Posts com a tag "satyros"

 

satyros andre stefano3 Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Os atores Ivam Cabral, Robson Catalunha e Julia Bobrow em cena no Satyros - Foto: André Stefano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo paulistano Os Satyros anuncia que vai fazer uma verdadeira maratona teatral neste Domingo de Páscoa (20).

satyros andre stefano22 Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Samira Lochter e José Sampaio - Foto: André Stefano

Os artistas vão apresentar, uma atrás da outra, as sete peças da série E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, do diretor Rodolfo García Vázquez. Cada peça tem um enredo independente.

Entre os autores estão nomes como Dráuzio Varella e Rosana Hermann.

Satyros faz peça com sexo ciborgue e diretor diz: "Não temos medo de polêmica"

As sessões começam às 14h e vão até o fim do dia. A trupe afirma que manterá as sete peças aos domingos até o dia 11 de maio.

A primeira é Não Permanecerás, às 14h. Depois, às 15h30, vem Não Morrerás, com Phedra D. Córdoba. Às 17h é a vez de Não Vencerás.

Já às 18h30 é a sessão de Não Salvarás. A noite ainda reserva Não Saberás, às 20h, Não Amarás, às 21h30, e Não Fornicarás, às 23h.

Phedra D. Córdoba canta Beatles e causa furor

As peças acontecem no espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, tel. 0/x/11 3258-6345).

O ingresso para cada obra custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

satyros andre stefano Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Público faz fila na Roosevelt para ver maratona E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias - Foto: André Stefano

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PHEDRA ANDRE STEFANO Crítica: Satyros inverte lógica e Phedra D. Córdoba vive intensamente e canta Beatles em Não Morrerás

A diva cubana Phedra D. Córdoba canta Something, dos Beatles, em Não Morrerás, da Cia. Os Satyros: "I don't want to leave her now You know I believe and how" - Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Phedra D. Córdoba é um mar de signos. E o diretor Rodolfo García Vázquez parece saber disso muito bem ao colocá-la no centro do espetáculo Não Morrerás, do grupo Os Satyros, que tem texto do médico Drauzio Varella.

A obra faz parte da série E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, com sete distintas montagens. Esta aborda a finitude da vida e também as diversas formas de corpos atuais, incluindo aí aqueles construídos, seja em mesas de cirurgias ou por meios digitalizados.

 Leia mais sobre Phedra D. Córdoba!

A diva cubana Phedra D. Córdoba surge em cena com sua presença evidente de sempre. Faz um número musical, ao vivo, Something, dos Beatles, que começa com os versos "Alguma coisa no jeito que ela se move me atrai como nenhum outro amor". Uma verdadeira ode ao carisma de Phedra.

Os atores Bruno Gael, Fabio Ock, Fábio Penna, Tiago Leal e Henrique Mello são como pajens, rodeando as duas figuras centrais da obra.

BONECA ANDRE STEFANO POSTER Crítica: Satyros inverte lógica e Phedra D. Córdoba vive intensamente e canta Beatles em Não Morrerás

Rodeada pelos atores Henrique Mello e Bruno Gael, a atriz Katia Calsavara se transforma em uma boneca quase perfeita, não fosse a falta de vida, na peça Não Morrerás, do grupo Os Satyros - Foto: André Stéfano

Porque, em contraponto a Phedra, está a personagem de Katia Calsavara, uma boneca ciborgue cujo rosto coberto pela tela de um tablet vai sendo modificado ad infinitum, tal qual os obcecados por plásticas dos tempos atuais. Uma direta e poética crítica à ditadura da beleza.

E o público logo percebe que a personagem de Katia, que a constrói de forma sensível, é desprovida de vida, mesmo diante de toda beleza pré-fabricada. A seu lado, ali, no auge dos seus 75 anos, com sua beleza concreta e histórica, Phedra está muito mais viva e plena do que aquela boneca, praticamente morta em sua beleza inventada.

É por inverter a lógica óbvia que Não Morrerás se destaca. E, claro, por colocar Phedra no lugar em que merece estar: o de diva maior da praça Roosevelt, reinando sobre o palco mais inquieto do teatro alternativo paulistano.

Não Morrerás
Avaliação: Muito bom
Quando: Domingo, 15h30. 50 min. Até 28/9/2014
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros inverte lógica e Phedra D. Córdoba vive intensamente e canta Beatles em Não Morrerás

 Leia mais sobre Phedra D. Córdoba!

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Aventureiros Tatá Aeroplano Luiz  Gayotto e Gero Camilo fotos de Giovanna Cóppola Mônica Bento e Celina Germer Satyros reúne artistas na praça Roosevelt em Vigília pela Liberdade nos 50 anos do golpe militar

Aventureiros estão na programação da Vigília pela Liberdade: Tatá Aeroplano, Luiz Gayotto e Gero Camilo - Fotos: Giovanna Cóppola, Mônica Bento e Celina Germer

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo paulistano Os Satyros não poderia ficar de fora das ações que lembram os 50 anos do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil em 1964. Tanto que a turma aceitou o convite de Asdrúbal Serrano em fazer uma Vigília pela Liberdade. O objetivo é “relembrar a história do ponto de vista das artes e da cultura através de uma releitura feita por artistas contemporâneos das manifestações culturais em evidência na época do golpe”. E tem espaço para todas áreas artísticas. Além do teatro, haverá também ações de música, de literatura e de cinema. Tudo com entrada gratuita na praça Roosevelt, reduto do teatro alternativo paulistano, entre os dias 30 de março e 1º de abril.

Veja, abaixo, a programação completa:

LITERATURA
Quando: 30 de março (domingo)
Onde: SATYROS III

NO TEMPO DA LITERATURA
Um evento literário, com curadoria e apresentação de Marcelino Freire, para celebrar a democracia, às vésperas dos 50 anos do golpe militar, e também para homenagear o escritor paulistano Marcelo Rubens Paiva.
18h: Marcelino Freire (contista e autor do romance “Nossos Ossos”) convida as escritoras Ivana Arruda Leite (autora de “Falo de Mulher”) e Paula Bajer Fernandes para, juntos, conversarem sobre ditadura e literatura com Beatriz Bracher, autora, entre várias obras, do romance “Não Falei”, livro que conta as memórias de um professor, militante da educação, que participou da luta armada nos anos 60 e 70.
19h30: Marcelino Freire convida os escritores, e militantes literários, Binho (poeta criador do Sarau do Binho) e Wilson Freire para, juntos, conversarem sobre realidade e ficção com Marcelo Rubens Paiva, numa mesa que também será uma homenagem ao autor, entre outros, do livro “Feliz Ano Velho”, ele que é reconhecido por sua obra e por sua incansável luta (ao lado da mãe) para esclarecer o desaparecimento do pai, o ex-deputado federal socialista Rubens Paiva.

ESPECIAL: Na ocasião, serão lançados: o livro “A Única Voz”, do pernambucano Wilson Freire, com ilustrações de Germano Rabelo, publicado pela Editora Mariposa Cartonera e que tem como pano de fundo a ditadura militar brasileira; e o jornal “50 Anos Daquele 64”, organizado por Regina Junqueira Agnelli e com textos inéditos, feitos exclusivamente para o evento e assinados pelas integrantes do coletivo paulistano Martelinho de Ouro, do qual participa a escritora convidada Paula Bajer Fernandes (autora do romance “Viagem Sentimental ao Japão”).

MÚSICA

Show Aventureiros – O trio formado por Gero Camilo, Tatá Aeroplano e Luiz Gayotto, acompanhados de uma banda especialíssima, comanda um show em 4 partes, com a presença dos convidados Rubi, Tata Fernandes e Paula Cohen, revisitando os principais gêneros musicais da década de 1960: Tropicália, Jovem Guarda, Bossa Nova e MPB. Duração: 2 horas. Quando: 30 de março, domingo. Local e horário a definir.


CINEMA

luz nas trevas1 Satyros reúne artistas na praça Roosevelt em Vigília pela Liberdade nos 50 anos do golpe militar

Luz nas Trevas: filme com Ney Matogrosso será exibido na Vigília pela Liberdade - Foto: Divulgação

Exibição do filme “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla e de sua continuação, “Luz nas Trevas”, filme atual sobre a ditadura com apresentação da atriz Djin Sganzerla. A exibição dos filmes será seguida de um debate promovido por Helena Ignez. Quando: 01 de abril, terça-feira. Local e horário a definir.

TEATRO

DRAMAMIX

Quando: 31 de março (segunda-feira)

Onde: Teatro de Arena (horários a definir)

Encenação de 3 textos curtos escritos por autores convidados relevantes na cena contemporânea brasileira que tem como mote a Ditadura no Brasil. Os 3 autores confirmados são Lauro César Muniz, Marcelo Rubens Paiva e Sergio Rovery.

Os grupos convidados que realizarão a leitura encenada dos textos são: “Núcleo Bartolomeu de Depoimentos” com direção de Claudia Schapira, “Os Fofos Encenam”, com direção de Fernando Neves e “Pessoal do Faroeste”, com direção de Paulo Faria.
CENAS CONTEMPORÂNEAS

Os grupos Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, sob a direção de José Celso Corrêa e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, sob a direção de Claudia Schapira, apresentarão durante a Vigília cenas de peças contemporâneas que abordam o período da ditadura.

Walmor e Cacilda 64 - O Robogolpe - “Foi decretado estado de sítio. Suspensão dos direitos políticos. Cassação! O Teatro está como ponto de mira. Gorilas e entreguistas encenam essa Produção”. A violência da censura foi imediatamente dirigida à arte: invasão a teatros, prisões de artistas, malas de objetos, perucas e figurinos de teatro sendo enterrados e amurados para escapar da repressão. Dentre as inúmeras perseguições dirigidas a artistas e a militantes, Cleyde Yáconis se torna alvo e é presa pelo DOPS. Cacilda Becker entra em cena convocando os meninos do Oficina e do Teatro de Arena, fazendo do DOPS palco da ação revolução teatral, ao mesmo tempo que as ruas eram feitas palco do teatro do mundo.

A violência da repressão dirigida aos artistas é combatida com beleza: artistas de teatro tomam a delegacia vestidos com máscaras de carnaval e paletós, carregando consigo a força cômica do teatro, transformando a maldade em teatralidade. Cacilda, diante do delegado do DOPS, toma frente do partido do teatro, da política do teatro, que é a provocação, agitação transformadora, força da qual ela mesma é prova viva em carne.Tendo vivido Antígone no palco, Cacilda afirma: “O humano que experimenta uma vez na vida Antígone, esquece o clone- não mais baixa a cabeça, nem reza ou curva a coluna para um César”. Direção: José Celso Martinez Corrêa. Elenco: Artistas da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Onde: Teatro Oficina. Quando: 01 de abril, terça-feira às 20h. Duração: 90 minutos.


Hiphopera Brasileira: trechos musicais de Orfeu mestiço! - 
A partir do espetáculo “Orfeu Mestiço – Uma Hiphopera Brasileira”, a Cia Teatral Núcleo Bartolomeu de Depoimentos faz um painel histórico-musical da época da ditadura e de algumas situações que repercutiram durante esse período. Especificamente situam a ação na cena que retrata os festivais de música, utilizando esse instante para emoldurar músicas e alguns textos criando um painel fragmentado da ditadura e da obra como um todo. Texto e Direção: Claudia Schapira. Direção Musical: Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva. Direção de Movimento e Coreografias: Luaa Gabanini. Atores-MCs (elenco): Cristiano Meirelles, Daniela Evelise, Eugênio Lima, Luaa Gabanini, Ricardo Leite e Roberta Estrela D’Alva. Músicos-Ogãs e Dançarinos: Cássio Martins e Giovane Di Ganzá, Alan Gonçalves, Daniel Laino, Antônio Malavoglia, Bruna Braga, Bruna Maria e Lígia Nicácio. Onde: SP Escola de Teatro. Duração: 40 minutos. Classificação: 12 anos. Quando: 30 de março, domingo às 17h.


50 ANOS EM 5 ATOS INSTITUCIONAIS – Farsa Cinquentenária

Onde: Satyros II

O projeto, com direção geral de Asdrúbal Serrano, percorre por meio de cinco peças teatrais denominadas “Atos Institucionais”, cinquenta anos do golpe militar a partir de peças tragicômicas desenvolvidas ao longo dos últimos anos pelo Nupeac – Núcleo de Pesquisa e Ação em Arte Comunitária. Na montagem as pesquisas transcorreram quatro eixos estruturantes: o Teatro Dialético (de Bertolt Brecht), o Teatro do Oprimido (de Augusto Boal), o Teatro Pobre (de Jerzy Grotowski) e o Teatro Popular (de Idibal Pivetta do Teatro Popular União e Olho Vivo).

Ato Institucional Nº 1 - A Cidade Morena da Vaquinha Mococa – Comédia em um ato. A peça percorre cinquenta anos do golpe militar a partir da cidade de Caconde. O espetáculo mostra as peculiaridades de seus personagens ao longo de décadas e traça um perfil social e político que percorre desde a ditadura militar (que elegeu provisoriamente o “cacondense” Ranieri Mazzilli) à contemporaneidade (com a omissão dos seus representantes políticos). Texto e Direção de Asdrúbal Serrano. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Classificação 14 anos. Duração 60 minutos. Quando: 31 de Março, segunda-feira às 21h.

Ato Institucional Nº 2 - Etty Fraser é Mulher? – Comédia em oito quadros. As desventuras de uma trupe de artistas populares contrários ao golpe militar que ocupa um teatro abandonado e, naquele local, discutem uma revolução das ideias políticas, sociais e ideológicas na valorização da liberdade. Texto: Asdrúbal Serrano. Direção: Elenir Rodrigues. Com a Cia Mambembe. Classificação Livre. Duração 60 minutos. Quando: 31 de março, segunda-feira às 19h.

Ato Institucional Nº 3 - Tapa na Cara - Sessão de Teatro do Oprimido. A partir de recortes de jornal das décadas de 1960 e 1970, a peça refaz os caminhos tomados pelos chefes da repressão militar contra os movimentos sociais e os estudantes. Coordenação: Asdrúbal Serrano. Com a Cia Mambembe e Teatro Popular Cara e Coragem. Quando: 30 de março, domingo às 18h. Espetáculo seguido de homenagem a Etty Fraser, Idibal Pivetta, José Celso Martinez Corrêa, Antônio Abujamra e Lauro César Muniz.

Ato Institucional Nº 4 - Quase Pagu - Leitura Dramática com Eduardo Suplicy e Soninha Francine. Tragicomédia em três atos. Um jovem ator de Teatro Popular, enquanto se prepara para a montagem de uma peça sobre a Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, é perseguido por uma militar que o acusa de ser um subversivo e perigoso terrorista. Texto e Direção: Asdrúbal Serrano.  Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Classificação 14 anos. Duração 90 minutos. Quando: 30 de março, domingo às 16h.

Ato Institucional Nº 5 - Meninos de Brodowski - Peça em dois atos. Revoltados com a tortura, dois internos da FEBEM de Batatais expropriam o rascunho original de “A Criança Morta” de Cândido Portinari e entregam para uma militante de esquerda. Texto e Direção: Asdrúbal Serrano. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Duração 60 minutos. Classificação 14 anos. Quando: 30 de março, domingo às 14h.

ESPECIAL

O grupo Parlapatões confirmou presença no evento com uma apresentação no dia 01/04.

O evento tem apoio da Funarte e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

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Foto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

gustavo ferreira foto bob sousa O Retrato do Bob: Gustavo Ferreira, máquina teatral
Gustavo Ferreira não para. É uma espécie de coração da máquina teatral do grupo Os Satyros. Assume produção e palco ao mesmo tempo, ciente de tudo. Quando a primavera chega, ele tem sua missão maior: coordenar um dos maiores festivais teatrais do País, as Satyrianas, que reúne milhares de pessoas e artistas sedentos de palco na praça Roosevelt e seus arredores, em São Paulo. O evento, que já até virou filme, rendeu a ele e à turma de Os Satyros o último Prêmio Shell de Teatro, na categoria inovação. No palco, emocionado, ao lado dos companheiros, Gustavo leu discurso escrito por Ivam Cabral. Compartilhou o troféu com todos que fizeram a história do festival. Porque Gustavo gosta mesmo é de andar junto. Afinal de contas, ele é da turma.

Visite o site de Bob Sousa

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rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto1 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez, na mesa de luz do Espaço dos Satyros Um: aposta no teatro expandido - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de EDUARDO ENOMOTO

O R7 chega ao escritório do grupo teatral Os Satyros, em cima de seu teatro, na praça Roosevelt, centro de São Paulo, e encontra o diretor Rodolfo García Vázquez em reunião com sua equipe. O relógio já passou das 14h e ele ainda não almoçou.

Assim que nos vê, aproveita a chegada da reportagem como desculpa para propor uma pausa para o almoço. Como o fotógrafo Eduardo Enomoto e eu já havíamos almoçado, aceitamos o convite para acompanha-lo em qualquer lugar onde se encontre comida nos arredores da praça que virou sinônimo da trupe de Rodolfo e Ivam Cabral, fundada há 25 anos.

Enquanto dá as últimas orientações, Rodolfo conta que mal teve tempo de comemorar seu aniversário, na terça-feira (4), tamanha a correria para a estreia do projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, neste sábado (8), quando haverá uma maratona com as sete peças em sequência, cada uma representando um dos "sete mandamentos do mundo ciborgue", criados pelo grupo. Depois, cada uma vai ocupar um dia da semana no Satyros com entrada gratuita. Cada espetáculo tem um tema diferente e dramaturgia escrita por nome tarimbado de nossa sociedade. Um deles terá até "sexo ciborgue".

Assim que chega na calçada, Rodolfo se encontra com outro diretor, Alexandre Reinecke, que conta que também está ensaiando uma peça no teatro vizinho Parlapatões e dá um abraço de boa sorte no diretor dos Satyros.

Debaixo de chuva, chegamos a um restaurante na esquina da rua da Consolação com Nestor Pestana. Rodolfo pede bife à parmegiana com fritas e legumes salteados. A Entrevista de Quinta do Atores & Bastidores do R7 começa.

Leia com toda a calma do mundo.

jose sampaio evandro carvalho suzana muniz samira lochter marcelo maffei rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto3 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Tarde nos Satyros, com a maquete iluminada por pedaladas na bicicleta: (a partir da esq.) José Sampaio, Evandro Carvalho, Suzana Muniz, Samira Lochter, Marcelo Maffei e Rodolfo García Vázquez - Foto: Eduardo Enomoto

Miguel Arcanjo Prado – Como foi ganhar o Fomento [verba municipal de incentivo ao teatro; o Satyros obteve R$ 729 mil] para fazer este projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias?
Rodolfo García Vázquez –
Ficamos felizes. Até porque ficamos quatro anos sem ganhar. A última vez foi em Cabaret Stravaganza. E ainda mais por ganhar nestes nossos 25 anos.

Como o projeto surgiu?
Em 2009, começamos a pesquisar o que resultou a peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que virou filme que será lançado neste ano. Aí começamos com a pesquisa do Teatro Expandido. Percebemos que a humanidade está vivendo um outro momento. Nós não somos só os nossos corpos.

E somos o quê?
Nós somos o corpo mais as extensões tecnológicas dele. Não se pode viver mais na sociedade sem próteses cibernéticas. Acho que se a humanidade existe hoje assim, o teatro não pode passar ileso a isso. Na época do Hipóteses, a gente trabalhou com telefonia, ligava para o público, abria a internet em cena. É uma coisa que já vínhamos desenvolvendo. Cheguei a escrever um artigo sobre isso no primeiro número da revista A[L]BERTO, que é publicada pela SP Escola de Teatro [Rodolfo faz parte do time de formadores da instituição].

Para quem o Teatro Expandido quer falar?
Para a humanidade expandida. Em Cabaret Stravaganza a gente falava de cirurgia plástica, de internet, de medicamentos que as pessoas tomam e que criam novas personalidades para as pessoas. Tudo isso tem impacto e cria uma nova forma de ser humano. A noção de identidade não é só mais física, é também digital.

rodolfo garcia vazquez pablo benitez robo fabio ock bruno gael satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto21 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

A partir do alto, em sentido horário: Rodolfo García Vázquez se encontra com o colega Alexandre Reinecke na praça Roosevelt; o artista plástico uruguaio Pablo Benítez Tiscornia prepara os robôs; robô em cena no palco; e Fábio Ock e Bruno Gael terminam os vídeos do projeto - Fotos: Eduardo Enomoto

E quem compõe seu elenco?
Eu prefiro não chamar de elenco. Prefiro chamar de grupo de artistas. Temos umas 30 pessoas na equipe. São atores ciborgues falando para espectadores ciborgues. Os atores entram com celular em cena. Ele é uma prótese do ator.

Então, você não entrou na campanha contra o celular no teatro?
Eu não! Eu penso exatamente o contrário. O mundo está em outro momento. Não posso falar: “não ligue o telefone” para meu público. Eu tenho é de fazer um espetáculo tão bom que a pessoa não queira ligar o telefone!

jose sampaio eduardo enomoto satyros 5 320141 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

A energia dos Satyros: ator José Sampaio pedala para iluminar cidade-maquete - Foto: Eduardo Enomoto

Como são os sete espetáculos?
No sábado agora, vamos fazer todos em sequência, para a estreia, e depois, no primeiro mês, vamos fazer um por cada dia da semana, com entrada gratuita. São peças curtas, entre 45 e 60 minutos. Cada espetáculo partiu de um binômio da questão ciborgue e teve um texto de um provocador convidado.

Como assim?
Por exemplo, o primeiro, Não Amarás, partiu do binômio "amor e solidão". Os atores fizeram investigações a partir disso e o chamamos o psicanalista Contardo Calligaris para ser o provocador e escrever um texto. O segundo é Não Fornicarás, que aborda o sexo corporal e sexo digital, e teve texto da Rosana Hermann [colunista do R7]. O terceiro é Não Permanecerás, que aborda a relação espaço e tempo, com texto do jornalista Pedro Burgos. A quarta é Não Saberás, que fala de ciência e natureza, com texto do engenheiro genético Marcos Piani, que trabalhou no departamento de Defesa dos EUA. A quinta é Não Salvarás, que aborda fé e ateísmo e tem texto do escritor Xico Sá. A sexta é Não Morrerás, que aborda corpo e morte, com texto do médico Drauzio Varella. E, por último, a sétima é Não Vencerás, que fala de poder e individualidade, com texto da dramaturga Maricy Salomão.

Como você reuniu este time?
A gente já conhecia a maioria deles. Queríamos que escrevessem algo para eles mesmos. Lançamos um desafio e eles responderam.

rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto3 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez no escritório dos Satyros em meio à cenografia de E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias - Foto: Eduardo Enomoto

E vai ter mais peça nestes 25 anos dos Satyros?
Sim, estamos ensaiando um texto do seu colega [o jornalista] Sérgio Roveri, que se chama O que Vem com a Maré, que terá três versões assinadas cada um por um diretor, um deles sou eu e os outros ainda estamos definindo. Vamos estrear em abril. E ainda vamos ter um infantil.

Agora vamos para a parte polêmica. Que história é essa de “peça do Satyros terá sexo explícito”?
O que é sexo explícito neste novo mundo? Se você ligar para uma mulher num telefone de bate-papo e fizer sexo com ela, ela ter um orgasmo, isso é sexo explícito?

Eduardo Enomoto [fotógrafo do R7] – Eu acho que não.

Rodolfo García Vázquez – Por quê?

Eduardo Enomoto – Porque acho que sexo tem de ter contato, pegação. Senão é sexo virtual, ninguém enconstou em ninguém.

Rodolfo García Vázquez – É isso que estamos questionando. Estamos falando de sexo expandido.

Miguel Arcanjo Prado – Deixa eu ser mais claro, então: vai ter sexo físico, com penetração?
Rodolfo García Vázquez – Eu te devolvo a pergunta: qual é o nome do projeto? E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias. Não é E Se Fez a Humanidade Física em Sete Dias. Então, vai ter sexo ciborgue. Será a primeira peça de sexo explícito cibernético do teatro brasileiro.

Houve muito burburinho quando se falou no tal “sexo explícito” na peça de vocês... Teve gente que já saiu condenando...
A gente já passou dessa fase de se assustar com sexo. Gente, o povo não viu nossa Trilogia Libertina? [peças dos Satyros com versões para os textos de Marquês de Sade que marcaram a trajetória do grupo]. Já fizemos isso de sexo há muito tempo. Falar sem ver é fácil. É preciso ver o contexto. As pessoas estão muito caretas. Quando estávamos começando em 1990 fizemos A Filosofia na Alcova. Uma amiga me falou: “duvido que você tenha coragem de montar isso”. Mas isso já tem 25 anos! Como as pessoas ainda se preocupam tanto com isso? Naquela época a gente tinha 20 e poucos anos e queria barbarizar mesmo. Hoje, eu não estou mais nessa fase, é o que eu posso te dizer.

Acha que há muita censura até mesmo dentro da classe artística?
Olha, eu vou defender sempre a liberdade de expressão. Porque a direita está se organizando muito e ocupando lugares que a esquerda deixou livre para a direita ocupar. E estou com medo deste mundo de hoje.

rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto4 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez brinca com a boneca que integra a cenografia de sua obra - Foto: Eduardo Enomoto

Acha que as pessoas ainda não perceberam a força do mundo digital?
Eu sinto que as pessoas ainda não se deram conta do impacto brutal da ciência e da tecnologia em nossas vidas. Hoje você pode se confessar para o Papa pelo Twitter. A gente faz cenário com um aplicativo. Vou te mostrar [pega o celular e coloca um aplicativo que mostra o universo, com estrelas, planetas e constelações]. Olha isso, Miguel, se eu apontar para lá [virando-se para o balcão], ele me mostra que se eu for em linha reta eu chego em Júpiter. Isso é uma bússola astronômica.

O Galileu Galilei [astrônomo italiano, 1564-1642] iria cair para trás!
É isso que estou falando. Hoje qualquer um tem uma bússola astronômica! Você acha que tendo uma ferramenta como essa nas mãos eu vou me preocupar com pênis e vagina?

E como os atores reagiram à polêmica?
Eles ficaram com medo, é claro. Ficaram assustados. Porque teve gente de distorceu tudo. Olha, a gente já passou por muita polêmica na vida. E eu te digo uma coisa: Aqui nos Satyros nós não temos medo de polêmica!

Então me conta uma cena que você ainda não revelou para ninguém.
Está bom. Vou te contar. Tem dois atores vestidos de zebra. E eles simulam sexo. Aí, a gente transmite em tempo real para um site de encontros sexuais. E coloca essas pessoas que estão vendo no mundo todo ao vivo. Tem gente que gosta de ver duas pessoas vestidas de zebra transando. E até se masturba.

daniela machado carina moutinho suzana muniz rodolfo garcia vazquez vinicius alves satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Trabalho nos bastidores dos Satyros: (a partir da esquerda) Daniela Machado, Carina Moutinho, Suzana Muniz, Rodolfo García Vázquez e Vinicius Alves - Foto: Eduardo Enomoto

É um novo teatro que você está propondo?
O teatro do jeito que as pessoas estão pensando vai morrer. Eu não quero mais falar da tradição. Daqui a 30 anos ninguém vai ser capaz de acompanhar a evolução dentro de sua própria área de atuação. A ciência e a tecnologia vão explodir o conhecimento humano. E eu não consigo pensar em uma arte que não esteja conectada umbilicalmente com seu tempo. Tem gente que fala que a gente é futurista. Estão errados. Gente, 2001 – Uma Odisseia no Espaço [filme de 1968 do cineasta Stanley Kubrick] já passou. Isso era futurismo. Estamos em 2014, no século 21.

Vi que você acaba de passar para o mestrado em artes cênicas da USP. Está gostando de voltar a estudar lá?
Eu fiz ciências sociais na USP, acabei não concluindo e fui fazer administração na Fundação Getúlio Vargas. Mas depois voltei nas sociais para fazer mestrado. Agora, ir para a ECA é um privilégio poder voltar a uma instituição tão desafiadora. Espero aprender muito.

ivam cabral rodolfo garcia vazquez 1989 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

O começo de uma história chamada Satyros há 25 anos: Ivam Cabral (de barba) e Rodolfo García Vázquez em uma mesa de bar no largo do Arouche, centro de São Paulo, em foto de 1989 - Foto: Arquivo pessoal

Outro dia o Ivam Cabral [cofundador do Satyros com Rodolfo] colocou na internet uma foto de vocês dois em 1989 no largo do Arouche. O que mudou daquele menino para este Rodolfo que está na minha frente?
Eu acho que aprendi a confiar mais em mim. Eu era muito ambicioso, o Ivam também, A gente ficava pensando em fazer algo importante. A gente era mesmo muito louco. Acho que com o tempo deixamos de dar ouvido a coisas que nos magoavam muito. Acho que estou mais feliz comigo agora.

E do que você morre de saudade naquele menino sonhador que você foi um dia?
O que eu sinto falta daquele período é ter um horizonte grande à frente. Naquela época eu tinha uma página em branco. Hoje a página já está metade escrita. Eu sinto saudade dessa página em branco!

rodolfo garcia vazquez satyros 5 3 2014 foto eduardo enomoto6 Entrevista de Quinta   Satyros fazem peça com sexo ciborgue e diretor Rodolfo García Vázquez declara: “Nós não temos medo de polêmica”

Rodolfo García Vázquez em sua mesa de trabalho: "Sinto falta da página em branco" - Foto: Eduardo Enomoto

E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias
Quando: Sábado (8), maratona com todas as peças a partir das 16h até 1h; depois, uma peça a cada dia da semana, sempre às 19h. Até 28/9/2014.
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: grátis até 8/4/2014. Depois, R$ 20 cada peça.
Classificação etária: 16 anos

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tiago leal eduardo enomoto 1 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Gaúcho da fronteira, Tiago Leal chamou a atenção dos internautas do R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Tiago Leal é gaúcho de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai. Foi criado em fazenda, longe de gente e bem mais perto da natureza. Talvez, por isso, seja ainda tímido diante de uma equipe de reportagem. Ele foi eleito Muso do Teatro R7, por conta de sua atuação no espetáculo Adormecidos, do grupo Os Satyros, em São Paulo — a obra volta ao cartaz em janeiro de 2014.

Caçula e único homem dos três filhos do fiscal rural Alberto Leal e sua esposa, Vania, ele confessa: “Sempre tive fobia de gente”. Quando era menino e chegava visita em casa, se escondia. Aos 17 anos, quando era hora de partir da cidade pequena em busca de estudo universitário, que não havia por lá, resolveu repetir o terceiro ano do ensino médio para adiar a decisão. “Gostava de ir de bicicleta para a escola. Sempre fui bicho do mato”.

Costumava brincar no teatro abandonado da sua cidade, sem saber que um dia faria do palco sua profissão.

tiago leal eduardo enomoto 2 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Tiago Leal estudou teatro em Porto Alegre e também no CPT de Antunes Filho - Foto: Eduardo Enomoto

Aos 18, não teve jeito, foi estudar direito em Porto Alegre, para alegria de sua mãe. Do lado do apartamento onde se instalou, no boêmio bairro do Bonfim, havia o Teatro Escola de Porto Alegre. Resolveu dividir seu tempo entre o estágio no Tribunal de Justiça e o palco vizinho.

Logo se enturmou e foi chamado para fazer a peça A Guerra dos Ratos, com direção de Zé Adão Barbosa, com Cia. das Índias. “Foi lá também que a Cléo De Páris começou”, revela, sobre sua hoje companheira na Cia. Os Satyros.

Neste tempo, “dormia seis horas por dia e trabalhava que nem um cavalo”. Mas fazia o que queria. “Meu diretor falava que quem nasceu para fazer teatro tinha uma maldição [risos]”.

Formou-se advogado, mas nem foi buscar o diploma. Enveredou-se de vez pelos palcos. “Fui emendando uma peça atrás da outra”, lembra. Foi dirigido por Marco Fronchetti, até que Júlio Conte lhe chamou para fazer a remontagem da peça Bailei na Curva, que tinha também no elenco o hoje consagrado ator de cinema Júlio Andrade. Viveu o sucesso.

tiago leal eduardo enomoto 31 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Tiago Leal é integrante há oito anos do grupo teatral Os Satyros - Foto: Eduardo Enomoto

“Aproveitei para juntar um dinheiro e vir para São Paulo tentar pela segunda vez o CPT [Centro de Pesquisa Teatral] de Antunes Filho”. Dessa vez, o grande diretor lhe aprovou. “Mudei com a cara, a coragem e a grana do espetáculo”, recorda.

Sobre como foi sair da posição confortável de ator de uma peça de sucesso em Porto Alegre para o posto de jovem pupilo de Antunes na capital paulista, ele opina: “Sempre fui de um lugar muito pequeno, então, não tinha nada a perder”. Ficou dois anos no CPT, até que o dinheiro acabou e ele precisou sobreviver na metrópole.

“Dividia um quarto com quatro pessoas e precisava pegar água no Sesc para beber”, lembra, sobre a fase difícil. Surgiu a possibilidade de atuar no infantil É o Bicho, dirigido por Rosi Campos. “Passei como substituto do Kayky Brito. Então, o público ia vê-lo e dava de cara comigo [risos]”. Ele recorda que foi divertido fazer o teste. “De repente, estavam todos os ‘atores sérios’ do Antunes vestidos de mosquito da dengue, de urso, de criança na audição, porque todo mundo precisava sobreviver. Lembro-me que rimos muito daquela situação”.

E aí o grupo Os Satyros surgiu em sua vida. Está há oito anos na trupe fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. “Fiz muitas coisas com eles, como a peça Hipóteses para o Amor e a Verdade, que virou filme depois”.

tiago leal eduardo enomoto 41 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

Bem-humorado, o ator Tiago Leal ainda se lembra dos tempos difíceis de quando chegou em São Paulo: "Já dividi muito sofá e animei muita criança no Sesc Itaquera" - Foto: Eduardo Enomoto

Hoje, mora sozinho em uma região nobre do centro paulistano, o que considera uma conquista. “Já dividi muito sofá velho e animei muitas crianças no Sesc Itaquera [risos]”. Com campanhas publicitárias aliadas ao posto fixo no grupo teatral, conseguiu se estabilizar. Mas sabe que tudo sempre é imprevisível nesta profissão. “Eu gosto muito de interior. Gosto de assistir ao Globo Rural de domingo. Quem sabe um dia eu não vá criar galinhas em um sítio?”, especula.

Está se preparando para uma maratona de peças com os Satyros em 2014, ano em que o grupo vai celebrar seus 25 anos. “Estou ensaiando muito e também dou aulas na oficina de atores do grupo”.

Aos 39 anos, diz que os amigos brincam, dizendo que ele é uma senhora inglesa muito fina e um maloqueiro aprisionados juntos em um corpo de playboy. Sobre o corpo sarado e os braços fortes que chamam a atenção e fizeram dele Muso do Teatro R7, desconversa. “Estão me zoando com essa história de ser muso. Até parei de nadar, porque acho que estou muito grande”. A quem interessar possa, ele nada todos os dias às 7 da manhã na piscina do estádio do Pacaembu.

Acanhado, diz que não entende por que desperta o interesse dos outros. “Acho a minha vida tão sem graça. Sempre achei a vida do outro mais interessante. Acho que por isso virei ator”.

tiago leal eduardo enomoto 5 Tiago Leal, o menino tímido do interior gaúcho que virou ator e conquistou a metrópole paulista

“Acho a minha vida tão sem graça. Sempre achei a vida do outro mais interessante. Acho que por isso eu virei ator”, diz o ator Tiago Leal, que sonha em um dia poder voltar para o interior - Foto: Eduardo Enomoto

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cleo de paris bob sousa Domingou   A nossa Cléo De Páris

A nossa atriz Cléo De Páris: ela é de quem sabe ver - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Cléo De Páris é nossa. É atriz. É gente. É do teatro. É a musa indiscutível da praça Roosevelt. Lugar onde pode simplesmente ser.

Cléo De Páris é a moça bonita, de olhos azuis profundos em vez dos pretinhos básicos, por quem todos nos apaixonamos naquela noite triste em que resolvemos ver aquela peça do submundo. Aquela peça cheia de gente cheia de sonhos na cidade cinza e cruel. Gente que tentava apenas sobreviver com um suspiro de arte. Como os olhos de Cléo.

Cléo De Páris não precisa de indicações a prêmios. Nem de menções honrosas. Porque é maior do que tudo isso. Quem a viu cantando Evidências, em Édipo na Praça, de seu grupo Satyros, desafinada e artisticamente poética, com uma latinha de Skol na mão, em meio a uma luz vermelha no centro da praça, sabe. Talvez, a cena mais linda do teatro de todo o ano.

Cléo De Páris não precisa do reconhecimento mundano. Porque a gente não duvida jamais da artista que ela é, com todas as delícias e tormentas que isso carrega. Ela se entregou à arte sem culpa, porque sabia que sua sina era esta.

Cléo De Páris também é mulher. Sofre, se apaixona, beija, sonha; se expõe, se entrega. "Quem nunca?" E todos nós a vemos, a embalamos, a conquistamos, a cuidamos. Cada qual do nosso jeito, da nossa forma.

Porque Cléo De Páris é nossa, de quem tem olhos para ver.

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e gosta de ver Cléo no palco e na vida. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

Leia mais sobre Cléo De Páris

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ediponapraca phedra d cordoba cleo de paris foto bob sousa Crítica: Grupo Os Satyros transforma deficiência em estética em seu espetáculo Édipo na Praça

A diva e a musa: as atrizes Phedra D. Córdoba (à esq.) e Cléo De Páris (à dir.), em Édipo na Praça - Fotos: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O diretor Rodolfo García Vázquez é astuto na arte de criar imagens impactantes e construir uma encenação interessante mesmo com poucos recursos.

Édipo na Praça, espetáculo no qual o grupo Os Satyros se encontra com o clássico da mitologia grega e termina temporada nesta Satyrianas, é um exemplo dessa característica do diretor e, por conseguinte, de sua trupe.

A peça tem a presença de um coro ao vivo, o Coral da Cidade de São Paulo regido pelo maestro Luciano Camargo, um diferencial que envolve o espectador, sobretudo na primeira parte, que se passa dentro do teatro – a segunda parte é feita na praça Roosevelt. A cena com o barulho advindo das taças com água é realmente impactante.

O roteiro obedece ao clássico, com pitadas fartas do contemporâneo como tempero. Édipo é o rei amaldiçoado, que matará sem saber o seu pai e se casará com sua mãe.

Maldito

Phedra D. Córdoba, a diva cubana dos Satyros, faz o profeta Tirésias, em uma aparição soturna e com o recurso tecnológico de sua boca em uma tela de celular. A cara dos Satyros.

Édipo é vivido por José Sampaio – antes, o papel era do ator português Óscar Silva, que dava, com seu sotaque carregado, outra tinta ao personagem, explicitando um pouco mais a confusão na qual está metido, com um ar próximo da esquizofrenia. Já Sampaio praticamente se concentra apenas em dizer o texto. Falta impacto a seu protagonista.

Cléo De Páris é Jocasta, a rainha que se casará com o filho sem saber; esta mistura sua figura de musa da praça Roosevelt à da matriarca. É dela uma das melhores cenas da peça, na qual a atriz canta Evidências, da dupla sertaneja Chitaozinho e Xororó, envolta em fumaça rosa e trancafiada em um grande aquário no centro da praça. Tal imagem, com Cléo ali, cantando desafinada e segurando uma latinha de cerveja, humaniza sua personagem, a faz crível e mais próxima dos espectadores. É uma cena tocante pela crueza poética de sua verdade.

Próximo à realidade

E é isso que faz a obra o tempo todo: procura aproximar o texto clássico da realidade da plateia. Há clara tentativa de diálogo com o seu tempo na montagem dos Satyros. Seja no diálogo entre os atores Robson Catalunha e Henrique Mello com a plateia dentro do teatro – no qual Catalunha se sobressai como uma espécie de comediante de stand-up que sabe lidar com o imprevisto e o improviso; seja na tentativa de abarcar os skatistas da praça em vez de demonizá-los.

Algumas associações parecem surgir à toque de caixa, com o tom pomposamente político nas referências às manifestações de junho que tiveram a praça Roosevelt como cenário de enfrentamento entre protestantes e polícia. Bem como a tentativa de fazer com que o público carregue cartazes de protesto na segunda parte da obra – com o clima de revolta já arrefecido atualmente, poucos espectadores se interessaram pela proposta na sessão vista pelo R7. Mesmo assim, só de buscar abarcar a temática – em vez de olhar para o próprio umbigo – e dialogar com seu tempo político, é algo que traz mérito à obra.

De volta ao elenco, Gustavo Ferreira faz Creonte, o tio ambicioso, e Dyl Pires fica com o posto de narrador. Ambos estão claramente entregues, por mais que o registro intenso de ambos destoe do todo. Aí cabe uma observação: não há uma unidade de registro no elenco. Cada um vai por um caminho. Talvez seja esta mesma a proposta da direção, em explicitar a diversidade de seus atores sem amarrá-los a uma unidade. O teatro dos Satyros, assim,  transforma o que seria deficiência em estética.

Poesia final

A peça vai bem enquanto está dentro do Espaço dos Satyros Um, mas sofre queda abrupta quando vai para fora. Afinal, teatro de rua é tarefa das mais complicadas. O público fica meio perdido diante das cenas, por mais que os atores se esforcem em fazer a todos seguir a bandeira branca que indica o caminho correto.

Phedra D. Córdoba, em sua última aparição em frente a um hotel barato, está pouco aproveitada. Sua figura é tão forte que ela poderia interagir mais com o público naquele momento derradeiro, em vez de apenas apontar.

A cena anterior, na qual o público vê Édipo comendo uma pizza e tomando cerveja com Catalunha e Mello em um boteco, também é de uma ironia que mais parece piada interna.

Contudo, na cena final, o coro volta com tudo e há o impacto da poética imagem de Cléo De Páris e seus balões vermelhos na cidade cinza, cuja visão é um alento ao que faltou.

Édipo na Praça
Avaliação: Bom
Quando:
Sexta e sábado, 20h. 100 min. Até 16/11/2013
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, Metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: Grupo Os Satyros transforma deficiência em estética em seu espetáculo Édipo na Praça

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Canções Fatais Cida Moreira Foto de Mirna Modolo Cida Moreira canta Vicente Celestino nas Satyrianas

Cida Moreira faz o show Canções Fatais nesta quinta (14) nas Satyrianas - Foto: Mirna Modolo

Por Miguel Arcanjo Prado

A cantora e atriz Cida Moreira está em meio aos preparativos finais para seu show Canções Fatais, logo mais, abrindo o festival Satyrianas 2013, ao lado do pianista João Leopoldo.

O evento criado pelo grupo Os Satyros está em sua 14ª edição e começa nesta quinta (14) e vai até domingo (17). Saiba mais.

Em sua apresentação, Cida vai se concentrar nas músicas de Vicente Celestino, nosso grande compositor.

Humberto Vieira assina direção, cenário e iluminação.

Será nesta quinta (14), às 21h30, no Satyros 3 (praça Roosevelt, 124). O esquema é pague quanto quiser.

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cleo bobsousa4 Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

Cléo De Páris, a musa da praça Roosevelt: duas peças ao mesmo tempo - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado

Cléo De Páris, a atriz que é musa do Satyros, tem a partir desta sexta-feira (8) uma missão dupla a ser enfrentada na praça Roosevelt; mais especificamente no Espaço dos Satyros Um, o badalado teatro alternativo paulistano.

A atriz gaúcha estará em duas peças na mesma noite. Às 20h, pode ser vista como Jocasta em Édipo na Praça. Já à meia-noite, ela reestreia a peça Nosferatu, escrita por ela e dirigida por Fabio Mazzoni, na qual contracena com Eric Lenate.

Recentemente, Cléo foi vítima de ataque midiático. Um jornal carioca publicou fotos da atriz com a amiga Maria Casadevall, estrela da novela Amor à Vida. Nas fotos, na realidade divulgação da peça Nossa Gata Preta e Branca no Espaço dos Parlapatões em 2012, nas quais as personagens das duas trocavam um selinho. A reportagem usou a imagem para insinuar que as atrizes teriam sido namoradas.

Nesta entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7, Cléo comenta o episódio publicamente pela primeira vez, fala da jornada dupla no palco e ainda fez a revelação sobre quem é seu novo namorado.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Cléo, você estreou Nosferatu no Sesc Consolação. Vai ser mais gostoso fazer no Satyros?
Cléo De Páris – Acredito que sim. Eu adoro o palco do Satyros Um. Sempre que estou ensaiando me imagino lá... Virou, sei lá, uma obsessão [risos]. E me sinto amparada, protegida. Não temos a estrutura do Sesc, mas a relação mais humana e direta compensa sempre. Além disso, o espaço é bastante parecido com a sala Beta do Sesc, onde fazíamos a peça, e isso facilita muito.

Você gosta desse horário da meia-noite?
Gosto muito! Acho que é uma opção interessante para uma cidade como São Paulo e ainda mais pela questão do trânsito. Esse horário permite que você saia do trabalho, jante, passe em casa e tranquilamente vá ao teatro mais tarde. Também nossa peça tem apenas 50 minutos.

Você já fez peça neste horário?
Eu fiz A Filosofia na Alcova [peça dos Satyros] durante dois anos no horário da meia-noite. Sempre com muito público. Difícil é fazer duas peças no mesmo dia, o que vai acontecer comigo agora também... Saio do Édipo na Praça e depois tem Nosferatu. Mas é por pouco tempo e são trabalhos que gosto tanto!

Cléo, a pergunta que não quer se calar na praça Roosevelt: você e Eric Lenate [diretor e ator que contracena com ela em Nosferatu] estão namorando?
Sim.

Agora vamos falar de um assunto delicado. Como você reagiu àquela história das fotos de divulgação da peça que você fez no ano passado com a Maria Casadevall terem sido publicadas por um jornal carioca insinuando que vocês seriam namoradas?
Você até tinha me perguntado naquela época se eu queria falar algo, daquela gente que se dava ao trabalho de copiar nossas fotos de Instagram para tentar levantar polêmica. Eu não quis comentar nada na época, Miguel, primeiro pra não causar mais rebuliço e atrapalhar a Maria, segundo porque não tenho qualquer respeito por quem publicou aquelas bobagens. Mas, agora, gostaria de dizer uma coisa: gostaria de dizer que fiquei pasma com aquilo e fiquei pasma em ver o quanto as pessoas são preconceituosas de fato. Porque, a meu ver, pouco importa se fôssemos, tivéssemos sido namoradas!  E mais, o que eu precisaria desmentir? Não tem nada de ofensivo nisso. As pessoas ainda tratam como xingamento ser gay? As pessoas ainda tratam como ofensa? As pessoas acham que podem "macular" a imagem de alguém com isso? Acho absurdo ao extremo esse pensamento. Não fiquei chateada, achei até divertido por um lado. Mas é muito triste na verdade que o mundo seja assim. É muito triste que a imprensa seja assim, no geral. É muito triste que muitas pessoas com as quais nos relacionamos ainda sejam assim.

cleo de paris andre stefano Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

À esquerda, Cléo De Páris com Eric Lenate em Nosferatu; à direita, ela em Édipo na Praça - Fotos: André Stéfano

Édipo na Praça
Avaliação: Bom
Quando:
Sexta, sábado e domingo, 20h. 75 min. Até 30/11/2013
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

Nosferatu
Avaliação: Muito bom
Quando:
Sexta e sábado, meia-noite. 50 min. Até 14/12/2013
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Cléo De Páris faz jornada dupla na praça Roosevelt

Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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