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Para quem está procurando o que fazer com a criançada no próximo feriado, o Atores & Bastidores dá sete sugestões de peças para a família toda.

Os espetáculos estão em cartaz em São Paulo e tem classificação livre.

DSC3956 Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Lisbela e o Prisioneiro – O Musical

Espetáculo dirigido por Dan Rosseto (veja entrevista no blog), Lisbela e o Prisioneiro – O Musical está em cartaz no Teatro Nair Bello. Inspirado na obra original de Osman Lins conta a história de Leléu (Luiz Araújo), um artista mambembe que chega a uma pequena cidade com seu circo, após mexer com a mulher de um matador de aluguel. Enquanto tenta fugir do marido ciumento, Leléu se apaixona pela doce Lisbela (Ligia Paula Machado),  que também está de casamento marcado. A peça conta com números de trapézio, tecido acrobático, malabares, palhaço e muito mais. Os acompanhantes dos pequenos ainda podem se encantar com canções de Zé Ramalho, Pixinguinha, Dominguinhos e Caetano Veloso.

Serviço
Quando: sextas, 21h30, sábados, 21h, domingos, 19h. Até o dia 7/6/2015 (última oportunidade)
Onde: Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca, r. Frei Caneca, 569, Consolação. Informações: www.ingresso.com)
Quanto: R$ 80
Duração: 105 minutos

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Amizade entre amigas ficará abalada após confusão - Foto: Matheus Heck/Divulgação

O Alvo

Uma briguinha adolescente vira assunto sério quando a jovem Maria Claudia (“a menina mais zoada do colégio”) sai rolando escada abaixo e vai parar no hospital. Apesar do mote muito sério, o espetáculo O Alvo, com texto e direção de Pedro Garrafa, trata de forma jovem e descontraída a questão do bullying na sociedade atual. Amanda, Maria Anna, Rebecca e Nina são amigas inseparáveis desde o ensino fundamental, mas terão a amizade abalada após o acontecimento. A peça começa com as quatro na sala de espera da diretoria do colégio. Pedro Garrafa, que também é professor de teatro, viu a necessidade de dialogar com os adolescentes sobre o assunto e reparou que, quase sempre, o bullying é atribuído ao outro, nunca é reconhecido em si. O projeto foi concebido para auxiliar os educadores a tratarem o assunto nas instituições de ensino e fala também sobre vitimização, relações de poder e estrutura social dentro da escola. No elenco estão Andressa Andreato, Julia Freire, Caroline Duarte, Natalia Viviani e Kuka Annunciato.

Serviço
Quando: sábados, às 17h30. Até o dia 4/7/2015
Onde: Teatro Livraria da Vila (Shopping JK Iguatemi, av. Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo. Informações: www.ingressorapido.com.br)
Quanto: R$ 40
Duração: 50 minutos

Espetaculo Circulo de Giz Fotografo Thiago Leite Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Espetáculo Círculo de Giz - Fotógrafo: Thiago Leite/Divulgação

Círculo de Giz

Um menino internado decide encenar uma história antiga que represente a história de sua vida e escolhe uma antiga fábula chinesa para tanto. No elenco, sua mãe e os funcionários do hospital. A história que se desenrola a partir dessa vontade pode ser vista em Círculo de Giz, espetáculo da Cia. Paidéia de Teatro, na sede do grupo, em São Paulo. A peça é resultado de uma parceria de seis anos firmada entre o grupo e a Cia. Grips Theater de Berlim, onde a peça já foi apresentada. O espetáculo também já foi apresentado na cidade de Düsseldorf. O texto da peça é assinado pelos alemães Armin Petras e Lara Kugelmann, sendo que este último esteve no Brasil para trabalhar os improvisos coreográficos. Em setembro é a vez da companhia alemã vir ao Brasil encenar o espetáculo. A história é linda e vai emocionar a todos.

Serviço:
Quando: Quintas, às 10h30 (para escolas), sábados e domingos, às 17h. Até o dia 5/6/2015 (última oportunidade).
Onde: Cia. Paidéia (r. Darwin, 153, Santo Amaro, ao lado do Boa Vista Shoppng. Informações: 0/xx/11 5522-1283)
Quanto: R$ 20
Duração: 70 minutos

 Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Pedro e o Lobo - Foto: Divulgação

Pedro e o Lobo

A Cia. Imago resolveu contar uma história que marcou gerações. A fábula russa narra a aventura do menino Pedro, que descobre o quanto é importante falar a verdade e como uma “mentirinha” pode ter graves consequências. Com direção de Fernando Anhê, a peça usa manipulação de bonecos e ensina para a garotada os instrumentos que existem em uma orquestra. O passarinho é o flautim, o gato é o clarinete, o lobo é as trompas e Pedro virou as cordas. Em cartaz desde janeiro e ainda fazendo sucesso.

Serviço
Quando: sábados e domingo, 17h40. Até o dia 26/7/2015.
Onde: Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, São Paulo. Informações: www.ingresso.com.br)
Quanto: R$ 30
Duração: 55 minutos

aventura na neve Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Aventura na Neve - Foto: Divulgação

Aventura na Neve

Se você tem filhos pequenos, com certeza, conhece essa história! Elsa é a filha mais velha do rei e da rainha de Arendella. Ela descobre ainda criança que tem o poder de congelar tudo a sua volta. Ainda menina, ela passa a acreditar que o dom pode causar muitos problemas a todos, especialmente a sua irmãzinha Anna. As duas acabam crescendo distantes, mas se reencontram já adultas. O que seria uma retomada emocionante da amizade, vira uma grande confusão quando Elsa perde o controle de seus poderes. A peça, inspirada do sucesso da Disney, está em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, com direção de Sebastião Apollonio.

Serviço
Quando: Sábados e domingos, 16h30. Até o dia 30 de agosto.
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luís Antonio, 931, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 50
Duração: 50 minutos

os saltimbancos Veja as sete melhores peças infantis em cartaz em São Paulo

Os Saltimbancos - Foto: Divulgação

Os Saltimbancos

A peça é inspirada no famoso conto dos irmãos Grimm e conta a história de quatro bichos, que se encontram e começam a reclamar da vida de maus-tratos. Um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata decidem formar um grupo musical e fazer sucesso na cidade, só que no meio do caminho encontram seus antigos donos. Uma história atemporal, que encanta em forma de musical infantil. Sérgio Bardotti é o responsável pela adaptação de Chico Buarque.

Serviço
Quando: sábado, 17h30. Até julho de 2015.
Onde: Teatro Ruth Escobar (r. dos Ingleses, 209, Bela Vista. Informações: 0/xx/11 3289-2358)
Quanto: R$ 40 (adultos) e R$ 20 (crianças até 12 anos)
Duração: 60 minutos

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Chovendo na Roseira - Foto: Divulgação

Chovendo na Roseira

Laura é uma menina viciada em joguinhos eletrônicos. Esperta como todas as crianças de sua geração, ela descobre um mundo novo ao deixar a tecnologia de lado para explorar o jardim de sua casa. Ela fará amizade com um sapo, um pássaro e uma cigarra e com a nova turma vai brincar e aprender canções de Tom Jobim, Jackson do Pandeiro, Dolores Duran, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, Djavan e muitos outros.

Serviço
Quando: Sábados e domingos, 15. Até o dia 28/6/2015 (não haverá espetáculo no dia 7/6)
Onde: Teatro Eva Herz (Conjunto Nacional, av. Paulista, 2073, Bela Vista. Informações: www.ingresso.com)
Quanto: R$ 30
Duração: 50 minutos

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1934107 66983580330 2121 n 1 Entrevista de Quinta   Charles Paraventi: Gosto de ver o público rindo

Por BRUNA CRISTINA FERREIRA*

Charles Paraventi enxerga a comédia como um meio de fazer as pessoas saírem um pouco das loucuras que veem no mundo, do cotidiano duro, da realidade áspera. O objetivo é simples: fazer rir.

Nascido em Nova York, nos Estados Unidos, ele começou a carreira de artista com apenas cinco anos. Sim, ele confirma essa história ao Atores & Bastidores. Na época, ela fazia shows de mágica em um clube brasileiro e sua assistente de palco era sua mãe, grande incentivadora de sua carreira.

Em 1986, já no Brasil, se destaca entre os amigos com suas imitações, era elogiado pelos textos e interpretação fácil. Atualmente, ele está em cartaz na peça Congresso Nacional de Sexologia, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. O espetáculo fica em cartaz até o dia 26 de junho.

Na entrevista abaixo, você conhece um pouquinho mais sobre esse artista, que sempre soube seu lugar na profissão e não se deixou enveredar pelo caminho controverso da celebridade.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como é a comédia Congresso Nacional de Sexologia?
CHARLES PARAVENTI – A peça é dividida em esquetes de humor. São três especialistas em sexo, que vão tratar de assuntos do cotidiano de todas as pessoas. Existem ainda algumas outras questões como abusos, a homossexualidade. Em uma das esquetes, um filho conta para o pai que é gay. O menino cresceu a vida inteira flamenguista por causa do pai, mas faremos uma brincadeira com a faixa da camisa do Vasco, que vira uma faixa de miss no contexto da peça.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – A peça, então, mistura temáticas para fazer humor.
CHARLES PARAVENTI – Sim. São seis histórias e três atores em cena.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como foi a preparação? Você teve alguma liberdade para criar os personagens?
CHARLES PARAVENTI - O roteiro foi mais um guia para nós. Quando ele chega às mãos dos atores, vamos testando o que funciona e o que não funciona. Então, trabalhos bastante na peça. Acabamos de mudar o figurino, por exemplo, pois achamos que não deu certo.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Vocês se prepararam em quanto tempo?
CHARLES PARAVENTI - Juntos, nós ensaiamos por cinco meses. Antes disso, fiquei um tempo decorando o texto em casa. O processo todo foi bem legal, a gente se dá muito bem. O Lucas [Domso] eu conheço há muito tempo, mas a Daniela [Brescianini] conheci agora e estamos nos dando bem em cena.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Tenho a impressão de que você foi construindo boa parte de sua carreira no humor.
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho, sim, uma história no humor. Acho que tenho uma facilidade. Eu gosto de ver o pessoal rir. Acho que são poucos os momentos que temos na vida para sentir prazer, são raros. As coisas andam tão complicadas, por isso gosto de ver o público rindo, se distraindo. Na comédia, essa resposta é mais imediata do que nos outros gêneros.

cns071 Entrevista de Quinta   Charles Paraventi: Gosto de ver o público rindo

Congresso Nacional de Sexologia - Foto: Divulgação

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Está difícil fazer humor com o politicamente correto?
CHARLES PARAVENTI - Eu acho que a comédia tem uma característica interessante em poder criticar as coisas de uma forma saudável. Pode brincar com a política, com os costumes, ela tem essa licença, mas é claro que não dá para abusar. Não dá para ferir a pessoa. Uma coisa é botar o dedo na ferida, outra é agredir moralmente uma pessoa.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Eu não sabia, mas você começou a trabalhar com cinco anos? Sério?
CHARLES PARAVENTI - É verdade. Eu comecei muito cedo. Eu nasci em Nova York e lá tinha um clube, onde eu fazia shows de mágica aos cincos anos. Minha mãe era minha assistente. Minha mãe viu aquela vontade que eu tinha e sempre me deu uma força. Eu sempre gostei de palco. A coisa do entretenimento eu fiz muito cedo. Sempre soube o que seria, qual seria minha carreira, e essa certeza me ajudou muito.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você sempre foi artista, então. Alguma vez você teve alguma crise com a coisa da celebridade, quando se tornou conhecido?
CHARLES PARAVENTI - Pois é. Eu nunca tive dúvidas de que seria artista, por isso não tenho crise. A fama eu achava um pouco efêmera. Isso tinha que ser uma consequência do trabalho.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Mas sempre foi assim?
CHARLES PARAVENTI - Já tive problemas. Acho que quando você vira celebridade, você perde um pouco do humano, do ser humano, da essência. Já sofri com paparazzo, não posso esperar no ponto de ônibus, que isso se torna uma coisa ruim.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Eu soube dessa história [Charles foi fotografado aguardando um ônibus em um ponto no bairro do Recreio, no Rio de Janeiro, no ano passado e acabou virando notícia].
CHARLES PARAVENTI - Não estou dizendo que o transporte público não é ruim. É ruim, sim [risos]! Só que isso não é anormal.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – O que você está planejando agora?
CHARLES PARAVENTI - Eu fiz muita coisa no cinema e agora estou escrevendo meu primeiro longa-metragem, que vai se chamar Cidade de Alá. Eu ando preocupado, pois o Brasil tem uma tradição de tolerância religiosa, muitas religiões convivem e formam o brasileiro, nós temos uma tradição de acolhimento. Tenho medo de que um dia se possa instalar um tipo de célula terrorista e escrevi o roteiro com essa ideia na cabeça.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Então, vai ser um drama?
CHARLES PARAVENTI - Sim, vai ser um drama. É um menino, que nasceu em uma comunidade no Rio de Janeiro, que tem uma história com o Carnaval. A mãe desse menino é jovem e solteira e acaba conhecendo um gringo, que trabalha com petróleo. Esse menino, então, vai parar no Oriente Médio e ter contato com o ódio aos Estados Unidos. A história se desenrola a partir de então. Estou quase finalizando, está quase tudo pronto.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Para encerrar falando novamente sobre a peça, você contou agora que brinca com Flamengo e Vasco. Aqui nos palcos de São Paulo, tem alguma chance de virar um Corinthians e Palmeiras?
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho uma admiração muito grande pelo futebol paulista, mas vamos deixar as brincadeiras entre Flamengo e Vasco mesmo. Acho que a aceitação vai ser maior [risos]!

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Qual a diferença entre o palco no Rio de Janeiro e em São Paulo?
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho um pouco de medo de fazer teatro em São Paulo. Não sei se é medo, vai... Tenho a impressão de que São Paulo tem um público que vai mais ao teatro, está mais ativo, pensa mais, lê mais jornal. O paulista tem um engajamento maior no cotidiano. O carioca é mais praia, menos preocupado com os problemas. Não quero falar mal do povo carioca, só acho o paulista mais exigente. O carioca é esperto. O paulista é perspicaz [risos]!

Congresso Nacional de Sexologia
Quando: Sábados, 19h. Até o dia 26/6/2015
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista. Informações: 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 60
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos

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rodolfo garcia vazquez denise del vecchio premio shell 2015 bob sousa Saiba como foi entrega do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

Rodolfo García Vázquez, o melhor autor (ao lado de Ivam Cabral) e Denise Del Vecchio, a melhor atriz, discursam durante cerimônia do Prêmio Shell de Teatro em SP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Os vencedores do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo foram conhecidos em cerimônia realizada no espaço Villa Vérico, na capital paulista, na noite desta terça (10).

O evento, apresentado por Mariana Lima, reuniu personalidades da cena teatral paulistana. As peças que abocanharam maior quantidade de prêmios, com dois troféus cada uma, foram Trágica.3 (atriz e figurino), Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto (iluminação e direção) e Caros Ouvintes (cenário e música). Veja lista completa dos ganhadores.

Rodolfo García Vázquez, do grupo Os Satyros, subiu ao palco para receber o prêmio de melhor autor por Pessoas Perfeitas, escrita em parceria com Ivam Cabral, que não pode comparecer à festa  por estar se recuperando de tratamento médico contra um tumor.

“É uma pena o Ivam não estar aqui, mas ele está se recuperando. Pessoas Perfeitas nasceu de um roteiro de longa que transpusemos para o teatro. A participação dos atores foi fundamental neste processo”, discursou enquanto os integrantes do Satyros o aplaudiam, eufóricos.

Silvana Garcia, que levou melhor direção por Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto, lembrou em sua fala que já integrou o júri do prêmio. “Já estive no júri e sei que não é um lugar confortável. Você sai daqui amado por poucos e odiado por muitos. Eu amo vocês”, disse, dirigindo-se aos jurados paulistanos: Carlos Colabone, Evaristo Martins de Azevedo, Lucia Camargo, Mario Bolognesi e Renata Melo. Ela ainda alfinetou a imprensa, lembrando que a peça “é um produção à margem, que não teve apoio da grande mídia”.

O melhor ator, Rubens Caribé, por Assim É (se lhe Parece), ficou bastante emocionado quando seu nome foi anunciado por Mariana Lima. No palco, afirmou que “quis muito esse momento”, mas que duvidou dele “até o fim”.

Já Denise Del Vecchio, que saiu do palco aos prantos, contou que este ano foi a primeira vez que havia sido convidada para uma entrega do Prêmio Shell de Teatro. Ao receber o prêmio de melhor atriz, por Trágica.3, discursou: “Estou muito emocionada e agradecida por terem me escolhido já nesta altura da minha carreira. No momento que vem um certo desânimo, vem um sopro de alegria. Acreditamos que neste momento de tanto caos e horror, o que nós fazemos no palco possa ser uma fagulha de luz”.

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Paulinho Farica, Mel Lisboa e Dário José comemoraram prêmio Inovação para a Cia. Pessoal do Faroeste - Foto: Bob Sousa

Ao receber o prêmio de Inovação, o diretor Paulinho Faria, da Cia. Pessoa do Faroeste, disse que deseja recuperar o cinema na região da Boca do Lixo, em São Paulo, onde está instalada a companhia que tem a atriz Mel Lisboa em seu elenco. A região no centro paulistano foi pólo cinematográfico nos anos 1970 e 1980 e hoje está entregue aos usuários de crack.

No fim da cerimônia, o grande homenageado da noite foi César Vieira, do Teatro União e Olho Vivo. Ele lembrou seu trabalho com moradores de rua e ainda citou a Gaviões da Fiel, torcida e escola de samba do Corinthians, em seus agradecimentos.

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César Vieira, do Teatro União e Olho Vivo, falou da censura e também celebrou Heleny Guariba, assassinada pelos militares, e Augusto Boal, que morreu em 2009 - Foto: Bob Sousa

O diretor ainda lembrou que 632 peças sofreram censura durante a ditadura militar. E pediu aplauso farto para Heleny Guariba, “atriz assassinadas pelos militares e cujo corpo jamais foi encontrado” e “para o mestre Augusto Boal”, diretor e teórico brasileiro do teatro que morreu em 2009.

A parte do público que ainda estava no salão o aplaudiu de pé — outra parte, desrespeitosa, não esperou o discurso do diretor e rumou desesperada para a barra de bebidas.

Veja mais fotos de quem foi à entrega do 27º Prêmio Shell de Teatro:

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Letícia Sabatella, da peça Trágica.3, que levou dois prêmios - Foto: Bob Sousa

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Mariana Lima foi a apresentadora da noite de gala do teatro - Foto: Bob Sousa

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A diva cubana Phedra D. Córdoba foi com visual exuberante - Foto: Bob Sousa

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Denise Del Vecchio se emocionou ao receber o Shell pela primeira vez - Foto: Bob Sousa

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O assessor Sylvio Novelli foi acompanhado da filha, Isabela Novelli - Foto: Bob Sousa

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Mel Lisboa chamou a atenção com seus cabelos curtinhos - Foto: Bob Sousa

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A pesquisadora teatral Simone Carleto também foi ao prêmio - Foto: Bob Sousa

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Atriz do Satyros e musa dos palcos, Cléo De Páris compareceu à noite de gala - Foto: Bob Sousa

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Os críticos de teatro da APCA também marcaram presença: a partir da esq., Miguel Arcanjo Prado (editor de Cultura do R7), Edgar Olimpio de Souza, Maria Lúcia Candeias, Celso Curi, Vinício Angelici e Evaristo Martins de Azevedo, também jurado do Shell - Foto: Bob Sousa

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Daniel Gaggini (de óculos, ao centro) e a turma do projeto Vira-Latas de Aluguel, indicado na categoria Inovação - Foto: Bob Sousa

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Luciano Chirolli, indicado a melhor ator por Gotas D'Água sobre Pedras Escaldantes, posa com a amiga Maria Alice Vergueiro, que levou o Prêmio Shell especial em 2011 - Foto: Bob Sousa

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O pesquisador de teatro Alexandre Mate conversa com o crítico José Cetra Filho - Foto: Bob Sousa

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O ator Juan Manuel Tellategui prestigiou a festa do teatro - Foto: Bob Sousa

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Marco Antônio Pâmio, indicado a melhor diretor por Assim É (se lhe Parece) - Foto: Bob Sousa

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Musa dos palcos e do cinema, Gilda Nomacce foi indicada a melhor atriz por Gotas D'Água sobre Pedras Escaldantes - Foto: Bob Sousa

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Fernanda Capobianco parabeniza Gilda Nomacce pela indicação ao Prêmio Shell - Foto: Bob Sousa

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Rodolfo García Vázquez discursa ao receber o Shell de melhor autor e lamenta a ausência de Ivam Cabral, que escreveu a peça Pessoas Perfeitas com ele - Foto: Bob Sousa

 

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denise del vecchio Veja os vencedores do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

Denise Del Vecchio: melhor atriz no 27º Prêmio Shell de Teatro de SP por Trágica.3 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo foi entregue na noite desta terça (10), em cerimônia que reuniu boa parte da classe teatral paulistana e teve apresentação de Mariana Lima. Os melhores no ano de 2014 receberam a estátua em forma de concha e R$ 8.000. Veja, abaixo, quem a lista completa dos ganhadores:

Autor
Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez por Pessoas Perfeitas

Direção
Silvana Garcia por Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto

Ator
Rubens Caribé por Assim É (Se lhe Parece)

Atriz
Denise Del Vecchio Trágica.3

Cenário
Marco Lima por Caros Ouvintes

Figurino
Glória Coelho por Trágica.3

Iluminação
Beto Bruel por Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto

Música
Ricardo Severo por Caros Ouvintes

Inovação
Cia Pessoal do Faraoeste pelo trabalho de ocupação e intervenção social e artística que contribui para transformação e revitalização urbanas da região da Luz

Homenagem
César Vieira pela trajetória artística junto ao Teatro União e Olho Vivo e atuação política na defesa da classe teatral

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agora vai erica catarina2 Bloco do teatro, Agora Vai desfila nesta terça feira

Agora Vai desfila nesta terça-feira em São Paulo, no Minhocão - Foto: Erica Catarina

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do teatro paulistano já está em polvorosa para colorir de roxo e amarelo o Minhocão durante o desfile do bloco Agora Vai, que tem em sua fundação integrantes do Cia. São Jorge de Variedades, com sede na Barra Funda, em São Paulo.

 Bloco do teatro, Agora Vai desfila nesta terça feira

Roxo e amarelo são as cores do Agora Vai - Foto: Erica Catarina

A concentração está marcada para começar às 17h11 (sim, este é o horário; portanto, não se atrase), em frente ao largo Padre Péricles, nas proximidades do Boteco do Zé, na rua Marta, na Barra Funda.

Depois, o bloco segue rumo ao Minhocão, onde costuma balançar as estruturas do elevado, causando frisson em seus foliões.

O bloco Agora Vai nasceu em 2004. Segundo sua direção, ele "reúne artistas, crianças e apaixonados pelo Carnaval de rua".

Nomes do teatro paulistano, como Georgette Faddel, Bárbara Bonnie e Fagundes Emanuel, são figuras costumeiras no bloco.

A mascote do bloco é a boneca preta Jurema, sempre celebrada no marcha-samba do bloco.

Aprenda a cantar

Veja a letra do marcha-samba de 2015 do Agora Vai:

"Tem o balanço do mar
Tem o luar na imensidão
A cachoeira encantada
O arco-íris e o trovão

Tem o mistério das matas
E o sereno que cai
Pedra preciosa, joia rara
Nada disso se compara a você, Agora Vai
Pedra preciosa, joia rara
Nada disso se compara a você, Agora Va

É de roxo e amarelo
Que eu vou
O que eu mais esperava
Chegou
Chegou

Pode preparar seu coração
Vai ter Jurema
Outra vez no Minhocão (2x)"

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esparrama Esparrama jorra poesia na secura de São Paulo

Em pleno Minhocão, público assiste à apresentação da peça Esparrama pela Janela - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo Esparrama é uma das novidades mais prazerosas da cena teatral paulistana dos últimos tempos. Eles transformaram o árido Minhocão em uma imensa sala teatral ao ar livre nos dias de domingo, quando o elevado é utilizado como área de lazer pelos moradores do centro.

Em uma cidade cada vez mais mergulhada no caos, sobretudo diante da falta d'água aterrorizante, a poesia do Esparrama é um alento.

É no cenário urbano tão emblemático para São Paulo que eles fazem seu teatro em uma charmosa janela defronte ao horrendo viaduto com nome de ditador.

O sucesso foi instantâneo. O boca a boca e a grande acolhida do projeto na mídia garantiu média de 400 espectadores em cada sessão. Não custa nada lembrar que o Atores & Bastidores do R7 foi o primeiro espaço da grande mídia a noticiar o grupo.

Diante do êxito, o Esparrama já voltou às atividades neste 2015 desde o último domingo (1º), quando estreou seu novo projeto: Janelas do Minhocão, que recebeu recursos do Programa Rumos Itaú Cultural.

A ação artística é divida em três partes. A primeira é o Esparrama Amigos pela Janela, composto por seis apresentações de artistas convidados pelo grupo na janela do Esparrama, que acontecem nos próximos domingos, sempre às 16h, até 8 de março.

O mesmo espaço ainda vai abrigar a nova temporada do espetáculo já consagrado Esparrama pela Janela e ainda o novo espetáculo da trupe, O Menino que Mora no Minhocão.

Alguém duvida que vai ser um sucesso?

Veja o vídeo com a participação do Esparrama no programa Roberto Justus +, da Record:

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sao paulo eduardo enomoto 2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

SP, 461 anos: vista do centro de São Paulo do alto do Edifício Itália - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo é a capital do teatro brasileiro. Nenhuma outra cidade do país se compara à fartura cênica que há em seus palcos. Por isto, neste domingo (25), quando a cidade completa 461 anos, o Atores & Bastidores do R7 perguntou a personalidades de nossas artes cênicas o que desejam à metrópole em seu aniversário. Veja quanta coisa boa:

marba goicochea foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz peruana Marba Goicochea: mais tolerância, menos indiferença - Foto: Eduardo Enomoto

"São Paulo é a cidade que escolhi para viver e que representa algo muito importante em minha vida. Foi aqui onde realmente me encontrei como atriz; lhe devo muito, igual que à sua gente. Meu desejo é ver São Paulo com mais tolerância, menos indiferença . Que a diferença seja vista como riqueza; que se veja além do preconceito, que se enxergue a beleza da diversidade. Viva São Paulo. Viva seu povo."
Marba Goicochea, atriz, natural do Peru e paulistana há 12 anos

tony reis foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator baiano Tony Reis no Teat(r)o Oficina: natureza ligando pessoas - Foto: Eduardo Enomoto

"Sonho com teatro com público ativo e desejo que os rios que cortam a cidade e que estão escondidos, possam ser vistos novamente. Além de serem natureza viva, são elo de ligação para as pessoas!"
Tony Reis, ator, natural de Salvador (BA) e paulistano há oito anos

rachel ripani Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Rachel Ripani: água e energia (elétrica e pessoal) - Foto: Arquivo pessoal

"Sou paulistana, nascida na maternidade São Paulo, família da Moóca e Ipiranga. Amo minha cidade, urbana, apressada, urgente e antenada. A cidade que de fato melhor recebe quem for motivado, interessado, empenhado e honesto. Eu desejo nesse aniversário que tenhamos água para continuarmos movendo a economia de São Paulo adiante. Que tenhamos energia (elétrica e pessoal) para continuarmos batalhando pelas demandas que a cultura da cidade exige. Que tenhamos bom trânsito para que o público consiga chegar aos nossos tantos e belos teatros. E que mereçamos a dignidade que tanto buscamos, nós paulistanos de coração ou de nascença. Parabéns, SP, meu amor!
Rachel Ripani, atriz e tradutora, paulistana desde o nascimento

angela ribeiro foto bob sousa Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paraense Angela Ribeiro: desejo de água para SP - Foto: Bob Sousa

"Sou alucinada pela loucura desta cidade e pelo leque de possibilidades que ela oferece. O que eu mais desejo nesse aniversário é que ela seja regada por uma consciência coletiva. Desejo água para São Paulo, que as pessoas entendam que esse problema não é só do 'outro'. Ele depende de cada um de nós. Que chova amor pela cidade!"
Angela Ribeiro, atriz, natural de Belém (PA) e paulistana há 16 anos

kil abreu foto miguelarcanjoprado Personalidades do teatro revelam votos para SP

O crítico teatral paraense Kil Abreu no Centro Cultural São Paulo: 20 anos em SP - Foto: Miguel Arcanjo Prado

"Desembarquei na rodoviária do Tietê depois de dois dias de estrada no invernal julho de 1995 (vinte anos logo mais, pois). O que São Paulo me ensinou de melhor nesse tempo foi a condição – para sempre – do estrangeiro. Agora em qualquer lugar, inclusive em Belém, de onde vim. Celebro isso, o espaço da ignorância libertadora que essa condição nos dá em uma cidade como São Paulo. O que desejo? Que a grandeza econômica se derrame radicalmente sobre a paisagem humana, sobretudo nas quebradas. Que o nosso provincianismo seja imenso, mas que a imensidão seja feita só com a ingenuidade das conversas de porta de casa e nada mais; que lâmpadas existam pra iluminar caminhos, jamais pra serem espatifadas na cabeça de outro ser humano. Que sejamos grandes no reconhecimento do outro como outro. Que tenhamos governos que se recusem a ler as pesquisas de opinião porque nossa opinião só piora. Que sejam capazes de vir pra briga não só conosco como também contra nós; que tenhamos, todos, topete grande pra nos corrigirmos sempre que pensarmos apenas com o umbigo. Que saibamos inventar esse caminho de contramão, hoje utópico, mas que existe inteiro, pedindo pra ser construído."
Kil Abreu, jornalista e crítico, natural de Belém (PA) e paulistano há quase 20 anos

fransergio araujo Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator mineiro Fransérgio Araújo: selvageria e poesia em SP - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo sempre foi a cidade dos meus sonhos uma mistura de diversidade e atitude, as pessoas aqui são mais livres do que em qualquer outra cidade do Brasil . Neste novo aniversário, eu desejo que as ruas se tornem cada vez mais um lugar de encontro de opiniões e desejos do que um local onde as pessoas praticam as piores posturas do seu comportamento social. Este é meu desejo . São Paulo, feliz aniversário, te amo com toda sua selvageria e poesia."
Fransérgio Araújo, ator, natural de Uberlândia (MG) e paulistano há 12 anos

viviane roesil2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

A dramaturga e roteirista paulistana Viviane Roesil: SP abraça o mundo - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo abraça o mundo dentro de suas fronteiras. As mais diversas nacionalidades convivem diariamente com os migrantes de todo o País, juntamente com os nascidos aqui, mas infelizmente, a cidade carece de respeito. E é isso que desejo a Sampa. Respeito para com tudo e com todos, no macro e no micro, com todas as honrarias que o verbete abrange."
Viviane Roesil, dramaturga, advogada, roteirista e paulistana desde o nascimento

andre fusko Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator paulistano André Fusko: boa educação para todos em SP - Foto: Divulgação

"Eu desejo uma população com acesso a uma boa educação, que ensine a pensar e questionar e não apenas executar. Desejo fios de alta tensão subterrâneos e muito metrô para não usarmos carro, desejo também menos corrupção e que os políticos trabalhem para a cidade e para os cidadãos, ao invés de trabalharem para atender interesses de 'patrocinadores' e parceiros de corrupção."
André Fusko, ator e médico, paulistano desde o nascimento

stella menz nayara zattoni Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Stella Menz: respeito às diferenças - Foto: Nayara Zattoni

"São Paulo completa 461 anos neste domingo em que comemoraremos com a primeira festa da chegada de Beatriz. Às duas, nosso mais profundo amor. Que cresçam respeitando as diferenças e aprendendo com elas, sejam amigas e trabalhem uma pela outra. Vida longa às jovens meninas!"
Stella Menz, atriz, paulistana desde o nascimento e mãe de Beatriz (ainda em sua barriga)

vanessa goulartt Personalidades do teatro revelam votos para SP

A paulistana Vanessa Goulartt: pra SP, o básico, água e luz - Foto: Arquivo pessoal

"Nasci em São Paulo , capital, em plena avenida Paulista, posso me considerar uma paulistana da "clara". Morei no Rio por alguns períodos. Mas minha presença em Sampa é mais constante. Meu desejo para São Paulo é que a cidade tenha o básico: água (sei que é chover no molhado) e luz! Já senti na pele a falta de luz e a sensação de impotência é terrível! Tendo o essencial, podemos sonhar além do básico!"
Vanessa Goulartt, atriz, paulistana desde o nascimento

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marcio tito pellegrini Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

Marcio Tito Pellegrini nos 461 anos de São Paulo - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo completa 461 anos neste domingo (25). Para antecipar a comemoração, o blog Atores & Bastidores do R7 resolveu convocar um paulistano de apenas 23 anos, mas que já faz um barulho danado no teatro da cidade. O dramaturgo e diretor Marcio Tito Pellegrini aceitou o convite e abre o jogo: revela o que deseja pra SP. Veja só que beleza:

"Mano, no parque do Ibirapuera às vezes toca Tom Jobim, mas neste final de semana vai rolar O Maestro do Canão!

Parque Augusta sozinho não faz verão, mas Parque Augusta e Jardim Suspenso no Minhocão, quem sabe?

Meu sonho para SP é que todos os malucos realizem suas histórias e sonhos. Afinal, como não disse Marx, os malucos são a locomotiva da história.

461 anos depois, estamos aqui.

É certo que somos os primeiros seres humanos a contemplarem e viverem os restos do passado e os projetos de um futuro megalomaníaco.

Num presente feroz, São Paulo quer ser Casa Grande, mas a Senzala vai chegar.

Flávio de Carvalho, o 'maluco' do viaduto do Chá, que em 1956 caminhava vestindo saia por entre os homens de sua geração.  MALUCO!

E eu, paulista, paulistano, não conheci Flávio, mas sei de outros 'malucos' que vestindo saias ou não, lutam por um transporte publico de qualidade com tarifa zero para toda população e ainda argumentam “saúde, transporte e educação não podem gerar lucro para o patrão”. Né, não?

Esperávamos os skates voadores, no entanto, o que temos articula maiores realizações; o primeiro prefeito filósofo do qual tive notícia, e prefeito de onde? De SP, aquela sem amor, ou aquela que tem muito amor, mas que ninguém vê.

Malucos que querem desmilitarizar a polícia truculenta, malucxs contra o machismo que não cansa, malucos democratizando a educação, malucos artistas e malucas escolas de teatro. Malucos poetas, escritores, MC’s.

Que os malucos se encontrem e num parecer exato sobre a modernidade: Revolucionem!

Para São Paulo eu desejo o que já nos acontece, eu quero as elites escutando aquele MC do Grajaú, do Capão, o gosto da burguesia misturado com o gosto da plebe, “Gosto de sentir a minha língua roçando a língua de Luiz de Camões”, assim como gosto de sentir São Paulo roçar a modernidade, de Caetano pra Criolo, de peito aberto, seguindo pela ciclofaixa que fará sentido num futuro próximo, eu sei.

Qual cidade do mundo tem um coletivo apenas com autores de teatro que de tempos em tempos leem publicamente seus textos e ali o que se define é a produção de dramaturgia nova, atuante, e não a encenação, qual? Isso não diz a você que somos a cidade do futuro, com sonhos do futuro e realizações que encheriam os olhos do próprio Molière? Ah, os malucos, os malditos malucos, os Malditos Dramaturgos!

Quando falamos de conquistas falamos de sofisticação da alma, chegarmos longe com nosso aparato humano, indo longe no amor, na arte, na política, na ciência e na filosofia. E vamos!

Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'.

Mais PicNic e menos 'passa em casa'.

Mais noite na rua que noite com televisão, São Paulo vai sair, foi saindo, tá vindo, São Paulo começou (a milhão)."

Marcio Tito Pellegrini, paulistano, 23 anos, fundador e dramaturgo do coletivo Tragédia Pop de Teatro

sao paulo eduardo enomoto Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

"Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'", diz Tito - Foto: Eduardo Enomoto

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teatro augusta roberto ikeda Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette Bruno foi com a filha Bárbara, da neta Vanessa e do filho Paulo Goulart Filho - Foto: Roberto Ikeda

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos ROBERTO IKEDA

Foi com muita emoção que Nicette Bruno inaugurou a Sala Paulo Goulart, novo nome da sala nobre do Teatro Augusta, na noite da última segunda (19), em São Paulo. Boa parte da classe teatral paulistana marcou presença na cerimônia.

A primeira peça a ocupar o novo espaço teatral da capital paulista é a comédia Por Que os Homens Mentem, da Cia. Nósmesmos. A peça dirigida por Heyttor Barsalini e inspirada em texto de Luís Fernando Veríssimo já foi vista por 500 mil pessoas e ficará por lá até 22 de fevereiro, sempre sábado, 21h, e domingo, 19h, com ingresso a R$ 50 a inteira.

Em tempo: o Teatro Augusta fica na rua Augusta, 943.

Veja, abaixo, quem prestigiou o evento:

teatro augusta roberto ikeda3 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Família de Paulo Goulart ouve a homenagem do ator Eduardo Pelizzari - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda2 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Eduardo Pelizzari foi o mestre de cerimônias da noite cercada de emoção - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette Bruno discursou, agradecendo a homenagem a Paulo Goulart - Foto: Roberto Ikeda

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A noite teve personalidades do teatro, como a diva Phedra D. Córdoba - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda7 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

A noite contou com a leitura da peça Efeito dos Raios Gama nas Margaridas do Campo - Foto: Roberto Ikeda

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O carioca Lucianno Maza foi o responsável pela direção da leitura - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda8 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Ao lado de sua família, Nicette aplaudiu de pé a leitura da peça que ela fez em 1974 - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda6 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette, ao lado dos atores Tiago Pessoa e Luciana Garcia, que dirigem o Teatro Augusta - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda10 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette Bruno recebe o abraço do jornalista e assessor Fabio Camara - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda11 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Vanessa Goulartt, Elizabete Kobayashi e Bárbara Bruno durante o coquetel - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda5 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette se emociona: noite já entrou para a história do teatro - Foto: Roberto Ikeda

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PHERA WATUSI 3 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra D. Córdoba e Watusi: encontro de divas em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

O vento forte de tempestade próxima acelera os passos dos transeuntes no calçadão do centro histórico paulistano. Com cuidado, a diva cubana Phedra D. Córdoba caminha pelas pedras portuguesas com seu salto alto no fim de tarde.

Assim que chega à porta do imponente prédio Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, logo faz um pedido: quer saber onde pode encontrar um grande espelho. Afinal, quer dar um último retoque antes do grande encontro.

Na noite desta quinta (11), o Atores & Bastidores do R7 promoveu o inédito e histórico encontro entre duas divas dos palcos: Phedra D. Córdoba e Watusi, esta última integrante do elenco do musical Eu Vou Tirar Você Deste Lugar – As Canções de Odair José, que cumpre temporada no CCBB até o fim de janeiro de 2015. O espetáculo marca a estreia de Watusi no teatro brasileiro.

PHERA WATUSI 1 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Generosa, Watusi recebe Phedra em seu palco e fala em castelhano - Foto: Eduardo Enomoto

Ao ver Phedra, logo que sobe ao palco, vinda do camarim, Watusi, num gesto de carinho e hospitalidade, passa a falar castellano. Como velhas amigas, contam casos e descobrem amigas em comum, como as cantoras cubana Celia Cruz e Olga Guillot.

Moulin Rouge e Satyros

Se Watusi foi estrela do Moulin Rouge na virada dos anos 1970 e 1980, Phedra rodou mundo com seu bailado, desde que fugiu, ainda menina, de sua Havana natal, na década de 1950.  Ambas tornaram-se nomes respeitados do teatro de revista brasileiro. No século 21, uma cai na estrada cantando, enquanto outra atua com seu grupo teatral Os Satyros.

Phedra mora no frenesi teatral da praça Roosevelt, onde é diva soberana. “Sou uma árvore da praça Roosevelt”, define. Já Watusi se divide entre a caótica Copacabana e uma casinha antiga em Mendes, na região serrana do Rio. “Estou entre a paz e a loucura. Mas a paz é uma loucura também e tem de ter muito talento para ficar na paz”, filosofa.

PHERA WATUSI 2 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

A cubana Phedra D. Córdoba e a carioca Watusi trocam figurinhas - Foto: Eduardo Enomoto

Phedra revela que fugiu de casa, em Havana, ainda menino, porque queria ser diva e dançar pelo mundo. Passou por boa parte da América Latina, incluindo aí os célebres teatros da av. Corrientes, em Buenos Aires, até receber o convite de Walter Pinto para ser estrela no Brasil.

"O mais importante é estar no palco"

Já Watusi conta que ficou famosa após posar para um pôster que virou febre no Brasil e lhe abriu portas para ir dançar e cantar em Paris, onde virou mito celebrado pela imprensa francesa. “A questão de diva é um modo como as pessoas lhe enxergam. O que sei fazer é cantar e dançar, estar em cena. Às vezes penso que a palavra diva não me cabe, mas eu gosto quando me chamam assim. Porque é um reconhecimento de que consegui projetar a emoção que as pessoas esperavam de mim. O mais importante para mim sempre é estar no palco. Estou aqui e muito feliz”, conta.

PHERA WATUSI 6 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra e Watusi se conheceram pessoalmente a convite do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Generosa, Watusi faz questão de elogiar o elenco que atua com ela no musical com as músicas de Odair José. “É um grupo bonito e talentoso. O Sérgio [Maggio, autor e diretor do musical] foi muito corajoso em me convidar”.

E revela que foi o violonista e compositor Baden Powell quem disse a célebre frase: “Se Watusi não existisse teria de ser inventada”, durante uma turnê em Baden Baden, na Alemanha, onde adorava estar por conta do trocadilho com seu nome. “Falei essa frase dele em uma entrevista e todos os jornais da Europa a publicaram”, conta a diva do Moulin Rouge.

PHERA WATUSI 7 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra D. Córdoba conversa com Sérgio Maggio, diretor do musical Eu Vou Tirar Você Desse Lugar - As Canções de Odair José, em cartaz no CCBB-SP - Foto: Eduardo Enomoto

Phedra D. Córdoba lembra o comentário no meio artístico quando Watusi conseguiu a glória parisiense. “Nessa época eu trabalhava em um teatro na praça Júlio de Mesquita, e a gente ficava sabendo do sucesso da Watusi na França pelos jornais. Hoje, a nova geração de atores só quer saber do talento deles, não acompanha os artistas do passado nem os de sua geração. Na minha época, não, a gente torcia uma pela outra”, lembra a cubana.

PHERA WATUSI 8 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra D. Córdoba em meio ao elenco e à banda do musical Eu Vou Tirar Você Desse Lugar - As Canções de Odair José, no CCBB-SP, até o fim de janeiro de 2015 - Foto: Eduardo Enomoto

E Phedra faz questão de elogiar a colega carioca: “Ela é maravilhosa, é uma tremenda! As pessoas sempre me falavam bem dela e sempre quis conhece-la. Para mim, este encontro é um grande prazer”, afirma.

O diretor Sérgio Maggio vê tudo com olhos brilhantes, parece feliz em presenciar o encontro das divas. “Tanto Watusi quanto Phedra representam o tempo áureo do teatro de revista. Colocar as duas cara a cara é um encontro mágico. Estou muito emocionado”, finaliza.

PHERA WATUSI 4 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Divas dos palcos: a cubana Phedra D. Córdoba e a carioca Watusi, juntas, em encontro histórico promovido pelo Atores & Bastidores do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Eu Vou Tirar Você Desse Lugar - As Canções de Odair José
Quando: Segunda e quinta a sábado, 20h, domingo, 19h. 90 min. Até 22/12/2014. Depois volta em
Onde: CCBB (r. Álvares Penteado, 112, Sé, São Paulo, tel. 0/xx/11 3113-3651)
Quanto: R$ 10
Classificação etária: 14 anos

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