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dias felizes leo koroth Crítica: Casamento fracassado ganha ares de musical

Rita Clemente, em cena de Dias Felizes: Beckett ganha tom de musical no CCBB-RJ - Foto: Leo Koroth

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

Todos os dias, a senhora Winnie acorda e enfrenta um dos piores inimigos do ser humano: a rotina de um casamento fracassado.

Esse é o mote para a peça Dias Felizes, inspirada na obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989).

O tema não é novo. Beckett já falava disso em 1961.  No entanto, essa atual remontagem ganha uma mistura de musical e drama.

Também pesa tamanha responsabilidade, pois Fernanda Montenegro e Fernando Torres já atuaram numa adaptação brasileira, em 1995/96, com direção de Jacqueline Laurence.

Winnie carrega uma mala com inúmeros utensílios. Metáfora simples para aquilo que carregamos todos os dias. Quinquilharias dispensáveis que sobrecarregam coluna e alma.

Bem que a personagem tenta se desfazer de algumas coisas, como pasta de dente, escova e guarda-chuva, mas outras insistem perdurar. Principalmente, sua relação com Willie, um marido apático e dependente.

A semelhança entre os nomes dos personagens não é mera coincidência. Winnie e Willie são rimas que carregam algo metafórico: uma crítica a casais, que passam a vida se anulando, e que se aprisionam num universo solitário. Aquele tipo de autoajuda farsesca em que dois se tornam um só.

Nesta peça, dirigida por Rita Clemente e coescrita por José Antônio Zille, a trama se assemelha a uma partitura. Nove momentos musicais vão conduzir a história: Fuga, Rapsódia, Rondó, Fantasia, Moteto, Recitativo, Área, Vocalise e Prelúdio.

Elementos que ajudam a destacar os arranjos musicais que unem rock, pop e erudito, sem cair no gosto vulgar ou infame.

Além de uma voz doce, invejosamente afinada, Rita Clemente, que interpreta Winnie, trabalha bem sem perder o tom.

Seu coadjuvante, o marido Willie, traz uma boa performance musical de Márcio Monteiro, que também poderia ser mais bem explorado na atuação.

Infelizmente, os números musicais são curtos, o que talvez tenha ocasionado uma quebra de ritmo. Poesias e canções parecem disputar espaço em tão pouco tempo de espetáculo.

Por outro lado, não se pode deixar de perceber um figurino bem elaborado (também assinado por Rita Clemente). No texto de Beckett, Winnie era enterrada até o pescoço, um dos elementos que iria ajudar a configurar o discutível Teatro do Absurdo.

Já nesta adaptação, Rita Clemente usa um longo vestido que aparenta ter uma cauda interminável, e que se confunde com o palco, dando sinais que Winnie está presa eternamente naquele lar e no seu triste otimismo, de que um dia tudo irá melhorar.

*Átila Moreno é jornalista e escreveu esta crítica a convite do blog.

Dias Felizes
Avaliação: Bom
Quando:  Quarta a domingo, 19h30. 55 min. Até 26/05/2013
Onde: CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio. Tel. 0/xx/21 3808-2020)
Quanto: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Casamento fracassado ganha ares de musical

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BalletMaribor1 Festival reúne grupos de dança em três capitais

Grupo esloveno Maribor Ballet integra a programação de importante festival de dança - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Entre 1º de abril e 9 de maio, São Paulo, Rio e Curitiba vão entrar no ritmo da dança. O Auditório Ibirapuera, o Theatro Municipal do Rio e o Teatro Guaíra receberão algumas das principais companhias do mundo no Festival O Boticário na Dança.

Grupos como Shen Wei Dance Arts (EUA), Hofesh Shechter (Reino Unido), Peeping Tom (Bélgica) e Maribor Ballet (Eslovênia), que se apresentam pela primeira vez no Brasil; além de Grupo de Rua (Rio de Janeiro), Quasar (Goiânia) e Mimulus (Belo Horizonte). Os organizadores divulgaram que esperam público de 20 mil pessoas em todas as apresentações.

Estarão representados no evento diferentes estilos, como dança contemporânea, neoclássica, de rua, de salão, moderna, jazz e dança teatro, entre outras.

Os ingressos em São Paulo custarão R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Já no Rio, os ingressos irão de R$ 20 a R$ 70 (valores de inteira). Já em Curitiba, os preços serão de R$ 30 a R$ 50 (também valores de inteira). 

A programação do festival ainda terá quatro workshops gratuitos ministrados por profissionais dos grupos Peeping Tom (Bélgica), Hofesh Shechter Company (Reino Unido), Maribor Ballet (Eslovênia) e Quasar Cia. de Dança (Brasil). Dos quatro workshops previstos, três serão realizados em São Paulo - Peeping Tom (Bélgica), Hofesh Shechter Company (Reino Unido) e Quasar Cia. de Dança (Brasil), nos dias 3, 4 e 5 de maio, respectivamente, no Itaú Cultural.

Já o encontro com os profissionais do Maribor Ballet (Eslovênia) será no dia 8 de maio, no Teatro Guaíra, em Curitiba. As inscrições para os interessados serão feitas pelos telefones: (11) 2168-1876, em São Paulo; e (41) 3233-1315 em Curitiba, a partir de 15 de abril. Saiba a programação completa.

Shen Wei Folding   Shu Lai Photographer web Festival reúne grupos de dança em três capitais

Shen Wei Dance Arts é o representante norte-americano no festival de dança - Foto: Shu Lai

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prazer Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichês

Cenário é destaque na montagem mineira Prazer, da Luna Lunera - Foto: Emi Hoshi/Clix

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Quando o público entra na sala de teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, para assistir Prazer, da premiada companhia mineira Luna Lunera, se depara com algo inicialmente diferente.
 
Antes de tudo começar, os atores já estão no palco: dispersos no espaço, mas concentrados em si, riscando a parede com frases marcantes, inspiradas ou tiradas do universo de Clarice Lispector (1920-1977). 
 
O espetáculo faz uma leve referência à obra Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da escritora ucraniana naturalizada brasileira, que serviu de base para o grupo. Clarice era uma das poucas do ramo, que conseguia transferir as angústias do cotidiano, por meio de uma literatura sofisticada.
 
Apesar de ser totalmente diferente do romance entre Lóri e Ulisses no livro, aqui a trama gira em torno de quatro amigos, que vivem dilemas e uma crise que não parecem ter fim. Um deles chega de um intercâmbio e vai se encontrar com os companheiros que não via há muito tempo.
 
No entanto, a peça não aprofunda quando traz tamanha complexidade destes quatro personagens, interpretados por Marcelo Souza e Silva, Cláudio Dias, Isabela Paes e Odilon Esteves.
 
Quando ganha ritmo, a montagem se perde em clichês, pois quem nunca viu essa história de grupos de amigos que estão procurando se acertar? E olha que a companhia bem que tenta trazer um pouco de frescor, com a direção compartilhada entre os próprios atores e outros artistas como Éder Santos, Jô Bilac, Mário Nascimento, Roberta Carreri.
 

prazer 2 Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichês

Prazer está em cartaz no CCBB-RJ - Foto: Emi Hoshi/Clix

Só que isso às vezes se torna confuso, resultando numa falta de sintonia e equilíbrio estético, como um pêndulo sem demarcar nenhuma hora, e só fazendo mesmo muito barulho, principalmente pela trilha sonora, que traz canções da banda brasileira Los Hermanos e do grupo inglês Coldplay.
 
Artifício que deixou a peça um pouco adolescente e pop, com movimentos corporais que se mostram até dispensáveis em alguns momentos.
 
O figurino de Marney Heitmann acerta, mas ao retratar o personagem de Odilon Esteves deixa uma dúvida: por que diabos um homem enfermeiro, com um perfil tão ranzinzo e “quadrado”, está usando saia?
 
Se na direção, o excesso de estilos pesou, não se pode dizer o mesmo da estrutura cênica, que salva boa parte desse espetáculo. O cenário, idealizado por Ed Andrade, ajudou a trazer luz para uma peça que fala das trevas de cada ser humano. Além do mais, não é meramente decorativo e chega a ser quinto ator ou elemento primordial na trama.
 
É uma cenografia que consegue dialogar, incitar e provocar, muito mais que os próprios protagonistas, trazendo diversas linguagens como videografismos, pichações e projeções.  Estas muitas bem trabalhadas pela equipe composta por Eder Santos, André Hallak, Leandro Aragão e Barão Fonseca. Vale ficar atento com a figura do cachorro projetado na parede.
 
Os atores, infelizmente, trazem uma atuação demasiadamente forçada e insossa. Salvo, às vezes, o personagem de Odilon Esteves, que parece conquistar mais o público, por meio de sua crítica ácida com os demais. 
 
Prazer pode soar simpática para quem assiste algo da companhia pela primeira vez. Mas se compararmos com a sofisticação de Aqueles Dois, nota-se que algo ficou entre a pichação e o trabalho de um grafiteiro. 

*Átila Moreno é jornalista.

Avaliacao Fraco R7 Teatro Crítica: Prazer tem atuações medianas e clichêsPrazer
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a domingo, 19h. 105 min. Até 02/06/2013
Onde: CCBB – Centro Cultural do Banco do Brasil (r. Primeiro de Março, 66, 5ºandar, Centro, Rio de Janeiro, tel. 0/xx/21 3808-2020)
Quanto: R$ 6 (inteira) R$ 3 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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renata sorrah marcos issa argosfoto Homenagem a Walmor Chagas e discurso contra fechamento de teatros marcam Prêmio Shell do Rio

Renata Sorrah foi consagrada melhor atriz por seu trabalho em Esta Criança - Foto: Marcos Issa/Argosfoto

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

Unindo improvisação e entusiasmo, as atrizes Nicette Bruno e Beth Goulart apresentaram a 25ª Edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, na noite dessa terça-feira, no Espaço Tom Jobim, no Rio.

shell nicette beth marcos issa argosfoto Homenagem a Walmor Chagas e discurso contra fechamento de teatros marcam Prêmio Shell do Rio

Nicette Bruno e Beth Goulart apresentaram a festa - Foto: Marcos Issa/Argosfoto

Mãe e filha, que também apresentaram a cerimônia paulistana,  ficaram nitidamente emocionadas quando introduziram a homenagem especial ao ator, diretor e produtor teatral Walmor Chagas, que morreu no dia 18 de janeiro de 2013.

Clara Becker, filha do ator com a atriz Cacilda Becker (1921-1969), recebeu a estatueta e agradeceu aos jurados, recordando a trajetória do pai.

— Tenho orgulho de ser filha do Walmor, em sua linda história de talento, de amor. É uma emoção muito grande, ele certamente está em Passárgada

Citação que é uma clara referência ao poema de Manuel Bandeira, também gravado numa projeção, com fotos antigas do ator durante a cerimônia.

Outro destaque da noite ficou com Renata Sorrah, melhor atriz por Esta Criança, da Cia. Brasileira de Teatro de Curitiba, grupo que arrebatou ainda as estatuetas de direção (Márcio Abreu), cenário (Fernando Marés) e iluminação (Nadja Naira).

A atriz, que participará do remake da novela Saramandaia, de Ricardo Linhares, na TV Globo, venceu a disputada categoria, em que concorriam Drica de Moraes, Simone Spoladore, Kelzy Ecard e Patrícia Selonk.

Renata Sorrah afirmou que o trabalho em equipe ajudou a conquistar o prêmio. Num tom mais político, ressaltou o esforço dos atores e a união da classe pela luta em manter os teatros abertos na capital carioca.

Aplaudida de pé quando subiu ao palco, ela também lembrou um pouco da carreira.

— Foi aqui que eu vi pela primeira vez a Companhia Brasileira de Teatro fazendo Vida, e quando acabou esse espetáculo eu disse que queria trabalhar com eles.

No prêmio de Categoria Especial, o Grupo Alfândega 88 levou a melhor pela ocupação do teatro Serrado e foi enfático ao lembrar que o Rio de Janeiro precisa ficar atento à onda de fechamentos dos teatros na cidade.

premio shell rio marcos issa argosfoto Homenagem a Walmor Chagas e discurso contra fechamento de teatros marcam Prêmio Shell do Rio

Vencedores do 25º Prêmio Shell do Rio posam juntos no palco - Foto: Marcos Issa/Argosfoto

Veja lista de vencedores do 25º Prêmio Shell do Rio:

Autor
Maurício Arruda Mendonça e Paulo Moraes por A Marca da Água

Direção
Marcio Abreu por Esta Criança

Ator
Gustavo Gasparani por As Mimosas da Praça Tiradentes 

Atriz
Renata Sorrah por Esta Criança

Cenário
Fernando Marés por Esta Criança

Figurino
Teca Fichinski por Valsa nº6

Iluminação
Nadja Naira por Esta Criança

Música
Alexandre Elias por Gonzagão – A Lenda

Categoria especial
Grupo Alfândega 88 pela ocupação do teatro Serrador

alfandega Homenagem a Walmor Chagas e discurso contra fechamento de teatros marcam Prêmio Shell do Rio

Reconhecimento pela ocupação do Teatro Serrador, no Rio de Janeiro: Grupo Alfândega 88 levou na categoria especial do do 25º Prêmio Shell de Teatro do Rio - Foto: Marcos Issa/Argosfoto

*Átila Moreno é jornalista.

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uminimigodopovo Crítica: Teias da corrupção são exibidas no palco do Teatro da Justiça do Rio em <i>Um Inimigo do Povo</i>

Peça Um Inimigo do Povo tem entrada gratuita até o fim do mês no Rio - Foto: Marcelo Carnaval

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

Até que ponto a verdade de um homem entra em choque com a verdade da maioria? Até que ponto a maioria quer encarar de peito aberto a verdade? A voz do povo seria mesmo a voz de Deus?

Nelson Rodrigues já dizia que a unanimidade é burra. Se fosse vivo hoje, talvez, Henrik Ibsen (1828-1906) abraçaria o companheiro dramaturgo brasileiro, e teria a dimensão exata de Um Inimigo do Povo, sua obra sobre poder, corrupção e decadência dos valores humanos.

Quem adapta a história do escritor norueguês e ajuda a levar essas reflexões contemporâneas para os palcos é o projeto Teatro na Justiça, realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Um Inimigo do Povo traz a simplicidade na narrativa ao contar o infortúnio vivido por um homem de bem, o médico Dr. Tomas Stockmann (Marcello Escorel numa delicada e fervorosa atuação).

Ele descobre que um balneário, principal atração turística da cidade, está poluído e oferece sérios riscos à população.  No entanto, Stockmann mal sabe que a cidade já estava lambuzada no chorume imoral.

O protagonista tem a difícil tarefa de convencer o irmão, prefeito da cidade, dos perigos de sustentar uma mentira em benefício do crescimento econômico. 
 

uminimigodopovo2 Crítica: Teias da corrupção são exibidas no palco do Teatro da Justiça do Rio em <i>Um Inimigo do Povo</i>

Espetáculo carioca discute a corrupção - Foto: Marcelo Carnaval

Se sentido acuado e traído, Peter Stockmann (vivido pelo convincente Alexandre Mofati) fará de tudo para sustentar seu legado e poder, inclusive incitar a população contra alguém que tem o seu mesmo laço de sangue. 

Num jogo de manipulação nefasto, o médico acaba sendo jogado contra o próprio povo (a história traz suaves referências ao marxismo, ao socialismo e até mesmo às passagens bíblicas, como a condenação de Jesus Cristo).

Por mais que séculos separem a história contada por Ibsen até os dias atuais, nota-se que o jogo pelo poder continua se encontrando na mesma esquina, ainda mais quando ele se prostitui com os veículos de comunicação e a opinião pública.

Sobram críticas à postura da imprensa, sintetizada na figura do editor do jornal A Voz o Povo.  Eduardo Rieche vive o jornalista Hovstad, que vende a alma ao diabo ou para quem o trouxer qualquer tipo de benefício. Ibsen também destila veneno à inércia de uma classe média, que insiste em ficar sempre em cima do muro, acometida pela síndrome de Pôncio Pilatos, personagem bíblico.

Característica com grande destaque na figura do Sr. Aslaksen, impressor do jornal e presidente da associação dos donos de imóveis, interpretado pelo ótimo Paulo Japyassu, que dosa muito bem elementos cômicos num tema tão denso. 

É interessante notar o trabalho cuidadoso da dramaticidade comandado pela diretora Silvia Monte. Além do mais, cenários, figurinos, maquiagem e iluminação são, impecavelmente, reconstruídos para dar o clima do século 19.
 
O texto mais ágil e dinâmico faz com que as duas horas de espetáculo não fique tediosa, mesmo com um tema reflexivo, que leva a indigestos choques de realidade. Torna-se necessário trazer Inimigo do Povo para o século 21, principalmente, inseri-lo na série de escândalos políticos que vem ocorrendo no Brasil.

Na história de Ibsen, há uma rede de esgoto comprometida pela poluição do balneário. Circunstância que cabe como uma luva no esquema de corrupção executado por meio do valerioduto ou mensalão, e outras denúncias que vêm ocorrendo no País.
 
Infelizmente, usar tal luva não ajuda a limpar muita coisa. Mas, pelo menos, Um Inimigo do Povo sacode a roupagem política enrolada na farsa.  Aquela roupagem usada muitas vezes para um mergulho sem volta e  infectada pelo individualismo.

*Átila Moreno é jornalista e escreveu esta crítica a convite do blog.

Um Inimigo do Povo
Avaliação: Bom
Quando: Terça, quarta e quinta, às 19h. 120 min. (com intervalo de 10 min.). Até 27/3/2013.
Onde: Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – Antigo Palácio da Justiça – Sala Multiuso (r. Dom Manuel, 29, Centro, Rio)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 10 anos

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rodrigosantanna Sem medo do politicamente correto, Rodrigo Santanna faz rir com seus personagens

Com tino para o popular, Rodrigo Sant'anna abraça o sucesso em teatro carioca - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

De tempos em tempos o humorístico Zorra Total (Globo) lança novos nomes no mercado do humor nacional.

Geralmente, tipos de farto carisma que conseguem sobreviver ao engessado roteiro do programa.

O nome da vez é Rodrigo Sant'anna, que fez sucesso como Adelaide e Valéria na comédia global. Caiu na boca do povo.

No espetáculo Comício Gargalhada, em cartaz no Theatro Net, no Rio, ele mostra sua versatilidade em criar personagens populares e debochados. A direção é de Thalita Carauta.
 
Além das personagens conhecidas da TV, ele dá vida a novos tipos, como a serelepe cantora de axé Sara Menininha e o politicamente incorreto Homossexual Obeso.

O programa do espetáculo já avisa: "o espetáculo não é educativo e visa somente o entretenimento". Ufa!

Comício Gargalhada
Quando:
Sexta e sábado, 23h59
Onde: Theatro Net Rio - antigo Terezão (r. Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, Rio, tel. 0/xx/21 2147-8060)
Quanto: R$ 60 a R$ 80
Classificação etária: 14 anos

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simone maggie div Pé quente, Simone Spoladore começa 2013 com homenagens por sua obra no teatro e cinema

Simone Spoladore concorre ao Prêmio Shell por "Depois da Queda". Foto: Divulgação

Nina Ramos, do R7, no Rio

Ao que tudo indica, 2013 será um ano e tanto para Simone Spoladore. A atriz, que na TV está no ar com a divertida Violeta em Balacobaco (Record), colhe frutos das bem plantadas sementes no teatro e no cinema durante 2012.

Na próxima semana, Simone participa da 16ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes como homenageada por trabalhos marcantes, como Lavoura Arcaica, a estreia nas telonas, em 2001, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2005), Elvis & Madonna (2010), entre outros.

O evento, que tem como temática “Fora de Centro” e acontece de 18 a 26 de janeiro, será palco da pré-estreia nacional de Nove Crônicas para um Coração aos Berros, de Gustavo Galvão, feito por Simone e grande elenco em 2010.

Também serão exibidos os filmes A Memória que me Contam, de Lúcia Murat, lançado no último Festival de Brasília, e Sudoeste, filme de estreia de Eduardo Nunes, com quem Simone deve voltar a trabalhar este ano.

Sobre teatro, a paranaense também só tem motivos para se orgulhar. Depois da Queda, peça do dramaturgo norte-americano Arthur Miller, rendeu para Simone uma indicação na categoria Melhor Atriz na 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro.

A montagem, dirigida e traduzida por Felipe Vidal, traz a artista na pele de Maggie, uma clara referência a Marilyn Monroe. Simone acerta em cheio na dose de sensualidade e nos dramas da “platinada” personagem (clique aqui e leia crítica completa).

Simone concorre ao prêmio com Drica Moraes, por A Primeira Vista; Kelzy Ecard, por Breu; Patricia Selonk, por A Marca da Água; e Renata Sorrah, por Esta Criança. A data da cerimônia ainda não está fechada, mas deve acontecer em meados de março.

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rafael zulu Romeu e Julieta ganha versão com capoeira no Rio

Beto Simas, Marcos Breda e Rafael Zulu estão no elenco do espetáculo carioca - Foto: Marta Polaquini

Por Nina Ramos, do R7, no Rio
 
Rafael Zulu está pronto para entrar na roda de capoeira e desafiar os irmãos Simas. Tudo em um bom sentido, claro.

O ator de Balacobaco (Record) estreia nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro, a peça Romeu na Roda, uma adaptação livre da história de Romeu e Julieta, de Shakespeare, analisada pelos olhos de uma roda de capoeira.
 
A estreia nacional, na verdade, aconteceu durante o último Festival Internacional de Teatro de Angra (FITA), e atraiu uma multidão. Todo mundo queria saber o tempero a mais que a adaptação de Flavia Bessone tem, como conta Zulu.
 
— É um barato. Além de estar no elenco, o Beto Simas é nosso preparador corporal. Ele que passou os movimentos e as coreografias de capoeira para nós. Aliás, a família está presente. Bruno Gissoni, Felipe Simas e Rodrigo Simas também estão no elenco. Dani Carvalho é nossa Julieta e Marcos Breda também está no grupo.
 
Sim, o trio Simas traz uma graça (e que graça!) para as espectadoras jovens. Mas Romeu na Roda é interessante também por desconstruir a jovem apaixonada Julieta. Zulu contou ao Atores & Bastidores do R7 que a personagem não tem a fragilidade da história original.
 
— A nossa Julieta não é tão sensível como a de Shakespeare. Ela é mais “hardcore”, é capoeirista. Nosso Romeu também é “capoeira”... A montagem é um barato!
 
A trama, dirigida por Claudio Torres Gonzaga, mostra a disputa entre duas principais facções de capoeiristas do final do século 19, no Rio: os Nagoas e Guaimus, que tinham distintas ideologias políticas. Zulu revela seu personagem:
 
— Vamos mostra a história da prática no palco. Eu faço um personagem, o Pai Lourenço, que é uma espécie de guru. Ele que dá conselhos, ajuda o pessoal... É um personagem bem diferente de tudo que eu já fiz. 

Quem também está no elenco é Binho Beltrão, intérprete do personagem Er na minissérie José do Egito, que estreia dia 30 de janeiro na Record.
 
Romeu na Roda
Quando: Sextas e sábados, às 19h; domingos, às 18h30
Onde: Teatro das Artes (R. Marquês de São Vicente, nº 52 - Shopping da Gávea)
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada*).
Classificação: 12 anos

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transversal Rio ganha peça inspirada em disco de Elis Regina

Transversal do Tempo traz três amigos em conflito - Foto: Hugo Gonçalves

Por Miguel Arcanjo Prado

O disco Transversal do Tempo, lançado por Elis Regina em 1978, inspira peça homônima que estreia nesta sexta (11), no Teatro Ziembinski, na Tijuca, no Rio.

Em cartaz até o dia 24 de fevereiro, a montagem é uma comédia dramática que fala de angústias e escolhas, sempre com um humor cáustico.

Três amigos que já passaram dos 30 estão em cena, na sala de um apartamento: Téo, Guta e Dudu.

O texto é de Rodrigo Abrahão com direção de Rogério Garcia. No elenco, estão Cristina Froment, Daniel Carrarini e Rodrigo Abrahão.

Almir França assina cenário e figurinos. Já Pablo Rodrigues fez a iluminação. A trilha ficou a cargo de Rodrigo Gondim e da Cia. Engrenagem. A produção é de Bia Pimenta.

Transversal do Tempo
Quando: Sextas e sábados, às 20h; domingo, às 19h. Até 24/2/2013. Atenção: Não haverá espetáculo entre 8 e 17 de fevereiro por conta do Carnaval
Onde: Teatro Municipal Ziembinski (r. Heitor Beltrão, s/nº, Tijuca, Rio, tel. 0/xx/21 2254-5399)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos

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shrek Rodrigo Santanna e Sara Sarres se preparam para a estreia do musical Shrek no Rio de Janeiro

Contagem regressiva: Rodrigo Sant'anna e Sara Sarres estão no musical Shrek, no Rio - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Os atores Rodrigo Sant'anna e Sarra Sarres estão contando as horas para a estreia do musical Shrek, nesta sexta-feira (14), no Teatro João Caetano, no Rio. Eles vão interpretar, respectivamente, os personagens Burro e Fiona.

Dirigido por Diego Ramiro, a superprodução tem as versões das canções em português assinadas por Claudio Botelho.

A temporada vai até o fim de abril, de sexta a domingo. Os ingressos variam de R$ 25 a R$ 110 (inteira). Saiba mais!

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