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feijao 6 Mire Veja foto de José Romero 12 Cia. do Feijão celebra 15 anos em terras cariocas

Cena do espetáculo Mire Veja da Cia. do Feijão, que completa 15 anos em turnê no Rio - Foto: José Romero

Por Miguel Arcanjo Prado

Os meninos da Cia. do Feijão resolveram celebrar seus 15 anos de trajetória respirando ares cariocas.

A trupe paulistana aporta no Rio a partir desta sexta (1º), no Teatro Maria Clara Machado, na zona sul, onde ficará em cartaz todo o mês de novembro.

Esta é a primeira vez da trupe na Cidade Maravilhosa.

Eles vão apresentar duas peças, Mire Veja e Armadilhas Brasileiras. Além disso, haverá oficinas.

O grupo chega ao Rio após percorrer outras capitais, como Natal, Recife, João Pessoa, Brasília e Goiânia.

Em Armadilhas Brasileiras, a Cia. do Feijão apresenta um espetáculo que é resultado de investigação sobre o homem brasileiro e suas dificuldades. Já Mire e Veja reúne 24 histórias curtas que falam da vida em São Paulo e suas diversas tribos.

Mire Veja
Quando: 1º, 2, 3, 8, 9 e 10/11/2013. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h
Onde: Teatro Municipal Maria Clara Machado - Planetário (av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea, Rio, tel.0/xx/21 2274-7722)
Quanto: grátis; distribuição por ordem de chegada
Classificação etária: 14 anos

Armadilhas Brasileiras
Quando: 15, 16, 17, 22, 23 e 24/11/2013. Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h
Onde: Teatro Municipal Maria Clara Machado - Planetário (av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea, Rio, tel.0/xx/21 2274-7722)
Quanto: grátis; distribuição por ordem de chegada
Classificação etária: 14 anos

Oficina de Criação Teatral
Quando: 18, 19 e 20/11/2013, terça a quarta, das 10h às 13h
Público alvo: atores com experiência, a partir de 18 anos; 15 vagas
Inscrições: de 9 a 16/11/2013 mandar currículo sucinto e carta de interesse para o e-mail oficinario@companhiadofeijao.com.br
Divulgação dos selecionados: 17/11/2013 no site da Cia. do Feijão

Laboratório de Vivência Literária com Luiz Ruffato
Quando: 19/11/2013; das 14h às 21h
Público alvo: ficcionistas a partir de 18 anos; 12 vagas
Inscrições: 10 a 17/11/2013 mandar currículo sucinto e carta de interesse para o e-mail literaturario@companhiadofeijao.com.br
Divulgação dos selecionados: 18/11/2013 no site da Cia. do Feijão

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Maria Ines.3 Música e menores infratores inspiram peça em SP

Espetáculo da Cia. Ato Reverso cumpre temporada na Casa Livre, em SP - Foto: Douglas de Campos

Por Miguel Arcanjo Prado

A poesia trágica de uma música unida à dura realidade de uma juventude que já começa detrás das grades está detrás da peça Maria Inês ou o Que Você Mata para Sobreviver?, montagem que a Cia. Ato Reverso reestreia neste sábado (26), na Casa Livre, em São Paulo.

O espetáculo acaba de fazer temporada mexicana, no 9º Encontro Internacional de Escolas Superiores de Teatro, no começo deste mês, como conta uma das diretoras, Nathália Bonilha, ao Atores & Bastidores do R7.

— Tivemos uma recepção ótima do público, mesmo eles não entendendo completamente o português. Tivemos também oportunidade de ouvir retorno sobre a peça de outros artistas latinos.

A obra, dirigida por Luiza Romão e Nathália Bonilha, é inspirada na música Maria Inês, do grupo Karnak.

A canção conta a história da mulher que mata o marido, o cunhado e o sobrinho para se salvar. Daí partiu a dramaturgia construída por Sofia Botelho, como lembra Bonilha.

— Usar a música veio do desejo de discutir a sobrevivência no mundo. No processo, a canção foi lembrada por mim, por ter uma personagem com forte veia trágica. Pensando em ampliar essa relação de sobrevivência e conhecer pessoas reais, fomos à Fundação Casa, repleta de adolescentes que tentam sobreviver a cada.

A companhia faz um panorama da personagem com a situação atual de caos da sociedade. Para tanto, foi fundamental o laboratório com adolescentes infratores no começo do ano.

O grupo afirma que trabalhou com a "sociedade estruturada sob a lógica da barbárie", na qual a sobrevivência individual se dá sem escrúpulos. Assim, ficção e documentário se unem na peça. Bonilha espera que esta não seja a última temporada da montagem, que já esteve em outros dois espaços paulistanos.

— A expectativa é apresentar mais vezes e encontrar mais pessoas. Queremos continuar com a peça por mais um tempo e circular por outras cidades também.

Histórico do grupo

A Cia. Ato Reverso é formada por atores oriundos do curso de artes cênicas da Universidade de São Paulo (USP).

O grupo foi fundado em 2012 e diz que sua missão é promover diálogo entre ficção e realidade, "criando maior intimidade com o público".

A trupe já teve contato com diretores renomados, como Antônio Araújo, André Guerreiro Lopes, Adolf Shapiro, Marcelo Lazzaratto, José Fernando Azevedo e Yara de Novaes.

No elenco da peça, estão Bárbara Lins, Luana Gregory, Lucas Oranmian, Mayra Coelho e Naia Soares.

Maria Inês ou o Que Você Mata para Sobreviver?
Quando: sábado, 21h, domingo, 19h. Até 1º/12/2013
Onde: Casa Livre (rua    dos    Pirineus,  107, Campos Elíseos, metrô Marechal Deodoro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3257-6652)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação  etária: 14 anos

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teatro minhocao Esparrama faz peça de janela frente ao Minhocão

Cenas da peça Esparrama pela Janela, que tem como cenário um prédio frente ao Minhocão - Foto: Sissy Eiko

Por Miguel Arcanjo Prado

Os transeuntes que caminharem pelo Minhocão no centro de São Paulo aos domingos, entre os dias 17 de novembro e 15 de dezembro, terão uma surpresa.

Ao avistarem a janela do terceiro andar do Edifício São Benedito, localizado na rua Amaral Gurgel, 158, à margem do viaduto, verão cenas do espetáculo Esparrama pela Janela. Trata-se de uma inusitada intervenção cênica que será apresentada às 10h30 e às 14h30, cada sessão com 30 minutos de duração.

Diretor da trupe, Iarlei Rangel, conta ao Atores & Bastidores do R7 que metade do grupo mora no apartamento frente ao Minhocão. Daí veio a inspiração para a obra.

— A gente convive com essa loucura de trânsito e barulho infernal. E, ao mesmo tempo, trabalhamos com teatro. Sempre tivemos curiosidade com esse outro uso que a população faz do Minhocão à noite e aos domingos, quando ele é fechado e os pedestres aproveitam para fazer exercícios e outros usos do espaço. Quisemos intervir sobre isso e também mostrar a potencialidade do Minhocão como lugar público e de arte.

O grupo foi fundado em 2012, reunindo interesses em comum dos integrantes em dialogar com a cidade. Além de Rengel, também fazem parte Kleber Brianez, Ligia Campos e Rani Guerra, que integram o elenco.

— Eu sempre fiz teatro de rua, mas teve gente do grupo que trabalhou com teatro em hospitais por exemplo. Lidar a relação do teatro com a cidade faz parte de nossa ideologia.

O enredo construído pelo Grupo Esparrama apresenta um morador que não suporta mais viver de frente ao Minhocão. Afinal, o caos da cidade – barulho e poluição – entra cotidianamente em seu lar diariamente pela janela.

Cansado desta dureza, ele resolve dar poesia e humor à metrópole da janela de seu lar.

A cidade agradece.

teatro minhocao 2 Esparrama faz peça de janela frente ao Minhocão

Grupo Esparrama resolveu transformar experiência do cotidiano urbano em poesia teatral - Foto: Sissy Eiko

Esparrama pela Janela
Quando: domingo, às 10h30 e 14h30. 30 min. De 17/11/2013 a 15/12/2013
Onde: Minhocão (Elevado Costa e Silva), trecho entre metrô Santa Cecília e rua da Consolação, centro, São Paulo
Quanto: grátis
Classificação etária: livre

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enio goncalves Familiares e amigos se despedem de Ênio Gonçalves em SP; ator morreu de insuficiência renal

Ator e diretor gaúcho, Ênio Gonçalves morreu aos 70 anos, vítima de insuficiência renal - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Familiares e amigos do ator e diretor Ênio Gonçalves realizaram a cerimônia de despedida do artista neste domingo (6), no Crematório da Vila Alpina, em São Paulo, onde o corpo será cremado nesta segunda (7), apurou o R7.

EnioGon alves Wanderleia filme JuventudeeTernura 1968 Familiares e amigos se despedem de Ênio Gonçalves em SP; ator morreu de insuficiência renal

Ênio fez par com a cantora Wanderléa no filme Juventude e Ternura, de 1968 - Foto: Divulgação

O velório foi realizado no Cemitério do Araçá desde a noite de sábado até o fim da manhã deste domingo.

Gaúcho de Porto Alegre, Ênio tinha 70 anos – completados no último dia 28 de agosto – e morreu vítima de insuficiência renal neste sábado (5). Ele vivia em São Paulo.

O artista teve importante papel no teatro, no cinema e na TV.

Trabalhou em mais de 20 novelas, como Meu Pé de Laranja Lima, Pedra sobre Pedra e Páginas da Vida; 40 filmes, como Juventude e Ternuna e Garota do ABC; e 50 espetáculos teatrais, entre os quais Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues, no qual contracenou com Cleyde Yáconis, na histórica montagem de 1965 dirigida por Ziembinski.

Ênio foi casado por três vezes: com Miriam Mehler, Maria Isabel de Lisandra e Mara Faustino. O ator deixa duas filhas, Fernanda e Manuella Gonçalves.

enio goncalves cleyde Familiares e amigos se despedem de Ênio Gonçalves em SP; ator morreu de insuficiência renal

Cleyde Yáconis (Geni) agarra Ênio Gonçalves (Serginho) em Toda Nudez Será Castigada - Foto: Arquivo Funarte

Leia a crítica do novo espetáculo de Antunes Filho!

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elt Destino da Escola Livre de Teatro será definido em reunião entre Prefeitura de Santo André e artistas

Fechamento da ELT na última sexta (27) mobilizou muitos artistas na internet - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Promete ser tensa a reunião marcada para as 16h desta quarta (2) entre o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), e representantes da Escola Livre de Teatro (ELT). O encontro definirá o destino da instituição de ensino teatral com 23 anos de história que a tornou referência em todo País.

Nesta terça (1°), a Prefeitura de Santo André divulgou nota afirmando que manterá a ELT aberta. O posicionamento ocorre após o fechamento abrupto da instituição de ensino teatral na última sexta (27) e um protesto de artistas no domingo (29) que acabou em confusão.

O intitulado Movimento ELT Livre divulgou carta-resposta ao prefeito Carlos Grana.

bruno1 Destino da Escola Livre de Teatro será definido em reunião entre Prefeitura de Santo André e artistas

Repercutiu até no Projac: o ator Bruno Gagliasso fez cartaz para apoiar a ELT - Reprodução

Nela, afirma que “manter o projeto Escola Livre pressupõe não apenas a afirmação de um acordo, mais do que isso, pressupõe a autonomia de práticas e decisões pedagógicas sistemáticas e diárias, tais como o uso e a intervenção no espaço físico, incapaz de ser realizada sem um diálogo profícuo com a Secretaria de Cultura e com os funcionários da Escola, o oposto do que vem acontecendo com os nossos interlocutores atuais”.

A carta-resposta ainda pede licitação para 2014, que possibilite a permanência dos atuais mestres por meio da Cooperativa Paulista de Teatro, e também “a manutenção de um corpo de funcionários engajado e colaborativo”.

O documento ainda acusa a atual administração da ELT nomeada pela Prefeitura de Santo André de fazer “ações de sabotagem e sucateamento”. E diz que a nota da Prefeitura entra em contradição, já que diz o governo afirmou que a ELT funciona normalmente ao mesmo tempo em que divulgou que o Teatro Conchita de Morais, sede da escola, está interditado, “contradizendo sua fala anterior de que a escola ainda estava aberta”.

Os membros da ELT ainda afirmam que houve cinco atrasos de pagamentos de salários dos funcionários neste ano. “O atraso do mês de maio, um, dentre os cinco que ocorreram no ano, aconteceu não por falta de verba, mas porque o gerente de formação cultural, Ivan Augusto, estabeleceu repentinamente que o pagamento daquele mês só ocorreria com a entrega do planejamento pedagógico de cada professor, aula a aula”. A carta-resposta ainda afirma acusa o prefeito Carlos Grana de só receber os membros da ELT nesta quarta (2) por conta da grande repercussão nacional que teve seu fechamento.

Nesta terça (1°), a Prefeitura de Santo André se manifestou sobre a atual situação da ELT. Na nota, “a Prefeitura de Santo André reafirma o compromisso de manter a estrutura pedagógica e o projeto artístico Escola Livre de Teatro”. Segundo o documento, a Prefeitura de Santo André afirma que sua política é “fortalecer o diálogo com a sociedade civil, artistas e produtores culturais” e que “nunca foi determinado o término desse projeto” [o da Escola Livre de Teatro], “que será mantido”. Na versão da Prefeitura de Santo André, o fechamento sem aviso prévio da escola na última sexta (27) aconteceu “para uma visita técnica” e só na parte matutina.

Além de afirmar que a escola segue aberta, a Prefeitura de Santo André reconheceu o “péssimo estado” das instalações da ELT e jogou a culpa na administração anterior. A Prefeitura ainda comentou o atraso nos salários da equipe da ELT, dizendo que herdou divida de R$ 115 milhões da gestão anterior.

Fechamento da ELT teve repercussão nacional

Nesta terça-feira (1°), a Secretaria Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota de apoio à Escola Livre de Teatro.

O documento foi assinado por Edmilson Souza, secretário nacional de Cultura do PT, e por Tadeu de Souza, secretária estadual de Cultura do PT-SP.

– A Secretaria Nacional de Cultura do PT, bem como a  Secretaria Estadual de Cultura do PT-SP manifestam seu total apoio à ELT, projeto de grande importância para todos os artistas e produtores culturais [...] Apoiamos sua permanência e seu constante aperfeiçoamento, para que seja respeitado e valorizado esse enorme patrimônio cultural de todos nós.

O fechamento da Escola Livre de Teatro também repercutiu na classe artística. O presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, Rudifran Pompeu, divulgou carta aberta ao prefeito de Santo André, Carlos Grana. Nela, afirma que “querem acabar com a ELT porque ela é uma escola singular nas artes cênicas e que não tem objetivo de formar celebridades”.

celso frateschi joaocaldas 245x300 Destino da Escola Livre de Teatro será definido em reunião entre Prefeitura de Santo André e artistas

Celso Frateschi: apoio à Escola Livre de Teatro - Foto: João Caldas

O ator Celso Frateschi, que dirige o Teatro da USP, o Tusp, e também atua na minissérie José do Egito (Record), na qual interprete Jacó, também demonstrou sua indignação.

“É inacreditável o que está acontecendo com a ELT”, declarou o ator, que sempre foi ligado ao PT. Ainda de acordo com Frateschi, a “ELT é hoje referência nacional em ensino de teatro”.

— Todos sabem que sou petista, mas não consigo mais não expressar meu espanto e desacordo com atos como esse absurdo que estão fazendo em Santo André com a Escola Livre de Teatro.

Tiche Vianna, do Barracão Teatro de Campinas e vice-presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, também se manifestou em carta aberta. “Peço que esta Secretaria de Cultura, com total respaldo da Prefeitura, reveja sua atitude e reinstaure a dignidade do ensino da arte teatral, assegurando, definitivamente, a permanência do projeto pedagógico da Escola Livre de Teatro em Santo André”.

Kil Abreu, crítico e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, e que trabalhou por quase dez anos na ELT de Santo André, também lamenta tudo o que se passa.

– A ELT é uma referência nacional e internacional em pedagogia teatral em bases autônomas. A escola vem sofrendo sucateamento há um tempo. A Escola não é um negócio de ocasião, moeda de troca nos planos de governabilidade. Tem uma história de mais de 20 anos de contribuição com a cultura brasileira.

Entenda como a escola foi fechada na sexta (27)

Desde o começo do ano, quando assumiu o prefeito Carlos Grana (PT), um novo coordenador administrativo foi indicado para a ELT, Ivan Augusto.

Desde então, o clima na escola é de guerra fria. O R7 apurou que Ivan substituiu boa parte dos funcionários e, com o tempo, o diálogo com a comunidade da escola ficou complicado, gerando um cenário no qual não há conversa entre as partes administrativa e pedagógica.

O coordenador pedagógico da ELT, Luiz Fernando Marques Lubi, diz ao R7 que “está em andamento um plano de desmanche da escola lento e gradual”.

– Desde maio o coordenador administrativo não conversa conosco. A gente tentou diálogo direto com o prefeito, em seu gabinete, já que ele prometeu em campanha manter a Escola Livre de Teatro. Ele sempre diz que nos dá apoio, mas não há ação efetiva.

A reportagem do R7 apurou que a confusão que culminou com o fechamento da escola começou na última quinta (26). Alunos resolveram retomar o espaço de convivência estudantil que havia sido fechado pela administração da escola.

Nervosa com o ocorrido, uma funcionária ligada a Ivan Augusto resolveu trancar a escola na sexta (27), ainda com os pertences de alunos e professores lá dentro, e chamou a guarda municipal para os estudantes. O impasse gerou a manifestação deste domingo (29) no Paço Municipal de Santo André. O R7 procurou Ivan Augusto, tentando ouvir o que ele tem a dizer sobre o que ocorreu na ELT, mas ele não se manifestou.

coluna elt Destino da Escola Livre de Teatro será definido em reunião entre Prefeitura de Santo André e artistas

Aprendizes protestam em frente a Escola Livre de Teatro de Santo André na sexta (27) - Foto: Reprodução


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coluna elt Após protestos, Prefeitura de Santo André garante que Escola Livre de Teatro não será fechada

Aprendizes protestam em frente a Escola Livre de Teatro de Santo André na sexta (27) - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Após o abrupto fechamento da Escola Livre de Teatro (ELT) de Santo André, na última sexta (27), a Prefeitura de Santo André enviou nota ao R7 nesta terça (1°), para se manifestar sobre a atual situação da instituição que tem 23 anos de história de excelência no ensino teatral e é referência em todo o País.

O pronunciamento oficial da Prefeitura acontece após manifestação de mestres e aprendizes da instituição neste domingo (29), em frente ao Paço Municipal, que terminou com artistas agredidos por seguranças.

A nota enviada pela equipe do prefeito Carlos Grana (PT) informa que o político fará reunião nesta quarta (2), às 16h, com representantes da Escola Livre de Teatro, da Cooperativa Paulista de Teatro e de membros de seu governo, como o secretário municipal de Cultura, Raimundo Salles.

Ainda na nota, “a Prefeitura de Santo André reafirma o compromisso de manter a estrutura pedagógica e o projeto artístico Escola Livre de Teatro”.

Segundo o documento, a Prefeitura de Santo André afirma que sua política é “fortalecer o diálogo com a sociedade civil, artistas e produtores culturais” e que “nunca foi determinado o término desse projeto” [o da Escola Livre de Teatro], “que será mantido”.

Na versão da Prefeitura de Santo André, o fechamento sem aviso prévio da escola na última sexta (27) aconteceu “para uma visita técnica” e só na parte matutina.

A Prefeitura de Santo André garante que a ELT está aberta e funcionando normalmente nesta terça-feira (1°). O governo ainda reconhece o “péssimo estado” das instalações da ELT e joga a culpa na administração anterior. A Prefeitura ainda comentou o atraso nos salários da equipe da ELT, dizendo que herdou divida de R$ 115 milhões da gestão anterior.

elt 2 Após protestos, Prefeitura de Santo André garante que Escola Livre de Teatro não será fechada

Manifestação pela Escola Livre de Teatro contou com apoio de diversos artistas - Foto: Stella Menz

Fechamento da ELT teve repercussão nacional

Nesta terça-feira (1°), a Secretaria Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota de apoio à Escola Livre de Teatro.

O documento foi assinado por Edmilson Souza, secretário nacional de Cultura do PT, e por Tadeu de Souza, secretária estadual de Cultura do PT-SP.

– A Secretaria Nacional de Cultura do PT, bem como a  Secretaria Estadual de Cultura do PT-SP manifestam seu total apoio à ELT, projeto de grande importância para todos os artistas e produtores culturais [...] Apoiamos sua permanência e seu constante aperfeiçoamento, para que seja respeitado e valorizado esse enorme patrimônio cultural de todos nós.

O fechamento da Escola Livre de Teatro também repercutiu na classe artística. O presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, Rudifran Pompeu, divulgou carta aberta ao prefeito de Santo André, Carlos Grana. Nela, afirma que “querem acabar com a ELT porque ela é uma escola singular nas artes cênicas e que não tem objetivo de formar celebridades”.

O ator Celso Frateschi, que dirige o Teatro da USP, o Tusp, e também atua na minissérie José do Egito (Record), na qual interprete Jacó, também demonstrou sua indignação.

“É inacreditável o que está acontecendo com a ELT”, declarou o ator, que sempre foi ligado ao PT. Ainda de acordo com Frateschi, a “ELT é hoje referência nacional em ensino de teatro”.

— Todos sabem que sou petista, mas não consigo mais não expressar meu espanto e desacordo com atos como esse absurdo que estão fazendo em Santo André com a Escola Livre de Teatro.

Tiche Vianna, do Barracão Teatro de Campinas e vice-presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, também se manifestou em carta aberta. “Peço que esta Secretaria de Cultura, com total respaldo da Prefeitura, reveja sua atitude e reinstaure a dignidade do ensino da arte teatral, assegurando, definitivamente, a permanência do projeto pedagógico da Escola Livre de Teatro em Santo André”.

Kil Abreu, crítico e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, e que trabalhou por quase dez anos na ELT de Santo André, também lamenta tudo o que se passa.

– A ELT é uma referência nacional e internacional em pedagogia teatral em bases autônomas. A escola vem sofrendo sucateamento há um tempo. A Escola não é um negócio de ocasião, moeda de troca nos planos de governabilidade. Tem uma história de mais de 20 anos de contribuição com a cultura brasileira.

Entenda como a escola foi fechada na sexta (27)

Desde o começo do ano, quando assumiu o prefeito Carlos Grana (PT), um novo coordenador administrativo foi indicado para a ELT, Ivan Augusto.

Desde então, o clima na escola é de guerra fria. O R7 apurou que Ivan substituiu boa parte dos funcionários e, com o tempo, o diálogo com a comunidade da escola ficou complicado, gerando um cenário no qual não há conversa entre as partes administrativa e pedagógica.

O coordenador pedagógico da ELT, Luiz Fernando Marques Lubi, diz ao R7 que “está em andamento um plano de desmanche da escola lento e gradual”.

– Desde maio o coordenador administrativo não conversa conosco. A gente tentou diálogo direto com o prefeito, em seu gabinete, já que ele prometeu em campanha manter a Escola Livre de Teatro. Ele sempre diz que nos dá apoio, mas não há ação efetiva.

A reportagem do R7 apurou que a confusão que culminou com o fechamento da escola começou na última quinta (26). Alunos resolveram retomar o espaço de convivência estudantil que havia sido fechado pela administração da escola.

Nervosa com o ocorrido, uma funcionária ligada a Ivan Augusto resolveu trancar a escola na sexta (27), ainda com os pertences de alunos e professores lá dentro, e chamou a guarda municipal para os estudantes. O impasse gerou a manifestação deste domingo (29) no Paço Municipal de Santo André. O R7 procurou Ivan Augusto, tentando ouvir o que ele tem a dizer sobre o que ocorreu na ELT, mas ele não se manifestou.

elt Após protestos, Prefeitura de Santo André garante que Escola Livre de Teatro não será fechada

Manifestantes pedem no domingo (29) a reabertura da Escola Livre de Teatro de Sto. André - Foto: Stella Menz

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coluna elt Prefeitura de Santo André fecha Escola Livre de Teatro e artistas protestam

Aprendizes protestam em frente a Escola Livre de Teatro de Santo André - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Um protesto está marcado para este domingo (29), em Santo André, na região do ABC, a partir das 8h30, em frente à Escola Livre de Teatro (ELT).

O motivo é o fechamento da instituição de ensino teatral nesta sexta (27) sem aviso prévio pela Prefeitura de Santo André. Professores e alunos, chamados na escola de mestres e aprendizes, estão revoltados, assim como membros da classe artística.

A ELT fica na praça Rui Barbosa, 12, no bairro Santa Terezinha, próxima à estação Prefeito Saladino da CPTM.

Desde o começo do ano, quando assumiu o prefeito Carlos Grana (PT), um novo coordenador administrativo foi indicado para a ELT, Ivan Augusto. Desde então, o clima na escola é de guerra fria. Ivan substituiu boa parte dos funcionários e, com o tempo, o diálogo com a comunidade da escola ficou complicado, gerando um cenário no qual não há conversa entre as partes administrativa e pedagógica.

O coordenador pedagógico da ELT, Luiz Fernando Marques Lubi, diz ao R7 que “está em andamento um plano de desmanche da escola lento e gradual”.

– Desde maio o coordenador administrativo não conversa conosco. A gente tentou diálogo direto com o prefeito, em seu gabinete, já que ele prometeu em campanha manter a Escola Livre de Teatro. Ele sempre diz que nos dá apoio, mas não há ação efetiva.

A reportagem do R7 apurou que a confusão que culminou com o fechamento da escola começou na última quinta (26). Alunos resolveram retomar o espaço de convivência estudantil que havia sido fechado pela administração da escola. Nervosa com o ocorrido, uma funcionária ligada a Ivan Augusto resolveu trancar a escola na sexta (27), ainda com os pertences de alunos e professores lá dentro, e chamou a guarda municipal para os estudantes. Desde estão, o impasse está mantido.

Uma reunião deverá acontecer nesta segunda-feira (30). Alunos e professores desconfiam, sobretudo pela falta de explicação, que o plano seja o anúncio do fechamento definitivo da escola.

Kil Abreu, crítico e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, e que trabalhou por quase dez anos na Escola Livre de Santo André, lamenta o episódio.

– A ELT é uma referência nacional e internacional em pedagogia teatral em bases autônomas. A escola vem sofrendo sucateamento há um tempo. A Escola não é um negócio de ocasião, moeda de troca nos planos de governabilidade. Tem uma história de mais de 20 anos de contribuição com a cultura brasileira.

A ELT foi criada em por iniciativa de Maria Thaís e de Celso Frateschi, durante a primeira gestão de Celso Daniel (PT) em Santo André, em 1990. Desde então, serviu de referência para a criação de outras escolas teatrais, como a Escola Livre de Teatro de Porto Alegre, o Galpão Cine Horto de Belo Horizonte e a SP Escola de Teatro de São Paulo.

Procurada pelo R7, a Prefeitura de Santo André não se manifestou sobre o caso até o momento. A reportagem também tentou falar com o coordenador administrativo da ELT, Ivan Augusto, mas ele também não se pronunciou.

Leia: Prefeitura de Santo André diz que ELT será mantida

Saiba mais sobre o caso no blog da Escola Livre de Teatro!

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bienal cia etra danca alexandre nunes Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

Cia Etra de DançA Contemporânea chamou a atenção do público com balões vermelhos - Foto: Alexandre Nunes

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O grande público que esperava ver coreografias executadas com precisão e bailarinos de corpos perfeitos fazendo estripulias com o corpo não encontrou lugar na Bienal Sesc de Dança, realizada na cidade de Santos, no litoral paulista, entre 5 e 12 de setembro último.

O evento priorizou trabalhos de pegada mais intelectualizada e bem mais próximos da performance do que da dança tradicional. O que se viu, em grande parte das apresentações, foram "performances cabeça" e de pegada "egotrip".

O Sesc Santos não informou o balanço de público até o fechamento desta reportagem.

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, afirma ao R7 que “os objetivos foram atingidos”. Segundo ele, que não quis revelar números, houve 15% de crescimento de público em espetáculos fechados em relação à edição de 2011.

— Isso mostra nossos acertos. O público está entendendo cada vez mais o movimento da dança. Acho que gostar ou não gostar faz parte do processo democrático.

O festival pretende continuar na mesma linha nas próximas edições, segundo Neto.

— A dança convencional não é nossa proposta. O movimento do corpo é que é nosso objetivo. Não tem pecado nenhum fazer a dança tradicional, mas nosso conceito é outro. O Sesc continua com a proposta do movimento. Propor, provocar e discutir está dentro do nosso contexto.

Público de artistas

Com uma programação focada na “dança cabeça” o festival não foi tão abraçado pelo público santista como acontece como Mirada, o festival bienal teatral realizado também no Sesc Santos.

A maioria das apresentações negou o caráter espetacular da dança – houve até quem brincasse com isso, como a montagem carioca Exhibition, que deixou a plateia a ver navios no saguão do teatro.

Entre os mais queridos do público que conversou com a reportagem, estiveram A Projetista, com a mineira Dudude, e os belgas O Que o Corpo Não Lembra, que abriu a Bienal, e Têtes a Têtes, dedicado ao público infantil.

preto Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

O piauiense De Repente Fica Tudo Preto de Gente chamou a atenção na Bienal de Santos - Foto: Divulgação

No geral, a programação teve forte olhar para a Europa, virando as costas para os movimentos populares de dança brasileira. Houve raras exceções, como a montagem paulista Baderna, também uma das peças apontadas pelo público como destaque com sua brasilidade evidente.

Houve também polêmicas, como a falha técnica nas caixas de som do espetáculo A Sagração da Primavera, do francês Xavier Le Roy, que resolveu fazer pronunciamento à plateia antes de o espetáculo começar. E também o piauiense De Repente Fica Tudo Preto de Gente, que chocou o público santista com a nudez explícita dos bailarinos, que se esfregavam e sujavam as pessoas com suas peles cobertas de óleo e carvão.

A funcionária pública de Santos Áurea Maria Vieira, que correu dos bailarinos neste último para não se sujar, disse que ficou satisfeita com a provocação.

— Achei diferente de tudo o que eu já vi. Gostei, sim!

Pegada "egotrip"

Apesar desta proposta de diálogo com a cidade de Santos ser a premissa, o que a reportagem percebeu, muitas vezes, foi que parte das apresentações era assistida pelos próprios artistas integrantes do festival, que se aplaudiam mutuamente.

bienal muso Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

Espaço de discussão artística, o blog da Bienal Sesc de Dança escolheu os "top gatos" do evento - Foto: Divulgação

Incluindo aí espetáculos apresentados ao ar livre, como a sessão de Vácuo I, Impostor, da paulistana Key Zetta e Cia. A obra foi encenada na areia da praia do Gonzaga e, mesmo assim, não reuniu grande público local. A grande maioria era de membros do festival e de funcionários do próprio Sesc.

Dois homens bêbados chegaram a atrapalhar a apresentação, dizendo que os bailarinos, que caminhavam pela areia em tempo letárgico, pareciam “defuntos” e “espíritos malditos”. Logo, foram convidados a se retirar do local pela segurança do Sesc Santos.

A pegada "egotrip" foi sentida também no blog oficial do festival, que escolheu os "dez top gatos do evento". Um dos textos, sobre um bailarino que apareceu de toalha em uma performance, diz: “um moço bonito desses te aparece de toalha, saído do banho, dá até uma umidade na mais exigente das bacurinhas” [sic]. Quem quiser pode ler o texto completo.

Uruguaios fazem sucesso

Mais do que dialogar com a cidade, a Bienal Sesc de Dança serviu também de lugar de troca entre os artistas participantes.

A trupe uruguaia Compañia de Danza Periférico, de Montevidéu, fez sucesso no evento. Sobretudo os bailarinos.

Além da investigação que eles fazem sobre o tango, todos queriam saber também sobre o presidente José Mujica, famoso mundialmente pelo governo de esquerda que descriminalizou o uso da maconha e legalizou o casamento gay naquele país.

O bailarino Sebastián Niz conta ao R7 que “realmente houve uma mudança no Uruguai”.

sebastian niz Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

O uruguaio Sebastián Niz: sucesso na Bienal Sesc de Dança - Foto: Divulgação

— Melhorou muito o apoio à cultura no governo de Mujica. Mas ainda há muitas coisas a se fazer. Porque o custo de vida no Uruguai está muito duro para nós.

O bailarino afirma estar encantado com o Brasil.

— O que eu gosto no Brasil é que é um país cosmopolita e latino ao mesmo tempo. É muito diferente do Uruguai, mas não me sinto um estranho por aqui.

Anibal Domíguez, também bailarino uruguaio, fez questão de elogiar a equipe do festival, dizendo que “todos foram muito bem tratados” e que “tudo é de primeira qualidade”. Revela que esta foi a terceira vez que o grupo se apresenta no Brasil – eles já estiveram no Rio e em Salvador. E declara que pretendem voltar o mais breve possível.

— Aqui no Brasil, as pessoas são felizes. Por isso, os uruguaios se sentem muito bem por aqui [risos].

 *O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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circo Piracicaba vira capital nacional do circo

Beleza da arte circense vai ocupar Piracicaba com o 6º Festival Paulista de Circo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A partir desta quinta (12), a cidade de Piracicaba, a 160 km da capital paulista, se torna a capital nacional da arte circense. Com direito a palhaços, malabaristas e trapezistas espalhados pelas ruas do município.

Afinal, vai começar a 6ª edição do Festival Paulista de Circo, com toda programação gratuita.

E este ano tem uma novidade promete a inclusão de uma plateia especial: haverá autodescrição dos espetáculos, além de tradução em libras.

O evento é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com parceria da Associação Paulista dos Amigos da Arte e a Secretaria de Cultura do Município de Piracicaba.

A festa vai até o domingo (15), com 55 atrações, além de oficinas voltadas para as crianças. Ainda há o apoio cultural da Cooperativa Brasileira de Circo.

O homenageado deste ano é o equilibrista de objetos Bruno Edson, que completa 73 anos em outubro e desde os oito trabalha em circo. Ele será celebrado na abertura do evento, com a Banda Paralela.

A curadoria do festival é de Hugo Possolo e Alessandra Brantes. No evento, ainda haverá espaço para shows de cabaré, com nomes expressivos do circo nacional.

Confira a programação completa do 6º Festival Paulista de Circo em Piracicaba!

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leroy Problema técnico prejudica apresentação de bailarino francês na Bienal Sesc de Dança de Santos

Xavier Le Roy explicou ao público que as caixas de som não emitiam o som que ele havia planejado - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O bailarino francês Xavier Le Roy subiu ao palco do Sesc Santos evidentemente contrariado na noite desta terça-feira (10). Ele apresentou a primeira sessão no evento de espetáculo solo, A Sagração da Primavera. Nesta quarta (11), haverá a segunda e última sessão, às 21h30, no Teatro do Sesc Santos.

Segundo o próprio artista, um problema técnico impediu que as caixas de som colocadas debaixo das cadeiras funcionassem a contento.

O espetáculo dele é uma performance na qual ele simula reger uma orquestra que toca a canção-título de Stravinsky. A grande sensação do espetáculo é o público se sentir dentro da força do som – daí a importância das caixas funcionarem corretamente.

O programa da obra diz que Le Roy “estudou biologia molecular antes de tornar-se bailarino” e que “suas apresentações interrogam de maneira crítica a noção de espetáculo”. Esta última parte é algo recorrente nas montagens exibidas na Bienal.

A obra é praticamente uma mistura do filme Fantasia da Disney, aquele com o ratinho Mickey de maestro, com as modernas salas Imax de cinema. Só que sem um funcionamento correto do som.

Além de ser avisada da não eficiência das caixas amplificadoras pelo próprio artista em tom sóbrio antes de tudo começar, a plateia ainda ouviu do próprio, falando em inglês com a ajuda de uma tradutora simultânea, que não teria uma experiência tal qual foi concebida pela mente de Le Roy.

O público foi elegante e permaneceu no espaço durante os 42 minutos em que ele regeu uma defeituosa Orquestra Filarmônica de Berlim tocando Stravinsky. Todos fizeram cara de paisagem e compactuaram na farsa encenada, já que todos muitos, incluindo o próprio bailarino, haviam broxado bem antes da possibilidade de gozo final.

O gerente adjunto do Sesc Santos, Sergio Pinto, afirmou ao R7 que a instituição “lamentou o ocorrido e providenciou a correção do problema assim que o mesmo foi detectado”.

– As caixas funcionaram perfeitamente, o que ocorreu foi que com a dimensão do ambiente não chegou à potência técnica sonora que ele necessitava. Para hoje, quando terá a segunda apresentação, trocamos cerca de 50% das caixas por outras mais potentes.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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