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rodolfo garcia vazquez denise del vecchio premio shell 2015 bob sousa Saiba como foi entrega do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

Rodolfo García Vázquez, o melhor autor (ao lado de Ivam Cabral) e Denise Del Vecchio, a melhor atriz, discursam durante cerimônia do Prêmio Shell de Teatro em SP - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Os vencedores do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo foram conhecidos em cerimônia realizada no espaço Villa Vérico, na capital paulista, na noite desta terça (10).

O evento, apresentado por Mariana Lima, reuniu personalidades da cena teatral paulistana. As peças que abocanharam maior quantidade de prêmios, com dois troféus cada uma, foram Trágica.3 (atriz e figurino), Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto (iluminação e direção) e Caros Ouvintes (cenário e música). Veja lista completa dos ganhadores.

Rodolfo García Vázquez, do grupo Os Satyros, subiu ao palco para receber o prêmio de melhor autor por Pessoas Perfeitas, escrita em parceria com Ivam Cabral, que não pode comparecer à festa  por estar se recuperando de tratamento médico contra um tumor.

“É uma pena o Ivam não estar aqui, mas ele está se recuperando. Pessoas Perfeitas nasceu de um roteiro de longa que transpusemos para o teatro. A participação dos atores foi fundamental neste processo”, discursou enquanto os integrantes do Satyros o aplaudiam, eufóricos.

Silvana Garcia, que levou melhor direção por Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto, lembrou em sua fala que já integrou o júri do prêmio. “Já estive no júri e sei que não é um lugar confortável. Você sai daqui amado por poucos e odiado por muitos. Eu amo vocês”, disse, dirigindo-se aos jurados paulistanos: Carlos Colabone, Evaristo Martins de Azevedo, Lucia Camargo, Mario Bolognesi e Renata Melo. Ela ainda alfinetou a imprensa, lembrando que a peça “é um produção à margem, que não teve apoio da grande mídia”.

O melhor ator, Rubens Caribé, por Assim É (se lhe Parece), ficou bastante emocionado quando seu nome foi anunciado por Mariana Lima. No palco, afirmou que “quis muito esse momento”, mas que duvidou dele “até o fim”.

Já Denise Del Vecchio, que saiu do palco aos prantos, contou que este ano foi a primeira vez que havia sido convidada para uma entrega do Prêmio Shell de Teatro. Ao receber o prêmio de melhor atriz, por Trágica.3, discursou: “Estou muito emocionada e agradecida por terem me escolhido já nesta altura da minha carreira. No momento que vem um certo desânimo, vem um sopro de alegria. Acreditamos que neste momento de tanto caos e horror, o que nós fazemos no palco possa ser uma fagulha de luz”.

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Paulinho Farica, Mel Lisboa e Dário José comemoraram prêmio Inovação para a Cia. Pessoal do Faroeste - Foto: Bob Sousa

Ao receber o prêmio de Inovação, o diretor Paulinho Faria, da Cia. Pessoa do Faroeste, disse que deseja recuperar o cinema na região da Boca do Lixo, em São Paulo, onde está instalada a companhia que tem a atriz Mel Lisboa em seu elenco. A região no centro paulistano foi pólo cinematográfico nos anos 1970 e 1980 e hoje está entregue aos usuários de crack.

No fim da cerimônia, o grande homenageado da noite foi César Vieira, do Teatro União e Olho Vivo. Ele lembrou seu trabalho com moradores de rua e ainda citou a Gaviões da Fiel, torcida e escola de samba do Corinthians, em seus agradecimentos.

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César Vieira, do Teatro União e Olho Vivo, falou da censura e também celebrou Heleny Guariba, assassinada pelos militares, e Augusto Boal, que morreu em 2009 - Foto: Bob Sousa

O diretor ainda lembrou que 632 peças sofreram censura durante a ditadura militar. E pediu aplauso farto para Heleny Guariba, “atriz assassinadas pelos militares e cujo corpo jamais foi encontrado” e “para o mestre Augusto Boal”, diretor e teórico brasileiro do teatro que morreu em 2009.

A parte do público que ainda estava no salão o aplaudiu de pé — outra parte, desrespeitosa, não esperou o discurso do diretor e rumou desesperada para a barra de bebidas.

Veja mais fotos de quem foi à entrega do 27º Prêmio Shell de Teatro:

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Letícia Sabatella, da peça Trágica.3, que levou dois prêmios - Foto: Bob Sousa

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Mariana Lima foi a apresentadora da noite de gala do teatro - Foto: Bob Sousa

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A diva cubana Phedra D. Córdoba foi com visual exuberante - Foto: Bob Sousa

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Denise Del Vecchio se emocionou ao receber o Shell pela primeira vez - Foto: Bob Sousa

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O assessor Sylvio Novelli foi acompanhado da filha, Isabela Novelli - Foto: Bob Sousa

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Mel Lisboa chamou a atenção com seus cabelos curtinhos - Foto: Bob Sousa

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A pesquisadora teatral Simone Carleto também foi ao prêmio - Foto: Bob Sousa

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Atriz do Satyros e musa dos palcos, Cléo De Páris compareceu à noite de gala - Foto: Bob Sousa

shell 15 bobsousa Saiba como foi entrega do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

Os críticos de teatro da APCA também marcaram presença: a partir da esq., Miguel Arcanjo Prado (editor de Cultura do R7), Edgar Olimpio de Souza, Maria Lúcia Candeias, Celso Curi, Vinício Angelici e Evaristo Martins de Azevedo, também jurado do Shell - Foto: Bob Sousa

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Daniel Gaggini (de óculos, ao centro) e a turma do projeto Vira-Latas de Aluguel, indicado na categoria Inovação - Foto: Bob Sousa

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Luciano Chirolli, indicado a melhor ator por Gotas D'Água sobre Pedras Escaldantes, posa com a amiga Maria Alice Vergueiro, que levou o Prêmio Shell especial em 2011 - Foto: Bob Sousa

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O pesquisador de teatro Alexandre Mate conversa com o crítico José Cetra Filho - Foto: Bob Sousa

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O ator Juan Manuel Tellategui prestigiou a festa do teatro - Foto: Bob Sousa

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Marco Antônio Pâmio, indicado a melhor diretor por Assim É (se lhe Parece) - Foto: Bob Sousa

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Musa dos palcos e do cinema, Gilda Nomacce foi indicada a melhor atriz por Gotas D'Água sobre Pedras Escaldantes - Foto: Bob Sousa

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Fernanda Capobianco parabeniza Gilda Nomacce pela indicação ao Prêmio Shell - Foto: Bob Sousa

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Rodolfo García Vázquez discursa ao receber o Shell de melhor autor e lamenta a ausência de Ivam Cabral, que escreveu a peça Pessoas Perfeitas com ele - Foto: Bob Sousa

 

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denise del vecchio Veja os vencedores do 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

Denise Del Vecchio: melhor atriz no 27º Prêmio Shell de Teatro de SP por Trágica.3 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O 27º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo foi entregue na noite desta terça (10), em cerimônia que reuniu boa parte da classe teatral paulistana e teve apresentação de Mariana Lima. Os melhores no ano de 2014 receberam a estátua em forma de concha e R$ 8.000. Veja, abaixo, quem a lista completa dos ganhadores:

Autor
Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez por Pessoas Perfeitas

Direção
Silvana Garcia por Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto

Ator
Rubens Caribé por Assim É (Se lhe Parece)

Atriz
Denise Del Vecchio Trágica.3

Cenário
Marco Lima por Caros Ouvintes

Figurino
Glória Coelho por Trágica.3

Iluminação
Beto Bruel por Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto

Música
Ricardo Severo por Caros Ouvintes

Inovação
Cia Pessoal do Faraoeste pelo trabalho de ocupação e intervenção social e artística que contribui para transformação e revitalização urbanas da região da Luz

Homenagem
César Vieira pela trajetória artística junto ao Teatro União e Olho Vivo e atuação política na defesa da classe teatral

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agora vai erica catarina2 Bloco do teatro, Agora Vai desfila nesta terça feira

Agora Vai desfila nesta terça-feira em São Paulo, no Minhocão - Foto: Erica Catarina

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do teatro paulistano já está em polvorosa para colorir de roxo e amarelo o Minhocão durante o desfile do bloco Agora Vai, que tem em sua fundação integrantes do Cia. São Jorge de Variedades, com sede na Barra Funda, em São Paulo.

 Bloco do teatro, Agora Vai desfila nesta terça feira

Roxo e amarelo são as cores do Agora Vai - Foto: Erica Catarina

A concentração está marcada para começar às 17h11 (sim, este é o horário; portanto, não se atrase), em frente ao largo Padre Péricles, nas proximidades do Boteco do Zé, na rua Marta, na Barra Funda.

Depois, o bloco segue rumo ao Minhocão, onde costuma balançar as estruturas do elevado, causando frisson em seus foliões.

O bloco Agora Vai nasceu em 2004. Segundo sua direção, ele "reúne artistas, crianças e apaixonados pelo Carnaval de rua".

Nomes do teatro paulistano, como Georgette Faddel, Bárbara Bonnie e Fagundes Emanuel, são figuras costumeiras no bloco.

A mascote do bloco é a boneca preta Jurema, sempre celebrada no marcha-samba do bloco.

Aprenda a cantar

Veja a letra do marcha-samba de 2015 do Agora Vai:

"Tem o balanço do mar
Tem o luar na imensidão
A cachoeira encantada
O arco-íris e o trovão

Tem o mistério das matas
E o sereno que cai
Pedra preciosa, joia rara
Nada disso se compara a você, Agora Vai
Pedra preciosa, joia rara
Nada disso se compara a você, Agora Va

É de roxo e amarelo
Que eu vou
O que eu mais esperava
Chegou
Chegou

Pode preparar seu coração
Vai ter Jurema
Outra vez no Minhocão (2x)"

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esparrama Esparrama jorra poesia na secura de São Paulo

Em pleno Minhocão, público assiste à apresentação da peça Esparrama pela Janela - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo Esparrama é uma das novidades mais prazerosas da cena teatral paulistana dos últimos tempos. Eles transformaram o árido Minhocão em uma imensa sala teatral ao ar livre nos dias de domingo, quando o elevado é utilizado como área de lazer pelos moradores do centro.

Em uma cidade cada vez mais mergulhada no caos, sobretudo diante da falta d'água aterrorizante, a poesia do Esparrama é um alento.

É no cenário urbano tão emblemático para São Paulo que eles fazem seu teatro em uma charmosa janela defronte ao horrendo viaduto com nome de ditador.

O sucesso foi instantâneo. O boca a boca e a grande acolhida do projeto na mídia garantiu média de 400 espectadores em cada sessão. Não custa nada lembrar que o Atores & Bastidores do R7 foi o primeiro espaço da grande mídia a noticiar o grupo.

Diante do êxito, o Esparrama já voltou às atividades neste 2015 desde o último domingo (1º), quando estreou seu novo projeto: Janelas do Minhocão, que recebeu recursos do Programa Rumos Itaú Cultural.

A ação artística é divida em três partes. A primeira é o Esparrama Amigos pela Janela, composto por seis apresentações de artistas convidados pelo grupo na janela do Esparrama, que acontecem nos próximos domingos, sempre às 16h, até 8 de março.

O mesmo espaço ainda vai abrigar a nova temporada do espetáculo já consagrado Esparrama pela Janela e ainda o novo espetáculo da trupe, O Menino que Mora no Minhocão.

Alguém duvida que vai ser um sucesso?

Veja o vídeo com a participação do Esparrama no programa Roberto Justus +, da Record:

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sao paulo eduardo enomoto 2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

SP, 461 anos: vista do centro de São Paulo do alto do Edifício Itália - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo é a capital do teatro brasileiro. Nenhuma outra cidade do país se compara à fartura cênica que há em seus palcos. Por isto, neste domingo (25), quando a cidade completa 461 anos, o Atores & Bastidores do R7 perguntou a personalidades de nossas artes cênicas o que desejam à metrópole em seu aniversário. Veja quanta coisa boa:

marba goicochea foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz peruana Marba Goicochea: mais tolerância, menos indiferença - Foto: Eduardo Enomoto

"São Paulo é a cidade que escolhi para viver e que representa algo muito importante em minha vida. Foi aqui onde realmente me encontrei como atriz; lhe devo muito, igual que à sua gente. Meu desejo é ver São Paulo com mais tolerância, menos indiferença . Que a diferença seja vista como riqueza; que se veja além do preconceito, que se enxergue a beleza da diversidade. Viva São Paulo. Viva seu povo."
Marba Goicochea, atriz, natural do Peru e paulistana há 12 anos

tony reis foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator baiano Tony Reis no Teat(r)o Oficina: natureza ligando pessoas - Foto: Eduardo Enomoto

"Sonho com teatro com público ativo e desejo que os rios que cortam a cidade e que estão escondidos, possam ser vistos novamente. Além de serem natureza viva, são elo de ligação para as pessoas!"
Tony Reis, ator, natural de Salvador (BA) e paulistano há oito anos

rachel ripani Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Rachel Ripani: água e energia (elétrica e pessoal) - Foto: Arquivo pessoal

"Sou paulistana, nascida na maternidade São Paulo, família da Moóca e Ipiranga. Amo minha cidade, urbana, apressada, urgente e antenada. A cidade que de fato melhor recebe quem for motivado, interessado, empenhado e honesto. Eu desejo nesse aniversário que tenhamos água para continuarmos movendo a economia de São Paulo adiante. Que tenhamos energia (elétrica e pessoal) para continuarmos batalhando pelas demandas que a cultura da cidade exige. Que tenhamos bom trânsito para que o público consiga chegar aos nossos tantos e belos teatros. E que mereçamos a dignidade que tanto buscamos, nós paulistanos de coração ou de nascença. Parabéns, SP, meu amor!
Rachel Ripani, atriz e tradutora, paulistana desde o nascimento

angela ribeiro foto bob sousa Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paraense Angela Ribeiro: desejo de água para SP - Foto: Bob Sousa

"Sou alucinada pela loucura desta cidade e pelo leque de possibilidades que ela oferece. O que eu mais desejo nesse aniversário é que ela seja regada por uma consciência coletiva. Desejo água para São Paulo, que as pessoas entendam que esse problema não é só do 'outro'. Ele depende de cada um de nós. Que chova amor pela cidade!"
Angela Ribeiro, atriz, natural de Belém (PA) e paulistana há 16 anos

kil abreu foto miguelarcanjoprado Personalidades do teatro revelam votos para SP

O crítico teatral paraense Kil Abreu no Centro Cultural São Paulo: 20 anos em SP - Foto: Miguel Arcanjo Prado

"Desembarquei na rodoviária do Tietê depois de dois dias de estrada no invernal julho de 1995 (vinte anos logo mais, pois). O que São Paulo me ensinou de melhor nesse tempo foi a condição – para sempre – do estrangeiro. Agora em qualquer lugar, inclusive em Belém, de onde vim. Celebro isso, o espaço da ignorância libertadora que essa condição nos dá em uma cidade como São Paulo. O que desejo? Que a grandeza econômica se derrame radicalmente sobre a paisagem humana, sobretudo nas quebradas. Que o nosso provincianismo seja imenso, mas que a imensidão seja feita só com a ingenuidade das conversas de porta de casa e nada mais; que lâmpadas existam pra iluminar caminhos, jamais pra serem espatifadas na cabeça de outro ser humano. Que sejamos grandes no reconhecimento do outro como outro. Que tenhamos governos que se recusem a ler as pesquisas de opinião porque nossa opinião só piora. Que sejam capazes de vir pra briga não só conosco como também contra nós; que tenhamos, todos, topete grande pra nos corrigirmos sempre que pensarmos apenas com o umbigo. Que saibamos inventar esse caminho de contramão, hoje utópico, mas que existe inteiro, pedindo pra ser construído."
Kil Abreu, jornalista e crítico, natural de Belém (PA) e paulistano há quase 20 anos

fransergio araujo Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator mineiro Fransérgio Araújo: selvageria e poesia em SP - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo sempre foi a cidade dos meus sonhos uma mistura de diversidade e atitude, as pessoas aqui são mais livres do que em qualquer outra cidade do Brasil . Neste novo aniversário, eu desejo que as ruas se tornem cada vez mais um lugar de encontro de opiniões e desejos do que um local onde as pessoas praticam as piores posturas do seu comportamento social. Este é meu desejo . São Paulo, feliz aniversário, te amo com toda sua selvageria e poesia."
Fransérgio Araújo, ator, natural de Uberlândia (MG) e paulistano há 12 anos

viviane roesil2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

A dramaturga e roteirista paulistana Viviane Roesil: SP abraça o mundo - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo abraça o mundo dentro de suas fronteiras. As mais diversas nacionalidades convivem diariamente com os migrantes de todo o País, juntamente com os nascidos aqui, mas infelizmente, a cidade carece de respeito. E é isso que desejo a Sampa. Respeito para com tudo e com todos, no macro e no micro, com todas as honrarias que o verbete abrange."
Viviane Roesil, dramaturga, advogada, roteirista e paulistana desde o nascimento

andre fusko Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator paulistano André Fusko: boa educação para todos em SP - Foto: Divulgação

"Eu desejo uma população com acesso a uma boa educação, que ensine a pensar e questionar e não apenas executar. Desejo fios de alta tensão subterrâneos e muito metrô para não usarmos carro, desejo também menos corrupção e que os políticos trabalhem para a cidade e para os cidadãos, ao invés de trabalharem para atender interesses de 'patrocinadores' e parceiros de corrupção."
André Fusko, ator e médico, paulistano desde o nascimento

stella menz nayara zattoni Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Stella Menz: respeito às diferenças - Foto: Nayara Zattoni

"São Paulo completa 461 anos neste domingo em que comemoraremos com a primeira festa da chegada de Beatriz. Às duas, nosso mais profundo amor. Que cresçam respeitando as diferenças e aprendendo com elas, sejam amigas e trabalhem uma pela outra. Vida longa às jovens meninas!"
Stella Menz, atriz, paulistana desde o nascimento e mãe de Beatriz (ainda em sua barriga)

vanessa goulartt Personalidades do teatro revelam votos para SP

A paulistana Vanessa Goulartt: pra SP, o básico, água e luz - Foto: Arquivo pessoal

"Nasci em São Paulo , capital, em plena avenida Paulista, posso me considerar uma paulistana da "clara". Morei no Rio por alguns períodos. Mas minha presença em Sampa é mais constante. Meu desejo para São Paulo é que a cidade tenha o básico: água (sei que é chover no molhado) e luz! Já senti na pele a falta de luz e a sensação de impotência é terrível! Tendo o essencial, podemos sonhar além do básico!"
Vanessa Goulartt, atriz, paulistana desde o nascimento

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marcio tito pellegrini Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

Marcio Tito Pellegrini nos 461 anos de São Paulo - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo completa 461 anos neste domingo (25). Para antecipar a comemoração, o blog Atores & Bastidores do R7 resolveu convocar um paulistano de apenas 23 anos, mas que já faz um barulho danado no teatro da cidade. O dramaturgo e diretor Marcio Tito Pellegrini aceitou o convite e abre o jogo: revela o que deseja pra SP. Veja só que beleza:

"Mano, no parque do Ibirapuera às vezes toca Tom Jobim, mas neste final de semana vai rolar O Maestro do Canão!

Parque Augusta sozinho não faz verão, mas Parque Augusta e Jardim Suspenso no Minhocão, quem sabe?

Meu sonho para SP é que todos os malucos realizem suas histórias e sonhos. Afinal, como não disse Marx, os malucos são a locomotiva da história.

461 anos depois, estamos aqui.

É certo que somos os primeiros seres humanos a contemplarem e viverem os restos do passado e os projetos de um futuro megalomaníaco.

Num presente feroz, São Paulo quer ser Casa Grande, mas a Senzala vai chegar.

Flávio de Carvalho, o 'maluco' do viaduto do Chá, que em 1956 caminhava vestindo saia por entre os homens de sua geração.  MALUCO!

E eu, paulista, paulistano, não conheci Flávio, mas sei de outros 'malucos' que vestindo saias ou não, lutam por um transporte publico de qualidade com tarifa zero para toda população e ainda argumentam “saúde, transporte e educação não podem gerar lucro para o patrão”. Né, não?

Esperávamos os skates voadores, no entanto, o que temos articula maiores realizações; o primeiro prefeito filósofo do qual tive notícia, e prefeito de onde? De SP, aquela sem amor, ou aquela que tem muito amor, mas que ninguém vê.

Malucos que querem desmilitarizar a polícia truculenta, malucxs contra o machismo que não cansa, malucos democratizando a educação, malucos artistas e malucas escolas de teatro. Malucos poetas, escritores, MC’s.

Que os malucos se encontrem e num parecer exato sobre a modernidade: Revolucionem!

Para São Paulo eu desejo o que já nos acontece, eu quero as elites escutando aquele MC do Grajaú, do Capão, o gosto da burguesia misturado com o gosto da plebe, “Gosto de sentir a minha língua roçando a língua de Luiz de Camões”, assim como gosto de sentir São Paulo roçar a modernidade, de Caetano pra Criolo, de peito aberto, seguindo pela ciclofaixa que fará sentido num futuro próximo, eu sei.

Qual cidade do mundo tem um coletivo apenas com autores de teatro que de tempos em tempos leem publicamente seus textos e ali o que se define é a produção de dramaturgia nova, atuante, e não a encenação, qual? Isso não diz a você que somos a cidade do futuro, com sonhos do futuro e realizações que encheriam os olhos do próprio Molière? Ah, os malucos, os malditos malucos, os Malditos Dramaturgos!

Quando falamos de conquistas falamos de sofisticação da alma, chegarmos longe com nosso aparato humano, indo longe no amor, na arte, na política, na ciência e na filosofia. E vamos!

Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'.

Mais PicNic e menos 'passa em casa'.

Mais noite na rua que noite com televisão, São Paulo vai sair, foi saindo, tá vindo, São Paulo começou (a milhão)."

Marcio Tito Pellegrini, paulistano, 23 anos, fundador e dramaturgo do coletivo Tragédia Pop de Teatro

sao paulo eduardo enomoto Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

"Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'", diz Tito - Foto: Eduardo Enomoto

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teatro augusta roberto ikeda Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette Bruno foi com a filha Bárbara, da neta Vanessa e do filho Paulo Goulart Filho - Foto: Roberto Ikeda

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos ROBERTO IKEDA

Foi com muita emoção que Nicette Bruno inaugurou a Sala Paulo Goulart, novo nome da sala nobre do Teatro Augusta, na noite da última segunda (19), em São Paulo. Boa parte da classe teatral paulistana marcou presença na cerimônia.

A primeira peça a ocupar o novo espaço teatral da capital paulista é a comédia Por Que os Homens Mentem, da Cia. Nósmesmos. A peça dirigida por Heyttor Barsalini e inspirada em texto de Luís Fernando Veríssimo já foi vista por 500 mil pessoas e ficará por lá até 22 de fevereiro, sempre sábado, 21h, e domingo, 19h, com ingresso a R$ 50 a inteira.

Em tempo: o Teatro Augusta fica na rua Augusta, 943.

Veja, abaixo, quem prestigiou o evento:

teatro augusta roberto ikeda3 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Família de Paulo Goulart ouve a homenagem do ator Eduardo Pelizzari - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda2 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Eduardo Pelizzari foi o mestre de cerimônias da noite cercada de emoção - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette Bruno discursou, agradecendo a homenagem a Paulo Goulart - Foto: Roberto Ikeda

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A noite teve personalidades do teatro, como a diva Phedra D. Córdoba - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda7 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

A noite contou com a leitura da peça Efeito dos Raios Gama nas Margaridas do Campo - Foto: Roberto Ikeda

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O carioca Lucianno Maza foi o responsável pela direção da leitura - Foto: Roberto Ikeda

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Ao lado de sua família, Nicette aplaudiu de pé a leitura da peça que ela fez em 1974 - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda6 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette, ao lado dos atores Tiago Pessoa e Luciana Garcia, que dirigem o Teatro Augusta - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette Bruno recebe o abraço do jornalista e assessor Fabio Camara - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda11 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Vanessa Goulartt, Elizabete Kobayashi e Bárbara Bruno durante o coquetel - Foto: Roberto Ikeda

teatro augusta roberto ikeda5 Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette se emociona: noite já entrou para a história do teatro - Foto: Roberto Ikeda

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PHERA WATUSI 3 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra D. Córdoba e Watusi: encontro de divas em SP - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

O vento forte de tempestade próxima acelera os passos dos transeuntes no calçadão do centro histórico paulistano. Com cuidado, a diva cubana Phedra D. Córdoba caminha pelas pedras portuguesas com seu salto alto no fim de tarde.

Assim que chega à porta do imponente prédio Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, logo faz um pedido: quer saber onde pode encontrar um grande espelho. Afinal, quer dar um último retoque antes do grande encontro.

Na noite desta quinta (11), o Atores & Bastidores do R7 promoveu o inédito e histórico encontro entre duas divas dos palcos: Phedra D. Córdoba e Watusi, esta última integrante do elenco do musical Eu Vou Tirar Você Deste Lugar – As Canções de Odair José, que cumpre temporada no CCBB até o fim de janeiro de 2015. O espetáculo marca a estreia de Watusi no teatro brasileiro.

PHERA WATUSI 1 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Generosa, Watusi recebe Phedra em seu palco e fala em castelhano - Foto: Eduardo Enomoto

Ao ver Phedra, logo que sobe ao palco, vinda do camarim, Watusi, num gesto de carinho e hospitalidade, passa a falar castellano. Como velhas amigas, contam casos e descobrem amigas em comum, como as cantoras cubana Celia Cruz e Olga Guillot.

Moulin Rouge e Satyros

Se Watusi foi estrela do Moulin Rouge na virada dos anos 1970 e 1980, Phedra rodou mundo com seu bailado, desde que fugiu, ainda menina, de sua Havana natal, na década de 1950.  Ambas tornaram-se nomes respeitados do teatro de revista brasileiro. No século 21, uma cai na estrada cantando, enquanto outra atua com seu grupo teatral Os Satyros.

Phedra mora no frenesi teatral da praça Roosevelt, onde é diva soberana. “Sou uma árvore da praça Roosevelt”, define. Já Watusi se divide entre a caótica Copacabana e uma casinha antiga em Mendes, na região serrana do Rio. “Estou entre a paz e a loucura. Mas a paz é uma loucura também e tem de ter muito talento para ficar na paz”, filosofa.

PHERA WATUSI 2 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

A cubana Phedra D. Córdoba e a carioca Watusi trocam figurinhas - Foto: Eduardo Enomoto

Phedra revela que fugiu de casa, em Havana, ainda menino, porque queria ser diva e dançar pelo mundo. Passou por boa parte da América Latina, incluindo aí os célebres teatros da av. Corrientes, em Buenos Aires, até receber o convite de Walter Pinto para ser estrela no Brasil.

"O mais importante é estar no palco"

Já Watusi conta que ficou famosa após posar para um pôster que virou febre no Brasil e lhe abriu portas para ir dançar e cantar em Paris, onde virou mito celebrado pela imprensa francesa. “A questão de diva é um modo como as pessoas lhe enxergam. O que sei fazer é cantar e dançar, estar em cena. Às vezes penso que a palavra diva não me cabe, mas eu gosto quando me chamam assim. Porque é um reconhecimento de que consegui projetar a emoção que as pessoas esperavam de mim. O mais importante para mim sempre é estar no palco. Estou aqui e muito feliz”, conta.

PHERA WATUSI 6 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra e Watusi se conheceram pessoalmente a convite do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Generosa, Watusi faz questão de elogiar o elenco que atua com ela no musical com as músicas de Odair José. “É um grupo bonito e talentoso. O Sérgio [Maggio, autor e diretor do musical] foi muito corajoso em me convidar”.

E revela que foi o violonista e compositor Baden Powell quem disse a célebre frase: “Se Watusi não existisse teria de ser inventada”, durante uma turnê em Baden Baden, na Alemanha, onde adorava estar por conta do trocadilho com seu nome. “Falei essa frase dele em uma entrevista e todos os jornais da Europa a publicaram”, conta a diva do Moulin Rouge.

PHERA WATUSI 7 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra D. Córdoba conversa com Sérgio Maggio, diretor do musical Eu Vou Tirar Você Desse Lugar - As Canções de Odair José, em cartaz no CCBB-SP - Foto: Eduardo Enomoto

Phedra D. Córdoba lembra o comentário no meio artístico quando Watusi conseguiu a glória parisiense. “Nessa época eu trabalhava em um teatro na praça Júlio de Mesquita, e a gente ficava sabendo do sucesso da Watusi na França pelos jornais. Hoje, a nova geração de atores só quer saber do talento deles, não acompanha os artistas do passado nem os de sua geração. Na minha época, não, a gente torcia uma pela outra”, lembra a cubana.

PHERA WATUSI 8 Phedra conhece Watusi em encontro de divas

Phedra D. Córdoba em meio ao elenco e à banda do musical Eu Vou Tirar Você Desse Lugar - As Canções de Odair José, no CCBB-SP, até o fim de janeiro de 2015 - Foto: Eduardo Enomoto

E Phedra faz questão de elogiar a colega carioca: “Ela é maravilhosa, é uma tremenda! As pessoas sempre me falavam bem dela e sempre quis conhece-la. Para mim, este encontro é um grande prazer”, afirma.

O diretor Sérgio Maggio vê tudo com olhos brilhantes, parece feliz em presenciar o encontro das divas. “Tanto Watusi quanto Phedra representam o tempo áureo do teatro de revista. Colocar as duas cara a cara é um encontro mágico. Estou muito emocionado”, finaliza.

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Divas dos palcos: a cubana Phedra D. Córdoba e a carioca Watusi, juntas, em encontro histórico promovido pelo Atores & Bastidores do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Eu Vou Tirar Você Desse Lugar - As Canções de Odair José
Quando: Segunda e quinta a sábado, 20h, domingo, 19h. 90 min. Até 22/12/2014. Depois volta em
Onde: CCBB (r. Álvares Penteado, 112, Sé, São Paulo, tel. 0/xx/11 3113-3651)
Quanto: R$ 10
Classificação etária: 14 anos

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pombas urbanas Eraumavezumrei credito tatitbrandao Pombas Urbanas faz 25 anos com 12 sessões grátis

Cena da peça Era uma Vez um Rei, que será apresentada no mês comemorativo dos 25 anos do grupo teatral Pombas Urbanas: cidade de São Paulo em foco com 12 sessões espalhadas pela metrópole - Foto: Tatit Brandão

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A partir desta quinta (23), às 16h, na praça do Correio, centro paulistano, o grupo de teatro Pombas Urbanas começa a fazer uma festa que durará um mês. Até 22 de novembro faz 12 apresentações grátis de quatro espetáculos de seu repertório para celebrar seus 25 anos de história: Era Uma Vez Um Rei, Todo Mundo Tem Um Sonho, Mingau de Concreto e Histórias para Serem Contadas.

Cartões postais paulistanos serão visitados pela arte do grupo, que já agendaram sessões na avenida São João e no parques da Água Branca, do Carmo e Jacuí.

Ainda no clima de celebração, uma exposição de fotos com a trajetória da trupe acontece em sua sede, o Centro Cultural Arte em Construção (av. dos Metalúrgicos, 2.100, Cidade Tiradentes, São Paulo, tel. 0/xx/2285-7758). No dia 30 de outubro, data oficial de seu aniversário de 25 anos, haverá uma festinha no local a partir das 20h com entrada gratuita.

Além das comemorações, o grupo já está montando sua nova peça, Cidade Desterrada, que deve estrear em junho de 2015.

O Pombas Urbanas surgiu em 1989 e tem como foco pesquisar a cidade de São Paulo e seus habitantes. Desde 2004, tem sede própria na Cidade Tiradentes, emblemático bairro da zona leste paulistana. Veja a programação completa.

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 Pombas Urbanas faz 25 anos com 12 sessões grátis

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la tristura materia prima Cinco peças do Mirada sobem a serra rumo a SP

Pré-adolescentes falam texto de adultos na peça espanhola Matéria Prima: curtíssima temporada no Teatro Anchieta do Sesc Consolação nesta terça (9) e quarta (10) no Extensão Mirada em SP - Foto: Mário Zamora

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*
Enviado especial do R7 a Santos

Não só os moradores da Baixada Santista podem ter acesso a peças do Mirada 2014, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos.

A mostra, que vai até o dia 13 com 40 peças de 12 países, selecionou algumas montagens para subirem a serra e conquistarem palcos da capital paulista e de unidades no interior de São Paulo.

A partir desta terça (9) começa a programação do Extensão Mirada, com cinco diferentes peças até 21 de setembro em cinco unidades do Sesc São Paulo: Bom Retiro, Campo Limpo, Consolação e Pompeia, na capital, e São José do Rio Preto, no interior.

Estão na programação viajante as peças Matéria-Prima/Espanha (Sesc Consolação, dias 09 e 10/09), El Husar de la Muerte/Chile (Sesc Campo Limpo, dia 14/09), SPAM/Argentina (Sesc Bom Retiro, dias 17 e 18/09), El Vientre de la Ballena/Colômbia (Sesc São José do Rio Preto, dia 17/09); Sesc Pompeia dias 20 e 21/09) e La Imaginación del Futuro/Chile (Sesc Consolação, dias 24 e 25/09).

Os ingressos do Extensão Mirada custam de R$ 12 a R$ 40.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

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