Posts com a tag "satyros"

Jose Sampaio 014 Dois ou Um com José Sampaio

O ator paulistano José Sampaio é destaque na peça Adormecidos, do Satyros - Foto: Thiago Abe

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O paulistano José Sampaio é ator da Cia. Os Satyros. Neste sábado (26), às 19h, encerra a temporada da peça Adormecidos (leia a crítica), com texto do norueguês Jon Fosse e direção do brasileiro Rodolfo García Vázquez, no Espaço dos Satyros Um, na praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Vive um homem apaixonado do começo ao fim. Sua atuação é um dos destaques da obra. Na TV, esteve em 2013 na premiada série A Menina sem Qualidades, da MTV, dirigida por Felipe Hirsch. O ator aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar de nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

E agora, José ou mundo mundo vasto mundo?
Engraçado que os dois poemas sempre me acompanharam pela vida. José, claro, por meu nome, e o Poema de Sete Faces, pela ideia de ser gauche na vida, essa coisa de fim de festa e época errada, de alguma forma sempre me pegou. Me vi muito neles e aprendi. Sempre achei Drummond um dos maiores gênios de todos os tempos, com essa capacidade de fazer caber o aperto no peito em suas palavras. Escolho os dois e mais tantos outros.

O rei da brincadeira ou o rei da confusão?
Sempre evitei confusão, ê José...

Satyros Um ou Satyros Dois?
No Dois eu comecei, tenho grande carinho pelo espaço, pelo porão, as memórias e aquela carga pesada de lá. No Um eu me encontrei, me desenvolvi, e encontrei muitos amigos. O Dois tá na memória, o Um no agora.

Dilma ou Aécio?
Um outro modelo de democracia.

Israel ou Palestina?
Tenho ótimos amigos judeus, mas não dá pra respeitar a atitude do Estado de Israel e a loucura que isso virou. Eles só estão querendo acabar com tudo logo, destruir de uma vez a Palestina. É só ver como a ofensiva deles foi avançando durante os anos, até deixar o povo palestino sem saída. E ninguém vislumbrará saída enquanto a humanidade permanecer dividida em religiões (todas as religiões) e Estados (todos os Estados), porque ambos só existem para cegar as pessoas e difundir o ódio e o medo. Não há diplomacia que dê jeito nisso.

Ucrânia ou Rússia?
Outro triste exemplo de divisão, étnica, política e econômica, que gera apenas guerra e morte. Enquanto uma estúpida crença étnica existir, haverá tantos outros casos de Ucrânia x Russa, Palestina x Israel. A salvação é que existem pessoas por aí que compreendem o fato de existir uma única humanidade, uma única raça humana. Sem países, sem religiões, sem dominação étnica. Só assim a guerra pode terminar.

Lars von Trier ou Quentin Tarantino?
Trier para encontrar a sombra. Tarantino para rir dela.

Elis ou Rita?
Elis.

Praia carioca ou interior de Minas?
Não sou lá muito afeito a praia. E Minas está no meu coração... então...

Todas as mulheres do mundo ou eu quero a sorte de um amor tranquilo?
Tenho a sorte de um amor tranquilo. Bjoteamo, minha nega!

Leia outras edições da coluna Dois ou Um

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Adormecidos José Alessandro Sampaio Foto de Rodrigo Dionisio Frame1 Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

José Sampaio, em Adormecidos: ator conquista respeito como idoso apaixonado - Foto: Rodrigo Dionisio

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A gente acaba sempre querendo muita coisa. O te amo pra sempre junto do te amo demais é uma das nossas obsessões. Às vezes, é possível. Às vezes, não. Na cidade fria erguida no concreto, essas dores podem ser mais intensas.

A Cia. Os Satyros, acostumada a desvendar tabus no palco, resolveu mergulhar na simplicidade do relacionamento a dois na peça Adormecidos.

Referência do teatro underground brasileiro, o diretor Rodolfo García Vázquez imprime seu olhar ao drama burguês contemporâneo.

O texto é do minimalista Jon Fosse, dramaturgo norueguês de 54 anos que vem conquistando espaço na cena mundial com suas peças.

Apresenta um jovem filho que conta a história de amor de seus pais e a de desamor de um outro casal que também morou naquele lugar. O primeiro casal está em constante sintonia fina por toda a vida; o outro se afoga na falta de comunicabilidade.

O amor intenso, a aventura barata, a traição, o cuidar do outro e o passar dos anos — sempre implacável — é acentuado na montagem, na qual inventivamente a direção brinca com espelhos —um acertado cenário criado por Luiza Gottschalk. Isso cria e desconstrói atmosferas e, mais, joga o público para dentro daqueles conflitos, que são de todos nós.

Adormecidos é simples, mas não superficial, sobretudo porque dialoga com expectativas que trazemos conosco.

adormecidos andrestefano Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

Elenco se destaca em Adormecidos, do Satyros: em primeiro plano, o casal formado por Tiago Leal e Katia Calsavara, ao fundo e ao centro, o casal formado pelos atores José Sampaio e Luiza Gottschalk - Foto: André Stéfano

O elenco está afinado. Joga junto. Henrique Mello, na pele do filho e ao mesmo tempo executor da trilha, em cena, dialoga com aquele entorno onde a perda está sempre à espreita. Vai, acertadamente, no mínimo.

Atores experientes, Katia Calsavara e Tiago Leal concretizam o desencontro constante do casal que interpretam. Há um certo enfado no ar, de ambos, com aquela situação de amor forçado. Exigido. Os atores passam todos estes sentimentos com propriedade.

Com uma atuação repleta de força, Calsavara é um dos destaques da peça, ao lado do ator José Sampaio, que vive o casal eternamente apaixonado ao lado de Luiza Gottschalk. Sampaio está tão presente e intenso em cada cena que conquista o respeito do público, sobretudo quando seu personagem chega à velhice. Neste momento, o ator se impõe ainda mais, com uma atuação comovente.

O ar alternativo dos Satyros se fez presente na sessão vista pelo R7. A lanterna empunhada por Katia Calsavara não acendeu em uma cena em que era fundamental que isso ocorresse. Os Satyros precisa se dar conta que, em certos aspectos, não é preciso levar o espírito underground às últimas consequências. Ou não, que fique assim mesmo. Talvez seja já charme e parte do folclore.

Entretanto, antes que esta crítica termine, é preciso ressaltar a delicadeza com que Daise Neves compôs os figurinos da obra. Eles dialogam intensamente com a encenação. São belos e frágeis como o amor e a vida.

Leia a coluna Dois ou Um com o ator José Sampaio!

Adormecidos
Avaliação: Muito bom
Quando: Sábado (26/7/2014), 19h, última apresentação
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

dione leal andre stefano Crítica: Vergueiro dá flashes de vida diante da morte presente em Os Que Vêm com a Maré

Dione Leal em cena em Os Que Vêm com a Maré: atriz é destaque no elenco - Foto: André Stefano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

É tudo sombrio quando a partida, sempre uma espécie de morte, ronda. Há um desacreditar que pode impulsionar a crença no que antes poderia ser o mais absurdo. Como suprir a falta? É preciso esquecer o ser amado ou reinventá-lo? O abandono é sempre cruel.

Tudo isso ronda a cabeça de quem vê a montagem de Maria Alice Vergueiro para o texto Os Que Vêm com a Maré, de Sérgio Roveri. A peça faz parte do projeto 3xRoveri, que montou o mesmo texto no Espaço dos Satyros 1, com três diferentes diretores, cada qual revolucionando o drama com sua encenação. Além de Vergueiro, do Grupo Pândega, teve ainda Rodolfo García Vázquez, do Satyros, e Fernando Neves, de Os Fofos Encenam.

No enredo, um casal (Dione Leal e Ricardo Pettine) vive às voltas com a imagem de um filho perdido (Robson Catalunha), não se sabe se para a vida ou para a morte.

O sopro de luz é a vizinha do lado (uma pulsante Suzana Muniz), que surge para relembrar os velhos tempos de pulsão de vida, mesmo hoje não sendo a mesma de outrora.

Vergueiro afirma no programa se inspirar em Jodorowsky ao criar uma estética baseada no “pânico-grotesco”. Assim, há gritos e força no desolamento.

O R7 assistiu à última apresentação da temporada, repleta de emoção, já que na plateia estavam o autor e a diretora, que via a tudo atentamente.

A atriz Dione Leal, na pele da mãe, é o grande destaque do elenco, revelando-se em uma atuação cheia de impacto, espécie de catalisadora emocional da obra. E a atriz condensa tanta força que se torna o centro pulsante do casal amargurado à espera do filho que um dia vai voltar.

Robson Catalunha também chama a atenção ao imprimir uma estética que remete aos protagonistas dos filmes de Tim Burton ao filho, assustado, acuado, vivo e morto ao mesmo tempo.

Se a escuridão ronda a tudo, Vergueiro traz instantes de flashes de vida para a cena. Porque, talvez, o momento em que a vida se torne mais potente seja realmente quando se defronta com a morte.

robson catalunha suzana muniz andre stefano Crítica: Vergueiro dá flashes de vida diante da morte presente em Os Que Vêm com a Maré

Robson Catalunha e Suzana Muniz: ele imprime "ar Tim Burton"; ela, vida que já pulsou - Foto: André Stefano

Os Que Vêm com a Maré, direção de Maria Alice Vergueiro
Avaliação: Bom
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Vergueiro dá flashes de vida diante da morte presente em Os Que Vêm com a Maré

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

phedra cordoba bob sousa4 O Retrato do Bob: Phedra D. Córdoba, fundamental

Atriz dos Satyros, Phedra D. Córdoba faz 76 anos: diva dos palcos alternativos - Foto: Bob Sousa

Fotos de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

26 de maio é data especial no teatro brasileiro. Dia de celebrar uma de nossas maiores divas. Afinal, é aniversário de Phedra D. Córdoba, a cubana que se converteu no maior nome dos palcos alternativos deste País. Phedra é Havana, é Walter Pinto, é calle Corrientes, é Medieval, é Nostro Mundo, é Homo Sapiens, é a árvore mais frondosa da Praça Roosevelt, pertence ao público. Phedra faz 76 anos. Merece mimos, carinhos e elogios. Porque conserva uma energia de menina. Quem duvida, vá vê-la cantar Beatles no Espaço dos Satyros 1, na peça Não Morrerás, da qual é estrela absoluta. Porque Phedra não sai do cartaz. Tem carisma de sobra. Tem técnica. Tem viço. Tem bom gosto. Tem elegância sutil. Tudo com seu sotaque gostoso de ouvir. É claro que ela teria de posar para o nosso Bob Sousa em data tão nobre. E em dose dupla. Porque Phedra D. Córdoba é fundamental.

phedra cordoba bob sousa11 O Retrato do Bob: Phedra D. Córdoba, fundamental

Phedra D. Córdoba, aos 76 anos: energia e carisma de uma eterna menina - Foto: Bob Sousa

Saiba mais sobre Phedra D. Córdoba!

Leia também: Brasil abre o palco para teatro da América Latina

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

robson catalunha foto rodolfo magalhaes Dois ou Um com Robson Catalunha

O ator paulista Robson Catalunha, integrante do grupo Os Satyros - Foto: Rodolfo Magalhães

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Robson Catalunha é ator. Paulistano que passou parte da adolescência em Sorocaba, no interior, voltou à capital em 2009 para integrar o elenco do grupo Os Satyros. Em 2010, protagonizou a montagem Zucco. Desde então, integra as produções da trupe, seja no palco ou nos bastidores. No momento, está na maratona E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias e também em Os Que Vêm com a Maré, no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt, centro paulistano. O artista aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Amor pra sempre ou amizade colorida?
"Paixão cruel desenfreada"

Satyros 1 ou Satyros 2?
Satyros em qualquer lugar.

São Paulo ou Sorocaba?
São Paulo desenfreada, louca, alucinada; Sorocaba, raízes.

Esquerda ou direita?
Ainda existe isso?

Azul ou amarelo?
Preto.

Brecht ou Stanilasvski?
Artaud, porque não me diz o que fazer; me instiga a pensar.

Geisy Arruda ou Leila Diniz?
Leila Diniz, porque transava de manhã, de tarde e de noite.

Antunes Filho ou Zé Celso?
Antunes e Zé: porque Apolo e Dioniso precisam conviver juntos.

Rodolfo García Vázquez ou Ivam Cabral?
Onde termina um começa o outro.

No palco ou na praça?
Teatro em todos os lugares.

******

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

satyros Que Vêm Com A Maré Direção de Rodolfo García Vázquez Ricardo Pettine Robson Catalunha Dione Leal e Suzana Muniz em foto de André Stéfano Dobradinha de Satyros e Os Fofos Encenam reúne três diretores para encarar texto de Sergio Roveri

Elenco de Os que Vêm com a Maré: três montagens para o mesmo texto - Foto: André Stefano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Já nem é mais novidade que o grupo paulistano Os Satyros não para quieto. E nestes 25 anos da trupe, celebrados em 2014, a máxima é reforçada por um batalhão de estreias.

Os artistas não se contentaram com a temporada de sete espetáculos da série E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias, em cartaz até setembro. E planejaram mais. Resolveram convidar a atriz Maria Alice Vergueiro e juntar-se ao grupo Os Fofos Encenam para encarar três diferentes montagens para um mesmo texto do dramaturgo Sergio Roveri, no projeto 3XRoveri.

satyros 1Os Que Vêm Com A Maré Direção de Maria Alice Vergueiro Robson Catalunha em foto de André Stéfano Dobradinha de Satyros e Os Fofos Encenam reúne três diretores para encarar texto de Sergio Roveri

Cena da peça dirigida por Maria Alice Vergueiro - Foto: André Stefano

A peça é Os que Vêm com a Maré, escrita em 2011, mas inédita até então nos palcos. Os diretores Rodolfo García Vázquez (Satyros), Maria Alice Vergueiro (Grupo Pândega) e Fernando Neves (Fofos) assumem a empreitada, que estreia nesta terça (6).

As três montagens serão encenadas a partir desta terça (6), às 19h, no Espaço dos Satyros 1, em esquema de maratona. Depois, entram regularmente em cartaz [veja serviço abaixo].

As três distintas encenações, que levaram o Prêmio Myriam Muniz da Funarte para serem produzidas, utilizam o mesmo elenco: Dione Leal e Ricardo Pettine, os pais, e Robson Catalunha, o filho. Suzana Muniz, como a vizinha, completa o grupo.

Marcelo Maffei e Pablo Benitez Tiscornia criaram o cenário, enquanto que os figurinos ficaram a cargo de Telumi Hellen. Flávio Duarte fez a luz.

Em cena, os bastidores de conflitos familiares e desejos não realizados. O dramaturgo expõe a fragilidade das miudezas da vida cotidiana e também o que acontece quando a expectativa de vida, ou mesmo de felicidade, é transferida para o outro.

Os que Vêm com a Maré
Quando:
Maratona de Estreia – terça (6) 19h (Vázquez); 21h (Neves); e 23h (Vergueiro); quarta (7), 19h (Vergueiro); 21h (Vázquez); e 23h (Neves); quinta (8), 19h (Neves); 21h (Vergueiro); e 23h (Vázquez); 60 min cada peça.
Temporada a partir de 13/5/2014: terças, 20h (Vázquez); 22h (Neves); quarta, 20h (Neves); 22h (Vergueiro); quinta, 20h (Vergueiro); 22h (Vázquez)
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia-entrada para estudantes, terceira idade e classe artística) e R$ 5 (moradores da Roosevelt)
Classificação etária: 14 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

satyros andre stefano3 Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Os atores Ivam Cabral, Robson Catalunha e Julia Bobrow em cena no Satyros - Foto: André Stefano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo paulistano Os Satyros anuncia que vai fazer uma verdadeira maratona teatral neste Domingo de Páscoa (20).

satyros andre stefano22 Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Samira Lochter e José Sampaio - Foto: André Stefano

Os artistas vão apresentar, uma atrás da outra, as sete peças da série E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, do diretor Rodolfo García Vázquez. Cada peça tem um enredo independente.

Entre os autores estão nomes como Dráuzio Varella e Rosana Hermann.

Satyros faz peça com sexo ciborgue e diretor diz: "Não temos medo de polêmica"

As sessões começam às 14h e vão até o fim do dia. A trupe afirma que manterá as sete peças aos domingos até o dia 11 de maio.

A primeira é Não Permanecerás, às 14h. Depois, às 15h30, vem Não Morrerás, com Phedra D. Córdoba. Às 17h é a vez de Não Vencerás.

Já às 18h30 é a sessão de Não Salvarás. A noite ainda reserva Não Saberás, às 20h, Não Amarás, às 21h30, e Não Fornicarás, às 23h.

Phedra D. Córdoba canta Beatles e causa furor

As peças acontecem no espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, tel. 0/x/11 3258-6345).

O ingresso para cada obra custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

satyros andre stefano Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Público faz fila na Roosevelt para ver maratona E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias - Foto: André Stefano

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

PHEDRA ANDRE STEFANO Crítica: Satyros inverte lógica e Phedra D. Córdoba vive intensamente e canta Beatles em Não Morrerás

A diva cubana Phedra D. Córdoba canta Something, dos Beatles, em Não Morrerás, da Cia. Os Satyros: "I don't want to leave her now You know I believe and how" - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Phedra D. Córdoba é um mar de signos. E o diretor Rodolfo García Vázquez parece saber disso muito bem ao colocá-la no centro do espetáculo Não Morrerás, do grupo Os Satyros, que tem texto do médico Drauzio Varella.

A obra faz parte da série E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, com sete distintas montagens. Esta aborda a finitude da vida e também as diversas formas de corpos atuais, incluindo aí aqueles construídos, seja em mesas de cirurgias ou por meios digitalizados.

 Leia mais sobre Phedra D. Córdoba!

A diva cubana Phedra D. Córdoba surge em cena com sua presença evidente de sempre. Faz um número musical, ao vivo, Something, dos Beatles, que começa com os versos "Alguma coisa no jeito que ela se move me atrai como nenhum outro amor". Uma verdadeira ode ao carisma de Phedra.

Os atores Bruno Gael, Fabio Ock, Fábio Penna, Tiago Leal e Henrique Mello são como pajens, rodeando as duas figuras centrais da obra.

BONECA ANDRE STEFANO POSTER Crítica: Satyros inverte lógica e Phedra D. Córdoba vive intensamente e canta Beatles em Não Morrerás

Rodeada pelos atores Henrique Mello e Bruno Gael, a atriz Katia Calsavara se transforma em uma boneca quase perfeita, não fosse a falta de vida, na peça Não Morrerás, do grupo Os Satyros - Foto: André Stéfano

Porque, em contraponto a Phedra, está a personagem de Katia Calsavara, uma boneca ciborgue cujo rosto coberto pela tela de um tablet vai sendo modificado ad infinitum, tal qual os obcecados por plásticas dos tempos atuais. Uma direta e poética crítica à ditadura da beleza.

E o público logo percebe que a personagem de Katia, que a constrói de forma sensível, é desprovida de vida, mesmo diante de toda beleza pré-fabricada. A seu lado, ali, no auge dos seus 75 anos, com sua beleza concreta e histórica, Phedra está muito mais viva e plena do que aquela boneca, praticamente morta em sua beleza inventada.

É por inverter a lógica óbvia que Não Morrerás se destaca. E, claro, por colocar Phedra no lugar em que merece estar: o de diva maior da praça Roosevelt, reinando sobre o palco mais inquieto do teatro alternativo paulistano.

Não Morrerás
Avaliação: Muito bom
Quando: Domingo, 15h30. 50 min. Até 28/9/2014
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros inverte lógica e Phedra D. Córdoba vive intensamente e canta Beatles em Não Morrerás

 Leia mais sobre Phedra D. Córdoba!

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Aventureiros Tatá Aeroplano Luiz  Gayotto e Gero Camilo fotos de Giovanna Cóppola Mônica Bento e Celina Germer Satyros reúne artistas na praça Roosevelt em Vigília pela Liberdade nos 50 anos do golpe militar

Aventureiros estão na programação da Vigília pela Liberdade: Tatá Aeroplano, Luiz Gayotto e Gero Camilo - Fotos: Giovanna Cóppola, Mônica Bento e Celina Germer

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo paulistano Os Satyros não poderia ficar de fora das ações que lembram os 50 anos do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil em 1964. Tanto que a turma aceitou o convite de Asdrúbal Serrano em fazer uma Vigília pela Liberdade. O objetivo é “relembrar a história do ponto de vista das artes e da cultura através de uma releitura feita por artistas contemporâneos das manifestações culturais em evidência na época do golpe”. E tem espaço para todas áreas artísticas. Além do teatro, haverá também ações de música, de literatura e de cinema. Tudo com entrada gratuita na praça Roosevelt, reduto do teatro alternativo paulistano, entre os dias 30 de março e 1º de abril.

Veja, abaixo, a programação completa:

LITERATURA
Quando: 30 de março (domingo)
Onde: SATYROS III

NO TEMPO DA LITERATURA
Um evento literário, com curadoria e apresentação de Marcelino Freire, para celebrar a democracia, às vésperas dos 50 anos do golpe militar, e também para homenagear o escritor paulistano Marcelo Rubens Paiva.
18h: Marcelino Freire (contista e autor do romance “Nossos Ossos”) convida as escritoras Ivana Arruda Leite (autora de “Falo de Mulher”) e Paula Bajer Fernandes para, juntos, conversarem sobre ditadura e literatura com Beatriz Bracher, autora, entre várias obras, do romance “Não Falei”, livro que conta as memórias de um professor, militante da educação, que participou da luta armada nos anos 60 e 70.
19h30: Marcelino Freire convida os escritores, e militantes literários, Binho (poeta criador do Sarau do Binho) e Wilson Freire para, juntos, conversarem sobre realidade e ficção com Marcelo Rubens Paiva, numa mesa que também será uma homenagem ao autor, entre outros, do livro “Feliz Ano Velho”, ele que é reconhecido por sua obra e por sua incansável luta (ao lado da mãe) para esclarecer o desaparecimento do pai, o ex-deputado federal socialista Rubens Paiva.

ESPECIAL: Na ocasião, serão lançados: o livro “A Única Voz”, do pernambucano Wilson Freire, com ilustrações de Germano Rabelo, publicado pela Editora Mariposa Cartonera e que tem como pano de fundo a ditadura militar brasileira; e o jornal “50 Anos Daquele 64”, organizado por Regina Junqueira Agnelli e com textos inéditos, feitos exclusivamente para o evento e assinados pelas integrantes do coletivo paulistano Martelinho de Ouro, do qual participa a escritora convidada Paula Bajer Fernandes (autora do romance “Viagem Sentimental ao Japão”).

MÚSICA

Show Aventureiros – O trio formado por Gero Camilo, Tatá Aeroplano e Luiz Gayotto, acompanhados de uma banda especialíssima, comanda um show em 4 partes, com a presença dos convidados Rubi, Tata Fernandes e Paula Cohen, revisitando os principais gêneros musicais da década de 1960: Tropicália, Jovem Guarda, Bossa Nova e MPB. Duração: 2 horas. Quando: 30 de março, domingo. Local e horário a definir.


CINEMA

luz nas trevas1 Satyros reúne artistas na praça Roosevelt em Vigília pela Liberdade nos 50 anos do golpe militar

Luz nas Trevas: filme com Ney Matogrosso será exibido na Vigília pela Liberdade - Foto: Divulgação

Exibição do filme “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla e de sua continuação, “Luz nas Trevas”, filme atual sobre a ditadura com apresentação da atriz Djin Sganzerla. A exibição dos filmes será seguida de um debate promovido por Helena Ignez. Quando: 01 de abril, terça-feira. Local e horário a definir.

TEATRO

DRAMAMIX

Quando: 31 de março (segunda-feira)

Onde: Teatro de Arena (horários a definir)

Encenação de 3 textos curtos escritos por autores convidados relevantes na cena contemporânea brasileira que tem como mote a Ditadura no Brasil. Os 3 autores confirmados são Lauro César Muniz, Marcelo Rubens Paiva e Sergio Rovery.

Os grupos convidados que realizarão a leitura encenada dos textos são: “Núcleo Bartolomeu de Depoimentos” com direção de Claudia Schapira, “Os Fofos Encenam”, com direção de Fernando Neves e “Pessoal do Faroeste”, com direção de Paulo Faria.
CENAS CONTEMPORÂNEAS

Os grupos Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, sob a direção de José Celso Corrêa e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, sob a direção de Claudia Schapira, apresentarão durante a Vigília cenas de peças contemporâneas que abordam o período da ditadura.

Walmor e Cacilda 64 - O Robogolpe - “Foi decretado estado de sítio. Suspensão dos direitos políticos. Cassação! O Teatro está como ponto de mira. Gorilas e entreguistas encenam essa Produção”. A violência da censura foi imediatamente dirigida à arte: invasão a teatros, prisões de artistas, malas de objetos, perucas e figurinos de teatro sendo enterrados e amurados para escapar da repressão. Dentre as inúmeras perseguições dirigidas a artistas e a militantes, Cleyde Yáconis se torna alvo e é presa pelo DOPS. Cacilda Becker entra em cena convocando os meninos do Oficina e do Teatro de Arena, fazendo do DOPS palco da ação revolução teatral, ao mesmo tempo que as ruas eram feitas palco do teatro do mundo.

A violência da repressão dirigida aos artistas é combatida com beleza: artistas de teatro tomam a delegacia vestidos com máscaras de carnaval e paletós, carregando consigo a força cômica do teatro, transformando a maldade em teatralidade. Cacilda, diante do delegado do DOPS, toma frente do partido do teatro, da política do teatro, que é a provocação, agitação transformadora, força da qual ela mesma é prova viva em carne.Tendo vivido Antígone no palco, Cacilda afirma: “O humano que experimenta uma vez na vida Antígone, esquece o clone- não mais baixa a cabeça, nem reza ou curva a coluna para um César”. Direção: José Celso Martinez Corrêa. Elenco: Artistas da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Onde: Teatro Oficina. Quando: 01 de abril, terça-feira às 20h. Duração: 90 minutos.


Hiphopera Brasileira: trechos musicais de Orfeu mestiço! - 
A partir do espetáculo “Orfeu Mestiço – Uma Hiphopera Brasileira”, a Cia Teatral Núcleo Bartolomeu de Depoimentos faz um painel histórico-musical da época da ditadura e de algumas situações que repercutiram durante esse período. Especificamente situam a ação na cena que retrata os festivais de música, utilizando esse instante para emoldurar músicas e alguns textos criando um painel fragmentado da ditadura e da obra como um todo. Texto e Direção: Claudia Schapira. Direção Musical: Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva. Direção de Movimento e Coreografias: Luaa Gabanini. Atores-MCs (elenco): Cristiano Meirelles, Daniela Evelise, Eugênio Lima, Luaa Gabanini, Ricardo Leite e Roberta Estrela D’Alva. Músicos-Ogãs e Dançarinos: Cássio Martins e Giovane Di Ganzá, Alan Gonçalves, Daniel Laino, Antônio Malavoglia, Bruna Braga, Bruna Maria e Lígia Nicácio. Onde: SP Escola de Teatro. Duração: 40 minutos. Classificação: 12 anos. Quando: 30 de março, domingo às 17h.


50 ANOS EM 5 ATOS INSTITUCIONAIS – Farsa Cinquentenária

Onde: Satyros II

O projeto, com direção geral de Asdrúbal Serrano, percorre por meio de cinco peças teatrais denominadas “Atos Institucionais”, cinquenta anos do golpe militar a partir de peças tragicômicas desenvolvidas ao longo dos últimos anos pelo Nupeac – Núcleo de Pesquisa e Ação em Arte Comunitária. Na montagem as pesquisas transcorreram quatro eixos estruturantes: o Teatro Dialético (de Bertolt Brecht), o Teatro do Oprimido (de Augusto Boal), o Teatro Pobre (de Jerzy Grotowski) e o Teatro Popular (de Idibal Pivetta do Teatro Popular União e Olho Vivo).

Ato Institucional Nº 1 - A Cidade Morena da Vaquinha Mococa – Comédia em um ato. A peça percorre cinquenta anos do golpe militar a partir da cidade de Caconde. O espetáculo mostra as peculiaridades de seus personagens ao longo de décadas e traça um perfil social e político que percorre desde a ditadura militar (que elegeu provisoriamente o “cacondense” Ranieri Mazzilli) à contemporaneidade (com a omissão dos seus representantes políticos). Texto e Direção de Asdrúbal Serrano. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Classificação 14 anos. Duração 60 minutos. Quando: 31 de Março, segunda-feira às 21h.

Ato Institucional Nº 2 - Etty Fraser é Mulher? – Comédia em oito quadros. As desventuras de uma trupe de artistas populares contrários ao golpe militar que ocupa um teatro abandonado e, naquele local, discutem uma revolução das ideias políticas, sociais e ideológicas na valorização da liberdade. Texto: Asdrúbal Serrano. Direção: Elenir Rodrigues. Com a Cia Mambembe. Classificação Livre. Duração 60 minutos. Quando: 31 de março, segunda-feira às 19h.

Ato Institucional Nº 3 - Tapa na Cara - Sessão de Teatro do Oprimido. A partir de recortes de jornal das décadas de 1960 e 1970, a peça refaz os caminhos tomados pelos chefes da repressão militar contra os movimentos sociais e os estudantes. Coordenação: Asdrúbal Serrano. Com a Cia Mambembe e Teatro Popular Cara e Coragem. Quando: 30 de março, domingo às 18h. Espetáculo seguido de homenagem a Etty Fraser, Idibal Pivetta, José Celso Martinez Corrêa, Antônio Abujamra e Lauro César Muniz.

Ato Institucional Nº 4 - Quase Pagu - Leitura Dramática com Eduardo Suplicy e Soninha Francine. Tragicomédia em três atos. Um jovem ator de Teatro Popular, enquanto se prepara para a montagem de uma peça sobre a Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, é perseguido por uma militar que o acusa de ser um subversivo e perigoso terrorista. Texto e Direção: Asdrúbal Serrano.  Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Classificação 14 anos. Duração 90 minutos. Quando: 30 de março, domingo às 16h.

Ato Institucional Nº 5 - Meninos de Brodowski - Peça em dois atos. Revoltados com a tortura, dois internos da FEBEM de Batatais expropriam o rascunho original de “A Criança Morta” de Cândido Portinari e entregam para uma militante de esquerda. Texto e Direção: Asdrúbal Serrano. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Duração 60 minutos. Classificação 14 anos. Quando: 30 de março, domingo às 14h.

ESPECIAL

O grupo Parlapatões confirmou presença no evento com uma apresentação no dia 01/04.

O evento tem apoio da Funarte e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Foto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

gustavo ferreira foto bob sousa O Retrato do Bob: Gustavo Ferreira, máquina teatral
Gustavo Ferreira não para. É uma espécie de coração da máquina teatral do grupo Os Satyros. Assume produção e palco ao mesmo tempo, ciente de tudo. Quando a primavera chega, ele tem sua missão maior: coordenar um dos maiores festivais teatrais do País, as Satyrianas, que reúne milhares de pessoas e artistas sedentos de palco na praça Roosevelt e seus arredores, em São Paulo. O evento, que já até virou filme, rendeu a ele e à turma de Os Satyros o último Prêmio Shell de Teatro, na categoria inovação. No palco, emocionado, ao lado dos companheiros, Gustavo leu discurso escrito por Ivam Cabral. Compartilhou o troféu com todos que fizeram a história do festival. Porque Gustavo gosta mesmo é de andar junto. Afinal de contas, ele é da turma.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com