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DSC 2148 Aderbal Freire Filho Marieta Severo Ary Fontoura 8º Prêmio APTR Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO  8º Prêmio APTR consagra Incêndios e Conselho de Classe em noite de gala no Rio; veja quem levou

Aderbal Freire-Filho, Marieta Severo e Ary Fontoura comemoram Prêmio APTR - Foto: Cristina Granato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma verdadeira constelação de celebridades esteve no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Méier, na zona norte carioca, para celebrar o teatro no 8º Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio), nesta terça (8).

O ator Ary Fontoura foi o grande homenageado da festa, que também prestou tributo póstumo aos artistas Paulo Goulart, José Wilker, Walmor Chagas, Jorge Dória, Kalma Murtinho, Marga Jacoby, Norma Bengell, Cleide Yáconis, Virgínia Lane, Fauzi Arap e Sebastião Vasconcelos, que morreram recentemente.

Os vencedores foram escolhidos por críticos e profissionais ligados ao teatro.

As peças que tinham mais indicações foram Incêndios, com dez (leia crítica). Ela acabou levando quatro troféus. Conselho de Classe, com sete indicações, levou três (leia crítica).

Cada vencedor foi agraciado com R$ 15 mil. Apenas a categoria melhor produção levou R$ 20 mil. No total, foram distrubuídos R$ 200 mil.

Para a próxima edição, em 2015, o prêmio promete mudanças: só poderão ganhá-los os espetáculos previamente inscritos. Os jurados da edição foram Daniel Shenker, Lionel Fischer, Macksen Luiz, Mauro Ferreira, Rafael Teixeira, Rodrigo Monteiro, Tania Brandão, Barbara Heliodora, Angela Reis, Gilberto Bartholo, e Reinaldo Ferreir, além do voto do colegiado da APTR.

Veja, abaixo, quem levou:

Homenageado: Ary Fontoura

Espetáculo:Incêndios

Direção: Bel Garcia e Susana Ribeiro, por Conselho de Classe

Autor: Jô Bilac, por Conselho de Classe

Ator protagonista: Marcelo Olinto, por Conselho de Classe

Atriz protagonista: Marieta Severo, por Incêndios

Ator coadjuvante: George Sauma, por A Importância de ser Perfeito

Atriz coadjuvante: Kelzy Ecard, por Incêndios, e Clarisse Derzié Luz, por À Beira do Abismo me Cresceram Asas

Cenário: Fernando Mello da Costa, por Incêndios

Figurino: Thanara Schonardie, por A Importância de ser Perfeito

Iluminação: Maneco Quinderé, por Jim

Música: Ricco Vianna, por Jim

Produção: Elis - a Musical

Categoria especial: Camilla Amado

DSC 2143 Vencedores do Prêmio 8º Prêmio APTR Abril 2014 Foto CRISTINA GRANATO  8º Prêmio APTR consagra Incêndios e Conselho de Classe em noite de gala no Rio; veja quem levou

Vencedores do 8º Prêmio APTR do Rio comemoram no palco - Foto: Cristina Granato

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renata sorrah aderbal freire filho Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Renata Sorrah entrega Prêmio Shell de melhor diretor a Aderbal Freire-Filho - Foto: Divulgação/Shell

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Diante das manifestações populares, que ocorreram em 2013 e seguem neste ano, o Prêmio Shell de Teatro do Rio também iniciou a noite de entrega, nesta terça (11), em tom de protesto. A cerimônia foi no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, zona sul carioca. Contudo, barricadas e confrontos violentos ficaram de lado na capital fluminense, pelo menos desta vez.

O grupo Reage Artista, indicado a uma das categorias do evento, subiu ao palco fantasiado com capas prateadas, carregando uma faixa com os dizeres “Lei de Incentivo à Cultura Rio Já”. Uma clara referência ao Movimento das Diretas Já.

premiados1 Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Premiados posam juntos na cerimônia de entrega do Prêmio Shell do Rio - Foto: Divulgação/Shell

Em seguida, a atriz Renata Sorrah, vencedora do prêmio de melhor atriz em 2013, deu início à apresentação, aos gritos de alguém na plateia reverenciando sua personagem Nazaré Tedesco, na novela Senhora do Destino.

Ela provocou mais risos quando soltou “Eu sempre sonhei em fazer isso”, ao anunciar um dos primeiros prêmios da noite, quando tirou o papel do envelope.

shell laila garin Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Laila Garin: melhor atriz por Elias, a Musical - Foto: Divulgação/Shell

Quem ganhou foi Gabriel Moura, que concorria na categoria Música, pelo espetáculo Cabaré Dulcina. Enfático, ele não deixou de alfinetar as políticas culturais em relação ao teatro.

Logo após, vieram os vencedores na categoria iluminação, com Tomás Ribas por Moi Lui; figurino com Thanara Schönardie, por A Importância de Ser Perfeito; e cenário com Aurora dos Campos, por Conselho de Classe. Conselho de Classe e Elis, a Musical foram as peças com maior número de indicações, três cada uma.

Neste ano, uma das novidades é a categoria especial passar a ser chamada de inovação. Marcus Vinícius Faustini foi premiado pelo conceito e proposta do Festival Home Theatre. O movimento Reage Artista, que era um dos concorrentes, mereceu destaques do ganhador durante o agradecimento.

Aplaudido de pé, por todos, Aderbal Freire-Filho conquistou a concha dourada como melhor diretor, por Incêndios (confira a crítica da coluna aqui). Ele também foi uns do que direcionou uma crítica ácida à falta de incentivo cultural no país: “a pobreza do teatro é maior do que eu pensava”.

Emocionado, Aderbal agradeceu a toda equipe e ofereceu o prêmio a Marieta Severo, que não concorria à categoria de atriz neste ano. “O palco é o paraíso do ator, é o reino deles, e este vai especialmente para Marieta Severo”, diz.

Outros prêmios mais esperados da noite vieram em seguida. Julia Spadaccini, com A Porta da Frente, foi a melhor autora. Ela também concorria com sua outra peça, Aos Domingos, na mesma categoria.

enrique diaz Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

No palco, em família: Enrique Diaz é o melhor ator por Cine Monstro - Foto: Divulgação/Shell

Enrique Diaz, por Cine Monstro, ganhou como melhor ator, e Laila Garin, por Elis, a Musical, venceu a categoria melhor atriz, disputadíssima por Bárbara Paz, Zezé Polessa, Camilla Amado e Suely Franco.

A homenagem especial deste ano foi para a suíça Marie Louise Nery, por sua contribuição, durante cinco décadas, como aderecista, figurinista, cenógrafa e formadora de profissionais do teatro no Brasil.

renata Marie Louise Nery Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Ao lado da apresentadora Renata Sorrah, a suíça Marie Louise Nery (de branco), homenageada no Prêmio Shell - Foto: Divulgação/Shell

No telão, a plateia pôde vivenciar os momentos mais marcantes da carreira dela: o desfile da escola de samba Salgueiro, em 1959, uma das primeiras revoluções na estética do carnaval carioca, e o trabalho no programa Sítio do Pica-Pau Amarelo, de 1977 a 1986, confeccionando quase 150 bonecos.

Nos seus quase 90 anos, ela resistiu à dificuldade de locomoção e subiu ao palco, dando um pequeno agradecimento, mas carregado de grande emoção.

O Prêmio Shell de Teatro foi criado em 1989 e é considerado referência. A premiação é realizada no Rio e em São Paulo, onde acontecerá na próxima terça (18). O júri da capital carioca é formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Sérgio Fonta.

shell noite1 Prêmio Shell de Teatro do Rio vira palco de protesto

Noite do Prêmio Shell reuniu a classe teatral carioca no Espaço Tom Jobim - Foto: Divulgação/Shell

Veja, abaixo, em negrito, quem levou:

Música:
Delia Fischer por “Elis, a musical”
Ricco Vianna por “Jim”
Gabriel Moura por “Cabaré Dulcina”
Rodrigo Penna por “Edukators”

Iluminação:
Maneco Quinderé por “Jim”
Paulo Cesar Medeiros por “Venus em visom”
Renato Machado por “Vestido de Noiva”
Tomás Ribas por “Moi Lui”

Figurino:
Marília Carneiro por “Elis, a musical”
Thanara Schönardie por “A importância de ser perfeito”
Antônio Guedes por “O médico e o monstro”
Marcelo Pies por “Como vencer na vida sem fazer força"

Cenário:
Aurora dos Campos por “Conselho de Classe”

Joelson Gusson por “As horas entre nós”
André Sanches por “Vestido de Noiva”
Rogério Falcão por “Como vencer na vida sem fazer força”

Inovação:
Aderbal Freire-Filho, pela mobilização da classe teatral em busca da recuperação da Sociedade Brasileira de Autores (SBAT).
Movimento “Reage Artista”, por ampliar a participação dos artistas cariocas no planejamento cultural da cidade do Rio de Janeiro.
Sede das Companhias, pela dinamização do espaço com uma proposta inovadora de ocupação, promovida pelo encontro da Cia dos Atores, Os dezequilibrados e Pangeia Cia de Teatro.
Marcus Vinícius Faustini, pelo conceito e proposta do “Festival Home Theatre”.

Direção:
Aderbal Freire-Filho por “Incêndios
Bel Garcia e Susana Ribeiro por “Conselho de Classe”
Isabel Cavalcanti por “Moi Lui”
Rodrigo Portella por “Uma história oficial”

Autor:
Jô Bilac por “Conselho de Classe”
Julia Spadaccini por “A porta da frente”
Rodrigo Portella por “Antes da Chuva”
Julia Spadaccini por “Aos domingos”

Ator:
Daniel Dantas por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Enrique Diaz por “Cine Monstro”
Ricardo Blat por “A arte da comédia”
Thelmo Fernandes por “A arte da comédia”

Atriz:
Bárbara Paz por “Venus em visom”
Laila Garin por “Elis, a musical”
Zezé Polessa por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Camilla Amado por “O lugar escuro”
Suely Franco por “As mulheres de Grey Gardens- o musical”

*Átila Moreno é jornalista formado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas.

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quandoagenteama1 Crítica   Com atores negros afinados, musical sobre canção de Arlindo Cruz mostra o sabor de amar

Elenco de atores negros está afinado e em unidade no musical brasileiríssimo - Foto: Divulgação

Por Átila Moreno, no Rio*
Especial para o Atores & Bastidores

Um musical genuinamente brasileiro com forte carga da nossa cultura popular e que escolheu o samba como matéria-prima para falar dos dissabores e prazeres do amor.

Mas não é um samba qualquer. A peça Quando a Gente Ama optou por dissecar as letras da fase romântica do sambista e compositor Arlindo Cruz.

Este poderia ser só mais um musical, como tantos que estão por aí, pelos palcos afora. No entanto, com pitadas de comédia e drama, o diretor e autor João Batista conseguiu trazer entretenimento e reflexão sobre um tema que é carta carimbada e rasgada em muitos corações.

São várias histórias de gente comum e trabalhadora. Oito atores vão interpretar vários casais que frequentam uma roda de samba, com trajetórias que falam sobre separação, brigas, desencontros e encontros, declarações divertidamente apaixonadas, conquistas, recomeço, e claro, como pano de fundo, o amor.

A forma inteligente de contar tantas histórias está no roteiro que não tentar definir o amor e, sim, proporcionar ao público uma vivência e uma troca de experiência. Cada um vai sair dali de um jeito, ao se reconhecer nas diversas passagens de Quando a Gente Ama.

Isso faz com que o musical cresça, principalmente, como drama, e não só como uma forma de diversão. São divagações que expressam luz e sombra, aconchego e angústia, desilusão e esperança.

João Batista juntou um time de talentos em vários campos. O cenário simplista e sofisticado, criado por Doris Rollemberg, dá a exata dimensão que estamos percorrendo algum dos bares da Lapa ou de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

E quando as luzes se apagam (em conjunto com um trabalho harmônico de Renato Machado), toda aquela ambientação parece sugerir uma roda de samba, sendo vista pelas janelas de diversos prédios. Estamos ali não só como público de um bar e também como observadores distantes?

O elenco tem uma particularidade. Boa parte é formada por atores negros, algo raro nas produções teatrais inclusive cariocas. E o mesmo olhar vale para a plateia que se forma nesse espetáculo.

Mesmo com vozes tão diferentes e de potencialidades distintas (o que leva a momentos repletos de emoção como na abertura Dor de Amor), o grupo de atores consegue ter harmonia e entrega contundentes, com um banda ao fundo sempre impecável.

Cada um deles se destaca em determinado quesito. É simplesmente admirável o talento de Wladimir Pinheiro, que já apareceu em outros trabalhos como Orfeu e Milton - Nada Será como Antes.

Em Fora de Ocasião, num momento solo, Wladimir prova porque é um monstro vocal e um voraz intérprete. Ele encarna perfeitamente uma releitura musical espetacular ao cantar uma das letras mais tristes de Arlindo Cruz.

Outro peso que segura boa parte do espetáculo é Jéssica Moraes, que é a carta na manga do diretor. Jéssica participa somente dos números musicais e, mesmo assim, sua voz aveludada e intrigante é arma suficiente pra levar graça às letras mais tocantes, como em Vai Embora Tristeza. O que ela faz em Quando Falo de Amor é candura exemplar. Deixaria Alcione, que cantou a música com Arlindo Cruz, divinamente encantada.

Patrícia Costa consegue trazer habilidades tanto na dança quanto numa voz extremamente afinada e poderosa. O mesmo pode-se dizer de Edio Nunes, com seu gingado contagiante e performando um típico malandro carioca e machão.

A versatilidade de Wilma Melo é um espetáculo a parte, e ela se destaca principalmente em Casal Sem Vergonha. A atriz dança, é engraçada e é dramática na medida certa, inserindo cada elemento bastante coerente nos diversos tipos que seus personagens exigem ao longo do musical.

Cris Viana, que não faz esforço pra encarnar a típica mulher que enche os olhos de ternura e beleza, mostra um talento vocal até então desconhecido de boa parte do público, acostumado a vê-la nas novelas da Globo, como Duas Caras e Fina Estampa.

Já Milton Filho conquista o público nos momentos engraçados, mas se prejudicou em Se Eu Encontrar com Ela, em que faz um personagem bêbado, desiludido com a separação, pois o arranjo musical não combina com a voz de um típico personagem embriagado, ficando difícil para o personagem convencer o público de sua veracidade.

Já David Júnior, apesar da beleza peculiar, interpretando um típico garotão, ainda traz uma imaturidade na hora de atuar, e, às vezes, se torna figurante com relação aos demais.

Para encerrar o musical, o maior acerto for ter escolhido O Que É Amor, canção em que que Arlindo Cruz chegou a fazer uma belíssima parceria com Maria Rita. É uma reunião de vozes afinadíssimas, num momento em que nenhum dos atores decepciona, expressando tudo ali, com tanta admiração e prazer, a dor e o sabor que é amar.

*Átila Moreno é jornalista formado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas.

Quando a Gente Ama
Avaliação: Ótimo
Quando: de quarta a domingo às 19h. 90 min. Até 22/12/2013
Onde: Teatro Sesc Ginástico (Av. Graça Aranha, nº 187 - Centro/RJ) - 2279-4030
Quanto: quarta, quinta e domingo R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) e R$ 5,00 (associados Sesc); sexta e sábado R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia) e R$ 8,00 (associados Sesc);
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica   Com atores negros afinados, musical sobre canção de Arlindo Cruz mostra o sabor de amar

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laila garin Veja lista dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2013

Elis, a Musical concorre em três categorias, incluindo melhor atriz para Laila Garin, que vive a cantora

Por Miguel Arcanjo Prado

Foi divulgada nesta segunda (2) a lista dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro no Rio de Janeiro referente a espetáculos que estrearam no segundo semestre de 2013. Três espetáculos saem na frente e concorrem a três categorias cada: Elis, a Musical e Conselho de Classe.

A homenagem especial da 26ª edição do Prêmio Shell de Teatro irá para Marie Louise Nery por sua colaboração como aderecista, figurinista, cenógrafa e formadora de profissionais do teatro brasileiro por cinco décadas.

O vitorioso de cada categoria receberá uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, inspirada no logotipo da Shell, e uma premiação individual de R$ 8.000,00. A entrega deverá acontecer após o Carnaval de 2014.

O júri do Rio de Janeiro é formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Sérgio Fonta.

Veja a lista completa dos indicados:

Autor
Jô Bilac por Conselho de Classe
Julia Spadaccini por A Porta da Frente
Rodrigo Portella por Antes da Chuva

Direção
Aderbal Freire-Filho por Incêndios
Bel Garcia e Susana Ribeiro por Conselho de Classe

Ator
Daniel Dantas por Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
Enrique Diaz por Cine Monstro

Atriz:
Bárbara Paz por Venus em Visom
Laila Garin por Elis, a Musical
Zezé Polessa por Quem Tem Medo de Virginia Woolf?

Cenário
Aurora dos Campos por Conselho de Classe
Joelson Gusson por As Horas entre Nós

Figurino
Marília Carneiro por Elis, a Musical
Thanara Schönardie por A Importância de Ser Perfeito

Iluminação
Maneco Quinderé por Jim
Paulo Cesar Medeiros por Venus em Visom

Música
Delia Fischer por Elis, a Musical
Ricco Vianna por Jim

Veja os indicados no primeiro semestre de 2013 ao Prêmio Shell de Teatro

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Incendios LeoAversa38B Crítica: Como vítima da tortura e da guerra, Marieta Severo se consagra no espetáculo Incêndios

Uma grande atriz em um grande espetáculo: Marieta Severo em Incêndios - Foto: Leo Aversa

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

O espetáculo Incêndios queima qualquer possibilidade de alienação, fuga e quietude. Gera uma combustão dramática, mas sem deixar luz pelo caminho. "Que mundo é esse onde os objetos têm mais esperança do que cada um de nós?", indaga a personagem principal, já no início.

Marieta Severo, como Navval (leia entrevista exclusiva com a atriz), personifica o fruto de uma guerra, que nasceu vívido, cheio de esperança. Mulher que aprende a ler sozinha nos confins da tragédia, mas, no fim, acabou apodrecendo, e sofreu as consequências por ter se tornado fugitiva.

Num primeiro momento, Incêndios pode parecer indigesta para a sociedade. Árdua, conflitante e genuinamente reflexiva, a montagem adentra no contexto de uma guerra civil. Mostra a trajetória dos filhos deste tortuoso e complexo conflito no Líbano, que ocorreu de 1975 a 1990.

IncêndiosMarieta Severo com Felipe de Carolis foto Leonardo Aversa Crítica: Como vítima da tortura e da guerra, Marieta Severo se consagra no espetáculo Incêndios

Marieta Severo vive uma de suas mais importantes personagens no teatro no espetáculo Incêndios - Foto: Leo Aversa

Conflito que é datado nas páginas nos livros de história, mas que parece não ter tido fim. No sentido metafórico, os filhos da tragédia são os sunitas, xiitas, drusos, alauitas, cristãos ortodoxos e muitos outros, que foram gerados ou cuspidos por uma mãe desnaturada: a própria guerra.

É a maternidade que interliga várias histórias paralelas. Entretanto, devido aos seus traumas, Navval sequer consegue se comunicar com seus próprios filhos, o casal de gêmeos Simon e Jeanne. E seu passado constrói um rastro de pólvora, que vai refletir amargamente na vida deles.

A peça não segue uma cadeia de acontecimentos cronológica. No começo, isso causa estranheza e deixa a história um pouco sem ritmo, arrastada e até mesmo confusa. Talvez esse tipo de linguagem tenha sido proposital, para gerar um caos em nossas cabeças.

O público será levado para a infância, juventude e velhice de Navval.  Da mesma forma, será jogado para dentro do universo da personagem, após a sua morte. A personagem ronda o palco como um espectro. Marieta Severo encarna e reencarna, com talento abissal, essa figura cheia de cicatrizes e feridas emocionais, narrando a própria história.

Do libanês Wajdi Mouawad, a peça é dividida em quatro partes, repleta de simbolismos. Incêndios faz parte da tetralogia Sangue das Promessas, que inclui ainda Litoral, Florestas e Céus. O palco é um quadrado, e todo roteiro aprisiona o espectador num suspense sintomático de quatro grandes personagens.

A filha de Navval, Jeanne (numa comedida e essencial interpretação de Keli Freitas) se expressa por conjecturas matemáticas, representando a racionalidade. O Líbano está envolto pela cultura árabe, povo que teve forte contribuição na ciência dos cálculos. Ao longo da peça, há um mergulho nesse quadrado narrativo que só se fecha no final.

O oposto de Jeanne é o personagem Simon, vivido por Felipe de Carolis. Um irmão mais acuado, rancoroso e passional, e que encontra no boxe a válvula de escape para suprimir seus conflitos com a mãe. O ator domina bem o palco, principalmente, quando seu personagem exige uma explosão dramática ímpar, sem cair em exageros.

O diretor Aderbal Freire-Filho soube conduzir com uma perspicácia invejável tamanha carga que cai sobre o time de atores, principalmente, para os coadjuvantes que interpretam vários personagens na mesma história: Marcio Vito, Kelzy Ecard, Isaac Bernat, Fabiana de Mello e Souza, e Julio Machado. Este último, por motivos óbvios, não dá pra entrar em detalhes. Mas é uma das grandes surpresas  na arte de atuação, por conseguir segurar um personagem-chave para a trama.

A história já foi levada para as telas do cinema, com direção do canadense Denis Villeneuve, e recebeu a indicação de melhor filme estrangeiro no Oscar. No entanto, há de se considerar que o texto de Wajdi Mouawad não mira só o contexto da sua terra natal. "Incêndios" disseca a violência e a tortura, presentes em qualquer lugar do mundo.

incendios leo aversa marieta severo Crítica: Como vítima da tortura e da guerra, Marieta Severo se consagra no espetáculo Incêndios

Marieta Severo em Incêndios: o espectador jamais sai do espetáculo como entrou - Foto: Leo Aversa

Assim, o espectador será levado para solitária cênica e jogado no fundo de uma cela, da mesma forma como ocorre com a protagonista.

Como não fazer alusão às marcas deixadas na vida de Navval com as inúmeras vítimas no Brasil, que são silenciadas pelo tráfico, pelas milícias e pela polícia corrupta? Como não remeter ao caso de tortura e morte do ajudante de pedreiro Amarildo, desaparecido no dia 14 de julho, no Rio de Janeiro?

Não há muita diferença quando vidas são ceifadas seja na guerra do tráfico, entre países ou entre qualquer tipo de grupo. "Incêndios" demonstra que ação e reação desencadeiam faíscas, num rastro que não parece ter fim. Um círculo ou quadrado vicioso, onde o ser humano nunca parece ter saído do mesmo lugar.

Quando as luzes se apagam e a cortina se fecha, talvez boa parte do público perceba que entrou num campo minado. E no momento que algo queima ou explode, Incêndios não permite que você saia da mesma forma que entrou.

*Átila Moreno é jornalista formado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas.

Incêndios
Avaliação: Ótimo
Quando:
 Quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h. 120 min. Até 22/12/2013
Onde: Teatro Poeira (r. São João Batista, 104, Botafogo, Rio, tel. 0/xx/21 2537-8053)
Quanto: R$ 70 (qui.) e R$ 90 (sex. a dom.)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Como vítima da tortura e da guerra, Marieta Severo se consagra no espetáculo Incêndios

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feijao 6 Mire Veja foto de José Romero 12 Cia. do Feijão celebra 15 anos em terras cariocas

Cena do espetáculo Mire Veja da Cia. do Feijão, que completa 15 anos em turnê no Rio - Foto: José Romero

Por Miguel Arcanjo Prado

Os meninos da Cia. do Feijão resolveram celebrar seus 15 anos de trajetória respirando ares cariocas.

A trupe paulistana aporta no Rio a partir desta sexta (1º), no Teatro Maria Clara Machado, na zona sul, onde ficará em cartaz todo o mês de novembro.

Esta é a primeira vez da trupe na Cidade Maravilhosa.

Eles vão apresentar duas peças, Mire Veja e Armadilhas Brasileiras. Além disso, haverá oficinas.

O grupo chega ao Rio após percorrer outras capitais, como Natal, Recife, João Pessoa, Brasília e Goiânia.

Em Armadilhas Brasileiras, a Cia. do Feijão apresenta um espetáculo que é resultado de investigação sobre o homem brasileiro e suas dificuldades. Já Mire e Veja reúne 24 histórias curtas que falam da vida em São Paulo e suas diversas tribos.

Mire Veja
Quando: 1º, 2, 3, 8, 9 e 10/11/2013. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h
Onde: Teatro Municipal Maria Clara Machado - Planetário (av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea, Rio, tel.0/xx/21 2274-7722)
Quanto: grátis; distribuição por ordem de chegada
Classificação etária: 14 anos

Armadilhas Brasileiras
Quando: 15, 16, 17, 22, 23 e 24/11/2013. Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h
Onde: Teatro Municipal Maria Clara Machado - Planetário (av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea, Rio, tel.0/xx/21 2274-7722)
Quanto: grátis; distribuição por ordem de chegada
Classificação etária: 14 anos

Oficina de Criação Teatral
Quando: 18, 19 e 20/11/2013, terça a quarta, das 10h às 13h
Público alvo: atores com experiência, a partir de 18 anos; 15 vagas
Inscrições: de 9 a 16/11/2013 mandar currículo sucinto e carta de interesse para o e-mail oficinario@companhiadofeijao.com.br
Divulgação dos selecionados: 17/11/2013 no site da Cia. do Feijão

Laboratório de Vivência Literária com Luiz Ruffato
Quando: 19/11/2013; das 14h às 21h
Público alvo: ficcionistas a partir de 18 anos; 12 vagas
Inscrições: 10 a 17/11/2013 mandar currículo sucinto e carta de interesse para o e-mail literaturario@companhiadofeijao.com.br
Divulgação dos selecionados: 18/11/2013 no site da Cia. do Feijão

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cazuza musical1 Crítica: Emilio Dantas é destaque em Cazuza; parte do elenco derrapa em show de calouros

Emilio Dantas faz um Cazuza visceral no musical em cartaz no Rio e que chegará em SP em 2014 - Foto: Leo Aversa

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

Não dá pra negar que Cazuza foi uma das maiores referências dos anos de 1980 para a história da música brasileira. E não dá pra negar que Agenor de Miranda Araújo Neto merecia, há tempos, um musical que trouxesse sua “breve vida imensa”. Vida, de um artista, que morreu no auge da carreira, aos 32 anos, em decorrência dos efeitos devastadores da Aids.

A tarefa nos palcos ficou para o diretor de Tim Maia Vale Tudo - o Musical. Com texto de Aloísio de Abreu,  João Fonseca teve a difícil de missão de pincelar nuances da trajetória de Cazuza.

Cazuza, Pro Dia Nascer Feliz - o Musical repete a mesma fórmula usada em Vale Tudo, em mais de 2h30 de peça, dividida em dois atos. E, mesmo assim, isso é só um pequeno olhar de toda loucura e atitude rock and roll presentes na personalidade do artista.

Emilio Dantas, que atuou em Dona Xepa, novela da Record, prova que possui um estrondoso talento ao interpretar Cazuza. Traz naturalidade, e domina tudo e todos no palco, mesmo tendo algo que poderia ir contra ele: não é nada parecido fisicamente com o artista.

O timbre, a segurança vocal e a linguagem corporal são suas armas que se mostram infalíveis. Com isso, Emilio Dantas encarna Cazuza de maneira visceral. Um dos seus momentos mais marcantes é a parte em que ele canta Down em Mim, sozinho no palco, e deixa a plateia silenciosamente atônita.

barao cazuza Crítica: Emilio Dantas é destaque em Cazuza; parte do elenco derrapa em show de calouros

A versão histórica da banda Barão Vermelho no musical dirigido por João Fonseca no Rio - Foto: Leo Aversa

A maquiagem é outro detalhe que não passa despercebida na composição do personagem, principalmente, quando mostra a decadência física do músico.

Susana Ribeiro, que vive Lucinha Araújo, está admiravelmente esplêndida como a mãe do cantor. A atriz consegue tocar emocionalmente o público e tem uma incrível química com Emilio Dantas.

O cenário traz elementos como projeções e instalações que mergulham no universo do compositor. São mesas-plataformas que se assemelham a uma folha de caderno, preenchida com possíveis letras de Cazuza.

A trilha sonora também ajuda a acertar esse compasso cênico. A direção musical seleciona bem os principais hits, distribuídos em mais de 20 canções, apesar de ter deixado de fora a lindíssima e polêmica Só as Mães são Felizes.

O figurino seduz os olhos e ajuda a dar leveza quando o roteiro retrata as drogas, a homossexualidade e sexo descompromissado. Essa pegada mais suave (dependendo do ponto de vista de cada um) pode parecer um pouco com a ótica do filme Cazuza, O Tempo Não Para, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, com Daniel Oliveira no papel-título.

Só que o musical foi um pouco mais além, em comparação com o filme, pois dá destaque para pessoas que foram imprescindíveis na vida de Cazuza, como Frejat, o produtor musical Ezequiel Neves, e os romances com Serginho Maciel e o cantor Ney Matogrosso.

Parte do elenco de 16 atores, composta por jovens bonitos e sarados, cumpre o papel de serem afinados no palco. Já atuação dramática deixa um pouco a desejar, e, em alguns momentos, lembra um show de calouros.

Fabiano Medeiros é irregular nas cenas que exigem mais dramaticidade, e não convence quando faz os números musicais, apesar de conseguir repassar aquele olhar enigmático e inconfundível de Ney Matogrosso.

André Neves chama atenção ao viver Ezequiel Neves, mesmo com toda aquela caricatura, histeria e exagero, que proporciona os melhores momentos cômicos do musical, mas também faz questionar se o diretor não pesou a muito a mão.

Yasmin Gowlevsky faz uma Bebel Gilberto quase sempre meio bêbada, numa atuação que deixa a voz da artista ora jocosa, ora admirável. Deso Mota interpreta Caetano Veloso, mas fica a dúvida se temos uma atuação ou simplesmente imitação engraçadinha.

Diante da emoção de ver um Cazuza ressuscitado nos palcos, há de se ressaltar um lamentável detalhe para quem for se aventurar. É a disposição das poltronas do Theatro Net Rio, num deplorável setor chamado balcão, que dificulta bastante a visão de todo o espetáculo de maneira confortável.

Por fim, Emilio Dantas é o “maior abandonado” em um musical feito de “sorte e azar”, como cantava Cazuza.

*Átila Moreno é jornalista formado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas.

cazuza Crítica: Emilio Dantas é destaque em Cazuza; parte do elenco derrapa em show de calouros

O Cazuza original: o nosso maior abandonado dos anos 1980 que deixou saudade - Foto: Flávio Colker

Cazuza, Pro Dia Nascer Feliz - O Musical
Avaliação:
 Bom
Quando: quinta e sexta 21:00; sábado 18:00 e 21:30; domingo 19:00. Até 22/12/2013
Onde: Theatro Net Rio (r. Siqueira Campos, 143, Copacabana, Rio, tel. 0/xx/21 2147-8060)
Quanto:  R$ 100 (balcão); R$ 150 (frisas e plateia)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Emilio Dantas é destaque em Cazuza; parte do elenco derrapa em show de calouros

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IMG 2272 Ator Carlos Vereza quebra jejum de palco após 21 anos afastado do teatro com O Teste in Blues

Carolinie Figueiredo e Carlos Vereza, logo após a estreia da peça no Rio - Foto: Thiago Mattos/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Carlos Vereza resolveu saldar uma dívida antiga antiga que tinha com o teatro.

Após 21 anos afastado dos palcos, o ator de 74 anos estreou, nesta sexta (16), no Espaço Tom Jobim, no Rio, a peça O Teste in Blues.

Nela, contracena com Carolinie Figueiredo, que vive Laura, uma jovem cheia de perguntas e sonhos.

Vereza, por sua vez, é Michael, um cinegrafista frustrado, que grava testes com a menina.

Contudo, o encontro muda a vida de ambos.

A volta de Vereza ao teatro é completa: ele assina também a direção e a dramaturgia da montagem.

O Teste in Blues
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 20h. 90 min. Até 6/10/2013
Onde: Espaço Tom Jobim (r. Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico, Rio, tel. 0/xx/21 2274-7012)
Quanto: R$ 60
Classificação etária: 14 anos

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patrao cordial Crítica: Latão questiona submissão humana com conflito entre patrão e empregado em peça no Rio

O Patrão Cordial, da Companhia do Latão, faz temporada no CCBB do Rio de Janeiro - Divulgação

Por Átila Moreno, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

“Quando eu converso com os patrões, eu não tenho opinião própria”. A frase forte é proferida pelo personagem Vitor do Vale (Rogério Bandeira), o motorista de uma família em O Patrão Cordial, peça em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro.

A montagem, dirigida por Sérgio de Carvalho, da Companhia do Latão, descasca a relação entre chefe e subordinado. Por mais que história se passe no Vale do Paraíba, da Serra da Mantiqueira (SP), no início dos anos 1970, ela ainda discute temas que até hoje, infelizmente, estão encravados na sociedade.

Cornélio, numa atuação torrencial de Ney Piacentini, é um fazendeiro que administra não só seus negócios, mas também a vida de vários empregados, que vivem em condições pra lá de precárias, no meio rural.

Nesse processo, uma dicotomia deixa se transparecer. Durante o dia, o patrão trata seus subordinados como trastes, mas, quando bebe à noite, traz outra personalidade. Vive de maneira afável com os demais. Não é à toa que o nome Cornélio pode muito bem fazer referência ao coronelismo.

Para construir essa dualidade, Sérgio de Carvalho vai se inspirar em fontes como Raízes do Brasil, do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), sobre a cordialidade brasileira, e também em O Senhor Puntila e seu Criado Matti, do dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956).

Como animais domesticados, e em constante tensão, os próprios empregados se dividem em uma vida dupla. Seus papéis sociais são aos poucos dissociados diante da forte onipresença do patrão. Será que tudo é um produto do meio? De certa forma, O Patrão Cordial flexiona muitas teorias sociológicas a respeito do tema.

A peça instiga uma reflexão profunda sobre até que ponto o ser humano se anula na sua condição de empregado. Será que realmente o trabalho dignifica e enobrece o homem?

As relações entre dominador e subordinado também ultrapassam a esfera do ambiente braçal. Cornélio nutre comandar a vida da própria filha, vivida por Helena Albergaria, que transita muito bem entre a vertente cômica, musical e dramática.

Dividida em engatar um romance com o motorista, ela está de casamento arranjado com um burguês pra lá de afetado, interpretado pelo ótimo Ricardo Monastero. Seu lado mais engraçado ajuda, por muitas vezes, a dar um equilíbrio nos momentos mais dramáticos da trama.

Texto e atuações funcionam bem no decorrer dos 100 minutos de peça, sem intervalos, por sinal.  Por mais que seja demasiadamente longa, O Patrão Cordial opta pela distração jocosa e perspicaz, com cenas musicais e uma constante mudança de cenário, feita pelos próprios atores. Mas não se engane, talvez seja só uma arma para questionar a autonomia disfarçada de obediência, exercida por quem está na posição de empregado.

*Átila Moreno é jornalista.

O Patrão Cordial
Avaliação: Bom
Quando: de quarta a domingo, às 19h. 100 minutos. Até 28/07/2013
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB (Rua Primeiro de Março, 66. Teatro III, Centro, Rio de Janeiro, tel. 0/xx/11 3808-2020)
Quanto:  R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Latão questiona submissão humana com conflito entre patrão e empregado em peça no Rio

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thelmo Entrevista de Quinta: Thelmo Fernandes, teatro na contracorrente, mas a destino do sucesso

O ator Thelmo Fernandes: reconhecimento na televisão e no teatro carioca - Divulgação

Por Nina Ramos, no Rio
Especial para o Atores & Bastidores*

O ator Thelmo Fernandes está feliz da vida. Além do sucesso como o vilão Jetur, na minissérie José do Egito (Record), ele acaba de ser indicado ao Prêmio Shell de Teatro, por sua atuação no espetáculo A Arte da Comédia.

E a alegria foi em dose dupla: Ricardo Blat, seu parceiro de cena, também foi indicado na mesma categoria, melhor ator, no Prêmio Shell referente ao primeiro semestre nos teatros cariocas. A atuação da dupla também rendeu menção em outro troféu, o Prêmio Cesgranrio, com os dois indicados também a melhor ator.

Com mais de 20 anos de carreira, o carioca de 46 anos já atuou em mais de 50 espetáculo. Já passou por mãos de grandes diretores, como Antonio Abujamra, Aderbal Freire Filho, João Fonseca, Enrique Diaz, Luiz Fernando Carvalho, José Padilha e Selton Mello.

Simpático, o ator conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta.

Leia com toda a calma do mundo.

Nina Ramos - Como recebeu a notícia sobre a indicação ao Shell?
Thelmo Fernandes - Bom, é minha segunda indicação para o Shell, a primeira foi com Gota D’água, em 2007, mas, foi como se tivesse sido indicado pela primeira vez. Fiquei numa felicidade absurda e emocionado, confesso que rolaram algumas lágrimas.

thelmo fernandes michel angelo Entrevista de Quinta: Thelmo Fernandes, teatro na contracorrente, mas a destino do sucesso

O ator Thelmo Fernandes caracterizado como Jetur, em José do Egito, na Record - Foto: Michel Ângelo

Qual é a importância desta indicação para você?
É muito importante neste momento da minha carreira e pelas apostas que venho fazendo ao longo dela. Venho de dois espetáculos seguidos de dois grandes autores clássicos: Tennessee Williams, Não sobre Rouxinóis, e Eduardo de Felippo, A Arte da Comédia. São apostas que vão contra a corrente, por exemplo, das comédias e musicai. E ser lembrado com uma indicação me confirma que estou trilhando o caminho certo e que vale a pena persistir.

A Arte da Comédia vai marcar sua carreira?
Tenho um carinho absurdo por esta montagem! É tão bacana como tudo aconteceu. Sergio Modena, nosso querido diretor, me convidou para o espetáculo quando eu estava envolvido com outra produção, porém não pude seguir adiante nesta devido às gravações de José do Egito. Um dia, resolvi ligar pro Serginho e dizer que estava disponível, mas tinha certeza que ele já teria achado outro ator, mas liguei assim mesmo e, para minha sorte, ele não havia chamado ninguém, ou seja, o destino conspirou a meu favor!

Como foram os trabalhos?
Foi um processo de trabalho maravilhoso. Tanto a direção quanto a equipe de produção souberam conduzir tudo com extrema competência e delicadeza e o resultado aparece em cena. Temos um ditado que diz: teatro só acontece com coxia boa, definitivamente nossa coxia é ótima.

Arte da comedia Div  paula kossatz Entrevista de Quinta: Thelmo Fernandes, teatro na contracorrente, mas a destino do sucesso

Dose dupla: Thelmo Fernandes (à dir.) contracena com Ricardo Blat em A Arte da Comédia - Divulgação

Ricardo Blat, seu parceiro de cena, também recebeu uma indicação na mesma categoria. Como é "disputar" os prêmios com ele?
Maravilhoso! Ricardo Blat é um monstro, um ator extraordinário, além de querido parceiro de cena. Aprendo diariamente com ele. O fato de termos sido indicados pelo mesmo espetáculo comprova que o jogo, a magia do teatro está acontecendo plenamente neste espetáculo. Isso em si já é um prêmio para nós. Já ganhamos essa “disputa”.

Para você, qual é a principal mensagem que a peça transmite?
Acho que é o poder transformador  e apaixonante do teatro.

Vocês continuam em cartaz?
Sim. Faremos um espetáculo dia 18 de Julho no Sesc Teresópolis [RJ], pelo Festival de Inverno do Sesc e, a partir de 27 de julho, estaremos em cartaz no Teatro Carlos Gomes, no Rio.

thelmo pshell Entrevista de Quinta: Thelmo Fernandes, teatro na contracorrente, mas a destino do sucesso

Thelmo Fernandes na peça A Arte da Comédia: nova temporada no Teatro Carlos Gomes, no Rio - Divulgação

*Nina Ramos é jornalista.

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