Posts com a tag "reportagem"

aprimeiravista Drica Moraes passa mal e cancela peça em BH

Bronquite: Drica Moraes (à esq.) e Mariana Lima, na obra que precisou ser cancelada em BH - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A atriz Drica Moraes precisou cancelar a sessão deste sábado (10) da peça A Primeira Vista, na qual atua com Mariana Lima.

A montagem seria realizada em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde houve apresentação normal nesta sexta (9).

Segundo os organizadores do projeto Teatro em Movimento, responsável pela apresentação, o motivo foi uma crise de bronquite de Drica.

Recentemente, a atriz venceu uma luta contra a leucemia.

O espetáculo, que tem destacada atuação tanto de Drica quanto de sua companheira de palco, celebra a volta da atriz ao trabalho e vem rodando o País, sempre com casa cheia.

Em São Paulo, fez temporada de sucesso no Sesc Pompeia no primeiro semestre deste ano, além de ter reinaugurado o Teatro Municipal Alfredo Mesquita. Dirigida por Enrique Dias, A Primeira Vista é um texto do canadense Daniel Maclvor com a história de uma forte relação amorosa entre duas mulheres que sonham em montar uma banda.

Leia a nota na íntegra sobre o cancelamento do espetáculo em Minas, que explica ainda como será a devolução do dinheiro do ingresso para quem já havia comprado:

“O projeto Teatro em Movimento informa o cancelamento da sessão deste sábado, 10 de agosto, às 21h, do espetáculo A Primeira Vista, no Teatro Bradesco, em Belo Horizonte.

A medida ocorre por motivo de crise de bronquite da atriz Drica Moraes.

As pessoas que compraram ingressos com cartão de crédito devem se dirigir à bilheteria do Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2244, Lourdes, Belo Horizonte, MG) para preenchimento de formulário de solicitação do cancelamento da compra.

O prazo estimado para a devolução dessa  modalidade é de 18 dias. As compras realizadas em dinheiro serão devolvidas também  na bilheteria do teatro.

O prazo para a solicitação do ressarcimento é deste sábado, 10 de agosto, a domingo, 17 de agosto.

Horário de funcionamento da bilheteria do Teatro Bradesco:
Segunda-feira a sábado, de 12h às 20h
Domingos e feriados de 12h às 19h
Informações: 0/xx/31 3516.1360”

Veja dicas da Agenda Cultural da Record News com Miguel Arcanjo Prado no vídeo:

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deus diabo foto stephanylopez Diretor passa o chapéu na internet e dispara: “Empresário pensa que ajudar teatro é caridade”

O diretor e ator Douglas Apelfeller Leite, na peça Deus e o Diabo no Caminho do Sol - Foto: Stephany Lopez

Por Miguel Arcanjo Prado

A internet é o presente da comunicação. O grupo de teatro Engenho Burlesko, de Governador Valadares (MG), sabe disso. Tanto que resolver passar o chapéu na rede para tentar financiar a turnê da peça Deus e o Diabo no Caminho do Sol. O sonho deles é fazer apresentações em Duque de Caxias (RJ), Santo André (SP) e Curitiba (PR).

Mas, para isso, precisam arrecadar R$ 6.000. O local da campanha pela grana é o Facebook. Ao R7, o grupo conta que nenhum político da cidade resolveu ajuda-los ainda. O diretor, Douglas Apelfeller Leite, afirma que “trabalhar com teatro é uma luta de foice diária”. E lamenta uma constatação à qual chegou.

— Muitos empresários acreditam que investir em cultura é fazer uma caridade aos artistas e não realizar um investimento na formação da sociedade e uma possibilidade de marketing cultural.

O grupo já bateu em várias portas. Ninguém abriu.

— Como nenhum empresário nem o poder público quis nos ajudar, a solução foi buscar incentivo e apoio das pessoas físicas mesmo. Por isso, iniciamos a campanha na internet.

A trupe afirma que fazer teatro no interior mineiro “não é diferente das demais realidades”. Diz que as companhias incipientes precisam conciliar outras atividades laborais com o teatro que fazem, como forma de sobrevivência, o que “acaba dividindo o processo criativo”. O diretor demonstra ter esperança.

— Pretendemos que essa rodada de chapéu online ajude-nos a mostrar nosso trabalho e a força do teatro do interior mineiro. Queremos representar nossa cultura. A nossa peça é baseada no norte de Minas e na região do Vale do Jequitinhonha. Ainda não obtivemos um retorno desejado. Há muitos curiosos e poucos colaboradores, mas estamos confiantes.

O grupo Engenho Burlesko foi criado em 2011. Atualmente, além de Douglas, a companhia é composta por Breno Lopes e Silva, Douglas Leite, Dudu Pires, Graziela Souto, Nicolle Sá, Rodrigo Limeres e Túlio Bernardes.

Para colaborar, clique aqui!

Veja a página do grupo!

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magiluth renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Lucas Torres, em cena de Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Renata Pires

O assunto no Festival de Inverno de Garanhuns de 2013 é um só: a peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, de Recife.

A montagem, que já causou frisson no Festival de Teatro de Curitiba deste ano (leia a crítica do R7) e é aguardada com ansiedade em São Paulo, foi apresentada na cidade do interior pernambucano com teatro lotado.

A obra de Nelson Rodrigues encontrou na irreverência dos garotos de Recife seu par perfeito, gerando uma encenação de impacto e ousadia. Os meninos do Magiluth debocham de tudo e são sensação por onde passam.

Em Garanhuns, mais uma vez, foram aplaudidos de pé.

A fotógrafa Renata Pires registrou a encenação na cidade. Veja, abaixo, as belíssimas imagens:

magiluth festival de inverno garanhuns 2013 foto renata pires Grupo Magiluth impressiona Festival de Inverno de Garanhuns (PE) com peça Viúva, porém Honesta

Grupo Magiluth, de Recife, é o grande destaque do Festival de Inverno de Garanhuns (PE), com a ótima montagem da peça Viúva, porém Honesta, do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues - Foto: Renata Pires/Secult/Fundarpe

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anoitetodogatoepardo Anselmo Venansi Divulgação Namorado de Xuxa, Junno estreia peça em SP

Junno Andrade encabeça o elenco de comédia sobre oportunismo - Foto: Anselmo Vanansi/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Junno Andrade, mais conhecido do grande público como o namorado que está fazendo Xuxa Meneghel feliz, vai antecipar as comemorações de seus 50 anos de vida no palco.

Ele faz aniversário em 11 de setembro próximo, mas a festa será um mês antes, em São Paulo.

O moço encabeça o elenco da peça À Noite Todo Gato É Pardo, escrita por Carlos Antônio Soares e dirigida por Ricardo Rizzo.

A estreia está marcada para 7 de agosto, no Teatro Shopping Frei Caneca, onde cumprirá temporada às quartas e quintas, às 21h, até 29 de agosto.

Xuxa já reservou a data em sua movimentada agenda.

No elenco da comédia, ainda estão Delisiée Marinho, Alessandra Venansi, Cacá Toledo, Guilherme Chellucci e Viviane Salles.

A peça fala, com muito bom humor, de oportunismo e relacionamentos de fachada.

À Noite Todo Gato É Pardo
Quando: Quarta e quinta, 21h. 85 min. Estreia em 7/8/2013. Até 29/8/2013
Onde: Teatro Shopping Frei Caneca (rua Frei Caneca, 569, 7º andar, tel. 0/xx/11 3472-2229)
Quanto: R$ 70
Classificação etária: 14 anos

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luis gustavo luvizotto bob sousa 91 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

Ele não para: Luís Gustavo Luvizotto é um dos novos rostos dos palcos de SP - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

Luís Gustavo Luvizotto é o menino do interior que veio conquistar a cidade grande. O Muso do Teatro R7 tem 22 anos, é de Franca, filho caçula da funcionária pública Rosana Oliveira e do marceneiro Walter Luvizotto. É irmão da Fernanda.

luis gustavo luvizotto bob sousa 6 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

O ator e cantor Luís Gustavo Luvizotto é de Franca, mas veio conquistar a capital, São Paulo - Foto: Bob Sousa

A música foi a primeira parte da arte que o tocou. Foi bem cedo. Aos cinco anos, quando começou a fazer aula de violão.

O instrumento havia sido presente do padrinho, três anos antes. Teve de crescer um pouco para poder usá-lo.

Daí, não parou mais. Começou a cantarolar sem parar.

Com oito anos, ficou em segundo lugar no concurso A Mais Bela Voz Infantil de Franca. Dois anos depois, a glória: foi o primeiro colocado. Aprendeu a razão da persistência.

Mas a voz mudou na adolescência e ele ficou meio perdido. O teatro surgiu para ele se encontrar. Foi fazer aulas no Sesi, tinha apenas 12 anos.

Gostou do palco. Ficou até os 17 anos, quando prestou vestibular para artes cênicas na Universidade de São Paulo. Passou de cara. Num susto, tudo mudou.

Foi morar “na casa da mãe de uma amiga”. Coisa de quem chega à metrópole cinza. Porque era apegado à mãe, sofreu muito. “Ficar sem ela foi um choque”.

Com o tempo, o telefone resolveu parte do problema. E também tudo isso o fez perceber outro lado: “Veio a sensação de liberdade. De poder ver as coisas o meu jeito”.

luis gustavo luvizotto bob sousa 8 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

Luís Gustavo Luvizotto começou cedo no mundo da música; o teatro veio na adolescência - Foto: Bob Sousa

Mesmo cursando a graduação em artes cênicas, quis fazer também a Escola de Arte Dramática, a tradicional EAD, de nível técnico, na USP também. Desdobrou-se nos dois cursos.

Não satisfeito, prestou também a Escola de Música Tom Jobim, em canto popular. Passou. E, ninguém explica como, tem dado conta de tudo.

— Tranquei as cênicas e fui fazer a Tom Jobim. Agora, terminei a EAD e devo voltar às cênicas. Eu quero ser ator e cantor. Quero ter a possibilidade de fazer os dois trabalhos.

luis gustavo luvizotto bob sousa 5 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

Luís Gustavo Luvizotto tem 22 anos e mora em São Paulo desde os 17 - Foto: Bob Sousa

No momento, está em seu quarto espetáculo paulistano, Cuidado: Garoto Apaixonado, com direção de Flávia Garrafa. Está em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153; sábado, 19h, e domingo, 17h), em São Paulo.

Vai conhecendo aos poucos a turma do teatro, se misturando, fazendo amizades e contatos profissionais.

Participou também de Zucco, sua peça de formatura dirigida por José Fernando Azevedo, da montagem Sala de Espera, do diretor Thiago Franco Balieiro, e Máquina de Dar Certo, a ótima peça da Cia. Bruta de Arte dirigida por Roberto Audio.

luis gustavo luvizotto bob sousa 11 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

Luís Gustavo Luvizotto acaba de se formar ator na tradicional EAD da USP - Foto: Bob Sousa

No meio disso tudo, pensa em gravar um disco. Ainda não sabe de qual estilo será. Diz que gosta de muitos, afundado no mar de possibilidades.

— Não me sinto perdido. Estou na atividade o tempo todo e, graças a Deus, fazendo o que gosto. Acho que me falta tempo para focar em algumas coisas.

luis gustavo luvizotto bob sousa 4 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

Luís Gustavo Luvizotto: um jovem ator cheio de sonhos e possibilidades em São Paulo - Foto: Bob Sousa

A família, em Franca, torce sempre, mas a cobrança também existe.

— Meus pais sempre me apoiaram, mas tem essa coisa de fazer algo que dê dinheiro primeiro e depois faz teatro. Minha mãe quer que eu faça direito. Mas, acho que não vou conseguir.

luis gustavo luvizotto bob sousa 3 Luís Gustavo Luvizotto, o ator menino que navega no mar de possibilidades desta vida

Formado pela USP, o ator Luís Gustavo Luvizotto também quer seguir carreira de cantor - Foto: Bob Sousa

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Veja ainda: Juliana Belmonte, a "senhorita musa" com coragem para ser atriz

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filosofia Após Hollywood, Satyros conquistam Nova York

Para gringo ver: Raissa Peniche e Davi Tostes na peça Philosophy in the Boudoir nos EUA - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Após causar rebuliço em Los Angeles nas últimas semanas com a peça Filosofia na Alcova, rebatizada na terra do Tio Sam de Philosophy in the Boudoir, a turma do grupo Os Satyros já agendou uma conquista bem maior: Nova York, simplesmente.

Afinal, a principal metrópole norte-americana é também o grande templo teatral dos Estados Unidos. Além das superproduções da Broadway, é na off-Broadway que acontecem espetáculos inovadores e instigantes, já que a Big Apple é a menos careta das cidades norte-americanas.

inferno Após Hollywood, Satyros conquistam Nova York

No cartaz até dia 27 de julho: amor gay na França - Foto: André Stéfano

A novidade foi anunciada por Ivam Cabral, fundador dos Satyros ao lado de Rodolfo García Vázquez, nesta terça-feira (23).

Ivam revelou que o convite para as apresentações nova-iorquinas surgiram após o frenesi que a peça causou no último Hollywood Fringe Festival.

Disse que aceitaram o convite de bom grado, "porque quem fica parado é poste, esse mundo é uma festa e a gente quer mesmo é se divertir".

Notícias da Roosevelt

Em São Paulo, outra parte da trupe ensaia a nova peça. Édipo na Praça, que estreia no segundo semestre, ocupando a praça Roosevelt. Vai refletir os nervosos protestos do mês passado, que tiveram o local como ambiente da repressão policial aos manifestantes.

Além disso, a peça Inferno na Paisagem Belga segue no cartaz do Espaço dos Satyros 1 até 27 de julho. E novas oficinas livres de interpretação vão começar em breve e já estão com inscrições abertas.

Fora mais um monte de coisas que eles estão arquitetando e a gente ainda não descobriu.

Porque essa gente tem fogo.

edipo na praca Após Hollywood, Satyros conquistam Nova York

Ensaios de Édipo na Praça já movimentam a praça Roosevelt, no centro paulistano - Divulgação


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divulgacao entreruinas Teatro do Abandono estreia primeira peça em SP

Grupo de jovens artistas se junta em São Paulo para discutir o abandono - Foto: Ana Cariane

Por Miguel Arcanjo Prado

Durante oito meses, um grupo de artistas jovens de São Paulo se reuniu para discutir o abandono. No processo, tiveram papel crucial os livros Diálogo com os Mortos, do filósofo romano Luciano Di Samósata, e Bem-vindo ao Deserto do Real, do filósofo esloveno Slavoj Zizek.

Das inquietações, nasceu a vontade de formar o Teatro do Abandono.

De cara, foram contemplados pelo programa ProAC Primeiras obras e estreiam nos palcos de São Paulo nesta sexta (26), na Casa do Povo.

O lugar tem tudo a ver com o discurso da trupe. Um dos principais centros culturais paulistanos nos anos 1960 e 1970, o prédio se viu abandonado a partir da década de 1980 e, agora, tenta recuperar seus dias de glória apostando em uma programação incipiente e vibrante.

Juca Rodrigues assumiu a tarefa de juntar todos os anseios do coletivo no texto teatral Entre Ruínas Quase Nada. Filipe Brancalião pegou as rédeas da direção.

A peça ainda tem direção musical de Cristiano Gouveia, com música executada por Thaís Oliveira. Clau Carmo assina cenário e figurinos; Adriana Marques, a iluminação.

Os integrantes do Teatro do Abandono se conheceram nos corredores da SP Escola de Teatro, onde estudam diversas áreas teatrais. Dizem que querem “lançar um olhar para os diversos lugares abandonados pelo nosso olhar”.

Tais olhares ganham o corpo do elenco formado por Carol Carolina, Juliana Ostini, Maria Eugenia Pacheco, Paola Dourge e Tadeu Ibarra.

O grupo afirma que a peça reúne “histórias de ruínas não muito distantes de nós”. E que a obra “é um convite para acompanhar os escombros de um lugar abandonado, em que uma comuna de seres desistidos revela suas travessias, tragédias e desistência”.

Pelo jeito, a natureza vai colaborar para o clima de frieza crua da metrópole que pede a montagem. A previsão é de ar gélido nos próximos dias.

Entre Ruínas Quase Nada
Quando:
Sexta e sábado, 20h; domingo, 19h. Estreia em 26/7/2013. 60 min. Até 8/9/2013
Onde: Casa do Povo (r. TrÊs Rios, 252, Bom Retiro, São Paulo, tel. 0/xx/11 9-7954-4345)
Quanto: pague quanto puder (como são apenas 20 lugares por sessão, os ingressos devem ser reservados por e-mail: doabandono@gmail.com)
Classificação etária: Livre

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juliana belmonte foto bob sousa 1 Juliana Belmonte, a senhorita musa do teatro com coragem de sobra para ser uma grande atriz

Musa do Teatro R7: Juliana Belmonte é atriz e acaba de se formar na EAD da USP - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

Juliana Belmonte é linda, articulada, expressiva. Tem carisma. É atriz. É musa. Formou-se há pouco, na turma 61 da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, o mais tradicional reduto teatral do País.

Gosta de ouvir Cindy Lauper e Fatboy Slim. Gosta de ver filme na televisão. De ficar conversando com a mãe. Costuma ler antes de dormir e no metrô. Adorou Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. Não liga muito para a vaidade. Ficou impressionada com o filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho. Gosta de Fernanda Torres e Andréa Beltrão. E também de Georgette Fadel, Luiz Damasceno e Danilo Grangeia.

Não consegue ser precisa para definir por que faz teatro. “É igual quando você se apaixona por alguém. Você não sabe por que se apaixonou. Você se apaixona e pronto”.

juliana belmonte foto bob sousa 5 Juliana Belmonte, a senhorita musa do teatro com coragem de sobra para ser uma grande atriz

Juliana Belmonte, sobre o teatro: "É como se apaixonar por alguém" - Foto: Bob Sousa

É paulistana, de Santana, na zona norte. Acaba de fazer 30 anos. Idade bonita para uma mulher. O pai, Wagner, era seu apoiador, seu maior fã. Ele se foi cedo. Ela morre de saudade. A mãe ficou de porto-seguro. Maria Teresa Belmonte. É astróloga. Vê futuro bonito para a filha única.

Quando pequena, a mãe falou que ela deveria fazer balé. Preferiu o karatê. Tinha “energia de enfrentamento”. Das artes marciais caiu no teatro por uma dessas coincidências do destino. Foi em uma oficina na Fatec e “tudo começou a fazer sentido”.

De lá, pulou para a escola do ator Ewerton de Castro. Era começo do século 21. Ela era menina, curiosa. Com o pai doente, precisou de bolsa para concluir o curso. Deu certo. Formou-se, entrou para o Teatro de Alvenaria, dirigido por Luciana Baroni. A primeira peça foi Ensaio sobre a Liberdade, apresentada no andar térreo do edifício Copan, pérola de Oscar Niemeyer no centro paulistano. “Ensaiávamos no Minhocão, mas um dia os traficantes nos expulsaram de lá”, lembra.

juliana belmonte foto bob sousa 4 Juliana Belmonte, a senhorita musa do teatro com coragem de sobra para ser uma grande atriz

A atriz Juliana Belmonte estreou no edifício Copan; os ensaios eram no Minhocão - Foto: Bob Sousa

O grupo acabou e ela sentiu “necessidade de crescer intelectualmente”. Do amigo Eduardo Estrela vaio a dica: fazer a EAD. Prestou o vestibular e, em 2009, foi aprovada. “Foi o maior presente da minha vida”.

Lá, abriu a cabeça, teve grandes encontros artísticos, aprendeu muito. De menina virou mulher. “A EAD tem muitas formas de se pensar o teatro. Há o encontro com o outro. Ela aponta caminhos”, diz.

Foi uma das musas de sua peça de formatura, Zucco, dirigida por José Fernando Azevedo. Conta que precisou vencer barreiras para ficar nua em cena. “Quando comecei na EAD, tinha muito medo de me expor. Com o tempo, o trabalho e, sobretudo, a confiança no respeito daquele grupo, eu consegui superar este limite”.

juliana belmonte foto bob sousa 3 Juliana Belmonte, a senhorita musa do teatro com coragem de sobra para ser uma grande atriz

Juliana Belmonte acaba de completar 30 anos, idade bonita para uma mulher - Foto: Bob Sousa

Agora, que fez 30, reflete sobre a vida. “Os amigos estão casando, ganhando grana. E eu estou começando uma carreira de atriz”, diz, pensativa. Mas logo se recupera: “Estou no lugar onde deveria estar. E, mais do que tudo: fazendo o que gosto”. Conta que tem “mais maturidade para olhar as coisas”. Que começa a se entender.

juliana belmonte foto bob sousa 2 Juliana Belmonte, a senhorita musa do teatro com coragem de sobra para ser uma grande atriz

Juliana Belmonte: com o diploma de atriz nas mãos, ela só quer abraçar seu ofício - Foto: Bob Sousa

Com o diploma de atriz na mão, ela quer abraçar seu ofício, seja nos palcos, na televisão ou no cinema. Quer continuar com o grupo que formou na EAD. Por enquanto, descola uma grana em um restaurante no Paraíso. “Meu gerente, o Raniel, é um anjo. É extremamente generoso e me deixa conciliar o teatro e o trabalho lá”.

Ele não é bobo não. Não é sempre que se tem uma musa por perto. E, sobre ter virado Musa do Teatro R7, agradece a todos que estão com ela no barco e brinca: “Agora, meus amigos me chamam de senhorita musa [risos]”.  

juliana belmonte foto bob sousa 20139 Juliana Belmonte, a senhorita musa do teatro com coragem de sobra para ser uma grande atriz

A beleza de Juliana Belmonte: "Agora, meus amigos me chamam de 'senhorita musa'" - Foto: Bob Sousa

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cais fotos ligia jardim Veja os indicados ao Prêmio Shell de Teatro no primeiro semestre de 2013 em SP e no Rio

Peça Cais foi indicada a seis categorias do Prêmio Shell de Teatro - Foto: Ligia Jardim

Por Miguel Arcanjo Prado

O 26º Prêmio Shell de Teatro divulgou, nesta terça-feira (16), os indicados do primeiro semestre em São Paulo. Os do segundo semestre serão divulgados em dezembro. Todos concorrem ao troféu, que será entregue no começo de 2014.

A Categoria Especial mudou de nome. Agora, passa a se chamar Inovação. Nela, concorrem todos os espetáculos, textos, grupos ou profissionais de teatro que tenham apresentado trabalhos com propostas significativamente novas e criativas quanto à forma ou conteúdo.

A peça mais indicada do primeiro semestre é Cais ou da Indiferença das Embarcações, concorrendo a seis categorias.

Veja, abaixo, os indicados em São Paulo:

Autor
Cia Luna Lunera por Prazer
Kiko Marques por Cais ou da Indiferença das Embarcações

Direção
Kiko Marques por Cais ou da Indiferença das Embarcações
Leonardo Moreira por Ficção 
Nelson Baskerville por As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo

Ator
Mauricio de Barros por Cais ou da Indiferença das Embarcações
Thiago Amaral por Ficção

Atriz
Fernanda Azevedo por Morro Como um País – Cenas sobre a Violência de Estado
Luciana Paes por Ficção
Rosana Stavis por Árvores Abatidas ou para Luis Melo

Cenário
Chris Aizner por Cais ou da Indiferença das Embarcações
Ed Andrade por Prazer

Figurino
Chris Aizner por Cais ou da Indiferença das Embarcações
Fabio Namatame por Vingança – o Musical

Iluminação
Aline Santini e Nelson Baskerville por As Estrelas Cadentes do Meu Céu são Feitas de Bombas do Inimigo
Fran Barros por Universos

Música
Guilherme Terra por Vingança – o Musical
Umanto por Cais ou da Indiferença das Embarcações

Categoria Inovação
Os Fofos Encenam pela realização do projeto Baú da Arethuzza
Conselho gestor do CIT-Ecum pela realização plural de seu projeto artístico-pedagógico

Veja também os indicados no Rio:

Autor
Julia Spadaccini por Aos Domingos

Direção
Isabel Cavalcanti por Moi Lui
Rodrigo Portella por Uma História Oficial

Ator
Ricardo Blat por A Arte da Comédia
Thelmo Fernandes por A Arte da Comédia

Atriz
Camilla Amado por O Lugar Escuro
Suely Franco por As Mulheres de Grey Gardens- o Musical

Cenário
André Sanches por Vestido de Noiva
Rogério Falcão por Como Vencer na Vida sem Fazer Força

Figurino
Antônio Guedes por O Médico e o Monstro
Marcelo Pies por Como Vencer na Vida sem Fazer Força

Iluminação
Renato Machado por Vestido de Noiva
Tomás Ribas por Moi Lui

Música
Gabriel Moura por Cabaré Dulcina
Rodrigo Penna por Edukators

Categoria Inovação
Marcus Vinícius Faustini pelo conceito e proposta do Festival Home Theatre

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myriam muniz Cassio Scapin celebra Myriam Muniz com peça

A atriz Myriam Muniz foi um dos principais nomes do teatro brasileiro de todos os tempos - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma das principais atrizes dos palcos brasileiros ganha espetáculo para contar sua história ao mesmo tempo em que faz uma homenagem ao ofício que ela sempre defendeu.

Estreia neste sábado (12), no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, a peça Eu Não Dava Praquilo. Na montagem, o ator Cássio Scapin mergulha na vida da atriz Myriam Muniz (1931-2004), um dos grandes ícones do nosso teatro.

O monólogo traz a história da dramaturgia brasileira de pano de fundo, com depoimentos e fatos vividos pela lendária atriz e professora teatral. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, a EAD, em 1961, a atriz atuou nos principais grupos teatrais de sua época, como o Teatro Oficina, o TBC e o Teatro de Arena. No cinema, também fez história em longas como Macunaíma, em 1969, e Nina, em 2004, seu último trabalho.

E o poder de influência de Myriam Muniz não ficava só no ambiente teatral. Ia além. Basta lembrar que foi ela quem dirigiu Elis Regina no histórico show Falso Brilhante, em 1976, que fez temporada de sucesso com mais de 1.200 sessões lotadas no Teatro Bandeirantes, em São Paulo, e revolucionou a carreira da cantora.

A dramaturgia é criação de Scapin em conjunto com Cássio Junqueira. Elias Andreato, parceiro antigo do ator, assina a direção. Outro da turma, Fabio Namatame assina cenário e figurino. Wagner Freire, a luz.

Cassio Scapin define Myriam Muniz como “impulsiva, intuitiva, generosa, de uma generosidade hoje rara nos palcos”. Já Andreato diz que ela foi “uma sacerdotisa do teatro”, responsável por muitos artistas se enamorarem pelas artes cênicas.

 Cassio Scapin celebra Myriam Muniz com peça

Cassio Scapin assume discurso de Myriam Muniz em monólogo no CCBB-SP - Foto: João Caldas

Eu Não Dava Praquilo
Quando: Sábado, 20h; domingo, 19h; segunda, 20h. 60 min. Até 23/8/2013
Onde: CCBB-SP (r. Álvares Penteado, 112, Metrô Sé, São Paulo, tel. 0/xx/11 3113-3651)
Quanto: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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