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the old woman 8 lucie jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Milhail Baryshnikov e Willen Dafoe estão na peça que Bob Wilson apresenta em São Paulo - Foto: Lucie Jansch

Por MIGUEL ARCANJO PRADO A peça mais aguardada do mês no Brasil é The Old Woman - A Velha, do diretor norte-americano Robert Wilson, ou apenas Bob Wilson. No elenco, dois grandes nomes: o bailarino russo Mikhail Baryshnikov e o ator norte-americano Willen Dafoe. A criação do diretor e de seus atores se baseia no sombrio romance russo homônimo, escrito por Daniil Kharms em 1939. No enredo, um escritor em crise é atormentado pela imagem de uma velha mulher. A montagem estreou em 2013 na Inglaterra. E sua estreia no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, acontece no dia 24, mas os ingressos começam a ser vendidos no dia 8 no site do Sesc (saiba mais) . Para saciar um pouco de sua curiosidade sobre a obra, o blog separou alguns cliques da encenação feitos pela fotógrafa Lucie Jansch. Veja que beleza:

the old woman 9 lucie jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Os dois atores surgem em cena estilizados como palhaços em The Old Woman - Foto: Lucie Jansch

 

THE OLD WOMAN credit Lucy Jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe colaboraram no processo de criação com Bob Wilson - Foto: Lucie Jansch

the old woman 7 lucie jansch Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

A peça terá apenas 11 sessões entre 24 de julho e 3 de agosto em São Paulo - Foto: Lucie Jansch

the old woman 4 Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

The Old Woman ficará em cartaz no Sesc Pinheiros, no Teatro Paulo Autran - Foto: Lucie Jansch

The Old Woman 1 foto lucie jansch1 Veja fotos de The Old Woman   A Velha, peça Bob Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willen Dafoe

Ingressos para The Old Woman - A Velha começam a ser vendidos dia 8 no site do Sesc SP e dia 10 na bilheterias das unidades: custa R$ 60 a inteira, R$ 30 a meia e R$ 20 para comerciários e dependentes - Foto: Lucie Jansch

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sesc santos Livro conta história do Sesc SP em fotos

Imagem do Sesc Santos no livro: história institucional contada por meio da fotografia - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Desde a década de 1940, as unidades do Sesc em São Paulo integram o eixo da vida cultural paulista.

sesc2 Livro conta história do Sesc SP em fotos

Capa do livro: Fachada do edifício Alcântara Machado, na rua do Riachuelo, onde funcionou o Restaurante do Comerciário do Sesc, inaugurado em 1959, no centro de SP: na capa do livro - Divulgação

Neste contexto, a instituição é fundamental para o teatro, já que, constantemente, apoia espetáculos de nomes consagrados e também de iniciantes.

Para contar tanta história, nada melhor do que a fotografia. Afinal, ela é quem registra para a posteridade a cara da história.

As Edições Sesc acabam de lançar o livro As Imagens da Imagem do Sesc: Contextos de Uso e Funções Sociais da Fotografia na Trajetória Institucional (R$ 49). A autora é Solange Ferraz de Lima, historiadora da USP (Universidade de São Paulo).

A obra traz retratos marcantes das sedes da instituição e também imagens publicadas em sua revista institucional, que sempre traz a programação das unidades para desfrute de seus sócios.

A garimpagem das fotos não foi tarefa fácil. Isso porque só até o ano 2000, antes das facilidades do mundo atual digital, o acervo do Sesc São Paulo já contava com 70 mil fotografias.

É foto que não acaba mais.

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serroni foto bob sousa1 Entrevista de Quinta   J.C. Serroni faz panorama histórico da cenografia brasileira em livro

J.C. Serroni: um dos maiores cenógrafos da história do teatro brasileiro - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

O livro Cenografia Brasileira – Notas de um Cenógrafo [Edições Sesc] foi lançado nesta quarta (27), na livraria Martins Fontes, em São Paulo. A obra de 376 páginas, apresenta um panorama da cenografia brasileira no século 20, feito por um dos maiores nomes da área: José Carlos Serroni, ou J.C. Serroni, como ele assina.

O arquiteto formado pela FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da USP (Universidade de São Paulo) traçou um panorama da sua profissão a partir de apontamentos pessoais e também da trajetória de 31 cenógrafos brasileiros, no maior levantamento já feito nesta área.

Serroni, que criou sua própria escola, o Espaço Cenográfico de São Paulo, e coordena os cursos de cenografia e figurino da SP Escola de Teatro, conversou com o Atores & Bastidores do R7 nesta Entrevista de Quinta sobre este seu novo trabalho.

Leia com toda a calma do mundo:

serroni capa Entrevista de Quinta   J.C. Serroni faz panorama histórico da cenografia brasileira em livro

Capa do livro Cenografia Brasileira, lançado pelas Edições Sesc por J.C. Serroni - Divulgação

Miguel Arcanjo Prado – Como surgiu o livro?
J.C. Serroni – A ideia do livro é antiga. Logo que acabei o livro sobre os teatros do Brasil [Teatros – Uma Memória do Espaço Cênico no Brasil], há dez anos, já comecei a pensar nisso. Sempre nos meus cursos, meus alunos entrevistaram cenógrafos e fui guardando este material, porque achava importante um dia fazer um livro que fosse um panorama da cenografia brasileira. Tínhamos livros que mostravam a trajetória de um cenógrafo, mas não tínhamos um com o panorama geral.

Você demorou muito para fazer o livro?
Organizei o projeto há cinco anos. Acabei mandando para o Sesc, instituição com a qual tenho relação muito grande. Depois de quase um ano, aprovaram o livro. Acho que escrevi e levantei o material em um ano e dois meses. Contudo, fiquei quase três anos para conseguir as autorizações de imagens.

Foi difícil?
Acho que é justo que se cuide do direito autoral, mas é um trabalho insano. Elenquei 31 cenógrafos e tem umas 300 imagens... Tem de ter autorização do autor, do fotógrafo, do retratado... Muita gente já morreu, muitas famílias moram no exterior... Por essa dificuldade, eu acabei fazendo ilustrações a partir do que via, de fotos, para conseguir fechar o livro.

serroni autografa Entrevista de Quinta   J.C. Serroni faz panorama histórico da cenografia brasileira em livro

Serroni autografa seu livro durante a noite de lançamento em São Paulo nesta quarta (27) - Foto: Divulgação

O que você fala no livro?
É um panorama da cenografia brasileira. Falo das Quadrienais de Praga [maior evento da cenografia mundial], que eu acompanhei pelo menos sete, e levantei 20 exposições na área da cenografia. Claro que no início faço uns apontamentos sobre a cenografia e apresento o trabalho destes 31 cenógrafos. É isso. Foram quase quatro anos e todos com uma base anterior, de coisas que vi, de cenógrafos que trabalhei junto. Efetivamente, o trabalho foi feito.

Qual a importância para a história do teatro de um livro como o seu?
Acho que é da maior importância este tipo de livro. Fazer um panorama do último século, que é o período que a cenografia existiu no Brasil realmente. Tive dificuldades em levantar o material, porque as imagens estão muito ruins. Já estava atrasado este livro. Dei uma contribuição para tentar minimizar essa dificuldade. Pretendo pensar em outro projeto, um livro mais didático, com técnica e projeto. Ultimamente temos muitos livros documentando o teatro. Isso é muito bom.

Por que você virou cenógrafo?
Eu diria um pouco que foi sem querer. Eu sou de São José do Rio Preto [interior de São Paulo]. Lá, até 18, 19 anos, não tinha ninguém da área artística na família. Só tinha visto teatro no circo que era montado em frente à minha casa. Mas aos 14, 15 anos, eu comecei a pintar. Eu tinha uma professora que me estimulou muito. Comecei a participar de exposições na praça lá em Rio Preto [risos].

E como veio a cenografia?
Aí o [José Eduardo] Vendramini me convidou para pintar uns telões para uma peça dele; eram cinco de quatro por oito metros. A partir daí fui fazendo adereço, entrei para o grupo, fui ator pela primeira, última e catastrófica vez [risos], mas vi que queria fazer cenografia de teatro. Vim para são Paulo e entrei na faculdade de arquitetura.

serroni foto cristiane camelo sp escola de teatro Entrevista de Quinta   J.C. Serroni faz panorama histórico da cenografia brasileira em livro

Noite de autógrafos: J.C. Serroni recebeu amigos como os atores Eric Lenate e Cléo De Páris, colegas na SP Escola de Teatro na livraria Martins Fontes, em São Paulo - Foto: Cristiane Camelo/SP Escola de Teatro

Você já entrou na FAU [Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo] pensando em ser cenógrafo?
Sim. Ainda na USP, entrei para a TV Cultura, onde conheci o [Antonio] Abujamra e o Antunes [Filho]. Vim para a arquitetura porque me falavam que eu deveria fazer arquitetura ou artes plásticas para ser cenógrafo. Até hoje, só fiz uma casa para meu irmão em Rio das Outras. Hoje, me especializei em arquitetura de teatro. Tenho feito muitos projetos.

Como era a FAU no seu tempo de estudante?
Peguei um período da FAU muito interessante, se formava de tudo, menos arquiteto [risos]. A gente tinha Claudio Tozzi, o Flávio Império dando aulas. Era tudo muito aberto na década de 1970. Formavam-se artistas. Na minha turma, tinha o Guilherme Arantes, que depois virou cantor, o Tales Pan Chacon, que virou ator, o Gal Oppido, que virou fotógrafo, o Felipe Crescenti, que exerce a arquitetura.

serroni Entrevista de Quinta   J.C. Serroni faz panorama histórico da cenografia brasileira em livro

Serroni trabalhou por 11 anos com Antunes Filho e fez cenários de importantes obras como Paraíso Zona Norte - Foto: Divulgação

Quais são os cenários que você mais gostou de fazer e por quê?
Falo muito para meus aprendizes que temos de exercitar o desapego. Porque cenógrafo não é ator que fica no espetáculo. Você faz e entrega. Agora, tem projetos que marcam. Todos os que fiz com o Antunes são espetáculos muito significativos, o mais curto que a gente fez lá durou oito, nove meses de processo. Tenho Paraíso Zona Norte que considero muito importante porque foi marcante. Sou um cenógrafo que me envolvo muito. Gosto de ver ensaio, acompanhar o processo.

Você trabalhou no Carnaval no começo da carreira?
Sim, isso foi lá atrás. Quando tinha acabado de me formar, o José Roberto Arduim, meu amigo que é de Rio Preto também, havia entrado na arquitetura em Santos e se envolveu com a escola de samba X-9. Ele me chamou para trabalhar com ele. Fizemos cinco Carnavais e ganhamos quatro. Fiquei muito envolvido na época, cheguei a ir para o Rio, acompanhei o trabalho da [carnavalesca] Rosa Magalhães... Foi uma experiência interessante. Hoje, o Carnaval mudou muito, você precisa ser quase um contratado exclusivo da escola, então não dá mais para fazer. Foi só uma experiência mesmo. Meu foco sempre foi o teatro.

Qual dica você dá para jovens cenógrafos?
A gente tem muito problema de formação. Sempre achei importante pensar no outro lado da cenografia. Da infraestrutura, da formação, de melhorar o nível de nossos espaços teatrais. Sempre me envolvi muito com isso e trabalhei neste sentido. Foram muitas turmas. Onze anos com o Antunes, dez no Espaço Cenográfico e agora estou há cinco anos na SP Escola de Teatro. Tem de ter paixão pela profissão, porque ela é muito dura. São noitadas, fim de semana, viagens. E também saber que cenografia e teatro são artes conjuntas. Você quer ser um artista que assina sua obra de imediato não vem fazer teatro. Isso só vem com o tempo. É preciso ter a generosidade para ouvir muito, porque senão não vai para frente. É preciso estudar muito, exercitar o olhar, ver de outra maneira a cidade e a natureza. É preciso ter muita força de vontade, porque as oportunidades não são muitas, embora você tenha muito trabalho hoje. Só depende de saber que tipo de cenógrafo você quer ser. Mas, antes de tudo tem de ser apaixonado pela coisa. No teatro isso é muito latente, ele mexe muito com as relações humanas. Se não é apaixonado você não aguenta aquele ensaio que dura seis horas e nada acontece [risos].

serroni e mulher ana paula foto cristiane camelo sp escola de teatro Entrevista de Quinta   J.C. Serroni faz panorama histórico da cenografia brasileira em livro

J.C. Serroni posa com a mulher, Ana Paula, no lançamento do livro - Foto: Cristiane Camelo/SP Escola de Teatro

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Mono blocos Foto Roberto Assem O46A5373 Bienal Sesc de Dança de Santos foi vista por 70 mil

Cena do espetáculo mineiro Mono-Blocos, apresentado na Bienal Sesc de Dança - Foto: Roberto Assem

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O Sesc São Paulo informou o balanço final de público da 8ª Bienal Sesc de Dança, realizada no Sesc Santos, no litoral paulista, entre 5 e 12 de setembro de 2013.

Segundo a instituição, o evento foi visto por 70 mil pessoas.

Foram 22 espetáculos ao todo, vindos do Brasil, Bélgica, França, Chile e Uruguai. Estes trabalhos foram selecionados pela curadoria entre 546 projetos inscritos de 445 grupos de 16 Estados Brasileiros e 15 países.

Como visto pelo R7, que cobriu o evento, a curadoria optou por trabalhos mais próximos da performance do que da dança tradicional.

O que se viu, em grande parte das apresentações, foram "performances cabeça" e de pegada "egotrip".

Luiz Ernesto Figueiredo, o Neto, gerente do Sesc Santos, afirma ao R7 que “os objetivos foram atingidos”.

Segundo ele, houve 15% de crescimento de público em espetáculos nos quais houve cobrança de ingresso em relação à edição de 2011.

— Isso mostra nossos acertos. O público está entendendo cada vez mais o movimento da dança. Acho que gostar ou não gostar faz parte do processo democrático.

O festival pretende continuar na mesma linha nas próximas edições, de acordo com Neto.

— A dança convencional não é nossa proposta. O movimento do corpo é que é nosso objetivo. Não tem pecado nenhum fazer a dança tradicional, mas nosso conceito é outro. O Sesc continua com a proposta do movimento. Propor, provocar e discutir está dentro do nosso contexto.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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oqueocorponaolembra Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

Cena do espetáculo O Que o Corpo Não Lembra, do grupo belga Última Vez - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A cidade acostumada à coreografia dos estivadores do maior porto do Brasil agora dança novos ritmos. Começou na noite desta quinta (5) a oitava edição da Bienal Sesc de Dança, que vai até o próximo dia 12 de setembro, em Santos, no litoral paulista.

O evento existe de 1998 e já é considerado um dos principais eventos da dança contemporânea mundial. Contando o Brasil, são cinco os países participantes. Quatro grupos de fora representam Bélgica, França, Chile e Uruguai.

As obras abordam perguntas que o homem contemporâneo se faz o tempo todo.

A seleção feita pela curadoria não foi fácil, afinal, 546 trabalhos de 445 grupos de 16 Estados e 15 países se inscreveram. Destes, foram selecionados 22 espetáculos, oito intervenções, uma instalação, uma videoinstalação e duas exposições.

Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, afirma que o evento quer dialogar cada vez mais com a cidade que o sedia.

— Esta edição da Bienal retoma o impulso original ao explorar as possibilidades de conexão com a cidade de Santos. A ocupação inusitada dos ambientes urbanos abre espaço para uma reflexão sobre as manifestações da dança na contemporaneidade e sua forma de se colocar socialmente.

santos tadeu nascimento poster1 Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

Santos, no litoral paulista, recebe turistas em busca de espetáculos de dança - Foto: Tadeu Nascimento

Paulistanos são bem-vindos

O evento pode ser uma boa desculpa para o público paulistano visitar o litoral em turismo cultural.

O Sesc vai disponibilizar transporte gratuito entre São Paulo e Santos, ida e volta, para quem comprar ingressos para os espetáculos.

O ônibus sairá sempre do Sesc Vila Mariana e os interessados no serviço precisam agendar o transporte pessoalmente ou pelo telefone 0/xx/11 5080-3100. A partir desta sexta (6) até o dia 12, o ônibus sai da rua Pelotas, 141, na Vila Mariana, sempre às 15h, rumo a Santos. E volta sempre após o último espetáculo do dia. Um guia de turismo acompanha os viajantes.

O público cego também terá acesso às obras, já que, pela primeira vez, haverá o serviço de áudio-descrição nos espetáculos, que serão realizados em 18 espaços santistas.

Gringos e brasileiros

São quatro grupos internacionais nesta edição: Ultima Vez, da Bélgica, dirigido pelo consagrado Wim Vandekeybus com o espetáculo O que o Corpo Não Lembra; Xavier Le Roy, da França, com A Sagração da Primavera; Javiera Peón-Veiga, do Chile, com a coreografia nosotres e a Companhia Periférico, do Uruguai, com o espetáculo Vazio.

dudude Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

Dudude Hermann faz A Projetista - Foto: Guto Muniz

Entre os brasileiros, destaque para a catarinense Grupo Cena 11 Cia. de Dança, que celebra 20 anos de existência. Ela apresentará três espetáculos, incluindo o inédito Sobre Expectativas e Promessas, solo de Alejandro Ahmed. Ainda estarão presentes o coreógrafo Marcelo Evelin, com De repente fica tudo preto de gente; a bailarina mineira Dudude, com A Projetista; e o diretor carioca João Saldanha, com a coreografia Aventura entre Pássaros.

As crianças também serão foco de alguns espetáculos, como Pequena Coleção de Todas as Coisas, estreia da Cia. Dani Lima nas coreografias infantis, Álbum das Figurinhas, da Balagandança Cia, Têtes à Têtes, da coreógrafa Maria Clara Villa Lobos, e Poemas Cinéticos, do Grupo Lagartixa na Janela.

Fotos da dança

O evento terá duas exposições fotográficas. A primeira é de Manuel Vason, italiano radicado em Londres que fotografou grupos na América do Sul, para a mostra Still_Móvil – Performance, Fotografia, Colaboração, fruto de uma parceria entre Vason e a Rede Sul-Americana de Dança, em cartaz no Sesc Santos durante a Bienal.

A Bienal ainda tem outra exposição, homenageando o bailarino e coreógrafo japonês Kazuo Ohno, chamada Dispositivo Móvel Ohno.

Bienal Sesc de Dança de Santos
Quando:
De 5 a 12 de setembro
Onde: Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida, Santos, tel. 0/xx/13 3278.9800) e 17 outros espaços da cidade
Quanto: R$ 20,00; (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes); Exceto para os espetáculos: O que o Corpo Não Lembra (Ultima vez), A Sagração da Primavera (Xavier Le Roy), que custam R$ 30,00; (inteira); R$ 15,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes)
Informações e programação completa no site da Bienal Sesc de Dança

bienal sesc Bienal Sesc de Dança faz Santos bailar por sete dias

8ª Bienal Sesc de Dança: 22 espetáculos em 18 espaços santistas por sete dias; veja a programação completa

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coluna homens de papel foto Sergio Massa Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O ator Eliel Isidro em cena: última chance para ver Homens de Papel no Teatro Commune - Foto: Sergio Massa

Por Miguel Arcanjo Prado

Última chance
A Cia das Artes faz a última apresentação da peça Homens de Papel nesta sexta (19), às 21h. A peça está no Teatro Commune (r. da Consolação, 1218), em São Paulo. Jair Aguiar dirige o texto clássico do grande Plínio Marcos. Coisa boa.

Nós vamos invadir sua praça
Ivam Cabral, querido da coluna, avisa: a peça Édipo na Praça, que estreia no segundo semestre, vai ocupar a praça Roosevelt. Ela começa a série de eventos que vai comemorar os 25 anos do grupo Os Satyros, o mais famoso da cidade, em 2014.

Agenda Cultural da Record News

coluna Krisis Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Elke Maravilha e Peréio no Bom Retiro - Divulgação

Cia. Nova no Bom Retiro
Elke Maravilha e Paulo César Peréio são as grandes estrelas da ocupação que a Cia. Nova de Teatro faz no Sesc Bom Retiro até 14 de agosto. A dupla do barulho participa da peça Krisis, dirigida por Lenerson Polonini. “A peça teve três fases. A primeira, foi a ideia, ainda no Brasil. Depois, tivemos aquela segunda fase, na Grécia, onde intensificamos a pesquisa. A ideia de trabalhar com deuses que brincam com humanos esteve sempre presente. A Elke tem uma relação muito forte com a cultura grega, ela morou na Grécia, e também com a morte. Então, ela é a nossa Ades. Já o Peréio é o próprio Zeus”, conta o diretor à coluna. A segunda peça da ocupação é Caminos Invisibles... La Partida, uma montagem poliglota feita com 11 atores bolivianos e seis brasileiros: “É falada em espanhol, português e nos dialetos indígenas quechua aymara”, revela o diretor. Quem gosta de teatro tem de colocar na agenda ir prestigiar os dois trabalhos.

Prorrogou
O espetáculo Ausência aumentou sua temporada no Sesc Ipiranga. Agora vai até o dia 4 de agosto, sempre sábado, 21h, e domingo, 18h. A peça é protagonizada pelo ator Luis Melo, ator que também integra o elenco da novela Amor à Vida. Se no folhetim ele fala demais, no espetáculo entra mudo e sai calado. A interpretação é toda baseada no teatro gestual.

as cinzas do velho Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

As Cinzas do Velho volta ao cartaz após confusão - Divulgação

Temporada popular
Após um fim de temporada abrupto no Teatro União Cultural, a peça As Cinzas do Velho estará de volta ao cartaz entre 9 de agosto e 15 de setembro no Teatro João Caetano, da Prefeitura de São Paulo. O texto é do californiano Kelly Mcallister. No elenco, está o ator Alexandre Cruz, na foto, à direita. Os ingressos serão baratíssimos: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia. Não tem desculpa para não ir, né, gente?

O Retorno
A Cia. Aurora manda avisar que reestreia nesta sexta (19), às 21h, As Desgraçadas, no Teatro Cacilda Becker, na Lapa (r. Tito, 295), em São Paulo. A cenografia tem um datalhe interessante: tem 380 lâmpadas incandescentes delimitando o palco. As atrizes tem autonomia para manipular a luz. Ninguém fica no escuro.

bob sousa Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Bob Sousa: livro no forno

O Livro do Bob
A coluna ficou sabendo que a festa de lançamento do livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa, vai ser um arraso. Já tem gente até pedindo convite antecipado. O livro já está finalizado e a ponto de ir para a gráfica. Quem será que vai estar? A pergunta não quer calar.

Brecht costurado e inédito
Pedro Granato, nosso querido diretor, faz ensaio aberto nesta sexta (19), às 20h, da peça Quanto Custa? no CCBB-SP. Mas nem adianta se empolgar. A sessão é exclusiva para convidados. Liga para ele e pede.

Aviso
Para ninguém ficar triste, Granato avisa que a estreia para o público em geral será em 25 de julho. Tá bom.

Fofos de volta
A turma do grupo Os Fofos Encenam está em transe com a indicação ao Shell com o projeto Baú da Arethuza (veja lista completa dos indicados). Teve um diretor amargo que atacou os meninos pelo Facebook. Eles não se fizeram de rogados: vão estrear a nova peça do projeto, A Canção de Bernadete, neste sábado (20), no espaço que têm na rua Adoniran Barbosa,  151, na Bela Vista. E mandam convidar todo mundo.

Hamlet
O grupo potiguar Clowns de Shakespeare fica em São Paulo com sua famigerada versão de Hamlet até 26 de julho no Sesc Ipiranga. A coluna já viu.

coluna damadanoite Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Luiz Fernando Almeida faz um monólogo de Caio Fernando de Abreu na Bela Vista (SP) - Divulgação

Noturno
O ator Luiz Fernando Almeida vai protagonizar um dos textos mais emblemáticos de Caio Fernando Abreu: Dama da Noite. Ficará em cartaz todos os sábados de agosto e setembro, às 21h, no Espaço Cultural Pinho de Riga (r. Conselheiro Ramalho, 599, Bela Vista). A direção é de Andre Leahun. O ingresso será R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Moradores do Bixiga pagam só R$ 5. Vai juntando a grana pra ir.

cabaret eduardo enomoto 11 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Filas intermináveis no Teatro Ruth Escobar: musical Cabert é sucesso de público - Foto: Eduardo Enomoto

Lotado
Mesmo fazendo duas sessões por dia, às 19h e 21h, toda segunda, terça e quarta, até o fim do mês de julho, tem ficado público para fora do musical universitário Cabaret, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. As filas, enormes, começam já pelo período da tarde, para alegria e sufoco do diretor André Latorre. Tadinho.

Nasce uma estrela
Rita Gutt, a protagonista de Cabaret, já é uma diva dos musicais nacionais. A moça canta sem microfone, é afinadíssima e tem presença. Atenção, produtores dos grandes musicais: fiquem de olho nesta atriz.

rita gutt eduardo enomoto1 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Afinada e com presença de palco: Rita Gutt, à direita: nasce uma diva dos musicais - Foto: Eduardo Enomoto

Comunique-se
Este vosso colunista é um dos dez finalistas ao Prêmio Comunique-se 2013, o principal prêmio jornalístico do Brasil, na categoria Jornalista de Cultura em Mídia Eletrônica. A votação vai até dia 6 de agosto, mas precisa ter cadastro no site do Comunique-se. Este vosso escriba pede, humildemente, seu voto!

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IVANOV DEIVYSON TEIXEIRA 08 Cearenses do Teatro Máquina vão para Edimburgo, na Escócia, após o FIT Rio Preto 2013

Cena do espetáculo Ivanov, apresentado pelo Teatro Máquina no FIT 2013 - Foto: Deivyson Teixeira

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

A trupe cearense Teatro Máquina tem sua primeira viagem internacional marcada após sua participação no FIT 2013, o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no interior paulista.

Eles vão com a cara e a coragem para o Fringe de Edimburgo, na Escócia, o mais importante festival de teatro do mundo, no próximo mês de agosto.

No FIT, eles apresentaram a peça Ivanov, adaptação do texto de Tchékhov. Esta é a segunda vez que o grupo participa do evento em São José do Rio Preto, como conta a atriz Aline Silva.

- Para nós, este é um dos melhores festivais do Brasil, pela qualidade da produção e pela forma como somos recebidos.

O ator Levy Mota faz coro e diz que todos estão "honrados com o convite". Ele conta que o grupo sofreu um extravio do cenário e do figurino.

- Tivemos de improvisar tudo em 24 horas para fazer nossas apresentações no FIT. Foi muito tenso, mas no final, valeu a pena. Temos muito o que agradecer a todos que nos ajudaram.

fringe 300x212 Cearenses do Teatro Máquina vão para Edimburgo, na Escócia, após o FIT Rio Preto 2013

Cena de teatro de rua do Fringe de Edimburgo - Foto: Getty Images

A diretora do Teatro Máquina, Fran Teixeira, conta que a viagem ao Fringe é sonho antigo, só agora viabilizado. Mas levarão outra peça para lá: Leonce e Lena é a montagem escolhida para ser apresentada aos escoceses. Ficará em cartaz por lá de 4 a 25 de agosto. Viajarão sete artistas e um produtor. A diretora faz questão de citar os apoios.

- Temos um apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, sem os quais a viagem seria inviável. E temos, sobretudo, o apoio dos nossos bolsos [risos].

O ator Edivaldo Batista, protagonista de Ivanov, acredita que a participação no Fringe de Edimburgo, seguida ao FIT 2013, "vai engrandecer o currículo do Teatro Máquina".

- As viagens nos dão maturidade e renovam nossas forças. É muito difícil fazer teatro em Fortaleza. Infelizmente, ainda não conseguimos ficar em temporada. Fazer mais de oito apresentações lá ainda é algo impossível. Esperamos que isso mude.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013

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Os Bem Intencionados fotos Alessandro Soave 2012 10 Grupo Lume comemora sete peças no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Após participar do Festival de Teatro de Curitiba e fazer temporada de sucesso em São Paulo, peça Os Bem-Intencionados do Lume Teatro participa do FIT 2013 em São José do Rio Preto com ingressos esgotados - Foto: Alessandro Soave

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto (SP)*

O grupo Lume Teatro, de Campinas (SP), está feliz da vida em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Primeiro, porque os ingressos da peça deles acabaram no primeiro dia de venda. Segundo, porque comemoram a sétima vez no FIT, o Festival Internacional de Teatro da cidade, organizado pela Prefeitura e o Sesc Rio Preto.

Desta vez, apresentam Os Bem Intencionados, montagem dirigida pela mineira Grace Passô, do Grupo Espanca!, de Belo Horizonte. Ainda há duas apresentações, neste sábado (6) e domingo (7), às 22h, no ginásio do Sesc Rio Preto.

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Lume Teatro e diretora Grace Passô posam com o Prêmio Shell, em março deste ano - Foto: Bob Sousa

O Lume foi laureado com o último Prêmio Shell de Teatro, pelo conjunto da obra. Reconhecimento pelos 28 anos de atividades e pesquisa teatrais ininterruptas.

Antes do FIT, apresentaram-se também no Festival de Teatro de Curitiba. Ricardo Buccetti, ator da trupe, conta que, em seguida, vão para o Festival de Inverno de Ouro Preto (MG), onde se apresentam nos dias 23 e 24 de julho. Em agosto, aportam em Londrina (PR), onde participam do Festival Internacional de Londrina, o Filo.

"Puxada de tapete"

O Lume sempre faz intercâmbios. É quase inerente ao teatro que eles fazem, já que não possuem diretor fixo, como conta a atriz Raquel Scotti Hirson ao R7.

– Somos sete atores e não temos diretor. E esta montagem, com a mineira Grace Passô, é a primeira na qual somos dirigidos por um brasileiro. Já trabalhamos com diretores do Japão, do Canadá, da Argentina... Para a gente, esta troca é muito importante. Precisamos dessa puxada de tapete. E isso vem desde o Luis Otávio Burnier [fundador do Lume, que morreu precocemente em 1995].

Outra "intrusa" foi a iluminadora Nadja Naira, vinda da Cia. Brasileira a convite da diretora. Fez elogiado trabalho.

osbemintencionados Grupo Lume comemora sete peças no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Música é destaque: peça Os Bem Intencionados mostra grupo de artistas em um bar - Foto: Alessandro Soave

A peça Os Bem Intencionados (leia crítica) mostra um grupo de artistas em uma espécie de bar, onde eles apresentam números musicais e falam das dificuldades da vida artística. Aliás, a música é uma espécie de personagem da montagem.

Marcelo Onofri, diretor musical, diz que buscou referências na história dos próprios artistas do Lume.

– A música da peça veio da combinação de cabeças. As do Lume com a da Grace Passô. A charada foi onde colocar cada referência.

Onofri conta que a trilha da peça é bem eclética.

– Tem Frank Sinatra, Cauby Peixoto, Fábio Jr., Carlos Gardel, Astor Piazzolla... E ainda composições originais, como a que abre a peça.

A canção citada é emblemática. Porque é uma espécie de síntese da mensagem do espetáculo. A canção se chama: Será que Você vai Ver o Que Você Quer Ver?.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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manifestacao larissa macena Vaias e gritos marcam abertura do FIT Rio Preto 2013

Vaias, gritos, apitos e sirenes na porta do teatro: protesto contra abertura do FIT 2013 em sessão fechada marcou começo do evento em São José do Rio Preto (SP) - Foto: Larissa Macena/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a São José do Rio Preto*

Um clima de tensão, com direito a bate-boca, pairou sobre a abertura da 13a edição do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (4). Um grupo de cerca de 100 artistas fez protesto em frente ao Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Todos usavam uma camisa preta, simbolizando o luto, onde se lia: "FIT 2013 - Eu não fui".

Do lado de dentro, o público também protestou e vaiou quando os nomes de políticos da cidade foram citados, incluindo o do secretário municipal de Cultura de São José do Rio Preto, Alexandre Costa. As autoridades municipais ficaram nitidamente constrangidas. Apesar do grande número de gente do lado de fora, o R7 contou mais de 20 poltronas vazias.

Munidos de cartazes, apitos, megafones e muitos gritos de palavras de ordem, os artistas manifestantes atormentaram a vida dos convidados que foram ver a peça Discurso de un Hombre Decente, da Colômbia. A peça tem como ponto de partida discursos do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, assassinado em 1993, para discutir a descriminalização das drogas. De dentro do teatro, se escutava o barulho do protesto. Quem enfrentava a fila para retirar o ingresso ou entrar no teatro, recebia barulho de apitos e sirenes no ouvido.

Um colunista social da cidade chegou a discutir com os manifestantes, dizendo que tal ato não estava respeitando seu direito de ir ver o espetáculo em paz. A situação ficou muito tensa.

"Faltou boa vontade"

Drica Santi, atriz e diretora executiva da Associart e atriz da Cia Fábrica de Sonhos, que apresenta o espetáculo Caipiras no FIT 2013, disse ao R7 que a ação foi um “repúdio à abertura do evento em um teatro fechado”.

– Antes, a abertura sempre ocorreu no Teatro da Represa, que tem capacidade para 6.000 pessoas. Era algo que envolvia toda a cidade. Agora, está num espaço com 424 lugares, dando possibilidade a poucos de participarem da abertura. Eu sei que o Teatro da Represa estava interditado, mas acredito que faltou boa vontade da Prefeitura de São José do Rio Preto e do FIT para encontrar um novo local ao ar livre. Porque espaço não falta na cidade.

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Diretor reginal do Sesc SP, Danilo Santos de Miranda diz que o protesto fortalece a democracia - Foto: Divulgação

O diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, afirmou à reportagem que não se incomodava com o protesto. Muito pelo contrário.

– Acho normal e não vejo problema nenhum neste tipo de manifestação. Acho importante para a democracia que coisas deste tipo aconteçam. Sou absolutamente a favor.

Jorge Vermelho, que foi coordenador do FIT por muitos anos, atualmente fora da organização, afirmou ao R7 que os manifestantes “não tinham foco”. Questionado pela reportagem que o foco dos protestantes parecia claro – a exigência da abertura do festival ao ar livre –, ele declarou:

– De toda maneira, é legítimo reivindicar que a abertura possa abarcar o maior número possível de pessoas.

Apoio internacional

agnes brekke Vaias e gritos marcam abertura do FIT Rio Preto 2013

Atriz colombiana Agnes Brekke: "Estamos de acordo com que todos tenham acesso ao teatro" - Foto: Divulgação

A atriz colombiana Agnes Brekke, que apresentou a peça do lado de dentro com seu grupo, o Mapa Teatro, disse que os que estavam do lado de fora tinham seu apoio.

– Isso que aconteceu foi muito interessante, do meu ponto de vista. É muito importante que haja este tipo de posicionamento.

A atriz revelou que os artistas colombianos escutaram a manifestação do camarim, antes de entrar no palco. Mas falou que não sentiram incomodados.

– Estamos de acordo com que todos tenham acesso ao festival. Acho bonito isso de os brasileiros se manifestarem com suas exigências.

O tema deste ano é os limites entre realidade e ficção.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT Rio Preto 2013.

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the living room foto miguel arcanjo prado Crítica: The Living Room, de Thomas Richard, convida público a experiência sensorial inesquecível

Antes da última sessão, R7 faz registro exclusivo dos atores da peça The Living Room - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Por Miguel Arcanjo Prado

O espetáculo The Living Room (A Sala de Estar) faz sua derradeira apresentação às 18h deste domingo (12), no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo. A montagem é dirigida por Thomas Richard com seus artistas do Workcenter de Jerzy Grotowski e Thomas Richards, localizado em Pontedera, na Itália.

Para o espectador do teatro tradicional, relacionar-se com novas estéticas, como no caso da performance, pode gerar, num primeiro momento, certa estranheza e incômodo.

A montagem propõe um encontro entre público e artistas/performers em uma sala de estar, como o próprio nome diz, montada no palco.

O espectador é recebido pelo eclético elenco, que lhe acomoda em confortável e aconchegante mobiliário, enquanto lhe oferece chá, café, suco, biscoitos e frutas, formando um desenho perfeito do exercício do bem receber, sendo os artistas exímios anfitriões na arte do interesse pelo outro.

No começo, há quem estranhe a proposta, sobretudo a exposição de comer diante dos outros, já que todos podem ver todos. O que leva certo comedimento inicial. Mas, logo os artistas tratam de deixar os espectadores à vontade. Levando-os à suspensão da percepção convencional da loucura da metrópole e abrir um parêntesis onde a experiência acontece. A experiência das relações interpessoais ganham poesia em atos tão corriqueiros como tomar um café, servir um copo de suco ou pegar um biscoito na mesa.

Trata-se de um grupo esteticamente interessante em sua composição física, onde o corpo dos performers já é a própria performance. Há cuidado no gesto, no movimento, um tempo dilatado para as ações, o que introduz o público em uma outra convenção: a tranquilidade de uma sala de estar, na qual artistas e plateia formam uma coisa só, a tertúlia.

Os tertulianos assistem à execução a capela de cantos e textos de tradições ancestrais de distintos povos. A destreza na execução do canto faz com que o espectador tenha a sensação de sound round dos home theaters 5.1. Só que a experiência ocorre sem uso de tecnologia alguma.

De forma sutil, o espetáculo dialoga com o que conhecemos no Brasil por Augusto Boal do espect-ator, que levava o espectador a acionar na obra. A velocidade que o espectador pode acabar com os biscoitos à sua frente é tão interessante e performática quanto a execução formal da proposta, falando em termos de inter-relação.

Em toda a performance há um limite, um risco ao qual o grupo se predispõe. Neste caso, trata-se de colocar, na sala de estar de casa, convidados não conhecidos. E, lidar com estes, é ingrediente constitutivo e quase indispensável desse encontro. E a não compreensão dos idiomas nos quais são cantadas as canções é quase que uma desculpa para que esse encontro aconteça, onde o mais rico está na sensibilidade para o que é sutil e ao que se dá por acaso.

the living room foto miguel arcanjo prado 2 Crítica: The Living Room, de Thomas Richard, convida público a experiência sensorial inesquecível

Anfitriões: atores de The Living Room, do Workcenter Jerzy Grotowski e Thomas Richard, recebem o R7 no palco do Teatro Anchieta, em SP, onde fizeram temporada até este domingo (12) – Foto: Miguel Arcanjo Prado

The Living Room (A Sala de Estar)
Avaliação: Ótimo
Quando: Domingo, 18h. Até 12/5/2013
Onde: Teatro Anchieta do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, tel. 0/xx/11 3234-300)
Quanto: R$ 32 (inteira)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Otimo R7 Teatro Crítica: The Living Room, de Thomas Richard, convida público a experiência sensorial inesquecível

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