Posts com a tag "rio"

Grupo Krum 6928 Renata Sorrah se junta a elenco dos sonhos em nova peça da Cia. Brasileira

Elenco dos sonhos de Krum, da Cia. Brasileira, é encabeçado por Renata Sorrah - Foto: Nana Moraes

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Imagine só conseguir reunir, em um mesmo elenco teatral, Renata Sorrah, Danilo Grangheia, Grace Passô, Inês Vianna e Rodrigo Bolzan. Não bastasse esses nomes fortes da atuação, a mesma peça ainda traz Cris Larin, Edson Rocha, Ranieri Gonzales e Rodrigo Ferrarini.

O responsável pela façanha que muitos diretores por aí adorariam ter feito é Marcio Abreu, diretor da curitibana Cia. Brasileira de Teatro. Ele comanda esta equipe de ouro na primeira montagem brasileira do texto Krum, escrito pelo israelense Hanoch Levin (1943-1999).

Esta é a segunda vez que Renata Sorrah trabalha com Abreu e seu grupo. A primeira parceria, Esta Criança, em 2012, rendeu à atriz o reconhecimento da crítica e o Prêmio Shell carioca de melhor atriz.

Como de costume, a Brasileira escalou sua equipe forte na criação. Giovana Soar fez a tradução do texto. Já Nadja Naira, ficou mais uma vez responsável pela luz e também pela assistência de direção. Enquanto Fernando Marés fez o cenário e Felipe Stornio, a trilha sonora.

O texto tem como fio condutor a volta para casa do personagem Krum, após anos perambulando pela Europa. No meio do caminho, há dois enterros e dois casamentos.

Para o diretor, "é uma peça sobre pessoas" que coloca "em jogo a matéria humana", com "um olhar cruel e generoso sobre vidas mínimas".

Abreu ainda lembra que o texto é fruto das inquietações do autor na década de 1970 em diálogo com clássicos do teatro. "Há em Tchekhov do entretempo, Beckett do pós-guerra, Levin do final do século 20 e nós hoje algo em comum", avalia. E explica o porquê: "Enquanto o mundo turbulento destila suas violências, as pessoas tentam seguir suas vidas, muitas vezes, sem brilho, confinadas em suas casas ou alimentando expectativas, sonhos de consumo, esperança de dias melhores".

Krum
Quando: Quinta a domingo, 20h. 120 min. Até 26/4/2015
Onde: Teatro Oi Futuro (r. Dois de Dezembro, 63, Flamengo, Rio)
Quanto: R$ 20
Classificação etária: 16 anos

 

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

 

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

2 Espetáculo La laguna Direção Agostina López Rio faz ponte teatral com a Argentina no Festival Dois Pontos

Cena da peça argentina La Laguna, dirigida por Agostina López - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Não é só o cinema argentino que é bom. O teatro de nosso vizinho também é um dos melhores do mundo, com peças de dramaturgia potencializada pelo talento dos atores portenhos.

Quando o assunto é teatro, Buenos Aires ostenta 150 salas, onde ficam em média 400 espetáculos em cartaz. Na América Latina, apenas São Paulo tem um teatro tão potente.

Pois os cariocas terão a chance de conhecer de perto o teatro argentino no Festival Dois Pontos, que acontece entre 13 e 29 de março, no Rio. Se há dois anos a troca foi com Portugal, desta vez é com nossos hermanos.

4 Espetáculo Melancolia y Manifestaciones Direção Lola Arias Rio faz ponte teatral com a Argentina no Festival Dois Pontos

Cena de Melancolia y Manifestaciones, de Lola Arias, que abre o festival - Foto: Divulgação

A abertura será com a peça Melancolía y Manifestaciones, trabalho autobiográfico de Lola Arias que será apresentado no dia 13 no Teatro Ipanema.

A programação ainda reserva a estreia mundial de Constanza Muere, de Ariel Farace. Seis teatros municipais do Rio e o Galpão Gamboa sediam as apresentações. E o melhor: o preço de todas as sessões é baratinho, apenas R$ 10.

São oito peças argentinas ao todo, sendo duas estreias mundiais. Ainda há duas produções brasileiras, uma mostra de esquetes e três residências que resultarão em apresentações. Ainda há quatro shows e um espetáculo de dança.

André Vieira, coordenador do festival ao lado de Marta Vieira, diz que "a Argentina é um produtor de artes cênicas reconhecido no mundo todo".

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

OBranco fotoAnaRovati 6 Traição nas redes sociais vira tema de espetáculo

Rede social estabelece triângulo amoroso em O Branco dos Seus Olhos - Foto: Ana Rovati

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um marido frustrado começa a retomar uma relação por meio de uma rede social com uma amiga do passado. Este é o enredo do espetáculo O Branco dos Seus Olhos, que está em cartaz no Teatro Poeira (r. São João Batista, 104), no Rio.

A peça foi escrita por Alvaro Campos e tem direção de Alexandre Melo. A obra discute a traição nestes tempos pós-modernos. No elenco, estão Karine Teles, Fabiano Nunes e Amanda Vides Veras.

O autor lembra que “hoje, para se estabelecer uma relação não é preciso estar ao alcance físico”. É daí que o Facebook será mola propulsora da traição do personagem Romeu. A peça teve inspiração na vida real, repleta de reencontros virtuais que muitas vezes podem alterar a vida real.

As sessões acontecem de terça a quinta, até 26 de fevereiro, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada. Nos dias 17 e 18 de fevereiro não haverá peça por conta do Carnaval.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

chacrinha Veja indicados do segundo semestre de 2014 ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro

Chacrinha - o Musical tem duas indicações ao Prêmio Shell do Rio - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Saiu a lista dos indicados do segundo semestre de 2014 ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. A 27ª edição da premiação acontece no começo de 2015. São destaques as peças Galápagos, A Dama do Mar e Chacrinha – o Musical, ambas com duas indicações cada. O homenageado desta edição será Jorginho de Carvalho, importante nome na formação de iluminadores do teatro carioca. Além do troféu desenhado por Domenico Colabroni, o vencedor de cada categoria leva R$ 8.000. Veja quem foi indicado no primeiro semestre.

Veja os indicados do segundo semestre:

Autor
Jô Bilac por “Beije minha lápide”
Renata Mizrahi por “Galápagos”

Direção
Bruce Gomlevsky por “O Funeral”
Companhia de Teatro Manual por “Hominus Brasilis”

Ator
Cândido Damm por “Vianninha Conta o Último Combate do Homem Comum”
Mario Borges por “A Estufa”

Atriz
Andrea Beltrão por “Nômades”
Suzana Faini por “Silêncio!”

Cenário
Gringo Cardia por “Chacrinha – o musical”
Paulo de Moraes por “A dama do mar”

Figurino
Claudia Kopke por “Chacrinha – o musical”
Kika Lopes por “Ópera do maladro”

Iluminação
Maneco Quinderé por “A dama do mar”
Renato Machado por “Galápagos”

Música:
Leandro Castilho por “As bodas de Figaro”
Marcelo Alonso Neves por “Blackbird”

Categoria Inovação
Espaço Cultural Escola SESC pelo fomento do desenvolvimento cultural local, formação de plateia e integração entre artes cênicas e educação.

Integram o júrio do Rio Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Moacir Chaves.

Veja os indicados do primeiro semestre!

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

critica atila Crítica: Ao expor angústia de rapaz que só diz uma palavra por dia, Solilóquio recupera a ingenuidade

Peça carioca Solilóquio traz outra vez a inocência dos tempos de outrora - Foto: Divulgação

Por ÁTILA MORENO
Especial para o R7*

Hoje em dia, num mundo cada vez mais banalizado, compensa mesmo falar de amor? Ainda mais um tema abordado tantas vezes? Pelo menos a peça Solilóquio, um Amor sem Palavras, em cartaz no Centro Cultural Solar de Botafogo, na capital fluminense, calibra muito bem sua principal arma: ele mesmo, o amor.

O caminho utilizado pelo diretor Zé Helou é contumaz. Aproveitou a leveza e o ótimo texto de Renata Amaral, adaptado da peça Humulus, o Mudo, de Jean Anouilh e Jean Aurenche,  para contar a história peculiar de Haroldo.

Este, um menino criado pela avó e três tias, que acaba sendo vítima de uma tragédia que o leva a uma anormalidade: ele só pode falar uma palavra por dia. Depois de se apaixonar na infância, ele decide guardar as palavras para poder se declarar ao seu amor.

Camadas

Não é uma história qualquer sobre amor. Aí está o grande acerto. Com uma sinopse primorosa, o diretor desfia o amor em diversas camadas.

Solilóquio pode sugerir a analogia com o amor platônico, tanto aquela ideia do senso comum, quanto aquela defendida pelo filósofo Platão (348/347 a.C.).

soliloquio Crítica: Ao expor angústia de rapaz que só diz uma palavra por dia, Solilóquio recupera a ingenuidade

Amor platônico está presente na peça - Foto: Divulgação

Haroldo vivencia esse amor platônico, ou seja, o amor não correspondido. Ao se apaixonar por Helena (Viviana Rocha), ele não a toca, não se aproxima, não consegue se manifestar devido à sua condição e fica preso num mundo mais idealizado.

Amor carnal

De uma maneira mais geral, Platão via o amor carnal como uma escada que poderia levar a outros mais elevados. De certa forma, Haroldo vai passando por essas situações até se firmar naquele amor que é a raiz de todas as suas virtudes.

Mas, antes disso, o protagonista vivencia o amor físico, o amor ao belo, o amor ao conhecimento (a chegada do professor Teodoro), todos esses o levam a algum lugar de encontro consigo mesmo.

O personagem principal parece reproduzir esse amor platônico no nosso olhar mais comum. Mas diante da trama, vemos que ele se desloca para o outro amor, dinamizado por Platão.

Elenco tem química

Mas tudo isso poderia soar piegas se a peça não trouxesse um envolvimento dos seus atores de forma tão natural. A química entre eles é a base que amarra todo esse êxito.

Coadjuvantes e protagonistas (Haroldo é interpretado por dois atores em diferentes fases da vida) mostram um talento raro de se achar nesse tipo de produção carioca, que exige um esforço ímpar dos profissionais: aqueles que vão interpretando vários personagens ao mesmo tempo e não perdem a simbiose diante de diálogos ágeis, dinâmicos e criativos.

Há de se destacar que Rodrigo Miranda (Haroldo mais novo) e Jonas de Sá (Haroldo na fase adulta) dão cada um o peso que o personagem exige e inclusive num tempo da história que não é cronológico. O primeiro expressa muito a timidez e a introspecção na infância, e o outro dá o tom perfeito ao atuar somente com os gestos, conseguindo ampliar ainda mais as angústias do protagonista.

As atrizes que interpretam as tias dão um show particular. Laura Araujo, Mariana Bassoul e Renata Amaral se configuram como o cronômetro indispensável na vertente cômica da peça. São personagens deliciosas que merecem até uma história separada numa outra produção, ou seja, um reboot como é chamado nos seriados televisivos.

O roteiro não entrega nada tão fácil e abusa bastante dos elementos disponíveis em cena. O cenário de Lilian Doyle traz um espetáculo a parte, com suas mudanças repentinas e que se encaixam perfeitamente no quebra-cabeça cênico. A direção de movimentos ficou a cargo de Fabiana Valor que fez um trabalho sincronizado e que chega ser quase mimético, de tão emblemático.

Entraves

No entanto, Solilóquio padece de alguns entraves. Apesar de equilibrar muito bem o lado cômico e dramático, esse mesmo humor parece caçoar das aflições vivenciadas pelo protagonista, principalmente na cena em que ele é levado para uma casa de prostituição. É algo que, por pouco, quase perde a mão, ficando escrachado demais.

Alguns termos usados nos diálogos não condizem com a época que a peça sugere indicar, até mesmo com a localidade onde a história se passa e também com a idade dos seus personagens. Isso se nota no discurso das três irmãs em determinados momentos da trama.

Mesmo assim, Solilóquio ganha mérito por nos revelar uma ingenuidade perdida nos tempos atuais. Uma ingenuidade gostosa e nostálgica que talvez amacie esses tempos tão banalizados, nem que seja por meros 75 minutos.

*Jornalista mineiro radicado no Rio, Átila Moreno é graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas.

Solilóquio, um amor sem palavras
Avaliação: Bom
Quando: Terça e quarta às 20h. 75 min. Até 1º/10/2014
Onde: Centro Cultural Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180, Botafogo, Rio, tel. 0/xx/11 2543-5411)
Quanto: R$30 (inteira) R$15 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Ao expor angústia de rapaz que só diz uma palavra por dia, Solilóquio recupera a ingenuidade

Veja entrevistas em vídeo sobre teatro

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

fernanda montenegro nossa cidade Fernanda Montenegro faz visita surpresa e emociona elenco de Nossa Cidade, de Antunes Filho

Fernanda Montenegro causa comoção no elenco de Nossa Cidade, de Antunes Filho - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O elenco da peça Nossa Cidade, de Antunes Filho, encerrou a temporada carioca neste domingo (17), no Sesc Ginástico, com chave de ouro. Estava na plateia ninguém menos do que Fernanda Montenegro, que foi acompanhada de sua filha, Fernanda Torres.

Fernandona fez questão de ir ao camarim levar seus cumprimentos aos atores. A atriz sempre é generosa com seus colegas de palco. Inclusive fez questão de dar pessoalmente depoimento para o lançamento deste blog, assim que soube que seria um espaço dedicado à cobertura teatral.

Leonardo Ventura, protagonista da peça, ficou emocionado com a visita da atriz ao camarim. "Ela me abraçou carinhosamente e nos tratou como companheiros de ofício", conta.

Outro que ficou boquiaberto foi Mateus Carrieri, também integrante do elenco de Nossa Cidade. "Depois de 15 anos, volto a atuar no Rio de Janeiro com a generosa presença da dama Fernanda Montenegro em nossa plateia. Vou guardar esse abraço e as coisas que ela nos disse em um lugar bem especial no coração", declarou.

Nossa Cidade levou o Prêmio Shell de Teatro de melhor diretor para Antunes Filho e o Prêmio APCA de melhor espetáculo de 2013. Leia a crítica.

Leia mais sobre Antunes Filho e Nossa Cidade

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

feijoada gil Baryshnikov e Dafoe comem feijoada de Gilberto Gil

Gilberto Gil, Jorge Mautner, Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe na feijoada - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os astros internacionais Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe já estão ambientados ao ritmo carioca.

A prova final de abrasileiramento de ambos foi dada nesta quarta (6): os dois se fartaram na feijoada promovida por Gilberto Gil no apartamento do músico, em São Conrado, zona sul carioca.

Jorge Mautner também foi convidado e compõe o quarteto fantástico da foto. Aliás, Dafoe já está acostumado a pedidos de foto, já que não para de fazer selfies com fãs por onde quer que passe. É que ele foi o Duende Verde da saga Homem-Aranha e muita gente o reconhece. Assim, não consegue ter sossego.

As estrelas da peça Bob Wilson estão no Rio desde segunda (4), onde fazem temporada do espetáculo The Old Woman (A Velha) (leia a crítica) entre 8 e 12 de agosto na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. A obra já causou furor em São Paulo, onde foi apresentada no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros até o último domingo (3) com sessões esgotadas.

Durante a temporada paulistana, Baryshnikov e Dafoe foram ao novo show de Gil, Gilbertos Sambas. Foi aí que Gil fez a promessa de dar uma feijoada para a dupla em sua casa, cumprida nesta quarta.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

musical cassia eller divulgacao Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Dramaturgia e atuações fracas: musical faz homenagem a Cassia Eller no Rio com covers de seus sucessos - Foto: Divulgação

Por ÁTILA MORENO*
Especial para o Atores & Bastidores

Eu queria ser Cássia Eller.
Como no título da canção de Péricles Cavalcante, Cássia Eller - o Musical, encenado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB-RJ), tenta pegar a essência da homenageada.

Os diretores João Fonseca e Vinícius Arneiro se arriscam na empreitada de levar para os palcos a vida de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Tarefa complicadíssima.

Cássia Eller (1962-2001) é uma daquelas figuras de um brado retumbante, que se exige muita parcimônia de qualquer pessoa que se atreve, ao menos, dar um panorama sobre sua intimidade e carreira. Cair entre o “8 ou 80” é uma linha tênue.

Por um lado, a dupla acertou na produção das canções, ao escolher Lan Lan para cuidar dessa parte. A percussionista conviveu, dividiu momentos afetivos e tocou ao lado de Cássia durante anos. Nada mais plausível que o repertório casasse perfeitamente no espetáculo.

Ao lado de uma banda talentosa, os fãs serão transmutados para um lugar mágico, bem intimista. Nessa viagem, estão Malandragem (Cazuza/Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz), Por Enquanto (Renato Russo), Gatas Extraordinárias (Caetano Veloso), entre outras canções. O ponto alto fica com as composições de Nando Reis: All Star, O Segundo Sol, Relicário e Luz dos Olhos.

musical cassia eller divulgacao2 Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers

Cena de Cássia Eller - O Musical: banda é o grande destaque da produção - Foto: Divulgação

Mesmo assim, a peça está longe de ser um espetáculo teatral musical ou mesmo um conjunto sobre os principais fatos da meteórica trajetória da cantora.

O texto de Patrícia Andrade dá só alguns acordes suaves sobre o início da carreira, os amores de Cássia, especialmente a relação com Maria Eugênia, e sua morte repentina. Tudo é jogado de maneira superficial, sem aprofundamento algum.

Cássia Eller não trazia magnitude só na interpretação musical ou na habilidade de transitar facilmente pelo samba, forró, country, blues e reggae. A "pessoa Cássia Eller" era riquíssima na complexidade e nas histórias que colecionava.

A impressão é que a peça quis focar só nas estripulias sexuais, em relações que só ajudavam a montar um roteiro de uma vida clichê, presente em qualquer artista rock and roll que está por aí.

Coube a cantora Tacy de Campos encarnar Cássia Eller. A semelhança vocal é irrefutável, mas não auxilia nenhum pouco a atuação, que deixa a desejar.

Pessoalmente, Cássia delineava uma mulher frágil e introspectiva. Característica que batia de frente com sua maquiagem performática nos palcos: um trovão agressivo e desinibido.

Tacy não dá conta nem de um nem de outro. Não se consegue enxergar nada além de um cover muito bem executado.

Salvo alguns, o elenco vive na corda bamba. Evelyn Castro se destaca entre os demais, pela invejável potência vocal, e é uma das poucas atrizes com uma alta carga dramática. Emerson Espíndola convence na difícil tarefa de interpretar vários e decisivos personagens, infelizmente muito pouco explorados no roteiro.

O cenário preto, simplista demais, ajudou a deixar tudo excessivamente fúnebre e colegial, já não bastasse o tom monocromático em toda peça.

A predileção de Cássia Eller por flores, principalmente margaridas e rosas, que têm um papel fundamental nos momentos amorosos da cantora, passa longe de ter alguma referência em mais de duas horas e meia de peça, sem intervalo.

Por fim, o que se tem, no máximo, é um cover, com alguns elementos teatrais. Não um musical, como a montagem se propõe a ser.

 

Cássia Eller - o Musical
Avaliação: Fraco
Quando: Quarta a sexta, às 19h; sábado, às 19h30, e domingo às 19h. 140 min. Até 20/07/2014
Onde: Teatro CCBB RJ (Rua Primeiro de Março, 66 - Centro), Rio, tel. 0/xx/21
Quanto:  R$ 10,00 inteira/ R$ 5,00 meia
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Fraco R7 Teatro PQ Crítica: Peça sobre Cássia Eller quer ser musical, mas é só um show de covers
*Jornalista mineiro radicado no Rio, Átila Moreno é graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas.Curta nossa página no Facebook!Leia também:Fique por dentro do que rola no mundo teatralDescubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

samba futebol clube Conheça os indicados ao Prêmio Shell do Rio no primeiro semestre de 2014

Samba Futebol Clube é o espetáculo com mais indicações ao Prêmio Shell do Rio - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Foi divulgada nesta segunda (7) a lista dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro do Rio, referentes ao primeiro semestre de 2014. A cerimônia de entrega da 27ª edição só acontecerá no começo de 2015.

A peça com mais indicações é o musical Samba Futebol Clube, presente em seis categorias: autor, direção, figurino, iluminação, música e inovação.

Outros destaques são E Se Elas Fossem para Moscou, com cinco indicações, e Irmãos de Sangue, também com cinco.

O júri carioca é formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Moacir Chaves.

Cada vencedor leva um troféu com o logotipo da multinacional e R$ 8.000.

Veja os indicados:

Direção
André Curti e Artur Ribeiro por Irmãos de Sangue
Christiane Jatahy por E se Elas Fossem para Moscou?
Gustavo Gasparani por Samba Futebol Clube

Ator
André Curti por Irmãos de Sangue
Artur Ribeiro por Irmãos de Sangue
Gustavo Gasparani por Ricado III

Atriz:
Julia Bernat por E se Elas Fossem para Moscou?
Stella Rabello por E se Elas Fossem para Moscou?

Cenário:
André Curti e Artur Ribeiro por Irmãos de sangue
Marcelo Lipiani por E se Elas Fossem para Moscou?

Figurino:
Antonio Medeiros por 2 X Matei
Marcelo Olinto por Samba Futebol Clube

Iluminação:
Bertrand Perez e Artur Ribeiro por Irmãos de Sangue
Paulo Cesar Medeiros por Samba Futebol Clube

Música:
Felipe Radicetti por Sacco e Vanzetti
Nando Duarte por Samba Futebol Clube

Categoria Inovação:
Christiane Jatahy pela construção de uma dramaturgia singular através da integração de teatro e cinema no espetáculo E se elas fossem para Moscou?
Elenco de Samba Futebol Clube, que tornou possível a renovação da estrutura do musical através de sua capacidade de atuar com excelência nas diversas funções do gênero

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

a toca do coelho leo marinho agnews Com Gianecchini e Maria Fernanda Cândido, peça A Toca do Coelho comemora 100 apresentações

Elenco de A Toca do Coelho celebra cem apresentações com bolo no palco - Foto: Leo Marinho/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O elenco do espetáculo A Toca do Coelho celebrou a centésima apresentação da obra, ocorrida no último sábado (7), na sala Fernanda Montenegro do Teatro Leblon, no Rio.

A peça, que estreou em São Paulo e faz temporada no Rio após circular o Brasil, tem direção de Dan Stulbach.

No elenco, estão Reynaldo Gianecchini, Maria Fernanda Cândido, Selma Egrei, Simone Zucato e Felipe Hintze.

O drama conta a história de um casal que não sabe como lidar com a perda do filho. Leia a crítica.

Quem atua melhor na peça A Toca do Coelho?

  • Selma Egrei
  • Felipe Hintze
  • Simone Zucato
  • Reynaldo Gianecchini
  • Maria Fernanda Cândido
 Com Gianecchini e Maria Fernanda Cândido, peça A Toca do Coelho comemora 100 apresentações

Digite o texto da imagem:

Gerar outra imagem

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes