Posts com a tag "satyros"

mostra 10 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra
O diretor Rodolfo García Vázquez e o roteirista e ator Ivam Cabral: filme na Mostra - Foto: Edson Degaki

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma da praça Roosevelt invadiu a rua Augusta. Na noite desta quinta (17), artistas do palco foram à sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo, para assistir à estreia do filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, do Satyros Cinema, com direção de Rodolfo García Vázquez e roteiro de Ivam Cabral. O fim da exibição foi prejudicado por um funcionário da Mostra Internacional de Cinema (entenda o porquê). Entre os convidados, estavam amigos do grupo e integrantes do elenco do longa. Ausências de Nany People e Cléo De Páris foram sentidas. Veja quem apareceu por lá:

Leia também a crítica do filme!

mostra12 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Gustavo Ferreira e Paulinho Faria, do elenco de Hipóteses para o Amor e a Verdade - Foto: Edson Degaki

lorena borges phedra d cordoba Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Lorena Borges e Phedra D. Córdoba acompanharam o lançamento - Foto: Edson Degaki

 

mostra 1 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Ivam Cabral abraça o colega Fábio Penna, à esquerda, o ator Henrique Mello - Foto: Edson Degaki

mostra 5 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Público vê Hipóteses para o Amor e a Verdade: à esq., em primeiro plano, o ator Paulinho Faria - Foto: Edson Degaki

mostra 13 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Tiago Leal, que vive um homem de classe média paulistana no filme - Foto: Edson Degaki

 

mostra 11 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Ivam Cabral e o psicanalista Contardo Calligaris depois da sessão - Foto: Edson Degaki

mostra 91 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

Público paulistano acompanha atentamente a chegada do Satyros ao cinema na Mostra 2014 - Foto: Edson Degaki

 

mostra 14 Turma do teatro prestigia filme do Satyros na Mostra

O ator Robson Catalunha, que interpreta um jovem depressivo no filme - Foto: Edson Degaki

Você acha que o grupo Satyros se dará bem no cinema tanto quanto no teatro?

  • Sim, eles são talentosos e ousados. Vão arrasar nos cinemas também.
  • Não, acho que o forte do grupo é só o teatro.
  • Sei lá, ainda não tenho uma bola de cristal!

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120 dias Satyros revê 25 anos de underground em palestra

Gente jovem reunida: o ator Rafael Mendes, na peça 120 Dias de Sodoma, em 2009, um dos marcos nos 25 anos da trajetória do grupo Os Satyros, ícone da cena underground - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As comemorações dos 25 anos do grupo Os Satyros parecem nunca ter fim.

Para quem sempre ouve falar da famigerada trupe, mas nunca se ateve aos detalhes de sua história, há uma chance imperdível.

Nesta sexta (10), às 19h, a dramaturga Marici Salomão fará palestra no Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República).

O tema é: Análise sobre a Trajetória dos Satyros Desde Sua Chegada à Praça Roosevelt.

120 dias dani agostini 2 Satyros revê 25 anos de underground em palestra

Marco libertário da Roosevelt: cena da peça 120 Dias de Sodoma, da Cia. Os Satyros - Foto: Dani Agostini

Salomão promete esmiuçar o caminho percorrido pelo grupo ícone do underground, que chegou a atuar na Europa na década de 1990, onde fez sucesso e também passou por dificuldades, como qualquer artista.

O encontro faz parte do projeto Pessoas Perfeitas, título da atual peça que o grupo fundado por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez encena no mesmo local na sequência (leia a crítica por Bruna Ferreira).

A entrada na palestra é gratuita.

Em tempo: no próximo dia 29 de outubro o Itaú Cultural (av. Paulista, 149) abre o Festival Satyros 25 anos, com entrada grátis. Haverá peças do grupo, além de debates com os fundadores e também o filme que Evaldo Mocarzel gravou, tendo como tema a trupe teatral paulistana. Saiba mais.

120 dias dani agostini Satyros revê 25 anos de underground em palestra

Marquês de Sade e Satyros: aristocracia em xeque em 120 Dias de Sodoma - Foto: Dani Agostini

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satyrianas andre stefano Satyrianas vêm aí: inscrições vão até dia 10

Divas: Phedra D. Córdoba (à esq.) cai no samba com passista em plena praça Roosevelt, nas Satyrianas - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chega a primavera e a turma do teatro paulistano já fica em polvorosa.

Todo mundo quer aprontar alguma coisa nas Satyrianas, o festival que promove 78 horas ininterruptas de arte na praça Roosevelt, em São Paulo, e em outros espaços da cidade.

Neste ano, as inscrições foram prorrogadas até o próximo dia 10 de outubro no site do evento. Tem espaço para teatro, cinema, dança, música e performances.

Segundo os organizadores, a Satyrianas de 2014 vão entrar para a história, por conta de coincidirem com os 25 anos do grupo Os Satyros.

Em informe, o grupo diz: "Os Satyros tem muitos motivos para festejar. São 25 anos de história. História de resistência e conquistas, lutas e descobertas. Um grupo que se estabeleceu no meio do governo Collor e teve que abandonar o Brasil para poder sobreviver, que se dividiu entre o Brasil e a Europa durante mais de uma década e que só voltou a sua São Paulo do coração em dezembro de 2000, estabelecendo-se na praça Roosevelt", afirma.

E ainda declara: "Nenhum desses obstáculos foi fácil de superar, assim como também não é fácil para os milhares de artistas de teatro deste país que, como nós, lutam por dar ao público novos olhares sobre o mundo".

Ainda de acordo com Os Satyros, o espírito original das Satyrianas será mantido: "uma festa dos artistas do palco para a cidade".

Em tempo, a Satyrianas 2014 vai acontecer entre 20 e 23 de novembro.

Anote na agenda.

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pessoas perfeitas 1 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Eduardo Chagas e Marta Baião estão grandiosos na peça Pessoas Perfeitas, do Satyros - Foto: André Stéfano

Por BRUNA FERREIRA*

Deve ter alguma coisa no anonimato que reúne as pessoas. Pode ser um tipo de prazer em passar despercebido pela multidão ou, talvez, a solidão e angústia de ser só mais um no todo incontrolável.

pessoas perfeitas 2 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Henrique Mello e Julia Bobrow em cena da peça - Foto: André Stéfano

É nesse lugar de encontro entre desconhecidos, fugaz e imprevisível, que está o mote do espetáculo Pessoas Perfeitas, do Satyros.

Os personagens são caricaturas de moradores de São Paulo. As histórias, em princípio, parecem distantes umas das outras, mas todas mostram pessoas em fuga. Todas também estão em busca. A vida anônima, solitária e difícil na grande metrópole as une.

Medalha (Julia Bobrow) é uma jovem mística que deixa o interior para viver uma experiência transcendente na cidade logo após perder os pais. Ela se apaixona por Binho (Henrique Mello), um garoto de programa, que se esconde dos pais, um açougueiro chamado Robalo (Eduardo Chagas) e sua mulher, Cacilda (Marta Baião).

Vez ou outra, Robalo frequenta uma linha de disque amizade, onde conhece Sarah (Ivam Cabral), travesti cujo nome de batismo é Ruy e que passa os próprios dias cuidando da mãe com Alzheimer. Não por acaso, a senhora adoentada se chama Esperança e sua vida encontra-se por um fio, a metáfora para a existência de todos os personagens.

Sarah/Ruy tem uma irmã, Maristela (Adriana Capparelli), uma cantora decadente e solitária que está sozinha e morrendo de câncer na laringe. Ela chega ao fim da vida movida a cigarros, lembranças de uma vida que não aconteceu e uma paixão doentia por Elder (Fábio Penna), um poeta fracassado, que debocha da humanidade enquanto bebe uísque e cheira cocaína.

Força poética dos párias

O Satyros, mais uma vez, tem o mérito de mostrar a força poética dos párias da sociedade, trazem a invisibilidade para a luz; ela vem à tona com o lirismo e a violência que lhe são devidos. Este é um trabalho que o grupo teatral vem se especializando ao longo dos anos e em outras produções.

pessoas perfeitas 3 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Ivam Cabral, ator da peça e também autor, ao lado do diretor Rodolfo García Vázquez - Foto: André Stéfano

A direção é de Rodolfo García Vázquez, que também assina o texto com Ivam Cabral. Este último, dá vida a Sarah/Ruy, personagem mais cheio de contornos da peça.

Diferente das demais, talvez por sua própria condição, Sarah não abraça a infelicidade, ela constrói a si mesma e se refaz. O público acaba se agarrando às expectativas dela, mas é preciso se lembrar, que em Pessoas Perfeitas, dona Esperança está entre a vida e a morte.

Grandioso trabalho é feito por Eduardo Chagas e Marta Baião. Robalo tem ares de palhaço tragicômico, sua suavidade quebra o ritmo do espetáculo e fica ainda mais evidente no contraste com sua principal parceira de cena, Cacilda. Marta Baião empresta uma dignidade para sua personagem que, em determinado momento, faz o escárnio da plateia e do mundo calar a boca, culpado e cúmplice.

A peça vem fazendo tanto sucesso junto ao público que teve temporada estendida. As apresentações são de quinta a domingo, mas é bom chegar cedo para garantir um lugar. As sessões costumam lotar e quem não aceita sentar nas escadas, acaba saindo com ingressos para o dia seguinte.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.

Pessoas Perfeitas
Avaliação: Muito bom
Quando: Quinta a domingo, às 21h. 80 min. Até 26/10/2014
Onde: Espaço dos Satyros Um (Praça Roosevelt, 214, Consolação, tel. 0/xx/11 3258 -6345)
Quanto: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia-entrada) R$ 5 (moradores da Praça Roosevelt)
Classificação etária: 16 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

pessoas perfeitas 4 Crítica: Satyros dá poesia aos párias de São Paulo

Elenco de Pessoas Perfeitas, do Satyros: moradores do centro paulistano com poesia - Foto: André Stefano

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ivam cabral pessoas perfeitas foto andre stefano O camarim de Pessoas Perfeitas, o efêmero e Paulo Autran

O ator Ivam Cabral em cena da peça Pessoas Perfeitas, em cartaz no Satyros 1, em SP - Foto: André Stefano

"Trajetórias de atores dignos se cruzaram num mesmo momento, na cabeça de um espectador anônimo"

rodolfo O camarim de Pessoas Perfeitas, o efêmero e Paulo Autran

O diretor Rodolfo García Vázquez - Foto: Eduardo Enomoto

Por RODOLFO GARCÍA VÁZQUEZ
Especial para o R7*

O camarim de Pessoas Perfeitas fica no corredor antes da entrada e/ou saída do teatro. Isso significa que, para o bem e para o mal, os atores ficam expostos aos olhares do público em ambas as situações.

São atores de coragem, ficarem ali expostos aos olhos do público, ao final do espetáculo, desnudos de maquiagens, perucas e personagens. Mas acontecem pequenas coisas extraordinárias, especialmente com os espectadores que saem mais tocados do espetáculo.

Alguns param diante do camarim de seus personagens/atores favoritos e parece que especulam com os olhos como surgiu a magia daquilo que acabaram de assistir.

Diante de Adriana Capparelli , dizem “Boa noite, Maristela!”. Diante de Julia Bobrow e Henrique Mello, especulam se é possível que aquele amor de palco continue no camarim. Diante de Marta, especulam onde estaria Suzana e olham para Eduardo Chagas Ator buscando a fragilidade que ele leva ao palco. Ao ver o Fábio Penna, relembram seu descaso pela mulher por ele apaixonada há 20 anos.

Com Ivam Cabral, nesta sexta (26), por exemplo, aconteceu algo tocante. Um espectador parou no meio do corredor, e visivelmente emocionado, disse: “Ivam, você faz três personagens completamente diferentes, e passa de um para o outro com tanta facilidade, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu não consigo me lembrar de outro ator a fazer isso com tanta naturalidade, só mesmo o Paulo Autran".

É o tipo de elogio que um ator recebe com o coração cheio de espanto e alegria. E no caso do Ivam, ainda mais, por saber o tamanho do amor e carinho que ele e o Paulo tinham um pelo outro, desde os anos 1980 até os últimos dias do Paulo.

Trajetórias de atores dignos se cruzaram num mesmo momento, na cabeça de um espectador anônimo (que a partir desse momento passou a ter um nome, Igor). Nessas horas, o teatro deixa de ser efêmero e alcança outros horizontes.

*Rodolfo García Vázquez é diretor e fundador do grupo teatral Os Satyros.

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nao fornicaras Crítica: Satyros se reencontra em Não Fornicarás

Como nos velhos tempos: Satyros volta a ser ousado e debochado em Não Fornicarás - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma forma inimaginável de dublagem da delicada canção Codinome Beija-Flor, de Cazuza, surge diante dos olhos do público da peça Não Fornicarás, em performance do ator Ivam Cabral. A entrega é desmedida e digna de respeito.

Diante do impacto, o espectador costumeiro do grupo Os Satyros se satisfaz em reencontrar aquela velha conhecida ousadia que se mistura à própria história da trupe e que andava um pouco sumida ultimamente. Em Não Fornicarás, vemos o Satyros dos velhos tempos.

A montagem, dirigida por Rodolfo García Vázquez, faz parte do pacote comemorativo dos 25 anos da trupe da praça Roosevelt no projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias. Em pauta, as relações do homem com a tecnologia.

Em Não Fornicarás, o texto-provocação da colunista do R7 Rosana Hermann serve de base para explicitar como o homem não detém seus impulsos sexuais primitivos diante da máquina. Muito pelo contrário, a utiliza como forma de obter prazeres inconfessáveis.

A encenação de Vázquez abusa de recursos simples, porém eficientes, para criar o clima no qual o pecado mora ao lado. Ou, melhor, bem próximo, a um clique.

satyros Crítica: Satyros se reencontra em Não Fornicarás

Acima, Robson Catalunha brinca com a boneca inflável; abaixo, Julia Bobrow discute a perda da inocência e o abuso tecnológico - Foto: André Stéfano

Cheio de libido, o elenco está comprometido com o discurso da obra e leva o público o tempo todo à atmosfera proibida que a peça revela.

O horário da meia-noite, no qual o R7 viu a montagem, talvez fosse mais apropriado, já que ajudava a entrar no clima — agora, a peça está no horário carola de domingo, às 19h, mas nada que a prejudique.

O ator Robson Catalunha é uma espécie de mestre de cerimônias, papel em que sempre se sai muito bem. Conversa com a plateia e conduz as cenas. Aos atores Fabio Penna e Julia Bobrow cabem viver as situações dramáticas apresentadas, como a da garotinha púbere que se vê conectada com um pedófilo.

É impressionante ver a mesma Bobrow que encarna a lascívia na cena da abertura, usando apenas sua voz, logo depois virar o retrato da inocência prestes a ser desmantelada.

Pablo Benitez Tiscornia e Giovanna Romanelli, desnudos, são uma espécie de Adão e Eva dos novos tempos tecnológicos, expondo seus corpos sem pudor aos olhares devoradores por todos os lados.

Completa o elenco o casal Marcelo Thomaz e Nina Nóbile. Ambos intensos sob a segunda pele de zebra e responsáveis pela cena que fez a fama da peça antes mesmo de sua estreia: o tal do sexo explícito transmitido pela internet para todo o mundo em tempo real. Esta crítica prefere não se ater aqui a detalhes sensacionalistas, mas dizer a quem morre de curiosidade para saber o que realmente se passa: vá ver a peça.

No dia em que o R7 assistiu à montagem, completaram o elenco Ivam Cabral, com sua perfomance de impacto já mencionada, e Henrique Mello, aniversariante do dia que entrou em cena para ganhar os parabéns — que público e elenco cantaram de bom grado no meio do espetáculo (nada mais Satyros).

E são coisas simples assim, sem pompas ou medos, que fazem da peça um reencontro do grupo consigo mesmo. Em Não Fornicarás, o Satyros lida muito bem com um tema que lhe é velho conhecido: o sexo, ainda visto por muitos como tabu.

Em uma encenação pulsante, volta a dialogar com seu público primeiro, aquele que lotava todas as sessões da Trilogia Libertina do Marquês de Sade, formado por jovens de todas as idades perdidos pela praça Roosevelt. Gente que encontra no palco do Satyros um sentido para o absurdo da repressão e da hipocrisia que rodeia a vida contemporânea.

Em Não Fornicarás, o Satyros volta para os braços do underground. É debochado, atrevido, contestador. É, sobretudo, jovem. É Satyros. Nem que por apenas mais uma sessão cheia de verdade artística.

Não Fornicarás
Avaliação: Muito bom
Quando: Domingo, 19h. 50 min. Até 28/9/2014
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 18 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros se reencontra em Não Fornicarás

nao fornicaras 2 Crítica: Satyros se reencontra em Não Fornicarás

Cena de Não Fornicarás: Satyros volta a tocar em tema que domina: sexo tabu - Foto: André Stéfano

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Jose Sampaio 014 Dois ou Um com José Sampaio

O ator paulistano José Sampaio é destaque na peça Adormecidos, do Satyros - Foto: Thiago Abe

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O paulistano José Sampaio é ator da Cia. Os Satyros. Neste sábado (26), às 19h, encerra a temporada da peça Adormecidos (leia a crítica), com texto do norueguês Jon Fosse e direção do brasileiro Rodolfo García Vázquez, no Espaço dos Satyros Um, na praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Vive um homem apaixonado do começo ao fim. Sua atuação é um dos destaques da obra. Na TV, esteve em 2013 na premiada série A Menina sem Qualidades, da MTV, dirigida por Felipe Hirsch. O ator aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar de nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

E agora, José ou mundo mundo vasto mundo?
Engraçado que os dois poemas sempre me acompanharam pela vida. José, claro, por meu nome, e o Poema de Sete Faces, pela ideia de ser gauche na vida, essa coisa de fim de festa e época errada, de alguma forma sempre me pegou. Me vi muito neles e aprendi. Sempre achei Drummond um dos maiores gênios de todos os tempos, com essa capacidade de fazer caber o aperto no peito em suas palavras. Escolho os dois e mais tantos outros.

O rei da brincadeira ou o rei da confusão?
Sempre evitei confusão, ê José...

Satyros Um ou Satyros Dois?
No Dois eu comecei, tenho grande carinho pelo espaço, pelo porão, as memórias e aquela carga pesada de lá. No Um eu me encontrei, me desenvolvi, e encontrei muitos amigos. O Dois tá na memória, o Um no agora.

Dilma ou Aécio?
Um outro modelo de democracia.

Israel ou Palestina?
Tenho ótimos amigos judeus, mas não dá pra respeitar a atitude do Estado de Israel e a loucura que isso virou. Eles só estão querendo acabar com tudo logo, destruir de uma vez a Palestina. É só ver como a ofensiva deles foi avançando durante os anos, até deixar o povo palestino sem saída. E ninguém vislumbrará saída enquanto a humanidade permanecer dividida em religiões (todas as religiões) e Estados (todos os Estados), porque ambos só existem para cegar as pessoas e difundir o ódio e o medo. Não há diplomacia que dê jeito nisso.

Ucrânia ou Rússia?
Outro triste exemplo de divisão, étnica, política e econômica, que gera apenas guerra e morte. Enquanto uma estúpida crença étnica existir, haverá tantos outros casos de Ucrânia x Russa, Palestina x Israel. A salvação é que existem pessoas por aí que compreendem o fato de existir uma única humanidade, uma única raça humana. Sem países, sem religiões, sem dominação étnica. Só assim a guerra pode terminar.

Lars von Trier ou Quentin Tarantino?
Trier para encontrar a sombra. Tarantino para rir dela.

Elis ou Rita?
Elis.

Praia carioca ou interior de Minas?
Não sou lá muito afeito a praia. E Minas está no meu coração... então...

Todas as mulheres do mundo ou eu quero a sorte de um amor tranquilo?
Tenho a sorte de um amor tranquilo. Bjoteamo, minha nega!

Leia outras edições da coluna Dois ou Um

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Adormecidos José Alessandro Sampaio Foto de Rodrigo Dionisio Frame1 Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

José Sampaio, em Adormecidos: ator conquista respeito como idoso apaixonado - Foto: Rodrigo Dionisio

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A gente acaba sempre querendo muita coisa. O te amo pra sempre junto do te amo demais é uma das nossas obsessões. Às vezes, é possível. Às vezes, não. Na cidade fria erguida no concreto, essas dores podem ser mais intensas.

A Cia. Os Satyros, acostumada a desvendar tabus no palco, resolveu mergulhar na simplicidade do relacionamento a dois na peça Adormecidos.

Referência do teatro underground brasileiro, o diretor Rodolfo García Vázquez imprime seu olhar ao drama burguês contemporâneo.

O texto é do minimalista Jon Fosse, dramaturgo norueguês de 54 anos que vem conquistando espaço na cena mundial com suas peças.

Apresenta um jovem filho que conta a história de amor de seus pais e a de desamor de um outro casal que também morou naquele lugar. O primeiro casal está em constante sintonia fina por toda a vida; o outro se afoga na falta de comunicabilidade.

O amor intenso, a aventura barata, a traição, o cuidar do outro e o passar dos anos — sempre implacável — é acentuado na montagem, na qual inventivamente a direção brinca com espelhos —um acertado cenário criado por Luiza Gottschalk. Isso cria e desconstrói atmosferas e, mais, joga o público para dentro daqueles conflitos, que são de todos nós.

Adormecidos é simples, mas não superficial, sobretudo porque dialoga com expectativas que trazemos conosco.

adormecidos andrestefano Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

Elenco se destaca em Adormecidos, do Satyros: em primeiro plano, o casal formado por Tiago Leal e Katia Calsavara, ao fundo e ao centro, o casal formado pelos atores José Sampaio e Luiza Gottschalk - Foto: André Stéfano

O elenco está afinado. Joga junto. Henrique Mello, na pele do filho e ao mesmo tempo executor da trilha, em cena, dialoga com aquele entorno onde a perda está sempre à espreita. Vai, acertadamente, no mínimo.

Atores experientes, Katia Calsavara e Tiago Leal concretizam o desencontro constante do casal que interpretam. Há um certo enfado no ar, de ambos, com aquela situação de amor forçado. Exigido. Os atores passam todos estes sentimentos com propriedade.

Com uma atuação repleta de força, Calsavara é um dos destaques da peça, ao lado do ator José Sampaio, que vive o casal eternamente apaixonado ao lado de Luiza Gottschalk. Sampaio está tão presente e intenso em cada cena que conquista o respeito do público, sobretudo quando seu personagem chega à velhice. Neste momento, o ator se impõe ainda mais, com uma atuação comovente.

O ar alternativo dos Satyros se fez presente na sessão vista pelo R7. A lanterna empunhada por Katia Calsavara não acendeu em uma cena em que era fundamental que isso ocorresse. Os Satyros precisa se dar conta que, em certos aspectos, não é preciso levar o espírito underground às últimas consequências. Ou não, que fique assim mesmo. Talvez seja já charme e parte do folclore.

Entretanto, antes que esta crítica termine, é preciso ressaltar a delicadeza com que Daise Neves compôs os figurinos da obra. Eles dialogam intensamente com a encenação. São belos e frágeis como o amor e a vida.

Leia a coluna Dois ou Um com o ator José Sampaio!

Adormecidos
Avaliação: Muito bom
Quando: Sábado (26/7/2014), 19h, última apresentação
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

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dione leal andre stefano Crítica: Vergueiro dá flashes de vida diante da morte presente em Os Que Vêm com a Maré

Dione Leal em cena em Os Que Vêm com a Maré: atriz é destaque no elenco - Foto: André Stefano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

É tudo sombrio quando a partida, sempre uma espécie de morte, ronda. Há um desacreditar que pode impulsionar a crença no que antes poderia ser o mais absurdo. Como suprir a falta? É preciso esquecer o ser amado ou reinventá-lo? O abandono é sempre cruel.

Tudo isso ronda a cabeça de quem vê a montagem de Maria Alice Vergueiro para o texto Os Que Vêm com a Maré, de Sérgio Roveri. A peça faz parte do projeto 3xRoveri, que montou o mesmo texto no Espaço dos Satyros 1, com três diferentes diretores, cada qual revolucionando o drama com sua encenação. Além de Vergueiro, do Grupo Pândega, teve ainda Rodolfo García Vázquez, do Satyros, e Fernando Neves, de Os Fofos Encenam.

No enredo, um casal (Dione Leal e Ricardo Pettine) vive às voltas com a imagem de um filho perdido (Robson Catalunha), não se sabe se para a vida ou para a morte.

O sopro de luz é a vizinha do lado (uma pulsante Suzana Muniz), que surge para relembrar os velhos tempos de pulsão de vida, mesmo hoje não sendo a mesma de outrora.

Vergueiro afirma no programa se inspirar em Jodorowsky ao criar uma estética baseada no “pânico-grotesco”. Assim, há gritos e força no desolamento.

O R7 assistiu à última apresentação da temporada, repleta de emoção, já que na plateia estavam o autor e a diretora, que via a tudo atentamente.

A atriz Dione Leal, na pele da mãe, é o grande destaque do elenco, revelando-se em uma atuação cheia de impacto, espécie de catalisadora emocional da obra. E a atriz condensa tanta força que se torna o centro pulsante do casal amargurado à espera do filho que um dia vai voltar.

Robson Catalunha também chama a atenção ao imprimir uma estética que remete aos protagonistas dos filmes de Tim Burton ao filho, assustado, acuado, vivo e morto ao mesmo tempo.

Se a escuridão ronda a tudo, Vergueiro traz instantes de flashes de vida para a cena. Porque, talvez, o momento em que a vida se torne mais potente seja realmente quando se defronta com a morte.

robson catalunha suzana muniz andre stefano Crítica: Vergueiro dá flashes de vida diante da morte presente em Os Que Vêm com a Maré

Robson Catalunha e Suzana Muniz: ele imprime "ar Tim Burton"; ela, vida que já pulsou - Foto: André Stefano

Os Que Vêm com a Maré, direção de Maria Alice Vergueiro
Avaliação: Bom
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Vergueiro dá flashes de vida diante da morte presente em Os Que Vêm com a Maré

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phedra cordoba bob sousa4 O Retrato do Bob: Phedra D. Córdoba, fundamental

Atriz dos Satyros, Phedra D. Córdoba faz 76 anos: diva dos palcos alternativos - Foto: Bob Sousa

Fotos de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

26 de maio é data especial no teatro brasileiro. Dia de celebrar uma de nossas maiores divas. Afinal, é aniversário de Phedra D. Córdoba, a cubana que se converteu no maior nome dos palcos alternativos deste País. Phedra é Havana, é Walter Pinto, é calle Corrientes, é Medieval, é Nostro Mundo, é Homo Sapiens, é a árvore mais frondosa da Praça Roosevelt, pertence ao público. Phedra faz 76 anos. Merece mimos, carinhos e elogios. Porque conserva uma energia de menina. Quem duvida, vá vê-la cantar Beatles no Espaço dos Satyros 1, na peça Não Morrerás, da qual é estrela absoluta. Porque Phedra não sai do cartaz. Tem carisma de sobra. Tem técnica. Tem viço. Tem bom gosto. Tem elegância sutil. Tudo com seu sotaque gostoso de ouvir. É claro que ela teria de posar para o nosso Bob Sousa em data tão nobre. E em dose dupla. Porque Phedra D. Córdoba é fundamental.

phedra cordoba bob sousa11 O Retrato do Bob: Phedra D. Córdoba, fundamental

Phedra D. Córdoba, aos 76 anos: energia e carisma de uma eterna menina - Foto: Bob Sousa

Saiba mais sobre Phedra D. Córdoba!

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