodução

Já o ator e iluminador paulistano Leo Moreira Sá foi sucinto ao dizer porque vota em Dilma: "Se Feliciano está com Aécio, eu não estou", referindo-se ao deputado conhecido por sua homofobia latente e que apoia o tucano.

Mas também há fervor entre os fãs do PSDB. O ator Rodrigo Negrini, que acaba de fazer a temporada do musical Crazy for You com Claudia Raia, bradou em sua timeline: "Vai, Aécio!!!", assim que o nome do tucano foi confirmado no segundo turno. Ele aproveitou a frase para definir seu estado de espírito: "se sentindo esperançoso".

eleicoes cleo de paris rodrigo negrini Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Tucanos: Cléo De Páris e Rodrigo Negrini estão com Aécio no segundo turno - Foto: Reprodução

Outra tucana de carteirinha [e ex-petista, segundo relato da própria], Cléo De Paris, do grupo Os Satyros, já perdeu um monte de amigos virtuais nos últimos meses. Tudo por conta de seu posicionamento político. Cansada de tanto bate-boca virtual, esta semana ela avisou em sua timeline: "Amigo ou não, falou coxinha ou m... que corresponda NOS MEUS POSTS [com caixa alta mesmo], deletei". Recado dado.

O caminho da paz

Enquanto a guerra parece não ter fim, Zé Henrique de Paula, diretor do Núcleo Experimental, preferiu a paz.

Fez uma retirada elegante e até citou Guy Debord, autor do clássico A Sociedade do Espetáculo, de 1967 (se você não conhece, corra urgentemente para uma biblioteca próxima).

eleicoes ze henrique de paula Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Perfil do diretor do Núcleo Experimental Zé Henrique de Paula no Facebook está vazio - Foto: Reprodução

eleicoes ze henrique de paula eduardo enomoto Eleições geram discórdia no teatro brasileiro

Zé Henrique de Paula: Guy Debord para deixar rede social - Foto: Eduardo Enomoto

Zé Henrique se despediu assim: "E tchau pra todo mundo — me mandem e-mails ou me telefonem. Vamos tomar um café, uma cerveja, marcar um almoço, assistir a uma peça, fazer uma viagem, um projeto, uma pedalada. Mas fora daqui".

E postou o trecho abaixo do livro de Debord:

"Tudo que era antes vivido diretamente tornou-se mera representação. O espetáculo não é uma coleção de imagens; é a relação social entre pessoas que é mediada por imagens".

Você já brigou com algum amigo por causa da eleição?

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deu branco Quarteto improvisa peça diferente a cada noite

Improvisação: peça Deu Branco faz apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Por GUILHERME LIMA*

Eles arrancam gargalhada das plateias do Rio de Janeiro e de São Paulo ao mesmo tempo, com a peça Deu Branco. O R7 conversou com o grupo de comediantes formado por quatro cariocas da gema.

A entrevista não podia ser de outro jeito: improvisada.

Para evitar levar bronca por falar muito alto, o papo foi no banheiro.

Os atores Lucas Salles, Raphael Ghaem, Victor Lamoglia e Vitor Thiré explicaram cada detalhe do espetáculo, que pode ser contado e a surpresa não será estragada, já que cada noite é completamente diferente da anterior.

O quarteto abre espaço para o publico, que dá ritmo ao espetáculo.

O único momento em que os comediantes seguem um script é na abertura, na qual acontece o esquenta para a galera entrar no clima.

Lucas Salles define o Deu Branco em uma "sacada filosófica".

— Metaforicamente falando, nós somos a massa e quem é o recheio são eles [o público].

Vitor Thiré contou algumas curiosidades que já rolaram nas apresentações.

— Já ganhamos das fãs cestas básicas com fantasias para a peça. E nós usamos sempre nas improvisações.

Deu Branco, que está pela primeira vez com temporada na capital paulista e na segunda passagem na Cidade Maravilhosa, conta com a apresentação de Daniel Oliveira e participação de Kéfera Buchmann.

A cada nova exibição, o show de cenas improvisadas traz um convidado diferente para compor o time no palco.

O grupo se apresenta toda terça, 21h, no Teatro das Artes, no shopping da Gávea, Rio de Janeiro, até 13 de outubro, a R$ 50 a inteira.

E às sextas-feiras, meia-noite, no Teatro Folha, dentro do shopping Pátio Higienópolis, no bairro Higienópolis, no centro de São Paulo, até 31 de outubro. Na capital paulista, o preço do ingresso é de R$ 40,00, com desconto de 50% para estudantes, professores e idosos.

*Guilherme Lima é repórter de São Paulo do R7.

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didi dede Filme clássico dos Trapalhões vira musical

Renato Aragão e Dedé Santana acompanham os ensaios do musical Saltimbancos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de se dedicarem à obra de Chico Buarque, os diretores cariocas Charles Möeller e Claudio Botelho vão reunir jornalistas na quinta-feira da próxima semana (1º) para anunciar todos os detalhes de sua nova empreitada nos palcos: Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical.

livian aragao cristiana pompeo Filme clássico dos Trapalhões vira musical

Livian Aragão, filha de Didi, se concentra nos ensaios do musical baseado no filme do pai - Foto: Divulgação

O espetáculo será a versão teatral para o filme clássico do quarteto formado por Dedé, Didi, Mussum e Zacarias, de 1981, dirigido por J. B. Tanko, com a participação de Lucinha Lins como mocinha da história.

O longa ainda conta com a atriz Mila Moreira e é considerado pela crítica o melhor filme do grupo.

Claro que, para produzir o espetáculo, Möeller e Botelho foram pedir a bênção a Renato Aragão, que estará no anúncio do musical ao lado de Dedé Santana.

Ambos estão no elenco e têm frequentado os ensaios. Até porque também está no espetáculo a filha de Renato Aragão, Livian Aragão, em seu primeiro papel de destaque nos palcos.

Os atores da superprodução fez aulas na Escola Nacional do Circo. Aprenderam técnicas como malabares e acrobacias aéreas.

O espetáculo ainda conta com os atores Tadeu Mello, Adriana Garambone, Marcelo Octavio, Nicola Lama, Ada Chaseliov e Roberto Guilherme, o Sargento Pincel.

Neste sábado (27), o espetáculo já será apresentado, em ritmo de pré-estreia, com a presença de público na Cidade das Artes, no Rio, onde estreia oficialmente no dia 3 de outubro.

saltimbancos Filme clássico dos Trapalhões vira musical

Cena do filme Os Saltimbancos Trapalhões, de 1981, considerado o melhor do grupo - Foto: Divulgação

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iepe 4 Comédia política Iepe participa de ocupação com temporada no Casulo das Artes, em São Paulo

Thais Irentti e André Félix na peça Iepe, da Trupe Temdona: primeira temporada em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Diz o ditado que basta dar poder a alguém que logo você descobre quem ele é de fato. Este é o pano de fundo de uma peça que chega a São Paulo com jovens atores no elenco.

Depois de ser apresentado na região do ABC Paulista e até mesmo dentro de um ônibus, o espetáculo Iepe, da Trupe Temdona, participa da ocupação do Casulo das Artes, em São Paulo (r. Sebastião Guimarães Correa, 235, metrô São Judas, tel. 0/xx/11 2594-4379).

A primeira temporada do grupo na capital paulista acontece toda sexta de outubro, às 20h, com inteira a R$ 20 e meia a R$ 10.

A companhia é formada por atores saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul. O texto é do premiado dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Conta a história de Iepe, um pobre beberrão que um dia descobre que se tornou um rei por acaso.

É claro que, na nova posição, ele vai colocar as manguinhas de fora. No elenco estão André Félix, Thais Irentti, Rodrigo Sampaio e Rosane Rodrigues, sob direção de Pedro Alcântara.

"Queremos que o espectador viaje junto com os atores na história", afirma o diretor.

Iepe (leia a crítica) é um dos 15 projetos selecionados para ocupar o Casulo das Artes, lugar que pretende congregar diversas vertentes artísticas em um mesmo espaço cultural.

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2014 09 10 Teatro ofic Walmor cacilda Foto Nilani Goettems 7653 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Multiétnico: Teat(r)o Oficina apresenta Walmor y Cacilda 64: Robogolpe no Mirada 2014 - Foto: Nilani Goettems

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos

A terra que revelou Pelé e Neymar para o mundo virou também palco do teatro ibero-americano no Brasil. Buscar a integração maior entre o teatro brasileiro e o de outros países latino-americanos, além de Espanha e Portugal, é o chamariz do Mirada, cujo nome já deixa clara a ideia de um olhar contínuo.

2014 09 08 S. Jorge Menino Foto Nilani Goettems 6758 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Peça São Jorge Menino é apresentada à beira mar em Santos, durante o Mirada 2014 - Foto: Nilani Goettems

A terceira edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos chega ao fim neste sábado (13) tendo apresentado 40 espetáculos na Baixada Santista, dos quais 25 foram internacionais.

O público final é de 70 mil pessoas, mais que três vezes a capacidade do estádio da Vila Belmiro, do Santos Futebol Clube, onde Pelé e Neymar foram revelados.

O número de público em 2014 é menor que os 100 mil de 2012 e maior do que os 50 mil de 2010. Segundo a organização, o número caiu em relação à última edição porque esta contou com o evento Rodrigueanas, que reuniu muitas pessoas pelas ruas santistas, com as noivas que homenageavam o centenário de Nelson Rodrigues.

Mais uma vez, o eventou buscou apresentar o melhor do teatro produzido na Península Ibérica e na América Latina, como forma de se traduzir a diversidade da região. O Chile, país convidado de honra, apresentou peças potentes como Otelo e Castigo.

Tradução de culturas

Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, avaliou o festival em conversa exclusiva com o R7.

"A América Latina toda reflete sobre sua identidade no Mirada. Isso você vê nos trabalhos de todos os países, que traduzem as suas culturas. Refletem o passado, o presente e o futuro. Assim, o porvir é sempre positivo", afirma.

neto Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, faz o balanço: "A equipe do Mirada merece meu respeito" - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Para Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, o Mirada já conseguiu o "reconhecimento internacional". "Tivemos a procura de muitos produtores de fora que quiseram acompanhar o festival", conta.

Segundo ele, 93% dos espetáculos tiveram lotação esgotada. "Apenas em alguns casos específicos tivemos espectadores que compraram ingresso e não apareceram", conta. Esta edição contou com quatro novos espaços na cidade, totalizando 25 palcos.

Neto diz ao R7 que está satisfeito com sua equipe, formada por 280 funcionários do Sesc Santos e mais 90 emprestados de outras unidades da rede Sesc em São Paulo. "Isso sem contar em mais de 500 pessoas da rede em São Paulo que nos ajudaram a planejar o Mirada".

A cidade de Santos, na visão de Neto, precisa melhorar a rede hoteleira para atender às exigências de um festival do porte do Mirada, que aumentou o número de artistas de 420 em 2012 para 600 em 2014. "É uma cidade de tradição de turismo de fim de semana, com muitos leitos em pequenos estabelecimentos e poucos grandes hotéis. Como temos o objetivo de estabelecer a troca e a convivência entre os artistas, isso precisa melhorar. Mas faço questão de agradecer a parceria com a Prefeitura de Santos, fundamental para o festival".

Neto finaliza a terceira edição do Mirada agradecendo a todos que colaboraram com o evento. "O Mirada é feito para as pessoas. E o fazemos respeitando os trabalhadores e as questões de segurança. Deu tudo certo. A equipe do festival merece todo o meu respeito", diz.

2014 09 10 Teatro ofic Walmor cacilda Foto Nilani Goettems 7858 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

A atriz Juliane Elting, do Teat(r)o Oficina, durante sessão do Mirada, em Santos - Foto: Nilani Goettems

Troca de experiências

O Mirada atraiu muita gente de teatro com vontade de trocar experiências e fazer parcerias. Este tema é obsessão do produtor Felipe González, diretor da Difusa Fronte(i)ra, a única produtora especializada em produção cultural da América Latina. A entidade tem sede em São Paulo, mas com direito a braços em cidades como Buenos Aires e Cidade do México.

treze sonhos ou somente um atravessad por um passaro jorge pizarro Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Peça 13 Sonhos (Ou Somente um Atravessado por Um Pássaro), da Colômbia - Foto: Jorge Pizarro

“Queremos facilitar a circulação da cultura na América Latina, aproximando grupos, e tentando proporcionar criações coletivas. Existimos desde 2006 e produzimos uma média de cinco projetos novos por mês”, revela.

Ele ainda dá uma pista a quem quiser procurá-lo: “Gostamos de trabalhos que quebram a estrutura do teatro tradicional”, diz González.

Trabalhos como o colombiano 13 Sonhos, que fez uma instalação na garagem do Sesc Santos, e o mexicano Banhos Roma com uma narrativa fragmentada e tecnológica foram nesta linha no Mirada, enquanto que o mexicano Menores que o Guggenheim fez humor com o fazer teatro.

"Compartilhamento de vivências"

A diretora paraguaia Paola Irún também aposta em uma integração cada vez maior do teatro latino-americano. Com seu grupo En Borrador fez uma residência conjunta com o [ph2] estado de teatro, grupo paulistano, durante o festival.

“O Mirada é um espaço onde convivem olhares diferentes, um lugar de compartilhamento de vivências”, diz Irún. A brasileira Paola Lopes, do [ph2], concorda: “A troca é fundamental na criação de qualquer projeto artístico consistente”.

Jorge Baez, ator paraguaio do En Borrador, diz que o “desafio é imenso” e que o Mirada é um avanço importante. “É um festival com variadas propostas estéticas. O panorama que apresenta é enorme”.

lucas andrade nash laila Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Os atores Lucas Andrade e Nash Laila em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Ennio Brauns

Ponto para Zé Celso

Apesar de o Mirada ter acertado em muitos aspectos, o R7 sentiu falta, por exemplo, de atores negros nas montagens. Contam-se nos dedos da mão as companhias que tinham integrantes negros em seus elencos. Ao lado do Projeto Bispo e de Pindorama, o Teat(r)o Oficina foi uma das exceções no contexto do festival, ao apostar em um elenco multiétnico. Ponto para o seu diretor, Zé Celso.

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Festival Mirada dialoga com a cidade de Santos: teatro por toda a cidade do litoral de SP - Foto: Nilani Goettems

Um festival que se propõe a ser um panorama da diversidade latino-americana precisa se atentar para a representação étnica no palco, sobretudo com grupos importantes produzindo um teatro negro de vigor na atualidade, como Os Crespos e Coletivo Negro, em São Paulo, e o Bando de Teatro Olodum, em Salvador. Fica a observação como incentivo a um aprimoramento no futuro.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

Olhar múltiplo

Rafael Viana, da equipe nacional do projeto do Sesc Palco Giratório, participa do Mirada como forma de fazer descobertas.

Ele conta que neste ano o Palco Giratório faz circular 30 espetáculos por 700 cidades brasileiras. E reforça a importância de um olhar múltiplo: “Nossa equipe do Palco Giratório tem 30 curadores. Isso é fundamental para que as escolhas sejam diversas. Vir ao Mirada é uma forma de fazer um intercâmbio de ideias e experiências”, conta.

O professor da Unesp Alexandre Mate, um dos mais importantes pesquisadores do teatro brasileiro, também aposta no diálogo. “É importante saber o que pensam os promotores de cultura na América Latina. São Paulo tem uma produção teatral incontestável, mas faltam espaços de interlocução como o Mirada promove.”

Fernando Yamamoto, produtor do grupo potiguar Clowns de Shakespeare, que estreou a obra Nuestra Senhora de las Nuvens no Mirada, afirma que participar do festival vai marcar a trajetória da companhia. “Poucos festivais têm esse espaço de troca, geralmente, a gente chega, monta, se apresenta e vai embora sem conhecer ninguém. No Mirada, isso é diferente”, declara.

isabel ortega Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Isabel Ortega: foco na qualidade - Foto: Divulgação

Qualidade

Isabel Ortega, da equipe de curadoria do Mirada, diz que é importante acompanhar de perto o evento para que ele seja aperfeiçoado. “Este ano ele cresceu quase que o dobro em relação à última edição. E temos de estar atentos para que este crescimento na quantidade não afete a qualidade, que é um dos diferenciais do Mirada”, afirma.

Pepe Blamé Meira, diretor do Festival Internacional de Teatro de Cádiz e também integrante da curadoria do Mirada, declara que o evento precisa continuar sendo “heterogênio e multicultural”, com espaço “para qualquer tipo de linguagem”.

Olhar santista

Junior Brassalotti, ator do Projeto Bispo, que reuniu artistas de Santos na programação do Mirada, lembra que o olhar para fora não pode deixar também para trás o olhar para a própria cidade de Santos e seus artistas: “O Mirada também ressignifica a cidade e valoriza a autoestima do artista local”. A peça dele trabalhou com moradores do centro de Santos.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

sergio1 Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Sérgio Luís Oliveira, curador do Mirada: troca entre o teatro ibero-americano - Foto: Reprodução

O gerente do Sesc Santos, Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, concorda. “O desafio é crescer na ocupação da cidade de Santos e fazermos também esse olhar pra dentro. O Mirada nasceu com o olhar para fora, agora tem o desafio de olhar para a gente de Santos também”, pondera.

O programador de teatro do Sesc Santos, Leonardo Nicoletti, lembra que "o teatro santista vive um período de efervescência e de forte luta política". Assim, em sua opinião, "o Mirada, sobretudo por ter uma obra da cidade, o Projeto Bispo, valoriza as artes cênicas locais e fortalece as ações teatrais de interferência na cidade".

danilo Mirada faz Pelé e Neymar dividirem reinado com teatro em Santos; 70 mil viram peças do festival

Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc SP: "Adesão do público da Baixada Santista ao Mirada foi maravilhosa" - Foto: Divulgação

Para Danilo  Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, a "adesão foi maravilhosa" do público da Baixada Santista ao Mirada. "A reação do público foi extraordinária. O Mirada fortalece o teatro da América Latina", afirma.

Cidade de Pelé, Neymar e teatro

O jornalista e crítico teatral colombiano Alberto Sanabria, do jornal El Tiempo, conta que gostou muito de acompanhar o festival e diz, sem pestanejar: “Santos era apenas a cidade do Pelé e do Neymar para os colombianos. Agora, é também a cidade do teatro”.

Sergio Luís Oliveira, curador do Mirada, finaliza, dizendo que o intercâmbio concreto é o que diferencia o festival de outros no Brasil: “Além da peça, temos oficinas, workshops, bate-papo, encontrões. Para nós a ideia de convívio é importante. Queremos estabelecer, cada vez mais, conexões entre pessoas durante o Mirada”.

Que venha o próximo.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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jaime lorca otelo Chile marca Mirada 2014 com teatro potente

Jaime Lorca e Teresita Iacobelli em Otelo: peça chilena foi uma das melhores do Mirada 2014 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

Depois de México e Argentina, chegou a vez do Chile ocupar o principal posto do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc São Paulo.

Com sete peças na programação, o país é o homenageado desta terceira edição, que chega ao fim neste sábado (13), como convidado de honra, em parceria com a Fundación Teatro a Mil, que promove o famoso festival teatral Santiago a Mil.

O Teatro La Memoria apresentou Castigo, um drama de um artista passando a limpo sua relação com o pai. Já o tradicional Teatro Camino mostrou O Jardim das Cerejeiras, clássico texto de Tchekhov. A Imaginação do Futuro foi o espetáculo escolhido pela Companhia La Resentida, com os últimos dias de Salvador Allende no comando do país. Enquanto que o Teatro en el Blanco apresentou A Reunião, que causou muito impacto no festival. Assim como Otelo, da Comapanhia Viajeinmóvil, apontada por muitos como a melhor peça do Mirada 2014.

O Chile ainda apresentou dois espetáculos de rua: O Homem Vindo de Lugar Nenhum, da Companhia Gran Rayneta, e O Cavaleiro da Morte, do Coletivo La Pato Gallina. Assim, encerra o evento tendo exibido um teatro de potência incontestável.

Véronique Mondini, representante do Conselho Nacional de Cultura e Artes do Chile, conta ao R7 que a diversidade dos palcos chilenos está muito bem representada no evento.

“São cinco peças de sala e duas de rua, em uma seleção feita pelo Sesc em conjunto com o comitê diretivo do Mirada. Ser o país convidado de honra em um dos mais importantes festivais da América Latina é motivo de orgulho para o Chile”, afirma.

O governo chileno dividiu as contas com o Sesc, pagando o transporte aéreo e o transporte cenográfico. A entidade brasileira custeou a estadia, a alimentação e os cachês das companhias.

“O Mirada já é um festival grande e de muita influência. Participar dele é um passo para a internacionalização cada vez maior do teatro chileno, que aposta no projeto Iberescena desde 2006, apoiando a integração artística na região”, afirma Mondini.

Modelo de gestão

A representante chilena diz que ficou impressionada com o modelo institucional do Sesc, uma instituição privada que funciona como o setor público, levando cultura, alimentação e esporte à população a preços mais em conta.

“Ainda é um modelo utópico para a realidade do Chile, mas este tipo de troca promovida pelo Mirada é importante, porque vemos que é possível. Isso nos permite voltar e propor novos modelos”, declara.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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juliane elting walmor cacilda jennifer glass Oficina passa como furacão pelo Mirada e deixa Santos sob impacto e com gostinho de quero mais

Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe; em Santos, a Robocopa virou Robovoto; Zé Celso ficou chateado com Engenho do Samba vazio, ao contrário dos cartazes de "ingressos esgotados" - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O Teat(r)o Oficina já subiu a serra de volta a São Paulo, mas Santos ainda vive seu impacto. O grupo dirigido por José Celso Martinez Corrêa fez duas apresentações no Engenho do Samba da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe pelo Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc.

Pouco antes de embarcar de volta à capital paulista, Letícia Coura, atriz do grupo, conta ao R7 que a nova encenação incorporou o clima pré-eleições e impactou o público. “A Robocopa virou o Robovoto. Walmor y Cacilda reflete cada vez mais o que estamos vivendo”, afirma.

O R7 apurou que uma coisa deixou Zé Celso chateado: apesar de cartazes do Sesc Santos anunciarem que as duas sessões estavam esgotadas, o espaço não lotou em nenhuma apresentação.

A turma do Oficina não entendeu o porquê e ficou com vontade de ter feito um diálogo maior com os moradores da comunidade na qual se apresentou.

Ninguém sabe se foi por isso, mas Zé Celso não apareceu na sede do Sesc Santos, preferindo ficar concentrado com seus atores.

Dança no jantar

Mas estes deram as caras nos espaços de convivência do festival. E sacudiram tudo como um potente furacão. Alguns atores até circularam sem camisa pelo Sesc Santos, arrancando olhares empolgados de muita gente graúda, como o cubano Ariel Rocha e o brasileiro Acauã Sol. Outros fizeram bonito em uma pista de dança improvisada, caso de Danielle Rosa, Tony Reis, Beto Mettig e Alessandro Leivas. Sem contar com a participação especialíssima da cantora Juliana Perdigão na festança.

Os jantares na comedoria do Sesc Santos ficaram animadíssimos com a turma do Oficina. A atriz Juliane Elting foi uma das que puxou uma roda de dança no espaço ao som da DJ Evelyn Cristina, que tocou sucessos da música brasileira em sintonia perfeita com o grupo. “Jantar com DJ é maravilhoso. A gente começou a puxar todo mundo, aí veio gente das outras companhias. Soube que muita gente quando nos viu falou: ai, que bom que chegou o Oficina”, conta ao R7. A reportagem também ouviu a frase.

Gostinho de quero mais

Foi a primeira vez que Juliane esteve em Santos. Ela ficou encantada com a cidade. “Fiquei surpreendida, porque imaginava uma cidade apenas com um porto, repleta de containers e poluição, mas é uma cidade linda, com muito verde. Estou indo para São Paulo com vontade de voltar”, revelou.

Juliane Elting se juntou a Nash Laila e Letícia Coura, outras duas atrizes do Oficina, para ficar mais um dia no festival por conta própria. “Foi uma passagem relâmpago a nossa”, define Nash. “Mas teve coisas incríveis, como o vídeo que o Sesc TV fez com as Cacildas dançando na praia. E o lugar no qual fomos instalados era incrível, apesar de não ter lotado, infelizmente. Mesmo assim, voltamos para São Paulo com gostinho de quero mais”, finaliza.

Fato é que, após a partida do Oficina, nesta quinta (11), os espaços de convivência do Mirada no Sesc Santos ficaram muito mais sem graça.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

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Françoise Forton e Aline Peixoto JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell50 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Olhar de uma mulher solitária no porão do Laura Alvim: as atrizes Françoise Forton e Aline Peixoto encenam a obra soturna de Ana Cristina Cesar em frente ao mar carioca - Foto: André Muzzel/AG. Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O porão da Casa Laura Alvim, que fica de frente à praia de Ipanema, no Rio, já viu obras com densidade completamente inversa ao clima de balneário que o rodeia.

Mais uma entra para esta coleção: Jazz do Coração. O espetáculo parte de cartas e poemas da escritora Ana Cristina Cesar, que também já foi tema da peça Um Navio no Espaço, de 2010, com Paulo José e Ana Kutner, pai e filha, no elenco.

Em temporada às terças e quartas, a nova montagem busca descortinar a obra de uma artista misteriosa e inquieta, que entrou para a geração de poetas alternativos da contracultura da década de 1970.

No palco, estão Françoise Forton e Aline Peixoto, dirigidas por Delson Antunes. Ambas dividem o papel de Ana Cristina César.

A obra, chamada de “drama-poético-musical” pelos artistas, ainda tem trilha sonora assinada por Pedro Luis.

Françoise Forton e Delson Antunes JAZZ DO CORACAO Teatro Laura Alvum Fotos Andre Muzell19 Poemas de Ana Cristina Cesar viram peça no Rio

Idealizadores da peça: Françoise Forton e o ator Delson Antunes - Foto: André Muzzel/Ag. Cristina Granato

O diretor conta que a peça “tem um clima quase confessional” e fala “sobre relações, expectativas, do lado afetivo, dos amigos e muito da solidão, da carência, do amor”.

Françoise, que idealizou o projeto ao lado do diretor, revela que estava com vontade de fazer a peça há muito tempo. “Queria falar também da mulher, do feminino, mas buscava palavras ditas de outra forma, um outro olhar, e é impossível passar impunemente sobre a obra da Ana Cristina César. O texto dela é humano, feminino e atual. Sempre será”, finaliza.

Ana Cristina Cesar nasceu no Rio em 1952. Revelou-se como escritora na década de 1970. Fez letras na PUC-Rio, mestrado em comunicação na UFRJ e mestrado em tradução literária na Universidade de Essex, Inglaterra. Em 1983, aos 31 anos, a autora cometeu suicídio, jogando-se da janela do apartamento dos pais,  no oitavo andar de um prédio em Copacabana. Assim como na música Eu Tive um Sonho, de George Israel e Paula Toller.

Jazz do Coração
Quando: Terça e quarta, 21h. 70 min. Até 24/09/2014
Onde: Casa de Cultura Laura Alvim – Porão (av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio, tel. 0/xx/21 2332 2016
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 10 anos

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