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coluna elt Após protestos, Prefeitura de Santo André garante que Escola Livre de Teatro não será fechada

Aprendizes protestam em frente a Escola Livre de Teatro de Santo André na sexta (27) - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Após o abrupto fechamento da Escola Livre de Teatro (ELT) de Santo André, na última sexta (27), a Prefeitura de Santo André enviou nota ao R7 nesta terça (1°), para se manifestar sobre a atual situação da instituição que tem 23 anos de história de excelência no ensino teatral e é referência em todo o País.

O pronunciamento oficial da Prefeitura acontece após manifestação de mestres e aprendizes da instituição neste domingo (29), em frente ao Paço Municipal, que terminou com artistas agredidos por seguranças.

A nota enviada pela equipe do prefeito Carlos Grana (PT) informa que o político fará reunião nesta quarta (2), às 16h, com representantes da Escola Livre de Teatro, da Cooperativa Paulista de Teatro e de membros de seu governo, como o secretário municipal de Cultura, Raimundo Salles.

Ainda na nota, “a Prefeitura de Santo André reafirma o compromisso de manter a estrutura pedagógica e o projeto artístico Escola Livre de Teatro”.

Segundo o documento, a Prefeitura de Santo André afirma que sua política é “fortalecer o diálogo com a sociedade civil, artistas e produtores culturais” e que “nunca foi determinado o término desse projeto” [o da Escola Livre de Teatro], “que será mantido”.

Na versão da Prefeitura de Santo André, o fechamento sem aviso prévio da escola na última sexta (27) aconteceu “para uma visita técnica” e só na parte matutina.

A Prefeitura de Santo André garante que a ELT está aberta e funcionando normalmente nesta terça-feira (1°). O governo ainda reconhece o “péssimo estado” das instalações da ELT e joga a culpa na administração anterior. A Prefeitura ainda comentou o atraso nos salários da equipe da ELT, dizendo que herdou divida de R$ 115 milhões da gestão anterior.

elt 2 Após protestos, Prefeitura de Santo André garante que Escola Livre de Teatro não será fechada

Manifestação pela Escola Livre de Teatro contou com apoio de diversos artistas - Foto: Stella Menz

Fechamento da ELT teve repercussão nacional

Nesta terça-feira (1°), a Secretaria Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota de apoio à Escola Livre de Teatro.

O documento foi assinado por Edmilson Souza, secretário nacional de Cultura do PT, e por Tadeu de Souza, secretária estadual de Cultura do PT-SP.

– A Secretaria Nacional de Cultura do PT, bem como a  Secretaria Estadual de Cultura do PT-SP manifestam seu total apoio à ELT, projeto de grande importância para todos os artistas e produtores culturais [...] Apoiamos sua permanência e seu constante aperfeiçoamento, para que seja respeitado e valorizado esse enorme patrimônio cultural de todos nós.

O fechamento da Escola Livre de Teatro também repercutiu na classe artística. O presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, Rudifran Pompeu, divulgou carta aberta ao prefeito de Santo André, Carlos Grana. Nela, afirma que “querem acabar com a ELT porque ela é uma escola singular nas artes cênicas e que não tem objetivo de formar celebridades”.

O ator Celso Frateschi, que dirige o Teatro da USP, o Tusp, e também atua na minissérie José do Egito (Record), na qual interprete Jacó, também demonstrou sua indignação.

“É inacreditável o que está acontecendo com a ELT”, declarou o ator, que sempre foi ligado ao PT. Ainda de acordo com Frateschi, a “ELT é hoje referência nacional em ensino de teatro”.

— Todos sabem que sou petista, mas não consigo mais não expressar meu espanto e desacordo com atos como esse absurdo que estão fazendo em Santo André com a Escola Livre de Teatro.

Tiche Vianna, do Barracão Teatro de Campinas e vice-presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, também se manifestou em carta aberta. “Peço que esta Secretaria de Cultura, com total respaldo da Prefeitura, reveja sua atitude e reinstaure a dignidade do ensino da arte teatral, assegurando, definitivamente, a permanência do projeto pedagógico da Escola Livre de Teatro em Santo André”.

Kil Abreu, crítico e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, e que trabalhou por quase dez anos na ELT de Santo André, também lamenta tudo o que se passa.

– A ELT é uma referência nacional e internacional em pedagogia teatral em bases autônomas. A escola vem sofrendo sucateamento há um tempo. A Escola não é um negócio de ocasião, moeda de troca nos planos de governabilidade. Tem uma história de mais de 20 anos de contribuição com a cultura brasileira.

Entenda como a escola foi fechada na sexta (27)

Desde o começo do ano, quando assumiu o prefeito Carlos Grana (PT), um novo coordenador administrativo foi indicado para a ELT, Ivan Augusto.

Desde então, o clima na escola é de guerra fria. O R7 apurou que Ivan substituiu boa parte dos funcionários e, com o tempo, o diálogo com a comunidade da escola ficou complicado, gerando um cenário no qual não há conversa entre as partes administrativa e pedagógica.

O coordenador pedagógico da ELT, Luiz Fernando Marques Lubi, diz ao R7 que “está em andamento um plano de desmanche da escola lento e gradual”.

– Desde maio o coordenador administrativo não conversa conosco. A gente tentou diálogo direto com o prefeito, em seu gabinete, já que ele prometeu em campanha manter a Escola Livre de Teatro. Ele sempre diz que nos dá apoio, mas não há ação efetiva.

A reportagem do R7 apurou que a confusão que culminou com o fechamento da escola começou na última quinta (26). Alunos resolveram retomar o espaço de convivência estudantil que havia sido fechado pela administração da escola.

Nervosa com o ocorrido, uma funcionária ligada a Ivan Augusto resolveu trancar a escola na sexta (27), ainda com os pertences de alunos e professores lá dentro, e chamou a guarda municipal para os estudantes. O impasse gerou a manifestação deste domingo (29) no Paço Municipal de Santo André. O R7 procurou Ivan Augusto, tentando ouvir o que ele tem a dizer sobre o que ocorreu na ELT, mas ele não se manifestou.

elt Após protestos, Prefeitura de Santo André garante que Escola Livre de Teatro não será fechada

Manifestantes pedem no domingo (29) a reabertura da Escola Livre de Teatro de Sto. André - Foto: Stella Menz

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coluna elt Prefeitura de Santo André fecha Escola Livre de Teatro e artistas protestam

Aprendizes protestam em frente a Escola Livre de Teatro de Santo André - Foto: Reprodução

Por Miguel Arcanjo Prado

Um protesto está marcado para este domingo (29), em Santo André, na região do ABC, a partir das 8h30, em frente à Escola Livre de Teatro (ELT).

O motivo é o fechamento da instituição de ensino teatral nesta sexta (27) sem aviso prévio pela Prefeitura de Santo André. Professores e alunos, chamados na escola de mestres e aprendizes, estão revoltados, assim como membros da classe artística.

A ELT fica na praça Rui Barbosa, 12, no bairro Santa Terezinha, próxima à estação Prefeito Saladino da CPTM.

Desde o começo do ano, quando assumiu o prefeito Carlos Grana (PT), um novo coordenador administrativo foi indicado para a ELT, Ivan Augusto. Desde então, o clima na escola é de guerra fria. Ivan substituiu boa parte dos funcionários e, com o tempo, o diálogo com a comunidade da escola ficou complicado, gerando um cenário no qual não há conversa entre as partes administrativa e pedagógica.

O coordenador pedagógico da ELT, Luiz Fernando Marques Lubi, diz ao R7 que “está em andamento um plano de desmanche da escola lento e gradual”.

– Desde maio o coordenador administrativo não conversa conosco. A gente tentou diálogo direto com o prefeito, em seu gabinete, já que ele prometeu em campanha manter a Escola Livre de Teatro. Ele sempre diz que nos dá apoio, mas não há ação efetiva.

A reportagem do R7 apurou que a confusão que culminou com o fechamento da escola começou na última quinta (26). Alunos resolveram retomar o espaço de convivência estudantil que havia sido fechado pela administração da escola. Nervosa com o ocorrido, uma funcionária ligada a Ivan Augusto resolveu trancar a escola na sexta (27), ainda com os pertences de alunos e professores lá dentro, e chamou a guarda municipal para os estudantes. Desde estão, o impasse está mantido.

Uma reunião deverá acontecer nesta segunda-feira (30). Alunos e professores desconfiam, sobretudo pela falta de explicação, que o plano seja o anúncio do fechamento definitivo da escola.

Kil Abreu, crítico e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, e que trabalhou por quase dez anos na Escola Livre de Santo André, lamenta o episódio.

– A ELT é uma referência nacional e internacional em pedagogia teatral em bases autônomas. A escola vem sofrendo sucateamento há um tempo. A Escola não é um negócio de ocasião, moeda de troca nos planos de governabilidade. Tem uma história de mais de 20 anos de contribuição com a cultura brasileira.

A ELT foi criada em por iniciativa de Maria Thaís e de Celso Frateschi, durante a primeira gestão de Celso Daniel (PT) em Santo André, em 1990. Desde então, serviu de referência para a criação de outras escolas teatrais, como a Escola Livre de Teatro de Porto Alegre, o Galpão Cine Horto de Belo Horizonte e a SP Escola de Teatro de São Paulo.

Procurada pelo R7, a Prefeitura de Santo André não se manifestou sobre o caso até o momento. A reportagem também tentou falar com o coordenador administrativo da ELT, Ivan Augusto, mas ele também não se pronunciou.

Leia: Prefeitura de Santo André diz que ELT será mantida

Saiba mais sobre o caso no blog da Escola Livre de Teatro!

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bienal cia etra danca alexandre nunes Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

Cia Etra de DançA Contemporânea chamou a atenção do público com balões vermelhos - Foto: Alexandre Nunes

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O grande público que esperava ver coreografias executadas com precisão e bailarinos de corpos perfeitos fazendo estripulias com o corpo não encontrou lugar na Bienal Sesc de Dança, realizada na cidade de Santos, no litoral paulista, entre 5 e 12 de setembro último.

O evento priorizou trabalhos de pegada mais intelectualizada e bem mais próximos da performance do que da dança tradicional. O que se viu, em grande parte das apresentações, foram "performances cabeça" e de pegada "egotrip".

O Sesc Santos não informou o balanço de público até o fechamento desta reportagem.

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, afirma ao R7 que “os objetivos foram atingidos”. Segundo ele, que não quis revelar números, houve 15% de crescimento de público em espetáculos fechados em relação à edição de 2011.

— Isso mostra nossos acertos. O público está entendendo cada vez mais o movimento da dança. Acho que gostar ou não gostar faz parte do processo democrático.

O festival pretende continuar na mesma linha nas próximas edições, segundo Neto.

— A dança convencional não é nossa proposta. O movimento do corpo é que é nosso objetivo. Não tem pecado nenhum fazer a dança tradicional, mas nosso conceito é outro. O Sesc continua com a proposta do movimento. Propor, provocar e discutir está dentro do nosso contexto.

Público de artistas

Com uma programação focada na “dança cabeça” o festival não foi tão abraçado pelo público santista como acontece como Mirada, o festival bienal teatral realizado também no Sesc Santos.

A maioria das apresentações negou o caráter espetacular da dança – houve até quem brincasse com isso, como a montagem carioca Exhibition, que deixou a plateia a ver navios no saguão do teatro.

Entre os mais queridos do público que conversou com a reportagem, estiveram A Projetista, com a mineira Dudude, e os belgas O Que o Corpo Não Lembra, que abriu a Bienal, e Têtes a Têtes, dedicado ao público infantil.

preto Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

O piauiense De Repente Fica Tudo Preto de Gente chamou a atenção na Bienal de Santos - Foto: Divulgação

No geral, a programação teve forte olhar para a Europa, virando as costas para os movimentos populares de dança brasileira. Houve raras exceções, como a montagem paulista Baderna, também uma das peças apontadas pelo público como destaque com sua brasilidade evidente.

Houve também polêmicas, como a falha técnica nas caixas de som do espetáculo A Sagração da Primavera, do francês Xavier Le Roy, que resolveu fazer pronunciamento à plateia antes de o espetáculo começar. E também o piauiense De Repente Fica Tudo Preto de Gente, que chocou o público santista com a nudez explícita dos bailarinos, que se esfregavam e sujavam as pessoas com suas peles cobertas de óleo e carvão.

A funcionária pública de Santos Áurea Maria Vieira, que correu dos bailarinos neste último para não se sujar, disse que ficou satisfeita com a provocação.

— Achei diferente de tudo o que eu já vi. Gostei, sim!

Pegada "egotrip"

Apesar desta proposta de diálogo com a cidade de Santos ser a premissa, o que a reportagem percebeu, muitas vezes, foi que parte das apresentações era assistida pelos próprios artistas integrantes do festival, que se aplaudiam mutuamente.

bienal muso Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

Espaço de discussão artística, o blog da Bienal Sesc de Dança escolheu os "top gatos" do evento - Foto: Divulgação

Incluindo aí espetáculos apresentados ao ar livre, como a sessão de Vácuo I, Impostor, da paulistana Key Zetta e Cia. A obra foi encenada na areia da praia do Gonzaga e, mesmo assim, não reuniu grande público local. A grande maioria era de membros do festival e de funcionários do próprio Sesc.

Dois homens bêbados chegaram a atrapalhar a apresentação, dizendo que os bailarinos, que caminhavam pela areia em tempo letárgico, pareciam “defuntos” e “espíritos malditos”. Logo, foram convidados a se retirar do local pela segurança do Sesc Santos.

A pegada "egotrip" foi sentida também no blog oficial do festival, que escolheu os "dez top gatos do evento". Um dos textos, sobre um bailarino que apareceu de toalha em uma performance, diz: “um moço bonito desses te aparece de toalha, saído do banho, dá até uma umidade na mais exigente das bacurinhas” [sic]. Quem quiser pode ler o texto completo.

Uruguaios fazem sucesso

Mais do que dialogar com a cidade, a Bienal Sesc de Dança serviu também de lugar de troca entre os artistas participantes.

A trupe uruguaia Compañia de Danza Periférico, de Montevidéu, fez sucesso no evento. Sobretudo os bailarinos.

Além da investigação que eles fazem sobre o tango, todos queriam saber também sobre o presidente José Mujica, famoso mundialmente pelo governo de esquerda que descriminalizou o uso da maconha e legalizou o casamento gay naquele país.

O bailarino Sebastián Niz conta ao R7 que “realmente houve uma mudança no Uruguai”.

sebastian niz Bienal Sesc de Dança em Santos é marcada por “performances cabeça” e pegada egotrip

O uruguaio Sebastián Niz: sucesso na Bienal Sesc de Dança - Foto: Divulgação

— Melhorou muito o apoio à cultura no governo de Mujica. Mas ainda há muitas coisas a se fazer. Porque o custo de vida no Uruguai está muito duro para nós.

O bailarino afirma estar encantado com o Brasil.

— O que eu gosto no Brasil é que é um país cosmopolita e latino ao mesmo tempo. É muito diferente do Uruguai, mas não me sinto um estranho por aqui.

Anibal Domíguez, também bailarino uruguaio, fez questão de elogiar a equipe do festival, dizendo que “todos foram muito bem tratados” e que “tudo é de primeira qualidade”. Revela que esta foi a terceira vez que o grupo se apresenta no Brasil – eles já estiveram no Rio e em Salvador. E declara que pretendem voltar o mais breve possível.

— Aqui no Brasil, as pessoas são felizes. Por isso, os uruguaios se sentem muito bem por aqui [risos].

 *O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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circo Piracicaba vira capital nacional do circo

Beleza da arte circense vai ocupar Piracicaba com o 6º Festival Paulista de Circo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A partir desta quinta (12), a cidade de Piracicaba, a 160 km da capital paulista, se torna a capital nacional da arte circense. Com direito a palhaços, malabaristas e trapezistas espalhados pelas ruas do município.

Afinal, vai começar a 6ª edição do Festival Paulista de Circo, com toda programação gratuita.

E este ano tem uma novidade promete a inclusão de uma plateia especial: haverá autodescrição dos espetáculos, além de tradução em libras.

O evento é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com parceria da Associação Paulista dos Amigos da Arte e a Secretaria de Cultura do Município de Piracicaba.

A festa vai até o domingo (15), com 55 atrações, além de oficinas voltadas para as crianças. Ainda há o apoio cultural da Cooperativa Brasileira de Circo.

O homenageado deste ano é o equilibrista de objetos Bruno Edson, que completa 73 anos em outubro e desde os oito trabalha em circo. Ele será celebrado na abertura do evento, com a Banda Paralela.

A curadoria do festival é de Hugo Possolo e Alessandra Brantes. No evento, ainda haverá espaço para shows de cabaré, com nomes expressivos do circo nacional.

Confira a programação completa do 6º Festival Paulista de Circo em Piracicaba!

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leroy Problema técnico prejudica apresentação de bailarino francês na Bienal Sesc de Dança de Santos

Xavier Le Roy explicou ao público que as caixas de som não emitiam o som que ele havia planejado - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O bailarino francês Xavier Le Roy subiu ao palco do Sesc Santos evidentemente contrariado na noite desta terça-feira (10). Ele apresentou a primeira sessão no evento de espetáculo solo, A Sagração da Primavera. Nesta quarta (11), haverá a segunda e última sessão, às 21h30, no Teatro do Sesc Santos.

Segundo o próprio artista, um problema técnico impediu que as caixas de som colocadas debaixo das cadeiras funcionassem a contento.

O espetáculo dele é uma performance na qual ele simula reger uma orquestra que toca a canção-título de Stravinsky. A grande sensação do espetáculo é o público se sentir dentro da força do som – daí a importância das caixas funcionarem corretamente.

O programa da obra diz que Le Roy “estudou biologia molecular antes de tornar-se bailarino” e que “suas apresentações interrogam de maneira crítica a noção de espetáculo”. Esta última parte é algo recorrente nas montagens exibidas na Bienal.

A obra é praticamente uma mistura do filme Fantasia da Disney, aquele com o ratinho Mickey de maestro, com as modernas salas Imax de cinema. Só que sem um funcionamento correto do som.

Além de ser avisada da não eficiência das caixas amplificadoras pelo próprio artista em tom sóbrio antes de tudo começar, a plateia ainda ouviu do próprio, falando em inglês com a ajuda de uma tradutora simultânea, que não teria uma experiência tal qual foi concebida pela mente de Le Roy.

O público foi elegante e permaneceu no espaço durante os 42 minutos em que ele regeu uma defeituosa Orquestra Filarmônica de Berlim tocando Stravinsky. Todos fizeram cara de paisagem e compactuaram na farsa encenada, já que todos muitos, incluindo o próprio bailarino, haviam broxado bem antes da possibilidade de gozo final.

O gerente adjunto do Sesc Santos, Sergio Pinto, afirmou ao R7 que a instituição “lamentou o ocorrido e providenciou a correção do problema assim que o mesmo foi detectado”.

– As caixas funcionaram perfeitamente, o que ocorreu foi que com a dimensão do ambiente não chegou à potência técnica sonora que ele necessitava. Para hoje, quando terá a segunda apresentação, trocamos cerca de 50% das caixas por outras mais potentes.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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oqueocorponaolembra Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

Cena do espetáculo O Que o Corpo Não Lembra, do grupo belga Última Vez - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A cidade acostumada à coreografia dos estivadores do maior porto do Brasil agora dança novos ritmos. Começou na noite desta quinta (5) a oitava edição da Bienal Sesc de Dança, que vai até o próximo dia 12 de setembro, em Santos, no litoral paulista.

O evento existe de 1998 e já é considerado um dos principais eventos da dança contemporânea mundial. Contando o Brasil, são cinco os países participantes. Quatro grupos de fora representam Bélgica, França, Chile e Uruguai.

As obras abordam perguntas que o homem contemporâneo se faz o tempo todo.

A seleção feita pela curadoria não foi fácil, afinal, 546 trabalhos de 445 grupos de 16 Estados e 15 países se inscreveram. Destes, foram selecionados 22 espetáculos, oito intervenções, uma instalação, uma videoinstalação e duas exposições.

Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, afirma que o evento quer dialogar cada vez mais com a cidade que o sedia.

— Esta edição da Bienal retoma o impulso original ao explorar as possibilidades de conexão com a cidade de Santos. A ocupação inusitada dos ambientes urbanos abre espaço para uma reflexão sobre as manifestações da dança na contemporaneidade e sua forma de se colocar socialmente.

santos tadeu nascimento poster1 Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

Santos, no litoral paulista, recebe turistas em busca de espetáculos de dança - Foto: Tadeu Nascimento

Paulistanos são bem-vindos

O evento pode ser uma boa desculpa para o público paulistano visitar o litoral em turismo cultural.

O Sesc vai disponibilizar transporte gratuito entre São Paulo e Santos, ida e volta, para quem comprar ingressos para os espetáculos.

O ônibus sairá sempre do Sesc Vila Mariana e os interessados no serviço precisam agendar o transporte pessoalmente ou pelo telefone 0/xx/11 5080-3100. A partir desta sexta (6) até o dia 12, o ônibus sai da rua Pelotas, 141, na Vila Mariana, sempre às 15h, rumo a Santos. E volta sempre após o último espetáculo do dia. Um guia de turismo acompanha os viajantes.

O público cego também terá acesso às obras, já que, pela primeira vez, haverá o serviço de áudio-descrição nos espetáculos, que serão realizados em 18 espaços santistas.

Gringos e brasileiros

São quatro grupos internacionais nesta edição: Ultima Vez, da Bélgica, dirigido pelo consagrado Wim Vandekeybus com o espetáculo O que o Corpo Não Lembra; Xavier Le Roy, da França, com A Sagração da Primavera; Javiera Peón-Veiga, do Chile, com a coreografia nosotres e a Companhia Periférico, do Uruguai, com o espetáculo Vazio.

dudude Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

Dudude Hermann faz A Projetista - Foto: Guto Muniz

Entre os brasileiros, destaque para a catarinense Grupo Cena 11 Cia. de Dança, que celebra 20 anos de existência. Ela apresentará três espetáculos, incluindo o inédito Sobre Expectativas e Promessas, solo de Alejandro Ahmed. Ainda estarão presentes o coreógrafo Marcelo Evelin, com De repente fica tudo preto de gente; a bailarina mineira Dudude, com A Projetista; e o diretor carioca João Saldanha, com a coreografia Aventura entre Pássaros.

As crianças também serão foco de alguns espetáculos, como Pequena Coleção de Todas as Coisas, estreia da Cia. Dani Lima nas coreografias infantis, Álbum das Figurinhas, da Balagandança Cia, Têtes à Têtes, da coreógrafa Maria Clara Villa Lobos, e Poemas Cinéticos, do Grupo Lagartixa na Janela.

Fotos da dança

O evento terá duas exposições fotográficas. A primeira é de Manuel Vason, italiano radicado em Londres que fotografou grupos na América do Sul, para a mostra Still_Móvil – Performance, Fotografia, Colaboração, fruto de uma parceria entre Vason e a Rede Sul-Americana de Dança, em cartaz no Sesc Santos durante a Bienal.

A Bienal ainda tem outra exposição, homenageando o bailarino e coreógrafo japonês Kazuo Ohno, chamada Dispositivo Móvel Ohno.

Bienal Sesc de Dança de Santos
Quando:
De 5 a 12 de setembro
Onde: Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida, Santos, tel. 0/xx/13 3278.9800) e 17 outros espaços da cidade
Quanto: R$ 20,00; (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes); Exceto para os espetáculos: O que o Corpo Não Lembra (Ultima vez), A Sagração da Primavera (Xavier Le Roy), que custam R$ 30,00; (inteira); R$ 15,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes)
Informações e programação completa no site da Bienal Sesc de Dança

bienal sesc Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

8ª Bienal Sesc de Dança: 22 espetáculos em 18 espaços santistas por sete dias; veja a programação completa

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festa covil foto bob sousa 20131 Marcos de Andrade encerra temporada de Festa no Covil, mas avisa: “Peça volta em novembro a SP

Marcos Andrade interpreta filho de narcotraficante na peça Festa no Covil - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Quem perdeu a temporada do espetáculo solo Festa no Covil, com Marcos Andrade, no Sesc Consolação, em São Paulo, pode ficar despreocupado, pois terá segunda chance.

O ator contou ao Atores & Bastidores do R7 que a obra dirigida por Mika Lins e com história de Juan Pablo Villalobos adaptada pela diretora e Ana Saggese, entrará novamente no cartaz em novembro deste ano, no CIT-Ecum, em São Paulo.

O ator recebeu a reportagem no camarim do Espaço Beta, pouco antes de encenar a última sessão da montagem no Sesc Consolação, nesta sexta (30).

Na peça, Andrade interpreta uma criança – com idade entre o fim da infância e o começo da pré-adolescência – filha de um narcotraficante e criada como príncipe pelo pai.

Com 11 anos de carreira, esta é a primeira aventura solo do ator catarinense de Joinville no palco. Formado pela Unicamp, ele trabalha há oito anos com Antunes Filho no CPT, o Centro de Pesquisa Teatral.

Para interpretar a criança, Marquinhos, como é chamado pelos amigos, teve se reinventar como ator.

— Tenho a impressão de ser um ator que sempre buscou uma visão de mundo e este papel justamente me fez aprender a desaprender tudo.

Veja as dicas da Agenda Cultural da Record News (toda sexta, meio-dia):

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ediponapraca phedra d cordoba cleo de paris foto bob sousa Os Satyros comemoram 25 anos com Édipo na Praça

A diva e a musa da praça Roosevelt: as atrizes Phedra D. Córdoba (à esq.) e Cléo De Páris (à dir.), em cena da peça Édipo na Praça - Fotos: Bob Sousa; Veja galeria completa da nova montagem do grupo paulistano Os Satyros!

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O grupo paulistano Os Satyros começa as comemorações de seus 25 anos, que serão completados em 2014, com a peça Édipo na Praça.

Com direção de Rodolfo García Vázquez, a montagem estreia nesta sexta (16), no Espaço dos Satyros Um, na praça Roosevelt, em São Paulo.

A peça traz a mitologia grega de Édipo para os tempos atuais e ainda faz referência a fatos ocorridos na praça, como o enfrentamento entre policiais e manifestantes em junho de 2013.

O Atores & Bastidores do R7 acompanhou com exclusividade o último ensaio da montagem. Veja fotos exclusivas de Bob Sousa e também a reportagem completa no vídeo abaixo:


Édipo na Praça

Quando: Sexta, sábado e domingo, 20h. 100 min. Até 30/11/2013
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

RESULTADO - QUEM LEVOU UM PAR DE INGRESSOS:
Os internautas que levaram um par de ingressos cada um para ver a peça Édipo na Praça são:
Sábado (17/8/2013), 20h - Iara Psico (dois ingressos)
Domingo (18/8/2013), 20h - Vagner Epifânio (dois ingressos)
Ps. Os vencedores devem chegar ao teatro uma hora antes da sessão e apresentar documento com foto na bilheteria, se identificando como vencedores da promoção no blog Atores & Bastidores do R7.

Veja as fotos de Bob Sousa de Édipo na Praça!

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Camila Mota e Ze Celso foto Jennifer Glass Zé Celso ressuscita Cacilda em musical do Oficina

Camila Mota e Zé Celso Martinez Corrêa em cena da nova peça do Oficina - Foto: Jennifer Glass

Por Miguel Arcanjo Prado

José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso, está em polvorosa, junto de seus artistas que compõem o Teatro Oficina.

O motivo é que nesta sexta (16), o grupo estreia seu novo espetáculo: o musical Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1. A montagem chega à capital após curta turnê pelo interior paulista.

Zé define a obra como uma “Ópera de Carnaval Eletrokandomblaica Tragicomicorgiástica” e lembra que “as montagens do Oficina Uzyna Uzona trabalham com a transversalidade de todas as artes: audiovisual se mistura à música, à dança e às artes-plásticas para criar e difundir uma ‘Obra de Arte Total’”.

Marcelo Drummond codirige o espetáculo. Nele, o mito teatral chamado Cacilda Becker (1921-1969) é ressuscitado.

A apresentação começa no início da carreira da atriz, no Teatro Brasileiro de Comédia, em 1949.

No segundo ato, dá um salto a 1968, o ano que o jornalista Zuenir Ventura chamou como aquele "que nunca terminou", auge da ditadura militar no Brasil.

Foi neste fatídico ano que Cacilda Becker assumiu a Secretaria do Conselho Estadual de Teatro. No posto, cheia de coragem, defendeu a classe teatral da censura e da violência militar da qual era vítima naquele então.

Claro que a montagem é cheia de referências aos dias atuais. Mergulhado nas novas tecnologias, o Oficina transmitirá todas as sessões, ao vivo, pela internet.

Cacilda!!! Glória no TBC – Capítulo 1
Quando: Sexta, 19h; sábado e domingo, 18h. 4h30 (com intervalo de 20 minutos). Até 1/9/2013
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 20,00 (valor da inteira, às sextas-feiras), R$ 40,00 (valor da inteira, aos sábados e domingos) e R$ 5,00 (todos os dias, para moradores do Bixiga, mediante comprovação de residência). Meia-entrada válida para estudantes, idosos, artistas e cartão Petrobras. Venda na bilheteria do Teatro Oficina, uma hora antes de cada sessão
Classificação etária: 14 anos

Liz Sylvia e Camila foto Jennifer Glass Zé Celso ressuscita Cacilda em musical do Oficina

Luta de artistas contra a censura da ditadura militar é pano de fundo da nova peça do Oficina - Foto: Jennifer Glass

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rodolfo ivam Satyros terá programa no Multishow sobre internet

Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral, a dupla criadora do Satyros tem projeto para a TV paga - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A trupe paulistana Os Satyros, que começa a celebração de seus 25 anos nesta sexta (16), com a estreia da peça Édipo na Praça, tem outra novidade.

O R7 apurou que o grupo capitaneado por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez vai invadir a televisão.

Uma parceria do Satyros Cinema com a produtora curitibana WG7BR, de Gil Baroni, será responsável por um novo programa do canal pago Multishow.

A série terá 20 episódios e tem estreia prevista para outubro.

Como Os Satyros são vidrados em novas tecnologias, o programa vai falar sobre a internet.

A atração reunirá blogueiros para comentar os assuntos que bombam na rede.

O nome do programa deve ser escolhido nos próximos dias. Entre os nomes possíveis, estão Programa de Internet e WEBZ. Os dez primeiros episódios já estão gravados.

O projeto da atração conta ainda com a colaboração de Leandro Knopfholz, o diretor do Festival de Teatro de Curitiba.

O programa deverá ganhar uma segunda temporada, com mais 20 episódios.

Esta não é a primeira vez que Os Satyros se aventuram na televisão. No passado, eles já fizeram parceria com a TV Cultura.

Afinal, essa turma do Satyros não para.

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