Posts com a tag "reportagem"

 

valeska reis eduardo enomoto Musical sobre samba procura artistas negros

Musical quer atores, cantores e bailarinos negros, como a bela Valeska Reis, em pose no Carnaval de São Paulo em 2013 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

Atores negros têm a oportunidade de participar de um novo musical paulistano: O Fino no Samba, que vai cantar nosso ritmo mais celebrado.

O Teatro Itália, que produzirá a obra com texto de Elisio Lopes Jr., direção de Kleber Bortes Sobrinho e direção musical de Bruno Elisabetsky, está em busca do elenco.

Podem se inscrever atores, cantores e bailarinos negros, entre 20 e 40 anos. É preciso comprovar experiência artística. Os currículos com foto podem ser enviados para o e-mail audicaofinodosamba@gmail.com até esta terça (7).

Os selecionados para a audição, que será realizada no Teatro Itália (av. Ipiranga, 344, subsolo do Edifício Itália, São Paulo), na segunda (13), será avisados por email até esta quinta (9).

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Gueminho Bernardes 02   foto Vanessa DAguiar Humorista tira sarro de autoajuda em stand up Como Fracassar na Vida e Ser Infeliz no Amor

Gueminho Bernardes faz apresentação única em SP - Foto: Vanessa D'Aguiar

Por Miguel Arcanjo Prado

As prateleiras de qualquer livraria estão repletas de livros que vendem soluções milagrosas para a vida profissional e pessoal. Segundo tais obras, basta você seguir todos os passos descritos para atingir o sucesso.

Pois o humorista Gueminho Bernardes não acredita em nada disso. Muito pelo contrário, tira sarro da onda autoajuda em seu espetáculo de stand-up Como Fracassar na Vida e Ser Infeliz no Amor, que faz apresentação única em São Paulo nesta sexta (3), no Espaço dos Parlapatões, às 23h59. Ele explica ao R7 o porquê da peça.

— Eu não quis tirar onda; na verdade, quis triturar os paradigmas do autoajuda. Essa coisa do motivacional me irrita muito. Sucesso e felicidade não são coisas que cabem em fórmulas. Isso tudo é uma bobagem, mas sustenta uma indústria que funciona muito bem.

Apesar do discurso contestatório, Bernardes, que também é redator do humorístico da Globo Zorra Total, entrou na onda literária e lançou o texto da peça em livro homônimo pela Editora Giostri.

— Busquei inspiração na minha própria vida. O título é muito provocativo e incomoda as pessoas. Resolvi mostrar o outro lado da moeda, o inverso do caminho da autoajuda. As pessoas procuram o sucesso, mas não procuram saber por que elas fracassam. É um trabalho de humor, mas humor com opinião. No palco, defendo meu ponto de vista.

Morador de Juiz de Fora (MG), onde nasceu, ele é criador do Teatro de Quintal, com o qual já montou mais de 40 textos. Entre suas criações mais conhecidas do grande público, está a personagem Dilma do Zorra Total, feita em parceria com Gustavo Mendes.

Como Fracassar na Vida e Ser Infeliz no Amor
Quando: Sexta (3), às 23h59. 80 min. Apresentação única
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Franklin Roosevelt, 158, Centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258.4449)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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impromadrid Grupo espanhol faz apresentação grátis em SP

Impromadrid faz apresentação única e gratuita no Teatro Vivo, em São Paulo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O grupo espanhol Impromadid se apresenta nesta quinta (2), em São Paulo, no Teatro Vivo, com entrada gratuita.

O espetáculo Corten 2.0 faz parte do Festival Internacional de Improvisação, o Fimpro.

O evento também conta com oficina grátis de máscara balinesa com o argentino Marcelo Savignone nesta sexta (3) e Sábado (4). Após São Paulo, o festival segue para Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Aracaju e Belém.

Realizadora do festival em parceria com a Cia. Bárbara, Mariana Lima Muniz diz que o improviso é um gênero que não para de crescer.

— Improvisar é radicalizar a efemeridade do teatro. O público não sabe o que vai ver e os atores não sabem o que vão fazer, essa é a delícia de fazer e ver um espetáculo de improvisação.

Fimpro – Festival Internacional de Improvisação
Corten 2.0
Quando: Quinta (2), às 21h. 80 min. Única apresentação
Onde: Teatro Vivo (avenida Chucri Zaidan, 860, Morumbi, São Paulo, tel. 0/xx/11 7420-1520 )
Quanto: Grátis
Classificação etária: 14 anos

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pies descalzos De Buenos Aires para São Paulo: argentinos querem se misturar a brasileiros na festa Pies Descalzos

Festa argentina Pies Descalzos acontece neste sábado (27) na Bela Vista, em SP - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Que tal esquecer a bobeira de rivalidade entre Brasil e Argentina em uma festa cheia de gente bonita e descolada?

Esta é a proposta da festa Pies Descalzos, que é trazida de Buenos Aires para São Paulo pelos argentinos Pablo Orso, Maximiliano Libera e Diego Mariano Ramallo, em parceria com o brasileiro Paulo Papaleo, do centro cultural Mundo Pensante (r. Treze de Maio, 825, Bela Vista, São Paulo, tel. 0/xx/11 5082-2657). É lá que o evento acontece neste sábado (27), a partir das 23h, com ingresso a R$ 25 (quem colocar o nome na lista paga R$ 15 - email: fiestapiesdescalzos@gmail.com).

Como o nome diz, todo mundo precisa ir fantasiado e  tirar o sapato ao entrar.

Pablo Orso, que já esteve quatro vezes no Brasil, diz que ele e seus dois amigos argentinos estão sendo bem recebidos na capital paulista. E espera que a festa, que existe em Buenos Aires há seis anos, faça sucesso por aqui.

— Essa história de rivalidade não existe quando conhecemos as pessoas uma a uma. Eu acredito na diversidade. São Paulo é uma cidade muito parecida com Buenos Aires.

Ele explica como é o clima da festa.

— É uma festa performática, para deixar a vergonha de lado. Todo mundo precisa vir fantasiado e deixar o sapato na entrada, para dançar descalço. As fantasias têm ser bregas ou ridículas. Porque, se você já está vestido de forma ridícula, o medo de parecer ridículo acaba. É uma festa grupal, não é só para olhar. O tempo todo acontecem intervenções. É uma experiência para ser vivida.

Orso diz que o evento é muito frequentado pela classe artística portenha. E espera levar a gente do teatro paulistano para sua festa.

— Normalmente, as pessoas que vao à festa são do teatro, da dança, do yoga. Gente que gosta de dançar e se divertir, mas não gosta do clima de boates. Preferem um espaço mais alternativo, para dançar mais solto.

Ele garante que no som haverá música de todo o tipo: "eletrônica, latina, cumbia, salsa, música brasileira e até música clássica".

— A gente quer que a festa seja periódica, sim. São Paulo é uma cidade cosmopolita. Apesar de ter essa aparência dura, as pessoas daqui gostam de festa.

Apresentação grátis no Memorial

O grupo fará uma espécie de aquecimento nesta quinta (25), quando faz uma intervenção urbana às 20h, na galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina, ao lado do metrô Barra Funda, durante a abertura da exposição coletiva Primeiro de Maio. A entrada é gratuita.

Orso diz que vão surpreender o público ao fazer um uso inusitado da arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, com a apresentação Los Pintores, feita pelos quatro amigos.

— O prédio do Memorial tem uma arquitetura muito peculiar. Estão todos convidados a ver o que vamos fazer por lá. Não vou contar muito para não estragar a surpresa.

pies descalzos paulo diego maximiliano pablo De Buenos Aires para São Paulo: argentinos querem se misturar a brasileiros na festa Pies Descalzos

(A partir da esq.) O brasileiro Paulo Papaleo, e os argentinos Diego Mariano Ramallo, Maximiliano Libera e Pablo Orso: mistura de São Paulo e Buenos Aires em festa moderninha na Bela Vista - Divulgação

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salmo 91  Artistas comemoram condenação de policiais do Carandiru no fim da Mostra Latino Americana

Elenco do espetáculo baiano Salmo 91, que encerrou a Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo

Por Miguel Arcanjo Prado

A 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo terminou, na noite deste domingo (21), com discurso político no palco do Centro Cultural São Paulo.

A última peça da mostra foi Salmo 91, com texto de Dib Carneiro Neto baseado no livro de Dráuzio Varella dá história de vida a alguns dos detentos mortos no massacre do Carandiru, em 1992. A montagem foi apresentada no dia em que 23 policiais responsáveis pela chacina foram condenados pela Justiça a 156 anos de cadeia. A data emblemática foi lembrada no palco.

Após vigoroso aplauso da plateia, o diretor do grupo baiano Ateliê Voador, Djalma Thürler, subiu ao palco a convite do elenco formado pelos atores Duda Woyda, Fábio Vidal, Lucas Lacerda, Lúcio Tranchesi e Rafael Medrado.

Emocionado, o diretor lembrou que o espetáculo era apresentado no mesmo dia da condenação de policiais responsáveis pelo crime de assassinar 111 presos.

– Tínhamos apresentado a peça no dia em que o massacre do Carandiru fez 20 anos, no ano passado. E, agora, fazer o espetáculo neste dia é algo importante e muito especial para nós, pois somos um grupo que batalha pelos direitos humanos.

Na plateia, estava o autor da peça, o jornalista Dib Carneiro Neto. Em conversa com o R7, ele lembrou que “o massacre foi um marco em nossa história”.

– Ver este tema resgatado por um julgamento 20 anos depois é muito importante. Neste momento em que abro a internet e vejo um monte de gente reacionária, é muito importante mostrar no palco que os mortos eram seres humanos. Então, esta é uma peça de defesa dos direitos humanos, como bem falou o diretor no palco.

Os atores Pascoal da Conceição e Ando Camargo, que participaram do elenco da primeira montagem da peça, dirigida pelo mineiro Gabriel Villela em 2007, também estavam na plateia. Pascoal contou que teve “um olhar bem técnico” para a peça dos baianos e que, por isso, “não conseguiu entrar na emoção da obra”. Ando Camargo contou que a música de Eliana de Lima que permanece na montagem baiana foi “um caco” criado por ele nos ensaios.

Camargo ressaltou a importância da obra continuar na pele de outros atores.

– É uma obra que tem de estar sempre em cartaz. É uma história que precisa ser contada sempre.

Pascoal da Conceição concordou com o colega.

– Fiquei feliz de ver que a força do texto resiste. Até porque é um assunto que não está resolvido ainda. Existe ainda na sociedade um desejo de vingança muito grande.

Ao fim da montagem, o coordenador-geral da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, Alexandre Roit, agradeceu nominalmente a toda a equipe do festival e pediu ao público que "retorne no próximo ano com a mesma energia". Foram seis dias de foco nas artes cênicas, com 11 espetáculos vindos de sete diferentes países da América Latina. Todos com entrada gratuita.

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salmo.jpg Baianos dão vida a vítimas do massacre do Carandiru na peça Salmo 91, na Mostra Latino Americana

Na semana do julgamento, massacre do Carandiru ganha vida no CCSP - Foto: Bob Nunes

Por Miguel Arcanjo Prado

O julgamento dos policiais envolvidos no massacre do Carandiru, quando 111 presos foram exterminados no então maior presídio do País, ocupa os noticiários e também o palco do Centro Cultural São Paulo (CCSP), neste domingo (21), a partir das 18h.

Lá será apresentado espetáculo Salmo 91, de Dib Carneiro Neto, baseado no livro de Dráuzio Varella. A peça encerra a programação da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, que trouxe 11 espetáculos de sete países a São Paulo, todos com entrada gratuita. Os ingressos são distribuídos a partir das 16h na bilheteria do CCSP.

A peça já teve montagem de sucesso, com direção do mineiro Gabriel Villela e elenco potente em 2007. Desta vez, quem assume a missão de recriar os relatos daqueles presos vítimas da truculência policial são os atores do Ateliê Voador Companhia de Teatro, de Salvador, na Bahia, com direção de Djalma Thürler.

Duda Woyda, ator da trupe, diz ao R7 que “não há comparação” da montagem baiana com a paulistana e que o diretor deixou o elenco criar à vontade, “sempre aberto” às propostas dos mesmos.

Outro ator do elenco, Lucas Lacerda, diz que é um privilégio encerrar a mostra e abordar no palco um assunto que voltou para as manchetes do jornais por conta do julgamento. “Durante muito tempo ninguém falou do massacre. No ano passado, quando ele completou 20 anos, também estávamos encenando a peça. E logo quando estreamos em São Paulo isso acontece justo na semana do julgamento”.

Fábio Vidal, também do elenco do Ateliê Voador, destaca o privilégio de encerrar a Mostra e diz que “o festival tem uma visibilidade enorme e forte presença do público paulistano”. Ao que Lacerda completa: “É um lugar de intercâmbio entre os artistas que fazem teatro na América Latina. Não apenas apresentamos nossas pecas, mas assistimos às dos colegas. Isso não acontece na maioria dos festivais. Conhece realizações cênicas tão diferentes é uma riqueza muito grande”.

Em julho, a peça Salmo 91 será apresentada em Miami, nos Estados Unidos, onde se apresentam no Festival Internacional de Teatro Hispano. O grupo afirmou ao R7 que espera retornar a São Paulo para uma temporada grande com o espetáculo. Eles querem trazer a trilogia composta pelos espetáculos O Melhor do Homem, Salmo 91 e O Diário de Genet. Salmo 91 ainda tem no elenco Rafael Medrado e Lúcio Tranchesi.

 

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r7 rogerio viana foto jackson vieira Dramaturgo diz que é perseguido por vingança

O jornalista Rogério Viana mostra o e-mail no qual o Sesi Paraná diz que Roberto Alvim não quer o aluno em sua turma: "Fui aprovado e tenho o direito de fazer este curso" - Foto: Jackson Vieira

ATUALIZADO DIA 21/04/2013 às 13h30

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Jackson Vieira

O jornalista e dramaturgo Rogério Viana, 64 anos, morador de Curitiba (PR), procurou o R7 para apresentar uma denúncia. Ele acusa os diretores Marcos Damaceno e Roberto Alvim de persegui-lo por vingança no curso de dramaturgia do Sesi Paraná. E afirma que a instituição foi conivente. Damaceno afirma que as acusações contra ele não procedem (leia mais abaixo). Já o diretor Roberto Alvim confirmou à reportagem que não permitiu que o aluno frequentasse suas aulas e explicou seu motivo (leia mais abaixo). Procurado, o Sesi Paraná ainda não se manifestou sobre o assunto.

De acordo com o relato de Viana, do qual tem documentos e gravações apresentados à reportagem que comprovam sua fala, ele fez parte da primeira turma do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná, no ano de 2009. “Participei ativamente do Núcleo, pesquisando bastante, escrevendo muito, traduzindo textos teóricos de dramaturgia”, lembra.

Ele conta que, como também é jornalista, “produzia pequenos textos jornalísticos para ajudar a divulgação, fazia fotografias, cedia-as para o Núcleo, para o Damaceno, para o Alvim”.

Viana diz que os coordenadores do projeto mudaram sua relação com ele no dia em que se opôs a continuar trabalhando de forma gratuita.

“Uma determinada tarde o Damaceno pediu para eu socorrê-lo, pois precisava de um texto jornalístico para divulgar um evento. E eu, cansado de trabalhar de graça, disse que não podia atendê-lo. Ele ficou furioso com minha negativa”, afirma.

Punição

Segundo Viana, houve uma represália por sua atitude. Ele afirma que foi excluído da turma de 2010 sem explicação. “Foi a forma de me punir e de desconsiderar tudo o que eu havia feito”.

Em 2012, o jornalista voltou a se inscrever no curso. “O Sesi alegou que meu e-mail havia sido detectado como 'spam' e minha inscrição não foi aceita”. Em 2013, voltou a insistir e, dessa vez, obteve sucesso e foi aprovado. Seu nome foi publicado na lista que saiu no dia 26 de março deste ano classificado para a turma avançada, com aulas ministradas, num primeiro momento, por Roberto Alvim.

Expulso da turma

Rogério Viana chegou a assinar o contrato para participar do curso no dia 1º de abril de 2013. Apesar disso, houve uma mudança abrupta, segundo conta o jornalista.

“Recebi telefonema do Diego Marchioro, responsável pela produção do Núcleo de Dramaturgia e das oficinas - de iniciantes e avançada -, dizendo que o Roberto Alvim havia pedido ao Sesi que me excluísse da turma da Oficina de Dramaturgia avançada”, acusa.

Segundo Viana, ele argumentou “que considerava a decisão arbitrária” e pediu ir ao Sesi pessoalmente. Lá, teve confirmado que sua estada na turma de Alvim não seria possível. “Fui imediatamente recebido pelo Diego Marchioro que me disse que a Janaina Coelho Adão, do setor de Cultura do Sesi Paraná, queria conversar comigo numa das salas do edifício para me explicar os motivos da minha exclusão da Oficina com o Roberto Alvim, por pedido do próprio Alvim”.

"Desgaste no relacionamento"

Ao fim de uma tensa conversa, que foi gravada pelo jornalista, o Sesi pediu que Viana frequentasse a turma iniciante, já que nesta Roberto Alvim não daria aula.

Depois, Rogério Viana pediu que o Sesi lhe enviasse um e-mail comprovando sua exclusão da turma de Alvim, ao qual o R7 obteve cópia. No documento, a instituição pede ao aluno que troque de turma “em face do desgaste no relacionamento com o ministrante da turma avançada [Roberto Alvim]”.

O jornalista acusa a atitude de ferir o edital no qual foi aprovado e diz que foi constrangido publicamente. “Só quero o que é certo. Eu fui aprovado e tenho o direito de fazer este curso. Se o Roberto Alvim quisesse me proibir de entrar no Club Noir, em São Paulo, que é dele, tudo bem, mas ele não pode fazer isso em uma instituição como o Sesi.”

Outro lado

A reportagem do R7 procurou o Sesi Paraná por meio da assessoria de imprensa da instituição e apresentou todos os argumentos do aluno Rogério Viana. Contudo, o Sesi Paraná não se pronunciou até o momento.

"Não houve decisão arbitrária na minha gestão", diz Marcos Damaceno

O R7 também procurou o diretor Marcos Damaceno. Ele falou com a reportagem e afirmou que durante o período em que coordenou o Núcleo de Dramaturgia do Sesi Paraná "não houve a tomada de nenhuma decisão arbitrária".

Segundo Damasceno, durante sua gestão, "todos os processos seletivos foram respeitados de acordo com o regulamento".

Sobre a acusação que Rogério Viana faz de não ter sido aprovado, por ter se recusado a produzir textos e fotos para o núcleo, Damaceno diz que "de forma alguma isso aconteceu; o que houve é que havia 20 vagas e, infelizmente, não havia como atender a todos os inscritos no segundo ano do projeto", devido, inclusive, "ao sucesso do mesmo".

Sobre as colaborações de Rogério Viana, Damaceno diz que "ele sempre se mostrou disponível a ajudar o projeto" e que "toda cooperação feita por ele se deu de modo voluntário".

Sobra a expulsão de Rogério Viana da turma de Roberto Alvim em 2013, Damaceno afirma que o fato foge do tempo em que foi gestor do Núcleo de Dramaturgia do Sesi Paraná, já que ele deixou o cargo de coordenador em 2011.

Diretor Roberto Alvim fala o que pensa sobre o assunto

Procurado também antes de a reportagem ir ao ar, o diretor Roberto Alvim escreveu uma mensagem ao R7, no fim da noite deste sábado (20), sobre a denúncia apresentada pelo jornalista e dramaturgo Rogerio Viana:

“Esse camarada foi meu aluno em 2009 no Núcleo de Dramaturgia em Curitiba. Falou mal de mim diversas vezes em seu blog e discutiu comigo (sempre tentando me "desmascarar", utilizando-se de uma má-fé que me enojou). Bom, o que isto quer dizer? Que ele me acha um m..., é óbvio. E por conta disso mandei a ele uma mensagem na época rompendo relações. Mas qual não é minha surpresa quando justamente este cara aparece na minha primeira aula deste ano de 2013, querendo novamente ter aulas comigo? P..., um sujeito que junto com outros seus amigos [...] tem procurado me defenestrar continuamente, de repente aparece pra ter aulas comigo? Não. É claro que não permiti. É claro que mandei o mal-intencionado porta afora [...] E aí o site R7 decide dar voz a um sujeito que plantou uma situação inteira para agora dizer que é perseguido por mim. Pessoal do R7: investiguem melhor pra quem vocês estão dando palanque, senão fica difícil... Se forem dar voz para cada uma das pessoas que me odeiam, vai acabar faltando pauta pra outros artistas. Roberto Alvim”

Nota do editor: o blog é democrático e acredita que todos têm direito à voz neste espaço.

Já nas primeiras horas deste domingo (21), em nova mensagem, o diretor Roberto Alvim pediu que fosse publicado este acréscimo à sua fala:

"Aliás, eu gostaria de perguntar a alguns dos meus inimigos: se me odeiam tanto, por que falam sempre de mim? Se me desprezam tanto, por que repetem o meu nome, em sites, blogs, Facebook? Se meu trabalho é tão insignificante, Rogério Viana, por que você quer ter aulas comigo? Antes de vir me xingar, me mostre a sua obra. E, se você quiser, eu te mostro a minha. O resto ("denúncias" idiotas contra mim, acusações de que eu teria um "ego doente"...) são apenas rancor e frustração e inveja e eu
não tenho NADA a ver com a SUA raiva... Eu MOSTRO o meu trabalho. Sempre. E o meu trabalho é o melhor de mim. Tive 16 estreias no ano passado, e neste ano de 2013 já estreei cinco peças (e caminho para estrear muitas outras mais, pelo menos uma obra por mês). Quanto aos caras que falam mal de mim: cadê a obra? Pois é... Dou aulas de dramaturgia em diversos Estados do Brasil e também em alguns países do exterior. Se cada autor que não for "escolhido" por mim para ser encenado for me acusar de "perseguição", aí vai ficar BEM difícil... O que eu fiz foi simplesmente não deixar que um cara fizesse aulas comigo, pelo fato dele me desqualificar há tempos em seu blog. e aí o sujeito diz que eu o "persigo"(?)... putz, o cara sempre disse publicamente que eu era um m... - e eu tenho que abrir minhas aulas pra ele? NÃO - eu não farei isso; eu não sou obrigado a colocar um cara notoriamente mal-intencionado em minha turma de dramaturgia. Eu não estou "perseguindo" o tal Rogério Viana. Eu nem sequer me lembrava dele até este incidente acontecer. Ele que siga sua vida - mas eu também tenho o direito de mantê-lo longe de mim (como eu mantenho longe qualquer pessoa que me pareça mal-intencionada). Roberto Alvim"

doc email Dramaturgo diz que é perseguido por vingança

Detalhe do e-mail recebido pelo jornalista, no qual o Sesi confirma sua mudança de turma - Foto: Jackson Vieira

 

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Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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teatro invertido eduardo enomoto 1 Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Os seis integrantes do Teatro Invertido posam no Centro Cultural São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

A metrópole que corre frenética na avenida 23 de Maio, avistada do terraço do Centro Cultural São Paulo, não assusta os seis integrantes do Teatro Invertido, grupo criado em Belo Horizonte em 2004.

A cidade cinza parece ter gostado da visita mineira. Tanto que preparou um potente sol de outono que dá vida e cor a tudo ao redor. Apesar da receptividade, os mineiros continuam matutos e observam os paulistanos nas espreguiçadeiras sob a grama do lugar, aproveitando cada minuto daquele dia lindo, coisa rara na cidade.

Os artistas sabem que vivem uma espécie de realização de sonho embalado há muito tempo. A companhia mineira conquista, a cada dia, respeito e público que vai além das fronteiras de Minas Gerais. São um grupo do mundo e de Minas Gerais, como diz a música de sua terra.

Após participar do último Festival de Curitiba, a trupe sobe ao palco nesta quinta (18) na 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, às 21h, no Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000, Metrô Vergueiro). Os ingressos, gratuitos, começam a ser distribuídos a partir das 16h na bilheteria do local.

Eles apresentam o espetáculo Os Ancestrais, com dramaturgia e direção de Grace Passô sobre uma família soterrada. Eles se unem a uma expoente no novo teatro mineiro. E Grace também está em cartaz na capital paulista com O Líquido Tátil, no Sesc Pompeia, resultado da parceria de seu grupo, o Espanca!, com o diretor argentino Daniel Veronese.

O Teatro Invertido bem sabe que parcerias são fundamentais para seu aperfeiçoamento. Diálogo é palavra chave do grupo. Aberto ao novo, incorporou novos integrantes, aceita críticas com maturidade e procura fazer seu teatro acontecer onde quer que estejam. Como todo artista deve fazer.

O R7 conversou com cada um dos seis integrantes do Teatro Invertido e conta, a seguir, quem eles são e o que desejam:

kelly crifer eduardo enomoto Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Kelly Crifer, do Teatro Invetido: "Foi a Folia de Reis quem me levou ao teatro" - Foto: Eduardo Enomoto

Kelly Crifer é doce e conquista automaticamente qualquer um. De fala articulada, é uma espécie de musa automática do Teatro Invetido. Nascida em Belo Horizonte, a atriz de 31 anos foi criada em Santana da Divisa, distrito de Diamantina no Vale do Jequitinhonha. Foi lá que se apaixonou pela arte, vendo a Folia de Reis. "Eles visitavam as casas enfeitadas, meu tio-avô cantava e eu ficava encantada". Filha da professora Maria José e do caminhoneiro Egídio, Kelly sempre foi ótima em matemática. Mas descobriu que o palco poderia ser uma profissão ao pegar o revista do vestibular da UFMG e se deparar com o curso de artes cênicas. Não teve dúvida, abandonou os números e abraçou o teatro. Quando não está viajando com o Teatro Invertido, gosta de ficar em casa, quietinha, e ler biografia de grandes atores. No momento, desvenda a vida de Procópio Ferreira. "A vida de outros artistas é algo que me cativa e me enlouquece".

leonardo lessa eduardo enomoto Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Leonardo Lessa, do Teatro Invertido: "O trabalho de ator é minha prioridade" - Foto: Eduardo Enomoto

Leonardo Lessa fala a idade sem nenhum problema: "estou com 30 anos". Diz que já passou da fase de ter medo. Está bem resolvido. Apesar de o grupo ser democrático em suas decisões, ele é uma espécie de lider nato do Teatro Invetido. Despachado, faz as coisas acontecerem. Nascido em Belo Horizonte, começou a fazer teatro bem cedo, aos oito anos. Nunca teve dúvida de que aquela seria sua profissão. "Tirei o registro profissional de ator aos 16 anos". Na hora do vestibular, entrou de cara no curso de artes cênicas da UFMG. Lá criou o Teatro Invertido com os colegas de curso. No grupo, sempre assumiu a coordenação e o planejamento. "Foi algo natural, acho que tem a ver com minha personalidade e militância em políticas públicas para a cultura". Divide o trabalho no Teatro Invertido com o de coordenador há cinco anos do Centro Cultural do Galpão Cine Horto. Quando elogiam seu trabalho de gestor, avisa logo: "Eu gosto, mas minha prioridade é o trabalho de ator. Posso gerir, mas faço isso como artista". Acredita que o Teatro Invertido está em um momento de virada. "Temos princípios claros e parcerias frutíferas", diz. Com tantas responsabilidades, mal consegue se desligar. "É coisa de capricorniano". Por isso, nos poucos momentos em que consegue apagar o telefone e o computador, vê "a maior bobeira que encontra na TV".

rita maia eduardo enomoto Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Rita Maia, do Teatro Invertido: "Gosto de pensar o teatro sem hierarquia" - Foto: Eduardo Enomoto

Rita Maia comemora 20 anos de carreira. A atriz, de 39 anos, começou na profissão aos 19. Natural de Uberaba, foi ainda bebê para Belo Horizonte. Logo que se entendeu por gente, mergulhou em cursos livres de teatro. Acabou se formando em Letras na UFMG. Assim que foi criado o curso de artes cênicas na universidade, resolveu que seria sua segunda e principal faculdade. Entrou sabendo o que queria: "Montamos de cara o Grupa, o Grupo de Pesquisa em Atuação. Gosto de pensar o teatro sem hierarquia". Avalia as conquistas do Teatro Invertido como "resultado de muito trabalho". "Estou conquistando aquilo que mais queria", reitera. Conta que o cenário para o teatro na capital mineira melhorou, tem mais público e incentivos, "mas ainda não é o ideal". Faz questão de militar pela cultura em sua cidade. "Escolhi ficar em BH, então, tenho de peitar isso e fazer as coisas acontecerem lá". Tem o Grupo Galpão, a quem chama de "pai de todos", como grande referência. "Espero poder um dia trabalhar só como atriz do Teatro Invertido".

robson vieira eduardo enomoto Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Robson Vieira, do Teatro Invertido: "Queremos circular cada vez mais" - Foto: Eduardo Enomoto

O belo-horizontino Robson Vieira, de 36 anos, começou a fazer teatro e dança ainda adolescente, aos 14 anos. Passou por vários grupos amadores até se profissionalizar. Formou-se em dança pela Fundação Clóvis Salgado. A amizade com a atriz Kelly Crifer lhe rendeu o convite para integrar o Teatro Invertido. "Tudo que estamos conquistando é fruto de uma construção coletiva. O crescimento é resultado de desejos múltiplos". Diz que o teatro político e engajado que fazem dialogam com realidades distintas. "Queremos circular cada vez mais". Quando viaja, fica com saudade de casa e, sobretudo, de brincar com seu filho, Raul, de oito anos. "Recentemente, temos brincado muito de helicóptero e de dançar".

janaina morse eduardo enomoto Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Janaina Morse, do Teatro Invertido: "Estar em um grande festival é sempre uma realização" - Foto: Eduardo Enomoto

Janaina Morse é mineira, de Belo Horizonte. Mas tem um pé na Bahia: morou em Salvador por oito anos, "divididos em dois períodos de quatro". Formada em teatro no Palácio das Artes, de BH, fez Oficinão do Galpão em 2000 e, de cara, ganhou a missão de substituir a atriz Teuda Bara em Um Trem Chamado Desejo, em 2001. Viajou todo o País e conheceu de perto como é integrar um grupo sólido no cenário brasileiro e mundial. Assim que a temporada acabou, migrou para a Bahia, onde foi trabalhar no Grupo Dimenti. A volta para a capital mineira foi por conta do coração. A mãe, Maria da Conceição, ficou doente. Voltou em 2006 e ficou ao lado dela até sua partida, em 2008. Aos poucos, se reintegrou à cena mineira. Os Ancestrais é seu primeiro trabalho no Teatro Invertido. O convite partiu de Grace Passô, a diretora e dramaturga com quem estudou no Palácio das Artes. Após participar do Festival de Curitiba e agora na 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, diz estar contente. "Estar em um grande festival é sempre uma realização. Acho que é o lugar que todo mundo quer estar, né? Onde as coisas acontecem". Quando dá um tempo na frenética rotina, toca acordeon e kulelê, "que é aquele violão havaiano menor que o cavaquinho".

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Dimitrius Possidônio, do Teatro Invertido: "A vontade de atuar veio do cinema" - Foto: Eduardo Enomoto

Dimitrius Possidônio, de 28 anos, é de Almenara, no Vale do Jequitinhonha. O nome impactante vem da ascendência grega do lado paterno. Da infância, veio o gosto por se embrenhar no sertão: "Gosto do mato, de fazer fogueira e ir para cachoeira". Foi em Belo Horizonte, na adolescência, que o teatro chegou em sua vida. "A vontade de atuar veio de ver cinema". Ele se matriculou no curso de teatro do Espaço Cênico e depois no Palácio das Artes, onde se formou em 2008. O amor pelos palcos foi tão grande que vendeu um restaurante que tinha para investir na profissão. Foi o ator Leonardo Lessa quem o convidou para entrar para o grupo. "O Teatro do Invertido está indo num caminho muito bom, e agora, com os novos integrantes, está com sangue novo". Fã de Zeca Baleiro e Lucas Santana, também reserva espaço para ouvir Milena Torres, sua tia cantora e compositora. "Também gosto muito de ler. No momento, estou mergulhado na obra do Charles Bukovski".

teatro invertido eduardo enomoto 3 Teatro Invertido rompe fronteiras de Minas e conquista seu lugar nos palcos do Brasil

Com sede em Belo Horizonte, o Grupo Teatro Invertido é uma das atrações da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo de São Paulo, gratuita, no CCSP - Foto: Eduardo Enomoto

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nac31 Lee Taylor rebebe amigos e inaugura o NAC, Núcleo de Artes Cênicas do Centro da Cultura Judaica

O ator Lee Taylor (à esq.), no palco com Marcelo Szpektor, inaugura o NAC - Foto: Carol Mendonça

Por Miguel Arcanjo Prado

Grandes nomes do teatro brasileiro foram convocados pelo ator goiano Lee Taylor para a inauguração do NAC, o Núcleo de Artes Cênicas do Centro da Cultura Judaica, em São Paulo, na última segunda (15).

Antonio Fagundes e a namorada, a atriz Arieta Correa, estiveram na plateia.

Arieta é ex-colega de Lee Taylor no CPT, o Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho, no Sesc Consolação, em São Paulo, onde se formaram.

A inauguração do NAC comemorou os dez anos da sede própria do Centro da Cultura Judaica, instituição que vai completar 50 anos de existência.

Lee Taylor assume a coordenação artística e pedagógica do novo projeto. Para isso, deixou o CPT. Antunes Filho não foi à inauguração.

Ao lado do ator Marcelo Szpektor, Taylor leu o conto A Chave, do escritor judeu Isaac Bashevis Singer, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1978.

O projeto prevê cursos semestrais gratuitos para formação de atores, sempre com uma montagem ao fim do período apresentada com entrada gratuita, sempre no Teatro da Centro da Cultura Judaica (r. Oscar Freire, 2500, Metrô Sumaré, São Paulo).

Conheça o site do NAC.

Com a leitura, o NAC lançou o projeto Mise en scène, experimentações cênicas de curta duração, com periodicidade mensal, sempre nos fins de semana, às 17h30. A programação é trocada a cada três meses.

Veja, abaixo, mais fotos da inauguração do NAC:

nac lee taylor Lee Taylor rebebe amigos e inaugura o NAC, Núcleo de Artes Cênicas do Centro da Cultura Judaica

Cenas da leitura que abriu o NAC - Núcleo de Artes Cênicas da Cultura Judaica, em São Paulo; Lee Taylor dividiu o palco com o amigo Marcelo Szpektor; Antonio Fagundes e a namorada, Arieta Correa, prestigiaram o evento - Fotos: Carol Mendonça

Mise en scène: A Chave
Quando: dias 27/4, 19/5 (Virada Cultural) e 22/6, às 17h30
Onde: NAC do Centro da Cultura Judaica (r. Oscar Freire, 2500, Metrô Sumaré, SP)
Quanto:
Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: Livre

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cleyde Morre Cleyde Yáconis aos 89 anos; veja fotos históricas da grande atriz brasileira

Cleyde Yáconis na última vez em que subiu em um palco: em julho de 2012 ela homenageou Nelson Rodrigues ao lado de Denise Fraga e Marco Antônio Braz no Auditório Ibirapuera, em SP - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Um dos maiores nomes do teatro brasileiro, Cleyde Yáconis morreu aos 89 anos, nesta segunda-feira (15), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde outubro de 2012.

O velório acontece nesta terça-feira (16), na casa da atriz, no distrito de Jordanésia, em Cajamar, na Grande São Paulo.

O corpo será enterrado às 17h40, no Cemitério Municipal de Cajamar (r. Lázaro Dalcin, 301, Centro, Cajamar, SP). 

Apesar de ser irmã de uma grande atriz, Cacilda Becker, Cleyde Yáconis sempre teve brilho próprio, fosse na televisão ou nos palcos. Incansável, fez mais de 90 peças de teatro até o fim da vida.

O R7 acompanhou a última apresentação de Cleyde Yáconis em um palco, em julho de 2012. Após ler um texto de Nelson Rodrigues, ao lado de Denise Fraga e sob direção de Marco Antônio Braz, ela foi aplaudida de pé pelo Auditório Ibirapuera lotado.

Como fã confesso da atriz, o blog Atores & Bastidores do R7 não poderia deixar de homenageá-la com belas imagens que ilustram uma carreira de talento, inteligência, sensibilidade e humildade. Cleyde vai nos fazer muita falta.

cedoc funarte Morre Cleyde Yáconis aos 89 anos; veja fotos históricas da grande atriz brasileira

Cleyde Yáconis, no palco, em diversos momentos de sua vida: uma diva - Fotos: Cedoc/Funarte

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