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Foto Joao Caldas Fº 105651a Em Meu Deus! Dan Stulbach realiza sonho de trabalhar com Irene Ravache e Elias Andreato

Dan Stulbach abraça Irene Ravache em cena de Meu Deus!: sonho realizado - Foto: João Caldas Filho

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando, no começo da década de 1990 ele dava os primeiros passos na carreira e ainda era contrarregra de espetáculos, Dan Stulbach sonhava em um dia, quem sabe, atuar com Irene Ravache sob direção de Elias Andreato. Naquele então, trabalhar em uma montagem com os dois nomes tarimbados encabeçada pela dupla de produtoras Selma Morente e Célia Forte parecia algo distante ao jovem ator recém saído da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo).

Quase um quarto de século depois, eis que toca o telefone de Stulbach. Do outro lado da linha, as "meninas da Morente Forte" lhe fazem o convite tão esperado. E, de quebra, ainda oferecem a ele o papel de Deus. O ator conta isso ao Atores & Bastidores do R7 com os olhos marejados.

Nesta sexta (28), estreia no Teatro Faap, em São Paulo, a peça Meu Deus!, montagem do texto da israelense Ana Gov com adaptação de Jorge Schussheim e versão brasileira assinada por Célia Regina Forte.

Foto Joao Caldas Fº 105287a Em Meu Deus! Dan Stulbach realiza sonho de trabalhar com Irene Ravache e Elias Andreato

Na peça, Deus, papel de Dan Stulbach, é mostrado em uma situação inusitada: em uma consulta com a psicóloga Ana, papel de Irene Ravache - Foto: João Caldas Filho

Na obra, Deus é mostrado em uma situação inusitada. Em crise, resolve procurar uma psicóloga ateia para tentar resolver seus conflitos diante do que se tornou o mundo que criou. Além dos protagonistas Dan Stulbach e Irene Ravache, a peça tem a estreia do ator Pedro Carvalho, na pele do filho da personagem de Irene.

Foto Joao Caldas Fº 105316a Em Meu Deus! Dan Stulbach realiza sonho de trabalhar com Irene Ravache e Elias Andreato

Na peça, Stulbach vive Deus - Foto: João Caldas Filho

Para criar o personagem, Stulbach, que é judeu assim como a autora, conversou com pessoas de diferentes religiões, que expuseram ao ator sua ideia de Deus. Ele comemora o personagem incomum.

— Só no teatro é possível alguém falar "eu sou Deus" e o outro acreditar.

Comédia leve e inteligente

Irene conta que sua personagem, a princípio, não acredita que o paciente diga a verdade e que, como terapeuta, ela percebe que ele "tem um problema sério".

Os dois afirmam que a peça não é pretensiosa. Muito pelo contrário, é uma comédia leve, mas inteligente. O diretor Elias Andreato afirma ao R7 que a obra tem "gosto pelo sutil".

—O ser humano precisa acreditar em alguma coisa. A versão da peça que a Célia Forte fez preserva essa poesia, a delicadeza e o humor. Nosso objetivo é divertir, mas não fazer rir a qualquer custo.

O Deus de cada um

Quando a reportagem provoca os artistas e pede para que falem da relação que eles próprios têm com Deus, cada um vai por um caminho.

Elias Andreato conta "que já acreditou", como também já "deixou de acreditar". E que não "sabe se acredita no momento". Para ele, "Deus é uma dúvida permanente".

—Eu não sei acreditar em Deus sem desespero. Mas é no teatro que me sinto próximo a alguma coisa desconhecida.

Foto Joao Caldas Fº 105503a Em Meu Deus! Dan Stulbach realiza sonho de trabalhar com Irene Ravache e Elias Andreato

A peça marca a estreia de Pedro Carvalho (à dir.), descoberto por Elias Andreato - Foto: João Caldas Filho

Irene Ravache conta que sempre achou bonito os rituais religiosos e que acha "a figura de Jesus o máximo". Ela não gosta muito de ter de definir Deus. Definir tudo certinho não é muito sua praia. Prefere a vida mais leve, mais solta. Sem tantas certezas. "Tirando  que escovar os dentes todos os dias é bom, eu devo ter só mais umas quatro certezas na vida".

— Mas, se tiver num avião e cair uma tempestade, vou pedir a Deus para me dar uma mão. Quando filho e neto tem febre acima de 38 graus também não há quem não se lembre de Deus. Me agrada ter um Deus, assim como me agrada ter um marido, uma família. Gostaria de morrer e me encontrar com um Deus forte, de barba, que me colocasse no colo. Acho que ele gostaria de mim também.

Dan Stulbach, por sua vez, lembra que sua origem religiosa é o judaísmo. Ele é filho de poloneses que vieram para o Brasil fugidos da perseguição nazista na 2ª Guerra Mundial. Chegou a fazer o bar mitzvah, a iniciação na religião judaica masculina, aos 13 anos, para agradar o avô.

—Nunca parei para pensar se Deus existe ou não.

Tirando as divagações religiosas, Stulbach prefere mesmo é focar no momento profissional que vive, com sucesso não só nos palcos, como também na TV, onde chamou a atenção substituindo Fátima Bernardes nas manhãs da Globo. Mesmo com os elogios, afirma que seu grande lugar de realização é mesmo o teatro.

—Eu sonhei com este momento aqui. Sou fã do Elias e da Irene desde menino. Estou me realizando fazendo esta peça.

Foto Joao Caldas Fº 105245a Em Meu Deus! Dan Stulbach realiza sonho de trabalhar com Irene Ravache e Elias Andreato

No enredo da ficção dirigida por Elias Andreato, o personagem Deus procura uma psicóloga e expõe seus problemas com o mundo - Foto: João Caldas Filho

Meu Deus!
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 19h e 21h30; domingo, 18h. 80 min. Até 27/7/2014
Onde: Teatro Faap (r. Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo, tel. 0/xx/11 3662-7233)
Quanto: R$ 60 (sexta), R$ 70 (domingo) e R$ 80 (sábado)
Classificação etária: 12 anos

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golpe militar foto arquivo 31 3 1964 estadao conteudo Artistas descomemoram 50 anos do golpe militar na 2ª Mostra Teatral de Direitos Humanos de SP

Tanque militar circula no bairro das Laranjeiras, no Rio, em 31 de março de 1964 - Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Começou nesta segunda (24) e vai até o próximo domingo (30), a 2ª Mostra Teatral de Direitos Humanos de São Paulo.

O evento integra uma série de atividades culturais pela cidade que lembram os 50 anos do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil em 1964. O objetivo é fazer uma "descomemoração" da data.

A realização é do Núcleo do 184, da Cooperativa Paulista de Teatro e da Cia. do Feijão.

As apresentações acontecem no Teatro Studio Heleny Guariba e também na sede da Cia. do Feijão, no centro paulistano [veja endereços ao fim].

 

alem do ponto os crespos Artistas descomemoram 50 anos do golpe militar na 2ª Mostra Teatral de Direitos Humanos de SP

Os Crespos se apresentam na mostra com Além do Ponto - Foto: Divulgação

Integram a programação no Guariba os espetáculos Iracema – a Paulistada: um Solo Manifesto, da Cia. de Solistas (25/03, às  20h); Milagre na Cela, de Jorge Andrade, com leitura do Grupo Kaus (26/03, às 20h); Além do Ponto, da Cia. Os Crespos (27/03, às 20h); Utopia, de Thomas Moore, encenada pela Cia. Esquizocênica (30/03, às 17h). O Núcleo do 184 também faz as peças A Necessidade da Arte, de Ernst Fischer (28/03, às 20h); O Rato Pensador, de Agenor Bevilacqua (29/03, às 16h); Caixa de Retratos (29/03, às 20h); e Jonas/Bacuri/ Bacuri/Jonas (30/03, às 19h30).

Já na Cia. do Feijão serão encenadas Clarisse, Virgínia, Catarina, do grupo Mal Amadas Poética do Desmonte (26/03, às 20h); O Interrogatório Brasileiro, com leitura do Núcleo do 184 (28/03, às 16h); Reis de Fumaça, da Cia. do Feijão (28/03, às 18h); e O Mundo das Águas, da Cia. A Jaca Est (29/03, às 15h).

A mostra será encerrada com a leitura de Poesia de Resistência, pelo ator Roberto Ascar e pelo músico Beto Kapeta, no dia 30 de março, às 20h, no Teatro Studio Heleny Guariba.

2ª Mostra Teatral de Direitos Humanos
Quando: 24 a 30 de março de 2014
Quanto: grátis
Onde: Teatro Studio Heleny Guariba (praça Roosevelt, 184, São Paulo, metrô República)
Espaço da Cia. do Feijão (rua Doutor Teodoro Baima, 68, São Paulo, metrô República)
Informações: 0/xx/11 3259-6940

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 Em 13 dias de festa nos palcos, Festival de Teatro de Curitiba terá 450 peças, das quais 66 grátis

Público assiste espetáculo de rua no Festival de Teatro de Curitiba: maior festa das artes cênicas no Brasil começa nesta terça-feira (25) - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA e DANIEL SORRENTINO

Artistas de todos os cantos do País rumam para Curitiba a partir desta semana. O motivo da peregrinação é um só: fazer parte do maior evento das artes cênicas do Brasil. Afinal, ser visto na maior vitrine do teatro nacional pode representar tempos novos na vida de uma companhia.

EL HOMBRE VENIDO DE NINGUNA PARTE 02 Divulgação bxa Em 13 dias de festa nos palcos, Festival de Teatro de Curitiba terá 450 peças, das quais 66 grátis

El Hombre Venido de Ninguna Parte abre o evento na capital do Paraná - Foto: Elio Falgone Piña

Começa nesta terça (25) a 23ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, com a estreia da obra chilena El Hombre Venido de Ninguna Parte, a partir das 19h, no Expo Renault Barigüi.

Tentar ganhar destaque em sua programação é tarefa árdua. Afinal, até o dia 6 de abril, o maior evento das artes cênicas no Brasil vai apresentar 450 espetáculos em 65 espaços da capital paranaense.

EXCLUSIVO: "Vendemos mais ingresso que Rock in Rio", diz Leandro Knopfholz

Mas olhos não faltarão: só de jornalistas credenciados são mais de 60, fora os 25 diretores de festivais internacionais e seis olheiros de emissoras de TV que já confirmaram presença.

Dezenove Estados brasileiros mandaram representantes. Outros quatro países também participam com produções internacionais. São mais de 430 diferentes grupos teatrais, o que reflete a farta produção cênica no Brasil contemporâneo.

 Em 13 dias de festa nos palcos, Festival de Teatro de Curitiba terá 450 peças, das quais 66 grátis

Leandro Knopfholz: "Festival de Teatro de Curitiba é o maior panorama das artes cênicas no País" - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Se os R$ 60 da inteira para os 35 espetáculos da Mostra Oficial podem ser pesado para o bolso de muitos, o evento terá 66 espetáculos gratuitos, dos quais 56 serão nas ruas e praças de Curitiba. A rua vai abrigar importantes obras, como O Gigante da Montanha, do grupo Galpão, ou El Hombre Venido de Ninguna Parte, da companhia chilena Gran Reyneta. Na programação em teatros, há sucessos nacionais como Bichado e Cais - Ou da Indiferença das Embarcações, e também internacionais como o inglês The Rape of Lucrece.

Panorama do teatro nacional

O criador e diretor do evento, Leandro Knopfholz, diz que o objetivo segue sendo "traçar um panorama do que está acontecendo no teatro brasileiro". Ele revela que o orçamento do festival é de R$ 6,5 milhões, mas que o valor seria bem maior se ele e sua equipe não corressem atrás de parcerias.

Para ele, o festival dialoga com o mundo, com as companhias estáveis brasileiras e mesmo com espetáculos baseados em experiências pessoas de artistas. E seu principal objetivo segue sendo agradar o público. O evento, em sua última edição, levou 220 mil pessoas ao teatro, o que faz dele o maior do País em sua área de atuação.

A importância e repercussão do evento é sabida pelos artistas. A atriz Einat Falbel e o diretor Zé Henrique de Paula, da peça Bichado, do Núcleo Experimental, que integra a programação da Mostra Oficial, contam ao R7 que o grupo comemora a ida para Curitiba.

Zé Henrique de Paula, que está em Londres e não poderá acompanhar de perto o Festival, revela que é "uma oportunidade única" estar com sua peça "de diálogos rápidos e afiados carregados de humor negro, muitas vezes sarcástico". E espera que a obra conquiste os curitibanos.

Einat Falbel foto bob sousa Em 13 dias de festa nos palcos, Festival de Teatro de Curitiba terá 450 peças, das quais 66 grátis

Einat Falbel já esteve no Fringe com o Grupo Tapa; agora volta na Mostra Oficial com o Núcleo Experimental de Zé Henrique de Paula em Bichado - Foto: Bob Sousa

Einat lembra que já esteve no evento, no Fringe, com o Grupo Tapa.

— Era uma peça chamada Moço em Estado de Sítio, sob a direção de Eduardo Tolentino. Lembro que foi incrível para o grupo, que tivemos uma troca com outros grupos do Brasil e que foi um experiência muito enriquecedora para todos.

Fringe tem de tudo

O Fringe, a grande mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba que recebe qualquer artista que queria entrar na festa cênica desde 1998, está maior do que nunca em 2014: tem mais de 400 peças na sua programação. Ele é inspirado no Festival Internacional de Edimburgo, que existe na Escócia desde 1947, que é referência mundial. No Fringe, além dos brasileiros, há grupos da Argentina, de Moçambique e do Paraguai.

Como forma de se destacar na multidão, algumas companhias se uniram em mostras especiais: "Coletivos de Pequenos Conteúdos, Espírito Santo em Cena, Mostra Internacional de Solos (MIS), Mostra Ademar Guerra [com espetáculos paulistas], Mostra Ateliê de Histórias, Mostra Ave Lola, Mostra Baiana, Mostra Novos Repertórios, Mostra Sesi Dramaturgia, Mostra Seu Nariz e Mostra Sonora Cena.

Com o objetivo de ampliar os horizontes, o festival mantêm este ano outras mostras especiais: o Risorama, sucesso de público com espetáculos do gênero stand-up e humor de personagens, Mish Mash, que engloba números de magia e circo, o Guritiba, com programação variada de teatro infantil, e o Gastronomix, a feira gastronômica que ocorre durante o festival e que reúne chefs de restaurantes estrelados no Brasil. Além de tudo isso, dez eventos especiais, como bate-papos e lançamentos de livros, integram a programação.

EL HOMBRE VENIDO DE NINGUNA PARTE 01 elio falgone pina Divulgaçao bxa Em 13 dias de festa nos palcos, Festival de Teatro de Curitiba terá 450 peças, das quais 66 grátis

Chileno El Hombre Venido de Ninguna Parte abre o evento nesta terça (25) - Foto: Elio Falgone Piña

Conheça a programação do 23º Festival de Teatro de Curitiba!

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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Lamira Artes Cênicas Do Repente foto divulgação 1b Buraco dOráculo leva 12 peças grátis para praça de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo

Vindo de Tocantins, grupo Lamira Artes Cênicas apresenta Do Repente em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem mora em São Miguel Paulista, região da zona leste paulistana, terá a chance única de ver 12 espetáculos grátis na 8ª edição da Mostra de Teatro de São Miguel Paulista.

O evento acontece entre 4 e 13 de abril na praça do Casarão, que fica do lado da estação Vila Mara da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no bairro Jardim Helena.

patologias pato mojado teatro y circo credito miguel bombero Buraco dOráculo leva 12 peças grátis para praça de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo

Vindos de Rosário, na Argentina, artistas do Pato Mojado Teatro e Circo integram a programação da mostra - Foto: Divulgação

A organização é do aguerrido grupo Buraco d'Oráculo e foca no teatro de rua. Vão se apresentar artistas dos quatro cantos do País e também da América Latina.

Além de representantes de Porto Alegre, Londrina, Palmas, Maracanaú, Recife, Macapá e de distintas as regiões paulistas, haverá ainda um grupo vindo de Rosário, na Argentina.

Participam importantes grupos de teatro de rua, como Cia Teatral Parlendas, Cia. de Teatro Nu Escuro, Os Mamatchas, Lamira Artes Cênicas, Cia. Dell'Arte de Teatro, Cia. de Teatro, Circo e Música Pato Mojado, Cia. Estável de Teatro, Grupo Garajal, Grupo Cafuringa, Mamulengo da Folia e Oigalê.

A mostra tem apoio do ProAC Festivais e Mostras, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. A festa na praça também celebra os 15 anos do grupo e os 12 anos de presença na zona leste.

As peças vão acontecer sempre de sexta a domingo, nos horários das 15h30, das 17h ou das 19h. As peças são aptas a todos os públicos.

Conheça a programação completa da 8ª Mostra de Teatro de São Miguel Paulista!

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fernanda azevedo shell paduardo agnews Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

A atriz da Kiwi Cia. de Teatro, Fernanda Azevedo, eleita melhor atriz do 26º Prêmio Shell de Teatro, falou em seu discurso que Shell apoiou ditadura - Foto: Paduardo/AgNews; veja a galeria de fotos da festa do teatro!

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Se na entrega carioca há uma semana houve protesto, a entrega do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na Estação São Paulo, nesta terça (18), também ficou marcada por um discurso politizado e corajoso. Fernanda Azevedo, que ganhou o prêmio de melhor atriz por sua atuação na peça Morro como um País - Cenas sobre a Violência de Estado, da Kiwi Cia. de Teatro, aproveitou a deixa para discursar contra a própria Shell.

Ao subir no palco, ela fez um discurso contra a empresa que patrocina a premiação dando R$ 8.000 a cada vencedor. Fernanda lembrou que sua peça fala das agruras que o golpe militar de 1964 instaurou no Brasil sob forma de ditadura. E reiterou que, no ano do cinquentenário do golpe civil-militar, precisava dizer algumas palavras. Eis o discurso que ela proferiu:

— Como este prêmio tem o patrocínio da Shell, eu gostaria de ler quatro linhas sobre esta empresa. O texto é de Eduardo Galeano [escritor uruguaio, autor de As Veias Abertas da América Latina]. "No início de 1995, o gerente geral da Shell na Nigéria explicou assim o apoio de sua empresa à ditadura militar desse país: Para uma empresa comercial que se propõe a realizar investimentos é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso."

Leia entrevista exclusiva com Fernanda Azevedo!

A plateia, formada majoritariamente por artistas de teatro, ouviu em silêncio.

Ao fim, ela afirmou que foi "uma questão de coerência com nosso trabalho" ter proferido tal discurso, pensado pelo grupo Kiwi. E reiterou que as ditaduras são "civis e militares".

Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

shell eva wilma paduardo Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

Eva Wilma ofereceu seu Prêmio Shell especial à memória do diretor José Renato - Foto: Paduardo/AgNews; Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

Eva Wilma foi a grande homenageada por seus 80 anos de vida e 60 de carreira. Dedicou a todos que trabalharam com ela e ao diretor José Renato, "que me desencaminhou para o teatro", em suas palavras.

Assim como na entrega carioca, Renata Sorrah foi a apresentadora da noite. O ator Paulo Goulart, que morreu na última quinta aos 81 anos, foi lembrado e aplaudido de pé.

MG 2074 Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

A atriz cubana Phedra D. Córdoba, do premiado grupo Os Satyros, foi um dos destaques da festa do Prêmio Shell de Teatro em São Paulo - Foto: Paduardo/AgNews; Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

A turma do grupo Os Satyros subiu em peso no palco para receber na categoria Inovação, por conta do projeto Satyrianas. Gustavo Ferreira leu discurso e agradeceu até a cantora Vanusa, que inspirou as Satyrianas.

Antunes Filho ganhou melhor direção, mas não apareceu. Foi representado pelo ator Leonardo Ventura.

Cantata para um Bastidor de Utopias, da Cia. do Tijolo, foi a peça mais premiada, com dois troféus, melhor cenário e melhor música.

Veja, abaixo, os vencedores de todas as categorias:

Autor:
Kiko Marques por Cais ou da Indiferença das Embarcações

Direção:
Antunes Filho por Nossa Cidade

Ator:
Chico Carvalho por Ricardo III

Atriz:
Fernanda Azevedo, Morro como um País

Cenário:
Rogério Tarifa por Cantata para um Bastidor de Utopias

Figurino:
Miko Hashimoto por Operação Trem-Bala

Iluminação:
Fran Barros por Vestido de Noiva

Música:
Jonathan Silva e William Guedes por Cantata para um Bastidor de Utopias

Inovação:
Os Satyros pela projeção, permanência e abrangência do evento “Satyrianas” na condição de fenômeno histórico-artístico e social.

Homenagem Especial
Eva Wilma, pelos 60 anos dedicados ao teatro

shell ganhadores paduardo Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

Vencedores do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo - Foto: Paduardo/AgNews; veja a galeria de fotos da festa do teatro!

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shell renata sorrah Atriz ganha Prêmio Shell de Teatro e diz que empresa apoiou ditadura; conheça os vencedores

Renata Sorrah foi a apresentadora do Prêmio Shell de São Paulo - Foto: Paduardo/AgNews; Veja a galeria de fotos da festa do teatro!

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apca 1 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Fernanda Lima, Mateus Solano, Yara de Novaes e Nina, filha de Débora Falabella - Fotos: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

A beleza estonteante da apresentadora Fernanda Lima, o novo visual do ator Mateus Solano e até a fofura da filha de Débora Fallabela representando a mãe foram alguns dos destaques da entrega do Troféu da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) — entidade da qual este vosso jornalista é membro —, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, na noite desta terça (11). Também chamou a atenção a ausência da cantora Anitta, eleita revelação musical, que não apareceu na festa, enquanto a centenária arquiteta Tomie Ohtake fez questão de ir receber no palco seu troféu da APCA.

A 58ª edição do prêmio consagrou os melhores das artes eleitos por 52 críticos em atividade na capital paulista em 11 categorias no ano de 2013: arquitetura, artes visuais, música erudita, dança, música popular, rádio, literatura, cinema, teatro, teatro infantil e televisão.

Apresentaram a noite Marcelo Tas, ao lado de sua mulher, Bel Kovarick; esta com uma performance titubeante. Mika Lins dirigiu a noite, que contou com roteiro do jornalista Dib Carneiro Neto.

Veja galeria de fotos da festa da APCA!

O presidente da APCA, José Henrique Fabre Rolim, abriu a entrega, afirmando “a importância e a tradição da entidade”. Foi seguido pelo diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, que ressaltou a função dos críticos como donos de um “olhar interessado para a cultura”.

A arquiteta Tomie Ohtake e a crítica teatral Ilka Zanotto receberam homenagem especial e foram ovacionadas pela plateia. Tomie, centenária e discreta, preferiu não discursar. Já Ilka dedicou o prêmio à atriz Myriam Muniz e às colegas Maria Thereza Vargas e Mariângela Alves de Lima.

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Melhor atriz e melhor ator de TV: Bianca Comparato e Mateus Solano - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Novo visual

Mateus Solano causou frisson com seu novo visual: bigode e um projeto de barba. Revelou que a mudança é “para deixar o Félix”, personagem gay da novela Amor à Vida que lhe rendeu o prêmio de melhor ator de TV. Contou que “sentiu orgulho” em receber um “prêmio tão importante”.

— Cada capítulo me desafiou, do primeiro ao último. E foram 222! Agradeço ter mantido o respeito do público, da crítica e de meus colegas.

Atriz brasileira que conquistou Hollywood, Alice Braga foi receber o troféu de melhor seriado de TV para Latitudes. Afirmou que a APCA “tem uma linda noção de arte” e que ser agraciada “traz valor a qualquer carreira”. Também revelou que pretende investir mais no Brasil neste 2014.

Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Elizabeth Savalla, melhor atriz de TV também por Amor à Vida, lembrou que ganhou o prêmio há 40 anos, quando ainda estava na EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo). E brincou: “Espero que não demorem tanto para me dar outra vez”.

Bianca Comparato, que dividiu o prêmio de melhor atriz de TV com Savalla, dedicou ao diretores Felipe Hirsch e Selton Mello, que, respectivamente, a dirigiram em A Menina sem Qualidades, na extinta MTV Brasil, e Sessão de Terapia, no GNT. Hirsch, que levou melhor diretor por A Menina Sem Qualidades, lembrou a importância que a MTV Brasil teve na indústria criativa da televisão nacional.

Artistas que morreram em 2013 foram lembrados: Cleyde Yáconis, Jorge Dória, Ênio Gonçalves, Fauzi Arap, Glauco Mirko Laurelli e Silnei Siqueira.

Diversidade sexual e ausência de Anitta

Fernanda Lima, que teve a beleza elogiada no palco por Marcelo Tas, foi com o diretor Ricardo Waddington receber o prêmio de melhor programa de variedades para Amor & Sexo. Para ela, a APCA “reconhece o talento em várias áreas artísticas e é dada por críticos especializados, por isso tem tanto peso”. A apresentadora afirmou que “jamais esperava ganhar tão cedo em minha carreira” e dedicou seu troféu “à diversidade sexual”.

Dona Jacira, mãe do rapper Emicida, subiu ao palco e explicou que o filho está em viagem ao Texas, nos EUA. Recebeu por ele o troféu de melhor intérprete de música popular e bradou: “A rua é nóis”. Anitta, que ganhou troféu revelação em música popular, não apareceu para receber. Ficou em casa e apenas mandou mensagem de texto pelo celular da empresária, que leu o recadinho no microfone.

apca 2 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Tomie Ohtake, Eva Wilma e Antunes Filhos: premiados com o APCA - Fotos: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

“Críticas jogam luz”

Homenageada especial na área de dança, a coreógrafa e bailarina Ruth Rachou foi aplaudida de pé. O mesmo aconteceu com Eva Wilma, que levou homenagem especial na área de teatro. Ela dividiu o prêmio com "todos os profissionais que trabalharam com ela ao longo de seus 60 anos de carreira" e fez dedicação especial a dois diretores cruciais em sua trajetória: José Renato e Antunes Filho.

Antunes, por sua vez, que levou melhor espetáculo com Nossa Cidade, agradeceu a Ilka Zanotto pelas “críticas que sempre jogaram luz” em seu trabalho e também ao diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

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Leonardo Ventura e Antunes Filho: melhor espetáculo de teatro para Nossa Cidade - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

A crítica Maria Thereza Vargas, que abocanhou o grande prêmio da crítica teatral, agradeceu aos colegas jornalistas e confessou que tinha “a impressão de que este seria” seu “último prêmio”. Dedicou o troféu “à Maria Clara Becker Chagas, filha de Walmor Chagas e Cacilda Becker, a quem devo a melhor parte de minha vida profissional”. Ela foi premiada pelo livro sobre Cacilda Becker e pela sua marcante trajetória como pesquisadora teatral.

Ainda na área teatral, Kiko Marques levou melhor dramaturgo por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, com a Velha Companhia. “Receber um prêmio depois do Antunes não é fácil”, brincou. Dedicou à filha, Anita, que nasceu durante a temporada do aclamado espetáculo.

Cassio Scapin, o melhor ator de teatro por Eu Não Dava Praquilo, no qual interpretou Myriam Muniz, em memória de quem dedicou seu troféu, contou que esta foi a segunda vez que levou o troféu para casa, já que ganhou revelação no começo da carreira.

Filha de Débora Falabella

Um dos momentos mais enternecedores foi quando Yara de Novaes subiu de mãos dadas com Nina, filha de Débora Falabella – que em viagem à Índia – para receber o troféu de melhor atriz de teatro que ambas ganharam pela peça Contrações, do Grupo 3 de Teatro. “A Débora queria muito estar aqui, por isso mandou a filha dela, a Nina, para representá-la”.

apca 4 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Denise Fraga e Cássio Scapin: melhor atriz de cinema e melhor ator de teatro da APCA - Foto: Eduardo Enomoto - Veja galeria de fotos da festa da APCA!

Dagoberto Feliz, eleito melhor diretor de teatro por Folias Galileu, lembrou que seu grupo, o Folias D’Arte, só existe graças ao Programa de Fomento ao Teatro, incentivo público às artes cênicas dado pela Prefeitura de São Paulo. E ainda agradeceu aos “críticos que ainda escutam o que está acontecendo na cidade”.

Fernando Neves subiu ao palco com seu grupo, Os Fofos Encenam, para receber o prêmio especial em teatro pelo projeto Baú da Arthuzza e dedicou “aos grandes atores populares do Brasil, que começaram tudo”. Citou Dercy Gonçalves, Oscarito e Grande Otelo. Os agraciados do teatro infantil chamaram a atenção de todos pela empolgação. As companhias subiram no palco com todos os integrantes para receber os troféus.

Também marcaram presença na festa Celso Láfer, ex-ministro das Relações Exteriores e professor de direito, que escreveu um livro sobre Norberto Bobbio, premiado em literatura, o arquiteto Carlos Lemos, que dedicou seu prêmio a Oscar Niemayer. Homenageada na categoria música popular, Angela Maria não pôde estar presente.

Veja, abaixo, todos os nomes dos vencedores da APCA:

apca 6 eduardo enomoto Mateus Solano, Fernanda Lima e filha de Débora Falabella marcam entrega do 58º Prêmio APCA

Dagoberto Feliz, melhor diretor de teatro, Kiko Marques, melhor autor de teatro, e Felipe Hirsch, melhor diretor de TV: agraciados com o APCA - Foto: Eduardo Enomoto; veja galeria de fotos da festa da APCA!

Veja galeria de fotos da festa da APCA!

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica: Maria Thereza Varga (pela brilhante trajetória profissional de pesquisadora teatral e pelo livro Cacilda Becker – Uma Mulher de Muita Importância)

Espetáculo: Nossa Cidade (CPT – direção de Antunes Filho)

Diretor: Dagoberto Feliz (espetáculo Folias Galileu)

Autor: Kiko Marques (por Cais, ou da Indiferença das Embarcações, da Velha Companhia)

Ator: Cássio Scapin (por Eu Não Dava Praquilo)

Atriz: Débora Falabella e Yara De Novaes (por Contrações)

Prêmio Especial: Projeto Baú de Arethuza (Cia. Os Fofos Encenam)

Prêmio Especial: Eva Wilma (60 Anos de Carreira)

Homenagem a Artistas Falecidos: Cleyde Yáconis, Fauzi Arap e Ênio Gonçalves

Votaram: Afonso Gentil, Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão,  Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici.

TEATRO INFANTIL

Grande Prêmio da Crítica: A Rainha Procura (Cia. do Quintal)

Melhor Espetáculo de Animação/Bonecos: Cocô de Passarinho (Cia. Noz)

Melhor Espetáculo de Dança Para Crianças: Uma Trilha para sua História (direção de Gustavo Kurlat)

Melhor Espetáculo de Rua Para Crianças: Mário e as Marias (Cia. Lúdicos)

Melhor Espetáculo Musical para Crianças: Empate entre Operilda na Orquestra Amazônica (Oásis Produção, dir. de Regina Galdino) e Menino Lua (dir. Fernanda Maia)

Melhor Espetáculo para Jovens: Lampião e Lancelote (dir. Débora Dubois)

Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa.

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra
: Carlos A. C. Lemos

Melhor obra: Biblioteca Brasiliana Mindlin – Autores: Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb

Obra referencial: Centro Paula Souza – Autores: Pedro Taddei e Francisco Spadoni

Registro de arquitetura: Nelson Kon

Fronteiras da arquitetura: Bom Retiro 958 metros – Autores: Guilherme Bonfanti (luz) e Carlos Teixeira (direção de arte)

Promoção à pesquisa: Concurso Estação Antártica Comandante Ferraz/ SECIRM – Secretaria da Comissão Interministerial para Recursos do Mar/ Secretário Geral Contra-Almirante Marcos Silva Rodrigues

Urbanidade: Conjunto Residencial Jardim Edite – Autores: MMBB Arquitetos (Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco) e H+F Arquitetos (Eduardo Ferroni e Pablo Hereñú)

Votaram: Abílio Guerra, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli.

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Maria Martins – Metamorfoses - MAM

Exposição Internacional: Mestres do Renascimento - CCBB

Exposição: Waldemar Cordeiro – Itaú Cultural

Multimídia: William Kentridge – Pinacoteca do Estado

Fotografia: Sebastião Salgado – Sesc Belenzinho

Retrospectiva: Antonio Henrique Amaral – Pinacoteca do Estado

Homenagem: Walter Zanini

Votaram: Antonio Santoro Jr., Antonio Zago, Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Luiz Ernesto Machado Kawall, Marcos Rizolli e Paulo Klein.

CINEMA

Filme: O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho

Prêmio Especial do Júri: Esse Amor que nos Consome, de Allan Ribeiro

Diretor: Kleber Mendonça Filho, por O Som ao Redor

Roteiro: Hilton Lacerda, por Tatuagem

Ator: Rodrigo Garcia, por Tatuagem

Atriz: Denise Fraga, por Hoje

Documentario: O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares

Votaram: Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo.

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: 50 Anos de Dança Moderna, de Ruth Rachou

Pesquisa em Dança: Grupo Proposição, pela investigação continuada

Bailarina Revelação: Alda Maria Abreu, do Taanteatro, por Androgyne Sagração do Fogo

Projeto Artístico: O Confete da Índia, de André Masseno

Criação em Dança: Projeto Propulsão/O que faz Viver-parte 2: Seguinte, da Keyzetta e Cia.

Criadora-Intérprete: Maria Paula Rego Monteiro, pelo solo Terra, do Grupo Grial

Bailarino: Luciano Fagundes, por Húmus, da Companhia Antônio Nóbrega

Votaram: Ana Teixeira, Flávia Couto, Helena Katz, Joubert Arrais, Katia Calsavara e Renata Xavier.

LITERATURA

Grande Prêmio da Crítica: Toda Poesia, de Paulo Leminski (Cia. das Letras)

Romance: Lívia e o Cemitério Africano, de Alberto Martins (Editora 34)

Ensaio/Crítica/Reportagem: Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex (Geração Editorial)

Infanto-Juvenil: As Gêmeas da Família, de Stella Maris Rezende (Globo Livros)

Poesia: Rabo de Baleia, de Alice Sant’Anna (Cosac Naify)

Contos/Crônicas: Garimpo, de Beatriz Bracher (Editora 34)

Tradução: A Anatomia da Melancolia – Volume IV – A Terceira Partição - Melancolia, de Robert Burton. Por Guilherme Gontijo Flores. (Editora UFPR)

Biografia/Memória: Norberto Bobbio: Trajetória e Obra, de Celso Lafer (Editora Perspectiva)

Votaram: Amilton Pinheiro, Gabriel Kwak, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior e Ubiratan Brasil.

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Ângela Maria

Grupo Vocal: Aindaessência

Grupo de Rock: Selton

Intérprete: Emicida

Compositor: Arnaldo Antunes

Projeto Especial: Terruá Pará

Revelação: Anitta

Álbum: Antes que Tu Conte Outra - Apanhador Só

Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa.

MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: Aylton Escobar - compositor

Conjunto da obra: Maria Helena Rosas Fernandes - compositora

Personalidade: Edino Krieger

Projeto Musical I : Semana Eleazar de Carvalho – Concurso Anual Jovens Solistas

Projeto Musical II: Sérgio Bittencourt Sampaio e sua Pesquisa Musicológica em Livros

Obra vocal: Ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda

Prêmio Especial: Centro de Integração Documentação e Difusão Cultural – Unicamp na pessoa de Denise Garcia

Menções honrosas: I) Série Radiofônica de 13 programas (Cultura FM), por Samuel Kerr - Seminários de Música da Pró-Arte

II) Coral Paulistano sob a regência de Thiago Pinheiro

Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: 89 FM – pelo retorno da Rádio Rock

Internet: Rádio Sarau – www.radiosarau.com

Musical: Ricardo Corte Real – Programa Jazz Caravan – USP FM e Educativa FM de Rio Preto

Revelação: Programa João Carlos Martins – Cultura FM - SP

Humor: Band Coruja – Band FM

Prêmio Especial do Juri: Roberto Carmona – Transamérica FM – pelos 50 anos de reportagem esportiva

Variedades: Panelinha – Rádio Estadão AM/FM

Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo.

TELEVISÃO

Série: Latitudes, (TNT/YouTube – produtora Los Bragas)

Atriz: Bianca Comparato (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil e Sessão de Terapia/GNT) e Elizabeth Savalla (Amor à Vida/TV Globo)

Ator: Mateus Solano (Amor À Vida/TV Globo)

Direção: Felipe Hirsch (A Menina Sem Qualidades/MTV Brasil)

Programa de Variedades: Amor e Sexo (TV Globo)

Programa Jornalístico/Documentário: Presidentes Africanos (Band/Discovery - produtora Cinegroup)

Programa Infantil: Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas (Cartoon Network – produtora Glaz)

Menções Honrosas: I - Canal Arte 1 (Iniciativa Grupo Band) e II - “Sai de Baixo” (Reunião - 4 novos Episódios – Canal Viva)

Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fernanda Teixeira, João Fernando, Keila Jimenez, Leão Lobo e Paulo Gustavo Pereira.

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renata sorrah aderbal freire filho Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Renata Sorrah entrega Prêmio Shell de melhor diretor a Aderbal Freire-Filho - Foto: Divulgação/Shell

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Diante das manifestações populares, que ocorreram em 2013 e seguem neste ano, o Prêmio Shell de Teatro do Rio também iniciou a noite de entrega, nesta terça (11), em tom de protesto. A cerimônia foi no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, zona sul carioca. Contudo, barricadas e confrontos violentos ficaram de lado na capital fluminense, pelo menos desta vez.

O grupo Reage Artista, indicado a uma das categorias do evento, subiu ao palco fantasiado com capas prateadas, carregando uma faixa com os dizeres “Lei de Incentivo à Cultura Rio Já”. Uma clara referência ao Movimento das Diretas Já.

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Premiados posam juntos na cerimônia de entrega do Prêmio Shell do Rio - Foto: Divulgação/Shell

Em seguida, a atriz Renata Sorrah, vencedora do prêmio de melhor atriz em 2013, deu início à apresentação, aos gritos de alguém na plateia reverenciando sua personagem Nazaré Tedesco, na novela Senhora do Destino.

Ela provocou mais risos quando soltou “Eu sempre sonhei em fazer isso”, ao anunciar um dos primeiros prêmios da noite, quando tirou o papel do envelope.

shell laila garin Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Laila Garin: melhor atriz por Elias, a Musical - Foto: Divulgação/Shell

Quem ganhou foi Gabriel Moura, que concorria na categoria Música, pelo espetáculo Cabaré Dulcina. Enfático, ele não deixou de alfinetar as políticas culturais em relação ao teatro.

Logo após, vieram os vencedores na categoria iluminação, com Tomás Ribas por Moi Lui; figurino com Thanara Schönardie, por A Importância de Ser Perfeito; e cenário com Aurora dos Campos, por Conselho de Classe. Conselho de Classe e Elis, a Musical foram as peças com maior número de indicações, três cada uma.

Neste ano, uma das novidades é a categoria especial passar a ser chamada de inovação. Marcus Vinícius Faustini foi premiado pelo conceito e proposta do Festival Home Theatre. O movimento Reage Artista, que era um dos concorrentes, mereceu destaques do ganhador durante o agradecimento.

Aplaudido de pé, por todos, Aderbal Freire-Filho conquistou a concha dourada como melhor diretor, por Incêndios (confira a crítica da coluna aqui). Ele também foi uns do que direcionou uma crítica ácida à falta de incentivo cultural no país: “a pobreza do teatro é maior do que eu pensava”.

Emocionado, Aderbal agradeceu a toda equipe e ofereceu o prêmio a Marieta Severo, que não concorria à categoria de atriz neste ano. “O palco é o paraíso do ator, é o reino deles, e este vai especialmente para Marieta Severo”, diz.

Outros prêmios mais esperados da noite vieram em seguida. Julia Spadaccini, com A Porta da Frente, foi a melhor autora. Ela também concorria com sua outra peça, Aos Domingos, na mesma categoria.

enrique diaz Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

No palco, em família: Enrique Diaz é o melhor ator por Cine Monstro - Foto: Divulgação/Shell

Enrique Diaz, por Cine Monstro, ganhou como melhor ator, e Laila Garin, por Elis, a Musical, venceu a categoria melhor atriz, disputadíssima por Bárbara Paz, Zezé Polessa, Camilla Amado e Suely Franco.

A homenagem especial deste ano foi para a suíça Marie Louise Nery, por sua contribuição, durante cinco décadas, como aderecista, figurinista, cenógrafa e formadora de profissionais do teatro no Brasil.

renata Marie Louise Nery Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Ao lado da apresentadora Renata Sorrah, a suíça Marie Louise Nery (de branco), homenageada no Prêmio Shell - Foto: Divulgação/Shell

No telão, a plateia pôde vivenciar os momentos mais marcantes da carreira dela: o desfile da escola de samba Salgueiro, em 1959, uma das primeiras revoluções na estética do carnaval carioca, e o trabalho no programa Sítio do Pica-Pau Amarelo, de 1977 a 1986, confeccionando quase 150 bonecos.

Nos seus quase 90 anos, ela resistiu à dificuldade de locomoção e subiu ao palco, dando um pequeno agradecimento, mas carregado de grande emoção.

O Prêmio Shell de Teatro foi criado em 1989 e é considerado referência. A premiação é realizada no Rio e em São Paulo, onde acontecerá na próxima terça (18). O júri da capital carioca é formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Sérgio Fonta.

shell noite1 Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Noite do Prêmio Shell reuniu a classe teatral carioca no Espaço Tom Jobim - Foto: Divulgação/Shell

Veja, abaixo, em negrito, quem levou:

Música:
Delia Fischer por “Elis, a musical”
Ricco Vianna por “Jim”
Gabriel Moura por “Cabaré Dulcina”
Rodrigo Penna por “Edukators”

Iluminação:
Maneco Quinderé por “Jim”
Paulo Cesar Medeiros por “Venus em visom”
Renato Machado por “Vestido de Noiva”
Tomás Ribas por “Moi Lui”

Figurino:
Marília Carneiro por “Elis, a musical”
Thanara Schönardie por “A importância de ser perfeito”
Antônio Guedes por “O médico e o monstro”
Marcelo Pies por “Como vencer na vida sem fazer força"

Cenário:
Aurora dos Campos por “Conselho de Classe”

Joelson Gusson por “As horas entre nós”
André Sanches por “Vestido de Noiva”
Rogério Falcão por “Como vencer na vida sem fazer força”

Inovação:
Aderbal Freire-Filho, pela mobilização da classe teatral em busca da recuperação da Sociedade Brasileira de Autores (SBAT).
Movimento “Reage Artista”, por ampliar a participação dos artistas cariocas no planejamento cultural da cidade do Rio de Janeiro.
Sede das Companhias, pela dinamização do espaço com uma proposta inovadora de ocupação, promovida pelo encontro da Cia dos Atores, Os dezequilibrados e Pangeia Cia de Teatro.
Marcus Vinícius Faustini, pelo conceito e proposta do “Festival Home Theatre”.

Direção:
Aderbal Freire-Filho por “Incêndios
Bel Garcia e Susana Ribeiro por “Conselho de Classe”
Isabel Cavalcanti por “Moi Lui”
Rodrigo Portella por “Uma história oficial”

Autor:
Jô Bilac por “Conselho de Classe”
Julia Spadaccini por “A porta da frente”
Rodrigo Portella por “Antes da Chuva”
Julia Spadaccini por “Aos domingos”

Ator:
Daniel Dantas por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Enrique Diaz por “Cine Monstro”
Ricardo Blat por “A arte da comédia”
Thelmo Fernandes por “A arte da comédia”

Atriz:
Bárbara Paz por “Venus em visom”
Laila Garin por “Elis, a musical”
Zezé Polessa por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Camilla Amado por “O lugar escuro”
Suely Franco por “As mulheres de Grey Gardens- o musical”

*Átila Moreno é jornalista formado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas.

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jesus star bob sousa3 “Se acha sensual, é problema seu”, diz diretor Jorge Takla sobre polêmica Jesus Cristo Superstar

Martírio de Jesus ao ritmo de rock n' roll: Igor Rickli interpreta Cristo no musical - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Quase 45 anos depois de seu lançamento na Broadway, o musical Jesus Cristo Superstar ainda consegue causar polêmica.

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Negra Li é Maria Madalena na peça - Foto: Bob Sousa

O foco da vez é a imagem de divulgação da versão brasileira do espetáculo, que traz o Igor Rickli, que vive Jesus, sem camisa, com a coroa de espinhos e a mão nos bolsos de uma calça.

A superprodução que estreia no Teatro do Complexo Ohtake Cultural nesta sexta (14) tem direção de Jorge Takla e produção da T4F.

Apesar de confidenciar à reportagem, nos bastidores da coletiva de imprensa de lançamento da montagem, que “polêmica ajuda a vender ingresso”, o diretor Jorge Takla afirmou que não quer ofender ninguém com a imagem.

— A imagem que a Igreja Católica tem de Jesus é semelhante à nossa. Toda igreja tem um Jesus sem camisa, com coroa de espinhos e com a fraldinha. Nós ainda estamos com calça jeans no nosso.

O diretor afirma que a escolha de Rickli para o papel não foi dele. E revela que havia três atores finalistas para o papel, e que a decisão final partiu do escritório londrino que detém os direitos da montagem do musical de Andrew Lllowd Webber e Tim Rice.

Takla conta que fez uma versão "mais clean" em comparação com o original, "mais hippie". A versão para as letras, elogiada pelo diretor, é assinada por Bianca Tadini e Luciano Andrey. A coreografia é de Anselmo Zolla.

"É problema seu"

Questionado pelo R7 sobre a sensualidade da foto de divulgação, o diretor fez a seguinte afirmação:

jesus star bob sousa2 “Se acha sensual, é problema seu”, diz diretor Jorge Takla sobre polêmica Jesus Cristo Superstar

Igor Rickli, ainda de camisa, na cena do Gólgota - Foto: Bob Sousa

— Se você acha que é sensual, é um problema seu. Eu não acho. Mas tenho de dar parabéns ao departamento de marketing.

Rickli contou que já sente a reação das pessoas diante da polêmica em torno de seu personagem.

— Algumas pessoas ficaram ofendidas, outras gostaram [da foto de divulgação com ele sem camisa]. Eu me simpatizo com a figura de Cristo. Ontem, no ensaio aberto, muitas pessoas disseram que o musical conseguiu tocá-las. Quanto a estar sem camisa no cartaz, é um tabu que está na cabeça das pessoas.

Takla fez questão de dizer que é “católico e cristão”. E que respeita todas as religiões.

— O Brasil é um país laico. Essa peça não fere em nada minha fé. É normal uma obra de arte gerar polêmica. Ela serve para isso. Todo mundo tem o direito de não gostar como temos o direito de nos expressar. Polêmica é normal, acho saudável.

Durante a entrevista coletiva de lançamento do espetáculo, na última segunda (10), Takla dizia aos jornalistas que aproveitassem a passagem de cena, porque depois “teriam de comprar ingressos para ver”. O problema foi que a luz do teatro acabou justamente na cena da crucificação, na qual Rickli fica sem camisa, deixando a todos no escuro.

Jesus Cristo Superstar
Quando: quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 130 min. Até 8/6/2014.
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: de R$ 25 (meia) a R$ 230
Classificação etária: 12 anos

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Cena da crucificação de Jesus Cristo Superstar: luz acabou no minuto seguinte - Foto: Bob Sousa

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Hysteria boa aérea Grupo XIX celebra dez anos com peças históricas

Últimas sessões: cena de Hysteria, primeira peça do Grupo XIX que está de volta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O público paulistano tem a chance de celebrar os dez anos do Grupo XIX, um dos mais importantes da cidade, vendo seus espetáculos mais emblemáticos, em uma mostra na histórica Vila Maria Zélia, bairro operário pioneiro na zona leste, sede da trupe (r. Mário Costa, 13, entre ruas Cachoeira e dos Prazeres, Belém, São Paulo tel. 0/xx/11 2081-4647).

Até o dia 16 de março, sempre aos fins de semana, o grupo apresenta as peças Hygiene (sábado, 16h), Hysteria (domingo, 16h) e Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Aconcendo (sábado e domingo, 18h30). Esta última tem sessões gratuitas. As duas primeiras têm entrada a R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia.

O diretor do grupo, Luiz Fernando Marques, o Lubi, diz que o objetivo é que “um maior número de pessoas conheça o trabalho do XIX”. Sobre a Vila Maria Zélia, tem opinião certeira.

—Queremos que os moradores da Vila e do entorno continuem a desfrutar deste espaço fértil e de vivência cultural, além de ampliar ainda mais a utilização do espaço, inclusive convidando outros grupos para ensaiar, apresentar e coabitar a Vila.

No enredo das peças estão temas ligados ao século 19. Em Hysteria, primeira peça do grupo, é abordado o período em que mulheres consideradas histéricas eram internadas em sanatórios. Em Hygiene, ganha vez a luta operária brasileira por direitos trabalhistas na virada do século 19 para o 20. Já em Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo, o grupo mergulha no universo de Nelson Rodrigues, a partir da obra Vestido de Noiva.

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lilith marcelo villas boas 2 Lee Taylor volta o Sesc Consolação com peça do NAC baseada no mito da primeira mulher de Adão

Lilith se passa em uma festa na qual os convidados revelarão segredos - Foto: Marcelo Villas Boas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator e diretor Lee Taylor está de volta ao Sesc Consolação. Mas, vamos com calma. Não é para retornar ao grupo de artistas comandados por Antunes Filho, do qual participou por quase uma década como estrela principal, mas, sim, para apresentar a nova peça criada no NAC (Núcleo de Artes Cênicas), que ele coordena desde que saiu do CPT (Centro de Pesquisa Teatral).

O nome do espetáculo é LILITH S.A., e a estreia está marcada para o dia 24 de março no Espaço Beta do Sesc Consolação, em São Paulo. Taylor divide a direção com Luiz Claudio Cândido. O espetáculo também é uma homenagem aos 450 anos de nascimento de William Shakespeare.

lee taylor foto eduardo enomoto Lee Taylor volta o Sesc Consolação com peça do NAC baseada no mito da primeira mulher de Adão

Lee Taylor dirige montagem do NAC no Sesc Consolação - Foto: Eduardo Enomoto

A montagem é fruto do curso Poética do Ator, feito por 20 alunos peneirados em quase 500 inscritos. Apenas quatro atores sobraram no elenco final da montagem: Camila de Maman Anzolin, Fernando Oliveira, Frann Ferraretto, Renata Becker.

Taylor segue os passos do mestre Antunes e apresenta em sua obra o palco nu, apenas com três cadeiras de escritório, além da luz de Fran Barros e da sonoplastia de Fernando Oliveira.

O enredo parte da história do mito de Lilith, que teria sido a primeira mulher de Adão, antes de Eva, e que resolveu rebelar-se para ser igual ao homem.

Michelle Ferreira, dramaturga reconhecida da nova cena paulistana, colaborou com a dramaturgia da montagem, que também teve farta contribuição dos atores envolvidos.

No enredo, os personagens estão em uma festa empresarial de uma multinacional, onde acabarão por confessar seus desejos mais obscuros.

LILITH S.A
Quando: Segunda, às 20h. 60 min. Estreia 24/3/2014. Até 29/4/2014.
Onde: Sesc Consolação – Espaço Beta (r. Dr. Vila Nova, 245, 3º andar, Vila Buarque, metrô Santa Cecília, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-3000)
Quanto: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada e usuário do Sesc) e R$ 2 (comerciários e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

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