Posts com a tag "reportagem"

Hysteria boa aérea Grupo XIX celebra dez anos com peças históricas

Últimas sessões: cena de Hysteria, primeira peça do Grupo XIX que está de volta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O público paulistano tem a chance de celebrar os dez anos do Grupo XIX, um dos mais importantes da cidade, vendo seus espetáculos mais emblemáticos, em uma mostra na histórica Vila Maria Zélia, bairro operário pioneiro na zona leste, sede da trupe (r. Mário Costa, 13, entre ruas Cachoeira e dos Prazeres, Belém, São Paulo tel. 0/xx/11 2081-4647).

Até o dia 16 de março, sempre aos fins de semana, o grupo apresenta as peças Hygiene (sábado, 16h), Hysteria (domingo, 16h) e Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Aconcendo (sábado e domingo, 18h30). Esta última tem sessões gratuitas. As duas primeiras têm entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia.

O diretor do grupo, Luiz Fernando Marques, o Lubi, diz que o objetivo é que “um maior número de pessoas conheça o trabalho do XIX”. Sobre a Vila Maria Zélia, tem opinião certeira.

—Queremos que os moradores da Vila e do entorno continuem a desfrutar deste espaço fértil e de vivência cultural, além de ampliar ainda mais a utilização do espaço, inclusive convidando outros grupos para ensaiar, apresentar e coabitar a Vila.

No enredo das peças estão temas ligados ao século 19. Em Hysteria, primeira peça do grupo, é abordado o período em que mulheres consideradas histéricas eram internadas em sanatórios. Em Hygiene, ganha vez a luta operária brasileira por direitos trabalhistas na virada do século 19 para o 20. Já em Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo, o grupo mergulha no universo de Nelson Rodrigues, a partir da obra Vestido de Noiva.

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lilith marcelo villas boas 2 Lee Taylor volta o Sesc Consolação com peça do NAC baseada no mito da primeira mulher de Adão

Lilith se passa em uma festa na qual os convidados revelarão segredos - Foto: Marcelo Villas Boas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator e diretor Lee Taylor está de volta ao Sesc Consolação. Mas, vamos com calma. Não é para retornar ao grupo de artistas comandados por Antunes Filho, do qual participou por quase uma década como estrela principal, mas, sim, para apresentar a nova peça criada no NAC (Núcleo de Artes Cênicas), que ele coordena desde que saiu do CPT (Centro de Pesquisa Teatral).

O nome do espetáculo é LILITH S.A., e a estreia está marcada para o dia 24 de março no Espaço Beta do Sesc Consolação, em São Paulo. Taylor divide a direção com Luiz Claudio Cândido. O espetáculo também é uma homenagem aos 450 anos de nascimento de William Shakespeare.

lee taylor foto eduardo enomoto Lee Taylor volta o Sesc Consolação com peça do NAC baseada no mito da primeira mulher de Adão

Lee Taylor dirige montagem do NAC no Sesc Consolação - Foto: Eduardo Enomoto

A montagem é fruto do curso Poética do Ator, feito por 20 alunos peneirados em quase 500 inscritos. Apenas quatro atores sobraram no elenco final da montagem: Camila de Maman Anzolin, Fernando Oliveira, Frann Ferraretto, Renata Becker.

Taylor segue os passos do mestre Antunes e apresenta em sua obra o palco nu, apenas com três cadeiras de escritório, além da luz de Fran Barros e da sonoplastia de Fernando Oliveira.

O enredo parte da história do mito de Lilith, que teria sido a primeira mulher de Adão, antes de Eva, e que resolveu rebelar-se para ser igual ao homem.

Michelle Ferreira, dramaturga reconhecida da nova cena paulistana, colaborou com a dramaturgia da montagem, que também teve farta contribuição dos atores envolvidos.

No enredo, os personagens estão em uma festa empresarial de uma multinacional, onde acabarão por confessar seus desejos mais obscuros.

LILITH S.A
Quando: Segunda, às 20h. 60 min. Estreia 24/3/2014. Até 29/4/2014.
Onde: Sesc Consolação – Espaço Beta (r. Dr. Vila Nova, 245, 3º andar, Vila Buarque, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada e usuário do Sesc) e R$ 2 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

Leia o que já foi publicado sobre Lee Taylor

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Bem vindo a casa Foto Manuel Geanoni 3 net Saiba como ver 11 peças internacionais sem gastar um só centavo; conheça o novo festival de SP

Cena do espetáculo uruguaio Bem-vindo à Casa, que integra a mostra - Foto: Manuel Geanoni

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Não é todo dia que o público paulistano pode conferir uma série de espetáculos internacionais de uma só vez. E o melhor: sem tirar um só centavo do bolso.

Pois isto será possível entre 8 e 16 de março, na 1ª Mostra Internacional de Teatro, a MITsp. Toda a programação é gratuita.

O evento se soma a outros importantes acontecimentos teatrais paulistanos, como o Festival Ibero-Americano de Teatro, a Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo e a Bienal de Teatro da USP (Universidade de São Paulo).

Além do Brasil, representado pela obra De Repente Fica Tudo Preto de Gente, de Marcelo Evelin, peças da Itália, França, Espanha, Argentina, Turquia, África do Sul, Uruguai, Chile e até Lituânia estarão em cartaz em nove teatros da cidade durante a MIT.

guilherme marques Saiba como ver 11 peças internacionais sem gastar um só centavo; conheça o novo festival de SP

O mineiro Guilherme Marques, do CIT-Ecum: um novo festival para São Paulo, a MITsp - Foto: Divulgação

O festival é criação do diretor do CIT-Ecum, sala paulistana de reconhecida programação de qualidade, Guilherme Marques, a partir de um encontro com o diretor do Teatro da Vertigem, Antonio Araújo. Marques conta ao Atores & Bastidores do R7 que o objetivo é "proporcionar a troca e o intercâmbio, até porque o Brasil tem muito também o que mostrar".

Ele conta que São Paulo precisava retomar a tradição de fazer um festival que repercutisse internacionalmente, nos moldes do feito no passado pela produtora e atriz Ruth Escobar.

— Certa vez, na Venezuela, o Carlos Jimenez, curador do Festival Internacional de Caracas, me disse que a mostra que a Ruth Escobar fazia em São Paulo reverberava em toda a América Latina. A intenção com a MIT é proporcionar aos paulistanos ver grandes nomes e grandes grupos, mas também trabalhos experimentais. Queremos mostrar um panorama internacional contemporâneo.

Na expectativa de que o evento ganhe "um lugar especial na cidade", Marques conta que já está fechando a programação de 2015, quando a segunda edição deverá acontecer entre 6 e 15 de março.

Além das sessões gratuitas para o público, o evento também proporá encontros de troca entres os artistas brasileiros e estrangeiros.

Os ingressos serão distribuídos gratuitamente uma hora antes de cada sessão nas bilheterias dos próprios teatros. Participam os seguintes locais: Auditório Ibirapuera, Centro Cultural São Paulo, Itaú Cultural, Sesc Vila Mariana, Sesc Santana, Teatro Cacilda Becker, Teatro João Caetano e Tusp.

Conheça a programação completa da MITsp!

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Ze Celso e Juliana Perdigao CACILDA foto Jennifer Glass Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

O diretor paulista Zé Celso e a cantora mineira Juliana Perdigão em cena no Oficina - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma sacudida do Teat(r)o Oficina manda avisar: é agora ou nunca. Expliquemos.

cacilda jennifer glass Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Elenco potente no Oficina: (a partir do alto, em sentido horário) Tony Reis, Lucas Andrade e Beto Mettig - Foto: Jennifer Glass

Neste fim de semana, acontecem as duas últimas sessões da saga sobre a atriz Cacilda Becker (1921-1969) capitaneada por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso, e Marcelo Drummond.

Sempre com seu numeroso e fogoso elenco que conta com mais de 60 artistas, é claro.

Cacilda!!! Glória no TBC e 68 AquiAgora tem última sessão neste sábado (22), às 18h. Já no domingo é a vez da despedida de Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema & Teatro, também às 18h.

Ambas acontecem no histórico prédio do Oficina, projetado há 20 anos por Lina Bo Bardi (r. Jaceguai, 520, São Paulo). O ingresso custa R$ 40 a inteira, mas moradores do Bixiga pagam apenas R$ 5, mediante comprovação de endereço.

Para incentivar os indecisos, alguns membros da equipe do Oficina explicam, abaixo, por que todo mundo deve ir.

Veja só que beleza:

camila mota foto bob sousa1 Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Camila Mota vive Cacilda Becker na saga comandada por Zé Celso - Foto: Bob Sousa

“O prazer de viver uma experiência extenuante. As peças Cacilda!!! e !!!! tem longa duração, por volta de 5h30 cada uma – são extenuantes e propiciam ao público a possibilidade de uma revolução nos corpos semelhante à provocada pelas baladas. Mas são de outra natureza, são espetáculos de teatro, uzynas geradoras de energia e transformação criadas por um coro, banda, tecnologia, uma pequena multidão da Cia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona que há 55 anos tem como uma das bases de seu trabalho a cultivação de poder humano, das permanentes transformações do corpo. É catarse com roteiro: começo, meio e fim pras infinitas absorções de cada sessão.”
Camila Mota – Atriz

danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Danielle Rosa é uma das estrelas das montagens do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

“Os Cantos. Ouve-se dos camarins, das galerias, da pista, dos arcos. Ah!!!! É o canto da panspermina, canto de uma sereia? É o Canto do Pica-Pau. Entre Ps dos picos e Bs dos beijos. O canto que me canta, que te canta e encanta quem atravessa os arcos da rua Lina Bardi. Cacilda tem dessas coisas. Músicas prenhes de vida, envoltas por acordes macios e cortantes. Textos em forma de poesia que refletem na vida real. Mas qual o verdadeiro realismo do Teatro ou da Vida?”
Danielle Rosa – Atriz

roderick himeros1 Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

O ator Roderick Himeros integra o grupo de 60 atuadores do Oficina - Foto: Deivid Leme

“Estamos no líquido amniótico de Cacilda; ouça as múltiplas exclamações. Ah! Ah! Ah! Ah! Abre os ouvidos, interjeiciona junto à atriz matriz. A taquicardia ritma as intensidades das emoções na emissão da matriz – para atingir quem tem suas antenas porosas para o AquiAgora."
Roderick Himeros – Ator

leticia coura Oficina se despede de Cacilda no fim de semana; atores da obra contam por que você deve assistir

Letícia Coura também está no elenco da saga sobre Cacilda Becker - Foto: Jennifer Glass

“Estamos de novo tendo a coragem e a cara-de-pau de cantar/recriar Villa Lobos!!! Choro 3, o Pica-Pau, que inspira e excita todo o primeiro ato de Cacilda!!! e volta inteiro em Cacilda!!!!. Só pra ver o coro cantando isso já vale ir viver as duas peças, sábado e domingo. E é bom assim: imersão!!!!”
Letícia Coura – Atriz

Leia mais depoimentos sobre a peça!

Veja tudo o que foi publicado no R7 sobre a saga Cacilda no Oficina!

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foto9 Ex aluna, Lilia Cabral homenageia professores da Escola de Arte Dramática da USP, a EAD

Edwin Luisi, Iacov Hillel e Lilia Cabral: homenagem na EAD da USP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de  BOB SOUSA

A noite da última terça-feira (18) foi de festa na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, na Cidade Universitária, na capital paulista. A EAD recebeu os 20 novos estudantes de seu curso de teatro, o mais tradicional do País.

Para tanto, a direção resolveu promover uma cerimônia de homenagem a professores que fazem parte da história da instituição e convidou ex-alunos de sucesso para a celebração, time foi capitaneado pela atriz Lilia Cabral.

foto1 Ex aluna, Lilia Cabral homenageia professores da Escola de Arte Dramática da USP, a EAD

O ator Luiz Damasceno e a produtora da EAD Bertha Heller durante a cerimônia em São Paulo - Foto: Bob Sousa

O diretor da EAD-USP, José Fernando Azevedo, contou ao R7 que o objetivo era “celebrar a Escola” e que, para isso, “é preciso entender como ela se tornou esta referência em sua área”.

— É uma maneira de remeter aos que estão chegando nesta turma 66 a uma tradição.

O ator Edwin Luisi também participou da homenagem. E ficou empolgado ao ver a turma jovem reunida.

— Olha, eu tenho uma inveja danada destes meninos que estão ingressando na EAD agora. Se pudesse, começaria tudo de novo. Na Escola de Arte Dramática encontrei amigos para a vida inteira. É um período de grandes descobertas. Foi uma emoção enorme voltar aqui e ver como a escola está bonita e bem equipada.

Lilia Cabral também se emocionou com o reencontro, como contou ao R7.

— Fui aluna e convivi com estes professores que foram homenageados. Como não estava trabalhando na TV, fiz questão de participar, porque é uma celebração singela e carinhosa, marcada pelo afeto.

foto8 Ex aluna, Lilia Cabral homenageia professores da Escola de Arte Dramática da USP, a EAD

O ator Celso Frateschi, professor da EAD, discursa no teatro da escola - Foto: Bob Sousa

Além de Cabral e Luisi, o grupo de ex-alunos também contou com Bete Dorgam, Camilo Schaden, Cristiane Paoli Quito, Eliana Fonseca, Eliana Guttmann e Luis Mármora.

Foram homenageados os professores Antonio Luiz Januzelli, Claudio da Veiga Lucchesi, Iacov Hillel, Luiz Roberto Damasceno, Nanci Fernandes, Rachel Araújo de Baptista Fuser, Renata Pallottini e Yolanda Amadei.

foto12 Ex aluna, Lilia Cabral homenageia professores da Escola de Arte Dramática da USP, a EAD

O diretor da EAD José Fernando Azevedo (ao centro, de verde claro) propõe um brinde - Foto: Bob Sousa

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ruy filho fomento ao teatro Artista acusa comissão do Fomento ao Teatro de não ler projeto enviado; Prefeitura de São Paulo nega

Diretor Ruy Filho acusou, nesta semana, comissão julgadora do Programa de Fomento ao Teatro da Prefeitura de São Paulo de não ler projeto enviado por ele — e recusado — em 2012 - Fotos: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma polêmica em torno da Lei de Fomento ao Teatro de São Paulo movimenta a classe teatral. O detonador do estopim foi o diretor paulistano Ruy Filho, da Cia. Antro Exposto, que também edita a revista teatral Antro Positivo - leia entrevista exclusiva com ele ao fim desta reportagem.

Filho acusou a comissão julgadora da Lei de Fomento ao Teatro de São Paulo – que concede ajuda financeira para projetos na área teatral – de não ler o projeto enviado por ele. A declaração, feita no Facebook, é contestada pela Prefeitura de São Paulo, que reitera que todos os projetos enviados foram analisados. Diz Ruy Filho:

— Fiz uma pequena provocação. Mandei as vias todas lacradas [...]. O curioso é que quando fui retirá-los, nenhum havia sido aberto, pois não teriam como ver os projetos sem rasgar os envelopes. Tenho todos intactos aqui comigo. Ainda lacrados. Guardo-os como uma espécie de alerta sobre algumas pessoas que participaram daquela comissão.

Apesar de não mencionar em sua acusação, feita no último dia 15, o R7 apurou que o projeto ao qual Filho se refere foi inscrito no ano de 2012. O artista não explicou por que só agora trouxe a questão ao conhecimento público.

Acusações despertam polêmica

As declarações de Filho já geram repercussão na classe teatral. Carlos Canhameiro, diretor da Cia. Les Commediens Tropicales, resolveu entrar no assunto, também na mesma rede social, e questionou a acusação do colega, incluindo as fotos dos envelopes fechados postadas pelo editor da Antro Positivo.

— Qualquer investigação séria descartaria as fotos como prova da acusação feita. Fotos como as portadas por Ruy Filho podem ser forjadas facilmente.

Os membros da comissão julgadora da 20ª edição da Lei do Fomento, implicitamente acusados por Ruy Filho, são Berenice Raulino, que assumiu a função de presidenta da comissão na 20ª edição, Valmir Santos, Expedito Araújo, Silvia Fernandes, Beth Néspoli, Mirian Rinaldi, Tin Urbinatti.

Após as declarações de Canhameiro, Ruy Filho manteve sua fala de que os envelopes nunca foram lidos.

— Peguei fechado, vou fazer o quê? Eu só tenho dúvidas, e espero que Carlos encontre as respostas [...] Se tivermos respostas para tudo será realmente incrível. E falo isso de peito aberto.

"Cretinice"

Kil Abreu, crítico teatral e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo e que já participou de comissões julgadoras da Lei de Fomento ao Teatro, saiu em defesa dos acusados por Filho.

— Só a cretinice pode justificar que alguém fantasie que há má fé no trabalho de uma comissão que tem Berenice Raulino, Valmir Santos, Silvia Fernandes, Beth Néspoli, Mirian Rinaldi e Tim Urbinati - artistas, pesquisadores, críticos e mestres conhecidos de todos os que trabalham com o teatro em São Paulo. [...] Já havia decidido parar de dar gás a essa estupidez, mas quando a coisa começa a fazer escola a melhor ação, sempre, é tentar esclarecer.

Beth Néspoli, jornalista especializada em teatro que integrou a comissão acusada, pediu calma aos integrantes da classe artística e lembrou da importância da Lei de Fomento ao Teatro, criada em São Paulo há 12 anos e referência em todo o Brasil.

—O Programa de Fomento ao Teatro é importante, é uma conquista da cidade e do teatro. Quem sabe disso não será nunca leviano ou negligente no trato com os projetos. Tenho certeza disso. Eu conheço um professor que quando a turma está agitada diz em tom grave e manso: serenai, serenai. É o meu apelo.

Procurada pelo R7, a assessoria da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, responsável pelo Fomento ao Teatro, se manifestou por meio da seguinte nota.

— A Divisão de Fomentos da Secretaria Municipal de Cultura esclarece que o processo de seleção dos projetos inscritos nos editais do Programa Municipal de Fomento ao Teatro respeitou integralmente a Lei nº 13.279/2005, que institui esta modalidade de fomento no âmbito municipal. Uma comissão formada por sete membros com notório saber em teatro analisou todos os projetos inscritos.

Atualizado às 16H45:

"Não é uma denúncia", diz Ruy Filho ao R7

Em entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores na tarde desta quinta (20), Ruy Filho comentou a polêmica.

— Quando peguei os envelopes, sim, estavam fechados. Uma pessoa foi agora à secretaria e pesquisou que eles mantêm o registro da inscrição com o valor do projeto, o que significa dizer que sim, ao menos um foi aberto. O que me dá um certo alívio. Não tenho todos mais, venho usando os materiais que lá estavam para outras coisas. Não tenho como dizer se foram ou não avaliados, pois o Fomento não tem obrigação de dar esse retorno. Por isso, dizer algo sobre a comissão significaria dizer sobre nada.

Ruy Filho ainda explicou por que não procurou os órgãos competentes para fazer a denúncia.

— Não tem sentido, quando não se pode provar. E nem eu posso provar que me entregaram fechados, nem o edital pode provar que me entregou abertos. Então pra quê? Não me interessou procurar ninguém, assim como não me interessa agora qualquer satisfação. Todos os meus trabalhos foram feitos sem o Fomento e continuarei a realizá-los da mesma maneira, por um motivo simples. Esse projeto envolvia uma série de desdobramentos públicos para a cidade. A imensa maioria dos meus trabalhos não faz isso. Não vou enviar aos editais, algo que seja unicamente do meu interesse produzir. Particularmente, não acho isso ético. Por isso, só enviei este, duas vezes. E só depois de tê-lo experimentado e realizado uma vez, ouvido o público e enxergado na prática sua proposição.

Filho ainda afirmou que sua primeira fala no Facebook questionando a não abertura do projeto “não é uma denúncia”.

— O que eu escrevi não é uma denúncia, é um relato. Assim como outras pessoas escreveram contando que também tiveram envelopes fechados de volta, ou que souberam dos resultados antes da divulgação. Todos são relatos. Mas parece que só o meu incomodou. Curioso isso. Denúncia se faz aos órgãos competentes, relato se faz entre amigos e onde bem se quiser.

O diretor também falou sobre ter reclamado só agora do projeto rejeitado em 2012.

— Eu disse que achava ter sido a última inscrição, mas me equivoquei. Já expliquei [no Facebook] que, na última, conversei com os jurados que me explicaram a questão dos projetos mínimos exigidos pelo edital e o alto custo do meu, o que tornava incompatível. Foi com o primeiro, então. Sinceramente, não faz a menor diferença tudo isso pra mim.

Para concluir, o artista afirmou que não quer acabar com a Lei do Fomento de São Paulo.

— Não sou contra o Fomento. Em nenhuma hipótese. Mas o formato precisa ser revisto. Não há pluralidade nos resultados, e isso é triste que aconteça. Tenho muitas questões de ordem estrutural e prática sobre o Fomento. Sobre isso escrevi a matéria para a Antro Positivo, está na edição 3. E sim, a matéria foi enviada à Secretaria de Cultura, assim como enviei ao Juca Ferreira, quando este assumiu a cadeira, e está disponível para qualquer que a queira ler.

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natal angela ribeiro joaquim Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

A atriz Ângela Ribeiro, com seu filhinho, Joaquim: "No Natal, tudo é possível" - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O Natal chega e traz com ele a magia da confraternização em família que envolve a quase todos.

E no mundo do teatro não é diferente.

Artistas do palco aproveitam este momento para refletir sobre o que realmente importa nesta vida.

O Atores & Bastidores do R7 procurou atrizes tarimbadas e pediu que elas compartilhassem conosco seus votos natalinos.

Feliz Natal!

natal julia bobrow Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

Judia, Julia Bobrow acredita que no Natal todos ficam propensos a fazer o bem - Foto: Divulgação

"Eu sou judia, mas acredito que o Natal seja importante para todos. Não pelo cunho religioso ou mercadológico, mas sim pela consciência que essa data traz às pessoas. Nesta época todos ficam mais generosos e estão mais sensíveis a fazer o bem. E não importa a quem: crianças, idosos, animais, enfermos... enfim, não faltam seres que precisam de ajuda! Com certeza, todo mundo se identifica com alguma causa e esta é uma época inspiradora para se dedicar a elas. O meu desejo é que esse 'espírito natalino' se prolongue pelo ano todo. E que neste Natal celebremos a vida - das pessoas e dos animas!"
Julia Bobrow, atriz

natal carol puntel Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

A atriz Carol Puntel passa o Natal com sua família, em Portugal - Foto: Divulgação

"Passo o Natal e o Ano-Novo com minha família, em Portugal. O Natal é momento de reflexão e gratidão! De voltar às raízes e se reconhecer na vida!"
Carol Puntel, atriz

natal angela ribeiro joaquim 22 Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

Joaquim, vestido de Papai Noel, posa no colo da mamãe Angela Ribeiro - Foto: Divulgação

"O que trago em mim dos Natais da infância é a esperança de que tudo é possível. Que assim seja, que em 2014 nos transborde brilho nos olhos e uma imensa vontade de realizar sonhos"
Angela Ribeiro, atriz

natal marilice cosenza Estrelas do teatro revelam seus votos de Natal

Marilice Cosenza: "Natal é tempo de reflexão, agradecimento e fortalecimento" - Foto: Divulgação


"Natal é tempo de reflexão, de agradecimento e de fortalecimento na fé em Jesus Cristo, que com sua vida na Terra veio nos ensinar o verdadeiro sentido da palavra amor!"
Marilice Cosenza, atriz

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palhaco sergio gava esio magalhaes miguel safe Especial Dia do Palhaço: Conheça três palhaços talentosos que fazem a diferença no mundo do riso

Sergio Gava, Ésio Magalhães e Miguel Safe: três grandes palhaços da nova geração - Fotos: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A vida sem o riso não tem graça nenhuma. Por isso, uma das profissões mais nobres do mundo é a do palhaço. Pois nesta terça (10), Dia do Palhaço, o Atores & Bastidores do R7 resolveu correr atrás de três nomes do mundo do humor que fazem toda a diferença quando sobem ao palco, entram debaixo da lona ou caminham na rua em meio aos transeuntes. Veja, abaixo, quem são estes três palhaços cheios de talento que estão chamando a atenção na nova geração do humor brasileiro. E, claro, aprenda muito e divirta-se com eles.

palhaco esio magalhaes felipe zig Especial Dia do Palhaço: Conheça três palhaços talentosos que fazem a diferença no mundo do riso

Ésio Magalhães é o palhaço Zabobrim: "O palhaço faz uma revolução onde quer que vá" - Foto: Felipe Zig

Zabobrim Macambria Bira Bora Borges Júnior de Alencar é um dos palhaços mais queridos e admirados do Brasil. E premiado também. Ele é o palhaço do ator mineiro Ésio Magalhães, radicado em Campinas, São Paulo. O artista se encantou pelo circo enquanto ainda fazia o TU (Teatro Universitário) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), depois de fazer uma oficina com o grupo argentino La Pista 4. “Vi ali que meu caminho era o do palhaço, que me dava uma liberdade gigante para jogar. Porque a vida é um jogo o tempo todo, um grande improviso”, filosofa. Também formado pela EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo), ele fundou ao lado de Tiche Vianna o Barracão Teatro, além de ter integrado por muito tempo o grupo Doutores da Alegria, onde seu Zabobrim nasceu. “O palhaço faz uma revolução onde quer que vá. Seja no hospital, na rua, no teatro. Ele entra em um local hostil e conflitante e revoluciona as relações. A alegria passa a ser potência de vida”.

palhaco miguel safe Especial Dia do Palhaço: Conheça três palhaços talentosos que fazem a diferença no mundo do riso

O ator Miguel Safe dá vida ao palhaço Bambulino: "Como palhaço, você jamais está pronto" - Foto: Divulgação

O mineiro Miguel Safe, morador de Belo Horizonte, há dez anos é também o palhaço Bambulino. Formado em relações públicas e no TU (Teatro Universitário) pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), ele se encontrou mesmo foi no mundo do riso. Fez oficinas como importantes palhaços, como o espanhol Tortel Poltrona, e o também mineiro Ésio Magalhães, de quem é fã confesso. “Vi a potência de comunicação que existe no palhaço, a possibilidade de estabelecer cumplicidade com o público”, diz. Para Safe, o palhaço permite que se aborde não só o riso, mas também temas que são tabus na sociedade. “A partir do riso é possível gerar reflexão”, defende. “Escolhi esta profissão porque nela você jamais está pronto”, afirma. E conta que Bambulino vem da mistura de bambu, uma árvore que tem flexibilidade para se envergar e voltar ao estado original, e Patolino, um apelido antigo do qual não gostava. “Faz parte de ser palhaço assumir ser ridículo e se divertir com isso”.

palhac sergio gava Especial Dia do Palhaço: Conheça três palhaços talentosos que fazem a diferença no mundo do riso

Sergio Gava, o palhaço Catito: "O palhaço tem o estado da criança, seu espírito, sua pureza" - Foto: Divulgação

O paulistano Sergio Gava há cinco anos assumiu também uma outra personalidade: a do palhaço Catito. Ele frequentou oficinas de nomes destacados do mundo do riso, como Bete Dorgam e Cida Almeida, além de ser formado em humor pela SP Escola de Teatro. “A graça de ser palhaço é deixar a pessoa com o olho brilhando de curiosidade, de querer entrar no seu mundo, na sua magia”, define. “O palhaço tem o estado da criança, seu espírito, sua pureza. E isso contagia a qualquer pessoa”. Diz amar sua profissão, na qual o jogo nunca tem fim. “A gente sempre parte para o jogo, que é a relação do ser humano com o outro. O palhaço é único. Ao invés do ator, ele não representa, ele é”, diz. Sobre o nome de seu palhaço, explica: “Catito vem de uma coisa carinhosa, é uma palavra que transmite uma ideia de troca de carinho”. E para quem anda carrancudo diante da vida, Gava lembra, sabiamente: “Cada um de nós tem um palhaço dentro da gente, basta ouvi-lo”.

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danielle rosa 1 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Criada em Vitória da Conquista, na Bahia, Danielle Rosa é o furacão do Teat(r)o Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Quem vê Danielle Rosa no palco do Teat(r)o Oficina, em São Paulo, fica boquiaberto. A atriz exala confiança em cada cena. Seduz. Um verdadeiro furacão.

Quando a gente se encontra com Danielle fora do contexto cênico percebe que ela é calma, tranquila. Parece um pouco tímida, mas se entrega. É verdadeira.

Nasceu em Campinas, São Paulo, por um mero acaso. Considera-se baiana de Vitória da Conquista, terra de Glauber Rocha, onde morou de um aos 18 anos, quando abandonou a terra natal para estudar artes cênicas na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Caçula dos cinco filhos da dona de casa Dinalva Rosa Oliveira e de João de Oliveira, que já morreu, infelizmente, ela diz ser filha "de família meio nômade".

— Decidi ser atriz com 11 anos. Lembro-me que um dia acordei e falei: vou ser atriz. Foi como se tivesse ouvido um chamado.

danielle rosa 3 foto eduardo enomoto 2013 Danielle Rosa, o furacão sereno do Teatro Oficina

Danielle Rosa é formada em artes cênicas pela UFBA e faz teatro desde os 15 anos - Foto: Eduardo Enomoto

Só começou nos palcos aos 15, primeiro com o grupo teatral do Instituto de Educação Euclides Dantas, onde estudou. Depois, com o grupo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).

— Mudei-me para Salvador em 2013. Fui morar na Casa do Estudante da UFBA. Logo, montei com amigos o grupo Finos Trapos.

Mas a Bahia logo ficou pequena para o sonho simples e tão difícil de Danielle: sobreviver de sua profissão de atriz. Foi quando viu Os Sertões, encenação de José Celso Martinez Corrêa para o romance de Euclydes da Cunha com o Oficina em 2007. Conheceu ali o teatro que queria fazer. Decidiu que era hora de mudar-se mais uma vez.

— Vim para São Paulo com a cara e a coragem. Pensei comigo: não posso ficar esperando, preciso correr atrás do que acredito.

Sofreu muito na metrópole, mas decidiu "aguentar até o limite". Quando sente falta do acolhimento baiano, volta à terra natal para fazer "um respiro".

Entrou para o Oficina em 2011. No ano seguinte, embarcou com o grupo para a Europa, onde se apresentou na Bélgica e em Portugal com o espetáculo Bacantes. Depois, integrou Acordes, e, agora, Cacilda!!! Glória no TBC - Capítulo 1, no qual chamou a atenção do R7 e de todo o público como aquela sereia do inconsciente de todos nós.

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Sensual e de forte presença, Danielle Rosa foi um dos destaques de Cacilda!!! do Oficina - Foto: Eduardo Enomoto

Agora, viaja com o quarto e último espetáculo da saga sobre Cacilda Becker, Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema e Teatro, que tem estreia marcada no palco do Oficina para o próximo dia 14 de dezembro.  Em meio a tantas peças, Danielle sonha ainda em fazer cinema, em conquistar estabilidade profissional cada dia mais.

Diz que gosta do jeito de fazer teatro de Zé Celso e sua turma. Conta que em "cada dia de ensaio é preciso estar plena", que vive "uma descoberta diária". Questionada de onde vem a força que demonstra em cena, pensa e responde.

— O aqui e agora é único. Isso dá muita vida a tudo o que acontece. Cada dia em que saio do fosso para fazer a cena é especial.

Sobre o destaque que teve em Cacilda!!!, explica de forma serena.

— Acho que aconteceu em parte porque sou a primeira a aparecer nua [risos]. Eu lido de forma natural com a nudez. Não penso nisso e busco a segurança no olhar das pessoas. Acredito muito em meu trabalho e neste teatro que faço. E também sou segura com meu corpo. Acho, que de alguma forma, o público sente isso também. No Oficina, sempre estou à vontade.

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De alma baiana, a atriz Danielle Rosa é um furacão cheio de serenidade - Foto: Eduardo Enomoto

 

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bob sousa livro Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

O fotógrafo Bob Sousa mostra o livro Retratos do Teatro: 169 fotografados - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Tiago Cheregati

“Olha como fiquei bonito. Estou parecendo um galã dos filmes da Metro. Estou um Clark Gable”, disse um sorridente diretor Antunes Filho no saguão do Teatro Anchieta do Sesc Consolação, na noite da última quarta (27).

danilo abre 2 Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

O gerente regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, apresentou o livro ao público, ao lado da programadora de teatro do Sesc Consolação e jornalista Adriana Macedo - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

Ele conferia sua foto, que abre o livro Retratos do Teatro [Editora Unesp], do fotógrafo Bob Sousa, com 169 personalidades do teatro paulistano retratadas. A obra está disponível gratuitamente na internet.

O livro foi lançado com casa lotada. O fotógrafo passou mais de duas horas autografando cerca de 300 exemplares distribuídos gratuitamente aos convidados. Antunes lembrou a importância da iniciativa:

— É do cacete esse livro! O Bob Sousa dá uma força para o teatro. Dá um estímulo estético para a gente. Isso é bom e eu gosto. Para ele, estou sempre às ordens.

Veja galeria de fotos do lançamento de Retratos do Teatro, de Bob Sousa

A cerimônia de lançamento foi aberta pelo gerente regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda. Ele falou que o livro de Bob “ajuda a valorizar o teatro”.

— Temos grandes personalidades do teatro neste livro. É uma honra para o Sesc receber Bob Sousa e seus convidados no Teatro Anchieta, este palco que tem um significado tão importante para o teatro.

danilo santos antunes filho Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

Amigos: Antunes Filho abraça Danilo Santos de Miranda no lançamento - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

Professor e pesquisador de teatro da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Alexandre Mate, falou que Bob Sousa documenta em seu livro uma história importante de nosso teatro.

bob sousa familia Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

Bob Sousa posa com sua mulher, Daniela, e os filhos, Isabela, Letícia e Pedro, no evento - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

— Este livro é uma oportunidade para muitos artistas terem assento na história. O modo de ser de Bob Sousa me lembra uma canção de Beto Guedes que diz “um mais um é sempre mais que dois”. O Bob traz isso: ele se doa às pessoas.

Marta Colabone, gerente de estudos e desenvolvimento do Sesc São Paulo, fez um dos mais belos discursos da noite e afirmou que “Bob Sousa, ao retratar pessoas, retratou vidas”.

Veja galeria de fotos do lançamento de Retratos do Teatro, de Bob Sousa

O ator Lee Taylor lembrou que, “numa era de banalização da imagem, o livro de Bob Sousa revela imagens cheias de sensibilidade”.

O também ator Caco Ciocler, lembrou da “simpatia” que faz com que os artistas se sintam à vontade diante da lente de Bob a quem definiu como “um amigo muito fácil de se ter”.

O público viu um vídeo com os retratos do livro exibidos em um telão, dirigido por Laerte Késsimos, com texto de Camilo Vannuchi e voz de Danilo Grangheia.

Emocionado, Bob Sousa discursou à plateia lotada. Lembrou que sua trajetória foi de muita persistência e brincou que, no começo, sempre lhe perguntavam: “Bob de onde?”.

—Fazer este livro foi viver duas vidas. Sempre me perguntavam: ‘Bob de onde?’. Foi a frase que mais ouvi. Eu sou o Bob do teatro. O teatro me deu tudo!

Clique aqui para baixar o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Veja galeria de fotos do lançamento de Retratos do Teatro, de Bob Sousa

bob sousa autografa Fotógrafo Bob Sousa lança livro Retratos do Teatro e declara: “Sou o Bob do teatro, que me deu tudo”

Personalidades do teatro paulistano lotaram o saguão do para pegar o autógrafo de Bob Sousa no livro Retratos do Teatro (Editora Unesp), que está disponível na internet gratuitamente - Foto: Tiago Cheregati; veja galeria

 

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