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julio cortazar Centenário de Julio Cortázar é celebrado no ABC

Julio Cortázar nasceu há exatos cem anos: autor de Rayela (Jogo da Amarelinha) é ícone da literatura - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Esta quinta (26) é a data em que Julio Cortázar completaria 100 anos. Sua legião de leitores em todo o mundo celebram o autor. E, no Brasil, não é diferente. Para celebrar o centenário do escritor argentino, o Sesc Santo André, no ABC Paulista, em São Paulo, sedia o projeto Cortázar e os Absurdos do Mundo.

Além de leitura de suas obras, a programação ainda tem dança, música.

Cortázar, que morreu em 1984, é considerado um dos mais importantes autores do século 20 e tornou-se expoente do gênero realismo fantástico. Sua obra influenciou outras artes além da literatura, como o teatro e o cinema.

Astuto observador do cotidiano, ele usava seu texto para expor o absurdo do mundo.

Na programação especial do Sesc Santo André tem oficina criativa, histórias contadas para as crianças e um debate sobre a obra de Cortázar marcado para 16 de setembro, com o filósofo Fabiano Barboza Viana, o jornalista Reynaldo Damazio e o escritor Julián Fuks.

Nesta quinta (28), um show de jazz mistura-se ao texto de Cortázar, já que ele era fã do gênero musical, tanto que o homenageou no livro Rayuela (Jogo da Amarelinha, em português), escrito em 1963 e seu grande best-seller.

Julio Cortázar nasceu na embaixada da Argentina, em Bruxelas, em 26 de agosto de 1914. Aos quatro anos voltou com seus pais para a Argentina, onde morou em Banfield. Em 1935 formou-se professor e deu aulas e começou a trabalhar no mercado editorial. Em 1937, mudou-se para Paris, onde viveu grande parte de sua vida e morreu em 12 de fevereiro de 1984.

Conheça a programação do projeto Cortázar e os Absurdos do Mundo.

Cortázar por fernando santiago Centenário de Julio Cortázar é celebrado no ABC

Julio Cortázar retratado pelo artista Fernando Santiago: centenário celebrado - Foto: Divulgação

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Monga Maria Carolina Dressler crédito Adriana Balsanelli Monga, a mulher macaca, ganha versão nos palcos por Maria Carolina Dressler após pesquisa na Itália

Maria Carolina Dressler vai fundo nos dilemas de Monga em peça no Santo André - Foto: Adriana Balsanelli

Por Miguel Arcanjo Prado

A mulher que vira macaca encanta e assusta gerações. Monga não é só esta figura lendária do mundo dos espetáculos como também é o título do primeiro espetáculo solo da atriz Maria Carolina Dressler, que estreia nesta quarta (6), às 21h, no Sesc Santo André, onde cumpre temporada até o começo de dezembro.

O texto foi escrito pela atriz em parceria com a diretora, Juliana Sanches, do Grupo XIX de Teatro, e contou com supervisão do diretor italiano Pietro Floridia, do Teatro Dell’Argine de Bolonha – que dirigiu a atriz em duas peças com o XIX: O Castelo, em 2012, e a recente Estrada do Sul.

Durante a pesquisa, parte dela feita na Itália, Dressler conheceu a fundo o cinema grotesco de Marco Ferreri (1928-1997), referência na montagem, sobretudo com a sua mulher-macaca do filme La Donna Scimmia (1964).

— Foi com a obra dele que definitivamente pude entender porque o número da Monga me causava tanto fascínio. Ferreri brinca com o humano animalizado para falar do resgate da humanidade, da identidade, da origem, do renascimento e da liberdade

Ainda nos estudos na Itália, Dressler passou pelo Museo Nazionale del Cinema, em Torino, o Centro Sperimentale di Cinema, em Roma, e a Università degli Studi di Verona.

Monga Maria Carolina Dressler crédito Adriana Balsanelli 2 Monga, a mulher macaca, ganha versão nos palcos por Maria Carolina Dressler após pesquisa na Itália

Para montar Monga, Maria Carolina Dressler fez pesquisa na Itália - Foto: Adriana Balsanelli

— Falei com pessoas que conheceram e trabalharam com Ferreri, como Mario Canale e Alberto Scandola. Tive acesso a um vasto material de arquivo. Assim como os personagens de Ferreri, que sempre buscam suas origens, senti que a viagem foi para mim uma jornada de identificação e reencontro.

Tormento da mulher-macaca

A peça tem drilha sonora de Daniel Maia, locuções de Flavio Faustinnoni e figurinos de Luciano Ferrari, que remete a animais em cores e desenhos. A cenografia, uma jaula de ferro que funciona como uma espécie de quarto-camarim, foi criada por Paula de Paoli com influência direta das gaiolas da artista plástica Louise Bourgeois (1911-2010).

A obra investiga o tormento desta mulher que vira macaca aos olhos do público, seus conflitos internos, descortinando fatos de sua infância, adolescência e juventude – repletos de dramas pessoais. Vídeos e locuções ajudam a criar o clima de delírio no qual a personagem vive.

A mexicana Julia Pastrana (1834-1860), que nasceu com a doença hipertricose, que cobre o corpo de pelos – herdada também por seu filho – foi usada por seu marido em espetáculos que a tornaram precursora do número hoje mundialmente conhecido como Monga, ainda presente em parques e quermesses interioranas.

— A personagem foi batizada de Julia em referência à mexicana, mas trata-se de uma Monga fictícia, que nos permitiu criar uma narrativa baseada em personagens dos filmes de Ferreri e nos conflitos de vítimas de exposição e isolamento.

Dressler ainda teve contato com Romeu del Duque, que é considerado o pai da Monga do extinto parque paulistano Playcenter, que assustou gerações de crianças e adolescentes.

— Meu propósito é homenagear Marco Ferreri e todos os artistas que montam ou já montaram o número da Monga em algum lugar do mundo.

Monga
Quando: Quarta, 21h. 50 min. Até 11/12/2013
Onde: Sesc Santo André (r. Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo Adré, São Paulo, tel. 0/xx/11 4469-1200)
Quanto: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada) e R$ 2 (comerciário e dependentes)
Classificação etária: 12 anos

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luis antonio gabriela <i>Luis Antonio   Gabriela</i> faz apresentação grátis

O excelente ator Marcos Felipe arrebenta como Luis Antonio - Gabriela - Foto: Bob Sousa

Quem mora em São Paulo e ainda não viu ao melhor espetáculo de 2011 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) tem duas chances neste mês, uma delas sem pagar nada.

Na próxima segunda (12), às 21h, a peça Luis Antonio-Gabriela será apresentada de graça no Memorial da América Latina, dentro do 5º Festival Ibero-Americano de Teatro.

Quem está pela região do ABC ainda poderá conferir o espetáculo nos dias 24 e 25 deste mês, no Sesc Santo André, a R$ 20. 

Depois, será a vez dos paranaenses verem a montagem no Festival de Curitiba, nos dias 1º e 2 de abril, no Sesc da Esquina.

Luis Antonio – Gabriela é daquele tipo de espetáculo que parte para o tudo ou nada.

E consegue se aproximar do tudo diante da inventiva dramaturgia criada por Nelson Baskerville e a Cia. Mugunzá de Teatro para contar o complicado passado familiar do dramaturgo e de sua família, em especial seu irmão homossexual (travesti) que titula a montagem.

Baskerville mexe, sem nenhum pudor, em sentimentos mal resolvidos de seu passado.

Numa exposição corajosa e, em alguns momentos, surpreendente, ele foca sua montagem em Luis Antonio, seu irmão mais velho que, desde pequeno, era diferente dos demais meninos.

Mas o garoto que, numa visão maniqueísta seria apenas vítima da intolerância familiar à sua orientação sexual, é também algoz do caçula, o pequeno Nelson, com abusos sexuais constantes.

Numa espécie de catarse por meio da arte, Baskerville esfrega na cara da plateia mazelas que muitas famílias preferem esconder debaixo do tapete. Ou no canto escuro entre o armário e porta.

Uma provocativa confusão cênica ilustra satisfatoriamente o grupo familiar desmantelado do espetáculo, com um pai violento, uma mãe omissa e uma profusão de irmãos e meios-irmãos dos dois lados, perdidos na balbúrdia doméstica.

Talvez por estar tão mergulhado na história de sua própria vida, o dramaturgo e diretor comete um deslize quase imperceptível, ao aparecer em um telão, no desenrolar do espetáculo, em gravação feita durante o processo criativo, dizendo o que gostaria de ver em cena. Tal interferência não ajuda; muito pelo contrário, acaba expulsando, por um curto momento, o público daquela viagem, trazendo-o de volta à realidade.

Mas isso dura pouco e não prejudica o conjunto da peça, com um elenco competentíssimo, composto por Day Porto, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Breda e Marcos Felipe – que dá a força e a graça que hipnotizam o público diante de seu Luis Antonio/Gabriela.

Marcos Felipe ainda faz parceria com Baskerville na dedicada iluminação e no inventivo cenário da peça, que faz o teatro andar de mãos dadas com as artes plásticas e a parafernália tecnológica.

Ao passar da peça, o público é levado à realidade dura e crua da vida, com suas decisões que, na realidade, são caminhos trilhados quase que ao acaso do destino, cumprindo cada um seu rito, sua sina. Luis Antonio-Gabriela nos mostra que a vida passa rápido e que, muitas vezes, é difícil entender e aceitar os erros cometidos no passado, já que muitos destes erros, não costumam ter conserto.

O grande mérito dos meninos da Mugunzá é fazer com que tanto peso não se transforme num melodrama carregado de tintas, mas que soe como nada mais que um retrato artístico da vida, cruel e bela.

Luis Antonio – Gabriela
Avaliação: ótimo
Quando: segunda (12), às 21h
Onde: Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 1, Metrô Barra Funda, tel. 0/xx/11 3823-4600)
Quanto: grátis
Classificação: 16 anos

Quando: sábado (25
Onde: Sesc Santo André (r. Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André, tel. 0/xx/11 4469-1200)
Quanto: R$ 20; R$ 10 (usuário do Sesc) e R$ 5 (comerciário ou dependente)

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